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terça-feira, 17 de março de 2026

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca #103

Renascença: Bola Branca - Tertúlia - Os Óscares vão à Bola

Zero: Ataque Rápido - S07E33 - Com ou sem Mourinho, o futuro do Benfica

SportTV: Peixinho 🐠

Oliveira: Simples...

5 Minutos: Live - Voleibol & Futsal...

Falsos Lentos - S06E28 - Ana Guiomar humilha Manuel Cardoso

O Resto é Bola #43 - A tática do Zorlak para o Sporting-Bodo, o ‘Pietushow’ e o herói Ivanovic em Arouca ⚽️

DAZN: The Premir Pub - Bruno e Bernardo na história da Premier League

DAZN: The Premier League - R30 - Golos

DAZN: La Liga - R28 - Golos

DAZN: Bundesliga - R26 - Golos

Central: Nuno Gomes...

Fura Redes: Bento...

Disparidade escaldante


"Quando o recente Benfica-Real Madrid se transformou num jogo de adivinha sobre o que Gianlucca Prestianni tinha dito a Vinícius Júnior, o insulto ‘maricón’ foi apresentado como menos grave do que ‘mono’. Não deveria ser, claro, mesmo que o insulto ‘macaco’ seja evidentemente um substituto para ‘inferior’.
A quantidade de atletas assumidamente homossexuais é muito baixa, mas se alargarmos o especto a toda a comunidade LGBT, as mulheres estão à frente. Assumem-se, mostram-se, casam-se. Veja-se os casos de Marta ou Megan Rapinoe no futebol. No hóquei no gelo, na poderosa NHL, há um caso assumido de um jogador gay, mas quando se olha para o lado feminino, temos Hillary Knight, capitã da seleção americana que se sagrou campeã olímpica nos Jogos de Milão, a pedir a publicamente a namorada, também atleta na equipa de patinagem, em casamento, na véspera do jogo decisivo. Muitas mais vivem livremente a vida pessoal e são exemplo de dedicação profissional.
Nos últimos meses, a série Heated Rivalry (Rivalidade Escaldante) levantou a questão: o que está implicado quando um atleta masculino, num desporto associado à virilidade - ainda que festejos e rituais de balneário impliquem proximidade -, se sente obrigado a esconder a sua sexualidade? Neste mundo imaginado aborda-se a tensão entre a pressão de gerir uma carreira de sucesso e manter uma relação secreta. Foi tal a influência, que os protagonistas saltaram do ecrã e foram convidados a transportar a tocha olímpica em Milão, mas o peso de uma cultura desportiva onde ser gay é um insulto ainda está longe de ser resolvido.
Há muita gente à espera de se sentir vista, ainda um longo caminho a percorrer."

A liderança que nasce na superação


"Num desporto onde o jogo se decide muitas vezes em segundos, e onde um detalhe pode separar a vitória da derrota, a liderança raramente se mede apenas pelas palavras. Mede-se pela forma como se reage às adversidades, pelo exemplo, pela capacidade de assumir responsabilidades e pela coragem de continuar quando tudo parece apontar na direção contrária

A história recente de Pedro Mano, guarda-redes da Seleção Nacional de futebol de praia, é um exemplo claro disso mesmo. Em 2024, na gala dos Beach Soccer Stars, o internacional português foi eleito Melhor Guarda-Redes do Mundo, distinção atribuída após votação dos capitães e treinadores das seleções nacionais da modalidade. Um reconhecimento que surge no mesmo ano em que Portugal voltou a afirmar-se entre as grandes potências da modalidade, conquistando o Campeonato da Europa.
Mas, para compreender verdadeiramente o significado desta distinção, é preciso olhar para além da gala, dos prémios e das estatísticas. Confessou-me o Pedro Mano − Ser eleito o melhor do mundo significou muito para mim. Significou que todo o trabalho feito valeu a pena e que tudo aquilo que fui construindo ao longo do tempo foi bem feito e com bases fortes.
Para o guarda-redes, o prémio não é apenas um reconhecimento individual, mas também coletivo:
− Significa que tenho à minha volta pessoas que me ajudam, que me puxam para cima e que fazem parte deste caminho.
A liderança que hoje Pedro Mano representa na Seleção Nacional não surgiu por acaso. Nem foi construída apenas nos momentos de vitória. Em 2023, o guarda-redes viveu aquele que descreve como o período mais difícil da sua carreira. O rendimento não correspondia às suas próprias expectativas e a frustração acumulava-se. Chegou mesmo a ponderar abandonar a modalidade.
− O momento mais duro da minha carreira foi quando decidi parar. Sentia que o meu futebol não estava a fluir e que estava longe daquilo que eu próprio esperava de mim −, recordou.
Mas desistir acabou por não ser o caminho. A fé, a persistência e a confiança num propósito maior fizeram-no continuar. Revelou-me:
− Houve uma pessoa que me disse que Deus tinha algo grandioso preparado para mim e que, nos dois anos seguintes, eu seria considerado o melhor guarda-redes do mundo. Confiei, continuei a trabalhar e essa promessa acabou por se cumprir.
Mais do que um episódio pessoal, esta história explica muito do exemplo que hoje exerce dentro do grupo. Porque quem já esteve perto de desistir e conseguiu voltar mais forte passa a liderar pelo exemplo.
No futebol de praia moderno, o guarda-redes deixou de ser apenas um último reduto defensivo. É muitas vezes o primeiro organizador ofensivo, um jogador com capacidade para construir, assistir e até marcar golos. Pedro Mano é um dos melhores exemplos dessa evolução. Explicou-me:
− No futebol de praia moderno, o guarda-redes tem uma grande influência no jogo. Vivemos muitas vezes no limite, porque qualquer erro pode resultar em golo. Mas eu sempre gostei de viver nesse limite. É isso que nos torna diferentes e que nos permite fazer a diferença no jogo.
Essa influência também obrigou o guarda-redes português a reinventar-se. Durante muito tempo, o seu pé direito tornou-se uma arma temida pelos adversários, quer nos remates de longa distância, quer na construção ofensiva. Com o tempo, as equipas começaram a tentar neutralizar essa vantagem. A resposta de Pedro Mano foi simples: trabalhar ainda mais. Começou a desenvolver o pé esquerdo com a mesma intensidade e dedicação. Hoje, o resultado é um guarda-redes imprevisível, capaz de decidir um jogo com qualquer dos pés. Já não é apenas o remate forte de pé direito que preocupa os adversários. Agora tanto pode sair um remate, um passe de rutura ou uma assistência com qualquer dos pés. E essa imprevisibilidade tornou-o ainda mais completo. Mas há um detalhe ainda mais interessante nesta evolução: Pedro Mano não quis apenas responder às equipas adversárias, quis antecipar o jogo. Treinar o pé esquerdo foi também uma forma de tornar o seu jogo menos previsível e de aumentar as soluções ofensivas da seleção portuguesa.
Hoje, quando recebe a bola, as equipas adversárias sabem que podem surgir várias decisões diferentes: remate direto, passe vertical, assistência para finalização ou até condução para criar superioridade numérica. Essa versatilidade é uma das razões pelas quais se tornou uma peça tão influente no modelo de jogo da seleção.
Dentro da Seleção Nacional, os colegas sabem bem o impacto que a qualidade técnica do seu guarda-redes tem no jogo da equipa. Léo Martins, destaca sobretudo aquilo que Pedro acrescenta ao grupo fora do olhar do público. Contou-me:
− Aquilo que o Pedro Mano traz para o balneário é confiança. Confiança no grupo, no jogo e na ideia de que tudo pode dar certo. Mesmo quando estamos em desvantagem ele pede a bola e diz: ‘Podem jogar em mim.’
Essa disponibilidade para assumir responsabilidades é, para o jogador português, uma das marcas da liderança do guarda-redes:
− Uma grande equipa começa sempre com um grande guarda-redes. Muitas das conquistas que alcançámos começaram exatamente aí.
Também André Lourenço, companheiro de seleção, reforça essa ideia:
− Ter o Pedro atrás de nós coloca-nos muito mais perto da vitória. A tranquilidade que transmite permite-nos jogar com mais confiança e arriscar mais.
Num jogo onde qualquer remate pode transformar-se em golo, essa segurança faz toda a diferença. Confessou-me o Léo:
− Sabemos que entre os postes está alguém que nos garante estabilidade. Isso permite-nos jogar mais libertos.
Já Bê Martins, eleito por duas ocasiões o Melhor Jogador do Mundo, destaca outra dimensão da liderança do guarda-redes: a forma como ajuda os colegas:
− Ele está sempre disponível para ajudar, sobretudo os mais novos. Antes dos jogos procura falar com eles, esclarecer dúvidas e ajustar detalhes.
Para o internacional português, o prémio de melhor guarda-redes do mundo é uma consequência natural daquilo que Pedro Mano representa:
− Para além de defender, ele acrescenta muito mais ao jogo. Faz assistências, marca golos e ajuda a controlar o ritmo da equipa. Por isso é mais do que merecido ser considerado o melhor do mundo.
Apesar do reconhecimento individual, Pedro Mano garante que a ambição da seleção continua intacta:
− A nossa seleção já ganhou muito, mas isso faz parte do passado. O que nos move é continuar a acrescentar novos títulos à história.
A mentalidade competitiva continua a ser a principal força do grupo. Acrescentou-me:
− Nunca estamos satisfeitos. Mesmo quando ganhamos, continuamos com vontade de ganhar ainda mais.
Essa fome parece infinita e é isso que nos mantém competitivos. Essa cultura foi transmitida pelos jogadores mais experientes ao longo dos anos e continua a marcar a identidade da seleção portuguesa. Hoje, o grupo mistura jogadores experientes com novas gerações, mas a mentalidade mantém-se intacta: competir sempre para ganhar.
A liderança de Pedro Mano não se esgota no que acontece dentro das quatro linhas de areia. Fora do campo, o guarda-redes assume também um papel importante na valorização da modalidade. Apesar do crescimento internacional do futebol de praia, o jogador reconhece que ainda há espaço para evoluir, sobretudo ao nível da profissionalização dos clubes.
− Sinto que o futebol de praia tem vindo a conquistar o reconhecimento que merece, sobretudo por parte das pessoas que estão realmente envolvidas na modalidade. Claro que há sempre espaço para melhorar, mas acredito que uma maior profissionalização dos clubes em Portugal poderia ajudar a modalidade a crescer ainda mais.
Ao mesmo tempo, deixa uma mensagem clara: profissionalismo não depende apenas da estrutura da modalidade:
− O facto de a modalidade não ser totalmente profissional não significa que os jogadores não possam ser profissionais. O profissionalismo depende muito da forma como encaramos o nosso trabalho.
No final, a história de Pedro Mano é também uma história sobre liderança. Não apenas a liderança visível dentro de campo, feita de remates improváveis, defesas decisivas e passes que desbloqueiam jogos. Mas também a liderança silenciosa que nasce da capacidade de superar momentos difíceis, de evoluir e de continuar a trabalhar quando poucos acreditariam. Quando olha para o futuro, o guarda-redes português não fala apenas de títulos:
− Gostava que me recordassem como alguém que marcou uma geração e que ajudou a tornar a nossa seleção mais forte. Alguém que dignificou o nome de Portugal pelo mundo.
Mais do que um prémio individual, ser considerado o melhor do mundo é uma consagração que representa algo maior: a continuidade de uma cultura vencedora que transformou o futebol de praia português numa referência mundial. E nas areias onde tantas histórias se escrevem, a de Pedro Mano já ocupa, com mérito próprio, um lugar entre as mais marcantes.

Nota final: Um muito obrigado ao Pedro Mano, Léo Martins, Bê Martins e André Lourenço por terem colaborado neste artigo."

O tempo dos patrocínios à moda antiga acabou


"As marcas deixaram de pagar por emoções vazias. O patrocínio moderno não vive mais da magia do jogo, vive da prova do retorno. Num mercado global onde o investimento em patrocínio ultrapassou os 115 mil milhões de dólares em 2025, segundo dados recentes da Accio, e onde metade desse crescimento é impulsionado por digitalização e dados, a lógica mudou por completo.
Já não basta aparecer numa camisola ou numa placa qualquer num pavilhão. As marcas querem impacto mensurável, relação direta com o adepto, conteúdos que provoquem comportamento e métricas que expliquem cada euro investido. A Nielsen confirma esta viragem: 72% dos patrocinadores avaliam hoje o sucesso pela profundidade de engagement e pelo alinhamento de valores, e não pela visibilidade isolada.
É um corte radical com décadas de tradição no marketing desportivo, mas é também um sinal claro de maturidade da indústria. Esta mudança tem uma causa simples: os adeptos mudaram. O consumo é fragmentado, social e personalizado. O que conta não é a presença, é a relevância.
É por isso que o futebol, responsável por 41% de todos os patrocínios no mundo e com 67% dos seus adeptos mais recetivos a marcas do que a média global, tornou-se o laboratório ideal para novos modelos de ativação. Mas mesmo no futebol, o retorno já não é garantido pois depende da capacidade de transformar audiência em comportamento.
Ao mesmo tempo, áreas emergentes como o desporto feminino estão a atrair investimento estrutural, não por moda, mas porque o crescimento é real: a WNBA aumentou 31% de base de adeptos em dois anos, segundo a Nielsen, e tornou-se um ativo comercial relevante para marcas que procuram inclusão, progressividade e públicos jovens.
A isto junta-se uma segunda força decisiva: a consolidação dos investimentos. O relatório Global Sponsorship Trends 2025 mostra que as marcas estão a concentrar os seus portefólios em menos modalidades, mas maiores, melhores e mais mensuráveis. E aqui está o ponto crítico: quando as marcas reduzem parceiros, Portugal tem um problema.
Não pela falta de talento ou emoção, mas pela falta de escala e de produto. O país continua a vender patrocínio com discursos de paixão e não com dashboards de performance. Fora do futebol, a maioria das modalidades vive de pequenos apoios porque não oferece aquilo que o mercado pede: dados integrados, ativação digital, CRM, métricas e uma narrativa contínua que ligue o adepto à marca.
No futebol, os três grandes ainda conseguem compensar pela dimensão, mas isso não é sustentável para o ecossistema. E mesmo os grandes terão de se adaptar rápido: no patrocínio moderno, o que vale não é o número de adeptos no estádio, é o que se sabe sobre eles.
A terceira força é a tecnologia. O crescimento explosivo da inteligência artificial no desporto obriga clubes, ligas e federações a repensar o produto. A personalização já não é uma tendência é um requisito. Quando a Accio destaca que o patrocínio digital e as ativações tecnológicas representam 43% de todo o valor gerado em 2025 e que o mercado caminha para 160 mil milhões até 2030 impulsionado por dados e experiências imersivas, o recado é claro: quem não souber operar em dados será invisível para as marcas.
Um patrocínio que não permita medir exposição, conversão e retenção deixa de ser patrocínio e passa a ser um custo emocional. E isso já não tem espaço num mercado profissionalizado. Portugal precisa de acelerar esta transição. O país tem talento, narrativa e emoção, mas falta-lhe indústria.
Continuamos a ver patrocinadores a comprar visibilidade quando o mundo compra performance. Continuamos a negociar propriedades isoladas quando o mercado exige ecossistemas integrados. Continuamos a oferecer inventário quando devíamos oferecer impacto.
O que está em causa não é o futuro do patrocínio, é o futuro da sustentabilidade do desporto português. As marcas já mudaram. Os adeptos já mudaram. Só falta o sistema mudar também. Porque no desporto moderno, emoção sem dados é poesia, mas impossível de financiar. O Record Recomenda para si."

DAZN: F1 - GP da China

segunda-feira, 16 de março de 2026

5.ª Taça da Liga

Benfica 7 - 1 Elétrico

Competência, resume a vitória do Benfica nesta Taça da Liga! É verdade que nas meias-finais, vencemos nas penalidades, onde marcámos todas, mas numa competição curta, demonstrámos concentração, principalmente no processo defensivo! O Porto Salvo esta época, está a jogar a um nível muito alto, mas não tem o nome do nosso principal adversário... os jogadores podiam pensar que com a eliminação do Sporting, a vitória estava no papo, mas isso não aconteceu. Quem viu os jogos, observou um Benfica sempre muito agressivo na defesa... e quando isso acontece, ofensivamente os golos vão sempre aparecer, com a qualidade dos nossos jogadores!

Vitória importante, depois da frustrante eliminação na Champions.

Não é fácil eleger um MVP desta Fase Final, mas destaco a Silvestre. Não porque foi o melhor, mas porque esta época, e nestes jogos em particular, voltou a demonstrar que evoluiu muito e hoje é um dos jogadores mais importantes do plantel. Um jogador que no último Verão, para alguns era dispensável!!!

Já ganhámos Taças, nas penalidades, hoje perdemos...

Benfica 1 (4) - (5) 1 Nun'Álvares
(Sara, Fifó, Janice, Angélica)

Derrota na lotaria, num jogo muito equilibrado, muito físico, com o adversário a rematar mais, mas nas oportunidades reais, tudo muito empatado! Aliás a melhor oportunidade foi mesmo no prolongamento, quando o Nun´Alvares arriscou o 5x4 e a Fifó no contra-ataque sem guarda-redes na baliza, não conseguiu marcar!!!

O jogo feminino está cada vez mais parecido com os homens! Muita velocidade, pouca bola no pé, muito contacto físico, pessoalmente não gosto... e neste caso, nesta secção, obriga a uma renovação na secção nos próximos anos, porque temos algumas veteranas que não vão aguentar esta transição!

Vitória complicada...

Sp. Tomar 2 - 3 Benfica

Estivemos sempre em desvantagem, do 1-0, para o 1-1, para o 2-1, até que finalmente consolidamos a reviravolta para o 2-3 a 6 minutos do fim!
Esta tem sido quase sempre uma deslocações mais complicadas, mas mesmo com as dificuldades, mantemos a invencibilidade...

Final perdida...

Benfica 2 - 3 Sporting
22-25, 28-26, 23-25, 25-21, 21-23

Jogo que podia ter caído para os dois lados, mas quando temos 5 pontos de vantagem na negra (8-3), não podemos perder!

A equipa está mais competitiva do que no início da época, mas ainda não foi suficiente...

Juvenis - 7.ª jornada - Fase Final

Alverca 1 - 1 Benfica
Ferreirinha


Marcámos de penalty aos 84', mas aos 97' minutos, penalty contra o Benfica!

Benfica FM: Ainda bem que tem jeito para a bola!!!

Falar Benfica - Os Rapazes da Gomes Pereira #6

O Benfica Somos Nós - S05E49 - Arouca...

Mourinho e Seixal? Prova de fogo será em 2026/27


"A aposta convicta na formação surge como o caminho mais sensato para garantir a sustentabilidade de um clube, especialmente no contexto do futebol português. No entanto, esta é uma via complexa, onde a pressão constante e a exigência dos adeptos nos grandes clubes condicionam frequentemente as decisões da estrutura e obrigam a alterar o que estava planeado.
Para vencer, tanto internamente como nas competições europeias, torna-se necessário encontrar um equilíbrio delicado entre a irreverência dos jovens talentos e a qualidade superlativa das contratações estrangeiras. No Benfica atual, este dilema é particularmente evidente.
José Mourinho tem acompanhado de perto o talento que brota do Benfica Campus, no Seixal, promovendo vários jovens ao plantel principal e concedendo-lhes minutos de utilização. Contudo, nota-se uma preocupação clara do treinador em não queimar etapas. O objetivo é evitar precipitações que possam comprometer o crescimento dos atletas ou a competitividade imediata da equipa, assegurando, em paralelo, uma gestão eficaz dos egos no balneário.
Embora a visibilidade dada aos jovens demonstre que Mourinho tem noção do quadro geral do clube, lançar nomes de forma definitiva a meio de uma temporada é sempre uma tarefa ingrata. Para que exista uma aposta efetiva naqueles que estão prontos a dar resposta, parece fundamental o planeamento de uma pré-época completa — algo que Mourinho não teve, por ter entrado apenas em setembro.
Se olharmos para o passado recente, treinadores como Bruno Lage ou Roger Schmidt deram palco a figuras como João Félix, Florentino Luís, João Neves, João Rego, Tomás Araújo, António Silva ou Gonçalo Ramos. Já Mourinho, desde a sua chegada, chamou nomes como Rodrigo Rêgo, Banjaqui, José Neto, Anísio Cabral, Kevin Pinto ou, para o jogo de sábado em Arouca, Miguel Figueiredo, mas ainda de forma pontual.
A verdadeira prova de fogo para esta visão estratégica chegará na temporada 2026/27. Será nessa altura que o técnico terá a possibilidade de desenhar um plano desde a raiz, potenciando o entusiasmo dos adeptos e o retorno financeiro que só o Seixal garante. Obviamente, o recrutamento externo continuará a ser vital, mas a realidade financeira exige que jogadores acima dos 20 milhões de euros façam a diferença imediata, mesmo havendo a noção de que os atletas têm tempos de adaptação e de resposta diferentes.
O risco nas contratações deve, porém, ser minimizado, e também não tapar o espaço de progressão aos miúdos da casa. Apostar na formação e continuar a ganhar não é um desafio fácil, mas se fosse, não estaríamos a falar de futebol profissional, do Benfica ou de José Mourinho."

O que o futebol português podia aprender com o Bodo


"O Bodo/Glimt podia ser um grande exemplo para muitos clubes de cidades pequenas em Portugal. Só não é, muitas vezes, porque por cá continuamos a olhar para os clubes como fontes de rendimento ou como plataformas para alcançar estatuto social. Mercado de valores é o espaço de opinião de Diogo Luís, antigo jogador de futebol, economista e comentador

O Sporting saiu da Noruega com uma derrota pesada (0-3). Para chegar aos quartos de final, os leões terão de olhar primeiro para dentro e fazer um jogo quase perfeito frente à equipa sensação da UEFA Champions League. Mas o que faz do FK Bodo/Glimt um caso tão especial no futebol europeu?

Ligação à cidade
O primeiro ponto de partida para um clube crescer de forma sustentada é ter uma base de apoio sólida. O FK Bodo/Glimt está inserido numa cidade com cerca de 50 mil habitantes, a cidade de Bodo. À partida, a dimensão da população podia ser um entrave ao crescimento e ao sucesso do clube. No caso do Bodo/Glimt aconteceu exatamente o contrário. Essa base de apoio, pequena mas extremamente fiel, é hoje uma das maiores forças do clube. Para crescer, os clubes precisam de conhecer os seus pontos fortes e fracos — e saber potenciar uns e compensar outros.
Quem dirige o Bodo percebeu isso desde cedo. Por isso mesmo, o estádio tem apenas cerca de oito mil lugares. Um número aparentemente pequeno, mas ajustado à realidade do clube. Os adeptos estão sempre presentes, sentem orgulho na equipa e identificam-se com a Direção, com o treinador e com os jogadores. Essa ligação cria algo muito poderoso: o futebol torna-se também uma forma de projetar a cidade no mundo. Para termos uma ideia da dimensão, a cidade de Bodo tem praticamente o mesmo número de habitantes que Évora.
Joguei vários anos em Aveiro, uma cidade que hoje tem cerca de 80 mil habitantes. No início dos anos 2000 sentia-se claramente o orgulho e o sentimento de pertença das pessoas em relação ao clube da cidade, o SC Beira-Mar.
Era um clube especial. O problema do Beira-Mar, e de muitos outros clubes espalhados por Portugal, é que quem os dirige muitas vezes não percebe que a sua maior força está precisamente nessa ligação com a comunidade. Em vez disso, transformam-se os clubes em entrepostos de jogadores ou em plataformas para investidores. Os clubes que perdem a ligação com as suas gentes acabam, quase sempre, por ter o destino traçado.

Visão
Perceber que o meio envolvente é determinante para o crescimento sustentado de um clube é fundamental. Um clube não vive isolado: faz parte de uma cidade e de uma comunidade. Quanto mais forte essa ligação, maiores as hipóteses de crescimento.
Para que isso aconteça, é necessário criar condições que tornem a ligação entre o clube e a sociedade o mais forte possível. Aqui entram dois aspetos essenciais. O primeiro tem a ver com quem dirige o clube. Transparência na gestão, boas práticas e respeito pelos adeptos são fatores decisivos. Um clube com este tipo de mentalidade valoriza-se a si próprio, valoriza a cidade que representa e pode transformar-se numa verdadeira bandeira dessa cidade para o país e para o mundo.
O segundo aspeto passa por tornar o clube atrativo do ponto de vista desportivo. Para isso é importante que exista uma identidade clara e que os adeptos se revejam nela. Não existem fórmulas universais: cada clube e cada cidade terão de encontrar o seu próprio caminho. No caso do FK Bodo/Glimt, percebe-se que esse caminho foi trabalhado e consolidado ao longo do tempo.
Hoje os adeptos identificam-se com a forma como o clube é gerido e com a forma como a equipa joga. É uma equipa intensa, agressiva e sempre à procura do golo. O jogo torna-se emotivo e vibrante, e isso faz com que os cerca de oito mil adeptos que cabem no estádio queiram estar presentes jogo após jogo.

Projeto desportivo
O objetivo do FK Bodo/Glimt é ter sucesso desportivo de forma sustentada. O clube não dá passos maiores do que a perna e mantém sempre os pés bem assentes no chão. O facto de vários jogadores regressarem ao clube ao longo dos anos demonstra bem o ambiente de confiança e estabilidade que ali se vive. Muitos encontram em Bodo um contexto onde se sentem confortáveis, valorizados e seguros para evoluir.
O sucesso desportivo do clube não está assente em grandes compras ou vendas de jogadores. Está assente, acima de tudo, numa ideia de jogo clara, que vem sendo trabalhada, afinada e consolidada ao longo dos últimos anos. Muito deste trabalho tem também a ver com a estabilidade da equipa técnica, liderada por Kjetil Knutsen.
No futebol atual é raro ver um treinador permanecer tantos anos no mesmo clube, sobretudo quando começam a aparecer resultados e visibilidade internacional.
Naturalmente, Knutsen terá recebido e continuará a receber propostas mais atrativas financeiramente. Mas a solidez do projeto desportivo do Bodo/Glimt, a estabilidade do clube e a confiança no trabalho desenvolvido parecem compensar essas ofertas. Isso diz muito sobre o tipo de ambiente que foi criado no clube. O perfil de jogador está bem definido e bem identificado.
A base do sucesso está no coletivo. Os jogadores contratados encaixam nas ideias e na filosofia do treinador, do clube e até da própria cidade. Como disse o treinador do Bodo no final do jogo com o Sporting: «O Bodo é isto. Jogamos sempre da mesma forma.»
É evidente que a equipa também estuda os adversários, mas a sua maior força está naquilo que sabe fazer e que tem vindo a consolidar ao longo do tempo. A coragem, a personalidade e até a ousadia que demonstram quando enfrentam equipas de maior dimensão são impressionantes. O treinador e os jogadores que compõem o plantel parecem feitos à medida deste estilo de jogo.
Tudo isto assenta numa forte cultura desportiva, onde os adeptos têm também um papel determinante. Gostam de ver a forma como a equipa joga, gostam de ganhar e gostam de ver a sua cidade nas bocas do mundo. Mas também têm a maturidade para perceber que nem sempre se ganha — e demonstram-no com enorme desportivismo.
Essa forma de estar acaba por reforçar ainda mais a identidade do clube e da cidade. O Bodo/Glimt podia ser um grande exemplo para muitos clubes de cidades pequenas em Portugal. Só não é, muitas vezes, porque por cá continuamos a olhar para os clubes como fontes de rendimento ou como plataformas para alcançar estatuto social.
No Bodo/Glimt, ganhar não é o objetivo principal. Ganhar é apenas a consequência de um trabalho sério, racional e sustentado que vem sendo feito há muitos anos.

A valorizar: Farioli
Nos momentos de decisão está a aparecer o melhor FC Porto.

A desvalorizar: António Miguel Cardoso
A forma como despede treinadores diz muito mais dele do que dos técnicos."

BF: Melhores...

Terceiro Anel: Diário...

Observdaor: E o Campeão é... - O Benfica tem a "semana limpa" e ainda joga assim?

Vitória com alma


"Esta edição da BNews é dedicada à atividade desportiva do Benfica no fim de semana.

1. Luta até ao fim
O Benfica ganhou por 1-2 em Arouca, com o golo do triunfo a ser apontado no tempo adicional.

2. Man of the Match
Os melhores lances de Ivanovic, considerado o homem do jogo.

3. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os dois golos marcados pelo Benfica ao Arouca.

4. Na final da Taça de Portugal
O Benfica ganhou, por 1-3, ao Vitória SC e está na final da Taça de Portugal de voleibol. O jogo derradeiro é hoje, às 16h15, com o Sporting, em Albufeira.

5. Nas finais da Taça da Liga
Depois da equipa masculina, também a equipa feminina de futsal do Benfica, ao ganhar por 3-0 ao Atlético, obteve o apuramento para a final da Taça da Liga.
A final no feminino, com o Nun'Álvares, é às 14h00. No masculino, com o Eléctrico, é às 18h00. Ambas são disputadas hoje no Multiusos de Gondomar.

6. Outros jogos do dia
Hoje há duas partidas de hóquei em patins: a equipa masculina do Benfica visita o SC Tomar (18h00); a equipa feminina defronta a Escola Livre na Luz (19h00).

7. Outros resultados
No futebol de formação, a Equipa B do Benfica foi derrotada por 1-0 no reduto do Paços de Ferreira e os Juniores ganharam, por 4-0, ante o Famalicão; os Juvenis empataram em Alverca por 1-1.
A equipa masculina de basquetebol venceu, por 106-68, ante o Queluz. E houve vários jogos de equipas femininas: no futebol, empate a dois golos com o Valadares Gaia; em andebol, vitória por 31-25 frente ao CJ Almeida Garrett; em hóquei em patins, goleada por 1-9 no rinque do HC Maia; no polo aquático, apuramento para as meias-finais da Taça de Portugal ao derrotar o Sporting por 5-28.

8. Casa Benfica Castro Verde
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 23.º aniversário."

Ah ah ah ah ah ah MAIS SPORTINGUISTAS EM LISBOA?


"1. Este não é um post sobre sucesso desportivo nesta fase da vida dos dois clubes. Para mim só contam os títulos do futebol e, depois, das modalidades, não me interessam nem alguma vez alguém aqui me viu fazer publicações em gáudio com recordes do Guiness, clube mundial mais lucrativo em vendas ou outros.

2. Este post pretende apenas lembrar à Pitagórica, empresa de sondagens que informou em outubro do ano passado que o Sporting tinha em Lisboa mais adeptos do que o Benfica, coisa que todos sabemos, mesmo que apenas por intuição ou por simples observação da realidade que nos rodeia, não passar de mais uma grotesca conclusão de uma empresa de sondagens - a somar a tantas outras.

3. Só nas mesas eleitorais instaladas nos pavilhões da Luz votaram muito mais sócios do Benfica do que os do Sporting em todo o país.

4. Por mais que a grandeza do Benfica seja universal - e é! -, quem não sabe que o clube tem em Lisboa uma concentração de adeptos tal que impossibilita que qualquer outro clube português se lhe possa alguma vez comparar?

5. Também é escusado alegarem que a sondagem da Pitagórica refer adeptos e os números das eleições dizem respeito a sócios. Porque, em verdade, os sócios emanam dos adeptos e nenhuma sondagem da Pitagórica chegará algum dia a entrevistar, nem de perto nem de longe, a quantidade de sócios que votaram nas eleições dos clubes.

6. Já agora, dos 18.268 votantes das eleições do Sporting, mais de 4 mil não puderam ver os seus votos considerados, facto que também diz muito da grande diferença do nível da organização de uma e outra eleição.

7. Por fim: o superior nível das intervenções de José Pereira da Costa, presidente da MAG do SL Benfica, sobre o andamento e os resultados das eleições, quando comparado com as do seu homólogo do Sporting CP, foram do dia para a noite."

‘Casuals’, mas não casuais


"A violência global baixou e isso é uma boa notícia, mas a violência sectária está a aumentar e é mais perigosa; os clubes estão obrigados a reagir de forma mais musculada e as cores pouco interessam

O mais recente levantamento de casos de violência no futebol em Portugal após a primeira volta do campeonato trouxe boas notícias. Afinal, de acordo com o Ponto Nacional de Informação Desportiva da Polícia de Segurança Pública, o número total de ocorrências diminuiu de 3.096 para 1.951 em comparação com o período homólogo.
Os números detalhados revelam queda acentuada no uso de pirotecnia (de 2.014 para 1.225 casos), registou-se uma redução nas ofensas à integridade física, nas injúrias e ameaças e nos incidentes de incentivo à violência, racismo e xenofobia, dados inquestionavelmente positivos.
Mas o mesmo relatório fala da expansão dos casuals, os adeptos considerados mais perigosos e violentos e que colocam em causa a segurança de uma maioria esmagadora que só pretende ir assistir ao uma partida de futebol.
Não é fácil parar este fenómeno. Os movimentos ultrapassam fronteiras locais e nacionais e o mais recente exemplo ocorreu em Madrid: por causa do comportamento de 30 elementos croatas com ligação às claques do Benfica (o uso da palavra claques não é erro), as forças de segurança espanholas carregaram sobre muita gente inocente.
Esta é uma das maiores injustiças dos movimentos de massas: quando a maioria orgânica é prejudicada por uma minoria pequena, mas com capacidade de organização e mobilização; quando um jogo é interrompido por pirotecnia excessiva em nome da afirmação de um grupo e não do clube que supostamente apoia.
Seja por receio ou por incapacidade, os clubes não têm feito tudo o que podem e devem para afastar de vez quem pouco contribui para o espetáculo e se serve (e pouco serve) o futebol. Atualmente há meios disponíveis para combater de forma mais eficaz quem prevarica mas não se vê uma resposta musculada dos dirigentes (em especial aos três grandes) a cada ato de vandalismo registado no estrangeiro e que tantas vezes tem prejudicado as respetivas equipas pela ausência de apoio (de todos, portanto)nas bancadas.
Pena é que este tema seja tantas vezes tratado de forma sectária, como se os ultras azuis fossem melhores que os vermelhos e verdes e vice-versa. Nunca me canso de dar este exemplo: há uns anos, num dérbi com o Torino, radicais da Juventus exibiram uma tarja que gozava com a tragédia de Superga. No próprio dia, o presidente Andrea Agnelli condenou veementemente a atitude de quem veste as mesmas cores. Tudo isto tem muito a ver, também, com a cultura."

Flamengo, São Paulo e o absurdo


"O despedimento de Filipe Luís pelo presidente do Flamengo correu mundo: afinal, não é comum um treinador ser demitido após uma vitória por 8-0 numa meia-final de um torneio e menos de três meses depois de conquistar os dois principais títulos em disputa na época anterior, o Brasileirão e a Taça dos Libertadores. A ideia que essa decisão alucinante transmite é que, a prazo, todos os protagonistas perdem com a troca.
Filipe Luís, logicamente, perde o emprego. A direção do Fla perde credibilidade, conceito tão caro aos gestores que a encabeçam, além de dinheiro com indemnizações, outro conceito muito caro aos gestores que a encabeçam, e até boa imprensa, mais um conceito muito caro aos gestores que a encabeçam.
E Leonardo Jardim, o substituto de Filipe Luís? Além de perder uma relação conquistada a pulso com o Cruzeiro, a quem se declarara em agosto, o treinador português tem, sobretudo, pouco a ganhar. O que pode fazer Jardim, por melhor treinador que seja, e é-o, para superar o trabalho de Filipe Luís? Tem, no mínimo, de ganhar os difíceis e competitivos Brasileirão e Libertadores, como o antecessor. E ainda acrescentar a Copa do Brasil, que também não é propriamente trivial. Ou a Taça Intercontinental no fim do ano frente a um Real Madrid, Bayern, Arsenal, Paris Saint-Germain ou tubarão que o valha. Tudo isso a jogar um futebol (ainda) mais atraente que o do Mengão de Filipe Luís, caso contrário os mal habituados adeptos vaiam.
Sim, claro, tem a ganhar um salário principesco e arrisca-se a conquistar títulos, se não aqueles todos, pelo menos alguns, como ficou provado no fim de semana passado, quando, com meros 90 minutos de clube, levantou logo uma taça. Veremos. Mas, para já, é a mais absurda troca de comando do futebol brasileiro dos últimos anos. Ou era.
Uma semana depois, Hernán Crespo foi despedido do São Paulo mesmo liderando, surpreendentemente, o Brasileirão a meias com o poderoso Palmeiras e já seis pontos de avanço sobre, entre outros, o citado Fla. Surpreendentemente porque o São Paulo é um gigante que vem sendo prejudicado por gestões ruinosas e fraudulentas consecutivas, como, por exemplo, a de Julio Casares, alvo de impeachment já este ano — Crespo conseguiu manter a equipa, que não é tão valiosa quanto isso, incólume à confusão diretiva.
Bom, mas foi eliminado pelo Verdão na meia-final do estadual. Sim, mas isso foi nove dias antes de a direção decidir agir. Ou seja, numa pausa de 11 dias sem jogos, o São Paulo demitiu o treinador 48 horas antes do desafio seguinte. O Fla agradece: já ninguém fala mais do despedimento de Filipe Luís após um 8-0."

Siqueira...

Golos

Arrependeu-se!

Titularíssimo...

Raiva ao vermelho!

Pequenez contagiosa !!!

Ontem ficou só mais um PENÁLTI POR MARCAR!


"Schjelderup escapa pela esquerda e quando assiste para golo, Fontán - e agora vou à boleia da explicação do ex-árbitro Pedro Henriques - "com a mão direita no ombro direito de Pavlidis, que estava na frente e com a posição ganha, agarra e puxa, fazendo cair Pavlidis. Não só o impediu de disputar a bola, como foi o próprio Fontán que cortou o esférico. Penálti que ficou por assinalar a favor do Benfica." É só confirmar no video que publico junto com este texto.
O penálti contra nós, logo no início do jogo, foi marcado porque agora os jogadores têm até que saltar como se fossem um matraquilho, isto é, como se alguém conseguisse saltar sem abrir os braços.
Já o penálti a nosso favor, corria o minuto 17, foi ignorado pelo árbitro, o que é bem a imagem do que se tem vindo a passar com o Benfica esta época semana após semana; mas ser ignorado pelo VAR, bem pago e bem instalado na Cidade do Futebol, cheio de repetições, ângulos e câmaras lentas, é um verdadeiro escândalo - aliás, é só mais um verdadeiro escândalo!
A arbitragem portuguesa precisa de uma volta - não é de hoje, é de há muito, é de há décadas. Não me importava nada que começasse pela divulgação em direto dos diálogos entre árbitros e VAR, a bem da transparência das decisões, a bem da verdade desportiva das competições. Têm receio de quê?"

Benfica FM:

REMONTADA LINDAAAAAA CONTINUAMOS NA LUTA


"Arouca 1 - 2 BENFICA

LA LA LA LA
LA LA LA LA
1904 - 1904

03 bola no braço do António numa disputa aérea, VAR a examinar o lance, foi cabeceada a uns 30 centímetros, como é que alguém pode saltar com os braços colados ao corpo? Como? Posição não natural, diz o apitador? Isto é ridículo! Zero-um, que começo.
13 Schjelderup vai mostrando por ue é o jogador do Benfica em melhor momento de forma.
16 porque é que o Dahl não chuta cruzado à baliza? Há muita cerimónia dos nossos para chutar à baliza! Já vi o Dahl marcar grandes golos daquela posição, quase na pequena área - quem não se lembra do golaço em Guimarães?
21 grande mocada no Rafa, que se ia isolar. O VAR não examina isto, não chama o apitador ao monitor? 30 a dominar o jogo, sim, mas a criar poucos lances de golo, poucas oportunidades claras. Mas eles, depois do penálti, autêntico zero Trubin nem aparece no ecrã... 
32 épá, ó Bah, sozinho praticamente cima da baliza, isto é para cabecear lá para dentro, parecia que estavas a ceder canto em ação defensiva.
37 esta deles vi-a lá dentro. Foi cabeçada tipo a de Bah há pouco: ao lado, com tudo para faturar.
45+3 Rafa, caraças, contornas o redes e mesmo quase da linha de fundo tinhas que marcar. 46 tem que ser o tudo ou nada, para cima deles com toda a força, o empate é derrota.
47 ia abrindo a segunda parte como a primeira, com eles a faturar, que susto! Já passou. 49 porra, que defesa do redes a ação individual do Lukebakio. Canto.
50 RÍ-OS!!! Com os pés no chão, sozinho bem no coração da área, de cabeça, muito fácil. Tomás arrastou as marcações, deixou o Ríos sozinho. Um-um.
51 e já desperdiçámos o dois-um... Schjelderup com má decisão ou má execução, não sei, só sei que foi uma perdida do tamanho do mundo, não assistiu ninguém. Estamos a apertar com eles.
57 uiiiiiiiiiii, Schjelderup, o teu movimento típico merecia melhor conclusão, esse pé direito, se fosse um pouco mais cortada ao segundo poste estava lá dentro.
63 António levantou o braço e sentou-se na relva. Está lá o Gonçalo Oliveira já a aquecer. 67 quatro para três, má decisão do Pavlidis à entrada da área, mais um desperdício..
69 lá está o Trubin a defender para a frente...
73 nossa senhora, o Pavlidis hoje não acerta um passe.
74 quatro lá para dentro para tentar completar a remontada, vamos jogar com três defesas, o António saiu, mas o Gonçalo não entrou.
77 eles levam amarelos, mas a verdade é que param quase tudo o que é jogada perigosa. E o tempo a passar... (É o Ríos que está a central.)
84 mais um susto daqueles, ui, ui, ui
87 grande Prestianni, que jogada, mais um desperdício, prensou num tipo deles, já mais do que merecemos estar a ganhar.
90 mais 6. Empatar em Arouca será um desastre.
90+4 esta fala assinalada ao Pavlidis é a prova de que os apitadores portugueses não valem um chavo.
90+6 I-VA-NO-VIC!!! Que golooooooo! Tão justo, tão merecido para o sérvio, tão bom!!! Vamos Benfica. Benfiquistas ao rubro, bancadas cheias, nisto ninguém tem hipóteses de nos ultrapassar.
90+10 A-CA-BOU!!! Continuamos na luta! Empatar em Arouca teria sido um desastre."

Em Arouca, as metáforas ganharam vida em mais um dia da existência dramática do Benfica


"Sem José Mourinho no banco, o Benfica nem sempre conseguiu resolver os problemas sozinho. O espírito dos encarnados atrasou-se a entrar em campo e o Arouca praticamente começou a ganhar. A equipa da Luz precisou de se empanturrar de avançados até ter um que a ajudasse na reviravolta (2-1)

Com tantos lapsos, imperfeições e disparates, a invencibilidade do Benfica no campeonato é um fenómeno ao qual a comunidade científica não tem dado a devida atenção. É que, entre o conhecimento até aos dias de hoje produzido, escasseiam teorias que vejam como natural a isenção de consequências mais gravosas para tão vasto conjunto de defeitos.
Por vezes, os assuntos decidem-se meramente na diferença entre alguém que se levanta da cama mal o despertador toca e alguém que só acorda para a vida quando o grasnar já vai demorado. Mesmo quando se trata apenas de ligar o interruptor da predisposição, o Benfica consegue entrar em pânico. De tanto se ter habituado a conviver com apreensão, resolveu o dilema nos derradeiros instantes e evitou mais um vacilo (2-1).
Logo aos seis minutos, foi assinalada uma grande penalidade por mão de António Silva. Para o VAR analisar o único ataque do encontro até então, foi precisa uma eternidade. Barbero tinha importunado o central do Benfica na abordagem ao cruzamento feito para o avançado espanhol. Recompensado pelo mérito da ação, ele próprio concretizou. Os encarnados estiveram a perder desde o primeiro momento.
O Benfica é uma equipa de espasmos. Por momentos, o Arouca insistia na sua compulsiva saída baixa, que os encarnados anulavam com prontidão. De seguida, os jogadores de Vasco Seabra pressionavam junto da área contrária sem que as águias encontrassem solução para progredirem. Não era percetível que versão o conjunto da Luz queria assumir.
Potenciais chatices para Arruabarrena eram evitadas pela concentração de defesas arouquenses eficazes a tergiversar remates. O que foi o Benfica fazer a Arouca? É que o propósito não era decifrável. O Benfica assemelhava-se a uma equipa ao abandono, a viver de um plano traçado no início do jogo (insistir em passes nas costas) que não foi capaz de rever perante a falta de resultados.
A ausência de José Mourinho deixou um vazio de aura no banco de suplentes. Só no próprio dia da deslocação a Arouca ficou confirmado que o castigo, devido à expulsão no clássico, não ia ser levantado. Perante o sucedido, os jogadores não demonstraram ser autónomos na resolução de enigmas.
Ao intervalo, o Benfica não tinha rematado à baliza e os sururus causados por cantos despejados na área eram insuficientes. A desinspiração, em vez de ser compensada por empenho defensivo, manifestou-se também na retaguarda. Diogo Monteiro ajustou a mira do cruzamento como quis e encontrou Barbero, que não bisou por pouco.
O delay competitivo da equipa orientada por João Tralhão na 26ª jornada manteve-se. O Arouca só não o capitalizou da mesma forma. Com dois minutos decorridos na segunda parte, Barbero permitiu a defesa a Trubin, mas a recarga de Lee Hyunju, indesculpavelmente, não acabou dentro da baliza.
Porém, o Arouca também replicou os problemas demonstrados anteriormente. Lukebakio fez de Jose Fontán uma folha de papel amarrotada. Arruabarrena negou-lhe o golo, mas sacudiu para canto, a origem das dificuldades do 11º classificado do campeonato e dono da segunda pior defesa. A tenebrosa marcação permitiu o empate a Richard Ríos.
O exagero das variações do centro para a direita satisfez a sede de protagonismo manifestada por Schjelderup. O remate ao lado deixou o aviso. Uma substituição que Vasco Seabra fez com propósitos defensivos, lançando Pablo Gozálbez, ia tendo o efeito oposto. Mais um espanhol a ameaçar Trubin.
Voado que tinham os primeiros minutos da segunda parte, nos quais também se pode lembrar uma tentativa convicta de Pavlidis, o Benfica voltou a adotar o modo desnorteado. Dylan Nandín aburguesou-se em oportunidades, também ele aproveitando as falhas dos centrais.
Parecia desconchavada a forma como os encarnados começaram a sobrecarregar o campo com avançados. Pavlidis, Ivanovic e Anísio Cabral: todos fizeram parte da ofensiva final. Muitas vezes se usa a expressão escorregadela como metáfora, mas foi exatamente o que aconteceu ao Arouca. Arruabarrena caiu ao bater um livre e Leandro Barreiro lançou de imediato o contra-ataque. Ivanovic aguardou pelo cruzamento de Prestianni e concluiu a reviravolta.
Na onda de metáforas que se transformaram em realidade, os ânimos aqueceram. Houve um incêndio na bancada e outro, menos literal, no relvado. Trezza e Dedic pegaram-se e foram expulsos."

A primeira parte do costume e a segunda de quase sempre


"Benfica entrou amorfo e Arouca marcou logo aos 7 minutos. Após o intervalo, as águias cresceram e, já com a segunda parte bem lançada, começou a 'revolução' de Mourinho. E no último suspiro o Benfica ganhou e o Arouca voltou a perder pontos já na compensação

O Benfica bateu o Arouca nos últimos suspiros de jogo (90+6) e continua a depender apenas de si próprio para chegar ao segundo lugar. E ganhou como tantas vezes esta época: arrancando com um primeiro tempo bem sofrível, a rondar mesmo o mauzinho, saltando depois, após o intervalo, para algo bem mais interessante e intenso. Do outro lado, o mau fado do Arouca continua: perdeu com o Sporting (1-2) sofrendo o último golo aos 90+6; perdeu com o FC Porto (1-3) sofrendo golos aos 90+1 e 90+8 e agora perdeu com o Benfica (1-2) com golo aos 90+6. Incrível.
«Uma coisa é jogar com Aursnes e Barreiro, outra é jogar com Barrenechea e Ríos», disse José Mourinho após o Benfica-FC Porto da jornada 25. E acrescentou: «Não digo que uns sejam melhores do que os outros, mas o perfil é completamente diferente». Como seria, então, em Arouca, com Ríos e Barreiro? E, já agora, como seria com Tomás Araújo e António Silva sem Otamendi ao lado? Não foi brilhante, apenas razoável. Sem anéis, mas com todos os dedos intactos.
Havia três dúvidas maiores em relação ao onze inicial do Benfica: Bah ou Dedic na direita? Lukebakio já no lugar de Prestianni? Sudakov, Ivanovic ou Rafa atrás de Pavlidis? Mourinho trocou de lateral, deu a titularidade a Lukebakio e manteve Rafa no onze. Podíamos escrever que não resultou. Porém, logo no arranque, algo mudou a perspetiva com que as duas equipas olhariam para o jogo: cruzamento de Diogo Monteiro, desvio de cabeça de Barbero, mão de António Silva, penálti, golo de Barbero ao minuto 7.
O Benfica até nem reagiu mal ao golo sofrido, com muita bola e a ir para cima do Arouca, mas sem criar perigo real. O mais próximo foi um desvio de cabeça de Bah, após canto de Lukebakio, com a bola a sair rente ao poste direito de Arruabarrena.
A primeira parte, após o golo do Arouca, teve muitos sentidos únicos: o Benfica cruzou muito, o Benfica teve muita bola, o Benfica goleou em cantos, o Benfica teve imensos remates bloqueados, mas quase tudo sem perigo. Era um Benfica sem o habitual capitão, sem o treinador em campo e quase sem alma. Espécie de águia sem penas e sem garras.
No final dos 45 minutos iniciais, excluindo dois remates sem jeito de Bah e de Rafa, o Benfica foi quase zero. Ou mesmo zero. Zero intensidade, zero velocidade, zero pressão, zero talento. Zero de Pavlidis, zero de Ríos e, sobretudo, zero de Rafa. Um desastre de primeira parte. Inexplicável para quem teve tanto tempo de descanso após o último jogo. O resumo da primeira metade era simples: um remate enquadrado para cada equipa. Sofrível e medíocre.
Que aconteceria ao intervalo? Chegariam as palavras de Mourinho, via provavelmente vídeo, para ‘chicotear’ mentalmente os jogadores do Benfica? Chegariam elas para adormecer os jogadores do Arouca, que foram sempre muito intensos e, sobretudo, vivaços durante os primeiros 45 minutos? Conseguiria o Benfica, após o tradicional mau arranque, uma segunda parte a impor respeito?
O segundo tempo começou quase como o primeiro. Com Barbero e Hyun-ju muito perto do golo. Logo a seguir, porém, o Benfica deu o primeiro sinal de reação, com Lukebakio, na direita, a simular e a rematar forte, com Arruabarrena a desviar para canto. E o segundo sinal de perigo surgiu na sequência desse canto. Schjelderup executou-o em arco e Ríos, de cabeça, sem levantar os pés e sem qualquer marcação, chegou ao empate. Fosse ou não devido a palavras mais fortes de Mourinho ao intervalo, o Benfica marcava, por fim, um golo. Um golo, aliás, esperado, pois o Benfica na Liga apenas não marcara no Dragão e em Tondela.
O golo animou as águias. O que era displicência passou a ser quase arrogância, a lentidão deu lugar à velocidade e o talento, por fim, apareceu. Sobretudo pelos pés de Lukebakio e Schjelderup. O Arouca desceu linhas e encostou quase todos os jogadores na área de Arruabarrena. Todos bem juntinhos e à espera que o fulgor encarnado amainasse. E, sempre que possível, de olho num raide até perto de Trubin.
Só aos 65 minutos o Arouca mostrou que, ofensivamente, ainda estava vivo, com alguns arranques perigosos na direção de Trubin. Ao minuto 73, porém, farto de esperar por algo mais transcendente da parte dos seus jogadores, José Mourinho mexeu. Aliás, foi mais do que mexer. Foi uma revolução: Bah por Dedic, Rafa por Sudakov, Lukebakio por Prestianni e António Silva por Ivanovic. Dois avançados puros e Ríos a recuar para central. Espécie de 4x2x4, com Barreiro e Sudakov como médios, Prestianni e Schjelderup como alas e Pavlidis e Ivanovic mais fixos na frente.
Haveria tempo para o Benfica chegar à vantagem? Teria o Arouca forças para fazer o que ainda esta época não fizera (‘roubar’ pontos a um dos quatro primeiros)? Vasco Seabra respondeu quase de imediato. Primeiro, Djouahra por Puche, logo a seguir Sánchez por Popovic e Barbero por Nandín.
O jogo abriu-se ainda mais e passou a ser quase um jogo de ténis: bola lá, bola cá, embora mais bola lá (baliza do Arouca) do que cá (baliza do Benfica). E Mourinho, ainda mais farto de esperar, lança aos 85 minutos a última tentativa: Schjelderup por Anísio Cabral. O Benfica passa a uma espécie de 3x3x4: Dedic, Tomás Araújo e Dahl; Ríos, Sudakov e Barreiro; Ivanovic, Pavlidis, Anísio Cabral e Prestianni.
E é mesmo num dos últimos suspiros, aproveitando uma escorregadela de Arruabarrena num lançamento de bola, que Barreiro recupera a bola e lança Prestianni. O argentino cruza largo e, aos 90+6, Ivanovic remata cruzado e faz o 2-1 final. Vitória muito sofrida, sim, mas justa."

Há vida em Ivanovic


"Avançado já tinha sido decisivo no clássico e ofereceu vitória aos 90+6'. Leandro Barreiro, que marcou contra o FC Porto, esteve na origem do golo da reviravolta. Schjelderup saiu esgotadíssimo, sem mais nada para oferecer, depois de ter oferecido muito.

Melhor em campo — Ivanovic (7)
Tinha dado sinais, no clássico, de que as notícias da morte dele tinham sido, claramente, exageradas. Ofereceu, então, o golo do empate a Leandro Barreiro. Seis dias depois do clássico voltou a ser decisivo, 87 dias depois voltou a marcar pelo Benfica. Gesto técnico de matador — remate cruzado de primeira após centro largo de Prestianni. Estava no sítio certo para fazer o que se pede a um bom avançado. Entrou bem no jogo. Aos 76’ segurou bem uma bola na área, para dar seguimento a lance perigoso. Aos 87’ rematou, mas a bola foi desviada para canto. Há vida, afinal, em Ivanovic e, com isso, continua o Benfica a viver.

Trubin (6) — Quase sem aquecer e já tinha sofrido um golo. Atirou-se para a direita, Barbero rematou para o lado contrário. Aos 39’ apanhou um valente susto — Barbero cabeceou entre Tomás Araújo e Bah e a bola saiu perto do poste direito, ainda se atirou, mas nunca defenderia a bola. Mais em jogo na segunda parte. Aos 48’ desviou para canto um remate de Lee na pequena área, quando todos estavam a ver o segundo golo do Arouca. Aos 82’ defesa difícil, em voo, a travar disparo acrobático de Dylan e, logo de seguida, agarrou cabeceamento fraco de Puche.

Bah (5) — Pareceu soltinho e leve, começou a aparecer no ataque a partir dos 15’. Aos 32’, sozinho na pequena área, no canto mais distante ao canto apontado por Lukebakio, cabeceou ao lado do poste direito, quando deveria ter feito melhor por estar sem oposição. Aos 39’ viu Barbero cabecear com perigo e perto do fim da primeira parte, num passe longo, isolou Rafa. Menos influente e sem fôlego para a segunda parte. Saiu aos 73’.

António Silva (4) — No primeiro minuto, estava a cortar uma bola de cabeça, aos 3’ tentou cortar de cabeça, mas fê-lo com a mão — penálti. Sentiu dificuldades com Barbero, ganhou e perdeu lances, tentou passes longos. Em dificuldades físicas, num passe errado, ofereceu a possibilidade de o Arouca marcar aos 70’. Substituído, insatisfeito, aos 73’.

Tomás Araújo (4) — Barbero também lhe causou problemas, aos 39’ deixou o avançado cabecear com perigo. Aos 85’ também permitiu que Nandín cabeceasse com perigo. Menos eficaz no passe longo, tentou duas finalizações na área, sem sucesso.

Dahl (5) — Mesmo nem tudo saindo bem, foi dos poucos com intensidade de início ao fim. Desequilibrou em três ações ofensivas, embora sem consequências positivas para a equipa. Richard

Ríos (4) — Precipitou-se muitas vezes, a bola parecia queimar quando foi pressionado, tomou muitas decisões más, errou passes, jogou poucas vezes de frente para o adversário, foi incapaz de queimar metros com bola. Andou à procura do lugar dele em campo e também falhou em alguns momentos de pressão e quando teve de aplicar o físico. Estava no sítio certo e cabeceou, sem saltar, para o primeiro golo da equipa, após canto apontado por Schjelderup.

Leandro Barreiro (6) — Foi preciso esperar pelo fim para emergir o melhor do médio luxemburguês — aos 90+6’ ganhou a bola na pressão ao adversário, conduziu-a no meio campo do Arouca e entregou-a a Prestianni, que serviu Ivanovic. Dá sempre tudo do início ao fim, mesmo que o que tenha a dar nem sempre seja ouro.

Lukebakio (5) — Entrou, verdadeiramente, no jogo na segunda parte, depois de 45’ sem fazer a diferença. No segundo tempo, partiu para cima dos adversários, aplicou o drible, foi mais vertical e cruzou com mais perigo. Aos 50’ quase marcou, num disparo cruzado de pé direito na área, defendido por Arruabarrena, depois de deixar um defesa pelo caminho.

Rafa (4) — Aos 45+4, lançado por Bah, tirou Arruabarrena do lance com um toque de cabeça e, de ângulo reduzido, atirou ao lado do poste esquerdo. Também bons lançamentos para Schjelderup (52’) e Pavlidis (57’), em lances ameaçadores de ataque. Foi pouco. Sobretudo porque quase tudo o resto lhe saiu mal.

Schjelderup (6) — Meteu a bola na cabeça de Ríos, na marcação de canto, para o primeiro golo. Aos 58’ quase marcou — arrancou pela direita, tirou Diogo Monteiro da frente e rematou cruzado ao lado do poste esquerdo. Fez mais que isso. Combinou bem com Rafa, Lukebakio, Dahl ou Pavlidis e foi quase sempre a melhor solução para os ataques do Benfica. Saiu esgotadíssimo, sem mais nada para oferecer, depois de ter oferecido muito.

Pavlidis (4) — Mais um jogo infeliz do avançado, que prolonga a seca de golos. Teve, na verdade, apenas uma oportunidade para fazê-lo, mas o disparo, de baixo para cima, na área, saiu bem ao lado da baliza. Longe do jogo na primeira parte, infeliz na segunda, perdeu muitas bolas e não foi a referência que a equipa precisou.

Dedic (3) — Entrou aos 73’, arrancou duas vezes ao estilo dele, definiu mal uma vez, quando não soube a quem entregar a bola depois de criar superioridade. Aos 90+2’ quase finalizou depois de um cruzamento difícil de Anísio Cabral. Borrou a pintura quando viu o vermelho por desentendimento desnecessário com Trezza

Sudakov (5) — Ainda conseguiu pegar no jogo algumas vezes, quase sempre bem, e aos 90’ rematou com perigo ao lado do poste esquerdo.

Prestianni (7) — Agitado e com genica, começou bem e acabou melhor. Aos 76’ meteu uma boa bola na área para Ivanovic, aos 89’ inventou um lance perigoso pela esquerda, deixou adversários para trás e quase marcou, mas Arruabarrena defendeu com a cara. Aos 90+6’ recebeu a bola de Leandro Barreiro e serviu Ivanovic, na perfeição, para o golo da vitória.

Anísio Cabral (5) — Entrou a cinco minutos do fim e com influência no jogo. Dois cabeceamentos após cantos, um para cima, outro para as mãos de Arruabarrena. Centro da esquerda (um pouco largo) para finalização de Dedic. Aos 90+4 ainda meteu uma boa bola em Pavlidis."