Últimas indefectivações

sábado, 28 de fevereiro de 2026

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Fever Pitch - Domingo Desportivo - A Alma do Benfica nas Bancadas do Bernabéu

BI: Rescaldo - Real Madrid...

Vhils...

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica informa que suspendeu cinco sócios e cancelou os respetivos Red Pass após a instauração de processos disciplinares cujos trâmites poderão conduzir à aplicação da sanção máxima prevista nos Estatutos: a expulsão.
A abertura destes processos disciplinares resulta do inquérito interno desencadeado na sequência do jogo entre o Benfica e o Real Madrid, realizado no passado dia 17 de fevereiro, e da adoção de comportamentos inadequados na bancada, de natureza racista, incompatíveis com os valores e princípios que regem o Clube.
O Sport Lisboa e Benfica reafirma que não tolera qualquer forma de discriminação ou racismo e continuará a agir com firmeza sempre que estejam em causa comportamentos que atentem contra os valores do Clube, do desporto e da sociedade."

O povo foi a Madrid cantar


"Honestamente, às vezes parece que o Benfica das últimas décadas está amaldiçoado. E não é pelo Guttmann, naquilo de chegar a imensas finais europeias e depois perdê-las (embora isso também faça parte). É na incapacidade de ser feliz durante muito tempo. Quando aparece um Toni e um seis a três, vamos buscar o Artur Jorge. Quando aparece um Mourinho, vamos buscar de novo o Toni. Quando aparece um Mário Jardel, vamos buscar o irmão. Quando chegamos a finais europeias, perdemos nos penaltys ou no último minuto (lá está...). Quando fazemos um Tetra, desinvestimos num Penta. Quando temos um momento mágico à escala global com o Trubin, temos outro momento trágico à escala global com o Prestianni. Quase que se diria que é azar, mas não, é outra coisa...
Depois de 60 anos sem se encontrarem, Benfica e Real Madrid jogaram três vezes num curto espaço de tempo e o planeta inteiro não esquecerá tão cedo estes encontros. Primeiro pelo incrível golo do Trubin e depois pelo que aconteceu entre Prestianni e Vinícius.
Irei primeiro ao menos importante e depois ao mais importante. O menos importante: Vinícius é mal educado e é um provocador. Tal como era aquele Otávio que jogou no Porto. Sinceramente, são jogadores que não fazem falta nenhuma ao futebol, por mais talento que tenham. Mas isto é pouco importante e é futebol. Um jogador com um feitio especial, digamos assim, marcou um golaço, vinha picado por ter levado 4 golos no mesmo estádio uma semana antes, festejou a dançar e a rir-se na bandeirola de canto para a massa associativa contrária e esta não mais perdoou. Atirou objetos, assobiou, chamou nomes e por aí afora. Não é bonito, mas é futebol.
Outra coisa, bem mais importante, é a acusação de Vinícius que Prestianni lhe dirigiu um insulto racista. Como as imagens não esclarecem, é a versão de um contra a versão do outro. Se Prestianni não o fez, penso que o argentino devia reunir-se com advogados e processar judicialmente Vinícius. O que o brasileiro terá então feito é de uma gravidade tremenda, imensamente lesiva para a reputação do argentino. Algo que pode destruir a vida e a carreira de um jovem jogador de 20 anos. Se Prestianni o fez, é grave e Vinicius fez bem em ir avisar o árbitro. E o Benfica deve procurar vender Prestianni o mais rápido possível, porque alguém que joga no clube de Eusébio e Coluna, que enverga o Manto Sagrado, ser racista (e sejamos francos, só os racistas usam termos racistas mesmo quando estão profundamente irritados. Não os desculpemos pela emoção do momento) é não entender o clube que o emprega e não é o tipo de pessoas que queremos idolatrar. Haverá quem possa argumentar que existe reabilitação numa pessoa racista e o Benfica pode conseguir isso, mas eu honestamente vendia o jogador na 1ª oportunidade.
E isto leva ao rescaldo do jogo. À reação da direção do Benfica. À maneira como o clube imediatamente defendeu Prestianni. Envergonha-me. Envergonha-me a perspetiva do meu clube estar potencialmente a defender um jogador que usou um termo racista. Até porque sejamos honestos...mantendo a presunção de inocência, mas if it sounds like a duck, if it quacks like a duck... Se eu tivesse de apostar se Prestianni disse ou não disse, sei onde apostava o dinheiro. Levantar a camisola para tapar a boca e aquela reação espontânea de Vinícius? Já Mbappé ter dito que ouviu o argentino a dizer 5 vezes a palavra tenho algumas dúvidas, vendo as imagens do momento, mas pronto. Preferia que o clube tivesse dito abertamente que é contra todo e qualquer sinal de racismo e que está disponível para todas as averiguações, internas e externas. Até poderia dizer que Prestianni até ao momento sempre foi impecável e que o jogador garante que nada disse de grave. Mas imediatamente abraçar o jogador com um "estamos juntos"? Eu não quero estar junto com um jogador que eventualmente disse um termo tão grave.
Também no rescaldo do jogo apareceram imagens de alguns sócios e adeptos do Benfica isolados a terem gestos racistas. Até mesmo em Madrid se viu isso. O que espera o clube para tentar identificar essas pessoas e expulsá-las de alguma vez voltarem a entrar na Luz? Também a comunicação do Benfica devia ter dito isso. O Sport Lisboa e Benfica não tem de defender um jogador ou um adepto sob qualquer circunstância. O Sport Lisboa e Benfica tem que defender os seus valores sob qualquer circunstância!
Da 2ª mão fica a eliminação ironicamente aos pés de Vinícius, a sensação que o Benfica podia ter feito mais e uma das maiores e melhores deslocações da massa associativa do Glorioso ao estrangeiro. Já se aproximam a dezena de jogos que vi do clube lá fora e foi o melhor apoio de sempre. Como se tivéssemos algo cá dentro a dizer, não é? Como se sentíssemos que o clube não foi bem representado na última semana e vamos nós, povo anónimo e apaixonado, mostrar à Europa o que verdadeiramente é este clube eterno e lendário.
Durante todo o intervalo repetimos o "momento Dortmund" com aquele "Benfica, o amor da minha vida" que arrepiou quem lá esteve, fosse dos nossos ou não. Aquilo saiu da alma, saiu do coração e foi incrível. Gostava inclusivé que fizéssemos disto um hábito e em todos os jogos no estrangeiro cantássemos isto ao intervalo. Começaria a ser uma tradição muito nossa e admirada por esses estádios fora. Nestes dias li um tweet de alguém dentro do estádio que disse (traduzindo): "Neste momento no Santiago Bernabéu, o pequeno grupo de adeptos do Benfica tem estado a cantar e a esmagar os adeptos do Real Madrid em toda a 1ª parte. É intervalo e pensávamos que eles iam descansar, mas eles não páram durante um segundo. Só podem estar sob algum efeito de bebidas energéticas!" O efeito não era de bebidas energéticas (embora a cerveja ajude, claro. No final do jogo dizia-me o empregado de um bar perto do Bernabéu que tínhamos esgotado a cerveja e que ninguém bebia como nós, nem os de Liverpool, nem os de Manchester).
O efeito era o do amor. Era de amarmos profundamente este clube e nos ter doído na alma a acusação que somos racistas ou que compactuamos com racismo. Doeu na alma sentirmos que o clube não nos defendeu e não soube defender a honra e a reputação do clube. De uma forma mais pequena, mas claro que também doeu na alma a forma como Vinícius gozou connosco. Mas tudo vale a pena, quando a alma não é pequena. E o Benfica é muito, muito grande. Nas suas gentes, nos seus valores, no seu historial e como diz a música que cantamos "Passam os anos, mudam os jogadores, mudam os presidentes, mas nós estaremos cá".
Chamuscado, mas o clube segue. Seguirá eternamente enquanto o povo anónimo e apaixonado continuar a acreditar e a segurar nos braços um clube lendário e mítico. Esperemos que esta ligação nunca se perca. Mas para que isso nunca aconteça, enfiemos isto na nossa cabeça:
Os adeptos do Sport Lisboa e Benfica não têm de defender um jogador ou um presidente sob qualquer circunstância. Os adeptos do Sport Lisboa e Benfica têm de defender os valores do Glorioso sob qualquer circunstância. O Benfica tem de ser sempre o nosso orgulho."

Mais um Roubo...

FC Porto is the Real Madrid of Portugal

Sem cabeça!!!

Linhas...

Frame!

A Força...


"Mais de 5 mil benfiquistas no Santiago Bernabéu. Durante 90 minutos, silenciaram um estádio inteiro. Do primeiro ao último segundo. A ganhar, a empatar ou a perder. Uma paixão imune ao marcador.
Não fui a Madrid porque estou em Harvard, mas vi o jogo no campus, rodeado por pessoas de 43 nacionalidades, entre elas espanhóis e adeptos do Real Madrid. Todos impressionados com a força daquele apoio.
Os adeptos são, e sempre serão, a maior força do Benfica."

Mourinho...


"Que a “Abola” estava pelas ruas da amargura já se sabia…portanto é apenas um continuar de miséria editorial que por ali vai.
O Mourinho é o melhor treinador português de TODOS OS TEMPOS, duvido que daqui a 100 anos haja outro sequer perto daquilo que ele conquistou na carreira e daquilo que ainda tem para conquistar.
Já li e ouvi todo o tipo de barbaridades, colocar Amorim, Peixoto, Vasco Botelho, Marco Silva, De Zerbi entre outros num plano para render Mourinho no Benfica demonstra que o problema é mesmo Mourinho e a forma como ele está a moldar o grupo e a incutir a mentalidade competitiva que nos tem faltado nos últimos anos.
O nosso trajeto este ano tem sido decepcionante, no entanto, só mesmo quem está toldado pela intoxicação diária é que não observa a evolução da equipa nos últimos 2/3 meses.
Mourinho é o projeto, e podem pintar tudo das cores que quiserem mas os projetos são sempre os treinadores e mais nada.
A sua capacidade de liderança é que catapulta os clubes para os sucessos desportivos, claro que necessitam de uma equipa com capacidade e frieza a analisar o seu trabalho por trás, mas é sempre o treinador que transforma o clube para um patamar superior…se tal não fosse ninguém investia em técnicos…contratavam experts do X, Facebook e demais redes sociais…mas não, vão à procura de TREINADORES.
E Mourinho é o melhor que o dinheiro pode comprar para Benfica, quer agora quer nos próximos 10 anos!
Deixem o homem trabalhar, evoluir o grupo, dispensar e contratar quem tem de dispensar e contratar e na próxima época conversaremos!
Ponderar outra opção aí sim seria um tiro nos pés."

Boicote!

Benfica: eliminados pela eficácia, firmes nos princípios


"Há eliminações que se explicam com facilidade estatística. Outras exigem mais contexto. A do Benfica frente ao Real Madrid pertence à segunda categoria. No fim, o que conta é a eficácia. O Real Madrid foi mais eficaz. Concretizou melhor as oportunidades que criou. E, no futebol de alta competição, sobretudo em eliminatórias europeias, essa diferença é quase sempre decisiva.
O Benfica perdeu. Convém começar por aqui, sem rodeios nem subterfúgios. No Benfica não há vitórias morais. Não podem existir. O resultado é o que fica. A história regista quem passa, não quem se bate bem. Ainda assim, seria intelectualmente desonesto não reconhecer que o Benfica se bateu bem. Competiu. Discutiu a eliminatória. Não foi inferior em organização, nem em intensidade, nem sequer em vários momentos de domínio territorial.
Desta eliminatória há muito a analisar no plano estritamente futebolístico. A qualidade individual de alguns jogadores do Real Madrid fez a diferença em momentos-chave. A arbitragem do primeiro jogo deixou marcas evidentes no desenrolar da eliminatória. Houve decisões difíceis de compreender a este nível. Tudo isto faz parte do jogo. Deve ser discutido, analisado, escrutinado. É matéria de futebol.
O que não faz parte do futebol não deve ser tratado como se fizesse.
O racismo não é um detalhe lateral. Não é um episódio menor. Não é um excesso de fervor competitivo. É intolerável. Sempre. Em qualquer contexto. E é preciso dizê-lo sem ambiguidades.
O que aconteceu no Estádio da Luz com Vinícius Júnior é inaceitável. Houve atos e insultos racistas vindos de pessoas nas bancadas. Foram visíveis. Foram audíveis. Não há espaço para relativizações. Não há provocação que legitime um insulto racista. Não há atitude menos correta que justifique a desumanização de alguém pela cor da pele. Ponto final.
Esteve bem o Benfica ao anunciar a abertura de um inquérito interno para identificar os responsáveis e, caso se confirmem como sócios, avançar com processos disciplinares que podem culminar na expulsão. A credibilidade dos valores não se mede em comunicados inflamados, mede-se em decisões concretas.
Diferente é a situação que envolve Gianluca Prestianni. Vinícius Júnior acusou-o de lhe ter dirigido um insulto racista. Prestianni nega. Entre uma acusação feita em campo, num ambiente de enorme tensão competitiva, e a ausência de provas públicas inequívocas, há um espaço que deve ser preenchido por investigação, não por julgamento sumário.
Não consigo aceitar discursos que tentam minimizar atos racistas com base em alegadas provocações. Mas também não consigo aceitar a condenação automática de alguém apenas porque foi acusado. A presunção de inocência não é um formalismo jurídico. É um princípio civilizacional.
O presidente do Benfica veio dizer que acredita que o jogador não proferiu qualquer insulto racista, acrescentando que, se acreditasse no contrário, ou se tal se vier a provar, o jogador já não seria jogador do Benfica ou deixará de o ser. É uma posição clara: tolerância zero ao racismo.
As duas situações são distintas. Ambas graves, mas diferentes. Numa há evidência objetiva de insultos racistas vindos das bancadas. Noutra há uma acusação que precisa de ser apurada com rigor. Defender uma investigação séria não é desvalorizar a palavra de ninguém. É garantir que a luta contra o racismo é conduzida com firmeza, mas também com responsabilidade.
A luta contra o racismo não se faz com folclore, nem com comunicados apressados de organizações que tantas vezes reagem mais depressa do que investigam. Faz-se com medidas, com sanções quando há prova, com pedagogia e com coerência. O racismo é intolerável. Mas a condenação sem prova clara também corrói os fundamentos que se pretendem defender.
Fechado este capítulo, regressamos ao futebol.
A eliminatória foi decidida por detalhes. Pela qualidade individual de quem resolve em dois ou três lances. Pela eficácia. E também por uma arbitragem no primeiro jogo que condicionou momentos relevantes. Não vale a pena fingir que isso não existiu. Existiu.
Mas esta eliminatória mostrou uma evolução evidente da equipa do Benfica. A recuperação de jogadores lesionados trouxe estabilidade e soluções. As contratações de inverno acrescentaram profundidade. A subida de rendimento de alguns elementos consolidou uma ideia de jogo mais consistente. Hoje, o Benfica não depende exclusivamente do seu onze inicial. Tem banco. Tem alternativas de qualidade semelhante. Tem margem de gestão.
Isso não significa que esteja tudo feito. Significa que o caminho que está a ser seguido está correto. Não há necessidade de revoluções permanentes, nem de alterações estruturais precipitadas num futuro próximo. A tentação de começar de novo a cada época é grande. Mas raramente produz estabilidade.
O Benfica caiu perante o Real Madrid porque, do outro lado, estava uma equipa com jogadores capazes de decidir em segundos aquilo que outros constroem durante minutos. Isso não diminui o que foi feito. Mas também não o transforma em algo que não foi.
Perder faz parte do futebol. O que não pode fazer parte é a perda de identidade. E nisso, nesta eliminatória, o Benfica não falhou. Competiu. Respondeu. Não se encolheu.
Agora é manter o rumo. Sem euforias quando se ganha. Sem dramatismos estruturais quando se perde. Com a mesma exigência de sempre. No Benfica não há vitórias morais. Mas também não há derrotas que apaguem o caminho quando ele está a ser bem trilhado."

Mourinho e uma metamorfose ainda incompleta


"Durante anos, José Mourinho combateu tudo e todos. Agora, a luta parece ser interior. Entre arrojo renovado e influência recuperada, há ainda limitações por superar E se José Mourinho for a solução para José Mourinho?

E se o que estamos a ver é o técnico a contrariar finalmente a sua pior versão, a escrever ele mesmo a antítese para a tese que o tem deixado obcecado, por concluir, desde Madrid? Esse anti-guardiolismo que sempre lhe fez mal. Depois de talvez ter sempre precisado de um inimigo, funcionado melhor em confronto, pode ter-se reencontrado no conflito interno.
É Mou tão especial que só mesmo ele nos deixaria a argumentar com o nosso próprio intelecto. Advogado no hemisfério esquerdo a apontar para o do direito, ambos de preto e farta cabeleira branca, amarelada com o tempo, enquanto a datilógrafa escreve cada pró e cada contra que, no fim, possam validar uma opinião definitiva, o que quer que isso seja. Quase uma sentença.
Mourinho tem tantas dimensões que parece quase impossível não cair no mesmo erro dos que o idolatram. Porque pode ser o bom ou o mau, ambos ao mesmo tempo ou nenhum deles. Deixa-nos sempre na dúvida, mesmo que tenhamos a certeza. É tão genial, como às vezes parece vazio. Tão arrasador como às vezes se deixa arrasar. Mas nos últimos tempos, algo mudou.
Não são só dois ou três jogos na UEFA Champions League ou uma maior solidez na Liga, ainda que esteja por derrotar o primeiro grande rival. É, parece-me, a evolução. Talvez tenha sido rota de fuga diante de tantos lesionados, mas, mesmo assim, entre outras opções, mais conservadoras, escolheu a inesperada, a mais ofensiva, aquela em que o resto do mundo talvez mais acreditasse e tem-na mantido mesmo agora, quando poderia inverter novamente o sentido.
É isso, porém, não apenas isso. Havia algo que me parecia inevitavelmente perdido. A capacidade de elevar o estado mental dos seus jogadores a ponto de acreditarem ser de classe mundial, como fez no passado com tantos nomes. Talvez tenha exagerado com Otamendi e Tomás Araújo ainda precise de resolver os duelos à primeira para poder ser considerado como tal, mas o que se viu no Bernabéu foi uma equipa psicologicamente preparada. Ainda que tenha perdido. Que não se tenha conseguido transcender em toda a plenitude. A mensagem esteve sempre lá, como esteve no 4-2 na Luz e até na derrota da primeira mão do play-off. O técnico terá reencontrado a ligação direta para a cabeça dos seus jogadores.
Depois, estrategicamente, voltou a provar que ainda tem a leitura de um Kasparov se o relvado fosse um tabuleiro de xadrez. Richard Ríos nos meios-espaços interiores, baralhou os merengues a ponto de Arbeloa ter de reagir com a troca posicional de Carreras por Camavinga. O colombiano abriu o caminho para o primeiro golo e para o que poderia ter sido a remontada à portuguesa.
Será isso suficiente para Rui Costa deixar sair um «Mourinho continua na própria época»? Não sabemos quando o presidente tomou a decisão, até pode ter sido ali, naquele momento, quando questionado pelo jornalista espanhol. E, sobretudo, o racional. Como se costuma navegar à vista na Luz, calculo que não haja projeto. Mourinho é o Ho’dor que na Guerra dos Tronos bloqueia a porta aos inimigos até que o que lhe mandam fazer (Hold the Door) se torna o seu nome. E não espantará ninguém se for mesmo todo o projeto.
No entanto, sem um rumo e o apoio de uma liderança, que prima pela constante ausência, estará mais perto de ganhar do que este ano, mesmo se subtrairmos o tempo que levou a consolidar o modelo encarnado?
E mesmo com a recuperação desse tempo, será este Mourinho dos dois extremos e outros tantos avançados detentor da chave do sucesso para uma maratona como a Liga? Onde o metro quadrado se vende mais caro do que em Madrid. Onde o ataque posicional é fundamental para ultrapassar blocos baixos e nem sempre há espaço para as acelerações de Rafa e companhia. Onde dominar através da posse é, muitas vezes, fundamental para se ter sucesso.
Tatuou os últimos sucessos no ombro direito. Foram provas a eliminar – UEFA Europa League e UEFA Conference League — e, mesmo com maior pujança no último terço, o modelo que está a implementar até inclinou ainda mais recentemente para a transição ofensiva com a introdução de Rafa em vez de Sudakov. Falta, portanto, uma ou duas camadas a esta equipa.
É verdade que os adeptos podem levantar a ideia de que tanto o FC Porto de Francesco Farioli como o Sporting de Rui Borges não são igualmente grandes especialistas quando lhes tapam os caminhos para a baliza, mas têm resolvido melhor os problemas que lhes aparecem pela frente — basta olhar para a classificação — e é o Benfica quem tem de encurtar distâncias. E isso só se faz com outro tipo de jogadores no onze, seja na defesa, onde tudo começa quando se constrói a partir daí, ou no coração do meio-campo e até na alimentação do ataque e na forma como os mais adiantados se associam com os restantes.
O mercado de janeiro mostrou a todos que Mourinho quer aceleração (e também outro tipo de finalizadores e de extremos, mais verticais) em vez de pensamento e criatividade. Só que não basta correr mais rápido do que os adversários ou ter mais altura na área, com cruzamentos a saírem de ambos os flancos, para se vencer sempre.
É aqui que a antítese ainda continua a falhar. Mourinho já joga com um maior número de armas para ferir os rivais, porém, exceto quando ele próximo adiciona complexidade através da estratégia, e isso acontece sobretudo para aproveitar os erros do oponente, tudo parece demasiado linear e facilmente desconstruído no ataque, assim que falta o seu maior combustível, o espaço.
Vamos acreditar que ainda não deixou o estado de crisálida. Que ainda não completou a metamorfose. Que da luta entre tese e antítese ainda sairá a mais bela das sínteses, uma que reúna finalmente a equipa com a cultura do clube, ainda que não muito vencedora nos anos mais recentes. E se encontre em campo a organização defensiva, a voracidade na transição e a criatividade no ataque associativo. Se não o conseguir, temo que volte a falhar por insuficiente."

Benfica passa a vida de 'jogo do ano' em 'jogo do ano'


"A jornada 25 tem clássicos no menu, mas o que será deles sem o que se passar nesta que começa hoje? Se calhar não é à toa que falam no famoso «jogo a jogo». Benfica sabe-o melhor que ninguém

Em agosto de 2025 já o Benfica andava a disputar jogos do ano, com o acesso à fase de liga da UEFA Champions League a constituir fator decisivo para o que se seguiria da época, inclusivamente no que respeita à maior ou menor aposta no reforço do plantel.
Uma soma relevante de resultados menos positivos nos meses seguintes colocou no caminho dos encarnados outros jogos do ano: a receção ao Sporting, as visitas ao Dragão para a Liga e para a Taça. Curiosamente, poucos diriam que José Mourinho conseguiria transformar os dois últimos desafios da primeira fase da Champions noutros jogos do ano. E seguiu em frente.
Eliminado entretanto da Taça de Portugal e da Allianz Cup — e agora da Champions, mas com sinais encorajadores — o Benfica tem-se segurado no campeonato (é bom lembrar que ainda não perdeu) e de repente parte para o último terço com excelentes possibilidades de conseguir o objetivo mínimo do segundo lugar. Depende de si próprio e, como referido, os últimos indicadores têm vindo a tornar-se cada vez mais positivos.
A questão do título, não sendo de todo impossível, é bastante mais improvável, porque isso significaria não só um resto de temporada exemplar como a queda simultânea dos dois rivais que seguem na frente. Mas a verdade é que os encarnados estão mais perto do segundo lugar do que o Sporting do título (algo que neste momento nem depende apenas do comportamento dos leões).
Dito isto, tenderá a opinião pública a olhar para a jornada 25 como tira-teimas, revelação do futuro ou aumento da incerteza, porque o Benfica recebe o FC Porto e o Sporting vai a Braga.
No entanto o Benfica, mais que os rivais, sabe que o jogo do ano pode estar sempre à espreita na próxima esquina.
Se FC Porto e Sporting vencerem hoje os respetivos compromissos em casa frente a Arouca e Estoril (o que obviamente também não é líquido), a visita encarnada a Barcelos, onde mora uma das melhores equipas nacionais, torna-se jogo do ano para se manter na luta pretendida.
Se um deles ou ambos tropeçarem torna-se jogo do ano porque permite, depois da boa exibição de Madrid, uma aproximação ou duas aproximações que há meses classificaríamos de improváveis.
É por isso que esta jornada 24 se afigura a mais decisiva de todas… até à seguinte. Há um lugar-comum dos treinadores e dos jogadores que falam no «jogo a jogo». Mas também não há lugares comuns sem algum fundo de lógica. Todos o sabem, o Benfica desta época sabe-o ainda melhor."

BF: Mercado de Verão...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Cinco pontos sobre a entrevista do CFO do FC Porto

Observador: E o Campeão é... - Podemos falar em bom sorteio europeu para os portugueses?

Observador: Três Toques - Leiria ao vento: milhões voaram dos estádios

SportTV: Primeira Mão - 🔥 Caminho Definido na Europa! Os Novos Adversários Portugueses

Aquecimento...


Lanças...


- Lanças...

Agenda preenchida


"A atualidade benfiquista na BNews.

1. Calendário
O jogo entre Benfica e FC Porto da 25.ª jornada da Liga Betclic está agendado para o próximo 8 de março, às 18h00, no Estádio da Luz.

2. Comunicado oficial
O Sport Lisboa e Benfica "desmente de forma categórica que o jogador Prestianni tenha comunicado ao plantel ou à estrutura do Clube ter proferido um insulto racista ao jogador Vinicius Jr, do Real Madrid".

3. Bastidores de uma goleada
Veja imagens exclusivas dos bastidores do Benfica-AZ Alkmaar (6-2) dos oitavos de final da UEFA Youth League.

4. Vitória em dérbi
O Benfica ganhou por 4-3 ao Sporting na 7.ª jornada da WSE Champions League de hóquei em patins e assegurou a presença na final eight da competição.

5. Agenda para o fim de semana
Sábado: No futebol de formação, os Sub-23 jogam em Famalicão às 15h00 e os Juniores atuam no reduto do Gil Vicente às 11h00; na Luz há jogo de futsal entre Benfica e Fundão (19h00); em andebol, receção ao ABC (15h00) e, em voleibol, deslocação ao Castêlo da Maia (19h00); a equipa feminina de hóquei em patins visita o CP Manlleu (16h00).
Domingo: A Equipa B visita o Penafiel (18h00); os Juvenis recebem o Sporting às 11h30 e os Iniciados são anfitriões do Braga (11h00); nos masculinos (hóquei em patins), o Benfica desloca-se ao Riba d'Ave (18h30); as equipas femininas de basquetebol, futsal e voleibol jogam respetivamente, no pavilhão do União Sportiva (15h15), na Luz com o Leões Porto Salvo (20h00) e em Braga (15h00).

6. Convocatória
As basquetebolistas do Benfica Joana Soeiro e Maria João Bettencourt estão convocadas pela Seleção Nacional.

7. Protagonista
A andebolista Duda é a entrevistada da semana.

8. Reconhecimento noticia destaque
No âmbito de uma prática habitual no Benfica Campus, estão entregues os diplomas de mérito escolar e social relativos ao 1.º semestre de 2025/26.

9. Campo de férias Judo
Estão abertas as inscrições.

10. História agora
Veja a rubrica habitual das manhãs de quinta-feira da BTV."

Oliveira: Live - Real Madrid...

Rabona: Collapses and comebacks: who's in, who's out? | UCL This Week

BolaTV: Toque de Bola - S01E13 - Daúto Faquirá

Gondomar: da despromoção no Apito Dourado à reintegração na II Liga


"O regresso do Gondomar SC à II Liga não é uma promoção desportiva: é a consequência jurídica da anulação de uma despromoção decidida há quase duas décadas.
Em 2009, no âmbito do processo disciplinar conhecido como «Apito Dourado», o Gondomar SC foi despromovido quando disputava a então Liga de Honra - a atual II Liga. A decisão teve impacto imediato na sua posição competitiva e marcou profundamente o percurso do clube.
Anos depois, essa decisão foi objeto de apreciação pelos órgãos de justiça desportiva e pelos tribunais judiciais. Com a sua anulação, impôs-se uma questão inevitável: como executar hoje uma decisão que reconhece que a despromoção foi indevida?
O Regulamento das Competições da Liga Portugal prevê expressamente este cenário. Quando uma decisão judicial determina a integração de um clube numa competição profissional, essa integração ocorre na segunda época desportiva seguinte ao trânsito em julgado da decisão.
No caso do Gondomar SC, isso significa que o clube será reintegrado na II Liga na época desportiva 2026/2027 - precisamente a competição que disputava à data da despromoção.
O mecanismo adotado não passa por alterar classificações passadas nem por retirar retroativamente a vaga a outro clube. A solução regulamentar é diferente: cria-se uma vaga adicional na competição, que será preenchida pelo clube reintegrado.
Naturalmente, esse alargamento excecional exige ajustamentos. No final da época em que ocorre essa integração, descem três clubes à competição não profissional, permitindo que o sistema regresse ao número habitual de participantes na época seguinte. O equilíbrio é preservado através do ajustamento das descidas, e não pela eliminação de direitos entretanto consolidados por terceiros.
Importa ainda esclarecer que a reintegração não é automática. O clube continua obrigado a apresentar candidatura e a cumprir todos os requisitos financeiros, infraestruturais e regulamentares exigidos aos demais participantes nas competições profissionais. A decisão judicial reconhece o direito à integração; a participação exige conformidade regulamentar.
Este caso demonstra que o tempo da justiça raramente coincide com o tempo do futebol, que a estabilidade das competições não pode servir de escudo para manter decisões juridicamente inválidas, mas que a execução da justiça também não pode ignorar a realidade organizativa do futebol profissional.
O regresso do Gondomar SC à II Liga é, acima de tudo, a execução tardia de uma decisão que altera a história competitiva do clube."

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Vitória com um toque Francês!

Benfica 4 - 3 Sporting

Já é uma marca desta equipa: um golinho perto do fim, a definir os resultados a favor do Benfica! Mesmo quando as cosias não correm bem durante o resto da partida, esta equipa não desiste!
Mais uma vitória, estamos a um empate de garantir o 1.º lugar na fase de grupos, a 3 jornadas do fim!!! E já agora, para quem são se esqueceu, estamos a jogar sem o Pau desde do início da época... supostamente o melhor jogador do Mundo...até agora, 2 empates, e nas restantes partidas, só vitórias!

Backstage | SL Benfica 6-2 AZ Alkmaar | UEFA Youth League

Terceiro Anel: Bola ao Centro #186 - Real Madrid...

Zero: Canto - Tomámos a bancada, faltou tomar o relvado!

Falar Benfica - Conversas Gloriosas #41 - Real Madrid...

O Benfica Somos Nós - S05E46 - Real Madrid...

Benfica Podcast #584 - Respectable

SportTV: Europa - S01E02 - Um super Bodø/Glimt que passa e um Benfica que fica

BolaTV: O Lado Direito do Mister #4 - A continuação do caso Prestianni

Rafa é o melhor reforço de inverno


"À entrada do último terço, gestão dos plantéis pode ser determinante.

A Liga vai entrar no último terço e a partir de agora os resultados vão ser ainda mais decisivos. Qualquer perda de pontos pode ser irrecuperável e os candidatos ao título estão bem cientes disso. De resto, desde o clássico do Dragão, no qual FC Porto e Sporting, como já referi neste espaço, ganharam um ponto, todos têm apresentado a folha limpa.
O Benfica aproveitou aquele empate para reentrar na corrida pelo primeiro lugar e já leva três vitórias consecutivas (Alverca, Santa Clara e Aves SAD). O Sporting também não facilitou, superando Famalicão e Moreirense, e o FC Porto respondeu à surpreendente derrota com o Casa Pia igualmente com dois triunfos, sobre Nacional e Rio Ave.
Vamos ter, acredito, campeonato até ao fim. A fase das decisões aproxima-se e, com o calendário ainda mais sobrecarregado, a gestão dos plantéis vai ser determinante. E aqui os reforços de inverno podem ser fundamentais. E neste capítulo recordo-me sempre do peso decisivo que André Cruz, César Prates e Mbo Mpenza tiveram na quebra do jejum do Sporting, em 1999/2000.
O FC Porto foi a equipa que mais se reforçou. Francesco Farioli apostou, essencialmente, na experiência. Ao Dragão chegaram o consagrado Thiago Silva e os bem conhecidos do treinador Fofana e Moffi, além do jovem Pietuszewski. O extremo polaco de apenas 17 anos tem-se revelado muito útil e é, para já e curiosamente, o reforço mais influente. Em sentido inverso, Eustáquio rumou aos Estados Unidos.
Já o Sporting abdicou, com algum risco, da arma secreta Alisson Santos e deu um prémio de carreira ao sempre competitivo Matheus Reis e contratou os extremos Luís Guilherme e Faye. Ambos, na minha perspetiva, mais numa aposta de médio do que de curto prazo, embora o brasileiro esteja a mostrar que pode ser muito útil na rotação que Rui Borges já colocou em andamento, embora aqui o ex-West Ham ainda não tenha a concorrência de Quenda, também ele a prometer ser um reforço de inverno de peso.
O Benfica prometeu uma pequena revolução, mas acabou por canalizar o investimento no regresso de Rafa e na aquisição do polivalente Sidny Lopes Cabral — o discreto Obrador rumou ao Torino.
Dos três treinadores, Mourinho foi o único que não escolheu o plantel e como tal era bem legítimo que fosse quem tivesse mais reforços, mas a decisão, certamente também com a vertente financeira a ter o seu peso, foi a de jogar pelo seguro. E Rafa, mesmo ainda à procura da melhor forma, depois de dois meses exilado na Turquia, tem correspondido e é, para mim, o melhor reforço de inverno dos três grandes."

Uma outra face do Benfica


"Será impossível apagar a mancha da eliminatória com o Real Madrid, mas com a bola a rolar o Benfica conseguiu deixar uma imagem positiva, a ponto de deixar a sensação de que podia ter feito mais

A Liga dos Campeões ainda não acabou verdadeiramente para o Benfica, mas para desgosto das águias a competição não prossegue no campo, entre as 16 melhores equipas do continente, apenas entre os papéis do polémico processo que envolve Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior.
Se a mancha deixada pela acusação de racismo nunca sairá por completo - mesmo que o argentino venha a ser ilibado -, com a bola a rolar a equipa portuguesa conseguiu mostrar outra face, ainda que sem deslumbrar.
No final de contas o Real Madrid até garantiu novo triunfo na eliminatória - ironicamente com golo decisivo de Vinícius Júnior e duas assistências de Valverde, que deveria ter sido suspenso pela agressão na Luz -, mas o Benfica acreditou (quase) até ao fim, com uma exibição bem mais impositiva do que tinha conseguido oito dias antes, mesmo sem José Mourinho no banco do Bernabéu.
A equipa portuguesa não quis gerir as probabilidades com o relógio e protagonizou uma entrada de grande nível, ao surpreender com a aposta em Richard Ríos. Não pela titularidade do colombiano, antes pela colocação mais à direita, em linha com Barreiro e Aursnes, a pedir diagonais de Pavlidis mais à frente.
Um mau passe de Otamendi permitiu reação imediata do Real ao golo de Rafa, e a equipa de Arbeloa teve margem para fazer acertos e começar a expor o reverso da aposta em Ríos, muitas vezes curto no apoio a Dedic, o que exigia uma segunda ajuda, de Barreiro, a esticar ao limite o acordeão do meio-campo.
Uma má abordagem de Tomás Araújo condenou a esperança no apuramento, mas antes disso o Benfica teve ocasiões suficientes para virar a eliminatória. Quase sempre por Rafa, ou mesmo Schjelderup, já que Pavlidis nunca mostrou a acutilância de que a equipa precisava no Bernabéu.
Se é verdade que a história do Benfica é imcompatível com vitórias morais, do outro lado estava o rei da Liga dos Campeões, mesmo que o momento não seja o mais fulgurante.
Talvez fique a sensação de que o desfecho poderia ter sido outro, mas isso é reflexo da tal imagem diferente que o Benfica apresentou. Não apenas em Madrid, mas nos três jogos disputados com o Real.
Agora com mais tempo para treinar, e apenas 11 jornadas de Liga para disputar, o desafio é provar que o percurso continuará a ser ascendente."

SportTV: ReportTV - Kenedy

BF: Matador...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Benfica cai em Madrid: a derrota encarnada em cinco pontos

Observador: E o Campeão é... - Benfica "estendeu a passadeira aos perigos" do Real

Observador: Três Toques - Snoop Dogg e as aventuras loucas no futebol

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Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica desmente de forma categórica que o jogador Prestianni tenha comunicado ao plantel ou à estrutura do Clube ter proferido um insulto racista ao jogador Vinicius Jr, do Real Madrid.
Tal como já foi público, o jogador pediu desculpa aos colegas pelo incidente ocorrido durante a partida com o Real Madrid, lamentando a dimensão e as consequências do mesmo e garantindo a todos, tal como o fez desde a primeira hora, que não é racista."

Mereciam mais


"O tema em destaque nesta edição da BNews é a saída do Benfica da Liga dos Campeões, afastado pelo Real Madrid após perder por 2-1 na capital espanhola e o prejuízo de arbitragem no jogo da primeira mão na Luz.

1. Resultado frustrante
João Tralhão enaltece o apoio dos adeptos e elogia a exibição da equipa: "Acompanharam a equipa como sempre, estiveram sempre connosco desde o princípio até ao fim, deram-nos uma força extra. Estamos muito orgulhosos da nossa prestação, muito orgulhosos da nossa equipa. Os jogadores estiveram extraordinários. Estamos frustrados com o resultado, precisamente por causa disso."

2. Declarações dos jogadores
Rafa salienta a boa exibição: "Demos uma grande imagem da nossa equipa."
Schjelderup lamenta a ineficácia: "Poderíamos ter aproveitado melhor."
E Dahl sublinha o grande apoio dos Benfiquistas: "Obrigado aos adeptos, eles estão sempre a apoiar-nos."

3. Apoio inexcedível noticia destaque
Grande jornada de apoio ao Benfica em Madrid.

4. Nos quartos de final noticia destaque
Na UEFA Youth League, o Benfica goleou o AZ Alkmaar por 6-2 e está apurado para os quartos de final da competição.

5. Dérbi na Luz
O Benfica recebe o Sporting no Pavilhão Fidelidade, às 20h30, em jogo da 7.ª jornada do Grupo B da WSE Champions League de hóquei em patins."

História Agora


Prestianni, Vinícius & UEFA — desinfectante, já!


"Antes de mais nada, ponto prévio: na luta contra o racismo estamos todos do mesmo lado. Quem não estiver, poupe o trabalho de ler este texto

Este texto foi escrito antes do Real Madrid-Benfica e, por isso, será ainda mais irrelevante, não só por tudo e mais alguma coisa que já foi escrito e dito sobre o assunto, mas também pela matéria desportiva e comunicacional que, seguramente, produziu esse jogo na capital espanhola. Mais de uma semana depois do que se passou entre Vinícius e Prestianni no Estádio da Luz, do que foi dito e feito, dos sentimentos que nos provocou, este caso poderia servir para refletirmos sobre nós e sobre a sociedade em que vivemos.
Antes de mais nada, um ponto que deveria ter sido prévio: na luta contra o racismo estamos todos do mesmo lado e vestimos a mesma camisola. Todos. Quem não estiver, pode parar já de ler no ponto final seguinte.
Agora que ficaram só os que interessam, podemos conversar.
Desde o que se passou, então, na Luz entre Vinícius e Prestianni, ouvimos tudo, sobretudo condenações e absolvições instantâneas e passionais, claques de um lado e de outro, moralistas a decretar sentenças e, no entanto, ainda desconhecemos o essencial — o que realmente disse Prestianni. Enquanto não soubermos, existe a acusação racista e a negação da acusação racista. Até que alguma coisa mude — novas informações, por exemplo — tem de prevalecer o princípio elementar do nosso contrato social: o da presunção de inocência.
Acusação ainda não pode ser condenação para lá de qualquer dúvida. Se as acusações bastarem para que castigos e punições sejam aplicados, abrimos uma caixa de pandora que ataca os fundamentos da civilidade. Ainda há poucos dias o presidente do Atlético Madrid, Enrique Cerezo, disse que a decisão de a UEFA suspender preventivamente Prestianni, sem falar dos méritos que a sustentaram, iria criar muitíssimos problemas. Suspeito que poderia estar a falar disso.
Ao mesmo tempo e em medida semelhante, considerar Vinícius arquiteto da própria queda, ou seja, responsável pelo que lhe aconteceu em campo por eventuais provocações recentes ou passadas, é igualmente errado. Os festejos são, para o que se passou entre os dois, tão irrelevantes como o que podemos pensar que Prestianni disse ou deixou de dizer.
Precisamos, pois, de muito cuidado com o salto quântico inverso — concluir que, como não sabemos o que foi dito, nada aconteceu. O perigo de converter uma vítima potencial em culpado está aí, também, em todo o esplendor e deveria envorgonhar quem o pratica.
O Benfica deveria, desde o primeiro minuto, ter condenado qualquer manifestação de racismo, mesmo defendendo a versão de Prestianni. Pois se acredita nele, mais um motivo para deixar bem claro, desde início, que não tolera comportamentos racistas. Ao mesmo tempo estaria a reforçar a posição de Prestianni. Corrigiu mais tarde.
Se alguma coisa este caso terá de bom será o contributo que poderá dar para que não se repita — em campo entre jogadores, fora dele, seja na forma como são julgados pela justiça desportiva ou, simplesmente, na forma como olhamos e reagimos em situações tão delicadas.
Aqui chegados só com uma decisão que todos possam compreender, com explicação de todos os fundamentos, revelação dos testemunhos, argumentações de acusação e defesa, podemos dar um passo em frente. Esta, como outras situações, precisa do melhor desinfectante — a transparência."

Há conversas estúpidas num serviço de oncologia


"Da falta de autoestima dos 124 adeptos de Sporting e Benfica às discussões sobre racismo sob o ponto de vista de quem já venceu a morte por três vezes...

Há uma semana foram detidos e levados a Tribunal 124 adeptos de Sporting e Benfica que se deslocaram ao Pavilhão João Rocha para apoiar a equipa num jogo de futsal. Rico apoio… Dou por mim a pensar na cara de miúdos a entrar num Tribunal e a ter pena deles. Têm a autoestima tão baixa que acreditam que só conseguem obter validação juntando-se a grupos desordeiros para a prática de crimes… E se a falta de autoestima e a opção feita já é uma situação penosa o suficiente, junta-se outro erro trágico: a de acreditarem que os líderes do grupo se preocupam com eles e os defenderão em todas as ocasiões. Nem percebem que são apenas munição num canhão que lhes vai consumir a alma ainda antes de picar a carne e quebrar todos os ossos. E vão perceber dolorosamente que os pactos de sangue são uma via de um único sentido, aquele em que o líder precisa de tolos que se atravessem no caminho da bala.
Há uma semana que se fala de racismo com mais grito que tino. Dei a minha opinião, recebi mais correio do que o normal. Todos com educação, saliento, quase todos críticos com Vinícius Jr. e incomodados com o volume da discussão. Percebo-os. De facto, em certos momentos o antirracismo pode pisar os mesmos terrenos de intolerância e gritaria que o racismo. Uma vez mais é no equilíbrio que encontramos a virtude. Resumo o que defendi: insultar uma pessoa com base numa característica física, orientação de vida ou nível económico, cultural ou social é um desumano exercício de humilhação que dói. Duvido que haja um único leitor que não tenha sido discriminado ou gozado uma vez que fosse na vida e que não se tenha sentido mal. Defendo que Prestianni não é racista mas pode ter cometido um ato racista. Ter chamado macaco ou maricas (homossexual) não muda nada. Mas Prestianni pode também ser uma vítima ao nível de quem sofre discriminação: a de ser condenado por estar inocente. A presunção de inocência e a necessidade da prova não podem ser suprimidas em situação alguma.
Meus amigos, acham mesmo que a vida é tão longa que nos podermos dar ao luxo de desbaratar tempo com zangas, gritaria e incompreensões? Não acham que já temos lenha suficiente para nos queimarmos sem necessidade de deitar gasolina? Que bom se cada um de nós nos dessemos a oportunidade de conhecer e enriquecer com o outro, com a diferença. Permitam também que o outro se fascine por nos conhecer melhor, cada um de nós também tem muito a acrescentar à vida dos outros. E se pensar pela positiva não for o suficiente, partilho um texto que me tocou do jornalista - passou perla revista de automóveis Auto Foco, de A BOLA - e escritor João da Silva - , para já três vezes vencedor do jogo da vida contra o cancro.
«Farto da conversa estúpida dos brancos e dos pretos e dos católicos e judeus e muçulmanos e heterossexuais e homossexuais e por aí fora. Vivi semanas a fio num sítio onde todos sangrávamos da mesma cor, todos nos encolhíamos quando nos enfiavam agulhas nas veias para receber a quimioterapia, todos vomitávamos da mesma cor, todos chorávamos de dor e de medo de morrer, todos ansiávamos desesperadamente por ir para casa e abraçar quem amamos e todos víamos, embora os tentassem esconder, os sacos pretos onde pessoas de todas as cores, credos e escolhas eram levados para a última morada. Há pessoas a quem umas tardes a fazer voluntariado num hospital oncológico curariam qualquer tipo de preconceito»
Estamos juntos. Sempre estivemos. Sempre estaremos."

E se o VAR verificar faltas, além de cantos?


"Se as coisas correrem bem este sábado, no País de Gales, o futebol vai dar mais uns passinhos em frente no sentido da evolução. Mas vai dá-los devagarinho, conforme se aconselha à modalidade mais universal do mundo, cuja universalidade não é dissociável de uma certa permanência de regras muito simples (e por isso universalmente entendidas) ao longo de mais de um século, a caminho de dois.
Se tudo correr bem, as novas regras de VAR impedirão que volte a valer um golo como o de Hjulmand nos Açores, decorrente de canto manifestamente mal assinalado.
Não faria mal, porém, que o conceito se estendesse a livres que dão origem a golo. Qual é a diferença para um canto, afinal?

De chorar por mais
Pietuszewski é uma das grandes notícias de inverno em Portugal. Não é comum tanto atrevimento aos 17 anos.

No ponto
Oxalá a execução do Plano Estratégico da FPF 2024-2036 decorra de acordo com a elaboração do (bom) documento.

Insosso
A distribuição de verbas de solidariedade da UEFA não deveria ser tema de desunião entre os clubes portugueses.

Incomestível
Os acontecimentos antes do recente Sporting-Benfica em futsal explicam-se, infelizmente, com alguma facilidade."

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca #94

BolaTV: Mais Vale Tarde que Nunca - Vasco Elvas...

Zero: Fantasy - Jornada 24: FC Porto antes do lock e um Benfica a voltar à normalidade

Falsos Lentos - S06E25 - Diogo e Manel confrontados com fotografia comprometedora

BolaTV: Lado B - S02E28 - São Rivais em Portugal, colegas na Seleção...

Zero: Saudade - S04E25 - Teoria do Big Bang? Stranger Things? Não, só a Europa dominada por Juventus e...Benfica

Um dos momentos decisivos...

Vagabundo!

Se a razão da carga policial foi esta, então deviam rolar cabeças da Polícia Espanhola!

QUEM DÁ O QUE TEM A MAIS NÃO É OBRIGADO


"Real Madrid 2 - 1 BENFICA

Pré-jogo 1.
Vejo vários amigos Benfiquistas no passeio da Castellana, gente pacífica, cheios de marcas de bastonadas da polícia sem qualquer razão, simplesmente porque sim, estavam mortinhos por descarregar em cima dos adeptos do Benfica.

Pré-jogo 2.
Barnabéu remodelado, teto fechado, incrível efeito sonoro, acho que vou sair daqui com os ouvidos a zumbir.. Led grande no topo com qualidade incrível a passar imagens. O Benfica devia inspirar-se neste estádio para remodelar a Catedral - por fora e por dentro.

Pré-jogo 3.
E toca o hino da Champions, vêm aí as equipas. Precisamos de uma exibição perfeita para ultrapassar o Real Madrid e a UEFA.

LA LA LA LA
LA LA LA LA
1904 - 1904

05 Já vi duas defesas do Courtois. Respondeu o Vinicius, sempre assobiado, com grande jogada individual.
12 RA-FA! RA-FA! RA-FA! Eliminatória empatada. Bela jogada, jogada clássica: abertura a rasgar, centro, conclusão à segunda, muito bem!!!
15 Já marcaram eles também, que início de jogo, vantagem durou pouco, assim não os apertamos, não os enervamos.
21 duas jogadas de perigo na mesma leva. Estamos a explorar bem os espaços da defesa deles com boas combinações. Vamos Benfica!
28 Ríos não está a defender nem a atacar.
31 pelos écrans do estádio este lance do segundo golo tem fora de jogo. Está no VAR, está anulado.
36 Courtois a tirar-nos o segundo. Este sacana é um monstro das balizas: melhor do mundo, não?
44 São Trubin no Barnabéu.
45+1 numa coisa estamos a golear: o apoio dos nossos que se tem ouvido desde o primeiro minuto, apenas interrompido para assobiar o Vinícius. IM-PRE-SSI-O-NAN-TE. E continuam com o intervalo a correr, todo o intervalo.
46 quantas vezes já fomos comidos com esta jogada de atrair à esquerda para fazer aparecer um gajo sozinho à direita? Vá que ainda só deu um golo.
55 sair a fintar na meia lua, ó Pavlidis! Já passou e não se pasdou nada. Erro a não repetir.
59 uiiiii o que esta trivela do Rafa ia dando, não fosse o pequeno desvio e a barra e estávamos a festejar o segundo.
64 pena não estarmos a conseguir fazer boas transições. Claro, estamos no Santiago Barnabeu, isto não é uma crítica...
68 aaaaaaaa, crl, Pavlidis, que remate, que pena que só dru canto.
69 eles não estão a conseguir superiorizar-se, daqui a pouco é hora do tudo ou nada para nós, é hora de correr riscos, não sei o que vai mandar fazer Mourinho.
77 jogo parado há muitos minutos, chocaram dois deles, veremos o tempo extra que o apitador vai dar
80 ponto final na eliminatória. Vinícius dois-um.
81 ui que o calcanhar do Rafa por pouco não dava golo
90 mais nove.
90+3 eles a gerir a posse, a fazer passar o tempo a caminho dos oitavos. Nós já sem capacidade para pressionar. Vai ser assim até so fim.
90+9 demos tudo, saímos de cabeça levantada de um dos maiores clubes do futebol mundial. Deram tudo, não deu para mais. Os Benfiquistas tributam a equipa com aplausos, merecidos aplausos."

O Benfica foi a casa do rei para roubar a coroa, mas o feitiço do Real Madrid foi mais forte


"As águias perderam (2-1) no Bernabéu, sendo eliminadas da Liga dos Campeões. Apesar da bela exibição dos visitantes, com Rafa Silva em destaque, a tradicional gestão do resultado dos merengues impôs-se, outra vez com Vinícius a ser decisivo

A gravidade muda de regras, os polos da Terra alteram-se, aqui há leis próprias. No Santiago Bernabéu, o que existe lá fora não se aplica, entra-se num universo paralelo, num lar com costumes e rituais próprios.
Como é que o Real Madrid consegue sempre este exercício minimalista, de jogar pouco e obter muito? O feitiço é poderoso, dura há décadas e capturou o Benfica. Num jogo de bravura e insistência encarnada, os visitantes passaram minutos a tentar, a lutar, apresentando bons princípios e ideias para, no fim, a ditadura do costume impor-se. Quando Rafa Silva apontou o 1-0, acendeu-se a luz da esperança.
Quando atirou à barra com 1-1 no marcador, era evidente que a eliminatória estava ali, pronta para ser agarrada. Tão perto, tão longe, tão recorrente.
Visitar o Santiago Bernabéu numa eliminatória de Liga dos Campeões é como ir a Mordor e defrontar Sauron, mas sem águias mágicas que nos salvem quando precisamos de resgate. O anel do poder desta competição esteve sempre nos dedos do Real Madrid, vencedor das cinco primeiras edições da prova inventada para colocar o continente a defrontar-se num campo de futebol na euforia do europeísmo pós-Segunda Guerra Mundial.
A equipa do castigado José Mourinho deu uma boa resposta, mostrou que era possível, mas talvez seja esse mesmo o centro do feitiço do Real Madrid: levar o outro a acreditar que dá para lá chegar, enchê-lo de esperança, para depois o castigar. Se em Nárnia os tempos negros do domínio da feiticeira eram determinados pela inexistência de Natal, num inverno permamente, no Bernabéu é mais como viver sempre em novembro, esperando que o mês vire para entrarmos no Natal. Mas o mês nunca muda, a esperança não vira realidade.
Com o 1-1 que deixava tudo no fio da navalha, Vinícius foi lançado no espaço por Valverde. O brasileiro, protagonista das notícias na última semana, bateu Trubin para sentenciar o play-off e levar os espanhóis para os oitavos de final, onde o adversário pode ser o Sporting.
A renovada versão deste santuário do desporto internacional, o disco voador idealizado por Florentino Pérez, tem sido um flop, entre problemas com as obras ou queixas dos vizinhos. Mas o Bernabéu é o Bernabéu, é a casa do rei, e cabia ao Benfica chegar à sala do trono, roubar a coroa e sair ileso.
Os visitantes entraram cheios de intenções, confiantes numa inédita vitória portuguesa no recinto do rei da Europa. Ainda não foi desta, com um registo atualizado de 11 derrotas nacionais e um empate.
Com Ríos de início, numa posição híbrida entre a direita e o centro, as águias tinham Dedic pujante a atacar, Rafa no seu jogo supersónico entrelinhas e Schjelderup como ameaça permanente pela esquerda. Aos 5’, a gazela que regressou à Luz fez um túnel a Asencio antes de disparar para as mãos de Courtois.
O 1-0 chegaria ao 14’, em consequência da excelente entrada dos lisboetas. A dinâmica pela direita funcionou na perfeição, com Dedic a encontrar Ríos, que serviu Pavlidis de primeira. O grego cruzou para Rafa, com Asencio quase fazendo auto-golo pelo caminho. O português confirmaria a vantagem encarnada.
Não obstante, há sempre uma espécie de ingratidão do futebol perante quem se desloca a este relvado. Não se premeia a superioridade, castiga-se a menor deficiência, como se houvesse uma inevitabilidade que sempre beneficia os que vestem de branco. Primeiro erro do Benfica, 1-1. Otamendi falhou um passe, Valverde encontrou Tchouaméni, remate colocado, empate, o Real sempre castigador, mestre em fazer o guião das partidas ir por um caminho e o marcador seguir uma estrada diferente.
Após o começo de noite cheio de atividade, o serão acalmou. O Benfica, aproveitando a passividade merengue, refugiou-se em algumas posses de bola longas, daquelas em que se ouve o silêncio do Bernabéu, um estádio que, quando o Real não ataca, consegue ser estrondosamente calado, como um vulcão há séculos adormecido.
E eis que bum. Novamente o feitiço do Real, que vai da indiferença ao golo. Arda Güler, aproveitando a passividade benfiquista, superou Trubin, mas as linhas do fora de jogo salvaram os forasteiros. Logo a seguir, Ríos, em excelente posição, atirou forte, mas Courtois mostrou que é possível um gigante fazer-se ao chão em frações de segundo, como ver uma montanha agachar-se com subtileza. O intervalo chegou com tudo por decidir.
A segunda parte arrancou com Valverde, Asencio e Trent — Alexander-Arnold agora quer que se lhe chame Trent, um rebranding espanhol para o inglês — ameaçando Trubin, mas rapidamente o Benfica se voltou a aproximar de Courtois.
Rafa Silva surgiu leve e solto no Bernabéu, como se o tempo não passasse por aquele corpo magro, esguio, ágil, vivendo no seu planeta supersónico. Aos 60', acertou de trivela na barra e as águias foram para a meia-hora final com a clara ideia de que algo épico era possível, noção acentuada por uma finalização de Pavlidis que Carreras desviou para canto.
Até que o minalismo merengue regressou. Fazer pouco, obter muito, as regras do costume do Bernabéu. Bastou Tomás Araújo não se impor num duelo e Valverde encontrar Vinícius no espaço para o brasileiro, com facilidade de craque, conduzir rumo à baliza e desviar subtilmente de Trubin. A celebração, em samba junto à bandeirola de canto, fica como a imagem da noite.
Rafa Silva ainda roçou o 2-2 de forma acrobática. A eliminatória terminou com o Benfica com a frustração na boca, a ideia que algo histórico estava ali perto, tão perto, tão distante. É o feitiço do Real Madrid, um ativar e desativar da esperança."