Últimas indefectivações

domingo, 25 de outubro de 2026

Diferenças!

 


É gozo total

Expulsão absolutamente ridícula e surreal! 🤡

Cegueira seletiva...

Premonição!



Sector fechado.... na Taça da Liga... que coincidência!!!

A puta do CIND não estava a gostar!!!

Apanhados!

Ninguém sabia, que surpresa!!!

Varandão

Quando só a objetividade nos interessa

Benfica: comprar 'El diablito' Echeverri


"Echeverri foi comprado pelo Manchester City, porque os grandes clubes já não esperam que talentos destes passem por clubes como os portugueses

A operação montada pelo Benfica para a contratação de Claudio Echeverri aparenta ser, sob a ótica financeira, um bom exercício. Houve uma boa gestão de oportunidade.
No futebol de hoje, os grandes clubes europeus apontam já aos principais e emergentes talentos da América do Sul e vão lá buscá-los diretamente sem passarem, como acontecia até há uns anos, por clubes como os portugueses. Há exceções, sendo a maior de todas Enzo Fernández, contratado pelo Benfica quando já era uma certeza tão grande como Julián Alvarez, o colega de ataque que hoje joga no Atlético de Madrid e que o Manchester City recrutou primeiro.
Claudio Echeverri despontou no River Plate, tal como aqueles dois compatriotas. Mas enquanto Julián e Enzo tiveram tempo de crescimento - o médio chegou a estar emprestado ao Defensa Y Justicia - ‘El diablito’ teve período mais breve na primeira equipa. O ManCity tinha contratado Alvarez, mas escapou-se-lhes Enzo na altura e não quis cometer o mesmo pecado: pagou por Echeverri e manteve-o em Buenos Aires por um ano.
É preciso entender Echeverri nesse contexto, tal como a Mastantuono, outro rapaz que subiu à primeira equipa e que o Real Madrid, aplicando a lógica do ManCity, se apressou em contratar.
O Benfica, lá está, teve de ir mais fundo. Sem a capacidade financeira de City e Real, foi ao Vélez Sarsfield garantir um miúdo que era seguido desde os 16 anos, mas que só quando completou 18 pôde assinar. Os encarnados, mesmo assim, pagaram 9M€ à cabeça por Gianluca Prestianni.
Na Argentina, por aquelas alturas, Echeverri era um jogador «maior» que Prestianni e com 20 anos ainda tem de ser considerado um dos grandes talentos emergentes daquele país.
Mas é a parte de negócio que interessa primeiro. Os 21M€ da opção de compra são um valor dentro dos padrões encarnados para jogadores de potencial similar, faltando saber detalhes contratuais com Echeverri. Ao aceitar uma cláusula de recompra pelo Manchester City nos 50M€, a direção encarnada garantiu algum safe floor, ou seja, um «piso de proteção», que lhe poderia dar um lucro de 29M€. Caso o ManCity não avance, a abertura para negociar acima uma futura transferência é uma boa perspetiva.
Contudo, um bom contrato não substitui o rendimento no relvado. E é precisamente aqui que a prudência política deve sobrepôr-se. Seria precipitado avançar já para o exercício da opção de compra. O rendimento desportivo de Echeverri ainda se encontra numa fase embrionária e o Benfica já «desperdiçou» demasiados 20 milhões em mercados mais e menos recentes.
É preciso ter alguma garantia de que o argentino pode ser um titular indiscutível e decisivo, e não apenas um tremendo ativo de rotação. Se assim for, a decisão de compra tomar-se-á por si mesma."

BolaTV: Antevendo o jogo difícil de um Benfica em forma

BF: Echeverri...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Fim de semana em cheio: a 9.ª jornada promete muito futebol

Zero: Negócio Mistério - S07E05 - Ricardo Horta no Benfica

Futpédia #32 - FUTDRAFT PREMIER LEAGUE 🔥 QUEM MONTOU A MELHOR EQUIPA? 🤔

A gaiola dourada dos jogadores profissionais de futebol


"O futebolista profissional é simultaneamente trabalhador, património económico, ativo comercial, figura pública e representante de uma instituição. Estas cinco condições, que fazem dele um privilegiado aos olhos da sociedade, podem transformar-se numa prisão dourada, incompatível com o exercício pleno da sua liberdade individual.

O exemplo mais flagrante da condição de escravos de luxo dos jogadores profissionais de futebol ocorre quando, ciclicamente, um clube anuncia, como castigo por maus resultados ou exibições, a realização de um estágio que os impede de dormir nas suas próprias casas.
Não há outra profissão em que semelhante punição seja considerada admissível.
Seria aceitável que o dono de uma empresa castigasse um administrador por maus resultados, obrigando-o a dormir fora de casa? Que um arquiteto fosse impedido de regressar ao convívio da família por ter perdido um concurso? Ou que um pasteleiro, por não lhe ter saído bem um bolo, fosse obrigado a passar a noite na pastelaria?
O futebol criou uma categoria extraordinária de trabalhadores: alguns são dos mais bem pagos do mundo, mas espera-se que vivam com restrições à sua liberdade que seriam intoleráveis para quem ganha o salário mínimo.
Os jogadores são tratados como adultos pelas responsabilidades que assumem e como menores pelos direitos que lhes são reconhecidos.
Trabalham frequentemente seis dias por semana, com períodos de descanso condicionados pelas exigências das competições.
E alguém se preocupa em saber se os jogadores que participaram no Mundial conseguiram efetivamente usufruir dos 22 dias úteis de férias a que têm direito, tal como a generalidade dos trabalhadores portugueses?
Espera-se que não manifestem publicamente posições políticas, religiosas ou sobre qualquer assunto suscetível de dividir os adeptos ou desagradar aos patrocinadores.
São obrigados a prestar declarações quando prefeririam permanecer em silêncio, mesmo depois de uma derrota humilhante, no cumprimento de obrigações regulamentares cuja violação pode originar sanções.
E, paradoxalmente, espera-se que permaneçam calados quando desejariam explicar, com honestidade intelectual, as verdadeiras razões pelas quais alguma coisa correu mal.
No futebol, o direito ao silêncio transforma-se frequentemente num dever de silêncio, enquanto a liberdade de expressão dá lugar à obrigação de falar.
Os episódios desta semana com Bruno Fernandes e Diogo Costa são particularmente esclarecedores.
Depois das derrotas de Manchester United e FC Porto na UEFA Champions League, ambos os capitães analisaram as exibições das suas equipas e expressaram opiniões sobre aspetos do jogo que consideraram necessário melhorar.
Bruno Fernandes questionou a abordagem tática da equipa, designadamente a falta de pressão sobre o adversário. Diogo Costa observou que os adversários começam a perceber a forma de jogar do FC Porto e defendeu a necessidade de arriscar mais.
Não insultaram ninguém, não puseram em causa a dignidade dos treinadores, nem deixaram de assumir as suas responsabilidades.
Mas bastou expressarem opiniões sobre futebol para se gerar polémica, como se os jogadores fossem os únicos intervenientes no espetáculo impedidos de analisar aquilo que acontece dentro das quatro linhas.
O futebolista profissional é simultaneamente trabalhador, património económico, ativo comercial, figura pública e representante de uma instituição.
Estas cinco condições, que fazem dele um privilegiado aos olhos da sociedade, podem transformar-se numa prisão dourada, incompatível com o exercício pleno da sua liberdade individual.
E a partir de que valor de remuneração deve um trabalhador abdicar das suas liberdades individuais?
A relação dos jogadores com os adeptos encerra outra contradição particularmente reveladora.
O adepto reivindica para si uma liberdade praticamente ilimitada: critica treinadores, insulta dirigentes, contesta jogadores e pronuncia-se sobre tudo o que acontece no clube.
Mas considera frequentemente inadmissível que um jogador exerça essa mesma liberdade, criticando uma decisão do clube, respondendo às acusações dos adeptos ou manifestando uma opinião diferente da sua.
Confunde-se o respeito pela instituição com a submissão pessoal, como se representar um clube implicasse renunciar ao direito de pensar, discordar ou expressar opiniões próprias.
Paradoxalmente, quem assiste ao espetáculo considera ter mais direitos sobre a liberdade de expressão do que quem o protagoniza.
Os adeptos admiram os jogadores e celebram os seus feitos. Mas são também eles que ajudam a construir e a vigiar as grades da gaiola dourada em que vivem.
Aplaudem-nos pelo talento que os torna extraordinários, mas exigem-lhes uma obediência que lhes retira o direito de serem pessoas comuns.
O futebol deve evoluir no sentido de reconhecer aos seus profissionais as liberdades e os direitos que a sociedade conquistou para os restantes trabalhadores.
Pela sua extraordinária influência social, pela capacidade de mobilizar milhões de pessoas e pelo exemplo que representa para as novas gerações, o futebol tem uma responsabilidade que ultrapassa largamente as quatro linhas.
Deve estar na vanguarda da sociedade, não na sua retaguarda. Deve estimular o diálogo, não impor o silêncio.
Promover a liberdade de pensamento, não exigir a uniformidade das opiniões. Ensinar a respeitar a diferença, não castigar quem discorda.
Num tempo em que a intolerância perante opiniões divergentes ameaça substituir o diálogo pela imposição do silêncio, o futebol deve contribuir para inverter esse caminho, em vez de o acompanhar.
O progresso não consiste em retirar liberdades a quem ainda as tem, mas em alargá-las a quem não as pode exercer plenamente.
O futebol não deve ensinar a sociedade a viver em gaiolas douradas, deve ajudar a abrir as portas de todas as gaiolas."

Pelé: a eternidade não se escreve sozinha


"Pelé fez anos ontem. Teria feito 86. Os mortos obrigam a estes cuidados com os verbos. Com o resto somos menos cuidadosos. Dizemos que são eternos e seguimos para a notícia seguinte. Um treinador levantou a sobrancelha. Um avançado apagou uma fotografia. Há uma polémica, há sempre uma polémica. Pelé pode esperar. E espera.
Nasceu a 23 de outubro de 1940, em Três Corações. O calendário fez o seu trabalho. Houve homenagens, notícias, quem lhe devolvesse o nome e o rosto. Não houve silêncio absoluto. Mas há uma enorme distância entre recordar uma data e guardar um lugar. A memória também exige tempo. E o tempo está todo vendido ao próximo assunto.
Pelé é eterno, dizemos. A frase sai limpa, pronta, sem esforço. Serve numa legenda, numa cerimónia, numa despedida. Depois fechamos a gaveta. A eternidade fica lá dentro, arrumada, a não incomodar a atualidade. Até ao próximo aniversário. Até que alguém se lembre de que é preciso lembrar. Estranha forma de tratar um imortal. Dar-lhe uma palavra tão grande e um espaço tão pequeno.
Não interessa saber se foi o melhor de sempre. Essa discussão transforma o futebol numa repartição onde se conferem números para atribuir uma licença de grandeza. Há sempre alguém com mais um argumento, mais uma estatística, mais um vídeo escolhido para encerrar a conversa. O debate nunca acaba. Mais importante é o que Pelé tornou possível imaginar.
Antes dele, existiram grandes jogadores. houve gigantes. ídolos. Mas Pelé foi o primeiro herói que atingiu uma dimensão capaz de ultrapassar o futebol. O seu nome chegava onde não se ouviam os relatos. Uma palavra. Só uma palavra. Pelé. Era o que bastava. Nunca precisou de tradução, de explicação, de uma lista de títulos. O mundo inteiro cabia num só nome de quatro letras.
Em 1958, um rapaz de 17 anos ajudou o Brasil a conquistar o seu primeiro Mundial. Voltou a ser campeão em 1962. Em 1970, depois de tantas pancadas de adversários incapazes de o travar de outra maneira, continuava a inventar futebol e conquistou o terceiro. Mas os títulos contam apenas a parte da história.
O resto (e o resto é tanto) está num gesto. Em todos os gestos. A bola levantada sobre um defesa antes do remate na final de 1958. O cabeceamento, em 1970, que obrigou Banks a fazer uma das defesas mais memoráveis da história. A bola deixada passar diante de um guarda-redes, o corpo a ir pelo outro lado, a possibilidade de um golo nascida de não tocar na bola. Essa que não entrou. E até o falhanço ganhou direito a ficar exibido em galeria. É preciso ser muito grande para deixar saudades de golos que não marcou.
Não havia uma câmara em cada bolso. Não havia a obrigação de produzir uma eternidade por semana. Havia um jogador a encontrar soluções que os outros ainda não tinham formulado como problema. O espanto vinha antes da repetição. Hoje repetimos tanto que, às vezes, já nem conseguimos espantar-nos.
Também houve o homem. Com contradições, escolhas discutíveis, silêncios. Cobraram-lhe não se ter levantado contra a ditadura brasileira. A pergunta é legítima. A utilização política das suas vitórias também faz parte da história. A grandeza de um jogador não deve servir para apagar o que nos desagrada no cidadão.
Mas convém não transformar a coragem numa tarefa simples, prescrita à distância por quem não arrisca nada. É fácil escolher as palavras que outro deveria ter dito quando não somos nós a enfrentar as consequências. O medo não desaparece porque alguém sabe jogar à bola. Uma camisola 10 não protege um homem de um regime. Podemos julgar um silêncio sem fingir que teria sido fácil quebrá-lo.
Recordar Pelé não exige que se desculpe tudo. Exige que se conheça a sua história antes de lançar a acusação. Também é para isso que serve a memória. Para impedir que uma vida inteira fique reduzida ao que dá mais jeito dizer sobre ela.
O presente habituou-nos a essa pressa. Mastigar. Engolir. Deitar fora. O grande jogo de ontem já estorva a antevisão de amanhã. Um talento é anunciado como geracional antes de ter uma geração para o medir. Uma semana chega para o promover. Outra chega para o descartar. Queremos história, desde que acabe de acontecer.
Aos jogadores que hoje se imaginam instalados num lugar divino, imune ao calendário, talvez convenha olhar para aqui. Como medida. Os seguidores não são uma garantia de memória. O ruído à volta de um nome pode acabar sem que esse nome tenha deixado de merecer ser ouvido. Se até Pelé precisa que alguém lhe abra espaço, nenhum aplauso de hoje garante que amanhã se lembrem de nós.
Não se exige que cada aniversário interrompa o mundo. Exige-se alguma coerência entre a eternidade que proclamamos e a atenção que concedemos. Uma página. Uma conversa. Um pai a mostrar um lance a um filho. Alguém que conte por que razão aquele nome importa, em vez de presumir que o nome se explica sozinho.
As pessoas morrem. Pelé também morreu. Mas o que fez não tem de morrer por falta de quem o conte. Ontem fez anos. Hoje ainda vamos a tempo."

E se a Bola for mesmo dourada?…


"Todos os anos a mesma coisa: a comunidade do futebol internacional escolhe os seus favoritos, especula, lança palpites, por vezes acerta, muitas outras passa ao lado da vontade e da perceção de quem, efetivamente, tem a possibilidade de votar para eleger o melhor futebolista do mundo.
Desde logo, esta expressão: parece-me muito arrojado tentar encontrar, num planeta de talentos e de eleitos para o belo jogo, apenas um representante, apenas um vencedor, embora saibamos que a carreira a nível de clubes e seleções, no período de avaliação, é um elemento quase determinante para ficar bem posicionado.
Nesse sentido, a Liga dos Campeões da UEFA e, em ano de Mundial, o desempenho da respetiva seleção nacional, é muito significativo, e Lamine Yamal, absolutamente dececionado o ano passado com a conquista de Ousmane Dembélé, surge hoje num patamar de maior luta pelo cobiçado prémio.
O jovem do Barcelona é um génio do futebol, mas tem ainda um longo percurso profissional para trilhar, alicerçado no seu clube e em quem o orienta. O seu pai não foi feliz na reação à vitória do francês na última eleição, e esse, definitivamente, não foi um bom exemplo de quem deveria representar a família, um alicerce essencial para a formação do Homem, mais do que do futebolista.
A determinada altura, percebeu-se que Lamine tinha arrepiado caminho e ganho concentração e foco para exponenciar a sua inegável qualidade. O jovem espanhol lucrou muito com a consistência competitiva e as mais-valias da sua seleção, entretanto sagrada campeã do Mundo, sendo também campeão espanhol pelos culés, embora a competição europeia de clubes não tenha corrido de feição aos blaugrana.
Mas temos, obviamente, um fortíssimo candidato à Bola de Ouro.
Acompanhado por Harry Kane. Mais do que uma grande época, a celebração de uma notável carreira para o ponta de lança inglês é fundamental para que o futebol, como um todo, celebre para a posteridade um nome incontornável de resiliência e competência. Tem estado em todas as últimas demonstrações de alto nível da sua seleção: duas vezes vice-campeão europeu, bandeira inglesa no Mundial das Américas, e conquistador de títulos (finalmente a deixar para trás a malapata que o acompanhava desde o Tottenham…), no Bayern de Munique, estrutura que deu outro peso e consolidou as capacidades do avançado de Leytonstone. Resta saber se a ausência de vitórias globais (Liga dos Campeões e Mundial, uma vez que não há Europeu em equação para este período) acabará por deixar Kane em situação de desvantagem perante tão forte e musculada concorrência.
E eis que surgem dois franceses, cada qual com razões para pensar que este poderá ser o seu ano. Se a Kylian Mbappé falta a grande consagração mundial, apesar do título mundial ganho com a França há oito anos (alguma similitude com Lamine Yamal), quando se tornou, depois de Pelé, o segundo mais jovem jogador a participar numa final de Campeonato do Mundo (com 19 anos e 207 dias), Michael Olise trouxe alguma confusão para as previsões, sendo uma pérola do Bayern de Munique e do combinado gaulês nos últimos meses, e catapultando-se para o primeiro plano por força de uma época em crescendo, na qualidade e na eficácia das suas exibições.
Mbappé tem, por si, a força motriz da diplomacia do Real Madrid, que sempre procura encontrar alguém capaz de ser projetado ao mais alto nível. Não são despiciendas as declarações de José Mourinho, ao sublinhar que a Bola de Ouro não terá, necessariamente, de contemplar alguém que tenha ganho uma grande competição internacional. No caso de Kylian, nem doméstica, uma vez que a La Liga merengue deixou imenso a desejar aos seus adeptos e seguidores, por todo o mundo.
Mas há uma aura especial no parisiense que, aos 27 anos, o pode fazer chegar ao topo, até porque foi das peças mais influentes da seleção orientada por Didier Deschamps, do outro lado do Atlântico norte.
É impossível olhar para um eventual lote de candidatos sem perceber que, este ano, três clubes chamam a si a maioria dos nomes de quem se fala: Barcelona, Bayern de Munique e Real Madrid. Sem esquecer que o bicampeão europeu e pentacampeão francês tem sempre uma palavra a dizer nos meandros deste tipo de decisões, surgindo — talvez menos exuberante do que o ano passado — Vitinha como um dos nomes mais sólidos do conjunto de Luis Enrique, sendo quase certo que Ousmane Dembélé não repetirá a proeza de 2025.
Falta um nome. Para todos os que seguem o futebol internacional, um dos maiores da História. Para muitos, mesmo o maior. Ninguém poderá olvidar que Lionel Messi foi o carregador de piano da seleção argentina até à final do Mundial das Américas, e que a sua temporada nos norte-americanos do Inter de Miami, individual e coletivamente, tem sido de valia superlativa, independentemente da geografia em que agora se move o astro argentino.
Por outro lado, a atribuição de uma última Bola de Ouro a Messi pode ser entendida como uma homenagem final do belo jogo a quem, nos últimos vinte anos, o tornou ainda mais belo, mais artístico, mais sonhador, preenchendo o imaginário dos adeptos, com o alicerce na cidade de Rosário e no seu Newell’s Old Boys, mas expandido pelo planeta de forma, quase, a eclipsar a memória de outro génio, Diego Armando Maradona, que decerto, onde estiver, estará a aplaudir de pé o percurso de exceção que talvez não tenha réplica no nosso tempo de vida.
E é aqui que entra a doçura e a magnanimidade do desporto-rei. Se Messi ganhar a Bola de Ouro, tenho a certeza absoluta de que Lamine Yamal, Harry Kane, Kylian Mbappé, Michael Olise e todos os outros astros dos relvados que ambicionam, um dia, receber este troféu, também (tal como Pelé e Maradona do outro lado da vida) estarão de pé a aplaudir.
E assim o futebol encerraria uma das histórias e um dos ciclos mais brilhantes e notáveis da sua história.

Patrick e o Belenenses
Conheci Patrick Morais de Carvalho há alguns anos, no Estádio do Restelo, a dar os primeiros passos na tentativa da recuperação desportiva e patrimonial do Clube de Futebol "Os Belenenses".
Dirigente de fino trato, de saber receber, e de falar, entusiasmado com a tarefa gigante que se lhe apresentava, de um modo muito assertivo a propósito da revitalização do parque desportivo do Restelo.
Hoje, "Os Belenenses" é um clube cheio de vida, alicerçado numa zona privilegiada da capital portuguesa e a pretender recuperar a identidade própria de um grande, com contas pagas e com projetos concretizados ou em via de conclusão. Há um selo de alguém em tudo isto. Patrick Morais de Carvalho surgiu na vida d’"Os Belenenses" na hora certa e no local exato."

sábado, 24 de outubro de 2026

Zero: Canto - Benfica de "Champions" e outro argentino a pedir protagonismo

Terceiro Anel: Bola ao Centro #241 - DO CHIPRE AO TOPO DA EUROPA!! 🦅🔴

Os Gloriosos Benfiquistas - S06E22 - Omonia

Derrota...

Braga 4 - 3 Benfica
Coletta(2), Ba


Mais um mau resultado, num jogo com mutos golos...

Benfica FM: Que perfeito… ❤️🦅

Traumas...

Terceira Guerra Mundial?!

Jihad !!!

Espera sentado!

De sempre...

De

Liderança...

Lidera

Ranking...

Luzes e sombras do líder da Liga Europa


"Insaciável Benfica está no topo da tabela e com promessas sucessivas de Echeverri, mas na goleada (mais uma) de Nicósia também houve quem insistisse em ficar na penumbra

São já 53 golos marcados, em 17 jogos, o que dá uma média superior a três tentos por jogo. Em Nicósia até foram quatro, e a goleada ao Omonia deixa o Benfica na liderança da Liga Europa.
A mentalidade (ofensiva) é clara, como diz Marco Silva, e a equipa portuguesa mostrou que é séria candidata à conquista do título da UEFA, até pela forma como acabou por golear num jogo menos afirmativo do que os dois anteriores na prova.
As ilações positivas não se esgotam, porém, no resultado volumoso. Echeverri é nome incontornável: ainda não marcou, para todos os efeitos, mas a manter este nível exibicional vai começar a jogar mais na Liga e menos na Europa, tal a influência que parece querer assumir.
Pavlidis e Prestianni mostraram que estão num patamar diferente, embora só o primeiro tenha sido titular; Aursnes está cada vez mais perto da sua normalidade, o que ganha acrescida relevância perante a notícia de que Leandro Barreiro vai parar algum tempo. Manu Silva teve minutos em Nicósia, mas o corpo ainda não acompanha a inteligência tática.
Mas nem tudo é luz na equipa do Benfica. O jogo com o Omonia também acentuou sombras no líder da Liga Europa, e nem me refiro à forma como o golo sofrido dividiu responsabilidades entre os quatro elementos da linha mais recuada. Rafa e Schjelderup voltaram a ser meros vultos em campo, em comparação com aquilo que já mostraram de águia ao peito. O português arrasta nuvens cinzentas há mais tempo, mas é o norueguês que justifica alerta vermelho. Pela expectativa que gerou na época passada e pelo impasse na negociação de um novo contrato.
Aproveitou Lukebakio, lançado apenas ao minuto 83, para oferecer o golo a Prestianni com jogada fantástica, apenas dois minutos depois. Marco Silva não tem o belga no topo das preferências - menor compromisso e capacidade para jogar por dentro - mas quem está à frente na fila teima em ficar na penumbra."

Liga: Guimarães 5 - 0 Marítimo

Contas positivas


"A divulgação do Relatório e Contas consolidado 2025/26 e o triunfo do Benfica por 1-4 na visita ao Omonia são os temas principais da BNews.

1. Lucro obtido
Nas contas consolidadas do Sport Lisboa e Benfica de 2025/26 é apresentado um lucro próximo de 24 milhões de euros. A Assembleia-Geral para apreciar e votar o documento está agendada para o próximo 31 de outubro.

2. Vitória justa
Na opinião de Marco Silva, o Benfica merece ter saído vitorioso do embate com o Omonia: "Uma vitória claramente justa da nossa equipa, porque somos melhor equipa e acabámos por prová-lo durante o jogo. A superioridade foi clara da nossa equipa."

3. Declarações pós-jogo
Echeverri destaca o coletivo: "Estou muito contente, muito feliz pela equipa. Três jogos e três vitórias."
Manu reitera as palavras do colega: "Boa vitória num campo difícil, um ambiente bom. Três vitórias em 3 jogos, e estamos num bom momento. Temos de continuar."
Pavlidis defende que a equipa deve dar um passo de cada vez: "Temos de continuar a pensar jogo a jogo e procurar alcançar os nossos objetivos, porque só assim é possível conquistar coisas importantes."
Aursnes lembra que há muito por disputar: "Estar na liderança neste momento, sinceramente, ainda não significa nada, mas, claro, somar 3 vitórias consecutivas é uma sensação muito boa."

4. Triunfo forasteiro
A equipa feminina de basquetebol do Benfica ganhou, por 75-82, no reduto do Student Nis em jogo da 2.ª jornada da fase de grupos da EuroCup Women.

5. Jogos do dia
Os Sub-23 do Benfica visitam o Braga (15h00). E a equipa feminina de voleibol recebe também o Braga na Luz (20h00). 

6. Agenda para sábado
Na Luz há dérbi com o Sporting em futebol no feminino (15h30). A equipa masculina de voleibol é anfitriã do AA São Mamede (17h00). E a equipa feminina de futsal recebe a Novasemente (19h00).
Em basquetebol no masculino, as águias atuam no pavilhão do Queluz (20h15). E em râguebi no masculino, o Benfica recebe a Académica no Estádio Universitário de Lisboa (15h00). No futebol de formação, a Equipa B visita o Feirense (14h00). Os Juniores deslocam-se ao Casa Pia (15h00). E os Juvenis atuam em Alcochete frente ao Sporting (17h00).

7. Protagonista
O entrevistado da semana é Léo Gugiel, guarda-redes de futsal do Benfica.

8. Contributos internacionais
Vários futsalistas do Benfica representaram seleções.

9. História agora
Veja a rubrica habitual das manhãs de 5.ª feira da BTV.

10. Jornal O Benfica
A edição desta semana está disponível para download no Site Oficial."

Silenciadores: Liga das Nações - A fuga do Cris #2

Vimun: Futsal Short Doc | SILVESTRE : Mais do que futsal

BF: Prestianni...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Benfica a voar, mas ranking a patinar

Observador: E o Campeão é... - O transatlântico da Luz quase adormecia no Mediterrâneo?

Observador: Três Toques - Polémicas: A semana de pesadelo de Bruno Fernandes

A Bola é Minha, Eu é que Sei: S04E10 - BORGES LASKADO E FARZEROLI JUNTOS!

Pergunta Simples: Cristiano Ronaldo pontapeou a própria reputação? João Gabriel

Rola Bola - S03E07 - Quiz (Finalmente, 1 novo vencedor)

A Verdade do Tadeia - 2027/12 - O que mudou num mês

Terceiro Anel: DRS #66 - ÀS PORTAS DA HISTORIA & COTA GP!! 🏎️🏁

SportTV: NBA - S05E03 - Amor à primeira vista 😍

Old Trafford, Amorim e o Tempo


"Felizmente para o Manchester United Michael Carrick regressou ao clube para o salvar da miséria e o devolver à glória...

Então, mas o problema não era a “obsessão” com a preparação física de um plantel com inúmeros jogadores acima do peso e longe das exigências necessárias para quem joga na liga mais competitiva do mundo? Talvez o problema tivesse sido outro.
A “teimosia tática”, certo? A aposta num sistema com três centrais, com dois alas, dois médios centro, dois médios ofensivos e um avançado. Ou a opção por uma organização defensiva híbrida, a qual permitia a equipa defender tanto em 1.5.4.1, como em 1.5.2.3, como em 1.5.3.2 ou até mesmo em 1.4.4.2 clássico.
Quiçá o problema terá sido mesmo a ausência de Kobbie Mainoo no onze inicial. O homem que iria resolver individualmente aquilo que o coletivo nunca se predispôs a fazer. A cura de todos os males. A resposta para todas as preces. A joia da coroa de um reino sem rei nem roque desde que Sir Alex Ferguson decidiu deixar de ser treinador.
Ou então terá sido essa mania insistentemente perniciosa que os bons treinadores tendem a ter quando sabem o que querem, como querem e com quem querem contar ao longo do caminho. A mania da Liderança. Do querer ser líder. Do querer assumir responsabilidades. Do querer exigir responsabilidades. Do querer liberdades proporcionais às responsabilidades. Do tão depressa dar “murros para baixo como para cima”. Do não ser um yes man. Felizmente para o Manchester United Michael Carrick regressou ao clube para o salvar da miséria e o devolver à glória. Abandonou a utopia do sistema com três centrais e colocou a equipa a jogar maioritariamente em 1.4.2.3.1. Fez regressar do ostracismo o semi-Deus Mainoo. Dotou a equipa de uma mentalidade competitiva hercúlea, capaz de ombrear com as melhores equipas de Inglaterra e da Europa.
Só assim se explica o 13.º lugar na Premier League e os 14 pontos de atraso face ao líder do campeonato em 7 jornadas. Ou a 20.ª posição na atual edição da UEFA Champions League e uma exibição portentosa perante o Como, esse crónico candidato ao título europeu orientado por Cesc Fàbregas.
Felizmente para o Manchester United, com Carrick, o clube passou a ter mais paz e estabilidade. Passou a ter uma liderança forte e incontestável. Não se ouviram mais críticas do treinador à Direção do clube ou aos próprios jogadores. Ouviram-se apenas críticas de Lisandro Martinez ao diretor desportivo e de Bruno Fernandes ao treinador…
Diz-se que o tempo coloca-nos a todos no nosso devido lugar. Talvez por ser princípio, meio e fim de tudo o que ainda não foi, mas gostaria de vir a ser. Talvez por ser a métrica menos injusta no que toca à validação de comportamentos, à consolidação de ideias e à assumpção de responsabilidades. Em Old Trafford ainda não aprenderam isso. Ou então recusam-se a aprender…"

Renascença: Jogo da Palavra - JP Roberto: "Marco, subo a bancada e grito o meu golo para a rádio"

Verdade

Dos fracos não reza a história


"«Os seres humanos são maravilhosamente imprevisíveis. Quando colocados num estádio e as suas esperanças e medos são expostas perante milhares de espectadores, são capazes de fazerem coisas extraordinariamente interessantes ou potencialmente inoperantes.»
Patmore C. (1823-1896)

«O rendimento ótimo tem muitas vezes como primeiro obstáculo a incapacidade de o jogador ultrapassar o seu próprio receio para enfrentar a competição. Por vezes existe uma diferença abismal em participações excelentes no treino, com performances verdadeiramente chocantes nas competições realizadas. É como se tudo fosse desaprendido ou esquecido.» 
Buceta, J. M. (1996)

«Uma das grandes dúvidas de um treinador de hoje é saber como se pode ir além da motivação dos seus jogadores, como é possível tornar o grupo impermeável a pressões que chegam de fora, como ajudar o jogador a ter mais confiança em si próprio e a ter menos medo dos momentos decisivos, como conseguir alta competência a elevadíssimos níveis de pressão psicológica.»
Artur Jorge (1987)

Perante as reflexões acima expressas, muito em especial a que se refere a Artur Jorge (no momento meu líder da equipa técnica no FC Porto), que me moveu um extravasante entusiasmo, no sentido de partir para uma viagem de sonho no estudo desenvolvido (1994/1997) no primeiro Mestrado em Portugal em Psicologia Desportiva na Universidade do Minho, superiormente orientado pelo Professor Doutor José Cruz. Frente a uma notável equipa de docentes (nacional e internacional), permitiu-me olhar a dinâmica do treino absolutamente contextualizada no valor do homem para além das vertentes físico e biológicas e que mais tarde (2004/2011) conferi com o esfuziante apoio do meu tão amado e saudoso Professor Doutor Manuel Sérgio, associando a magistral competência técnico pedagógica e científica dos Professores Doutores Pedro Guedes de Carvalho e José Antunes de Sousa, o Doutoramento em Ciências do Desporto, com base na temática do Futebol estudado à luz da motricidade humana no reencontro com o sucesso.
De facto e de acordo com algumas estratégias, que ao longo do tempo procuro explorar perante os meus estimados e distintos leitores, volto a reafirmar que tudo é treinável. Através duma dinâmica de intervenção (no campo e fora dele também), é possível a reconstrução dum modelo operacional de treino, que, após a avaliação de várias competências dos jogadores, podemos atestar comportamentos, ajustar desejos, invocar convicções e partir para uma viagem onde habita o sucesso.
Mais do que apelar para as condicionantes de ordem biológica, fisiológica, atlética ou funcional, devemos controlar os pensamentos que, submetidos ao primado duma consciência mobilizadora para a conquista de objetivos, que podem ser difíceis, mas encorajadores, os jogadores colocam em campo um estado de bravura dum guerreiro e, movidos por uma cultura de honestidade, autenticidade, ética, resiliência e altruísmo, podem aperfeiçoar os seus desempenhos.
A capacidade humana para superar adversidades é fenomenal. Então quando entramos no domínio da conquista desses valores que colocam na história do tempo a circunstância de ser validada pela conquista do aplauso, ficamos perante uma vigilante expectativa.
No conjunto da recente eliminatória da Taça de Portugal verificámos que uma grande parte das equipas que teoricamente se definiam como mais frágeis renovaram perante adversários potencialmente mais fortes um estímulo avassalador. O resultado confirma que 43% das equipas da I Liga foram afastadas por equipas do escalão inferior, sendo duas do Campeonato de Portugal e três da Liga 3, não deixando de referir outras equipas de escalão inferior, que obrigaram a prolongamentos na eliminatória.
Sanjoanense, Fátima, Mafra, Tondela, Aves SAD e Paredes merecem por isso especial destaque nos confrontos com equipas a disputarem a I Liga do futebol profissional, respetivamente: Nacional, Académico de Viseu, Santa Clara, Alverca, Moreirense e Famalicão… e o que acontecerá na próxima eliminatória, quando entrarem em cena os clubes que estão a disputar as provas internacionais!...
Perante estes factos registados, vem-me à memória o célebre segundo jogo da eliminatória da Taça das Taças entre FC Porto e Wrexham (quarto escalão inglês), no Estádio das Antas, a 3/10/1984, em que embora vencendo o jogo (4-3), tendo em conta o resultado negativo da 1.ª mão (0-1), fomos eliminados, colocando em desespero os adeptos e a estrutura do FC Porto, onde eu estava inserido.
Recordo que Artur Jorge, João Mota, Octávio Machado e eu próprio parece que ficámos bloqueados pelo silêncio, com o olhar vítreo e respiração ofegante, sentados no gabinete no final do jogo até às tantas da madrugada.
Lembro-me bem que planificámos um estágio de dois dias antes do encontro seguinte do campeonato com a Académica e, nesse jogo em Coimbra, numa tarde que chovia que Deus a dava, e com dificuldades acrescidas, perante um relvado absolutamente encharcado, vencemos por 3-0.
Creio que essa eliminatória internacional marcou de forma decisiva essa época e as posteriores. Tivemos a humildade para admitir que e como errámos, a inteligência coletiva para com o erro aprender, e a disciplina para o corrigir, e fizemos dessa mesma angústia o trampolim para alcançar os sucessos do futuro. Consagramo-nos campeões nacionais nessa época, repetimos na seguinte o bicampeonato e na seguinte vencemos a Taça dos Clubes Campeões Europeus (Viena, 27 de maio de 1987). No ano seguinte, com Tomislav Ivic no comando, vencemos quatro títulos: Campeonato Nacional, Taça de Portugal, Supertaça Europeia e Taça Intercontinental no Japão.
Como é que um resultado tão dramático referente a uma eliminatória absolutamente inconcebível foi capaz de criar um sentimento coletivo absolutamente transcendental, em que fomos ao fundo da alma e dela sacar tudo o que nos restava!...
Ilustrada a história que o tempo jamais deixará esquecer e voltando agora ao nível interno nos jogos referentes à recente eliminatória da Taça de Portugal, penso que, à medida que os resultados se iam mostrando favoráveis para estas equipas consideradas hipoteticamente mais fracas, se foi transformando num sentimento de orgulho participativo exemplar e como sabemos quando a crença como força motora de intencionalidade operante se converte em convicção profunda, os resultados o confirmam.
Por outro lado, as equipas que tinham obrigatoriamente a necessidade de demonstrar a sua superioridade e ganhar, vendo por parte do adversário um comportamento balizado pela excelência competitiva, foram baqueando pela maldita crise de ansiedade participativa, acusando um estado de perturbação e negligência emocional com as consequências conhecidas.
Quanto a mim, e como o tenho referido, quando o medo de perder supera a vontade de ganhar, perde-se quase sempre, os nervos e a angústia fazem aumentar o estado de fadiga e o tempo de jogo avança como um pesadelo demolidor.
Entusiasmo, confiança, alegria, felicidade, otimismo, foram gerando um ciclo virtuoso onde se viram estimulados os mecanismos do encontro com o êxito pensado para o sucesso conseguido, transferindo para a oportunidade rara de poder fazer o jogo das suas vidas e dando razão ao ditado português bem conhecido de que... dos fracos não reza a história.
Interessante será agora continuar a estudar o estado competitivo dessas equipas nas provas dos seus campeonatos e verificar o estado comportamental em relação ao rendimento e resultado. Um bom indicador para qualificar as razões que estarão ou não patentes no registo da sua verdadeira identidade."

José Neto, in A Bola

Prestígio...

Vinte e Um - Como eu vi - Omonia

Terceiro Anel: Omonia

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Marco Silva - Omonia

Simples: Omonia

Oliveira: Omonia

Bola na Trave: Omonia

Observador: Relatório do Jogo - Omonia

Observador: Relatório do Jogo - Omonia

BI: Live - Omonia

Terceiro Anel - Live - Omonia

5 Minutos: Live - Omonia

GANHAR E GOLEAR!


"Omonia 1 - 4 Benfica

PRÉ-JOGO
1. A milhares de quilómetros, com despertador a acordar-me com o primeiro sono a meio, Benfica é Benfica.

2. Gosto da gestão que Marco Silva vai fazendo do plantel. De uma forma ou de outra todos vão tendo oportunidades, hoje a mais surpreendente é a chamada de Manu ao onze.

JOGO
3. Entrámos mandões no jogo. Estamos a jogar em casa de uma equipa que também ganhou os dois primeiros jogos - com adversários de menor valia que os nossos - e é assim, a tomar conta do jogo desde o início, que mostramos o ADN de equipa que foi ganhar a Milão.

4. UM-ZERO! Os autogolos valem tanto como os golos, preferia que tivesse sido do Echeverri, em todo o caso muito obrigado amigo Négo. Estar em vantagem para uma equipa como a nossa, muito ofensiva, seja aos 14 ou em qualquer outra altura do jogo, é ótimo: obriga o adversário a abrir-se.

5. Já foi tempo em que jogar com equipas cipiotras era sinal de três pontos garantidos, normalmente eram até despachados de goleada. O jogo tem corrido em toada algo morna, pautada, mas nota-se que o Benfica é claramente superior. Estamos é a falhar muitos últimos passes, a entrarem poderiam colocar-nos em posição de aumentar a vantagem.

6. UM-UM. Julguei que o malandro que comeu o Bah de cebolada e assistiu com precisão para o golo fácil, só empurrar, arrancou fora de jogo, mas se o sistema semi-automático da UEFA, muito mais fiável que o nosso, dá-o em jogo, nada a dizer, é aceitar.

7. Acho que Manu, reclamado por muitos Benfiquistas, não está a aproveitar a oportunidade. O meio campo está a sentir a falta de Palhinha e o ataque a do Prestianni - por onde andas Rafa? Intervalo.

8. DOIS-UM! Echeverri a fazer de Prestianni a meter cruzamento tenso na área e o Bah a aparecer - já vai sendo um clássico - na cara do redes, que faz grande defesa. Depois é o que se sabe dos verdadeiros pontas de lança: a bola vai ter com eles, Pavlidis é um desses, só teve que empurrar. Boa reentrada!

9. Pressão alta com recuperações junto à área deles, domínio absoluto do jogo, boas combinações ofensivas ao primeiro toque, vamos lá arrumar com isto? É só ser mais certeiros no momento final, adivinha-se o terceiro, mas parece que os estamos a poupar.

10. Tripla alteração: Prestianni, Palhinha e Sudakov para o jogo. Estamos mesmo com pena deles: agora já lhes oferecemos umas bolas perigosas à entrada da nossa área...

11. TRÊS-UM! A pressão alta, mais uma vez a pressão alta, eles atrapalhados a querer sair a jogar, bola nos pés do capitão e toma lá que este golo já devia ter aparecido há muito tempo no jogo. Que bom é ver Aursners a marcar! 

12. QUATRO-UM! O Prestianni que vá agradecer ao Lukebakio a recuperação preciosa, a cavalgada de 50 metros, a assistência de toma lá e empurra.
Em amarelos a goleada ainda é maior, pelo menos dois deles foram ridículos foram, à árbitro tuga. O Anísio a querer molhar a sopa, o redes fez grande defesa. Pena, o miúdo tem que ganhar confiança - e essa para os avançados é com golos que se consegue.

13. Acabou, mais uma vitória rumo aos oitavos de final, o futebol português que nos agradeça: em semana desastrosa para Porto e Sporting os pontinhos do Benfica (e do Braga) valem ouro, sem eles era o descalabro.
Pensamento agora no jogo dos Açores, onde mora uma equipa super bem orientada por Petit, esse mesmo."

Jaime Cancella de Abreu, in Facebook

Claudio Echeverri, a arma atirada ao Omonia por um Benfica com recursos infinitos


"Por mais rotação que faça, o rendimento do Benfica não tem flutuações. Os encarnados deram mais uma prova da profundidade do plantel em Chipre e alcançaram frente ao Omonia a terceira vitória em três jogos na Liga Europa (4-1).

Claudio Echeverri foi o 28º jogador titular com Marco Silva e Anísio Cabral tornou-se o 33º utilizado pelo técnico Claudio Echeverri tornou-se o 28º jogador diferente a ser titular no Benfica esta época. A tamanha democratização do acesso ao onze é uma prática pouco generalizada. Para efeitos de comparação, o Sporting e o FC Porto deram acesso à equipa inicial a apenas a 21 e 20 jogadores, respetivamente. De Miguel Figueiredo a Tomás Araújo, têm existido oportunidades espalhadas pelo balneário para que todos as possam encontrar.
Nem todas as peças têm encaixes universais para se unirem àquilo que têm ao lado. A beneficência de Marco Silva para com o plantel poderia romper ligações e comprometer a homogeneidade dos desempenhos, mas o Benfica tem a coordenação de uma orquestra. Com todos ao mesmo ritmo, os encarnados já ultrapassaram a fase da assimilação de uma ideia de jogo e estão agora a desenvolver alternativas. As sete mudanças introduzidas contra o Omonia em nada dificultaram o acesso à terceira vitória na fase principal da competição.
Mesmo com uma fórmula inédita, o meio-campo do Benfica foi um laboratório de química. Na elaboração do golo inaugural, os três elementos mostraram um notável entendimento dos espaços. Fredrik Aursnes caiu sobre a direita e foi lançado por Manu Silva, mais posicional. O cruzamento teve a intromissão de Echeverri, embora os créditos por ter colocado a bola dentro da baliza tenham recaído em Loïc Nego, defesa do Omonia.
Os cipriotas, que sofreram pela primeira vez na prova, são uma equipa impertinente e capaz de reduzir o volume atacante do adversário. Em vantagem, o Benfica foi paciente na procura de agredir novamente o conjunto comandado pelo norueguês Henning Berg. Os remates de longa distância eram a única maneira de o Omonia assombrar Trubin.
Um momento de supressão do rigor defensivo perturbou os encarnados, que contavam chegar na frente ao intervalo e não foram capazes de o fazer. A ousadia do setor recuado do Benfica expôs Alexander Bah à entrada de rompante de Jaden Montnor nas suas costas. O extremo livrou-se do dinamarquês e, com toda a última linha das águias ainda a reorganizar-se, premiou o surgimento de Andronikos Kakoulis na zona que devia ser vigiada por Souffian El Karouani.
Claudio El Diablito Echeverri adotou uma postura intrépida e foi imaginando apenas as consequências positivas dos seus riscos. O desamarrado jovem argentino alavancou o Benfica com a ânsia de causar uma boa impressão na estreia a titular. Quando decidiu flutuar do associativismo para um estilo mais direto, tirou um cruzamento que deixou três companheiros na cara do guarda-redes. Vangelis Pavlidis foi o mais lesto a bater Fabiano, ex-FC Porto.
O Omonia exigia uma certa atenção com as transições. Quando Aursnes também faturou, percebeu-se o motivo para os campeões de Chipre serem tão económicos na quantidade de passes. Uma ambiciosa tentativa de sair a jogar dentro da grande área permitiu a recuperação ao médio, que não desperdiçou a oportunidade.
A ponta final do jogo do Benfica foi uma demonstração da profundidade que tem vindo a evidenciar. As contas de um jogo já decidido foram fechadas por Gianluca Prestianni, após trabalho de Dodi Lukebakio. O banco de onde ambos saltaram rendeu o 4-1. Além disso, Anísio Cabral somou minutos pela primeira vez com Marco Silva ao substituir Pavlidis, que ainda atirou ao poste. Foi o 33º jogador utilizado pelo técnico esta época. Os recursos parecem não ter fim."

Este Benfica gosta mais de banquetes do que de dietas mediterrânicas


"Equipa de Marco Silva continua a passear na Liga Europa

O mar de influência sobre Nicósia e a ilha de Chipre poderia sugerir uma tragédia grega ou um banho turco, mas a região é banhada pelo Mediterrâneo, quente, tranquilo e propício, e o Benfica nele navegou com alguma calma.
Logo ao minuto 4, Vangelis Pavlidis parece ter poupado os amigos cipriotas-gregos, pois em frente ao guarda-redes adornou e a bola acabou nas mãos de Fabiano Freitas. Esse mesmo, antigo guarda-redes do FC Porto.
Não se jogava bem e ao minuto 11' Montnor começou a mostrar quem era, convidando Trubin a voar, com disparo de longe, ao centro da baliza, mas a bola ia com força e o ucraniano jogou pelo seguro, cedendo canto. Importa referir que tudo resultou de um erro benfiquista e que o Benfica viveu o susto e tentou crescer, tornando-se o adulto na sala.
Em pouco tempo ganhou a bola, ficou com ela, trabalhou-a bem e Aursnes serviu Echeverri, que atirou de cabeça, mas o gesto imperfeito beneficiou de um empurrãozinho cipriota. O golo acabaria por ser atribuído a Loic Négo.
O primeiro aviso não foi, todavia, suficiente e Ewandro reagiu ao minuto 19, atirando com perigo. Segundo alerta para os encarnados.
Os adversários têm dito que o Benfica é adversário de Champions, que é demasiado grande para navegar estas águas de Liga Europa. Neste Mediterrâneo, parecia, pois, um transatlântico, demasiado grande e forte, fora do contexto.
Os brindes, ainda assim, não cessavam, Manu ia fazendo as suas asneiras à frente da área (25'), mas o Omonia não era um paquete, era um pesqueiro lento a tentar apanhar um atum rabilho.
Passava da meia hora, o Benfica carregava, jogava bem, dominava e jogava bonito, construindo lance que poderia ter vindo do andebol, com sucessivos passes laterais, libertando Schjelderup para remate perigoso, que Fabiano deteve com dificuldade.
O perigo relativo do Omonia resumia-se praticamente ao aproveitamento das asneiras de Manu, que errou passes sucessivos em zonas perigosas: aos 36' Trubin defendeu tentativa de Montnor após mais uma entrega falhada, Marco Silva olhava para a relva...
Ao minuto 42, todavia, saía mesmo uma truta ao pesqueiro. Mas como? Se não as há naquelas águas? A defesa do Benfica tratou disso. Bah fez-se à bola à queima, com excesso de confiança, levou o popular cabrito de Montnor, que com toda a calma e categoria serviu Kakoullis, que só teve de encostar. Fez lembrar o golo do Benfica, mas mais bonito e mais consentido.
O intervalo, e ouvir (de) Marco Silva fez bem. Segunda parte autoritária, logo a abrir com golo de Pavlidis. O grego, que não celebrou em frente aos cipriotas-gregos, aproveitou uma trapalhada boa, que envolveu Bah, Fabiano e o poste e fez o 2-1, aos 48 minutos.
O mesmo Pavlidis rondou o 3-1 aos 65' e Circati ameaçou na sequência do canto, sucediam-se as oportunidades, o Omonia caía.
Marco Silva meteu então a carne toda no assador, fazendo entrar Palhinha, Sudakov e Prestianni e este também ameaçou a baliza cipriota logo aos 72'. Sem dar margem para respirar, o Benfica carregou, Pavlidis atirou ao poste aos 75', segundos depois Aursnes fazia o 3-1. O transatlântico agitava as águas, as pequenas embarcações naufragavam. Lukebakio, isolado, ofereceu o golo a Prestianni, 4-1, tudo contado. Águia de barriga cheia e sem dieta do Mediterrâneo."

Echeverri chegou, viu e já ameaça ser titular


"O argentino 'quase' marcou o primeiro golo do Benfica e 'quase' fez a assistência para o segundo. Antes e depois dessas duas jogadas mostrou ao que vem: talento, velocidade e risco

Melhor em Campo:
Echeverri (7)
El diablito, como lhe chamam na Argentina, foi o único a ter em Nicósia aquilo que se pede a um grande jogador: rasgo, talento, desequilíbrio, agressividade, velocidade e risco. Logo aos 4’, entrou como um foguete pela linha média cipriota, ofereceu o golo a Pavlidis e, na sequência da tentativa do grego, rematou para defesa fácil de Fabiano. Era o primeiro sinal positivo do argentino de Resistencia. O segundo foi o desvio de cabeça, após cruzamento de Aursnes, que originou o primeiro golo. O terceiro surgiu já na segunda parte, num lançamento perfeito para a zona do penálti na jogada do golo de Pavlidis. Deu mostras de que, a curto ou médio prazo, lutará pela titularidade.

Trubin (6) — Suplente na Liga, somou a terceira titularidade seguida na Liga Europa (Milan, Celtic e Omonia). Estava ainda relativamente frio quando teve de desviar para canto um remate forte de Montnor. Impotente para deter o desvio de cabeça de Kakoulis, que restabeleceu a igualdade.

Bah (6) — Surpreendido pelo chapéu de Montnor que esteve na origem do golo do Omonia. Recompôs-se e quase marcou instantes antes de Pavlidis fazer o segundo do Benfica. Aos 75’, serviu Pavlidis para um remate ao poste direito.

Circati (6) — Sempre que foi titular, jogou ao lado de Tomás Araújo. Foi um pouco lento a fechar a zona central no golo do Omonia, mas, de resto, assinou uma exibição sem problemas.

Tomás Araújo (6) — Sem muito trabalho pela frente, mostrou-se imponente sempre que foi solicitado a proteger a baliza de Trubin.

El Karouani (5) — Segunda vez no onze inicial, depois do jogo em Milão. Atacou sempre com algum perigo, embora a defender tenha sentido dificuldades, sobretudo no golo de Kakoulis, ao deixar-se antecipar pelo 9 do Omonia.

Aursnes (6) — Teve um jogo sossegado a fazer dupla com Manu Silva. Desenhou um cruzamento perfeito para a cabeça de Echeverri no lance do 0-1 e, bem mais tarde, recebeu um passe inesperado de Brouwers para, de primeira, assinar o 3-1.

Manu Silva (5) — Terceira titularidade da época, todas na Europa: St. Gallen, Hearts e agora Omonia (as anteriores tinham sido em Rio Maior, na goleada por 7-0 ao Casa Pia). Esteve bem a abrir na direita para o cruzamento de Aursnes que originou o primeiro golo, mas menos bem no resto do tempo, acumulando algumas perdas de bola.

Rafa Silva (3) — Esteve, mas não esteve; entrou, mas não entrou; jogou, mas não jogou. Na única oportunidade que teve para colocar em campo a sua velocidade de ponta, perto da hora de jogo, atrapalhou-se e perdeu a bola. Saiu pouco depois.

Schjelderup (5) — Discreto, como tem sido em quase todos os jogos do Benfica pós-Mundial. O único momento de algum destaque foi a participação inicial na jogada que culminou no remate de Pavlidis ao poste.

Pavlidis (7) — Dezasseis jogos, dezasseis golos. Marcou um golo à ponta de lança, aproveitando uma defesa incompleta de Fabiano, e ainda enviou uma bola ao poste direito. Além disso, como sempre, revelou-se fulcral na construção ofensiva a jogar de costas para a baliza.

Prestianni (6) — Teve um primeiro remate para defesa atenta de Fabiano e, na fase final do encontro, acompanhou pelo meio a correria de Lukebakio pela direita. Esperou a assistência do belga e encostou para o golo mais fácil da carreira: baliza aberta e sem oposição.

Sudakov (5) — Pouco mais de 20 minutos em campo, pautados pela intenção de fazer girar a bola.

Palhinha (5) — Desvio de cabeça num canto de El Karouani, seguido de dois passes falhados. Teve ainda um papel importante na compensação ao 'mostrar os dentes' a Diony, após este cometer uma falta agressiva sobre Prestianni.

Lukebakio (7) — Entrou a dois minutos do fim e, estando fresco, arrancou pela direita, passou por dois jogadores cipriotas e correu desalmado rumo à baliza de Fabiano. Podia ter rematado, mas preferiu (e bem) ceder a bola a Prestianni para o 4-1 final. Pouco tempo em campo, mas o arranque e a oferta do golo valem-lhe nota alta.

Anísio Cabral (5) — Estreia na equipa principal em 2026/27 com um remate a mostrar que, se Pavlidis e Durán se descuidarem, podem ter concorrência."