Últimas indefectivações

sábado, 3 de março de 2012

Boa 2ª parte

Benfica 10 - 5 Barcelos


O 3-3 ao intervalo revela bem as dificuldades do Benfica em segurar os adversários, mas o ritmo forte, com a nossa rotação de plantel, na 2ª parte, acabou por ser suficiente para obter uma vitória sossegada...

A subir de forma...



Benfica 90 - 70 Académica

25-25, 22-12, 26-20, 17-13



...depois de vários maus resultados e más exibições, parece que o Benfica quer voltar a exibir o Basket que é capaz, e que tem a obrigação de o demonstrar. Como é óbvio a Académica não é dos testes mais difíceis, mas a atitude pareceu-me diferente... Já agora gostei da entrada do Norris, parece que alguns vão ter engolir mais alguns sapos!!!

Complicado, mas justo...



Freixieiro 3 - 5 Benfica



...acabou por ser uma boa preparação para o jogo de Quarta, com os Lagartos para a Taça.

Imaculados



Benfica 3 - 0 Guimarães

25-14, 25-19, 25-16

Juniores - Fase Final - 4ª jornada



Benfica 2 - 1 Guimarães



É muitas vezes desesperante ver jogos da Formação do Benfica: muitas dificuldades em marcar golos, ocasiões claríssimas de golo falhadas, adversários a defender o jogo inteiro, e quando finalmente conseguimos chegar ao golo, logo de seguida, 'oferecemos' o golo do empate!!! Desta vez, ainda houve tempo para marcar o golo da vitória, mas não se pode falhar tanto...


Benfica..........9

Braga...............9

Nacional..........7

Sporting..........6

Porto...............6

Guimarães......4

Leiria..............4

Setúbal...........1

sexta-feira, 2 de março de 2012

A Farsa - episódio 13879



Benfica 2 - 3 Corruptos

Cardozo(2)


Falar de tácticas, oportunidades falhadas, fintas, golos, defesas..., esta noite, é perfeitamente absurdo. Mais grave, discutir 'futebol jogado' esta noite, é entrar no 'jogo' do branqueamento que começou imediatamente no rescaldo do jogo nas rádios, e que vai continuar todo o fim-de-semana, e o resto da época... Eu aplaudi a equipa no final do jogo, e não fui o único. Aviso também que estou incondicionalmente ao lado dos jogadores, dos técnicos e dos Directores. Dito isto, muito dificilmente irei voltar a assistir a um jogo com os Corruptos... pagarei o bilhete, mas não entrarei no Estádio!!! Hoje, só com muita insistência de amigos me desloquei a Lisboa, previ praticamente tudo o que se passou, gostaria de ter estado errado, mas já não tenho idade para acreditar no 'Pai Natal'!!! A minha militância obriga-me a voltar à Catedral na Terça, e em todos os outros jogos, mas com os Corruptos não vale a pena!!! Não existe competição desportiva em Portugal - e não é só no futebol!!! -, uma competição pressupõe regras, se não iguais, pelo menos parecidas para todos, em Portugal, repito, não existe competição!!! Existe uma farsa que já dura à mais de 30 anos, que com o passar do tempo, vai-se tornando cada vez mais impune... Uma farsa tão grande que permitiria caso fosse necessário, ao Emplastro ser um treinador Campeão, um grande defesa central, ou avançado imparável... O Proença continua com um curriculum 'impecável', ainda bem para ele!!! Os dois dentes aparentemente não lhe fizeram falta!!! Aliás é curioso verificar o aperfeiçoamento da 'técnica frutada' do Proença: hoje, já não são precisos penalty's escandalosos, e afins, hoje, já consegue decidir jogos praticamente só com faltas a meio-campo e cartões...!!! Esta época, o senhor Proença já roubou ao Benfica 5 pontos em 2 jogos é obra!!! Para os ingenuos, os cegos, ou os mal intencionados 'internamente', desafio os apaixonados pelas estatísticas, a procurarem nos últimos anos quantos golos em fora-de-jogo o Benfica marcou aos Corruptos - e já agora aos Lagartos. Procurem quantos golos foram mal anulados por fora-de-jogo ao Benfica nesses jogos. Procurem quantos golos ilegais o Benfica sofreu nessas condições... e se quiserem fazer o inverso, podem também o fazer. Garanto, os números serão esclarecedores. A conclusão será clara, os tais erros 'humanos', por infeliz 'coincidência', prejudicam sempre os mesmos...!!!


Quando comecei a escrever neste blog, escrevi um artigo, onde defendi a Militância, como o principal motor do futuro do Benfica, é nesta altura, onde se prevê um final de época emocionalmente muito difícil, que se exigi a união total dos Benfiquistas, espero que a Direcção saiba ter cabeça fria para não tomar decisões erradas, o Benfica não pode entrar na roda viva dos tiros dos pés, algo que ainda há pouco tempo era normal... Em condições normais, o título não estaria decidido, mas como já expliquei: não existe competição em Portugal... Assim é provável que esteja mesmo entregue. Mas noutras épocas bastaria um jogo, um empurrãozinho, e as esperanças desapareciam, actualmente a qualidade real da equipa do Benfica, obriga os Corruptos a saírem da 'toca', esta época foram precisas 3 jornadas consecutivas, e mesmo assim ainda existe uma hipótese mínima, não podemos regredir, não podemos voltar a tomar decisões 'técnicas', com base em resultados falseados...



quinta-feira, 1 de março de 2012

Não desistiram, pois não?

"Sempre que Jaime Graça disparava para a linha ou fugia a um adversário com uma finta de corpo, eu acho que ouvia o meu avô dizer em voz muito baixa, para si próprio: Jaime Raça.


FOI-SE embora Jaime Graça no início desta semana de clássico na Luz. Talvez por isso o seu desaparecimento tenha caído quase discretamente no cesto das pequenas e médias ocorrências que não se prendem ao rol das extensivas notícias, das suculentas tiradas que sempre marcam as vésperas de confrontos entre candidatos ao título.

Devo confessar que o Jaime Graça foi, de caras, o meu jogador favorito do Benfica quando em criança comecei a ir ao futebol com o meu avô.

O meu avô era um grande pragmático em tudo na vida e nunca foi dado a trocadilhos nem a ditos espirituosos.Porque falava pouco, tudo o que dizia era para ser ouvido com atenção, santo privilégio das boas gentes que não falam muito. Também era pessoa avessa a elogios. Quando gostava de um jogador ou de uma jogada limitava-se a respirar fundo.

Portanto, na minha insipiência infantil confundia-me, e mais tarde, já menos incipiente, maravilhava-me ouvi-lo referir-se sempre a Jaime Graça não pelo seu nome, mas por Jaime Raça.

Nos nossos lugares do Estádio da Luz (refiro-me ao monumental da idade clássica), vimos provavelmente todos os jogos do Benfica ao tempo da presença desse extraordinário jogador nascido em Setúbal. Apresentava-se impecavelmente em campo, até no penteado.

De risco ao lado e com uma melena inusitada para a época. Nem curta, nem comprida, nem muito menos cortada a direito. Apenas uns fiapes de cabelo, umas repas rebeldes que se iam despenteando e lhe tombavam para os olhos com o andamento do jogo. «O suor é um signo da moralidade», já dizia o Roland Barthes. E sobre isto pouco mais há a dizer.

E só ele tirava o meu avô do seu invariável mutismo de espectador e de adepto. Perdoe-se-me, é uma memória de infância, claro está, mas sempre que Jaime Graça disparava para a linha ou fugia a um adversário com uma finta de corpo, eu acho, não posso garantir, mas acho que ouvia o meu avô dizer em voz muito baixa, para si próprio:

-Jaime Raça.

E só depois é que respirava fundo.

Certamente que o meu avô me explicou o trocadilho, o significado das palavras, todo o vasto campo de glória em causa. Mas desses pormenores, com toda a franqueza, já não me lembro nada. No entanto, apraz-me recordar como, só pela forte impressão, terei aprendido tanta coisa que vale a pena num só nome.

Eis o que me apetece dizer na morte de Jaime Raça. Foi jogador do Benfica. Ganhou sete campeonatos e três Taças de Portugal. E hoje onde é que eles estão?


FOI exactamente nisso que eu pensei a ver o jogo de Coimbra. Que havia bruxas. Só podia haver bruxas. O senhor Fernando Nogueira, uma das nossas divertidas e simpáticas celebridades nacionais, conhecido como o Bruxo de Fafe, explicou recentemente ao país que há uma mulher «da área sobrenatural», residente no Alto Minho, que está «a trabalhar para que o Benfica não seja campeão».

Bruxas, com certeza! Foi o que eu pensei a ver o jogo de Coimbra. Foi sobrenatural tanto desacerto.

É preciso, com urgência, dar ouvidos ao Bruxo de Fafe. Pode ser que ainda se vá a tempo de contrariar a praga em curso, que é tremenda. A bruxa, que «é especialista apenas no mal» (pudera...), tem em sua casa «um alguidar com fotografias dos jogadores e treinador do Benfica com rituais satânicos».

O alguidar. Mas de lata? Ou de plástico? Foi precisamente nisso que pensei, e por diversas ocasiões, a ver o jogo de Coimbra.

Vai o Aimar para o chão na área dos estudantes e veio-me logo à cabeça o alguidar de lata. No entanto, voa o Nolito para o ar à entrada da área dos estudantes logo me veio à cabeça o alguidar de plástico e mais dois vasos de lata de pôr à janela com as sardinheiras de plástico. A cada fora-de-jogo de lata da boa, da antiga, outros tantos alguidares de plástico e mais uns quantos regadores cromados e um baldezinho de praia com motivos.

São as forças satânicas, que ninguém duvide.

Por sua vez, o bruxo de Fafe é de carne e osso, como compete a qualquer bruxo que se preze, e alongou-se nos pormenores da sua visita a casa da bruxa do Alto Minho. Ao ponto de chegar à questão dos honorários: «Se a mulher está a trabalhar sozinha ou não, isso não sei. Não me quis dizer quem é que lhe estava a pagar, só me disse que estava a ser muito bem paga.»

Ora aqui está uma notícia tão rara quanto motivadora num país em crise em que todos se queixam de maus trabalhos e de piores vencimentos. Há, pelo menos, uma bruxa no Alto Minho que está a ser muito bem paga. E que o diz sem rebuço a quem a quiser ouvir.

Imagine-se só isto. E trabalha apenas com um alguidar.

De lata?

Admirem-se.


NA época passada, o Benfica começou muito mal o campeonato. Erros próprios, como a fezada em Roberto, como o inaceitável desânimo depois da derrota na Supertaça com o FC Porto, como a chegada de novos jogadores sem qualidade para substituir os jogadores que se foram embora. Também erros alheios, como os de Olegário Benquerença e de outros que começaram logo a trabalhar com alguidares de lata nas primeira jornadas do campeonato.

O Benfica reagiu em voz muito alta e estridente às suas próprias sobrenaturalidades e às sobrenaturalidades alheias e perdeu-se, com algum ridículo, apelando a coisas tão disparatadas como a ausência dos seus adeptos nos jogos fora do Estádio da Luz.

E não se ficou por aqui em despautério. Por causa dos erros dos árbitros, até ameaçou desistir da Taça da Liga que, para cúmulo do mau-olhado, seria a única competição que o Benfica haveria de ganhar na temporada de 2010/2011. Atenção, não quero com isto induzir ninguém em conclusões precipitadas.

Não pensemos que o campeonato fica automaticamente ganho se o Benfica ameaçar que vai desistir a meio da prova. Embora, francamente, em função da palidez das últimas exibições, seja isso mesmo que parece estar a acontecer. Um inusitado anúncio público de uma não menos inusitada desistência.

Mas uma coisa dessas é inadmissível.

Não desistiram, pois não?

Portanto, em jeito de conclusão, na época passada, o Benfica não retirou vantagem nenhuma dos seus protestos, ameaças e lamúrias. Talvez por essa razão, o Benfica apresentou-se esta temporada com uma inusitada fleuma que eu, muito particularmente, aprecio porque é coisa de senhores.

As três falhas de electricidade na Pedreira, que tanto perturbaram a normalidade do jogo com o Sporting de Braga, não mereceram, por exemplo, o mais leve reparo. A expulsão de Óscar Cardozo a meia hora do fim do jogo com o Sporting também não suscitou qualquer tipo de reclamação e, no sábado passado, a arbitragem da bruxa do Alto Minho com todas as forças satânicas a operar passou oficialmente incólume.

Gosto deste Benfica. Os títulos ganham-se a jogar e não a falar.

E o resto são alguidares.


A Selecção portuguesa foi à Polónia inaugurar o novo estádio de Varsóvia e o jogo acabou sem golos. Parecia que estavam todos a poupar-se para o clássico de amanhã. Até a selecção polaca, que joga tão poucochinho, parecia que se estava a poupar para o Benfica - FC Porto, embora não tenha nada a ver com o assunto.

Era normal que Moutinho Rolando se poupassem porque são parte interessada. Era normal que Nelson Oliveira se poupasse nos dez minutinhos a que teve direito na sua estreia. Também seria normal que Bruno Alves se poupasse porque também vai jogar com o Benfica na próxima semana. E os restantes, por simpatia ou contágio, também se pouparam . Só Rui Patrício não se poupou a umas quantas defesas. Mas também está lá para isso como diria o senhor Aurélio Márcio."


Leonor Pinhão, in A Bola

Lixívia Extra-Forte XX

Tabela Anti-Lixívia Extra-Forte:
Benfica.......49 ( -5)...54
Corruptos...49 (+1)...48

Braga..........46 (+4)...42
Sporting.......38 (0)...38


Em Coimbra as imagens foram esclarecedoras, apesar disso em caso do Benfica não conseguir os seus objectivos no final da época, rapidamente se vão esquecer do senhor Hugo Miguel, e responsabilizar os jogadores, a equipa técnica e a Direcção... Três penalty's claros (sim três, além da falta sobre o Aimar, houve o braço na bola, e ainda - o mais esquecido -, o agarrão/empurrão do Peiser sobre o Cardozo!!!), pelo menos um fora-de-jogo com altíssima probabilidade de ser golo (entre outros...), faltas atrás de faltas, cartões 'esquecidos' aos vestidos de preto... provavelmente a mais criminosa arbitragem deste ano em jogos do Benfica... e não será coincidência ter acontecido na véspera do jogo com os Corruptos: como se pode ver na Tabela Anti-Lixívia o Benfica deveria estar com 6 pontos de vantagem, e nesse caso o jogo seria totalmente diferente...!!! Assim lá temos que levar com o Proença, com quem nunca vencemos um jogo contra os Corruptos e nem com os Lagartos, e com que os Corruptos nunca perderam um Clássico, isto depois de no Domingo passado ter ido receber as instruções em 'primeira mão', ao covil do ladrão!!!



Não vi os outros jogos, nos resumos não me apercebi de erros com influência directa no resultado, isto apesar de no Dragay o Janko aos 8 minutos ter dado uma cotovelada premeditadamente a um adversário (só a XIC passou este lance!!!), vários foras-de-jogo mal tirados ao Feirense, sendo que num deles o golo era muito provável!!!




Liguei a TV e o jogo dos Lagartos já tinha começado, em 5 minutos vi as Lagartixas reclamarem penalty por 3 vezes!!! Mudei logo de canal...!!! No lance sobre o Capel parece-me que havia razões para falta, no limite, mas seria penalty...!!! Curiosamente, no meu zapping, mais tarde voltei a ver o jogo: Anselmo, jogador do Rio Ave falha um golo feito nos últimos minutos, vejo a repetição para ver o falhanço, e não é que vejo o Polga a dar um valente pontapé na perna de apoio do Anselmo!!! Ninguem protestou, os cumentadores só comentam o falhanço, e assim se transforma um 'caso' em 'nada'!!!




O Braga apanhou um Guimarães ressacado, principalmente o Nilson!!! A expulsão é justa, ninguém saberá se a intenção era mesmo agredir, mas parece...!!! O penalty também foi bem assinalado!!!




Anexos:







Benfica
1ª-Gil Vicente(f) E(2-2), João Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Feirense(c) V(3-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Nacional(f) V(0-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4º-Guimarães(c) V(2-1), Duarte Gomes, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Académica(c) E(4-1), Vasco Santos, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
6ª-Corruptos(f) V(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Paços de Ferreira(c) V(4-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
8ª-Beira-Mar(f) V(0-1), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Olhanense(c) V(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
10ª-Braga(f) E(1-1), Proença, Prejudicados, (0-2), -2 pontos
11ª-Sporting(c) V(1-0), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Marítimo(f) V(0-1), Sousa, Nada a assinalar
13ª-Rio Ave(c) V(5-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar
14ª-Leiria(f) V(0-4), Cosme, Nada a assinalar
15ª-Setúbal(c) V(4-1), Malheiro, Prejudicados, Sem influência no resultado
16ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
17ª-Feirense(f) V(1-2), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
18ª-Nacional(c) V(4-1), Jorge Sousa, Prejudicados, Sem influência no resultado
19ª-Guimarães(f) D(1-0), Xistra, Prejudicados, (0-0), -1 ponto
20ª-Académica(f) E(0-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-3), -2 pontos




Corruptos
1º-Guimarães(f) V(0-1), Olegário, Beneficiados, (0-0), +2 pontos
2ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Leiria(f) V(1-4), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Setúbal(c) V(3-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Feirense(f) E(0-0), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
6ª-Benfica(c) E(2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
7ª-Académica(f) V(0-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
8ª-Nacional(c) V(5-0), Cosme Machado, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
9ª-Paços de Ferreira(c) V(3-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Sem influência no resultado
10ª-Olhanense(f) E(0-0), Capela, Prejudicados, (0-1), -2 pontos
11ª-Braga(c) V(3-2), Soares Dias, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Beira-Mar(f) V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
13ª-Marítimo(c) V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, Sem influência no resultado
14ª-Sporting(f), E(0-0), Proença, Nada a assinalar
15ª-Rio Ave(c), V(2-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar
16ª-Guimarães(c), V(3-1), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
17ª-Gil Vicente(f), D(3-1), Bruno Paixão, Prejudicados, Impossível contabilizar
18ª-Leiria(c), V(4-0), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
19ª-Setúbal(f) V(1-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Feirense(c) V(2-0), Jorge Ferreira, Beneficiados, Impossível contabilizar




Sporting
1ª-Olhanense(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
2ª-Beira-Mar(f) E(0-0), Fernando Martins, Nada a assinalar
3ª-Marítimo(c) D(2-3), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
4ª-Paços Ferreira(f) V(2-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
5ª-Rio Ave(f) V(2-3), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6ª-Setúbal(c) V(3-0), Cosme Machado, Nada a assinalar
7ª-Guimarães(f) V(0-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(6-1), João Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
9ª-Feirense(f) V(0-2, Gralha, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
10ª-Leiria(c) V(3-1), Manuel Mota, Beneficiados, Impossível contabilizar
11ª-Benfica(f) D(1-0), Capela, Beneficiados, Sem influência do resultado
12ª-Nacional(c) V(1-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
13ª-Académica(f) E(1-1), Rui Costa, Nada a assinalar
14ª-Corruptos(c) E(0-0), Proença, Nada a assinalar
15ª-Braga(f) D(2-1), Capela, Nada a assinalar
16ª-Olhanense(f) E(0-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
17ª-Beira-Mar(c) V(2-0), Duarte Gomes, Nada a assinalar
18ª-Marítimo(f) D(0-2), Nada a assinalar
19ª-Paços de Ferreira(c) V(1-0), Jorge Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Rio Ave(c) V(1-0), Paulo Baptista, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado




Braga
1ª-Rio Ave(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
2ª-Marítimo(c) V(2-0), Soares Dias, Beneficiados (1-0), Sem influência
3ª-Setúbal(f) V(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados (0-0), +2 pontos
4ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Costa, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f) E(1-1), Pedro Proença, Nada a assinalar
6ª-Nacional(c) V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
7ª-Leiria(f) D(1-o), Marco Ferreira, Nada a assinalar
8ª-Feirense(c) V(3-0), João Ferreira, Nada a assinalar
9ª-Académica(f) E(0-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
10ª-Benfica(c) E(1-1), Proença, Beneficiados, (0-2), +1 ponto
11ª-Corruptos(f) D(3-2), Soares Dias, Beneficiados, Sem influência no resultado
12ª-Paços de Ferreira(c) V(5-2), Marco Ferreira, Nada a assinalar
13ª-Olhanense(f) V(3-4), João Ferreira, Nada a assinalar
14ª-Beira-Mar(f) V(1-2), Rui Costa, Nada a assinalar
15ª-Sporting(c) V(2-1), Capela, Nada a assinalar
16ª-Rio Ave(c) V(2-1), Sousa, Prejudicados, Sem influência no resultado
17ª-Marítimo(f) V(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
18ª-Setúbal(c) V(3-0), Hugo Pacheco, Nada a assinalar
19ª-Gil Vicente(f) V(0-3), Hugo Miguel, Nada a assinalar
20ª-Guimarães(c) V(4-0), Capela, Nada a assinalar

Caldeirada

"O senhor presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional avança, com a resignação digna de um pagador de promessas, para uma proposta originalíssima no quadro nacional, um modelo nunca antes testado, uma fórmula resolvente que vai certamente acabar com os ordenados em atraso, com as dívidas dos clubes ao fisco, com as assistências desérticas em tantos dos nossos estádios – se depender dele, vem aí a liguilha de fim de época, esse extraordinário método que permite salvações caídas do céu ou que viabiliza prémios que nunca estiveram em causa, subvertendo – a mais de meio da viagem – o estabelecido.
Num momento em que o país se retrai, eventualmente mais do que devia, por força das circunstâncias, o futebol – que é mau pagador e que aparece sempre, com muitas culpas de alguns dos seus principais agentes, como aquele familiar de gosto duvidoso, capaz de exibir anéis e luxos numa fase de contenção – decide colocar no terreno uma estratégia expansionista, chamando mais gente a uma mesa que já alimenta deficientemente alguns dos que, acima de estratagemas, lá chegaram por mérito próprio e sem “tickets refeição” de secretaria. Daqui a algum tempo, sobretudo se as dificuldades sociais se mantiverem, lá haverá um portador de bom senso, menos interessado nas disputas eleitorais do que na resolução dos problemas, que vira incutir algum juízo a esta plateia de candidatos a novos-ricos.
Acresce, neste preciso momento, que uma decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa pode vir a obrigar à criação de mais um lugar excedentário entre os primodivisionários, destinado ao Boavista. Não será este o local para discutir os argumentos que foram esgrimidos em favor e contra o clube do Bessa. Apesar de ainda haver subterfúgios legais (os que habitualmente surpreendem o cidadão comum, incapaz de seguir o emaranhado de pormenores técnicos e armadilhas processuais) que possam impedir o regresso pleno do clube portuense, é uma hipótese que não pode ser descurada. Pelo que apetece perguntar se, confirmada a “liguilha” e assente a ressurreição boavisteira, vamos ter Liga a 19.
Por mim, para arredondar a coisa, proponho que o vigésimo seja aceite. Tendo em conta o descalabro económico que há-de seguir-se em qualquer circunstância, defendo mesmo que a realização de um leilão pode juntar o útil ao agradável, precavendo alguns cobres para os dias da miséria e criando mais uma originalidade no futebol português. Nada de chocante, neste futebol português que tem sempre este cheiro de caldeirada, nem por isso fresca nem apurada. Talvez por ter enguias a mais para um só tacho.
Nota – Ao clássico só peço isto: que seja limpo. É o que se exige, uma vez que ali vai nascer um campeão."


BENFICA - O espelho da grandeza

"Na véspera do clássico, alguns benfiquistas meus amigos, que encontro na rua, me mandam emails ou escrevem nos blogues, andam outra vez muito nervosos. Paira, nalguns espíritos mais débeis, a sombra do ano passado (o mau arranque do campeonato, pelo efeito combinado de um guarda-redes inseguro – Roberto - e de duas arbitragens, pelo contrário, muito seguras do que estavam a fazer - Cosme Machado e Olegário Benquerença); e paira, sobretudo, a memória dos últimos jogos, em que, depois de uma recuperação fantástica, sobretudo desde a entrada de Sálvio, a equipa jogou um futebol empolgante, mas baqueou em Braga, num jogo que foi uma nova batalha campal, com a conivência de outra arbitragem muito segura, de Carlos Xistra; e, depois, acabou por se ir abaixo por duas vezes, na Luz, perante um Porto motivado e uma torcida entregue ao desalento e novamente em Braga, com a equipa animicamente destroçada.

Em vez de se lembrarem do brilhante jogo de há duas épocas, em que, sem Aimar nem Di Maria, e com um Urreta endiabrado que fez o jogo da sua vida, Jesus não abdicou do seu modelo de jogo e ganhámos com um golo de Saviola (que provocou a famosa azia em Hulk, Sapunaru, Fucille, Rodriguez e Helton, protagonistas de lamentáveis cenas nos túneis que, num país a sério, os teriam impedido de continuar a jogar nessa época), alguns benfiquistas optaram por interpretações irracionais do momento da equipa. Não é por acaso que somos o mais português dos clubes portugueses: temos as qualidades e defeitos indígenas - somos pessimistas, maldizentes e perdemos facilmente a confiança nas nossas capacidades.

Vejamos friamente a situação: o Benfica fez um jogo heróico em S. Petersburgo e só perdeu por uma infelicidade do Maxi (um jogador impulsivo que tem os defeitos das suas qualidades), além de ter perdido muito cedo um jogador essencial como é hoje o Rodrigo, ceifado pelo ex-portista Bruno Alves, especialista em golpes de karaté. Em Guimarães, num campo dificílimo, apesar de ter dominado o jogo, o Benfica nada pôde fazer contra uma muralha de aço que soube aproveitar uma vantagem conseguida cedo, num lance de bola parada. E, em Coimbra, ainda sem Javi e sem Luisão nem Rodrigo, voltámos a dominar o jogo e a criar oportunidades sem conta que, ou foram desperdiçadas pela infelicidade dos jogadores, pela sorte e inspiração da defesa dos “estudantes” ou pela cirúrgica miopia de Hugo Miguel.

Que isto tenha acontecido em três jogos seguidos (duas derrotas e um empate em três jogos, perda dos 5 pontos de vantagem sobre o rival, dois jogos seguidos sem marcar, coisa de que já não havia memória), não é, reconheçamos, muito animador em vésperas do jogo que vai ser decisivo na caminhada para o título. Mas acontece a todos os clubes, sobretudo aos melhores clubes (vejam o Barcelona), com equipas habituadas a ganhar e que habituaram os adeptos a vê-los mandar nos jogos e comandar campeonatos.

É certo que a escolha de Pedro Proença não pode deixar de nos inquietar. O Benfica, sobretudo desde que o “Apito Dourado”, contra todas as evidências, deixou impunes árbitros e dirigentes, vive mal com as arbitragens: os árbitros cuja cor clubista não engana, não têm pudor de nos prejudicar, muitas vezes de forma enviesada, em jogos anteriores com os futuros adversários do nosso principal adversário; enquanto os que são conotados com as cores do SLB, como é o caso de Pedro Proença, apitam sistematicamente contra nós, para provar que são isentos. E a verdade é que os seus desempenhos, apesar do apregoado empenho de Vitor Pereira (refiro-me ao Presidente da Comissão de Arbitragem, está bom de ver) nunca são verdadeiramente escrutinados nem punidos.

Mas eu, que sou pouco português nesta irracionalidade e que não me vou abaixo facilmente, prefiro encarar o jogo de amanhã com confiança e optimismo; a confiança e optimismo que eu espero ver nos jogadores do primeiro ao último minuto. Não o digo, nem o peço, por paixão clubista, mas por duas evidências: o futebol do Benfica é, de longe, o melhor e o mais consistente do campeonato. Nem Porto nem Sporting, com treinadores improvisados (no caso dos leões, a meio da época, depois de ter dispensado um treinador sem gabarito para as ambições do clube), jogam um futebol comparável com o nosso, nem em valores individuais nem colectivamente. Nem de perto nem de longe. E Jesus é o melhor treinador do Benfica da era moderna, isto é, desde que, graças ao vídeo, o treino passou a ser o que é o ensaio para o teatro ou as repetições numa orquestra sinfónica.

Jogo é jogo, futebol é futebol e nem sempre os melhores ganham; por azar, batota, infelicidade num lance ou numa lesão, quebra momentânea de concentração ou de forma física, má gestão do sucesso. Mas os benfiquistas têm que perceber que, ao cabo de anos de turbulência, hoje, contra ventos e marés e com alguns dossiers por resolver (como vai comportar-se a direcção da Federação e os departamentos de arbitragem e de disciplina? O que vão dar as difíceis negociações dos direitos desportivos?), o Benfica está finalmente no bom caminho. Assim os benfiquistas não entrem em depressão ao primeiro desaire, tornando-se treinadores de bancada improvisados sem dar o benefício da dúvida a quem tem a árdua tarefa de decidir, que dão bitates avulsos e contraditórios depois dos jogos acabados (devia ter entrado A ou tirado B), o que mina a corrente de confiança que deve ser indefectível entre os adeptos e a equipa e mói a tranquilidade que deve rodear treinador e jogadores.

Amanhã, vamos provar que somos melhores, que somos OS melhores! Nestes tempos de depressão colectiva, em que o povo está a ser submetido ao mais brutal dos ataques à sua soberania, aos seus direitos e à sua confiança, o Benfica tem que provar que continua a ser O grande clube popular, democrático e universal, que sabe o que é a grandeza, e que, até por isso, é uma força aglutinadora de vontades e que deve ser um exemplo de resistência contra o derrotismo e a adversidade."


Hoje o meu clube faz anos.

"Sou do Benfica. Sou orgulhosamente do Benfica. Fico triste, irritado, frustrado, aziado, f..., quando perde. Fico mesmo feliz quando ganha. No futebol e em tudo. O meu sonho de menino era jogar no Benfica, fiquei pelas provas de aptidão, e já foi bom. Não sei porque sou do Benfica, sei que havia um motorista da carrinha da escola, naturalmente chamado Zé Manel e com bigode (true story), que punha a malta a cantar "Quem fala mal do Benfica ou tem inveja ou é xexé".
Ser do Benfica. Tão bom.
Estava em Vigo naquela noite. E nos 7-1 em Alvalade. E nos 0-5 com o Porto na Luz. Chorei quando o Veloso falhou o penalti em Estugarda e quando o Lozano nos tramou na final da UEFA em 83.
Mas todas as vitórias, todas as que vi na Luz antiga e na Luz nova, nas Antas, em Alvalade, em Londres, em Roma, nas finais da Taça, nos torneios todos, caramba todos os golos do Benfica são felicidade, todos. Ser do Benfica, tão bom. Leverkusen, Vata, José e Rui Águas, Erickson, Toni. Fernando Martins, Jorge de Brito, Luís Filipe Vieira. Eusébio, Coluna, José Augusto, Torres, Simões, todos os que não vi e fizeram o benfiquismo. Carlos Manuel, Chalana, Bento, Pietra, Humberto Coelho, os Bastos Lopes, o Schwartz, o Stromberg e o Manniche. Carlos Mozer e Ricardo Gomes. Vitor Baptista e Nené. Filipovic e Nélson Oliveira. Aimar e Rui Costa. O homem da bandeira e o homem da Águia. O speaker que me irrita quando diz que "não ouviu nada" e o estádio está aos gritos a puxar pelos Benfica. João Alves e Shéu. Futre de encarnado. E Valdo, João Vieira Pinto, Gamarra, Isaías, José Luís, António Leitão, João Gonçalves, Livramento, Picas e Piruças. Alexandre Yokochi e Carlos Lisboa. João Queimado e Francisco Lázaro. Cosme Damião e Nélson Évora. José Galvão, Telma Monteiro, Vanessa Fernandes, José Maria Nicolau. Preud'Homme e Costa Pereira. Bella Guttmann e Jorge Jesus. Mário Wilson e Trapatoni. José António Camacho e Miklos Feher. Real Madrid, Manchester United, Liverpool, Barcelona, Bayern, Juventus, Milan, a élite. Ser grande, saber sê-lo.
Tudo é Benfica, mas sobretudo nós, nas bancadas, por esse mundo fora. O Benfica é o benfiquismo de milhões de pessoas em todo o mundo, e estamos todos de parabéns. Eu, a Inês, o Gonçalo e a Mafalda lá em casa. O mano João, o mano Bruno, o Manel, o outro Pedro mais a João e os putos - todos Benfica!, o Zé Miguel, o Bruno que manda mail quando subimos nas audiências e às vezes defende penaltis ao sábado; o Miguel que jantou lá em casa no Sábado; o mister Pedro, o mister Bruno que treina o meu filho, o Ricardo e os 15-a-zero, o grande Vitor que leva as águas para a futebolada e é de uma generosidade comovente, o meu amigo Paulo Santos, o Paulo Alves de Amarante que vai do "já fomos" ao "faltam 8 vitórias para sermos campeões", nas sms a seguir aos jogos....todos os meus amigos, lampiões como eu. Os meus companheiros de sector 3, piso 0, fila V, desde a senhora desesperada a dizer "Poças. Luisão, pá!" ao anti-Cardozo militante que quando o paraguaio faz golo é gozado por todos à volta. O pessoal da Tertúlia. O tipo que não conheço de lado nenhum e me grita na rua, acenando: "Pedro, Benfica!".
Hoje, apetece-me gritar: "Viva o Benfica!"
E não se ofendam os de outros clubes, que ser do Benfica é ser pelo Benfica e não anti qualquer outro clube. Ser do Benfica basta. Porque é tudo.
"Vermelho é um coração, Benfica a nossa paixão."
Ah mas perdeste 5 pontos em duas jornadas e mais-não-sei-quê...Não vêem que isso não tem nada a ver com o que estou aqui a tentar explicar? Ser do Benfica está muito acima disso. Seria do Benfica mesmo que estivesse nos distritais. Sócio 10199, benfiquista, sempre.

Parabéns ao maior de Portugal, o Sport Lisboa e Benfica. E sobretudo, obrigado por tudo. Nunca conseguirei agradecer o suficiente!
Ser do Benfica, tão bom. Viva o Benfica! Viva!"

Pedro Ribeiro, in Dias úteis

Estão prontos para amanhã?

Eu estou...


... e vocês?

Já agora, algo mais 'cómico'...


E ai daqueles que eu ouvir a assobiar a equipa ou lá o raio que os parta!

TUDO NA CATEDRAL AMANHÃ!!!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Gala - O Momento !!!


Gala - Momentos


Gala - Prémios









Gala - Presidente



Gala - Entrevistas




O fascínio contra o Benfica

"Vencer ou mesmo empata com o Benfica é para a grande maioria das equipas portuguesas ganhar a época. Sempre foi assim, independentemente da classificação do SLB. Revela o fascínio inigualável que essas contendas têm para os técnicos, jogadores e sócios do oponente.

Nas últimas jornadas, isso foi por demais evidente. O Feirense 8embora derrotado), o Guimarães (que diferença em Braga) e a Académica jogaram como raramente se vê. Nada a criticar, evidentemente.

O certo é que, num momento crucial, o Benfica não foi capaz de suplantar esta emulação de medianos adversários e destroçou, num ápice, um avanço de cinco pontos. Tenho que reconhecer que, muito mais dificilmente, o Porto os deixaria fugir nas mesmas circunstâncias.

Assim sendo, a Liga atinge o seu zénite antes do jogo contra o russo Zenit. Um clássico entre dois candidatos que, consoante os sonhos ou pesadelos, permite qualquer dos três desfechos possíveis. Não sendo decisivo, vai ser determinante. Um jogo que, como os ingleses dizem, é six pointer. Diria até..., seven pointer porque vai determinar provavelmente o primeiro em caso de terminarem a Liga com os mesmos pontos. E não esquecendo o Braga que - sorrateiramente - está por mérito na luta.

P.S. Influentíssima arbitragem em Coimbra, com penalty claro sobre Aimar transformado numa falta deste! Para já não falar num braço de um academista. Estes nossos árbitros são uns medricas. Fora da grande-área marcam tudo, mesmo o que não deviam marcar. Na zona de rigor encolhem-se como se fosse uma diferente parte do campo. Para Hugo Miguel talvez de... verdes diferentes."


Bagão Félix, in A Bola

Meia bola e força

"Sexta-feira temos o jogo que dá o campeonato, e a recuperação emocional da equipa tem de ser célere, rápida, tão rápida quanto as pernas de gazela de Rodrigo – que tanta falta nos fizeram em Coimbra…

Eu podia chorar os cinco pontos perdidos nas últimas jornadas. Podia queixar-me com veemência da arbitragem e dos dois penáltis roubados à fartazana. Podia repudiar a quantidade de golos falhados, até pelo meu amado Nélson Oliveira. Podia até perguntar ao Míster por que é que o Aimar e o Matic saíram deixando-nos sem miolo, mas sei que resposta me daria Jesus. E sobretudo poderia frisar que há dois homens sem os quais o Benfica é Glorioso mas não é campeão, e um deles ficou no banco em Coimbra e lesionado nas derrotas de São Petersburgo e Guimarães: Javi García.

Mas não. Decidi fazer a minha própria recuperação emocional e estou convicta que no jogo do campeonato os campeões seremos nós. Mesmo com o Emerson a fazer frente ao Hulk – ai que medo só de pensar nas chuteiras cor-de-laranja do defesa a fazer borrada da grossa –, o eixo Artur, Javi, Witsel, Aimar e Rodrigo vai ser imparável. Pouco me importa que Lucho e Janko tenham vindo fazer alguma coisa por uma equipa perdida nas mãos da incompetência de Vítor Pereira. Ao FCP só Pinto da Costa salva. A nós, 60 mil de cachecóis no ar e onze em campo. Subo ao Marquês lá para maio."


Futuro

"From: Domingos Amaral

To: Nélson Oliveira

Caro Nélson Oliveira

Em primeiro lugar, parabéns pela convocatória para a Seleção Nacional. É justo que um jovem e talentoso avançado como tu esteja no grupo dos escolhidos de Paulo Bento. Postiga e Hugo Almeida merecem também lá estar, pelo seu passado na Seleção, mas o futuro é teu. Espero que conquistes o teu espaço, pois vamos precisar de ti em Junho. Portugal não tem uma grande equipa, e está num grupo muito difícil, portanto é essencial o selecionador ter ao seu dispor os melhores.

Ontem, entraste muito bem no jogo e foi pena não teres marcado um golito. Num jogo complicado e pouco espetacular, onde nenhuma das três equipas esteve bem, tu foste um raio de esperança para os benfiquistas e quase iluminavas a nossa noite. Não foi possível ontem, mas será certamente muitas vezes no futuro.

E é no futuro que o Benfica tem de pensar, não no passado. Não vale a pena carpir mágoas sobre o que aconteceu em São Petersburgo, em Guimarães ou em Coimbra. O que aconteceu foi futebol, e neste jogo ganha-se, perde-se e empata-se. Nos dois primeiros jogos, o Benfica não foi melhor que o Zenit ou o Vitória, mas ontem foi melhor do que a Académica, só que os deuses não quiseram dar-nos uma alegria.

De qualquer forma, não vale a pena dramatizar. O campeonato está aberto, faltam dez jornadas, e há três candidatos ao título. Isso não é mau, isso é bom, pois dá mais luta. Preparemo-nos pois, porque aconteça o que acontecer na sexta, vai haver emoção até ao fim.

Mais importante que vencer o FC Porto, é vencer o Zenit, pois essa competição é que pode acabar para a semana. O campeonato continua. Os nossos adversários que não comecem já a festejar."


Racistas, nós?

"André Villas-Boas lançou uma operação de promessa de aquisição de Hulk, no seguimento do “rendez-vous” de Manchester, confiante no desvelo do oligarca russo que há cerca de dez anos vem generosamente ajudando a pagar as contas do FC Porto. A imagem de felicidade que irradiava do reencontro destes belos espíritos tanto podia decorrer das mais-valias que o negócio lhes proporcionará, como da promessa de golos e espetáculo que a categoria do brasileiro oferece.

Mas, para o FC Porto, a saída de Hulk possibilitaria também recuperar o sossego de cânticos mais adequados aos ouvidos sensíveis da UEFA, transferindo para a untuosa Velha Albion a macacada dos urros “Hulk, Hulk, Hulk” que os responsáveis pela comunicação portista tanto apreciam.

A eventual ida de Hulk para Inglaterra poderia levar com ele a graça deste apoio exclusivo, que até podia ser copiado pelos adeptos do City com o já sugerido “Kun, Kun, Kun”, se não estivesse latente esse preconceito de uma nação que nunca soube conviver saudavelmente com a comunhão de raças, a tolerância de credos e a transversalidade social – comparativamente à lusitana, claro. Sem olvidar uma Liga e uma Federação sem fantoches no comando.

Os responsáveis do futebol português, a começar pelos do Sindicato, asseguram que não existe racismo por cá e que a campanha esta semana em curso não passa de uma formalidade, no âmbito das preocupações europeias. Estão errados, evidentemente, pois a xenofobia e a intolerância grassam há décadas no seio dos clubes, não apenas no bàs-fond das claques, mas notoriamente também nas castas mais influentes.

Foi através do futebol que conheci pela primeira vez uma pessoa de cor. Jogava no meu clube, chamavam-lhe José Mulato e marcava muitos golos, no distrital ribatejano. Por aquele tempo, meados dos anos 60, Portugal apresentou a primeira seleção “africana” a disputar um Campeonato do Mundo, assombrando os seus parceiros europeus pela integridade, fraternidade e identidade daquela equipa fantástica, unida por uma bandeira. A Inglaterra, por contraste, só em 1980 e depois de muita discussão integrou o primeiro negro, Vivian Anderson, na sua equipa nacional.

Nas últimas décadas, o desenvolvimento da chamada indústria do futebol gerou elevados custos colaterais, justamente por causa do exacerbamento dos espíritos no sentido da reunião das hostes e no antagonismo preconceituoso dos outrora adversários, hoje inimigos. Nos anos 60, éramos todos portugueses, ainda não tínhamos sido divididos entre genuínos e mouros, por exemplo – expoente da boçalidade regionalista assente na confrangedora ignorância das novas gerações sobre a influência muçulmana na nossa cultura milenar.

A ideia de que o racismo se distingue entre brancos e negros atenua a gravidade da xenofobia latente e justifica que as autoridades fechem olhos e ouvidos à destilação de ódio que ecoa semanalmente na maior parte dos nossos estádios. A banda sonora dos jogos televisionados é, por exemplo, muito mais obscena do que qualquer confusão visual entre Hulk e Balotelli."


Futre Ajoelha-se Perante Chalana... MAIS NADA!!!




E o momento em si...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Jaime Graça

Faleceu hoje uma Força da Natureza Benfiquista... Jaime Graça, descansa em paz...

108 anos de Vitórias


O SL Benfica sempre teve, desde do primeiro dia, uma matriz vencedora, apesar dos muitos obstáculos o Benfica sempre resistiu, e sempre foi vencendo... desde da falta de espaço para treinar e jogar, da falta de dinheiro até para comprar o equipamento mais básico, o Benfica sempre resistiu, e sempre foi vencendo... Símbolo máximo da democracia em tempos de Ditadura, o Benfica observou os seus adversários beneficiarem abertamente da sua 'fidelidade' ao regime, o Benfica resistiu, foi vencendo menos mas soube dar a volta e acabou por vencer quase sempre... Hoje - nas últimas três décadas -, o Benfica vive sobre um bombardeamento constante... no desporto, de todos os obstáculos, o mais ignóbil, o mais asqueroso desportivamente são os resultados 'combinados', os 'arranjinhos', o Benfica tem resistido, não tem vencido sempre, mas vai vencendo de vez enquanto... Hoje, no nosso 108º aniversário é bom recordar que o Benfica unido é invencível. Resistir hoje, é vencer amanhã...
Com união o futuro está garantido, depois de todas as desilusões mais recentes, qualquer outra instituição teria perdido ânimo, teria perdido o norte, a actual vivacidade desportiva e institucional que o Benfica demonstra é fenomenal, podemos até perder batalhas, mas não vamos perder a guerra... a paciência para aturar tanta imundice, é cada vez menor, a ambição de vencer todas as provas contra todos os adversários faz parte do nosso ADN, e nunca será esquecida, pode parecer que a Idade das Trevas nunca terminará, mas a Justiça 'Divina' não tardará, e nós - a massa associativa - cá estaremos, os outros, provavelmente, não...!!!



A arte de biografar Eusébio

"Volto a falar de Eusébio, desta feita a propósito da sua biografia autorizada da autoria de João Malheiro, seu amigo, jornalista e profundo conhecedor da sua vida, do seu excepcional percurso desportivo e das suas qualidades como ser humano.

João Malheiro escreveu um livro de formato pequeno e preço muito acessível, com a chancela da Quidnovi. É um texto ao mesmo tempo informativo e emotivo que se lê de um fôlego e que põe a tónica, de forma objectiva mas também afectuosa, no que tem sido a vida deste herói português que acaba de completar sete décadas de vida, após um sobressalto de saúde que o forçou a um internamento temporário.

Como muito bem salienta António Victorino d'Almeida num dos prefácios a esta biografia, 'Eusébio também faz parte das nossas vidas', o que significa que, independentemente da idade que tenhamos, ele é uma parte de nós, da nossa maneira de sentir o futebol e Portugal. As lágrimas de tristeza e de alegria de Eusébio, ao longo destas décadas, foram sempre as nossas lágrimas, pois ele é uma espécie de companheiro mais velho, um amigo de sempre e o porta-estandarte de uma qualidade humana e desportiva que mais ninguém conseguiu repetir ou igualar, no nosso País ou nas andanças deste mundo global. E é bom que os ídolos das novas gerações não deixam de pôr os olhos em Eusébio, pois ele é, em termos de comportamento como desportiva de alta competição, um exemplo a nunca perder de vista.

Com assinalável poder de síntese e grande sensibilidade, João Malheiro partilha connosco o roteiro de uma vida que vai da infância vivida numa Lourenço Marques colonial até à glória no Mundial de 1966, passando por muitos outros momentos de maior ou menor fulgor que fazem parte de uma história de excepção. Este livro acentua as dimensões menos conhecidas da personalidade e do génio de Eusébio como futebolista. Por isso, dá gosto ler e dar a ler."


José Jorge Letria, in O Benfica

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Kong! Kong! Kong!

"Como no filme de Peter Jackson, os selvagens gritam histéricos pelo nome do macaco grande ao mesmo tempo que lhe oferecem jovens donzelas na tentativa de lhe acalmar as fúrias: KONG! KONG! KONG!

Os selvagens formam uma turba insana. Vomitam ódio e desespero. Cospem insultos e ameaças. As ordinarices são comuns a todos: homens, mulheres, crianças, velhos... Seguem a cartilha de Chefe Palhaço que admite tratar os melhores amigos como se fossem filhos da mais reles das rameiras. É uma (in)cultura. É uma escola. Quem nela andou não esquece mais. É a escola do sarrafo, do golpe baixo e traiçoeiro, da violência gratuita e injustificável. Os gestos infames repetem-se aqui e ali e os protagonistas são sempre os mesmos: filhos do Madaleno, que se alimenta a fel e a veneno. E de cada vez que os selvagens se lançam sobre os pobres inocentes obrigados a suportar a sua incivilidade, centenas de gargantas repetem o som escabroso: KONG! KONG! KONG!

Talvez, como dizia Mário Filho, a vitória seja uma doença que só a derrota cura. Mas esta é a única forma de vencer os selvagens, o macaco gigante e o omnipresente Palhaço. Ganhar, ganhar, ganhar sempre. Cada derrota, cada queda, cada falha, levanta do outro lado da barricada um clamor estafado: KONG! KONG! KONG!

Por isso não há caminhos de retrocesso. Ganhar é o verbo! Repitam-no teimosamente, sobretudo no presente do indicativo e no futuro. Repitam-no e conjuguem-no. A toda a hora de todos os dias. Só assim o Madaleno se esfumará tão fatuamente como foi a sua existência e os selvagens tresloucados de raiva e estupidez calarão os seus gritos de KONG! KONG! KONG!

Mas, às vezes, o futuro que parecia ser já ali fica um pouco mais longe. É então que se torna necessário encher o peito de uma paciência infinita enquanto se alarga a passada por uma estrada em cujas bermas os selvagens se babam de ranço e esperam que alguém escorregue para lhe morderem o pescoço."


Afonso de Melo, in O Benfica

Atitude



Benfica 3 - 0 Fundão



Finalmente, o regresso do Futsal aos Pavilhões da Luz. Finalmente a 're-estreia' do Ricardinho na Luz!!!

O Fundão sempre foi uma equipa 'chata', com os cortes no orçamento perdeu alguma qualidade no contra-ataque, mas a defender continuam a ser 'irritantes'!!! Por isso, não tivemos o espectáculo que se calhar os Benfiquistas estavam à espera (o Ricardinho ainda tentou...!!!), mas o mais importante era a vitória...

Gostei muito da atitude da equipa do Benfica, que nunca deixou de pressionar alto, mesmo a ganhar... pareceu-me que o Paulo Fernandes, aproveitou este jogo para treinar 'soluções' para os jogos mais complicados que se avizinham, chegou mesmo a colocar simultâneamente na quadra o Ricardinho, o Diece, o César e o Joel!!! Que luxo !!! Com tanta vontade em atacar, o Marcão foi obrigado a algumas defesas de grande qualidade, mas a vitória nunca pareceu estar em perigo, mesmo com uma vantagem curta...

Objectivo (para já): Manter o 2º lugar !!!

Xico Andebol 24 - 28 Benfica


Mau início, rectificado rapidamente, podíamos ter 'matado' o jogo mais cedo, deixámos o Xico acreditar na surpresa, e só perto do fim é que resolvemos a questão... Uma nota para o Pedro Graça que nos últimos jogos 'acordou' para os golos, e para o Candeias que esteve muito bem!!! É agoniante ouvir os relatos dos jogos das modalidades (qualquer modalidade...) do Benfica, na RTP2, principalmente a Norte, não têm vergonha nenhuma (em Braga, em Guimarães, em Espinho, na Maia...), não é novidade, mas saber que são os contribuintes Portugueses que estão a pagar os ordenados a estes aziados Corruptos, 'antis'-Benfica puros, leva qualquer um a perder a compostura...

Estamos em 2º lugar, só falta uma jornada para terminar a 1ª fase, vamos receber o Sporting na Luz, com a vitória esperada, vamos começar a 2ª fase com menos 2 pontos em relação aos Corruptos, que tendo em conta as 'brancas' que esta equipa já teve está época, não é nada mau!!! Por isso mesmo é preciso ter cuidado, o jogo com os Lagartos não vai ser nada fácil, na 1ª volta perdemos e jogámos muito mal, e o ano passado na Luz fomos descaradamente roubados, é que uma derrota do Benfica convém aos Corruptos, porque assim começariam a 2ª fase com 3 pontos de vantagem sobre o Sporting e o Benfica!!!

Isto não é penalti? Não? VÃO-SE *****!!!

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