Últimas indefectivações

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

BI: Antevisão - Omonia

Terceiro Anel: Bola ao Centro #240 - ESTÁ NA HORA DE FAZER HISTÓRIA!! 🦅🔴

Falar Benfica #264 - Os 4-1 ao Celtic, deslocações Omonia e Santa Clara as modalidades.

Como não servir o Benfica



Coincidências do cacete !!!

Que grande injustiça !!!!

BF: Varela...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - 5 pontos sobre o arranque da época da NBA

Observador: E o Campeão é... - Champions a começar e treinadores a cair: quem chega ao fim?

Gustavinho...

VAR...

Segunda Bola


- Rubricas

Atividade do Benfica


"Esta edição da BNews é dedicada às notícias mais recentes relacionadas com o universo do Benfica.

1. Últimos resultados
Em andebol no masculino, o Benfica ganhou, por 26-35, na visita à AD Carvalhos. Os Sub-23 de futebol empataram 1-1 com o Moreirense.

2. Embate europeu na Luz
Amanhã, a equipa masculina de basquetebol do Benfica recebe o BC Prievidza na Luz, às 20h00, a contar para a 3.ª jornada da fase de grupos da FIBA Europe Cup.

3. Campeão do mundo
O hoquista do Benfica Roberto di Benedetto é campeão mundial de hóquei em patins por França. Confira ainda o desempenho dos atletas do Benfica nos mundiais da modalidade.

4. Contributos internacionais
Arthur e Cléber ajudaram o Brasil a vencer a Copa das Nações de futsal 2026.

5. 10 em estágio
O mais recente estágio da Seleção Nacional Sub-15 de futebol contou com a participação de 10 atletas do Benfica.

6. Benfica Escolas de futebol
A Reunião Anual dos Diretores e Coordenadores juntou 49 representantes das Benfica Escolas de Futebol. E, no adidas Benfica Campus, realizou-se um encontro que reuniu 380 crianças provenientes de 19 escolas dos distritos de Lisboa e Setúbal.

7. Benfica Internacional Benfica Academy
Arménia tem abertura prevista para o verão de 2027. 8. Título no paintball O Benfica é tricampeão nacional."

Rabona: The Truth About PSG's Financial Violations (And Why Nobody Talks About Them)

Tiki-Tasca #19 - Os tiros no pé do FCP, a saída de Vicens do Braga e a nova identidade do Benfica

Jogo Pelo Jogo - S04E10 - Prestianni melhor da liga?

Pre-Bet Show #197 - SPORTING, FC PORTO E BENFICA: GRANDES AMBIÇÕES EUROPEIAS 💪

Futebol à Parte - S02E08 - PORTO ainda tem HIPÓTESES na CHAMPIONS?

ESPN: Futebol no Mundo #641 - MARESCA QUEBRA RECORDE, JESUS MARCA NOVAMENTE, MESSI BUSCA O MILÉSIMO E MAIS!

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Comercial: Bola Bronca...

Castigo a Ronaldo: o mundo agora ficou a saber


"Não pode haver um decreto para a situação de Cristiano Ronaldo, nem para ser titular, nem para ser suplente. Jesus tem a bola

No ping-pong que se tornou o abandono de Cristiano Ronaldo da seleção, o serviço cabe agora a Jorge Jesus. O Conselho de Disciplina aplicou uma pena intermédia e a multa máxima (255€) ao capitão de equipa mediante atenuantes, mas mais relevante é que libertou-o para estar elegível para a próxima convocatória de Portugal. Falou-se muito em salas de imprensa e em comunicados - e nos estúdios de TV -, mas agora vamos ter de passar às ações.
A não ser que Cristiano Ronaldo venha a público manifestar-se, Jorge Jesus será o primeiro a agir porque vai ter de decidir se chama o mais internacional dos portugueses ou se o episódio de Copenhaga, e o que lhe sucedeu, é inultrapassável.
Pelo que noticiamos, do lado do selecionador, e a da direção da FPF, o caso é para ficar sarado. Assim, perspetiva-se que Jorge Jesus chame de novo Cristiano Ronaldo para os jogos com a Dinamarca, em Braga, e com o País de Gales, em Cardiff. E depois perspetiva-se que o treinador aja como deve agir: pensar na melhor equipa, naquele momento, para garantir frente à Dinamarca o primeiro lugar do Grupo e jogar frente a um 2.º classificado nos quartos de final.
Jesus tem todo o direito de convocar Cristiano Ronaldo e todo o direito de o colocar no banco no primeiro, no segundo, ou em ambos os jogos, sendo que o inverso também é verdade.
Porém, e este não é um porém de somenos, falta perceber como reagirá Cristiano Ronaldo ao castigo - algo que o próprio assumiu que teria de ter -, mas sobretudo a uma convocatória. Quando Jesus definir a lista para a dupla jornada, saberemos o que pensará Cristiano Ronaldo, quando se juntar aos colegas. Isto, claro, se não tiver nenhum problema físico que o impeça de jogar.
Uma nota final: ficou o mundo a saber quanto custa desertar da seleção e o que atenua uma sanção, mas ficámos também nós a saber o que mundo pensa do futebol português e os seus regulamentos: «Ridículo», escreveu-se por aí fora."

O acionista CR7 e o advogado do Diabo, perdão, advogado de Jesus


"Um corrupio por causa da condição de acionista de Cristiano Ronaldo na MediaLivre, através da CR7, SA, com uma participação de 30% do capital, que faz dele o maior acionista individual da empresa de média, adensado pelo facto de Luís Miguel Henrique (LMH), advogado de Jorge Jesus há mais de 15 anos, ter tomado a decisão de deixar de colaborar com aquele Grupo de comunicação, alegando ‘conflito de interesses’, depois de ter deflagrado o episódio das divergências que oscilam entre o sanável e o insanável.

1. O tema do conflito de interesses é particularmente atual e sensível, em Portugal, entre aqueles que se situam na zona do poder e geram esse poder através dos órgãos de comunicação social, através da sua condição ou de articulistas ou de comentadores. Poucos se interessam a fundo sobre esse tema, entregando-se à convicção de que ele encerra questões de natureza ética e que cada qual deve resolver, individualmente, esses conflitos, o que na verdade é uma forma mui romântica de fugir à questão de fundo, porque somos um país pequeno e para alimentar as dinâmicas da oferta em quantidade no meio do comentariado não sobram ‘especialistas’ suficientes para sustentar a alegada procura e, portanto, o negócio e alguns são ‘feitos à pressa’ porque o… ‘show must go on’…. Mas que é um assunto sério, não apenas no futebol, é.

2. Importa recordar que, entre os múltiplos negócios em que Cristiano se envolveu, desde turismo e imobiliário, passando por moda e produtos de marca; desporto e entretenimento; saúde, bem-estar e indústria, a entrada no mundo dos média aconteceu formalmente no final de 2023, cerca de mais ou menos 7 anos depois daquele episódio do microfone atirado ao lago na sequência de um ror de críticas que já nessa altura lhe eram dirigidas e, recentemente, a participação na LiveModeTV, plataforma de streaming desportivo ligada à CazêTV, demonstra que Cristiano Ronaldo parece interessado em manter ligação ao setor dos média e, provavelmente, reforçá-la.

3. O negócio na área dos média é um negócio como outro qualquer, com as suas particularidades, mas há um fator que ainda hoje, mesmo no tempo actual da força e de uma certa desregulação e impunidade no domínio das redes sociais, cujo problema é urgente que ache uma solução, gera distinção, que é naturalmente a visibilidade e, sobretudo, o que se faz com ela. No caso da relação entre os acionistas de média e o futebol, a problemática ascende a um patamar completamente diferente, que se torna numa situação complexa e difícil de dirimir quando um dos acionistas de referência é, também, um jogador de dimensão mundial, com um fortíssimo poder mediático e financeiro, como é o caso de Cristiano Ronaldo. 

4. Acredito que a causa da entrada de CR7 na área dos média fosse para tentar mitigar e controlar a onda de críticas que já nessa altura tinha antecedentes bem visíveis, mas enquadrados na letra constitucional da liberdade de expressão; todavia, o desencontro de expectativas entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus atirou o conflito para outra dimensão, sobretudo depois do advogado de Jesus (LMH) se ter transformado em ‘advogado do Diabo’, depois de ter escrito no jornal desportivo do Grupo (Record) que «não existe independência intelectual sem independência financeira. Quem opina sobre o poder não pode depender do poder sobre o qual opina». Nem mais. E, sobre o círculo à volta do jogador, opina que «cada vez mais se rodeia de quem lhe diz o que precisa de ouvir», chegando a afirmar que «é a sina dos deuses e dos autocratas: acabam sozinhos no Olimpo, cercados de espelhos».

5. Não será fácil o papel de quem tem de emitir opinião em ca(u)sa própria, mas o desconchavo foi tão evidente e tão indecentemente brutal (a favor do patrão) na gestão da parte do conflito, com Jesus a ser crucificado na cruz, que a parcialidade não apenas teve o condão de prejudicar insensatamente o próprio Cristiano Ronaldo como ainda fez que certos episódios relacionados com a desova da espécie de pintos matinados entrassem nos anais do humorismo. «Não havia necessidade», como diria o Diácono Remédios celebrizado pelo grande Herman José.

6. E estamos perante uma lição para todos, até para a delimitação dos poderes, mas sobretudo para uma nova série de deslumbrados, que não despem o pijama nos ecrãs, convencidos da sua oleosidade dialética. Não está em causa nem o direito ao direito nem o direito ao direto. Neste caso, é o atentado ao bom senso, ao conteúdo e à forma.

7. E, depois, sim, vem o conflito de interesses. Não basta ser sério; também é preciso parecer, segundo o ditado. Quem é presidente do Conselho de Administração de quem faz a medição de audiências televisivas em Portugal não é menos sério por ser comentador de um canal que é quantificado pela empresa da qual é um dos principais responsáveis. Mas, lá está, não é preciso ser; é preciso parecer. Um caso de conflito de interesses que vale o que vale, à luz do padrão exegético que existe em Portugal. Como por exemplo quem tem clientes em agências de comunicação, que recebem por princípios prestados, e comenta deve fazer sempre declaração de interesses. E quem as faz fica muito mais protegido, como aqueles que na política e no futebol prestam serviços a clubes ou partidos e não declaram esses desempenhos.

8. Regressando à situação relacionada com CR7 e a Seleção Nacional.
Começo por dizer que a situação que envolve o enquadramento do Cristiano Ronaldo NUNCA (repito, NUNCA) pode ser interpretado como um mal-entendido, e isso ultrapassa-o em larga medida se quisermos olhar para a floresta e não apenas para a árvore ou, se quiser, para duas ou três árvores.
Houve falhas graves, de parte a parte, entre o jogador mais importante da história do futebol português, que atravessou fronteiras de uma forma brutal e é um símbolo para milhões de pessoas, a figura do selecionador nacional e a própria Federação e o seu presidente no âmbito da moderação de um processo complexo, que – é preciso lembrar – não começou agora; já tem muitos anos de gestação, de silêncios, de cumplicidades e até de falta de noção (neste caso de grandeza) e de coragem. Ninguém consegue fugir a isso: nem o Cristiano, nem o Jorge nem o Pedro [falo, claro, de Proença], nem estruturas do passado, através dos mais difíceis exercícios de contorcionismo.
Como observador, estive sempre do lado do reconhecimento da dimensão de um jogador especialíssimo, que merece de todos um tratamento compatível (sem recusa de olhar para as suas próprias responsabilidades), mas também do lado de a FPF ter contratado finalmente um treinador que assume as suas ideias e não permite que NINGUÉM (repito, NINGUÉM, pelo menos até à data) faça as escolhas técnicas que são da sua exclusiva competência.

9. Andámos anos a dizer, pelos sinais e provas evidentes, que a Seleção era uma espécie de coutada e que nela mandavam todos menos o selecionador. As influências dos empresários ou, se se quiser, de Jorge Mendes e de outras figuras que, perto do selecionador, faziam o seu trabalho no sentido de valorizar este em detrimento daquele, muitas vezes como figuras de mão do próprio empresariado, em diversos momentos, até, por causa das palpitações do mercado de transferências. Isso, com o Jorge, acabou, e sei que é assim e o imbróglio que se criou relaciona-se efetivamente com essa postura e forma de estar. Vamos lá a ser claros e sem poupar nas palavras.

10. Proença está a envidar todos os esforços para recuperar Cristiano para a Seleção, com a tal narrativa otimista para os próximos jogos da Liga das Nações (14 de novembro, 19:45, em Braga, e frente à Dinamarca a 17, em Cardiff), mas apesar das palavras e dos comunicados há coisas que parecem mas não estão adquiridas. Se Cristiano não estiver seguro de que tudo não passa de um jogo de sombras e de palavras não assumidas, esqueçam, ele não volta à Seleção, como também agora indiciaram as recentes palavras da sua irmã Elma.
Pergunto: é possível – com feridas ou cicatrizes – passar daqui? Ainda faz algum sentido forçar uma situação ema que ninguém se sente confortável?…

EXAME

TONI
17
80 anos. Saber estar no futebol…

SPORTING
15
Em Lens, a melhor versão tática de Rui Borges

LUCIANO GONÇALVES
13
Desmontou bem os sinais exteriores de riqueza. O resto… ver-se-á

FC PORTO
8
As ausências de Bednarek e W. Gomes não explicam tudo, em Sevilha."

Ou mão dura ou a morte do futebol: o City, os Emirados e a hora da verdade!


"Justiça desportiva enfrenta o seu maior teste histórico. Se o poder geopolítico dos EAU abafar as 115 infrações do gigante de Manchester, então o 'fair-play' morre definitivamente

A notícia que na tarde de segunda-feira abalou o planeta futebol já não fala apenas de um processo desportivo; é um terramoto geopolítico que ameaça expor as entranhas e a credibilidade do jogo. Considerado culpado das 115 infrações financeiras de que vinha acusado pela Premier League, o Manchester City encontra-se, finalmente, perante o abismo da despromoção. Mas aquilo que deveria ser um ato límpido de justiça transformou-se num perigoso braço de ferro de escala estatal.
A ameaça velada de Abu Dhabi e dos Emirados Árabes Unidos — acenando com a retaliação e a retirada de investimentos de milhares de milhões de euros no Reino Unido — colocou a diplomacia britânica sob sobressalto e o futebol no centro de uma chantagem política sem precedentes.
Porém, por mais pesados que sejam os petrodólares e por mais relevantes que sejam os interesses bilaterais entre nações, a verdade do relvado e das contas não pode ser sacrificada no altar do sportswashing.
A história do futebol moderno já viu colossos tombarem quando violaram as regras.
A Juventus foi despromovida à Serie B no escândalo do Calciopoli, em 2006, despida de títulos e forçada a expiar as suas culpas no segundo escalão.
O Rangers, histórico gigante da Escócia, foi atirado para a quarta divisão em 2012 após a falência e a má gestão financeira.
Em França, o Marselha de Bernard Tapie pagou com a descida e a perda da coroa europeia os esquemas de corrupção que mancharam os anos 90.
Nenhum desses clubes era pequeno; nenhum deles era irrelevante. Mas a verdade é que nenhum esteve acima da lei.
Permitir que o Manchester City escape com uma pena branda, uma multa simbólica ou um perdão disfarçado apenas porque a sua casa-mãe detém o poder de condicionar a economia de um país seria assinar a certidão de óbito do fair-play financeiro.
Seria dizer a todos os outros clubes do Mundo, cumpridores do rigor orçamental, que as regras são apenas para os fracos e que a impunidade se compra com influência geopolítica.
A Premier League e a justiça desportiva internacional estão perante a decisão mais determinante do século XXI.
Não se trata de perseguir o City nem de apagar a qualidade do futebol praticado pela equipa de Manchester hoje orientada por Enzo Maresca. Trata-se de defender a essência da competição. Se a batota financeira em grande escala compensar, o futebol deixa de ser um desporto para passar a ser um teatro orquestrado por Estados.
É hora de ter mão dura. Sem recuos, sem medos e sem cedências ao poder político. Porque, se a justiça recuar perante a chantagem dos Emirados, então o futebol perderá a pouca alma que lhe resta."

BolaTV: Diário de um Treinador #6 - Três "tugas" no top 100? Mais Zverev e mais Jodar

Zero: Afunda - S07E10 - Arranca a NBA: onde vão estar os nossos olhos?

É o que se quer


"1. Depois de uma longa paragem nas competições internas por força dos trabalhos das seleções, voltou o Benfica a jogar e a ganhar no seu estádio perante 63 mil adeptos nas bancadas que, para matar convenientemente as saudades, foram presenteados com uma primeira hora de enorme qualidade. Quem disser o contrário é porque não viu o jogo, o que se lamenta, ou porque está com vontade de embirrar, o que às vezes acontece.

2. O resultado foi de 2-0 e diz pouco do que foi o domínio do Benfica sobre o Vitória que veio de Guimarães e que pouco ou nenhum perigo causou. É certo que o Benfica teve de esperar cinquenta minutos entre o seu primeiro e o seu segundo golo, mas muito mais tiveram de esperar os seus respetivos autores para os marcarem. Samuel Dahl assinou o 1-0 culminando com um chapeuzinho uma bonita jogada de entendimento com Pavlidis. Foi o seu primeiro golo no Estádio da Luz. Quanto a Sudakov, fez o 2-0, acabando com o suspense no resultado depois de estar uma trintena de jogos sem marcar.

3. Dahl e Sudakov foram muito felicitados pelos companheiros e festejados pelo público da Luz. Ambos andavam à procura há muito tempo de momentos como os que viveram no final da tarde do último domingo. Tiveram-nos e mereceram-nos. É o que se quer.

4. António José Conceição Oliveira festejou os seus 80 anos na quarta-feira. Falamos de Toni, claro está. O “Toni do Benfica”. E como poderia ser chamado de outra maneira? Mais de trinta anos ao serviço do Clube como jogador, como treinador adjunto, como treinador principal e até como secretário-técnico. Profissionalmente, como jogador, em Portugal, só vestiu duas camisolas, a da Académica e a do Benfica, e, como técnico, só treinou o Benfica e a seleção nacional.

5. “O futebol deu-me tudo e eu é que devo ao futebol. Encontrei um clube do qual eu não era adepto, mas com amor e compaixão entreguei-me a uma causa, que é a causa do benfiquista. Sou grande porque eu estou num clube com a dimensão do Benfica. Eu só ganho a dimensão que tenho porque o Benfica tem essa dimensão e essa grandeza”, disse nesta semana numa entrevista a A Bola.

6. Lamentavelmente, a última jornada do Campeonato teve mais casos de arbitragem do que aqueles que seriam admissíveis, se quisermos fazer valer o conceito de que errar é humano etc… etc... etc… e, infelizmente, não se vislumbram melhoras.

7. Houve noite europeia na quinta-feira na nossa casa e houve nova vitória do Benfica neste seu percurso pela Liga Europa. Dois jogos, 6 pontos e mais uma exibição muito agradável, sobretudo na primeira parte. O adversário foi o Celtic. E o nosso público saiu satisfeito. É o que se quer."

Leonor Pinhão, in O Benfica

Protagonista, mas só com bilhete


"EM WEMBLEY, NEM OS PROTAGONISTAS DA FINAL EUROPEIA ESCAPARAM ÀS REGRAS DA CASA.

Desde pequenos que elegemos os nossos jogadores e treinadores favoritos. País do futebol, a Inglaterra conseguiu, ao longo do tempo, revelar não só futebolistas e treinadores de eleição, como também estádios que entraram no imaginário dos amantes do futebol. O misticismo de determinados recintos, onde vimos tantos craques brilharem e onde foram disputados jogos que entraram para a história, contribuiu para transformar esses palcos em verdadeiros símbolos da modalidade.
O Estádio de Wembley pertence a esse núcleo restrito. É um dos palcos que fazem parte do imaginário de qualquer adepto, que sonha um dia assistir a um encontro nas suas bancadas. Os próprios jogadores desejam pisar aquele relvado e sentir a atmosfera que só os grandes estádios são capazes de proporcionar. Nesses grandes palcos há o prazer de jogar, mas também uma exigência acrescida: “Até o menos habilidoso tem obrigação de ser um jogador de classe.” Essa responsabilidade era ainda maior quando aí se disputava a final da competição que reunia os campeões da Europa.
A 19 de maio de 1963, três dias antes da final, Benfica e AC Milan viajaram para Inglaterra para disputar o jogo decisivo da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Os encarnados, bicampeões europeus, marcavam presença na terceira final consecutiva da competição e estavam, por isso, fami - liarizados com o protocolo que envolvia a grande decisão. A comitiva benfiquista aproveitou para visitar o Estádio de Wembley acompanhada pela imprensa portuguesa. O que seria um procedimento normal acabou, contudo, por surpreender os jornalistas: aos jogadores, os principais protagonistas daquele encontro, foi pedido um bilhete para poderem visitar o recinto.
Não se tratava, porém, de um episódio isolado. O estádio era propriedade privada e, como tal, obedecia a algumas regras pouco habituais. Benfica e AC Milan foram informados de que não teriam direito a realizar um treino de adaptação ao relvado. Segundo os responsáveis pelo recinto, esse procedimento apenas era permitido quando a seleção de Inglaterra defrontava outra seleção, garantindo assim igualdade de circunstâncias. Tratando-se de duas equipas estrangeiras, entendia-se que ambas se encontravam em condições idênticas. Desta forma, os dois conjuntos só tiveram acesso ao relvado no próprio dia da final, 22 de maio.
O afamado cavalheirismo britânico acabaria, contudo, por ser salvo por Matt Busby, treinador do Manchester United. Retribuindo o convite dos dirigentes do Benfica, que no início da época lhe haviam proporcionado a possibilidade de assistir, em Lisboa, à segunda mão da Taça Intercontinental, frente ao Santos, Busby convidou os dirigentes benfiquistas a assistir à final da Taça de Inglaterra, disputada no mesmo recinto apenas três dias depois da final europeia. Assim, num estádio onde os protagonistas da final europeia precisavam de bilhete para entrar, pelo menos quatro dirigentes do Benfica regressaram a Wembley, desta vez na condição de convidados.
Saiba mais sobre esta e outras histórias das campanhas europeias na área 12 – Honrar o País, do Museu Benfica – Cosme Damião."

António Pinto, in O Benfica

O que cabe num centímetro


"Duas formigas. Daquelas domésticas, pretas, que nos entram em casa vindas dos vasos, dos quintais ou do jardim. Em média, medem cerca de 5 milímetros cada, daí um par delas, juntinhas e em fila, chegar a um centímetro, a medida mágica que permitiu ao FC Porto juntar mais três pontos ao seu imenso pecúlio de vergonha desportiva.
O mundo animal está repleto de pequenos exemplos de espécies minúsculas que quase chegam a um centímetro de comprimento ou ultrapassam-no por pouco. O sapo-pulga das florestas da Papua-Nova Guiné também cabe nesta bitola, tem cerca de 7,7 milímetros. E há uma carpa nos pântanos (território lamacento que vem bem ao caso) e nos rios da Indonésia que quase chega aos 10 milímetros de comprimento - tem 7,9 milímetros.
Para se perceber o quão ridícula é a posição escolhida para a colocação do frame de uma linha de fora de jogo, deixo mais dois exemplos que, lá no fundo, têm muito que ver com o atual estado da arbitragem em Portugal. No fora de jogo da Madeira não caberia um dos menores répteis do planeta: um macho adulto com apenas 1,35 centímetros. Trata-se de um camaleão das florestas de Madagáscar que, curiosamente e tal como a lista de notáveis da arbitragem nacional, nunca muda de cor. Vive no chão, claro, sem possibilidades de subir mais alto na vida.
Deixo para o fim o caso de um outro pequeno ser com menos de 2,5 centímetros. Ou seja, uma vez e meia maior do que o fora de jogo que o VAR Tiago Martins conseguiu mascarar. Não se trata de um animal qualquer, é um polvo, o polvo- -lobo, considerado um dos mais pequenos do mundo. Calha bem, um polvo pequenino para agradar ao polvo maior."

Ricardo Santos, in O Benfica

A Farsa Continua


"Soubemos, pela voz do próprio, que Pedro Proença é “um gajo competentíssimo”. O que estamos a ver, com os nossos olhos, é que o presidente da FPF não soube antecipar um conflito, mais ou menos expectável, no seio da Selecção Nacional, nem está a saber resolvê-lo – ou melhor, está à espera que se resolva sozinho, demonstrando uma total incapacidade de acção e de decisão.
Conhecemos também a opinião do próprio acerca dos árbitros portugueses, e quem somos nós para discordar. A cada semana que passa, mais preocupados ficamos quanto à verdade desportiva a que temos direito nos relvados portugueses. Braga e Funchal, no passado fim-de-semana, foram apenas os últimos episódios de uma saga que começou no dia em que Pedro Proença, Rui Caeiro e Luciano Gonçalves tomaram conta das competições nacionais. O presidente do Conselho de Arbitragem também somou, em pouco mais de um ano e meio, uma colecção assinalável de polémicas e suspeitas, mais do que suficiente para ter de dar o lugar a outro. Ninguém confia naquele indivíduo, e o que se passa nos campos não ajuda nada.
Quando vemos um penálti do tamanho do Estádio Municipal de Braga ser ignorado pelo VAR, quando vemos um golo anulado na Madeira pelo fiscal de linha ser depois validado por 1 cm (um centímetro !?!?) no conforto dos sofás e ecrãs da Cidade do Futebol, quando nos recordamos da arbitragem do último clássico, percebemos que nada mudou e nada vai mudar enquanto estes protagonistas se mantiverem em funções.
O Benfica já perdeu um Campeonato e uma Taça em 2025, e perdeu o acesso à Champions em 2026, devido a erros grosseiros de árbitros e vídeo-árbitros. E quando os erros continuam a manipular o palmarés do futebol nacional, a esperança numa temporada vitoriosa dissipa-se fatalmente. Contra esta trupe, não temos hipóteses."

Luís Fialho, in O Benfica

Resistir!


"O futebol já demonstrou à saciedade que sabe saltar para lá da bola e ultrapassar as quatro linhas para se transformar numa poderosa mensagem de humanidade. Foi o que aconteceu, sem tirar nem pôr, no Estádio da Luz, quando 22 mulheres resistentes, que enfrentam ou já venceram o cancro da mama, entraram em campo acompanhando os jogadores até ao alinhamento central no relvado. Desta vez, elas foram também protagonistas porque inspiraram pelo exemplo e mostraram a quem sofre com esta doença, mulher ou homem, que resistência e superação não são palavras vãs, mas atitudes ao alcance de toda a gente. Com isto, o Benfica quis recordar que o cancro existe e não acontece apenas aos outros, pelo contrário, é bem real e frequente, mas é cada vez mais controlável se detetado em fase embrionária e já não é, como outrora, uma sentença dada.
Mas ainda assim, mesmo com a medicina atual, o diagnóstico precoce ainda faz muitas vezes a diferença entre a vida e a morte. Por isso, informar, sensibilizar e incentivar a vigilância da saúde e o rastreio adequado são responsabilidades de todos. O Benfica demonstrou, uma vez mais, que a sua dimensão social se mede também pela capacidade de mobilizar consciências e colocar a enorme força do futebol ao serviço da vida e de mostrar que esta luta é uma luta de todos para que ninguém se sinta só e para que se levantem as cabeças e se enfrentem o medo e a doença. Porque para vencer o cancro é preciso prevenir, combater e sobretudo resistir!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Editorial...


"1. A arte de bem receber encontra a paixão pelo Benfica no Emirates Lounge. Neste jornal O Benfica, uma reportagem extensa dá a conhecer uma nova forma de viver o futebol, com a cozinha do chef Vítor Matos, cuja obra soma seis estrelas Michelin, e uma arquitetura inspirada nos tons do deserto. Desenvolvido em conjunto com a Emirates, parceira de referência do Clube, este projeto representa mais um passo no investimento que, ao longo dos últimos anos, tem renovado e melhorado o Estádio da Luz: dos ecrãs e da iluminação LED ao aumento gradual da lotação, rumo aos 70 mil lugares. Uma excelente reportagem para ler nesta edição.

2. A Fundação Benfica voltou a promover uma iniciativa de extraordinária relevância e sensibilidade social. No último jogo, 22 mulheres que enfrentam o cancro da mama entraram com o número 12, num momento especial de homenagem e de sensibilização para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Mais um grande gesto da Fundação Benfica neste Outubro Rosa.

3. Que bonita homenagem os benfiquistas reservaram a Toni durante o jogo com o Celtic. Aos 80 anos, é um dos maiores símbolos da mística do Benfica e fez vibrar gerações como jogador, treinador, dirigente e benfiquista de corpo inteiro. Como tantas vezes nos recorda, os sócios são a alma do Benfica: um Clube cuja história e dimensão são inigualáveis

4. Um dos grandes momentos deste fim de semana merece acompanhamento ao minuto nas plataformas de comunicação do Benfica: a Supertaça de voleibol, frente ao Sporting, o primeiro troféu da época. Nas páginas deste jornal, o treinador Sakis Psarras e o capitão Ivo Casas fazem a antevisão da partida e traçam as perspetivas para este arranque competitivo em Viseu. Numa modalidade em que o Benfica foi, até há pouco tempo, hegemónico e uma referência maior, vamos à luta por mais uma conquista. Vamos, Benfica!"

Pedro Pinto, in O Benfica

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Vitória na Gaia...

Carvalhos 26 - 35 Benfica
10-19

Vitória fácil, com muita rotação...

Não posso deixar de notar, que nem nestes tipo de jogos, a estatística muda: o Benfica é sempre a equipa com menos Livres de 7 metros, e mais Exclusões, em todos os jogos!!!

Empate...

Benfica 1 - 1 Moreirense
Kiko Silva


Mais um empate, numa partida onde começamos muito mal, mas depois do golo sofrido acabámos por ficar por cima do jogo, e no final até merecíamos a vitória...

Num fim-de-semana, sem jogos da equipa B, vários jogadores que tem jogado (pouco) na B, 'baixaram'. Com o imperativo de dar minutos a tantos jogadores, o onze acabou por ficar muito desequilibrado... o que transformou o jogo, num 'bonito' espectáculo de contra-ataque dos dois lados!

Com as substituições no 2.º tempo melhorámos... Nota ainda para o regresso do Miguel Figueiredo após lesão...

BI: Megafone #296 - Celtic despachado e crise na oposição

Visão - S08E12 - A vida é bonita | Celtic

Os favores pagam-se...

Novela...

Castigo?

Que seja infinito enquanto dure, pensarão os benfiquistas...


"Talvez nunca nos últimos três anos, como nestes três meses de arranque de 2026/2027, o Benfica tenha dado tanta esperança aos seus adeptos

O enorme Marcus Vinícius da Cruz e Mello Moraes completaria hoje, 19 de outubro, 113 anos. Um jovem, portanto. Por outro lado, ninguém me tira da cabeça que, com aquele nome tão longo, seria o parceiro perfeito de João Maria Lobo Alves Palhinha Gonçalves no meio-campo do Benfica.
O poetinha, como lhe chamam no Brasil, fez de tudo na vida: poeta, músico, letrista, ensaísta, diplomata e, sobretudo, boémio. Um pouco como Fredrik Aursnes, outro grande: médio-centro, médio-direito, médio-esquerdo, lateral-direito, lateral-esquerdo, 6, 8 ou 10. Menos boémio, claro. Ou Gianluca Prestianni, o menino de Ciudadela, o homem que faz tudo em campo: poemas, sonetos e baladas, seja à esquerda, à direita ou ao meio. O mais perto de Vinícius que há na Liga.
O nosso Vinícius de Moraes escreveu no Estoril, em 1939, com 26 aninhos, um dos seus versos mais famosos: «Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.» É aqui que quero chegar: Estoril. Onde tudo começou. Para ele e para Marco Alexandre Saraiva da Silva. Não se sabe o que o futuro reserva ao Benfica de Marco. Nem, claro, ao FC Porto de Francesco Farioli ou ao Sporting de Rui Manuel Gomes Borges.
Há, para já, três verdades: o leão está imparável na Europa, o dragão está imparável em Portugal e a águia está imparável a marcar golos e a jogar bom futebol. Os benfiquistas esperam que seja infinito enquanto dure; os sportinguistas e os portistas, posto que pode ser chama, desejam que seja apenas chama.
É aqui, de novo, que quero chegar. Este Benfica, pelo menos o Benfica de julho a outubro, não é samba de uma nota só, como escreveu Vinícius. Nem sequer é samba. É mais tango de Gianluca Prestianni Gross. E de Marco Silva. Fixemo-nos nos últimos três anos. Houve Roger Schmidt, Bruno Miguel Silva do Nascimento (aka Bruno Lage), José Mário dos Santos Mourinho Félix e Marco Silva.
Talvez nunca, como nestes três meses de arranque de 2026/2027, o Benfica tenha dado tanta esperança aos seus adeptos. Está a cinco pontos do intratável FC Porto — e cinco pontos, mesmo a 26 jornadas do final, são muitos pontos. O Benfica, tal como o Sporting, não depende apenas de si para ser campeão. Pode arrancar 26 triunfos até ao final da Liga e, mesmo assim, não ser campeão.
Porém, voltemos a Vinícius. Os adeptos encarnados desejam que este bom futebol do Benfica seja infinito enquanto dure. Porque (empreguemos agora uma máxima futebolística) quem joga bem está sempre mais perto de ganhar. Pode o Benfica deixar de jogar um futebol de encantar já em Nicósia, em dezembro frente ao SC Braga e ao Sporting, ou mesmo nos combates finais de maio de 2027. Porém, Marco Silva fez renascer o que há muito estava adormecido entre os benfiquistas: a esperança.
A esperança que, de novo, perderam os fãs do Manchester United: sete jornadas, uma vitória, quatro empates, duas derrotas. Coitado do Bruno, pá. É fado de uma nota só na triste e cinzenta Manchester."

BolaTV: Trubin vs Samuel Soares e a antevisão ao jogo da Liga Europa do Benfica

BolaTV: Importância de Prestianni e a gestão do plantel do Benfica

BF: Palhinha...

D. Monarca - 👀ALERTA BENFICA! O FUTURO DE BANJAQUI E 3 LATERAIS NA MIRA!

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - França vence Mundial de Hóquei em Patins: as explicações do sucesso

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Observador: Três Toques - Portugal conquista quatro medalhas nos Mundiais de ciclismo

Liga: Braga 1 - 2 Gil Vicente

Atualidade benfiquista


"A atividade recente do Benfica na BNews.

1. O sonho do Pedro e o sonho do Carlos
Uma iniciativa conjunta do Futebol Profissional e da Fundação Benfica.

2. Outubro Rosa
Vários elementos da equipa B do Benfica visitaram a Unidade Funcional de Senologia do Hospital Garcia de Orta no âmbito da campanha Outubro Rosa, dedicada à sensibilização para a prevenção e o diagnóstico precoce do cancro da mama.

3. Comunicado oficial
"O Sport Lisboa e Benfica desmente categoricamente as informações publicadas pelo Correio da Manhã sobre a relação da empresa da ATM com o Clube", pode ler-se.

4. Goleada na Madeira
A equipa feminina de futebol do Benfica ganhou, por 0-4, na visita ao Marítimo.

5. Últimos resultados (formação)
Nos Juniores, o Benfica venceu o Sporting por 4-0. Nos Juvenis, triunfo benfiquista no reduto do Real SC por 0-2.

6. Últimos resultados (masculino)
Em basquetebol, o Benfica ganhou à Oliveirense por 92-67. Em hóquei em patins, derrota com o Sporting por 6-4 nas meias-finais da Taça Jesus Correia. Em voleibol, desaire na Supertaça com o Sporting (0-3). Em râguebi, vitória, por 18-36, na visita ao CDUP.

7. Últimos resultados (feminino)
O Benfica registou vitórias em andebol (15-36 com o Alavarium e 33-20 ante o CJ Almeida Garrett), basquetebol (63-88 no reduto do CDEFF), futsal (4-1 frente ao Santa Luzia) e voleibol (0-3 em casa do PV Colégio Efanor). E sofreu desaires em basquetebol (83-73 no pavilhão do CAB) e râguebi (30-14 no Sport CP).

8. Jogos do dia
Os Sub-23 do Benfica recebem o Moreirense, às 17h00, no adidas Benfica Campus. E, em andebol no masculino, as águias visitam a AD Carvalhos (21h00).

9. Mundiais de hóquei em patins
Confira a prestação de 13 atletas do Benfica participantes no certame.

10. Nota de pesar
"O Sport Lisboa e Benfica manifesta profundo pesar pelo falecimento de Joaquim Letria, figura de referência do jornalismo português e assumido benfiquista."

11. Sport Montreal e Benfica
Esta filial canadiana do Benfica reabriu portas."

Possessivo: Sonhos...

O melhor do mundo é um adolescente


"Tricampeão espanhol. Campeão do mundo e da Europa. Seis troféus pelo clube, dois pela seleção. 37 internacionalizações A, 11 golos. 162 jogos pelo Barcelona, 58 golos, 55 assistências. Presente no melhor onze da Liga dos Campeões, no melhor onze do Europeu, na equipa do ano da FIFA.
Estes registos seriam suficientes para justificar que um trintão teve uma excelente carreira. Seriam números que explicariam o percurso de um futebolista de elite ao longo de muito tempo a competir.
Bem, estes números são de Lamine Yamal, de apenas 19 anos. São as estatísticas do melhor jogador do mundo, um adolescente transformado no melhor executante da modalidade desportiva mais popular da história da humanidade. Ser o melhor do mundo não significa que Lamine Yamal vá ganhar a Bola de Ouro, galardão a entregar na próxima segunda-feira. O prémio pode ser do espanhol, sim, que seria o seu mais jovem vencedor, mas também pode ir para Harry Kane, Kylian Mbappé, Lionel Messi.
Ser o melhor do mundo não significa, sequer, que Lamine Yamal vá ganhar a Bola de Ouro em 2027, a seguinte, ou a de 2028, ou que devesse ter em sua casa a de 2025, quando foi segundo. É algo mais profundo e constante do que isso.
Lamine Yamal é o melhor do mundo e isso é mais do que as circunstâncias de um prémio que depende de votos, de campanhas, de uma eliminatória que se vence ou se perde. É o melhor do mundo no sentido em que Lionel Messi foi o melhor do mundo durante cerca de década e meia, por muito que a Bola de Ouro tenha ido, justamente, parar várias vezes às mãos de Cristiano Ronaldo durante esse período. Mas isso não destronava Messi do estatuto do melhor que havia num relvado.
Com a saída de cena do argentino da elite, já fora da seleção e tendo já disputado todos os jogos mais relevantes da sua vida, em modo de pré-reforma a brilhar na MLS, o melhor é um adolescente que tem o hábito de dormir no autocarro antes dos encontros, por mais importantes que sejam. O menino que, quando marca, faz o sinal do código postal de Rocafonda, o seu bairro, mais um astro da bola vindo da pobreza, da dificuldade, da necessidade.
Ninguém joga tanto tão regularmente quanto o canhoto do Barcelona. Ninguém é tantas vezes tão decisivo, gerando um campo magnético que atrai para si as linhas com que se viram desafios de pernas para o ar.
Só nas últimas semanas houve este golaço ao Betis, um lance em que se vai de zero a golo graças a Lamine, como um feitiço com toques de alquimia, transformando o nada em ouro. Houve esta jogada contra o Galatasaray, o tipo de criação que é imitada e imitada em escolas, em recreios, em jardins, em parques, uma obra com um toque de fantasia adolescente, que fascina os mais novos, crentes no futebolista como um herói de banda desenhada, Lamine como Batman ou homem-aranha. Já repararam quantas crianças têm camisolas com o nome de Yamal escrito?
Pela Espanha, na recente janela internacional, marcou contra Croácia, Chéquia e Inglaterra, sempre nos seis minutos iniciais. Vive com pressa e depressa, Yamal, finta o tempo, domina-o. Antes disso, pelo Barcelona, já bisara três vezes em golos e outras três em assistências em 2026/27.
Um dos maiores méritos da seleção campeã do mundo foi ter triunfado em Nova Jérsia mesmo com o seu artista fisicamente diminuído, incapaz de se expressar ao melhor nível durante o torneio nas Américas. Mas, antes e depois do torneio, Lamine Yamal vai provando que, em matéria de ser colossalmente bom antes dos 20 anos, talvez só Pelé — rei do Mundial 1958 com 17 anos — se lhe compare na história do futebol.
Num jogo cada vez mais de padrões e repetições, um futebol com toques de inteligência artificial, mecânico e mecanizado, o melhor do mundo é um toque de criatividade, de imperfeição, de invenção anti-Chat GPT, o não-Claude. De sair fora da lógica. Ele próprio o disse, numa maravilhosa entrevista: “Penso nele [no defesa que o tenta travar] como um robô, tentando parar-me. Os robôs podem ser quase perfeitos, mas os humanos terão algo que os robôs não têm”.
O trono que foi de Lionel é de Lamine, La Masia produzindo fenómenos que usam a base do cânone do Barça para depois jogarem segundo as suas regras, fluindo dentro das bases que a formação lhes deu. Messi que banhou Yamal quando este era criança, numa espécie de passagem de testemunho cinematográfica, quase impossível de acreditar. O espanhol, por certo, pediu ao pai, durante muitos anos, para não mostrar ao mundo aquela fotografia, protegendo-se de comparações. Queria ser Yamal, não o futuro Messi.
Lamine Yamal ganhou o Europeu de 2024 entre trabalhos de casa e trabalhos de casa, um exame do secundário num dia, um golo histórico à França no seguinte. Depois disso já transformou La Liga no seu parque de diversões, deixou pedaços de arte na Liga dos Campeões, subiu ao topo do planeta nos Estados Unidos. Joga, diverte, diverte-se. E ganha, ganha muito. Com ou sem Bola de Ouro, com ou sem um prémio circunstancial, é o melhor jogador de futebol que há."

A Taça dos sonhos continua


"O equilíbrio desta eliminatória da Taça de Portugal é um sinal de inspiração para o futebol português. Seis equipas da Liga, em 14, foram eliminadas e chega aos 1/16 avos uma das distritais

A presente edição da Taça de Portugal tem uma aura especial e diferente, apesar de tudo, de todas as anteriores: a Prova Rainha sempre foi o palco dos sonhos dos mais pequenos, mas como estamos lembrados — e se não estivéssemos a performance do Torreense na UEFA Europa League disso se encarregaria —, a época passada permitiu a subida ao Olimpo do Jamor, pela primeira vez, de uma equipa de escalão secundário. E logo frente a uma das três potências dominadoras do futebol português e, por conseguinte, com elevado número de Taças de Portugal conquistadas.
Sabemos, diz-nos a história de quase 90 edições, que será muito difícil repetir o feito de há meses dos homens do Oeste. Mas além de permanecerem sonhos de pé à partida para os 1/16 avos de final, é de assinalar o equilíbrio vigente nos 1/32 avos disputados no fim de semana que passou.
Entraram em acção nesta eliminatória 14 equipas da Liga Betclic. Os representantes de Portugal na Europa (entre os quais o afamado Torreense) só chegam na próxima.
Sanjoanense (Nacional), Aves SAD (Moreirense), Fátima (Ac. Viseu), Tondela (Alverca), Mafra (Santa Clara) e Paredes (Famalicão) eliminaram seis destas 14 equipas, quase metade, e só Estoril e Arouca, por exemplo, sabem o que passaram para seguir em frente. Mais: em 27 jogos, apenas dois terminaram com mais de um golo de diferença.
Aos seis chamados tomba-gigantes (assumindo o termo apenas para quem afasta equipas da Primeira Liga) há a somar os feitos de Atlético, Vianense e Leça, equipas da Liga 3 que afastaram formações da Liga 2, e o sobrevivente Olhanense, único representante dos campeonatos distritais ainda em prova (às vezes parece mentira falar assim do Olhanense, que ainda ontem estava na principal Liga).
Nem tudo são maus sinais na competitividade do futebol português. E a Taça dos sonhos continua."

O futebol como palco do poder global


"O futebol, hoje, já não pode ser lido apenas como um jogo. É um dos poucos fenómenos globais onde desporto, economia, política e cultura se cruzam de forma permanente e cada vez mais visível. Entre decisões institucionais, dinâmicas financeiras e disputas de influência internacional, o futebol transformou-se num espelho das tensões do mundo contemporâneo.
A expansão do futebol enquanto espetáculo global tornou-o também numa ferramenta de influência entre Estados e instituições. A organização de grandes competições ou investir em clubes de elite deixou de ser apenas desporto. Passou a ser uma forma de projetar imagem, influência e legitimidade internacional.
Este fenómeno é frequentemente descrito como soft power, a capacidade de um país influenciar outros através da atração cultural em vez da força. No futebol, isso traduz-se na utilização de super eventos, clubes e estrelas como veículos de diplomacia indireta. A FIFA assume aqui um papel central, regulando competições e gerindo equilíbrios delicados entre interesses desportivos, económicos e políticos, enquanto a UEFA desempenha esse papel no contexto europeu.
O Mundial, em particular, tornou-se muito mais do que uma competição. É um palco onde países se apresentam ao mundo, reforçam posições estratégicas e disputam visibilidade global. Esse processo transforma o futebol num espaço inevitavelmente político, mesmo quando se apresenta como neutro.
A edição de 2026, disputada nos Estados Unidos, no Canadá e no México e vencida pela Espanha na final, tornou este argumento ainda mais visível: pela primeira vez, a FIFA aplicou um sistema de preços dinâmicos à venda de bilhetes, o que levou entradas na fase de grupos a ultrapassar os milhares de euros e o bilhete mais barato da final a superar os dois mil euros, gerando críticas de adeptos, treinadores e até uma queixa formal junto da Comissão Europeia.
Um torneio pensado para unir o mundo à volta de um jogo tornou-se, também ele, um estudo de caso sobre até que ponto o espetáculo pode ser esticado antes de deixar de ser acessível a quem lhe deu origem.
Em vários casos recentes, o futebol europeu tem sido diretamente atravessado por conflitos históricos, políticos e até militares que extravasam o contexto desportivo.
O exemplo mais evidente é o da Rússia e Ucrânia. Desde a invasão da Ucrânia em 2022, a Rússia foi suspensa de competições internacionais pela UEFA e FIFA, afetando clubes e seleção nacional, uma suspensão que se mantém em vigor para a equipa principal e para os clubes nas provas europeias, incluindo o ciclo 2026/2027. Ainda assim, o processo já não é estático: em julho de 2026 o Comité Olímpico Internacional levantou provisoriamente a suspensão ao Comité Olímpico Russo, e a FIFA convidou a seleção sub-15 russa para o Mundial da categoria, em outubro, no Azerbaijão, o primeiro regresso oficial da Rússia a uma competição da FIFA desde 2022.
O próprio presidente da FIFA já se mostrou publicamente favorável a um regresso gradual, começando pelos escalões de formação. A Ucrânia, por sua vez, continua impedida de jogar em território próprio, e assim continuou mesmo depois de não se ter apurado para o Mundial 2026, ao perder no play-off europeu frente à Suécia; toda essa fase decisiva foi disputada em Espanha, por razões de segurança, com o futebol a assumir também um papel de representação nacional em contexto de guerra. Neste caso, a decisão institucional foi direta e imediata, mostrando que em cenários extremos o futebol europeu não se mantém neutro, ainda que a forma como esse afastamento é gerido continue, ela própria, a evoluir.
Nos Balcãs, o caso da Albânia e Sérvia mostra outro tipo de tensão. Não existe uma guerra ativa entre os dois países, mas sim um conflito histórico e identitário profundo, muito ligado ao Kosovo e às guerras da antiga Jugoslávia. O episódio de 2014 num jogo em Belgrado, interrompido após a entrada de um drone com símbolos políticos, expôs como rapidamente o futebol pode tornar-se palco de conflito. Desde então, a UEFA reforçou mecanismos de separação e segurança, evitando confrontos diretos entre seleções sensíveis.
Por outro lado, o caso da Grécia e Macedónia do Norte é mais diplomático e identitário. Durante anos, a disputa sobre o nome Macedónia condicionou o reconhecimento internacional da seleção. O Acordo de Prespa em 2018 resolveu o impasse político e permitiu a normalização da presença da seleção nas competições da UEFA e da FIFA. É um exemplo claro de como decisões diplomáticas podem desbloquear impasses desportivos e reintegrar países no sistema competitivo europeu.
Nestes contextos, FIFA e UEFA não são apenas organizadoras de competições, mas também mediadoras indiretas de conflitos internacionais.
O seu papel manifesta-se em três dimensões principais. Primeiro, na regulação e exclusão, como acontece com suspensões de federações em situações de guerra ou violações graves, ou na definição de regras que impedem confrontos entre países politicamente sensíveis.
Segundo, na mediação indireta de tensões, através da separação de seleções em sorteios e da gestão de calendários e segurança em jogos de risco político.
Terceiro, na pressão diplomática e simbólica, já que decisões sobre torneios, competições e posicionamentos institucionais acabam por ter impacto político, mesmo quando não são apresentados como tal.
Ainda assim, este papel é frequentemente criticado por ser reativo e dependente da pressão externa, intervindo muitas vezes apenas quando o contexto já se tornou insustentável. Para além da dimensão política e simbólica, estes conflitos têm também impactos económicos relevantes no ecossistema do futebol.
Em primeiro lugar, há efeitos diretos na exclusão de mercados. A suspensão de seleções ou clubes, como no caso da Rússia, retira receitas de competições internacionais, reduz visibilidade mediática e afeta contratos televisivos, patrocínios e direitos comerciais. Isto cria um efeito em cadeia que não se limita ao país sancionado, mas também às próprias competições, que perdem audiências e potencial de mercado.
Em segundo lugar, existe impacto na organização de eventos. Jogos considerados de alto risco político implicam custos acrescidos em segurança, policiamento e logística. Em alguns casos, podem obrigar mesmo a jogos à porta fechada ou em campo neutro, o que reduz receitas de bilheteira e impacto económico local.
Em terceiro lugar, há consequências no valor de marca dos próprios torneios. Conflitos internacionais associados ao futebol podem afetar a perceção global das competições, influenciando decisões de patrocinadores e investidores, que procuram ambientes estáveis e previsíveis.
Por fim, estes contextos também afetam o mercado de transferências e a mobilidade de jogadores, sobretudo quando há sanções, instabilidade política ou restrições legais, o que pode alterar fluxos económicos entre ligas e clubes.
Outro eixo central desta transformação é a crescente financeirização do futebol. O acesso ao espetáculo tornou-se progressivamente mais caro, acompanhando a lógica global da experiência premium.
A introdução de modelos de preços dinâmicos em grandes competições internacionais, como se viu de forma particularmente evidente no Mundial 2026, tem levado a aumentos significativos no custo dos bilhetes, afastando parte do público tradicional e gerando críticas sobre elitização do jogo. O futebol, enquanto produto global, parece cada vez mais orientado para maximizar receitas, mesmo que isso altere a sua relação histórica com os adeptos.
Para além da economia e da política internacional, o futebol continua a ser um espaço onde questões sociais emergem com força. Racismo, desigualdade, inclusão e identidade cultural são temas recorrentes que atravessam jogos, estádios e redes sociais.
Apesar das campanhas institucionais, episódios de discriminação continuam a surgir, revelando que o futebol não está isolado das dinâmicas sociais mais amplas. Pelo contrário, muitas vezes amplifica-as, precisamente pela sua visibilidade global.
Ao mesmo tempo, o futebol funciona como espaço de representação coletiva. Clubes e seleções tornam-se símbolos identitários, capazes de mobilizar emoções, pertença e até conflitos simbólicos entre comunidades.
A questão central talvez não seja se o futebol continua a ser apenas desporto, mas sim até que ponto isso ainda é possível.
Hoje o futebol é simultaneamente uma indústria multimilionária, uma ferramenta de influência geopolítica, um palco onde conflitos internacionais e históricos se projetam como Rússia e Ucrânia, Albânia e Sérvia, ou Grécia e Macedónia do Norte, um sistema regulado por entidades como FIFA e UEFA que atuam como mediadores indiretos de tensões políticas, um espaço de impactos económicos relevantes associados a sanções, exclusões e instabilidade, um espaço de disputas sociais e um espetáculo cultural global.
Estes exemplos mostram que o futebol não apenas reflete o mundo. Muitas vezes amplifica as suas tensões, ajuda a gerir memórias históricas ou a estabilizar relações diplomáticas, mas raramente é neutro.
No fim, o futebol continua a ser o mesmo em essência. Vinte e dois jogadores, uma bola, um objetivo. Mas o mundo à sua volta tornou-se irreconhecivelmente mais complexo, e é isso que o transforma num dos fenómenos mais relevantes da sociedade contemporânea."

Quatro medalhas, uma certeza e um país por pedalar


"Portugal voltou a brilhar nos Mundiais de ciclismo de pista. Quatro medalhas em Xangai confirmam a excelência de uma modalidade que continua a merecer muito mais atenção do que aquela que lhe dispensamos. E Iúri Leitão voltou a mostrar que os campeões não precisam de ser descobertos duas vezes

Há países que descobrem os seus heróis quando estes sobem ao pódio olímpico. Portugal descobriu Iúri Leitão em 2024, com o ouro conquistado em Paris, ao lado de Rui Oliveira, no madison. De repente, um país desportivamente inculto ficou a saber que existiam bicicletas sem travões e disciplinas chamadas omnium, scratch e madison. Nomes esquisitos, regras difíceis de entender à primeira e corridas que parecem desafiar a lógica de quem só conhece o desporto pela televisão.
Pois bem: dois anos depois, continuamos a ter razões para prestar atenção.
Em Xangai, Portugal conquistou quatro medalhas nos Mundiais de pista, confirmando resultados de excelência a que, felizmente, nos vamos habituando. Esperemos que bem. Porque, quando o sucesso se repete, deixa de ser acaso e passa a ser sinal de competência, trabalho e talento. A questão é saber se temos a ambição de transformar estes resultados numa tradição duradoura. No centro desta história está, inevitavelmente, Iúri Leitão. Mais um título mundial para um corredor especial, carismático e de enormíssimo talento, capaz de aliar potência, inteligência e uma notável capacidade de decidir quando mais importa. Há campeões que ganham medalhas; outros conseguem também despertar um país. Iúri pertence às duas categorias.
Mas seria injusto reduzir a Xangai ao brilho de um só nome. Quatro medalhas são o retrato de uma seleção que merece reconhecimento e de uma modalidade que justifica investimento, visibilidade e continuidade.
Talvez esteja na altura de deixarmos de achar o scratch estranho, o omnium incompreensível e o madison uma extravagância. Afinal, também aprendemos a gostar daquilo que nos ensinaram a ver.
Portugal tem campeões. Tem resultados. Tem talento. Falta-lhe, por vezes, olhar para eles antes de chegarem ao ouro olímpico.
Que estas quatro medalhas sirvam, portanto, para mais do que festejar. Que nos ensinem a olhar para a pista. Porque os campeões já lá estão. Nós é que, demasiadas vezes, ainda vamos a meio da volta."