Últimas indefectivações

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Vermelhão: Ineficácia fatal...

Real Madrid 2 - 1 Benfica


Em qualquer cenário, a remontada seria sempre complicado, mas as ausências no adversário, abriram algumas esperanças. E mais uma vez, o Benfica entrou bem no jogo, o plano foi bem delineado, e marcámos primeiro... Mas a vantagem foi de curta de duração, 3 minutos mais tarde, o Real empatou. Para mim, foi este momento, a chave do jogo! Acabámos por não colocar o Real 'apertado', com uma vantagem durante mais tempo, podia mexer com a cabeça e a estratégia do Real...

Pessoalmente, até defendia a titularidade do Lukebakio no lugar do Rafa. Apesar do Belga, estar longe da melhor forma física. Mas o Rafa, marcou, e até foi o nosso avançado mais perigoso... A titularidade do Ríos não me surpreendeu...

Depois do 1-1 o jogo acalmou, houve o golo anulado ao Real, mas esporadicamente era o Benfica que criava mais perigo. A defesa do Courtois ao remate do Ríos, com 99% dos guarda-redes seria golo, mas a bola acabou por nunca entrar!

O Trubin acabou por não ser obrigado a grande trabalho, mas cometemos 3 'erros': passe de Otamendi no 1.º golo; escorregadela do Dedic no golo anulado; e passe errado do Araújo, que tentou compensar na 2.ª bola, e perdeu a posição no 2.º golo! Praticamente todos os nossos erros foram aproveitados!

Perdemos uma excelente oportunidade para eliminar este Real Madrid, apesar dos nomes, não fomos inferiores, e provámos que o 4-2 da fase de grupos não foi por acaso. Só nos últimos 10 minutos, da 1.ª parte, na Luz, estivemos encostados às cordas, no resto do jogo, ou equilibrámos ou fomos superiores, com o detalhe da nossa falta de eficácia! O Real tem uma excelente 1.ª fase de construção, escondem muito bem a bola ao adversário, mas ofensivamente dependem da inspiração individual das duas estrelas da equipa!

E depois, valem-se da total impunidade dos caceteiros do meio-campo: hoje, Valverde voltou a não levar o Amarelo, apesar das faltas constantes. Recordo que nem devia ter jogado hoje depois do murro ao Dahl, e acabou por fazer duas assistência no jogo de hoje, para os dois únicos golos do Real!!!

No conjunto da eliminatória, o fator mais importante foi mesmo a arbitragem do jogo da Luz: Valverde, Camavinga, Thouaméni, Carreras e Vinícus, pelo menos estes, deviam ter sido castigados, e não deviam ter sido opção para a 2.ª mão. Com as opções que o Real hoje tinha no banco, estamos a falar duma equipa totalmente diferente...


Schjelderup, para mim foi o nosso MVP. Ganhou inúmeros duelos com o Trent. Na Luz, foi 'controlado', mas hoje voltou ao nível do jogo do 4-2! Ficou chateado com a substituição com razão. Pareceu-me que as substituições foram decididas no pré-jogo, hoje nem sequer me pareceu estar cansado! O Barreiro voltou a fazer uma grande jogo... aquela recuperação que o árbitro marcou erradamente falta, em que o Benfica ficava em vantagem de 3 para 2, merecia um golo! O Rafa marcou um golo, mas falhou pelo menos em duas ocasiões...


Pena, o Aursnes não estar a 100% fisicamente, tal como o Dedic, que neste último mês, só fez 3 jogos, os 3 com o Real Madrid! O Pavlidis, hoje conseguiu ganhar várias bolas, até foi eficaz nas assistências, mas faltou o faro no remate à baliza...


Como já afirmei, as substituições chegaram tarde e as opções foram erradas (nunca será confirmado, mas o Mourinho esteve seguramente em contacto com alguém da estrutura, via eletrônica!): Lukebakio e o Sudakov deviam ter entrado (não sei se o Mourinho riscou o Sudakov... nos últimos jogos deixou de ser opção!), e nos últimos minutos, até tinha colocado o Bah no lugar do Dedic, para dar mais verticalidade...


A arbitragem melhorou em relação à Luz, mas voltou a permitir ao trio de caceteiros do meio-campo do Real, tudo! Os franceses e o Valverde, vivem em estado total de impunidade! Dão porrada e atiram-se para o chão quando querem e lhes apetece!!! O lance da falta na recuperação do Barreiro, podia ter mudado a história do jogo... E ainda ficou por marcar o penalty sobre o Otamendi que é claramente agarrado! Mas pelo menos não marcou penalty contra no voo planado da besta...


Se no jogo das balizas fomos eliminados, nas bancadas ganhámos de goleada!!! Quando no pré-jogo, alguns supostos madrilistas 'ameaçavam' com o ambiente no Bernabéu deu-me vontade de rir! Estádio de 'plástico', para adeptos de 'plástico! O ambiente promovido pelos Benfiquistas nos jogos Europeus do Benfica fora da Luz, nas bancadas, é um dos melhores que se pode encontrar em toda a Europa, ponto final!!! Gostaria que esse ambiente fosse 'importado' para a Luz, em todos jogos!!!


Sobre o que se passou nas Ruas, não sei o que se passou. Mas a Polícia de Madrid tem por hábito exagerar nas cargas policiais. Um pouco como acontece aqui, em algumas zonas geográficas! As imagens de crianças a serem agredidas pela Polícia e outros a chorar com medo, devia fazer muitos pensar, daquilo que se quer para o Futebol! Os meninos dos casaquinhos pretos, que gostam de não respeitar as ordens da Polícia, em relação aos pontos de encontro, e dos 'comboios' para o Estádio também nem deixam irritado!


Depois da 4 derrotas, nos primeiros 4 jogos, ninguém pensaria que iriamos chegar aos Play-off's. Mas com a classificação da fase de grupos, os adversários seriam sempre complicados. Não será a prestação Europeia a razão para época ser considerada um insucesso!


Agora, é preciso mudar o Chip, rapidamente. Muitas vezes quando as equipas são eliminadas da Europa, e em teoria até ficam um calendário mais acessível, com uma semana para preparar cada jornada do campeonato, em vez de melhorar, acabam por perder ritmo e qualidade. Os jogadores têm uma tendência para descomprimir, perder o foco. Com o Mourinho ao comando, acredito que isso não vai acontecer. Segunda-feira, em Barcelos, temos uma das deslocações mais complicadas fora da Luz... e logo a seguir o jogo com os Corruptos. Não temos qualquer margem de erro...


O 1.º lugar está longe, mas a Champions ao nosso alcance. O 2.º lugar não é um objetivo normal para o Benfica e os Benfiquistas, mas financeiramente a Champions é fundamental. È obrigatório, todos, estarem super-motivados.

Avassalador...

Benfica 6 - 2 AZ Alkmaar


Muito superiores, até podiam ser mais... Grande jogo, com muitas jogadas coletivas de grande qualidade, com muitas combinações, com passes de primeira, desmarcações... Foi mesmo uma excelente tarde de futebol!

Nota negativa para o Amarelo do Moreira, que o vai afastar do jogo dos Quartos, em Itália, contra o Inter. E a lesão do Pastel, que deixou a equipa a jogar com 10 nos últimos minutos: pareceu um problema muscular, que o vai deixar de fora algum tempo... uma perda para os Sub19 onde ele tem jogado, e vamos ver se recupera para Milão!

Com a eliminação na Champions da equipa principal, o Diogo Ferreira, o Zé Neto e o Anísio podem voltar a ser opção contra o Inter. Apesar da nossa qualidade, o jogo em Itália vai ser muito complicado. Este resultado vai colocar os Italianos ainda mais atentos, e com o seu estilo habitual de jogo cínico, não podemos perder o tino, e a atitude para os Quartos!

Já agora, o ponta-de-lança do AZ Alkmaar é jogador: Kovacs, húngaro, muito potencial!

É a dia lutar contra este sistema podre

Concordo!

Noite em Madrid


"Esta é uma noite para campeões. O recente descarrilamento do Real Madrid em Pamplona foi uma boa notícia, mas ajudará? Na verdade, é sempre melhor que o adversário perca antes de uma decisão europeia... A confiança de quem perde sempre decresce e quem vem a seguir reforça a esperança na vitória.
Recordando o jogo da Luz e como decorreu, os quatro médios do Real estiveram em destaque e acabariam por se superiorizar aos do Benfica, Aursnes e Barreiro, mesmo que apoiados por Rafa mais à frente e por Schjelderup e Prestianni, nas alas. Feitas as contas, cinco unidades contra quatro para o Benfica, mas sem conseguir efetiva vantagem no centro do jogo. Depois, já se sabe, Mbappé e Vinícius não precisam de mais ninguém para individualmente fazer estragos e obrigam sempre a uma concentração defensiva reforçada.
No jogo desta noite, poderão a ausência de Prestianni e as dificuldades do primeiro jogo levar Mourinho a acrescentar um médio à sua estrutura? Rafa manterá a sua posição no centro do ataque ou deriva para Mourinho fortalecer a zona central? Estas, são dúvidas que dependem também da disponibilidade de Aursnes e Sudakov, jogadores capazes de cumprir várias posições. Veremos o que acontece e se, no final, a noite de hoje se torna especial.
A ausência de Mourinho no banco, embora desconfortável, penso não ser impeditiva de uma boa resposta. A preparação da estratégia está definida ao detalhe e isso é aquilo que mais importa. É sempre uma alteração de um hábito, mas ninguém melhor que o treinador do Benfica, para agilizar a comunicação com o seu banco.

Ciclone
Voltando atrás, o Benfica viveu um rescaldo duro da derrota caseira para a Liga dos Campeões. A carga negativa foi enorme, resultante não só de um desaire, que põe em risco a desejada qualificação, mas também de um episódio grave e triste.
É sabido que Vinícius Júnior é tão famoso pela sua qualidade de jogador, como pela sua veia conflituosa. No entanto, a provocação, por muito estúpida que seja, não pode nunca justificar qualquer ato de racismo. É esta uma luta da sociedade atual, seja ou não desportiva. Falta saber se o alegado insulto racista realmente aconteceu e, para isso, o que conta não são os comentários de quem viu de fora, mas sim a investigação, que vai tomar o seu rumo. Mas o dano deste episódio ficou. Para o Benfica e para Prestianni. Em relação ao jovem jogador argentino, fica desde logo uma importante lição, antes de concluído o processo.
Não é fácil o controlo emocional, mas num ambiente competitivo, face a uma provocação, pede-se contenção e desprezo. Bem sei que é mais fácil dizer do que fazer. Quanto a um eventual castigo, se for culpado do que o acusam, restar-lhe-á aprender com ele. Episódios destes não podem caber, nem no futebol, nem em lado algum. Esperemos que a sua inocência se prove.
Relativamente à equipa como um todo, a meta é tentar que os dias desgastantes emocionalmente — como descreveu Mourinho —, não entrem para dentro de campo em Madrid. Imagina-se que o Bernabéu vá estar incendiado com tudo o que aconteceu. Mesmo assim, penso que a suspensão preventiva de Prestianni pode suavizar o ambiente. Cabe à equipa concentrar-se na luta por mais uma grande noite europeia, numa eliminatória que, embora em desvantagem, não deixa de estar em aberto.

Saudoso AFS
O AFS, vulgo Aves SAD, foi o parceiro ideal para um regresso calmo às vitórias no campeonato, depois do ciclone mediático criado na Liga dos Campeões.
José Neto foi a maior surpresa que Mourinho trouxe ao jogo e respondeu com brilho à aposta do treinador, tendo sido um dos melhores em campo. Em definitivo, a equipa já conta, no imediato, com um verdadeiro concorrente a Dahl, o jovem sueco que era antes desvalorizado, mas que vem defendendo a sua posição com regularidade, brio e qualidade.
Como Dahl, Neto é um exemplo de lateral que não se distingue só pela sua técnica ou capacidade ofensiva, esta até superior ao seu colega. Em muitos casos, erradamente, os laterais são classificados e distinguidos pelas suas habilidades ofensivas e não por aquilo que deve ser básico num defesa: saber defender. José Neto marcou a sua estreia com qualidade. Já Schjelderup foi o jogador mais desequilibrador, prosseguindo firme na defesa da sua titularidade.
Quanto ao jogo, o domínio do Benfica foi evidente, ajudado pela obtenção bem cedo do primeiro golo, que desde logo estabilizou a equipa e a sua marcada superioridade.

Regressos
Destaque para o feliz regresso de Bah e logo a marcar, depois de uma recuperação complicada, com alguns recuos. Na entrevista depois do jogo, o lateral dinamarquês chamaria a atenção para algo sempre importante e que o combate ao desânimo desenvolve: o fortalecimento mental de um atleta que vive um trajeto tão longo e penoso. Nem tudo foi mau.
Admirável a atitude de Ivanovic, mesmo vindo a ser pouco utilizado e, frente ao Aves SAD, desviado da sua posição natural. Tentar fazer o melhor independentemente do momento e da missão que lhe é confiada é um excelente sinal de profissionalismo. Belíssima atitude, mesmo não vivendo o melhor momento, no que diz respeito a oportunidades. Assumindo a posição de avançado esquerdo contra o Aves SAD, o avançado croata vestiu a pele de extremo e assumiu o confronto com o lateral adversário com personalidade. Também sem bola, cumpriu a recuperação posicional e o apoio ao lateral do seu lado, fazendo inveja a muitos extremos de origem. Excelente exemplo para os colegas menos utilizados."

Benfica: São Bernabéu da coragem


"Mourinho, mesmo afastado do banco, tem a oportunidade de transformar cada detalhe em combustível competitivo. Madrid pode ser mais do que um jogo, o manifesto do Benfica de hoje e do futuro

O Bernabéu. Quem já lá jogou sabe que vira Adamastor quando vislumbra quem tenta virar o Cabo das Tormentas. A força do seu estádio é muito do poder de um clube que, embora já não viva há muito a era dos galáticos, ainda tem um ou dois num plantel recheado de talento e juventude. Talvez não equilibrado, talvez sem cola que una toda esta competência, como o foram anos a fio Kroos e Modric, e com um treinador sem aura e estatuto, ainda a perceber quem pode ser no banco. Ou que talvez até já tenha percebido que dificilmente virá a ser quem querem que seja.
O Real que ganhou na Luz, superiorizando-se ao Benfica, foi o mesmo que daí saiu derrotado ainda na fase de liga e aquele que capitulou diante do Osasuna, em Pamplona, permitindo ao Barcelona nova ultrapassagem para a liderança do campeonato. Continua instável, por vezes incoerente e desligado, ainda que ameaçador, com ou sem Mbappé, e definitivamente sem Rodrygo e Bellingham. Há Vinícius, Güler, Mastantuono, Valverde, Brahim, todos enormes jogadores, com pouco paralelismo em termos de qualidade no grupo dos portugueses.
José Mourinho, embora afastado do banco, tem aqui oportunidade para mexer com a cabeça dos jogadores. Pode jogar Prestianni castigado sem julgamento para a fogueira. A seguir, as duas expulsões perdoadas aos merengues na primeira mão e tudo o que se passou desde o embate em Lisboa. Enfim, lançar os jogadores para o encontro da sua vida. Esse é o seu toque, pode provar que não o perdeu. E, depois, com uns pozinhos de estratégia misturados com uma equipa feroz, tornar o jogo muito desconfortável para os espanhóis. Ainda há semanas, no rescaldo da saída de Xabi Alonso, Vinícius, Bellingham e outros eram assobiados de cada vez que tocavam na bola. Esse sentimento ainda não passou por completo, há que despertá-lo. Despertar o Bernabéu contra si próprio. Para isso, é preciso coragem. Atrevimento. O que nos faz outra vez regressar a Mourinho.
Os últimos resultados no campeonato aligeiraram um pouco o cenário negro do Benfica até final da época, porém Rui Costa não teve pudor em garantir a continuidade do técnico — palavras abafadas pela polémica Vinícius-Prestianni. Se já se percebeu que para o presidente pouco importa o que não foi feito ou não correu bem até aqui, mostrar em Madrid que o Benfica pode ser dele já no próximo ano pode ser o manifesto de Mourinho — e convencer os adeptos. Mas só se for com tudo. Como equipa grande."

O pós-Luz é só mais um passo na evolução


"Daqui a uns anos as reações ao caso Prestianni/Vini Jr serão recordadas como algo que já fomos; antigamente também se fumava no banco de suplentes

Podemos ver isto pelo lado positivo: há 40 anos, ouvir cânticos assumidamente racistas era normal num estádio de futebol na Europa; há 20 anos, já soava estranho nalguns lados; atualmente, isso dá direito a paragem de jogo – o protocolo a que assistimos no Estádio da Luz já foi ativado várias vezes na sequência de comportamentos dos adeptos.
Há 40 anos, era normal ouvirmos cânticos sexistas das claques num estádio quando uma mulher surgia integrada no corpo policial; há 20 anos, isso já soava estranho nalguns lados; atualmente, já temos mulheres a dirigir jogos das principais ligas do Velho Continente.
Há 40 anos, era norma que a seguir a qualquer pontapé de baliza de chutão para a frente se ouvisse um longo impropério dirigido a uma espécie de mãe coletiva; há 20 anos, já se ouvia menos e a UEFA aplicava multa de 500 euros a cada batida de bola com direito a banda sonora; atualmente, o ritual está datado e a maior parte das equipas sai a jogar a partir de trás.
Há 40 anos, os treinadores fumavam no banco de suplentes, os jogadores fumavam no balneário, adeptos fumavam nas bancadas e nos pavilhões fechados; há 20 anos, poucos jogadores fumavam, um ou outro treinador fumava no banco e em alguns países já era proibido fumar nas bancadas (no Reino Unido, por exemplo). Atualmente, é totalmente proibido fumar em qualquer parte local de um estádio de futebol.
Talvez um dia olhemos para o conjunto de reações que se seguiram ao caso Vini Jr/Prestianni como uma memória vaga de algo que já fomos, tal como me recordo, por exemplo, de em criança andar na parte de trás de um carro sem cinto de segurança. Era giro, mas todos sabemos que era errado. E perigoso.
Daqui a uns anos, não sei quantos, o quarto árbitro dirá para o juiz principal «aquele gajo de casaco verde» quando quiser referir-se ao treinador adjunto do Basaksehir e não «o negro», tal como aconteceu num jogo da Champions em 2020 quando Pierre Webó pisou a linha e necessitava de ser admoestado.
Diz o povo que há duas situações em que o ser humano se torna verdadeiramente sincero: quando embriagado e quando irado. Daqui a uns anos, não sei quantos, quando um jogador branco quiser ofender um negro numa disputa verbal em qualquer campo de futebol puxará do vernáculo que usa para atingir outro branco e nunca usará a questão racial como ofensa. Talvez aí, e só aí, tenhamos atingido um plano de igualdade: alguém de cabeça quente vai às mais profundas entranhas e na sua inconsciência já não encontra qualquer réstia de pretenso sentido de superioridade.

ELEVADOR DA BOLA
Gyokeres, avançado do Arsenal
O Tottenham está em crise, mas o que Gyokeres fez ao rival mostrou a versão mais próxima do que mostrou no Sporting. E com um extra: jogar bem de costas. Não tem números brilhantes, mas o sueco é o melhor marcador ao Arsenal na Premier League (10 golos).

Hakimi, jogador do PSG
Ir a julgamento por causa de um suposto caso de violação é das acusações mais abjetas para um homem. Mas é preciso esperar: o caso de Benjamin Mendy mostrou-nos o perigo das sentenças populares.

John Textor, empresário norte-americano
Steve Jobs também foi despedido da Apple, mas é irónico ver o empresário americano afastado do grupo que ele próprio criou para comprar o Lyon, Botafogo e parte do Crystal Palace. E pensar que Paulo Fonseca esteve quase a ir para a segunda divisão..."

Esta noite, apoiar o Benfica, é uma obrigação moral!


"Em 1953, quando Alfredo Di Stéfano foi desviado do Barcelona para o Real Madrid por uma decisão politica apresentada como salomónica mas que acabou, como tantas vezes em Espanha, por favorecer o clube da capital, o franquismo encontrou o seu porta estandarte perfeito contra o republicanismo democrático catalão: o maior clube de Espanha ao serviço da narrativa de uma pátria “una, grande y libre”.
O Real torna-se na montra europeia do regime, confundindo supremacia desportiva com a vocação imperial dos castelhanos sobre o resto da Península. Isso até esbarrar na final de 62 no campeão europeu em título, o Benfica de Eusébio, Mário Coluna, e Bela Guttman que viria a sagrar-se bicampeão europeu precisamente contra o gigante espanhol.
Qual paradoxo de luta de classes, o Sport Lisboa Benfica, clube fundado por um farmacêutico e outros pequeno burgueses numa freguesia periférica de Lisboa do início do século XX, representa precisamente o contrário dessa expectativa nobiliárquica de domínio protegido por um status quo vigente. É certo que é o clube de futebol mais titulado de Portugal, um grande campeão de um país periférico que nunca se confundiu com os grandes organismos que regulam o futebol mundial, mas que fez da bola um idioma próprio, falado em Lisboa, nas aldeias de todo o país e nas antigas colónias. Por seu turno, o Real (de) Madrid revê-se sem ponta de vergonha, numa ideia de centro imperial de poder dentro e fora das 4 linhas. Já o Benfica construiu-se como um clube popular, clube do povo, com lendas vindas de África, que trouxeram para a Luz a prova viva de que o talento não reconhece fronteiras nem hierarquias raciais.
Hoje, quando o maior clube de Portugal jogar contra o maior clube de Espanha, joga-se um choque de imaginários, que se materializaram ao longo da história em vitórias épicas, mas igualmente em enormes injustiças e manobras de bastidores, pelas quais "los blancos" ficaram famosos.
Mas faz algum sentido que a agressão "un puñetazo" de Valverde a Dahl tenha sido sumariamente arquivada, e que Prestianni seja suspenso preventivamente sem culpa provada!?!
Esta noite estará de um lado, o velho centro de poder castelhano, habituado a mandar em tudo e em todos, o clube dos mesmos que apresentam o mapa da península com o nome de España e sem as fronteiras com Portugal, e do outro, um gigante encarnado que cresceu a contrariar fatalismos geográficos, para lembrar que Lisboa também já foi uma capital do mundo, que nunca será uma província de ninguém e que o futebol pode ser, também, uma insurreição silenciosa contra os lobos brancos que se fazem passar por cordeiros e que não hesitam em fazer uso de todos os meios para atingir os seus fins.
Esta noite, contra o Real Madrid, e independente da nossa filiação clubística, temos todos a obrigação histórica ética e moral de apoiar o Sport Lisboa e Benfica!"

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Há efeito Gyökeres no Arsenal?

Observador: E o Campeão é... - O Benfica vai acusar a pressão frente ao Real Madrid?

Observador: Três Toques - Nova decisão da FIFA traz novas duras críticas

Eterno Capitão 🕊️🤍

Lutar pelo apuramento


"Benfica e Real Madrid encontram-se na capital espanhola na 2.ª mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões (20h00). Este é o tema em destaque na BNews.

1. Declarações do Presidente
O Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, aborda a partida e a eliminatória com o Real Madrid, o desempenho do Clube na Liga dos Campeões na presente temporada e o caso de alegado racismo de que Prestianni é acusado. "Garanto que não se trata de um jogador racista, caso contrário não representaria o Benfica."

2. Determinação para ganhar
João Tralhão, treinador adjunto do Benfica, faz a antevisão do embate com o Real Madrid: "Esperamos que seja um jogo justo, com igualdade de critério. Queremos ser uma equipa que consiga ter domínio no jogo, dentro de um cenário que, obviamente, não é fácil, porque estamos a jogar contra o Real Madrid no Bernabéu, mas vamos manter a nossa identidade."

3. Fito na vitória
Aursnes revela a abordagem à partida: "Devemos ser corajosos desde o início, respeitar o adversário. A certa altura, temos de marcar, e, naturalmente, temos de ganhar."

4. Informações aos adeptos
À atenção dos Benfiquistas presentes em Madrid para apoiar o Benfica.

5. Comunicados oficiais
Conheça as posições oficiais do Sport Lisboa e Benfica sobre a suspensão provisória aplicada a Prestianni e a inexistência de castigo ao atleta Valverde, do Real Madrid.

6. Passar aos quartos de final
O Benfica joga com o AZ Alkmaar, às 15h00, no Benfica Campus para lutar pela passagem aos quartos de final da UEFA Youth League.

7. Triunfos europeus
Em andebol, vitória benfiquista na deslocação ao reduto do IFK Kristianstad (34-38). Em futsal, vitória, por 4-3, na 1.ª mão dos quartos de final da UEFA Futsal Champions League.

8. Chamadas internacionais
Além das 6 convocadas pela seleção portuguesa, há mais 5 futebolistas do Benfica nomeadas em convocatórias de seleções.

9. Sorteio
Em andebol no feminino, Benfica e Academia São Pedro do Sul têm encontro marcado nos quartos de final da Taça de Portugal.

10. Visita especial
Dois atletas Sub-16 da Benfica Residential Academy na Florida, Estados Unidos da América, estiveram integrados nos trabalhos dos Juvenis no Benfica Campus ao longo de uma semana.

11. Liga Benfica – Zona Norte
Esta jornada contou com a participação de 128 jovens atletas.

12. Bastidores do património
Veja as melhores imagens da 1.ª edição do ano desta iniciativa do Departamento de Reserva, Conservação e Restauro e o Centro de Documentação e Informação do Sport Lisboa e Benfica.

13. Casa Benfica Avis
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 23.º aniversário."

3x4x3

Segunda Bola...


Dois jogos, uma história inesquecível


"Há eliminatórias que se jogam com os pés. E há outras que se escrevem com inteligência e coração. A meia-final da Liga dos Campeões de 2009-10 entre Inter de Milão e Barcelona pertence, para sempre, à segunda categoria. Foram 180 minutos repartidos por dois atos inesquecíveis.
Mas já lá vamos.
Naquela primavera europeia, o Barcelona de Pep Guardiola era mais do que uma equipa. Era uma ideia de futebol, talvez a mais bonita a que assisti desde que nasci. Herdando a filosofia de Johan Cruyff, os catalães jogavam como quem pinta os quadros mais belos da história. Uma posse memorável, com a bola sempre a dançar de um lado para o outro, triangulações impossíveis protagonizadas por intérpretes da mais alta categoria que este desporto já viu (Busquets, Xavi, Iniesta, Pedro, Messi, e acho que não é preciso dizer mais). Vinham de conquistar tudo em 2008-09 e pareciam destinados a prolongar a sua dinastia.
No entanto, do outro lado estava José Mourinho, o estratega português que via o jogo como poucos e um verdadeiro mestre da comunicação e da motivação. O seu Inter Milão não queria apenas competir, queria quebrar a narrativa. Onde o Barça tinha fluidez, o Inter oferecia disciplina. Onde havia beleza e magia, Mourinho plantava a dúvida.

O primeiro ato: Giuseppe Meazza em ebulição
A primeira mão começou como muitos esperavam, com o Barcelona a marcar primeiro, aos 19 minutos, por Pedro Rodríguez. Parecia o guião habitual. Mas algo mudou nessa noite. O Inter Milão respondeu com uma das exibições mais intensas da era Mourinho. Wesley Sneijder, Maicon e Diego Milito viraram o jogo para 3-1, com uma mistura perfeita de transições rápidas e muita organização. Não foi apenas uma vitória. Foi a declaração que o gigante podia ser eliminado.

O segundo ato: resistência épica em Camp Nou
Se a primeira mão foi feita com precisão e intensidade, a segunda foi sobrevivência histórica. Em Camp Nou, o Inter jogou quase toda a partida com menos um jogador após a expulsão de Thiago Motta, à passagem do minuto 28. O Barcelona atacou como uma maré interminável. Cruzamentos, remates, posse sufocante, muitas oportunidades de golo. Parecia apenas uma questão de tempo.
Mas Mourinho construiu naquela noite uma muralha emocional, com a imagem icónica de Samuel Eto’o a defesa-lateral. O golo tardio de Gerard Piqué trouxe esperança catalã, mas não chegou. O 1-0 foi insuficiente. No agregado, o Inter resistiu. Sobreviveu. Avançou. Fez história na antecâmara de um triplete épico. E naquele relvado nasceu um dos momentos mais incríveis da história moderna do futebol. Mourinho a correr pelo campo sob a chuva catalã, braços abertos, enquanto Camp Nou fervia de incredulidade.
À esquerda, Zlatan Ibrahimović, então jogador do Barcelona e que tem em Mourinho um verdadeiro ídolo, inclina-se para ouvir o seu treinador. Ao centro, Pep Guardiola, jovem mas já cerebral, quer incentivar o avançado ao ataque total após a expulsão de Thiago Motta. À direita, José Mourinho sussurra, como quem deixa o aviso perfeito para o que aí vem. «Não façam a festa, porque isto ainda não acabou», admitiu Mourinho uns anos mais tarde. E estava certo. É quase teatral. Três figuras incontornáveis do desporto mundial, três visões do futebol congeladas num instante de alta tensão. Que grande imagem.
Esta eliminatória demonstrou, sobretudo, que o futebol não é só talento. É análise, coragem, sofrimento e devoção. Para Guardiola e o seu Barcelona, foi uma ferida rara numa era quase perfeita. E talvez uma das poucas noites em que o seu futebol encontrou um antídoto emocional e tático completo. Porque naquele relvado cruzaram-se dois dos melhores treinadores do século XXI no auge da sua identidade e energia."

Throne: Benfica is NOT a racist club

Futebol à Parte #31 - VINI JR E PRESTIANNI, CHAMPIONS LEAGUE E BINGO

Setenta e Oito - Os Panenka - S07E28 - "Quando o Porto Está a Ganhar, Mete o Jogo na Cabine Telefónica"

O Resto é Bola #40 - Racismo na Luz? E ainda as vitórias de FC Porto, Sporting e Benfica na Liga ⚽️

Zero: Negócio Mistério - S05E19 - Leandro Lima

SportTV: Vamos à Bola - Lourosa...

Mecanismo de solidariedade


"O mecanismo de solidariedade da UEFA é uma iniciativa crucial para promover a sustentabilidade e o equilíbrio financeiro no futebol europeu. Este modelo visa redistribuir parte das receitas das provas da UEFA, como a Liga dos Campeões, a Liga Europa ou a Liga Conferência, beneficiando, assim, clubes que, apesar de não participarem diretamente nestas competições, desempenham um papel essencial no desenvolvimento do futebol.
Os fundos do mecanismo de solidariedade são gerados a partir de uma percentagem das receitas das competições de clubes da UEFA. Estes montantes são então enviados às federações nacionais, que os canalizam para os seus clubes afiliados, em conformidade com as orientações da UEFA.
Os clubes podem utilizar os fundos recebidos em diferentes áreas, como o investimento na formação de jovens atletas, melhorias infraestruturais, entre outros projetos que promovam o desenvolvimento e a sustentabilidade. Este sistema foi desenhado para equilibrar o cenário futebolístico europeu, garantindo que os benefícios económicos das competições não se restrinjam apenas aos grandes clubes. Os clubes que, de alguma forma, se sintam prejudicados pelas determinações da UEFA têm ao dispor mecanismos próprios de reação disponibilizados por aquela instituição. Destaca-se que as federações nacionais não têm autoridade para alterar ou decidir sobre os critérios e requisitos de distribuição do mecanismo de solidariedade, devendo cumprir só as orientações da UEFA, tratando só da distribuição dos montantes em nome da referida entidade."

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Antevisão...

Treino

Vitória na Suécia...

Kristianstad 34 - 38 Benfica
18-19

Começamos mal, adaptámos a defesa, e conseguimos chegar à liderança mesmo antes do intervalo... Entrámos bem no 2.º tempo, cavámos uma boa diferença, mas os Suecos conseguiram empatar... na recta final, fomos mais fortes, e arrancámos uma excelente vitória, no terreno do líder da Liga Sueca.

Passo muito importante para a qualificação...

Rui Costa...

Backstage | #FutsalBenfica 4-3 Sporting CP | #UCLFutsal

BolaTV: Mais Vale à Tarde Que Nunca #92

Terceiro Anel: Bola ao Centro #185 - Jogo do tudo ou nada!!!

Benfica Somos Nós - É para cima deles #10 - Antevisão - Real Madrid

Vermelho no Branco #34 - Vitória tranquila antes da "Missão Real Madrid"! E o caso Prestianni!

Falar Benfica #235

BF: Champions...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Cinco pontos sobre o plano estratégico da FPF

Observador: E o Campeão é... - Prestianni viajar para Madrid é desafiar a UEFA?

Observador: Três Toques - O penálti falhado, que acabou em facadas

1 Minuto


- Minuto...

Oliveira: AFS...

Possessivo: React - Rodrigo

So let me get this straight…

Tudo verdade...

Merecido

Os meninos especiais !!!

Benfica FM: Rodrigo em off !!!

Benfica FM: Ainda bem que têm jeito para a bola!!!

Só pode!!!

Recuperar para acreditar


"Depois de 50 minutos de "Champions" de intenso futebol, em que o adversário foi melhor, reforçou o meio-campo que outrora esteve desguarnecido e mereceu ganhar, as consequências do turbilhão de acontecimentos após aqueles 50 minutos faziam prever um jogo difícil com o último classificado é certo, mas, convém lembrar, é o único dos últimos quatro classificados (Tondela, Santa Clara, Rio Ave...) que não tiraram pontos ao Benfica. A verdade é que a equipa o tornou fácil, com uma primeira parte de qualidade, a criar oportunidades em série e a concretizar três delas, com Pavlidis a ser um perigoso falso extremo esquerdo, a combinar bem com Schjelderup, o melhor em campo, e José Neto a provar que aos 17 anos já é uma certeza. Mas as boas notícias não ficaram por aqui. Ríos e Lukebakio tiveram os minutos que precisavam, Bah regressou um ano depois com golo e boa exibição e Rafa assinalou o seu regresso aos golos com uma "letra" de antologia. Todos recuperados, pois, para o que aí vem, uma decisão de eliminatória onde o Benfica terá, dentro e fora do campo, uma missão muito difícil, mas, há que acreditar, possível.

PS - Enquanto esperamos a conclusão do processo que decidirá sobre "aquilo que ninguém ouviu e todos têm opinião", importa relembrar duas coisas; primeiro, que qualquer ato de racismo, seja em que contexto for e por que motivo for, é absolutamente condenável e deve ser severamente punido.
Segundo, qualquer ato que viole o princípio do contraditório, da presunção de inocência e do Estado de Direito, também.
Que corra tudo bem amanhã."

Prestianni, um castigo «à primeira vista»


"UEFA decidiu com base no 'parece que'. Se do ponto de vista jurídico é discutível, foi o melhor para o jogador: o argentino não tem estofo mental para aguentar uma hostilidade de dimensões bíblicas. E iria prejudicar o Benfica numa missão que apesar de tudo está ao alcance

Foi uma decisão esperada. Surpresa seria se a UEFA permitisse que Gianlucca Prestianni pudesse jogar no Bernabéu após os acontecimentos do jogo da Luz na primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões. O organismo decidiu usar o artigo 14.º do Regulamento Disciplinar para aplicar aquilo que na linguagem jurídica é conhecido como prima facie, uma expressão latina que significa «à primeira vista» ou «baseado nas primeiras impressões». A explicação, li-a num artigo do jornal espanhol As, através do jurista Toni Roca: «Algo que parece certo ou suficiente com a informação oficial disponível, mesmo que vá ser discutido posteriormente.»
Por outras palavras, a UEFA pouco ligou ao que jogador e Benfica alegam – de que o argentino não disse o que Vinícius Júnior acusa-o de ter dito e que Mbappé garante ter ouvido por cinco vezes. Pesaram muito mais outros factos: a queixa da suposta vítima, o testemunho de um colega e a passividade do extremo do Benfica face à acusação, no que se interpreta como uma assunção de culpa envergonhada.
Claro que para aqueles adeptos que consideram que Vinícius mentiu ou ouviu mal, está em curso uma profunda injustiça para com um jogador na base de um parece que. Mas deixemos agora a parte jurídica e centremo-nos no lado prático: Prestianni não tinha condições de jogar no Bernabéu. É um miúdo ainda sem estrutura mental para aguentar uma hostilidade de proporções bíblicas e que só iria prejudicar a equipa, tirando o foco do essencial - a possibilidade de as águias poderem dar a volta à eliminatória. Que não é descabida.
Entende-se, do ponto de vista da estratégia do Benfica, querer levá-lo para Madrid. Uma vez que o clube decidiu atravessar-se pelo jogador nas horas que se seguiram ao episódio da Luz, inverter a marcha agora seria um contrassenso. Mesmo que isto implique uma fuga para a frente de consequências imprevisíveis. Pensarão os responsáveis encarnados que mais vale manter a união à volta de Prestianni do que mostrar a outra face para a opinião pública; apostam tudo num suposto reforço do espírito de balneário mesmo que isso implique um risco em termos de imagem institucional a nível planetário.
Para mitigar os estragos só há uma forma: eliminar o Real Madrid sem Prestianni, da forma mais limpa possível, e depois encarar a possibilidade de acatar o mais que previsível castigo ao argentino. E tomar decisões duras com os energúmenos que nas bancadas chamaram macaco a Vinícius Júnior. As provas estão aí, basta haver vontade. Em nome da dignidade."

Zero: 5x4 - S06E23 - Depois dos dérbis: Ricardinho tem razão?

No Princípio Era a Bola - O extremo em melhor forma no FC Porto ainda não está feito. E o Benfica, será que vai a Madrid de peito aberto?

Rabona: Benfica, Prestianni’s suspension and Mourinho’s silence

SportTV: Titulares...

Chuveirinho #162

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DAZN: La Liga - R25 - Golos

DAZN: The Premier League - R27 - Golos

Fora de Jogo - S03E29 - Nuno Matos

BolaTV: Fora de Jogo - 90+3 - S03E21 - Oceano

O futebol infantil não pode estar dependente dos pais


"No sábado passado, como em quase todos os sábados do último ano e meio, levantámo-nos com as galinhas. O Pedro tinha jogo de futebol e, num distrito tão grande como o de Évora, isso implica que, de quinze em quinze dias, existam quase sempre umas largas dezenas de quilómetros entre a nossa casa e o local onde os jogos se realizam. Há trinta anos, quando eu tinha a idade que ele tem hoje, não passava pela cabeça de ninguém que os pais acompanhassem os filhos em todos os jogos fora. Acontece que hoje não há sequer possibilidade de escolha. Ou os pais vão e levam os miúdos ou o campeonato não chega a arrancar por falta de comparência das equipas. Porque se há trinta anos os municípios cediam autocarros e os clubes ainda tinham duas ou três carrinhas de nove lugares para transportar miúdos, a verdade é que agora todas essas coisas são praticamente ficção.
Quem de nós, e aqui falo especificamente dos millenials desta vida, não recorda com nostalgia as viagens nas carrinhas dos clubes, com os companheiros de equipa e os treinadores, num tempo em que os telemóveis não existiam e o lanche era uma sandes de fiambre com manteiga e um Compal de pêssego? Hoje, infelizmente, a maioria dos nossos filhos nunca vai conhecer essa sensação.
Antes que perguntem, eu gosto de ir aos jogos do Pedro e sei que os miúdos, pelo menos na idade dele, ainda gostam de ter os pais por perto. Mas, e desculpem se isto melindra alguém, sinto que passámos de um extremo ao outro sem passar pelo meio onde reside a virtude. Porque se antigamente os nossos pais iam de menos, hoje estamos claramente demais. E isso nota-se no comportamento dos miúdos, na falta de maturidade geral e até na postura que assumem aquando das derrotas.
Reparem, a existência de transporte assegurado pelos clubes não teria de ser sinónimo de uma regressão de trinta anos e de ausência total dos pais, mas concedia-nos, pelo menos, a liberdade de fazer uma escolha. Escolha essa que hoje não temos. Porque neste momento, quando os nossos filhos vão para o futebol, o pagamento da mensalidade deixou de ser a nossa única obrigação. Agora também cumprimos funções de motorista praticamente todos os fins de semana. Mesmo que tenhamos outras actividades ou compromissos profissionais. Porque com os clubes, desgraçadamente, já não podemos contar: mesmo quando há boa vontade o dinheiro nunca chega.
Eu sei que, habitualmente, o espaço nestes jornais está reservado aos grandes clubes. Mas esses estão, como bem sabemos, muito longe de representar a maioria. Porque a maioria não anda a disputar os milhões da Europa ou a negociar direitos televisivos, mas a vender rifas no Natal e na Páscoa e a pedir apoios ao comércio local para poder sobreviver. E isto tudo enquanto usa um cinto tão apertado que mais parece um garrote.
E não deixa de ser profundamente irónico, quando temos uma epidemia de obesidade infantil e passamos a vida a falar da importância da actividade física nas crianças, que os apoios a clubes e colectividades sejam tão absolutamente patéticos. E sim, não resisto ao chavão e vou mesmo dizer que se gastam rios de dinheiro com coisas desnecessárias em Portugal, mas que depois somos incapazes de apoiar a sério a prática de exercício físico quando 32% das nossas crianças entre os cinco e os nove anos tem excesso de peso. E se é verdade que tivemos praticamente uma década (2008-2019) em que os valores da obesidade infantil caíram, a verdade é que essa tendência já se inverteu e estamos novamente em subida. Incoerentes? É o nosso nome do meio. Porque promovemos a importância da actividade física, falamos dos perigos do sedentarismo, dizemos aos miúdos que têm de se mexer. Mas esquecemo-nos que, cada vez mais, a prática desportiva implica que os pais tenham recursos económicos. E isto perverte totalmente o princípio da igualdade que sempre foi apanágio do desporto.
No clube onde o Pedro joga, um clube centenário da pequena cidade onde cresci e onde ainda vivo, os equipamentos de jogo ainda são fornecidos pelo clube. E se no outro dia uma amiga me dizia que achava isso muito pouco higiénico, eu confesso que o considero quase místico. Ver os miúdos todos, no final do jogo, a meter os equipamentos num saco enorme que segue depois para lavar? Que memórias boas que isto desbloqueia para quem nasceu na década de 80. Tal como não haver nomes estampados nas camisolas ou qualquer tipo de personalização. Mas, lá está, isto só foi possível porque alguns comerciantes locais, convencidos pelos dirigentes, trataram de oferecer os equipamentos.
E por falar em dirigentes… Todos temos noção que estes são, essencialmente, pais de miúdos que jogam nas equipas que eles, por falta de alternativa, acabam a dirigir, certo? É que não havendo dinheiro para pagar seja a quem for, o dirigente é o pai do ponta-de-lança, o massagista é o pai do defesa esquerdo que calha a ser bombeiro, e o tipo que faz a segurança ao jogo, quando se vai ver, é o pai do guarda-redes. Todos, obviamente, voluntários. Todos por amor à camisola, aos filhos e ao futebol. Todos a terem de assumir uma logística que não é assim tão pequena, a lidarem com as reclamações das mães wannabe dona Dolores, a gerirem a falta de condições e a tentar, com muita criatividade, arranjar dinheiro para pagar qualquer coisa aos treinadores no final do mês.
E isto é a realidade do futebol infantil praticado pela esmagadora maioria dos miúdos deste país. Miúdos que nunca pisaram uma academia, que tratam por tu balneários em contentores e que, ainda assim, jogam felizes. Mas que mereciam mais do que andar a vender rifas a um euro, cujo primeiro prémio é um borrego, para ver se o clube onde jogam se aguenta vivo mais uma época.
Quem, como eu, praticou um desporto quando era miúdo sabe bem o que ele nos deu. E sabe bem o que foi crescer a dividir o banco com os amigos, a perder sem ver a mãe e o pai na bancada e a ganhar sem promessas de recompensas. É impossível não nos lembrarmos que a viagem de regresso parecia passar sempre mais depressa do que a viagem de ida, do sabor das sandes que nos davam no final dos jogos, dos amigos que fizemos em equipas rivais e das mil e uma histórias dos mil e um jogos diferentes. E não, não estou a dizer que éramos melhores do que os nossos filhos. Mas não tenho nenhuma dúvida de que éramos mais livres.
E sabem, era esta que devia ser a nossa luta enquanto pais. Não equipamentos personalizados ou mochilas de marca, não campos de relva moderníssimos ou lanches com reforço proteico. O que devíamos pedir era estrutura, transporte, apoio real e condições mínimas que permitissem aos clubes cumprir o seu papel de formação de jovens.
Hoje, já o disse, o futebol infantil é tratado como um passatempo financiado pelos pais. E isso, quanto a mim, é falhar aos miúdos. Especialmente àqueles que não têm pais que os possam financiar. É preciso chamar à responsabilidade a política central, mas também a local. É preciso dizer que os miúdos estão aqui. E, acima de tudo, é preciso mostrar que apoiar o desporto infantil não é um capricho nem um saudosismo bacoco. É uma responsabilidade de uma sociedade inteira.

No Pódio
O meu pódio desta semana vai para o presidente do SC Braga que decidiu, e bem, não baixar os braços perante uma decisão totalmente incompreensível por parte da PSP. Não sendo já possível mudar o que aconteceu, António Salvador está a fazer o que todos os sócios e adeptos esperam de um presidente que se preze: defender a honra, os valores e a história do seu clube.

Na Bancada
A qualidade das medalhas dos Jogos Olímpicos de Inverno tem embaraçado seriamente a organização dos mesmos. Várias medalhas, inclusivamente de ouro, prata e bronze, partiram-se ou descolaram-se logo após terem sido entregues aos atletas vencedores. Esta situação já levou à abertura de uma investigação e deixa no ar várias dúvidas quanto aos mecanismos de controle de qualidade dos prémios olímpicos."

Texas, para Portugal descobrir


"O que pode acontecer nos States atá ao início de um estranho Campeonato do Mundo? Nem o cérebro do Supremo Leader deve saber e muito menos o inefável Infantino.
Seja como for, a Oitava está atenta. E deixa, para já, algumas ideias sobre a petrolífera Houston onde Portugal vai realizar dois jogos. Antes de mais, convém clarificar uma expressão que ficou para sempre ligada à cultura popular.
No filme Apollo XIII, a famosa «Houston, we have a problem» foi criada para a narrativa cinematográfica. Na verdade, Jim Lovell diz «Houston, we have had a problem»…
Estamos em 2026, num gigantesco e multifacetado parque onde se encontra, por exemplo, o famoso Astrodome. Inclui várias estruturas, entre as quais o NRG Stadium, onde se vão disputar os jogos que a metrópole texana vai receber.
NRG não quer dizer High Energy Music, é simplesmente o nome do sponsor da estrutura Space Age, como seria de esperar de uma companhia de energia cujo nome vai ser apagado durante o torneio - por razões óbvias de sponsoring do Mundial.
Como cantava o lendário Jimmie Rodgers, Gimme a T for Texas. Para quem se deslocar pela primeira vez aos States, vai ser uma expêriencia profundamente americana.
Já agora, como teaser da próxima crónica (dedicada a alguns pormenores curiosos), conduzam com muita atenção pelo Inner Loop para o Portugal-Usbequistão. Inner Loop!? Pois! A Oitava vai ser um mini GPS no Campeonato do Mundo de 2026."