Últimas indefectivações

sexta-feira, 10 de julho de 2026

A 1.ª semana de 2026/27

BI: Megafone - Voo Picado #33 - Afinal quem manda num balneário?

Kaminski: Day 1

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica foi notificado da decisão definitiva da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD), que determina a realização à porta fechada de um jogo oficial no seu estádio.
Em causa, está a utilização de artefactos pirotécnicos por parte de adeptos em 5 jogos disputados na época 2022/23.
Ao longo de todo este processo, o Sport Lisboa e Benfica demonstrou, de forma reiterada e fundamentada, que, enquanto organizador dos eventos, adotou todas as medidas ao seu alcance para impedir a entrada e utilização de pirotecnia no recinto desportivo.
Fê-lo através de apertadas revistas nos acessos ao estádio, do reforço dos mecanismos de segurança e de sucessivos alertas dirigidos aos adeptos antes e durante os encontros.
O Clube esgotou igualmente todos os meios de recurso legalmente disponíveis, sustentando sempre que cumpriu integralmente os deveres que sobre si impendiam e que implementou todas as medidas razoavelmente exigíveis para prevenir este tipo de ocorrências.
Estes argumentos, porém, não mereceram acolhimento nem por parte da APCVD nem das instâncias para as quais foi possível recorrer.
Em consequência desta decisão, milhares de Sócios e adeptos vão ser privados de apoiarem a equipa, penalizando-se um Clube que tudo fez para prevenir os factos que estiveram na origem deste processo.
Interditar um estádio na sua totalidade é, para além de injusto na sua génese, uma medida manifestamente desproporcionada, que lesa o desporto, penaliza o Clube e prejudica dezenas de milhares de sócios e adeptos cumpridores, totalmente alheios aos comportamentos em causa.
Se o objetivo é sancionar e prevenir, então a resposta deve ser dirigida aos setores efetivamente identificados, através da sua interdição ou da redução da respetiva lotação, à semelhança do critério seguido pela UEFA.
O Sport Lisboa e Benfica manifesta ainda a sua profunda preocupação com o grave precedente que tal representa e que contrasta com a ausência de idênticas consequências em situações semelhantes verificadas noutros estádios, envolvendo outros clubes e outros adeptos que não os do Benfica.
A verdade é que, apesar de tudo o que temos assistido ao longo dos últimos anos, o Sport Lisboa e Benfica é o único alvo da aplicação de uma sanção desta natureza, o que muito estranhamos.
O Clube continuará a desenvolver todos os esforços para impedir a utilização de pirotecnia no seu estádio e para garantir as mais elevadas condições de segurança nos eventos que organiza."

Clubite...

Perseguição...

Pífio...

1 jogo à porta fechada e 150 mil euros de multa por mau comportamento de adeptos.

Interdição...

Oliveira: Kaminski...

Falar Benfica - Conversas Gloriosas #58

BI: React - Zona Mística - Inês Fernandes

Zero: Mercado - Benfica prepara entrada em cena por João Palhinha

BF: Avançados...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Os desafios de Amorim no Milan

Observador: E o Campeão é... - Jesus ou Ronaldo: quem é que vai liderar a seleção?

Observador: Três Toques - Senadora, cocos e Messi: o Mundial fora das quatro linhas

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - Mundial #21

Zero: Afunda - S06E52 - Decision 2.0: melhor cenário para Lebron

Zero: Saudade - S04E45 - Os melhores «quartos» dos Mundiais e sem Cristiano à mistura

Portugal Football Summit Podcast #6 | Mirwan Suwarso

Renascença: Jogo da Palavra - Calisto...

Explicações insuficientes


"Em audiência parlamentar, a ERC não foi capaz de sustentar satisfatoriamente as razões evocadas para o bloqueio à Benfica FM. Este é o tema em destaque na BNews.

1. ERC criticada
José Gandarez, vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica, salienta que "os deputados, de diferentes forças políticas, reconheceram que o Benfica tem razão", em sede da Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, sobre a decisão da ERC relativa ao licenciamento da Benfica FM.

2. Transmissão televisiva anunciada
O Benfica-St. Gallen da 2.ª mão da 2.ª pré-eliminatória da Liga Europa, agendada para 30 de julho no Estádio da Luz, será transmitido pela BTV, a SIC e a LiveModeTV.

3. Treinador apresentado
Anders Hallberg é o novo treinador da equipa masculina de andebol do Benfica.

4. Sorteios
O Benfica já conhece os adversários da Fase Principal da UEFA Futsal Champions League e das eliminatórias de acesso à fase de grupos da Basketball Champions League.

5. Protagonista
O futsalista Silvestre Ferreira é o entrevistado da semana.

6. Zona mística
Inês Fernandes fala, em entrevista, sobre os 20 anos de águia ao peito recheados de títulos no futsal.

7. Movimentações do defeso
A futebolista Diana Costa renovou o contrato com o Benfica. O voleibolista Francisco Pombeiro deixa de representar o clube.

8. Jornal O Benfica
Pode fazer download da edição desta semana no Site Oficial."

O Matuto e o Futebol de Rua


"O Matuto é um Benfiquista desactivado. Nada anima o Matuto a ver um jogo de futebol. Nem mesmo a obsessão histérico-patriótica pelo Mundial (Copa, no Brasil, por favor).

Na Casa das Pontes os dias seguem plácidos, num olímpico desapego das actividades futebolísticas. Os ipês começam a florir. Os tucanos grunhem no alto das árvores. As pombinhas trocam a penugem por penas respeitáveis. As azáleas vão roseando os arbustos. A piscina lembra um quadro de David Hockney — felizmente, sem as nádegas masculinas. E o Óscar, a lagartixa residente das Pontes, continua a carregar baterias ao sol, indiferente às tragédias da bola.
O Matuto acredita na ordem natural das coisas. Sem futebóis. Sem euforias ronaldescas. Sem patriotismos esféricos.
Nelson Rodrigues dizia que toda a unanimidade é burra. O Matuto nunca percebeu por que razão essa regra deixaria de valer durante noventa minutos e um campeonato do mundo.
Talvez por isso o Matuto tenha deixado de ligar ao futebol. O jogo que conheceu tinha terra nos joelhos, pedras nas balizas e regras que mudavam conforme a gritaria do momento. O futebol moderno parece-lhe uma mistura de bolsa de valores, espectáculo televisivo e religião civil, com mais comentadores do que jogadores.
Nem sempre foi assim. Houve um tempo em que o futebol parecia ao Matuto uma ocupação perfeitamente sensata. É dessa época que vem a pequena história que agora conta, para descanso do coração intoxicado de futebóis do estimado leitor.
Era o Matuto um jovem aventureiro. Corria a década de 70, no século vinte. Da equipa do Matuto faziam parte a fina flor da Aldeia de Paio Pires: o primo Daniel, o Paulinho da Padaria, o Saraiva, o Lino — o Esgrouviado — e o Manecas, suplente de luxo. Do outro lado estava o rival eterno, os Gatos - com fama de raivosos riquinhos meninos da mamã.
O jogo começava sempre com uma animada sessão de pancadaria. Só para aquecer os músculos. Aliás, o aquecimento é uma boa ideia antes dum jogo. A claque (torcedores, no Brasil, por favor) era um rendilhado de cabeças à janela e cotovelos nas varandas. As damas bebericavam Sumol enquanto os cavalheiros bebiam a sua Sagres Mini. O campo de jogo – de terra batida – ficava no fundo dum barranco no meio dos prédios.
O Matuto recorda um jogo suado, a exaustão sob o sol na areia quente e funda, os pontapés acrobáticos, as fintas enganadoras, os golos vitoriosos e a adrenalina a bombar nas veias cálidas. Doce era a companhia dos amigos.
Doce era o Paulinho da Padaria a aparecer ainda a cheirar a pão fresco. Doce era o Lino, que corria como um galgo esfomeado. Doce era a visão das meninas penduradas nas janelas. Doce era fingir que o seu encanto não importava. Doce era a tensão muscular de chutar e a alegria leve de correr. Doce era o gosto da vitória.
O último golo foi a partir dum canto (escanteio, no Brasil, por favor). O primo Daniel tocou curto, o Matuto fez o centro (levantamento, no Brasil, por favor) e o Paulinho da Padaria cabeceou para abanar as redes. Foi épico. Antológico. Lindo. Os Gatos ficaram assanhados. Nunca digeriam bem a derrota. Afectava-lhes o sistema nervoso e alguns princípios básicos da convivência civilizada. Matuto e companheiros fugiram daquele fosso do inferno a sete pés. O Matuto sentiu mais do que viu o sibilar duma faca a enterrar-se na areia. Foi um tal de dar à sola que só visto!
Doce foram esses anos. Como passam os anos. Ultimamente, têm passado tantos anos."

A outra liga do futebol: a batalha silenciosa contra a pirataria


"Só no primeiro semestre de 2024 foram comunicadas 5,3 milhões de transmissões piratas em direto, muitas das quais continuaram ativas mesmo após pedidos de remoção enviados às plataformas digitais.

Quantos jogos de futebol já viu sem pagar, sem pensar nas consequências? Quantos links de streaming ilegais já passaram pelo seu navegador e quantos milhões de adeptos fazem o mesmo em Portugal e na Europa? Existe hoje uma competição paralela ao futebol europeu, onde os campos são invisíveis, os troféus não existem e as regras são ditadas por tecnologia, tribunais e interesses económicos.
É a guerra silenciosa contra a pirataria das transmissões de futebol.
Nos últimos anos, assistir a jogos através de plataformas ilegais tornou-se quase banal. Sites de streaming, serviços IPTV clandestinos e aplicações que prometem acesso a todos os jogos por poucos euros multiplicaram-se. O problema é tão grande que já não se trata apenas de direitos televisivos. Tornou-se um desafio estrutural para toda a indústria do desporto.
Os números ajudam a perceber a dimensão do fenómeno. Só no primeiro semestre de 2024 foram comunicadas 5,3 milhões de transmissões piratas em direto, muitas das quais continuaram ativas mesmo após pedidos de remoção enviados às plataformas digitais. Ao mesmo tempo, relatórios europeus apontam que milhões de adeptos recorrem regularmente a transmissões ilegais, sobretudo via streaming, hoje o método mais utilizado de pirataria digital.
Portugal não escapa a esta realidade. Um estudo citado pela imprensa nacional revela que mais de um terço dos jovens portugueses admite assistir a eventos desportivos de forma ilegal, uma mudança cultural que desafia a forma como se consome futebol. Parte da explicação está nos custos e na fragmentação das transmissões. Diferentes competições estão distribuídas por várias plataformas, tornando o acesso legal mais caro e complicado.
Serviços IPTV ilegais, muitas vezes vendidos através de redes sociais, prometem acesso a dezenas de canais e competições por preços simbólicos e têm conquistado uma base crescente de utilizadores.
Para além da ilegalidade, estes serviços representam também riscos para os próprios utilizadores. Muitas plataformas IPTV clandestinas estão associadas a redes de fraude digital, roubo de dados pessoais ou distribuição de malware. O que parece ser apenas uma forma barata de ver futebol pode transformar-se num problema de segurança digital para milhares de adeptos.
Ao mesmo tempo, os relatórios europeus mostram que o consumo ilegal de desporto online se tornou transversal, refletindo não só a evolução tecnológica, mas também transformações profundas no comportamento dos adeptos.
Em Espanha, a LaLiga tem sido exemplar na ofensiva contra a pirataria. Os clubes espanhóis estimam que possam perder entre 600 e 700 milhões de euros por ano devido às transmissões ilegais. Para reduzir estas perdas, a liga lançou campanhas de sensibilização e reforçou sistemas de monitorização de streams ilegais.
Entre as medidas anunciadas destacam-se recompensas financeiras para denúncias de transmissões ilegais, incluindo pagamentos financeiros por cada denúncia confirmada. Em alguns casos, a estratégia abrange bares que exibem jogos sem licença.
A ofensiva estende-se também à justiça e à tecnologia. O CEO da Cloudflare chegou a ser citado em Espanha em processos relacionados com pirataria de futebol, mostrando que as ligas estão dispostas a pressionar intermediários digitais.
A tecnologia tornou-se uma das armas mais eficazes contra a pirataria. Em Itália, a Serie A utiliza sistemas de inteligência artificial que identificam transmissões ilegais em tempo real, permitindo bloqueá-las poucos minutos após surgirem online. Num desporto em que cada minuto conta, estes bloqueios podem reduzir drasticamente o número de visualizações ilegais.
A nível internacional, a UEFA lançou uma aliança global para combater transmissões ilegais, reunindo ligas, broadcasters e empresas tecnológicas numa estratégia coordenada. Apesar destes esforços, os resultados ainda são limitados. Estudos europeus indicam que a pirataria de eventos desportivos continua a crescer, mesmo após recomendações e novas medidas da Comissão Europeia.
O impacto económico da pirataria vai muito além do acesso gratuito aos jogos. Os direitos televisivos são hoje uma das principais fontes de receita do futebol profissional. Quando os conteúdos são pirateados, todos perdem: clubes, ligas, broadcasters e patrocinadores.
Segundo estimativas da indústria, os setores do media e do desporto perdem milhares de milhões de euros todos os anos devido à pirataria e contrafação, afetando diretamente a sustentabilidade do negócio. Em Espanha, um estudo citado pela Movistar revela que 43% dos adeptos admitem consumir futebol de forma ilegal, evidenciando a dimensão do desafio.
Em Portugal, o impacto económico também é significativo. Estimativas de associações do setor das telecomunicações e do audiovisual apontam para perdas anuais entre 200 e 250 milhões de euros para a economia portuguesa associadas à pirataria digital de conteúdos, incluindo transmissões desportivas, filmes e séries. Este valor reflete não só receitas perdidas para operadores e titulares de direitos, mas também impostos que deixam de entrar nos cofres do Estado.
O combate à pirataria transformou-se numa corrida constante entre criatividade e tecnologia. Sempre que um stream é fechado, outro surge. Sempre que um site é bloqueado, um novo domínio aparece. A guerra é invisível, mas as consequências sentem-se em cada bilhete vendido, em cada assinatura de canal e em cada patrocínio que hesita.
Em Portugal, a Liga Portugal, em estreita coordenação com as operadoras de telecomunicações, tem vindo a assumir um papel cada vez mais central nesta batalha. O combate à pirataria foi, aliás, um dos temas presentes nos programas eleitorais recentes para a liderança da Liga, refletindo a sua crescente relevância estratégica para o futuro do futebol profissional.
Nos últimos meses, têm sido intensificadas reuniões entre a Liga, autoridades competentes e parceiros do setor tecnológico e audiovisual, com o objetivo de alinhar respostas mais eficazes e coordenadas. Destas articulações, espera-se a implementação de novas medidas, tanto ao nível do bloqueio dinâmico de transmissões ilegais em tempo real como no reforço dos mecanismos legais e de fiscalização.
Ao mesmo tempo, a indústria terá também de refletir sobre o próprio modelo de distribuição do futebol. Pacotes mais simples, preços mais acessíveis e plataformas agregadoras podem ajudar a reduzir a fragmentação que hoje empurra muitos adeptos para soluções ilegais.
Mas esta não é uma decisão simples. O modelo atual, baseado em múltiplas subscrições e contratos de longa duração, permite maximizar a receita por utilizador. No entanto, ao elevar o custo total de acesso e aumentar a complexidade, reduz o número de consumidores dispostos a pagar, criando espaço para que a pirataria se torne uma alternativa atrativa.
Num contexto em que assistir ilegalmente a um jogo está à distância de um clique, a questão torna-se inevitável: será mais sustentável ter menos clientes a pagar muito ou muitos clientes a pagar pouco? Soluções como pay-per-view, passes flexíveis ou bundles que agreguem várias competições numa única plataforma poderão representar não apenas uma resposta comercial, mas uma ferramenta eficaz no combate à pirataria.
Mas não basta tecnologia, leis ou parcerias. O fenómeno está profundamente enraizado nos hábitos dos adeptos e na forma como o futebol é distribuído. Poder de compra reduzido, perceção de preços elevados, múltiplas plataformas e fragmentação de conteúdos empurram uma parte significativa do público para a alternativa ilegal.
No fundo, esta é uma das grandes contradições do desporto moderno. Nunca houve tanto dinheiro a circular no futebol, mas nunca foi tão simples assistir a um jogo sem pagar.
A luta contra a pirataria joga-se todos os dias, em milhares de ecrãs espalhados pelo mundo. E o resultado dessa partida poderá definir não apenas o futuro das transmissões televisivas, mas também a sustentabilidade económica do próprio futebol."

Sucesso Digital, Proteção da Propriedade Intelectual e Integridade no Desporto


"Há uma semana, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou que tinha encerrado cerca de 400 sites que estavam a transmitir conteúdos pirateados do Mundial, no âmbito da sua campanha “Operation Offsides”. Eventos como o Campeonato do Mundo de Futebol são alvos privilegiados para criminosos que roubam conteúdos de streaming populares. Não existem números públicos fiáveis que indiquem quanto custa a pirataria à FIFA, mas a exposição situa-se, sem dúvida, na ordem dos milhares de milhões de dólares.
Os adeptos de futebol em Portugal estarão familiarizados com a LiveModeTV, um canal de YouTube lançado por uma empresa brasileira de direitos de media desportivos. Os adeptos portugueses podem assistir gratuitamente a transmissões em direto e resumos do Mundial 2026, incluindo todos os jogos da Seleção Nacional portuguesa.
É mais uma prova de que o streaming desportivo através da web e de plataformas móveis como o YouTube continua a transformar o modelo tradicional de transmissão desportiva. As transmissões televisivas não se tornarão irrelevantes, mas têm agora um concorrente sério, à medida que as audiências mais jovens procuram formas mais flexíveis de consumir conteúdos sobre os seus desportos favoritos.
Ao criar uma indústria que oferece enormes oportunidades para as marcas desportivas aumentarem a sua audiência e gerarem receita, o streaming criou também um mercado negro suficientemente grande para atrair uma magnitude semelhante de espectadores em grandes eventos desportivos como o Mundial de Futebol. Por isso, a uma grande oportunidade corresponde uma grande responsabilidade.
O streaming deve ser uma parte fundamental das ambições de crescimento digital de uma marca desportiva. Embora as subscrições sejam normalmente a principal fonte de receita de uma plataforma OTT, um modelo freemium tem os seus benefícios quando a receita é gerada através de publicidade e patrocínio (canais FAST). Monetizar as marcas, não os adeptos.
É uma estratégia concebida para atrair audiências mais jovens, e as marcas desportivas podem recorrer a influenciadores e criadores de conteúdos para complementar tanto a ação em direto como os resumos. Conteúdos atrativos e acessíveis constroem grandes audiências, e grandes audiências geram receita.
O YouTube é frequentemente o ponto de partida, seja diretamente, seja através da venda de direitos a um parceiro. Ambas as opções têm benefícios. Constroem uma audiência digital, proporcionam boa visibilidade e alcance, e geram receita, mas uma marca desportiva que usa o YouTube não tem controlo sobre quem acede a esse conteúdo.
Além disso, uma marca desportiva perde a sua relação direta com os adeptos, como aconteceu com a FIFA neste caso em Portugal. Para ligas e federações desportivas mais pequenas, construir uma ligação profunda com os seus adeptos é absolutamente crítico para o sucesso. As plataformas de terceiros também resultam na perda de controlo, por parte da marca desportiva, sobre a geração de receita, os dados dos consumidores, a experiência dos adeptos com o seu desporto, a representação criativa da sua marca, a originalidade, e um maior controlo e proteção da sua propriedade intelectual.
Este último ponto é muitas vezes subestimado, mas a sua importância não pode ser exagerada. O streaming ilegal está a tornar-se normalizado no mundo do desporto, e o dano económico é enorme. Estimou-se que a pirataria de vídeo custou à indústria do desporto 34 mil milhões de dólares em 2025, enquanto se estima que o streaming desportivo ilegal alimente em 150 mil milhões de dólares o mercado de jogo ilegal. Mais surpreendente ainda é o facto de a aplicação da lei ser, em grande medida, ineficaz. 81% de todos os streams ilegais permanecem ativos durante os eventos desportivos. É um perigo real para a sustentabilidade financeira do desporto, e um ecossistema desportivo financeiramente fragilizado é mais suscetível a violações de integridade.
Então, como podem as marcas desportivas portuguesas equilibrar a oportunidade com a responsabilidade? Portugal surge consistentemente entre os países com as mais elevadas taxas de pirataria da Europa Ocidental. Entre 30% e 50% dos espectadores acedem a streams ilegais quando assistem a jogos de futebol português. A I Liga e os seus broadcasters são os principais prejudicados. As estimativas sugerem que a pirataria de vídeo poderá estar a corroer mais de 70% do potencial valor mediático da Primeira Liga, e estima-se que o impacto financeiro da pirataria de vídeo em todos os desportos em Portugal custe 150 milhões de euros.
Porque devem os adeptos importar-se? Há três considerações principais.
Em primeiro lugar, uma proporção significativa da receita de uma liga desportiva provém da venda de direitos exclusivos de transmissão e streaming. Se existirem streams pirateados disponíveis, o valor desses direitos acaba por diminuir, e valores de direitos mais baixos resultam em menos investimento no desporto. Recursos, instalações, desenvolvimento, inovação, talento e, em última análise, progressão são todos afetados.
Em segundo lugar, se as receitas provenientes dos direitos caírem, as ligas mais ricas e os clubes maiores sobrevivem. São as organizações desportivas mais pequenas que se tornam especialmente vulneráveis e têm dificuldade em manter-se viáveis. Isto aumenta a desigualdade entre equipas e competições e alarga o fosso económico no desporto.
Em terceiro lugar, quando os adeptos se habituam a um ecossistema ilícito, a pirataria torna-se normalizada. Os adeptos desvalorizam as regras e os enquadramentos de licenciamento que são essenciais para a base económica do desporto. Esta mudança cultural corrói a integridade do ecossistema desportivo e torna mais difícil a sustentabilidade a longo prazo.
As marcas desportivas podem colher os benefícios financeiros do streaming, protegendo simultaneamente os seus direitos de propriedade intelectual e a integridade do jogo, através do lançamento da sua própria plataforma OTT. O YouTube é um ótimo ponto de partida, mas deve ser encarado como uma porta de entrada para um sucesso maior. Deve apenas complementar a plataforma OTT própria de uma marca desportiva, não substituí-la. Uma marca desportiva que implemente o seu próprio serviço OTT seguro tem um controlo muito maior sobre quem acede ao seu manifesto e sobre os múltiplos benefícios que pode oferecer:
• Maior proteção da propriedade intelectual e da integridade no desporto
• Controlo total da geração de receita
• Maior valor dos direitos e para investidores
• Forte ligação direta com os adeptos
• Dados e conhecimento sobre os consumidores para ajudar uma marca a compreender e monetizar melhor os seus adeptos
A StreamAMG trabalha, por isso, enquanto parceira e membro da SIGA, para proporcionar às marcas desportivas grandes oportunidades através de plataformas de streaming, mas também maior controlo sobre a sustentabilidade financeira, a justiça e a integridade cultural do desporto. A pirataria continua a ser um dos maiores riscos para a integridade do desporto e um desafio central para a economia dos media desportivos. Não é uma questão marginal e só irá aumentar com a procura, por parte dos consumidores, de conteúdos online gratuitos ou baratos. Estamos aqui para minimizar esse impacto e maximizar a oportunidade."

Portugal: quando a estratégia castra o talento


"Brasil e Portugal despediram-se do Mundial mais cedo do que esperavam. Duas seleções repletas de talento. Mas ambas deixaram uma questão que merece reflexão: até que ponto a estratégia potenciou o talento? Ou terá, em alguns momentos, acabado por o limitar?
Olhemos para Portugal frente à Espanha. Cristiano Ronaldo passou grande parte do jogo fixo entre os centrais espanhóis. Raramente surgiu uma ligação em profundidade ou um passe de rotura que explorasse os espaços nas costas da linha defensiva. Bruno Fernandes, um dos médios mais criativos do futebol europeu, raramente apareceu entre linhas para receber de frente para a baliza, nem atacou zonas de finalização como tantas vezes faz ao serviço do Manchester United.
João Neves realizou um enorme trabalho sem bola, preocupado em condicionar a construção espanhola. Mas esse compromisso defensivo retirou-lhe precisamente aquilo que tantas vezes oferece no PSG: chegada à área, Vitinha voltou a demonstrar qualidade na circulação, mas foi sobretudo um organizador da posse. Um jogador com uma capacidade extraordinária para descobrir passes de rotura acabou, demasiadas vezes, por privilegiar a segurança em vez da criatividade.
Rafael Leão e Pedro Neto permaneceram grande parte do tempo presos aos corredores laterais. João Félix também raramente encontrou liberdade para receber entre linhas e aproximar-se de Ronaldo. O único jogador que procurou romper com esse padrão foi Nuno Mendes. Acelerou, arriscou, conduziu, cruzou e tentou desequilibrar.
Nem a entrada de Francisco Conceição alterou o cenário. A primeira preocupação parecia ser preservar a posse antes de assumir o risco. Os jogadores cumpriram a estratégia com enorme disciplina e profissionalismo. Isso merece elogio. Mas a estratégia nunca pode transformar-se numa prisão.
A função do treinador não é controlar todas as decisões dos seus jogadores. É construir uma organização que permita ao talento aparecer nos momentos decisivos e potenciar as relações espontâneas entre jogadores que resolvem problemas de forma diferente. A estratégia deve orientar a equipa para vencer. Mas vencer não significa controlar tudo. Significa criar um contexto onde o talento possa respirar. Porque, no futebol de seleção, a organização aproxima-nos da vitória. Mas é quase sempre o talento que a conquista. O papel da estratégia não é limitar os melhores. É libertá-los para decidirem jogos que mais ninguém consegue decidir."

A seleção mais sem sal da história


"Na mais indolor derrota de Portugal fica a melancolia de uma oportunidade perdida. Mais uma....

A Praça do Comércio, bem no centro de Lisboa, ficou vazia num ápice. A debandada começou no golo da Espanha e acelerou após o apito final. Portugal cai nos oitavos do Mundial.
Que estranho… Entre milhares de pessoas, ninguém protestou, ninguém insultou o selecionador ou os jogadores, ninguém exigiu que tomássemos posse de Olivença para salvar a honra … Nem um coro de assobios para disfarçar. Nada! No autocarro onde entrei, e que estava à pinha, conversas banais. Quase parecia estar numa outra dimensão. Apeteceu-me gritar: mas vocês têm a noção de que Portugal perdeu?
Não disse nada porque depois percebi que eu próprio estava a viver a mais estranha e indolor derrota da Seleção. Mesmo durante o jogo, o ambiente foi entre o morno e o frio. Ninguém ficou surpreendido com o golo de Espanha. Ninguém o achou injusto. Os males estavam lá todos à mostra. Afinal, nada se aprendeu, nada mudou. E nem deu para sofrer... O filme estava à frente dos nossos olhos desde o jogo com a RD Congo. Foi a competição, que me lembre – e já tenho idade para lembrar de muito – em que uma seleção de Portugal menos puxou pelos adeptos. E vice-versa.
Mais uma oportunidade perdida. Não tivemos um condutor com mãozinhas para este Ferrari? Ou andamos todos iludidos e, afinal, não passamos de um utilitário? Talvez a meio, um topo de gama com peças trocadas e mal montadas.
Quando vejo esta seleção, vejo um Hamlet de chuteiras. No génio de Shakespeare, Hamlet não é um homem limitado pelas circunstâncias nem pela falta de capacidade. Mas pensa demasiado, hesita demasiado e espera demasiado. Enquanto decide, o tempo passa. Enquanto pondera, outros agem. Quando finalmente se move, o momento ideal já desapareceu. Há seleções que perdem porque são inferiores.
Há seleções que perdem porque o adversário teve um dia melhor, teve a estrelinha, destacou-se no pormenor. E depois há equipas que perdem porque, apesar de terem jogadores, qualidade e experiência para discutir a história, entram nos grandes jogos como se estivessem à espera de autorização para serem grandes. Ou às espera de saber como reproduzir em campo essa grandeza. A tragédia de Hamlet não é morrer.
A tragédia de Hamlet é o leitor passar toda a obra convencido de que ele podia ter sido muito mais do que foi. Talvez seja essa a sensação que fica quando se olha para certas gerações douradas do futebol português, em especial esta: não a dor da derrota, mas a melancolia da possibilidade perdida.
O futebol perdoa a falta de talento, não perdoa a falta de ideias, a hesitação, a falta de audácia e de desejo. Não ajuda quem não sabe por onde vai. Não ajuda quem ou não se vê grande ou não sabe o que fazer com a sua grandeza.
Martínez foi um tiro falhado. Que termina a falar de coisas que ninguém viu. A querer escrever um legado que não existe. Que não deixa. Que venha Jorge Jesus. Uma ideia que comecei por estranhar, sempre o vi como um animal de treino, jogo, balneário, dia a dia com os jogadores. É possível que arranje uma ou outra confusão, que se meta onde não é chamado, até que se incompatibilize com um ou outro jogador. Vai ter epifanias que só ele vê… Mas é treinador. E tem ideias. E não pede autorização para as aplicar. Portugal vai ter uma ideia e vai jogar futebol. Não digo que vai jogar o dobro ou o triplo, porque o dobro de zero… zero continua a ser. Podemos até falhar de novo. Mas vamos falhar a tentar, não a ser Hamlet: «Ser ou não ser… Eis a questão»"

O efeito Cristiano Ronaldo ao contrário e o mal que Martínez fez


"Num papel secundário, CR7 até poderia ainda ganhar o Óscar, que nesta altura da carreira teria tanto ou mais valor do que o de ator principal.

Terminada a fase de grupos do Mundial e com os adversários que Portugal passou a ter no horizonte era mais fácil adivinhar a saída prematura da prova do que acertar no Totobola à segunda-feira. Era a crónica duma eliminação anunciada, destino percebido por todos os que nunca perceberam como esta equipa jogava. Um conjunto de estrelas planetárias sem brilho, e que também não saem ilibadas desta história, algumas irreconhecíveis, mal dirigidas pelo único que mesmo depois duma exibição paupérrima como foi a do jogo com a Colômbia conseguiu ver «um bom teste» para um novo Mundial que começava nesse dia mas que acabou por durar… apenas mais dois jogos.
Das estrelas planetárias de Portugal há uma que é mais do que isso, é universal e encheu a maioria dos estádios onde a Seleção Nacional jogou na América do Norte, adeptos fiéis, alguns de tão tenra idade que nunca viram a melhor versão de CR7 mas mesmo assim o seguem religiosamente, celebram as suas conquistas e choram as suas derrotas. É o efeito Cristiano Ronaldo, um fenómeno de escala tamanha que nunca nenhum cidadão português teve nem tão cedo voltará a ter.
O feito CR7 tem o magnífico dom de em qualquer canto do mundo saberem de Portugal, usarem uma camisola com o nome do país estampado, servir de aproximação e de simpatia para com o português. Mas tem também um efeito contrário e que se verificou neste Mundial em que Cristiano devia ter percebido que o seu papel deveria ser já outro, porque Roberto Martínez nunca teria a coragem de lhe dar papel secundário e era num papel secundário que CR7 até poderia ainda ganhar o Óscar, que nesta altura da carreira teria tanto ou mais valor do que o de ator principal.
Esse efeito contrário do efeito CR7 de que falo tem como consequência, por exemplo, o facto de termos estádio americanos cheios de adeptos com camisolas de Portugal mas que no fundo não querem saber de apoiar Portugal, daí que não me lembre de ter ouvido gritar o nome do país durante qualquer dos cinco jogos. Não eram adeptos de Portugal, eram adeptos de Cristiano Ronaldo e dum Cristiano que está a anos-luz do que foi e que não percebeu isso ainda e que por isso, aos 41 anos, se despediu sem glória dos Campeonatos do Mundo. Eram no fundo adeptos dum só homem, mas apoiantes ‘fake’ duma equipa cujo apoio soou sempre a enlatado, porque não lhe era diretamente dirigido.
Vem aí novo selecionador, se for Jorge Jesus não será um mero selecionador, como Martínez foi e que desperdiçou uma das melhores gerações nacionais como já tinha desperdiçado uma das melhores da Bélgica. Se for JJ, teremos também um treinador que pode devolver uma forma de se ser Portugal que na Seleção Nacional se perdeu há muito e nunca se encontrou com Martínez.
Mas ela não pode ser com CR7, porque se neste Mundial o queria como ator secundário, não faz sentido que o seja, mesmo que o aceite agora, no ciclo que se segue. Porque a dois anos terá 43 e menos condições para estar no Euro-2028.
E falar na Liga das Nações da UEFA, a prova que se segue e o título que Martínez ganhou e se vangloriou, é o mesmo que o treinador dum grande vir fazer peito por ganhar a Taça da Liga em época que nem consegue chegar à Champions. Sim, porque convenhamos que a Liga das Nações é o equivalente à Taça da Liga das seleções… E se é para começar novo ciclo, que seja mesmo de forma total. Perceber isso só faria de Cristiano Ronaldo maior ainda do que ele já foi. Porque apesar de tudo, no futebol português não há, não houve e muito dificilmente voltará a haver alguém tão grande."

Supremacia europeia


"Iniciam-se hoje, com o França-Marrocos, os quartos de final do Campeonato do Mundo de 2026. E quem são os oito magníficos que chegaram a esta fase adiantada da prova? Seis seleções europeias, uma africana e uma sul-americana. Há quatro anos houve cinco europeias, duas sul-americanas e uma africana (Inglaterra, França, Argentina e Marrocos voltam a estar nos ‘quartos’), e há oito anos apuraram-se seis europeus e dois sul-americanos.
Em 2026, há uma particularidade que não pode deixar de ser realçada: das duas seleções não europeias em prova, os ‘Leões do Atlas’ não têm apresentado jogadores nascidos em Marrocos; são, sim, descendentes de emigrantes, formados no futebol europeu. Nos ‘Albicelestes’, apenas um, entre os titulares, joga na Argentina — Paredes, do Boca Juniors (regressou ao país há um ano, depois de dez épocas na Europa) —, havendo ainda, além dos que atuam no Velho Continente, dois no Inter de Miami.
Assim, é a UEFA, que apresenta, todos os anos, a melhor competição do Mundo, a Liga dos Campeões, e é no espaço UEFA que evoluem aqueles que, de quatro em quatro anos, brilham no Campeonato do Mundo. Será demais dizer que, atualmente, a Europa é a locomotiva do futebol mundial? Não creio. A isto é possível acrescentar — porque a cultura futebolística europeia impera — que temos assistido a uma padronização do jogo, esbatendo-se, cada vez mais, as especificidades regionais que nos faziam dizer, quando alguém era bom de bola, que parecia ‘argentino’; ou admirar o ‘passa, ripassa e chuta’ dos brasileiros; ou mesmo a anarquia tática dos africanos, que ‘partiam’ os jogos e transformavam-nos em momentos de grande espetáculo.
Perante este quadro, será que a UEFA tem, no contexto da FIFA, um peso correspondente ao que realmente ‘vale’ no futebol mundial? São 211 as federações nacionais nos Congressos da FIFA, com direito a um voto cada (a Inglaterra e Vanuatu têm o mesmo peso eleitoral — é uma espécie de ONU sem membros permanentes do Conselho de Segurança), o que torna muito fácil, a quem detém o poder, criar condições para ser reeleito. É por isso que, apesar de ter sido indicado, em 2015, pela UEFA, Gianni Infantino tem tido federações de outras paragens entre aqueles que lhe garantem, sem problemas, a manutenção no cargo, a ponto de ser afrontado por Ceferin: quem vai arbitrar a final da Supertaça Europeia é o somali Omar Artan, escolhido pela FIFA para o Mundial, e impedido de entrar nos Estados Unidos…

* Eusébio da Silva Ferreira jogou no México (CF Monterrey), Estados Unidos (Boston Minuteman, Las Vegas Quicksilver e New Jersey Americans) e Canadá (Toronto Metros-Croatia). O Mundial de 2026 joga-se onde o ‘King’ espalhou o que lhe restava de magia…"

Mais um dia no escritório da FIFA


"Um dia sem Mundial. E sem o barulho da bola, do golaço e da festa, o que é negativo ainda mais ecoa. Propaga-se pelo ar. Hoje, já depois de um Balogun sem chama, esmagado pelo fardo da injustiça que lhe colocaram às costas, ter sido eliminado e, com ele, todas as ilusões empoladas por Mauricio Pochettino, ainda criticamos, chocados, a ingerência da Casa Branca.
Ao argentino não terá faltado também quem apontasse o dedo. Não terá sido karma, por aceitar algo tão profundamente errado, atirando-se bem para fora de pé? Quantos não terão mudado de trincheira para o lado belga ao ver que o técnico tentava escapar ao desportivismo, moldando-lhe a forma consoante os seus interesses.
Se o ator principal muda quase sempre, quem está inequivocamente do lado errado da ingerência, aquele que a consente, não. Chama-se FIFA e, ainda que se julgue uma estrela e não veja que se transforma numa supernova, é apenas um astro dentro de outro, com as suas próprias leis. Muito mais maleáveis. Contornáveis. Criadas para o bem próprio e não para o bem maior. É assim que se promovem jantares de árbitros com Mussolini em 1934, que 'seu' Mané Garrincha, suspenso, joga a final de 1962, que o boicote africano em 1966 acaba por garantir vaga direta para uma seleção africana, que se apenas se estranhem, sem questionar, os 6-0 da Argentina a um bom Peru, resultado que afasta o Brasil da final em 1978.
Depois, as escolhas da Rússia e do Qatar, em que, no segundo caso, até obrigam a recalendarização do evento, porque o calor não tinha sido argumento suficiente para impedir jogos, imaginem, ali ao lado do deserto. Apenas o dinheiro, o petróleo, os acordos comerciais interessavam. Aquilo que hoje escandaliza o planeta, e porque é Trump escandaliza ainda mais, com aquela imagem de impunidade, que se associa e exponencia cada barbaridade saída da sua boca, é apenas mais um dia no escritório para o organismo. Que há demasiado tempo, mesmo com todas as acusações de corrupção que abanam desde sempre as fundações do jogo, perdeu o bom senso."

Portugal saiu de Dallas pela rua que obriga a recomeçar


"Foi um mês e um dia a correr a América do Norte, do Sul de Miami a Toronto. Agora que deixo Dallas, a caminho do aeroporto, para voltar a casa e aos meus, no meio de tantos pensamentos, descubro que há ruas que parecem ter memória.
Por exemplo, a mesma avenida onde a Seleção portuguesa fez as malas para regressar a casa foi também o palco do último percurso de um presidente americano. Foi ali na Main St, junto à porta da garagem por onde saíram os jogadores, que arrancou a viagem de John F. Kennedy, que depois virou para Elm Street, antes de dois tiros congelarem o mundo a poucos metros, na Dealey Plaza.
Nesta altura lembro-me da Tina, uma taxista que nos levou de Arlington para Dallas. Tinha um daqueles carros que só com muita imaginação podíamos pensar que era conduzido por uma portuguesa. Mas era. Por detrás das borboletas suspensas no teto, dos brilhantes e dos veludos, estava uma menina que saiu em de São Miguel com 16 anos. Era para ter chegado em 1963, mas o assassinato de Kennedy deixou o país virado do avesso e fechou as fronteiras. Veio com a irmã dois anos mais tarde.
É curioso como as cidades têm esta estranha mania de sobrepôr histórias. No futebol, felizmente, ninguém morre. Morrem apenas ilusões. Morrem planos desenhados em guardanapos de papel. Morrem os títulos que já estavam escritos na cabeça dos jornalistas e os festejos que os adeptos ensaiavam em silêncio.
O autocarro segue, o avião levanta voo, as camisolas voltam às malas. A vida continua.
Quando o Mundial começou, parecia impossível imaginar que a aventura portuguesa terminasse precisamente aqui, numa cidade que fez da despedida um dos capítulos mais conhecidos da História. Talvez seja apenas coincidência. Ou talvez esta coisa maravilhosa a que chamamos futebol escolha sempre um cenário à altura dos seus finais.
Portugal parte de Dallas derrotado. A cidade fica igual. Porque aprendeu, há muito tempo, que nenhum fim consegue travar o mundo. Apenas o obriga a seguir caminho por outro lado. Agora é altura de Portugal seguir o seu caminho.
Um caminho novo. Diferente. Reinventado. Por outro lado. Um caminho que não deixe os nossos sonhos morrer tão novos."

O Mundial da boçalidade


"Já se sabia que este Campeonato do Mundo seria diferente, o maior de sempre. O acumular de episódios pouco edificantes faz com que fique na memória, também, como uma competição polémica, cheia de casos para esquecer – ou para relembrar, para que não se repitam.

Bem pode Donald Trump, no alto da sua exuberante arrogância, dizer que este é, de longe, o melhor Mundial de sempre e elogiar o «muito respeitado Gianni» (Infantino) que lhe presta uma subserviente veneração.
Bem pode o presidente da FIFA, na sua ubíqua presença em estádios e cerimónias, apregoar a independência do organismo que lidera.
A verdade é que a reputação da FIFA sai deste Mundial com graves danos.
Este é o Mundial de Trump. Estava na presidência dos Estados Unidos quando a organização foi atribuída à candidatura conjunta americana; é Presidente dos EUA quando a prova se desenrola.
Mas, mais do que isso, açambarcou para si mesmo todo o protagonismo, reservando a Infantino (que é, insiste em dizer – não vá alguém esquecer-se - «o chefe, muito respeitado») um papel secundário, de sorridente e submisso «ajudante», e praticamente ignorando as responsabilidades do Canadá e do México, parceiros de organização.
O Mundial de Trump - e do trumpismo – revelou-se nos piores aspetos: no tratamento escandalosamente injusto e privado de fair-play dado à seleção do Irão, na entrada recusada ao árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, na forma discricionária como foram rejeitados vistos a adeptos com bilhetes comprados e, sobretudo, na descarada interferência nos regulamentos da FIFA.
O caso Balogun foi gritante, obsceno. Desde logo, pela jactância da ignorância em estado puro: «como pode um jogador ser punido num jogo que ainda não aconteceu?» - perguntou Trump, depois de admitir que tinha pedido a intervenção da FIFA para rever o castigo aplicado ao jogador (quando também disse que nem sequer sabia o que era um cartão vermelho). Ou seja: acabe-se já com os jogos de suspensão, que isso não faz sentido algum!
Mark Rubio, chefe da diplomacia americana, conseguiu acrescentar que a Bélgica não quereria «ganhar um jogo sem que o melhor jogador da equipa adversária estivesse em campo». O senador Ted Cruz elogiou a interferência de Trump e disse que «por alguma razão o troféu do Mundial tinha estado tanto tempo» na Sala Oval da Casa Branca.
Tudo junto, um tratado de boçalidade!
Trump revelou um total desconhecimento dos regulamentos e da noção de independência das instituições (se bem que este aspeto, nele, só seja novidade aplicado ao futebol) e colocou em causa a credibilidade da FIFA, no seu todo, e de Gianni Infantino, em particular.
Para piorar, só falta a FIFA dar a Trump uma distinção de Fair-Play, depois do inédito Prémio Fifa da Paz…
O mundo do futebol reagiu a tudo com incredulidade e indignação. Pede-se a revisão dos regulamentos da FIFA, a demissão de Infantino, a retirada de cartões vistos neste Mundial por outros jogadores de outras equipas, a intervenção do Parlamento Europeu…
Se calhar era bom parar para pensar. No futebol que queremos e no que queremos para o futebol.
Uma coisa é certa: Portugal, enquanto coorganizador do Mundial de 2030 – com Espanha e Marrocos – tem, desde já, uma missão: respeitar a reputação da competição que mais faz sonhar os jogadores e os adeptos. Aqueles que gostam de Futebol."

Desporto no feminino: entre hormonas e rendimento


"Comparamos demasiadas vezes o desporto feminino com o masculino, como se fossem realidades equivalentes e apenas separadas por força, velocidade ou visibilidade mediática.
A comparação é, muitas vezes, irrealista e desajustada. Não porque o desporto feminino deva fugir à exigência, mas porque continua a ser lido a partir de um modelo construído sobre o corpo masculino.
Uma dessas especificidades é o ciclo menstrual, um tema ainda muitas vezes tabu. Ao longo do mês, as oscilações de estrogénio e progesterona podem associar-se a alterações na temperatura corporal, retenção de líquidos, dor, apetite, sono, fadiga, humor, perceção de esforço e recuperação.
A evidência científica sugere que a performance física pode variar ligeiramente ao longo do ciclo. Sendo que não há uma regra igual para todas as mulheres, mas existem tendências que nos indicam o caminho para boas práticas. Por exemplo, alguns estudos que apontam para vantagens de concentrar estímulos de força na fase folicular, quando algumas respostas fisiológicas podem ser mais favoráveis. Isto não significa treinar menos na fase lútea, significa ajustar cargas, recuperação, hidratação, sono e expectativas quando há sintomas.
Estas alterações não são apenas físicas. Algumas alterações hormonais ao longo do ciclo têm sido também associadas à ansiedade, ao stress, às alterações de humor, à fadiga e ao pior sono. E a performance não vive só de resposta física, vive também de atenção, decisão, tempo de reação, confiança e controlo emocional. Uma atleta que dorme pior, recupera menos, sente dor ou está emocionalmente vulnerável pode não perder talento, mas pode perder prontidão para competir melhor.
As recomendações mais recentes no futebol feminino, incluindo documentos de consenso da UEFA, apontam para uma utilização prudente do tracking menstrual. Na prática, o tracking menstrual pode ser utilizado como uma ferramenta simples de autoconhecimento e comunicação entre atleta, equipa técnica e equipa clínica. Através do registo regular do ciclo, dos sintomas físicos, do sono, da fadiga, do humor, da dor, da percepção de esforço e da recuperação, torna-se possível identificar padrões individuais ao longo do tempo. Esses dados podem ajudar a ajustar cargas de treino, planear estratégias de recuperação, antecipar períodos de maior desconforto, adaptar hidratação e nutrição, ou simplesmente abrir espaço para uma conversa mais informada sobre bem-estar e rendimento.
Neste caso o equilíbrio é o ponto central, nem ignorar o ciclo, nem biologizar a atleta. Acreditar que a performance no feminino se rege ao longo do mês pelo mesmo padrão é utopia, mas quando bem utilizadas as oscilações hormonais podem deixar de ser um contratempo para passar a ser uma ferramenta de performance."

O preço invisível do Mundial


"Com o início do Mundial, todos fixamos o olhar na bola, nos golos, nos erros e nos momentos decisivos. Contudo, existe uma parte do jogo que raramente se vê e que, muitas vezes, acaba por decidir tanto quanto a qualidade técnica: o impacto físico e fisiológico que este contexto impõe aos jogadores.
O futebol moderno vive num paradoxo. Nunca houve tanta evolução na preparação física, na recuperação e na monitorização do atleta, mas nunca o calendário foi tão exigente: mais jogos, viagens, pressão competitiva e menos descanso. Quando uma competição desta dimensão inicia, o corpo já traz uma história acumulada.
Não podemos olhar para um Mundial como um torneio isolado. Para muitos jogadores é apenas a continuação de uma época longa, intensa e desgastante; alguns carregam pequenas lesões mal resolvidas e outros vivem num limite físico que nem sempre é percetível, já que nem toda a fadiga dói.
No entanto, aqui entra um conceito muitas vezes subvalorizado: o contexto.
A lesão, no alto rendimento, raramente é um episódio isolado ou fruto de azar. Normalmente, é o resultado de uma soma de fatores: a carga acumulada, a recuperação insuficiente, o stress competitivo, a qualidade do sono, as viagens, o calor, a humidade, sendo que tudo conta. Porém, num Mundial, tudo isto se intensifica.
Jogar em países diferentes, adaptar-se rapidamente a novas condições climatéricas e competir com poucos dias entre partidas é um desafio brutal para o organismo. O calor, por exemplo, não é apenas desconforto, já que tem um impacto direto na hidratação, na recuperação muscular e na capacidade de manter intensidade. Contudo, quando essa capacidade baixa, o risco aumenta.
O adepto observa noventa minutos, mas quem trabalha no terreno verifica semanas de desgaste.
Por este motivo, muitas vezes, os atletas que melhor respondem num torneio deste tipo não são, necessariamente, os mais talentosos, mas os mais preparados para tolerar a carga e essa preparação vai muito além do treino.
Hoje, gerir um Mundial significa saber orientar os minutos, o esforço, a recuperação e o risco, quando acelerar e, sobretudo, quando travar.
No futebol moderno, a diferença entre competir e lesionar-se pode estar num detalhe invisível e, talvez, esse seja o maior desafio do jogo atual: manter o espetáculo sem esquecer que, por trás dele, há corpos com limites."

BolaTV: Dias de Mundial...

LiveMode: Aquece vais entrar #35

No Princípio Era a Bola - Aí estão os quartos-de-final do Mundial 2026: uma antevisão de quatro jogos escaldantes

DAZN: Top ou nem por isso - Qual a maior desilusão de todos os Mundiais?

AA9: Mundial - Portugal Begin a NEW ERA Under Jorge Jesus...

TNT - Convocados...

Renascença: Jogos Sem Fronteira - O pedido de Trump

Caderneta - Oitavos de Final: Onde o Sonho Acabou Para Alguns

Terceiro Anel: Planeta #12 - TRISTE ELIMINACAO & QUARTOS DE FINAL! 🇵🇹🏆⚽️

FIFA: Espanha...

FIFA: Bélgica...

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Demasiado útil...

Castigozinho!!!

Interesses superiores!!!

Não se passa nada...

GUSTAVO CORREIA NUNCA MAIS APITARÁ SEM ESTAR SOB FORTE SUSPEITA


"1.
A arbitragem portuguesa precisa de uma mudança total e radical. O 'tsunami' provocado pela demissão de Duarte Gomes tem que ser aproveitado para fazer cair o sistema que tem mandado na arbitragem e adulterado de forma inadmissível a verdade desportiva.

2.
Gustavo Correia é bem o exemplo da promiscuidade que reina entre os homens do apito com objetivos claros e não disfarçados: levar o Sporting ao colo. Luís Filipe Vieira falou do 'Manto Verde', hoje toda a gente percebe onde queria chegar.

3.
Gustavo Correia penalizou fortemente o Benfica nas duas vezes que o apitou em 2025/26: > contra o Casa Pia na Luz com o penálti assinalado ao António Silva que mereceu a desaprovação de toda a classe em Famalicão, onde protagonizou a maior vergonha arbitral da época passada na liga logo que o Benfica ultrapassou o Sporting na tabela classificativa.

4.
Confirmou-se ontem que, não satisfeito, ainda mentiu no relatório do jogo de Famalicão com o objetivo claro de prejudicar Mário Branco, diretor-geral do futebol do Benfica, uma vingança pessoal absolutamente intolerável e que tinha passado em claro não fossem as imagens que provaram a mentira.

5.
Gustavo Correia tem que ser imediatamente afastado da arbitragem. É a credibilidade de toda a classe que está em causa. Se este senhor continuar a espalhar desonestidade e mentira pelos relvados, ninguém mais pode acreditar que as competições não estão viciadas à partida.

6.
Luciano Gonçalves, que apadrinhou as nomeações de Gustavo Correia - lembre-se que a de Famalicão foi altamente polémica - e outras mais, tem que saltar fora da presidência do Conselho de Arbitragem. Desde que lá assentou arraiais, os casos não pararam de suceder no nosso futebol. Arrisco escrever que a época 2025/26, a primeira completa de Luciano Gonçalves no cargo, foi a mais polémica desde a implementação do VAR."

BI: Mundial #4

BI: Kaminski...

O Cantinho Benfiquista #230 - Comecemos Pelo Princípio 📱

Zero: Mercado - Leão com reforço; Prestianni perto de sair

BF: Novidades...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Restam oito! Quem vai ganhar o Mundial?

Observador: E o Campeão é... - A receita portuguesa de praia, Instagram e banco de reservas

Observador: Três Toques - Vem aí o "Mestre Jesus" para o banco da Seleção?

Zero: Negócio Mistério - S06E14 - James Rodríguez

Sem filtros #50 - Nandinho

Paridade: O Mundial visto por feministas

DAZN: Paddock Club - Vamos ter Verstappen na McLaren?

Reforço apresentado


"Em destaque nesta edição da BNews, a contratação de Kamiński para o plantel sob o comando de Marco Silva.

1. Extremo chega à Luz
Kamiński, extremo de 24 anos internacional polaco, é reforço do Sport Lisboa e Benfica.

2. Comunicado oficial
Leia a posição oficial do Sport Lisboa e Benfica acerca da decisão do Conselho de Disciplina que "confirma que o relatório elaborado por Gustavo Correia após o jogo entre o Famalicão e o Benfica contém factos que não correspondem à realidade e que foram claramente desmentidos pelas imagens de videovigilância".

3. Mundial 2026
Siga, no Site Oficial, o desempenho dos futebolistas do Benfica e todos os resultados e marcadores.

4. B no relvado
A equipa B já prepara a nova temporada.

5. Sub-23 regressam ao trabalho
Este escalão de formação do Benfica também já está em ação.

6. Calendário definido
Os juniores do Benfica já conhecem o seu calendário para a 1.ª fase – Série Sul do Campeonato Nacional.

7. Novo coordenador
Diogo Carreira, antigo basquetebolista e capitão do SL Benfica, é o novo coordenador da modalidade no Clube.

8. Contributo internacional
Ana Oliveira é vice-campeã mundial universitária de futsal por Portugal.

9. Movimentações do defeso
O basquetebolista Justice Sueing está de saída do Benfica."

Será que há regras no Mundial?


"O jogo entre os Estados Unidos e a Bélgica teve um espectador particularmente incomodado com a realidade. A cada um dos golos, o presidente da FIFA foi fazendo uma cara cada vez mais de caso e, a seguir, deve ter recebido um telefonema a perguntar como foi possível os Estados Unidos não ganharem o jogo, mesmo com um pedido direto da Casa Branca.
O caso começa com Trump a mostrar que não respeita nada e a telefonar ao presidente da FIFA para pedir que não se aplicasse um cartão vermelho que iria afastar a estrela maior da seleção americana do jogo com a Bélgica. Pedido aceite e lá se foi o cartão vermelho. Coisa pouca. 
Noutros tempos, isto daria uma investigação por corrupção e um escândalo daqueles que derrubaria Infantino na hora. Mas o que aconteceu foi o que vimos. A UEFA lá salvou a honra do convento e denunciou a situação, mas o circo continuou em pleno e lá rolou a bola, sem interessar se o campo está mais ou menos inclinado e se o árbitro recebe ordens para moldar o resultado.
Depois do Catar, achei que era impossível fazer pior na transparência da organização e da própria verdade do jogo, mas a realidade mostra mesmo que tudo é possível e poucos se indignam como deve ser e com consequências.
O problema foi o jogo e os belgas ganharam claramente e mostraram que, afinal, Trump acha que manda em tudo, mas não é bem assim. Lá conseguiu afastar o incómodo Irão, uns quantos apoiantes de várias seleções, lançar suspeitas sobre um árbitro brasileiro com uma mirabolante teoria da conspiração, mas não ganhou o jogo.
O mundo não se indignou, nem se envergonhou com esta atitude. Estranho mundo. Felizmente, a bola é redonda e os belgas estavam inspirados com toda esta escandaleira e deram 4 à América."