Últimas indefectivações

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Empate na Corunha...

Liceo 4 - 4 Benfica

Começamos a marcar, mas rapidamente os Galegos fizeram a remontada, nos primeiros 7m 3 golos!!! A partir daí andámos sempre a correr atrás do prejuízo, com o guarda-redes adversário a defender praticamente tudo! Foi na finalização o nosso principal problema... Quando sofremos o 4-3 a poucos minutos do fim, pensei que seria a primeira derrota da época, mas ainda conseguimos empatar...
Continuamos na liderança, agora com 6 pontos de vantagem, com 4 jogos pela frente.

Backstage | SL Benfica 3-2 SK Slavia Praha | UEFA Youth League

Hóquei em Patins Feminino: 0-15

Zero: Canto - Da perceção "grandiosa" no estrangeiro à frustração interna

Terceiro Anel: Café #24 - Tiago Godinho...

Quando Iúri Leitão acelera, o país também vai


"Sexto título continental do vianense e o primeiro ouro de sempre de Portugal em Europeus numa disciplina olímpica da pista. E, como quase sempre, num daqueles momentos grandes no velódromo que nos habituou

Quando Iúri Leitão acelera, não é apenas a corrida que reage, é todo um país que percebe que está a assistir a algo maior. O vianense voltou a fazer história para o ciclismo e o desporto português. Na Turquia, nos Campeonatos da Europa de pista, sagrou-se campeão de omnium.
Sexto título continental da carreira e o primeiro ouro de sempre de Portugal em Europeus numa disciplina olímpica. E num daqueles momentos grandes no velódromo a que já nos habituou. Aos 27 anos, Iúri já não pede licença: é gigante da pista.
Quatro vezes campeão europeu de scratch (2020, 2022, 2024 e 2025), campeão da Europa de corrida por pontos em 2025, corredor da Caja Rural no ciclismo de estrada, equipa ProTeam, Iúri juntou agora o ouro europeu de omnium à prata olímpica conquistada em Paris-2024, ao título mundial de 2023 e àquela que é, inevitavelmente, a joia da coroa: o ouro olímpico de madison, ao lado de Rui Oliveira, também nos Jogos de Paris. Um currículo que já não cabe numa simples enumeração.
Este primeiro título europeu no omnium é a 10.ª medalha pessoal em Campeonatos da Europa. Pelo caminho, já somou duas pratas e dois bronzes, um no omnium, em 2020, como se o destino tivesse ficado ali em suspenso, à espera do momento certo para se cumprir.
Iúri tem o que não pode faltar aos melhores pistards (termo para ciclista de pista). Frio, metódico, inteligente. Observa, calcula, lê a corrida e os adversários como quem resolve um problema complexo. Ataca apenas quando sabe que é para ganhar. E quando acelera, quase nunca há resposta. Rápido, poderoso, decidido. Um matador. Curiosamente, tudo isto contrasta com o homem fora da bicicleta: simpático, acessível, sempre sorridente, de conversa fácil.
Mais do que uma medalha, este título foi uma afirmação. De talento, de trabalho e de um atleta que continua a empurrar o ciclismo português para territórios inexpugnados. E fá-lo com toda a naturalidade, como se fosse apenas mais uma volta lançada rumo à história."

Tratar o sucesso por 'tu' em vez de por 'Vossa Excelência' - o desafio português


"Terá sido neste dia 5 de fevereiro, mas de 1676, que o cientista Isaac Newton, uma das mentes mais brilhantes e marcantes da humanidade, escreveu em carta dirigida ao também cientista Robert Hooke: «Se vi mais longe foi por estar aos ombros de gigantes». De facto, penso logo em três: Galileu Galilei, Johannes Kepler e René Descartes, de onde muito bebeu para chegar às três Leis do Movimento. Ou à Lei da Gravitação Universal. O sucesso, de facto, não é uma corrida solitária. É mais uma prova de estafetas.
Foi a 5 de fevereiro, mas de 1985, que nasceu Cristiano Ronaldo. Ser o melhor da história depende de cada um e tem muito de subjetivo, por isso digo apenas que é o maior jogador da história. Pelos números e pelo impacto mediático único no planeta em todas as áreas. Também ele, passe a imagem, um criador das leis do movimento e gravitação universal por tudo quanto faz em campo.
Ser grande é, também, ver mais longe nos ombros de gigantes. Terá sido nos ombros de Eusébio, Coluna, José Águas ou Simões que o Benfica venceu o Real Madrid por 4-2. Ou nos ombros dessa referência mítica e simbólica que para sempre se chamará terceiro anel.
O que o Benfica fez com o Real Madrid – e o Sporting já tinha feito com o PSG – foi notável. Não foi uma vitória caída do céu. Não foi sorte. Não foi um dia mau do Real Madrid. Foi o Benfica a ser Benfica. José Mourinho a ser Mourinho como há muito não o via, recuperando o esplendor da magia dos vencedores. Virá de novo o Real Madrid. E depois? Metem medo? Como já defendi neste espaço, caem mais sonhos por falta de fé do que por fanfarronice.
O que o Sporting já fez na Liga dos Campeões é absolutamente notável. Basta olhar para os sete companheiros de viagem rumo aos oitavos de final. Mais do que tomar-lhe o gosto, que o Sporting se sinta em casa sentado à mesa com gigantes. Que entenda que este é o seu espaço de conforto. Que se habitue a tratar o sucesso por tu e não por Vossa Excelência. Para que se troque o verbo ter por ser. Ter sucesso por ser sucesso.
O que o FC Porto e SC Braga podem fazer na Liga Europa deixa-me esperançado e entusiasmado. Repetirem a presença na final, como em 2011, seria muito bom. Pensar em algo diferente do que lutar pela Liga Europa, em especial para o FC Porto, é não respeitar o talento, o trabalho, a convicção e a dimensão do clube.
Vencer a Champions e a Liga Europa? E porque não? Não interessa se o sonho é realista ou não; se as probabilidades são altas ou baixas; se há tubarões na mesmo praia. Interessa é que ninguém é grande sem se ver a si mesmo como grande; ninguém atinge a meta sem se imaginar a cortá-la de braços no ar; ninguém dá mil passos sem dar o primeiro; ninguém chega por escadas ao 10.º andar se sentir vertigens só por subir ao 1.º. Ninguém vê mais longe sem se apoiar nos ombros de gigantes.
E se nós somos aquilo que dizemos e nos projetamos na forma como o dizemos, então que sejamos arrojados. Haverá pensamento mais deprimente do que ir trabalhar apenas para picar o ponto? Querer muito vencer não é vaidade. Não é garganta. Vencer não é meta, é um diálogo constante entre o que a mente manda e o corpo faz."

O Sporting anda a viver sobre o arame


"«A sorte dá trabalho», diz Rui Borges. Mas depois de quatro jogos seguidos vencidos aos 90', ou depois disso, pode ser altura de tentar perceber porque é que essa sorte tem sido necessária

Rui Borges tem razão. «A sorte dá trabalho», disse o treinador do Sporting, ontem, na conferência de imprensa de lançamento do jogo com o Aves SAD, dos quartos de final da Taça de Portugal. E é verdade. A sorte dá muito trabalho, e não se deve tirar o mérito à capacidade do leão de vencer jogos com golos na compensação. Mas não deixa de ser sorte.
«Acabamos por ser felizes em marcar, mas a felicidade é tanta no início como no último minuto», disse também o treinador... e aí já não consigo concordar. Na verdade, este Sporting anda a viver sobre o arame — tem mostrado um equilíbrio tremendo para não cair, mas está muito menos seguro do que se tivesse os dois pés assentes na terra.
Nos últimos quatro jogos, o leão fez o golo da vitória aos 90' (Luis Suárez, 2-1 ao PSG na Liga dos Campeões), aos 90+6' (Luis Suárez, 2-1 em Arouca, na Liga), aos 90+4' (Alisson Santos, 3-2 em Bilbau, contra o Athletic, para a Champions) e aos 90+6' (Luis Suárez, 2-1 ao Nacional, na Liga). Nos três jogos em que venceu por 2-1, deixou-se empatar depois de estar a vencer por 1-0; em Bilbau, começou a perder, conseguiu empatar mas voltou a ceder, antes de fazer a reviravolta na segunda parte.
Que a equipa de Rui Borges tenha conseguido chegar aos triunfos aos 90' ou depois disso é um ótimo sinal — dá conta da resiliência, da convicção, da força psicológica da equipa. Mas o que o treinador tem de questionar é: porque é que isso tem sido necessário?; porque é que o Sporting, nos últimos quatro jogos, chegou aos 89' sem estar a vencer?
E se contra PSG e Athletic Bilbao, atendendo à força dos adversários, não é difícil compreendê-lo (embora a qualidade, ou falta dela, da exibição na primeira parte no País Basco não deixe de ser preocupante), já em Arouca ou diante do Nacional a produção ofensiva do leão terá ficado bem aquém das expectativas, considerando as diferenças na classificação da Liga.
Basta, aliás, olhar para a estatística de golos esperados: o Sporting fez dois golos em cada uma das partidas, quando diante do Arouca, em função dos remates que teve, a expectativa seria de 1,65, e contra o Nacional de 1,99. Ou seja, não se pode falar em exibições dominadoras ou de grande desperdício.
Por isso, sim, tem havido mérito mas também sorte na forma como o Sporting tem conseguido ganhar ao cair do pano. Mas mais que isso: esse mérito, e essa sorte, não devem servir para esconder o que está menos bem."

BF: Moreira & lesionados...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - 41 anos de Cristiano Ronaldo: o presente e o futuro

Observador: E o Campeão é... - Sporting não pode olhar para o AVS como o FC Porto olhou para o Casa Pia

Observador: Três Toques - O patinador que queria ser Minion e a riqueza da mãe Mbappé

Zero: Ataque Rápido - S07E27 - FC Porto, Sporting e (ainda) Benfica - com Carlos Daniel

BolaTV: O lado direito do Mister #1 - Entre o silêncio, a mensagem e o momento certo

Em frente na Youth League


"Nesta edição da BNews, o destaque recai nas várias partidas disputadas ontem pelo Benfica, nomeadamente a relativa aos 16 avos de final da UEFA Youth League.

1. Nos oitavos de final
O Benfica ganhou por 3-2 ao Slavia de Praga e está apurado para os oitavos de final da UEFA Youth League.

2. Em vantagem
Em futebol no feminino, o Benfica venceu, por 0-1, em Braga, na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal.

3. Outros resultados
A equipa feminina de voleibol do Benfica foi derrotada, por 3-0, na visita ao Igor Gorgonzola Novara. A equipa feminina de hóquei em patins goleou o Parede por 0-15. Em andebol no masculino, a partida entre Avanca e Benfica, dos 16 avos de final da Taça de Portugal, foi suspensa aos 5 minutos devido às más condições do piso.

4. Jogo do dia
Em hóquei em patins, o Benfica visita o HC Liceo em jogo da 6.ª jornada da fase de grupos da WSE Champions League.

5. Convocatória
A mais recente convocatória da Seleção Nacional Sub-19 integra três atletas do Benfica.

6. Sorteio
Benfica e Torreense defrontam-se nas meias-finais da Taça da Liga de futebol no feminino.

7. Europeu de futsal
Acompanhe a prestação dos atletas do Benfica na competição.

8. Fazer a diferença
Veja as melhores imagens das XI Jornadas de Investigação em Oncologia, nas quais a Fundação Benfica participou."

Trubin...

Benfica FM: Paulo Almeida...

🍿Paga Sr. Marinakis 🍿

Que tal assumir pausas técnicas no futebol?


"Volta e meia surgem umas ideias peregrinas no futebol. Como aquela de sair a jogar de trás, que tantos engulhos tem trazido a equipas menos preparadas. Ou outras mais prosaicas, como rasgar os pés das meias e, mais recentemente, fazer buracos na parte de trás das meias. Quando eu era puto usávamos «meias de enchimento», se possível por fora, para dar estilo.
Agora vemos guarda-redes a caírem para os treinadores poderem dar instruções. Talvez seja hora de instituir as pausas técnicas no futebol, como já existem as de refrigeração em caso de calor excessivo. Brincar com a saúde e a integridade física é feio. E pode , um dia, dar mau resultado.

De chorar por mais
Pé ante pé, o SC Braga tornou-se na equipa que, provavelmente, melhor futebol joga em Portugal.

No ponto
Sem autocarros, o Casa Pia travou o até há dias imbatível FC Porto. E não venham com a desculpa do relvado...

Insosso
É engraçado ver a sucessão de episódios no futebol da Arábia Saudita. Nem em Hollywood... ou Bollywood.

Incomestível
Foi mal o International Board ao não implementar a proposta de Arsène Wenger para a lei do fora de jogo."

Leiria a reerguer-se após o Estád(i)o de sítio


"A cidade do Lis abanou. Muito. Mas não caiu. Sofreu um (duro) revés. O Castelo, o Rio Lis, o mítico Dr. Magalhães Pessoa continuarão a orgulhar um povo que lutará sempre pelos seus

Declaração de interesses: sou leiriense. Nascido e criado. De alma e coração. Como acontece com, presumo, qualquer cidadão, o apego à (nossa) terra vem do berço. Ouso, por isso, sentir que Leiria é um pouco minha. Mas o eu, o singular, pouco ou nada importa para o caso. O que deve, de facto, ter destaque é o nós, o plural. Nós, os leirienses. Um povo tão rijo quanto solidário. Tão trabalhador quanto fiel. Na saúde e na doença. Porque Leiria é como um casamento: para a vida.
Serve o preâmbulo para escrever o que me vai na alma sobre uma cidade, um concelho e um distrito absolutamente devastados e que nos últimos dias (não) tem sobrevivido. A tempestade Kristin (quase) tudo levou. A minha primeira palavra é para as famílias das vítimas mortais desta catástrofe. Perder um ente querido, seja em que circunstância for, é sempre aterrador. Ter de lidar com essa dor infindável na sequência de algo que não se controla faz aumentar ainda mais o sentimento de impotência. Paz à alma de quem partiu. Ainda que os nossos, costuma dizer-se, nunca partam. Ficam para sempre nos nossos corações e nas nossas memórias.
O estád(i)o de sítio em que Leiria se encontra é indescritível. Não há palavras — por muito que nós, profissionais da Comunicação Social, possamos tentar fazer uso das nossas competências — suficientemente ilustrativas para relatar o que aconteceu naquelas fatídicas primeiras horas do passado dia 28 de janeiro de 2026. Naquela madrugada, em que a Mãe Natureza colocou Leiria à prova, a cidade respondeu de forma heróica. Metaforicamente falando, a (nossa) linda Leiria abanou, caiu, mas desde logo deu resposta veemente: somos da raça que não se vergará. Contra todos os ventos e marés, cá estaremos para muitos mais séculos de história. O nosso belo território, o nosso maravilhoso e imponente Castelo, e o nosso querido Rio Lis serão eternamente defendidos pelas suas gentes — obrigado, muito obrigado, à infindável onda de solidariedade que (nos) tem chegado: Leiria não mais vos esquecerá. Vamos reerguer-nos. Que ninguém duvide!
Do magistral Estádio Dr. Magalhães Pessoa à mais humilde habitação, passando pelo tecido empresarial, todos temos sofrido. A destruição é absurda. Como se diz em bom português, foi quase tudo pelos ares. Mas enquanto houver um leiriense vivo... haverá sempre Leiria. E mesmo os nativos que estão noutras latitudes do País e/ou do globo, são, estou certo, amantes eternos da nossa linda Leiria. Que é paixão infindável.
A palavra de conforto à qual tento agarrar-me, estendo-a, humildemente, a cada um dos meus conterrâneos. E como não poderia deixar de ser, expresso a minha inteira solidariedade a todas as entidades desportivas do distrito que viram grande parte dos seus espaços (que a tantos servem) devastados pela tempestade. Vão todos voltar ainda mais fortes. Acreditem. Somos Leiria!
Palavra final para todos os autarcas, com especial ênfase para Gonçalo Lopes, presidente da Câmara Municipal de Leiria. Muito mais do que um edil: um Senhor (assim mesmo, em maiúsculas). Uma semana já lá vai e o responsável máximo pelo Município tem sido absolutamente inexcedível. E se é um «boneco» (entendedores... entenderão), então somos todos... «bonecos»."

Quando o medo entra em campo o talento sai do jogo


"O talento perde-se muitas vezes não por falta de capacidade, mas por excesso de medo. Hoje não quis falar dos temas mais quentes do desporto nacional. Apeteceu-me trazer-vos um verdadeiro tema da psicologia aplicada ao desporto (e não só): o clima de segurança psicológica e a sua importância para o sucesso.
Um contexto de segurança psicológica corresponde a um ambiente relacional e organizacional no qual os indivíduos percecionam que podem expressar ideias, dúvidas, erros, preocupações e emoções sem receio de punição, humilhação, exclusão ou consequências negativas para o seu estatuto. Aplicado ao desporto, trata-se do ambiente em que atletas podem errar, arriscar, decidir sob pressão, recuperar de falhas e cooperar eficazmente, sabendo que o tema pode ser discutido e analisado como parte integrante da melhoria, mas não existirão consequências negativas.
Quando a pressão sobe, o sistema nervoso não distingue uma final olímpica ou um dérbi de um perigo real. Se o contexto emocional for vivido como punitivo, o organismo entra em modo de defesa. A atenção estreita, a tomada de decisão torna-se rígida e o corpo reage mais devagar. A mente passa a jogar para não falhar e não para vencer. É aqui que muitas carreiras se perdem e muitos títulos escapam.
Quantas épocas já vimos ruir não por falta de qualidade, mas por balneários tensos, lideranças que criticam publicamente, ambientes onde o erro é castigado e o silêncio se torna estratégia de sobrevivência? A ciência do comportamento humano demonstra que o rendimento ótimo emerge em contextos de elevada exigência combinada com segurança psicológica e não em ambiente punitivo. Esta segurança é saber que o erro não destrói valor pessoal, que a comunicação é bem-vinda, que o risco faz parte do crescimento e que falhar não equivale a ser descartado.
No desporto, inclusive no alto rendimento, a maior parte das quebras sob pressão não acontece por incapacidade física ou tática. Acontece quando o cérebro está mais focado em proteger-se do que em vencer. Talvez a verdadeira vantagem competitiva já não esteja no treino mais duro, mas no clima emocional onde esse treino acontece.
Este texto foca deliberadamente uma dimensão coletiva da psicologia do desporto, que tantas vezes é ignorada em favor do talento individual, mas não foi uma escolha ao acaso, pois é uma dimensão crítica quando nos aproximamos das fases mais decisivas dos campeonatos. Talvez seja o momento de todas as equipas se perguntarem, com honestidade: posso arriscar, posso errar? Sinto-me verdadeira e suficientemente seguro?"

ESPN: Futebol no Mundo #536

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Zero: Saudade - S04E22 - «E se?», um multiverso de golos e goleadores: de Eusébio e Gomes até Gyokeres

Zero: Fantasy - Jornada 21: gerir clássico; apostar nos ataques

DAZN: DRS #37 - WILLIAMS FW48 & 1o TREINO OFICIAL! 🏎️🏁

SportTV: NBA - S04E17 - Fecho de Mercado 🚨

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Vitória na tormenta...


Benfica 3 - 2 Slavia Praga
Freitas, Moreira, Umeh


No meio dum autêntico diluvio no Seixal, qualificação com uma vitória muitíssima complicada, contra um adversário muito agressivo, que se adaptou melhor às condições do relvado, marcou cedo; reagimos, empatámos ainda no 1.º tempo, voltámos a ficar em desvantagem num carambola habitual destas condições de jogo, mas nunca desistimos, e acabámos por fazer a remontada, com muita garra!
Nestas condições, a qualidade técnica passa a ser secundário, os Checos fortes fisicamente, com muita correria, conseguiram equilibrar. Só um Benfica, com espírito de vitória, conseguiria a reviravolta...


Vantagem...


Braga 0 - 1 Benfica
Moller


Na 1.ª mão da Meia-final da Taça de Portugal, vitória com um golo madrugador (aos 2'), numa partida realizada num relvado bom (no meio deste temporal...), contra um adversário complicado, com a Pauels a defender um pênalti dando uma boa vantagem para a 2.ª mão, que só será jogada lá para o fim de Março!!!


Derrota em Itália...

Novara 3 - 0 Benfica
25-20, 25-17, 25-15

Despedida Europeia, com mais uma derrota normal, onde as jogadoras até estiveram bem, principalmente no 1.º Set, mas o nível da Champions, é muito alto, para este Benfica...

De regresso à competição! 🦾

O Cantinho Benfiquista #221 - Do São Trubin à Lama de Tondela 📱

Benfica Podcast #581 - Down to the Mud

Benfica: um desassossego


"É bem diferente encarar um novo desafio com a alegria no rosto e a confiança reforçada. Ganhar ao Real Madrid, e da maneira invulgar e apoteótica que foi, é muito diferente da apreensão que a derrota em Turim, naturalmente, provocou. Porém, o futebol é um desassossego constante e, em Tondela, muita coisa mudou. O onze escolhido por Mourinho nem por isso. Banjaqui só regressou por impedimento de Dedic e António Silva já se esperava que voltasse, pela sua garantida capacidade e pelo descanso que permite a Tomás Araújo, nesta altura o parceiro preferencial de Otamendi.
Quanto ao resto, tudo diferente. A relva é uma parte importante para que a qualidade técnica dos jogadores faça diferença. No caso, as equipas menos dotadas acabam por beneficiar e tirar partido das condições mais adversas em que se joga. A parte física passa a valer mais, equilibrando os duelos pela força e não tanto pela arte das equipas em confronto. Um Tondela trabalhador, agressivo e bem organizado viria a constituir um obstáculo que teve em Bernardo, o guarda redes da equipa, o seu inspirado expoente máximo. Ao contrário de outras equipas, o Tondela soube respeitar o espetáculo, não tendo sido o habitual antijogo a prevalecer, como vemos em muitas outras ocasiões.
O Benfica fez de tudo para vencer e o Tondela o mesmo fez para sobreviver. Não foi um jogo tecnicamente bonito, mas sim especialmente competitivo.
Mourinho vem optando por manter os seus dois jovens alas na equipa titular, porque a resposta destes tem sido boa. Esta solução tem permitido a Sudakov estender a sua qualidade enquanto coordenador do jogo ofensivo da equipa. Para que isto suceda, as costas do talento ucraniano são preenchidas pela eficiente e versátil dupla de médios, Aursnes e Barreiro, da qual o experiente técnico não tem prescindido. Com esta alteração inverteu-se o triângulo do meio campo, com o sacrifício inicial de Enzo ou Manu, jogadores mais posicionais. A verdade é que, mesmo não tendo ganho este último jogo, nem marcado, foram muitas as oportunidades criadas, mesmo em condições meteorológicas tão difíceis.

Velha manha lusa
Relativamente ao tema da relva e das visitas dos grandes, lembro-me que havia um mister ali para os lados da Reboleira (não é esse que estão a pensar...) que proibia os funcionários do clube de cortarem ou tratarem da relva na semana dos jogos caseiros com os grandes, para aumentarem as dificuldades dos craques visitantes.
«Quanto mais esburacado melhor», era a mensagem passada. Claro que era o tempo do vale tudo, e várias eram as manhas utilizadas. Pela antiguidade da história, mesmo sendo verdadeira, vou poupar a identidade do treinador em causa, até porque essa nem era das piores estratégias a que então se recorria. Talvez um dia volte ao assunto.

Pavlidis
É difícil não admirar o esforço e o rendimento de Pavlidis. É fácil perceber a importância que tem na equipa e o quanto ela depende de si. Neste momento, parece-me, Pavlidis não recuperou ainda a sua absoluta confiança depois do episódio do Dragão, seguido do escorregão em Turim.
A fase que atravessa afeta a sua normal convicção, perdendo para a insegurança e para a perda do timing das suas ações. Nos dois últimos jogos, com o Real Madrid e o Tondela, a espontaneidade do avançado grego tornou a não ser a mesma. O primeiro toque não está perfeito quando perto da baliza e o remate perde tempo e espaço. O remate de primeira também não é agora uma opção procurada. O esforço é o mesmo, ou até superior, mas a eficácia está em fase que importa inverter. Até os penáltis, em que era muito seguro e parecia infalível, vêm sendo convertidos com uma menor certeza.
A vida do goleador é o mérito do golo ser, normalmente, dividido com quem assiste ou até com quem recupera a posse de bola. A perdida flagrante não. É da sua exclusiva responsabilidade, algo que pesa no avançado e que temporariamente o diminui. Esta é uma realidade que faz parte, com a qual um atacante tem que lidar, lutando por repor o mais cedo possível a sua eficácia. Entretanto, os jogos não param e as exigências ainda menos. É quando o apoio dos verdadeiros adeptos se torna mais importante.

Real noite
É difícil retratar a noite europeia que se viveu na Luz. A qualidade e a personalidade da equipa do Benfica, naquele que era o jogo-chave, foram o orgulho de qualquer benfiquista.
A propósito, achei muito positiva e satisfatória a tolerância dos adeptos no final deste jogo em Tondela. O que, normalmente e infelizmente, resulta em insultos, quando não se ganha, transformou-se desta vez em aplausos, premiando muito justamente o esforço e não o indesejado empate. Bom exemplo dos seguidores da equipa, que seria bom estabilizar.
Voltando à noite de sonho, e ao final do jogo, foi absolutamente justa a homenagem pública ao comportamento de Courtois, à qual também Mourinho se juntou. As boas atitudes nunca são demais e devem ser promovidas, mas veem-se quase exclusivamente quando se ganha. Desta vez, o gigante belga, mesmo na derrota, vestiu a pele de Trubin, seu companheiro de posição tantas vezes incompreendida, abraçando o colega adversário pela sua inesquecível proeza."

Benfica: os miúdos não sentem que é impossível


"O Benfica chega a janeiro como chegam os pugilistas que ainda estão de pé, mas já perderam a conta aos golpes. Houve eleições há pouco mais de quatro meses com Rui Costa, ao longo de uma dura campanha, a revalidar o mandato. Antes mudou o treinador. Saiu Bruno Lage, entrou José Mourinho, um dos homens mais preparados do futebol europeu para gerir crises, egos e ruínas. E, ainda assim, o Benfica chegou ao coração do inverno fora da Taça de Portugal, derrotado na Taça da Liga, a nove pontos do líder FC Porto e a cinco do segundo lugar ocupado pelo Sporting. A noite épica frente ao Real Madrid, que permite a continuidade na Champions, tornou-se num balão de oxigénio que perdeu algum volume com o empate em Tondela.
Uma época que começou com ambição, passou a resumir-se a um objetivo curto de chegar ao segundo lugar e um sonho (ainda muito distante) de alcançar a primeiro, além de mais um capítulo europeu prestes a ser escrito com o Real Madrid. Em matéria interna, o resumo faz-se de forma simples: pouco para quem é grande, muito para quem está ferido.
A equipa, é justo dizê-lo, tem melhorado. Está melhor hoje do que há algumas semanas. Mais organizada, mais compacta, menos caótica. E para isso também contribuiu a ida de Aursnes para o meio e a interrupção no futebol anárquico de Ríos. Mas ainda continua com o peso de quem sabe que qualquer erro já não tem margem de correção. Cada jornada de campeonato é uma final, cada falha um epitáfio. O futebol, quando se joga assim, deixa de ser jogo e passa a ser julgamento.
Foi nesse cenário que apareceram os miúdos. Como aparecem sempre. Sem pedir licença. Sem pedir desculpa. Banjaqui tem 17 anos e corre pela direita como quem ainda não sabe que o futebol também pode doer. Anísio Cabral, da mesma idade, pisa a área com a naturalidade de quem ainda acredita que todas as bolas podem ser golo. Foram eles que fabricaram o último frente ao Estrela. Um gesto simples. Um entendimento limpo. Um golo que não muda classificações, mas muda estados de alma. E às vezes é isso que salva um clube de se perder por dentro.
Com eles vieram os sorrisos. A pureza. A alegria. A irreverência. Aquilo que o Benfica parecia ter perdido, antes do jogo com o Real Madrid, e no meio da pressão constante de viver no limite em todas as competições.
Além de Banjaqui e Anísio (que voltaram a jogar frente ao Tondela) podem também juntar-se outros que já se estrearam pela equipa principal, como Diogo Prioste ou José Neto. Todos com a mesma característica invisível e decisiva: cabeça limpa e sonhos até ao céu. A tal leveza que os mais experientes, carregados de expectativas e obrigações, nem sempre conseguem ter.
O combustível dado por sangue novo já resultou antes na Luz. Foi assim com Renato Sanches na primeira época de Rui Vitória, quando ninguém lhe explicou que não podia fazer aquilo. Foi assim com João Félix no ano em que Bruno Lage chegou à equipa principal e recuperou sete pontos ao FC Porto. Foi assim, mais recentemente, com a vitamina João Neves na ponta final da primeira época de Schmidt, fundamental para o Benfica manter o avanço e sagrar-se campeão. O futebol repete-se porque os clubes esquecem-se. E voltam a lembrar-se quando já há pouco a perder.
A distância nove pontos para os dragões, com o Sporting pelo meio, faz com que a matemática se apresente de forma fria e faça com que o título, ainda antes do clássico de segunda-feira, seja ainda uma miragem. Mas pode haver outra vitória. Menos ruidosa. Mais profunda. A afirmação destes miúdos, e um novo milagre na Champions, pode ser o melhor que esta época tem para oferecer na Luz.
José Mourinho tem tido a coragem e visão de os lançar. E eles correspondem. De sorriso aberto, futebol nas pernas e coração cheio. Assim continuem a ter oportunidades. Assim possam gozar da paciência que normalmente é reservada aos reforços de €27 M e €30 M, aqueles que podem somar cinco ou seis jogos cinzentos porque fazem parte do processo de adaptação. O talento de alguns destes jovens merece essa aposta contínua e equilibrada. Mourinho saberá isso melhor do que ninguém.
Depois há o lado magnético com a bancada. A identificação é imediata. Os sócios olham para eles como família. Porque são da casa. Porque cresceram ali. Porque representam a base e a essência do clube.
Com a exceção da Supertaça, ainda conquistada no período de Bruno Lage, a época do Benfica pode terminar sem títulos.. E isso nunca deve ser satisfatório num clube que investiu como nunca e tem condições para outro tipo de campanha. Mas com os sorrisos dos campeões do mundo de sub-17, nem tudo tem de ser depressão.
Às vezes, a maior vitória é perceber que o futuro entra sem medo. Com miúdos que pisam o relvado sem saber que a missão é quase impossível. Que respondem ao desafio sem traumas, cicatrizes ou ressacas de maus resultados. E talvez seja por isso que jogam como se cada segundo fosse eterno e cada jogo pudesse mudar tudo."

Ineficácia e matemática


"Depois de um apuramento épico para o play-off da Liga dos Campeões e uma vitória histórica sobre o Real de Madrid, que só não foi mais expressiva pela ineficácia atacante que tem vindo a marcar a época, como Mbappé, com a grandeza dos realmente grandes, assinalou no final do jogo, regressados à Liga, a deslocação a Tondela prometia ser difícil, não só pela qualidade do adversário, como por outros "adversários" serem expetáveis. Desde logo, o próprio Benfica e a forma como iria reagir à "ressaca" do jogo europeu, da natural euforia daí resultante e da eventual desconcentração que daí pudesse resultar, para além do vento e da chuva que iriam previsivelmente tornar, como tornaram, o terreno difícil. Nenhum destes fatores impediu o Benfica de criar oportunidades atrás de oportunidades, ter mais de duas dezenas de remates à baliza e, sem desmerecer a excelente exibição (mais uma) do guarda-redes Bernardo Fontes, só a ineficácia ofensiva justificou este empate que é muito penalizador para uma equipa que tem vindo a crescer e que, mais uma vez, até jogou bem, mas não fez o mais importante num jogo de futebol - marcar golos. Um dia depois, o Casa Pia encarregou-se de provar que o que aconteceu em Tondela acontece a todos e o líder perdeu o seu primeiro jogo na Liga, deixando um sabor amargo do que podia ter acontecido... Resta, pois, continuar a acreditar na matemática, que até foi amiga recentemente, de preferência transformando as oportunidades em golos, e, com trabalho e união, ganhar os jogos que faltam no campeonato, acreditando que ainda é possível. A matemática assim o dita..."

BF: Sterling?!

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Ainda há Rio Ave nos Arcos?

Observador: E o Campeão é... - Hjulmand. Há uma nova novela no Sporting?

Observador: Três Toques - O trajeto de uma lenda olímpica que virou estagiária

Oliveira: PORTO PERDE A PRIMEIRA VEZ CONTRA O CASA PIA!!

Muito Benfica para apoiar


"Os vários jogos do Benfica agendados para hoje e o reconhecimento das Nações Unidas das boas práticas benfiquistas no âmbito da sustentabilidade são os temas em destaque nesta edição da BNews.

1. Football for the Goals
Benfica adere ao programa Football for the Goals das Nações Unidas. Reconhecimento surge na sequência do trabalho desenvolvido pelo Clube no âmbito da sua estratégia de sustentabilidade Redy – Ganhar em Todos os Campos.

2. Calendário
Estão definidas as datas e os horários da 22.ª e 23.ª jornadas da Liga Betclic.

3. Entrevista
Miguel Figueiredo, campeão do mundo Sub-17, afirma que "vestir a camisola do Benfica é um privilégio".

4. Jogos do dia
Às 15h00 joga-se, no Benfica Campus, a partida entre Benfica e Slavia Praga a contar para os 16 avos de final da UEFA Youth League. Às 17h00 há embate europeu de voleibol no feminino em Itália entre Igor Gorgonzola Novara e Benfica. Às 19h00, o Benfica visita o SC Braga na 1.ª mão das meias-finais da Taça da Liga de futebol no feminino. Às 20h00, o Benfica desloca-se ao reduto da AA Avanca em andebol. A equipa feminina de hóquei em patins atua no rinque do Parede (21h30).

5. Ação solidária
Uma iniciativa conjunta do Sport Lisboa e Benfica e da UEFA Foundation em benefício da Associação Dá-me a Tua Mão.

6. Transferências
José Melro passa a representar o Marítimo e Michée Ndembi o KVC Westerlo.

7. Seleções jovens
Seis atletas do Benfica estão convocados pela Seleção Nacional Sub-18, nove pela Seleção Nacional Sub-17 e outros seis pela Seleção Nacional Sub-16.

8. Reforço
A norte-americana Zoe Matthews junta-se ao plantel da equipa feminina de futebol do Benfica.

9. Bom desempenho
Isaac Nader vence Czech Indoor Gala e estabelece o recorde nacional em pista curta dos 3000 metros. Nos 1500 metros, Salomé Afonso também se tornou recordista nacional da distância em pista curta.

10. Saída
Benfica e a futsalista Natália Detoni cessaram a ligação contratual.

11. Título distrital em análise
Os Sub-14 de basquetebol são campeões regionais.

12. Benfica 1 Minuto
O essencial da atividade do Sport Lisboa e Benfica nos últimos dias em 60 segundos.

13. Aprender em família
Uma iniciativa do Museu Benfica – Cosme Damião."

Rio Ave e o absurdistão de Atenas


"«O estilo de jogo de um clube revela o perfil único de cada comunidade.»
A frase é do genial Eduardo Galeano e preenche uma das maravilhosas páginas da sua obra maior, Futebol ao Sol e à Sombra.
Eu permito-me acrescentar mais uns pozinhos de perlimpimpim à ideia fundamental do mestre. O clube do nosso coração define-nos profundamente, tanto quanto a terra onde nascemos e o país onde vivemos.
Ser adepto, insisto, é um exercício de resistência, de persistência, de memória e afetos. É àquele emblema, àquelas cores, àqueles nomes que recorremos semanalmente em romaria terapêutica.
Não brinquemos com os sentimentos destas gentes. Amar uma instituição desportiva, uma equipa de futebol, não é um mero passatempo. É uma opção de vida séria, uma irreprimível condição existencial.
Daí a minha incompreensão por determinados projetos negócio-empresariais deste futebol a que tendemos chamar de moderno. De moderno, garanto-vos, nada tem.
Estes fundos de investimento em formas de SAD são, demasiadas vezes, o apogeu da insensatez, o carrasco que segura a corda da forca. Sem visão, sem emoção, sem perspetivas de crescimento. Apenas a certeza da queda e do cadafalso.
Há boas exceções – Famalicão, Estoril Praia… -, mas sobretudo uma legislação incapaz de bloquear a entrada de gente pouco credível no capital social de sociedades responsáveis pela sensível gestão de clubes históricos.
Hoje escrevo sobre o Rio Ave. Preocupado. Preocupado com a incompreensível gestão desportiva, a descaracterização absoluta do ADN do plantel e o aparente desinteresse em relação aos interesses competitivos do histórico dos Arcos.
Longe de estar sossegado na I Liga, o Rio Ave perdeu agora a dupla responsável por 73 por cento dos golos da equipa para o… Olympiacos. O Olympiacos do senhor Marinakis, investidor e acionista maioritário do emblema grego, do Nottingham Forest e do Rio Ave.
Um absurdistão helénico. Difícil de catalogar.
Voltemos a 2023. Penalizado por uma descida de divisão (2021) e o tenebroso caso-Olinga, o Rio Ave mergulhou num passivo de 13 milhões e num descontrolo orçamental difícil de perceber.
Porquê? Pouco tempo antes, sob a gestão de Silva Campos, a equipa chegava a finais da Taça de Portugal e da Taça da Liga (2014), montava plantéis competitivos (sexto, sétimo, quinto, sétimo e quinto lugares entre 2016 e 2020) e, acima de tudo o resto, era um clube cumpridor e com profunda ligação à comunidade e respeito pelo passado.
O tal «perfil único de cada comunidade».
Ora, o descalabro financeiro e o canto da sereia do milionário de Atenas, com promessas de mundos e infindáveis milhões, levou os adeptos do Rio Ave a aceitarem a formalização de uma SAD e a venda de 80 por cento desse capital a Marinakis.
«Liquidez imediata, reforço do plantel, melhoria das infraestruturas, pagamento de dívidas, redução do passivo, salários em dia…»
Dois anos e uns meses volvidos, o que se vê em campo é uma equipa mal preparada, mal orientada, recheada de atletas de algum talento, mas desnorteados pela circulação no carrossel de Marinakis. De Nottingham para Vila do Conde e daí para Atenas. Uma confusão.
Nas últimas cinco janelas de transferências, 48 jogadores entraram no plantel. Alguns por empréstimo, outros em definitivo, sem que o povo rioavista se sinta minimamente representado.
Algum destes rapazes sabe quem é o capitão Duarte? Quem foi N’Habola no clube? Já ouviram falar de Tarantini, Niquinha, Gama ou Luís Coentrão? O genial Dibo?
Em outubro de 2025, a Assembleia Geral aprovou o «Masterplan» da SAD, cujos pilares principais são a nova Bancada Nascente (a erguer até 2028), sete campos relvados, mais uma estrutura física de apoio ao futebol profissional e a requalificação da área envolvente aos Arcos.
Tudo isso são boas notícias, mas de implementação impossível se os sócios se mantiverem cegos, surdos e mudos. O Rio Ave não suportará uma nova descida de divisão e o afastamento total do homem que prometeu as maravilhas das mil e uma noites em Vila do Conde.
A envergadura da empreitada é colossal, há margem para o benefício da dúvida, mas sem o apoio do povo e um maior acerto nas opções desportivas o sucesso é altamente improvável.

PS: no final do ano, uma brutal onda de despedimentos afetou todos os departamentos do clube, deixando a nu o desinteresse do acionista maioritário pelas pessoas que faziam de elo ligação entre clube e cidade, entre instituição e adeptos. No TEMA DO DIA do zerozero podem ver e ouvir todos os detalhes sobre este Rio Ave desalmado. Preocupante."

Ronaldo aproveita o poder que conquistou


"Dois casos ajudam a perceber a dimensão de um jogador que é muito mais que uma «multinacional com pernas». CR7 faz amanhã 41 anos e continua a ser um fenómeno

Há uma frase que é atribuída a Jorge Valdano com a qual a figura de Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro peca por defeito. Disse o campeão do mundo em 1986, autor de vários livros de futebol e cronista de primeira água que os futebolistas tornaram-se «multinacionais com pernas» a propósito dos rendimentos que passaram a receber e as marcas que os próprios construíram.
O tema vem-me à cabeça nas vésperas de o maior futebolista português de todos os tempos celebrar 41 anos (é já nesta quinta-feira) e motivado por duas notícias relacionadas com CR7: a primeira, de menor impacto, envolvendo uma parceria comercial entre a Federação Portuguesa de Futebol e uma das suas empresas; a outra, que mereceu grande destaque na imprensa internacional, sobre o boicote do capitão da Seleção Nacional aos jogos do Al Nassr por considerar que o PIF (Fundo de Investimento Público, sigla em inglês), que detém os quatro maiores clubes da Arábia Saudita (Al Nassr, Al Ittihad, Al Ahli e Al Hilal), está a privilegiar o Al Hilal (ex-clube de Jorge Jesus) em detrimento dos outros ao nível de injeção de capital para contratações.
As duas situações confirmam um estatuto que Ronaldo forjou e que lhe foi permitido. Ao levá-lo para a Arábia Saudita para mudar a imagem do que muitos jocosamente apelidavam de 'camels league', os políticos daquele país atribuíram-lhe uma importância que vai muito para lá do Cristiano futebolista, como se prova pela sua presença na Casa Branca, integrando a comitiva (de forma oficial ou não isso pouco importa) do herdeiro real Mohammed bin Salman no encontro com Donald Trump.
Esperar agora que o jogador não reivindicasse para si esse poder nos bastidores seria desconhecer a matéria de que ele é feito. Se Ronaldo vencerá ou não a batalha, isso são outros quinhentos, porque do outro lado está gente com ainda mais dinheiro que ele.
Já na questão do acordo entre a FPF e a empresa AVA by CR7, especializada em soluções de recuperação e performance, mais do que o enquadramento em causa (a contrapartida será apenas ao nível de publicidade), importa perceber a dimensão das duas instituições: de acordo com um estudo publicado em agosto de 2025 pelo Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM), a marca CR7 vale €850 milhões e tem receitas fixas anuais de €350 milhões (ordenado e patrocínios), além do seu universo empresarial. Ganha, portanto, cerca de 155 vezes mais que as receitas operacionais da FPF (dados de 2023). São números assombrosos que ajudam a colocar as coisas em perspetiva."

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O regime dos treinadores


"A questão do regime de contratação de treinadores em Portugal tem ganhado destaque. No centro deste debate está a dúvida sobre a forma mais adequada de enquadrar legalmente esta relação laboral: através de um contrato de trabalho ou de um contrato de prestação de serviços. Esta é uma decisão que tem implicações profundas, tanto a nível da segurança dos treinadores como nas obrigações fiscais e contributivas de ambas as partes.
Por definição, um contrato de trabalho pressupõe uma relação de subordinação entre o empregador e o trabalhador, onde o segundo atua sob a direção e o controlo do primeiro. Já o contrato de prestação de serviços enquadra uma relação de maior autonomia, sem subordinação ou deveres laborais formais, sendo os pagamentos feitos mediante a entrega de resultados.
Na prática, os treinadores, mesmo contratados como prestadores de serviços, cumprem funções que, em muitos casos, estão alinhadas com as características de um contrato de trabalho. Coordenam treinos, obedecem a regras do clube, cumprem horários rígidos e estão sujeitos a instruções e supervisão. Esta situação não afeta apenas os profissionais — tem repercussões no sistema fiscal e na Segurança Social. Por isso, tem-se assistido a um maior esforço das autoridades para fiscalizar estas situações e corrigir potenciais irregularidades.
É evidente que a resolução desta questão requer um equilíbrio cuidadoso entre os direitos dos treinadores e os interesses das entidades empregadoras, promovendo um regime justo e transparente para ambas as partes."