Últimas indefectivações

sábado, 18 de abril de 2026

História Agora


Zero: Dinheiro: «O Benfica a conseguir mais dinheiro da TV revelou que a indústria vale mais»

Um jogo, cinco conclusões e um desejo


"No regresso à Luz depois do empate em Rio Maior, a equipa cumpriu com o que o técnico exigiu. Entrou rápida, pressionante, eficaz e podia ter resolvido o jogo nos primeiros 20 minutos. Desacelerando um pouco, mas mantendo a capacidade de criar oportunidades, o intervalo chegou com a sensação de que os dois golos de vantagem até eram escassos. Na segunda parte, ainda que com menor intensidade, a tendência geral manteve-se com uma sucessão de oportunidades desperdiçadas, incluindo o primeiro penálti falhado no Benfica por um pouco confiante Pavlidis que, como assinalou Mourinho, mesmo quando não concretiza, não deixa de contribuir para a equipa.
Várias conclusões a tirar deste jogo. A primeira é que os jogadores, e não é a primeira vez, quando são objeto de reparos, ao contrário do que muitos se apressam a vaticinar, respondem. A segunda, vendo a convocatória e com apenas três alterações realizadas no onze, não houve nenhuma revolução. Terceira, estiveram mais de 56 mil adeptos na Luz, o que constituiria lotação esgotada para os rivais, que apoiaram a equipa, mesmo quando ela baixou de produção na segunda parte, contrariando "anúncios" de "boicote" ao jogo. Quarta, Barreiro e Aursnes, por muito que se diga que não são uns primores técnicos, são imprescindíveis, por serem essenciais na intensidade com que a equipa joga. Quinta, Prestianni e Schelderup, qualquer deles poderia ter sido eleito o melhor em campo, cresceram muito com Mourinho e, ao contrário da "tese" que nada veio acrescentar, hoje são candidatos claros e consistentes à titularidade. Estas cinco conclusões, em vésperas de dérbi, permitem acreditar que ainda será possível subir na tabela. É esse o desejo que deixo e já para domingo..."

Rabona: REAL & BARÇA crash out as favourites emerge!

Vila do Conde...

Parceiro...

Unidos pelas cores !!!

O Decreto-Lei n.º 22-B/2021


"O Decreto-Lei n.º 22-B/2021, de 22 de março, introduziu uma inovação relevante no panorama nacional, ao prever o regime de comercialização dos direitos de transmissão televisiva e multimédia das competições profissionais de futebol em Portugal.No centro desta reforma encontra-se o artigo 5.º, que consagra a transição obrigatória para um modelo de comercialização centralizada a partir da época desportiva de 2028/2029.
Esta norma assume particular importância ao estabelecer que a definição concreta desse modelo deve resultar de uma proposta conjunta da Federação Portuguesa de Futebol e da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, a apresentar até ao final da época 2025/2026 e sujeita à aprovação da Autoridade da Concorrência.
A exigência de autoria conjunta traduz uma opção legislativa clara no sentido de assegurar uma construção consensual e institucionalmente articulada do novo modelo, evitando soluções unilaterais e promovendo a harmonização de interesses entre as entidades estruturantes do futebol profissional.
O modelo de comercialização centralizada previsto na lei não se limita à concentração da negociação dos direitos, antes assentando numa estrutura regulatória mais ampla, que integra dimensões fundamentais como as regras de comercialização, os mecanismos de controlo económico, o regulamento audiovisual e os critérios de distribuição das receitas.
Por fim, o legislador salvaguarda a concretização deste objetivo ao prever que, na ausência de proposta conjunta, da sua aprovação ou de acordo entre os intervenientes, o Governo poderá intervir diretamente, definindo o modelo por via legislativa, após audição da Autoridade da Concorrência."

Terceiro Anel: DRS #46 - PARAGEM FIA & REVISAO EPOCA 2016!! 🏎️🏁

BolaTV: Afunda - S06E39 - Experiência LaMelo e as consequências para Heat e Clippers

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Mais uma...


Bassano 2 - 4 Benfica

Mais uma vitória, na última jornada da fase de grupos, com alguns jovens à mistura, dando descanso aos mais carregados com minutos, na entrada da fase decisiva da época!

172

Força...

Direitos TV


"Investir na centralização, liderar em vez da permanente ameaça de incumprir a lei.
Pedro Proença já prestou vários maus serviços ao futebol português, um deles quando contaminou o debate sobre a centralização dos direitos televisivos como se fosse apenas uma discussão sobre distribuição de dinheiro, tendo lançado a ideia irrealista de que a centralização iria gerar uma receita global bem superior a 300 milhões de euros, dando por garantido que todos (TODOS) os clubes passariam a receber mais do que atualmente recebem. Já é evidente para todos que esse valor não será atingido, que foi um momento — como tantos outros — de delírio e oportunismo de Proença.
Se somarmos o valor que os clubes hoje recebem, o “bolo” deverá rondar os 180 milhões. Dou por garantido que será muito difícil fazer crescer esta verba com o atual estado das nossas competições e a saturação da oferta a nível global.
Partindo dessa realidade, e acreditando que a Liga, por alguma via, consiga quem pague acima dos 200 milhões, mesmo assim há uma consequência inevitável: menos dinheiro imediato para Benfica, Porto e Sporting face ao que hoje recebem através das negociações individuais.
O CFO do Benfica veio, por estes dias, admitir a perda, num processo de centralização, de receitas na ordem dos 10 a 15 milhões (não creio que a ordem seja tão grande), e admitir viver à margem da lei. Tenho um recado para Nuno Catarino: a lei não vai ser alterada; a centralização vai avançar.
E o Benfica fará melhor em abandonar a resistência ao inevitável e concentrar energias no que pode genuinamente construir. Passar a liderar em vez de ser liderado.
Quem quiser perceber o que está em jogo — e o que é possível recuperar e superar através de um modelo de receitas mais sofisticado — tem à disposição o trabalho que Nicola Ventra tem desenvolvido nesta área: combate à pirataria, licenciamento de álcool, fiscalidade inteligente, apostas desportivas e outros vetores ainda por explorar. Há um caminho mapeado por este jovem italiano que trabalha entre nós há muitos anos. Basta segui-lo.
Não faz sentido transformar a discussão numa ameaça permanente de desrespeito pela lei. A centralização não foi concebida para cristalizar o status quo; foi criada para corrigir desequilíbrios estruturais do futebol português e aumentar o valor global da competição.
Se os três grandes continuarem a olhar apenas para o ganho imediato, o risco é perpetuar um campeonato previsível, financeiramente frágil e cada vez menos relevante no contexto europeu. Se, pelo contrário, assumirem uma visão estratégica, poderão perceber que aceitar perder um pouco hoje pode significar ganhar muito mais amanhã.
Mais vale investir na centralização e liderar. Perdemos mais dinheiro a contratar mal do que perderemos na centralização."

De Trump a Vinícius Júnior


"A comparação entre figuras aparentemente distantes — como Donald Trump e Vinícius Júnior — pode parecer forçada à primeira vista. No entanto, quando analisamos traços de personalidade expostos sob pressão mediática e competitiva, surgem paralelismos interessantes, sobretudo no que toca ao ego, à reação à adversidade e à relação com a crítica.
No caso de Trump, o narcisismo tem sido amplamente discutido no espaço público: uma constante necessidade de validação, dificuldade em admitir erros e uma tendência para externalizar culpas. Ao longo da sua carreira política, especialmente após derrotas ou momentos de contestação, Trump mostrou um padrão consistente: contestar a legitimidade das circunstâncias, questionar instituições — e reforçar a ideia de que está acima do escrutínio comum.
Já Vinícius Júnior manifesta traços que, embora num contexto completamente diferente, seguem uma lógica semelhante: necessidade de validação, narcisismo elevado e um evidente descontrolo na forma como reage emocionalmente à frustração. Mais uma vez, isso foi evidente ontem, em Munique.
Tal como Trump, Vinícius interpreta a crítica — seja de árbitros, adversários ou da opinião pública — como uma afronta pessoal, e não como parte integrante da sua atividade. A convicção de que o seu desempenho ou estatuto o coloca acima de decisões contrárias é evidente. Há uma notória incapacidade de gerir a adversidade. Há uma soberba exagerada, e o episódio de Lisboa não foi exceção nem um caso isolado — é regra na sua carreira.
Em última análise, o paralelismo entre Trump e Vinícius Júnior não reside nas suas áreas de atuação, mas na forma como lidam com poder, ego e crítica. Ambos parecem mover-se numa lógica em que o reconhecimento é esperado, a contestação é rejeitada e a responsabilidade, quando inconveniente, é frequentemente projetada para fora. Essa combinação tende a revelar fragilidades quando o contexto deixa de ser favorável.
Há uma outra personagem – portuguesa – que caberia aqui perfeitamente, mas fica para uma outra oportunidade."

Falar Benfica - Conversas Gloriosas #48 - Nacional, Adeptos, Pré época e modalidades

BolaTV: O lado direito do Mister - S02E08 - O contrato de Mourinho com o Benfica

Dérbi explicado à luz das incríveis histórias das origens de Hjulmand e Aursnes


"Capitão leonino é a sentinela de Oresund; médio do Benfica o protegido do deus cego de Höð e herdeiro de uma batalha épica com dinamarqueses, há mil anos...

Domingo, quando o sol se puser sobre as sete colinas de Lisboa, o ar não trará apenas o aroma a maresia do Tejo. Soprará um vento gélido, vindo de latitudes onde o aço das espadas se confunde com o gelo dos fiordes. Em Alvalade, um dérbi eterno e que se renova, desta feita também uma colisão de heranças ancestrais, personificadas em dois homens que carregam no sangue o destino das suas tribos: Morten Hjulmand e Fredrik Aursnes.
Morten Hjulmand emerge das névoas da Kastrup natal, situada na costa leste de Amager, virada para o estreito de Oresund, porta de entrada para a Dinamarca. Hjulmand, a sentinela que controla quem entra ou não no reino como um pivot inexpugnável, o senhor do sim e do não. Ele joga com a disciplina da outrora vibrante indústria do vidro de Kastrup, moldando o jogo sob temperaturas incandescentes de intensidade, mas mantendo a clareza e a frieza técnica de quem sabe que um gesto faz a diferença entre uma obra de arte ou o estilhaçar de toda a estrutura.
Hjulmand é o herdeiro da resiliência de Amager. Ele que procura a luz dos deuses Aesir através do sacrifício operário que moldou a região onde nasceu e cresceu. O capitão leonino ergue o escudo e ordena a muralha, transformando o Lorteøen (a ilha do lixo, como Amager chegou a ser tratada) no orgulho de uma nação, que domingo será, para ele, verde e branca.
Do outro lado, Fredrik Aursnes. Ele vem de Hareid, palco da batalha de Hjørungavåg, talvez a mais épica de sempre para os noruegueses. No ano de 986, o governante da Noruega, Haakon Jarl, derrotou os temíveis Jomsvikings e toda a frota dinamarquesa ficou reduzida a nada. Reza a lenda que tal feito só foi possível com a ajuda das deusas Thorgerd e Irpa, que invocaram tempestades de granizo mágico que cegaram os inimigos. Mais de mil anos depois, Aursnes é essa tempestade invisível. Ele não precisa de olhar para ver; ele sente o fluxo do destino, como se carregasse o espírito de Höð, o deus cego da sua ilha ancestral, cuja força atua nas sombras para selar o destino dos reis.
Aursnes é a personificação do Leidang norueguês, uma frota de defesa costeira onde todos os homens da região tinham de estar prontos para lutar a qualquer momento. Hoje, se a frota precisa de um remador, ele rema; se precisa de um mestre de armas ele desembainha a espada; se o meio-campo exige um general, ele assume o comando. Sempre pronto.
Domingo, de um lado a agressividade e o comando vocal de Hjulmand, o dinamarquês que não permite que o inimigo cruze o seu estreito. Do outro, a inteligência omnipresente de Aursnes, que surge do nevoeiro para mudar o rumo da batalha. Hjulmand tentará forjar a vitória através da ordem e do controlo absoluto do espaço; Aursnes tentará desequilibrar o destino através da polivalência mágica e do trabalho incansável e por vezes invisível de formiga guerreira.
É provável que nenhum deles se assuma no final como o herói principal do jogo; mas nenhum herói pode emergir sem o trabalho, a influência e o impacto de cada um deles. No futebol, como na vida, podemos e devemos vibrar com a magia dos virtuosos e a eficácia dos matadores, aqueles que decidem jogos e aparecem na fotografia. Mas devemos também emocionarmo-nos com a coragem, a entrega e a inteligência dos criadores de heróis. Aqueles que podemos até não estar a olhar mas sabemos que estão sempre lá. Aqueles que trazem ao de cima a melhor versão de… todos."

De Romário a Aldair, de Mourinho a Ríos


"A ligeireza com que se desvaloriza o que fez Mourinho, nos últimos anos e no Benfica, contrasta com a preguiça ou desinteresse em perceber o que fez quem o sucedeu.

É sempre interessante, para lá de divertido, ouvir Romário, na qualidade de entrevistado e, mais recentemente, de entrevistador. Numa de algumas noites mal dormidas, mergulhado no mundo riquíssimo do futebol brasileiro — passado e presente, de todas aquelas personalidades fascinantes, do campo à pena — o baixinho respondeu de primeira, logo sem precisar de pensar muito, como se estivesse a rematar para um golo, sobre muitos assuntos.
Se não evitei sorrir quando disse que era «disparado» melhor na noite que Renato Gaúcho e o melhor avançado do Brasil, deixou-me a pensar quando elegeu Aldair — campeoníssimo compatriota que passou uma época fugaz e, provavelmente, sem o reconhecimento que merecia no Benfica — como um dos defesas mais difíceis de enfrentar, ao lado de Baresi, Maldini ou Ricardo Rocha, que, para nós, portugueses, infelizmente, também só esteve uma época no Sporting.
Vem esta introdução a propósito do apreço, ou talvez falta dele, que Aldair teve no Benfica, ou melhor, dos benfiquistas, bem habituados a uma dupla — Mozer e Ricardo Gomes — cuja qualidade talvez seja difícil replicar na Luz. Aldair substituiu Mozer e, passada uma temporada, saiu para a Roma, para construir uma carreira gloriosa. Se bem me lembro, muitos benfiquistas torceram o nariz ao zagueiro brasileiro.
Não tanto como, mais recentemente, aconteceu com Richard Ríos, de quem José Mourinho já disse jogar com o peso de €27 milhões nas costas. Não sei se alguma vez Ríos fará carreira como Aldair, é muito provável que não, mas esta idiossincrasia do Benfica mantém-se viva. Mourinho conhece-a como poucos e a desvalorização desse património (e de outros) do treinador, a começar pelos adeptos do Benfica, custa entender. É mais fácil perceber daqueles que procuram atenção, em cliques de notícias ou redes sociais, ou têm agenda escondida com o rabo de fora.
Mourinho, como provou na conferência de antevisão do jogo com o Nacional, continua a perceber tudo o que se passa à volta dele, a dominar o uso da palavra e, com isso, condicionar o contexto. Não é pouco. A ligeireza com que se desvaloriza o que fez, nos últimos anos e noutros clubes, contrasta com a preguiça ou desinteresse em perceber o que fizeram aqueles que o sucederam.
Mesmo aquilo que está a fazer agora no Benfica será, seguramente, avaliado de outra forma dentro de algum tempo. Não consigo ainda dizer que está a ser extraordinário, um desastre ou meio termo — nem alguma vez poderemos concluir o que teria acontecido se Bruno Lage continuasse. Mas atrevo-me a arriscar que poderá haver muita gente a recorrer a um provérbio que todos conhecemos: «Atrás de mim virá quem de mim bom fará.»
Depois das declarações de Rui Costa e de Mourinho na última semana, parece pacífico acreditar que o treinador continuará. E será justo que possa fazê-lo, construindo, dentro das limitações do Benfica, uma equipa à imagem dele. Continuaremos, sem o lastro de 27 títulos, livres para criticá-lo positiva ou negativamente, mesmo que ele se esteja borrifando para o que pensamos.
Rui Costa não encontrará alguém melhor para o atual momento de tensão que o Benfica vive, apesar de nem meio ano ter passado das eleições que venceu sem margem de contestação. Mais do que anúncios de projetos desportivos o Benfica precisa de acertar nas contratações — é mais fácil dizê-lo, sim, mas o FC Porto, numa situação extrema de constrangimentos financeiros, conseguiu-o e construiu equipa competitiva. E, curiosamente, com um forte investimento numa época de Liga Europa, que o Benfica arrisca jogar na próxima temporada.
Ríos está mais que a tempo de justificar o investimento. Como os jovens da formação que Mourinho foi premiando — não são apostas declaradas, nem a circunstância, ignorada por quem gosta de atirar umas postas de pescada, favorece que sejam lançados às feras sem a proteção de uma equipa equilibrada e num bom momento. Ao Benfica faltam, sobretudo, jogadores como Enzo Fernández — desde a saída do médio argentino quase nunca o Benfica voltou a ser predador, mas foi muitas vezes presa."

A grande rivalidade hoje é entre Sporting e FC Porto (e o Benfica logo se vê)


"As águias até podem ganhar o dérbi e ainda chegar ao 2.º lugar mas sem planeamento adequado ficam a ver passar leões e dragões.

O futebol é um lugar estranho. Tão estranho que por mais racionais que tentemos ser, há situações em que a mais racional das pessoas não nos vai deixar sê-lo, embrenhado que fica na vertigem dos resultados. O resultado manda e desmanda. E se não formos pelos resultados, muitas vezes apontam-nos o dedo acusador de que não percebemos nada disto.
Entrámos abril dentro e veja-se o caso do Sporting. Em meados do mês quatro, os leões em todas as frentes. E mesmo todas, luta pelo título, pela Taça de Portugal, caminhada histórica na UEFA Champions League onde por norma chegados os quartos de final só ficam os das big-5. Tudo isto leva quase toda a gente a considerar como muito boa a temporada da equipa de Rui Borges.
Mas os mesmos que elogiam o treinador, a equipa e a estrutura leoninas pela caminhada competitiva durante todo o ano, podem ser os primeiros a atirar a pedra acusadora da incompetência, basta uma bola ir ao poste e não entrar. Um centímetro separa o 8 do 80 e não será justo mudar de opinião sobre, por exemplo, Rui Borges se os leões não conquistarem troféus esta época. Podem ganhar tudo (ou quase tudo, porque na verdade ninguém acreditaria muito nesta campanha europeia dos verdes e brancos, muito menos em vencer a prova dos milionários) mas se não ganharem nada não será justo dizer que Rui Borges fez um mau trabalho. Porque o que fez até aqui fá-lo merecer o elogio já. Tiro-lhe o chapéu sem medo do dedo acusador de que não percebo nada disto que me apontarão se o leão nada ganhar.
Até porque, convenhamos, o FC Porto pode começar a fazer as faixas de campeão. Mas à cautela, deixe por imprimir ainda a temporada, porque está a segurar o troféu por uma asa mas este pode ainda escorregar da mão... Também no caso dos dragões o trabalho tem sido magnífico e bem vistas as coisas são os azuis e brancos o clube português que pode no final da temporada mais cantar de alegria. Porque o título está à mão de semear e acredito plenamente que os dragões podem voltar a conquistar para Portugal uma prova da UEFA, neste caso a Liga Europa.
O elogio que faço tanto a dragões como leões é o mesmo, ganhem tudo, alguma coisa ou coisa nenhuma. Porque vi durante a temporada, na preparação e na execução, a existência de planeamento, de linhas estratégicas. Em Alvalade assente na continuidade de anos de sucesso suportados pelo bicampeonato e estabilidade de finanças; no Dragão no risco calculado para se construir uma grande equipa que possa devolver a glória depois de uma temporada que correu muito mal.
Já no Benfica, mesmo que os encarnados ganhem o dérbi de domingo e com isso levem o Sporting a ceder até depois na luta pelo 2.º lugar, a sensação que fica é que foi tudo feito a pouca luz, até a contratação do treinador a pensar mais nas eleições e menos nos resultados em campo.
A época está a terminar, já se sabe que o Benfica não vai ganhar nada (a Supertaça ganha ao Sporting em julho já saiu da memória e não serve de consolação) e tudo parece andar muito pelo logo se vê. E o que se tem visto é que as águias conseguiram fazer com que a grande rivalidade de hoje seja entre leões e dragões. Vão ficar a ver?"

BF: Ríos...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - O bom e o mau na eliminação do Sporting da Liga dos Campeões

Observador: E o Campeão é... - "Sporting foi melhor que o Arsenal, mas faltou banco"

Observador: Três Toques - Bernardo Silva, o novo rei do “skincare”

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca #122

Ambição de conquista


"A antecâmara da final four da UEFA Youth League em destaque na BNews.

1. Bastidores
Conheça os convocados pelo Benfica para a final four da UEFA Youth League e veja imagens exclusivas do dia da viagem para a Suíça.

2. Focados em ganhar
Jaden Umeh encara a final four com ambição: "O Benfica já venceu esta competição, cabe-nos fazer história mais uma vez. Estamos todos prontos."

3. Informações para os adeptos
Dirigido a quem vai apoiar o Benfica a Lausana na final four da UEFA Youth League.

4. Últimos resultados
Em voleibol, as equipas masculina e feminina ganharam os respetivos jogos 3 das meias-finais dos play-offs do Campeonato Nacional e comandam as suas séries por 2-1. Nos homens, ante o Leixões na Luz, o resultado foi 3-1. Nas mulheres, o triunfo por 2-3 aconteceu no reduto do FC Porto.
Em andebol, o Benfica foi derrotado no pavilhão do Águas Santas, por 31-28, na 1.ª mão das meias-finais da Taça de Portugal.

5. Jogo do dia
Em hóquei em patins no masculino, o Benfica visita o Hockey Bassano em partida da última jornada da fase de grupos da WSE Champions League (19h45 de Portugal Continental).

6. Desempenho em seleções
Foram várias as futebolistas do Benfica em ação nas seleções nacionais.

7. Chamadas internacionais
Constam 6 atletas do Benfica na mais recente convocatória da Seleção Nacional Sub-15.

8. Liga Benfica
Cerca de 80 atletas participaram na mais recente jornada da Zona Centro da Liga Benfica."

Lanças...


Prata da Casa #46 - As Melhores Capas de Jornais de Sempre, Old vs New, Melolândia

Renascença: Jogo da Palavra - Carlos Bruno

Zero: 5x4 - S06E30 - Como vão ser Benfica e Sporting na próxima época?

O Resto é Bola #47 - O dérbi que pode decidir tudo pela Champions, FC Porto em modo 'try hard' e futuro na Europa ⚽️

SportTV: Europa - S01E06

Zero: Saudade - S04E32 - Nunca jogaram nos três grandes, mas aqui são titulares de caras

SportTV: Bancada Livre - Derby

ESPN: Futebol no Mundo #557

O Ranking ao Contrário !!!

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Zero: Fantasy - Jornada 30: as DGW e o Sporting - Benfica

Não aprenderam nada


"«Para mim foi um jogo roubado. A arbitragem teve muitos problemas, é incrível as opções que tomaram. (...) Percebo que se cometa um erro num jogo, mas em dois seguidos?»
Raphinha, extremo do Barcelona, após a eliminação na UEFA Champions League frente ao Atlético Madrid

O sonho do Barcelona acabou na terça-feira, e de novo com polémica. Apesar de ter chegado a empatar a eliminatória da Champions em Madrid, contra o Atlético, a equipa catalã sofreu um golo proibido e, na segunda parte, voltou a ter um central expulso, comprometendo a ambição de seguir em frente.
No final, como é costume, todos carregaram contra o árbitro. Raphinha, que nem sequer jogou, foi à zona mista dizer que foi um roubo, e acrescentou que admite um erro num jogo, mas não em dois seguidos. Na segunda parte da ideia, estou com ele — embora o brasileiro se referisse ao árbitro, e a frase só faça sentido se aplicada ao próprio Barça.
Porque o filme da expulsão de Eric García foi igual ao de Cubarsí na primeira mão: bola nas costas da defesa e o central a travar o adversário quando este seguia isolado para a baliza (nos dois casos, o problema foi que o árbitro não exibiu logo o vermelho; isso sim foi um erro, mas logo corrigido pelo VAR).
O Barcelona de Flick pressiona alto e joga com a defesa muito subida. Recupera muitas bolas no meio-campo contrário e é dessa forma que cria a maior parte das suas grandes oportunidades. O reverso da medalha é que se torna permeável quando o adversário ultrapassa a primeira linha de pressão. E depois de ser eliminado na Taça do Rei pelo Atlético, depois da derrota em casa na primeira mão dos quartos da Champions, continua sem ter aprendido nada. E a culpar os árbitros por boas decisões.
Enquanto o fizer, a final da Champions (onde não chega desde 2015, último ano de Xavi na equipa; e nestas últimas 11 épocas, só em duas esteve, sequer, nas meias-finais) continuará a ser uma miragem."

O Sporting não é o Real Madrid ou o Bayern Munique


"O Sporting caiu de pé e na realidade: para chegar mais além é preciso muita coisa e perceber como é diferente ser arbitrado na Europa.

Se quiser perceber de imediato o título do artigo, salte para os últimos parágrafos. Se quiser perceber como há muito mais pelo meio, venha daí.
O Sporting caiu em Londres - na realidade, caiu em Alvalade -, mas bateu-se até ao último minuto com o Arsenal por um lugar nos quatro melhores da Europa em 2025/26. Há quem defenda que este é o melhor Sporting da História.
Pelo bicampeonato e pela campanha europeia há argumentos para defender a ideia. Tivesse o leão passado às meias-finais e seria difícil não o dizer, ainda que no tempo dos Violinos esta coisa da UEFA ainda não existisse e, portanto, haveria motivos para combater tal declaração. Em Londres, o Sporting bateu de frente com a realidade. Não pelo jogo, não pela exibição, mas pela eliminação, igual a tantas outras de equipas portuguesas.
Desde que o FC Porto foi campeão europeu, e incluindo essa edição, só três equipas fora de Inglaterra, Alemanha, Espanha, Itália e França (as denominadas Big5) chegaram às meias-finais. O FC Porto campeão europeu, o PSV em 2004/05 e o Ajax em 2018/19.
O melhor que se consegue regularmente é, portanto, chegar aos quartos de final. E por aí, o Sporting pode dizer que cumpriu o objetivo que a realidade da liga nacional permite. Desde a conquista portista em Gelsenkirchen, houve um total de 24 presenças de equipas de ligas fora das "Big 5" nos 'quartos' da Champions League.
Listando: Portugal 15, Países Baixos 4 (duas delas nas meias-finais), Turquia 2, Ucrânia, Rússia e Chipre uma cada. Para passar para lá disto, é uma exceção à regra. Ou seja, talvez seja necessária uma ajuda, como fez a Eredivisie que, em 18/19 percebendo o momento histórico que o Ajax vivia, já nas meias-finais, adaptou o calendário. Algo que mereceu o aplauso de Sérgio Conceição na altura.
Portugal quer que a Liga ajude as equipas a melhor performance europeia, mas quando uma está à beira de fazer algo que só três na Europa conseguiram em mais de 20 anos, alguns criticam a mudança de um jogo com o Tondela. No fundo, é como diz Jorge Palma, ‘picado pelas abelhas’: «Ao chegar a vez de cada um, trabalhar para o bem comum, aí começaram os dissabores…»
Para chegar às meias-finais da Champions, uma equipa precisa de, primeiro, ser acima da média, de eficácia máxima, de sorte e outros fatores. Precisa que ‘aquela’ decisão seja a seu favor, precisa de perceber que a arbitragem num jogo europeu não é igual à liga portuguesa. Este é um ponto importante. Revejam-se as decisões, mas também as atitudes e comportamentos, incluindo dos leões. Na Europa não se arbitra igual à Liga, os estatutos mudam e facilmente o Sporting percebeu que não é o Real Madrid ou o Bayern Munique."

Lesões musculares: o maior inimigo do futebol moderno


"O futebol profissional nunca foi tão rápido, intenso e exigente como hoje. Os jogadores correm mais, aceleram com maior frequência e mudam de direção a velocidades elevadas. O espetáculo cresce, mas o corpo nem sempre acompanha. No centro deste paradoxo continuam as lesões musculares, responsáveis pela maior fatia das ausências nos relvados e pelo impacto significativo no rendimento das equipas.
Apesar da evolução da medicina desportiva e da tecnologia, estas lesões, sobretudo nos isquiotibiais, mantêm-se como o problema mais recorrente. Dados do UEFA Elite Club Injury Study, que acompanha clubes europeus há mais de duas décadas, mostram que estas lesões representam cerca de 24% de todas as lesões no futebol masculino profissional, sendo também das que mais dias de ausência acumulam, ao longo da época.
A explicação é clara: o jogo mudou mais depressa do que a capacidade fisiológica de adaptação do atleta. Mais sprints, mais ações de alta intensidade e calendários congestionados criam o cenário ideal para a fadiga. Um músculo fatigado perde a capacidade de absorver carga e responder a estímulos explosivos — precisamente o que o jogo moderno exige.
A prevenção tornou-se a palavra-chave. Monitorização da carga com GPS, testes neuromusculares, controlo do sono, nutrição individualizada e programas específicos de treino fazem, atualmente, parte da rotina. Ainda assim, a prevenção está longe de ser infalível. O futebol vive da imprevisibilidade e basta um sprint a mais, um ressalto inesperado ou uma decisão tardia para que o músculo ceda.
Quando a lesão acontece, surge outro desafio: o regresso à competição. A pressão competitiva continua a ser um dos principais fatores de recidiva. Estudos mostram que uma parte significativa das lesões musculares ocorre em atletas que regressaram, recentemente, à competição, antes da recuperação completa.
No futebol moderno, a medicina deixou de ser apenas suporte para se tornar estratégia. Proteger o músculo é proteger o jogador, o investimento e o rendimento coletivo. Enquanto o jogo continuar a acelerar, as lesões musculares permanecerão como o adversário mais difícil de marcar."

SportTV: Arte - Diogo Bezerra e Gustavo Mancha