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sábado, 31 de outubro de 2026

A Bola Não Mente - S02E10 - Rookies em alta no meio de uma praga de lesões

SportTV: NBA - S05S04 - Lesões atrás de lesões 🤕

A Verdade do Tadeia #2027/13

Mister #239

Na final four


"O Benfica ganhou por 4-1 ao Gil Vicente e apurou-se para as meias-finais da Taça da Liga. Este é o tema principal da BNews.

1. Triunfo merecido
Marco Silva realça o apuramento obtido, fruto de uma boa exibição: "Um bom jogo da nossa equipa, uma vitória totalmente justa, da melhor equipa em campo. O objetivo era claramente estar na final four. Uma competição importante para nós e lá estaremos."

2. Man of the Match
Autor de um bis e considerado o homem do jogo, Lukebakio sublinha o coletivo: "É fundamental para nós chegar o mais longe possível em todas as competições. Naturalmente, queremos vencer todos os jogos e, se puder ajudar a equipa com uma boa exibição, isso é uma satisfação adicional para mim."

3. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os quatro golos marcados pelo Benfica ao Gil Vicente.

4. Assembleia Geral
O presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica esclarece, em entrevista à BTV, os procedimentos e as novidades da reunião magna agendada para amanhã, 31 de outubro.

5. Outros resultados
Na fase principal da UEFA Futsal Champions League, o Benfica ganhou por 2-3 ao ElPozo Murcia. Na fase de grupos da EuroCup Women de basquetebol, as águias venceram por 72-62 frente ao Sopron. E a equipa masculina de hóquei em patins apurou-se para as meias-finais da Elite Cup ao triunfar, por 6-1, ante o Valongo.

6. Agenda (sábado)
No futebol de formação, a Equipa B recebe o Chaves às 18h00, os Juniores visitam o União de Leiria às 15h00 e, à mesma hora, os iniciados atuam no reduto do Ançã. Na Luz há partidas de voleibol no masculino (Clube K, 15h00) e basquetebol no feminino (Barcelos, 19h00).
Em hóquei em patins, em Santo Tirso, há as meias-finais da Elite Cup no masculino (OC Barcelos ou HC Braga, 18h00) e no feminino (Escola Livre, 15h00). Em futsal no masculino joga-se mais uma jornada da fase principal da UEFA Futsal Champions League, com o Benfica a defrontar o Tigers Roermond (19h30).
Há ainda as deslocações de várias equipas: andebol masculino (Vitória SC, 18h30); basquetebol masculino (Portimonense, 18h00); futsal feminino (Nun'Álvares, 20h00); râguebi masculino (Belenenses, 14h00).

7. Agenda (domingo)
Os Juvenis recebem o Alverca às 11h00. A equipa feminina de andebol é anfitriã da AA São Pedro do Sul (14h00). A equipa feminina de voleibol joga no pavilhão do Leixões (16h00).

8. Protagonista
O entrevistado da semana é André Rosa, tricampeão nacional de paintball pelo Benfica.

9. História agora
Veja a rubrica habitual das manhãs de 5.ª feira da BTV.

10. Sport Montreal e Benfica
Esta embaixada do benfiquismo reabriu portas com um novo espaço.

11. Concerto agendado
O Estádio da Luz alberga o concerto dos U2 marcado para 27 de maio do próximo ano."

O Cantinho Benfiquista #240 - A Perfect October?

BolaTV: João Lusevikueno...

O impercetível futebol português


"Durán acordou sem saber se podia jogar pelo Benfica, mas foi a marcar um golo que fechou o dia em que Luciano Gonçalves foi à RTP dizer que «o futebol tem coisas esquisitas»

Jhon Durán acordou sem saber se podia jogar, acabou o dia a fechar a vitória do Benfica sobre o Gil Vicente e deitou-se sem saber se vai ser — ou não — castigado pela expulsão frente ao Santa Clara. Impercetível.
As imagens da transmissão televisiva já não sustentavam a decisão de Cláudio Pereira, mas restava ainda o benefício da dúvida associado ao relatório do árbitro. Argumentar que um jogador contribuiu para um conflito generalizado com «palavras impercetíveis» é algo que não pode continuar a ser normalizado nos relatórios — até o delegado da Liga destacado para o jogo dos Açores recorreu a essa argumentação.
O processo (disciplinar) ainda vai fazer correr muita tinta, aposto, mas já foi evidente o embaraço do presidente Conselho de Arbitragem ao dizer, em entrevista ontem concedida à RTP, que Cláudio Pereira «podia ter-se explicado melhor», considerando que «a forma como escreveu não foi a mais clara».
A condescendência pública não surpreende, mas dentro de portas é bom que o líder da arbitragem erradique tais práticas. Ninguém quer que o relvado seja transformado em sala de audiência, mas um árbitro também não pode ser leviano ao assumir o papel de juiz.
Não sei se Luciano Gonçalves cometeu algum crime, mas partilho da dificuldade assumida pelo instrutor do processo do Conselho de Justiça para encontrar conexão entre a mensagem enviada a Hélder Malheiro pelo presidente do Conselho de Arbitragem e a justificação dada posteriormente por este, assim como considero que a decisão de ir à Amadora para conversar apenas com Paulo Lopo, depois das suspeitas levantadas por Duarte Gomes, é altamente censurável.
O que me parece evidente, desde já, é que a polémica confirmou que a arbitragem continua a ter condutas pouco recomendáveis, de forma generalizada.
O presidente do Conselho de Arbitragem diz que «o futebol tem coisas esquisitas». Impercetíveis, diria eu..."

A saúde mental do líder


"Outubro é o mês da Saúde Mental e, quando falamos deste tema no desporto, o nosso olhar dirige-se quase instintivamente para os atletas. Falamos da pressão competitiva, da ansiedade, do medo de falhar, do burnout e do peso das expectativas. Mas há uma figura que permanece frequentemente esquecida nesta discussão: o treinador. Aquele a quem todos exigem equilíbrio emocional, capacidade de decisão, resiliência e liderança, mesmo quando o seu próprio equilíbrio psicológico pode estar comprometido.
Ser treinador, sobretudo no desporto de alto rendimento, significa viver numa permanente tensão entre resultados, expectativas e responsabilidades. É gerir egos, conflitos, frustrações e emoções, enquanto se procura transmitir confiança e estabilidade a uma equipa. Mas quem cuida da saúde mental de quem tem a responsabilidade de cuidar, motivar e orientar os outros?
A investigação científica tem vindo a dar visibilidade a esta realidade. E não é difícil compreender porquê. O treinador vive sob uma avaliação permanente, em que uma vitória pode transformá-lo num génio e uma sequência de derrotas colocar em causa toda a sua competência. Podendo sentir que estão num ambiente de ameaça constante. Revisões recentes de Frost e colaboradores (2024) e Kang e Lee (2025) identificam a pressão pelos resultados e a instabilidade profissional, a sobrecarga de trabalho, as exigências emocionais, a solidão que a própria liderança exige, a exposição mediática e acrítica publica, bem como os fatores organizacionais como importantes riscos para a saúde mental dos treinadores, aumentando a sua vulnerabilidade ao stress. As consequências podem manifestar-se através de perturbações do sono, irritabilidade, ansiedade, exaustão emocional, dificuldades de concentração, sintomas depressivos e burnout. E o problema não termina no próprio treinador. Uma liderança psicologicamente desgastada pode comprometer a qualidade das decisões, a comunicação, a gestão de conflitos, o clima emocional da equipa e consequentemente os resultados da equipa e estabilidade organizacional.
É por isso que a saúde mental dos treinadores não pode continuar a depender exclusivamente da sua capacidade individual de resistência. Exigimos aos treinadores que construam atletas mentalmente fortes, mas esquecemo-nos de garantir que eles próprios têm condições para se manterem psicologicamente saudáveis. Esta cultura de invulnerabilidade pode favorecer o silêncio, o isolamento emocional e a resistência em procurar ajuda psicológica. Quem cuida da mente de uma equipa também precisa que cuidem da sua. Exige organizações desportivas capazes de criar condições de trabalho saudáveis, redes de apoio psicológico, espaços de recuperação e culturas onde pedir ajuda não seja confundido com incompetência."

Mourinho nunca esteve acabado... estava no lugar errado


"Disseram que estava acabado... que o futebol tinha evoluído e José Mourinho ficara para trás. Que os seus métodos pertenciam ao passado e que os grandes palcos europeus já não eram o seu lugar. Mourinho ouviu, continuou a trabalhar e respondeu como sempre gostou de responder: com resultados. No passado domingo, saiu de Barcelona com uma vitória por 2-1, frente a uma equipa que considero estar entre as três melhores da atualidade, e voltou a recordar ao futebol europeu uma verdade que alguns pareciam ter esquecido: continua a ser um treinador de elite.
Na semana que antecedeu o clássico, já circulavam especulações sobre o seu futuro no Real Madrid e possíveis alternativas para o banco, entre elas Didier Deschamps. O Barcelona apresentava-se como favorito, depois de um início de campeonato irrepreensível, com nove vitórias em nove jogos. Vitórias, quase todas, por goleada. Para muitos, a dúvida não era saber quem venceria, mas por quantos golos perderia o Real Madrid. A confirmação da ausência de Courtois, um dos melhores guarda-redes do mundo, aumentou ainda mais a dimensão do desafio.
Mourinho preparou a equipa, assumiu riscos e apresentou um Real Madrid corajoso, organizado e capaz de discutir o jogo em casa de um adversário fortíssimo. A aposta em Bernardo Silva, a capacidade de equilibrar os momentos defensivos com saídas rápidas e a forma como a equipa respondeu à pressão catalã revelaram algo que sempre distinguiu o treinador português: a capacidade de preparar os grandes jogos e de convencer os seus jogadores de que podem vencer, mesmo quando o contexto parece muito desfavorável.
A vitória não resolveu todos os problemas do Real Madrid, nem transformou uma equipa em construção na melhor do mundo, mas mostrou evolução, personalidade e, sobretudo, uma identidade competitiva que tinha faltado em muitos momentos do passado recente. Mourinho voltou a fazer aquilo que melhor sabe: transformar talento individual numa equipa que acredita na possibilidade de ganhar.
No dia 31 de janeiro deste ano, escrevi precisamente nesta rubrica um artigo intitulado «Real Madrid vem a Lisboa buscar Mourinho!». Defendi então que o regresso ao Santiago Bernabéu fazia sentido, não apenas pelo currículo do treinador, mas pela correspondência entre a sua personalidade e a cultura competitiva do clube. Oito meses depois, mantenho essa convicção. O Real Madrid é um lugar natural para José Mourinho porque ambos partilham uma exigência que não admite grandes concessões: ganhar não é apenas um objetivo, é uma obrigação.
Sempre considerei que algumas escolhas de Mourinho nos últimos anos foram erros de casting. Tottenham, Roma e Fenerbahçe são clubes com história, adeptos apaixonados e ambição legítima, mas não oferecem, de forma consistente, as mesmas condições para disputar a Liga dos Campeões e os maiores títulos que os gigantes europeus. Não significa que Mourinho não pudesse realizar bons trabalhos nesses contextos, como demonstrou com a conquista europeia pela Roma. Significa que o perfil de um treinador habituado a competir pela vitória em todas as grandes provas precisa de estar alinhado com a capacidade e as expectativas da organização que representa. 
Um grande treinador não deixa de o ser porque não vence todos os anos. O contexto importa e muito. Os recursos disponíveis importam. A qualidade dos adversários, a estabilidade institucional e a ambição competitiva também. No futebol, como em qualquer organização, o sucesso depende tanto da competência individual como da adequação entre a pessoa e o projeto. E, por vezes, aquilo que interpretamos como perda de capacidade é, afinal, um desencontro entre o líder, o contexto e o ambiente onde trabalha.
Sei que alguns perguntarão pelo Manchester United, mas esse foi, na minha opinião, um caso diferente. Mourinho concretizou o desejo antigo de orientar um dos maiores clubes do mundo, num momento em que a instituição procurava reencontrar-se depois da saída de Alex Ferguson. Conquistou a Liga Europa, a Taça da Liga inglesa e a Supertaça inglesa, além de alcançar um segundo lugar na Premier League que o próprio sempre valorizou. Olhando para as dificuldades que o clube continuou a enfrentar e para os sucessivos treinadores que por lá passaram, considero que o seu trabalho merece hoje um reconhecimento maior do que aquele que recebeu na altura.
E o Benfica? Também aqui existe uma dimensão diferente. O Benfica, tal como o Vitória, ocupa um lugar especial na história pessoal e emocional de José Mourinho. O regresso à Luz não pode ser analisado apenas através da dimensão competitiva do clube. Representou também uma ligação às origens, à identidade e a um futebol português que nunca deixou de fazer parte da sua vida. Foi precisamente nesse contexto que Mourinho voltou a demonstrar que continuava a ter a capacidade de competir ao mais alto nível. Fê-lo na forma como o Benfica se apresentou em Stamford Bridge, diante do Chelsea, numa exibição que merecia outro resultado; na derrota “enganadora” por 1-0 frente ao Bayer Leverkusen, em que o resultado esteve longe de traduzir o que se passou em campo; e, sobretudo, nas extraordinárias vitórias sobre o Nápoles, então campeão italiano, e o Real Madrid. Foram exibições que reforçaram a minha convicção de que Florentino Pérez acabaria por procurá-lo.
O que distingue Mourinho não é apenas a organização tática, a preparação dos jogos ou a capacidade de comunicar - é a forma como lidera, como influencia comportamentos, como gere pessoas, estabelece hierarquias, protege o grupo e transforma pressão em energia competitiva. Já para não falar na sua inteligência tática, contextual e emocional. Num balneário de estrelas, onde todos têm estatuto, ambição e personalidade, liderar não significa ensinar os jogadores a jogar futebol... futebol já eles sabem jogar. Significa ensiná-los a jogar em equipa, criar as condições para que o talento individual seja colocado ao serviço de um objetivo coletivo.
Naturalmente, Mourinho também comete erros – é um ser humano como todos nós. A sua carreira não está isenta de decisões discutíveis, mas reduzir um treinador com o seu percurso à ideia de que ficou ultrapassado parece-me uma leitura demasiado simplista. A experiência não é inimiga da inovação… um líder pode manter os seus princípios e, simultaneamente, adaptar métodos, renovar equipas técnicas e encontrar novas respostas para desafios diferentes.
Na rubrica Liderar no Jogo, interessa-me precisamente esta relação entre competência, contexto e liderança. Há profissionais que parecem perder valor quando mudam de organização e recuperam toda a sua influência quando encontram um ambiente adequado às suas características. Nem sempre é o talento que desaparece. Por vezes, tão simplesmente o enquadramento que deixa de permitir que esse talento se manifeste.
E há um último episódio desta semana que considero especialmente revelador… Harry Kane conquistou a Bola de Ouro, a consagração máxima de uma carreira construída com trabalho, persistência e uma extraordinária capacidade de superação. No momento de agradecer àqueles que contribuíram para o seu crescimento, não esqueceu José Mourinho, que o orientou no Tottenham. Atenção que Kane não destacou todos os treinadores que teve na carreira…
O reconhecimento a José Mourinho merece ser valorizado porque, como costumo defender, o verdadeiro legado de um treinador não se mede apenas pelos títulos que conquista, mas também pela marca que deixa nos jogadores com quem trabalha. Kane chegou ao topo do futebol mundial e, num dos momentos mais importantes da sua vida, encontrou espaço para agradecer a quem o ajudou a crescer.
Mourinho vai deixar de ser notícia? Vão deixar de anunciar o seu declínio, de profetizar o seu fracasso ou de apresentar, a cada resultado menos positivo, novos candidatos à sua sucessão? Não. E, sinceramente, espero que não porque isso significará que José Mourinho continua onde merece estar: no topo do futebol mundial, num clube onde a exigência é permanente, a pressão não dá tréguas e até uma vitória pode não ser suficiente. Faz parte da dimensão do Real Madrid, e faz também parte da personalidade do próprio Mourinho, um treinador que nunca procurou a indiferença, nunca viveu de consensos e nunca deixou ninguém indiferente… continua a vencer jogos importantes, a competir nos maiores palcos e a demonstrar por que razão é, goste-se ou não do seu estilo, um dos maiores treinadores da história do futebol mundial. E há algo que não devemos esquecer: é português. Um português que conquistou o respeito do futebol mundial e que continua a levar o nome de Portugal aos palcos mais exigentes da modalidade.
José Mourinho não precisa de provar que tem passado. Esse está escrito na história do futebol. Durante anos, exigiram-lhe que demonstrasse que ainda tinha presente e futuro. O Real Madrid voltou a dar-lhe o palco onde pode responder a essa exigência todos os dias, através daquilo que sempre o distinguiu: trabalho, liderança, ambição e resultados.
Mourinho reencontrou uma organização à altura da sua exigência competitiva. Um clube onde a ambição de vencer corresponde à sua própria ambição, onde a pressão é tão grande como as oportunidades e onde a sua capacidade de liderar pessoas, gerir egos e transformar talento individual numa verdadeira equipa pode voltar a fazer a diferença.
Vai o Real Madrid ganhar tudo com Mourinho? Não sei. Ninguém pode garantir títulos, muito menos num futebol cada vez mais competitivo e imprevisível, mas há uma coisa de que estou convicto: com José Mourinho, o Real Madrid está muito mais perto de vencer. E Mourinho, no Real Madrid, está exatamente onde merece estar."

A reforma do Tribunal Arbitral do Desporto: que implicações no futuro?


"Mais de uma década depois da sua criação, o Tribunal Arbitral do Desporto poderá sofrer uma série de alterações ao seu funcionamento A justiça desportiva em Portugal poderá estar na iminência de uma das reformas mais significativas dos últimos anos.
A Proposta de Lei n.º 97/XVII/1.ª, apresentada pelo Governo à Assembleia da República, pretende autorizar o Executivo a alterar a Lei do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), introduzindo uma série de alterações ao seu funcionamento, designadamente na composição e designação dos árbitros, nas garantias da sua independência e no regime de recurso das decisões arbitrais.
Mais de uma década depois da entrada em funcionamento do TAD, a iniciativa constitui uma oportunidade para refletir sobre o modelo de justiça que assumiu um papel central na resolução de litígios desportivos, mas cujo funcionamento tem originado dúvidas nos diferentes quadrantes desportivos.
Uma das principais alterações diz respeito à composição da lista de árbitros. A proposta prevê o seu alargamento até um máximo de 60 árbitros, incluindo também a obrigatoriedade de um procedimento público para as nomeações efetuadas pelo Conselho de Arbitragem Desportiva, a renovação periódica de parte da lista e o reforço do regime de incompatibilidades e impedimentos.
Estas medidas procuram dar resposta às preocupações relacionadas com a independência e imparcialidade dos árbitros, particularmente relevantes num sistema em que a indicação pelos intervenientes processuais conduzia à escolha recorrente dos mesmos decisores.
Todavia, a renovação da lista e a imposição de critérios mais exigentes de seleção não garantem, por si só, uma distribuição equitativa dos processos. Ou seja, a mera existência de um maior número de árbitros disponíveis não significa necessariamente que todos tenham oportunidades equivalentes de intervenção.
Importa, ainda assim, reconhecer os avanços já registados pelo TAD em matéria de transparência, designadamente através da disponibilização pública de informação relativa aos processos arbitrais, à identificação dos árbitros intervenientes e a determinados indicadores da atividade processual.
A proposta agora apresentada prevê que o Conselho de Arbitragem Desportiva estabeleça o número de processos que cada árbitro pode tramitar simultaneamente. Esta medida poderá contribuir para uma gestão mais equilibrada da atividade arbitral, evitando uma excessiva concentração de processos num número reduzido de árbitros.
Outra alteração particularmente relevante respeita ao regime de recursos das decisões do TAD. A proposta pretende substituir a aplicação automática do regime processual de urgência por um modelo em que a sua adoção depende de requerimento fundamentado e de decisão do tribunal de recurso, eliminando simultaneamente a referência expressa ao prazo de 45 dias atualmente previsto no artigo 8.º, n.º 2, da Lei do TAD para a decisão desses recursos.
A intenção de racionalizar o funcionamento dos Tribunais Centrais Administrativos é compreensível. Contudo, importa perceber se a priorização da eficiência destes Tribunais poderá comprometer a necessidade de uma resposta jurisdicional célere no prisma desportivo em que os calendários competitivos não podem ser interrompidos nem suspensos para haver uma decisão.
Como exemplo: uma decisão relativa à inscrição de um jogador, à execução de uma sanção disciplinar ou a participação numa competição pode perder grande parte da sua utilidade quando proferida intempestivamente no quadro competitivo.
O próprio Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais, no parecer emitido sobre a iniciativa, identificou a necessidade de clarificar determinados aspetos do novo regime, nomeadamente quanto à competência para decidir o pedido de urgência e à possibilidade de impugnação dessa decisão.
A questão não reside, portanto, em considerar que todos os litígios desportivos justificam necessariamente tratamento urgente, mas sim assegurar que a apreciação da urgência não se transforma, ela própria, num fator adicional de dilação processual.
A reforma contém instrumentos relevantes para reforçar a independência dos árbitros e aperfeiçoar o funcionamento do TAD. Contudo, a sua eficácia dependerá menos da quantidade de alterações introduzidas e mais da capacidade de assegurar uma justiça efetivamente transparente, independente e célere.
A confiança na justiça desportiva constrói-se não apenas através das garantias previstas na Lei, mas também da forma como estas se concretizam no funcionamento quotidiano do tribunal.
O verdadeiro desafio desta reforma será, por isso, encontrar um equilíbrio entre a eficiência do sistema e a salvaguarda das garantias dos seus intervenientes, assegurando que a justiça desportiva responde, com transparência, independência e em tempo útil, às exigências próprias do fenómeno desportivo."

Conclusão: para a próxima mente... é este o conselho!!!

Cirúrgicas...

Godinho, mais um esperto mentiroso !!!

Chorão seletivo !!!

Throne: They Lied About Ronaldo's Generation

BolaTV: Análise à vitória do Benfica sobre o Gil Vicente para a Taça da Liga

Observador: Relatório do Jogo - Gil Vicente

Observador: Relatório do Jogo - Gil Vicente

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Marco Silva - Gil Vicente

Terceiro Anel: Gil Vicente

Esteves: Gil Vicente

BF: Gil Vicente

Fut in Loco: Gil Vicente

BI: Rescaldo - Gil Vicente

5 Minutos: Live - Gil Vicente

O Benfica fez um favor aos organizadores da Taça da Liga e aderiu à reunião do G3 em Leiria


"Com um modelo feito à medida dos três grandes, a Liga teve o que procurou. Todos os principais emblemas do futebol português apuraram-se para a Final Four, que o Famalicão vai disputar como intruso. Ao bater o Gil Vicente nos quartos de final (4-1), o Benfica juntou-se aos rivais na decisão de uma prova em que o campeão em título, Vitória SC, não teve oportunidade de participar. Um momento de libertação de Sudakov, o inesperado surgimento de Durán e Lukebakio contribuíram para uma chuva de golaços

A Taça da Liga é uma competição entre aspas, um torneio que ignora à descarada a justiça e vulgariza o favorecimento de um pequeno grupo de intervenientes. O mínimo exigível para ser considerada uma prova com credibilidade era o vencedor do ano anterior poder defender o título, algo que não acontece graças à oligarquia em vigor.
As tecnologias de segurança nunca viram uma medida de proteção tão pouco desenvolvida como estes quartos de final desde que foi inventado o sistema do carregue aqui para provar que é humano. O objetivo, claro, é facilitar o acesso do G3 a um congresso realizado em janeiro que consiste em jogos enfiados à martelada no calendário disputados em Leiria.
A Liga, deslumbrada com a imaginária qualidade do produto, lá teve o que quis. O Benfica ficou com a última vaga na Final Four ao eliminar o Gil Vicente (4-1) e juntou-se a FC Porto, Sporting e ao intruso Famalicão. Uma vez que neste troféu só participam os seis primeiros classificados da última edição do campeonato, o detentor do título, o Vitória SC, ficou arredado à partida da possibilidade de o revalidar. Já Luís Pinto, treinador que na época passada pôs as mãos no caneco, só agora foi afastado devido à derrota sofrida pela sua atual equipa.
Para que este fosse um compêndio completo da bizarria do futebol português, Jhon Durán surgiu como titular nos encarnados. O avançado foi expulso no final do jogo contra o Santa Clara, para o campeonato, mas a abertura de um processo disciplinar permitiu ao colombiano ir a jogo.
Talvez a incerteza quanto à possibilidade de ser utilizado tenha sido causadora da impreparação mental. Os níveis baixos de concentração de Durán foram denunciados por um remate na atmosfera e um domínio falhado após recuperação alta, ambos demasiado escandalosos.
Marco Silva improvisou Samuel Dahl como lateral direito, circunstância provocada pelas mazelas de Alexander Bah e Daniel Banjaqui. Foi por esse lado que o Gil Vicente começou a criar perigo. Com um passe longo, o guarda-redes Samuel Portugal colocou David Moreira em posição de rematar para defesa de Trubin.
No geral, toda a equipa dos encarnados estava um pouco a coxear. As ligações entre a fase de construção e criação, em que o melhor Benfica se tem evidenciado, estiveram enferrujadas durante boa parte do primeiro tempo. Com tudo feito a custo, Echeverri não se inibiu de arriscar de fora da grande área.
As águias acabariam por ter quatro minutos de sonho antes do intervalo, um momento que curiosamente foi precedido da melhor jogada coletiva do encontro, proporcionada pelo Gil Vicente. Após um prolongado momento de posse, Ricardo Esgaio conectou-se numa incursão interior com o lateral do lado oposto. David Moreira definiu com minúcia e proporcionou um remate a Murilo que só foi travado com uma grande intervenção de Trubin.
Lukebakio rematou com uma visível raiva para adiantar o Benfica no marcador. No entanto, a jogada foi todo um momento de libertação de Sudakov. O ucraniano recebeu entre linhas, girou e deu ritmo ao ataque. Comprovando que o voto de confiança de Marco Silva tem sido proporcional à qualidade demonstrada, ele próprio foi autor de um remate potente e o Benfica chegou ao segundo golo em quatro minutos.
Um jogo pelo qual ninguém dava muito acabou por se tornar num concurso para eleger o melhor remate certeiro. Lukebakio submeteu mais uma candidatura ao executar um pontapé de bicicleta com rodinhas, num gesto situado entre o desespero para alcançar a bola e a qualidade técnica.
Porém, mais limpo foi o míssil de longo alcance de Andreas Lausen. Sem grande preparação, o médio da equipa de Barcelos armou um violento remate da zona central sem hipótese mesmo para a envergadura de Trubin. Era um justo reconhecimento para a ousadia do Gil Vicente na segunda parte. Luís Pinto preparou-se com o lançamento de Tidjany Touré para os momentos em que o jogo partiu. Os minhotos podiam ter reduzido ainda mais, mas Lenglet evitou em cima da linha o autogolo de El Karouani, detentor de sérias dificuldades em fechar por dentro.
Tratando-se de uma questão pessoal para o treinador, os gilistas não deixaram nada por apostar. O risco do adversário acabou por ser o combustível para Rafa que, fresco, furou em velocidade pela zona central. Depois de muitos remates precipitados, Durán conseguiu finalmente encontrar consolo no fundo das redes. O Gil Vicente já estava despedaçado e as lascas ficaram ainda mais à vista quando Espigares foi expulso por travar Rafa num lance sem bola. Só a baixa eficácia de Anísio Cabral impediu que o massacre final não se tenha traduzido em números ainda mais impactantes.
Não foi a mais esplendorosa exibição do Benfica esta época. A rotação no plantel, a prioridade baixa da competição, tudo contribuiu para um desempenho que começou pouco perfecionista e acabou em crescendo. Segue-se um clássico contra o FC Porto para decidir quem joga a final diante do vencedor do Sporting-Famalicão."

Lukebakio ganha concurso de talentos com elevada nota artística


"Belga marcou dois golos, o último numa acrobacia que levantou o publico das cadeiras. Trubin fez defesa à Courtois ainda com 0-0. Echeverri voltou a deixar água na boca dos adeptos. Prestianni... foi Prestianni

O melhor em campo: Lukebakio (8)
Estava o jogo meio adormecido, com o Benfica a vencer confortavelmente na segunda parte, quando Lukebakio pegou na bola, fez com ela uns malabarismos e umas fintas, junto à linha lateral, animou a plateia, como que a dizer para não se esquecerem dele. Sim, o extremo belga aproveitou a oportunidade. Não apenas pelos golos. No primeiro, aproveitou um ressalto para disparar forte, de pé esquerdo, na área. No segundo dele, terceiro da equipa, após um pontapé de canto, virou-se de costas para a baliza, na pequena área, e, numa acrobacia, rematou com o pé direito ao ângulo esquerdo. Esteve perto de fazer o terceiro, também num disparo malabarístico. Fez movimentos típicos, abriu espaços onde não existiam, lançou alguns companheiros em direção à baliza.

Trubin (7) — Defesa à Courtois, com o braço esquerdo, depois de um disparo forte de Murilo; no mesmo lance, ato contínuo, no relvado, corta a bola com o pé direito e evita a recarga de Kaba (34'). Impediu, numa intervenção tão espetacular como eficaz, que o Benfica sofresse o primeiro golo. Já aos 5', com o pé esquerdo, travou remate cruzado e perigoso de David Moreira. No golo sofrido, remate fortíssimo de Lausen, ainda levou a mão direita à bola, mas não havia força que a travasse.

Dahl (4) — Adaptado à direita, foi assistente involuntário no primeiro golo — bola sobra para Lukebakio após corte de Zé Carlos. Se apanhou só um susto contra David Moreira, tudo mudou contra Tidjany Touré, na segunda parte. Ficou pregado duas vezes no relvado a vê-lo passar. Ainda viu cruzar Touré para El Karouani quase marcar na própria baliza.

Circati (6) — Muito prudente com a bola nos pés, sem trabalho a defender contra Kaba.

Lenglet (7) — O bom jogo de pés na saída para o ataque, em especial os passes longos, foi ferramenta usada pelo Benfica várias vezes, em especial na primeira parte. Quase marcou de cabeça, após canto de El Karouani (19'), voltou a ameaçar da mesma forma na segunda parte (61'). Grande corte, em esforço e sobre a linha de baliza, a evitar autogolo de El Karouani. Walace deu muito mais trabalho que Kaba.

El Karouani (6) — Aos 85' rematou cruzado na área ao poste direito, no início da segunda parte tinha protagonizado lance semelhante, que Samuel Portugal desviou para canto. Muito em jogo, mas sem impacto positivo relevante. Algumas dificuldades a defender e péssima abordagem a um centro de Touré, que desviou para a própria baliza. Foi salvo por Lenglet.

Sudakov (6) — Foi o segundo médio na construção do ataque, posicionou-se mais ao lado de João Palhinha a defender. Está a dar os primeiros passos nessa posição. Entrou na área no lance do primeiro golo e procurou os companheiros no centro. E marcou um golo com muita classe — remate fora da área e de primeira ao ângulo esquerdo.

Palhinha (7) — Como conhece tudo do jogo e o interpreta bem, sabe como e quando pressionar para incomodar ou desarmar o adversário ou posicionar-se para cortar linhas de passe. Tem larga área de ação e por isso são muitos os companheiros de equipa que se sentem com as costas quentes. Equilibra a equipa. Viu amarelo por falta sobre Zé Carlos e cortar contra-ataque perigoso. Às vezes tem mesmo de ser assim.

Echeverri (7) — Quis fazer muito, depressa e bem, nem sempre foi capaz, mas quando a bola lhe chegou aos pés teve muitas vezes a capacidade de acelerar o jogo, desequilibrar o adversário com dribles vertiginosos e encontrar espaços em lançamentos para companheiros em melhor posição. Deixou por isso mais água na boca aos adeptos. Cheirou o golo em dois remates perigosos.

Schjelderup (6) — Remate cruzado na área ao poste esquerdo (49'). Também esteve no segundo golo de Lukebakio — marcou o canto que sofreu ligeiro desvio de Esgaio antes de chegar ao belga. Mas vezes demais trapalhão e vários remates contra pernas minhotas.

Durán (6) — Golo delicioso — servido por Rafa, esperou, com paciência olímpica e um movimento a ameaçar um toque, a queda de Samuel Portugal para lhe picar a bola com o pé esquerdo. Mas perdeu duelos com Buatu e esteve longe de oferecer o mesmo que Pavlidis quando é servido.

Prestianni (7) — O jogo acabou depois de criar perigo num lance individual. Entrou aos 72 minutos e deu nova alma à equipa, fosse a servir companheiros ou a fintar adversários e inventar jogadas de perigo. Lançou Rafa para o último golo e perto do fim para mais um lance que Anísio não concluiu.

Manu (6) — Entrou para Palhinha descansar. Recuperou a bola no início do quarto golo.

Aursnes (6) — Apoiou Dahl, manteve a equipa calma, viu amarelo por cortar contra-ataque perigoso.

Rafa (7) — Três minutos depois de ter entrado, arrancada à Rafa, deixando tudo para trás e oferecendo golo a Durán. Pouco depois foi derrubado quando se isolava (vermelho para Espigares).

Anísio Cabral (-) — A equipa quis oferecer-lhe um golo. Poderia ter marcado aos 89', mas rematou fraco e à figura."

Benfica com uma ideia de jogo já assimilada pelos jogadores


"Ao fim de quatro meses de competição é possível dizer que a equipa de Marco Silva, jogue quem jogar ( e o plantel tem qualidade), apresenta-se com uma matriz que já é imagem de marca. Um galo de crista alta não teve argumentos para contrariar a águia

O calendário é exigente, desde 27 de julho o Benfica já disputou 19 jogos oficiais, e a equipa ainda em construção que Marco Silva se propôs edificar, começa a ser realidade. E isso vê-se como?
Ao necessitar fazer uma gestão de recursos perante a avalanche de jogos que enfrenta, o treinador do Benfica, jogue quem jogar, implementou na Luz uma filosofia, à qual os jogadores aderiram, que torna coerente os processos e cria uma identidade própria, baseada em alguns princípios: pressão alta com rápida reação à perda da posse de boa; recuperação de linhas para trás da linha da bola quando o adversário consegue sair a jogar; circulação rápida e a toda a largura do campo nos ataque planificados; velocidade e assertividade nos ataques rápidos.
Num jogo que garantia a presença na ‘final four’ da Taça da Liga (atente-se nos 53.654 adeptos que estiveram na Luz, a uma quinta-feira, com dia de trabalho a seguir, o que sugere confiança na equipa), os encarnados geriram meios dentro do razoável, deram minutos a quem deles precisava e apenas optaram por uma ‘invenção’ - colocar Samuel Dahl na direita - para, confrontados com a lesão de Benjaqui, pouparem Bah e Aursnes.
Perante um adversário exigente - Luís Pinto, treinador gilista, venceu a última Taça da Liga com o V. Guimarães -, que se apresentou de forma muito inteligente, com um 4x3x3 de base que tanto era tansformado em 5x4x1 como em 4x4x2, o Benfica teve de mostrar argumentos e não chegou à vantagem sem antes ter apanhado um susto (grande defesa de Trubin aos 34 minutos), superado pelos golos de Lukebakio (que grande exibição, a justificar ser dono da direita encarnada) e Sudakov (nas intermitências habituais assinou um remate ‘cinco estrelas’).
Com Echeverri, que se percebe ser um jogador de tremendo potencial, a assinar alguns bons momentos, Durán ainda rematou à malha lateral antes do intervalo.

EFEITO LUKEBAKIO
Para o segundo tempo, Luís Pinto, apesar de alguns momentos de boa circulação de bola da sua equipa e uma ou outra aproximação mais assertiva à baliza de Trubin, mexeu com as entradas de Touré e Lausen, mas seria o Benfica a manter a batuta da partida, tendo chegado ao 3-0 com um golo de elevada nota artística de Dódi Lukebakio, que finalmente está a aproximar-se do jogador que é.
Mas se o belga marcou aos 54 minutos, aos 56 o dinamarquês Lausen teve um pontapé fulminante de meia-distância que reduziu distâncias para diferença de dois golos. Um prémio merecido para a atitude positiva da equipa de Barcelos, que até podia ter ido mais longe, com Lenglet a tirar em cima da linha fatal aquilo que podia ter sido um autogolo de Karouani (69).
Marco Silva percebeu o que estava em cima da mesa e mandou a jogo Aursnes, Prestianni e Manu, refrescando setores e dando maior lucidez à equipa (72), lançando Rafa (78) para aquilo que seria o ‘coup de grace‘ aos gilistas. Com Lukebakio na direita, Rafa nas costas de Durán (e depois de Anísio) e Prestianni na esquerda, o Benfica entrou na sua melhor versão, fez o 4-1 por Duran, aos 81 minutos (que bela execução…) e podia ter ainda castigado mais os forasteiros que, diga-se em abono da verdade, não mereciam punição mais severa, especialmente a partir do momento em que Espigares foi expulso (83).
Benfica na ‘final four’, onde medirá forças com o FC Porto na meia-final, com justiça, e a certeza de que há na Luz uma equipa que está longe de ser projeto acabado, mas que para lá caminha, assim haja tempo e espaço para Marco Silva mostrar o que o fez trocar a Premier League pela I Liga portuguesa."

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Vermelhão: Máquina afinada...


Benfica 4 - 1 Gil Vicente


O jogo do campeonato não foi fácil, o Benfica estava avisado, e com todas as alterações no onze, este confronto no papel, era complicado. O facto do Gil ter feito uma rotação curta, ao contrário doutras equipas nesta Taça da Liga, era o indicador que vinham para a Luz, com ambições. O Benfica saiu por cima, com algumas 'quase' oportunidades, mas sem 'grandes' oportunidades e com o jogo assim 'encalhado' a grande defesa dupla do Trubin, ainda com 0-0, acabou por ser muito importante, sofrer um golo neste momento não seria fatal maa tudo ficaria ainda mais difícil... e com o Benfica a marcar dois golos de rajada, logo a seguir, acabou por ser provavelmente o momento decisivo no jogo!

Os jogos sucedem-se, o Marco está obrigado a rodar. Só as lesões de alguns jogadores, impediram uma rotação total! O Enzo, o Barreiro e o Banjaqui se tivessem em condições teriam sido titulares! Assim, o Dahl foi obrigado a fazer 90 minutos, e o Palhinha 72!!!


Mas o mais 'extraordinário', é que o Benfica mesmo com tantas mudanças, jogou de forma muito parecida e mesmo contra um adversário que tem boa qualidade na posse de bola, jogámos bem e demos poucos espaços ao adversário.  Só faltou mesmo a individualidade do Prestianni, que tem estado imparável ultimamente. E até descobrimos a melhor posição do Sudakov!!! Sim, o Marco afirmou no final que a posição de '8' ou '10' neste Benfica, é quase igual, mas não é... Defensivamente, é mesmo bastante diferente, mas mesmo ofensivamente, esta posição de '8' permite ao Sudakov receber a bola com menos pressão... e quando sobe, de frente para o jogo, acaba por procurar os espaços 'vazios'... E assim, os problemas de 'recepção' que ele muitas vezes demonstra não se notam!

Com o 3-0 o jogo parecida decidido, mas o grande golo do Gil deu-lhes esperança, e com as substituições tardias no Benfica, acabámos por perder o meio-campo durante alguns minutos. Este é provavelmente o 'maior problema' do Benfica neste momento: a capacidade física do Palhinha! Jogar com o Palhinha ou sem o Palhinha não é a mesma coisa, e o Palhinha já demonstrou que não consegue manter o nível durante os 90 minutos... e hoje, sem o Aurnses (ou o Barreiro) teve que correr mais!


Com a dupla substituição no Meio-campo, voltámos a controlar as dinâmicas do jogo, só aquele corte errado do Karouani que o Lenglet safou em cima da linha, assustou... e com um 3-2, teria sido mesmo um susto, até porque o Benfica falhou em várias ocasiões o 4-1 !!! Com o espaço que o Gil permitiu no 2.º tempo, os nossos contra-ataques deveriam ter sido mais bem definidos...


Quem também entrou tarde foi o Rafa. O jogo estava a pedir um Rafa... Este é exatamente o tipo de situações, onde o Rafa pode fazer a diferença. O Echverri fez um bom jogo, principalmente na 1.ª parte, mas ainda não tem pernas para 90 minutos...


Nas Alas, tivemos muito bem, o Schejdelrup a fazer um dos melhores jogos da temporada, principalmente na cobertura defensiva! Muitas vezes por 'dentro' a ajudar os médios... e claramente a tentar afinar a pontaria, naquele remate com a canhota, quando todos esperam a finta para 'dentro'!!!

Mas foi o Lukebakio a ser eleito o MVP, com justiça. Sendo que o Sudakov também podia ter sido o escolhido! Marcou dois golos, e fez a diferença... e até defensivamente ajudou o Dahl!

O Durán fez um bom jogo, muito coletivo com vários passes de excelente qualidade, mas acabou quase sempre mal servido! Com um problema acrescido: ao usar o caparro, para jogar como um Pivot de futsal, ficámos a saber que no Tugão a regra, caso seja jogador do Benfica, diz que pode andar às cavalitas com os Centrais, pode ser empurrado ou agarrado constantemente e nada será assinalado!!!!


A defesa esteve quase sempre bem, o Dahl no outro lado, não atacou tanto, mas manteve o flanco controlado... Os Centrais mostraram-se entrosados e fortes nos duelos. Nota-se que os posicionamentos, e os momentos de sair 'da linha' e pressionar os adversários na linha de meio-campo, estão mais oleados... Agora o Karouani, na minha opinião voltou a fazer um excelente jogo, apesar daquele corte que ia dando auto-golo!!! Muito bem ofensivamente, sem surpresa... Mas mesmo a defender, muito bem nos duelos, e a saber fazer as faltas úteis!!! Queixou-se do ombro, espero que não seja nada de grave, vai ser necessário, na próxima semana temos 3 jogos!!!


Inacreditável as palavras do Andrade treinador do Gil no final da partida. Mais uma partida, onde o apitador tudo fez para ajudar o nosso adversário, aquela falta assinalada ao Lukebakio na 1.ª parte, quando é o defesa do Gil que tenta fazer um bloqueio e depois atira-se para o chão, é um bom exemplo... No final a expulsão do Central do Gil só aconteceu, porque o jogo estava decidido!


Mas as palavras sobre o Durán, demonstram a falta de inteligência e a clubite barata deste traste! Hoje, se o Durán não jogasse, o titular tinha sido o Pavlidis, portanto em vez de 4-1, provavelmente teríamos ganho no mínimo por 6-1... se alguém poderá sentir-se 'prejudicado' é o Alverca, que assim vai ter que levar com o Pavlidis fresquinho!!! No Sábado, perdeu o jogo em casa por 0-1, com uma expulsão ridícula a 15 minutos do fim, e além de em modo elogioso ter-se referido às muitas faltas do seu adversário (o seu clube de coração), ficou caladinho! Hoje, levou 4, limpinhos, e veio chorar para os microfones!!! Palhaço...



4 dias de descanso para o próximo jogo, sem viagens pelo meio, um luxo no calendário do Benfica! Mas cuidado, o Alverca é uma equipa chata, e têm um bom jogador que é especialista a 'sacar' faltas, e contra o Benfica esse tipo de trabalho, até não é assim tão complicado!!! Vamos ter o regresso de vários titulares... mas o Marco terá que definir nos próximos tempos quem é titular em 4 posições: o Araújo pode deixar de ser titular o Circati está a jogar bem; e nas 3 posições atrás do Pavlidis, duas delas estão em aberto, Echeverri e o Dodi podem perfeitamente ser a primeira opção...

Na luta...

El Pozo 2 - 3 Benfica

Voltámos a começar mal, muito mal, sofrendo dois golos perfeitamente evitáveis, mas desta vez, com mais opções, com calma, acabámos por dar a volta ao marcador... Contra um adversário muito complicado, com Pivot's muito fortes, conseguimos controlar o jogo e mesmo no final quando os Espanhóis arriscaram o 5x4 tivemos bem...

Ainda não garantimos o 1.º lugar, mas está encaminhado... mas cuidado com os Tigers!!!

Grandes...

Benfica 72 - 62 Sopron
16-22, 19-13, 20-14, 17-13

Mais uma grande vitória, contra uma boa equipa. Até começamos mal, mas com os minutos a passar fomos melhorando... e desta vez, contra estas equipas, temos um banco bom, que permite uma rotação mais tranquila!

3 jogos, 3 vitórias, nesta 1.ª volta da fase de grupos, estamos a 1 vitória de garantir a qualificação, mas temos tudo para garantir o 1.º lugar no grupo!

Este cesto vai ficar na memória:

Arranque...


Benfica 6 - 1 Valongo

Início de época a 'sério' nesta Elite Cup, que é uma espécie de Taça da Liga, na pré-temporada, com uma vitória clara, mesmo sofrendo um golo de entrada!
Nas meias-finais vamos defrontar o Braga ou o Barcelos.

Plantel quase igual, saiu o Diogo e o Ordoñez e entrou o nosso jovem Martim Costa. Com todos os disponíveis temos equipa para ganhar tudo, mesmo com os apitadeiros encomendados!

BolaTV: O Caso Durán

Benfiquistão no Inatel !!!

Mais um dia Marrom

Matvey Volyk


"Para grande parte das pessoas este nome ainda não diz nada, para alguns Benfiquistas já diz alguma coisa, principalmente para aqueles que acompanham as nossas camadas jovens, o que me trás até ele hoje?
A forma como anda a ser destratado nas redes sociais, perseguido e tratado como um adulto quando joga num mundo de crianças.
Estamos assim tão avidos de sangue que já não temos pejo de atacar um jovem por um dia menos bom?
O Matvey escolheu a posição mais ingrata e solitária do desporto rei, a de guarda-redes, onde passamos de heróis a vilões num abrir e fechar de olhos.
Sim, teve um dia mau, tudo lhe correu mal, mas daí aos ataques que assisti um pouco por todas as redes sociais e inclusive alguns pasquins...têm o mínimo de consciência sobre o que podem estar a fazer à vida de uma criança? Sim, porque com apenas 15 anos o Matvey é uma criança, não é um adulto que se possa destratar só porque veste de vermelho e branco.
Daqui vão os meus votos de forma, ergue a cabeça, e aposto que ainda te irei ver a defender as cores do nosso clube ao mais alto nível, ignora tudo o que possam dizer sobre o que sucedeu, foca-te apenas em trabalhar, evoluir e aprender, mas acima de tudo, DIVERTE-TE!!!
O ódio têm que ser irradiado deste desporto, é insustentável o nível de intolerância a que se assiste a todos os níveis no desporto rei.
Muita força!! Vamos Matvey e todos os seus colegas."

Correto...

Cancro...

Mais um...

Perguntas...

Imperceptíveis...

Condições favoráveis !!!

Verdade

Resistir para vencer


"Após a terceira vitória consecutiva e a liderança da Liga Europa na mão, a visita à surpresa da Liga era um obstáculo considerável que exigia um Benfica forte, física, tática e mentalmente. Com mais um relvado impraticável e o vento do costume, depressa se percebeu que o jogo ia ser uma prova à resiliência mental da equipa. Depois de uma primeira parte em que a junção de todos estes fatores desequilibrou o jogo a favor do Santa Clara, que mostrou a razão da sua classificação e de ser uma das melhores defesas da Liga, a segunda foi muito diferente. Com Schjelderup e Lukebakio em campo e muito maior dose da mesma agressividade que o Santa Clara usou, e abusou por vezes impunemente, o Benfica deu a volta pelos já "habituais" Pavlidis e Prestianni e soube fazer da fraqueza física, força psicológica para a tudo resistir e vencer um jogo importante, não tanto pelos pontos que deu, mas, e sobretudo, pela força que mostrou. Nem relvado, nem vento, nem a qualidade de um Santa Clara conseguiram evitar que a justiça tenha sido feita no final e o Benfica tenha voltado para Lisboa com os três pontos. Serão assim muitos jogos desta Liga e só com esta mentalidade o Benfica pode aspirar a que lhe seja permitido lutar pelo título. Amanhã há mais, mas deste jogo fica também claro que o plantel é profundo e permite a rotação necessária para a intensidade que Marco Silva pretende. Será, também, resistindo que o Benfica pode vencer os muitos obstáculos que estão ao virar da equina...

PS - Aguardemos pelo relatório do árbitro Pereira, que espero não seja um dos amigos que se solidarizaram com o árbitro Correia quando este mentiu, para perceber o que se passou naquele final de jogo."

Amor Pódio #4 - Fernando Pimenta

O Cantinho Benfiquista #239 - Contra os Ventos do Costume

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Ferroviários de Portugal: os bastidores da grande reportagem do zerozero

Observador: E o Campeão é... - As 50 razões para Farioli ficar na história do Dragão

Observador: Três Toques - Bisneto de Mussolini estreia-se a marcar na Série A

Zero: Fantasy - A jornada 10 e as melhores opções

Comercial: O Meu Clube É O Maior - “Gostava de ter jogado pelo Benfica”

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"Em destaque na BNews, o comunicado oficial emitido pelo Clube e a receção ao Gil Vicente nos quartos de final da Taça da Liga, às 20h45, no Estádio da Luz.

1. Comunicado oficial
Conheça a posição oficial do Sport Lisboa e Benfica sobre a justificação apresentada pelo árbitro Cláudio Pereira para a expulsão de Jhon Durán no final da partida com o Santa Clara. "A mentira em prejuízo do Benfica não pode continuar a ser um fator de impunidade – nem de promoção – no futebol português", pode ler-se.

2. Lutar por um dos objetivos da época
Marco Silva aponta baterias para o apuramento para as meias-finais da Taça da Liga: "Queremos ganhar o jogo e queremos estar na final four. E, quando nós, Benfica, estamos em competições, é para fazer tudo para as ganhar."

3. Evoluir
Nuno Félix, capitão da equipa B do Benfica, em entrevista à BTV: "Tenho sempre a ambição de crescer."

4. Vantagem larga
Na 1.ª mão da 2.ª eliminatória do caminho dos campeões da UEFA Youth League, o Benfica ganhou por 6-0 ao Pafos.

5. Outros jogos do dia
Na Luz, às 18h30, a equipa feminina de basquetebol do Benfica recebe o Sopron, da Hungria, a contar para a fase de grupos da EuroCup Women. Às 16h00, em futsal no masculino, os encarnados defrontam o ElPozo Murcia na fase principal da UEFA Futsal Champions League. E, às 19h00, em Santo Tirso, arranca a participação benfiquista na Elite Cup de hóquei em patins no masculino perante o Valongo.

6. Outros resultados
Em futebol no feminino, o Benfica foi derrotado, por 3-0, pelo Arsenal na Liga dos Campeões. Em futsal no masculino, empate 4-4 com o FC HIT Kyiv. Em basquetebol no masculino, desaire benfiquista na Suíça ante o Lions de Genève (93-90). A equipa feminina de voleibol perdeu, por 3-2, com o Olympiacos na 1.ª mão dos 32 avos de final da CEV Challenge Cup Women.

7. Sorteio
O Benfica tem embate forasteiro marcado com o GD Aldeia Nova na 3.ª eliminatória da Taça de Portugal de futebol no feminino.

8. Chamadas internacionais
Cinco basquetebolistas estão convocadas pela seleção nacional feminina de basquetebol.

9. Reforços
Conheça os dois novos elementos do atletismo benfiquista: Miguel Monteiro, campeão paralímpico em Paris 2024, e Lenine Cunha, medalhado nos Jogos de Londres 2012, passam a representar o Benfica."