Últimas indefectivações

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Lenglet


Apresentação do novo Central do Benfica!
Admito, que sempre achei que a carreira, principalmente os Clubes que ele representou, um pouco acima das suas possibilidades! Um daqueles jogadores com um 'bom empresário'!


Admito que é bom com a bola nos pés, mas por exemplo para a Seleção Francesa, sempre pareceu um pouco fora de água... mas, para o nível do Tugão, e principalmente após muitos anos de trabalho na La Liga, ultimamente no Atlético de Madrid, ganhou consistência! Mesmo assim, com o António a renovar o contrato, não acho que vá ser titular indiscutível!!!

Benfica: Lenglet não é Otamendi


"Francês será anunciado como jogador do Benfica e substituto do antigo capitão de equipa; perfis são muito diferentes, de personalidade e de jogo, mas isso não é necessariamente mau

O Benfica viu sair o seu capitão e líder dos últimos anos e teve de ir ao mercado procurar um central que ocupasse a vaga deixada em aberto por Nicolas Otamendi.
O argentino chegou ao Benfica com currículo considerável - títulos no rival FC Porto, passagem por Valência e muitos outros troféus com o Manchester City - e saiu como campeão da América do Sul e como todo o planeta sabe, campeão do mundo também. O peso deste título não é de menos num plantel que precisava de referências e tinha no argentino uma das, se não a maior. Se a isto adicionarmos António Silva e Tomás Araújo, a experiência de Otamendi perante a juventude da dupla do Seixal era quase uma necessidade.
Numa 'missão secreta', os encarnados resgataram Clément Lenglet ao Atlético de Madrid. Um jogador com passado muito interesante, mas sem a longa lista de troféus do «antecessor».
Lenglet não é Otamendi no currículo, mas mais relevante é que se distancia do argentino em campo.
Bastava olhar para o relvado e perceber que o Benfica tinha uma dificuldade no início do ataque: Otamendi, quando se deslocava para a esquerda, dificilmente conseguia inserir um passe vertical com a canhota; mesmo com o pé direito o argentino não era propriamente o melhor passador e isso, numa equipa que por norma passa a maior parte da época ao ataque é uma fragilidade a explorar.
Com Lenglet, o Benfica transforma esse ponto débil, numa força: mais vezes a encontrar colegas entre linhas e a variar o corredor, deverá permitir maior rapidez na construção e pela qualidade técnica que tem, maior segurança na posse.
Há mais diferenças. Otamendi é um jogador forte nos duelos, muito bom no jogo aéreo e com uma liderança visível no terreno do jogo; Lenglet é mais discreto neste sentido. Mas o argentino foi demasiadas vezes emocional quando se pedia raciocínio - um exemplo recente, a expulsão em Famalicão -, foi demasiado agressivo nalgumas abordagens e isso custou ao Benfica alguns golos sofridos; Lenglet, como qualquer defesa, não está imune à falha individual, mas uma presença mais calma e tranquila pode vir a ser benéfica nalguns casos em que o controlo é essencial.
Nenhum deles é propriamente rápido, isso têm em comum, pois em quase tudo o resto são diferentes. Lenglet não é Otamendi, mas isso não é necessariamente mau e uma defesa não se faz de um homem só."

Terceiro Anel: Bola ao Centro #208 - O INÍCIO DE UMA NOVA TEMPORADA!!! 🦅🔴

#FutsalBenfica | Cassiano Klein

Falar Benfica #250

Fundação: Final...

#AndebolBenficaFem | Obrigado, Luís Monteiro

Zero: Mercado - Capitães leoninos com interessados de peso

BF: Extremo...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - O que é feito de ti, Alemanha?

Observador: E o Campeão é... - Brasil de Ancelotti: o fim da "Vini-dependência"?

Observador: Três Toques - Adeus Alemanha e o "teatrinho" de 6 golos da Áustria

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - Mundial #14

SportTV: NBA - S04E38 - Qual o Top10 de sempre da NBA?

SportTV: Grelha de Partida - S04E19 - Falta o caderno vermelho

Intensidade elevada


"Em destaque na BNews, os trabalhos da pré-temporada do futebol profissional benfiquista.

1. Pré-época 2026/27
Prossegue a preparação do plantel às ordens de Marco Silva.

2. Mundial 2026
Siga, no Site Oficial, o desempenho dos futebolistas do Benfica e todos os resultados e marcadores.

3. Grande temporada em análise
Cassiano Klein, treinador de futsal do Benfica, detalha as conquistas do Bicampeonato, da Taça de Portugal e da Taça da Liga.

4. Balanço de mais um título
Em entrevista à BTV, Marlene Sousa aborda o Tridecacampeonato de hóquei em patins feminino conquistado pelo Benfica.

5. Entrevista de despedida
Luís Monteiro, treinador da equipa feminina de andebol do Benfica, fala sobre os dois anos recheados de títulos passados no clube.

6. Outras movimentações do defeso
Pedro Faria, treinador da equipa de futebol de Sub-17, deixa de representar o Benfica. Foram também anunciadas saídas no plantel masculino de voleibol e no plantel feminino de andebol.

7. Campeonato Nacional de Clubes de atletismo
O Benfica terminou a prova do setor masculino no 2º lugar.

8. Título na formação
As Iniciadas de voleibol do Benfica são Tricampeãs nacionais."

A infância também entra em campo


"Num jogo de futsal para crianças deve existir espaço para que aconteçam muitas coisas que, mais tarde, numa fase mais avançada da vida, serão mais difíceis de aceitar e até menos prováveis de acontecer.
E tudo isto por uma razão muito simples: não estamos a falar de jovens nem de adultos. Estamos a falar de crianças.
Quando digo que deve existir espaço, quero dizer que deve existir compreensão, aceitação e bom senso.
Uma criança pode distrair-se com algo que vê na bancada. Pode tentar uma finta dentro da sua própria área. Pode dar um passo de dança durante o jogo. Pode ignorar momentaneamente a bola porque ficou fascinada com algo na sua camisola. Pode abandonar o campo porque quer beber água. Duas crianças podem ficar à conversa enquanto o jogo continua.
Tudo isto são situações que realmente podem acontecer.
E talvez o mais curioso seja perceber que muitas destas situações apenas nos parecem estranhas porque, por momentos, nos esquecemos de quem está dentro do campo.
Por vezes, parece que o simples facto de uma criança vestir um equipamento e entrar para um jogo faz com que deixemos de olhar para ela como criança e passemos a olhar apenas para ela como atleta.
Mas a entrada num campo não apaga a infância. Dentro ou fora dele, a criança continua a ser criança.
Continua curiosa, imaginativa e facilmente distraída por aquilo que a rodeia. Continua a descobrir o mundo e, ao mesmo tempo, a descobrir o jogo. Esquecer este princípio talvez seja um dos erros mais frequentes do desporto de formação, porque leva os adultos a esperar comportamentos, níveis de concentração e formas de compreender o jogo que nem sempre são compatíveis com a idade da criança.
Aceitar isto não significa ignorar tudo o que acontece. Não significa deixar andar. Significa olhar para estas situações com naturalidade e fazer as correções necessárias de forma calma, equilibrada e respeitadora.
Se for necessário corrigir, que seja com intenção educativa. Nem tudo exige uma repreensão intensa ou uma reação desproporcionada. Na verdade, muitas destas situações não resultam de má vontade ou falta de respeito; resultam simplesmente daquilo que é próprio da infância.
Por isso, mais do que corrigir de forma imediata, muitas vezes faz sentido explicar, orientar e ajudar a criança a compreender aquilo que aconteceu. O objetivo não deve ser apenas interromper um comportamento, mas contribuir para uma aprendizagem que faça sentido para quem ainda está a descobrir o jogo.
Tudo isto exige bom senso por parte de todos os adultos envolvidos: pais, treinadores, dirigentes e também árbitros.
As regras são importantes e fazem parte da aprendizagem do jogo. No entanto, quando falamos de crianças, importa recordar que o objetivo não deve ser apenas identificar o erro, mas ajudar a criança a compreender aquilo que deve fazer.
Tal como um treinador procura ensinar antes de exigir, também a aplicação das regras pode ter uma dimensão educativa. Nem sempre a resposta mais útil será a punição imediata. Em muitas situações, uma explicação simples pode ter um impacto muito maior na aprendizagem da criança do que a aplicação automática de uma sanção.
Porque, no desporto de formação, o objetivo não deve ser apenas fazer cumprir as regras do jogo. Deve ser também ajudar as crianças a compreendê-las.
Muitas vezes, e apesar de o desporto estar infelizmente cheio de exemplos em sentido contrário, aquilo de que a criança mais precisa não é de mais pressão. Precisa de tempo.
Tempo para crescer, para ganhar experiência e para compreender melhor aquilo que faz e aquilo que acontece à sua volta.
Quando esse tempo não existe, ou quando os adultos não compreendem que cada criança tem o seu próprio ritmo de desenvolvimento, o desporto corre o risco de perder uma parte importante do seu propósito educativo.
Com o passar dos anos, muitas destas situações desaparecem naturalmente. As crianças crescem, desenvolvem uma maior capacidade de concentração, atribuem mais significado às suas ações e assumem novas responsabilidades dentro da equipa.
É importante que pais e treinadores compreendam que nem tudo precisa de ser corrigido. Muitas vezes, determinadas situações ainda não fazem verdadeiramente sentido para a criança. Nem sempre compreendem a razão de certas exigências ou correções, e isso pode ser suficiente para que comecem a perder interesse por aquilo que antes lhes dava prazer.
Há aprendizagens que surgem através da orientação dos adultos, mas há muitas outras que chegam simplesmente com a maturidade e com o tempo.
Também os pais não devem sentir vergonha quando estas situações acontecem.
Ver um filho distrair-se, conversar com um colega durante o jogo ou fazer algo inesperado em campo não é necessariamente um sinal de falta de educação, desinteresse ou incapacidade. Muitas vezes é apenas um sinal de que continua a ser uma criança.
Os pais não precisam de viver estes momentos como uma exposição pública ou como um reflexo da sua competência enquanto educadores. Faz parte do crescimento. Faz parte da descoberta do jogo. Faz parte da infância.
Muitas das situações que hoje podem causar embaraço aos adultos serão, daqui a alguns anos, as histórias que contarão com um sorriso.
E talvez, se todos os adultos compreenderem verdadeiramente aquilo que significa trabalhar com crianças, esse embaraço nunca chegue sequer a existir.
Há ainda outro aspeto importante: evitar comparações.
As crianças não são todas iguais. Não têm o mesmo ritmo de desenvolvimento, a mesma personalidade ou a mesma forma de viver o jogo.
Há crianças mais expansivas, mais sonhadoras, mais concentradas ou mais agitadas. Nenhuma destas características define, por si só, aquilo que serão no futuro.
O papel dos adultos não é transformar todas as crianças no mesmo modelo de jogador. É criar um ambiente onde cada uma possa crescer, aprender e descobrir o prazer de jogar sem deixar de ser quem é.
Porque, antes de serem atletas, são crianças. E isto é algo que deveria estar presente em todos os momentos e na consciência de todos os adultos envolvidos.
Talvez o problema não seja quando uma criança se distrai durante um jogo. Talvez o problema surja quando os adultos deixam de aceitar que isso possa acontecer. Porque aqueles jogos continuam a ser jogos de crianças. E se são jogos de crianças, então tudo aquilo que faz parte da infância — a curiosidade, a imaginação, a espontaneidade, a descoberta e até algumas distrações — também tem de encontrar espaço dentro deles.
Talvez o verdadeiro desafio dos adultos seja nunca se esquecerem disso."

BolaTV: Entrevista Cláudio Braga....

BolaTV: Entrevista José Manuel Albuquerque...

«Ai Portugal, Portugal! De que é que tu estás à espera?»


"1 — «Temos dos melhores jogadores do Mundo, estão a jogar nas melhores equipas do Mundo mas … falta-nos equipa» disse um adepto da Seleção no Terreiro do Paço, em entrevista a uma televisão, após o jogo contra a Colômbia. Frase suficiente para tudo quanto pretendo transmitir.
Não tinha ainda tido ocasião de escrever sobre a Seleção Nacional, sendo que, ao não o ter feito na antevisão do Campeonato do Mundo não posso, infelizmente, munir-me das habituais palavras de sonho e expectativa, porque o faço já com a fase de grupo concluída e com a fase a eliminar em perspetiva

 2 — A primeira mensagem que gostava de transmitir é a forma como me irrita particularmente ver o triunfalismo com que abordámos cada nova competição internacional, nada aprendendo com o que nos ensinaram as antecedentes. Foi afinal a Federação — logo a Federação! — a escolher como lema desta campanha 'Vai dar Portugal'. 
Percebo pouco de psicologia, mas percebo o suficiente para saber que quando as expectativas são colocadas no topo, há 90% de probabilidade de se falhar, ainda que tudo corra muito bem.
A FPF, que devia ser a primeira a querer tirar pressão do grupo, isolá-los de fatores adicionais de exigência, é afinal a primeira a dizer que o país espera que eles vençam o torneio.
Mesmo que corra bem, trata-se de um péssimo exemplo. Revelador de falta de humildade e também um bocadinho de noção. E nós, latinos como somos, embarcámos todos na onda do maior positivismo possível, todos achávamos ser a Seleção capaz de todos os feitos … até ao primeiro jogo.
Após o jogo com a RD Congo, Portugal passou da melhor Seleção do Mundo para a pior Seleção do Mundo, quando não era uma nem passou a ser a outra.
Faz falta alguma serenidade muito embora, diga-se, que a campanha que a FPF entendeu por bem fazer contribuiu para que se criasse essa expectativa na população.

3 — Voltando à equipa. Eu poderia ter tido uma ou outra opção diferente, mas foram convocados os melhores. Temos um conjunto de jogadores que teoricamente nos situa, eu diria, nos 5/7 favoritos à vitória, mas tendo claramente seleções que têm muito melhores condições que Portugal para serem vencedores. Até nisso o 'Vai Dar Portugal' é difícil de compreender. Mas adiante.
Ao olhar para a nossa Seleção a jogar recorda-me a música oficial do Euro 84, protagonizada pelo grande Herman José, na qual se cantava «vamos lá cambada, todos à molhada» … porque é exatamente isso que parecemos em campo.
Não há fio de jogo, não se percebe um sistema tático coerente, jogamos em bloco deixando isolado Cristiano Ronaldo que, atualmente, não tem condições para jogar sozinho no ataque municiado por extremos.
Enfim há todo um conjunto de situações difíceis de compreender e que, inevitavelmente, nos desiludem imenso.
Fomos levados a esperar tanto, para entregar tão pouco. Mas o que incomoda verdadeiramente é a postura aparentemente alheada de tudo isto do selecionador nacional.
Com um semblante sempre-sorridente, quer-nos convencer de coisas diferentes das que vemos. Nós vemos exibições esforçadas, pobres e pouco conseguidas, mas Martínez maravilha-se com as nossas exibições ensina-nos que temos de ter orgulho nesta Seleção.
Há uma perigosa noção de desligamento, da realidade e uns dos outros, que obviamente nos tem de preocupar.
Só eles, os jogadores em campo, nos poderão dar esperança num percurso digno. E pode ter-se um percurso digno sem vencer. E, neles, eu confio. Por isso lhes dedico a famosa canção de Jorge Palma.

4 — Uma palavra final para o meu clube, que tornou pública a contratação de um novo treinador: Tiago Margarido.
Sabemos há muito ser uma paixão antiga ainda do anterior presidente que agora se concretiza, trazendo para Guimarães alguém que todos sabíamos acabaria por ser treinador do Vitória.
As maiores felicidades para ele e uma palavra muito importante para Gil Lameiras. A forma como aceitou regressar à Equipa B (onde tão bom trabalho tinha realizado) diz muito de Gil Lameiras no que respeita a humildade e carácter. E isso, não pode ser esquecido."

Na América de Eusébio: a humildade do Brasil


"Há precisamente 20 anos e oito dias vi, em Dortmund, o Brasil de Parreira desenvencilhar-se com muita facilidade do Japão, à altura treinado por Zico. Foi um jogo quase de sentido único, que deu para o ‘escrete’ fazer todas as poupanças que quis, porque o triunfo (4-1) nunca esteve em causa.
Duas décadas volvidas, Houston foi palco de uma mata-mata entre canarinhos e nipónicos de roer as unhas até ao cotovelo. O Brasil teve de aplicar-se a fundo para ultrapassar a muralha japonesa, e arrancou uma segunda parte em que correu riscos, mas foi sobretudo humilde, ao aceitar que estava em risco de ir de imediato para casa, o que a suceder entraria na galeria de desilusões/humilhações, ao lado do Maracanazo de 1950, e do 1-7 com a Alemanha, o Mineirazo de 2014.
Devo confessar que não gosto da atitude normalmente provocadora de Vinícius, algo que o desfoca do essencial, retira-lhe concentração, e fá-lo render menos do que vale. Contra o Japão, com o resultado em 1-1, houve um lance em que o avançado do Real Madrid forçou, pela esquerda, a jogada individual, e perdeu a bola; ora, de seguida não descansou até recuperá-la e dar início a nova cavalgada brasileira, à procura do golo da vitória. Figura mais destacada do ‘escrete’, nesse momento Vinícius revelou-se o líder que eu não sabia haver dentro dele, porque liderou pelo exemplo, não ficou à espera que fossem os outros a resolver a sua asneira, não quis que os restantes dez corressem para ele...
O jogo foi muito curioso, porque teve a mesma matriz de muitas partidas da Liga portuguesa: a equipa mais fraca visita um dos grandes, arma-se em 5x4x1, mantém uma disciplina tática férrea, vai baixando o bloco à medida que o sufoco aumenta, e sempre que pode tenta o contra-ataque, ou joga no erro do adversário. Como se tem visto neste Mundial, as peras doces rareiam, e mesmo as equipas menos cotadas no ‘ranking’ discutem resultados e provocam surpresas.
É verdade que ainda não conseguem jogar olhos nos olhos com os ‘gigantes’, mas o progresso técnico-tático é evidente, ou não estivesse a maior parte dos seus jogadores a atuar fora de portas. Afinal, tal como sucede, por exemplo, com Portugal, Brasil ou Argentina. Parabéns ao Japão, pela evolução. E a Carlo Ancelotti, que sempre que mexeu no Brasil melhorou a equipa.

* Eusébio da Silva Ferreira jogou no México (CF Monterrey), Estados Unidos (Boston Minuteman, Las Vegas Quicksilver e New Jersey Americans) e Canadá (Toronto Metros-Croatia). O Mundial de 2026 joga-se onde o ‘King’ espalhou o que lhe restava de magia…"

O poder do sonho


"Das dez seleções africanas que iniciaram o Mundial de 2026, nove garantiram o apuramento para a fase a eliminar. Não acredito que seja uma coincidência.
Durante vários anos tive o privilégio de trabalhar na Nigéria, uma das maiores seleções do continente africano, e de viver por dentro uma Taça das Nações Africanas. Essa experiência permitiu-me compreender uma dimensão do futebol que nem sempre é valorizada quando analisamos o rendimento de um jogador. Perguntam-me muitas vezes qual é a principal diferença entre o jogador europeu e o jogador africano.
Existem diferenças culturais, existem diferenças nos percursos de formação. Existem até diferenças biológicas entre indivíduos, como existem em qualquer população. Mas a maior diferença que encontrei não foi nenhuma dessas. Foi a dimensão do sonho. Não digo que o sonho africano seja melhor do que o europeu. Constato apenas aquilo que vivi. Em muitos dos jogadores com quem trabalhei, o futebol não era apenas uma profissão.
Era a oportunidade de mudar a vida de uma família inteira. Enquanto treinador de pessoas que jogam futebol, acredito que tudo começa com um objetivo. Quanto mais claro é esse objetivo, maior tende a ser o compromisso para o alcançar. Depois entram em jogo as nossas crenças. São construídas pelos nossos pais, pela educação, pela cultura e pelo contexto social. Umas limitam-nos. Outras potenciam-nos. Mas existe ainda um terceiro fator: a necessidade.
Charles Darwin defendia que não sobrevive o mais forte nem o mais inteligente, mas aquele que melhor se adapta. Quando o sonho está ligado à sobrevivência, à educação dos irmãos, à saúde dos pais ou à construção de uma casa, a capacidade de adaptação cresce de forma extraordinária. Foi isso que encontrei em África. Não em todos os jogadores. Mas numa percentagem muito significativa deles. Quanto maior era a necessidade, maior era a dedicação. Quanto maior era a clareza do propósito, maior era a capacidade para suportar o sacrifício diário.
Talvez seja essa uma das explicações para o crescimento do futebol africano.
Porque por detrás de muitos daqueles jogadores existe algo que nenhuma estatística consegue medir. Existe um sonho. E continuo a acreditar que poucas forças são tão poderosas como um ser humano que luta para transformar a vida de quem ama."

Os senhores do tempo e uma Alemanha congelada em 2014


"O tempo abranda assim que James entra em ação. Do primeiro ao último toque, o da decisão, tudo se passa em câmara lenta, permitindo-lhe medir todas as opções. É o dom dos génios. Vencem a batalha do tempo, ainda que percam, como os outros, a guerra dos anos. 
O maestro colombiano, agora com 34, andou pela direita, pela esquerda, pelo meio e disparou 26 passes progressivos, quebrando linhas nos meio-campos rivais, na fase de grupos. Dois foram punhais cravados no flanco dos opositores, ao resultarem em remates à baliza. Fica o rasto feito de espuma desse futebol 'cafetero', que tantas vezes nos encantou. A Colômbia foi tão melhor que Portugal que terá deixado a Argentina, com a qual se pode cruzar nos quartos de final, de pé atrás. O fantasma do 0-5 de 1993, que elevou as expetativas até ao assassinato de Escobar, ganha corpo.
Já Ancelotti voltou a fazer das suas. Não sei se este Brasil dará para o hexa, mas certamente tem no banco o melhor treinador da sua história. E que, ao serem expostas as fragilidades do Escrete, voltou a mostrar que é muito mais do que o gestor de egos que creem que seja. Kaishu Sano inspirou-se em Tsubasa e Alisson viu um tornado na sua direção, porém 'Don Carletto' lá mexeu as suas peças e ainda não foi desta que os Oliver e Benji do futuro ganharam. Ancelotti imobilizou os ponteiros do relógio.
E o Paraguai? Para muitos, é o de Chilavert, de Roque Santa Cruz, Gamarra ou de Almirón e Enciso. A mim lembra-me sempre o talentoso Romerito. Médio ofensivo, passou por Flu e Barça, ainda que as suas melhores imagens me cheguem com a albirroja no pêlo. E nem com ele se imaginaria que os guaraní pudessem bater uma Alemanha congelada em 2014. Auf Wiedersehen!"

Vimos um OVNI no céu da Florida


"Entre fatias de chouriço e mornas cabo-verdianas à beira-mar, um picnic noturno em Jupiter Beach transformou cinco jornalistas exaustos em crianças diante de um espetáculo espacial

PALM BEACH — Depois de 21 dias consecutivos a morder o pó da estrada, com o sono transformado numa miragem distante e o corpo fustigado pelas viagens de ida e volta a Houston, a engrenagem do Mundial concedeu-nos um armistício.
Semanas de loucura: entrevistas feitas em cima do joelho, diretos televisivos com o fuso horário a morder os calcanhares e uma produção industrial de conteúdos para o papel, para o site e para as redes sociais. O jornalismo de trincheira exige tudo, mas há um momento em que a alma clama por um poiso.
Esse poiso foi Jupiter Beach, na franja pacífica de Palm Beach. À medida que a noite caía e em Portugal se inaugurava a madrugada, eu, o Miguel, o André, a Patrícia e a Charlotte, nossas companheiras de trabalho nesta aventura, decidimos estender uma manta na areia e celebrar o privilégio do silêncio.
Sobre a mesa improvisada, montámos um altar de resistência heróica e saudades domésticas: chouriço, queijo e pão. Enquanto partilhávamos os sabores (parecidos aos) da pátria sob um luar maravilhoso, com uma lua cheia colossal a pratear o Atlântico e o calor tropical a envolver-nos o cabedal, o cansaço acumulado começou finalmente a evaporar-se.
Foi então que o cosmos resolveu oferecer-nos um golpe de teatro. Do nada, transformámo-nos em crianças apontando para o infinito. Uma bola de fogo colossal rasgou o céu noturno, arrastando um rasto luminoso e denso que parecia desenhado à mão por um Deus caprichoso. Seguiu-se uma pequena explosão silenciosa no éter e um segundo rasto, mais contido mas perfeitamente visível, manteve-nos em estado de choque e frisson durante minutos que pareceram eternos.
Naquele instante, fomos crentes. Era um OVNI, literalmente um objeto voador não identificado que desafiava a nossa mundana rotina de relvados e conferências. O mistério (e a identificação que anulou a ideia de OVNI) durou até a internet nos devolver à terra: era o lançamento do Falcon 9, da Space X, disparado a partir do centro espacial John F. Kennedy, a uns escassos 180 quilómetros a norte da nossa praia.
A ficção científica deu lugar à engenharia espacial, mas a poesia daquela rota intemporal ficou gravada na nossa Route 66 de forma mágica e única."

De Saramago a Miami: há alguma coisa mais portuguesa do que a sombra de uma oliveira?


"Quando José Saramago se zangou com o governo de Cavaco Silva e bateu com a porta, rumo ao exílio em Lanzarote, comprou uma casa no topo de uma colina.
Da janela, o escritor tinha uma paleta de cores de fazer inveja a qualquer pintor: o verde da natureza, o cinzento das areias vulcânicas e o azul infinito do mar. Era um postal perfeito, mas faltava-lhe algo.
Faltava-lhe aquele pedaço de chão que gritasse «casa».
A solução? Uma oliveira. Uma pequenina oliveira, ainda bebé, que Saramago trouxe do seu Alentejo, numa viagem de avião, dentro de um vaso estoicamente entalado entre as pernas.
Um futuro prémio Nobel a fazer de estufa humana a dez mil metros de altitude é uma imagem deliciosa. Mas vale tudo, quando queremos ter um bocadinho de Portugal connosco.
Ora esta história veio-me à memória quando ontem parámos no Old Lisbon, em Aventura, a meio caminho entre Palm Beach e Miami.
O restaurante respira Portugal por todos os poros, mas o que rouba imediatamente a atenção não é o quadro da Ponte 25 de Abril, nem os azulejos fadistas.
É, lá está, uma imponente oliveira plantada bem no centro da sala, a espalhar os seus ramos sobre as mesas como quem abraça os clientes.
Ao contrário da árvore de Saramago, que viajou em classe turística, esta - encontrada também no Alentejo - veio de barco, já adulta e de raízes feitas.
Uma emigrante de peso, literalmente.
O propósito, contudo, é exatamente o mesmo. Tal como o escritor em Lanzarote, também o Old Lisbon sentiu que lhe faltava alguma coisa que gritasse «casa».
Alguma coisa que transportasse a memória das pessoas para Portugal, mesmo antes do cheiro a alho e azeite ou do sabor do bacalhau chegarem à mesa.
E, pensando bem, fará todo o sentido.
Podemos exportar a saudade, o fado e a gastronomia, mas haverá, no meio de tudo isto, alguma coisa mais teimosamente portuguesa do que uma oliveira?"

Hydration breaks no Mundial 2026 podem valer milhões em publicidade


"Independentemente da intenção original, o efeito económico é relevante: mais interrupções significam mais momentos de exposição do espectador

Os chamados hydration breaks no Mundial de 2026 foram apresentados oficialmente como uma medida de proteção da saúde dos atletas, especialmente em jogos disputados sob temperaturas elevadas. À luz da explicação institucional da FIFA, e como refere a justificação oficial amplamente debatida, a medida visa garantir condições mínimas de segurança fisiológica num calendário competitivo cada vez mais exigente.
Do ponto de vista da saúde desportiva, a medida não é irrelevante. A gestão da desidratação, da fadiga térmica e da performance em condições extremas é um tema sério na medicina desportiva moderna. Ainda assim, a questão central não se esgota na fisiologia dos jogadores.
O ponto estrutural está na economia do tempo de transmissão. O Mundial 2026 é também um dos maiores produtos mediáticos do planeta, onde cada minuto de transmissão tem valor publicitário e cada interrupção pode ser reconfigurada como espaço comercial adicional.
Os hydration breaks introduzem um novo tipo de pausa regulada que pode, na prática, criar condições adicionais para valorização do inventário publicitário. Em ambientes de televisão tradicional e sobretudo de streaming, onde a monetização é cada vez mais segmentada e dinâmica, estas interrupções podem ser integradas em estratégias de publicidade programática, ativações de marca ou reforço de patrocínios.
Independentemente da intenção original, o efeito económico é relevante: mais interrupções significam mais momentos de exposição do espectador. E mais momentos de exposição significam maior capacidade de monetização, especialmente num ecossistema onde as receitas televisivas e digitais são estruturais para o modelo financeiro do futebol global.
A justificação da FIFA assenta na proteção da saúde dos atletas, uma dimensão que não deve ser desvalorizada. Ainda assim, é razoável reconhecer que o desenho das regras de competição raramente é neutro do ponto de vista económico. A fronteira entre bem-estar e eficiência comercial tornou-se progressivamente mais ténue.
Em última análise, os hydration breaks podem ser simultaneamente duas coisas: uma resposta legítima às exigências climáticas e fisiológicas do futebol moderno e um mecanismo que contribui, ainda que de forma indireta, para reforçar a eficiência económica de um produto desportivo global altamente monetizado. O que está em causa não é opor leituras, mas reconhecer que ambas coexistem num sistema em que o jogo já não é apenas jogo."

Chuveirinho #178

BolaTV: Dias de Mundial...

No Princípio Era a Bola - Bem-vindo, mata-mata do Mundial, assim as olheiras valem a pena

Jogo Pelo Jogo - S03E47 - Portugal x Croácia

AA0: Mundial - Day 19

Rabona: Germany, Netherlands & Japan Are OUT. What Just Happened? | World Cup Day 19

Futebol à Parte #48 - Comecem as ELIMINATÓRIAS

TugaFut: Brasil...

TugaFut: Alemanha

LiveMode: Late Night #8

ESPN: Futebol no Mundo #593

TNT - Convocados...

The Athletic: Are Portugal better or worse with Ronaldo?

Observador: Minuto 90 - Saibari sangra mas dá tiro final na "Laranja Mecânica"

FIFA: Bélgica...

FIFA: Senegal...

FIFA: EUA...

FIFA: Bósnia

FIFA: Inglaterra

FIFA: Congo...

SportTV: Costa do Marfim

SportTV: Países Baixos - Marrocos

SportTV: Alemanha - Paraguai...

terça-feira, 30 de junho de 2026

Dia 4

O Benfica e ‘esta’ centralização


"Depois das AG de sábado, os encarnados vão entrar na nova temporada em clima de estabilidade, embora tenham de ser mais expeditos na conclusão do plantel. Prometem, contudo, contestar vivamente, de várias formas, o modelo de centralização que está em cima da mesa. Entretanto, na arbitragem, o ‘adeus’ de Duarte Gomes é uma péssima notícia.

AS Assembleias Gerais do Benfica, realizadas no passado sábado, correram bem a Rui Costa, e a aprovação do plano de atividades e orçamento para a próxima época vai permitir ao clube um início de temporada em clima de estabilidade.
Porém, os encarnados não se têm mostrado lestos a recompor o plantel, numa altura em que Marco Silva já está a trabalhar e haverá jogos de acesso à fase de grupos da Liga Europa que terão de ser vistos pelo Benfica como se fossem de preparação.Com vários jogadores espalhados pelas seleções que disputam o Mundial, e ainda com as dúvidas que envolvem, por razões diversas, a continuidade de alguns desses e de outros, Rui Costa e Mário Branco deverão acelerar o passo para, de acordo com o que é pretendido por Marco Silva — evitando que seja «cada cor seu paladar», como diziam antigamente os pregões dos vendedores de gelados — criar um grupo coeso e coerente.
Apesar de ter desbaratado, ao longo da última época, boa parte do crédito que tinha junto dos sócios, Rui Costa ainda teve condições para encarar o pós-mourinhismo, passando entre os pingos da chuva, em boa parte também devido à aprovação que mereceu a chegada de Marco Silva.
Porém, da Assembleia Geral da tarde de sábado, para lá de algumas ameaças ocas de «tolerância zero» à FPF e à arbitragem, resultou uma tomada de posição, veiculada por Nuno Catarino, relativa à venda centralizada dos direitos televisivos, que mostrou, por um lado, como esse processo está longe de ser dado por terminado, e por outro a determinação do Benfica de se manter fiel ao que sempre disse sobre esta matéria: «desde que não recebamos um euro a menos, que seja, relativamente ao que conseguimos, não nos opomos a que um aumento de receitas seja distribuído pelos restantes clubes.»
Se a divergência se mantiver, se na altura de se saber quanto é que as operadoras estão dispostas a pagar pelo nosso futebol profissional — e será esse o valor do produto e não qualquer dos números que há anos vêm sendo adiantados — e se o Benfica entender que assim não vai a jogo, ficou a saber-se que seguirá a via dos tribunais, o que pode representar uma péssima notícia para uma reforma que foi imposta administrativamente.

A NOTÍCIA da saída de Duarte Gomes da Direção Técnica da Arbitragem da FPF não augura nada de bom. Competente, sempre a procurar fazer pedagogia (foi o que conseguiu, sempre numa perspetiva construtiva, nos muitos anos em que esteve no comentário ao desempenho dos árbitros), o antigo árbitro internacional, sendo solidário com a classe, fugiu sempre a duas coisas que parecem ser sagradas para o setor, dentro e fora de portas: o corporativismo e a opacidade.
Já o disse, apesar de terem sido lançados demasiados árbitros sem experiência em jogos nos quais se aconselhavam juízes com outro traquejo, houve sempre, ao longo da última época, possibilidade de acompanhar a forma como eram avaliados, o que responsabilizava, internamente, e credibilizava, externamente.
Sem querer fazer juízos apressados, não posso deixar de dizer que haverá uma atenção redobrada, no pós-Duarte Gomes, aos comportamentos que vão ser adotados. Porque um modelo de independência do setor só vingará se, como em qualquer empresa que se queira bem gerida, existir o primado da meritocracia, separando-se, sem tibiezas, o trigo do joio.

FOTOLEGENDA
DIOGO COSTA
Antes do início do Mundial apontei o guarda-redes do FC Porto como a minha aposta de destaque da equipa de Portugal no Mundial da América do Norte. Depois de algumas hesitações na partida com a RD Congo, e de ter ganho confiança e ambientação ao torneio no jogo contra o incipiente Uzbequistão, Diogo Costa exibiu-se em grande plano frente à Colômbia, executando uma mão cheia de defesas de alto nível, que permitiram (isso e o número avantajado de chuteira de Davison Sánchez) que a Seleção Nacional não saísse derrotada de Miami. Contra a Croácia queremos o mesmo nível de inspiração!

CAPA
Gonçalo Ramos, novo Diabo ‘rossonero’ O AC Milan pagou ao PSG 70 milhões de euros pelo algarvio formado no Benfica (que ainda vai receber mais alguma coisa…), e Ruben Amorim, treinador dos ‘rossoneri’, deve estar satisfeito com a decisão de Roberto Martinez de manter o seu novo pupilo em doca seca, preservando-o, assim, de qualquer percalço físico e permitindo-lhe um descanso que o fará mais forte no início de temporada, em Itália.

CARTAS
ÁS
Bubista
O que vou escrever não tem nada de neocolonialista, apenas representa a minha satisfação genuína pelo sucesso de Cabo Verde, um País de gente calorosa, orgulhosa da sua identidade, que sempre esteve ao lado de Portugal nas grandes competições internacionais. Grandes ‘Tubarões Azuis’.

ÁS
Ricardo Quaresma
Assertivo, o fantasista campeão da Europa colocou o dedo na ferida após o jogo com a Colômbia. Houve falta de compromisso defensivo (até nos pontapés de canto dos ‘cafeteros’, que quando saíam a jogar curto ficavam logo dois para um!), e demasiado ‘conforto’. Conformados com quê?

REI
Roberto Martinez
Apesar do apuramento de Portugal para a fase de mata-mata (daí Rei e não Duque), que gestão anda o selecionador nacional a fazer? Que sentido faz ter dado, até agora, todos os minutos a Cristiano Ronaldo? Messi, com a Jordânia, jogou apenas a última meia hora e marcou um golo…"

Nureyev no Coliseu


"Rudolph Nureyev — um dos melhores bailarinos a pisar os palcos do planeta, para muitos The GOAT, embora haja quem prefira o classicismo de Nijinsky ou a modernidade de Baryshnikov — atuou em Lisboa, no São Carlos, ao lado da divina Margot Fonteyn, em 1969, dançando o bailado clássico Giselle.
Foi uma noite de esplendor artístico apenas comparável à presença, na mesma sala da capital portuguesa, de Maria Callas, que ali cantou, em 1958, La Traviata.
Em 1991, já numa fase de declínio acentuado, Nureyev regressou a Lisboa, integrado na digressão ‘Nureyev e Amigos’, no âmbito do Festival de Música do Estoril, apresentando-se ao público no Coliseu dos Recreios.
Em 1969, Lisboa deliciou-se com o génio único de Nureyev. Em 1991, a ida ao Coliseu foi mais curricular: quem foi pôde dizer «eu vi Nureyev ao vivo», embora essa ‘last dance’, do ponto de vista artístico, fosse medíocre.
A persistência de muitas personalidades da música tornou possível a frase «old rockers never die.» Ainda no passado sábado, Cyndi Lauper (73) e Rod Stewart (81) juntaram 90 mil fãs no Parque Tejo, no terceiro dia do Rock in Rio de 2026. Pouco importou que as vozes e a vitalidade já não fossem as mesmas; o carisma estava lá, a lenda apresentava-se ao vivo, e isso bastava, porque, para cantar, lá estava a plateia. Da mesma forma, Mick Jagger (82) ou Paul McCartney (84) ainda andam aí para as curvas.
Tenho a certeza de que se, amanhã, Bjorn Borg (70) e John McEnroe (67) decidirem defrontar-se, haverá casa cheia, seja onde for, e cobertura mediática planetária, da mesma forma que todos os amantes do golfe se comoveram ao ver, este ano, Jack Nicklaus (86) e Gary Player (90) no ‘tee shot’ de honra no Masters de Augusta.
Cada coisa tem o seu tempo, e apenas os verdadeiramente grandes conseguem fintá-lo, valendo-se do que foram para justificar o que são. Todos eles merecem o maior respeito porque, nas áreas que escolheram, atingiram patamares apenas acessíveis aos eleitos.
Mas ver Nureyev, em 1991, no Coliseu, e esperar que fosse o mesmo de 1969, no São Carlos, seria, no mínimo, estultícia.
A vida é feita de escolhas, e há quem enverede por esticar o tempo, desde que haja quem lhes permita que o tempo seja esticado. Mas estas coisas correm, normalmente, melhor nos filmes do que na vida real…

* Eusébio da Silva Ferreira jogou no México (CF Monterrey), Estados Unidos (Boston Minuteman, Las Vegas Quicksilver e New Jersey Americans) e Canadá (Toronto Metros-Croatia). O Mundial de 2026 joga-se onde o ‘King’ espalhou o que lhe restava de magia…"

Zero: Canto - Época para esquecer, mas o nosso Canto teve um final feliz

DAZN: O MELHOR GOLO de Cada Clube na Champions League 25/26

Zero: Mercado - Avançado espanhol sai do radar do FC Porto

BF: António...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Benfica é um justo campeão de futsal?

Observador: E o Campeão é... - Marrocos x Países Baixos: duelo que vai ser "taco a taco"

Observador: Três Toques - Croácia à vista: será que Ronaldo dura para sempre?

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - Mundial #13

Zero: Negócio Mistério - S06E10 - Ounahi

DAZN: F1 - A Red Bull não quis ganhar o Grande Prémio?

Bicampeões


"Em destaque na BNews, a revalidação do título nacional de futsal no masculino.

1. Título revalidado
No derradeiro jogo da final do play-off da Liga Placard, o Benfica ganhou ao Sporting por 4-3 e sagrou-se Bicampeão nacional, vencendo a competição pela 10.ª vez. Desde 2009 que os encarnados não venciam um título de forma consecutiva.
Na mensagem de felicitações, o presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, sublinha a "final com a chave de ouro, depois de já terem vencido a Taça de Portugal e a Taça da Liga."

2. Mundial 2026
Siga, no Site Oficial, o desempenho dos futebolistas do Benfica e todos os resultados e marcadores.

3. Distinção
Ivan Baptista, treinador da equipa feminina de futebol do Benfica, foi distinguido na Gala do Treinador do Núcleo de Lisboa da Associação Nacional dos Treinadores de Futebol.

4. Título na formação
O Benfica é tricampeão nacional de hóquei em patins, escalão Sub-17 masculino."

Pois...

Roberto Martínez e o Suplício Nacional


"Foguetes pela goleada ao Uzbequistão, tão somente o 60.º do ranking FIFA, foram precoces. Mesmo com uma equipa cheia de talento é preciso ter no banco mais do que um diplomata

«I'm back, I'm back», jurava Cristiano Ronaldo depois de mais 90 minutos e dois golos diante do Ubzequistão para acabar com o jejum de 10 jogos sem marcar em fases finais de Europeus ou Mundiais. Perante tamanho feito como golear o 60.º classificado do ranking da FIFA e que nem 40 anos de existência como país independente tem, rapidamente o capitão da Seleção se disponibilizou para falar aos jornalistas.
É pena que tal raramente aconteça quando há nuvens negras e não sol a brilhar, como depois da deprimente estreia frente à RD Congo e, ontem, para ajudar milhões de portugueses a entender o porquê de mais uma deplorável exibição de uma equipa que garante com todas as forças que quer ser campeã do Mundo. Se vai dar Portugal, não será assim e a culpa não é dos jornalistas, comentadores ou adeptos, esses especialistas da maledicência e que só querem dividir uma seleção que, como se tem visto, prima pela união e atitude dentro de campo. Menos quando está calor ou não se tem bola.
Escrevi, depois do 1-1 a abrir, que, pelo menos, o aviso tinha chegado cedo e havia, por isso, tempo para corrigir, mais ainda num formato em que até é possível o apuramento para a fase a eliminar sem se ganhar um único jogo no grupo. Dias depois chegou o fragilíssimo Uzbequistão e o 5-0 serviu, durante algumas horas, para calar aqueles que há tanto tempo querem reformar Ronaldo e dar a Gonçalo Ramos algo mais do que turismo e milhas aéreas ou duvidar da capacidade do espanhol para gerir uma equipa que tem alguns dos melhores jogadores do Mundial e joga como uma das piores que estão nos 16 avos de final. Qualquer semelhança com grande parte do percurso de Martínez na Bélgica será pura coincidência.
Portugal ganhou dois (!) dos últimos seis jogos oficiais —Arménia e Uzbequistão foram as vítimas da façanha — e o selecionador assobia para o lado. Diz que Portugal «está de parabéns» pelo jogo que fez frente à Colômbia e até vê o facto de Diogo Costa ter sido o melhor em campo em Miami como algo positivo.
É uma realidade paralela, mas que não surpreende: Roberto Martínez está no cargo há mais de três anos e há mais de três anos que responde dando voltas à rotunda e fazendo de conta que os problemas não existem.
Mesmo passando a Croácia, nem o mais otimista acreditará que, assim, pode dar Portugal com possíveis duelos com Espanha nos oitavos de final e França nas meias-finais."

Olhar mais para dentro


"Terminada a Fase de Grupos e em três jogos vimos três versões distintas de Portugal. Não tanto pela natureza dos adversários, mas muito mais pela forma como Roberto Martinez continua a não perceber o que tem em mãos.
Frente à RD Congo, Portugal falhou coletivamente no plano ofensivo. A inexistência de jogo interior em virtude de posicionamentos que procuraram sobrecarregar o corredor lateral onde se encontrava a bola foi fatal para que a seleção nacional tivesse apresentado um futebol pouco criativo e dinâmico.
Contra o Uzbequistão, com posicionamentos e comportamentos adequados às características dos jogadores que compunham o onze inicial, Portugal dominou e controlou com bola. Teve jogo interior e jogo exterior. Foi rápido a reagir à perda de bola e eficaz na transição defensiva. O adversário não era de renome, mas coletivamente houve mérito e trabalho luso.
A Colômbia trouxe-nos uma versão portuguesa incapaz nos momentos sem bola e inexistente nos momentos com bola. O onze inicial, ainda que com apenas uma alteração face ao jogo anterior, teve posicionamentos e comportamentos que em nada abonaram a favor de Portugal.
Rúben Neves sem bola a fechar sobre a meia direita para ajudar João Cancelo a fazer 2 vs 1 defensivo sobre Luis Diaz desprotegeu o corredor central, permitindo situações de 2 vs 1 ou 3 vs 2 favoráveis aos cafeteros. Com bola, o médio do Al Hilal não foi 6, mas sim 8, com claro prejuízo para a dinâmica ofensiva da seleção.
Os laterais estiveram sempre muito amarrados taticamente, como se mais importante do que ajudar o ataque fosse não permitir espaços a James Rodriguez e Luis Diaz. Pedro Neto raramente teve apoio por fora, João Félix nunca pôde deambular entrelinhas em zonas interiores porque não havia quem desse largura e profundidade sobre a esquerda.
Portugal tem um dos melhores selecionados deste Mundial. Em quantidade e em qualidade. Individualmente tem alguns dos melhores laterais e médios do mundo. Tem o maior finalizador da História do futebol mundial. Mas não tem o mais importante (ainda): um líder que saiba aproveitar o talento que tem à sua disposição para construir um coletivo forte e competente. Independentemente de quem seja o adversário. Independentemente do estilo de jogo do adversário.
Está na hora de Portugal olhar mais para dentro e menos para fora. Preocupar-se menos com quem vai defrontar e mais com a maneira como quer ganhar. Respeitar, sim, temer, nunca. Ter mais desejo de ganhar do que medo de perder."

As duas estátuas


"Portugal, com a Colômbia, jogou com oito homens e duas estátuas. As estátuas que deveriam ser erguidas, em Miami, a Diogo Costa e a Renato Veiga...

Os portugueses vivem em ambivalência a cada quatro anos. Oscilamos entre a certeza absoluta de que a Seleção Nacional vai ser campeã do mundo e a certeza absoluta de que não somos favoritos, nem candidatos, nem rigorosamente nada. Vivemos entre a noção de que só Luiz Felipe Scolari poderia ter levado Portugal à final de um Europeu e à meia-final de um Mundial e a ideia de que o brasileiro sempre foi, apenas e só, um bom psicólogo e um bom gestor de homens. Por fim, a ambivalência das ambivalências, a rainha de todas as ambivalências: Cristiano Ronaldo. Para uns, é o maior dos maiores, o GOAT dos GOATs, aquele que deve jogar sempre porque é melhor do que Gonçalo Ramos e Gonçalo Guedes, juntos ou em separado. Para outros, Ronaldo está velho, não corre, não se mexe, não defende, não recua e nem sequer devia ter sido convocado, quanto mais jogar 90 minutos atrás de 90 minutos.
Lembro-me sempre da primeira vez que ouvi alguém falar de uma espécie de trazer à terra os jogadores (ou, como neste caso, os portugueses). Um dia, lá por 2004 ou 2005, ouvi José Mourinho dizer algo como isto: se os meus jogadores estão eufóricos, tenho de lhes baixar a euforia; se estão tristes, tenho de os arrebitar. O segredo, no fundo, é recentramento. Ou, como dizem os anglófilos, back to basics. O regresso ao essencial. Mas no futebol, como bem sabemos, é complicado ser racional. Ou é preto ou é branco. Nunca cinzento. Ou é alto ou é baixo. Nunca mediano. Ou é gordo ou é magro. Nunca alguém tem o percentil certo. É aqui que entra a frase futebolística que mais se tem ouvido nos últimos anos e que, apesar de verdadeira, jé demasiado enfadonha, por que tão repetida: «Não éramos os melhores do mundo, nem agora somos os piores». E é verdade.
As ambivalências do momento têm rostos claros: Roberto Martínez e Cristiano Ronaldo. A ambivalência em redor do selecionador nacional é, contudo, diferente: gira quase sempre em torno do pior extremo. Há quem diga que ele é apenas razoável, enquanto outros dizem que é muito mau. São poucos os que acham que é o homem certo no lugar certo. Era mau quando Portugal empatou com a RD Congo, passou a razoável após a goleada ao Uzbequistão e voltou a descer depois do empate com a Colômbia. Talvez volte a ser razoável se a Seleção ultrapassar a Croácia, e só será medianamente bom se bater a Espanha (ou a Áustria, claro). Foi assim com Fernando Santos antes e depois do Euro 2016. Pelo meio, em França, foi excelente.
Quanto a Ronaldo, os portugueses oscilam, estranhamente, entre o amor e o ódio ao capitão. Ódio quando falha golos como os de Congo e da Colômbia; amor quando marca dois golaços como os que marcou ao Uzbequistão. Talvez dentro de dias voltemos a amar o que hoje alguns odeiam. E se Portugal ganhar o oitavo jogo neste Mundial, os que agora o criticam gritarão GOAT!, GOAT!, GOAT! Tem sido assim de quatro em quatro anos (2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026), ou de dois em dois, se juntarmos os Europeus.
Na minha própria ambivalência, vou oscilando entre o sim, o homem já não pode ser sempre titular e o se não for ele, quem? Só não aceito é que a agressividade chegue ao ponto de dizer que Portugal, frente à RD Congo, jogou com dez homens e uma estátua, como escreveu um jornalista inglês. Prefiro dizer quase o contrário. Portugal, frente à Colômbia, jogou com oito homens e duas estátuas. Mas as estátuas que deveriam ser erguidas, em Miami, a Diogo Costa e a Renato Veiga."

O talento que não joga: a decepção de Portugal no Mundial'2026


"Há algo de profundamente perturbador em assistir a uma selecção que possui, no papel, alguns dos melhores jogadores do mundo e ver que o colectivo não consegue produzir sequer o que qualquer equipa mediana produziria com metade desse talento. Portugal chegou ao Mundial 2026 com o rótulo de candidato ao titulo. Saiu da fase de grupos com cinco pontos, dois empates e um único jogo em que afinal pareceu existir enquanto equipa. A conta não fecha. E o que ficou em campo foi menos que uma desilusão: foi um retrato clínico de uma equipa desorganizada, desmotivada e sem identidade táctica.
A estreia contra a Republica Democrática do Congo, a 17 de junho em Houston, resume tudo. A selecção adiantou-se com o golo de João Neves ao minuto seis, mas rapidamente perdeu o controlo do jogo perante uma congolesa intensa, que acabou por empatar e acumular mais oportunidades, deixando Portugal com apenas um remate enquadrado em todo o encontro. Um remate enquadrado. Contra a Republica Democrática do Congo. Numa fase de grupos de um Campeonato do Mundo. A CNN Portugal resumiu com uma precisão quase cirúrgica: "Eis um Portugal peripatético, mistura de apático e patético, que se perdeu contra a RD Congo a deambular num passeio no parque."
O que se viu não foi infelicidade. Foi ausência O New York Times escreveu sobre Ronaldo com uma crueldade que dói precisamente por ser justa: "Não houve nenhum remate errado, nenhum mau passe, nenhum erro crasso. Nada que alguém pudesse usar para postar nas redes sociais para gozar com ele. Apenas... nada." O Independent foi mais duro: "Dez homens e uma estátua. Portugal sacrifica mais um Campeonato do Mundo ao ego de Cristiano Ronaldo." A Gazzetta dello Sport concluiu na mesma linha: "Portugal desilude, CR7 ainda mais. No Portugal de Martínez, em Houston, havia um problema evidente: Cristiano Ronaldo."
Mas reduzir o problema a Ronaldo seria uma analise cómoda. A exibição apagada de Bruno Fernandes e Bernardo Silva, normalmente motores criativos da equipa, foi alvo de críticas nas redes sociais e nos programas de debate televisivo. Os analistas sublinharam a falta de ligação entre o meio-campo e o ataque, bem como a ausência de desequilíbrios individuais. Portugal tem dois dos melhores médios da Premier League no mesmo onze, e ambos desapareceram contra uma selecção que nem sequer foi para o Mundial com ambições de campeã.
O segundo jogo, a goleada por 5-0 sobre o Uzbequistao, foi a excepção que confirma a regra. Serviu para acalmar o ambiente interno e lavar a imagem pública, mas nunca foi teste a nada. Roberto Martinez retirou Vitinha, considerado o melhor médio do mundo nos últimos dois anos, para colocar Samu Costa. O jogador do PSG teve uma Copa bem abaixo do esperado. Os aplausos à goleada funcionaram como anestesia. O problema estava a dormir, não resolvido.
Chegou o terceiro jogo, a Colômbia, aquele que diria onde Portugal realmente esta. A Colômbia foi quem mais teve a bola, quem mais atacou, quem mais rematou, quem mais mereceu ganhar. Muitas vezes recuava e fazia pressão média, mas depois, quando ganhava a bola, acendia o fogo e transformava cada duelo numa batalha física. Portugal pareceu sempre conformado. E quando assim é, deixou de jogar o futebol que melhor sabe. No final, Portugal saiu com um empate que deve mais à estatura de Diogo Costa do que a qualquer mérito colectivo. A Marca ficou convencida de que os portugueses teriam perdido se não fosse a ineficácia contrária e a actuação do guarda-redes Diogo Costa, eleito melhor jogador em campo pelo diário espanhol.
Esta selecção continua a viver muito mais da qualidade individual do que da força colectiva. Continua a depender de um rasgo, de um momento de génio ou de uma inspiração pontual para desbloquear jogos que, colectivamente, raramente desbloqueia. O diagnóstico não podia ser mais preciso. E e precisamente essa a natureza do problema com Roberto Martinez. Os resultados permanecem aceitáveis do ponto de vista estatístico mas as exibições continuam demasiado inconsistentes sempre que aparecem adversários de maior qualidade. Há talento suficiente para aspirar a muito mais do que aquilo que esta equipa tem mostrado, e talvez seja precisamente essa a maior frustração porque poucas selecções presentes neste Mundial apresentam tanta qualidade individual espalhada por praticamente todos os sectores.
O treinador espanhol recusa o papel de responsável Depois do empate com a RD Congo, Martinez disse em conferencia de imprensa: "Desde o primeiro dia em Portugal, não tive um dia sem barulho." Prometeu autocrítica garantiu que os últimos 25 minutos foram muito maus. Palavras que ecoaram no vazio. Após a Colômbia, admitiu que não foi um jogo da forma que Portugal quer, mas defendeu Ronaldo e disse que a equipa reagiu bem durante todo o jogo. Para quem viu o jogo, a afirmação é desconcertante. A análise internacional foi directa: Martinez fez escolhas de onze confusas e, fora de um jogo, ainda não encontrou a melhor utilização do seu jogador mais mediático. A esta selecção falta directividade no ataque, e isso é responsabilidade do treinador.
Existe um padrão histórico que não deixa de provocar desconforto. Portugal tem acumulado demasiadas dificuldades precisamente nas ultimas jornadas das fases de grupos, quando precisa de confirmar uma posição mais favorável ou dar um passo competitivo em frente. Aconteceu em diferentes gerações, em diferentes competições e com diferentes protagonistas. O que muda, edição após edição, são os rostos. O problema estrutural permanece intacto.
Portugal apurou-se para os 16 avos de final como segundo classificado do Grupo K, com cinco pontos, fruto de uma vitoria e dois empates, e vai defrontar a Croácia em Toronto. O desempenho nesta fase de grupos acaba por ser razoável mas longe de ser entusiasmante. Uma selecção com Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Vitinha, Joao Neves, Rafael Leão, Pedro Neto e Ronaldo não pode ter razoável como ambição aceitável num Campeonato do Mundo.
Talvez seja essa a maior tragédia desta geração portuguesa: não e a falta de talento. E saber que o talento esta la, disponível fardado e em campo, e ver que ninguém sabe, ou quer, transformá-lo em jogo. Um treinador que não encontra o seu melhor onze ao terceiro jogo da fase de grupos, numa selecção sem lesões de relevo, e um treinador com um problema que não é de calendário. É de método E métodos não se corrigem em madrugadas de eliminatória.
O Campeonato do Mundo de 2026 ainda pode ser diferente. Os torneios a eliminar tem essa memoria curta. Um jogo muda tudo. Mas a questão que Portugal devia fazer a si próprio não é se vai passar a Croácia. A questão é: com este Portugal, ate onde é honesto acreditar?"