Últimas indefectivações

sábado, 7 de abril de 2012

É possível...


Benfica 101 - 73 Lusitânia
26-14, 23-15, 26-20, 26-24

É impossível não ficar frustrado no final da Fase Regular: com 2 vitórias sobre os Corruptos, e ficar em 2º lugar, atrás dos mesmos Corruptos!!! Se a derrota em Ovar ainda se poderia compreender (não com aqueles números), as derrotas fora de casa com este Lusitânia e com o Sampaense foram muitos difíceis de 'encaixar'!!! Mas agora não se pode mudar nada... Só temos que trabalhar para melhorar, passar uma eliminatória de cada vez, e na provável Final, voltar a vencer no antro Corrupto... e isso só será possível com grande intensidade defensiva, algo que tem faltado em vários momentos... Mas como os resultados demonstraram este Benfica, mesmo com todas as insuficiências, tem tudo para ser Campeão, mesmo sem a vantagem do factor casa no Play-Off...
Fico feliz por saber que o Sérgio Ramos já voltou aos treinos e pode mesmo regressar à equipa no próximo jogo... Por outro lado, a ausência do Gentry nas próximas 5 semanas, vai exigir ao Elvis muitos 'minutos'!!!

Liderança reforçada...



Benfica 3 - 1 Ac. Espinho
25-17, 25-22, 21-25, 25-8

Jogo interessante, sempre controlado, desta vez entrámos bem no jogo, e não demos de 'avanço' como a semana passada. Continuamos a não ganhar por 3-0, mas desta vez creio que nos faltou um bocadinho de sorte no 3º Set, depois de alguns pontos mal jogados (é verdade), com as substituições, a equipa demonstrou vontade em recuperar para evitar mais um Set, mas os toques do Bloco 'caíram' sempre para o sítio errado!!! Mas a resposta no 4º Set foi inequívoca...
Com a derrota do Sp. Espinho em casa com o Castêlo, o Benfica praticamente garantiu o 1º lugar no final da 2º Fase... Mas assim a minha convicção que será o Sp. Espinho o nosso adversário na Final fica um pouco abalada, já na próxima jornada, a deslocação do Fonte Bastardo a Espinho poderá clarificar alguma coisa... Se por um lado seria interessante uma 'Vingança' contra os 'Bastardos', friamente, continuo a preferir o Espinho, não vá a equipar 'bloquear'!!!

Marcar... e depois "dormir" !!!


Braga 5 - 5 Benfica

Não é fácil compreender como é que se desperdiça uma vantagem de 1-5 !!! É verdade que temos jogadores importantes lesionados, é verdade que os árbitros principalmente na 2ª parte apitaram a 'pedido das bancadas', mas nada disso é razão suficiente para a desconcentração geral nos minutos finais da partida... Estranha incapacidade em ter a bola no pé nos últimos minutos, e quando a equipa quis voltar  'pegar' no jogo, não conseguiu!!!
Com este mau resultado perdemos toda a margem de manobra que tínhamos, com a provável vitória Lagarta nesta jornada, vamos ficar em igualdade pontual, ambos com 3 empates e o resto vitórias, sendo que o Benfica tem uma vantagem considerável na diferença de golos... nas 3 jornadas que faltam não é expectável que isso mude... não podemos perder a liderança nesta fase regular...

Adenda: Pois é, parece que hoje foi dia de empates: o Sporting também empatou com o Modicus, assim tudo ficou na mesma na classificação!!!

Notícia estranha

"Comunicado: Se isto não é uma tentativa de condicionar...
Disfarçada de notícia, o "Record" assumiu, na sua edição deste sábado, uma tentativa descarada de condicionar, para o jogo de segunda-feira, entre o Sporting Clube de Portugal e o Sport Lisboa e Benfica, um dos árbitros da primeira Liga. Em toda a página 16, onde a matéria é tratada, não se encontra um único facto, apenas suposições:
a) Uma possível queixa do árbitro Duarte Gomes relativa a Carlos Freitas, director desportivo do Sporting;
b) Duarte Gomes possível árbitro do jogo de segunda-feira - Afinal está na Madeira a arbitrar o Marítimo - Nacional e, por certo, não viajou este sábado para território insular.
Não existe confirmação que qualquer uma destas alíneas seja verdadeira, mesmo assim o "Record" decidiu avançar com uma página inteira, construída na sua maior parte como se de um artigo de opinião se tratasse. É de realçar a parte em que se pode ler textualmente: “Acontece que o árbitro acusado comeu e calou.
Seria de esperar que sendo a matéria tão delicada o jornalista escrevesse um nome ou associasse uma cara do Sporting a quem tudo isto provoca tanto “desconforto”, mas a única coisa que encontramos no artigo é um vago “temem os responsáveis leoninos”.
Se o assunto é notícia, então não se percebe que a mesma não mereça chamada de primeira página, a não ser que o objectivo fosse outro.
Alega o autor do artigo que a prática do antigo Conselho de Disciplina deixou de prevalecer. Lembramos apenas que o actual Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol também contrariou tudo o que era jurisprudência anterior em matéria de castigos quando sancionou com dois jogos Pablo Aimar. Não vimos o "Record" dedicar uma página a esta contradição, e esta sim fundamentada em factos.
Este jornal tem demasiadas responsabilidades para cair em situações destas, ainda por cima quando envolve um dos seus directores adjuntos."

Gobern...

"Meus amigos:
Gostava que me dessem a oportunidade de me referir aos acontecimentos desta semana. Tentarei que seja a última vez até porque, doravante, o assunto só serve para cansar e desgastar. Lá vai…

1. Não me peçam, nem agora nem nunca, que não festeje um golo do Benfica. Faço-o há muitos anos, desde que me reconheço como gente. Já me aconteceu ter que o fazer em campos tidos como adversos – as antigas Antas, o antigo Alvalade. Não festejo contra ninguém, nem me pinto de raiva ou de provocação. Gosto muito do meu clube. Tenho esse direito.
2. Festejei o golo no enquadramento errado. Se não tivesse consciência plena desse deslize, não tinha posto o meu lugar no “Zona Mista” à disposição ainda antes de as campanhas orquestradas chegarem ao seu destino. Ou seja, tenho consciência de que errei. Saber se existiu proporcionalidade entre o meu lapso e a posterior sentença, isso é outra conversa. Tenho a minha opinião (por mais que isso custe aos que viram nessa minha mania uma coisa qualquer chamada “falta de isenção”) mas, com vossa licença, opto por guardá-la.
3. Desafio um adepto de qualquer clube a manter-se quieto depois fechado num estúdio – já a comentar as incidências de um jogo mas sem poder perder as jogadas-chave de outra partida, que terá que comentar de seguida e que se reveste de muito maior importância – diante de um encontro que decide a continuidade nas corridas ao título, emotivo como aquele foi, decidido no último quarto de hora, e com um golo favorável no tempo de compensação. Foi infeliz o gesto? Sim. Foi desajustado? Sim. Foi tudo um grande azar? Quero continuar a pensar que sim. Mas não posso sequer garantir, para ser sincero, que não voltaria a fazer-me o mesmo, de uma forma espontânea e não premeditada. Por maioria de razão, não foi – insisto – uma provocação a ninguém, muito menos aos adeptos do Sporting de Braga.
4. Quanto à minha “atitude continuada” no programa, digo apenas isto: nunca me limitei nas minhas críticas pelo facto de ser adepto do Benfica. Julgo, inclusivamente, que o condicionamento funcionou ao contrário, obrigando-me a ser mais exigente com o meu clube do que com os outros. Nunca ofendi nenhuma instituição, nunca mencionei sequer a vida privada de dirigentes, técnicos ou jogadores – as críticas foram sempre dirigidas a comportamentos públicos e relacionados com o futebol.
5. Apesar de poder ter ofendido – involuntariamente – alguns telespectadores com o meu gesto, acabei por ser agradavelmente surpreendido com a quantidade de mensagens de apoio que recebi de sportinguistas e portistas, bem como de alguns adeptos do Braga. Agradeço o gesto, que me deixa mais descansado quanto ao meu desempenho no programa. De caminho, e sem querer entrar em discussões académicas, quero deixar bem claro que não acredito na “isenção” ou na “imparcialidade”. Respeito, evidentemente, todos os meus parceiros de ofício que optam por não revelar as suas preferências clubísticas. Eu escolhi outro camnho mas, dentro daquele estúdio de tantos sábados, a única camisola que vesti foi a da RTP. E, se quiserem, a de um combate por um futebol melhor e mais autêntico.
6. Tenho que agradecer aos benfiquistas o apoio demonstrado. Algumas mensagens foram verdadeiramente comoventes, outras muito estimulantes. E, de alguma forma, acaba por ser significativo o facto de elas não virem de gente com responsabilidades directivas, mas das bases, dos adeptos, dos meus pares. Não esquecerei o aconchego, nesta hora complicada de viver.
7. Agradeço aos meus amigos, a todos os que não conheço, a alguns com quem não falo há mais de vinte anos, à minha família (que se afligiu e a quem recordo que aquilo que não nos mata torna-nos mais fortes), a camaradas de profissão que julgava perdidos no tempo, a jornalistas que mal conheço, a figuras públicas cuja atitude não precisa de ser aqui publicitada, até velhos companheiros destas e outras lides (pelo incómodo que isso lhes possa ter causado não devo deixar de referir o Pedro Ribeiro, o Paulino Coelho, o José Mariño, o Jorge Alexandre Lopes, o Manuel Queiroz, o João Querido Manha, o Nuno Dias, o Leonardo Ralha, o José Carlos Soares, o João Carlos Silva, o Miguel Carvalho, o Rui Baptista, a Maria João Fialho Gouveia, o Luís Miguel Pereira, o José Zambujal, a Lurdes Feio, o José Paulo Fafe, a Raquel Morão Lopes, o Paulo Marcelino – obrigado a todos e mais aqueles de que possa estar a esquecer-me.
8. Ironizando, quase apetece dizer que valeu a pena tudo isto só para ser nomeado numa coluna do José Ferreira Fernandes, a quem fico devedor de mais esta atenção. Como de costume, ele viu o pormenor que escapa aos outros. Como é seu hábito, partiu do ponto para chegar ao todo. Soube-me especialmente bem o propósito guerreiro da Helena Sacadura Cabral e da Maria João Duarte. O meu parceiro, Pedro Rolo Duarte, esse nunca falha. Permitam-me, ainda assim, que saliente uma mensagem simples, “um abraço” só, de um homem com quem nunca falei pessoalmente mas que, se dúvidas houvesse (e eu já não as tinha), se confirmou como aquilo a que os meus avós chamariam “um cara direita” – Nuno Gomes, o (antigo) capitão do Benfica, hoje profissional de mão cheia do Braga.
9. Nesta espécie de despedida, antes de voltar à “vida real”, faço questão de agradecer a dois homens que, pela entrega, pelo profissionalismo, pela boa disposição e por um quase infinita capacidade de trabalho, caminham para o lugar dos eleitos num mister que não é para todos – o Hugo Gilberto e o Manuel Fernandes Silva. Não há melhor. Quanto ao Bruno Prata, quero afiançar-lhe que, escaramuças à arte, guerrilhas postas de lado, mantenho o que disse na primeira emissão do “Zona Mista”: aprendi com ele. Futebol mas, mais do que isso, lealdade e disponibilidade. Já que não nos deixam ser adversários, lá teremos que ser amigos.
10. Tendo reconhecido o erro, tendo lamentado o sucedido, há uma pessoa que me obriga a ir mais longe. Por ter apostado em mim quando nada o obrigava, por me ter brindado com este desafio e porque o capítulo final é tão murcho, resta-me pedir desculpas ao meu amigo Carlos Daniel. Garantindo-lhe que há casos em que a memória funciona mesmo.
11. Aos que escolheram o insulto, a insinuação, a mentira, a queixinha – já conseguiram o que queriam. Agora, por favor, vão marrar para outro lado, que eu, felizmente, tenho mais que fazer.
12. Gostaria, se me permitem esse desejo, que fossem desactivados os grupos de apoio e as petições em que eu esteja envolvido, mesmo indirectamente. Esta terra tem problemas sérios demais para que se gaste tanta energia, tanta disponibilidade e tanto tempo com questões que são verdadeiramente acessórias.
13. Num país onde os lapsos andam à solta, onde se mente impunemente, onde se rouba sem consequências, onde se abusa dos mais fracos, onde se lançam cortinas de fumo para que as pessoas se esqueçam dos seus problemas, posso dizer que, ao menos no meu caso, a culpa não morre solteira. Azar meu: foi justamente agora que ela, a culpa, decidiu casar-se e ser monogâmica.
14. Obrigado, ainda uma vez. Até um dia destes. Boa Páscoa. Espero as amêndoas só na segunda-feira."

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Enormes e eternos

"Não acredito em vitórias morais, mas detesto derrotas imorais. Na passada quarta-feira o Benfica, aumentou o seu prestígio, ao ser afastado da Liga dos Campeões daquela forma. A eliminação de quarta-feira foi imoral e deu moral. Sem centrais, com duas arbitragens inclinadas, com uma personalidade invejável, foi um grande Benfica Europeu aquele que caiu em Londres. Caiu amparado por 3000 adeptos que durante 94 minutos calaram Stamford Bridge. Há clubes que têm nos seus adeptos das suas páginas mais míticas, as suas marcas distintivas, acontece por exemplo com Celtic e Liverpool. O que se passou entre os adeptos e o Benfica na passada quarta-feira aproxima-se em muito desse patamar de excelência. Também por isso há que ter orgulho.
Há razões para os adeptos terem orgulho na equipa e há razões para a equipa ter orgulho nos adeptos. A equipa que deixou pelo caminho aqueles que este ano serão campeão Inglês e campeão russo, respectivamente, merecia estar nas quatro melhores da Europa. Ainda assim o Benfica teve uma excelente participação na Liga dos Campeões. Temos de volta m Benfica consistentemente forte na Europa.
Verdade é que a justiça tarda mas não falta, para o ano o Benfica estará na Liga dos Campeões e o Chelsea não. Podem anotar. Há condições para manter a vontade e a qualidade de jogo e vencer os seis jogos que faltam. Com seis vitórias teremos seguramente um título e muito provavelmente dois.
Ganhar ao Sporting na segunda-feira e conquistar em Coimbra o troféu na sábado seguinte são decisivos para uma época do tamanho das nossas ambições e da nossa história. Sem erros dos árbitros já éramos campeões, se não houver mais erros ainda o seremos. A parte que depende de nos é estarmos focados no nosso jogo, sem outros factores e acreditar que haja correcção e honestidade."

Sílvio Cervan, in A Bola

Juniores - Fase Final - 9ª jornada

Cafú

Setúbal 3 - 4 Benfica

Susto desnecessário, a vencer por 0-3 permitimos o empate e só aos 87 minutos o Cafú 'salvou' os 3 pontos!!!
Na próxima jornada recebemos os Corruptos, jogo que poderá ser decisivo, em caso de vitória damos um passo gigante para o título (algo altamente improvável a alguns meses atrás!!!)...

Benfica..........20
Sporting..........19
Corruptos........18
Braga..............16
Guimarães.......11
Nacional..........11
Setúbal............4
Leiria...............4

Para memória futura...

Recordo aqui o épico jogo de Marselha para a Liga Europa, com o nefasto Skomina a passear a sua 'classe'!!!

Não encontrei um video com o resumo, completo, do Benfica 1 - 1 Man United, para a 1ª jornada da Champions desta época, sendo assim deixo aqui a minha avaliação do trabalho do árbitro:
"Quando soube que seria o Skomina o 'mariscador', fiquei preocupado, alguns benfiquistas, meio a brincar meio a sério, levantaram a hipótese que a arbitragem em Marselha era uma indicação do 'caseirismo' do árbitro, e que esta noite, ele voltaria a provar o seu 'caseirismo'!!! Pois bem, afinal o problema não é o 'caseirismo'!!! Nojenta, vergonhosa, a UEFA no seu melhor (não estou a ser irónico!!!)... não houve golos mal anulados, penalty's, expulsões, até porque os jogadores ajudaram, mas as faltinhas marcadas, e as faltinhas não marcadas em determinados lugares do campo, fizeram desta actuação, deste Esloveno amante de Sapateira, um perfeito exemplo de um 'trabalhinho' Inteligente!!! Vai longe este Skomina, dentro de pouco tempo vamos ver este espécime nos mais importantes jogos Europeus, de certeza absoluta...!!! Quando ontem, os Corruptos venceram com um extremamente zeloso árbitro Alemão, o mesmo que na Luz com o Twente, teve um critério 'larguissimo', à Inglesa(!!!), esquecendo-se inclusive de um penalty, maior que os caranguejos do Alasca(!!!), ficou claro que o Benfica não tem 'gabarito' Europeu (ainda bem!!!)... Ontem o livre que deu o golo do empate aos Corruptos, não teve repetições, mas como o treinador adversário se queixou, bastava os adeptos Corruptos, protestarem falta, e ela era logo marcada, hoje na Luz, parecia que estávamos a jogar em Old Traford!!!"

Fomos apitados 3 vezes por este animal, e por 3 vezes fomos prejudicados, como não acredito que o Benfica tenha provocado um trauma de infância a este Esloveno, algo se passa na UEFA para que isto seja o 'pão nosso de cada dia'!!! Sim, porque não é só o Skomina, este como ainda é novo, ainda faz as coisas de maneira demasiado descarada, com mais uns aninhos e ninguém dá pelos arranjinhos!!!
Por tudo isto, e muito mais, a recepção à equipa na última madrugada foi mais que justa:


Vitória


Benfica 10 - 2 Infante de Sagres

Injusta eliminação

"A eliminação do Benfica teve tanto de injusta, como de regeneradora. Injusta, porque nos dois jogos foi a melhor equipa. Regeneradora, porque vem de Stamford Bridge uma equipa animicamente forte.
O jogo londrino disputou-se debaixo de um imenso nevoeiro que me impediu de ver o Maxi em boa parte do jogo e terá reforçado o daltonismo num ignoto árbitro esloveno. Um juiz que preencheria todos os requisitos para fazer parte dos árbitros da nossa Liga.
Um nevoeiro que, incidentalmente, também houve la Luz que impediu um italiano (com nome terminado em i, bem poderia chamar-se Platini) de ver uma braçada de Terry.
J. Jesus e os jogadores foram inexcedíveis. Num jogo desta dificuldade, Jesus teve que armar uma defesa de recurso e totalmente improvisada. Quantas equipas assim não teriam sucumbido, mesmo na alta-roda do futebol?
Os grandes jogos do Benfica são aqueles em que tem sido possível conjugar melhor a filosofia de ataque com uma atitude mais cerebral do todo. Foi assim com o Basileia fora, o M. United, o Zenit na Luz, o Sporting de Braga em casa ou o Porto fora. Bem sei que está no código genético do SLB jogar em ritmo de permanente ataque, mas às vezes o excesso de cavalgada não produz os melhores resultados (o caso do golo do Chelsea na Luz...).
Este jogo evidencia ainda que, numa época com tanta intensidade competitiva, é fundamental rodar os jogadores e prepará-los para entrarem bem em qualquer momento. Vimos um magnífico Matic, um Capdvila que poderia ter jogado mais jogos, como vínhamos vendo um Jardel e um Miguel Vítor antes de se magoarem. Para já não falar em Saviola."

Bagão Félix, in A Bola

6 de Maio de 2009 Stamford Bridge...

"Na data referida no título deste editorial, uma calamitosa arbitragem do norueguês Tom Ovrebo permitiu ao Barcelona eliminar o Chelsea, em Stamford Bridge, abrindo caminho à equipa de Pep Guardiola para a vitória na Cahmpions. Reclamaram, carregados de razão, os londrinos. Ontem, os planetas alinharam-se de forma a que os blues de Londres fossem redimidos (em parte) do prejuízo de há três anos. Depois de muito ajudados, em Lisboa, pelo italiano Tagliavento, os ingleses tiveram no seu estádio, frente ao Benfica, o militante apoio do esloveno Skomina, que inviabilizou que a excelente exibição de um enorme Benfica tivesse como resultado natural a passagem dos portugueses às meias-finais.
Skomina, numa linha de imparcialidade semelhante à de Overbo, foi amigo do rico Chelsea, uma espécie de Robin dos Bosques ao contrário...
Os três mil adeptos benfiquistas que ontem marcaram presença em Stamford Bridge entoaram, muitas vezes, o nome de Michel Platini, presidente da UEFA. Mas, pelos vistos, nem com seis (nem com sessenta!) árbitros a coisa vai ao sítio. Na noite em que se abateu sobre a equipa de Jorge Jesus uma tempestade perfeita, o Benfica foi enorme, teve raça e mística e lutou até ao último segundo por uma presença nas meias-finais da Champions, que plenamente justificou dentro das quatro linhas. Agora, o Benfica tem de focar-se no campeonato e reagrupar forças para encarar olhos nos olhos a batalha de Alvalade.
(...)"

José Manuel Delgado, in A Bola

Ressurgiu o melhor Benfica...

"Contra ventos e marés, impecável organização e... tamanha alma que a fadiga levou sumiço... (...)

NUNCA desistir. Pelo menos nisso, o Benfica foi ontem brilhante. Tinha garantido ir a casa do Chelsea para ganhar e não esteve longe de o conseguir. Teve tudo a seu desfavor, começando pelo incrível rol de lesões nos seus 4 defesas centrais! Tendo de recorrer a impensável dupla Javi-Emerson, nem isso lhe conteve ímpeto atacante logo de início e pelo tempo fora. Espectacular e força anímica, resistiu a penalty, ao 1-0 daí decorrente e até à expulsão de Maxi que o atirou para 50 minutos em inferioridade numérica. Sempre ao ataque, dando o litro para virar do avesso a evolução da eliminatória. Exclente Benfica. Impecável na organização da equipa contra ventos e marés - defesa improvisada, linha média sem Javi e sem Witsel nos 50 minutos em que teve de ser lateral-direito; mas Matic foi... enorme! -, gigantesco coração, preciosa chamada de Nélson Oliveira, Yannick e Rodrigo para reforçar aceleração ofensiva. O Benfica não estará nas meias-finais da Champions (é difícil assinalar penalty contra o Chelsea - flagrante braço à bola na Luz; foi facílimo assinalar penalty contra o Benfica em discutível infracção de Javi...; e que discrepância de critério nos amarelos...), mas assinou ontem a sua mais convincente exibição dos últimos meses. Tamanha a alma que até a fadiga levou sumiço.
Ah!, ontem até houve a descoberta de que Emerson poderá ser muito melhor defesa-central do que defesa-esquerdo...

(...)"

Santos Neves, in A Bola

quinta-feira, 5 de abril de 2012

As noivas da bola (e um saltinho a Londres)

"Se para manter a Liga até ao fim, é necessário transformar os árbitros nas noivas do futebol, que repiquem os sinos. Uma noiva só se descobre no altar e um árbitro à saída da cabina

VÍTOR PEREIRA (refiro-me ao presidente da Comissão de Arbitragem e não ao treinador do FC Porto) decidiu esconder as nomeações dos árbitros para a última jornada do campeonato e a coisa até lhe correu bem. Houve um inusitado sossego no país nos dias que antecederam a acção e depois não houve grandes protestos sobre o trabalho dos árbitros em todos os jogos da ronda 25. Talvez não tenha sido apenas uma coincidência feliz.
E, pelo menos, dá que pensar e logo numa jornada em que houve um confronto entre rivais directos, candidatos ao título, e que terminou com a vitória de uma equipa, a consequente derrota da outra e com uma grande penalidade pelo meio, o que poderia dar azo a grandes lamentações se, porventura, Vítor Pereira não tivesse escondido João Ferreira até praticamente ao momento em que o árbitro subiu ao relvado do Estádio da Luz.
Ou se, porventura também, não tivesse sido tão espampanante a cabeçada do desastrado Elderson no doutor Bruno César, especialista em reanimações. Pormenor que, para o caso, pouco ou nada interessa.
Porque o que de relevante aconteceu nesta última jornada foi uma ausência de casos e uma ausência de tal monta que quase deixou sem assunto de conversa 10 milhões de portugueses. Isto é subversivo, notem bem. Sem com que dizer mal dos árbitros durante uma semana inteira poderão os nacionais dedicar-se a observar a sua própria realidade com consequências funestas para o sossego do país.
E nesta estamos. Temos de optar entre o sossego dos árbitros e o sossego do país.
Voltemos ao futebol. No último fim de semana não houve queixas contra os árbitros, foi a regra. O presidente do Sporting de Braga e o guarda-redes do Sporting de Braga deram-se ao luxo de poder dizer que houve motivo para a grande penalidade com que o Benfica inaugurou o marcador.
Quanto à excepção a este estado de harmonia geral, registe-se com muito boa vontade um curtíssimo lamento de Sérgio Conceição, treinador do Olhanense, no final do jogo que disputou com o FC Porto. E nem de um lamento se trata. Foi antes uma delicadeza: «Houve um erro ou outro por parte da arbitragem, sem relevância, que também não ajudou o nosso objectivo», bem dito.
Na Marinha Grande, se quiserem outro exemplo, esteve Pedro Proença a dirigir o jogo entre o União de Leiria e o Sporting e também se registou um não-caso que, sem o árbitro ter sido escondido, poderia ter resultado num caso de enormes proporções. E por ser já um árbitro com traquejo em apagões, Proença lidou muito melhor com a falta de energia na Marinha Grande na noite de domingo do que terá lidado com a falta de energia em Braga quando o Benfica foi lá jogar em novenbro.
Tudo isto para dizer, com toda a franqueza, que a medida de Vítor Pereira foi ajuizada. E poderia até instituir-se como preceito a observar daqui para a frente em prol do sossego dos árbitros e do consequente desassossego social que se instalaria no país por falta de assunto sobre árbitros.
A Liga portuguesa é a mais competitiva da Europa, dizem os especialistas estrangeiros surpreendidos com a novidade. E se para a manter a competição acesa até ao fim sem declarar guerra aos árbitros é necessário transformá-los nas noivas do futebol, que repiquem os sinos das igrejas. Se uma noiva que se preze só se descobre à chegada ao altar, um árbitro à saída da cabina.
E assim seremos todos muitos felizes para sempre.

PERMITAM-ME que partilhe uma surpresa enorme que tive esta semana. Penso que a grande maioria dos leitores se sentirá tão surpreendida quanto eu. Sabiam que aquela coisa do Apito Dourado ainda não acabou? Eu, honestamente, não sabia. Pensava que o dito processo estava já morto e enterrado há muito tempo. Mas não. Ainda anda por aí, pelos tribunais.
Mas anda muito devagarinho como tive oportunidade de constatar ao ler uma notícia do semanário Sol que dizia ter sido instaurado «um inquérito, a pedido do Conselho Superior da Magistratura, para investigar o que se passou na secretaria do Tribunal da Relação do Porto que fez com que o processo principal do Apito Dourado ficasse um ano parado de forma anómala».
O que se terá então passado na secretaria para que, segundo o Sol, estejam agora «a prescrever os crimes de corrupção passiva» e «os 11 arguidos condenados ficarão impunes»?
Bola e justiça, são mundos diferentes.
Em futebol, a expressão ganhar na secretaria não abona os vencedores. Na justiça, que é um assunto sério e tem outros léxicos, as coisas não se passarão assim de certeza absoluta.

NA minha opinião, o FC Porto demorou uma enormidade a desmentir a notícia deste jornal que dava como certa a saída de Vítor Pereira (refiro-me ao treinador e não ao presidente dos árbitros) no final desta temporada, caso ganhe ou caso perca o campeonato.
A notícia de A BOLA foi para a rua ainda madrugada, quando os jornais se começam a vender nos quiosques, nas estações de comboio e em todos os apeadeiros. O desmentido só surgiu aos olhos do grande público ao princípio da tarde quando alguns sites reproduziram o comunicado oficial e furibundo do FC Porto.
Nem que fossem 15 minutos... mas passou, de facto, muito tempo. Deve ter sido longa a agonia de Vítor Pereira à espera de que a entidade patronal fizesse publicamente o que lhe competia.
No seu comunicado, o FC Porto acusa A BOLA de estar a prestar um favor ao Benfica porque é ao Benfica que «interessa» a notícia, presume-se que pelo efeito desestabilizador potencialmente causado no balneário do Dragão.
Também na minha opinião, ao deixar passar tanto tempo - nem que fossem 15 minutos... - até ao desmentido oficial, o FC Porto terá inadvertidamente desestabilizado mais Vítor Pereira do que a notícia de  BOLA. Mas opiniões são opiniões.
O FC Porto promete responder com vitórias e com o tempo às «infelizes mentes» que produziram a provocação.
Com o devido respeito, penso que o FC Porto não está a ver bem a situação. É que a coisa ainda é mais grave do que parece e sempre, claro está, em função dos interesses do Benfica. Porque, certamente por absurdo, é para os benfiquistas muito importante que, caso ganhe ou caso perca o campeonato, Vítor Pereira continue a ser treinador do FC Porto no próximo ano.
E depois deste desmentido tão veementemente ofendido do FC Porto, torna-se mais difícil que isso não aconteça. A partir de agora é uma questão de egos. E lá mais para diante se verá quem estava a falar a sério e quem estava a falar a brincar.

ONTEM, em Londres o Benfica portou-se muito bem jogando mais de metade do jogo com menos um jogador do que o adversário. Compreende-se o desejo de Jorge Jesus de encontrar o Chelsea nesta fase da competição. Em inferioridade, o Benfica atacou a baliza do Chelsea toda a segunda parte, conseguiu marcar um golo e criou inúmeras oportunidades.
Não foi por causa de ter jogado com dois centrais de recurso que o Benfica perdeu a eliminatória em Stamford Bridge. Em futebol-futebol, o Benfica teve sempre argumentos para os ingleses. E ontem esses argumentos estiveram quase sempre à vista.
Quantos aos outros argumentos, quer na Luz quer em Londres, ficou provado que, de facto, o Benfica não os tem.
Descansem bem. Porque bem merecem."

Leonor Pinhão, in A Bola

Cobardes pouco originais !!!


Nas vésperas de mais um clássico, mais uma vez temos Casas do Benfica vandalizadas... os Lagartos não têm imaginação nenhuma, continuam a copiar os piores exemplos dos Corruptos!!!
Não é fácil 'construir' e manter uma Casa do Benfica, é necessário muita dedicação, e trabalho... neste caso a todos os Benfiquistas de Quarteira, Faro e São Brás de Alportel o meu total apoio, tal como a equipa demonstrou ontem, apesar das contrariedades, nunca desistimos...!!!

Benfica TV 'chega' a França

Depois de um início com toda a força, o processo de internacionalização da Benfica TV parecia estar 'emperrado'... algo que esta notícia felizmente contraria... ao chegar ao mercado Francês, a Benfica TV dá um salto enorme, é provavelmente o maior mercado Lusitano fora de Portugal... Mais uma vez, parabéns à Benfica TV.

Jesus e César

"Começou atrasado. Dez minutos. Quase acabava no dia das mentiras. Refiro-me, ainda, ao Benfica-SC Braga. Mas, o jogo, desportivamente falando, não foi uma mentira. Bem disputado (o que não é necessariamente o mesmo que bem jogado), com seriedade, sem a overdose de casos que alimentam o espiríto da mediocridade.
O Benfica ganhou o jogo no fim. Como o Braga havia ganho em Olhão nos derradeiros instantes. Tal como o Porto evitou a derrota em casa com a Académica. Sabemos como custa perder nessas circunstâncias e como é saborosa a vitória ao cair do pano. Fruto de uma perspectiva muito nossa que, às vezes, faz acabar o jogo antes do fim, porque o último minuto vale menos do que todos os outros, apesar de ter exactamente a mesma medida de sessenta segundos.
O Benfica ganhou um jogo em que o valoroso adversário teve mais classe do que o clássico Chelsea que, não obstante, saiu vencedor. É assim o futebol e é essa a sua magia inesgotável.
O árbitro errou algumas vezes, mas não foi o astro da noite. Ainda bem.
O Braga evidenciou ser uma equipa que já ultrapassou há muito a mediania de equipa provinciana. Está no lote dos primeiros, ainda que sem iguais pressões e exigência. Oito dos que jogaram na Luz foram dispensados ou dispensáveis nos ainda chamados três grandes. Tem um treinador jovem, sensato, inteligente e que não se esconde em desculpas esfarrapadas de mau perder.
O Benfica demonstrou, com superior orientação, uma grande determinação, superando o cansaço mental e anímico de uma derrota amarga dias antes. Em véspera de Domingo de Ramos: a Jesus o que é de Jesus e a César o que é de César."

Bagão Félix, in A Bola

Trégua olímpica

"Este ano, pela primeira vez, todos os países membros das Nações Unidas assinaram a trégua olímpica para o período dos Jogos de Londres. Daqui a uns meses, o Mundo volta a viver uma das tradições inteligentes da Grécia Clássica, que consistia na declaração de um período de deposição das armas e observação de paz absoluta, de forma a assegurar toda a segurança aos participantes e assistentes aos Jogos de Olímpia.
Este ato único universal transporta-nos para um Mundo de verdade, respeito e harmonia em forma de redoma cercada de hipocrisia por todos os lados. Os povos em paz e os desportistas numa competição desenfreada, quantas vezes nos limites da legalidade e da correção, em particular pelo recurso ao doping, sem esquecer o jogo súcio que as regras de algumas modalidades admitem, nomeadamente as do futebol – sem dúvida o menos olímpico de todos os desportos.
Foi precisamente a sua natureza apaixonante que trouxe o futebol para cenários de desconfiança e batota que o ameaçam, mas não conseguem derrubá-lo. Quando as coisas parecem muito negras, uma espécie de trégua olímpica sempre surge em nome do bom senso, refreando as hostes e salvando o essencial, até à próxima guerra.
Desta vez foram os árbitros que obrigaram os agentes extremistas que mantêm o futebol português a viver sob permanente ameaça de estado de sítio a assinarem uma espécie de trégua olímpica, fingindo que respeitam a classe de que mais dependem para alcançarem o sucesso. Foi surpreendente a obediência dos guerrilheiros da verdade desportiva nesta primeira jornada sob efeito da ameaça de boicote, embora fique por saber se um fim-de-semana com poucos erros e com vitórias dos mais fortes valeu, de facto, mais do que o medo de não ter árbitros para a explosiva 26.ª jornada.
Os próximos dias esclarecerão esta dúvida e, se tudo não tiver passado de um ataque de pânico generalizado, haverá que tirar consequências da ameaça dos árbitros. Eles deixaram-se criticar, pisar e vilipendiar, gradualmente, pela falta de independência e pela corrupção moral (e não só) de gerações sucessivas, colocando-se cobardemente no final da cadeia de interesses, incapazes de gerir uma boa imagem e uma comunicação coerente.
Acossados pela coação introduzida na internet pelos adeptos mais cobardes, que nenhum emblema renega, até reagiram da pior forma, colocando-se numa posição eticamente indefensável. Se todos os agentes envolvidos neste meio desistissem por ameaças veladas ou explícitas, há muito não haveria, por exemplo, jornalistas capazes de dar a conhecer o que para aí vai de marginalidade e falsidade.
Não nos iludamos, pois, com a trégua em curso. Os dirigentes dos clubes não respeitam os árbitros e o ilusório fim-de-semana de decoro e mesuras que vivemos acabará por descambar, assim que não houver remédio para as classificações. Os árbitros ficarão, então, reféns da sua contra-ameaça, obrigados a assumir-se repugnantes e dispensáveis, com uma inaceitável deriva justiceira, ou a recuar para um estado de bom senso olímpico que, manifestamente, lhes tem faltado nos últimos tempos."

O bom caminho

"No ser humano há uma enorme atração pela asneira. Se alguém diz qualquer coisa com um arzinho de novidade, mesmo que seja um grande disparate, é certo e sabido que vem logo uma multidão repetir o que foi dito.
Vem isto a propósito da afirmação de que “Jesus geriu mal o plantel”. Ora não deve ter havido esta época uma equipa que rodasse tanto os jogadores como o Benfica. Por poupança, por lesão ou por castigo, os nomes têm-se sucedido em todos os sectores, ao ponto de Jesus já não ter jogadores para rodar. No centro da defesa jogaram Luisão, Garay, Jardel e Miguel Vítor (estando agora três fora de combate!). Nas laterais atuaram quase sempre Maxi e Emerson, mas também jogou Capdevila. No meio-campo alternam Javi, Witsel, Aimar e Matic. Nas alas revezam-se permanentemente Gaitán, Bruno César e Nolito. No centro do ataque já alinharam Cardozo, Nélson Oliveira e Rodrigo. Assim, nos 10 lugares de campo já houve 17 titulares. Mais era difícil.
O problema do Benfica é outro. O Benfica está a pagar o preço do êxito. Há muitos anos que não havia uma época assim, com a equipa a chegar a abril com hipóteses de vencer três competições. E, mesmo que não ganhe nada (só pode vencer um), este é o fruto de um trabalho de fundo que começa a render.
É assim que se atinge o topo. Até porque, mesmo com o enorme desgaste físico e mental a que não estava habituada, a equipa consegue performances notáveis – como a jogada que ditou o 2-1 contra o Braga, um hino ao futebol realizado mesmo no fim do jogo e apesar do enorme balde de água fria que fora o golo do empate. O Benfica está no bom caminho. Agora é continuar."

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Orgulho


Putas Europeias 2 - 1 Benfica

Devido à nossa matriz vencedora, não é fácil ter orgulho em Ser Benfiquista na hora da derrota... hoje é um desses dias... Não vale a pena falar das incidências técnicas do jogo, esta eliminatória não foi decidida dentro das quatro linhas, mas sim, numa qualquer casa de putas na Eslovénia, na Itália, na Rússia, em Londres ou em Nyon, dentro do campo, fomos em 180 minutos muito superiores, o resto é conversa da treta... Mesmo assim a equipa não desistiu, lutou, jogou 'à Benfica'!!! Tenho dito e redito várias vezes nos últimos tempos, em 'conversas de café', que cada dia que passa sinto mais orgulho em Ser Benfiquista, hoje não foge à regra, mas também é verdade que cada dia que passa, sinto vergonha daquilo em que se tornou a 'industria' do Futebol, cá no burgo, e no resto Mundo... só à bomba!!!
Nada disto é novo, este Skomina em Marselha tentou fazer um serviço parecido, mas uma exibição épica do Benfica, frustrou as suas tentativas (o golo do Kardec ajudou a esquecer a ladroagem...), hoje, avisado da capacidade de luta do Benfica, não perdoou... desde do primeiro minuto inquinou o jogo, recusando marcar faltas a favor do Benfica no meio-campo do Chelsea. Só aos 35 minutos quando o Gaitán conseguiu fugir ao adversário perigosamente, resolveu marcar uma falta a favor do Benfica, que por acaso (e só por acaso), até não existiu!!! Recordo que alguns descreveram a actuação do Skomina em Marselha, como caseira, assim, quando foi nomeado para o Benfica -Man United desta época, ainda pensei que poderíamos ser beneficiados!!! Erro meu!!! Ainda na 1ª parte, resolveu fechar os olhos a duas faltas extremamente perigosas a favor do Benfica!!!
Friamente, penso que Skomina está ao nível do Proença ou do Olegário, portanto tudo bate certo...

Os 14 dentro do campo foram bravos, os 3000 mil nas bancadas foram os 'Milhões' que ficaram em casa... Obrigado a todos.

PS: Enorme jogo do Emerson e do Matic... Nelson devias ter passado a bola!!!

Adenda: Ao nível do Skomina só mesmo os comentadores da RTP1, que aparentemente são Ingleses desde pequeninos!!! A diferença nos comentários entre os jogos Europeus do Benfica e as restantes equipas portuguesas é abismal...
Passei um minuto pela RTP Informação, e lá apanhei o Huginho a 'gozar' com a derrota do Benfica, 'atirando' que espera uma Final da Champions para a equipa 'mais' portuguesa (sendo essa equipa o Chelsea)!!!

E depois do jogo...

O que fizeram ao joão G. e tendo outros exemplo currrrrpppppttttttoooossss, foi uma filllllhhhhhaaaaa duma puuuuuttttttccccccceeeeee, mas tudo normal.

Embora se vosse um País decente e dado ao respeito, não era a atitude do João G. a mais correta pois estava como "independente clubistico", mas pronto....

Agora, se depois do jogo se ganhar-mos um Central... já que como lateral!!! já se disse tudo pelos blogs fora apenas a JJ não interessa ver.

Era mais uma para o JJ dizer em EU tinha razão... que não tem!!

LOL
Força, mas o importante é a LIGA mas os €€€ são muito importantes

Lápis azul - ...mais uma vitória dos canalhas !!!

O saneamento do João Gobern da RTP, além de ser um profundo acto de hipocrisia, é mais um episódio na farsa em que se tornou a comunicação social desportiva portuguesa, onde o clube com maior numero de adeptos, é aquele que está menos representado nos 'mérdias'... aliás como alguém já escreveu: é proibido ser Benfiquista!!! O Gobern nunca escondeu o seu Benfiquismo, e ao contrário da grande maioria, a sua opinião é livre, própria de quem não vive do Futebol... raramente misturou a sua opinião com clubites, como é norma nos comentadores profissionais tanto com os Lagartos, como com os Andrades, nas televisões, nas rádios e nos jornais... muito mais grave que a celebração de um golo do seu clube de coração, são as constantes manipulações da realidade, feitas por realizações profundamente inquinadas, produções corruptas, com linhas editoriais terroristas, por gentalha sem um pingo de vergonha... E nem é preciso ir muito longe para demonstrar o nível de imundice em que vivemos: no mesmo programa, cerca de 5 minutos após o termino do jogo, a RTP Informação, fez um resumo do Benfica-Braga, onde mostrou os 3 golos (2 do Benfica, e 1 do Braga), e mostrou 3 ataques potencialmente perigosos, sendo que esses ataques foram todos do Braga, TODOS!!! Não mostraram um único lance de perigo do Benfica, além dos golos!!! Isto num jogo onde o Benfica teve muito mais posse de bola, rematou o dobro das vezes, acertou na baliza o dobro das vezes, venceu em cantos por 4-0, o guarda-redes do Benfica fez 1 única defesa nos 90 minutos, ao contrário das várias do guarda-redes adversário!!! Isto nem sequer pode ser considerado mensagens subliminares, isto é condicionamento da opinião pública feito à descarada... Isto sim, deveria preocupar o Director da RTP Informação, isto deveria provocar saneamentos na RTP... Tudo isto num programa onde um repórter entrou em directo desde de um café de Braga, onde esperava celebrar uma 'não vitória' do Benfica, e que no final do jogo ficou surpreendido (e triste) pela quantidade de Benfiquistas que no dito café celebraram a vitória do Glorioso. Será que não haveria cafés em Portugal onde se esperava uma 'vitória' do Benfica?!!!
É engraçado que isto aconteça numa altura onde por exemplo na TBI no programa que faz o rescaldo da jornada, tenham um painel 100% Lagarto (Barbosa, Dani, Henriques)!!! Os Submissos mesmo com a sua insignificância desportiva, conseguem a anuência 'papal'  para continuar a debitar disparates, mas Vermelhos é que não...!!! Um dos poucos Benfiquistas que ainda tem tempo de antena é o Pedro Ribeiro (e ele que se cuide!!!), sobre este tema ele deixa um pedido que eu subscrevo totalmente: "Gostava agora que fossem castigados com a mesma rapidez todos aqueles que, estando a exercer jornalismo, e não a comentar, faltem aquilo que o código deontológico da sua profissão manda. Mas isso é que é mais difícil..."
Ser competente em Portugal é perigoso, dá o exemplo errado, os caciques e os respectivos que vão ao 'beija-mão' exigem manter os níveis de incompetência o mais baixo possível, para não destoar... e isto é verdade para todos os sectores da sociedade, e depois ainda ficam indignados com as Troikas e afins, não merecemos mais...!!!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Os Azeitonas - Anda Comigo Ver Os Aviões

Lixívia Extra-Forte XXV

Tabela Anti-Lixívia Extra-Forte:
Benfica.......59 ( -10)...69
Corruptos...60 (+5)...55
Braga..........58 (+10)...48
Sporting.......47 (-1)...48

Como escrevi na crónica da partida, no jogo da Luz houve erros de arbitragem, mas não me pareceu que a equipa de arbitragem tivesse um objectivo de beneficiar uma das equipas e prejudicar a outra... a indignação dos Lagartos e dos Andrades em relação à actuação do árbitro, só prova a minha conclusão!!! Como desta vez o Benfica não foi Xistrado ou Proençado, eles não gostaram!!!
Vamos aos erros:
O Maxi devia ter levado amarelo quando tirou a bola ao Joaquim com a mão - apesar do teatro do aziado do Joaquim -, na jogada com o Hélder Barbosa, foi uma falta normal, e tendo em conta o critério largo do árbitro nunca seria para segundo amarelo. O Rodrigo também devia ter levado amarelo, numa falta sobre o Mossoró, onde o árbitro deu a lei da vantagem, mas depois deveria ter amarelado o Rodrigo.
O primeiro amarelo ao Douglão até pode ter sido exagerado, estávamos nos primeiros minutos da partida, mas terá sido o 'tal' cartão para mostrar quem manda!!! Curioso, é que este amarelo foi o único cartão mostrado a jogadores do Braga!!! Ainda na primeira parte, Douglão, quase no mesmo sítio, faz uma falta muito parecida, mais ostensiva até, e não leva o segundo amarelo - aqui merecia o 1º amarelo -, já na 2ª parte, perdoa novamente o segundo amarelo ao Douglão, por falta em zona perigosa sobre o Witsel!!! Assim a extraordinária estatística de ZERO cartões vermelhos para o Braga, mantém-se!!!
Os auxiliares tiverem quase sempre bem, existe um fora-de-jogo do Lima num cruzamento perigoso do Mossoró, que o Luisão cortou, mas como logo de seguida houve um remate perigoso do Braga a televisão não mostrou a repetição!!!
A falta do Capdevila sobre Paulo César, na qual resulta o golo do Braga, na minha opinião não existe. O contacto existe, mas a queda é um mergulho descarado do Paulo César, o contacto é completamente independente da queda... Curiosamente o penalty pedido contra o Benfica é uma jogada parecida: o contacto potencialmente faltoso é fora da área, portanto nunca seria penalty, depois o Lima mergulha, e na queda a mão do Javi raspa na camisola do Lima, aqui sem falta. Mas este é daquele tipo de lances que raramente são marcados penalty's - talvez o árbitro tivesse pensado que seria dentro da área -, e que a meio-campo são quase sempre marcados. Neste caso especifico, e neste jogo especifico, nem a meio-campo o João Ferreira marcou faltas deste tipo de lances, portanto aplicando o critério que mostrou durante todo o jogo, nunca seria penalty...!!!
O penalty, desnecessário, sobre o Bruno César, é claro... O murro que o Luisão levou do Joaquim também deveria ser penalty, é muito raro um árbitro marcar este tipo de faltas do guarda-redes, mas estes lances são faltas...
Assim apesar dos erros no critério disciplinar, na Tabela vai ficar como uma arbitragem sem Nada a Assinalar (de relevante)!!!
Quatro notas finais:
1) A multa que o Benfica vai pagar pelas intervenções do Speeker deveria sair do bolso de quem deu a ordem, ridículo...
2) O Águia Vitória é um dos símbolos da Catedral, são muito poucos os adeptos adversários que assobiam o espectáculo. Recentemente tivemos que aturar os Corruptos por duas vezes, que além de desrespeitarem os minutos de silêncio, 'desrespeitaram' a Águia Vitória, ao contrário de todas as equipas Europeias que nos visitam (excepto o Zenit)... os de Braga, como bons alunos, voltaram a confirmar que merecem o título de Corruptos B!!!
3) Os Lagartos e os Andrades ficaram escandalizados com a reacção - saudável - do João Gobern na RTP Informação. Tenho pena que o video no YouTube, não seja mais 'comprido', é que minutos depois tivemos mais um dos grandes momentos da RTP Informação: No primeiro resumo da partida, foram mostrados 4 lances de perigo do Braga, e 2 do Benfica !!! Sim, aparentemente para os funcionários da RTP Informação, as únicas oportunidades do Benfica, foram os 2 golos que marcou!!! Enquanto remates a 30 metros que passaram ao lado da baliza do Artur, foram considerados perigosos, lances perigosos do Benfica só quando a bola entra na baliza!!! Isto sim é preocupante, o João Gobern é Benfiquista assumidamente, apesar de manter publicamente opiniões bastante independentes de qualquer fervor clubista, agora a linha editorial das televisões, das rádios e dos jornais supostamente independentes, que na verdade são completamente anti-Benfica, isso sim, é perigoso, no caso da RTP - televisão pública -, é criminoso.
4)Na semana passada, apesar das queixas da Académica não tinha visto qualquer imagem do fora-de-jogo do Mossoró no segundo golo do Braga, durante a semana uma foto publicada em Coimbra mostra bem a irregularidade, escondida pela Sporttv. Assim a Tabela Anti-Líxivia já foi alterada...

Os Corruptos, ganharam bem, com um Olhanense que curiosamente atacou mais do Dragay do que em casa com o Benfica. O André Pinto fez um penalty sobre o Gvanildo, tocou na bola, mas também fez falta. Mas o lance mais caricato da partida, é a falta assinalada ao Dady que ultrapassa o Maicon sem qualquer falta, ficando completamente isolado. Recordo que este árbitro recentemente na Luz com o Beira-Mar teve uma actuação, onde raramente marcou faltas, utilizando um critério hiper-Inglês, e que neste lance mudou completamente de critério marcando falta, salvando os Corruptos e o Maicon do golo do empate do Olhanense!!!

Os Lagartos, jogaram mal e porcamente, foram salvos por mais um livre... Inacreditável como é que o Insua terminou o jogo sem um único amarelo: 1º deu uma cotovelada propositada num adversário, sim premeditada, muitas cotoveladas deste tipo são involuntárias, mas esta é claramente de propósito, e depois tem uma tesourada por trás, onde toca na bola, mas é uma falta extremamente perigosa...!!! Comparando a expulsão do Emerson pelo Proença, e estas duas faltas do Insua que nem amarelo levou, é caso para se dizer: oh Proença a dentadura está no seguro?!!!

Anexos:

Benfica
1ª-Gil Vicente(f) E(2-2), João Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Feirense(c) V(3-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Nacional(f) V(0-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4º-Guimarães(c) V(2-1), Duarte Gomes, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Académica(c) E(4-1), Vasco Santos, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
6ª-Corruptos(f) V(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Paços de Ferreira(c) V(4-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
8ª-Beira-Mar(f) V(0-1), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Olhanense(c) V(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
10ª-Braga(f) E(1-1), Proença, Prejudicados, (0-2), -2 pontos
11ª-Sporting(c) V(1-0), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Marítimo(f) V(0-1), Sousa, Nada a assinalar
13ª-Rio Ave(c) V(5-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar
14ª-Leiria(f) V(0-4), Cosme, Nada a assinalar
15ª-Setúbal(c) V(4-1), Malheiro, Prejudicados, Sem influência no resultado
16ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
17ª-Feirense(f) V(1-2), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
18ª-Nacional(c) V(4-1), Jorge Sousa, Prejudicados, Sem influência no resultado
19ª-Guimarães(f) D(1-0), Xistra, Prejudicados, (0-0), -1 ponto
20ª-Académica(f) E(0-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-3), -2 pontos
21ª-Corruptos(c) D(2-3), Proença, Prejudicados, (2-0), -3 pontos
22ª-Paços de Ferreira(f) V(1-2), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
23ª-Beira-Mar(c) V(3-1), Manuel Mota, Nada a assinalar
24ª-Olhanese(f) E(0-0), Capela, Prejudicados, (0-2), -2 pontos
25ª-Braga(c) V(2-1), João Ferreira, Nada a assinalar

Corruptos
1º-Guimarães(f) V(0-1), Olegário, Beneficiados, (0-0), +2 pontos
2ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Leiria(f) V(1-4), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Setúbal(c) V(3-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Feirense(f) E(0-0), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
6ª-Benfica(c) E(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Académica(f) V(0-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
8ª-Nacional(c) V(5-0), Cosme Machado, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
9ª-Paços de Ferreira(c) V(3-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Sem influência no resultado
10ª-Olhanense(f) E(0-0), Capela, Prejudicados, (0-1), -2 pontos
11ª-Braga(c) V(3-2), Soares Dias, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Beira-Mar(f) V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
13ª-Marítimo(c) V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, Sem influência no resultado
14ª-Sporting(f), E(0-0), Proença, Nada a assinalar
15ª-Rio Ave(c), V(2-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar
16ª-Guimarães(c), V(3-1), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
17ª-Gil Vicente(f), D(3-1), Bruno Paixão, Prejudicados, Impossível contabilizar
18ª-Leiria(c), V(4-0), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
19ª-Setúbal(f) V(1-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Feirense(c) V(2-0), Jorge Ferreira, Beneficiados, Impossível contabilizar
21ª-Benfica(f) V(2-3), Proença, Benefeciados, (2-0), +3 pontos
22ª-Académica(c) E(1-1), Marco Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
23ª-Nacional(f) V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar
24ª-Paços de Ferreira(f) E(1-1), Pacheco, Beneficiados, (2-1), +1 ponto
25ª-Olhanense V(2-0), Manuel Mota, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado

Sporting
1ª-Olhanense(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
2ª-Beira-Mar(f) E(0-0), Fernando Martins, Nada a assinalar
3ª-Marítimo(c) D(2-3), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
4ª-Paços Ferreira(f) V(2-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
5ª-Rio Ave(f) V(2-3), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6ª-Setúbal(c) V(3-0), Cosme Machado, Nada a assinalar
7ª-Guimarães(f) V(0-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(6-1), João Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
9ª-Feirense(f) V(0-2, Gralha, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
10ª-Leiria(c) V(3-1), Manuel Mota, Beneficiados, Impossível contabilizar
11ª-Benfica(f) D(1-0), Capela, Beneficiados, Sem influência do resultado
12ª-Nacional(c) V(1-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
13ª-Académica(f) E(1-1), Rui Costa, Nada a assinalar
14ª-Corruptos(c) E(0-0), Proença, Nada a assinalar
15ª-Braga(f) D(2-1), Capela, Nada a assinalar
16ª-Olhanense(f) E(0-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
17ª-Beira-Mar(c) V(2-0), Duarte Gomes, Nada a assinalar
18ª-Marítimo(f) D(0-2), Cosme, Nada a assinalar
19ª-Paços de Ferreira(c) V(1-0), Jorge Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Rio Ave(c) V(1-0), Paulo Baptista, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
21ª-Setúbal(f) D(1-0), Gralha, Prejudicados, Beneficiados, (1-1), -1 ponto
22ª-Guimarães(c) V(5-0), Soares Dias, Nada a assinalar
23ª-Gil Vicente(f) D(2-0), Bruno Paixão, Prejudicados, Impossível contabilizar
24ª-Feirense(c) V(1-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
25ª-Leiria(f) V(0-1), Proença, Beneficiados, Impossível contabilizar

Braga
1ª-Rio Ave(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
2ª-Marítimo(c) V(2-0), Soares Dias, Beneficiados (1-0), Sem influência
3ª-Setúbal(f) V(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados (0-0), +2 pontos
4ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Costa, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f) E(1-1), Pedro Proença, Nada a assinalar
6ª-Nacional(c) V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
7ª-Leiria(f) D(1-o), Marco Ferreira, Nada a assinalar
8ª-Feirense(c) V(3-0), João Ferreira, Nada a assinalar
9ª-Académica(f) E(0-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
10ª-Benfica(c) E(1-1), Proença, Beneficiados, (0-2), +1 ponto
11ª-Corruptos(f) D(3-2), Soares Dias, Beneficiados, Sem influência no resultado
12ª-Paços de Ferreira(c) V(5-2), Marco Ferreira, Nada a assinalar
13ª-Olhanense(f) V(3-4), João Ferreira, Nada a assinalar
14ª-Beira-Mar(f) V(1-2), Rui Costa, Nada a assinalar
15ª-Sporting(c) V(2-1), Capela, Nada a assinalar
16ª-Rio Ave(c) V(2-1), Sousa, Prejudicados, Sem influência no resultado
17ª-Marítimo(f) V(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
18ª-Setúbal(c) V(3-0), Hugo Pacheco, Nada a assinalar
19ª-Gil Vicente(f) V(0-3), Hugo Miguel, Nada a assinalar
20ª-Guimarães(c) V(4-0), Capela, Nada a assinalar
21ª-Nacional(f) V(1-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
22ª-Leiria(c) V(2-1), Xistra, Beneficiados, (2-3), +3 pontos
23ª-Feirense(f) V(1-4), Duarte Gomes, Nada a assinalar
24ª-Académica(c) V(2-1), Gralha, Beneficiados, (1-2), +3 pontos 
25ª-Benfica(f) D(2-1), João Ferreira, Nada a assinalar

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O regressado

"From: Domingos Amaral
To: Rodrigo

Caro Rodrigo
Ao ver-te no sábado regressar àquilo que eras antes, dei por mim a pensar que a súbita quebra de resultados do Benfica teve muito a ver com a tua ausência. Até ao célebre jogo de S. Petersburgo, a meio de fevereiro, o Benfica estava a fazer uma época notável. Liderava o campeonato com cinco pontos de avanço sobre o FC Porto, fizera uma fase de grupos da Champions excelente, a melhor de sempre da história do clube, vencendo o seu grupo e atirando borda fora o United; vencera o seu grupo na Taça da Liga com três vitórias; e só soçobrara na Madeira, contra um forte Marítimo e para a Taça de Portugal, a única derrota da época até aí!
Contudo, a tua lesão, provocada pelo Bruto Alves, não só te limitou, como sobretudo desequilibrou uma equipa que já se habituara ao teu registo e aos teus perigosíssimos piques que desestabilizavam as defesas adversárias. Sem ti em campo, ou diminuído nos jogos onde só lá estava a tua sombra, o Benfica colecionou dois desagradáveis empates para o campeonato – Académica e Olhanense – e quatro perturbadoras derrotas, contra Zenit, Guimarães, FC Porto e Chelsea. É verdade que a equipa ganhou contra Zenit, Beira-Mar, Paços de Ferreira e FC Porto para a Taça de Liga, mas era por demais evidente que não estava a jogar o que jogara antes. E é evidente também que outros fenómenos tiveram a sua importância, desde as arbitragens que nos prejudicaram às incompetências próprias, cujo caso mais gritante é Emerson.
Mas ontem, contigo a regressar aos velhos tempos, o Benfica já jogou de uma forma totalmente diferente, com mais velocidade e arte, e foi um justíssimo vencedor do confronto com um Braga perigoso mas, como eu já esperava, pouco ambicioso.
Contigo assim, o Benfica joga muito mais. Podemos, pois, voltar a sonhar."

Guerra e paz

"No sábado, uma entrevista diferente neste jornal e a reação dos árbitros às contestações. “O árbitro está muito exposto. Simboliza um poder que está totalmente fora do nosso controlo. (…) um poder completamente arbitrário sobre aquilo que é o nosso sonho”. O juízo de Machado Vaz é crucial: na semana em que os árbitros internacionais de futebol anunciam que também querem ter poder fora do campo, a questão hoje é saber como se sindica o poder exercido dentro do campo. E de fazer perguntas acerca desse estatuto e capacidade de influência sobre o destino do jogo.
Em várias organizações da sociedade, há o postulado assente de um certo poder corresponder a uma necessária e certa responsabilidade. Mais ou menos acrescida, mais ou menos exigente, em conformidade com a natureza e a dimensão do poder que se exerce. Ora – para além do que é visível nas classificações e na graduação (com promoções e despromoções) dos agentes de arbitragem ao fim de cada época –, terá atingido o futebol (e o desporto em geral) um sistema adequado de responsabilização dos árbitros (pelo menos interna) no domínio da fiscalização das suas decisões?
Viajemos agora para o lado inverso: os deveres. Os árbitros de futebol constituem a categoria de agente desportivo mais carregado de obrigações, vinculações, encargos e inibições. Olhamos para o Regulamento de Arbitragem da Liga e percebemos o largo espetro: acatar as nomeações, não exceder um número reduzido de pedidos de “dispensa”, informar os procedimentos de deslocação para os jogos, elaborar pormenorizadamente relatórios, colaborar com o organizador das competições, comparecer nas tarefas instrutórias de procedimentos disciplinares, não emitir quaisquer declarações públicas sobre os jogos (nomeadamente para exercer o contraditório sobre as apreciações feitas pelos outros agentes sobre o seu trabalho), submeter-se à posição “hierárquica” do Conselho de Arbitragem, entregar declarações de “registo de interesses” em que constam os seus bens, rendimentos e cargos. E etc. Uma malha assaz desequilibrada que, no fim das contas, acaba no injusto escalpelizar de decisão a decisão, lance a lance, pelos especialistas em “replays” e em inflamação das massas. Logo: terá atingido o futebol um sistema adequado de contrapartidas e de defesas para esse conjunto de deveres?
Temos hoje, em média, um lote de árbitros na 1.ª categoria incomparavelmente mais bem preparado tecnicamente e (até academicamente) melhor formado do que no quadro subsistente há 10/15 anos. Temos hoje no órgão federativo da arbitragem técnicos especializados, também incomparavelmente noutro estádio de conhecimento e experiência. Mesmo assim, terá o futebol evoluído até ao ponto de repensar as formas de recrutamento e progressão dos árbitros?
Acredito no conflito como meio de se mobilizar a reforma e, nesta, a resolução, de acordo com princípios de igualdade, transparência, exigência profissional e dissuasão de “coações” e lesões da reputação dos árbitros. Mas as formas que esta semana se escolheram para amenizar o conflito não auguram que se tivesse percebido quão decisivo é alterar o essencial."

É assim que elas se fazem

"Escrevo esta crónica depois do Benfica-Olhanense e antes do confronto com o Chelsea, o que significa que o faço em estado de expectativa e de preocupação. De expectativa, porque desejo que o Benfica ganhe em todas as competições em que se encontra presente. De preocupação, porque dando razão aos grandes estrategas militares de todos os tempos, sei que combater em várias frentes é sempre muito mais arriscado, redobrando os esforços e as possibilidades de derrota ou de recuo.
Todos sabemos, a começar pelos adversários nacionais e internacionais, que o Benfica tem uma das melhores equipas da Europa e tem soluções e respostas para todas as situações. Mas também sabemos que tem sido uma época muito dura e muito exigente.
Com o protagonismo e a presença irradiante que tem na vida comunitária, o Futebol de alta competição é cada vez mais implacável e esgotante no que toca ao que pede aos jogadores, sem dúvida bem pagos e bem preparados, mas humanos como todos os outros e por isso com momentos maturais de quebra, de vulnerabilidade ou de improdutividade. É assim a vida, são assim os homens.
E também é verdade que quando o Benfica se agiganta e está perto de cumprir os seus objectivos cimeiros, logo se mobilizam forças e energias, naturalmente ocultas, para lhe travar o passo. Sempre assim foi e sempre assim será. Ainda há dias vi, em Itália, um documentário biográfico sobre o treinador Herrera que destacava o peso do Benfica na cena europeia e o prestígio, também mítico, de que, de resto, ainda hoje goza. E contra a História nada há a fazer, porque é definitiva e inalterável.
Esta é a fase em que a arbitragem pode ser determinante, de forma acidental ou deliberada, para que um candidato natural ao título possa ficar arredado dele. É polémica que não gosto de alimentar, mas o assunto não pode ser escamoteado. Aimar não esteve bem, mas o árbitro esteve bem pior, prejudicando seriamente o Benfica com uma expulsão desnecessária. E é assim que elas se fazem..."

José Jorge Letria, in O Benfica

Objectivamente (Falta de vergonha!!!)

"Ainda está para chegar a primeira vez que os dirigentes, jogadores e técnicos do FcPorto tenham um pouco de «fair-play» e reconheçam superioridade a um adversário que lhes tenha ganho! É inacreditável. Há tantos anos que andam nisto e nem uma «vezzz...inha»!
Em Paços de Ferreira, onde beneficiaram do perdão de um pénalti de Sapunaru sobre Luisinho, aos 22' - com o resultado ainda em branco - queixam-se de que a simulação de Hulk na área do Paços é que era penalti e, claro, mais uma vez FORAM ROUBADOS PELO ÁRBITRO! Coitados, tantas vezes foram prejudicados pelos árbitros, que nos últimos 30 anos ISSO lhes tem provocado TÍTULOS e mais títulos! Imaginem se não fossem roubados pelos árbitros e quantidades inalcançavel de taças e títulos que esta gente não tinha já no seu palmarés!
Não têm mesmo vergonha! Depois do jogo na capital do móvel, como muita gente gosta de chamar ao «mui» digno Paços de Ferreira que se tem batido com muita galhardia nesta competição, os portistas não aceitam a sua má prestação com justiça. Querem desculpar-se com os árbitros e choramingam com os falhanços! Deviam agradecer aos deuses o autogolinho de Ricardo e já agora... jogarem um pouco mais. Querem o quê?

Este fim-de-semana, para além das peripécias da Liga, ficou registada uma homenagem a Vítor Damas, o genial guarda-redes português, que apesar de ter jogado no rival de Alvalade, deixou muitos amigos e admiradores no futebol português. Eusébio, Hilário e muitas outras velhas glórias fizeram questão de publicamente manifestarem a um amigo que já foi. O que me surpreendeu, pela negativa, foi a «ausência» do Sporting nesta homenagem a um dos seus, supostamente... Apenas o candidato derrotado das últimas eleições)!!?)"

João Diogo, in O Benfica

Não gostei nada...

"1. Estamos na final da Taça da Liga, depois de categórica vitória sobre o FC Porto, apesar de um golo sofrido com tabela e três remates aos postes. Será agradável ganhar a competição pela 4.ª vez (e não é por aquela absurda contabilidade dos títulos, que mistura longos - e importantes - Campeonato com provas disputadas num só jogo...). Mas nada mais que isso. Bem mais importante é o título nacional e a actuação no Algarve foi muito pobre, frente a um adversário que nada mostrou... a não ser que sabe interromper muito o jogo. O 'relvado' era uma miséria, o árbitro, o árbitro (que já expulsara 'exageradamente' Cardozo no jogo com o Sporting) não quis que Aimar jogasse mais que 17 minutos (lances daqueles valem amarelos em mais de 90 por cento dos casos) mas o mal maior esteve na nossa equipa, que jogou mal e, principalmente, devagarinho, só 'acordando' quando reduzida a 10 elementos. E, assim, não dá. O que vale é que o FC Porto não parece melhor. Mas há que ganhar este sábado, ao Sp. Braga, independentemente do que fizemos (escrevo antes) ou faremos com o Chelsea na Liga dos Campeões...

2. O Sporting pediu audiência ao ministro adjunto Miguel Relvas (que remeteu para o secretário de Estado...) para falar sobre... arbitragem. Ou, mais propriamente, sobre a 'perseguição' que dizem estar a ser vítimas. Os seus dirigentes devem andar um pouco distraídos. Será que pensavam que o ministro iria escolher outros árbitros? Ou vetar aqueles que o Sporting não quer? Ou pressionar Vítor Pereira a escolher este ou aquele árbitro? Esse tempo - o tempo em que o Sporting tinha grande influência nos ministérios (e na antiga Direcção-Geral dos Desportos, à qual até chamavam Direcção-Geral do Sporting) - já lá vai há muito: passaram-se entretanto 80, 70, 60, ..., quase 38 anos.

3. Muito festejaram os portistas o 'desvio' de Cristian Rodriguez do Benfica para o seu clube. Muito tenho eu (e os benfiquistas de uma forma geral) festejado os 'êxitos' do antigo jogador do FC Porto. Gastaram por ele uma fortuna, pagaram-lhe mensalmente outra pequena fortuna, viram-no jogar de azul e branco poucas vezes e mal e, agora, vêm-no sair (ou foram obrigados a correr como ele) sem nada receberem em troca. Muito bem feito..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Contratempo

"No final do Olhanense-Benfica, o tarefeiro de serviço na TV teve o desplante de perguntar a Jorge Jesus se os árbitros não andarão de má vontade contra o Benfica por o treinador criticar as arbitragens. E sugeriu, como remédio, que Jesus falasse menos. É extraordinário ver alguém a fazer de entrevistador e a sugerir ao entrevistado que se cale. Mas entende-se o recado, se o pensarmos como tendo origem no Sistema. Se quem denuncia a mentira desportiva falar menos, continua tudo na mesma, ou ainda pior, mas encoberto sob o manto do silêncio.
Já aqui tinha previsto que a recta final do Campeonato iria ser uma sucessão de atropelos da verdade desportiva. Mas não imaginei que fosse tão longe. Um erro de um árbitro e do respectivo ajudante deu uma vitória ao FC Porto sobre o Benfica, validando um golo em escandaloso fora de jogo.
O erro não decidiu apenas o resultado do jogo, mas também a classificação do Campeonato. O FC Porto já chegara à Luz com uma classificação aldrabada, garantindo-lhe condições de passar o Benfica no primeiro lugar, graças a erros de arbitragem que roubaram pontos ao Benfica em Guimarães e em Coimbra. Depois disso, para consolidar o efeito de sucessivos erros, o árbitro escolhido para Olhão só tinha olhos para um dos lados. Por este andar, o que se segue? Uma chuva de cartões no próximo jogo, procurando influenciar o resultado com o Braga e a composição da equipa face ao Sporting?
O Sistema, porém, tem um contratempo. Joga tão pouco, que nem levado ao colo consegue descolar. A propaganda fala-barato não ganha pontos. E é assim que, apesar de toda a manipulação, o Campeonato ainda não acabou."

João Paulo Guerra, in O Benfica