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terça-feira, 14 de abril de 2026

Renascença - Bola Branca: Tertúlia - E o Porto passou no Estoril. Está feito?

ESPN: Futebol do Mundo #556

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

No Princípio Era a Bola - Entalados em eliminatórias europeias, o FC Porto confirmou que vive bem em casa alheia e o Sporting...

Falsos Lentos - S06E32 - Manuel é assaltado no Campo Grande

Tailors - Final Cut - S05E16 - José Maria Gallego

Zero: Ataque Rápido - S07E37 - Para o FC Porto, já foi decisivo; Para o Sporting vai ser

Segundo Bola - S05E37 - “Sporting não perde em Londres”

Rabona: Why Lazio fans REFUSE to watch their team

DAZN: The Premier Pub - Luta pelo título aquece em Inglaterra

DAZN: La Liga - R31 - Golos...

DAZN: Premier League - R32 - Golos...

DAZN: F1 - Os Galácticos da McLaren

Benfica FM: Golo - 𝐀𝐧𝐝𝐫𝐞𝐚𝐬 𝐒𝐜𝐡𝐣𝐞𝐥𝐝𝐞𝐫𝐮𝐩 💎⚽

NOSSA SENHORA,TANTO DESPERDÍCIO!


"BENFICA 2 - 0 Nacional

Futebol de dia?
Um luxo!
(...)
Carrega BENFICA.
SLB É-Ô
SLB É-Ô

00 Dedic, Barreiro e Prestianni de regresso ao onze.
03 SCHJEL-DE-RUP!!! A sociedade com Prestianni - que centro tão bem medido! - é por estes dias a melhor 'sociedade' que temos na equipa. Muito bem: um-zero!
13 RA-FA!!! Agradece aí ao Prestianni a insistência, o roubo de bola, a assistência. Eu estou aqui a agradecer-lhe, estou até tentado a considerá-lo já, como 'homem do jogo'.
21 Veríssimo a ser Veríssimo. Este amarelo ao Dahl é de gargalhada.
25 as oportunidades sucedem-se, já lá podiam estar mais um ou dois. Temos assistido, é facto, a belas combinações ofensivas.
30 Rafa tem dado hoje uns ares da sua graça antiga.
38 se estava fora de jogo não sei, só sei que o Rafa falhou agora uma assistência de peitaça do Pavlidis que daria um golo lindo.
40 Olha o Aursnes a aquecer, está recuperado, melhor notícia nesta tarde não haverá. E também já por lá vi o Gonçalo Moreira, outra boa notícia... se jogar tempo suficiente para o vermos em ação.
41 Prestianni ao ferro, está endiabrado, o que este miúdo tem crescido!
50 é impressão minha ou o Veríssimo está um bocado pró texugo?
53 iamos oferecendo um golo saído do nada, valeu a valentia do Trubin a ir ao chão a uma bola dividida.
55 é-lá-lá, um penálti pró Benfica, Schjelderup abalroado, o que seria! Pavlidis falhou... tomem lá mais gasolina para quem o anda a deitar abaixo - realmente não atravessa fase boa. Vais ter que marcar um hoje, Vangelis.
67 golo anulado ao Nacional, Pavlidis no chão, para rever mais logo.
75 tribunal impaciente com Trubin e António, qualquer ação menos bem-sucedida e ouvem-se os assobios. Ivanovic, Aursnes, Barrenechea e Lukebakio para o jogo.
56.594 na Catedral. Impressionante!
84 isto era jogo para uma cabazada das antigas, tanto desperdício, nossa senhora...
86 e continua o desperdício, há aqui bolas que custa a perceber como não entram.
90 mais 4, só mais 4. 90+2 Gonçalo Moreira! Pena que só vai ter tempo para ser aplaudido, nada mais.
90+4 finito!"

Para a fome do Benfica não há pão duro


"Regressados à Luz após o percalço em Rio Maior e o desabafo de José Mourinho, os encarnados cedo encontraram uma vantagem graças a Scheljderup e Rafa, ambos servidos Prestianni, os três melhores de uma equipa que entrou forte na partida, mas somou períodos em que jogou ao ralenti. O Benfica ganhou (2-0) ao Nacional e ainda viu Pavlidis falhar um penálti

É possível que o queixume condimentado com umbiguismo, salteado a sacudidela de água do capote sem faltar a pitada de massagem ao ego tenha sido, afinal, uma farsa. Proliferam no imaginário de José Mourinho relatos de jogadores, treinados pelo português, de como ele se predispunha nos bons velhos tempos a ser o alvo nos momentos mediáticos, fazendo figura diante dos jornalistas para captar o falatório e afastá-lo da sua equipa. Um truque do seu manual, portanto.
Se soou real, a desabafo vindo do coração, quem o treinador quis proteger nesta prática mourinhista teve pressa em mostrar não estar jogar a combustível de quezílias ou a ruminar amuos.
Ao terceiro minuto, o mexido Gianluca Prestianni, pulga irrequieta na direita, cruzou a bola com direção ao segundo poste para na Luz ser como na malfadada Rio Maior e Scheljderup ser o destino. Ao contrário do que fez no lugar que motivou a diatribe do treinador, o norueguês rematou em vez de passar. Foi golo.
Ao décimo quarto, um passe longo que satisfez a vontade do mesmo argentino com forma a mais, pô-lo a correr atrás da bola que Zé Vítor, do Nacional, parecia ter controlada, mas o relaxamento do defesa central não contou com a destreza de Prestianni, esgueirado com genica para o roubar e passar a Rafa. Foi golo outra vez.
Tinha o Benfica um jogo da estirpe que pretenderia, dócil e desenrolado a um ritmo simpático, dispensador de grandes intensidades. Com bola a equipa não evidenciava burilados vistosos, a sua fluência tinha bastantes vírgulas, a bola andava pelos pés de Otamendi e António Silva mais do que nos da gente responsável por molesta a baliza adversária. Sem a posse, o apetite dos encarnados era modesto, não se importavam em jejuar nem mordiam os calcanhares dos madeirenses que conseguiam, aqui e ali, prolongadas trocas de bola.
Mas quase inofensivos eram os rubronegros vindos da Choupana, incapazes de acelerarem o seu uso da bola, certeiros em alguns movimentos coletivos para soltarem um médio virado rumo à baliza, quase sempre Liziero, para meter um último passe, embora nenhum chegasse ao faminto ‘Chucho’ Ramírez, quinto melhor marcador do campeonato (14) sem serviço na Luz.
O cheiro a intervalo beneficiou o Benfica, mais agitado e acelerado com os raios de sol findarem sobre a relva. Prestianni visitou a esquerda para receber a bola de Rafa, virar-se, arrancar com uma quebra de corpo para a direita e curvar um remate que bateu no poste esquerdo. A cabeça de Vangelis Pavlidis faria outro, pouco depois. Apenas um dos jogadores constou, diz o diz-que-disse dos jornais, entre os quatro supostamente englobados pela “vontade em não querer fazer jogar mais” de Mourinho após o empate com o Casa Pia.
Os restantes três viam o jogo sentados no banco de suplentes, deduzindo pelas palavras daquele “que ganhou tudo muitas vezes” e “talvez tenha crescido de um modo onde” sente que “nunca falha ou erra”, faltar-lhes-á fome.
Houve apetite do Benfica no regresso, com outra avidez a conduzir os ataques e velocidade no passe, caindo em cima dos madeirenses com Scheljderup, à sua maneira, a dançar em sapateado curto na área para rematar em arco. Defendeu o atento Kaique, a quem o Nacional depositou as esperanças, com razão, após uma atrapalhação na saída de bola em que o norueguês se fez ladrão, entrou no retângulo, foi rasteirado e arranjou o penálti que Pavlidis desperdiçou. Ou o guarda-redes brasileiro defendeu, no meio estará a resposta, mas foi o terceiro destes pontapés parado por Kaique no campeonato.
Um certo ralenti apoderou-se dos acontecimentos. Não tendo o conforto definitivo que seria um terceiro golo de vantagem, o Benfica acumulou passes falhados, lentidão de movimentos e uma certa pasmaceira durante uns 10 minutos nos quais o Nacional se esticou no campo. Ajudou a entrada de Filipe Soares, médio amigo da bola. O golo anulado a Ramírez por um empurrão na área pregou um susto à equipa a padecer de uma condição já antiga: com Ríos e Barreiro no meio-campo, a criatividade no passe escasseava. A calma também.
Somente quando a bola visita Scheljderup ou Prestianni perto das linhas, já que pelo centro, quando lá espreitavam, ninguém os encontrava, o Benfica conhecia polvilhos de rasgo no seu jogo ofensivo. O marasmo foi crescente até ao fim, sem Lukebakio, Ivanovic ou o recuperado Aursnes corrigissem a pobreza criativa da equipa. A melhor jogada coletivada segunda parte pertenceu ao Nacional, de toquezinho em toquezinho pelo centro, furando o bloco encarnadado até Ramírez rematar docilmente às mãos de Trubin.
O resto foram laivos de indivíduos, alheios à produção grupal: Lukebakio teve um dos seus momentos contra o mundo, cruzando rasteiro para a pequena área, antes de Ivanovic, presenteado com espaço para correr, encarou o adversário, acelerou pela direita e rematou para a atenção de Kaique. O bósnio Dedic igualmente tentou uma gracinha. Mas a fome fez-se conselheira assim-assim do Benfica, vencedor do jogo sem ganhar na alegria dos adeptos, que iam timidamente assobiando, menos quando Gonçalo Moreira, rapaz formado no Seixal, entrou nos descontos para a estreia.
Se é para buscar inspiração num ditado, o que assentará à exibição do Benfica que Mourinho pretende esfomeado já que tanto lamentou a ausência de fome em alguns, será o que versa sobre não haver pão duro quando o apetite é muito. Os encarnados melhoraram a versão vista em Rio Maior, o regresso às vitórias saciou a barriga, factual é assumir que as palavras do treinador funcionaram. Houve mais urgência. O Benfica teve oportunidades para engordar o resultado. Mas os problemas da equipa permanencem à vista."

Prestianni e Schjelderup, sempre e em todo lado


"Argentino e norueguês foram motores da vitória das águias frente ao Nacional, este domingo, na 29.ª jornada da Liga

Prestianni (7) — o melhor em campo
Foi dos pés do extremo argentino que nasceram a maior parte dos lances mais decisivos do jogo e essa magia alimentou durante muito tempo a equipa. Prestianni cruzou para o golo de Schjelderup, insistiu e roubou a bola a Zé Vítor para depois assistir Rafa para o segundo golo e foi protagonista principal em muitos outros momentos. Aos 37’ proporcionou um bom remate a Dedic, aos 40' foi ao flanco esquerdo para depois fazer um grande remate em arco que bateu no poste da baliza. Aos 45’ o jovem de 20 anos inventou mais um passe delicioso que lançou Rafa na profundidade. Numa fase em que lhe iam faltando forças, ainda cruzou, aos 77’, para mais um remate de cabeça de Pavlidis.

(6) TRUBIN - Teve pouco trabalho, sobretudo na primeira parte, mas deu resposta segura quando teve de aparecer. Aos 54’ foi rápido a saltar aos pés de José Gomes para matar uma jogada perigosa. Aos 76’ segurou remate forte de Jesús Ramírez.

(6) DEDIC - Rápido e competente a defender e diferenciador no ataque, pelo flanco ou a pisar terrenos interiores. Aos 12’, fez bom cruzamento para a cabeça de Rafa; aos 37’, viu Zé Vítor desviar-lhe um remate que prometia golo; e aos 89’ faltou-lhe convicção para finalizar melhor, quando tinha tudo para ser feliz e com a baliza em ponto de mira.

(6) ANTÓNIO SILVA - Muito ativo a defender, a assumir as saídas com bola e também a surgir em zonas de finalização. Aos 25’, na área, rematou forte, mas José Gomes desviou a bola num lance de golo iminente. Nos cantos conseguiu ter presença e criar confusão ao adversário.

(5) OTAMENDI - Menos fulgurante do que o habitual, limitou-se a controlar a zona. Na segunda parte, quando o Nacional se atreveu, meteu mais o pé e liderou o setor defensivo.

(6) DAHL - Sempre seguro a defender, foi muito rápido nas transições para o ataque — teve várias e mostrou atrevimento. Foi dono e senhor da posição e empurrou a equipa com critério.

(6) RICHARD RÍOS - Primeira parte de muita posse, muito bem na pressão alta, o que lhe permitiu ganhar muitas bolas. Foi ele quem recuperou a bola que resultou no primeiro golo e também no lance em que Schjelderup sofreu penálti. Perdeu capacidade física após o intervalo e caiu bastante.

(6) LEANDRO BARREIRO - Embora com menos critério no posicionamento, também foi muito influente ao lado de Ríos na recuperação da bola e na pressão alta ao adversário. Aos 42’ fez um belo cruzamento para cabeceamento deficiente de Pavlidis. Com a saída de Rafa, subiu no apoio a Ivanovic e foi mais visível a influência de Barreiro — recuperou, assistiu e rematou com muito perigo, aos 85’.

(6) RAFA - Faltou-lhe ainda velocidade, felicidade na definição, mas foi intenso desde o primeiro minuto, a defender e a procurar o espaço no ataque. Foi ele quem descobriu Prestianni no flanco no lance do primeiro golo. Marcou o segundo golo, com grande sentido de oportunidade, e podia ter festejado outros — remate de cabeça ao lado aos 12’ e aos 69’. Acrescentou ainda lances muito interessantes, a entrar pela esquerda e com cruzamentos atrasados a que os companheiros não deram boa sequência.

(7) SCHJELDERUP - Sempre ligado à corrente. Marcou aos 3’ o primeiro golo, num remate de primeira, e tentou muito marcar mais golos e oferecer mais golos. Bom remate aos 52’, que obrigou Kaique a esticar-se, e grande cruzamento para a cabeça de Rafa, aos 69’. Aos 58' sofreu penálti quando se preparava para finalizar e, já depois do minuto 80, ainda teve de cabeça e nos pés chances em que não conseguiu definir bem. O norueguês foi igualmente muito importante na forma como ajudou Dahl a fechar o flanco.

(4) PAVLIDIS - Mourinho tem razão: Pavlidis trabalha muito e vai além do papel simples de um ponta de lança. Mas o grego não atravessa fase de inspiração. Neste jogo falhou um penálti e abordou de forma deficiente outros lances na zona onde tem de fazer a diferença, como o remate de cabeça mal direcionado, aos 77’. Mostrou ansiedade, que em muitos momentos se transformou em atrapalhação com a bola nos pés. Desmarcou muito bem Rafa para dois lances de golo iminente, mas em ambos o companheiro estava em posição irregular.

(5) AURSNES - Pouca bola, pouco envolvimento e pouco tempo em campo, mas sem falhas e com inteligência na posse e ocupação do espaço.

(5) LUKEBAKIO - Entrou com vontade de deixar a sua marca. Cruzou para criar perigo aos 85’ e aos 86’.

(5) IVANOVIC - Boa entrada, possante. Rematou forte mas à figura, aos 85’. Aos 89’ ofereceu a Dedic boa oportunidade.

(5) BARRENECHEA - Devolveu o equilíbrio e frescura física à zona do meio-campo.

(—) GONÇALO MOREIRA - Estreia na equipa principal do médio-ofensivo. Ainda sem bola e tempo para mostrar mais. Mas concretizou um sonho."

Jogar (bem) para uma goleada e continuar a viver intranquilo


"Pode parecer paradoxal, mas foi mesmo assim: Benfica marcou cedo dois golos, e desperdiçou uma boa meia dúzia (até um penálti). Como se ficou pelo 2-0, abriu portas a que, a qualquer momento, o Nacional entrasse na luta pelo resultado…

Ainda com as feridas provocadas pelo golo do ganso Rafael Brito por sarar, a equipa de José Mourinho teve, no Nacional, um adversário que podia ter servido para suavizar as relações com o Terceiro Anel.
Apesar de uma versatilidade que lhe permitiu alterar posicionamentos — especialmente através das várias colocações que Matheus Dias assumiu —, alguns dos quais contemplavam a utilização de defesa a cinco, a turma insular não estacionou nenhum autocarro em frente da baliza do inspirado Kaique, e sempre que se estendeu em 4x3x3 (a base) ou em 4x4x2 (com o recuo de Daniel Júnior), deu ao Benfica espaços para explanar um futebol vistoso e alegre.
Foi, pois, sem surpresa, que os encarnados, a jogar ao ritmo de Prestianni (fez um jogo de mais a menos) cedo chegaram ao 2-0, e ficaram-se a dever-se alguns golos mais, ao longo dos primeiros 45 minutos, em que a equipa de Tiago Margarido, tolhida pelo bom futebol do Benfica, foi praticamente inofensiva.
Mas o que fizeram, de tão positivo, os encarnados ao longo da primeira parte? Basicamente, aplicaram os princípios de jogo de uma equipa moderna, com pressão alta a sufocar o adversário na saída de bola, com dois extremos bem abertos e bem apoiados, com um elemento mais solto (Rafa), nas costas de Pavlidis, e com muito compromisso defensivo por parte de Ríos e Barreiro.
Foi assim que, não fora o poste da baliza de Kaique e um desmesurado altruísmo de Rafa, a que se aliou falta de instinto matador numa mão cheia de situações, o Benfica construiu condições para ter ido para o balneário com um resultado substancialmente mais folgado.
Valerá a pena, por uma questão pedagógica, falar de um lance, aos 22 minutos, em que Fábio Veríssimo mostrou o cartão amarelo a Dahl, por alegadamente ter tocado na cara de Daniel Júnior. Trata-se de uma situação que carece de revisão urgente, porque se tornou moda entre os jogadores, cada vez que são atingidos pela mão do adversário, independentemente da geografia corporal, se agarrarem à cara. No caso vertente, o toque foi no peito, mas valeu admoestação ao sueco. E o que é preocupante é que esta forma de estar é transversal a todos os emblemas, e os árbitros, sem hipótese de reversão-VAR, estão a dar-lhe cobertura.

Menos Benfica
Tem sido norma (Qarabag à parte) as segundas partes do Benfica serem melhores do que as primeiras. Com o Nacional foi ao contrário. Os jogadores de Mourinho regressaram ao relvado como que anestesiados, e não se opuseram quer à pressão alta que Tiago Margarido ordenou à sua equipa, quer a períodos de posse de bola prolongados por parte dos insulares.
Foi preciso Trubin aplicar-se a fundo aos 54 minutos perante José Gomes, para evitar males maiores aos encarnados que, dois minutos depois dispuseram de um castigo máximo (por falta sobre Schjelderup, que está numa forma notável). Parecia que o 3-0 anunciado ia acabar com todas as dúvidas, mas a desinspiração de Pavlidis estendeu-se aos onze metros e Kaique, um especialista na matéria, manteve a diferença em dois golos.
A partir da hora de jogo, com o refrescamento da equipa insular (Pablo Ruan e Filipe Soares, e o progressivo apagamento de Prestianni, que deixou de acompanhar as subidas de José Gomes, o Nacional cresceu na partida e o Benfica, mesmo que tenha sido perdulário em duas ocasiões (63 e 68), foi-se revelando crescentemente ansioso, provocando um efeito de contágio nas bancadas, que já depois de terem apanhado um susto (Chucho Ramirez, aos 66 minutos, meteu a bola no fundo das redes de Trubin, mas o lance foi invalidado por falta precedente sobre Pavlidis), manifestaram o seu desagrado (76 minutos, quando Jesús Ramírez rematou para Trubin defender), à laia de puxão de orelhas à equipa encarnada.
José Mourinho foi então ao banco (78) buscar reforços — Ivanovic, Aursnes, Lukebakio e Enzo Barrenechea — e o Benfica recompôs-se, voltou, com o reforço do meio-campo, a pegar no jogo e a fechar a porta à ambição madeirense, ao mesmo tempo que a maior lucidez de Ivanovic e Lukebakio criou várias situações de golo, duas delas desfeitas por Kaique, primeiro a dar o peito à bala de Ivanovic e depois ao realizar a defesa da noite a um petardo de Barreiro.
Mourinho ainda teve tempo para dar a Gonçalo Moreira a oportunidade de ouvir uma ovação do Terceiro Anel, mas a história do jogo estava escrita: o Benfica tinha presenteado os seus adeptos com uma exibição de muito bom nível na primeira parte; não respondeu bem à maior ousadia insular no início da segunda; e teve de se reagrupar para regressar ao domínio de uma partida em que teve tudo para golear, mas deixou-se sujeitar à ingratidão do 2-0, um resultado que nunca permite dar por encerrada a função."

Vinte e Um - Como eu vi - Nacional...

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Mourinho - Nacional...

Terceiro Anel: Nacional...

Observador: Relatório do Jogo - Nacional...

BF: Nacional...

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Vermelhão: Regresso à normalidade... com poucos golos!

Benfica 2 - 0  Nacional


Regresso às vitórias tranquilas, num jogo que podia ter terminado em goleada, tantas as oportunidades desperdiçadas, e tão pouca réplica o adversário acabou por dar...

Depois das palavras do Mourinho no final da partida em Rio Maior, havia alguma expectativa para perceber as alterações e verificar se a equipa iria mudar de atitude! Se em relação ás alterações acabou por serem as esperadas, com o regresso dos 'condicionados' da jornada anterior, sem revolucionar o 11, em relação à atitude, a eficácia inicial, acabou por não permitir testar os 'nervos' da equipa!

Com 2 golos, nas primeiras três oportunidades, aos 14m, tudo ficou mais fácil... Com a bola longe do Trubin, a equipa geriu a vantagem, criando oportunidades dispersas... acelerando no final da 1.ª parte! O resultado ao intervalo já devia ser mais pesado...

No 2.º tempo, não entrámos mal, várias desconcentrações, o Nacional começou a ganhar os ressaltos... Mas acabámos por beneficiar um penalty, desperdiçado pelo Pavlidis!!! O Mourinho voltou a demorar nas substituições, era óbvio que o meio-campo estava com dificuldades em segurar a bola...

Quando finalmente as substituições foram feitas, o jogo 'terminou' para o Nacional. Com um meio-campo reforçado e fresco, o Benfica voltou a dominar a partida, e na recta final, podíamos ter marcada vários golos novamente...

Prestianni justamente eleito o MVP, contra este tipo de equipas, é muito mais útil do que o Lukebakio. Schjelderup mais discreto na 1.ª parte, apesar do golo. O mesmo se pode dizer do Rafa, que marcou um golo fácil, mas continua a desperdiçar golos em catadupa... O regresso do Barreiro também foi importante, nas recuperações defensivas... com bola, o Barreiro tem muito medo em receber a bola com adversários nas costas, com um bocadinho mais de confiança, a história seria outra...

Otamendi, com muitos duelos perdidos, e a arriscar muitas vezes a pressão a meio-campo, deixando espaço nas costas... com os Corruptos, correu mal!!! O Ríos está esgotado, não tem férias desde Janeiro de 2025, nota-se que está sem força... mesmo assim, está-se a ''defender' bem, passando a bola, com menos cavalgadas, mas a decisão continua má...

Pavlidis, está completamente fora dela. Tudo o que pode correr mal, corre mal!!! Hoje, falou-se numa possível venda no final de época, não sei se o rumor é verdadeiro, mas neste final de época, era importante perceber se o Ivanovic é jogador para ficar ou não... Tendo em conta as características dos jogadores, eu apostaria na titularidade do Ivanovic em Alvalade!!! Está solto fisicamente, ataca a profundidade, algo que vai ser preciso, e quer prestar provas...!!!


Regresso do Aursnes, foram só 15 minutinhos, mas a liderança e o posicionamento não se perderam. Provavelmente será lançado no 11 em Alvalade, mesmo com pouco ritmo! A estreia do Gonçalo Moreira, soube a pouco, o 2-0 é sempre um resultado perigoso, se o penalty tivesse sido concretizado teria entrado mais cedo... fica para a próxima! Agora, para a semana, temos uma Youth League para ganhar!


Verdíssimo aparentemente pediu desculpa pelo cartão Amarelo! Um nódoa, a dualidade de critérios foi evidente durante todo o jogo, os nacionalistas, mesmo sem agressividade em excesso usaram as faltas, fora de tempo, constantemente para parar os nossos ataques, mas sabiam que o Vermelho estava proibido: no penalty o defesa do Nacional não tentou jogar a bola, era Vermelho claro; na entrada sobre o Otamendi também era Vermelho... E ainda houve um penalty sobre o António!
Vá lá, viu o marcou falta, no empurrão sobre o Nico no lance que iria dar o golo ao Nacional!!!! Foi uma rara reação instintiva honesta do Verdíssimo!!!

Agora, uma semana para preparar o Derby, que não decide muita coisa, mas é sempre um Derby, e muitas vezes estes jogos, marcam mais do que a classificação final, na cabeça do adepto!!! Sem o Tomás  Araújo, a defesa está 'fechada'! Aposto o regresso da dupla Aursnes, Barreiro... as dificuldades físicas do Ríos, vão ser o alibi da decisão! Como já referi anteriormente na crónica, apostava no Ivanovic, o Pavldiis está numa série horrível, sem confiança e com a mais que esperada pressão alta do Sporting, vai ser preciso esticar o jogo do Benfica, com algumas bolas longas, algo que o Ivanovic, neste momento, tem mais disponibilidade para fazer... Será a última oportunidade da época de voltar a ganhar um jogo Grande, os empates, não chegam...

Vitória...

Benfica 2 - 1 Leixões
L. Martins, Coletta


Regresso às vitórias, com uma equipa mais equilibrada, numa manhã de muito vento no Seixal... Mas já vamos tarde, só um milagre!!!

Juvenis - 9.ª jornada - Fase Final

Famalicão 0 - 1 Benfica
J. Silva


Regresso às vitórias, com um golo a abrir o 2.º tempo, com muitas ausências, novamente! Esta equipa tem sido arrasada esta época, além dos jogadores que estão a jogar nos escalões acima... E depois acaba por ir buscar os jogadores que são Juvenis de 1.ª ano, que ainda na semana passada, estavam na Seleção!

Iniciados - 10.ª jornada - Fase Final

Benfica 2 - 0 Alverca


Vitória aperada, com o golo de descanso a aparecer somente nos descontos...

Quem decide, afinal, no Benfica?


"As decisões de um clube como o Benfica não podem partir da necessidade de ganhar no imediato, mas sim de uma ideia clara sobre como quer jogar, que perfil de jogadores quer ter e que caminho pretende seguir. A escolha de Mourinho parece ter seguido uma lógica diferente. Respondeu ao contexto eleitoral.

O Benfica tem sido um clube sem estratégia. Apesar do investimento elevado, o retorno desportivo tem sido reduzido: uma Liga e duas Supertaças em cinco épocas.

A escolha de Mourinho
Vencedor, foi assim que Rui Costa definiu o perfil de José Mourinho. A questão é que ser vencedor não pode ser uma estratégia, mas sim uma consequência. As decisões de um clube como o Benfica não podem partir da necessidade de ganhar no imediato, mas sim de uma ideia clara sobre como quer jogar, que perfil de jogadores quer ter e que caminho pretende seguir.
A escolha de Mourinho parece ter seguido uma lógica diferente. Mais do que responder às necessidades do plantel, respondeu ao contexto eleitoral e de urgência para Rui Costa. Em setembro, o essencial era ganhar as eleições de outubro. O resto ficaria para depois. Mourinho trazia duas coisas difíceis de ignorar: uma capacidade de comunicação que o Benfica há muito não tinha e um peso mediático que mobiliza adeptos. Mas nenhuma dessas qualidades resolve, por si só, o problema estrutural que o clube atravessa.

Perda de exigência
José Mourinho referiu, no final do último jogo frente ao Casa Pia: «Neste momento tinha vontade de não fazer jogar mais alguns jogadores. Mas há valores mais altos que se levantam. São ativos do clube.» Num clube como o Benfica, o objetivo tem de ser sempre o mesmo: vencer. A valorização dos jogadores será sempre uma consequência do sucesso desportivo. Tenho referido que o problema do Benfica não são os treinadores, nem serão estes que o irão resolver.
O foco está na liderança ou na ausência dela. Nos últimos anos, o clube foi perdendo a (pouca) cultura de exigência que tinha. A desresponsabilização tornou-se permanente. Quando não se ganha, surgem frequentemente justificações externas, como a arbitragem, para explicar os insucessos. As decisões têm privilegiado o curto prazo, como demonstram as contratações de Bruno Lage e José Mourinho, mais orientadas pela reação do que por uma lógica de continuidade.
O último mercado de inverno é outro exemplo dessa dificuldade em enquadrar decisões num projeto desportivo racional e lógico, com movimentos de plantel (Rafa e Sidny) difíceis de justificar num plano de médio prazo. Falta visão a quem lidera. Atira-se dinheiro para cima dos problemas na tentativa de os resolver. O resultado é um clube mais frágil — financeiramente e desportivamente.

Desequilíbrio financeiro
Se desportivamente se percebe uma ausência de estratégia, financeiramente o quadro não é diferente. A elevada rotatividade do plantel tem sido apresentada como fundamental para a obtenção de rendimento desportivo. Na prática, porém, responde muitas vezes à necessidade de gerar liquidez e equilibrar contas.
O Benfica continua a ser o clube que mais receita gera em Portugal, tanto através de transferências como da UEFA Champions League. Ainda assim, essa capacidade não tem sido suficiente para estabilizar o projeto.
Importa sublinhar que não se trata de falta de investimento. Pelo contrário, o clube tem investido fortemente no plantel. Esta época, o investimento correspondeu a um valor entre 130 e 140 milhões de euros. O problema está no retorno desportivo desse investimento e na falta de coerência na construção do plantel ao longo do tempo. Os custos operacionais do clube, com destaque para os gastos com pessoal (salários), têm aumentado de forma significativa num período em que o sucesso desportivo ficou aquém do investimento realizado.
Vende-se muito, investe-se muito, mas consolida-se pouco. Quando isso acontece, o ciclo repete-se: vende-se para equilibrar, investe-se para reagir, em vez de manter uma base estável para crescer e competir. Num contexto em que vários clubes procuram maior estabilidade e continuidade, o Benfica parece continuar dependente de decisões de curto prazo, ditadas pela necessidade imediata de resposta financeira e desportiva. A possível ausência da UEFA Champions League na próxima época poderá ainda agravar mais esta pressão e acentuar o desequilíbrio financeiro.

Desalinhamento
As declarações recentes de José Mourinho e de Rui Costa expõem uma falta de alinhamento difícil de ignorar. O treinador admite que gostaria de continuar, mas fá-lo sem a convicção habitual de quem se sente plenamente integrado num projeto.
O presidente, por seu lado, lembra a existência de contrato, sublinhando que o treinador tem mais um ano de ligação ao clube. Este argumento, no entanto, perde força quando comparado com situações recentes: também Roger Schmidt e Bruno Lage tinham contrato em vigor quando deixaram o comando técnico do Benfica.
No caso de Mourinho, há ainda um detalhe relevante no seu discurso. Não é habitual o treinador adotar uma posição tão pouco taxativa sobre o futuro. Por norma, ou assume claramente a continuidade, ou afasta-se de forma inequívoca. Desta vez, ficou numa posição intermédia, que pode significar um posicionamento tático face às movimentações que observa à sua volta.
Outro ponto relevante são as constantes críticas de Mourinho ao plantel, que contrastam com a visão de Rui Costa, bem patente na afirmação de novembro de 2025 de que «o plantel no futuro não precisa de grandes alterações». Os dois parecem ver realidades diferentes, o que torna mais difícil a construção de uma estratégia comum.
Por último, em campo, Mourinho afasta o Benfica da luta pelo título. Fora dele, Rui Costa mantém o discurso de que «no Benfica não se desiste até o campeonato estar terminado».
O desalinhamento entre os dois é factual. E esse tem sido, consistentemente, o padrão dos últimos anos.

A valorizar: João Neves
Mais uma grande exibição frente ao Liverpool coroada com um passe que poucos têm a capacidade de fazer.

A desvalorizar: Liverpool
O ainda campeão inglês em título parece uma sombra do que tem sido nos últimos anos."

Regressar às vitórias


"O Benfica enfrenta o Nacional, hoje às 18h00, no Estádio da Luz. Este é o tema principal na BNews.

1. Lutar por triunfos
José Mourinho sublinha a importância de vencer sempre: "Precisamos muito de ganhar por todas as razões e mais alguma, precisamos muito de ganhar. Temos de lutar por estes 6 jogos, 18 pontos. Lutar por títulos é o meu objetivo e o do Benfica."

2. Entrevista a não perder
Nuno Catarino, CFO do Sport Lisboa e Benfica, aborda as contas semestrais apresentadas pelo clube, a emissão do empréstimo obrigacionista e vários temas atuais e relevantes para o Benfica e para o futebol português, entre os quais a centralização dos direitos televisivos.

3. Comunicado oficial
Leia o desmentido do Clube acerca de informações falsas veiculadas pelo Correio da Manhã.

4. Últimos resultados
A equipa B empatou 2-2 com a União de Leiria; os Sub-23 venceram o Leixões, por 2-1; os Juniores foram derrotados na visita ao Santa Clara, por 3-2, e os Juvenis triunfaram em Famalicão (0-1). As equipas masculinas de basquetebol e de hóquei em patins ganharam ante SC Braga (108-77) e CH Carvalhos (8-2), respetivamente. A de voleibol perdeu, por 3-0, no reduto do Leixões e a de andebol, por 42-32, no Porto. As equipas femininas de basquetebol e de futsal venceram ante Esgueira (75-69) e Novasemente (5-0), respetivamente.

5. Outros jogos do dia
Os Iniciados recebem o Alverca às 15h00. A equipa feminina de hóquei em patins visita a Académica (19h00). Às 15h45, o Benfica recebe o Direito, em râguebi, no Estádio Universitário de Lisboa.

6. Atividades do Museu
Conheça a programação do 2.º trimestre de 2026.

7. Em destaque
Os principais conteúdos e temas que marcam a agenda do Sport Lisboa e Benfica nas diferentes plataformas do Clube.

8. Casa Benfica Figueira da Foz
Conheça esta embaixada do benfiquismo pela lente da BTV."

Backstage | #SLBenficaB vs. União de Leiria

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Que nunca falte o norte (Daniel Bragança) ao Sporting

Comercial: Kika...

Benfica FM: Relembrar...

Romário sempre a faturar


"Em agosto de 1988, o Vasco da Gama participou no Torneio Lusitânia, na Invicta, derrota, por 1-2, na final frente ao FC Porto. No centro do ataque da equipa do Rio de Janeiro estava Romário, então um jovem de 22 anos associado aos dragões que acabavam de contratar Rui Águas e ainda contavam com Fernando Gomes. Essa foi a primeira vez que ouvi falar dele e, agora, numa viagem pelo arquivo de A BOLA, recordei declarações do grande Quinito, à data a viver o começo de curto reinado ao serviço dos azuis e brancos.
«Não vamos contratar Romário, o FC Porto tem a casa arrumada e eu já tenho muito por onde escolher. Não quero mais dores de cabeça. No entanto, pelo seu valor, acho que Romário deve ficar pela Europa... No FC Porto é que não. Já falei com o presidente e disse-lhe que estou satisfeito com o plantel que tenho à disposição», assim se referiu Quinito ao hipotético interesse naquele que se tornaria uma dos mais fascinantes goleadores da história do futebol, logo nesse verão contratado pelo PSV Eindhoven (1988 a 1993), etapa inicial no velho continente antes de deslumbrar no Barcelona de sonho de Johan Cruyff (1993 a 1995).
Num futebol cada vez mais controlado, há figuras que resistem ao tempo não apenas pelo talento que ostentaram, mas também pela personalidade revelada sempre que tentaram domesticá-las. Romário é um desses casos raros — um jogador tão genial nos relvados quanto carismático fora deles.
A atualidade voltou a colocá-lo nas manchetes, não pela pontaria, somente pela vida pessoal. Aos 60 anos, o antigo internacional brasileiro, campeão mundial em 1994, foi notícia por um alegado triângulo amoroso com duas jovens universitárias — um episódio que rapidamente ganhou contornos mediáticos. Mais uma polémica que encaixa no perfil de quem vive sem filtros.
Dentro das quatro linhas era sublime. Corria o quanto bastava, não se enquadrava nos padrões modernos de intensidade, treinava quando as saídas noturnas permitiam e, na área, tinha um instinto único, pois decidia em segundos com uma frieza que desafiava a paciência dos adversários.
Algumas tiradas são tão memoráveis como os golos que assinou. «Pelé calado é um poeta», disse um dia sem receio da realeza. «Técnico bom é aquele que não atrapalha», aí está outra, tão icónica como esta: «Estou com 72 quilos, sim, e daí? O elefante é gordo, mas quando tem incêndio na floresta ninguém ganha dele na corrida.»
Não era só humor, era autoconfiança, exemplo saudável do politicamente incorreto. Romário dizia o que pensava, fazia o que queria e resolvia jogos. O baixinho era grande! E a avaliar pela imprensa cor de rosa desta semana continua a faturar…"

O estreito de Ancelotti


"No Brasil, Copa do Mundo é coisa séria: por ser talvez a única atividade em que o 5.º maior país do planeta é (quase sempre) o melhor. A política envolve-se, com presidentes a darem palpites.

Pode ser repetitivo, maçador, monótono mas é assim que as coisas são no Brasil: a lista de 26 de Carlo Ancelotti não sai dos noticiários de TV, das colunas de jornais, das rodas de botequim.
No Brasil, Copa do Mundo é coisa séria: por ser talvez a única atividade em que o quinto maior país do planeta é, de facto, (quase sempre) o melhor, como ilustra a coleção única de títulos, a política envolve-se, com presidentes no passado, no presente e no futuro a darem palpites.
A economia mexe-se, com expectativa de aumento de 20% na venda de televisões em junho e julho, por um lado, e com previsão de queda na produção industrial e no comércio porque as empresas são moralmente obrigadas a dar folga quando a seleção joga, por outro.
A sociedade emociona-se, com eleição da rua pintada de verde e amarelo mais bonita do país, com murais gigantes desenhados com os rostos dos jogadores e outros a servirem de muro das lamentações futebolísticas, cirurgias adiadas, audiências judiciais proteladas e até casamentos desmarcados.
Serve então este preâmbulo não só para dar ideia do colorido do Brasil durante uma Copa mas sobretudo para justificar que se volte nesta coluna a falar dos 26 de Ancelotti, uma lista muito mais esmiuçada e investigada do que a de Martínez, a de Scaloni, a de De la Fuente, a de Nagelsmann, a de Deschamps ou a de Tuchel, porque, mesmo sem viver colheita especial, ninguém produz tanto jogador de elite em quantidade como o país do futebol.
Segundo as fontes mais informadas junto à CBF, o italiano já tem 24 definidos. Sobram dois, o tal estreito de Ancelotti a que o título faz referência. Salvo então incidentes de última hora, na baliza estarão Alisson (Liverpool), Ederson (Fenerbahçe) e Bento (Al Nassr).
Na defesa, Éder Militão (Real Madrid), Wesley (Roma), Danilo Luiz (Flamengo), Marquinhos (PSG), Gabriel Magalhães (Arsenal), Bremer (Juventus), Léo Pereira (Flamengo), Alex Sandro (Flamengo) e Douglas Santos (Zenit).
No meio-campo, Casemiro (Manchester United), Bruno Guimarães (Newcastle), Fabinho (Al Ittihad), Andrey Santos (Chelsea) e Danilo Santos (Botafogo).
E no ataque Estêvão (Chelsea), Luiz Henrique (Zenit), Vinícius Júnior (Real Madrid), Martinelli (Arsenal), Matheus Cunha (Manchester United), João Pedro (Chelsea) e Raphinha (Barcelona).
Restam três nomes para duas vagas, que tanto podem ser de mais um jogador de meio-campo e um de ataque ou de dois de ataque, isto é o meia Paquetá, do Fla, e um de dois centro-avantes, Endrick, do Lyon, e Igor Thiago, do Brentford, ou estes dois juntos.
Falta, claro, falar de Neymar, o mais poderoso, mediático e falastrão dos jogadores brasileiros. A atualidade, porém, mostra-nos que não basta ser poderoso, mediático e falastrão para entrar no estreito."