Últimas indefectivações

sexta-feira, 15 de maio de 2026

5.ª Campeãs Nacionais

Quinta dos Lombos 67 - 77 Benfica
16-18, 10-24, 19-20, 22-15

Finalmente, Tricampeás! Foi preciso recorrer ao quinto do jogo, depois da 'branca' do jogo 4 !!!
Não foi uma época fácil, os Lombos foram superiores durante a maior parte da época, mas como tem sido habitual o Benfica começa mal, a Europa atrapalha, mas com umas retificações no plantel, a equipa acaba por melhorar, e temos conseguido chegar ao final das épocas, por cima...
A Nunn foi a MVP das Finais, e fez a diferença esta época... mas a entrada da Bettencourt também trouxe qualidade à equipa...

Parabéns, à secção, às jogadoras e aos treinadores... e já agora, vamos tentar começar a próxima época, com tudo!!!



Início dos Play-off's...

Elétrico 3 - 4 Benfica

Não foi fácil, como era esperado, mas a segunda parte merecia uma diferença maior...


Fever Pitch - Domingo Desportivo - Balada de Vítor Rua

ROAD TO HEXA #2 - O Trabalho Invisivel

Benfica Podcast #594 - Implosion Complete

Falar Benfica - Conversas Gloriosas #52 - Empate com o SC Braga, último jogo na Amoreira e Modalidades

BI: Megafone - Voo Picado #26 - Craques do passado... no Benfica atual

Zero: Lúcia Alves...

BolaTV: O Lado Direito do Mister - S02E5 - A proposta (ou não) para Mourinho renovar com o Benfica

ANDARAM ANOS A FALAR DO JOGO RIO AVE-BENFICA DE 2015/16


"1. Os sportinguistas nunca engoliram a perda do campeonato 2015/16, para eles o jogo Rio Ave-Benfica foi viciado. Está na hora de desfazer essa mentira, que, por muito ter sido repetida, não virou, como eles queriam, verdade.

2. Lembrar que o Benfica ganhou por um-zero com um golo tardio, de Jiménez, aos 73 minutos. Foi um jogo dificílimo - quem não se lembra o que sofremos para sair dos Arcos com os três pontos?

3. O que não diriam eles se o Benfica tivesse ganho por quatro-um com os dois primeiros golos a resultarem de um penálti inventado e de um dos autogolos mais anedóticos dos últimos anos? E ainda tivesse acabado a jogar contra nove, sendo o terceiro golo, que arrumou com o jogo, marcado contra dez?

4. A verdade sobre a denúncia de três jogadores do Rio Ave de que tinham sido alvo de uma tentativa de suburno por parte de um emissário do Benfica, César Boaventura, foi julgada em tribunal - a Benfica SAD não foi acusada - e foi uma trapalhada de tal ordem que a Relação já devolveu o processo, ordenando ao juiz que ouça as testemunhas indicadas por César Boaventura, que foram inadmissívelmente ignoradas, bem assim que junte ao processo documentos também apresentados por Boaventura e igualmente ignorados pelo juiz. É tácil concluir que o que foi verdadeiramente viciado não foi o jogo, foi o julgamento.

5. Este processo fez parte de uma cabala para derrubar e desacreditar o Benfica, que seguia imparável desportiva, económica e financeiramente. Depois, seguiram-se os emails e tudo o mais que nós sabemos. Ao ver as contingências do Rio Ave-Sporting da passada segunda-feira, não resisti a escrever este texto, para perguntar aos sportinguistas o que diriam se tudo aquilo se tivesse passado com o Benfica."

Florentino...


"Finalmente um bocadinho para refletir sobre a conferência de imprensa de Florentino Pérez, se não o maior presidente da história do futebol, talvez um dos maiores.
Se é perfeito? Longe disso, errou tanto que dá dó…mas sabem porque erra? Porque é ele que toma decisões, no final do dia é a ele que são apontados os deméritos/defeitos e que raramente são enaltecidos os méritos/virtudes.
Eu sei o que foram os anos do Galaticos/Pavones…das dificuldades todas que os levaram a ganhar 7 Champions…parece fácil…e para isso contaram com melhores do mundo por posição praticante sempre…mas só se destacaram quando deram tempo para um treinador lançar as bases do sucesso…porque nada se faz sem tempo…nós para andarmos demoramos meses/anos…para aprendermos a falar idem…e para ficarmos sábios uma vida ou para os verdadeiros mais do que isso…porque sábios não os há já que estamos em constante ciclo de aprendizagem!
No entanto no universo do futebol isso não existe, qualquer um é expert, qualquer um é melhor treinador mesmo sem ter treinado ou sequer gerido sei lá…as finanças caseiras do que o melhor treinador do mundo…somos experts…então se formos oposição acertamos sempre o Euromilhões à segunda-feira…que máquinas somos…
Bom, posto isto porque assisti a uma conferência onde o presidente do suposto maior clubes do mundo colocou o lugar à disposição avançando para eleições antecipadas…
NUANCES queres ir a votos no Real Madrid?
15% das receitas globais do clube no último ano tens de caucionar numa conta em Espanha em nome do clubes (podes angariar financiadores para o fazer desde que os descrimines.), falamos de 187 milhões de euros…. Eleições marcadas em 15 dias sem AG’s e o diabo a sete!
Tudo resolvido com a maior celeridade possível, sem fenómenos paranormais, sim paranormais já que só um clube de futebol no mundo tem SEGUNDA VOLTA ELEITORAL…sim…o Benfica tem…💪
Depois o Real foi a votos em JANEIRO, repito, JANEIRO DE 2025…não em Outubro…mas pronto…os trauliteiros democráticos gostam tanto da democracia desde que vençam…e não estou a falar dentro de campo, porque aí como perderam, qualquer derrota ou empate é um regozijo!
A realidade é que Florentino Pérez veio tratar os bois pelos nomes!
Atacou e enfrentou a comunicação social que ele disse estar a soldo, atacou o Barcelona sobre o caso “Negreira”, atacou os ultras do clube…fiquei atónito…
Disse isto tudo e nem sequer teve processos atrás de processo em tribunal levantados pelos próprios adeptos ao serviço da Santa Aliança…sem ter adeptos unidos ao rivais para abater o Benfica…e pah…imaginem viver isso…o homem rebentaria com tudo imagino!
Não, não estou a culpar uma época horrível, e até já faço ponto assente, demitir José Mourinho será um tiro no pé, deixa-lo sair idem!
Roma e Pavia não se fizeram em um dia, e ultimamente apostamos nesse timbre, desde o erro colossal de Vieira em despedir Rui Vitória que a coisa nunca mas entrou nos eixos, daí para a frente até os mega cobiçados pelo Real ( Conceição/ Amorim, Borges, Peixoto, Vasco Botelho da Costa) passaram a dar cartas no mundo do futebol…no entanto este suspira pelo “velho, teimoso e ultrapassado Mourinho…deve ser triunfo eleitoral deduzo através das comunicações dos experts…
Em suma Florentino apontou o dedo sem medo aos Diogo’s, Sofias, Brincas, Mattamouros, Maios, Antunes, etc e etc que passam o tempo com o Benfica na boca ou a ataca-lo…fenómeno da “Santa Aliança” que os protegeu e potenciou…sim Gabriel, tens razão, o árbitros perderam o respeito pelo Benfica…mas eu não quero respeito, exijo isenção!
Enfim…má época de ambos os clubes mas com tantos pontos em comum nas criticas indicadas… deve ser obra do acaso!"

Benfica — do amor não correspondido à surdez


"Como o artigo da jornalista espanhola do ABC que incomodou Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, se pode aplicar, em larga medida, ao Benfica

Se alguém por aí já tiver descoberto a máquina do tempo, faça o favor de mostrar a quem ainda vive nos anos 80 ou 90 a recente conferência de Imprensa de Florentino Pérez. Está lá todo o guião do dirigente que sacode a responsabilidade das costas e dispara contra os inimigos no campo e fora dele, com o requinte vulgar de diminuir uma mulher porque o assunto é futebol e um possível adversário nas eleições por ter pronúncia sul-americana ou mexicana. Todos os que passaram por aqueles anos ouviram, vezes sem conta, aqueles argumentos estafados que, não tenho dúvida, ainda convencem os mais fiéis.
Acompanhei, por dever de ofício, essa intervenção do presidente do Real Madrid. Não gostei. Interessou-me, porém, conhecer o que escreveu essa mulher que, na verdade, não saberá muito de futebol, mas que publicou um texto no jornal ABC de um património que vai muito para lá de uma bola de futebol e 22 jogadores em campo.
Chama-se María José Fuenteálamo e, para lá de jornalista que se dedicou a Economia, Investigação, Educação ou Saúde, é professora na Universidade Complutense de Madrid. Explicou, depois de apanhada de surpresa pela intervenção de Florentino Pérez, que falou do que representa o Real Madrid, como instituição histórica, na sociedade, das suas cores e do desportivismo.
O texto, com riqueza de referências bibliográficas, é uma extraordinária reflexão socioantropológica sobre o momento do Real Madrid, do comportamento de jogadores, dirigentes, sócios e adeptos. Poderia assentar como uma luva no Benfica. Dá-se o caso de que tudo é amplificado pela escala universal do clube da capital espanhola.
Partilhou Fuenteálamo que amigos madridistas estão intrigados sobre qual será o nível dos decibéis da próxima assobiadela no Bernabéu. Como será na Amoreira, sábado, com o Benfica, na última jornada do campeonato? E recorda uma citação do escritor Robert Louis Stevenson: «Ama-me quando menos o mereça, porque será quando verdadeiramente preciso.» Argumenta que nunca se deve deixar só o perdedor porque o vencedor tem tudo. E questiona sobre se o Real merece carinho dos seus neste momento. Também faz sentido por cá, certo?
Real Madrid e Benfica, como outro qualquer clube, não devem respeito aos sócios e adeptos apenas para que sejam apoiados e animados. Fuenteálamo, resumidamente, entende que o Real Madrid deve respeito à sociedade que o observa e deve atravessar os momentos baixos com dignidade. Reclama e sugere que jogadores e dirigentes acompanhem os visitantes aos estádios para tocar a ilusão de sócios e adeptos e sentir de verdade a responsabilidade que têm. Não seria má ideia por cá, pois não?
O Benfica, também em crise desportiva, nem sempre reagiu bem às adversidades — fê-lo apenas através de comunicados, publicações na rede social X ou intervenções do presidente contra as arbitragens. Continuo a dizer que duas coisas podem ser verdade ao mesmo tempo e o Benfica pode queixar-se das arbitragens, mas também reconhecer erros próprios e apresentar soluções que sócios e adeptos possam compreender. O que não pode acontecer é que um gigante se faça surdo perante os assobios. Porque essa surdez, como defendeu Fuenteálamo em relação ao Real, retumba na sociedade.
O maior risco do Benfica é manter-se numa bolha, ignorando tudo o que se passa à volta e, sobretudo, o sentimento de sócios e adeptos. Não tenho forma de prová-lo, mas acredito que uma das razões para Rui Costa ter vencido as eleições foi ter estado ao lado dos benfiquistas e ter falado como um deles. E eles precisam de ouvir Rui Costa. Sem os argumentos de Florentino Pérez."

«As pessoas estão preparadas para ver um jogador chorar?»


"Quando algum famoso como um jogador de futebol assume problemas de saúde mental, muitos reagem em pânico: afinal, pode acontecer a qualquer um de nós... Outros levantam-se do chão... E não há maior grandeza...

Ricardo Lemos lançou a pergunta durante mais recente O Lado Direito do Mister, de A BOLA: «As pessoas estão preparadas para ver um jogador chorar?» A questão nasce num tempo em que cada vez mais futebolistas assumem publicamente problemas de saúde mental ou dramas pessoais difíceis de carregar. Luís Suárez revelou recentemente que não vê as filhas há mais de dois anos, consequência de um litígio com a mãe das crianças. Sudakov admitiu não estar com a cabeça a cem por cento no Benfica nem na profissão, num testemunho que expôs algo tantas vezes escondido: a depressão também entra em campo.
Há uns anos, a pergunta seria outra. Estariam os jogadores preparados para chorar em público? Para assumirem problemas de saúde mental? Hoje o centro da questão deslocou-se para nós, para a sociedade, para a forma como olhamos para quem idolatramos. Porque muitos adeptos continuam a ver os jogadores como figuras suspensas acima da condição humana, seres superiores que existem para transportar multidões para uma espécie de território sem dor. O futebol surge, assim, como uma interrupção do peso da realidade, um instante de evasão coletiva capaz de anestesiar angústias pessoais, contas por pagar, fracassos íntimos e silêncios acumulados. Talvez seja precisamente por isso que há quem se assuste quando um jogador admite fragilidade. Porque essa fragilidade obriga cada um a confrontar-se consigo próprio. Se alguém que ganha bem, é admirado por milhões e é protegido pela fama também sucumbe à tristeza, à depressão ou ao vazio, então ninguém está a salvo, nenhum ser humano é imune.
É um erro recorrente associarmos saúde mental a sucesso profissional e/ou financeiro, a estatuto ou privilégios. O sofrimento é profundamente democrático. E é também um erro recorrente fugirmos destes problemas a qualquer custo, como se viver fosse apenas uma tentativa desesperada de evitar quedas e cicatrizes. Procuramos fórmulas mágicas para não sofrer, em vez de aprendermos a dar sentido ao sofrimento.
Viktor Frankl escreveu que «quem tem um ‘porquê’ suporta quase qualquer ‘como’». E talvez seja isso que tantas vezes nos falta: não a ausência de dor, mas uma razão suficientemente forte para atravessá-la. Porque a coragem e a resiliência vêm do sentido que damos às coisas pelas quais temos de atravessar; vêm da forma como valorizamos e quanto queremos a luz ao fundo do túnel.
Olho para estes e muitos outros jogadores com muito respeito. A vulnerabilidade não lhes retira dimensão; acrescenta-lhes humanidade. E há uma forma de heroísmo que só existe depois da queda. A grandeza não é propriedade dos invencíveis.
Nenhum dos meus heróis passou pela vida sem falhar. Há maior grandeza em quem se levanta do chão do que em quem sobe ao céu. Porque o verdadeiro exemplo não está na ausência de dor, mas na coragem silenciosa de continuar apesar dela. É aí que nasce a admiração genuína: não no talento, não no sucesso, mas na recusa que os medos e as fraquezas ditem destinos, cavando sepulturas de corpos ainda vivos. E porque nem todos têm as mesmas forças para lutar, cabe-me a mim e a si, no esplendor da nossa humanidade, ter dois braços estendidos e não duas mãos fechadas. Não apenas para segurar o outro, mas para que o outro também nos segure…"

BF: Saviolo...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Sporting ataca cedo

Observador: E o Campeão é... - Villas-Boas seduz Diogo Costa. Otamendi à porta, mas qual?

Observador: Três Toques - Afonso Eulálio é camisola rosa em Itália

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca #138

Lanças...


Atualidade benfiquista


"São vários os temas nesta edição da BNews.

1. Assembleias Gerais
Em entrevista à BTV, o presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica, José Pereira da Costa, explicita os fundamentos e procedimentos das reuniões magnas agendadas para o próximo 27 de junho.

2. Eleito
Schjelderup é o Jogador do Mês da Liga Betclic em abril, tendo sido considerado também o Melhor Jovem e o Melhor Avançado desse mês.

3. Regresso às origens
Diogo Prioste, Gonçalo Oliveira e Olívio Tomé, jogadores das Equipas A e B do Benfica, visitaram o Estádio Universitário de Lisboa, onde trabalha a Iniciação encarnada.

4. Jogos do dia
Em Carcavelos, às 20h30, as equipas femininas de basquetebol do Benfica e do Quinta dos Lombos disputam a negra na final do play-off da Liga Betclic Feminina..
A equipa masculina de futsal do Benfica joga no pavilhão do Eléctrico (21h15), no jogo 1 dos quartos de final do play-off da Liga Placard.

5. Passagem assegurada
No basquetebol masculino, o Benfica está nas meias-finais do play-off da Liga Betclic, ao eliminar o SC Braga. No jogo 2, vitória benfiquista por 79-94.

6. Em busca da Taça de Portugal
A equipa feminina de futebol do Benfica prepara a final da Taça de Portugal, agendada para o próximo domingo, às 17h15, no Estádio Nacional.
Nota ainda para a visita das Inspiradoras às equipas femininas de formação.

7. Concerto de balneário
A estreia de um conceito inédito da Benfica FM: uma surpresa para as hexacampeãs.

8. Distinções
O Sindicato dos Jogadores distinguiu Lena Pauels e Carole Costa com os prémios de Melhor Guarda-Redes e Melhor Marcadora, respetivamente, da Liga BPI.
Arthur integra o Melhor Cinco da fase regular da Liga Placard de futsal.

9. Protagonista
A andebolista Constança Sequeira é a entrevistada da semana.

10. Treinos de captação
Para nascidos de 2018 a 2021, no Benfica Campus, em 21 de junho deste ano.

11. Benfica Faz Bem
Uma iniciativa conjunta da equipa e staff do futsal Benfiquista e da Fundação Benfica.

12. Jornal O Benfica
A edição desta semana está disponível para download."

História Agora


Renascença: Jogo da Palavra - Tozé Marreco

ESPN: Futebol no Mundo #565

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Zero: Fantasy - Jornada 34 é altura de despedidas e recap

Terceiro Anel: DRS #50 - RUMORES PREOCUPANTES E REVISAO DA EPOCA 2000!! 🏎️🏁

As novas gerações, as novas competições e o desinteresse pelo futebol


"A Kings League é apenas um exemplo de como a falta de interatividade e dinamismo vão tornando o futebol atual cada vez mais obsoleto.

Durante décadas ninguém questionou o futebol. O jogo começava e o mundo parava, ou pelo menos parecia. Era como se de um ritual se tratasse, quase sagrado, naquele alinhamento entre o apito inicial e a nossa disponibilidade emocional. Hoje, não. Hoje o jogo começa… e alguém muda de aplicação ou de canal ao fim de sete minutos. Não é falta de qualidade. Nunca houve tantos talentos, tanta ciência, tanto detalhe. Mas há uma espécie de cansaço invisível. Jogos demasiado longos para quem vive em modo scroll. Pausas que quebram mais do que constroem. Estratégias que, sendo brilhantes, se tornam previsíveis para quem procura estímulo constante.
O futebol, sem dar por isso, ficou sério demais para um mundo que já não tem paciência para a solenidade. E depois aparecem coisas como a Kings League, meio espetáculo, meio videojogo, e percebemos que o problema não é o interesse, é o formato. Jogos mais curtos, imprevisibilidade assumida, interação constante. Não é melhor nem pior. É diferente. E, sobretudo, é mais próximo da linguagem de quem cresceu a clicar, a reagir e a participar. O mais desconfortável no meio disto tudo é que os miúdos não estão “errados”. Estão apenas noutro ritmo. Para eles, um 0-0 ao intervalo não é tensão, é aborrecimento. Um VAR de três minutos não é rigor, é interrupção. E um jogo que promete emoção e entrega gestão… perde-os.
Podemos chamar-lhes impacientes. Mas talvez sejamos nós que nos habituámos a um tempo que já não existe. O futebol sempre foi mais do que o jogo. Era a conversa antes, a discussão no café, o nervoso miudinho, o golo que ficava para sempre. Era o contexto. O problema é que esse contexto está a desaparecer, substituído por conteúdos infinitos, todos a competir pela mesma atenção.
E quando tudo compete, ganha o mais rápido. Não necessariamente o melhor. Isto não é um manifesto contra o futebol moderno. É um aviso do que vou vendo nos mais jovens, mas também em gente da minha idade que vê os jogos no estádio ao meu lado e que passa parte do tempo agarrada ao telemóvel. A indústria pode continuar a crescer, a faturar, a expandir-se para novos mercados. Mas se perde uma geração, perde o futuro, e isso não se resolve com direitos televisivos.
Ao contrário do que alguns iluminados dizem por aí, o desporto rei não se pode afastar dos adeptos para se tornar excessivamente mercantilista. O que o trouxe até aqui foi precisamente o facto de ser do povo, de estar ao alcance de todos, de juntar gerações e gente de todos os estratos sociais. Com os tempos perdidos pelos jogadores com a condescendência dos árbitro, os resultados empatados em que ninguém vai satisfeito para casa ou a falta do cálice chamado golo, as substituições que não permitem trocas constantes como no futsal ou as suspensões que tiram alguns dos melhores nas finais que todos querem ver, a tempestade vai-se tornando perfeita para entrar na decadência.
A questão não é se o futebol deve mudar. É quanto tempo ainda tem para perceber que já começou a ficar para trás. E há sinais que não fazem barulho. Como as bancadas que ainda estão cheias… mas cada vez mais distraídas e silenciosas. É preciso atenção a novos fenómenos que vão despontando cada vez com maior sucesso.
(...)"

Quando acaba a carreira, quem fica?


"O final de uma época é sempre tempo de balanços. Há títulos, descidas, renovações, despedidas e silêncios. Mas, para alguns atletas, este período traz uma pergunta mais profunda do que qualquer resultado: e agora, quem sou eu sem a competição?
O fim da carreira desportiva é uma das transições mais exigentes da alta competição. Não se trata apenas de deixar de treinar, jogar ou competir. Trata-se, muitas vezes, de perder uma parte central da identidade. Durante anos, o atleta vive organizado em torno de horários, objetivos, convocatórias, rendimento, reconhecimento e pertença a uma equipa. A sua identidade pessoal fica frequentemente fundida com a identidade atlética: ‘Sou atleta’, ‘sou jogador’, ‘sou competidor’. Quando essa estrutura desaparece, pode surgir um vazio difícil de nomear.
A literatura sobre identidade atlética mostra que, quanto mais exclusiva for a identificação com o papel de atleta, mais complexa pode ser a adaptação ao pós-carreira. Esta identidade pode ser fonte de motivação, disciplina e sentido. Mas, quando ocupa todo o espaço psicológico, pode também dificultar a reconstrução de outros papéis: profissional, familiar, social ou pessoal.
Também a teoria das transições de carreira no desporto, trabalhada por autores como Stambulova, ajuda-nos a compreender que terminar a carreira não é um episódio isolado, mas um processo. Envolve perdas, reorganização emocional, redefinição de objetivos e reconstrução de significado. Mesmo quando o fim é planeado, pode implicar luto: pelo corpo que mudou, pelo estatuto perdido, pela rotina que desaparece, pelo aplauso que deixa de chegar.
Para demonstrar a profundidade desta questão e o sofrimento psicológico que o final de carreira pode implicar, alguns estudos indicam que cerca de 29% dos ex-atletas apresentam sintomas de ansiedade/depressão, enquanto a prevalência de consumo problemático de álcool, analgésicos ou outras substâncias pode variar entre 5,8% e 39%, muitas vezes como forma disfuncional de lidar com a dor, o vazio identitário, a perda de rotina, a ansiedade e a difícil adaptação ao pós-carreira.
Por isso, a retirada desportiva não deve ser vista apenas como uma decisão individual ou contratual. Deve ser acompanhada como uma transição psicológica. Clubes, equipas técnicas, famílias e agentes precisam de preparar os atletas não só para render, mas também para mudar. Preparar uma carreira deve incluir preparar o seu fim.
No desporto, fala-se muito de performance, resiliência e superação. Mas talvez a verdadeira medida da alta competição também esteja aqui: na capacidade de ajudar o atleta a continuar inteiro quando deixa de competir. Porque o fim da carreira não deve significar o fim da identidade. Deve ser o início de uma nova forma de existir para além do jogo. E, para que essa transição seja mais saudável, os clubes têm o dever de apoiar os seus atletas ainda durante a carreira, preparando-os para este momento antes de ele chegar. Mas essa responsabilidade não é apenas institucional: a família e as pessoas mais próximas têm também um papel decisivo na escuta, no apoio e na monitorização dos sinais de sofrimento, ajudando o atleta a perceber que continua a ter valor, pertença e futuro para além da competição."

Países Baixos: Andy van der Meyde, o jogador perdido entre álcool, drogas, zebras, strippers e demónios interiores


"Brilhou no Ajax, partilhou ataque na seleção neerlandesa com vários craques, foi contratado pelo Inter e pelo Everton. No entanto, a carreira do extremo despistou-se abruptamente, sucumbindo perante a depressão e o vício

“Vou morrer aqui.“
A frase foi dita ao telefone por Andy van der Meyde, tendo o seu empresário como destinatário. Com 30 anos, o neerlandês estava no apartamento de Liverpool onde vivia com um amigo, ou melhor, onde falecia aos pedaços, destruindo-se entre bebidas e drogas.
As linhas determinantes da sua existência já não eram as laterais do relvado, eram outras, brancas, mas não como cor de uma qualquer camisola. Van der Meyde deixara o Everton há alguns meses, na verdade já abandonara o futebol há algum tempo.
Uma década antes, Andy assumiu-se como mais um produto da inesgotável fábrica de talento do Ajax. Debutou pelo gigante de Amsterdão aos 18 anos, consolidando-se na época principal na explosiva equipa de Ronald Koeman, um coletivo onde o jovem Van der Meyde convivia com Mido e Zlatan Ibrahimovic, rebeldes de causa variada, e com os também infantes Wesley Sneijder e Rafael Van der Vaart.
O caminho parecia natural: Serie A, rumo ao então muito gastador Inter. Van der Meyde sentia-se “quase um Deus”, que “podia fazer o que quisesse”, firmando autógrafos, “como um rei”. “Recebia muito dinheiro, era tudo fácil”, diria, anos depois, à “BBC“.
O Euro 2004, no auge da carreira, é uma boa fasquia para medir o nível do extremo. Titular em quatro dos cinco encontros dos Países Baixos em Portugal, partilhava ataque com Ruud van Nistelrooy e Arjen Robben. No entanto, e sem que ninguém na altura o pudesse adivinhar, a derradeira vez de Andy com a camisola laranja seria no Algarve, contra a Suécia. Tinha 24 anos. Os primeiros demónios surgiriam na época seguinte, a sua segunda em Milão.

A depressão e os escapes
Com o avançar do tempo no Inter, o neerlandês foi jogando cada vez menos. O refúgio, a fuga, foi encontrada na bebida. Passou a sair regularmente, em sentido inversamente proporcional ao rendimento em campo.
O último golo que Van der Meyde festejou na carreira surgiria em Valência, numa partida da Liga dos Campeões. Tinha 25 anos.
No final de 2004/05, para se relançar, surgiu a opção de ir para o AS Monaco. O principado era do agrado de Andy, mas havia um pequeno grande problema: era preciso viver num apartamento, o que era incompatível com os gostos da sua mulher, que chegou a ter 11 cavalos, um camelo e várias zebras. “Não podes ter uma zebra num apartamento, então não fomos para o Mónaco e mudámo-nos para a chuvosa Liverpool”, recorda o futebolista.
A vida no Everton foi caótica. O mais memorável momento de Van der Meyde na Premier League foi ser expulso num dérbi diante do Liverpool apenas seis minutos depois de entrar em campo. Tudo o resto de destacável sucedeu fora dos relvados, numa descida sem travões até aos infernos pessoais.
Na madrugada de 7 de agosto de 2006, o homem que apenas fez 24 partidas em quatro épocas pelo clube deu entrada num hospital com problemas respiratórios. Horas antes estava a beber num bar, alegando que o líquido que ingeria fora contaminado por alguém, contra a sua vontade, e daí os resquícios de substâncias pouco amigas do desporto profissional.
Multado no valor de duas semanas de salário, o neerlandês pediu “compreensão” face à sua situação pessoal. A filha de cinco meses, Dolce, estava hospitalizada desde o nascimento devido a problemas de saúde. Sozinho em Liverpool, nada corria bem a Andy: na semana seguinte, durante um encontro amigável do Everton, assaltaram-lhe a casa, levando, entre outras coisas, um Ferrari, um Mini Cooper e um cão.
As aparições em campo foram sendo cada vez mais esporádicas: 388 minutos jogados na Premier League 2006/07, zero minutos jogados em 2007/08; dez minutos em 2008/09, os derradeiros da carreira profissional.
A certa altura, disse à mulher que tinha de ir uns dias para um hotel, por estar lesionado e precisar de descanso. Uma semana depois, voltou a casa, não para ficar, mas para buscar mais roupa. A mulher desconfiou e tentou segui-lo, sem êxito. Um detetive privado, contratado pela mulher, colocou um localizador no carro do suspeito. Descobriu-se que, na verdade, Van der Meyde estava a viver com uma nova namorada. Era uma stripper, vinda de um mundo muito frequentado pelo de facto ex-jogador, ainda que formalmente com contrato com o Everton.
“Embebedar-me num clube de strip no meio de Liverpool não era uma decisão inteligente“, admitiria o extremo à “BBC“, repetente na prevaricação. Era, na verdade, mais um escape. Sofria de depressão e estava ali - no álcool, nas drogas, na noite - uma rota ”para fugir e não pensar em problemas“. ”Eu tinha muito dinheiro, podia comprar o que quissesse, ter as mulheres que quissesse. Era muito fácil. Descarrilar era muito fácil porque não havia limite.“
A mulher e os filhos afastaram-se. O contrato com o Everton terminou. Mas a vida em Liverpool não. Sem clube, ficou a viver em Inglaterra com um amigo. Aliás, a viver não. A beber, a drogar-se, a frequentar casinos.
Tinha meros 30 anos. Robben, que atuava na ala oposta da sua pelos Países Baixos umas épocas antes, era candidato à Bola de Ouro, encontrando-se a voar pelo Bayern. E ele ali, perdido, a “morrer”.
Chegou a tal chamada ao empresário. Conseguiu-se tirar Andy dali e arranjar um período de treinos com o Ajax. O jogador ainda assinaria com outro grande neerlandês, o PSV, mas nunca jogou. Não voltaria a calçar as chuterias num jogo oficial depois do Everton. Tinha 27 anos na última ocasião em que pisou um relvado como titular.
Após algum tempo de reabilitação, Van der Meyde, recomposto quanto possível, foi ganhando a vida com presenças televisivas e um canal de YouTube. Conseguiu recuperar o contacto com os filhos e em 2014 foi árbitro na Lingerie World Cup (sim, é exatamente aquilo que o nome sugere que é).
Na mente de Andy ficará, sempre, a culpa. “Fui um idiota. Às vezes deito-me na cama e penso ‘porra, meu, tu eras um bom jogador‘. A dado momento, era o segundo melhor extremo da Europa, atrás do Luís Figo. Desperdicei tudo.”"

Estamos nas Meias-finais...

Braga 79 - 84 Benfica
18-22, 18-22, 23-33. 20-27

Segunda vitória, desta vez, com os Triplos a entrarem!

Vamos esperar pelo adversário das Meias, entre a Oliveirense e a Ovarense! Depois da batalha campal no 1.º jogo entre estas equipas, ambas as equipas deviam ter os jogadores castigados, mas como vem aí um confronto com o Benfica, vai ficar tudo em águas de bacalhau!!!

Concerto de Balneário | Luís Trigacheiro e as Inspiradoras

Zero: Canto - Rir para não chorar: o humor na ressaca de novo empate

Onde está a prova inequívoca?!

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Verdade...

Merecem...

Pipocas no colapso do Benfica


"Benfica de Mourinho fez curto-circuito, mas, se não for para apontar o dedo aos árbitros, de Rui Costa só há silêncio. Do futebol às modalidades, águias estão numa crise que tem de o preocupar

Benfica e Sporting esfregaram as mãos quando o FC Porto, justíssimo campeão, deu indícios de poder fraquejar no último terço da época e, um ano depois do tombo impensável que viveu no Ajax, Francesco Farioli poder ver repetir-se o pesadelo, mas acabaram por ser os rivais de Lisboa, afinal, a terem de disputar entre si o título de maior falhado na Liga. Em dois anos na presidência, André Villas-Boas já é campeão nacional de seniores e juniores, tem o de juvenis ao virar da esquina e o de iniciados também é bem possível. Arrasador.
Contra um Sporting estoirado física e mentalmente, o Benfica pensava ter minimizado os danos de (mais) uma época falhada na era Rui Costa e nem a borla do rival nas Aves foi aproveitada para garantir os tão necessários milhões da Champions. Com nove dias para preparar a receção ao SC Braga, que vinha de uma meia-final europeia a jogar com 10 desde os sete minutos, o Benfica foi, uma vez mais, insuficiente. Não foi bom, como José Mourinho no final quis crer, no habitual sacudir de responsabilidades e responsabilização de terceiros dos últimos anos da sua carreira.
Em quase uma época de trabalho, e a jogar uma vez por semana desde há bastante tempo, não se vê ponta de evolução na equipa, que continua letárgica, pouco pressionante e quase 100 por cento dependente do que Andreas Schjelderup, um gigantesco talento que foi ignorado tempo demais e esteve com pé e meio fora no mercado de janeiro, invente lá na frente.
Falhar a Liga dos Campeões, o cenário muito provável nesta altura, será absolutamente catastrófico, mas pouco surpreendente e o resultado natural de uma gestão calamitosa de Rui Costa, sem fio condutor que possa explicar que esteja à procura do sexto treinador em outros tantos anos. E todos eles tão diferente entre si como são Roger Schmidt, fã do gegenpressing e da pressão alta com domínio do jogo, ou Mourinho, um assumido resultadista que se molda ao adversário. Lógica? Não há.
De querer renovar até por 10 anos até ao evidente desejo de sair para terminar o trabalho no Real Madrid foi um instante e o silêncio de Rui Costa quando o rolo-compressor de nomes para a sucessão começou foi mais um ato da ingestão que tomou de assalto o Benfica nos últimos anos.
Do futebol às modalidades (as águias falharam em quatro das cinco decisões de títulos no último fim de semana), a Luz é um castelo de cartas a ruir por todos lados e ao qual o presidente assiste, resignado, de pipocas na mão, vendo os títulos fugir enquanto os rivais são campeões europeus. Em junho há Assembleia Geral, presumivelmente quentinha, e Rui Costa deverá dar explicações aos sócios. Muitos dos que se revoltaram anteontem votaram nele em outubro e novembro passados, mas as labaredas do incêndio são demasiado grandes para que possam ser ignoradas pelo presidente do Benfica."

Mais do (quase sempre) mesmo


"Numa jornada atípica, quase toda realizada numa segunda-feira à noite, em mais uma originalidade portuguesa, o Benfica regressou ao lugar que não queria, por força de mais uma exibição que até foi boa, por vezes muito boa, em que falhou golos em série, o guarda-redes contrário fez outras tantas excelentes defesas, viu dois golos anulados por centímetros (não consegui ainda ver nenhuma imagem que, de forma clara e evidente, como é suposto, mostre que a bola saiu na totalidade), permitiu dois golos ao adversário (especialmente o primeiro) de forma um pouco infantil e acabou por conceder o décimo primeiro empate da época. A frustração de todos nós é mais do que compreensível, não tanto, confesso, eu que aqui tantas vezes elogiei os adeptos, os assobios no final de um jogo em que a equipa deu e fez tudo para conseguir um resultado bem diferente. Com Schjelderup, Prestianni e Dahl a comprovarem que são efetivamente outros, Aursnes a reafirmar que com ele é outra coisa, Ivanovic, enquanto teve pernas, a sublinhar o seu valor, as ausências do capitão Otamendi na defesa e de Rios no meio-campo não deixaram de se fazer sentir, sobretudo quando a equipa precisava de agressividade nas bolas paradas e transporte de bola na parte final do encontro. Ainda assim, o Benfica dominou o jogo todo, contra o semifinalista da Liga Europa, recorde-se, que, para além de saber trocar a bola como poucos, marcou nos dois únicos remates à baliza que fez. Resta-nos agora a esperança de que "algo aconteça" para terminar a época no lugar que a equipa justificou dentro do campo (incrível como é que Gustavo Correia ainda conseguiu ser nomeado para este fim de semana depois do que fez no anterior?!) e continuar a acreditar e apoiar. Até ao fim..."

Águia: Mercado...

BF: Mercado

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Título do Al Nassr ficou a 'um frango' de distância: e agora?

Observador: E o Campeão é... - Benfica perde-se em alaridos? Zalazar vai ser leão

Observador: Três Toques - Noites de tragédia, horror e festa no futebol

Águia: Diário...

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca #137

Assembleias Gerais Ordinárias convocadas para 27 de junho


"A primeira reunião magna do dia começa às 8h30, a segunda tem início aprazado para as 14h00, ambas no Pavilhão n.º 2 do Sport Lisboa e Benfica e com transmissão em streaming.

Realizam-se no próximo dia 27 de junho (sábado) duas Assembleias Gerais Ordinárias do Sport Lisboa e Benfica, no Pavilhão n.º 2 do Clube.
A Assembleia Geral destinada a apreciar e discutir o planeamento, a gestão e os resultados desportivos da época 2025/26 do futebol, bem como das restantes modalidades do SLB, após o final da respetiva temporada desportiva, tem início marcado para as 8h30.
A reunião magna será transmitida em streaming no sítio oficial do Sport Lisboa e Benfica, na área reservada aos sócios.
No mesmo local, às 14h00, decorrerá a segunda Assembleia Geral (AG) do dia 27 de junho, para apreciar e votar o orçamento de despesas e receitas, o plano de investimentos e o parecer do Conselho Fiscal, para a época de 2026/27.
Esta AG também será transmitida em streaming no sítio oficial do Clube, na área reservada aos sócios. O processo deliberativo ocorrerá por voto eletrónico, iniciando-se logo após a apresentação feita pela Direção, com a seguinte metodologia:
a) No Pavilhão n.º 2, através dos sistemas eletrónicos disponibilizados pelo Sport Lisboa e Benfica para esse efeito;
b) No sítio oficial do Sport Lisboa e Benfica, em plataforma criada para o efeito na área reservada aos sócios, na qual será também transmitida a AG;
c) Na App oficial do Sport Lisboa e Benfica, na área reservada aos sócios, na qual será também transmitida a reunião magna."

Segunda Bola


AA9: Real Madrid Has Been ROBBED Of La Liga...?

Rabona: Florentino’s MELTDOWN: What is Happening at Real?

SportTV: Titulares - Quem vai ficar em 2º lugar? 👀

BolaTV: 90+3 - S03E32 - Silas

Prata da Casa #50 - Mítickálenda, Dados de Prata, Regresso de Impostor

Zero: Afunda - S06E42 - Last Dance de Lebron e os resultados da Lottery

SportTV: Vamos à Bola - Oliveirense

SportTV: Quinas - ALEMANHA 2006: POR UM DETALHE

O Presidente sadomaso


"A moda veio para ficar. Soa a coleção primavera/verão, mas de fresca e leve pouco tem. Cheira a mofo e bolor, uma pestilenta combinação de desespero e chico-espertismo.
E se espreitarmos com atenção, lá encontraremos a sacramental inconsciência.
Falhada a estratégia e o plano definidos (será que alguma vez existiram?), o senhor Presidente (em maiúsculas, pois então) e os seus acólitos lançam a boia ao oceano das impossibilidades, em busca da afligida salvação.
As linhas seguintes são inspiradas em eventos reais.
'O treinador A era um incompetente porque não sabia jogar para a frente. E o mister B? Desse nem é bom falar. O homem mandava subir as linhas e deixava um buraco na defesa.
E se experimentássemos o treinador C? Dizem-me que é gente boa. E o D, quiçá?'
Não é ficção. No futebol português, a chicotada psicológica tem adquirido novas formas e sabores, um delírio tântrico em que o dirigente máximo veste a pele de executor-mor. Tudo em látex, naturalmente. Negro.
O homem erra, volta a errar, mas a culpa é sempre do outro, da vítima. Um cocktail sádico, mas sem palhinha e odores tropicais. Pune-se, sem ponta de discernimento, critério ou serenidade.
Ao mesmo tempo, o carrasco também se castiga. Há um autoinfligir de golpes, uma réstia de responsabilidade. Quase nula, diáfana, mas está lá.
Talvez uma submissão populista ao desejo dos sócios. A exigência da sobrevivência, da manutenção, o medo pela descida, da morte nas vertigens do abismo.
Esse lado masoquista compõe a cena. O prender, o amarrar de todo o normal funcionamento do clube, um bondage futeboleiro. Sofrimento e busca do prazer, de forma mais ou menos explícita.
'Resultou uma vez? Então tentemos a réplica perfeita'. Não há lógica nenhuma.
Vamos a exemplos concretos, para não magicarmos capítulos meramente abstratos.
Em Braga, a uma jornada do fim, decapitaram a equipa B. André Pinto, que substituíra Simão Freitas a partir da jornada 3, foi demitido depois da… penúltima jornada.
Rúben Teles, entretanto, aceitou sair dos sub23 do Gil Vicente para fazer um jogo. O último da época. O SC Braga empatou com o Fafe e desceu.
Na Amadora, o cenário é esquizofrénico. José Faria não servia e saiu no final de agosto. Sonhava-se, para a Reboleira, com um treinador de ideias mais atraentes. Arriscadas. E com um penteado melhor.
A SAD lembrou-se, então, que em Belém havia mais do que torres e monumentos seculares. Por meio milhão de euros, lá contrataram o prometedor João Nuno, entre juras de futebol dionisíaco e orgias de futebol total.
Durou sete meses. As paredes da classificação encolheram, passaram a asfixiar. E as convicções, já dizia o provocador Groucho Marx, são tão sólidas como os princípios: ‘Se não gostarem destes, tenho outros’.
O outro chamou-se Bacci, o truculento Cristiano. Mais próximo de Faria do que de João Nuno no seu ideário e recém-demitido de Tondela, entre cenas de discussão agravada com o Presidente à mistura.
Ofereceram três jogos ao italiano. E talvez a garantia bem-intencionada de uma relação sólida para o futuro, bem ao jeito dos anúncios nos classificados dos jornais.
‘Clube procura treinador para ligação estável e apaixonada’.
Bacci empatou um jogo e perdeu o segundo. O Estrela vai a Braga na derradeira jornada.
Ah, lembram-se do Belenenses, que perdera João Nuno em setembro? Contratou agora Gonçalo Brandão para dois jogos – quatro, em caso de playoff.
É a nova moda em Portugal. Um sacrilégio e uma abominação para quem, como eu, crê cegamente na organização, no rigor científico, na ordem do trabalho atempadamente pensado.
Riscar aquele, eliminar o outro, dispensar só mais um? Nem o Groucho Marx. Vestido de látex negro."

A FPF como centro nevrálgico do futebol português


"A época de 2025/26 assinala, sem margem para dúvidas, o início de uma nova era na Federação Portuguesa de Futebol. O lema Unir o Futebol, que sustenta o projeto liderado por Pedro Proença, não é apenas um slogan mobilizador. É a expressão de uma mudança estrutural profunda: a FPF quer deixar de ser apenas reguladora para assumir-se como o verdadeiro centro nevrálgico do futebol português.
E isso percebe-se ao detalhe.
O plano estratégico para o ciclo 2024-2028 revela uma organização mais profissional, mais tecnológica e, sobretudo, mais integrada. A criação de seis unidades de negócio, da FPF Comercial ao Canal 11, passando pela FPF Academy e pela Fundação, não representa apenas uma reorganização interna. Representa um reposicionamento claro: controlar melhor o presente para influenciar diretamente o futuro.
Na prática, a Federação passa a operar como um grupo empresarial. Um modelo que cobre praticamente toda a cadeia de valor do futebol, da formação ao entretenimento, da responsabilidade social à exploração comercial. Tudo articulado, tudo alinhado, tudo orientado para reforçar a marca FPF e aumentar a sua capacidade de intervenção.
Os números acompanham essa ambição. Um orçamento consolidado de 146,25 milhões de euros e um resultado operacional positivo mostram uma instituição financeiramente sólida, mas também cada vez mais dependente de receitas diversificadas, como direitos televisivos, patrocínios e prémios internacionais. O futebol, aqui, assume-se claramente como indústria.
Mas este crescimento não é apenas financeiro. Há uma aposta evidente na profissionalização de todo o ecossistema, da arbitragem à justiça desportiva, da certificação de clubes à formação de agentes. O diagnóstico é claro: o talento existe, mas o sistema ainda precisa de maior consistência, rapidez e credibilidade.
E é precisamente aí que a estratégia ganha profundidade.
A FPF quer decidir melhor. E para isso investe em dados, inteligência e experiência do adepto. A criação de estruturas dedicadas à análise de informação e à personalização da relação com os fãs mostra uma organização que quer ser mais eficiente, mas também mais próxima. Crescer como máquina sem perder ligação emocional é o desafio.
Ao mesmo tempo, o plano não ignora fragilidades estruturais. A falta de infraestruturas na base, a necessidade de acelerar a justiça desportiva e a urgência em valorizar a arbitragem são reconhecidas como prioridades. Ou seja, enquanto se constrói o topo, há consciência de que os alicerces ainda precisam de ser reforçados.
O contexto internacional também pesa, e o próprio documento assume-o sem rodeios. A proximidade do Mundial 2030, a crescente exigência competitiva e a centralização dos direitos audiovisuais colocam pressão sobre o modelo atual. A articulação com a Liga Portugal surge como essencial, num cenário em que as receitas internacionais e a eficiência global do sistema passam a ser decisivas para a competitividade dos clubes.
Mas há um sinal adicional que ajuda a perceber a ambição deste plano. Projetos como o Pintar Portugal mostram que a estratégia da FPF não se limita às estruturas ou às grandes decisões económicas. Através da criação de fan zones por todo o País, envolvendo municípios e adeptos, a Federação procura mobilizar o território e reforçar a ligação emocional com a Seleção. Não é apenas gestão, é também presença.
E isso muda o alcance do plano.
Porque a FPF não quer apenas liderar institucionalmente, quer também ocupar o espaço social e simbólico do futebol português. Quer estar na decisão, mas também na emoção. Quer ligar base e elite, território e Seleção, estrutura e paixão.
É aqui que o plano ganha verdadeira dimensão.
Ao mesmo tempo que reforça a importância da participação dos agentes do futebol, através de novos órgãos consultivos, a Federação constrói uma estrutura mais robusta, mais profissionalizada e com maior capacidade de execução. A centralidade não surge como imposição, mas como consequência de um modelo que procura ser mais eficiente e mais coerente.
Não se trata apenas de crescer mas sim de organizar, coordenar e liderar.
Porque, no limite, este plano prepara uma Federação que não se limita a organizar o jogo. Passa também a moldar o seu funcionamento em praticamente todas as dimensões.
E isso leva a uma questão simples, alinhada com a ambição do próprio documento.
Estarão todos os parceiros do futebol português, em particular clubes, Associações e Associações de Classe, em compromisso com a defesa dos legítimos interesses próprios, mas, em responsabilidade e profissionalismo, preparados para assumir o seu papel absolutamente fulcral neste novo tempo?
Neste novo tempo, a mesma realidade que por vezes sugere que não, trará a inevitabilidade do sim."

Será que o jogador moderno está cada vez menos livre?


"Muitas vezes dizemos que faltam jogadores criativos. Mas talvez a questão seja outra: será que ainda estamos a permitir que eles apareçam?

O futebol evoluiu. Hoje corre-se mais, acelera-se mais, controla-se mais. O jogo está rodeado de dados, métricas, tecnologia, vídeo, GPS, plataformas de monitorização e estruturas cada vez mais profissionais. O detalhe passou a ser quase uma obsessão. E isso trouxe crescimento ao jogo.
Os jogadores chegam mais cedo ao alto rendimento preparados fisicamente, com melhor alimentação, maior conhecimento tático e capacidade atlética superior à de outras gerações. O futebol tornou-se mais rápido, intenso e exigente. A margem de erro diminuiu. O espaço reduziu-se. O tempo para decidir quase desapareceu.
Mas no meio desta evolução aparece uma pergunta que merece ser pensada com profundidade: estaremos a formar jogadores mais preparados, mas menos livres? Durante muitos anos, o futebol nasceu na rua. Nasceu no improviso. Nasceu na criatividade. Nasceu no erro.
O jogador aprendia sem perceber que estava a aprender. Jogava durante horas sem treinador, sem exercícios analíticos, sem correções constantes e sem medo de falhar. Desenvolvia algo que nenhuma tecnologia consegue oferecer de forma natural: personalidade dentro do jogo.
Na rua não existia pausa para explicar cada decisão. O jogo ensinava sozinho. O jogador errava, adaptava-se, voltava a tentar e crescia emocionalmente dentro dessa liberdade competitiva. Aprendia a resolver problemas sem depender permanentemente de alguém no exterior.
Hoje muitos jovens crescem dentro de estruturas altamente organizadas desde muito cedo. Cada movimento é corrigido. Cada decisão é analisada. Cada ação tem um modelo associado. Em muitos contextos, o jogador aprende rapidamente onde deve estar, mas começa lentamente a esquecer-se de sentir o jogo.
E sentir o jogo continua a ser uma das maiores diferenças entre um jogador correto e um jogador especial. O futebol moderno valoriza muito o controlo. Controlar espaços. Controlar cargas. Controlar comportamentos. Controlar posicionamentos.
Mas o futebol continua a ser um jogo de caos. E no caos aparecem os jogadores capazes de decidir sem guião. Os grandes jogadores da História tinham algo difícil de medir: liberdade mental. Tinham coragem para interpretar o momento sem depender permanentemente de instruções externas. Arriscavam porque não jogavam presos ao medo do erro.
Hoje, em muitos casos, o medo substituiu a criatividade. O medo de falhar. O medo de sair da posição. O medo de perder a bola. O medo de errar perante o vídeo, o treinador, os números ou as redes sociais. E quando um jogador joga com medo, deixa de jogar verdadeiramente.
Muitas vezes dizemos que faltam jogadores criativos. Mas talvez a questão seja outra: será que ainda estamos a permitir que eles apareçam? A criatividade precisa de espaço. Precisa de liberdade. Precisa de contexto emocional seguro.
Nenhum jogador inventa quando sente que o erro será imediatamente castigado. Nenhum talento cresce totalmente quando vive permanentemente condicionado pela obrigação de não falhar. Curiosamente, o futebol atual fala muito de tomada de decisão. Mas a tomada de decisão nasce da autonomia. E autonomia constrói-se permitindo que o jogador pense.
Nem tudo pode ser programado. Há decisões que aparecem apenas na sensibilidade competitiva, na leitura emocional do jogo, no instinto, na relação com o espaço e com o momento. O futebol não é um laboratório completamente previsível. E talvez um dos maiores desafios do treinador moderno seja precisamente este: conseguir organizar sem aprisionar.
Treinar sem retirar identidade. Corrigir sem bloquear confiança. Dar estrutura sem destruir espontaneidade. Porque existe uma linha muito fina entre melhorar um jogador e limitar aquilo que o torna diferente.
Na formação atual existe muitas vezes uma preocupação enorme em acelerar processos. Quer-se que o jovem compreenda rapidamente conceitos táticos complexos, padrões posicionais, dinâmicas coletivas e comportamentos específicos. Tudo isso é importante. Mas existe uma diferença enorme entre ensinar futebol… e retirar liberdade ao pensamento.
Quando um jogador cresce habituado a receber constantemente respostas exteriores, começa lentamente a perder a capacidade de encontrar respostas dentro do jogo. E o futebol de elite continua a premiar exatamente os jogadores capazes de resolver problemas inesperados.
Os grandes jogadores não são apenas os que executam bem. São os que interpretam melhor. São os que conseguem transformar um segundo aparentemente normal numa decisão extraordinária. E isso dificilmente nasce apenas da repetição mecânica.
Talvez por isso muitos dos jogadores mais marcantes da história tinham algo impossível de colocar numa estatística: imaginação. Jogavam com responsabilidade, mas também com liberdade emocional. Tinham capacidade para decidir fora do padrão e coragem para assumir riscos em momentos decisivos.
Hoje existe por vezes uma tendência perigosa para transformar todos os jogadores em versões demasiado semelhantes. O futebol começa lentamente a perder diversidade criativa quando todos interpretam o jogo exatamente da mesma maneira. E quando todos pensam igual, o jogo torna-se mais previsível.
Hoje fala-se muito de intensidade. Mas a intensidade não pode matar a inteligência. Fala-se muito de modelo. Mas o modelo não pode eliminar a criatividade. Fala-se muito de ocupação de espaço. Mas o espaço continua a precisar de interpretação humana. O jogo continua a pertencer aos jogadores capazes de ver aquilo que os outros ainda não viram.
Os melhores treinadores do futuro talvez não sejam apenas os que sabem mais futebol. Talvez sejam os que conseguem criar contextos onde o jogador volta a sentir liberdade para pensar. Porque pensar continua a ser uma das maiores vantagens competitivas do futebol.
Um jogador demasiado dependente de instruções torna-se previsível. E jogadores previsíveis tornam equipas previsíveis. O futebol de alto nível exige organização coletiva, naturalmente. Mas dentro dessa organização tem de existir espaço para o talento respirar.
Os grandes momentos do futebol raramente nascem do totalmente previsível. Nascem da interpretação. Da coragem. Da criatividade. Da decisão inesperada. Nascem de jogadores que conseguem sentir o momento antes dos outros.
Talvez por isso o futebol nunca possa ser explicado apenas por dados, relatórios ou posicionamentos médios. Porque existe algo no jogo que continua impossível de automatizar completamente: a liberdade de pensar. E talvez o verdadeiro desafio do futebol moderno não seja criar jogadores que saibam tudo. Mas criar jogadores que, no meio de tanta informação, ainda consigam sentir o jogo.
Porque, no final, o futebol continuará sempre a pertencer aos que conseguem interpretar o caos sem perder a identidade. E talvez os jogadores verdadeiramente diferentes continuem a nascer exatamente aí: no espaço entre a organização… e a liberdade."