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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

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Falar Benfica #255 - 5-0, antevisão Hearts, Liga e Ac. Viseu, o mercado

O mercado de transferências tornou-se maior do que o futebol


"Agosto é um mês curioso no futebol. Os campeonatos começam, os adeptos regressam aos estádios, os treinadores apresentam os novos projetos e os clubes falam em objetivos. Mas, para milhões de pessoas, nada disso é o mais importante. O verdadeiro campeonato continua a decorrer nos telemóveis. Chama-se mercado de transferências.
Durante décadas, as transferências foram um instrumento de gestão desportiva. Os clubes contratavam jogadores para melhorar equipas. Hoje, continuam a fazê-lo, mas o mercado transformou-se em algo muito maior. É um produto mediático autónomo. Tem narrativas próprias, protagonistas próprios, especialistas próprios, canais próprios e uma capacidade de gerar atenção que, em alguns momentos, ultrapassa a da própria competição.
O fenómeno é extraordinário. Há adeptos que não assistem a um jogo completo da pré-época, mas acompanham diariamente rumores de transferências. Há milhões de interações geradas por um potencial reforço que ainda nem assinou contrato. Há vídeos, podcasts, newsletters, contas especializadas, jornalistas dedicados exclusivamente ao mercado e uma comunidade global que vive permanentemente à espera da próxima confirmação.
O mais interessante é que este fenómeno não nasceu por acaso. Nasceu porque o mercado vende aquilo que o futebol mais gosta de vender: esperança.
Quando um clube anuncia uma contratação, não está apenas a apresentar um jogador. Está a vender uma possibilidade. O novo avançado pode marcar 30 golos. O jovem talento pode ser a próxima estrela mundial. O treinador pode finalmente encontrar a peça que faltava. Nada disto é garantido. Na verdade, a maioria das expectativas nunca se concretiza totalmente. Mas isso é irrelevante. O que conta é o potencial.
No marketing, poucas coisas são mais poderosas do que uma promessa de futuro. E o mercado de transferências vive precisamente dessa promessa. Ao contrário dos jogos, que produzem vencedores e derrotados, o mercado permite que quase todos sonhem ao mesmo tempo. Em julho e agosto, praticamente todos os adeptos acreditam que a próxima época será melhor.
O futebol percebeu rapidamente o valor económico desta dinâmica. Os grandes clubes europeus transformaram as apresentações de jogadores em eventos globais. As marcas aproveitam o alcance mediático. As redes sociais explodem com conteúdos exclusivos. As televisões enchem horas de programação. Os patrocinadores ganham novas oportunidades de ativação. O jogador chega antes de jogar e já está a gerar receitas, notoriedade e envolvimento.
É por isso que hoje uma transferência já não vale apenas pelo seu impacto desportivo. Vale pelo seu impacto mediático. Um jogador pode trazer golos, mas também pode trazer seguidores. Pode aumentar vendas de camisolas. Pode abrir mercados internacionais. Pode gerar visualizações, engagement e novos contratos comerciais. A contratação passou a ser simultaneamente uma decisão técnica e uma decisão de marketing.
O problema é que esta realidade também criou uma distorção. Muitas vezes fala-se mais das transferências do que dos jogos. Conhecem-se os valores das cláusulas, os salários, os agentes e os bónus, mas ignoram-se detalhes sobre o rendimento desportivo. O mercado passou a ser uma forma de entretenimento permanente, disponível 24 horas por dia, alimentada por algoritmos que recompensam novidade, especulação e emoção.
E talvez seja precisamente aqui que esteja a grande mudança. O futebol deixou de competir apenas com outras modalidades. Passou a competir pela atenção. Nesse contexto, o mercado de transferências tem vantagens evidentes. Não depende de resultados. Não depende de calendário. Não depende sequer de haver jogo. Funciona todos os dias.
No início de agosto, os campeonatos regressam e os adeptos voltam a olhar para o relvado. Mas seria ingénuo pensar que o mercado é apenas um complemento da competição. Em muitos casos, transformou-se numa competição paralela, com as suas próprias regras, os seus próprios vencedores e as suas próprias audiências."

A venda do Mundial e o poder da FIFA


"A FIFA quer vender o Mundial que deve ter sido o maior evento desportivo de sempre. Os números são impressionantes: 1248 jogadores; cerca de 300 mil pessoas acreditadas envolvidas na organização; mais de 6,8 milhões de espectadores nos estádios. Foram 104 jogos em 39 dias. Na final estavam os presidentes dos três países organizadores — Estados Unidos, México e Canadá —, bem como o rei de Espanha e o primeiro-ministro espanhol. E, no meio deles, Gianni Infantino.
Se queriam uma imagem do enorme poder do organismo, ali estava ela: Infantino tratado ao nível de um chefe de Estado. Mas, pelos vistos, isso não chega. Infantino não gosta de críticas e acabou de publicar um comunicado em que acusa os seus críticos de estarem «movidos pelo ódio». E logo a seguir anunciou a venda do Mundial!
É evidente que o presidente da organização que gere o futebol internacional é alvo de muitas invejas: muitos dos seus críticos não terão outra razão senão a de querer ocupar o seu lugar. Mas também é verdade que a FIFA é uma organização pouco transparente e muito fechada. O seu presidente beneficia do estatuto simbólico de um chefe de Estado, mas sem estar sujeito às exigências de transparência e de prestação de contas que se exigem aos chefes de Estado.
Para começar, a FIFA está sediada na Suíça, um país que acolhe inúmeras organizações internacionais. Pela própria natureza dessas entidades, a supervisão das suas atividades é particularmente complexa, já que a maior parte dos efeitos das suas decisões ocorre muito para além do território onde estão sediadas. Ao mesmo tempo, os postos de trabalho, a riqueza gerada e o prestígio associados à presença destas organizações representam benefícios significativos para o país anfitrião.
O poder do futebol é tanto que a investigação criminal de maior impacto sobre a FIFA foi conduzida pelas autoridades norte-americanas, no tempo de Sepp Blatter, levando à sua queda. A corrupção foi o tema central. Blatter viria, contudo, a ser absolvido pelos tribunais suíços, onde decorreu o julgamento por ser esse o país da sede da Federação Internacional. Hoje, num contexto em que o futebol ganha cada vez mais peso nos Estados Unidos, é legítimo perguntar se uma investigação com semelhante alcance encontraria o mesmo contexto político e institucional.
Esta questão da supervisão da FIFA não é única. Quanto maior é o poder destas organizações internacionais, mais evidente se torna o défice de escrutínio que as rodeia. Por ironia do destino, Blatter é hoje um dos críticos de Infantino e defende, segundo afirma, a transparência que não aplicou enquanto responsável máximo. É neste contexto que Infantino quer vender 20% do negócio da organização dos Mundiais de futebol. FIFA Forward Enterprise será a sociedade que deterá esse negócio e que, segundo ele, valerá 20 mil milhões. Dizem os media que um grupo de investidores liderado por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump, estará interessado na operação. Esta questão já está a gerar polémica. Nos Estados Unidos, vários responsáveis políticos defendem que devem ser investigadas as relações de negócio entre a FIFA e elementos da família Trump. Veremos no que dá, mas uma organização com a dimensão económica, política e mediática da FIFA não pode continuar a exigir deferência institucional sem aceitar um escrutínio proporcional ao poder que exerce.
Ontem, escrevo a 31 de Julho, a UEFA anunciou um boicote à venda do Mundial. Os países Europeus não participarão em competições FIFA se o plano não for retirado. Porém, o génio já saiu da garrafa, e a venda de 20% do Mundial dá à FIFA quatro mil milhões para comprar as boas vontades das Federações nacionais.
O modelo de negócio é o mesmo que a Fórmula 1 adotou há muito tempo. Mas o futebol e a Fórmula 1 não são a mesma coisa. Pelo menos, em termos de poder político: nenhum evento de F1 reúne tanto poder político como uma final de um Campeonato do Mundo. E ninguém trata o presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA) como um chefe de Estado. O problema nunca foi o poder da FIFA. O problema começa quando uma organização pretende usufruir do estatuto de um Estado sem aceitar os deveres de transparência e de prestação de contas que esse estatuto inevitavelmente impõe.
Esta semana o Direito ao Golo vai para o Benfica e para Marco Silva, venceu o St. Gallen, na Luz, e convenceu. Quem convenceu também foi António Silva que fez um grande jogo, boa sorte para ele em Inglaterra."

Luciano Gonçalves é o para-raios de Pedro Proença


"Ao transmitir, de forma tão ostensiva e imprudente, a ideia de que detém um controlo absoluto sobre a arbitragem, resolveu um dos maiores problemas do presidente da Federação Portuguesa de Futebol.
A partir da reunião de Tomar, qualquer nomeação polémica, qualquer erro de arbitragem ou, simplesmente, a vontade de um presidente de um clube grande gerar ruído só pode ter Luciano Gonçalves como alvo.
Sempre que surgir uma polémica, será a sua imagem a ocupar o centro do debate e a suportar o desgaste inerente.
Pedro Proença estará a conviver mal com a revelação pública que os árbitros são, na verdade, liderados por Luciano Gonçalves e pela APAF — uma república independente.
Mas, em 2026, já não há quem tenha o poder absoluto e quem o pretender vai ter o mesmo destino dos últimos que o tentaram. A arbitragem, ironicamente, é o seu calcanhar de Aquiles.
Basta recuar alguns meses. Teria sido Luciano Gonçalves, e não Pedro Proença, a suportar toda a pressão gerada pela final da Taça de Portugal entre Sporting e Benfica ou pela nomeação e arbitragem de Gustavo Correia no Famalicão-Benfica. Teria aguentado emocionalmente e sobrevivido politicamente a esses dois terramotos?
Em 59 a.C., o poder de Roma foi repartido entre Júlio César, Pompeu e Marco Licínio Crasso. César conquistava a Gália, Pompeu acumulava vitórias no Oriente e Crasso, apesar de ser o homem mais rico de Roma, convivia mal com a falta de prestígio militar.
Cego pela ambição, invadiu o Império Parta. Sem experiência militar, escolheu um terreno aberto e desfavorável e conduziu o exército romano para uma armadilha. Na Batalha de Carras, em 53 a.C., Roma sofreu uma das maiores derrotas da sua história: morreram dezenas de milhares de soldados e o próprio Crasso perdeu a vida.
Não tendo sido árbitro de topo, Luciano Gonçalves nunca viveu verdadeiramente o escrutínio mediático que acompanha esse universo e irá sentir essa nova exposição pública. Com o passar do tempo, é provável que recorde com saudade o anonimato de que antes beneficiava.
Na essência, Luciano Gonçalves continua a ser aquilo que sempre foi: o capitão dos árbitros.
A passagem direta da presidência da APAF para a liderança do Conselho de Arbitragem — tal como já sucedera com José Fontelas Gomes — constitui um exemplo claro do que não deveria acontecer.
Pode ajudar a vencer eleições na Federação Portuguesa de Futebol, mas cria um problema de perceção de independência que fragiliza a credibilidade da arbitragem e, por consequência, do próprio futebol português.
Do Conselho de Arbitragem não se pode esperar que, perante um conflito entre um árbitro e uma sociedade desportiva, assuma sistematicamente o lado do árbitro.
O maior problema de Luciano Gonçalves é o seu pecado original: dificilmente será visto como um presidente independente, está apenas a representar uma classe.
É revelador que nem na atividade política exista memória de gravações efetuadas sem consentimento, e divulgadas de forma truncada e descontextualizada.
Luís Filipe Vieira foi vítima disso por duas vezes. Bruno Lage também. Não estamos perante escutas legalmente autorizadas, mas perante gravações realizadas sem consentimento.
Pedro Proença, tal como nenhum dos outros quatro participantes na reunião, negou a autenticidade dos áudios. A verdadeira dúvida é outra: em que contexto foram produzidas aquelas afirmações? Discutia-se quem poderia arbitrar um clássico ou quem reunia condições para dirigir um jogo da Liga Revelação?
Como acontece quase todos os verões, a paragem das competições trouxe mais uma crise e o surpreendente nesta é nem uma única sociedade desportiva se ter posicionado ao lado dos árbitros — apesar de ser sempre uma grande tentação.
Também os árbitros não se devem iludir com manifestações privadas de solidariedade. Quem conforta uma parte pode ter feito exatamente o mesmo junto da outra.
Há ainda outro tema que o futebol profissional já não pode continuar a ignorar.
A ameaça, mais ou menos explícita conforme as circunstâncias, de uma greve dos árbitros tornou-se demasiado recorrente para continuar a ser tratada como um imprevisto. Se o risco é permanente, a resposta tem de estar preparada.
Há poucos meses, José Mourinho apontou uma solução simples: recorrer, se necessário, a árbitros estrangeiros.
Independentemente de se concordar ou não com essa hipótese, o problema deixou de ser teórico. Se a arbitragem continuar a transformar sucessivas divergências em ameaças de paralisação, Liga e sociedades desportivas acabarão por ser obrigadas a preparar soluções alternativas.
Com a demonstração pública de tão grande falta inteligência emocional, a classe dos árbitros arrisca que a Liga e as sociedades desportivas tenham de ter este assunto como prioridade.
A não ser que Reinaldo Teixeira esteja a pensar nos votos da APAF e então será só um problema das sociedades desportivas profissionais.
Há, porém, uma grande oportunidade nesta crise.
É a imediata alteração profunda do funcionamento do Conselho de Arbitragem.
As nomeações têm de ser verdadeiramente da responsabilidade de mais do que uma pessoa e o processo tem de se ter evidências da posição de cada um dos membros responsáveis.
Todas as reuniões do Conselho de Arbitragem em que sejam discutidas nomeações devem passar a ser integralmente gravadas e arquivadas.
Não para divulgação pública, mas para que, quando uma decisão gerar controvérsia, seja possível reconstruir rigorosamente o processo de decisão.
Saber quem propôs determinado árbitro, qual a razão de o ter feito, quem concordou, quem discordou, que alternativas foram ponderadas e quais os fundamentos invocados.
A transparência responsabiliza quem decide, mas também protege quem é injustamente responsabilizado por decisões que nunca defendeu.
Em 2026, as nomeações não podem ser feitas por uma única pessoa, limitando-se os outros responsáveis a tomar conhecimento e assinar a ata."

Darwin Núñez e o preço da ilusão


"O Liverpool comprou o jogador de que não precisava e pagou bem acima do seu valor apenas porque podia, condicionando o futuro da equipa no imediato e o avançado a longo prazo

Há seis anos, o Benfica pagou por Darwin Núñez cerca de 24 milhões. Menos de dois anos depois, o Liverpool criava parangonas com os 75 milhões brutos que deixou na Luz e a possibilidade de o negócio atingir redondos 100 milhões.
Nunca lá chegou, terá ficado pelos €85M. Mesmo com a máquina de valorização encarnada de então, era surpreendente. Talvez bizarro. O uruguaio era bom jogador, mas não um jogador fenomenal. Havia lacunas técnicas que iriam certamente ser expostas no melhor campeonato do planeta. Como é que Klopp teria concordado com isto?
Hoje, Darwin tem um valor de mercado de €20M, depois de não ter sido inscrito pelo Al Hilal e dado, por isso, uma pálida imagem do jogador que, apesar de tudo, já foi no último Mundial. Os sauditas tinham pago 53 milhões, mas com estrangeiros a mais mandaram-no para a solidão das bancadas, de onde, se todos se calarem um bocadinho, ainda se ouve Anfield a pulsar à distância. A Riade, não chegam agora propostas e já se admite o empréstimo. Aos 27 anos, deveria estar no auge da carreira, porém as hipóteses de mostrá-lo são curtas.
O Benfica fez a sua parte, se considerarmos que esta não incuía o fator humano. A partir daí, era com o Liverpool. Escrevi há uns meses como foi o processo da contratação de Darwin. Havia um líder com dinheiro de um título europeu e vontade de gastá-lo, e quando Klopp, sempre muito rigoroso nas entradas, se apercebeu, nada podia fazer. O uruguaio não estava na lista de possíveis reforços dos Reds, apesar das estatísticas interessantes. E havia ainda questões, como o não falar inglês, o ser introspectivo e pouco expansivo, e até com tendência para a depressão e superstição, que complicavam a adaptação.
O alemão tentou. Colocou-o sobre a esquerda para aproveitar as diagonais fortíssimas, promoveu eventos, conversas, dinâmicas de grupo. No entanto, a instabilidade peranta a baliza não desapareceu. Em Anfield, paira ainda a ideia de que se perdeu um título por sua culpa. Ainda que não o tenham deixado sozinho.
Em Inglaterra e nos outros países, todos perceberam que não era jogador de 100 milhões ou talvez até nem de metade. E se a ascensão foi rápida, a queda foi vertiginosa. Darwin não tem culpa pelo que lhe fizeram na Arábia, porém poucos já acreditam nele. E tornar-se-á sempre um aviso de que o contexto errado, sem se pensar na defesa dos jogadores, pode acabar rapidamente com boas carreiras."

Projeto falhado fragilizou liderança de Gianni Infantino, que pode ter a presidência da FIFA em risco


"Gianni Infantino chegou ao fim do Mundial com o apoio de mais de 200 das 211 federações da FIFA. Mas o polémico plano para vender os direitos comerciais do Mundial desencadeou uma rebelião na Europa: Inglaterra, Finlândia e País de Gales já retiraram apoio ao presidente, enquanto começam a surgir possíveis candidatos à sucessão

A liderança da FIFA sustenta-se em múltiplas cartas. Quando se mexe numa, muito provavelmente, as outras também serão afetadas. Gianni Infantino, que se senta no topo no castelo de naipes, está a sentir o tremelicar da base em função das recentes decisões tomadas enquanto presidente do organismo.
A estrutura que sustenta o todo-poderoso do futebol ficou comprometida com a proposta de venda dos direitos comerciais do Mundial através da FIFA Forward Enterprise. As críticas ao projeto multiplicaram-se e a UEFA foi a instituição com uma resposta mais veemente. Perante o projeto, todos os países europeus concordaram em boicotar as competições organizadas pela FIFA se Infantino levasse adiante a ideia.
A FIFA abandonou a pasta, mas a intenção demonstrada marcou as federações que se rebelaram. Assim sendo, o seu principal promotor, Gianni Infantino, perdeu suporte rumo à eleição para o quarto mandato à frente da sala de comandos do futebol. A federação da Finlândia foi a primeira a retirar o apoio a Infantino após o movimento do suíço, que muitos consideraram uma tentativa de colocar o futebol à venda. Seguiu-se a federação do País de Gales e, para confirmar o desmoronar do castelo de cartas, a poderosa Inglaterra também se juntou ao protesto.
A federação mais antiga do mundo não emitiu qualquer comunicado a justificar a decisão, mas já se tinha manifestado a favor de uma “completa e robusta revisão da liderança da FIFA” de modo a garantir que o futebol é “dirigido de maneira transparente”.
O FIFA Forward Enterprise foi o verdadeiro tropeção de Infantino. Até aí, as situações anómalas verificadas ao longo do Mundial 2026 não afetaram a reputação do dirigente. Apesar de ter deixado Donald Trump intrometer-se na sanção disciplinar aplicada a Folarin Balogun, de não ter assegurado condições para o árbitro somali Omar Artan entrar nos Estados Unidos ou de não ter garantido condições de igualdade competitiva para a seleção do Irão, o presidente da FIFA saiu destes casos sem danos reputacionais relevantes.
Após o Mundial, Gianni Infantino reunia o apoio de mais de 200 membros dos 211 que compõem a organização. Alemanha, Noruega e Roménia eram os únicos países europeus que não tinham manifestado apoio à reeleição. Nos próximos tempos, terão mais companhia. O vislumbre da queda de Infantino espoletou o raciocínio em torno de candidatos com potencial para lhe sucederem na eleição que se realiza no congresso da FIFA, em março.
Enquanto portador do megafone na manifestação, Aleksander Ceferin poderia levar ao limite a oposição a Infantino. Victor Montagliani, canadiano que lidera a CONCACAF, também pode estar de olho na promoção, desejando assumir o cargo transcontinental após ter sido um dos principais responsáveis para o Mundial 2026 se ter disputado nos Estados Unidos, no México e no Canadá. Da confederação asiática, poderia urgir Salman bin Ibrahim Al Khalifa, que em 2016 foi o principal adversário de Infantino, tendo conseguido o apoio de 88 membros contra 115 do oponente. Embora empurrado para o lote de candidatos, múltiplas fontes indicam que Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain e da Associação de Clubes Europeus, não está interessado na posição.
A 18 de novembro, limite para a apresentação das candidaturas, os contornos da corrida estarão mais bem definidos. Com os países africanos e da América do Sul comprometidos com a causa de Infantino, é na Europa, na Ásia e na América do Norte que existe terreno fértil para a mudança."

Patinagem portuguesa brilha na Europa com título, medalhas e novas parcerias


"A patinagem portuguesa atravessa um momento de enorme afirmação internacional, marcado por título europeu, medalhas de prestígio e pelo reforço de parcerias estratégicas que sustentam o crescimento da modalidade. Os recentes resultados alcançados demonstram a qualidade do trabalho desenvolvido pela Federação de Patinagem de Portugal e pelas estruturas que diariamente contribuem para o sucesso dos atletas nacionais.
Em Braga, Portugal voltou a escrever uma página dourada na história do Hóquei em Patins ao conquistar o Campeonato da Europa de Sub-17 masculinos. A Seleção Nacional alcançou um histórico tricampeonato europeu, vencendo pela terceira edição consecutiva e consolidando o domínio português no escalão. Mais do que um simples título, esta conquista representa a continuidade de um projeto desportivo sólido, assente na qualidade da formação em Portugal, na competência das equipas técnicas e no talento de uma geração de atletas que demonstrou personalidade, espírito competitivo e uma enorme capacidade de superação ao longo de toda a prova.
O triunfo português assume especial relevância por confirmar a liderança europeia do hóquei em patins nacional nos escalões de formação, evidenciando a força de um modelo que continua a produzir atletas preparados para representar Portugal ao mais alto nível.
Na competição feminina, a Seleção Nacional Sub-17 também esteve em evidência ao alcançar o estatuto de vice-campeã europeia. As jovens portuguesas protagonizaram uma campanha de elevado nível competitivo, demonstrando talento e determinação perante algumas das melhores seleções europeias. Este resultado confirma o crescimento do hóquei em patins feminino em Portugal e reforça a confiança no futuro.
O sucesso desportivo ficou igualmente marcado por uma organização exemplar do Campeonato da Europa. A Federação de Patinagem de Portugal, a Câmara Municipal de Braga e o Hóquei Clube de Braga uniram esforços para proporcionar um evento de excelência, amplamente reconhecido por atletas, dirigentes e responsáveis internacionais. As condições oferecidas, a qualidade logística e o envolvimento da comunidade bracarense contribuíram para projetar Braga e Portugal como referências na organização de grandes competições internacionais.
Também a Patinagem de Velocidade deu motivos de orgulho nacional no Campeonato da Europa realizado em Itália. A comitiva portuguesa regressou com um total de seis medalhas, resultado que confirma a evolução da disciplina. Rafael Silva foi um dos grandes destaques da competição ao conquistar duas medalhas de bronze em pista, nos 200 metros DTT e nos 1.000 metros sprint, e uma medalha de prata na prova de uma volta sprint em estrada. Miguel Bravo também brilhou ao alcançar o bronze nos 10.000 metros a eliminar em pista, juntando depois uma medalha de prata nos 10.000 metros por pontos e um bronze nos 15.000 metros a eliminar em estrada. As prestações de ambos os atletas evidenciam o potencial e a competitividade de Portugal no panorama europeu da velocidade.
A semana ficou ainda marcada pela renovação da parceria estratégica entre a Federação de Patinagem de Portugal e os Jogos Santa Casa para as próximas duas épocas desportivas. O anúncio foi realizado antes da apresentação oficial das Seleções Nacionais que irão representar Portugal nos World Skate Games 2026 no Paraguai e dos sorteios do Campeonato PLACARD de Hóquei em Patins e da 2.ª Divisão. Este acordo reforça a confiança dos Jogos Santa Casa no trabalho realizado pela Federação e representa um importante contributo para o desenvolvimento sustentado da patinagem portuguesa.
Entre título europeu, medalhas internacionais e o fortalecimento das suas parcerias institucionais, a patinagem portuguesa continua a afirmar-se como uma das grandes referências do desporto nacional e europeu, construindo um presente de sucesso e um futuro repleto de ambição."

No Princípio Era a Bola - Um FC Porto que já vimos algures, um Sporting sem vestígios de Amorim e um Benfica cheio de indefinições: está aí o arranque da I Liga

Tiki-Tasca #8 - Harry Kane no FCP?

Chuveirinho #183

SportTV: Mercado - A esperança é a última a morrer 👀

MasterVi: Mercado...

Zero: Mercado - FC Porto avança por Santiago Giménez

BF: Parado...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Futebol brasileiro em crise. Porquê?

Observador: E o Campeão é... - João Palhinha no Benfica: vale a pena arrombar o cofre?

Observador: Três Toques - Avôs que marcam golos e os craques da décima liga

Sic Notícias: Geração 40 - Toni

3x4x3


Throne: Primeira Liga Players That Need a Reality Check

A Bola Não Mente - S01S63 - Redraft 2018

Gabinete de curiosidades


"1. A temporada de 2026/27 arranca amanhã com a discussão da Supertaça. Lamentavelmente, o Benfica não estará presente, sendo o detentor do troféu por força da vitória do ano passado sobre o Sporting. Uma vitória que significou o último título oficial conquistado pela equipa de futebol do nosso clube.

2. Vem aí uma nova época com um novo treinador, com novos jogadores, com esperanças renovadas como é costume todas as épocas. Falta só o essencial. Ganhar jogos, ganhar títulos, celebrar o Benfica. Não se pode esperar outra coisa.

3. O futebol cá da terra continua a ser um gabinete de curiosidades. Dois dias depois de o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol ter arquivado o processo disciplinar a Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem, sai-se o jornal Público com uma notícia de primeira página, adiantando que a Polícia Judiciária está correntemente a investigar “fugas de informação sobre nomeações, contactos entre responsáveis da arbitragem e dirigentes e um conjunto de eventuais crimes, entre eles corrupção e tráfico de influência”.

4. E um dia depois da notícia do Público saem para a praça pública gravações de três conversas de Pedro Proença, cada uma pior do que a outra. Contextualizemos. Duarte Gomes demitiu-se do posto de Diretor-Técnico Nacional de Arbitragem, denunciando um conjunto de procedimentos desonestos nas nomeações dos árbitros e apontando responsabilidades para Luciano Gonçalves, patrão dos árbitros lusitanos.

5. O CJ da FPF abriu um processo disciplinar que, num instante, arquivou por “falta de indícios suficientes de infração disciplinar” porque “não foi possível provar que Luciano Gonçalves tenha divulgado antecipadamente nomeações de árbitros ou que algumas mensagens enviadas por este a outros agentes da arbitragem visassem influenciar resultados desportivos”.

6. Não vamos perder mais tempo com isto. Se as indecorosas conversas do presidente da FPF já estão à solta nas redes sociais, esperemos que daqui a uns tempos esteja tudo disponível no YouTube para entretenimento da população.

7. O Benfica, com a naturalidade das coisas naturais, despachou o St. Gallen com uma mão-cheia de golos e com uma exibição alegre que fez esquecer as agruras do jogo da semana passada na Suíça. Segue-se o Hearts, da Escócia, na caminhada para a Liga Europa. Vamos lá chegar. O jogo foi marcado pelos 4 golos do nosso grego Pavlidis e pela despedida do nosso António Silva, que seguirá a sua vida no futebol inglês. Na Luz estiveram 59 563 adeptos. Estes é que nunca falham."

Leonor Pinhão, in O Benfica

Fez-se luz na Luz!


"EM 1958, O BENFICA INAUGUROU AS TORRES DE ILUMINAÇÃO DO ESTÁDIO DA LUZ, COM UM FESTIVAL E UM JOGO DE FUTEBOL NOTURNO, FRENTE AO FLAMENGO

Cerca de três anos e meio após a inauguração do Estádio da Luz, o Benfica inaugurou as torres de iluminação do recinto, a 9 de junho de 1958. O objetivo desta obra era aumentar as receitas do Estádio da Luz, pois a luz artificial permitiria a realização de jogos ao final do dia, de desafios internacionais durante o calendário do Campeonato Nacional e de festivais noturnos, além de possibilitar que os treinos da equipa de futebol se realizassem à noite, neste espaço.
Em 1957, a Comissão Central do Novo Parque de Jogos iniciou uma campanha de angariação de fundos para esta obra, que foi apelidada de “Campanha da Luz para a Luz”. As obras arrancaram a 19 de janeiro de 1958, pelo que o projeto demorou cerca de 5 meses a ficar concluído. Mais uma vez, tal como tinha acontecido com a construção da Catedral, foi essencial a contribuição dos sócios e dos adeptos, pois graças à sua generosidade e dedicação, expressas em donativos, foi possível concluir esta obra.
No dia do festival de inauguração, a 9 de junho, começou cedo a romaria para o Estádio da Luz. Apesar do tempo irregular, com muito vento e algum frio, os benfiquistas não se atrapalharam e vestiram os seus fatos mais quentes e, munidos de gabardinas e sobretudos, rumaram até à Luz. Elétricos, autocarros e táxis circulavam pela cidade “apinhados de público vibrante, de bandeiras encarnadas tremulando ao vento e de sorriso nos lábios”.
Às 20:00, uma salva de morteiros deu início ao festival, seguido pela entrada em campo de todos os participantes. Exibiram-se os ginastas do Benfica e dos Pupilos do Exército e os esgrimistas do Colégio Militar. Pouco depois, caiu a noite e “o Estádio da Luz iluminou-se de luz”. Seguiu-se uma atuação do Orfeão, que cantou o hino do Clube, escutado em silêncio pela numerosa assistência nas bancadas.
Finalmente, seguiu-se o outro momento alto da noite: a entrada em campo das equipas do Benfica e do Clube de Regatas do Flamengo. O encontro terminou empatado, com um golo de Manuelzinho, do Flamengo, e outro de José Águas. O empate não arrefeceu o ambiente de festa que se vivia no final do encontro, ao qual se seguiu um espetáculo de fogo de artifício.
Saiba mais sobre o antigo Estádio da Luz na área 17 – Chão Sagrado, do Museu Benfica – Cosme Damião."

Marisa Manana, in O Benfica

Basta!


"Desde que este Conselho de Arbitragem iniciou funções, a arbitragem portuguesa regrediu 30 anos. Chegou a níveis de mediocridade, digamos assim, que apenas encontram paralelo nos tempos do Apito Dourado – então com outras cores e outros protagonistas.
Já na ponta final da temporada 2024/25 sentíramos na pele os efeitos desse abominável mundo novo. Todos nos recordamos de rasteiras com o ombro e de pisões na cabeça, que subtraíram ao Benfica um Campeonato e uma Taça de Portugal. O protocolo do VAR tornou-se opaco, parecendo traduzir-se em algo como: “Se é contra o Benfica chama-se o árbitro, se é contra o Sporting ignora-se e siga o jogo.” As nomeações tornaram-se estranhas. Mas a época seguinte (a última) foi ainda pior: talvez culpas próprias tenham impedido o Benfica de chegar ao título, mas foram as arbitragens, e só elas, que nos impediram de alcançar o 2.º lugar e participar na Champions League. O beneficiário foi o mesmo.
A dada altura, o presidente do Sporting, em clara sintonia com o CA, propôs até castigos mais pesados para quem criticasse os árbitros, pretendendo impor assim uma lei da rolha tipo bico calado e cara alegre. Com a estrepitosa saída de Duarte Gomes, percebemos que as coisas podiam ser mais graves do que imaginávamos. A investigação levada a cabo pelas autoridades judiciais veio acentuar todas as suspeitas.
No futuro saberemos se há matéria criminal a envolver Luciano Gonçalves e a sua equipa. Mas, independentemente das conclusões que venham a ser tiradas no âmbito da Justiça, por tudo o que vimos nos campos, pela, digamos assim, incompetência manifestada na gestão da arbitragem portuguesa ao longo deste período, Luciano Gonçalves não tem condições para se manter no cargo.
Com este CA, temo seriamente que o Benfica não volte a ser campeão."

Uma aposta na cidadania


"No bairro de São Tomé, em Paranhos, o verão ganha mais uma vez uma dimensão especial que vai muito além das férias. Depois do sucesso dos anos anteriores, durante duas semanas, jovens entre os 12 e os 16 anos voltam a encontrar-se para jogar, aprender, conviver e agir em favor da comunidade. É esta a proposta da Community Champions League – Liga de Verão, desenvolvida pela Fundação Benfica em parceria com a Junta de Freguesia de Paranhos.
Como sempre na Fundação, o futebol é o ponto de partida, mas não é o ponto de chegada. Em campo treinasse a técnica, a cooperação, a disciplina e o respeito pelas regras; fora dele, cada participante é chamado a perceber que também pode marcar pontos através da entreajuda, da responsabilidade e da participação cívica. O desporto assume assim a sua dimensão única de “escola de cidadania”, melhorando e transformando a sociedade. Porque uma comunidade mais forte e resiliente para o futuro só se constrói se os jovens reconhecerem que o seu talento tem valor não apenas para si próprios, mas enquanto ativo de toda a comunidade, para vencer jogos, sim, mas também, e sobretudo, para melhorar o lugar onde vivem.
Esta é a proposta da Fundação Benfica com este projeto, e os jovens respondem em massa para ocupar de forma saudável o tempo de férias, criar novas amizades e criar pontes com outros jovens com percursos diferentes. A jogar e cooperar se demonstra também que educar para os valores não exige discursos abstratos; faz-se através de experiências concretas, de desafios partilhados e do reconhecimento de cada gesto positivo, e há muitos nas atitudes destes jovens. Na cidade do Porto como em Lisboa, a Community Champions League confirma uma ideia essencial para a Fundação Benfica: o impacto social do Clube deve chegar às pessoas, aos bairros e aos territórios, porque levar o Benfica para junto das comunidades, onde quer que seja, é transformar a sua força e o seu prestígio em oportunidades reais de crescimento humano. No final, haverá resultados, golos e equipas classificadas. Mas a verdadeira vitória estará na confiança adquirida, nas relações criadas e na consciência de que cada jovem pode ser campeão dentro e fora do campo!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Editorial


"1. Na capa deste jornal O Benfica ressaltamos a vitória inquestionável do Benfica perante o St. Gallen, virando a eliminatória e redimindo por completo a imagem da 1.ª mão. Em Cheio! Declarações, momentos, ambiente. O Benfica segue em frente para encontrar o Hearts já na próxima semana. O apoio do público foi fundamental, numa comunhão especial que tornará sempre tudo muito mais fácil e leve nesta caminhada que todos desejamos auspiciosa. Juntos, seguimos para mais vitórias

2. É um dos temas de fundo desta semana e é inteiramente merecido: o 13.º aniversário do Museu Benfica – Cosme Damião. A reportagem sobre a exposição O Manto Sagrado – Um Olhar Sobre as Camisolas de Futebol do Benfica é um retrato sobre a história gloriosa do Clube, num misto de arte, design e paixão. Pelas memórias de Shéu, mergulhamos em momentos inesquecíveis que nos fizeram vibrar e ser Benfica como mais ninguém pode sentir. Uma leitura envolvente, a não perder.

3. Depois do voleibol e do andebol masculinos, depois do basquetebol feminino, mais duas peças no novo puzzle das modalidades, neste ciclo que se abre para a época que agora arranca. Nesta edição damos destaque à contratação de Marina Teixeira para liderar o andebol feminino e Ainars Bagatskis para o basquetebol masculino. Testemunhos, ambições e o primeiro esboço para os títulos que se desejam."

Pedro Pinto, in O Benfica

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Sorteio...

Em caso de qualificação para o Play-Off da Liga Europa, ultrapassando o Hearts, vamos defrontar o derrotado do Aarhus da Dinamarca, com o Sabah do Azerbeijão! Preferia os dinamarqueses, a viagem é mais curta, e jogam um futebol mais aberto, os Azeris são especialistas no contra-ataque...

Em caso de eliminação, vamos parar ao Play-off da Liga Conferência, onde podemos defrontar o vencedor do Rapid Viena da Áustria, com o Paide da Estónia. Os austríacos são claramente favoritos... Curiosamente, pode ser só uma sensação, mas o Rapid de Viena, parece-me inclusive mais complicado de bater que as duas equipas da Liga Europa, ambas Campeãs dos seus respectivos países!!!

Uma nota: a 2.ª mão será a 27 de Agosto, Quinta-feira, isto quer dizer que o Benfica-Estoril marcado para o Domingo seguinte, deverá ser adiado, para Segunda, ou até Terça, já que na semana seguinte, não haverá jogos a meio da semana!


 

5 Minutos: Live - Sorteio...

Aprovo!

BI: Megafone #290 - St. Gallen despachado, Adeus António, 4x Pavlidis

Terceiro Anel: Bola ao Centro #216 - "MANITA" & 4' ANIVERSARIO DE CORACAO CHEIO!!🦅🔴

Visão - S08E02 - Cincuum!? Com póker!? | St. Gallen

Benfica Podcast #596 - Here We Go... 26/27

Zero: Ataque Rápido - S09E01

Castigo...


"A interdição de que o Sport Lisboa e Benfica foi alvo implica a proibição de realização, no recinto desportivo do espetáculo desportivo oficial, do jogo a contar para a 1.ª jornada da 1.ª Liga frente ao académico de viseu. 
Por recinto desportivo entende-se "o local destinado à prática do desporto ou onde este tenha lugar, com perímetro delimitado e, em regra, com acesso controlado e condicionado (...)" (alínea n) do artigo 3.º da Lei 30/2009).
Para além de ressarcir os sócios detentores de Red Pass no valor do jogo em causa (carteira virtual), o Sport Lisboa e Benfica poderia tentar explorar o matchday com a emissão do jogo, no seu exterior, aproveitando o sintético para colocação de ecrãs e até, no seu interior, utilizando os pavilhões.
Isto permitiria minimizar o prejuízo do seu próprio comércio (megastore) e de alguns parceiros comerciais (por exemplo, os comerciantes estacionados no seu espaço exterior).
São estes espaços que constituem local de reunião de milhares de sócios e adeptos em dia de jogo. O apoio seria diferente e até potencialmente desfasado, mas constituiria prova de união."

Uma das mais extraordinárias teorias da irresponsabilidade institucional.


"Pedro Proença parece acreditar que existe um interruptor institucional: desliga o cargo, passa a cidadão; volta a ligá-lo, regressa a presidente. Não existe.
É uma espécie de sociedade unipessoal de responsabilidade limitada aplicada à ética. Luís Neves tem muito a aprender com Proença!"

Benfica, FIFA, áudios e MP


"O Benfica ‘atropelou’ os suíços do St. Gallen, o adversário mais ingrato da temporada; ainda no âmbito helvético, os francófonos de Nyon (UEFA) bateram o pé, em boa hora, aos germanófonos de Zurique (FIFA). Por cá, depois do fumo dos áudios de Pedro Proença, devemos estar particularmente atentos à entrada do Ministério Público no caso das nomeações dos árbitros…

precisamente uma semana, escrevi, neste espaço, sobre Rui Costa: «Bastou um jogo negativo do Benfica para se ver sob uma chuva de ataques e críticas, que prenunciam ventos e tempestades se a temporada não correr de acordo com as aspirações dos encarnados. Com a imagem desgastada, Rui Costa só pode responder de uma forma: ganhando.»
A ‘manita’ com que o Benfica despachou o St. Gallen, e, acima de tudo, o apoio de 60 mil adeptos na Luz - mais uma vez chamo a atenção para a divergência profunda entre o clube real e a ‘bolha’ que frequenta as AG’s - deram oxigénio aos encarnados e ao seu presidente para encararem com maior otimismo o que se segue. Porque o St. Gallen, com todas as limitações que revelou - atenção, é vice-campeão da Suíça, onde o Benfica, em Basileia, há nove anos, perdeu por 5-0 na fase de grupos da Champions, apresentando uma equipa com Júlio César; André Almeida, Luisão, Jardel e Grimaldo; Fejsa, Pizzi; Zivkovic (Samaris), Raul Jiménez, Jonas (Seferovic) e Cervi (Sálvio) -, pela conjuntura de estar mais adiantado na preparação e ter todo o plantel à disposição, face a um Benfica cheio de carências, de meios e de tempo, foi, muito provavelmente, o adversário mais ingrato da carreira de Marco Silva. O que virá a seguir será encarado com maior normalidade, decorrente do trabalho, individual e coletivo, que o ex-técnico do Fulham poderá desenvolver, a que deverão associar-se (partindo do princípio de que não sai, além de António Silva, mais ninguém), com urgência, um médio que jogue pelo meio e um defesa central. Mas há que dizer, em jeito de conclusão, que o Benfica superou, em condição de forma altamente periclitante, o primeiro obstáculo. E fê-lo, na Luz, com autoridade. O futuro? A Deus pertence…

PS - A propósito de António Silva - ia entrar no último ano de contrato na Luz - destratado sem dó nem piedade ao longo dos últimos dois anos, que perdeu o lugar no Benfica e na Seleção Nacional para Tomás Araújo, não sendo previsível que fosse titular na época que agora está a começar, rumou ao Bournemouth, por 25 milhões de euros, onde prosseguirá a carreira, depois de recusar uma proposta de renovação dos encarnados, que julgou insuficiente. Ora, foram precisamente os mesmos que mais minaram a confiança de António Silva que agora, perante a sua saída, lhe teceram loas e se rebelaram contra a venda de um talento da casa, de apenas 22 anos. É o que se chama, pensando em Rui Costa, ser preso por ter cão e ser preso não ter…

GIANNI INFANTINO colocou sobre a mesa um plano que visava potenciar as receitas das grandes competições da FIFA, entregando 20 por cento de uma nova sociedade a criar para esse efeito a privados. Disse Infantino que esse projeto só avançaria se fosse aprovado por pelo menos metade mais um dos votos das 211 Federações nacionais com assento na Assembleia Geral do organismo de cúpula do futebol mundial. UEFA, AFC e CONCACAF, que representam 143 votos, mostraram-se liminarmente contra a ideia, declarando a UEFA, que liderou o processo, que boicotaria um Mundial realizado sob o modelo pretendido por Infantino.
Ao mesmo tempo, dentro da FIFA, a demissão do luso-descendente Carlos Cordeiro, principal conselheiro de Infantino e antigo ‘chairman’ da Goldman Sachs, e a rebelião de vários quadros superiores criaram a tempestade perfeita, que obrigou Gianni Infantino a desistir de um projeto que contaria com o apoio do clã-Trump. Infantino é um sobrevivente e sentiu os alarmes políticos a tinir: não era só a ‘privatização’ do Mundial que estava em causa, mas, sobretudo, a sua continuidade à frente da FIFA deixara de ser ‘favas contadas’.
Ao dia de hoje, é impossível dizer se o suíço que lidera a organização de Zurique há dez anos vai a tempo de conter danos e ser reeleito no próximo Congresso da FIFA, algo que, logo depois do Mundial, era dado como absolutamente certo. A este propósito, no ‘The Athletic’, Sebastian Stafford-Bloor teve uma imagem bastante conseguida quando comparou Infantino a Ícaro, que quis voar demasiado perto do Sol e despenhou-se quando as asas de cera que o mantinham no ar se derreteram. Ao conduzir o projeto agora abortado, não só de forma quase autista, mas revelando, sobretudo, uma falta de sensibilidade face ao futebol, incompreensível em quem vive no meio há mais de duas décadas, Infantino arrisca-se a ser visto como um ativo tóxico. Penso que, se quiser continuar à frente da FIFA, vai ter de aprofundar a ideia do Mundial de 2030 com 64 seleções (e as mesmas oito rondas de 2026 para os finalistas) para captar votos, e recuar no desejo de ter um Mundial de Clubes alargado e a realizar-se de dois em dois anos. Mas a verdade é que apesar de ter tido sucesso no Mundial/25 de Clubes e ter transformado o Mundial/26 de seleções numa máquina de fazer dinheiro, nunca, como agora, a imagem de Gianni Infantino esteve tão por baixo. Se calhar, para obter uma explicação, valerá a pena recuperar o que Jurgen Klopp disse de Trump e Infantino, na sequência da despenalização do norte-americano Folarin Balogun: «Este jogo é nosso, não é deles.»

PS - Numa altura em que se pede mais assertividade e firmeza à União Europeia no contexto internacional, a UEFA apontou o caminho. E com isto não estou a dizer que Aleksander Ceferin deve ocupar a cadeira de Ursula von der Leyen…

CIRCULARAM áudios de Pedro Proença, obtidos ilegalmente, que o presidente da FPF diz terem sido «truncados e descontextualizados», onde criticava a qualidade média dos árbitros portugueses, algo que, para a generalidade dos observadores, é uma evidência. Para se perceber como esse assunto foi pouco mais que um ‘fait divers’, basta ver como uma ida de Pedro Proença, de madrugada, a Tomar, serenou os ânimos, e deixou os árbitros em estado de prontidão. Porém, este caso, obviamente mediático porque envolveu o presidente da FPF (à altura dos factos, candidato ao cargo), tirou o foco de uma matéria que pode vir a revelar-se, ainda no âmbito da arbitragem, mais relevante.

O CONSELHO DE JUSTIÇA (CJ) da FPF arquivou, por falta de provas, um inquérito instaurado a Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem, na sequência de uma denúncia do ex-diretor técnico nacional de arbitragem, Duarte Gomes. Porém, o Ministério Público tem o caso em mãos e, através do DCIAP, com o apoio da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária, que possui meios de investigação que vão muito para lá do que o CJ da FPF pode fazer, está em campo. Significa isto que, nunca esquecendo a presunção de inocência a que todos temos direito, vivemos uma situação atípica, relativamente ao titular de um órgão que deve estar acima de toda e qualquer suspeita.
Estou a sugerir que Luciano Gonçalves devia, desde já e perante a situação, demitir-se? Não, nada disso. E não tem a ver, sequer, com a precariedade em que vive, atendendo ao limite temporal do seu mandato, algo que poderia ser corrigido se houvesse um formato diferente para a gestão da arbitragem. Seguramente que, quando aceitou ser candidato a presidente do Conselho de Arbitragem, Luciano Gonçalves sabia que, se vencesse as eleições, não estaria a assumir um cargo de quadro numa organização, mas sim de líder, com horizonte temporal limitado - daí a precariedade - de um órgão de uma entidade que goza do estatuto de utilidade pública desportiva.
É neste contexto que a proposta do presidente do FC Porto, André Villas Boas, de haver uma suspensão do mandato por parte de Luciano Gonçalves até tudo estar em pratos limpos, me parece razoável, benéfica para a competição, ao mesmo tempo que, a concretizar-se, salvaguardaria Luciano Gonçalves nesta fase de investigação judicial. Sei que em Portugal não existe esta forma de estar na vida pública - António Vitorino, Murteira Nabo, Miguel Macedo ou Jorge Coelho são algumas das exceções - mas nunca é tarde demais para adotar boas práticas."

MasterVi - Mercado...

TugaFut: Mercado...

Zero: Mercado - Benfica coloca central croata na lista de compras

BF: Schjelderup...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Cinco considerações sobre a Supertaça ganha pelo FC Porto

Observador: E o Campeão é... - Benfica no arame: glória europeia ou escândalo na Escócia?

Observador: Três Toques - Farpas no Dragão e Vini já está em modo Mourinho

Oliveira: Chaloupek...

Caminho para a Liga Europa


"O sorteio do play-off de acesso à fase de liga da Liga Europa e a 3.ª camisola do Benfica são os destaques nesta edição da BNews.

1. Sorteio
Caso o Benfica elimine o Hearts, o adversário seguinte na Liga Europa será o derrotado do embate, relativo à 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões, entre o Aarhus, da Dinamarca, e o Sabah, do Azerbaijão.

2. Equipamento apresentado
Já é conhecida a 3.ª camisola do Benfica para 2026/27.

3. Sessão fotográfica
Os jogadores que marcaram presença no Mundial e dois dos reforços participaram na habitual sessão fotográfica de início de temporada.

4. Formação – pré-época
Os Juvenis venceram a Youngster Cup. Os Juvenis B sofreram uma derrota com os Juvenis A do Torreense e os Iniciados deram o pontapé de saída na preparação.

5. Contributo internacional
A guarda-redes do Benfica Michaely Bihina ajudou os Camarões no apuramento para os quartos de final do Campeonato Africano de Futebol Feminino 2026.

6. Casa Benfica Covilhã
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 60.º aniversário."

Atualidade benfiquista


"São vários os temas abordados nesta edição da BNews.

1. Comunicado oficial
Leia a posição oficial do Sport Lisboa e Benfica acerca do próximo desafio com o Académico de Viseu, o qual será disputado à porta fechada no Estádio da Luz. O Clube reitera "o seu firme desacordo com uma medida que penaliza indiscriminadamente todo o universo benfiquista".

2. Transferência
António Silva passa a representar o Bournemouth.

3. Calendário
A partida entre Benfica e Académico de Viseu relativa à 1.ª jornada é no dia 9 de agosto, domingo, às 20h30.

4. Formação – pré-época
A equipa B do Benfica venceu o Atlético por 0-1 e conquistou o Troféu Germano Figueiredo. Os Sub-23 foram derrotados, por 3-1, pelo Lusitano GC. Os Juniores realizaram dois jogos-treino.

5. Arranque de pré-temporadas
Os bicampeões de futsal e as pentacampeãs de andebol já preparam a nova época.

6. Movimentações do defeso
O basquetebolista Diogo Gameiro e as andebolistas Ana Silva, Matilde Rosa, Constança Sequeira, Carolina Monteiro, Nádia Rodrigues e Mihaela Minciuna renovaram os respetivos contratos com o Benfica.

7. Sessão diferente
O plantel da equipa masculina de andebol do Benfica treinou na praia de Carcavelos.

8. Chamadas internacionais
São sete atletas do Benfica convocados pelas seleções nacionais masculina e feminina de hóquei em patins.

9. Exposição
A primeira de cinco visitas guiadas à exposição temporária O Manto Sagrado – Um Olhar Sobre as Camisolas de Futebol do Benfica, decorreu ontem no Museu Benfica – Cosme Damião.

10. Em destaque
Os principais conteúdos e temas que marcam a agenda do Sport Lisboa e Benfica nas diferentes plataformas do Clube. 11. Casa Benfica Espinho Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 29.º aniversário."

Segunda Bola


O Resto é Bola - O Regresso! Supertaça fica no Dragão, aquece o mercado e corrida de Benfica e Braga à Europa

Renascença: Bola Branca - Tertúlia - Quem parte à frente na Liga?

Tailors - Final Cut - S05E32 - António Carraça...

ESPN: Futebol no Mundo #618

Memória futura...

Está on fire !!!

Colo...

Eu, cidadão português, adepto de Torreense e FC Porto e ainda jornalista...


"Querem jogar um jogo comigo? Vamos a ele. O final de carreira de um árbitro devia ser aos 60 anos. Assim, o maior dos maiores ainda estava em atividade...

Eu, cidadão de Portugal e adepto do Torreense, sinto-me indignado com André Narciso. Então aquela entrada de Inbeom Hwang sobre Dany Jean não é penálti?! Que estavam a fazer o VAR, o AVAR e o AAVAR? Mas, sejamos sinceros, já nada me espanta. Os árbitros portugueses são fracos, são todos muito fracos. Portugal consegue ter três ou quatro gajos minimamente competentes, mas o resto é tudo muito fraco.
Por outro lado, eu, cidadão de Portugal e adepto do FC Porto, não vejo qualquer motivo para a polémica que querem criar com a arbitragem de André Narciso. Onde é que aquela entrada de Inbeom Hwang sobre Dany Jean é penálti?! Queriam que o VAR, o AVAR e o AAVAR tivessem chamado o árbitro?! Mas aquilo alguma vez é um erro claro e óbvio? Os comentadores de arbitragem portugueses são fracos, são todos muito fracos. Portugal consegue ter três ou quatro gajos minimamente competentes… O Pedro [Henriques], claro, o [Marco] Ferreira, metes o tipo de Braga [Fortunato Azevedo] e depois metes ali o [Jorge] Coroado, o [José] Leirós, o [Jorge] Faustino ou qualquer coisa assim… o resto é tudo muito fraco. Não há, em Portugal, uma nova geração de comentadores de arbitragem.
Porém, eu, jornalista de profissão, quero deixar uma palavra de confiança aos árbitros e aos comentadores de arbitragem portugueses que iniciam a época 2026/2027. A qualidade dos árbitros e dos comentadores é inquestionável e cada vez mais reconhecida pelas mais elevadas instâncias internacionais ao nível do comentário. Não misturem o que penso enquanto cidadão e adepto do Torreense e do FC Porto (sim, é possível) com aquilo que penso enquanto jornalista. São coisas distintas, como facilmente perceberão. Não estejam é à espera que os outros jornalistas, árbitros e comentadores de arbitragem sejam competentíssimos como eu, porque alguns deles, pá, só têm o 12.º ano e só pensam em dar notícias polémicas e em criar confusões.
Querem jogar este jogo comigo? Das 32 vezes em que fui chamado à ERC, 27 foram por processos que nada tinham a ver comigo. Não brinquem comigo, c******. Não permitirei que seja posta em causa a minha dignidade, enquanto jornalista! Querem jogar outro jogo comigo? Vamos a ele. É preciso pormos as pessoas certas nos lugares certos. O final de carreira de um árbitro, por exemplo, devia ser aos 60 anos. Assim, o maior dos maiores ainda estava em atividade. Por outro lado, para quê contratar Jorge Jesus para selecionador nacional, se o maior dos maiores podia acumular e ser, ao mesmo tempo, selecionador nacional? E, já agora, comentador de arbitragem, tratador da relva do Estádio de Coimbra, VAR, AVAR, AAVAR, jornalista e, sobretudo, contorcionista.
Voltemos a Coimbra. Colocando de parte o lance entre Inbeom Hwang e Dany Jean, a cena da relva (a tinta devia ter sido mais forte e mais aderente, sim), a lesão de Bednarek, a quase lesão de Dany Jean e a quase greve dos árbitros, eu, enquanto cidadão, adepto do Torreense, adepto do FC Porto, jornalista, comentador de arbitragem, VAR, AVAR e AAVAR, tenho de proclamar que tudo correu bem em Coimbra."