Últimas indefectivações

sábado, 12 de maio de 2012

Vitória na despedida...


Setúbal 1 - 3 Benfica

Mais um festival de oportunidades perdidas!!! Algumas de forma agoniante... Último jogo da época, sem grandes preocupações tácticas, ritmo baixo, várias ausências nas duas equipas (mais no Setúbal), mesmo sendo a feijões tivemos a habitual agressividade adversária, com várias entradas bem durinhas principalmente sobre o Cardozo!!! Este foi um daqueles jogos, onde o Benfica pouco tinha a ganhar, e tudo a perder... Uma derrota hoje teria sido um fartote...!!!
20 golos no Campeonato, melhor marcador da prova (mais uma vez)... Parabéns Óscar!

A grande notícia do dia !!!

Foi encontrado um dador compatível para o Gustavo, filho do Carlos Martins. A 'estória' não acaba aqui, os próximos tempos ainda vão ser complicados para o Gustavo e para a família, mas já se vê a luz ao fundo do túnel...
Deixo aqui o comunicado do Carlos Martins:
“Hoje é um dia de muita alegria.
Com enorme gratidão, comoção e satisfação anunciamos que, após um longo e exasperante período de espera, foi encontrado um dador totalmente compatível com Gustavo.
... A todos os que se preocuparam, que perderam horas do seu tempo, que fizeram quilómetros e se sujeitaram a filas de espera, que disseram presente, que partilharam a nossa dor e aderiram ao movimento de ajuda ao Gustavo, o nosso muito obrigado.
Foi dado um passo muito importante para cura do Gustavo
Pedimos, também, do fundo do nosso coração, para que esta onda de solidariedade se mantenha e que muitas mais vidas sejam salvas.
Continuaremos a dar notícias actualizadas quanto ao estado de saúde do Gustavo, na página https://www.facebook.com/vamosajudarogustavo e www.vamosajudarogustavo.com
Mais uma vez, em meu nome e em nome da minha família, o nosso muito, muito obrigado!
Vamos continuar a salvar vidas!”

Estonteante !!!


Benfica 9 - 5 Oliveirense

Mais uma grande exibição, com alguns golos do 'outro mundo' !!! Só não gostei das desconcentrações nos últimos minutos, que permitiram à Oliveirense alguns golos...

Juniores - Fase Final - 14ª jornada

Benfica 3 - 2 Nacional

Tenho que dar os parabéns a estes jovens jogadores, hoje voltámos a não jogar muito bem (entre o 2-1 e 2-2 jogámos mesmo muito mal!!!), mas a equipa lutou (voltou a falhar golos inacreditáveis!!!), e conseguiu os 3 pontos, não foram suficientes, como já era esperado, mas cumprimos a nossa obrigação nesta última jornada...
Os pontos perdidos nas duas deslocações ao Minho foram fundamentais, arrisco mesmo afirmando que esta equipa merecia o título, e não tivesse sido as arbitragens na Madeira, em Braga e o golo anulado ao Cafú com os Lagartos e tínhamos sido Campeões com alguma facilidade... A boa notícia é que muitos destes jogadores, ainda serão Juniores na próxima época, e os outros provavelmente vão ter oportunidades de se mostrarem na equipa B...

Só mais uma !!!


Fundão 3 - 8 Benfica

Amanha é para ganhar


Corruptos 77 - 71 Benfica
22-12, 18-22, 18-19, 20-18

O momento do jogo, e se calhar o momento desta final aconteceu aos 5.45m quando o Doliboa se lesionou... depois de tantos problemas durante a época, já sem o Sérgio, só faltava mesmo o nosso jogador mais influente lesionar-se!!!
O jogo foi equilibrado, a vantagem dos Corruptos foi feita no 1º período, o Benfica ainda se conseguiu aproximar no último período, mas faltou o 'golpe final'!!! Realce ainda para a habitual diferença nas oportunidades da linha de lance livre, desta vez os Corruptos tiveram 10 lances livres a mais do que o Benfica!!! Normalmente quando esta estatística é equilibrada o Benfica ganha!!!
Uma vitória amanha é muito importante...!!!

Despedida inglória


Benfica 27 - 28 Corruptos
Tavares(7), Roque(5), Carneiro(4), Carmo(4), Graça(2), Costa(2), Pais(1), Pedroso(1), Silva(1), Zaikin, Ferreirinho, Candeias

Primeira parte horrível (13-20), com os Corruptos a marcarem a maior parte dos golos em contra-ataques... Reacção no segundo tempo (14-8), abortada no último segundo com um livre de 7 metros que foi ao poste, isto após o Benfica ter marcado o golo do empate, e os árbitros terem anulado o golo e relutantemente terem marcado 7 metros!!!
Algumas lesões, as notícias a meio da semana com as potenciais contratações a serem anunciadas (e respectivas saídas) não ajudaram muito para a entrada no jogo, o objectivo do 2º lugar é sempre um prémio que sabe a pouco (ainda mais, sabendo que a Taça Challenge até é mais 'ganhável' que a Taça EHF!!!), mas mesmo assim este jogo devia ter sido encarado de entrada com outra atitude... O jogo acabou por ser o 'espelho' da época: o potencial esta lá, mas as 'brancas' repetidas impediram a conquista de títulos, mesmo que em diversos momentos do jogo, a equipa jogue bem...
O 2º lugar ainda é possível, mas para isso é preciso ir ganhar à Madeira na última jornada.

Filme da semana...

Já em exibição...

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Propaganda

"O nosso Benfica está a terminar as épocas das diversas modalidades em depressão e, às tantas, nós, adeptos, também temos responsabilidades na situação, quando nos deixamos afundar com o desgosto e a frustração.
Mas a verdade é que no Futebol profissional, o Glorioso ganhou apenas por 1-0, em casa, ao último da tabela, garantindo a presença na Liga dos Campeões, o que é uma boa notícia mas podia ser melhor. Porém, como no passado, chegando a Primavera, o Futebol do Benfica começou a dar sinais de cansaço. Mas, vá lá, que no Futsal conquistámos a Taça de Portugal e nos encaminhamos para o título. Embora no Voleibol, tal como no passado, e não sei se pelo mesmo trauma, o Benfica ganhou praticamente tudo durante a época e, chegando ao play-off final, perdeu o título. No Basquetebol estamos na final, vencendo, e não por desistência do adversário. No Andebol, vencemos e mantemos o 2.º lugar. No Hóquei em Patins, ganhámos e conservamos a liderança.
Mas o peso do Futebol Profissional puxa para baixo um balanço que tem pontos altos e outros mais rasteiros. E é aqui que entra em funcionamento a máquina de propaganda anti-benfiquista. Basta ver o composição accionista das empresas, para perceber que o Benfica é um inimigo a abater na generalistas e desportivos. É recorrendo a essa máquina que alguns gananciosos ganham uma inesperada visibilidade. Basta um dedo levantado contra o Benfica e têm assegurado o tempo de antena para explorar qualquer desaire da equipa, como influenciar qualquer alteração na equipa técnica ou no plantel. E a maioria cala-se, quando não chega mesmo a apoiar. Foi assim que, através de eleições, um aventureiro chegou no passado a presidente do Benfica."

João Paulo Guerra, in O Benfica

Objectivamente (festas!)

"Foi bonita a festa, pá! Que linda! Os ora grandes amigos Sporting e FC Porto, comandados pelo génio do apito, Pedro Proença fizeram o que tinham de fazer. Envolveram-se num grande espírito de desportivismo e 'fair-play' e toca de dar dois secos nos 'lagartos' que não há tempo para mais! Que lindos protagonistas, como está na moda agora dizer! Dois clássicos, um árbitro internacional, público pintado de azul 'bráánco' e o trivial: ganha o Porto!

Sei que há léguas
a nos separar
tanto mar, tanto mar
Sei também
como é preciso, pá
navegar, navegar,

já dizia o poeta prevendo a revolução que se preparava há 30 anos! É preciso navegar muito para ultrapassar estas enormes Vagas que assolam o Futebol português e com artistas deste calibre então!... está difícil!
Não vamos desistir, mas vamos ter muito que lutar!
Nós não esquecemos a 'decisão-mestre' desta época com o golo de Maicon num irregular fora de jogo de três léguas. Nem quem o validou. Sim foi esse mesmo, Pedro Proença. Foi o escolhido para estar presente na festa do Dragão! Se isto não é uma afronta é o quê?
Quem acredita mais neste chefe, Vítor Pereira, e no seu Conselho de Arbitragem? Eu não. E penso que a maior parte das pessoas também não. Até os sportinguistas que estavam convencidos de uma vitória no Dragão, desceram à Terra depois daquelas expulsões, etc. etc.

Já murcharam tua festa, pá
mas, certamente
esqueceram uma semente nalgum canto de jardim,

penso eu de quê...
Só sei que não vou por aí!"

João Diogo, in O Benfica

Um árbitro chamado Proença

"O dia em que Pedro Proença chegue ao fim da carreira, por uma questão de limite de idade, será um bom dia para o futebol.
Nesse dia, deixaremos de correr o risco de ver o Proença decidir campeonatos e finalistas da Taça. Proença traz-me à memória um jogo em Penafiel, em 2004-05, em que decidiu ignorar quatro grandes penalidades contra o clube da casa. Perdemos o jogo. Duas épocas antes, no Bessa, decidiu não assinalar duas grandes penalidades escandalosas. Foi um jogo que se tornou memorável pelos piores motivos. Também em 2003-04, optou por assinalar uma grande penalidade contra o Benfica, num jogo frente ao Sporting, numa mal-amanhada simulação de Silva. Em 2008-09, aos setenta minutos de um jogo no Dragão, assinala mais uma inexistente grande penalidade contra o Benfica. Esse penalti deu o empate e a vitória no campeonato ao FCP. Esta época, entre outros espectáculos deprimentes, Proença foi o árbitro em Braga, no famoso jogo terceiro-mundista dos apagões. Conseguiu ser mais reles do que os cirúrgicos cortes de energia no Estádio: assinalou um discutível penalti contra o Benfica, ignorou duas agressões de futebolistas adversários a jogadores nossos e saiu do estádio com a sensação do dever bem cumprido. Foi com arbitragens destas que se chegou à singular situação de o Benfica nunca ter vencido um clássico ou um derby apitado pelo referido árbitro e de o FCP nunca ter perdido nenhum clássico ou derby com esse senhor a apitar.
É, assim, normal, que o dito árbitro se tivesse prestado a fazer a figura que fez na festa do título do FCP. Aliás, no futebol português, a banalização do compadrio é normal e chega a ser premiada com nomeações para apitar em competições internacionais. Outras vezes, é premiada com fruta para dormir… mas isso já são outros quinhentinhos."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Artur dixit

Favorito à Bola de Prata? Hulk

"O jogo do Sporting contra o SC Braga será já depois do V. Setúbal-Benfica, o que aparentemente facilita as contas de Lima no duelo com Cardozo para a Bola de Prata. Mas era inútil o estratagema, porque o grande favorito é Hulk, que seguramente terá quatro grandes penalidades em Vila do Conde.
Para a próxima época tenho dois objectivos que ainda estão longe de ver concretizados: gostava de ver Jorge Jesus a treinar o Benfica e gostava de ver o Vítor Pereira a treinar o FC Porto. Eu sei que desejo coisas difíceis.
Não tenho nenhum dos dois adquiridos e diria até que o pleno do meu desejo é muito pouco provável.
Sei bem que há alguns benfiquistas que não me acompanham no meu desejo, e sei bem que não há um portista que não sinta que esse seria um cenário de horror.
Há milagres? Talvez, mas são raros. Aconteceu um a 13 de Maio de 1917 para quem acredita e outro no campeonato deste ano, mesmo para quem não acredita.
Gostava de dar os parabéns a Vítor Pereira pelo título, mas os meus amigos portistas não me deixam. Dizem que foi a 'estrutura' que ganhou.
Assim para não ser acusado de falta de fair play, dou os meus sinceros parabéns à 'estrutura', que um dia ainda aspiro conhecer. Os meus amigos portistas dizem que é infalível e que vence Ronaldo e Messi juntos.
Muito boas as declarações de Artur Moraes, defendeu bem o Benfica dentro de campo e agora defendeu bem o clube fora dele. A partir de sábado à noite estamos numa nova época... Venha ela.
A vitória na Taça de Futsal, embora importante, não apaga a amargura de ter perdido o campeonato de voleibol na véspera. Foram bonitas as dedicatórias dos atletas e dirigentes do futsal para os seus colegas do voleibol. Quem aspira a ganhar quase tudo terá sempre algumas derrotas, mas há no atletismo, basquetebol, hóquei e futsal um sonho por cumprir esta temporada."

Sílvio Cervan, in A Bola

Pinto da Costa não gosta de...

"O presidente do FC Porto afirmou ontem, à margem de uma sessão pública, que as entrevistas concedidas por Jorge Jesus e João Gabriel a A BOLA decorreram de uma estratégia concertada num almoço no Hotel Tivoli. E insinuou haver conivência de A BOLA nessa conspiração.
Ora, uma afirmação destas, sem pé nem cabeça, só pode ser para rir - e como precisa o País, nestes tempos de crise, de bons humoristas, cuidado Ricardo Araújo Pereira que há concorrência à vista... - porque a revelância jornalística das entrevistas era tal que nem mesmo Jorge Nuno Pinto da Costa resistiu a comentá-las!
O que terá, então, levado Pinto da Costa a investir contra A BOLA, ao mesmo tempo que iludia as questões que lhe era colocadas sobre a continuidade de Vítor Pereira? Só o próprio PC poderá desvendar o mistério, sendo que há imbecilidades que, para nós, são verdadeiras medalhas.
Jorge Nuno Pinto da Costa não gosta de quem não vai ao beija-mão papal, de quem não se ri de tudo o que lhe sai da boca, de quem não fica em êxtase cada vez que declama o poema do costume e, last but not least, de quem não esquece tudo o que ouviu e leu no processo Apito Dourado.
Mas sobretudo, não gosta de quem não se deixa amordaçar e intimidar, de quem exerce a liberdade de expressão segundo uma avaliação livremente feita, de quem acredita que vale sempre a pena lutar pela verdade e que as vitórias desportivas não devem servir para anestesiar consciências.
É, pois, normal, que Jorge Nuno Pinto da Costa se sinta incomodado com um jornal como A BOLA, que tem princípios, vive de espinha direita, preza o pluralismo e respeita as várias correntes de opinião que aqui têm espaço e muito nos honram."

José Manuel Delgado, in A Bola

PS: Publico esta crónica apesar de considerar o último paragrafo ridículo!!! Mas como raramente alguém se dirige ao Papa nestes termos...!!!
Estas afirmações absurdas do Pintinho, ainda demonstram mais uma coisa: sempre que o Animal abre a boca, os avençados jornaleiros do costume, louvam até à exaustão as qualidades de comunicação do dito cujo!!! Até aqui nada de novo. O estranho (ou não) é que uma corrente de Benfiquistas também reage da mesma forma!!! Elogiando até a exaustão, esta suposta estratégia maquiavélica deste 'génio', sempre em contraponto com a 'comunicação' do Benfica...!!! Ignorando que não são as palavras ditas ou não ditas que dão 'credibilidade' à comunicação: são as vitórias desportivas... mesmo que obtidas utilizando os métodos mais asquerosos...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Os miseráveis

"Os miseráveis não têm cor: vestem sinistramente de negro como aves de rapina. São escuros como uma ameaça. E têm um chefe: o mais miserável de todos os miseráveis. O chefe dos miseráveis não tem respeito por si próprio e, por isso, ninguém o respeita. Exibe-se, vaidoso, sem perceber que provoca asco às pessoas decentes. O Madaleno trata-o como um cão e ordena-lhe que se enrosque a seus pés. O chefe dos miseráveis obedece, feliz, lambendo as botas que de vez em quando lhe pontapeiam o focinho. E então gane, feliz. Os miseráveis têm uma vida larvar perante o poder e são abutres dispostos a bicar a carne daqueles que querem viver de coluna direita, do outro lado da barreira. Sujeitos à prepotência corrupta de quem lhes ordena, guardam para si a prepotência miserável para com que não tem defesa.
Os miseráveis vivem de cócoras. São paus mandados, submissos e subservientes, servis e resignados, baixos e curvados. Não conseguem ser homens porque para se ser homem é preciso dignidade. Há miseráveis tão miseráveis que se sujeitam a beijar a mão (e o pescoço!) dos que os obrigam a dobrar a cerviz. Isto é: há miseráveis tão miseráveis que metem nojo, provocam vómito! (Ah! Ignóbil Azeiteiro-de-cabeça-d'unto, que torpe existência a tua!). Mas os miseráveis têm vidas atrás de vidas. Um erro mínimo, involuntário, que desagrade a D. Palhaço faz com que sejam imediatamente esmagados como reles insectos pelos tacões das botas desse poder infecto.
Depois ficam obrigados a recuperar a existência à custa de malfeitorias infames dirigidas contra aqueles que não se vergam. É assim a triste existência dos miseráveis, mamíferos invertebrados sujeitos ao desprezo até daqueles a quem multiplicam os favores. Sobrevivem. Vão sobrevivendo sempre à custa de nunca terem sido espinha. Teremos de aprender a sacudi-los, tal como quem sacode da lapela do casaco vestígios embaraçosos de incomodativa caspa."

Afonso de Melo, in O Benfica

Trancas à porta

"Tal como o País tem medo de viver sem a 'troika', também o Benfica tem medo de romper com a Olivedesportos. Portanto, enquanto não resolverem isto...

1. «Uma imagem vale por mil palavras», é uma frase atribuída a Napoleão Bonaparte. E quem somos nós para desmentir o Imperador dos franceses?
Bonaparte não era parvo nenhum. Era até, nalgumas coisas, um homem muito à frente do seu tempo. Imagine-se só que o velho preceito napoleónico resistiu dois séculos e até se aplica às nossas futebolices contemporâneas.
Como, por exemplo, à imagem do abraço entre Vítor Pereira e Pedro Proença, assim que o árbitro (que era, esclareça-se, o próprio Pedro Proença) deu por terminado o jogo da festa dos campeões. É fair-play! E já lá vão 607 palavras com esta introdução.
Napoleão nasceu talhado para grandes tiradas. Nunca saberemos, no entanto, se teria algum jeito para legendas de fotografias. Ou até atrevimento para sonhar com diálogos de terceiros.
Atrevo-me eu:
Proença - Ahhhhhhhhh!
Pereira - Meu caro, folgo em verificar que tem os rins no sítio!
O Napoleão é que a sabia toda...
Com isto gastei 998 palavras das 1000 concedidas pelo Imperador. Está tudo dito.

2. Os protestos anónimos directamente dirigidos à figura de Luís Filipe Vieira prosseguem a cada jogo do Benfica, fora de portas ou em casa.
Na manhã de sábado as paredes das redondezas do Estádio da Luz surgiram pintadas de fresco com frases retiradas de entrevistas do presidente do Benfica, declarações proferidas em tempos mais ou menos recentes e, no que é importante, em tempos de maior optimismo, quer do presidente quer dos adeptos.
Sim, porque a nenhum presidente passaria pela cabeça prometer um Benfica de igual para igual a um Real Madrid se não houvesse da parte da malta uma grande disponibilidade para a fantasia e uma enorme queda para a fanfarronice.
E fanfarronice, aliás, é a doença infantil do benfiquismo.
E vir agora acusar o presidente de excesso de veleidades parece despropositado e, de algum modo, injusto.
É verdade que o futebol infantiliza tudo e todos: desde os dirigentes que prometem aos adeptos aquilo que os adeptos querem ouvir, aos adeptos que se não virem materializar-se o que gostaram de ouvir não hesitarão em dizer aos dirigentes o que os dirigentes não querem ouvir. A frase é bastante mais intrincada do que a situação, ainda bem.
A situação é apenas e lamentavelmente prosaica.
No meu Benfica ideal (e cada adepto tem o direito legítimo, conferido pela paixão, de sonhar com o seu muito próprio ideal de Benfica) nada disto não se passaria assim.
Já que querem pintar as paredes, pois que sejam espertos, façam-no na altura certa.
Tomemos por exemplo uma das frases pintadas na Luz: «Não negociarei com a Olivedesportos, 2011». Não teria sido melhor, se acreditam na efectividade da campanha, tê-la pintado logo em 2011, como lembrete, e lembrete-diário ali escarrapachado à vista de todos e do próprio destinatário, do que esperar um ano e meio para atirá-la à cara do presidente numa hora má, como remoque?
Por ter perdido o Campeonato graças a uma conjugação de absurdos com diversas origens - ainda que perfeitamente identificáveis -, o Benfica está zangado consigo próprio. Estas crises poderiam até ser oportunidades excelentíssimas para ousar medidas verdadeiramente fracturantes se aplicadas ao edifício-geral do futebol português. Não é assim que tem acontecido e temo que, uma vez mais, não vá acontecer.
O Benfica, aliás, está como o país.
O país perdeu a soberania. Faz o que a troika manda porque lhe foi inculcado o pavor de um futuro sem a dita troika, sem consideração dos parceiros, sem crédito bancário, sem euros, sem com que pagar dívidas, obras e salários.
É o que se passa com os clubes portugueses na sua relação com a Olivedesportos. Aliás, ainda bem recentemente, António Oliveira, co-fundador da empresa, actualmente afastado, disse clarinho: «A Olivedesportos é o FMI do nosso futebol».
E, aparentemente, nem o Benfica, que é o maior clube português, escapa a esta dependência que, vá lá saber-se porquê, é sempre pintada em tons de cor-burro-quando-foge em nome do grande serviço social prestado ao país pela Olivedesportos ao permitir, generosamente, que os clubes possam viver. E viver com a consideração dos parceiros, com crédito bancário, com euros com que pagar as dívidas, as obras e os salários.
Tal como o país tem medo de viver sem a troika - e depois, como é que é? - também o Benfica, pelas mesmas razões, tem medo de romper com a Olivedesportos.
Portanto, enquanto não resolverem isto não me venham cá falar das próximas revoluções.
E isto só se resolve com coragem. A coragem, no entanto, é um atributo bastante diferente da fanfarronice, como o mais vulgar dicionário é capaz de explicar.

3. Se exceptuarmos umas curtas e inócuas declarações à TV-Odivelas, Luís Filipe Vieira tem optado pelo silêncio neste  rescaldo do campeonato. Há quem ache mal. Há quem ache que o presidente devia expressar publicamente aos benfiquistas umas palavras de consolo, de explicação ou mesmo o assumir individual e colectivo do falhanço na Liga.
Vieira, porque é o presidente do Benfica, saberá, certamente, o que está a fazer e as razões deste seu prolongado silêncio.
E pode até refugiar-se naquele velho ditado popular: casa roubada, trancas à porta.
No entanto, há muitos perigos neste mutismo.
Por exemplo, o perigo do espaço destinado nos noticiários às questões políticas e de comunicação do Benfica passarem a ser ocupados, na ausência do chefe, por subalternos disponíveis a colmatar em termos públicos o momentâneo recato presidencial.
E foi nesse sentido que na semana passada, António Carraça, director-geral do clube, foi com a melhor das intenções aos estúdios da Benfica TV. Contudo, na tentativa de animar as hostes, saiu-lhe logo a frase fatal:
«Se o Benfica prosseguir neste caminho, com a mesma filosofia e o mesmo projecto, poderá competir pela conquista da Liga dos Campeões num curto espaço de tempo».
Pronto. Lá estamos nós outra vez no campo da fanfarronice, essa doença infantil do benfiquismo.
Com o respeito devido a António Carraça, mais lhe valia ter ficado calado. A ele e a nós, os que somos do Benfica, e que logo tivemos de aturar as inevitáveis graçolas dos nossos amigos do adversário...
-Então o Carraça diz que vocês para o ano até vão ganhar a Liga dos Campeões!
Mas será que esta gente não aprende nada? Nunca?

4. Curiosamente, em Alvalade surgiram também umas paredes pintadas com anti-louvores a Godinho Lopes e a Paulo Pereira Cristóvão. Na sua essência são frases bem mais desagradáveis do que as frases pintadas do outro lado da Segunda Circular (que, como se diz, é a tal linha que separa a Liga dos Campeões da Liga Europa) e dirigidos a Luís Filipe Vieira.
Enquanto, o presidente do Benfica tem vindo a ser confrontado com as suas próprias palavras. Godinho Lopes e Pereira Cristóvão foram confrontados com gravíssimas acusações de práticas e de carácter.
Só no FC Porto nada disto acontece. Suspeito que deve ser por terem ganho o campeonato.
O único funcionário portista sempre disponível para a indiscrição total é o simpático austríaco Janko que não se consegue conter em ocasião alguma. Agora foi contar a um jornal do seu país, Die Presse, que há colegas seus que se querem ir embora porque gostavam de ingressar num «clube de topo absoluto».
E Janko diz estas coisas todas sem precisar de pintar uma única parede. É a diferença que faz ser campeão.

PS - É oficial: o Sporting não quer o árbitro João Ferreira na final da Taça Cardinal."

Leonor Pinhão, in A Bola

A credibilidade da arbitragem

"Há muito tempo que a credibilidade do sector da arbitragem não era tão baixa. A parte final do campeonato trouxe-nos uma chuva de erros grosseiros com incidência directa em alguns resultados, além de nomeações inexplicáveis, como foi exemplo significativo a de Paulo Batista para o Marítimo-FC Porto. Daí ter-se criado um clima de inevitável suspeição, que foi naturalmente aproveitado pelos que não atingiram os seus principais objectivos.
Em Portugal, ao contrário da maioria dos países europeus, onde o futebol continua a dominar o interesse maior do povo, a arbitragem tornou-se um sector muito sensível, após terem sido conhecidos casos concretos que apontavam claramente para sinais de corrupção e de tráfico de influências. Seguiu-se, então, um período de acalmia e de recuperação da dignidade e da credibilidade dos árbitros. Porém, nos últimos tempos, as coisas pioraram. Erros difíceis de explicar à luz do simples erro humano, decisões deploráveis, como o de secretismo das análises dos delegados, silenciamento das respostas a todas as dúvidas e inquietações, aproximaram a arbitragem de um género congregação secreta, deixando demasiada margem à imaginação de cada um, desde o regresso de influências maléficas à perversão. Insistimos: é absolutamente necessário e urgente uma mudança de atitude e de comportamentos. Os árbitros têm de voltar a dar sinais claros de que o futebol pode e deve confiar neles. Primeiro, porque a grande maioria merece esse reconhecimento; depois, porque o futebol português não resistiria a um regresso a tempos de tão má memória."

Vítor Serpa, in A Bola

De novo o defeso do Benfica

"Aproximando-se o defeso, os media, os intermediários, e sabe-se lá quem mais convergem na (indi)gestão de expectativas: os primeiros para vender mais, os segundos para ganhar mais, os terceiros para iludir ou sonhar mais. O mais visado é, como sempre, o Benfica. Nos jornais lê-se o putativo interesse (resta saber de quem ou porquê) de craques de renome: Jesé Rodriguez, De Bruyne, Caballero, Velásquez, Fábio, Elia, Chadli, Ola John, Wijnaldum, Gonzalo Bueno, De Jong, Morata, Siqueira, Ruidiaz e até um guardião Mihaylov!... Uf! E ainda a procissão vai no adro...
Em sentido inverso, fala-se dos mais diversos interessados em Witsel, Cardozo, Nolito, Javi Garcia, Garay, Gáitan, Nélson Oliveira, Rodrigo e até Artur. Quase toda a equipa.
Claro que é preciso realizar boas transacções. E Jesus muito tem contribuído para a valorização de jogadores. Mas o Benfica não pode ser - sob pena de nunca estabilizar - uma equipa em constante rotação, não segurando mais do que um ou dois anos os melhores (Coentrão, Di Maria) ou servindo apenas de passagem (Ramires). Imagino o que teria sido a época só com Coentrão no lugar de Emerson, adiando por um ano a sua inevitável transferência.
Ao mesmo tempo, pergunto-me qual será o encargo com atletas contratados por atacado e emprestados, como Urreta Shaffer, Patric, Filipe Bastos, David Simão, Carole, Wass, Miguel Rosa, Filipe Menezes, Melgarejo. Bem como do conjunto que segundo A Bola de 24/4 terá custado... 34,7 milhões: Kardec, Jara, Oblak, Carlos Martins, José Luíz Fernandez, Enzo Perez, Fábio Faria, Airton, Éder Luíz, Sidnei!
Um clube rico, como se vê..."

Bagão Félix, in A Bola 

Liberdades

"O comportamento de alguns sectores de público, alegadamente organizados, no jogo do passado sábado no Estádio da Luz chega para reativar uma velha discussão: a das liberdades de um sócio ou adepto, vindo normalmente a tiracolo a questão do bom senso.
Antes de mais nada, convirá confinar a “polémica” a quem a merece. Pela simples razão de que, como mostra a evidência, subsistirem clubes em que as mais elementares regras da democracia estão longe de uma aplicação regular (e muito menos continuada), em que há plebiscitos e não eleições, em que há horas e dias marcados para se sentir o ondular entusiasta das “vagas de fundo”. Esses, sinceramente, não contam para este caso, por mais que se multipliquem as manobras de diversão.
Por outras palavras, bem pode um notável adepto de um clube vir anunciar que nunca foi condicionado no que disse e escreveu. É possível que seja verdade – e eu não quero fazer aqui juízos de intenção –, mas a figura em questão sabe que há alguma vantagem em viver a 300 quilómetros do olho do furacão e sabe que, em temporadas não muito distantes, foi considerado oposicionista ao “regime”. Um seu parceiro, cada vez mais porta-voz e cada vez mais emblemático na rota dos sucessos, também não esquecerá a fase em que se deslocava com proteção contratada e sob ameaças da “guarda pretoriana” com ligações ao seu clube. O mesmo que, num ápice, num passe de mágica, numa reviravolta da fortuna, acabou por condecorar como exemplar aquele que até então era um prevaricador.
Benfica e Sporting (e mais alguns clubes de menor dimensão) são, portanto, aqueles que se debatem com os espinhos da democracia. Tenho dúvidas que já tenham aprendido a passar do respeito (mesmo resignado) pelas opiniões internas contrárias ao melhor dos momentos: o do aproveitamento das opiniões internas contrárias. Sucede que a oposição benfiquista, em concreto, tem usado táticas de guerrilha e feito incursões próximas do terrorismo. No primeiro quadro inscrevem-se as frases de calúnia espalhadas pelas paredes e as entrevistas – cheias de soundbyte e vazias de conteúdo – que alguns “notáveis” vão semeando, quase sempre casuísticas e nulas na proposta de soluções. É fácil: aprende-se na política, é só transferir. No segundo, fia mais fino: o triste espetáculo (bem orquestrado mas malsonante) durante todo o jogo com a União de Leiria, com cânticos insultuosos até à própria equipa que estava em campo, é um disparate, uma vergonha, uma quebra das regras elementares de comportamento. Há muitas ocasiões e espaços para pôr em causa o trabalho de uma direção, de um técnico, de um núcleo de jogadores. Escolher o tempo de um jogo para contestar é tão-só uma imbecilidade. Ainda por cima manipulada."

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A Liga alargada

"A fantasia aí está de novo com o provável alargamento das Ligas de futebol. Agora com a rectificação mínima exigida traduzida numa Liguilha com efeitos retroactivos. E com o insólito de, na próxima semana, as equipas que, eventualmente, a venham a jogar terem de esperar pela decisão da FPF numa espécie de limbo desportivo.
Num momento em que a União de Leiria é apenas a ponta visível do icebergue da penúria em que está a maioria dos clubes e em que se fabricam todos os artificialismos burocráticos e contabilísticos para provar um virtual estado de equilíbrio e viabilidade financeira e económica, eis que a solução é aumentar o quadro da indigência.
Em vez de um sensato e aprofundado PEC - Programa de Estabilidade e Crescimento -  dos clubes em dificuldades e de uma adequada terapêutica face à bolha de anos a fio de ilusões, dá-se um salto em frente rumo ao... precipício.
A única lógica deste alargamento é a de ser o recibo de quitação de uma campanha eleitoral para a Liga. Mais nada.
Uma decisão que levará, por certo, a uma reengenharia de calendários para que tudo se acomode: campeonato, Taça de Portugal, Taça da Liga (vai continuar?), selecções nacionais, competições europeias. Em vez de 240 jogos iremos ter 304 (mais 27,5%)! E na 2.ª Divisão com 22 clubes haverá - imagine-se - 42 jornadas! Com estádios às moscas, salários em atraso, falências camufladas, e o país em crise... Enfim, pormenores perante tão abstrusa decisão da corporação.
Uma Liga cada vez mais alargada e alagada em contradições e dificuldades, que não em liquidez. Neste aspecto, será uma Liga cada vez mais exangue."

Bagão Félix, in A Bola

É muito azar

A lógica do presidente da Liga é a da quadratura do círculo: alargando-se o campeonato a mais equipas aumentam-se as fontes de receita, desde logo a dos direitos televisivos, como se estes fossem a panaceia para todas as malfeitorias.
Nas muitas entrevistas que ultimamente tem dado, espanta-me a inconsistência e, sobretudo, a insensatez com que ele defende as suas teses, que por isso não convencem ninguém. Afirmar que, a partir de 2012/2013, os direitos televisivos serão negociados colectivamente pela Liga é de uma leviandade alarmante, sabendo-se que há clubes contratualmente comprometidos com a Olivedesportos até 2017. A demagogia do discurso é tão imprudente que, por vezes, faz lembrar a de Vale e Azevedo, de má memória. É verdade que esta Liga com estes presidentes de clube tem o que merece mas, nestes tempos de crise e de penúria, é muito azar. Em vez de rever as regras dos pressupostos financeiros para o licenciamento, impondo controlos mais frequentes e mais apertados na execução orçamental e aplicando penas de despromoção aos prevaricadores, prefere varrer o lixo para debaixo do tapete e ensaiar uma fuga em frente.
O crime compensa. A verdade desportiva desta Liga está ferida de morte, mas isso pouco importa. O que importa é o mercado cada vez mais estrangeiro e menos português, os milhões das vendas e a descoberta de prodígios imberbes a caminho da Luz, do Dragão ou de Alvalade. É certo que o delito financeiro, desportivo ou mesmo penal goza no futebol de uma espécie de salvo-conduto para a impunidade, aqui e em todo o lado. Em Itália acontece o mesmo, mas preparem-se para o tsunami que aí vem."

Manuel Martins de Sá, in A Bola

terça-feira, 8 de maio de 2012

Mentira

"Continuamos a ler, a ouvir e a ver. O FC Porto é campeão nacional a duas jornadas do termo da Liga. As faixas estão entregues, inapelavelmente entregues. As faixas estão entregues, mas também mentirosamente entregues. Os dirigentes os técnicos e os jogadores do FC Porto vão ter direito às faixas. Mas há ou não há mais gente com direito às faixas?
Este não foi o Campeonato do FC Porto, foi muito mais o Campeonato da arbitragem. Proença, Olegário e quejandos também têm direito às faixas. São as faixas da incompetência, da viciação, da mediocridade, da vergonha. Os homens do apito entregaram o Campeonato ao FC Porto, mais do que isso retiraram o Campeonato ao Benfica. A temporada foi um patranha na esteia, de resto, da fase inicial da anterior. Os ecos do Apito Dourado já são passado, estamos de retorno às grandes escandaleiras.
Exigia-se mais ao Benfica? Certamente que sim, designadamente nos jogos de Guimarães, de Coimbra, de Alvalade. Só que tudo esteve inquinado. A luta foi sempre desigual. O FC Porto viveu no conforto das arbitragens, o Benfica soçobrou na adversidade das arbitragens.
O povo vermelho está angustiado. Tem razão. Mas a ira deve ser canalizada para os destinatários certos. Não se cometeram erros na nossa casa? Certamente que sim. Mas foi no exterior do edifício benfiquista que tudo se decidiu.
Como vai ser o futuro? A julgar por aquilo que se tem passado, pouco ou nada mudará. No plano institucional, o Benfica não tem conseguido fazer-se respeitar, situação assombrosa para quem (e bem) reivindica o estatuto de maior Clube nacional. E ou isto muda mesmo ou a mentira continuará a dar cor às faixas e a premiar aqueles que viciam a competição."

João Malheiro, in O Benfica

Objectivamente (30 anos)

"Toda a Comunicação Social assinalou os 30 anos de presidência de P. da Costa à frente do FC Porto Só vi e li elogios. Pena é que ninguém tenha falado das poucas vergonhas em que este dirigente se meteu durante esse período, o mais negro do Futebol português, onde ele foi sempre protagonista principal.
Já antes do «Apito Dourado» - que tantos anos demorou a aparecer na opinião pública - P. da Costa dava nas vistas quando contratou o ex-árbitro, António Garrido, para seu «assessor» no vasto âmbito da arbitragem a afins...
Todos se lembrarão das épocas douradas de Pedroto (treinador), José Guímaro (quinhentinhos), José Silvano, manos Calheiros, Fortunatos Azevedo, Martins dos Santos, Francisco Silva, Rosa Santos, etc. etc. etc. Foram três décadas douradas, de facto, para o presidente do FC Porto que, com esta vastíssima equipa, conseguiu títulos e mais títulos! Que lhe sirvam de proveito!...
Já os seus modernos assessores não se cansam de diminuir as conquistas do Benfica. O intragável MST volta ao ataque na sua habitual crónica chamando à Taça da Liga: «Torneio Sport Lisboa e Batista»...
Na minha aldeia chamam-lhe «dor de corno»! Mas este MST prefere fazer como o seu guru. Desvaloriza tudo quanto seja sucessos dos outros! Para eles só as vitórias conseguidas sem aquela equipa de luxo que aqui mencionei, têm valor!
As poucas vergonhas que se sucederam durante as décadas do «Apito Dourado» nem os incomodam!
Podiam aproveitar para embalar um processo com as Escutas do «Apito», bordar um Dragão a Ouro e pedir ao Sardoeira Pinto para lhe entregar em mais uma das milhentas homenagens que lhe fazem para lhe rogar que se recandidate pela enésima vez! Seria uma festa linda, PÁ!!!"

João Diogo, in O Benfica

Sede

"Hoje devia partir a louça toda. O Benfica leva-me anos de vida. Mas é hora de guardar o lencinho branco e seguir. Minha gente, o Jesus fica. Para as presidenciais falta tempo. Os ajustes de contas têm de ser pragmáticos. Só que, filosofia de bolso ou não, a vida não repete segundas oportunidades. Ou vem o campeonato em 2012/13, ou vão rolar muitas cabeças. Mais que duas. O SLB precisa de matar a sede de vitórias, ou mata a sede de sangue. Que também a temos. O Benfica tem equipa, tem nota artística, tem futebol de alta intensidade. Só tem é pernas para 2/3 do que lhe pedem. A gestão física e a gestão de expectativas têm de ser as prioridades do treinador. Sem perdão se assim não for. E reforçar a equipa não é como ir ao hipermercado, pegar nas marcas brancas, sem acordo entre marido e mulher, e o filho a chorar pelo brinquedo da publicidade. É identificar as faltas, as falhas e os excessos. E agir. Como é, falhamos nisto há anos?!
A baliza tem rei e o Mika. Sou a favor de uma “vaquinha” para pagar a saída do Emerson. O Capdevila não joga, sai. Precisamos de um defesa-esquerdo, e o Luís Martins a ganhar minutos. De mais uma opção para a direita. Que o triângulo Javi-Matic-Witsel seja dourado. Do Aimar mais uma época. O Bruno César foi a garra da águia quanto tudo começou a desabar. É titular indiscutível, à esquerda com o Nolito a roer-lhe os calcanhares. O Gaitán está de partida – alguém tem de sustentar a máquina – e a direita fica nua. O Rodrigo não é ala, é gente lá da frente. Comprem dois alas direitos. E se alguma divindade me ouvisse, o Cardozo ia falhar golos para outra banda. O meu sonho é ver os dois miúdos lá à frente. O Nélson Oliveira ainda é inseguro, egoísta ou altruísta. O Europeu vai fazer-lhe bem, mesmo do banco. Desde o Pauleta que o país esperava por ele. Não quero uma pré-época com 40 jogadores. Esgotou-se o tempo das esperas. Ou vai, ou mata."

Mais Estado, melhor Estado

"Aparentemente, terminou o enredo da SAD da UD Leiria em volta das consequências de possíveis faltas de comparência a jogos e de um projetado abandono do campeonato. Os possíveis efeitos dessas infrações disciplinares parecem estar afastados para a SAD e para a tabela classificativa. Sobra a origem de um jogo realizado com uma equipa “manca” e de todos os restantes cenários: o incumprimento salarial.
Esta semana, numa conferência na Universidade do Minho, os alunos de Direito perguntavam-me como se poderia evitar o problema para o futuro. Com penas mais graves? Com mais fiscalização ao longo do ano, como se prepara agora a Liga para propor aos clubes? Com outro enquadramento na admissão nas provas, tendo em conta o modelo futuro do fair-play financeiro? Respondi, em geral, com a minha convicção de há muitos anos: existem matérias que não podem ser objeto de autorregulação pura; há assuntos que, pela sua dignidade e importância para a verdade e a integridade das provas, têm necessariamente que emanar do poder legislativo do Estado e, depois, se necessário, apenas tratados nos pormenores pelas federações e pelas ligas profissionais, sem discricionariedade relevante ou mera transposição para os regulamentos. Há temas que o “legislador” (os clubes e os órgãos das federações e das ligas) não podem “legislar” em causa própria, sob pena de o conflito latente de interesses redundar em laxismo e impunidade ou remédios de “meio termo” (tocante, nesta sede, a referência de Bartolomeu às antigas assembleias gerais do “terrorismo” e do “medo” na Liga…). A realidade tem demonstrado que a ilicitude desportiva no campo da corrupção, da coação e do tráfico de influências, e do racismo; as regras mínimas de funcionamento dos órgãos jurisdicionais e de arbitragem; um conjunto uniforme e transversal às diferentes modalidades de infrações e suas sanções não devem ser objeto de uma omissão do Estado-legislador. As regras de observância do cumprimento salarial passaram indiscutivelmente a fazer parte desse lote de assuntos a impor de “cima para baixo”, de quem tem originariamente os poderes de regulação do desporto para quem os tem a título de delegação. Não compreender esta nova realidade parece ser adiar algumas das soluções.
Depois, mesmo no quadro atual, há demissão dos poderes que assistem ao Estado. Não é legítimo, quando tudo arde, continuarmos a ouvir a ladainha de que o Estado não pode intervir… O Estado pode sempre intervir, mas não quer, como mais uma vez se vê nos salários do futebol e na desistência da equipa madeirense presente nas meias-finais do playoff de basquetebol. E deveria, de acordo com a lei: “a fiscalização do exercício de poderes públicos e do cumprimento das regras legais de organização e funcionamento internos das federações desportivas é efetuada (…) mediante a realização de inquéritos, inspeções, sindicâncias e auditorias externas”. Estes são os instrumentos. Ignorados há tempo demais para que, infelizmente, consigamos ver no horizonte um outro tipo de Estado no desporto: que decida e que atue. Mas sabemos quão difícil é encontrar quem o faça."

Jesus e Vítor

"Jorge Jesus e Vítor Pereira vão ter provavelmente o mesmo destino, embora por razões opostas.
Jesus pôs o Benfica a jogar mas não conseguiu este ano ser campeão; Vítor Pereira é campeão mas não pôs o FC Porto a jogar.
Com Jesus, o Benfica fez algumas das mais notáveis exibições dos últimos 20 anos, marcou golos para todos os gostos e voltou a ter um nome na Europa; com Vítor Pereira, o FC Porto perdeu algum do prestígio conquistado na Europa e não fez uma única exibição de encher o olho.
Jesus foi prejudicado pelos árbitros em vários jogos e, se não fosse isso, talvez estivesse hoje a festejar o título de campeão; Vítor Pereira festejou o título, mas se não fossem algumas ajudas dos árbitros talvez estivesse hoje a lutar com o Braga pelo 2.º lugar.
Jesus foi o grande obreiro dos sucessos do Benfica, que resultaram de uma dinâmica coletiva muito forte; Vítor Pereira não foi o obreiro dos sucessos do FC Porto, que resultaram sobretudo do talento de Hulk e de penáltis assinalados em momentos decisivos.
Tudo isto é verdade, mas os adeptos não gostam de explicações mas de resultados. E os adeptos do Benfica dizem que a equipa teve cinco pontos de avanço e os perdeu – e acrescentam que, se Jesus não conseguiu ser campeão em ano de crise do FC Porto, nunca mais o conseguirá.
O próximo treinador da Luz será, quase de certeza, pior. Mas essa é a questão que nenhum benfiquista quer hoje enfrentar, porque o necessário, neste momento, é arranjar um culpado. E, como Cristo, ele só pode ser Jesus."

Entrevista completa de João Gabriel

"«TÍTULO DO FC PORTO É UM TRIBUTO AOS ÁRBITROS»

«NÃO TEMOS QUE MUDAR DE TREINADOR, TEMOS É QUE MUDAR DE ÁRBITROS»
O director de comunicação do Benfica defende que a arbitragens foram decisivas para a vitória do FC Porto no campeonato e acusa árbitros de intimidar responsáveis do clube nas reuniões técnicas antes dos jogos. Desvaloriza a recente contestação a Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus. «Não temos mudar de treinador».

- Quando faltam resultados é normal alguma desilusão e descontentamento, mas o que temos visto vai um pouco além disso, temos assistido, nas últimas semanas, nomeadamente no último sábado, a alguma contestação. Como comenta essa contestação?
- A crítica e a contestação são sempre legítimas, fazem parte de organizações que são democráticas, e desse ponto de vista temos de respeitar, perceber e, em alguns casos, aproveitar algumas dessas críticas. Neste clube, a unanimidade não se alcança, como em outros clubes, pela intimidação daqueles que discordam, ou que pensam diferentes, isso são práticas instituídas e assumidas noutras paragens.

- Quer concretizar a acusação?
- Creio que o Miguel Sousa Tavares ou próprio Rui Moreira estarão em melhores condições do que eu para fazer esse exercício, mas como estou aqui para falar do Benfica, vou tentar não me desviar. Hoje somos o clube que somos, exactamente por termos sabido construir a nossa história na diversidade de opiniões. É isso que nos diferencia de outros. Mas, atenção, também temos de saber diferenciar a crítica séria, da crítica oportunista. Aqueles que repetidamente aparecem apenas quando há uma conjugação de dois factores: ano eleitoral e resultados menos bons, esses senhores não são críticos, são oportunistas.

- Mas é normal que num ano eleitoral apareçam projectos alternativos?
- É normal e desejável, e todos beneficiam com isso, porque é evidente que há projectos e pessoas válidas fora da actual Direcção, mas o que já não é normal é que algumas pessoas já passaram pelo Benfica, que o afundaram, que, inclusive, foram responsáveis por abrir as portas a Vale e Azevedo, e com isso comprometeram anos da nossa história, pessoas que passaram por outros clubes e os deixaram à beira da falência e com ordenados em atraso, se apresentem agora como cinderelas imaculados, como se não tivessem passado. O problema é que o passado persegue-nos sempre, para o bem e para o mal.

- Está a referir-se a José Veiga, que criticou, duramente, Luís Filipe Vieira?
- Por acaso não era a ele que me estava a referir, mas José Veiga também tem um problema mal resolvido com o seu passado e o seu passado a nível de gestão também não é propriamente o mais recomendável, mas se ele acha que tem um projecto para o Benfica, vai ter tempo para o apresentar, o que não vale a pena é estar atirar pedras e a esconder a mão, porque esse tipo de comportamentos tem um nome...

- Está a dizer que a contestação a que temos assistido nos últimos jogos, nomeadamente no sábado, é manipulada?
- Tenho poucas dúvidas. Mas há uma coisa que vale a pena esclarecer, qualquer generalização é perigosa e os jornalistas muitas vezes caem nessa tentação. Não se pode tomar uma parte pelo todo, nem assumir que o comportamento de alguns representa todo o universo benfiquista, aliás viu-se claramente que não é assim, mas muitas vezes é a ideia que passa. As regras da democracia são claras, há quem critique a quem apoie, é tudo uma questão de escala. Temos manifestações de mais de 100 mil pessoas no Marquês de Pombal e depois vemos que as sondagens continuam a dar maioria aos partidos de governo. Sabe porquê? Porque a decisão pertence a mais de 8,5 milhões de eleitores e não a 100 mil pessoas. No Benfica é igual, o universo eleitoral é de mais de 200 mil sócios, independentemente de alguns serem mais ruidosos ou mais artistas com pinturas murais.

- Jorge Jesus é um dos principais alvos de contestação.
- A diferença entre as expectativas que havia e os resultados alcançados explica essa equação. Jorge jesus devolveu ao Benfica um futebol de qualidade como há muito já não víamos, trabalha bem os jogadores, tem uma marca, conseguiu fixar, nestes últimos anos, o Benfica na luta pelo acesso a meias-finais e finais das provas da UEFA, mas infelizmente não conseguimos o objectivo principal que era ganhar o título da Liga esta época. Nestas alturas temos sempre tendência para desvalorizar tudo aquilo que se conseguiu e maximizar o que não se conseguiu. É evidente que tudo seria diferente se tivéssemos ganho o campeonato, mas neste caso em concreto, não temos de mudar de treinador, temos é de mudar de árbitros.

- Jorge Jesus não parte fragilizado para a próxima época?
- O fundamental é que os níveis de ambição não tenham diminuído e tenho a certeza de que desse ponto de vista a ambição de Jorge Jesus é a mesma. Curiosamente acho que parte menos fragilizado que o treinador que ganhou o campeonato nacional, o que não deixa de ser um contra senso. Os treinadores dependem e sempre continuarão a depender de resultados e é evidente que Jorge Jesus será o primeiro a estar insatisfeito por não ter conquistado o campeonato, mas também é verdade que tem valor em tudo aquilo que foi feito nos três últimos anos e acho que as pessoas reconhecem isso.

- Mas também contou com o maior investimento de sempre  nível do futebol?
- Isso é um elogio à gestão desta Direcção, porque se esse investimento foi possível é porque se trabalhou bem. Há uns anos isso não teria sido possível. Qual foi o investimento do Real Madrid o ano passado? E a quantos pontos ficou do Barcelona? E no entanto o Mourinho o investimento do Manchester City o ano passado? Podia dar muitos mais exemplos.

- Também alinha no discurso de que a arbitragem é responsável pela perda do título deste ano?
- Diria de outra forma. O título de campeão deste ano é um tributo da arbitragem ao FC Porto e o convite a Pedro Proença para apitar o jogo de sábado (FC Porto - Sporting) foi uma justíssima homenagem. A partir de um determinado momento foi evidente que o Benfica passou a ser prejudicado. É curioso que o ano passado o ataque verificou-se logo nas primeiras jornadas do Campeonato, este ano sucedeu o contrário, aconteceu tudo na parte final, mas tudo o resto foi exactamente igualmente descarado. Acho que a agressão ao Aimar na grande área da Académica ser transformada em falta atacante é um monumento ao descaramento.

- Vítor Pereira, o treinador do FC Porto, diz que esse tipo de justificações é assobiar para o lado.
- É uma afirmação tão válida como dizer que ele continuará a ser o treinador do FC Porto na próxima época. Assobiar para o lado é ignorar o que se passou nesta fase final do campeonato com algumas arbitragens.

- Acredita na intencionalidade desses erros?
- Há uma coisa em que não acredito: em coincidências. Um ano e meio depois de Olegário Benquerença ter feito o que fez em Guimarães, na época passada, volta a apitar um jogo do Benfica e fazer vista grossa de dois penalties que são verdadeiros casos de atropelamento e fuga na área do Rio Ave, não é coincidência. Dois anos depois do Pedro Proença ter transformado uma simulação descarado do Lisandro em penalty, no Dragão, ter, este ano, validado um golo em fora-de-jogo na Luz – mas atenção que não é um fora-de-jogo de centímetros, é de metros – outra vez num jogo contra o Porto. Tudo isto tem de começar a ser motivo para os responsáveis da arbitragem se interrogarem e começarem a fazer uma limpeza séria, isto se estiverem interessados em trazer verdade ao nosso futebol.

- Mas não há outro tipo de responsabilidade internas que tenham contribuído para isto?
- Seguramente que há, também houve erros que o treinador já reconheceu, mas por muito bom que um nadador seja, não consegue aguentar muito tempo a nadar contra a corrente e o que assistimos neste último terço do campeonato foi uma corrente demasiado forte.

- Os árbitros também têm direito ao erro, isso faz parte do futebol.
- O erro faz parte do futebol. Todos temos direito a errar, é a natureza humana, mas quando se erra prejudicando sempre os mesmos, isso já não são erros é manipulação. Portanto, repito o que já tinha dito há um mês, a classificação deste Campeonato está aldrabada e quando se concentram em pouco mais de cinco jogos tantos erros temos efectivamente de nos perguntar: como é possível?

- Está a sugerir uma acção concertada?
- Acho que como em tudo na vida há bons e maus profissionais, mas creio que o verdadeiro responsável por esta situação, não contando com o fraco carácter de algumas pessoas, é a Justiça portuguesa, porque efectivamente, há um par de anos, escancarou as portas à ideia de que valia tudo, de que algumas pessoas beneficiam de total impunidade e a verdade é que essas pessoas assustaram-se numa determinada altura, mas entretanto parece que tudo voltou a ser como era dantes. Faz sentido haver árbitros, a seguir a Guimarães, que nas reuniões técnicas, antes dos jogos, ameaçavam os responsáveis do Benfica?

- Ameaçavam como?
- Ameaçar talvez não seja a palavra certa. Intimidavam talvez seja a forma mais adequada de caracterizar a atitude de que, pelo menos, dois árbitros tiveram a seguir a Guimarães, nessas reuniões técnicas com os responsáveis do Benfica. Mas acho que essa deve ser uma preocupação, mais uma, que o senhor Vítor Pereira deve ter. É a ele que devem perguntar.


POUCA FÉ NA CORRECÇÃO DUMA «DECISÃO ABSURDA»
A expulsão de Pablo Aimar contra o Olhanense, na 24.ª jornada, no Algarve, continua a ser uma espinha encravada na garganta dos encarnados. No final do jogo, que acabou empatado a zero, Jorge Jesus foi o primeiro a considerar injusto o cartão vermelho directo mostrado por João Capela ao médio argentino. Mas a suspensão de dois jogos - Aimar falhou a vitória do Benfica sobre o SC Braga (2-1), na Luz, e a derrota com o Sporting (0-1), em Alvalade - motivo forte contestação encarnada.
O director geral para o futebol, António Carraça, afirmou, quinta-feira, com ironia, que a suspensão só poderia ter sido justificada por Aimar ser um jogador «maldoso, conflituoso e violento». Acrescentou, depois, que o argentino ficou «arrasado». João Gabriel lembra que o Benfica recorreu da decisão para o Conselho de Justiça, mas sem grande crença: «Estamos a aguardar para ver se, ainda que de forma tardia, se corrige uma decisão absurda. Mas sinceramente a fé já é pouca.»


«NÃO EXISTEM RELAÇÕES COM O SPORTING»
João Gabriel lamenta comportamento de alguns responsáveis do Sporting

- Foi uma das pessoas envolvidas verbalmente nos incidentes da primeira volta no Estádio da Luz, no jogo com o Sporting. Já passou bastante tempo, como é que estão as relações com o Sporting?
- Apetecia-me dizer que estão em lume brando, mas elas efectivamente não existem e a culpa não é nossa. Não acredito que a maioria dos sportinguistas se revejam no que foi o comportamento de algumas pessoas responsáveis pelo clube na semana que antecedeu o jogo e no próprio dia do jogo. Não vi em San Mamés nenhum incómodo por parte dos adeptos que foram acompanhar a equipa com a rede atrás da qual assistiram ao jogo. Mas já agora, o mais estranho é que já passaram seis meses e o Conselho de Disciplina continua mudo.

- Mas houve uma decisão do Conselho de Disciplina.
- Apenas em relacção às responsabilidades do Benfica e onde fomos ilibados, mas em relação aos prejuízos e as respectivas sanções para os responsáveis por tudo o que sucedeu, nada, zero e já lá vão, como lhe disse, seis meses. Isto não é normal e coloca em causa a estabilidade da competição e a confiança dos agentes desportivos num órgão que devia julgar com celeridade. Essa é, aliás, uma das principais razões para a existência de órgãos de jurisdição desportiva.

- O Benfica espera uma sanção pesada para o Sporting?
- O Benfica esperava que o Conselho de Disciplina agisse, mas pelos vistos pedir muito. Vou dar-lhe um exemplo: na Grécia, e já não falo de Espanha ou Inglaterra ou Itália, houve incidentes semelhantes num Panatinaikos-Olympiakos, em Março. Em menos de uma semana os órgãos jurisdicionais da federação grega decidiram. O Panatinaikos perdeu pontos, foi obrigado a pagar uma pesada multa e a jogar alguns jogos à porta fechada. Tudo isto na Grécia, aqui parece que a única preocupação real do Conselho de Disciplina foi punir o Aimar com dois jogos. E é assim que querem erradicar a violência no futebol?"

João Gabriel, entrevistado por Nuno Paralvas, in A Bola

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Contagem de espingardas no Benfica

"Vêm aí as eleições. O cadáver desta época ainda não arrefeceu, e já se contam espingardas para a batalha de Outubro. É bom que assim seja. Não sou um crente convicto dos benefícios das democracias – é assustador pensar que o voto de um idiota vale tanto como o de um sábio e que há muito mais idiotas do que sábios – mas, já dizia o outro, ainda não se inventou um sistema menos mau. E o Benfica ainda vai sendo um clube dos sócios, saibamos, pois, reconhecer o privilégio que é ainda termos voto na matéria.
Nesta altura, porém, não são conhecidos os exércitos. Sabe-se que Vieira irá defender o forte, adivinha-se que alguém lhe irá fazer frente, e não se faz ideia de quem assumirá o papel de bombo da festa que se tornou tradicional em todos os actos eleitorais que já vivi.
No dia em que escrevo, há benfiquistas que estão com LFV, venha quem vier; há benfiquistas que estão contra LFV, apareça quem aparecer; e há benfiquistas que vão esperar por conhecer todas as propostas e então decidir dar o seu voto àquela que lhe parecer melhor para o clube. Já eu sou tão especial, que nem consigo encaixar-me em nenhuma das categorias que eu próprio defini. Estou com LFV neste momento, mas não cegamente – se aparecer um projecto melhor, admito mudar de trincheira. E não me considero mercenário nem vira-casacas, pois o meu objectivo é sempre o mesmo: defender os superiores interesses do clube. Sou fiel ao clube, não ao Luís nem ao Diniz.
Estou, portanto, com LFV. Não preciso de dizer porquê nem de tentar convencer ninguém de que deve fazer como eu. Para o bem e para o mal, sabemos quem é Vieira, do que é capaz e do que não é. Sabemos o que fez e o que lhe falta fazer. Interessa-me nesta altura conhecer as alternativas. Nota-se algumas ondas, mas não se conhece o(s) rosto(s) da oposição a Vieira. Eu, pelo menos, não conheço. Imagino que a malta que anda a pintar palavras de ordem nas paredes do estádio saiba mais do que eu a este respeito. Ou então são apenas os desiludidos que estão contra Vieira no matter what a que aludi no parágrafo anterior, ou, pior, são os tais idiotas que também têm direito a votar. Sejam quem forem, estão no seu direito.
Como sabem os que me lêem há mais tempo, não considero que o nosso insucesso desportivo esteja associado ao presidente que elegemos nem ao treinador que este escolheu. Aponto o dedo ao polvo. Vamos ser razoáveis, é muito difícil fazer melhor nestas condições. Há erros próprios da nossa parte, é inevitável que haja, mas há um baralho viciado há 30 anos. É como aqueles artistas da vermelhinha: deixam-nos ganhar ao princípio e depois ficam-nos com o dinheiro. Há marosca para que não consigamos acertar na vermelhinha: quando não é o gajo que manipula as cartas, é um comparsa na assistência. E depois há malta que crê verdadeiramente que perdemos o dinheiro porque somos nabos e não sabemos jogar aquilo? Não me fodam! Rotulo de idiota o primeiro que acreditar nisso. Gritas batota, chamam-te Calimero e acusam-te de estares apenas a tentar esconder os teus próprios erros. Chamas a polícia, dizem que não há provas. Arranjas provas, dizem que são ilegais. E tens de ir sempre a jogo, sabendo à partida que vais ser comido. Pensas: desta vez não me vão conseguir enganar, porque faço assim e assado, e o resultado acaba por ser o mesmo: escandaloso, nas barbas de toda a gente, mas parece que ninguém viu.
Vieira conseguiu ganhar duas vezes a estes trafulhas: numa, houve uma descoordenação pouco habitual entre os comparsas (três engravatados numa época, lembram-se?), e na outra a polícia estava a ver o jogo com um apito dourado na boca e deixou-os nervosos. Nesta época, fomos a jogo com uma táctica nova, na esperança de que desta vez não nos comessem – apoio a Fernando Gomes. Fomos novamente comidos, pois claro. Da maneira que toda a gente viu e da maneira que alguma gente jura não ter visto. Mas o homem tentou. Sabia que tinha de fazer alguma coisa diferente e tentou. Resultou? Não. Mas isso só agora se soube. Na altura parecia boa ideia. Quanto a mim, decisão inatacável, se a soubermos/quisermos compreender.
Não resultou, está na hora de fazer algo diferente uma vez mais. A entrevista de hoje de João Gabriel revela isso. Diz que os homens fazem batota, que há manipulação, que o baralho está viciado, que ninguém vai preso. É mentira? Não. Não é mentira, mas aparece uma besta conotada com a tal oposição a Vieira e diz que nós é que não sabemos jogar à vermelhinha. Ora, foda-se! Está um gajo à espera de que venha um projecto com novas ideias, e vem este idiota revelar com todas as letras que nem percebeu onde está o problema! Ou, então, sabe onde está o problema, mas atira poeira para o ar, crendo que os benfiquistas são todos parvos. Seja qual for o caso, este, para mim, está chumbado. Com chumbo grosso."


PS: Num curto espaço de tempo é a segunda vez que realço uma prosa do Boloposte (mais conhecido pelas piadas curtas e grossas!!!)... Concordo com praticamente tudo, mas tenho uma 'pequena' variação: tal como o Boloposte compreendi o apoio ao Nandinho das Facturas (uma tentativa desesperada de tentar algo diferente!!!), mas desde início também compreendi que não ia resultar, bem pelo contrário...!!! 

Lixívia Extra-Forte IXXX

Tabela Anti-Lixívia Extra-Forte:
Benfica.......66 ( -15)...81
Corruptos.....72 (+5)...67
Sporting.......52 (+2)...54
Braga..........62 (+10)...52


Nem com quase todas as classificações definidas a Máfia 'dorme'!!! A consagração do Proença (mais uma vez) no Dragay foi bonita!!! Como já muitos afirmaram: ao Proença 'Dente-Dourado', só faltou usar um gel azulado na cremalheira, para ficar mais enquadrado na festa pífia!!!
O curioso é que a 'receita' foi a mesma do jogo da Luz: impunidade total para aos jogadores Corruptos, e depois 'como não quer a coisa' dois amarelos ao mesmo jogador do Sporting, desta vez o 'Cabo' América, 'passou' por Emerson!!! Como mesmo assim, o golo não aparecia, lá deu mais um empurrãozinho com o penalty da praxe, com o Givanildo a empurrar o Pereirinha descaradamente no início da jogada!!! Os Lagartos queixam-se do vermelho ao Polga, mas essa até terá sido a única decisão acertada...
Os 'abraços' no final da partida foram comoventes... dignos dos seus protagonistas...
adenda: Ainda foi a tempo de expulsar o Fernando (que celebrou a dita expulsão da forma mais aparvalhada possível), naquilo que se pode chamar uma decisão estatistica!!! Daqui a uns anos o Proença poderá dizer que houve um jogo, onde até expulsou um jogador dos Corruptos, nessa altura ninguém se lembrará que foi aos 93 minutos, com o resultado em 2-0 para os Corruptos e com o adversário a jogar com 8 jogadores (2 expulsões e um jogador que saiu lesionado...)!!!




Na Luz tivemos que aturar o mano novo dos Costas. Levei um amigo ao jogo, que não costuma ir à Luz, que durante a partida ficou intrigado com a velocidade e agressividade do apitadeiro sempre que marcava uma falta a favor do Benfica!!! Passo a explicar: Quando a falta era a favor do Leria, não se aproximava da bola, deixava os jogadores colocarem a bola onde quisessem (no meio-campo do Leiria em média era 15 metros mais à frente, no meio-campo do Benfica, para não dar nas vistas, 5 metros no máximo!!!), quando o Benfica queria marcar um livre rapidamente, não deixava, colocava-se arrogantemente à frente da bola, e a bola tinha que ser colocada milimetricamente no sítio certo!!! Podem me dizer: mas isso não interessa para nada!!! São capaz de ter razão, nem estou a afirmar que neste jogo houve premeditação para prejudicar o Benfica, só estou a observar que o vício em prejudicar o Benfica é tão grande, que mesmo quando não têm 'encomenda' para entregar, acabam por prejudicar na mesma!!!
Marcaram erradamente um fora-de-jogo ao Leiria, e deixou passar pelo menos 3 faltas no meio-campo a favor do Benfica: sendo que duas tiveram como consequência ataques semi-perigosos do Leiria, e na outra ao não marcar falta, perdoou o 2º amarelo ao Ogu!!!

Do jogo de Braga não obtive informação.

Anexos:

Benfica
1ª-Gil Vicente(f) E(2-2), João Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Feirense(c) V(3-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Nacional(f) V(0-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4º-Guimarães(c) V(2-1), Duarte Gomes, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Académica(c) E(4-1), Vasco Santos, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
6ª-Corruptos(f) V(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Paços de Ferreira(c) V(4-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
8ª-Beira-Mar(f) V(0-1), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Olhanense(c) V(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
10ª-Braga(f) E(1-1), Proença, Prejudicados, (0-2), -2 pontos
11ª-Sporting(c) V(1-0), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Marítimo(f) V(0-1), Sousa, Nada a assinalar
13ª-Rio Ave(c) V(5-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar
14ª-Leiria(f) V(0-4), Cosme, Nada a assinalar
15ª-Setúbal(c) V(4-1), Malheiro, Prejudicados, Sem influência no resultado
16ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
17ª-Feirense(f) V(1-2), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
18ª-Nacional(c) V(4-1), Jorge Sousa, Prejudicados, Sem influência no resultado
19ª-Guimarães(f) D(1-0), Xistra, Prejudicados, (0-0), -1 ponto
20ª-Académica(f) E(0-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-3), -2 pontos
21ª-Corruptos(c) D(2-3), Proença, Prejudicados, (2-0), -3 pontos
22ª-Paços de Ferreira(f) V(1-2), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
23ª-Beira-Mar(c) V(3-1), Manuel Mota, Nada a assinalar
24ª-Olhanese(f) E(0-0), Capela, Prejudicados, (0-2), -2 pontos
25ª-Braga(c) V(2-1), João Ferreira, Nada a assinalar
26ª-Sporting(f) D(1-0), Soares Dias, Prejudicados, (1-3), -3 pontos
27ª-Marítimo(c) V(4-1), Bruno Paixão, Prejudicados, Sem influência no resultado
28ª-Rio Ave(f) E(2-2), Olegário, Prejudicados, (2-4), -2 pontos
29ª-Leiria(c) V(1-0), Rui Costa, Nada a assinalar

Corruptos
1º-Guimarães(f) V(0-1), Olegário, Beneficiados, (0-0), +2 pontos
2ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Leiria(f) V(1-4), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Setúbal(c) V(3-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Feirense(f) E(0-0), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
6ª-Benfica(c) E(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Académica(f) V(0-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
8ª-Nacional(c) V(5-0), Cosme Machado, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
9ª-Paços de Ferreira(c) V(3-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Sem influência no resultado
10ª-Olhanense(f) E(0-0), Capela, Prejudicados, (0-1), -2 pontos
11ª-Braga(c) V(3-2), Soares Dias, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Beira-Mar(f) V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
13ª-Marítimo(c) V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, Sem influência no resultado
14ª-Sporting(f), E(0-0), Proença, Nada a assinalar
15ª-Rio Ave(c), V(2-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar
16ª-Guimarães(c), V(3-1), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
17ª-Gil Vicente(f), D(3-1), Bruno Paixão, Prejudicados, Impossível contabilizar
18ª-Leiria(c), V(4-0), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
19ª-Setúbal(f) V(1-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Feirense(c) V(2-0), Jorge Ferreira, Beneficiados, Impossível contabilizar
21ª-Benfica(f) V(2-3), Proença, Benefeciados, (2-0), +3 pontos
22ª-Académica(c) E(1-1), Marco Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
23ª-Nacional(f) V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar
24ª-Paços de Ferreira(f) E(1-1), Pacheco, Beneficiados, (2-1), +1 ponto
25ª-Olhanense(c) V(2-0), Manuel Mota, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
26ª-Braga(f) V(0-1), Olegário, Beneficiados, Impossível contabilizar
27ª-Beira-Mar(c) V(3-0), Bruno Esteves, Beneficiados, Impossível contabilizar
28ª-Marítimo(f) V(0-2), Paulo Baptista, Beneficiados, Impossível contabilizar
29ª-Sporting(c) V(2-0), Proença, Beneficiados, Impossível contabilizar

Sporting
1ª-Olhanense(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
2ª-Beira-Mar(f) E(0-0), Fernando Martins, Nada a assinalar
3ª-Marítimo(c) D(2-3), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
4ª-Paços Ferreira(f) V(2-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
5ª-Rio Ave(f) V(2-3), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6ª-Setúbal(c) V(3-0), Cosme Machado, Nada a assinalar
7ª-Guimarães(f) V(0-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(6-1), João Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
9ª-Feirense(f) V(0-2, Gralha, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
10ª-Leiria(c) V(3-1), Manuel Mota, Beneficiados, Impossível contabilizar
11ª-Benfica(f) D(1-0), Capela, Beneficiados, Sem influência do resultado
12ª-Nacional(c) V(1-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
13ª-Académica(f) E(1-1), Rui Costa, Nada a assinalar
14ª-Corruptos(c) E(0-0), Proença, Nada a assinalar
15ª-Braga(f) D(2-1), Capela, Nada a assinalar
16ª-Olhanense(f) E(0-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
17ª-Beira-Mar(c) V(2-0), Duarte Gomes, Nada a assinalar
18ª-Marítimo(f) D(0-2), Cosme, Nada a assinalar
19ª-Paços de Ferreira(c) V(1-0), Jorge Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Rio Ave(c) V(1-0), Paulo Baptista, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
21ª-Setúbal(f) D(1-0), Gralha, Prejudicados, Beneficiados, (1-1), -1 ponto
22ª-Guimarães(c) V(5-0), Soares Dias, Nada a assinalar
23ª-Gil Vicente(f) D(2-0), Bruno Paixão, Prejudicados, Impossível contabilizar
24ª-Feirense(c) V(1-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
25ª-Leiria(f) V(0-1), Proença, Beneficiados, Impossível contabilizar
26ª-Benfica(c) V(1-), Soares Dias, Beneficiados, (1-3), +3 pontos
27ª-Nacional(f) V(2-3), Xistra, Nada a assinalar
28ª-Académica(c) V(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, Sem influência no resultado
29ª-Corruptos(f) D(2-0), Proença, Prejudicados, Impossível contabilizar
Braga
1ª-Rio Ave(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
2ª-Marítimo(c) V(2-0), Soares Dias, Beneficiados (1-0), Sem influência
3ª-Setúbal(f) V(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados (0-0), +2 pontos
4ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Costa, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f) E(1-1), Pedro Proença, Nada a assinalar
6ª-Nacional(c) V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
7ª-Leiria(f) D(1-o), Marco Ferreira, Nada a assinalar
8ª-Feirense(c) V(3-0), João Ferreira, Nada a assinalar
9ª-Académica(f) E(0-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
10ª-Benfica(c) E(1-1), Proença, Beneficiados, (0-2), +1 ponto
11ª-Corruptos(f) D(3-2), Soares Dias, Beneficiados, Sem influência no resultado
12ª-Paços de Ferreira(c) V(5-2), Marco Ferreira, Nada a assinalar
13ª-Olhanense(f) V(3-4), João Ferreira, Nada a assinalar
14ª-Beira-Mar(f) V(1-2), Rui Costa, Nada a assinalar
15ª-Sporting(c) V(2-1), Capela, Nada a assinalar
16ª-Rio Ave(c) V(2-1), Sousa, Prejudicados, Sem influência no resultado
17ª-Marítimo(f) V(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
18ª-Setúbal(c) V(3-0), Hugo Pacheco, Nada a assinalar
19ª-Gil Vicente(f) V(0-3), Hugo Miguel, Nada a assinalar
20ª-Guimarães(c) V(4-0), Capela, Nada a assinalar
21ª-Nacional(f) V(1-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
22ª-Leiria(c) V(2-1), Xistra, Beneficiados, (2-3), +3 pontos
23ª-Feirense(f) V(1-4), Duarte Gomes, Nada a assinalar
24ª-Académica(c) V(2-1), Gralha, Beneficiados, (1-2), +3 pontos 
25ª-Benfica(f) D(2-1), João Ferreira, Nada a assinalar
26ª-Corruptos(c) D(0-1), Olegário, Prejudicados, Impossível contabilizar
27ª-Paços de Ferreira(f), E(1-1), Duarte Gomes, Nada a assinalar
28ª-Olhanense(c), D(1-2), Hugo Pacheco, Nada a assinalar
29ª-Beira-Mar(c), V(1-0), Bruno Paixão, Nada a assinalar