Últimas indefectivações

terça-feira, 28 de abril de 2026

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - O problema do Sporting? "Anda a funcionar com pilhas descarregadas"

Observador: Três Toques - Uma maratona, três possíveis recordes

SportTV: Primeira Mão - 🤔 Rumo à final? O sonho europeu do Braga

Benfica FM: Capitã... tem futuro!

Oliveira: Moreirense...

DAZN: F1 - O penso rápido vai funcionar?

DAZN: Premier Pub - A três jornadas do fim… tudo por decidir.

DAZN: Premier League - R34 - Golos...

DAZN: La Liga - R32 - Golos

Chuveirinho #170

Zero: Ataque Rápido - S07E39 - Título é certeza, o resto são dúvidas

Falsos Lentos - S06E34 - Carlos e Diogo Desiludem Manuel

De Letra #40 - ⚽ Froholdt é o MVP da Liga e Torreense no Jamor

Tailors - Final Cut - S05E18 - Daniel Gaspar

Segundo Poste - S05E39 - "Não é certo que o Sporting perca o segundo lugar"

O teste pós-carreira ao Decreto-Lei n.º 272/2009: onde estão os resultados?


"O Decreto-Lei n.º 272/2009 nasceu com uma ambição clara e, à data, até louvável: garantir que os atletas de alto rendimento não fossem deixados à sua sorte no momento mais difícil das suas carreiras, o fim das mesmas . A ideia era simples na teoria e exigente na prática: assegurar que anos de dedicação ao país, muitas vezes com sacrifícios pessoais e académicos evidentes, não terminassem num vazio profissional.
Ao longo dos anos, o legislador foi reforçando este enquadramento. E fê-lo, mais recentemente, com a aprovação da Lei n.º 13/2024, de 19 de janeiro, que veio alterar e densificar o próprio regime. Introduziram-se sistemas de quotas no emprego público, reforçaram-se apoios financeiros no pós-carreira e ajustaram-se mecanismos como a subvenção temporária de reintegração. No papel, o sistema nunca esteve tão completo. O problema continua a ser o mesmo: o papel aceita tudo.
Importa, contudo, quero deixar uma nota de enquadramento político que não pode servir de desculpa. Apesar desta última alteração ao regime resultar de iniciativa do governo anterior, nada justifica a inação do atual executivo, nem tão pouco do IPDJ. Pelo contrário: a continuidade e execução das políticas públicas são um teste à maturidade institucional de um país. A falta de consistência, acompanhamento e responsabilização não é um detalhe é, aliás, um traço típico de contextos menos desenvolvidos, onde se legisla muito e se avalia pouco.
Portugal continua a investir recursos públicos significativos no desporto de alto rendimento. E bem. Mas há um momento em que as luzes se apagam, os pódios deixam de existir e os atletas regressam à vida “normal”. É nesse momento que o sistema devia mostrar se funciona. E é também nesse momento que desaparecem os dados, a evidência e arrisco dizer a própria responsabilidade.
A alteração de 2024 ao DL 272 veio introduzir um elemento particularmente exigente: quotas no emprego público e apoios financeiros reforçados, com efeitos que, na prática, podem abranger atletas que terminaram a carreira antes da entrada em vigor da lei. Ou seja, já não estamos apenas no domínio das intenções. Estamos no domínio da execução. E execução mede-se.
Mas há um detalhe que não é novo e que ajuda a perceber porque continuamos onde estamos. Lembro-me bem de, na altura em que participei em grupos de trabalho e, através da AAOP, termos apresentado propostas concretas para melhorar o sistema. E recordo-me de ter colocado uma pergunta simples — mas incómoda, quase uma pergunta ácida: existe uma base de dados integrada que permita saber quem são os atletas, que percurso tiveram, que apoios receberam e qual foi o seu desfecho no pós-carreira? Existe informação consolidada que permita analisar, cruzar dados e, a partir daí, tomar decisões informadas?
A resposta, na altura, foi a habitual: “não sei”. E, na prática, os resultados existentes eram próximos de zero em muitas dimensões.
E é precisamente esse “não sei” que atravessa o tempo, atravessa diplomas e atravessa reformas. E quando os órgãos públicos não publicam o que sabem, ou não sabem e devem ser naturalmente responsabilizados por essa omissão.
Hoje, com quotas no emprego público e subsídios reforçados, as perguntas são ainda mais exigentes e continuam sem resposta.
Quantos atletas beneficiaram efetivamente deste regime desde janeiro de 2024?
Quantos entraram na Administração Pública através do sistema de quotas?
Em que organismos?
Em que concursos?
Quantos ficaram de fora?
E, no que toca aos apoios financeiros, quantos beneficiaram, com que critérios e com que impacto real na sua reintegração?
A verdade é simples e desconfortável: continuamos sem saber!
Uma visita ao site do IPDJ mostra um sistema bem explicado, atualizado, alinhado com a nova lei. Mas, mais uma vez, falta o essencial: resultados. Não sabemos quantos atletas estão empregados após o fim das suas carreiras, quantos utilizaram os novos mecanismos introduzidos em 2024, quantos ficaram excluídos, nem qual o impacto real destas alterações.
O sistema evoluiu. A lei foi reforçada. Mas a transparência continua parada no tempo, o que levanta um problema estrutural: se não existe uma base de dados integrada, se não há capacidade de análise e extrapolação, então o sistema não está apenas por avaliar , está na prática, cego. E um sistema cego não corrige, não melhora, não aprende.
O que se exige não é complexo. Exige-se que a tutela meça e publique o impacto do regime. Que construa, finalmente, uma base de dados integrada que permita saber onde estamos e para onde devemos ir. Que diga, com dados, quantos atletas beneficiaram das quotas, quantos foram integrados, quantos recorreram aos apoios financeiros e quantos ficaram de fora. Porque a transparência não é um extra é o mínimo que se exige para tomar decisões informadas sobre o dinheiro que é de todos nós.
E importa dizê-lo: se quem tutela o desporto, Ministra, Secretário de Estado, presidentes de diversos Institutos, passassem menos tempo em eventos, inaugurações e momentos de palco, até já com direito a tirar selfies, e mais tempo com as suas equipas a fazer o trabalho estrutural que lhes compete, adotando uma lógica de execução e responsabilização próxima do setor empresarial, provavelmente já teríamos hoje respostas. Respostas sustentadas não em perceções, mas em dados.
Por isso, a pergunta mantém-se, agora ainda mais atual: quem beneficiou, quantos ficaram de fora e se alguém utilizou, de facto, entre outros instrumentos, o sistema de quotas no emprego público?
Senhores governantes, governar não é atualizar leis, é provar que elas resultam. E essa prova, no caso do DL 272, continua por fazer.

Uma Nota Final , inevitável e sentida, sobre os olímpicos no pós-carreira, tantos deles remetidos a um silêncio injusto, longe da visibilidade e da “solidariedade olímpica” tantas vezes proclamada.
A minha singela homenagem a Joaquim Granger, olímpico da ginástica em Helsínquia 52, o mais velho atleta olímpico, que nos deixou aos 97 anos. ainda recentemente, recordo-me bem nas inúmeras interações que tive com este ATLETA, aos 95, mantinha uma energia contagiante: deslocava-se de Linda-a-Velha a Cascais para visitar a nossa associação, percorrendo ainda, com uma vitalidade admirável e a pé, os dois quilómetros entre a estação de comboios e a nossa sede. Sempre com projectos novos, sempre com um sorriso.
Apesar dos diversos apelos á natureza olímpica, que inclui os valores do Respeito Excelência e Amizade , na missa e cerimónia fúnebre, contei 14 olímpicos num universo de mais de 800, dá para pensar. o Joaquim Granger Merecia mais. Muito mais.
Não se esqueçam que a vida é efémera — e também feita de esquecimentos!"

segunda-feira, 27 de abril de 2026

9-ª Taça de Portugal

Sporting 5 - 6 Benfica

Vitória gigante, não foi só mais uma Taça, jogámos sem o Diego e o Arthur, e levámos com 40 minutos de apito corrupto! Uma vergonha, na quadra e no canal 11, a lavar com lixivia, a roubalheira toda!!!

Atitude, concentração e muito controlo emocional... e desta vez, aproveitámos bem, as saídas rápidas! Carlinhos em grande, e o jogo acabou com o André na baliza a ser decisivo!


Este jogo só veio confirmar que a derrota na Champions, foi o acidente (empurrado pelos apitadeiros estrangeiros... nem na Europa!), mas este Benfica do Cassiano, é claramente melhor que o seu principal adversário, e a diferença não é curta!

10.ª Taça de Portugal

Benfica 1 - 0  Nun'Álvares

Grande vitória, contra um velho adversário muito reforçado, que esta época já nos 'roubou' um troféu, e que vai tornar a esperada Final do campeonato muito emotiva!
A equipa tem aproveitado bem as bolas paradas, mas em jogo corrido, a veterania da equipa já se sente! As melhores oportunidades foram nossas, mas nos últimos segundos o jogo podia ter ido para prolongamento1


Já agora, como é que uma patada no peito não é penalty?!!!

12.ª Taça de Portugal

Stuart Massamá 2 - 3 Benfica

Foi apertado, com os apitos tortos, mas somámos mais um caneco...

Derrota...

Benfica 1 - 2 Marítimo
P. Henrique(a.g.)


Com esta vitória o Marítimo, garantiu a subida de divisão, num jogo mal perdido pelo Benfica! Os madeirenses entraram fortes, com muita intensidade, empurrados pela impunidade do Nobre, muito fortes nas bolas paradas e foi assim que chegaram à vantagem.... antes do intervalo, num penalty mal assinalado contra o Benfica, fixou o resultado de 0-2!
O 2.º tempo começa com o Benfica a beneficiar dum auto-golo, e depois com duas expulsões do Marítimo, como VAR a 'ajudar' o Nobre, o Benfica com mais dois, foi incapaz de marcar...
O Veríssimo montou uma equipa para defender e jogar em ataque rápido, quando ficamos com superioridades deste tipo, não sabemos o que fazer!!!

Benfica: dignidade e algo mais


"Águia ainda tem muito por que lutar esta época, mesmo que pareça que o campeonato acabou; reação de Lukebakio mostra que se importam, mas é um problema

Com o campeonato quase perdido, juntar mais de 56 mil espectadores no Estádio da Luz, num ambiente que chegou a ser frenético, dá imagem de força que não pode ser desaproveitada. A época do Benfica ficou muito aquém do expectável, sobretudo atendendo ao elevado investimento no mercado de verão, mas como José Mourinho defendeu no final do encontro de ontem com o Moreirense, a equipa fez um campeonato «digno». Agora, ou pelo menos na próxima temporada, e o próprio treinador do Benfica reconheceu-o, é preciso transformar essa dignidade em algo mais.
A forma como a massa benfiquista vibrou com um jogo da 31.ª jornada da Liga, uma jornada em que o FC Porto até poderia ser campeão, tal é a vantagem — agora, com o triunfo encarnado, já não pode —, é um bom ponto de partida. Nada como vencer um dérbi na casa do maior rival para animar as hostes...
Não que o campeonato tenha acabado para o Benfica. Há, afinal, ainda muito em jogo, e se o título é uma miragem, o 2.º lugar não o é — neste momento até é ocupado pelos encarnados, com mais quatro pontos que o Sporting, embora o leão tenha menos dois jogos e dependa apenas de si próprio para garantir o segundo lugar do pódio, tão importante atendendo a que dá acesso à UEFA Champions League — ou pelo menos às pré-eliminatórias — e o 3.º vai parar à Europa League.
Esse é um dos dilemas que o Benfica vive por esta altura: parece que o campeonato, e a época, acabaram, mas ainda há algo tão importante em jogo... Ontem, Mourinho pareceu fazer os jogadores compreenderem isso, e até a reação de Lukebakio ao ser substituído — aos murros no banco e em bate-boca com o treinador — mostra que a equipa do Benfica se importa, e não baixou os braços.
Em todo o caso, não deixa de ser preocupante o desalinhamento de um dos principais, e mais caros, reforços desta época com as ideias do treinador. O belga ouviu vários recados na conferência de imprensa de Mou a seguir ao jogo, e mesmo com as referências do técnico à forma como Schjelderup se aproximou dele, depois de estarem tão afastados, é difícil imaginar que aproximação semelhante aconteça entre o ex-Sevilha e o treinador de Setúbal. O que significa que o Benfica poderá ter um problema de 20 milhões para resolver no verão — dificultado pelo facto de estarmos a falar dum atleta de 28 anos que pouco jogou esta época, entre lesões e o desalinhamento com as ideias de Mourinho."

FC Porto, Sporting e Benfica: estrutura, decisões e milhões


"Sporting passou de uma posição confortável a um cenário de pressão máxima e, neste momento, um único deslize pode representar uma perda de cerca de €40 milhões da Champions.

A última jornada mudou o foco do campeonato: o FC Porto ficou mais perto do título e o Sporting passou a jogar sobretudo pelo segundo lugar e pelos milhões que podem influenciar a próxima época.

O poder da estrutura
O FC Porto está hoje mais perto do título porque conseguiu fazer, em poucos meses, aquilo que muitos clubes não conseguem em anos: reorganizar-se fora de campo e corrigir rapidamente os erros dentro dele.
O primeiro ano de André Villas-Boas na liderança não foi fácil. O contexto financeiro era exigente e obrigou a decisões difíceis, desde a reestruturação da dívida à redução de custos e à necessidade de gerar receitas no mercado. Do ponto de vista desportivo, a época foi marcada por um erro claro na escolha de treinador. A aposta em Martín Anselmi não resultou, mas aqui está um dos méritos desta nova liderança: a capacidade de reconhecer rapidamente o erro e agir. Nem sempre isso acontece no futebol, onde muitas vezes se insiste demasiado tempo nas decisões erradas.
A chegada de Francesco Farioli marcou uma mudança profunda. Num espaço curto de tempo, e em ano de Mundial de Clubes, o clube conseguiu montar um plantel alinhado com as ideias do treinador, algo que só é possível quando há planeamento e clareza no perfil de jogadores pretendido.
O início de época confirmou essa sintonia, com uma equipa dinâmica, organizada e com identidade. Com o passar dos meses, surgiram as dificuldades naturais. Os adversários adaptaram-se, as ideias de jogo foram mais estudadas e as lesões, nomeadamente no ataque, limitaram as opções. Foi nesse momento que voltou a notar-se a importância da estrutura: o mercado de inverno trouxe soluções que permitiram manter o nível competitivo e dar novas respostas à equipa.
Num período em que muitos esperavam uma quebra, o FC Porto respondeu com consistência. Isso explica porque chega a esta fase da época numa posição que poucos antecipariam há alguns meses. Ainda assim, há um aspeto em que Francesco Farioli pode e deve evoluir. Um treinador que quer afirmar-se ao mais alto nível não pode perder lucidez nos momentos adversos. Saber ganhar é importante, mas saber perder reconhecendo mérito ao adversário é o que distingue os bons dos grandes.

Gestão e desgaste
O Sporting tem feito uma época de grande nível sob o comando de Rui Borges. Mudou o sistema tático, valorizou praticamente todos os jogadores e conseguiu manter a equipa competitiva em todas as frentes, incluindo uma campanha exigente na UEFA Champions League.
A época também trouxe um problema inevitável: o desgaste. Entre lesões e poucas soluções no plantel, a margem de gestão tornou-se cada vez mais curta. É por isso que o jogo em Alvalade frente ao Benfica acaba por ganhar tanta relevância. Depois de um jogo europeu muito exigente em Londres frente ao Arsenal, o Sporting apresentou sinais claros de fadiga. Ainda assim, a opção de Rui Borges foi manter praticamente os mesmos jogadores, numa leitura claramente orientada para a vitória.
O problema é que, aos 80 minutos, o jogo já pedia gestão e não risco. Ao optar por substituições que retiraram equilíbrio, o Sporting perdeu controlo num momento em que o empate já seria um resultado estratégico. Mais do que um ponto perdido, ficou a sensação de uma oportunidade desperdiçada num momento decisivo da época.
O Sporting passou de uma posição confortável a um cenário de pressão máxima e, neste momento, um único deslize pode representar uma perda de cerca de 40 milhões de euros da UEFA Champions League.

Regresso à luta
O resultado em Alvalade reaproximou o Benfica da luta pelo segundo lugar, relançando uma época que, do ponto de vista desportivo, é negativa. Ainda assim, a possibilidade de garantir a presença na UEFA Champions League poderá atenuar parte desse balanço final. Fora de campo, foi conhecida a decisão no processo Saco Azul.
Rui Costa referiu tratar-se de uma vitória para o clube. Do ponto de vista judicial, o desfecho foi enquadrado como o encerramento do processo em termos legais. Já na gestão do clube, continuam a existir temas que alimentam o debate público. Em concreto, foi referida a emissão de faturas no valor de cerca de 1,8 milhões de euros associadas a serviços de uma empresa de informática. Fica a questão: que serviços estarão na origem desses valores?

A valorizar: Torreense
O Torreense está a fazer uma grande época: continua a lutar pela subida de divisão e setenta anos depois vai disputar a final da prova rainha em Portugal.

A valorizar: Afonso Moreira
Está a fazer uma época incrível no Lyon de Paulo Fonseca. A exibição no Parque dos Príncipes com um golo e uma assistência vêm abrilhantar a época de estreia na Liga francesa."

Carlos Queiroz, o visionário


"Agora ao leme do Gana a preparar o quinto Mundial da carreira, vale a pena sublinhar o trajeto de excelência de um técnico que simboliza método, visão e influência. CQ deixou marca duradoura no futebol português muito para lá dos troféus conquistados.

Carlos Queiroz é o novo selecionador do Gana e faz as malas para o Mundial-2026, o quinto da carreira (2010, Portugal; 2014, 2018 e 2022, Irão), mais um pretexto para destacarmos a dimensão de um treinador cuja influência ultrapassa largamente os títulos que conquistou, nomeadamente os dois Campeonatos do Mundo de sub-20, em 1989 e 1991. O treinador nascido em Moçambique há 73 anos — como o tempo passa por todos nós… — revolucionou mentalidades que conduziram a uma forma inovadora de preparar e projetar o talento nacional.
Num país onde tantas vezes se mede a grandeza pelo resultado do encontro seguinte, Queiroz merece ser lembrado por algo mais profundo — a construção de uma cultura que ainda perdura. O criador das primeiras gerações de ouro capazes de evidenciarem coletivamente o valor individual que nunca faltou ao jogador português provou que o cheiro de balneário não era condição indispensável para triunfar. Uma revolução metodológica que trouxe o saber das universidades para as quatro linhas e, assim, contribuiu para que Portugal fosse reconhecido como formador de excelência de futebolistas de elite.
Em recente episódio do Toque de Bola, videocast de A BOLA, Krasimir Balakov, antigo craque búlgaro que representou o Sporting então orientado por Carlos Queiroz, admitiu divergências com o técnico no passado, mas hoje, à distância, apelida-o de... «visionário».
«Foi o primeiro treinador que trabalhava taticamente e queria fazer já nessa altura aquilo que se faz hoje. Comigo, Figo e tantos enormes jogadores… Os conflitos que tive com ele foi por não ter percebido nessa altura que ele queria o melhor para nós. Também não jogava na posição que achava que era a melhor para mim e daí a origem de alguns desses conflitos. Mas Carlos Queiroz era um visionário, viu sempre bastante mais à frente», sentenciou.
O legado de Carlos Queiroz, igualmente no Toque de Bola, foi sublinhado por outro ilustre convidado do programa, Carlos Godinho, nome grande da história da Federação Portuguesa de Futebol com mais 50 anos de ligação ao organismo, presente como diretor e team manager em seis dos nove Mundiais e em oito dos nove Europeus em que Portugal participou. «A análise detalhada do jogo e a profissionalização dos processos» foram aspetos que enfatizou da passagem do «amigo e pioneiro» pelos quadros da FPF.
Queiroz foi um homem à frente do tempo dele, agitador, primeiro, reformador, depois, com uma visão que antecipou o caminho pelo qual o jogo, dentro e fora de campo, acabaria por seguir. Quem teima em recordá-lo apenas pela colocação de Capucho a lateral-esquerdo após troca de Paulo Torres por Pacheco ao intervalo de um Sporting-Benfica que os encarnados venceriam, por 6-3, a 14 de maio de 1994, entre várias insignificâncias varridas pela espuma dos dias, continua a não perceber o peso de CQ no progresso do nosso futebol."

Hexacampeãs


"O sexto título nacional de futebol no feminino em épocas seguidas e o triunfo, por 4-1, ante o Moreirense são os temas principais nesta edição da BNews.

1. Título com dois jogos por disputar
O Benfica é campeão nacional de futebol no feminino pela sexta vez consecutiva. Em Braga, a vitória por 1-3 garantiu a revalidação do título na antepenúltima jornada da liga BPI.
Na mensagem de felicitações, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, salienta "a resiliência, o espírito de equipa e o forte compromisso com a visão do Sport Lisboa e Benfica para o futebol feminino" do grupo de trabalho.

2. Vitória segura
Na opinião de José Mourinho, o triunfo do Benfica é justo: "Não podíamos começar melhor. Depois entrámos ali numa zona cinzenta de controlo, não quero dizer pouca ambição, mas de um jogo pouco fluído. Na segunda parte, tivemos sempre o controlo. Na parte final, com velocidade e com espaço, fizemos o 3-1, o 4-1 e, se houvesse mais tempo, faríamos mais. Um jogo que esteve em aberto até ao fim, apesar de não termos sentido dificuldades lá atrás."

3. Man of the Match
Autor de um golo e de uma assistência e considerado o Homem do Jogo, Leandro Barreiro releva o apoio dos Benfiquistas: "Sempre muito importante ter os nossos adeptos atrás de nós, a apoiar-nos os 90 minutos. Estamos muito felizes por podermos oferecer esta vitória."

4. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os quatro golos marcados pelo Benfica ao Moreirense.

5. Jogo das Casas
A devida homenagem às embaixadas do benfiquismo que tanto contribuem para o engrandecimento do Benfica.

6. Três finais
Hoje há três equipas do Benfica envolvidas em finais de Taça de Portugal. No futsal, em Gondomar, a equipa masculina defronta o Sporting às 18h30 depois de ter derrotado o Nun'Álvares (5-0), e a feminina enfrenta o Nun'Álvares às 14h00 após eliminar o Braga (3-1). Em Tomar, a equipa feminina de hóquei em patins mede forças com a Stuart Massamá às 12h00, tendo afastado a Sanjoanense da prova (0-4).
Há ainda jogo da equipa B frente ao Marítimo no Benfica Campus (18h00) e a visita ao Sporting em voleibol no feminino (15h00).

7. Outros resultados
Nos masculinos, vitórias em basquetebol ante o Vasco da Gama (103-70) e no râguebi na visita ao Belenenses (15-21), e derrotas com OC Barcelos em hóquei em patins (1-3) e Sporting em voleibol (3-0).
Nos femininos, triunfos em andebol no Madeira SAD (20-32) e no basquetebol com o Barcelos (74-70), dando o apuramento para a final dos play-offs do Campeonato Nacional. No futebol de formação, empate 3-3 na visita ao FC Porto nos Juniores e desaire dos Juvenis com o Vitória SC (0-2).

8. Excelente desempenho
Vasco Vilaça vence etapa do World Triathlon Championship Series em Samarcanda, Uzbequistão."

BF: Riscados?!

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Benfica fatura e Lukebakio vinga-se nas taxas do banco

Oliveira: Mourinho...

HEXACAMPEÃS NACIONAIS!


"Braga 1 - 3 BENFICA

1. E vão seis campeonatos nacionais de seguida! O domínio tem sido absoluto na competição mais importante do calendário nacional. Está de parabéns todo o grupo de trabalho, não vou individualizar ninguém, se bem que tenha as minhas preferidas.

2. Agora é apontar baterias à conquista da 'dobradinha', a final da Taça será jogada com o Porto, cujo projeto tem vindo a consolidar-se. Ser uma equipa de escalão inferior é um engano.

3. Este ano falhámos o apuramento para Champions, com uma grande dose de injustiça, diga-se, para o ano temos que lá estar novamente. Só assim este projeto faz sentido: ser hegemónicos em Portugal e muito competitivos na Europa."

5 MINUTOS À IVANOVIC!


"BENFICA 4 - 1 Moreirense

Em semana de saborodas vitórias na UEFA - castigo a Prestianni muito longe do que os nossos adversários queriam e não por racismo - e nos tribunais - absolvição total no processo 'saco azul' -, é hora de vencer no relvado da Catedral.
CARREGA BENFIIIICAAAAAAA!

01 bem, bem, que começo, que jogada do António, que jogada, venham todos, sff, eu trato de vocês, e no fim toma lá Barreiro, é toda tua, é só faturar! BA-RREI-RO: um-zero.
07 nada de adormecer, rapaziada, querem dar trabalho ao Trubin, é isso? Foram três defesas do nosso redes num minuto.
10 se o Trubin entrou a brilhar na baliza norte, o António - mas que entrada no jogo - esteve à beira de marcar em duas cabeçadas de canto na outra, numa delas a bola foi ao ferro.
16 nesta merecias golo, Lukebakio, limpaste dois mas o remate cruzado foi ao terceiro poste, pena, a jogada foi excelente.
18 este jogo não me dá descanso, agora se o Pavlidis estivesse nos seus momentos de goleador tinha feito o segundo.
25 grande fífia do Dahl, jogador de Moreira isolado, não falhou: um-um. Lembram-se na primeira volta as fífias da defesa deles serem logo associadas ao Benfiquismo do treinador? Alguém vai agora dizer que o Mourinho é do Moreirense e que o Dahl facilitou de propósito?
29 eu não disse que este jogo não me dá descanso? RÍ-OS na insistência: dois-um. Onde é que o marcador deste jogo vai parar?
40 empurrãozão nas costas do Otamendi, apitador acha que não se passou nada, o VAR é da mesma incompetente opinião, ficam os dois a dever um penálti ao Benfica.
44 agora um empurrão nas costas do Pavlidis muito menos intenso que o de Otamendi há pouco. Como foi no meio campo o apitador Vasilica já assinalou. Caem tão facilmente no ridículo.
45 primeira parte foi boa de seguir, jogo emotivo, competitivo, aberto, Moreirense não veio à Catedral montar autocarros.
55 segunda parte nada a ver com a primeira, pastosa, vem aí artilharia da boa, já estão prontos a entrar na próxima paragem de jogo: Schjelderup, Prestianni e Dedic.
65 para esta equipa de arbitragem, empurrões nas costas só são falta fora da área. Ponto final, parágrafo.
72 Benfica a defender de biqueirada para a frente, eles confortáveis com posse no nosso meio-campo. Schjelderup veio agitar o jogo, mas ainda não mais do que isso.
74 melhor momento da segunda parte até agora: cabeceamento em arco de Dedic a pingar na barra.
83 olhó Ivanovic, boa jogada, remate cruzado ao lado.
88 duelos bem disputados, os jogadores no chão? Falta contra o Benfica!
89 I-VA-NO-VIC!!! Remate cruzado outra vez, desta vez foi mais direcionado, sem hipóteses para o redes, três-um.
90+1 que grande jogada, Prestianni-Dedic-I-VA-NO-VIC, quatro-um!
90+4 fim de jogo, valeu pela primeira parte e pelos últimos minutos, com Ivanovic a brilhar ao mais alto nível. Carrega, Benfica!"

A festa dos renascidos aumenta a esperança do Benfica


"Com Barreiro, Ríos e Ivanovic, todos alvo de desconfianças no passado recente, em destaque, a equipa de Mourinho bateu (4-1) o Moreirense. Golos a abrir e a fechar deixam as águias, à condição, quatro pontos acima do Sporting

Se há algo que este dia nos ensinou é que a realidade se modifica. Revolucionar é possível, o negro e tenebroso pode ganhar tons mais claros, mais nítidos, a luz pode espreitar entre as trevas. Quem era olhado com descrença pode obter legitimação popular.
Veja-se Leandro Barreiro. Patinho feio, quanto muito olhava-se para o luxemburguês como um utilitário. Mudados os tempos, modificada a perceção, tornou-se indiscutível para Mourinho, médio de grande chegada à área. Marcou aos 2’, assistiu aos 29’.
Quem foi assistido pelo centrocampista? Richard Ríos, talvez o futebolista mais alvo de discórdia na época encarnada, contratação milionário que tardou em justificar o preço atrelado. É, agora, um menino bonito da Luz, recuperado para a causa, finalmente dando asas ao seu jogo de latifúndios, de vigor físico.
E Ivanovic? Viveu no ostracismo parte da época. À sombra da Pavlidis, ultrapassado por Anísio. Pois bem, o croata chega a esta fase da época condizente com o clima, a aquecer, a revelar toda a sua gama de cores, o sorriso rasgado, os olhos de ator croata que aparece numa série italiana como bad boy tímido que parte corações. Passou de eterno suplente para gerar alvoroço nas bancadas quando entra. Não marcava na Luz desde 25 de outubro, há exatos seis meses. Bisou.
Numa tarde de sol, o Benfica manteve a esperança no segundo lugar. A vítima foi o Moreirense, num 4-1 que reflete uma partida que começou viva, animada, bola cá, bola lá, teve um interlúdio morno e acabou com entusiasmo local.
Por falar em desconfianças, António Silva também foi de grande promessa para criticado. Vindo de uma muito visível acção invisível em Alvalade, colocando Nel em posição irregular, o central arrancou com a bola nos primeiros instantes do embate, queimando linhas e servindo Barreiro para o 1-0.
O Moreirense chegou a parecer, a dada altura da época, candidato a equipa revelação. Perdeu gás, só ganhou uma vez nos últimos dois meses, mas continua uma equipa de bons princípios, refletindo a qualidade reconhecida ao seu treinador. Vasco Botelho da Costa, que cresceu a admirar José Mourinho, foi à Luz com o visual que o caracteriza, t-shirt branca e ar de aluno de mestrado em finanças da Nova SBE que vai beber uma cerveja enquanto faz scroll no Linkedin.
Os cónegos ameaçaram o empate na bola parada, forçando Trubin a uma tripla defesa. O 1-1 chegaria mesmo aos 26’. Na sequência de um canto para o Benfica, André Ferreira bateu na frente. Dahl falhou o corte e Travassos isolou-se. O ala cedido pelo Sporting mostrou a dimensão da sua ambidestria, ajeitando com o direito e finalizando com o esquerdo.
O resultado demoraria meros três minutos a ser modificado. Aos 29’, Barreiro e Ríos fizeram de Barreiro e Ríos, pressionando o adversário à saída da área, mordendo, médios que criam oportunidades através da destruição da criação alheia. 2-1.
Seguiram-se largas dezenas de minutos de, bem, nada. Lukebakio jogou com a indiferença habitual, Pavlidis ampliou o divórcio com a felicidade. Mourinho, aos 58’, lançaria Prestianni e Schjelderup, claramente gente em muito melhor momento.
O Moreirense, apesar da classe de Rodri no meio-campo e do ímpeto de Gilberto atrás, não mais se aproximou com perigo. O desafio só reanimaria na ponta final, à boleia de Ivanovic.
O croata é um ponta de lança daqueles para quem a vida existe em linha reta. Desmarcação, remate. Não lhe peçam ligações, conexões, não há ali uma bussola cheia de pontos cardeais. Há a linha reta entre ele a a baliza. E lá ele é feliz.
Desmarcações agressivas, remate, golo. Cara de alegria, a Luz sorrindo, José Mourinho feliz. O Sporting, que tem menos dois jogos realizados, está quatro pontos atrás. A Liga dos Campeões é possível à boleia dos renascidos."

Ivanovic provoca dores de cabeça na Croácia e na Grécia


"Croata entrou para o lugar de Pavlidis e, em pouco mais de 15 minutos, marcou dois golos e enviou uma bola rente ao poste direito. Zlatko Dalic e Vangelis Pavlidis estão bem atentos...

Melhor em campo: IVANOVIC (7)
Mostrou um instinto matador incrível, aproveitando cada minuto para cimentar a sua importância no plantel. Entrou aos 75', rematou rente ao poste direito aos 83' e marcou aos 89' e aos 90+1. O Campeonato do Mundo começa dentro de mês e meio e, apesar de Zlatko Dalic ter avançados de grande calibre (Kramaric e Perisic, por exemplo), mas Franjo Ivanovic, com este bis em 15 minutos, poderá ter provocado boas dores de cabeça e Dalic, mas também a José Mourinho. E ainda a Vangelis Pavlidis...

TRUBIN (7) – Moralizado pelo penálti defendido em Alvalade, mostrou-se decisivo. Manteve a equipa em vantagem com três defesas de altíssimo nível (uma delas estrondosa) no espaço de 30 segundos (entre os minutos 7 e 8). Sem culpa no golo do Moreirense, pois a bola saiu colocadíssima nos pés de Diogo Travassos.

BAH (5) – Jogo discreto, mas competente no apoio defensivo e nos cruzamentos. Acabou por ser substituído na segunda parte para dar lugar a Dedic.

ANTÓNIO SILVA (7) – Muito boa exibição. Logo a abrir, pegou na bola à entrada do meio-campo do Moreirense e, com um latifúndio à frente, deu oito toques na bola, entrou na área adversária e passou-a a Barreiro, que abriu o marcador. Enviou ainda uma bola ao poste e esteve impecável no jogo aéreo ofensivo. Perigo constante nas bolas paradas.

OTAMENDI (6) – Está nas suas mãos renovar (ou não) pelo Benfica. Ao longo dos 90 minutos, esteve seguro, limpando lances complicados na área e aparecendo no ataque para cabecear com perigo. Reclamou um penálti sofrido aos 42 minutos. DAHL (4) – Teve uma abordagem infeliz que permitiu o golo de empate do Moreirense: ao tentar cortar a bola que seguia na direção de Diogo Travassos, falhou de forma clara.

RICHARD RÍOS (7) – Um dos motores da equipa. Apontou o segundo golo e assistiu Ivanovic para o 3-1. Teve ainda um grande passe para Pavlidis, colocando o grego frente a André Ferreira, mas Gilberto Batista tocou na bola e evitou o golo. Apesar do cartão amarelo e de um susto por lesão, foi crucial na recuperação alta e na definição do último passe.

AURSNES (6) – Há um Benfica com ele e outro sem ele. Foi, como de costume, o equilibrador habitual. Recuperou a bola que deu origem a uma oportunidade clara de Pavlidis e teve outra recuperação que daria origem ao golo de Ríos. Jogo de sacrifício e rigor tático.

LUKEBAKIO (6) – Muito desequilibrador no 1x1 e também na marcação de cantos. Aos 10 minutos, apontou dois de seguida: no primeiro, António Silva cabeceou para boa defesa de André Ferreira; no segundo, o central acertou no poste direito, embora em falta. Esteve perto do golo após uma grande jogada individual aos 17 minutos, rematando rente ao poste direito. Por fim, aos 29’, entrou muito bem pela direita, cruzou atrasado e, na sequência, Ríos fez o 2-1. Substituído e, de novo, a não gostar de sair, tal como Mourinho também não gostou....

LEANDRO BARREIRO (7) – Com Mourinho, é Barreiro e mais dez. O médio respondeu com golo e assistência: marcou o golo mais rápido da época (2') e assistiu Ríos para o 2-1. Demonstrou uma capacidade de chegada à área e influência direta no marcador acima da média.

RAFA (5) – Doze jogos na Liga e só por uma vez realizou os 90 minutos (em casa do Gil Vicente). Voltou a não concluir o jogo e, até sair, teve duas ou três tentativas de fogacho, todas inconsequentes. Atuou mais como facilitador, desmarcando os colegas (como no lance de Lukebakio), mas sem grande brilho.

PAVLIDIS (4) – Sim: apenas um golo nos últimos 11 jogos (na receção ao V. Guimarães). Lutou, correu, esforçou-se, mas nada lhe saiu bem. Nem sequer, desta vez, a tapar o início de ataques do adversário. Má fase que já dura há cerca de dois meses. Jogo de muito trabalho, mas nenhuma eficácia. Teve boas oportunidades e trabalhou bem de costas para a baliza, mas não conseguiu concretizar, sendo substituído por Ivanovic aos 75 minutos.

DEDIC (6) – Entrou com uma energia contagiante. Atirou uma bola à barra de cabeça e ainda somou uma assistência para o último golo de Ivanovic.

PRESTIANNI (6) – Criou o lance do quarto golo com uma grande jogada individual na direita, mostrando que é um agitador de jogo nato.

SCHJELDERUP (5) – Entrou para dar critério ao lado esquerdo. Tentou cruzamentos venenosos e chegou a pedir penálti num lance dividido.

MANU (-) – Entrou nos descontos apenas para refrescar o meio-campo e fechar os caminhos para a baliza, com pouco tempo para se destacar."

E os pés de António Silva, será que alguém viu?


"Central lançou-se para o ataque e abriu caminho à vitória do Benfica, que só esteve sob ameaça depois de erro de Dahl. Barreiro marcou e assistiu, tal como Ríos. 'Bis' de Ivanovic lança questão do 9 titular

Seja ou não pela proximidade do Mundial, ainda se jogava o segundo minuto e já António Silva se inspirava em Beckenbauer. Ao fim de três passos era líbero, depois box to box e, por fim, número 10, no passe para a tapinha de Barreiro, inteligente na forma como se libertou da vigilância dos centrais e ficou na cara de André Ferreira.
O caminho estava desbravado para um triunfo tranquilo dos encarnados, mas os Cónegos não se atemorizaram. Valeu Trubin três vezes ao minuto 8. Desviou para canto o tiro de Kiko Bondoso e opôs-se na sequência a Gilberto Batista e Alanzinho. Já nada conseguiria fazer peranto o isolado Travassos, depois de Dahl cometer erro grosseiro após pontapé do guarda-redes André Ferreira. Jogava-se o minuto 28.
Entre os dois momentos, a equipa de José Mourinho criou sobretudo perigo na bola parada, com a referência agora a ser António Silva (e menos Otamendi) e o central luso ainda acertou no poste, numa jogada anulada por falta ofensiva. Se na construção, os encarnados sentiam problemas com a igualdade numérica (centrais contra os dois rápidos avançados Alanzinho e Rodri Alonso), o que se atenuava por vezes com Aursnes a baixar ou a equipa a encontrar rota à esquerda, através de Dahl, assim que a bola chegava ao meio-campo e estava descoberta era procurado o espaço nas costas da defesa dos minhotos, em diagonais de Lukebakio ou acelerações de Pavlidis. Ao mesmo tempo, as águias começaram a chegar mais cedo à pressão e foi por aí que voltaram à vantagem.
Três minutos depois do 1-1, Lukebakio cruzou em balão, André Ferreira não segurou a bola e, quando tentava sair, o Moreirense esbarrou em Aursnes. Ríos dividiu a bola com Assis, esta chegou a Barreiro, que a colocou de novo para o colombiano, agora ao jeito do pé direito. O remate foi forte, porém de novo pareceu que André Ferreira poderia ter feito mais.

O 'STATEMENT' DE IVANOVIC
Até ao fim da primeira parte, o Moreirense criou ainda um momento em que Assis poderia ter cabeceado melhor, após livre de Alanzinho, no entanto, foi sobretudo no segundo tempo que os Cónegos voltaram a ter bola no meio-campo encarnado. Ainda que algo estéril.
Mourinho sentiu e mexeu: tirou Bah, Rafa e Lukebakio — e teve de lidar com a insatisfação do belga, que parece ter o ego bem mais acima do que o registo exibicional faria crer — e fez entrar Dedic, Prestianni e Schjelderup. A equipa reagiu, mas ainda não o suficiente para tornar o segundo tempo melhor do que o primeiro. E já este tinha sido algo pobre.
Pavlidis, de costas voltadas para o golo, também sairia, com Ivanovic a tentar aproveitar a oportunidade. E viria daí o último fôlego. O croata ainda teve um primeiro momento, numa diagonal preparada para ser fechada com o pé esquerdo, na área, todavia o tiro saiu ao lado. Dedic, de cabeça, aos 74', tinha antes acertado no ferro, com André Ferreira a controlar.
Vasco Botelho da Costa também lançou fisicalidade para a frente (Hemir e Yan), porém chegar perto de Trubin só com pontapé de guarda-redes para o lateral Travassos (sim, ele outra vez!).
Chegaram os erros, e Ivanovic estava de faro apurado (e também esfomeado). Maracás falhou o passe, Prestianni recuperou, Ríos assistiu e o croata fez o 3-1. Logo a seguir, o bis. Com Prestianni em grande e Dedic a assistir. Era a goleada! Inesperada e pesadíssima para os cónegos."

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