Últimas indefectivações

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Observador: E o Campeão é... - Três jogos e zero pontos: Farioli ainda tropeça na montanha?

Observador: Três Toques - Espelho meu, espelho meu há alguém mais rico que o Ronaldo?

Prata de Casa #73 - Caça ao Estouro II, Filhos Prodígios, Hollywood

BolaTV: Fora-de-Jogo - 90+3 - S04E01 - Rui Patrício...

Zero: Dinheiro - André Mosqueira do Amaral, CEO da Liga Portugal

Chiringuito #3 - Qualificação de Portugal para o Mundial com 2 Craques

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

A Bola Não Mente - S02E08 - Antevisão da temporada (Parte 2)

Antena 3 - Triplo Duplo - Paulo Cunha

SportTV: Grelha de Partida - S04E31 - Xadrez em Jerez

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

BI: Antevisão - Omonia

Terceiro Anel: Bola ao Centro #240 - ESTÁ NA HORA DE FAZER HISTÓRIA!! 🦅🔴

Falar Benfica #264 - Os 4-1 ao Celtic, deslocações Omonia e Santa Clara as modalidades.

Como não servir o Benfica



Coincidências do cacete !!!

Que grande injustiça !!!!

BF: Varela...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - 5 pontos sobre o arranque da época da NBA

Observador: E o Campeão é... - Champions a começar e treinadores a cair: quem chega ao fim?

Gustavinho...

VAR...

Segunda Bola


- Rubricas

Atividade do Benfica


"Esta edição da BNews é dedicada às notícias mais recentes relacionadas com o universo do Benfica.

1. Últimos resultados
Em andebol no masculino, o Benfica ganhou, por 26-35, na visita à AD Carvalhos. Os Sub-23 de futebol empataram 1-1 com o Moreirense.

2. Embate europeu na Luz
Amanhã, a equipa masculina de basquetebol do Benfica recebe o BC Prievidza na Luz, às 20h00, a contar para a 3.ª jornada da fase de grupos da FIBA Europe Cup.

3. Campeão do mundo
O hoquista do Benfica Roberto di Benedetto é campeão mundial de hóquei em patins por França. Confira ainda o desempenho dos atletas do Benfica nos mundiais da modalidade.

4. Contributos internacionais
Arthur e Cléber ajudaram o Brasil a vencer a Copa das Nações de futsal 2026.

5. 10 em estágio
O mais recente estágio da Seleção Nacional Sub-15 de futebol contou com a participação de 10 atletas do Benfica.

6. Benfica Escolas de futebol
A Reunião Anual dos Diretores e Coordenadores juntou 49 representantes das Benfica Escolas de Futebol. E, no adidas Benfica Campus, realizou-se um encontro que reuniu 380 crianças provenientes de 19 escolas dos distritos de Lisboa e Setúbal.

7. Benfica Internacional Benfica Academy
Arménia tem abertura prevista para o verão de 2027. 8. Título no paintball O Benfica é tricampeão nacional."

Rabona: The Truth About PSG's Financial Violations (And Why Nobody Talks About Them)

Tiki-Tasca #19 - Os tiros no pé do FCP, a saída de Vicens do Braga e a nova identidade do Benfica

Jogo Pelo Jogo - S04E10 - Prestianni melhor da liga?

Pre-Bet Show #197 - SPORTING, FC PORTO E BENFICA: GRANDES AMBIÇÕES EUROPEIAS 💪

Futebol à Parte - S02E08 - PORTO ainda tem HIPÓTESES na CHAMPIONS?

ESPN: Futebol no Mundo #641 - MARESCA QUEBRA RECORDE, JESUS MARCA NOVAMENTE, MESSI BUSCA O MILÉSIMO E MAIS!

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Comercial: Bola Bronca...

Castigo a Ronaldo: o mundo agora ficou a saber


"Não pode haver um decreto para a situação de Cristiano Ronaldo, nem para ser titular, nem para ser suplente. Jesus tem a bola

No ping-pong que se tornou o abandono de Cristiano Ronaldo da seleção, o serviço cabe agora a Jorge Jesus. O Conselho de Disciplina aplicou uma pena intermédia e a multa máxima (255€) ao capitão de equipa mediante atenuantes, mas mais relevante é que libertou-o para estar elegível para a próxima convocatória de Portugal. Falou-se muito em salas de imprensa e em comunicados - e nos estúdios de TV -, mas agora vamos ter de passar às ações.
A não ser que Cristiano Ronaldo venha a público manifestar-se, Jorge Jesus será o primeiro a agir porque vai ter de decidir se chama o mais internacional dos portugueses ou se o episódio de Copenhaga, e o que lhe sucedeu, é inultrapassável.
Pelo que noticiamos, do lado do selecionador, e a da direção da FPF, o caso é para ficar sarado. Assim, perspetiva-se que Jorge Jesus chame de novo Cristiano Ronaldo para os jogos com a Dinamarca, em Braga, e com o País de Gales, em Cardiff. E depois perspetiva-se que o treinador aja como deve agir: pensar na melhor equipa, naquele momento, para garantir frente à Dinamarca o primeiro lugar do Grupo e jogar frente a um 2.º classificado nos quartos de final.
Jesus tem todo o direito de convocar Cristiano Ronaldo e todo o direito de o colocar no banco no primeiro, no segundo, ou em ambos os jogos, sendo que o inverso também é verdade.
Porém, e este não é um porém de somenos, falta perceber como reagirá Cristiano Ronaldo ao castigo - algo que o próprio assumiu que teria de ter -, mas sobretudo a uma convocatória. Quando Jesus definir a lista para a dupla jornada, saberemos o que pensará Cristiano Ronaldo, quando se juntar aos colegas. Isto, claro, se não tiver nenhum problema físico que o impeça de jogar.
Uma nota final: ficou o mundo a saber quanto custa desertar da seleção e o que atenua uma sanção, mas ficámos também nós a saber o que mundo pensa do futebol português e os seus regulamentos: «Ridículo», escreveu-se por aí fora."

O acionista CR7 e o advogado do Diabo, perdão, advogado de Jesus


"Um corrupio por causa da condição de acionista de Cristiano Ronaldo na MediaLivre, através da CR7, SA, com uma participação de 30% do capital, que faz dele o maior acionista individual da empresa de média, adensado pelo facto de Luís Miguel Henrique (LMH), advogado de Jorge Jesus há mais de 15 anos, ter tomado a decisão de deixar de colaborar com aquele Grupo de comunicação, alegando ‘conflito de interesses’, depois de ter deflagrado o episódio das divergências que oscilam entre o sanável e o insanável.

1. O tema do conflito de interesses é particularmente atual e sensível, em Portugal, entre aqueles que se situam na zona do poder e geram esse poder através dos órgãos de comunicação social, através da sua condição ou de articulistas ou de comentadores. Poucos se interessam a fundo sobre esse tema, entregando-se à convicção de que ele encerra questões de natureza ética e que cada qual deve resolver, individualmente, esses conflitos, o que na verdade é uma forma mui romântica de fugir à questão de fundo, porque somos um país pequeno e para alimentar as dinâmicas da oferta em quantidade no meio do comentariado não sobram ‘especialistas’ suficientes para sustentar a alegada procura e, portanto, o negócio e alguns são ‘feitos à pressa’ porque o… ‘show must go on’…. Mas que é um assunto sério, não apenas no futebol, é.

2. Importa recordar que, entre os múltiplos negócios em que Cristiano se envolveu, desde turismo e imobiliário, passando por moda e produtos de marca; desporto e entretenimento; saúde, bem-estar e indústria, a entrada no mundo dos média aconteceu formalmente no final de 2023, cerca de mais ou menos 7 anos depois daquele episódio do microfone atirado ao lago na sequência de um ror de críticas que já nessa altura lhe eram dirigidas e, recentemente, a participação na LiveModeTV, plataforma de streaming desportivo ligada à CazêTV, demonstra que Cristiano Ronaldo parece interessado em manter ligação ao setor dos média e, provavelmente, reforçá-la.

3. O negócio na área dos média é um negócio como outro qualquer, com as suas particularidades, mas há um fator que ainda hoje, mesmo no tempo actual da força e de uma certa desregulação e impunidade no domínio das redes sociais, cujo problema é urgente que ache uma solução, gera distinção, que é naturalmente a visibilidade e, sobretudo, o que se faz com ela. No caso da relação entre os acionistas de média e o futebol, a problemática ascende a um patamar completamente diferente, que se torna numa situação complexa e difícil de dirimir quando um dos acionistas de referência é, também, um jogador de dimensão mundial, com um fortíssimo poder mediático e financeiro, como é o caso de Cristiano Ronaldo. 

4. Acredito que a causa da entrada de CR7 na área dos média fosse para tentar mitigar e controlar a onda de críticas que já nessa altura tinha antecedentes bem visíveis, mas enquadrados na letra constitucional da liberdade de expressão; todavia, o desencontro de expectativas entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus atirou o conflito para outra dimensão, sobretudo depois do advogado de Jesus (LMH) se ter transformado em ‘advogado do Diabo’, depois de ter escrito no jornal desportivo do Grupo (Record) que «não existe independência intelectual sem independência financeira. Quem opina sobre o poder não pode depender do poder sobre o qual opina». Nem mais. E, sobre o círculo à volta do jogador, opina que «cada vez mais se rodeia de quem lhe diz o que precisa de ouvir», chegando a afirmar que «é a sina dos deuses e dos autocratas: acabam sozinhos no Olimpo, cercados de espelhos».

5. Não será fácil o papel de quem tem de emitir opinião em ca(u)sa própria, mas o desconchavo foi tão evidente e tão indecentemente brutal (a favor do patrão) na gestão da parte do conflito, com Jesus a ser crucificado na cruz, que a parcialidade não apenas teve o condão de prejudicar insensatamente o próprio Cristiano Ronaldo como ainda fez que certos episódios relacionados com a desova da espécie de pintos matinados entrassem nos anais do humorismo. «Não havia necessidade», como diria o Diácono Remédios celebrizado pelo grande Herman José.

6. E estamos perante uma lição para todos, até para a delimitação dos poderes, mas sobretudo para uma nova série de deslumbrados, que não despem o pijama nos ecrãs, convencidos da sua oleosidade dialética. Não está em causa nem o direito ao direito nem o direito ao direto. Neste caso, é o atentado ao bom senso, ao conteúdo e à forma.

7. E, depois, sim, vem o conflito de interesses. Não basta ser sério; também é preciso parecer, segundo o ditado. Quem é presidente do Conselho de Administração de quem faz a medição de audiências televisivas em Portugal não é menos sério por ser comentador de um canal que é quantificado pela empresa da qual é um dos principais responsáveis. Mas, lá está, não é preciso ser; é preciso parecer. Um caso de conflito de interesses que vale o que vale, à luz do padrão exegético que existe em Portugal. Como por exemplo quem tem clientes em agências de comunicação, que recebem por princípios prestados, e comenta deve fazer sempre declaração de interesses. E quem as faz fica muito mais protegido, como aqueles que na política e no futebol prestam serviços a clubes ou partidos e não declaram esses desempenhos.

8. Regressando à situação relacionada com CR7 e a Seleção Nacional.
Começo por dizer que a situação que envolve o enquadramento do Cristiano Ronaldo NUNCA (repito, NUNCA) pode ser interpretado como um mal-entendido, e isso ultrapassa-o em larga medida se quisermos olhar para a floresta e não apenas para a árvore ou, se quiser, para duas ou três árvores.
Houve falhas graves, de parte a parte, entre o jogador mais importante da história do futebol português, que atravessou fronteiras de uma forma brutal e é um símbolo para milhões de pessoas, a figura do selecionador nacional e a própria Federação e o seu presidente no âmbito da moderação de um processo complexo, que – é preciso lembrar – não começou agora; já tem muitos anos de gestação, de silêncios, de cumplicidades e até de falta de noção (neste caso de grandeza) e de coragem. Ninguém consegue fugir a isso: nem o Cristiano, nem o Jorge nem o Pedro [falo, claro, de Proença], nem estruturas do passado, através dos mais difíceis exercícios de contorcionismo.
Como observador, estive sempre do lado do reconhecimento da dimensão de um jogador especialíssimo, que merece de todos um tratamento compatível (sem recusa de olhar para as suas próprias responsabilidades), mas também do lado de a FPF ter contratado finalmente um treinador que assume as suas ideias e não permite que NINGUÉM (repito, NINGUÉM, pelo menos até à data) faça as escolhas técnicas que são da sua exclusiva competência.

9. Andámos anos a dizer, pelos sinais e provas evidentes, que a Seleção era uma espécie de coutada e que nela mandavam todos menos o selecionador. As influências dos empresários ou, se se quiser, de Jorge Mendes e de outras figuras que, perto do selecionador, faziam o seu trabalho no sentido de valorizar este em detrimento daquele, muitas vezes como figuras de mão do próprio empresariado, em diversos momentos, até, por causa das palpitações do mercado de transferências. Isso, com o Jorge, acabou, e sei que é assim e o imbróglio que se criou relaciona-se efetivamente com essa postura e forma de estar. Vamos lá a ser claros e sem poupar nas palavras.

10. Proença está a envidar todos os esforços para recuperar Cristiano para a Seleção, com a tal narrativa otimista para os próximos jogos da Liga das Nações (14 de novembro, 19:45, em Braga, e frente à Dinamarca a 17, em Cardiff), mas apesar das palavras e dos comunicados há coisas que parecem mas não estão adquiridas. Se Cristiano não estiver seguro de que tudo não passa de um jogo de sombras e de palavras não assumidas, esqueçam, ele não volta à Seleção, como também agora indiciaram as recentes palavras da sua irmã Elma.
Pergunto: é possível – com feridas ou cicatrizes – passar daqui? Ainda faz algum sentido forçar uma situação ema que ninguém se sente confortável?…

EXAME

TONI
17
80 anos. Saber estar no futebol…

SPORTING
15
Em Lens, a melhor versão tática de Rui Borges

LUCIANO GONÇALVES
13
Desmontou bem os sinais exteriores de riqueza. O resto… ver-se-á

FC PORTO
8
As ausências de Bednarek e W. Gomes não explicam tudo, em Sevilha."

Ou mão dura ou a morte do futebol: o City, os Emirados e a hora da verdade!


"Justiça desportiva enfrenta o seu maior teste histórico. Se o poder geopolítico dos EAU abafar as 115 infrações do gigante de Manchester, então o 'fair-play' morre definitivamente

A notícia que na tarde de segunda-feira abalou o planeta futebol já não fala apenas de um processo desportivo; é um terramoto geopolítico que ameaça expor as entranhas e a credibilidade do jogo. Considerado culpado das 115 infrações financeiras de que vinha acusado pela Premier League, o Manchester City encontra-se, finalmente, perante o abismo da despromoção. Mas aquilo que deveria ser um ato límpido de justiça transformou-se num perigoso braço de ferro de escala estatal.
A ameaça velada de Abu Dhabi e dos Emirados Árabes Unidos — acenando com a retaliação e a retirada de investimentos de milhares de milhões de euros no Reino Unido — colocou a diplomacia britânica sob sobressalto e o futebol no centro de uma chantagem política sem precedentes.
Porém, por mais pesados que sejam os petrodólares e por mais relevantes que sejam os interesses bilaterais entre nações, a verdade do relvado e das contas não pode ser sacrificada no altar do sportswashing.
A história do futebol moderno já viu colossos tombarem quando violaram as regras.
A Juventus foi despromovida à Serie B no escândalo do Calciopoli, em 2006, despida de títulos e forçada a expiar as suas culpas no segundo escalão.
O Rangers, histórico gigante da Escócia, foi atirado para a quarta divisão em 2012 após a falência e a má gestão financeira.
Em França, o Marselha de Bernard Tapie pagou com a descida e a perda da coroa europeia os esquemas de corrupção que mancharam os anos 90.
Nenhum desses clubes era pequeno; nenhum deles era irrelevante. Mas a verdade é que nenhum esteve acima da lei.
Permitir que o Manchester City escape com uma pena branda, uma multa simbólica ou um perdão disfarçado apenas porque a sua casa-mãe detém o poder de condicionar a economia de um país seria assinar a certidão de óbito do fair-play financeiro.
Seria dizer a todos os outros clubes do Mundo, cumpridores do rigor orçamental, que as regras são apenas para os fracos e que a impunidade se compra com influência geopolítica.
A Premier League e a justiça desportiva internacional estão perante a decisão mais determinante do século XXI.
Não se trata de perseguir o City nem de apagar a qualidade do futebol praticado pela equipa de Manchester hoje orientada por Enzo Maresca. Trata-se de defender a essência da competição. Se a batota financeira em grande escala compensar, o futebol deixa de ser um desporto para passar a ser um teatro orquestrado por Estados.
É hora de ter mão dura. Sem recuos, sem medos e sem cedências ao poder político. Porque, se a justiça recuar perante a chantagem dos Emirados, então o futebol perderá a pouca alma que lhe resta."

BolaTV: Diário de um Treinador #6 - Três "tugas" no top 100? Mais Zverev e mais Jodar

Zero: Afunda - S07E10 - Arranca a NBA: onde vão estar os nossos olhos?

É o que se quer


"1. Depois de uma longa paragem nas competições internas por força dos trabalhos das seleções, voltou o Benfica a jogar e a ganhar no seu estádio perante 63 mil adeptos nas bancadas que, para matar convenientemente as saudades, foram presenteados com uma primeira hora de enorme qualidade. Quem disser o contrário é porque não viu o jogo, o que se lamenta, ou porque está com vontade de embirrar, o que às vezes acontece.

2. O resultado foi de 2-0 e diz pouco do que foi o domínio do Benfica sobre o Vitória que veio de Guimarães e que pouco ou nenhum perigo causou. É certo que o Benfica teve de esperar cinquenta minutos entre o seu primeiro e o seu segundo golo, mas muito mais tiveram de esperar os seus respetivos autores para os marcarem. Samuel Dahl assinou o 1-0 culminando com um chapeuzinho uma bonita jogada de entendimento com Pavlidis. Foi o seu primeiro golo no Estádio da Luz. Quanto a Sudakov, fez o 2-0, acabando com o suspense no resultado depois de estar uma trintena de jogos sem marcar.

3. Dahl e Sudakov foram muito felicitados pelos companheiros e festejados pelo público da Luz. Ambos andavam à procura há muito tempo de momentos como os que viveram no final da tarde do último domingo. Tiveram-nos e mereceram-nos. É o que se quer.

4. António José Conceição Oliveira festejou os seus 80 anos na quarta-feira. Falamos de Toni, claro está. O “Toni do Benfica”. E como poderia ser chamado de outra maneira? Mais de trinta anos ao serviço do Clube como jogador, como treinador adjunto, como treinador principal e até como secretário-técnico. Profissionalmente, como jogador, em Portugal, só vestiu duas camisolas, a da Académica e a do Benfica, e, como técnico, só treinou o Benfica e a seleção nacional.

5. “O futebol deu-me tudo e eu é que devo ao futebol. Encontrei um clube do qual eu não era adepto, mas com amor e compaixão entreguei-me a uma causa, que é a causa do benfiquista. Sou grande porque eu estou num clube com a dimensão do Benfica. Eu só ganho a dimensão que tenho porque o Benfica tem essa dimensão e essa grandeza”, disse nesta semana numa entrevista a A Bola.

6. Lamentavelmente, a última jornada do Campeonato teve mais casos de arbitragem do que aqueles que seriam admissíveis, se quisermos fazer valer o conceito de que errar é humano etc… etc... etc… e, infelizmente, não se vislumbram melhoras.

7. Houve noite europeia na quinta-feira na nossa casa e houve nova vitória do Benfica neste seu percurso pela Liga Europa. Dois jogos, 6 pontos e mais uma exibição muito agradável, sobretudo na primeira parte. O adversário foi o Celtic. E o nosso público saiu satisfeito. É o que se quer."

Leonor Pinhão, in O Benfica

Protagonista, mas só com bilhete


"EM WEMBLEY, NEM OS PROTAGONISTAS DA FINAL EUROPEIA ESCAPARAM ÀS REGRAS DA CASA.

Desde pequenos que elegemos os nossos jogadores e treinadores favoritos. País do futebol, a Inglaterra conseguiu, ao longo do tempo, revelar não só futebolistas e treinadores de eleição, como também estádios que entraram no imaginário dos amantes do futebol. O misticismo de determinados recintos, onde vimos tantos craques brilharem e onde foram disputados jogos que entraram para a história, contribuiu para transformar esses palcos em verdadeiros símbolos da modalidade.
O Estádio de Wembley pertence a esse núcleo restrito. É um dos palcos que fazem parte do imaginário de qualquer adepto, que sonha um dia assistir a um encontro nas suas bancadas. Os próprios jogadores desejam pisar aquele relvado e sentir a atmosfera que só os grandes estádios são capazes de proporcionar. Nesses grandes palcos há o prazer de jogar, mas também uma exigência acrescida: “Até o menos habilidoso tem obrigação de ser um jogador de classe.” Essa responsabilidade era ainda maior quando aí se disputava a final da competição que reunia os campeões da Europa.
A 19 de maio de 1963, três dias antes da final, Benfica e AC Milan viajaram para Inglaterra para disputar o jogo decisivo da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Os encarnados, bicampeões europeus, marcavam presença na terceira final consecutiva da competição e estavam, por isso, fami - liarizados com o protocolo que envolvia a grande decisão. A comitiva benfiquista aproveitou para visitar o Estádio de Wembley acompanhada pela imprensa portuguesa. O que seria um procedimento normal acabou, contudo, por surpreender os jornalistas: aos jogadores, os principais protagonistas daquele encontro, foi pedido um bilhete para poderem visitar o recinto.
Não se tratava, porém, de um episódio isolado. O estádio era propriedade privada e, como tal, obedecia a algumas regras pouco habituais. Benfica e AC Milan foram informados de que não teriam direito a realizar um treino de adaptação ao relvado. Segundo os responsáveis pelo recinto, esse procedimento apenas era permitido quando a seleção de Inglaterra defrontava outra seleção, garantindo assim igualdade de circunstâncias. Tratando-se de duas equipas estrangeiras, entendia-se que ambas se encontravam em condições idênticas. Desta forma, os dois conjuntos só tiveram acesso ao relvado no próprio dia da final, 22 de maio.
O afamado cavalheirismo britânico acabaria, contudo, por ser salvo por Matt Busby, treinador do Manchester United. Retribuindo o convite dos dirigentes do Benfica, que no início da época lhe haviam proporcionado a possibilidade de assistir, em Lisboa, à segunda mão da Taça Intercontinental, frente ao Santos, Busby convidou os dirigentes benfiquistas a assistir à final da Taça de Inglaterra, disputada no mesmo recinto apenas três dias depois da final europeia. Assim, num estádio onde os protagonistas da final europeia precisavam de bilhete para entrar, pelo menos quatro dirigentes do Benfica regressaram a Wembley, desta vez na condição de convidados.
Saiba mais sobre esta e outras histórias das campanhas europeias na área 12 – Honrar o País, do Museu Benfica – Cosme Damião."

António Pinto, in O Benfica

O que cabe num centímetro


"Duas formigas. Daquelas domésticas, pretas, que nos entram em casa vindas dos vasos, dos quintais ou do jardim. Em média, medem cerca de 5 milímetros cada, daí um par delas, juntinhas e em fila, chegar a um centímetro, a medida mágica que permitiu ao FC Porto juntar mais três pontos ao seu imenso pecúlio de vergonha desportiva.
O mundo animal está repleto de pequenos exemplos de espécies minúsculas que quase chegam a um centímetro de comprimento ou ultrapassam-no por pouco. O sapo-pulga das florestas da Papua-Nova Guiné também cabe nesta bitola, tem cerca de 7,7 milímetros. E há uma carpa nos pântanos (território lamacento que vem bem ao caso) e nos rios da Indonésia que quase chega aos 10 milímetros de comprimento - tem 7,9 milímetros.
Para se perceber o quão ridícula é a posição escolhida para a colocação do frame de uma linha de fora de jogo, deixo mais dois exemplos que, lá no fundo, têm muito que ver com o atual estado da arbitragem em Portugal. No fora de jogo da Madeira não caberia um dos menores répteis do planeta: um macho adulto com apenas 1,35 centímetros. Trata-se de um camaleão das florestas de Madagáscar que, curiosamente e tal como a lista de notáveis da arbitragem nacional, nunca muda de cor. Vive no chão, claro, sem possibilidades de subir mais alto na vida.
Deixo para o fim o caso de um outro pequeno ser com menos de 2,5 centímetros. Ou seja, uma vez e meia maior do que o fora de jogo que o VAR Tiago Martins conseguiu mascarar. Não se trata de um animal qualquer, é um polvo, o polvo- -lobo, considerado um dos mais pequenos do mundo. Calha bem, um polvo pequenino para agradar ao polvo maior."

Ricardo Santos, in O Benfica

A Farsa Continua


"Soubemos, pela voz do próprio, que Pedro Proença é “um gajo competentíssimo”. O que estamos a ver, com os nossos olhos, é que o presidente da FPF não soube antecipar um conflito, mais ou menos expectável, no seio da Selecção Nacional, nem está a saber resolvê-lo – ou melhor, está à espera que se resolva sozinho, demonstrando uma total incapacidade de acção e de decisão.
Conhecemos também a opinião do próprio acerca dos árbitros portugueses, e quem somos nós para discordar. A cada semana que passa, mais preocupados ficamos quanto à verdade desportiva a que temos direito nos relvados portugueses. Braga e Funchal, no passado fim-de-semana, foram apenas os últimos episódios de uma saga que começou no dia em que Pedro Proença, Rui Caeiro e Luciano Gonçalves tomaram conta das competições nacionais. O presidente do Conselho de Arbitragem também somou, em pouco mais de um ano e meio, uma colecção assinalável de polémicas e suspeitas, mais do que suficiente para ter de dar o lugar a outro. Ninguém confia naquele indivíduo, e o que se passa nos campos não ajuda nada.
Quando vemos um penálti do tamanho do Estádio Municipal de Braga ser ignorado pelo VAR, quando vemos um golo anulado na Madeira pelo fiscal de linha ser depois validado por 1 cm (um centímetro !?!?) no conforto dos sofás e ecrãs da Cidade do Futebol, quando nos recordamos da arbitragem do último clássico, percebemos que nada mudou e nada vai mudar enquanto estes protagonistas se mantiverem em funções.
O Benfica já perdeu um Campeonato e uma Taça em 2025, e perdeu o acesso à Champions em 2026, devido a erros grosseiros de árbitros e vídeo-árbitros. E quando os erros continuam a manipular o palmarés do futebol nacional, a esperança numa temporada vitoriosa dissipa-se fatalmente. Contra esta trupe, não temos hipóteses."

Luís Fialho, in O Benfica

Resistir!


"O futebol já demonstrou à saciedade que sabe saltar para lá da bola e ultrapassar as quatro linhas para se transformar numa poderosa mensagem de humanidade. Foi o que aconteceu, sem tirar nem pôr, no Estádio da Luz, quando 22 mulheres resistentes, que enfrentam ou já venceram o cancro da mama, entraram em campo acompanhando os jogadores até ao alinhamento central no relvado. Desta vez, elas foram também protagonistas porque inspiraram pelo exemplo e mostraram a quem sofre com esta doença, mulher ou homem, que resistência e superação não são palavras vãs, mas atitudes ao alcance de toda a gente. Com isto, o Benfica quis recordar que o cancro existe e não acontece apenas aos outros, pelo contrário, é bem real e frequente, mas é cada vez mais controlável se detetado em fase embrionária e já não é, como outrora, uma sentença dada.
Mas ainda assim, mesmo com a medicina atual, o diagnóstico precoce ainda faz muitas vezes a diferença entre a vida e a morte. Por isso, informar, sensibilizar e incentivar a vigilância da saúde e o rastreio adequado são responsabilidades de todos. O Benfica demonstrou, uma vez mais, que a sua dimensão social se mede também pela capacidade de mobilizar consciências e colocar a enorme força do futebol ao serviço da vida e de mostrar que esta luta é uma luta de todos para que ninguém se sinta só e para que se levantem as cabeças e se enfrentem o medo e a doença. Porque para vencer o cancro é preciso prevenir, combater e sobretudo resistir!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Editorial...


"1. A arte de bem receber encontra a paixão pelo Benfica no Emirates Lounge. Neste jornal O Benfica, uma reportagem extensa dá a conhecer uma nova forma de viver o futebol, com a cozinha do chef Vítor Matos, cuja obra soma seis estrelas Michelin, e uma arquitetura inspirada nos tons do deserto. Desenvolvido em conjunto com a Emirates, parceira de referência do Clube, este projeto representa mais um passo no investimento que, ao longo dos últimos anos, tem renovado e melhorado o Estádio da Luz: dos ecrãs e da iluminação LED ao aumento gradual da lotação, rumo aos 70 mil lugares. Uma excelente reportagem para ler nesta edição.

2. A Fundação Benfica voltou a promover uma iniciativa de extraordinária relevância e sensibilidade social. No último jogo, 22 mulheres que enfrentam o cancro da mama entraram com o número 12, num momento especial de homenagem e de sensibilização para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Mais um grande gesto da Fundação Benfica neste Outubro Rosa.

3. Que bonita homenagem os benfiquistas reservaram a Toni durante o jogo com o Celtic. Aos 80 anos, é um dos maiores símbolos da mística do Benfica e fez vibrar gerações como jogador, treinador, dirigente e benfiquista de corpo inteiro. Como tantas vezes nos recorda, os sócios são a alma do Benfica: um Clube cuja história e dimensão são inigualáveis

4. Um dos grandes momentos deste fim de semana merece acompanhamento ao minuto nas plataformas de comunicação do Benfica: a Supertaça de voleibol, frente ao Sporting, o primeiro troféu da época. Nas páginas deste jornal, o treinador Sakis Psarras e o capitão Ivo Casas fazem a antevisão da partida e traçam as perspetivas para este arranque competitivo em Viseu. Numa modalidade em que o Benfica foi, até há pouco tempo, hegemónico e uma referência maior, vamos à luta por mais uma conquista. Vamos, Benfica!"

Pedro Pinto, in O Benfica