Últimas indefectivações

terça-feira, 12 de maio de 2026

Vermelhão: Os Milagres não existem!!!

Benfica 2 - 2 Braga


Valerá a pena falar de futebol?! Mais uma roubalheira épica, descarada, desde do primeiro minuto até ao último!!!

- No golo anulado ao Ivanovic por 4cm, a linha está mal colocada, no pé do jogador do Braga! Golo mal anulado...
- Na Mão do Lelo, quando o Schjelderup ele tem o braço atrás do corpo, só quando o bola bate no guarda-redes, ele reage tentando jogar de cabeça, calculando mal o ângulo, mexendo o braço e tocando a bola com o Braço, penalty por marcar...


- No outro potencial penalty por Mão na Bola, com o Martinez, estamos perante um mau domínio de bola, não foi um remate, contra o Benfica seria penalty!
- No golo anulado ao Pavlidis, ainda não vi uma imagem que demonstre que a bola tenha ultrapassado totalmente a linha final. A imagem da câmara colocada na linha de fundo, não mostra qualquer espaço entre a bola e os ferros. Esta câmara supostamente está alinhada com os ferros, e para a bola estar totalmente fora, deveria existir um 'espaço' visível... O VAR supostamente só pode reverter lances, com prova inequívoca, e neste lance não parece existir!


- Mas o momento alto da filha-putice, é a falta marcada ao Prestianni, para não marcar o penalty sobre claro sobre o Pavlidis! O Prestianni não faz qualquer falta, é inclusive pisado pelo adversário, e falta sobre o Pavlidis é clara...


- E ainda tivemos a rábula dos descontos, 6 minutos, com 5 substituições, 3 golos e um demorado golo mal anulado pelo VAR, e depois com o penalty assinalado pelo VAR já nos descontos, acabou por dar mais 2 minutos, quando o jogo esteve parado cerca de 4 minutos! Se fosse ao contrário, como aconteceu em Famalicão teríamos 16 minutos!!!
- Já agora, o penalty assinalado sobre o Schjelderup só foi marcado, porque a derrota ou o empate, é igual para a questão do 2.º lugar! Se o jogo tivesse empatado, o penalty nunca teria sido assinalado!

Como é que se consegue dissertar sobre este jogo e o seu resultado final, sem analisar esta roubalheira?!!! Alguns Benfiquistas defendem que esta Ladroagem toda, deve-se ao contrato televisivo, o actual e a futura centralização! Discordo. O que estamos a assistir é ao tomar o poder da Clubite descarada anti-Benfiquistas! Durante maos de 40 anos levámos com o Bufas e os seus acólitos a beneficiar os Corruptos, hoje temos uma aliança do Altis arbitral!!! Uma quantidade absurda de árbitros, fiscais de linha e VAR's nascidos e criados na cidade do Porto, com uma liderança do Conselho de Aribtragem totalmente Lagarta, com praticamente todos os árbitros do Sul, Lagartos doentes!!! Podem continuar a discutir Eleições no Benfica, podem continuar a discutir os treinadores e as suas opções, podem descarregar nos jogadores, mas nada vai mudar... o Benfica não irá ganhar nada de importante nas próximas épocas, enquanto esta gentalha se manter o poder!!!

E isto não vai lá com dentes partidos, é preciso muito mais!!! Mas os iluminados Benfiquistas continuam a apontar as armas para dentro do Benfica!


O jogo foi aquilo que o Mourinho afirmou: o Benfica jogou para golear, o Braga acabou com uma eficácia de 100%, um Braga chato com bola, mas pouco objetivo.


Schjelderup fez mesmo um grande jogo, mas o Aursnes também, e o Barreiro também estava a jogar muito bem, e não devia ter saído, se o Mourinho queria o Prestianni no meio, quem tinha que sair era o Rafa, que estava de rastos!

O Gil Vicente joga bem, e em teoria até teria hipóteses de pontuar no Alvalixo, mas isso não irá acontecer, hoje, em Vila do Conde, com o Sporting a perder, inventou-se um penalty e depois expulsou-se um jogador com duplo Amarelo, sendo que o 1.º Amarelo foi no tal penalty inventado!!! Fácil... e pelo meio, ainda beneficiaram dum auto-golo absurdo!!!



Vitória nos Quartos-de-final...

Benfica 1 (4) - (3) 1 Braga
Bernardes
(Rocha, Gomes, Castel-Branco, Castro)


Golos nos momentos iniciais, e depois muitas tentativas, mas a bola recusou-se a entrar... aquelas duas bolas consecutivas nos ferros, no final da 1.ª parte, são um exemplo perfeito! O Braga aproveitou os remendos na nossa defesa, em ataques rápidos, também foi criando perigo... Homem do jogo, claramente o Arnas, durante o jogo, e nos penalty's!
A equipa jogou com alguns 'reforços' da equipa B, mas na defesa temos muitas ausências!

Vamos jogar a meia-final em São Miguel, contra o Santa Clara, local onde já ganhámos e já perdemos esta época!

O mistério Benfica/José Mourinho


"Se Mourinho sair, depois de ter dito, não há muito tempo, sem ouvir resposta, que estava disponível para continuar no Benfica durante vários anos, a responsabilidade de Rui Costa face à época de 2026/27 subirá exponencialmente. Se tal suceder, irá fazer, no próximo técnico, um ‘all in’...

A possibilidade de José Mourinho regressar ao Real Madrid, que já tinha estado em cima da mesa, em 2021/22, época em que a escolha de Florentino Pérez acabou por recair em Carlo Ancelotti, é notícia e motivo de análise nos principais jornais e sites à escala planetária, o que dá nota não só da dimensão dos ‘merengues’, mas também do ‘Special One’.
É certo e sabido que Álvaro Arbeloa não foi capaz de controlar os egos que povoam a cabina madridista, e que o maior clube do mundo tem visto o nome associado a uma anarquia que não é conforme aos a padrões de disciplina e hierarquia estabelecidos por Santiago Bernabéu, jogador ‘merengue’ entre 1912 e 1927, e presidente dos ‘blancos’, entre 1943 e 1978, período em que que projetou o clube para o topo do mundo.
Embora nas três temporadas em que esteve no Bernabéu, Mourinho tenha vencido ‘apenas’ uma Liga, uma Taça do Rei e uma Supertaça, levando o clube por três vezes às meias-finais da Champions, o principal mérito do técnico de Setúbal residiu no facto de ter protagonizado uma mudança de ciclo em Espanha, pondo fim a uma clara hegemonia do extraordinário Barcelona de Pep Guardiola, criando condições para os sucessos que se seguiriam.
E, para fazê-lo, não se furtou aos conflitos que entendeu necessários, para colocar alguma ordem na Casa Blanca, então uma verdadeira feira de vaidades.Não sei se José Mourinho vai trabalhar de novo com Florentino Pérez, mas é impossível que não haja fogo a causar o fumo de que alguns dos mais respeitados órgãos de comunicação do mundo têm dado conta.
Esta é a história que pode ser contada, sem medo de desmentidos, ao dia de hoje. Mas também há um passado recente, quando José Mourinho, publicamente, se ‘ofereceu’ para prolongar o vínculo com o Benfica até ao final do mandato de Rui Costa, sem que houvesse, da SAD encarnada, outra resposta (pública) que não fosse o silêncio.
Tivesse o Benfica, nessa altura, dito sim à abertura mostrada pelo técnico sadino, e a hipótese Real Madrid nem sequer estaria a ser colocada. Daí a questão, pertinente (embora colocada num momento incómodo) de se saber o que pretende o Benfica para o futuro.Faltam dois jogos para acabar a edição 2025/26 da I Liga, e ainda está por saber quem será segundo classificado, se águias, se leões, num contexto em que há a possibilidade do vice-campeão ter entrada direta na Liga dos Campeões.
Não me passa pela cabeça que o Benfica ou Mourinho estejam à espera de saber que competição europeia irá o clube disputar, para decidirem o futuro comum. Estamos, pois, perante o maior mistério deste final de temporada: quem está a preparar, no Benfica, a época de 2026/27? Inevitavelmente, no máximo dentro de uma semana, conhecer-se-á o desfecho deste imbróglio.
Uma coisa é certa, contudo: se José Mourinho não continuar no Benfica, seja por vontade dele (que recebeu silêncio como resposta pública, quando se dispôs, publicamente, a permanecer), seja por vontade do clube (que, aos costumes, disse nada), o peso que cairá nos ombros de Rui Costa será o mais elevado de sempre. Porque estará a fazer, no senhor que se segue, um ‘all in’. «E se corre bem?», perguntou, um dia, Ruben Amorim, de chegada a Alvalade. Seja como for, o risco é total."

E apesar de tudo o futebol português lá vai indo


"Suspeições, acusações, mau ambiente, enfim, tudo o que conhecemos de ginjeira no balanço de mais uma época. E apesar de tudo lá vão acontecendo algumas coisas boas a Portugal

Ainda há muita coisa para decidir, mas a principal, como se previa, ficou despachada há mais de uma semana. O FC Porto é campeão, com toda a justiça. O ex-Vilafranquense, perdão, o Aves SAD já sabe que jogará na Liga 2 para o ano. Falta definir a outra posição de descida, quem vai à liguilha (no primeiro e no segundo escalões), quem vai à Champions além do FC Porto e os acessos às restantes competições europeias. É por isso que hoje, uma segunda-feira, se disputam sete jogos à noite.
O que havia para acontecer e o que ainda está para suceder processa-se, em mais um ano, da mesma forma a que sempre nos habituámos em Portugal: suspeições, acusações, polémicas mais ou menos estéreis, mau ambiente entre protagonistas e uma vontade férrea de ver em cada feito adversário a prova de teorias da conspiração que adoramos alimentar. As picardias, que até certo ponto podem ter graça e até apimentar relações, tornaram-se uma doença contagiosa e muito difícil de combater.
Estamos mesmo na mesma, como a lesma. Somos de tal forma obcecados com as arbitragens, por exemplo, que até nos jogos sem equipas portuguesas — mas com árbitros portugueses — procuramos validação para a ideia de que temos os piores juízes da história do futebol. Algo com que a UEFA e a FIFA não concordam, mas provavelmente farão parte da mesma grande conspiração. Por mais que se explique que João Pinheiro agiu bem nos dois lances mais polémicos do Bayern-PSG, continua a haver negacionistas a defender o contrário. Enfim, na verdade era bom que este tipo de coisas só se passasse no futebol, mas bem sabemos como se propaga a tendência a nível sociopolítico e quem são os principais instigadores de uma espécie de tentativa de uma nova ordem mundial.
O futebol português vai (continua...) de tal forma que já parece ser proibido conviver saudavelmente com adversários depois de uma derrota. Terá sucedido com Nélson Oliveira, porque o Vitória perdeu em Alvalade e ele falou e riu com Rui Borges. Quase se passava com Francisco Trincão, que foi apanhado — imagine-se — a sorrir durante e após o empate do Sporting com o Tondela, como se perder pontos tivesse de significar, no mínimo, a clausura num mosteiro. Ainda bem que há justiceiros a comentar nas TV.
A verdade é que isto lá vai andando. Tivemos uma equipa numa meia-final europeia e teremos um árbitro no Mundial. O resto incha, desincha e passa."

Ganhar ao Braga


"O Benfica recebe o SC Braga às 20h15 no Estádio da Luz. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Só a vitória interessa
José Mourinho releva a importância de conquistar os três pontos: "O estado de alma é perfeitamente objetivo: temos de ganhar, não temos outra solução. Vamos com tudo o que temos e com a força de conseguir ir para o último jogo e continuar a depender de nós."

2. Pentacampeão nacional
A equipa feminina de andebol do Benfica sagrou-se campeã nacional pela 5.ª vez consecutiva ao ganhar, por 21-30, na deslocação ao reduto do CJ Almeida Garrett. Na mensagem de felicitações, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, enaltece "a caminhada fantástica, com muita resiliência e compromisso de todos".

3. Título na formação
Os juvenis B do Benfica venceram o Campeonato Nacional da 2.ª Divisão Sub-17 após triunfarem, por 1-0, frente ao Amora.

4. Outros resultados (masculinos)
Em andebol, triunfo benfiquista, por 32-29, ante o FC Porto. Em basquetebol, vitória frente ao SC Braga por 90-72. Em hóquei em patins, derrota com o Barcelona nas meias-finais da WSE Champions League (3-4). Em râguebi, empate com o CDUL (27-27). Em polo aquático foi assegurada a permanência no escalão primodivisionário na sequência da dupla vitória ante o CA Pacense.

5. Outros resultados (femininos)
Na final da WSE Champions League de hóquei em patins, desaire com o CP Fraga (4-1). Em futebol, triunfo por 0-1 na visita ao Rio Ave. Em basquetebol vitória no 3.º jogo e derrota no 4.º jogo da final dos play-offs do Campeonato Nacional frente ao Quinta dos Lombos (a negra será no dia 14 de maio, em Carcavelos). Em futsal, passagem à final do play-off do Campeonato Nacional após vitória, por 2-1, frente ao Atlético. Em polo aquático, vitória ante o Fluvial Portuense no jogo inaugural da final do Campeonato Nacional (17-9).

6. Outros resultados – futebol de formação
A equipa B foi derrotada pelo Académico de Viseu (0-2). Os Juniores ganharam por 5-2 à União de Leiria. Os Juvenis golearam o Real SC por 8-0. Os Iniciados obtiveram uma vitória expressiva no Estoril (0-7). 
 
7. Jogos do dia
Além do desafio com o SC Braga no Estádio da Luz, há outro com o mesmo adversário, mas a contar para a Taça Revelação no escalão sub-23 no Benfica Campus às 16h00.

8. Bons desempenhos
Os canoístas do Benfica em destaque na Taça do Mundo de Szeged.

9. Juntos hacemos más
A iniciativa da Fundação Benfica contou com a participação de três jogadoras de futebol do Benfica.

10. Marque o seu Penálti no Estádio da Luz
São duas experiências imperdíveis para todos os apaixonados pelo futebol: a primeira no dia 12 de maio, a segunda entre os dias 13 e 15 de maio.

11. Casa Benfica Tomar
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 71.º aniversário, abrilhantado pela presença de elementos do plantel pentacampeão nacional de futebol no feminino."

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Cinco pontos sobre o título europeu do FC Porto

Observador: E o Campeão é... - O segundo lugar vale mesmo 50 milhões de euros?

Observador: Três Toques - Campeões? Não, adeptos invadem campo e impedem título

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca #135

Zero: 5x4 - S06E34 - Sporting: um campeão europeu categórico

Falsos Lentos - S06E36 - Qual o Nome do Cão do Batáguas?

Var à Sexta #14 - Encontrados os Finalistas!

DAZN: The Premier Pub - Golo anulado aos 90+5 salva a vida ao Arsenal

DAZN: F1 - A McLaren voltou?

Terceiro Anel: DRS #49 - O INICIO DE ALGO GRANDE!! 🏎️🏁

Estaladas e cachorros-quentes


"A abrir a semana passada, Neymar não gostou que o filho de Robinho fosse melhor que ele no treino do Santos e reagiu com agressões, uma rasteira e um estalo; no Real Madrid, Carreras viu a sua cara muito perto da mão de Rudiger, e depois Valverde e Tchouaméni andaram aos encontrões. O uruguaio disse que caiu - quase como naquelas desculpas nos casos de violência doméstica - e ficou com uma ferida na cabeça, mas como ninguém acreditou, o clube resolveu tornar pública uma multa de 500 mil euros aos dois. O clube mais rico do mundo, que anda há semanas com um treinador interino e já perdeu a capa de invencibilidade da UEFA Champions League, não se entende e fica difícil entender porquê. Resta saber se a solução é um treinador tão carismático como José Mourinho, que já nem no Benfica é consensual.
Quem não foi agredido, pelo menos esta semana, foi o presidente da FIFA, Gianni Infantino, que inventou o prémio da Paz para apaziguar o presidente dos Estados Unidos, mas não parece ter controlo sobre a competição que organiza. Nos intervalos de tentar um aperto de mão entre representantes da Palestina e Israel e garantir que o Irão consiga mesmo entrar nos EUA sem que todos os membros do staff sejam acusados de pertencer à Guarda Revolucionária, confessou que não consegue ajudar a definir o preço dos bilhetes para os jogos.
Além dos preços dos hotéis e transportes, só alguns privilegiados terão fundos para dar dois milhões de euros por um bilhete. Outros, que se privam de gastos no dia a dia (e se calhar já gastaram mundos e fundos na caderneta de cromos) e fazem empréstimos para poder acompanhar a sua seleção, se calhar gostariam de dar um tabefe a Infantino. O suíço disse que levaria uma Cola e um cachorro-quente a quem comprasse esses bilhetes, mas se eu pudesse comprar, esperaria pelo menos um bife do lombo. Pode ser que as moscas apreciem."

Congo: Mwepu Ilunga e o “bizarro momento de inocência africana“, só que não


"O Zaire já perdera por 2-0 e depois por 9-0 na fase de grupos do Campeonato do Mundo de 1974 quando defrontou o campeão Brasil e, num livre direto, um dos seus jogadores saiu disparado da barreira para chutar a bola para longe. O futebol eurocêntrico riu da suposta ignorância e houve chacota geral de um gesto que era, na verdade, um protesto contra um ditador.

Eram favas contadas, o humilde Zaire perdera a estreia em Mundiais contra a Escócia por um placar banal, seguido da tonelada no peso da derrota, por 9-0, com a Jugoslávia. Era a primeira seleção da África subsariana a jogar no torneio que então, e ainda mais, repartia a opulência no futebol pela Europa e a América do Sul. Em 1974, quem viesse de fora dos países mais tradicionais da bola era olhado de soslaio, menosprezado até.
O primeiro torneio amplamente transmitido a cores - já o fora quatro anos antes, mas poucos seriam os que tinham televisão para lá do preto e branco em casa - encarregou-se de o comprovar. Já sem o planetário Pelé, ocupado com a pré-reforma no soccer dos EUA, o tricampeão Brasil do bigode de Rivellino e das corridas de Jairzinho fechou a fase de grupos frente ao Zaire, já rebaixado ao estatuto de uma das piores seleções a participar no torneio. O lance que mais ficou desse Mundial reforçou essa impressão.
Aos 78 minutos, livre à beira da área do Zaire. Ainda os brasileiros discutiam quem ia rematar quando, da barreira já formada, sai disparado disparado um adversário em direção à bola, chutando-a para longe. Atónito tanto quanto os jogadores, o árbitro mostrou o cartão amarelo a Mwepu Ilunga, lateral direito dos africanos, que esbraceja em protesto. Cébrere ficou a descrição de John Motson, narrador da BBC. “Um momento bizarro da inocência africana”, ouviu-se do inglês, como que a pretender dizer outra coisa.
Ganhou o Brasil, 3-0, eliminado ficou o Zaire, saído do Mundial com 14 golos sofridos e nenhum feito, marcado pela estemporânea atitude de Mwepu Ilunga, o jogador a quem se atribuiu várias suspeitas: desconhecia as regras do futebol, era ignorante ou atestava o atraso dos africanos, viesse o preconceito e escolhesse, acompanhado pela mania tão humana de traçar conclusões sobre o que não sabe.
O tempo tratou de elucidar.
Absorto numa ditadura desde 1965, o Zaire, assim batizado seis anos mais tarde por Mobutu Sese Seko, cara do golpe militar que depôs o anterior regime, vivia uma era de investimentos para muscular as aparências. O seu opressor líder, com a boina em tom de leopardo omnipresente na cabeça, cedeu à tentação do manual de qualquer ditador e viu no desporto um hospedeiro da sua intenção de projetar força, apostando no futebol.
Conheceu algum sucesso: em 1967 e 1968, a Champions do continente foi ganha pelo TP Englebertem, em 1973 sucedeu-lhe o AS Vita Clube de Pierre Ndaye Mulamba, avançado que marcaria nove golos na Taça das Nações Africanas (CAN) de 1974, ainda hoje o recorde de festejos numa só edição da prova. “Mutumbula” era a sua alcunha, sinónimo de assassino em tradução livre. Feita essa conquista e a poucos meses da estreia no Mundial, Mobutu prometeu oferecer dinheiro, casa e um carro Volkswagen a cada jogador.

A revolta silenciosa
Os futebolistas do Zaire aterraram no Mundial atolados em promessas, mas vazios de recompensas. À derrota, por 2-0, na estreia com a Escócia, ameaçaram faltar ao encontro com a Jugoslávia, divergindo os relatos do imbróglio gerado à época. Conta-se que só a menos de uma hora do compromisso foram desconvencidos a boicotarem-no, ao saberem que o dinheiro do prémio que lhes era devido tinha sido usado por um dirigente da federação de futebol do país.
Ndaye Mulamba seria expulso durante o 9-0 sofrido contra os balcânicos, diria anos mais tarde que a seleção perdera a motivação. “Podíamos facilmente ter perdido por 20 golos“, admitiu numa entrevista, sugerindo o que Mwepu Ilunga confirmaria ao L’Équipe, já este século. “Entrámos em campo, mas sabotámos o jogo. A duas horas do início não queríamos jogar, mas houve ameaças, fomos ordenados a jogar caso contrário seríamos enviados para uma masmorra. Jogámos, mas foi quase uma greve“, explicou o lateral direito em cujo cabeça entrou a ideia de fazer igual ao compatriota.
Contra o Brasil, com mais olhos a assistirem, Ilunga zarpou da barreira para pontapear a bola para longe ao apito do árbitro, recebeu o troco em chacota, a BBC ridicularizou o ato e não terá sido a única entre as televisões a tomar por ignorância o que era revolta. Antes do jogo o ditador Mobuto fez chegar aos jogadores um aviso para que não perdessem por mais de quatro ou cinco golos, os relatos divergem.
Mwepu não gostou, assim como furibundo ficou com coisas que os brasileiros lhe disseram durante o encontro. Foram os desgostos que o impeliram, não o deconhecimento das regras. “Era uma oportunidade para provocar o árbitro, pois queria que me mostrasse um cartão vermelho. Disse a mim próprio: ‘Não vou jogar mais. Por que haveria de ficar em campo e arriscar não regressar a casa quando as pessoas que ficaram com o nosso dinheiro estavam a ver-nos da bancada?‘“, explicaria o jogador, em 2014 já bem reformado. Morreria no ano seguinte, já o Zaire rebatizado como República Democrática do Congoainda, enquanto ele ainda à espera do carro prometido e do dinheiro devido.
Mas cheio de troça, escárnio e preconceitos ditos sem mais, por quem lhe viu o ato de rebelião."

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Mais uma...

Rio Ave 0 - 1 Benfica
Pauleta


Vitória na última jornada do Campeonato, de penalty, com muita, mas mesmo muita rotação, com a estreia da Inês Meninas, regressada após lesão! E ainda os minutos da Bihina para se sagar Campeã!

Agora, para a semana, no Jamor, nova oportunidade para levantar um Caneco! Recordo que apesar do domínio do Benfica, temos conquistado poucas Taças de Portugal! Apesar do adversário ter jogado na II Divisão, isso não deve ser relevante, pois eliminaram várias equipas da I Divisão, e como nós sabemos, naquele Clube, o ódio ao Benfica é transversal! Muito cuidado com a atitude!

Desilusão...

Fraga 4 - 1 Benfica

Despois de dois empates na fase de grupos, contra este mesmo adversário, na Final, uma derrota dolorosa! Ainda não foi desta que recuperámos o título! Mesmo assim, acho que esta é provavelmente a melhor representação do Benfica nesta competição!

Juniores - 13.ª jornada - Fase Final

Benfica 5 - 2 Leiria


Até começamos a perder, mas acabámos por golear, na jornada onde os Corruptos se sagraram matematicamente Campeões! Com este 11 desde do início da Fase Final, a conversa teria sido outra!
Destaque para a estreia do Tomás Ferreira, nos Juniores, um dos Centrais com mais potencial do Seixal.

PS: Parabéns aos Juvenis B, que se sagraram Campeões Nacionais da 2.ª Divisão! Recordo, que os Juvenis de 1.º ano, disputam a II Divisão, e nas últimas épocas, aquilo que era somente um torneio distrital, passou a disputar uma Fase Final, com os melhores clubes do escalão a nível Nacional! Grande parte destes jogadores, foram na época anterior Campeões Nacionais de Iniciados!

Antevisão...

Terceiro Anel: React - Mourinho - Antevisão - Braga

BI: Antevisão - Braga...

O Benfica Somos Nós - É para cima deles #20 - Braga

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Subscrevo...

A importância de ser o primeiro dos últimos


"Benfica e Sporting lutam pela segunda posição. Há umas décadas, ficar em segundo ou terceiro seria irrelevante. Nos dias de hoje, o segundo lugar, apesar de não trazer verdadeiro mérito desportivo, traz consigo a possibilidade de entrar na Liga dos Campeões. E com ela chegam os milhões que permitem equilibrar contas, segurar jogadores, investir no mercado e preparar a época seguinte com outra margem de erro. No futebol moderno, muitas vezes, a diferença entre o sucesso desportivo e a crise financeira resume-se a uma posição na tabela.

Benfica: revolução permanente
Ficar em segundo lugar não fará com que a época do Benfica passe a ser positiva. Depois de um investimento de 140 milhões de euros, esperava-se que o clube lutasse por todos os títulos até ao fim. Não aconteceu em nenhuma competição. O planeamento dos grandes clubes deve ser feito para garantir presença sistemática nos momentos de decisão. Quando isso acontece, a probabilidade de sucesso aumenta e a diferença entre ganhar ou perder acaba muitas vezes reduzida ao detalhe.
A duas jornadas do fim, o Benfica continua a depender apenas de si para garantir o segundo lugar e, com ele, uma maior capacidade para preparar a próxima época. O objetivo passa por não repetir os mesmos erros. Até porque, ao contrário do que Rui Costa afirmou no ato eleitoral, quando disse «temos um plantel de presente e futuro que apenas precisará de pequenos ajustes», tudo indica que o Benfica se prepara para mais uma revolução.
E essa realidade pode ser analisada de quatro formas. A primeira tem a ver com o critério. Não é normal que jogadores como Bruma, Manu, Ivanovic, Barrenechea, Sudakov ou Sidny possam estar perto da saída poucos meses depois da chegada. Estes jogadores representaram um investimento avultado e muitos ainda nem completaram uma época no clube. Isso levanta duas questões inevitáveis: qual foi o critério na contratação? E qual o critério para uma eventual saída tão precoce?
O segundo ponto prende-se com a componente financeira. O Benfica vive, de forma sistemática, acima das suas possibilidades. Os custos fixos cresceram para níveis muito superiores aos rendimentos fixos, o que obriga o clube a depender de receitas variáveis, como a Champions ou a venda de jogadores.
Para gerar liquidez, pagar salários, cumprir compromissos financeiros e continuar a investir, o Benfica precisa de vender. E aqui existe um detalhe importante: a venda de um jogador pode ser antecipada na totalidade, mas a compra fica diluída durante vários anos. Ou seja, o clube antecipa receitas imediatas enquanto acumula custos futuros.
O terceiro ponto está relacionado com o equilíbrio contabilístico. Para tentar ter as contas equilibradas, o Benfica necessita de encaixar perto de 100 milhões de euros em vendas, livres de comissões e amortizações. O problema é que a política desportiva dos últimos anos, assente em investimentos elevados, reduziu drasticamente as potenciais mais-valias futuras. A isso junta-se outro fator: o futebol praticado ao longo da época não valorizou muitos jogadores.
E é precisamente aqui que entra o último ponto. Nas últimas épocas, o Benfica habituou-se a viver em revolução permanente. Todos os anos chegam vários jogadores, alimentando uma nova expectativa junto dos adeptos: «Agora é que vai ser.» No futebol, tal como nas empresas, a estabilidade continua a ser uma das maiores vantagens competitivas. E talvez também a mais subvalorizada.

Sporting: estabilidade em risco
O Sporting já não depende apenas de si para garantir presença na Liga dos Campeões. E essa possibilidade pode ter consequências mais profundas do que parece. Financeiramente, a época foi positiva. A campanha europeia valorizou jogadores, reforçou a marca Sporting e trouxe prémios importantes, mas a ausência na próxima edição da Champions pode obrigar o clube a vender mais do que inicialmente previa.
As saídas de Hjulmand e Morita parecem cada vez mais prováveis. E outros jogadores podem seguir o mesmo caminho caso o segundo lugar não seja alcançado. O problema é que uma das maiores forças do Sporting dos últimos anos tem sido precisamente a estabilidade. Os leões conseguiram manter uma base competitiva durante várias épocas e mexer pouco no onze principal. Essa continuidade permitiu criar rotinas, identidade e rendimento.
No futebol atual, onde quase todos vivem pressionados pela necessidade de vender, essa estabilidade tornou-se uma vantagem rara. Se se confirmarem as saídas do meio-campo e de mais um ou dois jogadores importantes — como Maxi ou Catamo — a margem de erro diminui drasticamente.
É verdade que o Sporting conseguiu preparar bem a sucessão de Gyokeres com a chegada de Luis Suárez, mas noutros casos a renovação do plantel ainda não está consolidada. Kochorashvili não se afirmou, Faye revelou-se um erro de casting e Vagiannidis continua sem se impor. Sem Liga dos Campeões, com menor capacidade financeira e obrigado a mexer mais do que gostaria, o Sporting entra num território mais instável. E quando uma equipa perde estabilidade, perde quase sempre competitividade.

A valorizar: Luis Enrique
É um treinador especial. Conseguiu transformar o PSG numa grande equipa. O coletivo funciona e as individualidades sobressaem. Mérito também para Luís Campos que trabalha diretamente com o técnico espanhol.

A desvalorizar: Liga de clubes
Numa Liga que se quer profissional, os calendários têm de ser feitos de forma célere, transparente e atempada. Não é compreensível que, por exemplo, os horários da 33.ª ronda tenham sido anunciados apenas cinco dias antes dos jogos. Também não se percebe como é que a Liga, presidida por Reinaldo Teixeira, anuncia que a venda de álcool nos estádios vai ser testada e, posteriormente, o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna vem dizer o contrário."

De Mourinho a Zalazar, o Benfica é um castelo de cartas ao vento


"Da hesitação fatal que 'entrega' o 'Special One' ao Real Madrid à ultrapassagem do Sporting pelo talentoso jogador do SC Braga, a Luz vive mergulhada numa perigosa crise de autoridade e gestão

Há um silêncio pesado na Luz, o tipo de silêncio que precede não a bonança, mas o desmoronamento. O Benfica de Rui Costa, que prometia ser «o Benfica dos adeptos», assemelha-se hoje a um castelo de cartas exposto a uma nortada impiedosa.
E a carta que ameaça levar tudo consigo tem o nome de José Mourinho. No futebol de alta rotação, a indecisão é o pecado capital que não conhece perdão e a estrutura encarnada parece ter-se esquecido de que os comboios de elite não esperam por quem não sabe o que quer.
Diz o povo que quem hesita, perde. Na Luz, hesitou-se 15 dias. Quando o Special One — que nunca escondeu o coração encarnado, mas que nunca esqueceu o profissionalismo frio — bateu à porta para discutir o futuro e a renovação, encontrou uma direção em modo pausa. Rui Costa e os seus pares ficaram a ponderar, a medir custos, a avaliar ventos e, talvez, a tentar decifrar se o peso do passado ainda servia de lastro para o futuro.
O problema é que, no xadrez de Florentino Pérez, o tempo não é uma variável; é uma arma. E enquanto em Lisboa se faziam reuniões de debriefing, em Madrid preparava-se o assalto final. O Real Madrid atacou com a voracidade de quem não admite um «não». E sejamos honestos: quem consegue dizer «não» ao maior clube do mundo quando o trono do Bernabéu está quase vago?
Mourinho poderá ser do Benfica pela raiz, mas pertence ao Olimpo pela obra. Ver o treinador português escapar por entre os dedos devido à inércia de quem devia decidir no momento é o retrato fiel de uma estrutura que parece ter perdido o instinto matador e a capacidade de segurar os seus próprios símbolos.
Mas um mal, como as tempestades de outono, nunca vem só. Enquanto o Benfica se perde em renovações penosas e decisões adiadas — veja-se a gestão de expectativas em torno de Otamendi ou a falta de definição sobre alguns miúdos da casa —, a concorrência não dorme. E o golpe deste sábado dói especialmente por ser desferido por quem, do outro lado da 2.ª Circular, parece ter aprendido a lição da agilidade tática e negocial.
Rodrigo Zalazar, o uruguaio que era a prioridade absoluta na Luz para o novo meio-campo, o homem que deveria trazer músculo e inteligência ao setor intermédio, pode estar a caminho de Alvalade. Frederico Varandas não esperou por pareceres nem por janelas de oportunidade incertas; sentou-se com António Salvador e, num ápice de pragmatismo, fechou o cerco. É uma ultrapassagem pela direita, na curva, que deixa a SAD encarnada a verter fumo pela falta de pulso.
O Benfica está a ser ultrapassado não por falta de meios financeiros, mas por uma gritante falta de agilidade política. Entre a saída iminente de um treinador de elite e a perda de alvos de mercado prioritário para os rivais diretos, a pergunta impõe-se com uma crueza inevitável: o que resta, afinal, do projeto de Rui Costa?
Resta um clube que, no papel e na paixão dos adeptos, reclama para si a grandeza mundial, mas que na prática da gestão diária se comporta como um gigante adormecido, assistindo, de braços cruzados, aos outros erguerem as pontes que ele próprio deixou por construir.
O castelo está ao vento; resta saber se alguém terá a coragem de segurar as cartas antes que a última caia."

BF: Mercado...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Rui Costa dormiu na corrida? Mourinho a caminho de Madrid?

José Mourinho e o Real Madrid UFC


"A possibilidade de o 'special one' regressar à casa 'blanca' pode dividir opiniões, mas poucos contestarão que o treinador português sabe controlar como poucos um plantel.

Uma equipa de futebol a lembrar um reality show, eis o Real Madrid de fim de estação em 2025/26. A troca de galhardetes entre Aurélien Tchouaméni e Federico Valverde, no ringue de Valdebebas, combate à porta fechada que as gargantas fundas dos merengues logo tornaram públicas, é novo episódio da temporada horribilis do colosso espanhol.
Na semana em que Arsenal e PSG garantiram presença na final da Liga dos Campeões, o clube recordista de orelhudas (15) é notícia por relatos de agressões entre jogadores e processos disciplinares rapidamente decididos com multas de 500 mil euros para o francês e o uruguaio. O ambiente no balneário dos blancos é tóxico e o futuro sombrio se Florentino Pérez não der um murro na mesa, talvez naquela em que Valverde garante ter batido «acidentalmente» antes de se deslocar ao hospital para «visita de rotina».
As vitórias mascaram quase tudo, os egos convivem na paz dos anjos, as tensões são relativizadas e até os conflitos internos acabam romantizados como sinal de empenho em que todos remam para o mesmo lado. Na ausência de resultados... esqueçam as linhas anteriores.
O Real vai terminar a época sem troféus — perdeu a Supertaça para o Barcelona, que hoje também poderá fazer a festa do título na receção ao rival, disse adeus à Champions ante o Bayern e à Taça do Rei frente ao Albacete — e pior que o rendimento em campo é o terreno minado fora dele.
O desgaste psicológico é tão importante quanto o físico e o atual momento dos madridistas exige mais um especialista em minas e armadilhas do que um conjunto de galácticos a espalhar magia nos relvados. E talvez seja precisamente por isso que o nome de José Mourinho surge associado ao Real Madrid.
A possibilidade de o special one regressar à casa blanca pode dividir opiniões, mas poucos contestarão que o treinador português sabe controlar como poucos um plantel, nem que seja por ter estatuto para limpar o cesto de maçãs podres custe o que custar em milhões de euros.
Reforços e dispensas? Mexidas numa estrutura criticada pelo vazio de poder entre Florentino Pérez, presidente pouco dado a descidas aos túneis e balneários, e o homem do leme no banco? Ajustes táticos e na forma de jogar de uma formação em que alguns só sabem correr para a frente? Não faltará o que mudar, seguramente, tal a pobreza deste Real sob as ordens de Álvaro Arbeloa após a saída prematura de Xabi Alonso.
Antes, porém, importa recuperar o princípio óbvio de que ninguém está acima do Real, sejam Tchouaméni, Valverde, Vinícius ou Mbappé. Caso contrário, é transformar o Santiago Bernabéu num octógono de UFC."

Noruega: Erik Mykland, o boémio sempre disponível para uma cerveja


"Mykland sempre protegeu os momentos de lazer dos possíveis transtornos que o profissionalismo lhes podia causar. Gostava de uma boa noite de copos e, depois, se tivesse tempo, jogava à bola. No TSV 1860 Munique chegou ausentar-se da fotografia de equipa por estar a resolver uma ressaca. Condenado por consumo de cocaína, o seu nome veio à baila numa operação policial que desmantelou uma rede de tráfico de droga na Noruega

A discoteca chamava-se Le Paradise e proporcionou tão intenso divertimento que as testemunhas daquela noite de junho de 1998 não estavam lúcidas o suficiente para se lembrarem de detalhes. Quantas cervejas bebeu? Estava ébrio? Os relatos do proprietário, do DJ e até do gerente do bar vizinho não são conclusivos. O que importa é que Erik Mykland esteve lá com o colega de equipa Henning Berg. O barman era capaz de jurar que lhe serviu cerveja de uma marca cubana. Foram muitas? Não se recorda.
Ao saber do sucedido, nas vésperas da Noruega enfrentar a Escócia, em Bordeús, o selecionador Egil Olsen interrogou os boémios. Fez de conta que acreditou quando os jogadores lhe disseram que o álcool não tinha interferido com a escapadela que terá sido proposta por Henning Berg, ávido por espairecer do ambiente do estágio em La Baule. Na verdade, soube que a contagem só parou lá para as oito canecas. Para resolver o problema no imediato, o melhor era aceitar a versão que lhe tinha sido apresentada e tomá-la como verdadeira mesmo que não o fosse.
A Noruega estava a viver um momento áureo. O Mundial desse ano, em França, assinalou a segunda presença consecutiva do país no torneio. A participação terminaria nos oitavos de final, capitulação feita pela Itália. Desde aí, os nórdicos estiveram ausentes durante 28 anos.
De Erik Mykland surgiriam notícias subsequentes. A evolução física acompanhou a desgastada reputação. No início da carreira, os longos cabelos concediam-lhe um ar divinal que progressivamente evoluiu para a aparência de um náufrago que deu à costa numa ilha selvagem.
Na seleção norueguesa, com a qual fez 78 jogos, existia quem incentivasse a sua excentricidade. O acumular de episódios caricatos fez com que o escritor Håvard Rem achasse que valia a pena biografar Erik Mykland. “O próprio Myggen [alcunha] perdeu uma aposta depois de um jogo na Geórgia. Como castigo, teve que rastejar nu pelo hotel. A cada esquina, tinha que levantar a perna e dizer ‘au, au’.”
Em disputa estava a qualificação para o Euro 2000. Na última competição de seleções em que participou não teve motivos para festejar devido à eliminação precoce na fase de grupos. Ainda assim, atracou-se aos copos após o último jogo e foi afogar as mágoas na praça onde os adeptos se encontravam. Acabou desnorteado e incapaz de regressar sozinho ao hotel. Foi salvo por dois adeptos, que o puseram num táxi.
Erik Mykland nem sempre precisou de tomar decisões ao longo da carreira. A obstinação por álcool tratou disso por ele. Quando o médio estava no TSV 1860 Munique não fez parte da fotografia de equipa: era demasiado cedo quando a tiraram e havia uma ressaca para curar nas primeiras horas da manhã. O treinador não tolerou as aventuras noturnas e recambiou-o para o Copenhaga. Na Dinamarca, deu a conhecer a sua personagem ao esparramar-se às 4h30 à frente de uma discoteca enquanto desafiava quem passava para um braço de ferro.
Os desvios acabaram por exceder os limites legais. Uma mega operação desmantelou uma rede de tráfico de droga na Noruega e Mykland foi acusado de envolvimento. O tribunal considerou que teve uma “participação periférica”, adquirindo cocaína para consumo próprio. O jogador foi então condenado a 140 horas de serviço comunitário. Uma má notícia para quem, após quatro anos de pausa, tinha voltado, em 2008, a jogar pelo primeiro clube da carreira, o Star."