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sábado, 17 de outubro de 2026

Golos...

Zero: Canto - "Messiani" na noite do Sr. Toni

Números...

Bem lembrado, os famosos assobiadores não desapareceram !!!

Falar Benfica - Conversas Gloriosas #70 - Os 4-1 ao Celtic, o jogo no Chipre e as modalidades

Terceiro Anel: Bola ao Centro #239 - DE TANGO EM TANGO!! 🦅🔴

Os Gloriosos Benfiquistas - S06E21 - Celtic

BF: Pilares...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Mais, menos e assim-assim: o rescaldo da jornada europeia

Observador: E o Campeão é... - Benfica goleia, Porto erra e o Torreense cai de pé?

Observador: Três Toques - Vitinha, ídolo dos amantes de Cerelac... e o Vitinho

BolaTV: Toque de Bola - Histórias insólitas de arbitragem que não existiriam com o VAR

Primeiro Toque - Linha Lateral - Sérgio Vieira...

Throne - The Football Season That Will NEVER Happen Again

Chiringuito Futsal #2

Amor Pódio #3 - António Félix da Costa - Automobilismo

SportTV: NBA - S05E02 - Previsões para o Este 🍀

Build: Inside BENFICA's €295M Estadio Da Luz EXPANSION

Triunfo merecido


"O Benfica ganhou por 4-1 ao Celtic na 2.ª jornada da fase de liga da Liga Europa. Este é o tema principal da BNews.
1. Goleada bem conseguida
Para Marco Silva, o resultado reflete o que se passou em campo: "Uma vitória totalmente justa da nossa equipa. E uma primeira parte de muito bom nível, mesmo. Pela capacidade que tivemos para criar oportunidades, fazer os golos e dominar totalmente. Fez parecer que o jogo era mais fácil do que na realidade era." 

2. Objetivo cumprido
Durán lembra a mentalidade do grupo de trabalho: "Se jogamos, tem de ser para ganhar. E queremos ganhar, trabalhamos para isso. Passo a passo, vamos jogando e fazendo tudo o que temos de fazer para estar na luta."
Prestianni realça a exibição e a vitória: "Conseguimos jogar bem e conquistar três pontos importantes em casa."
Bah salienta o triunfo alcançado: "Tínhamos simplesmente de fazer o nosso jogo, e foi isso que fizemos na primeira parte. Não senti que tivesse sido um jogo fácil, embora o possa parecer. Mas fizemos uma boa exibição."
Echeverri enaltece o percurso inicial na prova e quer mais: "A equipa está a trabalhar muito bem. Estou muito feliz por termos vencido estes dois jogos e isto é apenas o início."

3. Toni acarinhado
Quase 60 mil nas bancadas cantaram os Parabéns à glória do Benfica, Toni, que anteontem completou 80 anos de vida.

4. Agenda para sábado
Há três dérbis com o Sporting neste dia: em Viseu, às 16h00, os dois clubes disputam a Supertaça de voleibol no masculino; às 15h30, em Torres Vedras, joga-se a meia-final da Taça Jesus Correia de hóquei em patins no masculino; e, às 15h00 no adidas Benfica Campus, é a vez dos Juniores de futebol. Na Luz há jogo de basquetebol no masculino entre Benfica e Oliveirense (17h00), seguido pelo embate no futsal no feminino entre Benfica e Santa Luzia (19h00). As equipas femininas de andebol e de basquetebol e a masculina de râguebi têm deslocações ao Alavarium (19h00), CAB Madeira (11h00) e CDUP (16h30), respetivamente.

5. Agenda para domingo
A equipa feminina de futebol do Benfica visita o Marítimo às 11h00. À mesma hora, os Juvenis deslocam-se ao reduto do Real SC. No feminino, Benfica e CJ Almeida Garrett encontram-se em andebol às 17h00 na Luz. Há ainda as deslocações em basquetebol (CDE Francisco Franco, 16h00), voleibol (PV Colégio Efanor, 15h00) e râguebi (Sport CP, 15h00). Em Algés, às 14h30, o Benfica recebe o Lousada em polo aquático.

6. O outro lado
Conheça um lado mais íntimo de Edu Castro, o treinador da equipa de hóquei em patins do Benfica.

7. Mundiais de hóquei em patins
Acompanhe a prestação dos atletas do Benfica no certame.

8. Jornal O Benfica
A edição desta semana está disponível para download no site oficial.

9. Casa do Benfica da Covilhã
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 60.º aniversário."

Prestianni e Pietuszewski vão disputar a nossa 'Bola de Ouro'


"Os dois meninos de Benfica e FC Porto têm tudo para fazer desta 'batalha' uma outra forma de assistir ao duelo entre dois velhos rivais. Mas será por pouco tempo

A eleição do próximo Bola de Ouro da France Football está aí à porta e é nestes momentos que cada adepto de futebol idealiza para si quem é o melhor jogador do mundo (ou, para ser rigoroso, quem foi o melhor num determinado período de tempo). Mas serve também para pensarmos no que é - ou deveria ser - a definição da hierarquia de valor de um futebolista. Por outras palavras, o que nos faz gostar de mais de um jogador em detrimento de outro.
Num campeonato como o português, naturalmente que o tribalismo impede de ver as coisas com clareza. Só muito à força quem sente vermelho acha que o azul é melhor ou vice-versa. Se até na por vezes patética dicotomia Messi-Ronaldo se assiste a argumentos que pertencem ao domínio do irracional, muito mais vincada é a incapacidade de clarear as ideias e assumir o óbvio quando o objeto da discussão envolve a proximidade e rivalidade.
Claro que houve sempre exceções: Gyokeres, Hulk, Falcao, Aimar, Saviola, Liedson, Jardel, Deco ou João Vieira Pinto (isto só para ficarmos no século XXI) eram tão bons que qualquer pessoa que goste de futebol, a custo ou não consoante a cor porque torcem, tinha de admitir a superioridade e talento de futebolistas que ficaram (e ficarão) nas prateleiras mais altas do arquivo da bola lusa.
Na temporada em curso, é justo dizer que esse estatuto pertence, para já, a Gianluca Prestianni. Pelo ritmo que emprega ao jogo do Benfica, pela a rapidez de movimentos, velocidade de execução ou relação com a baliza, o internacional argentino reúne as características do que deve ser, afinal, o melhor que pisa os relvados: os jogadores por quem o adepto paga o bilhete, que lhe arranca um sorriso além da reação apaixonada, enfim, que o faz chegar a casa satisfeito.
Numa era em que os extremos parecem ser cada vez mais formatados, assistir à evolução deste menino de 20 anos é um renovar de esperança: aquele que assume o 1x1 sem medo de errar mas não se esquece do compromisso defensivo; que se encosta à direita e também sabe jogar à antiga, pelo carril. Mérito dele, mas também de Marco Silva, que como qualquer treinador que gosta de ganhar com nota artística fomenta a criatividade individual de cada um. Conhecer e implementar o processo, sim; deixar que depois a inspiração faça o resto, também.
Mas não é o único. Porque no FC Porto outro menino, dois anos mais novo, ainda vai a tempo de chegar-se ao argentino nesta corrida muito especial. Ainda sem o ritmo ideal após duas lesões musculares (há mesmo que ter cuidado aos 18 anos...) Pietuszewski resolveu o jogo na Madeira diante do Marítimo porque antes do estupendo remate em arco sob pressão já havia feito aquilo que se vai vendo pouco por estes relvados: o gosto pelo duelo individual, deixar as basculações para os outros e partir para cima dos defesas com uma certa insolência que contrasta com um futebol cada vez mais mecanizado.
O extremo polaco é uma pérola e uma dádiva para o FC Porto, que deve ser protegida no seu crescimento na razão direta do enorme talento que possui. Tal como foi Prestianni no Benfica num contexto muitíssimo pior (aqui e ali ainda se ouvem assobios pelos resquícios do caso Vinícius), num trabalho desenvolvido internamente com ele, nomeadamente na mudança de atitude em campo - abandonou as simulações e a tendência para o jogo belicoso, agora tem a objetividade de um alemão com a ginga das canchas sul-americanas. Um mix explosivo.
Se nada de anormal ocorrer até lá, acredito que as grandes páginas deste campeonato serão escritas por estes dois jovens talentosos que se assemelham na forma de jogar e até na posição que ocupam. E que por via da natureza vendedora dos grandes em Portugal, serão sol de pouca dura: um já está num caminho ascendente e regular (Prestianni), o outro para lá caminha (Pietuszewski). É desfrutar enquanto se pode, seja em que tonalidade for."

O 'hermano' do melhor jogador da época entre equipas portuguesas


"A crescente consistência do Benfica está também nas alternativas que Marco Silva vai ganhando, mas para lá do 'bis' de Durán há uma promessa que parece querer mostrar a sua melhor versão

O minuto 90+1 da receção ao Celtic diz muito sobre este Benfica de Marco Silva. Se o cabeceamento à trave de Tomás Araújo representa uma mentalidade ofensiva constante - mesmo sabendo que foi a segunda vaga de um lance de bola parada -, o sprint defensivo posterior, protagonizado por cinco ou seis jogadores, deixa bem patente uma entrega inegociável, até quando o marcador assinala um 4-1 favorável.
A desvantagem na Liga não deixa margem para deslumbramentos, e a vitória em Milão até representa mais do que esta, mas o jogo com o Celtic foi mais uma prova de consistência. As águias estão a ganhar altitude, e isso só pode ignorar quem não tira os olhos do chão.
No fim prevalece sempre a lei dos resultados, mas de caminho é justo elogiar o processo. É preciso recuar consideravelmente no tempo para encontrar um Benfica tão próximo daquela que deve ser a sua identidade coletiva, o que tem valorizado o individual de forma inegável.
Melhor jogador da época entre as equipas portuguesas, até ver, Prestianni personifica bem esta imagem, mas Marco Silva tem sido sagaz a consolidar outras opções. 
Dodi Lukebakio pode não ter aproveitado esta oportunidade, depois do bom rendimento apresentado na seleção belga, mas Durán respondeu positivamente, e em dose dupla, embore continue com uma tomada de decisão algo egoísta.
Desta vez Echeverri não teve participação direta em golos - ao contrário dos dois jogos anteriores que disputou -, mas o rendimento continua bastante promissor, dentro daquele estilo à Saviola que recua um pouco mais no terreno. Entende-se a prudência do técnico, até porque El Diablito tem desiludido no futebol europeu, mas que jeito daria a Marco Silva contar com a melhor versão deste hermano de Prestianni."

Quando o desporto universitário também é turismo


"Os recentes resultados das Seleções Nacionais Universitárias mostram a qualidade e a dedicação dos nossos estudantes-atletas. Das medalhas conquistadas no futsal, futebol de praia e karaté às prestações na canoagem, no remo e nos desportos de praia, Portugal tem afirmado a sua presença nos grandes palcos internacionais. Mas estes resultados são também uma oportunidade para projetar o nome de Portugal além-fronteiras.
Quando recebemos em Portugal eventos como os Campeonatos do Mundo Universitários de Orientação, em Vila Real, e de Desportos de Praia, na Figueira da Foz, recebemos estudantes, treinadores, dirigentes e delegações de todo o Mundo. Durante vários dias, estes visitantes conhecem os nossos territórios, a nossa cultura, o nosso património, a nossa gastronomia e a nossa hospitalidade. O desporto torna-se, assim, uma porta de entrada para descobrir Portugal.
É nesta ligação que encontramos uma dimensão cada vez mais relevante. O turismo desportivo. Um participante num campeonato não é apenas um atleta, é também um visitante, um consumidor de experiências e, potencialmente, um futuro visitante de Portugal. As memórias que leva, as imagens que partilha e as histórias que conta contribuem para a forma como o nosso país é conhecido e reconhecido internacionalmente.
Os grandes eventos desportivos permitem ainda levar visitantes a territórios que, muitas vezes, ficam fora dos circuitos turísticos tradicionais. Geram movimento na hotelaria, na restauração, no comércio e nos serviços, aproximando o desporto das comunidades locais. Cada competição pode, por isso, transformar-se numa oportunidade de mostrar a diversidade e a riqueza do território português.
Da mesma forma, cada estudante-atleta português que compete no estrangeiro leva consigo muito mais do que uma camisola. Leva Portugal, a sua universidade e a sua academia. É, muitas vezes, um verdadeiro embaixador do País, contribuindo para aproximar culturas e mostrar uma geração que estuda, compete e representa Portugal nos mais elevados níveis internacionais.
O futuro do desporto universitário deve passar também por esta capacidade de levar Portugal ao Mundo e trazer o Mundo a Portugal. Queremos mais estudantes-atletas portugueses nos grandes palcos, mas também mais competições internacionais no nosso país. Porque quando o desporto cria oportunidades para competir, conhecer, viajar e regressar, todos ganhamos. Os estudantes-atletas, as universidades, os territórios e Portugal."

De exportadores de talento a campeonato desvalorizado


"Agora que as competições europeias já arrancaram, a Primeira Liga está a todo o vapor e já vivemos um daqueles clássicos em que a paixão tantas vezes fala mais alto do que a razão, talvez seja este o momento certo para olhar para lá do próximo jogo e pensar no futuro do futebol português.
Portugal é uma das maiores potências mundiais na formação e exportação de talento futebolístico. Exportamos jogadores, treinadores, dirigentes e especialistas de scouting para os principais palcos internacionais, mas continuamos sem transformar essa excelência individual numa valorização coletiva da nossa Liga — uma das maiores contradições do futebol português.
Os exemplos são claros. O recente vencedor da UEFA Champions League contava com quatro portugueses: Nuno Mendes, Vitinha, João Neves e Gonçalo Ramos. O Manchester City contava com Bernardo Silva e Rúben Dias como referências, Bruno Fernandes é capitão do Manchester United e recordista em assistências nessa liga, Pedro Neto e Geovany Quenda representam o Chelsea. Cristiano Ronaldo continua a ser um fenómeno global no Al-Nassr e João Félix mantém projeção internacional. Portugal é, de facto, uma fábrica de talento.
Mas não exportamos apenas jogadores. José Mourinho construiu uma carreira histórica nas maiores ligas, Jorge Jesus venceu em Portugal, no Brasil e no Médio Oriente, Abel Ferreira tornou-se símbolo de sucesso no Palmeiras e Carlos Queiroz mantém prestígio no futebol de seleções. Rúben Amorim chegou à Premier League e à Serie A após revolucionar o Sporting e nomes como Paulo Fonseca, Leonardo Jardim, Vítor Pereira, Marco Silva e Nuno Espírito Santo confirmam a qualidade da escola portuguesa de treino.
Também na gestão e no scouting surgem referências: José Boto no Flamengo, Luís Campos com passagens por Lille e PSG, Hugo Viana contratado pelo Manchester City, Pedro Ferreira no Nottingham Forest e Paulo Araújo com percurso entre Barcelona e FC Porto.
Perante este cenário, a questão é inevitável: por que não está Portugal no top-5 do ranking UEFA? A resposta não reside apenas na dimensão económica, mas sobretudo na forma como tratamos o nosso produto.
O futebol português vive num clima constante de suspeição. Jornada após jornada, multiplicam-se comunicados, conferências e debates centrados em arbitragens e alegadas influências. Em vez de promovermos a competitividade da Liga, promovemos a desconfiança. E nenhum produto cresce quando os seus próprios protagonistas insistem em desvalorizá-lo.
As consequências são claras. Uma Liga cuja credibilidade é posta em causa, perde valor junto de investidores, patrocinadores e operadores televisivos. Com menos receitas, os clubes são forçados a vender cedo os seus melhores jogadores. Pelo contrário, uma Liga mais valorizada permitiria reter talento, aumentar a competitividade europeia e somar mais pontos no ranking UEFA.
As principais ligas europeias perceberam que a valorização coletiva é essencial. Em Inglaterra, Espanha ou Alemanha há rivalidade, mas raramente se coloca em causa a legitimidade das competições.
Portugal precisa de mudar esta cultura. Defender o futebol português não é abdicar da rivalidade, é perceber que uma Liga mais forte beneficia todos. Temos talento para estar entre os melhores, mas falta-nos muitas vezes a capacidade de proteger e valorizar aquilo que é nosso. Talvez tenha chegado o momento de Portugal, além de convencer o Mundo, começar também a convencer-se a si próprio."

Novo Regulamento FIFA: jogadores também lucram com as transferências


"Alterações a partir de janeiro de 2027 prometem mudar panorama do mercado

A partir de 1 de janeiro de 2027, o Regulamento sobre o Estatuto e Transferência de Jogadores da FIFA (RSTP) passará a contemplar expressamente um direito de participação dos jogadores nas compensações financeiras pagas pela sua transferência, consagrando uma garantia obrigatória para aqueles que aufiram remunerações mais reduzidas.
O novo artigo 21ºBis estabelece, desde logo, o princípio da liberdade contratual, permitindo que clubes e jogadores acordem uma participação do atleta no valor da sua transferência, em termos definidos entre as partes.
Contudo, introduz também uma regra especial para os jogadores cuja remuneração fixa anual seja inferior a 150.000€ ilíquidos. Nas transferências internacionais definitivas, estes passam a ter direito a receber 5% do valor fixo da transferência efetivamente recebido pelo clube de origem, independentemente de tal participação ter sido previamente acordada. Importa ainda ressalvar que esta disposição apenas será aplicável aos contratos celebrados a partir de 1 de janeiro de 2027.
O regulamento admite a renúncia parcial a este direito, mas apenas quanto à parcela dos 5% que exceda o maior de dois valores: a remuneração fixa correspondente ao último ano de contrato ou 2,5% da compensação fixa da transferência. Pretende-se, assim, assegurar que a liberdade negocial não esvazia a proteção conferida ao jogador.
A nova regra não é, porém, absoluta. O nº 3 do artigo 21ºBis estabelece exceções, designadamente quando a legislação nacional ou um contrato coletivo de trabalho validamente negociado proíbam essa participação ou, pelo contrário, já consagrem um mecanismo semelhante de participação económica dos jogadores nas transferências, independentemente de a obrigação de pagamento recair sobre o clube de origem ou sobre o clube adquirente. Esta última exceção visa evitar a aplicação cumulativa de regimes jurídicos que reconheçam aos jogadores direitos de participação económica de natureza equivalente.
É precisamente neste ponto que a alteração assume particular interesse no contexto português.
O Contrato Coletivo de Trabalho celebrado entre a Liga Portugal e o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (CCT) já prevê um mecanismo desta natureza. O artigo 32º-A, nº 5 estabelece que os jogadores abrangidos pelo regime transitório de remuneração mínima previsto para a época 2026/2027 terão direito a receber 12% do montante líquido da transferência, quando esta ocorra na época 2027/2028.
Importa, contudo, compreender o alcance desta última disposição. O regime transitório estabelece remunerações mínimas específicas para os jogadores das competições abaixo da Liga Portugal 1, variando em função do escalão competitivo e de determinadas condições. O direito aos 12% encontra-se associado aos jogadores que aufiram a remuneração mínima prevista nesse regime, não abrangendo, em princípio, todos os jogadores que participem nessas competições.
Assim, embora ambos os regimes reconheçam aos jogadores o direito a uma participação económica nas transferências, diferem não só nas percentagens estabelecidas, mas também nos critérios que determinam quais os jogadores abrangidos.
Esta diferença suscita uma questão: poderá a existência do mecanismo previsto no CCT afastar a aplicação dos novos 5% da FIFA relativamente a todos os jogadores, mesmo àqueles que não beneficiam do direito aos 12%?
A resposta exige uma interpretação cuidada do artigo 21ºBIS, nº 3. A FIFA não exige que os mecanismos nacionais estabeleçam percentagens iguais, nem que a obrigação de pagamento recaia necessariamente sobre o clube cedente. O elemento essencial parece residir na existência de um direito efetivo do jogador a participar economicamente na sua transferência definitiva.
Nesta perspetiva, será defensável que um jogador abrangido pelo direito aos 12% previsto no CCT português não possa reclamar cumulativamente os 5% estabelecidos pela FIFA, por se encontrar preenchida a exceção regulamentar.
Diferente será a situação de um jogador que, embora aufira uma remuneração superior à mínima prevista no regime transitório do CCT, tenha uma remuneração fixa anual inferior a 150.000 euros. Neste caso, parece existir fundamento para reconhecer a aplicação do direito aos 5% previsto pela FIFA, desde que estejam preenchidos os restantes pressupostos regulamentares.
A reforma introduzida pela FIFA vem, assim, reforçar a preocupação de assegurar que os jogadores participam no valor económico gerado pelas suas transferências. O verdadeiro desafio estará em determinar os limites dessa proteção e a forma como o novo regime internacional deverá articular-se com os direitos já reconhecidos em cada ordenamento nacional."

ESPN - Futebol no Mundo #640

Rabona: The UCL Winner Who Retired at 30 To Play 8th Division Football

Rabona: PSG Brush Aside City & Real Madrid’s LATE Drama! (UCL This Week)

DAZN: Europa - Jornada 2

DAZN: Conferência - Jornada 1

DAZN: Champions - Jornada 2

BolaTV: Como...

BolaTV: Santuário...

Explicações!!!

Primeiro, segundo, terceiro, quarto e quinto...!!!

BolaTV: Celtic...

BolaTV: Sudakov...

3 Toques: Celtic

Simples: Celtic

Terceiro Anel: Celtic

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Marco Silva - Celtic

Esteves: Celtic...

MS: Celtic

Observador: Relatório do Jogo - Celtic

Observador: Relatório do Jogo - Celtic...

Mister: Celtic...

BI: Rescaldo - Celtic

BF: Celtic...

5 Minutos: Live - Celtic

UMA BELA NOITE EUROPEIA!


"Benfica 4 - 1 Celtic

O PRÉ-JOGO
1. Desculpem lá, por mais que a Liga Europa não seja a Champions uma noite europeia é sempre uma noite europeia, não há como não ter um ambiente especial. E pela frente temos um históricodo futebol europeu. Até o hino foi hoje cantado de forma especialmente sonante e sentida.

2. Temos o público escocês para abrilhantar a noite: costumam ser um espetáculo dentro do espetáculo.

O JOGO
3. UM-ZERO! Isto não podia ter começado melhor: um Panenka em corpo de Durán a concretizar um indiscutível penálti. Estamos na frente aos 4 minutos.

4. Prestianni a ser Prestianni. Este menino está uma verdadeira máquina de jogar futebol. Ele são receções orientas em corrida, dribles, tabelas, centros, assistências, os famosos remates em arco ao segundo poste, é o diabo à solta para os escoceses.

5. DOIS-ZERO! Jogada coletiva do cacete, assistência do Prestianni numa bandeja de prata, toma lá Bah é só marcares, não falhes, não falhou! Dobrámos a vantagem antes dos 25 minutos, nada mal!

6. Os ferros estão connosco! Duas vezes na mesma jogada sem hipóteses para o Trubin é obra. Siga!

7. TRÊS-ZERO! Mais uma assistência do... Prestianni, quem haveria de ser? E o Durán a fazer o trabalhinho de casa bem, muito bem feito, tão bem que vamos no terceiro aos 35 minutos. Isto promete!

8. Gosto de quem vai sempre, mesmo quando está a ganhar folgado, à procura de mais. É à Benfica! Bah e Dahl estão a fazer um jogão, já repararam? E no Lenglet?

9. TRÊS-UM, Trubin a borrar a pintura. Mas que raio de saída foi aquela? Ainda estou para perceber. Acordaste o topo sul escocês que estava adormecido desde o minuto três. E o poste safou-nos entretanto do três-dois, mais uma vez com o Trubin fora de hipóteses. Schjelderup a equilibrar as coisas: remate forte ao barrote. Mas que belo jogo em bela noite de verão.

10. Ui, o que o redes tirou agora ao Prestianni perante 58.870 espetadores rendidos às diatribes do argentino. Muitos estão de pé a aplaudi-lo, e eu sou um deles, claro. E já lhes poupámos mais um golo: Pavlidis, era só empurrar... Echeverri tem pinta de craque. Acho que ainda nos vai ser muito útil esta época.

11. QUATRO-UM! Pavlidis entrou tarde mas já molhou a sopa! Que bonito. Toma lá mais uma no barrote: quatro-quatro em bolas nos ferros se não me enganei nas contas.
E é o fim de uma bela noite europeia, rumo aos oitavos da Liga Europa e depois logo se vê. 
Agora mais uma paragem na liga interna - que raio de calendário."

O Benfica brilhou, o Benfica relaxou e, naturalmente, o Benfica ganhou


"Contra um Celtic frágil a defender e ameaçador a atacar, as águias somaram novo triunfo (4-1), mantendo-se 100% vitoriosas na Liga Europa. Durán, lançado a titular, bisou, numa noite em que Prestianni voltou a estar em destaque e a equipa de Marco Silva fez um primeiro tempo bem melhor que o segundo

É evidente que a Liga Europa, nesta fase inicial, não é o mais fascinante dos desafios para este Benfica. Na verdade, a segunda competição da UEFA poderá até ser um cenário para Marco Silva ir rodando, seguindo a rota Fariolista de há 12 meses, uma descompressão às quintas-feiras.
Este menor protagonismo não significa que a Liga Europa seja insignificante até à primavera. São jogos e, se são jogos, são momentos para Prestianni agarrar neste Benfica, um Benfica que já é o Benfica de Marco Silva não por forma de dizer, mas por efetivo trabalho feito pelo técnico, uma marca de água dada em tempo recorde, padrões e formas diversas de potenciar talento.
Num duelo cheio de balizas e oportunidades, com três bolas aos postes para cada lado, os lisboetas triunfaram, por 4-1, contra o Celtic. Chegou a ser um arraso, com contornos de superioridade brutal na primeira parte, com um enigma que os visitantes não sabiam resolver. Seria, após o intervalo, algo mais equilibrado, mas ainda assim desequilibrado, uma diferença natural, sem surpresa, como amanhã ser sexta-feira.
Benfica-Celtic é um duelo de gigantes europeus, campeões continentais, clubes que o pós-lei Bosman tornou periféricos, lesados da evolução do futebol internacional. Vir a Lisboa é, para os protestantes de Glasgow, como peregrinar a um local sagrado, a terra dos heróis de 1967, da final vencida no Jamor contra o Inter para ser o primeiro emblema não espanhol, português ou italiano a erguer a Taça dos Clubes Campeões Europeus.
Nesta lógica moderna, há lesados mais lesados que outros. O futebol de clubes escocês tem vindo, galopantemente, a perder qualidade, ao ponto de alguns dos últimos resultados dos seus conjuntos serem uma galeria de horrores. Exemplo disso foram as eliminatórias que afastaram o Celtic das duas derradeiras edições da Liga dos Campeões, caindo no play-off em 2025 perante o Kairat Almaty e, no passado verão, sucumbindo por 5-1 face ao LASK Linz.
Cedo foram evidentes estas debilidades de um Celtic cuja hegemonia interna atesta as fragilidades do seu campeonato. Na madrugada do desafio, Jhon Durán, titular pela gestão feita com Pavlidis, ganhou um penálti, que o próprio canhoto aproveitou para picar, com classe, para abrir o ativo.
Os visitantes até conseguiram aproximar-se regularmente com perigo de Trubin, evidenciando um desnorte defensivo que seria fatal e contrastante com a capacidade na outra ponta do relvado. Hogh, logo após o 1-0, forçou Trubin, novamente titular na Liga Europa, a defesa apertada. O dianteiro voltaria a estar perto de marcar depois do Benfica já ter feito o 2-0, numa jogada em que acertou no poste e, logo a seguir, Camilo Durán, o outro Durán, também mandou ao ferro. Camilo, ex-Lusitânia, dos Açores, Estrela e Portimonense, foi um dos carrascos da noite em que o Qarabag aqui venceu, há um ano, e Bruno Lage daria lugar a José Mourinho.
Com o Celtic ineficaz, seriam os da casa a engordar a vantagem. Este Benfica já de processos feitos, o Benfica da irreverência de Prestianni, é um compêndio de movimentos estudados, que surgem não por acaso, mas como resultado do trabalho em tempo recorde de Marco Silva. Partiria das botas de Prestianni o 2-0, servindo Bah.
Aos 36', o 3-0 teve de novo protagonismo do argentino que parte da esquerda para dinamizar todo o futebol ofensivo do Benfica, parecendo ter agilidade infinita, rodar sobre si mesmo como se algumas leis da física não se lhe aplicassem. Aproveitando uma perda de bola escocesa, Prestianni lançou Duran, avançado que, naquele lance, mostrou as suas virtudes: desmarcação, ataque à baliza, remate, golo. A partida estava resolvida antes do descanso, o que não significava que não houvesse mais incidências.
Martin O'Neill, 74 anos, saiu, na época passada, da reforma para tentar endireitar a campanha do Celtic. A ameaça do Hearts era real e o veterano foi capaz de a domar, logrando in extremis o seu quinto título por um clube que, em 2002/03, levou à final da Taça UEFA, caindo contra o FC Porto de José Mourinho.
O'Neill, campeão europeiu pelo mítico Nottingham Forest de Clough, colocou, para a segunda parte, o irreverente egípcio Haissem Hassan, um canhoto de mil e umas fintas, agitador desprovido de golo — marcou zero vezes na época passada pelo Oviedo, zero vezes esta época pelo Celtic, zero vezes na sua história com a seleção do Egito — e recheado de fintas. Testaria a atenção de Trubin, serviria Osmand para um remate por cima e, aos 63', cruzou para Camilo Durán voltar a festejar na Luz. 
Chegaram a haver minutos em que o Celtic colocou o Benfica sob ameaça. Um remate ao poste de Durán, um dos seis que entre ambos os lados se registaram no jogo, poderia ter sido o 3-2. Mas não estamos no plano do hipotético, mas sim do concreto, do factual, e aí este Benfica é muito mais que este Celtic.
Os derradeiros minutos trouxeram um Benfica com alguma energia renovada. Schjelderup foi outro a acertar no poste, Echeverri provou que é um suplente a quem Marco Silva terá de ir dando mais espaço. Mesmo a fechar, aos 89', Pavlidis, outro saído do banco, fixou o 4-1 final. O Benfica de Marco Silva e Prestianni segue pleno de saúde."

Prestianni voa mais alto que todos


"Argentino continua a ser caso especial numa equipa em grande momento individual e coletivo; Durán aproveitou palco frente ao Celtic, mas há mais...

Melhor em campo — Prestianni (7)
Não foi dos jogos mais inspirados do extremo argentino, mas esta opinião quase parece cair no ridículo quando verificamos que mesmo assim jogou muito, num nível acima dos outros, na energia que colocou em campo, na cadência de lances perigosos que assume, sem qualquer respeito por quem apanha pela frente. Fez duas assistências, a primeira um cruzamento a descobrir Bah solto na direita e a segunda a lançar Durán na área, e pelo meio deixou em campo dezenas de acelerações, uma mão-cheia de remates perigosos, que não saíram bem ou foram travados pelo guarda-redes, e ainda um sem número de bons passes e de recuperações de bola. Quando Schjelderup entrou, Prestianni passou para a direita, por onde também passeou talento.

(5) Trubin — Globalmente seguro, pelo ar e com boas defesas, como as que realizou a remates de Kasper Hogh (7’), Tierney (44’) e Camilo Durán (90+2’). Também eficiente nas saídas de bola com os pés. Não tem nota mais elevada porque ficou mal na fotografia do golo do Celtic: lançou-se tarde, não defendeu e ainda atrapalhou Araújo, que se retraiu.

(7) Bah — Com Lukebakio no flanco teve de fazer outros movimentos, mais interiores, mas adaptou-se bem e manteve a consistência defensiva. Marcou o segundo golo, com boa movimentação e finalização eficaz. Na retina ficou também um grande passe a lançar Aursnes, aos 47 minutos.

(7) Tomás Araújo — Grande exibição, na antecipação, na forma como acelerou para trás quando foi preciso, como mandou na zona central e também participou no ataque: grande passe a isolar Pavlidis para o quarto golo; poderia ter marcado aos 90+2', quando rematou de cabeça mas a bola bateu com estrondo na trave.

(6) Lenglet — Destacou-se sobretudo pelo critério na saída de bola e até diferença, como quando colocou a bolas nas costas da defesa escocesa, aos 12', lançando Prestianni. Porém, demonstrou alguma lentidão a ocupar espaço.

(4) Dahl — Travou um duelo interessante com Camilo Durán e saiu vencedor, mostrando também critério na saída de bola, embora sem vertigem. Quando entrou Haissem Hassan perdeu completamente o controle e, embora desacompanhado, a verdade é que não ganhou um lance ao adversário e permitiu perigo.

(6) João Palhinha — Muito importante a destruir jogo do adversário e a equilibrar fisicamente o duelo a meio-campo, mas faltou-lhe alguma coisa mais positiva na construção, momento em que chegou a ser displicente.

(6) Aursnes — Ainda com pouca energia e diferença, mas muito importante na forma como manteve sempre a equipa ligada. Passe pela certa, geometria e a garantia, com o norueguês, de um Benfica sempre sintonizado.

(5) Lukebakio — Tentou fazer diferente no flanco, mas nesse sentido esteve desinspirado. Aos 61', em zona central, podia ter sido feliz, mas rematou ao lado. Mas o belga foi muito solidário a defender.

(6) Sudakov — Tentou o golo duas ou três vezes, mas os remates bateram na floresta de pernas dos defesas do Celtic. Bem no passe e sobretudo influente na primeira zona de pressão. Foi a sombra de Mc Gregor, mas não só.

(7) Jhon Durán — Sente-se como peixe na água na zona da pequena área. Ali sofreu falta para o penálti que ele próprio concretizou com classe, num remate à Panenka. Demonstrou novamente killer instinct na movimentação e forma como finaliza o terceiro golo. Além dos golos, foi chato, intenso, pressionante, muito trabalhador.

(6) Echeverri — Pegou na bola e fez a diferença pelo meio com passes cheios de açúcar para Schjelderup e Pavlidis, que, lançados pelo argentino, poderiam ter feito pelo menos mais dois golos.

(6) El Karouani — Fresco e pressionante, anulou o perigo Hasseim e ajudou fechar no centro da defesa. E ainda apareceu no ataque a cruzar com perigo.

(6) Pavlidis — Não precisa de muito tempo para entrar no jogo. Depois de um ou dois lances que poderia ter definido melhor, marcou o quarto golo com a frieza de quem está habituado a marcar muitos. Ainda cruzou para um remate de cabeça de Tomás Araújo à trave.

(6) Schjelderup — Ajudou a fechar defensivamente o flanco e manteve a cadência de perigo para a baliza do Celtic: rematou ao poste, outros foram bloqueados, e lances houve nos quais decidiu mal, mas o adversário esteve sempre em risco.

(6) Circati — Entrou para lateral-direito e foi competente: dois bons cortes frente a Osmand."

O rio encarnado correu forte de mais para os escoceses sobreviverem


"Um Benfica avassalador no ataque, sobretudo na primeira parte, aproveitou o comando de Prestianni e construiu nova vitória contundente numa época de golo fácil para os lados da Luz

Mais claro era difícil. O Benfica recebeu e bateu o Celtic sem apelo nem agravo, somando a segunda vitória na fase de liga da UEFA Europa League. Foi assertivo desde o início, mostrou cedo ao que vinha e a eficácia na primeira parte também ajudou. O Celtic ainda reagiu, melhor seria, mas esteve longe de fazer o suficiente para contrariar o fortíssimo caudal ofensivo encarnado.
As comportas da previsível barragem do Celtic à corrente atacante do Benfica abriram-se repentinamente logo aos quatro minutos de jogo, quando Murray facilitou num corte dentro da área, não percebeu que Durán vinha lá de trás tirar-lhe a bola e deu um chutão na perna do colombiano, como teria dado no ar se não lhe tem acertado. Penálti claríssimo, Durán a converter à Panenka, caminho aberto para o rio encarnado galgar terreno.
O cabelo está pintado de loiro, mas como Gianluca Prestianni é argentino bem podemos classificar o rio encarnado como de Prata, dada a preponderância do ala em quase tudo o que a equipa de Marco Silva faz em termos ofensivos. Joga na esquerda mas é um 10, porque desequilibra no seu flanco mas também flete facilmente para o meio a fim de servir os amigos lá do outro lado. Bah e Durán, autores dos dois golos seguintes, que o digam.
O equilíbrio conferido pela dupla Palhinha/Aursnes, note-se, é um excelente ponto de partida para a vertigem ofensiva encarnada, na qual ambos participam, mais o norueguês que o português. Depois há uma clara inclinação para a esquerda, natural dado o momento de forma de Prestianni e o excelente entendimento que vem revelando com Dahl e Sudakov, que vai muito mais vezes perto deles do que dos companheiros da direita. Estes, no entanto, estão perfeitamente dentro do processo pensado por Marco Silva e muitas vezes o jogo começa por lá, variando de flanco, ou termina lá, como já se explicou em relação ao golo de Alexander Bah. Lukebakio mostra vontade de provar que pode lutar por um lugar ao Sol na Luz, revelando-se importante sobretudo em transição ofensiva.
Perto da meia hora de jogo o Celtic, ainda com 2-0, mercê de dois pontapés esporádicos aos ferros na mesma jogada, deu ideia de poder tentar uma reação séria, mas foi sol de pouquíssima dura. Incipientes a atacar e moles a defender, os campeões escoceses não tardaram a sofrer novo golo e já sonhavam com o intervalo para poderem sair de dentro de água e respirar um pouco das golfadas constantes do tal rio de Prata.
O Celtic lá respirou, O'Neill mexeu em duas peças e trouxe para o campo a irreverência de Hassan, que ainda permitiu sonhar com nova reação. Começaram a surgir uns ameaços, o Benfica pressionava menos, o rio corria agora muito menos forte, e quando Marco preparava as primeiras alterações veio o golo do 1-3, meio facilitado por Trubin e marcado por Durán — Camilo, o dos verdes, bem entendido, não Jhon.
Durante dez minutos pairou a sensação de que o Celtic ainda poderia reentrar no encontro com mais um golo, mas o Benfica foi-se tornando de novo mais sólido. E mais incisivo — note-se aliás que houve apenas três amarelos durante a partida e todos para jogadores encarnados. Menos exuberante mas seguro a defender, deixou o jogo partir-se para tentar aquilo que acabaria por acontecer: já com o goleador-mor em campo, Tomás Araújo encontrou-o à entrada da área e Pavlidis dissipou de vez as poucas dúvidas que subsistiam quanto ao mais do que lógico vencedor deste jogo."

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Vermelhão: Surfando a onda...

Benfica 4 - 1 Celtic


Realmente, não foi tão fácil como o resultado transparece, mas curiosamente com um bocadinho mais de pontaria na 2.ª parte, até podíamos ter marcado mais... Sendo que o Celtic também podia ter marcado mais, foram 6 bolas nos ferros, metade para cada um, e o Trubin ainda foi obrigado a algumas grandes defesas!!!

Alguma rotação, menos daquela que eu julgava, mas o estilo de jogo não mudou... sendo a grande diferença, a troca do Pavlidis pelo Durán! O Colombiano marcou dois golos, jogou bem, para um jogador com poucos minutos com estes companheiros, mas as movimentações 'interiores' do Grego, com boas recepções e bons passes dando seguimento aos lances, não são fácil de replicar, sendo que o Durán tem claramente trabalhado nesse sentido, mas ainda não está no ponto! E sem estes 'apoios' frontais, o Benfica acabou por ficar dependente dos Alas, com o Prestianni em destaque, como tem sido habitual...

A primeira parte foi quase perfeita, ofensivamente. Na defesa demos alguns espaços para remates de longe, e ainda houve aquela jogada da dupla bola nos ferros! Os Escoceses são fraquinhos, mas até conseguiram ter bola durante muito tempo, quase sempre em zonas não perigosas, mas quando se aproximam da área, são objetivos, diretos, e não têm cerimónias...

O penalty aos 5 minutos ajudou é óbvio, e aquelas bolas nos ferros podiam ter escrito outra história, mas a superioridade do Benfica, foi também óbvia, desde dos primeiros minutos. O Celtic só poderia causar problemas nas bolas paradas e no jogo aéreo... Seria sempre um exercício de eficácia do Benfica, e hoje começamos com pontaria...

No 2.º tempo, com as trocas nas Alas do Celtic, não nos conseguimos adaptar. O Amarelo ao Dahl condicionou, mas não foi a principal razão. O Dahl deixou de ter ajudas efectivas, tal como o Bah, sendo que o Bah demonstrou não estar a 100% fisicamente! Esta nova lesão do Banjaqui deu-se numa má altura!

A equipa enervou-se após o 3-1 desnecessariamente, mas de facto houve ali alguns passes fáceis mal feitos, normalmente para contra-ataques potencialmente perigosos, e os jogadores e os adeptos ficaram nervosos, mas nunca senti o resultado em perigo!

Pessoalmente, acho que os nossos defesas, podem melhorar alguns movimentos, mas o 'grande' problema foi referido pelo Marco no final: os duelos defensivos. A maioria dos jogadores do Benfica, tenta jogar 'limpo', fazemos poucas faltas táticas. Isto acontece há vários anos, quase como reação instintiva à forma como os jogos do Tugão são arbitrados pelos 'nossos' Ladrões! Acaba por ser uma reação 'defensiva' para prevenir Cartões... E também reconheço que não é fácil, mudar o 'chip', dum jogo do Tugão para um jogo Europeu... Curiosamente, hoje, disciplinarmente, o apitador parecia um Tuga, na forma como foi mostrando Amarelos aos nossos jogadores!!!!

Hoje, as substituições inicialmente não tiveram um impacto positivo, levou algum tempo a entrarem no ritmo, sendo que as primeiras trocas acabaram por ser feitas, demasiado tarde. Os problemas do Dahl eram visíveis, a ordem devia ter sido dada antes dos 60m.

Prestianni novamente MVP, após o 3-0 notou-se claramente que estava à procura dum golo, natural para um jovem, mas se tivesse continuado na senda das 'assistências', podia ter feito um hat-trick de assistências, ou mais... !!!! Sudakov bem, a jogar simples, para a frente... Gostei de ver o Aursnes na última meia hora, quando vários jogadores já estavam rotos, a jogar como o jogo tivesse acabado de começar!!! A outra boa exibição foi o Trubin! Já percebi que alguns vão culpá-lo no golo sofrido, algo que eu não acompanho, o Tomás tem mais responsabilidades... agora, no resto do jogo, ninguém o pode criticar, muito bem nas bolas de longa distância, bem nos cruzamentos, bem na mancha e apesar de pouco solicitado, bem com os pés, a meter a bola longa com acerto...

Muita fadiga no Palhinha nos últimos 20 minutos (o Enzo está a fazer falta), Bah marcou o golo, mas notou-se estar com pouca chama (os problemas pessoais estão a afectar...), Dahl não se entendeu com o Hassan, o Lukebakio voltou a ter um jogo irritante, com muitas bolas perdidas e más decisões, depois do grande jogo em Milão!


Os Centrais tiveram muitas dificuldades nos duelos físicos, os adversários eram grandes e sabiam usar o corpo e a 'cabeça'... mesmo assim o Tomás esteve um pouco melhor (apesar do golo), o Lenglet esteve quase 1 mês sem jogar, acabou por ter alguns erros posicionais e desta vez, acabou por não ter espaço para usar o passe longo onde normalmente faz a diferença...


O Echeverri voltou a entrar com vontade, o talento é indesmentível, mas desta vez, cometeu alguns erros evitáveis... Apesar de não ter marcado, hoje, gostei da entrada do Schejelderup... tal como o Karouani. O Circati não é defesa direito, e foi 'comido' no primeiro passe longo, mas depois sobe proteger-se... Mas mais uma vez, acabou por ser o Pavlidis a fazer a diferença, marcado um grande golo, mas também a segurar a bola quando era preciso...


Com um jogo 'fácil' desde dos primeiros minutos, o grande momento da noite, acabou por não ser o resultado. A homenagem ao Toni ao intervalo, além, de totalmente merecida, foi emocionante, sem grande aparato, mas do fundo alma, de todas as partes!!!


Este fim-de-semana de 'descanso' veio mesmo a calhar. O Marco vai finalmente ter uma semana para treinar, com todos os jogadores, com duas deslocações de Avião no horizonte, é bom respirar um pouco... Dito isto, apesar da prioridade neste momento ser o Campeonato, e o jogo nos Açores, com o 3.º classificado Santa Clara, não ser nada fácil, em mais um relvado impraticável, a deslocação ao Chipre não pode ser descurada. Este Omonia tem duas vitórias em dois jogos, vão estar super-motivados, e o relvado também não deverá estar em boas condições. Portanto, mesmo com algumas alterações esperadas, não poderemos facilitar muito...


Entrevista: Diana Silva...

BI: Modalidades #189 - Semanada...

A Bola Não Mente - S02E06 - O futuro MVP e os recordes que se vão bater

SportTV: Semana Europeia - S02E03

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Novo deslize na Champions: o que faltou ao FC Porto em Sevilha?

Observador: E o Campeão é... - Dominar na Liga e sofrer em Sevilha: vale para a Europa?

Observador: Três Toques - Sem VAR? Na Argentina os árbitros consultam o telemóvel

Ganhar ao Celtic


"Hoje, na Luz, o Benfica recebe o Celtic numa partida da 2.ª jornada da fase de liga da Liga Europa. Este é o destaque da BNews.

1. Apelo aos adeptos
"Exortamos todos os Benfiquistas a demonstrarem a sua paixão pelo Clube de forma responsável, respeitando integralmente as regras, tanto em Portugal como no estrangeiro", pode ler-se.

2. Somar mais três pontos
Marco Silva estabelece os objetivos do Benfica para este embate e conta com o apoio dos Benfiquistas: "Queremos dar continuidade ao nosso começo e àquilo que têm sido os nossos jogos em casa. Esperar também um apoio dos nossos adeptos. É fundamental para nós. Têm sido claramente o 12.º jogador. Com o apoio deles, é sempre muito mais difícil para os nossos adversários."

3. Fito no triunfo
Sudakov acredita na vitória benfiquista: "O Celtic, tal como o Benfica, é um grande clube e penso que será um grande jogo. Sinto que nos preparámos bem. Espero que consigamos dar tudo, deixar os nossos adeptos felizes e desfrutar do jogo. E, claro, como em todos os jogos, entramos em campo apenas com um objetivo: ganhar."

4. A moeda do azar
Humberto Coelho e Toni recordam a eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus entre Benfica e Celtic decidida favoravelmente aos escoceses por moeda ao ar.

5. Os sonhos da Matilde e do Rodrigo
Iniciativas conjuntas do Futebol Profissional e da Fundação Benfica.

6. Triunfos europeus
No basquetebol, a equipa masculina do Benfica venceu, por 96-91, ante o Yukatel Denizli Basket, e a equipa feminina ganhou, por 69-65, ao Saarlouis Royals. A equipa masculina de andebol saiu vitoriosa do embate com o HCB Karvina (26-35).

7. Parabéns, Toni!
Toni, glória do Benfica, antigo jogador, treinador e dirigente do futebol benfiquista, completou 80 anos de vida. Rui Costa, Presidente do Sport Lisboa e Benfica, enaltece a figura do Clube: "Toni representa muito da história, do simbolismo e da mística do Benfica."

8. Maternidade e futebol de mãos dadas no Benfica
A BTV acompanhou um treino de Diana Silva, futebolista do Benfica ausente da competição por estar grávida.

9. Emirates Lounge
O novo espaço de hospitalidade do Estádio da Luz foi inaugurado na partida que opôs o Benfica ao Vitória SC.

10. Futebol de formação
A equipa B ganhou, por 1-0, ao Felgueiras. Os Sub-23 foram derrotados, por 3-1, pelo Penafiel. E há 10 atletas do Benfica convocados pela Seleção Nacional Sub-15.

11. Contributos internacionais
Várias futebolistas do Benfica ao serviço de seleções nacionais femininas.

12. Visitas ao Estádio da Luz
Passam a ser possíveis também em dia de jogo.

13. Mundiais de hóquei em patins
Acompanhe a prestação dos atletas do Benfica.

14. Andebol no feminino
O próximo adversário do Benfica na EHF European League Women é o Hazena Kynzvart da Chéquia. Nota ainda para as 9 jogadoras benfiquistas convocadas por seleções nacionais."

Apelo aos adeptos do SL Benfica


"O apoio e a paixão dos Benfiquistas são essenciais, mas devem manifestar-se sempre com responsabilidade e respeito pelos regulamentos, nos estádios nacionais e internacionais.

O Sport Lisboa e Benfica expressa, uma vez mais, o seu reconhecimento aos milhares de Benfiquistas que acompanham e incentivam a equipa, em Portugal e além-fronteiras. A dedicação, o entusiasmo e a energia que os nossos adeptos fazem sentir nas bancadas representam uma força indispensável para os jogadores e um importante impulso na procura de vitórias.
Pela importância que este apoio assume, renovamos o apelo a uma atitude responsável por parte de todos os Benfiquistas.
O Sport Lisboa e Benfica está sujeito a uma sanção suspensa nas competições europeias. Neste contexto, o recurso a artigos pirotécnicos ou a adoção de qualquer outro comportamento que viole os regulamentos da UEFA implicará automaticamente a aplicação da penalização, impossibilitando a presença de adeptos benfiquistas no próximo jogo europeu realizado fora de casa.
Queremos que o Benfica continue a contar com o apoio dos seus adeptos em todos os estádios, independentemente do adversário ou da competição. Para que assim seja, exortamos todos os Benfiquistas a demonstrarem a sua paixão pelo Clube de forma responsável, respeitando integralmente as regras, tanto em Portugal como no estrangeiro."

Algodão não engana !!!

A sabedoria do ovo (e a felicidade das galinhas)


"Talvez tenha sido uma elaboradíssima operação de terapia de exposição intensiva. Talvez alguém do marketing do clube se tenha entusiasmado com a perspectiva de os sócios enfrentarem os seus fantasmas ali mesmo, na Luz, com transmissão televisiva para futura consulta. Em todo o caso, quem quer que tenha tido a ideia de pôr os jogadores do Benfica a posar no pórtico publicitário de uma marca de ovos, precisamente depois de o clube se ter insurgido contra uma canção sobre o animal que os põe, é, quero acreditar, uma criatura superior

A Liga das Nações só regressa em Novembro. É um alívio: está bom tempo, os clubes jogam, os adeptos cantam e o Affair Ronaldo, que virou tudo de pernas para o ar durante quinze dias, foi finalmente devolvido aos parlatórios secundários a que pertence. Tudo está, enfim, no seu lugar. E, para quem ainda não se deu conta disso, nada como uma boa anormalidade para darmos o devido valor à normalidade.
Neste caso, ovos. Ovos? Sim: ovos. Essas formas elementares, primordiais e perfeitas. Esses pequenos milagres da criação, anteriores à filosofia e à Liga das Nações. Ou, na brilhante definição que encontrei escrita no motor de pesquisa Google, “o potencial da vida num recipiente fechado”. Não sei quem escreveu isto, mas queria aproveitar este momento para lhe agradecer por ter resolvido, em sete palavras, um dos grandes mistérios da existência e, sem querer, parte considerável dos problemas do Sport Lisboa e Benfica.
Comecemos pelo princípio. O Benfica jogou (e jogou bem). Também foi fotografado, como normalmente acontece ao onze inicial numa partida de futebol. O problema é que os jogadores foram postos atrás da placa publicitária de uma marca de ovos cujo logótipo é a silhueta de uma galinha. Entretanto, nos ecrãs gigantes do Estádio da Luz, podia ler-se: “Os ovos das galinhas mais felizes de Portugal”.
Antes de mais, enfrentemos a questão: como se determina a felicidade de uma galinha? Que instrumentos existem para sondar a sua alma, caso essa alma exista? A galinha é um animal recatado e, tanto quanto se sabe, incapaz de distinguir um bem-estar momentâneo de um duradouro estado de comprazimento. Ainda assim, alguém teve a audácia de declarar que aquelas eram as galinhas mais felizes de Portugal. Nem sequer algumas das mais felizes. As mais felizes. O superlativo relativo de uma condição interior de que os próprios homens sabem tão pouco.
E foi o escândalo. Não consta que alguma daquelas galinhas tenha cometido qualquer irregularidade desportiva. Mas bastou a sua aparição para que o Benfica entrasse, uma vez mais, em estado de emergência moral. Quer dizer, não diria “o Benfica” assim sem mais nem menos. O homem contemporâneo, infelizmente, já não se interessa pelas grandes questões. Mas parece ter havido uma data de almas antigas que não acharam graça nenhuma.
Para piorar, há poucas semanas o Benfica pediu a interdição do estádio do Porto, a propósito de uma cantiga infantil sobre galináceos (e saúde mental) que os portistas quiseram partilhar com os seus adversários. Agora, perante dezenas de milhares de testemunhas, era o Benfica a associar-se à mesma espécie avícola.
Além da magnífica ocasião de zombaria que esta trapalhada publicitária ofereceu aos adversários do Benfica — e todos sabemos que, para os seus adversários, fazer troça do Benfica é a parte mais significativa de apoiar um clube de futebol —, o benfiquista viu-se como num sonho, despido no pátio do liceu, forçado a enfrentar ao vivo e a cores o dilema que lhe tem feito perder cabelo desde 1994: águia ou galinha, Paneira ou Paulão, Benfica ou outra coisa qualquer?
Talvez tenha sido uma elaboradíssima operação de terapia de exposição intensiva. Talvez alguém do marketing do clube se tenha entusiasmado com a perspectiva de os sócios enfrentarem os seus fantasmas ali mesmo, na Luz, com transmissão televisiva para futura consulta. É uma hipótese. Em todo o caso, quem quer que tenha tido a ideia de pôr os jogadores do Benfica a posar no pórtico publicitário de uma marca de ovos, precisamente depois de o clube se ter insurgido contra uma canção sobre o animal que os põe, é, quero acreditar, uma criatura superior. Um desses espíritos providenciais que, sem saberem, fazem mais pela literatura do que vinte feiras do livro nos jardins do Palácio de Belém. É alguém que vê mais longe, é alguém que vê melhor; é, numa palavra, alguém que compreende o ovo. O ovo: ou o potencial da vida num recipiente fechado. Não há imagem mais eloquente da esperança. Enquanto a casca não se parte, tudo pode acontecer. Sobretudo um campeonato. Imaginem que alguém se aproxima de um ovo e lhe pergunta: “Então, é para ganhar?”
O ovo não responde. Tem a dignidade dos grandes mistérios. Limita-se a existir, magnificamente fechado, com todas as possibilidades da vida lá dentro. O ovo é sábio."