Últimas indefectivações

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Benfica FM: Golo...

VITÓRIA A FECHAR UMA ÉPOCA QUE DÁ MUITO QUE PENSAR


"Estoril 1 - 3 BENFICA

Últimos apontamentos.
> começar a marcar é bom. Entrámos bem, aos 7 minutos estávamos na frente. Bom golo. O apitador Miguel Nogueira, entretanto, ia marcando tudo contra nós. Foi assim toda primeira parte. E na segunda com mais uma série de decisões ao arrepio da verdade e do bom senso. Foi um bom exemplo de tudo aquilo a que assistimos ao longo da época na maior parte dos nossos jogos.
> segundo golo como o primeiro, bola oportunamente empurrada ao segundo poste. E como o primeiro a coroar superioridade inquestionável. E logo depois o terceiro. Três-zero aos 15 minutos, jogo resolvido, mas ficámos a dever a nós próprios não ter ampliado mais o marcador na primeira parte e na segunda.
> se o Pavlidis estivesse em alta, a vitória de hoje teria sido mais expressiva. Acabou a época como começou a anterior: sem espontaneidade no remate, a perder bolas fáceis, sem confiança, pese embora toda a atitude e entrega. Não foi o único, diga-se, a falhar golos hoje.
> Aursnes muito justamente tributado quando saiu aos 78 minutos. É enorme, com mais destes... Schjelderup também muito aplaudido um pouco depois, foi o nosso motor na segunda parte da época, foi quem mais se valorizou esta época. Que esteja connosco no início da próxima.
> este jogo devia ter acabado praí 7-2.
> foi bom ver o Pizzi fechar a carreira (como capitão) contra o Glorioso. E teve bonita homenagem com aplausos dos nossos ao minuto 21. E depois quando saiu: a gratidão é coisa nobre, muito nobre.
> o que mais me custou esta época, mais até do que muitos pontos inútil e infantilmente perdidos, foi sentir o clube pequeno, sem capacidade para responder à altura às roubalheiras a que fomos assistindo. É humilhante sermos continuadamente "pisados na cabeça" e não mostrarmos que com o Benfica não se brinca.
> alguma, ou muita coisa, está errada quando somos quem mais investe, quem tem a folha salarial mais elevada também, e estamos há três épocas seguidas sem ganhar o campeonato. Esta época, pior, porque vamos com o terceiro lugar recambiados para a Liga Europa. Autocrítica precisa-se!!! Medidas precisam-se!!!
ATÉ PARA O ANO. VIVA O BENFICA!!!"

Meio milagre não bastou porque o outro meio não chegou


"Benfica fez o que lhe competia na jornada 34, com três golos antes dos 20 minutos. Mas como as notícias de Alvalade não eram as esperadas pelos benfiquistas, ficou uma Liga sem derrotas

Se era preciso um milagre para chegar ao segundo lugar, como José Mourinho foi repetindo quase até à exaustão, cedo o Benfica começou a fazer a sua parte. Grande pressão sobre os médios e defesas do Estoril, quase sufocante até, impedindo-os de ter bola e de sair de perto da área de Robles. Logo aos 40 segundos (!), as águias mostraram que queriam resolver bem rápido a sua metade do milagre: canto de Prestianni e Bah, de cabeça, a desviar rente ao poste esquerdo.
O Estoril não respirava. Limitava-se a tentar sobreviver. O Benfica, com Prestianni e Schjelderup endiabrados nas alas, ia anunciando o golo. E, aos 7 minutos, Prestianni metamorfoseou-se em Richard Ríos e abriu, longuíssimo, da esquerda para a direita, onde estava Schjelderup. O norueguês da primeira metade da época teria perdido a bola na luta com Ricard Sánchez, mas quem recebeu a bola foi o norueguês da segunda metade, que arrancou, mudou da terceira velocidade para a quinta em menos de um piscar de olhos, cruzando bem rasteiro para a pequena área, onde surgiu Ríos, metamorfoseado no Pavlidis da primeira metade da época, que encostou e fez golo.
Demorou sete minutos o primeiro golo e até poderia ter demorado bem menos, tal a avalancha atacante do Benfica. Logo de seguida, Prestianni fura, como se fosse uma broca, médios e defesas estorilistas, fica na cara de Robles, mas permite que o guarda-redes espanhol desvie pela linha de fundo.
Não havia pausas, não havia quebras, não havia Estoril. Havia apenas Benfica e uma velocidade estonteante, dribles e fantasia, misturados com uma tremenda pressão encarnada. E, entre os 15’ e os 16’, dois golos: Bah e Rafa, 3-0 antes dos 20 minutos. Algo que o Benfica não conseguia há já muito tempo.
O ritmo, então, abrandou. Talvez na sequência de o Sporting ter marcado um minuto antes do golo de Rafa e, assim, o Benfica ter voltado ao 3.º lugar da Liga, de onde saíra entre os minutos 7' (golo de Ríos) e 15’ (1-0 do Sporting).
Só pouco depois da meia hora o Estoril voltou a respirar sem taquicardias. Begraoui entra pela direita e remata, à entrada da área, após Pizzi ter recuperado a bola e lançado o marroquino. O remate deste, porém, foi relativamente frágil e Trubin defendeu sem dificuldade. Até ao intervalo, o Benfica viveu dos rendimentos de três golos e descansou. Meio milagre estava consumado, com classe, mas de Alvalade vinham más notícias: 2-0 para o Sporting.
O segundo tempo começou quase como começara o primeiro: com o Benfica perto do golo. Rafa, logo aos 46’, esteve perto do quarto do Benfica e do seu segundo. Porém, durou pouco, pois o Estoril, mais descontraído e menos pressionado, começou a ter mais bola e a andar mais perto da área de Trubin, ficando o jogo muito mais dividido.
Pedro Amaral (51’) ameaçou, Schjelderup fez o mesmo (54’), mas foi Prestianni (57’) quem mais perto andou do golo, rematando rente ao poste direito de Robles. Até que, aos 59’, surge o momento emocionante do jogo, com Pizzi a deixar o relvado no último jogo da carreira, com os jogadores de ambas as equipas a fazerem uma guarda de honra. Luís Miguel Afonso Fernandes, 36 anos, bem mereceu a homenagem.
Até ao final, enquanto os benfiquistas esperavam boas notícias de Alvalade (que nunca chegariam), o jogo ficou ainda mais partido, sobretudo a partir do momento em que Ian Cathro e José Mourinho começaram a mexer nos onzes: Lacximicant por Peixinho; Prestianni e Rafa por Lukebakio e Leandro Barreiro.
Foram mesmo dois dos que entraram que estiveram perto de marcar: Peixinho (71’ e 73’) e Lukebakio (72’, 74’ e 82’). E Peixinho, aos 90+1’, ainda reduziria para 1-3, com um grande golo, num remate de pé esquerdo, à entrada da área. O Estoril dos primeiros 15 minutos não merecia o golo, mas o da segunda parte mereceu-o.
O apito final de Miguel Correia ditaria o 3.º lugar do Benfica e o 10.º para o Estoril. Os encarnados terminam a Liga sem derrotas, sim; com muitos empates, sim; sem os muitos milhões da Liga dos Campeões, igualmente sim."

Com este Ríos (e 15' assim em mais jogos) talvez para o ano dê


"Melhor versão do colombiano ajudou a resolver o jogo ainda na 1.ª parte. Entrada de rompante também com dedo de Schjelderup e Prestianni. Pavlidis em noite de desacerto no adeus de Otamendi

Melhor em campo: Richard Ríos (7)
O internacional colombiano terminou a época no nosso País com o pé direito. A exibição na Amoreira deixou sinal de esperança em relação ao futuro individual do médio na Luz, porque se apresentou no Estoril em versão 'gourmet' e tem tudo para assim continuar. Assinou exibição musculada e autoritária, sobretudo nos primeiros 45', em que tomou conta do meio-campo e varreu os canarinhos do primeiro terço da águia, fazendo sinal STOP a muitas jogadas. Iniciou e concluiu o lance do 1-0, aos 7', esteve perto do 4-0 num remate frontal aos 27' e, depois, aos 85', num chapéu sobre Robles que Boma evitou que fosse golo. Este Richard Ríos que desaguou na Linha promete muito mais para a próxima época. Com esta versão de Ríos, e repetindo a equipa mais vezes os primeiros 15' de ontem, o sucesso ficará sempre mais perto.

Trubin (5) — Esteve a segundos de despedir-se de 2025/26 com uma clean sheet, mas nem com asas parava o remate de Peixinho que valeu o golo de honra do Estoril aos 90+1'. Isto num jogo em que praticamente não teve defesas para fazer. Só aos 33' foi chamado à primeira, detendo com facilidade remate frontal de Begraoui. Depois limitou-se a ver as bolas rondarem a área, mas sem passar por calafrios, até que Peixinho soltou o génio...

Bah (6) — Boa exibição no regresso à titularidade. Não tem a vertigem vertical de Dedic, mas visou a baliza de Robles logo aos 41 segundos e fez o 2-0 aos 15', emendando desvio de Tomás Araújo ao primeiro poste após canto de Prestianni. Não teve grande trabalho defensivo, controlando as subidas de Gonçalo Costa e companhia.

Tomás Araújo (5) — Não esteve nos melhores dias no capítulo do passe, mas controlou a sua zona de jurisdição. Desviou a bola para Bah no lance do 2-0. Pecou na pressão sobre Peixinho no lance em que o Estoril reduziu a desvantagem.

Otamendi (6) — Fez a despedida do Benfica. No jogo 281 de águia ao peito teve trabalho com o poderio físico de Lacximicant e foi resolvendo os poucos apuros provocados pelo Estoril.

Dahl (5) — Menos vertical que noutros jogos, ficou atento às incursões de Begraoui e evitou que o Estoril marcasse aos 60' com alívio na hora H.

Aursnes (6) — Ajudou (e muito) a conter as investidas do Estoril no primeiro tempo, oferecendo ascendente nas operações no miolo que ajudou a explicar os 15 minutos à Benfica que cedo resolveram o jogo. Manteve a toada após o intervalo, mas com mais trabalho perante Estoril mais determinado.

Prestianni (7) — Ajudou muito a que os primeiros 15' (16', vá...) fossem à Benfica e deixou marca nos lances dos três primeiros golos: no 1-0 fez boa viragem de flanco para Schjelderup cruzar; marcou o canto que deu o 2-0; e deixou a bola com Rafa para este resolver em posição frontal e fazer o 3-0. Na retina ficou ainda grande slalom aos 10', a tirar defesas do caminho e a ver o golo negado por Robles. Voltou a tentar aos 57', num remate rasteiro a passe de Rafa.

Rafa (6) — Chegou à Amoreira à esquina do golo 100 pelo Benfica e conseguiu-o aos 16', com remate de pé esquerdo após bom gesto técnico a esconder a bola do opositor. Esteve perto de bisar, de cabeça, logo no início da 2.ª parte, obrigando Robles a boa defesa.

Schjelderup (7) — Deixou o flanco direito da defesa do Estoril em brasa desde cedo, fazendo a cabeça em água a Ricard Sánchez. Grande cruzamento para Ríos no 1-0, disparo fortíssimo aos 12' e várias tentativas para furar o desenho ofensivo dos canarinhos.

Pavlidis (4) — Jogo frustrante.Voltou à titularidade, mas quase nada lhe correu de feição. Sobretudo nos primeiros 45', em que fez mais lembrar o Pavlidis acabado de chegar, pouco rotinado e pouco esclarecido, quase um corpo estranho lá na frente, por vezes trapalhão. Teve chance aos 77', num cabeceamento frontal, mas não marcou e ainda foi apanhado em fora de jogo.

Leandro Barreiro (5) — Rendeu Rafa e ajudou a manter a pressão ofensiva atrás de Pavlidis.

Lukebakio (5) — Teve três tentativas: obrigou Robles a boa defesa aos 72', ameaçou com remate a rasar aos 74', e desperdiçou aos 82', quando podia ter dado a Schjelderup, em melhor posição.

Dedic (5) — Manteve o corredor direito ativo nos últimos 15'.

Manu (-) — Colecionou alguns minutos num final de época discreto e com pouca utilização.

Bruma (-) — Entrou para os últimos minutos no provável adeus ao Benfica."

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Estoril - Mourinho

Observador: Relatório do Jogo - Estoril...

Terceiro Anel: Estoril...

BI: Rescaldo - Estoril...

Terceiro Anel: Live - Estoril...

5 Minutos: Live - Estoril...

domingo, 17 de maio de 2026

Vermelhão: Despedida...

Estoril 1 - 3 Benfica


Entrada a matar com eficácia, e jogo decidido aos 16 minutos!!! A eficácia é muitas vezes desvalorizada nas análises, os resultados ditam quase sempre as opiniões, mas hoje é um daqueles jogos, onde o adversário criou mais perigo do que por exemplo o Braga na jornada anterior na Luz, mas com uma eficácia fraca, e com o Trubin a defender várias bolas, o Benfica acabou por ganhar com facilidade!!! E até podia e devia ter goleada... Um 3-6, teria sido uma resultado mais adequado para as oportunidades criadas!!!

A Champions nunca foi uma hipótese. Os milagres não existem mesmo, e o Godinho no Alvalixo garantiu que isso não acontecia! Duas semanas depois de Famalicão, o Ladrão voltou a apitar um jogo que decidia uma descida de divisão, e voltou a fazer merda, desta vez inventou um penalty que podia ter despromovido o Estrela da Amadora, como afirmei na altura, em Famalicão o homem não foi 'incompetente' fez exatamente aquilo que lhe mandaram e até foi 'promovido'!!!

Fim desta época maldita, onde durante muito tempo, deu a sensação de que tudo o que podia correr mal, corria mesmo mal! Houve momentos de grande euforia durante a época, como o golo do Trubin contra o Real Madrid, fizemos jogos bastantes bons, por exemplo o Napolés e até o Leverkusen (sem eficácia!), no Alvalixo. Vários jogos importantes que tiveram quase a 'cair' para o nosso lado, acabaram quase sempre por cair para o outro lado!!! Decisões dentro do campo horríveis, tanto dos jogadores, como dos árbitros, novo Sistema de Roubalheira dentro e fora do campo, 'super-competente' a lixar-nos semana após semana! Lesões e castigos importantes, quando finalmente o Mourinho percebeu qual seria o melhor 11, raramente tivemos todos os jogadores disponíveis...!!!

No meio disto tudo, 'ganhámos' um Schjelderup e um Prestianni que no início da época, eram só promessas. Muitos inclusive achavam que deviam ser dispensados ou vendidos, pois não acreditavam neles!!! Ganhámos a 'certeza' que o Aursens deve ser sempre médio centro, e apesar da sua voluntariedade, só em situações de emergência deve ser adaptado a outra posição! Ganhámos um Tomás Araújo que neste momento é o nosso melhor Central, jovem que vinha a ser usado como Lateral Direito! Ganhámos a consciência de que o Barreiro é um jogador muito útil e não merece a desconsideração das bancadas...! Ganhámos, principalmente nesta recta final a certeza que o Ríos é um excelente jogador, num esquema organizado, com tarefas definidas, na sua posição... e está sem férias: Mais de 1 ano e 4 meses sempre a competir!!!


A novela do treinador vai-se resolver esta semana, muito provavelmente. O Benfica tem que começar a definir a próxima época. A época só irá começar em Agosto (não acredito em surpresas na Final da Taça de Portugal), mas temos que definir o futuro rapidamente! Se o Mourinho futebolisticamente não entusiasma e tem a sua imagem já gasta perante muitos Benfiquistas, a verdade é que a equipa nesta segunda parte da época, consolidou-se! Nesta 2.º volta, empatámos em Tondela, em Rio Maior, em Famalicão e na Luz com os Corruptos e o Braga, todas partidas com erros graves de arbitragem!!! Mas mais do que o jogo jogado dentro do campo, o meu receio com o Marco Silva (ou outro), será a comunicação! Apesar do desrespeito constante com o Benfica nos Mérdia, com o Mourinho existe algum 'medo/respeito', com outro qualquer, será novamente 'terra queimada'... Dito isto, recomeçar a época com o Mourinho, será repetir a receita! Tanto com o Roger e com o Lage, não resultou, um novo despedimento no início de Setembro será suicida!!!


A equipa na minha opinião não precisa de muitas alterações, sendo que no ataque temos que mudar alguma coisa! Esta segunda metade de época do Pavlidis foi horrível! Eu gosto do Grego, mas ainda hoje, tudo o que ele fez, correu-lhe mal!!! Para quem acredita nessas coisas, o homem parece que está mesmo com uma 'praga' em cima!!! Havendo uma proposta eu vendia, pois a tolerância nas bancadas já acabou! Mas é preciso acertar nas alternativas!


Despedida do Pizzi emocionante. Foi pena o jogo não ter sido no Estádio da Luz, merecia! Vivi as épocas do Pizzi no Benfica, rodeado de anti-Pizzi's nos meus ouvidos nas bancadas, e nas 'tabernas', talvez por isso, hoje ainda teve mais significado!

10.ª Campeões Nacionais

Cascais 26 - 14 Benfica

25 anos depois, o Benfica volta a sagrar-se Campeão Nacional. As coisas mudaram a filosofia que esta secção seguiu durante muitos anos, não era sustentável com a ambição de vencer, houve uma mudança, o Clube tornou-se mais competitivo, estivemos perto do título nas épocas anteriores, mas este ano não falhámos! O empate na penúltima jornada, deixou tudo em aberto para este último jogo, a expulsão do Ryan ainda na 1.ª parte, deixou tudo ainda mais complicado, mas a equipa aguentou no 2.º tempo, e voltámos a erguer o Troféu!!!
Parabéns a toda a secção...

7.ª Campeãs Nacionais

Fluvial Portuense 7 - 8 Benfica
3-2, 3-2, 1-1, 0-3

Vitória apertada, no 2.º jogo da Final do Campeonato Nacional de Polo Aquático Feminino! 

3.ª Campeãs Nacionais


Benfica 21 - 7 Sporting

Em Arcos de Valdevez, o Benfica sagrou-se Campeão Nacional de Sevens feminino, confirmando o Tricampeonato...


Início dos play-off's...

Benfica 10 - 1 Sanjoanense

Primeiro jogo dos Quartos-de-final resolvido com uma goleada...


Empate na 1.ª mão...

Santa Clara 0 - 0 Benfica


Empate a zeros na 1.ª mão da Meia-final da Taça Revelação, numa partida onde o Benfica foi obrigado a uma logística complicada, com alguns jogadores (Martim, Freitas, Edokpolor) que fizeram alguns minutos na Sexta na equipa B, a viajarem diretamente para São Miguel, com o Edokpolor a lesionar-se ainda na 1.ª parte! Jogámos cerca de 55m em superioridade numérica, mas não conseguimos marcar...
O 2.º jogo realiza-se na Quarta no Seixal às 11h da manhã!

Juniores - 14.ª jornada - Fase Final

Famalicão 2 - 1 Benfica
Coletta


Derrota em dois minutos, depois duma vantagem conseguida no final da 1.ª parte!
Apesar da derrota, com os Corruptos a vencerem em Alcochete, conseguimos a qualificação para a Youth League, pelo caminho dos Campeões Nacionais de Sub-19!

O ringue e o silêncio


"A diferença entre Florentino Pérez e Rui Costa não se mede por títulos nem por popularidade, mas pela forma como enfrentam o que o futebol impõe aos que têm de decidir. Pérez, também reeleito este ano, tal como Rui Costa, convocou eleições antecipadas no Real Madrid, mesmo com sete Champions League no currículo e uma base sólida de confiança. O gesto é simples e ao mesmo tempo complexo: dá voz aos sócios, enfraquece qualquer oposição e, acima de tudo, projeta uma imagem de líder que não espera ser desafiado para agir. Demonstra clareza e audácia, um movimento pensado para controlar a narrativa antes que a narrativa o controle a ele.
Há aqui algo a elogiar, não apenas pela estratégia, mas pelo sentido de presença. A liderança aparece como uma exigência de visibilidade, de decisão e de coragem, e Pérez dá a lição de que um presidente de um grande clube deve saber saltar para o ringue mesmo quando ninguém lhe exige, apenas porque o momento assim o pede.
Rui Costa, no Benfica, mostra o contraste. Depois do empate com o SC Braga, que deixou a equipa em terceiro lugar, foi ele o alvo da contestação. Não o treinador, como aconteceu num passado recente a Schmidt ou Bruno Lage, mas o presidente. Os adeptos, muitos deles a passarem qualquer barreira do admissível, subiram na hierarquia para responsabilizar o líder máximo. O mesmo que foi reeleito com boa margem em Outubro, mas a quem agora muitos querem dizer, ou dizem a gritar, que não lhe passaram um cheque em branco.
Rui Costa não se expõe com gestos firmes, não projeta uma estratégia de defesa ou de ataque mesmo perante uma contestação que vai muito além dos limites do razoável como aquela de que foi alvo na Luz depois do empate com o SC Braga. Pode ferver por dentro, mas mantém-se discreto, quase distante, deixando que outros assumam o palco. É uma posição legítima quando se está a ganhar, mas insuficiente num momento em que o clube desespera por uma presença clara, de alguém que mostre firmeza e capacidade de decidir com visibilidade e energia. A força silenciosa da entrega pessoal não substitui a necessidade de sinais públicos de comando e confiança. E é nesse silêncio que se nota a fragilidade de um líder que se recusa a entrar no ringue.
A diferença entre estes dois presidentes revela-se, antes de tudo, na leitura do momento. Pérez atua com frontalidade, comanda o jogo, transmite poder e segurança. Rui Costa observa, pondera, demora e espera que a prudência silenciosa possa equilibrar um cenário totalmente adverso. Cada um é como cada qual. E há muitas formas de liderar. Mas não basta amar o clube (e ninguém duvida desse amor e dessa entrega da parte de Rui Costa), investir muito, ficar eufórico com as vitórias ou desolado nas derrotas.
É preciso aparecer quando a circunstância exige, projetar autoridade e agir com clareza estratégica. É nesse contraste que se percebe a dimensão de um presidente que sabe que a sua função não é apenas gerir recursos ou contratar treinadores, mas manter a confiança e o respeito dos que o rodeiam, mesmo quando os resultados desportivos abalam a estabilidade.
No fim, a comparação não é apenas de estilo, mas de eficácia diante da realidade. Enquanto Pérez salta para o centro do ringue e toma a iniciativa, Rui Costa observa o palco e mantém-se à margem. E essa diferença, mais do que qualquer outra métrica, define a capacidade de liderar um grande clube.
Entre Madrid e Lisboa, entre audácia e prudência, aprendemos que a liderança é tanto uma questão de presença como de visão, e que o silêncio, por mais respeitável que seja, não pode substituir a decisão no momento certo."

José, 'El Especial Blanco'


"A primeira e principal tarefa de reconversão do Real Madrid reside na gestão de um grupo de grandes jogadores e igualmente imensos egos, tentando torná-los numa equipa que reflita os princípios do clube.

Escrevo hoje no aeroporto OR Tambo, em Joanesburgo. Muita gente, dos quatro cantos do mundo. Muitas referências ao Mundial de futebol, seja pela venda de artigos oficiais, seja pelas camisolas (sobretudo sul-africanas) que se passeiam com passageiros, antecipando uma competição única, nunca realizada em três países, nunca com 48 seleções, nunca com 104 jogos ao longo de 39 dias.
É o futebol na sua mensagem verdadeiramente transversal, celebrando identidades e proporcionando encontros e amizades que dificilmente surgiriam noutro contexto.O Real Madrid, por exemplo, marca única no desporto mundial, celebração de uma tribo imensa espalhada por todos os continentes, é outro elemento global que rivaliza, por estes dias, com o aquecimento para o maior Mundial de sempre.
Ainda que os merengues tenham feito uma temporada aquém das suas expectativas competitivas (ou, provavelmente, por isso mesmo…), serão sempre matéria de interesse e conversa. Ademais, após a semana horribilis que antecedeu o que de pior pode acontecer ao emblema do Paseo de la Castellana: ir ao recinto do maior rival, jogar o clássico que faz parar o planeta futebol, perder e, com isso, ver o Barcelona festejar o seu 29.º título espanhol.
Arbeloa já não sabe o que fazer num balneário fragmentado, a falar (a discutir, por vezes) a várias vozes. Não bastaram as altercações entre Tchouaméni e Valverde. Mbappé amuou quando soube que não seria titular no Camp Nou, e abandonou o último treino em Valdebebas antes da viagem para a Catalunha.
Emergiu Vinícius Júnior, com a braçadeira de capitão e a convicção de que, junto do treinador, era uma espécie de aliado, ainda que o vestiário blanco não compreendesse muito o que estava a suceder…
No topo de um bolo azedo, a cereja fora de prazo: uma monumental assobiadela a Mbappé quando o francês iniciou o aquecimento na receção ao Real Oviedo, e outras, sempre que tocava na bola.
A afición madridista não perdoa a quem coloca interesses pessoais acima do nome e do símbolo do gigante da capital espanhola. E assim o demonstrou aumentando os decibéis em pleno Bernabéu.
Porque é disso mesmo que se trata: a primeira e principal tarefa de reconversão do Real Madrid reside na gestão de um grupo de grandes jogadores e igualmente imensos egos, tentando torná-los numa equipa que reflita os princípios do clube. A primeira grande vitória terá de ser essa, antes de a bola entrar em qualquer baliza.
Reformular o grupo nunca será tarefa fácil, desde logo pelos imensos entraves financeiros e contratuais com estrelas pagas a peso de petróleo (agora o rei dos custos inflacionados…). É um papel administrativo, que compete a Florentino Pérez (não acredito que tenha concorrência à altura no ato eleitoral que ele próprio, inteligentemente, provocou e antecipou), à gestão desportiva e, para mal dos pecados de Pérez, aos agentes dos jogadores que possam estar envolvidos na operação.
Mas há, também, a necessidade de blindar a estrutura, de ter alguém com voz de comando e com um braço-direito inquestionável. Alguém com peso, com estaleca, com passado, com folha de serviços indiscutível. E alguém que conheça por dentro e por fora a Casa Blanca, os seus riscos, os seus vícios, as suas potencialidades e o caminho a trilhar para o regresso às glorias. Entram dois nomes nesta equação: José Mourinho e Toni Kroos.
Comecemos pelo antigo internacional alemão: oito anos no Bernabéu, posição indiscutível na equipa, duas ou três vagas de companheiros de balneário, voz experiente e autorizada. O ideal para ser o gestor de balneário, falando a mesma linguagem das estrelas, mas impondo as regras pela respeitabilidade que todos lhe reconhecem. A escolha ideal para ser o elo de ligação que Mourinho pretende.
Porque o setubalense sabe onde se vai meter: entre 2010 e 2013, apesar de só ter ganho uma LaLiga, uma Taça do Rei e uma Supertaça, passou três anos onde impôs a sua áurea única de treinador vencedor, competente, equilibrado nas opções quotidianas, mas intransigente nas resoluções de fundo. Mourinho soube contratar e deixou um legado de que Florentino não se esquece, sobretudo agora, em que não é apenas necessário um bombeiro: o Real precisa de artilharia pesada, de pulso firme e de dois tipos de comportamento de gestão.
No imediato, a capacidade de estancar a hemorragia e de impedir que a alergia alastre. A médio prazo, a reformulação do grupo, considerando objetivos desportivos domésticos e internacionais, que aliem ao extraordinário investimento estrutural feito com a remodelação total do Estádio Santiago Bernabéu um ciclo vitorioso nos retângulos e a projeção, de novo, de uma verdadeira equipa, baseada na união e nos valores mais consolidados do clube da capital espanhola.
Florentino tem nas mãos de uma das mais delicadas decisões, porque são amplas as franjas madridistas que não veem em Mourinho a solução para todos os males. A análise mais imediata e epidérmica proporciona outros nomes. Klopp, o mais desejado (e disso não há grandes dúvidas), declinou essa possibilidade.
Aqui, entra o espírito do treinador de Setúbal que conquistou o planeta futebol. José pode voltar a ser especial, e não tem nada a perder. É uma espécie de relação win-win, e de desafio final, antes de regressar a Portugal para assumir a Seleção, como ele próprio definiu, numa perspetiva de fase final de carreira.
Embarco agora para a Etiópia, onde o futebol internacional também suscita interesse desmesurado. E estou certo de que, em Addis Ababa, como nos quatro cantos do mundo, Mourinho terá adeptos sedentos de o verem como El Especial Blanco.

Cartão branco
Faltam três dias para o anúncio da convocatória final da Seleção portuguesa para o Mundial. Se é verdade que há 18 ou 20 nomes praticamente indiscutíveis, em face do seu mérito e da regularidade de chamadas ao combinado nacional, é igualmente certo que se abrem algumas janelas de incerteza e, provavelmente, de oportunidade a nomes menos aguardados. Roberto Martínez teve tempo, um fator essencial (determinante) para poder, com a sua equipa, fazer uma escolha ponderada, em função das necessidades e dos (grandes) objetivos desportivos já assumidos por Portugal. A lista, ao que sei, está pronta. E haverá espaço para surpresas. Que se aceite o trabalho do espanhol que tem tido sucesso em Portugal, e que as escolhas se revelem as melhores para uma equipa que chegará às Américas a sonhar muito alto…

Cartão vermelho
As prima donne não têm lugar no mundo do futebol internacional, sobretudo quando, deliberadamente, se assumem como centro da conversa. Mbappé é um jogador de incrível talento e capacidade, mas a sua atitude imediatamente antes do encontro com o Barcelona, saindo do último treino quando percebeu que não seria titular na Catalunha, prova que a cabeça do astro francês ainda não está ao nível do futebol que pratica. Atitude mimada, e que não augura nada de bom para a sua relação com o Real Madrid, sobretudo considerando as reações de la grada, assobiando-o com veemência durante o jogo com o Real Oviedo. A sua sorte é que vem aí o Mundial."

Pois é... afinal, os jogadores do Benfica até correram mais que os outros!!!

Inevitabilidades !!!

Não se toca!!!

Highlights | Quinta dos Lombos 67-77 #BasketBenficaFem | Final do Play-Off (jogo 5)

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Sporting não vacila e Benfica ainda espera um milagre?

Jogar para ganhar


"Na última jornada do Campeonato Nacional, o Benfica visita o Estoril, hoje às 20h30. Este é o tema principal na BNews.

1. Até ao fim
José Mourinho sublinha que o grupo de trabalho vai à procura do triunfo: "Acredito que vamos fazer outro bom jogo e que vamos jogar o suficiente para ganhar. Não vai ser fácil, mas vamos dar tudo como temos feito desde o princípio da época. Vamos dar tudo."

2. Prémios entregues
Schjelderup foi eleito o Melhor Jogador, o Melhor Jovem e o Melhor Avançado do mês de abril da Liga Betclic.

3. Tricampeão
O Benfica revalidou o título nacional de basquetebol no feminino, ao vencer, na negra disputada em Carcavelos, o Quinta dos Lombos por 67-77. Na mensagem de felicitações, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, vinca que "esta vitória premeia o trabalho e a união de toda a equipa". Em entrevista à BTV, Maria João Bettencourt conta alguns dos segredos do título.

4. Em busca de títulos
A equipa masculina de râguebi do Benfica tem a possibilidade, hoje às 17h00, em Cascais, de conquistar o título nacional que foge há 25 anos. Na mesma modalidade, a equipa feminina procura o tricampeonato na vertente Sevens. E a equipa feminina de polo aquático disputa a segunda partida da final do Campeonato na piscina do Fluvial Portuense (21h00).

5. Road to hexa
Veja os 2.º e 3.º capítulos do percurso que levou à conquista do hexacampeonato nacional em futebol no feminino. E as Inspiradoras perseguem a dobradinha. A final da Taça de Portugal é amanhã, às 17h15, no Estádio Nacional, frente ao FC Porto. Ainda há ingressos disponíveis.

6. Distinção
Na votação do Sindicato dos Jogadores, Lúcia Alves foi eleita a melhor jogadora da Liga BPI.

7. Últimos resultados
A equipa B do Benfica perdeu por 2-0 no reduto do FC Porto. Em futsal, triunfo benfiquista, por 3-4, no pavilhão do Eléctrico, no jogo 1 dos quartos de final dos play-offs do Campeonato Nacional. Nesta manhã, os Juniores visitaram o Famalicão e perderam por 2-1.

8. Outros jogos do dia
Às 17h00 de Portugal continental, os Sub-23 do Benfica jogam nos Açores com o Santa Clara, na 1.ª mão das meias-finais da Taça Revelação. Na Luz, a equipa feminina de andebol recebe o ABC (15h00) e a equipa masculina de hóquei em patins defronta a Sanjoanense (21h00). A equipa feminina de hóquei em patins tem encontro marcado na Maia (20h00).

9. Taça do Mundo de Brandemburgo
Acompanhe o desempenho dos canoístas do Benfica.

10. Dia da família
O Campo Sintético da Luz acolheu uma atividade conjunta entre a Benfica Escola de Futebol Estádio e o departamento de Judo do Sport Lisboa e Benfica.

11. Visita especial
42 atletas Sub-16 da Benfica Residential Academy, projeto internacional do Clube nos Estados Unidos, estiveram no Benfica Campus e no Complexo da Luz.

12. História agora
Veja a rubrica habitual das manhãs de quinta-feira na BTV.

13. Casa Benfica Tomar
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 71.º aniversário."

Aquecimento...


Tuga Fut: Convocados para o Mundial

Rola Bola #68 - SLB bate na pedreira de Braga | Draft Liga PT 25/26

Não há João Almeida, há Afonso Eulálio


"Da luta pelo segundo lugar e a despedida de Mourinho ao promissor corredor da Figueira da Foz que pode não vencer o Giro, mas já mereceu entrar numa galeria exclusiva. Almeida deve estar a torcer por ele

Ponto final num campeonato que, como todos os campeonatos, é feito de alegrias e frustrações, virtuosos e culpados, com mais ênfase nos defeitos de quem perdeu do que nos méritos de quem ganhou. É assim a forma de se viver no futebol e não é um exclusivo português. Enquanto o Douro prepara a bonita festa para celebrar o título do FC Porto, Sporting e Benfica reservam para si a última luta de galos, na tentativa de chegar à Liga dos Campeões via segundo lugar (o terceiro também dará, mas só na temporada 2027/28).
Do ponto de vista matemático, está tudo naturalmente em aberto, mas depois do empate das águias, em casa, diante do SC Braga, na última jornada, não serão muitos os que acreditarão numa escorregadela do Sporting em casa, diante do Gil Vicente — ainda que, atenção, os homens de Barcelos, sob excelente orientação de César Peixoto, mostraram neste campeonato ser uma das equipas que melhor futebol praticou.
O problema é que o adversário do Benfica também pressupõe ser uma daquelas obras com forte impressão digital (o Estoril de Ian Cathro) e das duas uma: ou José Mourinho tem um discurso para o plantel em que pede uma despedida em grande e todos dão as mãos rumo ao tal «milagre» referido pelo treinador nas conferências de imprensa, ou os sinais de desapego, falta de expressão e rasgo de uma equipa que há muito desconfia que vai perder o seu líder diz adeus da mesma forma como em tantas vezes atuou em 2025/26: errática, falhando em muitos momentos-chave.
Afonso Eulálio pode não ganhar o Giro, mas envergar durante pelo menos dois dias a camisola rosa (e pode não ficar por aqui...) já o coloca numa galeria exclusiva, juntando-se a Acácio da Silva e João Almeida como os únicos portugueses a liderarem a Volta à Itália. Para o público nacional foi uma deceção não poder assistir ao desempenho do corredor de A-dos-Francos, por não se sentir em condições, numa prova em que, em circunstâncias normais, poderia lutar novamente pela vitória, mas João Almeida será seguramente mais um a torcer, como qualquer adepto de ciclismo e (mais que tudo) de desporto, por mais um esforço do ciclista da Figueira da Foz, que saltou do pelotão nacional diretamente para uma equipa de topo, num trajeto anormal e que nos obriga a todos a dedicar mais tempo e atenção a um novo e promissor talento do ciclismo nacional."

El poder no necesita micrófono

Croácia: Robert Prosinečki, o talento balcânico a quem só faltou fumar no chuveiro


"Com os pés, era um dos mais dotados da geração de ouro do futebol jugoslavo que se desmembrou com a guerra. Mas Prosinečki amava tanto o futebol quanto o seu cigarrinho e a bebida. Garante que não teria sido melhor jogador sem eles. Ainda é, hoje, o único jogador a marcar em Mundiais com duas camisolas diferentes.

Há uma característica física muito distintiva em Robert Prosinečki: aos 20 anos, o médio, talvez o mais talentoso daquele grupo de jogadores que em 1987, em vésperas do início das hostilidades na Jugoslávia, se sagrou campeão mundial sub-20, parecia já um veterano calejado pelas agruras do futebol. Talvez fosse do cabelo loiro desalinhado, dos olhos azuis claros e encovados, da pose e expressão cansada, ainda que os pés contassem, quase sempre, outra história.
Pensar-se-ia que tal se devia às histórias comuns de quem veio daquele lado da Europa, gente marcada pela guerra e pelos conflitos com vizinhos. Mas Prosinečki até nasceu na Alemanha Ocidental, em 1969, de pai croata e mãe sérvia, ambos parte do contingente gastarbeiter que ajudou a reconstruir o país nas décadas do pós-guerra. É possível que o ar de estivador exausto venha, por isso, do omnipresente cigarro, do álcool, vícios que nunca tentou escamotear. Aliás, chegou mesmo a dizer numa entrevista à FIFA que não teria sido melhor jogador sem fumar ou beber.
Prosinečki tinha apenas 17 anos quando se estreou na liga jugoslava (e com um golo) pelo Dinamo Zagreb, clube que lhe deu ordem de marcha pouco depois, quando o seu pai exigiu que lhe dessem um contrato profissional. Miroslav Blažević, então treinador do Dinamo, prometeu num programa de rádio local que “engoliria” o seu diploma de treinador se Prosinečki se tornasse um jogador de futebol decente. Palavras que teve seguramente de comer quando convocou o médio para o Euro 96 e Mundial de 1998.
Isto porque Robert, ainda com a Jugoslávia una, mudou-se para Belgrado e para o Estrela Vermelha, onde explodiu com o seu futebol cheio de toque, lento mas belo, como quem tenta embalar o esférico: foram três títulos jugoslavos e o maior feito do futebol de clubes dos Balcãs, com a conquista da Taça dos Campeões Europeus de 1991.
Já nessa altura, Prosinečki era um fumador inveterado, apaixonado mesmo, manejando o cigarro com a mesma naturalidade com que fazia um drible em cima de um adversário. Numa entrevista ao canal Sport TV da Eslovénia, Zvonimir Boban, colega de seleção primeiro na Jugoslávia e depois na Croácia, contou que aos 13 anos, nas concentrações das seleções jovens, Prosinečki já fumava Marlboro vermelho como um adulto. “Eu era o colega de quarto dele e não era fácil quando íamos dormir. Entre as 3 e as 4 da manhã começava a ouvir o som do isqueiro”, revelou outra das estrelas croatas dos anos 90.
Refik Šabanadžović, companheiro dos tempos do Estrela Vermelha, revelou ao jornal sérvio “Telegraf” que, já no Real Madrid, Prosinečki fumava “dois ou três maços de tabaco por dia” e fazia-o em frente aos dirigentes dos merengues, para onde se mudou depois do sucesso europeu em casa e do início da violência no seu país. O croata custou 15 milhões de euros ao Real, uma enormidade na época, e iniciou ali uma série de experiências falhadas no estrangeiro, pontuadas por lesões e comportamento pouco profissional. Ainda passou pelo Oviedo, emprestado, e foi depois protagonista de uma sempre complexa mudança de Madrid para o Barcelona, mas em Camp Nou repetiu a mesma pobre forma demonstrada no Santiago Bernabéu.
Se nos clubes as coisas não corriam bem, tudo mudava quando Prosinečki vestia a camisola axadrezada da Croácia. E antes dela, a azul da Jugoslávia, com a qual foi eleito o melhor jogador do Mundial sub-20 de 1987. Ainda antes da independência da Croácia, jogou o Mundial sénior de 1990 pela Jugoslávia e marcou. Repetiria o feito no histórico Mundial de 1998, já pela Croácia, que foi 3ª classificada, apenas três anos após o fim da guerra. Tornou-se aí no primeiro e único jogador a marcar em Mundiais por dois países diferentes.
Ainda assim, pelo que logrou com o Estrela Vermelha, Prosinečki diz que ainda hoje é mais saudado “em Belgrado do que em Zagreb”.
Em 2001, e já depois de um regresso à Croácia e uma passagem pelo futebol belga, Prosinečki foi inesperadamente contratado pelo Portsmouth, ainda antes do período áureo do clube do sul de Inglaterra. Na 2ª divisão inglesa aumentou o seu estatuto de jogador de culto. Aí cruzar-se-ia com um muito jovem Peter Crouch que, numa entrevista à “FourFourTwo”, revelou que Prosinečki fumava “antes do jogo, ao intervalo, no chuveiro, depois do jogo”. E que continuava fiel ao clássico Marlboro vermelho, carregado de alcatrão. O avançado confidenciou ainda que o croata percebia perfeitamente o inglês “mas quando lhe dizias para voltar para trás e defender, fazia de conta que não entendia.”
Em resposta, Prosinečki, que entretanto se tornou treinador, sem particular sucesso - é agora selecionador do Quirguistão - assumiu que, sim, o cigarro era um companheiro ubíquo, quase uma extensão dele próprio, mas que Crouch talvez tenha exagerado. “É verdade que eu fumava muito, mas não no chuveiro. Os cigarros acalmavam-me. E eu não queria esconder, ao contrário de outros futebolistas”, disse numa entrevista ao Transfermarkt."