Últimas indefectivações

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

17 medidas


" Cada medida tem de reduzir erro evitável, clarificar responsabilidades ou melhorar a explicação das decisões.

Independência - Pilar 01
01
Estrutura operacional autónoma para a arbitragem profissional
Uma unidade com direção, orçamento, instalações e contas próprios para organizar a arbitragem profissional.
FPF e Liga · 1 a 3 épocas

02
Governação, nomeações, fiscalização e incompatibilidade
Nomeações com critérios públicos e rasto auditável, incompatibilidades, fiscalização independente e voz consultiva dos árbitros.
FPF · 1 a 2 épocas

Profissionalização - Pilar 02
03
Elite da Primeira Liga integralmente profissional
Contrato, remuneração estável e equipa de suporte para árbitros, assistentes e vídeo-árbitros da Primeira Liga.
FPF e Liga · 1 a 2 épocas

04
Carreira, intercâmbio internacional, especialização VAR e transição
Escola Nacional de Arbitragem, antigos futebolistas, intercâmbio com federações europeias, especialização VAR e pós-carreira.
FPF · 1 a 2 épocas

Transparência e responsabilização - Pilar 03
05
Metodologia de avaliação e classificação pública
Critérios, pesos e peso dos erros publicados no início de cada época, com relatório anual de dados abertos.
Conselho de Arbitragem · Antes da próxima época

06
Painel independente de incidentes-chave
Um painel externo e plural avalia as decisões relevantes e publica a fundamentação, sem poder disciplinar.
FPF · Antes da próxima época

07
Responsabilização proporcional e proteção do árbitro
Consequências ajustadas à natureza da falha, comunicadas com fundamento e duração, e um protocolo contra ameaças e abuso.
FPF · 1 época

08
Comunicação de erro relevante em 24 horas
Nota preliminar em 24 horas e análise técnica completa até à véspera da jornada seguinte.
Conselho de Arbitragem · Imediato 24 horas

VAR - Pilar 04
09
Anúncio da decisão e imagem relevante no estádio e na transmissão
O árbitro anuncia a decisão e a infração; o estádio e a transmissão mostram a imagem decisiva.
FPF e Liga · 1 época

10
Publicação posterior das comunicações do VAR
Áudio e imagem das revisões publicados em 48 a 72 horas, com contexto técnico e proteção de dados.
FPF e Liga · 1 época 48 a 72 horas

11
Doutrina pública de intervenção do VAR
Um caderno com exemplos sobre quando o vídeo deve intervir, publicado no início de cada época.
Conselho de Arbitragem · Antes da próxima época

12
Auditoria técnica externa anual
Um auditor independente, escolhido por concurso, com relatório público e plano de correção.
FPF e Liga · 1 época Uma vez por época

Critérios e tecnologia - Pilar 05
13
Caderno público de critérios de jogo
Orientação estável sobre penálti, mão na bola, uso dos braços, faltas táticas e disciplina. Conselho de Arbitragem · Antes da próxima época

14
Fora de jogo semiautomático na Primeira Liga
Sistema certificado em todos os estádios da Primeira Liga, com 6 M€ suportados pela FPF. FPF, com Liga · Operação até à 2.ª época

15
Padrão mínimo uniforme de imagem e operação
Requisitos obrigatórios de câmaras, sincronização e redundância, verificados na homologação dos estádios.
Liga, com FPF · 1 a 2 épocas

Integridade e clubes - Pilar 06
16
Programa de integridade da arbitragem
Monitorização de apostas, proibições e declarações, canal protegido de reporte e protocolos com o Ministério Público.
FPF · 1 época; protocolos de investigação, 1 a 2 épocas

17
Canal formal de reclamação técnica dos clubes
Reclamações fundamentadas dos clubes, com resposta obrigatória publicada em conjunto com a reclamação. Liga, com FPF · Antes da próxima época"

Propostas...


"São de saudar as propostas apresentadas pela Direção do Sport Lisboa e Benfica à Federação Portuguesa de Futebol em torno da arbitragem nacional. Sempre defendi, publicamente e nas AG's do Clube, que o Sport Lisboa e Benfica deve ser "a" voz ativa no futebol português perante os problemas que surgem e na definição do seu futuro.
Há que discutir modelos de gestão, a urgente reformulação dos quadros competitivos e a avaliação da gestão na arbitragem. Daí ter apresentado várias propostas nos últimos anos como: 1 - criação do regime jurídico próprio para os árbitros, equiparado a jogadores (Lei) e treinadores (CCT), 2 - definir vínculo laboral dos árbitros (dando seguimento ao relatório de 2011 a pedido da SEDJ), 3 - reformular o recrutamento, formação, carreira dos árbitros e respetiva fiscalização, 4 - criar regras deontológicas, incompatibilidades e impedimentos, 5 - publicar avaliações dos árbitros, VAR e relatórios dos observadores, 6 - clarificar nomeações dos árbitros, 7 - VAR: mais transparência e fiscalização dos seus procedimentos, estruturas e comunicações.
Do pouco que se soube pelos media, há aspetos muito positivos nas propostas apresentadas pelo Sport Lisboa e Benfica. Só lamento a falta de publicidade aos Benfiquistas e aos portugueses. Mas há ainda atenção e trabalho a prestar. Por exemplo: 1 -qual a posição do Sport Lisboa e Benfica sobre os casos que envolveram o Conselho de Arbitragem? Qual o resultado das alegadas reuniões na Federação com os representantes do Sport Lisboa e Benfica? 2. Qual a posição do Sport Lisboa e Benfica sobre a contínua premiação do árbitro Gustavo Correia que na época passada (2025-26) só tinha feito 5 jogos na 1ª Liga até 7-12-2025 (num total de 13) e esta época (2026-27) já leva 5 jogos de 1ª Liga até 19-09-2026?
A ação direta deste árbitro causou prejuízos desportivos e financeiros (Casa Pia na Luz e em Famalicão) e ainda acusou dirigentes do Sport Lisboa e Benfica, no seu relatório de Famalicão, de o tentarem coagir, o que se provou falso. Um árbitro que mente num relatório oficial, colocando em causa a inocência e o bom nome de representantes do Sport Lisboa e Benfica, não pode ser apoiado, escolhido e promovido. Deve ser punido, responsabilizado e suspenso.
A credibilidade de um árbitro não muda por ser internacional. Quem falta à verdade em Portugal, não pode usar a insígnia em jogos europeus. E se este conselho de arbitragem da Federação insiste na sua premiação, cabe ao Sport Lisboa e Benfica estranhar e indagar o porquê, expondo a situação perante a UEFA para a devida fiscalização.
O Sport Lisboa e Benfica fortalecerá se tiver ao seu lado os seus associados devidamente informados sobre a estratégia, posições e objetivos de quem o lidera. Só assim blindará o Sport Lisboa e Benfica a sua enorme riqueza associativa e aquilo que verdadeiramente nos une: o apoio incondicional às nossas equipas, aquelas que todas as semanas entram em campo para vencer e representar a nossa instituição."

O Unum e a tentação dos diagnósticos sem responsabilidade


"Num Clube com a dimensão, a história e a exigência do Benfica, é natural que surjam movimentos, grupos de reflexão e correntes de opinião que pretendam influenciar o seu futuro. A pluralidade de pensamento não é apenas legítima. É desejável. Eu próprio tenho sido incisivo na análise, na crítica, mas também nas soluções.
Invulgar que os mentores do movimento, portadores, acham, de uma visão diferenciada, não se tenham pronunciado, por exemplo, sobre o erro de palmatória do Benfica District, que comprometerá a visão do Benfica para as suas infraestruturas nas próximas décadas, sobre a posição pública tomada por Nuno Lobo da retirada do apoio institucional a Pedro Proença, que restabeleceria a posição do Benfica em relação à crescente e evidente perda do poder institucional no futebol ou sobre a estratégia acionista da Benfica SAD que necessita urgentemente de clareza e de execução.
O problema surge, para além do timing, quando o exercício da crítica transforma-se num fim em si mesmo. Nos últimos anos, o Benfica assistiu ao aparecimento de diversos movimentos que se apresentam como espaços de pensamento estratégico para o clube. O UNUM insere-se nessa realidade. Reúne sócios, promove debates e procura produzir reflexão sobre temas estruturantes. Nada disso é censurável. Pelo contrário. Mas existe uma diferença fundamental entre analisar o Benfica e governar o Benfica.
Com todo o respeito pelos seus membros, permanece uma diferença relevante entre refletir sobre o Benfica e assumir a responsabilidade da sua governação, sobretudo em momentos de maior complexidade e dificuldade. E mesmo entre aqueles que tiveram a oportunidade de integrar as estruturas do Clube, os seus contributos para processos de transformação estrutural, foram no mínimo, limitados. Isto com duas exceções, como foram os casos de João Gabriel e de Rodrigo Magalhães, considero da maior justiça afirmar, à luz de duas décadas de vivência como dirigente, que tiveram contribuições extraordinárias nas suas áreas de responsabilidade.
Pensar o Clube a partir do conforto da bancada intelectual é um exercício relativamente simples. Governar uma instituição com centenas de milhares de sócios, dezenas de modalidades, responsabilidades sociais crescentes, exigências financeiras permanentes e uma exposição mediática diária é uma realidade substancialmente diferente. 
Muitas das propostas apresentadas por estes movimentos padecem de um problema recorrente. A ausência de confronto com a realidade da execução.
É relativamente fácil identificar problemas. É muito mais difícil assumir a responsabilidade das consequências das soluções propostas.
Por vezes, o discurso destes grupos assenta numa visão quase académica do Clube, onde tudo parece resolúvel através de melhores princípios de governance, mais transparência ou novas estruturas de participação. São objetivos meritórios. No entanto, a história das organizações demonstra que os desafios mais complexos raramente resultam da falta de teoria. Resultam da dificuldade da sua aplicação prática.
Existe igualmente um risco de elitização do debate benfiquista. Quando um grupo se apresenta como espaço privilegiado para "pensar o Benfica", pode transmitir, ainda que involuntariamente, a ideia de que apenas alguns possuem a capacidade intelectual ou moral para definir o futuro do clube. Tal como surpreendentemente referido no passado que a maioria dos sócios não entendem as contas do Benfica. O Clube nunca foi das elites.
Ora, o Benfica nunca foi construído por círculos restritos de pensamento.
Foi construído por sucessivas gerações de sócios, adeptos, atletas e dirigentes, muitas vezes com visões diferentes, mas unidos por uma identidade comum e por uma cultura de exigência popular que continua a ser uma das maiores riquezas do Benfica.
Mais do que produzir diagnósticos sofisticados, o verdadeiro desafio consiste em apresentar projetos sustentáveis, financeiramente robustos, competitivamente ambiciosos e politicamente executáveis.
A questão central não é saber quem pensa melhor o Benfica. A questão é saber quem consegue transformar pensamento em resultado, visão em execução e ambição em realização.
Num contexto em que o futebol europeu se torna cada vez mais concentrado, mais exigente e mais competitivo, o Benfica precisa de crítica séria, mas também de sentido de responsabilidade. Precisa de debate, mas igualmente de capacidade de decisão. Precisa de ideias, mas sobretudo de quem esteja disposto a responder pelas consequências dessas ideias.
Porque, no final, a diferença entre um grupo de reflexão e uma direção não está na qualidade das intenções.
Está no peso da responsabilidade.
Para além disso este movimento tem um registo aparentemente oposicionista e com uma liderança identificada e presidenciável. Uma oposição coletiva a três anos das eleições e com uma direção em funções e democraticamente legitimada, pouco contribui para a estabilidade institucional do Benfica.
Dito isto, seria igualmente um erro ignorar que o aparecimento destes movimentos revela uma necessidade que a própria direção do Benfica deve saber interpretar. A criação de canais institucionais estáveis onde os sócios possam apresentar propostas, participar na reflexão estratégica e contribuir para o futuro do Benfica, sem que a divergência se transforme inevitavelmente em oposição.
Entretanto uma nota curiosa. Direção e UNUM parecem ter viajado a reboque um do outro. O movimento criou expetativas em torno de uma reflexão sobre arbitragem que o clube já tinha entregue à FPF, aparentemente uma proposta que já tinha sido discutida na federação, enquanto a direção deixou três semanas passar sem dar visibilidade a propostas que agora surgem embaladas pelo protagonismo de terceiros."

BF: Dúvidas...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Cinco pontos sobre o início da era JJ na Seleção

Observador: E o Campeão é... - Há condições para o regresso de Ronaldo à Seleção?

Observador: Três Toques - Medvedev perde a cabeça e acerta em cheio num adepto?

Jogo Pelo Jogo - S04E08 - António Botelho não tem 60 anos

João Pinto


"Há jogadores que passam pelo futebol. E há jogadores que ficam para sempre na memória de quem os viu jogar. João Vieira Pinto é, para mim, um desses casos.
E há um pormenor que nunca pode ser esquecido quando se fala de João Vieira Pinto: **foi bicampeão do Mundo de Sub-20**. Não uma vez. **Duas vezes.** Em 1989, em Riade, e em 1991, em Lisboa. Foi protagonista de uma geração extraordinária e tornou-se o **único bicampeão mundial de Sub-20 da história de Portugal**.
Esse feito, por si só, já deveria obrigar qualquer pessoa a olhar para a carreira de João Pinto com outra dimensão.
Começou no Boavista, passou pelo Atlético de Madrid e regressou ao Bessa, onde conquistou uma Taça de Portugal. Em 1992 chegou ao Benfica e começou uma das histórias mais marcantes da sua carreira. Durante oito temporadas vestiu de encarnado, conquistou um campeonato e duas Taças de Portugal, tornou-se capitão e transformou-se no **“Menino de Ouro”** dos benfiquistas.
E como esquecer aquele 6-3 em Alvalade?
João Pinto marcou três golos nesse jogo histórico e foi uma das grandes figuras da vitória que ajudou o Benfica a conquistar o campeonato de 1993/94. Era daqueles jogadores que, quando a bola lhe chegava aos pés, fazia acreditar que alguma coisa podia acontecer. Técnica, velocidade, inteligência, capacidade de desequilíbrio e uma relação especial com a camisola da seleção.
Depois veio uma das páginas mais dolorosas.
Em 2000, João Vieira Pinto foi dispensado do Benfica. O capitão soube que já não fazia parte dos planos de Jupp Heynckes praticamente às portas do Europeu e chegou à competição sem clube. Ele próprio afirmou, naquele momento: “Estou desempregado”.
E eu confesso: fez-me chorar!
Fez-me chorar ver um jogador que era símbolo, capitão e rosto de uma geração sair daquela forma. Fez-me chorar vê-lo partir para o Europeu sem saber sequer onde iria jogar depois. E fez-me chorar ainda mais quando, terminado o Europeu, assinou pelo Sporting,o rival de sempre.
Mas João Pinto não deixou de ser João Pinto.
Em Alvalade voltou a sorrir, voltou a jogar e voltou a conquistar. Foi campeão nacional e venceu a Taça de Portugal em 2001/02, numa equipa onde formou uma dupla memorável com Mário Jardel.
E talvez seja essa uma das maiores ironias da sua carreira: o jogador que saiu do Benfica com lágrimas acabou por provar no rival que ainda tinha muito futebol para dar.
Mas, para um benfiquista, houve outra ferida difícil de esquecer: **o pior comunicado da história do Benfica**.
O comunicado que anunciou a rescisão com o capitão que durante oito anos tinha vestido aquela camisola. O comunicado que, no meio de uma decisão que já era dolorosa, terminava desejando-lhe felicidades “sempre que as mesmas não estejam em concorrência com o clube”.
E eu lembro-me disso como uma daquelas coisas que doem no futebol para lá dos resultados.
Porque João Vieira Pinto não era apenas mais um jogador.
Era o capitão. Era o “Menino de Ouro”. Era o rosto de uma geração. Era um jogador que tinha dado momentos inesquecíveis aos benfiquistas e que representava Portugal com uma paixão enorme.
E a seleção também explica muito do tamanho de João Pinto.
Foram **81 internacionalizações e 23 golos por Portugal**, entre 1991 e 2002. Jogou dois Europeus e um Mundial, e fez parte daquela extraordinária **Geração de Ouro** que devolveu ao futebol português a esperança de competir entre os melhores.
E, acima de tudo, há os dois Mundiais de Sub-20.
**1989. 1991. Bicampeão do Mundo.**
Há quem possa discutir números, posições, épocas ou momentos da carreira. Há quem possa discutir se foi melhor aqui ou ali. Mas há uma coisa que ninguém lhe pode tirar: João Vieira Pinto é campeão mundial duas vezes por Portugal.
Depois do Sporting ainda regressou ao Boavista e terminou a carreira no Braga. Em 2008, aos 36 anos, despediu-se dos relvados depois de quase duas décadas ao mais alto nível.
Mais de 600 jogos no campeonato português, mais de 150 golos segundo os registos da RTP, títulos por Benfica e Sporting, Taças de Portugal, 81 internacionalizações, 23 golos pela seleção e, acima de tudo, uma coleção de momentos que pertencem à memória coletiva do futebol português.
João Vieira Pinto não teve uma carreira perfeita. Teve uma carreira humana. Com glória, sofrimento, injustiça, lágrimas, rivalidade, redenção e paixão.
E talvez seja precisamente por isso que continua a ser tão especial para quem o viu jogar.
Porque há jogadores que conquistam títulos.
Há jogadores que conquistam adeptos.
E há jogadores que, sem precisarem de jogar mais um minuto, continuam a fazer-nos sentir alguma coisa quando recordamos aquilo que foram.
João Vieira Pinto é um desses jogadores.
E para mim haverá sempre uma coisa que ninguém poderá apagar: 😛 o Menino de Ouro foi bicampeão do Mundo de Sub-20 por Portugal.
Apesar da idade, por aquilo que fez, tem estatuto para ser titular na atual seleção nacional! 😅"

Atualidade benfiquista


"Esta edição da BNews é dedicada às mais recentes notícias do Sport Lisboa e Benfica.

1. Contributos internacionais
Acompanhe a prestação dos futebolistas do Benfica ao serviço de seleções nacionais. Destaque para o golo obtido por Lukebakio.

2. Últimos resultados
As equipas femininas de futebol e de basquetebol obtiveram vitórias nos redutos do SC Braga (0-6) e do Sporting (63-75), respetivamente. Na Supertaça de râguebi no masculino, o Benfica foi derrotado pelo Cascais (11-34).

3. Agenda desportiva
Hoje, o Benfica visita o TTH Holstebro em jogo da 2.ª jornada fase de grupos da EHF European League de andebol. Amanhã, no basquetebol, as águias iniciam o percurso na fase de grupos da FIBA Europe Cup com a deslocação à Dinamarca para defrontar o Bakken Bears (17h30).

4. Apresentação
A equipa feminina de voleibol do Benfica ganhou, por 3-0, ao PV Colégio Efanor no jogo de apresentação aos sócios e adeptos.

5. Análise de uma conquista
Em entrevista à BTV, Madalena Lousa aborda o 8.º triunfo consecutivo benfiquista na Supertaça de polo aquático no feminino.

6. Benfica Institute for Sport Excellence
Fundamentos da Metodologia Benfica – Nível 1 inaugura a oferta formativa.

7. Casa Benfica Ovar 
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o seu 28.º aniversário."

Futebol, marketing e a natureza humana


"Como qualquer pessoa que compita comigo numa mini-liga da fantasy sabe, não percebo nada de futebol. Com a companhia certa, ainda vou desfrutando os jogos da seleção. Vejo um jogo do Benfica por ano com o mesmo ímpeto com que um senhor de 90 anos folheia a revista Gina à procura de sentir algo que já não está lá há muito tempo. E com o mesmo sucesso.

Não sei, por isso, dizer quem foi o melhor jogador do mundo de sempre. Sei que Pelé, Maradona, Ronaldo e Messi foram melhores do que eu. Mas para saber qual deles é o melhor teria de seguir o método científico de os colocar a jogar no mesmo tempo, nos mesmos clubes, com os mesmos treinadores e adversários.
Percebo, no entanto, qualquer coisa de marketing e não tenho dúvidas de que a maior marca que o futebol alguma vez criou foi a marca Cristiano Ronaldo. Acima de qualquer clube, nação ou mesmo do próprio futebol. A marca Cristiano Ronaldo chega até a países onde mal sabem o que é essa coisa de futebol.
Exemplo 1: Este verão passei pelo Quirguistão. Se não sabem onde é, posso dizer que é longe, embora mais perto do que o nome parece indicar. Procurei em várias lojas desportivas e bazares, mas não encontrei camisolas da seleção de futebol local. Até achavam estranho este meu desejo pela camisola da seleção local, como se fosse uma estranha perversão sexual. No entanto, havia por todo o lado camisolas de Cristiano Ronaldo. Camisolas do Real Madrid, do Al Nassr, da Juventus, do Manchester United, do Sporting e até umas que juntavam todos estes clubes numa só (horrível) camisola. Naquele sítio onde o futebol não chega, onde não se consegue encontrar uma camisola da seleção ou clube local, havia camisolas de Cristiano Ronaldo por todo o lado.
Exemplo 2: O meu barbeiro paquistanês não gosta de futebol e não distingue um lançamento de um pontapé de baliza. No entanto, passou meia hora em julho a dar-me na cabeça por os jogadores portugueses não passarem a bola ao Cristiano Ronaldo durante o Mundial. Tenho a certeza que não viu um único jogo. Formou essa opinião baseado no que leu nas redes sociais do seu país e estava verdadeiramente indignado. Aparentemente, por um motivo que me escapa, a culpa também era minha. Também eu era ingrato, apesar de nunca ter dito uma única palavra sobre o tema. Não me defendi. O seu nível de indignação (representativo do sentimento da população paquistanesa em relação ao tema) estava tão elevado que senti que se me tentasse defender poderia contribuir para o aumento da criminalidade entre imigrantes, e não me apeteceu dar esse gostinho ao Chega.
Tenho a certeza de que um dia se descobrirá uma tribo na Amazónia isolada do mundo que ainda usa ferramentas rudimentares, mas na qual um dos adolescentes tem um 7 tatuado nas costas e faz um Siuuuu de cada vez que caça um tracambuí (ou lá o que comem as tribos isoladas na Amazónia).
Cristiano Ronaldo é uma marca, a maior de sempre do futebol. Tão grande que nos esquecemos que também é um ser humano, com todas as fragilidades de um, incluindo as fragilidades de carácter que a sua situação agrava e expõe ao limite, num ciclo imparável.
Imagine o leitor que é um adolescente pobre numa ilha do Atlântico sem grandes perspetivas de vida e no espaço de 10 anos atinge este estrelato. Centenas de milhões de pessoas sentem-se inspiradas por si. Os homens mais poderosos e as mulheres mais bonitas do mundo disputam a sua atenção. Das profundezas da nossa irrelevância, é fácil acusar Ronaldo de ser um narcisista egocêntrico (que é). Mas qual de nós seria muito diferente nas mesmas circunstâncias? Qual de nós manteria a mesma personalidade, o mesmo carácter, que tem hoje se fosse exposto às mesmas circunstâncias de Ronaldo? Se tantas vezes cometemos erros de avaliação por nos deixarmos derreter pelos elogios de uma só pessoa, o que seria da nossa personalidade se fôssemos adorados por centenas ou milhares de milhões de pessoas?
Tenho uma aversão epidérmica a cultos de personalidade precisamente por procurar entender a fragilidade da natureza humana. Assentar um projeto desportivo, empresarial ou político na infalibilidade de uma só pessoa é uma jogada de risco. Mas é acima de tudo uma injustiça para a própria pessoa porque o culto a transforma e depois julga-a severamente por essa transformação. Uma transformação de personalidade a que quase nenhum de nós resistiria nas mesmas circunstâncias. O mesmo culto que coloca a pessoa no pedestal, empurra-a de lá de cima aos trambolhões quando deixa de servir os objetivos da seita, deixando-a no fim só com as marcas da queda e os defeitos de carácter que, fora do pedestal, se tornam menos toleráveis.
Há 40 anos eu jogava tão bem como o Ronaldo. Daqui a 40 anos voltarei a jogar tão bem como ele. Por muito que lhe custe a aceitar, iniciamos este caminho de convergência há uns anos. Para mim é fácil de ver e aceitar este declínio porque jogar futebol não é a minha identidade, nem nunca fui tão bom em nada do que faço como o Ronaldo já foi a jogar futebol. Mesmo assim, no dia em que deixar de ser bom nas coisas em que dizem que sou, vai-me custar a aceitar. Vou negar até ao fim estar em declínio. E não sou o Ronaldo. Imaginem se fosse."

Ronaldo encostado à parede: a rasteira da FPF que atira a batata quente para a mão do capitão


"Pedro Proença e Jorge Jesus tentaram reduzir a crise a um «mal-entendido», passando a decisão final para o lado de CR7. O discurso oficial, porém, esbarra numa contradição lógica…

A Seleção de Portugal cumpriu o seu dever no relvado com distinção irrepreensível. A vitória por 2-1 frente à Noruega, no Estádio do Dragão, carimbou o apuramento antecipado para os quartos de final da Liga das Nações com um pleno de quatro vitórias em quatro encontros.
Mais do que a pontuação perfeita, viu-se em campo uma equipa fluida, solta e coletivamente madura, a praticar um futebol claramente superior ao dos últimos tempos. No plano estritamente desportivo, o caminho está desimpedido. Porém, fora das quatro linhas e nos bastidores da FPF, a orquestração do discurso oficial peca por excesso de cosmética que desrespeita a inteligência dos adeptos.
A ação concertada a que assistimos no pós-jogo do Dragão — com futebolistas, o presidente da FPF, Pedro Proença, e o selecionador Jorge Jesus alinhados na mesma narrativa — procurou pintar o episódio como uma pequenez, apelando ao estatuto intocável de um «símbolo nacional».
Proença apressou-se a catalogar a crise como um mero «mal-entendido», enquanto Jorge Jesus desvalorizou o sucedido, reduzindo o diferendo ao facto de ter posto o capitão a aquecer durante 30 minutos sem o fazer entrar, rematando com a garantia de que não pede «desculpas a ninguém» e de que a porta da Seleção continuará aberta caso o jogador assim o deseje.
O problema desta encenação é que a matemática da lógica não bate certo e a narrativa acaba por ruir pelo próprio peso. Se tudo se resumiu a um «mal-entendido», a uma «chatice» banal de balneário ou a 30 minutos de aquecimento na linha lateral, então a FPF e o selecionador estão, implicitamente, a passar um atestado de infantilidade e irresponsabilidade a Cristiano Ronaldo.
Afinal, como se justifica que o capitão e figura máxima da história do futebol português abandone o estágio da equipa das quinas a meio de compromissos oficiais e decisivos, virando as costas ao grupo e desertando da comitiva, por causa de uma simples arrufo sem relevância?
Ao tentar passar pano na gravidade do ato para proteger a instituição e evitar uma rutura ruidosa, a estrutura federativa acaba por expor o próprio Ronaldo a uma figura frágil. Ao simplificar a faísca, hiperbolizam a reação.
Trata-se de uma manobra hábil de sobrevivência política: atira-se areia para os olhos da opinião pública, constrói-se uma saída airosa para a FPF e para a equipa técnica e, no processo, deposita-se uma autêntica batata quente nas mãos de Cristiano. Agora, a responsabilidade de dizer «sim» ou «não» recai inteiramente sobre o avançado de 41 anos, que fica encurralado contra a parede: ou aceita o papel de jogador sujeito a gerir bancadas e substituições ou assume publicamente o fim do seu ciclo internacional.
Uma insistência esta, a de segurar o estatuto sagrado de Ronaldo em detrimento da realidade desportiva, que me traz à memória a brilhante reflexão de Ricardo Araújo Pereira. Como o humorista desmontou com precisão cirúrgica, o estatuto e a gratidão nacional que devemos a Cristiano Ronaldo já estão cravados na pedra «e serão exatamente os mesmos hoje, aos 41 anos, ou quando ele tiver 81».
A gratidão eterna, naturalmente, não obriga a uma titularidade perpétua nem à subjugação dos critérios futebolísticos. Em alta competição, o que deve imperar é o rendimento atual e as necessidades coletivas do jogo. Pretender que a história e o peso comercial garantam um lugar cativo no relvado é um argumento tão absurdo para a atualidade como seria para daqui a quatro décadas.
Portugal provou no relvado do Dragão que existe vida, qualidade e futuro para além da sombra tutelar do seu lendário camisola 7.
Resta saber se a comédia de enganos encenada nos gabinetes convencerá o próprio Ronaldo a regressar num papel secundário ou se o capitão preferirá fechar o livro antes que o circo da desinformação diminua ainda mais o seu legado."

FPF, Benfica, UNUM: movimentos de arbitragem


"Houve três movimentos sobre arbitragem noticiados, um deles ocorre hoje: o da Federação, o do Benfica e o do UNUM, um grupo de associados encarnados que não é oposição a Rui Costa...

A arbitragem continua a ser tema de debate e só não teve mais palco por causa do episódio de Cristiano Ronaldo na seleção. O tema é recorrente, mas a coincidência temporal das iniciativas da FPF, da direção do Benfica e do movimento UNUM - de associados dos encarnados - expõe um jogo estratégico. O UNUM marcou um evento na semana passada e a FPF apresentou um plano com medidas para a arbitragem até 2029. O momento não é ingénuo nem puramente reformista. Pressionada pela investigação em curso da PJ que envolve a arbitragem, a FPF tem de aproveitar qualquer momento para tentar alterar a narrativa.
Não há propriamente uma novidade, porém. As medidas estavam anunciadas na candidatura de Pedro Proença à presidência do organismo, pelo que aquilo que a FPF realmente fez foi dizer que estava a trabalhar num dossiê prometido. É isso que é expectável pelo que o anúncio de que há reuniões a acontecerem é escolhido: podia ter sido pré-anunciado, podia ter sido anunciado aquando da primeira reunião, mas foi apenas ao fim da segunda...
Por sua vez, a posição do Benfica reflete uma dinâmica interna mais complexa. À partida parece forma de pressão à reforma do setor, dirigida à FPF. Refira-se, porém, que há pelo menos três medidas em comum com as que Proença apresentou como candidato e que o grupo liderado pelo vice-presidente federativo Fontelas Gomes trabalha agora - estrutura externa para liderar, profissionalização, separação de nomeações/ avaliações. Há também ideias diferentes, ou que pelo menos não estavam refletidas de forma clara no projeto de Proença, o qual, recorde-se, o presidente Rui Costa afirmou apoiar. Não será de admirar, portanto, que haja pontos convergentes.
Como não é de admirar que o Benfica tenha feito passar agora - antes do evento do UNUM, antecipando possíveis ideias e críticas de passividade - que a 11 de setembro, há quase um mês, tenha entregue a proposta à FPF.
O UNUM não se afirma abertamente como uma lista de oposição à atual direção, mas a sua iniciativa de promover um debate e propor alterações concretas à arbitragem funcionou como catalisador. Esperemos para ver se traz algo realmente inovador ou se estaremos apenas perante mais um aproveitamento político através da vulnerabilidade da arbitragem portuguesa, cujo mediatismo e maledicência cai sempre bem junto do adepto anónimo. Porque, convenhamos, já se viram oposições menos organizadas no Benfica."

A vitória do coletivo


"1 — A nossa Seleção deu ao Mundo uma demonstração de brilho e capacidade futebolística como há muito não se via. Mais do que os resultados concludentes, o futebol praticado não deixa margem para dúvidas. Um futebol declaradamente ofensivo e de pressão alta constante, um perfume na troca de bola a fazer lembrar o Brasil de Telê Santana ou o Barcelona de Guardiola.
Portugal tem dos melhores centro-campistas do Mundo, pelo que é quase criminoso montar uma equipa vertical assente em extremos velozes, não apenas por se praticar um futebol que não nos é característico como, sobretudo, por não se aproveitar devidamente a mais-valia que temos. Quem tem Vitinha, Bruno Fernandes, João Félix, João Neves, Bernardo Silva e Francisco Trincão tem de arranjar uma forma de os pôr a circular a bola como só eles sabem.
E foi isso que Jorge Jesus soube fazer como ninguém. O futebol é um jogo coletivo e é sempre no coletivo que estão as respostas dos grandes vencedores. Nesta jornada, a nossa Seleção foi um exemplo disso mesmo.

2 — Não há como não gostar do portuguesíssimo Jorge Jesus: a sua frontalidade indomável e a sua franqueza incontrolável são desconcertantes. Não há como não admirar um feitio incomum e controverso, mas simultaneamente direto — o que chamamos de pão-pão, queijo-queijo. Uma coisa conseguiu, aliás, conseguiu várias. Conseguiu o respeito de toda a equipa — são visíveis os olhares de compromisso entre os jogadores e o seu treinador, como é notório nas declarações o quanto estes respeitam o seu processo. Conseguiu o respeito de todo o país ao tornar claro (julgo que sem consciência da dimensão que atingiria, mas marimbando-se para isso) que é um treinador que não admite ingerências nas suas decisões e na sua forma de gestão do plantel. E conseguiu, sobretudo, pôr a Portugal a jogar à bola como há muito não nos lembrávamos…

3 — Queria deixar uma palavra aos nossos atletas, jogadores de enorme gabarito que pontuam entre os melhores do Mundo da atualidade, que estão no apogeu das suas carreiras e se exibem em clubes de topo do futebol mundial — PSG, Real Madrid, Milan, Manchester United, Manchester City — e que souberam perceber e respeitar que numa seleção com atletas deste gabarito não é possível que todos possam jogar todo o tempo.
Vimos Bernardo Silva a ser utilizado apenas nos finais dos jogos, João Neves a jogar apenas 10 minutos nos dois últimos jogos, Vitinha a não ser opção em Oslo, todos respeitando essas opções e conformando-se com elas.
É deste sentido coletivo que se faz uma seleção vencedora. É desta interpretação de um jogo cuja essência é harmonia na circulação daquele objeto que determina os vencedores, um jogo de entreajuda, em que uns defendem para que outros possam marcar, numa palavra, um jogo de absoluta complementaridade. Eu penso que foi isto que vimos nestes jogos. Finalmente.

4 — Portugal perdeu o Mundial de Rallys em 2027 à 25.ª hora. E ninguém percebeu porquê. Vi muitas declarações a lamentar o sucedido, mas não vi nenhuma a esclarecer acerca das razões por que tal sucedeu — a explicação da FIA de precisar de assegurar maior diversidade geográfica é das mais estapafúrdias que já ouvi.
Em primeiro lugar, se se pretende que neste país não se fale só de futebol, penso que se deveria exigir uma explicação concludente desta abrupta decisão. E em segundo lugar, queria manifestar que desejo que tenha sido a circunstância de na edição de 2026 terem tido de ser interrompidas duas classificativas, uma pela entrada de um reboque que se colocou à frente de Elfyn Evans (o novo campeão do Mundo) e a outra com a entrada de um veículo que impediu a passagem de Yohan Rossel. Circunstâncias lamentáveis e inadmissíveis, sendo que, se foi devido a elas que nos foi retirada a organização do WRC, isso tem de ser sabido e publicamente assumido."

«Dear Football»... e se Cristiano Ronaldo se despedisse como Kobe Bryant?


"Um exercício de estratégia sobre a reta final de uma carreira na Seleção

O caso
Numa semana, Cristiano Ronaldo passou de titular em Alvalade a jogador fora do estágio. Entretanto, Portugal tornou-se a primeira seleção apurada para os quartos de final da Liga das Nações. Sobre o tema CR7, o presidente da FPF, Pedro Proença, falou de um mal-entendido a resolver dentro de casa, e Jorge Jesus deixou a porta aberta para novembro com uma frase que resume o essencial: «Ronaldo sabe que vai acabar, mas gostava que acabasse como ele quer.»
Quem tem razão é matéria para os próximos dias e não é o objeto deste texto. Interessa-me a forma. O jogador com mais internacionalizações e golos da história da Seleção pode estar a viver o fim do seu percurso internacional, e a experiência mostra que a saída de um atleta desta dimensão se joga muito antes do episódio que a precipita, na forma como foi ou não preparada. Foi daí que parti para o exercício seguinte.

O precedente Kobe Bryant
Em 2015, Kobe Bryant anunciou o fim da carreira num poema publicado na The Players' Tribune: "Dear Basketball". Na mesma noite, os adeptos no Staples Center, casa dos Lakers, encontraram o texto impresso nos seus lugares.
A época que se seguiu transformou-se numa digressão de despedida. Pavilhões de toda a NBA, incluindo os de rivais históricos como Boston, homenagearam-no, a Nike construiu à volta dessa reta final uma linha de calçado e uma campanha, e o último jogo terminou com 60 pontos e com o "Mamba out" que ficou na memória. O poema deu depois origem a uma curta-metragem de animação que venceu o Óscar em 2018.
Convém lembrar o contexto desportivo. Os Lakers fizeram nessa época a pior campanha da sua história, com 17 vitórias e 65 derrotas. Quase ninguém se lembra disso. A narrativa da despedida ocupou todo o espaço.
Do ponto de vista da gestão, o caso assenta em três decisões. Foi o atleta a escrever e a anunciar, cabendo ao clube e à liga acolher. O anúncio foi feito cedo, o que deu a cada jogo o estatuto de evento. E a homenagem nunca dependeu do rendimento em campo.

O exercício aplicado a Cristiano Ronaldo
Imaginemos que, logo a seguir ao Mundial e à chegada de Jorge Jesus, a FPF apresentava, em conjunto com Ronaldo, o selecionador e o grupo, um plano para a Liga das Nações 2026/27: seria a última competição de Cristiano pela Seleção, e cada jogo funcionaria como um capítulo da sua carreira.
O anúncio caberia ao jogador, com as suas palavras e nos seus canais. A FPF assumiria o papel de anfitriã, organizando e dando palco. Numa despedida, a voz do atleta é o ativo com mais valor emocional, e a instituição ganha em amplificá-la.
Há também uma diferença de escala. A digressão de Kobe passou pelos pavilhões de uma só liga. A de Ronaldo atravessaria países, com três federações adversárias, os seus estádios e os seus públicos a juntarem-se ao momento, e com a amplificação de uma competição da UEFA transmitida por toda a Europa e além dela. Ao tributo de Portugal ao capitão juntar-se-ia uma celebração à escala mundial. Para a UEFA e para a Liga das Nações, seria também um ativo raro de audiência e de conteúdo.
O elemento decisivo seria um entendimento, fechado antes da primeira convocatória, sobre o papel de Ronaldo em campo. As opções técnicas continuariam a ser do selecionador. A homenagem aconteceria fosse ele titular, suplente ou ausente, e o jogador saberia isso desde o primeiro dia.
O plano teria ainda de servir o projeto desportivo: dar visibilidade em cada jogo à geração que vai disputar o Mundial-2030, em casa, e de prever um final que não dependesse de golos. Os 60 pontos de Kobe não se planeiam.

O calendário
A fase de grupos oferece um calendário com ligações evidentes à carreira de CR7
Portugal–País de Gales, Alvalade. O regresso ao estádio onde tudo começou, com a carta de Ronaldo em cada lugar e jovens da formação do Sporting em campo.
Noruega–Portugal, Oslo. Homenagem da federação norueguesa e um cumprimento entre Ronaldo e Haaland. Com o entendimento em vigor, ficar no banco faria parte do guião.
Dinamarca–Portugal, Copenhaga. Um jogo dedicado aos adeptos internacionais e aos companheiros das várias fases da carreira.
Portugal–Noruega, Dragão. O palco do jogo de abertura do Euro 2004, onde se estreou numa fase final e marcou o primeiro golo pela Seleção.
Portugal–Dinamarca, Braga. O último jogo em casa da fase de grupos, com antigos colegas na bancada e a passagem simbólica da braçadeira.
País de Gales–Portugal, Cardiff. a cidade onde marcou dois golos na final da Liga dos Campeões de 2017.
Portugal já apurado para os quartos de final e, se lá chegar, fase final, com a possibilidade de se despedir como campeão em título da prova que venceu em 2025.

Ativação e conteúdos
Na execução, a FPF teria margem para bilhetes numerados e colecionáveis, um pormenor diferente na braçadeira ou no equipamento em cada jogo (sujeito a aprovação da UEFA), um protocolo de homenagem negociado com cada federação adversária, conteúdos regulares no Canal 11 e uma narrativa partilhada com a UEFA e seus parceiros de transmissão. Ronaldo teria nos seus canais espaço para uma série documental sobre os bastidores. Aos parceiros, com a Nike à cabeça, abria-se a porta a uma coleção de chuteiras com uma versão por jogo, como se fez com Kobe. E os adeptos teriam um ponto de encontro digital, com um arquivo coletivo de golos e memórias.

A variável mais sensível
Em qualquer despedida de um atleta que continua a competir, a variável mais sensível é a definição do papel em campo. Nenhum plano de comunicação resolve divergências sobre quem deve jogar, nem é essa a sua função.
Um plano bem desenhado pode, no entanto, mudar a leitura das decisões técnicas. Sem um papel definido, cada convocatória e cada onze inicial tendem a ser lidos como um juízo sobre o estatuto do jogador. Com uma data de saída conhecida e um entendimento prévio, a mesma decisão, deixá-lo no banco, passa a fazer parte da narrativa da despedida.

Um modelo transferível
Este é um exercício hipotético, feito à distância e sem conhecer o que se passa dentro do grupo. Quem gere estas situações por dentro tem sempre mais informação do que quem as observa. O que fica é um modelo que se pode aplicar a outros casos: a voz do atleta no centro, uma data definida, um entendimento claro sobre o papel e um calendário que transforma cada jogo num acontecimento. Serve seleções, clubes ou marcas que queiram acompanhar a reta final de um ícone.
No caso de Ronaldo, a última página está por escrever e merece muito mais que um jogo de homenagem, por muito que seja o habitual. Aí reside a diferença. Cristiano Ronaldo não é só mais um. É nosso e um dos melhores de sempre."

Oliveira: Razão...

Santana: Comunicado...

O Resto é Bola - Reação ao comunicado de Cristiano Ronaldo e um Portugal de luxo na Liga das Nações

Tiki-Tasca #17 - Ronaldo voltar a usar a braçadeira? Uma aberração!

Texto retirado da série The Boys !!!

Uma caricatura de pessoa...

Tradução...

Diva!!!

A ameaça!

Tiaguinho...

A esperança é a última coisa a morrer... mas esta já morreu !!!

Um não cartillheiro... e este não será acusado de ser amigo do JJ!!!

A Internet não perdoa !!!

A promessa de Tinto de graça, dá-lhe asas!!!

A importância dos espelhos é muito desvalorizada !!!

Em Manchester não esquecem!!!

Rabona: Ronaldo Needs PORTUGAL More Than Portugal Needs HIM Right Now

Feira dos Três - Feira da Bola #1 - ⚽ Já foram chegando recados ao Jorge Jesus

Zero: Ataque Rápido - S09E10 - Capitulação ou respeito?

Segundo Poste - S06E09 - “Ronaldo é a parte mais fraca deste braço de ferro”

Renascença: Extremamente Desagradável - Alerta CR

Renascença: Pensar pequenino - Ronaldo...

Var à Sexta #22 - Será que Jesus vai acabar com o Cristianismo?

SportTV: Grelha de Partida - S04E29 - Dia de Praia

BolaTV: Ricardo Baptista...

Zero: Afunda - S07E07 - O impacto das novas regras e os X Factors

Liga: Sem Filtros #64 - Dani Silva

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Terceiro Anel: Bola ao Centro #236 - FINALMENTE ESTAMOS DE VOLTA!! 🦅🔴

Afinal, o futebol pode ser coletivo


"Jorge Jesus não abdicou das suas ideias, os resultados foram bons e as exibições, solidárias. A posição da FPF face a Cristiano Ronaldo (atenção ao Regulamento Disciplinar) coloca nos ombros do jogador do Al-Nassr o ónus da reconciliação, que, a verificar-se, não passará de um ato de hipocrisia. Tenho pena, mas foi CR7 que escolheu a via da arrogância…

Quatro jogos, quatro vitórias, nos dois terços iniciais da fase de grupos da Liga das Nações, colocaram Portugal, desde já, nos quartos de final da competição de que é campeão em título.
Mas há jogos e jogos e cada um deles é o próprio e a sua circunstância. E como foram diversas as circunstâncias, para Portugal, ao longo destes 360 minutos. Jorge Jesus começou com o modelo de Roberto Martínez e obteve uma vitória justa, mas anémica, sobre o País de Gales; depois, introduziu, em Oslo, as suas próprias ideias, com pressão alta e futebol atacante, de alas bem abertas, e derrotou, fora de portas, a seleção que eliminou o Brasil no Mundial de 2026; seguiu-se a crise com CR7 e a resposta surgiu em forma de grande exibição, solidária e personalizada, que valeu um triunfo em Copenhaga onde, nos últimos anos, só a Espanha passara; e, com um discurso já voltado para colocar nas costas de Ronaldo o ónus de fumar o cachimbo da paz, novo triunfo, no Dragão, frente aos noruegueses, após 90 minutos de trabalhos forçados, que tiveram um acréscimo inesperado com a expulsão infantil de Francisco Conceição.
A Seleção de Portugal foi uma verdadeira equipa, cada um quis saber dos companheiros antes de saber de si próprio, não houve quem recusasse uma corrida para trás, no momento defensivo, e o talento individual e as movimentações coletivas possíveis nesta fase embrionária do trabalho de Jesus foram, naturalmente, de menos a mais ao longo destes quatro jogos. Estamos a assistir ao começo de um novo ciclo? Não tenho qualquer dúvida disso, de olhos postos em 2030.
Felipe Melo, 43 anos, ex-jogador internacional pelo Brasil, com passagens por Espanha, Itália e Turquia, publicou uma reação nas redes sociais, em defesa de Cristiano Ronaldo, onde dizia que nenhum dos outros jogadores da Seleção Nacional lhe chegava aos tornozelos. CR7 respondeu com um ‘gosto’, deixando claro como se via face aos companheiros da turma das quinas. Quando se fala numa forma digna de o jogador do Al-Nassr se despedir da equipa de todos nós, ficou claro que Ronaldo não valoriza essa vertente e insiste em deitar sal na ferida aberta por tudo o que sucedeu depois do Noruega, 1-Portugal, 2.
No fundo, devemos estar gratos a Cristiano Ronaldo por não esconder o que pensa dos companheiros de percurso na Seleção Nacional, o que nos leva a perceber que o mal-estar instalado transcendia em muito Jorge Jesus. Mas mais lhe devemos agradecer o facto de, com este simples ‘gosto’, ter unido ainda mais a turma das quinas, dando-lhe uma motivação extra. Ao mesmo tempo, qualquer tentativa de criar condições para uma saída limpa de CR7, caiu pela base. A não ser que, para o jogo de homenagem (contra a Arábia Saudita, sem dúvida), a Federação Portuguesa de Futebol conceda a Cristiano Ronaldo a faculdade de ser selecionador, treinador e capitão (e mesmo assim terá dificuldade em encontrar dez jogadores que queiram fazer parte da sua equipa). Muito se tem falado do prejuízo para a FPF provocado pelo adeus intempestivo de CR7. Não vejo como, a não ser na virtualidade das redes sociais. No que respeita aos vários contratos em vigor até 2030, a FPF não recebe mais ou menos por ter CR7 (e era sabido que o jogador do Al-Nassr terminaria a carreira em 2027, três anos antes do termo desses compromissos); e a questão dos ‘cachês’ dos jogos particulares, a partir do momento em que a Liga das Nações veio ocupar as datas FIFA consagradas aos embates a feijões, deixou de se colocar. Portanto, o que tem sido dito sobre a influência da marca CR7 nas contas federativas não passa de poeira para os olhos: e tenho a certeza de que os adeptos da Seleção Nacional, que com a qualidade que possui continuará a apurar-se para as grandes competições internacionais, vão continuar ao lado da equipa.
É verdade que o adeus rocambolesco de Cristiano Ronaldo à Seleção provocou uma onda mediática a nível planetário. O que não significa que tenha existido um movimento de solidariedade com o antigo astro madeirense. Pelo contrário. Cristiano Ronaldo constará nos livros da história do futebol como um dos melhores intérpretes de sempre. Mas também será lembrado, em nota de rodapé, como alguém que não teve noção das suas crescentes insuficiências e terminou a carreira como caricatura do gigante que foi. Creio que a Proença e JJ fazem bem em tentar encontrar-lhe um adeus digno à Seleção Nacional, embora me pareça - e talvez esteja enganado - que nem o próprio estará interessado em entendimentos.
Talvez o maior favor que a FPF lhe faça, em nome de tudo o que, desde 2003, representou para Portugal, seja não agir disciplinarmente contra ele junto da FIFA, o que seria absolutamente normal depois da deserção que protagonizou, e dessa forma permitir-lhe que chegue aos desejados 1000 golos. E há uma coisa que parece pacífica: face ao Regulamento Disciplinar da FPF, a situação de Cristiano Ronaldo é, neste momento, de jogador suspenso automaticamente. A FPF está a tentar criar condições para um adeus digno de CR7 à Seleção. Mas é um pouco como a canção de Rui Veloso: na Cidade do futebol sabe-se que Cristiano Ronaldo não gosta, mas mesmo assim quer-se empenhar o anel de rubi, para levá-lo ao concerto do Rivoli.
Do ponto de vista político, o que a FPF (atenção ao Regulamento Disciplinar, repito, que é perentório) está a ensaiar é inteligente, remetendo para CR7 a decisão de querer conversar sobre tudo o que aconteceu nos últimos dias, na linha, aliás, do que foi dito pelos jogadores, antes e depois do jogo. Porém, parece-me que foram ultrapassadas linhas vermelhas, que tornam qualquer entendimento, que transcenda a hipocrisia, impossível. Imagine-se, por absurdo, que Ronaldo pedia desculpa (alguém antecipa esse cenário?), cumpria a sanção decorrente da deserção de Copenhaga e voltava a ser convocado por Jorge Jesus. Depois do que disse dos companheiros (o ‘gosto’ a Felipe Melo), alguma vez seria bem aceite pelo grupo? E mais: sabia-se que CR7 já não tinha lugar no melhor onze de Portugal há vários anos; logo, será crível que ele viesse para aceitar jogar quando houvesse espaço para o pouco que ainda tem para dar?
Deixemo-nos de eufemismos. Cristiano Ronaldo, com jogo de homenagem ou sem jogo de homenagem, hipotecou o adeus à Seleção Nacional, que tudo o que fez por Portugal justificaria. Estamos perante um ‘citizen Kane’ que vai, mais ano, menos ano, deixar de ter o mundo a seus pés, nos termos que conhecia."

A decisão está nas mãos de Cristiano, se Deus quiser


"Quatro vitórias em quatro jogos são o saldo, até agora, da Seleção de JJ. O momento positivo fica marcado, no entanto, pelo abandono de CR7. Agora resta aguardar que ele decida o que fazer

Portugal terminou o ciclo de quatro jogos da Liga das Nações com quatro vitórias e sinais de crescimento exibicional que empolgaram os adeptos como poucas ou nenhumas vezes nos últimos anos. O momento positivo da Seleção Nacional ficou marcado, no entanto, pelo abandono de Cristiano Ronaldo, cuja versão dos factos está ainda por contar.
Nos últimos dias, começaram a surgir os sinais de mediação da FPF com o objetivo de evitar este final abrupto da maior figura da Seleção. Jorge Jesus não só aprovou a reconciliação como está mesmo interessado em convocar CR7 para os próximos jogos, já em novembro, conforme A BOLA avançou ainda durante o jogo com a Noruega. Afinal, o estatuto ainda vale tudo. Proença falou ontem finalmente, mas só à RTP e apenas para prestar uma «vénia» a Ronaldo. Regulamento? Não se aplica, suponho. Só faltou mesmo pedir desculpa.
Do capitão (sendo assim, não se pode dizer antigo capitão, certo?) ainda nada se sabe sobre a intenção de ouvir (ou não) a outra parte. Os cenários, nesta altura, parecem ser estes: ou CR7 não responde, ou dá uma nega à FPF e a Jesus e este foi mesmo um triste adeus; ou Cristiano acalma os gostos nas redes sociais e a narrativa à sua volta de traição e acede a um regresso, seja ele total ou por via de uma homenagem.
Aguardamos, portanto, a decisão de Ronaldo. Vinte e três anos depois, é ele quem vai escolher como acabar ou prolongar mais um bocadinho esta ligação tão benéfica para todos, muitas vezes mais desportivamente, outras financeiramente. Verdade seja dita: o próprio sempre disse que seria ele a decidir. E como a FPF claramente não está preparada para o fim, será assim tão surpreendente que tenhamos chegado até aqui? É como se o adeus de CR7 à Seleção fosse um permanente aquecer para não entrar.
No meio disto tudo, há uma equipa para gerir e em campo não parece haver grandes motivos de preocupação. Para alguns fãs (ou bots) os jogadores também serão traidores, mas se houver um português desinteressado em ver a qualidade que Portugal apresentou nos últimos jogos então confesso que também me apetece desistir.
A Seleção Nacional está apurada para os quartos de final da Liga das Nações, venceu adversários difíceis e apresentou a elevada nota artística que JJ tanto prometeu - e várias vezes cumpriu. Há motivos para entusiasmo e celebração, mas também há que esperar que quem ficou chateado por não jogar e partiu decida se quer voltar. É uma espécie de ato de fé: o treinador é Jesus, mas o futuro é se Deus quiser."

Sem proteção!!!

Proposta...

Transparência... pessoalmente, sou mais pessimista, enquanto as personagens sejam corruptas, não existe modelo que funcione!!!

Backstage | #VóleiBenficaFem 3-0 PV Colégio Efanor | Jogo de Apresentação

BF: Avançado...

5 Minutos: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Jesus afina um rolo compressor. Ronaldo entra na engrenagem?

Terceiro Anel: Diário...

No Princípio Era a Bola - Acabou a circulação em U de Martínez na seleção, começou o quase delírio em torno de Ronaldo

Falsos Lentos - S07E03 - Carlos falou com Elma sobre Ronaldo

ESPN: Futebol no Melhor #637

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Futebol à Parte - S02E06 - PIZZI de volta e POLÉMICA RONALDO

Chuveirinho #191

Tailors - Final Cut - S05E41 - Rafael Bracali

DAZN: F1 - A vitória de Max no caos de Sepang

Sem vaselina!!!

Birra aos 41...

Que ofensa tão baixa... e tão merecida!!!

Verdades...

Profecia!

Muito treino!

Cumulo da Parolice !!!

Oremos !!!

Nem com um desenho...