Últimas indefectivações

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Alzheimer esverdeado...

Palhinha é facada no coração dos sportinguistas


"Acabou a novela: João Palhinha é jogador do Benfica. E por quatro anos. Um reforço de peso para Marco Silva e simultaneamente um fantasma para o… Sporting.

João Palhinha queria muito regressar a Portugal e cedo se percebeu que tal era possível, dado que não entrava nos planos de Kompany no Bayern, embora a contratação nunca se tenha afigurado fácil, dado o elevado vencimento. Durante algum tempo pensou-se que o médio poderia voltar ao Sporting, ao qual esteve vinculado entre 2013 e 2022, mas os leões acabaram por virar-se para a contratação do espanhol Sergi Altimira.
Foi legítima a posição da Administração liderada por Frederico Varandas. Palhinha obrigava a um elevado investimento e sem retorno financeiro, dada a idade do internacional português: 31 anos.
Além de convencer o gigante alemão, que começou por pedir 25 milhões de euros, a libertá-lo, havia ainda a questão dos ordenados, bem acima do teto salarial praticado em Alvalade.
Diferente pensou o Benfica. Numa posição tão legítima como a do Sporting, Rui Costa decidiu oferecer a Marco Silva um jogador de eleição, que, não tenho dúvidas, será uma mais-valia para os encarnados. Um médio defensivo poderosíssimo, que conhece de trás para a frente as ideias do treinador. De resto, estiveram juntos duas épocas no Fulham, do qual se transferiu para o Bayern por 50 milhões de euros há apenas… dois anos.
Na Luz, a questão desportiva sobrepôs-se à financeira. O inverso sucedeu em Alvalade. Uma equação simples de compreender, mas que não é fácil para os adeptos aceitar. Afinal, Palhinha era um símbolo para os sportinguistas, que se reviam no médio. Tanto assim era que Varandas se viu obrigado a explicar publicamente o porquê da não contratação quando percebeu que ia rumar ao eterno rival.
Considero que Palhinha fazia falta ao Sporting, tanto dentro como fora de campo. Além da qualidade indiscutível — confesso que sou fã do médio e neste mesmo espaço dei conta da injustiça que foi não ter sido chamado para o último Mundial —, tem também uma forte liderança, da qual, pelo que se pôde observar nas primeiras jornadas, os leões me parecem carenciados depois da revolução operada no plantel, que redundou nas saídas de, por exemplo, Hjulmand, Diomande ou Trincão
Por tudo isto, considero que a contratação de Palhinha foi uma facada no coração dos sportinguistas. Ver o médio com a camisola do Benfica vai doer a muitos leões, que no momento da apresentação ficaram a saber que o médio é sócio dos encarnados há 21 anos. Um ligeiro bálsamo para quem o considerava apenas e só sportinguista, digo eu.
Para já, Palhinha vai ser um fantasma para os sportinguistas, mesmo que Altimira esteja a impor-se sob as ordens de Rui Borges e seja mesmo até ao momento um dos principais reforços, mas resta esperar pelos resultados...
Se o experiente médio defensivo tiver um papel de relevo e o Benfica festejar no final da temporada, a fuga do internacional português para a Luz vai fazer mossa em Alvalade. Caso contrário, é Frederico Varandas quem vai sair por cima."

Sem peninha do Palhinha


"«Só eu e a minha família é que temos noção daquilo que eu tive de abdicar para estar aqui»
João Palhinha, na oficialização como reforço do Benfica

João Palhinha foi oficializado ontem como reforço do Benfica, com contrato até 2030. Aos 31 anos, e depois de quatro temporadas fora de Portugal, o médio volta a Lisboa. Para trás deixou um lucrativo salário no Bayern, e ontem admitiu que abdicou de muito para rumar à Luz, mas confesso que não tenho pena — nem ele a pretende; quando explicou a situação não me pareceu que fosse para obter compreensão ou simpatia.
Objetivamente, é verdade. Palhinha deixou muito dinheiro na Baviera para poder voltar a Portugal. Mas ninguém lhe apontou uma arma. E a felicidade que procura, em campo — numa equipa onde possa sentir-se importante, num clube onde era muito desejado, com um treinador que o conhece bem — e fora dele — com a proximidade dos dois filhos —, tem custos, neste caso financeiros.
Se o dinheiro fosse o mais importante, Palhinha podia ter ficado em Munique, mesmo sem jogar, ou rumado a outras paragens. Não teria dificuldade em encontrar clube que lhe pagasse o mesmo, ou quase.
Aos 31 anos, depois de quatro épocas fora do país, e separado da mãe dos filhos, deu prioridade à vida familiar e à realização desportiva. É compreensível. E por muito menos que vá receber, é difícil sentir pena por alguém que terá um salário líquido entre 2,5 e 3 milhões de euros por época. Talvez não chegue para os netos, mas é suficiente para os filhos nunca terem de trabalhar na vida."

O cartilheiro ficou engasgado!!!

Diana Silva anuncia gravidez à equipa

Zero: Mercado - Esteve na mira do FC Porto, mas pode suceder a Ríos

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - A guerra de Julián Álvarez com o Atlético

Observador: E o Campeão é... - Será que a novela de Pote não tem fim?

Observador: Três Toques - O herói que levou José Augusto ao colo e o rei da várzea

Selar o apuramento


"O Benfica visita o Aarhus na 2.ª mão do play-off de acesso à fase de liga da Liga Europa (19h00 de Portugal continental). Este é o tema em destaque na BNews.

1. Apelo aos adeptos 
Leia o apelo do Sport Lisboa e Benfica aos Benfiquistas que estarão no Estádio da Luz para ajudar o Benfica a ganhar: "Apoio com paixão, mas também com responsabilidade e respeito pelas regras, quer no Estádio da Luz quer nos outros recintos em Portugal e além-fronteiras." Recorde-se que o Benfica se encontra sob pena suspensa nas competições europeias.

2. Chegar à fase de liga
Marco Silva manifesta confiança na equipa: "Estamos no bom caminho para passar para onde queremos e jogar na fase de liga da Liga Europa. Esperamos um jogo difícil, perante uma equipa que sabemos que irá dar tudo para mudar o resultado. É um jogo em que temos de demonstrar a nossa qualidade e a nossa superioridade."

3. Bastidores
Do Seixal a Aarhus.

4. Plantel reforçado
João Palhinha, internacional português proveniente do Bayern Munique, é reforço do Benfica. "Um dos meus principais objetivos é fazer história neste clube", afirma.

5. Chamadas internacionais
Nas mais recentes convocatórias das seleções nacionais Sub-16 e Sub-15 constam 20 atletas do Benfica.

6. Contratação
Alan Santos chega do Flamengo e é integrado nos Sub-23.

7. Internacionais chegam ao Benfica
A nigeriana Demehin e a húngara Anna Csiki juntam-se às Inspiradoras.

8. Regressar aos títulos
A equipa masculina de voleibol do Benfica já prepara a nova temporada com ambição.

9. Movimentações do defeso
O hoquista Martim Costa está de regresso ao Benfica após empréstimo ao Turquel.

10. De volta ao Clube
Zé Maria, antigo atleta do Benfica, assume o cargo de treinador adjunto da equipa B de futsal das águias."

Apelo aos adeptos do SL Benfica


"O Sport Lisboa e Benfica agradece, uma vez mais, o apoio incondicional dos milhares de Benfiquistas que acompanham a equipa em todos os estádios, em Portugal e no estrangeiro. A sua paixão e o seu entusiasmo são a maior força do Clube e um fator decisivo nas vitórias.
É precisamente por reconhecermos a importância incomparável dos nossos adeptos que apelamos ao sentido de responsabilidade de todos.
O Sport Lisboa e Benfica encontra-se sob pena suspensa nas competições europeias. Assim, qualquer utilização de pirotecnia ou outro comportamento que viole os regulamentos da UEFA implicará, automaticamente, a execução dessa sanção, impedindo a presença de adeptos do Benfica no jogo seguinte disputado fora de casa.
Nenhum Benfiquista quer ver o Benfica privado do apoio dos seus adeptos. Nesse sentido, apelamos a todos os adeptos que apoiem o Benfica com paixão, mas igualmente com responsabilidade e respeito pelas regras, tanto em Portugal como além-fronteiras."

Estava à espera que Villas-Boas e Farioli ficassem tristes pela saída de Mora...


"Daqui a dez anos ninguém no Dragão se vai lembrar de Gabri Veiga... Mas todos vão continuar a falar de Rodrigo Mora.

Duas semanas por ano isolo-me numa aldeia perdida do Gerês, onde a internet tem dificuldade em chegar. Onde recuso ter televisão. Regresso do isolamento e… um calafrio gélido: Rodrigo Mora está na Roma. Não é a transferência em si que me irrita – vou passar a ver mais jogos da Roma e o FC Porto é livre de fazer os negócios que entender – é o que está subjacente a esta venda: o perfil de Rodrigo Mora não encaixa na forma como Farioli vê o futebol. O resto são justificações, não razões.
Já me enerva isto do perfil. Para mim só há três perfis de jogador: os maus, os bons e os Rodrigos Moras em vias de extinção. Daqui a dez anos ninguém no Dragão se lembrará de Gabri Veiga e todos se lembrarão de Rodrigo Mora. Com Farioli – e muitos outros, reconheço - Messi nunca jogaria pela Argentina, já que não defende e pouco corre.
Dirão alguns: mas Farioli não ganhou o campeonato? Ganhou. E de forma brilhante. E devo até reconhecer que as conquistas de Farioli são decisivas para que o FC Porto conquiste cada vez mais adeptos. Já Rodrigo Mora é decisivo para que o futebol tenha adeptos.
Já desapareceram os 10 puros, que irá acontecer aos mágicos? O que se desenha é o reflexo de uma era: a vitória da geometria sobre o encanto, o sacrifício da arte no altar da função. E ambas são legítimas, mas eu posso preferir a poesia à prosa. Como antevia Jorge Valdano, «o futebol atual é cada vez mais físico, mais rápido e mais tático, correndo o risco de perder a sua essência: o talento individual que apaixona os adeptos.» Um futebol onde o jogador virtuoso é muitas vezes visto como uma excentricidade inconsequente, cujas pausas perturbam o ritmo da máquina. Exige-se-lhe que defenda como um operário e corra como um atleta de pista, sacrificando-se a magia ao dados do GPS.
Dito isto, reconheço que houve muito exagero nas críticas e acusações a Farioli pela saída de Mora. O treinador, filho de boa gente, sentiu-se. Mas nem ele nem André Villas-Boas podem estranhar o ruído que esta transferência causou. A mim até me surpreendeu não os ver tão tristes quanto eu por partir um menino formado no Dragão, idolatrado pelos adeptos e com magia nos pés. Por muito que não houvesse nada a fazer, ao menos que se mostrassem pesarosos. Em vez disso, estão zangados com o nosso lamento e agarram-se à excelência financeira do negócio.
Pergunto: se Rodrigo Mora fosse titular indiscutível e estivesse a partir a louça toda, 50 milhões de euros seria considerado um fabuloso negócio? É porque até por aí é preciso ter cuidado, já que o valor é tão mais alto ou mais baixo quanto a forma como valorizamos um ativo. Quanto mais se elogiar o valor da venda mais se diz que o valor do ativo não era assim tão alto. E se fosse Diogo Costa? O FC Porto aceitaria fazer um negócio pelo mesmo valor e pelos mesmos moldes? Receberia apenas 25 milhões agora e o restante em 2027 e 2028? Não, porque valoriza Diogo Costa mais que Mora. E isso não tem mal. Deve é ser assumido.
Assumo o risco de ser injusto e estar a ver mal as cosias, será por estar irritado. Não com o FC Porto, não com Farioli – vão continuar a ganhar sem Mora - mas com uma forma de ver o futebol que sacrifica e não dá tempo aos mágicos. Um desabafo na certeza que a memória das bancadas pertencerá sempre aos poetas."

Portugal Football Summit #8 - Kika Nazareth

Zero: Fantasy - Jornada 4, de olho em DGW

Throne: Portuguese Players Have ZERO Ambition...

BolaTV: Entrevista Daniel Monteiro

Esports, LiveMode TV, pirataria e robôs humanoides: que regulação?

"Não, aquele robô não ultrapassou o recorde de Usain Bolt. Não, aquele robô que saiu de maca (!) não era um desportista lesionado. A dimensão humana destes eventos é muito residual. E tem de haver seres humanos para haver desporto

1. André Mosqueira do Amaral, Diretor E
xecutivo da Liga Portugal, publicou, na passada segunda-feira, dia 24 de Agosto, no jornal ‘A Bola’, um artigo titulado “O futebol onde está o futuro”, em que, a partir dos “recordes de assistências e audiências” e da “competitividade” dos recentes Esports World Cup, em Paris, expressou uma “convicção”: “o desporto já não pode ser pensado apenas a partir dos seus territórios tradicionais.” A partir daí fez uma ponte com o corrente “processo de centralização dos direitos audiovisuais do Futebol Profissional português”, que, a seu ver, deve “competir em conjunto, valorizar cada Sociedade Desportiva e levar as nossas competições onde estão as novas gerações”. Para o dirigente, “[o] desafio é perceber que os direitos audiovisuais do futuro não se esgotam na transmissão dos 90 minutos. Incluem dados, conteúdos digitais, formatos curtos, experiências interativas, gaming e novas formas de relações entre adeptos, clubes e competições.”
Na rota da sustentabilidade do futebol profissional, parece-me que esta reflexão é importante e de subscrever. Buscando, ainda que algo superficialmente, conceitos ao direito da concorrência, diria que há novos ‘mercados relevantes’ no domínio das transmissões de eventos desportivos, que não podemos ignorar. Percebo, e já publiquei sobre isso, que é importante discutir se os esports são ou não desporto – tal tem inúmeras consequências práticas, até no direito aplicável - mas também não fico indiferente à força do movimento: no ano passado assisti, em Riade, à primeira edição do referido Campeonato do Mundo, e fiquei deveras impressionado com a magnitude e o público jovem. Seja como for, independentemente do que se conclua em termos conceptuais, há sempre espaço para maximizar comercialmente o produto que os esports comportam. Por isso também considero premente que dediquemos a atenção devida ao ‘Projeto de Lei n.º 708/XVII/1.ª – Lei dos Esports’ apresentado pela Iniciativa Liberal, a 3 de Julho último, que “visa criar um enquadramento jurídico para os desportos eletrónicos em Portugal.”

2. Também fazendo uma ponte com a questão (da centralização) dos direitos de transmissão televisiva, há uma reflexão paralela que deve ser feita a partir da entrada em Portugal da LiveMode TV, que trouxe entretenimento, novas linguagens, novos conteúdos desportivos via YouTube, que está a atrair múltiplos patrocínios, e que aposta, como os esports, em novos públicos, designadamente os mais jovens. O futebol, em particular, é cada vez mais visto via internet, fugindo da televisão, da lógica tradicional. E esta realidade tem, também, como consequência, novos ‘mercados relevantes’, só que num quadro de um certo vazio jurídico: tal como salientava o jornal ‘Público’, na edição de 23 de Agosto último, “a Comissão Europeia prepara a revisão da Diretiva dos Serviços de Comunicação Social Audiovisual, cuja última atualização data de 2018, e que deverá arrancar formalmente em 2027.”
Já lá vai o tempo da ‘Diretiva Televisão Sem Fronteiras’; hoje as fronteiras são outras. Mas aqui a tecnologia ainda avança mais rápido do que a lei. Responsáveis da LiveMode TV – que, recorde-se, transmitiu jogos do último Mundial de futebol - evidenciam a vantagem que daí vem: “Essa vantagem tem, na sua análise, uma origem também regulatória. “Aquilo não é televisão, é a Internet”, argumenta, referindo-se ao facto de a LiveMode TV escapar às obrigações que a lei da televisão impõe aos canais tradicionais. Compara essa legislação a “uma lei feita para regular o trânsito quando só havia carros de bois e carroças…”.

3. Há muito, de facto, a fazer, nunca podendo deixar de ter em conta quem são os titulares dos direitos. Daí também ser importante nos atermos no estudo publicado no mês passado pelo Parlamento Europeu, ‘Combate à pirataria online de eventos desportivos e de transmissões na EU’. Vale a pena ler. A pirataria de conteúdos em direto já não é uma forma marginal de infração. A resposta da UE e dos Estados-Membros é fragmentada e com diferenças consideráveis nos recursos legais, na implementação técnica e na rapidez de intervenção à disposição dos titulares de direitos, o que enfraquece a previsibilidade e a coerência da aplicação da lei no mercado interno.
Daí que o documento recomende ajustamentos ao atual quadro de direitos de propriedade intelectual para tornar a aplicação da lei contra a pirataria de conteúdos em direto mais rápida, mais coerente e mais proporcionada, defendendo regras mais claras e harmonizadas. Mais do que soft law, importa um quadro legal mais estruturado, capaz de responder à pirataria de conteúdos em direto em tempo real, o que melhoraria a segurança jurídica tanto para os titulares de direitos como para os intermediários, preservando simultaneamente o equilíbrio entre a aplicação eficaz da lei, a proporcionalidade e direitos fundamentais. É essencial haver mais enforcement, combatendo a pirataria que, preocupantemente, subtrai receitas aos titulares dos direitos.

4. O texto já vai longo. Mas permita-me, caro leitor, fechar com uma nota sobre algo com dois denominadores comuns relativamente ao acima exposto: a discussão sobre o conceito de desporto e as tecnologias. Digo não a qualquer tentativa de qualificar como competição desportiva a segunda edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanóides realizada há dias na China. Não, aquele robô não ultrapassou o recorde de Usain Bolt. Não, aquele robô que saiu de maca (!) não era um desportista lesionado. A dimensão humana destes eventos é muito residual. E tem de haver seres humanos para haver desporto. Será entretenimento, e é irrefutável que gera muitas receitas, mas que seja chamado e regulado fielmente à sua real natureza."

Futebol e os memorandos de investimento


"Quem trabalha no futebol, direta ou indiretamente, já se terá cruzado com um memorando de investimento de um clube. Ou com um Investment Pitch Deck. Quando recebemos vários, tal como noutras áreas, começamos a comparar e torna-se fácil reconhecer um memorando bem construído e diferenciador.
Partindo do princípio de que a informação é verdadeira, um memorando de investimento está para a valorização de um clube, SAD ou outra entidade desportiva como qualquer documento de suporte a uma transação de milhões: exige profissionalismo, rigor, clareza e muita qualidade.
Mas o futebol e o desporto de alta competição acrescentam dois pequenos detalhes. Reúne um mediatismo que poucas áreas sociais igualam e um grau de emoção e ligação a uma comunidade difícil ou impossível de encontrar noutro setor.
O que interessa a quem compra varia bastante. Uns procuram objetivos desportivos: talento, formação, competitividade ou crescimento. Outros procuram oportunidades comerciais ou imobiliárias. E em mercados mais maduros, a maioria das operações tendem a acabam por gerar valor (muito) acima do investimento inicial.
É a capacidade de valorização de que tenho falado em textos anteriores e que deve ser um objetivo de todos. Só assim adeptos, clubes, investidores e parceiros ganham. Um memorando bem construído não serve apenas para vender. Serve para defender o clube em si, o valor do clube na angariação de financiamento, patrocínios, parcerias e novas oportunidades de negócio.
O posicionamento e a diferenciação são fundamentais. É preciso perceber o que cada clube tem para oferecer que os outros não têm ou que nós podemos fazer ainda melhor. A história, cultura, localização, comunidade, visão, ativos ou capacidade de construir algo difícil de replicar.
Muitas vezes ficamos estupefactos com exemplos de fora, mas Portugal também tem projetos que merecem valorização. A Académica de Coimbra e o Torreense, nas últimas épocas, são bons exemplos. O Atlético de Portugal, ao procurar posicionar-se para outros voos, mesmo que não sejam imediatos, é outro. O Alverca, Paredes, Académico de Viseu, Leça e tantos outros. A lista é maior e serei injusto com os que ficam de fora, mas mesmo assim, prefiro destacar alguns a não destacar nenhum.
Por fim, a IA pode ser uma enorme ajuda para clubes com poucos recursos humanos. Não substitui dinheiro ou experiência, mas permite fazer mais com menos recursos. Mas deve ser uma ferramenta que ajuda, suporta, eleva muitos trabalhos e não uma solução para tudo. Pode produzir, mas os dados, a análise e a discussão em tempo real continuam a revelar quando e quem tem competência e quando a mesma não existe."

E se não for assim tão complicado governar bem?


"“De médico e de louco, todos temos um pouco.” Cresci a divertir-me com a sabedoria dos ditados populares — e, como quase todos, a reconhecer-me neles.
Mais de 30 anos de ligação próxima ao desporto ensinaram-me que, à medicina e à loucura, podemos acrescentar outras áreas de conhecimento universal. Somos todos treinadores de bancada, todos percebemos mais de arbitragem do que os árbitros e, quando os resultados não aparecem, todos sabemos gerir melhor um clube do que quem foi eleito.
Durante muitos anos, enquanto jornalista, observei esse mundo do lado de fora. Cruzei-me com centenas de dirigentes: alguns responsáveis por organizações poderosas, outros por pequenos clubes ou modalidades com recursos mínimos. Olhando para trás, continuo convencido de uma coisa: com maior ou menor competência, quase todos abraçaram os seus mandatos com genuína vontade de fazer melhor, deixar obra e marcar a diferença.
Foi preciso passar para o outro lado para perceber melhor o problema.
Quando, em 2020, deixei as redações e passei a dedicar-me profissionalmente à causa da Integridade no Desporto, na SIGA, e mais tarde assumi também responsabilidades dirigentes numa associação desportiva e na Federação Portuguesa de Futebol Americano, confirmei uma suspeita antiga: todos fazem o melhor que sabem.
O problema é que, demasiadas vezes, as organizações sabem muito pouco sobre aquilo que deveriam fazer.
Descobri também que a falta de dinheiro, embora quase sempre real, nem sequer é necessariamente o maior obstáculo. Há organizações onde é mais grave a ausência de conhecimento, de processos, de regras claras, de definição de responsabilidades ou de mecanismos capazes de evitar que um problema banal se transforme numa crise.
Muitas vezes, o problema não está nas pessoas. Está na estrutura. Na história. No “sempre se fez assim”.
É por isso que acompanho com particular interesse as sucessivas crises de governação que atingem o desporto internacional, incluindo as recentes polémicas em torno da FIFA, com acusações, divisões e movimentações institucionais que voltaram a colocar no centro do debate temas como transparência, independência, prestação de contas e escrutínio.
Se organizações com dimensão global, recursos consideráveis e estruturas profissionais não estão imunes a crises reputacionais que poderiam, em muitos casos, ser facilmente prevenidas, o que dizer das restantes?
A solução é menos complexa do que parece: seguir boas práticas comprovadas de governação.
Todos compreendemos, por exemplo, que uma organização deve comparar propostas antes de contratar um serviço, definir claramente quem decide o quê, separar funções incompatíveis, documentar decisões relevantes ou estabelecer mecanismos para declarar e gerir conflitos de interesses.
O problema começa quando aquilo que parece óbvio deixa de estar escrito, sistematizado e sujeito a controlo.
É precisamente para isso que servem os standards.
Nenhuma indústria séria funciona apenas com boas intenções. A aviação, a indústria automóvel, a banca ou a construção obedecem a normas, procedimentos e mecanismos de verificação. Não porque todos os seus profissionais sejam incompetentes ou suspeitos, mas porque organizações robustas não podem depender exclusivamente do bom senso individual.
O desporto não deve ser diferente.
Existem hoje referenciais específicos para o setor. Entre eles estão os Standards Universais da SIGA, de adoção livre, que estabelecem princípios e práticas concretas em quatro áreas fundamentais: Boa Governança; Integridade Financeira; Integridade das Apostas Desportivas; e Desenvolvimento e Proteção de Jovens.
Não são uma declaração de intenções. São um manual para reduzir riscos, estabelecer responsabilidades e ajudar clubes, ligas e federações a perceber o que devem fazer antes de o problema aparecer.
Mas adotar standards é apenas o princípio.
Uma das grandes lições que trouxe do jornalismo é que existe uma enorme diferença entre afirmar e demonstrar. No desporto, todos defendem a integridade. Todos valorizam a transparência. Todos dizem acreditar na boa governação.
A verdadeira questão é outra: conseguem prová-lo?
É aí que entra o escrutínio independente. Depois de definir regras e adotar standards, é necessário avaliar se estão efetivamente a ser cumpridos, identificar falhas e corrigir aquilo que não funciona. Esse diagnóstico pode ser feito de forma reservada e construtiva; e a conformidade pode depois ser sujeita a avaliação e verificação independente através de mecanismos como o Sistema Independente de Rating e Verificação da SIGA (SIRVS).
Em Portugal, a Liga Portugal já passou por esse processo. A nível europeu, a European Aquatics, presidida pelo português António José Silva, é outro exemplo de uma organização que decidiu submeter voluntariamente as suas práticas a escrutínio externo e alcançou o nível bronze na sua certificação.
É esta mudança cultural que o desporto ainda precisa de consolidar.
Integridade não é dizer que se é íntegro. Boa governação não é garantir que se governa bem. Transparência não é publicar meia dúzia de documentos no site.
Tudo isso se demonstra.
E, quando os standards existem, estão disponíveis e há mecanismos que permitem verificar a sua aplicação, talvez a pergunta já não seja por que razão uma organização deve dar esse passo.
A pergunta é por que razão ainda não o deu."

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Antevisão...

Terceiro Anel: React - Antevisão - Marco Silva - Aarhus

On The Road...

Treino

Palhinha


Começo por admitir que quando surgiram os primeiros rumores não fiquei muito entusiasmado! No meu papel de treinador de bancada, tinha e tenho dúvidas sobre o actual rendimento desportivo do Palhinha. Desde que saiu do Fulham nunca mais conseguiu uma época totalmente bem conseguida, os problemas pessoais não ajudaram, a adaptação desportiva a Munique não ajudou, alguns problemas físicos... e só no empréstimo aos Spurs conseguiu algum rendimento, numa equipa esfrangalhada, em espiral super-negativa!


Dito isto, demonstrou mais vontade em representar o Benfica, do que muitos que fazem juras de amor eterno constantemente, mas quando chega o momento de assinar, outros 'valores' se levantam!!!

O Marco Silva conhece-o como ninguém! Quando chegou ao Fulham rapidamente começou a levar Amarelos em catadupa (estava mal habituado), com o tempo foi percebendo que a impunidade tem cores específicas, e isso será um dos grandes problemas no Benfica: aqui não haverá impunidade!


O Benfica precisa de músculo no meio-campo, de alguém que faça as faltas necessárias. O Enzo tem feito um excelente início de época, mas defensivamente não é o 'tanque' que às vezes é necessário! O Palhinha ofensivamente não oferece tanto como o Enzo, mas com um Aursnes ao lado podemos ter a dupla 'perfeita'!

Também vai ajudar nas bolas paradas, defensivas e ofensivas! Aliás na última época chegou a ser usado como Central... e o Benfica esta época, tem demonstrado carências neste aspecto!

5 Minutos: Live - Palhinha

AZIA TRATA-SE COM COMPRIMIDOS FALÁCIAS COM ARGUMENTOS


"1. O Benfica não é uma sociedade financeira ou um fundo de investimento. O sucesso dos clubes, e o Benfica não é exceção, mede-se por vitórias e títulos, não se mede por lucros. O que eu espero de João Palhinha é rendimento desportivo que nos ajude a chegar aos títulos. Nada mais.

2. Desde que não saia para fora de pé no que respeita ao equilíbrio financeiro, apoiarei sempre as decisões de qualquer presidente do Benfica que coloque o investimento desportivo à frente do investimento financeiro.

3. Acontece que desde que foi financeiramente recuperado na primeira década do século por Luís Filipe Vieira, nunca o Benfica entrou em default financeiro ou foi alvo de processos por incumprimento para com credores, como aconteceu com o Porto, ou precisou de perdões bancários de cem milhões de euros para se manter vivo, como aconteceu com o Sporting.

4. A Juventus contratou o Cristiano Ronaldo com 33 anos por 115M€, o Bayern o Kane com 30 anos por 95M€, o Man United o Casimiro com 30 anos por 70M€, o Barcelona o Lewandowski com 33 por 45M€, e muitos, muitos mais exemplos poderia eu aqui deixar. O Benfica não tem a grandeza económico-financeira destes colossos? Sim, é verdade, mas o Benfica é, segundo o último relatório anual da Deloitte, o 19º clube do mundo em receitas, aliás, o único clube fora das cinco ligas principais que tem entrada neste top 20 mundial. Por isso, investir 14M€ num jogador de 31 anos não pode ser considerado um erro para a nossa capacidade financeira, muito menos uma loucura quando se trata do João Palhinha, que é um valor desportivamente mais do que seguro.

5. O Benfica é o único clube em relação ao qual os comentadores do contra somam ao valor do investimento o montante dos salários de todo o contrato. Para quê? Para despejar a azia que não conseguem disfarçar. O mesmo sucede quando vendemos: nunca se lembram de somar ao valor da venda o que o clube poupa em salários como fazem em relação aos nossos rivais. Tudo dito.

6. Só com o Benfica é que os ditos comentadores aziados não fazem referências às vendas de camisolas e a várias outras receitas de merchandising que são impulsionadas pelas grandes contratações dos clubes. E o João Palhinha é uma grande contratação - alguma dúvida?

7. De mais a mais, algum desses comentadores aziados pode garantir que o João Palhinha não trará no futuro rendimento financeiro ao Benfica através de uma transferência? O meu desejo é que fique connosco os quatro anos do contrato e que o rendimento justifique até a sua prorrogação, mas quem pode agora assegurar que jamais trará retorno financeiro através de uma venda?

8. Quanto mais sportinguistas e portistas criticam a contratação do João Palhinha por - segundo eles - não trazer retorno financeiro, mais eu fico com a certeza de que estão com receio do retorno desportivo. Alguns, é tão previsível e tão visível, estão até borrados de medo.

9. João Palhinha chegou tarde, mas ainda a tempo, ao seu clube do coração - aliás, tudo fez, de muito abdicou para vir para o Benfica. Que muitos formados no clube, se dizem Benfiquistas e falam do regresso sejam capazes de lhe seguir o exemplo.

10. Não é fácil numa grande contratação juntar ao talento a condição de Benfiquista: esta é, pois, mais uma razão para eu defender a contratação de João Palhinha. E que razão!
BEM-VINDO, JOÃO PALHINHA!"

Eles não querem acreditar!!!

O Bernardo tinha um orgasmo no dia que esta notícia fosse publicada a sério!!!

O mais engraçado... é que neste momento existem pessoas a pensar como fazer isto possível!!!

Ranking...

Grande Malha...

O Cantinho Benfiquista #234 - Com Palhinha Sabe Melhor!

Encantador de burros!!!


"Hoje, Villas Boas aka encantador de burros, resolveu mostrar a sua real faceta e sair em defesa do seu querido Proença, um dos obreiros de muitos dos títulos da sua agremiação criminosa, e também atacando as transferências dos Benfica dando exemplo de gestão fantástica no caso Mora e trazendo Diego Moreira à baila…deve-se ter esquecido de Brahimi, Marcano, Reys entre tantos outros exemplos de jogadores que partiram a custo zero do seu clube…veremos se daqui a uns anos estes não estarão carecas de tanta bomba…mas isso é outra conversa.
O aprendiz nunca será mestre, mas a realidade é que Villas Boas é a versão requentada de Pinto da Costa em todos os costumes e preceitos, quem o via como novo paladino do futebol nacional deve estar a engolir em seco…enfim…andam sempre no lado errado da história…mas é o que é.
Villas Boas precisava de desviar atenções, tem as receitas hipotecadas até mais não, um plantel sem craques além dos do apito, que chega e sobra em Portugal e que anseia pelo assalto final que são os direitos de TV, onde todos querem saquear o clube que coloca Portugal no mapa!
Enfim….uma pobre alma, à imagem do clube que preside, pequenos e tacanhos!"

Adequado!

PdC da Temu!!!

Bipolar?!

SportTV: Mercados - Reforços confirmados ✅

Zero: Mercado - Mestre das assistências seguido pelo Benfica

BF: Plantel...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Andebol 1 está de regresso: o que esperar?

Observador: E o Campeão é... - Palhinha no SLB: investimento necessário ou excessivo?

Observador: Três Toques - O novo amor de Ruben Dias e o jogo decidido a 42 penaltis

Boa fama. Boa imprensa


"Há uma vantagem extraordinária em ter boa fama, boa imprensa, ou lá o que seja, no futebol português. Chega uma altura em que já nem é preciso fazer muito. Às vezes, nem é preciso fazer nada. As boas notícias aparecem na mesma.
O Sporting planeia bem. O FC Porto sabe vender. O Benfica gasta demasiado. São verdades que se instalaram e ganharam uma resistência aos factos que muitos clubes gostariam que as suas defesas tivessem.
Talvez por isso tenha acompanhado com particular interesse o caso de Rodrigo Mora.
Há poucos meses, Mora era o menino bonito do Dragão. E com razão. Aos 19 anos, mostrava um talento raro, daqueles que fazem um adepto querer desfrutar do jogador antes de começar a fazer contas à transferência.
Farioli chegou e Mora foi perdendo espaço até ser empurrado para fora do clube.
Vinte e cinco milhões de euros.
Há mais dois em objetivos e uma parte do passe que poderá ser vendida no futuro. Entretanto, o negócio já chegou aos 50 milhões em alguns relatos. O dinheiro ainda não chegou à conta do FC Porto, mas já chegou às manchetes.
Pode chegar um dia. Se chegar, cá estaremos para reconhecer que André Villas-Boas fez um negócio de 50 milhões. Por enquanto, vendeu por 25 o jogador que, há uns meses, provavelmente nenhum portista aceitaria vender por esse preço.
O mais curioso é que quase desapareceu da discussão a razão pela qual Mora está a ser vendido.
Farioli tem uma ideia de futebol muito clara. Quer intensidade e confronto físico. Gosta de uma equipa agressiva, por vezes no limite, e tem encontrado em Portugal uma arbitragem bastante tolerante com essa forma de jogar. Mora oferecia-lhe sobretudo talento. Pelos vistos, não chegou.
Não discuto o direito do técnico a escolher. Custa-me mais perceber a facilidade com que um clube como o FC Porto prescinde do seu jogador mais virtuoso porque o treinador não encontrou maneira de o aproveitar.
Troquem apenas a camisola.
Imaginem que o maior talento do Seixal fazia uma grande época, chegava um treinador novo, deixava de jogar e, meses depois, Rui Costa o vendia por 25 milhões.
Nem era preciso convocar o painel de comentadores.
Sabemos todos o que seria dito.
No Dragão, a reputação protege o negócio. O FC Porto vende bem. Logo, se vendeu, vendeu bem.
Se passarmos das vendas para as compras, André Villas-Boas continua à procura de um avançado. Tem tentado Santiago Giménez, mas ainda não convenceu o Milan, e aproxima-se do fim do mercado sem resolver uma das principais lacunas do plantel.
Normal.
E é mesmo normal. O mercado ainda está aberto. Só não me lembro de esta normalidade ser tão normal quando o Benfica chega a agosto à procura de um jogador.
Em Alvalade vive-se um fenómeno parecido. Durante tanto tempo se repetiu que o Sporting era o clube mais bem planeado do país que a frase ganhou vida própria.
Rui Borges já avisou que não devemos esperar o futebol dos últimos anos. Talvez seja sensato. Sobretudo depois de o Sporting ter vendido alguns dos seus jogadores de maior qualidade e colocado outros fora das contas.
Pote não tem entrado nas convocatórias. Daniel Bragança treina sozinho. Ioannidis voltou a lesionar-se e Luis Suárez, não obstante tudo o que tem acontecido, voltou rapidamente a ser a primeira e praticamente única opção para o ataque.
Nada disto transforma o Sporting num clube mal gerido. Mas talvez devesse acabar com a ideia de que há clubes que planeiam e outros improvisam.
O Benfica também tem a sua fama. Só que essa funciona ao contrário. 
Nos últimos dias, Palhinha conseguiu custar 35 milhões de euros antes sequer de ser jogador do Benfica. Para chegar ao número foi preciso pegar no preço da transferência e acrescentar os salários que receberá durante o contrato.
A conta não está errada.
Só gostava que fosse feita mais vezes.
Se passámos a contabilizar transferências desta maneira, Zalazar aproxima-se dos 60 milhões de euros de investimento do Sporting.
Sessenta milhões por Zalazar.
Nunca leram esse número associado à contratação? Eu também não.
Podíamos fazer exercícios semelhantes com Samu no FC Porto, mas não vale a pena abusar da calculadora. Já percebemos como funciona.
Ou talvez não. Porque com Mora a calculadora muda de direção. Para o jogador que pode chegar ao Benfica antecipamos despesas futuras. Para o jogador que sai do Porto antecipamos receitas futuras.
Palhinha já custa aquilo que ainda vai receber. Mora já rende aquilo que talvez venha a render.
Não é contabilidade criativa. É reputação aplicada à matemática.
Mas voltemos à boa reputação e, sendo assim, a Farioli.
Fala inglês nas conferências de imprensa e ninguém parece particularmente incomodado.
Ainda bem.
Roger Schmidt fazia o mesmo e chegou a assistir ao boicote de jornalistas portugueses por não responder em português. Foi um dos episódios profundamente lamentáveis dos últimos anos no futebol português.
Pelos vistos, passou.
Farioli ainda não começou a aprender a língua. Mas, pelos vistos, tem estudado a história do futebol português. Recentemente, com alguma ironia, resolveu falar do caso Calabote.
É uma escolha interessante para quem acabou de chegar.
Espero que continue a estudar.
Quando chegar aos anos 2000, vai encontrar matéria bem mais recente: Apito Dourado."

A oportunidade para democratizar a Liga esgota-se daqui a dez meses. Depois, só daqui a cinco anos


"Os Estatutos da Liga Portugal são antidemocráticos e confusos. Não é assim que funcionam as instituições fortes.
A dez meses das eleições para um mandato de quatro anos, votar nomes antes de alterar as regras seria começar a construir a casa pelo telhado.
Antes de reconduzir Reinaldo Teixeira ou escolher outro presidente até 2031, as sociedades desportivas têm de decidir que Liga querem ter.
A prioridade deve ser definir um novo modelo de governo, aprovar as alterações necessárias aos Estatutos e só depois realizar as eleições.
Eleger primeiro e reformar depois seria entregar ao vencedor o poder de definir as regras segundo as quais exercerá o próprio poder.
As reformas começam urgentes, tornam-se inconvenientes depois da vitória e acabam esquecidas.
No século XVIII, Montesquieu explicou que a liberdade exige que o poder não esteja concentrado nas mesmas mãos.
Quem executa não deve controlar as regras, quem representa interesses não deve administrar em benefício próprio e quem fiscaliza tem de ser independente de quem é fiscalizado.
A separação de poderes não elimina o conflito: organiza-o, limita-o e impede que se transforme em domínio.
A Liga não é um Estado nem os seus Estatutos uma Constituição, mas o princípio mantém-se válido. Na atual governação, as mesmas sociedades participam na competição, recebem as decisões e integram o órgão que as prepara. Administração, representação e fiscalização aparecem confundidas.
A governação da Liga é uma completa desvirtuação dos ensinamentos de Montesquieu.

São três as alterações absolutamente necessárias.
A primeira está no n.º 2 do artigo 45.º dos Estatutos: o presidente da Liga é «o candidato que obtiver o maior número de votos».
Num universo eleitoral reduzido, uma eleição fragmentada pode entregar a presidência a alguém apoiado por menos de metade das sociedades desportivas.
Um presidente minoritário começaria sem legitimidade para executar a centralização dos direitos audiovisuais e enfrentar interesses contraditórios. A eleição deve exigir maioria absoluta em sucessivas votações.
A segunda alteração é o artigo 47.º. A Direção é uma assembleia de interesses disfarçada de órgão executivo: dez membros, incluindo o presidente, um representante da Federação e oito sociedades desportivas.
Os três clubes com melhor média classificativa nas quatro épocas anteriores — na prática, Benfica, FC Porto e Sporting — têm lugar inerente, sem limite de mandatos. Depois, escolhem os outros dois. Só entra quem os três grandes convidarem. Sem acordo, recorre-se a um sorteio. Já aconteceu.
Os três são permanentes; os outros dois, além de escolhidos por eles, estão sujeitos a rotação obrigatória. A diferença desportiva é transformada em privilégio estatutário e capacidade superior de influência.
SC Braga, Vitória de Guimarães, Famalicão e as restantes sociedades estão conformadas ou vão aproveitar a última oportunidade dos próximos cinco anos para alterar este modelo?
Reconhecer a dimensão dos três maiores não obriga a entregar-lhes uma inerência institucional. A Liga deve reconhecer a sua importância sem ficar dependente deles.
A presença de clubes na Direção cria ainda assimetria de informação. Algumas sociedades acompanham os processos por dentro e participam na preparação das decisões; as restantes recebem mais tarde a informação já tratada.
Uma sociedade não deve ser, simultaneamente, participante na competição, destinatária das decisões e membro do órgão que administra a organização.
A solução é uma única Direção Executiva independente, composta pelo presidente e por dois diretores eleitos individualmente pela Assembleia Geral. Cada um teria pelouros próprios e responderia pelas posições assumidas e pelos resultados alcançados.
Um diretor eleito tem autoridade para discordar, fiscalizar e propor alternativas. Deixa de ser um colaborador do presidente e passa a ter legitimidade própria. A Direção tem de funcionar como equipa e deixar de ser uma corte.
Hoje, os diretores executivos são escolhidos pela Direção, sob proposta do presidente. O artigo 52.º determina que, se forem exonerados antes do fim do mandato, não têm direito a indemnização.
A sua sobrevivência profissional depende do livre-arbítrio presidencial. Questionar o presidente pode significar desemprego imediato.
Uma instituição forte não se constrói com independências emprestadas.
Retirar os clubes da Direção não significa afastá-los das decisões. Significa separar administração, representação e fiscalização.
Os Estatutos devem também consagrar uma reunião mensal das sociedades da Primeira Liga e outra das sociedades da Segunda, com documentação antecipada, informação igual e registo das posições.
A Direção administraria; os clubes acompanhariam e orientariam; a Assembleia Geral deliberaria sobre as matérias estruturais.
A Liga passaria de um modelo em que alguns clubes integram a administração para outro em que todos participam, em igualdade, na formação das decisões.
A terceira alteração é simples. O artigo 49.º prevê um Conselho Superior que, ao fim de onze anos, nunca foi constituído. Se nunca fez falta, deve ser eliminado.
Os Estatutos não podem ser um armazém de órgãos que talvez um dia sejam utilizados. Devem conter estruturas necessárias, competências claras e responsabilidades identificáveis.
A reforma tem de ocorrer antes das eleições. Que sentido faria reeleger Reinaldo Teixeira e discutir depois a redução dos poderes que acabara de receber?
Nos próximos anos, a Liga terá de centralizar os direitos audiovisuais, aumentar receitas, valorizar as competições e recuperar adeptos.
Não pode enfrentar os desafios de 2030 com uma estrutura concebida para administrar os equilíbrios do passado.
Primeiro escolhe-se a Liga que as sociedades desportivas querem. Depois escolhem-se as pessoas que a vão dirigir."

Rabona: Alvarez is STUCK & Martinelli Could DERAIL Another Transfer…

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

DAZN: The Premier Pub - Quem poderá parar o Arsenal esta época?

Zero: Ponto Final - Diogo Valente

Sem Filtros #58 - Bruno Varela

Prata da Casa #65 - Mathew com Jeitinho, Regresso do Boavista, Regresso do Regresso do Impostor

Tiki-Tasca #11 - "Mourinho perdeu a noção "

SportTV: Vamos à Bola - Académico Viseu

Labaredas do infortúnio


"I.— Entre sorrisos de fidalguia em tempos de festa, surge com frequência um estado lastimável dos continuados flagelos das chamas ilustradas por labaredas de infortúnio que deixam ao redor fumo, cinzas, terror, lágrimas, desconforto e medo, que nos vai queimando a alma.
Mas, mal aparece a notícia «entramos na época dos incêndios», a história repete-se, para não ser considerada engano!
Até mesmo os próprios comentários de que a área ardida até este momento em relação à anterior é inferior a uma determinada percentagem e abaixo da média dos últimos anos, para não fugir à regra, vai ajudando a pintar de luto as cores duma história apenas contada para os heróis da festança, que se revêm estimulados para o crime de incendiário, que, ou a troco de uns favores, ou pelo prazer em assistir ao espetáculo das chamas, ou outras razões de ordem passional, abrem o cofre aos figurões do costume e continuam a colocar Portugal em termos absolutos com a maior área ardida de todos os países da Europa. Acredito que os factos anotados para a causalidade de existirem altas temperaturas, vento, trovoada, etc., possam originar a propagação das chamas, mas o que as notícias nos vão confirmando, é que aparece com frequência a causa como humana do dito incendiário.
O que se nos apresenta em termos de informação é que à custa deste flagelo ambiental, muita gente vê engrossar o património económico: linhas de apoio para cobrir os prejuízos; vendas de produtos de combate; aluguer de aeronaves e outros meios de combate; madeireiros em contas de somar referente ao material ainda aproveitado, deixando o demais em abandono ( ver o estado degradante a paisagem de material ardido, expondo a mãe natureza em estado de luto); aumento da frota dos voluntários da paz em tempos de guerrilha e respetivos subsídios; conferências de imprensa entre noticiários a tempo inteiro; políticos a reaparecer entre sinais de consolo para quem do sonho duma vida se transforma em pesadelo e … os ladrões continuam à solta, ou quando detetados, ou se submetem a consultas de ordem psiquiátrica ou se vê aplicada uma prisão preventiva, até receber equipamento que permita cumprir a medida de coação em sua residência.
O organismo tutelado pelo Ministério da Justiça, a DGRSP, informa que no último 3 de agosto, tinha sob a sua alçada 329 incendiários. Destes, apenas 58 estavam atrás das grades, 8 permaneciam em prisão domiciliária e 15 viram a pena a ser suspensa, continuando, contudo, a usar a pulseira eletrónica e 186 incendiários em liberdade, embora sujeitos a medidas de apoio à comunidade, e 117 beneficiavam da execução da pena de prisão e pasme-se, apenas 11 incendiários eram obrigados a trabalho comunitário para pagar o crime de terem ateado um incêndio.
É claro com medidas desta natureza, vai-se assistindo a uma evolução dessa tropilha de inqualificáveis detratores. Dados oficiais de Estatística da Justiça informam que no final de 2025 havia 65 reclusos condenados por incêndio florestal … em 2023 eram 50 … em 2022, 46 … em 2020, 44 e em 2015, 34 presos, o que significa que o número de incendiários condenados praticamente duplicou numa década. Com medidas de coação desta espécie de tal indolência, não admira que por vezes se vá àquela máxima: «Até parece que o crime compensa!...»
Na minha modesta opinião, deveriam ser implementados no âmbito preventivo para além da limpeza das matas, abertura de acessos, montagem de postos de vigilância, utilização das novas tecnologias de observação e fiscalização permanente, (câmaras de filmagem e registo), organização de pelotões de combate, etc., … alguns dos quais, creio, que possam já estar em funcionamento.
No caso de observação e deteção de algum pirómano e averiguação séria e transversal do autor, deveria ser imediatamente detido e submetido a prisão efetiva no cumprimento da pena, e cujo tempo estaria subscrita a regras muito específicas, tais como:
— todos os dias lhes deveria ser concedida ferramenta (picareta, enxada…), uma marmita com refeição ligeira e água, e deslocação (vigiada com guarda ou pulseira eletrónica), para espaços ardidos ou não, com a obrigação de abrir caminhos de acesso, limpeza de matagais, e plantação de árvores. Ao final do dia o carro celular recolhia o criminoso com destino à prisão, tendo direito a uma refeição quente e descanso.
Deveria ser-lhe apenas concedida folga aos fins de semana, com direito a visitas, nos casos em que se visse cumprida a tarefa que lhe foi diariamente atribuída.
Seria importante ainda através da comunicação social, (imprensa escrita, rádio e televisão), ir informando o ponto da situação, quer por via da descrição, quer através da entrevista, anotando as dificuldades do desempenho a converter e expondo publicamente o arrependimento, pelas consequências que originaram a catástrofe e causaram tanta inquietação, servindo de exemplo nacional de que de facto o crime não compensa.
Dizem-me que isto não está legislado … é contra a lei, etc. … e eu pergunto: para quando??? Para situações anómalas e urgentes, respostas eficazes!... É evidente que ficará com a identidade registada e objeto de acompanhamento no decorrer do tempo em que para tal seja necessário e justificado procedimento de eventuais tentativas de novas atrocidades à natureza que nos protege, encanta e envolve.

II.— O que respeita ao condicionamento da prática desportiva e competitiva, todos sabemos que o aumento da ventilação induzido pela prática frequente de exercício com caraterísticas de elevada resistência, está associado à indução e manutenção de inflamação mucosa das vias aéreas. A prática do treino e do jogo exige uma elevada capacidade pulmonar que suporte o aumento da frequência respiratória e dos volumes da capacidade vital em resposta à maior e exigente necessidade de oxigenação dos tecidos.
Em relação à atividade desportiva, em condições tão poluentes que tardam a desaparecer, sabemos que a toxidade libertada pelos componentes químicos do fumo dos incêndios, origina uma drástica redução na oxigenação dos músculos e cérebro, afetando a performance e originando ainda problemas gravosos em termos pulmonares para o futuro.
Treinar e jogar em locais de concentração de gases tão poluentes como os que nos são dados a conhecer, para além dos malefícios já indicados, podemos associar o estado de sonolência com elevado prejuízo à função cognitiva e outras vertentes de carácter neuro funcional, vendo-se diminuir o estado de imunidade.
No sentido da preservação e promoção da saúde e qualidade de vida dos atletas, algumas medidas de urgência deveriam ser tomadas pelas autoridades político desportivas (federações, associações, clubes), mas o circo está montado, a bilhética difundida, as redes comerciais agigantam-se e o povo gosta!...
Vá lá que em tempos surgiu um bom exemplo das Associações de Futebol de Aveiro, Viseu e Porto que decidiram adiar as jornadas dos jogos nos seus distritos, devido às situações causadas pelas labaredas do infortúnio, anotando-se as situações conhecidas por parte de algumas equipas que no micro ciclo dessa semana eliminaram os treinos sob as condições de toxidade ambiental, adaptando a realização do esforço a espaços interiores (sem ar poluente), naturalmente com aplicação das metodologias nem sempre mais convenientes para a manutenção e conservação do estado de forma desportiva.
Ainda ressalvar a atitude de nobreza de princípios dos clubes e instituições que se vão unindo ao esforço comum no apoio a quem ficou agarrado à dor, pela perda da esperança e incerteza do futuro. Perante a desgraça, há sempre quem faça da solidariedade um compromisso e que, tantas vezes quantas as necessárias, vai ao fundo da alma e saca o que lhe resta!"

Terceiro Anel: DRS #60 - CAOS VERMELHO E RESSUREICAO!! 🏎️🏁

DAZN: Paddock - Norris dá aula de Campeão