Últimas indefectivações

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Depois do primeiro, foi um atrás do outro !!!

Benfica 7 - 0 Vinhais

Início muito complicado, com o adversário muito fechado, a defender nos últimos 10 metros, com o Benfica a ter muitas dificuldades em encontrar espaço para rematar...
Ironicamente, o jogo foi 'desbloqueado', de uma forma 'estranha': o Benfica marca um golo num livre; o árbitro diz que o defesa saiu da barreira cedo demais; não valida o golo; e dá amarelo ao jogador... praticamente na jogada seguinte, o mesmo jogador corta uma bola com o braço dentro da área!!! Expulsão e penalty...!!!
A partir daqui, tudo foi diferente e os golos foram aparecendo... e só não foram mais, porque o Benfica no 2.º tempo baixou o ritmo...

Vitória em Valongo

Valongo 2 - 7 Benfica
(1-5)

O Valongo perdeu muita da competitividade, que teve recentemente, mas mesmo assim o Benfica soube aproveitar a derrota dos Corruptos em Barcelos, com uma entrada competente no jogo, não dando hipótese ao adversário...!!!
Manter a concentração, não facilitar, e quando chegarmos ao sprint final até podemos ter uma vantagem maior, neste momento são 3 pontos sobre a Oliveirense e 5 pontos sobre os Corruptos!

Invencibilidade...

Benfica 3 - 0 Sp. Caldas
25-13, 25-20, 25-17

Continuamos invictos... Tudo normal!!!

Regresso ao passado recente

"O Benfica de ontem esteve mais próximo daquele que vimos na primeira volta

A retoma prossegue
1. Depois das derrotas com Moreirense (Taça da Liga) e V. Setúbal (Liga), o Benfica deu sinais de retoma com o Nacional, assinando exibição firme, sólida e convincente, e contem havia a expectativa de poder dar seguimento a esse último jogo, o que se verificou. Foi um Benfica muito próximo do da primeira volta. Uma equipa que entrou forte no jogo e que foi muito sólida com e sem bola, com os jogadores sempre muito próximos, a jogarem dentro do meio campo do Arouca - equipa bem organizada e experiente -, com o ataque rápido e organizado, jogando na profundidade. Criou muitas dificuldades ao Arouca, teve grandes dinâmica nos três corredores, com Zivkovic e Carrillo (ontem teve nova oportunidade e assinou a melhor exibição de águia ao peito) muito bem nas alas e bem acompanhados, sobretudo por Nélson Semedo, uma autêntica locomotiva ofensiva no corredor direito - julgo que neste momento é um dos melhores laterais do Mundo!

Dinâmicas em alta
2. Nota para as boas dinâmicas da equipa encarnada, as combinações Pizzi/Jonas e Jonas/Mitrolgou, a fazerem triângulos com grande ligação. O Arouca saía por intermédio de Mateus e Kuca, que ainda criaram situações que assustaram o Benfica, mas este, com excelente primeira parte, dois bons golos e mais situações, controlou sempre os momentos ofensivos do Arouca. Não é normal em Lito, mas ontem inverteu o triângulo do meio-campo e teve Nuno Coelho mais próximo dos centrais para tentar controlar Jonas e Mitrolgou. Mas o Benfica conseguiu desmontar bem esse processo defensivo.

Expulsão foi teste para terça
3. O Benfica sofre a expulsão de Ederson quase em cima do intervalo e no regresso deste, aos 49' minutos, Carrillo arruma o jogo com um grande golo, a dar sequência a uma bela jogada. Depois, o Benfica recolhe as suas linhas, congela um pouco o jogo, não dando espaço ao adversário e oferecendo-lhe a iniciativa, mas controlando sempre o momento ofensivo. As entradas de Filipe Augusto e Raul Jiménez ajudaram a fazer poupança para o jogo de terça-feira com o Borrusia Dortmund e, confortável com o que acontecia nas quatro linhas, a equipa testou o seu momento defensivo - aquilo que terá de fazer se se apanhar a ganhar ante a equipa alemã. Fejsa e Pizzi fecharam o corredor central, não houve espaço para os homens do Arouca jogarem entre linhas e a expulsão de Ederson, tendo sido um contratempo, ajudou a perceber que o Benfica está melhor nesse capítulo do jogo.

Mitroglou MVP, '10' ilusionista
4. Em suma, tivemos um Benfica muito idêntico ao de quase toda a primeira volta, de regresso ao seu ritmo, a ser muito forte nos vários momentos ofensivos, a ter em Mitrolgou o homem do jogo, pelos dois golos que marcou, mas também a ter um Jonas com muita qualidade. Jonas é um ilusionista, quando toca na bola cria sempre a ilusão de qualquer coisa mais que pode acontecer no jogo. O Arouca acabou manietado pela excelente primeira parte do Benfica, que depois, a jogar com 10, soube gerir a partida. Acelerou quando teve de acelerar, congelou quando teve de congelar."

Vítor Manuel, in A Bola

Sinais da bola

"Despedida ingrata
Lito Vidigal despediu-se ontem do Arouca, depois de época e meia de trabalho, com uma presença europeia como ponto alto. O treinador, que vai para Israel (Maccabi Telavive), não teve, todavia, a despedida que desejava, face à derrota por números pesados.

Sobrou para mim...
Kostas Mitrolgou, autor de dois golos, chegou aos dez e é o melhor marcador das águias na Liga. Tudo parece perfeito. Mas não. Por causa da expulsão de Ederson, acabou substituído, não saindo, naturalmente, feliz. Não abriu a boca, mas o rosto disse muito...

Expulso? Eu?!
Ederson, que está na mira dos ricos da Europa, não se conformou com a expulsão, ele que nunca vira o cartão vermelho com a camisola do Benfica... estando dentro de campo. Na época passada foi expulso, em Alvalade, para a Taça de Portugal, mas estava no banco de suplentes.

Carrillo no coração
André Carrillo ainda tinha margem: trocar o Sporting pelo Benfica deu-lhe moral quase inesgotável junto dos benfiquistas. Mas as coisas não andavam a sair-lhe como desejava. Ontem, porém, o amor com os adeptos esteve no ar. E como dia dos namorados à porta!

Saudades de tranças
Renato Sanches era um dos preferidos dos adeptos do Benfica. Pelo que jogava e pela irreverência. E as tranças ajudavam. Ontem, os benfiquistas mataram saudades de tranças. Não era Renato nem era do Benfica, era Kuca, do Arouca, por sinal bom jogador."

Nuno Reis, in A Bola

Derrota na Alemanha

Melsugen 32 - 22 Benfica
(15-11)

A diferença entre a realidade Alemã e a realidade Portuguesa do Benfica, é enorme... já se esperava uma derrota pesada, mas estes jogos, podem ser aproveitados para os nossos jovens subirem patamares...
Vamos esperar pelos jogos na Luz, especialmente com o Cocks, a equipa mais acessível!

Recuperar os lesionados...

Benfica 74 - 81 Oliveirense
12-18, 20-23, 22-17, 20-23

Sem o Morais, o Raivio e o Lonkovic, já se sabia que ira ser mais difícil, e com os Triplos a não 'entrarem' voltámos às derrotas...
Ainda tinha esperança no 1.º lugar da fase regular, mas muito sinceramente com esta derrota já não vamos lá...
Amanhã vamos voltar à região de Oliveira do Hospital, para jogar com a Sampaense, mas o mais importante nesta altura é recuperar os lesionados, para nos momentos decisivos (Taça e Play-Off) o plantel estar na máxima força...

Rescaldo... Benfica-Arouca

Benfiquismo (CCCLXXVI)

Benfica 12 - 2 Corruptos, 1943

O sad emoji de Ederson, a presidência da casa do Benfica de São Paulo e o cabelo aparado de Lindelöf

"Ederson
Estava a ter uma noite tranquila quando subitamente se viu envolvido no novo caso Mateus. A tatuagem no pescoço com um smiley transformou-se num sad emoji, precisamente o semblante com que o vimos sair do campo. Dois minutos após uma grande defesa a remate de Mateus, Ederson sai dos postes para resolver um berbicacho situado no ponto médio entre Angra do Heroísmo e Västerås e lá consegue tocar na bola, mas acaba por enfiar os pitons na perna do adversário. O caso terminará daqui a 10 anos com o Tribunal Administrativo de Lisboa a confirmar a inocência de Ederson, mas para já fica de fora em Braga. Parabéns à justiça portuguesa.

Semedo
Na mesma semana em que Philip Lahm anunciou o fim da carreira, Semedo realizou mais uma daquelas exibições em que, lance após lance, faz os seus adversários parecerem jogadores de uma equipa de juvenis. O lance que construiu para o golo de Carrillo devia ser ensinado nas escolas. 

Luisão
É preciso saber quando parar e a carreira de Luisão devia ter terminado hoje ao minuto 91. A partir daqui, só a vice-presidência das relações internacionais ou a direcção da Casa do Benfica de São Paulo lhe farão justiça. Após uma exibição suada em que esteve quase sempre bem, o capitão do Benfica resolveu agradecer aos adeptos pela presença na Luz humilhando um jogador da equipa visitante. Se fosse mais novo já estava a pedir um aumento.

Lindelof
Nota-se pelas últimas exibições que aparou o cabelo, mas ainda não é suficiente para nos convencer. Se quisermos ser totalmente justos, é importante dizer que os seus testículos não mereciam a agressão. Por outro lado é bem feita, que a expulsão do Ederson começou com uma falha sua.

Eliseu
Exibição porreirinha no último jogo de preparação para o primeiro duelo com Dembelé, já na próxima 3ª feira. Um conselho a todos os fãs: sempre que souberem que o Eliseu é titular, façam os possíveis por chegar a horas ao estádio, senão correm o risco de perder os seus melhores lances. Já não tem idade para fazer o sprint que lhe permitiu assistir Mitroglou no segundo golo e terminaria com a frescura física de um ex-piloto de fórmula 1 num jogo dos Amigos do Figo.

Fejsa
Estranhamente não assassinou os dois indivíduos que hoje fizeram a bola passar entre as suas pernas. Mesmo quando faz merda, o que aconteceu meia dúzia de vezes hoje com passes errados e um ou outro deslize, não descansou enquanto não recuperou a bola. Vês, Tomás? É assim que o pai quer que tu sejas.

Pizzi
Exibição para cumprir calendário, que só se tornou verdadeiramente emocionante a partir do momento em que se percebeu que a sua presença em campo não era necessária e que se levasse amarelo não jogaria em Braga. Teve alguns duelos interessantes com Kuca, uma espécie de combinação entre Carlos Santana e Bob Marley, com melhores pés.

Zivkovic
Uma jóia de moço. Percebeu que, se mantivesse o nível demonstrado contra o Nacional, rapidamente se tornaria o melhor jogador do campeonato e por isso decidiu moderar a sua participação no jogo de hoje, oferecendo generosamente a bola num estado dito redondinho a qualquer colega que surgisse lançado pelo flanco ou desmarcado no meio.

Carrillo
Depois de meses a criticar o rapaz, lá aconteceu. Foi o melhor em campo e demonstrou que, quando quer, é um jogador do caraças. Pode ser que vejamos mais exibições assim, pode ser que não. Só o futuro dirá se estamos perante mais Um Azar do Kralj ou uma Sorte do Carrillão.

Jonas
Infelizmente não foi hoje que ultrapassou Bas Dost na lista de melhores marcadores. Marque ou não marque, ele e a bola produzem momentos de tensão quase erótica. Perdeu-se o farmacêutico, ganhou-se um excelente praticante de sexo tântrico.

Mitroglou
À meia hora de hoje já tinha bisado mas o árbitro optou pela verdade desportiva. Pouco depois fez o hat-trick e sorriu pela terceira vez na mesma noite, algo que não acontecia desde que viu nascer os seus trigémeos. Aos 44 minutos saiu-lhe a fava e foi substituído por Júlio César. Quem é que este Arnaldo Teixeira julga que é?

Júlio César
Por um lado foi bom vê-lo novamente em campo a fazer grandes defesas. Por outro, sabemos que estamos hoje mais perto de ver o Paulo Lopes na baliza. Oremos irmãos.

Jiménez
Mais uns minutos nas pernas, e talvez merecesse mais. Fez vários sprints furiosos, mas não chegámos a perceber se procurava a bola ou o empresário que lhe prometeu aquele contrato milionário na China.

Filipe Augusto
21 passes efectuados e 0 falhados após meia dúzia de minutos em campo. Chegou como jogador à Jorge Mendes e já ameaça tornar-se um jogador à Benfica. Vai marcar na segunda mão em Dortmund."

Cadomblé do Vata

"1. Se dúvidas houvessem, Manuel Mota fez questão de dar razão aos críticos que o acusam de Benfiquismo doentio... viram a forma atroz como humilhou os nossos rivais, ridicularizando as constantes acusações de benefício arbitral ao Benfica, que são constantemente feitas por eles?
2. Gostava de enviar daqui um forte abraço para a nossa equipa técnica, pela substituição do Mitroglou após a expulsão do Ederson... foi uma espécie de "o quê não conseguimos andar de bicicleta sem mãos? Não não amigo, nós é sem mãos e sem pés".
3. Não desejo mal a ninguém nem nunca o farei, por isso entendam que quando digo que desejo que o Zivkovic se lesione no último minuto da final da Taça de Portugal, faço-o com boas intenções... para mim é a única forma de o ver de águia ao peito mais uma temporada.
4. Impagáveis os grandes planos feitos pela BTV da cara do Lito Vidigal durante o jogo... era a típica cara de "cagando e andando, eu nem vou no autocarro de volta para Arouca".
5. Grande exibição de André Carrillo hoje na Luz onde deve ter batido o recorde de túneis num só jogo... com uma tuneladora destas na capital, a Câmara Municipal de Lisboa pode começar a pensar na expansão da rede de metro da cidade."

Vermelhão: Unidos contra a coacção...!!!

Benfica 3 - 0 Arouca


A pouca vergonha continua...! Foi talvez, uma das melhores primeiras partes do Benfica, na Luz, nos últimos tempos... Jogo fluído, não criámos muitas ocasiões, mas recuperámos sempre a bola rapidamente... Entrei no Estádio com o meu pessimismo militante, mas depressa percebi que este jogo seria 'nosso'!!! Os golos apareceram naturalmente, podíamos ter marcado mais... e depois, reapareceu a Coacção!!!
Já ouvi muitas opiniões sobre a expulsão do Ederson, na bancada com os Smartphones, vê-se imediatamente as repetições... Nem sequer vou argumentar todos os outros cartões perdoados ao Arouca no resto do jogo, não me vou queixar da agressão gravíssima ao Zivkovic perto do final da partida, nem sequer vou recuperar todas as agressões que os jogadores do Benfica têm sofrido durante a época, sem que o Benfica tenha beneficiado de uma só expulsão, em 'tempo útil'!!!
O Ederson chuta a bola, a bola ressalta no Eliseu, o choque é inevitável, o Ederson não pode fazer desaparecer o perna... ao sentir o contacto, o Ederson não 'ferra' os pitons, tenta imediatamente dobrar a perna... Não existe falta.
Nem vale a pena comparar com outros lances, onde os jogadores do Benfica sofreram 'entradas' assassinas, sem que a bola estivesse jogável... Porque neste caso, não existe falta. Existe um choque, normal... onde na maior parte das vezes o 'avançado' ao chegar atrasado, protege-se, desviando do adversário...
Eu sei que vão aparecer muitos moralistas, do politicamente correcto, a afirmar que a expulsão foi justa. Isto de analisar lances destes com super-slow-motion, dá sempre a ideia errada, que existia 'tempo' para evitar o contacto, mas isso não corresponde à 'realidade'!
Depois de 20 jornadas a sofrer entradas violentas praticamente em todas as jornadas, o Benfica tem o magnifico número de -50 minutos em inferioridade numérica...
As ameaças resultaram, a coacção continua a dar 'frutos', e aparentemente vai continuar... Já estou a imaginar a próxima jornada em Braga...
Com todo este Circo, o jogo bonito e dominador que o Benfica estava a conseguir efectuar, 'mudou' completamente... Com 2-0, a jogar com 10, defender atrás era perigoso, por isso mesmo, a arrancada do Semedo, que acabou no golo do Carrillo foi decisiva, para dar tranquilidade à equipa, e para 'intimidar' o adversário...
O problema maior, é que na próxima Terça-feira vamos ter um jogo de Champions, e o desgaste perfeitamente evitável de hoje, pode ser determinante... principalmente no nosso jogador mais importante: Fejsa! Além do ficarmos sem o Ederson para Braga... e vamos ver se o Zivkovic não tem nenhuma lesão grave!!!
Não vale a pena fazer uma analise individual aprofundada, porque de facto todos os jogadores estiverem muito bem... O único destaque, acaba por ser o Carrillo: seguramente o melhor jogo oficial do Carrillo ao serviço do Benfica. E não foi por causa do golo, esteve sempre muito bem, principalmente quando deslocou-se para a esquerda...
Para Terça, com o castigo do Zivkovic (ainda do tempo do Partizan), e com o provável regresso do Salvio, não se prevê muitas alterações. Pessoalmente, trocava o Jonas pelo Rafa! Não é uma troca popular, mas tendo em conta o jogo 'físico' do Dortmund, e dos espaços que os Alemães dão na defesa, acho que a velocidade do Rafa, no 'meio', seria fundamental... De resto, creio que haveria a dúvida sobre o Mitro e o Raúl, mas o Mexicano parece fora de forma...

Ainda sobre a arbitragem: André Santos, Crivellaro, Nuno Coelho, Adilson, Tomané, Mateus (simulações), terminaram o jogo! As faltas nas costas sobre os nossos avançados não assinaladas. Os foras-de-jogo não assinalados ao Arouca na primeira parte... Até o zelo, com o local onde o Benfica efectuava os lançamentos laterais, em contradição com o local onde o Arouca marcava as faltas, metros à frente da posição correcta... etc... etc... etc...
Repito, aquilo que tenho dito: o silêncio do Benfica é suicida... Estamos a assistir à 'formação' apressada de mais uma geração de apitadeiros, aos hábitos do Apito Dourado, com total impunidade...
Silêncio é sinal de conivência!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Muito em jogo contra o Arouca

"O Benfica joga hoje com o Arouca mais que um jogo da Liga. São mais que três pontos, mais que a liderança momentânea. Hoje jogamos a serenidade, a confiança no futuro, a esperança próxima no tetra. O jogo de hoje tem uma carga determinante, será muito difícil, até pelo valor do Arouca. Hoje temos um jogo mais importante que na terça-feira, contra o Dortmund, é bom que os jogadores o percebam, o sintam e o expressem...
Este Campeonato já não conta com o Sporting na luta do título nacional, mas será no detalhe com o FC Porto, até ao fim. Embora ou preferisse ter também o Sporting na corrida (devo ser dos poucos benfiquistas com este desejo) sempre escrevi que era o FC Porto o nosso principal rival.
O FC Porto já não contava poder estar na luta mas ainda está; o Sporting contou sempre estar na corrida, mas já não está. É uma história repetida... desde que me conheço.
Cumprimos com o Nacional da Madeira, numa vitória tranquila, mas o adversário de hoje tem outra qualidade, e coloca bem mais dificuldades. Temos que receber o FC Porto em vantagem e o percurso até esse jogo é muito preenchido.
Se no início do Campeonato nos dessem esta posição, nenhum benfiquista a rejeitaria, mas como tivemos maior vantagem, há quem veja nuvens no horizonte. Hoje, uma vitória contra o Arouca, coloca o nosso horizonte límpido, e deixa as nuvens a pairar noutros céus. Casa cheia logo na Luz, ambiente de apoio, e um objectivo único: vencer, rumo ao tetra.
Boa vitória, pelos números, pelo valor do adversário e pela exibição, a do basquetebol benfiquista no passado fim de semana. Mais um título a caminho do museu Cosme Damião.
Também nas modalidades a ambição de conquistas e de títulos se pratica, e não apenas se apregoa."

Sílvio Cervan, in A Bola

Alerta amarelo

"Nos próximos cinco dias o Benfica tem dois compromissos de elevado grau de dificuldade, curiosamente ambos diante de conjuntos que vestem de amarelo.
Se no caso do Dortmund é fácil perceber os problemas que a nossa equipa terá de encarar, frente ao Arouca a questão coloca-se sobretudo a outros níveis.
Um Benfica no seu melhor venceria sempre o Arouca. Mas a história diz-nos que as vésperas de jogos internacionais trazem água no bico, e são alçapões onde é preciso muito cuidado para não cair. 
Não é fácil abstrair os jogadores da montra profissional que têm de seguida, e concentrá-los numa partida doméstica contra um adversário do meio da tabela – que podem tender a achar se resolverá por si própria.
Nada mais errado. Esse seria o primeiro passo para perder pontos, e perder a liderança do Campeonato. Até porque o Arouca está em crescendo, com sete vitórias nos últimos doze jogos. 
Independentemente de todos pretendermos uma boa prestação frente ao Dortmund, importa lembrar que o Benfica já foi duas vezes Campeão Europeu, ainda no ano passado chegou aos Quartos-de-Final da prova, e poderá voltar a fazê-lo em qualquer das próximas temporadas.
Já um Tetra-Campeonato é coisa que nunca, em mais de um século de história, conseguimos alcançar, nem será possível consegui-lo no próximo ano ou nos seguintes.
É essa, pois, a grande prioridade da nossa equipa. E nenhum jogo europeu, por mais belo que seja, por mais apetitoso que pareça, poderá desviá-la do seu foco.
Um Benfica de copo cheio manterá, esta noite, a liderança do Campeonato. Quanto à Champions, o que tiver de acontecer, acontecerá."

Luís Fialho, in O Benfica

Parabéns, continuem!


"Será que Nuno Espírito Santo pensaria que as sua tentativas bacocas de colocar pressão na nossa equipa teriam o mesmo efeito que a visita de portistas ao centro de treino da arbitragem parece ter produzido nos árbitros? Se pensou, foi ingénuo e sobretudo revelou desconhecer por completo o SLB. Pressão, no Benfica, é satisfazer a exigência dos Benfiquistas, não obstante o forte apoio concedido habitualmente. Parabéns, continue!
Por falar em traços identitários dos clubes, que bonita foi a festa do futebol no Estádio do Dragão... O Sporting, claramente prejudicado pela arbitragem, pouco se parece ter incomodo com isso. A razão talvez se perceba pela voz do 'Maradona da rádio' na Sporting TV: 'Quero que o meu clube ganhe apesar de afastar o Porto do primeiro lugar... Tenho um lema: Para mim, o campeão português pode ser o Salgueiros, o Penafiel ou o Famalicão, o Benfica, Não!!!' Parabéns, continue!
E o Talismã de Carvalho, para se defender de se estar a desfazer das más contratações do último defeso, lá disse que vende tudo enquanto outros vendem por 15 e só recebem um... Lá está, sempre com o Benfica na ponta da língua para justificar insucessos sem se aperceber de que a sua argumentação, além de se basear em 'factos alternativos', versa o seguinte: 'Nós somos maus, mas o Benfica também, só que comunica melhor'.

Parabéns, continue!

P.S.: A nossa equipa de basquetebol teve um desempenho brilhante na Taça Hugo dos Santos. Desfalcada, soube encontrar soluções para colmatar as ausências. O triunfo na final frente ao FC Porto, por 77-60, não deixou margem para dúvidas, quando à superioridade da nossa equipa nessa partida. Parabéns, continue!"

João Tomaz, in O Benfica

Nunca mais!

"Lembram-se de Manuel José, claro. Mal seria se não tivessem memória de um dos treinadores mais carismáticos do futebol português, ídolo no Egipto e sempre polémico em Portugal. Este algarvio está a chegar aos 70 anos e nunca teve paciência para o politicamente correcto. Chegou ao SL Benfica a meio da época 96/97 para substituir o grande Mário Wilson, mas saiu sem sucesso e com acusações de incompetência que terminaram em tribunal.
Goste-se ou não do estilo, Manuel José é homem de uma só cara. Como não é proprietário de nenhum empresa de transportes - logo, não faz fretes - nunca chegou a seleccionador nacional. Fala abertamente sobre tudo e na semana passada esteve em destaque pela entrevista que deu à rádio TSF.
Diz Manuel José que, nas décadas de 1980 e 1990 teve 'vergonha de andar no futebol'. Afirma que, nessa altura, se comprovam árbitros 'como quem compra tremoços' e que essa 'foi a fase mais negra do futebol português'. O treinador foi mais longe na entrevista, dizendo que há quem queria voltar a esse tempo e que, com o actual presidente, nunca treinaria o FC Porto - 'Não considero, não gosto, detesto'.
Manuel José tem razão. Eles querem voltar ao que era. Já começaram a mexer os cordelinhos. Isso vê-se nas expulsões dos adversários do FC Porto, nos penálties-fantasma, nos fora-de-jogo não assinalados em golos contra o Tricampeão, nas agressões a jogadores encarnados que não são sequer sancionados.
Cabe-nos impedir que voltem os tempos obscuros. E como é que isso se faz? Não ficando calados e ganhando dentro de campo.
Eles que venham."

Ricardo Santos, in O Benfica

O exemplo de Cervi

"Franco Emanuel Cervi é um bom exemplo de um jogador que chegou, viu e venceu. O argentino adaptou-se a Lisboa e ao Sport Lisboa e Benfica de uma forma impressionante. Os números falam por si - 26 jogos realizados e seis golos marcados. Com o especial destaque de ter facturado em todas as competições. Logo no primeiro jogo oficial, na Supertaça, Cervi brindou-nos com um golaço e avisou ao que vinha. O jovem talento argentino voltou a deixar a sua marca na Liga dos Campeões, frente ao Besiktas, na Luz, com um novo golo a confirmar o seu apurado sentido de oportunidade. Na Liga, também em casa, frente ao Feirense, surpreendeu-nos com um vistoso golo de cabeça! Cervi voltou a 'molhar a sopa' em Kiev, em mais uma jornada da Liga Milionária. Até que chegou o dia 19 de Novembro de 2016, data do melhor resultado da presente temporada. O jovem de San Lorenzo abriu o activo na goleada de 6-0 ao Marítimo, na Taça de Portugal, o voltou a deliciar-nos com o perfume do seu futebol. Faltava a Taça da Liga. Cervi não deixou os créditos por mãos alheias e frente ao Paços de Ferreira, na Luz, foi ele o autor do único golo da vitória.
O vasto reportório demonstrado ao longo de 1739 minutos permite-nos concluir já que a aposta da SAD foi totalmente certeira, com as suas prestações a merecerem a atenção do seleccionador argentino, que admite a sua presença no Mundial de 2018. Todos nos lembramos de que o argentino foi disputado pelo nosso eterno rival. Só que a competência dos responsáveis da nossa SAD, mais uma vez, imperou. Franco Cervi chegou ao Estádio da Luz em meados de Julho do ano passado e revelou a sua forma de estar: 'Vou tentar potenciar ao máximo as minhas qualidades, mas ainda tenho muito a melhorar'. Passados sete meses, o argentino revela toda a sua ambição na frase 'temos de querer sempre mais'."

Pedro Guerra, in O Benfica

Os três estarolas

"Repentinamente acabei por ter de conhecer o que poderei designar pelos três estarolas.
Surgiram no ecrã da televisão, sob a capa de um programa de certo canal temático, e fiquei absolutamente siderado.
A surpresa e o espanto eram tantos, a que acumulavam o ridículo e a encefalopatia, que numas vezes queria rir e noutras queria chorar.
Repentinamente, achei que devia ir pedir imunidade judiciária para o Principado da Pontinha! Mas não, era mesmo assim, e essa imunidade não era necessária.
Afinal, quem estava obstipado não era eu. A pergunta que imediatamente me surgiu foi esta - Mas aquilo é um programa? Que é que eles estão para ali a dizer?
Confesso que não conhecia nenhum deles, mas se eles estavam a falar daquela forma era porque era verdade. Que tristeza a que o canal temático tinha chegado.
Sobre o pretensa defesa de uma ideia construída com base no que não tinham percebido, arranjaram uma fotografia emoldurada de verde da minha pessoa e escreveram uma treta sem sentido nenhum.
A diferença entre o emissor e o receptor é a capacidade que o receptor tem de distinguir a parábola da aparência, saber o que é uma figura de estilo, saber português e ser estudioso. Quando o receptor não tem essa capacidade, até uma fatia de queijo pintada que se lhe exiba diz que é um pudim!
Haja paciência!"

Pragal Colaço, in O Benfica

Uma Superliga Europeia?

"Amiúde, encontrarmos abordagens à eventual criação de um campeonato continental, composto pelos maiores clubes dos principais ligas europeias.
O presidente da Associação Europeia de Clubes já falou sobre o tema, a par de muitos responsáveis de clubes e a par de muitos outros elementos ligados a várias e inúmeras instituições.
Pessoalmente, não duvido de que será tudo uma questão de tempo e dinheiro. Não excluo a hipótese de existir uma estratégia inteligente concertada dos clubes que participam nas maiores cinco ligas europeias Alemanha, Inglaterra, França, Espanha e Itália, no sentido de pressionar a UEFA a transformar a Champions numa competição ainda mais milionária a apetecível pelos patrocinadores e pelos media.
Se seguirmos à risca os princípios que regem o funcionamento da União Europeia, a livre circulação de empresas e o direito de estabelecimento permitirão até a gestão por uma entidade privada desse campeonato continental.
É evidente que a Ásia é o mercado que está na 'berra'. É o mercado com mais futuro em termos de poder de compra.
Tal acumulação de moeda deveu-se ao crescimento económico, essencialmente centrado no sector industrial, onde pontificava uma agricultura antiga, rudimentar e artesanal, sem a utilização de qualquer maquinaria. A tudo isto, aliou-se um forte sector financeiro, sediado e Hong Kong, que já possuía características de mercado financeiro, graças à sua matriz inglesa.
A par do mercado asiático, temos um mercado norte-americano, onde se pretende implantar a atracção pelo futebol europeu, pelo menos enquanto desporto alternativo.
A tudo isto junta-se o enorme potentado financeiro e empresarial inerente ao desporto-espectáculo.
Agnelli, o presidente da Juventus e dono do grupo automóvel Fiat, com óbvios interesses comerciais, referiu em tempos: 'A Liga dos Campeões vale 1,5 mil milhões de euros em direitos televisivos, contra quase 7 mil milhões da NFL (campeonato de futebol norte-americano). Ora, os estudos mostram que dos 2 mil milhões de adeptos do mundo, 1,6 mil milhões são de futebol, e apenas 150 milhões de futebol norte-americano'.
A UEFA não demorou tempo a responder, e a partir de 2018/19 os clubes dos quatro países mais bem classificados no ranking - neste altura, e por larga margem, são Espanha, Inglaterra, Alemanha e Itália - terão quatro equipas directamente na fase de grupos da Liga dos Campeões, sem necessidade de play-off.
A prova irá continuar a ser disputada por 32 clubes, divididos em oito grupos de quatro, pelo que metade das vagas será ocupada por emblemas dos quatro países mais poderosos. A eles juntar-se-ão o campeão europeu e o vencedor da Liga Europa.
A distribuição de lugares dos primeiros 10 países do ranking irá manter-se. Quer isto dizer que Portugal, caso continue entre o quinto e o sexto lugar, terá três equipas na prova (duas directamente). No entanto, se cair para sétimo, ficará apenas com o campeão e o 2.º classificado, sendo este obrigado a disputar duas rondas.
Sem prejuízo de fazermos um artigo mais detalhado sobre as receitas da UEFA que também aumentaram, é imperioso que Portugal desenvolva a sua marca em termos de futebol e que não a denigra. A marca é o cartão de apresentação mais valioso, pois é sabido que em termos económicos nunca seremos ninguém com poder.
Existe uma excelente tese de mestrado, da autoria de Joana Barbosa Branco, intitulada 'O jogador profissional de futebol em Portugal no quadro europeu: a problemática referente à nacionalidade', que entre muitos outros, poderá servir de 'pano de fundo' de estudo do que há a fazer pelo futebol português, aproveitando a emigração de muitos jogadores portugueses noutros campeonatos.
(...)
Temos jogadores a mais, ou a menos, por essa Europa fora?"

Pragal Colaço, in O Benfica

Sorteio da UEFA Youth League

1/8
J1: CSKA - Rosenborg
J2: At. Madrid - Sevilla
J3: Barcelona - Borussia Dortmund
J4: Ajax - Dynamo Kyiv
J5: Monaco - Real Madrid
J6: Salzburg - PSG 
J7: PSV - Benfica
J8: Corruptos - Viitorul Constanţa

1/4:
J9: Vencedor J5 - Vencedor J4
J10: Vencedor J1 - Vencedor J7
J11: Vencedor J3 - Vencedor J8
J12: Vencedor J6 - Vencedor J2

1/2:
Vencedor J9 - Vencedor J10
Vencedor J11 - Vencedor J12

Não havia muita 'escolha', o PSV está ao nosso alcance (o PSV tem vários jogadores na equipa principal que podem jogar nesta competição!!!), o grande problema é o mesmo o facto de jogarmos fora... e em caso de qualificação para os Quartos-de-final também vamos jogar novamente fora (CSKA-Rosenborg)! 

Benfiquismo (CCCLXXV)

Plateia...

Aquecimento... liderança

Prémios...

No fundo, no fundo, aquilo que interessa são as vitórias dentro do campo... mas o Benfica ultimamente tem sido agraciado por vários Prémios noutros sectores do 'universo Glorioso'! Não são 'títulos', mas são indicadores importantes, para perceber que estamos a trabalhar bem:
- BTV recebeu o Prémio Cinco Estrelas na categoria de TV - canais desportivos.
- Prémio Índice de Excelência na gestão de Recursos Humanos (ficando em 3.º no ranking das grande empresas, e vencendo no prémio sectorial (Hotelaria, Turismo, Desporto e Ensino).

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O campeonato que mudou depois das ameaças aos árbitros

"Nada melhor do que apanhá-los todos juntos para fazer uma ameaça colectiva.

Campeonato a dois... claro
«Prontos»... como diriam os meus filhos, quando eram pequenos (e vai dizendo muita gente graúda... por aí).
Acabou-se o ledo engano em que viviam os adeptos do Sporting, convencidos como andam, há anos, que... «este ano é que é»!!!
Há tantos anos que nunca conseguiram comemorar um campeonato no Facebook, criado por Mark Zuckerberg, em... 4 de Fevereiro de 2004.
Convenhamos que é obra!
Mas - vamos ao que interessa - só os mais incautos e os mais sonhadores imaginavam possível o Clube anti Benfica de Lisboa... tirar pontos ao Clube anti Benfica do Porto.
Tal como, no ano passado, a deslocação do Sporting ao Dragão foi um passeio - com declarações do presidente do clube do Norte a torcer pelo adversário contra nós - também este ano a deslocação deles ao Porto... foi um passeio... para o Porto.
Só tenho pena dos ingénuos que achavam que o resultado poderia ser outro.
Sabemos por experiências própria - que uma das práticas mais nocivas que visam atacar e prejudicar os concursos públicos ou outros processos em que o interesse colectivo deve ser defendido... é o cambão (associação de indivíduos que se conluiam para comprar objectos nos leilões a baixo preço).
Ora, não estando aqui em causa o interesse público, a declaração do treinador do Sporting, antes da ida ao Dragão, que já não tinha hipóteses de lutar pelo título foi um prenuncio desse abdicar de lutar por um resultado que o pudesse relançar na luta pelo título.
Eu sei que a primeira parte do Sporting no jogo de sábado não foi culpa de quem, quando ganham ou surpreendem a jogar bem... faz a diferença! Não, não foi dele!
Foi do guião do Palhinha,... e dos três (ou quatro, se também contarmos com o guarda-redes) homens que não conseguiram segurar Soares, ... e do árbitro que não marcou a falta que precedeu o segundo golo dos outros, ... e da formação (nela incluindo quem tem já mais de dez anos de primeira liga), ... e de tudo... menos dele!
Como também a recuperação na segunda parte não chegou para empatar... por causa... do guarda-redes adversário. Mas, ainda assim, cumpriu-se o retribuir das facilidades do ano passado, invertendo-se, agora, os papéis. Ou seja, desiste quem vai atrás e continua a perseguir o Benfica quem tem mais hipóteses de impedir a nossa vitória!
Ou, numa versão de aplicação dos princípios invocados no Tratado da União Europeia, a consagração, no futebol, do princípio da subsidiaridade.
Tal como este princípio (aliado ao da proporcionalidade) visa proteger a capacidade de decisão de... quem está mais próximo (numa versão livre e popular do enunciado), também Porto e Sporting tem vindo a praticar a ideia que ganha o jogo decisivo entre els quem tiver mais hipóteses de impedir o Benfica de ser Campeão!
E isso acontece porque sendo a maior preocupação de cada um deles evitar o nosso tetra (como o era, o ano passado, evitar o nosso tri), o subconsciente, de quem não tem hipóteses, determina o abdicar, na pratica, de lutar contra... quem, de entre eles, vai mais perto do Benfica.
Pobres sportinguistas! Até chego a ter pena deles. Porque, a partir de agora, e embora a nós, nos faltem, em teoria (espero que na prática, também) 20 jogos (14+3+7) para acabar a época, a eles faltam 14...
Ou melhor, falta um.
O que vão jogar contra nós, porque esse é o único que querem ganhar. De facto... ao que chegaram. E para isso... pagam oito milhões/ano a um treinador.
Pobre Sporting!!!
Até chego a ter pena deles.
Porque, a partir de agora, e embora a nós, nos faltem, em teoria (espero que na prática, também) 20 jogos (14+2+7) para acabar a época, a eles faltam 14...
Ou melhor, falta um.
O que vão jogar contra nós, porque esse é o único que querem ganhar. De facto... ao que chegaram.
E para isso... pagam oito milhões/ano a um treinador.
Pobre Sporting!!!

Agora nós
Ficou célebre uma frase do meu grande amigo Pedro Santana Lopes (então Presidente do Sporting), num Congresso do PSD - o de Vila da Feira, se não me falha a memória - quando, numa das suas mais famosas intervenções, já esta ia longa, se virou para o então líder do Partido e, hoje, Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa e lhe disse, em jeito de desafio... «Agora nós...»!!!
Pois, passado o folclore de quem se anunciou candidato ao título e gastou o que tinha e não tinha, não percebendo que os segundos anos da criatura são dramáticos..., ficamos na companhia de quem eu sempre disse que ficaríamos.
Ou seja, uma disputa a dois com quem já não ganha... há três!
As ameaças e o medo de quem as sofreu, ... o medo, sempre o medo, foi a arma de que se serviram os adeptos do Porto para inverterem no campo o que a equipa deles não conseguia nos relvados.
Desdobrava-se o presidente deles em declarações de incentivo, de retoma dos caminhos de vitória passadas e nada...
A equipa engasga-se e não pontuava em pleno...
Os desenhos do mister não convenciam ninguém...
Pois, então, como não podiam perseguir - dentro do campo - os árbitros, a tempo de produzir efeitos para a época em curso... nada melhor que apanhá-los todos juntos e deixar uma ameaça colectiva...
Resultados?
A equipa passou a ganhar!
Tudo!
Onde havia penalties escandalosos contra, passaram a deixar seguir...
E onde havia simulações escandalosas que obrigariam a penalizar quem as fazia, passamos a ter penalties que abrem as portas a vitórias ou as consolidam.
Por muito que lhe custe ouvir - a verdade pode doer - eis os artistas do Apito Dourado a tentar fazer valer a sua... experiência.
Desta vez com o silêncio conivente da (no que a este campeonato diz respeito e no que releva para os anais do ódio ao Benfica) sua filial do Sul!!!
E não haverá como alguém nos vir dizer em que ponto estão as averiguações sobre essa infame invasão dos treinos dos árbitros, sobre a sua mais que conhecida autoria, sobre quem deverá recair a respectiva autoria moral, sobre a forma como pensam castigar todos os seus autores?
Ou será que o crime compensa e o prejuízo sucessiva do Benfica, em todos os jogos desde essa invasão, é a única consequência dessa forma original de fazer com que a glória dos tempos do Apito Dourado volte a quem anda a fazer por isso???
E no Benfica? No Benfica, todos seremos poucos para apontar os benefícios de quem, agora, relcama dependerem só deles para serem campeões.
Só deles e das ameaças dos árbitros, ... diremos nós!
Mas esquecem-se que só ganharão se mantivermos a passividade dos últimos tempos.
Deixemos de ocupar o nosso tempo com os amigos deles... daqui de baixo!
Assumindo conscientemente o combate a uma anunciada repetição do Apito Dourado...
Porque, nesse combate sem tréguas, ninguém nos vai ajudar.
Entre uns e outros, junta-se a fome com a vontade de comer.
No ano passado, foram os elogios ao treinador...
Este ano, estarão para breve as declarações elogiosas a quem, agora, os derrotou!
Já o sabemos, e por isso não estranharemos quando tal se verificar.
Mas, ... avisados, valeremos por dois.
Lá dentro, serão 11 contra 11.
Cá fora, nós seremos mais do dobro deles... juntos.
E essa diferença... como lhe dói!
Porque ela, ... fará... a diferença!!!
Todos juntos...
Vamos a isto, Benfica!!!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Lideres 'à cativação'

"Lá voltou, em toda a linha, o paupérrimo modismo à condição. Foi assim que o Porto foi, durante 22 horas, líder do campeonato. Na época transacta, o Sporting foi campeão várias vezes à condição, porque jogou muitas vezes antes do Benfica. Mas os magos do futebol teimam em falar em classificação antes de concluída a jornada, usando aquela indigente e errada expressão. Por isso, volto ao assunto.
«Dragões líderes, ainda que à condição, 160 dias depois». Isto é, líderes que não são líderes, à espera que o líder jogue e complete a jornada. A palavra condição exige dizer-se qual ela é. Se e disser «estou à condição» sem mais, dir-se-á que a minha frase está incompleta (que condição?), é inconsequente e de mau português, pois deveria dizer «sob condição». Já se viu o que seria uma pessoa à condição no tribunal? De testemunha ou de arguido? No caso do estafado à condição, na passagem do sábado para domingo futebolístico, porque não dizer simplesmente «líder provisório»? E nos oitavos da Champions, Benfica e Porto (porque ainda não jogaram) estão, deste modo, apurados à condição?
Bem sei que estou a gastar o meu latim sem qualquer resultado. E lá tenho de aturar, até ao fim do campeonato, líderes à condição. Mas, pelo menos, na próxima jornada não haverá essa figura provisória (o Benfica joga primeiro). Quem sabe se não se adaptarão quatro classificações diferentes: a verdadeira, a à condição, a real (versão Rui Santos, e a do Sporting.
Não sei quem vencerá o campeonato, se o SLB, se o FCP. Até lá, porém, já sei quem vai ser o recordista de campeão à condição. Ou será à cativação?"

Bagão Félix, in A Bola

Sobre a cultura desportiva

"1. «Em Portugal gosta-se mais dos clubes do que de futebol». Mais palavra menos palavra, foi isto que Jorge Jesus disse um dia, ainda era treinador do Estrela da Amadora. Já à data o actual técnico do Sporting aludia ao modo como a clubite se sobrepõe à paixão do jogo pelo jogo.
Recordo-me dessa observação em muitos momentos da época quando vejo assistências deprimentes em jogos da Liga que nem sequer chegam ao milhar. E faço sempre a mesma pergunta: por que motivo enchem os campos dos pequenos quando está em causa, naqueles 90 minutos, a subida de divisão ou a permanência? Porque naquelas tardes/noites há um desígnio em causa. Ninguém quer saber de ópera. Nem de rock n'roll. O espectáculo pouco interessa. A equipa pode jogar mal e até marcar um golo com as costas, desde que no fim possa haver arraial. E na época desportiva que se seguirá, novo encontro ficará marcado lá para meados de Maio.
Alterar hábitos enraizados é tarefa difícil. Mas já ficou provado que a actual política de preços não é o caminho. Dois exemplos aleatórios: 10 a 20 euros exigidos para ver o Feirense-Arouca e 15 euros para um acompanhante de sócio assistir ao Belenenses-Tondela, justamente o preço que custa um bilhete para assistir ao Leganés-Corunha, de Liga Espanhola. E não vamos sequer querer comparar o espectáculo e a promoção do mesmo nos dois lados da fronteira.
2. O Leicester decidiu dar um voto de confiança a Claydio Ranieri, apesar de a equipa correr o risco de descer, meses depois de se ter sagrado campeão inglês pela primeira vez em 133 anos de história. Tenho para mim que, ao contrário do que acontece em Portugal, o voto não é um pré-anúncio de despedimento e que as foxes vão mesmo cair. Mas continuarão a ter sempre o estádio cheio."

Fernando Urbano, in A Bola

Benfiquismo (CCCLXXIV)

3.º anel

Lanças... inovar e o resto!

Vitória 'na hora'!!!

Boa Hora 26 - 39 Benfica
(14-22)

Vitória esperada... Início 'perro', mas com os minutos o gás do Boa Hora 'foi-se', e a superioridade normal do Benfica veio ao de cima... Sendo que o início da 2.ª parte foi demolidor!!!

Apesar da diferença enorme entre as equipas, e o resultado nunca ter estado em causa, os Brother's Martins não conseguem disfarçar a aversão ao Vermelho!!!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Tão amigos que nós somos

"Nesta jornada do campeonato houve de tudo. Desde logo, um líder à condição à frente do líder sem condição, numa espécie de boletim meteorológico que rapidamente passa do provisório para o definitivo (mas isso é assunto para amanhã).
Houve um Benfica tranquilo e competente, apesar da pressionante frase de Espírito Santo, «o Benfica está atrás, veremos como reage». No Benfica-Nacional estiveram mais pessoas (48.632) do que no clássico do Dragão (48-329)!
Houve um Porto-Sporting que, por um tiquinho, os azuis-e-brancos venceram, apesar de terem parecido o Salgueiros (salvo seja) na segunda parte a defender o resultado e com números impensáveis (Sporting com 60% de posse de bola, 8 cantos contra 2, 12 remates contra 7!). Houve também um tiquinho do árbitro em lances duvidosos e um Tiquinho que,com categoria, marcou os dois golos do Porto. E houve um ticão de Jorge Jesus na incencionice de Matheus e no puxão de orelhas a Palhinha. No fim, abraços e beijos depois de um jogo bem disputado, com um tom de amizade indisfarçada perante o inimigo Benfica. O que já teriam dito os dirigentes do SCP se a mãozinha marota na área do FCP e o segundo golo precedido de falta (?) sobre Palhinha tivessem acontecido contra o Benfica? Agora, silêncio ensurdecedor. Do lado do Sporting, dir-se-á do mal o menos. Perderam, mas o Porto ganhou e está à beira do Benfica. Sim, porque o Porto é adversário, o Benfica é inimigo, tal o ódio que alguns leões evidenciam.
O campeonato ficou definitivamente fraccionado: Benfica e Porto na luta para campeão, Sporting, Braga e V. Guimarães na luta pelo lugar de apuramento para a Champions."

Bagão Félix, in A Bola

Kick Up Sports Inovation

Benfica sempre a inovar, excelente ideia, num projecto que promete dar frutos...
Kick Up é um programa de apoio à inovação na área do desporto...

Hull City ou Hulk City?

"O recente trajecto da equipa do Hull City, com uma clara melhoria de performance e evidente somatório de vitórias (a última das quais sobre o "gigante" Liverpool), sob o (novo) comando de Marco Silva, fez com que, de repente, me recordasse de um dos heróis da Marvel, muito conhecido em Portugal na década de 80 (transformado em filme, em 2008, pela Marvel Studios): o "incrível Hulk".
Na realidade, e dado o trajeto deste treinador, é como se Marco desempenhasse o papel do "Bruce Banner", alter-ego do Hulk, personalidade discreta mas uma mente brilhante na sua área de investigação e Hulk fosse, neste "cenário", a expressão da Força e Estabilidade que este treinador consegue imprimir às suas equipas (afinal, aquilo que começa a surgir como o seu Dna).
Analisando o trajecto deste treinador (e as reflexões aqui apresentadas, reportam-se meramente a isto mesmo - a informação que circula na opinião pública), uma coisa ressoa: à semelhança do que é esperado de um atleta de alto rendimento, por outras palavras, que seja a expressão máxima da equação "Talento + Trabalho = Performance", também aqui podemos observar certamente, essa mesma equação.
Na realidade, e os relatos que chegam à imprensa, por parte dos atletas do Hull, têm evidenciado isso, a capacidade (e vontade!) de trabalho é "gigante", sendo frequentemente reconhecido como "meticuloso e metódico", com grande enfoque na quantificação e controle da performance dos seus atletas.
A sua natural propensão para aceitar "causas perdidas" ou clubes em "dificuldade", funcionará, naturalmente como factor de motivação extra (para ele e para os seus atletas), funcionando como "aquela pitada de sal" que ira deixar o "prato" (entenda-se, o cenário/setting) na perfeição.
Se os relatos que circulam traduzirem 50% que seja da realidade, teremos, necessariamente, os condimentos certos para uma taxa de sucesso elevada... até porque, os atletas, tradicionalmente, respondem muito bem, a este estilo de liderança.
Marco é apontado, neste momento, como alguém que traduz o carácter mais científico do futebol moderno - um futebol que assenta em dados específicos de rendimento, dados estes que, por si só, e quando bem empregues, resultam num "combustível" fantástico para promover a motivação da equipa e, como efeito secundário, securizar e consolidar a confiança que os atletas começam a dirigir a uma dada equipa técnica porque, na realidade, o que se activa na cabeça do atleta é que, mediante a comprovação objectiva com dados de rendimento recolhidos regularmente, "se eu alinhar com o processo o meu desempenho aumenta, a minha equipa ganha... então é porque o processo está bem desenhado" - logo, o líder passa a ser alvo de reconhecimento e credibilidade.
É de suspeitar, contudo, que apesar de certamente o seu sucesso derivar, em grande escala, da sua metodologia específica de trabalho, possivelmente outras variáveis estarão, de forma mais ou menos sistematizada, a serem activadas.
Refiro-me pois, a um conjunto de Soft Skills (para mim, Critical Skills), que serão, certamente, a âncora do seu processo de liderança e o elemento facilitador (ou condutor) na forma como gere o seu plantel.
A liderança que exibe partilha, com o que podemos encontrar na literatura científica da respectiva área, uma característica diferenciadora:
- compromisso emocional com uma "causa", crença consolidada na sua capacidade de mudança (entenda-se, ser capaz de retirar o melhor de cada elemento do plantel) e, acima de tudo, uma enorme capacidade em "envolver-se" e fazer com que os outros se "envolvam"...
Tudo isto, de uma forma bastante discreta e low profile... como se de "Bruce Banner" se tratasse. 
Estaremos, possivelmente, perante a consolidação de mais um "talento" português que, para além de consolidar ainda mais aquilo que podemos chamar a "escola de treinadores portugueses", e deixando toda e qualquer "cor clubística" de lado, nos inspira a todos nós a ser "mais e melhor", aplicando aquela que julgo ser a "regra d'ouro":
Paixão, Talento e Trabalho*.

*Sendo que, nem sempre é esta a "ordem correta", cabendo a cada um de nós, perceber como as vai "cozinhar", no seu quotidiano."

Uma cirurgia facial, escoriações, costelas partidas, maxilares deslocados e múltiplos traumatismos. Mas quem está a contar?

"Este é um universo desconhecido para a grande maioria dos caros leitores. Não porque não tenha importância (tem e muita), mas porque acontece, quase sempre, no futebol distrital, nos campeonatos regionais.
E sim. Nos nossos campeonatos distritais e regionais. De futebol e futsal.
Vamos a números?
Esta época – reparem, só esta época – já foram agredidos trinta e dois árbitros em doze distritos. Trinta e dois! Desses, oito eram menores. Eram meninos de treze ou catorze anos que, tal como os jovens jogadores que dirigem, estavam apenas a dar os primeiros passos na carreira.
Cinco dessas agressões foram cometidas por pais de miúdos que estavam a jogar.
As consequências factuais são evidentes: carros danificados, assistência médica nas urgências, internamento hospitalar e, num dos casos, cirurgia facial. Outras lesões? Escoriações, costelas partidas, maxilares deslocados e múltiplos traumatismos. Mas quem está a contar?
A pior das mazelas é invisível. Não se mede por agrafos nem por pensos ou ligaduras. A pior é o dano psicológico e emocional. Aquela que atira alguns desses jovens para o medo e para a vergonha. Para o pesadelo e para a desistência.
Tenho trazido este assunto a público vezes sem conta. Irei trazê-lo tantas vezes quanto necessário. Sabem porquê? Porque ele insiste em repetir-se, jogo após jogo, semana após semana.
Ironia à parte, a verdade é que o país que é o actual campeão europeu de futebol não pode permitir que atrocidades destas ainda aconteçam.
A verdade é que a culpa não é dos energúmenos que não controlam a sua frustração ou das aberrações mascaradas de humanos que atiram o primeiro soco, o primeiro empurrão ou o primeiro pontapé. A culpa é de quem pode mudar tudo e não muda nada.
A culpa é de quem não assume o seu papel, criando mecanismos efectivos que travem este filme de terror, de uma vez por todas.
A culpa de verdade é de quem incendeia, de quem regulamenta e de quem tutela.
Posso deixar algumas dicas?
Invistam mais na prevenção, nas acções de sensibilização, nas campanhas contra a violência no desporto;
Criem regulamentação disciplinar que penalize, de forma exemplar, esses comportamentos. Quem bate, quem magoa, quem atira com um árbitro (ou jogador ou treinador) para a cama de um hospital não tem lugar no desporto;
Levem os criminosos à justiça. Responsabilizem criminalmente o cidadão que agride outro cidadão e punam-o exemplarmente.
Obriguem à presença de policiamento em todos os jogos, de todos os escalões. Não pode haver gestão de custos em algo tão importante como a segurança física dos agentes que tornam o jogo possível. Um polícia é muitas vezes suficiente para diluir a intenção de um potencial agressor;
E façam-nos um favor. Não se demitam das vossas obrigações.
Quando há pessoas que são seriamente ameaçadas ou que vão parar aos hospitais com lesões causadas por agressões, vir a público apelar ao Fair Play não é curto: é ridículo!
O futebol não começa no seu produto mais visível, no seu produto final.
O futebol a sério nasce todos os fins de semana, nos milhares de jogos que se disputam nos campeonatos distritais, dos benjamins aos seniores.
Esse é o futebol que tem que ser defendido, protegido e respeitado. E não está a ser.
Acordem antes que seja tarde!"

Benfquismo (CCCLXXIII)

Iluminado...!!!

105x68... Tugão legal!

Qualificação na 'neve'!!!

Midtjylland 1 (5) - (6) 1 Benfica
Digui (Dias,Gedson, Mendes, Zé Gomes, Buta, Digui)


Qualificação demasiado sofrida, para a nossa superioridade! Fomos quase sempre melhores, e mesmo na 2.ª parte, quando baixámos as linhas, as melhores oportunidades foram sempre nossas... Fazendo do guarda-redes adversário, o melhor jogador em campo!!!
Mas depois de tantas oportunidades perdidas, a 8 minutos do fim, com a expulsão do Florentino (e golo do empate, na sequência do livre directo...), ainda passámos por alguns sustos...

Nos penalty's, só desperdiçamos um (Álvaro), e sobrevivemos a alguma 'sorte' dos Dinamarqueses, que marcaram pelo menos 2 penalty's com muita 'vaca'!!!

No próximo dia 10 vamos ter o sorteio, os nossos potenciais adversários são: Barcelona, CSKA, PSG, Corruptos, PSV, Real Madrid ou Sevilha. Sem o Florentino, temos que ser 'criativos' para encontrar um substituto ao nosso 'pequeno' Fejsa!!!
Em 4 anos, esta é a 4.ª qualificação para os Oitavos-de-final, além do Benfica, só o Barcelona e o Real Madrid conseguiram esta proeza!!!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Correm ainda, lado a lado, pelas estradas da memória

"José Maria Nicolau merece ser aqui relembrado por uma e outra vez. Foi uma figura única do ciclismo português e marcou, com Alfredo Trindade, a rivalidade acima das rivalidades. Um Benfica-Sporting sobre duas rodas.

Chamavam-lhe «O Hércules do Cartaxo», tamanha a sua potência. José Maria Nicolau foi o maior ciclista da década de 30, e há muitos que o consideram o melhor de todos os tempos. Começou mal. Em 1928, no Lisboa-Óbidos-Lisboa, desistiu. Voltou no ano seguinte. Lisboa-Cartaxo. «Queria chegar primeiro na minha terra. Seria algo para jamais esquecer. Vesti pela primeira vez a camisola do Benfica. Sentia-me capaz de tudo. Mesmo tendo como adversários gente do melhor, como Quirino de Oliveira ou António Marques. A prova era terrível. A saída de Lisboa era feita através de azinhagas com mau piso. Mal partimos, lancei-me na frente. Bem me avisaram para ir mais devagar, que iria rebentar num instante, mas não liguei. Na ponta final fui vencido pelo Quirino. Fiquei triste e satisfeito. Triste por perder. Satisfeito por perceber que era tão bom como os outros».
Não era. Era melhor.
Dedicou-se a vencer: I Circuito de Lisboa, Taça União, III Volta dos Campeões, Grande Prémio de Outuno, Estoril, I Porto-Vigo, Porto-Lisboa, Volta a Portugal! Vencia provas com quem bebia água: fácil, de golada...
A Volta a Portugal estava na sua 2.ª edição. Tinha havido a primeira; depois, quatro anos de intervalo. Finalmente, Nicolau.
Alto, jovem pleno de vigor. Era um touro de potência. Determinado; entusiasta. «Desde que atingiu a classe de corredor de primeira linha, não hesitava em arrancar logo de princípio. Em muitas provas, pareceu levar tudo de reboque, na sua roda... Nas descidas, era do mais confiado. A 'alma' de Nicolau, em cima da bicicleta, correspondia à 'alma' tradicional do Benfica».
Em 1932 não ganhou a Volta. Mas ganhou o resto: V Volta dos Campeões, Taça Golegã, Taça Olímpica, Grande Prémio de Lisboa, 12 Voltas à Gafa, Porto-Lisboa, Taça União, III Lisboa-Coimbra, Campeonato de Portugal em Fundo, Lisboa-Benavente. Não havia limites para José Maria Nicolau.
Um rival de peso
Houve, depois, a rivalidade. A rivalidade de sempre: Benfica-Sporting - José Maria Nicolau - Alfredo Trindade. No velho jornal Os Sports, após a III Volta a Portugal, conquistada por Trindade, fazia-se a comparação: «A superioridade atlética de Nicolau em relação a Trindade é inegável: a derrota na III Volta não o apouca, porque os melhores perdem e não deslustra perder quando o adversário é valoroso e se vendeu cara a vitória. Nicolau disputou provas, além da Volta, e em todas triunfou; nas dezanove etapas da Volta, venceu doze vezes e ficou quatro vezes em segundo e duas em terceiro. É difícil demonstrar mais absoluto senhorio, e o campeão do Benfica merece a designação de rei na época de 1932».
A carreira de Nicolau foi pejada de triunfos.
Houve um ou outro, em especial.

O recorde batido na Porto-Lisboa. Estava em 14h42s, e Nicolau fez 12h10s - 2h35m11s de diferença. Explosivo! Supersónico! Há uma fotografia bem exemplar desse momento. Nicolau junta as mãos sobre a cabeça em gesto de triunfo. Está aos ombros dos seus companheiros - Mário de Almeia, Domingos Leal, Santos Duarte, Vassalo Miranda, Aguiar da Cunha e Gil Moreira. Uma equipa de campeões!
A rivalidade continuava- «Nicolau-Trindade de constituíram a mais célebre rivalidade ciclista de todos os tempos em Portugal», escrevia-se na Stadium, uma revista revolucionária (em todos os sentidos) para a época. «As estradas do continente eram ímanes que atraíam compactas multidões para as suas beiras. Os gritos de incitamento, os aplausos vibrantes do povo eram incentivos caros que chegavam à alma dos seus formidáveis ciclistas. O triunfo de um deles não era, de modo alguém, derrota inglória do outro. Era um duelo ímpar de emoção, um duelo sem fim. Desta alternância de ganhar e de perder nasceu a mais excepcional e vibrante rivalidade desportiva de todos os tempos no ciclismo lusitano. O facto de Alfredo Trindade pertencer ao Sporting e José Maria Nicolau ao Benfica completou com extrema felicidade o quadro dessa formidável emulação desportiva, jamais atingida entre dois atletas no plano puramente individual. Nicolau ganhou a II Volta a Portugal, e Trindade foi segundo. Trindade ganhou a III Volta a Portugal, e Nicolau foi segundo. Na quarta, Nicolau desistiu, e Trindade ganhou. Na quinta, Trindade desistiu, e Nicolau ganhou. Que melhor igualdade se pode desejar para traduzir a enorme rivalidade que existiu entre os dois ídolos do ciclismo?».

Os dois nomes entraram, lado a lado, no corredor estrito dos mitos. Passaram-se as décadas, e mantém-se a chama. Correm ainda num desafio infinito pelas estradas da memória."

Afonso de Melo, in O Benfica