Últimas indefectivações

sábado, 26 de agosto de 2017

Mundial de Canoagem...

7.º lugar na Final do K1 500m, foi o melhor que a Teresa Portela conseguiu...
Na sessão da tarde, voltou a qualificar-se para a Final A do K1 200m (amanhã), onde não deverá ter hipóteses de lutar pelas medalhas...
Mesmo assim, além da Prata do Fernando Pimenta, a Teresa acaba por atingir duas Finais A, algo que todas as outras embarcações portuguesas falharam... Com o João Ribeiro e a Joana Vasconcelos a ficarem pelas Finais B, tanto no K2 como no K4...!

Comissão de Instruídos da Liga

"Tivesse a Comissão de Instrutores da Liga as devidas preocupações ambientais e, certamente, teria elaborado "um auto de flagrante delito" ao Eliseu por ter andado a queimar gasóleo à tripa-forra na "zona técnica" das cabinas do Estádio da Luz para depois, não contente com a desfaçatez, ter o mesmo Eliseu continuado a queimar gasóleo no relvado do referido recinto em piruetas motorizadas para depois, como se não bastasse, ter-se enfiado com o veículo de duas rodas dentro de um autocarro de quatro rodas – o que é proibido pelo código dos transitários – para, finalmente, o mesmíssimo Eliseu desembocar em mais e maiores emissões de dióxido de carbono em voltinhas na Praça do Marquês causando aquele "alarme social" que varreu o país de lés-a-lés na noite do dia 13 de Maio passado. Fosse a Comissão de Instrutores da Liga uma Comissão de Instruídos da Liga, instruídos naturalmente em questões civilizacionais básicas, e o Eliseu estaria algemado desde a festa do "tetra" pelo horror que causou a uma quantidade de gente alérgica a estas coisas. Mas, infelizmente para o bom nome das competições profissionais no nosso país, existe uma Comissão de Instrutores da Liga mas uma Comissão de Instruídos da Liga é coisa que não existe. Pensem nisso.
Um voo proveniente de Bruxelas aterrou em Lisboa trazendo a bordo um adolescente de 17 anos a quem, presume-se, um dia será confiada a baliza do Benfica. É verdade que os fora-de-série Oblak e Ederson eram muito jovens quando se viram de pedra e cal no onze titular mas nenhum deles era propriamente um "teenager" quando Jorge Jesus, no caso do esloveno, e Rui Vitória, no caso do brasileiro, os fizeram alinhar pela primeira vez na equipa principal. O que pretenderá fazer o Benfica com Mile Svilar até ao momento em que o belgazinho estiver maduro para as altas tarefas da competição no mundo dos adultos? Ou já está? O mais jovem guarda-redes que alinhou alguma vez pelo Benfica em mais de um século de história foi Rui Nereu que se estreou aos 19 anos num jogo da Liga dos Campeões com o Villareal. O "teenager" Nereu substituiu Quim que se lesionou à meia hora do jogo no El Madrigal e fez os 90 minutos inteiros na recepção ao mesmo Villareal porque, à data, Quim continuava inoperacional e Moreira também tinha caído à enfermaria. Não foi nada feliz Rui Nereu nessa ocasião com o Villareal no Estádio da Luz e, desde então, a ideia de guarda-redes adolescentes de águia ao peito sempre horripilou um bocadinho os adeptos. A qualidade excepcional de Oblak e de Ederson ajudou, entretanto, a desfazer o preconceito contra a juventude extrema num lugar de tanta responsabilidade. Confiantes depois destes dois magníficos exemplos do passado recentíssimo, os benfiquistas anseiam agora por ver a alegada qualidade excepcional de Mile Svilar estabelecer um novo marco etário nos registos da casa. Ou isso ou esperar."

O fim dos árbitros

"Nicola Rizzoli, árbitro italiano de 45 anos que já apitou finais de Liga Europa, Champions e Mundial, deu entrevista à Gazzeta dello Sport na qual, analisando os efeitos do videoárbitro em Itália, se socorreu de discurso de preparação geral - do estilo, «toda a gente vai ter de habituar-se» - que me soou, felizmente, ultrapassado pela realidade portuguesa. De resto, pelo menos uma das opiniões de Rizzoli sobre a arbitragem, com todo o respeito, pode ser debatida; diz ele que «o VAR não vai acabar com a importância dos árbitros». Lamento, mas vai. Carl Benedikt Frey e Michael A. Osborne, investigadores de Oxford, publicaram em 2013 The Future of employment: how susceptible are jobs to computerisation?, documento no qual antecipam a probabilidade de desaparecimento de várias ocupações nos próximos 20 anos por força da informatização.
A lista incluiu 702 o sectores de actividade e os árbitros de modalidades desportivas estão no lugar 684, com uma probabilidade de 98 por cento de desaparecerem. Por isso, miúdos, se estão a pensar fazer disto vida, pensem melhor. Há pior do que árbitros, é verdade, como operadores de telemarkting e reparadores de relógios. Enfim, Rizzoli também já está no final de carreira e não vai ser afectado. De resto, a outra profissão dele, a de arquitecto, está no lugar 35 da lista, com menos de um por cento de probabilidade de desaparecer. No que me toca, como jornalista, tenho razões para optimismo, porque repórteres, editores de informação, autores e escritores não estão, dizem eles, em risco. O desporto, mesmo sem árbitros, por cá continuará: treinadores, detectores de talentos, cientistas de treino, nutricionistas e atletas estão bem na lista de Frey e Osborne. Os árbitros, portanto, tal como quem gosta de lhes discutir as decisões nos limites primários da inteligência, é que parecem ter os dias contados. O futuro soa muito bem."

Miguel Cardoso Pereira, in A Bola

Benfiquismo (DLXXII)

Bonito...

Jogo Limpo... Champions e o resto...

Uma Semana do Melhor... Realeza!

Uma questão de vírgulas

"A gravação das palavras de Jorge Sousa não foi aprovada por um Juiz

É injusta, deselegante e discriminatória a pena de três jogos de suspensão aplicada pelo Conselho de Disciplina da FPF ao árbitro Jorge Sousa. Foi-lhe aplicado esta semana o castigo por ter posto na ordem um jogador de futebol dirigindo-se--lhe, é verdade que autoritariamente – mas não é essa a sua função? – em termos isentos de perfídia, isentos de deseducação e de vulgaridade tendo em conta (e foi isto, precisamente, que os doutos juízes e conselheiros da justiça desportiva não tiveram em conta!) que o sobredito cidadão Manuel Jorge Sousa nasceu no Porto. Lá nasceu há 42 anos e lá, no Porto, deve ter sido criado desde o berço pelo que, à luz da Academia da Língua Portuguesa – que não existe mas devia de existir – está o árbitro em questão superior e civilizacionalmente autorizado a proferir a palavra "c……" no princípio, no meio ou no fim da cada frase, como soar melhor, sem que se lhe possa atribuir intenções de ofender quem quer que seja ou de se ofender a si próprio por recorrer a baixezas, a grosserias ou a coisas ainda piores.
A condenação absurda de Jorge Sousa começa logo por incorrer num gravíssimo erro formal. A gravação das suas palavras não foi autorizada por um juiz!!! E, no entanto, já todo o país as ouviu. Ora aqui está o famosíssimo erro formal que, em tempos não muito distantes, serviu para safar das garras da lei uma catrefada de acusados de um outro processo em que o vernáculo era rei e senhor num rol infindo de palavras, de metáforas pecaminosas e de interjeições da mais variada estirpe que nada valeram em tribunal mas que continuam disponíveis no Youtube para os estudiosos destas coisas do linguarejar das nossas regiões.
Ao infeliz Jorge Sousa bastou-lhe uns poucos "c……." para se ver castigado pela FPF que tem sede em Lisboa e está, por certo, contaminada pelos falares de uma Capital de snobes onde as frases mais ouvidas nas suas ruas terminam invariavelmente num horrível "ok" – será por causa dos turistas? – e não em "c……" que sempre é nosso porque é português. Deixem que vos relate um caso que vivi há meia dúzia de anos e que ajudará, espero, a ilibar Jorge Sousa perante a opinião pública. Conversava eu com uma simpática portuense que era professora de Língua Portuguesa no secundário quando, ao trigésimo oitavo "c……" em cinco minutos de diálogo, lhe perguntei sem agastamento mas com curiosidade. "Oh senhora doutora, não serão ‘c…….’ a mais?" E que resposta sublime recebi: "Oh, não ligue, sabe que no Porto ‘c……’ é como se fosse uma vírgula!" E com isto logo se me calou a sobranceria alfacinha. E por isto não posso aceitar o castigo a um árbitro só porque abusou das vírgulas quando utilizava o discurso directo numa acção pedagógica. Liberdade para Jorge Sousa! 

Outras Histórias
Conspirações internacionais
A questão da máquina de lavar não tem importância formal
Uma fonte colocada na Comissão de Instrutores da Liga jurou-nos que a dita Comissão, dando provimento à queixa do director de comunicação do Sporting, acaba de abrir um auto disciplinar ao jornaleco "New York Times", esse bastião lampião a um oceano de distância, por se ter atrevido a escrever erradamente o nome do clube português. Aconteceu que o pasquim elaborou uma maçadora peça jornalística e, a propósito não se sabe de quê, entendeu arrolar o "Sporting Lisbon" a uma quantidade de dislates inspirados na teoria, absurda, de que o nosso país se transformou numa "máquina de lavar dinheiro" de uma antiga colónia. A questão da máquina de lavar não tem importância formal porque sendo coisa singela da área dos electrodomésticos nem sequer é notícia. Já o caso da troca do nome do clube configura, em todo o seu esplendor, uma conspiração internacional que foi prontamente denunciada. Como se dirá ao "jornaleiro" do NYT, e em língua americana, "anda lá o quê, c……!"?."

Eliseu promove instrutores a árbitros

"Sumaríssimo a benfiquista abre precedente perigoso

Na terça-feira será tomada uma decisão sobre o auto de flagrante delito levantado a Eliseu por causa da entrada sobre Diogo Viana no Benfica-Belenenses. Seja qual for a decisão, está aberto um precedente que me parece perigoso. Não está em causa a justiça de um eventual castigo. Esclareço: a ação de Eliseu era passível de expulsão, indiscutivelmente. O problema que se coloca é este: a partir de agora, a comissão de instrutores da Liga (que deu provimento à queixa apresentada pelo Sporting) terá a obrigação de analisar todos os lances que possam ter aquele enquadramento. É claro que há a esperança que os árbitros e os vídeo--árbitros não deixem passar infracções tão graves como a que Eliseu protagonizou, mas a verdade é que há muitas que não são assinaladas ou não têm a merecida acção disciplinar. Logo, todas essas podem ser reclamadas. Cria-se, pois, a oportunidade para que os clubes façam mais queixas e os ‘juízes’ das comissões e dos conselhos sejam confrontados com a necessidade de avaliar situações de jogo que não foram observadas pelos árbitros ou às quais estes tenham feito vista grossa.
Convenhamos, não deveria ser essa a sua função. Quando há dez anos o sumaríssimo foi regulamentado, estabeleceu-se um critério: partindo do princípio que todos os lances de disputa de bola teriam, obrigatoriamente, de ser vistos pelo árbitro (e, como tal, julgados), apenas aqueles que escapavam à sua visão poderiam cair na alçada do sumaríssimo. Nesta sua nova ‘vida’, parece-me que seria aconselhável recuperar esse critério.
(...)"

Foi péssimo o sorteio

"A vantagem do Sporting é ninguém acreditar num apuramento, a desvantagem do Benfica é todos lhe exigirem esse apuramento.

O Benfica fez contra o Belenenses uma exibição convincente, venceu por números que podiam ser bem mais expressivos, tantas bolas foram aos postes e tantos lances de ataque com perigo teve a partida. Gostei do jogo e do que ele significou em entregue e compromisso. Em Vila do Conde tudo será diferente, o adversário lidera, ainda não tendo perdido pontos. O Rio Ave é, até agora, o mais sério candidato a acabar junto aos grandes no fim da época. Vamos ter amanhã. Excepção feita aos clássicos, é o jogo mais difícil de toda a época.
No empréstimo de Carrillo aos ingleses ganham todos. Ganha o Watford um bom jogador, ganha Carrillo uma oportunidade com um excelente técnico que já o treinou, e ganha o Benfica a possibilidade de lançar mais vezes Zivkovic (um prodígio) e Rafa, e vir ainda a fazer um encaixe de muitos milhões, com a valorização de um activo no melhor campeonato do mundo. Este negócio é daqueles que agrada a qualquer adepto.
Na Liga dos Campeões só um Benfica em permanente superação pode aspirar a fazer algo que fique na história, e, por isso, mais importante que um bom sorteio, são grandes exibições na europa do futebol. Exibições na linha do pergaminho com que o Benfica foi apresentado ontem no sorteio - «o Benfica duas vezes vencedor da competição, do grande Eusébio» - podem fazer sonhar com uma qualificação muito difícil. Bastava não ter apanhado o CSKA do pote 4 para ter sido um bom sorteio, qualquer dos outros adversários era bom, pois saiu o único que nos estragava a sorte. O Benfica está num grupo onde os dois campeões europeus têm ligeiro favoritismo, mas isso precisa de confirmação em campo porque o CSKA está muito forte e estes suíços são especialistas em surpresas. Porto, com um grupo equilibrado, e Sporting, sem sorte possível (pote 4), vão também lutar pelas suas possibilidades estatísticas. A vantagem do Sporting é ninguém acreditar num apuramento, o que faz baixar as expectativas, a desvantagem do Benfica é todos lhe exigirem esse apuramento. Para mim, foi péssimo o sorteio, pois queria ir a Baku ou Nicósia, mas as bolas de Totti e Shevchenko não deixaram. Eu que fui fã de ambos, não lhes perdoo a desfeita.
Pior é o ainda longínquo 31 de Agosto, que faz com que hoje ninguém saiba quais os plantéis de que se disporá até ao fim do mercado. Meditem nas regras de um futebol onde amanhã, por exemplo, o milionário dono do Man. City pode ir comprar os melhores jogadores dos adversários que ontem lhe caíram em sorte. Justo? Não."

Sílvio Cervan, in A Bola

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Jonas

"Todos nos lembramos da primeira intervenção de Jonas ao serviço do Benfica: Um cabrito a um arouquense. Com o nulo ao intervalo, o brasileiro estreou-se na Luz, o tal que, na demanda insaciável dos nossos adversários por nos verem falhar, mas também por parte de benfiquistas pessimistas militantes, logo lhe havia sido colocado o rótulo de reformado. Não foi mau como cartão-de-visita, porém não se ficaria por esse lance genial numa partida em que o 0-0 teimou até aos 75 minutos. Uma assistência brilhante, que acabou por não o ser devido à inépcia de um colega, e a finalização, plena de oportunidade, que nos deu o 4-0 no ocaso da partida, acalentaram-nos a esperança no acerto da sua contratação. No jogo seguinte, um hat-trick na Covilhã. E, na primeira época em Portugal, apesar do começo tardio para Jonas, só não se sagrou melhor marcador do campeonato porque, inexplicavelmente, Jackson Martinez beneficiou da atribuição de dois golos que não foram da sua autoria (no Restelo e no Bessa).
Desde então Jonas firmou-se como o melhor jogador da nossa equipa, e mesmo na época passada, em que passou largos períodos ausente por lesão, acabou por ser fundamental na conquista do título. 
Jonas usa o relvado para expor a sua arte, perfomativa porque parte do diálogo com a bola para transformar a seu favor o contexto em que se vê inserido. Vê-lo jogar é ter a oportunidade de confirmar que o futebol é mais fácil do que parece, mas só para alguns, os poucos que, como o Jonas, adivinham os lances e os executam independentemente do grau de dificuldade.
E o resto são golos, muitos golos, 90 em competições oficiais, o 22.º melhor de sempre do Benfica em pouco mais de três anos."

João Tomaz, in O Benfica

Ai, o trabalho!

"Na semana que agora acaba, algumas pessoas ficaram chocadas com a linguagem de um árbitro de futebol durante um jogo da segunda divisão. Parece que o vernáculo utilizado foi excessivo, dizem. Esta gente indignada exige consequências. Querem ver o árbitro castigado e parece que também estão interessados num pedido de desculpa porque o juiz terá mandado o guarda-redes de uma das equipas para o trabalho. Para o trabalho dele, que era defender um livre.
Esta é a gente que não se indignou quando o actual presidente da Liga de Clubes validou um lance em fora de jogo que permitiu ao FC Porto chegar a um campeonato. São os mesmos que vêem vapor onde se fala de cuspo e que não se importam quando o presidente do seu clube se refere ao aniversário da colectividade que dirige como se de uma meretriz se tratasse. Ou quando a mesma personagem manda para um sítio malcheiroso aqueles que não pensam como ele. Ou quando um determinado director de comunicação castigado vai para o Facebook marrar no vermelho.
São estes indignados do trabalho (de Jorge Sousa) que pensam que são diferentes. Não se chocam com comentários mal-intencionados de dirigentes da Liga em relação ao Sport Lisboa e Benfica. Não se chocam com a utilização abusiva de informação pessoal recolhida de forma ilegal. Não vertem uma lágrima - nem de crocodilo, nem de osga ou de lagarto - pelas figuras tristes que fazem todas as épocas nas competições europeias, mas não conseguem conter a avalancha verbal quando ouvem um árbitro a tratar um jogador de forma mais agressiva.
Nem imagino o que diriam estes indignados se um jogador do seu clube mandasse o treinador da sua equipa tomar no... um copo, tomar um copo."

Ricardo Santos, in O Benfica

O Pistolas

"Quando chegou ao Benfica a custo zero, já entradote, e deixando a Liga Espanhola pela porta dos fundos, poucos imaginaram estar perante o jogador de eleição que hoje todos conhecemos.
Cedo mostrou ao que vinha. Logo na estreia a titular anotou um hat-trick em jogo da Taça de Portugal disputado na Covilhã. Não mais parou de nos encantar com maravilhas, toques de mágica, dribles, assistências e golos, muitos golos.
3 campeonatos, 1 taça, 2 taças da Liga e 3 supertaças depois, Jonas é hoje figura cimeira deste Benfica ganhador, e nem a grave lesão da temporada passada lhe retirou o brilho.
Não se trata apenas de um bom jogador. Ele é, presumivelmente, o melhor jogador do Benfica do século XXI. Junta a classe de Pablo Aimar à eficácia de Cardozo, e a magia de Di Maria, à regularidade de Simão Sabrosa. É um craque dos pés à cabeça, e um privilégio para os benfiquistas poderem tê-lo por cá, desfrutando do seu futebol semana a semana.
Com 90 golos à entrada da sua quarta época na Luz, vai batendo uns recordes, e ameaçando outros. Na jornada passada foram mais três (... e meio, pois aquele chapéu ao poste não merecia ficar a zeros).
Mesmo sabendo que a estrutura profissional do nosso clube permite à generalidade dos atletas apresentar um rendimento bem mais elevado do que mostram noutras paragens, não deixa de ser intrigante como Jonas chegou a 'trintão' sem que os grandes colossos do futebol europeu reparassem no seu potencial. Este Jonas, com 20 anos, não teria preço.
Com contrato até 2019, tudo indica que poderemos deliciar-nos com o craque brasileiro por mais dois anos.
Aproveitemos."

Luís Fialho, in O Benfica

Ignorá-los. Olimpicamente.

"Uns há que, comprando atletas Às furgonetas com que foram enchendo a despensa em três épocas seguidas e exaurindo-se nas ilusões e promessas do costume, se aproximam agora, cada vez mais, do inevitável abismo financeiro; outros há que, anos a fio enrolados em sucessivas embrulhadas de gestão económica e desportiva, hoje estão pendurados na vergonhosa forca da falta de fair play.
No clube do Campo Grande, apesar da necessidade e de desesperados esforços, não estão a conseguir colocar no primeiro mercado das grandes ligas europeias um só que seja dos monos e dos 'campeões' em causa alheia que lhes estão a esvaziar o cofre, tornando ainda mais etérea a nuvem da fantasias.
Em Contumil, por seu turno, socorrem-se dos restos de um passado império estruturado sobre as estacas de corrupção e de paroquiais vanglórias, para tentar apanhar o comboio de uma inalcançavel modernidade e, com o objectivo de esconder as verdadeiras misérias, dedicam-se a outrora impensáveis pactos com o diabo.
Estão mesmo parecidos uns com os outros, no acasalamento de conveniência. Ganharão alguma coisa com isso? Creio que não. E o que nós temos de fazer é continuar a ignorar olimpicamente os seus problemas e a fortalecermo-nos antes, com segurança dos nossos projectos, com a inteireza dos nossos critérios e com a alegria das nossas vitórias. Que nunca nos falte nem a objectividade, nem o realismo. E, mesmo perante a constante deslealdade dos nossos piores adversários, quanto mais humildes formos - como os nossos atletas, técnicos e dirigentes estão a ser em todos os desafios que disputam -, mais certamente prosseguiremos no fantástico caminho das vitórias que vivemos e que representam o histórico desígnio do Benfica."

José Nuno Martins, in O Benfica

O desafio!

"O tão esperado sorteio da Champions já cria emoções mesmo antes de se jogar. É o sinal da melhor competição do planeta!

O mais ingrato é mesmo o grupo do FC Porto de entre todos os que ontem foram sorteados pela UEFA, no sempre conveniente e apropriado cenário do Mónaco, com vista à competição da fase mais dura e competitiva da Liga dos Campeões. Pode o grupo do FC Porto não ser - como não é - o grupo mais difícil, evidentemente, mas tem todo o ar, na verdade, de ser o mais ingrato. Será, porventura, a maneira mais crua de olhar para ele.
Ter por parceiros as equipas do Mónaco, Besiktas e Leipzig é muito enganador. Se teoricamente parece um grupo mais acessível, ao mesmo tempo sugere poder tornar-se terrivelmente equilibrado. E tramado. E do ponto de vista do impacto, sempre com muito menos glória. Seguir em frente, cheira a normal; falhar a qualificação parecerá fracasso.
Olhemos para o caso do Sporting. Grupo dificílimo, com dois adversários do lote das mais fortes equipas da Europa, como são claramente Barcelona e Juventus. Se o Sporting passar num grupo destes (e pode e deve sonhar consegui-lo)... glória, glória, aleluia! Se não passar, ninguém poderá, no seu perfeito juízo, exigir explicações.
No caso do FC Porto, não, no caso do FC Porto a expectativa é a de ver a equipa de Sérgio Conceição seguir para os oitavos de final, porque tirando o surpreendente Mónaco do nosso Leonardo Jardim, o FC Porto tem de ser naturalmente mais forte do que Besiktas e Leipzig. O problema, porém, é mesmo o... naturalmente. Mas qual naturalmente?!
No grupo do FC Porto, tanto se pode ser primeiro como quarto. É um perigo. E é muito difícil fazer contas.
O Besiktas, por exemplo, do ex-portista Quaresma e, agora, também do antigo portista Pepe, é uma equipa muito imprevisível, como aliás o são a generalidade das equipas do futebol turco. Tão depressa jogam oito como oitenta. Lembram-se, faz um ano em Novembro, como o Besiktas se viu a perder em casa com o Benfica por 3-0, e na segunda parte chegou a 3-3?! Pois é exactamente sobre isso que falo.
É ainda importante lembrar o inferno que é jogar na Turquia, onde o fanatismo dos adeptos facilmente contagia a equipa da casa e a leva a superar-se, inúmeras vezes, muito para lá do talento e capacidade que tem. É normal uma equipa turca jogar em casa o dobro do que realmente vale. E percebe-se porquê.
O Leipzig não tem história, não tem peso, não tem nomes sonantes. Há meia dúzia de anos andava pela quinta divisão alemã, ou coisa que o valha, e portanto parece ter tudo para não ser considerado um adversário de respeito. Mas é. Porque ninguém chega a vice-campeão alemão por acaso. E foi o que o Leipzig conseguiu logo no ano de estreia na Bundesliga.
Falta o Mónaco; estará mais fraco do que na época passada? No papel, sim, estará. Perdeu Mendy, Bakayoko e Bernardo Silva e não pode, por isso, estar mais forte. E não se sabe ainda se ficará ou não com o prodigioso Mbappé, talvez o mais desejado dos europeus.
Mas se está ou não o Mónaco mais fraco, logo se verá. Pelo sim, pelo não, o melhor é não fiar.
E, portanto, pode realmente o FC Porto considerar-se no mais ingrato dos grupos. Aspira no prémio laranja mais pode também tocar-lhe o prémio limão. Com a agravante, repito, de um eventual sucesso nunca ser visto como um grande sucesso, e um eventual desaire poder ser enorme desilução!

Quanto ao Benfica, o sorteio não foi bom mas podia ter sido pior. O Manchester United que José Mourinho está, de novo, a transformar aos poucos numa grande equipa de futebol, parece destinado a ganhar o grupo, estando muito provavelmente o Benfica destinado a poder lutar apenas pelo 2.º lugar. Mas o futebol, admitindo previsões, não admite certezas. E os benfiquistas não esquecerão que, em 2006, o Benfica de Ronald Koeman deixou pelo caminho um grande Manchester United de sir Alex Ferguson, então com Cristiano Ronaldo e companhia. Acontece de vez em quando? Talvez. Mas acontece.
É por isso que pode e deve o Sporting sonhar, mesmo tendo de enfrentar esses tubarões de Espanha e Itália. O problema pode é ser outro: querer o Sporting dar tudo por tudo na Champions e poder isso sair-lhe caro na Liga portuguesa, como, em parte, sucedeu na época passada, depois da frustração de Madrid.
Jesus sabe o que isso significa. E saberá, certamente, pôr cada coisa no seu lugar. Para não perder tudo.

Não haverá muitas maneiras de olhar para o caso que acaba de condenar o árbitro Jorge Sousa a um inédito castigo de três jogos de suspensão, por ter sido considerado «incorrecto e menos educado», como manda o regulamento, o modo como Jorge Sousa se dirigiu ao guarda-redes da equipa B do Sporting, o jovem sérvio Vladimir Stojkovic, sobrinho de um antigo guarda-redes que serviu a equipa principal dos leões na primeira década deste século.
Jorge Sousa, realmente, excedeu-se pelo que nos mostram as imagens televisivas do jogo que opôs o Sporting B ao Real Sport Clube, na jornada do último fim de semana da Segunda Liga.
Jorge Sousa não se excedeu pela linguagem; excedeu-se pela forma agressiva como se dirigiu ao jovem leão. É verdade que não sabemos o que disse Stojkovic ao árbitro. Mas seja o que for que lhe tenha dito deveria Jorge Sousa ter tido o cuidado de reagir de outro modo.
Podia até ter usado a mesma linguagem se tivesse tido atitude menos agressiva.
O que Jorge Sousa fez foi abrir a porta a diferentes interpretações; ficou demasiado exposto à crítica e à censura; permitiu a indignação, por se tratar do árbitro, que é o juiz, e tem por isso mais responsabilidade pedagógica no jogo e mais obrigação de seguir conduta de comportamento.
Mas daí a castigá-lo com 3 jogos de suspensão devia ter ido, na minha opinião, mais distância do que a que acabou por ver-se. Porque abre precedente e faz jurisprudência. Ou seja, a partir de agora, como já pediu, e bem a Comissão de Arbitragem, deve equiparar-se as penas a todos os casos semelhantes de má conduta, comportamento incorrecto e não educado e linguagem imprópria. Santos deus, onde isto nos levará...
E já agora, repararam na rapidez que se castigou o árbitro? Jorge Sousa portou-se mal no sábado e na terça já tinha a corda ao pescoço. Extraordinário.
Não me lembro, no futebol português, de alguém ter sido castigado tão depressa. Foi por ser árbitro?
Haja vergonha.

PS: Cristiano Ronaldo ganhou mais uma fantástica distinção. Só podia. Voltou a ser o maior!"

João Bonzinho, in A Bola

PS: O Bonzinho já não se lembra do castigo ao Rui Vitória o ano passado, após a Meia-final da Taça da Liga...!!!

Silêncio ou protesto?

"Nos últimos dias assistimos a vários episódios, futebolísticos e extra-futebolísticos, que mereciam comentário e análise profunda. A discriminação, seja racial, sexual, religiosa ou de qualquer outra forma que não respeite os mais elementares direitos humanos, deve ser denunciada e condenada. Trata-se de Charlottesville, com radicalismos que não deveriam ter cobertura presidencial, ou do poder absoluto em alguns Estados, da Coreia do Norte à Venezuela, passando por muitos outros, sem condenação efectiva pelos Estados democráticos. Também o terrorismo, agora em Barcelona, mas efectivamente em todo o Mundo, não pode ter solução se não se entender que esta tem que ser encontrada nos Países de origem.
Contudo, em Portugal, a semana foi interessante, e não falo do VAR. O destaque político vai para a revelação pública das preferências sexuais feita pela Secretária de Estado da Modernização Administrativa em entrevista ao DN. Foi a primeira vez, que me lembre, que uma mulher política assumiu a sua homossexualidade. Não tinha que o fazer, mas ao fazê-lo deu um passo importante para a mudança de mentalidades.
No futebol, quero destacar dois processos. Jorge Sousa e Vasco Seabra. Ambos por palavras proferidas. Um durante o jogo, outro no pós jogo. Entendo os dois, e penso que a maioria dos profissionais de futebol também entende. Julgar fora do contexto é muito fácil. Viver aqueles momentos é muito difícil. A reacção a palavras que nos são dirigidas ou a uma faixa inexistente que nos penaliza fortemente, é algo que já nos aconteceu a todos. A verdade é que ninguém quer saber do que se passou antes para nos penalizar pela reacção.
Que ninguém se ria, porque com tanta tecnologia em redor do terreno de jogo somos todos candidatos a sermos apanhados um dia destes na malha da «reacção espontânea». Se o silêncio não é a solução, o protesto tem que ser pensado."

José Couceiro, in A Bola

Europa do futebol já andou à roda

"Portugal vai participar, sem surpresa, com cinco equipas na fase de grupos das competições europeias. O Sporting e o SC Braga cumpriram a obrigação de eliminar romenos e islandeses e o Marítimo não conseguiu ser a surpresa desejada caindo aos pés de um Dínamo Kiev com mais bagagem.
Hoje anda à roda para SC Braga e V. Guimarães, na Liga Europa e ontem a sorte não foi nada meiga com o Sporting - parte com um horizonte limitado pelo facto de estar no mesmo grupo de Juventus e Barcelona, assomando os dezasseis avos da Liga Europa como o objectivo mais tangível, em compita anunciada com o Olympiakos - enquanto o Benfica e FC Porto caíram em grupos em que tudo é possível, do acesso directo à fase a eliminar da Champions, até aos adeus prematuro.
Para quem ainda não deu conta, está é a última época para as equipas portuguesas no primeiro mundo da Champions. Na próxima época apenas o campeão nacional acederá à Liga Milionária directamente, enquanto que o segundo classificado irá à terceira pré-eliminatória e o terceiro rumará à Liga Europa. Para inverter esta situação, subindo no ranking, é preciso que os nossos representantes na Champions estejam à altura das responsabilidades (o que é cada vez mais difícil, em função do fosso que se agrava entre os clubes dos Big Five e os restantes...) e que, também, o SC Braga regresse a um nível que mostrou há meia dúzia de anos e o V. Guimarães dê um salto qualitativo na Europa, que é difícil de antecipar. Vida difícil pois, nesta UEFA onde os ricos são cada vez mais ricos e os pobres estão, a cada momento que passa, mais distantes..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Alvorada... do Rui

Benfiquismo (DLXXI)

E ainda se ri...!!!

Aquecimento... pós-sorteio

Champions 2017/18

Grupo A:
Manchester United
Basileia
CSKA Moscovo


10 Set: Benfica - Portimonense - Sábado
12 Set: Benfica - CSKA - Terça-feira
17 Set: Boavista - Benfica

24 Set: Benfica - Paços Ferreira
27 Set: Basileia - Benfica - Quarta-feira
01 Out: Marítimo - Benfica - Domingo

15 Out: Taça de Portugal
18 Out: Benfica - Man. United - Quarta-feira
22 Out: Desp. Aves - Benfica
25 Out: Taça da Liga
29 Out: Benfica - Feirense
31 Out: Man. United - Benfica - Terça-feira
05 Nov: V. Guimarães - Benfica - Domingo

17 Nov: Taça de Portugal
22 Nov: CSKA - Benfica - Quarta-feira
26 Nov: Benfica - V. Setúbal
29 Nov: Taça da Liga
3 Dez: Corruptos - Benfica
5 Dez: Benfica - Basileia - Terça-feira
10 Dez: Benfica - Estoril Praia
13 Dez: Taça de Portugal

Ao contrário do que pode parecer o Sorteio foi madrasto!!! Mais do que os nossos adversários o Calendário 'encaixou' muito mal no Calendário interno! Aliás, já esperava que assim fosse! Cada vez tenho a convicção mais forte que o 'sorteio' da Liga, foi 'encomendado'!!! Feito, para lixar o Benfica...
Com as datas da Taça da Liga e da Taça de Portugal pelo meio, tudo justificado pelo termino prematuro da Liga, devido ao Mundial no final da época, vamos ter uma 1.ª metade da época terrível...

Em relação aos nossos adversários, 'repetimos' praticamente o nosso grupo de 2011/12 !!! Só 'trocámos' o Otelul pelo CSKA:
- No Pote 2 não havia muito por onde escolher, calhou o Man United! Ao contrário de alguns Benfiquistas, não queria o Sevilha, além de financeiramente ser um 'mau' adversário, desportivamente é tão complicado como os outros!!!
Com Matic e Lindelof de 'regresso' (também 'gostava' que o Rojo jogasse...!!!) à Luz, vamos defrontar um adversário que aposta tudo na capacidade física!!! Muito dinheiro para comprar jogadores... que individualmente podem disfarçar as insuficiências colectivas!!! Pessoalmente julgo que a equipa de Mourinho é pouco inteligente a jogar, principalmente a defender (vários jogadores com IQ futebolistico baixo...),  e daí a inadaptação do Lindelof (!!!), mas compensa tudo, com muita força e muita velocidade... Sem reforços para a nossa defesa, será muito complicado jogar contra o Man United! E como é óbvio já sabemos como o Mourinho vai tentar anular o Benfica: marcação individual ao Pizzi, a dar forte e feio...!!!
- No Pote 3, o Basileia era um dos meus preferidos (juntamente com o Anderlecht). Viagem relativamente curta, muitos Benfiquistas presentes, e desportivamente uma equipa ao nosso alcance... Era importantíssimo evitar Nápoles, Tottenham, Roma e Liverpool... e evitar as viagens a Atenas ou a Istambul.
O Basileia tem uma boa equipa, habituada a ganhar internamente, alguns jogadores interessantes (contratou o Van Wolfswinkel!!! E já estava o Janko...!!!), mas temos tudo, para na última jornada na Luz, em caso de necessidade, carimbar a passagem aos Oitavos!
- No Pote 4, 'pior' que o CSKA só mesmo o Leipzig!!! Além da questão desportiva, ainda temos a viagem a Moscovo!!! O CSKA parece-me mais fraco do que o ano passado... mas é uma equipa com jogadores experientes... Muito cuidado para a 1.ª jornada na Luz: as equipas Russas por norma entram na Champions fortes, ainda me recordo daquela derrota com o Zenit na Luz, que nos complicou toda a participação nessa época...!!!

Em relação ao 'tal' Calendário muitos problemas:
- Logo na 2.ª jornada da Champions, jogamos na Suíça na Quarta-feira, e vamos ao Funchal no Domingo! O jogo tem que ser no Domingo, não pode ser adiado, porque logo a seguir temos jogos das Selecções! E com a eliminação do Marítimo hoje na Liga Europa, vamos defrontar uma equipa 'descansada', e com uma estratégia defensiva 'manhosa', tal como aconteceu o ano passado...
- A sequência 3.ª e 4.ª jornada, da Champions vai ser uma complicação! Vai começar com a Taça de Portugal, provavelmente o Benfica vai antecipar o jogo para Sexta ou mesmo Quinta, abdicando dos jogadores Internacionais (vai depender do Sorteio)! Depois temos o Man United na Luz, à Quarta, e vamos à Vila das Aves ao Domingo, já que a meio da semana vamos ter a 1.ª jornada da Taça da Liga (provavelmente com uma rotação completa...!!!). Na jornada seguinte do Campeonato, recebemos o bem treinado Feirense, no Sábado (se calhar numa Sexta... adivinhando a tal rotação na Quarta anterior na Taça da Liga, porque na Terça seguinte jogamos em Old Trafford... Tudo isto vai terminar, no Domingo seguinte (espero que seja mesmo Domingo) em Guimarães!!!
- A sequência da 5.ª e 6.ª jornada, será mais uma 'complicação'!!! Provavelmente uma complicação ainda maior: porque pelo meio vamos ter um Corruptos-Benfica!!!
Tudo vai começar novamente com a Taça de Portugal, dependendo do Sorteio se calhar o jogo será novamente antecipado, com o Benfica a 'abdicar' dos Internacionais... Porque logo a seguir, vamos a Moscovo na Quarta-feira... O regresso do 'frio' será com o complicadíssimo Setúbal na Luz (equipa chata...), provavelmente Domingo, porque na Quarta seguinte, temos a 2.ª jornada da Taça da Liga. Suspeito que este jogo da Taça da Liga vai ser adiado para a altura do Natal!!! É que o Corruptos-Benfica, deverá ser jogado na Sexta-feira, porque na semana seguinte as duas equipas vão ter a 6.ª jornada e provavelmente decisiva da Champions!!!
Resumindo, uma enorme complicação, com o Benfica a jogar fora de casa, após 5 das 6 jornadas da Champions (exactamente o inverso dos Lagartos)! Repito: 'encomenda'!!!

Grupo B
Bayern Munique (Alemanha)
Paris Saint-Germain (França)
Anderlecht (Bélgica)
Celtic (Escócia)

Grupo C 
Chelsea (Inglaterra)
Atlético Madrid (Espanha)
Roma (Itália)
Qarabag (Azerbaijão)

Grupo D
Juventus (Itália)
Barcelona (Espanha)
Olympiacos (Grécia)
Sporting

Grupo E
Spartak Moscovo (Rússia)
Sevilha (Espanha)
Liverpool (Inglaterra)
Maribor (Eslovénia)

Grupo F
Shakhtar Donetsk (Ucrânia)
Manchester City (Inglaterra)
Nápoles (Itália)
Feyenoord (Holanda)

Grupo G 
Monaco (França)
FC Porto
Besiktas (Turquia)
RB Leipzig (Alemanha)

Grupo H
Real Madrid (Espanha)
Borussia Dortmund (Alemanha)
Tottenham (Inglaterra)
Apoel Nicósia (Chipre)

A Champions está cada vez mais previsível. As equipas que chegam às fases adiantadas, são quase sempre as mesmas! As minhas dúvidas este ano, estão directamente ligadas com o 'dinheiro': será que PSG ou Man City vão finalmente intrometer-se na 'luta'?!!!
No Grupo B, temos um grupo típico, com duas equipas fortíssimas (Bayern, PSG) e duas equipas que vão 'lutar' pela 'despromoção' para a Liga Europa! Aposto no 1.º lugar do PSG e no 3.º lugar do Anderlecht (mesmo com o péssimo terrível de época dos Belgas no campeonato).
No Grupo C, a Roma vai tentar intrometer-se no Chelsea e no Atlético de Madrid, mas muito provavelmente os Italianos vão parar à Liga Europa...!!!
No Grupo D. mais um grupo típico, Juventus e Barça muito fortes (mesmo com todos os 'problemas' em Barcelona) e os Lagartos a lutarem com o Olympiakos pelo 3.º lugar. Dou algum favoritismo aos Lagartos, porque os Gregos baixaram muito o seu nível competitivo nas últimas 2 épocas!
No Grupo E, Sevilha e Liverpool vão passar... com o Spartak e o Maribor a lutar pelo 3.º!
No Grupo F, Man City e Nápoles são os favoritos, o Paulo Fonseca com o Shakhtar vai jogar 'bonito' mas vai falhar na hora decisiva... e vai acabar a lutar pela Liga Europa com o Feyennord!
No Grupo G, os Corruptos voltaram a ter 'sorte', mas não tanta 'sorte' como o ano passado!!! Também era difícil...!!! Para mim o Leipzig, mesmo sem 'experiência' vão ganhar o grupo, com o Mónaco a ser uma incógnita completa depois de todas as 'vendas'! Suspeito que o Leo Jardim internamente vai conseguir manter bons resultados internamente, mas na Champions vai ser complicado... Os Turcos parece-me que estão mais fracos do que o ano passado, mas nos jogos em Istambul vão complicar... Resumindo, parece-me o grupo mais 'equilibrado' com as 4 equipas, a poderem terminar nas 4 posições!!!
No Grupo H, 3 equipas fortes, mas com o favoritismo para os habituais Real e Borussia (mesmo com o habitual Real mais relaxado na fase de grupos), a falta de experiência/ingenuidade do Tottenham deverá ser fatal...!!!

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Robert Enke's widow on his 40th birthday: 'We are trying to break the stigma of mental illness in football'

"Teresa Enke is certain what her late husband Robert would be doing now were he still alive: coaching goalkeepers at Benfica and living in Lisbon with his family where some of the happiest times of his life were spent.

Robert Enke was a Germany international, 32 years old, and in contention to be his country’s No 1 at the 2010 World Cup finals when, on Nov 10, 2009, he took his own life – a death that was shattering for German football, and front page news around the world. He was a devoted husband and father to two daughters, one of whom had died at two from a heart condition, and his death left family and team-mates bereft at the loss of a kind, principled man who suffered two bouts of severe depression in his life, the second proving fatal.
Thursday would have been Robert’s 40th birthday and it is for that reason Teresa has agreed to speak, because his death has been a key factor in changing perceptions about mental health in professional football. At one point in our conversation Teresa searches for the right word in English to describe how she sees Robert’s legacy for all those who suffer mental illness, and she alights on “martyr” – a strange choice, she confesses, but in some ways it feels right.
What followed Robert’s death was an attempt to make sense of his illness which he had kept secret from all but a small circle. The result was one of the most remarkable sports books ever written, by Robert’s friend the German journalist Ronald Reng, with whom he had planned to write a revelatory autobiography post-retirement. In the end, Reng pieced together Robert’s life from his diaries and from interviews with family, friends and team-mates. “A Life Too Short: The Tragedy of Robert Enke”, published here in 2011 and which won the William Hill sports book award, stands as the definitive work on mental illness in football.
The Robert Enke Foundation has now established a network of psychiatrists across Germany which players can use anonymously and access therapy within days of presenting symptoms of depression. Reng goes into clubs to talk to footballers about mental illness along with Martin Amedick, the former Bundesliga defender who has been open about his struggles with depression. The foundation also raises money for children with heart problems in memory of the Enkes’ first daughter Lara, who was born with a heart defect, and died in 2006.
Last month Teresa was invited to meet the Duke and Duchess of Cambridge in Berlin during their Germany tour and discuss mental illness, part of the Heads Together campaign to challenge the stigma of mental health and support those needing help. “I was very nervous to speak to them, but it was an amazing day,” Teresa says. “The Royals were very well-prepared and interested in my history and in the foundation. For me, it was unforgettable.”
As a consequence she says that the Foundation have been invited to work with the Premier League on mental health in a formal partnership. The problems suffered by Aaron Lennon, sectioned under the mental health act in May, and Telegraph Sport’s subsequent investigation into mental illness in sport, have revealed a widespread problem, often unspoken. In Germany, Teresa has seen huge shifts in attitude towards the illness, with coaches on German Football Association (DFB) courses now taught how to spot it in players.
“The main job of the foundation is to break the stigma and show everybody that mental illness is something that can be cured,” she says. “The most important thing is to break the taboo around talking about it and admitting that you have a problem.”
“A Life Too Short” goes deep into the psyche of a professional footballer, and chronicles Robert’s first serious bout of depression in 2003 when he arrives at Barcelona aged 24, his stellar career having taken him from his hometown club of Carl Zeiss Jena to Borussia Monchengladbach, Benfica and then on to the Nou Camp. There are warnings along the way – when he signs for Benfica he immediately tells his agent and friend Jorg Neblung that he wants to leave – but in Spain the problems become much deeper.
He is left out the team in favour of the 20-year-old Victor Valdes and then comes in for a cup tie against third tier opposition which goes disastrously – Barcelona lose and he barely plays again. A loan spell at Fenerbahce is aborted after one game in which Robert freezes and then depression takes grip. But he rebuilds his life and his career with the support of Teresa and others, coming back at Tenerife, moving to Hannover 96 where he is made captain and finally makes his Germany debut in 2007 before, with dreadful cruelty, the depression returns two years later.
The book features some of the famous names who have graced English football. There is the young Benfica coach Jose Mourinho whom Robert loves playing for and almost teams up with again at Porto. There is the coldness of Louis Van Gaal’s Barcelona regime and Frank de Boer, now the Crystal Palace manager, bawling out Robert on the pitch during the shock cup defeat. At Hannover he becomes friends with a young Per Mertesacker, and meets Thomas Christiansen, now Leeds United manager.
In the summer of 2001, Robert had a phone-call from Sir Alex Ferguson. Reng, dogged in his pursuit of the truth, persuaded the old Manchester United manager to confirm that the club offered Benfica £3.5 million and proposed that Robert would first to be understudy to Fabien Barthez and then take over. Never wanting to be a No 2 again, Robert declined.
The book is also a love story, that of Robert and Teresa, through the loss of their daughter Lara, the adoption of Leila, now eight, and their struggle against his depression. It is impossible to talk about Robert without asking Teresa about her own life post-2009.
“I have a beautiful life and I am happy and grateful for what I have and what I have created,” she says. “I have the everyday pleasures and of course the problems of normal life. I enjoy my life with Leila. We have many people around us and I look forward to the work I do with the foundation. Leila is doing well at school.
“I am very grateful for the time I had with Robbi and I have learned to be happy with what I had and not to be sad. I want to say that Robbi is a martyr … is that the right word? I want to be the one to give a sense to what happened in the past. To help charities help people out there day-to-day.
“In football, life has changed a lot. Now in Germany the coaches are aware of the topic of mental illness and the players can talk to them about their problems. It is the first step and it is important to talk about it and not to stay alone with the illness. It is not a shameful thing to have it. We want them to use the network that we have created at the foundation.”
No-one can say with certainty why depression strikes and a cursory glance at Robert’s career pre-November 2009 would suggest a man who had conquered the worst. He had nursed a chronically ill child, and seen her die, while supporting his wife and establishing himself as arguably the Bundesliga’s leading goalkeeper. He had overcome the illness that hit him in 2003, was named as one of the three goalkeepers in Germany’s Euro 2008 squad, and came back from the fracture of a scaphoid bone in his hand – a serious injury for goalkeepers.
The Foundation is trying to educate all aspects of football, including fans, about mental illness. “The book has shaken many people deeply,” Teresa says, “and also given them the hope of a happy ending despite our history. A lot of people tell me that when they read the book they hope for a happy ending, even though they know what happened.”
And, yes, there is also the issue of how the media treats mental illness. There was intense debate in the German press about who would succeed Jens Lehmann as the national team's goalkeeper and, for his own reasons, Robert was desperate to keep his depression a secret, even when it caused him to pull out of internationals in the months before his death. “It would help,” says Teresa, “for there to be less excitement about it. For the media to see depression the same way they see a torn cruciate ligament – as something that can happen to anyone.”
The illness returned to Robert with a vengeance and on the morning of Nov 10, he bid his family farewell, telling Teresa he had two training sessions at Hannover on a day when none were scheduled. He even took a phone-call from Reng around midday. Like many who take their own lives it is thought that the calmness of his final days came from a distorted belief that he had found a solution to his illness. Robert had left a note and is believed to have driven around all day; then, at 6.15pm, he walked in front of a regional express train going through the town of Eilvese.
Reading the book again in preparation for this interview, and then speaking to Teresa – by phone, in the end, because of holiday schedules – it is hard not to be struck by the humanity of this woman, who lost a child and then a husband. To marvel at the wisdom she has accumulated and that, after all she has been through, her simple hope is that she can help others. Most of all I wanted to hear her perspective now on her beloved Robert, at a time when they would been celebrating his 40th birthday, free of the pressures of professional football, and possibly as happy as they had ever been.
When Robert’s death was announced in 2009, Teresa explained at a press conference in Hannover the extent of his depression. Now she apologises for her English and says that in preparation for this question, she has written something down. I can hear the rustling of paper and then she begins. 
“Robert was a wonderful and life-affirming man who laughed and appreciated life. He was sensitive, empathetic and tried to use his reputation for charitable work. He did a lot for children with heart disease after our first daughter Lara died.
“Robert loved football but more than that he loved team spirit. It was very important to him, even more than football. Now, on his 40th birthday he would probably not have been a goalkeeper anymore. He would have written a book with Ronald Reng and shared his depression experiences to break the stigma. We talked about that before he died.
“His goal after he finished playing was to work as a goalkeeper coach for Benfica. He absolutely loved Portugal and the club, and to live under the Lisbon sun. He would have wanted to stay close to his sport and also to live a relaxed life. A wonderful idea, don’t you think?" "

Alvorada... pré-sorteio!

Benfiquismo (DLXX)

78-79
Mais uma vitória...

Lanças... Ataque cerrado ao Benfica

Ainda o 'futebulício' vai no adro

"Nunca quebres o silêncio se não for para o melhorar, bem dizia Beethoven, que, nestes momentos,bem precisava se ser lembrado

Futebol a várias velocidades
Passadas 3 jornadas, qualquer ilação é, obviamente, prematura. Todavia, há tendências que parecem tomar forma. Falo do fosso que aumenta entre os grandes e as restantes equipas. Há 23 anos que aqueles não venciam todos os seus 9 jogos à 3.ª ronda. Neste dealbar do campeonato, é notório o enfraquecimento relativo dos outros clubes médios. O caso dos vitorianos de Guimarães é notório, sobretudo na defesa. Treze golos sofridos em 4 jogos (incluindo a supertaça) seria antes impensável.
O futebol estrutura-se, cada vez mais, por anéis quase estanques, face ao poder financeiro tão diferenciado e hierarquizado. Lá fora, onde a Champions é a sua fiel tradução, mas também cá dentro, ainda que em diferente e menor escala. Ao longo das 34 jornadas, os sempiternos candidatos ao título poderão ter mais ou menos dificuldades, sobretudo jogando fora de casa, com o Braga e Guimarães, a que juntaria Rio Ave, Marítimo, talvez Chaves e pouco mais. Mas, este ano, aparentado menor grau de complexidade, pelo que arrisco dizer que os jogos entre Benfica, Porto e Sporting vão ser mais decisivos ainda. E, se calhar, até o erradamente dito goal-average (trata-se não da média, mas da diferença de golos) pode decidir...

Benfica com ataque de luxo
Excelente jogo do Benfica, que poderia ter terminado com uma goleada histórica (só bolas nos ferros foram 4!). Uma desenvoltura de jogadores que se entendem às mil maravilhas, o saber esperar pela presa nos momentos-chave, ou como tão bem sintetizou Rui Vitória com o oxímoro ínsito na frase «jogar fácil é difícil». Há jogadores em forma notável. Pizzi é o fazedor de jogo, com inteligência, talento e precisão que o tornaram definitivamente como o jogador imprescindível neste Benfica de Rui Vitória (insisto: continuo a não entender a relativa ostracização portuguesa). Jonas, que o Valência de Nuno Espírito Santo atirou há 3 anos para o desemprego (!), é, aos 33 anos, o homem que dá a melhor ideia da beleza do futebol, ou seja, tornando-o (aparentemente) simples. Que pena, aquela bola chutada do meio-campo com toda a intenção de visar a baliza ter ido ao poste (ou como se escreveu em A Bola, «o mais belo quase golo» da sua carreira)! Seferovic e Jiménez, cada qual com o seu estilo, completam, com eficácia também singela, o artefacto do Pistolas. Quando ao sector recuado, sente-se que as coisas vão melhorando (atenção a Eliseu que foi, no mínimo, imprudente), ainda que sejam necessários reforços que façam a diferença, sobretudo tendo em conta a Champions e os jogos mais difíceis. É preciso não esquecer que, com a já quase tradicional onda de lesões no início das temporadas, não têm jogado indiscutíveis titulares ou candidatos a sê-lo. Falo de Júlio César, Grimaldo, Fejsa, Mitroglou, Zivkovic e Krovinovic. Vem aí um jogo complicado contra um dos surpreendentes líderes, o Rio Ave, que constituiu mais um teste à excelente forma do Benfica.
À margem dos jogos, uma constatação algo curiosa. Não porque tenho importância por si só, apenas a refiro porque, se fosse ao contrário, imagino o que já teriam bradado os porta-vozes dos rivais coligados neste frenesim comunicativo de passarinhos (tweets) e de canais televisivos dedicados. Vejamos: nos 4 jogos já efectuados pelo Benfica, 3 deles foram arbitrados por juízes da Associação do Porto (Artur Soares Dias, Jorge Sousa e Rui Costa) e nenhum da Associação de Lisboa (o outro foi por Carlos Xistra, de Castelo Branco). Já para o Sporting só houve direcção sul, ou seja, 2 árbitros de Lisboa (o omnipresente Hugo Miguel e Tiago Martins) e agora amigo setubalense Bruno Paixão. Como diria Fernando Pessa, «e esta, hein?»

O aviltamento do silêncio
Pelos estádios de futebol - mas não apenas - um minuto de silêncio é uma eternidade. Sinal dos tempos em que o silêncio deixou de ser respeitado. Foi substituído por palmas tontas, por incívica desatenção e por pessoas sentadas porque vergadas pelo peso da inconsciência. Assim foi na Luz e no Dragão, embora, estranhamente, A Bola tivesse noticiado que neste último estádio o «minuto de silêncio foi cumprido religiosamente (!!) pelos adeptos».
Palmas porquê e para quem? Infelizmente, o fenómeno alastra. Será que o silêncio é assim tão insuportável? Será que a nobreza do silêncio incomoda assim tanto? Será que é assim tão difícil que pessoas guardem uns breves segundos de consideração por quem morreu tragicamente, sem que tenham que emitir sons, ainda que em ritmo de palmas? Este é um dos lados mais indigentes do horror ao silêncio. O que hoje mais parece contar não é a magnanimidade do silêncio respeitado, mas antes a sua ostensiva violação. O silêncio quase se lega às gerações futuras como um estigma.
Para mim, nestes momentos, o silêncio é o modo de dizer sem falar. De respeitar sendo respeitado. De interiorizar sem alardear. Nunca quebres o silêncio se não for para o melhorar, bem dizia Beethoven que, nestes momentos, bem precisava de ser lembrado. Enfim, mais uma manifestação de futebol com futebulício...

O castigo de Ronaldo
Cristiano Ronaldo foi expulso no jogo contra o Barcelona e apanhou 5 jogos de castigo, ou seja, o mínimo de intervalo regularmente para a punição. Vai daí, alguns media portugueses expressaram o seu veemente protesto por tal suspensão. Assim se vê o patriotismo. Castigos para Ronaldo, nunca mais! A indignação nalguns comentadores fez-me até pensar que estaria perante um caso que só a diplomacia poderia, a custo, esvanecer. Porém, o Presidente da República ou quiça o Primeiro-ministro não ousaram actuar. Insinuou-se que o Ronaldo não simulou o penalty (concordo, ainda que o tenha protestado junto do árbitro), que a palmada nas costas do árbitro não passou de um simpático afago, depois de bem medida a sua intensidade e intencionalidade. Se fosse uma (também leve) bofetada, não sei se diriam que, de tão light, mais pareceria uma carícia. Pouco faltou para se afirmar que seria o árbitro quem deveria ser suspenso por estar no sitio errado no minuto errado. E depois, como disse um amigo meu, «o Ronaldo não pode receber cartões amarelos nem vermelhos, apenas cartões de crédito e de boas festas».
Eu também acho que em Espanha nada se perdoa a Ronaldo, numa mal disfarçada inveja de não terem um jogador com a sua classe. Não obstante, acho que não devemos reagir do mesmo modo, ainda que de sinal contrário. O grande jogador português tem as suas responsabilidades daí resultantes. Não pode portar-se como um comum atleta e tem de saber gerir as contrariedades da sua exaustivamente escrutinada profissão. Sendo um ícone para muitos jovens, tem responsabilidades acrescidas.
Paciência. Os cafés e os restaurantes têm de suportar uns tantos jogos com o Madrid carente do seu melhor jogador. Para o mês que vem há mais.

Contraluz
- Palavra: Ilusão
Ora aqui está uma palavra adoptada do castelhano (ilúsion) e hoje muito dita no jargão futebolístico, mas mal dita como sinónimo de esperança. É que ilusão em português quer dizer engano dos sentidos ou da mente, quimera, e não esperança. Em castelhano, sim, é também sinónimo de esperança, desejo.
- Número: 3
Foi o número de jornadas necessárias para se verificar a primeira alteração de treinador numa equipa das duas principais divisões de futebol. Daniel Kenedy, que salvou o Leixões da descida, saiu depois de uma vitória e duas derrotas no comando da equipa Matosinhos, emblema que bem gostaria que regressasse depressa ao escalão maior.
 - Acontecimento
Não é o Tour sequer o Giro de Itália, mas a Vuelta desteano promete com a presença de Froome (a tentar o feito da dobradinha com o Tour, o que não acontece desde 1978, com Bernard Hinault), Contador, Nibali e Fábio Aru, entre outros ciclistas.
- Frase: «É o campeonato dos três. O resto é carne para canhão»
(Manuel Machado, treinador do Moreirense)
Depois dos 13-0 desta jornada dos três, não deixa de ter a sua razão aumentada."

Bagão Félix, in A Bola

Merecida...

Benfica B 2 - 1 Varzim


Primeira vitória, contra uma equipa que na época anterior nos criou muitas dificuldades...
A grande 'surpresa' foi a estreia do Willock que deu grandes indicações... mas a 'estrela' acabou por ser o Heri com o regresso aos golos, conseguindo rectificar o 'azar' do Zlobin!



PS: Destaque para o Ouro do Francisco Belo nas Universídas em Taipé, no Lançamento do Peso, com um recorde pessoal de 20, 86m... Excelente marca!
Também em Taipé, o Rui Bragança, conquistou a Prata na prova de Taekwondo, -58 Kg...
Excelentes resultados numa competição prestigiada...

Alvorada... com o Júlio

Exportações

"Temos bons jogadores? Sim, e exportamos. Temos bons treinadores? Sim, e exportamos. Temos polémicas? Sim, mas não as exportamos. Ora aqui está, portanto, uma boa oportunidade de negócio, que poderia passar por formatos televisivos apelativos, que certamente fariam as delícias das plateias além-fronteiras.
Lembram-se, por exemplo, do famoso Na Cama Com...? Um programa de entrevistas informais, conduzidas por Alexandra Lencastre e que tinha a particularidade de o diálogo, como o nome indica, acontecer numa cama. Neste caso, o nome seria No Túnel Com... e obviamente que os dois interlocutores estariam num túnel. O primeiro convidado seria, de forma incontornável, o presidente do Arouca, Carlos Pinho, autor das famosas frases «Chama aí o pessoal, c...» e «F... estes gajos c...», palavras que obviamente foram preferidas em legítima defesa, num momento de aperto, e acompanhadas por punhos cerrados e pernas flectidas.
Outra possibilidade interessante é pegarmos no formato da Quinta das Celebridades. na TVI, e adaptar o reality show, que passaria a chamar-se Túnel das Celebridades. Mais uma vez num túnel, claro. Carlos Pinho seria de novo presença obrigatória, mas imaginem o plantel que se conseguiria juntar, de Bruno de Carvalho a Jorge Sousa, de Pedro Guerra ao general Nhaga. É possível, com o passar do tempo, que surgissem verdadeiras amizades improváveis, quem sabe até se Bruno de Carvalho e Carlos Pinho não acabariam por fumar o cigarro electrónico da paz, mas podemos também imaginar o que aconteceria no dia em que o general Nhaga fosse apanhado por Jorge Sousa a ir ao frigorífico, a meio da noite, buscar um iogurte. Ainda poderia tentar justificar-se, mas logo seria colocado na ordem. «Mas estás a falar para quem c...? Eu não brinco com ninguém! Que é isto?» 
Sucesso garantido, audiências a disparar em flecha. Com ou sem legendas."

Gonçalo Guimarães, in A Bola

Jorge Sousa, vilão e vítima

"Há muitos anos, o melhor árbitro português de sempre, costumava dizer aos jogadores, nos momentos mais quentes: «Chamem-me o que quiserem mas não façam gestos». Muito do que são as relações entre jogadores e árbitros fica dentro do campo e foi nesta cultura que, por cá, as gerações de uns e de outros foram crescendo.
Por isso, que ninguém fique surpreendido com o que Jorge Sousa disse ao guarda-redes do Sporting B. A única diferença, nesse caso, foi a existência de um microfone indiscreto que trouxe tudo a público. Assim, pela incorrecção, o árbitro do Porto fica três jogos em doca seca, servindo de aviso a todos os outros: a partir de agora nunca se sabe se o país inteiro não está a ouvir o que é dito dentro das quatro linhas.
Jorge Sousa pode queixar-se, é verdade,da natureza casuística da prova que esteve na base da sua condenação. E é precisamente pegando neste argumento que se torna lícito perguntar por que razão não têm, os espectadores e os telespectadores, acesso às conversas entre os árbitros e os seus assistentes (VAR incluído) e também ao que dizem e lhes é dito pelos jogadores? No râguebi, que em matéria de tecnologia e transparência está algumas décadas à frente do futebol, é assim. E a verdade é que no planeta oval as faltas de respeito entre árbitro e jogadores são nulas, vê-se tudo, ouve-se tudo.
Em resumo, neste caso, Jorge Sousa foi, ao mesmo tempo, vilão (não sujeito a um escrutínio que não é universal).

PS - O futebol passou o século XX, como se estivesse no século XIX e agora tem dificuldade em adaptar-se às exigências do século XXI..."

José Manuel Delgado, in A Bola

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Benfiquismo (DLXIX)

Senhores...

105x68... Futebol & afins

Jornalismo nojento !!!

O Sporting, finalmente, conseguiu ser notícia no New York Times!!!
Infelizmente, uma 'cabala' por parte da redacção Lagarta do Expresso, 'traduziu' a notícia do famoso jornal norte-americano, e teve o 'descaramento' de apagar o Sporting e Álvaro Sobrinho da notícia!!!

A CMVM deve ter 'recebido' esta notícia com 'surpresa'!!! Imagino o 'espanto' na sala de reuniões... a conversa deve ter sido mais ou menos assim: 'Então os americanos, sabem mais sobre os accionistas das empresas cotadas na Bolsa de Lisboa, do que nós'!!!!

PS1: Aquilo que interessa é que o Eliseu é 'mau'!!!

PS2: Já agora, o castigo de 3 jogos a Jorge Sousa, é de bradar aos céus... então homem mandou umas caralhadas, sem nenhuma ofensa pessoal directa, e é castigado em 48 horas... Isto após queixa, do Clube, da 'bardamerda' o Clube 'do pontapé no cu...', o Clube da 'puta da gala'... entre outras pérolas!!!
Isto após um video, onde só se ouve a voz de uma pessoa... divulgado, por um Clube que ainda recentemente beneficiou de uma 'avaria' nas câmaras de video-vigilância no Caso da Escarreta!!!

O ataque do Benfica

"Quando no final da temporada passada, em entrevista à BTV, Rui Vitória avisou que estava "a pensar nalgumas mudanças tácticas e na forma de jogar", houve quem especulasse que o Benfica estaria a ponderar um sistema alternativo ao predominante nos últimos oito anos. Se se atentasse nas restantes palavras do treinador, percebia-se que não era o caso. Vitória sublinhava: "Há espaço para evolução, mas ela está dependente de eventuais saídas de jogadores-chave. Uma coisa é ter um lateral que entra na área, outra é ter um que só faz jogo por fora. Uma coisa é ter o Jonas ou actuar sem ele." Estava dado o mote e a sugestão era que, mais do que uma mudança de sistema, o Benfica iniciaria 2017/18 com variações no mesmo sistema.
Em parte isto aconteceria por força da saída de jogadores. Sem Nélson e Grimaldo, o Benfica perde profundidade nas alas e as trocas entre alas e laterais (com estes a procurarem o jogo interior) deixam de ser tão frequentes. É por isso que a saída de Nélson e as lesões constantes de Grimaldo implicam menos com a organização defensiva do Benfica do que com a forma como a equipa ataca.
Ainda assim, como se tem visto, o fundamental são as alterações no ataque.
Recuemos até à época passada. Uma das fragilidades do futebol do Benfica era a organização ofensiva. Escrito assim, parece estranho. Afinal a equipa foi campeã e marcou 72 golos. Mas, como foi muitas vezes dito, o Benfica era Pizzidependente (e continua a ser) e, mais relevante, a equipa tinha poucas variações na forma como saía a atacar. Muito por força das características dos avançados (e pela ausência frequente de Jonas), Pizzi estava, quase sempre, obrigado às mesmas jogadas. O que permitia aos adversários anular, em muitos momentos, a equipa encarnada.
Quatro jogos oficiais esta temporada permitem, já, tirar algumas ilações: o Benfica é, hoje, uma equipa mais versátil a atacar e, à terceira época como treinador, nunca a equipa comandada por Rui Vitória jogou um futebol tão envolvente e com tantas variações. Os cépticos em relação à qualidade do futebol de Rui Vitória podem bem ter perdido as reservas e os (poucos) nostálgicos da dinâmica avassaladora de Jorge Jesus devem ter desaparecido.
Os números falam por si. Quatro jogos oficiais, quatro vitórias e 12 golos marcados. Mas os números não revelam tudo. O que faz a diferença é que, muito pela contribuição do avançado quatro em um que é Seferovic (fixa, dá profundidade, constrói e finaliza), o Benfica ganhou mobilidade no ataque e agressividade. Esta mudança permitiu a Jonas e a Pizzi disporem de mais soluções em organização ofensiva, tornando o futebol do Benfica mais ligado em zonas interiores mais adiantadas do campo. Já em transição, com um movimento característico do suíço – que encosta aos centrais para logo depois surgir a explorar a profundidade nas costas da defesa –, não apenas Pizzi pode explorar lançamentos verticais (o que tinha deixado de ser possível com a saída de Guedes), como as defesas adversárias serão obrigadas a jogar mais recuadas (por terem dificuldades a defender este movimento).
Talvez não seja prematuro dizer que, com uma pequena variação de sistema, o Benfica tornou-se mais forte e estará sempre mais perto das vitórias. Pelo caminho, a equipa entusiasma (ainda) mais."