Últimas indefectivações

sábado, 18 de abril de 2026

Injustiça máxima!

Benfica 1 - 3 Brugge
Goemaere(a.g.)


Jogo absurdo, com o Benfica a rematar 30 vezes, e marcar somente nos descontos, e com um auto-golo!!! Contra um adversário muito cínico, com rotinas de equipa, contra um Benfica que jogou com jogadores de 4 'plantéis': A, B, Sub-23 e Juniores!!!
A ausência do Quintas (castigado) foi sentida, o Freitas nos últimos tempos tem jogado poucas vezes a '8', a não convocação do Gil Dias, é no mínimo questionável!!!
Mesmo assim, com alguma eficácia na concretização teríamos ganho...

Ainda levámos com mais uma arbitragem holandesa absurda: com pelo menos dois lances de Mão na Bola na área do Brugge muito duvidosos, e com uma complacência irritante com o vergonhoso anti-jogo Belga...

Fever Pitch - Domingo Desportivo - Fazer o 35 - 35 em Alvalade

BolaTV: Pedro, Pedro, Pedro #14 - Episódio especial: O rescaldo da semana europeia e dérbi à porta

AA9: I Can't Take This Anymore This Team Needs HELP...

Amorim talvez precise de dar um passo atrás


"Faz sentido que o futuro do treinador português continue a ser escrito em Inglaterra; o tempo pode vir a mostrar que muitas das suas decisões em Manchester fizeram sentido

Cada resultado ou exibição do Manchester United nesta época são observados em espelho com o legado recente de Ruben Amorim. Porque a equipa passou a vencer mais vezes, atingindo lugares de acesso à Champions, depressa se chegou à conclusão de que o problema era o treinador. Mas o tempo é um aliado da razão e creio que os que hoje criticam a teimosia de alguém cujas ideias fixas foram aceites por quem mandava serão aqueles que talvez venham a admitir no futuro ter sido precipitado o seu despedimento. É preciso ler com muita atenção as declarações de Bruno Fernandes, o tal que após a saída do compatriota passou a fazer mais assistências e golos. «Estávamos a construir algo [com Ruben Amorim] e de repente o clube decidiu que era preciso mudar», afirmou esta semana, em entrevista ao Sunday Times.
Assistindo aos jogos do United percebemos que, à semelhança do que acontece com tantos outros clubes, a troca de treinador fez-se como quem coloca um penso rápido numa ferida, mas sem eliminar o mal que a provocou. O drama de Amorim foi muito maior que o 3x4x3; ele tentou ser o manager que já não existe em Inglaterra - o treinador que ajuda a definir contratações e as estruturas adjacentes, desde o scouting à formação - pois que com a compra de clubes por parte de fundos ou multinacionais também aumentaram os cargos de direção desportiva, nalguns casos redundantes e com resultados pouco felizes, Chelsea e Tottenham são bons exemplos.
O ex-técnico do Sporting terá certamente cometido erros ao querer ir mais além das suas funções - ainda que essa tenha sido uma exigência aceite pelos donos quando o contrataram - mas a seu favor joga o facto de o tempo mostrar que muitas das suas decisões sobre jogadores foram acertadas - dispensar Rashford e Garnacho e não ter deixado cair Casemiro, por exemplo.
Amorim não conseguiu levar por diante uma revolução que se impunha num clube estagnado, mas não acredito que esta imagem de mais que um treinador vá mudar, até porque o próprio o fomenta. Estou curioso, por isso, para ver qual será o seu próximo desafio; porque se por um lado terá ficado vacinado e aprendido com os erros em Manchester, por outro pretenderá mostrar que no deve e haver tinha argumentos legítimos. 
 Acredito que o futuro de Amorim continue a passar por Inglaterra e não por Portugal. E não ficarei surpreendido se assinar por um clube de menor dimensão, mas onde tenha as bases que lhe fugiram em Old Trafford. Dar um passo atrás é um sinal de inteligência que não está ao alcance de todos.

ELEVADOR DA BOLA
A subir
Rui Borges, treinador do Sporting
Os leões despediram-se da Champions pela porta grande. Ser eliminado nos quartos de final pelo líder da Premier League com a diferença de um golo não é obra do acaso. Campanha digna e mais um treinador que se mostrou à Europa. Com substância.

Estagnado
Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal
O cargo é digno de um equilibrista e não se adivinha vida fácil na questão da centralização dos direitos desportivos. A entrada em cena de uma nova proposta liderada pelo presidente do Nacional não faz adivinhar qualquer consenso.

A descer
António Miguel Cardoso, ex-presidente do V. Guimarães
Prometeu demitir-se caso a equipa não se qualificasse para as competições europeias e cumpriu. Mas este é o tipo de gestão emocional que não se pede a clubes profissionais, onde, por exemplo, falta paciência para treinadores. Os resultados estão aí..."

Parabéns, Braga! Há dois 'Portugais' no futebol. Qual queremos?


"Há um futebol portuguesinho que se desvaloriza sistematicamente a si próprio e se perde em controvérsias de lana-caprina; depois há o futebol de Portugal na Europa e na Seleção. Qual queremos?

Não se trata apenas de uma reviravolta num qualquer jogo de meio da época. Não foi na Liga nem na Taça de Portugal, onde o SC Braga tem vindo a mostrar ser capaz de cada vez mais, e lá virá o dia da grande conquista que o clube ambiciona.
Não se trata, sequer, de virar ao contrário uma eliminatória e um jogo fora de casa frente a um oponente de valor (facial e real) similar.
Não se trata de um bambúrrio que acontece duas ou três vezes numa vida, e na maior parte das vezes tem de ser uma vida com sorte.
Trata-se de ter uma eliminatória praticamente sentenciada à meia hora de jogo, no campo do atual quinto classificado do campeonato espanhol, e conseguir virar de 0-2 para 4-2 com classe, eficácia e muita personalidade.
Aconteceu há 15 anos na mesma cidade, é bom não esquecer. O adversário era o outro grande de Sevilha e o sonho bracarense foi travado pelo FC Porto na final de Dublin.
Já não há grandes coincidências, antes um crescimento sustentado das equipas portuguesas no seu desempenho fora de portas. Claro que tem havido anos piores e, se falarmos da UEFA Champions League, bem sabemos que a conquista do FC Porto em 2004 é pouco menos que irrepetível. Mas em 2025/2026, eis que voltámos a estar nos quartos de final.
Das quatro equipas que seguiram para as fases de liga das competições, todas se apuraram. Uma — o Benfica — caiu no play-off diante do Real Madrid, discutindo a eliminatória. Outras duas — Sporting e FC Porto — perderam nos quartos para formações inglesas pela margem mínima, ambas penalizadas pela primeira mão que jogaram em casa e com oportunidades suficientes para seguir em frente (os dragões, ontem, com 10 na maior parte do tempo de jogo). É futebol.
Sobre a Seleção Nacional não vale a pena acrescentar grandes dados — apresenta-se (e assume-o) como candidata ao título mundial no torneio do próximo verão. Este é o futebol português? Era bom.
A verdade é que quando fazemos zoom para o cantinho oeste da Europa continental fica tudo menos interessante, mais pequeno, mais mesquinho, mais polémico, mais contrário ao que deveria ser o desporto e a indústria, e neste caso ambos os lados da moeda do futebol podem queixar-se, porque a nenhum — ao puro e ao comercial — aproveita o estado a que deixámos chegar a convivência entre agentes. Imaginemos um esforço..."

Portugueses andaram a saltar entre o querer e o poder, mas a desilusão chama-se FC Porto


"Dos três ainda na Europa, era o FC Porto aquele que tinha mais obrigações e, por isso, foi o que mais desiludiu. Há algo a crescer em Braga e em Alvalade mora uma equipa a querer ser gigante

O SC Braga está finalmente a fazer-se. Haja paciência, critério e decisões cirúrgicas, e nas próximas épocas poderão ser dados passos definitivos para a mudança de estatuto. Aquela que o seu presidente tanto deseja, mas que, tal como os antecessores, não conseguiu ainda oferecer aos adeptos.
É preciso acertar muito e falhar pouco, pensar além do amanhã, embora o caminho nunca tenha estado tão à vista. Não são só as meias-finais europeias que o provam, são vários momentos altos ao longo da temporada, alguns com resultado visível, outros um pouco mais a apontar para a vitória moral, que somos obrigados a aceitar como provas da força do processo.
Falta consolidação e regularidade — o que é perfeitamente normal num ano de mudança de paradigma —, e profundidade para jogar em várias competições com armas semelhantes e idêntica capacidade de ferir. Vicens trouxe uma ideia que os jogadores abraçaram, houve calma da direção para resistir às primeiras dores de crescimento e manter treinador e modelo.
Houve mérito de se ter conseguido distinguir de outros maus arranques no passado. Há cada vez mais jogadores com talento e que, ainda por cima, encaixam no tecido coletivo, debaixo da liderança de João Moutinho e de Ricardo Horta. Aos 39 anos, resta saber que a linha temporal do médio continuará a ser paralela durante mais algum tempo à nova filosofia bracarense.
No que diz respeito ao futuro mais próximo, vem aí o Friburgo, acabado também de destroçar um conjunto espanhol. Se os minhotos eliminaram o Betis, 5.º classificado da LaLiga, os germânicos não tiveram grandes problemas em bater o 6.º, o Celta, com 3-0 na Floresta Negra e 3-1 nos Balaídos. Uma equipa sólida, treinada com mestria por Julian Schuster, com excelente guarda-redes (Atubolu), centrais sólidos (Ginter e Lienhart), dupla de médios de grande capacidade (Eggestein e o miúdo Manzambi, excelente no transporte e com dimensão física e técnica considerável) e um quarteto feroz no ataque (Beste sobre a direita, Sukuki no apoio ao gigante croata Matanovic no miolo e Grifo na esquerda), que será certamente mais uma montanha enorme para escalar.
Capaz de controlar o jogo com ou sem bola, ser vertical ou mais paciente na organização ofensiva, pressionando de forma agressiva ou baixando mais o bloco para atrair e saltar na transição, o Friburgo é uma equipa adulta e capaz de gerir os vários momentos.
O SC Braga salvou a armada portuguesa, já que em Nottingham, o FC Porto ficou sem o seu xerife muito cedo, com a expulsão de Bednarek, sofreu a seguir o 1-0 e é a grande desilusão dos quartos de final. A eliminatória inclinou-se a favor dos ingleses ainda no Dragão nos minutos que separaram o autogolo de Martim Fernandes e o intervalo, e que permitiram aos Tricky Trees ganhar raízes nos locais certos na defesa, depois de uma entrada que parecia arrasadora dos azuis e brancos.
Uma equipa inglesa nesta conjuntura, pela capacidade física e mental a que obriga a Premier, não é nada fácil de bater, mas estamos a falar do embate entre o líder da Liga portuguesa e o 16.º classificado do principal escalão do seu país. Houve infelicidade com as bolas aos ferros, porém não há outra forma de dizê-lo: o FC Porto era favorito a passar a eliminatória, até a ganhar a prova, apesar do acréscimo das dificuldades naturalmente esperadas numa eventual meia-final diante do Aston Villa, 4.º na Velha Albion.
É a segunda competição que deixa fugir e segue-se a meia-final da Taça com Sporting, em que está em desvantagem. Se o campeonato parece mais ou menos controlado, o cair diante dos leões na prova-rainha tornaria o final de temporada bem menos colorido do que a revolução de Farioli chegou a prometer. Ainda assim, com o objetivo principal conquistado.
Também o Sporting ficou pelo caminho, só que a imagem é bem diferente. Era o underdog e foi penalizado por um erro apenas. Dividiu os dois jogos e, mais uma vez, faltou-lhe ser cirúrgico quando os gigantes o são. Mas acreditou que era capaz de competir e foi o que fez.
A organização defensiva foi exemplar em 99% do tempo e atacou como pôde, não evitando também momentos de infelicidade como a bola na trave de Araújo após a trivela de Diomande e aquela finalização enrolada de Geny ao poste direito de Raya. Rui Borges pode não ter tudo o que adeptos e críticos querem que tenha, mas há-de ter algo e não será tão pouco quanto isso. Isso vê-se na resposta que a equipa tem sempre dado nos momentos mais importantes. Ainda que às vezes fique a meio da frase. Para manter o registo, há que não permitir sangrias no verão, mesmo que se saiba que Hjulmand dificilmente ficará devido a promessas antigas e será o mais difícil de substituir.
O Atlético Madrid-Barcelona voltou a ser tão emocionante como o da Taça e, mais uma vez, os culés ficaram a um golo da remontada. Flick mostra-se um extremista com o posicionamento da linha defensiva e isso poderá estar a roubar-lhe finais, já que o campeonato está ao alcance. Os colchoneros parecem de novo ferozes e uma das suas bestas negras já saiu entretanto do seu caminho. Precisamente o Real Madrid, eliminado pela outra besta negra dos madrilenos, o Bayern (final de 1974, em Heysel) dos madrilenos. Antes terá ainda de ultrapassar o Arsenal. Um à beira da festa ou da agonia.
No Arena, o mais emotivo de todos os jogos. Não foi o instinto de sobrevivência europeia dos merengues ou as individualidades. Neuer foi mesmo amigo do peito. E, mesmo assim, os bávaros festejaram no fim. Já o Real ameaça entrar em ciclo ainda mais negativo. Xabi perdeu a guerra com o balneário e Florentino pensa, sem lógica, num novo Alonso, o também idealista Fàbregas. Na verdade, só Ancelotti e Zidane teriam mão em Mbappés e Vinicius, e ambos têm grandes desafios pela frente. Sobra Deschamps e… Mourinho, não fosse o episódio… Vinicius. O homem que esqueça os treinadores e contrate, na sua vez, um especialista em recursos humanos."

O dinheiro da TV: quem ganha, quem perde e quanto (exercício de distribuição de receitas)


"Assembleia Geral Extraordinária da Liga realiza-se hoje no Porto para debater de novo a comercialização dos direitos audiovisuais da I Liga e II Liga

Portugal está prestes a centralizar os direitos audiovisuais do futebol. Um bolo entre os 180-225 milhões de euros vai ser redistribuído por novas regras. Fizemos as contas com estimativas dos valores dos contratos dos clubes na época 2024/25. Os resultados são mais reveladores do que se esperava: os três grandes perdem. Muito. A pergunta que fica não é se devem aceitar. É quanto tempo têm para negociar melhor.
Imagine que é dirigente do Arouca. Cada época, vai a Lisboa negociar sozinho com os OPERADORES / SPORT TV o valor das transmissões de jogos. Sai de lá com 3,5 milhões de euros. Nessa mesma semana, o Benfica — que também foi lá, mas numa negociação completamente diferente — saiu com 40 milhões (para efeitos do exercício e para ser comparável com os restantes clubes, considerou-se o valor antes da renovação de março deste ano com a NOS). Sporting e FC Porto com ~35 milhões cada. Não é injustiça: é o mercado. E é exatamente isto que a centralização dos direitos audiovisuais vai mudar.
A centralização significa que a Liga Portugal negoceia em nome de todos os clubes (I e II Liga), consegue um valor global superior, e depois distribui esse dinheiro segundo Decreto-Lei n.º 22-B/2021, de 22 de março e a chave de distribuição definida pelos clubes. É o que já existe em Espanha, França, Itália, Alemanha. Em Portugal, o modelo está a ser desenhado. E os números que saem deste exercício são mais complexos do que parecem.
Estes são valores estimativos de mercado. Os contratos reais são confidenciais — mas, com os broadcasters atuais — SPORTTV, BTV, Media Capital —, as estimativas de referência no final da época 24/25 apontam para: o Benfica ~40 M/€; Sporting e FC Porto ~35M/€ cada. SC Braga e Vitória ~7,5M/€. E os restantes 13 clubes dividem os restantes 42 milhões, em valores que vão dos 3,5M/€ aos 5M/€. Com esta base de partida, vamos explicar o que muda e para quem.

Bolo dividido em dois
Nota prévia: a chave de distribuição que aplicámos tem por base as informações veiculadas em dezembro de 2025, numa cimeira de Presidentes da Liga, a qual foi apresentada e discutida. Na reunião de hoje, deverá ser de novo apresentada uma chave de distribuição que seguramente será um dos pontos altos da reunião, porque irá definir os valores que os clubes vão receber.
Começado o exercício, e antes de aplicar qualquer critério, há uma decisão estrutural: 90% da receita total vai para a I Liga e 10% para a Liga 2. Num contrato de 225 milhões de euros — um objetivo de valorização razoável, não especulativo —, isso significa 202,5M/€ para os 18 clubes da I Liga e 22,5M/€ para a II Liga. Num cenário de 180M/€ (o valor atual do mercado): 162 e 18M/€.
Este split é politicamente importante: significa que a centralização não ignora o segundo escalão. Ao mesmo tempo, não abdica de que o dinheiro siga para onde o produto televisivo tem mais valor: a I Liga.

I Liga divide bolo em cinco fatias
Os 90% que ficam para a I Liga são distribuídos segundo cinco critérios com pesos fixos. A novidade deste modelo face ao que existe hoje é exatamente essa: há regras. Não há negociação individual, não há poder de lobbying, não há quem saia do gabinete com mais do que o seu clube vale pela fórmula. Os critérios discutidos em dezembro de 2025.

A maior fatia (44,2%) segue o mérito desportivo. Os 44,2% das receitas (89M€) são neste exercício distribuídos por 18 clubes seguindo a pratica mais comum (Premier League e Uefa), em que o último classificado recebe 1 parte e o campeão 18. Cada unidade vale cerca de 523 mil euros, sendo o valor final proporcional à posição na tabela. Assim, o campeão Sporting (2024/25) receberia perto de 9,4M€, enquanto o último fica com cerca de 500 mil euros. O modelo reforça a meritocracia, mas acentua diferenças financeiras.
A segunda fatia (32,5%) é dividida em partes iguais. Todos os 18 clubes recebem exatamente o mesmo, independentemente da classificação. Esta é a âncora de solidariedade do modelo: garante que o 18.º classificado tem sempre um mínimo de receita televisiva. A 202,5 milhões para a I Liga, isso significa 3,65 milhões garantidos a cada clube. Um Arouca ou Casa Pia recebem ligeiramente menos hoje. É uma revolução silenciosa para os clubes pequenos.
Os restantes 23% dividem-se por critérios qualitativos: grandeza e implantação social (14,3%), qualidade das infraestruturas (5%) e condições para a transmissão televisiva (4%). É aqui que o modelo reconhece que a história de um clube tem valor económico e que um Benfica com 400.000 sócios gera mais audiência do que um AVS com 2.000.

Os números: o que cada clube recebe
A tabela seguinte compara o que cada clube recebe hoje (estimado e com base em informação de mercado no fim de 24/25) com o que receberia com a centralização, nos dois cenários. O delta é calculado face ao contrato em junho de 2025. A vermelho clubes que perdem. A verde clubes que ganham: O exercício deestimativa com base nas informações existente e nas práticas mais comuns

O elefante na sala: três grandes perdem sempre
A tabela é clara, mas a magnitude da perda merece ser dita em voz alta. A 225 milhões de euros — um aumento de 25% face ao contrato atual —, o Benfica perderia 19,4 milhões face ao que recebe hoje. O Sporting perderia 15,8 milhões, o FC Porto 16,6 milhões. Não é um pormenor. É o centro do debate.
Porquê? Porque hoje os três grandes concentram 61% da receita televisiva total estimada (cerca de 110 milhões de 180 milhões). Com a centralização, o modelo limita essa concentração: Benfica, Sporting e FC Porto recebem cerca de 28% do bolo — independentemente do valor total. A redistribuição é estrutural, não acidental.
Não é um valor realista no curto prazo. O que significa que enquanto o mercado não atingir esses patamares, os três grandes vão ter de aceitar uma perda real de receita televisiva. A questão que fica é: quanto tempo têm para negociar essa transição?

O ponto de equilíbrio
Recordamos que com a chave de distribuição que terá sido discutida em dezembro de 2025, para a perda ser inferior a 5 milhões, o Benfica precisaria de um contrato de 504 milhões de euros. O Sporting de 428 milhões. O FC Porto de 452 milhões. São valores que só ligas como a Premier League ou a LaLiga atingem. Portugal não está aí.
A única forma de equilibrar o impacto da perda para o Benfica, Sporting e FC Porto será rever as percentagens da chave de distribuição ou criar um mecanismo paralelo de compensação ou incentivo financeiro aos clubes que passariam a ter um impacto negativo nas suas contas.

O que os grandes ganham em troca?
A pergunta legítima é: se perdem tanto, porque hão de os grandes aceitar? A resposta é mais complexa do que parece.
Primeiro, ganham previsibilidade. Hoje, cada renovação de contrato é uma negociação de risco. A centralização garante um fluxo de receita estável, auditável e independente da capacidade de pressão de cada clube sobre os broadcasters.
Segundo, valorizam a liga como produto. Uma liga com um contrato centralizado de 200 ou 225 milhões é um produto radicalmente mais atrativo para investidores estrangeiros, patrocinadores internacionais e fundos de private equity do que uma coleção de contratos individuais dispersos. A entrada de novos capitais no futebol português beneficia os grandes de forma desproporcionada — mas também são eles quem tem ativos audiovisuais mais valorizados, estruturados e já comprometidos em contratos de sponsorship com várias marcas.
Terceiro, abrem mercado a novos operadores. A centralização cria a possibilidade de licitação aberta entre SPORTTV, DAZN, TVI/Media Capital, NOS, MEO, Digi, Vodafone e eventualmente plataformas de streaming como Livemode / CazéTV ou Amazon Prime. Mais concorrentes significa mais dinheiro — e o único cenário em que os grandes recuperam o que perdem hoje é num contrato de 450 a 560 milhões, que só é possível com dois ou três operadores a licitar em simultâneo e com o atual cenário europeu muito provavelmente não irá acontecer.

A revolução silenciosa
Se os grandes perdem, os outros 15 ganham — e muito. Um clube como o Gil Vicente, que recebe 3,5M/€, passaria a receber 11M/€ num cenário de 225 milhões brutos. O Arouca saltaria de 3,5 M/€ para 7,1 M/€. O Casa Pia de 3,5M/€ para 9,9M/€. São triplicações de receita televisiva garantida, sem depender de resultados desportivos excecionais.
Para estes clubes, a centralização não é apenas uma questão de mais dinheiro. É de sustentabilidade estrutural. Com 8 a 10M/€ garantidos em direitos audiovisuais, um clube da I Liga pode pagar ordenados sem depender de vendas de jogadores de emergência, pode investir em academia sem hipotecar o futuro, pode planear épocas sem o pânico da descida financeiramente catastrófica.
O AVS SAD, recém-chegado à I Liga, passaria de 3,5 para 6,5M/€ — dinheiro suficiente para construir a estrutura profissional que lhe permite manter-se no escalão. O SC Braga — que não é um clube pequeno — passaria de 7,5M/€ para 14,5M/€. Um salto que, a quatro épocas consecutivas, representa 18M/€ de euros adicionais para investir no plantel, profissionais administrativos e nas infraestruturas.

O que falta resolver e garantir regulação
Primeira questão: a negociação com os grandes. O modelo de centralização não pode avançar sem o acordo de Benfica, Sporting e FC Porto. Não por razão legal — tecnicamente a Liga pode impor — mas por razão política. A questão é quanto tempo e a que preço se faz esse acordo. A janela de negociação existe: qualquer valor de contrato acima de 200 milhões é melhor para os pequenos e, em termos de valorização do produto, melhor para todos. O sacrifício de curto prazo dos grandes tem de ser compensado por garantias de longo prazo.
Segunda questão: os critérios qualitativos. Os 14,3% de grandeza, os 5% de infraestruturas e os 4% de transmissão televisiva precisam de fontes de dados auditáveis e de entidade independente que os valide. Não pode ser a Liga a classificar os estádios. Não pode ser um clube a declarar o seu número de sócios sem verificação. Isto tem de ter rigor de relatório de auditoria.
Terceira questão: o que acontece com os clubes despromovidos. O Boavista e o Farense desceram em 2024/25. Têm história, sócios e palmarés — pelo critério de grandeza, recebem mais do que clubes que ficaram na I Liga. É politicamente sensível, mas matematicamente defensável. O modelo tem de definir se usa dados da época em que o clube está na liga ou um histórico de presença.

O que está verdadeiramente em jogo
A centralização dos direitos audiovisuais não é um modelo que beneficia a todos de forma igual. Os números são claros sobre isso. Beneficia os clubes pequenos de forma imediata e significativa. Penaliza os clubes grandes de forma imediata e também significativa. O argumento para a mudança não é financeiro de curto prazo — é estratégico de longo prazo.
O futebol português vale hoje 180 milhões de euros em direitos audiovisuais. A liga francesa, de dimensão comparável em termos de produto, vale ~400M/€, mas passa por muitas dificuldades após rescindir o contrato com a DAZN. A liga belga, com metade da população e sem a mística do futebol português, vale ~100M/€ com um contrato centralizado que duplicou em menos de dez anos. O caminho está traçado. A questão é quem decide acelerá-lo — e a que custo.
Benfica, Sporting e FC Porto têm hoje o maior incentivo para negociar bem a centralização: são eles quem perde mais se ela for mal feita, e são eles quem mais tem a ganhar se o contrato global chegar aos 300 ou 400 milhões. A liga que se constrói hoje com boas regras, é a liga que atrai os investidores que vão pagar esses 300 milhões. A centralização vai acontecer. A única negociação que importa é sobre o valor do contrato e depois virá a discussão de quais os ativos que os clubes irão disponibilizar à Liga Portugal para comercializar."

BF: Surpresa?!

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Portugal vivo: o rescaldo de SC Braga e FC Porto

Observador: Três Toques - "Apuramento do Sporting de Braga é um orgulho para o país"

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - Parkour

Lutar pela final


"Em destaque na BNews, a meia-final da UEFA Youth League entre Benfica e Club Brugge, agendada para as 13h00 de Portugal Continental, em Lausana, Suíça.

1. Ambição
O treinador Vítor Vinha revela a abordagem à partida: "Aquilo que queremos é ser Benfica, é ser fortes, é ser competitivos e lutar em cada lance pela bola, ter a bola, atacar, querer marcar golos, estarmos em alerta para não sofrer. E, portanto, o que queremos é ter um Benfica altamente forte e que possa passar à final."

2. A voz da mística
José Henrique, glória do Benfica e membro do staff da equipa benfiquista que disputa a UEFA Youth League, deixa um conselho aos jogadores: "Que façam deste jogo o último jogo da vida deles. É defender o Benfica!"

3. Triunfo no hóquei
O Benfica ganhou por 2-4 no rinque do Hockey Bassano e terminou a fase de grupos da WSE Champions League na 1.ª posição e sem qualquer derrota.

4. Agenda para sábado
Na Luz, em andebol, a equipa feminina recebe o Gil Eanes (16h30) e a masculina defronta a Águas Santas (20h30). Às 15h00, a equipa masculina de futsal é anfitriã do Leões Porto Salvo.
Fora de portas, as equipas masculinas de basquetebol e de voleibol jogam, respetivamente, em Esgueira (21h00) e no reduto do Leixões (17h00). A equipa feminina de hóquei em patins tem embate no reduto do Parede (18h30). Os Iniciados Sub-15 de futebol jogam em Paços de Ferreira às 11h00.

5. Entrevista
O hoquista Roberto di Benedetto faz o balanço da fase regular do Campeonato Nacional, na qual o Benfica já garantiu a posição cimeira estando três jornadas por disputar.

6. Chamada internacional
Três atletas do Benfica integram a mais recente convocatória da Seleção Nacional feminina de voleibol.

7. Abertura da 12.ª loja oficial do Benfica
A abertura da Benfica Official Store de Vila do Conde é hoje às 15h30 e estão previstas as presenças dos antigos jogadores Valdo, João Tomás e Carlitos.

8. História agora
Veja a rubrica habitual das manhãs de 5.ª feira da BTV."

Aquecimento...


- Rubricas... 

História Agora


Zero: Dinheiro: «O Benfica a conseguir mais dinheiro da TV revelou que a indústria vale mais»

Um jogo, cinco conclusões e um desejo


"No regresso à Luz depois do empate em Rio Maior, a equipa cumpriu com o que o técnico exigiu. Entrou rápida, pressionante, eficaz e podia ter resolvido o jogo nos primeiros 20 minutos. Desacelerando um pouco, mas mantendo a capacidade de criar oportunidades, o intervalo chegou com a sensação de que os dois golos de vantagem até eram escassos. Na segunda parte, ainda que com menor intensidade, a tendência geral manteve-se com uma sucessão de oportunidades desperdiçadas, incluindo o primeiro penálti falhado no Benfica por um pouco confiante Pavlidis que, como assinalou Mourinho, mesmo quando não concretiza, não deixa de contribuir para a equipa.
Várias conclusões a tirar deste jogo. A primeira é que os jogadores, e não é a primeira vez, quando são objeto de reparos, ao contrário do que muitos se apressam a vaticinar, respondem. A segunda, vendo a convocatória e com apenas três alterações realizadas no onze, não houve nenhuma revolução. Terceira, estiveram mais de 56 mil adeptos na Luz, o que constituiria lotação esgotada para os rivais, que apoiaram a equipa, mesmo quando ela baixou de produção na segunda parte, contrariando "anúncios" de "boicote" ao jogo. Quarta, Barreiro e Aursnes, por muito que se diga que não são uns primores técnicos, são imprescindíveis, por serem essenciais na intensidade com que a equipa joga. Quinta, Prestianni e Schelderup, qualquer deles poderia ter sido eleito o melhor em campo, cresceram muito com Mourinho e, ao contrário da "tese" que nada veio acrescentar, hoje são candidatos claros e consistentes à titularidade. Estas cinco conclusões, em vésperas de dérbi, permitem acreditar que ainda será possível subir na tabela. É esse o desejo que deixo e já para domingo..."

Rabona: REAL & BARÇA crash out as favourites emerge!

Vila do Conde...

Parceiro...

Unidos pelas cores !!!

O Decreto-Lei n.º 22-B/2021


"O Decreto-Lei n.º 22-B/2021, de 22 de março, introduziu uma inovação relevante no panorama nacional, ao prever o regime de comercialização dos direitos de transmissão televisiva e multimédia das competições profissionais de futebol em Portugal.No centro desta reforma encontra-se o artigo 5.º, que consagra a transição obrigatória para um modelo de comercialização centralizada a partir da época desportiva de 2028/2029.
Esta norma assume particular importância ao estabelecer que a definição concreta desse modelo deve resultar de uma proposta conjunta da Federação Portuguesa de Futebol e da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, a apresentar até ao final da época 2025/2026 e sujeita à aprovação da Autoridade da Concorrência.
A exigência de autoria conjunta traduz uma opção legislativa clara no sentido de assegurar uma construção consensual e institucionalmente articulada do novo modelo, evitando soluções unilaterais e promovendo a harmonização de interesses entre as entidades estruturantes do futebol profissional.
O modelo de comercialização centralizada previsto na lei não se limita à concentração da negociação dos direitos, antes assentando numa estrutura regulatória mais ampla, que integra dimensões fundamentais como as regras de comercialização, os mecanismos de controlo económico, o regulamento audiovisual e os critérios de distribuição das receitas.
Por fim, o legislador salvaguarda a concretização deste objetivo ao prever que, na ausência de proposta conjunta, da sua aprovação ou de acordo entre os intervenientes, o Governo poderá intervir diretamente, definindo o modelo por via legislativa, após audição da Autoridade da Concorrência."

Terceiro Anel: DRS #46 - PARAGEM FIA & REVISAO EPOCA 2016!! 🏎️🏁

BolaTV: Afunda - S06E39 - Experiência LaMelo e as consequências para Heat e Clippers