Últimas indefectivações

segunda-feira, 9 de março de 2026

Vermelhão: Tudo igual !!!

Benfica 2 - 2 Corruptos


Mesmo cometendo vários erros, mesmo debilitados com várias ausências e vários jogadores condicionados, mesmo com muita atrapalhação e falta de tino no momento da decisão ofensiva, tivemos perto de completar a reviravolta, que era obrigatória, para manter alguma esperança no título máximo!

Desta vez, não gostei das palavras do Mourinho no final do jogo: eu também acho que a dupla Barreiro/Aursens foi uma das melhores coisas que aconteceu a meio da época, a este Benfica, mas bastava dizer que se adaptavam melhor ao adversário, não era preciso acentuar o 'desgosto' pelo Enzo/Ríos, algo que vai ser aproveitado nos próximos tempos, para martelar em cima do Benfica nos pasquins; e também não gostei dos exagerados elogios ao adversário! Sim, todos nós sabemos como eles jogam, e como têm um plantel 'perfeito' para o estilo de jogo que praticam... mas podia acrescentar, que o estilo de jogo dos Corruptos, só resulta, porque os apitadores permitem aos Corruptos dar porrada o jogo todo... Mesmo assim, eles têm que substituir aqueles que levam Amarelos, mas se as regras fossem cumpridas, eles não podem substituir 11 jogadores!!!

A pior coisa que podia acontecer era o Benfica sofrer um golo cedo, e foi mesmo isso que aconteceu! Basicamente na primeira aproximação com perigo, numa jogada onde o Otamendi caiu na ratoeira! Em vantagem, a jogar em contra-ataque puro, praticamente desde do primeiro minuto... Na segunda chegada com perigo, 2.º golo! Isto depois do Benfica, ter muita bola nos últimos 30 metros, mas decidir quase sempre mal, com muitas hesitações no remate... Numa 1.ª parte onde de facto o Benfica no geral, não esteve bem, os Corruptos, chegaram 3 vezes com perigo `área do Benfica, e marcaram 2 golos, o outro lance foi um Livre Direto antes do intervalo!

No 2.º tempo, a tendência ainda se acentuou mais, o Benfica no meio das atrapalhações e escorregadelas ia desperdiçando potenciais oportunidades... até que o Luke e o Ivanovic entraram! A equipa ficou mais objetiva, com mais músculo e a remontada ficou ao nosso alcance... Sempre com os Corruptos, a apostarem tudo no contra-ataque, também com potenciais oportunidades para marcarem, mas também a decidirem mal!!!

Marcámos dois, podíamos ter marcado mais, mas mais uma vez, a confusão instalada nos bancos, não ajudou, voltou a parar o jogo, e a retirar tempo para procurar o 3.º golo! O 3.º golo obrigatório para o Benfica!

O Schjelderup foi eleito o MVP, mas na minha opinião, as exibições individuais, foram equilibradas. O Dahl também fez um bom jogo. O Prestianni apesar das más decisões, ultrapassou muitas vezes o seu adversário direto... O Rafa não era claramente a melhor opção para este jogo, basicamente, esteve em campo, para levar duas porradonas violentas, e curiosamente nem uma Amarelinho para os caceteiros do outro lado!

O Nico se estava tocado, não devia ter jogado, acabou por estar ligado aos dois golos sofridos! O Barreiro mesmo condicionado entrou bem... e o Luke parece cada vez melhor! Com o objetivo de ir ao Mundial, creio que vai querer mostrar estar em forma neste final de época!


Quem mais uma vez, foi decisivo, foi o Pinheiro! Com a colaboração activa do ex-advogado do Apito Dourado no VAR: Luís Ferreira! A pisadela do Veiga sobre o Rafa, é para Vermelho Direito: sem bola, com muito tempo, para retirar o pé, foi claramente permitida! A primeira entrada do Alberto sobre o Andreas, era para um Amarelo Alanrajado e depois acabou por levar um Amarelo, depois de pelo menos 4 faltas para a Amarelo!!! O Varela ter acabado sem um único Amarelo, é simplesmente criminoso: a falta sobre o Rafa no início do 2.º tempo, é a prova que o Pinheiro tinha uma agenda corrupta! Permitiu tudo aos Corruptos, e ainda foi agente activo, nas simulações constantes... a falta marcada ao Prestianni logo a seguir ao 1.º golo, foi exemplar!!!


E depois, os penalty's:
- na joelhada sobre o Pavlidis, aceito que não é um penalty tradicionalmente assinalado, e durante muitos anos, era permitido que os guarda-redes usassem o joelho, para se 'protegerem', mas isso mudou. Houve instruções para penalizar guarda-redes que coloquem os adversários em perigo neste lances, e neste caso, nem sequer se tratou numa jogada onde o avançado tivesse uma acção perigosa sobre o guarda-redes adversário, foi simplesmente uma entrada para aleijar, para agredir, dum guarda-redes que quando é obrigado a sair da pequena área é fraquinho...


- no último lance da partida, rasteira clara sobre o Pavldis... a única defesa que podiam inventar, neste lance, seria no caso do Pavlidis se ter 'feito' à falta, mas o que aconteceu foi um empurrão do Central dos Corruptos... E nem vale a pena inventarem que o Barreiro fez falta, porque não fez!!! Nem sequer admito incompetência neste caso, nem sequer cobardia, foi mesmo vontade em ajudar as suas carreiras!!!


Já tinha afirmado que o Benfica estava longe da luta pelo título. Não foi hoje que cheguei a essa conclusão. Provavelmente, mesmo com uma vitória, e a 4 pontos, nunca teríamos a oportunidade de nos aproximar mais... o calendário do Benfica é muito mais complicado! Hoje, perdemos a oportunidade de recuperar pontos na luta pelo 2.º lugar, algo que sabe a pouco, mas que é muito importante do ponto de vista financeiro... Será essa a luta do Benfica, nas próximas 9 jornadas!


De preferência com o plantel todo disponível!!! A época foi muito pesada em termos de jogos, quase sem férias nem pré-época no início da temporada, neste momento temos quase metade dos titulares lesionados, condicionados, ou a recuperar de lesões!!! Independentemente do que foi dito até agora, ou das intenções das partes, a forma como o Benfica disputar as jornadas até ao final do campeonato, vai determinar em muito a próxima época. Se o Mourinho que ser opção válida, para o futuro do Benfica, sem levar um desgaste suicida para a próxima época, terá que convencer os jogadores a lutarem pelos 27 pontos que faltam, como se fossem Campeões Europeus!

Taça Hugo dos Santos...

Esgueira 75 - 102 Benfica
23-29, 14-22, 19-25, 19-26

Regresso das competições com mais uma vitória 'centenária', com contribuição de todos... Destaco a ausência do Gameiro, e os minutos e pontos do Edu e do Andrade!

No futebol português, quem grita mais ganha?


"Enquanto os dirigentes continuarem a acreditar que gritar dá votos e desculpas dão poder, o futebol português continuará preso ao mesmo ciclo: muito ruído fora das quatro linhas e pouca evolução dentro delas. Mercado de valores é o espaço de opinião de Diogo Luís, antigo jogador de futebol, economista e comentador

A chegada de Frederico Varandas, André Villas-Boas e Rui Costa trouxe a esperança de uma nova cultura no futebol português. Alguns anos depois, percebemos que mudou a geração, mas não mudaram as atitudes.

A cultura do grito
As declarações recentes de Varandas e Villas-Boas são um bom exemplo da forma como o futebol português continua a ser liderado. Nas reuniões da Liga e da FPF fala-se frequentemente de união e de interesses comuns. No momento das decisões, porém, o cenário muda por completo. Sempre que um título está em causa, os presidentes surgem no espaço público para atacar os rivais, questionar a integridade dos adversários e apontar a arbitragem como responsável pelos seus insucessos.
Fica a ideia de que os campeonatos se decidem mais pelas decisões dos árbitros do que pela qualidade coletiva e individual das equipas. Sendo esta constatação tão óbvia, por que motivo os presidentes dos três grandes não alteram a sua forma de liderar?

Falta de cultura desportiva
Ser presidente de um grande clube representa uma enorme responsabilidade. Não só representam milhões de adeptos como a sua forma de liderar acaba por influenciar todo o futebol nacional. As palavras e as atitudes de quem ocupa este cargo têm impacto direto na forma como o jogo é vivido dentro e fora do estádio. Quando Frederico Varandas, André Villas-Boas e Rui Costa chegaram ao poder, muitos acreditaram que essa influência poderia ser utilizada para promover uma cultura diferente. Presidentes mais jovens, com percursos distintos e, em teoria, menos presos aos vícios que marcaram o futebol português durante décadas.
A realidade tem sido diferente. Os três demonstram frequentemente uma enorme sede de poder e recorrem a discursos populistas que alimentam a paixão através do ódio ao adversário. No final dos jogos surgem para pressionar árbitros e para, de forma indireta, justificar os seus insucessos com decisões de arbitragem. O futebol português vive refém de dirigentes que se comportam como adeptos e de adeptos que acreditam que os dirigentes são vítimas.
Este modus operandi não é novo. Foi utilizado por muitos dirigentes do passado. A chamada nova geração tinha a oportunidade de mudar esta lógica. Em vez disso, acabou por reproduzir exatamente os mesmos comportamentos. Os discursos inflamados, a falta de respeito institucional entre clubes e a constante tentativa de transformar o adversário num inimigo contribuem para alimentar os adeptos mais irracionais. Em vez de criarem um ambiente mais saudável, acabam por promover um clima tóxico e que promove a divisão.
No limite, existe uma clara falta de perceção do cargo que ocupam. Um presidente de um grande clube não pode comportar-se como um adepto com um microfone. Tem de ser alguém racional, com controlo emocional e consciência do impacto que as suas palavras têm no futebol e na sociedade. Se este caminho continuar, existe um risco evidente: no futuro, os atuais presidentes acabarem por ser recordados apenas como mais três cópias dos dirigentes do passado.

Gestão racional, comportamento irracional
Apesar das críticas que faço à forma como os dirigentes atuam no plano institucional, é justo reconhecer que, na vertente financeira, existem diferenças relevantes face ao passado. Nesse domínio, Frederico Varandas e André Villas-Boas têm demonstrado uma abordagem mais racional na gestão dos recursos. Procuram reduzir despesas supérfluas, recuperar credibilidade junto dos mercados financeiros e implementar modelos de gestão mais profissionais.
A preocupação em encontrar um equilíbrio entre a performance desportiva e a sustentabilidade financeira é hoje muito mais evidente do que foi durante largos anos no futebol português. Essa mudança não resolve todos os problemas estruturais do setor, mas representa uma diferença clara face a práticas do passado que, em muitos casos, colocaram os clubes em situações financeiras muito frágeis. Pelo menos nesta dimensão, é justo reconhecer que existe uma evolução.

A Liga precisa de independência
O problema é que a racionalidade que Frederico Varandas e André Villas-Boas demonstram na gestão financeira raramente se reflete na forma como lideram o futebol português. Unir o futebol é o lema do presidente da Federação Portuguesa de Futebol. O esforço em passar esta mensagem é grande. O problema surge quando as palavras não correspondem aos atos. Todos percebemos que o futebol português não está unido, e que o exemplo dos três grandes — presidentes, treinadores e jogadores — se reflete em toda a pirâmide do futebol, desde os mais jovens aos profissionais mais experientes. O motivo pelo qual o futebol não evolui é simples: os dirigentes não se sabem autorregular.
Para mudar isto, o primeiro passo seria retirar aos clubes o poder de decisão direta na Liga. A Liga deveria ser gerida por uma equipa profissional, independente, que tomasse decisões em função do interesse do futebol como um todo. Esta equipa seria avaliada pelo impacto das suas decisões passados quatro anos. Os regulamentos seriam mais penalizadores para quem não contribuísse positivamente para o desenvolvimento do produto futebol. Cada clube teria de se preocupar consigo próprio.
Com o tempo, a cultura desportiva melhoraria. O foco deixaria de ser a arbitragem e passaria para o que realmente importa: o jogo dentro das quatro linhas. O ambiente nos estádios ficaria mais seguro e saudável, e os valores do desporto seriam reforçados. Isto tornaria o futebol português mais atrativo para parceiros, patrocinadores e marcas. A única coisa que se perderia com esta evolução seria algo que os dirigentes do passado e da atualidade não querem abrir mão: a possibilidade de encontrar culpados externos para justificar os seus insucessos, em vez de assumirem responsabilidade pelas próprias decisões.
Enquanto os dirigentes continuarem a acreditar que gritar dá votos e desculpas dão poder, o futebol português continuará preso ao mesmo ciclo: muito ruído fora das quatro linhas e pouca evolução dentro delas.

A valorizar: Hugo Oliveira
Valoriza jogadores, joga um futebol atrativo e tem resultados. Está a fazer um grande trabalho.

A desvalorizar: Portimonense
Quando os projetos não têm sustentabilidade, os resultados dificilmente aparecem."

Benfica e Mourinho: as 'finais' são para ganhar

"Os jogos decisivos sempre definiram Mourinho, que raramente os perdia. Agora terá de se reinventar a partir desse passado glorioso para impedir a fuga do próximo campeão.

Se é da Pedreira que vem a notícia do empate dos leões, é na Luz, na receção ao líder, que o Benfica não pode deixar pedra sobre pedra. Num campeonato em que nem FC Porto nem Sporting perderam muitos pontos, desperdiçar oportunidades para recuperar em duelos diretos tem sido pecado-maior. A equipa, já com Mourinho no banco, deixou fugir dois momentos, no Dragão e em casa, diante dos verde e brancos, em que podia ter reentrado na luta. Só terá outros dois, o primeiro hoje, o último talvez tarde demais.
Não basta um campeonato sem derrotas, faltam vitórias. Os empates com Rio Ave, Casa Pia e Tondela fizeram mossa e trouxeram à superfície habituais problemas no ataque posicional, porém, quando não derrotou os rivais falhou duplamente: não só não encurtou distâncias
como não provocou dúvidas aos rivais. Pior, embora fora destas contas, ainda foi arrasado pelo SC Braga na meia-final da Taça da Liga e caiu na prova-rainha na Invicta, nos quartos.
Não resta mais nada ao Benfica senão vencer, o que não só devolveria peso à matemática como colocaria sob pressão um primeiro classificado a quatro pontos e o segundo a apenas um, com a tal visita a Alvalade em abril para concluir a ultrapassagem. Claro que não será fácil, mas empate e derrota só servem aos outros, que inclusive se têm apresentado mais consistentes até aqui. Os portistas, vencendo, terão o título à mercê, por isso, para os encarnados, é a hora de Mourinho fazer o que sabe. E, para alguém que é letal em finais, muitas tem perdido ele desde que regressou à Luz. Porque todos os jogos desde então têm essa dimensão e urgência.
Já no SC Braga-Sporting que incendeia o clássico, impõe-se, mais uma vez, a segunda parte dos minhotos. É do melhor ataque posicional por cá. Reação à perda eficaz, cerco mantido numa posse simples e paciência para encontrar espaços na área. Não foram muito os momentos de finalização, mas nunca se viu tal capacidade em FC Porto, Sporting ou Benfica. Só que, depois, esse mesmo SC Braga, ainda que já olhe para o setor, no mercado, com outros olhos, continua a sofrer com demasiada facilidade, implodindo quando se esperava firmeza e afirmação.
É genial o empate, contudo. Há tanto talento carregado no passe de Moutinho quanto na receção orientada de Zalazar, e tremenda se tornou depois a explosão libertada pelo pé esquerdo de Horta! O mundo de Rui Borges abanou! Até no final o empate se abater sobre a sua cabeça."

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Hoje há águias sem “cérebro” e dragões sem “calculadora”

Ganhar o clássico


"O Benfica defronta o FC Porto no Estádio da Luz, com início da partida agendado para as 18h00. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Dar tudo pela vitória
José Mourinho salienta o percurso da equipa do Benfica e expressa o foco na vitória: "As contas do Campeonato fazem-se jogo a jogo. Lutámos muito para chegar a este jogo em condições de lutar pelo título. Vamos com tudo o que temos até pensarmos que é possível."

2. Bastidores
Preparação intensa para o clássico.

3. Marcas redondas
Tomás Araújo e Pavlidis atingem a centena de jogos de águia ao peito em competições oficiais.

4. Últimos resultados
No futebol de formação, os Juniores ganharam por 0-3 à União de Leiria, os Juvenis foram derrotados, por 3-2, pelo FC Porto e os Iniciados venceram o Belenenses por 1-3.
Em masculinos registaram-se vitórias benfiquistas em hóquei em patins (0-5, Juventude Pacense) e voleibol (3-0, AA São Mamede) e empate em andebol com o FC Porto (29-29). Em femininos, triunfos em basquetebol (76-68, Clube dos Galitos), futsal (3-2, Santa Luzia) e hóquei em patins (1-8, Gulpilhares).

5. Jogos do dia
Além do clássico em futebol, hoje há desafio de voleibol no feminino na Luz entre Benfica e Castêlo da Maia (16h00) e, no Norte, partida de basquetebol no masculino entre Esgueira e Benfica (18h30).

6. Estreia e recorde
Pauleta representou a Seleção Nacional feminina de futebol pela primeira vez, enquanto Carole Costa se tornou na futebolista mais internacional de sempre por Portugal.

7. Ação solidária
Jogadoras e equipa técnica do futebol benfiquista estiveram no Estabelecimento Prisional de Tires, na ala reservada a reclusas com filhos.

8. Dia Internacional da Mulher
Várias personalidades do universo Benfica, e não só, participaram numa reflexão sobre o papel da mulher na sociedade. Veja ainda as melhores imagens da iniciativa do Museu Benfica – Cosme Damião, "Vencedoras, sempre!".

9. Chamada internacional
11 atletas do Benfica integram a mais recente convocatória da Seleção Nacional Sub-15 de futebol.

10. Protocolo ambiental assinado
O protocolo de reflorestação em Oliveira do Hospital assinado por Sport Lisboa e Benfica, Benfica SAD, Fundação Benfica e município de Oliveira do Hospital prevê plantação de 50 000 árvores autóctones em 5 anos.

11. Acervo mais rico
Um adepto benfiquista doou parte da sua coleção pessoal ao Centro de Documentação e Informação do Sport Lisboa e Benfica."

Atrás do apito, há uma mulher


"Neste Dia da Mulher, este texto é dedicado à árbitra recém-falecida Liliana Coelho, de 35 anos

Nasci menina, ouvi «se fosse um menino, tinha ido para o futebol».
Hoje sou mulher e cresci dentro do futebol, apesar de, muitas vezes, sentir que o futebol não cresceu comigo.
Comecei a arbitrar aos 14 anos e hoje tenho 26, contudo, esta história não é apenas sobre mim. Esta história é sobre todas as mulheres que entram num campo sabendo que vão ser avaliadas duas vezes: pela decisão e pelo género.
Quando um árbitro entra em campo, deixa de ser pessoa e passa a ser função. Isso, por si só, já é duro, mas quando é mulher, muitas vezes, deixa de ser função para passar a ser alvo.
Tinha 16 anos quando ouvi da bancada: «Vai mas é para a cozinha.» E, noutra ocasião: «Isto é o que dá meter mulheres aqui no meio.»
O lance que tinha acabado de decidir deixou de ser analisado tecnicamente, e o problema passou a ser eu e o meu género. Um árbitro «erra». Uma árbitra «prova que as mulheres não percebem de futebol».
E é aqui que a questão deixa de ser desportiva e passa a ser cultural. A arbitragem é exigente por natureza e o erro humano é inevitável, fazendo parte do jogo. Quem veste este papel e assume o apito sabe disso, e aceita a responsabilidade. O que não deveria fazer parte é a desumanização.
Nós, árbitras, aprendemos desde cedo a criar uma armadura. Um ritual ou uma forma de desligar emoções. Não porque somos insensíveis, mas porque sentir demais pode tornar-se insuportável. Quando os insultos deixam de ser sobre decisões e passam a ser sobre quem somos, alguma coisa está errada.
Há balneários onde se entra em silêncio. Há jogos que ficam na memória não pelo resultado, mas sim pelas palavras vindas da bancada. Há viagens de regresso a casa em que o barulho do estádio ainda ecoa na cabeça. Há lágrimas que ninguém vê.
E depois, há o discurso repetido: «Isto faz parte.» «Tens de ganhar estofo.» «O futebol é assim.» Mas desde quando é que a violência verbal faz parte do desporto? Desde quando é que se ensina às crianças que gritar mais alto é sinónimo de ter razão? Desde quando é que humilhar é entretenimento?
Nas bancadas estão adultos. Pais. Mães. Dirigentes. Estão também crianças a aprender como se reage à frustração e que palavras se usam quando algo não corre bem. A aprender se o respeito é valor ou fraqueza. O futebol é paixão, mas paixão não é sinónimo de agressão. Competição não é sinónimo de desrespeito. Comportamentos geram comportamentos e, os adultos de hoje são o exemplo das crianças para o futuro.
Ainda antes do primeiro apito, surgem comentários sobre o nosso corpo e aparência, não sobre a competência, preparação ou Leis do Jogo. E quando comentários machistas vêm também de outras mulheres, a sensação é ainda mais dura. A igualdade não deveria construir-se em conjunto? Não deveríamos ser as primeiras a abrir caminho umas às outras?
Que sociedade é esta que acha normal que uma adolescente, de apito na mão, tenha de lidar com aquilo que muitas mulheres adultas ainda lutam para enfrentar? O campo devia ser um espaço de aprendizagem, crescimento e superação, não um palco onde se testa, demasiado cedo, a resistência emocional de quem ainda está a formar a sua identidade.
Nenhuma jovem deveria ter de escolher entre perseguir um sonho e preservar a sua dignidade. Nós, árbitras, fazemos sacrifícios: fins-de-semana, preparação constante, responsabilidade solitária. Fazemos isto por amor ao jogo. Não pedimos aplausos, pedimos respeito.
Antes do apito, há uma pessoa. Muitas vezes, há uma mulher que trabalhou o dobro para ser levada a sério e provar que merece ali estar. A pergunta é simples: se fosse a tua filha no meio do campo, continuarias a gritar as mesmas palavras?
O respeito não é um favor, é o mínimo.
Sejam melhores. O desporto agradece."

domingo, 8 de março de 2026

Antevisão...

Terceiro Anel: React - Antevisão - Mourinho - Corruptos...

BI: Antevisão - Corruptos...

O Benfica Somos Nós - É para cima deles #12 - Antevisão - Corruptos...

Oliveira: Antevisão - Corruptos...

Vitória...


Benfica 3 - 0 São Mamede
25-17, 25-14, 26-14

Em Marrazes, apoiando a comunidade local depois das tempestades, na última jornada da fase regular, vitória fácil...

Poker

J. Pacense 0 - 5 Benfica

Vitória larga, sem sofrer golos, numa deslocação potencialmente armadilhada!

Com a derrota da Lagartada, no antro, a vantagem aumentou...

Empate 'emotivo'!!!

Benfica 29 - 29 Corruptos
14-15

Muitos erros dos dois lados, só podia terminar num empate!
Acabou por ser um empate emotivo, com o Benfica a marcar no último segundo, quando já poucos acreditavam, mas os festejos foram claramente exagerados! Pode motivar para a Europa, mas a equipa tem que anular os erros não forçados, senão...

Juniores - 6.ª jornada - Fase Final

Leiria 0 - 3 Benfica
Umeh, Duarte, Isaac


Vitória esperada, com um golo logo no 1.º minuto!!!
Dois Juvenis a titular!

Juvenis - 6.ª jornada - Fase FInal

Corruptos 3 - 2 Benfica
Almeida, Gomes


Todos os golos no 2.º tempo, com o Benfica aa fazer o 3-2 aos 95' e ainda fomos a tempo de acertar nos ferros, aos 96' !!!

Iniciados - 6.ª jornada - Fase FInal

Belenenses 1 - 3 Benfica
Aquino(2), Lima


Vitória em Belém, mantendo a perseguição próxima, ao 1.ª lugar...

Ser Benfiquista...

Dr. Jekyll e Mr. Hyde

Má consciência!

Amizades!

Como se desenha uma casa


"Este é o Benfica da Sofia, e é também o meu. Não conheço a Sofia, vi o seu desenho exposto na Casa do Benfica do Porto. Estará numa parte crucial do crescimento, começando a perceber como se agarra num lápis, como se conjugam ou não as cores e, depois, como são apenas dois dedos de uma mão os responsáveis por tingir e dar forma ao silêncio.
A Sofia saberá mais tarde a anatomia asquerosa do silêncio. Para já, quis tão só desenhar uma casa. “Primeiro abre-se a porta/por dentro sobre a tela imatura onde previamente/se escreveram palavras antigas: o cão, o jardim impresente, a mãe para sempre morta.”
Decidiu desenhar um símbolo, o mesmo que o senhor Américo traz sempre na lapela alfinetado, como quem diz: cada um decide o seu lugar de apreço para a saudade, eu escolhi um palmo à esquerda do centro do meu peito. “Anoiteceu, apagamos a luz, e depois,/como uma foto que se guarda na carteira,/iluminam-se no quintal as flores da macieira/e, no papel, de parede, agitam-se as recordações”.
Queremos todos engavetar a memória, deixar as recordações todas bem juntas para que não escapem, ou escapem o menos possível, para que não doam quando parece que o que mais sabem fazer é isso, provocar dor. Então, damos-lhes cores e pintamos dentro e fora das linhas, desafiando qualquer fronteira como as mãos nos dizem para fazer. “Protege-te delas, das recordações, dos seus ócios, das suas conspirações;/usa cores morosas, tons mais-que-perfeitos:/o rosa para as lágrimas, o azul para os sonhos desfeitos.” Erguemos então uma casa.
E voltamos a erguer, quando tudo vira ruína. Deixa-me ir à frente, abrir-te a porta, mostrar-te a cidade pelas janelas da minha casa. É lá, numa dessas janelas, que cantam os pássaros amarelos.
“Uma casa é as ruínas de uma casa,/uma coisa ameaçadora à espera de uma palavra;/desenha-a como quem embala um remorso,/com algum grau de abstração e sem um plano rigoroso.”"

Umas velinhas e uma canja para os jogos grandes


"A 'odd' de presidentes a falar hoje ou amanhã à noite deve estar muito baixa. Fica o elogio para o futebol à tarde - se ninguém incendiasse os ânimos até seria em família

Chegou o fim de semana de jogos grandes no campeonato e nem no final da noite de amanhã teremos noção da devida dimensão destes SC Braga-Sporting e Benfica-FC Porto para a tabela final da Liga. Salvo se houver empates nas duas partidas, alguém irá ganhar ou perder pontos e, ainda que duvide que algum treinador o vá admitir, aproveito as palavras de Rui Borges sobre Luis Suárez para constatar que muitas velinhas devem estar acesas para desejar azares e percalços alheios.
Já agora, tendo visto a maioria dos jogos grandes dos últimos tempos, incentivo que se reserve outra velinha para a qualidade do espetáculo. O futebol português, muito desnivelado, precisa que as equipas de topo vendam este produto e, por muito que estejamos cá para elogiar os grandes duelos táticos como o do clássico da Taça de Portugal da passada semana, convém que de vez em quando os adeptos se possam entusiasmar mais com golos e belas jogadas do que com «intensidade» e cartões por mostrar.
Não sou de apostas, mas a odd de presidentes a falar no fim destes jogos deve estar muito baixa. Não há velinha que nos salve de tais intervenções, até porque os respetivos adeptos as aplaudem acerrimamente e enquanto assim for o incentivo será sempre mais forte do que a decência.
Talvez fosse mais fácil colocar logo os dirigentes a falar na flash-interview, antes dos jogadores e dos treinadores, que assim estes sempre se livravam do peso de terem de se queixar do árbitro, dos apanha-bolas, do relvado, dos tablets, do tempo, das atitudes dos adversários ou da situação geopolítica internacional (neste caso com toda a razão, que isto está a ficar muito feio...). Aos protagonistas o que é deles: o futebol, o espetáculo, a mentalidade do vencedor ou do derrotado. O resto serve para entreter.
Se não estiver a abusar nas citações, reutilizo também a famosa canja do treinador do Sporting. É que não vejo melhor alimento para os jantares de sábado ou domingo: não dá muito trabalho, ficamos satisfeitos e evitamos incomodar-nos muito com o que se está a dizer depois das partidas possivelmente decisivas da Liga.
Fica o elogio final para o horário destes SC Braga-Sporting e Benfica-FC Porto (18 horas). Viva o futebol à tarde! Se ninguém incendiasse os ânimos até diria: viva o futebol em família!"

O doutor, a gravata e a língua


"Fernando Tordo tem razão: «Sou doutras coisas, pertenço ao tempo que há-de vir, sem ser futuro…»
Passei a semana entre o Líbano, a Turquia e a Argélia, longe da espuma dos dias do futebol português, talvez na efémera e muito ténue esperança de que alguma coisa pudesse mudar.
Tenho muitas dificuldades em entender o que não resulta da diplomacia do futebol. Há quase 28 anos, assisti, no Stade Gerland, em Lyon, ao jogo em que a bola fez muito mais do que a mesa de negociações. Um Estados Unidos-Irão, para o Mundial-98, em que tudo correu maravilhosamente bem.
Custa-me muito que, em Portugal, tudo continue na mesma. Discute-se o penálti, o cartão mostrado ou não, mandam-se bocas que, pela comunicação social, são imediatamente tornadas em soundbites de proporções inimagináveis, fala-se de cátedra, insulta-se com uma leveza de língua que revela uma de duas coisas: ou muito má educação, ou muito má resolução.
Vamos ao último facto, independentemente de razões próximas ou longínquas, de rivalidades que deveriam ficar apenas no campo de jogo. Sei que André Villas-Boas, rapaz de muito boas famílias que, estrategicamente, definiu como «cadeira de sonho» a presidência do FC Porto (nunca a de seu treinador…), não é o que se pensava, como líder de um clube que não quer ser regional e pretende projetar-se mundo fora. André é mais do mesmo: fala pouco e fala mal, estimula rivalidades com Lisboa (quando o país é um pequeno buraco comparado com geografias a sério), procura clivagem em vez de convergência. Tem muito a aprender, no que à diplomacia e até à geopolítica do desporto diz respeito.
E esse estímulo das rivalidades tem sempre retorno.
Neste caso, um retorno miserável, por parte de alguém que tinha (e tem) tudo para também poder marcar a diferença.
A forma e o conteúdo misturam-se, embora uma e outro tenham a respetiva importância, em cada momento.
O médico Frederico Varandas tem formação superior. Muitos de nós a temos, e muitos dos jornalistas com quem ele fala a têm (alguns, até, ainda mais validada pelos escalões do terceiro ciclo). Fala com uma arrogância extraordinária e, sobretudo, acusa um homólogo com termos que não orgulham nem dignificam ninguém.
Caro Varandas, sou ainda do tempo de João Rocha. Até de Sousa Cintra. Do tempo em que os presidentes do Sporting, antes de o serem, eram senhores. Mostravam, nas vitórias e nas derrotas, que o orgulho e a honra eram sempre superiores.
Sabemos que a palavra larga tem sempre correspondência. Que acusações de frágil perceção e comprovação podem cair em saco roto, ou ser alvo de respostas contundentes. Estamos de acordo que a paciência, muitas vezes, tem limites, como já devia ter tido para a generalidade da comunicação social portuguesa, decerto farta (pelo menos deveria estar…) deste tipo de arruaça verbal. Mas vive disso. Vive de clickbites, de momentos e picos de audiência televisiva, de um grande título para amanhã.
O senhor, caro Varandas, deveria ter ficado a falar sozinho. Defender o seu clube, engrandecer o nome do grande Sporting Clube de Portugal, jamais será como o senhor o fez, ou tentou fazer.
Vejamos, para ser mais claro: a defesa de um clube e a dignidade do seu presidente não se justificam por injúrias ou palavrões. É feita, como o senhor fez, ao longo dos últimos anos, por boas opções de gestão, pela requalificação do Estádio José Alvalade, pelo reforço da formação em Alcochete, pela conquista de títulos, obviamente, e pela sucessiva, consequente e gradual capacitação de quadros para uma estrutura mais capaz, mais completa e mais profissional.
Tudo isto deve ser amplamente reconhecido à gestão de Varandas, que trouxe, em determinado momento, uma inequívoca mais-valia ao emblema verde e branco.
É por isso que ainda custa mais ver a baixeza, o desequilíbrio emocional, e incapacidade de controlo que o presidente do Sporting Clube de Portugal revelou, perante jornalistas, após o jogo com o FC Porto, para a Taça de Portugal.
Sei que as provocações de alguns jovens profissionais, sedentos de algo que possa fazer valer a pena o tempo de espera, propiciam alguns dislates. Mas o senhor, médico e com gravata de seda, tem obrigação de reter as emoções e perceber que nem tudo valoriza a sua posição e o futebol português.
Aliás, tal entidade (se é que existe e é devidamente respeitada pelos seus atores…), é a que mais sofre com tristes espetáculos.
Queria responder ao líder adversário: deixava-o a falar sozinho.
Queria dar uma justificação aos seus adeptos? Falava da vitória alcançada, que o coloca em vantagem para o segundo jogo.
Queria dar uma lição aos jornalistas: piscava o olho e sorria.
Estava possesso e não se conseguia controlar? Não respondia, respirava fundo e ia beber um café. Podia ser que a ira lhe passasse.
Como nada disto aconteceu, o presidente do Sporting mostrou o que não devia. E toda a eventual razão que lhe pudesse assistir foi por água abaixo de forma tão rápida quanto, no futebol, temos de perceber os momentos.
Há uns em que os adeptos acreditam que, por sermos doutores, a coisa passa; por usarmos gravata, a coisa respeita-se. Mas a língua coloca tudo (e todos) no devido lugar.

Cartão branco
Não posso escrever muito mais sobre Francisco Neto. A longevidade no projeto, o modo como se reinventa com sucessivas gerações de jogadoras, a capacidade de entender cada desafio no seu tempo próprio, criando especiais motivações para um grupo de base muito coesa e consistente, fazem dele um dos melhores gestores de recursos humanos que a Federação Portuguesa de Futebol tem, ao longo do tempo, ao seu dispor. Tudo tem a ver com a capacidade de entender que o edifício do futebol no feminino começa nas bases: na cativação de jovens raparigas para o jogo, e na concessão de plenas condições para que o seu sonho se materialize. Os clubes e as associações fazem o resto. Mas é imperioso perceber que, com um timoneiro assim, tudo fica mais fácil. Pode não conquistar Europeus ou Mundiais, mas merece uma estátua por tudo o que já conseguiu.

Cartão amarelo
A geopolítica não mente. Convocar Mundial de Clubes e Mundial de Seleções, em dois anos consecutivos, para o mesmo país, depois de atribuir um prémio muito discutível a Donald Trump, e de ter alocado o Mundial de 2024 à Arábia Saudita, teria implicações e repercussões. Gianni Infantino não contava com esta batata quente. O Mundial disputa-se dentro de três meses e, na atual conjuntura geopolítica mundial, o presidente da FIFA deverá ter pinças para gerir situação bem complicada. Para quem foi tão rápido a adotar sanções em relação à Rússia e tão hesitante a fazê-lo em relação a Israel (aquando da guerra dos 12 dias), como vai agir em relação a Estados Unidos e Irão? Quem anda à chuva, normalmente, molha-se…"

BF: Ausências?!

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Farioli? Clássico vai ser de "cautelini e caldos de galini"

DAZN: Europa...

Red Neemias!!!

SportTv: A História de Neemias...

Afirmação do Cartão Branco


"É um enorme orgulho que sinto quando olho para trás e vejo que a semente que lancei na época 2014/2015 para aplicar o Cartão Branco em Portugal deu tantos frutos. Foi um desafio que não abracei sozinho. Com pessoas ligadas à arbitragem, dirigentes, federações e, em particular, com o João Capela, conseguimos, pela persistência e por acreditarmos que esta ideia seria um recurso pedagógico fantástico, valorizar e dar visibilidade ao fair play.
É também de salientar a importância da comunicação social neste desígnio, em particular o Record, que, ao longo destes anos, tem dado a conhecer gestos de fair play através do Cartão Branco. Aliás, foi o Record que publicou a notícia com fotografia do primeiro Cartão Branco mostrado em Portugal, num jogo de juvenis, em Almada.
Ao longo destes 11 anos, desenvolvemos a aplicação do Cartão Branco em diversas modalidades desportivas, criámos regulamentos e afirmámos este recurso junto dos árbitros. Curiosamente, ao início, estes eram os mais resistentes à sua utilização; foi preciso alguma persistência para demonstrar a importância deste cartão na função pedagógica do árbitro junto dos atletas mais jovens.
É um percurso digno, com uma marca no desporto português de afirmação dos valores do fair play. Eis os números destes 11 anos: são 96 entidades aderentes, em 34 modalidades distintas, e 8 433 amostragens do Cartão Branco.
Viva o Cartão Branco!"

Una pared, un caño: las cosas deu fútbol