Últimas indefectivações

terça-feira, 8 de setembro de 2026

ACF: BENFICA 5-1 FC PORTO: CINCO GOLOS, CINCO ESTRANGEIRAS E UM FC PORTO QUE DESISTIU APÓS O 3-1

Tailors - Final Cut - S06E37 - Nuno Lobo

Segundo Poste - S06E05

MasterVi: Mercado Benfica...

Oliveira: PORTO BATE MOREIRENSE E SPORTING BATE NACIONAL! RIJOS!

DAZN: Premier League - Jornada 3 - Golos

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

DAZN: F1 - A remontada épica de Antonelli

BolaTV: Falso Plano #138 - Uma semana cheia de Aertimanhas

Agosto terminou bem


"1. Que máquina. Já não há palavras que cheguem para descrever as proezas de Fernando Pimenta. Talvez a expressão campeão dos campeões seja a que melhor o define. No passado fim de semana conquistou 2 medalhas de ouro no Campeonato do Mundo de Canoagem na cidade polaca de Poznan. Ganhou o ouro nas provas de K1 1000 metros e de K1 5000 metros. Pimenta tem 37 anos, não é um pormenor.

2. Trata-se do maior canoísta do mundo. É português, de Ponte de Lima, e é atleta do Benfica. É um orgulho para o Sport Lisboa e Benfica ter nas suas fileiras desportivas um campeão desta dimensão inigualável. Só na distância de 1000 metros, Pimenta soma agora 10 pódios mundiais com 4 medalhas de ouro, 3 medalhas de prata e 3 medalhas de bronze. É o atleta mais medalhado da história dos Mundiais de canoagem.

3. O presidente do Benfica esteve em Florença por ocasião das comemorações do centenário da Fiorentina, clube que representou durante sete épocas. Foi recebido como um príncipe aquele que, ainda hoje, é considerado o centrocampista “mais sublime” que alguma vez vestiu a camisola “viola”. Em Florença, no final do século passado, Rui Costa fez 277 jogos, 51 golos e 32 assistências. E dali foi para o Milan, onde conheceu as maiores glórias desportivas.

4. João Palhinha foi muito bem recebido no Estádio da Luz na noite de segunda-feira. O Benfica defrontou e venceu o Estoril e Palhinha entrou em campo pela meia hora de jogo para substituir Enzo Barrenechea, que saiu lesionado. O internacional português recebeu uma ovação à Benfica assim que pisou o relvado. 

5. Outra coisa, francamente, não se esperaria e foi desse modo que os adeptos presentes no estádio lhe comunicaram como é bem-vindo na nossa casa.

6. Palhinha fez uma excelente exibição ao ponto de ter sido escolhido como o homem do jogo. No fim, teve palavras bem pensadas e de enorme modéstia perante o prémio que recebeu, salientando a importância do coletivo. E fez promessas. “Vou dar sempre tudo. Estou muito feliz, isto é só o começo”, disse. Acredito que terá sido o começo de uma linda história. Agosto terminou bem, não haja dúvida.

7. Ultrapassados o St. Gallen, o Hearts e o Aarhus, logo se seguiu o sorteio da fase de liga da Liga Europa. Não se pode dizer que o Benfica não teve um sorteio simpático. O adversário com maior nome é o AC Milan, contra quem começamos esta caminhada no dia 16 de setembro, em Milão. Que seja uma longa e proveitosa caminhada."

Benfica News, in SL Benfica

Contra as expectativas


"CAVÉM DEMONSTROU QUE A VONTADE DE VENCER CONSEGUE SUPERAR QUALQUER ADVERSIDADE.

O defeso é sempre um período de entusiasmo para os adeptos. A cada nova contratação renovam-se as aspirações a títulos e alimenta-se a esperança de uma época de sucesso. Sem jogos para ocupar as manchetes, a silly season domina o espaço mediático: multiplicam-se as notícias sobre possíveis reforços, sucedem-se rumores e especulações, e uma infinidade de nomes é associada aos clubes, aumentando a expectativa e o interesse dos adeptos.
No verão de 1955, um dos jogadores que mais fez correr tinta foi Cavém. Inicialmente apontado ao Benfica, esteve muito perto de assinar pelo Vitória FC, mas acabariam por ser os encarnados a vencer a disputa pela sua contratação. A aquisição despertou enorme entusiasmo entre os benfiquistas, ansiosos por ver Cavém atuar de águia ao peito. Contudo, poucos dias depois da assinatura do contrato, o avançado sofreu uma grave lesão no menisco, que obrigou a uma intervenção cirúrgica. Os prognósticos apontavam para uma recuperação prolongada, estimada em vários meses.
No dia seguinte à operação, Cavém mostrou-se otimista numa entrevista à imprensa, afirmando que esperava regressar “lá para dezembro”. Os jornais reagiram com ceticismo, considerando tratar-se de um “excessivo optimismo da sua parte, pois normalmente é muito mais longo o período de restabelecimento”.
O tempo acabaria por lhe dar razão. A estreia pelo Benfica ficou agendada precisamente para o primeiro aniversário do Estádio da Luz, frente ao Valência, a 1 de dezembro de 1955. A rapidez da recuperação surpreendeu os próprios jornalistas: “Se não é recorde, deve andar lá muito perto.”
Perante os espanhóis, Cavém entrou algo condicionado, revelando natural receio nos primeiros minutos e evitando os duelos físicos. Porém, à medida que o encontro avançava, foi libertando o seu futebol, impulsionado pela confiança que lhe transmitia o apoio vindo das bancadas. A sua exibição cresceu de rendimento, apesar de o Benfica ter recolhido aos balneários em desvantagem por 2-1.
A segunda parte começou de forma demolidora para os encarnados. Apenas três minutos após o reatamento, José Águas restabeleceu a igualdade. O Benfica assumiu o controlo da partida e Cavém evidenciava-se cada vez mais. Aos 81 minutos, correspondeu da melhor forma a um cruzamento longo de Salvador e marcou o golo que fixou o resultado em 3-2, selando uma reviravolta memorável.
No rescaldo do encontro, a imprensa foi unânime nos elogios ao avançado, afirmando que “a estreia de Cavém agradou a gregos e troianos”. Destacava-se não apenas a extraordinária rapidez com que superara uma lesão grave, mas também a forma como se adaptara imediatamente ao novo contexto competitivo. A estreia de Cavém representou a afirmação de um jogador capaz de transformar a adversidade em motivação e demonstrou que ele possuía uma das características mais valorizadas na história do Benfica: a capacidade de nunca desistir perante os obstáculos.
Saiba mais sobre este magnífico jogador na área 23 – Inesquecíveis, do Museu Benfica – Cosme Damião."

António Pinto, in O Benfica

Aulas de Pilates


"Ao passar a barreira dos 50 anos, sinto-me mais preso de movimentos e vão aparecendo dores nos músculos, contraturas e pontadas na espinha que não eram habituais. Faz parte do envelhecimento e uso da máquina. Aconselharam-me Pilates, um popular método de exercícios criado na década de 1920 por um alemão que lhe deu o nome. A ideia é que se trabalhe uma conexão entre corpo e mente, tratando e prevenindo problemas na coluna vertebral. Por questões físicas, estou tentado a experimentar, mas não deveria ser o único a fazê-lo.
O senhor Joseph Pilates nunca imaginou que o seu método pudesse ser a receita ideal para alguns dos grandes entendidos do futebol português. Não vejo melhor solução para tanta basculação de coluna (ou ausência dela) a que se tem assistido neste início de temporada. Em especial quando se fala do mercado de contratações do Glorioso em comparação com o que tem andado a fazer a dupla de amigos do Altis. Deve ser difícil conseguir dormir à noite com tanta reviravolta de opiniões, estiramento do músculo da verdade e falta de flexibilidade para conseguir elogiar o que foi feito de positivo.
Não sendo possível, e enquanto não chegam as aulas de Pilates para os especialistas, resta-nos continuar a ver a equipa masculina do SL Benfica a jogar, com os mesmos jogadores do ano passado e mais algumas contratações que surgiram – para os experts – do nada e só puderam opinar sobre elas quando desembarcaram nas Chegadas da Portela. Por dá cá aquela Palhinha, vão desancando em tudo, mantendo bem colocadas e ainda melhor forradas as palas das cores dos seus pobres e limitados corações."

Ricardo Santos, in O Benfica

No bom caminho


"Após 9 jogos oficiais realizados, com o primeiro objectivo da temporada cumprido (a entrada na fase regular da Liga Europa), já podemos ver como e para onde caminha este Benfica.
De forma inteligente, Marco Silva montou um onze-base totalmente formado por jogadores que não haviam estado presentes no Mundial. Isso permitiu ganhar rapidamente rotinas, com atletas frescos e disponíveis, e ir ultrapassando, um a um, os obstáculos europeus que surgiram pelo caminho. Vice-campeões da Suíça e da Escócia e campeão da Dinamarca, foram cilindrados com resultados agregados de 6-2, 7-2 e 6-2 respectivamente. Não fosse o tropeção diante do Académico de Viseu (jogo em que os adeptos, manifestamente, fizeram falta), e estaríamos perante um início de época perfeito.
Agora, em cima de vitórias e de boas exibições, quem chegou mais tarde tem de esperar a oportunidade para entrar na equipa titular. A lesão de Enzo Barrenechea permitiu a estreia antecipada de João Palhinha – contratação que mais entusiasmo gerou entre os benfiquistas, tratando-se de um experiente internacional que, pese embora a passagem pelo rival de Alvalade, ostenta o cartão de sócio do nosso clube desde a infância.
Mais tarde ou mais cedo, o agora capitão Aursnes voltará, também ele, à equipa. E assim ficaremos com um meio-campo bastante versátil e robusto. Na frente, Prestianni está a afirmar-se como um craque, Pavlidis tem marcado em todos os jogos e Rafa vive um excelente momento. Olhando para o nosso melhor onze, do meio- -campo para a frente já podemos ver uma equipa com perfil de campeã.
Há, porém, muito trabalho a fazer no processo defensivo. É esse o desafio para as semanas que se seguem: tornar a área do Benfica uma fortaleza inexpugnável, onde não sejam concedidas tantas oportunidades nem permitidos golos aos adversários."

Luís Fialho, in O Benfica

Quando um sonho entra em campo


"Todos sabemos que um clube de futebol não é apenas de futebol e, quando se trata do Benfica, esta verdade atinge proporções épicas no campo social. Quando uma criança com uma doença rara entra num estádio, conhece os jogadores que admira, pisa o relvado ou recebe a camisola do seu ídolo, aquilo que acontece não cabe no resultado de um jogo. Para estas crianças e para as suas famílias, tantas vezes obrigadas a viver entre hospitais, tratamentos, incertezas e uma rotina que pouco tem de normal, realizar um sonho significa recuperar, por algumas horas, o direito à normalidade de ser criança, criando uma memória inesquecível para uma vida em que nem sempre abundam razões para sorrir.
Mas estes momentos têm uma força ainda maior porque não são vividos apenas por quem recebe e, nesse sentido, transformam também quem participa: em primeiro lugar os jogadores, habituados à pressão da competição e à exposição pública, reencontram a dimensão mais humana da camisola que vestem e percebem a multiplicidade de razões pelas quais os benfiquistas chamam Sagrado ao seu Manto. As bancadas, claro está, compreendem-no imediatamente: milhares de adeptos emocionam-se com uma criança que talvez nunca tinham visto antes, apesar da onda mediática das redes sociais, e aplaudem-na como se fosse um golo, ofertando-lhe a imensa energia da união da família benfiquista reunida em torno de si e mostrando à criança e aos pais que não estão sozinhos.
Esta é também, sem dúvida, parte da extraordinária responsabilidade social que cabe aos grandes clubes e que o Benfica assume ao usar a sua notoriedade, os seus símbolos, os seus atletas e a força dos seus adeptos para oferecer pertença e produzir felicidade e esperança. É certo que sonhos não curam, mas agigantam a vida, erguem cabeças e abrem sorrisos. Na Luz ainda mais. Como o Velho Capitão disse um dia: “Só nós sentimos assim!”"

Editorial


"1. Na capa deste jornal O Benfica, espaço central para os reforços assegurados neste final de mercado, capazes de oferecer mais variedade e potencial ao onze do Benfica. Avista-se uma dupla jornada para o Campeonato antes da receção ao Gil Vicente no Estádio da Luz, e é sobre esses adversários, diante dos quais se ambiciona somar 6 pontos, que nos debruçamos também nas primeiras páginas desta edição.

2. É uma carreira notável de um campeão que orgulha todos os benfiquistas, competição atrás de competição. Fernando Pi - menta selou mais duas medalhas de ouro nos Mundiais de canoagem e está igualmente em destaque nesta edição. Aos 37 anos, Pimenta mantém-se no topo como o melhor do mundo, ele que é um embaixador ímpar dos valores do Clube e do Benfiquismo. Parabéns, Fernando Pimenta. Estamos gratos por este trajeto de excelência e por essa extraordinária vocação para vencer.

3. Foi um momento sublime de solidariedade e emoção antes da partida com o Estoril: Salvador cumpriu o sonho de vir ao Estádio da Luz e estar próximo dos jogadores do Benfica. A entrada no relvado com Rafa, passo ante passo, com um só dedo que nos ligava a todos, mais de 63 mil nas bancadas, deixou-nos emocionados e orgulhosos de uma Fundação Benfica que vai muito para além do Clube. Esta é a tua casa, Salvador! Para acompanhar neste jornal e rever em imagens de vídeo nas várias plataformas do Benfica, porque o momento é de singular sensibilidade e ternura.

4. Três Supertaças em disputa neste fim de semana, para acompanhar ao minuto nos vários meios do Benfica. Nas páginas deste jornal, lançamos um olhar sobre a ambição das nossas Inspiradoras em trazer mais um troféu para o Museu Cosme Damião pelas palavras da nossa capitã, Pauleta. No futsal, a determinação em voltar a celebrar uma conquista depois dos Campeonatos conquistados é enorme e, com o apoio dos adeptos em Vila do Conde, partimos para finais no futsal masculino e feminino com ambição de vencer. Força, Benfica!"

Pedro Pinto, in O Benfica

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

4.ª Supertaça

Benfica 5 - 1 Corruptas


Goleada, na conquista de mais uma Supertaça, após alguns desaires inesperados neste troféu no passado recente!


O jogo começou complicado, com o Benfica a manter, infelizmente, as fragilidades nas bolas paradas defensivas! 


Mas no jogo jogado, a superioridade foi sempre inequívoca, só a cacetada em doses industriais no meio-campo, adiou os golos do Benfica, que inevitavelmente teriam que aparecer...



Este defeso trouxe várias surpresas, principalmente nas saídas, aparentemente com a nova diretora da secção a ter um conflito pessoal com uma empresária a ser a justificação, algo que não me agrada, pois estas questões não deviam determinar quem fica e quem saí!


Em relação ao plantel, acho que acertámos na política de contratações. No 2.º ano do treinador, construímos um plantel, para o Modelo de jogo que temos. Hoje nem todas as novidades jogaram, mas a Dorsin deu nas vistas.


Ainda assim, existe uma clara aposta em jovens da nossa Formação, algo que é fundamental para o futuro próximo do Benfica e do futebol feminino português...

Nojo no masculino e no feminino, não fazem discriminação!

Funcionários públicos, ao serviço da associação mafiosa que têm orgulho de fazer parte!!!

Arbitragem inadmissível retira mais um troféu ao Benfica


"O Sport Lisboa e Benfica repudia a arbitragem da final da Supertaça de futsal, marcada por erros graves com influência direta no resultado e na atribuição do troféu.
O momento mais flagrante ocorreu na 2.ª parte, quando foi anulado um golo perfeitamente legal a Carlos Monteiro, que colocaria o Benfica em vantagem.
As leis do Jogo são claras: um golo marcado com o ombro é válido. Apesar de terem revisto as imagens através do suporte de vídeo, os árbitros decidiram anular o lance. Uma decisão absolutamente inadmissível, ainda mais grave por ter sido tomada após o recurso à tecnologia.
Também no terceiro golo do Sporting os regulamentos foram ignorados. Arthur foi alvo de um bloqueio ilegal, do qual o adversário retirou vantagem direta para marcar. A infração deveria ter sido sancionada como a sexta falta do Sporting, dando ao Benfica o direito a um livre de 10 metros. Em vez disso, foi validado um golo que condicionou decisivamente o desfecho da partida.
Já com o resultado em 2-3, ficou ainda por assinalar uma falta evidente sobre Carlos Monteiro, pontapeado por Diogo Santos, que daria origem a novo livre de 10 metros a favor do Benfica.
Foram vários erros claros, todos em momentos determinantes e todos em prejuízo do Sport Lisboa e Benfica.
O futsal português não pode continuar a aceitar arbitragens que adulteram resultados e decidem troféus."

Roubo

Fever Pitch - Domingo Desportivo - Barreiro ao Som de Turnstile nos Barreiros

ENFIEM A VIOLA NO SACO


"1. Depois de tudo pelo que passou - chegaram inclusivamente a vaticinar-lhe o fim da carreira ao mais alto nível -, Prestianni entrou em 26/27 a um nível absurdo: todos os indicadores ofensivos e defensivos explodiram em relação aos da época passada, época passada essa que já tinha sido a do começo da sua afirmação.

2. Os números do Sofascore a que recorro - podiam ser do Flashscore ou do Goalpoint - não mentem nem deixam margem para dúvidas: na nossa liga, Prestianni passou de uma avaliação média de 6.97 em 25/26 para 8.50 em 26/27 até à data. De resto, os dados são inequívocos: está mais em jogo e tem mais bola, remata mais e é mais certeiro nos remates, precisa de muito menos tempo para marcar golos, centra com mais precisão, tem mais sucesso nos dribles, sofre mais faltas, ganha mais duelos, recupera mais bolas. Prestianni ganhou muito com a passagem para o lado esquerdo do ataque, onde se sente mais confortável e é mais desequilibrador, mas ontem mostrou que pode bem ser uma solução a ter em conta para a posição que tem sido ocupada pelo Sudakov. Acresce que tem, sim, marcado golos, mas não só: tem marcado golos lindíssimos, golos com selo de autor, dois deles - um foi ontem - em que o golo é cem por cento dele: recupera a bola, progride com ela, finaliza com remates sem hipóteses para o guarda-redes contrário.

3. Não obstante tudo o que acima escrevi, o que mais me tem impressionado em Prestianni é a sua força e resiliência mental: joga como se por nada tivesse passado aos 19 anos de idade - e até uma lei com com o seu nome criaram. Diria que cresceu na medida exata dos ataques que sofreu; podem, portanto, continuar a bater-lhe porque ele vai ser cada vez melhor - e cuidado que, com apenas 20 anos de idade, tem ainda uma enormíssima margem de progressão pela frente.

4. Schjelderup e Prestianni são dois bons exemplos de que em futebol as avaliações são, não poucas vezes, precipitadas. No caso, o tempo encarregou-se de provar que estavam errados todos os que os consideraram a seu tempo uns barretes.

5. Uma nota extra para fazer referência ao bonito gesto que Prestianni protagonizou ontem ao chamar Leandro Barreiro para lhe entregar o prémio de "melhor em campo" a si atribuído. É precisamente esse o espírito que é necessário, diria indispensável, para conduzir equipas às vitórias e aos títulos.

6. Prestianni está efeito um homem e está feito um cracalhão. Façam o favor de meter a viola no saco todos os que vaticinaram - bem vistas as coisas desejaram - o seu fim após o episódio que protagonizou com Vinícius no estádio da Luz. A esmagadora maioria dos Benfiquistas, onde com orgulho me incluo, estiveram inequivocamente do seu lado. Bem merecem, por isso, vê-lo agora a este alto nível competitivo."

Tensões no rascord...


"Deduzo que escreveram mal tensão e que acrescentaram o “n”.
Vamos continuar neste timbre, e vamos continuar com adeptos a achar que quem tem de intervir é a direção! 
Não meus caros, vocês que alegam isso são os responsáveis por tal acontecer, porque são os que alimentam estas narrativas, são vocês que dão gás aos pasquins para criarem narrativas!
Só quando entenderem isso é que se pode responsabilizar quem quer que seja, mas enquanto continuarem a alegar que a responsabilidade de outros cagarem postas de pescada são da nossa responsabilidade então continuam a alimentar estas alimárias!!!"

5 estrelas !!!

FC Porto, Sporting e Benfica: fecho de mercado a três velocidades


"O fecho de mercado é um período que traz definição e estabilidade aos clubes. A partir deste momento, os jogadores deixam de viver cenários hipotéticos e concentram-se na realidade. Quando avalio o mercado de transferências, analiso sempre duas dimensões que se interligam: a desportiva e a financeira. A verdade é que a forma como os clubes atacam este período diz muito sobre o seu estado.

FC Porto: ficou mais forte
Desportivamente, o FC Porto saiu mais forte deste mercado. Reforçou posições que necessitavam de maior profundidade, nomeadamente o meio-campo e a frente de ataque. As chegadas de André Silva e Gimenez, a que se junta Samu, representam um upgrade para uma equipa que foi campeã com Gul e Moffi.
Para o meio-campo chegaram Hwang e regressou, novamente por empréstimo, Fofana. Ficaram seis jogadores com as características que Farioli pretende para três posições. Isto permitirá uma gestão física muito mais eficaz do que no último ano. Para a lateral esquerda chegou Souza, emprestado pelo Tottenham.
Uma das bases para o sucesso é não mexer demasiado nos plantéis vencedores. No caso do FC Porto, não foi vendido nenhum jogador que tenha sido habitual titular na última época e, além disso, foram acrescentadas soluções de qualidade nos setores que necessitavam de reforços.
Se juntarmos a análise financeira à desportiva, percebemos que o FC Porto trabalhou bem. A situação financeira dos azuis e brancos continua complexa e difícil. Não existe margem para loucuras. Por este motivo, o ataque ao mercado foi lento e cauteloso. Também por este motivo, o FC Porto teve de recorrer a dois empréstimos, Souza e Fofana, para trazer mais soluções para o plantel.
A venda de Mora foi essencial para gerar liquidez, atacar o mercado e dar um passo rumo a um resultado contabilístico positivo em 2026/27. Tendo em conta as dificuldades financeiras do clube e o caminho desportivo escolhido por Farioli, o FC Porto conseguiu sair mais forte deste mercado nas duas dimensões: desportiva e financeira.

Sporting: assume o risco
No caso do Sporting, começo por analisar a vertente financeira. A forma como o clube verde e branco atacou o mercado demonstrou várias coisas: coragem para assumir o risco de uma mudança tão drástica, capacidade financeira para executar o plano rapidamente e um planeamento bem definido, com entradas e saídas previamente estabelecidas.
Em simultâneo, é importante referir que, ao contrário de FC Porto e Benfica, o Sporting investiu mais no imediato, mas reduziu o orçamento. Vendeu jogadores com salários elevados e os que chegaram não se aproximaram desses valores. Esta é uma diferença importante: o investimento nas transferências é um custo que pode ser compensado por receitas extraordinárias (vendas de jogadores), enquanto os salários são custos recorrentes que o clube terá de suportar todos os anos.
Por fim, com todas estas trocas, acabou por baixar a média de idades, o que é determinante para ter um plantel capaz de gerar rendimento financeiro no futuro.
A parte desportiva é a que gera mais dúvidas. Não pela falta de qualidade do plantel, mas porque houve uma renovação muito grande, sobretudo no onze inicial. Perde-se experiência e maturidade, ganha-se juventude e ambição. A forma de jogar será necessariamente diferente. A grande questão é saber como este plantel, que perdeu muitas referências, vai reagir nos momentos de maior stress.

Benfica: visão de curto prazo
O mercado do Benfica foi o mais inconsistente dos três grandes. Desportivamente, as contratações de Palhinha e Lenglet, este último para substituir Otamendi, trazem qualidade imediata. Circati é uma boa opção que conjuga as vertentes financeira e desportiva. Kaminski pode ter sido mais um tiro ao lado, num investimento de 17 milhões de euros que tem tudo para correr mal. Os empréstimos de Durán e El Karouani são incógnitas.
Apesar de tudo, parece-me que, com exceção de Kaminski, todos estes jogadores se enquadram no que o treinador pretende e, por esse motivo, o plantel ficou mais forte.
De uma forma simples, a grande contratação foi Marco Silva, que, em poucas semanas, conseguiu valorizar ativos em quem muitos não acreditavam e criar uma identidade dentro do relvado à dimensão do clube.
Financeiramente, o cenário é diferente. Num ano sem Liga dos Campeões, o objetivo deveria ser reduzir os custos recorrentes do clube. O Benfica não o conseguiu fazer. Os salários de quem entrou são superiores ou similares aos dos que saíram. Por outro lado, teria sido importante vender alguns jogadores que não se enquadram na forma de jogar do treinador. Esse ojetivo não foi conseguido.
Começo por Ríos. Não me lembro de nenhum jogador que tenha ido para a Arábia e saído valorizado. Aqui, o erro do Benfica foi pedir um valor que ninguém iria pagar. Seria mais sensato pedir um valor inferior ao que foi investido, vender o jogador, assumir o erro e fechar um capítulo. Os dirigentes não o fizeram por receio da opinião pública. O resultado poderá ser ter de vender Ríos daqui a uns tempos por um valor ainda mais reduzido. É ainda de realçar que, mesmo na Arábia, aparentemente, o Benfica paga uma parte dos ordenados do jogador.
Outra questão foi Lukebakio. Mais um jogador com salário elevado, mas que não apresenta o compromisso que o treinador exige. Analisando o campeonato português, não tenho dúvidas de que em alguns jogos poderá ser importante. A questão é que o salário de Lukebakio deveria servir para ter um jogador que fizesse a diferença em todos os jogos.
Pelas dificuldades financeiras e pela instabilidade diretiva, o mercado do Benfica foi lento e populista. Apostou em jogadores com estatuto, alguns deles acima dos 30 anos, que deverão ser titulares e representam um aumento da base salarial para as próximas épocas. Com menos receitas recorrentes, devido à ausência da Liga dos Campeões, só existe uma forma de compensar o diferencial negativo crescente entre custos e receitas: a venda de jogadores.
Ao contrário do que as pessoas pensam, uma gestão desequilibrada não é benéfica para o clube. Se no imediato pode converter-se em vitórias, no médio prazo obrigará o clube a vender os jogadores que mais se valorizarem para compensar o desequilíbrio entre custos e receitas, fazendo com que a qualidade do plantel diminua. O objetivo de quem lidera deveria ser criar condições para vencer regularmente e não esporadicamente.

A VALORIZAR:
FLÁVIO GONÇALVES
Com 19 anos, o médio de ataque do Sporting demonstra muita qualidade. O difícil não é chegar ao topo, mas sim ter consistência.

A DESVALORIZAR:
PSG
Dois empates e uma derrota em três jogos da Ligue 1. Não está a ser um início de época fácil."

A diferença que Palhinha faz numa guerra que afinal não o era


"Estreia do trinco no onze libertou o golo de Barreiro no Funchal e Marco Silva provou que a convivência entre Prestianni e Schjelderup não é um dilema, mas, talvez, a grande solução...

No Funchal, o Benfica não se limitou a somar três pontos por conta da expressiva vitória por 3-0 frente ao Marítimo. No relvado pobre do estádio da Madeira, o futebol encarnado ofereceu respostas táticas profundas sobre o rumo que Marco Silva está a dar ao seu projeto, desmontando dogmas que pareciam instalados nesta fase inicial de temporada. A primeira grande evidência tem nome e apelido: João Palhinha.
A primeira titularidade do internacional português no miolo encarnado não trouxe apenas o rigor defensivo e a leitura de jogo que se lhe conhecem; trouxe, acima de tudo, libertação.
Com efeito, por conta do novo tampão a guardar as costas e a conferir uma sensação de segurança absoluta, Leandro Barreiro ganhou metros, libertou-se de amarras posicionais e surgiu com frequência em zonas de decisão.
Os dois golos (1-0 e 2-0), assinados pelo internacional luxemburguês — um atleta que esteve de malas aviadas para o futebol árabe e que permaneceu por exigência vincada do treinador —, são a prova provada do impacto indireto que Palhinha garante a todo o ecossistema da equipa.
Se no miolo a estabilidade abriu caminhos, na frente de ataque desfez-se uma narrativa inflamada. O duelo velado pela titularidade na ala esquerda entre Gianluca Prestianni e Andreas Schjelderup parecia ser uma guerra de exclusão mútua.
Contudo, quando o jogo no Funchal ameaçou ficar preso pela menor inspiração de Sudakov na zona central, Marco Silva mexeu com mestria: lançou o jovem norueguês para a faixa canhota e deslocou o prodígio argentino para o corredor central.
O resultado foi um momento de iluminação coletiva. Em vez de se anularam ou disputarem o mesmo espaço, a dupla dinamizou o ataque da águia com combinações vertiginosas, velocidade e pura irreverência técnica. A equipa ganhou fluidez instantânea e o auge dessa convivência traduziu-se num golaço de Prestianni a fechar as contas.
O jovem argentino vive um arranque de época fulgurante e assombroso: já contabiliza 6 golos, número que supera amplamente a soma de apenas 4 remates certeiros que registara no somatório de todas as suas épocas anteriores de águia ao peito.
Contas feitas, Palhinha estabilizou a estrutura e os miúdos provaram que a concorrência não é uma guerra de trincheiras, mas a simbiose perfeita que pode levar este Benfica a voar mais alto."

20 Anos Benfica Campus | Episódio 5

BI: Rescaldo - Marítimo...

Vermelho no Branco - 🔴 NOS BARREIROS MANDA BARREIRO! | Marítimo 0-3 Benfica em análise

ACF: MARCO SILVA TEM UM BENFICA FORTÍSSIMO OU APENAS ALGUNS JOGADORES EM GRANDE FORMA?

Falar Benfica - Análise do plantel

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Benfica ataca com fato de gala, Suárez até já mostra os dentes

Internacionalização...

Triunfo justo


"Em futebol, o Benfica ganhou, por 0-3, no reduto do Marítimo. No futsal, a equipa feminina venceu a Supertaça pela 10.ª vez e, na disputa do mesmo troféu, a equipa masculina foi derrotada numa partida cuja arbitragem foi inadmissível e retirou mais um troféu ao Benfica. Estes são os temas em destaque na BNews.

1. Prejudicado
O Benfica foi derrotado pelo Sporting, por 2-3, na Supertaça. Em comunicado oficial, o Sport Lisboa e Benfica "repudia a arbitragem da final da Supertaça de futsal, marcada por erros graves com influência direta no resultado e na atribuição do troféu".

2. Vitória merecida
Marco Silva elogia a capacidade da equipa para ultrapassar as dificuldades: "Há que dizer: um campo horrível para se jogar futebol, onde é quase impossível jogar. Uma vitória difícil, num campo difícil. É importante termos a capacidade de ganhar jogos como este, onde não é possível jogar sempre tão bem, de uma forma tão continuada como temos tido neste princípio de época."

3. Objetivo cumprido
Barreiro bisou e valoriza o coletivo: "O relvado não estava bom, mas sabíamos e estávamos preparados para fazer um bom jogo. Entrámos bem no jogo, fizemos um bom trabalho e o mais importante são os 3 pontos."

4. Man of the Match
Autor de um golo e considerado o Homem do Jogo, Prestianni demonstrou ter outra opinião e entregou o prémio a Barreiro.

5. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os três golos marcados pelo Benfica ao Marítimo.

6. Supertaça conquistada
A equipa feminina de futsal do Benfica ganhou, por 3-1, ao Nun'Álvares e venceu a Supertaça pela 10.ª vez. Na mensagem de felicitações, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, salienta "a competência e o empenho desde o início do jogo".

7. Supertaça para vencer
Em futebol no feminino, Benfica e FC Porto encontram-se em Viseu para disputarem a Supertaça (17h15).

8. Outros resultados
A equipa B de futebol perdeu, por 0-2, com o Torreense no Benfica Campus. Os Iniciados ganharam por 0-1 na visita ao Vitória FC. Em andebol, vitórias no masculino no reduto do Póvoa AC (30-37) e no feminino, na Luz, ante a Juve Lis (41-22). A equipa masculina de basquetebol sofreu um desaire com o Oviedo nas meias-finais do Torneio Internacional Cidade de Viana do Castelo (85-93).

9. 20 anos do Benfica Campus
Veja o 4.º episódio da série dedicada ao 20.º aniversário do Benfica Campus."

Liga: Gil Vicente 0 - 1 Académico

Liga: Guimarães 0 - 0 Casa Pia

Liga: Santa Clara 4 - 0 Rio Ave

MS: Mercado...

Operação: Marítimo...

Bola na Trave: Marítimo...

Vinte e Um - Como eu vi - Marítimo...

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Marco Silva - Marítimo...

Oliveira: Marítimo...

Terceiro Anel: Marítimo...

Observador: Relatório do Jogo - Marítimo...

BF: Marítimo...

5 Minutos: Live - Marítimo...

BARREIRO(S) NOS BARREIROS!


"Marítimo 0 - 3 Benfica

PRÉ-JOGO (Ideias escritas antes do jogo.)
1. Em Portugal não se interditam estádios por razões relacionadas com más condições dos relvados; em Portugal pintam-se os relvados-batatais de verde nas vésperas dos jogos para assim enganar o pagode, ignorando até o perigo que relvados nessas condições podem representar para os jogadores. A Liga, responsável maior por tudo isto, vai assobiando para o lado.

2. Sobre o vergonhoso preço dos bilhetes já me manifestei ontem através de um post aqui no Facebook. Parece que não caiu bem num certo adepto do Marítimo que me dedicou uma publicação - obrigado! - tratando-me como colonialista. É o complexo próprio de alguns, felizmente cada vez menos, ilhéus.

3. Palhinha no onze, era esperado, era uma questão de tempo, o tempo foi curto: foi chegar, treinar (pouco) e jogar.

JOGO (Apontamentos escritos em direto e publicados imediatamente após o final do jogo.)
4. Barreiro nos Barreirooooooos! De pé esquerdo na recarga a um remate cruzado com a marca de qualidade Prestianni: um-zero sem hipóteses para o redes, bem cedo no jogo, como convém.

5. Palhinha a brilhar neste início de jogo: bolas aéreas, duelos, recuperações e até um remate rasteiro a beijar o poste. E esta carga no Bah? O "critério largo" dos apitadores ainda vai dar asneira da grossa. Kaminski para defesa direito, quem sabe está ali um futuro lateral direito... Bem, o Pavlidis, numa super forma, mandou agora uma jarda indefensável para o redes, o malandro do poste esquerdo foi quem a defendeu. Que pena!

6. Os comentadeiros da Sporttv, mesmo antes das repetições, já sabem que um puxão no Prestianni dentro da área não foi penálti. Vejam o requinte, foi mais ou menos assim, cito de cor: "Os adeptos não podem querer menos faltas e depois reclamar destes lances." Passaram anos, ainda andam aziados com os jogos da Luz na BTV. Era preciso que agarrassem o Prestianni pelo pescoço?

7. Os jogadores maritimistas protestam cada falta, todas e cada uma que lhes é marcada, não lhes basta o "critério largo", nossa senhora, foram avisados de que dava para tudo? Até parece... Entrámos a todo o gás, mas o jogo tornou-se entretanto, a partir dos 30 minutos, mais dividido.

8. Provavelmente os 45 minutos da época com menos remates, apenas oito, talvez com o St Gallen na Suíça tenham sido menos. Um mau relvado prejudica mais quem ataca, a ver se entramos outra vez bem na segunda parte.

9. Eles entraram melhor que na primeira parte. Têm mais bola, entram mais vezes no nosso último terço, a bola vai mais vezes, e com mais perigo, à nossa área. É preciso fazer qualquer coisa. O Palhinha vai recuperando bolas atrás de bolas - sai uma vénia!

10. Segundo amarelo poupado ao Igor Julião, o "menino" mais faltoso do jogo, uma ceifadela no Prestianni, que chegou primeiro à bola. Assim é fácil ser intenso, vão pró crl! Vejo o Lenglet a subir de rendimento de jogo para jogo: sou só eu?

11. Barreiro(s)!!! Prestianni e Schjelderup a entenderem-se na esquerda, canto, Schjelderup a centrar ao terceiro poste, Pavlidis a assistir de cabeça e o Barreiro(s) - que lindooooo! - a concluir o golo do nosso descanso ao segundo poste contrário, foi só empurrar com a carola.

12. E o Schjelderup que entrou tão bem no jogo... Com Prestianni no lugar do Sudakov o jogo voltou a ser nosso, o jogo mudou. Faz-nos a vontade, Marco!

13. Ainda bem que o mercado fechou: mais um golo do Prestianni, só do Prestianni, todo do Prestianni: recuperou a bola, correu meio campo e tirou um coelho dos dele da cartola. Que maravilha!

14. Palhinha + Barreiro(s)-patinho-feio + Prestianni = 3 pontos! Quarta-feira é em Moreira de Cónegos. Carregaaaaaa!!!"

Barreiro é plural nos Barreiros e ajuda o Benfica a meter a quinta


"Um bis do luxemburguês abriu caminho para o triunfo das águias no Funchal, com um golaço de Prestianni a selar o 3-0. A equipa de Marco Silva chegou às cinco vitórias consecutivas, um registo jamais logrado em toda a época passada

Que bom é ter o estádio do Marítimo na I Liga. Que refrescante é que, neste regresso do clube do Funchal à elite, equipa e adeptos apareçam com o embalo da época passada, as bancadas cheias, muito apoio aos insulares, uma militância e um postal que se agradece num campeonato tantas vezes despido de gente e entusiasmo exterior.
Nos Barreiros, Leandro Barreiro. Um futebolista não óbvia, que chegou rotulado de operário, um gregário e esforçado recuperado de bolas vindo da escola centro-europeia. Mas há algo mais do que isso no homem com nome de cidade da Margem Sul, de cidade tão importante para o clube que representa.
Barreiro é um excelente intérprete dos espaços. Lê o campo e percebe onde deve estar. Diga-se que só um jogador muito inteligente é que consegue jogar a um nível alto sendo tão, digamos, normal ao nível técnico. E isto é um elogio.
Partiu de Barreiro a vitória do Benfica no belo reduto do Marítimo. Dois de Barreiro nos Barreiros, mais um de Prestianni para confirmar o grande momento.
E cinco vitórias seguidas. Marco Silva tardou 10 partidas para ganhar uma mão-cheia de maneira consecutiva. Não é um pormenor: em toda a época passada, nos 55 desafios que disputou, nunca o conjunto da Luz logrou ganhar cinco uns atrás dos outros.
O único ponto que, para já, não está tanto à altura do retorno do Marítimo é o relvado, não da máxima qualidade. Mas o Benfica apressou-se em tornar o que poderiam ser problemas num contexto mais fácil, com Barreiro a abrir o marcador logo aos 7'. O lance principiou nos pés da atual alma criativa desta equipa, Prestianni, culminando no faro de golo de Leandro.
Os homens de Van der Gaag, uma figura do Marítimo que ocupa a linha lateral com ar de general neerlandês que é filho adotivo da ilha, só se esticaram mais no segundo tempo. Ainda assim, apesar de um ou outro susto que causaram a Samuel Soares, não tiveram um verdadeiro remate de perigo para que o 1-1 chegasse.
Em sentido inverso, foram os visitantes sempre mais cerca do 2-0. João Palhinha foi titular pela primeira vez e fez muito bem de João Palhinha, recuperando bolas, sendo agressivo, policiando o meio-campo, ganhando duelos no ar e, até, rematando com perigo.
Pavlidis também atirou ao poste num primeiro tempo em que a má notícia para Marco Silva foi a saída, por lesão, de Bah. O dinamarquês cedeu o seu lugar a Kaminski, que provou ser tão impreciso tecnicamente a lateral quanto a extremo. A consistência tem valor.
O rugido do caldeirão sentiu-se na segunda parte. O Marítimo subiu, aproximou-se da área do adversário, teve alguns livres laterais, Paulo Henrique teve a bola à frente da sua cabeça, mas não conseguiu finalizar.
A hipótese da igualdade esfumou-se aos 71'. Será exagerado dizer que o Benfica estava incómodo, até porque a entrada de Schjelderup melhorou o futebol visitante. Seria na sequência de uma assistência de Pavlidis que Barreiro, que possui muito mais talento do pescoço para cima que do pescoço para baixo — reiterar que isto é um elogio —, encostou para o 2-0.
Com os três pontos no bolso, entrou em campo a hipótese da diversão. Este arranque de época tem sido quase sempre feito com o debate de ou Prestianni ou Schjelderup, mas ambos, em conjunto, provaram que o bom futebol se conecta quase sempre. O argentino selaria o 3-0 numa jogada individual, em que recuperou a meio campo, galgou metros e metros, fintou e ainda teve discernimento para atirar colocado.
Este Benfica, montado em tempo recorde por Marco Silva, vai crescendo a olhos vistos. Passar nos Barreiros será fácil para ninguém."

Resposta aos assobios e 'bis' de Leandro nos Barreiros


"Prestianni mantém um arranque de temporada acima da média. Leandro Barreiro bisou e atrás de si teve um João Palhinha campeão das recuperações de bola. Pavlidis esteve tão perto do golo...

Melhor em campo - Prestianni (7)
Assobiado no Caldeirão desde o início do jogo, respondeu da melhor forma: atrevido no um contra um, criou desde logo o lance que deu o primeiro golo. O guarda-redes do Marítimo ainda defendeu o seu remate característico de pé direito, mas a bola sobrou para Leandro Barreiro. Aos 22’ pediu penálti, o que só aumentou o coro de assobios. Na segunda parte esteve temporariamente menos bem na decisão e notoriamente mais cansado, até que Schjelderup entrou e os dois começaram a combinar com excelência. O golaço chegou aos 82', com uma recuperação de bola ainda no meio-campo do Benfica, uma corrida desenfreada a ultrapassar um adversário e o tal movimento do costume, desta vez a entrar em cheio na baliza maritimista. Parece sempre igual, mas travá-lo é que é difícil...

SAMUEL SOARES (5) — Não teve muito trabalho, mesmo no período em que o Marítimo carregou mais. O maior susto foi aos 51’, num pontapé de canto que passou por vários adversários que podiam ter encostado. Foi só olhar... 

BAH (4) — Entrou com vontade de dar profundidade ao corredor direito e a pujança levou-o a disputar um lance aos 14 minutos até à linha de fundo com um aparente empurrão do adversário, tendo acabado por abalroar os fotógrafos e lesionar-se no ombro/braço direito. Saiu de imediato.

LENGLET (6) — Joga sempre com um ar tranquilo, de quem controla a situação, que dá certamente segurança aos colegas de equipa. O Benfica encontrou a serenidade que precisava no centro da defesa.

TOMÁS ARAÚJO (6) — A velocidade e boa leitura de jogo valeram-lhe alguns cortes cruciais em lances do Marítimo que podiam ter criado perigo para a baliza de Samuel Soares. No passe também raramente falha. Levou cartão amarelo por um agarrão ao adversário.

DAHL (5) — Teve mais problemas no início da segunda parte, pois era quase sempre por ali que os madeirenses atacavam. Não arriscou muito no aspeto ofensivo, mas também, com Prestianni e Schjelderup por lá, não foi preciso…

JOÃO PALHINHA (7) — Na estreia a titular, começou a partida com uma perda de bola mas foi só para enganar. Foi o campeão das recuperações e ainda mostrou que pode ajudar nas bolas paradas, a aparecer bem ao primeiro poste. Pela amostra, vai ser figura imponente nesta Liga, trazendo um ritmo de outros campeonatos. Saiu aos 82’ para dar lugar a Barrenechea, que nesta altura deve estar a ver um futuro mais no banco…

LEANDRO BARREIRO (7) — Fez parte da avalanche ofensiva que o Benfica levou para os Barreiros no início da partida e apareceu bem na área, logo aos 7 minutos, para o primeiro golo da tarde. Com João Palhinha a 'limpar' tudo atrás, não teve de se preocupar enquanto as águias dominavam o jogo. Depois o jogo mudou e teve de correr mais atrás da bola, até que aos 71’ fez o 'bis', de cabeça. Os treinadores do Benfica nas últimas épocas têm reconhecido a sua utilidade, os adeptos hoje também.

SUDAKOV (4) — Tem talento, custou muito dinheiro, pode dar coisas à equipa que provavelmente mais nenhum jogador do plantel consegue, mas contou com mais uma exibição apagada e que deixa muitas questões sobre a sua titularidade.

RAFA SILVA (4) — Não quis ser protagonista deste jogo além da intervenção no lance que resultou numa bola ao poste e por isso, juntamente com Sudakov, foi o primeiro a sair sem ser por substituição forçada.

PAVLIDIS (6) — Um remate ao poste e um golo anulado por fora de jogo. Esta não era tarde para o grego marcar, o que começa a ser mesmo raro. Não é o elogio que os avançados mais procuram, mas ajudou defensivamente quando a equipa precisou.

KAMINSKI (5) — Entrou para o lugar do lesionado Bah e foi para lateral-direito. Perante a concorrência na frente, há que aproveitar as oportunidades. Gosta de ter espaço mas por vezes peca na execução. Acabou a subir no terreno e parece ser mais feliz por lá.

SCHJELDERUP (6) — Entrou aos 62’ e trouxe outra atividade ao ataque do Benfica. No corredor esquerdo, combinou sempre bem com Prestianni. Por que não jogar com os dois?

CIRCATI (4) — Entrou aos 62’, levando Kaminski a subir no terreno, e viu quase de imediato um cartão amarelo que o prendeu.

ENZO BARRENECHEA (-) — A concorrência é enorme, mas deu bons sinais e ouviu elogios do treinador no fim.

JHON DURÁN (-) — Continua a somar minutos aos poucos, mas o lugar está bem ocupado."

Marco percebeu o que estava mal e criou soluções com muito futuro


"O futebol é fantástico: até num batatal é possível executar uma obra de arte, como a de Prestianni. E a propósito do argentino, também se viu que é hiper-compatível com Schjelderup. E que Palhinha dá asas a Barreiro…

Para que se fique com uma ideia clara do que foi a visita do Benfica à Pérola do Atlântico, deve dizer-se que o Marítimo apenas teve um remate enquadrado, que Samuel Soares deteve facilmente, e antes (51') criou um lance de perigo num canto de Guzzo que Pedro Henrique quase aproveitava. Mesmo assim, sem passar por outros ‘sustos’, e apesar de ter o jogo controlado, o Benfica teve de correr atrás da bola no primeiro quarto de hora da segunda parte, para evitar dissabores. E fez bem, porque se assumisse a vantagem mínima como sinónimo de triunfo, teria muitas hipóteses de sair da Madeira a lamentar os pontos que lá tinha deixado.
Na hora de maior desconforto dos encarnados, Marco Silva entrou em jogo e com duas alterações (62') projetou o Benfica para outro patamar e terá tirado ilações para um futuro mais desanuviado.
Os encarnados, que estavam amarrados à insuficiência de Sudakov, despertaram para a última meia hora, e assinaram uma exibição convincente, com várias jogadas com nota artística, que assumiram alto grau de dificuldade face ao lamentável piso onde a partida se disputou.

MARCAR CEDO
Frente a um Marítimo que se apresentou num 4x2x3x1 muito versátil - houve momentos de defesa a seis com a descida dos alas e de 4x4x2, com o adiantamento de Guzzo - a equipa de Marco Silva chegou cedo ao golo, por Leandro Barreiro (7') e logo se percebeu que a ‘autonomia de voo’ de João Palhinha na posição ‘seis’ permitia ao internacional luxemburguês uma chegada à grande área contrária muito mais confortável do que a que tinha a lado de Barrenechea. Mas a circulação de bola dos encarnados, sempre dificultada pela irregularidade do relvado, não teve a qualidade de outros jogos e a dinâmica da equipa, onde Sudakov quer mas não pode, ressentiu-se. Para complicar a situação, Bah lesionou-se (17') e Marco Silva ensaiou, com escasso sucesso, Kaminski a lateral direito, decisão que viria a emendar mais tarde (62'), com a adaptação de Circati a essa posição, evitando usar Aursnes, com quem não quer correr riscos, passando o polaco a fazer a ala direita. Ao mesmo tempo (62') trocou Sudakov por Schjelderup, passou Prestianni para as costas de Pavlidis e com as pedras nos sítios certos arrancou para uma boa reta final.
O Marítimo, que tinha, até esse momento, obrigado o Benfica a trabalhos forçados na segunda parte (que deram para observar como Barreiro e Pavlidis são mesmo jogadores de equipa), viu-se perante uma dor de cabeça que não esperava quando Prestianni e Schjelderup começaram a carburar, em velocidade e qualidade técnica, criando condições para a vitória tranquila que se seguiria. Além da jogada que precedeu o 0-2, de Barreiro, onde a dupla argentino-norueguesa fez gato-sapato do lado direito dos leões da Almirante Reis, sucederam-se situações de futebol alegre, rápido e ágil, que empolgaram os adeptos e tiveram consequências práticas: a primeira foi tornar inócuas as mudanças operadas por Van der Gaag, que não conseguiram inverter a tendência ascendente do Benfica; a segunda passou pela criação de oportunidades de golo, fruto de um volume atacante que foi para além da forma e passou a ter conteúdo, que tolheu o ânimo e os movimentos à equipa da casa.

A OBRA-PRIMA
Após o 0-2, Marco Silva decidiu dar descanso a dois dos seus guerreiros, Palhinha e Pavlidis, e entraram Barrenechea e Durán aos 82 minutos, que já viram do lado de dentro a obra-prima de Gianluca Prestianni no 0-3, quando, sempre apertado por Rodrigo Andrade, correu 40 metros com a bola, travou e fletiu para o meio à entrada da área, e assinou um golo de placa com um espetacular remate em curva, com o pé direito, para a esquerda de Pastor. Foi a cereja no topo do bolo para Prestianni, que quando recebeu ordem para atuar pelo meio estava a perder fulgor na esquerda e, qual Fénix renascida, recuperou a alegria e a capacidade de desequilibrar, entendendo-se com Schjelderup de maneira a deixar água na boca aos benfiquistas.

JOÃO PALHINHA
O Marítimo, que não foi produtivo nos 15 minutos em que esteve por cima na partida, teve de se render à evidência de que estava a perder perante uma equipa com mais argumentos e acabou a aceitar o resultado, mais preocupado em não sofrer do que em marcar. Os insulares, que deviam ter em Tejón o elemento mais incisivo, acabaram por não aproveitar as dificuldades sentidas pelos encarnados na direita após a saída de Bah, e viraram-se, com Limbombe como chefe de fila, para a ala contrária.
Sem Bah, será que chegou a hora de Banjaqui, regressado à equipa B após lesão? O futuro o dirá…
Mas falar deste jogo sem referir a estreia a titular de João Palhinha seria deixar o trabalho incompleto, porque, com ele, a forma de jogar do Benfica altera-se, melhorando não só na capacidade de recuperação da bola e na eficiência no jogo aéreo, mas também criando condições para que quem joga teoricamente ao lado dele chegue com mais frequência à frente, o que será de grande utilidade especialmente contra equipas (e são muitas, na nossa Liga) que usam sistemas ultra-defensivos.
Sendo os três pontos em disputa o objetivo máximo do Benfica, provavelmente Marco Silva regressou do Funchal com uma equipa mais perto do que o plantel de que dispõe pode valer. E nesta fase em que ainda apalpa terreno, o que viu pode refletir-se no muito que resta desta época."