O INDEFECTÍVEL
Pelo Benfica! Sempre!
Últimas indefectivações
terça-feira, 19 de maio de 2026
A (última) oportunidade de Roberto Martínez
"Roberto Martínez sabe que o seu tempo na Seleção está politicamente contado. A convocatória para o Mundial surge como um raro e derradeiro momento de possível libertação
É raro um treinador, de clube ou seleção, saber ao que vai. No entanto, Roberto Martínez sabe-o bem. Sabe que, por muitas voltas que o futebol dê, e dá, a sua continuidade há muito que não é bem-vista por quem lhe paga o salário, que só o mantém no cargo em nome da paz podre que se estabeleceu com a conquista da Liga das Nações. O espanhol apenas adiou, ao pactuar com os sorrisos amarelos que acompanharam os parabéns, ser uma das vítimas da caça às bruxas do agora presidente da FPF, que sempre quis romper com tudo o que vinha do passado.
Primeiro era Mourinho, que agora já não pode, e será Jorge Jesus quem em breve estará a bater-lhe à porta para desocupar o gabinete. Proença troca um lobista, que Martínez foi, e com distinção ressalve-se, por outro que talvez inconscientemente também o será, neste caso para garantir a felicidade do seu capitão eterno. Se calhar, Cristiano já está a ver bem mais do que nós, para lá do Mundial. É o que lhe diz a idade biológica do seu corpo, que há muito não passa dos 23. Mesmo que não seja o mesmo em campo que era quando realmente os tinha, no corpo e na alma.
É raro um treinador saber o que se vai passar daí a algum tempo e, por isso, a oportunidade é de ouro. Martínez pode aproveitar o seu último momento — só não o será se sair campeão do mundo da América do Norte e mesmo assim... — para construir o seu plantel sem as amarras dos estatutos, que sempre tanto o preocuparam. Porque não ser um pouco louco e esquecer isso tudo, livre de qualquer tipo de pressão? Porque não levar realmente os melhores? Porque não construir o grupo ideal para uma última dança? E arriscar se for preciso. Tomar decisões difíceis se as fáceis comprometerem o grupo. Ou escolher as mais fáceis se estiver a complicar demais.
Porque não aproveitar de facto um Kroupi, que a França deixou de fora, e tomar uma decisão estratégica que pode influenciar uma geração. Se adotar a nacionalidade da mãe e avó, os 12 golos que marcou na Premier League são capazes de lhe valer a qualidade de melhor avançado à disposição de Martínez. Mesmo que não seja um 9. O que até poderá trazer vantagens aos problemas da Seleção no ataque posicional. Mas são apenas pensamentos soltos. Uma discussão para outros momentos.
Amanhã, Martínez vai sentar-se em frente ao país. Pede-se um selecionador coerente, mas também corajoso. Porque quando não se tem nada a perder há sempre mais margem para se ganhar."
Afonso Eulálio, talento afirmado
"A camisola rosa do Giro não será recordada como conquista passageira, ou tão-só um marco de carreira, é símbolo colorido que o corredor português está a usar para se destacar no pelotão, que, definitivamente, já o vê de outra maneira
Afonso Eulálio é o mais recente talento do ciclismo português. Até agora poderíamos considerá-lo emergente, porque jovem, aos 24 anos, ainda a afirmar-se no principal escalão mundial, WorldTour, na segunda temporada na equipa Bahrain Victorious, que, em finais de 2024, reconheceu-lhe valor para contratá-lo à Continental lusa Feirense.
O corredor figueirense dera nas vistas ao envergar a camisola amarela na Volta a Portugal durante seis dias, conquistada no Alto da Torre com um segundo lugar e grande exibição. Embora a tivesse entregado ao russo Artem Nych na penúltima jornada, na Sra. da Graça, mais do que a saída do anonimato pelo destaque da liderança na principal competição nacional, impressionou pela combatividade. Não se restringiu a defender a posição cimeira, atacando, procurando reforçá-la a cada oportunidade que vislumbrou, proporcionando espetáculo e garantida prova de talento.
Qualidade e espírito de luta que demonstra no Giro 2026, em que ostenta a prestigiada camisola rosa. Ganhou-a com desempenho soberbo, a que voltou a faltar a vitória na etapa - que roçou -, e que não parece pesar-lhe, tal é a coragem e ambição com que a defende, atacando... alguns dos melhores corredores do mundo, como Jonas Vingegaard.
A camisola rosa do Giro não será recordada como conquista passageira, ou tão-só um marco de carreira, é símbolo colorido que o corredor português está a usar para se destacar no pelotão, que, definitivamente, já o vê de outra maneira.
Afonso não é um voltista como João Almeida, dificilmente o veremos a disputar a vitória em provas por etapas, principalmente com contrarrelógio, mas corridas em que houver montanha, teremos um trepador empolgante, como poucos. Em corridas explosivas, estará lá para nos trazer emoção."
O futebol português não sabe vender o drama
"O futebol português tem um problema que se repete todos os anos. E não tem a ver com quem ganha o campeonato. Tem a ver com tudo o resto que ninguém consegue transformar em produto. Este fim-de-semana foi o exemplo disso mesmo.
Enquanto se celebram títulos, com o FC Porto, Marítimo e Amarante a fecharem a época com números dominantes e claros, há uma outra competição a decorrer em paralelo, muito mais emocional, imprevisível e, paradoxalmente, muito menos explorada: a luta pela sobrevivência. Jornadas finais com equipas a depender de terceiros, decisões no último minuto, clubes históricos a viver no limite. Tudo aquilo que, noutros mercados, seria ouro puro.
Em Portugal, é ruído e não tem a atenção que merece. Basta olhar para o que aconteceu nesta reta final de época. Equipas a garantir manutenção no limite, outras a cair mesmo depois de vencerem e play-offs decisivos a definir quem fica nas principais divisões do futebol português. Isto não é um detalhe competitivo. Isto é conteúdo premium. É tensão narrativa no seu estado mais puro. É o tipo de produto que, bem trabalhado, prende audiências globais.
Mas não prende. Porque não existe enquanto produto. Liga e Federação continuam algo presas a uma lógica antiga: vender o topo e ignorar a base. Benfica, Sporting e FC Porto concentram atenção, seguidores, media e patrocinadores. Tudo o resto é tratado como contexto. O problema é que, num mercado saturado de futebol global, três clubes não chegam para sustentar um produto competitivo relevante.
As grandes ligas perceberam isto há muito tempo. A Premier League construiu parte do seu valor precisamente na incerteza da cauda da tabela. Cada jogo da luta pela manutenção é apresentado como um evento. Há storytelling, há dados, há personalização, há emoção amplificada. Não é um detalhe do campeonato. É um dos seus principais ativos.
Em Portugal, continua a ser um subproduto. E isso é tanto mais paradoxal quanto sabemos que o conteúdo existe. Há clubes com história, comunidades locais fortes, rivalidades regionais e contextos dramáticos reais. Há jogadores a jogar a carreira num jogo. Há treinadores que sabem que 90 minutos definem anos de trabalho. Há cidades inteiras suspensas de um resultado.
Mas não há produto. O mais interessante é que, do ponto de vista do marketing, esta é talvez a oportunidade mais óbvia e menos explorada do futebol português. Num momento em que a atenção está fragmentada e a concorrência não vem apenas de outras ligas, mas de todas as formas de entretenimento, o que diferencia não é a qualidade média, mas sim a intensidade da história.
E poucas histórias são mais intensas do que a sobrevivência. A luta pelo título tende a ser previsível. Este ano voltou a ser. A luta pela permanência, não. E é precisamente essa imprevisibilidade que poderia ser capitalizada. Jogos em simultâneo, classificações a mudar em tempo real e decisões nos últimos minutos.
Hoje, a luta pela manutenção não tem identidade própria. Não tem naming. Não tem narrativa agregadora. Não tem exploração digital relevante. Não tem posicionamento internacional. Existe apenas para quem já está profundamente envolvido no ecossistema.
E isso é desperdiçar valor. Porque o futuro das ligas médias, como a portuguesa, não passa por competir com a Premier League ou a La Liga na qualidade média ou nos direitos televisivos. Passa por encontrar ângulos únicos de diferenciação. Passa por transformar aquilo que já têm, mesmo que imperfeito, em algo consumível, relevante e emocionalmente poderoso.
A luta pela sobrevivência é um desses ângulos. Num campeonato onde o campeão é muitas vezes previsível, talvez o verdadeiro produto nunca tenha sido quem ganha. Sempre foi quem resiste."
Suécia: Thomas Ravelli, o fanfarrão que dançava quando os adversários rematavam para fora
"Tinha ar de Mr. Bean, Romário chamou-lhe “malandro”, furava cuecas e vendia escovas. Este guarda-redes deu-se a conhecer no Mundial de 1994, onde a Suécia ficou em terceiro lugar. Alegrava-se quando defendia e quando os adversários falhavam. Às vezes, também sofria golos e uma vez foram logo cinco, o que levou o Bayern Munique a desistir da sua contratação.
Uma bola de espelhos, uma pista e, como em qualquer outro local feito para dançar, uma baliza. Há uma valsa a ser exibida. Metade do par move-se com uma elegância reforçada pelo movimento da saia rodada. A outra é um Mr. Bean nórdico a digerir um garfo. A exibição percorre a madeira até que ela, a profissional, e ele se agarram a cada um dos postes dourados. Para finalizar, a dançarina coloca uma medalha no acompanhante que teve ao longo de toda a performance o número um colado nas costas do casaco do fato.
A atuação recolheu aplausos da plateia do “Let’s Dance Suécia 2019”, um programa que convida celebridades a darem uns passinhos. Aparições televisivas, palestras, a loja de desporto que abriu com o irmão gémeo. O futebol expôs o carisma e Thomas Ravelli tem gozado a vida que a popularidade lhe concedeu.
No Mundial de 1994, Ravelli só tinha entradas no cabelo. Ao interior da baliza não chegava nada. Vestia a camisola que distingue aqueles que podem dar uma mãozinha dentro da grande área dos que estão condicionados a jogar com os pés. Era um traje espampanante. Parecia ter escapas devido ao efeito provocado pelos quadros coloridos.
O guarda-redes foi um dos principais responsáveis pelo terceiro lugar conseguido pela Suécia. Na meia-final, os nórdicos postos a torrar no Rose Bowl atrapalharam a canarinha. Motivado pelos dois penáltis travados na eliminatória anterior contra a Roménia, Ravelli defendeu quase tudo. Romário rematou de fora da área e ele voou de modo a conter o massacre. Zinho surgiu na recarga e, inesperadamente, rematou ao lado com a baliza deserta.
Ravelli levantou-se, olhou para a câmara, mostrou um sorriso reto e dançou. Seria alguém a quem Messi poderia chamar bobo. No Brasil, que acabou por chegar ao 1-0 aos 80 minutos, lembram-se bem da sua cara. “Aquele guarda-redes fanfarrão chegou a dizer que não me conhecia.” Romário sempre achou o adversário daquele dia “muito engraçado”. “Ele era dos meus. Se ser malandro na Suécia é esse tipo de malandragem, ele é o malandro sueco.”
Durante sensivelmente metade da carreira, Thomas Ravelli foi amador. Ao mesmo tempo que jogava no Osters, vendia escovas que serviam para limpar máquinas em gráficas. Específico. Apesar de ter sido duas vezes campeão nacional com o clube, desceu de divisão. O desaire permitiu-lhe ser contratado pelo Gotemburgo, onde se tornou profissional.
O salto até podia ter sido maior. Ainda no Osters, jogou a pré-qualificação da Taça dos Campeões Europeus, competição na qual viria a participar com mais frequência no Gotemburgo. Numa eliminatória contra o Bayern Munique, acabou por sofrer cinco golos na Alemanha. Os bávaros estavam de volta de Ravelli tendo em vista uma possível contratação, mas, depois daquele descalabro, a mudança acabou por nunca se concretizar.
Com 143 internacionalizações, é o segundo na lista de jogadores que mais vezes representaram o país. Algumas delas foram realizadas noutros grandes torneios. Ravelli era extrovertido, brincalhão e trapaceiro. No Euro 1992, realizado em casa, a Suécia fez frente à França, venceu a Inglaterra e só cedeu contra a Alemanha, nas meias-finais. Nos intervalos, pegou numa tesoura e fez buracos nas cuecas de Martin Dahlin, companheiro de equipa com menos seis anos."
segunda-feira, 18 de maio de 2026
3.ª Taça de Portugal
Benfica 2 - 0 Corruptos
Moller(2)
Pauels; Amado, Carole(Christy, 82'), Diana G., Lund; Pauleta, Gasper(Clarinha, 82'); Lúcia, Moller(Tristão, 77'), Nycole; Diana S.(Chandra, 61')
Como se esperava, contra uma equipa muito combativa, vitória do Benfica, conquistando a dobradinha, num jogo onde o nosso domínio pedia mais golos, mas onde defensivamente acabámos por passar por poucos sustos!
Uma nota sobre a Pauleta: depois das lesões, a recuperação foi lenta, e não foi fácil ganhar ritmo, mas a nossa Capitã está de volta! Fundamental no equilíbrio desta equipa! Não ser titular na Seleção é criminoso!
Fim de época feliz, numa época com muitas lesões (duas jogadoras nem jogaram; Norton e Borges!!!), com um novo treinador, que mudou o esquema de jogo, deu minutos a jogadores jovens, mas ainda não convenceu totalmente. Na Europa ficámos aquém das épocas anteriores... sabendo que a saída da Kika é impossível de colmatar, é necessário encontrar forma de voltar a subir o nível! Agora tanto o Sporting como o Braga baixaram claramente o investimento e a qualidade, a diferença para os rivais aumentou, mas não foi porque o Benfica subiu de nível...
É NOSSAAAA!!! 🏆pic.twitter.com/Z2qU4deFHu
— SL Benfica Futebol Feminino (Apoio) (@BenficaFem) May 17, 2026
🔴⚪#SLBenficaFem pic.twitter.com/1uiMQsLjPU
— SL Benfica (@SLBenfica) May 17, 2026
Juvenis - 14.ª jornada - Fase Final
Sporting 0 - 1 Benfica
Ferreirinha
Apesar da épocas abaixo das expectativas, é sempre agradável ganhar em Alcochete...
4 tarefas prioritárias
"PREPARAR O FUTURO
Ponto prévio.
Não sou costista, vieirista ou noronhista, sou Benfiquista. Mantive-me por vontade própria fora da luta pelo poder, trato por tu todos os seis que se candidataram, dei a minha opinião a todos os que ma pediram, quero é o sucesso dos presidentes e dos treinadores sejam eles quais forem - do Benfica não quero se não títulos e contas certas.
Finda a época, é altura de corrigir erros, este post é o contributo de um Benfiquista preocupado com o rumo que o clube está a levar, é um convite à reflexão, este post não é a favor nem contra Rui Costa.
1.
Rui Costa não pode continuar a rodar jogadores e treinadores. Perdeu 17 titulares em cinco épocas, contratou dezenas de jogadores que não se impuseram como titulares, Rui Costa vai em cinco treinadores em cinco épocas, dois deles despedidos ainda a época estava no início, assim não há projeto desportivo que conduza ao sucesso.
Rui Costa tem, portanto, que ser capaz de estabilizar o projeto desportivo, o Benfica é quem tem maior capacidade de investimento, é quem tem a maior massa salarial, é quem oferece melhores condições de trabalho, o Benfica está obrigado a ganhar mais.
A estabilidade não garante só por si títulos, mas é o caminho mais curto para lá chegar.
É importante travar as compras de jogadores em alta no mercado, voltar a descobrir talento a preço acessível (scounting), aproveitar mais e melhor a produção de talento interna (formação).
2.
Rui Costa tem que ter coragem para colocar um ponto final no burguesismo anti competitivo que tomou conta do clube, nas patéticas guerrinhas internas pelo poder, tem que se revoltar com o conformismo de ver os outros festejar e não reagirmos de raiva, tem que garantir para o clube uma cultura de exigência competitiva a todos os níveis: dirigentes, equipas técnicas, jogadores e atletas, da formação à alta competição, dos homens às mulheres. Sem isto jamais voltará a ganhar continuadamente.
3.
A Liga Europa não produz receitas comparáveis às da Champions, o clube já tem um défice de exploração elevado, em 2026/27 será, portanto, pior. A necessidade de reduzir custos é uma oportunidade para cortar gorduras desnecessárias e próprias de um novo riquismo indesejável e inadmissível, é uma oportunidade de colocar o clube num patamar mais próximo da sustentabilidade, porque a sustentabilidade é necessária e reduz a necessidade de vender jogadores para tapar o buraco de exploração.
4.
Rui Costa não pode ser pisado na cabeça, dar um pontual murro na mesa e continuar tudo na mesma. As épocas 2024/25 e 2025/26 foram um escândalo de erros arbitrais a favor do Sporting e a prejuízo do Benfica. Pela verdade desportiva, o presidente do Benfica tem que por a comunicação do clube a comunicar, tem que fazer exigências à medida da grandeza do clube junto das entidades que comandam o futebol português, tem que liderar um processo de mudanças na arbitragem e na disciplina. Se exigir medidas concretas não for o suficiente, tem que passar à ação, se necessário tem que ser capaz de mobilizar os adeptos num movimento de revolta, o futebol português sem o Benfica não é nada!"
Mundial’26: Junior Kroupi, a surpresa de Roberto Martínez
"Junior Kroupi, uma das grandes revelações da Premier League 2025/26, pode muito bem tornar-se a grande surpresa de Roberto Martínez na convocatória de Portugal para o Campeonato do Mundo. Se isso vai ou não acontecer, só ficará esclarecido no próximo dia 19 de maio, às 13 horas, na cidade do futebol, momento em que o selecionador nacional divulgará os 26 convocados portugueses.
A Federação da Costa do Marfim continua a tentar convencer Eli Junior Kroupi, avançado franco-marfinense do AFC Bournemouth, a representar os Elefantes, mas a decisão do jovem de 19 anos permanece em aberto. Nascido e criado em França, Kroupi encontra-se numa rara encruzilhada internacional: pode representar a França, país onde nasceu e pela qual é internacional jovem; a Costa do Marfim, terra do pai; ou Portugal, graças à nacionalidade da mãe e da avó.
Até ao momento, o jogador não tomou qualquer decisão oficial. Didier Deschamps também não o incluiu na lista da seleção francesa para o Mundial. E é precisamente neste contexto que Portugal surge como uma possibilidade e talvez até estratégica.
Kroupi não é apenas mais um jovem talento emergente. É uma das maiores explosões competitivas do futebol europeu nesta temporada. Aos 19 anos, tornou-se o primeiro jovem jogador desde Robbie Fowler, em 1993/94, a atingir os 12 golos na época de estreia na Premier League. Um feito impressionante, sobretudo quando percebemos que há apenas uma temporada jogava na Ligue 2 francesa ao serviço do FC Lorient.
Hoje, o seu nome circula nos departamentos de scouting dos maiores clubes europeus. Barcelona, Manchester City e Arsenal acompanham atentamente a sua evolução. O Bournemouth já deixou claro que não pretende vender e que valores próximos dos 100 milhões de euros poderão nem ser suficientes para abrir negociações.
Mas o mais interessante em Kroupi não são apenas os números. É a forma como interpreta o jogo. Num futebol cada vez mais mecanizado, ele joga com instinto. Não é um ponta-de-lança clássico, nem um 10 puro. É aquilo que muitos treinadores definem como um 9,5: um avançado híbrido, móvel, inteligente e extremamente difícil de controlar entre linhas. Tem agressividade competitiva, capacidade de ligação, leitura espacial e uma naturalidade rara na finalização, tendo em conta a sua idade.
Os números apenas confirmam essa sensação: média de um golo a cada 121 minutos, apenas atrás de Erling Haaland na Premier League, e 20 remates enquadrados em 43 tentativas. Entre os jogadores sub-20 das principais ligas europeias, apenas Lamine Yamal apresenta números ofensivos superiores nesta temporada.
A maturidade competitiva de Kroupi impressiona. Quem trabalhou com ele no Lorient fala de um jogador obcecado pela evolução, sem nunca perder a alegria de jogar. O guarda-redes Yvon Mvogo resumiu-o recentemente de forma perfeita:
− Ele diverte-se a jogar. E há coisas que não se aprendem numa escola de futebol.
Talvez seja exatamente isso. Talvez existam jogadores que simplesmente nascem com algo diferente. Filho do antigo avançado marfinense Eli Kroupi, Junior cresceu entre diferentes referências culturais e futebolísticas. Nasceu em França, tem raízes marfinenses pelo pai e ligação portuguesa através da mãe e da avó. E é precisamente aí que entra Portugal.
Seria uma aposta inesperada de Roberto Martínez? Sem dúvida. Mas também seria uma decisão perfeitamente coerente com aquilo que o selecionador tem procurado construir. Martínez valoriza jogadores inteligentes, versáteis e capazes de acrescentar dinâmica coletiva. Kroupi encaixa totalmente nessa lógica moderna: pressiona bem, interpreta espaços com qualidade, liga o jogo ofensivo, tem golo e oferece algo cada vez mais raro no futebol atual: imprevisibilidade.
Portugal tem talento de sobra. Tem experiência, qualidade técnica e referências consolidadas. Mas também precisa de renovação, energia e novas dinâmicas competitivas. E é precisamente aí que um perfil como o de Junior Kroupi pode acrescentar valor para o presente e futuro de Portugal.
Há jogadores que entram numa convocatória para completar o grupo. Outros que entram para mudar o ritmo de uma competição. Junior Kroupi tem o potencial para mudar o ritmo de uma competição e acrescentar um valor claro a Portugal, uma das seis grandes candidatas a vencer o Mundial juntamente com Espanha, França, Argentina, Brasil e Alemanha.
Se Roberto Martínez decidir surpreender, pela positiva, no próximo dia 19 de maio, dificilmente encontrará uma surpresa mais entusiasmante do que Junior Kroupi. E se isso acontecer, Portugal ganha muito mais do que uma promessa. Ganhar uma das próximas grandes figuras do futebol europeu."
Mourinho atira-se à estrutura do Benfica
"Indiretas do técnico das águias no final da época foram bastante... diretas. «Aqui não há parvos», disse. E, como para bom entendedor meia palavra basta: para Mou, Rui Costa está mal acompanhado
José Mourinho nunca dá ponto sem nó. No rescaldo de uma noite de emoções no Estoril, que deveria servir apenas para baixar o pano sobre a Liga 2025/2026, o técnico decidiu levantar o véu sobre o que ferve nos bastidores da Luz.
Oficialmente, Mourinho diz que «há 99% de hipóteses» de ficar, agarrando-se à única proposta formal que tem em mãos: a renovação oferecida pelas águias. Mas o diabo, como sempre, mora no detalhe. E esse detalhe chama-se um por cento.
«Aqui ninguém é parvo», atirou, com o sorriso de quem detém o tabuleiro de xadrez. Ao admitir que Jorge Mendes já dialoga com Florentino Pérez, o ainda treinador do Benfica não está só a confirmar o óbvio; está a enviar um pré-aviso de despejo.
Mas o verdadeiro sismo não reside na iminente viagem para Madrid, mas sim no diagnóstico letal que fez da estrutura encarnada.Mourinho foi cirúrgico na separação de águas. De um lado, «o Benfica do Seixal»: o campus, o centro de estágio, a fábrica de talento e as condições de trabalho que classificou como irrepreensíveis. «O Seixal está preparado para títulos, mas isso não chega», sentenciou.
É aqui que a indireta se torna uma direta no queixo da SAD. Ao elogiar o Seixal para logo de seguida apontar que «isso não chega», Mou aponta o dedo à outra estrutura: a da Luz, a dos gabinetes, a das decisões estratégicas que parecem colidir com a exigência de quem está no relvado.
O técnico fez questão de blindar Rui Costa ao nível da questão da renovação, ou não, de contrato: «Nenhuma crítica ao presidente». Mas, para bom entendedor, o silêncio sobre o resto e sobre quem rodeia o líder é ensurdecedor.
Ou seja, Mourinho está, por exclusão de partes, a colocar sob fogo quem decide e quem gere a SAD. O contraponto é claro: a equipa invisível que cerca o presidente padece de uma anemia de competência que Mou não está disposto a tolerar se decidir, por milagre, gastar os seus 99% na Luz.
A mensagem é um ultimato disfarçado de balanço. Se o Real Madrid chamar, o adeus será o desfecho natural de quem percebeu que, no Benfica atual, a excelência do Seixal morre à porta da burocracia ou da falta de visão da estrutura central.
Mourinho sabe que, para ganhar, não basta ter bons campos; é preciso ter quem saiba navegar as tempestades do mercado e da política desportiva com a mesma acutilância que ele coloca em cada palavra.
No final, fica a sensação de que Mou já partiu, deixando para trás um espelho onde a estrutura da Luz terá, obrigatoriamente, de se olhar."
Esta será sempre a tua casa, Nico 🦅
Esta será sempre a tua casa, Nico 🦅 pic.twitter.com/9Zq6UQr1qA
— SL Benfica (@SLBenfica) May 17, 2026
Obrigado, Capitão 🫡❤️🔥
Obrigado, Capitão 🫡❤️🔥 pic.twitter.com/7okKEXhMso
— SL Benfica (@SLBenfica) May 17, 2026
Comunicado
"O Sport Lisboa e Benfica informa que o Capitão Nicolás Otamendi entende ter chegado ao fim o seu ciclo no Clube, depois de seis épocas em que honrou a nossa camisola e a nossa braçadeira até à última gota de suor.
Nicolás Otamendi foi sempre exemplo de paixão, dedicação, competência, liderança e profissionalismo, contribuindo de forma decisiva para a conquista de um Campeonato, uma Taça da Liga e duas Supertaças.
Para lá dos troféus, tocou e encheu de orgulho e gratidão o coração dos Benfiquistas, pelo que fará para sempre parte da nossa família e esta será sempre a sua casa. O Sport Lisboa e Benfica deseja-lhe todas as felicidades para o futuro.
Obrigado, Capitão!"
Boxe?!
Aqui o lance é diferente do lance do António Silva, aqui há mesmo intenção de cortar a bola com o braço apesar do ressalto no corpo pic.twitter.com/fdPr3S58MA
— 🦅🦅🦅 (@AJ1904__) May 16, 2026
19.º Encontro Nacional das Benfica Escolas de Futebol 🎥 ⚽
19.º Encontro Nacional das Benfica Escolas de Futebol 🎥 ⚽ pic.twitter.com/kLf27Sp8fZ
— SL Benfica (@SLBenfica) May 17, 2026
Época concluída com vitória
"O Benfica ganhou, por 1-3, na visita ao Estoril na última jornada da Liga Betclic, terminando a prova na 3.ª posição, num dia em que celebrou três títulos nacionais, um deles – râguebi masculino – passados 25 anos da conquista anterior. Ainda o anúncio oficial da saída de Otamendi. Estes são os destaques na BNews.
1. Obrigado, Otamendi
Otamendi, capitão de equipa, está de saída do Benfica após 6 temporadas de águia ao peito.
2. Mereciam mais
José Mourinho deixa uma palavra de alento ao plantel e a quem trabalha no Benfica Campus: "Tenho um orgulho tremendo neste balneário, no Benfica do Seixal, no grupo de jogadores, no grupo de pessoas que ali trabalham à volta da equipa. Só há coisas boas. Há organização, há disciplina, há empatia, há amizade, há alegria de trabalhar juntos, há dignidade, há respeito pelo Benfica. O 3.º lugar nem de perto nem de longe reflete o trabalho que ali foi feito."
3. Homem do jogo
Eleito Man of the Match, Richard Ríos deixa uma palavra aos benfiquistas: "Agradeço muito o apoio que os adeptos nos deram sempre, nunca abandonaram o Clube, independentemente de onde jogássemos, e acho que é difícil encontrar isso noutro clube."
4. Campeão 25 anos depois
O Benfica é campeão nacional de râguebi pela 10.ª vez! Na última jornada da fase de apuramento do campeão, a jogar com menos um jogadorainda desde a 1.ª parte, foi derrotado pelo Cascais, por 28-14, não permitindo o ponto de bónus ao adversário.
Na mensagem de felicitações, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, salienta que o Benfica "volta a levantar o título nacional, recuperando o prestígio que a centenária modalidade do Clube merece".
5. Heptacampeãs
A equipa feminina de polo aquático do Benfica venceu, por 7-8, na piscina do Fluvial Portuense e revalidou o título nacional. Em mensagem dirigida ao grupo de trabalho, Rui Costa enaltece os "sete títulos consecutivos que refletem a qualidade, a dedicação, o espírito de equipa e a ambição de um grupo que continua a elevar o nome do Benfica e a afirmar a força do desporto feminino no Clube".
6. Tricampeãs
A equipa feminina de râguebi do Benfica ganhou o Circuito Nacional de sevens pela 3.ª época seguida.
7. Lutar pela dobradinha
Hoje, às 17h15, no Estádio Nacional, Benfica e FC Porto disputam a final da Taça de Portugal de futebol no feminino.
8. Troféu entregue
As já Pentacampeãs Nacionais de andebol venceram o ABC, por 37-18, e receberam a taça.
9. Outros resultados
No futebol de formação, os Sub-23 empataram 0-0 com o Santa Clara, nos Açores, na 1.ª mão das meias-finais da Taça Revelação. Os Juniores sofreram um desaire em Famalicão (2-1) e terminaram o Campeonato na 2.ª posição. Nesta manhã, os Juvenis visitaram o Sporting e venceram, por 0-1.
No hóquei em patins, a equipa masculina ganhou, por 10-1, à Sanjoanense e a equipa feminina triunfou no rinque do HC Maia, por 1-9.
10. Taça do Mundo de Brandemburgo
Acompanhe o desempenho dos canoístas do Benfica.
11. 19.ª edição
Realiza-se, no Estádio da Luz, a 19.ª edição do Encontro Nacional das Benfica Escolas de Futebol. Participam 7275 alunos de 46 escolas.
12. Casa Benfica Abrantes
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 32.º aniversário."
VITÓRIA A FECHAR UMA ÉPOCA QUE DÁ MUITO QUE PENSAR
"Estoril 1 - 3 BENFICA
Últimos apontamentos.
> começar a marcar é bom. Entrámos bem, aos 7 minutos estávamos na frente. Bom golo. O apitador Miguel Nogueira, entretanto, ia marcando tudo contra nós. Foi assim toda primeira parte. E na segunda com mais uma série de decisões ao arrepio da verdade e do bom senso. Foi um bom exemplo de tudo aquilo a que assistimos ao longo da época na maior parte dos nossos jogos.
> segundo golo como o primeiro, bola oportunamente empurrada ao segundo poste. E como o primeiro a coroar superioridade inquestionável. E logo depois o terceiro. Três-zero aos 15 minutos, jogo resolvido, mas ficámos a dever a nós próprios não ter ampliado mais o marcador na primeira parte e na segunda.
> se o Pavlidis estivesse em alta, a vitória de hoje teria sido mais expressiva. Acabou a época como começou a anterior: sem espontaneidade no remate, a perder bolas fáceis, sem confiança, pese embora toda a atitude e entrega. Não foi o único, diga-se, a falhar golos hoje.
> Aursnes muito justamente tributado quando saiu aos 78 minutos. É enorme, com mais destes... Schjelderup também muito aplaudido um pouco depois, foi o nosso motor na segunda parte da época, foi quem mais se valorizou esta época. Que esteja connosco no início da próxima.
> este jogo devia ter acabado praí 7-2.
> foi bom ver o Pizzi fechar a carreira (como capitão) contra o Glorioso. E teve bonita homenagem com aplausos dos nossos ao minuto 21. E depois quando saiu: a gratidão é coisa nobre, muito nobre.
> o que mais me custou esta época, mais até do que muitos pontos inútil e infantilmente perdidos, foi sentir o clube pequeno, sem capacidade para responder à altura às roubalheiras a que fomos assistindo. É humilhante sermos continuadamente "pisados na cabeça" e não mostrarmos que com o Benfica não se brinca.
> alguma, ou muita coisa, está errada quando somos quem mais investe, quem tem a folha salarial mais elevada também, e estamos há três épocas seguidas sem ganhar o campeonato. Esta época, pior, porque vamos com o terceiro lugar recambiados para a Liga Europa. Autocrítica precisa-se!!! Medidas precisam-se!!!
ATÉ PARA O ANO.
VIVA O BENFICA!!!"
Meio milagre não bastou porque o outro meio não chegou
"Benfica fez o que lhe competia na jornada 34, com três golos antes dos 20 minutos. Mas como as notícias de Alvalade não eram as esperadas pelos benfiquistas, ficou uma Liga sem derrotas
Se era preciso um milagre para chegar ao segundo lugar, como José Mourinho foi repetindo quase até à exaustão, cedo o Benfica começou a fazer a sua parte. Grande pressão sobre os médios e defesas do Estoril, quase sufocante até, impedindo-os de ter bola e de sair de perto da área de Robles. Logo aos 40 segundos (!), as águias mostraram que queriam resolver bem rápido a sua metade do milagre: canto de Prestianni e Bah, de cabeça, a desviar rente ao poste esquerdo.
O Estoril não respirava. Limitava-se a tentar sobreviver. O Benfica, com Prestianni e Schjelderup endiabrados nas alas, ia anunciando o golo. E, aos 7 minutos, Prestianni metamorfoseou-se em Richard Ríos e abriu, longuíssimo, da esquerda para a direita, onde estava Schjelderup. O norueguês da primeira metade da época teria perdido a bola na luta com Ricard Sánchez, mas quem recebeu a bola foi o norueguês da segunda metade, que arrancou, mudou da terceira velocidade para a quinta em menos de um piscar de olhos, cruzando bem rasteiro para a pequena área, onde surgiu Ríos, metamorfoseado no Pavlidis da primeira metade da época, que encostou e fez golo.
Demorou sete minutos o primeiro golo e até poderia ter demorado bem menos, tal a avalancha atacante do Benfica. Logo de seguida, Prestianni fura, como se fosse uma broca, médios e defesas estorilistas, fica na cara de Robles, mas permite que o guarda-redes espanhol desvie pela linha de fundo.
Não havia pausas, não havia quebras, não havia Estoril. Havia apenas Benfica e uma velocidade estonteante, dribles e fantasia, misturados com uma tremenda pressão encarnada. E, entre os 15’ e os 16’, dois golos: Bah e Rafa, 3-0 antes dos 20 minutos. Algo que o Benfica não conseguia há já muito tempo.
O ritmo, então, abrandou. Talvez na sequência de o Sporting ter marcado um minuto antes do golo de Rafa e, assim, o Benfica ter voltado ao 3.º lugar da Liga, de onde saíra entre os minutos 7' (golo de Ríos) e 15’ (1-0 do Sporting).
Só pouco depois da meia hora o Estoril voltou a respirar sem taquicardias. Begraoui entra pela direita e remata, à entrada da área, após Pizzi ter recuperado a bola e lançado o marroquino. O remate deste, porém, foi relativamente frágil e Trubin defendeu sem dificuldade. Até ao intervalo, o Benfica viveu dos rendimentos de três golos e descansou. Meio milagre estava consumado, com classe, mas de Alvalade vinham más notícias: 2-0 para o Sporting.
O segundo tempo começou quase como começara o primeiro: com o Benfica perto do golo. Rafa, logo aos 46’, esteve perto do quarto do Benfica e do seu segundo. Porém, durou pouco, pois o Estoril, mais descontraído e menos pressionado, começou a ter mais bola e a andar mais perto da área de Trubin, ficando o jogo muito mais dividido.
Pedro Amaral (51’) ameaçou, Schjelderup fez o mesmo (54’), mas foi Prestianni (57’) quem mais perto andou do golo, rematando rente ao poste direito de Robles. Até que, aos 59’, surge o momento emocionante do jogo, com Pizzi a deixar o relvado no último jogo da carreira, com os jogadores de ambas as equipas a fazerem uma guarda de honra. Luís Miguel Afonso Fernandes, 36 anos, bem mereceu a homenagem.
Até ao final, enquanto os benfiquistas esperavam boas notícias de Alvalade (que nunca chegariam), o jogo ficou ainda mais partido, sobretudo a partir do momento em que Ian Cathro e José Mourinho começaram a mexer nos onzes: Lacximicant por Peixinho; Prestianni e Rafa por Lukebakio e Leandro Barreiro.
Foram mesmo dois dos que entraram que estiveram perto de marcar: Peixinho (71’ e 73’) e Lukebakio (72’, 74’ e 82’). E Peixinho, aos 90+1’, ainda reduziria para 1-3, com um grande golo, num remate de pé esquerdo, à entrada da área. O Estoril dos primeiros 15 minutos não merecia o golo, mas o da segunda parte mereceu-o.
O apito final de Miguel Correia ditaria o 3.º lugar do Benfica e o 10.º para o Estoril. Os encarnados terminam a Liga sem derrotas, sim; com muitos empates, sim; sem os muitos milhões da Liga dos Campeões, igualmente sim."
Com este Ríos (e 15' assim em mais jogos) talvez para o ano dê
"Melhor versão do colombiano ajudou a resolver o jogo ainda na 1.ª parte. Entrada de rompante também com dedo de Schjelderup e Prestianni. Pavlidis em noite de desacerto no adeus de Otamendi
Melhor em campo: Richard Ríos (7)
O internacional colombiano terminou a época no nosso País com o pé direito. A exibição na Amoreira deixou sinal de esperança em relação ao futuro individual do médio na Luz, porque se apresentou no Estoril em versão 'gourmet' e tem tudo para assim continuar. Assinou exibição musculada e autoritária, sobretudo nos primeiros 45', em que tomou conta do meio-campo e varreu os canarinhos do primeiro terço da águia, fazendo sinal STOP a muitas jogadas. Iniciou e concluiu o lance do 1-0, aos 7', esteve perto do 4-0 num remate frontal aos 27' e, depois, aos 85', num chapéu sobre Robles que Boma evitou que fosse golo. Este Richard Ríos que desaguou na Linha promete muito mais para a próxima época. Com esta versão de Ríos, e repetindo a equipa mais vezes os primeiros 15' de ontem, o sucesso ficará sempre mais perto.
Trubin (5) — Esteve a segundos de despedir-se de 2025/26 com uma clean sheet, mas nem com asas parava o remate de Peixinho que valeu o golo de honra do Estoril aos 90+1'. Isto num jogo em que praticamente não teve defesas para fazer. Só aos 33' foi chamado à primeira, detendo com facilidade remate frontal de Begraoui. Depois limitou-se a ver as bolas rondarem a área, mas sem passar por calafrios, até que Peixinho soltou o génio...
Bah (6) — Boa exibição no regresso à titularidade. Não tem a vertigem vertical de Dedic, mas visou a baliza de Robles logo aos 41 segundos e fez o 2-0 aos 15', emendando desvio de Tomás Araújo ao primeiro poste após canto de Prestianni. Não teve grande trabalho defensivo, controlando as subidas de Gonçalo Costa e companhia.
Tomás Araújo (5) — Não esteve nos melhores dias no capítulo do passe, mas controlou a sua zona de jurisdição. Desviou a bola para Bah no lance do 2-0. Pecou na pressão sobre Peixinho no lance em que o Estoril reduziu a desvantagem.
Otamendi (6) — Fez a despedida do Benfica. No jogo 281 de águia ao peito teve trabalho com o poderio físico de Lacximicant e foi resolvendo os poucos apuros provocados pelo Estoril.
Dahl (5) — Menos vertical que noutros jogos, ficou atento às incursões de Begraoui e evitou que o Estoril marcasse aos 60' com alívio na hora H.
Aursnes (6) — Ajudou (e muito) a conter as investidas do Estoril no primeiro tempo, oferecendo ascendente nas operações no miolo que ajudou a explicar os 15 minutos à Benfica que cedo resolveram o jogo. Manteve a toada após o intervalo, mas com mais trabalho perante Estoril mais determinado.
Prestianni (7) — Ajudou muito a que os primeiros 15' (16', vá...) fossem à Benfica e deixou marca nos lances dos três primeiros golos: no 1-0 fez boa viragem de flanco para Schjelderup cruzar; marcou o canto que deu o 2-0; e deixou a bola com Rafa para este resolver em posição frontal e fazer o 3-0. Na retina ficou ainda grande slalom aos 10', a tirar defesas do caminho e a ver o golo negado por Robles. Voltou a tentar aos 57', num remate rasteiro a passe de Rafa.
Rafa (6) — Chegou à Amoreira à esquina do golo 100 pelo Benfica e conseguiu-o aos 16', com remate de pé esquerdo após bom gesto técnico a esconder a bola do opositor. Esteve perto de bisar, de cabeça, logo no início da 2.ª parte, obrigando Robles a boa defesa.
Schjelderup (7) — Deixou o flanco direito da defesa do Estoril em brasa desde cedo, fazendo a cabeça em água a Ricard Sánchez. Grande cruzamento para Ríos no 1-0, disparo fortíssimo aos 12' e várias tentativas para furar o desenho ofensivo dos canarinhos.
Pavlidis (4) — Jogo frustrante.Voltou à titularidade, mas quase nada lhe correu de feição. Sobretudo nos primeiros 45', em que fez mais lembrar o Pavlidis acabado de chegar, pouco rotinado e pouco esclarecido, quase um corpo estranho lá na frente, por vezes trapalhão. Teve chance aos 77', num cabeceamento frontal, mas não marcou e ainda foi apanhado em fora de jogo.
Leandro Barreiro (5) — Rendeu Rafa e ajudou a manter a pressão ofensiva atrás de Pavlidis.
Lukebakio (5) — Teve três tentativas: obrigou Robles a boa defesa aos 72', ameaçou com remate a rasar aos 74', e desperdiçou aos 82', quando podia ter dado a Schjelderup, em melhor posição.
Dedic (5) — Manteve o corredor direito ativo nos últimos 15'.
Manu (-) — Colecionou alguns minutos num final de época discreto e com pouca utilização.
Bruma (-) — Entrou para os últimos minutos no provável adeus ao Benfica."
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