Últimas indefectivações

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Vermelhão: Ainda não acabou!!!

Sporting 1 - 2 Benfica


Hoje, calhou para o nosso lado! Esta época, entre outras situações, tem sido extremamente cansativa para o Benfiquismo; para os Benfiquistas! Praticamente tudo o que pode correr mal, dentro e fora do campo, tem acontecido, a quantidade de resultados negativos, com golos concedidos nos últimos instantes das partidas, foram muitos... Hoje, depois da Lagartada ter desperdiçado um penalty, nós marcámos de penalty; e na recta final, depois dum golo anulado aos Lagartos, com um fora-de-jogo 'curto', na resposta, marcamos o golo da vitória... pelo Rafa, o Campeão dos golos falhados, mas que contra o Sporting, normalmente marca sempre o ponto!!!

O Mourinho montou bem a equipa, o trio de meio-campo foi a chave, na pressão, e com um dos médios a baixar para a linha defensiva sempre que era necessário... E com ainda, com os nossos dois jogadores mais molengões sem bola (Schjelderup e Prestianni), a correrem muito em prol da equipa, nas funções defensivas!!! Aliás, ele explicou bem a estratégia, na conferência de imprensa no final do jogo. O esquema ofensivo do Sporting, é muito mecanizado, ainda utilizam as movimentações do Amorim, os jogadores tem muitos minutos juntos, não é fácil jogar de peito feito contra eles... Mas sem espaço nas costas da linha defensiva, têm muitas dificuldades!

E esta consistência defensiva permitiu chegadas com perigo à área adversária, logo desde início. È verdade que aquela defesa pouco ortodoxa (parva) do Trubin, assustou, mas o Benfica entrou bem na partida! Além do penalty e da cabeçada do Otamendi, tivemos outras jogadas, onde faltou a definição... um problema antigo deste Benfica! Com o golo do Andreas, a equipa acabou por recuar demasiado... Acaba por ser normal, com a vantagem no marcador, a responsabilidade era do Sporting. Mas recuámos em demasia... As saídas em contra-ataque deixarem de sair...

No 2.º tempo, voltámos a entrar bem (ao contrário do que é habitual...), mas o Sporting voltou a acertar no poste, após uma perda de bola evitável! Mas até às substituições, era o Benfica que parecia estar mais perto do golo...

Mais uma vez, o Mourinho voltou a retardar as substituições. Foi preciso o Benfica sofrer o golo do empate, para o Mourinho decidir!!!! O Benfica estava a deixar o Diomandé 'sozinho', marcando o Inácio, com o Debast era necessário o Pavlidis, mais fresco, na pressão aos Centrais contrários!

Mesmo assim, após o 1-1, com um Benfica com 4 alterações, com ambas as equipas, à procura da vitória, pois o empate não servia a nenhuma delas, foi o Benfica que voltou a ficar por cima, e mais perto do golo... O golo só apareceu nos descontos, mas podia ter aparecido mais cedo...

Vitória justa, num jogo que podia ter acabado empatado, com mais golos marcados, pelas duas equipas! Com o Benfica em vantagem durante muitos minutos, jogámos mais na expectativa, dando a bola ao adversário, criando a ilusão de domínio por parte da outra equipa, algo que muitas vezes é interpretado como jogar 'mal', mas o Mourinho usou esta estratégia milhares de vezes durante toda a sua carreira, e em Portugal, foi sempre elogiado por isso!!!

Ao contrário do que aconteceu durante toda época, hoje, o Benfica tinha um banco a 'sério'!!! Mesmo com alguns jogadores a recuperarem de lesões recentes, e provavelmente com alguns problemas de ritmo, ou de lesões mal curadas. Hoje, o Mourinho tinha opções, ao contrário da Lagartada, com várias ausências, numa fase da época, com muitos jogos decisivos, para eles! Após a eliminação pelo Real Madrid, com um jogo por semana, parecia que íamos ter finalmente, tempo para trabalhar, e tempo para melhorar, mas as lesões não nos largaram: Aursnes, Araújo e Barreiro... Como se viu hoje, os 3 são jogadores fundamentais neste Benfica!

O Aursnes foi claramente o MVP do Benfica, a jogar e a 'mandar' dentro do campo! O Barreiro cumpriu o seu papel sem reparos, foi faltou aquele golinho no final!!! Os putos nas Alas trabalharam muito! Os Laterais tiveram muitas dificuldades, mas o plano ofensivo do Sporting, passa muito por criar superioridades nas Meias, criando sempre muitos problemas aos Laterais contrários... O Rafa marcou o golo decisivo, mas pareceu-me que a reação imediata do Rafa, nem foi festejar o golo, mas reclamar a marcação dum penalty... que existiu diga-se!!! 

Em relação ao Pinheiro, admito que estava à espera de pior, muito pior, mas mesmo assim não compreendo como é que os jogadores do Benfica, quando vão reclamar são 'obrigados' a ficar a 5 metros de distância, com o árbitro aos gritos com eles, a ordenar gestualmente para se irem embora, enquanto do outro lado, podem fazer tudo, com a cara praticamente colada aos árbitros!!!


O penalty do Aursnes, existe é um toque ligeiro o Trincão exagera, mas é falta. A questão da repetição, ou não do penalty, admito que pensei que ia ser repetido, fiquei surpreendido! Aparentemente, por aquilo que foi dito por alguns árbitros no final da partida, a actual regra, obriga a duas situações para os penalty's serem repetidos por invasão da área: que os jogadores da equipa defensiva estejam dentro da área antes do penalty ser batido; e que o defesa que toque na bola, esteja a disputar a bola com um adversário!!! Admito, que desconhecia, esta 'exigência'!!! Sendo assim...


Outro lance que merece menção, foi o potencial penalty sobre o Ivanovic: para mim, existe falta, o Croata leva um toque na sola!

Uma nota ainda, para o facto do Morita ter terminado o jogo sem um Amarelo! Inacreditável!!! E ainda o Maxi Araújo, que fartou-se de dar porrada, provocar adversários, ao mesmo tempo que simulava sofrer faltas a cada 2 minutos!!! O lance com o Lukebakio, onde faz pelo menos duas faltas, e depois quando mesmo assim é ultrapassado, atira-se para o chão é revelador do carácter da besta!


Em condições normais, apesar do Sporting estar virtualmente com uma vantagem de 2 pontos sobre o Benfica, eu diria que com o impacto desta vitória, e do restante contexto Lagarto: eliminação na Champions, e provável eliminação na Taça de Portugal, na próxima Quarta, que o Benfica ainda vai conseguir chegar ao 2.º lugar! Lugar importantíssimo, garantido a possibilidade de conquistar um lugar na Champions na próxima época. Mas todos nós já percebemos que o Sporting, quando está encostado às cordas, com as equipas mais 'pequenas' os apitadores fazem o seu trabalhinho e o Fontelas os promove!!! Além disso tem o calendário, claramente mais fácil...


O Benfica, só deve pensar no Moreirense... e depois Famalicão, Braga e Estoril!!! Matematicamente, o 3.º lugar poderá dar acesso à Champions, mas para isso o Braga terá que chegar à Final da Liga Europa, e a Final teria que ser entre o Arsenal e o PSG, algo que até pode ser 'provável' ou não, mas mais importante não está nos nossos pés !!!!



Juvenis - 10.ª jornada - Fase Final

Estoril 0 - 3 Benfica
Nunes, Ferreirinha, Almeida


Sem lesões, sem jogadores nas Seleções, a conversa é outra! Infelizmente, já vamos com 11 pontos de atraso!!!

Então, mas...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - FC Porto no sofá: entre águias e leões, quem morde quem?

Vencer


"O Benfica visita o Sporting (18h00) com o objetivo de conquistar os três pontos. Este é o tema principal na BNews.

1. Ganhar o dérbi
José Mourinho sublinha a importância do encontro: "Um dérbi é um dérbi. Não há necessidade de motivações extra, independentemente de classificações, independentemente de objetivos, que são os de sempre: ganhar e, obviamente, respeitar a natureza, respeitar a essência daquilo que é um dérbi."

2. Informações para os adeptos
Dirigido aos benfiquistas que vão apoiar o Benfica ao Estádio José Alvalade.

3. Últimos resultados
Nos masculinos, vitórias benfiquistas em andebol (36-23, ao Águas Santas) e apuramento para a final da Taça de Portugal; em basquetebol (65-107, frente ao Esgueira), futsal (4-2, ao Leões Porto Salvo) e voleibol (0-3, com o Leixões, com qualificação para a final dos play-offs do Campeonato Nacional). Nos femininos, triunfos em andebol (33-23, Gil Eanes) e hóquei em patins (0-4, Parede). No futebol formação, os Juvenis ganharam, por 0-3, no reduto do Estoril. E os Iniciados empataram 1-1, em Paços de Ferreira.

4. Mais jogos do dia
Hoje há três equipas femininas em ação: a de voleibol recebe o FC Porto na Luz (15h00); a de basquetebol visita o Basquete Barcelos (14h30); e a de hóquei em patins tem embate no rinque da Sanjoanense (18h00).

5. Contributos internacionais
8 futebolistas do Benfica estiveram ao serviço de seleções femininas.

6. Protagonista
Carlota Milheiro, jogadora de polo aquático do Benfica, é a entrevistada da semana.

7. Inauguração da Benfica Official Store de Vila do Conde
Dezenas de adeptos marcaram presença na inauguração da 12. ª loja oficial do Benfica.

8. Nomeação
1904 Benfica Hotel está entre os destaques dos Prémios Líderes do Turismo, na categoria "Opening of the Year".

9. Casas Benfica
Veja a 1ª parte da reportagem da BTV acerca do jantar de convívio das embaixadas do benfiquismo que antecedeu a cerimónia de entrega dos Galardões Cosme Damião.

10. Em Destaque
Os principais conteúdos e temas que marcam a agenda do Sport Lisboa e Benfica nas diferentes plataformas do Clube."

Falsos Lentos: Derby, Pedra Gigante, Rapper, Filhos da Pedra

Sporting-Benfica pode decidir mais do que o título


"O Sporting está a fazer uma boa época, mas ainda não a transformou numa época marcante. Chegou aos quartos de final da UEFA Champions League e continua na luta pela Liga e pela Taça de Portugal. O futebol praticado é atrativo, os jogadores e o treinador estão valorizados e a marca Sporting sai reforçada.
Do ponto de vista financeiro, a época está a ser muito positiva. Entre o mercado (venda de Gyokeres) e o trajeto na UEFA Champions League que terá gerado cerca de €80 milhões, o clube ganhou margem financeira relevante, o que permite aos responsáveis gerir a próxima época com segurança e total foco na vertente desportiva.
Tudo isto são factos, mas a este nível não chega competir bem, é preciso ganhar quando a oportunidade aparece. Se conquistarem o tricampeonato, esta será uma época que ficará na história. Se ficar pela Taça de Portugal e pelo segundo lugar, será uma boa época, mas aquém do que esta equipa mostrou poder alcançar. No futebol, o quase raramente chega. É neste contexto que o Sporting se apresenta no dérbi. Uma derrota praticamente entrega o título ao FC Porto e obriga a equipa a focar-se na consolidação do segundo lugar, ainda que com margem pontual (caso vença o jogo em atraso). Um empate terá um efeito semelhante na luta pelo título, podendo permitir ao FC Porto ganhar uma vantagem difícil de recuperar a poucas jornadas do fim. Ainda assim, o empate deixa o Sporting muito próximo de garantir o segundo lugar e o acesso à UEFA Champions League. A vitória fará com que o Sporting pressione o FC Porto, mantenha o título em aberto e garanta que, no pior cenário, o segundo lugar não foge.
Num jogo desta natureza, a dimensão emocional é inevitável. Mais do que o impacto na classificação, este dérbi mede a capacidade da equipa para lidar com momentos de decisão. Em caso de vitória, o Sporting mostra que está preparado para dar o passo decisivo: transformar futebol atrativo em títulos.

Benfica: só a vitória interessa
Depois de um investimento muito elevado — na ordem dos €140 milhões — o Benfica chega a abril a lutar apenas pelo segundo lugar. Para um clube com a sua dimensão e história, isso significa uma coisa: em termos desportivos, a época é muito negativa, sobretudo tendo em conta o investimento feito e as expetativas que foram criadas.
Do ponto de vista financeiro, o cenário pode ser ligeiramente diferente. Se alcançar o segundo lugar, o Benfica mantém a possibilidade de acesso à fase de liga da UEFA Champions League, e isso faz toda a diferença. A presença na Liga dos Campeões garante um encaixe financeiro fundamental, potencia a valorização de ativos, reforça a marca e ativa bónus contratuais relevantes.
Num clube como o Benfica, onde existe um desfasamento estrutural entre gastos e rendimentos operacionais fixos, falhar a UEFA Champions League (que é um rendimento variável) terá um impacto direto muito negativo e significativo. É neste contexto que o Benfica entra neste dérbi: só a vitória interessa. Um empate ou uma derrota afastam praticamente a equipa do segundo lugar e agravam ainda mais a perceção sobre a má época.
Há, ainda assim, alguns fatores que jogam a favor: uma semana limpa de preparação e um plantel praticamente na máxima força. Para o treinador, este é um teste onde pode demonstrar toda a sua capacidade de responder em momentos de pressão e frente a adversários de elevado nível competitivo. Em função da pouca contundência de Rui Costa quando aborda a continuidade de Mourinho no próximo ano, este jogo poderá ser decisivo para a continuidade ou não do técnico no clube.
Mais do que uma luta pelo segundo lugar, é uma oportunidade de deixar uma última imagem forte, de criar alguma confiança para o futuro e de mobilizar jogadores e adeptos para o final da época. Mas, independentemente do resultado, há uma realidade que não pode ser ignorada: o planeamento da próxima época tem de estar já em curso, assumindo como cenário provável a ausência da UEFA Champions League.

FC Porto: depende de si
O FC Porto chega a esta fase como a equipa mais confortável: é a única que depende apenas de si para ser campeão. A poucas jornadas do fim, essa é uma vantagem competitiva clara — não apenas na classificação, mas sobretudo na forma como a equipa gere a pressão.
Enquanto os rivais vivem de cenários e combinações de resultados, o FC Porto sabe que basta fazer o seu trabalho. Essa simplicidade aumenta o foco, reduz distrações, mas não diminui a pressão. Ainda assim, o que acontecer em Alvalade não será indiferente. Um empate ou uma derrota do Sporting reforçam a posição do FC Porto, aumentam a margem de erro e reduzem a pressão sobre jogadores e adeptos. Pelo contrário, uma vitória do Sporting volta a relançar a incerteza, mantém o nível de exigência no máximo até ao fim e pode fazer pairar sobre todos a lembrança do duro final de época de Farioli no Ajax.
Em paralelo, o resultado deste dérbi terá também impacto emocional na preparação do confronto seguinte entre FC Porto e Sporting. Num ciclo de jogos decisivos, os detalhes mentais tornam-se muitas vezes tão importantes como os aspetos táticos. No final, a realidade é simples: o FC Porto é o único dos três que não precisa de olhar para os outros. E, numa fase decisiva como esta, isso pode fazer toda a diferença.

A valorizar: Carlos Vicens
É nas competições europeias que o melhor SC Braga tem aparecido. Todos percebemos que a equipa tem o dedo do seu treinador. A expetativa está elevada e Vicens pode fazer história em Braga.

A desvalorizar: Real Madrid
Pelo segundo ano consecutivo o Real Madrid não ganha nenhum título. A pressão começa a aumentar."

Sporting-Benfica: o dérbi da margem e do tabu


"À margem do título e do 2.º lugar, o Sporting-Benfica pode reforçar ainda os contornos de duas formas de olhar para o fracasso. E apontar para uma distância que pode continuar a crescer

Qualquer um pode virar uma ideia do avesso quando sabe argumentar e é inteligente. Basta procurar pontos positivos ou e fazer deles a sua perspetiva, que vira então opinião. E como é opinião, todos têm direito à que emitem. Apenas podemos concordar ou não.
Foi o que fez Mourinho, quando comparou o registo do Benfica com o da época transata, dizendo, mais coisa menos coisa, que os encarnados até estiveram na linha habitual, os outros é que andaram acima. Só que o termo de comparação deve ser o presente e não o passado e, tendo as águias precisamente os mesmos adversários que os rivais, obteve rendimento bem aquém. No entanto, se quisermos alinhar pelo mesmo argumento, podemos sempre dizer que o que hoje o treinador considera meia-vitória era para o próprio, nos velhos tempos, pesada derrota, de tão grande se tornou. E se Mourinho baixou o seu grau de exigência, não o estaríamos a respeitar se fizéssemos o mesmo.
O dérbi vem numa altura em que para a Liga tudo estará alinhavado. O FC Porto só por manifesta incompetência falhará o título. E até essa seria desculpável, porque foi no Dragão que mais se mudou. Ainda que a revolução tenha ficado a meio no estilo de liderança do clube, bem distante da classe que a equipa demonstrou, sobretudo no início, no relvado. Villas-Boas modernizou a equipa, porém não percebeu que também ele tem de, pelo menos, parecer moderno.
Sporting e Benfica falharam, muito mais os encarnados, o que não se estranha face à habitual navegação à vista. Rui Borges ainda assim terá mostrado que tem margem de crescimento e, por isso, talvez mereça outra oportunidade, ainda que a possível perda de referências possa fazer disparar a exigência. É preciso não esquecer que partia em posição privilegiada para o tricampeonato.
Olhando para o processo, aí o Sporting continua a parecer mais saudável que o vizinho, que vive o tabu. Apesar do contrato. É que atrás deste estão milhões. Se Mourinho sair agora o Benfica pagará bem menos do que com a época em curso. Só que, paralelamente, se contratar um nome com o seu peso é trunfo em eleições, despedi-lo é o reverso da medalha.
Se acontecer, os holofotes irão virar na direção do gabinete da presidência. Sem solução à vista, porque trabalhar com esta liderança já é só para quem não tem nada a perder, sobressai o denominador comum a Schmidt, Lage e Mourinho: Rui Costa. O presidente inimputável."

A realidade difusa do Benfica


"A conferência de imprensa de antevisão de José Mourinho antes do decisivo jogo com o Sporting, deste domingo, não foi a de um treinador derrotado, nem a de alguém que tenha atirado a toalha ao chão.
Também não foi uma conferência de um Mourinho irritado com aquilo que considera injustiças que prejudicaram a equipa ao longo do campeonato, erros de arbitragem. Foi, acima de tudo, uma conversa com os jornalistas muito pragmática, marcada pela consciência do momento, do que está em causa e até da projeção que, nesta fase, é possível fazer para a próxima temporada.
Por muito significado que possa ter o facto de o Benfica ainda não ter perdido qualquer jogo no campeonato, os nove empates e a distância para o segundo e o terceiro classificados tornam o cenário muito complicado para os encarnados. Mesmo que matematicamente tudo ainda seja possível, poucos, muito poucos, acreditarão que os rivais do Benfica vão tropeçar tantas vezes quantas as águias precisam.
Ainda assim, o que há a fazer, e o que está nas mãos da equipa, será vencer este domingo o Sporting, em Alvalade, também com a consciência de que o rival está a jogar bem e vive um bom momento.
Para estes jogos, como aconteceu quando o Benfica venceu por 4-2 o Real Madrid e se qualificou na fase de liga da Liga dos Campeões, a motivação não pode faltar. A má época está praticamente garantida, mas ainda é possível correr atrás do que pode aquecer o coração dos adeptos e dos jogadores. Sendo, claro, que o segundo lugar continua a ser realisticamente atingível, se o Benfica conquistar os três pontos em Alvalade, num jogo que será determinante para o fecho da temporada.
Neste dérbi, já não pode haver meias palavras, o Benfica jogará o tudo ou nada na corrida pelo segundo lugar da tabela classificativa da Liga; o Sporting joga o tudo ou nada para atacar o primeiro lugar do FC Porto, a conquista do campeonato.
Sobre o futuro no Benfica, embora se vá irritando com a insistência dos jornalistas nas perguntas sobre o tema, Mourinho acabou por admitir que não está em condições de garantir que ficará na próxima temporada. Também aqui o treinador foi pragmático, explicando que a decisão não depende apenas da sua vontade. Nunca dependeria e a responsabilidade da clarificação não deve ser dele.
A vontade de Rui Costa, presidente dos encarnados, será, segundo entendemos das considerações do próprio, respeitar o contrato que existe por mais um ano com o técnico. Mas a verdade é que nem Rui Costa, nem Mourinho, conseguiram dizer claramente e com todas as letras aos benfiquistas: 'Mourinho fica' ou 'Mourinho continua', como entendessem ser a melhor forma de esclarecer o assunto. Creio ser, também aqui, uma questão de pragmatismo. De não fugir à realidade."

Nélson Feiteirona, in A Bola

Terceiro Anel: React - Antevisão - Sporting - Mourinho

domingo, 19 de abril de 2026

Qualificados...

Benfica 36 - 22 Águas Santas
14-9

Com a derrota na 1.ª mão, tínhamos a diferença de 3 golos para recuperar, se o final da 1.ª parte deu esperança, o 2.º tempo, foi totalmente dominado pelo Benfica, acabando por tornar fácil, aquilo que parecia complicado...
Estamos na Final da Taça de Portugal, onde não somos os favoritos, bem pelo contrário... mas 1 jogo, é só um 1 jogo!!!

Na final...

Leixões 0 - 3 Benfica
23-25, 14-25, 16-25

Regresso à normalidade, com o Nivaldo a subir de nível no 2.º jogo após a lesão!

A Final vai ser muito complicada, todos os jogadores vão ter que estar a 100%. O Banderó melhorou bastante nesta fase final, mas não é suficiente... Além do Bloco, a questão do Serviço, tem que melhorar muito, hoje apesar do domínio, só fizemos 3 Ases: 2 o França e 1 um Pombeiro!!!!

107

Esgueira 65 - 107 Benfica
25-25, 13-31, 17-31, 10-30

Depois dum arranque perro, três períodos na casa dos 30, sem o Betinho, sem o Koby e o Yussuf, e com os putos com muitos minutos! 6 Triplos para o Zé Silva!!!
Só falta uma jornada, para o fim da fase regular...

Reviravolta...


Benfica 4 - 2 Leões Porto Salvo

Remontada na 2.ª parte, depois dum 0-2 ao intervalo, com o Gugiel a facilitar novamente, e com mais uma arbitragem inacreditável dos artistas do costume!!!

Hoje, jogámos sem o Arthur, o Diego e o Coelho!!!

1.ª lugar garantido, a 1 jornada do fim da fase regular, num jogo onde até teria sido 'interessante' dar uma ajudinha a este Leões, na luta pelo 3.º lugar, pois preferia jogar contra o Braga numa potencial Meia-final, do contra estes Leões... e na Taça de Portugal, vamos novamente jogar contra eles!!!

Iniciados - 11.ª jornada - Fase Final

Paços de Ferreira 1 - 1 Benfica
R. Tavares


Dois pontos perdidos, numa jornada onde os nossos dois adversários vão se defrontar, perdemos dois pontos, e podemos ficar a 4 da liderança...!!!

Antevisão

BI: Antevisão - Sporting...

Visão: Vata...

O continente que virou ilha.


"O Sport Lisboa e Benfica atravessa hoje um momento particularmente preocupante do ponto de vista institucional e estratégico. Mais do que resultados desportivos ou ciclos naturais de gestão, o que está em causa é algo mais profundo: a evidente perda de liderança e, mais grave, a erosão da sua capacidade de influência no ecossistema do futebol português.
A recente Assembleia Geral extraordinária da Liga expôs essa fragilidade de forma inequívoca. O Benfica votou contra o processo para a comercialização dos direitos televisivos já no modelo de venda centralizada — e fê-lo sozinho. Isolado. Este facto, por si só, seria impensável há poucos anos. O Benfica sempre foi um clube agregador, com peso, capaz de liderar e mobilizar vontades. Era o “continente” onde muitos outros clubes se reviam e seguiam. Hoje, surge como uma ilha, distante, sem pontes, sem capacidade de arrasto.

Um clube com a dimensão e a história do Benfica não pode atuar de forma reativa, nem dispersa. Precisa de antecipação, de influência consolidada e de uma visão clara sobre o caminho a seguir. Quando essas peças falham, o resultado é este: isolamento, perda de relevância e incapacidade de condicionar decisões estruturais para o futuro do futebol português.
O Benfica deixou de liderar. E, num contexto onde a influência é determinante, deixou também de ser ouvido. Isso não é apenas um sinal de fraqueza momentânea — é um alerta sério sobre a incapacidade como elemento estrutural deste Benfica."

Benfica encostado à parede e a pergunta que continua sem resposta


"Ontem deu-se um passo importante na Liga, mas pensar na centralização é pensar demasiado no telhado quando as fundações ainda falham; no meio disto tudo as águias vão ficando à margem

Nenhuma revolução se faz sem conflito e como era expectável não houve unanimidade na escolha do modelo de comercialização no âmbito da centralização dos direitos televisivos da Liga. Ainda assim, é assinalável que 92 por cento tenham rumado na mesma direção, o mesmo quer dizer que, entre os grandes, apenas o Benfica votou contra.
A posição dos encarnados vem na sequência de outras mais recentes no mesmo sentido, em contraste com o alinhamento de Sporting e FC Porto (desavindos nas guerras de alecrim e manjerona, mas em consonância num tema muito mais estrutural). Ainda ninguém sabe ao certo quanto é que valerá o bolo, a partir de 2028, mas só por milagre os grandes vão manter os valores que auferem atualmente.
A diferença está na forma como cada um aceita a perda no presente e planeia ganhos no futuro. Os encarnados optaram por uma fuga para a frente, abandonando as negociações e pedindo que o Decreto-Lei seja adiado por dois anos, alegando porque este não é o momento certo. A questão é saber: quando será esse momento, à qual obviamente Rui Costa não parece ter resposta.
Isto coloca, portanto, o Benfica encostado à parede: ou se mantém isolado, escudado na sua indiscutível grandeza social (maior que todos os outros) e admitindo cenários disruptivos e populistas que passam por uma saída de Portugal ou mais cedo ou mais tarde será forçado a ir a jogo e aceitar modelos e regras negociados por outros.
Mas mais importante que estados de alma é a pergunta que todos os clubes, do maior ao mais pequeno, deviam fazer: como fazer um produto melhor? Ontem não era dia para discuti-lo, mas dá a sensação de que muitos responsáveis querem apenas empurrar o tema com a barriga, como se a centralização fosse a cura para todos os males.
O número elevado de equipas na I Liga, uma Liga 2 sem capacidade de gerar receitas face às despesas e cuja configuração devia ser discutida, estádios vazios e sem proporcionarem experiências de século XXI aos espectadores e que condicionam transmissões televisivas apelativas, bilhetes proporcionalmente mais caros (em média) face ao poder de compra de outros países europeus, bancadas vazias, regulamentos disciplinares obsoletos e uma justiça desportiva lenta e complexa afastam adeptos e investidores, travando uma internacionalização que, à sua escala, seria possível. Só que isto não ganha votos nem garante eleições..."

Afinal, nada é por acaso…


"O Sporting Clube de Braga aproveitou da melhor forma os recursos naturais — uma massa adepta incomparável e em crescendo quantitativo — e juntou-lhe chama e estratégia.

Há muitos anos, o futebol português resumia-se a um triângulo de virtudes e intenções, com resultados sistemáticos a coroar Benfica, Sporting e FC Porto, numa lógica de repartição de domínio que se prolongou por décadas e afetou (sim, afetou) todos os que, não se revendo na reverência aos três grandes, lutavam para se manter à tona de água e para conseguirem, em determinado momento, algum protagonismo.
Foi assim com o Belenenses, foi também assim com o Boavista, que, no entanto, e com a necessária evolução estrutural, logística e técnica, não conseguiram, por motivos que agora não vêm à colação, manter-se na crista da onda e criar a dinâmica essencial para discutir, de modo consistente e sistemático, o domínio competitivo do futebol português.
No século XXI, é bem diferente o grau de profissionalismo, de exigência e de formação dos diversos agentes, que resulta, naturalmente, numa predisposição muito distinta e numa obrigação muito mais rigorosa de preparação estratégica. No Minho, o Sporting de Braga e, particularmente, o seu presidente dos últimos largos anos, perceberam as necessidades, identificaram os mecanismos e prosseguiram em caminhos bem definidos, de médio e longo prazo, tentando dotar o emblema de condições de base e de musculatura financeira para trilhar rotas de sucesso, continuando a apaixonar e a cativar os seus adeptos, muito ciosos de um regionalismo que nada tem de pequeno ou bacoco, antes serve para afirmar pelo mundo uma ideia de clube de afeição, projetando a região para o país e este para o estrangeiro, sem perder a noção das dimensões relativas e da responsabilidade social acrescida ao longo dos anos.
O Sporting Clube de Braga aproveitou da melhor forma os recursos naturais (uma massa adepta incomparável e em crescendo quantitativo, uma ligação intergeracional notável, uma capacidade de investimento efetiva e uma indomável vontade de progressão) e juntou-lhe chama e estratégia.
Juntou, por exemplo, a crescente notoriedade do futsal ao incremento do futebol feminino, para construir duas equipas muito competitivas em cada âmbito, sendo ambas referências de qualidade e lutando, em cada quadra ou no relvado do estádio Amélia Morais, pelo melhor para as suas cores.
E no futebol, não cristalizando e, com isso, emoldurando na história a campanha que, há década e meia, o levou à final portuguesa da Liga Europa, em Dublin, frente ao FC Porto, voltou à carga como um corredor de fundo, em crescendo nos últimos anos, ganhando a Taça da Liga (qualquer que seja a interpretação e a importância que cada um de nós possa conceder à competição…), sendo sempre uma pedra no sapato dos tais três grandes quando em compita direta, e conseguindo uma sustentabilidade financeira elogiável (e invejável), que lhe confere moral e capacidade para intervir no mercado, regenerar equipas e manter a verve competitiva que se lhe reconhece.
Por isso, a carreira do Sporting Clube de Braga na Liga Europa 2025/2026 só poderá surpreender quem não esteja atento, nos últimos largos anos, ao percurso estratégico moldado pelo empresário António Salvador, ao leme do emblema minhoto. Secretamente, no remanso do balneário, sabe-se agora que a eventual presença na final da segunda mais importante competição para clubes sob a égide da UEFA foi projetada e serviu de emulação e desafio ao grupo de trabalho logo após a conclusão da brilhante fase de liga, com os bracarenses a assegurarem um dos oito primeiro lugares e, consequentemente, o apuramento direto para os oitavos de final.
Se olharmos para o plano estritamente competitivo, veremos o SC Braga com dezoito jogos já realizados na competição, uma vez que nela entrou na segunda pré-eliminatória. Fará certamente vinte e, idealmente, ainda mais um, se conseguir ultrapassar os alemães do Friburgo e chegar à final de Istambul, com Nottingham Forest ou Aston Villa. Ora isto corresponde a uma componente muito significativa da temporada, se considerarmos que a Liga portuguesa compreende 34 jornadas. Portanto, a equipa de Carlos Vicens avança para mais de 55 jogos, seguramente, o que eleva os patamares de resiliência, programação e capacidade de gestão a um nível superlativo.
Mas tudo isto, que se reflete a cada jogo, a cada golo, a cada festejo, só é possível com um amplo respaldo organizativo e de planeamento, com uma estrutura muito profissional e dedicada, e com metas traçadas atempadamente (com anos de antecedência), e meios adequados para se poder atingir os fins.
O futebol de hoje não se compadece (aliás, rejeita-os…) com amadores, por mais bem intencionados que sejam. As estruturas das equipas profissionais, para lá de multidisciplinares, trabalham com um só foco e obedecem a uma só vocação. O SC Braga é bem o exemplo disso, e em variados aspetos e situações dá lições aos tais três emblemas dominadores de antanho no futebol português, que bem poderiam aproveitar algumas das ideias e das práticas que surgem do norte minhoto.
No futebol, diz-se que, apesar da posse de bola não garantir vitórias no campo, deixa quem mais a tem com melhores condições de ganhar um jogo. No futebol de bastidores, uma estrutura pensada, moldada para as necessidades do clube e das competições e a suscitar empenho dedicação, é certamente meio caminho andado para atenuar distâncias e aproximar glória. Afinal, nada, mesmo nada, é por acaso…

Cartão branco
Conheci o Germano Almeida quando ainda ele exercia as suas funções de jornalista de A BOLA. De perto convivemos quando ambos integrámos a equipa de lançamento do Canal 11. Optando por uma ligação consistente à geopolítica e aos seus contornos, o Germano projetou um novo modelo de abordar a atualidade internacional, na forma e no conteúdo, apresentando, no NOW, Guerra e Paz, um diário que nos aproxima do mundo e dos contornos cada vez mais desafiantes da geopolítica que o molda. O exemplo acabado de um talentoso jornalista que, partindo da especialização no desporto, transita para outros ângulos e temáticas, continua o sucesso e desbrava novos horizontes profissionais.

Cartão amarelo
O triunfalismo sempre foi mau, e é ainda pior quando se aplica a escalões de formação. A equipa do Benfica acaba de apanhar um banho de realidade. À quinta presença na Final Four da UEFA Youth League, não consegue, pela primeira vez, a presença na final, sucumbindo, com um claro 1-3, frente aos belgas do Club Brugge. Sublinha-se a presença dos portugueses, outra vez, entre os quatro melhores do futebol jovem europeu. Mas o ambiente que se criou, nos últimos dias, em torno da equipa, pode ter sido o primeiro passo para a débacle frente ao conjunto belga. É sempre difícil equilibrar entre um razoável compromisso competitivo e as obrigações de representação internacional, ficando a ideia de que, com outra tranquilidade, os encarnados talvez pudessem ter, de novo, chegado à final da verdadeira Champions jovem."

Saudade


"Durmo mal. Até janto cedo e religiosamente bebo um chá já na cama, ainda antes das 21h, enquanto ponho a leitura em dia. Despacho normalmente uma média de 50 páginas e, de 'x' em 'x' minutos, vou carregando num botão que regula a intensidade do foco de luz que aponta para o Kobo. Antes de atingir a escuridão absoluta, dou um beijo na minha esposa, que já dorme, e ainda faço uma última festinha na cabeça do sócio PET #262, que se aninhou lá ao fundo. É uma rotina bonita, dizem que as rotinas são aborrecidas. A minha não é. E apago a luz. E depois durmo mal. No trabalho corre tudo bem, a família também está bem, obrigado. Mas durmo mal. Não deveria ser suposto. "É só desporto" — dizem. E o desporto deveria ser alegria e desfrute. Mas o Benfica não é só desporto.
É família, são os amigos, é a emoção das vitórias e o desolar nas derrotas. É a vida a correr bem ou a correr mal. O Benfica é poesia e ação, são quadros no Louvre e graffitis urbanos, é música clássica e rock & roll. O Benfica é Deus e é ciência. Tudo ao mesmo tempo. O Benfica pode ser adjetivado por 8000 palavras do dicionário, mas será sempre insuficiente, porque vai muito além de tudo o que conhecemos e somos capazes de expressar. "O que é para ti o Benfica?" é, ao mesmo tempo, a pergunta mais fácil e mais difícil de responder. É como quando um estrangeiro nos pede para traduzir a palavra "saudade". Sabes o que é? Claro que sei. Então explica, se conseguires, uma palavra que encerra tanto em si mesma. E o Benfica também é saudade. Saudade de tempos que já lá vão. Tempos que marcaram gerações de pais e filhos, avós e netos. "Pai, de que clube é que tu és?", perguntei com 5 anos. "Eu apoio o Benfica." "Então eu também!" Fácil, sem discussão. Se o meu pai é, eu também. E vai ser bom, porque o meu pai nunca se engana. E foi assim que, crescendo ao lado do José de Alvalade, me tornei benfiquista. Vi muitos treinos no Campo Grande. Cruzei-me com Paulinho Cascavel primeiro e Figo mais tarde, o Marlon Brandão era meu vizinho e conheci o roupeiro Paulinho. Vi muitos jogos ao vivo — no setor da Torcida Verde entrávamos grátis até aos 11 anos. Assistia aos treinos do hóquei e de outras modalidades."MAS EU ERA DO BENFICA!" — aplausos.
O Benfica também é saúde. Quando vence e convence, andamos bem. De peito feito. Sorrimos. Estamos confiantes. Quando perde, já a semana vai ser uma merda. "A ver se na 2.ª mão dá para recuperar", dizem uns. "Pode ser que os outros também percam", dizem outros. Mas a semana vai ser uma merda. Antes optava por não ver os jogos do Benfica nas Antas/Dragão. Achava sempre que ou íamos ser prejudicados, ou não íamos entrar com atitude guerreira. A primeira normalmente sucedia, a segunda já aconteceu mais. Dez minutos antes do apito inicial, começava a andar nervoso pela casa: "vejo o jogo, não vejo". Tipo mal-me-quer. E depois não via. Saía, arranjava um plano fora de casa e ficava mais tranquilo. Colocava um cartaz a dizer "Volto já". Sofria menos.
Hoje o meu mal-me-quer é outro.
Sou sócio há 18 anos. Pago as minhas quotas, as do meu sobrinho, cuja ficha deu entrada no dia em que nasceu, e as do meu cão. Nenhum dos três usufrui sequer das instalações. O meu sobrinho vive a 500 km. Eu a 1300. E o meu cão não liga muito a futebol. Não beneficio dos descontos na Repsol nem de outros parceiros. Consola-me viver numa das capitais mundiais do hóquei e, de vez em quando, lá vem o Benfica visitar-nos. Tenho um pavilhão a dois passos de casa — ainda há pouco cá estiveram as nossas meninas. Que alegria! O departamento de sócios tem a minha morada, sabe que vivo aqui, podiam ter avisado — avisam de tantas coisas inúteis. Soube porque vou estando atento, senão passava um sábado com o autocarro do Benfica estacionado ao lado da minha janela e eu na ignorância. De vez em quando vou a Portugal e lá consigo um Redpass amigo. A última vez que usei um RP foi no dia 25 de outubro. Entre voos, comida, bebida e aquela roupa que não precisamos mas compramos na loja: 300 €. Não fui pelo Arouca, fui pelo voto. Tinha um hotel a 30 min de minha casa onde poderia ter exercido o meu direito. Mas tinha de ir a Lisboa votar. Porque ia ser um dia diferente. Pelo simbolismo daquela ocasião, daquela data, daquele contexto. Porque o Benfica estava de volta e iria renascer! Conseguimos! Cheguei ao estádio às 06h50, era o 21.º na fila; às 08h02 já tinha votado. Chovia imenso. Duas sócias atrás de mim: "Oh amigo, abrigue-se aqui nos nossos chapéus". O resto do dia foi um sobe-e-desce de emoções. "Vai ganhar o meu!", "Oh diabo, parece que afinal não", "Pode ser que ainda dê!". Não deu. Não importa discutir quem venceu, o que interessa é pensar na tendência que tem dominado os destinos do Benfica nas últimas três décadas. Caramba, entre tantos potenciais presidentes gloriosos — uns candidatam-se, outros nunca saem do anonimato (mas sabemos que existem!) —, e escolhemos sempre ao lado" Caros sócios, temos escolhido mal. E não pode ser por mero acaso. Podemos enganar-nos uma vez. Duas, vá. Mas assim não.
E este é o ponto principal: para onde é que olham os sócios antes de votar? O que é que quer a maioria? O que procura? O que não procura? Afinal, vencer de forma sustentada é importante, ou já o foi mais? Importa mais ter uma alta faturação e infraestruturas modernas? Como se isso fosse incompatível com ganhar, acrescento eu. Preocupam-nos os estatutos e os valores? Ou chama-nos mais a atenção a camisola do Vhils?Não vemos problema em que se impeçam os adeptos de se aproximar do autocarro e que as roulotes, qualquer dia, estejam em Campolide? Às famílias interessa mais uma fan zone de plástico, sem qualquer espontaneidade? Estamos cómodos com os constantes problemas judiciais? Um Benfica moderno é o Benfica do Kamala e do aburguesar? Um Benfica moderno é um Benfica onde continuamos, de forma absurda, a chamar "Inferno da Luz" ao nosso estádio, quando o ambiente durante os jogos é constrangedor? Onde ninguém vai aos pavilhões? Será que o sócio-tipo do Benfica mudou e nem demos por isso?
O Benfica está num limbo que apenas o futuro clarificará: esta situação é temporária e, no fundo, ainda continua cá uma essência adormecida? Ou isto já foi para outro lado e não nos apercebemos? Quem tem hoje 14 anos e começa a ter vida ativa no Benfica vê o quê exatamente? Quais são as suas prioridades? Sofre? Chora? Ou é como as duas pessoas que tinha ao meu lado no jogo com o Arouca, que estiveram a ver no telemóvel o Brentford-Liverpool que se jogava à mesma hora? Conseguiram a proeza de estarem ali e não verem em direto nenhum dos cinco golos. Está tudo bem? Se calhar está. Afinal, o estádio propicia esse conforto. E vai na volta estas duas pessoas até estão tão chateadas quanto eu. Mas continuam a ir, nem que seja só para não desistir. Apenas preferem estar ali e fazer outra coisa. Falaram o jogo todo: "E a semana, como é que correu?" Se calhar sofrem menos. Será que ainda conseguiremos vir a ter direções consecutivas que sigam um projeto e uma identidade à Benfica e não um projeto seu, individual? Um projeto à Benfica. Do Benfica. Para o Benfica! Será que ainda conseguiremos vir a ter atos eleitorais com fim único de dar continuidade ao Benfica, e não porque "este presidente não presta, venha outro"? Um modelo em que as pessoas saibam a responsabilidade que têm nas mãos, saibam o que é que têm de respeitar e de fazer respeitar. Um modelo em que treinadores e jogadores sejam contratados porque encaixam no projeto e nos objetivos a médio-longo prazo, e não por outro motivo qualquer. Um projeto em que quem não respeita o emblema está fora.Um projeto onde cada euro tem um valor imenso. Não podemos ser o Bayern de Munique do sul da Europa? Será que um dia nos livraremos dos parceiros estratégicos, do Ministério Público e de tudo o que deveria estar a milhas de distância do Benfica? Como é que lá chegamos? Difícil. O primeiro e talvez único caminho é o das vitórias. É mais fácil convencer os sócios de um rumo se esse rumo estiver alcatifado de pontos. Mas para isso, antes, é preciso escolher à Benfica. Pede-se aos sócios seriedade nas escolhas e aos candidatos seriedade e responsabilidade nas decisões. O populismo e a demagogia têm de ficar de lado, erradicados para sempre. E isto é válido para as seis candidaturas de outubro e para todas as que aparecerem no futuro. Ninguém é exceção e o escrutínio deve ser constante. Não te apresentes a eleições se não estás convencido de que és capaz de respeitar a memória do Benfica e os seus valores. Não te apresentes a eleições se tens mais objetivos para além do Benfica. Só chegaremos aqui se os sócios souberem que é de facto possível. E quiserem que aconteça. E fizerem por isso. E o exigirem.
Não nos enganemos: a situação é dramática. O Benfica está mal, está muito mal. Está, neste momento, sempre muito mais perto de ser presidido por oportunistas ou de se perder para sempre num qualquer investidor estrangeiro do que de voltar a ser o que era. O momento é já."Ah, mas o investidor estrangeiro não tem de ser um Textor, até pode ser um Al-Khelaifi que nos meta nas finais da Champions de novo." Ok, e queremos isso? É que, se for, digam já, que eu saio na próxima. Este texto é sobre a minha saúde. Sofro, e não deveria. Mas, se eu chegar à conclusão de que os sócios afinal nem são tão descuidados como eu julgava e que, de facto, pensaram bem e querem mesmo seguir outro caminho, então sou obrigado a deixar isto.
Hoje o meu mal-me-quer é outro: continuar ou desistir.
Não escrevo isto para que tenham pena de mim ou por querer que me digam "não faças isso, o Benfica precisa de todos". Eu não importo. Preocupemo-nos com o Benfica. Façam-me acreditar que ainda é possível salvar o Benfica. Façam isso por mim, pela minha saúde.
Viva ao Sport Lisboa e Benfica."

Rola Bola #65 - Todos de fora menos o FC Braga. Real Madrid reis do ego

BF: Mercado...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Benfica precisa de mais Mourinho e menos "dedo" de Rui Costa?

SportTV: Primeira Mão - 🔥 O dérbi que decide tudo!

BTV: Destaques...

Média de espectadores....

Tribunal Arbitral do Desporto: transparência também se mede nos árbitros


"O Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), criado pela Lei n.º 74/2013, nasceu com um objetivo claro: assegurar uma justiça especializada, célere e independente no âmbito do desporto. Ao longo da última década, consolidou-se como uma peça central do sistema, sobretudo no controlo da legalidade das decisões das federações e ligas. Ainda assim, há uma dimensão do seu funcionamento que permanece pouco discutida e que merece reflexão: o nível de transparência na distribuição dos processos pelos árbitros.
Num sistema em que os árbitros exercem funções jurisdicionais, decidindo litígios com impacto direto em carreiras, competições e interesses económicos relevantes, a confiança no funcionamento do tribunal é tão importante quanto a qualidade das decisões. E essa confiança constrói-se, em larga medida, com transparência. Atualmente, embora se conheça a lista de árbitros e seja possível identificar quem decide cada processo, não existe uma informação pública organizada que permita perceber como são distribuídos os processos, quantos são atribuídos a cada árbitro ou com que frequência intervêm em determinados tipos de litígios.
Esta ausência não é irrelevante. A própria arquitetura do TAD assenta na independência e na imparcialidade, reforçada por exigências de natureza deontológica e por regras de prevenção de conflitos de interesses. No entanto, num contexto arbitral, a perceção de equilíbrio na distribuição de processos assume uma importância decisiva. A concentração de processos nos mesmos árbitros, ainda que juridicamente admissível, pode suscitar dúvidas legítimas. E no desporto, como em qualquer outro setor, a perceção pública tem um impacto real na credibilidade das instituições.
A criação de uma lista pública que identifique, ainda que de forma agregada e respeitando a necessária confidencialidade, os processos atribuídos a cada árbitro constituiria um passo relevante nesse sentido. Desde logo, permitiria compreender melhor os padrões de distribuição e aferir o grau de equilíbrio existente. Mais importante ainda, possibilitaria perceber quantas vezes um determinado árbitro intervém em litígios envolvendo a mesma parte, um dado particularmente sensível num universo como o desportivo, onde os intervenientes se repetem e os conflitos são frequentemente recorrentes.
Não está em causa a divulgação de elementos sensíveis dos processos, nem a violação de deveres de reserva. O que está em causa é a disponibilização de informação estrutural que permita escrutinar o funcionamento do sistema e reforçar a confiança dos seus destinatários. A transparência, nestes casos, não é um risco — é um mecanismo de legitimação.
O TAD representa um avanço significativo no direito do desporto em Portugal, trazendo especialização e maior eficiência na resolução de litígios. Mas, como qualquer instância jurisdicional, a sua credibilidade não depende apenas das decisões que profere, depende também da forma como se organiza e se apresenta ao exterior. A transparência na distribuição de processos surge, assim, não como uma exigência excessiva, mas como um desenvolvimento natural de um sistema que pretende afirmar se como moderno, independente e confiável.
Num contexto em que o escrutínio sobre o desporto é cada vez mais exigente, a ausência de informação tende a gerar dúvidas que poderiam ser facilmente evitadas. E num tribunal arbitral, onde a confiança é um ativo essencial, essas dúvidas devem ser prevenidas através de mecanismos simples, proporcionais e eficazes."

Real Madrid: el peso de lo invisible