Últimas indefectivações

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Rui Costa...

Gustavinho e os 8 ladrões !!!

Segredo de Estado?!

John Durán 1-º dia...

Zero: Canto - Venha a "era" Marco com «obrigação» chamada St. Gallen

BI: Mundial #7

Terceiro Anel: Bola ao Centro #213 - VEM AI OS JOGOS A SERIO!!! 🦅🔴

Falar Benfica #253 - Vitória no Algarve, o 1 jogo da Gloriosa época 2026/27, mercado e mundial

Do inferno da Luz ao inferno de luxo


"Houve um tempo em que entrar no Estádio da Luz era entrar num autêntico vulcão. O velho lema "Inferno da Luz" não era apenas uma expressão feliz; era uma realidade. As bancadas rugiam, o relvado tremia e os adversários percebiam, desde o apito inicial, que tinham noventa minutos de sofrimento pela frente. Jogar na Luz era enfrentar doze jogadores.
Hoje, infelizmente, o inferno mudou de significado. Continua a haver "inferno", mas agora é um inferno de luxo.
Os Red Passes nasceram para premiar a fidelidade e aproximar os adeptos do clube. Em muitos casos, acabaram por se transformar num símbolo de estatuto. Para alguns, o Red Pass deixou de ser um passe de entrada para o Inferno da Luz e passou a ser um passe para as redes sociais. Vai-se ao estádio para publicar uma fotografia, fazer um direto antes do apito inicial ou garantir a selfie da praxe. O jogo? Esse, por vezes, parece ser apenas o cenário.
As bancadas enchem-se de telemóveis erguidos quando deviam estar cheias de cachecóis levantados. O brilho dos ecrãs começa a substituir o brilho dos olhos de quem vive cada lance como se dele dependesse a própria vida. Há mais filtros do que fervor.
É verdade que muitos detentores de Red Pass, quando não podem comparecer, cedem o lugar a familiares ou amigos. Nada contra isso. O problema começa quando esse lugar acaba ocupado por alguém que gosta de futebol, mas que não sente o Benfica. Vai assistir ao jogo como iria a um concerto, a um festival ou a qualquer outro grande evento. Está presente... mas raramente participa.
O benfiquismo não se mede. Não existe um aparelho capaz de dizer quem ama mais o clube. Mas a paixão sente-se. Vê-se em quem perde a voz ao fim de vinte minutos, em quem vive cada corte defensivo como um golo marcado, em quem canta quando a equipa está por cima e, sobretudo, quando está por baixo. A paixão nunca precisou de um certificado; sempre se reconheceu pelo barulho que faz.
Basta olhar para as imagens que a BTV transmite antes dos jogos e ao intervalo. A realização percorre as bancadas à procura dos rostos mais fotogénicos, das figuras de montra, daqueles que ficam bem em qualquer plano televisivo. E atenção, eu também gosto dessas imagens. Fazem parte da festa. Mas, sem falsa modéstia, mesmo sendo eu muito menos fotogénico do que qualquer um desses protagonistas de bancada, tenho a convicção de que faria muito mais falta ali a cantar e a puxar pela equipa. Porque o futebol nunca se decidiu pela beleza da bancada, mas pela força da bancada. Há alturas em que certas zonas da Luz parecem mais uma plateia VIP do que uma bancada onde se joga um campeonato. O adversário já não entra intimidado pelo ambiente; entra confortavelmente instalado no silêncio.
Enquanto isso, há milhares de benfiquistas que vivem os jogos no sofá ou nos cafés. Não porque lhes falte amor ao clube, mas porque lhes falta oportunidade. São aqueles que dariam tudo para ocupar uma dessas cadeiras. Não para aparecer na televisão. Não para colecionar fotografias. Apenas para fazer aquilo que sempre fez do Benfica um clube diferente: apoiar incondicionalmente.
E aqui reside o maior paradoxo. Muitos dos que mais poderiam ajudar a equipa são precisamente aqueles que ficaram do lado de fora.
O futebol moderno trouxe conforto, melhores infraestruturas e uma experiência mais sofisticada. Nada disso é mau. O problema surge quando o espetáculo nas bancadas passa a ser mais importante do que o espetáculo dentro das quatro linhas. Quando a plateia substitui a massa adepta. Quando o silêncio vence o cântico.
O Benfica sempre foi mais do que um clube. Sempre foi um sentimento passado de pais para filhos, de avós para netos. Não vive de fotografias, vive de memórias. Não cresce com publicações, cresce com paixão. E essa paixão não se mede pelo número de "likes" conquistados, mas pelo número de vezes que uma voz rouca ajudou a empurrar a equipa para a vitória.
Talvez tenha chegado o momento de refletir sobre o verdadeiro significado de possuir um Red Pass. Não é apenas garantir um lugar. É assumir a responsabilidade de ocupar um lugar que milhares de benfiquistas desejavam ter. Cada cadeira vazia de emoção é uma oportunidade perdida de tornar a Luz um verdadeiro inferno para quem nos visita.
Porque o Inferno da Luz nunca foi construído em cimento. Foi construído por gente. Gente que cantava, sofria, acreditava e fazia acreditar. Gente que percebia que apoiar a equipa não era um extra do espetáculo; era parte essencial dele.
O Benfica não precisa apenas de um estádio cheio. Precisa de um estádio vivo. Porque entre um lugar ocupado por quem quer dizer "eu estive lá" e outro ocupado por quem faz a equipa sentir "nunca estará sozinha", existe toda a diferença entre um Inferno da Luz... e um simples inferno de luxo."

Zero: Mercado - Schjelderup quer sair; Sporting tem novo alvo

BF: Não fica assim...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - O que esperar do novo Sporting?

Observador: E o Campeão é... - "Jesus não é burro" e sabe o que diz sobre a seleção

Observador: Três Toques - Trincão a ganhar mais do que os campeões mundiais?

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - Mundial #28

Tiki - Tasca #6 - FC Porto é o principal candidato ao Titulo!

Tailors - Final Cut - S05E30 - Fernando Tavares

Antena 3 - Triplo Duplo - Hugo Sousa

Durán apresentado


"Jhon Durán, avançado internacional colombiano, passa a representar o Benfica. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Reforço
Jhon Durán chega à Luz por empréstimo do Al-Nassr. "Quero jogar bem, dar tudo e sagrar-me campeão", sublinha.

2. Sorteio da Liga Europa
Passando a 2.ª pré-eliminatória de acesso à fase de liga da Liga Europa, o Benfica defronta o derrotado do embate entre Sturm Graz e Hearts.

3. Ingressos disponíveis
Na próxima sexta-feira, às 18h00, o Benfica tem um jogo de preparação com o Belenenses no Estádio da Luz.

4. Transferência
André Gomes passa a representar o Casa Pia.

5. Jogos-treino
A equipa B defrontou o Torreense e os Sub-23 e Juniores mediram forças com o Alverca B.

6. Calendário definido
Os Juvenis já conhecem o calendário da 1.ª fase do Campeonato Nacional.

7. Início da pré-época
A equipa feminina de futebol do Benfica começa a preparar a nova temporada amanhã, 22 de julho.

8. Reforços
Foram apresentados 3 novos elementos do plantel masculino de andebol do Benfica.

9. Zona Mística
Depois de 22 anos de águia ao peito, o hoquista Diogo Rafael termina o percurso no Clube.

10. Concerto de Balneário
Bia Caboz atuou para os bicampeões nacionais de futsal e para as tridecacampeãs nacionais de hóquei em patins.

11. Distinção
Jhonathan Andrade foi eleito, ao serviço de Portugal, para o 5 ideal do Europeu Sub-20 Divisão B de basquetebol.

12. Entrevista de despedida
A capitã da equipa feminina de polo aquático do Benfica termina a carreira."

Mundial 2026: o triunfo do futebol, a vitória do modelo de negócio


"Há muito que o Campeonato do Mundo deixou de ser apenas um torneio de futebol. O Mundial de 2026 veio confirmar esta evidência de forma particularmente expressiva. A competição disputada entre Estados Unidos, Canadá e México não representou apenas uma mudança de formato, ao acolher pela primeira vez 48 seleções, mas simbolizou também uma nova etapa na estratégia da FIFA para transformar o futebol num produto global de escala quase ilimitada.
O espetáculo cresceu. O negócio também. A questão que permanece é saber se o jogo (e o adepto de futebol, em particular) saiu verdadeiramente beneficiado. A resposta não é linear.
O alargamento da prova permitiu cumprir uma das ambições mais repetidas pela FIFA nos últimos anos: tornar o Mundial mais abrangente, mais representativo. E assim foi, nunca tantas federações tiveram acesso ao maior palco do futebol internacional e isso traduziu-se numa multiculturalidade que importa reconhecer.
Seleções tradicionalmente afastadas dos grandes centros do poder futebolístico apresentaram níveis de organização, competência tática e maturidade competitiva que desmentem a ideia de que o futebol de elite continua reservado às potências europeias e sul-americanas.
Marrocos confirmou que a extraordinária campanha de 2022 estava longe de ser um episódio isolado. A Noruega afirmou definitivamente uma geração capaz de competir com qualquer adversário. Paraguai, Cabo Verde ou Colômbia demonstraram que investir em estruturas, formação e estabilidade técnica pode reduzir diferenças históricas e fazer florescer talentos com potencial internacional.
O futebol global tornou-se, efetivamente, mais equilibrado e competitivo. Mas essa evolução positiva não deve esconder a outra face da moeda.
A expansão do Mundial responde, antes de mais, a uma lógica económico-financeira. Mais seleções significam mais jogos, mais receita com direitos televisivos, mais patrocinadores, maior volume de receitas e consequentemente maior influência política da FIFA. Poucos acreditarão que a principal motivação do alargamento da competição se esgote na dimensão desportiva.
As consequências foram, aliás, visíveis ao longo do torneio. O calendário tornou-se mais exigente, a recuperação física dos atletas mais difícil e as deslocações entre estádios e locais de concentração, distribuídos por três países e milhares de quilómetros de distância, levantaram questões legítimas sobre equidade competitiva. Nunca um Mundial exigiu tanto aos jogadores, precisamente numa época em que os principais treinadores europeus alertam para a sobrecarga física provocada pela sucessão interminável de competições.
Espanha e Argentina chegaram justamente à final porque foram, desde cedo, as equipas que melhor compreenderam aquilo que um torneio desta dimensão exige: qualidade individual aliada a um espírito de sacrifício coletivo, consistência tática e capacidade de adaptação.
Espanha representa provavelmente o projeto futebolístico mais sólido da atualidade. Durante anos discutiu-se se o país conseguiria reencontrar a identidade perdida após o ciclo extraordinário iniciado em 2008. A resposta chegou neste Mundial. A seleção de Luis de la Fuente recuperou os princípios históricos da escola espanhola — domínio da posse de bola, inteligência posicional e superioridade técnica — acrescentando-lhes intensidade e um posicionamento tático irrepreensível.
Mais impressionante do que a qualidade do seu futebol foi a naturalidade com que controlou adversários que poderiam ter criado grandes dificuldades. Eliminou Portugal, Bélgica e França praticamente sem perder o controlo emocional dos encontros. Sofreu pouco, concedeu poucas oportunidades e transmitiu uma maturidade tática raramente observada em seleções nacionais.
Rodri afirmou-se definitivamente como um dos médios mais influentes do futebol mundial, Pedri voltou a demonstrar uma inteligência posicional extraordinária e Lamine Yamal confirmou aquilo que já poucos ousavam negar: o futebol europeu encontrou mais uma figura destinada a marcar uma geração.
A Argentina percorreu um caminho distinto, mas igualmente convincente. A equipa de Lionel Scaloni não impressiona tanto pelo domínio territorial ou pela estética do seu futebol. É uma seleção que sabe sofrer, que aceita momentos de inferioridade sem perder organização e que conserva uma confiança quase inabalável mesmo quando o jogo lhe é desfavorável.
Conduzida por um génio, Lionel Messi, a Argentina conseguiu construir uma identidade coletiva suficientemente sólida para sobreviver às inevitáveis mudanças geracionais que se adivinham. Essa talvez seja a maior vitória de Scaloni.
Se Espanha simboliza a superioridade do modelo coletivo, a Argentina representa a força da cultura vencedora.
A França exibiu enorme profundidade de talento, mas revelou dificuldades em transformar superioridade em eficácia. A Inglaterra voltou a aproximar-se da excelência sem conseguir, ainda assim, alcançar a tão ambicionada final. O Brasil protagonizou uma eliminação que dificilmente poderá ser dissociada da instabilidade estrutural que tem marcado a CBF nos últimos anos.
Nunca, como hoje, o futebol esteve tão profundamente integrado nas estratégias de afirmação do poder político internacional. A utilização diplomática da competição, o negócio galáctico dos direitos televisivos e a valorização planetária que a sponsorização atingiu, transformaram este Campeonato do Mundo numa das maiores plataformas de influência à escala global.
A FIFA desde há muito que deixou de ser apenas uma entidade reguladora do futebol e transformou-se num dos principais atores políticos e económicos do entretenimento de massas.
Talvez essa seja a principal lição que o Mundial de 2026 nos deixa. O futebol continua a ser um desporto extraordinário. O problema é tudo aquilo que, hoje, gravita à sua volta."

Pedri e o pai, penáltis de amor


"O PENÁLTI. Pedri tem o futebol nos pés e o coração no lugar certo. Foge da tragédia a que chamamos futebol moderno, de bisturi nas mãos e a gratidão no pensamento.
Na relva, coze e costura o estilo prêt-a-porter do Barcelona e de Espanha, um casual chic prático e vencedor. Estampa a inteligência num passe de morte e a classe num beco aparentemente sem saída. Um craque.
Aos 23 anos, percebe o peso da memória na obrigação catalã de bem jogar e os ares da revolução tiki-takiana na La Roja – que a Fúria repouse em paz
Mais importante ainda: Pedri é, além de um tremendo futebolista, um extraordinário filho.
Um filho a quem a fama e a moda não roubam o chão: antes de ser o Pedri do Barcelona, Pedri era só o filho de don Fernando González.
Em Tegueste, pequena urbe em Tenerife, todos os conhecem. São respeitados por saberem respeitar, são queridos por se fazerem querer. E estimar.
Quando a família crescia e o dinheiro encolhia ao fim do mês, don Fernando tomou a mais difícil das decisões: abdicou do seu maior sonho.
A mulher ter-lhe-á exigido juízo. Os treinos noturnos, nas balizas enlameadas e de luvas mal calçadas, foram cancelados. Havia filhos e outros sonhos, prioritários: os sonhos dos pequenotes.
O avô de Pedri morreu, a cafetaria da família ficou sem dono e os treinos do próprio Pedro faziam-se tarde e a más horas. A lógica triunfou sobre a utopia.
Fernando deixou de agarrar bolas e agarrou-se ao volante, à máquina de café, ao balcão e às tortilhas.
Esse sacrifício acabou há alguns anos.
O sucesso de Pedri deu descanso aos pais. E devolveu don Fernando às balizas.
Após cada troféu conquistado, o ritual repete-se. Fernando assume a porteria e o filho remata-lhe a bola para as mãos, para que o pai voe e sonhe - por uns segundos - com o que poderia ter sido um dia, se a vida em Tegueste fosse diferente.
Em New Jersey, a cena foi particularmente bonita.
Pedri, novel campeão do mundo, afastou-se dos colegas e chamou o pai. Don Fernando avançou para a baliza onde Ferran Torres, minutos antes, marcara a Dibu Martinez. E voou.
Seja qual for a bola, a velocidade do pontapé ou o estádio, Fernando defende sempre. Afinal, não há paradas impossíveis para quem agarra o amor de um filho.

A FINAL. Permitam-me a derradeira vénia a Lionel Andrés Messi Cuccittini. Rodeado de banalidade e aspereza, o génio de Rosario caminhou de cabeça baixa, em sentida solidão, até à porta de saída do gigantesco MetLife Stadium.
«Mostrem-me um herói e escreverei uma tragédia», anunciou um dia F. Scott Fitzgerald, criador do The Great Gatsby e de outras epopeias de ascensão e queda.
Messi não merecia a ignomínia desta final, o peso de uma Argentina sem remates, sem futebol, impotente e vazia.
É possível amar o legado de dois génios (Leo e Diego Armando Maradona), de duas divindades, e execrar este grupo liderado por Scaloni? Sim, mil vezes sim.
O selecionador teve o mérito de escolher as ferramentas adequadas para entregar Leo Messi ao Olimpo em 2022, e até esteve perto de repetir o feito, só que perante a elite da Espanha Delafuentista as suas limitações foram sofríveis.
É impossível ver esta final de 2026 e não encontrar reminiscências de 1990, de uma Argentina maradoniana, batida pela RFA na final do Italia90. Uma Argentina também liderada por um D10S, mas castigada pela vulgaridade de apóstolos efervescentes e limitados.

DE LA FUENTE. Mérito total de uma enorme Espanha, onde o selecionador sereno não cede a pressões clubísticas (nem um jogador do Real Madrid nos convocados) e onde a diversidade vai do País Basco às Canárias, da Catalunha à Andaluzia, até ao Gana (Williams) e a Marrocos (Yamal).
Uma Espanha onde os futebolistas, quase todos, ostentam consciência social e política.
Daí ter sido especialmente conciliador, e uma luz de esperança, ter visto no pódio da final tantos deles a desprezarem, na indiferença e no desvio de olhares, aquele pateta que desconhece o significado de um cartão vermelho.
Na língua de Cervantes, o argentino Jorge Valdano, poeta e goleador de ironias, diria que «o futebol é um estado de ânimo» e que esse espírito decreta opções e caminhos.
Se assim for, a esta Espanha só lhe resta a Gran Vía da Eternidade. Um colosso!"

Trump e a FIFA: quando a política joga futebol


"O Direito ao Golo vai para a Seleção Espanhola, vencedora do Mundial. Jogou um futebol bonito, venceu e convenceu. O Mundial na América foi um sucesso: estádios cheios, adeptos contentes, um espetáculo fantástico. Foi mesmo a grande festa do futebol. A FIFA venceu a aposta de ter 48 seleções no Mundial. Não gostei de todas as inovações: o jogo devia ter duas partes e não quatro, não se pode ceder aos interesses comerciais em tudo! Mas no geral foi uma festa enorme.
Como em Mundiais anteriores a política esteve presente. Trump vangloriou-se de conseguir, com um telefonema ao presidente da FIFA, que esta suspendesse parcialmente a sanção aplicada a Folarin Balogun, jogador da seleção dos EUA. Na minha perspetiva, Trump não devia ter intervindo. Mas Gianni Infantino também não devia ter acedido. Certo que não deve ser fácil dizer não ao Presidente dos EUA, ainda para mais quando os Estados Unidos são o país anfitrião de um Mundial, que é, provavelmente, o mais bem-sucedido de sempre. E muitos eleitores americanos terão apreciado a ação do Presidente a defender os interesses do seu país.
A FIFA decidiu bem? Ou decidiu mal? E podia «suspender a implementação da medida disciplinar»? Podia. O artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA diz isso mesmo (na alínea 1: «O órgão judicial pode decidir suspender, total ou parcialmente, a implementação da medida disciplinar». A alínea 2 explica que «a suspensão (…) da sanção sujeita a pessoa a um período probatório (…)».) Do ponto de vista técnico isto é importante pois a FIFA não tirou o cartão vermelho ao jogador. Este foi expulso e o jogo continuou. Houve sanção; o que não houve foi o cumprimento integral da mesma. O mesmo se tinha passado com Ronaldo. Curiosamente, também lhe foi retirada parte da sanção depois da visita à Casa Branca.
A Federação Belga argumentou que o artigo 66 do mesmo Código dizia que «uma expulsão incorre automaticamente numa suspensão para o próximo jogo (…)». E que por isso a decisão da FIFA estava errada. Mas, como era de esperar, a FIFA manteve a sua decisão.
Viu-se, no entanto, obrigada a dar explicações. Além de proclamar a sua «independência» num comunicado oficial, a FIFA explicou que manteve a sanção de multa (40 mil dólares) e, como vimos acima, que apenas suspendeu parcialmente os efeitos da sanção. Insistiu ainda que a suspensão parcial da execução de uma sanção é uma decisão habitual nas federações de futebol e, por isso, nada tem de extraordinário.
Num ponto a FIFA tem razão. A decisão nada tem de invulgar e não teria dado escândalo não fosse Trump ser um tipo de pessoa que torna, para o bem e para o mal, o exercício do poder mais transparente. Outros presidentes, americanos e não só, procurariam exercer as mesmas influências, mas não assumiriam o crédito publicamente. Trump é diferente: divulga imediatamente nas redes sociais as suas intervenções. Isso, claro, torna a vida difícil àqueles que, com vontade ou sem ela, se veem obrigados a fazer o que pede o Presidente americano.
A Lei Prestiani, a norma introduzida pela FIFA que prevê a expulsão de um jogador por tapar a boca durante uma conversa em campo, levou mais uma machadada. Como se escreveu nesta coluna, a regra era um disparate: os jogadores têm direito à sua privacidade. E por isso, quer a UEFA quer a Conmebol (a UEFA da América do Sul) decidiram pela sua não aplicação nas competições que organizam. Aposto que é uma regra que vai ter uma morte discreta."

Messi não vê o mesmo que Cristiano Ronaldo


"Um olhar sobre o futuro da Seleção Nacional sem Cristiano Ronaldo, em comparação com a Messi-dependência que a Argentina mostrou no Campeonato do Mundo

Cristiano Ronaldo e Lionel Messi não anunciaram o adeus às seleções de Portugal e Argentina, até ver, mas o Campeonato do Mundo deste ano foi visto como uma última dança de ambos, pelo que não deixa de fazer sentido, agora que terminou a prova, olhar para o futuro de ambas as seleções sem estas lendas que inspiraram o futebol mundial nos últimos vinte anos.
Com oito golos e quatro assistências no torneio, Messi mostrou que, mesmo aos 39 anos, continua a ser um dos melhores do mundo, se é que não foi mesmo o elemento mais preponderante do campeonato. O corpo já não terá a reação de outros tempos, mas a relação entre a cabeça e o pé esquerdo continua sobrenatural, naquela genialidade tão individualista e coletiva ao mesmo tempo. Toda a gente sabe que a bola vai lá chegar, mas ele consegue encontrar espaço para a receber, mesmo que o adversário tenha montado uma teia para o tentar controlar. Se está sozinho contra um adversário, desequilibra; se atrai dois ou mais, entrega ao colega que ficou solto. Tão simples e tão distintivo ao mesmo tempo.
Mas aquilo que Messi fez no Mundial 2026, quando comparado com o rendimento de jogadores como Lautaro Martínez, Julián Alvarez, Nico González, Thiago Almada ou Giuliano Simeone, mostra que a dependência terá sido mais elevada até do que em 2022. E o problema não está só na frente: tirando Valentín Barco e Nico Paz, que pouco jogaram no Mundial, a Albiceleste tem pouco sangue novo para revitalizar a equipa.
Para Portugal, que mais tarde ou mais cedo vai ter de seguir em frente sem Cristiano Ronaldo, esse exercício parece mais auspicioso, tendo em conta que a convocatória para o Mundial tinha sete jogadores com menos de 25 anos: Tomás Araújo, Gonçalo Inácio, Renato Veiga, Nuno Mendes, João Neves, Francisco Conceição e Gonçalo Ramos, que completou um quarto de século de vida durante o torneio. A Argentina tinha apenas três: Valentín Barco, Nico Paz e Giuliano Simeone.
Portugal não precisa de vitórias morais — nem sequer o argumento de que foi eliminado pelo campeão do mundo, ou que foi a equipa que mais perigoso criou aos espanhóis —, mas pode agarrar-se a argumentos positivos para o futuro.
O legado de Cristiano Ronaldo (e de Lionel Messi) é tremendamente pesado, até do ponto de vista financeiro, mas a última dança não levou todos os artistas."

Oliveira: CHEGA AO FIM O MUNDIAL! TODOS OS DESTAQUES!

TugaFut - A ESPANHA SALVOU O FUTEBOL 🇪🇸🏆

Pre-Bet Show - Mundial #11 - SERÁ ESPANHA A MAIOR SELEÇÃO DESTE SÉCULO? 🏆

Mata Mata - A ESPANHA É CAMPEÃ DO MUNDO! 🇪🇸🏆 O fim do Mundial… e o início de uma nova era!

Jogo Pelo Jogo - S03E50 - Espanha campeã del mundo

No Princípio Era a Bola - A melhor equipa do Mundial ganhou - e Espanha venceu mesmo de forma arrasadora

Segundo Poste - Mundial #6 - "Argentina e Messi não apareceram na final"

DAZN: Top ou Nem Por Isso - Que momentos marcaram este Mundial?

terça-feira, 21 de julho de 2026

Durán


É oficial, Durán é jogador do Benfica, por empréstimo, com uma clausula de compra, de 30 milhões! Com os ordenados a serem divididos com o Al Nasr!!! Acaba por ser um risco financeiro baixo... 


Desportivamente, é uma incerteza! O Durán do Aston Villa, seria sempre um dos melhores avançados de sempre a jogar no Tugão! O Durán no Al Nasr até não jogou mal, tendo em conta a conjuntura! Mas na Turquia e na Rússia, duas pequenas lesões pelo meio, acabou por impedir a sua convocação para o Mundial ao serviço da Colômbia!
A minha esperança passa por aí... acredito que ele não gostou de ver o Mundial pela televisão! Acredito que ele quer relançar a sua carreira, um pouco como o seu compatriota fez o ano passado, nos nossos vizinhos!!!


Não sei se o Pavlidis, vai ser vendido, ou se vão rodar, ou até se vão jogar juntos, algo que é perfeitamente possível em muitos jogos do Tugão! Mas são avançados diferentes, muito sinceramente não me recordo dum avançado destas características no Benfica, nas últimas épocas...!!! Um Magnuson, com mais velocidade?!!! Talvez... O calendário vai ser muito duro, com muitos jogos, e com vários jogadores com férias demasiado curtas, é preciso pernas frescas, qualidade e neste caso pontaria!!!

BI: Megafone #289 - Abram alas que chegou o Duran

Terceiro Anel: Durán...

5 Minutos: Durán...

Os Gloriosos Benfiquistas - S06E04 - Villarreal...

Resumo...

Cosmética...

FALTA ORIGINALIDADE AOS GUIONISTAS


"Quando o Benfica contrata um jogador já se sabe que contrata também um monte de defeitos e um monte de problemas.
Na época passada arranjaram uma novela assim que foi anunciada a contratação de Ríos: ai, ai, como seria a relação com Otamendi porque tinham tido um qualquer desaguisado quando ao serviço das respetivas seleções.
Agora, assim que foi dado como certo o empréstimo de Durán, ai, ai que vai fazer faísca com Ríos por causa da ex-namorada de um que casou com o outro.
Convinha um pouco mais de originalidade nestes guiões para encher programas televisivos com intermináveis horas de duração a divagar sobre o Benfica que lhes garante as audiências.
Sabem que mais? Tomara eu que todas as questões com Durán se limitem a uma mulher que era de um e passou para outro - teríamos um Durán que seguramente arrasaria na liga portuguesa. Assim seja."

Quinta-feira, Benfica a sério


"Faça-se justiça a Marco Silva, que tem feito crescer os meios reduzidos que lhe colocaram à disposição. Mas até ter o plantel ‘ideal’, vão passar algumas semanas em que a cobrança permanecerá elevada. Ok, jogo a jogo. Já o FC Porto evoluiu na continuidade e vale a pena chamar a atenção para a revolução em marcha no Sporting.

Na próxima quinta-feira, na Suíça, o Benfica começa a época oficial de 2026/27 com um compromisso prévio (se tudo correr bem aos encarnados ainda terão mais dois, num total de seis jogos), rumo à fase de grupos da Liga Europa.
Houve duas improbabilidades, que se concretizaram, na caminhada da equipa de Mourinho na temporada passada, a primeira foi uma arbitragem adversa em Famalicão, que colocou o Benfica num patamar que certamente não esperaria (e o que vai acontecer ao árbitro, que comprovadamente mentiu no relatório de jogo, e vem agora insurgir-se contra a APAF por não lhe ter dado ainda maior cobertura, quando a questão de fundo é outra: cada vez que entrar em campo, haverá algum clube que acredite nele? Esta é a situação em que se perde a condição de ser juiz seja do que for, e parece que ninguém está a valorizar devidamente…), a segunda, a vitória histórica do Torreense (parabéns reiterados e muita sorte na UEFA!) sobre o Sporting na final da Taça de Portugal, que atirou o Benfica para a necessidade de fazer meia dúzia de jogos europeus com que não deveria estar a contar.
Marco Silva, que estaria à espera de uma resposta mais pronta dos dirigentes encarnados às necessidades da equipa, perante um quadro em que o Campeonato do Mundo entrou na equação, fez o coletivo crescer do encontro (musculado) com o Flamengo, para a partida com o Villarreal, e enfrenta o St. Gallen com os melhores argumentos de que dispõe, em muitos casos fazendo limonada com os limões que tem à disposição.
O Benfica, que não vive no desafogo de outrora - e se calhar, por isso, está a ser mais lento, por mais criterioso, nas escolhas - acertou em cheio quando convenceu Marco Silva a trocar a Premier League pela Liga portuguesa. Mas o treinador não joga, potencia, quanto muito, jogadores, e neste momento da época Marco está a caçar, à falta de cão, com gato, na esperança de, um dia destes, ter à disposição o plantel que lhe foi prometido. Quando se fizer a história desta pré-temporada dos encarnados, chegar-se-á à conclusão de que o Benfica fez a preparação da época recorrendo a jogos internacionais de elevada responsabilidade. O que é o mesmo que andar no arame sem rede. Sem querer parecer arauto da desgraça, espero bem que todas estas circunstâncias sejam chamadas à colação quando forem pedidas contas pelo arranque da época. Porque, mesmo que este ‘desenrascanço’ inicial venha a correr bem, haverá sempre uma fatura a pagar, lá para novembro ou dezembro, que não deve chegar à caixa de correio (ou email…) de Marco Silva.
De forma sumariada, gostava de dizer que o FC Porto tem feito uma evolução na continuidade serena e competente, sem grandes alardes mediáticos, mas reforçando a equipa onde precisa, e criando condições para o aprofundamento do método de Farioli, enquanto que o Sporting, que está a mexer estruturalmente na base, corre riscos quiçá superiores aos que está a antecipar. Aceitando que, nuns casos, as saídas eram inevitáveis, e noutros eram aconselháveis, o que vai ser pedido a Rui Borges está muito para lá do que o treinador foi chamado a entregar, em Alvalade. Admito que, depois de ver os novos jogadores e o encaixe que o técnico apresentará, possa mudar de opinião. Para já, apenas identifico o risco…

CARTAS
ÁS
Tadej Pogaçar
Depois de ter tido o privilégio de ver Eddy Merckx (que entrevistei!) nunca me passou pela cabeça testemunhar o advento de outro ‘canibal’. Pogaçar já não compete contra o resto do pelotão do Tour, a meta dele é a história, porque não se trata de ganhar, mas sim de como se ganha…

REI
Gianni Infantino
Haverá quem goste do prémio que, antes do Mundial, deu a Trump? Muito poucos. Ou que aceite de bom grado a cunha que o presidente dos Estados Unidos lhe meteu? Raros, serão. Mas o Mundial foi um sucesso desportivo e financeiro, e o presidente da FIFA tem a reeleição no bolso…

DUQUE
Gustavo Correia
Este árbitro, depois de se desvincular da APAF, representa o cúmulo do indesejável: alguém que faz do corporativismo uma forma de estar, depois de ter sido desmascarado, pelo Conselho de Disciplina da FPF, que até usou, com ele, critérios incompreensivelmente brandos. Um fardo…

FOTOLEGENDA
NORUEGA
A seleção da Noruega fez um excelente Mundial, em todas as frentes. No âmbito desportivo superaram as expetativas, batendo-se que nem heróis por uma presença nas meias-finais, que acabou por fugir-lhes por muito pouco. E que dizer dos adeptos, em sintonia perfeita com a equipa, com todos a remarem na mesma direção, cativando a atenção dos norte-americanos, que desconheciam que tal ligação existia? Finalmente, apesar de não terem passado dos melhores oito, tiveram direito a uma receção de heróis, mostrando ao Mundo que é possível ter uma abordagem sã ao futebol, valorizando sem alienar, agradecendo, sem cobrar…

CAPA
Zidane contra os egos, o que se segue
Afinal de contas, a final B do Mundial sempre serve para alguma coisa. Por exemplo, para Portugal, a vitória, em 1966, sobre a URSS, valeu à Seleção Nacional a melhor prestação de sempre em Campeonatos do Mundo. Já para a Inglaterra, que depois de vencer em 1966, voltou a um pódio em 2026, foi um bálsamo para o orgulho ferido frente à Argentina. Quanto à França, venha ‘Zizou’, para acabar com a guerra dos egos..."

BTV: Zona Mística - Diogo Rafael...

Entrevista Inês Nunes...

Zero: Mercado - Leão com centrais em risco

BF: Marco...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Espanha bate Argentina: as ilações da final

Observador: E o Campeão é... - Argentina aborrecida, Espanha triunfante com maestro Ferran

Observador: Três Toques - Ferran à Iniesta: Espanha domina e salva o futebol

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - Mundial #28

BolaTV: Falso Plano #131 - Controlo anti-Pogi

DAZN: F1 - A 6.ª de Antonelli e uma abaixo de Russell

Boavista. "Nenhum clube deve morrer"


"No outro dia, pensei em tomar um antialérgico, mas suspeito que as ciências farmacêuticas ainda estejam aquém no desenvolvimento de uma solução para este problema. Contorço-me com a banal atribuição do distintivo de histórico a clubes que, desportiva e socialmente, nada fizeram para o merecer. Compreendo que seja um termo que o algoritmo aprecia, mas tão vulgar recurso a ele descredibiliza as equipas que verdadeiramente o são, como o Boavista.
As notícias recentes quase fizeram com que a última frase fosse escrita no passado. “O Boavista encerrou atividade.” Os humanos não foram dotados de amabilidade suficiente para comunicarem falecimentos sem causarem dor, mas esta está seguramente entre as maneiras mais rudes de se transmitir informação sobre uma morte.
Há uma diferença entre apoiar um clube por obrigação cultural e dedicar a vida a um símbolo. Quando se adota uma equipa, há mais um membro da família a sentar-se à mesa. No caso do adepto ser casado, convém até avisar a parelha de que está numa relação poliamorosa. Os tempos livres são aqueles escassos momentos em que, além de não haver trabalho, também não há um jogo ao qual é impreterível não faltar.
Desde 1903 que o Boavista é esta paixão incondicional para muita gente. Independentemente do limbo em que se encontra, a eternização dos axadrezados ficou a cabo de um título de campeão nacional (2000/01), um marco contracultural num país viciado em três cores. Ganhou ainda cinco Taças de Portugal e três Supertaças, conquistas cujos respetivos troféus foram incluídos nos bens que o tribunal decretou terem que ser colocados a leilão. Não é, de todo, disso que quero falar.
Preparam-nos para sentir luto por pessoas, algumas delas bastante próximas, nunca por um clube que julgamos ser uma fonte de alegria desde o momento em que o elegemos até ao último dia das nossas vidas. O desaparecimento do Boavista pode deixar uma massa adepta viúva, sem saber o que fazer com as horas anteriormente usadas para ir ver um jogo fora ou com o tempo gasto a inventar novos cânticos. Nem sempre há amanhã para aquilo que damos como garantido. No que a todos nós diz respeito, assistimos ao colapsar de uma parte relevante do futebol português, algo que é revelador da sua saúde.
Infelizmente, a última imagem que teremos do Boavista na I Liga é a de um grupo de jogadores contratados no centro de emprego treinados por um globetrotter. A descida de divisão foi uma completa inevitabilidade e, depois de não se ter conseguido inscrever nos escalões profissionais, o clube acabou no patamar mais rasteiro do futebol distrital, onde também não conseguiu reunir as condições para competir.
Há um ano, o Boavista foi declarado insolvente, mas sobreviveu apesar das dívidas de €150 milhões. No entanto, o clube foi agora impedido de continuar em atividade por falhar o pagamento aos credores, decisão que afeta 1500 atletas e 31 modalidades. Quem já parecia estar a adivinhar tudo isto, incluindo os efeitos malignos da desertora SAD, era a claque. Prevendo o desfecho ruinoso, os Panteras Negras criaram um clube que compete na distrital do Porto e que vai galgando divisões para, um dia, ceder os direitos desportivos ao clube que apoiam e encurtar o caminho de regresso ao topo.
A direção, liderada por Rui Garrido Pereira, tem na manga um plano de recuperação que pretende evitar o triste fado. Por agora, um grupo de sócios, adeptos e encarregados de educação angariou €50.000 e continua a aceitar donativos que permitam evitar que 2026 conste na lápide como o fim dos axadrezados. A propósito do “Movimento Salvar o Boavista”, que já alcançou o estrangeiro, um adepto inglês escreveu: “Estou convicto de que nenhum clube de futebol deve morrer. Os adeptos dão tudo pelos clubes e espero que consigamos impedir a queda deste grande.” Será o fenecer definitivo ou haverá vida além disto?

O que se passou
A jornada inaugural da I Liga já está agendada, mas até lá a pré-época continua. O Benfica deu seguimento aos preparativos para a estreia oficial na nova época. Com o mercado a ter efeitos assinaláveis no plantel, o Sporting também vai aquecendo os motores.
Kimi Antonelli voltou às vitórias em Spa e reforçou a liderança do Mundial de Fórmula 1.
Francisco Cabral, em dupla com Theo Arribage, esteve perto de conquistar o torneio de Bastad, mas perdeu na final.
Numa final 100% portuguesa, Teresa Bonvalot superou Francisca Veselko e venceu o Ballito Pro, etapa do circuito Challenge Series de surf."

Trincão: a promessa fica por cumprir


"Avançado rendeu-se aos milhões do deserto e terá abdicado de uma carreira mais condizente com o potencial que chegou a mostrar. Entretanto, o Sporting acelera uma revolução desportiva de risco

Acredito que Trincão tenha esperado até a um determinado limite, estipulado por ele, por quem o rodeia ou pelo clube que agora o recebe, para saber se conseguiria prosseguir a carreira num emblema de outra dimensão, nomeadamente num dos melhores campeonatos. Quando não havia escapatória, aceitou os muitos milhões em cima da mesa. Não passará obviamente fome, ele e as gerações que lhe sucederem. Não tenhamos pena dele.
Tenhamos sim do exílio do seu futebol para uma liga que, por muitos elogios que receba de quem lá mora ou morou, está longe do interesse que proporciona uma Big 5 e mesmo outros campeonatos periféricos. Com o sim que deu ao Al-Ahli, a caminho de cumprir 27 anos no final do ano, Trincão diz-nos algo como isto: «Esqueçam lá todas as promessas que vos fiz, esqueçam tudo o que prometi enquanto futebolista!»
É verdade que Trincão não transportou para o Wolves e depois para o Sporting o potencial mostrado em Braga e confirmado nos primeiros meses no Barcelona. No entanto, em Alvalade tornou-se, com o tempo, regular e fundamental para os treinadores que o tiveram como trunfo. Foram 47 golos e 51 assistências em 208 partidas, uma ação decisiva a cada 160 minutos de leão ao peito.
O futebolista tem a garantia de que há um selecionador a olhar sempre para a Arábia Saudita, nem que seja porque vem de lá e sempre defendeu essa liga acima do estatuto que realmente tem. Mas também há ainda por lá outros selecionáveis, como Félix, Rúben Neves e, aparentemente, ainda Ronaldo. Só que dificilmente ser jogador do Al-Ahli lhe trará um estatuto maior do que teve até agora na equipa de todos nós. A não ser que Jorge Jesus inverta toda a hierarquia ou alguém abandone, o que a esta distância não parece muito plausível. Ou seja, Trincão não crescerá em notoriedade, apenas assinou um plano de reforma antecipada.
Claro que o dinheiro é um fator fundamental, porém até veria Trincão a terminar a carreira de verde e branco. Serei só eu? Não faz mal. Já no que diz respeito ao Sporting, em Alvalade optou-se por uma revolução quase completa. A direção desportiva, calculo que com o aval do treinador, tem naturalmente esse direito, ainda que não deixem de ser referências que se perdem. O próximo será muito provavelmente Pedro Gonçalves, todavia já se falou em Bragança. É um atrás do outro. Inácio talvez fique como o líder. Mas terá lugares-tenentes suficientes?"

O Mundial acabou. A FIFA ganhou outra vez


"No Mundial há sempre uma seleção que levanta a taça. Mas há uma organização que levanta o negócio. Em 2026, a grande vencedora voltou a ser a FIFA.
O Mundial organizado nos Estados Unidos, México e Canadá foi vendido ao mundo como o maior de sempre. E foi. Pela primeira vez, participaram 48 seleções, distribuídas por três países anfitriões, num torneio com 104 jogos entre 11 de junho e 19 de julho. Tudo parece desportivo. Mas tudo é, cada vez mais, económico.
Mais seleções significam mais jogos. Mais jogos significam mais horas de transmissão. Mais horas significam mais inventário comercial. Mais inventário significa mais patrocínios, mais ativações, mais bilhetes, mais hospitalidade, mais conteúdos e mais dados. A bola continua a rolar, mas a máquina está cada vez mais bem desenhada.
A FIFA percebeu antes de muitos aquilo que várias ligas ainda fingem não ver: no desporto moderno, o produto já não é apenas o jogo. O produto é o ecossistema. É a viagem, o estádio, o conteúdo digital, a experiência VIP, o vídeo curto, o patrocinador, o videojogo, a camisola, o algoritmo, o turismo e a emoção convertida em receita.
O Mundial de 2026 é talvez o maior exemplo desta transformação. Não é apenas uma competição entre países. É uma plataforma global de entretenimento com 39 dias de atenção mundial concentrada.
Os números ajudam a perceber a dimensão. No orçamento inicial para o ciclo 2023-2026, a FIFA projetava receitas de 11 mil milhões de dólares, mais 4,5 mil milhões do que no ciclo anterior. Só os direitos televisivos estavam orçamentados em 4,2 mil milhões de dólares, os direitos de marketing em 2,6 mil milhões e a bilhética e hospitalidade em 3,1 mil milhões. Ou seja, mesmo antes de a competição começar, o Mundial já era um negócio de escala planetária.
Depois, as estimativas subiram. Relatórios mais recentes apontam para uma projeção de cerca de 13 mil milhões de dólares no ciclo 2023-2026, muito impulsionada pela expansão do Mundial e pelo novo Mundial de Clubes. Segundo a análise publicada pelo The Guardian, quase 9 mil milhões de dólares deverão ser gerados em 2026, ano do Mundial, tornando esta edição a competição desportiva mais lucrativa da história. A comparação é esclarecedora: os Jogos Olímpicos de Paris 2024 geraram 4,48 mil milhões de euros, cerca de 5,24 mil milhões de dólares. O Mundial joga noutra liga económica.
É por isso que discutir apenas se o novo formato é melhor ou pior para o jogo é ficar a meio da conversa. Sim, há argumentos desportivos: mais países representados, mais histórias, mais mercados envolvidos, mais oportunidades para seleções fora do centro tradicional do futebol. Mas há uma razão ainda mais poderosa: escala. A inclusão é a narrativa. A monetização é o modelo. A FIFA vende democratização, mas cobra por expansão.
A grande genialidade do modelo está aqui: a FIFA não depende verdadeiramente de quem ganha. Os adeptos dependem. Os países dependem. Os jogadores dependem. Os treinadores dependem. A FIFA não. Se ganhar uma potncia histórica, há audiência. Se ganhar uma surpresa, há narrativa. Se cair uma favorita, há drama. Se houver polémica, há atenção. E, no negócio contemporâneo do desporto, atenção é a matéria-prima mais valiosa.
Enquanto os clubes vivem presos à volatilidade do resultado semanal, a FIFA gere um ativo raro: um evento que mobiliza identidades nacionais, marcas globais e audiências massivas ao mesmo tempo. Nenhum clube possui esta combinação. Nenhuma liga consegue juntar, numa só plataforma, emoção nacional, rivalidade global, turismo internacional, marcas multinacionais e direitos televisivos planetários. O Mundial é o único produto desportivo que transforma bandeiras em receitas com esta eficácia.
O problema é que esta vitória económica também deve obrigar o futebol a fazer perguntas mais difíceis. Até onde se pode expandir sem diluir? Quantos jogos cabem na atenção dos adeptos? Em que momento a lógica comercial começa a alterar a essência competitiva? A FIFA ganhou outra vez, mas o futebol precisa de garantir que não perde demasiado pelo caminho.
No futebol moderno, os campeões mudam de quatro em quatro anos. A FIFA ganha sempre."

Um génio demasiado só no adeus perante a justa campeã


"Comentei na redação durante a final que estava a fazer lembrar 1990. Essa Argentina com um Diego Maradona com um joelho desfeito, a ter de comandar uma seleção com muitos elementos de qualidade duvidosa, diante de uma Alemanha com mais talento e também mais equipa. Messi não chegou lesionado ao jogo decisivo com a Espanha, mas os 39 anos pesam em muita coisa. Sobretudo na capacidade que sempre teve de desequilibrar no 1x1, chave-mestra para qualquer esquema tático que lhe aparecia para sempre.
'La Roja' tem os seus melhores jogadores numa fase bem diferente. Tem mais soluções e um grupo de trabalho mais extenso. Mais talento, tudo somado, também. E a ideia mais consolidada, uma identidade que atravessa várias décadas. Foi mais equipa e merece a segunda estrela no símbolo. Não foi sempre claro, mas não teve ninguém à sua altura durante todo o Campeonato do Mundo.
Ainda assim, não é a Espanha superlativa que dominou o mundo de 2008 a 2012, com a conquista de dois torneios continentais e um planetário. É uma 'Roja' diferente, com um processo mais versátil, contudo, menos avassaladora e sufocante. Nunca é fácil reinventar uma ideia que se esgota ao fim de uns anos e, também por isso, este é um belo trabalho de assinatura de Luis de la Fuente, que junta Mundial a Europeu na sua gestão.
Scaloni tentou, Messi tentou. Não sei se o selecionador argentino continuará, tamanha a emoção que carrega em cada desafio e o desgaste que por vezes não consegue impedir de deixar transparecer, porém é impossível não sentir empatia com a personagem e não aplaudir todo o trabalho. O adeus da 'Pulga' poderá ter influência nessa decisão.
A Argentina não foi brilhante na final — e Enzo, ao expulsar-se, ainda complicou mais as coisas —, mas mereceu chegar lá. Foi coração e alma, e também futebol. Só que o desenlace em Nova Jérsia, com tão grande superioridade espanhola, deixa o jogo de bem consigo próprio. Por muito que Léo merecesse outra despedida. Por muitas saudades que já nos provoque."

Penáltis: da sua conversão um cântico de glória… do seu falhanço a agrura da derrota


"Creio já ter merecido em tempos uma intervenção da minha parte na publicação deste tema. Contudo, tendo em atenção a qualidade de excelência prestada pelo doutor Sérgio Nuno no seu artigo de opinião referente ao assunto em causa neste nosso jornal A BOLA, publicada no passado 17 de julho, permitam-me chamar a atenção para algumas anotações complementares, já que tem sido verificado em algumas competições realizadas um dado fundamental, que pela sua conversão, surgir o cântico dos vencedores em glória, e na sua falha o toque a finados dos vencidos. Muitos são os exemplos ao longo do tempo, muito em especial neste Mundial 2026.
Surgem de forma frequente opiniões referentes a esta questão como se de um caso de sorte ou azar se tratasse no êxito para a sua resolução.
Sabemos hoje que a dinâmica do futebol e o seu grau de exigência para o sucesso, tem de estar ancorada de razões que sejam capazes de promover a capacidade de vencer resistências adversas, para a obtenção de níveis elevados de rendimento, para que se atinja o êxito.
Não sendo o futebol uma ciência, são várias as ciências que oferecem um contributo extraordinário para que tal aconteça, tais como: Fisiologia, Psicologia, Nutrição, Treino Desportivo, Estatística, Medicina Desportiva, Biomecânica, etc…, que, associadas a uma planificação e programação cuidada, podem conduzir ao sucesso na competição.
No correspondente ao caso em causa, isto é, na marcação de um penálti, estudos de vários autores como Morris e Franks (1997) e Wisiak (2004), ajustados e confirmados pessoalmente, uma bola que atinja em média uma velocidade de 100 a 120 km/h — 20.83 a 27.73 metros/segundo, demora a percorrer 600 a 400 ms (milissegundos) a ultrapassar a linha de baliza.
Caso o guarda-redes espere pelo remate para reagir, terá um diferencial de 338ms a seu desfavor, pois o seu tempo de reação é de cerca de 700ms, isto é, uma velocidade de reação de 4 metros /segundo, quando para ter tempo de defesa, deveria possuir uma velocidade de 7.7 m/s. Logo, o guarda-redes tem mesmo de se antecipar à saída da bola, pelo marcador, acompanhado do seu poder de intuição ou previsão antecipada do resultado. Pergunto: será possível treinar isto e em que condições o deverá fazer?
Sabemos que os maiores fatores para uma boa tomada de decisão e que podem influenciar a resposta, são: capacidade sensitiva, perceção, memória, atenção e concentração, capacidade de ultrapassar expectativas perante a pressão, capacidade intelectual, autoconfiança, motivação, boa condição física, etc…
Também a experiência acumulada referente aos jogadores marcadores, uma boa leitura da trajetória de corrida, o foco visual (perante níveis de ansiedade elevados, o jogador marcador tem tendência a centrar o seu olhar para as zonas de maior preocupação), a perna de apoio para o remate, a posição da bacia no momento do pré-contacto com a bola, a posição do braço contrário à perna do remate (tendência para um ligeiro ou amplo afastamento lateral), são indicadores a ter em conta no aspeto avaliativo para quem defende.
Ainda do jogador rematador (e também do guarda-redes), deverão estar associadas uma elevada capacidade de concentração, utilizando a capacidade respiratória, imaginação e visualização mental, focalizando de forma antecipada as condições de previsão do êxito, como sentir a bola a bater nas redes, ou na defesa da mesma, os colegas a aplaudir, o estado de graça autenticado com uma palavra/chave, eliminando fatores adversos, considerados como lixo (ruído, resultados negativos, experiências nefastas, condições atmosféricas, informações derrotistas que surgem do exterior…), e remetendo para o seu interior, um pensamento positivo misturado de afeto, que pode ser exemplo de familiares ou de pessoas que fazem parte do código pessoal de regeneração afetiva, pois, como temos dito, o pensamento positivo ajuda de forma extraordinária a concentrar naquilo que se pretende atingir e destruir o que se pretende evitar.
Num ou noutro caso, como atrás referi, deverá apelar ao nível da consciência uma palavra ou frase/chave, que funcionará como garantia de uma testemunha viva, ou âncora para o sucesso. Além do mais, poderá verificar o seu estado de ansiedade somática, analisando o suor de mãos, inquietação corporal momentânea, batimento cardíaco (sabemos que em situações desta natureza, a frequência cardíaca pode registar valores de 160 a 180/minuto… ou mais).
É evidente para se obter estes níveis de prestação, muita qualidade e perseverança no treino (que habitualmente cognominamos de engenharia ambiental, associada a outro palavrão — dessensibilização sistemática), que ainda estará para durar, (cada vez menos tempo do que o previsto), o seu processo de planificação e aplicabilidade.
Penso, por isso, que é preciso tudo fazer para que estas e outras questões que o jogo coloca devam ser resolvidas pelo treino, e que as questões do treino se apliquem no jogo, esse fenómeno que faz transitar para o pódio, o critério da verdade."

Os vencedores do Mundial


"Quando estas linhas entrarem na gráfica, pelo jornal, ou passarem a estar online no site de A BOLA, o vencedor absoluto do Mundial 2026, depois de 104 jogos disputados, estará encontrado, Espanha ou Argentina, embora Keyne, irmão de 3 anos de Lamine Yamal, esteja numa categoria especial de vencedor. Mas interessa-me mais outro tipo de vencedores, aqueles que passaram por Estados Unidos, México ou Canadá e, mesmo não tendo levantado taças, ficaram connosco.
A Escócia só distribuiu amor em Boston (também levou consigo toda a cerveja) e os sul-coreanos sentiram-se em casa no México; os selecionadores Javier Aguirre (México) e Gustavo Alfaro (Paraguai) mostraram-se mestres das conferências de imprensa e num nicho surpreendente, a seleção da Argélia foi adotada em grande comunhão pela sua vila do campo-base, Lawrence, no Kansas, cuja filarmónica local até aprendeu o hino argelino. O Irão lutou como pôde perante uma logística muito difícil, o Japão arrumou, como é costume, a Jordânia deixou doces.
De Cabo Verde para o Mundo, obviamente, Vozinha. O guardião de 40 anos encontrou fama mundial em poucos dias, depois do jogo com a Espanha e 30 dias depois de o campeonato ter começado, já anda entre os consagrados, a fazer jogos de lendas da FIFA em Nova Iorque.
Anunciadas as 48 equipas, muitos diziam ‘para que queremos jogos como o Curaçau-Equador?’ Pois bem, de que outra maneira teríamos tido as 15 defesas do guarda-redes Eloy Room na seleção que, desconfio, tinha as melhores camisolas da competição? E como veríamos Lumumba, o adepto-estátua da RD Congo?
Mas mudando das balizas para a frente, os americanos descobriram Erling Haaland. A jogar sem a pressão de candidato ou favorito, ou candidato a favorito, ou outro rótulo que se calhar Portugal faria bem em adotar, a seleção da Noruega foi avançando na competição relaxada, com um marketing simpático desde o início - das fotos ‘à viking’ até à remada feita em comunhão entre adeptos e mais para a frente com os jogadores no final dos jogos no relvado - com exceção daquele cidadão que pediu rigor histórico e se recusou a fazê-la, umas vez que os vikings não remavam em oceanos, apenas em rios.
Haaland e os companheiros adaptaram-se a tudo, do calor à cultura, momento que culminou com a chegada a Oslo com guanixim empalhado.
Por muito polémica que a organização tenha tido, sobretudo com interferências como o vermelho ao americano Balogun 'perdoado', uma coisa ficou: o hino cantado por todos o jogadores no círculo central é algo que manteria."

Boa companhia...

Top...

Virar as costas à dignidade!!!

A dose da 'Raiva' deve ter sido forte !!!

Cultura!

Dignidade: zero!

Ilustrativo!

Diferenças...

Chuveirinho #181

Renascença: Bola Branca - Tertúlia - O Espanha-Argentina e o que vem aí com Jorge Jesus

ESPN: Futebol no Mundo #614

TNT - Convocados...

Oliveira: Final...

Quezada: Final...

Observador: Relatório do Jogo - Final...

Rabona: Spain Are CHAMPIONS: La Roja Conquer LIFELESS Argentina | World Cup Day 34

AA9: SPAIN DOMINATE & EMBARRASS ARGENTINA 1-0 | WORLD CUP FINAL