Últimas indefectivações

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Demasiado útil...

Castigozinho!!!

Interesses superiores!!!

Não se passa nada...

GUSTAVO CORREIA NUNCA MAIS APITARÁ SEM ESTAR SOB FORTE SUSPEITA


"1.
A arbitragem portuguesa precisa de uma mudança total e radical. O 'tsunami' provocado pela demissão de Duarte Gomes tem que ser aproveitado para fazer cair o sistema que tem mandado na arbitragem e adulterado de forma inadmissível a verdade desportiva.

2.
Gustavo Correia é bem o exemplo da promiscuidade que reina entre os homens do apito com objetivos claros e não disfarçados: levar o Sporting ao colo. Luís Filipe Vieira falou do 'Manto Verde', hoje toda a gente percebe onde queria chegar.

3.
Gustavo Correia penalizou fortemente o Benfica nas duas vezes que o apitou em 2025/26: > contra o Casa Pia na Luz com o penálti assinalado ao António Silva que mereceu a desaprovação de toda a classe em Famalicão, onde protagonizou a maior vergonha arbitral da época passada na liga logo que o Benfica ultrapassou o Sporting na tabela classificativa.

4.
Confirmou-se ontem que, não satisfeito, ainda mentiu no relatório do jogo de Famalicão com o objetivo claro de prejudicar Mário Branco, diretor-geral do futebol do Benfica, uma vingança pessoal absolutamente intolerável e que tinha passado em claro não fossem as imagens que provaram a mentira.

5.
Gustavo Correia tem que ser imediatamente afastado da arbitragem. É a credibilidade de toda a classe que está em causa. Se este senhor continuar a espalhar desonestidade e mentira pelos relvados, ninguém mais pode acreditar que as competições não estão viciadas à partida.

6.
Luciano Gonçalves, que apadrinhou as nomeações de Gustavo Correia - lembre-se que a de Famalicão foi altamente polémica - e outras mais, tem que saltar fora da presidência do Conselho de Arbitragem. Desde que lá assentou arraiais, os casos não pararam de suceder no nosso futebol. Arrisco escrever que a época 2025/26, a primeira completa de Luciano Gonçalves no cargo, foi a mais polémica desde a implementação do VAR."

BI: Mundial #4

BI: Kaminski...

O Cantinho Benfiquista #230 - Comecemos Pelo Princípio 📱

Zero: Mercado - Leão com reforço; Prestianni perto de sair

BF: Novidades...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Restam oito! Quem vai ganhar o Mundial?

Observador: E o Campeão é... - A receita portuguesa de praia, Instagram e banco de reservas

Observador: Três Toques - Vem aí o "Mestre Jesus" para o banco da Seleção?

Zero: Negócio Mistério - S06E14 - James Rodríguez

Sem filtros #50 - Nandinho

Paridade: O Mundial visto por feministas

DAZN: Paddock Club - Vamos ter Verstappen na McLaren?

Reforço apresentado


"Em destaque nesta edição da BNews, a contratação de Kamiński para o plantel sob o comando de Marco Silva.

1. Extremo chega à Luz
Kamiński, extremo de 24 anos internacional polaco, é reforço do Sport Lisboa e Benfica.

2. Comunicado oficial
Leia a posição oficial do Sport Lisboa e Benfica acerca da decisão do Conselho de Disciplina que "confirma que o relatório elaborado por Gustavo Correia após o jogo entre o Famalicão e o Benfica contém factos que não correspondem à realidade e que foram claramente desmentidos pelas imagens de videovigilância".

3. Mundial 2026
Siga, no Site Oficial, o desempenho dos futebolistas do Benfica e todos os resultados e marcadores.

4. B no relvado
A equipa B já prepara a nova temporada.

5. Sub-23 regressam ao trabalho
Este escalão de formação do Benfica também já está em ação.

6. Calendário definido
Os juniores do Benfica já conhecem o seu calendário para a 1.ª fase – Série Sul do Campeonato Nacional.

7. Novo coordenador
Diogo Carreira, antigo basquetebolista e capitão do SL Benfica, é o novo coordenador da modalidade no Clube.

8. Contributo internacional
Ana Oliveira é vice-campeã mundial universitária de futsal por Portugal.

9. Movimentações do defeso
O basquetebolista Justice Sueing está de saída do Benfica."

Será que há regras no Mundial?


"O jogo entre os Estados Unidos e a Bélgica teve um espectador particularmente incomodado com a realidade. A cada um dos golos, o presidente da FIFA foi fazendo uma cara cada vez mais de caso e, a seguir, deve ter recebido um telefonema a perguntar como foi possível os Estados Unidos não ganharem o jogo, mesmo com um pedido direto da Casa Branca.
O caso começa com Trump a mostrar que não respeita nada e a telefonar ao presidente da FIFA para pedir que não se aplicasse um cartão vermelho que iria afastar a estrela maior da seleção americana do jogo com a Bélgica. Pedido aceite e lá se foi o cartão vermelho. Coisa pouca. 
Noutros tempos, isto daria uma investigação por corrupção e um escândalo daqueles que derrubaria Infantino na hora. Mas o que aconteceu foi o que vimos. A UEFA lá salvou a honra do convento e denunciou a situação, mas o circo continuou em pleno e lá rolou a bola, sem interessar se o campo está mais ou menos inclinado e se o árbitro recebe ordens para moldar o resultado.
Depois do Catar, achei que era impossível fazer pior na transparência da organização e da própria verdade do jogo, mas a realidade mostra mesmo que tudo é possível e poucos se indignam como deve ser e com consequências.
O problema foi o jogo e os belgas ganharam claramente e mostraram que, afinal, Trump acha que manda em tudo, mas não é bem assim. Lá conseguiu afastar o incómodo Irão, uns quantos apoiantes de várias seleções, lançar suspeitas sobre um árbitro brasileiro com uma mirabolante teoria da conspiração, mas não ganhou o jogo.
O mundo não se indignou, nem se envergonhou com esta atitude. Estranho mundo. Felizmente, a bola é redonda e os belgas estavam inspirados com toda esta escandaleira e deram 4 à América."

Carta aberta a Jorge Jesus: Um desafio à tua altura


"Caro Jorge Jesus,
Escrevo-te como antigo Selecionador Nacional e como alguém que conhece o peso, a honra e a responsabilidade de liderar Portugal.
Se a Federação te dirigir esse convite, não hesites. Aceita-o.
Poucos treinadores portugueses apresentam um currículo tão rico e tão vencedor como o teu. Ao longo da tua carreira conquistaste títulos, valorizaste jogadores, construíste equipas competitivas e levaste o nome de Portugal aos mais altos patamares do futebol. Tudo o que alcançaste foi fruto do teu talento, da tua competência e do teu trabalho.
A Seleção Nacional precisa de um treinador com personalidade, liderança, coragem para decidir e uma ideia de jogo bem definida. Precisa de alguém que conheça profundamente o futebol português e seja capaz de unir um grupo em torno de um único objetivo: Portugal.
Estou convencido de que tens esse perfil.
Representar a Seleção Nacional é o maior desafio a que um treinador português pode aspirar. É uma missão de enorme responsabilidade, mas também um privilégio reservado a muito poucos.
Se esse momento chegar, aceita-o com a mesma ambição com que sempre enfrentaste os grandes desafios da tua carreira. Portugal precisa dos melhores. E acredito que este é um desafio à tua altura.
Um grande e sentido abraço."


Bruno Fernandes também foi um problema


"Roberto Martínez já foi, Cristiano Ronaldo talvez vá, mas é muito perigoso pensar-se que isso resolve tudo

Enquanto o povo destila ódio contra Roberto Martínez (maioritariamente justificado) e esquece tudo o que Cristiano Ronaldo fez no passado (o que não invalida que se questione se faz sentido, sequer, ser titular, quanto mais jogar 440 minutos em 450 possíveis neste Mundial, aos 41 anos, com Gonçalo Ramos no banco...), outros fatores tão ou mais importantes na eliminação de Portugal nos oitavos de final do Mundial, às mãos da Espanha, vão sendo ignorados.
Mas há um que não consigo desprezar: o problema em que se transformou Bruno Fernandes. Em primeiro lugar, porque, para Martínez, chegou a parecer quase tão indiscutível quanto Ronaldo — e o facto de nos oitavos, com a exibição paupérrima que estava a fazer, ter concluído o jogo, com o selecionador a preferir substituir Vitinha, é o maior sinal disso.
É certo que a culpa disso não é de Bruno Fernandes, é do selecionador, e o mesmo vale para Cristiano Ronaldo. No caso de Bruno Fernandes, porém, o problema não é apenas raramente sair; grave, grave é que, estando em campo, anda há vários anos a jogar um jogo diferente do resto da Seleção. Bruno Fernandes (35 anos em 2030): um dos líderes da Seleção terá idade avançada em anos de futebolista, mas pode disputar quarto Mundial da carreira à beira dos 36.
A forma como analisou a derrota contra a Espanha prova-o. Para o médio ofensivo do Manchester United, Portugal voltou «a cometer o mesmo erro de baixar muito as linhas e dar demasiado a bola ao adversário». Infelizmente, Bruno não foi ao fundo da questão: porque é que isso acontece sempre. E é pena, porque um dos motivos é ele próprio.
Bruno quer sair sempre a pressionar, quer impedir que o adversário chegue ao meio-campo com a bola controlada, quer recuperá-la em terrenos avançados. É admirável, mas é preciso ter equipa para isso.
Com Ronaldo a ponta de lança e João Neves (52 jogos, 3784 minutos esta época) e sobretudo Vitinha (67 jogos, 5373 minutos em 2025/26) sem poderem com uma gata pelo rabo, Portugal pode pressionar 10, 15, 20 minutos — como fez na reta final da primeira parte contra a Espanha — mas inevitavelmente terá de recuar, caso contrário começam a aparecer avenidas entre o meio-campo e a defesa.
O próprio Bruno também é responsável por elas — é muito bonito pressionar alto, mas se o adversário muda de velocidade convém vir atrás dele, caso contrário está a criar inferioridade numérica. E só faz sentido fazê-lo quando toda a equipa consegue subir, como um harmónio, coisa que Portugal está bem longe de ser. Ou teremos apenas um médio a correr para a frente e a ficar fora das jogadas..."

Saudades na hora do adeus


"Uma reflexão do que podia ter sido e nunca foi

«Não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram». Fernando Pessoa disse-o em tempos. Não se referia ao futebol certamente. Mas a sapiência tem o dom da adaptabilidade e da adequabilidade.
O adeus de Portugal ao Mundial 2026 deixa saudades. Não por tudo aquilo que os Navegadores souberam ser dentro de campo, mas sim por tudo aquilo que nunca foram e poderiam ter sido. Um coletivo com ideias. Um conjunto com princípios claros e assumidos desde o primeiro dia. Uma equipa sabedora das suas potencialidades sem que isso a tornasse vaidosa. Uma seleção com os pés assentes na terra sem que isso a tornasse temerosa.
Dizer adeus a um campeonato do mundo de seleções nos oitavos de final da competição não é dramático. Nem sequer é o fim do mundo. Se quisermos nos reduzir ao pensamento tacanho de que não temos tradição na prova, então nem sequer há motivos para descontentamento. Foi apenas um mau dia. Ou mais um dia no escritório, como tantos outros…
E ainda que a falta de tradição ao mais alto nível possa ser comprovada pela ausência de resultados em fases finais de Mundiais, a seleção portuguesa de 2026 tem outras responsabilidades. Tem outras armas. Tem outro enquadramento.
Portugal tem uma Cidade do Futebol exemplar ao nível da modernidade das suas infraestruturas. Portugal tem uma Federação Portuguesa de Futebol saudável do ponto de vista financeiro. Portugal tem alguns dos melhores jogadores do mundo da atualidade a competir nos principais campeonatos do mundo de futebol. Nos quais são figuras de proa. Com os quais habituaram-se a competir ao mais alto nível.
Se tudo isto não bastasse, Portugal tem ainda o melhor finalizador da história do futebol mundial. O problema foi não sabermos o que fazer com ele. Colocá-lo a titular ou deixá-lo no banco?
Roberto Martinez nunca teve dúvidas acerca disso. Provavelmente a única certeza dogmática e inquestionável para o ex-selecionador nacional foi o que fazer com Cristiano Ronaldo. No entanto, garantir a titularidade do astro português não foi (nem podia ser) garantia de sucesso.
Faltou saber alimentar CR7. Saber construir uma ideia que deixasse os jogadores confortáveis na fase de construção. Saber criar condições para que os jogadores fossem livres na fase de criação. Saber criar rotinas que promovessem a criatividade na fase de decisão. E que também potenciassem a capacidade finalizadora do capitão português.
Não houve nada disto. Restam as saudades das coisas que nunca foram…"

Ter os melhores não chega, é preciso a melhor equipa


"Portugal saiu do Mundial e, como sempre acontece nestes momentos, a primeira tentação é procurar culpados. Um lance, uma decisão, uma substituição, um jogador, um selecionador. O futebol vive muito dessa necessidade de explicar em poucos minutos aquilo que, quase sempre, resulta de meses ou anos de construção. 
Mas talvez este seja o momento em que devemos resistir à leitura mais fácil. Não porque a eliminação não doa. Dói. Não porque as expectativas não fossem legítimas. Eram. Não porque Portugal não tivesse qualidade para ir mais longe. Tinha. E é por isso que esta reflexão se torna mais importante.
Portugal não caiu por falta de talento. Caiu apesar do talento. E esta diferença muda quase tudo.
Durante muitos anos, o futebol português viveu com orgulho a ideia de competir acima das suas possibilidades. Éramos um país pequeno, com jogadores de enorme qualidade, mas nem sempre com profundidade para olhar todas as grandes seleções nos olhos. Hoje, essa realidade mudou. Portugal já não entra num Mundial apenas para fazer boa campanha. Portugal entra para ganhar. E quando uma Seleção entra para ganhar, ser eliminada antes dos momentos decisivos obriga a pensar.
O percurso da nossa Seleção deixou sinais positivos. Houve qualidade individual, momentos de bom futebol, capacidade para reagir, competitividade e jogadores a demonstrar que o presente e o futuro continuam bem servidos. Portugal tem talento em quase todas as zonas do campo e futebolistas habituados à exigência dos maiores clubes.
E foi talvez aí que Portugal ficou aquém. Não na ausência de qualidade, mas na dificuldade em transformar qualidade em continuidade. Não na falta de grandes jogadores, mas na incapacidade de ser, durante todo o torneio, uma grande equipa.
Este Mundial mostrou-nos um Portugal com muitos argumentos, mas nem sempre com uma identidade suficientemente estável. Em alguns momentos, vimos uma equipa capaz de dominar, acelerar, pressionar e criar. Noutros, vimos uma equipa mais previsível, demasiado dependente da inspiração individual e com dificuldade em impor uma superioridade coletiva proporcional ao valor dos seus jogadores.
Essa é a grande questão. Ter os melhores não chega. É preciso ser a melhor equipa.
Uma seleção não é uma soma de talentos. É uma ideia comum. É saber quem pressiona, quando pressiona e por que razão pressiona. É perceber como se ataca, como se protege a perda e como se sofre sem perder lucidez. É transformar estatuto individual em compromisso coletivo.
Portugal tem jogadores de topo mundial, mas isso, por si só, não garante uma equipa de topo mundial. As grandes seleções ganham porque criam uma linguagem comum entre os seus melhores jogadores. Ganham porque chegam aos jogos decisivos com uma ideia clara, uma energia coletiva e uma convicção partilhada. 
Foi isso que faltou em alguns momentos. Não alma, porque a Seleção teve entrega. Não ambição, porque todos queriam mais. Não talento, porque ele existe em abundância. Faltou talvez uma sensação de inevitabilidade coletiva: a impressão de que a equipa sabe exatamente quem é, o que quer fazer e como quer ganhar, mesmo quando o jogo aperta.
A eliminação frente à Espanha acentua esta reflexão. Não foi apenas perder com um rival histórico. Foi perceber que, num jogo de margem curta, os detalhes voltam a decidir. E quando os detalhes decidem, tudo o que vem antes conta: a coerência do processo, a confiança na ideia, a gestão dos momentos e a frieza para transformar iniciativa em vantagem real.
Portugal competiu, mas não conseguiu impor-se. Teve argumentos, mas não conseguiu transformar esses argumentos numa superioridade definitiva. E num Mundial, especialmente a eliminar, essa diferença é brutal. O torneio não espera que a equipa encontre a melhor versão. Obriga-a a chegar lá já preparada.
Isto não significa que se deva destruir tudo. Um dos maiores erros depois de uma eliminação é confundir exigência com rotura. Portugal não precisa de negar o que tem. Precisa de compreender melhor o que lhe faltou. Há uma base fortíssima e jogadores para vários anos. Mas há também perguntas que não podem ser evitadas.
Que identidade queremos para Portugal? Como se transforma uma geração riquíssima numa equipa dominante? Como se prepara uma grande competição para que o talento individual apareça dentro de uma ideia coletiva e não como recurso de emergência?
Estas perguntas são mais importantes do que discutir apenas nomes. Claro que as escolhas contam. Muito. Mas a discussão de fundo deve ir além disso. O essencial é perceber se as escolhas servem uma ideia e se essa ideia potencia o grupo.
A Seleção Nacional deve representar talento, formação, coragem, inteligência e capacidade competitiva. Mas deve também representar clareza. O jogador que chega à Seleção deve perceber rapidamente o que lhe é pedido. O adepto deve reconhecer uma identidade. O adversário deve sentir que defronta uma equipa, não apenas um conjunto de grandes nomes.
Este Mundial deixa uma lição importante: Portugal já não pode contentar-se com elogios ao talento. O mundo já sabe que temos grandes jogadores. A pergunta agora é outra: conseguimos transformar esse talento numa equipa capaz de dominar os grandes momentos?
Essa responsabilidade não pertence apenas ao selecionador. Pertence à estrutura, ao planeamento, à formação, aos clubes, à Federação e à forma como preparamos os jogadores para contextos internacionais. Uma Seleção forte nasce muito antes da convocatória. Nasce na capacidade de desenvolver líderes preparados para decidir sob pressão.
Por isso, mais do que fechar este Mundial com frustração, devemos fechá-lo com exigência. A frustração olha para trás e procura culpados. A exigência olha para a frente e procura respostas. 
Portugal tem matéria-prima para continuar a sonhar alto. Mas o próximo passo exige mais do que talento. Exige uma ideia ainda mais forte, continuidade, coragem nas decisões, capacidade de construir uma equipa reconhecível e a humildade de perceber que o futebol de seleções não perdoa indefinições.
Nenhuma geração ganha apenas por ser talentosa. Nenhuma equipa levanta um troféu apenas porque tem jogadores em grandes clubes. Ganhar exige uma identidade comum, uma liderança clara, uma preparação profunda e uma cultura competitiva que transforme qualidade em rendimento.
Portugal saiu do Mundial, mas não deve sair diminuído na sua ambição. Deve sair mais consciente, mais maduro e mais exigente consigo próprio. Porque a grandeza de uma Seleção também se mede pela forma como aprende quando não consegue aquilo que queria. Temos jogadores. Temos história. Temos futuro.
Temos uma geração que pode continuar a marcar o futebol internacional. Mas o desafio que fica é simples e enorme: deixar de perguntar apenas quantos craques temos e começar a perguntar que equipa queremos ser.
Porque no futebol moderno, ter os melhores ajuda. Mas nunca chega.
É preciso ser a melhor equipa."

O sol à flor da pele albiceleste


"O futebol é jogado pelos argentinos exatamente da mesma forma que o comunicam. Com paixão. Arrebatadora, de cair para o lado. Cada anúncio é um poema. Obra de arte sem igual. Ainda assim tão sua, nascida no 'potrero', que nunca terá lugar no Louvre. A Mão de Deus é punho apertado a esmagar o estômago dos que lhes roubaram as Malvinas. O Golo do Século é a mais bela estrofe alguma vez cantada por um narrador que foi apenas argentino por um dia. Messi juntou, no Qatar, o seu povo à vénia planetária que nunca reclamou. Por, afinal, também saber dançar sem falhas ao ritmo de Gardel.
O futebol é tudo de Buenos Aires às Pampas, sobretudo enquanto a retoma não chegar à mesa de refeições da Villa Miseria. Mesmo que já não haja Maradonas e Riquelmes, Messi nunca tenha sido visto por aí e o jogo seja muitas vezes feio e quezilento, há sempre uma festa num estádio repleto. De papelinhos, fitas, cânticos sem parar. Com excessos tantas vezes. O argentino vive no limiar desse excesso, por falta de outros.
Há um limite para a emoção que se consegue comunicar. Pelo menos por palavras. Aimar, há quatro anos, quase colapsou no banco no jogo com o México; Scaloni ontem não conseguiu olhar o jornalista nos olhos e falar, e Messi chorou copiosamente depois do triunfo. Era demais. Se a 'Pulga' só se sentiu verdadeiramente argentino com a primeira Copa América, que depois abriu caminho ao Mundial, hoje é o sol na bandeira da Albiceleste. E depois da reviravolta diante do Egito, com golo e assistência da sua autoria, na mais que provável última dança, estava inconsolável.
O trabalho de Scaloni é tremendo! Primeiro, fez com que a equipa absorvesse Messi, que aceitou a distribuição de responsabilidades, ao confiar nos colegas, e esperar o seu momento para aparecer no plano. E todos, claro, confiam nele. É uma equipa. Pode a Argentina não ser bicampeã, até porque talvez não tenha os argumentos de outros, mas acabará de bem com o seu país. Abraçado por todos, antes de ser atirado ao ar, como herói do povo."

Cabo Verde e o segredo do Mundial


"Quando a antropóloga Celeste Fortes explica aos alunos a raiz e a força do povo cabo-verdiano - o dela - e como ele se libertou da escravidão e do colonialismo fazendo do impossível um quotidiano viável, ela diz: "Somos crias de luta."
"Crias de luta." A expressão soa a águas de parto, a águas de vida, mas também a dias íngremes, sempre garantidos à nascença. Cabo Verde anda há muito tempo a ensinar-nos como se erguem imaginários a partir da prosa bruta do sofrimento e da invisibilidade. Agora fê-lo em direto planetário, exemplo do que pode um coletivo humano num Mundial de Futebol de casino, chips e árbitros robotizados.
As nuvens de sonhos do país, os desejos e quimeras aparentemente inalcançáveis, partem de sementes de resistência. "A luta é a nossa mãe", ensina Celeste Fortes aos estudantes. Di-lo para nunca esquecerem que a nação cabo-verdiana nasceu de um dos episódios mais violentos da História e aprendeu na pele, através de séculos, que lutar e resistir são palavras filhas da mesma mátria.
Nas redes sociais, muitos besuntaram de elogios as façanhas da equipa de Cabo Verde, unanimidade que nem o "Rei Sol" da dita "seleção de todos nós" alcança. A saga do arquipélago é feita de respeito, de dignidade e da herança de muitas lutas ainda inexistentes nos manuais escolares do antigo colono, mas para palmadinhas nas costas, likes e adoração a famosos, estamos cá sempre. Nada contra. Se isso servir para retirar da invisibilidade, em todas as versões e géneros, o Vozinha da caixa de supermercado, o Jovane da construção civil, o Steven Moreira da apanha de fruta, o Kevin Pina da empilhadora, o Jamiro das limpezas e o Pico da padaria, pelo menos já valeu a pena.
São existências esquecidas, precárias e agredidas, mesmo quando travam uma luta diária e subterrânea contra a exclusão, por paz, pão, habitação, saúde e educação. A democracia falhou-lhes. Do Estado, por vezes, só mesmo a fila de espera e a carga policial estão garantidas.
Na Cova da Moura, no Vale da Amoreira, nos bairros do Riobom e do Talude e em tantas outras "ilhas" cabo-verdianas de Portugal, festejam-se golos quotidianos de superação, como aquele que Sidney Cabral marcou à Argentina. O talento do jogador levantou um estádio global, enquanto outros compatriotas, sobreviventes de cada dia, não merecem sequer um rodapé a quem aplaude o esplendor de Cabo Verde no relvado.
E, no entanto, os invisíveis estão aqui: no café da nossa rua, na mercearia da esquina, na casa ao lado. São eles que nos mostram o país prometido que ainda não somos, o país que não repara nem se exalta com injustiças à sua porta, paredes-meias com a indignidade. Pudesse a já lendária seleção cabo-verdiana aproximar-nos dessas "crias de luta" que levantam sonhos todos os dias negados e talvez esse país inteiro e limpo dos versos de Sophia se realizasse. Para já, o poema soa melhor em crioulo."

Não é só no Tugão...

Concordo...

AA9: Mundial - My 2026 World Cup Quarter Final Predictions...

Rabona: My World Cup Quarter-Finals PREDICTIONS: Final 4 Locked In

Terceiro Anel: Egos...

BolaTV: Dias de Mundial...

No Princípio Era a Bola - A Argentina habituou-se a rir na cara do perigo, mas está a colocar-se a jeito

LiveMode: Mundial #25

ESPN: Futebol no Mundo #602

Falsos Lentos - Mundial #4 - Carlos Foge de Homem Nu!

Angra: Rumo #10

VAR à Sexta #17 - O Fim do Sonho!

Chuveirinho #179

Tiki-Tasca #4 - Estamos livres do Martinez

Oliveira: MUDEI DE OPINIÃO, O MESSI É O GOAT

Prata da Casa #58 - Nove Vidas, Melo Polícia, Levantas ou Não Levantas!?

Assim vamos ter de falar doutra maneira: Acabou-se o Futebol, Futebol, Futebol!

BolaTV: Seleção...

TNT - Convocados...

AA9: Mundial - Day 27

Rabona: 11 Minutes from THE END: A Comeback That Left Messi in TEARS | World Cup Day 27

Observador: Minuto 90 - Ninguém queria enfrentar Messi e a sacrificada foi a Suiça

FIFA: França...

FIFA: Marrocos...

Está na hora do Estádio da Luz ter… luz!


"COMO UM JOGO MUDOU PARA SEMPRE A ANTIGA CATEDRAL.

A vinda do FC Barcelona a Lisboa, em 1957, foi o incentivo necessário para se avançar com a construção das torres de iluminação no antigo Estádio da Luz. Nesse ano, foi agendado um jogo amigável entre o clube espanhol e o Benfica, em retribuição da visita que os encarnados haviam feito 17 anos antes. Por uma questão de calendário, foi marcado para uma quinta-feira, dia 5 de setembro.
O Clube foi informado de que o FC Barcelona iria ter apenas a possibilidade de realizar um jogo noturno, de modo a garantir o descanso dos seus jogadores após a longa viagem. Ao definir-se um horário ao final do dia, também havia a vantagem de se aumentar o número de espectadores, visto que a sua maioria era “constituída por empregados que saem pelas 19 horas”. O revés é que o Estádio da Luz não tinha ainda condições para realizar desafios à noite e, nessa altura do ano, os dias já começavam “a escurecer mais cedo, não permitindo fixar hora muito tardia”.
O jogo realizou-se então no Estádio do Restelo, visto o seu campo ter iluminação. A equipa benfiquista triunfou por uns sensacionais 4-0, com golos de Águas, que bisou, Coluna e Cavém. Todavia, esta situação do local de jogo gerou controvérsia entre os benfiquistas. As vantagens que existiriam se a Catedral fosse iluminada eram amplamente conhecidas, mas este “facto tomou maior acuidade” neste momento, “e a ideia que já animava tinha de tornar-se uma realidade”. Foi assim que, passados poucos dias após este jogo, o presidente da Direção, Maurício Vieira de Brito, anunciou: “Vamos eletrificar o Estádio!”
A promessa seria rapidamente cumprida, com as obras de construção das monumentais torres de iluminação a terem início em 19 de janeiro de 1958 e a serem inauguradas cerca de cinco meses depois, a 9 de junho, tornando-se num marco icónico do antigo Estádio da Luz. Desde então, o Benfica passou a poder realizar, no seu próprio estádio, desafios e festivais noturnos. Saiba mais sobre as várias fases de construção do antigo Estádio da Luz na área 17 – Chão Sagrado, do Museu Benfica – Cosme Damião."

Lídia Jorge, in O Benfica

O “drama” das modalidades


"Ser o único clube no mundo a ter 5 equipas masculinas e 5 equipas femininas na primeira divisão das principais modalidades de pavilhão (andebol, basquetebol, futsal, hóquei em patins e voleibol) parece nunca ser suficiente. Estar na fase decisiva da competição com 8 das 10 equipas é pouco. Ser campeão com 6 das 10 não chega. Tridecacampeãs no hóquei (sim, são 13 títulos seguidos), pentacampeãs no andebol e tricampeãs no basquetebol parece, para alguns, coisa pouca e fácil de alcançar, tal como bicampeões no futsal e a recuperação dos títulos pelos homens no hóquei e pelas mulheres no futsal. Já para não falar da conquista histórica do râguebi (no masculino) ou do polo aquático (no feminino). E todas as brilhantes prestações dos nossos atletas na canoagem, no atletismo ou no triatlo.
Pois, eu também gostaria muito de conseguir o pleno todos os anos, mas esta coisa de ter de se competir com adversários não dá jeito nenhum. É que, algumas vezes, eles são melhores em campo. Ou nós não somos suficientemente competentes durante toda a época. É o desporto.
Claro que estamos no direito de exigir sempre mais, mas temos também o dever de reconhecer o papel fundamental do SL Benfica no panorama das modalidades em Portugal. Sem o Glorioso, continuariam a ser meras notas de rodapé nos jornais nacionais. Até nas nossas invulgares derrotas (estou a lembrar-me da equipa feminina de futsal na época passada), o caso se tornou notícia.
É muito fácil medir o sucesso pelos troféus conquistados. Com o fim da temporada a chegar, fazem-se contas. É assim todos os anos, mas ao contrário da matemática e da sua exatidão, o total parece nunca agradar nem bater certo. É a cultura da exigência, dizem- -me. É a falta de cultura desportiva, respondo."

Ricardo Santos, in O Benfica

Campeões!


"A época das modalidades do Benfica terminou da melhor forma possível: erguendo um saboroso troféu, num pavilhão da Luz repleto de entusiasmo, após uma disputa frenética e empolgante com o Sporting. Depois de 5 anos sem vencer o Campeonato, a chegada do treinador Cassiano Klein trouxe à nossa equipa de futsal um notável acréscimo de competitividade. E se, no ano passado, o título nacional chegou, confesso, com alguma surpresa, nesta temporada, o primeiro lugar na fase regular, e os triunfos na Taça da Liga e na Taça de Portugal, já colocavam o Benfica, pelo menos, em igual patamar de favoritismo face ao seu rival. Os benfiquistas que encheram o pavilhão acabaram por ser determinantes para estabelecer a diferença nos jogos em casa. E assim pudemos festejar o bicampeonato.
Nos 11 dérbis disputados ao longo da temporada, obtivemos 6 vitórias, cedemos 1 empate e sofremos 4 derrotas. Marcámos, pois, uma posição de superioridade, que garantiu um inédito triplete. Só na frente externa não fomos felizes, com aqueles 5 minutos iniciais do jogo da 2.ª mão dos quartos-de-final a revelarem-se fatais, e a ditarem um destino que, também nesse plano, poderia ter sido bem diferente.
Destaque igualmente para o hóquei em patins feminino, que garantiu o seu 13.º Campeonato consecutivo, sublinhando aquela que é a maior hegemonia nas modalidades de pavilhão do nosso país. O percurso foi imaculado com 32 vitórias em 32 jogos. A equipa de Paulo Almeida junta, assim, o título nacional à Taça de Portugal, à Elite Cup, à Supertaça e ao Torneio de Abertura. E já lá vão 50 troféus desde que a secção foi criada no ano de 2012.
Do fim-de-semana passado ficaram ainda a conquista dos sub-17 em hóquei em patins, bem como o título de iniciados femininos em voleibol.
Venha a nova época."

Luís Fialho, in O Benfica

A força de ajudar!


"A solidariedade ganha verdadeiro significado quando chega a quem mais precisa, de forma desinteressada e verdadeiramente pertinente para cada situação. É isso que está a acontecer com a ação promovida pela Fundação Benfica, em parceria com a GNR, junto de idosos isolados e em situação de vulnerabilidade afetados pelo comboio de tempestades iniciado pela de - pressão Kristin.
Em várias zonas do país, aparecendo nas notícias ou não, muitas habitações ficaram danificadas e perderam equipamentos indispensáveis ao dia a dia. Para quem vive sozinho, com poucos recursos e idade avançada, a reposição de um frigorífico, de uma máquina de lavar, de um colchão ou de outros bens essenciais representa muito mais do que a substituição de bens meramente materiais: significa recuperar autonomia, dignidade, se - gurança e qualidade de vida. É esse o nosso foco e foi o que levámos ao terreno, fazendo chegar ajuda concreta onde ela era mais urgente e seletivamente necessária. Uma intervenção discreta, mas profundamente transformadora, que devolveu dignidade a pessoas que enfrentam uma das fases mais difíceis das suas vidas
Esta é uma expressão clara do compromisso que a Fundação Benfica mantém com a comunidade, em parceria com a GNR. Juntos, voltámos a provar que a responsabilidade social se concretiza através de ações capazes de melhorar a vida das pessoas e que Portugal é um país onde os mais fracos não são esquecidos e os mais velhos não se abandonam à sua sorte. Estamos cá uns para os outros e é essa capacidade de mobilizar, unir e agir que dá ainda mais força ao lema que inspira o Benfica: E Pluribus Unum."

Jorge Miranda, in O Benfica

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Kaminski


Apresentação oficial, do nosso novo extremo-esquerdo (que joga com o pé trocado), Kaminski. Pode fazer os dois flancos, mas gosta mais da esquerda. O drible até é parecido com o Andreas, mas dá ideia que tem melhor remate de média distância...


Já o tinha visto em alguns momentos na Seleção, mas para ser sincero não me chamou a atenção, mas vendo agora os Highlights no YouTube, parece-me acima de tudo, uma contratação pedida pelo treinador! As características, são diferentes dos nossos últimos Extremos... Um Ala, com caparro, com capacidade defensiva, além das suas capacidades ofensivas! Suspeito, que o Marco Silva, está a pensar no 442, onde os Alas têm que ajudar os dois médios centros! Pode até não ser opção principal, mas em caso de necessidade podemos mudar...

Terceiro Anel: Kaminski

Comunicado


"A decisão do Conselho de Disciplina confirma que o relatório elaborado por Gustavo Correia após o jogo entre o Famalicão e o Benfica contém factos que não correspondem à realidade e que foram claramente desmentidos pelas imagens de videovigilância. Um árbitro não pode faltar à verdade num documento oficial sem que daí resultem implicações verdadeiramente proporcionais à gravidade da sua atuação.
Acresce que importa igualmente apurar as responsabilidades do Delegado ao Jogo, cujo relatório incorpora factos igualmente desmentidos pelas imagens de videovigilância.
É ainda mais incompreensível que Gustavo Correia tenha terminado a época entre os árbitros mais bem classificados, apesar dos graves prejuízos provocados ao Sport Lisboa e Benfica durante a temporada.
Gustavo Correia faltou à verdade dentro do campo e, posteriormente, fora dele. É preciso atuar em conformidade.
De outra forma, será mais um sinal profundamente errado para o futebol português e para todos aqueles que exigem rigor, competência e credibilidade no exercício da arbitragem.
A gravidade dos factos comprovados hoje pela decisão do Conselho de Disciplina será mais um tema que constará da agenda da reunião de emergência já solicitada pelo Benfica à Direção da Federação Portuguesa de Futebol."

Provavelmente, em Agosto será nomeado para um jogo do Benfica... e quase de certeza, fora...

Gravíssimo...

Mentiroso

Menino mal comportado... para a próxima, levas tau-tau!!!

Podre

Será este o abanão de que a arbitragem portuguesa precisa?


"Duarte Gomes demitiu-se do cargo de Diretor Técnico Nacional da Arbitragem na Federação Portuguesa de Futebol a 26 de junho. Posteriormente tornou público que a decisão foi motivada por uma denúncia feita por um árbitro profissional, que lhe levantou «preocupações institucionais muito relevantes». O próprio Duarte Gomes realizou algumas diligências para apurar o que se passava, concluiu que tinha «perdido a confiança institucional» e bateu com a porta.
A demissão tem um lado positivo: mostra que existem mecanismos de controlo que funcionam. Temos problemas, mas não tantos como em Espanha, onde o caso Negreira (o tal vice-presidente da arbitragem que recebeu cerca de sete milhões de euros do FC Barcelona) continua sem solução.
Mas também mostra que a arbitragem portuguesa parece (in)controlável. Não se sabe ao certo porque sentiu Duarte Gomes que tinha perdido a confiança institucional. Diz-se – e é preciso muito cuidado com o «diz-se» - que a situação pode estar relacionada com nomeação dos árbitros. Vamos ver o regime jurídico, deixando, no entanto, claro que Duarte Gomes não está sequer acusado de nada.
O art. 5 do Regime Jurídico da Integridade Desportiva diz o seguinte: «São proibidos todos os comportamentos antidesportivos contrários aos valores da verdade, da lealdade e da correção, suscetíveis de alterar de forma fraudulenta uma competição desportiva ou o respetivo resultado.» A lei preocupa-se, pois, com a verdade desportiva e proíbe e pune todas as violações ou tentativas de alteração dessa integridade. Ora, caso os factos denunciados configurem uma tentativa de afetar a verdade desportiva, poderá estar em causa uma suspeita de fraude. O suspeito não sabemos quem é: pode ser o próprio ou outro qualquer, mas o que é público é apenas que existem factos a ser investigados. E a arbitragem portuguesa precisava de um abanão. Ele aqui está. Vamos ver é como termina.
Mais: o art. 6 diz: «Sempre que os agentes desportivos (…) suspeitem de comportamentos (…) contrários aos valores da verdade, da lealdade e da correção devem comunicá-los ao Ministério Público (…).» Fica claro porque é que a FPF comunicou o caso às autoridades criminais que agora investigarão.
Podemos especular sobre o que pode estar em causa. Sem conhecermos os factos, qualquer hipótese é meramente especulativa. Em abstrato, poderá estar em causa o crime de tráfico de influências: «Quem (…) solicitar ou aceitar (…) vantagem (…) para abusar da sua influência, real ou suposta, junto de qualquer entidade pública, é punido (…)», podendo a pena de prisão chegar aos cinco anos. Falo neste crime, entre outros que, em teoria, poderiam ser equacionados, porque é de definição difícil e, portanto, facilita o trabalho de quem acusa.
O que é certo é que a época ainda não começou e a arbitragem portuguesa já tem a bola no centro do campo.
Sobre o Direito ao Golo, esta semana é puro nevoeiro. Ele vai para a nossa Seleção que venceu a Croácia por dois a um. Na verdade, à hora que a redação do jornal A BOLA me pediu para enviar o texto, Portugal preparava-se para jogar os oitavos de final do Mundial com a Espanha. Hoje, ao ler isto, o caro leitor, tal como eu, pode estar delirante, feliz, Portugal ganhou. Ou triste, aborrecido, porque fomos eliminados."

Terceiro Anel: Bola ao Centro #209 - KAMINSKI E O NOVO MANTO SAGRADO!!! 🦅🔴

Falar Benfica #251 - Novidades equipa principal, demissão Duarte Gomes a impugnação da AG

Zero: Mercado - Pepê volta à agenda da Roma

BF: Mais extremos...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Quatro pontos sobre a eliminação de Portugal no Mundial

Observador: E o Campeão é... - Adiós, Mundial. Adiós, Martínez. Jesus vem salvar a seleção?

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - Mundial #19

Tailors - Final Cut - S05E28 - Bruno Baptista

Atualidade benfiquista


"Esta edição da BNews é dedicada a vários temas da atualidade do Benfica.

1. Sessão fotográfica oficial
Boa-disposição na tradicional sessão de fotografias de pré-temporada.

2. Mundial 2026
Siga, no Site Oficial, o desempenho dos futebolistas do Benfica e todos os resultados e marcadores.

3. Pré-época da Equipa B já começou
Exames médicos e avaliações físicas arrancaram ontem.

4. Entrevista de despedida
O basquetebolista Betinho Gomes deixa de representar o Benfica.

5. Zona mística
Após 18 anos de águia ao peito, a futsalista Inês Fernandes coloca um ponto final na carreira.

6. Contributos internacionais
Daniel Relvão ajudou Portugal a vencer na Grécia em basquetebol. E a futebolista Michaely Bihina está convocada por Camarões para participar no Campeonato Africano.

7. Movimentações do defeso
A basquetebolista Schaquilla Nunn continua na Luz por mais uma época. A futebolista Salomé Prat e a futsalista Bruna Carolina estão de saída do Benfica.

8. Benfica Internacional
Benfica Academy Arménia nasce em 2027/28.

9. Tratado do Estádio
Pode ler, no Site Oficial, as principais conclusões do Congresso das Casas, Filiais e Delegações do Sport Lisboa e Benfica e os pontos principais do Tratado do Estádio, que define os eixos de desenvolvimento das embaixadas do benfiquismo.

10. Torneio Mundial de Sueca
Realizou-se, no Estádio da Luz, a 9.ª edição do Torneio Mundial de Sueca das Casas do Benfica."

O futebol português como novo território de media


"Durante décadas, o futebol foi tratado sobretudo como um produto desportivo, um espaço de paixão, rivalidade e entretenimento. Mas essa visão já não chega para explicar o que hoje está em causa. A iminente centralização dos direitos televisivos em Portugal (prevista para a época 2028/2029) não representa apenas uma mudança estrutural no modelo de distribuição. Representa, acima de tudo, uma oportunidade para reposicionar o futebol como um verdadeiro ecossistema de comunicação. E, para as marcas, isso altera completamente o jogo.
O modelo atual, assente na negociação individual dos direitos, ajuda a perceber porquê. Ao funcionar de forma fragmentada, acaba por diluir valor e limitar o potencial colectivo do produto. Essa fragmentação traduz-se não só numa menor capacidade de escala, mas também numa desigualdade significativa na distribuição de receitas, já que cerca de 57% das mesmas estão concentradas nos três grandes clubes, o que resulta num produto globalmente menos competitivo, menos consistente e, inevitavelmente, com menor valor lá fora.
É aqui que a centralização ganha um peso estratégico, já que permite uma transição clara de uma lógica de clubes para uma lógica de liga. E essa mudança não é apenas administrativa, é também estrutural, pois significa passar de fragmentação para escala, de dispersão para coerência, de valor individual para força coletiva. Basta olhar para o que aconteceu noutras ligas.
A centralização dos direitos na Premier League ou na La Liga permitiu não só aumentar receitas, mas transformar as competições em produtos globais mais coerentes, competitivos e atrativos para audiências internacionais e marcas. A centralização traz, assim, três elementos-chave: escala, consistência e previsibilidade. Ao concentrar direitos e uniformizar a sua exploração, o futebol português ganha a capacidade de se apresentar como uma plataforma integrada de conteúdos, mais próxima de um grande grupo de comunicação. Para quem gere o investimento em marketing, isto traduz-se numa proposta mais simples e eficaz, onde passa a existir menos dispersão, maior coerência e, potencialmente, mais impacto.
Mas o ponto mais interessante surge quando deixamos de olhar para o futebol apenas como um evento que acontece ao fim de semana e passamos a encará-lo como um canal contínuo de comunicação. O valor já não está apenas nos 90 minutos de jogo. Está em tudo o que acontece antes, durante e depois do jogo: análise, bastidores, histórias de jogadores, dados, estatísticas, conteúdos sociais, streaming, experiências digitais. Hoje, clubes como o Manchester City ou o Barcelona funcionam quase como produtores de conteúdo, com equipas dedicadas a alimentar plataformas digitais de forma contínua, criando assim um fluxo permanente de conteúdos que capta aquilo que hoje é o recurso mais escasso, a atenção.
É neste contexto que a gestão de marcas ganha uma nova relevância. As marcas já não competem apenas por visibilidade, passam a competir por relevância cultural. E o futebol, pela sua capacidade única de gerar envolvimento emocional e social, continua a ser um dos poucos territórios que mobiliza grandes audiências, em simultâneo. A centralização dos direitos pode amplificar esse efeito, criando um verdadeiro hub de distribuição e storytelling, mais organizado, onde as marcas deixam de ser meras patrocinadoras para passarem a ter um papel ativo na construção da narrativa.
Isto exige, naturalmente, uma mudança de abordagem. A lógica de presença passiva, como o logótipo na camisola ou num placard, deixa de ser suficiente. Existe, agora, a possibilidade de construir plataformas de conteúdo dentro do próprio ecossistema do futebol. As marcas podem criar histórias, explorar dados para personalização, integrar experiências digitais e desenvolver formatos próprios que acompanham o ciclo completo de atenção do adepto.
Mais do que estar no futebol, trata-se de participar nele de forma relevante e consistente. Marcas como a Red Bull ou a Nike mostram que esse caminho já está a ser seguido. Mais do que patrocinar, criam narrativas próprias, investem em storytelling e posicionam-se como participantes ativos, dentro do universo do futebol.
Há também um efeito indireto, mas importante, que é a valorização e profissionalização do próprio produto. Um futebol pensado como meio de comunicação implica métricas mais robustas, maior transparência e uma lógica de performance mais próxima daquela que encontramos no digital. Para os responsáveis de marketing, isto significa menor incerteza e maior capacidade de justificar investimento, com base em resultados concretos. Por outro lado, esta evolução aproxima o futebol de uma linguagem que as marcas já dominam: a da gestão de audiências, conteúdos e dados. E isso facilita a integração do futebol nos planos de comunicação das marcas, de forma mais estratégica e menos esporádica.
No fundo, a centralização dos direitos televisivos pode ser a alavanca que faltava para reposicionar o futebol português, no mapa das grandes plataformas de comunicação. Não como um suporte táctico, utilizado de forma pontual, mas como um parceiro estratégico de longo prazo, com capacidade real de gerar valor.
Para as marcas que souberem ler este momento, o ganho não estará apenas na exposição, mas sim na capacidade de se integrarem num dos poucos fenómenos culturais que continuam a gerar atenção e que, ao mesmo tempo, conseguem falar com diferentes públicos e gerações. Numa altura em que captar atenção é cada vez mais difícil, o futebol pode deixar de ser apenas um investimento emocional para passar a ser, também, um investimento estratégico."

Cristiano Ronaldo: não te queremos 'matar', mas chega


"Obrigatório fechar, de uma vez, o ciclo do capitão, que já durou bastante mais do que devia. Com Martínez, Portugal foi sempre uma seleção sobrevalorizada... e medrosa

Não colocar Gonçalo Ramos em campo, num jogo em que Portugal foi sendo sucessivamente empurrado para trás por Espanha na segunda parte, foi a cereja no topo do bolo do circo de horrores de Roberto Martínez, um diplomata escolhido pela Federação Portuguesa de Futebol para não levantar ondas e acenar sorrindo enquanto a casa arde. Em jogos de Mundiais, o agora avançado do Milan tem a fraquinha média de um golo ou assistência a cada 37 minutos em campo e, em Arlington, quem sabe se não tinha feito o que fez com a Croácia, naquele cabeceamento de Bernardo Silva, em cima do apito final.
A bazófia e soberba da FPF encheram páginas e o entusiasmo de milhões de portugueses ao longo dos últimos: neste Mundial é que era tudo nosso, neste Mundial é que ia dar Portugal, nunca se tinha visto um meio-campo deste calibre na história da Seleção, Cristiano Ronaldo ia calar todos os que o querem matar há 23 anos e Diogo Jota iria orgulhar-se de ver o que os companheiros estavam a fazer por ele. Em cinco jogos no Mundial, Portugal teve dois absolutamente confrangedores, contra RD Congo e Colômbia, e logo aí se percebeu que, apesar de a qualidade individual abundar, a equipa continuava a não funcionar.
E o culpado tem dois nomes: Roberto Martínez. A obsessão por não querer mexer no status quo de CR7 e Bruno Fernandes — a anos-luz do que há um par de meses foi eleito o melhor jogador da época da Premier League! — deixa, agora, Portugal lavado em lágrimas. Se esta é a melhor geração de sempre, que os desculpem Miguel, Ricardo Carvalho, Petit, Tiago, Deco, Maniche, Costinha, Luís Figo, Simão Sabrosa, Nuno Gomes ou Fernando Meira, para citar somente alguns dos que, esses sim, honraram Portugal pela última vez no palco Mundial (2006).
O argumento de que a Espanha é a atual campeã europeia e, por isso, sair do Mundial sendo eliminado por nuestros hermanos não é vergonha nenhuma não será mais do que olhar para a árvore e não para a floresta, porque este confronto poderia ter sido evitado se a Seleção não tivesse feito figura de corpo presente no jogo com a Colômbia, que, ganhando, lhe dava o primeiro lugar no grupo e duelos relativamente mais acessíveis nos oitavos e quartos de final: Gana primeiro, Suíça ou Argélia depois
É hora de, uma vez por todas, virar a página. O ciclo de Roberto Martínez vai, felizmente, encerrar-se, sem brilho nem glória, ficando para a história uma insossa Liga das Nações quando comparada com as desilusões no Europeu e neste Mundial. Roberto Martínez mostrou-se um treinador medroso, sem capacidade de assumir o jogo, e com um discurso redondo. Antes do Mundial, em entrevista à RTP, dizia acreditar fortemente na numerologia do 6: pois bem, foi eliminado no dia 6, com um golo do camisola 6 de Espanha. O futebol em 2026 não se compactua com este tipo de crenças e Portugal não pode estar entregue a isso quando tem um plantel recheado de jogadores que, nos seus clubes (e só aí), são dos melhores do Mundo.
A iminente entrada de Jorge Jesus para o lugar do espanhol tem de ser o rastilho para que das palavras se passem aos atos e Portugal possa, finalmente, ser a potência que todos queremos. Se no banco é obrigatório um abanão, dentro de campo também e é hora de Cristiano Ronaldo dar o passo ao lado porque, já percebemos, o ego não lhe permite ser suplente de um jogador que, aos dias de hoje, dá um rendimento incomparável. Ficará para sempre no campo do desconhecido o que teria sido deste Mundial sem a obrigação doentia de termos Cristiano Ronaldo em campo 90/90/90 e esta eliminação nem Donald Trump pode reverter.
Jorge Jesus terá a batata quente na mão e não vamos precisar de esperar muito para ver: no final de setembro arranca a Liga das Nações, com quatro jogos a abrir, contra País de Gales, Noruega (duas vezes) e Dinamarca."

Em 2024 !!!

Tudo dito aqui...