Últimas indefectivações

terça-feira, 7 de maio de 2013

Aguarela do Brasil...

"Epidemia sentimental, chamaram-lhe depois das vitórias frente ao Peñarol no Maracanã e ao palmeiras no Pacaembu. O Benfica ganhava prestígio. De Lisboa as felicitações viajavam para o lado de lá do Atlântico.

uma semana falei aqui da primeira deslocação do Benfica ao Brasil. Da festa, do ambiente acolhedor e amigo que a comitiva 'encarnada' foi encontrar, da derrota inicial frente ao Flamengo, por 0-1.
Mas essa digressão não se fez de derrotas, não foi de derrotas que o Benfica construiu a sua história. Por isso, prossigamos. Já no Brasil, claro está! nos dias que se seguiram ao embate com o Flamengo no Maracanã. Acrescente-se que essa estreia na América do Sul foi longuíssima. Os 'encarnados' saíram de Lisboa a 17 de Junho e 1955 e só regressaram a 3 de Agosto, com jogos no Rio de Janeiro e São Paulo para o torneio Charles Miller, e em Caracas para a Pequena Taça do Mundo.
Fiquemo-nos, para já, pelo Brasil. Haverá tempo e espaço, certamente, para batermos de novo nesta tecla sul-americana das viagens do Benfica. O Torneio Internacional do Brasil, ou Torneio Charles Miller (o homem que levou o Futebol de Inglaterra para o velho país irmão) teve a presença de quatro equipas brasileiras (Flamengo, Corinthians, América FC e Palmeiras) e dois convidados especiais, o Peñarol de Montevideu, do Uruguai, e o Benfica, de Portugal. Gente para ninguém botar defeito, como diriam os que falam português com sotaque de açúcar e manga.
Pois, pode dizer-se que, sem ser excelente, o Benfica portou-se à altura. Sobretudo por ser uma primeira vez. Derrotas perante o Corinthians (1-2) e o América FC (2-4) e vitórias sobre o Palmeiras (2-1) e Peñarol (2-0). Valeu! Por isso escrevia-se na imprensa portuguesa, logo após o jogo com os uruguaios: «Que o Maracanã perdeu a cabeça, que o Benfica se transformou na epidemia sentimental e que o Sport Lisboa e Benfica escreveu uma linda página das relações desportivas luso-brasileiras - eis o que é já hoje uma consoladora certeza!».

Palmeiro marcou ao Palmeiras
O Benfica jogara no Maracanã como se fosse em casa. A massa de gente que recebera a comitiva portuguesa no aeroporto e se deslocara ao estádio para ver treinar os homens de Otto Glória - também ele mais uma ponte de aproximação entre o Benfica e o Brasil - adoptara os 'encarnados' como centro do seu maior carinho. E isso foi inegável para os enviados-especiais dos jornais portugueses. «A quem jamais viveu semelhantes momentos de entusiasmo, de verdadeira loucura, será melhor que não tentemos explicar o que se passa nesta soberba capital do Rio de Janeiro». As bancadas do Maracanã agitavam-se vermelhas. Bandeiras e camisolas e gritos de Benfica!, Benfica!, Benfica! Portugueses e brasileiros misturados. À distância do tempo, que tudo reduz a uma insignificância igualitária, não é possível perceber o impacto que a vitória do Benfica sobre o Peñarol, com golos de Coluna e Águas, o primeiro num remate fantástico com o pé esquerdo, o melhor que teve no Futebol português da época. Os adjectivos perdiam-se de vista. As Direcções do FC Porto e do Belenenses trataram de expedir, com carácter de urgência, telegramas para o lado de lá do Atlântico felicitando os dirigentes benfiquistas pelas exibições e resultados obtidos no Brasil. Outros tempos...
No Pacaembu, cheio a rebentar pelas costuras, Águas e Palmeiro marcaram ao Palmeiras. E foi inenarrável o que aconteceu após o jogo. Leiam, não fui eu quem escreveu: «O Benfica, delirantemente aplaudido pelo público que pejava as bancadas deu uma volta de honra ao gramado enquanto que ao ar subiam dezenas de foguetes e morteiros que estralejavam festivamente, dando ao ambiente um ar alacre de alegria vibrante. Nas tribunas, os repórteres brasileiros abraçavam os portugueses presentes exclamando: o Benfica é na realidade um grande Clube! O resultado justo seria de 4 a 1...» Entre o colorido da festa, o Benfica fincava nome por mais um lugar do Mundo. Não tardaria a partir para a Venezuela. O destino da águia é voar..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Uma conspiração de estúpidos

"«Quando aparece no Mundo um verdadeiro génio é possível reconhecê-lo através deste sinal: todos os estúpidos se unem contra ele.» É assim que começa o livro de John Kennedy Toole «Uma Conspiração de Estúpidos ». A frase é tirada de Jonathan Swift, alguém que percebia bem o que era a estupidez. Por isso, quando ouvi a fandangueira figura dizer, alto e bom som, que só os estúpidos falam de árbitros, fiquei com a certeza de que estava a preparar-se para falar daquilo que só os verdadeiramente estúpidos falam: ou seja, de árbitros.
Uma vez vi uma cena digna de um filme do Buster Keaton: um grupo de rapazes com camisolas às riscas corria atrás de um árbitro a todo o comprimento de um campo de Futebol; o árbitro era rápido, esquivava-se como uma lebre por entre galgos, corria aos ziguezagues, e a rapaziada às risquinhas atrás dele. Foi grotesco. A fandangueira figura não falou de árbitros nesse dia. Mas, excepto ele, toda a gente falou. Estúpidos, é claro! Uma conspiração de estúpidos!
Um dos empregados da fandangueira figura fala de árbitros todos os dias. Mas esse não é estúpido, é só mandado. Nem todos os estúpidos falam de árbitros; outros falam, mas pouco. A regra mantém-se: são estúpidos que conspiram contra o génio que ilumina o Mundo.
A fandangueira figura fala de árbitros a torto e a direito, mas além disso fala com árbitros, o que o iliba de qualquer género de estupidez.
São assim os estúpidos: dividem-se em classes. Admito que seja um estúpido de primeira classe quando, volta e meia, falo de árbitros. Ou quando os vejo a fugir, ou então aos beijos e abraços aos rapazes de camisolas às riscas. E pergunto-me: o estúpido serei mesmo eu?"

Afonso de Melo, in O Benfica

Falta o... quase

"1. Decisiva (espera-se) vitória na Madeira coloca-nos na rota do título. Está quase. Mas ainda falta o quase e teremos que o garantir em campo. O Estoril não será 'pêra doce' na próxima segunda-feira. Será mais uma final rumo ao principal objectivo da época - o título nacional.
Na Madeira, jogámos bem melhor à procura do golo do que defendê-lo. Chegou a ser enervante a exibição a seguir ao nosso 1.º golo. Foi brilhante a actuação a caminho do 2.º tento. Mas a vitória foi justíssima e... importantíssima. Vamos a isto Benfica! Vamos encher o Estádio na 2.ª feira e levar a equipa a novo triunfo, a caminho do título. Está quase. Mas falta esse... quase!

2. Tive oportunidade de assistir ao Benfica-Fenerbahçe nas novas (e excelentes) instalações da Casa do Benfica no Porto, com três andares na Rua de Santa Catarina, onde a Casa, aliás, foi fundada, em 1988. Só foi pena apenas ter sabido da mudança depois do Benfica-Sporting, razão por que, com outros consócios, fiquei à porta da Rua de Camões, onde a Casa esteve instalada nos últimos anos. Ter-se-ia imposto uma melhor divulgação da mudança de instalações... que só na passada semana foi finalmente actualizada no nosso site...

3. Admitamos que João Capela não assinalou duas grandes penalidades no Benfica-Sporting. Mesmo assim, o Benfica ainda tem saldo negativo neste Campeonato: foi mais prejudicado (em dois jogos - quatro pontos) que beneficiado (um jogo - dois pontos). Bem ao contrário do Sporting, beneficiado numa série de jogos... incluindo o desta última jornada. Quanto ao FC Porto, que ao longo de anos e anos teve os árbitros na mão (e ainda agora há dúvidas relativamente a alguns...), não tem qualquer moral para falar. E nunca vi ou ouvi o comentador Rui Santos, que agora vem falar em 'Liga Capela', escrever ou falar em 'Liga Proença', por exemplo...

4. Soma e segue. Infelizmente. A (triste) actuação dos No Name no Benfica-Sporting custou ao Clube mais 12.750 euros, ou seja, a quota de 1062 sócios. Ao longo do campeonato já vão 130.128 euros. Estiveram 10.844 sócios a pagar as suas quotas para isto. Já sem falar nos 72 mil euros de multas da UEFA só esta época. Volto a perguntar: até quando?"

Arons de Carvalho, in O Benfica

Humildade

"Quatro pontos de avanço, a escassas três rondas do termo da competição, ficam bem ao Benfica, na antecâmara do título nacional. A trajectória tem sido fulgurante, também na Taça de Portugal, projectando uma "dobradinha" que o nosso Clube não consegue há mais de duas décadas.
Nesta altura, vive-se uma atmosfera de euforia nas hostes "encarnadas". Sem qualquer derrota nas provas domésticas, o Benfica tem patenteado uma superioridade inequívoca, de resto aceite até por alguns dos seus habituais opositores ou mesmo detractores. O entusiasmo faz todo o sentido, é contagiante, é estimulante, é excitante. Ainda assim, tal como insistentemente têm referido os principais responsáveis, em particular o presidente, Luís Filipe Vieira, e o treinador, Jorge Jesus, importa não subestimar os antagonistas (Estoril, FC Porto, Moreirense e V.Guimarães) e cultivar humildade.
Que também fica bem ao Benfica. A luta, em particular com o rival do Norte, vem sendo titânica. Em desespero, do Dragão disparam-se atoardas com o fito de inquinar o previsível desfecho das competições. Com elevação, mas também com firmeza, a estratégia tem sido denunciada, tem sido desmontada. O Benfica não marca só (muitos) golos no campo, marca também (muitos) golos nas palavras.
Sem sobranceria, sem jactância, sem triunfalismo exacerbado, esta temporada pode ficar nos anais do Clube como uma das mais saborosas e produtivas. Pode e vai ficar, certamente. Da mesma forma que se prova à saciedade quão importante é manter a humildade, ao invés de outros que tudo prometeram, inclusive a Liga dos Campeões. Eles pagam a factura da arrogância, nós ganhamos o registo da modéstia. Da modéstia vitoriosa e convincente."

João Malheiro, in O Benfica

Praia à vista

"No momento em que esta edição chegar às bancas, já será conhecido o desfecho da meia final da Liga Europa. Já saberemos se o Benfica regressou a uma Final, 23 anos depois de Viena, ou se, pelo contrário, se quedou por uma presença honrosa - que, em condições normais, será suficiente para na próxima temporada nos colocar como cabeça-de-série do sorteio da Fase de Grupos da Champions League, e como brilhantes sextos classificados no ranking da UEFA, apenas superados por Barcelona, Bayern de Munique, Real Madrid, Manchester United e Chelsea.
Independentemente do que a frente europeia nos tenha reservado, o principal objectivo da temporada (a conquista do Campeonato) está cada vez mais perto de ser atingido. Há umas semanas atrás, nestas mesmas páginas, referi ser minha convicção que cinco vitórias consecutivas seriam suficientes para, senão festejar o título, pelo menos encomendar as faixas. Essa série de cinco jogos termina justamente na próxima segunda-feira, quando, no nosso Estádio, recebermos uma das grandes revelações da época: o Estoril-Praia.
Caso consigamos ultrapassar esta etapa - cuja dificuldade, para além do valor do adversário, encontrará razão no desgaste do jogo com o Fenerbahçe, e de toda a época cada vez mais longa -, entraremos no Estádio do Dragão com uma vantagem que nos põe a salvo, quer de uma noite menos conseguida, quer dos subterfúgios a que o FC Porto recorre quando vê as coisas escaparem ao seu controlo (chamem-se Proenças, Casagrandes ou bolas de golfe). Pelo contrário, uma escorregadela diante do Estoril deixar-nos-á à mercê de todos esses factores, podendo pois dizer-se que - segunda-feira sim - estamos perante 'o' jogo do título. Importa deste modo perceber a relevância da ocasião, e criar uma onda de apoio capaz de, a partir das bancadas, ajudar a equipa a chegar à vitória. Um Estádio cheio será a força suplementar que, depois de tanto mar (como dizia Chico Buarque), nos conduzirá à terra prometida e ao cheiroso alecrim da festa."

Luís Filho, in O Benfica

Acreditar


Benfica 1 - 1 Estoril

Aconteceu o que eu temia à bastante tempo, logo uma semana depois de eu ter passado para o clube dos optimistas!!!
Foi notório desde dos primeiros minutos, que fisicamente a equipa estava de rastos. Hoje, não faltou atitude, bem pelo contrário, os jogadores deixaram tudo em campo, mas quando o cansaço se acumula, as pernas não respondem, e até a cabeça deixa de funcionar da melhor forma, e as decisões mais óbvias, tornam-se complicadas. A equipa não tremeu, na perspectiva do título: os jogadores mais rápidos não tinham mudança de velocidade, perdíamos os ressaltos, perdíamos quase todos os duelos físicos, defensivamente e ofensivamente.


Também já o disse: mais vale um jogador fresco, do que um jogador, potencialmente melhor, mas cansado. Hoje, o Ola John e o Rodrigo tinham que ter sido titulares. E mesmo o Carlos Martins (com toda a sua estupidez) podia ter jogado de início. A saída do Melga também foi um erro, o Nico que estava completamente de rastos, e inconsequente, ele é que tinha que ter saído, e para jogar na esquerda o Ola tinha sido melhor opção. O Rodrigo devia ter entrado para o lugar do esgotado e desinspirado Lima. E com a expulsão, com o Matic de rastos, o Aimar tinha que ter entrado...


O jogo seria sempre difícil, o Estoril é uma equipa organizada, teve 11 dias para preparar este jogo (enquanto o Benfica nos últimos 12 dias fez 4 jogos, muito intensos!!!), para o Benfica ser feliz, tínhamos que ser eficazes, e não fomos... alguns dos falhanços foram aberrantes, para dificultar as coisas, ainda resolvemos oferecer um golo ao adversário (que depois de ver na televisão, parece-me que o Licá está em fora-de-jogo, e apesar de não tocar na bola, tem influência no lance, não ilibando o Artur), que só depois, em vantagem, e em superioridade numérica, criou oportunidades claras de golo, antes disso, a defesa ia com dificuldade é verdade, ia controlando. O Artur este ano com os Corruptos, na Choupana e hoje, já vale -6 pontos (se fosse o Roberto?!!!), o Melga na 1.ª jornada, também ofereceu 2 golos ao Braga (além do serviço do Soares Dias), tem sido sina esta época perder pontos em jogos onde sofremos golos com erros individuais perfeitamente escusados...
O apitadeiro sem lances muito polémicas, fez aquilo que todos os Frutados experientes sabem fazer: controlar o jogo no meio-campo.: Sempre que o Benfica tentava sufocar ofensivamente o adversário, lá vinha o apito salvador, que dava para respirar; o critério apertado dos amarelos, tanto por protestos - o Carlos Eduardo nesse aspecto devia ser inimputável -, como por por entradas para travar contra-ataques só foi apertado para o burro do Carlos Martins; no livre do Cardozo, afastou-se rapidamente da barreira, 8 metros de distância foi mais do que suficiente; e ainda teve direito a brinde, quando já nos descontos mostra o amarelo ao guarda-redes do Estoril, por fazer aquilo que andava a fazer desde do 1.º minuto de jogo!!!


Não me passa pela cabeça, o Jesus não renovar (por vários anos... creio mesmo que já houve assinatura de contracto...), mas hoje esteve mal. O problema é que neste momento o Benfica já devia ser matematicamente Campeão. Na pior das hipóteses, o jogo com os Lagartos deveria ter sido o jogo do título (matematicamente). E só estou a contabilizar os roubos descarados, para estas contas não entra os treinos amigáveis, com resultados combinados, como por exemplo tivemos nesta jornada na Choupana: enquanto o Benfica tem 30 batalhas para ganhar, pars os Corruptos, mais de metade dos jogos, são autênticos passeios...


O fantasma 'Peseiro' vai ser recordado esta semana recorrentemente, nem que seja só para pressionar mais: aviso desde já, que não tem comparação. Ninguém acreditaria que o Benfica neste momento da época tivesse nesta situação após a pré-época, ninguém. A época tem sido extraordinária, e será no mínimo, boa...
Para os próximos dias, é preciso calma e confiança... e muito descanso, mais do que o Jorge Sousa (que vai ser de certeza o árbitro...), mais do que o ambiente terrorista que vai ser montado, o Benfica tem que fisicamente recuperar as forças... sem o Enzo (?!) (e sem o Carlos), provavelmente será o André Gomes o escolhido, espero que a opção seja só por um avançado com o Nico (fresco) nas costas... mas mais importante do que tudo isto, é a recuperação física, e o acreditar, dos adeptos e dos jogadores.
Recordo que os últimos 2 campeonatos que vencemos, não foram em competição directa com os Corruptos. Temos que recuar aos anos 90 para termos vencido em compita directa com os Corruptos. Quem não compreender este facto, não sabe em que País vivemos.

domingo, 5 de maio de 2013

Só mais uma !!!


Benfica 70 - 50 Ovarense
18-6, 12-16, 20-15, 20-13

Hoje, a diferença pontual foi menor, porque a meio do 2.º período  os árbitros desataram a marcar faltas ofensivas às nossas penetrações, e isso enervou a equipa, e obrigou o Benfica a mudar de estratégia, apostando em demasia nos lançamentos exteriores. Passado essa paranóia/perseguição arbitral, o jogo voltou ao normal, e o Benfica voltou a afastar-se... Isto é algo que acontece muitas vezes no Basket: devido à subjectividade inerente à marcação de faltas no Basket, muitas vezes, os árbitros acabam por proteger os mais fracos, numa suposta forma de manter os jogos nivelados!!!
Esta fase acabou por não ter impacto no resultado final (a Ovarense chegou a estar 'somente' a 4 pontos), porque o Benfica, durante toda a partida, demonstrou sempre uma boa atitude defensiva...
Só falta mais uma vitória para carimbar a passagem à final.

Juniores - 12.ª jornada - Fase Final


Guimarães 1 - 2 Benfica

Mais uma grande vitória, num campo sempre difícil, com mais dois golos do Dino - eu avisei que com a lesão do João Gomes, o Dino era a melhor opção para ponta-de-lança!!! -, confirmámos a candidatura ao título nacional. Com a derrota do Sporting no antro Corrupto - os Corruptos marcaram ao minuto 95, num jogo que devia ter tido 3 minutos de compensação!!! -, ficámos à frente isolados. No próximo fim-de-semana, em caso de vitória na recepção aos Corruptos, somos Campeões. Em caso de empate adiamos tudo para a última jornada, mas ficamos só a depender de nós, na deslocação a Vila do Conde... Reafirmo: se temos começado esta Fase Final, a jogar com todos os jogadores disponíveis, já éramos Campeões.

Benfica.......26
Corruptos.....25
Sporting.......23
Rio Ave........16
Braga..........14
Guimarães.....9
Setúbal........8
Nacional.......6

Iniciados - 4.ª jornada - Fase Final

Gafanha 0 - 1 Benfica

Sporting........12
Benfica.........6
Corruptos.......3
Gafanha.........3

Benfica no feminino !!!


Duas grandes vitórias no Feminino este fim-de-semana, no Universo Benfica: o título de Campeãs Nacionais da 2.º Divisão no Basquetebol, e a vitória na Supertaça da AFL no Futsal, completando o pleno nesta época...
As modalidades colectivas femininas, são muito pouco apoiadas em Portugal, e têm pouca visibilidade, a política nos últimos anos no Benfica tem sido em sentido contrário. Além destas duas secções, destaco o Rugby, com muitas vitórias, e mais recentemente o Hóquei... Falta o Futebol!!!


Marca Jesus

"Quando Jorge Jesus assumiu o cargo, os benfiquistas torceram o nariz, não pela capacidade ou provas dadas, mas por mero preconceito social. Preferiam o perfil elegante, cosmopolita e bem-falante de um Quique qualquer e sentiam-se ridicularizados pela figura glosada em todos os programas de humor. O futebol encarnado era então gerido de forma caótica, à mercê de todo o oportunismo e de gritante incompetência, intervalado episodicamente pelo génio de Trapattoni.
Quatro anos passados, Jesus é reconhecido como o mais consensual, o mais genuíno, transparente e intelectualmente honesto dos treinadores. Não procura ser mais importante do que é, não apouca o trabalho dos colegas, embora não fuja dos confrontos e polémicas, respeita os jogadores adversários e não se refugia atrás dos pés de microfone ou debaixo das batinas directivas. Uma personalidade rara no meio.
E, por isso, hoje os benfiquistas orgulham-se do seu treinador popular e do jogo ambicioso e ofensivo que promove a cada semana. Até surpreende que nem as pastilhas elásticas, nem as cabeleiras fartas, nem a pronúncia saloia tenham despertado os gurus da publicidade associada à maior marca nacional, como há 30 anos a horrível Macieira se soube vender através do panamá de Eriksson.
Jesus construiu em quatro anos o mais valioso dos patrimónios pessoais, uma marca que perdurará, talvez só comparável a um Pedroto ou a um Artur Jorge.
Em tempo de assédio sem fronteiras, pode imaginar-se que vai chegar o momento em que seja tentado por algum convite de campeonatos mais fortes. Se nem treinadores comodamente sentados em cadeiras de sonho foram capazes de resistir, o que faria Jesus perante o desafio de uma carreira internacional? Maduro, inteligente e com perspectiva  devia preferir continuar a desenvolver a sua figura à dimensão do universo encarnado e acabar por tornar-se no maior treinador da história do clube. Místico agora, mítico na história."

Glória e sermão

"O Benfica foi Benfica. Jogou à Benfica e ganhou à Benfica (...) O Benfica é uma tatuagem que se colou à epiderme da nossa Pátria.

1. O regresso à glória. Em glória. Foi isso que todos nós os que estivemos no dia 2 no Estádio da Luz sentimos. Um ambiente fantástico. Um entusiasmo sem limites. Uma vontade colectiva inquebrantável. O Benfica foi Benfica. Jogou à Benfica e ganhou à Benfica. Grande parte da Nação Portuguesa viveu o entusiasmo há tanto tempo esquecido. Em Lisboa, no Porto, em Faro, nas Ilhas, em Luanda ou em S. Tomé, no Maputo e em Paris, nos cafés belgas e até em bares islandeses. Em todos os cantos do mundo onde há portugueses. Realmente, por muito que custe aos nossos adversários, o Benfica é um tatuagem que se colou à epiderme da nossa Pátria. Sejam quais forem as razões históricas. Este é o facto. E, por favor não minimizem o feito alcançado. Ou os outros que virão. Que ninguém esqueça: desprezar as vitórias dos adversários é diminuir-se e menorizar-se a si próprio. O Benfica vai à final da Liga Europa com todo o mérito. E vai para ganhar. O Benfica vencerá a Liga com todo o mérito. O Benfica ostentará a Taça no Jamor com todo o mérito. Por ser a melhor equipa. E por ter sabido construí-la. As arbitragens são pretextos de quem perde. Ou de quem não ganha. Mas, infelizmente, até nesse campeonato vencemos. É recordar a arbitragem, bem francesa, da passada quinta-feira. E sobretudo relembrar os resultados de muitos dos jogos disputados nesta e noutra épocas. Há quem seja assim. E não consiga ter a grandeza de alma para reconhecer o que é patente e inquestionável. É pena que esta negação ocorra no desporto. Mas, como qualquer patologia, sinaliza um mal cuja extensão se aprofundará na exacta proporção em que o Benfica repetir os êxitos que tem alcançado.

2. Ontem, nem nos apercebemos que se comemorou o dia mundial do futebol. Na verdade, a FIFA proclamou este dia em homenagem ao desastre aéreo que, há precisamente 64 anos, destruiu uma das melhores equipas da história do futebol e que conquistara, consecutivamente, e com goleadas impressionantes, o campeonato italiano. Falamos do Torino, uma das grandes marcas do futebol do século XX. E o que é interessante é que a equipa regressava de um jogo particular que disputara, em Lisboa, contra o Benfica, para a despedida de Francisco Ferreira. Em cada 4 de Maio, recordamos o Torino e a cada 2 de Maio os benfiquistas não esquecem a segunda Taça dos Clubes Campeões Europeus, conquistada em Amesterdão, no Estádio Olímpico, face ao Real Madrid de Di Stéfano - que, curiosamente, anunciou, na passada sexta-feira, que, aos 86 anos, voltará a casar -, Puskás, Santamaria ou Gento. E com os dois últimos golos do Benfica a serem marcados por Eusébio, após uma recuperação em que José Águas, Cavém e Coluna foram determinantes, sem esquecermos todos os outros, de José Augusto a Simões, de Mário João a Cruz, de Ângelo a Germano. E com Costa Pereira a marcar presença sistemática nas primeiras quatro finais em que participámos na Taça dos Clubes Campeões Europeus.
(...)

4. Por tudo isto, e também em razão de declarações do treinador do Futebol Clube do Porto, Vítor Pereira, recordei um dos sermões mais emblemáticos do Padre António Vieira: o Sermão de Santo António (1654). Também, nessa altura, não tínhamos dinheiro e, também nessa altura, havia uma imensa crise em Portugal. E o Padre António Vieira dizia: «Enfim, que havemos de pregar hoje aos peixes? Nunca pior auditório. Ao menos têm os peixes duas boas qualidades de ouvintes,  ouvem e não falam». Um conselho avisado. Há mais de quatrocentos anos. E que alguns, no futebol, deveriam conhecer, interiorizar e sufragar."

Fernando Seara, in A Bola

A matilha

"A matilha ataca sem tréguas. Atiram os cães de fila para a linha da frente e, entre latidos e rosnados, deixam para trás os que vão uivando com a cauda a abanar na esperança de que o dono atire um ossito à rafeirada.
A matilha não perdoa, ladra incessantemente, desde há duas semanas, porque, ao contrário do que tem sido habitual nas últimas décadas, não têm encontrado diligentes moços de fretes prontos a entregar a encomenda dourada em tom de apito. Uivam com saudades dos que se vendiam em prostíbulos em troca de fruta para dormir ou conselhos matrimoniais.
A matilha não descansa e dá voz, na comunicação social, a rafeiros, rafeirotes e bicheza afim para enviar avisos velados e ameaças deslavadas aos próximos nomeados para arbitrar os jogos do Glorioso. Alguma rafeirada, mais refinada, esconde-se por baixo de uma aparente, e constantemente desmascarada, ideia de “independência” e “imparcialidade”, para lançar a suspeita cobarde e nojenta com a mesma desfaçatez com que cobardemente ajudaram, e ajudam, a encobrir três décadas de crimes de dourados apitos e bem menos douradas agressões chantagens e ameaças. Normalmente, esta frente da matilha tem direito a tempo de antena semanal sem direito a outro contraditório que não seja a sua própria contradição. Só espero sinceramente que os dirigentes do nosso clube não voltem a cometer o erro de dar direito a entrevistas exclusivas dos profissionais do nosso clube a alguns destes cães de fila.
Quanto aos hipócritas que falam em nome de uma verdade desportiva que conspurcam há três décadas só há um tratamento a dar: deixá-los ladrar enquanto a caravana passa em busca do 33º título de campeão."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Benfica contra os ventos da história

"O futebol  é paixão do povo, porque se tornou uma excepção à regra da combinação directa entre a riqueza e o sucesso

Nona final europeia para o Benfica. A curiosidade maior é que acontece ao ano em que o poder político e económico da Alemanha se juntou, com alguma naturalidade, o poder desportivo, com o Bayern de Munique e o Borússia de Dortmund a dominarem ‘autoritariamente’ e a discutirem entre eles o título de campeão europeu.
Ora o Benfica, ao contrário dos clubes germânicos, pertence a um país sobre assistência financeira, um país que os alemães recriminarem por ter um povo que, supostamente, vivia acima das suas possibilidades, embora muito abaixo das condições de vida dos alemães. O Benfica torna-se, pois, num caso de estudo. Aliás, não apenas o Benfica , mas todo o futebol português, onde, apesar das suas grandezas e misérias, há um enclave da vida pública que teima em resistir como sector de notável excelência internacional.
É verdade que um dos maiores factores de sedução popular do futebol é essa espantosa capacidade dos pequenos se poderem confrontar com os grandes, no fundo, um eufemismo desportivo para designar ricos. O futebol é uma excepção à regra da combinação direita entre a riqueza e o sucesso e por isso garantiu a paixão do povo. Porque permite o desafio do poder económico e do poder político, porque recusa a submissão sem luta, a derrota sem combate.
Não deixa de ser curioso pensar que o futebol é um reduto de capacidade, de competência  de valor e de poder da Europa do Sul. Coisa pouca ou, até mesmo, irrisória, dirão muitos. É notório que o futebol não resolve a dívida externa, nem nenhuma das grandes questões de uma sociedade onde a economia manda sobre tudo e todos. Mas se o futebol não tiver, mesmo, importância nenhuma, a verdade é que essa seria uma péssima notícia para países como Portugal, Espanha, Grécia ou Itália.
O futebol pode não ter a importância da economia, que não lhe verá reconhecida suficiente grandeza de indústria, mas não tem a importância da filosofia, que lhe reconhece uma surpreendente dimensão humana. Ora a questão da importância está no conceito. Saber se é mais importante o dinheiro, ou o homem. Dirão os economistas que o mais importante é o dinheiro na mão do homem. Dirão os filósofos que o maior perigo social é precisamente o do homem nas mãos do dinheiro.
O que me parece irrebatível é que um sucesso, ao mais alto nível, de um clube ou de uma selecção nacional de um país que viva subjugado às políticas e aos interesses do poder económico internacional se transforma numa ilha de resistência e ajuda a preservar alguma dignidade nacional, alguma autonomia cultural, alguma consciência patriótica.
Por isso, a qualificação do Benfica para esta final europeia em Amesterdão, não é, apenas, um excelente serviço prestado ao país. Tal como aconteceu com o FC Porto nas suas brilhantes vitórias internacionais. Tal como acontece coma Selecção , quando se consagra entre as melhores selecções  num contexto de dimensão mundial.
Esta nona final do Benfica é, pois, conseguida num momento historicamente adverso. Principalmente, porque os poderes do futebol também se tornaram insaciáveis e, por isso, se deixam cada vez mas seduzir pelos poderes políticos e económicos, criando competições preparadas para o maior lucro possível. Mais uma razão para valorizarmos o sucesso do Benfica. Mais uma razão para o sentirmos como um admirável serviço público prestado a este pobre país emocionalmente arrasado e descrente.
Serão as minhas palavras manifestamente exageradas para a simples dimensão desportiva do feito? Não, não são, porque a dimensão do feito não é meramente desportivo, a não ser aos olhos míopes dos que não vêem mais de um palmo à frente dos seus narizes.

O pior de Vítor Pereira
O pior das recentes afirmações de Vítor Pereira, não é o que ele diz, mas razão pela qual o diz. Um misto de submissão patronal (que não fica bem ao seu currículo de personalidade) e de mau perder (especialmente numa altura em que ainda não perdeu).
Vítor Pereira sabe que mesmo sendo verdade que o Benfica possa ter sido beneficiado por erros de arbitragem no derby, muitos outros jogos do seu clube, deste e de outros tempo, colheram silenciados benefícios idênticos. É uma má regra, mas verdadeira, que os grandes são sempre mais beneficiados do que os pequenos. E o FC Porto também é um grande.

(...)"

Vítor Serpa, in A Bola

Glorioso

"O SL Benfica acaba de se classificar para a final da Liga Europa. Antes já se tinha apurado para a final da Taça de Portugal. E neste momento segue como líder isolado e sem qualquer derrota no campeonato. Isto são factos. E contra factos não há desculpas. Um desempenho deste quilate pode assentar em múltiplas bases e diversos fundamentos. Mas uma coisa é certamente verdadeira; sem mérito próprio jamais seria possível. Nem a sorte íntima ou o azar alheio, nem postes ou traves, nem calendários ou sorteios, nem chuva ou sol, podem explicar um percurso quase imaculado, verdadeiramente sem qualquer falha grave.
E isto numa época que se afigurava assaz difícil, depois de mais outra de insucessos, nomeadamente porque a equipa se viu de repente privada de dois jogadores até aí detentores de uma importância não apenas relevante mas de facto tão nuclear quanto evidente: Javi Garcia e Witsel. Ora, a verdade é que sucedeu que não só foram bem substituídos como se regressassem hoje de certeza que sentiriam muitas dificuldades em recuperar o posto que antes lhe pertencia. A isto acresce sobremaneira a circunstância de o clube não ter precisado de realizar novos investimentos adicionais para colmatar tais brechas, uma vez que as soluções foram encontradas em casa: Matic, com uma época notável, e Enzo Pérez, o símbolo maior das mais improváveis das adaptações. A cereja no topo do bolo foi a categórica revelação de dois atletas de elevado potencial: André Gomes e André Almeida., este último utilizado como médio mas também nas duas laterais – e sempre de modo convincente. Como se não bastasse, já a corrida tinha recomeçado quando desferiu contra o seu rival um tiro de surpresa e que se viria a revelar decisivo – a contratação de Lima.
Por tudo isto, vénia ao SLB."

Paulo Teixeira Pinto, in A Bola

Tenham cuidado, ele é perigoso…

"Portugal está em festa, em particular os benfiquistas. Está conseguida a final europeia que fugia aos encarnados há 23 anos. Muito mais que a imagem de Jorge Jesus a gritar para dentro de campo ao ponto de fazer cair a pastilha, apanhando-a num movimento contínuo (sem olhar, revelando instintos notáveis e ilustrando bem o facto de tudo estar “controlado” pelo técnico encarnado na última meia-final… até uma pastilha mais viva), há momentos do jogo que marcam e justificam melhor o motivo de festim por parte das hostes encarnadas.
Aconteceram aos 36, 67 e 80 minutos do jogo que serviu de acesso à final da Liga Europa 2013, ante o Fenerbahçe e só tiveram um protagonista: Óscar Cardozo. Os momentos dos golos têm de ser assinalados pela frieza, a calma e a técnica aplicada pelo paraguaio nas execuções que coloriram o marcador a favor dos encarnados, o outro momento é destacado pelo facto de ser notória a quebra física do “Tacuara” que se deitou no chão abatido pelas cãibras. Sinal do esforço, da entrega e dedicação de um jogador que muitas vezes fora criticado pelo facto de não ter tais características. Sinal do crescimento do avançado benfiquista. 
Desde a mão de Jesus, passando pela concorrência interna (Rodrigo e Lima, não tendo as mesmas características do Tacuara, são dois excelentes avançados-centro), acabando na simplesmente explicação da evolução natural de jogador, há muitos factores que podem apontar para a evolução de um dos melhores homens-golo que a Luz já conheceu (números são factos, e o número de golos que ele já leva tem de ser assim interpretado, sem qualquer tipo de subjectividade).
Antes da época que corre, apesar de ter merecido a distinção de melhor marcador do campeonato por 2 vezes e de garantir pelo menos 20 golos por temporada, o Tacuara era assobiado constantemente pelos adeptos e criticado bastas vezes na comunicação social. Parecia muitas vezes alheado do jogo, à espera que a bola lhe chegasse aos pés para a fazer beijar as redes e ser dono e senhor do protagonismo, tinha uma postura bastante posicional, deslocando-se poucas vezes da sua àrea de “jurisdição”, e parecia suar pouco uma camisola que é frequentemente designada por “manto sagrado” pelos adeptos encarnados (e que, portanto, tem de sair de campo com as marcas da alma - esforço e suor - de quem a veste).
Desde o início da época 2012/2013, foram aumentando gradualmente as deslocações às alas para tabelar com os colegas, as viagens a terrenos mais recuados para vir buscar jogo e lançar ataque (!) e até a confiança que os seus companheiros têm na sua … velocidade, tamanhas são as solicitações para a “corrida de Cardozo”.
Ganhou características novas e não perdeu a frieza na hora de facturar, pelo contrário, até a apurou com remates decisivos a pôr a mente sobre o coração, a técnica sobre a força - sinal evidente do equilíbrio mental que terá ganho.
É agora um avançado mais completo, mais apetrechado de características que o colocam, agora sim!, entre a nata mundial dos “bombardeiros”. Para os companheiros, é um jogador solidário e disponível com quem dá gosto jogar, para os adversários é uma dor de cabeça constante pela eficaz exploração dos seus pontos fortes e o desenvolvimento de novas características que o toram ainda mais… perigoso!"

Campeões: finalmente e com muita justiça !!!


Benfica 3 - 2 Sp. Espinho
25-20, 20-25, 15-25, 25-22, 15-13

Custou mas foi... Depois de dominar completamente durante 3 anos, a modalidade, o Benfica consegue sagrar-se Campeão. Mas foi preciso muito sofrimento. Desnecessário digo eu, se o 'medo' de falhar, não tivesse voltado a atacar a equipa... Recordo para os mais distraídos, que esta modalidade tem um formato competitivo único no Mundo!!! Aliás como foi referido pelo Prof. Jardim no final da partida: como o Clube do 'sistema' e mais alguns amigos da mesma região - a FPV tem a sua sede na cidade do Porto -, não têm dinheiro para manter durante toda uma época - esta época parece que chegou aos 6 meses em atraso!!! -, um plantel competitivo, inventaram um modelo, que na prática permite, andarem a 'brincar' ao Volei durante vários meses, e depois nos 2 meses da 2.ª Fase, e nos 3 jogos do Play-off, reforçam o plantel com alguns jogadores, e tentam ser Campeões...

Começamos bem, mas depois com um serviço do Espinho muito forte - com o Filipe Pinto e o Flávio em grande destaque... -, tivemos muitas dificuldades. A equipa entrou em 'paranóia' e até simples passes para os Centrais, corriam mal... Mesmo começando mal o 4.º Set, a equipa conseguiu reagrupar-se, vencendo o Set, e levando tudo para a 'negra' (mais uma vez iria ser tudo decidido na 'negra'!!!). Desta começamos bem, tivemos mesmo 10-7 a favor, mas voltámos a tremer...
Depois, veio a confusão: 1.º foi o Espinho, a cometer um erro de formação. Erro óbvio e assumido por todos à posterior, mas sem a intervenção do Prof. Jardim e do Coelho tinha passado impune... Com o jogo parado muito tempo, com 14-13 para o Benfica, o Gaspar por duas vezes pergunta ao 2.º árbitro, qual a formação correcta do Benfica, o 2.º árbitro informado pela mesa, diz que é o Vinhedo a Servir. O Benfica obedece, e o Chino finaliza o ponto, num rápido contra-ataque. Benfica Campeão... simples!!!
Os aziados do Espinho, depois de muita conversa, protestam o jogo, alegando erro técnico... algo que normalmente não será aceite. Mas como a FPV é totalmente dominado pelos 'amigos' nunca se sabe!!! O Benfica nunca poderá ser prejudicado, por um erro que foi alheio, e que antes do ponto ser jogado, tirou todas as dúvidas com a equipa de arbitragem, relativas à formação correcta. O Gaspar no final, já depois do boletim do jogo ter sido assinado, disse que a repetição do ponto nunca teve em causa, e que o Benfica não se recusou em retomar o jogo, algo que o Espinho alega... Este erro, é completamente diferente do erro na contagem do marcador, que aconteceu no Espinho-Benfica da 1.ª fase, nada de confusões. Mais, o protesto imediato de alguns jogadores do Espinho, demonstra que eles sabiam que a formação do Benfica estava errada, e ficaram caladinhos, devem ter pensado: «...se a gente ganhar o ponto (era o Benfica a servir) tudo bem, se a gente perder ponto, protestamos...»!!! Lixaram-se...!!!

Mesmo sem razão, com toda esta palhaçada, impediram que os jogadores do Benfica tivessem celebrado - completamente... -, o título com os nossos adeptos, no nosso Pavilhão, como mereciam - adeptos, jogadores e técnicos.
A conferência de imprensa que se seguiu foi épica. O Prof. Jardim esteve impecável, desmontando a palhaçada Espinhense, enfrentando os jornaleiros - Lagartos a maioria, tenho a certeza -, sem papas na língua, e com o coração nas mãos. O Gaspar e o Roberto logo a seguir, também estiveram bem...Gostei especialmente do ataque à lenga-lenga dos 'coitadinhos'. Se alguém tem que se queixar de lesões esta época é o Benfica. Mas de gente que não sabe ganhar, como já demonstrou no passado, é normal que também não saibam perder... 
Nos vários títulos que o Benfica nos últimos anos perdeu para o Espinho, houve sempre vários erros de arbitragem, que nos prejudicaram, se a moda dos protestos pegar, então não haveria jogos sem protestos...  Estamos perante mais um caso se azia, de alguém que está habituado a fazer tudo o que quer... Viva ao Benfica!!!

Tive o prazer que conversar com o Prof. Jardim algumas vezes, os insucessos dos últimos anos, têm sido duros para todos, mas especialmente para o Prof.Ele dedicou o título ao Presidente, mas eu dedico o título ao Prof.!!!

adenda: A maneira mentirosa como os avençados Lagartos d'A Bola trataram esta polémica, é vergonhosa. Toda a gente viu o que se passou. Mais tarde o Prof. Jardim explicou, muito bem explicadinho  o que se passou, e mesmo assim o jornaleiro avençado, 'enganou-se' na notícia?!!! Ou o facto de ter defendido implicitamente o comunicado do Espinho é indicador da cor do jornaleiro?!!! Quando no passado, noutros jogos, alguns onde o Benfica teve envolvido, e foi prejudicado, existiram  erros na Formação do adversário, e nunca foi considerado pela FPV existir argumentos suficientes para repetir os jogos, muito menos quando o erro foi da mesa, porque razão este agora seria repetido?!!!

sábado, 4 de maio de 2013

Regresso às vitórias


Sp. Horta 20 - 44 Benfica

Sem o Cláudio Pedroso e sem o Dario Andrade, o Benfica não teve dificuldades em bater os Faialenses, só é pena que o nível de concentração que apresentaram hoje, não seja conseguido sempre...!!!
Os Corruptos venceram com um golo a 2 segundos do fim, já é a segunda vez que o fazem nesta fase final... imagino os 'empurrões'!!!

A Final está mais próxima...!!!


Benfica 88 - 55 Ovarense
22-16, 14-11, 26-9, 26-19

Bom jogo, com garra, bem defensivamente, algo que permitiu deixar a Ovarense sempre fora da 'discussão' da partida. É assim que a equipa tem que jogar sempre, não podemos dar esperança aos nossos adversários... Amanhã novo jogo, este já passou, e só vale uma vitória, faltam mais duas !!!

Remontada...


Trofense 2 - 3 Benfica B

Excelente 2.ª parte, depois de um primeiro tempo repartido, com algumas oportunidades falhadas para o nosso lado, mas também com alguns erros defensivos, inclusive por parte do Mika que deu o golo ao Trofense (que na 2.ª parte foi gentilmente devolvido pelo adversário!!!). No 2.º tempo tudo foi diferente e a remontada foi conseguida... desnecessária (mas habitual) distracção nos descontos que permitiu aos da Trofa reduzirem a vantagem...

Juvenis - 1.ª jornada - Fase Final

Diogo David

Sporting 1 - 4 Benfica

Não podíamos ter começado melhor, com uma goleada em Alcochete, e pelas crónicas, até podíamos ter marcado mais alguns!!!
Os Corruptos serão os nossos principais adversários (venceram o Braga por 2-0), temos um bom plantel, a grande incógnita será o excesso de individualismo que alguns dos nossos jovens ainda demonstram... mas temos tudo para vencer.

Benfica........3
Corruptos......3
Braga...........0
Sporting........0

Empate


Académica 1 - 1 Benfica

Sem César Paulo, sem o Joel Queirós, sem o Diece, e sem o Gonçalo (além do Teka), todos lesionados, não podemos esperar grandes resultados, o mais importante é estes jogadores recuperarem a tempo, e em condições, para Play-off..

Sons & imagens, da Serenata Turca !!!

Quando o 12º jogador quer, a vitória acontece

"Pedro Gomes analisa a vitória do Benfica ante o Fenerbahçe, que garantiu a final da Liga Europa aos encarnados.
O caminho faz-se caminhando e os títulos alcançam-se ganhando mais vezes que os concorrentes. É precisamente o que o Benfica está a fazer. Nalguns jogos apesar de encontrar alguns escolhos continua a caminhar seguro, e avança. Noutros acelera e tudo corre bem. Resultado: caminha firme para a conquista do campeonato. E vinte e três anos depois encontrou a rota para uma final europeia e finalmente tem o Jamor aqui tão perto. Foi, e ainda é, longa a árdua caminhada, mas quanto mais se sofre, maior é a felicidade quando se alcança o desejado.
Tínhamos escrito que por se estar em final de temporada as equipas estão espremidas e o Benfica não fugia à regra, embora salvaguardasse que as Águias ainda tinham algum sumo. Também falámos da rotatividade, a qual faz parte da estratégia de Jesus ao poupar e recuperar jogadores.
Talvez por isso é que ao contrário dos últimos três jogos, em que a equipa esteve emperrada, desligada e presa de movimentos, não surpreenda a renovada dinâmica, nem a velocidade apresentada no jogo de ontem.
Também a capacidade volitiva é na maioria das vezes decisiva. A vontade, a entrega e a determinação, estimulam a motivação e geram uma atitude e um comportamento positivo. Diz-se, «quando um homem quer as coisas acontecem». Neste caso será: quando uma equipa quer a vitória acontece.
Falámos dos infernos e avisámos que os turcos seriam diabolizados no inferno da Luz. O apoio do 12.º jogador é o grande galvanizador da equipa. Os jogadores nesse momento de grande empatia, pensam - Qual cansaço qual carapuça com este entusiasmo e este calor humano até vamos buscar forças onde não as há.
A boa exibição de ontem deve-se a vários factores  Fisicamente o Benfica superou os turcos que estoiraram completamente na segunda parte. Também as constantes movimentações e as relações sectoriais desequilibraram o fraco e desorganizado Fenerbahçe, que tacticamente nunca existiu e ao defender mal nas imediações da grande área poderia sair da Luz com uma goleada face ao volume atacante do Benfica. Este jogo serviu ainda para recuperar alguns jogadores que estavam em decréscimo: Maxi Pereira, Enzo Perez e Cardozo. E sobretudo devolveu ao futebol das Águias intensidade, lucidez e por vezes brilhantismo."

Recordar é viver (IV)

caBOOM!

Não era para ser feito agora, nesta altura, mas aqui está...


Depois faço outra para o jogo em Amsterdão!

BENFICA!!!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Amesterdão aí vamos nós

"Ontem na Luz viveu-se uma noite que tornou o sonho realidade: Amesterdão, palco de páginas místicas da história do Benfica repete-se. Ontem o jogo, e a passagem à final foi limpinha, limpinha... O treinador Aykut Kocaman não hesitou em dar os parabéns ao Benfica mostrando, assim, que não é pequenino, pequenino, pequenino. E agora, Amesterdão aí vamos nós!
Poderemos ainda dizer que este Benfica não ganhou nada, mas é impossível dizer que este Benfica não lutou por tudo.
Na Madeira, o cansaço, a qualidade e motivação do adversário, não foram suficientes para tirar o Benfica do rumo do nosso objectivo principal. Ser campeão. Vamos seguramente sofrer contra o Estoril, mas acredito que com o apoio de 60 mil, numa Luz repleta de alma saberemos levar a equipa ao colo até à vitória.
A experiência de Jorge Jesus sabe que estar perto não significa conseguir e que um deslize é suficiente para deixar tudo a perder. Quando vemos o Barcelona de rastos percebemos que o Benfica não está assim tão cansado, mas é óbvio que nesta fase da competição há evidente desgaste. A segunda parte do jogo da Madeira faz-nos acreditar que está lá o suplemento necessário para se chegar ao título.
Aqueles minutos finais contra o Marítimo foram de um sofrimento pouco humano para os benfiquistas que aguentaram estoicos até ao fim. Conheço quem tenha ido passear ao minuto 74, quem tenha ido atestar o depósito ao minuto 79, quem tenha ido dar uma volta com o cão ao minuto 82 e até quem tenha ido para baixo da cama (como Artur Semedo) ao minuto 88. Tudo coisas completamente normais.
Os adeptos ficavam gratos à equipa se fosse possível vencer o Estoril sem matar alguém de enfarte do miocárdio, caso não seja, o importante é ganhar..."

Sílvio Cervan, in A Bola

Os mistérios do Estádio da Luz

"ÓSCAR CARDOZO é letal. Ontem, mais uma vez, foi fundamental numa épica vitória do Benfica. E não foi num jogo nacional, contra um adversário da terceira divisão. Foi na meia final da Liga Europa.
Marcou dois golos, carimbou o passaporte da águia para Amesterdão e, sobretudo, mostrou que não é por acaso que na Europa e de águia ao peito apenas o rei Eusébio marcou mais que ele. É pois Cardozo, o desengonçado avançado paraguaio, o mistério número 1 do Estádio da Luz. Não ele, pobre homem, que cumpre com zelo a missão para que foi contratado e semana após semana despacha os adversários.
Misterioso mesmo é o irracional relacionamento que com ele têm os adeptos da águia. Se ontem cantaram, aos saltos, «ele é perigoso, é o Óscar Tacuara Cardozo», muitas outras vezes o condenam pelos fracassos. Será, afinal, também um mistério do futebol? Ou da sociologia? O ídolo que rapidamente se torna vilão, para logo ser amado de novo.
Mistério número 2. Que mais tem de fazer Jorge Jesus para que quem manda no futebol do Benfica lhe prolongue o contrato? Um campeonato, outro por perto, uma final europeia, uma meia final, dois quartos, três taças da Liga. Tudo em quatro anos, depois de décadas à míngua. Pode ser caro o treinador que finalmente concretiza o Benfica à Benfica?"

Nuno Perestrelo, in A Bola

Euroáguia

"Foram 23 anos. O Benfica está de volta a uma final europeia e é fácil de entender o que significa, para um clube da dimensão social e desportiva do da Luz, pôr fim a tão longo interregno. Pode sempre argumentar-se que aquela dimensão vale por si só, mas o que conta mesmo são os registos históricos. O "estar no mapa". Era muito importante para o Benfica fazê-lo. Ganhe ou não em Amesterdão, há algo que já ninguém pode anular : as águias voltaram à ribalta.
Tinha aqui referido antes, que seria determinante abordar a segunda mão com o Fenerbahce com o "querer" chegar à final. Não chegava o "crer". Ora, o Benfica quis muito. A entrada da equipa encarnada foi brilhante, aos 10 minutos já tinha anulado a desvantagem (grande execução técnica de Gaitan) e até aos 20 não deu a menor hipótese ao adversário de sair da sua metade do terreno, embora não aproveitando mais duas óptimas hipóteses para aumentar a contabilidade.
A condição física do Benfica foi excelente. Mas parece difícil separar a superação dos jogadores do facto de sentirem que estavam no desafio que os poderia colocar numa final europeia, algo que qualquer futebolista pretende jogar, por muito que ganhar um campeonato seja marcante na respectiva carreira. Repare-se que os encarnados só "abanaram" emocionalmente a seguir ao golo de Kuyt, provavelmente mais pelas circunstâncias (arbitrais) em que sucedeu do que pelo golo em si.
No entanto, em apenas uma dezena de minutos, tudo voltou à normalidade. É aqui que dois homens assumem um papel fulcral para que se possa entender o que é hoje a estrutura do Benfica. Matic, com mais uma demonstração do que é aliar técnica a sentido posicional, e Enzo, com uma exibição absolutamente notável, trataram de repor os níveis de ansiedade da equipa no seu devido lugar, isto é, baixos. O 2-1 de Cardozo, que já tinha ameaçado antes, serviu para que o Benfica voltasse ao ponto anterior, ou seja, à necessidade de marcar apenas mais um para triunfar na eliminatória. Pouco depois Kuyt perde o empate à boca da baliza e, formalmente, o Fenerbahce acabou aqui.
A segunda metade do desafio resumiu-se à espera da confirmação do que se tornava já muito evidente. Coube a Cardozo, novamente, ditar a sentença. O paraguaio pode ser o ponta de lança mais irritante do mundo para muitos, mas mesmo estes não resistem a render-se a uma veia goleadora que, quando desperta, faz destas e doutras. E mais importante : resolve jogos. Acabou por ser a estrela maior numa equipa em que o sentido de solidariedade constituiu a palavra de ordem. Quando se vê Gaitan e Salvio a participarem activamente no processo defensivo, não é preciso acrescentar mais nada.
Agora, uma palavra para Jorge Jesus. Ninguém sabe em rigor como será o futuro dele, nem se continuará a passar pelo Benfica. Mas o técnico acaba de inscrever o seu nome na lista de treinadores encarnados que levaram a equipa a finais europeias. Graças a uma gestão do plantel como ainda não conseguira desde que chegou ao clube (nem no ano em que foi campeão), Jesus colocou o Benfica perante a possibilidade de discutir duas finais (uma doméstica e outra europeia) e de caminhar, em simultâneo, para o título. No fim, logo se verá o que vai realmente conquistar. Só que há aqui muito trabalho de Jesus, numa temporada em que, por razões várias, também teve de inventar aquilo que não tinha. Os já citados Matic e Enzo são, provavelmente, o melhor exemplo disto mesmo.
Uma arbitragem tão débil numa meia final europeia dá que pensar sobre a verdadeira qualidade de certos nomes que, pelos vistos, não são aquilo que parecem ser. Do ponto de vista disciplinar foi uma salada e no capítulo técnico idem aspas, ou pior. Mas será que vale a pena continuar a "desancar" os árbitros portugueses perante isto?
A Liga Europa é, desta vez, a via para a (re)afirmação europeia de Benfica e Chelsea. Na Champions falharam, mas o facto é que estão ambos na final da Liga Europa. Um reencontro. Todos se lembram da forma como o Benfica foi eliminado, na época passada, na Liga dos Campeões. Só que várias coisas mudaram entretanto nos dois lados. Este Chelsea é menos "resultadista" e este Benfica é menos "ingénuo". Além de que a decisão é numa única partida, o que faz toda a diferença. E, como diz a velha máxima, as finais não se jogam, ganham-se."

Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus

"O crescimento sustentado do Benfica ao longo da última década é uma realidade apenas refutada pela pior qualidade de cegos (aqueles que não querem ver) e tem como efeitos práticos um boom de sócios e adeptos, que anda de braço dado com uma qualidade competitiva sistematicamente a galgar patamares. Luís Filipe Vieira juntou ontem o seu nome, por feitos do clube dentro das quatro linhas, ao de outros grandes presidentes - Maurício Vieira de Brito, Adolfo Vieira de Brito, Borges Coutinho, Fernando Martins, João Santos - e vê solidificar-se a promessa eleitoral de fortalecimento do pilar desportivo do seu projecto para o Benfica.
Jorge Jesus, que em quatro épocas pode orgulhar-se de ostentar duas presenças nos quartos de final, uma na meia final e outra na final de uma competição europeia, ganhou direito a figurar na galeria de treinadores especiais do Benfica, onde Belà Guttmann é capitão de uma equipa formada por Fernando Riera, Elek Schwartz, Otto Glória, Sven-Goran Eriksson e Toni.
Quer isto dizer que a dupla formada por Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus que têm em comum a raiz popular e o triunfo na vida feito a pulso - deverá manter-se, num clube que nasceu do povo e para o povo, de olhos postos na conquista que falta ao Benfica: recuperar a hegemonia do futebol português, perdida durante a década de 90 do século passado para o FC Porto. Objectivo estratégico dos encarnados deverá ser o de não permitir a estagnação, criando formas de consolidação de um projecto desportivo que está, manifestamente, no rumo certo.
Que fique aqui postulado, para memória futura, que a noite de ontem representou, emblematicamente, o triunfo do trabalho complementar de dois homens: Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus."

José Manuel Delgado, in A Bola

Passos Coelho agradecido!

"Numa altura em que o governo de Passos Coelho - o mais impopular, déspota, tirano e castrador da história da Democracia portuguesa - se prepara para deixar o que resta deste País (são cada vez mais as famílias lusas que vão para o estrangeiro, da Venezuela a Angola, de França a Moçambique, com meia dúzia de pertences, à procura de futuro por mais uns quantos patacos) na miséria total com essa fobia de ter de encurtar seis mil milhões de euros na despesa do Estado, leia-se nos benefícios sociais, e tudo aponta no sentido de que a reforma passe para os 67 anos o que vai obrigar muitos de nós, não os donos do Poder, a trabalhar de cadeira de rodas - e quanto a isso, mesmo sendo impossível, quero dirigir toda a minha bílis e mais aquilo que se adivinha na direcção de Vítor Gaspar, o dono de Portugal, figura sinistra e seráfica que faz de nós estúpidos convencido de que vive em Marte e que este pedaço de terra não passa de uma estação orbital... -, a presença do Benfica na final da Liga Europa acaba por ser enorme bálsamo que entrou por todas as janelas do gabinete do primeiro ministro, pois sendo verdade que são seis milhões os adeptos encarnados e que há mais um grupo grande de gente que gosta de futebol que vê com bons olhos a presença benfiquista na decisão com o Chelsea, tem tudo para os distrair da realidade. Ou não, dependendo este sim ou não de se ter o estômago colado às costas ou de ainda haver direito para se conseguir uma vida normal: ir às compras, ajudar os filhos, pagar a prestação da casa, ser espoliado em múltiplos impostos, pagar o IMI.
Quanto à final de Amesterdão, onde o Benfica já foi feliz, parece-me, à distância de duas semanas, que o Chelsea está melhor apetrechado ou será que é desta que os encarnados matam o fantasma de Bella Guttman. Sem esquecer que Rafael Benítez é senhor para inventar e se o fizer..."

José Manuel Freitas, in A Bola

Com a bênção de Jesus, já é tempo de acabar com a maldição !!!


Benfica 3 - 1 Fenerbahçe

A nossa sina é sofrer, o nosso fado é levar com apitadeiros de merda, mas o nosso destino é vencer, contra tudo e contra todos. O regresso a Amesterdão, 51 anos depois, da última vitória Europeia, local onde o Jesus se estreou, fora de portas - com uma vitória -, ao serviço do Benfica, pode ser um sinal... Na última vez que defrontámos o Benitez - na penúltima para ser mais exacto!!! -, ele treinava o Campeão Europeu em título, e nós ganhámos, duas vezes, pode ser o segundo sinal!!!


Hoje, podíamos ter repetido os famosos 7-1 que os Turcos foram recebidos na última vez que tinham vindo à Luz!!! Mas isso teria sido demasiado fácil... Jogo gigante do Benfica, ultrapassando todos os obstáculos, os reais, e os que lá foram colocados... (é bom não esquecer, que estes senhores Turcos, fazem parte do restrito clube, de clubes condenados por Corrupção, estes, até tiveram o Presidente engaiolado!!!) Não sei se foram os Turcos, ou se foi o Platini e a sua pandilha, com o Colina na liderança, a fazer questão em manter a França no 5.º lugar no ranking da UEFA, mas mais uma vez fomos roubados, à grande e à francesa!!! Mas mesmo assim, esta noite, a fadiga foi esquecida, o doping da motivação, com o enorme empurrão das bancadas, foi mais que suficiente...


Noutro contexto, esta eliminatória até teria sido fácil, pessoalmente, acho que o Bordéus é melhor equipa que o Fenerbahçe, mas as variáveis são foram iguais: enquanto os Turcos, já longe do título no Campeonato, apostaram tudo nesta eliminatória, o Benfica 'geriu' o 1.º jogo, e foi obrigado a adiar para segunda-feira no Funchal a partida do Campeonato, jogando com todos os titulares, enquanto o Fenerbahçe jogava praticamente com a equipa B na Liga Turca, um dia antes.


Não é justo destacar jogadores individualmente, todos tiveram muito bem, mesmo aqueles onde as coisas ofensivamente não correram bem, não se pouparam na entrega... de todos os elogios, que se podem usar para descrever a época do Benfica, a solidariedade é um dos mais importantes, e é muitas vezes esquecida nas analises... Mesmo assim, tenho que destacar 4 jogadores: Matic, imperial, com um depósito de energia infinito; Salvio, depois de no meio da época ter feito alguns jogos para o trapalhão, nesta ponta final tem sido fundamental; Cardozo, matador, na história do Benfica, na Europa, melhor que o Tacuara - em golos - só Eusébio, não é opinião pessoal, é estatísticaEnzo, hoje se me obrigassem a escolher um MVP, seria o Enzo, a atacar e a defender magnifico... Mas todos merecem os parabéns, inclusive o Maxi que vai falhar a final devido aos Amarelos, porque se sacrificou em nome da equipa, parando um perigoso contra-ataque sem hesitações, sabendo quais seriam as consequências.


Mas depois da festa, é preciso regressar à Terra. O caminho para Amesterdão começa na segunda-feira, com o Estoril. A vitória do Benfica, não só nos coloca mais perto do título no Campeonato, como poderá permitir 'gerir' a deslocação ao antro Corrupto. Qualquer outro resultado, põe tudo aquilo que fizemos até agora em causa... acredito que fisicamente este jogo deixou marcas, mas a margem de erro continua a não existir... e tal como esta noite, só com o apoio de todos, os nossos objectivos podem ser alcançados, exige-se, pelo menos, 50 mil na Segunda...!!!


PS: Esta noite, numa Meia-final Europeia, fui sozinho para Lisboa. Todos os convidados recusaram!!! Nos últimos dias, vários Benfiquistas têm-me mostrado interesse em ir ao jogo com o Moreirense, supostamente o jogo do título. Perguntam-me se arranjo bilhete, e se tenho boleia. Tenho respondido: "vão para o caralho!!! Se fosse eu que mandasse, vocês não entravam!!!", nem numa Meia-final Europeia conseguimos encher a Catedral, que praticamente é Meia-Catedral, comparada com a antiga!!!
Parabéns a todos que estiveram na Catedral, e que ajudaram a criar um ambiente digno do Inferno da Luz, a todos que vivem longe e não puderam deslocar-se, por motivos de trabalho, ou por motivos financeiros, fica para a próxima, aos outros, aos Campeões do sofá: vão para o caralho!!!

Benfica vs Fenerbahce Europa League Highlights

Mourinho no Chelsea só na Benfica TV

"Mourinho guardou bem o segredo do futuro em Inglaterra, mas, neste tempo de suspeitas, é de desconfiar que tenha revelado o segredo a Luís Filipe Vieira em boa hora.

LUDWIG VAN BEETHOVEN morreu sem terminar a sua 10.ª sinfonia. O mesmo voltou a acontecer na noite desta última terça-feira ao Real Madrid que morreu nas meias-finais daquela que seria a sua 10.ª Liga dos Campeões. É a velha maldição da décima sinfonia.
José Mourinho, o maestro, conduzirá certamente ao longo da sua carreira muitas outras orquestras que, mais ano menos ano, o levarão até à sua terceira Liga dos Campeões. Por isso nem perdeu tempo com minudências.
Assim que o jogo com o Borrusia de Dormund terminou, o treinador português apressou-se a informar os jornalistas espanhóis que lhe têm ódio de que, a partir da próxima temporada, vão ter de se dar ao trabalho de passar a odiar outro treinador de uma qualquer outra nacionalidade, porque ele, José Mourinho, conta estar bem longe daqueles ambientes infetos de Chamartín.
Mourinho é um mestre nestas coisas das palavras ditas a tempo e a horas. Não vai ganhar a 10.ª Liga dos Campeões do Real Madrid, o valioso troféu com que ambicionava esfregar o focinho de todos os seus detractores, portanto melhor foi avisá-los logo, ainda a quente, de que não perdessem tempo a discutir a sua continuidade em Madrid.
Anteontem, na dita conferência de imprensa que se sucedeu ao Real Madrid-Borussia de Dortmund, ninguém ouviu José Mourinho anunciar que o próximo passo da sua caminhada profissional seria o Chelsea. Mas não houve quem não depreendesse exactamente isso.
Mourinho irá regressar a Stamford Bridge e, ontem mesmo, a imprensa adiantava que Roman Abrahmovich iria disponibilizar uma verba de 118 milhões de euros para o português fazer deles o que muito bem entender no sentido de recolocar o Chelsea a lutar pelo título inglês.
O problema do Chelsea é interno. Fora de portas não há nada a apontar aos blues. São os campeões europeus em título e, este ano, são os grandes favoritos para o triunfo na Liga Europa, competição em que estão praticamente apurados para a final depois da vitória em Basileia.
Na temporada passada os de Londres foram campeões europeus com o italiano Roberto Di Matteo e na corrente temporada correm sérios riscos de vencer a tal Liga Europa sob o comando do espanhol Rafa Benítez. E o que é isso interessa? É Mourinho quem o dono e os adeptos do Chelsea querem ver sentado no banco para reatar a velha relação interrompida com alguma aspereza mútua, longe dos modos que se esperariam entre um magnata russo e um treinador português.
Redobrados motivos de interesse para nós portugueses terá, assim, o campeonato de Inglaterra a partir de 2013/2014. E quem quiser ver jogar o Chelsea de Mourinho terá de ser assinante da Benfica TV porque o Benfica já há muitos que adquirir em exclusividade os direitos de transmissão dos jogos da Premier League.
Perante os jornalistas espanhóis, a afícion do Madrid e a vasta comunidade internacional que lhe segue todos os passos, Mourinho guardou bem guardado o segredo do seu futuro em Inglaterra mas, neste tempo de suspeitas, é de desconfiar que Mourinho tenha revelado o segredo em boa hora a Luís Filipe Vieira.
E o presidente do Benfica, rápido e hábil negociante, não perdeu tempo. Avançou com a proposta da Benfica TV e fez o negócio que, à luz dos recentes acontecimentos, aparenta ser cada vez melhor.
No ramo do audiovisual estamos em grande, está visto.
Isto leva a supor que José Mourinho, tal como Jô Soares se revelou um grande benfiquista ao levar Deco e Casagrande ao ser show da TV Globo para se espraiarem em considerações pouco abonatórias do FC Porto, é também ele, o tal Mourinho, um grande benfiquista disposto a tudo para que o Benfica seja levado ao colo até ao título e levado em ombros no seu combate de morte com a Sport TV.
Disposto até a perder a 10.ª do Madrid para poder ir para o Chelsea ser feliz à vontade e aumentar exponencialmente o número de assinantes da Benfica TV.
E com 118 milhões de euros para poder ir às compras até é de prever que José Mourinho ainda venha a prestar mais uns bons serviços ao Benfica. O recente aumento da cláusula de rescisão de Matic para 50 milhões de euros é disso um sinal. Na Luz ninguém anda a dormir. Isto está tudo ligado.

O espírito das esposas de Viseu desceu sobre os nossos adversários opinion makers. Vai a coisa em inglês em homenagem ao regresso do Mourinho ao Chelsea e aos jogos da Premier League na Benfica TV...
Tal como as esposas de Viseu, os nossos adversários agora tiram matrículas. Tiram matrículas a tudo o que mexe. Depois, muito aborrecidos, atiram com as matrículas ao ar à espera de ouvir o barulho que fazem quando batem no chão. Que bom vê-los assim.

HOJE o Benfica jogo com o Fenerbahçe a segunda mão da meia-final da Liga Europa e, para estar na final, tem de dar a volta a um resultado de 0-1. Não há impossíveis em futebol.
Há 23 anos que o Benfica não vai a uma final europeia e um sucesso nesta noite frente aos turcos seria justamente celebrado pelos adeptos.
Celebrado por todos os adeptos, o que se justifica na plenitude. Celebrado pelos muitos mais velhos que viram o Benfica ganhar finais europeias, pelos simplesmente mais velhos que só viram o Benfica perder finais europeias e pelos mais novos que nunca viram o Benfica jogar uma final europeia.
É verdade que sim. Seria uma festa e mais um motivo de orgulho numa temporada de excelente nível que ainda não terminou e em que o Benfica ainda não ganhou nada, o que convém sempre recordar aos mais efusiantes.
O Fenerbahçe é um adversário muito combativo, como se viu em Istambul na semana passada, que vem a Lisboa desfalcado de alguns dos seus melhores jogadores mas altamente motivado para fazer a sua própria História no tapete da Luz.
O Benfica que comparecerá perante o Fenerbahçe é um mistério. Pode ser que apareça o Benfica avassalador da segunda parte do último jogo do Funchal. Mas também pode aparecer o Benfica tímido dos primeiros 35 minutos do jogo com o Sporting. Ou, pior ainda, o Benfica incapaz de trocar a bola entre si como o que apareceu durante quase todo o jogo de Istambul.
Isto porque, nesta altura do campeonato, aspirar à comparência de um Benfica quase perfeito, como foi, por exemplo, nos dois jogos com o Bayer Leverkusen, é abusar da sorte.
Pois abusemos sem dó nem piedade. Boa sorte para logo, benfiquistas.
Embora, com toda a franqueza, me dê mais que pensar o jogo com o grande Estoril-Praia para o campeonato na próxima segunda-feira do que o jogo com os turcos a contar para a aventura europeia.
Prioridades. Feitios.
Que ninguém se lesione. Isso é que é mesmo muito importante.

CERTAMENTE por cansaço de ver tirar tanta matrícula e embalado pela boa vitória no Funchal, resolveu o Benfica vir oficialmente a terreiro tirar a matrícula aos cinco penalties que terão ficado por marcar contra o FC Porto nesta Liga e, como se ão bastasse, para tirar a difícil, quase mirabolante, matrícula aos zero penalties assinalados esta época contra o FC Porto. Para quê? Para sermos iguais aos outros em pequenez."

Leonor Pinhão, in A Bola