Últimas indefectivações

domingo, 6 de setembro de 2026

Reviravoltas fabricadas...

Estava 0-1 para o Moreirense...

"Lufadas de ar fresco"

Calados são poetas !!!

Demência, seguramente...!!!

A manda dos daltónicos !!!

Verdade...

Verdade eterna !!!

Aquecimento


Liga: Sporting 2 - 0 Nacional

Liga: Alverca 1 - 2 Braga

Liga: Estrela 2 - 2 Famalicão

Liga: Corrptos 2 - 1 Moreirense

Camisa: Tim Vickery & Miguel Pereira: The Champions League Is Bigger… But Is It Better?

Futpedia #25 - QUEM MONTA A EQUIPA MAIS ALTA DA LIGA DOS CAMPEÕES? 🤔

Bola na Rede: Mercado...

Oliveira: Quem vai ser Campeão?

Tigastsg: Estoril...

'La última de Leo'


"A notícia era esperada. Isso não a tornou menos triste. Lionel Messi deixou a seleção argentina. Escreveu que já não tinha mais para dar. Uma frase estranha quando vem de alguém que passou a vida inteira a dar-nos aquilo que mais ninguém possuía. Um segundo diferente. Um metro invisível. Uma solução onde todos os outros viam apenas pernas, relva e adversários.
Na Argentina, o anúncio foi recebido como se o país tivesse perdido uma parte da sua própria voz. Messi não era apenas o capitão. Nem apenas o melhor marcador. Nem sequer o homem que conquistou o Mundial no Qatar e devolveu aos argentinos uma alegria guardada desde Maradona no México-86. Messi era uma forma de a Argentina se reconhecer.
Durante muito tempo, essa relação foi difícil. Exigiram-lhe que fosse Maradona, como se um génio pudesse repetir outro génio. Cobraram-lhe a infância em Barcelona. O sotaque. Os silêncios. As finais perdidas. Houve quem confundisse timidez com distância e quem entendesse as lágrimas como fraqueza. Messi carregou tudo. Sem discursos inflamados. Sem responder a cada ofensa. Apenas a jogar.
Perdeu finais. Saiu da seleção. Voltou. Continuou. Até ganhar. Primeiro a Copa América. Depois a Finalíssima. Finalmente o Mundial. Logo a seguir outra Copa América. E nesse instante, quando levantou a taça em Lusail, não conquistou apenas o título que lhe faltava. Fechou uma ferida argentina. A partir daí, já ninguém precisava de lhe pedir que fosse Maradona porque nesse momento Messi tinha chegado ao lugar mais difícil de todos. O lugar onde podia ser apenas Messi.
Agora vai embora. Ficam 207 jogos e 125 golos. Ficam os títulos, os recordes, as assistências, as corridas e as fotografias. Fica aquela camisola 10, demasiado pesada para quase todos e estranhamente leve quando vestida por ele. Fica a imagem de um homem pequeno a carregar um país imenso.
Mas os números nunca conseguirão contar Messi. Os números dizem quantos golos marcou. Não dizem quantas pessoas se levantaram de uma cadeira antes de a bola entrar. Dizem quantos adversários ultrapassou. Não dizem o silêncio que se fazia quando recebia a bola perto da área. Dizem quantas vezes venceu. Não dizem aquilo que sentimos quando começava a correr e o mundo parecia inclinar-se na sua direção.
Messi foi uma interrupção das leis do futebol. Vimo-lo chegar ao Barcelona quase em segredo. Um rapaz magro, pequeno, com o cabelo comprido e uma timidez que parecia maior do que ele. Recebeu de Ronaldinho o passe para o primeiro golo e começou ali a passagem de uma época para outra.
Depois, como acontece com os génios, veio tudo muito depressa. Mesmo que tenham passado mais de 20 anos. Vieram as quatro Champions, as Bolas de Ouro. Guardiola. Xavi. Iniesta. O Barcelona que tratava a bola como um idioma secreto. Vieram os duelos com Cristiano Ronaldo, dois homens a empurrarem os limites um do outro a cada jornada. E nós estávamos lá.
Esse é o privilégio que só se compreende quando começa a terminar. Vimos Messi crescer. Vimo-lo mudar de rosto, de cabelo, de posição e de velocidade. Vimo-lo passar de rapaz a homem, de promessa a melhor do mundo, de melhor do mundo a medida de todas as coisas. Vimo-lo sofrer pela Argentina até conseguir fazê-la feliz.
Enquanto isso, também nós mudámos. Há quem ainda vivesse na cada dos pais quando viu o primeiro Messi. Há quem tenha visto aqueles jogos na universidade, num quarto alugado, num café cheio ou numa casa onde já não vive. Há filhos que cresceram a ouvi-lo ser anunciado. Há amizades que começaram e acabaram entre dois golos seus. Há pessoas que já não estão e com quem partilhámos a incredulidade de o ver jogar.
É por isso que a despedida dói de uma forma tão íntima. Não é apenas Messi que deixa a seleção. É uma parte da nossa vida que se fecha com ele. Ao vê-lo partir, fazemos contas aos anos. Pensamos em quem éramos quando apareceu. Nos sonhos que tínhamos. Nas pessoas que amávamos. Na velocidade com que tudo passou enquanto ele transformava a magia numa rotina.
Messi habituou-nos ao impossível. Uma, duas vezes por semana. Durante mais de duas décadas. Víamos, celebrávamos e seguíamos com a nossa vida. Como se na semana seguinte estivesse garantido outro milagre. E estava. Mas nenhum milagre é para sempre.
Pelé despediu-se. Maradona despediu-se. Figo, Zidane, Ronaldo fenómeno e Ronaldinho Gaúcho também saíram de cena. Um dia, não muito distante, será Cristiano Ronaldo a fechar a porta da Seleção Portuguesa. O futebol sobrevive sempre. Aparecem novos jogadores, novos ídolos, novas camisolas para as crianças vestirem. O jogo continua porque não sabe fazer outra coisa. Mas nunca continua exatamente igual.
Com Messi, a sensação é ainda mais funda porque aos 39 anos continua a ser um dos melhores do mundo. Aliás, talvez ainda seja o melhor do mundo. Ainda marca, assiste e inventa. Ainda consegue ser o mais decisivo, o mais mágico, quando o corpo já devia ter começado a impor-lhe os limites. Há pouco tempo, voltou a levar a Argentina a uma final do Mundial. Voltou a mostrar que o talento pode envelhecer sem perder a autoridade.
Talvez por isso este adeus pareça prematuro, mesmo chegando tão tarde. Sabíamos que aconteceria. Apenas não queríamos assistir.
A vida segue, claro. Segue sempre. Mas faltará Leo. E quando faltar Leo, faltará também aquele instante em que todos suspendíamos a razão. Aquele momento em que a bola lhe chegava e alguma coisa dentro de nós voltava à infância. Porque Messi não jogava apenas para ganhar. Jogava para nos devolver a capacidade de acreditar numa coisa bela antes de ela acontecer.
Agora resta-nos o Inter Miami. E daqui por pouco tempo nem isso. Ficará apenas a memória. Mas a memória, como o futebol, tem sempre dificuldade em aceitar o apito final."

Leo, o génio humilde


"Messi sai de cena da seleção argentina com a tranquilidade com que nela pontificou ao longo dos anos. Assumindo que, aos 39 anos, o seu tempo cessou e o seu ciclo terminou.

Dizem as regras de uma boa carreira profissional, ou de um qualquer projeto em que nos envolvamos, que é tão importante saber entrar, como saber sair. Aplica-se a todas as situações e, na dimensão superlativa do futebol, é ainda mais significativa, considerando os múltiplos apelos, a sucessiva pressão pública e mediática, com as inerentes dificuldades e dúvidas em relação ao timing ideal.
Para lá de que, sendo cada caso um caso, distinto de todos os outros, tudo depende (e muito!) da sensibilidade, do bom senso e da personalidade dos envolvidos.
Se falarmos de um astro da dimensão de Lionel Messi, temos todos os aspetos que foquei elevados à máxima potência. Ainda para mais, tratando-se de um dos maiores da História do futebol, ombreando com Edson Arantes do Nascimento e com Diego Armando Maradona no pódio dos eleitos.
Finalista de um Mundial por três vezes (Brasil, há doze anos, Qatar, há quatro, e este ano, nas Américas), vencedor numa delas, Messi levou consigo a paixão do jogo e transportou a nação argentina aos píncaros.
Se é certo que, na avenida 9 de julho, a caminho do Obelisco, em cada festejo da seleção das pampas seja complicado perceber se a maioria prefere Maradona ou Messi, tamanha foi a dimensão celestial dos dois futebolistas, não é menos exato perceber que as mais jovens gerações ficam justamente encadeadas pelas performances e pelos resultados obtidos por Lionel. Natural a perspetiva, que isto da memória e do seu impacto nos dias de hoje tem muito que se lhe diga…
Mas há qualquer outra coisa que emana de Messi e dos mais de vinte anos de magia espalhada pelos relvados de todo o mundo, fosse com as camisolas do Barcelona, do Paris Saint-Germain ou do Inter de Miami, fosse com a azul-celeste do seu país: a humildade, esse fator tão marcante e determinante quanto difícil de gerir e demonstrar, sobretudo quando se está habituado a ter o mundo nos pés, e aos seus pés.
E é neste capítulo tão particular que o diez argentino leva a palma a toda a concorrência. O predestinado que coloca um íman na bota para que a bola não lhe fuja, e que a teleguia até ao destino, foi sempre discreto, recatado e dado.
Desde os tempos em que se lhe prediziam glórias, até ao momento em que, por múltiplas vezes na sua carreira, as atingiu, viveu e festejou, o rapaz de Rosário, nascido para a bola no Newell’s Old Boys e refinado em La Masia, mostrou uma maneira de ser pouco normal nas estrelas do jogo, muitas vezes (cada vez mais vezes) preocupadas com a imagem e os sinais exteriores de riqueza e — por vezes — alarmante e provocadora extravagância, alijando a responsabilidade crescente (muito por via da transversal e universal projeção das suas vidas em rede), que as deveria nortear.
Messi manteve-se, desde os idos do início do século XXI, atento ao seu futebol, ao talento inexcedível e inigualável, e à capacidade única de, com ele, alavancar companheiros e equipas rumo aos objetivos traçados. O eu nunca foi a estrela-guia do argentino, que jamais encontrou necessidade, vontade ou vocação para priorizar o recorde do momento, a efervescência de uma exibição ou a volatilidade de um golo, em detrimento da conquista coletiva, trazendo também para os holofotes os que com ele colaboraram em milhares de lampejos de génio.
O argentino sai de cena, na sua seleção, com a tranquilidade com que nela pontificou ao longo dos anos. Assumindo que, aos 39 anos de idade, o seu tempo cessou, o seu ciclo terminou, e que, como mandam os ditames do tempo, é hora de deixar de vestir a camisola argentina, porque outros devem também fazer o seu percurso e trabalhar para o sucesso do seu país.
É uma lição de vida dada por quem, ao longo da carreira, quebrou todas as barreiras, sobretudo num país que vivia à sombra de outro herói dos relvados. Afinal, Maradona também havia sido campeão do Mundo, também havia projetado o país para lá de todas as fronteiras, também havia preenchido o imaginário dos amantes do belo jogo durante anos a fio. 
As diferenças entre um e outro, do ponto de vista da personalidade, são abissais, mas os dois completam, de braço dado, a História do futebol num país justamente dividido, tão marcantes foram as duas carreiras.
E o abandono de Messi da sua seleção significa o princípio do fim da magia única do diez de Rosário.
O marido de Antonella, a sua companheira de sempre, vai agora passar mais tempo em casa, e mais passará quando deixar, definitivamente, o Inter de Miami, último emblema com o privilégio de lhe chamar seu.
A lei da vida é assim, e saibamos sempre reconhecer os momentos exatos para sair tão bem como entrámos. Arrastar, teimar, abusar da paciência não foram elementos presentes no raciocínio de Lionel Messi, quando chegou a hora de dizer adeus. Sai em grande, não com o título mundial que tanto desejaria repetir, mas com outros títulos e, acima de tudo, com a dignidade, sobriedade e a lucidez de um grande campeão. Um dos maiores de sempre na História do futebol.
Como diria Pedro Calderón de la Barca, «que o diga o tempo, pois, embora mudamente surdo, ele é o único que, sem dizer nada, diz tudo».
Gracias, Leo. Diez é Dios.

Cartão amarelo
Portugal é dos países em que mais se aborda a arbitragem do futebol. Seja em termos conceptuais, seja na espuma dos dias de cada jogo e de cada decisão nos relvados. Só isso já seria suficiente para que esta fosse, permanentemente, uma área abordada com pinças pelos decisores.
A posição agora tomada, de não divulgação das notas dos árbitros nas competições profissionais, agregada à anulação das presenças regulares, para explicações e pedagogia, em canais de televisão de referência para o futebol nacional (Canal 11 e Sport Tv), não me parecem passos seguros para a impermeabilização do setor. Pelo contrário, contribuirão, pelo menos a curto e médio prazo, para a manutenção de ondas de choque e climas de suspeição que entram em contraciclo com a pacificação desejada, e com a crescente posição de destaque dos principais árbitros portugueses em cotejo internacional.
Aguardo as cenas dos próximos capítulos e, para atenuar este cartão amarelo, fica um último parágrafo de cartão branco: João Pinheiro prepara-se para mais uma nomeação internacional de muito prestígio, para ele e para a arbitragem portuguesa a nível internacional, lá para o final de setembro."

Cuantó vale um futbolista?

sábado, 5 de setembro de 2026

Antevisão...

Terceiro Anel: React - Antevisão - Marco Silva - Marítimo

On the Road | Madeira

BI: Antevisão - Marítimo

Os Gloriosos Benfiquistas - É para cima deles - S02E10 - Marítimo

BolaTV: Fecho do Mercado...

20 Anos Benfica Campus | Episódio 3

Falar Benfica - Conversas Gloriosas #65 - 2-1 frente ao Estoril, jogo CS Maritimo, as Supertaças de Futsal

BI: Palhinha...

Vale tudo...

Esta jogada acabou com um Amarelo... para um jogador do Moreirense!

Devia estar a cagar...

Critérios...

Exclusivo...

Batatal...

Liga de vão de escada!!!

ESTA VERGONHA TEM QUE TER UM FIM


"1. O Marítimo é livre de aumentar o preço dos bilhetes para o jogo com o Benfica dada a procura que as visitas do maior de Portugal sempre suscitam. Acontece que não deveria poder aumentar os preços entre duas a três vezes mais.

2. Dir-se-á que se trata de uma questão de mercado, uma questão de oferta e procura. Pois então que apliquem o mesmo exato princípio das regras de mercado ao processo de centralização de direitos televisivos.

3. A UEFA obriga a respeitar valores máximos para a fixação de preços dos bilhetes dos jogos para os adeptos visitantes. É uma regra que deveria ser aplicada também em Portugal.

4. Se a Liga não trata do assunto, talvez não seja desajustado o Benfica tomar uma posição de força: a) não promover a venda de bilhetes dos jogos fora em que os adversários abusem do preço; b) em simultâneo, aconselhar os seus adeptos a não marcar presença nesses jogos.

5. O Benfica já é o abono de família do futebol português, não pode ser também tapa-buracos de clubes mal geridos.

6. O estádio dos Barreiros tem sido, ademais, palco de atos de prepotência que obrigam adeptos do Benfica a deixar de fora do recinto os respetivos adereços do clube. Ou seja, não só descaradamente os exploram, tiram-lhes também o direito de apoiar o clube da forma pacífica que muito bem entenderem."

Calendário da Champions Feminina...

ACF: MÓNICA JORGE ESTÁ A DESTRUIR O QUE FERNANDO TAVARES CONSTRUIU NO BENFICA?

A Bola é Minha... - S04E03 - O Gimenez virou o barril. Palhinha encheu o copo. O Pote ficou a meio... 🍺

Samu...

Transparências!!!

Crime!!!

Primeiro os árbitros, depois o futebol


"Decisão do presidente do Conselho de Arbitragem é uma regressão no tempo e a confirmação de que o espírito de classe se sobrepõe ao interesse geral

A recente decisão do Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), liderada por Luciano Gonçalves, de acabar com a publicação das notas atribuídas aos árbitros no final de cada jornada não tem outra leitura que não esta: uma inegável e profunda regressão de um caminho de abertura, transparência e escrutínio que toda e qualquer atividade pública relacionada com o desporto de massas deve ter no século XXI.
É bom recordar que foi ainda na vigência do anterior presidente do CA, José Fontelas Gomes, e na Direção de Fernando Gomes na FPF, que se abriu uma janela, deixando entrar uma ligeira lufada de ar fresco, com o espaço de análise Juízo Final na Sport TV, à data apresentado por João Ferreira — que, ironicamente, desempenha hoje as funções de diretor técnico da própria estrutura de arbitragem nacional e que concordou com a decisão tomada nesta semana por Luciano Gonçalves.
Mesmo escolhendo os casos com pinças e deixando passar um tempo para assentar a poeira mediática, o público ganhou muito mais do que perdeu - nem que sejam dois em dez, sempre são duas pessoas/adeptos a mais que possam entender o que está por detrás de uma decisão, seja no erro ou na virtude.
Mais tarde, com Duarte Gomes, a FPF tentou ir mais à frente, com um programa no Canal 11 designado de Livre Arbítrio e depois a divulgação das notas dos juízes num limitado e defensivo insatisfatório, satisfatório e muito satisfatório - melhor que nada.
Os programas foram entretanto suspensos por Luciano Gonçalves em janeiro, que em entrevista a A BOLA justificou a medida como uma forma de combater um suposto «ambiente tóxico». Na mesma entrevista afirmou também o dirigente e ex-presidente da Associação Portuguesa dos Árbitros de Futebol (APAF) que a arbitragem iria passar a prestar contas com regularidade, prometendo que «a cada 10 jornadas» seria feita «uma conferência de imprensa de balanço público para esclarecer as decisões e os casos mais marcantes da competição». A promessa caiu em saco roto: os balanços periódicos prometidos diluíram-se no tempo e o compromisso de abertura deu lugar a um silêncio institucional confortável para quem decide.
Enquanto Portugal insiste em trancar a porta e apagar a luz, a Europa do futebol caminha em sentido diametralmente oposto. Em Inglaterra, a PGMOL mantém a transmissão regular do programa Match Officials Mic'd Up, conduzido por Howard Webb ao lado de Michael Owen na Sky Sports e TNT Sports, onde são divulgados abertamente os áudios entre o VAR e os árbitros de campo, assumindo-se erros e explicando-se critérios sem tabus. Em Itália, a FIGC e a associação de árbitros (AIA) tinham até maio uma parceria com a DAZN para a produção do formato Open VAR, que traz dirigentes da arbitragem a estúdio todas as semanas para analisar e disponibilizar as gravações originais dos encontros da Serie A. Na Bélgica, o Professional Refereeing Department da RBFA publica semanalmente vídeos de análise (Under the Spotlight) com os áudios da sala de VAR, ao passo que nos Países Baixos a KNVB adota igual conduta pedagógica na Eredivisie.
A recente decisão de cancelar a publicação das notas dos árbitros, já depois de suspensos os programas televisivos, é apenas a enésima prova de um espírito corporativista enraizado no poder, numa visão sectária que privilegia o interesse de uma classe em vez do interesse geral e aqui também apadrinhada por Pedro Proença, que tinha o dever de assumir uma visão muito mais macro.
Primeiro os árbitros, depois o resto. Foi assim durante muitos anos, é assim que vai continuar um certo futebol português que parece ter ficado esquecido num tempo já muito distante."

Sudakov tem de jogar sempre (e deixem que Cruijff vos explique porquê)


"Marco Silva precisa do ucraniano porque é o único que lhe pode dar critério e qualidade no passe no corredor central. Sudakov vale mais do que as assistências e os golos que possa fazer. Até ver

Sudakov. Sempre Sudakov. A cada jogo, a cada conferência, mais cedo ou mais tarde chega a inevitável pergunta: porque continua a jogar o ucraniano? Marco Silva irrita-se um pouco, desde tão cedo questionado pelas opções, mesmo com a equipa a vencer, e diz o seu «porque sim»: «Porque sou eu que mando.» Cruijff teria acrescentado: «Se eu quisesse que entendesses teria explicado melhor.» Não sei se a insistência a cada encontro com o treinador não diz muito mais de nós do que do momento do criativo, que sim, anda longe de deslumbrar. É que deveria ser fácil entender que, mesmo a meio-gás, mesmo sem conseguir sempre servir os companheiros da melhor forma, a forma como está montado o plantel e, posteriormente, o onze, obriga-o a estar a maior parte do tempo em campo. A ele ou a outro Sudakov qualquer. Que não existe.
Há quem vaticine que quando Aursnes estiver de volta dos infortúnios físicos, o ucraniano estará perdido, já que será o norueguês o novo 10, como aconteceu num ou noutro momento durante a era Roger Schmidt. Se Marco Silva for por aí, e tenho dúvidas que vá, partirá a equipa. Porque Palhinha e Barreiro com a bola — por isso, Puerta fazia sentido —, não são nem Enzo Fernández nem Chiquinho e, a meu ver, o nórdico será necessário atrás, por muito que gostemos (e gosto bastante) de o ver mais perto da baliza. Achar que pode ser o médio criativo neste contexto é conclusão tremendamente ambiciosa.
Aliás, o meio-campo dos encarnados, que se livrou do peso do vencimento de um Ríos mais adaptado, mas nem por isso com o perfil certo para a forma de jogar da equipa, continua algo frágil. Poderiam, aliás, o colombiano, Ivanovic e Lukebakio ser perfeitos protagonistas para um livro ou uma novela com título vencedor: «As aventuras e desventuras de um clube sem rumo.» Ainda que agora o caminho seja o que Marco Silva quiser, como foram para Lage e Mourinho, e pareça mais natural que o dos antecessores. Faltam jogadores mais completos, que não sejam só bons com a bola ou sem ela. Um 8 de organização, não sendo possível ser o 6. Aursnes, entre as várias opções, já o disse, deverá ser o mais indicado para o assumir.
É verdade que se pode alegar de Ríos o mesmo que de Lukebakio. Tanto o colombiano como o belga poderiam ser importantes em momentos específicos, respetivamente em situações de bloco mais baixo em que fosse preciso levar a bola para a frente ou no cerco às balizas rivais. Ter dois jogadores em quem se investiu tanto para dez minutos de vez em quando seria certamente luxo ao qual o clube não se poderia dar. E assim caso Lukebakio não venha a sair e encontre a mentalidade certa talvez ainda possa salvar uma transferência que pouco fez sentido.
Diante do Estoril, Sudakov sobretudo tentou. Teve uma bola na trave, quase fez uma assistência (que Dahl converteu na rosca que lhe deu a ele a autoria do passe certeiro para Pavlidis), deu critério às bolas paradas, pressionou no momento defensivo e, sobretudo, mesmo com as iniciativas a correrem nem sempre bem, pediu sempre a bola. Agora, terá um Echeverri a pisar a sua sombra, ainda que este seja sobretudo um 10 acelerador, a voar no espaço que lhe concederem, e até se assemelhe muitas vezes mais a um segundo avançado, como.. Prestianni.
Já no FC Porto, diz-se que Gabri Veiga está a responder da melhor forma à saída de Rodrigo Mora — o tal que foi aposta logo no primeiro jogo e suplente com golo no segundo para Gian Piero Gasperini, na Roma —, mas os dois jogadores só não eram compatíveis para o seu treinador, que reforçou no mercado a ideia de solidez defensiva e coesão organizada que é plano A, B e C no dragão. O problema de Mora nunca foi a preferência por Veiga — talvez um pouco sim na que houve nas posições da frente por Borja Sainz, Pepê, William e, depois, Pietuszewski — e nunca se acreditar realmente no português. Além, naturalmente, do seu potencial de venda, porque era preciso encontrar milhões para as contas portistas.
Farioli e o FC Porto ainda disfarçaram com a contratação de Gabriel Mec, todavia, não tiveram qualquer problema em deixar o extremo de fora dos inscritos para a Liga dos Campeões. O italiano reforça uma imagem de pragmático e até old school que nunca esteve tão vincada durante a ainda curta carreira. Afinal, foi assim que conquistou títulos.
Os azuis e brancos saíram razoavelmente bem do mercado. Têm talvez o lateral-esquerdo mais capaz em muitos anos e um goleador clínico, ainda que por recuperar em termos de moral e de ritmo, se estiver, como se crê, com todos os problemas físicos do passado recente debelados. O melhor Giménez rivaliza com qualquer ponta de lança em Portugal. Já In-beom Hwang e Fofana são, em tese, elementos de rotação.
A revolução «que tinha de acontecer» — ou, por outro lado, podia ter sido feita em várias fases — aconteceu mesmo em Alvalade. Perderam-se referências, contrataram-se jogadores de outro perfil, sobretudo para o meio-campo. O denominador comum é a velocidade e o leão aponta para a fisicalidade e para a transição, parecendo mais limitado quando tem de enfrentar blocos baixos. Zalazar atravessa estranho momento, depois de ter motivado investimento tremendo e Luis Suárez, em tão poucas semanas, protagonizou polémicas, voltou a marcar e parece finalmente de volta.
Alheios a tudo isto, sempre fora das convocatórias, Daniel Bragança e Pedro Gonçalves saíram pela porta pequena, por empréstimo, para Itália, respetivamente Torino e Fiorentina. Dois jogadores que, pelo seu passado no Sporting, mereciam destino à altura e outras circunstâncias. Afinal, não fazendo parte das escolhas de Rui Borges passaram a ser vistos pelo mundo como dispensados. O tempo que passou sem que Jorge Mendes encontrasse soluções desvalorizou-os ainda mais. Restou a um leão de barriga cheia empurrar os dois casos com a mesma para a frente. A liderança ou a falta dela também se vê nestes momentos."

A Verdade do Tadeia #2027/05 - A primeira chicotada

Oliveira: Mercado...

Zero: Mercado - Live - As últimas mexidas das equipas portuguesas

Zero: Mercado - Para quê ter um Froholdt, quando podes ter dois

BF: Escolhas...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Nova jornada: quem escorrega?

Observador: E o Campeão é... - O fecho do mercado vai finalmente trazer paz aos plantéis?

Observador: Três Toques - O que está por trás da humilde carrinha de João Neves?

DeLetra #51

Primeiro Toque - Linha Lateral - João Nuno

Rabona: The Transfer Window is CLOSED...But How Were My PREDICTIONS?

TNT: Melhor Futebol do Mundo...

A nobre arte portuguesa de dizer mal


"O português tem uma queda especial para dizer mal de si próprio. Olhar para o desporto hoje e não reconhecer melhorias é doentio. Já agora, há 17 pavilhões no País com ar condicionado

A possibilidade de caracterizar um povo por inteiro é apenas mais uma forma de generalizar, o que como sabemos é extremamente perigoso, pode acarretar injustiças e normalmente até está errado. Sempre ouvi, por exemplo, que «os espanhóis recebem mal os portugueses» e no entanto ando, há muitos anos, a ter provas do oposto de cada vez que passo a fronteira.
Mas quando penso na capacidade de dizer mal de si próprio não consigo deixar de imaginar, imediatamente, um português. Um qualquer de nós. Pode ser a figura do Zé Povinho do Bordalo, que sem deixar de corresponder a um estereótipo não deixa de ter a sua graça.
Recentemente, numa excelente conversa com o José Manuel Delgado, nas plataformas de A BOLA, o presidente da Confederação do Desporto de Portugal chamou a atenção para uma série de problemas incontornáveis. Daniel Monteiro sugeriu o aumento da dotação ao desporto do dinheiro resultante de impostos sobre apostas desportivas, muito bem, e chamou a atenção para carências inacreditáveis em federações menos expostas ou ricas.
Esta é a forma construtiva de criticar e procurar soluções, sabendo todos que Portugal é hoje um país desportivo muito mais rico do que no século passado. A nossa primeira medalha de ouro olímpica ainda não fez 50 anos, e só bem mais tarde começámos, por exemplo, a vencer em modalidades e disciplinas mais técnicas que o fundo e o meio fundo. Isto revela trabalho, treino e algum investimento, ainda que talvez longe do ideal. Há, seja como for, muito mais infraestruturas e os resultados estão à vista.
Pareceu, por isso, desajustado o desabafo do selecionador de basquetebol sobre o calor no pavilhão do Casal Vistoso. Um desabafo, ainda por cima, solto bem à portuguesa, questionando se os governantes trabalhavam em gabinetes sem ar condicionado. Não trabalham (espero) e ainda bem.
A Seleção de basquetebol podia ter escolhido um de 17 pavilhões públicos climatizados ou cinco de ar forçado existentes no País para trabalhar. Além dos que certamente alguns clubes poderiam disponibilizar. Não foi por nada disso que Portugal fez história ao vencer em Espanha dias depois ou perdeu, mais tarde, com a Geórgia.
Não somos a maior potência desportiva do Mundo, da Europa ou sequer da Península Ibérica, mas escusamos de exagerar na crítica gratuita."