Últimas indefectivações

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Três pontos merecidos


"Nesta edição da BNews, o destaque é o triunfo do Benfica, por 2-1, ante o Alverca, não obstante terem ficado três penáltis por assinalar.

1. Vitória importante
José Mourinho enaltece a exibição, lamenta os golos por concretizar e salienta a relevância da vitória: "Jogamos bem, criamos muito e marcamos pouco. Mas pronto, conseguimos fazer o segundo golo pelo miúdo [Anísio Cabral] e 3 pontos. Mais do que decisivos, superdecisivos para a nossa esperança de chegar mais acima."

2. Área. Falta. Segue.
Três lances onde ficaram penáltis por assinalar.

3. Apoio imprescindível
Anísio Cabral partilha o que sente por mais um golo apontado: "É um sentimento inesquecível poder marcar pelo clube do meu coração. O apoio dos adeptos dá-me sempre vontade de continuar a trabalhar, vontade de vir aqui e ir para cima deles."

4. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os dois golos marcados pelo Benfica ao Alverca.

5. Título europeu revalidado
O Benfica é bicampeão europeu de corta-mato em estafeta mista.

6. Chuva de golos
Em futebol no feminino, o Benfica ganhou, por 5-1, ante o Vitória SC.

7. Outros resultados
Em hóquei em patins, vitória benfiquista ante o Valongo (5-1). Em futsal, goleada infligida ao CS São João (12-1). As equipas femininas de andebol e de voleibol também ganharam, respetivamente nos redutos de Batalha AC (20-40) e de Esmoriz (0-3). No futebol de formação, os Sub-23 ganharam por 2-1 ao Braga e os Iniciados venceram por 3-1 ao Paços de Ferreira.

8. Jogo do dia
A Equipa B do Benfica visita o Portimonense às 18h00.

9. Comunicado oficial
Conheça a posição oficial do Sport Lisboa e Benfica sobre o que considera ser "as falsas acusações da Associação Artística de Avanca relativamente ao jogo referente aos 16 avos de final da Taça de Portugal de andebol".

10. Campeões regionais
No hóquei em patins, os Sub-15 do Benfica conquistaram o título regional."

1 Minuto


- Minuto...

Anísio salvou o Benfica com a sua lua-de-mel na Luz


"Em noite chuvosa e entre tempestades, o Benfica venceu (2-1) o Alverca procurando sempre os mesmos três nos ataques e viciando-se em cruzamentos. Eram tantos que Mourinho lançou Anísio Cabral, o campeão mundial de sub-17, para a área. Ao segundo jogo pela equipa principal, outra vez ao primeiro toque que deu na bola e no minuto seguinte a entrar em campo, o adolescente marcou

Aquela noite na Luz, épica e lendária, deu ao alento do Benfica uns propulsores dignos de foguetões da NASA. Tal foi a descarga hormonal de serotonina e dopamina que os neurotransmissores de qualquer adepto, arrisco dizer, benfiquista ou não, haveria de retumbar num baixio inevitável: seria impossível que uns ânimos assim, uns contornos heroicos daqueles, uns planetas alinhados com régua esperassem hermeticamente no estádio pelo regresso da equipa, entretanto, ida a Tondela para um empate a lembrar que as coisas mudam num instante.
Vieram tempestades, foram-se a Ingrid, a Kristin, a Marta, e os jogadores do Benfica entraram no campo molhado para flanquearem o Alverca. Insistiram os encarnados em carrilar o jogo, os centrais a ignorarem um Leandro Barreiro formatado com outras pré-definições e um Fredrik Aursnes fiável para fazerem a bola chegar com pressa à recente inspiração encontrada nas alas. Pouco merecedores de destaque até há bem pouco tempo, a equipa assentou desde cedo na procura de Prestianni e Schjelderup.
Do norueguês veio o primeiro remate oriundo da primeira boa ideia, ao tabelar na esquerda com o calcanhar sedoso de Rafa. As mãos de Matheus Mendes negaram-lhe um festejo. O primeiro golo teria Prestianni, do lado oposto, esperto a posicionar-se atrás da pressão dos ribatejanos mal perderam a bola, para receber um passe e soltar em Rafa. A trivela do recém-chegado retornado também encontrou as manápulas do guarda-redes do Alverca, mas um norueguês prolongou a sua lua-de-mel com a Luz: na recarca, Schjelderup juntou um golo (16’) aos dois que fez contra o Real Madrid.
Festejou-se com banho de chuva, as gargantas dos adeptos ainda quentes da reverberação de há quase duas semanas também muito por causa do norueguês baby-faced. E o Benfica, a ganhar, não abrandou. Rafa acelerava-se com qualquer bola que recebia, absoluto contraste com a pausa de Sudakov, o habitual ocupante do lugar que o via do banco. O entusiasmo de Sydney Lopes Cabral fê-lo rematar de longe, da direita e com o pé esquerdo, demonstrador da sua ambidestria. Otamendi animava-se para se juntar a contra-ataques. O Benfica tinha pressa em vez de controlo.
Já depois de cruzar uma bola venenosa, Chiquinho recebeu outra perto da linha do meio-campo, o dócil Sydney nas suas costas. Despachou o lateral quando este se encostou às suas costas, correu pelo arraial de espaço vago na metade do Benfica, lançou Marezi pela esquerda e o Alverca empatou (30’) com Figueiredo a emendar o passe do sérvio. Com dois passes os ribatejanos fizeram o golo.
Faltava calma ao Benfica com a bola, demasiado impetuoso a lançar-se em ataques, apressado a colocar passes em Prestianni, Schjelderup e Rafa para eles decidirem a jogada. O Alverca concedia metros e baixava as linhas, defendia-se junto à sua baliza de modo a forçar situações de campo aberto para as suas gazelas quando recuperasse a bola que recebia dos encarnados pouca paciência. Era uma opção conspirativa para abrir pradarias no relvado da Luz. Até ao intervalo, só um remate à distância de Vangelis Pavlidis no meio da velocidade única a que o Benfica jogava.
O ímpeto ficou na mesma equipa que continou a ter os cruzamentos frequentes de Lopes Cabral para um subtil Rafa desviar um deles contra o poste esquerdo. Depois foi ele próprio a assumir uma jogada e à boca da área rematar a bola que sobrevoou a barra por um palmo, maior do que a polegada a separar o cabeceamento de Pavlidis do mesmo ferro. O grego fora descoberto por um radar cruzado pela chuteira de Aursnes. Era assim, a cruzar incessantemente, que o Benfica se fazia ao Alverca.
Teve um pequeno salsifré que se instalar na Luz para os encarnados ligarem uma jogada pensada entre os seus três mais perigosos, mas seria a única. Após os assobios-mil face a um golo anulado a Pavlidis por a bola tocar no braço maroto do grego antes de desviar no seu peito, vinda do artimanhas Schjelderup, e de José Mourinho ver um cartão amarelo ao refilar com o árbitro por um penálti não assinalado sobre Rafa, os encarnados destabilizaram-se. Prestianni ainda se juntou aos dois citados para obrigar Matheus Mendes a uma parada complicada, depois a equipa mirrou no critério a atacar. O Alverca já só defendia.
Com o adversário encostado atrás, a primeira cartada de Mourinho foi tirar Sydney, mover Aursnes para lateral direito e lançar Sudakov para ser um médio, não um 10. Fazia sentido colocar um cérebro pensador no núcleo das jogadas, alguém que acalmasse a equipa no meio da pressa. Mas o Benfica manteve a tendência de pôr a correr o seu triunvirato, estava viciado, mal se reparava em Pavlidis, os seus apoios frontais como rotunda para os ataques em parte incerta enquanto Prestianni entrava na área e rematava em cheio na testa do guarda-redes.
Bruma e Anísio Cabral seguiram-se. Restavam cinco minutos. Era o treinador encarnado a acrescentar um cruzador à faixa e um corpo à área que tantas bolas recebia, se não fosse pela pontaria dos tantos cruzamentos ao menos a equipa piscava o olho às probabilidades - mais um avançado, mais um alvo.
E não era um qualquer, mas um muito magnético adolescente, só pode. Tão pintado de fresco com a tinta de campeão mundial de sub-17 com Portugal, ainda mais recentemente a Luz o vira entrar em campo aos 83 minutos contra o Estrela da Amadora e a marcar no minuto seguinte, ao primeiro toque na bola. Foi com a mesma cabeça triunfal, gravítica no poder de atração, que desviou o cruzamento de Samuel Dahl outra vez no seu contacto inaugural com a bola, uma cabeçada triunfal.
O miúdo celebrou com personalidade, doidivanas com moderação, a equipa rodeou-o e houve quem se mostrasse mais estupefacto do que Anísio, salvador de um Benfica que José Mourinho nem um minuto demorou a cerrar com mais um defesa central (António Silva) posto em campo. A vitória não fugiu, nem a história de outra noite efusiva na Luz, menos calórica em apoteoses, mas talvez mais simbólica para o longo-prazo.
Não havia Seixal em 1999, quando um desconhecido Pepa saiu do banco e se estreou a marcar à primeira intervenção no jogo, um episódio encantador com um rapaz da formação que o atravancou de expetativas auspiciosas. Faria carreira longe da Luz. Hoje há o Seixal onde cresceu Anísio, um Pepa 2.0, ou duplicador na proeza de aos 17 anos, a uma semana dos 18, ter entrado em dois jogos da equipa principal e em ambos ter marcado no minuto seguinte. Só se falará dele amanhã, em que há um FC Porto-Sporting onde o seu golo garantiu que haverá algum proveito para este Benfica volumoso em jogo ofensivo, muito rematador (29), mas nem sempre amigo do discernimento.
Não importa, nestes filmes já se sabe: durante dias o tema será a lua-de-mel de um menino bonito com a Luz."

CONTRA TUDO E CONTRA TODOS


"BENFICA 2 - 1 Alverca

> alguém compreende um jogo às 20h30 em domingo de inverno? O Braga não começou às 18h00? Alguém se preocupa com os adeptos? Amanhã não é dia de trabalho? Não vêm muitos Benfiquistas de longe?
> semana de muita água, de cheias, tarde de domingo de chuva, foi aumentando à medida que me dirigia para o estádio, será um duro teste ao relvado da Luz, já veremos como se comporta com o decorrer do jogo

LA LA LA LA
LA LA LA LA
1904 - 1904

00 Rafa, no onze, Sudakov no banco, Dedic em gestão, Banjaqui constipado, Sidny na latetal direita, Tomás no lugar do António, vamos a eles!
02 primeira jogada a deixar água na minha boca, envolvimento coletivo, Rafa a assistir de calcanhar, Schjelderup a obrigar a defesa apertada do redes
07 o Otamendi parece que comeu espinafres ao almoço, já vai no segundo passe com força excessiva 
15 grande trivela de Rafa, redes estica-se todo para defender, SCHJEL-DE-RUP fácil na recarga: um-zero! Espera lá que o VAR está à procura de qualquer coisa, connosco o VAR demora sempre a validar os golos
19 calafrio na nossa área, nada de dormir na forma, rapaziada
25 Sidny a aquecer as luvas do redes, belo remate de pé esquerdo, gosto do atrevimento, é reforço de janeiro e parece que já cá anda há muito
29 Sidny comido a defender, autoestrada aberta sem portagem, está lá dentro: um-um. Cada vez chove mais
32 como é que o apitador não vê este empurrão sobre o Schjelderup? E o VAR? O VAR também não vê nada?
35 o 9 deles é bom, matulão, trata bem a bola
37 jarda do Pavlidis de fora da área a dar o mote: não dá para rematar dentro, remata-se de fora, crl, temos vários bons rematadores
45+1 o Dahl tem que afinar a mira dos passes longos. E o Barreiro acelerar a tomada de decisão 46 toca a acelerar!
49 desvio à Rafa no primeiro poste, estava lá o segundo a evitar o golo. Novamente Rafa, agora por cima da barra. E agora Sidny a rasar o poste esquerdo
55 como é que falhas esta assistência do Aursnes, Vangelis? Era golo cantado, crl
57 assim, sim: pressão, sufoco, oportunidades, só falta o golo, continuar a carregar
59 tinha que ser, cheirava a golo por todos os lados. Dois-um, PA-VLI-DIIIIIIIIS! Olha, o VARgonha conseguiu anular isto? Qual a razão?
65 apitador aos papéis, jogo estragado, lances de dúvida na área do Alverca, amarelos para os nossos, Mourinho incluído, a nossa arbitragem é um desastre, este está abaixo de cão
73 e continuamos a falhar oportunidades, há pouco uma cabeçada do Otamendi, agora o Rafa com o pé direito, o que estava mais à mão, mandou para o terceiro anel
75 nossa senhora, que jogada do Prestianni, como é que o redes defendeu isto? Com a cara? Só contra nós...
49.311 heróis nas bancadas
80 o tempo a passar...
85 A-NÍ-SIO!!! Entrou - marcou!!! A minha vasta experiência de treinador de bancada diz-me que este miúdo é craque a valer
90 como é que esta comédia vestida de preto só dá 6 minutos nesta segunda parte? Vá que estamos a ganhar. Em Tondela foram 5.
90+6 ponto final parágrafo, vitória contra tudo e contra o árbitro, contra todos, portanto. Era tão injusto e tão contra a verdade desportiva não ganharmos este jogo. O Benfica não pode ficar calado. Parabéns aos responsáveis pela relva da Catedral, com tanta água em cima durante tantos dias, esteve para lá de boa para as circunstâncias."

Anísio, o toque de Midas que transforma em ouro


"O jogo estava difícil, o Benfica lutava contra o Alverca e contra os nervos que a arbitragem estava a provocar em jogadores, técnicos e adeptos, quando um miúdo de 17 anos entrou e, como se fosse a coisa mais simples do mundo, meteu a bola dentro da baliza ribatejana. Em grande estilo, ainda por cima...

Melhor em campo: Anísio Cabral (8)
Foi, sem dúvida, a figura deste Benfica-Alverca. Em primeiro lugar porque resolveu o jogo. Depois porque fê-lo na primeira vez em que tocou na bola, executando com maestria, sob marcação, um cabeceamento difícil, após cruzamento da esquerda de Samuel Dahl. Anísio, depois de ter marcado ao Estrela da Amadora, quando os encarnados já estavam na frente por 3-1, com a vitória garantida, um belo golo, foi desta feita chamado por Mourinho para a fogueira que ardia com labaredas altas, em que se transformara a receção dos encarnados ao Alverca. O ‘Special One’ deu-lhe a responsabilidade de resolver o jogo e o miúdo de 17 anos não desiludiu o ‘mister’. Ficou ainda a certeza de que o Benfica, contra equipas muito fechadas, precisa de dois pontas-de-lança. O golo salvador surgiu quando Pavlidis e Anísio estavam em campo em simultâneo.

5 TrubinSem culpas no golo dos ribatejanos, o guarda-redes ucraniano esteve bem no que fez, quer a segurar remates de meia-distância, que a lançar longo com o pé e a mão ou a mandar no jogo aéreo. Apenas um passe de risco para Sidny, aos 19 minutos.

4 SidnyJoga muito bem, dá tudo o que tem, possui uma excelente meia-distância e colocou tudo isto ao serviço do Benfica, frente ao Alverca. Faltou-lhe, contudo, lembrar-se que a primeira missão de um defesa é defender e deixou demasiadas vezes desguarnecido o seu setor, incluindo o lance que deu o golo dos forasteiros.

6 Tomás Araújo Sempre certo, com bom timing a desarmar, e com velocidade para dar profundidade à defesa encarnada. Ensaiou alguns passes longos, uma das suas especialidades. 6 Otamendi — Mais uma noite em que foi o patrão do Benfica, rigoroso nos cortes (aos 20 minutos tirou o pão da boca ao Alverca) e a arrastar dois defensores contrários nos lances de bola parada a favor do Benfica. Num deles, aos 67 minutos, subiu ao terceiro andar mas o cabeceamento saiu ao lado.

6 Dahl O defesa sueco fez um jogo de menos a mais. Começou demasiado hesitante, executando cruzamentos que foram peras-doces para os defensores ribatejanos. Com pouca iniciativa, deixou as principais despesas do ataque para Schjelderup. À medida que a partida foi caminhando para o fim, mostrou-se mais confiante e arrancou um belíssimo cruzamento no lance do golo de Anísio.

7 AursnesO canivete-suíço do Benfica fez um jogo muito competente, que teve nota artística em dois passes, aos 29 e 55 minutos, para Prestianni e Pavlidis, que os desaproveitaram. Recuperador de bolas e ao mesmo tempo iniciador de muitas jogadas, o norueguês teve ainda a versatilidade suficiente para derivar para lateral direito, primeiro, fazendo a seguir a ala desse lado quando António Silva se juntou a Tomás Araújo e Pavlidis.

5 Leandro BarreiroO que lhe sobrou em luta e entrega faltou-lhe em inspiração (ou capacidade para executar alguns números mais exigentes). A equipa cresceu após a sua saída. 6 Prestianni — O jovem argentino tem tudo para vir a ser um grande jogador. Porém, ainda não o é, alternando, ao longo dos 90 minutos coisas muito boas – como a jogada em que acertou com a bola na cabeça do guarda-redes do Alverca – com jogadas em que quebra a sequência de jogo da sua equipa. No deve e no haver, o saldo é positivo, e tende a sê-lo ainda mais, assim consiga definir melhor o último passe.

6 Rafa Um bom regresso à titularidade do Benfica, apesar de ainda não ter os 90 minutos nas pernas. Posicionou-se bem entre linhas, procurou combinações com Pavlidis, e assinou uma belíssima trivela que Schelderup aproveitou para recargar, fazendo o 1-0. Aos 48 minutos ainda fez a bola bater no poste da baliza do Alverca, numa finalização de fino recorte.

7 Schjelderup Finalmente o jovem norueguês começa a justificar as sucessivas apostas que foram feitas nele. Tivesse o Benfica outra presença na área e das muitas situações que construiu teria saído mais alguma coisa. No golo que marcou estava no sítio certo à hora certa e teve duas jogadas (a segunda deu o golo de Pavlidis anulado pelo VAR) de primeira água. Promete.

5 Pavlidis Não foi a noite mais inspirada do matador grego, e esse facto ficou ilustrado aos 55 minutos, quando falhou, a passe de Aursnes, um golo cantado. Quando tem de jogar entre três centrais, a vida torna-se difícil, e se procura a bola recuando ou caindo nas alas deixa o Benfica sem presença na área.

6 Sudakov O internacional ucraniano entrou numa fase escaldante da partida e conseguiu colocar alguma ordem na casa, criando condições para o sufoco final que o Benfica deu no Alverca. Mostrou-se também útil, já depois do 2-1, a esconder a bola dos adversários.

4 BrumaFaltou-lhe ritmo para acelerar o que o Benfica precisava. Depois da vantagem foi generoso defensivamente.

5 António Silva Foi juntar-se a Otamendi e Tomás Araújo, garantindo segurança para a baliza de Trubin.

4 Barrenechea Teve um trabalho essencialmente defensivo, sem conseguir soltar-se para lançar o contra-ataque."

Quem senão o miúdo a manter a águia na corrida?


"José Mourinho apostou ainda mais na vertigem, com Rafa no lugar de Sudakov, mas tanta chuva pedia discernimento e uma finalização mais cirúrgica. Anísio voltou a entrar para repetir 'acreditem na formação'

Ainda não caíra o primeiro minuto e Prestianni já tinha roubado uma bola no meio-campo ofensivo e Sidny, agora lateral na ausência de Dedic e Banjaqui, arrancado um cruzamento. Aos 2', Schjelderup desenhava a primeira diagonal, servindo-se pela primeira vez do posicionamento entre linhas que Mourinho tinha à espera de Rafa no corredor interior. O remate, no entanto, não passou o guarda-redes Mateus Mendes.
A forte entrada abrandou depois — o Alverca sentia a necessidade de reter a bola e também atacar, assentando muito no talento de Chiquinho sobre a esquerda, com Sidny exposto pela projeção junto à linha — até Prestianni voltar a dar problemas à defesa do Alverca, mais concretamente a Meupiyou, à passagem do quarto de hora. Pavlidis serviu então Aursnes, que rematou com perigo.
Na resposta, os ribatejanos foram bloqueados na saída pouco depois da linha do meio-campo. Sidny passou a Barreiro, que viu Prestianni. O argentino acelerou e colocou em Rafa, que tentou a trivela. Mateus defendeu para a frente e Schjelderup empurrou: 1-0.
Sentindo as crónicas dificuldades do adversário em controlar os encontros, a equipa de Custódio desenhava aos 20' a primeira verdadeira ameaça. Chiquinho, sempre ele, cruzou da esquerda, Figueiredo assistiu Marezi sem deixar cair e a bola passou Otamendi, numa abordagem deficiente do capitão, ainda que tocada o suficiente para trair o sérvio. Três minutos depois, Chiquinho escapou-se a Sidny, que via o amarelo e ficava desde logo condicionado.
A vantagem não parecia segura. E não estava. Aos 29', Aursnes, que dividiu com Prestianni o protagonismo na primeira metade, tentou servir o argentino com um passe longo. Este rodou, mas, perante Mateus, não conseguiu finalizar. E, na resposta, os ribatejanos empataram. Chiquinho voltou a aproveitar a ausência de Sidny, bateu para a diagonal inside-out de Marezi, que cruzou rasteiro. Otamendi, a olhar apenas para a bola, não viu que Figueiredo atacava o espaço nas suas costas, com Dahl atrasado. 1-1.
O ataque do Benfica acordava sempre que a bola chegava a Prestianni ou Aursnes, mas o abuso da bola para as costas da defesa do Alverca acabava em muitas perdas e em parada e resposta. Muita vertigem, pouca cabeça. À chuva.

E CHIQUINHO NÃO VOLTA...
A maior dor de cabeça para as águias não voltou para o segundo tempo. Entrava Fabrício.
Aos 50', Sidny fez o que faz geralmente bem quando a bola está a jeito: cruza-a. Rafa, mesmo com a superioridade numérica (linha de 5, por vezes 6) dos ribatejanos, atacou o primeiro poste e acertou no outro. Uma jogada que galvanizou os locais, sucedendo-se tiros perigosos de Rafa, Sidny e Pavlidis (que desperdício do grego!). Prestianni e Aursnes mantinham o nível, agora com companhia.
O 2-1 andava perto. A reação à perda, sem a ameaça de Chiquinho, ajudava a montar o cerco. À passagem dos 60', numa de muitas insistências, Schjelderup arrancou pela esquerda e cruzou para o desvio de peito de Pavlidis. Só que o VAR viu um toque da mão esquerda do avançado e anulou. Prestianni voltava a rematar, Rafa e Barreiro queixaram-se de penáltis, entrou Sudakov. Rafa escondia-se da canhota numa trivela para o terceiro anel e Prestianni acertava na cabeça de Mateus. Incrível! Tão incrível como o primeiro toque na bola de Anisio. Lá para dentro! A cruzamento de Dahl. A salvar os graúdos!"

Oliveira: Alverca...

Vinte e Um - Como eu vi - Alverca...

BI: Rescaldo - Alverca...

Esteves: Alverca...

Simples: Alverca...

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Mourinho - Alverca

Terceiro Anel: Alverca...

BF: Alverca...

5 Minutos: Alverca...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Vermelhão: A chuva molha e o Anísio marca!!!


Benfica 2 - 1 Alverca


Mais uma partida, com um nível de eficácia baixíssimo, com o puto novamente a safar a equipa, imediatamente após entrar!!! O relvado estava pesado, não parou de chover, a bola rolou de forma mais lenta, mas mesmo assim criámos jogo suficiente para golear, e para vencer tranquilamente...

O outro factor fundamental da partida foram as decisões absurdas dos árbitros: 3 penalty's, qual deles o mais descarado! Somando os penalty's que ficaram por marcar em Tondela, vamos em 7 de seguida, que não são marcados! Após alguns sound-bites onde 'acusavam' o Benfica de beneficiar muitos penalty's aqui está a 'resposta' do Conselho de Arbitragem! A não marcação destes peanlty's devia dar irradiação! Não por potencial corrupção, ou anti-benfiquismo primário, mas simplesmente por incompetência! O Benfica tem sido constantemente roubado pelas arbitragens, mesmo assim, o jogo de hoje, foi uma das maiores roubalheiras que assisti na Luz!!!

Com a gripe do Banjaqui, o único Lateral disponível era o Sidny (o 4.º na hierarquia para o lugar!!!), por aqui não houve surpresas! A titularidade do Rafa, também não pode ser surpresa, o Mourinho quer lhe dar minutos, antes dos jogos com o Real. Neste momento o Sudakov até dá mais à equipa, mas o Rafa precisa de recuperar forma... apesar de começar a pensar que o Rafa, 'perdeu' velocidade no arranque, algo que era a sua 'assinatura'!!!

O jogo só não foi dum único sentido, devido ao Chiquinho! O facto do Sidny não ser um Lateral defensivamente forte, trouxe alguns desequilíbrios ao Benfica. O Chiquinho é bom jogador, mas também é um simulador nato: o Amarelo ao Sidny ainda o condicionou mais... Com a saída do Chiquinho ao intervalo, o Alverca acabou!


O Rafa não está com o pico de velocidade do costume, mas até não esteve mal entre-linhas, mas notou-se a falta de entrosamento... Na defesa, o Tomás esteve muito bem, na cobertura em velocidade nas costas do Nico! Mas para mim, o MVP foi o Aursnes, fez um jogão no meio-campo... Aliás, quando foi para Lateral-direito a equipa perdeu fluidez...


Mesmo assim, as substituições foram mais uma vez, tardias. Mas o Anísio está mesmo em modo micro-ondas, entra e marca!!!


Estamos a jogar melhor do que os resultados, demonstram! Mas não marcando golos, fica mais complicado! E com o Rafa, e até o Lukebakio de volta, as minhas esperanças nas potenciais melhorias na eficácia, são baixas, pois ambos os jogadores, são conhecidos exactamente pela falta de ineficácia!


Agora, mais uma semana para treinar, e jogo nos Açores, na Sexta. Além da questão do relvado de São Miguel, o mais importante é os jogadores não pensaram na eliminatória com o Real Madrid. Com o Petit no Santa Clara, sabemos que o jogo vai ser muito complicado, com muita gente lá atrás...



Pelo ar...!!!

Benfica 5 - 1 Guimarães


Acabou por ser mais fácil do que o esperado... com o relvado complicado, acabámos por resolver o jogo pelo ar, com o regresso da Pauleta aos golos!


PS: No Atletismo, a nossa estafeta-mista sagrou-se Campeão da Europa de Corta-Mato, com o Isaac Nader, o Etson Barros, a Salomé Afonso e a Teresiah Gateri.

Mais uma...

Benfica 5 - 1 Valongo

Mais um bom jogo. A equipa está motivada, focada... e já agora, o Gonçalo Pinto está a jogar muito!

Próxima jornada, no antro dos Corruptos.

Uma dúzia...

Benfica 12 - 1 São João

Mesmo com vários jogadores nas Seleções, o Benfica decidiu antecipar a eliminatória da Taça de Portugal, e acabou por correr bem, com uma goleada, contra um adversário duma divisão inferior...

Reviravolta...

Benfica 2 - 1 Braga
Coletta(2)


Mais um jogo difícil, o relvado no Seixal após o jogo da Youth League ficou muito mau, e com o mau tempo a insistir, jogar bonito, está complicado!
Voltámos a sofre primeiro, mas desta vez, conseguimos dar a volta...

As competições são muitas, muitos jogadores estão a ser promovidos, alguns a serem convocados para a equipa A, e hoje os Sub-23, no banco só tinham 4 jogadores disponíveis!

Iniciados - 2.ª jornada - Fase Final

Benfica 3 - 1 Paços de Ferreira


Acabámos por tornar o jogo mais equilibrado, com um penalty no início do segundo tempo para o Paços, mas acabámos por confirmar a superioridade....

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Alverca fecha bem, mas Mourinho tem “boas dores de cabeça"

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica repudia de forma veemente as falsas acusações da Associação Artística de Avanca relativamente ao jogo referente aos 16 avos de final da Taça de Portugal de andebol.
Depois de o encontro da passada quarta-feira, dia 4 de fevereiro, não ter reunido as devidas condições para a prática da modalidade, tanto em Avanca como em Estarreja, a nossa equipa de andebol deslocou-se pela segunda vez a Avanca para retomar a eliminatória da Taça de Portugal (vencíamos por 2-4 após ter sido suspenso aos 5 minutos), suportando todos os custos logísticos e financeiros.
No dia 7 de fevereiro, a delegada do jogo, em conjunto com a equipa de arbitragem, voltou a considerar que o pavilhão não apresentava condições para a realização da partida, decisão que levou à aplicação do regulamento por parte da Federação de Andebol de Portugal.
O Sport Lisboa e Benfica não pode, por isso, pactuar com acusações falsas e despropositadas em relação ao comportamento da sua equipa e dos seus atletas, relembrando que já não é a primeira vez que o pavilhão da Associação Artística de Avanca apresenta falta de condições para a realização de jogos oficiais, independentemente das questões meteorológicas existentes.
Tendo conhecimento de alterações de jogos com outras equipas e sem que tenha existido a divulgação de comunicados, como foi o caso de dois jogos em menos de 24 horas e em locais bem distantes entre si, o Sport Lisboa e Benfica estranha e repudia este tom difamatório, indo retirar as devidas ilações da publicação deste domingo, dia 8 de fevereiro, da Associação Artística de Avanca e agir em conformidade em face de mais um exemplo da sua falta de lisura e de respeito pela verdade e pelo Sport Lisboa e Benfica.
Por fim, o Clube deixa uma palavra de solidariedade para todos os que estão a atravessar por dificuldades devido às condições atmosféricas que vivemos, seja em que zona do país for. Estamos e estaremos sempre na linha de frente para ajudar quem precisa, como é exemplo a campanha em curso liderada pela Fundação Benfica."

Juntos pela vitória


"O Benfica recebe o Alverca às 20h30 no Estádio da Luz. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Ganhar
Para José Mourinho, "é fundamental ganhar" e desenvolve a ideia: "O focus tem de ser ganhar ao Alverca, que não é seguramente fácil, e todos juntos, todos motivados, a partir daqui, e tentar puxar pelo estádio, e também pedir que o estádio puxe por nós." A luta pelo título continua: "É matematicamente possível dar a volta e vamos atrás deles."

2. Calendário
O Gil Vicente-Benfica da 24.ª jornada da Liga Betclic está agendado para o próximo 2 de março, às 20h15.

3. Mais jogos do dia
A equipa feminina de futebol enfrenta o Vitória SC no Benfica Campus (17h30). Na Luz há jogos de hóquei em patins e de futsal, respetivamente com Valongo (14h30) e CS São João (18h30). No Benfica Campus, os Iniciados de futebol recebem o Paços de Ferreira (15h00).
A equipa feminina de andebol visita o Batalha (17h00) e a equipa feminina de voleibol atua no pavilhão do Esmoriz (16h00).

4. Últimos resultados
No basquetebol, a equipa masculina do Benfica ganhou na visita ao Imortal por 95-105 e a feminina venceu o Esgueira na Luz por 84-63. No andebol, os homens seguem em frente na Taça de Portugal (falta de comparência atribuída à AA Avanca) e as mulheres tiveram um desaire no reduto da Academia São Pedro do Sul (29-24). No futebol de formação, os Sub-23 venceram, por 2-1, o SC Braga. Os Juniores empataram 1-1 na visita ao Rio Ave e os Juvenis perderam 0-1 com o SC Braga. As equipas femininas de futsal (0-6, Juventude Ouriense) e de polo aquático (28-5, Sporting) seguem em frente nas respetivas Taças de Portugal. Em voleibol, triunfo benfiquista em Guimarães (1-3).

5. Vice-campeões europeus
Cinco atletas do Benfica sagraram-se vice-campeões europeus de futsal por Portugal. 6. Sorteio Nos oitavos de final da UEFA Youth League, o Benfica vai defrontar o AZ Alkmaar.

7. Bom desempenho
Agate Sousa venceu a prova de salto em comprimento no Meeting Indoor de Madrid com recorde pessoal em pista curta e a 2.ª melhor marca nacional de sempre.

8. Apoiar quem mais precisa
Ajude a Fundação Benfica, em parceria com a GNR, a ajudar as vítimas das tempestades que assolam Portugal.
Todos podem associar-se a esta causa de caráter social e solidário, contribuindo com donativos via MB Way (número 93 1904 150) ou através do NIB PT50-0033-0000-45825291834-05

9. Em destaque
Os principais conteúdos e temas que marcam a agenda do Sport Lisboa e Benfica nas diferentes plataformas do Clube."

Basquetebol Feminino: 84-63

FC Porto-Sporting: um clássico que pode mudar a Liga


"No último fim de semana, a Liga ganhou um novo ânimo. A derrota do FC Porto frente ao Casa Pia, na véspera da receção ao Sporting, reduziu a margem confortável de que os azuis e brancos dispunham.

As contas do clássico
O clássico desta segunda-feira ganha, assim, renovada importância. Uma vitória do Sporting deixa os verdes e brancos a apenas um ponto da liderança. Uma vitória do FC Porto devolve as contas ao patamar em que estávamos há duas jornadas. Um empate permite ao FC Porto manter uma vantagem confortável de quatro pontos, mas obriga o Sporting a voltar a olhar para trás, caso o Benfica vença este domingo o Alverca. O mais interessante é que, numa única jornada, tudo mudou. O que parecia ser uma vantagem muito confortável — sete pontos — pode transformar-se numa margem mínima de apenas um ponto. Se o Benfica tivesse vencido em Tondela e se o Sporting vencer no Dragão, poderíamos ter os três primeiros classificados separados por apenas quatro pontos. Esta é a magia do futebol: tudo muda rapidamente e o controlo emocional pode fazer a diferença no resultado final.

FC Porto — a pressão da liderança
A derrota frente ao Casa Pia trouxe alguns fantasmas do passado. No caso de Farioli, todos sabemos de que forma, no último ano, perdeu o título nos Países Baixos. Em apenas quatro jornadas, perdeu uma vantagem pontual bastante confortável. Por muito que os adeptos do FC Porto — ou o próprio Farioli — não queiram pensar nisso, a realidade é que esse facto está presente no pensamento de todos, fazendo aumentar os níveis de ansiedade. Existe outro motivo para que a derrota da última segunda-feira tenha gerado desconfiança. Nos últimos jogos, o FC Porto tem vencido sem convencer. Aliás, as conferências de imprensa de Farioli no pós-jogo vão ao encontro desta leitura. O treinador portista tem falado muito de união, de família portista, e pouco das incidências do jogo. Farioli percebe tão bem como nós que o FC Porto tem demonstrado dificuldades em criar situações de finalização. Defensivamente, apesar de ser a equipa menos batida, o FC Porto tem permitido que os adversários criem várias situações de finalização.
Em conjunto, o passado do treinador, a última época do FC Porto e a forma como a equipa tem vindo a jogar fazem com que a ansiedade seja elevada e que os adeptos, apesar de motivados, não saibam que FC Porto vão encontrar no relvado no clássico do Dragão. Por outro lado, se olharmos para o copo meio cheio, encontramos também um dado positivo que joga a favor de Farioli e do FC Porto: nas últimas duas épocas, em grandes jogos nos Países Baixos e em Portugal, o treinador portista soma seis vitórias e um empate (em casa, frente ao Benfica, para o campeonato). Os dados estatísticos valem o que valem. Podem trazer conforto ou, pelo contrário, criar ansiedade e desconfiança.
Uma coisa é certa: o FC Porto vai jogar em casa, com o apoio do seu público. Tem quatro pontos de avanço e uma grande oportunidade para carimbar uma vantagem pontual mais confortável e, até, potencialmente determinante. Tudo se vai resolver dentro do relvado. E aí surgem as seguintes perguntas: Que FC Porto vamos ter? O FC Porto agressivo, vibrante e dinâmico do início da época? Ou o FC Porto previsível, desconfiado, com menor qualidade de jogo, que se agarra à união e à atitude?

Sporting — a oportunidade
Destaco seis fatores que explicam porque é que o Sporting chega motivado ao Dragão. O primeiro é a capacidade que a equipa leonina tem demonstrado em acreditar até ao último minuto. Nos últimos cinco jogos, o Sporting resolveu partidas nos minutos finais. Este facto reforça a crença e a confiança dos jogadores.
O segundo fator é Luís Suárez. Está numa forma incrível. Joga e faz jogar. Marca golos decisivos. É o primeiro defensor quando a equipa precisa. É agressivo e decisivo dentro da área. Ter um jogador com estas caraterísticas, motivado para um jogo desta importância, é claramente positivo.
O terceiro fator que aumenta a confiança da equipa foi o facto de ter vencido recentemente jogos de elevado grau de dificuldade: PSG e Athletic Bilbao.
O quarto fator é a capacidade que a equipa demonstra na criação de situações de finalização. Esta forma de jogar está tão enraizada que dá aos jogadores maior confiança nos momentos de decisão.
O quinto fator é o facto de o Sporting chegar ao Dragão com a recuperação de jogadores importantes e com a possibilidade de apresentar aquele que tem sido o seu melhor onze.
O sexto fator está diretamente relacionado com o adversário. A derrota do FC Porto frente ao Casa Pia abriu uma oportunidade clara para o Sporting. Uma vitória no Dragão não só reforça a confiança da nação sportinguista, como pode ter um efeito devastador na equipa do FC Porto.
Ainda assim, as grandes questões em torno do Sporting são claras: será que a equipa de Rui Borges vai conseguir manter o nível exibicional e o ritmo durante os 90 minutos, algo que não conseguiu na Luz frente ao Benfica? Será desta que, nesta temporada, Rui Borges ganha um jogo grande em Portugal?

A valorizar: Paulo Fonseca
Está a fazer (mais) um trabalho incrível no Lyon. Consegue conciliar resultados, bom futebol e valorização de jogadores.

A desvalorizar: Santa Clara
Depois de duas grandes épocas, uma fase negativa foi o suficiente para apagar todo o trajeto de Vasco Matos no Santa Clara. A irracionalidade das decisões e a incapacidade de gerir os momentos de stress dizem muito sobre os dirigentes dos nossos clubes."

Manchester United: duvidem sempre do chicote


"Michael Carrick simplificou, ganhou e fez o Manchester United subir. Rúben Amorim saiu e ficou com o rótulo fácil do fracasso — típico de um clube que confunde alívio com cura

Michael Carrick passou a ser a última bolacha do pacote no que diz respeito a treinadores pós-Ferguson. Em quatro jogos soma outras tantas vitórias, o que catapulta o Manchester United até um lugar de Liga dos Campeões, algo que ameaçou apenas com Rúben Amorim ao leme. Ao mesmo tempo, ao português fica colado um pesado rótulo de fracasso, dado que, com a mesma massa crítica, não conseguiu entregar, pelo menos, uma ideia de evolução semelhante. Além das perspetivas arruinadas a um jovem adepto dado a promessas estranhas de um bom corte de cabelo. Pior, assim que se aproximavam dos quatro primeiros, os red devils fraquejavam, falhando a ultrapassagem. Algo que parece um pouco incapacidade do técnico em passar a mensagem. O que não faz sentido.
O rótulo, mesmo com esta resposta após a sua saída, é exagerado. O processo de reabilitação de um gigante envolve muitas decisões difíceis, alguma casmurrice e, sobretudo, ser capaz de dizer muitas vezes «não» para obter um «sim» coletivo aos seus interlocutores. Não funcionou, porém não estou tão certo que, com mais tempo, não fossem dados ainda mais passos firmes no sentido da recuperação total da equipa e do próprio clube, em termos de cultura de vitória. No relvado e também nos vários departamentos. Mas só se a falha geológica não tivesse sido aberta pelo diretor para o futebol Jason Wilcox, quando se meteu onde não nunca foi chamado.
O que Carrick fez foi descomplicar. Porque era visto como a causa de todos os problemas, o 3x4x3 foi para a gaveta. O que aliviou os jogadores, mentalmente e taticamente. O que era de Amorim passou a estar obsoleto, como outras medidas que o ex-técnico do Sporting colocara em ação. As portas reabriram-se para Rashford, tal como estariam reabertas para Garnacho, se ainda fosse possível o regresso do internacional argentino. Até talvez para Ronaldo. O United passou a sentir-se bem com os pressupostos que existiam quando o clube estava mal e, paradoxalmente, os resultados apareceram. Os jogadores sentiram-se livres. Uma vitória levou a outra. Carrick aponta a ficar em definitivo e a nova época trará mais ambição, sobretudo se a atual acabar em bom plano. Sobretudo se os rivais continuarem a vacilar como até aqui.
O antiinflamatório tira apenas a dor, não vai à raiz dos problemas. O curto prazo pode estar garantido, mas há muita pedra ainda por partir no caminho. É por isso que o chicote falha tantas vezes."

Portugal no topo: o futsal que se construiu para ganhar


"Independentemente do resultado desta noite, uma certeza permanece inabalável: o futsal português está no topo do futsal mundial. Portugal pode, ao início da noite, tornar-se tricampeão europeu — um feito absolutamente notável para o desporto nacional. Mas mesmo que o desfecho não seja o desejado, nada apaga uma realidade já consolidada: Portugal chegou onde está porque construiu para lá chegar. E continuará no topo porque não depende de um jogo, de um resultado ou de uma geração.

Na quarta-feira, os bicampeões europeus, sob o comando de Jorge Braz, voltaram a confirmar esse estatuto ao garantirem nova presença numa final europeia, com um triunfo claro por 4-1 frente à França, nas meias-finais. Do outro lado estará, uma vez mais, a velha conhecida Espanha, rival histórico e referência incontornável da modalidade, no derradeiro passo rumo ao tricampeonato.
Portugal defende os títulos conquistados nas duas últimas edições do Campeonato da Europa: em 2018, também na Eslovénia, venceu a Espanha por 3-2 após prolongamento; em 2022, já nos Países Baixos, superou a Rússia por 4-2. Entre esses dois momentos surgiu o maior feito de sempre: o título mundial de 2021, na Lituânia, que colocou definitivamente Portugal no centro do mapa do futsal global.
Convém, contudo, recordar o caminho. A primeira final europeia chegou em 2010, na Hungria, sob a orientação de Orlando Duarte, terminando com derrota frente à Espanha. Onze anos depois, na Lituânia, Portugal consolidou a sua hegemonia recente ao bater a Argentina por 2-1 e conquistar o Campeonato do Mundo. Seguiu-se, em 2022, a vitória na Finalíssima - torneio a eliminar com a participação de dois representantes da CONMEBOL (Argentina e Paraguai) e dois da UEFA (Portugal e Espanha). Em Buenos Aires, a Finalíssima foi decidida novamente frente à Espanha, nas grandes penalidades.
O sucesso da seleção principal teve reflexo direto nas camadas jovens. A seleção nacional de sub-19 é bicampeã europeia, após os títulos de 2023 e 2025, confirmando a profundidade e a continuidade do talento português. Num torneio com apenas quatro edições, Portugal falhou a final apenas uma vez, em 2019.
Também no feminino, apesar de ainda faltar o troféu maior, Portugal tem marcado presença nas decisões: finais europeias em 2019 e 2022 e uma histórica final do Campeonato do Mundo em 2025, nas Filipinas, onde caiu perante o Brasil. O ouro olímpico nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2018 continua a ser, para já, o grande marco, mas o crescimento é evidente e sustentado.
Ao nível de clubes, o quadro reforça a ideia de potência. Benfica e Sporting somam títulos e finais na Liga dos Campeões: os encarnados venceram em 2009/10; os leões conquistaram o troféu em 2018/19 e 2020/21. Presenças regulares nas decisões, frente a colossos europeus, confirmam que o futsal português é competitivo em todos os contextos.
Tudo isto conduz a uma conclusão essencial: Portugal não chegou aqui por sorte.
A Seleção Nacional é o produto final de um processo iniciado em 2010, liderado por dois mentores decisivos do futsal português: Pedro Dias e Jorge Braz. Foram os pensadores e arquitetos de uma visão estruturada que transformou o futsal nacional num modelo de excelência.
Para Joel Rocha, treinador do SC Braga, trata-se de «um processo assente em pilares claros desde 2010». E acrescentou-me:
«O primeiro foi a qualificação dos treinadores. Investir no conhecimento, na formação e na competência técnica foi o ponto de partida para elevar a qualidade do treino, do jogo e, consequentemente, do jogador.
O segundo pilar foi a qualificação dos recursos humanos dos clubes. Não apenas treinadores, mas dirigentes, diretores, delegados e todos aqueles que, durante anos, trabalharam de forma voluntária e por paixão à modalidade. Esse capital humano passou a ser valorizado, formado e profissionalizado.
O terceiro pilar foi a criação e reforço das seleções jovens. Ao aumentar o número de seleções nacionais, aumentou-se a base de treino, de prática e de recrutamento. E, como acontece no desporto, da quantidade emergiu mais qualidade.
O quarto pilar foi de natureza regulamentar. A Federação impôs limites claros ao número de jogadores não formados localmente nas competições nacionais, obrigando os clubes, independentemente do orçamento, a apostar no jogador português.»
Tudo isto resultou numa geração de atletas cada vez melhor preparados técnica, tática e mentalmente. E tudo começou, uma vez mais, na formação dos treinadores, com a implementação, em 2010, do Plano Estratégico de Desenvolvimento Profissional.
Passados 16 anos, os resultados falam por si: Portugal disputa em 2026 a sua quarta final do Campeonato da Europa, a terceira consecutiva. É bicampeão europeu, campeão do mundo e vencedor de uma Finalíssima.
Joel Rocha acrescenta ainda um quinto pilar essencial: a certificação. Destacou-me: «Nos últimos anos, a Federação passou a exigir, de forma regulamentar, a certificação dos clubes, obrigando-os a organização, rigor documental e, sobretudo, a treinadores qualificados. Criou-se assim um ciclo virtuoso: quem quer competir ao mais alto nível tem de se qualificar.»
Planeamento, visão, organização, qualificação e certificação. Cinco pilares que explicam o rendimento de excelência do futsal português.
Para o treinador do SC Braga, há ainda um fator diferenciador que não pode ser ignorado: «O carácter, a personalidade e os valores das pessoas envolvidas. Desde os mentores às equipas técnicas, passando por dirigentes e treinadores, existe uma identidade humana forte, assente no 'ser' e não apenas no 'parecer'. Isso sente-se nos momentos decisivos, nas vitórias e nas derrotas, e no brilho de quem vive intensamente o jogo.»
O reconhecimento do futsal português não se limita às fronteiras nacionais. Higuita, lenda do futsal mundial, capitão da seleção do Cazaquistão e cinco vezes eleito o melhor guarda-redes do mundo, não deixa margem para dúvidas. Em conversa que mantivemos, traça um retrato claro do crescimento sustentado de Portugal:
«Portugal evoluiu muito, isso é evidente. Trata-se de uma evolução constante, profundamente ligada ao trabalho desenvolvido por Jorge Braz, que conseguiu implementar uma identidade muito sólida na Seleção Nacional. Hoje, quem enfrenta Portugal sabe que vai encontrar uma equipa experiente, extremamente competitiva, sempre muito bem preparada fisicamente, intensa, agressiva nos duelos e, acima de tudo, confiante. Essa identidade vem sendo construída há cerca de 15 anos e reflete-se nos resultados. Nada disso acontece por acaso. As duas últimas gerações foram particularmente fortes e o mais interessante é ver como os jogadores mais jovens se integram naturalmente nessa matriz. A nova geração não quebra a identidade, pelo contrário, reforça-a.»
Higuita sublinha ainda aquilo que mais marca quem enfrenta Portugal: a intensidade. Destacou-me: «Quando nos preparávamos para defrontar Portugal, sabíamos que o jogo teria de ser fisicamente muito exigente. Portugal joga um futsal de grande qualidade, mas assente numa marcação fortíssima, com pressão constante na primeira linha, muito contacto e transições rápidas. Há muita qualidade individual e coletiva. Não existe um segundo de descanso. Qualquer deslize é fatal.»
Mesmo perante ausências de peso, a identidade mantém-se. O atual guarda-redes do FC Semey defende que: «Na final não estarão João Matos, o grande capitão, nem Zicky, que durante muito tempo foi uma referência absoluta. Preparar um jogo contra Portugal passava muitas vezes por tentar anulá-lo. Ainda assim, mesmo sem ele, Portugal continua a demonstrar que a intensidade é a sua maior arma.»
Para o jogo desta noite, o guardião cazaque é claro na análise - Portugal parte em vantagem: «Para mim, Portugal pode tornar-se tricampeão europeu. É hoje a seleção mais intensa do futsal mundial. Joga a um ritmo altíssimo do primeiro ao último minuto e vence muitas vezes pelo desgaste físico e mental que impõe aos adversários. Pressiona, encurta espaços, coloca o pé na bola, corre em conjunto e defende com agressividade. A rotação é elevada, joga com dez ou onze atletas sempre num ritmo muito alto.»
E acrescenta: «Nesta fase final do Europeu, vejo Portugal num patamar muito acima dos adversários. Não por desrespeito, mas pelo volume de jogo, pelas oportunidades criadas e pela forma como controla as partidas. Mesmo nos jogos mais equilibrados, a superioridade é visível. Frente à França, por exemplo, houve momentos em que o adversário poderia ter complicado o jogo, mas estou convicto de que, mesmo em desvantagem de 2-0, Portugal manteria a mesma identidade: intensidade máxima, pressão constante e criação contínua de ocasiões de golo. Acabaria por marcar, como tem feito, pelo acumular de ações ofensivas, pelo desgaste imposto e pela sua superioridade individual/coletiva.»
Este Europeu confirma, assim, que Portugal se encontra num nível superior - física, técnica e taticamente - em relação à maioria das seleções. A Espanha continua a ser uma escola fortíssima, com tradição e características muito próprias, mas Portugal pratica um futsal mais dinâmico, com maior rotação e envolvimento coletivo, onde todos os jogadores participam nas duas fases do jogo e chegam com qualidade às zonas de finalização. Um estilo que, na opinião de Higuita, concede aos portugueses um pequeno, mas real, favoritismo.
Curiosamente, neste Campeonato da Europa, quase se pode dizer que Portugal também joga em casa fora das quatro linhas. Os quatro pavilhões da competição apresentam um elemento comum: o piso. O característico piso azul é produzido em Portugal pela Inov4sports, empresa responsável pela montagem dos quatro pavimentos oficiais do torneio.
A história da Inov4sports começou há cerca de uma década, quando foi desafiada pela Liga Nacional de Futsal espanhola a desenvolver um pavimento modular inovador: fácil de transportar, montável em cerca de cinco horas por apenas cinco pessoas e totalmente acondicionado num único camião. O projeto, desenvolvido em parceria com a LNFS, despertou rapidamente o interesse da Federação Portuguesa de Futebol, abrindo caminho à presença em competições internacionais, Liga dos Campeões, Europeus e, mais recentemente, no primeiro Mundial Feminino de Futsal organizado pela FIFA.
Trata-se de um piso pensado exclusivamente para o futsal, rompendo com os padrões tradicionais dos pavimentos desportivos. Ao contrário de outras modalidades de pavilhão, no futsal não se procura o ressalto da bola - pretende-se precisamente o contrário: que a bola permaneça rente ao solo. Além do ressalto, o amortecimento do piso e a falta de dureza do mesmo que poupa os jogadores em termos físicos. Detalhes que traduzem bem a especialização do produto.
Arena Riga, na Letónia; Zalgiris Arena, na Lituânia; Arena Stožice, em Ljubljana; e o Pavilhão Tivoli. Quatro palcos, quatro pisos. Todos made in Portugal, num Campeonato da Europa onde o futsal português também se afirma fora das quatro linhas.
Por tudo isto, a conclusão é simples: desfrutemos. O que o futsal português alcançou não é fruto do acaso. É a consequência natural de um processo de excelência sustentado ao longo de anos. Não ganhou por sorte. Construiu para ganhar. Aconteça o que acontecer esta noite, estamos, com orgulho, no topo do futsal mundial. Parabéns aos que nos trouxeram até aqui.
Parabéns aos que nos mantêm aqui. Aos jogadores, às equipas técnicas, à Federação, aos clubes, às associações e a todos os que, diariamente, trabalham em prol do futsal nacional.
Jogamos bem, é verdade. Mas, acima de tudo, jogamos juntos. Não estamos apenas a viver um grande momento. Estamos a ocupar um lugar.
E esse lugar é o topo. 
Boa sorte, Portugal."

Terceiro Anel: Bancada Lateral #7 - EMPATE EM TONDELA, CRÍTICAS A MOURINHO, HATERS E DESCRÉDITO!! 🏟️

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