Últimas indefectivações

sábado, 8 de agosto de 2026

Zero: Mercado - Froholdt ou Richard Ríos?: Newcastle pesca no lago português

BF: Dedo...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Os pontos principais dos triunfos de Benfica e Braga na Europa

Observador: E o Campeão é... - Trubin vai para o banco e descobre a felicidade geral

Observador: Três Toques - Cabelos rosa e rasteiras a Mou: o verão louco do futebol

Throne: The Worst Liga Portugal 26/27 Prediction Video

A Verdade do Tadeia #2027/1 - O que esperar da nova época

Vantagem larga


"O triunfo benfiquista, por 6-1, ante o Hearts na 1.ª mão da 3.ª pré-eliminatória de acesso à fase de liga da Liga Europa, é o destaque nesta edição da BNews.

1. Goleada premeia exibição
Marco Silva realça a vitória por números expressivos no contexto da eliminatória: "É um excelente resultado para nós, que nos dá, não o conforto, mas a confiança de que estamos no bom caminho para passar a eliminatória, era o que queríamos, e com uma boa exibição."

2. Por disputar a 2.ª mão
Autor de um golo e considerado o Homem do Jogo, Prestianni lembra que o apuramento está por consumar: "Temos de ir ao campo deles para ganhar, jogar e atacar, como o míster nos pede. Temos de encarar a 2.ª mão como se estivesse 0-0."

3. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os seis golos marcados pelo Benfica ao Hearts. 4. Transferência Gil Neves passa a representar o FC Köln.

5. Chamadas internacionais
6 futebolistas do Benfica integram a mais recente convocatória da seleção nacional feminina Sub-20.

6. Movimentações do defeso
Gaby Vanelli, internacional por Itália, é reforço da equipa feminina de futsal do Benfica.

7. Pré-época andebol
O Benfica realizou dois jogos-treino com o CB Villa de Aranda.

8. Jornal O Benfica
A edição desta semana já está disponível para download no Site Oficial.

9. História agora
Veja a rubrica habitual das manhãs de 5.ª feira da BTV.

10. Casa Benfica Ilha Terceira
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 32.º aniversário."

A Bola Não Mente - S01E64 - Os piores contratos de NBA

Respect...

Bola na Trave: Live - Hearts...

5 Minutos: Hearts...

Vinte e Um - Como eu vi - Hearts...

Esteves: Hearts...

Daizer: Hearts...

Além: Hearts...

Operação: Hearts...

Oliveira: Hearts...

Observador: A Força da Técnica e a Técnica da Força - Hearts...

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Hearts - Marco Silva...

Terceiro Anel: Hearts...

BF: Hearts...

BI: Rescaldo - Hearts...

Terceiro Anel: Live - Hearts...

Assistências...

Ficou com dentes a mais...

Golos...

Benfica FM: Olá...

E VENHA O PRÓXIMO!


"Benfica 6 - 1 Hearts

PRÉ-JOGO (escritos antes do jogo)
1. Após o Torreense ter ganho a Taça de Portugal, instalou-se no comentariado a ideia de que o Benfica estaria em dificuldades por iniciar a época oficial muito cedo, praticamente sem pré-época. Nas minhas intervenções televisivas, assumi o risco de dizer que, dado o potencial baixo valor dos adversários, as pré-eliminatórias da Liga Europa seriam os verdadeiros jogos de pré-época do Benfica, só que a doer. E mantenho.

2. O Hearts do início da época 26/27 não parece o mesmo que brilhou na liga escocesa em 25/26. Bom mesmo era isso confirmar-se e deixarmos a eliminatória praticamente resolvida hoje na Luz. Acredito.

3. Samu no onze - gosto! E gosta a grande maioria dos Benfiquistas: fiz há tempos um inquérito na minha conta de Instagram e foi o preferido de 53% dos mais de 3 mil que responderam. 23% preferiram o Trubin e os restantes nem um nem outro. JOGO (escritos durante o jogo)

4. Prestianni deu o primeiro sinal e logo depois uma jogada do bê-à-bá do futebol - tão simples, para quê inventar? - e já estamos na frente aos 3 minutos. Rafaaaaa! Bem, que entrada no jogo - e só passaram 5 minutos: o Barreiro, que assistiu tão bem para o golo, a falhar o dois-zero. A avalanche ofensiva não parou e chegou, naturalmente, o dois-zero: Tomáaaaas!

5. Abrandámos o ritmo, os escoceses agradecem penhoradamente, e até levámos uma na barra - olha lá, Samu, não me deixes ficar mal! -, mas o domínio do jogo não deixou de ser nosso e veio o inevitável três-zero, Pavlidis não perdoou um penálti indiscutível!

6. Primeiras parte de encher o olho. Já sei - e quem não sabe: jogámos com o pior Hearts dos últimos dois mil e quimhentos anos. Nem vale a pena citar as estatísticas, pois não? Só uma, vá, só uma para fazer pirraça aos anti: remates enquadrados: 7-0!

7. Segunda parte começa como a primeira e lá veio, naturalmente, o quarto: e é todo Prestianni, a recuperação no chão, a progressão, o remate cruzado ao segundo poste! Mereces, miúdo, passaste pelo pior - e eu, por te defender, quiseram colar-me o carimbo de racista, os fdp que não me conhecem de lado nenhum.

8. Durán, Ríos e Schjelderup para o jogo. Estou com pena dos escoceses, juro que estou. Vamos lá tratar de meter os menos utilizados a jogar.

9. Eu com pena deles, armado em bazófias, e eles? Toma lá o quatro-um. E o jogo não foi mais o mesmo.

10. Duráaaaan, o golo é todo dele pelo início da jogada, mas tem que agradecer também ao Schjelderup pela assistência açucarada. Muito bom para o processo, duro, de recuperação do colombiano. Mas há-de ir lá. Cuidem-se com ele.

11. O poste da baliza grande a lixar-nos, tirou o merecido seis-um ao Rafa. Mas mais um penálti indiscutível repôs a verdade: Schjelderup para o seis-um. Vamos!

12. Fim de jogo, superioridade materializado em golos, viagem à Escócia para cumprir calendário e rodar alguns jogadores. Carrega, Benficaaaaaa!!!"

O Benfica está a carregar como há muito não se via e também estragou o conto de fadas do Hearts


"O Benfica está a começar a época com fome. Assim se justifica a mudança de postura face à temporada passada. Mesmo após um golo madrugador, a equipa de Marco Silva manteve o ritmo para alargar a vantagem no primeiro jogo contra o Hearts (6-1). Apesar do efeito anestésico das substituições, os encarnados vão à Escócia confortáveis na 3ª pré-eliminatória da Liga Europa

Todos conhecemos aqueles filmes em que a personagem principal é introduzida como uma pessoa ingénua e termina o enredo como um super-herói, um guerreiro ou um lutador. Geralmente, a transformação é orientada por um tutor que surge como o expoente máximo da moralidade e a quem são atribuídas as falas que melhor ficam numa legenda de Instagram.
Marco Silva terá encontrado este Benfica num estado decrépito em função da desenxabida temporada passada. O treinador parece ter visto o que ninguém viu e encontra-se a dar vida ao monstro. Mesmo que, mais adiante na época, não se confirme todo o potencial, os adeptos encarnados finalmente voltaram a ter uma equipa que os deixa encostarem-se na cadeira e suspirarem em modo de apreciação.
O Hearts está a acordar do sonho. Depois de ter estado perto de conquistar o título na Escócia, abriu os olhos estatelado ao lado da cama sem perceber exatamente a anatomia da queda. Vai-se tentando levantar ainda naquela fase ilusória do dealbar em que acreditamos ser capazes regressar ao onírico estado em que nos encontrávamos.
Os atropelos não têm ajudado à reabilitação. A equipa que perdeu o 1º lugar da liga na última jornada da pretérita temporada foi arredada da órbita da Liga dos Campeões após um agregado de 6-0 contra o Sturm Graz. Cedo foi anunciado que, na Luz, seria vítima de outra rajada (6-1) que causaria estragos.
Aos três minutos, o Benfica marcou um daqueles golaços em que o recurso à hipérbole se torna apropriado mais pelo que se passa antes da bola entrar na baliza do que propriamente pela finalização. Bah encontrou a rutura de Leandro Barreiro, que cruzou atrasado para o remate fácil de Rafa.
A reação à vantagem foi mais valiosa do que o 1-0 em si, pois é com a postura adotada que uma equipa constrói personalidade, algo que tem vindo a escassear para os lados da Luz. O comportamento manteve-se. As estonteantes movimentações, com os jogadores a ajustarem-se sem amarras às deslocações dos parceiros, criaram imprevisibilidade. A dinâmica alargava as linhas de passe disponíveis para o portador, sendo sempre agradável ter por onde escolher.
O inconformismo do Benfica, que também se manifestava na reação à perda, fez as oportunidades multiplicarem-se. Tomás Araújo, de canto, e Pavlidis, de grande penalidade, deixaram o resultado em 3-0 ao intervalo. A margem só não era maior graças às intervenções de Beau Reus perante Prestianni e Barreiro.
Menos solicitado do que o guarda-redes do Hearts estava a ser o homólogo. Nunca foi óbvia a distância hierárquica entre Trubin e Samuel Soares. Uma vez que, neste caso, o internacional jovem português foi titular, por momentos, deve-lhe ter passado pela cabeça o pensamento masoquista de que o Hearts fizesse mais remates para poder provar inequivocamente a pertinência da escolha de Marco Silva. Ainda assim, uma má saída a um livre lateral levou Laurent Mendy a cabecear à barra.
Prestianni inquietava-se pela esquerda. O agitado argentino fletia para a zona central com ações marcadas pela intenção de ferir. Deu várias lições ao pé direito para executar o remate com precisão e, ao fim de algumas tentativas, encontrou as malhas.
As substituições de Marco Silva combinaram jogadores em busca da melhor forma física e outros que ainda não se ambientaram ao clube. Assim, notou-se o efeito da anestesia e o Hearts, inofensivo até então, reduziu através de um bom tricô rematado por Tom Renaud.
Após momentos de habituação às renovadas unidades, Schjelderup respondeu à boa exibição do parceiro com quem concorre pelo lado esquerdo do ataque com a fineza que o distingue. A filigrana ficou patente na assistência para a estreia a marcar de Jhon Durán, no passe de trivela que permitiu a Rafa chutar ao poste e na grande penalidade que ele próprio conquistou e converteu. O Benfica terminou tal como começou: a carregar.
Esta goleada pode não ter sido apenas mais uma. O significado implícito do resultado é prometedor. Augura um Benfica que, se puder, rasga em vez de cortar, arromba em vez de abrir, parte em vez de desencaixar. Parecendo que não, era este suplemento que faltava tomar."

Esta lei Prestianni calou a boca a muita gente


"Argentino sofreu a falta para o penálti de Pavlidis e marcou golaço, com a bola a viajar em arco. Barrenechea bem melhor e Schjelderup e Jhon Durán entraram para mostrar que, com eles, o Benfica pode subir ainda mais de rendimento

Prestianni (8)
Ei-lo de volta. E voltou em grande. Rápido, intenso e virtuoso, transformando jogadas sem aparente perigo em bolas complicadas para a defesa escocesa. Andou a maior parte do tempo na esquerda, mas, ao longo do tempo, foi trocando de posição com Rafa e Sudakov. Na esquerda, aos 11’, passou por Altena como quem passa por um velhinho e rematou, cruzado, para uma defesa apertada de Reus. Sacrificou-se aos 33', travando Miller junto à área, vendo o cartão amarelo. Pertinho do intervalo, na direita, recebeu de calcanhar a bola do ucraniano. O lance poderia ter sido, de imediato, muito perigoso, mas Mendy derrubou Prestianni e, no penálti, Pavlidis fez o 3-0. Quase em cima da hora de jogo, foi ao chão para recuperar a bola, levantando-se de imediato e rematando, em arco, para o golo. Aliás, para o golaço. Com a entrada de Schjelderup passou, em definitivo, para a direita. Aí, talvez por coincidir com a subida de rendimento do Hearts, foi menos influente. O Benfica cresceu com Prestianni e Prestianni está a crescer com o Benfica. Apareceu frente ao Hearts a lei Prestianni que ajudou a calar a bola a quem pensava que a águia de Marco Silva não teria capacidade para altos voos...

(6) Samuel Soares - Noite histórica para o jovem guarda-redes, pois tratou-se da estreia nas provas europeias, relegando Trubin para o banco. O futuro dirá se foi opção meramente circunstancial de Marco Silva ou se SS veio para ficar. De resto, nas últimas três épocas, números bem razoáveis na equipa principal: 0,45 golos por jogo. Começou por mostrar quão bom é o seu jogo com os pés, embora sempre sem qualquer oposição. Depois, perto da meia hora, dois lances antagónicos: muito bem a sair dos postes na sequência de um canto e a apanhar a bola a dois tempos (28’); mal a sair dos postes, não chegando à bola e permitindo que Mendy cabeceasse à barra. Sem hipótese no golo de Renaud, pois a bola entrou junto ao poste direito.

(6) Bah - Repetiu a abertura que esteve na base do primeiro golo, tal como fizera frente ao St. Gallen. Com os suíços foi Rafa a receber a bola de Bah e a oferecer o golo a Pavlidis; ontem, foi Barreiro a receber a bola do dinamarquês e a dar o golo a Rafa.

(7) Tomás Araújo - Capitão que é capitão é uma espécie de boss. Tomás Araújo começou por dar nas vistas em aberturas longas, teve depois um corte importante no lado direito da defesa e, aos 23’, subiu para, na sequência de um canto de Sudakov, fazer o 2-0 com uma cabeçada fulgurante. Teria ainda, à meia hora, nova tentativa de golo de cabeça, mas o desvio não teve o mesmo êxito.

(6) Lenglet - Um defesa é para defender, mas Lenglet, aos 22’, quis mais e, de muito longe, fez um passe teleguiado para Leandro Barreiro desviar, de cabeça, para grande defesa de Reus. Poderia ter sido mais forte na marcação a Renaud no remate para o 4-1.

(6) Dahl - Intenso a atacar e intenso a defender, teve apenas uma falha no primeiro tempo, quando deixou que Miller fugisse pela direita, obrigando Prestianni a fazer falta e a ver o amarelo.

(7) Barrenechea - Tinha quase um latifúndio vazio perto de si, pois o Hearts nunca colocou alguém a marcá-lo ou, no mínimo, a tentar complicar-lhe a gestão do meio-campo. Assim, sem oposição, passou o tempo a receber a bola e a passá-la. Muitas vezes com perigo. Bem, perto dos 60’, a aventurar-se na área adversária, tentando o passe para Barreiro. Muito bem ainda, pouco depois, a evitar que Cláudio Braga e Kaboré se isolassem, executando um corte precioso.

(7) Leandro Barreiro - A bola foi, obediente, do pé direito de Bah para o pé direito de Barreiro. Este, com visão periférica, reparou que Rafa estava sozinho na área. Colocou a bola, bem suave, no pé direito de Rafa. E este, claro, marcou: 1-0. Mais tarde, recebeu a bola longa de Lenglet e, de cabeça, obrigou Reus a uma defesa apertada.

(7) Rafa - Num dos primeiros toques na bola apontou o 1-0, recebendo a bola dos pés de Leandro Barreiro. Até ao intervalo, andou também pela esquerda e por zonas mais recuadas, usando sempre a sua velocidade de ponta. Andou mais escondido no início da segunda parte e, a caminho do final, ressurgiu. Teve o 6-1 nos pés, mas o remate, aos 90’, saiu ao poste esquerdo. Bem a tabelar com Schjelderup na jogada do penálti do 6-1 final.

(7) Sudakov - Mais leve, mais fresco, mais rápido e também mais envolvido em tarefas defensivas: mais, mais, mais, mais. Começou por dar nas vistas ao minuto 5 numa abertura excelente para o remate perigoso de Barreiro. Era o tiro de partida para o melhor primeiro tempo com a camisola do Benfica. Andou pelo meio e, por vezes, pelo lado esquerdo e teve o segundo grande momento quando foi ao lado direito marcar o pontapé de canto que permitiu a Tomás Araújo o desvio para o 2-0. Por fim, a terminar a etapa inicial, o ponto mais alto: calcanhar brilhante, bem de costas para a baliza, na direção de Prestianni. Mendy derrubou o argentino: penálti. Que Pavlidis transformou no 3-0.

(6) Pavlidis - Fechou julho com quatro golos ao St. Gallen e entrou em agosto a marcar. Fê-lo irrepreensivelmente de penálti, mandando a bola para o meio da baliza: 3-0 aos 42’. Reentrou muito bem na segunda parte, desviando para a baliza deserta o que seria o 4-0, mas Findlay apareceu a tempo de evitar o golo.

(7) Jhon Durán - Entrou para o lugar de Pavlidis e rematou logo, forte e de pé esquerdo, à entrada da área, para uma defesa de Reus. Logo de seguida, talvez de forma surpreendente, foi importante em tarefas defensivas. Muito bem, aos 83', a combinar com Rafa. Ficou com a baliza à mercê, mas, desta vez, o remate saiu para as nuvens. Quase a fechar o jogo, lançou Schjelderup na esquerda, ficou a pedir o passe do norueguês e, quando este surgiu, rematou, fulgurante, de pé esquerdo, para a manita do Benfica. Menos de meia hora em campo, mas a mostrar que é uma belíssima contratação.

(6) Richard Ríos - Entrou bem para o lugar de Barrenechea. Não teve o mesmo espaço para jogar que teve o argentino, mas mostrou poder físico nos duelos a meio-campo e até junto à linha de fundo defensiva. Bem, perto do fim, a combinar com Prestianni e a ir à linha de fundo com um cruzamento perigoso.

(7) Schjelderup - Entrou aos 65’ e andava quase escondido quando, aos 87’, recebeu um passe açucarado de Jhon Durán. Correu, correu, correu e atrasou a bola para o remate fatal do colombiano. O lance tornou Schjelderup num diabo. Pouco depois, de trivela, isolou Rafa, que rematou ao poste. Sacou o penálti que, aos 90+4', transformou no 6-1 final. Meia horinha em campo e a mostrar que continua igual ao Schjelderup da segunda metade da época, quer no Benfica, quer na Noruega.

(-) Manu - Entrou para o lugar de Lenglet e não teve muito trabalho, quase se limitando a ocupar os espaços de maneira eficaz.

(-) Kaminski - Com tanto craque em campo, não teve tempo para mostrar o que vale."

Marco Silva quer impor na Luz um Benfica sem contemplações


"Depois da 'manita' ao St. Gallen, meia-dúzia ao Hearts. Após a noite cinzenta na Suíça, a equipa encarnada tem ido de progresso em progresso, sentindo-se que ainda tem muito caminho a percorrer até atingir o que o seu técnico pretende. Mas a imagem é clara: pressionar, não abrandar a intensidade, e, inevitavelmente, apoiar-se em bons jogadores. Por isso, Marco só pode ser exigente perante a SAD…

Sessenta e seis anos depois de ter iniciado a caminhada para o primeiro título europeu eliminando o Hearts, o Benfica voltou a medir-se com a equipa de Edimburgo, que esteve a um suspiro de se sagrar, na última época, campeã da Escócia, e foi pura e simplesmente arrasador.
Qualquer semelhança entre o rendimento dos encarnados frente aos escoceses, e aquele que (não) mostrou em St. Gallen é pura coincidência, o que vale, por um lado, como reconhecimento dos méritos do treinador; por outro, atendendo ao reforço do plantel, também se percebe que, por muito bom que Marco Silva seja, sem ovos não fará omeletas.
Este jogo, antes de entrarmos no que aconteceu ao longo dos 90 minutos, permitiu perceber algumas coisas, que estarão na ordem do dia nas próximas semanas: Trubin e Lukebakio, dois jogadores internacionais, não entusiasmaram Marco Silva e serão ativos a que o mercado deve estar atento, não tendo sido, por certo, por acaso, que não saíram do banco; depois, apesar da excelência do regresso de Tomás Araújo, a troca de Lenglet por Manu valeu como uma chamada de atenção a Rui Costa para o facto de o Benfica ter de despachar-se a encontrar mais uma solução para o eixo da defesa. Da mesma forma, se não sair mais ninguém do plantel, fica ainda a faltar um médio experiente, que possa juntar-se, com autoridade acrescida, a Barreiro, Ríos ou Aursnes.

Grande Benfica
Contra uma equipa do Hearts construída ao jeito do Moneyball, que se apresentou em 4x4x2, procurando pressionar alto, o Benfica revelou-se intratável, ganhando os lances divididos, desmontando a organização adversária com sucessivas trocas de flancos, e revelando uma capacidade de recuperar a bola num piscar de olhos, que não se via na Luz desde a primeira época de Roger Schmidt. Se é verdade que ter marcado logo aos três minutos foi um elemento galvanizador para adeptos e jogadores, também está colado à realidade o facto de a equipa de Marco Silva ter colorido o relvado da Luz com uma panóplia de argumentos, dos passes longos magistrais em diagonal de Tomás Araújo (especialmente) e Lenglet, à forma como Bah e Dahl se entendiam e complementavam com Rafa e Prestianni, às movimentações do argentino, ficando sempre entre o bom e o mau Sudakov que, apesar de bem protegido e apoiado por Barreiro e Barrechea raramente deu continuidade ao bom futebol que se percebe que tem, mas raramente utiliza.
O primeiro quarto de hora do Benfica sufocou, pura e simplesmente os escoceses, que tinham como única preocupação sobreviver àquela avalanche atacante. Foi preciso esperar 17 minutos, e dois falhanços claros do Benfica para chegar ao 2-0, para que a equipa de Edimburgo conseguisse ligar a primeira jogada com princípio, meio e fim. Foi nessa altura que se viram alguns defeitos enraizados - jogar a bola para trás em vez de fazer receção orientada para a frente, galgando linhas - a que Marco Silva deverá dar atenção, mas esse empertigamento do Hearts provocou uma imediata reação benfiquista, traduzida num cabeceamento de Barreiro (soberbo passe de Lenglet) para grande defesa de Reus (22), seguido do 2-0, na sequência de um canto de Sudakov concluído com uma cabeçada digna de Otamendi de Tomás Araújo. Com a vantagem reforçada, o Benfica voltou a desligar-se da intensidade, o Hearts teve o primeiro pontapé de canto aos 27 minutos e aos 34, uma saída mal calculada de Samuel Soares permitiu a Mendy cabecear ao travessão. O Hearts passou a estar mais confortável no jogo e os encarnados aproveitaram para, depois de um grande entendimento entre Sudakov e Prestianni, verem o argentino a sofrer penálti, que Pavlidis converteu.

Lei (de) Prestianni
Para a segunda parte, os escoceses trocaram Kaboré por Guendouz e passaram a equilibrar melhor a equipa. Assistiram-se então aos dez minutos mais taco-a-taco do encontro, e o Benfica teve culpas próprias nessa circunstância, porque Sudakov executava cada intervenção em câmara lenta, o espaço entre setores aumentou e o Hearts trocou a bola com um à vontade que até ali desconhecera. Estava o jogo nesta fase menos interessante quando Renaud teve um passe arriscado, intercetado por Prestianni, que fez um golo de bandeira.
Aos 4-0, Marco Silva entendeu que era tempo de refrescar a equipa, dando minutos a Ríos (Barrenechea), Schjelderup (Sudakov) e Dúran (Pavlidis). O norueguês foi para esquerda, o argentino transitou para a direita e Rafa foi colocar-se nas costa de Dúran, ao mesmo tempo que Ríos fazia dupla com Barreiro. Na teoria estava tudo bem, mas na prática os encarnados demoraram algum tempo a adaptarem-se ao novo figurino, desuniram-se na manobra defensiva coletiva e o Hearts reduziu para 1-4 (72), voltando a ameaçar, de livre direto, três minutos depois. Foi o canto de cisne dos escoceses que, à medida que os novos jogadores do Benfica iam entrando no jogo, se afundaram irremediavelmente.
Já depois de Durán, egoísta (tinha Schjelderup em ótima posição) ter desperdiçado o quinto golo (83), a equipa de Marco Silva, já com Kaminski no lugar de Prestianni, assinou a melhor jogada da noite, numa transição belíssima, que terminou com uma assistência açucarada de Schjelderup para Durán, que finalizou com classe (87). Mas ainda havia tempo para mais: aos 90 minutos, Rafa, após passe magistral de Schjelderup rematou com estrondo ao poste e aos 90+4 seria o dinamarquês a fazer o 6-1, da marca dos onze metros, após mão de McEntee.Goleada gorda, eliminatória no bolso e, acima de tudo, um progresso nos processos coletivos do Benfica muito assinalável."

LiveMode: Jogo Completo - Hearts

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Vermelhão: Melhorias evidentes...

Benfica 6 - 1 Hearts


Meia-dúzia, e eliminatória decidida, ao intervalo, numa partida que acabou por correr como era esperado, com um 'susto' pelo meio, com a equipa novamente a reagir mal às substituições a meio do 2.º tempo, com o adversário a marcar um golo, mas na recta final acabámos por materializar a goleada merecida, com  mais dois golos, deixando claro no marcador a diferença gigante de qualidade das duas equipas!

Com um adversário diferente, as dinâmicas ofensivas foram diferentes, mas voltámos a ser eficazes, com um jogo ofensivo bastante oleado, hoje mais pelos flancos, com uma circulação de bola rápida no último terço, com muitos toques de primeira e com muitas variações de flanco, com passes longos... Voltámos a colocar os nossos avançados, de frente para a baliza, facilitando assim a eficácia!

Com um bocadinho mais de automatismos, ao intervalo podíamos ter 6 ou 8 golos, a estratégia defensiva inicial do Hearts, foi suicida! Ao intervalo, os escoceses retificaram, mudaram para 5 defesas, tivemos menos espaço e o 4.º golo, apareceu não numa jogada de ataque apoiado, mas numa recuperação alta...

O momento mau no jogo, deu-se após a saída do Enzo! E não foi coincidência! Barreiro e Ríos são jogadores com características diferentes... Para somar, o Dahl resolveu ter 10 minutos horríveis, e acabámos por sofrer um golo... Mas com o 'acreditar' do Hearts, tivemos espaço em contra-ataque para matar a eliminatória! Agora, onde a equipa tem que melhorar muito, é na gestão de bola, em vantagem! Mesmo com o St. Gallen, mesmo em superioridade numérica, permitimos alguns ataques perigosos... A equipa ainda não foi testada, a jogar sem bola, com linhas recuadas, e nós sabemos, que no Tugão, vai ser necessário, saber defender resultados nos últimos minutos... basta recordar o que se passou na última época!!!


3 alterações no 11, e 1 semi-surpresa e 1 surpresa total!!! O Araújo era esperado, o Prestianni depois do castigo era uma hipótese, mas o Samu ninguém esperava! E na minha opinião, mesmo com aquele murro falhado, que acabou na barra, esteve muito bem... Tecnicamente, é muito melhor no jogo com os pés, mesmo com os excessos de confiança, e num jogo deste tipo, seria expectável que o guarda-redes do Benfica, tivesse muita bola no pé... Em relação, ao risco que o Samu coloca nas saídas aos cruzamentos, é óbvio que não vai acertar em todos, mas eu prefiro um guarda-redes que arrisca nestas jogadas... Guarda-redes que fica na 'barraca' sempre, à espera que os colegas resolvam os problemas, não chega para o Benfica! Existem muitos guarda-redes que fazem carreiras sem arriscar nada, o Samu nunca será desses, e ainda bem!!!


O Prestianni foi eleito o MVP, jogou bem, numa posição onde tem jogado pouco, mas que era a sua posição natural. Agarrou-se demasiado à bola, em algumas jogadas, mas é fundamental no Benfica, ter Alas que arrisquem o 1x1...


Para mim, o MVP foi o Enzo. Já com o St. Gallen tinha jogado muito bem. Fundamental nas saídas de bola, e muito bem na cobertura defensiva. Está confiante, melhor fisicamente, mais móvel. A maioria dos benfiquistas, não o pode ver, mas ainda vai a tempo de mudar a sua imagem...


Barreiro, o outro jogador do Benfica atacado e mesmo gozado por muitos benfiquistas, mas que é fundamental nesta equipa. Não é perfeito, mas para a nossa realidade é muito útil. Falta-lhe essencialmente confiança, para fazer passes verticais, até porque muitas vezes, recebe a bola entre-linhas sem marcação, com tempo para receber, rodar e avançar ou passar para a frente, mas decide muitas vezes o passe fácil lateral ou para trás...


O Sudakov até estava a fazer uma 1.ª parte interessante, mas no 2.º tempo, talvez com o cansaço, voltou a desiludir. Um dos problemas que tem, é muito complicado resolver: quando conduz a bola, tem o 'tique' de levantar a cabeça, mas praticamente travar a caminhada, e depois como tem pouco visão periférica, acaba muitas vezes por ser desarmado por trás, sem falta... Começou este jogo, sem inventar, com muitas tabelinhas de primeira, mas quando se agarrou demais à bola, voltou a falhar!


Goleada fundamental na gestão do plantel. Com a estreia na Liga no domingo, com menos de 72 horas de diferença, e com novo jogo na Escócia na Quinta, era importante, permitir ao Marco Silva, pensar em gerir cansaços na Quinta! Numa altura onde é importante dar minutos aos jogadores que chegaram mais tarde, até porque hoje foi visível que os jogadores que têm mais tempo de treino, com o Marco Silva, estão em melhores condições físicas...


No domingo sem adeptos nas bancadas, e com o regresso dos Ladrões do apito, o jogo será muito diferente. A começar pelas táticas dos adversários. O Académico de Viseu apesar de ser um primodivisionário, não virá facilitar! Nesta pré-época, com jogos oficiais pelo meio, ainda não defrontámos uma equipa do Tugão, com todas as suas armadilhas, é fundamental a equipa manter a ambição e a atitude, mesmo numa montra completamente diferente... Num momento, onde o plantel ainda não está definido e onde alguns jogadores vão entrar... e se calhar alguns vão sair!!!




Falta-lhe idoneidade, competência e independência. Vergonhoso

Farsa autêntica...

Mas isto só acontece no Benfica!!!

Tudo na paz do senhor!!!

A CMVM deve estar de férias... o comunicado do Ba também deve aparecer um dias destes!!!

O que pensa a FPF sobre a FIFA?


"A FIFA, que pugna pela independência e tem regulamentos que tentam impedir a Justiça civil de julgar causas futebolísticas, está agora metida em política até bem acima do pescoço.
De «estado dentro dos Estados» passou a estado envolvido em assuntos que não devia, enquanto proíbe futebolistas ou adeptos de manifestarem tendências no relvado e nas bancadas.
Entre a vontade de rir e de chorar, emerge uma dúvida: o que pensa a Federação Portuguesa de Futebol sobre tudo isto? Manifesta (mantém?…) apoio a Infantino?
É absolutamente legítimo que o faça, se assim o entender. Calar-se, à espera de perceber para onde vai soprar o vento, é que era escusado.

De chorar por mais
Volta a normalidade! Ao arranque da Liga corresponde sempre um dos dias mais felizes de cada ano civil.

No ponto
A vantagem de ter partidos desengajados do poder na AR é ter um Livre a dizer o que tem de ser dito sobre Marrocos.

Insosso
Se o lance polémico da Supertaça é «de interpretação», então todos serão e o VAR pode deixar de intervir em penáltis.

Incomestível
Quem me diz «fale lá de desporto» também manda as mulheres «lavar a loiça». Só sinto tristeza e pena."

SportTV: Bancada Livre - Campeão? Flop?As previsões de 26/27👀

SportTV: Mercados - Com ovos mexidos se fazem omeletes

Zero: Mercado - Negócio tremido e Diomande pode ficar no Sporting

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Liga Portugal Betclic está de volta: o que esperar?

Observador: E o Campeão é... - Golear escoceses na Luz é "canja" ou pura ilusão?

Observador: Três Toques - Mais uma ostentação de CR7.... desta vez uma garagem

Zero: Entrevista Zé Miranda...

Apelo aos adeptos do SL Benfica


"Apoio com paixão, mas igualmente com responsabilidade e respeito pelas regras, tanto no Estádio da Luz como nos outros recintos em Portugal e além-fronteiras.

O Sport Lisboa e Benfica volta a expressar o seu agradecimento aos milhares de Benfiquistas que acompanham a equipa, jogo após jogo, no Estádio da Luz, em Portugal e além-fronteiras. A dedicação, a paixão e o apoio permanente dos nossos adeptos representam uma das maiores forças do Clube e desempenham um papel determinante no seu sucesso.
É precisamente por reconhecermos o valor desse apoio que apelamos ao sentido de responsabilidade de todos os Benfiquistas.
O Sport Lisboa e Benfica encontra-se sob pena suspensa nas competições europeias. Deste modo, qualquer utilização de artigos de pirotecnia ou outro comportamento que contrarie os regulamentos da UEFA determinará, de forma automática, a execução dessa sanção, impedindo a presença de adeptos do Benfica no jogo seguinte disputado fora de casa.
Nenhum Benfiquista deseja ver o Benfica privado do apoio dos seus adeptos. Por isso, apelamos a todos para que continuem a apoiar a equipa com paixão, mas também com responsabilidade e respeito pelas normas em vigor, quer em Portugal, quer nas deslocações ao estrangeiro."

Vencer


"O Benfica defronta o Hearts, hoje às 20h00 no Estádio da Luz, em jogo da 1.ª mão da 3.ª pré-eliminatória de acesso à fase de liga da Liga Europa. Este é o destaque da BNews.

1. Assegurar vantagem
Marco Silva assume o objetivo de ganhar e lembra que se trata de uma eliminatória a duas mãos: "Temos é de vencer, essa é a nossa ambição. Depois, dependendo daquilo que fizermos no primeiro jogo, poderemos ir mais confiantes para o segundo, mas apenas isso, porque nada ficará decidido."

2. Calendário
O Casa Pia-Benfica, da 2.ª jornada da Liga Betclic, é no dia 17 de agosto às 20h15.

3. O mais próximo possível
"Vem ver o jogo na Fan Zone e faz-te ouvir dentro do Estádio" é o convite aos Benfiquistas para apoiarem o Benfica no desafio com o Académico de Viseu no próximo domingo.

4. Empréstimo
Tiago Parente cedido ao Swansea City por uma temporada.

5. Sessão de autógrafos
As jogadoras Chandra Davidson e Lúcia Alves e os antigos futebolistas Eliseu e Mantorras marcaram presença na loja oficial do Clube localizada no edifício do 1904 Benfica Hotel para uma tarde de convívio, fotografias e autógrafos.

6. Inspiradoras
Em futebol no feminino, Flourish Chioma Sabastine, internacional nigeriana, junta-se ao plantel, Madalena Loução prolonga o vínculo e Rakel Engesvik deixa de representar o Clube.

7. Treinadora apresentada
Maria Martins é a nova treinadora da equipa feminina de futsal do Benfica.

8. Movimentações do defeso
Em voleibol no masculino, Peter Wohlfahrtstätter, Tomás Natário e Bernardo Silva prolongam o vínculo ao Benfica e Twan Wiltenburg é reforço. Na equipa feminina, Marlene Pereira é reforço. Em basquetebol no masculino, Luther Muhammad e Brandon Slater chegam à Luz. O andebolista Afonso Bandeira estende a ligação ao Benfica.

9. Entrevista de despedida
Viktoriya Borshchenko, ex-atleta e treinadora adjunta do andebol feminino benfiquista, regressa à Ucrânia para o seu Master Coach.

10. Pré-época formação
Os Sub-23 empataram com o Juventude de Évora."

Lanças...


História Agora


O desgaste da saúde mental na alta competição


"Associamos frequentemente o sucesso desportivo à felicidade. Como pode alguém que acaba de conquistar uma medalha olímpica ou um título mundial sentir-se vazio ou deprimido? A resposta obriga-nos a olhar para aquilo que o resultado não mostra: o custo psicológico de chegar ao topo. 
O consenso do Comité Olímpico Internacional, coordenado por Reardon e colaboradores, recorda-nos que os atletas de elite não estão protegidos das perturbações mentais. A condição física, a disciplina e o sucesso podem coexistir com depressão, ansiedade ou burnout. Por vezes, é precisamente depois de uma grande conquista que o sofrimento se torna visível.
Apesar de continuar a ser um tema marcado pelo silêncio e pelo estigma, os estudos mais recentes confirmam a presença significativa de problemas de saúde mental no desporto de alto rendimento. Um estudo sobre depressão pós-olímpica verificou que, um mês depois dos Jogos de Tóquio, 27 % dos atletas dinamarqueses avaliados apresentavam bem-estar abaixo da média ou sintomas depressivos moderados a graves.
Uma meta-análise publicada em 2024 concluiu ainda que antigos atletas de elite apresentavam uma prevalência de ansiedade 2,08 vezes superior e de depressão 2,58 vezes superior à da população geral. No futebol profissional, outro estudo de 2024 identificou sofrimento psicológico relacionado com o desporto em 53 % dos jogadores avaliados. Em 2025, uma investigação com 204 jogadores de um clube de elite alemão encontrou sintomas depressivos em 12,7 % e sintomas de ansiedade em 15,6 %, observando também um aumento da sintomatologia depressiva ao longo da época.
Estes dados não significam que vencer provoque depressão, nem que toda a tristeza depois de uma competição seja doença. Mostram, isso sim, que o sucesso não protege a saúde mental e que o fim de um ciclo de exigência extrema pode constituir um período de particular vulnerabilidade.
Durante meses ou anos, o atleta concentra energia, atenção, controlo emocional e identidade num único objetivo. A Teoria da Conservação dos Recursos, de Hobfoll, ajuda a explicar este processo: perante exigências prolongadas, mobilizamos recursos psicológicos que precisam de ser recuperados. Quando a recuperação é insuficiente, esses recursos começam a esgotar-se.
Enquanto existe uma meta, há uma missão e uma resposta à pergunta «o que tenho de fazer?». Depois da vitória, desaparecem a urgência, a estrutura e, muitas vezes, o propósito que organizou a vida. Os aplausos continuam, mas o atleta regressa ao silêncio. E é nesse silêncio que o cansaço acumulado pode finalmente fazer-se ouvir.
Michael Phelps falou das depressões que viveu depois dos Jogos Olímpicos, apesar de se ter tornado o atleta mais medalhado da história. As medalhas confirmavam quem era para o mundo, mas não resolviam quem era fora da piscina.
Também Andrés Iniesta atravessou uma depressão num dos períodos de maior sucesso da sua carreira. Depois de uma época histórica ao serviço do Barcelona, enfrentou lesões sucessivas e foi profundamente afetado pela morte súbita do amigo Dani Jarque. Um ano depois, marcou o golo que deu o primeiro título mundial a Espanha. O herói que todos viam continuava a ser um homem em recuperação.
Estes exemplos mostram que o rendimento não é um exame à saúde mental. Um atleta pode ganhar, marcar e bater recordes enquanto se sente emocionalmente destruído. Pode funcionar sem estar bem.
Preparar um atleta para vencer implica prepará-lo também para o depois. Recuperar não é apenas descansar músculos. É reconstruir recursos psicológicos, diversificar a identidade e encontrar novos sentidos para além do resultado. Tendemos a olhar para a vida dos atletas como sinónimo de talento, sucesso, glória e até glamour, raramente nos perguntando quanto lhes custou chegar e permanecer no topo. E não estou a falar de dinheiro.
Por vezes, é precisamente quando o atleta chega ao topo que mais precisa de alguém que lhe pergunte, sem olhar para a medalha: «Como estás?»"

Renascença: Entrevista Reinaldo Teixeira

SportTV: A nova época onde é que se vê?

Mentoria para lá das carreiras: construir o futuro do desporto


"Eu já estava na casa dos trinta quando alguém me falou pela primeira vez de mentoria. Tinha começado a trabalhar no Marylebone Cricket Club (Lord’s Cricket Ground) e o meu superior hierárquico, o CEO, perguntou-me se eu tinha um mentor. O conceito era-me algo estranho, respondi que não, e ele olhou para mim e disse: “Laura, precisas de um mentor — haverá momentos em que vais precisar e querer falar com alguém que não seja eu; há pessoas brilhantes por aí, por isso vamos pensar em quem eu te poderia ajudar a conhecer.”
Essa conversa ajudou-me realmente a preparar o caminho para o sucesso futuro e, fiel à sua palavra, ele ajudou-me a encontrar a minha primeira mentora, uma executiva sénior com experiência nas áreas comercial e de retalho.
O que aprendi com essa ligação inicial foi imenso. Reuníamo-nos regularmente e analisávamos os meus desafios do momento, mantendo sempre também um olhar sobre o meu futuro. Ela dava-me conselhos e orientação excelentes, ao mesmo tempo que me deixava muito em que pensar, como a importância de construir a minha rede, a minha marca pessoal e de permanecer fiel a quem somos.
Actualmente, tenho um mentor extraordinário, o John, cuja carreira atravessa o sector financeiro e muitos cargos como Administrador Não Executivo. Tem-me apoiado há mais de oito anos, e ganhei imenso por ter um mentor de longo prazo. A relação é tão sólida que ele sabe quando deve desafiar-me e quando deve apoiar-me. Foi, nomeadamente, determinante para me ajudar a ponderar a saída do meu primeiro cargo como CEO, quando um dia me disse: “Estive a reflecir e, sinceramente, já não precisas de muito apoio da minha parte nesta função — sabes o que estás a fazer, estás confortável — talvez esteja na altura de uma mudança.”
O que me fez rir nesse comentário foi que, na altura, eu tinha acabado de regressar da licença de maternidade, por isso era a última coisa que tinha em mente, mas era, na verdade, aquilo que eu precisava de ouvir, porque quando, mais tarde, fui abordada para esta função no Chelsea, estava num bom momento para ter essa conversa. Pessoalmente, gosto do facto de ele vir de uma indústria completamente diferente, porque isso lhe dá um grande sentido de equilíbrio e perspectiva na orientação que me oferece.
Só quando assumi o meu primeiro cargo como CEO, na Chance to Shine, uma instituição de caridade britânica ligada ao críquete, refleti sobre a importância do papel que o meu então chefe teve na criação das condições para o meu sucesso. Ao apoiar-me na procura de alguém como mentora, ele fez a parte que muitas vezes é a mais difícil — encontrar alguém que seja uma boa combinação para nós — particularmente quando estamos numa fase mais inicial do nosso percurso profissional e a nossa rede ainda está em desenvolvimento.
É por isso que acredito em iniciativas como o programa global de mentoria SIGAWomen. A força deste apoio, juntamente com a ligação inicial e a curadoria de boas combinações, é decisiva. Demasiadas pessoas não têm acesso a redes relevantes e/ou a figuras sénior, em particular líderes mulheres, e, no entanto, são essas pessoas que provavelmente mais beneficiarão desse acesso.
Atualmente, sou mentora de seis pessoas, na sua maioria mulheres. Por vezes perguntam-me como consigo arranjar tempo — para mim, reservar tempo para apoiar a próxima geração faz parte do meu papel na indústria, para ajudar a assegurar o seu futuro. É importante para mim ajudar os outros da mesma forma que eu beneficiei e, como acontece sempre neste tipo de relações, não é um caminho de sentido único — aprendi muitíssimo com as pessoas de quem sou mentora. Em particular, como descobri ao longo de toda a minha vida através do desporto, através da mentoria conhecemos e falamos com um grupo tão diverso de pessoas que as suas experiências de vida e os seus percursos enriquecem a minha compreensão e alargam os meus horizontes.
Uma das minhas mentorandas é mãe e senti um enorme orgulho ao ajudá-la a encontrar um equilíbrio entre vida profissional e vida pessoal que funciona para ela e para a sua família.
Com a SIGA, fui emparelhada com uma jovem brilhante que trabalha numa federação desportiva internacional. Tem um futuro promissor à sua frente e espero que a minha experiência possa ajudar a contribuir para a sua carreira actual e futura. O facto de este ser um programa verdadeiramente global — que desenvolve uma rede global de futuras líderes femininas — deixa-me muito optimista quanto ao futuro das mulheres que trabalham no desporto.
Acredito que a mentoria é um dos investimentos mais poderosos que podemos fazer no futuro. Quando elevamos os outros através de orientação e apoio, criamos líderes que continuarão a inspirar a geração seguinte, e a que vier depois dela."