Últimas indefectivações

domingo, 20 de setembro de 2026

PorkosTV...

A montanha de JJ pariu um rato


"Havia expectativa de revolução, sangue novo e abanão na Seleção. Contudo, a primeira convocatória de Jesus revelou um conservadorismo surpreendente e escassos 15 por cento de novidades...

A expectativa criada em redor da estreia de Jorge Jesus no leme da Seleção Nacional apontava para uma rutura com o passado recente e a expectativa em relação à primeira convocatória do experiente treinador era a de uma lufada de ar fresco na escolha dos intérpretes e o início inevitável de um processo de rejuvenescimento há muito exigido pelo futebol português. Porém, quando a lista de convocados foi finalmente revelada na Cidade do Futebol, a montanha de JJ acabou por... parir um rato.
Apesar do tom musculado no discurso e do habitual alarde tático diante dos jornalistas, as escolhas do novo selecionador pecaram por uma prudência excessiva e até desconcertante. Em vinte e cinco jogadores chamados, apenas quatro representam novidades em relação ao lote que esteve no último Mundial. Escassos 15 por cento de mudança numa estrutura que já dera claros sinais de desgaste e de saturação, exigindo sangue novo para atacar as próximas competições.
Eram muitos os que esperavam ver o rasgo audaz de promover jovens que atravessam momentos de forma fulgurantes nos seus clubes e nos vários palcos europeus — nomes como Rodrigo Mora, Flávio Gonçalves ou Mateus Fernandes —, mas Jorge Jesus preferiu remetê-los comodamente para o espaço dos Sub-21. Alegou que «ainda não é a oportunidade deles», optando por agarrar-se à segurança do passado imediato em vez de dar desde já a pedrada no charco de onde sair o desenho do futuro. Até a tão falada transição geracional em setor decisivo como a frente de ataque acabou empurrada com a barriga para a frente, mantendo-se por lá as figuras de sempre — exceção para Fábio Silva.
É facto sabido que o tempo de preparação para esta janela internacional é escasso e que Jesus justificou a opção pela urgência em «acelerar o processo», socorrendo-se do conforto tático de já ter trabalhado com treze dos convocados em experiências clubísticas anteriores. Trata-se de um pragmatismo compreensível no curto prazo, mas francamente curto para a ambição de médio e longo prazo.
O sinal para fora é, assim, distante da rutura anunciada. Se na sala de imprensa Jorge Jesus continua a ser o treinador genial, assertivo e sem papas na língua que todos conhecemos, na hora de passar da palavra aos atos a sua primeira Seleção poderia perfeitamente ter sido anunciada por... Roberto Martínez. Fica a dúvida se o conservadorismo é só cautela inicial ou se a revolução acabou antes de começar."

Do que é que tu estás à espera?


"Um, dois, três, começa a história: uma criança portuguesa sem ver o seu país nos grandes torneios. A criança que via os Mundiais como lugares distantes, reservados a países que apareciam nos cromos. Essa criança teve de pedir heróis emprestados.
No México 1986, torceu por Maradona. Como não torcer? Maradona sabia a passagem secreta do jogo. Um caminho só dele. Depois, noutros Mundiais, a criança sofreu por Baggio. Pela elegância, pelo cabelo, pelo budismo em forma de futebol. E também se apaixonou por Romário e o seu samba de finta curta, só de um acorde, que parecia uma sinfonia. Os heróis mudavam. A ausência ficava.
Entre 1986 e 1996, uma infância inteira passou sem Portugal numa fase final. Hoje, quando a qualificação parece um direito adquirido, é difícil explicar o que isso significava. Não havia indignação. Havia resignação. O país não perguntava até onde podia chegar. Perguntava quando voltaria a aparecer.
Entretanto, a criança tornou-se adolescente. E começou a acreditar. A Geração de Ouro trouxe uma promessa que era maior do que os resultados. Figo, Rui Costa, João Pinto. Nomes portugueses, nomes grandes. Admirados pelos outros. E como nós, na nossa pequenez disfarçada de arrogância, gostamos de saber o que os outros pensam sobre quem somos. Se temos a melhor praia, o melhor restaurante, o melhor miradouro, o melhor tudo e o pior nada. E ali estava o nosso doping emocional.
Parecia que Portugal não precisava de pedir licença para entrar. Talvez fosse possível pertencer à festa dos outros. Talvez os heróis já não tivessem de ser emprestados.
O Euro 1996 abriu a porta. O de 2000 mudou tudo. Portugal foi desafiar. Foi seduzir. Foi virar a Inglaterra do avesso, foi obrigar Zidane a sentir-se humano para nos condenar a uma morte súbita que, afinal, era só um renascimento.
Houve derrotas que doeram, mas já não eram as derrotas de quem tinha chegado por acaso. Eram as derrotas de quem descobrira que podia olhar os grandes nos olhos e, por vezes, obrigá-los a baixar os seus. A criança que só queria ver Portugal num Mundial tornou-se o adulto que se irrita quando Portugal não o ganha.
Não é ingratidão. É o preço do crescimento. As expectativas também envelhecem. Aquilo que aos 10 anos parecia impossível, aos 44 parece insuficiente. A memória continua a saber de onde viemos, mas o presente já não aceita viver apenas para agradecer. Quem viu Portugal ausente conhece o valor de estar. Quem viu Portugal campeão, como em 2016, conhece a obrigação de tentar vencer.
É aqui que chega Jorge Jesus. A sua primeira convocatória não apresenta apenas uma lista de jogadores. Apresenta uma nova possibilidade. E uma possibilidade, no futebol, nunca vem sozinha. Traz os desejos, as ilusões e as feridas de todos os que aprenderam a medir o tempo através da sua seleção Das suas ausências. E das suas presenças.
O que se pede a Jorge Jesus é demasiado grande. E porquê? Porque não se pede apenas futebol. Pede-se que reconcilie duas versões do mesmo país. O país que se lembra de não estar e o país que já só admite ficar entre os melhores. O país que agradecia uma qualificação e o país que considera um fracasso ser eliminado nuns quartos de final.
Somos o povo dos Descobrimentos. Também somos o povo do fado. Talvez nenhuma imagem explique melhor esta contradição. Partimos porque acreditamos. Cantamos porque desconfiamos do final. Temos a coragem de avançar e uma estranha intimidade com a derrota. Quando vencemos, sentimos que cumprimos um destino. Quando perdemos, dizemos que sempre soubemos.
Por isso, cada selecionador recebe muito mais do que uma equipa. Recebe uma ideia de Portugal. Tem de organizar uma equipa e, ao mesmo tempo, ordenar séculos de euforia e melancolia. Tem de convencer um povo que passa demasiado depressa da esperança ao fatalismo. Tem de explicar que ambição não é bazófia e que prudência não é medo.
Jorge Jesus chega com a convicção de quem nunca teve receio de pronunciar a palavra ganhar. Talvez isso nos assuste porque reconhecemos nele uma parte de nós. A parte que acredita que o talento deve mandar, que o jogo pode ser dominado, que o futuro se conquista avançando. Mas há outra parte, mais antiga, que fica para trás a contar os barcos que não regressaram.
Aos 44 anos, aquela criança já sabe que o futebol não promete justiça. Sabe que Maradona, Baggio e Romário foram também uma maneira de preencher um lugar vazio. Sabe que ter heróis portugueses no Mundial deixou de ser um milagre. E sabe que esse milagre transformado em hábito alterou para sempre a medida dos nossos sonhos.
É por isso que agora se pede tudo a Jorge Jesus. Como a outros antes dele. Não porque Portugal tenha ganho muitas vezes, mas porque passou demasiado tempo sem acreditar que podia ganhar. Não porque a história nos dê esse direito, mas porque o presente já não nos permite fugir dessa ambição. Talvez seja injusto.
Talvez seja excessivo. Mas crescer também é isto. É poder regressar à criança que escolhia heróis estrangeiros, sentarmo-nos ao lado dela e dizer-lhe baixinho: «Não te preocupes. O mundo também vai ser nosso.» Jorge Palma fez a pergunta, «Portugal, Portugal, do que é que tu estás a à espera?»
Estamos à espera do que sempre esperámos. De dizer a essa criança que vai correr tudo bem. Sem pressão, Jorge Jesus. Sem pressão. Mas com toda a pressão, sonhos e desespero da criança e do adulto que não quer ver Portugal continuar à espera."

Jesus e os Apóstolos


"Se há um país onde não é fácil assumir o cargo de selecionador nacional é certamente Portugal. O futebol assume um papel cada vez mais central na vida de muitos portugueses, seja por sucumbirem à incontável oferta de programas e propostas televisivas sobre o tema, com múltiplos ângulos de ataque e diversidade de opiniões, seja pela paixão intrínseca, que por todo o mundo é reconhecida, mas que, na faixa latina da Europa, encontra razões e motivações muito especiais.
Todos são treinadores, todos têm opinião, todos enfatizam razões, por vezes, insondáveis, e todos gostam de fazer valer os seus princípios e, tantas vezes, sobrepor as cores clubísticas a uma leitura mais equdistante e equilibrada das realidades.
Jorge Jesus conhece bem o país e sabia ao que vinha. Após um Mundial que, definitivamente, não correu bem às cores portuguesas, ficando a Seleção Nacional bem aquém do expetável e, sobretudo, das metas assumidas pela própria Federação Portuguesa de Futebol, não só se tornava óbvia a saída de Roberto Martinez, como natural o estreitamento de candidaturas a uma lista bem curta, em face das ambições naturais de uma equipa portuguesa que, nos últimos dez anos, venceu um Euro e duas Ligas das Nações, chegando aos quartos de final do Mundial qatari, há quatro anos, e esperando receber o mundo inteiro em 2030, quando for também anfitriã do maior torneio mundial de futebol.
A Seleção portuguesa trabalha, neste momento, na base de uma regeneração necessária, considerando as mudanças de geração e o surgimento de um conjunto de talentos jovens e predestinados que, quando e se bem acompanhados, trabalhados e potenciados, podem garantir ao futebol nacional um quadro de competitividade para os próximos dez anos.
Como em todas as situações análogas, importa medir bem os tempos e a dimensão da mudança, para que surja com a máxima naturalidade, nunca olvidando os jogadores que, nos últimos anos (alguns, nos últimos largos anos...) foram o alicerce de excelentes presenças em competições internacionais.
Aqui chegados, eis a primeira — e muito importante — tarefa de Jesus como responsável máximo pela equipa das Quinas: não perder o foco das competições próximas (Portugal, que já a venceu por duas vezes, parte para a quinta edição da Liga das Nações como defensor do título), entendendo justamente esta prova e a qualificação que logo se segue para o Euro 2028 como desafios que não pode negligenciar, mas perceber, com faróis de nevoeiro, o enquadramento do futebol português no cotejo internacional, as motivações das novas vagas de jogadores e a necessidade de despistar um grupo amplo que possa garantir, ab initio, patamares competitivos suficientemente robustos para que não se corram quaisquer desnecessários riscos.
Não era de esperar uma primeira convocatória diametralmente oposta à que constituiu a chamada de Roberto Martinez para a fase final do Mundial das Américas. Porque, na realidade, não passou tanto tempo assim para que as circunstâncias fossem tão diferenciadas, e porque a prudência aconselha a soluções de não rutura com o passado recente, antes procurando uma sequência pouco abrupta na evolução que, a médio prazo, certamente se sentirá.
Há um nome recorrente, claro. O de Cristiano Ronaldo. Portugal é um país que confunde muito facilmente gratidão com rendimento, o que transporta para o campo emocional a esmagadora maioria das opiniões que se possa ter sobre o jogador madeirense.
Cristiano marcou uma época no futebol português e, para muitos, será o melhor jogador da História do desporto-rei. Para todos, será sempre um dos melhores, e é essa a minha opinião. Entendo que a gratidão em relação ao modo como desenvolveu a sua carreira além fronteiras deve ser diretamente proporcional ao brilhantismo dos seus cometimentos, individual e coletivamente.
Mas a gratidão não justifica que, aos 41 anos, e jogando numa liga periférica e de pouca dimensão internacional, como a liga profissional saudita, continue a ser, obrigatoriamente, convocado e, muito menos, titular da Seleção Nacional.
De resto, o conjunto de exibições realizadas nos últimos meses por Cristiano Ronaldo deveria ser o primeiro sinal de alarme em relação à sua recorrente presença no onze português, e tal é reconhecido transversalmente pela comunicação social estrangeira. Serei mais claro: o jogador do Al Nassr deveria, até, ter, de forma lúcida e ponderada, terminado já o seu extraordinário percurso de Quinas ao peito.
Posto isto, e ainda que Jesus vá deixando mais ou menos claro que apenas jogará na sua Seleção quem mostrar o rendimento necessário e suficiente para o merecer, resulta da convocatória ontem anunciada uma sensação de evolução na continuidade, expressão que, como se sabe, não é propriamente garante de sucesso, até porque, historicamente, remonta ao Estado Novo e ao seu imobilismo ideológico.
Mas há algo que ressalta e que é fundamental nesta altura: o benefício da dúvida e, sobretudo, a garantia da expetativa. Jesus está a chegar e, com a sua equipa técnica, ninguém mais do que ele pretenderá ter o máximo sucesso num cargo e numa posição que, honra lhe seja feita, constituíram sempre o seu grande objetivo para a fase dourada da carreira profissional. E este é o parâmetro pelo qual todos, agora, se deveriam reger. Há desafios à porta, há objetivos, há ajustes e há resultados a obter. Portanto, é preciso trabalhar. E nada como alguma paz para o poder fazer em pleno.

CARTÃO BRANCO
Os primeiros quatro jogos da Liga das Nações marcam a estreia, como Assessor de Imprensa da Seleção de Portugal, do Alexandre Afonso. Deixo, desde logo, um aceno de muita simpatia a todo o trabalho realizado pelo seu antecessor, Francisco Trigo de Abreu, com uma descrição e competência que marcaram uma era na relação entre a comunicação social portuguesa e estrangeira, e o combinado nacional mais representativo. A missão do Alexandre, antigo jornalista da RTP e do Canal 11, não sendo fácil, parece talhada para alguém com as suas características profissionais e pessoais. Uma rodagem imensa, durante muitos anos, em media de referência e com experiências internacionais, e um carácter humano extraordinário. A opção da FPF, ao resgatar o alentejano Alexandre Afonso ao Canal 11 e, portanto, perfeita, e o cargo estará decerto muito bem entregue para os próximos largos anos.

CARTÃO VERMELHO
O novo selecionador de Angola (o senegalês Aliou Cissé) vive fora do país e só ontem terá chegado a Luanda para a conferência de imprensa de apresentação dos convocados dos Palancas Negras para o arranque da qualificação para a CAN 2027. O planeamento continua a ser quase nulo na Federação Angolana de Futebol: como é possível que tal suceda, estando a reunião com os jornalistas exatamente prevista para ontem, e permitindo a FAF que a sua principal referência técnica viva fora do país? Cissé foi apresenta com toda a pompa e circunstância, mas as dinâmicas e os hábitos não parecem, para já, ter sido significativamente alterados..."

Jorge Jesus mudou tudo sem mudar quase nada


"A primeira convocatória do novo selecionador é uma revolução sem revolucionários. Só não digam que não há uma revolução, porque há (nós é que estávamos a olhar para o sítio errado)

Há um ritual quase religioso no futebol português: contar as caras novas. É a nossa unidade de medida para as mudanças na Seleção Nacional e o entusiasmo é diretamente proporcional ao tamanho do número.
Nesse sentido, houve uma desilusão coletiva com a primeira convocatória de Jorge Jesus. Afinal de contas, quando o nome dele foi anunciado, meio país preparou-se para uma série de explosões: nomes novos, cortes dolorosos, regras conservadoras viradas do avesso.
E depois saiu a lista. Com quatro jogadores que não tinham estado no Mundial. Quatro. Apenas. De resto, nada de novo: os jogadores de sempre, pela ordem de sempre, com as fotos de sempre.
À primeira vista quase nada aconteceu e a reação do país foi imediata e previsível: afinal era isto? O pirómano veio de extintor na mão?
Não, nada disso. O discurso de Jesus explicou-nos que estávamos a olhar para o sítio errado. E, sejamos honestos, isso nem sequer devia surpreender-nos. Afinal de contas, Jorge Jesus nunca precisou de jogadores novos para descobrir jogadores novos. Ele foi o homem que olhou para Pizzi e viu um médio centro onde antes só existia um extremo. Pelo contrário, olhou para João Mário e viu um extremo onde antes só havia um médio centro. Olhou para Fábio Coentrão e viu um lateral, olhou para Enzo Pérez e viu um médio.
No fundo, não precisa de mudar o elenco para mudar o guião. E por isso começou a desmontar dogmas sem nos dar tempo, sequer, para digerir uma lista conservadora.
Com ele, João Félix joga no meio, como segundo avançado. Não é um «pode ser», nem um «às vezes cai ali». Nada disso, é segundo avançado e ponto final. Com o tempo, garante, irá acabar como primeiro avançado até. Enfim, não foi bem uma opinião tática: foi um quase diagnóstico de personalidade. Como se dissesse que Félix passou anos a ser mal traduzido.
Já Rafael Leão vai jogar muitas vezes pelo meio, que foi onde ele o lançou no Sporting, Fábio Silva traz princípios diferentes à posição de ponta de lança e o médio defensivo terá de ser um jogador posicional, ao jeito de Palhinha e Ruben Neves (mais do que de Vitinha).
Portugal abandonará o 4x3x3 tradicional, para jogar mais num 4x4x2, e Cristiano Ronaldo só será titular se tiver rendimento. Ou seja, a relação da Seleção com Ronaldo vai mudar: durante anos a pergunta foi como encaixar Portugal em Cristiano, Jesus pretende fazer o contrário, encaixar Cristiano em Portugal.
Não é fácil, vamos ver se o consegue.
Certo é que, bem vistas as coisas, a revolução não estava onde a procurávamos. Nós olhávamos para as caras e Jesus já tinha decidido que o que deve mudar são as ideias.
Ele não traz uma seleção nova: traz uma seleção diferente. Olhou para o que havia e decidiu não deitar os jogadores fora. Até porque, como sublinhou, Portugal não tem assim tanto talento que dê para construir duas equipas com a mesma qualidade. E, na vida dele, as caras foram sempre menos importantes do que o que ele pretende fazer com elas.
É uma revolução menos evidente do que se esperava? Talvez seja, sim. Ou, pelo menos, é legítimo pensar nisso. Só não é legítimo pensar que não houve uma revolução, porque houve.
Não veio foi no formato que estávamos preparados para a reconhecer.
Ou, colocado de outra forma, a primeira lista de Jorge Jesus teve muito pouco de revolucionário: já a primeira conferência de Jorge Jesus teve revolução por todo o lado."

BF: Prestianni

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: Três Toques - Rui Borges fala muito porque não tem as costas quentes?

Liga: Sporting 2 - 2 Arouca

Liga: Alverca 1 - 0 Rio Ave

Liga: Nacional 0 - 4 Famalicão

Liga: Gil Vicente 1 - 1 Marítimo

Futpedia #27 - BATALHA ROYAL NO 2 CLUBES 1 JOGADOR 😱

Santana: Antevisão...

Mega: Inside BENFICA's €295m Estadio Da Luz EXPANSION

Rabona: Como Are WAY More Than Just an “Interesting Project”…

sábado, 19 de setembro de 2026

Vitória...

Rio Ave 0 - 2 Benfica
Chandra(2)



Não foi fácil, as vilacondeses enquanto tiveram pernas deram muito trabalho, com muita agressividade e muitas faltas... o vento também não ajudou, mas só no 2.º tempo, principalmente após o 0-2, é que conseguimos controlar o jogo...



Zero: Canto - Identidade no Dragão e história em Milão (e muito João Pinto)

20 Anos Benfica Campus | Episódio 17

Este Benfica faz sentido. Gonçalo Paciência também


"Marco Silva pôs as peças no sítio, exerceu uma autoridade com lógica e há certezas quanto ao caminho. Já na Seleção são normais as dúvidas sobre caras novas. Pode haver surpresa?

Não há melhor indicador para testar o quão saudável é um balneário: quando os jogadores menos utilizados usam cada oportunidade como se daqueles minutos dependessem as suas carreiras. Isso traduz competitividade interna, mas fundamentalmente uma mentalidade vencedora transversal que nem sempre é possível observar em todos os plantéis, mais ainda em grupos compostos por gente muito bem paga, cujo elevado salário é proporcional aos egos e expectativas individuais.
A forma como o Benfica controlou, dominou e venceu o jogo da primeira jornada da fase de liga da Liga Europa frente ao Milan, em San Siro, com nove alterações no onze e todos, sem exceção, a revelarem uma determinação de excelência, é a prova que talvez faltava para exibir o que Marco Silva trouxe aos encarnados: não é apenas um treinador que pôs todas as peças no sítio, mas aquele que tem sido capaz, até agora, de convencer cada jogador da importância das suas funções, de como joga e quanto tempo joga.
Pode parecer pouco. Para muitos, isto é o que deveriam fazer todos os técnicos de uma equipa grande, mas basta fazer um exercício de memória para perceber que no Benfica esta não tem sido a realidade nos últimos anos. Por maior ou menor culpa dos que sucederam a Roger Schmidt, o último treinador campeão pelas águias, há sinais evidentes de que a diferença de Marco Silva para os antecessores residiu, também, na total sintonia com a SAD na redefinição cirúrgica do plantel. Seja na escolha dos jogadores mas também na afirmação de um estatuto que não permite desvios ao que foi traçado pelo próprio, o mesmo quer dizer que com ele não parece haver margem para reforços que não entrem no que ele pretende para cada lugar. Tem a autoridade que terá faltado a outros, mas também seguramente a capacidade de antecipar valências e mais valias - na gíria, tem olho.
Ao exigir que Lukebakio não saísse quando teve possibilidades de fazê-lo e ao defender Kaminski antes e depois da melhor exibição do internacional polaco, em Milão, mostram bem como o treinador se impôs internamente, no que deve ser visto como uma evolução, confirmando o que há muito se dizia mal se soube que seria ele o escolhido para substituir José Mourinho - o treinador certo no momento certo das águias.
Ainda é cedo para antecipar seja o que for, mas começa a ser por demais evidente que este Benfica faz sentido. E há muito tempo que uma ideia tão básica não saltava tanto à vista. Não há extremos a mais e laterais a menos, os jogadores da formação têm lugar nas opções principais sem ser à força ou de forma simbólica e até decisões que há seis meses seriam consideradas estranhas são hoje vistas como normais: a adaptação de Rafa ao lado direito do ataque e a troca de guarda-redes. Os resultados estão aí: o internacional português tem sido fundamental e ninguém questiona o seu posicionamento (com as óbvias nuances de não ser um puro extremo); Samuel Soares tem justificado a escolha e Trubin, quando regressou, pareceu estar melhor do que estava antes de ir para o banco.
A pergunta que agora muitos colocam é se este Benfica tem a capacidade técnica, tática e física para se impor ao FC Porto e em pleno Estádio do Dragão. Na última vez que as duas equipas se defrontaram no campeonato naquele palco assistimos a um respeito enorme de parte a parte que redundou num dos clássicos mais defensivos deste século. Pelo que já se viu, Marco Silva tem outra forma de pensar, mas também a astúcia de pôr a sua equipa a explorar o erro do adversário. Analisando os dois conjuntos de forma isolada, o Benfica tem um jogo mais fluido e imprevisível, o FC Porto é uma máquina a defender, letal nas bolas paradas e quando leva o jogo para um lado mais físico raramente o perde. Mas há muito tempo que não andava no ar a ideia de que os encarnados se apresentam no campo do grande rival dos últimos 40 anos com um estofo de quem sabe muito bem o que quer e que se impõe ao adversário, seja ele qual for. Porque, a bem da verdade, quando se retira a fisicalidade aos azuis e brancos, não se espreme dali muito sumo futebolístico.
Jorge Jesus estreia-se hoje nas convocatórias da Seleção Nacional e como sempre acontece com qualquer novo selecionador há uma expectativa sobre o que de novo pode trazer. Não há dúvidas quanto à forma de jogar (será diferente), já quanto à chamada de caras novas veremos se não opta por uma perspetiva mais conservadora.
Creio que uma das maiores dúvidas residirá na possibilidade de chamar mais um ponta de lança para ir preparando o adeus de Cristiano Ronaldo e competir com Gonçalo Ramos para a posição 9 - partindo do princípio de que o sucessor de Roberto Martínez olha para João Félix como um segundo avançado.
De entre as opções à vista saltam três a quatro nomes: André Silva (de regresso a um grande do futebol português), Fábio Silva (nem sempre titular no Dortmund), Gonçalo Paciência e Paulinho, goleadores de Santa Clara e Toluca (México), respetivamente. Cada um tem as suas características, mas não ficaria surpreendido se a escolha recaísse em Gonçalo Paciência.
Porque de todos os jogadores deste curto lote, é o único que parece nunca ter atingido máximo das suas capacidades. E sabemos que Jesus gosta de potenciar o que outros não conseguiram. Do ponto de vista do futebolista puro, o avançado dos açorianos é muito mais dotado do que a concorrência: fortíssimo no jogo aéreo, refinado com os dois pés, forte nos duelos. Em suma: um avançado completo. A sua carreira é mesmo um caso de estudo: tinha tudo para ser um ponta de lança de elite. Aos 32 anos, já não terá assim tanto tempo para responder às altas expectativas, mas às vezes o futebol tem boas surpresas, desde que os astros se alinhem e o contexto seja o adequado. Mas se não for agora e com JJ, certamente que nunca o será."

BF: Mudanças...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Projeção do FC Porto x Benfica em cinco tópicos

Observador: E o Campeão é... - Os convocados de Jesus garantem o sucesso de Portugal?

Observador: Três Toques - Jogos olímpicos: Canoagem no rio com 500 crocodilos aprovada

A Bola é minha, eu é que sei... - S04E05 - Porto vs Benfica: A Guerra Está Declarada ⚔️ Os 11, Os Golos e Quem Leva

Oliveira: Clássico...

TugaFut: Semanada...

Realidades...

Contas muito complicadas de fazer no Tugão !!!

Estes estrangeiros não percebem nada disto... os prémios da Liga é que valem!!!

Benfica, Benfica, Benfica e Benfica !!!

Verdade

Atualidade benfiquista


"Esta edição da BNews é dedicada a vários temas do Benfica.

1. Chamadas internacionais
Samuel Soares, Tomás Araújo e João Palhinha foram chamados à Seleção A de Portugal; Diogo Ferreira, Banjaqui e Gonçalo Moreira aos Su
b-21 lusos; Kamiński foi convocado pela Polónia; Circati está entre os eleitos da Austrália; Lukebakio foi chamado pela Bélgica; Barreiro está nos eleitos do Luxemburgo; Trubin e Sudakov estão convocados pela Ucrânia.

2. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os dois golos marcados pelo Benfica ao AC Milan.

3. Jogo do dia
O Benfica visita o Rio Ave, às 18h30, em futebol no feminino.

4. Agenda para sábado
No futebol de formação, os Sub-23 recebem o Torreense (17h30) e os Juniores visitam o Mafra (15h00).
Na Luz há jogos das equipas femininas de andebol (Gil Eanes, 15h00) e de futsal (Torreense, 17h00). Fora de portas atuam as equipas masculinas de andebol (Sporting, 15h00), futsal (Portimonense, 15h00) e hóquei em patins (APAC Tojal, 17h00).

5. Eliminação
O Benfica foi derrotado pelos alemães do RASTA Vechta, por 88-98, nos quartos de final da qualificação para a fase de grupos da Basketball Champions League, ficando assim colocado na fase de grupos da FIBA Europe Cup.

6. Seleções jovens
São 12 atletas do Benfica chamados pelas seleções nacionais Sub-17 e Sub-16 de Portugal.

7. Protagonista
Ana Catarina, guarda-redes de futsal do Benfica, é a entrevistada da semana.

8. Mundial Sub-20 de futebol feminino
Acompanhe a prestação das atletas do Benfica na competição.

9. Entrevista
Madalena Loução fala sobre a sua estreia na equipa A de futebol no feminino do Benfica.

10. Prémios de mérito
A formação de futebol no feminino benfiquista reuniu as jovens futebolistas no Estádio da Luz para a cerimónia dos Prémios de Mérito.

11. 20 anos do Benfica Campus
Veja o 16.º episódio da série dedicada ao 20.º aniversário do Benfica Campus."

Aquecimento


Yash: Milão...

Primo da Swiss: Milão...

Articool: Milão...

Triste, muito triste... nem Jesus nos salva!!!

Os meninos da CMTV ainda não se lembraram de fazer uma capa, com o facto da maioria dos dirigentes do Estrela envolvidos nesta trama, terem sido antes dirigentes da Lagartada, no mandato de Bruno de Carvalho, porque será?!!!

Vale mesmo tudo...

Artrose do joelho: entre o mito e a evidência


"A relação entre o desporto e a artrose do joelho (frequentemente, chamada «cartilagem gasta») é das menos compreendidas. As lesões articulares graves do atleta, como as meniscais e as ligamentares, aumentam o risco de artrose, anos mais tarde. Contudo, também sabemos que a atividade física regular é uma das melhores aliadas da saúde articular. Desta aparente contradição, nasce um mito persistente: de que o joelho se gasta com o uso e de que, a quem já tem artrose, só resta poupá-lo. Esta é a recomendação mais comum e, ao mesmo tempo, a mais prejudicial, pelo que vale a pena confrontá-la com o que a evidência hoje demonstra.
A artrose do joelho não se resume a um desgaste passivo da cartilagem: é uma doença de todo o órgão articular, com remodelação do osso subcondral e uma inflamação. A cartilagem é tecido vivo e o condrócito responde à carga: dentro de limites fisiológicos, o movimento é um estímulo trófico, não uma agressão. Retirar a carga não a preserva; apenas promove a atrofia muscular e a instabilidade que, essas sim, fragilizam o joelho.
Por isso, devemos olhar para o exercício como um tratamento de primeiro linha, de acordo com as recomendações de sociedades científicas internacionais de referência, como a OARSI (Osteoarthritis Research Society International) e o Colégio Americano de Reumatologia, e com a confirmação das revisões da Cochrane, que documentam redução da dor e ganho de função sem qualquer sinal de que a doença acelere. No entanto, convém desfazer dois equívocos persistentes. O primeiro é confundir dor com dano: o que importa não é o desconforto do esforço, mas a sua evolução nas horas seguintes, e nas crises modula-se a carga, não se abandona o movimento. O segundo é ler a radiografia como sentença, quando a discordância entre a imagem e a clínica é relativamente frequente: trata-se o doente, nunca a radiografia.
Definido o lugar do exercício, importa situar a medicina regenerativa, cuja relevância no tratamento é própria e crescente. Ao contrário da analgesia clássica, os tratamentos ortobiológicos permitem intervir sobre o próprio ambiente articular. De todos, o plasma rico em plaquetas (PRP) é o mais sustentado: os ensaios documentam uma melhoria da dor e da função, com bom perfil de segurança e o recente consenso europeu da ESSKA posiciona-o como opção injetável de primeira linha na doença ligeira a moderada.
O tratamento da artrose do joelho faz-se por etapas: o exercício, a educação e o controlo do peso; os condroprotetores, os ortobiológicos e, a seu tempo, a cirurgia. O joelho não é uma peça que se gasta: é um órgão que responde ao estímulo certo e a arte clínica está em saber escolhê-lo.
A artrose tem tratamento sem cirurgia se realizado em tempo útil!"