Últimas indefectivações

sábado, 12 de setembro de 2026

Falar Benfica - Conversas Gloriosas #66 - Goleada em Moreira, recepção Gil e Modalidades

20 Anos Benfica Campus | Episódio 10

TARDOU MAS PAGOU!


"1. O pagamento de quase 800 mil euros pelo Porto ao Benfica só "saldou" as contas relativamente à condenação cível do processo dos emails, isto é, a patifaria da divulgação truncada dos emails (correspondência privada). Lembrar que recorreram sucessivamente até ao Tribunal Constitucional - depois da Relação e do Supremo - e perderam em todos! Para que não restem dúvidas, o Tribunal da Relação, primeira instância de recurso, tinha escrito que "truncaram e construíram narrativas com inverdades, aquilo a que se chama manipulação da informação". Carlos Alexandre, o famoso juiz, já tinha dito que "houve uma subversão propositada do sentido dos emails com o intuito de fazer crer que estaria em curso um projeto corruptivo quando dos emails e da sua leitura integral não se retira a prática de qualquer crime", referindo também a "distorção do conteúdo dos emails com o intuito de passar uma mensagem que não corresponde à realidade".

2. Dir-se-á - e é verdade - que os 800 mil euros não são suficientes para ressarcir o Benfica dos danos que lhe foram causados. Mas, a meu ver, o mais importante foram mesmo as decisões judiciais terem reposto a verdade dos factos. Não há fortuna alguma que pague isto.

3. Desengane-se, contudo, quem pensa ou acha que os pagamentos do Porto ao Benfica pela pulhice da publicação truncada dos emails acabou aqui. Em verdade, a condenação cível que deu origem aos tais 800 mil euros não é a única que determinou que o Porto pagasse ao Benfica. Há outro processo, o processo por danos reputacionais, em relação ao qual os tribunais - nas suas várias instâncias - já condenaram e confirmaram a condenação do Porto. Falta apenas que seja fixado em sede de liquidação de sentença o valor. É uma questão de tempo, mas sabe-se que o valor desta segunda condenação deverá ser significativamente superior ao da primeira.

4. Aqui chegados, com sentenças confirmadas em todas as instâncias da justiça, ou seja, com condenações transitadas em julgado, pergunta-se: qual a razão que impede a justiça desportiva de atuar em conformidade? Há um dado importante que tem que ser levado em conta: o Porto, segundo confirmou o Tribunal Constitucional, teve acesso e expôs "segredos de negócio" de um concorrente, ato que é de uma gravidade extrema e cuja condenação desportiva está prevista nos regulamentos das competições.

5. Interessante seria o Benfica ter colocado também processos a todos os órgãos de comunicação social e respetivos "jornalistas" - propositadamente com aspas - que surfaram, muitos deles acriticamente, com manifesta maldade e objetivos escondidos, porém mal disfarçados, a narrativa criada pelo Porto para travar a todo o custo o ciclo vencedor do Benfica. 6. O Benfica tem ganho em toda a linha nos tribunais. A minha curiosidade maior vai agora para a decisão da Relação do Porto relativamente ao processo que envolveu César Boaventura, cheira-me que vem aí mais uma vitória. O Benfica não foi julgado, não é um visado no processo ? Verdade, mas o que se pretendeu com esse processo foi manchar o título de 2015-16 do Benfica."

Umas notas sobre o Relatório e Contas que o Benfica apresentou esta semana

Não consigo entender o silêncio...

Números...

Indiscutível...

Benfica à espera do cisne


"Empurrado' para o banco de suplentes pela empatia entre Prestianni e Schjelderup, Sudakov precisa reencontrar a alegria de jogar, com a ajuda de quem o rodeia

A goleada do Benfica em Moreira de Cónegos confirmou aquilo que estava à vista de toda a gente, incluindo do próprio Marco Silva: se as águias querem continuar a voar, não se podem dar ao luxo de prescindir de Andreas Schjelderup, mesmo que o ponto de partida para o notável início de época de Gianluca Prestianni tenha sido o lado esquerdo do ataque.
O jogo com o Moreirense mostrou que o argentino não perde influência se for deslocado, até pela versatilidade que partilha com Schjelderup e com Rafa, de resto promovida pelo treinador do Benfica.
Mesmo na cabeça de Marco Silva a aposta neste tridente seria uma questão de tempo, protelada pela condição pós-Mundial de Schjelderup e pelo voto de confiança em Sudakov, na teoria o perfil mais indicado para terceiro médio, como o técnico chegou a assumir publicamente.
De falta de oportunidades o ucraniano não se pode queixar, antes de si próprio, já que fez apenas uma assistência (e zero golos) em 11 jogos. Os números nem sempre dizem tudo, mas no caso do ex-Shakhtar o nível exibicional não tem apresentado uma realidade alternativa, apesar da defesa pública do treinador.
Sudakov terá, seguramente, mais oportunidades para convencer, mesmo tendo em consideração a chegada de Echeverri e o regresso de Aursnes — e logo a marcar, mostrando que pode ser também terceiro médio, embora ameace sobretudo o estatuto de Barreiro.
Marco Silva não deixará cair assim tão facilmente o ucraniano, e a própria estrutura do Seixal continuará a ter em conta a situação particular do jogador de 24 anos, que ainda no final da época passada assumiu que estava a tentar recuperar o prazer de jogar, adquirido em ruas que agora vivem em guerra.
Esse apoio do clube será fundamental para que Sudakov consiga reencontrar a qualidade que já mostrou e possa fintar todas as dúvidas internas.
Ao ver a alegria que Schjelderup e Prestianni mostraram em Moreira de Cónegos, a jogar e a festejar, foi impossível não pensar no contraste com Sudakov, que nem no bom momento coletivo tem conseguido motivos para sorrir.
Sudakov ainda vai muito a tempo de ajudar a equipa do Benfica a voar, mas para isso vai precisar de descobrir que onde todos vêm um patinho feio, pode afinal esconder-se um cisne."

11 de setembro: o Sporting e a história


"Jogo adiado depois do último voo autorizado pelas autoridades dinamarquesas nesse dia fatídico

O Sporting tem uma tendência especial para encontros fora do comum com a História.
Os leões jogaram em Magdeburgo, RDA, a 24 de abril de 1974 (meia-final da Taça das Taças), souberam do 25 de abril quando, no dia seguinte, chegaram à fronteira que dividia as duas Alemanhas, dirigiram-se ao aeroporto de Frankfurt, voaram para Madrid, foram de autocarro para Badajoz, onde a fronteira estava encerrada. Foi preciso um telefonema do presidente leonino, João Rocha, para o líder da Junta de Salvação Nacional, António de Spínola, para que a situação se resolvesse e os leões pudessem entrar em Portugal. Meses mais tarde, a 10 de junho, durante a final da Taça de Portugal entre Sporting e Benfica, que estavam de relações cortadas, sob os auspícios do então primeiro-ministro, Adelino da Palma Carlos, tudo foi normalizado, em nome da paz e da concórdia prometidas pelo regime que devolveu a democracia ao nosso País.
E no 11 de setembro de 2001, quando as torres gémeas foram derrubadas, Osama bin Laden passou a ser o inimigo número um e o mundo levou uma volta de 180 graus?
O Sporting viajava para a Dinamarca, onde tinha jogo, para a Taça UEFA, em Silkeborg, no dia seguinte, com o Midtjylland, e eu acompanhei a equipa na qualidade de enviado especial do jornal Record. O voo correu sem sobressaltos e só à chegada é que os telemóveis começaram a tocar desenfreadamente, em busca de informações sobre o estado da comitiva, numa altura em que o espaço aéreo tinha sido encerrado a nível global.
O avião que transportava os leões foi o último a ter direito a entrar no espaço aéreo dinamarquês, que a seguir foi encerrado.
Lazslo Boloni decidiu manter o treino previsto para o fim da tarde, mas era difícil, para quem acompanhava a equipa, tirar os olhos dos televisores do bar do estádio, que passavam incessantemente as imagens de pânico em Nova Iorque. No meio de tanta incerteza, veio a saber-se que a UEFA mantinha os jogos previstos para esse dia 11 de setembro (o Boavista empatou em Anfield, a uma bola, com o Liverpool), mas tudo era incerto quanto ao day after.
A 12 de setembro, pela manhã, liguei a José Eduardo Bettencourt que me disse que o mais provável era que o jogo viesse a ser adiado. Foi o que sucedeu e nesse mesmo dia regressámos a Lisboa com o mundo de pantanas e uma boa história para contar.
Regressámos a Silkeborg a 19 de setembro, e no dia seguinte o Sporting derrotou o Midtjylland por 3-0. Jogaram pelos leões: Nélson; Rui Bento, Quiroga, Beto, Babb, Rui Jorge; Sá Pinto, Paulo Bento, João Vieira Pinto; Jardel e Niculae.
Na segunda mão os leões venceram por 3-2. E quem marcou quatro dos seis golos leoninos nas duas mãos? Mário Jardel, a torre do ataque do Sporting, que a partir desse momento emblemático se afirmou como um dos maiores goleadores do emblema de Alvalade."

Participações...


"Há qualquer coisa nas contas do Benfica e nas explicações do seu responsável financeiro que merece uma análise prudente e contraditada. O lucro anunciado esconde um cenário difícil.
Nuno Catarino diz que, pelas métricas tradicionais, a Benfica SAD valerá mais de mil milhões de euros ao mesmo tempo que admite que o Benfica possa comprar os 16% de José António dos Santos.
Até aqui, podemos discutir avaliações. O problema começa quando juntamos o resto dos números. A Benfica SAD fechou o exercício com um resultado líquido de cerca de 19 milhões de euros, menos 44% do que no ano anterior. E apesar da dívida liquida ter caído para cerca de 185 milhões, o passivo ultrapassou, pela primeira vez (PRIMEIRA), os 500 milhões.
Outro dado relevante: sem transações de atletas, a operação apresentou um resultado negativo de cerca de 15 milhões de euros. Os 214,4 milhões de rendimentos operacionais não chegaram para cobrir os 229,4 milhões de gastos.
E parte dessas receitas nem sequer é estruturalmente recorrente, já que o exercício inclui, por exemplo, 15 milhões de euros recebidos pela saída antecipada de José Mourinho. Tudo isto num momento em que o próprio CFO reconhece que a ausência da Champions deverá retirar cerca de 30 milhões de receitas ao próximo exercício.
É neste contexto que Nuno Catarino sugere a possibilidade de mobilizar dezenas de milhões de euros para comprar participações acionistas.
A questão, portanto, não é saber se o Benfica vale mil milhões. Espero que valha. A pergunta é outra: como é que uma sociedade que supostamente vale mil milhões, que continua deficitária antes das vendas de jogadores e chega simultaneamente aos 500 milhões de passivo, pondera afetar dezenas de milhões de euros à compra de ações?
Uma coisa é valor. Outra é liquidez. Outra é dívida. E outra, ainda, são prioridades.
A administração pode entender que a Benfica SAD está subavaliada e comprar ações, pode até fazer sentido do ponto de vista financeiro. Mas isso não significa que seja, neste momento, a melhor utilização do capital do Benfica.
Perante uma operação sem transações de atletas negativa em 15 milhões, a ausência da Champions, necessidades de investimento no plantel e nas infraestruturas e uma dívida líquida próxima dos 185 milhões, qual deve ser a prioridade?
Reduzir dívida? Reforçar a equipa? Investir no crescimento das receitas recorrentes? Melhorar infraestruturas? Ou recomprar ações? 
Há um ano, Nuno Catarino antecipava períodos de “excesso de liquidez” que poderiam permitir a aquisição de ações próprias. Um ano depois, o resultado caiu 44%, a exploração sem jogadores passou para terreno negativo e o próximo exercício será pressionado pela ausência da Champions.
É essa mudança de contexto que precisa de ser explicada. A verdadeira questão não é quanto vale o Benfica.
É onde deve colocar o próximo euro disponível."

Falta a liquidação de sentença ... Uma coisa de cada vez.


O Livre Direto #1 - A Liga já aquece!

BF: Juventude...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Quatro pontos sobre as contas do Benfica

Observador: E o Campeão é... - Champions marcada por espetáculo

Observador: Três Toques - António Silva e o seu nome de beto infinito

Rabona: COMO Send a WARNING Shot & Liverpool Coming Alive? (UCL This WEEK)

Muito Benfica para apoiar


"Em destaque na BNews, a agenda desportiva do fim de semana e a entrevista da BTV a Aimar e Saviola.

1. A não perder
Os antigos internacionais argentinos, Aimar e Saviola, afirmam que "o Benfica é o lugar ideal para Echeverri crescer". Não perca a entrevista a estas glórias do clube, transmitida no programa Fora da Área, da BTV.

2. Jogo do dia
A equipa B do Benfica desloca-se ao reduto da Académica (20h45).

3. Agenda para sábado
Em futebol no feminino, o Benfica estreia-se na Liga BPI 2026/27 frente ao Racing Power, no Benfica Campus (20h30).
Os Juniores e os Juvenis também jogam em casa ante Farense (15h00) e Torreense (11h00), respetivamente.
Em andebol, a equipa masculina defronta o FC Porto na Luz (15h00) e a feminina visita o ABC (17h00). A equipa masculina de futsal recebe o Venda Nova às 19h00.

4. Agenda para domingo
Às 18h00, na Luz, há o Benfica-Gil Vicente da 6.ª jornada da Liga Betclic. No Benfica Campus, às 11h00, realiza-se o dérbi entre Benfica e Sporting em Iniciados. A equipa feminina de futsal tem embate no Feijó às 19h00.

5. Mundial Sub-20 de futebol feminino
São várias as atletas do Benfica participantes na competição. 6. Benfica Social O programa de apoio a sócios em situação de maior vulnerabilidade arrancou há um ano.

7. Movimentações do defeso
A hoquista Rita Batista estende o vínculo ao Benfica.

8. Chamada internacional
Twan Wiltenburg está convocado pela seleção de voleibol dos Países Baixos.

9. Museu Benfica – Cosme Damião
25 novos troféus expostos na área "Ontem e Hoje".

10. 20 anos do Benfica Campus
Veja o 9.º episódio da série dedicada ao 20.º aniversário do Benfica Campus.

11. Jornal O Benfica
A edição desta semana está disponível para download no Site Oficial.

12. Casa do Benfica de Abrantes
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 32.º aniversário."

Aquecimento...


Santana: Como o Benfica se TORNOU isto!? MAIS 4!

Renascença: Jogo da Palavra - Peixe. "Consegui lesionar os três: Gullit, Rijkaard e Van Basten"

Terceiro Anel: DRS #62 - BAMBINO D'ORO E MADRID GP!! 🏎️🏁

Lixívia - 3 (Edição Especial) ---- (26/17) - (-1 jogos)


Tabela Anti-Lixívia
Sporting...... 13 (-2) = 15
Benfica..........13 (0) = 13
Corruptos...15 (+3) = 12
Braga...7 (0) = 7 (-1 jogo)


Dois jogos em atraso da 3.ª jornada, e se em Alverca o Estrela recebeu e venceu o Braga, sem grandes Casos arbitrais (ficou-se pela interdição do relvado da Amadora, o que até pode parecer avisado, se ignorámos os dois últimos relvados onde o Benfica foi obrigado a jogar!), já o Benfica goleou em Moreira de Cónegos, apesar de mais uma arbitragem má, mesmo má, do Verdíssimo, e se não fosse o também mau e corrupto Rui Costa no VAR, ainda teria sido pior!!!

Ainda na memória recente está o 'particular' de pré-época com o Flamengo, mas o Verdíssimo é consistente, não muda... Porrada para cima dos jogadores do Benfica, parece que é lema de vida deste palhacito!!!

Na 1.ª parte, o Trinco Guiniense e os Centrais deviam ter levado vários cartões, alguns Vermelhos diretos, e outros por acumulação!!! Temos a falta sobre o Rafa, quando este se isolava (nem sequer apitou), temos o penalty sobre o Pavlidis: paralitica na perna esquerda do grego, ainda tocou nos calcanhares do nosso avançado e ainda foi empurrado, resultado: nada!!! O Gabriel Baptista, só à 3.ª falta para Amarelo, levou o 1.º !!! Uma delas, foi igualzinha à falta que deu o Amarelo ao Palhinha no final, tendo inclusive tirado a bota ao Prestianni!!!

No penalty assinalado pelo VAR, levou uma eternidade a marcar um penalty óbvio... e se o Langlet baixa a cabeça, o jogador do Moreirense, levanta a perna... não foi de propósito, mas ao contrário, tinha sido na hora, sem ser necessário intervenção do VAR!!!

Como não fosse complicado para o nosso sistema nervoso aturar o Verdíssimo, horas antes do jogo começar, ficámos a saber que para Domingo, contra o Gil Vicente, vamos ter que aturar um outro pulha corrupto, o mentiroso comprovado, que nos atirou para a Liga Europa esta época, na partida de Famalicão, onde além de não ter assinalado um penalty descarado a nossa favor, foi extremamente rápido a expulsar o Otamendi, num lance onde o Nico joga na bola e só depois pisa o adversário... uma jogada, igual a muitas outras, onde nada se passa!!!

Anexos (I):
Benfica
1.ª-Académico(c), E(2-2), D.R. Silva(Mota, P. Miranda), Nada a assinalar
2.ª-Casa Pia(f), V(0-7), Pinheiro(Rui Costa, T. Leandro), Prejudicados, (0-9), Sem influência
(Adiado)
4.ª-Estoril(c), V(2-1), H. Carvalho(Martins, Cidade), Prejudicados, (3-1), Sem influência
5.ª-Marítimo(f), V(0-3), Guelho(M. Oliveira, V. Maia), Prejudicados, (0-4), Sem influência
(Atraso)
3.º-Moreirense(f), V(0-4), Veríssimo(Rui Costa, T. Leandro), Prejudicados, (0-5), Sem influência

Sporting
1.ª-Estrela(f), E(2-2), J. Gonçalves(Martins, Cátia T.), Prejudicados, (2-3), (-2 pontos)
2.ª-Guimarães(c), V(3-2), D. R. Silva(M. Oliveira, I. Pereira), Nada a assinalar
3.ª-Alverca(c), V(3-1)Veríssimo(Malheiro Pinto,A.Campos), Beneficiados, Impossível contabilizar
4.ª-Rio Ave(f), V(0-4), B. Costa(Rui Soares, M. Azevedo), Nada a assinalar
5.ª-Nacional(c), V(2-0), Pinheiro(P. Ferreira, Eiras), Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Alverca(c), V(2-0), Godinho(Esteves, Catarina C.), Nada a assinalar
2.ª-Rio Ave(f), V(0-2), Fonseca(Cláudia R., A. Campos), Beneficiados, (1-2), Impossível contabilizar
3.ª-Arouca(c), V(2-0), Pinheiro(Mota, Bessa Silva), Beneficiados, Impossível contabilizar
4.ª-Académico(f), V(0-2), Nogueira(P. Ferreira, Eiras), Beneficiados, (0-1), Impossível contabilizar
5.ª-Moreirense(c), V(2-1), Nobre(Esteves, Sancho), Beneficiados, (0-1), (+3 pontos)

Braga
1.ª-Moreirense(f), E(2-2), Bessa(Vasilica, P. Eiras), Nada a assinalar
(Adiado)
(Adiado)
4.ª-Guimaráes(c), V(1-0), Narciso(Rui Costa, T. Leandro), Nada a assinalar
5.ª-Alverca(f), V(1-2), Godinho(Barradas, Babo), Nada a assinalar
(Atraso)
3.ª-Estrela(f), D(2-1), Vasilica(M. Oliveira, L. Ferreira), Nada a assinalar)

Anexos(II)
Penalty's (Favor/Contra):

Benfica
1/0

Sporting
1/0

Corruptos
2/0

Braga
0/1

Anexos(III):
Cartões:
A) Expulsões (Favor/Contra)
Minutos (Favor-Contra = Superioridade/Inferioridade)
Castigados (Favor - Contra):

Benfica
1/0
Minutos:
1 - 0 = +1

Castigados:
1 - 0

Sporting
1/0
Minutos:
8 - 0 = +8

Castigados:
2 - 1

Corruptos
1/0
Minutos:
8 - 0 = +8

Castigados:
0

Braga
0/0
Minutos:
0 - 0 = 0

Castigados:
0-0

B) Amarelos / Faltas assinaladas
Contra (antes dos 60m) / Faltas contra - Faltas a favor / Adversários (antes dos 60m)
Média Faltas/Amarelos - Favor/Contra

Benfica
7(5) / 64 - 74 / 13(7)
Média: 9,1 / 5,6

Sporting
10(6) / 63 - 66 / 11(6)
Média: 6,3 / 6

Corruptos
2(0) / 70 - 44 / 6(4)
Média: 35 / 7,33

Braga
9(3) / 61 - 57 / 11(5)
Média: 6,7 / 5,1

Anexos (IV):
Com influência (árbitros ou Var's):
Benfica


Sporting
J. Gonçalves - -2
Martins - -2

Corruptos
Nobre - +3
Esteves - +3

Braga


Anexos(V):
Árbitros - Total - (Casa/Fora):

Benfica
D. R. Silva - 1 (1/0)
Pinheiro - 1 (0/1)
H. Carvalho - 1 (1/0)
Guelho - 1 (0/1)
Veríssimo - 1 (0/1)

Sporting
J. Gonçalves - 1 (0/1)
D. R. Silva - 1 (1/0)
Veríssimo - 1 (1/0)
B. Costa - 1 (0/1)
Pinheiro - 1 (1/0)

Corruptos
Godinho - 1 (1/0)
Fonseca - 1 (0/1)
Pinheiro - 1 (1/0)
Nogueira - 1 (0/1)
Nobre - 1 (1/0)

Braga
Bessa - 1 (0/1)
Narciso - 1 (1/0)
Godinho - 1 (0/1)
Vasilica - 1 (0/1)

Anexos(VI):
VAR's - Totais - (Casa/Fora):

Benfica
Rui Costa - 2 (0/2)
Mota - 1 (1/0)
Martins - 1 (1/0)
M. Oliveira - 1 (0/1)

Sporting
Martins - 1 (0/1)
M. Oliveira - 1 (1/0)
Malheiro Pinto - 1 (1/0)
Rui Soares - 1 (0/1)
P. Ferreira -1 (1/0)

Corruptos
Esteves - 2 (2/0)
Cláudia R. - 1 (0/1)
Mota - 1 (1/0)
P. Ferreira - 1 (0/1)

Braga
Vasilica - 1 (0/1)
Rui Costa - 1 (1/0)
Barradas - 1 (0/1)
M. Oliveira - 1 (0/1)

Anexos(VII):
AVAR's:

Benfica
T. Leandro - 2
P. Miranda - 1
Cidade - 1
V. Maia - 1

Sporting
Cátia T. - 1
I. Pereira - 1
A. Campos - 1
M. Azevedo - 1
Eiras - 1

Corruptos
Catarina C. - 1
A. Campos - 1
Bessa Silva - 1
Eiras - 1
Sancho - 1

Braga
Eiras - 1
T. Leandro - 1
Babo - 1
L. Ferreira - 1

Anexos(VIII):
Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)

Benfica
Rui Costa - 2
Pinheiro - 1
Guelho - 1
M. Oliveira -1
Veríssimo - 1

Sporting
J. Gonçalves - 1
Martins - 1
B. Costa - 1
Rui Soares - 1

Corruptos
Fonseca - 1
Cláudia R. - 1
Nogueira - 1
P. Ferreira - 1

Braga
Bessa - 1
Vasilica - 1
Godinho - 1
Barradas - 1
M. Oliveira - 1


Anexos(iX):
Jornadas anteriores:
Jornada 2 (-1 jogo)
Jornada 3 (-3 jogos)
Jornada 4 (-3 jogos)
Jornada 5 (-3 jogos)

Anexos(X):
Épocas anteriores:

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Benfica e Sporting. O que vale mais: o treinador ou a equipa?

"Águias mantiveram a equipa e mudaram de treinador, os leões mantiveram o treinador e mudaram a equipa. Isto enquanto FC Porto manteve treinador e equipa.

Mercado fechado em Portugal e muitas ilações a extrair, algumas bem curiosas. A começar pelo Benfica, que se apresenta neste início de época a jogar o dobro do que exibiu tanto com Bruno Lage como José Mourinho em 2025/2026. Mérito total para Marco Silva, que já mostra o acerto da decisão de Rui Costa.
Com Lenglet como única cara nova no onze, a equipa desde cedo mostrou outra qualidade, entusiasmando os adeptos. Dinâmicos e ofensivos, os encarnados logo convenceram os mais céticos. O novo Benfica tem tudo para crescer, nomeadamente a partir do momento que João Palhinha entrou nas opções. O internacional português é, sem dúvida, uma mais-valia e o seu futebol musculado vai potenciar muito o rendimento dos mais diversos companheiros. Com um raio de ação tremendo, transmite força e confiança ao conjunto, tornando-o claramente mais forte, tanto pela qualidade futebolística como pela capacidade futebolística.
O Benfica está bem e recomenda-se, mesmo que na prática jogue apenas com dois reforços! Mérito, claro, para Marco Silva, que, em poucas semanas, transfigurou a equipa. Pavlidis recuperou o instinto goleador, Prestianni está a voar, Rafa reencontrou-se com a melhor versão e para o ataque rolar na perfeição só falta Sudakov demonstrar o potencial que levou as águias a investirem 27 milhões na contratação.
O futebol do Benfica é ofensivo, pressionante e os adeptos acreditam na equipa. Grande trabalho de Marco Silva, que, depois de ter alcançado o primeiro objetivo da temporada, a qualificação para a fase de liga da UEFA Europa League — na qual é um dos favoritos a conquistá-la, caso a leve a sério e não a torne uma prova secundária, como, por exemplo, o FC Porto optou na época transata — vai ter tempo para melhor integrar os mais recentes reforços (Echeverri e El Karouani) durante o interregno para os compromissos das seleções, embora até lá a equipa tenha os dois primeiros grandes testes: Milan, em Itália, no próximo dia 16, e FC Porto, no Dragão, quatro dias depois.
O FC Porto evolui na continuidade e teve o grande mérito de ter segurado todos os titulares, o que permite à equipa manter o nível que a levou ao título nacional. A novidade resume-se à posição de ponta de lança e só há alterações devido à grave lesão de Samu. André Silva tem sido a aposta mas o lugar, mais jogo menos, jogo é de Santiago Gimenez. De resto, conjunto ainda mais equilibrado, com várias soluções e o cuidado especial de ter duas opções de nível para cada posição — Inbeom Hwang, bem conhecido de Farioli do campeonato dos Países Baixos, e o resgatado Fofana, garantem tranquilidade nos momentos de rotação.
Curiosidade a recair no rendimento de Souza, a aposta para estabilizar a posição de lateral-esquerdo, a única sem um indiscutível, e a capacidade de resposta da equipa às exigências do calendário, esta época bem mais exigente, dado o regresso à UEFA Champions League.
Ao contrário do Benfica, que manteve a equipa e mudou de treinador, o Sporting manteve o treinador e mudou a equipa — o FC Porto manteve treinador e equipa, o que talvez explique a vantagem ganha já neste arranque de campeonato —, o que necessariamente tem custos, ainda para mais perdendo vários jogadores diferenciados, casos de Diomande, Hjulmand, Trincão, Pedro Gonçalves ou Quenda.
Rui Borges começa uma nova obra em Alvalade, depois de ter brilhado como trabalhador de recurso na primeira (e incompleta época) e de já com o estatuto de campeão ter falhado na segunda. Quis lutar por todas as competições e acabou por não ganhar nenhuma. Valeu-lhe a sensacional participação europeia, a qualificação in extremis e logo direta para a Champions e a… confiança de Frederico Varandas.
Feliz do treinador que tem o total apoio do presidente. Rui Borges precisa de tempo para reconstruir a equipa e Varandas, creio, vai dar-lho. A primeira prova foi a renovação de contrato após uma época de desilusão. O treinador só pode sentir-se tranquilo e motivado, até porque agora o peso da herança de Ruben Amorim se desvaneceu quase por completo — restam praticamente só Gonçalo Inácio, Maxi Araújo e Geny Catamo.
Manteve-se a defesa e a birra de Luis Suárez passou com o fecho do mercado, mas a base para a reconstrução ficou ainda assim instável e há que encaixar rapidamente vários dos 10 reforços. Tarefa difícil com o comboio em andamento, ainda para mais depois de as expectativas dos adeptos muito terem aumentado com um fator ao qual nunca dei o mínimo de relevância: os resultados de pré-época.
Sergi Altimira é, para já, o único reforço que não levanta dúvidas, pois Zalazar parece estar a acusar o peso dos 30 milhões e Doumbia ainda procura assimilar as ideias do treinador. Veremos como Rui Borges os encaixa. Diria que terá de insistir até à exaustão, pois considero o uruguaio um craque e o italiano um médio moderno, daqueles que fazem várias posições, e com uma enorme margem de progressão. O pior para ele é que terá de fazer isto a ganhar, pois ninguém lhe irá perdoar uma época como a anterior…"

Um rápido duche de realidade para os clubes portugueses na Europa


"«É importante começar a ganhar, uma equipa jovem com jogadores a jogarem a Champions pela primeira vez.»
Rui Borges, treinador do Sporting, após a vitória sobre o Galatasaray

O Sporting venceu, o FC Porto perdeu, resultados pouco surpreendentes, atendendo à qualidade dos adversários na Champions, mas que valeram um pequeno duche de realidade, talvez não um banho completo, sobre a qualidade atual do futebol português e a capacidade de discutir jogos nas competições europeias.
Para o Sporting, ontem, ganhar em casa ao Galatasaray, do pote 3 (e a equipa com pior ranking desse pote), era quase uma obrigação para cumprir o objetivo de seguir em frente na Liga dos Campeões, mas aqueles primeiros 20 minutos serviram de aviso: a caminhada do leão na época passada foi excecional, em todos os sentidos da palavra — incluindo parecer irrepetível.
O Galatasaray pode ser do pote 3, mas é o tetracampeão dum dos maiores mercados da Europa, com encaixes televisivos incomparáveis com os lusos e a vantagem adicional de os jogadores praticamente não pagarem impostos — um contrato de 5 milhões na Turquia vale na prática o dobro de em Portugal.
Mesmo sem Osimhen ou Rafael Leão, aquele domínio inicial do Gala faz adivinhar que o Sporting não vai ter vida fácil na Champions, mais ainda com tantos jogadores novos nestas andanças, como assinalou Rui Borges — independentemente da qualidade dos jogadores, manter apenas dois titulares do meio-campo para a frente tem de ter consequências, pelo menos nestes ambientes diferentes, aos quais os reforços não estão habituados.
Para o FC Porto, perder em casa com o Manchester City nada tem de problemático, mas o mesmo não se pode dizer de ter feito apenas 5 remates em 90 minutos, e nenhum enquadrado com a baliza de Donnarumma, e de o primeiro ter surgido apenas aos 57 minutos de jogo, quando os dragões já perdiam (nunca o FC Porto tinha passado toda uma primeira parte na principal competição de clubes da UEFA sem fazer sequer um remate).
Na campanha positiva na UEFA Europa League na época passada, o FC Porto venceu 7 de 12 jogos. Dos cinco que não ganhou, três foram contra uma equipa inglesa, o Nottingham Forest (um empate em casa e duas derrotas fora), que eliminaria os dragões nos quartos de final. Se contra um clube que luta para não descer na Premier League as dificuldades foram tantas, porque haveria de ser diferente com o City?"

Os clubes fazem as regras e depois assobiam para o lado

"Enquanto não percebermos que há um desígnio comum, o produto continuará a valer pouco. E a centralização está aí a bater à porta. Mas há mesmo um desígnio comum?...

Semana após semana, e às vezes dia após dia, vemos protagonistas do futebol português a insurgirem-se contra tudo e um par de botas. Normalmente o «par de botas» pode trazer algo de original (um exemplo: porque não vender cerveja nos estádios?), mas o «tudo» acaba sempre nos regulamentos da Liga Portugal, que como o próprio conceito indica regulam as provas profissionais.
Ora, o mais engraçado para quem vê de fora será (até que a voz nos doa) lembrar que esses regulamentos são não só aprovados como redigidos e pensados pelos clubes profissionais. A Liga não é mais do que a soma dos clubes profissionais, com uma direção executiva para fazer cumprir o que eles, clubes, decidem soberanamente em assembleias.
Está vertido nos regulamentos que um relvado que tenha duas avaliações negativas consecutivas fica automaticamente interditado até nova ordem. Foram os clubes que aprovaram esta norma. Mas assim que um deles é apanhado nessa curva «ai Jesus que nos estão a tentar prejudicar». Não: os maus relvados é que prejudicam o futebol português. Como a má iluminação ou as bancadas vazias. São três pilares essenciais para o sucesso do negócio. Ou o futebol só é negócio quando nos convém?
Se está escrito que esta suspensão automática existe, não consigo entender, sequer, que se reclame. A não ser que o Estrela da Amadora coloque em causa a avaliação feita ao relvado, mas isso parece-me que ninguém poderá, de boa fé, contestar. 
O mesmo quanto aos calendários. A queixa do treinador do Moreirense sobre ter tido que jogar a meio da semana chega a ser risível. Os regulamentos — finalmente e de forma clara — privilegiam as equipas que representam o País na Europa. O Moreirense, clube altamente profissionalizado, dotado de meios suficientes para jogar ao mais alto nível (foi licenciado, certo?), vê-se forçado a jogar três partidas numa semana e queixa-se disso como aparente tentativa de justificação de uma derrota pesada frente ao Benfica.
O Moreirense fez, até ontem, cinco jogos esta época. O Benfica jogou 11.
Podemos tentar encontrar mil e uma razões de queixa para os desequilíbrios do futebol português, mas por favor não sejamos demagógicos.
Aliás: enquanto não percebermos que há (há?) um desígnio comum, o produto continuará a valer pouco. E a centralização está aí a bater à porta..."

Manipuladores de opinião

Falta total de credibilidade...

Interessante...

Números...

Medíocres...

“Jogo perigoso passivo” 🤣🤣🤣 Obrigado pela gargalhada matinal, O Jogo

Institucionalmente incompetentes...

Lembraram-se...

Impunidade...

20 Anos Benfica Campus | Episódio 9

BF: Marco Silva...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Da perturbação à paz, a noite do Sporting

Observador: E o Campeão é... - O Sporting renasceu e o Benfica esmagou sem piedade?

Observador: Três Toques - Bola de Ouro sem a rainha e com muito amor no ar no US Open

Liga: Estrela 2 - 1 Braga

SportTV: Europa - S02E01 - Melhor a Sul do que a Norte

BI: Megafone #38 - Portugal e as Apostas Desportivas

SportTV: Primeira Mão - Muitas trocas e baldrocas. Quem fez o melhor mercado?

Rabona: Fiorentina spent €120m to stop being a mess. It didn’t work…

ESPN: Futebol no Mundo #630

Zero: Fantasy - Jornada 6, um olhar para o futuro

DAZN: F1 - Antevisão ao Grande Prémio de Espanha

Três pontos merecidos

"O Benfica ganhou por 0-4 na visita ao Moreirense. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Triunfo e boa exibição
Marco Silva elogia o desempenho e a mentalidade dos jogadores: "Vitória totalmente justa. Mesmo não conseguindo marcar, a equipa manteve sempre a intensidade e a nossa identidade bem presente e praticamente jogámos nos nossos 50 metros ofensivos."

2. Focados
Autor de um golo e de uma assistência e considerado o Homem do Jogo, Prestianni valoriza o coletivo e perspetiva o futuro: "De jogo para jogo, estamos a fazer cada vez melhor. É continuar neste caminho. Há muito pela frente e vamos continuar a dar tudo."

3. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os quatro golos marcados pelo Benfica ao Moreirense.

4. Agenda
A equipa B visita a Académica na sexta-feira, às 20h45.

5. Arranque da defesa do título
As hexacampeãs nacionais de futebol têm embate com o Racing Power, referente à 1.ª jornada da Liga BPI, no Benfica Campus (sábado, 20h30).

6. Contributos internacionais
Ana Clara Oliveira, eleita a melhor em campo, e Thaís Lima jogaram pelo Brasil no Mundial Sub-20 de futebol.

7. Movimentações do defeso
A hoquista Sofia Moncóvio prolonga o vínculo ao Benfica.

8. 20 anos do Benfica Campus
Veja o 8.º episódio da série dedicada ao 20.º aniversário do Benfica Campus."

O desporto dá saúde? Nem sempre

"O ciclista português, João Almeida, lamentou que estejamos a chegar aos limites do que o corpo humano aguenta, dias antes do tenista espanhol Carlos Alcaraz ter vomitado em 'court' durante o US Open

Diz o velho ditado que o desporto dá saúde. Acredito que sim, mas há uma frase de João Almeida que não me sai da cabeça esta semana: «Estamos a chegar ao limite do corpo humano.»
Disse-a na Vuelta, a propósito do calor extremo que tem acompanhado a corrida e depois de pedir para que a entrevista fosse feita à sombra. Por causa do calor que obrigou, inclusivamente, a organização a encurtar uma etapa em 79 quilómetros. Não era uma metáfora. Estava a falar literalmente do corpo. Daquilo que consegue suportar antes de deixar de conseguir responder.
Pouco depois, do outro lado do Atlântico, Carlos Alcaraz ofereceu uma imagem quase perfeita dessa mesma fronteira.
O espanhol perdeu com Ben Shelton nos quartos de final do US Open, depois de 4 horas e 28 minutos de ténis. O encontro terminou às 3h33 da madrugada, no jogo mais tardio da história do torneio. Pelo caminho, Alcaraz chegou a vomitar em court. Ainda assim, recuperou, levou o encontro ao quinto set e só caiu no tie-break decisivo.
É extraordinário? É.
É também preocupante? Talvez devêssemos ter a coragem de dizer que sim.
Porque há uma coisa que o desporto parece ter aprendido a fazer que é transformar o sofrimento em virtude.
O atleta que joga lesionado é um guerreiro. O que compete com febre é um exemplo de compromisso. O ciclista que atravessa temperaturas impossíveis é um herói. O tenista que vomita, limpa a boca e continua a jogar está a «dar tudo».
E nós aplaudimos. Solidários.
Aplaudimos porque é emocionante. Porque é aquilo que queremos acreditar que distingue um campeão de todos os outros: a capacidade de ir onde os outros não conseguem ir. Mas talvez estejamos a confundir coisas.
A superação não pode significar ignorar os sinais do corpo.
João Almeida não estava a pedir menos competição. Estava a chamar a atenção para uma realidade que o desporto profissional conhece demasiado bem: há condições em que o corpo deixa de ser uma ferramenta de rendimento.
Porque os atletas não são máquinas, mesmo que alguns pareçam, como Fernando Pimenta, implacável na sua canoagem. Não são personagens de vídeo com uma barra de energia que se regenera-
Alcaraz regressava no US Open depois de quatro meses afastado devido a uma lesão no pulso.Depois de perder, disse que saía do court feliz, orgulhoso e saudável. Talvez esta última palavra seja a mais importante.
O problema não é o atleta querer ultrapassar os limites, faz parte da essência, da competição. O problema começa quando, espectadores, treinadores, organizações, patrocinadores esperaram que o faça sempre.
Quando a desistência passa a ser fraqueza.
Quando parar passa a ser falta de coragem.
O desporto precisa de continuar a ser extraordinário. ter emoção, histórias, recordes, feitos que parecem impossíveis.
Mas talvez tenhamos de começar a celebrar também outra forma de coragem: a coragem de dizer basta.
Até onde estamos dispostos a ir para continuar a ter espetáculo?"