Últimas indefectivações

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Rabona: My Champions League WINNER Prediction & MUST-Know Stories

Sebastião: Mercado...

Oliveira: El Karouani...

Possessivo: Estoril

Prata da Casa #66 - Não É Por Ser Porrada Que Não Há Civismo, Fecho de Mercado, Previsões

No Princípio Era a Bola - A qualidade de Gabri Veiga, a importância de Suárez, o impacto de João Palhinha. E o adeus de Messi à Argentina

SportTV: Vamos à Bola - Tondela

Tailors - Final Out - “Palhinha tem uma qualidade de passe superior à de Barrenechea”

Terceiro Anel: DRS #61 - CAMPEAO À ESPREITA E MONZA GP!! 🏎️🏁

DAZN: F1 - Mercedes sob pressão?

El rey que abdica

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

El Karouani


Apresentado o novo defesa-esquerdo do Benfica. Chegou a existir rumores do interesse do Benfica, quando o Benfica 'atacou' vários jogadores da Liga Holandesa, mas nunca se confirmou...

Chegou agora, após um defeso rocambolesco, com uma transferência a custo zero para a Arábia, para um Clube que semanas depois, já não tem espaço mais estrangeiros, e o próprio jogador aparentemente não queria jogar por lá...!!! Entretanto garantiu um ordenado 'gigante'!!!

Vem emprestado com cláusula não obrigatória de compra, que até não é alta. Se agarrar o lugar, é provável que o Benfica aposte nele... com uma 'redução' de ordenado!!!


Jogador bastante ofensivo, e especialistas em bolas paradas! Defensivamente, não é melhor que o Dahl... mas ofensivamente tem melhor capacidade técnica e melhor decisão.

Vai começar a época, com a preparação e a adaptação atrasada, mas com o calendário que o Benfica tem vai ter oportunidades.

O meu problema com esta entrada, chama-se Zé Neto! Já o disse várias vezes, para mim o Neto está preparado, como se viu na Dinamarca. Jogou bem...

Havia outras posições do onze, mais debilitadas. Esta recta final do Mercado, não correu como a Direção queria, alguns jogadores dificultaram as decisões, com 'teimosias' inconvenientes, a Direção não quis entrar em conflito, e acabámos por apostar em dois empréstimos... que irão, ou não, provar, se valerá a pena a aposta definitiva!


Terceiro Anel: El Karouani...

Zero: Canto - Vitórias que pecam por escassas antes de mês "decisivo"

Os Gloriosos Benfiquistas - S06E13 - Estoril...

Falar Benfica #259 - Vitórias Aarhus e Estoril, sorteio Liga Europa, Funchal, mercado e modalidades

Visão - S08E06 - É um craque | Aarhus x Benfica, Estoril Praia

BI: Megafone #291 - Estoril, Europa e últimos reforços

O Cantinho Benfiquista #236 - Palhinha Has Arrived

5 Minutos: Live - Mercado

Vermelho no Branco - ✈️ DESTINO: EUROPA! O BENFICA JÁ CONHECE O CAMINHO | Liga Europa + Campeonato

Caramba, senhores, então e os miúdos?!


"Na loucura das urgências de última hora no fecho de mercado, sobretudo Benfica e FC Porto parecem esquecer os talentos da casa...

Há uma febre que se apodera do futebol português nas últimas horas de cada mercado de transferências. É o desespero do ganho imediato, a urgência de responder ao rival e a ilusão de que a salvação vem sempre num voo de última hora vindo da América do Sul ou do centro da Europa.
A chegada de Cláudio Echeverri à Luz ou a contratação relâmpago do lateral-esquerdo marroquino Souffian El Karouani revelam esse estado de sobressalto constante no Benfica. No FC Porto, a voracidade em reforçar o meio-campo com nomes como Seko Fofana junta-se à chegada da jovem promessa brasileira Gabriel Mec, de apenas 18 anos.
A ironia do mercado é fina: Gabriel Mec esteve no Mundial sub-17 do ano passado e até perdeu na final contra Portugal. Mas enquanto o FC Porto investe €10 milhões no jovem brasileiro, pergunta-se: e onde estão os miúdos portugueses que se sagraram campeões do Mundo nessa mesma partida? Quantos deles foram aposta efetiva nos seus clubes ou até (eventualmente por empréstimo) noutros emblemas na Liga? Algum? O que é que se passa com o nosso futebol?
Nada contra os jogadores estrangeiros — o talento não pede passaporte nem o futebol vive do isolamento —, mas no meio de tantas apresentações e somas milionárias, impõe-se a pergunta com a devida classe: caramba, então e os miúdos?!
No Benfica, nomes como Gonçalo Moreira ou José Neto pedem espaço e minutos, demonstrando que a qualidade não exige certidão de nascimento antiga. Contudo, perante a pressão do título e as novelas em redor de Sudakov, a porta da equipa principal volta a parecer trancada por mil trincos.
O contraponto perfeito surge em Alvalade. Com a colocação de Pedro Gonçalves na prateleira das vendas, o Sporting teve a coragem (e a inteligência) de lançar Flávio Gonçalves. E que absoluta maravilha de jogador! Em boa hora chegou à equipa principal, tornando-se o oásis num deserto de ideias onde a formação é tratada como plano B.
Lá fora, os gigantes já perceberam a lição. A Espanha foi campeã europeia e mundial empurrada pela irreverência de Lamine Yamal e Pau Cubarsí, os mesmos prodígios que sustentam o Barcelona. O PSG rendeu-se à frescura de Désiré Doué e o Arsenal de Arteta luta no topo em Inglaterra e na Europa confiando na juventude.
Em Portugal, a paciência acabou e o projeto deu lugar ao imediatismo. A urgência de vencer hoje cega a visão do amanhã. Ganhar é fundamental, é certo, mas não pode ser feito à custa de sufocar o futuro do nosso próprio futebol."

MasterVi: Mercado...

Zero: Live - Mercado...

Zero: Mercado - Benfica assegura joia argentina e Pote em Itália

SportTV: Mercados - Pote está a caminho da Fiorentina 🟣

SportTV: Mercados - Echeverri está a um passo da Luz? 🦅

BF: Echeverri...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Diego o herói, SC Braga o justo vencedor do dérbi?

Observador: E o Campeão é... - Palhinha na Luz: estreia garante titularidade absoluta?

Observador: Três Toques - Messi despede-se da seleção Argentina

AA9: This Is Frustrating To Watch...

Throne: I Fixed Liga Portugal

Zero: Boavista...

Jogo Pelo Jogo - S04E03 - Quem fez o melhor mercado?

Pre-Bet Show #190 - A EUROPA VAI PÔR O SPORTING, PORTO E O BENFICA À PROVA 💪

Tiki-Tasca #12 - "Flávio Gonçalves rende mais que James Rodríguez”

Chuveirinho #187

SportTV: Grelha de Partida - S04E24 - Excitação pós-férias

SportTV: J4 - Agora sim: Calcio Totale...

Sem Filtros #59 - Dani Figueira

Liga: Braga 1 - 0 Guimarães

Ninguém se interessa...

Espera sentado!

Mundial 2030: quando a crise política põe à prova a aliança entre Portugal, Espanha e Marrocos


"Para a FIFA, a organização conjunta do Mundial de 2030 foi apresentada como um símbolo de cooperação internacional. Espanha, Portugal e Marrocos formariam uma ponte entre a Europa e África, enquanto os jogos comemorativos na América do Sul reforçariam a dimensão histórica do centenário da competição. A narrativa é apelativa: partilhar recursos, reduzir custos, distribuir riscos e usar o futebol como instrumento de aproximação entre países. Acontecimentos recentes mostram, contudo, que organizar conjuntamente um megaevento desta dimensão implica muito mais do que dividir estádios, jogos, investimentos e receitas.
A recente crise migratória em Ceuta e as acusações dirigidas às autoridades marroquinas rapidamente chegaram ao debate sobre o Mundial. Em Portugal, o Livre defendeu o afastamento de Marrocos da organização, enquanto em Espanha partidos politicamente distantes, como Sumar e Vox, convergiram numa posição semelhante. Ao mesmo tempo, o Governo espanhol reafirmou o compromisso com a organização conjunta entre Espanha, Portugal e Marrocos.
A tensão ultrapassou, entretanto, a esfera política. A decisão do FC Barcelona de cancelar um jogo amigável previsto para Marrocos mostra como acontecimentos externos ao futebol podem rapidamente afetar relações desportivas, comerciais e institucionais. E é precisamente aqui que a atualidade se cruza com aquilo que temos vindo a descobrir sobre a candidatura e organização do Mundial de 2030.
A nossa investigação tem procurado compreender não apenas se os residentes apoiam o Mundial, mas também como avaliam os países com quem o vão organizar. Esta distinção é importante: apoiar a realização de um Mundial não significa necessariamente apoiar incondicionalmente a configuração da aliança escolhida para o organizar. Nos primeiros estudos verificámos que o apoio dos residentes dependia de fatores que iam muito além do entusiasmo pelo futebol, incluindo os benefícios esperados, os riscos percebidos, a confiança nas instituições e a identificação com os parceiros. Estudos posteriores mostraram ainda que muitos residentes portugueses e espanhóis tendem a considerar Portugal e Espanha como um núcleo relativamente natural da candidatura, devido à proximidade geográfica, aos laços históricos e a uma perceção de identidade ibérica. A entrada de Marrocos acrescenta diversidade, valor estratégico e uma dimensão intercontinental, mas introduz também maior complexidade cultural e simbólica.
O problema, contudo, não está simplesmente na existência de diferenças culturais. Está na forma como essas diferenças são geridas e transformadas em confiança, reciprocidade e benefícios para as comunidades. É precisamente por isso que a crise de Ceuta pode ser entendida como um verdadeiro teste de stresse à aliança do Mundial de 2030.
A crise não criou as diferenças entre os parceiros, nem significa que a cooperação entre Espanha, Portugal e Marrocos tenha deixado de funcionar. Tornou, porém, essas diferenças politicamente mais visíveis. Uma distância cultural anteriormente percecionada como abstrata pode adquirir outro significado quando passa a estar associada a uma crise migratória, questões fronteiriças, segurança, direitos humanos ou conflitos políticos.
É neste contexto que o papel da FIFA, da FPF e dos governos dos países anfitriões se torna particularmente importante. Se o Mundial de 2030 for gerido apenas como um problema de logística, infraestruturas e calendário, uma parte fundamental da complexidade desta aliança será ignorada.
O Mundial necessita, urgentemente de uma verdadeira governance da aliança: maior transparência nos processos de decisão, critérios claros para a distribuição dos principais jogos, equilíbrio na visibilidade concedida aos países, mecanismos de resolução de conflitos e princípios comuns em matérias como direitos humanos e segurança. Acima de tudo, é necessário demonstrar que benefícios, responsabilidades e oportunidades são distribuídos de forma equilibrada entre os parceiros.
A localização da final é um bom exemplo. Uma decisão aparentemente desportiva possui uma enorme carga simbólica: representa prestígio para os governos, influência para as federações e pode ser interpretada pelas populações como um sinal de equilíbrio ou desigualdade dentro da parceria. O mesmo acontece com a distribuição dos jogos, investimentos, receitas, infraestruturas e oportunidades económicas.
Num megaevento multinacional, cada decisão pode reforçar ou enfraquecer a perceção de reciprocidade entre os parceiros. Por isso, nos próximos quatro anos não deveríamos acompanhar apenas a construção de estádios, os transportes, os orçamentos ou a capacidade turística. Deveríamos também acompanhar e promover a confiança entre os países, a justiça na distribuição dos benefícios, a legitimidade da organização e o apoio das populações nos três países. Estes indicadores sociais podem funcionar como um importante sistema de alerta para potenciais crises da aliança.
A questão central, portanto, não deve ser apenas se Marrocos deve ou não continuar a integrar o Mundial de 2030. A questão mais relevante é perceber o que torna legítima e sustentável uma aliança entre diferentes países para organizar um megaevento como o Mundial de Futebol.
A aprovação da FIFA, o compromisso dos governos, os estádios, os aeroportos e os recursos financeiros são fundamentais, mas não são suficientes. Uma organização multinacional desta dimensão necessita também de uma verdadeira licença social para operar. E essa licença não é obtida definitivamente quando a candidatura é aprovada, mas tem de ser continuamente construída através de confiança, transparência, reciprocidade e perceção de valor para todas as sociedades envolvidas.
Ainda faltam quatro anos para a competição, mas, do ponto de vista político e social, o Mundial já começou. Talvez o maior desafio de 2030 não seja construir estádios, organizar calendários ou transportar milhões de adeptos entre três países. Será conseguir que três sociedades, com diferentes culturas, interesses e perceções de risco, continuem a reconhecer valor suficiente na parceria para quererem organizar o Mundial umas com as outras.
Esse poderá ser o jogo mais difícil de vencer."

DAZN: The Premier Pub - Quem se destacou no mercado da Premier League?

DAZN: Bundesliga - Jornada 1 - Golos

DAZN: Premier League - Jornada 2 - Golos

DAZN: La Liga - Jornada 3 - Golos...

ACF: Diana Silva...

ACF: Cameirão...

ESPN: Futebol no Mundo #627 - Especial...

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Zero: Afunda - S07E02 - Draft da Década

Salvador

Triunfo merecido


"O Benfica ganhou ao Estoril por 2-1 perante mais de 63 mil espectadores nas bancadas do Estádio da Luz.

1. Domínio e vitória
Marco Silva sublinha a vitória justa e já está focado nos próximos desafios: "O Benfica dominou o jogo todo. Temos vindo a ganhar jogos e temos vindo a crescer como equipa. Era importante para nós, no primeiro jogo com os nossos adeptos em casa, no Estádio da Luz, ganhar. Agora é descansar e preparar a próxima semana, com mais 3 jogos numa semana para nós e 9 pontos em disputa."

2. Man of the Match
João Palhinha, estreante de águia ao peito e considerado o Homem do Jogo, elogia o grupo de trabalho: "Esta equipa está num excelente momento. Há que puxar este ambiente e mantê-lo durante a temporada. Há muitos jogos, a equipa está a crescer. Acho que isso é notório, acima de tudo."

3. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os dois golos marcados pelo Benfica ao Estoril Praia.

4. 25 anos de glória
Hoje comemora-se o 25.º aniversário da introdução do futsal no Sport Lisboa e Benfica.

5. Contributos internacionais
Mariana Garcez e Joana Garcez ajudaram Portugal a qualificar-se para os oitavos de final do Europeu de voleibol.
Várias futebolistas do Benfica estiveram em destaque no triunfo português nos Jogos do Mediterrâneo pela seleção nacional portuguesa Sub-18.
Sete atletas do Benfica participaram no mais recente estágio da Seleção Nacional Sub-16 masculina de futebol.

6. Bom desempenho
Arialis Martinez alcançou o bronze na corrida de 100 metros e o ouro na estafeta 4x100 nos Jogos do Mediterrâneo.

7. Formação de Início de Época
O Benfica Campus recebeu a Formação de Início de Época 2026/27 destinada aos treinadores dos escalões de Iniciação do Clube, contando com 87 participantes."

Segunda Bola


Vamos a isso


"1. Torna-se um bocadinho difícil ignorar a prosa arrevesada do atual presidente do FC Porto publicada numa plataforma da comunicação do clube da cidade Invicta. E aproveitamos desde já o passo para daqui saudarmos a grande cidade nortenha e os milhares e milhares de benfiquistas que nela nasceram e vivem.

2. Por força das circunstâncias, viu-se o atual presidente do FC Porto na necessidade de falar do Benfica. Qual é a novidade? Bom, francamente, não é novidade nenhuma.

3. Ainda assim, merece um bocadinho da nossa atenção, ainda que não seja pelo que o sucessor de Pinto da Costa afirma – está preocupado por o Benfica ter sentado o atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol na sexta fila da tribuna VIP do nosso estádio –, mas merece, de facto, alguma atenção em função das tais circunstâncias que mencionámos no ponto anterior e que, em poucas palavras, são estas…

4. Os adeptos do FC Porto não compreendem nem aceitam a venda do jovem produto da formação do clube, Rodrigo Mora, para a AS Roma e o presidente do clube, na sua aflição, teve necessidade de convocar o inimigo externo – que somos nós – para silenciar a oposição ao negócio e unir as massas em torno da guerra ao Benfica e a Lisboa, que é aquela cidade que o coitado do Bednarek está proibido de visitar. E não passou disto.

5. Por portas travessas, ficou apenas provado que o distinto autor da prosa não conhece minimamente o Benfica e os seus adeptos. É que nem se atreveria a debruçar-se sobre o tema se suspeitasse que os benfiquistas anónimos, se lhes fosse dada essa hipótese, teriam sentado o presidente da Federação Portuguesa de Futebol na septuagésima sexta fila e não na sexta fila da tribuna da Luz. E haveria sempre entre nós quem defendesse que a pessoa em causa ficaria melhor na nonagésima sexta fila.

6. Na segunda-feira, volta o Benfica à Luz. Trata-se do desafio com o Estoril correspondente à 4.ª ronda da Liga. A estreia da equipa em casa na competição nacional mais importante redundou num fracasso porque nunca um empate na Luz pode ser considerado outra coisa. A boa exibição frente ao Académico de Viseu não desculpa o desperdício. Que tenha sido o último esbanjamento de pontos no nosso estádio é o que se quer. Querem os jogadores, querem os técnicos, querem os demais responsáveis e querem, da maneira que só eles sabem querer, os adeptos. Vamos a isso.

7. O internacional português João Palhinha é jogador do Benfica. Bem-vindo, João Palhinha. O Benfica foi à Dinamarca repetir o resultado de Lisboa com o Aarhus e confirmar a qualificação para a fase de liga da Liga Europa. Vamos a isso."

Leonor Pinhão, in O Benfica

Jogos à noite: sim ou não?


"A OPINIÃO DOS ADEPTOS QUANDO COMEÇARAM A ASSISTIR A DESAFIOS NOTURNOS NO ANTIGO ESTÁDIO DA LUZ.

Como nos dias de hoje é comum os estádios de futebol terem iluminação, é fácil esquecermo-nos de que as monumentais torres de iluminação tiveram um grande impacto na vida desportiva do antigo Estádio da Luz. Desde a sua inauguração, a 9 de junho de 1958, o Benfica passou a poder disputar no seu campo de jogos desafios à noite, “cuja prática se vai tornando corrente em todo o Mundo”, e de realizar grandiosos festivais noturnos, além de permitir que os seus atletas treinassem à noite no estádio, preparando-se assim para a disputa de jogos com luz artificial.
Antes de a iluminação do Estádio da Luz fazer “da noite dia”, caso o Benfica quisesse realizar qualquer um destes eventos, “ou tínhamos de recorrer à amabilidade de outros ou tínhamos de nos privar de tão belas manifestações desportivas”. Foi assim que, apesar de o Clube não ter sido “o número Um na iniciativa”, conseguiu-o sê-lo na qualidade, com as suas torres de iluminação a serem “consideradas das mais altas e bem projectadas de toda a Europa”.
Com os jogos de futebol a serem realizados de dia, de noite ou ao lusco-fusco, a imprensa do Clube quis saber a opinião do público. Tendo em conta que antigamente se jogava apenas de dia, as pessoas tinham ganho “o gosto pelo jogo à luz natural” e surgiu assim um “despique de opiniões”. Contudo, a massa associativa começava também a valorizar os jogos sob luz artificial.
Destacava as vantagens práticas de se poder disputar desafios em dias de semana, fora dos horários de trabalho, ou nas noites frescas de verão, em vez do sufocante calor do dia, apesar de já ser bastante discutível se se deviam realizar também no inverno. Mas, mais do que isso, o próprio jogo ganhava contornos distintos.
Muitos partilhavam da opinião de que, com a iluminação artificial, os espetáculos de futebol tornavam-se ainda mais impressionantes, afirmando que “à noite, é mais grandioso e arrebatador” e “extraordinariamente mais belo do que diurno”.
Saiba mais sobre as torres de iluminação na área 17 – Chão Sagrado, do Museu Benfica – Cosme Damião."

Lídia Jorge, in O Benfica

Incongruências


"Se retirássemos das contas os 6 primeiros classificados do último Campeonato, a média de espectadores nos estádios portugueses ficaria em cerca de 2500 por jogo. Número que envergonha o futebol do país e devia embaraçar a Liga e a FPF. Os 16 jogos com maior assistência na temporada são do Benfica, e, talvez por pudor, a lista disponível no site da Liga termina no 20.º lugar.
Ao olharmos para o mapa geográfico, percebemos que na 1.ª Liga não existe nenhuma equipa a sul do Tejo. Nem no distrito de Setúbal, nem no Alentejo, nem no Algarve. E mesmo na 2.ª, só Farense e Portimonense representam quase metade do território nacional. Se quisermos chegar à Liga 3, em mais 20 emblemas, poderíamos acrescentar apenas Lusitano de Évora e Louletano.
Dos 56 clubes dos 3 escalões, 36 são de Lisboa, Porto ou Braga, o que significa que dois terços do futebol português disputam-se em 3 distritos. 
Na 1.ª Liga apenas existe uma equipa do interior: o Académico de Viseu. Considerando todos os escalões, só 10% dos clubes são de distritos interiores.
Entretanto, mesmo nas áreas mais populosas do litoral, em - blemas históricos, com títulos, adeptos e massa crítica, como Boavista, Belenenses, Vitória de Setúbal ou Beira-Mar debatem- -se com crises mais ou menos profundas, que os afastam dos palcos principais, ou mesmo da competição desportiva. E quando clubes representativos, com palmarés e sócios, não cabem num quadro onde SADs fantasma jogam em estádios vazios, algo vai muito mal.
Nenhum destes desequilíbrios preocupa as autoridades. Mas, no que toca a distribuir dinheiro, está em curso um processo que visa retirá-lo dos bolsos dos verdadeiros adeptos para engordar empresas com capital estrangeiro, com jogadores estrangeiros, estádios vazios e nenhum interesse desportivo. Eis o futebol de pernas para o ar."

Luís Fialho, in O Benfica

Futebol social


"O futebol feminino emergiu tardiamente como fenómeno global, mas veio para ficar e crescer. Por isso, também em Portugal deixou de ser uma promessa para se afirmar como uma realidade plena do desporto contemporâneo. Cresceu em qualidade, visibilidade, participação e reconhecimento público. Atingiu hoje um grau de maturidade que lhe confere responsabilidades acrescidas, nomeadamente a nível social. Mais uma vez, o Sport Lisboa e Benfica foi pioneiro nessa transformação, ao fazer uma opção clara pela criação de equipas femininas nas diferentes modalidades, afirmando na prática que o desporto não pode ser limitado pelo género.
Concretamente, o crescimento do futebol feminino cria novas referências para milhares de crianças e jovens, proporcionando uma oportunidade única de desenvolvimento social, na medida em que cada jogadora é também um modelo, uma voz e uma inspiração capaz de abrir portas onde ainda existem desigualdades, preconceitos ou exclusão. É aqui que o futebol social e o futebol feminino se encontram. Quando o desporto chega a escolas, bairros e comunidades mais vulneráveis, não leva apenas uma bola, mas confiança, pertença e igualdade. A importância do futebol feminino mede-se também por tudo isto, além do jogo propriamente dito, demonstrando uma real capacidade de transformar o sucesso conquistado dentro do campo numa força positiva fora dele. E essa é uma responsabilidade que o Benfica, pela sua história e dimensão, está particularmente preparado para assumir e que a Fundação aproveita diariamente para o seu trabalho."

Jorge Miranda, in O Benfica

Editorial



"1. Na capa deste jornal O Benfica sublinha-se no título o almejar do primeiro objetivo da época – o apuramento para a Liga Europa – e a ideia expressa por Marco Silva na conferência de imprensa em Aarhus: na Europa com ambição. Contas feitas, é o desenlace de um arranque de temporada atípico, com uma pré-época antecipada, vários jogadores no Mundial, três pré-eliminatórias, um treinador e um modelo de trabalho novos. Um percurso trilhado com sucesso, selado com uma vitória na Dinamarca que detalhamos nas primeiras páginas desta edição.

2. É tema de destaque neste jornal O Benfica: a entrevista a Diana Gomes e o seu primeiro ano no Benfica. Um longo testemunho quanto ao nível de exigência e ambição permanentes que se vivem no Clube. Da mesma maneira que a vitória é o único desígnio aceitável, também é certo que a dimensão das Infraestruturas, o acompanhamento e o profissionalismo de toda a estrutura envolvente na preparação do dia a dia e dos desafios que se impõem em cada época são o primeiro passo para garantir o cumprimento dos objetivos. E o próximo, a Supertaça, é já daqui a poucos dias. E com toda a ambição, tão legítima por sermos Benfica. Para mais um título no futebol feminino!

3. Outra reportagem que muito enriquece estas páginas centra-se no primeiro troféu da época conquistado pelo andebol feminino, em Santo Tirso. Orgulho, compromisso, qualidade e muita festa no final, em mais uma Supertaça conquistada para o Museu Benfica – Cosme Damião. O augúrio, assim esperamos, para uma grande época. Vamos, Benfica!"

Pedro Pinto, in O Benfica

Oliveira: Estoril

Vinte e Um - Como eu vi - Estoril

Santana: Estoril

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Marco Silva - Estoril

Terceiro Anel: Estoril

Observador: Relatório do Jogo - Estoril

Observador: Relatório do Jogo - Estoril

BI: Rescaldo - Estoril

BF: Estoril...

Terceiro Anel: Live - Estoril...

5 Minutos: Live - Estoril...

POUCA UVA PARA TANTA PARRA


"Benfica 2 - 1 Estoril

PRÉ-JOGO
Ideias escritas antes do jogo.
1. Quem não vai hoje à Luz para vibrar com o futebol ofensivo da equipa? O Benfica de Marco Silva não gere resultados, vai sempre atrás de mais. E nós gostamos disso. Aposto em mais de sessenta mil.

2. Palhinha convocado gera grande curiosidade para vermos se joga alguns minutos. Tem ao menos que entrar para que receba a merecida ovação por tudo o que fez para vir para o clube de que é sócio desde os dez anos: é um de nós! 

3. Que bonito foi ver o pequeno Salvador entrar em campo debaixo de uma salva de palmas igual à dos maiores craques. Cumpriu um sonho, jamais esquecerá este momento no meio de todas as adversidades que a vida injustamente lhe preparou. Isto é Benfica!!!

JOGO
Apontamentos escritos em direto e publicados imediatamente após o final do jogo.
4. Estoril de preto? O marketing inventa cada uma... De amarelo ou de preto defendem é todos atrás da linha da bola, mas já levaram com uma na barra chutada pelo Sudakov. O "dez" precisa de ganhar confiança, mas os ferros não quiseram, agora, nada com ele.

5. O Estoril não é o Rio Ave, faz faltas por tudo e por nada, algumas que o apitador de serviço ignora em nítida dualidade de critérios. O perigo ronda a baliza dos canarinhos, a nossa velocidade cria-lhes problemas, mas já passaram 25 minutos e nada... O Prestianni tem sempre pelo menos dois polícias em cima dele.

6. Barrenechea em dificuldades físicas, assistido pela segunda vez no relvado... e, olha lá, já aí vai Palhinha para o jogo - à meia-hora, mais cedo do que se esperava. Já meteu duas em profundidade para o Bah, pelo ar.

7. Pavlidis é animal de área, não me venham dizer que não é matador, viram como ele se virou e aproveitou aquela bola tão mal chutada pelo Dahl? Um-zero: obrigado Vangelis, tens nome de compositor, és música para os nossos... olhos! A ver se eles agora desmontam os autocarros.

8. Bem, e quantas bolas de golo falhámos nós nestes últimos minutos da primeira parte?

9. Vamos lá resolver isto: gosto de estar a ganhar, não gosto de estar a ganhar por um, às tantas do nada sai um chouriço e... Épá, obrigado Lenglet, mas que goooooloooooooo: dois-zero! Um balázio destes devia valer por dois ou três, carago!

10. A vertigem ofensiva não pára, já podia estar outra lá dentro. E mais outras, várias. Defensivamente estamos a melhorar, com Palhinha vamos ser mais fortes, agora há uma portagem, das caras, para quem transitar em contra-ataque pelo nosso meio-campo.

11. Jogo completamente controlado, faltam 15 minutos. O apitador amarelou por fim um canarinho e teve o seu momento de glória: foi aplaudido! O redes tirou um golo cantado ao Palhinha e logo de seguida outro ao Dahl. Como é que isto ainda só está dois-zero?

12. 63.112 anunciados nas bancadas e eles a fazerem o dois-um. Do nada também se marcam golos, quem não sabia ficou a saber. Por isso é que o futebol desperta tantas paixões: é o desporto coletivo em que o mais fraco tem mais hipóteses - dizem que é por ser jogado com o pé.

13. Ponto final no jogo. Três pontos mais do que justos. Para a semana há mais, este já está!"

Jaime Cancella de Abreu, in Facebook

A Luz abraça João Palhinha e acentua a alegria renovada do Benfica


"Na estreia do reforço que já foi campeão pelo grande rival da cidade, as águias derrotaram (2-1) o Estoril. Uma exibição de domínio claro só foi beliscada nos derradeiros minutos, quando a até então inofensiva equipa visitante conseguiu reduzir e manter a incerteza até ao fim

Há uma certa tendência nesta madrugada do Benfica de Marco Silva para sofrer muito tendo permitido pouco. A equipa está bem, apresenta-se, por vezes, até pujante no ataque, domina quem está do outro lado, tem conseguido ditar as regras do que sucede no relvado. No entanto, chega a dar a ideia de que basta os adversários criarem meia oportunidade para que haja um golo.
É por aí que se começam a explicar os nove golos encaixados em nove desafios. É, também, uma forma de entender que a receção ao Estoril, que passou a maior parte da noite a perseguir o Benfica sem grande êxito, tenha terminado com incerteza quanto ao vencedor.
O relógio marcava 82 minutos quando Begraoui, goleador dos que só precisam de uma nesga para festejar, assinou o 2-1. Os visitantes apresentavam-se, até ali, como meras testemunhas da superioridade encarnada, mas diz-nos o futebolês que o 2-0 é um resultado perigoso, basta um lance para mudar tudo e por aí fora. Parecia haver tempo para apertos, mas não. Foi mesmo a primeira e única vez que os da linha chegaram com sobressalto cerca de Samuel Soares.
O restante jogo foi mais um passo na construção de uma equipa que vive otimista, de sorriso na cara. Com dinâmicas já bem vincadas, um bebé em tempo de treino junta, mas já um adulto em identidade. Voltou a marcar Pavlidis, que já vai em 11 vezes na temporada, Lenglet foi uma espécie de Sinisa Mihajlović francês no 2-0. Joel Robles, guardião do Estoril, despediu-se com seis defesas no seu pecúlio, seis vezes mais que o companheiro da outra baliza. O 2-1 foi, mesmo, um resultado mentiroso, magro para o que se viu na Luz.
O encontro nem arrancou especialmente bem para o Benfica, ou para um dos seus símbolos. A águia Vitória teve problemas no seu habitual voo pré-jogo, aterrando num lugar da bancada do estádio, em vez de no poleiro que lhe é destinado. A ave lá ficou, qual espectadora, confortavelmente no assento.
As dificuldades do animal não pressagiaram qualquer problema para a equipa de Marco Silva. O treinador aplicou uma camisola preta, calças pretas e ténis brancos, indumentária diretamente vinda do topo das preferências dos bancos na Premier League. O técnico já foi o special one da Amoreira, fruto dos feitos obtidos no Estoril, que representou durante quase uma década como jogador, primeiro, e como treinador, depois, levando os canarinhos à Europa.
Antes dos golos, veio a celebração da chegada do mais mediático dos reforços encarnados. Enzo, infeliz quando vivia um bom momento, saiu lesionado, entrando João Palinha. Fortemente aplaudido pelo público, mostrou o que pode dar quando fez um corte à Palhinha contra André Lacximicant, lançando-se ao chão, recuperando e festejando de punho cerrado. Confortável a policiar muitos metros de terreno à frente da defesa, o centrocampista ficaria perto do golo após o descanso, levando Robles a efetuar uma de várias boas paradas no desafio.
Até aos 40', a primeira parte dos locais nem foi ofensivamente brilhante. Sudakov acertou na barra em tiro desviado e pouco mais. Mas bastou uma bola perdida na área, um objeto saltitante sem dono, para Pavlidis se apoderar da situação, rodar, rematar e fazer o 1-0 na primeira finalização enquadrada do Benfica. Ainda antes do segundo tempo, Barreiro, Rafa e o mesmo Pavlidis ameaçaram dobrar a vantagem.
O Estoril fez a curta viagem até à Luz na sequência de difíceis semanas de arranque de campanha, com apenas um ponto conquistado nas três primeiras rondas. A mudança de Ian Cathro para Vasco Matos é, olhando às apostas recentes de ambos os treinadores, como passar de um crente nos méritos do futebol ofensivo, nas virtudes de marcar sempre mais um que o adversário, para um profeta de um ADN mais defensivo, de atrito, como ir de um otimista idealista para um cru sofredor. A impressão inicial não tem sido feliz, com a terceira derrota seguida, desta feita com um modelo de três centrais.
O 2-0 chegaria num lance em que ninguém terá dado pela hipótese de surgir um golo. Lenglet caminhou, sereno e sem risco, com a bola, bem distante do alvo. Subitamente, mirou as redes e sacou uma bomba que deixou colegas com as mãos na cabeça. Golaço.
O último técnico do Estoril a pontuar em casa do Benfica no campeonato foi, justamente, Marco Silva, num 1-1 em 2012/13 que foi o prólogo de Kelvin, a igualdade que abriu portas ao descalabro de Jorge Jesus e terminou com a carreira de Carlos Martins no clube.
Nada desses traumas visitaram a casa das águias. Mesmo sofrendo perto do apito de conclusão da contenda, o sofrimento deu-se meramente pela margem mínima, não pela capacidade alheia em levar problemas para o setor recuado. Já com os cortes em carrinho de João Palhinha, o Benfica segue em evidente crescimento."

O João Palhinha de sempre agora num palco diferente


"Os sentimentos são abstratos mas a exibição do novo ai-Jesus dos adeptos encarnados foi bem realista. O grego Pavlidis coloca o Benfica a dançar como Zorba

Samuel Soares (5) — Bem poderia ter levado uma cadeira para assistir ao jogo e poucas vezes precisaria de se ter levantado. Teve uma noite bastante tranquila, dada a inépcia ofensiva do Estoril até à reta final do encontro, momento em que Begraoui o bateu num remate em que não teve qualquer hipótese.

O melhor em campo: João Palhinha (7)
É o novo ai-Jesus dos adeptos benfiquistas, não tivesse ele sido formado no arquirrival e estado no pensamento dos dirigentes do outro lado da Segunda Circular. Mas os sentimentos são abstratos e a exibição de João Palhinha não foi um filme de Buñuel ou um quadro de Salvador Dali, mas sim do realismo que a todos habituou. Portanto, o palco pode ter mudado mas o médio foi de sempre: intenso, físico, líder e organizador. Podem mudar as cores, não muda a atitude. Foi a primeira amostra, mas os tubos de ensaios não partiram na experiência. Não entrou de início mas entrou diretamente para o coração dos seus novos apaixonados. Parece incontestável que está encontrado o titular para a posição 6. O investimento encarnado foi forte, porém, a rentabilidade desportiva será, ao que tudo indica, alto. Mas foi só o primeiro jogo...

Bah (6) — Muita propensão ofensiva a dinamizar o flanco direito, sem demonstrar ter saído de um período de paragem prolongada. Não é um lateral dado a grandes espalhafatos, no entanto, cumpre com eficácia.

Tomás Araújo (5) — Passou ao largo de trabalhos forçados e até deu bons indicações na capacidade de construção. Contudo, falhou no posicionamento no golo canarinho, visto que era o responsável por fechar a marcação a Begraoui.

Lenglet (6) — Ninguém lhe retira o mérito do golo marcado, daqueles para ver e rever incansavelmente. Todavia, a principal missão de um defesa continua a ser defender, e na abordagem a Begraoui demonstrou excessiva brandura. Com maior contundência (e sem arriscar o penálti), poderia ter travado o remate certeiro do franco-argelino.

Dahl (6) — Participou no lance do primeiro golo e soltou-se na fase final do encontro, obrigando Joel Robles a uma grande defesa (77’). Numa altura em que ganha ritmo e confiança, chega El Karouani para aumentar a concorrência. Mas assim é a vida de um futebolista.

Barrenechea (6) — Estava a funcionar como a placa giratória do meio-campo, aplicando variações de jogo interessantes, até ao instante em que sofreu um choque e ficou lesionado. Ainda tentou continuar em sacrifício, mas o corpo cedeu e teve de ser substituído, acabando com o prémio limão pelo azar. Porém, a julgar pela amostra, terá de evoluir bastante para discutir a titularidade. Leandro Barreiro (5) — Menos intenso do que o habitual e com pouca presença em zonas de finalização. Manteve a entrega exemplar de costume, mas pecou na falta de lucidez. Numa avaliação escolar, não passaria de um 'suficiente'.

Rafa (5) — Sem o espaço habitual na profundidade para explorar as costas da defesa adversária, foi tentando criar perigo, mas desta vez até os passes saíram sem a precisão habitual. Louve-se o empenho, mas a exibição ficou-se por aí.

Sudakov (5) — Continua a acusar um problema já antigo: as ideias são excelentes, mas a execução deixa a desejar. E a prática é o critério da verdade, pouco mais há a dizer sobre a exibição do ucraniano. Nota positiva, ainda assim, para a fluidez que conferiu à circulação de bola, embora longe das imediações da área.

Prestianni (7) — Se a FIFA criou a ‘Lei Prestianni’ por causa do célebre jogo com o Real Madrid, o argentino assina agora uma nova norma no universo encarnado: a da qualidade de jogo constante e tomadas de decisão acertadas, ainda que sem o brilhantismo fulgurante demonstrado frente ao Aarhus.

Pavlidis (7) — Tal como no clássico do cinema 'Zorba, o Grego', em que Anthony Quinn imortalizou uma dança marcante, este Benfica também se exibe ao ritmo da música grega de Vangelis Pavlidis. Trabalha incansavelmente para o coletivo e, quando a equipa entra em apuros, surge o golo do camisola 14 a desbloquear a partida. Já soma 11 tentos esta temporada.

Schjelderup (5) — Colou-se à ala esquerda e teve reduzido impacto na partida. Ofereceu mais vertigem, mas revelou muito menos critério do que Prestianni.

Gonçalo Moreira (4) — Denotou muita vontade, mas faltou-lhe discernimento nos momentos de decisão.

Durán (5) — Bastante rotação e correria, contudo esteve pouco em jogo.

Lukebakio (3) — Uma exibição inconsequente e pontuada por demasiada displicência."

Sete jogos em agosto podiam ter acabado com um desgosto


"O Benfica ainda não tinha apanhado, esta época, pela frente, um 'autocarro' clássico. Se a isto juntarmos uma exibição mais esforçada e menos fulgurante dos encarnados (fizeram sete jogos no mês findo) e uma série de golos falhados, ao Estoril, mesmo sem ter apostado, podia ter-lhe saído o Euromilhões…

Liga Portugal Betclic Por muito que Marco Silva se tenha esforçado em rodar a equipa, a verdade é que a fatura dos seis jogos ‘excedentes’ que o Benfica fez para aceder à Liga Europa, tinha, forçosamente, de chegar.
Contra um Estoril-Praia que fez profissão de fé no 5x4x1 em frente a Robles, os encarnados não conseguiram ser asfixiantes como noutras alturas, circularam a bola com maior lentidão e previsibilidade, e o tempo foi-se escoando com o guarda-redes espanhol dos canarinhos a ter uma primeira metade quase toda de descanso. Sem hipótese de defesa, quer no golo de Pavlidis, quer na bola que Sudakov à barra, Robles esteve de férias até aos 45+2 e a seguir, em dois minutos fez três defesas de bolas-golo, uma de Pavlidis, outra de Rafa e outra de Barreiro.
O Benfica, que tinha assinado uma primeira parte sonolenta, foi para o intervalo a dever-se uma vantagem mais dilatada, contra um Estoril que se limitava a manter as linhas baixas e juntas, povoar a zona central, e defender, defender, defender…Mas houve alguma modificação tática no conjunto encarnado dos jogos anteriores para este? Nenhuma. Apenas se alterou a dinâmica, e este ‘apenas’ teve muito que se lhe dissesse. Com algumas unidades abaixo do que habitualmente rendem, especialmente Barreiro, que se deixou antecipar a meio-campo demasiadas vezes e Rafa, que não esteve nas suas noites, e outras, como Sudakov, na alternância bom-mau do costume, o Benfica controlou sem entusiasmar até ao toque a rebate já nos minutos de compensação.
Quando a equipa da Luz marcou (40) pensou-se que o Estoril ia deixar o autocarro na cabina e afoitar-se um pouco mais. Não foi essa a opção de Vasco Matos, que entendeu que qualquer bola parada ou ressalto favorável à sua equipa podia dar em golo. Ao intervalo trocou Xeka, lesionado, por Holsgrove, e não perdeu com a troca porque o escocês deu mais critério e poder físico ao meio campo dos canarinhos. Quem também não perdeu com a troca foi Marco Silva quando mandou a jogo, na sequência de uma lesão de Barrenechea aos 30 minutos (o futebol pode ser muito cruel!), João Palhinha. O internacional português entrou bem, apoderou-se de um raio de ação bastante vasto e tivesse ele um Leandro Barreiro mais inspirado no duplo-pivot e o andamento do Benfica seria outro.

'Monsieur' Lenglet
Estavam os benfiquistas a dizer mal da vida, porque a sua equipa não regressara do descanso com a mesma pedalada alucinante da fase derradeira da primeira metade, quando Clément Lenglet, em pezinhos de lã, subiu no terreno e a 29 metros do risco de golo arrancou um petardo a 108 Km/h (a tecnologia é fantástica) que tornou infrutífera a estirada de Joel Robles.
Com 2-0, parecia evidente que o Estoril tinha de trocar o autocarro por um veículo ligeiro. Nada. Tudo na mesma, e quando, aos 71 minutos, mandou a jogo Peixinho, Fabrício e Pedro Carvalho, foi Tsoungui a baixar para central, porque o 2-0 para o Benfica podia ser reversível, o 3-0 já não.
Aliás, Vasco Matos sabia bem como empatara, ao serviço do Santa Clara, na Luz, no jogo que abriu o caminho para o despedimento de Bruno Lage, dias depois, após uma derrota com o Qarabag. Do outro lado, porque nem com Schjelderup a criatividade vinha à tona, a melhoria não era grande, mas suficiente para ir tornando Robles na figura do Estoril, evitando que o marcador se avolumasse (que grande defesa a remate de Dahl, 77, com a Luz a gritar golo!).
Marco Silva, aos 80 minutos, lançou Lukebakio para espevitar as alas, Durán para dar mais luta na área e Gonçalo Moreira para ter bola, na expetativa de um avanço no campo do Estoril, então já sem nada a perder. Porém, na primeira jogada de perigo dos forasteiros, Begraoui fez de Pavlidis (golos semelhantes) e encurtou distâncias.
Estavam jogados 82 minutos e viram-se entrar no relvado da Luz todos os fantasmas de desaires passados nos minutos finais, que bem caro custaram aos encarnados. As bancadas gelaram e um nervoso miudinho apoderou-se de mais de 60 mil almas benfiquistas, temerosas não daquilo que o Estoril estava a fazer (não criou qualquer oportunidade), mas daquilo que podia acontecer. Vasco Matos, tal com há um ano, em que Otamendi teve um erro garrafal e o Santa Clara chegou a desoras ao empate, tentou que lhe saísse novamente o Euromilhões sem fazer qualquer aposta, e manteve os caminhos da baliza de Robles fechados, à espera de que a ansiedade encarnada lhe permitisse chegar ao ponto desejado. Porém, com um raio não cai duas vezes no mesmo sítio, o Benfica acabou, justamente, com os três pontos.
Principal ilação que Marco Silva deve tirar? Há jogadores que precisam de uma cura de repouso, depois de um mês de agosto com sete jogos oficiais, uma violência que já está a passar fatura. Boa notícia da noite para o técnico encarnado? João Palhinha, em estilo veni, vidi, vici, pegou na batuta e, pela sua forma de atuar, que tanto dá para ser terceiro central como um seis que tem um alcance XL, irá permitir outras aventuras a quem jogar sob sua proteção. Uma nota para Sudakov: está melhor, mas não suficientemente melhor para ser o playmaker do Benfica à velocidade que Marco Silva quer que a sua equipa jogue. Vamos ver o que nos diz o fim do mercado e as opções de que o ex-treinador do Fulham passará a ter. Porque com a equipa a dar naturais sinais de pouca frescura, ou o plantel tem profundidade e qualidade, ou opções difíceis terão de ser feitas mais lá para a frente…"