Últimas indefectivações

segunda-feira, 8 de junho de 2026

10.ª Taça de Portugal

Almeida Garret 25 - 34 Benfica
16-18

Triplete, numa época longa, onde só faltou uma graçinha Europeia... A equipa está estruturada e tem juventude com muito talento, vamos ver se as conseguimos manter durante muito tempo!

Ingrato...

Benfica 39 - 41 Sporting
17-20
18-15
4-6

Na última partida de muitos jogadores, derrota naquele que terá sido um dos melhores jogos da época, no prolongamento, numa forma muito cruel, depois de várias oportunidades para alargar a vantagem para dois golos de diferença, acabámos mais uma vez por cometer alguns erros infantis e acabamos por perder o caneco!

A revolução no plantel era necessário, falta saber se as decisões vão ser as corretas! Existem jogadores com ambições de jogarem no estrangeiro, mas se o Benfica quiser ser mais competitivo não se pode agradar a todos! As lesões e a veterania em alguns sectores acabou por ser fatal, durante a época e a falta de profundidade retirou as poucas hipóteses de erguer títulos esta época! Com o orçamento disponível exige-se mais... Agora, não será fácil, até porque como se viu também hoje, os apitos também aqui estão controlados...

Uma vitória, faltam duas !!!

Benfica 89 - 73 Corruptos
23-12, 23-15, 28-19, 18-27

Com esta atitude defensiva, vamos limpar a Final!!! Os Triplos até entraram, mas foi na defesa que ganhámos o jogo! E com alguns dos nossos habituais melhores marcadores de 'folga'!!!

Iniciados - 15.ª jornada - Fase Final

Benfica 2 - 2 Belenenses
Pisco, Neves


Empate cedido nos descontos longos, depois do golo inaugural no primeiro minuto e outro no final da 1.ª parte!!!

Mentiroso

Benfica: mural da esperança ou da resignação?


"Cumprindo uma tradição antiga, fui ver a final da Liga dos Campeões, com um grupo de amigos, desta vez em Budapeste. Grande estádio, grande organização e grande ambiente. O jogo propriamente dito não foi um dos melhores espetáculos a que já assisti. Mas, ainda assim, venceu a melhor equipa.
Aproveito sempre estas finais para tirar uma foto ao mural onde estão expostas as camisolas dos clubes vencedores da Liga dos Campeões. Mais concretamente, aproveito para tirar uma foto à camisola do meu clube, o Benfica, que ganhou por duas vezes a competição, em sete finais disputadas.
Dois sentimentos me invadem ao olhar para aquele mural. Em primeiro lugar, um orgulho e admiração pelos dirigentes e jogadores dessas épocas. Que audácia, que competência e que determinação foi preciso existir para termos conquistado o que conquistámos!
O segundo sentimento é quão longe, hoje, como sócio e adepto, me sinto desse mural e quão longe me sinto, também, de um dia voltar a chegar próximo de uma final da Liga dos Campeões. E acho que este é o sentimento dominante entre a maioria dos sócios e adeptos do Benfica. Mas será que tem de ser mesmo assim?
Muitas vezes penso o que seríamos hoje se os nossos dirigentes dos anos 60, 70 e 80 se tivessem resignado ao facto de sermos um país pobre, fechado e pequeno e terem aceite ficar pelo fácil, pelo apenas possível e não ousar conquistar o que parecia verdadeiramente impossível.
Mas, felizmente, não aceitaram essa fatalidade, não se resignaram e encontraram soluções para ser grandes, mesmo vindos de um país (geograficamente) pequeno, e deixar-nos um legado imenso! É verdade que o futebol mudou muito, sobretudo após a Lei Bosman e a chegada do capital bilionário, que veio mudar as regras do jogo.
Também é verdade, porém, que as oportunidades neste novo mundo global e aberto aumentaram muito em relação aos anos 60, 70 e 80, em especial para as organizações com a marca, a dimensão e a massa adepta do Benfica.
Ao contrário de outros clubes mais pequenos, a nossa dimensão permite-nos ter opções, fazer escolhas e aproveitar as oportunidades que nos permitam ter novamente esperança de competir ao mais alto nível.
Com a mesma fórmula e também com a mesma organização dos anos 60? Não! Daquela maneira, infelizmente, não é mais possível. Precisamos urgentemente da atitude, da coragem e, em especial, da competência e do inconformismo dos sócios e dirigentes desses anos gloriosos.
Há hoje uma aceitação geral entre nós, sócios, que nos foi incutida e imposta, e que passa por termos de nos resignar a ser um mero entreposto de jogadores, um clube formador dos grandes europeus que ganham títulos, restando-nos ficar a assistir, com nostalgia, ao João Neves e ao Gonçalo Ramos a serem bicampeões europeus com uma camisola de outro clube, ao ponto de já não sabermos se somos sócios do Sport Lisboa e Benfica conquistador de títulos ou se somos sócios do Sport Lisboa e Benfica agente de jogadores.
O facto é que conseguimos ser a Academia mais lucrativa do Mundo nos últimos 10 anos, com quase €600 milhões de vendas de jovens extraordinários formados em casa, mas em termos de títulos ficámos longe dos melhores da Europa e nem sequer fomos o mais ganhador em Portugal nos últimos 10 anos.
Podemos dizer que o SLB agente tem sido mais competente que o SLB clube ganhador de títulos, o que deve levar a uma reflexão sobre o modelo seguido.
Será que tem mesmo de ser assim? Será que não há outras soluções? Claro que há! Só é assim porque vender jogadores é a solução mais fácil. Só funciona assim porque vender jogadores é a solução mais fácil, mais simples e mais conveniente para o mercado em geral. É que vender o João Neves pelo preço a que foi vendido abaixo da cláusula de rescisão não é tarefa difícil e até um adolescente o faria. Basta uma boa comissão ao agente e a qualidade inegável do João Neves faz o resto.
O nosso legado é maior é tudo isto a que assistimos. Precisamos de muito mais. Precisamos de dirigentes que não se limitem a ser compradores/vendedores de jogadores, mas que encontrem soluções económicas e financeiras que nos permitam ter um projeto desportivo estável, consistente e duradouro. Que consigam montar um modelo económico ao serviço do modelo desportivo e não um modelo desportivo ao serviço do modelo económico. No fundo, que nos devolvam a esperança de andar de forma consistente entre os melhores e, eventualmente, ganhar.
Para isso acontecer precisamos de dirigentes que tragam visão e competência das suas vidas profissionais. Que tragam visão estratégica, conhecimento e saber fazer.
Ser presidente ou dirigente do Sport Lisboa e Benfica não pode ser um espaço de experimentalismo ou de aprendizagem assentes em ambição pessoal sem qualquer sustentação de capacidade profissional. Precisamos dos melhores, entre nós, também fora do campo. Os títulos começam a ganhar-se aí, sobretudo num mundo supercompetitivo e cheio de interesses paralelos como é o atual.
Mais uma vez chegamos ao início de época com um novo treinador. Com a época a iniciar mais cedo, com um novo play-off (desta vez da Liga Europa) e, como sempre, na expectativa da entrada e saída de inúmeros jogadores na vaga esperança de que a chegada dos novos milagreiros venha resolver os nossos problemas. Onde é que já vimos isto?
O atual presidente e respetiva Direção estão mais do que legitimados para continuar e não devem ser postos em causa. A bem da estabilidade é isso que deve acontecer. Mas têm de refletir seriamente sobre o passado recente e tirar conclusões sobre o caminho para onde estão a levar o clube. E, mais importante, fazer um exame de consciência e concluir se têm capacidade e energia para alterar o rumo.
Na final da Liga dos Campeões do próximo ano, em Madrid (onde espero voltar a estar presente), gostaria de olhar para aquele mural das camisolas com esperança e não com resignação. Mas tenho consciência de que muita coisa precisa de mudar para voltarmos a ser o clube da superação e dos feitos (quase) impossíveis. Para isso, haja esperança, visão e determinação."

Benfica e Mourinho: o fim de uma relação abusiva


"Este domingo marca um momento decisivo: há eleições no Real Madrid e, ao mesmo tempo, o Benfica prepara-se para encerrar um ciclo tão intenso quanto controverso. Um ciclo que começou como um romance promissor com José Mourinho, mas que acabou por revelar desgaste e desequilíbrio.
A mais que provável recondução de Florentino Pérez na presidência do Real Madrid abre portas a um cenário agora inevitável: o regresso de José Mourinho ao clube espanhol. Um desejo do treinador português.
Significa também o fim da sua passagem pelo Benfica, uma passagem tudo menos discreta. Mourinho trouxe intensidade, influência e protagonismo; não apenas, não principalmente no futebol da equipa. Foi determinante na eleição de Rui Costa, assumiu o controlo da comunicação e imprimiu a sua identidade no clube. Em vários momentos, a marca Mourinho pareceu sobrepor-se à própria marca Benfica. Ainda assim, essa perceção nunca se consolidou porque o peso institucional e histórico do Benfica acaba sempre por se impor. Apesar disso, os erros na gestão deste protagonismo foram evidentes.
O Benfica permitiu que o equilíbrio interno se alterasse e que o treinador ganhasse um espaço de poder difícil de sustentar. A pressão do clube, aliada à personalidade forte de Mourinho, criou um ambiente onde o conflito se tornou inevitável. O que parecia um casamento perfeito transformou-se, gradualmente, numa relação desgastante, com sinais de rutura cada vez mais visíveis. Não através de confrontos diretos, mas por meio de tensões subtis, silêncios estratégicos e decisões pouco claras.
Um dos erros mais evidentes da SAD encarnada foi não ter renegociado ou eliminado a cláusula de rescisão de sete milhões de euros após a reeleição de Rui Costa. Essa cláusula acabou por funcionar como uma zona de conforto para Mourinho e como um entrave estratégico para o Benfica. Agora, com o Real Madrid disposto a pagar 15 milhões de euros para garantir o treinador, o cenário financeiro torna-se mais favorável, mas, ainda assim, o atraso provocado pelas eleições no clube espanhol e o silêncio prolongado entre Benfica e Mourinho criaram instabilidade. Essa indefinição dificultou negociações com Marco Silva para a liderança técnica e atrasou decisões fundamentais para a nova época.
Apesar de tudo, o Benfica ainda vai a tempo de reorganizar o seu futuro. Nos próximos dias, o desfecho parece inevitável: Mourinho sairá e abrirá espaço para um novo ciclo liderado por Marco Silva. Este momento representa mais do que uma simples mudança de treinador. É uma oportunidade estratégica para o Benfica recuperar a sua identidade, reforçar a sua estrutura e corrigir erros recentes. Reagrupar, reorganizar e, acima de tudo, não falhar no mercado de transferências serão pontos-chave.
A confiança será determinante. Rui Costa precisa de acreditar na escolha que fez. Qualquer hesitação transmitirá a ideia de fragilidade e incoerência na liderança. E isso seria precisamente o oposto do que o clube necessita: uma gestão sólida, de dentro para fora, e não condicionada por influências externas. O Benfica deve também reconhecer, com realismo, que neste momento está atrás dos seus principais rivais em vários aspetos desportivos, estruturais e estratégicos. Esse reconhecimento não deve ser visto como fraqueza, mas como ponto de partida para uma reconstrução ambiciosa. Será essencial adotar uma abordagem pragmática, sem abdicar da exigência. Recuperar identidade, consistência e competitividade é um processo que exige tempo, convicção e liderança firme.
Tal como acontece após o fim de uma relação abusiva, a recuperação não será fácil. Haverá dificuldades, dúvidas e momentos de instabilidade. Mas cada pequena conquista ajudará a reconstruir o caminho. E cada obstáculo terá de ser encarado como parte do processo — nunca como motivo para desistir."

Benfica: decidir não decidir


"Durante meses, a administração do Benfica assistiu à gestão do processo relacionado com José Mourinho sem o resolver: não decidiu, não liderou e limitou-se a esperar que os acontecimentos produzissem uma solução. Hoje, tudo indica que essa solução está prestes a surgir sob a forma de uma indemnização milionária pela saída do técnico. O desfecho pode até ser favorável do ponto de vista financeiro. O problema é que um bom resultado nem sempre significa uma boa decisão. Há, no entanto, um detalhe que pode destruir toda a narrativa construída nos últimos dias: e se Enrique Riquelme vencer este domingo as eleições do Real Madrid?

A cambalhota de Mourinho
Com todo este enredo, o primeiro a ficar mal na fotografia é José Mourinho. Ninguém se esquece da forma como entrou na Luz. «Quem é o treinador que diz não ao Benfica?», perguntou Mourinho na apresentação. Meses depois, já temos a resposta: o próprio José Mourinho. Mais recentemente, o treinador português decidiu ir ainda mais longe ao afirmar que já não conseguia esconder o seu benfiquismo. Nunca percebi a relevância desta declaração. Um treinador profissional não é contratado para gostar mais ou menos de um clube, mas sim para ganhar. Se foi o próprio Mourinho que decidiu trazer o tema para o debate público, então também terá de aceitar as consequências dessa escolha.
Por isso, é difícil ignorar a ironia dos acontecimentos. Pouco tempo depois de assumir publicamente o seu benfiquismo, a sua imagem surge associada à campanha eleitoral de Florentino Pérez para a presidência do Real Madrid. Surgiu, entretanto, a explicação de que o vídeo terá sido criado através de inteligência artificial. Para mim, isso é irrelevante. Depois da pergunta com que entrou na Luz e depois de ter confessado que já não conseguia esconder o seu benfiquismo, Mourinho tinha apenas duas hipóteses: desmentir o vídeo ou pedir desculpa aos adeptos do Benfica. Não fez nenhuma delas. Assim, sem querer, acabou por confirmar a sabedoria popular: as palavras leva-as o vento.

Administração em espera
A comunicação pode alterar a perceção dos acontecimentos de uma forma incrível. Começo pela cláusula de ética, que o meu amigo André Pipa inteligentemente apelidou de «cláusula de cosmética». A realidade é que esta cláusula no contrato de Mourinho, que deveria ter tido um papel positivo e ético, acabou transformada numa arma que trouxe opacidade, que maquilhou um cenário de afastamento entre as partes e que, mais uma vez, demonstrou a inoperância de uma administração que deixou andar até que as coisas se resolvessem.
Assim, para aqueles que há uns meses defendiam as más exibições da equipa de Mourinho, este episódio será visto como um grande negócio, sobretudo se Florentino Pérez vencer. Para quem analisa o processo de forma mais profunda, o problema é outro: não houve racional evidente nem uma linha lógica de decisão por parte da administração encarnada. Pior do que isso, revela-se algo que tem sido cada vez mais óbvio: a falta de cultura e identidade de clube, bem visível neste episódio em que Mourinho surge associado ao anúncio de campanha de Florentino Pérez.
Percebo a lógica dos 15 milhões que podem entrar nos cofres. Só não percebo como é que um clube como o Benfica abdica de se impor e de pelo menos ameaçar levar o caso à FIFA ou à UEFA, perante a abordagem de um treinador com contrato em vigor por parte do presidente do Real Madrid. Os grandes clubes não hesitam quando a sua história é posta em causa. Neste caso, Rui Costa e a sua administração optaram por não o fazer. Ao não o fazerem, colocaram o encaixe financeiro à frente da afirmação institucional. No limite, se o Benfica reagisse de uma forma dura, os 15 milhões de euros entrariam na mesma, ou talvez mais, e o Benfica ficaria sempre a ganhar algo que aqui não teve: o respeito e uma posição pública à altura da sua história. Ao não o fazer, expõe duas coisas: uma fragilidade institucional que se tem vindo a acentuar e, inevitavelmente, a perceção de uma situação financeira mais pressionada do que o discurso deixa transparecer.

Marco Silva e a lógica da sobrevivência
Analiso esta contratação em três planos: financeiro, desportivo e de sobrevivência. Do ponto de vista financeiro, a questão é simples. Os clubes portugueses não têm dimensão para sustentar os valores que o Benfica pagou a Mourinho e que, ao que tudo indica, irá pagar a Marco Silva. Nada disso tem a ver com a qualidade dos treinadores. Tem a ver com a realidade dos clubes e com a forma como os recursos são distribuídos face aos objetivos desportivos. Um treinador não pode ser pago como se estivesse num contexto de receitas que o clube não tem. Essa discrepância acaba sempre por ter consequências noutras áreas.
No plano desportivo, parece-me uma escolha acertada. Marco Silva representa um modelo diferente de jogo: equipas com posse, dominadoras, mais próximas do ADN Benfica do que um futebol de transição e reação (como era com Mourinho). Nesse sentido, a escolha faz sentido. O contexto com que Marco Silva entra na luz deu-lhe força negocial. Resta saber se irá conseguir ter um papel determinante na composição do plantel e na gestão do Seixal, numa estrutura do futebol que não se tem mostrado unida. É no terceiro plano que a decisão se torna mais interessante: o da sobrevivência. A sensação que fica é que estas escolhas não são apenas desportivas: são também políticas. Nomes que ajudam a estabilizar o ambiente, a reduzir o ruído e a garantir aceitação imediata junto dos adeptos.
O problema é quando esse critério começa a pesar tanto como o critério desportivo. Aí a decisão deixa de ser apenas sobre o que é melhor para a equipa e passa a ser também sobre o que é mais confortável para a administração. Rui Costa ainda vai a tempo de corrigir erros do passado — nas decisões e na composição da sua equipa diretiva. A questão é saber se o fará.

A valorizar: Portugueses do PSG
O PSG conseguiu aquilo que poucos acreditavam. Em dois anos é bicampeão europeu. Muito mérito para Luís Campos e Luis Enrique que criaram uma identidade e cultura onde se destaca o respeito e o compromisso entre todos. Os nossos quatro jogadores chegam à seleção motivados e com enorme confiança."

11 anos depois...!!!

João Diogo Manteigas // A época desportiva 25/26 e as próximas AGs

Zero: Mercado - Marco Silva quer cara conhecida no Benfica

BF: Mercado...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Benfica espera por Madrid para entregar as chaves de casa

Highlights | A conquista do Campeonato Nacional pelos Sub-19 do #FutsalBenfica

O Chile que não é a Colômbia e Portugal que ainda não se escreve com todas as letras


"Portugal está ainda algo distante do seu potencial e da consistência que se exige a um campeão do mundo. O jogo com o Chile serviu para pouco, mas agora todos os próximos minutos contam.

Chega ao fim o Portugal-Chile. O embate de um candidato ao título mundial com o último classificado da zona sul-americana de apuramento, que já não vê uma fase final desde 2014 e atravessa uma crise geracional, provocada pela quebra de investimento na formação, pelo esticar para lá dos limites da geração de ouro e até pelas consequências de uma pandemia que não deu futuro a muitos de 17, 18 e 19 anos. Termina 2-1 diante da falsa-Colômbia, com uma erosão acelerada nas bancadas a partir dos 60', quando estas perceberam que Ronaldo não tinha voltado do intervalo e começaram a pesar na balança o tempo que ganhariam se saíssem mais cedo. Então, porque lá foram?
Para Martínez, a Seleção esteve bem. Mesmo que na primeira parte tenha criado apenas duas oportunidades, uma num canto, por Rúben Dias, e outra num lance rápido de Rafael Leão, que embateu no poste. Em que, por cúmulo, perto do fim, o mesmo Leão, aquele que mais precisava de moral, de aumentar níveis de confiança, depois de uma época a avançado-centro, a ser alvo de muitas críticas e a pensar em mudar de ares, tenha sido expulso. Perdeu a cabeça, confirmando o dificil momento que atravessa. Imagino que saiba que precisaremos dele.
Com 10 para 10, o jogo tornou-se caótico. A razão de ser perdeu-se. Com espaço, Portugal marcou dois golos, por Guedes e Bruno Fernandes, porém podia ter marcado mais. E ainda consentiu um. Também poderia ter sofrido mais. Mas a questão que fica é: será que teríamos vencido 11 para 11? Nunca iremos saber.
É apenas o primeiro ensaio e não há dramas. Faltavam ainda jogadores que serão ou terão de ser certamente nucleares, como João Neves e Vitinha. Logo, é certo que iremos melhorar. Até que ponto, não o sabemos. E o jogo do Jamor não mostrou que estamos no bom caminho. Ou nos desviámos para um mau. A partir do momento em que abriu o espaço, as duas equipas desataram a correr para a baliza adversária e a que conseguiu marcar mais vezes foi aquela que tinha mais talento.
Há relacionamentos que precisavam de ser continuamente trabalhados e não estão hoje melhores. Leão e Cancelo ainda esboçaram entendimentos, mas do outro lado Conceição e Semedo quase não ligaram um ao outro. O meio-campo foi demasiado heterogéneo e há que ver Bernardo com João Neves e Vitinha no meio, e Bruno mais à frente. Por isso, para que serviu realmente o jogo? E em que é que Colômbia e Chile são parecidos?"

Rabona: They waited 40 years & now they'll face ARGENTINA!

LiveMode: Aquece, vai entrar #3 - Chile

FIFA: Preview Series | Episode 4: "Height Of A Nation"

FIFA: Preview Series | Episode 3: "Heart and Soul"

FIFA: Stories From The Cities | Episode 6: Los Angeles

FIFA: Stories From The Cities | Episode 5: Seattle

FIFA: Stories From The Cities | Episode 4: Boston

FIFA: Stories From The Cities | Episode 3: Vancouver

A Verdade do Tadeia: O Mundial vai ao Bar #29 - Zidane de cabeça baixa

Simples: Chile

Tunísia: Francileudo dos Santos, a aposta do Presidente que festejou com outra bandeira


"Nascido no Brasil, obteve a nacionalidade pouco antes da CAN 2004. Apto a jogar, marcou um dos golos da final que valeu à Tunísia o primeiro título. Em vésperas do momento mais alto, o Mundial 2006, lesionou-se num jogo amigável. Tratou o problema como se estivesse perante uma rutura muscular, mas, na verdade, foi um ligamento do joelho a ceder. De qualquer modo, graças ao poder de uma injeção, entrou em campo.

A ida para a Tunísia foi um erro de interpretação. Francileudo dos Santos estava no Standard Liège, onde não se deu bem, e o empresário falou-lhe num país que ele não conhecia. Julgou que o representante o estava a convidar a prosseguir a carreira na Turquia. A semântica confundiu-o, mas não o fez reverter a decisão de deixar a Bélgica.
Acabou por assinar com os tunisinos do Étoile du Sahel e, inesperadamente, desbloqueou um leque de oportunidades nada previsíveis à nascença. Chegou com o estilo de sempre. O crucifixo preso ao pescoço pendia para fora da camisola e demorou algum tempo a perceber que o motivo da estranheza com que os muçulmanos o olhavam era o colar. Não foi o único aspeto da sua vida que levou tempo a ajustar. Com o passar das semanas também percebeu que tomar banho descascado era ousado demais.
O treinador do Étoile du Sahel era Jean Fernández, que lançou Zinedine Zidane no Cannes. Francileudo revelou uma veia goleador digna da Liga Francesa. Assim, acompanhou o técnico na mudança para o Sochaux. Durante o percurso do clube, desde a Segunda Divisão até à Taça UEFA, o avançado reuniu interessados. Não só clubes, mas também países se renderam ao jogador nascido em Zé Doca, uma cidade no estado brasileiro do Maranhão.
Faltavam apenas três semanas para a CAN quando Francileudo despachou as burocracias para obter a nacionalidade. Pelos vistos, na Tunísia continuaram a acompanhar o seu progresso e quiseram integrá-lo na equipa que participou na Taça das Nações Africanas, em 2004. Por cumprir o requisito de ter vivido no país durante dois anos, o Presidente da República concedeu-lhe o passaporte.
No Sochaux não ficaram agradados com a convocatória. Os dirigentes defenderam que a ligação de Francileudo à Tunísia era nula, algo que o jogador contrapunha com o facto de o filho ter nascido no país. Na verdade, a equipa francesa só não queria ficar sem aquele que marcou 17 vezes em 35 jogos nessa temporada. No entanto, o golo mais importante foi marcado na final da CAN 2004, contra Marrocos, a primeira competição que a Tunísia conquistou.
‘Leudo‘ não festejou o título mais importante na carreira. Mesmo assim, não deixou de ter outros momentos de sucesso. Perto do final dessa mesma época, conquistou a Taça da Liga, frente ao Nantes, com menor protagonismo pessoal do que o título obtido na seleção. Involuntariamente, centrou atenções quando celebrou com uma bandeira do Brasil. Os adeptos tunisinos ficaram ofendidos com o esquecimento da nacionalidade futebolística que tinha assumido nesse ano. Francileudo assumiu que errou ao não ter em conta o país que representava.
O castigo chegaria mais tarde, penalizando-o excessivamente. A Tunísia fazia os últimos retoques antes do Mundial 2006 num jogo amigável. Em cima da hora, Francileudo lesionou-se. Restava pouca margem para se pôr intacto para o torneio. Em 20 dias, fez três ressonâncias, tal a incógnita em relação ao problema que tantas dores lhe causava. A lesão começou a ser tratada como uma rutura muscular e o tratamento seguiu esse caminho até os especialistas perceberem que, na verdade, era uma lesão no ligamento do joelho.
Francileudo não tinha condições mínimas para participar no Mundial. Com esforço e uma injeção, estreou-se contra a Ucrânia. Foram 11 minutos que nunca mais ninguém esqueceu e dos quais todos lhe falavam quando, no final da carreira, regressou a Zé Doca para trabalhar no departamento da câmara municipal."

domingo, 7 de junho de 2026

Concerto de Balneário | José Cid e as Tricampeãs de Basquetebol

Juvenis - 17.ª jornada

Rio Ave 0 - 0 Benfica


Mais um empate, numa jornada de empates!

Pacóvio de pacotilha !!!

Trumpices!!!

Contra...

Querem desvalorizar Marco Silva?


"GUARDIOLA E KLOPP RESPONDEM

1.
Bastou ser dado como certo no Benfica (ainda não foi apresentado) para começarem de imediato a encontrar defeitos vários em Marco Silva, descontextualizando as análises, desvalorizando os feitos, ignorando os recordes que foi colecionando ao longo de uma carreira segura e muito bem sustentada.

2.
Pep Guardiola e Jurgen Klopp, por muitos considerados dos maiores treinadores da era contemporânea do futebol mundial, não precisam de fazer fretes a Marco Silva, falam do trabalho dele pela experiência de terem defrontado continuadamente o Fulham na Premier League. Pep Guardiola constatou até que "o Fulham é melhor a cada época que passa, a qualidade do seu jogo, a composição das jogadas, a velocidade que têm, a orientação defensiva e ofensiva, eles são muito bons. O Marco é um dos melhores treinadores que já defrontei, ele é top, top!"

3.
As considerações e os elogios de Guardiola e Klopp não garantem que Marco Silva será bem-sucedido em qualquer clube onde trabalhe - aliás, em relação a nenhum treinador isso pode ser assegurado. Mas indicam que o trabalho de Marco Silva é desenvolvido com muita qualidade e muita competência.

4.
Sabemos que no futebol português nem sempre a qualidade e a competência são suficientes para atingir o sucesso. Garantir que a verdade desportiva prevalece não é, porém, trabalho de treinador - é trabalho de direção, é trabalho de estrutura, é trabalho invisível de bastidor, não é de braços cruzados que se chega lá. Sem ele, as probabilidades de ganhar descem acentuadamente. Não queremos favores, não queremos ajudas extras para ganhar jogos, só não queremos ser pisados na cabeça pelos Luís Godinhos, Tiagos Martins, Gustavos Correias, Ruis Oliveiras e outros que tais do sistema da arbitragem do futebol português."

Rui Costa: preso por ter e por não ter


"Os clubes grandes têm uma estranha condenação. Quando ganham, parecem inevitáveis. Quando perdem, são absolutamente incompetentes. E, entre uma coisa e outra, desaparece quase sempre o espaço reservado à análise.
O Benfica vive atualmente nesse território. Um lugar onde as decisões já não são avaliadas pelo seu mérito, mas pelo desgaste acumulado de quem as toma.
Os últimos anos deixaram marcas. Mudaram treinadores, mudaram jogadores, mudaram promessas. Gastou-se muito. Conseguiu-se menos do que se esperava. E quando isso acontece, instala-se uma desconfiança permanente. A partir desse momento, qualquer decisão deixa de ser uma decisão. Passa a ser um julgamento.
Foi nesse ambiente que surgiu a tempestade José Mourinho e Real Madrid. A situação era delicada. Um treinador com o peso de Mourinho nunca abandona um palco sem provocar ruído. E o ruído aumentou quando as eleições no Real transformaram um processo que parecia simples numa novela pública.
No entanto, por vezes, o futebol tem formas curiosas de compensar as suas próprias turbulências. Aquilo que podia representar uma saída por €7 M, transformou-se numa operação de €15 M. Para um treinador que termina a época sem conquistar títulos, e em terceiro no campeonato, trata-se de um valor extraordinário. Um dos maiores já pagos por um técnico.
Mas nem isso foi suficiente para suspender a crítica. Houve quem defendesse que Rui Costa deveria ter despedido Mourinho no momento em que surgiram sinais de um acordo com o Real Madrid. A ideia, tão radical quanto infantil, tinha algo de cinematográfico e nada de racional. Significaria abdicar de €15 M em nome de uma demonstração de autoridade. Seria trocar gestão por orgulho. E o orgulho raramente fecha contas.
Depois chegou Marco Silva. E aí surgiu uma das mais fascinantes contradições de toda a história. Durante dias, repetiu-se que Marco Silva não aceitaria o Benfica. Um treinador valorizado em Inglaterra, com possibilidades financeiras superiores, e sem necessidade de regressar a Portugal para validar a sua carreira. O Benfica, dizia-se, não tinha argumentos.
Quando Marco Silva aceitou, deu-se o flic-flac no discurso. Passou a ser caro demais. Passou a ser um sinal de desespero. Passou a ser um treinador sem currículo suficiente para justificar o investimento.
A conclusão já existia antes dos factos. Apenas procurava uma narrativa que a justificasse. Como se diz em bom português, Rui Costa está naquelas fases em que é preso por ter e por não ter cão.
Nada disto significa que não tenha cometido erros. Cometeu. Vários. Muitos. E alguns nasceram da lentidão com que certas decisões foram tomadas. Mas existe uma diferença entre criticar erros reais e transformar qualquer movimento numa prova de incompetência.
Marco Silva não traz garantias. Nenhum treinador as traz. O futebol continua a ser demasiado humano para aceitar certezas. O seu sucesso dependerá do plantel, dos reforços, da recuperação de jogadores que renderam menos do que prometiam e da capacidade de devolver confiança a um grupo que a perdeu demasiadas vezes.
Mas uma coisa parece evidente. No meio da tempestade, o Benfica encontrou uma solução credível. Talvez o maior elogio que se possa fazer a esta decisão seja precisamente esse. Não parece uma escolha feita pelo medo. Parece uma escolha feita pela lógica. E quando um clube atravessa uma intempérie, a lógica é muitas vezes a qualidade mais difícil de encontrar.
A atitude errada veio de Madrid. Veio da precipitação de quem, em contexto eleitoral, decidiu divulgar imagens de Mourinho com a camisola do Real antes de resolver formalmente aquilo que havia para resolver.
Sobre isso, o Benfica pouco podia fazer. Sobre os €15 M, pode agora fazer tudo. Exigi-los. Ao Real Madrid. Seja quem for o próximo presidente.
O resto pertence ao futebol. E o futebol, felizmente, continua a não pedir autorização às opiniões para escrever a sua história."

Marco Silva e a prova dos nove de Rui Costa


"Marco Silva pode ser o treinador certo para o Benfica. Mas a eventual contratação do técnico português será também muito mais do que isso: uma prova decisiva à capacidade de Rui Costa para construir um projeto desportivo consistente.
O percurso de Marco Silva dispensa apresentações. Depois de se afirmar em Portugal, consolidou a sua reputação no estrangeiro, sobretudo em Inglaterra, onde transformou o Fulham numa equipa estável e competitiva da Premier League. Fê-lo sem abdicar de uma identidade clara: equipas organizadas, ambiciosas com bola, capazes de pressionar alto e de explorar a qualidade técnica dos seus jogadores, mas sem cair em dogmatismos táticos.
O seu Fulham partiu frequentemente de estruturas próximas do 4-2-3-1 ou do 4-3-3, mas, ao mesmo tempo, demonstrou capacidade para adaptar comportamentos e estruturas aos adversários e aos recursos disponíveis. E é precisamente essa combinação que torna Marco Silva particularmente interessante para o Benfica. Mais do que um treinador de modelo rígido, é um treinador de princípios. E a principal virtude do seu perfil reside na capacidade para devolver a uma equipa uma identidade competitiva e uma ideia de jogo sustentável.
É justamente disso que o Benfica mais carece. Nos últimos anos, o clube viveu preso entre a urgência de ganhar e a necessidade de reconstruir uma identidade. Os treinadores sucederam-se, os ciclos encurtaram-se e a sensação de projeto foi-se diluindo. A falta de continuidade técnica acabou frequentemente acompanhada por uma perceção de desalinhamento entre as decisões da estrutura e as necessidades das equipas técnicas.
É por isso que Marco Silva representa muito mais do que uma típica escolha de treinador. Representa a derradeira prova dos nove à liderança de Rui Costa.
Marco Silva chega à Luz com um estatuto próprio, adquirido ao longo de anos na Premier League. Não é um treinador em fase de crescimento nem alguém que dependa do Benfica para se afirmar. É um técnico que exigirá coerência, estabilidade e um mercado alinhado com as suas ideias.
Por isso, a discussão não deve centrar-se apenas no treinador. Deve centrar-se também na capacidade da estrutura para o enquadrar. As notícias sobre uma possível renovação significativa do plantel tornam essa questão ainda mais relevante. Mais importante do que os nomes que possam chegar será perceber se existe uma estratégia clara. As contratações servirão uma ideia de jogo ou continuarão a responder sobretudo a oportunidades de mercado?
A resposta determinará grande parte do sucesso do próximo ciclo. Se Rui Costa conseguir criar as condições que Marco Silva encontrou nos melhores momentos da sua carreira, o Benfica poderá finalmente reencontrar um rumo duradouro e uma identidade reconhecível. Mas se o novo ciclo reproduzir os erros dos anteriores, dificilmente a responsabilidade será atribuída apenas ao treinador.
Marco Silva pode ser a escolha certa para o Benfica. Mas, acima de tudo, será a escolha que permitirá avaliar a capacidade de Rui Costa para transformar uma boa decisão numa estratégia vencedora. Se o projeto falhar, desta vez a avaliação recairá inevitavelmente sobre quem escolheu o homem, definiu o rumo e construiu as condições para o seu trabalho."

Benfica vota Florentino


"Se o atual presidente do Real Madrid não for reeleito, a SAD das águias tem um grave problema em mãos — fica com dois treinadores, um que tinha pé e meio fora, outro que tem pé e meio dentro

Raras vezes, talvez nunca?, umas eleições num clube estrangeiro foram tão relevantes em Portugal como as de amanhã no Real Madrid.
Se vencer, Florentino Pérez comprometeu-se a levar José Mourinho, pagando 15 milhões de euros (o valor da cláusula) pelo treinador; se não vencer, o Benfica fica com um problema em mãos — dois treinadores, um que estava já com pé e meio fora, outro com pé e meio dentro, sem saber se consegue empurrar um (o Mundial é demasiado tarde para que a Seleção possa dar uma ajuda) para deixar entrar o outro. 
Até porque, como assinala o advogado Gonçalo Almeida, especialista em Direito Desportivo, a A BOLA, nada no processo é motivo, sequer, para o Benfica rescindir por justa causa com Mourinho ou pedir uma indemnização, caso a saída do treinador para o Real não se confirme.
A cláusula de rescisão existente no contrato permite ao treinador conversar com outros clubes com vista a uma eventual saída. Em tese, o Benfica só tem de ser informado quando alguém chegar e depositar o cheque — como Frederico Varandas, presidente do Sporting, dizia aliás sobre Luis Suárez, também ele trunfo eleitoral, mas na Turquia, nas eleições do Fenerbahçe (motivo pelo qual a pretensa insatisfação da CMVM com a SAD encarnada não faz qualquer sentido — até quarta-feira à noite, quando Florentino Pérez assumiu enfim que José Mourinho seria o seu treinador caso fosse reeleito, o que poderia o Benfica dizer? Que lera notícias de que o treinador podia sair e para se precaver começou a tratar da eventual sucessão?).
De mãos atadas, o Benfica vive na expectativa. Mas se pudesse votar nas eleições de amanhã, claramente votaria Florentino Pérez. E nem é pelos 15 milhões de euros (que ajudam, ninguém tenha dúvidas, ainda mais depois do insucesso no apuramento para a Champions) que o Real deixará nos cofres se levar o treinador. É que o cenário alternativo — Mourinho ficar na Luz — é neste momento impensável.
Mesmo que a negociação do special one com o Real não seja motivo para rescisão com justa causa, evidencia de forma clara que Mourinho não vê o seu futuro no Benfica. Legítimo, claro. Mas provavelmente impossível de reverter. Na SAD das águias, não há outra hipótese que não seguir em frente com Marco Silva. E fazer figas para que Florentino vença. Se não vencer... logo se vê. Mas Mou não pode voltar a treinar os encarnados."

Terceiro Anel: Chile...

Quezada: Chile

Zero: Afunda - S06E46 - Primeiro soco nas finais está dado!

Zero: Mercado - Tomás Araújo na lista do Bayern München

BF: Emprestados...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Frederico Varandas anda a sonhar com o FC Porto?

Oliveira: Mourinho...

Entre a ambição e a pressão


"A relação entre ambição e pressão no desporto nunca foi tão delicada como hoje. Foi essa ideia que me ficou depois de participar como orador, juntamente com João Tralhão, treinador adjunto de José Mourinho, e Teresa Fonseca, professora universitária, na «Conferência Integrada de Desporto: Educar, Cuidar, Superar», que decorreu em São João da Pesqueira. As intervenções e o debate levaram-me a prolongar essa reflexão e a escrever sobre um tema que considero cada vez mais central no desporto atual: o modo como estamos a formar jovens atletas entre a exigência e o medo de falhar.
O futebol sempre viveu de ambição. É a ambição que leva uma criança a sonhar jogar num grande estádio. É a ambição que faz um jogador chegar mais cedo ao treino, ficar mais tempo depois ou repetir centenas de vezes o mesmo gesto técnico. É ela que sustenta o caminho até ao alto rendimento. Sem ambição não há crescimento. O problema começa quando a ambição deixa de ser combustível e passa a ser um peso.
Há hoje uma linha muito ténue entre ambição saudável e pressão destrutiva. E, no futebol atual, essa linha está cada vez mais difícil de identificar. Durante muitos anos, errar fazia parte do processo. Um jovem falhava um passe, falhava um golo de baliza aberta, sofria um frango, perdia um jogo, tinha uma má decisão… e a vida seguia. O erro era silencioso. Fazia parte do processo. Era formativo. Era humano.
Hoje, já não é bem assim. Um erro transforma-se em julgamento público. Em comentário. Em vídeo viral. Em memes. Em crítica permanente. O jogo já não termina no apito final do árbitro. Continua nas redes sociais, nos grupos de WhatsApp e na exposição constante. E isso muda completamente a forma como muitos jovens vivem o futebol. As redes sociais são um problema? Quanto a mim, não necessariamente. O problema não está na ferramenta, mas na falta de maturidade emocional para se lidar com a exposição constante, com o julgamento permanente numa fase em que a identidade ainda está a ser construída.
A pressão sempre existiu. O problema não é a exigência. O problema começa quando o jovem deixa de jogar com prazer e passa a jogar com medo. Medo de falhar. Medo de desiludir. Medo de errar novamente. Medo da exposição. E esse medo, muitas vezes, não aparece de forma explícita. Raramente um jovem diz diretamente que não está. Normalmente, mostra-o através do comportamento: perde espontaneidade, joga “preso”, evita arriscar, isola-se etc. Passa a viver numa necessidade constante de validação.
É precisamente aqui que treinadores e pais precisam de estar atentos. Porque exigir não é errado. A alta competição vive de exigência. Mas existe uma diferença enorme entre ambientes exigentes e ambientes sufocantes. Infelizmente, há momentos em que essa fronteira começa a desaparecer. Muitos jovens atletas passam a sentir que o seu valor depende exclusivamente do rendimento. Como se ganhar validasse quem são e falhar colocasse tudo em causa. Esse é talvez um dos sinais mais preocupantes dos ambientes tóxicos: quando o atleta sente que só vale alguma coisa se vencer.
Num contexto saudável acontece exatamente o contrário. O resultado importa. A exigência existe. A responsabilidade também. Mas o atleta continua a sentir que vale mais do que o resultado que obteve naquele dia. E isso faz toda a diferença.
O desporto deve, na sua essência, desenvolver identidade. Não deve consumir identidade. Quando um jovem começa a sentir que o seu valor depende apenas do resultado, algo se desvia. Ganha-se? Vale mais. Perde-se? Vale menos. Essa lógica é perigosa. Reduz o atleta ao resultado. E o resultado nunca pode ser a definição de uma pessoa.
Casos como Ansu Fati, Dele Alli ou Jadon Sancho mostram como o talento precoce, sem contexto emocional equilibrado, pode tornar-se uma carga difícil de suportar. Hoje vemos também isso em Lamine Yamal. Um jovem que cresce sob uma atenção mediática permanente. Um talento extraordinário ainda em construção. Cada jogo é analisado como se fosse uma prova definitiva. Como se o futuro tivesse de ser confirmado no presente. Como se crescer deixasse de ser um processo para passar a ser uma obrigação imediata. Mas o futebol não funciona assim. Ou não deveria funcionar.
Também por isso, o papel da psicologia no rendimento desportivo deixou de ser complementar. Hoje, trabalhar a mente é trabalhar rendimento. A capacidade para lidar com o erro, com a frustração, com a exposição pública, com a dúvida e com a adversidade tornou-se tão importante quanto o talento técnico, físico ou tático.
Os grandes treinadores sabem-no bem. Guardiola defende a proteção dos jovens perante o ruído exterior. Mourinho alerta para os riscos de uma maturidade precoce. Jorge Braz recorda-nos que o objetivo maior continua a ser formar pessoas antes de formar atletas. A mensagem é clara e transversal.
O desporto em geral e o futebol em particular, não tem apenas a missão de desenvolver atletas capazes de competir ao mais alto nível. Tem, sobretudo, a responsabilidade de ajudar a formar seres humanos capazes de lidar com o sucesso, com a frustração, com a pressão e com os desafios da vida para lá das quatro linhas.
O rendimento sustentável nasce de contextos seguros, não de ambientes de medo. Errar continua a ser essencial. Ninguém aprende sem errar. Ninguém cresce sem dificuldades. Ninguém evolui sem frustração.
O desafio do futebol, nos dias de hoje, não passa por aumentar a exigência, mas sim por reforçar a humanidade dentro da própria exigência. Criar ambientes competitivos sem perder empatia. Ensinar a competir sem transformar cada derrota numa ferida aberta. No fundo, proteger o desenvolvimento humano num contexto cada vez mais imediatista, acelerado e exposto. Porque antes de formar jogadores de alto rendimento, o futebol continua a ter de formar pessoas. E isso exige mais do que vitórias. Exige tempo. Exige equilíbrio. Exige consciência e consistência.
Esta reflexão encontra também eco no trabalho desenvolvido pelo Plano Nacional de Ética no Desporto (PNED), uma iniciativa do Instituto Português do Desporto e Juventude que, desde 2012, promove valores como o respeito, a responsabilidade, a amizade, a cooperação, a verdade e o fair play junto de atletas, treinadores, dirigentes, árbitros, escolas, clubes e famílias. Mais do que formar vencedores, o PNED recorda-nos algo essencial: o desporto é, antes de tudo, uma ferramenta educativa e humana. A sua missão passa precisamente por contrariar uma visão excessivamente mercantil ou exclusivamente orientada para o resultado, defendendo um desporto que contribua para formar cidadãos equilibrados, conscientes e eticamente responsáveis.
No final, o sucesso mais importante não é chegar primeiro nem marcar mais golos. É garantir que, quando o percurso termina, continua a existir uma pessoa saudável, equilibrada e feliz por trás do atleta."

Mundial de riscos e surpresas


"Não é um Mundial qualquer. Pela primeira vez, três países organizam a máxima competicão da FIFA, numa decisão arrojada, que só encontrou (algum) paralelo, até agora, há 24 anos, quando Coreia do Sul e Japão repartiram a responsabilidade pelo Mundial-2022.
A partir daqui, será talvez a regra, mas repartir por Canadá , Estados Unidos da América e México esta intentona, representa a maximização de recursos, a amplificação de visibilidade e o inevitável aumento de receitas, aspecto nunca despiciendo quando se aborda qualquer decisão do organismo que gere o futebol no planeta.
Ainda mais determinante é o aumento para 48 seleções qualificadas, seguindo um numerus clausus ponderado entre as seis confederações que dão forma à federação internacional.
São 104 jogos, com a introdução de mais uma eliminatória, procurando dar um caráter verdadeiramente global à competição.
Aqui chegados, há sempre questões plausíveis: com a qualificação direta (como países organizadores, de três nações, abriu-se caminho, na Concacaf (a confederação das Américas do Norte e Central, e das Caraíbas), para a estreia, por exemplo, de Curaçau, uma pequena ilha das Antilhas Holandesas, com pouco mais de 160 mil habitantes. Também o Panamá e o Haiti aproveitaram este quase wild card, que não se repetirá nas próximas edições do Mundial de futebol.
Haverá razão, por parte de Gennaro Gattuso (selecionador que não conseguiu apurar a Itália, ausente pela terceira vez consecutiva…), ao chamar a atenção para as desigualdades do novo sistema de qualificação, resultante do aumento de 50 por cento (sim, é um senhor aumento!) e, naturalmente, na abertura, por força da tal ponderação continental, do Mundial a seleções periféricas ou, mesmo, de terceira escolha?
Reparemos no caso da América do Sul: seis das dez equipas que encetaram a qualificação da Conmebol garantiram lugar. A Bolívia poderia ter sido a sétima. Fará sentido que uma só confederação garanta, pelo menos, 60 por cento de lugares em relação à totalidade dos intervenientes no processo qualificativo?
O caso africano é, talvez, bem mais democrático, uma vez que a CAF passou de cinco a nove (ou dez, o que depois se confirmou com o apuramento da RD Congo, no play-off intercontinental), mas tem 54 países filiados, ombreando com a UEFA como o continente com maior número de bandeiras do planeta futebol.
E há, ainda, da parte da confederação sul-americana, uma pouco viável proposta para aumentar até 62 o número de seleções na fase final do Mundial 2030, o primeiro com três países organizadores pertencentes a dois continentes (Espanha e Portugal, pela Europa, e Marrocos, por África), e com três Jogos do Centenário a abrir, em três cidades sul-americanas (Montevideu, no Uruguai, Buenos Aires, na Argentina, e Assunção, no Paraguai).
Anda em ebulição o mundo do desporto-rei. E, sobretudo, é preciso saber, através de um controlo muito rigoroso e de uma análise bem equidistante, até que ponto a componente espetáculo, à qual se agrega o segmento financeiro, se deverá sobrepor à vertente exclusivamente desportiva.
Recordo que o Mundial de 2022, no Qatar, foi transferido para o meio da temporada do hemisfério Norte justamente por via de questões que, agora, nas Américas, se levantarão, e que têm na eventual inclemência das condições atmosféricas o seu pilar essencial. Mas, justamente porque, no Golfo Pérsico, se jogou em novembro e dezembro, a esmagadora maioria dos jogadores apresentou-se em pico de forma, proporcionando qualidade que, porventura, estará arredia, pelo menos em potência, do certame que começa dentro de cinco dias.
Quase todas as seleções acabarão por apresentar jogadores esgotados física e mentalmente, pelo que o trabalho de recuperação pontual e individual, por parte das equipas técnicas, assumirá aspecto essencial para a garantia de um enquadramento ideal (ou o mais perto disso possível), para uma prova tão longa e desgastante.
Juntem-se viagens, que os territórios coast to coast obrigam a milhares de quilómetros de voo e a vários fusos horários de diferença, e temos boas razões para, numa primeira análise, concluir que, do ponto de vista competitivo e organizativo, este é seguramente o maior desafio, mesmo para uma estrutura altamente rigorosa, profissional e experiente, como a da FIFA.
Não tenho, confesso, uma visão sequer aproximada do que pode acontecer. Porque todos os fatores que atrás elenquei se podem conjugar, e causar uma espécie de tempestade perfeita, quer no literal sentido do termo (recordam-se do Mundial de Clubes, há um ano, e das múltiplas paragens por fatores atmosféricos adversos?), quer no sentido mais amplo. Neste último, et par contre, o adepto pode sentir-se mais confortável, tantas podem ser as surpresas ou os momentos irrepetíveis.
É, provavelmente, a principal razão que levou a FIFA a decidir-se por todos os riscos da marcação de um Mundial com 104 jogos para territórios muito voláteis.
Será um espetáculo à Americana, sem a garantia de que os protagonistas estejam totalmente confortáveis no modelo e nos sinais que o podem marcar.
Mas há algo de que não duvido: no bolso, a entidade de Zurique pode já cantar vitória e espalhar sucesso. Nunca um Campeonato do Mundo terá gerado as receitas, os compromissos comerciais, os apoios e as mais-valias. Para já, antes de a TriOnda começar a rolar, o dinheiro já está a ganhar…"

FIFA: Daddy Yankee, Shenseea, FIFA Sound - Echo (FIFA World Cup 2026™) [Official Music Video]

FIFA: Stories From The Cities | Episode 2: Miami

FIFA: Preview Series | Episode 2: "Asia Ascending"

FIFA: Preview Series | Episode 1: "The World Is Watching"

Terceiro Anel: Mundial - Grupo B

Terceiro Anel: Mundial - Grupo A

A Verdade do Tadeia: O Mundial vai ao Bar #28 - Ronaldo vinga-se a Oriente

Simples: Mundial - Grupo L

ESPN: Futebol no Mundo #571

More Perfect Union: How FIFA Scammed American Fans And Got Away With It

Catar: Akram Afif, um mágico com os pés e com as mãos


"Duas vezes considerado o melhor jogador asiático, o extremo catari é o mais próximo de super-estrela irreverente do país. E faz por isso: na final da Taça da Ásia de 2023, o avançado que foi o primeiro jogador do Catar a jogar na La Liga festejou um golo fazendo um truque de magia para as câmaras de televisão.

Talvez fizesse sentido falar dos dois títulos de melhor jogador da Ásia, conquistados em 2019 e 2023, precisamente os dois anos em que o Catar surpreendeu ao conquistar o campeonato continental de seleções, a Taça da Ásia. Ou dos seis títulos pelo Al Sadd, o principal clube do país peninsular do Médio Oriente, com quem se diz ter um contrato para a vida.
Mas, antes de tudo, Akram Afif, o mais próximo de super-estrela que o Catar tem, é uma espécie de retrato-robô daquele país. Ou pelo menos do que hoje conhecemos como o Catar. O extremo de 29 anos é filho de mãe do Iémen e de pai nascido na Tanzânia, mas futebolista internacional pela Somália, que acabaria a carreira no futebol do emirado, um país de várias confluências, onde mais de 80% da população não é dali originária.
Afif não é só um produto biológico da emigração que chegou ao Catar, é ainda um produto futebolístico da Aspire, a academia de desportos fundada em 2004 para desenvolver atletas do Catar, num projeto estatal que culminou com a organização do Mundial 2022. Afif era a estrela da seleção da casa, mas as coisas não lhe correram particularmente bem: três derrotas em três jogos e apenas um golo marcado.
Seria um baque para os cataris, mas tal não retirou uma centelha de aura à mais importante fonte de talento e repentismo da seleção que agora, por mérito próprio, volta ao Mundial. Porque os dribles de Afif, uma certa fantasia que não retrai, uma rebeldia e inconformismo pouco comuns em países onde tal não é bem visto, não acontecem só com a bola nos pés. Afif também não é um tipo convencional.
Na final da Taça da Ásia de 2023, Akram Afif marcou um pouco habitual hat-trick de penáltis na vitória por 3-1 frente à Jordânia. No primeiro dos remates certeiros ofereceu aos adeptos um festejo também ele excêntrico: retirou das meias algumas cartas e com elas fez um truque de magia em frente às câmaras.
Irreverente, sem dúvida. Uma irreverência que também serve para encarnar o que uns chamarão de competitividade e outros simplesmente de batota. Há uns meses, depois do jogo que valeu a qualificação para o Mundial 2026, Akram Afif assumiu que pediu aos adeptos que estavam nas bancadas do Estádio Jassim bin Hamad, em Doha, para começarem a atirar objetos para o campo, numa altura em que o Catar vencia por 2-1 os Emirados Árabes Unidos, resultado suficiente para recolher o bilhete para o Campeonato do Mundo - em caso de empate, seria o rival a qualificar-se.
“Só mesmo para perder tempo. Disse-lhes para atirarem coisas para o campo para perdemos tempo”, revelou, com um sorriso e sem pejo, aos jornalistas durante uma cerimónia da confederação asiática.

A experiência em Espanha
Fora truques de magia e técnicas pouco ortodoxas para vencer, Akram Afif pode arrogar-se de ter no currículo alguns inéditos importantes. O atacante foi, por exemplo, o primeiro jogador do seu país a jogar na La Liga, com a camisola do Sporting Gijón, em 2016. Antes disso, Afif já tinha feito parte da sua formação em Espanha, no Sevilla e Villarreal, numa parceria com a Aspire.
Depois do Mundial sub-20, de 2015, foi convidado pelo Eupen, da Bélgica, clube do universo Qatar Sports Investment, estreando-se assim como profissional na Europa, antes de voltar ao Villarreal, que o emprestou ao Sporting Gijón. Apesar do talento, Afif nunca se adaptou ao futebol espanhol. Voltaria ao Eupen e por fim seria vendido ao Al Sadd, de Doha, onde finalmente explodiu, com 159 golos em 253 jogos, tornando-se figura incontestada do futebol catari.
Disse, depois da estreia na liga espanhola, estar a viver um momento muito maior que ele próprio: “Estou a representar o meu país, a minha seleção nacional e a academia Aspire. E estou a inspirar a próxima geração de jogadores para que acreditem que podem jogar na La Liga e em outras grandes ligas europeias”. Certo é que, depois de Afif, o futebol catari ainda não produziu qualquer jogador capaz de se impor fora de casa.
Na seleção do seu país, os 133 jogos já o colocam como o terceiro jogador catari com mais internacionalizações, ainda longe das 188 do histórico Hassan Al-Haydos. Mais golos que ele (41) com a camisola grená do Catar só Almoez Ali (60), jogador com um percurso similar, com origens na África Oriental e formação na Aspire."