Últimas indefectivações

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Zero: Tema do Dia - As explicações para o desaire do Sporting

Observador: E o Campeão é... - Rui Borges e o Sporting já encomendaram mais lenços brancos?

Ganhar nos Açores


"O Benfica joga hoje em casa do Santa Clara a contar para a Liga Betclic (18h45 de Portugal Continental). Este é o destaque na BNews.

1. Somar três pontos
Marco Silva sublinha o momento benfiquista e a qualidade do adversário: "A equipa está bem, confiante, depois de mais uma boa vitória na Liga Europa. Após a paragem, três jogos, três boas vitórias. O Santa Clara vai exigir um Benfica no máximo das suas possibilidades para podermos obter os três pontos, que é o nosso objetivo."

2. Sorteio da Taça de Portugal
O Benfica visita o Torreense nos 16 avos de final da prova-rainha do futebol português.

3. Bastidores
Do Estádio da Luz ao convívio com adeptos fervorosos em Ponta Delgada.

4. Estádio da Luz – 23 anos
A carta de Pizzi ao Estádio da Luz pelos 23 anos de história, emoção e evolução.

5. Assembleia Geral
Os sócios do Sport Lisboa e Benfica podem, através do Site Oficial, colocar questões de forma antecipada para a Assembleia Geral do Clube agendada para o próximo sábado, 31 de outubro.

6. Triunfo claro no dérbi
Em futebol no feminino, o Benfica ganhou ao Sporting, por 4-1, perante 9286 adeptos na Luz.

7. Últimos resultados (masculino)
Em andebol, derrota com o Marítimo por 28-27. Em basquetebol, vitória em Queluz por 72-89. Em voleibol, triunfo, por 3-0, ante a São Mamede. Em râguebi, frente à Académica, 37-28 a favor das águias. Em hóquei em patins, vitória por 2-5 na apresentação do SC Tomar.

8. Últimos resultados (feminino)
Em futsal, sucesso caseiro com a Novasemente (5-0). Em voleibol, vitória por 3-0 ante o SC Braga. Em râguebi, triunfo por 17-8 frente ao Sporting.

9. Últimos resultados (formação)
A equipa B empatou sem golos na deslocação ao Feirense. Os Sub-23 perderam por 4-3 em Braga. Os Juniores empataram 0-0 no Casa Pia. Os Juvenis triunfaram por 0-3 no reduto do Sporting. Os Iniciados ganharam por 2-1 à Académica de Santarém.

10. Campeões do mundo
Aimée Blackman, por Espanha no feminino, e Roberto Di Benedetto, por França no masculino, falam das conquistas dos mundiais de hóquei em patins dos respetivos países em entrevista à BTV.

11. Chamadas internacionais
Arthur e Cléber Souza estão convocados pela seleção brasileira de futsal. 

12. Mundial de maratonas de canoagem
Fernando Pimenta alcança o bronze em K1 short race.

13. Dia especial no adidas Benfica Campus
101 jovens dos Centros de Formação e Treino do Benfica passaram o dia no adidas Benfica Campus.

14. O sonho da Miriam
Uma iniciativa do Futebol Feminino e da Fundação Benfica.

15. Benfica Faz Bem
Veja a nova série da BTV dedicada aos projetos da Fundação Benfica, com o Benfica Faz Bem em destaque no primeiro episódio.

16. Casa Benfica Resende
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 25.º aniversário."

Torreense


Como vai sendo tradição, o Sorteio da Taça de Portugal foi mais uma vez madrasto. Enquanto 'outros' defrontam equipas de escalões bem inferiores praticamente até aos Quartos-de-final, o Benfica terá um caminho com equipas da II Liga, que basicamente têm plantéis praticamente iguais aos plantéis das equipas da metade de baixo da I Liga!!!

Vamos a Torres Vedras, os actuais detentores da Taça, que já provaram várias vezes que são especialistas a jogar com bloco baixo, muito baixo mesmo, e aproveitar as transições. Com o calendário que o Benfica tem, e com a quase obrigatória rotação que o Benfica tem que fazer nestes jogos, a qualificação não está assegurada!!!

Em caso de vitória, recebemos na Luz, o vencedor do AFS-Tondela.

ESPN: Futebol no Mundo #643 - REAL MADRID VENCE O BARCELONA, UNITED EM CRISE COM CARRICK E MUITO MAIS!

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

BI: Antevisão - Santa Clara

DAZN: The Premier League - Jornada 8 - Golos

Zero: Ataque Rápido - S09E14 - Sporting em ruínas, FC Porto com muralhas

Feira dos Três - Feira da Bola #4 - ⚽ Falta muita liderança no Sporting

Rui Borges anula-se e anula o Sporting, na dimensão… ‘leonina’


"Francesco Farioli, treinador do FC Porto, está nas ‘bocas do Mundo’ por ainda não ter conseguido qualquer ponto na Champions, mas ainda há uma diferença entre o Manchester City, o Bétis e o PSV e, com todo o respeito, os adversários do Sporting, Galatasaray, Lens e Lask Linz. Este facto atenua os efeitos da carreira muito negativa de Farioli, na sua época de estreia na prova mais importante de clubes, na UEFA? Não! Porém, Farioli tem ‘skills de liderança’. Rui Borges, não.

1. O treinador do Sporting acumula até ao momento 18 jogos na Liga dos Campeões, chegou aos quartos-de-final da prova na época passada (o que lhe terá custado, provavelmente, o campeonato, aliás, como chegou a dizer Frederico Varandas, criticando a gestão do seu treinador na abordagem às duas provas) e, neste momento, sem esquecer que na sua estreia na Champions foi eliminado pelo Borussia Dortmund (com um total de 0-3) no respetivo ‘playoff’, regista 44,4% de vitórias, entre as quais o triunfo, já em Janeiro deste ano, frente ao PSG, que já ostentava na altura o título de campeão europeu conquistado em 24-25 e revalidado em 25-26.

2. Rui Borges não é um treinador consensual em Alvalade, porque tem ido do céu ao inferno muito facilmente. Agarra-se e bem, valorizando-a, a ‘dobradinha’ que conquistou há duas temporadas, depois de substituir João Pereira, após o ‘período de ouro’ de Ruben Amorim, durante o qual conquistou cinco títulos para o Sporting (2 campeonatos, 2 Taças da Liga e uma Supertaça), devolvendo aos ‘leões’ uma dinâmica de vitória que não conhecia há 19 anos.

3. Quando Rui Borges, oriundo do Vitória, chegou a Alvalade, o Sporting estava a 1 ponto atrás do Benfica, mas Amorim tinha deixado os ‘leões’ com 6 pontos de vantagem sobre o FC Porto e 8 sobre o Benfica, vantagem essa que João Pereira desperdiçou, com 4 desaires consecutivos (na Champions e na Liga), que determinaram então a decisão de Frederico Varandas (crente na solução João Pereira) em substituí-lo por Rui Borges.

4. O ‘pereirismo’ durou pouco, porque era algo, como dizer?, escanifobético, um choque de conceitos, entre aquilo que era a marca impressiva do futebol de Ruben Amorim e a tentativa de João Pereira de introduzir algumas variantes que pudessem fazer luzir a marca de um treinador sem experiência alguma nestas andanças, e, na altura, Rui Borges teve a inteligência de puxar a fita atrás, recuperar algumas das dinâmicas que haviam tido êxito e, só depois de recuperar a lógica de sucesso, arriscar a colocar a sua própria ‘marca’ no futebol do Sporting.

5. Não é uma marca ‘impressiva’, porque o Sporting alterna bons jogos com maus jogos e uma equipa que quer ser dominante no campeonato português não pode perder 6 pontos em 8 jornadas, sobretudo com adversários de menor valia, como o são o Est. Amadora, o Famalicão e o Arouca (em casa). Três empates em jogos em que Rui Borges esteve a ganhar e perdeu a vantagem, sendo que na partida com o Estrela e com o Arouca chegou a estar a ganhar por 2-0 e o treinador ficou completamente ‘nas covas’, como se costuma dizer. Houve, por isso, ‘lenços brancos’ em Alvalade e neste último jogo com o Lask Linz o Sporting voltou a estar em vantagem mas perdeu-a, porque Rui Borges não estudou bem a equipa austríaca (ou pelo menos não soube passar aos jogadores a forma como o Lask habitualmente joga, muito na pressão) e só conseguiu um último fôlego nos minutos finais, que lhe valeu reduzir o 1-3 para o 2-3 final, deixando em carne viva muitas insuficiências, sobretudo no momento das transições defensivas, para além do facto de ter mexido muito tarde na equipa.

6. Rui Borges voltou a mostrar que não é líder. Não estão em causa a sua honestidade intelectual e a humildade que vai mostrando aqui e ali, com alguns assomos de defesa da honra que habitualmente lhe saem mal, como se viu recentemente; está em causa o discurso pobre, a falta de determinação em tudo aquilo em que se envolve, seja na forma como lida com os inêxitos da equipa, seja pela forma como (não) comunica.

7. O Sporting não tem um líder no banco, não tem um líder dentro do campo, nem na baliza, nem na defesa propriamente dita, nem no ‘miolo’, nem mesmo no ataque. O Sporting chegou a ter Coates (que saiu em 2024), perdeu um líder de um carisma raro já este ano (Hjulmand), que aliás sucedeu ao central uruguaio. O último jogador português que, no (co)mando, fazia sentir a sua influência dentro do campo foi Bruno Fernandes, que tem confirmado, aliás, as suas características de líder.

8. Repare-se no plantel atual: Rui Silva não é líder, nem Eduardo Quaresma nem Gonçalo Inácio têm perfil de autênticos líderes, no meio-campo Altimira tem características mais próximas de um ‘patrão’ mas não as assume (nem verbalmente) e, na frente, Luís Suárez é muito competitivo, mas está demasiado virado para si próprio, é um excelente jogador, mas não só já desrespeitou gravemente o Sporting como é um atleta demasiado ríspido e rude na sua relação com os adversários e com as equipas de arbitragem e, quando assim é, afasta-se da condição de líder. Acredito que, pela sua bonomia, Rui Borges possa conhecer aquela tolerância mínima junto de um balneário muito jovem e, quando teve de lidar com uma situação potencialmente fraturante, com Luís Suárez, preferiu uma atitude conservadora. Recuperou o jogador, é certo, mas não sei até que ponto, num balneário mais maduro, recuperaria o respeito dos seus comandados.

9. Rui Borges pode queixar-se de uma transformação profunda no plantel do Sporting. É um facto. Perdeu (para além de Quenda, que já era perda adquirida) Hjulmand, Francisco Trincão, Diomande, Pedro Gonçalves, Morita e Daniel Bragança, mas a SAD fez um esforço apreciável para lhe dar jogadores capazes de constituir uma equipa competitiva e ganhadora. O Sporting contratou Zalazar por um valor que continuo a achar absurdo (30M€), foi buscar Altimira que é um atleta interessante mas não é um Palhinha; e adquiriu Ibrahima Ba (lesionado) para a defesa, Issa Doumbia para o meio-campo, assim como Silas Andersen e Pedro Lima e, para o ataque, Irankunda e Jesse Derry (emprestado pelo Chelsea), sem esquecer Kaique para fazer concorrência ao guarda-redes Rui Silva, a oscilar tanto como a própria equipa no seu todo. Na pré-época, nos jogos particulares, vi Doumbia, Altimira, Silas Andersen e Zalazar praticarem um futebol muito interessante e com um grau de entrosamento muito raro para quem acabara de se encontrar. Essa manifestação de qualidade criou a ilusão de que as saídas haviam sido compensadas. Hoje, a visão é outra. Os jogadores são bons (estes quatro, pelo menos, têm qualidade para jogar mais e melhor) mas já tenho muitas dúvidas de que algum dos reforços seja melhor do que aqueles que saíram. Uma coisa é certa: Doumbia está muito mal aproveitado, Altimira pode dar muito mais, assim como Silas Andersen e Zalazar. Irankunda é uma boa surpresa, mas o que se está a fazer com Flávio Gonçalves (que potencial!) também ninguém entende. Está a jogar bem? Sai.

10. … E voltamos ao tema da falta de liderança de Rui Borges. Há um défice de andamento, os jogadores têm de ser mais determinados nos duelos, a intensidade tem de subir os níveis, a pressão tem de ser maior, nomeadamente sobre o portador da bola adversário e, numa palavra, Rui Borges tem de acordar. Esta coisa de parecer que no Sporting está tudo bem ou que é preciso melhorar parece coisa dos anos 80. Rui Borges precisa de refazer as suas lógicas e, se não o fizer, Frederico Varandas tem de fazer alguma coisa, se quer voltar a ser campeão. Ou também vai ficar agarrado à ideia dos ‘ciclos’ e que ganhar não é tudo?!…

EXAME
IURI LEITÂO
19
Segundo titulo mundial do ciclista de pista. Grande atleta!

VICENS
7
Sai de Braga sem história

FARIOLI
6
Incrível como viu jogar o PSV e ainda achou que a sua equipa esteve bem…

FPF
0
Castigo a Cristiano Ronaldo: a multa (255€) foi glosada em todo o Mundo…"

As regras a quem as trabalha


"Comparar os casos de Ricardo Carvalho e Cristiano Ronaldo parece óbvio, mas não é. Foram tratados de forma diferente logo após sucederem e isso torna-os iguais apenas no ponto de partida

Ainda o caso do castigo de Cristiano Ronaldo pelo abandono da Seleção Nacional: comparar o agora sucedido com o que aconteceu a Ricardo Carvalho em 2011, em situação muito semelhante, é não só irrelevante como, sobretudo, injusto. Porque os pressupostos de atuação definidos pela Federação Portuguesa de Futebol não foram os mesmos, o que transforma os dois casos em duas realidades perfeitamente distintas.
Quando Ricardo Carvalho abandonou o estágio de Óbidos, prevaleceu o — então em vigor — regulamento interno das Seleções Nacionais. A Direção federativa, liderada ao tempo por Gilberto Madail, chamou a si a resolução do diferendo, abdicou de participação ao Conselho de Disciplina (embora o próprio regulamento a previsse) e tomou a decisão de suspender Ricardo Carvalho por um ano, bem como retirar-lhe os prémios relativos ao apuramento para o Euro 2012.
Na realidade não foi uma suspensão, foi um acordo de cavalheiros assumido na altura pelas três partes: Direção, jogador e Paulo Bento, o selecionador. Claro que Paulo Bento não voltou a chamá-lo, mas o objetivo, aqui, não é tecer juízos de valor — nem sobre as opções dos selecionadores nem sobre a forma como as direções, com 15 anos de diferença, resolveram abordar os problemas.
O importante é voltarmos a perceber que quem julga este tipo de casos (e os outros todos) rege-se por regulamentos que, no caso muito particular do desporto e do futebol, são elaborados pelos seus próprios agentes.
O regulamento disciplinar previa a possibilidade de suspensão de Cristiano Ronaldo até seis meses. As atenuantes, previstas no mesmo, transformaram-na em 30 dias. Já agora, fiquemos a saber que o regulamento em vigor no tempo de Ricardo Carvalho previa um máximo de três meses.
Na altura a Direção agarrou o caso, agora ele seguiu os trâmites normais. É tempo de nos deixarmos de teorias da conspiração."

A Bola Não Mente - S02E09 - Lesões duras, reações exageradas e costoletas de borrego

Antena 3 - Triplo Duplo - Mário Barros

A dupla representação no futebol: os limites da atuação do agente


"A lógica subjacente é clara. Jogador e clubes perseguem interesses potencialmente divergentes No mercado de futebol, representar mais do que uma parte numa transferência pode significar ultrapassar uma fronteira que a lei não permite transpor. É neste contexto que assume relevância a questão da dupla representação, isto é, a atuação do mesmo agente em nome e no interesse de mais do que uma parte na mesma operação.
O regime português é inequívoco. O artigo 36.º, n.º 2, da Lei n.º 54/2017, de 14 de julho, determina que o empresário desportivo só pode agir em nome e por conta de uma das partes da relação contratual, sendo apenas por essa remunerado. A norma não se limita a desaconselhar a dupla representação: proíbe-a.
Esta proibição encontra concretização no Regulamento de Agentes de Futebol da FPF, segundo o qual o agente não pode, na mesma transação, prestar serviços ao clube vendedor e ao jogador, ao clube vendedor e ao clube comprador, nem a todas as partes da operação.
A lógica subjacente é clara. Jogador e clubes perseguem interesses potencialmente divergentes: o primeiro procura maximizar a remuneração e as garantias contratuais, enquanto os clubes pretendem assegurar condições desportivas e financeiras favoráveis à transferência. A representação simultânea desses interesses - entre clube e jogador ou entre os clubes intervenientes - pode comprometer a independência do agente e a lealdade devida a cada representado. A lei procura, assim, prevenir conflitos suscetíveis de afetar a transparência das negociações.
A dificuldade reside, porém, na delimitação do conceito de «relação contratual». Numa transferência, coexistem frequentemente duas relações juridicamente autónomas: o contrato entre os clubes, relativo à transferência, e o contrato de trabalho desportivo entre o jogador e o clube de destino. A circunstância de ambas integrarem a mesma operação económica não significa, necessariamente, que constituam uma única relação contratual para efeitos da proibição legal.
Esta questão foi apreciada pelo Supremo Tribunal de Justiça no Acórdão de 15 de maio de 2025, processo n.º 1309/23.0T8BRG.G1.S1. O Tribunal considerou que o artigo 36.º, n.º 2, da Lei n.º 54/2017 proíbe que o empresário desportivo atue em nome e por conta das duas partes, para evitar conflito de interesses, o qual pode justificar a anulabilidade do contrato, nos termos do artigo 261.º do Código Civil. Contudo, no caso, não havia dupla representação na mesma relação contratual: o intermediário representava o clube vendedor na transferência e o jogador na negociação do seu contrato de trabalho com o novo clube, estando em causa duas relações contratuais distintas.
Já o Acórdão de 9 de julho de 2025, processo n.º 1255/22.5T8PVZ.P1.S1, decidiu de forma clara que a lei proíbe não só a dupla representação, mas também a intermediação em relação a ambas as partes de um contrato de transferência de direitos desportivos e a obtenção de remuneração das duas sociedades desportivas envolvidas. Neste caso verificava-se uma dupla representação na mesma relação contratual, diretamente abrangida pela proibição legal.
A leitura conjugada destes arestos evidencia que a delimitação da dupla representação exige uma análise concreta de cada operação. Importa identificar quem o agente representa, em que qualidade intervém e quais os serviços prestados. A autonomia formal dos contratos não pode servir para contornar a proibição legal, assim como a unidade económica da transferência não deve determinar, automaticamente, a existência de dupla representação ilícita.
Em última análise, a questão não se resume à possibilidade formal de representar diferentes intervenientes, mas à definição dos limites jurídicos dessa atuação. Essa delimitação pressupõe uma análise rigorosa de cada operação, que considere tanto a autonomia das relações contratuais como a finalidade da proibição legal. É neste equilíbrio que se define o alcance do artigo 36.º, n.º 2, da Lei n.º 54/2017 e se afere a compatibilidade da atuação do agente com os interesses das partes e os princípios que regem a representação no futebol profissional."

Viseu, onde se preparam a segurança e o futuro dos eventos desportivos


"Um evento desportivo começa muito antes do apito inicial. Começa no planeamento, na avaliação do risco, na preparação das infraestruturas e dos serviços disponibilizados aos adeptos, na formação das equipas e na coordenação entre diferentes entidades. Quando tudo funciona, grande parte deste trabalho permanece invisível. Mas é nos bastidores que se constrói a confiança de quem participa, trabalha ou assiste.
A segurança dos espetáculos desportivos não pode ser reduzida à reação perante o incidente ou à intervenção das forças de segurança. É um compromisso coletivo que envolve organizadores, clubes, federações, municípios, autoridades, serviços de emergência e representantes dos adeptos. Exige conhecimento, cooperação e capacidade para aprender com a experiência.
É com este propósito que a Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto e a Câmara Municipal de Viseu coorganizam a 4ª edição do S4Congress – Safety, Security and Service at Sports Events, nos dias 27 e 28 de outubro, no Pavilhão Multiusos de Viseu.
Depois de três edições, o Congresso dá um novo passo. Além de ouvir especialistas, os participantes serão chamados a questionar, decidir, experimentar e construir soluções. A segurança também se aprende confrontando cenários e testando respostas.
O programa acompanha diferentes dimensões dos eventos desportivos. Da evolução do regime jurídico às lições operacionais do Mundial FIFA 2026; da hospitalidade e cooperação internacional à mitigação do risco proposta pela UEFA; da gestão de uma Sala de Crise aos grandes eventos de Fórmula 1. Haverá ainda espaço para discutir o discurso de ódio nas redes sociais, o trabalho dos repórteres no terreno e os desafios das competições não profissionais.
A presença da FIFA, UEFA, INTERPOL, FPF, Liga Portugal, Wrexham AFC, Comité de Operações de Segurança e Proteção do Qatar, bem como outros especialistas nacionais e internacionais permitirá cruzar experiências distintas. Importa conhecer a realidade dos grandes palcos, mas também ouvir quem trabalha nos recintos locais.
O exemplo do Wrexham AFC recordará que o desporto pode unir uma comunidade. Fernando Pimenta mostrará o valor da disciplina e da mentalidade de campeão. E o encerramento, dedicado à responsabilidade partilhada, sintetizará a ambição desta edição: criar pontes entre quem planeia, decide e opera.
Num momento em que o Mundial de 2026 oferece aprendizagens relevantes para a preparação do Mundial de 2030, Portugal deve investir não apenas em infraestruturas, mas também em conhecimento, redes profissionais e capacidade operacional. Grandes eventos deixam um legado verdadeiro quando tornam mais preparadas as pessoas e as instituições que os organizam.
Nos dias 27 e 28 de outubro, Viseu voltará a reunir quem trabalha nos bastidores do desporto. Mais do que assistir, o convite é participar. Porque eventos mais seguros e acolhedores constroem-se em conjunto."

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Antevisão...

Terceiro Anel: React - Antevisão - Marco Silva - Santa Clara

On the Road | Açores

Pizzi | Carta ao Estádio da Luz

Derrota estúpida...

Marítimo 28 - 27 Benfica
11-13

Jornada trocada, com uma derrota inesperada, num jogo que esteve controlado durante grande parte da partida, mas com uns últimos minutos inexplicáveis, acabámos por perder de forma ridícula!

23 anos

La Famiglia Portista

Estatuto!!!

Denominador comum...

Eureka !!!

Claro...

Alentejano amestrado !!!

Miriam! 🥰

Três palavras para Marco Silva no Benfica


"Há uma palavra que Marco Silva repete com frequência nas conferências de imprensa: identidade. A esta, juntaria outras duas para definir as sensações que, nesta altura, me transmite a equipa do Benfica, além da boa qualidade do seu futebol: honestidade e coerência. E as três estão relacionadas, sobretudo, com o trabalho da equipa técnica.
Em primeiro lugar, acredito que já não existem dúvidas e que é possível constatar que o Benfica tem uma identidade em campo. Mesmo quando os jogos correm menos bem, a bola não entra ou surgem debilidades defensivas, a ideia dos jogadores parece ser uma só: ter bola, com posses longas de preferência, pressionar sempre e atacar de forma clara a baliza do adversário na procura do golo. Parece fácil e até óbvio, porque é essa a essência do futebol, mas não é simples — nem sequer um plano assumido por todos os treinadores.
Depois, a honestidade. Para que os jogadores comprem as ideias do treinador é preciso que as entendam e que a comunicação, tanto sobre o que lhes é pedido como sobre a escolha de quem entra na equipa inicial, faça sentido num contexto de plantel, sem gatos escondidos com o rabo de fora. O que observo nas escolhas de Marco Silva e concluo das explicações que dá publicamente leva-me a acreditar que o técnico tem uma relação suficientemente honesta com os jogadores. Mesmo que alguns estejam menos satisfeitos do que outros, não me parece que Marco Silva tenha deixado alguém para trás.
Finalmente, a coerência. Mesmo tendo em conta que, na análise prévia de um jogo e na definição da equipa e da estratégia, é necessário avaliar o adversário e muito mais, sempre me custou aceitar que um treinador elogie em público as suas opções e jogadores em concreto — sobretudo a capacidade dos mais jovens — e que, quando há necessidade de recorrer a segundas e terceiras opções, adote adaptações ou tome decisões que denotam falta de confiança. É verdade que agora não há possibilidade de assistir aos treinos, que há lesões e limitações que muitas vezes são desconhecidas, mas tenho dificuldade em perceber como se elogia a capacidade de um Banjaqui, por exemplo, e, quando falta um lateral-direito, se opte por outra solução.
Marco Silva ficou sem Dedic, Bah lesionou-se e fez entrar Banjaqui. Deu-lhe minutos, nem sempre correu bem, mas já correu bem em Itália, com o Milan, e certamente que o jovem de 18 anos, quando for preciso assumir a responsabilidade, estará mais preparado. Barrenechea está lesionado? É preciso fazer descansar João Palhinha? Quem é o terceiro médio? Avançou Manu para titular frente ao Omonia.
Pode resultar ou não, mas há coerência — e isso também conta pontos na gestão emocional de um plantel. Por detrás deste contexto, tem de existir uma boa escolha de plantel, mas, mais uma vez, é um trabalho no qual o treinador é decisivo.
O Benfica está bem e nem tudo se manterá assim durante a temporada, o que é normal, mas a forma transparente e determinada como Marco Silva está a desempenhar o seu papel é muito mais de meio caminho andado para chegar forte à fase das decisões."

Futebol português: estamos a ficar para trás


"Estamos cada vez mais distantes dos mais fortes e mais próximos dos que antes estavam atrás de nós nas competições europeias.

As competições europeias são o expoente máximo do futebol de clubes. Todos querem estar presentes: jogadores, treinadores, adeptos e dirigentes, num futebol em que os clubes são hoje verdadeiras marcas. Estas competições são também um excelente barómetro para avaliar a evolução do futebol português e perceber o lugar que ocupamos e queremos ocupar na Europa.

Lei Bosman: tudo mudou
A inda sou do tempo em que as equipas portuguesas lutavam para vencer competições europeias. Antes da Lei Bosman, até meados da década de 90, os clubes portugueses tinham capacidade para competir com os principais clubes europeus. Nessa altura
, os clubes eram geridos como associações, e não como marcas. O dinheiro não tinha o peso de hoje e existiam limitações à utilização de jogadores estrangeiros. Com a aprovação da Lei Bosman, o futebol europeu começou a mudar.

Mais longe dos melhores
Se analisarmos as nossas prestações nas competições europeias nos últimos anos, percebemos que estamos a seguir um caminho pouco positivo. Apesar de, pontualmente, conseguirmos ter equipas que fazem bons percursos, estamos cada vez mais distantes dos mais fortes e mais próximos dos que antes estavam atrás de nós. Esta evolução pode até ser natural, mas também resulta de demérito próprio.
A minha preocupação não se limita aos resultados. Quando vemos jogos da UEFA Champions League, percebemos que países como a Áustria, a Bélgica, a Turquia ou a Noruega estão cada vez mais presentes. Mais do que essa presença, preocupa-me a evolução que demonstram dentro de campo. São equipas organizadas, com ideias claras, que procuram dominar os jogos, estudam os adversários e não têm medo de assumir riscos. Conseguem aliar a sua cultura desportiva ao crescimento coletivo.
A Noruega é um bom exemplo desta evolução. Na última época, o Bodo/Glimt fez um percurso extraordinário na UEFA Champions League e, esta temporada, tem duas equipas, Bodo/Glimt e Viking, na fase de liga da competição. Este crescimento também se reflete na seleção nacional e resulta de um trabalho de base consistente, com investimento na formação e no desenvolvimento de jovens jogadores.
O meu receio é que a vantagem competitiva que construímos no início deste século esteja a diminuir e possa mesmo ser ultrapassada por países que antes tinham menor expressão europeia. Além disso, muitos destes países beneficiam de economias mais fortes, que lhes permitem gerar receitas superiores às nossas.

Vantagem está a desaparecer
O desenvolvimento de talento foi fundamental para que os nossos clubes tivessem jogadores de qualidade, conseguissem realizar vendas avultadas e mantivessem equipas competitivas. Benfica, FC Porto e Sporting souberam trabalhar esta área, apostando na formação, na metodologia, nas infraestruturas e na valorização dos jogadores.
Contudo, o profissionalismo que demonstrámos neste segmento não teve correspondência na gestão global dos clubes. Se na formação conseguimos ser profissionais, fora dos relvados não acompanhámos a evolução. Continuamos, em muitos aspetos, a gerir os clubes e as competições como se estivéssemos nos anos 80 ou 90.
Hoje, a concorrência é maior. Temos mais dificuldades em chegar precocemente ao talento internacional, numa altura em que enfrentamos clubes com maior capacidade financeira. Ao mesmo tempo, outras ligas estão a crescer, a tornar-se mais competitivas e a ganhar valor no mercado. A vantagem que os nossos clubes construíram está, assim, a diminuir.
A pergunta é simples: desportivamente, em que se converteram os milhões que Benfica, FC Porto e Sporting arrecadaram ao longo dos anos? A resposta não é animadora. Financeiramente, os três clubes continuam a enfrentar dificuldades. O Sporting está mais desafogado, mas beneficiou de uma reestruturação financeira que lhe permitiu recomprar as VMOC ao BCP e ao Novo Banco por valores muito inferiores aos inicialmente previstos. Desportivamente, temos cada vez mais dificuldades em manter jogadores diferenciados e construir plantéis com a qualidade de outros tempos.
Nos últimos vinte anos, tivemos uma vantagem humana e financeira que não soubemos transformar numa evolução sustentada. Pelo contrário, em aspetos fundamentais, estamos hoje mais frágeis.

Perdemos na credibilidade
Outra área em que estamos a perder é na credibilidade, e isso pode diminuir a nossa capacidade de atrair talento e de gerar maior competitividade interna. Muitos dos castigos disciplinares e das multas aplicados nas nossas competições não têm um efeito dissuasor. Fica a sensação de que, em Portugal, se procura evitar incómodos, sobretudo quando estão envolvidos os grandes clubes.
O caso de Cristiano Ronaldo é mais um exemplo. A multa de 255 euros e a suspensão de 30 dias aplicadas na sequência do abandono do estágio da Seleção dificilmente transmite, por si só, uma mensagem de rigor. Pedro Proença insistiu publicamente na vontade de ter o capitão de regresso, apelando à tranquilidade e desvalorizando o sucedido. Pela dimensão do jogador, a prioridade pareceu ser resolver rapidamente o problema, mas será essa a melhor forma de proteger a credibilidade das instituições?
Imaginemos que Pedro Proença liderava a Premier League. Como reagiria ao caso do Manchester City? A comissão independente que analisou o processo considerou provadas as infrações financeiras em causa, embora o Manchester City tenha recorrido da decisão e a sanção ainda esteja por definir. As notícias apontam para a possibilidade de um castigo pesado, caso a decisão se confirme, que poderá servir de exemplo para outros clubes e reforçar a importância do cumprimento das regras.
É aqui que está a diferença: uma instituição pode procurar evitar incómodos no curto prazo, mas tem de estar preparada para tomar decisões difíceis quando está em causa a sua credibilidade ou das suas competições. Essas decisões podem ter custos imediatos, mas, a longo prazo, são fundamentais para garantir que as regras são respeitadas e que todos acreditam na justiça da competição.

A valorizar: João Neves
Respondeu dentro do relvado a rumores sobre a sua importância no PSG.

A valorizar: Abel Ferreira
Em seis anos tem quatro finais da Taça dos Libertadores. Pode-se não gostar do estilo, mas o treinador tem demonstrado muita competência e competitividade."

Rabona: Why A French Magazine's Award Still Beats FIFA's

BolaTV: A forma do Benfica e os desafios de uma época longa

BF: Tiago Freitas...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Porto isolado, Sporting joga hoje e há El Clásico na La Liga

Liga: Sporting 1 - 2 Académico

Liga: Rio Ave 0 - 4 Famalicão

Liga: Nacional 1 - 0 Braga

Liga: Estoril 1 - 3 Moreirense

Várias camisolas, uma escolha!


"Num mundo cada vez mais global, o número de futebolistas elegíveis para representar mais do que uma seleção nacional, continua a crescer exponencialmente. Exemplo dessa globalidade é o caso de Mezian Soares, de 17 anos, muito comparado a Lamine Yamal, e que defrontou recentemente o Sporting na UEFA Champions League.
Nascido em França, filho de pai argelino (antigo internacional pela Argélia) e de mãe portuguesa, estreou-se pelos sub-21 de Portugal no final de setembro transato, sendo tal chamada ao segundo escalão máximo da Seleção um claro sinal de planeamento a longo prazo por parte da FPF, com o intuito de abraçar o jogador para outros voos. Mas poderíamos igualmente falar de Iaia Manco Danfa, atleta nascido na Guiné-Bissau, mas com passaporte português a caminho. Um jovem com enorme potencial, que se estreou este fim de semana pela equipa principal do Borussia Monchengladbach.
Sucede que tal realidade exige que, tanto jogadores, como associações, conheçam com rigor o quadro regulamentar aplicável, nomeadamente, as regras de elegibilidade que constam das Regulations Governing the Application of the Statutes da FIFA. Em síntese, um jogador pode representar a associação do território onde nasceu, a associação de origem dos seus pais ou avós, ou mesmo a associação do território onde tenha residido de forma contínua ao longo de um determinado período de tempo, consoante as circunstâncias.
Neste preciso contexto, a competição alcança um nível institucional, sendo vários os episódios de países deficitários na formação, ou tão somente na escassez de recursos humanos, que aliciam jogadores estrangeiros, a troco de contrapartidas financeiras bastante generosas.
Entre muitos outros casos, como foi o do Qatar no início deste século, onde passaportes e dinheiro eram oferecidos com esse propósito, recentemente a Associação de Futebol da Malásia submeteu à FIFA pedidos de elegibilidade de sete jogadores nascidos noutras jurisdições e sem qualquer ligação ao país, juntando aos processos certidões de nascimento falsificadas dos respetivos avós.
Todos foram inscritos e alinharam num jogo oficial, tendo o Comité Disciplinar da FIFA, após descoberta de tais irregularidades, aplicado a cada jogador uma multa de aproximadamente €2.000,00 e 12 meses de suspensão, com a própria federação a ser multada em aproximadamente €370.000,00.
Pessoalmente, recordo-me de um episódio quando exercia funções na FIFA, envolvendo Ariza Makukula, jogador que com 14 internacionalizações pelos sub-21 de Portugal e ainda sem qualquer participação na equipa principal, solicitou autorização para representar a RD Congo. Sucede que, segundo as regras então vigentes e não obstante a dupla nacionalidade que possuía, concluí não ser elegível para o efeito, uma vez que já havia representado Portugal num contexto que excedia a idade máxima para realizar a sua mudança de associação nacional, ou seja, com mais de 21 anos.
Escusado será dizer que o jogador não ficou propriamente feliz com tal desfecho, sentimento que deixou bem claro. Contudo, a vida dá muitas voltas e eis que, alguns anos mais tarde, em 2007, fui convidado para assistir a um jogo de qualificação para o Europeu, em Almaty, Cazaquistão.
No final da partida, à porta do balneário da nossa Seleção, tive a oportunidade de felicitar o nosso Makukula pelo golo que marcou aos 84 minutos e que contribuiu para a vitória de Portugal na sua estreia pela equipa principal. Mal me apresentei, o referido episódio FIFA foi desvalorizado de imediato, tendo recebido um abraço bastante efusivo, acompanhado de várias expressões de agradecimento. Uma vez mais, partilhando da sua enorme felicidade, sublinhei ter-me limitado a aplicar os regulamentos da FIFA, tal como não poderia deixar de ser."