Últimas indefectivações

sábado, 6 de dezembro de 2014

Desbloqueado...

Benfica 3 - 0 Belenenses
Lima, Enzo, Salvio

Não foi fácil, o jogo parecia bloqueado, o Benfica atacava, mas não aproveitava as oportunidades, inclusive as desconcentrações/descoordenações na defesa do Belém. Comecei a pensar que só uma bola parada podia desbloquear a vitória, e como o Benfica ultimamente tem um baixo aproveitamento nestas situações, fiquei preocupado. Mas felizmente o Lima desmentiu-me, e à ponta-de-lança, a bola foi ter com ele, e foi só encostar...!!!
A partir do 1-0, o jogo foi outro...!!! Muita gente não compreende, mas é muitíssimo mais fácil defender do que atacar, mesmo com orçamentos muito diferentes, quando são bem orientadas, colocam sempre muitas dificuldades... Ainda por cima em Portugal a maior parte das equipas está bem rotinada em tácticas defensivas. E hoje foi mais um exemplo disso...

Tacticamente o jogo fica marcado pelo bom posicionamento da equipa do Belenenses, que deu poucos espaços ao ataque do Benfica, mas do nosso lado foi notório mais uma vez o problema do encaixe do Talisca, no esquema do Benfica. O jovem Baiano teve um início de temporada muito bom, marcou golos, foi até chamado à Selecção Brasileira, mas andou sempre a saltar entre o lugar de 2.ª avançado, e o de número '8'. Com a entrada regular do Jonas na equipa, o Jesus ficou com um problema... Ainda por cima no meio-campo o Samaris tem subido de rendimento, e o Cristante já demonstrou potencial... Prevejo alguns problemas nos próximos jogos, o plantel pode sofrer algumas alterações em Janeiro, mas actualmente a situação do Talisca é complicada... Sendo que no jogo contra os Corruptos até pode ser útil a 2.º avançado!!! Mas na posição '8' (do Enzo) continua a parecer-me demasiado macio defensivamente...
Antes do jogo, a polémica foi outra: Rosa, Deyverson. É inacreditável a campanha feita pela descomunicação social, principalmente os avençados do Rascord... Deve ser caso único em Portugal jogadores, 'emprestadados' (sim, não estão emprestados, não foram dados... sim, o Belenenses não pagou nada por eles!!!) não jogarem contra o Clube-Mãe... Nunca vi tanta indignação com estas situações, aliás normalmente estas ausências 'mistério' nem sequer merecem uma nota de rodapé... são totalmente ignoradas.
Pessoalmente, não concordo com estes pré-acordos, mas todos os fazem... Pessoalmente, acho que cada clube só podia ter no 'roaster' (sim, à Americana!!!) um numero limite de jogadores, quem ficasse de fora seria livre de assinar porque quem quisesse... Mas, no Futebol as coisas não se passam assim...!!!

Homenagem...

Benfica 114 - 64 Sampaense
36-15, 16-17, 32-18, 30-14

Só podia ser num jogo de homenagem ao nosso treinador Carlos Lisboa: 22/33 em Triplos (67%), com o Slay (3/3), o Fernandes (4/4), e o Soares (6/6), com 100% !!!
Com percentagens destas, o jogo teve pouca história... Mesmo assim nos lançamentos de dois voltámos a estar abaixo dos 50%... Mas deu para rodar todo o plantel, os miúdos não marcaram pontos mas tiveram bastantes minutos... e começar a preparar o jogo de Quarta com os Franceses do Nanterre.

Sempre a somar

Rio Ave 1 - 4 Benfica

Deslocação sempre difícil, mesmo com um Rio Ave mais fraco em relação às últimas épocas. Estivemos sempre na frente, mas a 10 minutos do fim o Rio Ave reduziu para 1-2... mantivemos a cabeça fria, e marcámos mais 2 !!!

Vitória no Minho...

Xico Andebol 29 - 34 Benfica

Jogo renhido, com resultado enganador, pois a poucos minutos do fim estava 29-29 !!! Só uma ponta final à Benfica, permitiu celebrar a vitória...
Numa primeira volta, onde só na derrota em casa com o ABC, a equipa pareceu jogar abaixo do que se esperava, começamos a 2.ª volta da melhor maneira...
Sendo que na próxima Quarta-feira temos novo jogo difícil, com os Lagartos na Luz... e se queremos ganhar não podemos continuar a falhar Livres de 7 metros!!! Depois do Pujol e do Carneiro, agora foi o Pedroso a estar indisponível, mesmo estando a jogar pouco, era sempre mais um que entrava na rotação... vamos ver até Quarta.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Paraíso e inferno

"O Benfica joga com o Belenenses um jogo que pode ser marcante na época. Contra estes azuis há tantos pontos em disputa como no da semana seguinte contra outros azuis. E tudo ficaria mais azul com uma vitória. A recepção ao Belenenses, jogo com história e tradicionalmente difícil, lembra o pior jogo da última época. Foi no inodoro, insípido e incolor jogo contra o Belenenses do último ano que o Benfica da época transacta se despediu das más exibições, para embalar numa senda de êxitos permanentes.
Este ano chegamos melhor em matéria pontual e devemos fazer muito melhor em exibição e resultado. Espero ter um plantel fechado aos boatos e rumores que destabilizam em permanência aquilo que será o futuro da época. Este jogo será muito mais complicado que o de Coimbra, pois o adversário é bem melhor. Nota mais para outra excelente exibição do André Almeida em Coimbra, normalmente esquecido em muitas análises.
Jorge Jesus sabe que será o culpado de tudo se algo correr mal. É assim a vida de treinador. Há um ano não havia ninguém no mundo do futebol que não referisse Klopp, o treinador do Dortmund, como um dos melhores do mundo. E hoje que está em último na Liga Alemã? Será dos piores do mundo? Este ano foi Simione, a estrela, de forma merecida, mas mais dois tropeços e fica perto de Klopp. Treinador que ganha faz história, mas quando perde passa à história. Este ano (espero que não) ainda vou ouvir críticas a Rui Vitória. No mundo do futebol o paraíso e o inferno moram lado a lado. Na efémera apreciação dos adeptos só há um critério perene, as vitórias.
Ganhar amanhã ao Belenenses sedimenta essa nossa ambição dos títulos que nos interessam, porque os títulos dos jornais pouco duram, pouco interessam e não são os que gostamos de festejar. Queremos o 34.º porque o 33.º já foi há muito tempo."

Sílvio Cervan, in A Bola

Tudo pelo título!

"Se, no início da temporada, o Campeonato já era apontado como o principal objectivo do nosso Futebol, depois da eliminação europeia não resta nenhuma dúvida acerca de onde concentrar energias.
Não é a primeira vez que o Benfica sai cedo da cena internacional.
Recordo que nem mesmo Eusébio e seus pares evitaram algumas eliminações prematuras, como por exemplo de 1964 ou em 1967 - anos em que os 'encarnados' não resistiram à segunda eliminatória. Mais tarde, muitos se recordarão de um Aris de Salónica, de um FC Liegeois ou, pior ainda de um Celta de Vigo. Nem só de glórias se escreve a história de qualquer grande clube. A novidade é que, com duas finais, uma meia-final e dois quartos-de-final em cinco anos (que valeram o brilhante 5.º lugar no ranking da UEFA), ficámos mal habituados. E esta época, tudo correu mal. Desde o sorteio, ao fatídico primeiro jogo em casa, seguido de uma arbitragem hostil na Alemanha, de pecados de concretização no Mónaco e na Rússia, e de resultados inesperados noutros jogos do nosso grupo - que levaram a que eventuais sete pontos não cheguem, sequer, para sonhar com um 3.º lugar.
O que lá vai, lá vai. Agora importa concentrar todas as forças naquilo que há para conquistar, e que é... quase tudo. Quem comenda isolado o Campeonato com nove vitórias em 11 jogos, quem mantém as aspirações na Taça de Portugal e na Taça da Liga, e já guarda a Supertaça na bagagem, só pode estar confiante numa temporada triunfante.
O grito 'nós só queremos Benfica campeão!' nunca fez mais sentido. É, de facto, esse o nosso desígnio. Há que fazer de cada jornada uma final, e disputar cada lance como se fosse o último. Com regresso dos lesionados (Sílvio, Eliseu, Fejsa e Rúben Amorim), o lote de opções aumentará. E sem o desgaste europeu, a capacidade física da equipa poderá manter-se a top.
Não nos falta nada. Temos jogadores, treinador, estrutura envolvente, motivação, um mar vermelho de milhões a apoiar. E agora também um calendário desanuviado.
Em Maio, estaremos no Marquês."

Luís Fialho, in O Benfica

Contas da SAD

"Foram apresentadas à CMVM os dados do relatório intercalar do 1.º trimestre do Benfica, denotando um expressivo número que fala por si mesmo: um resultado líquido consolidado de 746 mil euros. Quer isto dizer que o resultado global das finanças benfiquistas traduz um saldo positivo geral altamente satisfatório no quadro actual do Futebol.
Este resultado evidencia os resultados de um política de gestão simultaneamente cauteloso e arriscada, que foi prudente em momentos-chave das negociações no mercado e soube arriscar na medida necessária para, sem comprometer os resultados desportivos, arrecadar receitas fundamentais ao dia-a-dia de um colosso como o Benfica. Exemplo disso mesmo foi o negócio de Cardozo, de Oblak (por 16 milhões de euros) ou de Markovic (por 12,5 milhões de euros).
O resultado global positivo de 746 mil euros não deriva, no entanto, exclusivamente da alienação de atletas, mas de um conjunto de apostas decisivas de Luís Filipe Vieira que começam já a evidenciar frutos expressivos e duradouros. Nesse campo, deverá ser destacado o aumento considerável das receitas de TV, dos patrocínios empresariais, duas áreas-chave que nenhum clube moderno da dimensão do Benfica poderá negligenciar. Ora, é precisamente nesta área que os números se revelam ainda mais mágicos e estimulantes: um crescimento de 25% face ao período homólogo do ano passado. Aliás, se excluirmos os direitos dos atletas, o aumento face a 2013/14 foi de cerca de 53,1% no âmbito dos resultados operacionais.
Finalmente, um dado que nos deve orgulhar e que traduz essencialmente o reconhecimento público do trabalho que tem vindo a ser feito no Benfica: as receitas de bilheteira voltaram a crescer e atingiram o valor de 1.6 milhões. Mesmo num contexto de crise e retrocesso económico, os Sócios não abandonam o seu clube. Reforçam até a sua presença. Os resultados ai estão... e esmagam qualquer adversário!"

André Ventura, in O Benfica

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Cada cor seu paladar

"Em 2006, choveram críticas sobre Ronald Koeman por ter optado pela prova mais mirífica e com mais 'status quo' quando tinha o nosso campeonatozinho à mão de semear...

NÃO faltou nada ao Benfica que foi no domingo a Coimbra vencer tranquilamente a Académica. Nem vontade de vencer, nem um Gaitán inspirado, nem os golos com que se constroem os resultados e as vitórias, nada faltou para o cumprimento da missão.
O que fez falta, então, ao Benfica - 5.ª clube no ranking da UEFA e duas vezes consecutivas finalistas europeu - para não passar por esta vergonhazinha com quem ninguém contava de se ver afastado da Europeu nem Novembro?
Faz-lhe falta o Oblak? Ou o super-Garay? Talvez o Siqueira? E o Markovic? E o jeito que teria dado o Rodrigo? E o Fejsa, quando é que fica bom?
Toni, que como treinador foi campeão nacional e ainda levou o Benfica a uma final da Liga dos Campeões - portanto sabe do que está a falar -, explicou-nos no dia seguinte à desilusão europeia que este Benfica de 2014/1015 perdeu qualidade por comparação com aquele praticamente imparável Benfica de 2013/2014.
Alguém tem dúvidas sobre o juízo de Toni? Pois claro que não.
É verdade que o Benfica perdeu qualidade, e muita, e que o tempo da reconstrução carece de isso mesmo... de tempo. Mas também de obreiros à altura dos que se foram embora e foram-se muitos e bons.
O Benfica não teve sorte no grupo onde foi calhar? Não, não teve.
Ai, se nos tivesse calhado um Maribor... - lamenta-se.
Ai, se nos tivesse calhado um Bate Borisov... - continua-se a lamentar.
De factores externos, estamos conversados.
No que diz respeito a lamentos de factores internos também se pode elaborar uma listazinha pérfida:
Ai, se o Jonas tivesse sido inscrito a tempo...
Ai, se o Júlio César tivesse começado a época na Luz...
Ponto final é ponto final. Pela minha parte estão encerradas as lamentações sobre o tema europeu. Acabou-se, está acabado. O jogo da próxima semana com o Leverkusen é para cumprir calendário com os serviços mínimos de dignidade de modo a que ninguém se magoe e fique de fora dos dois importantíssimos jogos que se seguem: o Porto para o campeonato e o Braga para a Taça de Portugal.
Antes disto convém absolutamente vencer o Belenenses na Luz. Com todo o respeito pelo Belenenses, naturalmente.

ACONTEÇA o que acontecer ao Benfica até Maio, que é quando tudo se apresenta decidido, dificilmente escapará Jorge Jesus à fama e à crítica de ter desprezado as competições internacionais em prol da conquista do segundo título consecutivo de campeão que falta ao Benfica há três décadas.
No entanto, se Jesus conseguir transportar o seu Benfica até à revalidação do título (enfim... quase tudo) lhe será perdoado. E se é verdade que o treinador, olhando para o que tinha à disposição, apostou tudo no campeonato nacional, talvez lhe venham dar razão os seus detractores da actualidade.
No fundo, pertencem à mesma escola filosófica que na temporada de 2005/2006 chamou os nomes todos a Ronald Koeman acusando-o de, por vaidade pessoal, se ter marimbado no campeonato nacional dos portuguesinhos para fazer uns brilharetes notáveis, ainda que em vão, na Liga dos Campeoes dos tubarões.
Lembram-se?
A Benfica de Ronald Koeman, o treinador que hoje brilha no comando do surpreendente Southampton, não demorou a desistir do título conquistado na época anterior pelo Benfica de Trapattoni mas chegou com estrondo e fanfarra aos quartos de final da Liga dos Campeões depois de afastar o Manchester United na fase de grupos e de afastar o Liverpool nos oitavos-de-final, finalmente, arredado do sonho pelo Barcelona que haveria de conquistar o troféu, como era de esperar.
Choveram então críticas como picaretas sobre o holandês por ter optado pela prova mais mirífica e com mais status quo a nível quando tinha o nosso campeonatozinho de trazer por casa à mão de semear. A verdade é que Koeman acabou por não ganhar qualquer uma das competições, embora se possa sempre ufanar de ter conquistado em Agosto de 2005 uma Supertaça Cândido de Oliveira numa final com o Vitória de Setúbal.
Este ano, Jorge Jesus já conquistou a sua Supertaça de Agosto. E ainda pode ganhar uma quantidade de troféus de que a gente gosta. É esta, para já, a sua enormíssima vantagem sobre Koeman e sobre as escolhas de Koeman. Se é que os treinadores fazem escolhas...

FELIZMENTE que a anunciada, temida e desprezada (cada cor, seu paladar) aliança estratégica entre o Benfica e o Porto não é assim tão aliança nem tão estratégica, isto no campo do realismo puto e duro.
À primeira oportunidade, e como lhe competia, Pinto da Costa não perdeu o ensejo de recordar que o Benfica está fora da Europa. Acontece assim que terminou o jogo de mão-cheia com o Rio Ave no Dragão.
Explicando as dificuldades da sua equipa nos primeiros quarenta e cinco minutos da partida com os vila-condenses, o presidente do Porto mencionou o justo desgaste provocado pelo jogo europeu a meio da semana fornecendo como exemplos vivos do seu pensamento os casos do Mónaco e do Zenit, vencedores na quarta-feira, e derrotados nos seus respectivos campeonatos no fim-de-semana que se seguiu às glórias europeias.
Zenit e Mónaco... pois, pois... olhem só do que se havia lembrar.
Houve, no entanto, benfiquistas que, cheios de boa-fé, até descortinaram um ténue rasgo de simpatia e de consolo nas palavras de Pinto da Costa sobre o assunto Europa e sobre o assunto Benfica fora da Europa. Talvez estejam certos. O que só torna o assunto mais melancólico.

O Boavista de Petit foi goleado na Madeira e, para ajudar à desgraça, viu três dos seus jogadores expulsos e, por isso mesmo, impedidos de defrontar o Sporting na próxima jornada do campeonato. Como o plantel do Boavista não é propriamente rico, muita falta lhe devem fazer as três forçadas ausências no próximo fim-de-semana.
Durante largos anos no final do século passado o Sporting alimentou um trauma nas deslocações ao Bessa onde dificilmente conseguiu pontuar. Foi na era do Boavistão. Mas as coisas mudaram muito, como é do conhecimento público.
Na próxima sexta-feira, difícil de contornar pela equipa de Marco Silva apenas será o relvado de plástico do Estádio do Bessa e o espírito excessivamente indomável da equipa do Boavista que, sendo verdade o fenómeno de cada equipa tomar a personalidade do seu treinador, tudo vai fazer para reavivar a velha tradição.
Independentemente das circunstâncias altamente desfavoráveis ao Boavista, qualquer jogo em que se meta com um dos três grandes será sempre um clássico. História é História. E cá estaremos para ver.

ASSISTINDO através da televisão ao Académica-Benfica houve um momento em que desejei - e desejei muito - que o pobre do Samaris ainda não tivesse aprendido uma única palavra da nossa língua depois de uns quantos meses a jogar em Portugal.
Que o desconchavado grego seja lento, de preferência lentíssimo, na intimidade com o nosso idioma, mesmo nas suas expressões mais vulgares, a ver se sobrevive moralmente incólume ao raspanete que levou do mister mesmo juntinho a um microfone postado na relva e que tudo captou. Raspanete, aqui, é um eufemismo, naturalmente.

ABEL XAVIER vai tomar conta do Farense, actual 12.º classificado da Liga 2.
Noutros tempos, ainda recentes, dir-se-ia que o Farense, 12.º classificado, ocupava os lugares finais da tabela. No entanto, com o alargamento da antiga segunda divisão para 24 clubes - que loucura -, o Farense, 12.º classificado, ocupa precisamente o meio da tabela.
Felicidades, é o que se deseja ao Abel Xavier neste seu novo desafio como treinador.

DEZ mil adeptos do Benfica deslocaram-se até Coimbra apara apoiar a sua equipa no jogo com a Académica. O estádio estava bem composto e os adeptos benfiquistas deram o tempo, o dinheiro, a deslocação por bem empregues porque a equipa ganhou com clareza e nem houve lugar a sofrimentos.
Pena que não regressassem a suas casas inteiramente felizes e orgulhosos, tudo por causa do comportamento delinquentes de uns quantos, poucos, que se deliciaram a explodir petardos provocando uma inevitável intervenção da polícia e o consequente embaraço para as nossas cores. Não se acaba com isto?

CORREM notícias de que Pedro Proença está zangado com Vítor Pereira e ameaça não mais apitar um jogo que seja em Portugal. Apoiado! Melhor dito, apoiadíssimo!"

Leonor Pinhão, in A Bola

Outras vez as transferências...

"Aproxima-se, a alta velocidade, uma nova janela de transferências. Como se já não bastasse a do imenso Verão que se estende pelos campeonatos dentro.
Em bom rigor, estes tempos de transumância consomem praticamente todo o ano. Porque é o antes, o durante e o depois. E este depois é o que vem antes de um novo durante. Cansativo e irritante. Denotando o imperialismo monetário (ou mercenário?) do futebol, entre jogadores ávidos a querer aumentar a liquidez da rotatividade e jogadores dispensados para aliviar a falta de liquidez dos clubes. No meio deles, toda a sorte de intermediários ou comissionistas encartados que acrescem o património na razão directa do turnover. É por tudo isto que não acaba a enormidade de se poder trocar de clube sempre apregoado nas assinaturas contratuais, qual sentimento de pertença logo abalado por um qualquer assédio de outro clube? Deixem-se de tretas.
Por cá, o Benfica continua a ser o campeão dos falatórios e das 'notícias' sobre transferências. No Verão é 'em ver se te avias' com manchetes e parangonas na comunicação social. Mas, no Inverno, essa febre já chegou com dois meses de avanço sobre o 'mercado' de Janeiro, reforçada pela prematura saída da Europa. Olho para os jornais e ficaria estarrecido se não desse o devido desconto a tanto alarme: sai Enzo, Gaitan e Salvio e, quem sabe, Talisca. Maxi também se diz que não renova. Agora é Cristante que dizem que regressa emprestado a quem o vendeu há meses! E que mais? Ficamos ainda com 11? O Benfica sempre vendedor. As notícias do Porto dão-no sempre como comprador. Porque será?"

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Estreia Europeia com vitória... na Sérvia!

Partizan Belgrado 1 - 3 Benfica
31-29, 16-25, 24-26, 21-25

Excelente vitória, numa estreia Europeia complicada, com a viagem para Belgrado a ser efectuada hoje de manhã...!!! Num país com muita tradição na modalidade, e normalmente com ambientes difíceis...
Os primeiros pontos foram quase todos nossos, chegámos a ter 1-7 de vantagem, mas os Sérvios foram recuperando... com 21-24 parecia que o 1.º Set era nosso, mas desperdiçamos os 3 Set Point's, e perdemos nas vantagens.
Felizmente a equipa reagiu muito bem a este mau resultado, dominámos totalmente o 2.º Set, e no 3.º Set apesar de vingámos o 1.º!!! Tivemos sempre em desvantagem, mas nos últimos pontos demos a volta!!!
O 4.º Set esteve sempre controlado, a vitória nunca este em causa...

Na 2.ª mão na Luz, só temos que vencer dois Set's !!! Estamos muito perto de qualificarmos para os Oitavos-de-final, onde muito provavelmente vamos encontrar a Fonte do Bastardo!!!

Bom início... faltou o 'sprint'!!!

Corruptos 28 - 24 Benfica

Tivemos 3/4 da partida na liderança, com várias boas vantagens, mas nos últimos 15 minutos acabámos por baixar a qualidade defensiva, algumas exclusões nos momentos decisivos (Pedroso!!!), não ajudaram...
Acho que a equipa voltou a dar boas indicações, estamos a jogar com menos dois jogadores da rotação (Pujol, Carneiro), com muitos jovens, e estamos a melhorar a caminho do Play-off.
Hoje, ofensivamente, faltou mais 'participação', mas não é fácil marcar golos a uma defesa que tem uma 'tolerância' física muito acima do normal (mesmo assim, esta foi uma das melhores arbitragens dos últimos tempos)!!! Agora os 3 livres de 7 metros falhados, foram da nossa responsabilidade... Mas não nos podemos esquecer, que defrontámos o melhor plantel do nosso Campeonato (é uma daqueles situações onde os regulamentos da FPA são adaptados às necessidades dos Corruptos...!!!), mas mesmo assim, hoje os Corruptos só ganharam porque tem um jogador muito superior aos outros, porque colectivamente a nossa equipa parece-me mais trabalhada, mesmo com o pouco tempo que o Ortega teve...!!!

Vantagem desperdiçada...

Aves 3 - 3 Benfica B

Grande arranque, chegámos aos 0-2 (e só não foi mais um, porque foi mal marcado um fora-de-jogo ao Rui Fonte), com um grande golo do João Teixeira... mas fomos perdendo gás, e como estes jogadores já deviam saber (após o 1-2), rapidamente se arranjou um penalty contra, ainda fizemos o 2-3, mas logo a seguir num livre inventado, o Aves fez o 3-3... Até final o Aves ainda ficou com '10', mas nós não soubemos aproveitar.
Entre o copo meio cheio, ou meio vazio, acho que hoje perdemos mais 2 pontos... Voltámos à estranha opção por 3 centrais, e temos potencial para fazer melhor.

Varela: Valente, Lindelof, Nunes (Romário, 88'); Semedo Rebocho; Pinto, Teixeira (Santos, 84'); Guedes (Sanches, 76'), Costa; Fonte.

A renovação

"A renovação do contrato com Jorge Jesus divide os benfiquistas. A primeira questão é saber se o Benfica deve continuar a ter Jesus como treinador. A segunda é se o timing deve ser este.
É indiscutível que a equipa do Benfica subiu três patamares depois da entrada de Jesus. Em cinco anos, ganhou dois títulos e meio (um foi perdido nos descontos) e uma Taça de Portugal, entre outros. E praticou um futebol muitas vezes espectacular.
Argumenta-se que na Europa acumulou flops. E nos dez anteriores a Jesus ganhou o quê? Só se diz que o Benfica foi um flop na Europa porque cresceu muito em Portugal e os adeptos queriam mais.
Acontece um pouco o que se passou com Toni. Foi campeão, mas a direcção do clube achou que era pouco e contratou Artur Jorge para conquistar a Europa. O resultado foi o que se sabe: o Benfica entrou no período mais amargo da sua história recente. Mesmo assim, na 'era Jesus', recordem-se as duas finais da Liga Europa e a eliminação de equipas como a Juventus, Zenit, Bayer Leverkusen ou Manchester United.
Seria injusto dizer que Luís Filipe Vieira não teve nenhum papel no crescimento do Benfica. Teve e muito. Mas o seu trabalho só começou a dar frutos depois da entrada de Jorge Jesus. Por isso, pode dizer-se que os êxitos recentes se devem à dupla presidente-treinador e à estabilidade que o clube alcançou.
Jesus não precisa de provar nada em termos de qualidade: em cinco anos já provou o que tinha de provar. A questão é o timing da renovação. Ora, julgo que este é o momento certo. Para não suceder o mesmo que há ano e meio, quando Vieira renovou o contrato com o técnico em circunstâncias dramáticas."

O exagero das manchetes

"No passado fim-de-semana olhei com atenção as capas dos jornais desportivos e dos generalistas e o que é que li sobre os três grandes do nosso futebol? Tudo fantástico, numa interessante mistura de adjectivação prolixa e de adrenalina ilusória para o leitor.
Mas, afinal, nesta jornada, o que fizeram os três grandes? O Sporting cumpriu a sua obrigação vencendo, em casa e na 2.ª parte, um Vitória de Setúbal bem fraquinho. O Benfica, o único a sair do seu estádio, bateu uma Académica tão suave quanto incompetente. O Porto derrotou, em casa, um Rio Ave ainda a contas com horários trocados após Kiev (o jogo seria disputado neste dia se o viajante tivesse sido o Porto ou o Benfica?) por um resultado estrondoso, mas enganador.
Perante estes 'feitos heróicos', quais foram as parangonas jornalísticas? Selecciono algumas. Quanto ao Sporting: 'Leão indomável', Slimani e Montero à solta', 'Juntos são diamante'. Sobre o Benfica: 'Águia imparável', 'Ao ritmo do tango'. A propósito do Porto: 'Final em apoteose', 'As estrelas de reserva'.
Não tivesse eu sabido quais foram os jogos e o nível exibicional, e julgaria que estava numa semana de meias-finais da Champions contra os tubarões de cada vez mais desequilibrada Europa do futebol.
Vemo-nos, assim, perante uma fantasiosa exageração (que, de sinal contrário, também há ao fracasso) que se espalha virtualmente os media. Numa bolsa de valores, os useiros adjectivos estariam pela rua da amargura, tal o dislate da oferta. Talentoso, genial, mágico, estonteante, fabuloso, fenomenal e tantos outros, bem precisariam de ser reconduzidos ao seu verdadeiro valor semântico."

Bagão Félix, in A Bola

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Pesado

Mons-Hainaut 92 - 63 Benfica
22-21, 21-7, 18-18, 31-17

Foi um derrota pesada, numa viagem logisticamente complicada (devido à greve na Portela...), e que acabou por demonstrar as limitações de um plantel, ainda por cima afectado por lesões... além de pequenos 'toques' em alguns jogadores, que estão a jogar limitados...
Creio que o 1.º período, acabou por demonstrar que o Benfica a 100% poderia discutir o resultado, mas com as substituições os Belgas cavaram uma diferença significativa.
Os 29.1% nos lançamentos, acaba por definir o jogo...

Estamos eliminados, ainda temos 2 jogos na Luz, com os Finlandeses podemos vencer, com os Franceses vai ser muito complicado... Creio que será importante não forçar os jogadores que estão ligeiramente tocados, temos que perceber que o grande objectivo da época, é a renovação do título.

Chegaram a chamar-lhe «Campo dos Bravos»

"O Seixal é, hoje, também uma casa do Benfica. Mas, por duas vezes, aí foi jogar como visitante para o Campeonato - duas vitórias. E, na segunda, havia na baliza seixalense um rapaz chamado José Henrique que sofreu dois golos de Eusébio.

Gosto do Seixal: é uma terra bonita cheia de Tejo. Gosto do velho Seixal Futebol Clube e do estádio do Bravo onde vi tantos jogos e no qual joguei tantas vezes. É pena que o Seixal tenha deixado de surgir nos fins-de-semana da gente, desaparecido nas divisões que não merecem mais do que páginas confusas nos fundos dos jornais desportivos.
O Seixal passou, de há uns anos a esta parte, a ser outra das casas do Benfica. Ou melhor, a casa do Benfica fora da Luz. O estádio do Bravo foi comprado à autarquia e servirá, no futuro, segundo tudo indica, para a disputa dos jogos do Benfica B.
E era aqui que eu queria chegar.
Às vezes em que o Benfica visitou o estádio do Bravo, como forasteiro, que não foram tantas quanto isso, bem pelo contrário, apenas duas.
Uma vez escrevi nestas páginas um artigo sobre um famoso 10-0 aplicado ao Seixal no estádio da Luz.
Pois, desta vez atravessamos o rio.
O Seixal Futebol Clube só esteve na I Divisão em duas épocas, por sinal consecutivas - 1963/64 e 1964/65.
É sobre elas que vamos falar.
Na sua primeira aventura na divisão principal coube aos seixalenses receberem o Benfica. Campeão Nacional e finalista vencido da Taça dos Campeões (1-2 com o Milan), logo à terceira jornada, no dia 4 de Novembro de 1963. Avance-se de imediato para o resultado, que este texto não exige suspense à moda de Hitchcock: 3-2 para o Benfica. Assim mesmo, apertadinho, de aflitos, num jogo disputado palmo a palmo como não se previa, ainda por cima porque antes dos 20 minutos já os 'encarnados' tinham arrancado um avanço confortável de 2-0, golos de Serafim e Yaúca, praticando um futebol escorreito e límpido como os olhos de Elizabeth Taylor. Simões, Yaúca, José Augusto e Santana lances de entendimento perfeito e tudo parecia tão definitivamente encaminhado que a goleada já pairava na mente dos espectadores encantados.
Ah! Mas havia bravos no estádio do Bravo. Do outro lado da barricada, a revolta. Serra Coelho tornou-se imenso, Carvalho comandava o grupo, Caldeira tocou a reunir com um pontapé tremendo que levou a bola à barra da baliza de Costa Pereira. Ai daqueles que se julgam vencedores antes do final das suas batalhas! O golo de Necas alimentou a valentia dos adversários do Benfica. Todos acreditavam no impossível e ele estava aí, à beira de acontecer. Aos 42 minutos, Carvalho faz o empate, e há quem não queira acreditar no que os seus olhos vêem. Será este Seixal, pela primeira vez chegado das cavernas das divisões secundárias, capaz de vencer o poderosíssimo Benfica do qual toda a Europa tem medo? Há no entanto menos euforia seixalense entanto menos euforia seixalense no segundo tempo. Todo aquele esforço de reagir à adversidade teve um preço elevado. Os jogadores demonstram menos frescura, submetem-se mais facilmente ao jogo de passes rasteiros do Benfica, trocando a bola de pé para pé. É tempo para os encarnados terem paciência. A classe superior dos seus jogadores acabará por fazer a diferença, desde que não se deixem desorganizar como o fizeram na primeira parte. E assim traçam o destino deste jogo inédito até então: é Yaúca que, ao minuto 72, garante a vitória. Do jogo da segunda volta já falámos aqui, em tempos que lá vão - terminou 10-0.

E José Henrique ainda fez o que pôde
Na época seguinte, o estádio do Bravo recebeu o Benfica à 12.ª jornada, no dia 3 de Janeiro de 1965. A vitória foi mais fácil, 4-0, mas a exibição não mereceu grandes elogios da imprensa da época, criticando o excesso de individualismo de muitos dos jogadores. Enfim, com um resultado assim seria para o lado em que dormiriam melhor, ainda por cima porque José Augusto abriu a contagem logo aos 20 segundos e mais depressa do que isso seria quase impossível. Aceitou-se, aí, como verdade insofismável que o triunfo 'encarnado' era um caso arrumado. E foi, ao contrário do que sucedera na sua última visita, e apesar de não ter voltado a fazer o 'gosto ao pé' até ao intervalo, o Benfica não passou por aflições. É bem verdade que houve valentia seixalense, mas longe de ser suficiente para criar incómodos no opositor. José Henrique, na baliza, foi fazendo o que pôde, e sabe-se que podia muito, viria a prová-lo durante anos a fio nas balizas do seu adversário desse dia. Aniceto e Jeremias procuravam dinamizar os companheiros, mas a classe de Eusébio, Torres, Coluna e Simões era tão tão tão clara, tão tão tão nítida, que o resultado se foi avolumando sem discussão - Eusébio marcaria dois golos (55m de penalty e 68m) e José Torres um (80m). O Benfica dava mais uma passada para um novo título de campeão nacional, o Seixal despencava irremediavelmente para a II Divisão e nunca mais voltaria a pôr os pés na primeira. Quanto ao resultado da segunda volta, na Luz, foi de luxo: 11-3. Merece, só pelo volume, uma crónica. Não tardará.
Saudades desse estádio do Bravo, nesse tempo ainda pelado, agora uma das novas casas do Benfica. Malhas que o tempo tece..."

Afonso de Melo, in O Benfica

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Lixívia XI

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica............. 28 (-1) = 29
Braga............... 21 (+2) = 19
Sporting............ 20 (+2) = 18
Corruptos......... 25 (+8) = 17


Não assisti ao jogo em directo, mas mal acabou a partida, li no blog do insuspeito Eugénio Queirós, que tinham ficado dois penalty's por marcar a favor do Rio Ave no Dragay!!! Bem, para o Geninho escrever tal coisa, é porque os lances devem ter sido claros... Ingenuamente ainda pensei: isto ainda vai dar polémica!!! Afinal, parece que ninguém se escandalizou... Começou pelo treinador e pelo Presidente do Rio Ave, que desta vez, calaram-se. Na Luz, quando o árbitro decidiu anular, bem, um golo ao Rio Ave, foram conferências de imprensa indignadas, entrevistas inflamadas... Esta semana: silêncio!!!

Antes do jogo começar já havia polémica: o Rio Ave que jogou na Quinta-feira em Kiev, foi obrigado a jogar do Domingo à noite, quando devia ter jogado hoje (segunda-feira), tal como tem sido regra a todas as equipas que jogam fora na Liga Europa. Se contra o Estoril (Estoril-Corruptos) a Liga tinha a desculpa que na semana seguinte havia jogos das Selecções, e assim não podia marcar jogos para Segunda-feira... Esta semana, não existem quaisquer compromissos a meio da semana... (este acabou por ser o único ponto, que motivou algumas palavras de descontentamento por parte do treinador do Rio Ave, no resto calou-se!!!)

Em relação ao jogo é simples: 17 minutos Vermelho perdoado a Alex Sandro (nem amarelo, nem falta diga-se), entrada igual ao Vermelho directo mostrado ao Marinho (Académica) no jogo com o Benfica; 29 minutos, pontapé de Brahimi, sem bola, com o jogo parado, mais um Vermelho perdoado... quem acabou por levar amarelo foi um jogador do Rio Ave por protestos; 46 minutos, golo irregular dos Corruptos, falta claríssima do Jackson na recuperação de bola; 49 minutos penalty por marcar contra os Corruptos, falta de Danilo sobre Zeegelaar; 52 minutos, penalty descarado de Herrera que joga a bola com as Mãos na área Corrupta; 73 minutos Casemiro, devia ter levado o 2.º amarelo, por 'ombrada' no Prince; na 2.ª parte ainda foi marcado um fora-de-jogo ao ataque do Rio Ave de bradar aos céus...!!!
Os Corruptos venceram por 5-0, mas aos 88 minutos estava 2-0. Sendo que o 1.º golo foi obtido após falta. Neste momento, aos 88 minutos, o Rio Ave já devia ter beneficiado de 2 penalidades, e os Corruptos deviam estar a jogar com 8 jogadores, por expulsão do Alex Sandro, do Brahimi e do Casemiro... Portanto os 3 golos de rajada no final eram muito improváveis, mesmo com o desgaste do Rio Ave...
Olarápio no seu melhor... O silêncio que se abateu sobre este jogo é inacreditável. Tem sido quase sempre assim nos últimos 35 anos. As virgens ofendidas escondem-se, e os cobardes calam-se... Não estamos a falar de um erro, durante 90 minutos, nem de um erro de um fiscal-de-linha... estamos a falar de vários erros, graves, todos em favor da mesma equipa...
Enquanto escrevia esta crónica, aparece uma notícia onde o Presidente do Rio Ave responsabiliza o árbitro pela derrota da sua equipa  (24 horas depois...). Mas curiosamente, em vez daquele discurso belicista de 'terra-queimada', que estamos habituados nestas ocasiões, no meio da crítica, vem dizer que não está a desculpar ninguém, não quer alimentar polémicas e ainda diz que o Olarápio não errou de propósito!!! É caso para dizer: é pior a emenda que o soneto...!!!

No Sábado no Alvalixo tivemos mais uma inovação do Palhaço Carvalho: o Livre Bitoque!!! Depois de tantas visitas à UEFA e à FIFA parece que finalmente os poderes do futebol, aceitaram uma das propostas do Palhacito: um livre batido com dois toques...!!! Nada de especial... Só deu para desbloquear um jogo que parecia estar fechado às sete chaves... também não há razões para muita polémica, nem para se fazer comunicados!!!

Em Coimbra, os jogadores do Benfica voltaram a ser saco de porrada dos adversários!!! As jornadas passam, os adversários mudam, e a táctica é sempre a mesma. Depois de nas primeiras jornadas, alguns árbitros terem cumprido as regras e expulsado alguns dos nossos adversários... depois das criticas públicas dos expert's, onde exigiram aos árbitros, nos nossos jogos: contenção!!! Pois tinham a obrigação de tentarem levar os jogos até ao fim com 11 para cada lado... desde então tem sido uma 'maravilha'!!! Cotoveladas, agarrões, entradas por trás (mesmo quando os jogadores se estão a isolar), vale tudo...
Quando finalmente, o resultado parecia 'fechado', em mais uma entrada violenta, que podia ter lesionado gravemente o Samaris, o árbitro lá mostrou o Vermelho ao nosso adversário... Fica para a estatística!!!
Mas ninguém falará destes pormenores, a irregularidade no 2.º golo do Benfica, é que será caso de falatório. É um fora-de-jogo milimétrico, onde o Luisão até não beneficia do adiantamento, porque recua, em relação à linha defensiva da Académica... e onde o grande erro até foi do guarda-redes, mas estava mesmo fora-de-jogo.

O Braga venceu por 6-1, e o único lance susceptível de dúvidas, até foi contra o Braga!!!

Anexos:
Benfica
1.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Cosme, Prejudicados, Sem influência no resultado
2.ª-Boavista(f), V(1-0), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Setúbal(f), V(0-5), Capela, Nada a assinalar
5.ª-Moreirense(c), V(3-1), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Estoril(f), V(2-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Arouca(c), V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Braga(f), D(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-3), (-3 pontos)
9.ª-Rio Ave(c), V(1-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
10.ª-Nacional(f), V(1-2), Bruno Paixão, Prejudicados, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
11.ª-Académica(f), V(0-2), Jorge Ferreira, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Académica(f), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
2.ª-Arouca(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (2-0), Sem influência resultado
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Belenenses(c), E(1-1), Cosme Machado, Nada a assinalar
5.ª-Gil Vicente(f), V(0-4), Beneficiados, (1-4), Sem influência no resultado
6.ª-Corruptos(c), E(1-1), Benquerença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Penafiel(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Marítimo(c), V(4-2), Manuel Oliveira, Beneficiados, (4-3), Sem influência no resultado
9.ª-Guimarães(f), D(3-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
10.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
11.ª-Setúbal(c), V(3-0), Soares Dias, Beneficiados, Impossível contabilizar

Corruptos
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-0), Mota, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4.ª-Guimarães(f), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
5.ª-Boavista(c), E(0-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
6.ª-Sporting(f), E(1-1), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Braga(c), V(2-1), Proença, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
8.ª-Arouca(f), V(0-5), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, (1-6), Sem influência no resultado
9.ª-Nacional(c), V(2-0), Nuno Almeida, Nada a assinalar
10.ª-Estoril(f), E(2-2), Soares Dias, Beneficiados, (3-2), (+1 ponto)
11.ª-Rio Ave(c), V(5-0), Olegário, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)

Braga
1.ª-Boavista(c), V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-0)?!, Impossível contabilizar
2.ª-Moreirense(f), E(0-0), Paixão, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Estoril(c), V(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (3-1), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), D(1-0), Proença, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(f) E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Rio Ave(c), V(3-0), Bruno Esteves, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Corruptos(f), D(2-1), Proença, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
8.ª-Benfica(c), V(2-1), Marco Ferreira, Beneficiados, (2-3), (+3 pontos)
9.ª-Académica(f) E(1-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
10.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Manuel Oliveira, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
11.ª-Penafiel(f) V(1-6), Hugo Miguel, Nada a assinalar

domingo, 30 de novembro de 2014

Ressaca tranquila...

Académica 0 - 2 Benfica

Jogo que se previa difícil, mas que acabou por ser tranquilo, e só não foi mais tranquilo, porque principalmente na 1.ª parte desperdiçamos várias oportunidades de dilatar a vantagem... Acabou por ser num lance infeliz do do guarda-redes da Académica - onde o Luisão está milimetricamente fora-de-jogo... apesar de ser uma daquelas jogadas, onde não 'beneficia' do adiantamento, já que teve que recuar!!! - que chegámos ao 2.º golo.
No 2.º tempo controlámos o jogo, permitimos que a Académica tivesse mais bola, mas fiquei sempre com a ideia que seria mais fácil chegar ao 3.º golo, do que sofrer um... Felizmente, desta vez, a gestão, resultou...!!!
Depois da eliminação da Champions este jogo ainda ganhou mais importância, além do desgaste da deslocação a São Petersburgo, além da pressão da vitória (que no Benfica 'aparece' em todos os jogos), além do habitual mau estado do relvado, além da qualidade do adversário, e além da variável apitadeiro, sempre difícil de 'controlar', o Benfica fez uma exibição segura, onde saíamos quase sempre bem para o ataque, e defensivamente demos poucos espaços... com o Júlio César a fazer uma exibição tranquila.
Individualmente, o Nico foi o destaque, pelo golo, mas também por ter sido dos seus pés que saiu a maior parte dos nossos ataques perigosos; tal como já tinha notado na Rússia, o Samaris está finalmente a compreender aquilo que o Jesus quer dele... bom jogo; destaco ainda a dupla Jardel/Almeida que voltou a estar muito bem na marcação, não têm a classe do Luisão (por exemplo), mas para consumo interno chegam e sobram...!!! A única nota negativa do jogo, vai para o Talisca que continua a demonstrar dificuldades quando joga como 2.º avançado... sendo que defensivamente, ainda não tem a capacidade para jogar no lugar do Enzo, nos jogos de grau de dificuldade maior.
A arbitragem como é costume voltou a ser permissível à constante paulada que os jogadores levaram... O Júlio César levou uma cotovelada completamente desnecessária numa saída a murro, o árbitro nada vez...; o Talisca é rasteirado, por trás, sem bola, numa jogada onde ficaria isolado... o árbitro dá a lei da vantagem (já que a bola ficou no Nico, que rematou com perigo...), mas depois esqueceu-se do cartão; etc...; por isso não admirou que já nos descontos tivesse dado um Vermelho directo a um jogador da Académica (que já tinha amarelo...), quando já não contava para nada!!!
Uma nota sobre os incidentes da bancada: aparentemente o problema voltou a ser os petardos. É óbvio que não são 'varrimentos' das bancadas, pela PSP, que vão resolver o problema dos petardos... têm ainda o problema de bater em que não fez nada de mal!!! Agora, os membros da claque, que não lançam petardos, mas que protegem os petardeiros, também têm culpa. O Benfica continua a pagar multas atrás de multas, e estes atrasados mentais (não devem ser mais de 4 ou 5 ) continuam impunes... Só a identificação dos filhos-da-puta, pode resolver este problema, através da câmaras de video-vigilância, ou através da denuncia directa...