O INDEFECTÍVEL
Pelo Benfica! Sempre!
Últimas indefectivações
sábado, 29 de agosto de 2026
PRIMEIRO OBJETIVO CUMPRIDO!
"Aarhus 1 - 3 Benfica
PRÉ-JOGO
(apontamentos escritos
antes do início do jogo)
1. Hoje jogamos a primeira final da época. Seria pior que péssimo não disputarmos a fase de liga da competição. Podíamos ter arrumado com a eliminatória na Luz, somos melhores, vamos prová-lo hoje outra vez.
2.
Admiti que Marco Silva pudesse fazer descansar dois ou três dos habituais titulares, mas não, não quer correr riscos e vai a jogo com o onze mais utilizado neste início de época - aquele que lhe dá mais garantias. Carregaaaaaa!
JOGO
(apontamentos escritos em direto e publicados imediatamente após o final do jogo)
3.
Jogo aberto e nós a falhar duas ou três oportunidades na mesma jogada: Prestianni, Barreiro... Gosto deste Benfica do Marco Silva a jogar rápido a um ou dois toques. Prestianni com uma ajudona, quando se está em alta tudo sai bem, já nos meteu com mais um de avanço na eliminatória: um-zero!
4. Um lance dividido, Barrenechea embrulhado com um deles, o outro até tem mais responsabilidade nos agarranços e o apitador marca penálti? Será que é o Gustavo Correia que anda por ali? O VAR obviamente reverteu. Siga que o perigo maior é todo nosso.
5.
Uma, duas, três, quatro, quantas jogadas de golo já perdemos para matar isto? (refiro-me ao jogo, a eliminatória já está.) O Rafa hoje ainda não apareceu. Sorte deles... Mas fez entretanto uma ação defensiva que mostra bem o nível de compromisso que tem com a equipa - isso é que interessa, não é se festeja ou não golos. O Prestianni é outro: dá tudo em todos os lances, bolas divididas, levanta-se e vai logo à dividida seguinte, muito bem!
6.
As estatísticas da primeira parte são arrasadoras: não vou para aqui estender-me, deixo só esta: golos esperados 0.07 para eles e 1.24 para nós.
7.
Hoje isto não está a dar sequer para sofrer. Nem é pela eliminatória, que está mais do que decidia, é pela nossa superiorodade no jogo.
8.
Jogo estava a cair de interesse e logo aparece o Rafa de pé esquerdo a aproveitar uma bola perdida na área: dois-zero! Que grande início de época. E o Sudakov a dormir, acha que está sozinho em campo, a facilitar e eles a marcar. Espera lá que o Prestianni já tirou um coelho da cartola e assinou uma obra-prima, toda dele, só dele: três-um!
9.
Olhó Gonçalo Moreira, força miúdo, estamos todos contigo, boa sorte. E já ias marcando um golo de cabeça, que pena, crl!
10.
Jogo amoleceu, estamos tranquilos, o tempo a passar, segunda-feira há mais, este já está, acumulado 6-2 sem margens para dúvidas ou azias. Lukebakio entrou com tudo, a competitividade no plantel é do melhor para puxarem uns pelos outros.
E O BEN-FI-CA GANHOU!"
O Benfica é o recreio de Prestianni. E muitas outras coisas
"O argentino foi a grande figura da vitória do Benfica por 3-1 frente ao Aarhus, que confirmou a presença dos encarnados na fase principal da Liga Europa. Bisou e fez jogar. Mas o processo ofensivo da equipa de Marco Silva está bem longe de ser feito de iniciativas individuais: está a construir-se uma máquina bem oleada, com movimentos padronizados. Na sexta-feira, a equipa da Luz conhecerá os adversários
Não houve um Benfica de experiências, de novas soluções, de tentativas. A vantagem era segura, mas não certa. Talvez Marco Silva trabalhe ainda nas fundações, querendo-as sólidas e plenas. E, por isso, o Benfica que jogou em Randers frente ao Aarhus foi o Benfica mais forte, o Benfica que tem crescido com a temporada.
Ainda não foi desta, portanto, que Schjelderup saltou para o onze. Parece quase um sacrilégio ter um jogador destes apenas como arma para a 2ª parte, mas sacrilégio mais parece afastar do seu local do recreio preferido o jogador que tem pincelado com magia um ataque que, diga-se, já é feito de muito mais do que fogachos individuais.
Mas, ainda assim, como não falar de Prestianni, deste início de época de Prestianni?
Há jogadores que se fazem em banho-maria. O argentino, conseguiu ser um desses, conseguiu finalmente encontrar o seu lugar entre as expectativas de um menino que aos 16 anos se passeava pela cancha do Vélez e a sempre difícil transição para a Europa. Esta noite, na Dinamarca, foi mais uma vez decisivo: um golo antes dos 20 minutos quase traçou o destino do Aarhus (e do Benfica), apanhando na esquerda um lance feito na direita, uma bola de Rafa que passou toda a área até chegar aos pés do argentino. Um toque de um defesa dos nórdicos ajudou ao desfecho.
Seria dos seus pés que sairiam alguns dos detalhes mais deliciosos, como a bola que picou para a entrada de Leandro Barreiro, pouco depois, com o luxemburguês a chegar atrasado ao lance. E ainda antes do intervalo mais um remate seu quase aumentava o pecúlio encarnado, depois de mais um bom entendimento entre Pavlidis, Rafa e o argentino.
Mas nada disto nascia apenas por geração espontânea. Mesmo não criando tanto como no jogo da 1ª volta, o Benfica ia repetindo os seus movimentos de ataque já bem oleados, trocando com facilidade entre os três corredores. Pavlidis tudo liga, Rafa parece outro jogador, agressivo e reativo à perda. Assim, é sempre mais fácil o individual aparecer, sem sequer ofuscar a equipa.
Na 2ª parte, o Benfica chegaria com facilidade ao 2-0, numa jogada em tudo idêntica à do primeiro golo, mas variando os flancos: Prestianni serviu a entrada de Dahl e o cruzamento rasteiro passou toda a área até chega a Rafa, na direita. Aqui nem houve colaboração de um adversário, a bola seguiu direitinha para a baliza.
Logo de seguida, talvez o único momento de fazer Marco Silva coçar a cabeça. Na tentativa de sair para o ataque, Tomás Araújo passou para Sudakov que, como que ausente, se deixou antecipar por Rasmus Cartensen. O jogador dinamaquês, após a recuperação alta, rematou ainda fora da área, com a bola a bater no calcanhar de Dahl antes de fazer um chapéu caprichoso a Samuel Soares.
Estará aqui uma das interrogações deste ataque encarnado, que parece em tudo o resto tão bem calibrado. Sudakov, apesar da insistência de Marco Silva, não poucas vezes parece um corpo estranho, uma pedra na roldana. Esta noite, voltou a ser o mais apagado dos elementos do Benfica, com o treinador a substituí-lo pouco depois por Gonçalo Moreira, quiçá à procura de outras soluções. Ou apenas de espicaçar o ucraniano.
Com mais ou menos Sudakov, o certo é que nem deu tempo para o golo do Aarhus assustar. Porque de novo apareceu o génio de Prestianni. Segundos depois, num lance que começa no pé esquerdo de Lenglet, uma arma importante para o ataque encarnado, a argentino segurou com um pé na quina da área, aproveitou o arrasto criado por Dahl e rematou com o outro, com a bola a entrar no ângulo da baliza dos dinamarqueses.
Estava tudo definitivamente resolvido. Schjelderup entrou, Prestianni saiu pouco depois, e o Benfica continuou a ser perigoso por aquele lado esquerdo, onde moram as suas principais armas. Será um berbicacho para Marco Silva resolver, um bom berbicacho. Circati ainda se estreou, sem oportunidades para se mostrar, tão inofensivo que era o Aarhus, que nunca foi, apesar dos dois golos marcados, um rival à altura de evitar o inevitável: a caminhada foi longa, mas o Benfica vai mesmo, e de forma mandona, estar na fase de liga da Liga Europa."
O meu nome é Gianluca e moro no segundo andar
"Triunfo começou e acabou em Prestianni, que mostrou estar num patamar acima dos companheiros. O argentino bisou e esteve também no 1-2 de um Benfica cada vez mais sólido. Apuramento sem mácula
O Benfica de Randers foi novo capítulo de uma equipa que parece crescer um pouco mais a cada jogo. Criou-se um rumo, o processo evolui, consolida-se e está finalmente à vista uma identidade forte, que há muito não se encontrava debaixo das camisolas encarnadas. Diante do Aarhus, na Dinamarca, ainda que de certa forma com o conforto da vantagem da primeira mão, viu-se uma equipa que quis ter e teve a bola, mandou e controlou as operações, e tornou a vida muito complicada aos nórdicos, ao garantir também que quando a perdia reagia ferozmente para recuperá-la ou então pressionava alto e de forma assertiva para o que o seu rival não a tivesse por muito tempo.
O 0-1 ao intervalo denunciava, no entanto, algo que ainda não está nem um pouco perto da melhor afinação: a finalização. As águias poderiam perfeitamente ter fechado a eliminatória antes do descanso e a culpa não é apenas de Barreiro, ainda que se o luxemburguês tivesse tanta qualidade com a bola na sua posse como tem a acertar no momento de atacar o espaço seria mesmo um fora de série: aos 7', cabeceou ao poste após livre de Sudakov; aos 12', a bola sobrou-lhe depois de Prestianni ter tentado o remate, mas atirou ao lado; e, aos 29', não chegou de cabeça a belo passe do argentino. Não foi o único culpado. Pavlidis desperdiçou em frente a Hedenstad (35') e o próprio Prestianni (43'), com espaço, não conseguiu curvar a bola ao ângulo, embora o gesto tenha servido de aquecimento para o bis, que iria assinar de forma monumental na segunda parte.
PRESTIANNI, CLARO!
O 0-1 deu ainda mais conforto aos encarnados e chegou logo aos 19 '. Rafa viu a chegada de Bah pelo flanco direito e o dinamarquês cruzou. A bola saiu longe demais de Sudakov, mas ao jeito de Gianluca Prestianni, que rematou de pronto. O remate desviou em Carstensen e beijou as redes pela primeira vez.
Logo depois, o VAR evitou que Daniel Siebert cometesse erro grave, depois de ter assinalado penálti inexistente de Enzo sobre Mikael Andersen. A resposta dos vikings acabaria anulada pela irregularidade, com o seu primeiro tiro enquadrado a surgir apenas aos 29', da autoria de Bech.
DE RAFA AO MONUMENTO
A segunda parte parecia trazer um jogo um pouco mais partido, quando Rafa, depois de combinação entre Prestianni e Dahl, fez o 2-0. O cruzamento encontrou o seu pé esquerdo e não se fez rogado. A eliminatória fechou-se, finalmente, aos 56'.
Quatro minutos depois, o Aarhus reduziu, num raro erro dos encarnados na saída. Tomás Araújo tentou ligar com Sudakov, mas o ucraniano não estava à espera e Carstensen antecipou-se e atirou. A bola desviou em Dahl e traiu Samuel Soares.
A festa não durou. Na resposta, Prestianni recebeu a bola de Rafa na esquerda, foi para dentro e assinou o golo da noite, acabando com a esperança que ainda houvesse. É o jogador do momento.
AMAR GONÇALO É DEIXÁ-LO JOGAR
A estreia na época teve as suas dificuldades, porém aconteceu. Gonçalo Moreira, paixão de Mourinho segundo o próprio, somou finalmente uma meia-hora em campo e até esteve perto de marcar (77'). Circati também recebeu batismo, em jogo que confirmou superioridade inequívoca."
Brilha o menino dos olhos do treinador e o recado a Palhinha
"Prestianni não faz muitos amigos entre os adversários, mas percebe-se a paixão que está a suscitar em Marco Silva e o carinho crescente dos adeptos; Enzo Barrenechea mostra que não vai facilitar a vida a novo reforço das águias
O melhor em campo: Prestianni (8)
Assobiado desde ainda antes do apito inicial, definiu mal nas três primeiras vezes em que tocou na bola. Mas depois pediu bis. À quarta, recebeu um cruzamento de Bah que atravessou a entrada da área e rematou para golo, beneficiando do desvio num adversário. O bis surgiu na segunda parte e aí ninguém lhe pode tirar o mérito. Que monumento! Um remate em arco de fora da área, após bom trabalho individual, num lance que começa a ser imagem de marca. E Barreiro ficou a dever-lhe um golo após grande passe para as costas da defesa ainda na primeira parte. Chegou aos cinco golos, o que já é o melhor registo da carreira... ao fim de seis jogos.
Samuel Soares (6) - Seguro mas saídas a cruzamentos e no posicionamento nos remates de meia-distância. Levanta cabeça ainda antes de defender a bola para perceber por onde pode lançar o ataque rápido, beneficiando do bom jogo com os pés que tem. Contudo, comprometeu ao entregar a bola a um rival numa saída curta… com a mão. Traído pelo desvio no calcanhar de Dahl no lance do golo sofrido, não podia fazer mais nada.
Alexander Bah (7) - Bela exibição do dinamarquês no regresso a casa. Bem posicionado tanto quando a equipa defendia baixo, como quando subia a linha, não permitiu aos rivais grandes veleidades. Inteligente na forma como cruzou no lance do golo inaugural, evitando as torres dinamarquesas para encontrar Prestianni solto à entrada da área. Assustou perto do intervalo quando teve de receber assistência médica após choque com um adversário.
Tomás Araújo (6) - Estava a fazer um jogo imaculado até o mau passe que permitiu a Carstensen reduzir a desvantagem dinamarquesa. É verdade que Sudakov não colaborou ao ficar à espera da bola em vez de a atacar, mas o central não precisava de ter arriscado tanto e deixou a equipa em contrapé.
Lenglet (7) - Um patrão silencioso. Longe da impetuosidade de Otamendi, ganhou várias bolas na antecipação a adversários e foram raros os duelos que perdeu. Ainda acrescentou a assistência para o bis de Prestianni, num grande passe para as costas da defesa do Aarhus.
Samuel Dahl (7) - Sem muito trabalho defensivo, conseguiu aventurar-se muito no ataque. Na primeira parte definiu mal no último passe algumas vezes, mas na segunda recebeu de Prestianni e, tal como Bah no primeiro golo, colocou a bola rasteira com critério para Rafa marcar. Infeliz pouco depois no lance do golo dinamarquês, uma vez que o remate de Carstensen desviou no pé do sueco.
Enzo Barrenechea (7) - Está a crescer em termos de confiança na melhor altura para ele, uma vez que Palhinha já chegou. Esteve sempre bem posicionado para equilibrar a equipa, que continua a lançar-se constantemente para o ataque. Meteu-se a jeito no lance do penálti revertido pelo VAR. É óbvio que foi agarrado no início e no fim do lance, mas também fez a parte dele nos puxões. No final do jogo recebeu um 'calduço' de Marco Silva que lhe atirou um convicto «Bom jogo, pá!».
Leandro Barreiro (6) - Se o médio luxemburguês melhorasse a definição em frente à baliza, andaria entre os melhores marcadores deste Benfica, tendo em conta a facilidade com que surge em zonas de finalização. Cabeceou ao poste muito cedo, na sequência de um livre lateral. Voltou a surgir em excelente posição ainda antes dos 15’, mas rematou ao lado e perto da meia-hora não acertou na bola após belo passe de Prestianni que o isolou. Compensa essa falha com o que dá à equipa na pressão, posicionamento e nas ajudas.
Sudakov (5) - Na primeira parte, mostrou-se mais combativo a defender do que lhe é hábito, mas continua a faltar-lhe confiança para assumir o jogo. Saiu cedo na segunda parte, quando já estava claramente em declínio e já depois de ter ficado diretamente ligado ao golo do Aarhus, ao deixar-se antecipar por Carstensen.
Rafa (7) - Quando surge de frente para a baliza em zona central consegue sempre criar perigo. Fez um grande passe a isolar Pavlidis ainda na primeira parte, mas o grego desperdiçou. Já ele, quando teve oportunidade na área, não perdoou, rematando de pé esquerdo para fazer o 2-0. Aí vão cinco golos em oito jogos. E muito contributo defensivo que deve deixar Marco Silva bastante satisfeito.
Pavlidis (6) - Muito solicitado nos apoios frontais na saída de bola do Benfica, ajuda a lançar os raides de Rafa e Prestianni. Na única oportunidade que teve, sentou o guarda-redes e um defesa após receber de Rafa, mas viu o guardião ainda conseguir esticar o braço direito para impedir o golo.
Gonçalo Moreira (6) - Na estreia nas competições europeias, o menino entrou para o lugar de Sudakov e deixou claro que queria agarrar a oportunidade. Mostrou-se mais ligado ao jogo e ficou perto de marcar… de cabeça.
Schjelderup (5) - Apontado como uma das figuras da equipa à partida para a nova época, chegou do Mundial e apanhou à frente o jogador em melhor forma no Benfica. No regresso à Dinamarca, onde as águias o descobriram, não foi particularmente feliz nos 25 minutos em campo.
Lukebakio (6) - Bom lance individual já no período de compensação, numa jogada sobre a direita habitual no belga, que bailou sobre um adversário antes de arriscar o remate que o guarda-redes adversário sacudiu.
Durán (5) - Andou longe da área, como o jogo de Marco Silva exige ao avançado e percebe-se que não se sente particularmente bem nessa pele.
Circati (-) - Entrou aos 83’ para fazer a estreia oficial com a camisola do Benfica jogando sobre a esquerda na dupla de centrais. Não teve grande oportunidade para mostrar o que quer que seja."
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Vermelhão: Primeiro objetivo cumprido...
Repetição do jogo da Luz, no resultado final e na dinâmica: Benfica a dominar a criar várias oportunidades a falhar muitas, e a marcar algumas!!! O Aarhus foi um pouco mais atrevido, conseguiu alguns Cantos, mas praticamente sem perigo... até que quase sem querer, com o benefício dum resultado reduziram para 1-2... mas o Prestianni não gostou, e se os dinamarqueses ficaram com alguma esperança de igualar o marcador, rapidamente perceberam que isso nunca iria acontecer, com um grandíssimo golo do puto! Nem o apitadeiro Alemão conseguiu 'inventar' um penalty para equilibrar a eliminatória!!!
Mesmo com um 2.º tempo, menos intenso - temos jogo importante na Segunda -, a eliminatória nunca esteve em causa. E mais uma vez, as melhorias foram evidentes. Hoje destaco três situações:;
- A saída de bola, não só as bolas longas do Samu, mas a saída com a bola no pé. Existem quase sempre linhas de passe, não deixamos os Laterais apertados... e o Aarhus, sendo 'curto' em muitas situações, a pressão alta que fizeram nos dois jogos, até não foi má...
- O posicionamento dos jogadores na pressão, está muito bem definido, cada um tem a sua zona de acção, e quando percebem que o colega está na marcação, não caímos no engodo de colocar demasiados jogadores na zona da bola, abrindo buracos noutros! Algo que na última época acontecia repetidamente...
- Por último, apesar do Benfica ter reduzido a velocidade na 2.ª parte, mesmo após o 1-3, quando o Aarhus quase 'desistiu', a reação à perda de bola, foi sempre muito boa, muitas recuperações altas, e poucos segundos após a perda... muito compromisso de todos!
Como o Marco Silva afirmou, existe muito para melhorar, muito mesmo, a defender e a atacar, mas já se nota um critério de jogo... e nem sequer vale a pena vir com a história que estes adversários são fracos, quando as equipas do Tugão, com excepção das 4 do costume, são eliminadas ano após ano, nas pré-eliminatórias da Liga Europa e na Liga Conferência!!!
Onze inicial sem surpresas, com o onze habitual deste arranque de época, provando o bom momento de vários jogadores: Prestianni como é óbvio, mas o Bah em 'casa' fez um excelente jogo, o Lenglet terá feito o seu melhor jogo, o Enzo e o Barreiro muito bem novamente... o Rafa, tem-me surpreendido no compromisso defensivo, o Pavlidis merecia um golo... O Samu, voltou a estar bem no jogo com os pés, e no jogo pelo ar, muito seguro...
⚽ O primeiro de Prestianni na partida! pic.twitter.com/tHdor5nOZ3
— SL Benfica (@SLBenfica) August 27, 2026
A destoar, tivemos mais uma exibição fraca do Sudakov. A perda de bola no golo do Aarhus, nem sequer entra para a minha análise! Não é uma questão de atitude, ele tenta, mas um jogador que joga naquela posição tem que criar muito mais volume ofensivo, e depois tem que aparecer na área, como apoio ao Pavlidis... tal como o Moreira vez, nos poucos minutos que esteve em campo!
Rafa de pé esquerdo! ⚡ pic.twitter.com/Wszoas11i9
— SL Benfica (@SLBenfica) August 27, 2026
Estreia do Circati... e mesmo sem grande trabalho, gostei da forma como demonstrou facilidade e qualidade no passe rasteiro!
O puto Moreira, ainda jogou quase 30 minutos, e até podia ter marcado de cabeça!!! Perdeu duas bolas, em jogadas que no Tugão seriam provavelmente faltas... Com maturidade, vai apreender a usar o corpo nestas situações, a questão física não me preocupa!
— SL Benfica (@SLBenfica) August 27, 2026
Lukebakio entrou com vontade, mas sem muito resultado... O Andreas se não mostrar mais nestes minutos finais, arrisca-se a perder o estatuto de titular indiscutível!!! O Durán, esteve em dúvida, mas voltou a correr muito, nos minutos que esteve em campo. Nota-se que está motivado!
Cumprimos a nossa obrigação, e estamos na Fase Liga, da Liga Europa. Ao contrário de outras épocas, a Liga Europa tem vários históricos, que normalmente estão na Champions. Não somos favoritos de caras, mas estamos no pelotão da frente. Nos últimos anos, os Ingleses têm dominado, esta época, o Palace, o Sunderland e o Bournemouth não assustam tanto, mas têm jogadores, que os Clubes portugueses não podem pagar! De Itália, a Juventus e o Milan, de Espanha a Real Sociedad e o trauma do Celta!!! Hoffenheim, Rennes e Lyon... Alguns históricos mais acessíveis como o Olympiakos, Celtic, Besiktas e o Anderlecht,,, O actual formato, torna o Sorteio muito aleatório, mas o Benfica já me habituou a ter a pior sorte possível nos Sorteios, e neste, existem várias armadilhas nos Potes mais baixos!!! Temos que esperar pelas 12h de hoje...
Potes da @EuropaLeague
— Fever Pitch (@Fever_PitchFC) August 27, 2026
By @FootRankings pic.twitter.com/DY9JXZ7ZWt
Agora, o mais importante, é o jogo com o Estoril. Os canarinhos parecem ter perdido alguma qualidade esta época. Vamos ter menos tempo de preparação, e seguramente o apitadeiro encomendado! Com estes jogos de qualificação terminados, o calendário não vai ficar mais fácil, temos o jogo em atraso em Moreira de Cónegos, e depois teremos o primeiro jogo da Liga Europa, antes da deslocação ao antro dos Corruptos!!! O Marco vai ter que começar a fazer uma rotação superior... Tanto o Circati como o Palhinha vão ter começar a entrar, e o Schjelderup também... Os Laterais também vão ter que rodar, e eu confio nos Putos, principalmente nos jogos da Luz...
O amor da minha vida. ❤️ pic.twitter.com/O5VnwbHLRf
— SL Benfica (@SLBenfica) August 27, 2026
E nestes próximos dias, ainda vamos ter o fecho do Mercado. Sendo que ainda podemos ter Saídas e/ou Entradas, o que poderá baralhar ainda mais as contas! Pessoalmente, acho que além do Trubin, a mais possível Saída será o Ríos (que tem sido pouco utilizado, portanto terá pouco impacto...)! Se entrar alguém, como a equipa a jogar assim, vai ter que esperar algum tempo para entrar...
O Benfica já tem João Palhinha e o seu vício em recuperar bolas
"Chegou ao Benfica, finalmente, o protagonista da novela encarnada de verão. Aos 31 anos, João Palhinha regressa a Portugal para dar à equipa de Marco Silva, com quem trabalhou duas épocas na Premier League, a sua fome por tackles e por reaver rápido a bola para a sua equipa, como ele gosta. O clube pagou €14 milhões ao Bayern de Munique
João Palhinha ter dito que se considera “um jogador diferente dos outros” foi uma platitude, tal como o é apontar que um jogador “é diferenciado” - um dos novos clichés do falatório em torno futebol. Há diferença entre todos os humanos, por isso a vida tem a sua graça. Mas o médio português, a falar no terraço da sua casa em Lisboa numa tarde solarenga, disse então coisas mais peculiares: “Temos sempre que nos focar não só naquilo que temos de melhorar, porque há sempre coisas a melhorar, mas também naquilo em que realmente somos bons.“
Há pouco mais de um ano, o jogador de alta rotação a meio-campo falou com a Tribuna Expresso no advento da Liga das Nações que a seleção nacional conquistaria em Munique, no estádio que ainda era o seu, sendo cândido e, sobretudo, feliz com as qualidades que tem. “Se começarmos a olhar muitas das vezes para outras coisas e não nos focarmos naquilo em que realmente somos bons e incríveis, acho que não conseguimos, depois, demonstrar realmente aquilo que somos capazes“, analisou quem, aos 31 anos, chega ao Benfica para exacerbar as suas qualidades.
Não poderá ser de outra maneira.
Àvido recuperador de bolas, protótipo de jogador que liga o modo intensíssimo nos momentos em que a equipa perde a posse, João Palhinha é o reforço que o Benfica mais demorou a garantir. Ao novo molde trabalhado por Marco Silva, onde a pressão pós-ficar sem a bola ganhou relevância, entra agora um futebolista para incrementar, e muito, a capacidade dos encarnados de roubarem rápido quem os rouba. O próprio Palhinha o disse: “Eu tenho esse vício, sempre que acaba um jogo tenho a mania de ir ver quantas recuperações de bola fiz.“
O Benfica já tem João Palhinha e o seu vício em recuperar bolas.
A troco de €14 milhões pagos ao Bayern de Munique que porventura chegarão aos €19 milhões - existem €5 milhões em variáveis por objetivos a serem cumpridos pelo jogador -, o Benfica fica com um arquétipo declarado da posição 6.
Uns descrevem João Palhinha como um trinco à moda antiga, esfomeado nos momentos defensivos como Enzo Barrenechea não é. O argentino tem beneficiado do facto de a equipa agora defender com os jogadores mais juntos, não tem de percorrer tanta distância sem a bola, mas o internacional português chega com a sua aptidão para cobrir o terreno que o ocupante da posição até aqui não possui.
O apetite do português por ser ladrão é real. “Tenho fome, sabes? É uma coisa que me dá prazer quando recupero. Quando os adeptos no estádio a aplaudir-me, quando ouço o público a chamar o meu nome“, confessou o jogador que na última temporada, entre os médios da Premier League, foi o segundo em tackles (110) feitos e o quinto que mais duelos ganhou (193). Fez 45 jogo pelo Tottenham, 33 no campeonato inglês.
Palhinha chega como sério candidato a cumear este tipo de estatísticas na I Liga a que regressa quatro anos após a saída do Sporting. Corra-lhe bem a vida e será atreito a “de vez em quando“ lhe “dar um flashback“ e ir ver os seus “melhores momentos” em campo em vídeos do YouTube - normalmente, onde ele aparece a roubar a bola."
Alzheimer esverdeado...
É inacreditável como o tema Pote tem sido praticamente silenciado ou tratado com pinças pelos mesmos programas e comentadores que passam dias e semanas a falar sempre do mesmo. E o mesmo é relacionado com o Benfica, sobre o qual se desenterra sempre a polemica mais à mão.
— Polvo das Antas - Em Defesa do SL Benfica (@moluscodasantas) August 27, 2026
Palhinha é facada no coração dos sportinguistas
"Acabou a novela: João Palhinha é jogador do Benfica. E por quatro anos. Um reforço de peso para Marco Silva e simultaneamente um fantasma para o… Sporting.
João Palhinha queria muito regressar a Portugal e cedo se percebeu que tal era possível, dado que não entrava nos planos de Kompany no Bayern, embora a contratação nunca se tenha afigurado fácil, dado o elevado vencimento. Durante algum tempo pensou-se que o médio poderia voltar ao Sporting, ao qual esteve vinculado entre 2013 e 2022, mas os leões acabaram por virar-se para a contratação do espanhol Sergi Altimira.
Foi legítima a posição da Administração liderada por Frederico Varandas. Palhinha obrigava a um elevado investimento e sem retorno financeiro, dada a idade do internacional português: 31 anos.
Além de convencer o gigante alemão, que começou por pedir 25 milhões de euros, a libertá-lo, havia ainda a questão dos ordenados, bem acima do teto salarial praticado em Alvalade.
Diferente pensou o Benfica. Numa posição tão legítima como a do Sporting, Rui Costa decidiu oferecer a Marco Silva um jogador de eleição, que, não tenho dúvidas, será uma mais-valia para os encarnados. Um médio defensivo poderosíssimo, que conhece de trás para a frente as ideias do treinador. De resto, estiveram juntos duas épocas no Fulham, do qual se transferiu para o Bayern por 50 milhões de euros há apenas… dois anos.
Na Luz, a questão desportiva sobrepôs-se à financeira. O inverso sucedeu em Alvalade. Uma equação simples de compreender, mas que não é fácil para os adeptos aceitar. Afinal, Palhinha era um símbolo para os sportinguistas, que se reviam no médio. Tanto assim era que Varandas se viu obrigado a explicar publicamente o porquê da não contratação quando percebeu que ia rumar ao eterno rival.
Considero que Palhinha fazia falta ao Sporting, tanto dentro como fora de campo. Além da qualidade indiscutível — confesso que sou fã do médio e neste mesmo espaço dei conta da injustiça que foi não ter sido chamado para o último Mundial —, tem também uma forte liderança, da qual, pelo que se pôde observar nas primeiras jornadas, os leões me parecem carenciados depois da revolução operada no plantel, que redundou nas saídas de, por exemplo, Hjulmand, Diomande ou Trincão
Por tudo isto, considero que a contratação de Palhinha foi uma facada no coração dos sportinguistas. Ver o médio com a camisola do Benfica vai doer a muitos leões, que no momento da apresentação ficaram a saber que o médio é sócio dos encarnados há 21 anos. Um ligeiro bálsamo para quem o considerava apenas e só sportinguista, digo eu.
Para já, Palhinha vai ser um fantasma para os sportinguistas, mesmo que Altimira esteja a impor-se sob as ordens de Rui Borges e seja mesmo até ao momento um dos principais reforços, mas resta esperar pelos resultados...
Se o experiente médio defensivo tiver um papel de relevo e o Benfica festejar no final da temporada, a fuga do internacional português para a Luz vai fazer mossa em Alvalade. Caso contrário, é Frederico Varandas quem vai sair por cima."
Sem peninha do Palhinha
"«Só eu e a minha família é que temos noção daquilo que eu tive de abdicar para estar aqui»
João Palhinha, na oficialização como reforço do Benfica
João Palhinha foi oficializado ontem como reforço do Benfica, com contrato até 2030. Aos 31 anos, e depois de quatro temporadas fora de Portugal, o médio volta a Lisboa. Para trás deixou um lucrativo salário no Bayern, e ontem admitiu que abdicou de muito para rumar à Luz, mas confesso que não tenho pena — nem ele a pretende; quando explicou a situação não me pareceu que fosse para obter compreensão ou simpatia.
Objetivamente, é verdade. Palhinha deixou muito dinheiro na Baviera para poder voltar a Portugal. Mas ninguém lhe apontou uma arma. E a felicidade que procura, em campo — numa equipa onde possa sentir-se importante, num clube onde era muito desejado, com um treinador que o conhece bem — e fora dele — com a proximidade dos dois filhos —, tem custos, neste caso financeiros.
Se o dinheiro fosse o mais importante, Palhinha podia ter ficado em Munique, mesmo sem jogar, ou rumado a outras paragens. Não teria dificuldade em encontrar clube que lhe pagasse o mesmo, ou quase.
Aos 31 anos, depois de quatro épocas fora do país, e separado da mãe dos filhos, deu prioridade à vida familiar e à realização desportiva. É compreensível. E por muito menos que vá receber, é difícil sentir pena por alguém que terá um salário líquido entre 2,5 e 3 milhões de euros por época. Talvez não chegue para os netos, mas é suficiente para os filhos nunca terem de trabalhar na vida."
Selar o apuramento
"O Benfica visita o Aarhus na 2.ª mão do play-off de acesso à fase de liga da Liga Europa (19h00 de Portugal continental). Este é o tema em destaque na BNews.
1. Apelo aos adeptos
Leia o apelo do Sport Lisboa e Benfica aos Benfiquistas que estarão no Estádio da Luz para ajudar o Benfica a ganhar: "Apoio com paixão, mas também com responsabilidade e respeito pelas regras, quer no Estádio da Luz quer nos outros recintos em Portugal e além-fronteiras."
Recorde-se que o Benfica se encontra sob pena suspensa nas competições europeias.
2. Chegar à fase de liga
Marco Silva manifesta confiança na equipa: "Estamos no bom caminho para passar para onde queremos e jogar na fase de liga da Liga Europa. Esperamos um jogo difícil, perante uma equipa que sabemos que irá dar tudo para mudar o resultado. É um jogo em que temos de demonstrar a nossa qualidade e a nossa superioridade."
3. Bastidores
Do Seixal a Aarhus.
4. Plantel reforçado
João Palhinha, internacional português proveniente do Bayern Munique, é reforço do Benfica. "Um dos meus principais objetivos é fazer história neste clube", afirma.
5. Chamadas internacionais
Nas mais recentes convocatórias das seleções nacionais Sub-16 e Sub-15 constam 20 atletas do Benfica.
6. Contratação
Alan Santos chega do Flamengo e é integrado nos Sub-23.
7. Internacionais chegam ao Benfica
A nigeriana Demehin e a húngara Anna Csiki juntam-se às Inspiradoras.
8. Regressar aos títulos
A equipa masculina de voleibol do Benfica já prepara a nova temporada com ambição.
9. Movimentações do defeso
O hoquista Martim Costa está de regresso ao Benfica após empréstimo ao Turquel.
10. De volta ao Clube
Zé Maria, antigo atleta do Benfica, assume o cargo de treinador adjunto da equipa B de futsal das águias."
Apelo aos adeptos do SL Benfica
"O Sport Lisboa e Benfica agradece, uma vez mais, o apoio incondicional dos milhares de Benfiquistas que acompanham a equipa em todos os estádios, em Portugal e no estrangeiro. A sua paixão e o seu entusiasmo são a maior força do Clube e um fator decisivo nas vitórias.
É precisamente por reconhecermos a importância incomparável dos nossos adeptos que apelamos ao sentido de responsabilidade de todos.
O Sport Lisboa e Benfica encontra-se sob pena suspensa nas competições europeias. Assim, qualquer utilização de pirotecnia ou outro comportamento que viole os regulamentos da UEFA implicará, automaticamente, a execução dessa sanção, impedindo a presença de adeptos do Benfica no jogo seguinte disputado fora de casa.
Nenhum Benfiquista quer ver o Benfica privado do apoio dos seus adeptos. Nesse sentido, apelamos a todos os adeptos que apoiem o Benfica com paixão, mas igualmente com responsabilidade e respeito pelas regras, tanto em Portugal como além-fronteiras."
Estava à espera que Villas-Boas e Farioli ficassem tristes pela saída de Mora...
"Daqui a dez anos ninguém no Dragão se vai lembrar de Gabri Veiga... Mas todos vão continuar a falar de Rodrigo Mora.
Duas semanas por ano isolo-me numa aldeia perdida do Gerês, onde a internet tem dificuldade em chegar. Onde recuso ter televisão. Regresso do isolamento e… um calafrio gélido: Rodrigo Mora está na Roma. Não é a transferência em si que me irrita – vou passar a ver mais jogos da Roma e o FC Porto é livre de fazer os negócios que entender – é o que está subjacente a esta venda: o perfil de Rodrigo Mora não encaixa na forma como Farioli vê o futebol. O resto são justificações, não razões.
Já me enerva isto do perfil. Para mim só há três perfis de jogador: os maus, os bons e os Rodrigos Moras em vias de extinção. Daqui a dez anos ninguém no Dragão se lembrará de Gabri Veiga e todos se lembrarão de Rodrigo Mora. Com Farioli – e muitos outros, reconheço - Messi nunca jogaria pela Argentina, já que não defende e pouco corre.
Dirão alguns: mas Farioli não ganhou o campeonato? Ganhou. E de forma brilhante. E devo até reconhecer que as conquistas de Farioli são decisivas para que o FC Porto conquiste cada vez mais adeptos. Já Rodrigo Mora é decisivo para que o futebol tenha adeptos.
Já desapareceram os 10 puros, que irá acontecer aos mágicos? O que se desenha é o reflexo de uma era: a vitória da geometria sobre o encanto, o sacrifício da arte no altar da função. E ambas são legítimas, mas eu posso preferir a poesia à prosa. Como antevia Jorge Valdano, «o futebol atual é cada vez mais físico, mais rápido e mais tático, correndo o risco de perder a sua essência: o talento individual que apaixona os adeptos.» Um futebol onde o jogador virtuoso é muitas vezes visto como uma excentricidade inconsequente, cujas pausas perturbam o ritmo da máquina. Exige-se-lhe que defenda como um operário e corra como um atleta de pista, sacrificando-se a magia ao dados do GPS.
Dito isto, reconheço que houve muito exagero nas críticas e acusações a Farioli pela saída de Mora. O treinador, filho de boa gente, sentiu-se. Mas nem ele nem André Villas-Boas podem estranhar o ruído que esta transferência causou. A mim até me surpreendeu não os ver tão tristes quanto eu por partir um menino formado no Dragão, idolatrado pelos adeptos e com magia nos pés. Por muito que não houvesse nada a fazer, ao menos que se mostrassem pesarosos. Em vez disso, estão zangados com o nosso lamento e agarram-se à excelência financeira do negócio.
Pergunto: se Rodrigo Mora fosse titular indiscutível e estivesse a partir a louça toda, 50 milhões de euros seria considerado um fabuloso negócio? É porque até por aí é preciso ter cuidado, já que o valor é tão mais alto ou mais baixo quanto a forma como valorizamos um ativo. Quanto mais se elogiar o valor da venda mais se diz que o valor do ativo não era assim tão alto. E se fosse Diogo Costa? O FC Porto aceitaria fazer um negócio pelo mesmo valor e pelos mesmos moldes? Receberia apenas 25 milhões agora e o restante em 2027 e 2028? Não, porque valoriza Diogo Costa mais que Mora. E isso não tem mal. Deve é ser assumido.
Assumo o risco de ser injusto e estar a ver mal as cosias, será por estar irritado. Não com o FC Porto, não com Farioli – vão continuar a ganhar sem Mora - mas com uma forma de ver o futebol que sacrifica e não dá tempo aos mágicos. Um desabafo na certeza que a memória das bancadas pertencerá sempre aos poetas."
Esports, LiveMode TV, pirataria e robôs humanoides: que regulação?
"Não, aquele robô não ultrapassou o recorde de Usain Bolt. Não, aquele robô que saiu de maca (!) não era um desportista lesionado. A dimensão humana destes eventos é muito residual. E tem de haver seres humanos para haver desporto
1. André Mosqueira do Amaral, Diretor E
xecutivo da Liga Portugal, publicou, na passada segunda-feira, dia 24 de Agosto, no jornal ‘A Bola’, um artigo titulado “O futebol onde está o futuro”, em que, a partir dos “recordes de assistências e audiências” e da “competitividade” dos recentes Esports World Cup, em Paris, expressou uma “convicção”: “o desporto já não pode ser pensado apenas a partir dos seus territórios tradicionais.” A partir daí fez uma ponte com o corrente “processo de centralização dos direitos audiovisuais do Futebol Profissional português”, que, a seu ver, deve “competir em conjunto, valorizar cada Sociedade Desportiva e levar as nossas competições onde estão as novas gerações”. Para o dirigente, “[o] desafio é perceber que os direitos audiovisuais do futuro não se esgotam na transmissão dos 90 minutos. Incluem dados, conteúdos digitais, formatos curtos, experiências interativas, gaming e novas formas de relações entre adeptos, clubes e competições.”
xecutivo da Liga Portugal, publicou, na passada segunda-feira, dia 24 de Agosto, no jornal ‘A Bola’, um artigo titulado “O futebol onde está o futuro”, em que, a partir dos “recordes de assistências e audiências” e da “competitividade” dos recentes Esports World Cup, em Paris, expressou uma “convicção”: “o desporto já não pode ser pensado apenas a partir dos seus territórios tradicionais.” A partir daí fez uma ponte com o corrente “processo de centralização dos direitos audiovisuais do Futebol Profissional português”, que, a seu ver, deve “competir em conjunto, valorizar cada Sociedade Desportiva e levar as nossas competições onde estão as novas gerações”. Para o dirigente, “[o] desafio é perceber que os direitos audiovisuais do futuro não se esgotam na transmissão dos 90 minutos. Incluem dados, conteúdos digitais, formatos curtos, experiências interativas, gaming e novas formas de relações entre adeptos, clubes e competições.”
Na rota da sustentabilidade do futebol profissional, parece-me que esta reflexão é importante e de subscrever. Buscando, ainda que algo superficialmente, conceitos ao direito da concorrência, diria que há novos ‘mercados relevantes’ no domínio das transmissões de eventos desportivos, que não podemos ignorar. Percebo, e já publiquei sobre isso, que é importante discutir se os esports são ou não desporto – tal tem inúmeras consequências práticas, até no direito aplicável - mas também não fico indiferente à força do movimento: no ano passado assisti, em Riade, à primeira edição do referido Campeonato do Mundo, e fiquei deveras impressionado com a magnitude e o público jovem. Seja como for, independentemente do que se conclua em termos conceptuais, há sempre espaço para maximizar comercialmente o produto que os esports comportam. Por isso também considero premente que dediquemos a atenção devida ao ‘Projeto de Lei n.º 708/XVII/1.ª – Lei dos Esports’ apresentado pela Iniciativa Liberal, a 3 de Julho último, que “visa criar um enquadramento jurídico para os desportos eletrónicos em Portugal.”
2. Também fazendo uma ponte com a questão (da centralização) dos direitos de transmissão televisiva, há uma reflexão paralela que deve ser feita a partir da entrada em Portugal da LiveMode TV, que trouxe entretenimento, novas linguagens, novos conteúdos desportivos via YouTube, que está a atrair múltiplos patrocínios, e que aposta, como os esports, em novos públicos, designadamente os mais jovens. O futebol, em particular, é cada vez mais visto via internet, fugindo da televisão, da lógica tradicional. E esta realidade tem, também, como consequência, novos ‘mercados relevantes’, só que num quadro de um certo vazio jurídico: tal como salientava o jornal ‘Público’, na edição de 23 de Agosto último, “a Comissão Europeia prepara a revisão da Diretiva dos Serviços de Comunicação Social Audiovisual, cuja última atualização data de 2018, e que deverá arrancar formalmente em 2027.”
Já lá vai o tempo da ‘Diretiva Televisão Sem Fronteiras’; hoje as fronteiras são outras. Mas aqui a tecnologia ainda avança mais rápido do que a lei. Responsáveis da LiveMode TV – que, recorde-se, transmitiu jogos do último Mundial de futebol - evidenciam a vantagem que daí vem: “Essa vantagem tem, na sua análise, uma origem também regulatória. “Aquilo não é televisão, é a Internet”, argumenta, referindo-se ao facto de a LiveMode TV escapar às obrigações que a lei da televisão impõe aos canais tradicionais. Compara essa legislação a “uma lei feita para regular o trânsito quando só havia carros de bois e carroças…”.
3. Há muito, de facto, a fazer, nunca podendo deixar de ter em conta quem são os titulares dos direitos. Daí também ser importante nos atermos no estudo publicado no mês passado pelo Parlamento Europeu, ‘Combate à pirataria online de eventos desportivos e de transmissões na EU’. Vale a pena ler. A pirataria de conteúdos em direto já não é uma forma marginal de infração. A resposta da UE e dos Estados-Membros é fragmentada e com diferenças consideráveis nos recursos legais, na implementação técnica e na rapidez de intervenção à disposição dos titulares de direitos, o que enfraquece a previsibilidade e a coerência da aplicação da lei no mercado interno.
Daí que o documento recomende ajustamentos ao atual quadro de direitos de propriedade intelectual para tornar a aplicação da lei contra a pirataria de conteúdos em direto mais rápida, mais coerente e mais proporcionada, defendendo regras mais claras e harmonizadas. Mais do que soft law, importa um quadro legal mais estruturado, capaz de responder à pirataria de conteúdos em direto em tempo real, o que melhoraria a segurança jurídica tanto para os titulares de direitos como para os intermediários, preservando simultaneamente o equilíbrio entre a aplicação eficaz da lei, a proporcionalidade e direitos fundamentais. É essencial haver mais enforcement, combatendo a pirataria que, preocupantemente, subtrai receitas aos titulares dos direitos.
4. O texto já vai longo. Mas permita-me, caro leitor, fechar com uma nota sobre algo com dois denominadores comuns relativamente ao acima exposto: a discussão sobre o conceito de desporto e as tecnologias. Digo não a qualquer tentativa de qualificar como competição desportiva a segunda edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanóides realizada há dias na China. Não, aquele robô não ultrapassou o recorde de Usain Bolt. Não, aquele robô que saiu de maca (!) não era um desportista lesionado. A dimensão humana destes eventos é muito residual. E tem de haver seres humanos para haver desporto. Será entretenimento, e é irrefutável que gera muitas receitas, mas que seja chamado e regulado fielmente à sua real natureza."
Futebol e os memorandos de investimento
"Quem trabalha no futebol, direta ou indiretamente, já se terá cruzado com um memorando de investimento de um clube. Ou com um Investment Pitch Deck. Quando recebemos vários, tal como noutras áreas, começamos a comparar e torna-se fácil reconhecer um memorando bem construído e diferenciador.
Partindo do princípio de que a informação é verdadeira, um memorando de investimento está para a valorização de um clube, SAD ou outra entidade desportiva como qualquer documento de suporte a uma transação de milhões: exige profissionalismo, rigor, clareza e muita qualidade.
Mas o futebol e o desporto de alta competição acrescentam dois pequenos detalhes. Reúne um mediatismo que poucas áreas sociais igualam e um grau de emoção e ligação a uma comunidade difícil ou impossível de encontrar noutro setor.
O que interessa a quem compra varia bastante. Uns procuram objetivos desportivos: talento, formação, competitividade ou crescimento. Outros procuram oportunidades comerciais ou imobiliárias. E em mercados mais maduros, a maioria das operações tendem a acabam por gerar valor (muito) acima do investimento inicial.
É a capacidade de valorização de que tenho falado em textos anteriores e que deve ser um objetivo de todos. Só assim adeptos, clubes, investidores e parceiros ganham. Um memorando bem construído não serve apenas para vender. Serve para defender o clube em si, o valor do clube na angariação de financiamento, patrocínios, parcerias e novas oportunidades de negócio.
O posicionamento e a diferenciação são fundamentais. É preciso perceber o que cada clube tem para oferecer que os outros não têm ou que nós podemos fazer ainda melhor. A história, cultura, localização, comunidade, visão, ativos ou capacidade de construir algo difícil de replicar.
Muitas vezes ficamos estupefactos com exemplos de fora, mas Portugal também tem projetos que merecem valorização. A Académica de Coimbra e o Torreense, nas últimas épocas, são bons exemplos. O Atlético de Portugal, ao procurar posicionar-se para outros voos, mesmo que não sejam imediatos, é outro. O Alverca, Paredes, Académico de Viseu, Leça e tantos outros. A lista é maior e serei injusto com os que ficam de fora, mas mesmo assim, prefiro destacar alguns a não destacar nenhum.
Por fim, a IA pode ser uma enorme ajuda para clubes com poucos recursos humanos. Não substitui dinheiro ou experiência, mas permite fazer mais com menos recursos. Mas deve ser uma ferramenta que ajuda, suporta, eleva muitos trabalhos e não uma solução para tudo. Pode produzir, mas os dados, a análise e a discussão em tempo real continuam a revelar quando e quem tem competência e quando a mesma não existe."
E se não for assim tão complicado governar bem?
"“De médico e de louco, todos temos um pouco.” Cresci a divertir-me com a sabedoria dos ditados populares — e, como quase todos, a reconhecer-me neles.
Mais de 30 anos de ligação próxima ao desporto ensinaram-me que, à medicina e à loucura, podemos acrescentar outras áreas de conhecimento universal. Somos todos treinadores de bancada, todos percebemos mais de arbitragem do que os árbitros e, quando os resultados não aparecem, todos sabemos gerir melhor um clube do que quem foi eleito.
Durante muitos anos, enquanto jornalista, observei esse mundo do lado de fora. Cruzei-me com centenas de dirigentes: alguns responsáveis por organizações poderosas, outros por pequenos clubes ou modalidades com recursos mínimos. Olhando para trás, continuo convencido de uma coisa: com maior ou menor competência, quase todos abraçaram os seus mandatos com genuína vontade de fazer melhor, deixar obra e marcar a diferença.
Foi preciso passar para o outro lado para perceber melhor o problema.
Quando, em 2020, deixei as redações e passei a dedicar-me profissionalmente à causa da Integridade no Desporto, na SIGA, e mais tarde assumi também responsabilidades dirigentes numa associação desportiva e na Federação Portuguesa de Futebol Americano, confirmei uma suspeita antiga: todos fazem o melhor que sabem.
O problema é que, demasiadas vezes, as organizações sabem muito pouco sobre aquilo que deveriam fazer.
Descobri também que a falta de dinheiro, embora quase sempre real, nem sequer é necessariamente o maior obstáculo. Há organizações onde é mais grave a ausência de conhecimento, de processos, de regras claras, de definição de responsabilidades ou de mecanismos capazes de evitar que um problema banal se transforme numa crise.
Muitas vezes, o problema não está nas pessoas. Está na estrutura. Na história. No “sempre se fez assim”.
É por isso que acompanho com particular interesse as sucessivas crises de governação que atingem o desporto internacional, incluindo as recentes polémicas em torno da FIFA, com acusações, divisões e movimentações institucionais que voltaram a colocar no centro do debate temas como transparência, independência, prestação de contas e escrutínio.
Se organizações com dimensão global, recursos consideráveis e estruturas profissionais não estão imunes a crises reputacionais que poderiam, em muitos casos, ser facilmente prevenidas, o que dizer das restantes?
A solução é menos complexa do que parece: seguir boas práticas comprovadas de governação.
Todos compreendemos, por exemplo, que uma organização deve comparar propostas antes de contratar um serviço, definir claramente quem decide o quê, separar funções incompatíveis, documentar decisões relevantes ou estabelecer mecanismos para declarar e gerir conflitos de interesses.
O problema começa quando aquilo que parece óbvio deixa de estar escrito, sistematizado e sujeito a controlo.
É precisamente para isso que servem os standards.
Nenhuma indústria séria funciona apenas com boas intenções. A aviação, a indústria automóvel, a banca ou a construção obedecem a normas, procedimentos e mecanismos de verificação. Não porque todos os seus profissionais sejam incompetentes ou suspeitos, mas porque organizações robustas não podem depender exclusivamente do bom senso individual.
O desporto não deve ser diferente.
Existem hoje referenciais específicos para o setor. Entre eles estão os Standards Universais da SIGA, de adoção livre, que estabelecem princípios e práticas concretas em quatro áreas fundamentais: Boa Governança; Integridade Financeira; Integridade das Apostas Desportivas; e Desenvolvimento e Proteção de Jovens.
Não são uma declaração de intenções. São um manual para reduzir riscos, estabelecer responsabilidades e ajudar clubes, ligas e federações a perceber o que devem fazer antes de o problema aparecer.
Mas adotar standards é apenas o princípio.
Uma das grandes lições que trouxe do jornalismo é que existe uma enorme diferença entre afirmar e demonstrar. No desporto, todos defendem a integridade. Todos valorizam a transparência. Todos dizem acreditar na boa governação.
A verdadeira questão é outra: conseguem prová-lo?
É aí que entra o escrutínio independente. Depois de definir regras e adotar standards, é necessário avaliar se estão efetivamente a ser cumpridos, identificar falhas e corrigir aquilo que não funciona. Esse diagnóstico pode ser feito de forma reservada e construtiva; e a conformidade pode depois ser sujeita a avaliação e verificação independente através de mecanismos como o Sistema Independente de Rating e Verificação da SIGA (SIRVS).
Em Portugal, a Liga Portugal já passou por esse processo. A nível europeu, a European Aquatics, presidida pelo português António José Silva, é outro exemplo de uma organização que decidiu submeter voluntariamente as suas práticas a escrutínio externo e alcançou o nível bronze na sua certificação.
É esta mudança cultural que o desporto ainda precisa de consolidar.
Integridade não é dizer que se é íntegro. Boa governação não é garantir que se governa bem. Transparência não é publicar meia dúzia de documentos no site.
Tudo isso se demonstra.
E, quando os standards existem, estão disponíveis e há mecanismos que permitem verificar a sua aplicação, talvez a pergunta já não seja por que razão uma organização deve dar esse passo.
A pergunta é por que razão ainda não o deu."
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