Últimas indefectivações

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Provavelmente, em Agosto será nomeado para um jogo do Benfica... e quase de certeza, fora...

Gravíssimo...

Mentiroso

Menino mal comportado... para a próxima, levas tau-tau!!!

Podre

Será este o abanão de que a arbitragem portuguesa precisa?


"Duarte Gomes demitiu-se do cargo de Diretor Técnico Nacional da Arbitragem na Federação Portuguesa de Futebol a 26 de junho. Posteriormente tornou público que a decisão foi motivada por uma denúncia feita por um árbitro profissional, que lhe levantou «preocupações institucionais muito relevantes». O próprio Duarte Gomes realizou algumas diligências para apurar o que se passava, concluiu que tinha «perdido a confiança institucional» e bateu com a porta.
A demissão tem um lado positivo: mostra que existem mecanismos de controlo que funcionam. Temos problemas, mas não tantos como em Espanha, onde o caso Negreira (o tal vice-presidente da arbitragem que recebeu cerca de sete milhões de euros do FC Barcelona) continua sem solução.
Mas também mostra que a arbitragem portuguesa parece (in)controlável. Não se sabe ao certo porque sentiu Duarte Gomes que tinha perdido a confiança institucional. Diz-se – e é preciso muito cuidado com o «diz-se» - que a situação pode estar relacionada com nomeação dos árbitros. Vamos ver o regime jurídico, deixando, no entanto, claro que Duarte Gomes não está sequer acusado de nada.
O art. 5 do Regime Jurídico da Integridade Desportiva diz o seguinte: «São proibidos todos os comportamentos antidesportivos contrários aos valores da verdade, da lealdade e da correção, suscetíveis de alterar de forma fraudulenta uma competição desportiva ou o respetivo resultado.» A lei preocupa-se, pois, com a verdade desportiva e proíbe e pune todas as violações ou tentativas de alteração dessa integridade. Ora, caso os factos denunciados configurem uma tentativa de afetar a verdade desportiva, poderá estar em causa uma suspeita de fraude. O suspeito não sabemos quem é: pode ser o próprio ou outro qualquer, mas o que é público é apenas que existem factos a ser investigados. E a arbitragem portuguesa precisava de um abanão. Ele aqui está. Vamos ver é como termina.
Mais: o art. 6 diz: «Sempre que os agentes desportivos (…) suspeitem de comportamentos (…) contrários aos valores da verdade, da lealdade e da correção devem comunicá-los ao Ministério Público (…).» Fica claro porque é que a FPF comunicou o caso às autoridades criminais que agora investigarão.
Podemos especular sobre o que pode estar em causa. Sem conhecermos os factos, qualquer hipótese é meramente especulativa. Em abstrato, poderá estar em causa o crime de tráfico de influências: «Quem (…) solicitar ou aceitar (…) vantagem (…) para abusar da sua influência, real ou suposta, junto de qualquer entidade pública, é punido (…)», podendo a pena de prisão chegar aos cinco anos. Falo neste crime, entre outros que, em teoria, poderiam ser equacionados, porque é de definição difícil e, portanto, facilita o trabalho de quem acusa.
O que é certo é que a época ainda não começou e a arbitragem portuguesa já tem a bola no centro do campo.
Sobre o Direito ao Golo, esta semana é puro nevoeiro. Ele vai para a nossa Seleção que venceu a Croácia por dois a um. Na verdade, à hora que a redação do jornal A BOLA me pediu para enviar o texto, Portugal preparava-se para jogar os oitavos de final do Mundial com a Espanha. Hoje, ao ler isto, o caro leitor, tal como eu, pode estar delirante, feliz, Portugal ganhou. Ou triste, aborrecido, porque fomos eliminados."

Terceiro Anel: Bola ao Centro #209 - KAMINSKI E O NOVO MANTO SAGRADO!!! 🦅🔴

Falar Benfica #251 - Novidades equipa principal, demissão Duarte Gomes a impugnação da AG

Zero: Mercado - Pepê volta à agenda da Roma

BF: Mais extremos...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Quatro pontos sobre a eliminação de Portugal no Mundial

Observador: E o Campeão é... - Adiós, Mundial. Adiós, Martínez. Jesus vem salvar a seleção?

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - Mundial #19

Tailors - Final Cut - S05E28 - Bruno Baptista

Atualidade benfiquista


"Esta edição da BNews é dedicada a vários temas da atualidade do Benfica.

1. Sessão fotográfica oficial
Boa-disposição na tradicional sessão de fotografias de pré-temporada.

2. Mundial 2026
Siga, no Site Oficial, o desempenho dos futebolistas do Benfica e todos os resultados e marcadores.

3. Pré-época da Equipa B já começou
Exames médicos e avaliações físicas arrancaram ontem.

4. Entrevista de despedida
O basquetebolista Betinho Gomes deixa de representar o Benfica.

5. Zona mística
Após 18 anos de águia ao peito, a futsalista Inês Fernandes coloca um ponto final na carreira.

6. Contributos internacionais
Daniel Relvão ajudou Portugal a vencer na Grécia em basquetebol. E a futebolista Michaely Bihina está convocada por Camarões para participar no Campeonato Africano.

7. Movimentações do defeso
A basquetebolista Schaquilla Nunn continua na Luz por mais uma época. A futebolista Salomé Prat e a futsalista Bruna Carolina estão de saída do Benfica.

8. Benfica Internacional
Benfica Academy Arménia nasce em 2027/28.

9. Tratado do Estádio
Pode ler, no Site Oficial, as principais conclusões do Congresso das Casas, Filiais e Delegações do Sport Lisboa e Benfica e os pontos principais do Tratado do Estádio, que define os eixos de desenvolvimento das embaixadas do benfiquismo.

10. Torneio Mundial de Sueca
Realizou-se, no Estádio da Luz, a 9.ª edição do Torneio Mundial de Sueca das Casas do Benfica."

O futebol português como novo território de media


"Durante décadas, o futebol foi tratado sobretudo como um produto desportivo, um espaço de paixão, rivalidade e entretenimento. Mas essa visão já não chega para explicar o que hoje está em causa. A iminente centralização dos direitos televisivos em Portugal (prevista para a época 2028/2029) não representa apenas uma mudança estrutural no modelo de distribuição. Representa, acima de tudo, uma oportunidade para reposicionar o futebol como um verdadeiro ecossistema de comunicação. E, para as marcas, isso altera completamente o jogo.
O modelo atual, assente na negociação individual dos direitos, ajuda a perceber porquê. Ao funcionar de forma fragmentada, acaba por diluir valor e limitar o potencial colectivo do produto. Essa fragmentação traduz-se não só numa menor capacidade de escala, mas também numa desigualdade significativa na distribuição de receitas, já que cerca de 57% das mesmas estão concentradas nos três grandes clubes, o que resulta num produto globalmente menos competitivo, menos consistente e, inevitavelmente, com menor valor lá fora.
É aqui que a centralização ganha um peso estratégico, já que permite uma transição clara de uma lógica de clubes para uma lógica de liga. E essa mudança não é apenas administrativa, é também estrutural, pois significa passar de fragmentação para escala, de dispersão para coerência, de valor individual para força coletiva. Basta olhar para o que aconteceu noutras ligas.
A centralização dos direitos na Premier League ou na La Liga permitiu não só aumentar receitas, mas transformar as competições em produtos globais mais coerentes, competitivos e atrativos para audiências internacionais e marcas. A centralização traz, assim, três elementos-chave: escala, consistência e previsibilidade. Ao concentrar direitos e uniformizar a sua exploração, o futebol português ganha a capacidade de se apresentar como uma plataforma integrada de conteúdos, mais próxima de um grande grupo de comunicação. Para quem gere o investimento em marketing, isto traduz-se numa proposta mais simples e eficaz, onde passa a existir menos dispersão, maior coerência e, potencialmente, mais impacto.
Mas o ponto mais interessante surge quando deixamos de olhar para o futebol apenas como um evento que acontece ao fim de semana e passamos a encará-lo como um canal contínuo de comunicação. O valor já não está apenas nos 90 minutos de jogo. Está em tudo o que acontece antes, durante e depois do jogo: análise, bastidores, histórias de jogadores, dados, estatísticas, conteúdos sociais, streaming, experiências digitais. Hoje, clubes como o Manchester City ou o Barcelona funcionam quase como produtores de conteúdo, com equipas dedicadas a alimentar plataformas digitais de forma contínua, criando assim um fluxo permanente de conteúdos que capta aquilo que hoje é o recurso mais escasso, a atenção.
É neste contexto que a gestão de marcas ganha uma nova relevância. As marcas já não competem apenas por visibilidade, passam a competir por relevância cultural. E o futebol, pela sua capacidade única de gerar envolvimento emocional e social, continua a ser um dos poucos territórios que mobiliza grandes audiências, em simultâneo. A centralização dos direitos pode amplificar esse efeito, criando um verdadeiro hub de distribuição e storytelling, mais organizado, onde as marcas deixam de ser meras patrocinadoras para passarem a ter um papel ativo na construção da narrativa.
Isto exige, naturalmente, uma mudança de abordagem. A lógica de presença passiva, como o logótipo na camisola ou num placard, deixa de ser suficiente. Existe, agora, a possibilidade de construir plataformas de conteúdo dentro do próprio ecossistema do futebol. As marcas podem criar histórias, explorar dados para personalização, integrar experiências digitais e desenvolver formatos próprios que acompanham o ciclo completo de atenção do adepto.
Mais do que estar no futebol, trata-se de participar nele de forma relevante e consistente. Marcas como a Red Bull ou a Nike mostram que esse caminho já está a ser seguido. Mais do que patrocinar, criam narrativas próprias, investem em storytelling e posicionam-se como participantes ativos, dentro do universo do futebol.
Há também um efeito indireto, mas importante, que é a valorização e profissionalização do próprio produto. Um futebol pensado como meio de comunicação implica métricas mais robustas, maior transparência e uma lógica de performance mais próxima daquela que encontramos no digital. Para os responsáveis de marketing, isto significa menor incerteza e maior capacidade de justificar investimento, com base em resultados concretos. Por outro lado, esta evolução aproxima o futebol de uma linguagem que as marcas já dominam: a da gestão de audiências, conteúdos e dados. E isso facilita a integração do futebol nos planos de comunicação das marcas, de forma mais estratégica e menos esporádica.
No fundo, a centralização dos direitos televisivos pode ser a alavanca que faltava para reposicionar o futebol português, no mapa das grandes plataformas de comunicação. Não como um suporte táctico, utilizado de forma pontual, mas como um parceiro estratégico de longo prazo, com capacidade real de gerar valor.
Para as marcas que souberem ler este momento, o ganho não estará apenas na exposição, mas sim na capacidade de se integrarem num dos poucos fenómenos culturais que continuam a gerar atenção e que, ao mesmo tempo, conseguem falar com diferentes públicos e gerações. Numa altura em que captar atenção é cada vez mais difícil, o futebol pode deixar de ser apenas um investimento emocional para passar a ser, também, um investimento estratégico."

Cristiano Ronaldo: não te queremos 'matar', mas chega


"Obrigatório fechar, de uma vez, o ciclo do capitão, que já durou bastante mais do que devia. Com Martínez, Portugal foi sempre uma seleção sobrevalorizada... e medrosa

Não colocar Gonçalo Ramos em campo, num jogo em que Portugal foi sendo sucessivamente empurrado para trás por Espanha na segunda parte, foi a cereja no topo do bolo do circo de horrores de Roberto Martínez, um diplomata escolhido pela Federação Portuguesa de Futebol para não levantar ondas e acenar sorrindo enquanto a casa arde. Em jogos de Mundiais, o agora avançado do Milan tem a fraquinha média de um golo ou assistência a cada 37 minutos em campo e, em Arlington, quem sabe se não tinha feito o que fez com a Croácia, naquele cabeceamento de Bernardo Silva, em cima do apito final.
A bazófia e soberba da FPF encheram páginas e o entusiasmo de milhões de portugueses ao longo dos últimos: neste Mundial é que era tudo nosso, neste Mundial é que ia dar Portugal, nunca se tinha visto um meio-campo deste calibre na história da Seleção, Cristiano Ronaldo ia calar todos os que o querem matar há 23 anos e Diogo Jota iria orgulhar-se de ver o que os companheiros estavam a fazer por ele. Em cinco jogos no Mundial, Portugal teve dois absolutamente confrangedores, contra RD Congo e Colômbia, e logo aí se percebeu que, apesar de a qualidade individual abundar, a equipa continuava a não funcionar.
E o culpado tem dois nomes: Roberto Martínez. A obsessão por não querer mexer no status quo de CR7 e Bruno Fernandes — a anos-luz do que há um par de meses foi eleito o melhor jogador da época da Premier League! — deixa, agora, Portugal lavado em lágrimas. Se esta é a melhor geração de sempre, que os desculpem Miguel, Ricardo Carvalho, Petit, Tiago, Deco, Maniche, Costinha, Luís Figo, Simão Sabrosa, Nuno Gomes ou Fernando Meira, para citar somente alguns dos que, esses sim, honraram Portugal pela última vez no palco Mundial (2006).
O argumento de que a Espanha é a atual campeã europeia e, por isso, sair do Mundial sendo eliminado por nuestros hermanos não é vergonha nenhuma não será mais do que olhar para a árvore e não para a floresta, porque este confronto poderia ter sido evitado se a Seleção não tivesse feito figura de corpo presente no jogo com a Colômbia, que, ganhando, lhe dava o primeiro lugar no grupo e duelos relativamente mais acessíveis nos oitavos e quartos de final: Gana primeiro, Suíça ou Argélia depois
É hora de, uma vez por todas, virar a página. O ciclo de Roberto Martínez vai, felizmente, encerrar-se, sem brilho nem glória, ficando para a história uma insossa Liga das Nações quando comparada com as desilusões no Europeu e neste Mundial. Roberto Martínez mostrou-se um treinador medroso, sem capacidade de assumir o jogo, e com um discurso redondo. Antes do Mundial, em entrevista à RTP, dizia acreditar fortemente na numerologia do 6: pois bem, foi eliminado no dia 6, com um golo do camisola 6 de Espanha. O futebol em 2026 não se compactua com este tipo de crenças e Portugal não pode estar entregue a isso quando tem um plantel recheado de jogadores que, nos seus clubes (e só aí), são dos melhores do Mundo.
A iminente entrada de Jorge Jesus para o lugar do espanhol tem de ser o rastilho para que das palavras se passem aos atos e Portugal possa, finalmente, ser a potência que todos queremos. Se no banco é obrigatório um abanão, dentro de campo também e é hora de Cristiano Ronaldo dar o passo ao lado porque, já percebemos, o ego não lhe permite ser suplente de um jogador que, aos dias de hoje, dá um rendimento incomparável. Ficará para sempre no campo do desconhecido o que teria sido deste Mundial sem a obrigação doentia de termos Cristiano Ronaldo em campo 90/90/90 e esta eliminação nem Donald Trump pode reverter.
Jorge Jesus terá a batata quente na mão e não vamos precisar de esperar muito para ver: no final de setembro arranca a Liga das Nações, com quatro jogos a abrir, contra País de Gales, Noruega (duas vezes) e Dinamarca."

Em 2024 !!!

Tudo dito aqui...

O Cigano não tem filtros!

🗣️«Vamos ver se Ronaldo vai continuar a convocar-se». 🐐🤷

King

Foi por pouco!!!

Nenhum mentira...

Mais um recorde...

Diferenças...

Estes sabem fazer contas!!!

Mais um remate certeiro do Carlão...

Quando o assunto não é o Benfica...

O “ amuleto” que banalizou a função


"Não discuto o gosto pelo futebol de Luís Montenegro. Nem sequer discuto que um primeiro-ministro possa assistir a um jogo da Seleção Nacional. O problema começa quando aquilo que devia ser excecional se transforma em rotina. E quando essa rotina choca com o contexto que o país vive.
Um primeiro-ministro não é um adepto. Também não é um comentador desportivo, nem um acompanhante permanente da Seleção. A sua presença deve ser reservada para momentos verdadeiramente excecionais, porque é precisamente a excecionalidade que lhe confere significado.
Quando um chefe de Governo viaja para assistir a três jogos de um Mundial, sem que qualquer deles seja uma meia-final ou uma final, a mensagem deixa de ser institucional. E, pior, transmite a ideia de que o exercício das suas funções pode adaptar-se ao calendário desportivo.
É precisamente por isso que a contenção também é uma forma de comunicação.
Lembrei-me imediatamente de Jorge Sampaio, com quem trabalhei durante os seus dois mandatos.
Sei bem o quanto gostava de futebol. Vibrava com o jogo, no entanto, durante o Europeu de 2000, realizado na Bélgica e nos Países Baixos, não foi a um único encontro. Entendia que a presença do Presidente da República devia estar reservada para um momento verdadeiramente excecional: a final. Portugal acabou eliminado nas meias-finais pela França, num prolongamento decidido pelo célebre penálti de Zinedine Zidane, no regime do "golo de ouro". E Sampaio nunca viajou. Como também não o fez no Mundial de 2002.
A diferença não está no futebol. Está na ideia de função. Jorge Sampaio percebeu isso há 26 anos. Montenegro ainda não, tal como Marcelo Rebelo de Sousa. E não, Hugo Soares não tem razão: um primeiro-ministro não é "um amuleto da sorte", como ontem ficou bem demonstrado."

DESPERDIÇOU UMA GERAÇÃO ÚNICA!


"Não é líder. Não é tático. Não tem tomates. Não é estratego. Não sabe ler o jogo. Não faz as substituições adequadas. Não assume os jogos, só os gere. Não diz se não barbaridades nas conferências de imprensa. Não ganha nada pouco. Não serve para nada. RUA!"

Acima de todos, Portugal


"Hoje escrevo com tristeza. Portugal foi eliminado do Campeonato do Mundo após perder com a Espanha por um golo. Como português, antigo jogador e Selecionador Nacional custa-me ver terminar assim um sonho que mobilizava todo um povo.
Cristiano Ronaldo é um dos maiores jogadores da história. Pelo talento, pela disciplina, pela ambição, pela longevidade e por tudo o que deu ao futebol português merece respeito, admiração e gratidão. O seu legado é eterno.
Mas num Campeonato do Mundo, o coletivo tem de estar sempre acima de qualquer individualidade. Quando o jogo exige outra resposta física ou competitiva, cabe ao treinador decidir com coragem e lucidez aquilo que melhor serve a equipa.
Na minha opinião, podia ter havido uma decisão diferente, capaz de proteger Portugal e o próprio Cristiano Ronaldo. Um Selecionador Nacional tem de decidir pelo rendimento, pelo momento do jogo e pelo interesse coletivo, mesmo quando isso implica escolhas difíceis.
Nunca saberemos se o resultado teria sido outro. Mas sei que o futebol vive de decisões certas no momento certo. Porque, na Seleção Nacional, há apenas uma camisola acima de todos: a de Portugal."

Tragédia anunciada


"Um presidente egocêntrico e omisso, um treinador previsível e subserviente e um titular por estatuto.
Não, a eliminação de Portugal no Mundial não tem apenas três culpados. Tem, sim, três rostos principais.
O espelho e o discurso na terceira pessoa infelizmente atrapalharam Pedro Proença a perceber o óbvio.
Ignorou todos os sinais e simplesmente surfou na onda do título da Liga das Nações.
Roberto Martínez, por sua vez, teve a façanha de desperdiçar quatro preciosos anos.
Entregou uma obra totalmente inacabada. Não criou qualquer identidade tática e técnica.
Trucidou o (potencial) melhor meio-campo do mundo. Usou e abusou de substituições equivocadas.
Desenvolveu uma espécie de futebol que somente o próprio tinha a capacidade de ler e analisar.
Talentos não faltaram. Eram tantos e tantos que escapavam por entre os dedos.
Foi claramente por ausência de capacidade e também de pulso. Sobretudo, não foi por falta de aviso.
Por fim, o intocável. O insubstituível. O senhor de todas as gratidões.
Ele, Cristiano Ronaldo. O maior jogador português de todos os tempos. Uma verdadeira lenda.
Jogou (novamente) apenas com a estupenda história debaixo do braço.
Olhou sempre para o passado. Não aceitou o presente. Foi inimigo do futuro.
Fez do Uzbequistão a sua maior fúria e dos críticos o seu mais belo estandarte.
Todos, juntos, minaram Diogo Costa (!), Nuno Mendes, João Neves, Vitinha, Gonçalo Ramos e companhia."

‘Mucha mierda’, Martinez


"O Campeonato do Mundo continua a dar-nos jogos de enorme emoção, boa qualidade técnica e muitas vezes desfechos surpreendentes, onde têm cabido abordagens muito diferentes, desde o trogloditismo paraguaio, à Cinderela cabo-verdiana, ou ao atrevimento ‘viking’.
Estádios cheios, ótimos relvados, até agora ausência das tempestades que tanto prejudicaram, há um ano, o Mundial de Clubes, fica apenas o senão de algumas arbitragens sem qualidade, de que foi expoente máximo da competência mínima de quem fez a nomeação, o França-Paraguai.
Noutra frente, a da disciplina, a FIFA deu o flanco ao permitir a utilização do estadunidense Balogun, nos oitavos de final com a Bélgica (usando uma norma que já foi usada com Cristiano Ronaldo), e Donald Trump, com a sua proverbial capacidade de ser elefante em loja de porcelanas, embaraçou ainda mais a entidade de Zurique ao agradecer publicamente que a suspensão do ‘seu’ jogador tivesse sido metida no congelador. E agora? O inglês Quansah, expulso na partida com o México, também vai beneficiar do mesmo critério, e defrontar a Noruega?
Entendo as críticas a Gianni Infantino, por exemplo por estar a fazer o esforço de presenciar o maior número de jogos possível, aumentando com isso a pegada de carbono, como populistas, oportunistas e irrelevantes (todos os dias há 100.000 voos comerciais); porém, numa competição desta natureza (mais a mais com a desajuda de Trump), o que o Comité de Disciplina fez foi irresponsável, e nem sequer quero acreditar (e não sou ingénuo), que houvesse pressões do principal organizador do Mundial nesse sentido.
Na frente competitiva, olhando para a chave, se não houver surpresas, teremos meias-finais entre Argentina e Inglaterra e França contra Portugal ou Espanha. Curiosamente, muito recentemente identifiquei a Noruega e Marrocos como seleções a que devíamos estar muito atentos, e o Brasil que o diga, enquanto que a França deverá optar pela desconfiança se não quiser ter nenhum dissabor (e nós sabemos do que estamos a falar).
Finalmente, o duelo ibérico desta noite, um jogo que se repete desde 1921: perdoem-me as contradições, mas precisamos de ousadia e de cabeça fria; de superação e de contenção; de nota artística e de pontapé para a bancada. Cada coisa a seu tempo, e quando esse tempo chegar. Portugal e Espanha têm razões para pensar que é possível ganhar. E, sabendo que no fim do jogo haverá um selecionador espanhol a celebrar e outro a lamentar-se, mais do que aconselhar Martinez a dar equilíbrio ao meio-campo, a pedir sacrifício defensivo ao ataque (se Porro e Cucurella não forem devidamente travados, viveremos um pesadelo), a criar superioridade numérica sobre Pedri e Rodri, e a usar, em tempo útil, o excelente banco de que dispõe, prefiro dizer-lhe, deitando mão a uma expressão castelhana aplicada no teatro quando se quer desejar boa sorte, «mucha mierda!»

*Eusébio da Silva Ferreira jogou no México (CF Monterrey), Estados Unidos (Boston Minuteman, Las Vegas Quicksilver e New Jersey Americans) e Canadá (Toronto Metros-Croatia). O Mundial de 2026 joga-se onde o ‘King’ espalhou o que lhe restava de magia…"

Cristiano Ronaldo e Roberto Martínez: a última dança foi um 'slow'


"O ciclo de Roberto Martínez chegou ao fim e Pedro Proença deseja agora Jorge Jesus. Uma espécie de intervenção divina, mas só depois de ter entregado este Mundial a Deus...

Portugal saiu do Mundial 2026 nos oitavos de final, mais cedo do que muitos esperariam, e com apenas uma exibição para recordar: ao segundo jogo, frente ao nada poderoso Uzbequistão. Quase tudo o resto foi desilusão misturada com alguma sorte, como frente à Croácia. Bem podia Roberto Martínez fazer o habitual exercício de otimismo para tentar encontrar pontos positivos nesta prestação, mas há uma geração inteira que pode - e deve - cobrar-lhe muito mais.
O resultado final de ontem nem sequer traduz a diferença de grandeza de pensamento. Espanha jogou como os grandes, foi crescendo em campo até ao inevitável golo e mexeu o que foi preciso para lá chegar. Portugal tentou não perder, baixou muito no terreno e desejou que um cruzamento resolvesse o crónico defeito de a soma das partes fazer um todo menor.
Se estão convencidos que os jornalistas quiseram matar alguém, então ouçam as palavras de Bruno Fernandes no final do jogo, como já deviam ter ouvido Bernardo Silva após os 16 avos. Não basta ter os melhores do mundo, há que jogar como os melhores do mundo.
O ciclo de Roberto Martínez chegou ao fim e, conforme A BOLA adiantou ontem à noite na edição online, Pedro Proença deseja agora Jorge Jesus. Uma espécie de intervenção divina, mas só depois de ter entregado este Mundial a Deus. O selecionador terá cometido muitos erros, mas será impossível que admita algum (nem que escolheu o pior lado do torneio?).
Cristiano Ronaldo despediu-se da maior prova do mundo com mais 90 minutos que não fazem jus à sua própria história. Nunca saberemos o que podia ter sido este Mundial com um treinador com coragem ou um capitão com noção. Depois do folclore com o Uzbequistão e a Croácia e o corridinho para não falar depois da RD Congo e da Colômbia, afinal a última dança foi um slow. Agora só o amigo Donald Trump poderia tentar reverter a eliminação de Portugal...
Quando escrevi este artigo de opinião ainda não havia resultado final do Estados Unidos-Bélgica, mas infelizmente já sabemos que houve uma intervenção política na retirada da suspensão a Balogun. Que a FIFA de Infantino expõe uma subserviência preocupante a Donald Trump já não é novidade, mas interferir assim nas regras deste desporto que adoramos é uma linha vermelha que foi ultrapassada à vista de todos. O Mundial 2026 já teve grandes jogos e protagonistas épicos que não vamos esquecer, não precisava desta vergonha."

Regresso ao futuro


"É altura de regressar ao futuro. Acabou o Mundial e resta apenas reconstruir o nosso caminho.
O trabalho de Roberto Martinez tem sido questionável desde o início, como já fui tendo oportunidade de dizer, tanto no que diz respeito à seleção de jogadores e gestão de grupo, como no que diz respeito à qualidade exibicional. A preparação e arranque deste Mundial não fugiram à regra. Os escassos cinco pontos acumulados na fase de grupos, associados aos apenas três remates à baliza efetuados no somatório dos 180 minutos frente a Congo e Colômbia, deixaram a desejar e deixaram apreensivo todo e qualquer adepto da seleção.
A fase a eliminar deu seguimento a esse momento e apenas a sorte nos permitiu ultrapassar a Croácia. Pouco ou nada alimentava esperanças para o jogo frente à Espanha. A exibição foi sobretudo cinzenta, pouco inspirada e a vitória da equipa de De la Fuente acaba por ser justa.
Mais uma vez ficou evidente a incapacidade de Roberto Martinez e o seu percurso na nossa seleção termina numa nota negativa.
A vitória há um ano, na Liga das Nações, parece ter sido uma espécie de acidente de percurso, que não é suficiente para transformar a avaliação destes últimos anos.
Por acréscimo, termina agora o último Mundial de Cristiano Ronaldo, com mais questões do que respostas acerca da sua gestão e desempenho. Ele que nunca foi o único culpado e que foi, por vezes, criticado de forma excessiva. Parece cada vez mais evidente que a sua saída deve ser preparada, para que se possa planear o futuro e para que a atual geração possa ainda ser aproveitada.
Abandono esta temática, pela baixa produtividade que terá. Que amanhã seja um novo início na seleção nacional de Portugal. O futuro ainda pode ser risonho.
O SC Braga continua na sua pré-época, com várias contratações oficializadas. Contrariamente ao cenário previamente descrito na seleção nacional, em Braga parece existir um projeto estruturado, de presente e de futuro. Em breve, já no próximo dia 23, começa a época oficial. Que a preparação prossiga de forma positiva, para que se possa dar continuidade às expectativas criadas. O bichinho está a voltar. Será, também, um regresso ao futuro. Que o futuro seja risonho."

Insustentável leveza do 'outsider'


"Têm sido poucos os duelos sem um favorito à partida. A organização da prova acentua a tendência: a FIFA quer, naturalmente, um campeonato que traga os grandes duelos para as fases finais. Os oitavos de final não têm sido exceção: a figura do outsider está muito presente em selecções como Canadá, Paraguai, ou até Noruega.
Tem sido muito interessante perceber como a superioridade do adversário molda a postura das equipas: assume-se que, jogando olhos nos olhos, o jogo está perdido? Entende-se que a única maneira de chegar à vitória é agarrarem-se ao seu ideário e serem fiéis aos seus princípios? Preferem cair agarrados às próprias ideias ou ceder à armadilha da subversão estratégica? O Paraguai caiu depois de erguer uma muralha em frente à sua baliza. Percebeu que o caminho era reduzir o espaço das estrelas francesas e conseguiu empurrar as decisões para o final.
Seria possível, contudo, discutir o jogo de outra maneira? Se o Paraguai quisesse ter bola, sair apoiado ou envolver mais jogadores ofensivamente, seria capaz de adiar a decisão? O Canadá, por outro lado, empurrou Marrocos para trás durante a primeira parte inteira. Naquele que talvez tenha sido o pior jogo da equipa de Ouahbi, o Canadá só não se adiantou na primeira parte por milagre. Na segunda foi traído por um erro na defesa de uma bola parada que mudou o jogo — uma das bolas paradas de laboratório deste Mundial. O resultado é uma mentira.
Por fim, a Noruega quis dar um chuto na história e entrou na primeira parte para dividir o jogo com o Brasil. Talvez a diferença individual seja menor que a das restantes equipas, mas seria fácil para a equipa de Solbakken dar o domínio do jogo ao escrete e esperar que a velocidade na frente fizesse a diferença. Claro que Bruno Guimarães podia ter adiantado a equipa (Vinícius teve medo da responsabilidade?), mas o golo não contaria a história de um jogo com oportunidades dos dois lados. A Noruega assumiu o desafio pelos colarinhos e, aos ombros de Haaland, foi recompensada. Não há receitas, mas a maturidade competitiva é um fator diferenciador. A capacidade de se erguer entre as adversidades, conseguir estabilizar o jogo e ferir o adversário é um traço de campeão. O Brasil não foi capaz de o fazer.
À hora a que escrevo ainda não se jogou o Portugal-Espanha. Embora a diferença individual seja residual (existe?), a Espanha é favorita na maioria das casas de apostas. É fácil perceber porquê. Como abordará Martínez o primeiro jogo que não tem obrigação de vencer?"

O Brasil que deve olhar para baixo


"Haverá tempo para falar de Portugal, deixem pensar no Brasil. França, Holanda (duas vezes), Alemanha, Bélgica, Croácia e Noruega foram os carrascos do 'Escrete' nos últimos Mundiais. Curiosamente, em 2002, para a conquista do 'penta' e depois de vencer a Turquia no Grupo, só eliminou europeus: Bélgica, Inglaterra, Turquia (de novo, agora nas 'meias') e, por fim, a Alemanha. Só que nesse dia, em Yokohama, ainda que no banco se contasse com o forte apoio da Nossa Senhora do Caravaggio a um coronel disciplinador de egos, havia em campo pelo menos cinco jogadores de classe mundial: Cafú, Roberto Carlos, Ronaldinho, Rivaldo e Ronaldo Fenômeno, com Denilson no banco para acrescentar ginga, se necessário, contra blocos baixos. Hoje, se seria difícil ter melhor, como selecionador para resultados imediatos, do que Ancelotti — que teve impacto até num ou noutro momento estratégico — a massa crítica é tremendamente inferior.
Porquê? A violência, a especulação imobiliária e os smartphones tiraram as crianças das ruas e o futebol mudou-se das irregularidades dos lancis para relvados sem arestas por limar e ressaltos esquisitos das academias. O país exporta, depois, com algumas exceções e demasiado cedo, antes de ajudarem a construir (e se deixarem também construir) a identidade canarinha, quase só médios de trabalho e extremos rápidos: Vinícius Júnior, Raphinha, Rodrygo, Martinelli, por exemplo. Já não coloca no estrangeiro Zicos, Rivelinos, Sócrates, Falcões, quanto mais Ronaldinhos e Kakás, também porque na formação a visão é europeia, dá-se prioridade a miúdos fortes, altos e taticamente domáveis. O pós-Tite, com interinos como Ramon Menezes e Fernando Diniz, o caos diretivo e a eterna espera por Ancelotti, que sozinho não chega, impediram o Brasil de chegar à solução: um plano a longo prazo, a partir da base. O futuro começa agora."

Donald, Gianni e a batota a céu aberto

"Se com o diabo te deitas, com o diabo despertas. Se a FIFA partilha a organização do seu tesouro mais precioso e respeitado com países e/ou políticos totalitários, o resultado só pode ser tenebroso.
O recém Balogungate podia ser o extraordinário argumento de um episódio perturbador de Black Mirror, a mais incensada série de Sci Fi dos últimos anos, mas é um exemplo real (e escandaloso) da promiscuidade explícita entre a Casa Branca e o senhor Infantino.
A banalização da batota.
O futebol tem sobrevivido a provações dantescas. A condição de ópio de povo torna-o um espelho de comportamentos, um decalque do mundo em determinado momento político, mais ou menos extremo, mais ou menos polarizador.
Já em 1934, a Itália fascista de Benito Mussolini usou-o para propagandear o abjeto regime. Pressão política, favorecimento institucional, interferência no lado desportivo do torneio, arbitragens contestadas.
Soa a familiar? 92 anos depois, um mero telefonema foi capaz de juntar tudo isto numa só conversa. Donald e Gianni, mentor e servidor, manipulador e marioneta.
Este atentado ao coração do futebol abriu a Caixa de Pandora. Para onde nos leva este mundo de facínoras e vigaristas, orgulhosos trapaceiros?
Jurgen Klopp deu-lhes a resposta certa, ainda antes da Bélgica desenhar no relvado a chapada de luva branca ao desprezível Trump.
«Este jogo é nosso, não é deles. O jogo é do povo.»
Não há arte, nem tampouco saber, nestas sevícias chico-espertas. Há um dominador ignorante e um bajulador-mor, um imprevisível truculento e um peão disponível a agraciá-lo com ridículos prémios da paz ou favorzinhos encapotados.
A FIFA e o futebol a tudo têm resistido.
O mágico Brasil de 1970 recebia telefonemas ameaçadores do general Médici, a Argentina dos papelitos de 78 mostrou ao mundo um país irreal, um estado que nas sombras era sabotado pela ditadura de Videla.
Os EUA são em 2026 um estado pária, pelo menos no coração do novo Salão de Baile da Casa Branca, símbolo esdrúxulo do neo-parolismo reinante.
Este Mundial, que tão bom futebol nos tem oferecido, será tristemente lembrado pelo escândalo-Balogun, mas também pela deportação de Omar Abdulkabir Artan, o melhor árbitro africano, ou a trágica gestão logística imposta à seleção do Irão.
Querem arruinar-nos as memórias de infância, os heróis edificados a partir de cadernetas de cromos.
Nada de surpreendente, quando se adivinha o protagonista. O diabo não é particularmente famoso por ser bom conselheiro.

PS 1: a história individual de Folarin Balogun é o expoente máximo da incoerência trumpista. Filho de nigerianos a viverem em Inglaterra, nasceu por mera casualidade em Brooklyn, na casa de uma tia. Por não terem seguro de saúde, os pais não tiveram acesso a cuidados hospitalares. Balogun regressou ao Reino Unido, cresceu por lá, mas ficou no radar da US Soccer. Não tivesse jeito para o futebol, seria apenas mais um estadounidense malvisto pelos comparsas MAGA, por ter a origem e a cor de pele erradas. Podem ler AQUI o artigo sobre o perfil do rapaz que levou Trump a querer influenciar uma decisão disciplinar no Campeonato do Mundo.

PS 2: a eliminação de Portugal e o fim do ciclo-Martínez ficam para o Campo Pelado de amanhã. Por agora, sugiro o último episódio do Ataque Rápido e o Tema do Dia sobre estas questões."

BolaTV: Dias de Mundial...

LiveMode: Aquece vais entrar #34

LiveMode: Late Night #14

The Seleção Podcast #116 - Espanha...

Pre-Bet Show - Mundial #8 - ENTRE O TALENTO E TÁTICA, O SONHO ACABOU PARA 🇵🇹 😔

Jogo Pelo Jogo - S04E48 - Espanha...

O Resto é Bola - Adeus Mundial, adeus Martínez: A desilusão de Portugal contra Espanha e o fim (?) de CR7

SportTV: Estádio #11 - O fim do sonho

ESPN - Futebol no Mundo #601

Observador: Minuto 90 - Os "Diabos" cancelaram os planos da FIFA e de Trump

Mata Mata - FIM DA LINHA PARA PORTUGAL! 🇵🇹💔 Espanha elimina-nos e Martínez demite-se

LiveMode: Até ao próximo apito inicial #5 - Espanha...

No Princípio Era a Bola - A cultura da mediocridade e conformismo instalou-se na seleção. Sai Martínez, que deixa uma mão-cheia de nada, mas como será o futuro?

AA9: Mundial - Quaresma Doesn't Hold Back on Portugal *INFRONT OF RUBEN DIAS*

AA9: Mundial - Portugal's Biggest Problem Was Always Him...

Smash: "I've said it for 6 years"

Renascença: Bola Branca - Tertúlia - Não deu, Portugal... E agora?

Oliveira: Espanha...

Zero: Ataque Rápido - Mundial #6 - Culpados do esperado adeus!

Daizer: Espanha...

TugaFut: Vergonha...

Segundo Poste - Mundial #4 - "Roberto Martínez, vá pela sombra!"

Simples: Espanha...

Quezada: Espanha...

AA9: Mundial - Day 26

Rabona: Portugal Struggle, Ronaldo’s Gone & Martinez RESIGNS | World Cup Day 26

TNT - Convocados...

LiveMode: Jogo Completo - Espanha

Observador: Relatório do Jogo - “Martinez, um político que sai como um político"

AA9: Mundial - Espanha...

SportTV: Alternativa - Espanha...

Terceiro Anel: Espanha...

SportTV: Suíça - Colômbia

SportTV: Argentina - Egipto

SportTV: EUA - Bélgica

SportTV: Espanha - Portugal

terça-feira, 7 de julho de 2026

Building 2026/27 | Media Day

Zona Mística: Inês Fernandes

5 Minutos: Kaminski

Operação ‘Apito Desafinado’


"Se a temporada se iniciar com a liderança da arbitragem sob investigação e procurando fazer de conta que o clima de suspeição que a visa não está desde já inculcado nas mentes de adeptos, dirigentes, jogadores e treinadores, o Carnaval não durará três dias, mas 34 jornadas. Que cada um saiba assumir responsabilidades…

É impensável começar a época de 2026/27 do futebol profissional sob o signo da suspeição. Se tal suceder, aberta que foi a caixa de Pandora, a anarquia instalar-se-á e a credibilidade das instituições ficará minada pelo ‘bicho’ da suspeição.
Precisa-se, pois, de ações céleres, quer de quem investiga, quer de quem está em xeque. Iniciar a temporada com este clima irrespirável será a suprema irresponsabilidade. Luciano Gonçalves, eleito presidente do Conselho de Arbitragem depois de uma disputa nas urnas com Jorge Sousa, possui legitimidade própria para o exercício de funções. Porém, após as várias posições vindas a público e a entrada em cena do Ministério Público, é fácil constatar que se encontra numa posição demasiado fragilizada para proceder a nomeações e gerir o setor.
Esta situação não pode passar ao lado da Liga Portugal, que tem o dever de garantir a integridade das competições que tutela, nem sequer dos clubes, que não podem estar sujeitos a movimentarem-se num terreno armadilhado, onde todos desconfiam de todos.
E há, também, a questão dos árbitros, pouco interessados, decerto, em darem a cara dentro das quatro linhas enquanto tudo não estiver em pratos limpos. Porque serão eles, ao primeiro deslize, a subirem ao pelourinho para serem escarnecidos pelos adeptos e vilipendiados pelos clubes.
Já não estranhamos quando, lá para março, começam as queixas dos que querem ser campeões e dos que não querem descer de escalão. Todavia, viver uma situação-limite como esta antes de a competição se iniciar é inédito e não pode ser tolerado, sob pena de o Carnaval, em vez de ter três dias, durar 34 jornadas.
Creio que interessará a todos que as dúvidas sejam dissipadas e, a partir do que se concluir, tomar decisões. A única coisa que não pode suceder, se não quisermos ser alvo da chacota interna e externa, é atirar os árbitros às feras e os clubes à incerteza. Todos os anos são mobilizadas centenas de milhões de euros no futebol nacional e o mínimo que se exige é que os investimentos dos diversos emblemas não fiquem à mercê de situações dúbias. Estou mais do que certo de que, se nada for feito e a decisão passar por vivermos no faz-de-conta, assobiando para o lado, o que demasiadas vezes corre mal irá correr pior.
Vivemos um momento de tal forma delicado que até pode vir a transformar-se numa força regeneradora, assim todos saibam assumir as suas responsabilidades.
No caso vertente, apesar de a Justiça estar a fazer o seu caminho, apurando factos, são os clubes, através da Liga, que estão obrigados a tomar uma posição firme, sob pena de se verem metidos num ninho de cucos.Haverá, pergunto, quem discorde que é impraticável iniciar uma época com a liderança da arbitragem debaixo do fogo certeiro de quem conhece o setor como as próprias mãos, que sempre manteve limpas?
Falta pouco mais de um mês para o ‘kick-off’ da Liga e, até lá, deverá haver uma solução sólida e definitiva. A política de empurrar as coisas com a barriga, que nunca é boa, neste caso, falando-se da arbitragem, será ainda pior.
Tratando-se de um órgão com legitimidade eleitoral e escasseando tempo para que os sócios da FPF possam intervir, deverão ser os clubes a exigir o mínimo dos mínimos, que é a normalidade. Se não o fizerem, se a época começar em regime de ‘bagunça’ na arbitragem, sujeitam-se a ser apanhados numa bola de neve que nunca poderão controlar.

CARTAS
ÁS
Diogo Costa
Antes do início do Mundial, num programa de A BOLA TV, coloquei o guarda-redes do FC Porto como a minha aposta de destaque para a competição. Quatro jogos volvidos acredito ter acertado na ‘mouche’. Estamos perante um dos melhores do Mundo na posição mais ingrata do futebol.

ÁS
Duarte Gomes
O antigo diretor-técnico da arbitragem disse, internamente, tudo o que tinha de ser dito, e, por pudor, foi mais sucinto no comunicado que produziu. Ter, em lugares importantes, homens livres, é meio caminho andado para que quem persiste em andar no arame sem rede se estatele.

DUQUE
Pierluigi Collina
Se é absurdo colocar, num Campeonato do Mundo, árbitros sem qualificação para tal, quando se nomeia para um Paraguai-França de mata-mata o incipiente Andrey Tsapenko, do Uzbequistão, atinge-se o nível da irresponsabilidade. Felizmente os ‘bleus’ não foram atrás das provocações…

CAPA
A maior homenagem aos Tubarões Azuis
A capa do Correio da Baía, do Brasil, mostra bem a consideração do mundo do futebol pelo que Cabo Verde fez no Mundial da América do Norte. Porque o gosto dos caboverdianos pelo jogo tem muito a ver connosco, também porque me sinto grato pelo apoio genuíno que sempre deram à Seleção Nacional, renovo os votos de que a FPF possa ajudar (mais) no desenvolvimento de infraestruras naquele país.

FOTOLEGENDA
DIOGO E ANDRÉ
Há uns meses, no contexto da biografia que escrevi do ‘Forever 20’ dos ‘reds’, foi-me dito pelo Liverpool que pensavam inaugurar o memorial dedicado a Diogo Jota, que não esquecia o irmão, André, por altura do primeiro aniversário do acidente que vitimou ambos em Cernadilla, Espanha. Assim foi. A imortalização, em pedra e bronze, que incorpora camisolas, flores e cachecóis deixados a 3 de julho de 2025 pelos ‘scousers’, está à vista de todos, paredes-meias com Anfield. Confesso que sabia que o Liverpool era um clube grande. Ao longo dos últimos meses aprendi que também é um grande clube."

Só para não haver duvidas

Porta-voz?!


"Muito bem, Frederico Varandas a sair em defesa de quem lhe deu um Bi Campeonato + 1 apuramento para a Champions de mãos beijadas."

Zero: Mercado - Rui Pedro Braz tenta levar Trincão para a Arábia Saudita

BF: Extremos...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Uma desilusão chamada Brasil

Observador: E o Campeão é... - Batalha de Aljubarrota, mas desta vez sem padeira

Observador: Três Toques - Oitavos de loucura: Europa manda e o Brasil chora no sofá

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - Mundial #18

BolaTV: Entrevista Rodrigo Magalhães...

Zero: Negócio Mistério - S06E13 - Cahil...

DAZN: F1 - Foram 623 dias de espera

BolaTV: Falso Plano #129 - Quem dá o que Pogi, a mais não é obrigado

Porque é que um jogo da Seleção mexe tanto com a economia


"Quando Portugal entra em campo, como ontem contra a Espanha, milhões de portugueses fazem exatamente a mesma coisa: param para ver futebol.
Parece uma afirmação simples. Mas por detrás desse hábito aparentemente banal existe um dos fenómenos económicos mais interessantes do país. O estudo que desenvolvemos no IPAM sobre o impacto económico do Mundial 2026 mostra precisamente isso: um jogo da Seleção não gera apenas emoções, gera também consumo, negócios e atividade económica.
O futebol tem uma característica que poucas atividades conseguem replicar. Consegue mobilizar milhões de pessoas ao mesmo tempo. Quando Portugal joga num Mundial, o impacto sente-se muito antes do apito inicial. Nos dias anteriores, os canais de televisão reforçam a programação, os jornais aumentam a cobertura, as marcas lançam campanhas e as redes sociais enchem-se de previsões, comentários e debates.
Mas é no próprio dia do jogo que a economia acelera. E muito.
Os cafés e restaurantes registam um aumento significativo de clientes. As esplanadas enchem-se. Muitas famílias e grupos de amigos escolhem reunir-se para acompanhar os jogos. O consumo de cerveja, refrigerantes, snacks e refeições aumenta. Supermercados como Continente, Pingo Doce, Lidl ou Auchan sentem esse efeito nas vendas dos dias de jogo. Marcas como Super Bock, Sagres, Coca-Cola ou Sumol beneficiam diretamente desta concentração de consumo.
O fenómeno também se faz sentir dentro de casa. Há quem organize almoços, jantares ou churrascos para acompanhar a Seleção. Outros aproveitam para renovar equipamentos, trocar de televisão ou melhorar a experiência de visualização. São pequenas decisões individuais que, multiplicadas por milhões de pessoas, geram um efeito económico muito relevante.
O estudo mostra que o impacto económico mínimo do Mundial 2026 em Portugal será de cerca de 378 milhões de euros, podendo atingir 945 milhões de euros no cenário mais favorável. E uma parte importante deste valor está diretamente relacionada com o desempenho da Seleção. Quanto mais Portugal avança na competição, mais tempo dura o consumo associado ao evento.
Mas há uma diferença importante em relação aos Mundiais do passado.
Hoje o jogo não se vê apenas na televisão. Vê-se também no telemóvel. Comenta-se no X, discute-se no WhatsApp, partilha-se no Instagram e no TikTok, acompanha-se através do Record, do Maisfutebol, do zerozero ou da RTP Play. O adepto moderno vê o jogo e participa ao mesmo tempo.
Não surpreende, por isso, que cerca de 23% do impacto económico identificado no estudo já resulte de plataformas digitais, redes sociais e criação de conteúdos. Quase um quarto do valor gerado pelo Mundial nasce hoje fora dos estádios e até fora dos ecrãs tradicionais.
Talvez seja essa a maior conclusão do estudo. Um jogo da Seleção já não vale apenas pelos 90 minutos que decorrem dentro das quatro linhas. Vale pelas conversas que gera, pelas compras que provoca, pelos conteúdos que produz e pelo tempo que ocupa na vida dos portugueses.
Quando Portugal joga, não é apenas a bola que entra em movimento. É uma parte significativa da economia que acelera ao mesmo ritmo.
E isso ajuda a perceber porque é que o futebol continua a ser muito mais do que um jogo. É um dos maiores fenómenos de consumo coletivo que existe em Portugal."