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terça-feira, 20 de outubro de 2026

DeLetra - ⚽ ON TOUR BY XTB #1 - Torreense vs. Sunderland

Renascença: Bola Branca - Tertúlia - Os gigantes da Taça e o Brasileirão

Falsos Lentos - S07E05 - Manuel Cardoso comete Crime!

No Principio Era a Bola - Na Europa, o FC Porto procura validação, o Sporting solidifica-se a partir do guarda-redes e o Benfica acumula alternativas

TugaFut: Semanada #5

A Verdade do Tadeia #2017/11 - A Europa e a Taça

Feira dos Três - Feira da Bola #3

Chuveirinho #193

Zero: Ataque Rápido - S09E12 - Mourinho e Amorim: próximos do sucesso?

Tailors - Final Cut - S05E43 - Carlos Padrão

O Resto é Bola - ⚽ As noites europeias de FC Porto, Benfica e Sporting

Segundo Poste - S06E11 - “O nível sobe, o FC Porto de Farioli desce”

DAZN: F1 - Max centrou todas as atenções em Portimão

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Vitória na Madeira...

Marítimo 0 - 4 Benfica

Pauels; Amado(Borges, 79'), Gomes, Blessing, Lund; Csiki(Loução, 78'), Norton(Tristão, 72'); Chandra(Sebastine, 63'), Moller, Nycole; Shao(Dorsin, 63')

Goleada, num relvado complicado, que com a chuva ainda ficcu pior... numa partida, onde conseguiram anular um golo ao Benfica, sem terem imagens para isso, não marcaram um penalty óbvio a favor do Benfica e ainda perdoaram uma expulsão ao Marítimo perto do fim... tudo normal!!!

Além do grande golo da Lund (mais um...), destaque para a estreia oficial da Ana Borges no Benfica, após uma lesão grave que a deixou de fora mais de um ano!!!

Pedro e Carlos...

Resenha #128 - Mozer e Ricardo Gomes...

BI: Voo Picado #40 - Unum, um novo-velho projeto

Jornalismo moderno...

VAR profissionalizou a polémica


"Desde que comecei a ver futebol, na fascinante década de 80, mudaram os jogadores, os treinadores, os presidentes e outros dirigentes dos mais variados clubes e órgãos, os estádios, os relvados, a preparação física, a alimentação, a análise de dados, a forma de treinar, os equipamentos, as competições, as regras e até a maneira de ver os jogos transmitidos com detalhe que nos transporta para o interior das quatro linhas sem sairmos do sofá, além do VAR, o maior avanço civilizacional — digo eu — da história do desporto-rei.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, mas algo permanece imutável no futebol português — a conversa sobre o trabalho dos árbitros. É preciso melhorar a arbitragem, é preciso formar melhor os juízes, é preciso protegê-los, é preciso responsabilizá-los, é preciso dar-lhes melhores condições, é preciso acabar com a cultura de pressão. E, sobretudo, é preciso falar menos de arbitragem.
Esta última frase repetida vezes sem conta é a mais curiosa. Todos decretam que se fala demasiado de arbitragem, protagonistas em campo e comentadores fora dele. E qual é a solução para resolver o problema de se falar em excesso de arbitragem? Ora… falar ainda mais de arbitragem. Uma tradição, um tema sempre em cima da mesa.
Se pegarmos num jornal de há 40, 30, 20, 10 ou mesmo um ano, bastaria trocarmos as fotografias dos queixosos, contextualizar os reparos e os textos estariam prontos a publicar. «É preciso credibilizar a arbitragem», «é urgente reformar o setor», «os árbitros estão sob demasiada pressão», «não se pode continuar a viver num clima de suspeição», «lá fora nada disto acontece», blá, blá, blá… Tudo isto nos soa familiar.
Antes, discutíamos se o árbitro tinha visto bem. Agora, analisamos se o VAR esteve atento. Depois, se devia ter chamado o árbitro, a seguir se devia ter ido ao monitor, enquanto esmiuçamos a imagem frame a frame. Finalmente, ainda poderá haver espaço para duvidarmos se a linha que alguém desenhou sobre a imagem é a correta. O VAR não matou a polémica, apenas a profissionalizou.
Ironia das ironias, a tecnologia surgiu para reduzir o erro, esse objetivo foi largamente alcançado — é só lembrar o número de erros corrigidos com recurso à videoarbitragem que noutros tempos seriam recordados por décadas — mas qualquer deslize é agora um acontecimento nacional. Eu ainda sou do tempo em que um lance era visto uma vez no estádio e à noite com uma ou duas repetições no Domingo Desportivo, antes de morrer nos dias seguintes num café perto de nós com um jornal a servir de prova desde que validasse a nossa opinião.
Hoje, essas jogadas controversas podem ser vistas em inúmeros ângulos, alta definição, câmara lenta, prato gourmet pronto a servir à apreciação de antigos árbitros, jogadores, treinadores, comentadores e, também, especialistas que operam no lodo das redes sociais.
É possível que, entretanto, tenhamos inteligência artificial a arbitrar os jogos, sensores nas chuteiras, câmaras em cada metro quadrado do estádio e um computador capaz de determinar, ao milímetro, tudo e mais alguma coisa.
E alguém há de dizer: «É tudo muito bonito, mas é preciso melhorar a arbitragem.»"

BolaTV: Omonia...

BF: Sanchez

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Benfica quer renovar com Prestianni. Trubin sai em janeiro?

Bola na Trave: Mezian Soares

Investir no futebol feminino é investir no futuro do futebol


"Durante muitos anos, o crescimento do futebol feminino foi apresentado sobretudo como uma questão de igualdade, visibilidade e reconhecimento. E continua a ser. Mas limitar a discussão a essa dimensão é hoje insuficiente.
O futebol feminino entrou numa nova fase: deixa de ser visto apenas como uma modalidade com potencial de crescimento para se afirmar como um ativo desportivo e económico, capaz de atrair investimento, criar valor e desenvolver modelos de negócio próprios.
A questão já não é saber se vai crescer, mas quem estará preparado para beneficiar desse crescimento.

Da visibilidade ao valor
O Mundial feminino de 2027, no Brasil, será um momento relevante desta transformação. Pela primeira vez, a principal competição internacional feminina será disputada na América do Sul, num país onde o futebol ocupa um lugar central na identidade cultural.
A FIFA pretende ampliar a exposição global através de uma cobertura televisiva alargada e de uma forte presença digital, para aumentar audiências, atrair novos públicos e reforçar o interesse de patrocinadores e parceiros comerciais.
Mas o verdadeiro desafio não será apenas garantir atenção durante algumas semanas. Será transformar essa visibilidade em valor sustentável, capaz de perdurar para lá do torneio.

Quando o mercado começa a acreditar
Fundado em Los Angeles em 2020, o Angel City FC tornou-se um dos casos mais relevantes do futebol feminino mundial. A valorização alcançada em poucos anos demonstra o crescente interesse dos investidores.
Mais importante do que os números é compreender as razões desse crescimento. O clube construiu uma identidade forte, aproximou-se da comunidade, atraiu patrocinadores de referência e criou uma marca capaz de gerar envolvimento para além da competição.
O seu percurso demonstra que o potencial económico do futebol feminino depende cada vez mais da capacidade para criar relevância, proximidade e valor.

O papel dos investidores
A entrada de investidores especializados é outro sinal importante. A Mercury13, por exemplo, tem adquirido participações em vários clubes europeus, apostando na profissionalização da gestão, no desenvolvimento estrutural e na criação de valor a longo prazo.
Esta abordagem parte de uma convicção simples: o futebol feminino pode ser sustentável quando apoiado por visão estratégica, estruturas competentes e gestão profissionalizada.
Nenhum investimento garante sucesso. O capital é apenas o ponto de partida: o desafio é convertê-lo em melhores condições para as atletas, maior qualidade competitiva, experiências relevantes para os adeptos e receitas consistentes.

Uma responsabilidade partilhada
Clubes, ligas, federações, investidores e adeptos têm um papel decisivo. Mais visibilidade atrai patrocinadores; melhores condições elevam a qualidade do espetáculo; uma ligação mais forte aos adeptos aumenta a fidelização; e uma gestão profissional contribui para a sustentabilidade económica.

Uma oportunidade que já chegou
Persistem desafios: desigualdades estruturais, diferenças entre mercados e dificuldades de sustentabilidade em vários projetos. Nem todos os investimentos terão sucesso, mas seria um erro continuar a olhar para a modalidade apenas como uma promessa de futuro.
O investimento já está a acontecer, as audiências crescem e surgem novos modelos de negócio. O mercado começou a identificar oportunidades onde antes via apenas potencial.
O futebol feminino deixou de ser apenas uma aposta no futuro. É cada vez mais relevante no presente da indústria. Quem compreender esta realidade mais cedo estará a investir numa das transformações mais significativas que o futebol conheceu nas últimas décadas.
Investir no futebol feminino já não é apenas uma questão de desenvolvimento desportivo ou compromisso social. É uma decisão estratégica sobre o futuro do próprio futebol."

Quando o sonho acaba, o que vem a seguir?


"O final de carreira deve preparar-se no dia a dia. Se o fizermos, percebemos que o futebol nos pode dar muitas coisas que outras profissões não nos dão.

Nas últimas semanas temos falado muito sobre a forma como Cristiano Ronaldo poderia ou deveria ter preparado a sua saída da Seleção Nacional. O final de carreira é sempre um período muito difícil de gerir.
Como referiu Liliana Pitacho no artigo publicado na última quinta-feira neste jornal, a gestão psicológica desta transição não é fácil. Entendo que os clubes e as organizações que acompanham os jovens atletas deveriam dar mais atenção à preparação do seu futuro para além do futebol, para que o fim da carreira não se transforme num pesadelo.

Carreira curta, futuro longo
Os jogadores profissionais de futebol não ganham todos milhões de euros. São poucos os que conseguem terminar a carreira e viver dos rendimentos. A maioria terá de iniciar uma nova atividade quando deixar de jogar. Ainda assim, um jogador da primeira Liga recebe, em média, mais do que muitas pessoas da mesma idade que desempenham outras profissões. Esta é uma vantagem que não pode ser desperdiçada e que deve ser aproveitada para preparar o futuro.
Por norma, todos ajustamos o nosso estilo de vida aos nossos rendimentos. A questão é que a carreira de jogador profissional de futebol é de desgaste rápido e pode durar apenas 10 ou 15 anos. Com 20 anos de idade, poucos têm esta perceção.
Em Portugal, continuamos a ter uma cultura de investimento pouco desenvolvida. Para um jogador profissional, aprender a gerir o dinheiro e a perceber como pode fazê-lo crescer é tão importante como saber ganhá-lo.
O jogador de futebol vive muito pelo exemplo. Qual é o exemplo que os miúdos veem nos mais velhos? Uma das primeiras coisas que um jovem faz quando começa a ter um rendimento superior é comprar um bom carro, pelo estatuto, pelo sonho que sempre teve ou por qualquer outro motivo.
Não tenho nada contra realizarmos os nossos sonhos. O importante é que sejam enquadrados no nosso património presente e futuro e tenham uma lógica racional. Afinal, um carro não é um investimento, é uma despesa.

Preparar o fim de carreira
«Devemos preparar o fim de carreira.» Oiço frequentemente esta expressão. Hoje em dia, já existe uma maior preocupação com esta difícil transição na vida dos atletas profissionais. Há várias áreas que podem ser afetadas.
A parte psicológica, nomeadamente a perda de uma rotina que se manteve durante anos, é difícil de gerir. Quem joga futebol sabe que o futebol é muito mais do que um jogo. É a camaradagem, o convívio diário, as discussões, os desentendimentos, as palhaçadas e os momentos de muita diversão.
É nos treinos que desabafamos uns com os outros sobre os nossos problemas. A intensidade desta profissão é enorme, a todos os níveis. Existe ainda o mediatismo, que faz muitos jogadores sentirem-se importantes e reconhecidos.
Agora imaginem que, de repente, de um dia para o outro, tudo muda e a luz se apaga. Ficamos em casa e já não vamos para o treino. A carga física pode ser substituída pelo ginásio ou por outra atividade, mas e a adrenalina? O convívio? A rotina acelerada? O propósito do dia a dia?
Outra parte difícil de gerir é a económica. Passamos da certeza para a incerteza. Estamos habituados a receber um salário, em média, superior ao de outras pessoas da mesma idade e, de repente, tudo para.
A realidade é que muitos atletas só se preocupam verdadeiramente com esta questão nos últimos anos da carreira, o que lhes pode provocar ainda mais ansiedade.
Posso dar o meu exemplo. Passei por esta transição de forma precoce. Aos 29 anos, decidi que ia deixar de jogar. Percebi que o mercado de trabalho em Portugal era difícil. Tinha na mão um curso superior valorizado — Economia, na Nova SBE. Teoricamente, tinha um plano B. Na prática, senti-me tão perdido como os outros.
Andei à procura do meu espaço e do meu caminho. Cometi alguns erros que me fizeram crescer muito e desenvolver competências que deveria ter desenvolvido bastante antes. Se há alguma coisa de que me arrependo, não são os erros que cometi, mas sim não me ter preocupado com o processo de transição desde o início da carreira. Pode parecer um paradoxo, mas é claro para mim: se tivesse pensado no final desde o início, as minhas decisões e aprendizagens teriam sido completamente diferentes.
O final de carreira deve preparar-se no dia a dia. Se o fizermos, percebemos que o futebol nos pode dar muitas coisas que outras profissões não nos dão. Temos contactos, experiências, tempo para continuar a crescer noutras áreas e capacidade financeira para investir em nós próprios. O que não podemos é desperdiçar tempo e deixar tudo para os últimos anos.

Do futebol para a vida
O mercado de trabalho em Portugal é rígido. Não é fácil para ninguém entrar numa nova área aos 30 e muitos anos. Pela minha experiência, posso afirmar que a imagem que existe dos jogadores de futebol no mercado de trabalho nem sempre é a melhor. Existe uma desconfiança em relação às suas capacidades. Tudo isto é uma realidade, mas pode ser combatida.
Os jogadores profissionais de futebol desenvolvem capacidades importantes para o mercado de trabalho, como a definição e concretização de objetivos, a aprendizagem contínua, o trabalho sob pressão e a adaptação a novas realidades. Ao longo da carreira, convivem com diferentes tipos de liderança e pessoas de várias nacionalidades, com quem têm de criar relações profissionais e desenvolver empatia. Aprendem a trabalhar em equipa desde pequenos e a reconhecer o seu papel em diferentes contextos.
No futebol, errar faz parte do processo, mas é preciso reagir rapidamente, corrigir e voltar a tentar. É uma capacidade que pode ser muito útil noutras atividades profissionais.
Muitos jogadores, assim como pessoas de fora do futebol, não reconhecem estas características, apesar de serem evidentes. Para as potenciarem, cada um tem de fazer o seu trabalho desde cedo e preparar-se em diferentes áreas, para que, quando o comboio passar pela sua paragem, esteja preparado para o apanhar.

A valorizar: Prestianni
Está a ter um início de época incrível. A consistência que tem mantido jogo após jogo faz dele um jogador imprescindível para Marco Silva.

A desvalorizar: Carlos Vicens
Está a ter um início de época abaixo das expectativas. Nos últimos dois jogos esperava-se outra resposta de um SC Braga que quer lutar por títulos."

Iúri é ouro, 'omnium' de todos


"Ciclista português até já tinha conquistado o título mundial, mas o choro compulsivo de Xangai relembra-nos o sacrifício acumulado daqueles que são verdadeiros campeões sem condições

Não contem comigo para apoiar nacionalismos radicais, mas existem poucas coisas mais emocionantes do que ouvir A Portuguesa entoada por um compatriota no lugar mais alto de um pódio.
Também não contem comigo para classificar portugueses de primeira e de segunda categoria, mas a emoção é ainda maior quando essa conquista surge fora do futebol. Não que tenha a pretensão de fingir que o meu desporto-rei é outro, mas porque isso só faz com que valorize ainda mais quem se torna campeão em qualquer outro desporto, sobretudo a nível individual.
Quando alguém como Iúri Leitão sobe ao lugar mais alto do pódio, a medalha ao peito é de um metal mais puro: ouro de quem tem de garimpar o dobro para conseguir aquilo com que outros só ousam sonhar.
O canoísta Fernando Pimenta, que é do distrito de Viana do Castelo, tal como Iúri Leitão, dizia há dias, na EXPOFUT, que vivia um bocadinho «na sombra do futebol». «Nas modalidades temos de querer mesmo muito e é isso que também nos faz evoluir e alcançar os nossos objetivos», reforçou Vanessa Fernandes, no mesmo painel do evento realizado precisamente na Arena Liga Portugal, no Porto.
Este nem sequer foi o primeiro título mundial de Iúri Leitão, campeão olímpico em 2024 e detentor de seis títulos europeus, mas aquele choro compulsivo, no chão da pista de Xangai, não deixa de ser sacrifício acumulado. Esconde a crónica falta de apoios e de condições de treino, ao mesmo tempo que dá um certo consolo à dedicação de muitos treinadores e dirigentes anónimos, assim como a clubes modestos que investem tudo na missão de colocar estes jovens no bom caminho.
Iúri é novamente campeão mundial de omnium, o latim para «de todos», ou «de tudo». Portugal tem um problema que é cultural, por isso de todos (nós), e mesmo assim forma campeões que fazem de tudo para oferecer títulos que contrariam a lógica das condições que lhes damos."