Últimas indefectivações

sábado, 25 de abril de 2026

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica informa que foi notificado pela UEFA da sanção aplicada ao jogador Prestianni devido a utilização de linguagem homofóbica durante o jogo Benfica-Real Madrid.
O jogador Prestianni foi castigado com 6 jogos de suspensão, dos quais 3 de pena suspensa durante 2 anos. Dos 3 jogos de suspensão efetiva, 1 deles já foi cumprido e os 2 restantes terão de ser cumpridos em jogos da UEFA ou da seleção argentina em contexto FIFA."

Capas e capinhas !!!

Narrativas...

Gelados!!!

Longe das primeiras páginas...

Aqui, o defesa que invadiu a área, disputou a bola com um avançado...

Bolos !!!

O logótipo em vez do símbolo, caro José Mourinho?


"Não é o ego, só por si, que torna o atual treinador do Benfica um mau candidato à própria sucessão. É o contexto que lhe é, de novo, desfavorável. Já o Real Madrid...

Uma das palavras que começou a entrar bem fundo no léxico futebolês é «contexto». Ainda bem. No entanto, é menos utilizado ainda do que deveria. O contexto pode transformar o certo em errado e a verdade em mentira sobretudo dentro, mas também fora das quatro linhas. É a parcela mais importante de qualquer equação futebolística.
Esqueçam as frases feitas que vêm do tempo em que nos deixávamos maravilhar com tudo o que víamos na caixinha mágica, embelezada a naperons e anjinhos de gesso, na nossa juventude, ou ponham-nas um pouco de lado. Se apanharem pela frente um holandês, o povo mais frontal que existe, serão desmontadas em três tempos. Como repetiria Cruijff se fosse vivo, depois de tanto o ter dito a contemporâneos, «se tens o recorde de quilómetros percorridos é porque estiveste quase sempre mal posicionado».
Muitas vezes, ouvimos que «os melhores devem estar sempre em campo». Em tese, sim. Desde que se consiga equilibrar o coletivo — com nomes, dinâmicas ou características — para também encontrarmos nesse plano o ponto mais alto da equipa. Se dois ou três apagam ou diluem outros do processo, ofensivo ou defensivo, então há dois caminhos: impôr-lhes o mais possível do modelo sem que percam o que os torna únicos; ou, se não for possível, trabalhar no futuro para trazer atletas multidimensionais, que não se deixem prender a um único talento.
Claro que Haaland deu algo a Guardiola que este não tinha, e foi com o norueguês que o espanhol conheceu a glória continental, mas a quebra do princípio levou a abdicar de outros e ao afastamento cada vez maior da sua identidade. Guardiola colocou a sua bandeira com força no Elbrus, mas nunca mais encontrou as fórmulas que tinham feito dele o que é e que desapareceram na avalanche que provocou. As épocas tornaram-se difíceis e mesmo que ganhe nesta será sempre mais o Arsenal que a perdeu do que ele a conquistá-la, tal a vantagem perdida.
Também o Mourinho de 2000 fazia sentido na Luz, ao contrário de hoje. Há 25 anos, aquela energia e fé inabaláveis, o trato dos jogadores quase como iguais, oferecendo para exigir depois, e picando-lhes os miolos para extrair o que davam sem ter, elevaram-no à categoria de general, o líder que todos seguiam para a guerra. Depois, eram treinos dos quais a bola nunca desaparecia, o adeus à praia e ao mato, às corridas intermináveis e ao trepar bancadas com colegas às cavalitas. Tudo inspirado na Periodização Tática e trabalhado por Rui Faria — e não havia um único exercício que não refletisse uma situação de jogo. Não saberemos o que seria se o ultimato tivesse funcionado, porém vivemos um pouco o que foi. E a curva era ascendente.
Era outro Mourinho. Revolucionário. Hoje, a revolução é paradigma, e a diferença senso comum. Era organização, equilíbrio e estratégia, porém as suas equipas eram também ofensivas, gostavam de ter a bola e de jogar com ela. Hoje, é um treinador que não se importa de não a ter para jogar em contra-ataque, uma deformação que saiu do confronto com Guardiola e que depois nunca mais adquiriu a forma inicial quando se desencontraram. Ainda que os jogadores o respeitem, já não acreditam em tudo. E já não tem Rui Faria, o seu Peter Taylor. Não se superiorizando no treino ou na motivação, sobra-lhe a estratégia. E essa ganha jogos, não campeonatos.
O Benfica foi obrigado a reinventar-se sem ele. Demorou talvez mais tempo, mas conseguiu-o. Não é o mesmo clube moribundo, apenas vive sem rumo — e isso deveria ser um aviso para todos os treinadores que ficam a pensar que consigo seria diferente. Na verdade, na Luz é um dois-em-um que faz sentido, um treinador que traga um modelo vencedor e um manager, que além de tomar decisões mais macro ainda seja capaz de ser a figura central na gestão do mercado. Quem só for treinar, esqueça. Sofrerá com o vazio. E que não esqueça: estar-se só num clube tão grande faz aparecer todos os fantasmas.
Há também uma cultura. Começou a ser criada com Jorge Jesus, com os seus defeitos e qualidades, mas existe. Uma cultura que a primeira versão de Lage, por força do talento imenso de Félix e Jonas, ainda coloriu depois do maior cinzentismo de Rui Vitória. E que Schmidt voltou a resgatar para o Lage mais pragmático, primeiro, e Mourinho, depois, virarem do avesso. Uma cultura de futebol de ataque, que chegou a ser também de vitória em alguns momentos. No pós-JJ, cresceu a Academia. Que a natureza mercantilista do clube foi usando conforme deu jeito, estourando os milhões que esta e o scouting lhe deram em más decisões, ordenados incomportáveis e sabe-se lá bem mais o quê. Entretanto, mais uma bela geração volta agora a bater à porta sem estar lá quem a abra.
O que nos diz a lógica? Que o Benfica precisa de uma organização de ataque para dominar e ultrapassar adversários fechados, numa liga em que as diferenças são visíveis. E, para isso, tem de ter armas coletivas e não apenas individuais. Precisa que Lukebakio não apague Dedic, que este Schjelderup não seja vendido e se torne referência, que Sudakov volte a estabelecer ligações com Pavlidis, que a fase de criação tenha jogadores que consigam gerir a bola, resistindo à pressão, fazendo chegá-la ao sítio certo no momento ideal. Precisa de quem pegue neste plantel, não desista dele e lhe acrescente argumentos que lhe dêem sentido. Que acredite que na formação estão prontos. Ainda mais porque se terminar em terceiro o investimento será reduzido. E precisa, sobretudo, de um treinador que aponte para o símbolo do clube e não para o seu próprio logótipo. Um projeto desportivo nunca deve ser uma arma de arremesso contra os críticos. Tenham estes, ou não, razão
 Enquanto isso, num Real Madrid que adora a transição — os muitos anos de Ancelotti e até Zidane e Benítez acentuaram o anti-tiki-taka —, jogadores feitos, sem nunca ter tido muito espaço para Pavónes, e onde até o maior dos Galáticos o respeitará e se pensa mais na Liga dos Campeões do que na Liga, parece ser mesmo o contexto ideal. Por muito que o incomode — o que acredito que, no íntimo, nunca terá acontecido."

Sporting: não pode ser só azar


"Pela segunda época consecutiva, Rui Borges vê a equipa completamente arrasada por lesões e cansaço. Resistência no Dragão foi heróica, mas é preciso perceber o que se passa

Só uma hecatombe muito improvável impossibilitará o FC Porto de fazer a festa do título de campeão nos Aliados e pouco haverá a dizer sobre a justiça desse feito. Uma primeira volta a roçar a perfeição, na qual só o Benfica ousou tirar pontos no 0-0 do Dragão, lançou a equipa de Francesco Farioli e será uma questão de tempo até que a matemática confirme o título, mas a verdade é que, quando for analisada em retrospetiva, a temporada azul e branca poderá saber a pouco.
Duvido que tão cedo os dragões tenham uma chance tão boa para chegar a uma meia-final europeia — sim, é a Liga Europa, mas não deixa de o ser... — como a de ultrapassar uma equipa que luta para se manter na Premier League, ou voltem a apanhar um Sporting tão exausto como o que se aguentou, anteontem, agarrado ao nulo no Dragão para selar a ida ao Jamor.
Numa semana, o FC Porto teve dois match points e falhou em ambos: nota-se que à equipa falta poder de fogo e um 9 que faça a diferença, mas, a bem da verdade, aqui a sorte também não quis nada com o FC Porto: o que seria das épocas de Sporting e Benfica sem Suárez e Ioannidis e Pavlidis e Ivanovic ao mesmo tempo? Deniz Gul e Moffi são esforçados, mas curtos para materializar o caudal ofensivo que um grande tem em Portugal.
Se os problemas físicos tiraram Samu e De Jong a Farioli, a Rui Borges arrasaram a equipa, num filme repetido de 2024/25, em que várias vezes foi necessário remendar recorrendo à equipa B. Até ao jogo no Dragão, só João Virgínia, Vagiannidis, Hjulmand, Trincão, Faye, Nel e Suárez não tinham sido baixa por lesão e, como se sabe, a dura entrada de Gabri Veiga pode ter acabado com a época ao fundamental dinamarquês. Sobram seis, um deles o guarda-redes suplente, como aqueles que se mantiveram toda a época 100% disponíveis para o técnico.
O que teria sido da temporada do leão com Debast, Nuno Santos, Pedro Gonçalves e Ioannidis no baralho a tempo inteiro? Há lesões impossíveis de evitar, é certo, mas os números são esmagadores e não surpreende que Maxi Araújo, Trincão, Suárez ou Inácio estejam de rastos na fase decisiva da temporada. E, no caso destes quatro, ainda terão o Mundial pela frente antes das férias. É dose.
Rui Borges não está isento de culpas na perda de gás no último terço e tem de ganhar a final da Taça para que, apesar do tremendo sucesso na Champions, a época não seja um falhanço, mas, até a um tempo não muito distante, o Sporting, num contexto tão difícil, teria desmoronado como um castelo de cartas. É esse um dos grandes legados da era Varandas."

BolaTV: O lado Direito do Mister - S02E09 - O momento dos treinadores

O Benfica Somos Nós - Diário #8

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - O segredo dos heróis de Torres Vedras

Observador: E o Campeão é... - O Sporting que se cuide, Torreense quer brincar ao Carnaval no Jamor

Observador: Três Toques - É superstição apostar contra o próprio clube?

SportTV: Primeira Mão - 🔥 Final da Taça definida! Quem vai levantar o troféu?

DAZN: Europa - Como Portugal pode ter 4 equipas na Champions e antevisão do SC Braga x Freiburg

SportTV: Ukra by Noght - S02E10 - David Simão

BolaTV: Toque de Bola - S01E21 - Jorge Andrade

Renascença: Bola Branca - Olhá a Bola - Edite Fernandes

Porque é que, romantica e infantilmente, deixei de apreciar o Atlético Madrid


"Se antes o Atletico ensinava a perder, mas a perder de cabeça alçada, depois do combate, do sofrimento, num estádio operário, agora parece acomodado à sua condição de clube que subiu na vida, sem sangue nas veias, jogando mal, sem arriscar, pensando apenas no resultado. E eu, como tenho uma queda para o sentimento quando o assunto é bola, desinteressei-me

Não sei se há algo de racional na minha relação com o Atlético Madrid. É tudo feito de sensações, de contrastes, do meu lugar no mundo naquele momento e naquele espaço específicos, em linha paralela com a própria metamorfose de clube.
Quando os jogos da liga espanhola começaram a ser assunto de televisão aberta em Portugal, ali nos anos 90, não os podia ver nem pintados de cores de colchão porque Simeone, Caminero e Kiko roubavam títulos ao Barça de Cruyff, Figo e Guardiola, depois de Robson e Ronaldo. Nem as camisolas patrocinadas pela Bandai, para mim sinónimo de Super Sentai e de Power Rangers, me fizeram empatizar mais com o Atlético enquanto festejava ferozmente aquele 5-4 na Taça do Rei, em 1997, em que o Barcelona tinha estado a perder por 3-0 antes de recuperar, num dos momentos fundacionais da minha relação com o desporto, porque quem não ama um bom drama?
Assisti, por isso, com alguma indiferença à queda do Atlético à segunda divisão, ao fim da colorida e muy criminosa era de Jesus Gil y Gil. Não me tocou particularmente o regresso à La Liga, duro, não tão fácil como seria de esperar. Mas algo mudou quando, nos dias áureos dos seis títulos na mesma época do Barcelona de Messi e Pep, me mudei para Madrid. Fazia a mesma linha de metro que os adeptos do Atlético em dias de jogos, eu de volta a casa, na Chueca, eles a caminho das estações de Marqués de Vadillo ou Pirámides, mesmo ao lado do Vicente Calderón, estádio de bairro, à antiga, onde se apanhava frio e chuva na cabeça. E onde se sofria.
E também me cruzava com eles na segunda-feira seguinte, quando a cidade ia trabalhar ou se dirigia para as universidades. Não se via uma camisola do Real Madrid, nunca. Já o vermelho e branco do Atlético era omnipresente na vida quotidiana de Madrid, na pele de jovens estudantes e na dos obreros, apaixonados na vitória e na derrota daquele clube que ensinou tanta gente a perder.
O título “Saber Perder” do livro de David Trueba vem desse ensinamento que o Real Madrid, altivo, aristocrático, arrogante, nunca deu aos seus adeptos. A vitória como direito histórico, nunca pela batalha com os mais fortes. E apesar de tal não ser referido no livro, sempre tive a certeza que o clube de Ariel Burano, o puto argentino que chega perdido a Madrid para jogar à bola, era o Atlético.
Neste fluxo de futebol e vida, tornou-se difícil não ficar do lado deles, da mole que tomava o metro orgulhosa da sua camisola do Atlético, mesmo depois de um qualquer desaire. Tornei-me, assim, simpatizante colchonera nos anos seguintes. Vibrei sozinha, já em Lisboa, em frente a um solitário prato de caracóis, com a vitória na Liga Europa em 2010 (passe de Agüero, calcanhar de Diego Forlán), depois em 2012 (Falcao, madre mía), com a liga de 2013/14, em plena guerra Barça-Real Madrid. A empatia chegou finalmente ao minuto 90’+3 da final da Champions desse ano, em Lisboa, depois da cabeçada de Sergio Ramos quando o Atleti já festejava.
Mas algo aí já se transformava, para pior, no Atlético, que já não era o clube que batia os seus recordes de investimento ao dar 20 milhões de euros por Forlán, por Agüero ou Simão Sabrosa. Já era o clube que punha 40 milhões na mesa para levar Falcao do FC Porto. Era o clube que deixava os bairros populares do centro de Madrid para se mudar para um estádio todo modernaço num subúrbio anódino. E em breve, o Atlético tornar-se-ia no clube que pagaria €120 milhões por um miúdo do Benfica que, estava claro desde o início, nunca se daria bem naquele Cholismo das defesas compactas, das transições, dos sacrifícios coletivos, do conforto sem bola.
Aqui entra o lado romântico, infantil de quem não gosta de ver um clube a aburguesar-se, a renunciar, em campo, à sua origem. É uma visão demasiado poética, sonhadora, admito. Mas se antes o Atletico ensinava a perder, mas a perder de cabeça alçada, depois do combate, do sofrimento, num estádio operário, agora parece acomodado à sua condição de clube que subiu na vida, sem sangue nas veias, jogando mal, sem arriscar, pensando apenas no resultado.
A final da Taça do Rei do último fim de semana, perdida sedativamente para a Real Sociedad, foi um quadro cinzento de um clube que, algures no caminho, entregou parte da sua alma ao diabo do futebol moderno. E, assim, não é fácil continuar a simpatizar."

Centralização dos Direitos Televisivos: o futebol português entra na era da equidade


"A recente aprovação, na assembleia geral da Liga decorrida na passada sexta-feira, de um novo modelo de centralização dos direitos televisivos assinala um verdadeiro ponto de viragem no futebol profissional português.
Com mais de 90 por cento dos votos favoráveis entre as 33 sociedades desportivas presentes - destacando-se o voto contra do Benfica e a abstenção do Nacional -, a decisão evidencia não apenas uma confiança coletiva no modelo de comercialização proposto pela Liga, mas também a emergência de uma nova racionalidade coletiva no seio da indústria futebolística: o abandono progressivo do modelo de comercialização individualizada, historicamente assente na força negocial de cada sociedade desportiva, em prol de um sistema de exploração conjunta, regulado e redistributivo, cuja matriz legal já fora traçada pelo Decreto-Lei n.º 22-B/2021.
O regime até aqui vigente consagrou uma lógica de mercado em estado quase puro, onde cada clube negociava autonomamente os seus contratos de transmissão, preservando a autonomia privada e a liberdade contratual. Na prática, porém, esse modelo gerou uma assimetria estrutural de contornos dramáticos: os clubes de maior implantação captaram a esmagadora fatia do valor comercial, enquanto os restantes emblemas se debateram com margens de receita exíguas, comprometendo a sua própria sustentabilidade.
Foi precisamente para corrigir esta clivagem que o legislador interveio, reconhecendo que a fragmentação da oferta audiovisual não só enfraquecia o produto global, como perpetuava desigualdades competitivas incompatíveis com a integridade desportiva.
No essencial, o modelo ora aprovado assenta na criação de um «pacote único» de direitos audiovisuais. Em termos substanciais, deixa de ser cada clube a vender o seu próprio produto, para passar a existir um «produto liga», potencialmente mais robusto, mais previsível e, em teoria, mais atrativo para o mercado audiovisual.
Portugal alinha-se, assim, às principais ligas europeias - como a Premier League, a La Liga ou a Bundesliga -, nas quais a centralização é norma consolidada.~

Melhor sustentabilidade financeira, maior equidade competitiva
Do ponto de vista jurídico, estamos perante um sistema de venda conjunta com subsequente repartição de receitas: cerca de 90 por cento do valor será afeto à Liga e 10 por cento à II Liga.
No principal escalão, a distribuição das verbas proposta pela Liga será feita com base em cinco critérios predefinidos: 44,2 por cento em função do mérito desportivo (classificação final, participações europeias e conquistas em taças nacionais; 33,2 por cento repartidos equitativamente entre todos os 18 clubes; cerca de 3 por cento para as condições para as transmissões televisivas e 1 por cento para a qualidade do relvado, iluminação e condições para o trabalho da comunicação social.
Apesar do aval dos clubes, o modelo carece, ainda, de validação governamental e crivo da Autoridade da Concorrência, para assegurar que a concentração negocial não distorça o mercado.
Certo é que, nos termos do Decreto-Lei n.º 22-B/2021, a centralização assumirá natureza obrigatória a partir das épocas subsequentes a 2027/2028, momento em que os direitos televisivos e multimédia deixarão de poder ser objeto de comercialização individualizada.
Nesta esteira, o que ora se delineia, ultrapassa largamente a mera engenharia de uma venda conjunta de direitos, para se afirmar como a consagração de um novo pacto económico no coração do futebol profissional português.
O modelo proposto não só aproximará Portugal dos padrões das principais ligas europeias, como poderá redefinir as bases de sustentabilidade financeira das competições profissionais, fomentando uma maior equidade competitiva, mitigando assimetrias históricas entre emblemas e contribuindo para um campeonato mais equilibrado, competitivo e, em última instância, mais fiel à própria essência do espetáculo desportivo."

Alterações regulamentares (II)


"No seguimento do anterior artigo sobre este tema, relembramos que foram aprovadas, em reunião de Direção da Federação Portuguesa de Futebol de 23 de março, propostas de alteração ao regulamento disciplinar para a próxima época, com o objetivo de reforçar a segurança e os valores do desporto.
Concretizando tais propostas, que entraram em consulta pública pelo período de 30 dias úteis, verificamos que o documento apresenta um agravamento das sanções disciplinares para a época 2026/27, essencialmente no âmbito de ilícitos disciplinares relacionados com agressões, declarações ofensivas, violência, discriminação, assédio e dívidas salariais.
No que toca a agressões e ofensas à equipa de arbitragem são apresentadas 36 propostas, 3 novas, com uma média agravamento de sanções na ordem dos 150%; No que respeita a declarações ofensivas entre dirigentes são feitas 5 propostas, 1 nova, com uma média agravamento de 158%; quanto ao uso de material pirotécnico trata-se de 34 propostas, 5 novas e uma média agravamento de 89% nas molduras sancionatórias;​ No que respeita a comportamentos discriminatórios foram elaboradas 6 propostas com média agravamento de 64%; Quanto ao assédio sexual e moral são apresentadas 4 propostas de alterações verificando-se uma média agravamento na ordem dos 75%; quanto a medidas de controlo económico, em concreto, em matéria de dívidas salariais existe uma nova proposta para previsão de ilícito disciplinar concreto, sendo adotada a sanção de dedução de pontos.
Estas medidas ora propostas visam proteger os mais elementares valores desportivos e, ao mesmo tempo, garantir a integridade e segurança nas competições."

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Benfica não pode jogar só a SuperLiga


"O problema das águias não são os jogos grandes. Há toda uma maratona e aí a equipa tropeçou demasiadas vezes. Nove empates que hipotecaram a conquista do campeonato

Vitória importante do Benfica no dérbi, que foi como um bálsamo para os adeptos dos encarnados, que já não escondiam a desilusão com a irregularidade demonstrada pela equipa ao longo da época.
O Benfica subiu, embora à condição, ao segundo lugar, ultrapassando o eterno rival, o que trouxe alguma tranquilidade ao plantel e ao clube, já que por estes dias a continuidade ou não de José Mourinho passou para segundo plano.
O dérbi foi, também, uma importante vitória para o special one, que, bem ao seu estilo, puxou dos galões ato contínuo a João Pinheiro ter terminado a partida de Alvalade. Apontando para as iniciais JM que tinha estampadas na camisola, José Mourinho saiu do dérbi como o grande vencedor.
Os encarnados mantêm-se invencíveis no campeonato, o que é, sem dúvida, um registo impressionante. Basta referir que o Benfica é entre todos os principais campeonatos da Europa a único que ainda não foi derrotado. Na Luz, contudo, estas vitórias não chegam. É preciso mais. Bem mais. São necessários títulos e estes têm sido raros. A grandeza do clube obriga a conquistas, a futebol atrativo, a liderança.
No final da temporada, mesmo que o Benfica termine na vice-liderança da Liga, posição que começa a ganhar contornos ainda mais importantes, já que pode dar acesso direto à próxima edição da UEFA Champions League — dependendo do percurso do Aston Villa na UEFA Europa League e na Premier League —, nenhum benfiquista terá motivos para festejar. Mesmo que, para o campeonato, tenha empatado os dois jogos com o FC Porto e empatado e vencido o Sporting.
Estes são, de resto, os jogos para que Mourinho está talhado. Nos jogos grandes surge o melhor Mourinho e o melhor Benfica. Como são também exemplo os duelos com Nápoles e o Real Madrid. O problema é que o Benfica não pode jogar só a… Superliga. Há toda uma maratona para percorrer e aí a equipa tropeçou demasiadas vezes. Foram 18 pontos desperdiçados em empates que hipotecaram a conquista do campeonato. Para sermos mais rigorosos, foram as igualdades com Rio Ave, Casa Pia (por duas vezes!), e Tondela que tornaram impossível a conquista do título – junte-se o resultado com o Santa Clara, ainda na era Bruno Lage, e o o 2-2 com o SC Braga, na Pedreira.
José Mourinho não conseguiu foi resolver o problema do ataque posicional, para desmontar blocos baixos. E sabe-se como no campeonato português se usa e abusa desta estratégia. O special one é ímpar antes e depois dos jogos, passando exemplarmente as mensagens para fora e também para dentro, mas o maior problema foi mesmo… durante.
Talvez a solução esteja no perfil dos jogadores que o treinador pretende alterar. Vamos ver como. É que não acredito que o Benfica consiga contratar os reforços desejados e mantenha no plantel, por exemplo, Bah, Sidny, António Silva, Barrenechea, Sudakov, Rafa, Lukebakio e Pavlidis, tão-só os suplentes apresentados em Alvalade…"

Benfica arrisca-se a ser a maior espinha na garganta de Mourinho


"As muitas coincidências com o que se passou em 2000. Uma vitória com Sporting que tudo precipita. Rui Costa hesita como Vilarinho? A semântica ainda vai estragar tudo...

A 20 de setembro de 2000, o mundo do futebol abriu a boca de espanto: José Mourinho foi apresentado por Vale e Azevedo como treinador do Benfica. Um jovem sem currículo chegava à Luz sob um manto de dúvidas e nenhuma certeza. Mais uma trapalhada de Vale e Azevedo?
Na altura, eu acompanhava a atualidade noticiosa do Benfica para A BOLA e a primeira coisa que me saltou à vista foi a forma como Mourinho projetava autoestima. Até alguma arrogância para quem ainda nada tinha ganho. Mas, no caso de Mourinho, era um fato que lhe assentava bem. As conferências de imprensa tinham conteúdo, já na altura falava dos jogadores, pedia mentalidade, criticava-os se fosse preciso – chegou a rasgar Sabry por ter demorado oito minutos a atar os atacadores antes de entrar em campo numa substituição – e provocou algumas críticas.
Mourinho mão entrou bem em termos de resultados: derrota no Bessa com o Boavista e empate em casa com o modesto Halmstads da Suécia, com eliminação precoce na Taça UEFA. Mas o discurso e a atitude cativavam e depressa se transformou para mim naquilo que os ingleses chamam de guilty pleasure. Irresistível. Como não gostar de Mourinho?
Uma vitória frente ao Sporting, por 3-0, no primeiro grande jogo da equipa, que deu de facto festival, levou Mourinho a pressionar o novo presidente, Manuel Vilarinho, a renovar logo contrato. Vilarinho que tinha assumido Toni, na campanha eleitoral, como escolha para treinador mas travou um pouco quando percebeu que Mourinho poderia ter algo de especial.
Foi o próprio José Mourinho quem reconheceu mais tarde que esticou a corda ao não dar grande margem a Vilarinho perante o ultimato. E Mourinho bateu com a porta. E alguns adeptos do Benfica, que já se tinham rendido ao treinador, invadiram a sala de imprensa com um garrafão de vinho em protesto com a Direção por ter deixado Mourinho partir. E desde esse dia se percebeu que para Mourinho ficara um amargo de boca e que, mais dia ou menos dia, haveria de voltar. Quando disse sim a Rui Costa, não pensou nada. Era agora que voltaria paracompletar uma missão.
Mais de 25 anos depois, Mourinho volta a vencer o Sporting e a mostrar uma ideia do que pode fazer com a equipa. Tal como então, gostava de ter um contrato de maior duração para poder trabalhar com um plano a passar do papel para o relvado. Tal como então gostaria de ouvir o presidente dizer algo diferente de ser um «não assunto» por ter contrato. Gostaria de ouvir Rui Costa dizer que ele é o melhor treinador que o Benfica poderia ter e que vai fazer tudo para que tenha condições de trabalhar, ser feliz e ficar muitos anos no Benfica.
Rui Costa não pode permitir que o silêncio ou o jogo de palavras seja lido como hesitação. Em 2000, o Benfica perdeu futuro por um braço-de-ferro desnecessário. Em 2026, o «não assunto» de hoje pode ser o não treinador de amanhã. A alguém com a dimensão de Mourinho é devido um sim ou um não claro, sem ses e sem mas… Nunca um talvez. Um sim ou um não, apenas, ambos legítimos. O inverso também é verdadeiro. A uma instituição com a dimensão do Benfica lhe é devida um sim ou um não, sem ses nem mas…
Mourinho regressou para pagar uma dívida e o tempo não deve ser gasto com semântica. E o Real Madrid pode mesmo estar a bater à porta de Mourinho. Até o treinador está incomodado, não quer que duvidem do quanto está com a cabeça na Luz.
Vinte e cinco anos depois, vários pontos em comum e um desfecho abrupto que se pode repetir. Se sair, Rui Costa será chamado a contas como Vilarinho? E ficará o Benfica como a eterna espinha na garganta de Mourinho? Que queria muito mmesmo voltar ao Benfica para, desta feita, ter tempo para vencer... Será que corre o risco de ser o one que, na Luz, voltou a não ter tempo de ser special?"

ESPN: Futebol no Mundo #559

TNT: Melhor Futebol do Mundo...

Mais uma vitória nos tribunais


"GANHOU O BENFICA!

1. Quem acompanhou de alguma forma este processo sabe que o resultado não poderia ser outro. A acusação era uma mão cheia de nada, um conjunto de articulados sem qualquer consistência, cheios de suposições, não de provas, e, depois, os testemunhos nas várias audiências foram absolutamente concludentes. O próprio Ministério Público, ao pedir penas suspensas, assumira já a derrota.

2. As sucessivas vitórias em vários processos e em várias instâncias deixa cada vez mais claro que houve uma ofensiva articulada para travar o Benfica.

3. Esta é uma importante vitória de Vieira e de todos os arguidos no processo. Mas é também uma - mais uma! - importante vitória do Benfica. E eu gosto de ver o Benfica ganhar nos tribunais tanto como de o ver ganhar nos relvados.

4. No fim de todos estes processos, alguém tem que pagar pelos danos reputacionais causados ao clube. É preciso apurar responsabilidades e ir até ao fim sem dó nem piedade. É isso que espero do clube e dos advogados que o têm sucessivamente defendido."

Benfica FM: Vai Prestianni....

Compêndio !!!

O Verdadeiro Colo...

Centralização


"Opinião pessoal, exposta há muito tempo, desde que burocratas que percebem tanto de gestão (basta olharem para a forma como tem deixado o país) como percebem de futebol.
Onde o raio tem todos a cabeça para achar que um decreto de lei imposto por uma assembleia da república sobre o desporto rei pode trazer algo de benéfico para o desporto nacional?
Um país sem visão que discute construção de aeroportos há mais de 50 anos, ia perceber de futebol e da essência do seu negócio de um dia para a noite???
Claro que não.
Vou ser claro.
Com a centralização passaremos de liga perto do top 5…para liga perto do “down 5”…seremos a nova Eslovénia.
Não acreditam, atentem neste fenómeno.
Há 30 anos atrás a Holanda apresentava com regularidade as suas equipas ao mundo como potências desportivas que faziam temer todos na Europa, Ajax, PSV e Feyennord davam cartas quando não dominavam o futebol europeu…o que fizeram?
CENTRALIZAÇÃO EM 89…o resto é história…daí para cá finais europeias viraram miragem, e estamos a falar de um país centro europeu que cavalgava as proezas de Ajax, PSV e Feyennord, hoje praticamente excluídos da Champions e humilhados de quando em vez…
Outro exemplo de como a centralização tem tudo para correr mal…
Liga Austríaca…onde antes pontificavam clubes como o Grasshopper, Casino Salzburgo, Rapid Viena que brilhavam nos grandes palcos…eis que apenas de quando em vez, graças a investimento privado, lá aparece um Red Bull ou Basileia…acabando a teta do privado o sonho acaba e as presenças europeias de relevo idem…os exemplos são muitos na Europa.
Aí mas e Inglaterra???
Inglaterra não tem nada que ver com o modelo dos demais países, não são clubes de futebol, são empresas nas mãos de magnatas que brincam ao negócio desportivo como se fosse mais uma domingo na pista de cavalos…atentem ao caso Leicester…de campeão surpresa e uma das mais bonitas histórias do futebol mundial a relegado ao 3 escalão do futebol inglês em 3 anos…nada que ver com centralização que lá ajuda muito porque foram pioneiros e todos, repito, todos transformaram o futebol num negócio lucrativo, algo que a cultura latina jamais permitirá.
Daqui a 6/7 anos após a centralização andaremos toda entretidos a festejar campeonatos e taças da carica como alegremente lhe chamavam e a batermos-nos como o Maribor ou o Sparta de Praga por uma acesso direto à liga Europa e outros felizes por irem à liga conferência.
Talvez aí percebam o retrocesso que teremos pela frente!!!
A não ser que estejam dispostos a verem os “vossos” clubes nas mãos de oligarcas/magnatas e aventureiros?
Estão dispostos a isso???"

Direitos TV: a receita do bolo


"No futebol português, há uma obsessão recorrente com o resultado final. Queremos mais competitividade, melhores audiências, estádios cheios e clubes capazes de ir mais longe na Europa. Falamos do bolo como se ele crescesse por geração espontânea, como se bastasse mudar a forma de o dividir para que, por milagre, ele aumentasse de tamanho. O problema é que insistimos em discutir a partilha antes de rever a receita.
A centralização dos direitos audiovisuais nasceu envolta numa aura quase messiânica. Foi apresentada como a solução inevitável para todos os males do nosso futebol: desigualdade competitiva, falta de atratividade da Liga, distância para os grandes campeonatos europeus. Liga Portugal, decisores políticos e parte significativa do discurso mediático alinharam numa solução única, importada de realidades profundamente distintas da nossa. Hoje, com o tempo a passar e os sinais de alarme a multiplicarem-se, esse consenso tornou-se uma armadilha.
Portugal não é Inglaterra, nem Espanha, nem Alemanha. Nem sequer é, em rigor, Holanda ou Bélgica. A nossa realidade clubística é singular e profundamente assimétrica: mais de 90% dos adeptos concentram-se em três clubes. Benfica, Sporting e FC Porto não são apenas clubes grandes — são fenómenos sociais, culturais e mediáticos que capturam quase toda a atenção, audiências e consumo emocional do futebol nacional. O SC Braga, com mérito desportivo e visão de futuro crescente, está na luta para romper essa barreira estrutural.
Ao mesmo tempo, a velha cultura clubística de bairro e de cidade foi-se esvaziando. Clubes históricos, enraizados em centros urbanos relevantes, desapareceram do mapa competitivo principal: Académica, Vitória de Setúbal, Beira-Mar à cabeça. A sua ausência não é apenas simbólica — é um golpe direto na capacidade de mobilizar públicos, gerar narrativas, criar rivalidades e maximizar assistências. Quem quer comprar um produto onde cidades médias e universitárias estão afastadas e onde muitos estádios vivem cronicamente às moscas?
É neste contexto que se insiste numa centralização pensada como panaceia. Mas os exemplos externos deviam servir de aviso, não de inspiração cega. O fiasco do contrato de centralização da liga belga e o colapso financeiro e reputacional da Ligue 1 francesa, com acordos irrealistas e operadores a recuar, mostram o perigo de sobrevalorizar um produto que não acompanha as expectativas criadas. O mercado não perdoa ilusões.
Há um dado que raramente entra na equação com a seriedade devida: o contributo decisivo dos quatro grandes para o ranking da UEFA. Portugal mantém uma posição europeia relevante porque Benfica, FC Porto, Sporting e SC Braga conseguem concentrar receitas suficientes para competir — com limitações, mas com dignidade — contra clubes de países com orçamentos incomparavelmente superiores e pontos de partida muito mais vantajosos. Retirar-lhes capacidade financeira em nome de uma competitividade artificial é um risco estrutural para o futebol português como um todo.
Sem esses pontos na UEFA, não há prémios, não há vagas europeias, não há visibilidade internacional, não há crescimento do tal bolo. Há apenas empobrecimento coletivo disfarçado de justiça distributiva.
Isto não significa defender um status quo imutável ou ignorar a necessidade de solidariedade. Pelo contrário. Mas a solução não passa por um modelo clássico de centralização que ignora as nossas idiossincrasias. Passa por pensar primeiro nos alicerces: redistribuição mais justa das receitas UEFA, reformulação dos quadros competitivos e investimento sério e obrigatório em infraestruturas.
É inaceitável que um clube da Primeira Liga jogue anos a fio em casa emprestada, como acontece com o Casa Pia. É incompreensível que o Rio Ave continue sem uma bancada que aparece nas transmissões televisivas. Quem quer comprar um produto que se apresenta incompleto, improvisado e visualmente pobre? A atratividade começa na credibilidade.
Os clubes com menos recursos precisam de critérios claros de desenvolvimento sustentável. Não podem continuar a ser empurrados para investidores em forma de D. Sebastião em nome de um sucesso imediato que raramente se concretiza. Esse caminho faz-se com mecanismos de solidariedade, mas ancorados em quem mais contribui efetivamente para a posição de Portugal na Europa. Não através de uma falsa competitividade que apenas retira recursos fundamentais aos motores do sistema e fragiliza o todo a médio e longo prazo.
A centralização, tal como está a ser pensada, arrisca-se a ser mais um caso de boas intenções e maus resultados. Um modelo rígido para uma realidade fluida. Uma solução única para um problema que exige nuance, diferenciação e coragem política.
Não é possível querer que o bolo cresça sem rever a receita primeiro. E enquanto insistirmos em copiar modelos alheios, ignorando quem somos e onde estamos, continuaremos a discutir a divisão de um bolo cada vez mais pequeno — convencidos de que o problema está apenas na faca."

Pela abolição das recargas nos penáltis


"Os penáltis constituem, provavelmente, um dos momentos mais importantes de cada jogo de futebol. Mesmo quando não existem, dificilmente alguém não reclamará a existência de um ou dois.
Com tanta polémica à volta deles, era escusado andar a discutir-se durante dias se um jogador entrou na área antes ou depois de o pontapé ser efetuado.
Sou fervoroso defensor de se mexer pouco nas regras do jogo mais simples e universal que há, mas creio que teríamos a ganhar se os penáltis passassem a constituir apenas um remate. Se entrar é golo, se não entrar é pontapé de baliza. Como sucede (obviamente sem a reposição) nos desempates. É só uma ideia.

De chorar por mais
O Académica-Belenenses da Liga 3 foi o terceiro jogo do último fim de semana com mais público nas bancadas.

No ponto
A magia da Taça de Portugal também é a de poder haver, hoje, uma meia-final entre Fafe e Torreense. Ganhe o melhor.

Insosso
Voltou a não ser bom o ambiente entre FC Porto e Sporting, ao contrário dos jogos entre eles.

Incomestível
É incrível como o Boavista, um dos cinco campeões portugueses, termina assim. Ninguém tem culpa? Muito triste."

O que valem os adeptos no sucesso?


"A descida do Aves SAD da I Liga volta a colocar um tema estrutural na vida dos clubes: o papel dos adeptos no seu sucesso. Não há uma relação direta entre dimensão da massa adepta e títulos, até porque no alto rendimento só poucas equipas conquistam as diversas competições por época, mas há uma correlação relevante entre consistência competitiva e base de apoio.
Adeptos leais garantem presença nos momentos críticos, deslocações, ambiente em jogos decisivos e, sobretudo, uma continuidade emocional e social quando os resultados falham. Claro que existe o reverso com a exigência e pressão, mas raramente temos o melhor dos dois mundos num contexto tão competitivo como este. Mesmo assim, a ausência de adeptos tende a pesar muito mais do que a sua exigência.
Clubes que nascem hoje numa espécie de tubo de ensaio enfrentam um desafio enorme: criar pertença. Sem ou com pouca história, na maioria das vezes sem raízes locais e sem comunidade, a sustentabilidade fica fragilizada. Em Portugal, exemplos recentes como clubes que se transferem ou querem nascer em zonas com quadros competitivos mais fáceis, mostram que a falta de massa crítica como pessoas no estádio, ligação ao território, identidade corrói qualquer (até pode ser bom) projeto. O problema não é apenas financeiro, é estrutural, emocional e social.
Podemos recolher boas estratégias como exemplos. O Como 1907 investe em experiência, o tal belonging e posicionamento para competir numa zona com muita oferta. O FK Bodo/Glimt demonstra que é possível ter sucesso com uma base menor, mas num contexto onde nenhum clube tem grandes multidões. São realidades distintas, mas com um denominador comum, a intenção estratégica sobre o que fazer com o adepto. No fim de semana tivemos, numa liga não principal (Liga 3), um Académica-Belenenses, com 15 mil pessoas. E se a hora tivesse sido por exemplo 15h00 e não 19h00, se calhar teríamos mais interessados.
Em Portugal, tratamos mal os adeptos, não por intenção, mas por definição de prioridades. Temos problemas de organização de uma jornada para a outra, estádios pouco ou nada operacionais e confortáveis, deslocações penalizadoras e um modelo de receitas excessivamente dependente de terceiros (nomeadamente direitos televisivos) que reduzem a capacidade de os clubes influenciarem a sua própria procura. O resultado é ter menos gente, menos receita própria, menor ligação.
Adiciono três condicionantes. Primeiro, a concentração: a esmagadora maioria dos adeptos identifica-se com três clubes e também a maioria dos clubes que não os grandes têm de dividir os seus adeptos com os tais grandes. Segundo, a preferência pelo clube em detrimento do desporto traz valores que por vezes não interessam, o que limita o interesse por jogos fora desse eixo. Terceiro, o modo errático e a pouca predisposição para acolher adeptos visitantes, desperdiçando várias oportunidades de fazer com que as pessoas fiquem apaixonadas pelo jogo e não apenas pelo clube.
Conclusão: mais adeptos não garantem sucesso ou títulos, mas aumentam a probabilidade de estabilidade, receita e rendimento mais sustentável. Ignorar isto é um enorme risco. Porque quando os adeptos faltarem em maior escala, o vazio não vai ser apenas nas bancadas, será na competição, no jogo e no modelo do clube. E aí, recuperar vai ser mais complexo, até porque as novas gerações procuram diferentes emoções e não se reconhecem no mesmo."

O Jogo das Casas 🏠

Muito Benfica para apoiar


"Nesta edição da BNews, o destaque recai na agenda desportiva do Benfica dos próximos dias.

1. Jogo das Casas
O tributo às embaixadas do benfiquismo é no sábado. Em entrevista à BTV, Domingos Almeida Lima, vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica, enaltece a iniciativa: "É a oportunidade de os sócios do Benfica tributarem a estes dirigentes das Casas Benfica o seu agradecimento pelo trabalho que fazem em prol da mística do Benfica, em prol do Clube."

2. Foco no Moreirense
O plantel às ordens de José Mourinho prepara o embate com o Moreirense, sábado, às 18h00, no Estádio da Luz.

3. Últimos resultados
Ao vencer o Leões Porto Salvo por 3-6, o Benfica está apurado para as meias-finais da Taça de Portugal de futsal no masculino. No futebol de formação, a equipa B foi derrotada por 3-0 na visita à Oliveirense.

4. Jogo do dia
A equipa feminina de voleibol disputa a negra das meias-finais dos play-offs do Campeonato Nacional no reduto do FC Porto (20h30).

5. Agenda para sexta-feira
Os Sub-23 visitam o Sporting (16h00). A partida das meias-finais da Taça de Portugal de futsal entre Benfica e Nun'Álvares está marcada para as 18h00 em Gondomar.

6. Sábado preenchido
Benfica e Moreirense encontram-se na Luz às 18h00. A equipa feminina de futebol atua em Braga às 18h30. Os Juniores visitam o FC Porto às 16h00. Os Juvenis recebem o Vitória SC às 12h00.
Nos pavilhões da Luz há embates com Sporting em andebol (14h00), Vasco da Gama em basquetebol (15h00) e Basquete Barcelos em basquetebol no feminino (19h30).
Às 13h00 há o Belenenses-Benfica em râguebi no Belém Rugby Park. A equipa feminina de andebol desloca-se ao reduto do Madeira SAD (15h00). A equipa feminina de futsal defronta o Braga em Gondomar nas meias-finais da Taça de Portugal (14h00). Em hóquei em patins, em Tomar, nas meias-finais das respetivas Taças de Portugal, a equipa masculina mede forças com o OC Barcelos (16h30) e a feminina com a Sanjoanense (14h00). Às 18h00, no Pavilhão João Rocha, começa a final do Campeonato Nacional de voleibol no masculino entre Benfica e Sporting."

História Agora


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Benfica Podcast #591 - The Derby

Falar Benfica - Conversa Gloriosas #49 - Vitória no dérbi, recepção Moreirense, os centrais e as modalidades

O Benfica Somos Nós - Diário #7

O Benfica Somos Nós - Diário #6

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Zero: Tema do Dia - Sporting resistiu e FC Porto não conseguiu

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