Últimas indefectivações

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Circati


Apresentação oficial do novo Central do Benfica, poucas horas após os rumores terem aparecido nas redes sociais, completamente de surpresa, depois de semanas e semanas, ouvindo os especialistas das televisões e dos jornais a debitar praticamente todos os defesas-centrais do planeta futebol e a errarem todas as suas previsões!!! Prova provada que o departamento de futebol do Benfica, está a funcionar bem, sem fugas de informação, e que aqueles que vomitam palavras sobre o Benfica diariamente, não sabem nada!!!

Gostei do Circati no Mundial, não vi os jogos no Parma, mas conhecia a 'fama' do sector defensivo, com a minha atenção a focar-se mais no Suzuki, o 'goleiro' japonês!


As informação que recolhei após o rumor sair, deixam-se descansado. Central agressivo, que não se importa de sujar os calções, e forte no jogo aéreo. Passada larga para a sua altura, não me parece que vamos ter problemas com as bolas nas costas... Sendo mais alto, parece-me um jogador na 'linha' do Otamendi, em termos de atitude!

A única dúvida que tenho é a adaptação ao sistema de 2 Centrais, já que jogou sempre em Itália, em sistemas de 3 Centrais! Também desconheço a sua capacidade de colocar bolas longas, algo que o Tomás e o Lenglet fazem bem...

A questão da realização da Taça Asiática em Janeiro, poderá ser um problema, mas com 4 Centrais prontos a jogar a qualquer momento, não será grave!

Em Inglaterra, nas últimas horas continuam a existir rumores, sobre o interesse do Benfica, em outro Central, neste caso um emprestado pelo Chelsea!!! A ser verdade, poderá indicar o interesse no Tomás por parte dum 'grande' Europeu... se calhar o Bayern, com o negócio Palhinha pelo meio! Fisicamente, até poderíamos ficar a ganhar, mas ter dois Centrais que sabem jogar com os pés, dá uma dimensão diferente a esta equipa...

Antevisão...

Treino...

BI: Antevisão - Aarhus

Os Gloriosos Benfiquistas - É para cima deles - S02E07 - Aarhus

O Cantinho Benfiquista #234 - Fé no Mister!

Marco Silva não teve cuidado (e ainda bem)


"Um elogio à conferência de imprensa do treinador do Benfica em Rio Maior e uma reflexão sobre as ideias assumidas pelo próprio, o que ajuda sempre a compreender melhor as opções

Marco Silva ainda brincou, no rescaldo da goleada ao Casa Pia, ao dizer que precisava ter cuidado com o que dizia, mas a conferência de imprensa de anteontem foi a prova de que vale a pena ter uma comunicação «honesta e aberta».
É verdade que fica sempre mais fácil falar depois de uma goleada por 7-0, mas o treinador do Benfica não muda propriamente o discurso consoante o resultado. Claro que nem tudo se diz publicamente, e que a seguir a uma escorregadela há menos vontade de falar, mas é de louvar que Marco Silva — que também não está imune a dias menos felizes — tenha estado 20 minutos a dissertar abertamente sobre as ideias que tem para a equipa. E não foi apenas para explicar a reação ao lance em que Lukebakio adormeceu em posição irregular, no flanco direito, ou admitir que também «não estaria com boa cara» se tivesse perdido a titularidade como Trubin.
Marco não escondeu que o zero do Casa Pia no marcador foi tão ou mais importante do que o sete do Benfica. Está à vista de todos que a equipa, ao dia de hoje, dá mais garantias ofensiva do que defensivamente. A responsabilidade é coletiva, mas é indiscutível que a qualidade e quantidade de opções é mais limitada à retaguarda. «Temos de trabalhar sem bola, os alas andarem para a frente e para a trás», disse o técnico, que vê melhorias na reação à perda de bola mas sabe que é no ataque que está mais descansado, como comprovou o jogo de Rio Maior.
É preciso ver, em todo o caso, até onde vai o voto de confiança em Sudakov. Marco não esconde que é o jogador com o perfil mais próximo daquilo que pretende para o terceiro médio, e que a equipa até o tem servido nas costas da linha média, mas depois falta criatividade e decisão ao ucraniano, como se viu naquele penálti em andamento com o Casa Pia, para o qual André Gomes não devia ter defesa possível. Rafa e Prestianni são vistos pelo técnico como aceleradores, embora o argentino seja descrito como «o mais versátil» dos desequilibradores. Tem sido o melhor, a par de Pavlidis, mas talvez seja preciso tirar proveito dessa versatilidade para abrir espaço a Schjelderup, mais merecedor dessa oportunidade do que propriamente Lukebakio, tendo em conta o rendimento da época passada.
O tempo ajustará os planos iniciais de Marco Silva, sem esquecer que o mercado de transferências está aberto até 4 de setembro. Para já o treinador do Benfica não está a ter cuidado nas conferências. Ainda bem."

Marco Silva e Lukebakio


"Marco Silva é um treinador habitualmente tranquilo na área técnica e as sete expulsões que regista, por protestos com as equipas de arbitragem, em 560 jogos oficiais, atestam-no. Nas conversas com os jogadores, o ex-técnico do Fulham prima pela sobriedade, registo que mantém nas conferências de Imprensa pós-jogo, nas quais por norma não se lhe conhece nenhuma opção pela realidade virtual, preferida por muitos dos seus colegas nos dias em que as coisas não correm bem.
Mas, como não há regra sem exceção, na partida com o Casa Pia, estava já o resultado em 7-0, Marco teve aquilo que na gíria se chama um passanço com Dodi Lukebakio. O internacional belga tinha entrado aos 78 minutos e 120 segundos volvidos foi apanhado em fora de jogo, após passe de Richard Ríos.
Marco Silva não gostou e teve direito a uma detalhada cobertura televisiva, enquanto expressava a sua frustração. Mas haveria razão para tanta azia com Lukebakio, responsável por um dos cinco foras de jogo dos encarnados na partida de Rio Maior?
O que terá desagradado sobremaneira a Marco Silva foi a forma desligada como o belga entrou em campo, e esse lance, do minuto 80 é a tradução perfeita dessa displicência. Lukebakio estava encostado à linha lateral do lado direito, a dois palmos do árbitro assistente, e tinha visão perfeita quanto ao posicionamento de todos os defensores dos gansos. Percebeu que Ríos, que estava sem oposição, ia endossar-lhe o esférico, mas nem mesmo assim cuidou de se manter on side, um erro de principiante só explicável pela falta de concentração. E isso desagradou a um treinador que já se viu que não quer períodos mortos, exigindo aos seus jogadores que se mantenham ligados a 100 por cento ao jogo.
Não sei se o internacional belga, autor do golo do empate em Edimburgo, vai ser emprestado ao Besiktas; se, por ter jogado (já com compensação) apenas 14 minutos contra o Casa Pia, será primeira opção contra o Aarhus, na quinta-feira; e também não imagino o que treinador do Benfica espera dele para o resto da época. Sei, isso sim, que numa noite de tranquilidade quanto ao resultado e de uma exibição muito bem conseguida, Dodi Lukebakio conseguiu levar Marco Silva aos arames."

Vender ou ter de vender?


"Um clube forte não é necessariamente aquele que não vende. É aquele que consegue escolher quando vende, quem vende e em que condições vende. Pensar o futebol é o espaço de opinião de Carlos Carneiro, dirigente desportivo

Durante muitos anos, o futebol português aprendeu a fazer muito com menos recursos do que os seus principais concorrentes. Formámos jogadores, desenvolvemos treinadores, descobrimos talento antes dos outros e construímos equipas capazes de competir internacionalmente com organizações de dimensão económica muito superior. Essa capacidade tornou-se parte da nossa identidade e uma das maiores forças do futebol português.
Mas o futebol mudou. As diferenças económicas aumentaram, os grandes mercados cresceram e a capacidade financeira tornou-se cada vez mais determinante. Perante esta realidade, há uma discussão que devemos fazer sem preconceitos: o futebol português precisa de mais investimento externo para continuar a crescer e competir?
E esta necessidade não diz respeito apenas aos clubes de média dimensão ou àqueles que enfrentam maiores dificuldades financeiras. Também os grandes clubes portugueses terão provavelmente de encontrar novas formas de capitalização se quiserem manter, de forma sustentada, a capacidade de competir com a elite europeia.
Portugal continuará a ter uma vantagem importante: sabemos formar e valorizar talento. O nosso modelo tem produzido jogadores para os melhores campeonatos do mundo e gerado receitas muito relevantes através das transferências. Não devemos abandonar aquilo que fazemos bem. Devemos fazê-lo cada vez melhor.
Mas existe uma diferença fundamental: vender talento faz parte do modelo português. Ter de vender talento é diferente.
Um clube forte não é necessariamente aquele que não vende. É aquele que consegue escolher quando vende, quem vende e em que condições vende. A verdadeira autonomia não está em recusar o mercado, mas em não depender permanentemente dele para equilibrar a sua atividade.
Quando uma venda resulta de uma decisão estratégica, o clube controla o processo. Pode avaliar o momento desportivo, o potencial de valorização, a capacidade de substituição e a proposta recebida. Quando a venda é uma necessidade financeira, essa margem de decisão diminui.
Construir uma equipa competitiva exige qualidade, mas também continuidade. Se os melhores jogadores permanecem pouco tempo, os treinadores são obrigados a reconstruir constantemente processos e dinâmicas. Portugal tem demonstrado enorme capacidade para encontrar substitutos, mas existe um valor competitivo associado ao tempo que nenhum mercado consegue substituir.
É aqui que o investimento externo pode assumir uma importância estratégica.
Não para impedir os clubes portugueses de venderem, nem para alterar a nossa capacidade de desenvolver jogadores. Mas para permitir que vendam por estratégia e não por obrigação. Para que um jogador possa permanecer mais uma época quando fizer sentido, para que uma proposta possa ser recusada quando não corresponde ao valor pretendido e para que a construção da equipa não esteja sempre condicionada pela necessidade do próximo mercado.
Nos grandes clubes portugueses esta discussão ganha particular relevância.
Benfica, FC Porto e Sporting possuem história, dimensão, marcas internacionais, milhões de adeptos e uma reconhecida capacidade de gerar talento. Mas nas competições europeias enfrentam organizações inseridas em realidades económicas profundamente diferentes, com receitas televisivas e comerciais muito superiores e uma capacidade de investimento difícil de acompanhar. E esse é um desafio que não podemos continuar a adiar.
Discutir novas formas de capitalização não significa diminuir os nossos clubes. Pode significar precisamente aumentar a sua capacidade competitiva.
Nos restantes clubes profissionais, o investimento poderá ter um impacto ainda mais estrutural. Muitos necessitam de melhorar centros de treino, academias, scouting, áreas médicas, tecnologia e recursos humanos. Sem capital, algumas dessas transformações serão inevitavelmente mais lentas.
Mas há uma distinção essencial: investir não é simplesmente financiar.
Colocar dinheiro num clube para contratar jogadores pode melhorar uma equipa durante uma época. Construir uma academia, melhorar um centro de treino, profissionalizar departamentos, desenvolver novas receitas ou introduzir conhecimento e tecnologia pode melhorar um clube durante muitos anos.
Por isso, a pergunta não pode ser apenas quanto está disposto a investir. Devemos perguntar qual é o projeto, qual o horizonte temporal, que conhecimento traz, onde pretende investir e que clube existirá cinco ou dez anos depois.
Existe ainda uma dimensão que nunca poderá ser ignorada: a identidade.
Um clube de futebol não é uma empresa como qualquer outra. Representa uma cidade, uma região, famílias e gerações de adeptos. Carrega símbolos, memórias e sentimentos que nenhum balanço financeiro consegue quantificar.
Quem investe num clube não adquire apenas uma participação numa sociedade. Assume responsabilidade sobre uma instituição que existia antes de chegar e que deverá continuar depois de partir.
É possível internacionalizar uma estrutura acionista sem internacionalizar a alma de um clube. Capital externo, acompanhado por regras claras, boa governação e respeito pela história das instituições, pode coexistir com a preservação daquilo que torna cada clube único.
Portugal também não deve esperar que os investidores apareçam apenas quando os clubes precisam urgentemente de dinheiro. Deve criar condições para atrair capital quando existe capacidade de escolher.
Há uma enorme diferença entre procurar investimento por necessidade e escolher investimento por estratégia.
Capital sério procura projetos credíveis, organizações transparentes, estabilidade regulamentar, informação financeira clara e boa governação. Quanto melhor organizarmos o futebol português, melhores investidores poderemos atrair.
A discussão não deve, portanto, ser simplesmente entre aceitar ou rejeitar investidores. Deve ser sobre que capital queremos, com que regras e para cumprir que objetivos.
O investimento externo pode ser uma das ferramentas para acelerar esse crescimento, desde que seja utilizado para fortalecer os clubes e não apenas as equipas.
O objetivo não pode ser simplesmente ter mais dinheiro para gastar. Deve ser construir organizações mais fortes, criar património, aumentar receitas, melhorar infraestruturas, reter talento e dar aos decisores maior liberdade para escolher.
Porque vender continuará a fazer parte do futebol português. E ainda bem que assim é. Desenvolver jogadores e colocá-los nos melhores campeonatos do mundo é também uma demonstração da qualidade do nosso trabalho.
O que devemos procurar é outra coisa: deixar de vender porque temos de vender e passar, cada vez mais, a vender porque decidimos que é o momento certo.
Talvez seja essa uma das maiores diferenças entre sobreviver no mercado e ter força para competir nele.
E talvez seja também por aí que deva começar a discussão sobre o próximo passo do futebol português."

SportTV: Mercados - Quem ainda falta entrar?

Zero: Mercado - Procura por avançado complica-se no Dragão

BF: Aursnes...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Rodrigo Mora em Roma: bom ou mau negócio?

Observador: E o Campeão é... - SLB reforça a defesa e Porto vende Mora

Observador: Três Toques - Selecionador KO após discussão entre a mulher... e a ex

Terceiro Anel: DRS #59 - ACABARAM-SE AS FÉRIAS & ZANDVOORT GP!! 🏎️🏁

Sem "Piadade"


"No primeiro jogo em que lhe foi permitido ter público e contra um adversário que tem sido difícil de ultrapassar, o Benfica não desperdiçou uma segunda oportunidade para causar uma boa impressão na Liga e amealhou com estilo a primeira vitória fora de casa, depois da derrota na Suíça e do empate na Escócia.
Mostrando um poder atacante que já tinha aparecido nos jogos anteriores, mas sem a consistência e o acerto deste jogo, e com Pavlidis, Prestianni e Rafa em grande, ao contrário do que aconteceu em jogos anteriores, o Benfica arrancou uma segunda parte ainda melhor que a primeira e provou que os índices físicos de uma pré-temporada mais uma vez atípica estão a normalizar e a afastar os fantasmas que já pairavam. Foi sem "piadade" que, durante 70 minutos, fustigou um adversário que agora vão apelidar de fraco, mas é importante lembrar que jogadores previsivelmente titulares, como Aursnes, Schjelderup ou Rios, ou não jogaram ou partiram do banco, e isto sem falar dos reforços que estarão para chegar. Por falar em banco, nele sentaram-se quatro jovens de 18 anos, que há um ano jogavam nos juniores e hoje são alternativas na equipa principal, e Durán, que, contrariando algumas vozes que anunciavam o caos, entrou feliz, marcou um grande golo, esteve sempre ligado ao jogo e até acabou a proteger um colega de uma falta escusada de um jogador do Casa Pia, que conseguiu ser expulso no último lance do jogo.
Agora é preparar a semana europeia, sem euforias, mas com confiança, e garantir a entrada na Liga Europa, "normalizando" uma temporada que se iniciou cedo demais. Só faltará o fim do mercado para que, com a tranquilidade possível num clube como o Benfica, Marco Silva possa preparar uma época que, como aqui escrevi há uma semana, terá muitos e difíceis obstáculos."

Não é muito complicado!!!

Somas vermelhas!!!

Cegueira selectiva...

Coincidência seguramente...

Bombástico!

Contas de sumir !!!

Eureka!

3x4x3


Segunda Bola


Pre-Bet Show #188 - OS TRÊS GRANDES JÁ MOSTRAM AO QUE VÊM 👀

Possessivo: Casa Pia...

DAZN: The Premier Pub - A espera terminou: a Premier League está de volta!

Prata da Casa #64 - Ouves ou Não Ouves?, Onde Anda Daniel Alves?, A Pirâmide do Melo

Sem Filtros #57 - Tomás Ribeiro

SportTV: Best of Vamos à Bola !!!

Do treino à leitura do jogo: a importância da cognição no futebol


"A gestão da carga cognitiva é o próximo passo na periodização de treino, especialmente agora que sabemos que a fadiga mental afeta diretamente a tomada de decisão e o tempo de reação.
A cognição não é mais considerada um fator extra, antes pelo contrário. É um fio condutor que está presente em todo o processo. É por isso que Bernardo Silva e Pep Guardiola foram os melhores amigos durante 9 anos. Trabalharam juntos no Manchester City desde a chegada do médio português no verão de 2017 até à saída de ambos no final da época 2025/2026. Quando Bernardo Silva confirmou a sua saída oficialmente, o treinador não poupou elogios ao internacional português: «Gostaria de agradecer, em nome deste clube, por tudo o que Bernardo fez. Ele provou que o futebol começa na cabeça e termina nos pés», afirmou Guardiola. Para o técnico, a maior qualidade de Bernardo não estava na sua velocidade, mas na capacidade de interpretar o jogo e de ter a decisão certa em cada momento.
Temos o hábito de periodizar rigorosamente a carga física ao longo das semanas competitivas, ao planear força, velocidade, trabalho tático e recuperação de acordo com as exigências de cada dia. Então, porque não aplicar os mesmos princípios à carga cognitiva?
São questões como esta que surgem em contexto académico e que, posteriormente, procuramos transformar em valor no plano prático. Nem todos os dias devemos exigir o mesmo nível de atenção, tomada de decisão, perceção e velocidade de reação.
No dia seguinte ao jogo, a prioridade terá de ser sempre a recuperação. Depois do jogo, também o cérebro precisa de recuperar. Por isso, se houver algum estímulo cognitivo, deve ser simples, curto e, idealmente, divertido, sem acrescentar fadiga. Nem sempre fazer mais significa treinar melhor.
No dia subsequente, pode começar-se a aumentar progressivamente a exigência.
É um bom momento para trabalhar a perceção visual, a velocidade de decisão, a reação e a agilidade. O objetivo é voltar a dar vários estímulos e preparar o corpo para as exigências do treino. Nos outros dias (ou dia) antes do próximo jogo, pode-se aumentar a complexidade e, sobretudo, integrar a cognição no próprio futebol. Um passe, uma receção, um sprint ou uma finalização não são apenas ações técnicas. Por isso, em vez de treinar estas ações de forma isolada, podem acrescentar-se estímulos e decisões que aproximem o exercício às exigências do jogo.
Mesmo no treino de força, podem ser estimuladas algumas capacidades cognitivas entre séries, como a atenção, a memória de trabalho ou o controlo inibitório, sem retirar o foco do objetivo principal da sessão de trabalho.
No dia de jogo, a necessidade de estímulo cognitivo pode variar de jogador para jogador. Alguns podem beneficiar de uma breve ativação antes do jogo, enquanto outros podem não precisar de qualquer estímulo adicional. A individualização é fundamental. Nesse momento, a exigência pode assumir outra forma. Como existe maior acumulação de fadiga, pode procurar-se que os jogadores mantenham a qualidade das decisões mesmo quando estão cansados. Afinal, o futebol não é jogado com o corpo e o cérebro sempre frescos.
No fundo, o objetivo não passa por simplesmente acrescentar um tipo de treino cognitivo ao futebol. Deve tornar-se o próprio treino mais rico cognitivamente, aproximando-o das exigências reais do jogo e preparando jogadores capazes de tomar boas decisões sob pressão.
Para além deste tipo de abordagem, o treino visual também tem feito parte da semana dos desportistas de alta competição. O desempenho visual é indissociável da cognição, da antecipação, da tomada de decisão e do movimento sob pressão.
O verdadeiro objetivo não é simplesmente melhorar a acuidade visual, mas ajudar os atletas a captar, processar e utilizar a informação de forma mais eficaz num ambiente dinâmico. É por isso que o treino deve integrar desafios visuais com movimento, reação, equilíbrio, coordenação e tomada de decisão, em vez de tratar a visão como uma competência isolada.
As competências visuais que mais se destacam são a coordenação olho-membro, a acuidade visual estática e dinâmica, a visão periférica, a capacidade de focagem espacial e a perceção da velocidade e distância de pessoas e objetos, como a bola.
Por outro lado, a capacidade de perceber a profundidade através da integração da informação proveniente dos dois olhos é uma função particularmente relevante em modalidades nas quais o atleta tem de avaliar rapidamente distâncias, trajetórias e relações espaciais entre si, a bola, os colegas e os adversários. No futebol, a exigência visual é especialmente complexa. No entanto, ainda não está completamente esclarecido se os atletas de elite desenvolvem melhores capacidades visuais através da prática ou se, por outro lado, determinadas capacidades visuais favorecem a aquisição de maior competência desportiva.
Depois de ser trabalhado a componente cognitiva e visual, a inteligência espacial também surge como uma capacidade fundamental no futebol. É a capacidade de perceber onde o jogador está em campo, onde estão os colegas e adversários e como o espaço está a mudar. No jogo, esta informação permite ao jogador antecipar movimentos, encontrar espaços e ajustar a sua posição antes mesmo de receber a bola. O cérebro cria uma espécie de mapa mental do campo, que é atualizado constantemente à medida que o jogo acontece. Por isso, exercícios que estimulem a perceção do espaço, a orientação corporal e a tomada de decisão podem ajudar a desenvolver esta capacidade, sendo preciso compreender o espaço para antecipar o que vai acontecer.
O desempenho de elite não é construído apenas através do talento. É construído através dos ambientes que permitem ao talento desenvolver-se."

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Lixívia - 2 ---- (26/27)


Tabela Anti-Lixívia
Sporting...... 4 (-2) = 6
Corruptos.....6 (0) = 6
Benfica......... 4 (0) = 4
Braga.1 (0) = 1 (-1 jogo)

Mesmo sem influência 'provada' nos resultados, mais uma jornada, com arbitragens tortas!!!

Os Lagartos voltaram a tremer, mas desta vez, lá conseguiram ganhar! Num jogo sem grandes casos, apesar da marcação de 21 faltas ao Guimarães, contra as 11 do Sporting!
Destaque para a nomeação deste palhaço da AF Porto, que ainda na semana passada, esteve na Luz, no Benfica-Académico!!! Duas nomeações consecutivas para jogos com os 'grandes', indica que este ladrão esta época, está na rampa de lançamento das grandes andanças!!!

Em Vila do Conde, contra um adversário que na segunda jornada, já teve um jogador castigado, vitória 'tranquila', com um golo de bola parada a desbloquear e depois um segundo golo, perto do fim...
No 1.º golo, se tivesse sido com o Benfica, o golo teria sido anulado! O Paulo Rosário, faz obstrução sobre o guarda-redes, inclusive desloca-se exactamente para tapar a linha de corrida do guarda-redes do Rio Ave... As imagens não são totalmente esclarecedoras, o VAR não tinha provas para anular, mas o árbitro de campo, em condições normais teria apitado, ainda com a bola no ar!!!
Os Corruptos, arriscam-se a ser o Arsenal no Tugão nas bolas paradas, já o ano passado, fartaram-se de marcar golos com bloqueios ilegais, e já defendiam constantemente com agarrões... Tal como aconteceu neste jogo: numa bola parada a favor dos Corruptos, um vilacondense, foi agarrado por um defesa dos Corruptos, e empurrado pelo outro e mesmo assim conseguiu cabecear a bola ao lado... Penalty claro que ficou por marcar...
Pelo meio, uma agressão do Gul ao David Nascimento, esticando o braço, e atingindo o adversário. Não acertou em cheio, mas acertou pelo menos com as 'unhas' deixando o ex-Benfica a sangrar!!! Nem sequer foi assinalada falta! A VAR tinha que intervir...

Nota para um dos factores completamente controlados pelos Corruptos: dois jogos, 180 minutos, 24 faltas assinaladas, muitas outras não assinaladas, simulações a rodos, pelo menos uma tentativa de agressão, e 0, repito 0, Cartões!!! Deve ser recorde!!!

Em Rio Maior, o regresso do Pinheiro. Um dos apitadores mais incompetente da história dos Mundiais!
Enquanto o jogo esteve aberto, deixou os casapianos dar toda a porrada que desejaram!!! Vários Amarelos perdoados na 1.ª parte, e na entrada sobre o Sudakov, até podia ter sido Vermelho direto...
Na parte final, lá começou a mostrar alguns Amarelos, em agressões sem bola... e no último foi obrigado mesmo a mostrar um 2.º Amarelo, em mais uma agressão!
Ficaram ainda dois penalty's por marcar:
- Sobre o Bah é claro, drible, com mudança de direção, e o defesa, mete o braço para impedir a progressão... A ideia de que houve agarrões mútuos, ou o Bah provocou o contacto, é ridículo, só mesmo quem nunca jogou à bola, pode pensar em tal coisa...
- Sobre o Schjelderup. que também, faz uma mudança de direção, num drible, travando a marcha ligeiramente, e o defesa que vinha por trás, acaba por empurrar nas costas o Schjelderup, falta clara, e como foi dentro da área, seria penalty...

 
O jogo do Braga foi adiado, devido a um surto de gastroenterites no plantel do Braga. Não sou contra, mas durante o Covid, o Benfica foi afectado a certa altura por um surto de casos positivos no plantel, mais de 30 casos incluindo a equipa técnica, e nenhum jogo foi adiado!!!


Anexos (I):
Benfica
1.ª-Académico(c), E(2-2), D.R. Silva(Mota, P. Miranda), Nada a assinalar
2.ª-Casa Pia(f), V(0-7), Pinheiro(Rui Costa, T. Leandro), Prejudicados, (0-9), Sem influência

Sporting
1.ª-Estrela(f), E(2-2), J. Gonçalves(Martins, Cátia T.), Prejudicados, (2-3), (-2 pontos)
2.ª-Guimarães(c), V(3-2), D. R. Silva(M. Oliveira, I. Pereira), Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Alverca(c), V(2-0), Godinho(Esteves, Catarina C.), Nada a assinalar
2.ª-Rio Ave(f), V(0-2), Fonseca(Cláudia R., A. Campos), Beneficiados, (1-2), Impossível contabilizar

Braga
1.ª-Moreirense(f), E(2-2), Bessa(Vasilica, P. Eiras), Nada a assinalar
(adiado)

Anexos(II)
Penalty's (Favor/Contra):
Benfica
0/0

Sporting
0/0

Corruptos
2/0

Braga
0/0

Anexos(III):
Cartões:
A) Expulsões (Favor/Contra)
Minutos (Favor-Contra = Superioridade/Inferioridade)
Castigados (Favor - Contra):
Benfica
1/0
Minutos:
1 - 0 = +1

Castigados:
0 - 0

Sporting
0/0
Minutos:
0 - 0 = 0

Castigados:
1 - 1

Corruptos
0/0
Minutos:
0 - 0 = 0

Castigados:
0

Braga
0/0
Minutos:
0 - 0 = 0

Castigados:
0-0

B) Amarelos / Faltas assinaladas
Contra (antes dos 60m) / Faltas contra - Faltas a favor / Adversários (antes dos 60m)
Média Faltas/Amarelos - Favor/Contra
Benfica
2(2) / 26 - 24 / 6(2)
Média: 13 / 4

Sporting
6(2) / 26 - 35 / 6(3)
Média: 4,3 / 5,8

Corruptos
0(0) / 24 - 11 / 4(3)
Média: 24 / 2,75

Braga
2(1) / 21 - 16 / 4(1)
Média: 10,5 / 4

Anexos (IV):
Com influência (árbitros ou Var's):
Benfica


Sporting
J. Gonçalves - -2
Martins - -2

Corruptos


Braga


Anexos(V):
Árbitros - Total - (Casa/Fora):
Benfica
D. R. Silva - 1 (1/0)
Pinheiro - 1 (0/1)

Sporting
J. Gonçalves - 1 (0/1)
D. R. Silva - 1 (1/0)

Corruptos
Godinho - 1 (1/0)
Fonseca - 1 (0/1)

Braga
Bessa - 1 (0/1)

Anexos(VI):
VAR's - Totais - (Casa/Fora):
Benfica
Mota - 1 (1/0)
Rui Costa - 1 (0/1)

Sporting
Martins - 1 (0/1)
M. Oliveira - 1 (1/0)

Corruptos
Esteves - 1 (1/0)
Cláudia R. - 1 (0/1)

Braga
Vasilica - 1 (0/1)

Anexos(VII):
AVAR's:
Benfica
P. Miranda - 1
T. Leandro - 1

Sporting
Cátia T. - 1
I. Pereira - 1

Corruptos
Catarina C. - 1
A. Campos - 1

Braga
Eiras - 1

Anexos(VIII):
Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)
Benfica
Pinheiro - 1
Rui Costa - 1

Sporting
J. Gonçalves - 1
Martins - 1

Corruptos
Fonseca - 1
Cláudia R. - 1

Braga
Bessa - 1
Vasilica - 1


Anexos(iX):
Jornadas anteriores:

Anexos(X):
Épocas anteriores:

Vinte e Um - Como eu vi - Casa Pia...

7G

Terceiro Anel: Bola ao Centro #221 - !!DE VOLTA AS GOLEADAS!!

Falar Benfica #257 - Goleada em Rio Maior, play-off de acesso Liga Europa e o mercado: venda Dedid

Visão: S08E04 - 007 Benfica: Missão Iludir | Heart MFC, Casa Pia

Os Gloriosos Benfiquistas - S06E10 - Casa Pia...

Benfica Podcast #598 - Belly Full

MasterVi: Mercado...

Zero: Mercado - Benfica com novo central na mira

BF: Circati...

Terceiro Anel: Diário...

5 Minutos: Diário...

Zero: Tema do Dia - Benfica arrasador: temos candidato?

Observador: E o Campeão é... - A goleada do Benfica afasta mesmo os "fantasmas"?

Observador: Três Toques - Dennis Rodman vai ensinar ressaltos... a futebolistas

Goleada sob enorme apoio


"O Benfica ganhou ao Casa Pia, por 0-7, em Rio Maior, perante uma esmagadora maioria de benfiquistas nas bancadas. Este é o destaque na BNews.

1. Triunfo da união
Marco Silva elogia a exibição e salienta o papel dos adeptos: "A reação tem de ser assim: chegar e ganhar o próximo. Acredito que a grande diferença do jogo da 1.ª jornada para este esteve aí [adeptos]. Praticamente jogámos em casa e há que realçar o apoio desde o primeiro minuto, a empurrar a equipa para a frente. Ficou bem provado que fazem toda a diferença e retiraram-nos isso na 1.ª jornada."

2. Man of the Match
Autor de um hat-trick e de uma assistência para golo, Pavlidis foi considerado o Man of the Match e perspetiva o futuro: "Estamos a melhorar e queremos continuar com a melhor energia."

3. Ângulo diferente
Veja de outro ângulo os 7 golos marcados pelo Benfica ao Casa Pia.

4. Transferência
Dedic passa a representar o Newcastle United.

5. Movimentações do defeso
O voleibolista Japa renova contrato com o Benfica."

Transparência:

Imaginem?!

Tiki-Tasca #10 - "Rodrigo Mora não tem lugar no FCP"

TNT - Melhor Futebol do Mundo....

No Princípio Era a Bola - Há clareza no Benfica, falta pausa ao Sporting e o FC Porto continua a reduzir o risco ao máximo

Jogo Pelo Jogo - S04E01 - Gilmário Vemba

O Resto é Bola - Operação Europa: ADN Marco Silva encandeia águias

Renascença: Bola Branca - Tertúlia - Mora e Suárez, as novelas de verão

DAZN - F1 - O que esperar da segunda metade da temporada?

A Bola Não Mente - S01E67 - Top Bigs da NBA

Silêncio, que vai começar um jogo de futebol!


"E foi logo a abrir na primeira jornada do campeonato que o silêncio voltou a impedir que o colorido do estádio do SL Benfica voltasse a contar com o cântico dos adeptos, sedentos de ao vivo reencontrar o seu espaço de aplauso pela sua cor clubística, gritando e vibrando com o peso da sua bandeira, numa profunda relação de apoio participativo.
Parece que se voltava a repetir o que na época de 2019/20, em tempos de COVID, o mundo do espetáculo desportivo impedia a satisfação de um dos legados mais importantes na competição desportiva, que é a presença dos adeptos.
Todos sabemos que as equipas fazem do público o seu 12.º jogador e, desse eco desencadeado do empenhamento e discussão de cada lance até à última gota de suor, fazem a reconstrução substantiva do rendimento para o êxito. O futebol sem adeptos transforma-se num jogo sem alma. Contudo, em equipas habituadas a ter pouco público, ou até com adeptos de difícil controlo pelo abuso duma discussão permanente, com o uso do seu dedo em riste e vozeirão com gritos lancinantes contra os jogadores que falham, pode não parecer nada favorável. Sem público, os jogadores podem entrar mais relaxados, acusando um défice de concentração, na esperança de ver escondidos alguns erros cometidos pelo medo de perder, ou encobertos os sentimentos de coragem e ousadia de quem tudo faz para ganhar, podendo causar tábua rasa do elogio através do aplauso ou da confrontação crítica por via da represália.
Ainda recordando esse largo tempo da impossibilidade de presença dos adeptos nos estádios, verificaram-se de forma genérica, em alguns dos campeonatos, resultados em queda significativa no rendimento das equipas que jogavam em casa. Enquanto antes desta tomada de decisão de imposição de ausência dos adeptos nos estádios, as equipas que jogavam em casa obtinham 45% de vitórias, 20% de empates e 35% de derrotas, sem público o registo de observação tomou uma configuração praticamente invertida, assumindo 45% as vitórias dos visitantes, etc.
Pela ausência dos adeptos ainda se viram beneficiados as posições dos guarda-redes e dos árbitros. Os primeiros pela maior possibilidade de comunicação com a equipa e os segundos pela maior tranquilidade na gestão do julgamento dos lances, dada a inexistência da pressão externa que geralmente faz aumentar o estado de tensão a quem compete julgar o jogo. No âmbito da observação e qualificação do jogo, observou-se um maior número de passes, diminuindo-se o número de dribles, sendo a qualificação da dinâmica do jogo justificada pela lei da espectativa, diminuindo o domínio de pressão em zonas de ataque e defesa, vendo-se ainda diminuídas o número de faltas e penáltis assinalados para as equipas que jogavam em casa e, no setor da arbitragem, um aumento de mostragem de cartões a essa equipas comparativamente às equipas visitantes.
Daí, e voltando à atualidade, a presença do adepto no espetáculo ser um dos aspetos mais significativos para o desenvolvimento do jogo. O futebol vai ganhando vida pelo eco gerador de expressões de afeto, envoltos duma vibrante coreografia, acumulando vivências admiráveis cobertas de alegria e paixão.
Mas, neste caso do jogo que marcou de forma nefasta a primeira jornada do nosso campeonato, a culpa da sua origem não pode morrer solteira. Quem foi ou foram os responsáveis pela sentença da ausência de adeptos ou o tal jogo de castigo? Qual a identificação desse estado de malvadez que levou a esses inqualificáveis imbecis que atiçaram o ato em repetição constante? Os ditos adeptos, que se dizem amantes do clube, foram devidamente identificados? Qual a pena que lhes foi vaticinada? Apenas lhes foi impedido durante um curto espaço de tempo de assistir a espetáculos desportivos? O clube, que se viu fustigado por esse ato de malvadez, se é que tem de responder e arrecadar com as consequências, que medidas deverá tomar para que tal não volte a acontecer?… São tudo questões, quanto a mim, a ter em conta para respostas absolutamente categóricas em relação a essas bestas esplêndidas que de forma frequente se envolvem em situações conflituosas, explorando as suas razões através de estados de cólera e euforia, provocando situações que dão origem a uma labareda de situações com efeitos verdadeiramente escaldadas de dramatismo.
Temos de encontrar no belo jogo de futebol um ato de cultura, vida e festa. E ainda tudo fazer para que da sua prática possam sobrar notícias de generosidade e duma inatacável honestidade de processos, podendo ver-se aglutinada um nível de relação entre as pessoas, onde as noções do belo, do estético e do ético possam estabelecer acordos duma admirável existência.
Quem não pretender fazer parte deste desejo coletivo, refinado pelos valores da honestidade de comportamentos e firmeza de convicções éticas, haverá sempre um lugar alternativo para estar, ou adormecer no silêncio da sua frágil existência, ou ouvir o relato numa qualquer Esquadra de Polícia, repensando o futuro, encostados às grades da ocasião."

A anca é importante no desporto e pode ser tratada sem cirurgia?


"A resposta é simples: sim. Quando pensamos em lesões desportivas, lembramo-nos quase sempre do joelho ou do tornozelo, ficando a anca, muitas vezes, esquecida. No entanto, é uma das articulações mais solicitadas em quase todos os desportos.
Por exemplo: imagine um remate, um sprint ou um salto — a força nasce nas pernas, mas tem de passar pelo tronco. A anca é a ponte de ligação entre as duas partes, sendo ela que transmite a força entre o tronco e os membros.
A anca possibilita três coisas ao atleta: estabilidade para o corpo não oscilar, amplitude de movimento, para correr, rodar e chutar com liberdade e potência, ao transformar o esforço dos músculos em gesto eficaz. Quando a anca falha, todo o movimento fica comprometido. Frequentemente, as dores no joelho ou na coluna começam numa anca que não funciona bem.
O conflito femoroacetabular da anca ocorre quando os ossos da articulação chocam durante o movimento, podendo lesar o labrum, o anel de cartilagem que estabiliza e veda a articulação. Também temos as tendinopatias, ou seja, a inflamação e o desgaste dos tendões em redor da anca, podendo ambas estar associadas a artrose precoce — desgaste da cartilagem que protege o osso.
As consequências são conhecidas: dor, perda de força e menos mobilidade. No início, o atleta sente apenas desconforto, mas com o tempo poderá ser obrigado a reduzir o treino. Em casos mais graves, poderá mesmo ter de se afastar da prática que ama.
Aqui, entram as abordagens mais recentes — denominadas ortobiológicas — porque usam as substâncias do próprio corpo, ou semelhantes, para auxiliar na recuperação dos tecidos.
O Plasma Rico em Plaquetas (PRP ou Super PRP) obtém-se através de uma pequena quantidade de sangue colhida do próprio doente, sendo, posteriormente, tratada para concentrar as plaquetas, que, por sua vez, libertarão os fatores de crescimento que estimularão a reparação dos tecidos. Os mais eficazes são os de alta concentração e com plaquetas acima dos 5/8 biliões.
O ácido hialurónico é uma substância que já existe naturalmente na articulação e funciona como lubrificante e amortecedor. Quando injetado, pode melhorar a função articular e aliviar a dor.
As células estaminais derivadas do tecido adiposo abdominal são outra via, colhendo-se a partir da própria gordura abdominal e podem ajudar na regeneração dos tecidos.
Nenhum destes tratamentos é uma cura mágica: não substituem o exercício, nem a reabilitação, nem a cirurgia, quando necessária, mas podem ajudar a preservar a saúde da articulação e adiar o desgaste.
Estas opções podem prolongar a saúde da anca, assim como permitir a continuação da prática desportiva, mesmo em alta competição. Porém, não são para todos. A indicação deve ser sempre avaliada caso a caso, por um médico especialista, depois de um diagnóstico rigoroso.
A anca merece a mesma atenção que damos ao joelho. Cuidar dela é cuidar de toda a carreira desportiva. Proteja a sua anca!"

Indiscutível Aursnes


"1. Com as saídas de Otamendi e de António Silva, viu-se o Benfica na necessidade de refazer a sua lista de “capitães”. Foi Marco Silva quem anunciou os nomes dos 5 jogadores escolhidos para o cargo. Fredrik Aursnes, Tomás Araújo, Samuel Soares, Clement Lenglet e Leandro Barreiro serão, por esta ordem, os donos da braçadeira. Digo “por esta ordem” porque foi por esta ordem que o treinador do Benfica os nomeou perante os jornalistas na conferência de imprensa que antecedeu o jogo com o Académico de Viseu.

2. Fredrik Aursnes é o nome indiscutível para suceder a Otamendi como primeiro “capitão” da equipa principal de futebol do nosso clube. Chegou ao Benfica em 2022/23 e logo impressionou os adeptos e os técnicos pelo seu conjunto de qualidades. Que o nosso primeiro “capitão” norueguês fique connosco por muito mais tempo e que o seu consulado como líder da equipa e do balneário seja repleto de sucessos. Aursnes sabe bem o que é preciso para dar títulos ao Benfica. Que os seus companheiros o sigam nesta caminhada.

3. Tomás Araújo capitaneou o Benfica nestes primeiros jogos oficiais em que Fredrik Aursnes esteve fora da equipa e fê-lo com a naturalidade própria de um jogador formado na casa que chegou aqui por mérito e entrega. Os nomes dos outros 3 “capitães” podem ter surpreendido. Trata-se de um dos guarda-redes, o que poderá denunciar vantagem sobre os outros guarda-redes, um estrangeiro acabado de chegar – e que foi capitão na primeira parte do jogo na Escócia – e um discreto luso- -luxemburguês antivedeta que os últimos treinadores do Benfica não dispensam.

4. A Liga começou muito mal para o Benfica com um empate na Luz frente ao recém-primodivisionário Académico de Viseu. Escrevo, assim, “recém-primodivisionário”, um palavrão pomposo do nosso futebolês, para não ter de escrever mais diretamente e sem rodeios linguísticos que o Benfica empatou em casa e perdeu 2 pontos contra uma equipa acabadinha de subir da 2.ª à 1.ª Divisão.

5. É um facto que custa sempre registar, embora comece a ser um imperdoável costume este de o Benfica perder pontos com equipas que, na época anterior, disputavam o escalão inferior. Nas últimas 5 temporadas aconteceu por 6 vezes. Já chega, não?

6. O melhor momento do nosso jogo na casa do Hearts foi a reação ao golo escocês. O Benfica demorou um minuto a empatar o jogo depois de ter sofrido um golo à entrada do último quarto de hora. Coube ao belga Lukebakio atirar com a bola para o fundo da baliza do adversário, impedindo uma derrota que seria inadmissível.

7. No caminho para a Liga Europa segue-se o Aarhrus da Dinamarca. Mas antes há o jogo com o Casa Pia. Agora é tudo a sério."

Leonor Pinhão, in O Benfica