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domingo, 18 de outubro de 2026

Zero: Negócio Mistério - Beto no Real Madrid

Futpedia #31 - ESTE EPISÓDIO TEVE AS RESPOSTAS MAIS LOUCAS DE SEMPRE 😂

Vinte e Um - Como eu vi - Celtic...

Letria, a letra fundamental


"Acabei de aterrar em Madrid. Tinha pensado escrever sobre o futebol espanhol, a atractividade da sua liga profissional. Fica para a próxima semana. Porque faleceu o Joaquim Letria.
Quem me conhece, sabe que não sou necrológico, nem das páginas de jornais, nem nas redes sociais. Mas Letria não é um qualquer jornalista. Aliás, ele foi o primeiro, na minha carreira, a demonstrar que era muito mais do que um escriba ou um bem falante.
Relembrar agora Letria é, sobretudo, olhar para um período único da comunicação social portuguesa, em momentos social e politicamente conturbados.
Escrevo aos mais jovens, aos jornalistas cuja memória será menos abrangente e o olhar mais absorvido pela espuma dos dias, pela emergência do falar, mais do que dizer, do contar, mais do que esclarecer.
Porque o jornalismo está, de facto, a atravessar períodos muito complexos. E não se trata, apenas, da emergência da atualidade, da rapidez, das redes, do agora ou nunca. É uma questão ética, deontológica, e que se refere, no essencial, à preparação do jornalista, à sua capacidade de entendimento do real, ao seu momento de definição do que é verdadeiramente importante, e da distinção em relação a tudo o resto.
Em todos estes aspetos, Joaquim Letria era Mestre. Na perceção do essencial, na derivação em relação ao acessório, na confrontação com Cadilhe ou Mário Soares.
Ele (Letria) contou-o em livro: quando o antigo Presidente da República lhe solicitou, antes de uma entrevista de fundo, que não lhe fizesse determinada pergunta… pois foi justamente por essa questão que a entrevista começou.
Entrevistou Cadilhe para uma cadeira vazia. Lançou, tal e qual o jornalismo deve ser defendido, o 'Tal & Qual'. Foi sempre equidistante e independente, mesmo quando foi a França encontrar-se com um dos gurus da comunicação política gaulesa, a propósito do convite para ser porta-voz de Ramalho Eanes.
Os mais jovens devem cultivar a memória de uma História do jornalismo português que não se faz nas secretárias, que não se motiva nos likes, que não se resume aos soundebites, que não resulta, definitivamente, se só pensarmos nas escolhas efémeras.
Esta ideia de um Joaquim Letria que marcou gerações permanece, no sentido ético da profissão. O essencial distinguido do acessório, a capacidade de mostrar um país real, longe da evolução propagada e forçada pelas narrativas políticas, de dar voz aos cidadãos, de com essa voz legitimar a condição mais pura, simples, efetiva e marcante do ser jornalista, é o elemento diferenciador de uma carreira profissional.
Letria sempre o foi. Polémico, distintivo, marcante, desafiante.
E é interessante verificar e testemunhar a evolução do jornalismo português, nos últimos anos, muito por força de dois fatores: a formação académica, na minha opinião deficitária e não efetivamente preparatória dos futuros licenciados para o exercício da profissão, e a não demarcação do jornalismo em relação à emergência das redes, à sua verificação sistemática e à condição de aproveitamento que muitos media e imensos profissionais delas fazem, quantas vezes ao arrepio das mais básicas e elementares bases da profissão.
Tenho — confesso — muitas dificuldades em compreender a adesão de respeitáveis órgãos de comunicação social aos modismos digitais, travestindo notícias, priorizando clickbites em detrimento da seriedade e da verificação prévia das fontes, em duplicado ou em cruzamento triplicado.
Do mesmo modo, não suporto o sensacionalismo para o qual parecem formatados tantos e tantos recém-licenciados, ávidos de ganhar lugares a todo o custo, e incapazes de perceber o que está em causa e como o defender: a credibilidade do jornalismo.
E, neste aspetos, conviria conhecer Joaquim Letria, uma das referências essenciais para se compreender a História e a Memória do jornalismo em Portugal. Sobretudo, no que diz respeito à dignidade, à independência e à equidistância. Valores únicos e sempre suportados pela elementar capacidade de ouvir e escutar, de olhar e ver, de tocar e sentir, de conhecer e perceber.
Hoje, quando soube do passamento físico do Joaquim, percebi que tudo o que escrevesse nesta página teria, forçosamente, a ver com ele, com a sua carreira, com o seu legado.
Faleceu como viveu: discretamente. Tentando inovar, tentando diferenciar, tentando democratizar, tentando humanizar. E é nessa múltipla dimensão, da memória e da consciência, que todos, mas sobretudo todos os jornalistas, o merecemos recordar.
Se o fizermos, estaremos mais próximos de ser melhores, mais justos, mais equilibrados, mais credíveis. Acima disso: mais humanos.

CARTÃO BRANCO
Gosto muito de Roma. Da cidade, da sua história, do modo como convive com o Vaticano. Das suas gentes, da forma como me sinto em casa em qualquer momento e em qualquer recanto da Cidade Eterna. Não me espanta o amor imenso que os tiffosi da AS Roma têm por José Mourinho. Mas o que fizeram, na curva sud do Olímpico, na receção ao Real Madrid, ultrapassa o normal e roça o celestial. Mourinho conseguiu criar, com os adeptos da Roma, uma relação talvez inimaginável à partida. É muito mais do que momentos partilhados entre treinador e adeptos. É umbilical, pessoal e intransmissível. De levar às lágrimas, a homenagem dos tiffosi ao treinador português demonstra que o futebol é muito mais do que um jogo. É a vida. Ela própria, vivida e sentida ao limite.

CARTÃO AMARELO
Sou do tempo em que o hóquei em patins era uma da modalidades mais queridas dos portugueses. Estive no Mundial de San Juan, na Argentina, em 1989, e no de Wuppertal, na Alemanha, em 1997. Conheci os principais protagonistas, heróis, extraordinários praticantes. É constrangedor ver o que se passa com o Mundial no Paraguai. Bancadas vazias, entusiasmo nulo, reflexo direto na dimensão mundial da modalidade, cada vez menor abrangência de algo que, em tempos áureos, enchia pavilhões e mobilizava multidões. É urgente repensar o hóquei em patins, as suas regras, o seu modelo competitivo, sob pena de, dentro de muito pouco tempo, acabar por ser um desporto residual…"

O tempo, o adversário que nem Cristiano Ronaldo conseguiu vencer


"Aquiles foi confrontado com uma escolha: viver uma vida longa e anónima ou morrer jovem, coberto de glória. Escolheu a segunda e, três mil anos depois, continuamos a falar dele.
Aquiles morreu jovem, no auge da sua glória.
Foi o maior guerreiro da Guerra de Troia, quase invencível. Mas a sua superioridade dependia também da juventude, não apenas da força, da coragem ou da proteção dos deuses.
Segundo a mitologia, a mãe mergulhara-o nas águas do rio Estige para o tornar invulnerável, mas, ao segurá-lo pelo calcanhar, deixou uma pequena parte do corpo desprotegida.
Aquiles também conheceu os perigos do orgulho. Humilhado por Agamémnon, o comandante dos gregos, que lhe retirara Briseida, a sua cativa, abandonou o combate.
A sua ausência teve consequências devastadoras para os gregos. Só regressou para vingar a morte de Pátroclo, conquistando a glória que o tornaria imortal.
Segundo a tradição, uma flecha de Páris atingiu-o no calcanhar, pondo fim à vida do maior dos guerreiros.
Cristiano Ronaldo fez uma escolha diferente: quis a glória de Aquiles, mas recusou a brevidade da sua existência.
Durante mais de duas décadas, desafiou adversários, recordes e os limites do corpo humano.
Prolongou a juventude desportiva até aos limites do sobre-humano, mantendo uma capacidade competitiva que parecia incompatível com a passagem dos anos.
Mas até o extraordinário tem limites. O tempo acabou por chegar, muito mais tarde do que qualquer um poderia razoavelmente esperar.
A história do desporto está cheia de heróis que tiveram de enfrentar esta escolha.
Eusébio terminou a carreira longe dos grandes palcos, depois de passar pelo Beira-Mar e pelo União de Tomar.
Muhammad Ali recusou abandonar os ringues quando já não era o mesmo. A sua grandeza permaneceu intacta, mas nos últimos combates já não era o campeão que o mundo admirara.
Michael Jordan teve a despedida perfeita em 1998. Conquistou o sexto título da NBA, marcando o lançamento decisivo. Mas não resistiu à tentação de regressar aos 38 anos, pelos Washington Wizards, onde continuou a ser um excelente jogador, mas em duas épocas não conseguiu sequer atingir os playoff.
Michael Schumacher também teve a oportunidade de abandonar no topo. Despediu-se da Ferrari em 2006, com sete títulos mundiais e ainda capaz de lutar pelo campeonato.
Regressou quatro anos depois, aos 41 anos, pela Mercedes. Em três temporadas não venceu uma corrida e subiu apenas uma vez ao pódio.
Tom Brady, considerado por muitos o maior jogador da história do futebol americano, anunciou a retirada aos 44 anos, depois de conquistar sete Super Bowl.
A despedida durou apenas 40 dias. Voltou para mais uma temporada, antes de finalmente abandonar aos 45 anos.
Outros escolheram sair enquanto ainda podiam vencer. Zinedine Zidane abandonou depois de conduzir a França à final de um Mundial, Pete Sampras despediu-se conquistando o US Open e Nico Rosberg retirou-se poucos dias depois de se tornar campeão mundial de Fórmula 1.
Cristiano escolheu um caminho diferente. Não abandonou no auge, nem se retirou para depois regressar.
Continuou, ano após ano, a desafiar os limites da idade. E conseguiu-o.
Seria injusto condená-lo agora pela mesma ambição que o tornou extraordinário. Foi precisamente por nunca aceitar os limites que se tornou um dos maiores desportistas de todos os tempos.
A determinação que constrói os grandes campeões é também aquela que lhes dificulta a despedida.
Há, contudo, uma diferença fundamental entre Cristiano e alguns destes heróis.
Jordan regressou numa equipa que já não disputava o título e Schumacher voltou numa Mercedes que ainda não era a potência dominante da Fórmula 1.
Ambos continuaram na elite das respetivas modalidades, mas em condições competitivas inferiores às dos seus anos de glória.
Cristiano também aceitou baixar o nível competitivo quando trocou o futebol europeu pela Arábia Saudita. Uma escolha legítima, que lhe permitiu continuar a jogar, marcar golos e prolongar uma carreira sem paralelo.
Mas há uma contradição que não pode ser ignorada: a Seleção Nacional é uma das melhores do mundo.
Portugal tem hoje uma geração de jogadores capaz de competir com os melhores. Não pode subordinar o seu futuro à vontade de um único futebolista, por maior que seja a sua história.
A questão não é saber se Cristiano ainda consegue marcar golos, nem sequer se pode continuar a ser útil à Seleção.
É saber se a sua presença, nas condições que ele pretende, torna Portugal uma equipa melhor.
São perguntas diferentes, que exigem respostas igualmente diferentes.
Também não seria justo exigir-lhe que renunciasse voluntariamente àquilo que sempre definiu a sua existência.
A ambição, a disciplina e a recusa em aceitar a derrota não desaparecem porque o corpo envelhece.
O último grande desafio de Cristiano já não é marcar o golo 1000 ou bater mais um recorde. É aceitar que deixar de ser o melhor jogador de Portugal não significa deixar de ser o maior da sua história.
Aquiles escolheu morrer jovem para que a sua glória fosse eterna. Cristiano Ronaldo quis prolongar a juventude para continuar a conquistar a glória.
Ambos alcançaram a imortalidade, mas há uma diferença entre desafiar os limites e recusar a sua existência.
O tempo acabou por vencer Cristiano Ronaldo. E isso não diminui a sua grandeza. Pelo contrário: demorou mais a vencê-lo do que a todos os outros.
A recusa em aceitar o inevitável não pode prejudicar a memória de tudo o que conquistou."

Aplausos são no final do jogo


"Quando um Governo anuncia a «maior dotação de sempre» para o Desporto, a primeira pergunta deve ser: quanto chega ao terreno? As verbas anunciadas no OE2027 só terão significado se melhorarem as condições de quem faz o Desporto acontecer diariamente. Um Orçamento não se lê pela chamada de capa. Lê-se pelo que permite fazer.
Troquemos as contas por miúdos. As transferências correntes, onde estão incluídos os apoios do IPDJ às federações, passam de 93,8 para 94,1 milhões/€. Um aumento de 0,3%. O Governo prevê uma inflação de 2,9% para 2027.
Para esses apoios valerem em 2027 o mesmo que valem hoje, teriam de rondar os 96,5 milhões. Faltam cerca de 2,4 milhões. É como receber um aumento salarial de 0,3% num ano em que tudo fica 2,9% mais caro. No papel, ganha-se mais. No supermercado, leva-se menos no carrinho.
Para uma federação, esse carrinho chama-se competições, deslocações, arbitragens, treinadores e seleções. Para um clube de base, é a diferença entre abrir mais um escalão ou limitar os existentes. O envelope cresce, mas o dinheiro que chega ao terreno pode encolher. É um Orçamento de continuidade e não de reforço estrutural.
Isto preocupa-nos porque já conhecemos o filme. No ano passado, o anúncio foi semelhante. Saudámo-lo e alertámos para a necessidade de chegar à atividade regular das federações. Ouvimos, depois, de quem está no terreno, que o impacto ficou aquém. Em abril, o próprio Governo reconheceu essa necessidade e anunciou uma verba extraordinária para o efeito. Respondeu a insuficiências, mas não substitui a sustentabilidade e previsibilidade necessárias. Não podemos aplaudir duas vezes o mesmo cenário sem saber o ponto de chegada.
Está em jogo mais do que números. Perdemos demasiados jovens pelo caminho e os escalões juniores e seniores perdem peso relativo no total de federados. Os apoios olímpicos e paralímpicos são fundamentais, mas o alto rendimento começa muito antes: no trabalho invisível dos clubes e nas condições que damos a milhares de jovens para continuarem a competir. E o direito à prática desportiva exige oportunidades de continuidade também para quem nunca chegará ao pódio.
Mas a CDP não se fica pela crítica. Insistimos, por isso, na criação de um Fundo de Desenvolvimento Desportivo, financiado por parte das receitas do Imposto Especial sobre o Jogo Online, sem aumentar o imposto nem pesar no OE2027. Seriam 12 a 15 milhões/ano, para desenvolver as modalidades, com critérios claros e exigentes definidos pelo IPDJ. Uma proposta aprovada por unanimidade pelas federações que voltaremos a levar aos grupos parlamentares.
O debate parlamentar pode transformar um recorde de verba em impacto concreto. Os partidos que celebram as medalhas dos nossos atletas podem agora garantir condições para os percursos que as tornam possíveis. Os aplausos ficam para o final do jogo. Agora, é preciso garantir condições para o jogar."

sábado, 17 de outubro de 2026

Golos...

Zero: Canto - "Messiani" na noite do Sr. Toni

Números...

Bem lembrado, os famosos assobiadores não desapareceram !!!

Falar Benfica - Conversas Gloriosas #70 - Os 4-1 ao Celtic, o jogo no Chipre e as modalidades

Terceiro Anel: Bola ao Centro #239 - DE TANGO EM TANGO!! 🦅🔴

Os Gloriosos Benfiquistas - S06E21 - Celtic

BF: Pilares...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Mais, menos e assim-assim: o rescaldo da jornada europeia

Observador: E o Campeão é... - Benfica goleia, Porto erra e o Torreense cai de pé?

Observador: Três Toques - Vitinha, ídolo dos amantes de Cerelac... e o Vitinho

BolaTV: Toque de Bola - Histórias insólitas de arbitragem que não existiriam com o VAR

Primeiro Toque - Linha Lateral - Sérgio Vieira...

Throne - The Football Season That Will NEVER Happen Again

Chiringuito Futsal #2

Amor Pódio #3 - António Félix da Costa - Automobilismo

SportTV: NBA - S05E02 - Previsões para o Este 🍀

Build: Inside BENFICA's €295M Estadio Da Luz EXPANSION

Triunfo merecido


"O Benfica ganhou por 4-1 ao Celtic na 2.ª jornada da fase de liga da Liga Europa. Este é o tema principal da BNews.
1. Goleada bem conseguida
Para Marco Silva, o resultado reflete o que se passou em campo: "Uma vitória totalmente justa da nossa equipa. E uma primeira parte de muito bom nível, mesmo. Pela capacidade que tivemos para criar oportunidades, fazer os golos e dominar totalmente. Fez parecer que o jogo era mais fácil do que na realidade era." 

2. Objetivo cumprido
Durán lembra a mentalidade do grupo de trabalho: "Se jogamos, tem de ser para ganhar. E queremos ganhar, trabalhamos para isso. Passo a passo, vamos jogando e fazendo tudo o que temos de fazer para estar na luta."
Prestianni realça a exibição e a vitória: "Conseguimos jogar bem e conquistar três pontos importantes em casa."
Bah salienta o triunfo alcançado: "Tínhamos simplesmente de fazer o nosso jogo, e foi isso que fizemos na primeira parte. Não senti que tivesse sido um jogo fácil, embora o possa parecer. Mas fizemos uma boa exibição."
Echeverri enaltece o percurso inicial na prova e quer mais: "A equipa está a trabalhar muito bem. Estou muito feliz por termos vencido estes dois jogos e isto é apenas o início."

3. Toni acarinhado
Quase 60 mil nas bancadas cantaram os Parabéns à glória do Benfica, Toni, que anteontem completou 80 anos de vida.

4. Agenda para sábado
Há três dérbis com o Sporting neste dia: em Viseu, às 16h00, os dois clubes disputam a Supertaça de voleibol no masculino; às 15h30, em Torres Vedras, joga-se a meia-final da Taça Jesus Correia de hóquei em patins no masculino; e, às 15h00 no adidas Benfica Campus, é a vez dos Juniores de futebol. Na Luz há jogo de basquetebol no masculino entre Benfica e Oliveirense (17h00), seguido pelo embate no futsal no feminino entre Benfica e Santa Luzia (19h00). As equipas femininas de andebol e de basquetebol e a masculina de râguebi têm deslocações ao Alavarium (19h00), CAB Madeira (11h00) e CDUP (16h30), respetivamente.

5. Agenda para domingo
A equipa feminina de futebol do Benfica visita o Marítimo às 11h00. À mesma hora, os Juvenis deslocam-se ao reduto do Real SC. No feminino, Benfica e CJ Almeida Garrett encontram-se em andebol às 17h00 na Luz. Há ainda as deslocações em basquetebol (CDE Francisco Franco, 16h00), voleibol (PV Colégio Efanor, 15h00) e râguebi (Sport CP, 15h00). Em Algés, às 14h30, o Benfica recebe o Lousada em polo aquático.

6. O outro lado
Conheça um lado mais íntimo de Edu Castro, o treinador da equipa de hóquei em patins do Benfica.

7. Mundiais de hóquei em patins
Acompanhe a prestação dos atletas do Benfica no certame.

8. Jornal O Benfica
A edição desta semana está disponível para download no site oficial.

9. Casa do Benfica da Covilhã
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 60.º aniversário."

Prestianni e Pietuszewski vão disputar a nossa 'Bola de Ouro'


"Os dois meninos de Benfica e FC Porto têm tudo para fazer desta 'batalha' uma outra forma de assistir ao duelo entre dois velhos rivais. Mas será por pouco tempo

A eleição do próximo Bola de Ouro da France Football está aí à porta e é nestes momentos que cada adepto de futebol idealiza para si quem é o melhor jogador do mundo (ou, para ser rigoroso, quem foi o melhor num determinado período de tempo). Mas serve também para pensarmos no que é - ou deveria ser - a definição da hierarquia de valor de um futebolista. Por outras palavras, o que nos faz gostar de mais de um jogador em detrimento de outro.
Num campeonato como o português, naturalmente que o tribalismo impede de ver as coisas com clareza. Só muito à força quem sente vermelho acha que o azul é melhor ou vice-versa. Se até na por vezes patética dicotomia Messi-Ronaldo se assiste a argumentos que pertencem ao domínio do irracional, muito mais vincada é a incapacidade de clarear as ideias e assumir o óbvio quando o objeto da discussão envolve a proximidade e rivalidade.
Claro que houve sempre exceções: Gyokeres, Hulk, Falcao, Aimar, Saviola, Liedson, Jardel, Deco ou João Vieira Pinto (isto só para ficarmos no século XXI) eram tão bons que qualquer pessoa que goste de futebol, a custo ou não consoante a cor porque torcem, tinha de admitir a superioridade e talento de futebolistas que ficaram (e ficarão) nas prateleiras mais altas do arquivo da bola lusa.
Na temporada em curso, é justo dizer que esse estatuto pertence, para já, a Gianluca Prestianni. Pelo ritmo que emprega ao jogo do Benfica, pela a rapidez de movimentos, velocidade de execução ou relação com a baliza, o internacional argentino reúne as características do que deve ser, afinal, o melhor que pisa os relvados: os jogadores por quem o adepto paga o bilhete, que lhe arranca um sorriso além da reação apaixonada, enfim, que o faz chegar a casa satisfeito.
Numa era em que os extremos parecem ser cada vez mais formatados, assistir à evolução deste menino de 20 anos é um renovar de esperança: aquele que assume o 1x1 sem medo de errar mas não se esquece do compromisso defensivo; que se encosta à direita e também sabe jogar à antiga, pelo carril. Mérito dele, mas também de Marco Silva, que como qualquer treinador que gosta de ganhar com nota artística fomenta a criatividade individual de cada um. Conhecer e implementar o processo, sim; deixar que depois a inspiração faça o resto, também.
Mas não é o único. Porque no FC Porto outro menino, dois anos mais novo, ainda vai a tempo de chegar-se ao argentino nesta corrida muito especial. Ainda sem o ritmo ideal após duas lesões musculares (há mesmo que ter cuidado aos 18 anos...) Pietuszewski resolveu o jogo na Madeira diante do Marítimo porque antes do estupendo remate em arco sob pressão já havia feito aquilo que se vai vendo pouco por estes relvados: o gosto pelo duelo individual, deixar as basculações para os outros e partir para cima dos defesas com uma certa insolência que contrasta com um futebol cada vez mais mecanizado.
O extremo polaco é uma pérola e uma dádiva para o FC Porto, que deve ser protegida no seu crescimento na razão direta do enorme talento que possui. Tal como foi Prestianni no Benfica num contexto muitíssimo pior (aqui e ali ainda se ouvem assobios pelos resquícios do caso Vinícius), num trabalho desenvolvido internamente com ele, nomeadamente na mudança de atitude em campo - abandonou as simulações e a tendência para o jogo belicoso, agora tem a objetividade de um alemão com a ginga das canchas sul-americanas. Um mix explosivo.
Se nada de anormal ocorrer até lá, acredito que as grandes páginas deste campeonato serão escritas por estes dois jovens talentosos que se assemelham na forma de jogar e até na posição que ocupam. E que por via da natureza vendedora dos grandes em Portugal, serão sol de pouca dura: um já está num caminho ascendente e regular (Prestianni), o outro para lá caminha (Pietuszewski). É desfrutar enquanto se pode, seja em que tonalidade for."

O 'hermano' do melhor jogador da época entre equipas portuguesas


"A crescente consistência do Benfica está também nas alternativas que Marco Silva vai ganhando, mas para lá do 'bis' de Durán há uma promessa que parece querer mostrar a sua melhor versão

O minuto 90+1 da receção ao Celtic diz muito sobre este Benfica de Marco Silva. Se o cabeceamento à trave de Tomás Araújo representa uma mentalidade ofensiva constante - mesmo sabendo que foi a segunda vaga de um lance de bola parada -, o sprint defensivo posterior, protagonizado por cinco ou seis jogadores, deixa bem patente uma entrega inegociável, até quando o marcador assinala um 4-1 favorável.
A desvantagem na Liga não deixa margem para deslumbramentos, e a vitória em Milão até representa mais do que esta, mas o jogo com o Celtic foi mais uma prova de consistência. As águias estão a ganhar altitude, e isso só pode ignorar quem não tira os olhos do chão.
No fim prevalece sempre a lei dos resultados, mas de caminho é justo elogiar o processo. É preciso recuar consideravelmente no tempo para encontrar um Benfica tão próximo daquela que deve ser a sua identidade coletiva, o que tem valorizado o individual de forma inegável.
Melhor jogador da época entre as equipas portuguesas, até ver, Prestianni personifica bem esta imagem, mas Marco Silva tem sido sagaz a consolidar outras opções. 
Dodi Lukebakio pode não ter aproveitado esta oportunidade, depois do bom rendimento apresentado na seleção belga, mas Durán respondeu positivamente, e em dose dupla, embore continue com uma tomada de decisão algo egoísta.
Desta vez Echeverri não teve participação direta em golos - ao contrário dos dois jogos anteriores que disputou -, mas o rendimento continua bastante promissor, dentro daquele estilo à Saviola que recua um pouco mais no terreno. Entende-se a prudência do técnico, até porque El Diablito tem desiludido no futebol europeu, mas que jeito daria a Marco Silva contar com a melhor versão deste hermano de Prestianni."

Quando o desporto universitário também é turismo


"Os recentes resultados das Seleções Nacionais Universitárias mostram a qualidade e a dedicação dos nossos estudantes-atletas. Das medalhas conquistadas no futsal, futebol de praia e karaté às prestações na canoagem, no remo e nos desportos de praia, Portugal tem afirmado a sua presença nos grandes palcos internacionais. Mas estes resultados são também uma oportunidade para projetar o nome de Portugal além-fronteiras.
Quando recebemos em Portugal eventos como os Campeonatos do Mundo Universitários de Orientação, em Vila Real, e de Desportos de Praia, na Figueira da Foz, recebemos estudantes, treinadores, dirigentes e delegações de todo o Mundo. Durante vários dias, estes visitantes conhecem os nossos territórios, a nossa cultura, o nosso património, a nossa gastronomia e a nossa hospitalidade. O desporto torna-se, assim, uma porta de entrada para descobrir Portugal.
É nesta ligação que encontramos uma dimensão cada vez mais relevante. O turismo desportivo. Um participante num campeonato não é apenas um atleta, é também um visitante, um consumidor de experiências e, potencialmente, um futuro visitante de Portugal. As memórias que leva, as imagens que partilha e as histórias que conta contribuem para a forma como o nosso país é conhecido e reconhecido internacionalmente.
Os grandes eventos desportivos permitem ainda levar visitantes a territórios que, muitas vezes, ficam fora dos circuitos turísticos tradicionais. Geram movimento na hotelaria, na restauração, no comércio e nos serviços, aproximando o desporto das comunidades locais. Cada competição pode, por isso, transformar-se numa oportunidade de mostrar a diversidade e a riqueza do território português.
Da mesma forma, cada estudante-atleta português que compete no estrangeiro leva consigo muito mais do que uma camisola. Leva Portugal, a sua universidade e a sua academia. É, muitas vezes, um verdadeiro embaixador do País, contribuindo para aproximar culturas e mostrar uma geração que estuda, compete e representa Portugal nos mais elevados níveis internacionais.
O futuro do desporto universitário deve passar também por esta capacidade de levar Portugal ao Mundo e trazer o Mundo a Portugal. Queremos mais estudantes-atletas portugueses nos grandes palcos, mas também mais competições internacionais no nosso país. Porque quando o desporto cria oportunidades para competir, conhecer, viajar e regressar, todos ganhamos. Os estudantes-atletas, as universidades, os territórios e Portugal."

De exportadores de talento a campeonato desvalorizado


"Agora que as competições europeias já arrancaram, a Primeira Liga está a todo o vapor e já vivemos um daqueles clássicos em que a paixão tantas vezes fala mais alto do que a razão, talvez seja este o momento certo para olhar para lá do próximo jogo e pensar no futuro do futebol português.
Portugal é uma das maiores potências mundiais na formação e exportação de talento futebolístico. Exportamos jogadores, treinadores, dirigentes e especialistas de scouting para os principais palcos internacionais, mas continuamos sem transformar essa excelência individual numa valorização coletiva da nossa Liga — uma das maiores contradições do futebol português.
Os exemplos são claros. O recente vencedor da UEFA Champions League contava com quatro portugueses: Nuno Mendes, Vitinha, João Neves e Gonçalo Ramos. O Manchester City contava com Bernardo Silva e Rúben Dias como referências, Bruno Fernandes é capitão do Manchester United e recordista em assistências nessa liga, Pedro Neto e Geovany Quenda representam o Chelsea. Cristiano Ronaldo continua a ser um fenómeno global no Al-Nassr e João Félix mantém projeção internacional. Portugal é, de facto, uma fábrica de talento.
Mas não exportamos apenas jogadores. José Mourinho construiu uma carreira histórica nas maiores ligas, Jorge Jesus venceu em Portugal, no Brasil e no Médio Oriente, Abel Ferreira tornou-se símbolo de sucesso no Palmeiras e Carlos Queiroz mantém prestígio no futebol de seleções. Rúben Amorim chegou à Premier League e à Serie A após revolucionar o Sporting e nomes como Paulo Fonseca, Leonardo Jardim, Vítor Pereira, Marco Silva e Nuno Espírito Santo confirmam a qualidade da escola portuguesa de treino.
Também na gestão e no scouting surgem referências: José Boto no Flamengo, Luís Campos com passagens por Lille e PSG, Hugo Viana contratado pelo Manchester City, Pedro Ferreira no Nottingham Forest e Paulo Araújo com percurso entre Barcelona e FC Porto.
Perante este cenário, a questão é inevitável: por que não está Portugal no top-5 do ranking UEFA? A resposta não reside apenas na dimensão económica, mas sobretudo na forma como tratamos o nosso produto.
O futebol português vive num clima constante de suspeição. Jornada após jornada, multiplicam-se comunicados, conferências e debates centrados em arbitragens e alegadas influências. Em vez de promovermos a competitividade da Liga, promovemos a desconfiança. E nenhum produto cresce quando os seus próprios protagonistas insistem em desvalorizá-lo.
As consequências são claras. Uma Liga cuja credibilidade é posta em causa, perde valor junto de investidores, patrocinadores e operadores televisivos. Com menos receitas, os clubes são forçados a vender cedo os seus melhores jogadores. Pelo contrário, uma Liga mais valorizada permitiria reter talento, aumentar a competitividade europeia e somar mais pontos no ranking UEFA.
As principais ligas europeias perceberam que a valorização coletiva é essencial. Em Inglaterra, Espanha ou Alemanha há rivalidade, mas raramente se coloca em causa a legitimidade das competições.
Portugal precisa de mudar esta cultura. Defender o futebol português não é abdicar da rivalidade, é perceber que uma Liga mais forte beneficia todos. Temos talento para estar entre os melhores, mas falta-nos muitas vezes a capacidade de proteger e valorizar aquilo que é nosso. Talvez tenha chegado o momento de Portugal, além de convencer o Mundo, começar também a convencer-se a si próprio."

Novo Regulamento FIFA: jogadores também lucram com as transferências


"Alterações a partir de janeiro de 2027 prometem mudar panorama do mercado

A partir de 1 de janeiro de 2027, o Regulamento sobre o Estatuto e Transferência de Jogadores da FIFA (RSTP) passará a contemplar expressamente um direito de participação dos jogadores nas compensações financeiras pagas pela sua transferência, consagrando uma garantia obrigatória para aqueles que aufiram remunerações mais reduzidas.
O novo artigo 21ºBis estabelece, desde logo, o princípio da liberdade contratual, permitindo que clubes e jogadores acordem uma participação do atleta no valor da sua transferência, em termos definidos entre as partes.
Contudo, introduz também uma regra especial para os jogadores cuja remuneração fixa anual seja inferior a 150.000€ ilíquidos. Nas transferências internacionais definitivas, estes passam a ter direito a receber 5% do valor fixo da transferência efetivamente recebido pelo clube de origem, independentemente de tal participação ter sido previamente acordada. Importa ainda ressalvar que esta disposição apenas será aplicável aos contratos celebrados a partir de 1 de janeiro de 2027.
O regulamento admite a renúncia parcial a este direito, mas apenas quanto à parcela dos 5% que exceda o maior de dois valores: a remuneração fixa correspondente ao último ano de contrato ou 2,5% da compensação fixa da transferência. Pretende-se, assim, assegurar que a liberdade negocial não esvazia a proteção conferida ao jogador.
A nova regra não é, porém, absoluta. O nº 3 do artigo 21ºBis estabelece exceções, designadamente quando a legislação nacional ou um contrato coletivo de trabalho validamente negociado proíbam essa participação ou, pelo contrário, já consagrem um mecanismo semelhante de participação económica dos jogadores nas transferências, independentemente de a obrigação de pagamento recair sobre o clube de origem ou sobre o clube adquirente. Esta última exceção visa evitar a aplicação cumulativa de regimes jurídicos que reconheçam aos jogadores direitos de participação económica de natureza equivalente.
É precisamente neste ponto que a alteração assume particular interesse no contexto português.
O Contrato Coletivo de Trabalho celebrado entre a Liga Portugal e o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (CCT) já prevê um mecanismo desta natureza. O artigo 32º-A, nº 5 estabelece que os jogadores abrangidos pelo regime transitório de remuneração mínima previsto para a época 2026/2027 terão direito a receber 12% do montante líquido da transferência, quando esta ocorra na época 2027/2028.
Importa, contudo, compreender o alcance desta última disposição. O regime transitório estabelece remunerações mínimas específicas para os jogadores das competições abaixo da Liga Portugal 1, variando em função do escalão competitivo e de determinadas condições. O direito aos 12% encontra-se associado aos jogadores que aufiram a remuneração mínima prevista nesse regime, não abrangendo, em princípio, todos os jogadores que participem nessas competições.
Assim, embora ambos os regimes reconheçam aos jogadores o direito a uma participação económica nas transferências, diferem não só nas percentagens estabelecidas, mas também nos critérios que determinam quais os jogadores abrangidos.
Esta diferença suscita uma questão: poderá a existência do mecanismo previsto no CCT afastar a aplicação dos novos 5% da FIFA relativamente a todos os jogadores, mesmo àqueles que não beneficiam do direito aos 12%?
A resposta exige uma interpretação cuidada do artigo 21ºBIS, nº 3. A FIFA não exige que os mecanismos nacionais estabeleçam percentagens iguais, nem que a obrigação de pagamento recaia necessariamente sobre o clube cedente. O elemento essencial parece residir na existência de um direito efetivo do jogador a participar economicamente na sua transferência definitiva.
Nesta perspetiva, será defensável que um jogador abrangido pelo direito aos 12% previsto no CCT português não possa reclamar cumulativamente os 5% estabelecidos pela FIFA, por se encontrar preenchida a exceção regulamentar.
Diferente será a situação de um jogador que, embora aufira uma remuneração superior à mínima prevista no regime transitório do CCT, tenha uma remuneração fixa anual inferior a 150.000 euros. Neste caso, parece existir fundamento para reconhecer a aplicação do direito aos 5% previsto pela FIFA, desde que estejam preenchidos os restantes pressupostos regulamentares.
A reforma introduzida pela FIFA vem, assim, reforçar a preocupação de assegurar que os jogadores participam no valor económico gerado pelas suas transferências. O verdadeiro desafio estará em determinar os limites dessa proteção e a forma como o novo regime internacional deverá articular-se com os direitos já reconhecidos em cada ordenamento nacional."

ESPN - Futebol no Mundo #640

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UMA BELA NOITE EUROPEIA!


"Benfica 4 - 1 Celtic

O PRÉ-JOGO
1. Desculpem lá, por mais que a Liga Europa não seja a Champions uma noite europeia é sempre uma noite europeia, não há como não ter um ambiente especial. E pela frente temos um históricodo futebol europeu. Até o hino foi hoje cantado de forma especialmente sonante e sentida.

2. Temos o público escocês para abrilhantar a noite: costumam ser um espetáculo dentro do espetáculo.

O JOGO
3. UM-ZERO! Isto não podia ter começado melhor: um Panenka em corpo de Durán a concretizar um indiscutível penálti. Estamos na frente aos 4 minutos.

4. Prestianni a ser Prestianni. Este menino está uma verdadeira máquina de jogar futebol. Ele são receções orientas em corrida, dribles, tabelas, centros, assistências, os famosos remates em arco ao segundo poste, é o diabo à solta para os escoceses.

5. DOIS-ZERO! Jogada coletiva do cacete, assistência do Prestianni numa bandeja de prata, toma lá Bah é só marcares, não falhes, não falhou! Dobrámos a vantagem antes dos 25 minutos, nada mal!

6. Os ferros estão connosco! Duas vezes na mesma jogada sem hipóteses para o Trubin é obra. Siga!

7. TRÊS-ZERO! Mais uma assistência do... Prestianni, quem haveria de ser? E o Durán a fazer o trabalhinho de casa bem, muito bem feito, tão bem que vamos no terceiro aos 35 minutos. Isto promete!

8. Gosto de quem vai sempre, mesmo quando está a ganhar folgado, à procura de mais. É à Benfica! Bah e Dahl estão a fazer um jogão, já repararam? E no Lenglet?

9. TRÊS-UM, Trubin a borrar a pintura. Mas que raio de saída foi aquela? Ainda estou para perceber. Acordaste o topo sul escocês que estava adormecido desde o minuto três. E o poste safou-nos entretanto do três-dois, mais uma vez com o Trubin fora de hipóteses. Schjelderup a equilibrar as coisas: remate forte ao barrote. Mas que belo jogo em bela noite de verão.

10. Ui, o que o redes tirou agora ao Prestianni perante 58.870 espetadores rendidos às diatribes do argentino. Muitos estão de pé a aplaudi-lo, e eu sou um deles, claro. E já lhes poupámos mais um golo: Pavlidis, era só empurrar... Echeverri tem pinta de craque. Acho que ainda nos vai ser muito útil esta época.

11. QUATRO-UM! Pavlidis entrou tarde mas já molhou a sopa! Que bonito. Toma lá mais uma no barrote: quatro-quatro em bolas nos ferros se não me enganei nas contas.
E é o fim de uma bela noite europeia, rumo aos oitavos da Liga Europa e depois logo se vê. 
Agora mais uma paragem na liga interna - que raio de calendário."

O Benfica brilhou, o Benfica relaxou e, naturalmente, o Benfica ganhou


"Contra um Celtic frágil a defender e ameaçador a atacar, as águias somaram novo triunfo (4-1), mantendo-se 100% vitoriosas na Liga Europa. Durán, lançado a titular, bisou, numa noite em que Prestianni voltou a estar em destaque e a equipa de Marco Silva fez um primeiro tempo bem melhor que o segundo

É evidente que a Liga Europa, nesta fase inicial, não é o mais fascinante dos desafios para este Benfica. Na verdade, a segunda competição da UEFA poderá até ser um cenário para Marco Silva ir rodando, seguindo a rota Fariolista de há 12 meses, uma descompressão às quintas-feiras.
Este menor protagonismo não significa que a Liga Europa seja insignificante até à primavera. São jogos e, se são jogos, são momentos para Prestianni agarrar neste Benfica, um Benfica que já é o Benfica de Marco Silva não por forma de dizer, mas por efetivo trabalho feito pelo técnico, uma marca de água dada em tempo recorde, padrões e formas diversas de potenciar talento.
Num duelo cheio de balizas e oportunidades, com três bolas aos postes para cada lado, os lisboetas triunfaram, por 4-1, contra o Celtic. Chegou a ser um arraso, com contornos de superioridade brutal na primeira parte, com um enigma que os visitantes não sabiam resolver. Seria, após o intervalo, algo mais equilibrado, mas ainda assim desequilibrado, uma diferença natural, sem surpresa, como amanhã ser sexta-feira.
Benfica-Celtic é um duelo de gigantes europeus, campeões continentais, clubes que o pós-lei Bosman tornou periféricos, lesados da evolução do futebol internacional. Vir a Lisboa é, para os protestantes de Glasgow, como peregrinar a um local sagrado, a terra dos heróis de 1967, da final vencida no Jamor contra o Inter para ser o primeiro emblema não espanhol, português ou italiano a erguer a Taça dos Clubes Campeões Europeus.
Nesta lógica moderna, há lesados mais lesados que outros. O futebol de clubes escocês tem vindo, galopantemente, a perder qualidade, ao ponto de alguns dos últimos resultados dos seus conjuntos serem uma galeria de horrores. Exemplo disso foram as eliminatórias que afastaram o Celtic das duas derradeiras edições da Liga dos Campeões, caindo no play-off em 2025 perante o Kairat Almaty e, no passado verão, sucumbindo por 5-1 face ao LASK Linz.
Cedo foram evidentes estas debilidades de um Celtic cuja hegemonia interna atesta as fragilidades do seu campeonato. Na madrugada do desafio, Jhon Durán, titular pela gestão feita com Pavlidis, ganhou um penálti, que o próprio canhoto aproveitou para picar, com classe, para abrir o ativo.
Os visitantes até conseguiram aproximar-se regularmente com perigo de Trubin, evidenciando um desnorte defensivo que seria fatal e contrastante com a capacidade na outra ponta do relvado. Hogh, logo após o 1-0, forçou Trubin, novamente titular na Liga Europa, a defesa apertada. O dianteiro voltaria a estar perto de marcar depois do Benfica já ter feito o 2-0, numa jogada em que acertou no poste e, logo a seguir, Camilo Durán, o outro Durán, também mandou ao ferro. Camilo, ex-Lusitânia, dos Açores, Estrela e Portimonense, foi um dos carrascos da noite em que o Qarabag aqui venceu, há um ano, e Bruno Lage daria lugar a José Mourinho.
Com o Celtic ineficaz, seriam os da casa a engordar a vantagem. Este Benfica já de processos feitos, o Benfica da irreverência de Prestianni, é um compêndio de movimentos estudados, que surgem não por acaso, mas como resultado do trabalho em tempo recorde de Marco Silva. Partiria das botas de Prestianni o 2-0, servindo Bah.
Aos 36', o 3-0 teve de novo protagonismo do argentino que parte da esquerda para dinamizar todo o futebol ofensivo do Benfica, parecendo ter agilidade infinita, rodar sobre si mesmo como se algumas leis da física não se lhe aplicassem. Aproveitando uma perda de bola escocesa, Prestianni lançou Duran, avançado que, naquele lance, mostrou as suas virtudes: desmarcação, ataque à baliza, remate, golo. A partida estava resolvida antes do descanso, o que não significava que não houvesse mais incidências.
Martin O'Neill, 74 anos, saiu, na época passada, da reforma para tentar endireitar a campanha do Celtic. A ameaça do Hearts era real e o veterano foi capaz de a domar, logrando in extremis o seu quinto título por um clube que, em 2002/03, levou à final da Taça UEFA, caindo contra o FC Porto de José Mourinho.
O'Neill, campeão europeiu pelo mítico Nottingham Forest de Clough, colocou, para a segunda parte, o irreverente egípcio Haissem Hassan, um canhoto de mil e umas fintas, agitador desprovido de golo — marcou zero vezes na época passada pelo Oviedo, zero vezes esta época pelo Celtic, zero vezes na sua história com a seleção do Egito — e recheado de fintas. Testaria a atenção de Trubin, serviria Osmand para um remate por cima e, aos 63', cruzou para Camilo Durán voltar a festejar na Luz. 
Chegaram a haver minutos em que o Celtic colocou o Benfica sob ameaça. Um remate ao poste de Durán, um dos seis que entre ambos os lados se registaram no jogo, poderia ter sido o 3-2. Mas não estamos no plano do hipotético, mas sim do concreto, do factual, e aí este Benfica é muito mais que este Celtic.
Os derradeiros minutos trouxeram um Benfica com alguma energia renovada. Schjelderup foi outro a acertar no poste, Echeverri provou que é um suplente a quem Marco Silva terá de ir dando mais espaço. Mesmo a fechar, aos 89', Pavlidis, outro saído do banco, fixou o 4-1 final. O Benfica de Marco Silva e Prestianni segue pleno de saúde."

Prestianni voa mais alto que todos


"Argentino continua a ser caso especial numa equipa em grande momento individual e coletivo; Durán aproveitou palco frente ao Celtic, mas há mais...

Melhor em campo — Prestianni (7)
Não foi dos jogos mais inspirados do extremo argentino, mas esta opinião quase parece cair no ridículo quando verificamos que mesmo assim jogou muito, num nível acima dos outros, na energia que colocou em campo, na cadência de lances perigosos que assume, sem qualquer respeito por quem apanha pela frente. Fez duas assistências, a primeira um cruzamento a descobrir Bah solto na direita e a segunda a lançar Durán na área, e pelo meio deixou em campo dezenas de acelerações, uma mão-cheia de remates perigosos, que não saíram bem ou foram travados pelo guarda-redes, e ainda um sem número de bons passes e de recuperações de bola. Quando Schjelderup entrou, Prestianni passou para a direita, por onde também passeou talento.

(5) Trubin — Globalmente seguro, pelo ar e com boas defesas, como as que realizou a remates de Kasper Hogh (7’), Tierney (44’) e Camilo Durán (90+2’). Também eficiente nas saídas de bola com os pés. Não tem nota mais elevada porque ficou mal na fotografia do golo do Celtic: lançou-se tarde, não defendeu e ainda atrapalhou Araújo, que se retraiu.

(7) Bah — Com Lukebakio no flanco teve de fazer outros movimentos, mais interiores, mas adaptou-se bem e manteve a consistência defensiva. Marcou o segundo golo, com boa movimentação e finalização eficaz. Na retina ficou também um grande passe a lançar Aursnes, aos 47 minutos.

(7) Tomás Araújo — Grande exibição, na antecipação, na forma como acelerou para trás quando foi preciso, como mandou na zona central e também participou no ataque: grande passe a isolar Pavlidis para o quarto golo; poderia ter marcado aos 90+2', quando rematou de cabeça mas a bola bateu com estrondo na trave.

(6) Lenglet — Destacou-se sobretudo pelo critério na saída de bola e até diferença, como quando colocou a bolas nas costas da defesa escocesa, aos 12', lançando Prestianni. Porém, demonstrou alguma lentidão a ocupar espaço.

(4) Dahl — Travou um duelo interessante com Camilo Durán e saiu vencedor, mostrando também critério na saída de bola, embora sem vertigem. Quando entrou Haissem Hassan perdeu completamente o controle e, embora desacompanhado, a verdade é que não ganhou um lance ao adversário e permitiu perigo.

(6) João Palhinha — Muito importante a destruir jogo do adversário e a equilibrar fisicamente o duelo a meio-campo, mas faltou-lhe alguma coisa mais positiva na construção, momento em que chegou a ser displicente.

(6) Aursnes — Ainda com pouca energia e diferença, mas muito importante na forma como manteve sempre a equipa ligada. Passe pela certa, geometria e a garantia, com o norueguês, de um Benfica sempre sintonizado.

(5) Lukebakio — Tentou fazer diferente no flanco, mas nesse sentido esteve desinspirado. Aos 61', em zona central, podia ter sido feliz, mas rematou ao lado. Mas o belga foi muito solidário a defender.

(6) Sudakov — Tentou o golo duas ou três vezes, mas os remates bateram na floresta de pernas dos defesas do Celtic. Bem no passe e sobretudo influente na primeira zona de pressão. Foi a sombra de Mc Gregor, mas não só.

(7) Jhon Durán — Sente-se como peixe na água na zona da pequena área. Ali sofreu falta para o penálti que ele próprio concretizou com classe, num remate à Panenka. Demonstrou novamente killer instinct na movimentação e forma como finaliza o terceiro golo. Além dos golos, foi chato, intenso, pressionante, muito trabalhador.

(6) Echeverri — Pegou na bola e fez a diferença pelo meio com passes cheios de açúcar para Schjelderup e Pavlidis, que, lançados pelo argentino, poderiam ter feito pelo menos mais dois golos.

(6) El Karouani — Fresco e pressionante, anulou o perigo Hasseim e ajudou fechar no centro da defesa. E ainda apareceu no ataque a cruzar com perigo.

(6) Pavlidis — Não precisa de muito tempo para entrar no jogo. Depois de um ou dois lances que poderia ter definido melhor, marcou o quarto golo com a frieza de quem está habituado a marcar muitos. Ainda cruzou para um remate de cabeça de Tomás Araújo à trave.

(6) Schjelderup — Ajudou a fechar defensivamente o flanco e manteve a cadência de perigo para a baliza do Celtic: rematou ao poste, outros foram bloqueados, e lances houve nos quais decidiu mal, mas o adversário esteve sempre em risco.

(6) Circati — Entrou para lateral-direito e foi competente: dois bons cortes frente a Osmand."

O rio encarnado correu forte de mais para os escoceses sobreviverem


"Um Benfica avassalador no ataque, sobretudo na primeira parte, aproveitou o comando de Prestianni e construiu nova vitória contundente numa época de golo fácil para os lados da Luz

Mais claro era difícil. O Benfica recebeu e bateu o Celtic sem apelo nem agravo, somando a segunda vitória na fase de liga da UEFA Europa League. Foi assertivo desde o início, mostrou cedo ao que vinha e a eficácia na primeira parte também ajudou. O Celtic ainda reagiu, melhor seria, mas esteve longe de fazer o suficiente para contrariar o fortíssimo caudal ofensivo encarnado.
As comportas da previsível barragem do Celtic à corrente atacante do Benfica abriram-se repentinamente logo aos quatro minutos de jogo, quando Murray facilitou num corte dentro da área, não percebeu que Durán vinha lá de trás tirar-lhe a bola e deu um chutão na perna do colombiano, como teria dado no ar se não lhe tem acertado. Penálti claríssimo, Durán a converter à Panenka, caminho aberto para o rio encarnado galgar terreno.
O cabelo está pintado de loiro, mas como Gianluca Prestianni é argentino bem podemos classificar o rio encarnado como de Prata, dada a preponderância do ala em quase tudo o que a equipa de Marco Silva faz em termos ofensivos. Joga na esquerda mas é um 10, porque desequilibra no seu flanco mas também flete facilmente para o meio a fim de servir os amigos lá do outro lado. Bah e Durán, autores dos dois golos seguintes, que o digam.
O equilíbrio conferido pela dupla Palhinha/Aursnes, note-se, é um excelente ponto de partida para a vertigem ofensiva encarnada, na qual ambos participam, mais o norueguês que o português. Depois há uma clara inclinação para a esquerda, natural dado o momento de forma de Prestianni e o excelente entendimento que vem revelando com Dahl e Sudakov, que vai muito mais vezes perto deles do que dos companheiros da direita. Estes, no entanto, estão perfeitamente dentro do processo pensado por Marco Silva e muitas vezes o jogo começa por lá, variando de flanco, ou termina lá, como já se explicou em relação ao golo de Alexander Bah. Lukebakio mostra vontade de provar que pode lutar por um lugar ao Sol na Luz, revelando-se importante sobretudo em transição ofensiva.
Perto da meia hora de jogo o Celtic, ainda com 2-0, mercê de dois pontapés esporádicos aos ferros na mesma jogada, deu ideia de poder tentar uma reação séria, mas foi sol de pouquíssima dura. Incipientes a atacar e moles a defender, os campeões escoceses não tardaram a sofrer novo golo e já sonhavam com o intervalo para poderem sair de dentro de água e respirar um pouco das golfadas constantes do tal rio de Prata.
O Celtic lá respirou, O'Neill mexeu em duas peças e trouxe para o campo a irreverência de Hassan, que ainda permitiu sonhar com nova reação. Começaram a surgir uns ameaços, o Benfica pressionava menos, o rio corria agora muito menos forte, e quando Marco preparava as primeiras alterações veio o golo do 1-3, meio facilitado por Trubin e marcado por Durán — Camilo, o dos verdes, bem entendido, não Jhon.
Durante dez minutos pairou a sensação de que o Celtic ainda poderia reentrar no encontro com mais um golo, mas o Benfica foi-se tornando de novo mais sólido. E mais incisivo — note-se aliás que houve apenas três amarelos durante a partida e todos para jogadores encarnados. Menos exuberante mas seguro a defender, deixou o jogo partir-se para tentar aquilo que acabaria por acontecer: já com o goleador-mor em campo, Tomás Araújo encontrou-o à entrada da área e Pavlidis dissipou de vez as poucas dúvidas que subsistiam quanto ao mais do que lógico vencedor deste jogo."