Últimas indefectivações

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Antevisão...

Terceiro Anel: React - Antevisão - Marco Silva - Santa Clara

On the Road | Açores

Pizzi | Carta ao Estádio da Luz

Derrota estúpida...

Marítimo 28 - 27 Benfica
11-13

Jornada trocada, com uma derrota inesperada, num jogo que esteve controlado durante grande parte da partida, mas com uns últimos minutos inexplicáveis, acabámos por perder de forma ridícula!

23 anos

La Famiglia Portista

Estatuto!!!

Denominador comum...

Eureka !!!

Claro...

Alentejano amestrado !!!

Miriam! 🥰

Três palavras para Marco Silva no Benfica


"Há uma palavra que Marco Silva repete com frequência nas conferências de imprensa: identidade. A esta, juntaria outras duas para definir as sensações que, nesta altura, me transmite a equipa do Benfica, além da boa qualidade do seu futebol: honestidade e coerência. E as três estão relacionadas, sobretudo, com o trabalho da equipa técnica.
Em primeiro lugar, acredito que já não existem dúvidas e que é possível constatar que o Benfica tem uma identidade em campo. Mesmo quando os jogos correm menos bem, a bola não entra ou surgem debilidades defensivas, a ideia dos jogadores parece ser uma só: ter bola, com posses longas de preferência, pressionar sempre e atacar de forma clara a baliza do adversário na procura do golo. Parece fácil e até óbvio, porque é essa a essência do futebol, mas não é simples — nem sequer um plano assumido por todos os treinadores.
Depois, a honestidade. Para que os jogadores comprem as ideias do treinador é preciso que as entendam e que a comunicação, tanto sobre o que lhes é pedido como sobre a escolha de quem entra na equipa inicial, faça sentido num contexto de plantel, sem gatos escondidos com o rabo de fora. O que observo nas escolhas de Marco Silva e concluo das explicações que dá publicamente leva-me a acreditar que o técnico tem uma relação suficientemente honesta com os jogadores. Mesmo que alguns estejam menos satisfeitos do que outros, não me parece que Marco Silva tenha deixado alguém para trás.
Finalmente, a coerência. Mesmo tendo em conta que, na análise prévia de um jogo e na definição da equipa e da estratégia, é necessário avaliar o adversário e muito mais, sempre me custou aceitar que um treinador elogie em público as suas opções e jogadores em concreto — sobretudo a capacidade dos mais jovens — e que, quando há necessidade de recorrer a segundas e terceiras opções, adote adaptações ou tome decisões que denotam falta de confiança. É verdade que agora não há possibilidade de assistir aos treinos, que há lesões e limitações que muitas vezes são desconhecidas, mas tenho dificuldade em perceber como se elogia a capacidade de um Banjaqui, por exemplo, e, quando falta um lateral-direito, se opte por outra solução.
Marco Silva ficou sem Dedic, Bah lesionou-se e fez entrar Banjaqui. Deu-lhe minutos, nem sempre correu bem, mas já correu bem em Itália, com o Milan, e certamente que o jovem de 18 anos, quando for preciso assumir a responsabilidade, estará mais preparado. Barrenechea está lesionado? É preciso fazer descansar João Palhinha? Quem é o terceiro médio? Avançou Manu para titular frente ao Omonia.
Pode resultar ou não, mas há coerência — e isso também conta pontos na gestão emocional de um plantel. Por detrás deste contexto, tem de existir uma boa escolha de plantel, mas, mais uma vez, é um trabalho no qual o treinador é decisivo.
O Benfica está bem e nem tudo se manterá assim durante a temporada, o que é normal, mas a forma transparente e determinada como Marco Silva está a desempenhar o seu papel é muito mais de meio caminho andado para chegar forte à fase das decisões."

Futebol português: estamos a ficar para trás


"Estamos cada vez mais distantes dos mais fortes e mais próximos dos que antes estavam atrás de nós nas competições europeias.

As competições europeias são o expoente máximo do futebol de clubes. Todos querem estar presentes: jogadores, treinadores, adeptos e dirigentes, num futebol em que os clubes são hoje verdadeiras marcas. Estas competições são também um excelente barómetro para avaliar a evolução do futebol português e perceber o lugar que ocupamos e queremos ocupar na Europa.

Lei Bosman: tudo mudou
A inda sou do tempo em que as equipas portuguesas lutavam para vencer competições europeias. Antes da Lei Bosman, até meados da década de 90, os clubes portugueses tinham capacidade para competir com os principais clubes europeus. Nessa altura
, os clubes eram geridos como associações, e não como marcas. O dinheiro não tinha o peso de hoje e existiam limitações à utilização de jogadores estrangeiros. Com a aprovação da Lei Bosman, o futebol europeu começou a mudar.

Mais longe dos melhores
Se analisarmos as nossas prestações nas competições europeias nos últimos anos, percebemos que estamos a seguir um caminho pouco positivo. Apesar de, pontualmente, conseguirmos ter equipas que fazem bons percursos, estamos cada vez mais distantes dos mais fortes e mais próximos dos que antes estavam atrás de nós. Esta evolução pode até ser natural, mas também resulta de demérito próprio.
A minha preocupação não se limita aos resultados. Quando vemos jogos da UEFA Champions League, percebemos que países como a Áustria, a Bélgica, a Turquia ou a Noruega estão cada vez mais presentes. Mais do que essa presença, preocupa-me a evolução que demonstram dentro de campo. São equipas organizadas, com ideias claras, que procuram dominar os jogos, estudam os adversários e não têm medo de assumir riscos. Conseguem aliar a sua cultura desportiva ao crescimento coletivo.
A Noruega é um bom exemplo desta evolução. Na última época, o Bodo/Glimt fez um percurso extraordinário na UEFA Champions League e, esta temporada, tem duas equipas, Bodo/Glimt e Viking, na fase de liga da competição. Este crescimento também se reflete na seleção nacional e resulta de um trabalho de base consistente, com investimento na formação e no desenvolvimento de jovens jogadores.
O meu receio é que a vantagem competitiva que construímos no início deste século esteja a diminuir e possa mesmo ser ultrapassada por países que antes tinham menor expressão europeia. Além disso, muitos destes países beneficiam de economias mais fortes, que lhes permitem gerar receitas superiores às nossas.

Vantagem está a desaparecer
O desenvolvimento de talento foi fundamental para que os nossos clubes tivessem jogadores de qualidade, conseguissem realizar vendas avultadas e mantivessem equipas competitivas. Benfica, FC Porto e Sporting souberam trabalhar esta área, apostando na formação, na metodologia, nas infraestruturas e na valorização dos jogadores.
Contudo, o profissionalismo que demonstrámos neste segmento não teve correspondência na gestão global dos clubes. Se na formação conseguimos ser profissionais, fora dos relvados não acompanhámos a evolução. Continuamos, em muitos aspetos, a gerir os clubes e as competições como se estivéssemos nos anos 80 ou 90.
Hoje, a concorrência é maior. Temos mais dificuldades em chegar precocemente ao talento internacional, numa altura em que enfrentamos clubes com maior capacidade financeira. Ao mesmo tempo, outras ligas estão a crescer, a tornar-se mais competitivas e a ganhar valor no mercado. A vantagem que os nossos clubes construíram está, assim, a diminuir.
A pergunta é simples: desportivamente, em que se converteram os milhões que Benfica, FC Porto e Sporting arrecadaram ao longo dos anos? A resposta não é animadora. Financeiramente, os três clubes continuam a enfrentar dificuldades. O Sporting está mais desafogado, mas beneficiou de uma reestruturação financeira que lhe permitiu recomprar as VMOC ao BCP e ao Novo Banco por valores muito inferiores aos inicialmente previstos. Desportivamente, temos cada vez mais dificuldades em manter jogadores diferenciados e construir plantéis com a qualidade de outros tempos.
Nos últimos vinte anos, tivemos uma vantagem humana e financeira que não soubemos transformar numa evolução sustentada. Pelo contrário, em aspetos fundamentais, estamos hoje mais frágeis.

Perdemos na credibilidade
Outra área em que estamos a perder é na credibilidade, e isso pode diminuir a nossa capacidade de atrair talento e de gerar maior competitividade interna. Muitos dos castigos disciplinares e das multas aplicados nas nossas competições não têm um efeito dissuasor. Fica a sensação de que, em Portugal, se procura evitar incómodos, sobretudo quando estão envolvidos os grandes clubes.
O caso de Cristiano Ronaldo é mais um exemplo. A multa de 255 euros e a suspensão de 30 dias aplicadas na sequência do abandono do estágio da Seleção dificilmente transmite, por si só, uma mensagem de rigor. Pedro Proença insistiu publicamente na vontade de ter o capitão de regresso, apelando à tranquilidade e desvalorizando o sucedido. Pela dimensão do jogador, a prioridade pareceu ser resolver rapidamente o problema, mas será essa a melhor forma de proteger a credibilidade das instituições?
Imaginemos que Pedro Proença liderava a Premier League. Como reagiria ao caso do Manchester City? A comissão independente que analisou o processo considerou provadas as infrações financeiras em causa, embora o Manchester City tenha recorrido da decisão e a sanção ainda esteja por definir. As notícias apontam para a possibilidade de um castigo pesado, caso a decisão se confirme, que poderá servir de exemplo para outros clubes e reforçar a importância do cumprimento das regras.
É aqui que está a diferença: uma instituição pode procurar evitar incómodos no curto prazo, mas tem de estar preparada para tomar decisões difíceis quando está em causa a sua credibilidade ou das suas competições. Essas decisões podem ter custos imediatos, mas, a longo prazo, são fundamentais para garantir que as regras são respeitadas e que todos acreditam na justiça da competição.

A valorizar: João Neves
Respondeu dentro do relvado a rumores sobre a sua importância no PSG.

A valorizar: Abel Ferreira
Em seis anos tem quatro finais da Taça dos Libertadores. Pode-se não gostar do estilo, mas o treinador tem demonstrado muita competência e competitividade."

Rabona: Why A French Magazine's Award Still Beats FIFA's

BolaTV: A forma do Benfica e os desafios de uma época longa

BF: Tiago Freitas...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Porto isolado, Sporting joga hoje e há El Clásico na La Liga

Liga: Sporting 1 - 2 Académico

Liga: Rio Ave 0 - 4 Famalicão

Liga: Nacional 1 - 0 Braga

Liga: Estoril 1 - 3 Moreirense

Várias camisolas, uma escolha!


"Num mundo cada vez mais global, o número de futebolistas elegíveis para representar mais do que uma seleção nacional, continua a crescer exponencialmente. Exemplo dessa globalidade é o caso de Mezian Soares, de 17 anos, muito comparado a Lamine Yamal, e que defrontou recentemente o Sporting na UEFA Champions League.
Nascido em França, filho de pai argelino (antigo internacional pela Argélia) e de mãe portuguesa, estreou-se pelos sub-21 de Portugal no final de setembro transato, sendo tal chamada ao segundo escalão máximo da Seleção um claro sinal de planeamento a longo prazo por parte da FPF, com o intuito de abraçar o jogador para outros voos. Mas poderíamos igualmente falar de Iaia Manco Danfa, atleta nascido na Guiné-Bissau, mas com passaporte português a caminho. Um jovem com enorme potencial, que se estreou este fim de semana pela equipa principal do Borussia Monchengladbach.
Sucede que tal realidade exige que, tanto jogadores, como associações, conheçam com rigor o quadro regulamentar aplicável, nomeadamente, as regras de elegibilidade que constam das Regulations Governing the Application of the Statutes da FIFA. Em síntese, um jogador pode representar a associação do território onde nasceu, a associação de origem dos seus pais ou avós, ou mesmo a associação do território onde tenha residido de forma contínua ao longo de um determinado período de tempo, consoante as circunstâncias.
Neste preciso contexto, a competição alcança um nível institucional, sendo vários os episódios de países deficitários na formação, ou tão somente na escassez de recursos humanos, que aliciam jogadores estrangeiros, a troco de contrapartidas financeiras bastante generosas.
Entre muitos outros casos, como foi o do Qatar no início deste século, onde passaportes e dinheiro eram oferecidos com esse propósito, recentemente a Associação de Futebol da Malásia submeteu à FIFA pedidos de elegibilidade de sete jogadores nascidos noutras jurisdições e sem qualquer ligação ao país, juntando aos processos certidões de nascimento falsificadas dos respetivos avós.
Todos foram inscritos e alinharam num jogo oficial, tendo o Comité Disciplinar da FIFA, após descoberta de tais irregularidades, aplicado a cada jogador uma multa de aproximadamente €2.000,00 e 12 meses de suspensão, com a própria federação a ser multada em aproximadamente €370.000,00.
Pessoalmente, recordo-me de um episódio quando exercia funções na FIFA, envolvendo Ariza Makukula, jogador que com 14 internacionalizações pelos sub-21 de Portugal e ainda sem qualquer participação na equipa principal, solicitou autorização para representar a RD Congo. Sucede que, segundo as regras então vigentes e não obstante a dupla nacionalidade que possuía, concluí não ser elegível para o efeito, uma vez que já havia representado Portugal num contexto que excedia a idade máxima para realizar a sua mudança de associação nacional, ou seja, com mais de 21 anos.
Escusado será dizer que o jogador não ficou propriamente feliz com tal desfecho, sentimento que deixou bem claro. Contudo, a vida dá muitas voltas e eis que, alguns anos mais tarde, em 2007, fui convidado para assistir a um jogo de qualificação para o Europeu, em Almaty, Cazaquistão.
No final da partida, à porta do balneário da nossa Seleção, tive a oportunidade de felicitar o nosso Makukula pelo golo que marcou aos 84 minutos e que contribuiu para a vitória de Portugal na sua estreia pela equipa principal. Mal me apresentei, o referido episódio FIFA foi desvalorizado de imediato, tendo recebido um abraço bastante efusivo, acompanhado de várias expressões de agradecimento. Uma vez mais, partilhando da sua enorme felicidade, sublinhei ter-me limitado a aplicar os regulamentos da FIFA, tal como não poderia deixar de ser."

domingo, 25 de outubro de 2026

Superiores

Benfica 4 - 1 Sporting


Começamos a perder, com um grande golo das Lagartas, mas o resultado nunca esteve em discussão, a superioridade é demasiado grande... e no final, até podiam ter sido muito mais golos, não fosse a grande exibição da guarda-redes adversária!

Depois da mudança de treinador o ano passado, parece-me evidente que é tempo de admitir, que a equipa está a jogar melhor, mais entrosada, com o Sistema de Jogo compreendido por todas as jogadoras...

Vitória na defesa!!!

Queluz 72 - 89 Benfica
20-22, 29-22, 10-18, 13-27

Marcador enganador, o jogo foi complicado, como é tradição em Queluz, mais uma vez tivemos horríveis nos Triplos e acabou por ser a agressividade defensiva na recta final a decidir o jogo, com o adversário a não aguentar a intensidade na 2.ª parte...

Fácil...

Benfica 3 - 0 AA São Mamede
25-13, 25-16, 25-23

Estreia no campeonato com uma vitória clara...

Engonhado !!!

Feirense 0 - 0 Benfica


Jogo engasgado, com poucas oportunidades flagrantes, mas com o Benfica a rematar mais...
Dois golos bem anulados ao Feirense, no 2.º foi preciso o VAR actuar... em mais uma partida, onde os nossos adversários fizeram o quiseram com quase total impunidade disciplinar... e mesmo quando faziam as faltas óbvias, ainda refilavam com os jogadores do Benfica!!!

Liga: Gil Vicente 0 - 1 Corruptos

Liga: Alverca 0 - 1 Arouca

Liga: Estrela 0 - 2 Casa Pia

Diferenças!

 


É gozo total

Expulsão absolutamente ridícula e surreal! 🤡

Cegueira seletiva...

Premonição!



Sector fechado.... na Taça da Liga... que coincidência!!!

A puta do CIND não estava a gostar!!!

Apanhados!

Ninguém sabia, que surpresa!!!

Varandão

Quando só a objetividade nos interessa

Benfica: comprar 'El diablito' Echeverri


"Echeverri foi comprado pelo Manchester City, porque os grandes clubes já não esperam que talentos destes passem por clubes como os portugueses

A operação montada pelo Benfica para a contratação de Claudio Echeverri aparenta ser, sob a ótica financeira, um bom exercício. Houve uma boa gestão de oportunidade.
No futebol de hoje, os grandes clubes europeus apontam já aos principais e emergentes talentos da América do Sul e vão lá buscá-los diretamente sem passarem, como acontecia até há uns anos, por clubes como os portugueses. Há exceções, sendo a maior de todas Enzo Fernández, contratado pelo Benfica quando já era uma certeza tão grande como Julián Alvarez, o colega de ataque que hoje joga no Atlético de Madrid e que o Manchester City recrutou primeiro.
Claudio Echeverri despontou no River Plate, tal como aqueles dois compatriotas. Mas enquanto Julián e Enzo tiveram tempo de crescimento - o médio chegou a estar emprestado ao Defensa Y Justicia - ‘El diablito’ teve período mais breve na primeira equipa. O ManCity tinha contratado Alvarez, mas escapou-se-lhes Enzo na altura e não quis cometer o mesmo pecado: pagou por Echeverri e manteve-o em Buenos Aires por um ano.
É preciso entender Echeverri nesse contexto, tal como a Mastantuono, outro rapaz que subiu à primeira equipa e que o Real Madrid, aplicando a lógica do ManCity, se apressou em contratar.
O Benfica, lá está, teve de ir mais fundo. Sem a capacidade financeira de City e Real, foi ao Vélez Sarsfield garantir um miúdo que era seguido desde os 16 anos, mas que só quando completou 18 pôde assinar. Os encarnados, mesmo assim, pagaram 9M€ à cabeça por Gianluca Prestianni.
Na Argentina, por aquelas alturas, Echeverri era um jogador «maior» que Prestianni e com 20 anos ainda tem de ser considerado um dos grandes talentos emergentes daquele país.
Mas é a parte de negócio que interessa primeiro. Os 21M€ da opção de compra são um valor dentro dos padrões encarnados para jogadores de potencial similar, faltando saber detalhes contratuais com Echeverri. Ao aceitar uma cláusula de recompra pelo Manchester City nos 50M€, a direção encarnada garantiu algum safe floor, ou seja, um «piso de proteção», que lhe poderia dar um lucro de 29M€. Caso o ManCity não avance, a abertura para negociar acima uma futura transferência é uma boa perspetiva.
Contudo, um bom contrato não substitui o rendimento no relvado. E é precisamente aqui que a prudência política deve sobrepôr-se. Seria precipitado avançar já para o exercício da opção de compra. O rendimento desportivo de Echeverri ainda se encontra numa fase embrionária e o Benfica já «desperdiçou» demasiados 20 milhões em mercados mais e menos recentes.
É preciso ter alguma garantia de que o argentino pode ser um titular indiscutível e decisivo, e não apenas um tremendo ativo de rotação. Se assim for, a decisão de compra tomar-se-á por si mesma."

BolaTV: Antevendo o jogo difícil de um Benfica em forma

BF: Echeverri...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Fim de semana em cheio: a 9.ª jornada promete muito futebol

Zero: Negócio Mistério - S07E05 - Ricardo Horta no Benfica

Futpédia #32 - FUTDRAFT PREMIER LEAGUE 🔥 QUEM MONTOU A MELHOR EQUIPA? 🤔

A gaiola dourada dos jogadores profissionais de futebol


"O futebolista profissional é simultaneamente trabalhador, património económico, ativo comercial, figura pública e representante de uma instituição. Estas cinco condições, que fazem dele um privilegiado aos olhos da sociedade, podem transformar-se numa prisão dourada, incompatível com o exercício pleno da sua liberdade individual.

O exemplo mais flagrante da condição de escravos de luxo dos jogadores profissionais de futebol ocorre quando, ciclicamente, um clube anuncia, como castigo por maus resultados ou exibições, a realização de um estágio que os impede de dormir nas suas próprias casas.
Não há outra profissão em que semelhante punição seja considerada admissível.
Seria aceitável que o dono de uma empresa castigasse um administrador por maus resultados, obrigando-o a dormir fora de casa? Que um arquiteto fosse impedido de regressar ao convívio da família por ter perdido um concurso? Ou que um pasteleiro, por não lhe ter saído bem um bolo, fosse obrigado a passar a noite na pastelaria?
O futebol criou uma categoria extraordinária de trabalhadores: alguns são dos mais bem pagos do mundo, mas espera-se que vivam com restrições à sua liberdade que seriam intoleráveis para quem ganha o salário mínimo.
Os jogadores são tratados como adultos pelas responsabilidades que assumem e como menores pelos direitos que lhes são reconhecidos.
Trabalham frequentemente seis dias por semana, com períodos de descanso condicionados pelas exigências das competições.
E alguém se preocupa em saber se os jogadores que participaram no Mundial conseguiram efetivamente usufruir dos 22 dias úteis de férias a que têm direito, tal como a generalidade dos trabalhadores portugueses?
Espera-se que não manifestem publicamente posições políticas, religiosas ou sobre qualquer assunto suscetível de dividir os adeptos ou desagradar aos patrocinadores.
São obrigados a prestar declarações quando prefeririam permanecer em silêncio, mesmo depois de uma derrota humilhante, no cumprimento de obrigações regulamentares cuja violação pode originar sanções.
E, paradoxalmente, espera-se que permaneçam calados quando desejariam explicar, com honestidade intelectual, as verdadeiras razões pelas quais alguma coisa correu mal.
No futebol, o direito ao silêncio transforma-se frequentemente num dever de silêncio, enquanto a liberdade de expressão dá lugar à obrigação de falar.
Os episódios desta semana com Bruno Fernandes e Diogo Costa são particularmente esclarecedores.
Depois das derrotas de Manchester United e FC Porto na UEFA Champions League, ambos os capitães analisaram as exibições das suas equipas e expressaram opiniões sobre aspetos do jogo que consideraram necessário melhorar.
Bruno Fernandes questionou a abordagem tática da equipa, designadamente a falta de pressão sobre o adversário. Diogo Costa observou que os adversários começam a perceber a forma de jogar do FC Porto e defendeu a necessidade de arriscar mais.
Não insultaram ninguém, não puseram em causa a dignidade dos treinadores, nem deixaram de assumir as suas responsabilidades.
Mas bastou expressarem opiniões sobre futebol para se gerar polémica, como se os jogadores fossem os únicos intervenientes no espetáculo impedidos de analisar aquilo que acontece dentro das quatro linhas.
O futebolista profissional é simultaneamente trabalhador, património económico, ativo comercial, figura pública e representante de uma instituição.
Estas cinco condições, que fazem dele um privilegiado aos olhos da sociedade, podem transformar-se numa prisão dourada, incompatível com o exercício pleno da sua liberdade individual.
E a partir de que valor de remuneração deve um trabalhador abdicar das suas liberdades individuais?
A relação dos jogadores com os adeptos encerra outra contradição particularmente reveladora.
O adepto reivindica para si uma liberdade praticamente ilimitada: critica treinadores, insulta dirigentes, contesta jogadores e pronuncia-se sobre tudo o que acontece no clube.
Mas considera frequentemente inadmissível que um jogador exerça essa mesma liberdade, criticando uma decisão do clube, respondendo às acusações dos adeptos ou manifestando uma opinião diferente da sua.
Confunde-se o respeito pela instituição com a submissão pessoal, como se representar um clube implicasse renunciar ao direito de pensar, discordar ou expressar opiniões próprias.
Paradoxalmente, quem assiste ao espetáculo considera ter mais direitos sobre a liberdade de expressão do que quem o protagoniza.
Os adeptos admiram os jogadores e celebram os seus feitos. Mas são também eles que ajudam a construir e a vigiar as grades da gaiola dourada em que vivem.
Aplaudem-nos pelo talento que os torna extraordinários, mas exigem-lhes uma obediência que lhes retira o direito de serem pessoas comuns.
O futebol deve evoluir no sentido de reconhecer aos seus profissionais as liberdades e os direitos que a sociedade conquistou para os restantes trabalhadores.
Pela sua extraordinária influência social, pela capacidade de mobilizar milhões de pessoas e pelo exemplo que representa para as novas gerações, o futebol tem uma responsabilidade que ultrapassa largamente as quatro linhas.
Deve estar na vanguarda da sociedade, não na sua retaguarda. Deve estimular o diálogo, não impor o silêncio.
Promover a liberdade de pensamento, não exigir a uniformidade das opiniões. Ensinar a respeitar a diferença, não castigar quem discorda.
Num tempo em que a intolerância perante opiniões divergentes ameaça substituir o diálogo pela imposição do silêncio, o futebol deve contribuir para inverter esse caminho, em vez de o acompanhar.
O progresso não consiste em retirar liberdades a quem ainda as tem, mas em alargá-las a quem não as pode exercer plenamente.
O futebol não deve ensinar a sociedade a viver em gaiolas douradas, deve ajudar a abrir as portas de todas as gaiolas."

Pelé: a eternidade não se escreve sozinha


"Pelé fez anos ontem. Teria feito 86. Os mortos obrigam a estes cuidados com os verbos. Com o resto somos menos cuidadosos. Dizemos que são eternos e seguimos para a notícia seguinte. Um treinador levantou a sobrancelha. Um avançado apagou uma fotografia. Há uma polémica, há sempre uma polémica. Pelé pode esperar. E espera.
Nasceu a 23 de outubro de 1940, em Três Corações. O calendário fez o seu trabalho. Houve homenagens, notícias, quem lhe devolvesse o nome e o rosto. Não houve silêncio absoluto. Mas há uma enorme distância entre recordar uma data e guardar um lugar. A memória também exige tempo. E o tempo está todo vendido ao próximo assunto.
Pelé é eterno, dizemos. A frase sai limpa, pronta, sem esforço. Serve numa legenda, numa cerimónia, numa despedida. Depois fechamos a gaveta. A eternidade fica lá dentro, arrumada, a não incomodar a atualidade. Até ao próximo aniversário. Até que alguém se lembre de que é preciso lembrar. Estranha forma de tratar um imortal. Dar-lhe uma palavra tão grande e um espaço tão pequeno.
Não interessa saber se foi o melhor de sempre. Essa discussão transforma o futebol numa repartição onde se conferem números para atribuir uma licença de grandeza. Há sempre alguém com mais um argumento, mais uma estatística, mais um vídeo escolhido para encerrar a conversa. O debate nunca acaba. Mais importante é o que Pelé tornou possível imaginar.
Antes dele, existiram grandes jogadores. houve gigantes. ídolos. Mas Pelé foi o primeiro herói que atingiu uma dimensão capaz de ultrapassar o futebol. O seu nome chegava onde não se ouviam os relatos. Uma palavra. Só uma palavra. Pelé. Era o que bastava. Nunca precisou de tradução, de explicação, de uma lista de títulos. O mundo inteiro cabia num só nome de quatro letras.
Em 1958, um rapaz de 17 anos ajudou o Brasil a conquistar o seu primeiro Mundial. Voltou a ser campeão em 1962. Em 1970, depois de tantas pancadas de adversários incapazes de o travar de outra maneira, continuava a inventar futebol e conquistou o terceiro. Mas os títulos contam apenas a parte da história.
O resto (e o resto é tanto) está num gesto. Em todos os gestos. A bola levantada sobre um defesa antes do remate na final de 1958. O cabeceamento, em 1970, que obrigou Banks a fazer uma das defesas mais memoráveis da história. A bola deixada passar diante de um guarda-redes, o corpo a ir pelo outro lado, a possibilidade de um golo nascida de não tocar na bola. Essa que não entrou. E até o falhanço ganhou direito a ficar exibido em galeria. É preciso ser muito grande para deixar saudades de golos que não marcou.
Não havia uma câmara em cada bolso. Não havia a obrigação de produzir uma eternidade por semana. Havia um jogador a encontrar soluções que os outros ainda não tinham formulado como problema. O espanto vinha antes da repetição. Hoje repetimos tanto que, às vezes, já nem conseguimos espantar-nos.
Também houve o homem. Com contradições, escolhas discutíveis, silêncios. Cobraram-lhe não se ter levantado contra a ditadura brasileira. A pergunta é legítima. A utilização política das suas vitórias também faz parte da história. A grandeza de um jogador não deve servir para apagar o que nos desagrada no cidadão.
Mas convém não transformar a coragem numa tarefa simples, prescrita à distância por quem não arrisca nada. É fácil escolher as palavras que outro deveria ter dito quando não somos nós a enfrentar as consequências. O medo não desaparece porque alguém sabe jogar à bola. Uma camisola 10 não protege um homem de um regime. Podemos julgar um silêncio sem fingir que teria sido fácil quebrá-lo.
Recordar Pelé não exige que se desculpe tudo. Exige que se conheça a sua história antes de lançar a acusação. Também é para isso que serve a memória. Para impedir que uma vida inteira fique reduzida ao que dá mais jeito dizer sobre ela.
O presente habituou-nos a essa pressa. Mastigar. Engolir. Deitar fora. O grande jogo de ontem já estorva a antevisão de amanhã. Um talento é anunciado como geracional antes de ter uma geração para o medir. Uma semana chega para o promover. Outra chega para o descartar. Queremos história, desde que acabe de acontecer.
Aos jogadores que hoje se imaginam instalados num lugar divino, imune ao calendário, talvez convenha olhar para aqui. Como medida. Os seguidores não são uma garantia de memória. O ruído à volta de um nome pode acabar sem que esse nome tenha deixado de merecer ser ouvido. Se até Pelé precisa que alguém lhe abra espaço, nenhum aplauso de hoje garante que amanhã se lembrem de nós.
Não se exige que cada aniversário interrompa o mundo. Exige-se alguma coerência entre a eternidade que proclamamos e a atenção que concedemos. Uma página. Uma conversa. Um pai a mostrar um lance a um filho. Alguém que conte por que razão aquele nome importa, em vez de presumir que o nome se explica sozinho.
As pessoas morrem. Pelé também morreu. Mas o que fez não tem de morrer por falta de quem o conte. Ontem fez anos. Hoje ainda vamos a tempo."

E se a Bola for mesmo dourada?…


"Todos os anos a mesma coisa: a comunidade do futebol internacional escolhe os seus favoritos, especula, lança palpites, por vezes acerta, muitas outras passa ao lado da vontade e da perceção de quem, efetivamente, tem a possibilidade de votar para eleger o melhor futebolista do mundo.
Desde logo, esta expressão: parece-me muito arrojado tentar encontrar, num planeta de talentos e de eleitos para o belo jogo, apenas um representante, apenas um vencedor, embora saibamos que a carreira a nível de clubes e seleções, no período de avaliação, é um elemento quase determinante para ficar bem posicionado.
Nesse sentido, a Liga dos Campeões da UEFA e, em ano de Mundial, o desempenho da respetiva seleção nacional, é muito significativo, e Lamine Yamal, absolutamente dececionado o ano passado com a conquista de Ousmane Dembélé, surge hoje num patamar de maior luta pelo cobiçado prémio.
O jovem do Barcelona é um génio do futebol, mas tem ainda um longo percurso profissional para trilhar, alicerçado no seu clube e em quem o orienta. O seu pai não foi feliz na reação à vitória do francês na última eleição, e esse, definitivamente, não foi um bom exemplo de quem deveria representar a família, um alicerce essencial para a formação do Homem, mais do que do futebolista.
A determinada altura, percebeu-se que Lamine tinha arrepiado caminho e ganho concentração e foco para exponenciar a sua inegável qualidade. O jovem espanhol lucrou muito com a consistência competitiva e as mais-valias da sua seleção, entretanto sagrada campeã do Mundo, sendo também campeão espanhol pelos culés, embora a competição europeia de clubes não tenha corrido de feição aos blaugrana.
Mas temos, obviamente, um fortíssimo candidato à Bola de Ouro.
Acompanhado por Harry Kane. Mais do que uma grande época, a celebração de uma notável carreira para o ponta de lança inglês é fundamental para que o futebol, como um todo, celebre para a posteridade um nome incontornável de resiliência e competência. Tem estado em todas as últimas demonstrações de alto nível da sua seleção: duas vezes vice-campeão europeu, bandeira inglesa no Mundial das Américas, e conquistador de títulos (finalmente a deixar para trás a malapata que o acompanhava desde o Tottenham…), no Bayern de Munique, estrutura que deu outro peso e consolidou as capacidades do avançado de Leytonstone. Resta saber se a ausência de vitórias globais (Liga dos Campeões e Mundial, uma vez que não há Europeu em equação para este período) acabará por deixar Kane em situação de desvantagem perante tão forte e musculada concorrência.
E eis que surgem dois franceses, cada qual com razões para pensar que este poderá ser o seu ano. Se a Kylian Mbappé falta a grande consagração mundial, apesar do título mundial ganho com a França há oito anos (alguma similitude com Lamine Yamal), quando se tornou, depois de Pelé, o segundo mais jovem jogador a participar numa final de Campeonato do Mundo (com 19 anos e 207 dias), Michael Olise trouxe alguma confusão para as previsões, sendo uma pérola do Bayern de Munique e do combinado gaulês nos últimos meses, e catapultando-se para o primeiro plano por força de uma época em crescendo, na qualidade e na eficácia das suas exibições.
Mbappé tem, por si, a força motriz da diplomacia do Real Madrid, que sempre procura encontrar alguém capaz de ser projetado ao mais alto nível. Não são despiciendas as declarações de José Mourinho, ao sublinhar que a Bola de Ouro não terá, necessariamente, de contemplar alguém que tenha ganho uma grande competição internacional. No caso de Kylian, nem doméstica, uma vez que a La Liga merengue deixou imenso a desejar aos seus adeptos e seguidores, por todo o mundo.
Mas há uma aura especial no parisiense que, aos 27 anos, o pode fazer chegar ao topo, até porque foi das peças mais influentes da seleção orientada por Didier Deschamps, do outro lado do Atlântico norte.
É impossível olhar para um eventual lote de candidatos sem perceber que, este ano, três clubes chamam a si a maioria dos nomes de quem se fala: Barcelona, Bayern de Munique e Real Madrid. Sem esquecer que o bicampeão europeu e pentacampeão francês tem sempre uma palavra a dizer nos meandros deste tipo de decisões, surgindo — talvez menos exuberante do que o ano passado — Vitinha como um dos nomes mais sólidos do conjunto de Luis Enrique, sendo quase certo que Ousmane Dembélé não repetirá a proeza de 2025.
Falta um nome. Para todos os que seguem o futebol internacional, um dos maiores da História. Para muitos, mesmo o maior. Ninguém poderá olvidar que Lionel Messi foi o carregador de piano da seleção argentina até à final do Mundial das Américas, e que a sua temporada nos norte-americanos do Inter de Miami, individual e coletivamente, tem sido de valia superlativa, independentemente da geografia em que agora se move o astro argentino.
Por outro lado, a atribuição de uma última Bola de Ouro a Messi pode ser entendida como uma homenagem final do belo jogo a quem, nos últimos vinte anos, o tornou ainda mais belo, mais artístico, mais sonhador, preenchendo o imaginário dos adeptos, com o alicerce na cidade de Rosário e no seu Newell’s Old Boys, mas expandido pelo planeta de forma, quase, a eclipsar a memória de outro génio, Diego Armando Maradona, que decerto, onde estiver, estará a aplaudir de pé o percurso de exceção que talvez não tenha réplica no nosso tempo de vida.
E é aqui que entra a doçura e a magnanimidade do desporto-rei. Se Messi ganhar a Bola de Ouro, tenho a certeza absoluta de que Lamine Yamal, Harry Kane, Kylian Mbappé, Michael Olise e todos os outros astros dos relvados que ambicionam, um dia, receber este troféu, também (tal como Pelé e Maradona do outro lado da vida) estarão de pé a aplaudir.
E assim o futebol encerraria uma das histórias e um dos ciclos mais brilhantes e notáveis da sua história.

Patrick e o Belenenses
Conheci Patrick Morais de Carvalho há alguns anos, no Estádio do Restelo, a dar os primeiros passos na tentativa da recuperação desportiva e patrimonial do Clube de Futebol "Os Belenenses".
Dirigente de fino trato, de saber receber, e de falar, entusiasmado com a tarefa gigante que se lhe apresentava, de um modo muito assertivo a propósito da revitalização do parque desportivo do Restelo.
Hoje, "Os Belenenses" é um clube cheio de vida, alicerçado numa zona privilegiada da capital portuguesa e a pretender recuperar a identidade própria de um grande, com contas pagas e com projetos concretizados ou em via de conclusão. Há um selo de alguém em tudo isto. Patrick Morais de Carvalho surgiu na vida d’"Os Belenenses" na hora certa e no local exato."