Últimas indefectivações

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Acordo com Marco Silva


"O anúncio do acordo do Benfica com Marco Silva é o destaque nesta edição da BNews.

1. Comunicado oficial
A Sport Lisboa e Benfica, SAD informa que "chegou a acordo" com o treinador Marco Silva para a celebração de um contrato de trabalho para vigorar por duas épocas, extensível até 2028/29.

2. Saída para Madrid
José Mourinho cessa o vínculo com o Benfica e passa a ser o treinador do Real Madrid, o qual "formalizou a intenção de contratar o treinador" pelo "valor de €15 000 000".

3. Final empatada
O Benfica sofreu um desaire caseiro ante o FC Porto, por 98-102, após prolongamento, no 2.º jogo da final dos play-offs do Campeonato Nacional de basquetebol.

4. Jogos do dia
Em hóquei em patins no feminino, o Benfica visita a Sanjoanense às 17h00 e pode carimbar a passagem à final do Campeonato Nacional. Nesta manhã, os Juvenis receberam o Famalicão e venceram por 5-0 e os iniciados visitaram o Vitória SC e empataram 1-1.

5. Título em análise
Nádia Rodrigues, andebolista do Benfica, fala à BTV sobre a recente conquista da Taça de Portugal.

6. Contributos internacionais
Cinco futebolistas do Benfica estiveram ao serviço da seleção feminina portuguesa.

7. Pizzi homenageado
A Federação Portuguesa de Futebol homenageou a glória do Benfica que colocou um ponto final na carreira de futebolista.

8. Visitantes especiais
O basquetebolista dos Boston Celtics Neemias Queta esteve na Luz, acompanhado pelo seu treinador, Joe Mazzulla.

9. Título distrital na formação
Os juvenis C do Benfica sagraram-se campeões distritais Sub-16.

10. Título individual
João Dias, ginasta do Benfica, é campeão nacional de trampolim.

11. Prémio entregue
A Fundação Benfica recebeu o Prémio de Responsabilidade Social de abril, atribuído pela Fundação do Futebol – Liga Portugal."

A oportunidade de uma geração… e de um país


"O Mundial 2026 representa uma oportunidade histórica para uma geração de jogadores extraordinários e para um país que, ao longo das últimas décadas, construiu uma das mais respeitadas escolas de formação do mundo.

Há momentos na história de um país que dificilmente se repetem. Momentos em que talento, competência, visão e oportunidade se encontram no mesmo instante. O futebol português pode estar precisamente perante um desses momentos.
O Mundial de 2026 não representa apenas mais uma grande competição internacional. Representa uma oportunidade histórica para uma geração de jogadores extraordinários e para um país que, ao longo das últimas décadas, construiu uma das mais respeitadas escolas de formação do mundo.
Portugal deixou há muito de ser apenas um produtor ocasional de grandes talentos. Hoje é uma referência internacional. Os nossos jogadores competem nos maiores clubes europeus, os nossos treinadores conquistam títulos nos campeonatos mais exigentes e a capacidade organizativa do futebol português é reconhecida muito para além das nossas fronteiras.
Nada disso aconteceu por acaso.
Foi resultado de décadas de investimento, de competência técnica, de evolução metodológica e da capacidade de acreditar que um país pequeno pode competir com as maiores potências do futebol mundial. Desde a formação de base nas escolas de futebol até aos centros de alto rendimento, passando pela profissionalização das estruturas, Portugal construiu um sistema que permite identificar, desenvolver e lançar talentos de forma consistente e sustentável.
Mas existe uma diferença enorme entre produzir talento e conquistar um Campeonato do Mundo.
A história do futebol demonstra que as grandes seleções não vencem apenas porque possuem excelentes jogadores. Vencem porque conseguem transformar qualidade individual numa identidade coletiva, numa cultura competitiva e numa liderança capaz de resistir aos momentos mais difíceis. É essa coesão que separa as boas equipas das equipas verdadeiramente imortais na memória do desporto.
É precisamente aí que Portugal tem hoje uma oportunidade única.
Poucas vezes coincidiu tanto talento numa única geração. Jovens jogadores afirmam-se nas maiores ligas do mundo ao mesmo tempo que atletas experientes continuam a oferecer maturidade, estabilidade e liderança. Existe qualidade em praticamente todas as posições e uma profundidade competitiva que há alguns anos parecia impossível imaginar. Do guarda-redes ao avançado, o leque de opções permite ao selecionador variar esquemas táticos, gerir a carga física e adaptar-se aos diferentes adversários ao longo de uma competição tão exigente como um Mundial.
Mas o talento nunca garantiu títulos por si só.
Os Mundiais conquistam-se através da união, da disciplina, da capacidade de sofrimento, da inteligência emocional e da convicção coletiva de que todos estão ao serviço do mesmo objetivo. São os detalhes invisíveis — a recuperação entre jogos, a gestão das emoções após uma derrota ou uma vitória difícil, o apoio mútuo nos momentos de adversidade — que muitas vezes decidem o destino de uma seleção.
As equipas campeãs não são apenas aquelas que jogam melhor tecnicamente. São aquelas que permanecem unidas quando surgem as dificuldades: lesões inesperadas, arbitragens controversas, pressão mediática intensa ou o cansaço acumulado de um mês de competição ao mais alto nível.
É nesses momentos que aparecem os verdadeiros líderes, aqueles que elevam os companheiros e mantêm o foco no objetivo comum.
O futebol moderno tornou-se extremamente equilibrado. As diferenças físicas reduziram-se, as metodologias de treino aproximaram-se e a informação tática circula rapidamente entre todos os intervenientes. Hoje, a vantagem competitiva encontra-se muitas vezes na mentalidade vencedora, na gestão emocional do grupo e na força interna que permite ultrapassar crises.
Portugal já demonstrou que consegue competir com qualquer seleção do mundo. Eliminou campeões mundiais em fases decisivas, conquistou títulos internacionais e habituou-se a disputar as fases finais das grandes competições com regularidade. O respeito internacional foi conquistado com mérito, através de um estilo de jogo reconhecível e de resultados consistentes.
Agora é tempo de acreditar que o próximo passo também é possível.
Porque durante demasiado tempo existiu um certo complexo de inferioridade que fazia muitos portugueses acreditarem que competir já era um grande feito. Felizmente, essa mentalidade começou a desaparecer com as conquistas recentes, que serviram como catalisadores de uma nova confiança coletiva.
Hoje sabemos que Portugal pode vencer qualquer adversário, em qualquer palco.
Mas ganhar um Campeonato do Mundo exige mais do que qualidade técnica pura. Exige liderança forte e inspiradora, estabilidade institucional, preparação rigorosa de longo prazo, espírito coletivo inabalável e capacidade para lidar com a enorme pressão que acompanha uma competição desta dimensão. Exige também uma excelente gestão das expectativas, uma comunicação clara entre a equipa técnica, os jogadores e toda a nação.
Os Mundiais começam muito antes do primeiro jogo.
Começam na forma como se constrói um grupo coeso, como se cria uma identidade forte, como se gera compromisso total e como se alimenta diariamente a ambição de representar um país inteiro com orgulho e garra. Nas concentrações, nos treinos intensos, nos momentos de convívio e nas conversas honestas que fortalecem os laços entre todos os elementos.
Talvez por isso este não seja apenas o momento de uma geração de jogadores talentosos.
É também o momento de um país que amadureceu futebolisticamente, que consolidou estruturas sólidas, que acredita profundamente na formação de talentos e que passou a olhar para o futebol como um projeto estratégico nacional e não apenas como uma paixão emocional passageira. Um país que entende que o sucesso desportivo pode ser um poderoso fator de união e de projeção internacional.
As oportunidades verdadeiramente históricas não surgem todos os anos.
Há gerações que conquistam títulos importantes.
E há gerações que transformam definitivamente a identidade de um país no panorama desportivo mundial.
Portugal pode estar perante esse momento único.
Se conseguir unir de forma harmoniosa talento individual, liderança experiente, competência técnica e uma ambição coletiva desmedida, o Mundial de 2026 poderá representar muito mais do que uma mera competição. Poderá ser o ponto culminante de um ciclo de excelência iniciado há várias décadas e a consagração internacional de todo um modelo de desenvolvimento do futebol português que serve de exemplo a muitas outras nações.
Porque esta não é apenas a oportunidade de uma geração de jogadores excecionais.
É, acima de tudo, a oportunidade de um país inteiro escrever a página mais bonita e memorável da sua história no futebol."

Vai Dar Portugal

Andrea Bocelli, David Guetta, EJAE, Megan Thee Stallion - DNA (FIFA World Cup 2026™)

Verdade!

Regras...

🇵🇹 | The Black Panther was something else

A Copa que desafia a nova desordem


"A poucos dias do arranque do Mundial 2026, é notório o contraste entre a visão de unidade que lhe deu origem e a realidade geopolítica que agora o envolve.

Quando a FIFA atribuiu o Campeonato do Mundo de Futebol Masculino de 2026 aos Estados Unidos, Canadá e México, a proposta vendia uma ideia de união inédita: três países, um continente, um torneio. Oito anos depois, o mundo que receberá o apito inicial é outro. Obviamente, esta continuará a ser a primeira Copa do Mundo alguma vez organizada por três países diferentes, mas a poucos dias do seu início, é notório o contraste entre a visão de unidade que lhe deu origem e a realidade geopolítica que agora a envolve.
Entre 2018 e 2026 aconteceu quase tudo aquilo que ninguém previa: uma pandemia que paralisou a mobilidade global, a guerra que regressou à Europa, o Médio Oriente que voltou a transformar-se num palco de confrontos e rivalidades estratégicas entre grandes potências que atingiram níveis esquecidos no passado. Paralelamente, assistimos também ao crescimento do protecionismo, ao endurecimento das políticas migratórias e ao fortalecimento de discursos nacionalistas em várias democracias.
O Mundial de 2026 partilhado por três países chega, ironicamente, num contexto em que a circulação de pessoas já não é vista apenas como uma oportunidade económica ou cultural, mas como uma questão de segurança, de controlo e de soberania. Como se tudo isto não bastasse, a própria relação entre os três anfitriões mudou: se a candidatura vencedora assentava numa narrativa de integração regional cada vez mais profunda, hoje o ambiente político é bem mais complexo e divergente.
Mas a prova final do Mundial ainda está para vir e essa consiste em saber se o futebol conseguirá criar, de facto, um espaço temporário onde as divisões políticas perdem protagonismo e onde, durante algumas semanas, milhões de pessoas partilham uma emoção comum independentemente da nacionalidade, da religião ou da política.
Nunca o futebol mereceu tanto esta missão de reunir pessoas que, fora dos estádios, dificilmente se encontrariam.
É evidente que a realidade lá fora não desaparecerá e que qualquer incidente político poderá rapidamente ganhar uma projeção global; e é evidente que as restrições de entrada nos Estados Unidos continuarão a ser um fator de preocupação para muitos viajantes com algumas seleções e adeptos a enfrentar processos de visto mais complexos do que noutras edições, o que explica, por exemplo, que o impacto na aviação tenha sido menos visível do que noutros campeonatos: existem algumas aeronaves com pinturas especiais de apoio às equipas, bem como alguns reforços pontuais de capacidade e voos diretos adicionais para determinadas cidades anfitriãs, mas não se prevê um crescimento extraordinário do tráfego por cause deste torneio.
Do mesmo modo e à imagem do que se passa na aviação, não creio que este campeonato mudará o rumo do mundo, nem reduzirá as tensões nas relações internacionais, mas poderá demonstrar que ainda existem momentos em que milhões de pessoas conseguem reunir-se muito antes de os seus governos encontrarem forma de se entenderem. E, nos tempos que correm, isso já não é coisa pouca."

ESPN: Futebol no Mundo #574 - Grupos I, J, K e L: França, Argentina e Inglaterra terão dificuldade?

SportTV: Quinas - Dalot e Carlos Godinho...

Rabona: Grupos G a L: A ANÁLISE COMPLETA do Mundial de 2026

Observador: O escândalo que destruiu a seleção #5 - "Saltillo foi política: Bento, Carlos Manuel ...

LiveMode: Aquece, vais entrar #7

Jogo Pelo Jogo - S03E44 - Quem ganha o Mundial?

Mata Mata - 🔥 COMEÇOU A CONTAGEM DECRESCENTE! Especial Mundial 2026

Zero: Negócio Mistério - S06E02 - Salenko

SportTV: Mundial - Hornicek

FIFA: Chéquia...

FIFA: Coreia do Sul...

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FIFA: México...

FIFA: Stories From The Cities | Episode 16: New York New Jersey

A Verdade do Tadeia: O Mundial vai ao Bar #32 - O jardim de Mbappé

Simples: 😱 FIZ a FANTASY WORLD CUP 2026 da FIFA!

Portugal: a namorada polícia em Saltillo e o Porsche amarelo de Paulo Futre, o terceiro melhor pé esquerdo de sempre


"Diz-se que, se não viesse do país que vem, teria conquistado a Bola de Ouro no ano em que se sagrou campeão europeu pelo FC Porto e rumou ao Atlético de Madrid para se tornar el portugués. Os maus hábitos, implementados quando começou a fumar aos 12 anos, não o travaram e ainda detém o recorde de jogador mais jovem estrear-se pela seleção. Representou Portugal no Mundial 1986, que ficou na história por motivos extra-futebol.

Há todo um potencial concorrente de reality show em Paulo Futre. É algo que não está dentro de si, mas sim que ocupa toda a chapa da sua personalidade. Em 2022, a TVI espremeu umas gotas desse sumo ao introduzi-lo, durante alguns dias, como convidado no Big Brother Famosos. Foi a amostra possível do que pode oferecer num regime de clausura mediática.
Para Futre nunca foi cedo demais. Começar as traquinices precocemente pareceu tratar-se de uma estratégia para aproveitar a vida. Nunca falou em excesso. Apenas manteve a língua em forma. Discussões? Nenhuma. Com ele, só existiam “caldinhos”.
Ser tão avantajado em excentricidade poupou-o ao doseamento da mesma. Não perdeu tempo e, logo nos primeiros dias em Madrid, contratado pelo Atlético, apresentou-se às ruas de Porsche amarelo. Todos ficaram a saber quem era el portugués. A história do mítico veículo até começou em Itália. Paulo Futre estava pronto a ser apresentado como jogador do Inter. Pinto da Costa sentou-se à mesa com o presidente nerazzurri e alcançou um acordo para que o jogador fosse para o campeonato pelo qual tinha uma panca.
O Atlético de Madrid atravessava um processo eleitoral e Jesús Gil y Gil estava capaz de tudo para vencer e então entrou em contacto com o presidente do FC Porto para desviar Futre, porque precisava de um trunfo que lhe garantisse mais votos. Pinto da Costa sentiu o desespero e, na madrugada anterior à reunião, renovou contrato com o jogador. O novo vínculo aumentava a cláusula de rescisão de 200 mil contos para 400 mil. Gil y Gil tinha que sacrificar quase €2 milhões para ter um argumento que convencesse os sócios rojiblancos de que era a melhor opção para liderar o clube.
Paulo Futre estava no auge. Conquistou a Liga dos Campeões em 1987 pelo FC Porto e, no final do ano, só foi superado por Ruud Gullit na votação para a Bola de Ouro, derrota que o deixou pouco convencido e que geralmente se atribui à nacionalidade portuguesa, até então pouco valorizada enquanto selo de qualidade.
Gil y Gil ainda refilou, mas pagou o preço atualizado e pôs-se à disposição para satisfazer os caprichos da sua loquaz medida eleitoral. Ao chegar a Madrid, foram a um stand de automóveis escolher o carro que lhe tinha sido prometido. Entre pinturas pretas, azuis e até vermelhas, Futre escolheu um Porsche amarelo. Facilmente reconhecível nas ruas da capital espanhola, as viagens eram feitas a acenar às pessoas que reagiam à passagem do espampanante veículo.
A fragrância do pé esquerdo, sempre pronta a colaborar com mais uma finta, acicatava a fúria dos defesas espanhóis que o brindavam com entradas deslizantes sobre relvados empapados. A quem o derrubava, contou no documentário sobre a sua pessoa disponível na Opto, dizia: “Sou português. Tens que trazer a bala e a pistola para me tirares de dentro do campo.”
Enquanto pioneiro no estrangeiro, levou para Espanha um sentimento patriótico de quem, disse ele, nunca ficou imune a uma pitada de discriminação. No entanto, também foi para expandir a portugalidade alegada por Mário Soares, na altura em que era Presidente da República, para o deixar adiar o serviço militar obrigatório. “Este gajo não vai para a tropa, vai dizer ao mundo que isto não é assim”, recordou o antigo jogador numa paráfrase muito livre.

Os desvios precoces
Paulo Futre preserva o recorde de jogador mais novo de sempre a jogar pela seleção portuguesa, embora Geovany Quenda tenha estado perto de quebrar o registo. Tinha 17 anos, seis meses e 24 dias quando tal aconteceu. No Mundial 1986, altura em que estala o caso Saltillo, já tinha atingido os 20 anos. Os jogadores reclamavam melhores condições financeiras, nomeadamente que lhes fosse atribuída uma maior fatia dos acordos publicitários estabelecidos pela Federação Portuguesa de Futebol. No meio das reivindicações, Futre viveu outras aventuras.
O Hotel La Torre, no México, era visitado regularmente por mulheres e o jogador mais verdinho da convocatória de José Torres também arranjou companhia. Não se prendeu a uma pessoa qualquer. Como contou à Lusa, aproximou-se de uma “namorada polícia”. “Depois de sermos eliminados do Mundial, voltámos ao local do estágio, onde ficámos mais três ou quatro dias antes do regresso a Portugal. Nessa altura, já era eu que conduzia o carro dela, mostrava o cartão da polícia, era sempre em frente, não parava nem em operações stop. Sentia-me o rei de Saltillo.”
A juventude foi um poço de irreverência. Se não fosse futebolista, Futre gostava de ser astronauta. Caso tivesse seguido esse caminho, talvez neste momento já existissem empresas de mudanças a transportarem móveis para Marte. No entanto, o percurso alternativo mais verosímil foi a mecânica. “Tinha uns 13 anos quando deixei a escola. Chumbei por faltas e o meu pai tira-me da escola e põe-me a trabalhar como bate-chapas.” Tal como contou em 2017 numa entrevista à Tribuna Expresso, as viagens solitárias entre o Montijo e o Estádio Nacional, local de treino do Sporting, permitiam desvios e aos 12 anos era um ávido fumador.
Recrutado por Aurélio Pereira, foi para os leões com 11 anos e estreou-se na equipa principal com 17. Sem espaço no plantel, a equipa de Alvalade equacionou um empréstimo. “Eu estava para ir para a Académica. Depois, aparece o presidente Pinto da Costa. Com todo o respeito à minha mãe, às mulheres, às meninas, eu tinha 18 anos e ia para uma cidade académica, de estudantes. Como é que ia chegar ao domingo, ao dia de jogo, a 100%?”, interrogou-se no programa “FC Porto em Casa”, realizado durante a pandemia.
Pinto da Costa colocou-o debaixo da asa e levou-o para o norte. Apesar de ter feito a formação no Sporting, onde treinava com um colete de pesos para ganhar força, aprendeu mais algumas coisas no FC Porto. “O professor João Mota [preparador físico] e os meus colegas mais velhos diziam para eu não fazer amor, ou sexo, como quiserem, dois dias antes do jogo. Se o jogo fosse ao domingo, sábado e sexta-feira não havia nada. A verdade é que levei esta lição até ao fim da minha carreira.”
Ao longo da vida, recolheu apenas dois autógrafos. As limitadas assinaturas foram pedidas aos únicos canhotos que o superam, identificou no programa “El Cafelito“, de Josep Pedrerol. “Só vi dois muito melhores que eu: Messi e Maradona.” Representar os deuses na terra não parece uma função péssima."

Acordo com Marco Silva


"A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD comunicou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que "chegou a acordo com o treinador Marco Alexandre Saraiva da Silva (Marco Silva) para a celebração de um contrato de trabalho desportivo para vigorar até ao final da época desportiva 2027/2028, extensível até 2028/2029".
O comunicado foi enviado pela Benfica SAD à CMVM nesta terça-feira, 9 de junho."


É oficial, aquilo que já se sabia... as eleições marcadas à pressa no Real Madrid, adiaram esta comunicação, mas todos sabiam o que iria acontecer, só quem estava de má fé, é que conseguiu transformar tudo isto, numa novela de mau gosto!!!

Tecnicamente, ficamos a ganhar. Neste momento o Marco Silva é melhor treinador do que o Mourinho. Agora, na guerra da comunicação fora do relvado, prevejo muitos problemas! O Tugão vai continuar a ser dominado pelos apitos e os seus patrões, e o Benfica para ganhar terá que jogar 10 vezes melhor do que qualquer adversário!!!

Agora, dentro do campo, vamos ter uma equipa mais ofensiva, com um Modelo mais consistente...

Obrigado, José Mourinho!


"Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD informou, nesta terça-feira, 9 de junho, que "o Real Madrid CF formalizou a intenção de contratar" o treinador José Mourinho "pelo valor de €15 000 000, correspondente à cláusula de rescisão do contrato de trabalho desportivo em vigor, tendo o treinador dado o seu acordo a essa contratação".

Terminou, assim, a segunda passagem de José Mourinho pelo comando técnico da equipa de futebol profissional do SL Benfica.
Apresentado na tarde de 18 de setembro de 2025, no Benfica Campus, o treinador regressou ao Clube 25 anos depois da sua primeira experiência de águia ao peito. A estreia oficial aconteceu dois dias mais tarde, em 20 de setembro, na deslocação ao terreno do AFS, para a 6.ª jornada da Liga Betclic, encontro que terminou com uma vitória benfiquista por 0-3.
Ao longo da temporada 2025/26, José Mourinho orientou os encarnados em 45 jogos oficiais, contabilizando 27 vitórias, 10 empates e 8 derrotas, com um registo de 86 golos marcados e 39 sofridos.
Na Liga Betclic, liderou a equipa em 30 partidas, numa campanha concluída no 3.º lugar, com 80 pontos. O Benfica terminou a prova como a única equipa invicta da competição.
Nas competições europeias, Mourinho comandou as águias em 9 jogos, conduzindo o Glorioso até ao play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões.
Dentro de fronteiras, na Taça de Portugal, orientou o Benfica em 4 partidas, alcançando os quartos de final, enquanto na Taça da Liga esteve presente em 2 desafios, numa participação que terminou nas meias-finais.
O último jogo oficial de José Mourinho ao serviço do coletivo benfiquista realizou-se na noite de 16 de maio de 2026, no Estádio António Coimbra da Mota. Na derradeira jornada (34.ª) da Liga Betclic, os encarnados venceram o Estoril por 1-3, num triunfo que acabou por representar o capítulo final de um ciclo no Clube.
O Sport Lisboa e Benfica deseja as maiores felicidades a José Mourinho."

5 Minutos: Marco Silva...

BI: Modalidades #181 - Semanada...

Tudo empatado!

Benfica 98 - 102 Corruptos
24-31, 31-24, 22-19, 17-20, 4-8

Fiquei com receio depois da grande vantagem no Jogo 1, e o resultado de hoje, deu-me razão!
Começamos mal, o adversário com muito acerto nos Triplos, e nós não acertávamos um... Conseguimos o empate na buzina do intervalo, com um lançamento improvável... E quando tudo parecia a correr no caminho normal, com uma vantagem de 12 pontos já no último quarto, permitimos o empate, e no prolongamento perdemos!!!

Continuo a achar que somos melhores, bastante melhores, mas hoje com os Triplos do outro lado a caírem, nós um pouco abaixo, e o jogo ficou equilibrado, e como nós sabemos, para o Benfica ganhar, em qualquer modalidade, a vantagem tem que ser mesmo grande, pois quando a coisa fica equilibrada, existem sempre factores estranhos em acção... hoje, voltámos a ter um equilíbrio forçado na recta final, com a exclusão do Broussard a ser a cereja em cima do cesto!!!

Ganhar os dois próximos jogos...

Renovar e vender Schjelderup


"Andreas Schjelderup tornou-se no principal ativo do Benfica, mas pode não ser contraditório renovar com o norueguês e vendê-lo

A ascensão de Andreas Schjelderup no Benfica é um dos casos positivos da época encarnada. O norueguês encontrou dificuldades de adaptação a um contexto competitivo mais exigente do que aquele que conhecia quando chegou e a primeira temporada a full-time na equipa principal mostrou que precisava de crescer: na retina ficará sempre o lance do 2-2 do Arouca em plena Luz, em 2024/25, com Schjelderup a não recuar e a ver de longe alguém que devia ter acompanhado marcar o golo que invertia a vantagem no campeonato a favor do Sporting.
Também passou por um caso pessoal difícil com a justiça dinamarquesa e que deve ser considerado na análise ao seu rendimento. Ultrapassada essa questão, ficou mais preparado mentalmente, enquanto Mourinho lhe deixava recados.
A exibição de gala diante do Real Madrid, na Liga dos Campeões, e posteriores desempenhos confirmaram por fim a expectativa: o Benfica tinha em mãos um ativo de bom valor desportivo e financeiro, assim mantivesse a personalidade competitiva, que cresceu de forma evidente a partir daí. É precisamente por isso que a intenção de renovar contrato faz sentido.
No entanto, uma renovação não significa necessariamente que Schjelderup vá permanecer muitos anos na Luz. Pelo contrário, pode até acelerar uma transferência. As renovações são frequentemente instrumentos de gestão de ativos. Não se renova apenas para manter um jogador, faz-se também para controlar melhor o seu futuro, sobretudo num modelo que os clubes em Portugal têm de seguir: a venda regular de futebolistas. Se Schjelderup melhorar o seu vínculo, o Benfica ganha força negocial perante interessados e afasta o risco de entrar em fases contratuais mais delicadas.
A ausência da Champions representa sempre um impacto significativo nas receitas de qualquer clube. Sem essa fonte de rendimento, aumenta a pressão para gerar encaixes através de vendas. Pela idade, margem de progressão e projeção internacional com a presença no Mundial 2026, Schjelderup encaixa perfeitamente no perfil de jogador capaz de originar uma transferência de maior dimensão.
A notícia de uma possível renovação pode, porém, mexer com potenciais interessados, que do outro lado do negócio sabem que o jogador vai ficar mais mais caro. Assim, a rapidez da ação é essencial, porque, como se percebe, renovar e vender pode não ser contraditório. Sobretudo em tempos de alguma necessidade."

Dez dias que mudaram o Benfica


"José Mourinho está de volta ao Real Madrid. No Benfica santos da casa não fazem milagres. E Mourinho passou de ser um dos melhores treinadores do mundo para ser um mais ou menos. Acontece que os outros não esquecem que José Mourinho venceu duas vezes a Champions, ou a sua predecessora, com equipas relativamente fracas, nem que é um vencedor.
Quando comparadas com as superpotências do futebol, Real Madrid e quejandos, o FC Porto e o Inter que venceram a Champions tiveram um excecional treinador. Provavelmente, o melhor do mundo deste século. Que continuou a vencer mesmo na sua fase menos boa: no Man. United e na Roma. E mesmo no Totenham foi despedido na véspera de levar o clube à primeira final em muitos anos. Só na Turquia a coisa não foi tão bem. Digam-me um treinador que tenha treinado um clube português depois de fazer um palmarés destes? Pois…
Quem viu isso, como já tinha visto na fase menos boa de Ancellotti, foi Florentino Pérez, o presidente do Real Madrid. Florentino, que manteve, ou melhor, elevou o Real Madrid a um nível ainda mais estratosférico, escolheu Mourinho. Reconhece-lhe qualidades e capacidades que Rui Costa não reconhece. O Presidente do Benfica tem receio de se comprometer: está sempre pronto a esquecer-se de apoiar qualquer um que seja contestado. O ricochete, claro, acaba sempre por apanhá-lo e deixa-o sempre pior. Os adeptos perdoam erros, mas não perdoam a indecisão.
Rui Costa teve muito tempo para contratar Mourinho e para o apoiar. Foi preciso saber do interesse do Real Madrid para se lembrar que tinha um grande treinador. Mourinho serviu a Costa para vencer as eleições do Benfica. Depois, como as coisas não correram logo bem, esqueceu o assunto. Agora, foi entalado pela cláusula que permitia a Mourinho, durante dez dias úteis, rescindir o contrato com um custo mais baixo. Mesmo sem ter sido exercida (do mal o menos!) esta cláusula abriu a possibilidade de Mourinho sair. E Mourinho vai para o Real Madrid. A manutenção da validade da cláusula era um convite a essa saída! A reputação de Mourinho, e a sua qualidade, são excecionais. Em menos de um ano, ajudou a vencer as eleições no Benfica e no Real Madrid!
Esta cláusula, foi louvável em tempo de eleições: Rui Costa não sabia se seria reeleito e não queria comprometer o próximo presidente. Porém, logo após a reeleição, o presidente do Benfica teve ampla oportunidade para renegociar o contrato assegurando três ou quatro anos de Mourinho mas não o fez.
Positiva, no entanto, a capacidade de Rui Costa de ir buscar Marco Silva. Um ótimo treinador.
A vida em Portugal é mais agradável que noutros países, e treinar o Benfica é treinar um grande clube, mas Mourinho teve sempre para onde ir. O presidente do Benfica não pode atuar como se fosse um fã: tem que ter uma estratégia, coragem e persistência. Não se pode desistir de um treinador por dá cá aquela palha. Veja-se Varandas com Amorim, que não ganhou logo, ou agora com Borges!
O Direito ao Golo vai para Vasco Vilaça, duas vitórias em duas provas do Mundial de Triatlo é fantástico. E para Afonso Eulálio, que venceu a camisola da juventude (a branca) e ficou em sexto no Giro de Itália. Notável."

Mourinho a caminho de Madrid


"QUAL SERÁ A NOVA NOVELA?

1.
A novela Mourinho começou com uma cláusula contratual que deveria ter automaticamente caído com a reeleição de Rui Costa, mas que acabou por não ter, essa cláusula, qualquer influência, já que, por força das inesperadas eleições no Real Madrid, o seu prazo foi ultrapassado sem que alguma das partes - Benfica ou Mourinho - a tivesse acionado. Foi como se não tivesse existido.

2.
A apresentação a Mourinho de uma proposta de renovação fora de horas, numa altura em que já todos sabiam que o destino do treinador ia ser Madrid, mostrou desinteresse do Benfica na sua continuidade e, com a vitória de Florentino, Mourinho vai mesmo embora, mas vai embora da melhor forma possível: vai pelo seu pé.

3.
Correndo o risco de ter que indemnizar Mourinho para o dispensar se Riquelme vencesse as eleições, o Benfica, com a vitória de Florentino, não só não vai ter que pagar como vai encaixar um prémio de 15 milhões de euros. E 15 milhões de euros, não sendo uma lotaria, também não são propriamente trocos para um clube que não é beneficiário de perdões bancários de 100 milhões.

4.
Mourinho, por seu lado, descontente com o tratamento dado pelo Benfica à sua eventual (não) renovação, viu abrirem-se-lhe entretanto as portas do Real Madrid, ou seja, a possibilidade de voltar a trabalhar num clube que faz parte da elite mundial e numa das mais importantes ligas europeias. Não tem por onde se queixar do destino.

5.
Entendo - e concordo - com a "exigência" que muitos Benfiquistas fazem para que Rui Costa dê explicações sobre o seu posicionamento, e consequentemente o do clube, em tudo aquilo a que fomos assistindo nas últimas semanas. Porém, interessa-me muito mais que o presidente dê convincentes indicações sobre como está a preparar o futuro próximo do clube para que se não repitam os muitos erros de gestão desportiva que levaram - juntamente com várias arbitragens viciadas - o clube à terceira época consecutiva sem ganhar o campeonato.

6.
Com o fim da novela Mourinho, que foi real, embora muito empolada, há-de vir aí uma nova novela. Não sei qual será, mas sei que sem o Benfica eles não passam, de modo que se for preciso inventam-na. Aceitam-se palpites!"

Estrelas da companhia...

Roubo....

Baralha e dá o mesmo!!!

Contratações?!

Fundação: 4.ª Eliminatória IRS Challenge - Manu vs. Amado

3 Toques: SL BENFICA, NOVO CICLO: É PRECISO RECUPERAR A GRANDEZA DESPORTIVA...

Zero: Mercado - Avançado Belga discutido por Porto e Braga

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Zero: Tema do Dia - André Silva no FC Porto: detalhes e análise

Observador: E o Campeão é... - A "pressão" de Seguro e a FIFA de "viola no saco"

Observador: Três Toques - Eriksen quebra silêncio: «Desfibrilhador atuou bem»

BolaTV: Fora-de-Jogo - 90+3 - S03E36 - Armando Evangelista

SportTV: Grelha de Partida - S04E16 - Mundial de dominó

SportTV: NBA - S04E35 - Pressão ao contrário 😳

Zero: Dinheiro - «O futebol é um território muito estratégico para a Coca-Cola»

DeLetra #45 - Nélson Oliveira

Zero: 5x4 - S06E38 - Que final vamos ter?

Zero: Afunda - S06E47 - Final aqueceu !

Chuveirinho #175

Mundial 2026: Viva Portugal (1), é preciso acreditar


"No arranque para um Mundial, devemos, de imediato, encorpar uma cultura de honestidade, autenticidade, ética, resiliência e altruísmo no sentido de preparar uma tarefa de gigantes, onde os jogadores se possam bater e lutar com a bravura dum guerreiro, na obtenção da conquista dum sonho, dum povo envolto na sua/nossa seleção.
E os sonhos refrescam a emoção, animam o estado de vigília, reforçam as forças dos ansiosos e ajudam a construir a própria história.
Após desgastantes compromissos nos seus clubes de origem, os jogadores naturalmente estarão numa fase crítica de adaptação a uma enorme e desgastante exigência competitiva, muito dos quais esgotados ao nível físico e mental, estando alguns mais felizes pelos objetivos conquistados, outros, porém, mais expectantes pelos rastos de alguma intranquilidade e insegurança, gerada pelo rendimento e resultados não conseguidos.
Por isso, entendo que as seleções que sejam mais capazes de ultrapassar as exigências competitivas de forma emocionalmente mais equilibradas, identificadas com a génese do seu estado de alma e confiança a converter, na felicidade em o realizar, na motivação em se envolver e no orgulho coletivo a desempenhar, claramente estarão mais próximas do êxito.
É preciso acreditar?!... SIM. Como tenho habitualmente afirmado, uma das estratégias para a obtenção da vitória, advém dum estado de crença como força motriz de intencionalidade operante e como refere Ghandi: «Acreditar em algo e não o viver é ser desonesto».
As seleções, onde esse estado de confiança, motivação, espírito de coesão, atenção e concentração e que vejam associadas essa condição de crença, permitem assumir e sustentar uma felicidade ganhadora, que por natureza perdurará mais no tempo. E como tantas vezes repito, as equipas felizes são aquelas que ganham mais vezes, transportando da vida para o treino e do treino para o jogo um relato ancorado duma consciência autenticada pelos hábitos onde imperam o entusiasmo, confiança, alegria, otimismo, capaz de ver estimulado os mecanismos do reencontro do êxito pensado com o sucesso conseguido.
É claro que tudo isto faz parte dos conteúdos duma nova visão do treino, sendo de fundamental importância associar às vertentes tático-físico-atléticas uma ordem experimental ao nível psicológico, mental e comportamental.
A título de exemplo e com base de experiências de êxito pessoalmente confirmadas, a técnica de visualização criativa dos gestos técnicos, associada a imagens mentais de sucesso, são um reforço insubstituível como fontes de convicção para o êxito. Ainda a administração no microciclo semanal de estratégias comunicacionais associadas a técnicas de relaxamento muscular progressivo, capazes de transmitir paz, serenidade, tranquilidade, ajudando a libertar tensões acumuladas, vendo fortalecido o domínio da autoconfiança, o controle de emoções, a capacidade de autocontrolo, sendo capaz de selecionar os melhores níveis de eficácia na tomada da decisão. A acrescentar o estudo e a formulação de objetivos de conquista, análise dos rankings individuais/coletivos de sucesso ... etc.… serão fontes para um desempenho superior.
O conhecimento a todo o momento se vê renovado, mas os processos que estão na base do treino orientado para o sucesso, não são novos. Já nos finais da década de 70 o nosso querido e saudoso Professor Doutor Manuel Sérgio (meu pai afetivo), a propósito do conceito do treino desportivo dizia: «não pode haver preparo físico independentemente do modelo de jogo, adiantando que na preparação física, técnica, tática, psicológica, o todo é uma referência constante pela sua complexidade, onde a ciência e a consciência não se podem limitar aos gastos neuromusculares e energéticos.»
Por isso, continuava: «a importância de trazer à planificação do treino não apenas a educação de físicos comprovadamente atléticos ou técnicos estruturalmente eficazes, ou táticos substancialmente competentes, mas a educação do que está para além do jogador que é o homem como pessoa.» E completava ainda o Professor: «estamos em confronto com pessoas pelo movimento intencional de transcendência, em que do corpo em ato emerge a carne, mas também a paixão, o sangue, o desejo, o prazer, a rebeldia, as emoções, os sentimentos, tudo isto visando a transcendência ou a superação.»
Muito mais se poderia acrescentar a este domínio. Não pretendo dar lições a quem quer que seja. Registo, contudo, a atenção e o aplauso para o perfil de liderança dum Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, com base numa experiência prática ganhadora, assente num critério de autenticidade e duma estrutura técnica e operacional humanamente irrepreensível, estaremos prontos para fazer das pegadas da experiência vivida o tesouro da nossa existência.
É preciso por isso acreditar. Jamais nos deixemos atormentar. Todos sabemos que aqueles que se deixam mover em atitudes de passividade e quietude sucumbem mais depressa às suas desculpas e submetem-se de forma mais drástica aos seus temores.
Temos de encontrar um sinal de luz cintilando com o brilho da esperança… talvez enriquecendo a nossa motivação intrínseca envolta numa frase que a melhor equipa de rugby no mundo (os All Blacks, Nova Zelândia), frequentemente se deixava exaltar: Whãia te kahurangi ; ki te tuohu koe, me he maunga teitei. (Atira-te às estrelas para que, se as falhares, atinjas uma nobre montanha.) VIVA PORTUGAL

Observação: Questões relacionadas com viagens, mudança de fusos horários, (jet legs), temperatura, e demais situações que forem objeto de reflexão, entretanto criadas, farão parte de novo artigo (VIVA PORTUGAL, 2) a publicar oportunamente."

Ninguém terá a coragem...

Continua de pontaria afinada!

Verdade!

Convocados... excepto os que forem parados na fronteira!

Importante... mas deve ser somado aos factores: Altitude e Calor/humidade...

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Inglaterra: Paul Gascoigne e a tristeza dos recantos sombrios da mente


"Foi amado pelo público, tornando-se o preferido dos ingleses depois do Mundial 1990. Mas as marcas de uma infância dura e de uma personalidade viciada no vício empurraram-no para a depressão, para o álcool, para o jogo, para más escolhas. Gazza, um dos mais talentosos futebolistas da sua geração, vive há quase três décadas lutando contra si próprio.

Há uma reportagem no arquivo da RTP sobre as férias de verão que Paul Gascoigne passou em Portugal em 1991. Na peça, o internacional inglês diverte-se de maneiras variadas, quase sempre com garrafas por perto. A certa altura, entretém-se dando tiros com uma espingarda de brincar. O alvo é uma fotografia sua, acertando Gascoigne em cheio em si próprio.
Seria difícil imaginar melhor metáfora para a vida do filho de Gateshead, em frente a Newcastle, do outro lado do Tyne. Um carismático talentoso a alvejar-se a si próprio, magoando-se a si mesmo, destruindo-se pouco a pouco, mas sem travões.
Gary Lineker, que partilhou relvado com gigantes, descreve Gazza como “o mais hábil tecnicamente” com quem jogou. Mas a criatividade e a chispa brilharam efemeramente, sucimbindo perante o peso de um demasiado potente cacharolete.
Gascoigne, que se chama Paul John em homenagem a Paul McCartney e John Lennon, cresceu num quarto de uma habitação social, com casa de banho partilhada. A sua infância foi marcada pelas convulsões que o pai frequentemente tinha. O pequeno Gascoigne sofreu, também, episódios de espasmos.
O vício cedo entrou-lhe pelo corpo, como um vírus que se instalou sem sair. O vício ou os vícios. Ou talvez o vício de ter vícios. Foi agarrado pelo álcool, cocaína, tabaco, bebidas energéticas, fast food. Mas o primeiro foram as máquinas de jogo e esteve umbilicalmente ligado a outra esquina negra da sua mente: a morte, a proximidade com a morte, a obsessão com a morte.
Para financiar o uso de máquinas de jogo, Gascoigne, ainda nem sequer um adolescente, começou a fazer pequenos roubos em lojas. Quando tinha 10 anos, foi encarregue de tomar conta de Steven Spraggon, de seis anos, o irmão de um amigo, levando-o a um dos locais onde tinha por hábito furtar. Durante a transgressão, o pequeno Steven correu para a estrada, foi colhido por um carro e morreu. Paul assistiu a tudo e culpou-se eternamente.
Já adulto, voltou a declarar-se réu. Um amigo não resistiu aos excessos de uma noite em agosto de 1998 e Gazza, outra vez, não se perdoou.
Três meses antes do episódio, o inventivo jogador representou Inglaterra pela 57.ª e derrradeira ocasião. Dois meses depois, iniciou, pela primeira vez, sessões para tratar o alcoolismo, após ter dado entrada num hospital na sequência de beber 32 shots de whisky. A partir dali, seria na prática um ex-jogador à espera da confirmação do ponto final.

De “gordito” a ídolo
Nem sempre o tom foi tão triste, claro. Gascoigne sempre foi controverso, num flirt com as fronteiras do aceitável, mas havia talento, muito talento. Jack Charlton, o técnico que o fez estrear na equipa principal do Newcastle ainda menor de idade, descrevia-o como “um pouco gordito” e com o “ar de qualquer coisa menos de jogador”. O rapaz comia chocolates e afins, mas o perfume dos pés encantava.
Eleito o melhor jogador da liga inglesa em 1987/88, viria a assinar pelo Tottenham por mais de dois milhões de libras, um valor recorde para um britânico. Houve grandes contratos para Gazza, no Tottenham, depois na Lazio, ainda no Rangers, onde seria considerado futebolista do ano na Escócia. Em campo, ele era feliz, chegaria a escrever que “não se preocupava com a morte” enquanto jogava. Os recantos sombrios da mente não adquiriam papel principal.
No Tottenham brilhou, no Rangers — onde se tornou icónico o dia em que colocou uma cabeleira para dar as boas-vindas a Ginola e o momento em que defecou dentro das meias de um desconhecido italiano acabado de chegar a Glasgow, de seu nome Gennaro Ivan Gattuso — foi ídolo. No Euro 1996 apontou um sensacional golo à Escócia. Menos famosa foi a passagem pela Lazio.
Em Roma, a aventura começou logo a correr mal quando disse a Sergio Cargnotti, dono do clube, “tua figlia, grande tette”, ”tua filha, grandes mamas”. Afetado por lesões e pelo hábito de ganhar peso, Dino Zoff, o treinador, obrigou-o a perder 13 quilos antes da época 1993/94. A dada altura dessa temporada, com Gascoigne lesionado, o técnico sugeriu-lhe que tirasse férias, com Gazza a responder que era melhor não. Zoff insistiu e, no regresso, o jogador vinha com excesso de peso. ”Eu disse-lhe que era melhor não me mandar de férias, signor Zoff”, atirou o inglês.
Mas as semanas que eternizaram Paul Gascoigne na história da seleção inglesa foram no Mundial de Itália, em 1990. Chegou à fase final com somente 42 minutos oficiais feitos pela equipa nacional, mas agarrou um lugar e brilhou. Criou a Gazzamania, uma devoção coletiva por aquele talento. Nas meias-finais, frente à Alemanha, viu um amarelo que tira-lo-ia de uma eventual final. Chorou e as lágrimas causaram comoção na sociedade inglesa, sentimento reforçado pela tristeza após a eliminação.
”Antes de Paul Gascoigne, alguém tornou-se um herói nacional e um milionário garantido por chorar? Fabuloso. Chora e o mundo chora contigo”, escreveu Salman Rushdie sobre o amor inglês pelo então jovem jogador.
À medida que as temporadas avançaram, todos os vícios se conjugaram para Gascoigne. Os recantos sombrios da mente foram-se alastrando a todo o cérebro, cobrindo-o de sombras. Fez tratamentos para bulimia, transtorno obsessivo-compulsivo, bipolaridade, défice de atenção, alcoolismo.
Assumiu ter batido na mulher. Conduziu inúmeras vezes bêbedo ou sem carta. Foi um dos maiores alvos dos tabloídes. O Mirror Group Newsapapers, dono do ”Daily Mirror”, do ”Sunday Mirror” ou do ”The People”, hackeou-lhe o telefone, crime que, entre 2000 e 2010, levou à escrita de 18 artigos sobre Gazza, que confessou que a usurpação de privacidade o levou a comportamentos paranoícos e a contemplar suicídio. Em 2015, o grupo de media foi condenado a pagar-lhe cerca de 217 mil euros.
Paul Gascoigne deixou de ser jogador bem antes de deixar de jogar. A vida tem sido, nas últimas décadas, uma mal-sucedida tentativa de se proteger de si mesmo. Numa das últimas entrevistas que deu, confessou que vive no quarto vazio que o seu agente tem. Ainda bebe e descreve-se como um “álcoolico triste”. Os melhores dias, diz, são quando pega na cana e vai pescar. Os piores são quando se fecha. E bebe. E a morte e os demónios dançam diante de um dos maiores talentos que o país-berço do futebol produziu."

O Homem das Redes


"O GENEROSO SÓCIO BENFIQUISTA QUE DURANTE 16 ANOS OFERECEU AO CLUBE AS REDES UTILIZADAS NOS MAIS DIVERSOS DESPORTOS.

José Lucas Catita era um homem simples, de trato agradável, que vivia in - tensamente o “seu” Benfica. Nascido no Montijo, desde novo iniciou-se nas artes do fabrico de redes de pesca, num tempo em que a atividade piscatória tinha grande importância nestas zonas ribeirinhas. Porém, os primeiros tempos do ofício não foram fáceis, pois as dificuldades financeiras e os sacrifícios a fazer foram elevados. Graças ao seu espírito determinado e empreendedor, o negócio acabou por vingar, mudou de poiso, instalando-se em Almada, e construiu aí uma oficina na qual fabricava redes de futebol, andebol, ténis e outras modalidades. Passou a vender este tipo de materiais a diversos clubes, como o Montijo, o Portalegrense e o Torreense, mas ao Benfica jamais cobrou um tostão sequer.
O grande amor e dedicação de José Lucas Catita pelo Benfica levou-o a fazer parte de inúmeras iniciativas: onde quer que o Clube o reclamasse, estava sempre pronto para responder à chamada e figurou na subcomissão de Almada encarregada de recolher os donativos para o novo estádio. Incansável nos seus propósitos e com o intuito de melhorar estes serviços, chegou mesmo a convidar o Orfeão do Benfica a atuar naquela localidade.
Em meados da década de 1950, passou também a fornecer gratuitamente as redes necessárias à prática de todas as atividades desportivas do Benfica. No caso das redes para as balizas do hóquei em patins, uma vez que necessitavam de uma certa adaptação, era o próprio José Lucas Catita quem as colocava. A sua dedicação ao Clube era inexcedível, deslocando-se duas a três vezes por semana a Lisboa, calcorreando todas as instalações do Estádio da Luz para perceber quais os materiais em falta. Em 1972, numa entrevista concedida ao jornal O Benfica, alegava que cumpria esta prática há 16 anos. Bem-humorado, confidenciou or gulhosamente: “É preciso não esquecer que as ‘minhas redes’ foram já campeãs da Europa e, por vezes, até me intitulo de campeão.” Por essa altura, o seu espírito irrequieto e solidário encontrava-se ao serviço da campanha para a construção da Cidade Desportiva. Figura sobejamente conhecida nos meios benfiquistas de Lisboa e na província, apelava a todos os sócios e simpatizantes do Clube ligados às atividades comerciais e industriais que efetuassem a devida contribuição para a realização deste ambicioso projeto.
Se o Benfica se tornou num dos maiores clubes do mundo, muito o deve a homens desta envergadura, que merecem ser resgatados do anonimato e recordados pelas gerações presentes e futuras.
Conheça mais sobre os sócios do Benfica na área 16 – Outros Voos, do Museu Benfica – Cosme Damião."

Ricardo Ferreira, in O Benfica

Novelas de primavera-verão 2026


"Todos os anos, a mesma coisa: o entra e sai, os negócios que já estão fechados, os nãos rotundos, as efabulações, as notícias plantadas, a desconfiança, a polémica, os excedentários e os que têm as portas abertas e fechadas da equipa principal. Já não é novidade para ninguém que a pré-época é sempre um manancial de títulos alarmantes, mas, no caso do Sport Lisboa e Benfica, parece que a confusão generalizada dura todo o ano. Seja nas épocas de transferências ou não, há sempre alguma coisa para esmiuçar. É normal e só se passa com o Glorioso. Porquê? Porque dos outros, pouco se quer saber, apesar dos seus milagres e telhados de vidro.
Neste defeso, já li e ouvi de tudo. Que José Mourinho deveria ter renovado antes (como se fez anteriormente com Roger Schmidt e depois, afinal, tinha sido um erro), que o Special One estava acabado como treinador, mas o Real Madrid está interessado nele (incoerência difícil de qualificar) ou que Marco Silva é o próximo homem certo (mas que afinal quer é o Fulham e depois afinal já não quer).
Tudo e o seu contrário parece ser a ordem para se poder comentar a atualidade do SLB. Como se os observadores do mundo do futebol fossem duas senhoras de idade, vizinhas, debruçadas na janela enquanto estendem a roupa e dizem mal de quem passa na rua. Deixou de haver critério. No relvado e no tratamento da informação. Mesmo com a vitória de uma equipa da Liga 2 (a primeira da história) na final da Taça de Portugal, conseguiu incluir-se tempo de antena para falar do Benfica. O perdedor era outro, num ano sem levar troféus para o museu, mas o que interessa mesmo é criticar as opções dos dirigentes encarnados. É sempre mais fácil fazer comunicação ao jeito dos reels do TikTok. Duas frases fortes e esperar pelo lixo na caixa dos comentários. Se é verdade ou não, já tanto faz. A responsabilidade, no entanto, não é apenas de quem está de fora. É fechar a torneira das entrevistas de pré-época e deixar de entregar o ouro ao bandido."

Ricardo Santos, in O Benfica

Fazem-se de parvos


"Usando as palavras do treinador José Mourinho, “aqui ninguém é parvo”. Toda a gente que acompanha minimamente o futebol percebe aquilo que se está a passar, e porque se está a passar deste modo e não de outro.
Há situações que o Benfica não controla, nem pode condicionar. Há timings decorrentes das mesmas. E certamente ninguém na Luz está parado a olhar para o relógio ou para o calendário. O Clube está a preparar a próxima temporada da melhor forma que as circunstâncias permitem, não esquecendo que o Mundial irá protelar grande parte das movimentações de mercado. 
É verdade que a inesperada vitória do Torreense na Taça de Portugal trouxe dificuldade acrescida. Nada que um bom planeamento não consiga debelar, até porque grande parte do plantel não irá aos Estados Unidos
Se ninguém é parvo, há, porém, quem queira fazer-se de tal. Os jornais têm de vender, as televisões têm de encher vários programas diários de “comentário” futebolístico, e qualquer situação que envolva o Benfica abre a porta a grandes audiências. Percebe-se que alimentem uma novela em redor do treinador do Benfica, a qual, quanto mais tempo durar, mais matéria dará para assegurar tempo de antena – sobretudo numa altura em que ainda não é oportuno falar das unhas dos pés do Cristiano Ronaldo. Tudo isso se entende. Não se aceita é que aproveitem a ocasião para disparar contra o Clube e contra os seus responsáveis, procurando condená-los por algo inusitado e para o qual sabem perfeitamente não existir uma solução óptima. Acho até graça à ligeireza com que falam de 5, 10 ou 15 milhões de euros para cá e para lá, como se fossem trocos, como se não estivéssemos em Portugal, como se falássemos de um qualquer fundo árabe.
No momento em que escrevo, o circo continua. Mas quem não é parvo sabe que em breve vai terminar."

Luís Fialho, in O Benfica