Últimas indefectivações

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Lenglet, Dia 1

No Princípio Era a Bola - No Portugal - Croácia o ritmo será previsivelmente lento e os médios portugueses terão de dar o passo em frente

LUCIANO GONÇALVES É A CARA DA VERGONHA


"1. 
 A arbitragem nacional vive um dos mais negros períodos da sua história. Desde a implementação do VAR que não se assistia a tanta pouca vergonha.

2.
O responsável maior pela arbitragem é o presidente do CA, Luciano Gonçalves.

3.
O grande beneficiário dos "erros" - sim, com aspas - de arbitragem tem sido o Sporting, paixão clubística do senhor Luciano Gonçalves, segundo se comenta por aí à boca cheia.

4.
A demissão de Duarte Gomes veio levantar a ponta do véu do mal-estar que se vive no seio da arbitragem. E deixa a entender que há por ali muita decisão ao arrepio dos bons princípios de gestão da arbitragem. A importância que o futebol tem na sociedade e a importância que a arbitragem tem no futebol exigem explicações públicas sobre este assunto. E já vão tarde.

5.
Se o futebol - leia-se a FPF - não der essas explicações, o Estado tem que se meter imediatamente ao caminho. Aliás, se legisla sobre uma questão de mercado como a centralização de direitos televisivos, como pode demitir-se de agir numa situação com a gravidade desta?

6.
A primeira medida que urge ser tomada é a imediata demissão de Luciano Gonçalves. Pouco importa se foi eleito em lista própria, é a credibilidade das competições profissionais de futebol, que movimentam centenas de milhões, que está em causa. Arranjem, então, uma forma estatutária de por termo à vergonha da gestão deste senhor."

Comunicado...

Um rosto...

Nada muda...

As virgens da beira da estrada !!!

Avisos...


"A maioria dos comentadores e jornalistas desportivos focou-se intencionalmente naquilo que menos interessou na 1.ª Assembleia Geral Desportiva do Sport Lisboa e Benfica. Continuam a tornar inevitável a sensação de agenda própria ou até do canal/entidade que representam.
A utilidade desta Assembleia anual no universo benfiquista prova-se pelas notícias publicadas hoje e que desenvolvem o que esteve na base da renúncia de Duarte Gomes ao cargo de diretor técnico nacional de arbitragem.
A direção do Sport Lisboa e Benfica foi avisada e informada antecipadamente pelos sócios (neste caso, pela minha própria pessoa) quanto a esta situação em concreto. Foi sugerido que o diretor geral da SAD se focasse totalmente na arbitragem esta época com base em mais um episódio que não dignifica o setor.
Em várias Assembleias Gerais do Clube nos últimos anos, foram inúmeras as vezes que o Presidente do Sport Lisboa e Benfica foi alertado para que não apoiasse, nem votasse, naquela que é hoje a atual direção da Federação Portuguesa de Futebol. Seguiu “em contramão” contra a vontade dos seus consócios. Votou isolado “no projeto” de Pedro Proença e tornou-se cúmplice deste. Ainda vai a tempo de nos ouvir e de blindar a nossa Gloriosa Instituição."

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica solicitou, esta manhã, uma reunião de emergência com a Direção da Federação Portuguesa de Futebol para exigir esclarecimentos completos e garantias de que a arbitragem portuguesa não continuará sujeita a pressões, condicionamentos ou influências que colocam em causa a verdade desportiva.
O Sport Lisboa e Benfica encara com extrema gravidade as informações tornadas públicas sobre a saída de Duarte Gomes da arbitragem, motivadas por interferências incompatíveis com a independência que deve reger um setor absolutamente essencial para a credibilidade das competições.
Além dos alertas reiterados ao longo da última época, na última Assembleia Geral afirmámos que esta seria uma época de tolerância zero. Reafirmamo-lo hoje: o Sport Lisboa e Benfica será intransigente na defesa da verdade desportiva e exigirá total transparência, independência e responsabilidade de todos aqueles que têm o dever de proteger a credibilidade do futebol português."

BI: Megafone - Voo Picado #32 - A relação Benfica/Seleção em debate e a análise ao artigo do Record

Terceiro Anel: Lenglet...

Zero: Mercado - Marcos Leonardo está na lista do FC Porto

BF: Plantel...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Dia 1 de FC Porto e Sporting: os nomes e as surpresas

Observador: E o Campeão é... - Arbitragem em crise: como fica a confiança dos clubes?

Observador: Três Toques - França em modo rolo compressor e "feitiço" das gémeas tugas

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - Mundial #15

Zero: Negócio Mistério - S06E11 - Kennet Andersson

LiveMode: Late Night #10

Reforço apresentado


"Em destaque na BNews, o comunicado oficial do Benfica sobre a situação da arbitragem no futebol português e o anúncio da contratação de Lenglet, defesa internacional francês proveniente do Atlético de Madrid.

1. Comunicado oficial
"O Sport Lisboa e Benfica solicitou, esta manhã, uma reunião de emergência com a Direção da Federação Portuguesa de Futebol para exigir esclarecimentos completos e garantias de que a arbitragem portuguesa não continuará sujeita a pressões, condicionamentos ou influências que colocam em causa a verdade desportiva”, pode ler-se no comunicado oficial emitido hoje.

2. Lenglet no Benfica
Com contrato assinado, Lenglet quer conquistar títulos de águia ao peito: "Objetivo é competir ao mais alto nível e ganhar."

3. Mundial 2026
Siga, no Site Oficial, o desempenho dos futebolistas do Benfica e todos os resultados e marcadores.

4. Transferência
Rodrigo Rêgo passa a representar o Brighton & Hove Albion FC.

5. Renovação
O andebolista Ander Izquierdo continua na Luz.

6. Entrevista de despedida
A basquetebolista Marcy Gonçalves deixa de representar o Benfica.

7. Outras movimentações do defeso
Várias saídas anunciadas nos plantéis masculinos de andebol e futsal, e nos femininos de basquetebol e voleibol.

8. Chamada internacional
Gabriela Fernandes está convocada pela Seleção Nacional Sub-20 de basquetebol."

Mais um crime à Lá Proença!

Onze metros mundiais


"No dia 27 de setembro de 1994, o Real Madrid eliminou o Sporting, da Taça UEFA, após ter ganho no Bernabéu por 1-0 e perdido em Alvalade por 2-1 (ainda valiam os golos fora). No final do jogo de Lisboa, Jorge Valdano, treinador dos ‘merengues’, afirmou que «mais uma vez se viu como muitas vezes é ténue, no futebol, a linha que separa o sucesso do insucesso.»
Esta verdade tem aplicação prática nos jogos decididos em desempates a partir da marca dos onze metros, e ganha amplificação planetária se tal sucede num Campeonato do Mundo.
Quando a FIFA decidiu introduzir esta forma de se saber quem era o vencedor, no Mundial da Argentina, em 1978, nenhum jogo foi a penáltis. No Qatar, em 2022, foram cinco, e na América do Norte (com mais jogos, é certo), é provável que o recorde seja superado.
Para já, o que a história no diz é que houve três campeões do Mundo a partir dos onze metros (Brasil, 1994; Itália, 2006; Argentina, 2022), e que Alemanha (duas vezes), Brasil, Croácia, França e Argentina atingiram finais depois de terem passado jogos de mata-mata nos penáltis.
Graças ao progresso tático das equipas e à melhor condição global dos jogadores, é possível, cada vez mais, aos ‘underdogs’, empurrar a decisão para os onze metros, e de lá sair a rir.
Portugal vibrou em 2004 e 2006, no Euro e no Mundial, frente à Inglaterra, chorou no Euro/2012, nas ‘meias’ com a Espanha, viajou para o título europeu de 2016, derrotando a Polónia dos onze metros, bateu a Eslovénia e disse adeus ao Euro/24, frente à França, e celebrou a Liga das Nações de 2025, à custa de ‘nuestros hermanos’.
No primeiro mata-mata de 2026, vamos ter pela frente a Croácia, que em matéria de desempates por penáltis em Mundiais é radical: quatro desafios, quatro vitórias (contra Dinamarca e Rússia, em 2018, e frente a Japão e Brasil, em 2022). Portugal, por seu turno, só se viu em preparos mundialistas semelhantes há 20 anos, em Gelsenkirschen, contra a Inglaterra, onde Ricardo, com luvas, vestiu a capa do Super-Homem e defendeu três remates de Frank Lampard, Steven Gerrard e Jamie Carragher.
Frente aos croatas, se a decisão for para os onze metros, com uns a apelarem a Nossa Senhora de Fátima e os outros a Santa Maria de Marija Bistrica, que a inspiração esteja com Diogo Costa, um especialista na matéria.

* Eusébio da Silva Ferreira jogou no México (CF Monterrey), Estados Unidos (Boston Minuteman, Las Vegas Quicksilver e New Jersey Americans) e Canadá (Toronto Metros-Croatia). O Mundial de 2026 joga-se onde o ‘King’ espalhou o que lhe restava de magia…"

Os últimos capítulos de Cristiano Ronaldo


"Há uma regra no futebol que nunca falha: o tempo ganha sempre.
Ganha aos mais rápidos, aos mais fortes, aos mais talentosos. Ganha aos que parecem eternos e aos que acreditam que ainda têm mais uma época dentro deles. Mais cedo ou mais tarde, chega a todos. Não há exceções.
Ou, pelo menos, era isso que pensávamos.
Porque Cristiano Ronaldo continua a desafiar essa regra de uma forma que poucos julgariam possível.
Não porque tenha derrotado o tempo. Ninguém o derrota. Nem ele. Mas porque continua a competir, a marcar e a ser decisivo numa idade em que a esmagadora maioria dos grandes jogadores já pertence apenas à memória.
Talvez seja por isso que Cristiano Ronaldo continue a ser um fenómeno tão difícil de analisar.
Porque aquilo a que assistimos atualmente não é normal. Não é sequer comparável com aquilo que vimos acontecer com qualquer outro grande jogador da história recente.
Quando um futebolista chega aos 41 anos, a conversa costuma ser outra. Fala-se da despedida, do legado, das homenagens e dos documentários. Recordam-se os grandes momentos e aceita-se que o protagonista já pertence mais à memória do que ao presente. Ninguém passa semanas a discutir se ainda deve ser titular. Ninguém transforma cada convocatória numa polémica nacional. Ninguém analisa cada toque na bola como se estivesse a julgar toda uma carreira.
Com Cristiano Ronaldo acontece precisamente o contrário.
Continuamos a discutir se deve ser titular. Continuamos a analisar os seus minutos. Continuamos a avaliar o seu impacto nos jogos. Continuamos a olhar para ele como alguém capaz de decidir partidas importantes por Portugal.
E a verdade é que, vezes sem conta, continua a fazê-lo.
Naturalmente, já não é o jogador que foi. Não poderia ser.
O extremo que destruía defesas na Premier League já não existe. O avançado que parecia capaz de marcar em qualquer jogo e contra qualquer adversário já não tem a mesma explosão física. O futebol não permite milagres. O relógio avança para todos.
Mas há uma diferença entre reconhecer essa evidência e concluir que deixou de ser útil.
Nos últimos anos, criou-se uma curiosa obsessão em torno de Cristiano Ronaldo. Muitos parecem mais interessados em provar que o seu tempo terminou do que em analisar aquilo que ainda continua a oferecer dentro de campo. Quando marca, o adversário não tem qualidade suficiente.
Quando não marca, surge a prova definitiva de que deveria ter saído há mais tempo. Quando Portugal vence, o mérito pertence ao coletivo. Quando as coisas correm menos bem, a responsabilidade encontra rapidamente um rosto familiar.
E talvez isso aconteça porque Ronaldo deixou de ser apenas um jogador de futebol. Tornou-se um símbolo. E os símbolos raramente geram opiniões moderadas. Há quem o considere intocável. Há quem esteja há anos à espera da confirmação definitiva de que já não tem lugar na Seleção. Entre uns e outros, por vezes, perde-se aquilo que deveria ser o mais importante: a análise objetiva do que acontece dentro das quatro linhas.
O curioso é que os factos continuam a atrapalhar algumas conclusões precipitadas.
Ainda recentemente, na Liga das Nações, voltou a estar presente num dos momentos mais felizes da história recente da Seleção. Não como figura decorativa, não por gratidão ao passado, mas porque continuava a ser uma peça útil numa equipa que voltou a vencer.
Continuou a demonstrá-lo esta época, ao serviço do seu clube e, agora, no Mundial: continua a possuir uma das características mais difíceis de encontrar no futebol moderno, a capacidade de aparecer onde é preciso, quando é preciso. Não tem a velocidade de outros tempos.
Não tem a capacidade física que o tornou praticamente imparável durante duas décadas. Mas continua a ter algo que não desaparece facilmente: instinto, inteligência competitiva e uma relação quase única com o golo.
Durante anos, habituámo-nos a vê-lo marcar. Tantas vezes, em tantos contextos diferentes, que acabámos por considerar isso uma banalidade.
Mas não é.
O normal não é um jogador chegar aos 41 anos e continuar a competir ao mais alto nível internacional. O normal não é continuar a ser opção numa das melhores seleções do mundo. O normal não é continuar a ser decisivo em jogos relevantes. O normal não é continuar a obrigar treinadores, adversários, comentadores e adeptos a discutir semanalmente o seu papel.
O normal seria já estar retirado.
Talvez seja precisamente essa anormalidade que explique a exigência permanente que o rodeia.
Durante vinte anos, habituou-nos a padrões tão absurdamente elevados que qualquer versão menos perfeita parece insuficiente. Acabámos por criar uma comparação impossível: medimos o Cristiano Ronaldo de hoje contra o melhor Cristiano Ronaldo da história.
É uma batalha que ninguém conseguiria vencer.
Nem ele.
E, no entanto, mesmo perdendo essa comparação impossível, continua a apresentar números, exibições e momentos que seriam celebrados em qualquer outro jogador.
O futebol também tem esta particularidade. Muitas vezes, não valorizamos devidamente aquilo que vemos todos os dias. Só percebemos a dimensão de determinados fenómenos quando eles desaparecem.
Aconteceu com grandes equipas. Aconteceu com grandes treinadores. Aconteceu com grandes jogadores.
Provavelmente, acontecerá também com Cristiano Ronaldo.
Por isso, talvez devêssemos olhar para estes últimos capítulos da sua carreira com outra perspetiva.
Não como uma busca permanente pelo momento exato em que deve sair de cena. Não como um julgamento semanal sobre a sua utilidade. Não como uma tentativa constante de encontrar sinais de declínio.
Mas como aquilo que realmente são: os últimos capítulos de uma carreira irrepetível.
Porque o futebol tem o hábito de nos convencer de que haverá sempre outro igual a seguir. Que depois de Eusébio virá outro Eusébio. Que depois de Maradona virá outro Maradona. Que depois de Messi aparecerá outro Messi.
A história mostra que raramente é assim.
E, quando Cristiano Ronaldo deixar definitivamente os relvados, deixaremos de discutir minutos, convocatórias ou posições em campo. Ficará apenas a memória de uma carreira que atravessou gerações, bateu praticamente todos os recordes imagináveis e colocou Portugal no centro do futebol mundial durante mais de duas décadas.
Nesse dia, muitos perceberão que passaram demasiado tempo a discutir quando terminaria a história.
E demasiado pouco tempo a apreciar o privilégio de a terem visto acontecer."

O que assusta é a ausência de um plano na Seleção


"Portugal defronta Croácia na madrugada de sexta-feira

O que assusta no que se tem visto da selecção portuguesa não é só a falta de qualidade, é a ausência de um plano.
O que diferencia uma equipa de alto nível de um conjunto de jogadores é isso mesmo: uma intencionalidade colectiva, uma declaração de intenções. Algo que nos permita identificar o colectivo mesmo que os onze elementos em campo troquem de camisola.
O teste frente à Colômbia era o primeiro teste a sério da selecção nesta prova. As condições climatéricas não eram favoráveis e a equipa colombiana tinha dado boas indicações nos jogos anteriores, mas não parece possível explicar os problemas estruturais da equipa e a ausência de ideias com a temperatura e a humidade. Martínez vai para o quarto ano e continua sem se perceber qual é o projeto colectivo. Percebe-se um padrão: o respeito obstinado pelos jogadores com mais estatuto, e a tentativa de mexer no colectivo através da troca individual. Repare-se como a equipa melhora com Dalot e João Neves neste último jogo. Melhora porque fisicamente e individualmente a equipa cresce, não porque as ideias melhorem. Aos 70’ sai Vitinha e Félix, entra Samu e Leão. Mexe-se nos jogadores para mexer na táctica, sendo reativo: Samu para lutar, Leão para esticar. É a assumpção de que o jogo fugiu do controlo.
Quando não existe uma identidade colectiva a equipa torna-se um conjunto de individualidades. É difícil perceber quais as ideias da equipa quando tem a bola ou quando a conquista. Defendemos à zona? A homem? Depende da circunstância? E a atacar? Procuramos os corredores laterais ou o jogo interior? Os laterais envolvem por fora ou por dentro? E os extremos? Por estas ocupações do espaço serem em função do jogador vemos, muitas vezes, posicionamentos conflituantes.
Acredito que acabemos por vencer a Croácia. Somos superiores individualmente e arriscamo-nos a resolver o jogo na individualidade.
Veja-se como mesmo num jogo mau, frente à Colômbia, Leão quase resolvia o jogo nos últimos minutos. Na ausência de uma ideia, os fogachos passam a iluminar o caminho da equipa. Não vencer a Croácia tornaria Portugal a desilusão da prova.
Diz-se que o verdadeiro Mundial começa agora. Talvez seja verdade: vejo o Canadá-África do Sul e percebe-se que são duas equipas que jamais chegariam à fase seguinte noutro formato. O Japão cai, mas cai agarrado a uma ideia, numa segunda parte em que Vinícius decide e Ancelotti vence. Os bons jogadores também crescem com a equipa."

Esperar o melhor e prepararmo-nos para o pior


"O debate em torno da Seleção Nacional e de Cristiano Ronaldo diz hoje muito mais sobre a sociedade do que sobre o futebol.
Abandonámos os ensinamentos de Aristóteles, que via na moderação e no ponto de equilíbrio a essência da virtude, para adotarmos uma lógica de confronto permanente, em que apenas os extremos conseguem captar a atenção.
É o abandono de uma doutrina com mais de vinte e quatro séculos. Em vez do meio-termo aristotélico, vivemos num permanente duelo entre posições extremadas e inconciliáveis.
O Mundial de 2026 é apenas mais uma demonstração de que esta realidade já não pertence apenas à política; contaminou também o futebol.
Não é o Mundial. É o mundo em 2026. Desde o primeiro jogo de Portugal que assistimos a este confronto.
De um lado, um grupo de fanáticos que pretende reformar Cristiano Ronaldo desde 2018, ano em que conquistou a última Liga dos Campeões ao serviço do Real Madrid e marcou os inesquecíveis três golos frente à Espanha no Mundial da Rússia.
Do outro, um grupo igualmente fanático que entende que Ronaldo deve jogar na Seleção enquanto quiser, porque tudo o que fez por Portugal lhe confere esse direito.
No meio desta guerra, o maior beneficiado é Roberto Martínez. O selecionador escapa à responsabilização pela deceção que Portugal tem sido neste Mundial, repetindo muitos dos erros que já tinha cometido na seleção belga.
Enquanto o debate se esgota em Cristiano Ronaldo, não se analisa a organização e o rendimento coletivo da equipa.
Aristóteles ensinava que a virtude se encontra entre dois excessos. Também no caso de Cristiano Ronaldo existe um ponto de equilíbrio. Uma lenda imortal, mas que não devia jogar todos os minutos em todos os jogos.
Essa é, provavelmente, a posição da maioria silenciosa dos portugueses, que prefere não participar num debate dominado pelos extremos e policiado pelas matilhas digitais.
Mais importante do que Portugal conquistar este Mundial seria recuperarmos a capacidade de discutir a Seleção com respeito pelas opiniões contrárias.
Uma sociedade que já não consegue conversar sobre futebol dificilmente conseguirá dialogar sobre os assuntos verdadeiramente importantes.
Devemos recordar-nos que, como ensinava Aristóteles há mais de dois mil anos, a virtude continua a estar no meio: nem tanto ao mar, nem tanto à terra, como dizem os portugueses.
Mas esta lógica não explica apenas a forma como discutimos futebol. Explica também a forma como o próprio futebol é hoje observado.
Confundimos protagonismo com importância. A atenção deixou de estar centrada no essencial e passou a ser monopolizada por quem tem mais visibilidade.
O futebol acompanhou a globalização. Hoje seguem-se jogadores, mais do que seleções. As grandes figuras são Cristiano Ronaldo, Messi, Mbappé, Haaland ou Neymar.
Mas os protagonistas nem sempre são os mais importantes.
A França é excelente exemplo desta diferença entre notoriedade e importância. O protagonista é Mbappé. Mas a maior vantagem competitiva francesa chama-se Didier Deschamps. Como jogador conquistou um Mundial e um Europeu; como selecionador venceu o Mundial de 2018, foi finalista em 2022 e completa doze anos na seleção. A estabilidade e a sua capacidade de gerir egos e talento explicam muito do sucesso francês.
Charles Darwin demonstrou que, na evolução das espécies, não sobrevive o mais forte nem o mais inteligente, mas aquele que melhor se adapta. O futebol não é diferente. As equipas vencedoras adaptam o modelo de jogo às caraterísticas dos seus jogadores e à cultura competitiva que representam.
Bielsa ignorou a cultura competitiva do Uruguai e procurou impor um modelo de jogo antagónico da sua identidade histórica. Teimoso é o treinador que obriga os jogadores a adaptarem-se às suas ideias.

Martínez esconde-se atrás de Ronaldo
Portugal foi a maior desilusão da fase de grupos. No entanto, a maior parte das críticas recai sobre Cristiano Ronaldo, quando a responsabilidade pertence, indubitavelmente, ao selecionador.
A polémica decisão de Ronaldo ter jogado todos os minutos dos três jogos da fase de grupos foi o escudo protetor de Martínez.
Nos Lusíadas, Camões imortalizou a expressão. «O Rei fraco faz fraca a forte gente», referindo-se a D. Fernando I, incapaz de decidir e de conduzir o reino em momentos difíceis.
O empate frente à Colômbia foi um exemplo dessa incapacidade. As substituições finais, quando Portugal precisava de vencer, denunciaram a intenção de Martínez — segurar um resultado inútil.
Portugal continua em prova, mas as suas possibilidades de a ganhar são baixas (e não deviam ser). Como se desperdiça tanto talento e se dispensou a presença na convocatória de jogadores experientes e competitivos, como João Palhinha, Danilo Pereira ou Ricardo Horta?
Resta agora a esperança permitida pelas competições a eliminar, em que tudo pode acontecer.
O jogo com a Croácia vai definir o patamar mínimo pelo qual este Mundial será recordado. Uma derrota neste jogo significará muito mais que uma desilusão.
A armadilha em que não podemos cair é permitir desviar as atenções de quem dirige a equipa e toma todas as decisões fundamentais.
A responsabilidade maior pertence sempre a quem escolhe, convoca, define o modelo de jogo, prepara e conduz a equipa.
Independentemente da forma como terminar este Mundial, Cristiano Ronaldo continuará a ser o maior futebolista da história de Portugal e quem mais projetou Portugal no mundo.
O Mundial acabará. Cristiano Ronaldo, um dia, também abandonará a Seleção. O que permanecerá será a forma como escolhemos discutir o futebol e a capacidade — ou incapacidade — de distinguir entre protagonistas e responsáveis. 
A crítica faz parte do futebol. A ingratidão não.
E Aristóteles continua a lembrar-nos, vinte e quatro séculos depois, que a virtude não está nos extremos."

As equipas constroem-se com talento e coragem


"Entre a gratidão e a coragem, constrói-se o futuro.
Num Campeonato do Mundo, as equipas não se constroem apenas com talento. Constroem-se também com coragem para decidir, coragem para renovar e coragem para colocar o interesse coletivo acima de qualquer consideração individual.
Talvez seja esta a reflexão mais importante para o futuro da Seleção. Não a discussão em torno de um nome em particular, mas a capacidade de compreender que o futebol, tal como a vida, está em permanente movimento. Quem não aceita essa realidade corre o risco de ficar preso ao passado. E nenhuma equipa consegue conquistar o futuro olhando constantemente para trás.
A gratidão é uma virtude. Sempre o será.
Mas a nostalgia pode transformar-se num erro. As grandes decisões exigem lucidez. E a lucidez, por vezes, obriga-nos a aceitar que até os maiores símbolos de uma geração devem saber dar espaço à geração seguinte. Não para serem esquecidos, mas para serem verdadeiramente eternizados.
Vai dar Portugal."

36 graus no Canadá?!


"PALM BEACH — Dizer adeus a Palm Beach Gardens, após 22 dias de uma rotina tão intensa quanto inesquecível, assemelha-se a fechar um capítulo de pura vertigem jornalística.
Atrás de nós fica o quartel-general de Portugal nesta fase do Mundial, uma engrenagem diária tricotada entre conferências de imprensa milimétricas, treinos matinais da Seleção de Portugal sob o olhar atento de dezenas de jornalistas e diretos televisivos com a pulsação a bater no limite.
Mas o verdadeiro corpo desta Route 66 fez-se na estrada: duas maratonas transcontinentais de ida e volta a Houston, milhares de quilómetros queimados no ar em direção a Miami para devorar a mística da Ocean Drive, caçar reportagens de ambiente e registar um vox pop carregado de histórias. Guardaremos na retina aquela fauna urbana absolutamente incrível, a flora inebriante, a imensidão das praias, a areia fina e o mar tépido.
Ficam as memórias intemporais de um piquenique noturno na praia, banhado por lua cheia colossal e o susto transformado em poesia ao ver foguetões a rasgar o céu da Florida. O corpo habituou-se ao calor implacável, à humidade asfixiante, a esse ar espesso que quase se tornava comestível e ao suor constante.
Partimos agora para não voltar, pelo menos no que resta deste torneio. As saudades já começaram a morder o espírito antes mesmo de entrarmos no avião, mas o destino seguinte chama por nós com uma ironia climática deliciosa.
Em Toronto, para onde ruma agora a caravana nacional, espera-se um fenómeno meteorológico perfeitamente excecional. As previsões apontam para a semana mais quente de todo o ano no Canadá, com as temperaturas a rondarem uns impensáveis 36 graus e uma humidade muito mais elevada do que o padrão normal da região.
Lá se vai a doce ilusão de encontrar um fresquinho balsâmico para as pernas dos jogadores e para o cabedal dos repórteres. Mas a verdade é precisamente esta: a aventura excitante, imprevisível e tão incrivelmente rica de fazer a cobertura de um Mundial vive destas mutações constantes. É um privilégio absoluto, o verdadeiro serviço de uma vida inteira entregue à paixão das palavras e do asfalto vivo."

O manifesto de Marrocos


"A seleção que melhor futebol apresentou até agora esteve, primeiro, a escassos minutos e, depois, a 11 metros de dizer adeus a este Mundial das Américas. Marrocos fez o que quis de uma até aqui muito boa Holanda, que no entanto começou a desconfiar de si própria ainda antes do pontapé de saída — com Ronald Koeman a deixar apenas dois elementos no meio-campo, em inferioridade numérica — e nunca foi capaz de respeitar o seu legado e o seu ADN.
Os 'Leões do Atlas' rugiram bem mais alto, ferozes, e atacaram em alcateia — ou acham que só os lobos o fazem? — numa rede de passes intensos, triangulações e trocas posicionais a intercalar com uma pressão intensa a fazer lembrar… uma 'Laranja Mecânica' de outros tempos e também a Espanha que nesta se inspirou. Marrocos tornou-se, aliás, a segunda seleção a completar 800 passes numa fase final atrás da 'Roja' (801). Um manifesto, uma perfeita declaração de intenções!
Um domínio que se traduziu em algumas oportunidades, mas não em golos, e que abriu as portas a que os neerlandeses passassem para a frente num contra-ataque feliz. Felizmente, desta vez, os deuses do futebol estavam bem acordados e não permitiram tamanha injustiça. Seria, sem dúvida, a maior perda deste Mundial.
À frente do guardião Bono, a sobriedade de Diop contrasta com a locomotiva Hakimi, enquanto Mazraoui é consistência. Bouaddi e El Anynaoui parecem jogar de olhos fechados. Ninguém reparará, contudo, se um deles sair e der lugar a El Mourabet. Brahim Díaz veste-se de pausa e aceleração, fantasia-se de drible e passe. Já Ounahi nunca perde a ligação à corrente. E há El-Khannouss, cada vez mais venenoso, a disponibilidade total de Saibari, e ainda Tabil e Yassine para as sobras. É o distintivo perfume de África, macerado na Europa."

LiveMode: A Oportunidade de Recordar

BolaTV: Dias de Mundial...

SportTV: Bancada Livre - O MELHOR 1️⃣1️⃣ DE RONALDO 🇵🇹 E MESSI

Renascença: Jogos Sem Fronteiras - Croácia vs. Portugal

WonderKid: The World Cup’s Biggest Rising Stars Are HERE 🌍⭐

AA9: Previsão...

LiveMode: Aquece vais entrar #28

Prata da Casa #57 - The Imitation Game, O Mais Bonito, Blind Rank de Auto Golos

SportTV: Estádio #8

AA9: Mundial - Day 20

AA9: França...

Rabona: Nobody's Talking About How GOOD Mexico Are & France Are Even Scarier | World Cup Day 20

Observador: Minuto 90 - Como passar aos oitavos de final do Mundial em 30 minutos?

TugaFut: França...

TNT - Convocados...

TNT - Convocados...

DAZN: Quem se destacou no Mundial até agora | Top ou Nem Por Isso

LiveMode: Late Night #9

LiveMode: Aquece vais entrar #26

FIFA: Suíça...

FIFA: Argélia...

FIFA: Croácia...

FIFA: Portugal...

FIFA: Áustria...

FIFA: Espanha...

SportTV: Inglaterra - Congo

SportTV: México - Equador

SportTV: França - Suécia

Edu Castro abriu o livro


"Quando, no verão de 2024, Edu Castro foi apresentado como treinador da equipa masculina de hóquei em patins do Sport Lisboa e Benfica, fez várias declarações sobre a grandiosidade do Clube e o desafio que tinha pela frente. Homem experimentado da modalidade, este galego de Vigo, criado num bairro da área metropolitana de Barcelona, treinador do FC Barcelona durante 20 temporadas (as 7 últimas na equipa principal), trazia na bagagem 1 Liga dos Campeões, 2 Taças Intercontinentais, 6 Campeonatos espanhóis e 4 Taças de Espanha.
Nesses primeiros momentos a dar a cara pelo Benfica, teve uma referência que não esqueci: “É um gosto estar na terra de Fernando Pessoa.” Para mim, ficou logo ali marcado.
Leitor ávido, apaixonado também por Cervantes, José Saramago ou Lobo Antunes. Eduard é advogado de formação, mas apaixonou-se pelo hóquei em patins e agora já não há volta a dar. Sagrou-se campeão nacional pelo Glorioso no passado fim de semana (o 25.º título do SLB), terminando o Campeonato sem derrotas e vencendo todos os jogos do playoff. Se fosse literatura, poderíamos estar a falar de um romance que levou ao Nobel.
Edu Castro manteve-se imune às críticas, ganhou a confiança dos jogadores, entre eles alguns dos melhores do mundo, conquistou os adeptos com simplicidade e sem discursos ocos. Emocionou-se na festa, claro. Ele e nós.
Em declarações ao diário catalão Ara, Edu Castro confessou que, no primeiro ano e meio como treinador do SL Benfica, esteve a viver sem a família por perto. Até nessa conjuntura, encontrou um lado positivo: “Estar sozinho dá-me mais tempo para me dedicar à literatura e ao hóquei. Temos sempre de fazer da necessidade uma virtude.” De arrasto, Edu ajudou a montar uma das equipas mais épicas do hóquei em patins mundial. Parabéns e obrigado, campeão."

Há Benfica


"Com o Mundial de futebol a prender as atenções do país desportivo, são as modalidades que preenchem o vazio deixado à paixão benfiquista. E, atendendo aos resultados do último fim-de-semana, não se pode dizer que não estejam a cumprir esse propósito.
O título nacional de hóquei em patins fez justiça a uma equipa que passeou classe ao longo de toda a temporada. Venceu a final frente ao Sporting por 3 jogos a zero (11-5 em golos), venceu todos as partidas do playoff, e apenas cedeu 4 empates nas 26 jornadas da fase regular, acabando o Campeonato invicto. Fica um amargo de boca ao sentir que também a Champions podia ser nossa. Um dia infeliz impediu a consagração europeia. Acontecerá no próximo ano.
Os sub-19 seguiram o exemplo e, vencendo o FC Porto na final, também puderam festejar.
No próximo fim-de-semana será a equipa feminina a fechar as contas do Campeonato, alcançando a 38.ª vitória em 38 jogos para as competições nacionais desta época, e o 13.º título nacional consecutivo, continuando aquela que é a mais esmagadora das hegemonias do desporto português.
O futsal feminino sagrou-se igualmente campeão, numa das finais mais disputadas e empolgantes dos últimos anos. O Nun’Álvares era detentor do título, tem uma equipa fortíssima (um misto de internacionais portuguesas com internacionais brasileiras), mas na “negra” o Benfica impôs-se e venceu com raça, permitindo à já lendária Inês Fernandes terminar a carreira em grande.
Por sua vez o futsal masculino adiantou-se na final face ao Sporting, após um jogo electrizante que apenas nos sorriu no desempate por penáltis. Quando o leitor tiver este jornal nas suas mãos, ou no seu ecrã, até podemos ter já vencido em Alvalade e ser bicampeões nacionais. Caso contrário, teremos nova oportunidade no domingo, então em nossa casa."

Luís Fialho, in O Benfica

Ganhar no campo, vencer na comunidade!


"Na Fundação Benfica acreditamos que, muito mais do que um jogo, o futebol é uma escola de valores, de cidadania e tem um enorme poder de compromisso. É essa visão que inspira o projeto Community Champions, que reúne jovens dos bairros da cidade de Lisboa em equipas informais para disputarem uma liga muito especial para a qual têm de se organizar, pensar em conjunto e atuar sobre a sua comunidade. Por isso, neste futebol social o resultado não se mede apenas pelos golos marcados e cada equipa compete em duas frentes: no relvado, através da sua prestação desportiva, e na comunidade, através das ações positivas que desenvolvem no seu bairro. Além da pontuação tradicional do futebol, apoiar vizinhos, participar em iniciativas solidárias, cuidar dos espaços comuns ou promover o respeito e a inclusão também soma pontos.
No final da Liga Community Champions é Campeão quem joga melhor futebol e demonstra maior espírito de equipa, responsabilidade e capacidade de transformar a comunidade onde vive. Mais do que uma competição, este projeto cria oportunidades para que os jovens descubram os seus talentos, reforcem a sua imagem no bairro, desenvolvam competências de liderança e aprendam que o sucesso coletivo nasce da cooperação. Cada jornada da liga é também uma oportunidade para fortalecer laços entre bairros, aproximar pessoas e construir uma cidade mais coesa e inclusiva.
Por tudo isto, este projeto traduz, de forma clara, os valores que o Benfica procura transmitir: ambição, respeito, solidariedade e superação. No Community Champions, todos jogam para vencer, mas só vence verdadeiramente quem é capaz de fazer a diferença no campo e na vida."

Jorge Miranda, in O Benfica

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Lenglet


Apresentação do novo Central do Benfica!
Admito, que sempre achei que a carreira, principalmente os Clubes que ele representou, um pouco acima das suas possibilidades! Um daqueles jogadores com um 'bom empresário'!


Admito que é bom com a bola nos pés, mas por exemplo para a Seleção Francesa, sempre pareceu um pouco fora de água... mas, para o nível do Tugão, e principalmente após muitos anos de trabalho na La Liga, ultimamente no Atlético de Madrid, ganhou consistência! Mesmo assim, com o António a renovar o contrato, não acho que vá ser titular indiscutível!!!

Benfica: Lenglet não é Otamendi


"Francês será anunciado como jogador do Benfica e substituto do antigo capitão de equipa; perfis são muito diferentes, de personalidade e de jogo, mas isso não é necessariamente mau

O Benfica viu sair o seu capitão e líder dos últimos anos e teve de ir ao mercado procurar um central que ocupasse a vaga deixada em aberto por Nicolas Otamendi.
O argentino chegou ao Benfica com currículo considerável - títulos no rival FC Porto, passagem por Valência e muitos outros troféus com o Manchester City - e saiu como campeão da América do Sul e como todo o planeta sabe, campeão do mundo também. O peso deste título não é de menos num plantel que precisava de referências e tinha no argentino uma das, se não a maior. Se a isto adicionarmos António Silva e Tomás Araújo, a experiência de Otamendi perante a juventude da dupla do Seixal era quase uma necessidade.
Numa 'missão secreta', os encarnados resgataram Clément Lenglet ao Atlético de Madrid. Um jogador com passado muito interesante, mas sem a longa lista de troféus do «antecessor».
Lenglet não é Otamendi no currículo, mas mais relevante é que se distancia do argentino em campo.
Bastava olhar para o relvado e perceber que o Benfica tinha uma dificuldade no início do ataque: Otamendi, quando se deslocava para a esquerda, dificilmente conseguia inserir um passe vertical com a canhota; mesmo com o pé direito o argentino não era propriamente o melhor passador e isso, numa equipa que por norma passa a maior parte da época ao ataque é uma fragilidade a explorar.
Com Lenglet, o Benfica transforma esse ponto débil, numa força: mais vezes a encontrar colegas entre linhas e a variar o corredor, deverá permitir maior rapidez na construção e pela qualidade técnica que tem, maior segurança na posse.
Há mais diferenças. Otamendi é um jogador forte nos duelos, muito bom no jogo aéreo e com uma liderança visível no terreno do jogo; Lenglet é mais discreto neste sentido. Mas o argentino foi demasiadas vezes emocional quando se pedia raciocínio - um exemplo recente, a expulsão em Famalicão -, foi demasiado agressivo nalgumas abordagens e isso custou ao Benfica alguns golos sofridos; Lenglet, como qualquer defesa, não está imune à falha individual, mas uma presença mais calma e tranquila pode vir a ser benéfica nalguns casos em que o controlo é essencial.
Nenhum deles é propriamente rápido, isso têm em comum, pois em quase tudo o resto são diferentes. Lenglet não é Otamendi, mas isso não é necessariamente mau e uma defesa não se faz de um homem só."

Terceiro Anel: Bola ao Centro #208 - O INÍCIO DE UMA NOVA TEMPORADA!!! 🦅🔴

#FutsalBenfica | Cassiano Klein

Falar Benfica #250

Fundação: Final...

#AndebolBenficaFem | Obrigado, Luís Monteiro

Zero: Mercado - Capitães leoninos com interessados de peso

BF: Extremo...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - O que é feito de ti, Alemanha?

Observador: E o Campeão é... - Brasil de Ancelotti: o fim da "Vini-dependência"?

Observador: Três Toques - Adeus Alemanha e o "teatrinho" de 6 golos da Áustria

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - Mundial #14

SportTV: NBA - S04E38 - Qual o Top10 de sempre da NBA?

SportTV: Grelha de Partida - S04E19 - Falta o caderno vermelho

Intensidade elevada


"Em destaque na BNews, os trabalhos da pré-temporada do futebol profissional benfiquista.

1. Pré-época 2026/27
Prossegue a preparação do plantel às ordens de Marco Silva.

2. Mundial 2026
Siga, no Site Oficial, o desempenho dos futebolistas do Benfica e todos os resultados e marcadores.

3. Grande temporada em análise
Cassiano Klein, treinador de futsal do Benfica, detalha as conquistas do Bicampeonato, da Taça de Portugal e da Taça da Liga.

4. Balanço de mais um título
Em entrevista à BTV, Marlene Sousa aborda o Tridecacampeonato de hóquei em patins feminino conquistado pelo Benfica.

5. Entrevista de despedida
Luís Monteiro, treinador da equipa feminina de andebol do Benfica, fala sobre os dois anos recheados de títulos passados no clube.

6. Outras movimentações do defeso
Pedro Faria, treinador da equipa de futebol de Sub-17, deixa de representar o Benfica. Foram também anunciadas saídas no plantel masculino de voleibol e no plantel feminino de andebol.

7. Campeonato Nacional de Clubes de atletismo
O Benfica terminou a prova do setor masculino no 2º lugar.

8. Título na formação
As Iniciadas de voleibol do Benfica são Tricampeãs nacionais."

A infância também entra em campo


"Num jogo de futsal para crianças deve existir espaço para que aconteçam muitas coisas que, mais tarde, numa fase mais avançada da vida, serão mais difíceis de aceitar e até menos prováveis de acontecer.
E tudo isto por uma razão muito simples: não estamos a falar de jovens nem de adultos. Estamos a falar de crianças.
Quando digo que deve existir espaço, quero dizer que deve existir compreensão, aceitação e bom senso.
Uma criança pode distrair-se com algo que vê na bancada. Pode tentar uma finta dentro da sua própria área. Pode dar um passo de dança durante o jogo. Pode ignorar momentaneamente a bola porque ficou fascinada com algo na sua camisola. Pode abandonar o campo porque quer beber água. Duas crianças podem ficar à conversa enquanto o jogo continua.
Tudo isto são situações que realmente podem acontecer.
E talvez o mais curioso seja perceber que muitas destas situações apenas nos parecem estranhas porque, por momentos, nos esquecemos de quem está dentro do campo.
Por vezes, parece que o simples facto de uma criança vestir um equipamento e entrar para um jogo faz com que deixemos de olhar para ela como criança e passemos a olhar apenas para ela como atleta.
Mas a entrada num campo não apaga a infância. Dentro ou fora dele, a criança continua a ser criança.
Continua curiosa, imaginativa e facilmente distraída por aquilo que a rodeia. Continua a descobrir o mundo e, ao mesmo tempo, a descobrir o jogo. Esquecer este princípio talvez seja um dos erros mais frequentes do desporto de formação, porque leva os adultos a esperar comportamentos, níveis de concentração e formas de compreender o jogo que nem sempre são compatíveis com a idade da criança.
Aceitar isto não significa ignorar tudo o que acontece. Não significa deixar andar. Significa olhar para estas situações com naturalidade e fazer as correções necessárias de forma calma, equilibrada e respeitadora.
Se for necessário corrigir, que seja com intenção educativa. Nem tudo exige uma repreensão intensa ou uma reação desproporcionada. Na verdade, muitas destas situações não resultam de má vontade ou falta de respeito; resultam simplesmente daquilo que é próprio da infância.
Por isso, mais do que corrigir de forma imediata, muitas vezes faz sentido explicar, orientar e ajudar a criança a compreender aquilo que aconteceu. O objetivo não deve ser apenas interromper um comportamento, mas contribuir para uma aprendizagem que faça sentido para quem ainda está a descobrir o jogo.
Tudo isto exige bom senso por parte de todos os adultos envolvidos: pais, treinadores, dirigentes e também árbitros.
As regras são importantes e fazem parte da aprendizagem do jogo. No entanto, quando falamos de crianças, importa recordar que o objetivo não deve ser apenas identificar o erro, mas ajudar a criança a compreender aquilo que deve fazer.
Tal como um treinador procura ensinar antes de exigir, também a aplicação das regras pode ter uma dimensão educativa. Nem sempre a resposta mais útil será a punição imediata. Em muitas situações, uma explicação simples pode ter um impacto muito maior na aprendizagem da criança do que a aplicação automática de uma sanção.
Porque, no desporto de formação, o objetivo não deve ser apenas fazer cumprir as regras do jogo. Deve ser também ajudar as crianças a compreendê-las.
Muitas vezes, e apesar de o desporto estar infelizmente cheio de exemplos em sentido contrário, aquilo de que a criança mais precisa não é de mais pressão. Precisa de tempo.
Tempo para crescer, para ganhar experiência e para compreender melhor aquilo que faz e aquilo que acontece à sua volta.
Quando esse tempo não existe, ou quando os adultos não compreendem que cada criança tem o seu próprio ritmo de desenvolvimento, o desporto corre o risco de perder uma parte importante do seu propósito educativo.
Com o passar dos anos, muitas destas situações desaparecem naturalmente. As crianças crescem, desenvolvem uma maior capacidade de concentração, atribuem mais significado às suas ações e assumem novas responsabilidades dentro da equipa.
É importante que pais e treinadores compreendam que nem tudo precisa de ser corrigido. Muitas vezes, determinadas situações ainda não fazem verdadeiramente sentido para a criança. Nem sempre compreendem a razão de certas exigências ou correções, e isso pode ser suficiente para que comecem a perder interesse por aquilo que antes lhes dava prazer.
Há aprendizagens que surgem através da orientação dos adultos, mas há muitas outras que chegam simplesmente com a maturidade e com o tempo.
Também os pais não devem sentir vergonha quando estas situações acontecem.
Ver um filho distrair-se, conversar com um colega durante o jogo ou fazer algo inesperado em campo não é necessariamente um sinal de falta de educação, desinteresse ou incapacidade. Muitas vezes é apenas um sinal de que continua a ser uma criança.
Os pais não precisam de viver estes momentos como uma exposição pública ou como um reflexo da sua competência enquanto educadores. Faz parte do crescimento. Faz parte da descoberta do jogo. Faz parte da infância.
Muitas das situações que hoje podem causar embaraço aos adultos serão, daqui a alguns anos, as histórias que contarão com um sorriso.
E talvez, se todos os adultos compreenderem verdadeiramente aquilo que significa trabalhar com crianças, esse embaraço nunca chegue sequer a existir.
Há ainda outro aspeto importante: evitar comparações.
As crianças não são todas iguais. Não têm o mesmo ritmo de desenvolvimento, a mesma personalidade ou a mesma forma de viver o jogo.
Há crianças mais expansivas, mais sonhadoras, mais concentradas ou mais agitadas. Nenhuma destas características define, por si só, aquilo que serão no futuro.
O papel dos adultos não é transformar todas as crianças no mesmo modelo de jogador. É criar um ambiente onde cada uma possa crescer, aprender e descobrir o prazer de jogar sem deixar de ser quem é.
Porque, antes de serem atletas, são crianças. E isto é algo que deveria estar presente em todos os momentos e na consciência de todos os adultos envolvidos.
Talvez o problema não seja quando uma criança se distrai durante um jogo. Talvez o problema surja quando os adultos deixam de aceitar que isso possa acontecer. Porque aqueles jogos continuam a ser jogos de crianças. E se são jogos de crianças, então tudo aquilo que faz parte da infância — a curiosidade, a imaginação, a espontaneidade, a descoberta e até algumas distrações — também tem de encontrar espaço dentro deles.
Talvez o verdadeiro desafio dos adultos seja nunca se esquecerem disso."

BolaTV: Entrevista Cláudio Braga....

BolaTV: Entrevista José Manuel Albuquerque...

«Ai Portugal, Portugal! De que é que tu estás à espera?»


"1 — «Temos dos melhores jogadores do Mundo, estão a jogar nas melhores equipas do Mundo mas … falta-nos equipa» disse um adepto da Seleção no Terreiro do Paço, em entrevista a uma televisão, após o jogo contra a Colômbia. Frase suficiente para tudo quanto pretendo transmitir.
Não tinha ainda tido ocasião de escrever sobre a Seleção Nacional, sendo que, ao não o ter feito na antevisão do Campeonato do Mundo não posso, infelizmente, munir-me das habituais palavras de sonho e expectativa, porque o faço já com a fase de grupo concluída e com a fase a eliminar em perspetiva

 2 — A primeira mensagem que gostava de transmitir é a forma como me irrita particularmente ver o triunfalismo com que abordámos cada nova competição internacional, nada aprendendo com o que nos ensinaram as antecedentes. Foi afinal a Federação — logo a Federação! — a escolher como lema desta campanha 'Vai dar Portugal'. 
Percebo pouco de psicologia, mas percebo o suficiente para saber que quando as expectativas são colocadas no topo, há 90% de probabilidade de se falhar, ainda que tudo corra muito bem.
A FPF, que devia ser a primeira a querer tirar pressão do grupo, isolá-los de fatores adicionais de exigência, é afinal a primeira a dizer que o país espera que eles vençam o torneio.
Mesmo que corra bem, trata-se de um péssimo exemplo. Revelador de falta de humildade e também um bocadinho de noção. E nós, latinos como somos, embarcámos todos na onda do maior positivismo possível, todos achávamos ser a Seleção capaz de todos os feitos … até ao primeiro jogo.
Após o jogo com a RD Congo, Portugal passou da melhor Seleção do Mundo para a pior Seleção do Mundo, quando não era uma nem passou a ser a outra.
Faz falta alguma serenidade muito embora, diga-se, que a campanha que a FPF entendeu por bem fazer contribuiu para que se criasse essa expectativa na população.

3 — Voltando à equipa. Eu poderia ter tido uma ou outra opção diferente, mas foram convocados os melhores. Temos um conjunto de jogadores que teoricamente nos situa, eu diria, nos 5/7 favoritos à vitória, mas tendo claramente seleções que têm muito melhores condições que Portugal para serem vencedores. Até nisso o 'Vai Dar Portugal' é difícil de compreender. Mas adiante.
Ao olhar para a nossa Seleção a jogar recorda-me a música oficial do Euro 84, protagonizada pelo grande Herman José, na qual se cantava «vamos lá cambada, todos à molhada» … porque é exatamente isso que parecemos em campo.
Não há fio de jogo, não se percebe um sistema tático coerente, jogamos em bloco deixando isolado Cristiano Ronaldo que, atualmente, não tem condições para jogar sozinho no ataque municiado por extremos.
Enfim há todo um conjunto de situações difíceis de compreender e que, inevitavelmente, nos desiludem imenso.
Fomos levados a esperar tanto, para entregar tão pouco. Mas o que incomoda verdadeiramente é a postura aparentemente alheada de tudo isto do selecionador nacional.
Com um semblante sempre-sorridente, quer-nos convencer de coisas diferentes das que vemos. Nós vemos exibições esforçadas, pobres e pouco conseguidas, mas Martínez maravilha-se com as nossas exibições ensina-nos que temos de ter orgulho nesta Seleção.
Há uma perigosa noção de desligamento, da realidade e uns dos outros, que obviamente nos tem de preocupar.
Só eles, os jogadores em campo, nos poderão dar esperança num percurso digno. E pode ter-se um percurso digno sem vencer. E, neles, eu confio. Por isso lhes dedico a famosa canção de Jorge Palma.

4 — Uma palavra final para o meu clube, que tornou pública a contratação de um novo treinador: Tiago Margarido.
Sabemos há muito ser uma paixão antiga ainda do anterior presidente que agora se concretiza, trazendo para Guimarães alguém que todos sabíamos acabaria por ser treinador do Vitória.
As maiores felicidades para ele e uma palavra muito importante para Gil Lameiras. A forma como aceitou regressar à Equipa B (onde tão bom trabalho tinha realizado) diz muito de Gil Lameiras no que respeita a humildade e carácter. E isso, não pode ser esquecido."