Últimas indefectivações

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Antevisão...

LiveMode: Marco Silva...

Treino...

Terceiro Anel: React - Heats - Antevisão - Marco Silva ...

BI: Antevisão - Hearts...

Os Gloriosos Benfiquistas - É para cima deles - S02E03 - Hearts...

Grave...


"Apesar da gravidade dos acontecimentos no final do jogo do Sport Lisboa e Benfica em Famalicão na época 2025-26 e que poderiam ter levado o árbitro Gustavo Correia a ser punido com uma sanção de suspensão entre o mínimo de 6 e o máximo de 10 épocas desportivas por falsificação de relatório de arbitragem (189.º do RD da LPFP), este acabou por ser apenas castigado com uma repreensão por ter mentido. Disse que cometera um "lapso" na identificação do diretor geral Mário Branco.
Passou do enquadramento de uma infração muito grave (suspensão por falsificação de relatório de arbitragem) para uma infração leve. Escapou por não se ter provado a sua intenção ...
Entretanto, mesmo depois da vergonha da ocorrência e ao arrepio do espírito dos regulamentos, o que faz o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol? Nomeia Gustavo Correia para arbitrar um dos jogos da 1.ª jornada da Liga (Gil Vicente FC - Rio Ave FC).
Rui Costa e a Direção do Sport Lisboa e Benfica vão continuar à espera de uma reunião com a FPF ou vão agir, de uma vez por todas, para mudar o estado a que chegou o futebol português e a impunidade de quem continua a mandar?"

Fora...

Sem vergonha!!!

Autoridade moral

O estilo de liderança e o mercado dos principais clubes portugueses


"A principal janela de transferências da época 2026/27 revelou, até ao momento, quatro abordagens distintas entre FC Porto, Sporting, Benfica e SC Braga. As declarações dos seus presidentes evidenciam prioridades estratégicas, necessidades financeiras e modelos de construção de plantel que refletem a identidade, o momento competitivo e o tipo de liderança de cada clube. No FC Porto, a preparação da nova época tem sido marcada por uma liderança situacional e pragmática profundamente consciente das exigências financeiras do clube. André Villas-Boas insiste na importância de manter a base da equipa, preservando o núcleo competitivo que sustentou o rendimento recente. Ao mesmo tempo, admite que o clube enfrenta a necessidade de realizar vendas para garantir liquidez, num mercado onde as equações do preço tornam cada negociação mais complexa.
A identificação clara de alvos prioritários revela um modelo de construção de plantel cirúrgico (ex. Inbeom Hwang proveniente do Feyenoord), ajustado ao momento competitivo e às limitações económicas. André Villas-Boas tem revelado um estilo de liderança profundamente situacional, moldado pela realidade financeira e pela necessidade de preservar competitividade. A aposta declarada na manutenção do treinador e da base da equipa traduz uma visão de estabilidade como eixo central do rendimento, reforçando a ideia de que o núcleo portista é o principal garante da identidade combativa do clube.
Ao admitir que o FC Porto precisa de vender para gerar liquidez, Villas-Boas assume uma liderança pragmática, consciente das limitações estruturais e da importância de equilibrar contas sem comprometer o desempenho. Esta dimensão pragmática manifesta-se na forma como o presidente, que foi excelente treinador, lê o mercado: reconhece preços cada vez mais altos, negociações complexas e a necessidade de agir com precisão. Não procura transformar o plantel através de revoluções, mas sim através de ajustes criteriosos, alinhados com prioridades claras e com o momento competitivo da equipa.
A liderança de Villas-Boas combina, assim, realismo financeiro, gestão racional de recursos e preservação da identidade competitiva, reforçando um modelo onde a estabilidade é vista como o caminho mais seguro para manter o FC Porto na luta pelos títulos.
No Sporting, Frederico Varandas consolida um estilo de liderança transformacional, assente no planeamento estratégico e na construção de ciclos competitivos prolongados. O presidente leonino sublinha que o mercado foi preparado com antecedência e que o objetivo passa por formar um grupo base para três épocas, evidenciando uma abordagem que ultrapassa o imediatismo dos resultados. A capacidade de vender bem e reinvestir de forma inteligente (por vezes existem exceções tal como a venda de Afonso Moreira e a compras de Biel e Faye) reforça a sustentabilidade financeira e permite ao clube alinhar entradas e saídas com uma visão global.
O Sporting vive um momento competitivo estável, onde a identidade assenta na evolução estrutural, na valorização de ativos e na coerência das decisões. A liderança transformacional de Varandas manifesta-se na forma como integra vendas significativas e reinvestimento inteligente, garantindo que cada decisão contribui para o crescimento contínuo do clube.
O presidente leonino demonstra uma capacidade rara de alinhar necessidades financeiras com ambição desportiva, mantendo coerência entre o projeto e o momento competitivo. Ao apostar em reforços que encaixam num modelo de jogo previamente definido e testado na época passada, Varandas reforça um estilo de liderança que inspira, estrutura e projeta o futuro, transformando o Sporting através de estratégia, cultura e continuidade.
No Benfica, Rui Costa tem revelado um estilo de liderança marcadamente anárquico e reativo, muito distante da coerência pragmática que o clube exige para garantir impacto imediato. As constantes declarações sobre alterações no plantel e a promessa de que o Benfica entrará «mais forte e preparado» contrastam com a ausência de uma linha estratégica clara, evidenciando um presidente que intervém no mercado sobretudo em resposta a problemas emergentes (ex. Kaminski proveniente do Colónia), e não através de um plano previamente estruturado.
Esta liderança reativa traduz-se numa gestão que oscila entre decisões urgentes e correções tardias, dificultando a construção de um plantel verdadeiramente equilibrado. Em vez de antecipar necessidades, Rui Costa parece agir depois das fragilidades se tornarem evidentes, o que compromete a capacidade de gerar impacto imediato. A identidade benfiquista — historicamente ambiciosa, exigente e orientada ao sucesso — acaba por ser tensionada por um modelo de liderança que não oferece estabilidade nem previsibilidade. A tentativa de mobilizar adeptos e estrutura através de discursos emocionais revela uma liderança mais impulsiva do que estratégica, onde a pressão competitiva condiciona decisões e onde o momento do clube exige muito mais do que respostas rápidas: exige visão, critério e consistência.
Rui Costa conduz o Benfica com intensidade, mas essa intensidade, quando não acompanhada de planeamento, resulta num modelo de liderança que privilegia a reação em detrimento da construção, dificultando a eficácia, a coerência e o rendimento imediato da equipa.
No SC Braga, António Salvador continua a afirmar um estilo de liderança estratégico e pragmático, orientado para o crescimento sustentado e para a consolidação do clube como potência estável no futebol português. A gestão bracarense equilibra vendas estruturais com preços premium — essenciais para garantir saúde financeira — com contratações criteriosas que reforçam qualidade sem comprometer o orçamento (ex. venda de Salazar ao Sporting e a compra de Gabriel Silva ao Santa Clara).
Esta abordagem revela um dirigente que lê o mercado com precisão e que privilegia eficiência acima de volume. A liderança pragmática de Salvador manifesta-se na forma como o SC Braga constrói o plantel: aposta em jogadores com margem de progressão, valoriza ativos e cria profundidade competitiva sem perder identidade. O momento do clube, marcado por ambição crescente e estabilidade institucional, é consequência direta deste modelo de liderança que combina rigor financeiro com capacidade de afirmação desportiva. Salvador conduz o SC Braga com visão calculada, reforçando a identidade de um clube que compete com estratégia, sustentabilidade e evolução contínua.
A época que se inicia revela quatro caminhos de liderança bem distintos. Villas-Boas procura estabilidade e racionalidade num FC Porto obrigado a equilibrar contas; Varandas projeta o Sporting através de visão estrutural e transformação contínua; Rui Costa, num Benfica pressionado pela urgência, tem oscilado entre decisões reativas que dificultam coerência e impacto e Salvador afirma um SC Braga pragmático e em crescimento sustentado. No conjunto, cada clube entra no campeonato refletindo exatamente o estilo de quem o lidera — e é essa liderança que, mais do que o mercado, que também define o rumo da época."

SportTV: Mercado - Portas de saída fechadas no universo leonino ⚔️

Zero: Mercado - Benfica e Sporting com extremos no radar

BF: Novidades?

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Novidades editoriais e de entretenimento para a nova época

Observador: E o Campeão é... - Benfica sobrevive às baixas de peso na Liga Europa?

Observador: Três Toques - Infantino promete milhões, mas a FIFA ainda tem carteira?

O respeito também se treina


"«O futebol não educa apenas quando forma jogadores. Educa quando molda comportamentos. E são esses comportamentos, repetidos todos os dias, que acabam por definir a cultura futebolística de um país».
O exemplo continua a ser a ferramenta pedagógica mais poderosa que o futebol possui. Os jovens aprendem muito mais através daquilo que observam do que através daquilo que lhes dizemos. Quando um capitão aceita uma decisão difícil, quando um treinador controla as emoções num momento de maior tensão ou quando um dirigente comunica com equilíbrio, todos estão a educar. E essa educação é, muitas vezes, mais eficaz do que qualquer discurso.
Costuma dizer-se que o futebol é um espelho da sociedade. Talvez seja igualmente verdade que o futebol ajuda a moldá-la. Os comportamentos repetem-se, criam hábitos e moldam culturas. E são as culturas que distinguem os grandes sistemas desportivos.
Mais do que procurar culpados pelo que ainda não fazemos bem, importa aproveitar o exemplo deixado por este Mundial para refletir sobre o que podemos construir. Não se trata de comparar competições nem de estabelecer juízos de valor. Trata-se de perceber que existe um caminho capaz de elevar a qualidade do jogo e de fortalecer a credibilidade das instituições.
Portugal reúne todas as condições para dar esse passo. Possui treinadores reconhecidos internacionalmente, jogadores de enorme qualidade, dirigentes cada vez mais preparados e uma Federação que tem assumido um papel relevante na inovação e no desenvolvimento do futebol. Talvez o próximo desafio passe por olhar para a cultura competitiva com a mesma importância com que olhamos para a preparação técnica, tática e física.
Esse caminho pode começar na formação. Ensinar um jovem a respeitar as regras, os adversários e a arbitragem deve ter a mesma relevância que ensinar a dominar uma bola, interpretar espaços ou decidir sob pressão. Formar atletas implica, inevitavelmente, formar pessoas.
Passa igualmente pela liderança. Os treinadores, capitães e dirigentes devem compreender que liderar é muito mais do que tomar decisões. Liderar é influenciar comportamentos. É criar referências. É construir ambientes onde a responsabilidade individual se transforma em compromisso coletivo.
Exige também consistência. Sempre que os critérios são claros, previsíveis e aplicados com coerência, cresce a confiança de todos os intervenientes. E quando existe confiança, diminui naturalmente a necessidade de contestação. A credibilidade não nasce apenas da autoridade. Nasce, sobretudo, da coerência.
Importa ainda valorizar aquilo que queremos ver repetido. Durante demasiado tempo o futebol habituou-se a destacar quase exclusivamente os erros. Talvez tenha chegado o momento de reconhecer também os bons exemplos, a serenidade, a capacidade de autocontrolo, a liderança positiva e o respeito pelo jogo. Aquilo que é valorizado tende a transformar-se em cultura.
Por último, devemos compreender que esta responsabilidade não pertence apenas aos jogadores ou aos árbitros. Clubes, federações, ligas, dirigentes, treinadores, atletas, comunicação social e adeptos fazem parte do mesmo ecossistema. A cultura competitiva nunca será o resultado da ação isolada de uma única pessoa ou de uma única instituição. Será sempre uma construção coletiva.
Talvez o maior desafio do futebol português não seja apenas continuar a formar jogadores de excelência. Esse caminho tem sido amplamente reconhecido além-fronteiras. O desafio passa por garantir que essa qualidade individual é acompanhada por uma cultura coletiva igualmente forte, capaz de unir talento, liderança, responsabilidade e respeito pelo jogo.
As grandes organizações desportivas distinguem-se precisamente por essa capacidade. Não dependem apenas do talento das pessoas que as integram. Dependem da existência de princípios claros, comportamentos consistentes e uma identidade que permanece independentemente dos resultados. É essa estabilidade cultural que permite enfrentar os momentos de maior pressão sem perder o rumo.
Construir uma cultura exige tempo, coerência e compromisso. Exige que todos os intervenientes compreendam que cada atitude, por mais pequena que pareça, contribui para definir o ambiente em que o futebol é vivido. É essa soma de pequenos comportamentos que, ao longo dos anos, transforma equipas em referências, organizações em exemplos e países em modelos de desenvolvimento desportivo.
Reduz-se a ansiedade, aumenta a qualidade das decisões e fortalece-se o compromisso coletivo. A confiança não elimina o erro, porque o erro faz parte do futebol. Mas permite que o erro seja aceite como parte do jogo e não como motivo para alimentar conflitos permanentes. É essa confiança que torna as competições mais credíveis e que ajuda todos os intervenientes a concentrarem-se naquilo que verdadeiramente importa: jogar, competir e evoluir.
Construir uma cultura leva anos. Perdê-la pode demorar apenas alguns momentos. É por isso que cada decisão, cada comportamento e cada exemplo contam. O futuro do futebol português não dependerá apenas da qualidade dos seus talentos, mas da capacidade de todos protegerem e fortalecerem a cultura que desejam deixar às próximas gerações. A verdadeira diferença surge quando os princípios resistem aos resultados.
É nos momentos de maior pressão, perante a derrota, o erro ou a polémica, que uma cultura revela a sua força. Se os valores apenas existem quando se ganha, então nunca chegaram verdadeiramente a fazer parte da identidade de uma organização.
Os grandes torneios deixam legados técnicos, táticos e tecnológicos. Este Campeonato do Mundo deixou-nos, acima de tudo, uma lição de cultura desportiva. Demonstrou que é possível competir com intensidade máxima sem transformar cada decisão numa batalha permanente. Mostrou que o respeito não diminui a competitividade. Pelo contrário, melhora-a. Porque toda a energia que deixa de ser desperdiçada no conflito passa a estar disponível para aquilo que verdadeiramente interessa: jogar melhor.
Durante muitos anos perguntámos como formar melhores jogadores. Talvez esteja na altura de fazermos uma pergunta diferente: como formar uma melhor cultura futebolística?
Porque os grandes países futebolísticos não se distinguem apenas pelo talento que produzem. Distinguem-se pela cultura que conseguem construir e transmitir de geração em geração. O talento pode decidir um jogo. A organização pode decidir um campeonato. Mas é a cultura que decide o futuro.
Se este Mundial nos deixou uma grande lição, foi precisamente esta: o respeito não acontece por acaso. Constrói-se e vive-se diariamente. Começa muito antes do apito inicial, na forma como educamos, lideramos e damos o exemplo.
Porque o futebol não educa apenas quando forma jogadores. Educa quando molda comportamentos. E são esses comportamentos, repetidos todos os dias, que acabam por definir a cultura futebolística de um país."

DeLetra #47 - ⚽ Futebol distrital, camadas jovens e desafios

Prata da Casa #62 - Pi Pi Pi Pi Pi Parou!, Novos Emblemas, Despedidas Icónicas

Possessivo: React - Entrevista Jorge Jesus - Parte I

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Deixar andar...

Masterclass...

Zero

Pois...

Verdade...

BI: Modalidades #183 - Semanada...

Falar Benfica #255 - 5-0, antevisão Hearts, Liga e Ac. Viseu, o mercado

O mercado de transferências tornou-se maior do que o futebol


"Agosto é um mês curioso no futebol. Os campeonatos começam, os adeptos regressam aos estádios, os treinadores apresentam os novos projetos e os clubes falam em objetivos. Mas, para milhões de pessoas, nada disso é o mais importante. O verdadeiro campeonato continua a decorrer nos telemóveis. Chama-se mercado de transferências.
Durante décadas, as transferências foram um instrumento de gestão desportiva. Os clubes contratavam jogadores para melhorar equipas. Hoje, continuam a fazê-lo, mas o mercado transformou-se em algo muito maior. É um produto mediático autónomo. Tem narrativas próprias, protagonistas próprios, especialistas próprios, canais próprios e uma capacidade de gerar atenção que, em alguns momentos, ultrapassa a da própria competição.
O fenómeno é extraordinário. Há adeptos que não assistem a um jogo completo da pré-época, mas acompanham diariamente rumores de transferências. Há milhões de interações geradas por um potencial reforço que ainda nem assinou contrato. Há vídeos, podcasts, newsletters, contas especializadas, jornalistas dedicados exclusivamente ao mercado e uma comunidade global que vive permanentemente à espera da próxima confirmação.
O mais interessante é que este fenómeno não nasceu por acaso. Nasceu porque o mercado vende aquilo que o futebol mais gosta de vender: esperança.
Quando um clube anuncia uma contratação, não está apenas a apresentar um jogador. Está a vender uma possibilidade. O novo avançado pode marcar 30 golos. O jovem talento pode ser a próxima estrela mundial. O treinador pode finalmente encontrar a peça que faltava. Nada disto é garantido. Na verdade, a maioria das expectativas nunca se concretiza totalmente. Mas isso é irrelevante. O que conta é o potencial.
No marketing, poucas coisas são mais poderosas do que uma promessa de futuro. E o mercado de transferências vive precisamente dessa promessa. Ao contrário dos jogos, que produzem vencedores e derrotados, o mercado permite que quase todos sonhem ao mesmo tempo. Em julho e agosto, praticamente todos os adeptos acreditam que a próxima época será melhor.
O futebol percebeu rapidamente o valor económico desta dinâmica. Os grandes clubes europeus transformaram as apresentações de jogadores em eventos globais. As marcas aproveitam o alcance mediático. As redes sociais explodem com conteúdos exclusivos. As televisões enchem horas de programação. Os patrocinadores ganham novas oportunidades de ativação. O jogador chega antes de jogar e já está a gerar receitas, notoriedade e envolvimento.
É por isso que hoje uma transferência já não vale apenas pelo seu impacto desportivo. Vale pelo seu impacto mediático. Um jogador pode trazer golos, mas também pode trazer seguidores. Pode aumentar vendas de camisolas. Pode abrir mercados internacionais. Pode gerar visualizações, engagement e novos contratos comerciais. A contratação passou a ser simultaneamente uma decisão técnica e uma decisão de marketing.
O problema é que esta realidade também criou uma distorção. Muitas vezes fala-se mais das transferências do que dos jogos. Conhecem-se os valores das cláusulas, os salários, os agentes e os bónus, mas ignoram-se detalhes sobre o rendimento desportivo. O mercado passou a ser uma forma de entretenimento permanente, disponível 24 horas por dia, alimentada por algoritmos que recompensam novidade, especulação e emoção.
E talvez seja precisamente aqui que esteja a grande mudança. O futebol deixou de competir apenas com outras modalidades. Passou a competir pela atenção. Nesse contexto, o mercado de transferências tem vantagens evidentes. Não depende de resultados. Não depende de calendário. Não depende sequer de haver jogo. Funciona todos os dias.
No início de agosto, os campeonatos regressam e os adeptos voltam a olhar para o relvado. Mas seria ingénuo pensar que o mercado é apenas um complemento da competição. Em muitos casos, transformou-se numa competição paralela, com as suas próprias regras, os seus próprios vencedores e as suas próprias audiências."

A venda do Mundial e o poder da FIFA


"A FIFA quer vender o Mundial que deve ter sido o maior evento desportivo de sempre. Os números são impressionantes: 1248 jogadores; cerca de 300 mil pessoas acreditadas envolvidas na organização; mais de 6,8 milhões de espectadores nos estádios. Foram 104 jogos em 39 dias. Na final estavam os presidentes dos três países organizadores — Estados Unidos, México e Canadá —, bem como o rei de Espanha e o primeiro-ministro espanhol. E, no meio deles, Gianni Infantino.
Se queriam uma imagem do enorme poder do organismo, ali estava ela: Infantino tratado ao nível de um chefe de Estado. Mas, pelos vistos, isso não chega. Infantino não gosta de críticas e acabou de publicar um comunicado em que acusa os seus críticos de estarem «movidos pelo ódio». E logo a seguir anunciou a venda do Mundial!
É evidente que o presidente da organização que gere o futebol internacional é alvo de muitas invejas: muitos dos seus críticos não terão outra razão senão a de querer ocupar o seu lugar. Mas também é verdade que a FIFA é uma organização pouco transparente e muito fechada. O seu presidente beneficia do estatuto simbólico de um chefe de Estado, mas sem estar sujeito às exigências de transparência e de prestação de contas que se exigem aos chefes de Estado.
Para começar, a FIFA está sediada na Suíça, um país que acolhe inúmeras organizações internacionais. Pela própria natureza dessas entidades, a supervisão das suas atividades é particularmente complexa, já que a maior parte dos efeitos das suas decisões ocorre muito para além do território onde estão sediadas. Ao mesmo tempo, os postos de trabalho, a riqueza gerada e o prestígio associados à presença destas organizações representam benefícios significativos para o país anfitrião.
O poder do futebol é tanto que a investigação criminal de maior impacto sobre a FIFA foi conduzida pelas autoridades norte-americanas, no tempo de Sepp Blatter, levando à sua queda. A corrupção foi o tema central. Blatter viria, contudo, a ser absolvido pelos tribunais suíços, onde decorreu o julgamento por ser esse o país da sede da Federação Internacional. Hoje, num contexto em que o futebol ganha cada vez mais peso nos Estados Unidos, é legítimo perguntar se uma investigação com semelhante alcance encontraria o mesmo contexto político e institucional.
Esta questão da supervisão da FIFA não é única. Quanto maior é o poder destas organizações internacionais, mais evidente se torna o défice de escrutínio que as rodeia. Por ironia do destino, Blatter é hoje um dos críticos de Infantino e defende, segundo afirma, a transparência que não aplicou enquanto responsável máximo. É neste contexto que Infantino quer vender 20% do negócio da organização dos Mundiais de futebol. FIFA Forward Enterprise será a sociedade que deterá esse negócio e que, segundo ele, valerá 20 mil milhões. Dizem os media que um grupo de investidores liderado por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump, estará interessado na operação. Esta questão já está a gerar polémica. Nos Estados Unidos, vários responsáveis políticos defendem que devem ser investigadas as relações de negócio entre a FIFA e elementos da família Trump. Veremos no que dá, mas uma organização com a dimensão económica, política e mediática da FIFA não pode continuar a exigir deferência institucional sem aceitar um escrutínio proporcional ao poder que exerce.
Ontem, escrevo a 31 de Julho, a UEFA anunciou um boicote à venda do Mundial. Os países Europeus não participarão em competições FIFA se o plano não for retirado. Porém, o génio já saiu da garrafa, e a venda de 20% do Mundial dá à FIFA quatro mil milhões para comprar as boas vontades das Federações nacionais.
O modelo de negócio é o mesmo que a Fórmula 1 adotou há muito tempo. Mas o futebol e a Fórmula 1 não são a mesma coisa. Pelo menos, em termos de poder político: nenhum evento de F1 reúne tanto poder político como uma final de um Campeonato do Mundo. E ninguém trata o presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA) como um chefe de Estado. O problema nunca foi o poder da FIFA. O problema começa quando uma organização pretende usufruir do estatuto de um Estado sem aceitar os deveres de transparência e de prestação de contas que esse estatuto inevitavelmente impõe.
Esta semana o Direito ao Golo vai para o Benfica e para Marco Silva, venceu o St. Gallen, na Luz, e convenceu. Quem convenceu também foi António Silva que fez um grande jogo, boa sorte para ele em Inglaterra."

Luciano Gonçalves é o para-raios de Pedro Proença


"Ao transmitir, de forma tão ostensiva e imprudente, a ideia de que detém um controlo absoluto sobre a arbitragem, resolveu um dos maiores problemas do presidente da Federação Portuguesa de Futebol.
A partir da reunião de Tomar, qualquer nomeação polémica, qualquer erro de arbitragem ou, simplesmente, a vontade de um presidente de um clube grande gerar ruído só pode ter Luciano Gonçalves como alvo.
Sempre que surgir uma polémica, será a sua imagem a ocupar o centro do debate e a suportar o desgaste inerente.
Pedro Proença estará a conviver mal com a revelação pública que os árbitros são, na verdade, liderados por Luciano Gonçalves e pela APAF — uma república independente.
Mas, em 2026, já não há quem tenha o poder absoluto e quem o pretender vai ter o mesmo destino dos últimos que o tentaram. A arbitragem, ironicamente, é o seu calcanhar de Aquiles.
Basta recuar alguns meses. Teria sido Luciano Gonçalves, e não Pedro Proença, a suportar toda a pressão gerada pela final da Taça de Portugal entre Sporting e Benfica ou pela nomeação e arbitragem de Gustavo Correia no Famalicão-Benfica. Teria aguentado emocionalmente e sobrevivido politicamente a esses dois terramotos?
Em 59 a.C., o poder de Roma foi repartido entre Júlio César, Pompeu e Marco Licínio Crasso. César conquistava a Gália, Pompeu acumulava vitórias no Oriente e Crasso, apesar de ser o homem mais rico de Roma, convivia mal com a falta de prestígio militar.
Cego pela ambição, invadiu o Império Parta. Sem experiência militar, escolheu um terreno aberto e desfavorável e conduziu o exército romano para uma armadilha. Na Batalha de Carras, em 53 a.C., Roma sofreu uma das maiores derrotas da sua história: morreram dezenas de milhares de soldados e o próprio Crasso perdeu a vida.
Não tendo sido árbitro de topo, Luciano Gonçalves nunca viveu verdadeiramente o escrutínio mediático que acompanha esse universo e irá sentir essa nova exposição pública. Com o passar do tempo, é provável que recorde com saudade o anonimato de que antes beneficiava.
Na essência, Luciano Gonçalves continua a ser aquilo que sempre foi: o capitão dos árbitros.
A passagem direta da presidência da APAF para a liderança do Conselho de Arbitragem — tal como já sucedera com José Fontelas Gomes — constitui um exemplo claro do que não deveria acontecer.
Pode ajudar a vencer eleições na Federação Portuguesa de Futebol, mas cria um problema de perceção de independência que fragiliza a credibilidade da arbitragem e, por consequência, do próprio futebol português.
Do Conselho de Arbitragem não se pode esperar que, perante um conflito entre um árbitro e uma sociedade desportiva, assuma sistematicamente o lado do árbitro.
O maior problema de Luciano Gonçalves é o seu pecado original: dificilmente será visto como um presidente independente, está apenas a representar uma classe.
É revelador que nem na atividade política exista memória de gravações efetuadas sem consentimento, e divulgadas de forma truncada e descontextualizada.
Luís Filipe Vieira foi vítima disso por duas vezes. Bruno Lage também. Não estamos perante escutas legalmente autorizadas, mas perante gravações realizadas sem consentimento.
Pedro Proença, tal como nenhum dos outros quatro participantes na reunião, negou a autenticidade dos áudios. A verdadeira dúvida é outra: em que contexto foram produzidas aquelas afirmações? Discutia-se quem poderia arbitrar um clássico ou quem reunia condições para dirigir um jogo da Liga Revelação?
Como acontece quase todos os verões, a paragem das competições trouxe mais uma crise e o surpreendente nesta é nem uma única sociedade desportiva se ter posicionado ao lado dos árbitros — apesar de ser sempre uma grande tentação.
Também os árbitros não se devem iludir com manifestações privadas de solidariedade. Quem conforta uma parte pode ter feito exatamente o mesmo junto da outra.
Há ainda outro tema que o futebol profissional já não pode continuar a ignorar.
A ameaça, mais ou menos explícita conforme as circunstâncias, de uma greve dos árbitros tornou-se demasiado recorrente para continuar a ser tratada como um imprevisto. Se o risco é permanente, a resposta tem de estar preparada.
Há poucos meses, José Mourinho apontou uma solução simples: recorrer, se necessário, a árbitros estrangeiros.
Independentemente de se concordar ou não com essa hipótese, o problema deixou de ser teórico. Se a arbitragem continuar a transformar sucessivas divergências em ameaças de paralisação, Liga e sociedades desportivas acabarão por ser obrigadas a preparar soluções alternativas.
Com a demonstração pública de tão grande falta inteligência emocional, a classe dos árbitros arrisca que a Liga e as sociedades desportivas tenham de ter este assunto como prioridade.
A não ser que Reinaldo Teixeira esteja a pensar nos votos da APAF e então será só um problema das sociedades desportivas profissionais.
Há, porém, uma grande oportunidade nesta crise.
É a imediata alteração profunda do funcionamento do Conselho de Arbitragem.
As nomeações têm de ser verdadeiramente da responsabilidade de mais do que uma pessoa e o processo tem de se ter evidências da posição de cada um dos membros responsáveis.
Todas as reuniões do Conselho de Arbitragem em que sejam discutidas nomeações devem passar a ser integralmente gravadas e arquivadas.
Não para divulgação pública, mas para que, quando uma decisão gerar controvérsia, seja possível reconstruir rigorosamente o processo de decisão.
Saber quem propôs determinado árbitro, qual a razão de o ter feito, quem concordou, quem discordou, que alternativas foram ponderadas e quais os fundamentos invocados.
A transparência responsabiliza quem decide, mas também protege quem é injustamente responsabilizado por decisões que nunca defendeu.
Em 2026, as nomeações não podem ser feitas por uma única pessoa, limitando-se os outros responsáveis a tomar conhecimento e assinar a ata."

Darwin Núñez e o preço da ilusão


"O Liverpool comprou o jogador de que não precisava e pagou bem acima do seu valor apenas porque podia, condicionando o futuro da equipa no imediato e o avançado a longo prazo

Há seis anos, o Benfica pagou por Darwin Núñez cerca de 24 milhões. Menos de dois anos depois, o Liverpool criava parangonas com os 75 milhões brutos que deixou na Luz e a possibilidade de o negócio atingir redondos 100 milhões.
Nunca lá chegou, terá ficado pelos €85M. Mesmo com a máquina de valorização encarnada de então, era surpreendente. Talvez bizarro. O uruguaio era bom jogador, mas não um jogador fenomenal. Havia lacunas técnicas que iriam certamente ser expostas no melhor campeonato do planeta. Como é que Klopp teria concordado com isto?
Hoje, Darwin tem um valor de mercado de €20M, depois de não ter sido inscrito pelo Al Hilal e dado, por isso, uma pálida imagem do jogador que, apesar de tudo, já foi no último Mundial. Os sauditas tinham pago 53 milhões, mas com estrangeiros a mais mandaram-no para a solidão das bancadas, de onde, se todos se calarem um bocadinho, ainda se ouve Anfield a pulsar à distância. A Riade, não chegam agora propostas e já se admite o empréstimo. Aos 27 anos, deveria estar no auge da carreira, porém as hipóteses de mostrá-lo são curtas.
O Benfica fez a sua parte, se considerarmos que esta não incuía o fator humano. A partir daí, era com o Liverpool. Escrevi há uns meses como foi o processo da contratação de Darwin. Havia um líder com dinheiro de um título europeu e vontade de gastá-lo, e quando Klopp, sempre muito rigoroso nas entradas, se apercebeu, nada podia fazer. O uruguaio não estava na lista de possíveis reforços dos Reds, apesar das estatísticas interessantes. E havia ainda questões, como o não falar inglês, o ser introspectivo e pouco expansivo, e até com tendência para a depressão e superstição, que complicavam a adaptação.
O alemão tentou. Colocou-o sobre a esquerda para aproveitar as diagonais fortíssimas, promoveu eventos, conversas, dinâmicas de grupo. No entanto, a instabilidade peranta a baliza não desapareceu. Em Anfield, paira ainda a ideia de que se perdeu um título por sua culpa. Ainda que não o tenham deixado sozinho.
Em Inglaterra e nos outros países, todos perceberam que não era jogador de 100 milhões ou talvez até nem de metade. E se a ascensão foi rápida, a queda foi vertiginosa. Darwin não tem culpa pelo que lhe fizeram na Arábia, porém poucos já acreditam nele. E tornar-se-á sempre um aviso de que o contexto errado, sem se pensar na defesa dos jogadores, pode acabar rapidamente com boas carreiras."

Projeto falhado fragilizou liderança de Gianni Infantino, que pode ter a presidência da FIFA em risco


"Gianni Infantino chegou ao fim do Mundial com o apoio de mais de 200 das 211 federações da FIFA. Mas o polémico plano para vender os direitos comerciais do Mundial desencadeou uma rebelião na Europa: Inglaterra, Finlândia e País de Gales já retiraram apoio ao presidente, enquanto começam a surgir possíveis candidatos à sucessão

A liderança da FIFA sustenta-se em múltiplas cartas. Quando se mexe numa, muito provavelmente, as outras também serão afetadas. Gianni Infantino, que se senta no topo no castelo de naipes, está a sentir o tremelicar da base em função das recentes decisões tomadas enquanto presidente do organismo.
A estrutura que sustenta o todo-poderoso do futebol ficou comprometida com a proposta de venda dos direitos comerciais do Mundial através da FIFA Forward Enterprise. As críticas ao projeto multiplicaram-se e a UEFA foi a instituição com uma resposta mais veemente. Perante o projeto, todos os países europeus concordaram em boicotar as competições organizadas pela FIFA se Infantino levasse adiante a ideia.
A FIFA abandonou a pasta, mas a intenção demonstrada marcou as federações que se rebelaram. Assim sendo, o seu principal promotor, Gianni Infantino, perdeu suporte rumo à eleição para o quarto mandato à frente da sala de comandos do futebol. A federação da Finlândia foi a primeira a retirar o apoio a Infantino após o movimento do suíço, que muitos consideraram uma tentativa de colocar o futebol à venda. Seguiu-se a federação do País de Gales e, para confirmar o desmoronar do castelo de cartas, a poderosa Inglaterra também se juntou ao protesto.
A federação mais antiga do mundo não emitiu qualquer comunicado a justificar a decisão, mas já se tinha manifestado a favor de uma “completa e robusta revisão da liderança da FIFA” de modo a garantir que o futebol é “dirigido de maneira transparente”.
O FIFA Forward Enterprise foi o verdadeiro tropeção de Infantino. Até aí, as situações anómalas verificadas ao longo do Mundial 2026 não afetaram a reputação do dirigente. Apesar de ter deixado Donald Trump intrometer-se na sanção disciplinar aplicada a Folarin Balogun, de não ter assegurado condições para o árbitro somali Omar Artan entrar nos Estados Unidos ou de não ter garantido condições de igualdade competitiva para a seleção do Irão, o presidente da FIFA saiu destes casos sem danos reputacionais relevantes.
Após o Mundial, Gianni Infantino reunia o apoio de mais de 200 membros dos 211 que compõem a organização. Alemanha, Noruega e Roménia eram os únicos países europeus que não tinham manifestado apoio à reeleição. Nos próximos tempos, terão mais companhia. O vislumbre da queda de Infantino espoletou o raciocínio em torno de candidatos com potencial para lhe sucederem na eleição que se realiza no congresso da FIFA, em março.
Enquanto portador do megafone na manifestação, Aleksander Ceferin poderia levar ao limite a oposição a Infantino. Victor Montagliani, canadiano que lidera a CONCACAF, também pode estar de olho na promoção, desejando assumir o cargo transcontinental após ter sido um dos principais responsáveis para o Mundial 2026 se ter disputado nos Estados Unidos, no México e no Canadá. Da confederação asiática, poderia urgir Salman bin Ibrahim Al Khalifa, que em 2016 foi o principal adversário de Infantino, tendo conseguido o apoio de 88 membros contra 115 do oponente. Embora empurrado para o lote de candidatos, múltiplas fontes indicam que Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain e da Associação de Clubes Europeus, não está interessado na posição.
A 18 de novembro, limite para a apresentação das candidaturas, os contornos da corrida estarão mais bem definidos. Com os países africanos e da América do Sul comprometidos com a causa de Infantino, é na Europa, na Ásia e na América do Norte que existe terreno fértil para a mudança."

Patinagem portuguesa brilha na Europa com título, medalhas e novas parcerias


"A patinagem portuguesa atravessa um momento de enorme afirmação internacional, marcado por título europeu, medalhas de prestígio e pelo reforço de parcerias estratégicas que sustentam o crescimento da modalidade. Os recentes resultados alcançados demonstram a qualidade do trabalho desenvolvido pela Federação de Patinagem de Portugal e pelas estruturas que diariamente contribuem para o sucesso dos atletas nacionais.
Em Braga, Portugal voltou a escrever uma página dourada na história do Hóquei em Patins ao conquistar o Campeonato da Europa de Sub-17 masculinos. A Seleção Nacional alcançou um histórico tricampeonato europeu, vencendo pela terceira edição consecutiva e consolidando o domínio português no escalão. Mais do que um simples título, esta conquista representa a continuidade de um projeto desportivo sólido, assente na qualidade da formação em Portugal, na competência das equipas técnicas e no talento de uma geração de atletas que demonstrou personalidade, espírito competitivo e uma enorme capacidade de superação ao longo de toda a prova.
O triunfo português assume especial relevância por confirmar a liderança europeia do hóquei em patins nacional nos escalões de formação, evidenciando a força de um modelo que continua a produzir atletas preparados para representar Portugal ao mais alto nível.
Na competição feminina, a Seleção Nacional Sub-17 também esteve em evidência ao alcançar o estatuto de vice-campeã europeia. As jovens portuguesas protagonizaram uma campanha de elevado nível competitivo, demonstrando talento e determinação perante algumas das melhores seleções europeias. Este resultado confirma o crescimento do hóquei em patins feminino em Portugal e reforça a confiança no futuro.
O sucesso desportivo ficou igualmente marcado por uma organização exemplar do Campeonato da Europa. A Federação de Patinagem de Portugal, a Câmara Municipal de Braga e o Hóquei Clube de Braga uniram esforços para proporcionar um evento de excelência, amplamente reconhecido por atletas, dirigentes e responsáveis internacionais. As condições oferecidas, a qualidade logística e o envolvimento da comunidade bracarense contribuíram para projetar Braga e Portugal como referências na organização de grandes competições internacionais.
Também a Patinagem de Velocidade deu motivos de orgulho nacional no Campeonato da Europa realizado em Itália. A comitiva portuguesa regressou com um total de seis medalhas, resultado que confirma a evolução da disciplina. Rafael Silva foi um dos grandes destaques da competição ao conquistar duas medalhas de bronze em pista, nos 200 metros DTT e nos 1.000 metros sprint, e uma medalha de prata na prova de uma volta sprint em estrada. Miguel Bravo também brilhou ao alcançar o bronze nos 10.000 metros a eliminar em pista, juntando depois uma medalha de prata nos 10.000 metros por pontos e um bronze nos 15.000 metros a eliminar em estrada. As prestações de ambos os atletas evidenciam o potencial e a competitividade de Portugal no panorama europeu da velocidade.
A semana ficou ainda marcada pela renovação da parceria estratégica entre a Federação de Patinagem de Portugal e os Jogos Santa Casa para as próximas duas épocas desportivas. O anúncio foi realizado antes da apresentação oficial das Seleções Nacionais que irão representar Portugal nos World Skate Games 2026 no Paraguai e dos sorteios do Campeonato PLACARD de Hóquei em Patins e da 2.ª Divisão. Este acordo reforça a confiança dos Jogos Santa Casa no trabalho realizado pela Federação e representa um importante contributo para o desenvolvimento sustentado da patinagem portuguesa.
Entre título europeu, medalhas internacionais e o fortalecimento das suas parcerias institucionais, a patinagem portuguesa continua a afirmar-se como uma das grandes referências do desporto nacional e europeu, construindo um presente de sucesso e um futuro repleto de ambição."

No Princípio Era a Bola - Um FC Porto que já vimos algures, um Sporting sem vestígios de Amorim e um Benfica cheio de indefinições: está aí o arranque da I Liga

Tiki-Tasca #8 - Harry Kane no FCP?

Chuveirinho #183

SportTV: Mercado - A esperança é a última a morrer 👀

MasterVi: Mercado...

Zero: Mercado - FC Porto avança por Santiago Giménez

BF: Parado...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Futebol brasileiro em crise. Porquê?

Observador: E o Campeão é... - João Palhinha no Benfica: vale a pena arrombar o cofre?

Observador: Três Toques - Avôs que marcam golos e os craques da décima liga

Sic Notícias: Geração 40 - Toni

3x4x3


Throne: Primeira Liga Players That Need a Reality Check

A Bola Não Mente - S01S63 - Redraft 2018

Gabinete de curiosidades


"1. A temporada de 2026/27 arranca amanhã com a discussão da Supertaça. Lamentavelmente, o Benfica não estará presente, sendo o detentor do troféu por força da vitória do ano passado sobre o Sporting. Uma vitória que significou o último título oficial conquistado pela equipa de futebol do nosso clube.

2. Vem aí uma nova época com um novo treinador, com novos jogadores, com esperanças renovadas como é costume todas as épocas. Falta só o essencial. Ganhar jogos, ganhar títulos, celebrar o Benfica. Não se pode esperar outra coisa.

3. O futebol cá da terra continua a ser um gabinete de curiosidades. Dois dias depois de o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol ter arquivado o processo disciplinar a Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem, sai-se o jornal Público com uma notícia de primeira página, adiantando que a Polícia Judiciária está correntemente a investigar “fugas de informação sobre nomeações, contactos entre responsáveis da arbitragem e dirigentes e um conjunto de eventuais crimes, entre eles corrupção e tráfico de influência”.

4. E um dia depois da notícia do Público saem para a praça pública gravações de três conversas de Pedro Proença, cada uma pior do que a outra. Contextualizemos. Duarte Gomes demitiu-se do posto de Diretor-Técnico Nacional de Arbitragem, denunciando um conjunto de procedimentos desonestos nas nomeações dos árbitros e apontando responsabilidades para Luciano Gonçalves, patrão dos árbitros lusitanos.

5. O CJ da FPF abriu um processo disciplinar que, num instante, arquivou por “falta de indícios suficientes de infração disciplinar” porque “não foi possível provar que Luciano Gonçalves tenha divulgado antecipadamente nomeações de árbitros ou que algumas mensagens enviadas por este a outros agentes da arbitragem visassem influenciar resultados desportivos”.

6. Não vamos perder mais tempo com isto. Se as indecorosas conversas do presidente da FPF já estão à solta nas redes sociais, esperemos que daqui a uns tempos esteja tudo disponível no YouTube para entretenimento da população.

7. O Benfica, com a naturalidade das coisas naturais, despachou o St. Gallen com uma mão-cheia de golos e com uma exibição alegre que fez esquecer as agruras do jogo da semana passada na Suíça. Segue-se o Hearts, da Escócia, na caminhada para a Liga Europa. Vamos lá chegar. O jogo foi marcado pelos 4 golos do nosso grego Pavlidis e pela despedida do nosso António Silva, que seguirá a sua vida no futebol inglês. Na Luz estiveram 59 563 adeptos. Estes é que nunca falham."

Leonor Pinhão, in O Benfica

Fez-se luz na Luz!


"EM 1958, O BENFICA INAUGUROU AS TORRES DE ILUMINAÇÃO DO ESTÁDIO DA LUZ, COM UM FESTIVAL E UM JOGO DE FUTEBOL NOTURNO, FRENTE AO FLAMENGO

Cerca de três anos e meio após a inauguração do Estádio da Luz, o Benfica inaugurou as torres de iluminação do recinto, a 9 de junho de 1958. O objetivo desta obra era aumentar as receitas do Estádio da Luz, pois a luz artificial permitiria a realização de jogos ao final do dia, de desafios internacionais durante o calendário do Campeonato Nacional e de festivais noturnos, além de possibilitar que os treinos da equipa de futebol se realizassem à noite, neste espaço.
Em 1957, a Comissão Central do Novo Parque de Jogos iniciou uma campanha de angariação de fundos para esta obra, que foi apelidada de “Campanha da Luz para a Luz”. As obras arrancaram a 19 de janeiro de 1958, pelo que o projeto demorou cerca de 5 meses a ficar concluído. Mais uma vez, tal como tinha acontecido com a construção da Catedral, foi essencial a contribuição dos sócios e dos adeptos, pois graças à sua generosidade e dedicação, expressas em donativos, foi possível concluir esta obra.
No dia do festival de inauguração, a 9 de junho, começou cedo a romaria para o Estádio da Luz. Apesar do tempo irregular, com muito vento e algum frio, os benfiquistas não se atrapalharam e vestiram os seus fatos mais quentes e, munidos de gabardinas e sobretudos, rumaram até à Luz. Elétricos, autocarros e táxis circulavam pela cidade “apinhados de público vibrante, de bandeiras encarnadas tremulando ao vento e de sorriso nos lábios”.
Às 20:00, uma salva de morteiros deu início ao festival, seguido pela entrada em campo de todos os participantes. Exibiram-se os ginastas do Benfica e dos Pupilos do Exército e os esgrimistas do Colégio Militar. Pouco depois, caiu a noite e “o Estádio da Luz iluminou-se de luz”. Seguiu-se uma atuação do Orfeão, que cantou o hino do Clube, escutado em silêncio pela numerosa assistência nas bancadas.
Finalmente, seguiu-se o outro momento alto da noite: a entrada em campo das equipas do Benfica e do Clube de Regatas do Flamengo. O encontro terminou empatado, com um golo de Manuelzinho, do Flamengo, e outro de José Águas. O empate não arrefeceu o ambiente de festa que se vivia no final do encontro, ao qual se seguiu um espetáculo de fogo de artifício.
Saiba mais sobre o antigo Estádio da Luz na área 17 – Chão Sagrado, do Museu Benfica – Cosme Damião."

Marisa Manana, in O Benfica

Basta!


"Desde que este Conselho de Arbitragem iniciou funções, a arbitragem portuguesa regrediu 30 anos. Chegou a níveis de mediocridade, digamos assim, que apenas encontram paralelo nos tempos do Apito Dourado – então com outras cores e outros protagonistas.
Já na ponta final da temporada 2024/25 sentíramos na pele os efeitos desse abominável mundo novo. Todos nos recordamos de rasteiras com o ombro e de pisões na cabeça, que subtraíram ao Benfica um Campeonato e uma Taça de Portugal. O protocolo do VAR tornou-se opaco, parecendo traduzir-se em algo como: “Se é contra o Benfica chama-se o árbitro, se é contra o Sporting ignora-se e siga o jogo.” As nomeações tornaram-se estranhas. Mas a época seguinte (a última) foi ainda pior: talvez culpas próprias tenham impedido o Benfica de chegar ao título, mas foram as arbitragens, e só elas, que nos impediram de alcançar o 2.º lugar e participar na Champions League. O beneficiário foi o mesmo.
A dada altura, o presidente do Sporting, em clara sintonia com o CA, propôs até castigos mais pesados para quem criticasse os árbitros, pretendendo impor assim uma lei da rolha tipo bico calado e cara alegre. Com a estrepitosa saída de Duarte Gomes, percebemos que as coisas podiam ser mais graves do que imaginávamos. A investigação levada a cabo pelas autoridades judiciais veio acentuar todas as suspeitas.
No futuro saberemos se há matéria criminal a envolver Luciano Gonçalves e a sua equipa. Mas, independentemente das conclusões que venham a ser tiradas no âmbito da Justiça, por tudo o que vimos nos campos, pela, digamos assim, incompetência manifestada na gestão da arbitragem portuguesa ao longo deste período, Luciano Gonçalves não tem condições para se manter no cargo.
Com este CA, temo seriamente que o Benfica não volte a ser campeão."

Uma aposta na cidadania


"No bairro de São Tomé, em Paranhos, o verão ganha mais uma vez uma dimensão especial que vai muito além das férias. Depois do sucesso dos anos anteriores, durante duas semanas, jovens entre os 12 e os 16 anos voltam a encontrar-se para jogar, aprender, conviver e agir em favor da comunidade. É esta a proposta da Community Champions League – Liga de Verão, desenvolvida pela Fundação Benfica em parceria com a Junta de Freguesia de Paranhos.
Como sempre na Fundação, o futebol é o ponto de partida, mas não é o ponto de chegada. Em campo treinasse a técnica, a cooperação, a disciplina e o respeito pelas regras; fora dele, cada participante é chamado a perceber que também pode marcar pontos através da entreajuda, da responsabilidade e da participação cívica. O desporto assume assim a sua dimensão única de “escola de cidadania”, melhorando e transformando a sociedade. Porque uma comunidade mais forte e resiliente para o futuro só se constrói se os jovens reconhecerem que o seu talento tem valor não apenas para si próprios, mas enquanto ativo de toda a comunidade, para vencer jogos, sim, mas também, e sobretudo, para melhorar o lugar onde vivem.
Esta é a proposta da Fundação Benfica com este projeto, e os jovens respondem em massa para ocupar de forma saudável o tempo de férias, criar novas amizades e criar pontes com outros jovens com percursos diferentes. A jogar e cooperar se demonstra também que educar para os valores não exige discursos abstratos; faz-se através de experiências concretas, de desafios partilhados e do reconhecimento de cada gesto positivo, e há muitos nas atitudes destes jovens. Na cidade do Porto como em Lisboa, a Community Champions League confirma uma ideia essencial para a Fundação Benfica: o impacto social do Clube deve chegar às pessoas, aos bairros e aos territórios, porque levar o Benfica para junto das comunidades, onde quer que seja, é transformar a sua força e o seu prestígio em oportunidades reais de crescimento humano. No final, haverá resultados, golos e equipas classificadas. Mas a verdadeira vitória estará na confiança adquirida, nas relações criadas e na consciência de que cada jovem pode ser campeão dentro e fora do campo!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Editorial


"1. Na capa deste jornal O Benfica ressaltamos a vitória inquestionável do Benfica perante o St. Gallen, virando a eliminatória e redimindo por completo a imagem da 1.ª mão. Em Cheio! Declarações, momentos, ambiente. O Benfica segue em frente para encontrar o Hearts já na próxima semana. O apoio do público foi fundamental, numa comunhão especial que tornará sempre tudo muito mais fácil e leve nesta caminhada que todos desejamos auspiciosa. Juntos, seguimos para mais vitórias

2. É um dos temas de fundo desta semana e é inteiramente merecido: o 13.º aniversário do Museu Benfica – Cosme Damião. A reportagem sobre a exposição O Manto Sagrado – Um Olhar Sobre as Camisolas de Futebol do Benfica é um retrato sobre a história gloriosa do Clube, num misto de arte, design e paixão. Pelas memórias de Shéu, mergulhamos em momentos inesquecíveis que nos fizeram vibrar e ser Benfica como mais ninguém pode sentir. Uma leitura envolvente, a não perder.

3. Depois do voleibol e do andebol masculinos, depois do basquetebol feminino, mais duas peças no novo puzzle das modalidades, neste ciclo que se abre para a época que agora arranca. Nesta edição damos destaque à contratação de Marina Teixeira para liderar o andebol feminino e Ainars Bagatskis para o basquetebol masculino. Testemunhos, ambições e o primeiro esboço para os títulos que se desejam."

Pedro Pinto, in O Benfica