Últimas indefectivações

domingo, 8 de novembro de 2026

10.ª Supertaça

Benfica 3 - 2 Sporting

Não foi fácil, mas foi justo... Começamos a perder, mas demos a volta, mesmo continuando a desperdiçar as bolas paradas! O Benfica é de longe a equipa mais ofensiva da Liga, às vezes, quando a eficácia está em baixo, ou o adversário marca em transição, tudo fica mais complicado, porque eles preparam os jogos, nesse sentido... Hoje, depois de sofrermos o golo inicial, parece que ficámos um pouco perdidos, mas com os minutos a passar a superioridade notou-se... A bomba do Zé no 2.º golo, foi decisivo!

Como é tradicional, no final do jogo o Porco do treinador do outro lado só disse disparates! A Lagartada 'vendeu' algumas das suas modalidades a ex-Corruptos, habituados a Fruta com recheio, no Andebol tem dado títulos, no Hóquei nem por isso, mas a frustração destas bestas, quando não ganham é impagável... vivem em realidades alternativas, habituados a arbitragens favoráveis durante toda as suas carreiras, quando as coisas lhes correm mal, os fusíveis avariam !!!

13.ª Supertaça

Benfica 3 - 1 Stuart Massamá

Mais um caneco, continuando a somar títulos, mesmo com mudanças na equipa...

Rápido...

Ac. Espinho 0 - 3 Benfica
20-25, 13-25, 19-25


Vitória esperada, no 1.º Set houve demasiadas facilidades, mas a diferença é grande...

112

Benfica 112 - 78 Esgueira
23-20, 26-14, 27-28, 37-16

Pontaria afinada, sem o Barrett, com todos a contribuir... Apesar do jogo ter estado sempre controlado, foi só no último período que o fosso foi cavado!

Antevisão...

Terceiro Anel: React - Antevisão - Marco Silva - Estrela

BI: Antevisão - Estrela

Os Gloriosos Benfiquistas - É para cima deles - S02E22 - Estrela

Capacetes !!!

Esta puta ter um apito na boca, devia ser crime !!!

UMA AUTÊNTICA PALHAÇADA!


"O Conselho de Disciplina da FPF sancionou Samu com a multa de 612 euros pela "prática de uma infração disciplinar" prevista no artigo 167º do RDLPFP (regulamento disciplinar da Liga, julgo). E a que se refere esse artigo? Refere-se à "inobservância de outros deveres"! Confuso? Eu também, uma vez que o CD não identifica o comportamento concreto que esteve na origem do castigo. Sim, leram bem, não identifica o comportamento concreto que esteve na origem do castigo!
Em suma: se castiga é porque considerou válida a queixa apresentada pelo Benfica pelo murro dado por Samu nas costas de Bah sem a bola estar jogável. Desde quando uma agressão não é punida com jogos de castigo? Perguntem ao CD e a resposta será elucidativa: "inobservância de outros deveres!"
O árbitro e o VAR não viram nada. O CD viu mas não viu. Mais uma palhaçada bem à medida deste pobre futebol português."

612

Os donos...

Sub23

Liga: Sporting 1 - 0 Moreirense

Liga: Alverca 1 - 1 Casa Pia

BF: Extremos...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Será que Paulo Fonseca consegue ressuscitar os leões?

Futpedia #34 - BATALHA ROYAL NO 1 CLUBE & 1 NACIONALIDADE = 1 JOGADOR 🔥

Vinte e Um - Como eu vi - Lech...

GCenteio - A Weekend in Lisbon With Dad | His First Benfica Match

Zero: Negócio Mistério - S07E07 - Alex...

Rola Bola - S03E10 - ADEUS Cristiano (CR7) R. Borges FORA! Até que enfim FOGO🔥 na Champions League

Aquecimento...


Lanças...


Como 1907: quando a liderança transforma a ambição em resultados


"O Como 1907 protagonizou esta semana um dos resultados mais surpreendentes da Liga dos Campeões, ao vencer o Lens por 9-1, em França. Marcar nove golos fora de casa, numa competição desta exigência, é um feito extraordinário, que iguala o recorde de golos marcados por uma equipa num único jogo, mas o que mais me desperta a atenção não é propriamente a goleada - é o percurso de um clube que, há apenas sete anos, disputava a quarta divisão italiana e que hoje compete ao mais alto nível do futebol europeu. E, sobretudo, a forma como esse crescimento foi pensado e concretizado porque, por detrás dos resultados, existe um projeto com visão, investimento, organização e uma liderança que tem sabido criar as condições necessárias para transformar a ambição em resultados consistentes.
Em 2019, quando a família Hartono assumiu o controlo do clube, o Como estava longe dos grandes palcos do futebol europeu. O investimento trouxe capacidade financeira, mas o dinheiro, por si só, não explica o percurso. Quantos clubes dispuseram de recursos consideráveis sem conseguirem construir uma identidade ou alcançar resultados proporcionais? A diferença está na forma como os recursos são utilizados e, principalmente, na existência de uma visão que orienta as decisões. No Como 1907, essa visão ultrapassa o resultado do próximo jogo... o clube desenvolveu uma estrutura de recrutamento assente na análise de dados, na avaliação humana e numa articulação entre diferentes áreas de competência. Os indicadores ajudam a identificar jogadores, mas não substituem o conhecimento dos profissionais nem a decisão final da estrutura desportiva.
Num futebol cada vez mais condicionado pela urgência de vencer, o Como 1907 procura olhar para cada contratação como parte de um processo de desenvolvimento. Não basta perguntar se um jogador tem qualidade para chegar, é necessário perceber como pode evoluir, que contexto precisa de encontrar e de que forma se enquadra na identidade coletiva.
Nico Paz é um exemplo desta filosofia - formado no Real Madrid, encontrou no Como 1907 minutos, confiança, responsabilidade e um ambiente favorável à afirmação do seu talento. O clube não se limitou a contratar um jogador promissor - criou condições para que esse potencial se transformasse em rendimento e valorização. É precisamente aqui que a liderança assume um papel determinante: identificar talento é importante, mas criar as condições para que esse talento cresça é o que distingue os projetos verdadeiramente consistentes.
Há também uma presença portuguesa nesta estrutura que merece ser destacada... refiro-me ao Rúben Soares, profissional de excelência que conheço pessoalmente há largos anos e que integra a equipa técnica do clube italiano como analista de desempenho, depois de um percurso ligado ao Benfica. A sua presença num projeto desta dimensão é mais um exemplo da competência dos profissionais portugueses que trabalham no futebol internacional, muitas vezes longe dos holofotes, mas com um contributo importante na preparação, na análise e no desenvolvimento das equipas. Num futebol de elevada exigência, o sucesso constrói-se também através destes profissionais, cuja qualidade e conhecimento ajudam a transformar informação em melhores decisões.
Cesc Fàbregas representa, naturalmente, uma peça fundamental desta construção e, neste caso, a minha admiração pela sua capacidade de liderança não nasceu agora, com os resultados do Como 1907. Tive a oportunidade de conversar com ele no Mónaco, há sensivelmente 10 anos atrás, no âmbito da preparação de um dos meus livros, e recordo-me da impressão que essa conversa me deixou. Vi nele características e traços de personalidade que sempre associei aos grandes líderes: inteligência, clareza de pensamento, empatia, visão, convicção nas suas ideias e uma consciência muito precisa daquilo que pretende alcançar. Era evidente que estava perante alguém que não se limitava a conhecer profundamente o futebol, mas que tinha também uma forma muito própria de pensar o jogo, de interpretar as pessoas e de olhar para o futuro. Hoje, ao acompanhar o seu trabalho como treinador, reconheço muitos desses sinais. Fàbregas chegou ao Como 1907 como jogador, conheceu a realidade do clube por dentro e iniciou ali o seu percurso como treinador. A sua liderança combina conhecimento, exigência competitiva, confiança nos jovens e uma identidade coletiva reconhecível. Não me surpreende o seu sucesso, embora a velocidade e a dimensão do crescimento do Como 1907 sejam verdadeiramente notáveis.
Um dos sinais mais interessantes da maturidade de Fàbregas surgiu precisamente depois da noite histórica em Lens. Quando seria fácil alimentar a euforia, preferiu contrariá-la. Recusou tratar os seus jogadores como fenómenos e insistiu na necessidade de reconhecer o momento, sem perder de vista aquilo que ainda falta conquistar - uma mensagem simples, mas profundamente relevante. A liderança revela-se tanto na forma como se reage às derrotas como na capacidade de gerir as grandes vitórias. Ganhar por 9-1 pode alimentar a confiança, mas também criar a ilusão de que o sucesso está garantido. Um líder tem de saber celebrar sem permitir que a satisfação se transforme em acomodação. Tem de proteger a ambição, preservar a humildade e manter a equipa comprometida com o trabalho diário. Foi precisamente essa capacidade de pensar para além do momento, de manter o foco no essencial e de não se deixar deslumbrar que identifiquei em Fàbregas quando conversei com ele.
Os números desta temporada mostram que não estamos perante um episódio isolado. Depois de quatro jornadas na Liga dos Campeões, o Como 1907 soma nove pontos e 19 golos marcados, apenas menos um do que o Paris Saint-Germain. Pelo caminho, venceu o RB Leipzig, Manchester United e o Lens. Na Serie A, ocupa a quarta posição, consolidando a sua presença entre os protagonistas do futebol italiano.
Há outra dimensão que torna este projeto particularmente interessante… o Como percebeu que um clube pode representar muito mais do que uma equipa de futebol. A localização privilegiada, junto a um dos destinos turísticos mais conhecidos de Itália, foi integrada numa estratégia de valorização da marca, do território e da experiência dos adeptos. O merchandising, as iniciativas ligadas ao turismo e a projeção internacional procuram criar novas oportunidades de crescimento e diversificar as fontes de receita - esta visão demonstra que liderar uma organização desportiva exige compreender o futebol dentro e fora das quatro linhas. A sustentabilidade competitiva depende também da capacidade de desenvolver uma estrutura financeira, comercial e organizacional que acompanhe a ambição desportiva. Naturalmente, o percurso do Como não constitui uma fórmula que todos possam reproduzir. A dimensão do investimento é uma vantagem significativa e o futuro continuará a colocar desafios. O crescimento acelerado aumenta as expectativas, a exposição e a exigência. Manter a coerência quando os resultados deixarem de ser tão expressivos será, provavelmente, um dos maiores testes à solidez do projeto.
Ainda assim, há ensinamentos que ultrapassam a realidade italiana. O Como 1907 mostra-nos que uma organização cresce quando existe clareza sobre o caminho, quando as pessoas certas assumem responsabilidades bem definidas e quando as decisões do presente são tomadas com consciência das consequências futuras. Mostra-nos também que a confiança nos jovens não pode ser apenas um discurso, que os dados devem apoiar, e não substituir, a decisão humana e que a liderança precisa de equilibrar ambição com estabilidade emocional.
Sete anos depois de competir na Serie D, o Como 1907 está na Liga dos Campeões, escreve páginas históricas e desafia algumas das maiores equipas europeias. Os nove golos em Lens ficarão para sempre nas estatísticas da competição, mas o verdadeiro significado desta história está no caminho percorrido até os tornar possíveis. Uma grande vitória pode nascer de uma noite extraordinária, mas um grande projeto constrói-se todos os dias... é precisamente aqui que reconheço a marca de Cesc Fàbregas: um líder com ideias claras, convicto do caminho que pretende seguir e capaz de transformar a sua visão em resultados."

sábado, 7 de novembro de 2026

Zero: Canto - Vitórias "reencarnadas"

Terceiro Anel: Bola ao Centro #248 - IMPLACÁVEIS NA EUROPA!! 🦅🔴

Falar Benfica - Conversas Gloriosas #72 - 4 jogos 4 vitórias na Liga Europa, jogo na Reboleira e as modalidades

Os Gloriosos Benfiquistas - S06E26 - Lech

Throne: Players that the Portuguese Streets FORGOT.

BI: Modalidades #192 - Semanada...

Liga: Famalicão 1 - 0 Arouca

Pois...

Rabona: The End of Ronaldo & Portugal

A Verdade do Tadeia #2027/14 - Jesus e o pós-Ronaldo

Sair com a bola debaixo do braço aos 41


"Em Outubro descobrimos uma nova especialização em Portugal: teóricos do tempo que um jogador pode aquecer para depois não ser usado, saíram das tocas com as suas certezas inabaláveis. Perante o argumento “acontece a muitos”, indignavam-se, que este não era um jogador qualquer, homessa!
Também se juntou à animosidade a negação. Ninguém gosta de ver um ídolo, um desportista bem-sucedido abandonar, deixando um vazio. Podemos vê-lo por aí, como treinador, dirigente, comentador, mas não voltamos a ver jogar, correr, saltar tantos talentos do desporto com estas carreiras de dias contados.
Não quero ser insensível, já aqui disse que gosto muito do jogador que Ronaldo já foi. Gosto, se possível, ainda mais, que mantenha o espírito de quando tinha 20 e 30 anos. Teria sempre pena no dia em que se soubesse da sua saída da Selecção Nacional. E tive, também me emocionei com o vídeo que publicou. Bem escrito, nostálgico, com bastante dignidade. Mas não gosto de confirmar que ou o treinador é do seu agrado, ou não brinca mais.
Mais uma vez não tive vontade de ouvir o desfile de comentadores nas TVs, painéis como pãezinhos quentes, fornadas de opiniões e sentenças em série. Já hoje, entre uma ou outra notícia e podcast, ouvi falar sobre esta decisão de Cristiano Ronaldo acontecer agora, em véspera de nova convocatória. E fala-se na frustração de não ver Jorge Jesus demitido, fala-se em contrariedade, confirma-se uma espécie de “assim não vou mais!”. O mais triste é que já nem surpreende. Não querendo sujeitar-se a ordens do treinador, que tem legitimidade para fazer jogar quem entender, preferiu este desfecho. Sou insuspeita, não morro de amores pelo popular trato do seleccionador nacional, admito mesmo que 99% da minha simpatia por si, vem de um perfil satírico de instagram (@jjbóçe, aconselho esta boa dose de humor). Mas aqui não tenho dúvidas que está ali para fazer a equipa como entende. E não há paciência para um novo episódio como o de Outubro.
Eu vi a selecção do Futre, que à data ainda seria a de outros, a mesma que foi ao México e voltou sem glória e com má fama, vi a do Figo e do Rui Costa que infelizmente não jogaram o Mundial do seu prime, em 1998. Deixei de os ver jogar a todos. E como sou adepta da Squadra Azzurra desde 1990, as despedidas a que já assisti não têm fim, campeões do mundo em duas datas diferentes incluídos. Trata-se de uma esfera superior, a de Ronaldo, dirão. Precisamente por isso, também devia ter uma outra forma de se despedir. O discurso do vídeo está digno e é o que ficará para sempre, felizmente.
Eu vi todos os 23 anos de Portugal com Cristiano Ronaldo. Se já eram nascidos e não os viram, se acordaram já depois de 2016 para ele, lamento, já não dá para andar para trás. Agora teremos uma reviravolta nos adeptos da selecção: regressam os que não o queriam ali, viram as costas os seus adeptos, quando isto devia ser sobre Portugal a jogar à bola, enfim.
Para quem acompanhou a história de Cristiano e Portugal do início ao fim, fica a clássica e pouco simpática imagem de ver o maior de todos fechar este capítulo como o miúdo amuado que depois de o jogo não lhe correr de feição, pega na bola e vai para casa. Só que o jogo não acaba aqui, há mais bolas no relvado de Portugal."

Mister - Meu Super #8 - Liga 2

BF: Pérolas...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - O ranking após semana quase perfeita

Observador: E o Campeão é... - Sem moleza, Paulo Fonseca aperta a malha aos leões?

Observador: Três Toques - Adeus de CR7 à seleção e as flechadas de Dedic em Newcastle

CarOnline - António Félix da Costa

SportTV: NBA - S05E05 - Adam Silver, não inventes! 🙏

A Bola Não Mente - S02E12 - Neemias, Wemby e karaoke

Na frente


"O Benfica somou o quarto triunfo em quatro jornadas da fase de liga da Liga Europa ao ganhar na Luz, por 3-1, ao Lech Poznan. Este é o destaque na BNews.

1. Indiscutível
Para Marco Silva, a vitória benfiquista é merecida: "Totalmente justa. Fomos claramente a melhor equipa. A que fez mais por ganhar o jogo. Sabíamos que tínhamos algum favoritismo antes do jogo, jogando em casa. Mas, mais uma vez, disse também que tínhamos de provar dentro do campo e acabámos por fazê-lo."

2. Reações dos jogadores
Sudakov quer que a equipa continue no bom caminho: "Temos de continuar a fazer o nosso trabalho."
Prestianni partilha o caminho para o sucesso: "Temos de ir passo a passo, jogo a jogo, com tranquilidade, sempre com humildade e a trabalhar para ganhar cada partida."
El Karouani alinha pelo mesmo diapasão: "Temos agora 12 pontos, quatro vitórias em quatro jogos. Temos de continuar a pensar jogo a jogo."
Circati também refere a abordagem à Liga Europa: "É uma competição em que queremos vencer, conseguir bons resultados e fazer o melhor possível."

3. Chamadas internacionais
Samuel Soares, Tomás Araújo, João Palhinha, Circati, Pavlidis, Sudakov e Trubin estão convocados por seleções nacionais.

4. Renovação de contrato
Miguel Figueiredo prolonga o vínculo com o Benfica. "É um orgulho continuar nesta casa. Foi o clube que me deu tudo, que me ajudou a formar, tanto como jogador como também como homem”, afirma.

5. Agenda para sábado
Na Luz há jogos de basquetebol com o Esgueira no masculino (15h00) e com o União Sportiva no feminino (19h00) e de futsal no feminino com o Atlético (17h00). Os Juniores de futebol recebem o Oriental no adidas Benfica Campus às 15h00.
Em Santo Tirso são disputadas as Supertaças de hóquei em patins. Em masculinos, às 12h00, o Benfica defronta o Sporting; em femininos, às 18h00, o adversário das águias é o Stuart Massamá.
A equipa masculina de voleibol atua no reduto da AA Espinho (17h00) e a equipa feminina de andebol visita o CALE (19h00). A equipa feminina de râguebi é anfitriã do AEES Agrária Coimbra/AA Coimbra no Estádio Universitário de Lisboa (13h00).

6. Protagonista
A entrevistada da semana é a hoquista Marlene Sousa.

7. História agora 
Veja a rubrica habitual das manhãs de quinta-feira da BTV.

8. Jornal O Benfica
A edição desta semana está disponível para download no Site Oficial.

9. Casas do Benfica
O apoio ao Benfica na Luz por iniciativa das embaixadas do benfiquismo."

«Pior a emenda do que o soneto»: FC Porto e a interdição das ZCEAP


"Em primeiro lugar importa esclarecer o que afinal é esse aglomerado de letras que forma uma palavra que pela sonoridade nos lembra as velhas Zundap.
O que são as ZCEAP?
São não mais, nem menos. do que Zonas com Condições Especiais de Acesso e Permanência de Adeptos. Isto é, são espaços delimitados dentro de um estádio de futebol destinados aos GOA – Grupos Organizados de Adeptos - ou, em futebolês, onde ficam as claques.
A Lei n.º 39/2009, de 30 de julho, dá-lhes o enquadramento e a dimensão jurídica e esclarece que estas zonas destinam-se a garantir e salvaguardar sobretudo a segurança desses grupos organizados, mas também, dos restantes adeptos. É sobretudo, uma concentração de eventuais focos de conflito para que as autoridades e demais entidades possam monitorizar e se necessário atuar de forma mais pronta.
Em bom rigor, são terrenos de ninguém, onde são permitidos estandartes, bandeiras de dimensões gigantes, faixas, panos que cobrem bancadas. São, afinal (perdoem-me a franqueza), o coração dos estádios onde o nível de dedicação, entrega e abnegação de fiéis adeptos é muitas vezes injustamente avaliada negativamente apenas por momentos infelizes preconizados por um ou outro petardo, uma ou outra escaramuça.
As claques - GOA para a Lei e Regulamentos - são muitas vezes utilizadas como símbolos dos clubes. Quantas e quantas vezes as imagens utilizadas na publicidade das nossas sociedades desportivas para a venda de bilhetes não utiliza as suas gentes? Quantas e quantas vezes, não ouvimos em comunhão total equipas e claques no final dos jogos? São, desculpem a frontalidade, parte do espetáculo.
Voltando ao âmago da questão, as ZCEAP cumprem um objectivo claro: reforçar a segurança nos recintos desportivos, permitindo um controlo mais específico do acesso e permanência dos adeptos dos GOA e promovendo, assim, as condições de segurança durante os espetáculos desportivos.
Em 23 de outubro de 2026, o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol aplicou ao FC Porto a interdição, por um jogo, dos setores destinados aos grupos organizados de adeptos Super Dragões e Coletivo Ultras 95 (Processo Disciplinar n.º 29 – 2025/2026).
Em síntese, por factos ocorridos em 30 de agosto de 2025, em jogo frente ao Sporting, considerou o Conselho de Disciplina que o FC Porto, clube visitante, omitiu «especiais deveres atinentes a comportamentos dos seus adeptos, sendo lhe imputável por essa via o comportamento daqueles que, ocupando setor(es) de bancada exclusivamente destinada a adeptos afetos àquela mesma sociedade desportiva».
Prescreve ainda o mesmo Acordão que «a responsabilidade disciplinar dos clubes por comportamentos dos seus adeptos assenta na violação de deveres próprios de formação, prevenção, vigilância, identificação e reação integrantes de um dever de diligência compreensivo que exige a demonstração, pelo clube, de políticas e mecanismos estruturados, contínuos e eficazes de controlo e (…por isso) é o clube responsável pelo incumprimento, cumprimento defeituoso ou omissão culposa de deveres legais e regulamentares próprios”, tendo por fim decidido a “interdição temporária dos setores habitualmente afetos a tais grupos, assim assegurando, de forma adequada, necessária e suficiente, as finalidades preventivas, pedagógicas e ordenadoras do Direito disciplinar desportivo».
Decidiu assim o Conselho de Disciplina pela sanção de interdição temporária dos setores correspondentes aos GOA - Grupos Organizados de Adeptos, Super Dragões e Coletivo Ultras 95 - por 1 (um) jogo.
A sanção foi cumprida no jogo frente ao Académico de Viseu, em 28 de outubro de 2026, para os quartos de final da Taça da Liga, sem incidentes a reportar.
A questão não está, portanto, na sanção em si, mas naquilo que dela resulta. E é precisamente nas suas consequências práticas que, a meu ver, reside o problema.
Para onde vão então esses adeptos? Enquanto GOA, não podem aceder ao Estádio para qualquer outra zona. Veja-se o número 10 do Artigo 16 -A da Lei n.º 39/2009, de 30 de julho: «(…)Nos recintos onde se realizem espetáculos abrangidos pelo presente artigo, os grupos organizados de adeptos (…) apenas podem aceder e permanecer nas zonas com condições especiais de acesso e permanência de adeptos, nos termos previstos nos números anteriores, devendo ser adotadas medidas que impeçam a passagem para outras zonas.»
Ou seja, ainda que a sanção de interdição fosse para o sector em especifico, extensivamente, aplicar-se-ia também aos próprios GOA uma vez que nos termos da lei ficavam sem pouso.
Todavia, esse será um pensamento ambicioso e maxime, naif. Será esperável que os referidos GOA iriam com isso ficar em casa a assistir o jogo?
A Lei procura um caminho - concentrar os GOA em zonas especialmente protegidas - o Conselho de Disciplina, tanto deu e baralhou que proferiu um Acordão completamente contrário ao espirito da lei vigente, privando o Estádio do Dragão de Zonas Dedicadas e permitindo assim que os seus GOA, ou, em bom rigor, os seus integrantes de forma individual, escolhessem a seu bel-prazer onde queriam, como queriam ver o jogo e sem qualquer controlo: sem qualquer zona delimitada.
Ou seja, o Conselho de Disciplina quis penalizar o FC Porto e fê-lo colocando em causa a segurança de todos os espectadores (portistas e visitantes) que iriam ao jogo em que tais zonas estariam interditadas! Achou que a melhor forma de penalizar os GOA pelo seu comportamento em Alvalade seria nem mais nem menos do que dar um free pass aos seus integrantes para um jogo no Estádio do Dragão onde, em bom rigor, iam estar - tal qual o meu estimado Cândido Costa diz -, «soltinhos soltinhos».
Que tremenda irresponsabilidade!
Entendendo o espírito do julgador, não pode, na minha opinião, ignorar as circunstâncias concretas do caso e ponderar efetivamente quais as consequências (e responsabilidade) que decorrem de proferir tal Acordão.
Em termos práticos e objectivos, o acordão proferido no Processo Disciplinar n.º 29 – 2025/2026 é contrário à necessária ordem pública e um exemplo claro de que a justiça deve ser cega – claro – mas que se deve adaptar ao caso em concreto sob pena de causar um dano maior do que aquele que pretende acautelar/reparar.

NOTA: Vi e ouvi, com estima que sabem que lhes tenho, vários advogados companheiros deste burgo chamado «direito desportivo» a contextualizar juridicamente o trágico evento ocorrido com Jesús de Miguel e Jesús Owono, que culminou com o trágico falecimento do primeiro. Julgo, no entanto, que neste momento nos importará mais socorrer das sábias palavras de Jorge Valdano: «Não procuremos culpados. Para tanta dor basta uma vítima.»"

Benfica, sempre...

Liga Europa - Jornada 4 - Golos

Liga Conferência - Jornada 3 - Golos

BI: Benfica Podcast #607 - Retro Return

Simples: Lech...

Mister #240 - Lech...

Operação: Lech...

Observador: Relatório do Jogo - João M. Pinto - Lech...

Observador: Relatório do Jogo - Mário Cagica - Lech...

Oliveira: Lech...

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Marco Silva - Lech...

Terceiro Anel: Lech...

Esteves: Lech...

BF: Lech...

BI: Rescaldo - Lech...

Terceiro Anel: Live - Lech...

Terceiro Anel: Live - Lech...

250

RUMO A FRANKFURT


"Benfica 3 - 1 Lech Poznan

PRÉ-JOGO
1. Dois jogos à noite em dias úteis de semana - como será que estarão as bancadas da Catedral hoje? Mais de 55 mil? Eles encheram a gaiola.

2. Já vos disse que gosto da gestão que o Marco Silva faz do plantel, certo? Acho até que qualquer jogador acredita que pode ser titular a cada jogo. Oportunidades para muitos hoje, Banjaqui é por quem mais vou puxar.

JOGO
3. Primeira nota positiva da noite vai para Echeverri. Que bem que receciona, segue direto para a área deles e lança Durán na profundidade.
UM-ZERO! Rafa à segunda com um agradecimento ao redes deles. Muito mérito para o passe longo do Tomás a desmarcar o Schjelderup no início da jogada. Na frente aos 5 minutos.

4. Mais uma nota para Echeverri: é um tremendo acelerador de jogo. Como nós na bancada gostamos. Acho que o Marco no banco também.
Eles vão fazendo faltas duras e o apitador com os amarelos no bolso. Não é assim que se tem o controlo do jogo.
Golo cedo às vezes tira necessidade de aceleração às equipas.
Tomás Araújo tem estado imperial nesta meia hora inicial.

5. Schjelderup a mostrar serviço: mais solto e mais eficaz nas ações ofensivas do que nos jogos anteriores.
Ui, que túnel do Banjaqui. Pena só ter ganho canto. Vamos miúdo.
Eles estão a perder, mas defendem-se como se estivessem a ganhar: todos atrás da linha da bola.

6. Rafa é bipolar: nos períodos bons é um jogador de top mundial, faz coisas fabulosas; quando atravessa fases más não dá uma para a caixa. Está numa fase má.
Esta bola na barra lá dentro era o final perfeito para a primeira parte.

7. Rafa isolado, mesmo a jeito para arrasar o meu comentário anterior. Confirmou-o, que perdida! Agora foi o redes a defender belo remate cruzado do Banjaqui. Estamos a poupá-los ao segundo golo...
Bruá na bancada? Vem aí Prestianni para os últimos 30 minutos. Mais Barrenechea, de regresso, e Aursnes.

8. Toma lá um golo safo pelo Trubin. E o Prestianni não perdeu tempo: primeira bola, primeira grande jogada, das suas, bola quase ao ângulo oposto.
DOIS-ZERO! PRES-TI-A-NI!!! Mais um golo de autor, só dele, todo dele. O defesa, com os rins feitos num oito, já foi levado para o serviço de urologia de Santa Maria? Os três pontos já não fogem.

9. DOIS-UM. O Barrenechea a fazê-los reentrar no jogo. Que raio te passou pela cabeça? Eu que já estava de perna traçada... A gaiola está ao rubro.
53.851 na Catedral.
Tenho saudades do melhor Aursnes (ainda não o vimos esta época). A impaciência transformou-se em assobios. Mas não estamos a ganhar? Calma, crl! Estamos mal habituados às goleadas.

10. No Name a virar o ambiente do estádio. É assim mesmo! Lindooo!!! LA-LA-LA-LA EU AMO O BENFICA! TRÊS-UM! Sudakov num passe cruzado para a baliza. Que bem! Boa resposta, positiva, à atitude da bancada.

11. Lukebakio, que egoísmo a fechar o jogo. O quatro-um assentava que nem uma luva ao Banjaqui! E à equipa. Ponto final, somos líderes da fase de liga, só vitórias rumo a Frankfurt! Carrega!"

Mais um capítulo da história de amor do Benfica com a Liga Europa, mais um tomo da época extraordinária de Prestianni


"O Benfica continua a voar na Liga Europa e são quatro as vitórias em quatro jogos na competição. A última vítima foi o Lech Poznan (3-1), num encontro longe de perfeito das águias mas em que Prestianni saltou do banco para dar tranquilidade aos encarnados. Entrou e marcou

Quando ele recebe a bola na esquerda com espaço para galgar é um sobressalto. O que irá fazer Gianluca Prestianni? Vai olhar para o ângulo mais afastado da baliza, fazer as contas e encontrar aquela interseção doce entre a barra e o poste? Vai encarar o adversário e obrigá-lo a procurar os seus rins? Ninguém sabe. Frente ao Lech Poznan, o argentino tentou uma das opções primeiro. Saiu-lhe ao lado. À segunda não falhou. A confiança é tal que naquele primeiro falhanço já se adivinhava que a seguir viria o golo.
O Benfica mantém-se 100% eficaz numa Liga Europa onde, por vezes, parece algo descontextualizado. É possível que o futebol que a equipa de Marco Silva vai apresentando fosse digno de outras paragens mais milionárias. Mesmo quando nem tudo é fluído e perfeito, como aconteceu frente ao bicampeão polaco, os encarnados dão ares de jogarem a outra velocidade, mesmo sem muitos dos habituais titulares.
Prestianni nem foi titular na Luz, a Schjelderup e Echeverri foi dada a secretaria de estado da criatividade desde o início e a entrada do argentino enviava uma mensagem clara: o Benfica estava a ganhar, mas Marco Silva queria robustecer o resultado, evitar surpresas. Prestianni precisou de muito pouco para descansar o treinador, mesmo que o Lech até tenha voltado à discussão do jogo depois de um erro individual de Enzo Barrenechea.
Sem necessitar muito para ser superior durante a 1ª parte, o Benfica entrou praticamente a marcar, aproveitando as já conhecidas carências defensivas do adversário. Mérito para a bola surrupiada por Manu Silva a meio-campo, palmas para o passe longo de Tomás Araújo a lançar Schjelderup nas costas da defesa do Lech Poznan. Após uma série de ressaltos que se seguiram ao cruzamento do norueguês, um pé mais afoito de Rafa colocou a bola na baliza de Mateusz Lis.
Parecia o mote para uma noite descansada. A bola chegava com facilidade à área, as linhas de passe surgiam fertilmente, as desmarcações eram naturais. As dinâmicas encarnadas já entranhadas nos músculos dos jogadores. Mas as oportunidades eram matéria escassa, estranhamente ausentes. O Benfica balançava permitindo pouco ou nada aos polacos, evitando as ligações para os jogadores mais perigosos do Lech.
O controlo do Benfica ficaria um nada mais desbotado já no final da 1ª parte, permitindo ao Lech quase igualar os números da posse de bola. Talvez por isso, houve mais energia no regresso dos balneários: as ligações Schjelderup-Echeverri eram belas de ver, a um, dois toques, mesmo no final do primeiro tempo quase já tinham dado golo para o Benfica.
Seria mais desvairado taticamente o jogo na 2ª parte, sempre a ameaçar partir-se. O Benfica tanto criava perigo (Rafa e Banjaqui assustaram) como perdia bolas bobas. Marco Silva, sentindo a quebra, refrescou. E Prestianni foi lá para dentro, porque entre o que se preserva e o que se quebra, podia haver sempre um espacinho para o argentino escrever mais um capítulo de uma época que está a ser, a todos os níveis, extraordinária.
Pouco depois de Trubin ter respondido com uma grande defesa a uma perda de bola que culminou num perigoso cabeceamento de Patrik Walemark, Prestianni encarou o português Joel Pereira, foi para a direita, depois para a esquerda, deixou o lateral pregado ao chão antes de fazer o que seria o 2-0.
O Benfica não agradeceria condignamente, porém, ao seu jogador estrela desta época. Não lhe deu o descanso merecido, a tranquilidade de quem chega, faz o seu trabalho e repousa. Depois do golo do argentino, o Lech foi crescendo e aos 72’, reduziu, com Enzo Barrenechea, de regresso à competição dois meses depois, a não ver Leo Bengtsson pelo espelho retrovisor. Um erro garrafal que tornou o jogo ainda mais caótico.
Só nos últimos minutos o Benfica conseguiria voltar a afirmar-se, Lis negou o golo a Jhon Duran, numa jogada em que todos os espaços se abriram depois de um calcanhar de Prestianni, who else. O descanso chegou já perto dos 90’, com Sudakov a vestir um pouco a pele do número 25: apareceu solto na esquerda e rematou rasteiro e cruzado por entre as pernas de um adversário, fazendo o 3-1.
Com 12 pontos em quatro jogos, dificilmente o Benfica não vai agarrar um dos lugares de qualificação direta na Liga Europa. Prestianni continua num nível à parte. E o Benfica também parece à parte na segunda competição da UEFA."

Schjelderup manteve a chama sempre acesa


"Norueguês de vertigem frente ao Lech Poznan; Echeverri a crescer e Prestianni sempre decisivo. Bons sinais de Banjaqui, El Karouani e outros

Melhor em campo: Andreas Schjelderup (7)
O extremo norueguês não foi brilhante frente ao Poznan, como conseguiu ser várias vezes noutros jogos, mas manteve a consistência na forma como garantiu uma equipa sempre ligada a uma ideia de vertigem atacante. Andreas Schjelderup entrou em campo determinado e logo aos 6 minutos disparou pela esquerda e cruzou para Rafa Silva marcar o primeiro golo. Combinou muito e bem com Echeverri, colocando várias vezes o argentino em boa situação de remate e aparecendo também ele com perigo em zonas de finalização. Fez o mesmo com o lateral El Karouani, para quem representou um apoio muito importante na hora de defender. Também serviu Jhon Durán, mas o ponta de lança esteve sempre muito marcado. Schjelderup foi diferenciado e contribuiu muito para não tornar muito diferente o Benfica.

(7) TRUBIN — Não teve muito trabalho, fez tudo bem. Boas saídas pelo ar, excelente passe com o pé a lançar Schjelderup para lance potencialmente perigoso, aos 19', e defesa enorme a um remate de cabeça de Walemark, aos 63'.

(6) BANJAQUI — Tirando a perda de bola aos 63' que deixou Trubin em apuros, bom jogo. Boas movimentações no ataque, pelo meio e também a dar profundidade até à linha de fundo. Remate forte aos 53', mas à figura do guarda-redes. Teve mais trabalho defensivo quando entrou Luis Palma, mas foi resolvendo problemas.

(5) CIRCATI — Jogo competente do australiano, bem posicionado para dobrar Banjaqui e ser também o guarda-costas de Araújo. Não arriscou no passe, menos aos 86', quando fez suar Trubin.

(7) TOMÁS ARAÚJO — Mesmo com uma ou duas roscas, esteve sempre onde devia estar para cortar a bola. Com ela nos pés lançou Schjelderup no lance do primeiro golo, e lançou vários ataques.

(7) EL KAROUANI — Exibição interessante do marroquino, com bom posicionamento defensivo, bons cortes e sobretudo muita chegada ao ataque, onde somou cruzamentos perigosos. Com um grande passe lançou uma diagnonal de Rafa: só não foi golo porque o central fez um corte muito bom.

(6) MANU — Recuperou muitas bolas e foi importante a fechar espaços na área encarnada. Com bola foi um pouco precipitado, mas ainda assim fez bons passes, como um que deixou Rafa Silva em boa situação para criar perigo, aos 58'.

(6) SUDAKOV — Começou a jogar em espaços mais defensivos que o habitual e sentiu dificuldades de posicionamento, faltando-lhe agressividade a fechar a zona interior. Foi subindo de rendimento, manteve vontade, e quando passou a jogar atrás de Durán cresceu mais. Aos 68' serviu de bandeja um remate a El Karouani e aos 90' finalizou com classe o terceiro golo.

(6) RAFA — Logo aos 6' apareceu rápido e oportuno a encostar para marcar o primeiro golo do Benfica, mas depois partiu para uma exibição do quase. Movimentou-se bem, quase conseguiu fintar, quase rematou, quase passou para golo, quase conseguia sair de campo com maior impacto no jogo.

(7) ECHEVERRI — Mesmo tendo definido com pouca qualidade, o argentino fez mexer a equipa e revelou grande agressividade defensiva e excelente entendimento com Schjelderup. Logo aos 3' lançou Durán para remate, ele próprio rematou por cima da trave aos 10' e aos 14', criou espaço para vários cruzamentos de El Karouani e aos 45+1' tem combinação deliciosa que deixou Schjelderup na cara do golo. Aos 53' poderia ter sido feliz, mas correu mais depressa que a bola e não conseguiu finalizar.

(6) JHON DURÁN — Trabalhou, lutou, nem sempre da forma mais esclarecida, mas foi muito importante para que outros pudessem aparecer em zonas de finalização. Rematou também muitas vezes (notou-se alguma ansiedade para chegar ao golo) e aos 88' disparou forte, mas Lis defendeu bem.

(5) AURSNES — Trouxe geometria ao jogo e maior esclarecimento na ocupação do espaço. Com ele, a equipa ficou mais tranquila, menos partida e garantiu posses de bola mais prolongadas.

(4) BARRENECHEA — Corte fundamental na área encarnada e passe para Sudakov marcar golo, aos 90', mas é muito difícil equilibrar positivamente uma exibição que arrancou com um erro tremendo — recebeu na área um passe de Trubin e nem olhou antes de fazer seguir a bola na direção de Bengtsson — que ofereceu o golo ao Poznan e intranquilizou a equipa.

(7) PRESTIANNI — Entrou e em dois lances fez a diferença. Aos 64' rematou com perigo; aos 67' partiu os rins a Joel Pereira e marcou um grande golo, mais um.

(5) JOÃO PALHINHA — Surpreendeu ao entrar para jogar a defesa-central, por Tomás Araújo, mas cumpriu o papel, embora sem capacidade para mandar no setor ou tranquilizar os companheiros.

(6) LUKEBAKIO — Bom impacto, com várias jogadas que colocaram o Poznan em sentido e remates que poderiam ter resultado em mais golos para o Benfica."

Revolução no onze e magia vinda do banco mantêm Benfica no topo da Liga Europa


"Quarta vitória consecutiva das águias num jogo em que Marco Silva rodou em massa. Um pouco de sofrimento num erro defensivo, mas tudo se resolveu com dois golaços

Marco Silva rodou e ganhou. Aliás, rodou muito e ganhou. Com dois pequenos sustos pelo meio, sim, mas venceu. O Benfica manteve, assim, a liderança da fase de liga da Liga Europa: quatro jogos, 12 pontos e o melhor ataque da prova. E só não tem também a melhor defesa porque um erro grave e insólito permitiu o golo do Lech Poznan. Fica, porém, o aviso: quinto jogo a sofrer golos nos últimos seis encontros.
Tendo em conta o ranking de clubes da UEFA, o favoritismo do Benfica era claro: 17.º classificado contra o 74.º. Além disso, a equipa polaca ainda não vencera nesta fase de liga. Assim, o favoritismo passava de adjetivo a superlativo: claríssimo. Talvez por essa supremacia teórica, Marco Silva operou uma revolução profunda relativamente ao triunfo frente ao Alverca: Trubin, Banjaqui, Circati, El Karouani, Manu Silva, Sudakov, Echeverri, Rafa Silva e Jhon Durán entraram para os lugares de Samuel Soares, Bah, Lenglet, Dahl, Palhinha, Aursnes, Lukebakio, Prestianni e Pavlidis.
Se se antevia uma partida relativamente tranquila para as águias, essa tranquilidade cimentou-se bem cedo. Logo ao minuto 6, aproveitando duas intervenções incompletas do guarda-redes Mateusz Lis, Rafa Silva abriu o marcador, na sequência de um cruzamento de Schjelderup que ainda desviou num defesa antes de sobrar para o 27 da Luz. O festejo foi no seu tom habitual: sem sorrisos, apenas com ar de enfado.
O encontro entrou, então, numa fase igualmente enfadonha. Tirando duas iniciativas individuais de Echeverri com remates por cima da baliza polaca, não se registaram grandes motivos de interesse. O Benfica geria as operações a seu bel-prazer, mas sem argumentos para entusiasmar os mais de 50 mil adeptos presentes no estádio.
Excluindo um lance em que Schjelderup, num palmo de terreno, ludibriou dois opositores e picou com classe sobre o guarda-redes — com Yegbe a cortar em cima da linha para a trave —, o descanso chegou sem mais sobressaltos. Cenário imposto também pela gritante debilidade técnica do Lech Poznan, incapaz tanto a defender como, sobretudo, a desenhar lances de ataque.
O regresso dos balneários não alterou o guião, pelo menos durante os primeiros 20 minutos. Até ao momento em que Marco Silva mexeu a partir do banco, lançando Prestianni e Aursnes para as saídas de Rafa e Manu. Dois minutos bastaram para um dos recém-entrados rubricar um lance de génio: Gianluca Prestianni desequilibrou numa jogada envolvente e disparou com muito perigo, deixando o primeiro aviso com a camisola 25.
O futebol é um desporto coletivo onde ninguém ganha sozinho, mas há individualidades talhadas para desbloquear impasses. É o caso do jovem prodígio argentino. Três minutos decorridos, faturou na especialidade: partiu da esquerda para dentro e, contrariando a rota previsível para o pé direito, puxou para a canhota e disparou ao ângulo: um golaço.
Com o 2-0, o desfecho parecia selado. Puro engano: de quem assistia nas bancadas e, muito em particular, de Barrenechea. Um daqueles erros não forçados imperdoáveis a este nível. Trubin entregou-lhe a bola à entrada da grande área e o médio argentino, sem olhar, tentou tocar para El Karouani, servindo de bandeja Bengtsson, que reduziu sem oposição. Um susto evidente que fez franzir o sobrolho a Marco Silva: o Benfica sofria golos pelo quinto jogo nos derradeiros seis.
Já com os 90 minutos cumpridos, e após Durán ter ameaçado o golo, o resultado ficou sentenciado. Num ato de redenção, Barrenechea recuperou a bola e desmarcou Sudakov sobre o corredor esquerdo. O ucraniano fletiu para o centro e atirou certeiro de pé direito para o 3-1 final. Três pontos carimbados e liderança preservada na Liga Europa."