Últimas indefectivações

domingo, 9 de agosto de 2026

iScout: Marco Silva's Tactics Explained | A New Era for Benfica

MasterVi: Mercado...

Zero: Mercado - Benfica vai ter de encontrar solução para Trubin

BF: Capitão...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Geny está chateado e Suárez criou uma "polémica indesejada"?

Quem forma melhor jogadores: futebol de rua ou academias?


"Atualmente, os grandes talentos de futebol são, na sua maioria, identificados em idades muito jovens e integrados em academias e estruturas de formação altamente organizadas. Apesar disso, continuam a surgir exemplos como o de Lamine Yamal, um jovem de 19 anos que começou a desenvolver o seu futebol no bairro onde cresceu e que depois foi lapidado na academia do Barcelona, atualmente apontado como um dos principais candidatos à conquista da Bola de Ouro. O jogador do Barcelona destaca a influência do futebol de rua no seu percurso de formação.
Por outro lado, o desenvolvimento de talento de forma autodidata na rua está em vias de extinção. Um dos principais prejudicados por esta evolução do futebol tem sido o Brasil. A história do futebol brasileiro está repleta de jogadores que construíram carreiras brilhantes a partir das suas raízes no futebol de rua. Embora o Brasil continue a produzir talentos, existe a perceção de que a quantidade e a qualidade destes jogadores criativos provenientes de contextos improvisados, de futebol entre amigos e no bairro, diminuíram face a gerações anteriores. No caso das maiores estrelas da atualidade, defende-se frequentemente que o futebol de rua oferece vantagens relativamente à formação exclusivamente desenvolvida em academias.
Entre jogadores de elite, verifica-se frequentemente que, antes da puberdade, o processo de aprendizagem teve uma forte componente autodidata, como mostram as histórias de Pelé, Johan Cruyff, Diego Maradona, Cristiano Ronaldo ou Lionel Messi. O futebol praticado de forma livre proporciona uma enorme diversidade de componentes técnicos, uma elevada frequência de contacto com a bola, inúmeras situações de um contra um e muitas horas de prática espontânea e voluntária. Ao analisar o percurso dos grandes jogadores, verifica-se que a sua evolução não resultou exclusivamente da prática do jogo livre. Desde cedo, procuraram aperfeiçoar de forma contínua, os seus comportamentos técnico-táticos, tanto nas ações ofensivas como nas defensivas, ajustando-os às exigências das diferentes situações de jogo.
Deste modo, o jogo livre assume um papel que vai além da simples prática informal, constituindo um contexto de aprendizagem autorregulada. Através da identificação dos erros e da sua correção, o jogador vai refinando progressivamente o seu desempenho e caraterísticas pessoais. Este processo é alimentado pela motivação intrínseca e pela capacidade de adaptação, permitindo uma melhoria contínua das competências técnicas, táticas e da tomada de decisão.
Neste momento, começa a introduzir-se a abordagem liderada e orientada por restrições. E isso não existe no futebol de rua, na maioria das vezes. Além disso, a variabilidade das tarefas é considerada essencial para favorecer a adaptação dos jogadores a diferentes situações competitivas.
Outro princípio fundamental é o acoplamento entre perceção e ação, segundo o qual a tomada de decisão e a execução técnica ocorrem de forma integrada e contínua, em função das informações fornecidas pelo ambiente de jogo. Assim, o papel do responsável do treino passa por criar ambientes de aprendizagem, recorrendo, por exemplo, a jogos em campo reduzido, alterações das regras ou do número de jogadores, promovendo o desenvolvimento da autonomia, da criatividade e da capacidade de adaptação dos atletas.
O caso português tem algumas particularidades na formação de jogadores e no desenvolvimento das academias, sobretudo pela relação entre a tradição do futebol de rua, a qualidade dos treinadores e a evolução das estruturas profissionais.
Alguns dos clubes históricos, tiveram o seu auge ainda antes da existência de academias de formação. Por exemplo, o Boavista FC destacou-se pela qualidade do seu futebol juvenil, em grande parte graças à parceria com a ADR Pasteleira. Esta colaboração permitiu ao clube dispor de melhores condições para o treino e competição das camadas jovens, fortalecendo principalmente a captação e o desenvolvimento de jovens talentos e afirmando o Boavista como uma das referências da formação no futebol português, na última década do século XX.
Uma das principais imagens de marca do Sporting é a sua academia de formação, amplamente reconhecida pela qualidade dos jogadores que tem produzido ao longo das últimas décadas. A Academia Cristiano Ronaldo consolidou-se como uma referência internacional no desenvolvimento de jovens talentos, tendo formado futebolistas de renome mundial, como Cristiano Ronaldo, Luís Figo, Nani, João Moutinho e Rui Patrício.
Paralelamente, o Benfica Campus voltou a ser reconhecido pelo CIES Football Observatory (Observatório do Futebol) como a melhor academia de formação do mundo. Este reconhecimento evidencia a consistência do modelo de formação do Benfica, responsável pelo desenvolvimento de jogadores como João Félix, Rúben Dias, Gonçalo Ramos, João Neves e António Silva. O relatório mede o desempenho das academias com base no número de jogadores formados, no nível competitivo dos clubes em que atuaram e nos minutos jogados em jogos oficiais. De acordo com os dados divulgados, o Benfica formou 93 jogadores atualmente em atividade nas 49 ligas analisadas.
Apesar deste sucesso na formação de talentos, a evolução do futebol moderno continua a colocar novos desafios aos clubes. Em determinadas posições, como a de extremo, observa-se frequentemente a necessidade de recorrer ao mercado para contratar jogadores por valores elevados, muitas vezes na ordem dos vinte milhões de euros, nem sempre capazes de demonstrar, de forma consistente, competências individuais determinantes, como a capacidade para superar adversários em situações de um contra um. Esta realidade reforça a importância de continuar a investir na formação de jogadores tecnicamente diferenciados, criativos e capazes de resolver problemas de forma eficaz em contexto competitivo, reduzindo a dependência de contratações dispendiosas.
A formação do FC Porto também tem formado diversos talentos como Rúben Neves, Vitinha e Diogo Costa, demonstrando a importância de uma estrutura organizada na evolução dos jovens atletas. Já o SC Braga tem um coeso grupo de deteção de talento, que procura jogadores jovens com margem de evolução e integra-os num processo de desenvolvimento a médio-longo prazo, como fez o Boavista no passado. Na altura, foi decisivo para ganhar o campeonato.
Todos estes exemplos mostram que o talento desenvolvido no futebol de rua, por si só, não explica a excelência dos grandes jogadores. O mais determinante parece ser o equilíbrio entre diferentes formas de aprendizagem: a liberdade para explorar e criar, típica do jogo de rua, aliada ao treino estruturado e ao acompanhamento especializado. Como resumiu recentemente Lamine Yamal, a combinação entre jogo de rua e academia pode ser a fórmula ideal, uma conclusão sustentada tanto pela sua experiência, como pela atual evidência científica.
A análise da resposta desportiva pode ser aprofundada e centrada em diferentes níveis da resposta adaptativa. Assim, o debate entre a formação em academias e o futebol de rua não deve ser visto como uma oposição entre dois modelos, mas como uma oportunidade de compreender o valor de diferentes formas de aprendizagem.
As metodologias de treino centradas no jogo procuram recuperar alguns dos princípios presentes no futebol de rua, colocando o jogador perante problemas reais que exigem perceção, adaptação e tomada de decisão. Desta forma, mais do que repetir gestos técnicos de forma isolada, o desenvolvimento da criatividade depende da criação de ambientes de treino variados, onde o jogador possa explorar diferentes soluções e aprender a responder às imprevisibilidades do jogo."

Oliveira: Schjelderup...

Futpédia #21 - JOGÁMOS AO ADIVINHA QUEM É❓(VERSÃO FUTEBOL) ⚽️

Fútbol: Manuel Cajuda...

O Passe: Sintrense...

A comunidade do futebol deixou de confiar em Infantino e no desporto a confiança continua a ser o capital mais precioso


"Uma parcela significativa da comunidade futebolística deixou de confiar no seu líder e na forma como algumas decisões são pensadas, concebidas e executadas. E esse, só por si só, é já um problema de dimensão sistémica

A controvérsia que envolve a atual liderança da FIFA ultrapassa a discussão sobre projeto financeiro, modelo de investimento ou opção de governance. O que está verdadeiramente em causa é algo mais difícil de mensurar e, por isso, incomparavelmente mais valioso: a confiança.
Como é público, as críticas a Gianni Infantino multiplicaram-se a partir de vários quadrantes.
Independentemente do desfecho, das explicações prestadas ou do que venha a ser apurado, há um dado que me parece incontornável: uma parcela significativa da comunidade futebolística deixou de confiar no seu líder e na forma como algumas decisões são pensadas, concebidas e executadas. E esse, só por si só, é já um problema de dimensão sistémica.
Atualmente, para que se possa questionar a permanência de alguém em cargo de poder, há a exigência de “prova provada“, decisão transitada em julgado ou condenação formal. No plano estritamente jurídico, o entendimento é legítimo e, em boa verdade, o único que faz sentido num estado de direito democrático.
Mas as instituições mais nobres sustentam-se, sobretudo, com base em valores maiores.
Nenhuma organização preserva a sua autoridade quando aqueles que com ela colaboram passam a duvidar da integridade de quem a lidera, da transparência de processos ou da boa-fé das decisões. A confiança institucional não se decreta por estatuto nem resulta de qualquer norma regulamentar. Ela edifica-se ao longo do tempo pelo património de credibilidade acumulado, pela clareza e coerência das ações tomadas. É por isso que crises como esta instalam-se rapidamente.
Nascem quando se insinua a dúvida, quando as explicações deixam de convencer, quando a argumentação é incongruente, quando o volume de perguntas supera o nível de esclarecimentos prestados.
Haverá quem interprete o ato de abandonar uma instituição como uma forma de deslealdade. Acho exatamente o contrário: lealdade não se confunde com dever de permanência, mas com a coragem em não normalizar o que se considera ser, no mínimo, imoral.
Virar a cara para o lado, manter o estatuto, o vencimento mensal ou as regalias conquistadas, pode até ser confortável para alguns, mas felizmente não é para todos.
A este nível, a verdadeira lealdade tem que ser constante e mútua. Tem que prestar-se aos princípios que fundamentam as relações e a própria instituição.
As organizações verdadeiramente sólidas compreendem essa distinção e é por isso que não exigem fidelidades cegas. Valorizam antes a integridade intelectual, a coragem moral e o sentido de responsabilidade. A coerência entre o que se diz e o que se faz.
Quem escolhe afastar-se por não reconhecer esses valores nos seus pares ou na instituição que serve, não o faz por achar que detém a verdade absoluta, mas porque aquilo que viu, ouviu e sentiu foi mais do que suficiente para perceber que deixou de servir a mesma causa.
Não se trata de juízo de condenação, mas de um exercício elementar: a recusa em permanecer num lugar onde a consciência não encontra sossego.
No desporto como na política, no meio empresarial ou no espaço público, a confiança continua a ser o capital mais precioso de qualquer liderança e de qualquer relação pessoal. Uma instituição pode sobreviver a erros de palmatória e a derrotas duríssimas, mas sucumbirá sempre a suspeitas persistentes, sobretudo quando recaem no mesmo denominador comum.
Em boa verdade, o presidente de uma instituição como a FIFA nunca cairá no dia em que a sua sentença for conhecida, mas quando aqueles que viajam ao seu lado deixam de acreditar no seu projeto, na sua visão e, sobretudo, nas suas intenções.
Se Infantino resistir, nunca sairá vencedor. Será apenas mais um derrotado em funções.
Até ao dia."

Contra-Ataque. O "momento Ícaro" de Infantino


"O Contra-Ataque desta semana, o primeiro da nova temporada, apanha logo com a guerra civil na FIFA, ou seja, a casa que gere o futebol mundial está a arder. Já aqui tinha admitido que, depois do Mundial americano, não valia a pena ter ilusões, porque o futebol não voltaria a ser o que era. Só faltava saber que tipo de desenvolvimentos haveria nesta aliança entre Infantino e Trump, depois de terminada a competição. O que, na altura, me levou a dizer isto prendia-se com o facto de não ser crível que esta mercantilização absurda do Campeonato do Mundo tivesse um prazo de validade. Quando se fala de negócios, de Trump e de exercício do poder, é evidente que a coisa não poderia ficar por um simples Mundial de futebol. No entanto, confesso que uma destas não me tinha passado pela cabeça.
É assim que nasce a FIFA Forward Enterprise que, caso não tenham reparado, seria a perfeita convergência de interesses. Os privados que ficassem com uma fatia suculenta da exploração comercial das competições, rapidamente teriam um salvo-conduto para uma faturação com que nunca sonharam; a família de Donald Trump também estaria envolvida neste negócio, através do cunhado de Ivanca Trump; e Gianni Infantino ficaria à cabeça da empresa, quando deixasse a presidência da FIFA, passando a ganhar uns discretos 30 milhões por ano... Ou seja, isto tinha tudo para ser fantástico, exceto num pequeno pormenor: todos ficavam a ganhar, menos o futebol.
O único erro de Infantino neste processo foi julgar que o suporte político de Donald Trump era o suficiente para decidir em nome da FIFA, sem passar cartão a quem quer que fosse. Como muito bem observou o New York Times, este é o momento Ícaro de Gianni Infantino: voou perto demais do sol. Aliás, só para avivar a memória, em 2016, quando foi eleito presidente da FIFA, Infantino disse isto: "O dinheiro da FIFA é o vosso dinheiro. Não é o dinheiro do Presidente da FIFA. É o vosso dinheiro. Vocês são as federações nacionais e o dinheiro da FIFA tem de servir para o desenvolvimento do futebol e não para mais nada"...
É espantoso, mas Infantino conseguiu dizer isto sem rir. Enfim, bem sei que foi há dez anos, mas ainda assim... Sobretudo quando constatamos que mais de 200 milhões de euros do Mundial de clubes do ano passado, resultantes dos direitos de transmissão, ainda não foram pagos pela FIFA. Estamos a falar de fundos projetados para distribuir por toda a pirâmide do futebol global. E, como se não bastasse, também já é público que as cidades anfitriãs dos Estados Unidos, no Mundial deste ano, estão a exigir à FIFA que cumpra a promessa feita antes da competição. Gianni Infantino prometeu 1 milhão de dólares (quase 900 mil euros) a cada uma das cidades e, até agora, continuam à espera... A verdade é que a reação a esta última invenção de Infantino acabou por atropelar completamente os objetivos do senhor e, agora, a questão já é saber se ele pode continuar como presidente da FIFA.
O tal "prémio da paz" para Trump não derrubou Infantino... A forma como capitulou em toda a linha face às exigências da Casa Branca durante o Mundial não o derrubou...mas quando as federações perceberam que ele estava a entregar o negócio a terceiros, aí, o mundo do futebol desatou aos gritos. Infantino tinha a reeleição assegurada em 2027, mas agora vê todos os dias os apoios a fugirem, à exceção de uns quantos que têm razões óbvias para o segurar, como Marrocos, Emirados Árabes Unidos ou o Kuwait (sendo que continuo com uma enorme curiosidade em perceber o que a Arábia Saudita vai fazer, já que será sede do Mundial 2034). No entanto, se querem que vos diga, uma possível saída de Infantino não é bem sinónimo do fim do problema. João Havelange percebeu que distribuindo umas benesses conseguia arrebanhar votos de várias federações fora dos chamados "centros de decisão" e Sepp Blatter percebeu bem cedo que aliar-se ao dinheiro - fosse do Catar ou da Rússia - era meio caminho andado para se perpetuar no poder. Agora, Infantino faz isto...
Portanto, se estão à espera de um milagre redentor, é melhor serem prudentes, até porque vários dos nomes que têm sido ventilados como hipótese para a sucessão oferecem tanta tranquilidade como um furacão de categoria 5... E a ver vamos no que vai dar o sarilho que se segue, relacionado com o Mundial 2030, porque não vamos ser ingénuos e pensar que este choque frontal entre Marrocos e Espanha não terá consequências na competição. E nem é exatamente da segurança que estou a falar. Agora que o futebol já meteu a neutralidade política na gaveta, o mais sensato é aguardar para ver. Sendo que, nestes tempos agitados e de menor lucidez em que vamos vivendo, dá perfeitamente para aplicar aquela afirmação de Giuliano da Empoli, um dos administradores da Bienal de Veneza, sobre a forma como certas lideranças olham para aquilo que as rodeia. Diz ele que "as elites empresariais julgam que são a cultura, a religião e o partido". Ora é precisamente isto que temos visto da parte do presidente da FIFA..."

ESPN: Futebol no Mundo #619

Mourinho Vs Guardiola

sábado, 8 de agosto de 2026

Sempre juntos. Pelo Benfica. 🔴⚪️

Um dos membros do Gang !!!

PRESTIANNI VOLTOU E ENCANTOU!


"1. Vini Jr, com curriculum carregado de episódios mal resolvidos, mestre na arte de provocar para de seguida se vitimizar, acusou-o de algo impossível de provar; Mbappé quis surfar a onda e mentiu ao dizer que lhe ouviu o que era impossível ter-lhe ouvido; com base nisto, uma mão cheia de nada, portanto, o mundo caiu-lhe em cima como se fosse um criminoso sem perdão, sem remissão, quiseram acabar com ele colando-lhe o selo de "racista" e, com ele, claro, ao Benfica também. O que se ouviu e leu por esses dias nem vale a pena relembrar - iria envergonhar muito boa gente.

2. Poucos jogadores com a sua idade resistiriam a um ataque tão feroz. Mas Prestianni provou ter forte personalidade, nunca pareceu verdadeiramente afetado com a situação, mesmo perdendo a hipótese de ir ao Mundial ninguém o viu ir-se abaixo.

3. Castigo internacional cumprido, reapareceu ontem - e logo ao mais alto nível, que grande exibição! O golo que marcou - ganhou a bola em duelo no chão, levantou-se, progrediu e disparou cruzado ao poste mais distante, sem hipóteses para o redes do Hearts - foi bem a imagem dos seus atributos enquanto jogador: irreverente e atrevido, decidido e imprevisível, com técnica e sem medo do risco. Adivinha-se-lhe uma grande época. Assim seja - será a melhor bofetada que dará a todos os que o tentaram destruir."

O que fazer aos humores de Suárez e Pavlidis


"Fenerbahçe pôs os goleadores de Sporting e Benfica a andar à roda. Leões e águias deram a resposta em momentos distintos. Nos leões, o padrão é conhecido, nas águias é esperar para ver

A história repete-se a cada verão: os jogadores treinam-se de manhã e à tarde estão ao telefone para perceber se há novidades sobre o futuro. É a dinâmica do mercado a funcionar e entre os clubes de natureza vendedora (como os três grandes portugueses, mas a que se deve acrescentar SC Braga e Famalicão) só os que conseguem ter maior capacidade de antecipação têm mais sucesso na gestão financeira e de expectativas. Antecipar não significa adivinhar o futuro, antes perceber as tendências e, acima de tudo, compreender o que se tem dentro de portas para agir em conformidade.
Vejamos dois casos que têm o mesmo interessado como denominador comum: o candidato derrotado às eleições do Fenerbahçe prometeu contratar Luis Suárez, a quem lhe pagava um salário elevadíssimo e que terá feito o colombiano ficar de cabeça à roda; já o presidente em funções quer adquirir o passe de Pavlidis e é capaz de pagar ao Benfica valores pouco comuns para um jogador que fará 28 anos em novembro.
Para ambos os casos, as respostas foram semelhantes de ambos os presidentes, embora em timings diferentes. Frederico Varandas fechou a porta em junho e Rui Costa fê-lo em agosto.
Pelo que se vai percebendo, custou mais ao avançado do Sporting ver fugir muitos milhões do bolso, mesmo que este seja só o seu segundo ano no campeonato português. O alegado mal-estar do internacional pela Colômbia no dia a dia dos leões pode ser um sintoma de uma não-saída mal digerida e que desafia o executivo de Varandas, o qual tem dado provas de ser firme (recorde-se o caso de Gyokeres) e simultaneamente preventivo (Suárez estava garantido muito antes de o sueco sair para o Arsenal). Tudo o que venha a sair deste roteiro - leia-se, qualquer mexida de última hora na estrutura do ataque - soará a muito estranho, tão estranho quanto os maus azeites do ponta de lança dos cafeteros.
Já no Benfica é mais difícil antever se a determinação pela continuidade do internacional grego é mesmo para levar até ao fim, aconteça o que acontecer. Não tanto por uma alegada pressão de Pavlidis nesse sentido (mais ou menos vocal), mas porque na Luz o padrão é diferente - mais oscilante e reativo.
Para quem não quer vender, a presença prematura nas provas da UEFA é duplamente negativa - porque coloca os jogadores na montra. Num e noutro casos, têm a palavra os presidentes para gerir os humores dos seus principais goleadores."

BI: Antevisão - Académico

Zero: Canto - O coração que bate na Luz

Os Gloriosos Benfiquistas - S06E07 - Hearts...

Falar Benfica - Conversas Gloriosas #61 - Goleada por 6 ao Hearts, 1 º jogo da Liga e Mercado

Monteiro: Arranque...

TugaFut: Mercado...

MasterVi: Mercado...

Zero: Mercado - Froholdt ou Richard Ríos?: Newcastle pesca no lago português

BF: Dedo...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Os pontos principais dos triunfos de Benfica e Braga na Europa

Observador: E o Campeão é... - Trubin vai para o banco e descobre a felicidade geral

Observador: Três Toques - Cabelos rosa e rasteiras a Mou: o verão louco do futebol

Throne: The Worst Liga Portugal 26/27 Prediction Video

A Verdade do Tadeia #2027/1 - O que esperar da nova época

Vantagem larga


"O triunfo benfiquista, por 6-1, ante o Hearts na 1.ª mão da 3.ª pré-eliminatória de acesso à fase de liga da Liga Europa, é o destaque nesta edição da BNews.

1. Goleada premeia exibição
Marco Silva realça a vitória por números expressivos no contexto da eliminatória: "É um excelente resultado para nós, que nos dá, não o conforto, mas a confiança de que estamos no bom caminho para passar a eliminatória, era o que queríamos, e com uma boa exibição."

2. Por disputar a 2.ª mão
Autor de um golo e considerado o Homem do Jogo, Prestianni lembra que o apuramento está por consumar: "Temos de ir ao campo deles para ganhar, jogar e atacar, como o míster nos pede. Temos de encarar a 2.ª mão como se estivesse 0-0."

3. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os seis golos marcados pelo Benfica ao Hearts. 4. Transferência Gil Neves passa a representar o FC Köln.

5. Chamadas internacionais
6 futebolistas do Benfica integram a mais recente convocatória da seleção nacional feminina Sub-20.

6. Movimentações do defeso
Gaby Vanelli, internacional por Itália, é reforço da equipa feminina de futsal do Benfica.

7. Pré-época andebol
O Benfica realizou dois jogos-treino com o CB Villa de Aranda.

8. Jornal O Benfica
A edição desta semana já está disponível para download no Site Oficial.

9. História agora
Veja a rubrica habitual das manhãs de 5.ª feira da BTV.

10. Casa Benfica Ilha Terceira
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 32.º aniversário."

A Bola Não Mente - S01E64 - Os piores contratos de NBA

Respect...

Bola na Trave: Live - Hearts...

5 Minutos: Hearts...

Vinte e Um - Como eu vi - Hearts...

Esteves: Hearts...

Daizer: Hearts...

Além: Hearts...

Operação: Hearts...

Oliveira: Hearts...

Observador: A Força da Técnica e a Técnica da Força - Hearts...

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Hearts - Marco Silva...

Terceiro Anel: Hearts...

BF: Hearts...

BI: Rescaldo - Hearts...

Terceiro Anel: Live - Hearts...

Assistências...

Ficou com dentes a mais...

Golos...

Benfica FM: Olá...

E VENHA O PRÓXIMO!


"Benfica 6 - 1 Hearts

PRÉ-JOGO (escritos antes do jogo)
1. Após o Torreense ter ganho a Taça de Portugal, instalou-se no comentariado a ideia de que o Benfica estaria em dificuldades por iniciar a época oficial muito cedo, praticamente sem pré-época. Nas minhas intervenções televisivas, assumi o risco de dizer que, dado o potencial baixo valor dos adversários, as pré-eliminatórias da Liga Europa seriam os verdadeiros jogos de pré-época do Benfica, só que a doer. E mantenho.

2. O Hearts do início da época 26/27 não parece o mesmo que brilhou na liga escocesa em 25/26. Bom mesmo era isso confirmar-se e deixarmos a eliminatória praticamente resolvida hoje na Luz. Acredito.

3. Samu no onze - gosto! E gosta a grande maioria dos Benfiquistas: fiz há tempos um inquérito na minha conta de Instagram e foi o preferido de 53% dos mais de 3 mil que responderam. 23% preferiram o Trubin e os restantes nem um nem outro. JOGO (escritos durante o jogo)

4. Prestianni deu o primeiro sinal e logo depois uma jogada do bê-à-bá do futebol - tão simples, para quê inventar? - e já estamos na frente aos 3 minutos. Rafaaaaa! Bem, que entrada no jogo - e só passaram 5 minutos: o Barreiro, que assistiu tão bem para o golo, a falhar o dois-zero. A avalanche ofensiva não parou e chegou, naturalmente, o dois-zero: Tomáaaaas!

5. Abrandámos o ritmo, os escoceses agradecem penhoradamente, e até levámos uma na barra - olha lá, Samu, não me deixes ficar mal! -, mas o domínio do jogo não deixou de ser nosso e veio o inevitável três-zero, Pavlidis não perdoou um penálti indiscutível!

6. Primeiras parte de encher o olho. Já sei - e quem não sabe: jogámos com o pior Hearts dos últimos dois mil e quimhentos anos. Nem vale a pena citar as estatísticas, pois não? Só uma, vá, só uma para fazer pirraça aos anti: remates enquadrados: 7-0!

7. Segunda parte começa como a primeira e lá veio, naturalmente, o quarto: e é todo Prestianni, a recuperação no chão, a progressão, o remate cruzado ao segundo poste! Mereces, miúdo, passaste pelo pior - e eu, por te defender, quiseram colar-me o carimbo de racista, os fdp que não me conhecem de lado nenhum.

8. Durán, Ríos e Schjelderup para o jogo. Estou com pena dos escoceses, juro que estou. Vamos lá tratar de meter os menos utilizados a jogar.

9. Eu com pena deles, armado em bazófias, e eles? Toma lá o quatro-um. E o jogo não foi mais o mesmo.

10. Duráaaaan, o golo é todo dele pelo início da jogada, mas tem que agradecer também ao Schjelderup pela assistência açucarada. Muito bom para o processo, duro, de recuperação do colombiano. Mas há-de ir lá. Cuidem-se com ele.

11. O poste da baliza grande a lixar-nos, tirou o merecido seis-um ao Rafa. Mas mais um penálti indiscutível repôs a verdade: Schjelderup para o seis-um. Vamos!

12. Fim de jogo, superioridade materializado em golos, viagem à Escócia para cumprir calendário e rodar alguns jogadores. Carrega, Benficaaaaaa!!!"

O Benfica está a carregar como há muito não se via e também estragou o conto de fadas do Hearts


"O Benfica está a começar a época com fome. Assim se justifica a mudança de postura face à temporada passada. Mesmo após um golo madrugador, a equipa de Marco Silva manteve o ritmo para alargar a vantagem no primeiro jogo contra o Hearts (6-1). Apesar do efeito anestésico das substituições, os encarnados vão à Escócia confortáveis na 3ª pré-eliminatória da Liga Europa

Todos conhecemos aqueles filmes em que a personagem principal é introduzida como uma pessoa ingénua e termina o enredo como um super-herói, um guerreiro ou um lutador. Geralmente, a transformação é orientada por um tutor que surge como o expoente máximo da moralidade e a quem são atribuídas as falas que melhor ficam numa legenda de Instagram.
Marco Silva terá encontrado este Benfica num estado decrépito em função da desenxabida temporada passada. O treinador parece ter visto o que ninguém viu e encontra-se a dar vida ao monstro. Mesmo que, mais adiante na época, não se confirme todo o potencial, os adeptos encarnados finalmente voltaram a ter uma equipa que os deixa encostarem-se na cadeira e suspirarem em modo de apreciação.
O Hearts está a acordar do sonho. Depois de ter estado perto de conquistar o título na Escócia, abriu os olhos estatelado ao lado da cama sem perceber exatamente a anatomia da queda. Vai-se tentando levantar ainda naquela fase ilusória do dealbar em que acreditamos ser capazes regressar ao onírico estado em que nos encontrávamos.
Os atropelos não têm ajudado à reabilitação. A equipa que perdeu o 1º lugar da liga na última jornada da pretérita temporada foi arredada da órbita da Liga dos Campeões após um agregado de 6-0 contra o Sturm Graz. Cedo foi anunciado que, na Luz, seria vítima de outra rajada (6-1) que causaria estragos.
Aos três minutos, o Benfica marcou um daqueles golaços em que o recurso à hipérbole se torna apropriado mais pelo que se passa antes da bola entrar na baliza do que propriamente pela finalização. Bah encontrou a rutura de Leandro Barreiro, que cruzou atrasado para o remate fácil de Rafa.
A reação à vantagem foi mais valiosa do que o 1-0 em si, pois é com a postura adotada que uma equipa constrói personalidade, algo que tem vindo a escassear para os lados da Luz. O comportamento manteve-se. As estonteantes movimentações, com os jogadores a ajustarem-se sem amarras às deslocações dos parceiros, criaram imprevisibilidade. A dinâmica alargava as linhas de passe disponíveis para o portador, sendo sempre agradável ter por onde escolher.
O inconformismo do Benfica, que também se manifestava na reação à perda, fez as oportunidades multiplicarem-se. Tomás Araújo, de canto, e Pavlidis, de grande penalidade, deixaram o resultado em 3-0 ao intervalo. A margem só não era maior graças às intervenções de Beau Reus perante Prestianni e Barreiro.
Menos solicitado do que o guarda-redes do Hearts estava a ser o homólogo. Nunca foi óbvia a distância hierárquica entre Trubin e Samuel Soares. Uma vez que, neste caso, o internacional jovem português foi titular, por momentos, deve-lhe ter passado pela cabeça o pensamento masoquista de que o Hearts fizesse mais remates para poder provar inequivocamente a pertinência da escolha de Marco Silva. Ainda assim, uma má saída a um livre lateral levou Laurent Mendy a cabecear à barra.
Prestianni inquietava-se pela esquerda. O agitado argentino fletia para a zona central com ações marcadas pela intenção de ferir. Deu várias lições ao pé direito para executar o remate com precisão e, ao fim de algumas tentativas, encontrou as malhas.
As substituições de Marco Silva combinaram jogadores em busca da melhor forma física e outros que ainda não se ambientaram ao clube. Assim, notou-se o efeito da anestesia e o Hearts, inofensivo até então, reduziu através de um bom tricô rematado por Tom Renaud.
Após momentos de habituação às renovadas unidades, Schjelderup respondeu à boa exibição do parceiro com quem concorre pelo lado esquerdo do ataque com a fineza que o distingue. A filigrana ficou patente na assistência para a estreia a marcar de Jhon Durán, no passe de trivela que permitiu a Rafa chutar ao poste e na grande penalidade que ele próprio conquistou e converteu. O Benfica terminou tal como começou: a carregar.
Esta goleada pode não ter sido apenas mais uma. O significado implícito do resultado é prometedor. Augura um Benfica que, se puder, rasga em vez de cortar, arromba em vez de abrir, parte em vez de desencaixar. Parecendo que não, era este suplemento que faltava tomar."

Esta lei Prestianni calou a boca a muita gente


"Argentino sofreu a falta para o penálti de Pavlidis e marcou golaço, com a bola a viajar em arco. Barrenechea bem melhor e Schjelderup e Jhon Durán entraram para mostrar que, com eles, o Benfica pode subir ainda mais de rendimento

Prestianni (8)
Ei-lo de volta. E voltou em grande. Rápido, intenso e virtuoso, transformando jogadas sem aparente perigo em bolas complicadas para a defesa escocesa. Andou a maior parte do tempo na esquerda, mas, ao longo do tempo, foi trocando de posição com Rafa e Sudakov. Na esquerda, aos 11’, passou por Altena como quem passa por um velhinho e rematou, cruzado, para uma defesa apertada de Reus. Sacrificou-se aos 33', travando Miller junto à área, vendo o cartão amarelo. Pertinho do intervalo, na direita, recebeu de calcanhar a bola do ucraniano. O lance poderia ter sido, de imediato, muito perigoso, mas Mendy derrubou Prestianni e, no penálti, Pavlidis fez o 3-0. Quase em cima da hora de jogo, foi ao chão para recuperar a bola, levantando-se de imediato e rematando, em arco, para o golo. Aliás, para o golaço. Com a entrada de Schjelderup passou, em definitivo, para a direita. Aí, talvez por coincidir com a subida de rendimento do Hearts, foi menos influente. O Benfica cresceu com Prestianni e Prestianni está a crescer com o Benfica. Apareceu frente ao Hearts a lei Prestianni que ajudou a calar a bola a quem pensava que a águia de Marco Silva não teria capacidade para altos voos...

(6) Samuel Soares - Noite histórica para o jovem guarda-redes, pois tratou-se da estreia nas provas europeias, relegando Trubin para o banco. O futuro dirá se foi opção meramente circunstancial de Marco Silva ou se SS veio para ficar. De resto, nas últimas três épocas, números bem razoáveis na equipa principal: 0,45 golos por jogo. Começou por mostrar quão bom é o seu jogo com os pés, embora sempre sem qualquer oposição. Depois, perto da meia hora, dois lances antagónicos: muito bem a sair dos postes na sequência de um canto e a apanhar a bola a dois tempos (28’); mal a sair dos postes, não chegando à bola e permitindo que Mendy cabeceasse à barra. Sem hipótese no golo de Renaud, pois a bola entrou junto ao poste direito.

(6) Bah - Repetiu a abertura que esteve na base do primeiro golo, tal como fizera frente ao St. Gallen. Com os suíços foi Rafa a receber a bola de Bah e a oferecer o golo a Pavlidis; ontem, foi Barreiro a receber a bola do dinamarquês e a dar o golo a Rafa.

(7) Tomás Araújo - Capitão que é capitão é uma espécie de boss. Tomás Araújo começou por dar nas vistas em aberturas longas, teve depois um corte importante no lado direito da defesa e, aos 23’, subiu para, na sequência de um canto de Sudakov, fazer o 2-0 com uma cabeçada fulgurante. Teria ainda, à meia hora, nova tentativa de golo de cabeça, mas o desvio não teve o mesmo êxito.

(6) Lenglet - Um defesa é para defender, mas Lenglet, aos 22’, quis mais e, de muito longe, fez um passe teleguiado para Leandro Barreiro desviar, de cabeça, para grande defesa de Reus. Poderia ter sido mais forte na marcação a Renaud no remate para o 4-1.

(6) Dahl - Intenso a atacar e intenso a defender, teve apenas uma falha no primeiro tempo, quando deixou que Miller fugisse pela direita, obrigando Prestianni a fazer falta e a ver o amarelo.

(7) Barrenechea - Tinha quase um latifúndio vazio perto de si, pois o Hearts nunca colocou alguém a marcá-lo ou, no mínimo, a tentar complicar-lhe a gestão do meio-campo. Assim, sem oposição, passou o tempo a receber a bola e a passá-la. Muitas vezes com perigo. Bem, perto dos 60’, a aventurar-se na área adversária, tentando o passe para Barreiro. Muito bem ainda, pouco depois, a evitar que Cláudio Braga e Kaboré se isolassem, executando um corte precioso.

(7) Leandro Barreiro - A bola foi, obediente, do pé direito de Bah para o pé direito de Barreiro. Este, com visão periférica, reparou que Rafa estava sozinho na área. Colocou a bola, bem suave, no pé direito de Rafa. E este, claro, marcou: 1-0. Mais tarde, recebeu a bola longa de Lenglet e, de cabeça, obrigou Reus a uma defesa apertada.

(7) Rafa - Num dos primeiros toques na bola apontou o 1-0, recebendo a bola dos pés de Leandro Barreiro. Até ao intervalo, andou também pela esquerda e por zonas mais recuadas, usando sempre a sua velocidade de ponta. Andou mais escondido no início da segunda parte e, a caminho do final, ressurgiu. Teve o 6-1 nos pés, mas o remate, aos 90’, saiu ao poste esquerdo. Bem a tabelar com Schjelderup na jogada do penálti do 6-1 final.

(7) Sudakov - Mais leve, mais fresco, mais rápido e também mais envolvido em tarefas defensivas: mais, mais, mais, mais. Começou por dar nas vistas ao minuto 5 numa abertura excelente para o remate perigoso de Barreiro. Era o tiro de partida para o melhor primeiro tempo com a camisola do Benfica. Andou pelo meio e, por vezes, pelo lado esquerdo e teve o segundo grande momento quando foi ao lado direito marcar o pontapé de canto que permitiu a Tomás Araújo o desvio para o 2-0. Por fim, a terminar a etapa inicial, o ponto mais alto: calcanhar brilhante, bem de costas para a baliza, na direção de Prestianni. Mendy derrubou o argentino: penálti. Que Pavlidis transformou no 3-0.

(6) Pavlidis - Fechou julho com quatro golos ao St. Gallen e entrou em agosto a marcar. Fê-lo irrepreensivelmente de penálti, mandando a bola para o meio da baliza: 3-0 aos 42’. Reentrou muito bem na segunda parte, desviando para a baliza deserta o que seria o 4-0, mas Findlay apareceu a tempo de evitar o golo.

(7) Jhon Durán - Entrou para o lugar de Pavlidis e rematou logo, forte e de pé esquerdo, à entrada da área, para uma defesa de Reus. Logo de seguida, talvez de forma surpreendente, foi importante em tarefas defensivas. Muito bem, aos 83', a combinar com Rafa. Ficou com a baliza à mercê, mas, desta vez, o remate saiu para as nuvens. Quase a fechar o jogo, lançou Schjelderup na esquerda, ficou a pedir o passe do norueguês e, quando este surgiu, rematou, fulgurante, de pé esquerdo, para a manita do Benfica. Menos de meia hora em campo, mas a mostrar que é uma belíssima contratação.

(6) Richard Ríos - Entrou bem para o lugar de Barrenechea. Não teve o mesmo espaço para jogar que teve o argentino, mas mostrou poder físico nos duelos a meio-campo e até junto à linha de fundo defensiva. Bem, perto do fim, a combinar com Prestianni e a ir à linha de fundo com um cruzamento perigoso.

(7) Schjelderup - Entrou aos 65’ e andava quase escondido quando, aos 87’, recebeu um passe açucarado de Jhon Durán. Correu, correu, correu e atrasou a bola para o remate fatal do colombiano. O lance tornou Schjelderup num diabo. Pouco depois, de trivela, isolou Rafa, que rematou ao poste. Sacou o penálti que, aos 90+4', transformou no 6-1 final. Meia horinha em campo e a mostrar que continua igual ao Schjelderup da segunda metade da época, quer no Benfica, quer na Noruega.

(-) Manu - Entrou para o lugar de Lenglet e não teve muito trabalho, quase se limitando a ocupar os espaços de maneira eficaz.

(-) Kaminski - Com tanto craque em campo, não teve tempo para mostrar o que vale."

Marco Silva quer impor na Luz um Benfica sem contemplações


"Depois da 'manita' ao St. Gallen, meia-dúzia ao Hearts. Após a noite cinzenta na Suíça, a equipa encarnada tem ido de progresso em progresso, sentindo-se que ainda tem muito caminho a percorrer até atingir o que o seu técnico pretende. Mas a imagem é clara: pressionar, não abrandar a intensidade, e, inevitavelmente, apoiar-se em bons jogadores. Por isso, Marco só pode ser exigente perante a SAD…

Sessenta e seis anos depois de ter iniciado a caminhada para o primeiro título europeu eliminando o Hearts, o Benfica voltou a medir-se com a equipa de Edimburgo, que esteve a um suspiro de se sagrar, na última época, campeã da Escócia, e foi pura e simplesmente arrasador.
Qualquer semelhança entre o rendimento dos encarnados frente aos escoceses, e aquele que (não) mostrou em St. Gallen é pura coincidência, o que vale, por um lado, como reconhecimento dos méritos do treinador; por outro, atendendo ao reforço do plantel, também se percebe que, por muito bom que Marco Silva seja, sem ovos não fará omeletas.
Este jogo, antes de entrarmos no que aconteceu ao longo dos 90 minutos, permitiu perceber algumas coisas, que estarão na ordem do dia nas próximas semanas: Trubin e Lukebakio, dois jogadores internacionais, não entusiasmaram Marco Silva e serão ativos a que o mercado deve estar atento, não tendo sido, por certo, por acaso, que não saíram do banco; depois, apesar da excelência do regresso de Tomás Araújo, a troca de Lenglet por Manu valeu como uma chamada de atenção a Rui Costa para o facto de o Benfica ter de despachar-se a encontrar mais uma solução para o eixo da defesa. Da mesma forma, se não sair mais ninguém do plantel, fica ainda a faltar um médio experiente, que possa juntar-se, com autoridade acrescida, a Barreiro, Ríos ou Aursnes.

Grande Benfica
Contra uma equipa do Hearts construída ao jeito do Moneyball, que se apresentou em 4x4x2, procurando pressionar alto, o Benfica revelou-se intratável, ganhando os lances divididos, desmontando a organização adversária com sucessivas trocas de flancos, e revelando uma capacidade de recuperar a bola num piscar de olhos, que não se via na Luz desde a primeira época de Roger Schmidt. Se é verdade que ter marcado logo aos três minutos foi um elemento galvanizador para adeptos e jogadores, também está colado à realidade o facto de a equipa de Marco Silva ter colorido o relvado da Luz com uma panóplia de argumentos, dos passes longos magistrais em diagonal de Tomás Araújo (especialmente) e Lenglet, à forma como Bah e Dahl se entendiam e complementavam com Rafa e Prestianni, às movimentações do argentino, ficando sempre entre o bom e o mau Sudakov que, apesar de bem protegido e apoiado por Barreiro e Barrechea raramente deu continuidade ao bom futebol que se percebe que tem, mas raramente utiliza.
O primeiro quarto de hora do Benfica sufocou, pura e simplesmente os escoceses, que tinham como única preocupação sobreviver àquela avalanche atacante. Foi preciso esperar 17 minutos, e dois falhanços claros do Benfica para chegar ao 2-0, para que a equipa de Edimburgo conseguisse ligar a primeira jogada com princípio, meio e fim. Foi nessa altura que se viram alguns defeitos enraizados - jogar a bola para trás em vez de fazer receção orientada para a frente, galgando linhas - a que Marco Silva deverá dar atenção, mas esse empertigamento do Hearts provocou uma imediata reação benfiquista, traduzida num cabeceamento de Barreiro (soberbo passe de Lenglet) para grande defesa de Reus (22), seguido do 2-0, na sequência de um canto de Sudakov concluído com uma cabeçada digna de Otamendi de Tomás Araújo. Com a vantagem reforçada, o Benfica voltou a desligar-se da intensidade, o Hearts teve o primeiro pontapé de canto aos 27 minutos e aos 34, uma saída mal calculada de Samuel Soares permitiu a Mendy cabecear ao travessão. O Hearts passou a estar mais confortável no jogo e os encarnados aproveitaram para, depois de um grande entendimento entre Sudakov e Prestianni, verem o argentino a sofrer penálti, que Pavlidis converteu.

Lei (de) Prestianni
Para a segunda parte, os escoceses trocaram Kaboré por Guendouz e passaram a equilibrar melhor a equipa. Assistiram-se então aos dez minutos mais taco-a-taco do encontro, e o Benfica teve culpas próprias nessa circunstância, porque Sudakov executava cada intervenção em câmara lenta, o espaço entre setores aumentou e o Hearts trocou a bola com um à vontade que até ali desconhecera. Estava o jogo nesta fase menos interessante quando Renaud teve um passe arriscado, intercetado por Prestianni, que fez um golo de bandeira.
Aos 4-0, Marco Silva entendeu que era tempo de refrescar a equipa, dando minutos a Ríos (Barrenechea), Schjelderup (Sudakov) e Dúran (Pavlidis). O norueguês foi para esquerda, o argentino transitou para a direita e Rafa foi colocar-se nas costa de Dúran, ao mesmo tempo que Ríos fazia dupla com Barreiro. Na teoria estava tudo bem, mas na prática os encarnados demoraram algum tempo a adaptarem-se ao novo figurino, desuniram-se na manobra defensiva coletiva e o Hearts reduziu para 1-4 (72), voltando a ameaçar, de livre direto, três minutos depois. Foi o canto de cisne dos escoceses que, à medida que os novos jogadores do Benfica iam entrando no jogo, se afundaram irremediavelmente.
Já depois de Durán, egoísta (tinha Schjelderup em ótima posição) ter desperdiçado o quinto golo (83), a equipa de Marco Silva, já com Kaminski no lugar de Prestianni, assinou a melhor jogada da noite, numa transição belíssima, que terminou com uma assistência açucarada de Schjelderup para Durán, que finalizou com classe (87). Mas ainda havia tempo para mais: aos 90 minutos, Rafa, após passe magistral de Schjelderup rematou com estrondo ao poste e aos 90+4 seria o dinamarquês a fazer o 6-1, da marca dos onze metros, após mão de McEntee.Goleada gorda, eliminatória no bolso e, acima de tudo, um progresso nos processos coletivos do Benfica muito assinalável."

LiveMode: Jogo Completo - Hearts