Últimas indefectivações

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Vermelhão: Sofrido, mas justíssimo...

Benfica 1 - 0 Alverca


Depois da importante vitória em São Miguel, nova vitória importantíssima, principalmente porque não jogámos bem, e para ter ambições a títulos, todas as equipas têm que conquistar os 3 pontos, nestas circunstâncias! Com o Benfica a fazer uma época bastante positiva, mas com poucos jogos em sofrer golos, vencer jogos, por 1-0, é um excelente sinal... Contra um adversário, de bloco baixo, com 5 defesas, estratégia que o Benfica tem demonstrado mais dificuldades em ultrapassar! È preciso paciência para ultrapassar estes adversários, e muita 'cabecinha' na construção do jogo, pessoalmente, e sei que haverá muita gente que não vai concordar, mas o Enzo, com a capacidade de passe que tem, fez muita falta hoje...

A vitória na última época, já tinha sido à rasca, com um milagre do Anísio, e hoje contra um adversário que teve mais de uma semana para preparar este jogo, o Benfica, com um calendário sobrecarregado voltou a sentir muitas dificuldades em dar velocidade e intensidade ao jogo!

Logo nos primeiros segundos da partida, fiquei com sensações negativas! E a 1.ª parte confirmou, um Alverca muito compacto, com muitas jogadores atrás da linha da bola, com duas linhas muito baixas, com vários jogadores fortes fisicamente, que tiveram autorização para dar porrada até ao fim... e talvez o grande 'segredo' estratégico, a povoar com muitos jogadores as zonas dos nossos Alas: o Schjelderup chegou a estar sozinho para 4 jogadores!!!!!

O Benfica tentou variar o flanco, com passes longos, mas raramente acertou. Os nossos Alas e o Pavlidis, também não são jogadores para receber a bola em profundidade, e isso permitia o Alverca jogar de forma mais compacta! Só o Prestianni, no meio, onde tem rendido menos, conseguiu receber e virar-se para a 'frente' com a bola controlada, e isso aconteceu poucas vezes!

No final do jogo, perguntaram ao Marco, porque efectou as substituições tão tarde na 2.ª parte, ele respondeu com 'educação', não pode admitir em público, que as opções no banco, para 'fechar' jogos em que estamos com uma vantagem mínima são poucas... Mas, para quando estamos a perder ou empatados, e precisámos de dar outra imagem ofensiva, temos opções... e ao intervalo, tudo mudou...

O jogo estava mesmo a pedir o Echeverri, adivinhei a substituição antes do anúncio, não era complicado... e os primeiros minutos do 2.º tempo, desmontaram completamente a defesa do Alverca. O Echeverri tem 'cabeça' de '10', a forma como recebe e passa em zonas mais recuadas, e depois como 'ataca' a área, é completamente diferente do Prestianni... Ganhámos o penalty, marcámos, e podíamos ter marcado mais alguns... aquele passe 'não feito' do Diablito para o Pavlidis, foi criminoso... e logo a seguir o Prestianni também ficou a centímetros do golo!


Mas com os minutos a passar e o 2-0 não aparecer o jogo ficou mais nervoso. Com as substituições o Alverca conseguiu pressionar alto, junto da nossa área, e o Benfica não conseguiu sair a jogar com tranquilidade. Um dos problemas neste momento no plantel, é a falta de opções para o meio-campo, as lesões do Enzo e do Barreiro, estão a sobrecarregar o Palhinha e o Aursnes...

Agora, apesar do Samu ter feito algumas defesas em remates de longe, o Alverca não teve uma única oportunidade de golo, além da jogada do golo anulado, num Livre Lateral!!! E não estou a dizer que foram incompetentes nas saídas de bola, pois não foram... conseguiram descobrir muitas vezes, o jogador livre nas costas dos nossos Médios, e ganharam muitas segundas bolas quando tentavam jogar direto para o ponta-de-lança!!! Mas com maior ou menor dificuldade os nossos Defesas conseguiram resolver as coisas, mesmo perdendo demasiados ressaltos!!!

O Echeverri foi eleito o MVP pelo Benfica, vários órgãos de comunicação social elegeram o Prestianni, e o pessoal das estatísticas elegeu o Aursnes!!! Pessoalmente, acho que o Prestianni mesmo com metade do jogo 'fora de posição' foi o jogador que fez a diferença... sendo que a entrada do Echeverri foi fundamental. O Aursnes na 1.ª parte foi dos piores, mas na última meia hora, foi o melhor!!! Já é uma tradição, o Bacalhau quando todos os jogadores ficam cansados, ele mantém-se fresco e faz sempre o último terço das partidas em grande plano...


O Tomás também fez um bom jogo, a defender e na construção ofensiva... o Bah com o Lukebakio à frente, fica condicionado nas suas subidas... o Dahl, com a função mais complicada, a marcação ao Chiquinho, ganhou umas e perdeu outras, mas voltou a fazer uma exibição positiva! Um jogador que fez os 90 minutos, na última segunda, com o Gil Vicente!

O Palhinha voltou a fazer um jogo abaixo do normal, muitas vezes surpreendido com jogadores nas costas, e perdeu algumas bolas divididas... foi o Aursens que segurou a equipa na parte final! Schjelderup com um mau jogo, principalmente, porque não conseguiu ler as situações onde estava em clara inferioridade numérica e em vez de 'iniciar' a mudança de flanco, arriscava ir contra o 'muro'!!! O Lukebakio sem os golos do jogo anterior, mesmo assim além do Prestianni foi um único jogador na 1.ª parte que conseguiu ultrapassar adversários... mas recebeu quase sempre a bola, a 'recuar', quase nunca de frente para a baliza...


O Pavlidis marcou o penalty, mas fez um mau jogo. Nunca foi ameaça na profundidade e das poucas vezes fez de Pivot, até porque o Alverca povoou muito essa área, e a estratégia do Benfica, era outra, não deu continuidade! Dito isto, voltou a dar tudo, a pressionar e muitas vezes a recuar para ajudar o meio-campo...

Echeverri excelente entrada, mas má decisões em frente da baliza... falta alguma calma, parece muito ansioso no momento do remate, ou do passe 'final'!!! Rafa, lutou, mas... Os outros, entraram nos descontos, para perder tempo...


O penalty foi bem marcado... No golo anuado o AVAR (outro Super-Dragay fanático, João Bessa Silva!) perdeu uma eternidade à procura duma Linha qualquer que permitisse o golo, mas não encontrou... os 5 cm anunciados, são uma treta! Mais de 30 cm seguramente... Ele bem tentou!!!

Por incrível que pareça, até acho que o árbitro tentou apitar bem, no ponto de vista técnico tentou ter um critério largo, e fez isso para as duas equipas, algo que normalmente nos jogos do Benfica nunca acontece, por isso tenho que o reconhecer! Mas falhou rotundamente no critério disciplinar, o Bojang tinha que ser Expulso, o próprio Chiquinho, com tantos protestos por tudo e por nada, devia ter sido Expulso! A patada sobre o Aursnes do Gui, podia ter sido um Vermelho Direto (nem Amarelo deu!!!) e o penalty sobre o Pavlidis é claro... ou pelo menos devia ter sido claro para o VAR (Luís Ferreira, advogado de defesa dos acusados do Apito Dourado!), existe um claro 'agarrão' antes do salto do Pavlidis, no ombro/braço, que para qualquer pessoa com o mínimo conhecimento futebolístico, sabe que condiciona completamente o salto... e não existiu fora-de-jogo!

Agora, menos de 72 horas de descanso, e temos jogo da Liga Europa, na Luz, contra uma equipa acessível, mas que é Campeã do seu País, que teve mais tempo entre jogos, e que está habituada a jogos mais físicos! O Marco está obrigado a rodar e se tivesse todos os jogadores disponíveis a rotação ainda seria maior: Trubin; Banjaqui, Circati, Araújo, Karouani; Manu, Aursnes; Rafa, Sudakov, Schjelderup; Durán!

O jogo de Domingo na Amadora, é outra armadilha em perspectiva! A prioridade, neste momento é claramente o Campeonato. O objetivo de ficar nos oito primeiros na fase de grupos da Liga Europa, não depende do jogo de Quinta. Existe previsão de chuva, pouca mas chuva, para o próximo fim-de-semana, o relvado da Amadora foi mudado, mas não podemos confiar...

PS: Camisola de 81: simplesmente linda, merecia uma vitória!!!


Estilo...

Homenagem...

Linda!

Os árbitros, o trigo e o joio


"Depois de Gustavo Correia, no Minho, Cláudio Pereira, nos Açores. Se os dirigentes da arbitragem não perceberem a gravidade destas situações e não atuarem em conformidade, são cúmplices. Se os dirigentes dos clubes não se revoltarem contra estas situações, que mais cedo ou mais tarde tocam a todos, merecem-nas…

Por se tratar de uma questão que ultrapassa o meramente conjuntural, creio valer pena manter vivo na opinião pública o tema dos relatórios dos árbitros, depois do que aconteceu com Cláudio Pereira em Ponta Delgada ter adensado as preocupações decorrentes do que fez Gustavo Correia em Famalicão.
O árbitro de qualquer modalidade desportiva, enquanto juiz, tem deveres de imparcialidade e isenção e, sobretudo, não devem subsistir quaisquer dúvidas quanto à relação que mantém com a verdade. Se houver a perceção - infelizmente fundada, aliás - de que há árbitros que manipulam, a frio, num relatório escrito (não se tratando de uma má decisão tomada no calor de um jogo), a realidade, ficcionando situações das quais decorrem sanções disciplinares para terceiros; e se, esses árbitros, continuarem a exercer funções ao mais alto nível, desculpabilizados, com argumentos débeis, pelas mais altas instâncias; a consequência será a descredibilização do setor, através de inevitáveis (e injustas) generalizações, que colocam todos no mesmo saco. Para mim, estamos perante uma situação de claridade cristalina: quem mente (comprovadamente!) num relatório não pode ser árbitro, porque perde a legitimidade e fica desprovido de condições para que as suas decisões continuem a ser vistas pelas lentes da boa-fé. Quem toma decisões disciplinares de forma irresponsável (assumir que o que um jogador disse lhe foi impercetível - até podia estar a rezar uma Avé Maria - e mesmo assim, por intuição?, expulsá-lo, não pode ser desculpado, porque, de facto, o problema nunca esteve na forma como caraterizou a respetiva alegada infração, mas sim nas razões que o levaram a tomar a decisão.
Repare-se que nos casos de Gustavo Correia e Cláudio Pereira não se está a falar de interpretação de um lance, de desvalorização de um alerta do VAR, ou, até, de um erro de arbitragem. O que está em causa é muitíssimo mais preocupante porque denota a existência de um vírus que pode propagar-se e destruir uma classe. Este alerta, penoso para quem o faz, não é contra os árbitros, é em favor deles, de todos aqueles - a esmagadora maioria - que não caminham por estas estradas de realidade virtual (chamemos-lhe assim…).
É obrigação do Conselho de Disciplina da FPF não branquear, como fez com Gustavo Correia, uma situação de gravidade extrema; é obrigação do presidente do Conselho de Arbitragem da FPF não encontrar desculpas inverosímeis para o «impercetível» de Cláudio Pereira. Se a via for esta, sem que se responsabilize quem prevarica, o joio continuará misturado com o trigo, e quem perde é a seara.
A Arbitragem só ganhará credibilidade na medida em que se tornar mais transparente. Não será por acaso que em Espanha se iniciou um projeto-piloto que permite aos árbitros prestar declarações no final dos jogos. Os adeptos merecem isso e muito mais, têm direito a que a opacidade seja erradicada, o corporativismo deixe de ser um peso nos pés que puxa para o setor para o fundo, e que a meritocracia seja aplicada e explicada. Resta falar da posição dos clubes perante estes casos-limite. Não pode ser só o emblema que se sente lesado a arcar com as despesas da contestação. Por tratar-se de um estado de coisas que mais cedo ou mais tarde tocará a todos, justificar-se-ia uma posição conjunta, através da Liga. É impossível falar na integridade da competição pela qual a Liga Portugal é responsável, quando convivemos com casos destes e vemos que acabam por ser tratados como se se revestissem de normalidade absoluta. O que é uma gritante mentira. Nada disto é normal, nada disto faz parte dos princípios basilares da arbitragem.

CARTAS
ÁS
Paulo Fonseca
À imagem de Marco Silva, um regresso a Portugal que se saúda vivamente. Paulo Fonseca é, ao dia de hoje, um dos treinadores do futebol europeu de primeira linha, que procurará, no Sporting, emular Ruben Amorim, desenvolvendo um projeto que perdure no tempo. Excelente escolha.

ÁS
Rodrigo Mora
A afirmação do fantasista português em Roma é uma realidade, e os três golos que leva na Serie A, dois deles obtidos nas últimas duas jornadas, provam-no, assim como a utilização crescente no plano inicial de Gasperini. Mora tem de ganhar mais estaleca física: talento tem de sobra.

REI
Rui Borges
Enriqueceu o currículo em Alvalade, e deixa o nome associado a um dos títulos nacionais dos leões. Merecia, pela frontalidade que sempre demonstrou, ter sido tratado com mais elevação na hora da despedida. A forma como foi deixado a queimar-se em lume brando deixou a desejar.

CAPA
Mourinho, Fonseca, Conceição, Amorim
O triunfo concludente no seu primeiro ‘Derby Della Madonnina’ (quarto técnico luso a vencer este jogo histórico) deu a Ruben Amorim fôlego para encarar com ânimo renovado o que tem pela frente na Serie A, onde lhe pedem que fique numa das primeiras quatro posições. No mesmo dia, percebeu-se que o problema do Manchester United vai muito para lá do treinador (e isto tem a ver com Amorim…). O que têm grandes nomes do desporto mundial, como Tiger Woogs, Lance Armstrong, Michael Phelps, Ryan Lochte, Oscar Pistorius, Michael Vick, Wayne Rooney, Magic Johnson, OJ Simpson, Kobe Bryant, Ben Johnson ou Neymar Jr., a ver com Kylian Mbapée? Todos eles, a determinado momento, por razões de ordem diversa que impactaram na sua imagem pública, viram patrocinadores virarem-lhes as costas.

FOTOGALERIA
Kylian Mbapée / China
O que se passa entre a principal estrela do Real Madrid e a República Popular da China, volta a alertar para o facto de atletas que ao mesmo tempo são marcas globais, deverem estar atentos a diferenças culturais e sensibilidades diversas, sob pena de serem penalizados e provocarem danos colaterais (como está a suceder com La Liga). Certo? Errado? É o mundo que temos…"

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - As razões para o domingo agitado em Alvalade

Observador: E o Campeão é... - Bye bye, Rui Borges. Bem-vindo, Paulo Fonseca?

Renascença: Bola Branca - Tertúlia - Borges, Varandas e Paulo Fonseca: ideias e factos

Zero: Ataque Rápido - S09E16 - Sporting em polvorosa

Falsos Lentos - S07E07 - Batáguas rói Japonesa

Canal 11 - Soltinhos pelo Mundo - Gonçalo Ramos

Tailores - Final Cut - S06E01 - Miguel

Chuveirinho #195

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Antevisão...

Terceiro Anel: React - Antevisão - Marco Silva - Alverca

5.ª Elite Cup

Benfica 4 - 2 Sanjoanense

Primero troféu da época, com um plantel mais caseiro, que na Europa terá menos expecativas, mas internamente, temos tudo para continuar a ganhar tudo!

BI: Antevisão - Alverca

Os Gloriosos Benfiquistas - S06E24 - Gil Vicente

Benfica e Rui Costa: não há nada como ganhar...


"Sócios do Benfica muito críticos em relação à arbitragem, a Proença e à relação/reação do clube a estes assuntos. Presidente destacou «superioridade» em relação a outros neste aspeto...

Rui Costa teve ontem uma Assembleia Geral mais calma do que o habitual no Pavilhão da Luz e muito o deve ao trabalho que Marco Silva tem feito na equipa (após ter sido contratado pelo presidente, pois claro). A ganhar, a jogar bem e com jogadores que outrora causavam dúvidas a valorizar, foi mais fácil enfrentar os sócios, cuja afluência nem foi nada por aí além, pois não é altura para criticar...
Entre novidades apresentadas sobre o emblema e o Benfica District, os benfiquistas que usaram da palavra fizeram muitas críticas à arbitragem, a Pedro Proença e à relação/reação atual do Benfica a estes assuntos sempre polémicos, porque se há tema que cai sempre bem no futebol português, desde que não se vá à frente do campeonato, é este. João Diogo Manteigas, ex-candidato a presidente, entregou mesmo um requerimento para a instauração de um processo disciplinar ao sócio do clube que é nesta altura presidente da FPF. A mensagem dos opositores foi, no entanto, de união. E há poucos assuntos em que o presidente de um grande português esteja mais à vontade do que arbitragem...
Rui Costa voltou a garantir «independência» em relação a Proença e «tolerância zero» na arbitragem. Para isso, prometeu continuar a lutar nas instituições, sem ter muitas intervenções públicas sobre isto: «Não sou um papagaio falante como muitos que aí andam...» O presidente encarnado sublinhou mesmo que se considera «superior» aos adversários neste aspeto, embora saibamos que estamos possivelmente a um clássico de distância de não ser bem assim. Não estar constantemente a falar de árbitros é uma opção muito difícil no futebol português e, embora os comunicados, as newsletters e os tweets sejam grandes aliados dos responsáveis superiores, é precisamente isso que os sócios cobram mais facilmente.
Bem vistas as coisas, e Rui Costa sabe-o e até o disse em parte, mais vale isto e aprovarem as contas do que questionarem o investimento, os jogadores, o treinador e o próprio presidente. Reina a calma na Luz... e assim também é mais fácil ganhar."

Sporting: a (in)coerência das decisões


"Em maio deste ano, o Sporting renovou contrato com o seu treinador e Frederico Varandas proferiu as seguintes palavras: «Nós não tomamos decisões por marés. Não navegamos à vista ou ao sabor do que estão a dizer ou vão achar. Navegamos com base em convicções e a acreditar em processos de trabalho.»
Agora que se questiona a continuidade de Rui Borges, o que mudou?

Definir o perfil
O treinador é uma das figuras mais importantes de um clube: gere os principais ativos desportivos e tem enorme responsabilidade nos resultados. Escolhê-lo não é fácil, num futebol em que as variáveis mudam rapidamente. Ainda assim, quem define um caminho coerente está mais perto de vencer.
A escolha deve partir de critérios bem definidos: que futebol se quer apresentar? O resultado é mais importante do que a identidade de jogo? Deve ser um fim ou uma consequência do trabalho? Pretende-se um treinador de personalidade forte, que possa gerar choques, ou alguém mais flexível? Que liderança se quer no balneário? Os valores e o comportamento do treinador encaixam na imagem do clube? E que comunicação se espera dele?

Renovação com convicção?
Rui Borges chegou ao Sporting num momento conturbado. Conseguiu agarrar a equipa e conquistar a dobradinha no final dessa época. A época seguinte foi a primeira que iniciou de leão ao peito. Mudou o sistema tático e apresentou um futebol dominador, por vezes alegre e aglutinador. Teve, contudo, dificuldades na gestão da condição física dos jogadores nas fases decisivas da época. Ainda assim, manteve a equipa competitiva nas várias competições, uma exigência de quem treina um clube grande.
Em maio, o Sporting renovou contrato com o treinador. Publicamente, a administração validou o seu perfil e reforçou a confiança.

O que mudou?
Depois da final da Taça de Portugal perdida para o Torreense, a desconfiança dos adeptos em relação a Rui Borges aumentou. Para romper com o passado, a administração leonina entendeu que era o momento de iniciar um novo ciclo, com a saída de vários jogadores determinantes para o sucesso desportivo do Sporting.
As vendas de Hjulmand, Diomande e Trincão, a que se juntou a saída de Morita, representaram uma mudança profunda, com os riscos inerentes à perda de jogadores desta dimensão. Financeiramente, estas operações permitiram equilibrar as contas e criar margem para desenvolver novos projetos, procurando manter o equilíbrio financeiro e desportivo do clube. Desportivamente, permitiram atacar o mercado mais cedo e dar ao treinador a possibilidade de trabalhar com os reforços desde o primeiro dia da pré-época.
Contudo, o Sporting foi mais longe. Deixou sair Pedro Gonçalves e Bragança sem uma contrapartida que justificasse, do ponto de vista desportivo, a importância dos dois jogadores. A sensação que ficou foi a de que foram empurrados para a porta de saída, sobretudo tendo em conta os destinos que acabaram por ter. A explicação para estas saídas nunca foi suficientemente clara. Terá sido pelas lesões recorrentes? Pelos salários elevados? Eram dois jogadores que faziam a diferença em Portugal e constituíam mais-valias para o Sporting.
Com um meio-campo novo para trabalhar e os jogadores disponíveis desde o primeiro dia da pré-época, a administração acreditava ter dado a Rui Borges as condições necessárias para construir uma equipa capaz de voltar a chegar às fases decisivas das competições.
Passadas dez jornadas da Liga e três da Liga dos Campeões, e apesar do voto público de confiança, surgem rumores de que o futuro de Rui Borges poderá depender dos resultados dos próximos jogos. Se isso se confirmar, e forem verdadeiros os contactos para encontrar um novo treinador, a administração ficará numa posição difícil de justificar.
Onde ficam as convicções e os processos de trabalho que sustentaram a renovação de Rui Borges? Está a administração a colocar em causa as competências do treinador apenas cinco meses depois de renovar o contrato? Está a decidir com base nos resultados imediatos ou no perfil e no processo de trabalho que afirmou querer privilegiar?
Se o Sporting não se tivesse deixado empatar no último minuto com o Famalicão, ou se não tivesse permitido que Estrela e Arouca recuperassem de uma desvantagem de dois golos, Rui Borges seria hoje o homem certo no lugar certo? Esperava a administração que o treinador continuasse a jogar da mesma forma que na época passada, apesar de ter jogadores completamente diferentes?
É que ter Trincão não é igual a ter Zalazar…

Comunicar também é liderar
Os treinadores das equipas grandes têm, muitas vezes, quatro conferências de imprensa por semana. São uma oportunidade para acrescentar valor e devem ser preparadas como um jogo. A comunicação reforça a confiança, transmite mensagens e consolida o ADN do clube.
Saber criar um ambiente positivo é fundamental para um treinador com visibilidade. A comunicação é uma das áreas em que Rui Borges menos evoluiu. O seu discurso continua muito redondo e parece não perceber que estes momentos podem proteger e valorizar o seu trabalho. Um treinador de um clube grande pode influenciar a narrativa dos meios de comunicação.
Farioli, por exemplo, numa conferência recente em que estava a ser contestado, falou em «bomba e sangue». No dia seguinte, só se falava dessas palavras e não do futebol apresentado. A declaração ajudou a desviar o foco do futebol praticado pelos azuis e brancos, colocando a mobilização dos adeptos em torno da causa portista no centro da discussão. Farioli conseguiu, assim, influenciar a narrativa.
Neste capítulo, o Sporting e Rui Borges têm falhado. Incluo o clube porque deveria ajudar o treinador a comunicar de forma mais eficaz. Ao não perceber a importância da comunicação para si e para o Sporting, Rui Borges coloca-se numa posição de fragilidade: em vez de controlar a narrativa, é a narrativa que o controla a ele.
Mudar de treinador pode ser uma decisão legítima. O importante é perceber se resulta de uma avaliação do trabalho desenvolvido ou da pressão dos resultados imediatos. Afinal, as convicções e os processos de trabalho também se revelam na forma como se reage às dificuldades. A valorizar: Ricardo (treinador do Famalicão) Dois jogos e dois grandes resultados ao leme do Famalicão. Depois de ter sido um grande capitão por onde passou, será que estamos na presença de um grande treinador? A desvalorizar: António Salvador (presidente do SC Braga) O início de época é a consequência de o presidente do SC Braga estar mais focado em procurar resultados imediatos do que no perfil ideal para treinar a equipa bracarense."

A diferença, na definição do plano da relva, faz toda a diferença, no caso do Tomás está bem tirada, no outro permitiu validar um golo ilegal...

Isto é constante, em todos os jogos do Tugão, para as equipas mais fracas, é impossível vencer jogos, com estes critérios...

Os Gloriosos Benfiquistas - S02E20 - É para cima deles - BENFICA vs Alverca

BF: Renovações e Mercado...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - FC Porto faz 10 em 10 no campeonato. E na Champions?

Futsal Feminino: Nun'Álvares 0 - 3 Benfica

Liga: Arouca 1 - 0 Nacional

Liga: Braga 3 - 0 Famalicão

Liga: Marítimo 0 - 2 Santa Clara

Liga: Académico 2 - 1 Rio Ave

BolaTV: Toque de Bola - Histórias sobre Guarda-Redes: da aposta com Maradona à recusa em ser re

Representar é muito mais do que negociar


"Durante muito tempo, quando se falava de um agente de futebol, a imagem era quase sempre a mesma: alguém que negociava contratos, tratava de transferências e procurava o melhor acordo para o jogador. Essa função continua a ser fundamental, mas hoje é apenas uma parte de um trabalho muito mais amplo.
O futebol mudou. Tornou-se mais global, mais competitivo e mais exposto. As carreiras são cada vez menos lineares, os mercados estão ligados entre si e uma decisão pode ter impacto muito para além do relvado. Neste contexto, também o papel de quem representa um jogador tem de evoluir.
Uma transferência não começa necessariamente quando abre o mercado. Muitas vezes, começa meses antes, numa conversa sobre objetivos, numa análise ao momento da carreira ou na avaliação de um contexto que pode não ser o mais evidente. A responsabilidade, no entanto, não termina quando o contrato é assinado. Passa também por acompanhar o jogador, perceber como se integra, como se adapta e se as condições que motivaram a decisão continuam a fazer sentido.
Representar um atleta exige hoje uma visão mais estratégica. É preciso conhecer os clubes, os treinadores, os campeonatos e as dinâmicas de cada mercado, mas também compreender a pessoa que está por detrás do jogador. As suas ambições, os seus receios, a sua realidade familiar e a forma como lida com a pressão.
A experiência de ter sido jogadora ensinou-me que, por vezes, aquilo que parece uma grande oportunidade do lado de fora pode não ser a melhor escolha para quem está dentro. Um contrato mais vantajoso, um campeonato de maior visibilidade ou um clube com um nome mais reconhecido não garantem, por si só, uma evolução positiva. O contexto é determinante.
Também a relação entre atleta e agente tem de acompanhar esta transformação. A confiança não se constrói apenas nos momentos em que há uma negociação para fechar. Constrói-se na transparência, na disponibilidade e na capacidade de dizer aquilo que nem sempre é mais fácil ouvir. Um agente não deve limitar-se a apresentar oportunidades, mas ajudar o jogador a interpretá-las e a tomar decisões informadas.
Essa proximidade deve também traduzir-se na criação de condições para que cada atleta possa trabalhar e evoluir melhor. Através de parcerias com profissionais e entidades especializadas, é possível disponibilizar ferramentas e soluções que respondam às necessidades individuais de cada jogador, seja ao nível da preparação, da recuperação ou do bem-estar. Mais do que procurar respostas iguais para todos, importa perceber o que pode fazer a diferença em cada realidade e garantir que o atleta tem acesso ao apoio certo, no momento certo.
É verdade que o mercado se tornou mais rápido e que a informação circula a uma velocidade difícil de acompanhar. Mas a rapidez não pode substituir a reflexão. Nem todas as decisões têm de ser imediatas, nem todas as oportunidades devem ser aproveitadas. Em determinadas fases, saber esperar pode ser tão importante como saber avançar.
O futebol continuará a mudar. Novos mercados vão ganhar relevância, novas formas de investimento vão surgir e as exigências sobre os jogadores serão cada vez maiores. O trabalho de representação terá, por isso, de ser cada vez mais preparado, próximo e responsável.
No fundo, representar um atleta é estar presente ao longo do percurso, compreender as suas necessidades e contribuir para que tenha as condições certas para evoluir. Uma carreira não se constrói apenas através das decisões que se tomam, mas também da forma como se acompanha cada uma delas."

A Bola de Ouro de um homem comum


"Harry Kane é o novo Bola de Ouro, à boleia de 73 golos em 65 partidas em 2025/26, 61 ao serviço do Bayern e 12 pela seleção de Inglaterra. O pódio do troféu mais desejado completou-se com o francês Kylian Mbappé (Real Madrid) e o espanhol Lamine Yamal (Barcelona). Num futebol em que as estrelas planetárias parecem pertencer a outra dimensão, a consagração do ponta de lança inglês, aos 33 anos, tem um sabor especial.
Harry Kane não precisa de transformar a vida numa montra, de exibir carros de luxo, de cultivar polémicas nas redes sociais ou de fazer de cada aparição pública um acontecimento. É um homem comum, no sentido positivo da expressão. Alguém com quem nos cruzaríamos na rua ou puxaríamos conversa no café sem imaginar que estaríamos na companhia do melhor jogador do mundo.
Uma história que começa longe dos grandes palcos, no leste de Londres, em Chingford. No Ridgeway Park, entre brincadeiras com o pai e o irmão mais velho, nasceu o sonho de ser futebolista. Pelo caminho, a primeira desilusão — aos oito anos, foi dispensado pelo Arsenal, decisão justificada pelos gunners por ser... «gordinho». Um episódio que poderia ter deixado marcas, mas que acabou por ser apenas uma curva apertada numa estrada longa.
Aos 17 anos, estreou-se como sénior no Leyton Orient, seguiram-se o Tottenham e o Bayern, além da seleção dos três leões, sempre a acumular golos e recordes.
Do parque em Chingford ao London Palladium, onde recebeu a Bola de Ouro. Uma viagem extraordinária que explicou em longo discurso com elogios à família, aos clubes, aos treinadores e à comunidade que o viu nascer. É aqui que Harry Kane também se distingue com uma imagem de simplicidade a contrastar com colegas de profissão egocêntricos que vivem numa realidade paralela, rodeados de ostentação, assessores e uma necessidade permanente de protagonismo.
Harry Kane não precisa de nos convencer que é especial. Os golos encarregam-se disso e mesmo assim continua a ser um de nós, como se ainda jogasse no Ridgeway Park. Talvez seja esse, afinal, o seu maior prémio."

VAR à Sexta #23 - Especial Halloween- Era Rui Borges perto do fim?

Hora do Desporto - S03E13 - À Conversa Com... Lenine Cunha

BolaTV: Falso Plano #142 - Prémios falso plano: Parte I