Últimas indefectivações

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Observador: E o Campeão é... - Benfica ataca com fato de gala, Suárez até já mostra os dentes

Internacionalização...

Triunfo justo


"Em futebol, o Benfica ganhou, por 0-3, no reduto do Marítimo. No futsal, a equipa feminina venceu a Supertaça pela 10.ª vez e, na disputa do mesmo troféu, a equipa masculina foi derrotada numa partida cuja arbitragem foi inadmissível e retirou mais um troféu ao Benfica. Estes são os temas em destaque na BNews.

1. Prejudicado
O Benfica foi derrotado pelo Sporting, por 2-3, na Supertaça. Em comunicado oficial, o Sport Lisboa e Benfica "repudia a arbitragem da final da Supertaça de futsal, marcada por erros graves com influência direta no resultado e na atribuição do troféu".

2. Vitória merecida
Marco Silva elogia a capacidade da equipa para ultrapassar as dificuldades: "Há que dizer: um campo horrível para se jogar futebol, onde é quase impossível jogar. Uma vitória difícil, num campo difícil. É importante termos a capacidade de ganhar jogos como este, onde não é possível jogar sempre tão bem, de uma forma tão continuada como temos tido neste princípio de época."

3. Objetivo cumprido
Barreiro bisou e valoriza o coletivo: "O relvado não estava bom, mas sabíamos e estávamos preparados para fazer um bom jogo. Entrámos bem no jogo, fizemos um bom trabalho e o mais importante são os 3 pontos."

4. Man of the Match
Autor de um golo e considerado o Homem do Jogo, Prestianni demonstrou ter outra opinião e entregou o prémio a Barreiro.

5. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os três golos marcados pelo Benfica ao Marítimo.

6. Supertaça conquistada
A equipa feminina de futsal do Benfica ganhou, por 3-1, ao Nun'Álvares e venceu a Supertaça pela 10.ª vez. Na mensagem de felicitações, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, salienta "a competência e o empenho desde o início do jogo".

7. Supertaça para vencer
Em futebol no feminino, Benfica e FC Porto encontram-se em Viseu para disputarem a Supertaça (17h15).

8. Outros resultados
A equipa B de futebol perdeu, por 0-2, com o Torreense no Benfica Campus. Os Iniciados ganharam por 0-1 na visita ao Vitória FC. Em andebol, vitórias no masculino no reduto do Póvoa AC (30-37) e no feminino, na Luz, ante a Juve Lis (41-22). A equipa masculina de basquetebol sofreu um desaire com o Oviedo nas meias-finais do Torneio Internacional Cidade de Viana do Castelo (85-93).

9. 20 anos do Benfica Campus
Veja o 4.º episódio da série dedicada ao 20.º aniversário do Benfica Campus."

Liga: Gil Vicente 0 - 1 Académico

Liga: Guimarães 0 - 0 Casa Pia

Liga: Santa Clara 4 - 0 Rio Ave

MS: Mercado...

Operação: Marítimo...

Bola na Trave: Marítimo...

Vinte e Um - Como eu vi - Marítimo...

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Marco Silva - Marítimo...

Oliveira: Marítimo...

Terceiro Anel: Marítimo...

Observador: Relatório do Jogo - Marítimo...

BF: Marítimo...

5 Minutos: Live - Marítimo...

BARREIRO(S) NOS BARREIROS!


"Marítimo 0 - 3 Benfica

PRÉ-JOGO (Ideias escritas antes do jogo.)
1. Em Portugal não se interditam estádios por razões relacionadas com más condições dos relvados; em Portugal pintam-se os relvados-batatais de verde nas vésperas dos jogos para assim enganar o pagode, ignorando até o perigo que relvados nessas condições podem representar para os jogadores. A Liga, responsável maior por tudo isto, vai assobiando para o lado.

2. Sobre o vergonhoso preço dos bilhetes já me manifestei ontem através de um post aqui no Facebook. Parece que não caiu bem num certo adepto do Marítimo que me dedicou uma publicação - obrigado! - tratando-me como colonialista. É o complexo próprio de alguns, felizmente cada vez menos, ilhéus.

3. Palhinha no onze, era esperado, era uma questão de tempo, o tempo foi curto: foi chegar, treinar (pouco) e jogar.

JOGO (Apontamentos escritos em direto e publicados imediatamente após o final do jogo.)
4. Barreiro nos Barreirooooooos! De pé esquerdo na recarga a um remate cruzado com a marca de qualidade Prestianni: um-zero sem hipóteses para o redes, bem cedo no jogo, como convém.

5. Palhinha a brilhar neste início de jogo: bolas aéreas, duelos, recuperações e até um remate rasteiro a beijar o poste. E esta carga no Bah? O "critério largo" dos apitadores ainda vai dar asneira da grossa. Kaminski para defesa direito, quem sabe está ali um futuro lateral direito... Bem, o Pavlidis, numa super forma, mandou agora uma jarda indefensável para o redes, o malandro do poste esquerdo foi quem a defendeu. Que pena!

6. Os comentadeiros da Sporttv, mesmo antes das repetições, já sabem que um puxão no Prestianni dentro da área não foi penálti. Vejam o requinte, foi mais ou menos assim, cito de cor: "Os adeptos não podem querer menos faltas e depois reclamar destes lances." Passaram anos, ainda andam aziados com os jogos da Luz na BTV. Era preciso que agarrassem o Prestianni pelo pescoço?

7. Os jogadores maritimistas protestam cada falta, todas e cada uma que lhes é marcada, não lhes basta o "critério largo", nossa senhora, foram avisados de que dava para tudo? Até parece... Entrámos a todo o gás, mas o jogo tornou-se entretanto, a partir dos 30 minutos, mais dividido.

8. Provavelmente os 45 minutos da época com menos remates, apenas oito, talvez com o St Gallen na Suíça tenham sido menos. Um mau relvado prejudica mais quem ataca, a ver se entramos outra vez bem na segunda parte.

9. Eles entraram melhor que na primeira parte. Têm mais bola, entram mais vezes no nosso último terço, a bola vai mais vezes, e com mais perigo, à nossa área. É preciso fazer qualquer coisa. O Palhinha vai recuperando bolas atrás de bolas - sai uma vénia!

10. Segundo amarelo poupado ao Igor Julião, o "menino" mais faltoso do jogo, uma ceifadela no Prestianni, que chegou primeiro à bola. Assim é fácil ser intenso, vão pró crl! Vejo o Lenglet a subir de rendimento de jogo para jogo: sou só eu?

11. Barreiro(s)!!! Prestianni e Schjelderup a entenderem-se na esquerda, canto, Schjelderup a centrar ao terceiro poste, Pavlidis a assistir de cabeça e o Barreiro(s) - que lindooooo! - a concluir o golo do nosso descanso ao segundo poste contrário, foi só empurrar com a carola.

12. E o Schjelderup que entrou tão bem no jogo... Com Prestianni no lugar do Sudakov o jogo voltou a ser nosso, o jogo mudou. Faz-nos a vontade, Marco!

13. Ainda bem que o mercado fechou: mais um golo do Prestianni, só do Prestianni, todo do Prestianni: recuperou a bola, correu meio campo e tirou um coelho dos dele da cartola. Que maravilha!

14. Palhinha + Barreiro(s)-patinho-feio + Prestianni = 3 pontos! Quarta-feira é em Moreira de Cónegos. Carregaaaaaa!!!"

Barreiro é plural nos Barreiros e ajuda o Benfica a meter a quinta


"Um bis do luxemburguês abriu caminho para o triunfo das águias no Funchal, com um golaço de Prestianni a selar o 3-0. A equipa de Marco Silva chegou às cinco vitórias consecutivas, um registo jamais logrado em toda a época passada

Que bom é ter o estádio do Marítimo na I Liga. Que refrescante é que, neste regresso do clube do Funchal à elite, equipa e adeptos apareçam com o embalo da época passada, as bancadas cheias, muito apoio aos insulares, uma militância e um postal que se agradece num campeonato tantas vezes despido de gente e entusiasmo exterior.
Nos Barreiros, Leandro Barreiro. Um futebolista não óbvia, que chegou rotulado de operário, um gregário e esforçado recuperado de bolas vindo da escola centro-europeia. Mas há algo mais do que isso no homem com nome de cidade da Margem Sul, de cidade tão importante para o clube que representa.
Barreiro é um excelente intérprete dos espaços. Lê o campo e percebe onde deve estar. Diga-se que só um jogador muito inteligente é que consegue jogar a um nível alto sendo tão, digamos, normal ao nível técnico. E isto é um elogio.
Partiu de Barreiro a vitória do Benfica no belo reduto do Marítimo. Dois de Barreiro nos Barreiros, mais um de Prestianni para confirmar o grande momento.
E cinco vitórias seguidas. Marco Silva tardou 10 partidas para ganhar uma mão-cheia de maneira consecutiva. Não é um pormenor: em toda a época passada, nos 55 desafios que disputou, nunca o conjunto da Luz logrou ganhar cinco uns atrás dos outros.
O único ponto que, para já, não está tanto à altura do retorno do Marítimo é o relvado, não da máxima qualidade. Mas o Benfica apressou-se em tornar o que poderiam ser problemas num contexto mais fácil, com Barreiro a abrir o marcador logo aos 7'. O lance principiou nos pés da atual alma criativa desta equipa, Prestianni, culminando no faro de golo de Leandro.
Os homens de Van der Gaag, uma figura do Marítimo que ocupa a linha lateral com ar de general neerlandês que é filho adotivo da ilha, só se esticaram mais no segundo tempo. Ainda assim, apesar de um ou outro susto que causaram a Samuel Soares, não tiveram um verdadeiro remate de perigo para que o 1-1 chegasse.
Em sentido inverso, foram os visitantes sempre mais cerca do 2-0. João Palhinha foi titular pela primeira vez e fez muito bem de João Palhinha, recuperando bolas, sendo agressivo, policiando o meio-campo, ganhando duelos no ar e, até, rematando com perigo.
Pavlidis também atirou ao poste num primeiro tempo em que a má notícia para Marco Silva foi a saída, por lesão, de Bah. O dinamarquês cedeu o seu lugar a Kaminski, que provou ser tão impreciso tecnicamente a lateral quanto a extremo. A consistência tem valor.
O rugido do caldeirão sentiu-se na segunda parte. O Marítimo subiu, aproximou-se da área do adversário, teve alguns livres laterais, Paulo Henrique teve a bola à frente da sua cabeça, mas não conseguiu finalizar.
A hipótese da igualdade esfumou-se aos 71'. Será exagerado dizer que o Benfica estava incómodo, até porque a entrada de Schjelderup melhorou o futebol visitante. Seria na sequência de uma assistência de Pavlidis que Barreiro, que possui muito mais talento do pescoço para cima que do pescoço para baixo — reiterar que isto é um elogio —, encostou para o 2-0.
Com os três pontos no bolso, entrou em campo a hipótese da diversão. Este arranque de época tem sido quase sempre feito com o debate de ou Prestianni ou Schjelderup, mas ambos, em conjunto, provaram que o bom futebol se conecta quase sempre. O argentino selaria o 3-0 numa jogada individual, em que recuperou a meio campo, galgou metros e metros, fintou e ainda teve discernimento para atirar colocado.
Este Benfica, montado em tempo recorde por Marco Silva, vai crescendo a olhos vistos. Passar nos Barreiros será fácil para ninguém."

Resposta aos assobios e 'bis' de Leandro nos Barreiros


"Prestianni mantém um arranque de temporada acima da média. Leandro Barreiro bisou e atrás de si teve um João Palhinha campeão das recuperações de bola. Pavlidis esteve tão perto do golo...

Melhor em campo - Prestianni (7)
Assobiado no Caldeirão desde o início do jogo, respondeu da melhor forma: atrevido no um contra um, criou desde logo o lance que deu o primeiro golo. O guarda-redes do Marítimo ainda defendeu o seu remate característico de pé direito, mas a bola sobrou para Leandro Barreiro. Aos 22’ pediu penálti, o que só aumentou o coro de assobios. Na segunda parte esteve temporariamente menos bem na decisão e notoriamente mais cansado, até que Schjelderup entrou e os dois começaram a combinar com excelência. O golaço chegou aos 82', com uma recuperação de bola ainda no meio-campo do Benfica, uma corrida desenfreada a ultrapassar um adversário e o tal movimento do costume, desta vez a entrar em cheio na baliza maritimista. Parece sempre igual, mas travá-lo é que é difícil...

SAMUEL SOARES (5) — Não teve muito trabalho, mesmo no período em que o Marítimo carregou mais. O maior susto foi aos 51’, num pontapé de canto que passou por vários adversários que podiam ter encostado. Foi só olhar... 

BAH (4) — Entrou com vontade de dar profundidade ao corredor direito e a pujança levou-o a disputar um lance aos 14 minutos até à linha de fundo com um aparente empurrão do adversário, tendo acabado por abalroar os fotógrafos e lesionar-se no ombro/braço direito. Saiu de imediato.

LENGLET (6) — Joga sempre com um ar tranquilo, de quem controla a situação, que dá certamente segurança aos colegas de equipa. O Benfica encontrou a serenidade que precisava no centro da defesa.

TOMÁS ARAÚJO (6) — A velocidade e boa leitura de jogo valeram-lhe alguns cortes cruciais em lances do Marítimo que podiam ter criado perigo para a baliza de Samuel Soares. No passe também raramente falha. Levou cartão amarelo por um agarrão ao adversário.

DAHL (5) — Teve mais problemas no início da segunda parte, pois era quase sempre por ali que os madeirenses atacavam. Não arriscou muito no aspeto ofensivo, mas também, com Prestianni e Schjelderup por lá, não foi preciso…

JOÃO PALHINHA (7) — Na estreia a titular, começou a partida com uma perda de bola mas foi só para enganar. Foi o campeão das recuperações e ainda mostrou que pode ajudar nas bolas paradas, a aparecer bem ao primeiro poste. Pela amostra, vai ser figura imponente nesta Liga, trazendo um ritmo de outros campeonatos. Saiu aos 82’ para dar lugar a Barrenechea, que nesta altura deve estar a ver um futuro mais no banco…

LEANDRO BARREIRO (7) — Fez parte da avalanche ofensiva que o Benfica levou para os Barreiros no início da partida e apareceu bem na área, logo aos 7 minutos, para o primeiro golo da tarde. Com João Palhinha a 'limpar' tudo atrás, não teve de se preocupar enquanto as águias dominavam o jogo. Depois o jogo mudou e teve de correr mais atrás da bola, até que aos 71’ fez o 'bis', de cabeça. Os treinadores do Benfica nas últimas épocas têm reconhecido a sua utilidade, os adeptos hoje também.

SUDAKOV (4) — Tem talento, custou muito dinheiro, pode dar coisas à equipa que provavelmente mais nenhum jogador do plantel consegue, mas contou com mais uma exibição apagada e que deixa muitas questões sobre a sua titularidade.

RAFA SILVA (4) — Não quis ser protagonista deste jogo além da intervenção no lance que resultou numa bola ao poste e por isso, juntamente com Sudakov, foi o primeiro a sair sem ser por substituição forçada.

PAVLIDIS (6) — Um remate ao poste e um golo anulado por fora de jogo. Esta não era tarde para o grego marcar, o que começa a ser mesmo raro. Não é o elogio que os avançados mais procuram, mas ajudou defensivamente quando a equipa precisou.

KAMINSKI (5) — Entrou para o lugar do lesionado Bah e foi para lateral-direito. Perante a concorrência na frente, há que aproveitar as oportunidades. Gosta de ter espaço mas por vezes peca na execução. Acabou a subir no terreno e parece ser mais feliz por lá.

SCHJELDERUP (6) — Entrou aos 62’ e trouxe outra atividade ao ataque do Benfica. No corredor esquerdo, combinou sempre bem com Prestianni. Por que não jogar com os dois?

CIRCATI (4) — Entrou aos 62’, levando Kaminski a subir no terreno, e viu quase de imediato um cartão amarelo que o prendeu.

ENZO BARRENECHEA (-) — A concorrência é enorme, mas deu bons sinais e ouviu elogios do treinador no fim.

JHON DURÁN (-) — Continua a somar minutos aos poucos, mas o lugar está bem ocupado."

Marco percebeu o que estava mal e criou soluções com muito futuro


"O futebol é fantástico: até num batatal é possível executar uma obra de arte, como a de Prestianni. E a propósito do argentino, também se viu que é hiper-compatível com Schjelderup. E que Palhinha dá asas a Barreiro…

Para que se fique com uma ideia clara do que foi a visita do Benfica à Pérola do Atlântico, deve dizer-se que o Marítimo apenas teve um remate enquadrado, que Samuel Soares deteve facilmente, e antes (51') criou um lance de perigo num canto de Guzzo que Pedro Henrique quase aproveitava. Mesmo assim, sem passar por outros ‘sustos’, e apesar de ter o jogo controlado, o Benfica teve de correr atrás da bola no primeiro quarto de hora da segunda parte, para evitar dissabores. E fez bem, porque se assumisse a vantagem mínima como sinónimo de triunfo, teria muitas hipóteses de sair da Madeira a lamentar os pontos que lá tinha deixado.
Na hora de maior desconforto dos encarnados, Marco Silva entrou em jogo e com duas alterações (62') projetou o Benfica para outro patamar e terá tirado ilações para um futuro mais desanuviado.
Os encarnados, que estavam amarrados à insuficiência de Sudakov, despertaram para a última meia hora, e assinaram uma exibição convincente, com várias jogadas com nota artística, que assumiram alto grau de dificuldade face ao lamentável piso onde a partida se disputou.

MARCAR CEDO
Frente a um Marítimo que se apresentou num 4x2x3x1 muito versátil - houve momentos de defesa a seis com a descida dos alas e de 4x4x2, com o adiantamento de Guzzo - a equipa de Marco Silva chegou cedo ao golo, por Leandro Barreiro (7') e logo se percebeu que a ‘autonomia de voo’ de João Palhinha na posição ‘seis’ permitia ao internacional luxemburguês uma chegada à grande área contrária muito mais confortável do que a que tinha a lado de Barrenechea. Mas a circulação de bola dos encarnados, sempre dificultada pela irregularidade do relvado, não teve a qualidade de outros jogos e a dinâmica da equipa, onde Sudakov quer mas não pode, ressentiu-se. Para complicar a situação, Bah lesionou-se (17') e Marco Silva ensaiou, com escasso sucesso, Kaminski a lateral direito, decisão que viria a emendar mais tarde (62'), com a adaptação de Circati a essa posição, evitando usar Aursnes, com quem não quer correr riscos, passando o polaco a fazer a ala direita. Ao mesmo tempo (62') trocou Sudakov por Schjelderup, passou Prestianni para as costas de Pavlidis e com as pedras nos sítios certos arrancou para uma boa reta final.
O Marítimo, que tinha, até esse momento, obrigado o Benfica a trabalhos forçados na segunda parte (que deram para observar como Barreiro e Pavlidis são mesmo jogadores de equipa), viu-se perante uma dor de cabeça que não esperava quando Prestianni e Schjelderup começaram a carburar, em velocidade e qualidade técnica, criando condições para a vitória tranquila que se seguiria. Além da jogada que precedeu o 0-2, de Barreiro, onde a dupla argentino-norueguesa fez gato-sapato do lado direito dos leões da Almirante Reis, sucederam-se situações de futebol alegre, rápido e ágil, que empolgaram os adeptos e tiveram consequências práticas: a primeira foi tornar inócuas as mudanças operadas por Van der Gaag, que não conseguiram inverter a tendência ascendente do Benfica; a segunda passou pela criação de oportunidades de golo, fruto de um volume atacante que foi para além da forma e passou a ter conteúdo, que tolheu o ânimo e os movimentos à equipa da casa.

A OBRA-PRIMA
Após o 0-2, Marco Silva decidiu dar descanso a dois dos seus guerreiros, Palhinha e Pavlidis, e entraram Barrenechea e Durán aos 82 minutos, que já viram do lado de dentro a obra-prima de Gianluca Prestianni no 0-3, quando, sempre apertado por Rodrigo Andrade, correu 40 metros com a bola, travou e fletiu para o meio à entrada da área, e assinou um golo de placa com um espetacular remate em curva, com o pé direito, para a esquerda de Pastor. Foi a cereja no topo do bolo para Prestianni, que quando recebeu ordem para atuar pelo meio estava a perder fulgor na esquerda e, qual Fénix renascida, recuperou a alegria e a capacidade de desequilibrar, entendendo-se com Schjelderup de maneira a deixar água na boca aos benfiquistas.

JOÃO PALHINHA
O Marítimo, que não foi produtivo nos 15 minutos em que esteve por cima na partida, teve de se render à evidência de que estava a perder perante uma equipa com mais argumentos e acabou a aceitar o resultado, mais preocupado em não sofrer do que em marcar. Os insulares, que deviam ter em Tejón o elemento mais incisivo, acabaram por não aproveitar as dificuldades sentidas pelos encarnados na direita após a saída de Bah, e viraram-se, com Limbombe como chefe de fila, para a ala contrária.
Sem Bah, será que chegou a hora de Banjaqui, regressado à equipa B após lesão? O futuro o dirá…
Mas falar deste jogo sem referir a estreia a titular de João Palhinha seria deixar o trabalho incompleto, porque, com ele, a forma de jogar do Benfica altera-se, melhorando não só na capacidade de recuperação da bola e na eficiência no jogo aéreo, mas também criando condições para que quem joga teoricamente ao lado dele chegue com mais frequência à frente, o que será de grande utilidade especialmente contra equipas (e são muitas, na nossa Liga) que usam sistemas ultra-defensivos.
Sendo os três pontos em disputa o objetivo máximo do Benfica, provavelmente Marco Silva regressou do Funchal com uma equipa mais perto do que o plantel de que dispõe pode valer. E nesta fase em que ainda apalpa terreno, o que viu pode refletir-se no muito que resta desta época."

domingo, 6 de setembro de 2026

Vermelhão: Vitória sobre o futebol do agarrão !!!

Marítimo 0 - 3 Benfica


Vitória num jogo disputado em condições miseráveis, com um relvado impróprio, um árbitro corrupto e um adversário que percebeu desde do primeiro minuto que tinha impunidade para fazer tudo!!!


Não foi o jogo mais bem conseguido da temporada, mas foi consistente. O Samu, além daquela finta estúpida, não teve praticamente trabalho e mesmo no pior momento do Benfica, no início da 2.ª parte, o Marítimo só criou perigo num livre lateral, inexistente, diga-se!!!


Excelente entrada na partida, com o golo a aparecer cedo... Desta vez, não foi preciso desperdiçar 10 oportunidades para marcar um golo!!! Aliás, desta vez fomos mesmo eficazes no remate, pela primeira vez na época!


Mas a meio do 1.º tempo o jogo foi ficando enrolado, com o Benfica a dominar, mas sem conseguir criar perigo. A lesão do Bah, teve muita influência nesta quebra (falta completamente disparatada, com intenção de aleijar). Segundo jogo consecutivo com um jogador lesionado no 1.º tempo, a ter que gastar um tempo de substituição, ambas lesões com contactos 'duros' dos adversários!!! Perdemos a ameaça do Bah no flanco, e ficámos desconfiados da utilidade do Kaminski a Lateral! Esta invenção do Marco, correu mal... às vezes, os Extremos adaptam-se bem a Laterais, mas neste caso não me parece que vá acontecer!!!
 
O Marítimo, em todos os duelos, em todos os ataques do Benfica, em todos os momentos em que o Benfica criava desequilíbrios, faziam falta! Sistematicamente! Premeditadamente! Combinado com o relvado em péssimas condições, tornou-se muito complicado jogar rápido. Agarrões constantes... E imagine-se, o Benfica terminou o jogo com mais Amarelos, do que o seu adversário!!!!


A entrada na 2.ª parte, foi má. E como é óbvio foi 'acentuada' por uma falta mais assinalada ao Tomás, que esteve quase a dar o golo do empate, a equipa ficou intimidada, e após uma sucessão de bolas paradas defensivas, os jogadores ficaram fora de posição e levaram muito tempo a regressar aos seus lugares! Felizmente, o Marco não estava a dormir e mudou o 'esquema'!!!


Foi a primeira vez esta época, onde a equipa melhorou com as substituições! O Circati deu confiança na defesa e mais importante o Prestianni foi para a posição do Sudakov!!! Foram os melhores minutos do Schjelderup esta época, os dois combinaram maravilhosamente... Compreendo que o Sudakov tem sido 'competente' na pressão e na forma como baixa muitas vezes para a linha de meio-campo, fazendo muitas vezes uma linha a 3, com o Palhinha(antes o Enzo) e o Barreiro, e com o Prestianni isso será menos provável, mas ofensivamente o puto é muito melhor, mesmo com as más decisões que vai tomando... E com o Palhinha no onze, a necessidade do '10' ajudar o meio-campo, é menos importante... O Echeverri será a 1.ª opção para este lugar, caso a sua adaptação corra bem, mas o Prestianni tem jogar mais nestas funções...


O Barreiro e o Palhinha foram os melhores em campo. O Barreiro marcou e pressionou muito... e o Palhinha recuperou imensas bolas. A velocidade de recuperação de bola do Benfica, subiu muito após a entrada do Palhinha! E hoje, nem foi muito importante na construção de jogo, porque o relvado não deixou, e porque a pressão maluca do adversário não deu espaço!

Mais uma boa exibição do Lenglet. Muito bem nos passes. Melhor que o Tomás, que está numa fase má neste aspecto, uma das suas melhores qualidades! Também foi a primeira folha limpa do Samu... mesmo sem trabalho, é importante mais jogos destes para dar confiança, e para ver se a 'desconversa' da titularidade desaparecer!!!



Além da lesão do Bah, na parte final, ainda ficou a dúvida sobre a condição do Araújo, num relvado destes não era de admirar... O Aursnes acabou por não entrar, muito provavelmente, com medo duma lesão.... após o entorse no tornozelo!

Como já referi, uma arbitragem vergonhosa, mais uma... mais uma deste pulha! Inacreditável critério disciplinar. Inacreditável como o penalty sobre o Prestianni não é assinalado, inacreditável como o VAR nada marca... experimentem ir a correr e levar uma 'braçada' no peito!!! Ainda mais inacreditável,  a não expulsão do Julião!!!!

Uma última nota sobre a rábula da bancada 'oferecida' ao Benfica: a Madeira é Vermelha, os Barreiros quando o Benfica joga, é sempre maioritariamente Benfiquista. Podem dar as voltas que quiserem, podem proibir adereços, podem cobrar preços exorbitantes, que não cobram a mais ninguém, podem fazer-se de sonsos e comparar os preços praticados pelo Benfica no Seixal na última época, e os preços superiores praticados neste jogo, a Madeira é Vermelha, ponto final!

Vamos ter 4 dias de intervalo, para a deslocação a Moreira de Cónegos, um luxo!!! Não vai ser um jogo fácil, como se viu na Sexta no Antro da Corrupção, o contra-ataque do Moreirense está bem oleado! Além tenho a certeza, que o critério disciplinar vai ser parecido, com aquele que o Marítimo beneficiou neste jogo!!! Se a lesão do Bah, for impeditiva temos um problema complicado de resolver: o Banjaqui está a regressar de lesão; a adaptação do Kaminski não resultou; sobra o Circati e o Aursnes, nenhuma é ideal...

10.ª Supertaça

Benfica 3 - 1 Nun'Álvares

Primeiro troféu da temporada, numa nova época, com uma nova treinadora, e algumas mudanças no plantel, que parece vieram acrescentar!
Fomos eficazes, e a Ana Catarina foi a melhor em campo... E já agora, mais um penalty absurdo assinalado contra o Benfica, mas o karma lixou as apitadeiras e a bola foi ao poste!!!


PS: Os masculinos perderam a sua Supertaça, em mais um troféu decidido pelos apitadeiros do costume!!! Conseguiram o feito de inverter um justo 3-1 a favor do Benfica, com um 2-3 contra!!! Anularam um golo limpo ao Benfica, e validaram dois golos ilegais aos Lagartos, ambos obtidos após falta clara e óbvia!
O silêncio do Benfica após estes roubos constantes é exasperante...!!!

Vitória...

Póvoa 29 - 36 Benfica
14-17


Começo perro, mas acabamos por vencer com alguma tranquilidade, talvez com demasiados golos sofridos...

Derrota...

Benfica 0 - 2 Torrense


A equipa continua órfã do Gonçalo Moreira, parece que não sabem o que fazer com a bola... e depois, contra estas equipas matreiras do Tugão, é complicado manter a segurança defensiva!!!

Boas exibições do Arnas e do Fonseca. Regresso após lesão prolongada do Edokpolor... e o Banjaqui, também regressou de lesão!

20 Anos Benfica Campus | Episódio 4

Plantel do Benfica é melhor este ano?


"O Benfica 26/27 já vai na estrada e até ver a aventura não está a correr nada mal. Só não diremos que está a correr muito bem, porque houve aquele empate com o Académico de Viseu na Luz e notam-se alguns problemas defensivos. Mas já varremos três clubes europeus, demos 7-0 ao Casa Pia e mais uma vitória com o Estoril na Luz. Em oito jogos marcámos 30 golos, o que mostra uma produção ofensiva bem diferente da do ano passado e este número ainda impressiona mais quando nos apercebemos que outra crítica que tem sido feita ao Benfica de Marco Silva, além da tal fragilidade defensiva, é o número imenso de ocasiões que a equipa tem desperdiçado. Não as tivesse desperdiçado, e o número seria ainda superior a 30 golos.
Entretanto, o mercado está prestes a fechar, embora na verdade já esteja fechado, tendo em conta que o clube já teve de enviar a lista dos gloriosos jogadores que vão tentar vencer a Liga Europa, para a UEFA. E será interessante fazer uma análise ao plantel, após mais um ano de várias entradas e várias saídas de jogadores. Uma análise subjetiva, claro, e certamente influenciada pelo whishful thinking do cronista que deseja sempre que todos os novos reforços sejam a reencarnação de Eusébio.
Todos os anos tem sido feita neste espaço esta análise posição a posição e estou certo que no passado terei dado elogios/esperanças aos reforços Dedic, Enzo, Rios, Sudakov, Lukebakio e Ivanovic (o tal whishful thinking) e agora vemos que foi um mercado desastroso para Rui Costa. Bom, mas vamos a isto:

Baliza: aqui não houve entradas, nem saídas. Só a hierarquia aparentemente mudou. Se antes era Trubin primeiro, Samuel Soares segundo e Diogo Ferreira a fazer a ponte entre a equipa B e a A, este ano Marco Silva parece apostar em Samuel Soares. Não deixa de causar algum espanto, pelo estatuto e ordenado de Trubin, mas Samu tem a oportunidade de agarrar a titularidade do Benfica. É um guarda-redes que joga bem com os pés, é forte no jogo aéreo, talvez nestes dois parâmetros até seja melhor do que o ucraniano, mas sobram dúvidas quanto ao principal que se pede a um guarda redes, principalmente de equipa grande: parar bolas com selo de golo. E espero não estar a ser injusto, mas até agora nunca vi Samuel Soares a fazer isso. As bolas que vieram com selo de golo, entraram todas. Nesta posição estamos igual ao ano passado, só falta perceber se a aposta de Marco Silva foi a correta.

Defesa Esquerdo: o ano passado tínhamos Dahl e o flop Obrador. Depois em janeiro veio Sidny Cabral, embora nunca tenha jogado nessa posição. Dahl parece aquele tipo de jogador que se tiver muitos craques à volta, não é por ele que a casa vai abaixo. Mas, se o resto da equipa é mediana, também ele é mediano. Num Benfica ideal, Dahl não era o titular da posição, mas sim um belíssimo suplente. Nos últimos dias chegou El Karouani que se diz ser do molde Fábio Coentrão: ataca melhor do que defende. Veremos, e ainda há José Neto que se calhar sonhou em ser o nº 2 desta posição e assim desceu para nº 3. Mas acreditando que El Karouani dará mais ao Benfica do que Obrador, o que não se afigura muito difícil, parece que o Benfica está melhor nesta posição. O que não significa que esteja extremamente forte nesta posição.

Defesas Centrais: aqui houve várias mexidas. Saíram Otamendi e António Silva, entraram Lenglet e Circati (e Gabriel Indío, mais para a equipa B). Só Tomás Araújo continuou. Se ficamos melhor ou pior só o futuro o dirá. Otamendi era um verdadeiro líder da defesa e do balneário, mas a idade e a falta de velocidade já se notava muito. Não fazia sentido continuar com ele (embora aparentemente isso tenha sido uma decisão dele) e António Silva acabou por sair para o clube fazer dinheiro e porque o jogador não evoluiu tanto como se esperava e já se notavam alguns anti-corpos entre ele e a bancada da Luz. Também não quis renovar o contrato, logo a venda foi inevitável. Chegou Lenglet, um jogador muito experiente, embora pareça ter características muito semelhantes a Tomás Araújo e não tão forte como Otamendi no jogo aéreo e por aí têm passado as tais fragilidades defensivas que este Benfica parece ter. Circati talvez venha ajudar nisso e Palhinha de certeza também vai ajudar nisso. Circati ainda é um desconhecido para os benfiquistas, por isso é difícil dizer se o Benfica ficou pior ou melhor. Deixemos o wishful thinking vencer e digamos que sim, ficámos melhor.

Defesa direito: saiu Dedic, numa venda de muitos milhões, ficou Bah. Não veio reforço para esta posição, portanto parece que a estrutura acredita muito que Bah não terá mais problemas físicos, que Banjaqui pode subir na hierarquia e que, qualquer coisa, mete-se o Aursnes ali. Aqui teremos de dizer que o Benfica terá ficado um pouco pior, mas quem sabe Banjaqui consegue mostrar no futuro ser melhor do que Dedic.

Médios defensivos: continuaram Enzo, Aursnes, Manu e Leandro Barreiro, saiu apenas Richard Ríos e entrou o grande reforço da temporada, Palhinha. Aqui é onde o Benfica tem mais qualidade no plantel e com Palhinha certamente fica com um meio-campo digno de um Benfica campeão. A saída de Ríos não deixa de surpreender um pouco, pelos moldes do negócio, e porque o colombiano parecia estar a crescer no final da época passada, mas Palhinha é um grande, grande trinco. Com ele o Benfica terá uma parede no meio-campo e certamente a Luz vai delirar com os seus famosos carrinhos. Aqui parece que o Benfica está claramente mais forte do que o ano passado. The power of Palhinha, sócio do Benfica desde 2005! Para fúria dos sportinguistas...

Extremos: Schjelderup continuou e confesso a admiração, pois pensei que iria sair. Parecia-me a grande venda do verão que o Benfica gosta sempre de fazer, mas um Mundial relativamente discreto e os primeiros jogos da época no banco não terão aguçado muitos interessados. Ainda bem. Prestianni parece estar a explodir, Lukebakio continua a ser daqueles jogadores que dá a sensação que podia, mas não quer. Há ainda um Rafa já sem a velocidade de outros tempos, mas ainda assim talvez o jogador mais talentoso e com melhor toque de bola na Luz. Tiago Gouveia saiu, Bruma não conta para o totobola e entrou Kaminski por 17 milhões de euros. O polaco parece ser péssimo e uma má contratação, mas aguardemos. Quem sabe, ainda nos surpreende. Tendo em conta que Schjelderup e Prestianni terão épocas de afirmação e crescimento, também aqui o Benfica estará mais forte. Embora faça falta um grande, grande craque. Saudades de um Simão ou de um Gaitán!

Nº 10: antes havia Sudakov e depois vários jogadores que faziam um papel parecido ao do nº 10: Leandro Barreiro, Aursnes, Rafa ou, às vezes, Mourinho jogava com dois avançados. Agora chegou Echeverri, que é uma promessa que pode explodir ou não oferecer muito, o que significa que Marco Silva e os adeptos vão continuar a pedir muito de Sudakov. Um reforço caríssimo que tarda em afirmar-se. Não marca golos, não faz assistências, parece muitas vezes agarrar-se demasiado à bola, mas também é verdade que sempre que é substituído a equipa parece ressentir-se dele. Agora não há nada a fazer, tem de haver insistência nele e acreditar muito no wishful thinking de que o ucraniano vai aumentar muito de produção.

Avançados: havia Pavlidis, Ivanovic e Anísio, agora há Pavlidis, Durán e Anísio. Ivanovic foi mais uma contratação aparentemente falhada e o empréstimo foi a solução possível, depois de muitos milhões gastos nele. Pavlidis é o titular da posição, talvez o jogador mais importante do clube atualmente, e ao contrário do final da época passada, parece estar em excelente forma. Golos são com ele! Durán foi uma aposta do clube num jogador que é como Lukebakio - parece que pode, mas não quer. Bom, quem sabe até quer, pois sempre que tem entrado, tem parecido entrar com fome e já marcou dois golos. Anísio continuará a crescer e se for marcando uns golinhos na Taça da Liga e assim, será muito bom.

O Benfica 26/27 está muito melhor numa coisa, nisso não tenho dúvidas: no treinador. Afirmo sem problemas que em 2026 Marco Silva é muito mais treinador do que José Mourinho e isso nota-se na forma como o clube está a jogar. Se já temos estrutura e plantel para ser finalmente campeões, já é outra história porque continua a faltar talento e Porto e Sporting, mas principalmente Porto, já têm estruturas mais consolidadas do que nós.
Mas, wishful thinking! Carrega Benfica! Rumo ao título 26/27! Se não acreditarmos nisto após três jornadas, o que vamos fazer à Luz todos os anos?"

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - FC Porto vira no susto e o spray milagroso do relvado da Madeira

Visão: Trubin ou Samu: Quem deve ser o guarda redes do Benfica?

Terceiro Anel: Benficando #9

Depois, joga-se na mesma!!!

Somar três pontos no Funchal


"O Benfica visita o Marítimo em mais uma jornada da Liga Betclic. Este é o destaque na BNews.

1. Ganhar
Marco Silva exprime o fito de vencer mais uma partida com boa qualidade exibicional: "Queremos estar ao nosso melhor nível e dar continuidade ao que temos feito, mas novo jogo, nova história, em que temos de provar novamente a nossa qualidade."

2. Forte apoio
Calorosa receção à comitiva do Benfica na chegada ao Funchal.

3. Calendário
As datas e os horários dos jogos da 6.ª à 12.ª jornadas da Liga Betclic, assim como dos quartos de final da Taça da Liga, estão definidos.

4. Reforço integrado
Echeverri já está às ordens de Marco Silva.

5. Mercado
Joshua Wynder vai evoluir, por empréstimo, no New England Revolution. Rafael Luís passa a representar o Gençlerbirliği. 

 6. Encontro especial
Um grupo de crianças e jovens ucranianos, acompanhados pelas respetivas famílias, assistiu a um jogo no Estádio da Luz a convite de Trubin e Sudakov, numa iniciativa acompanhada pela Fundação Benfica e pela Embaixada da Ucrânia em Portugal.

7. Três Supertaças em disputa
Hoje, em Vila do Conde, há dois embates no futsal para levantar os troféus das Supertaças: às 16h30, em femininos, o Benfica mede forças com o Nun'Álvares; em masculinos, às 21h00, as águias enfrentam o Sporting. Amanhã, em Viseu (17h15), é a vez de a equipa feminina de futebol do Benfica defrontar o FC Porto.

8. Outros jogos do dia
A equipa B do Benfica é anfitriã do Torreense no Benfica Campus (15h30). Em andebol, a equipa feminina recebe o Juve Lis na Luz (15h00) e a masculina visita o Póvoa (18h30).

9. Sorteio
Eis os adversários do Benfica na Liga dos Campeões de futebol no feminino.

10. Prossegue a preparação
A equipa masculina de basquetebol do Benfica começou a pré-época há três semanas e participa, neste fim de semana, no Torneio Internacional de Viana do Castelo.

11. Movimentações do defeso
A futebolista Carolina Tristão e a hoquista Aimée Blackman prolongam os respetivos vínculos ao Benfica. E Mariana Valenzuela é reforço do basquetebol benfiquista.

12. Continuar a fazer história
A equipa feminina de hóquei em patins do Benfica voltou ao trabalho. Paulo Almeida partilha as suas primeiras impressões sobre a nova temporada.

13. 20 anos do Benfica Campus
Veja os 2.º e 3.º episódios da série dedicada ao 20.º aniversário do Benfica Campus.

14. Jornal O Benfica
A edição desta semana está disponível para download no site oficial.

15. Em destaque
Os principais conteúdos e temas que marcam a agenda do Sport Lisboa e Benfica nas diferentes plataformas do Clube.

16. Casa Benfica Ansião
Esta embaixada do benfiquismo comemorou o 31.º aniversário."

Dia normal...

Reviravoltas fabricadas...

Estava 0-1 para o Moreirense...

"Lufadas de ar fresco"

Calados são poetas !!!

Demência, seguramente...!!!

A manda dos daltónicos !!!

Verdade...

Verdade eterna !!!

Aquecimento


Liga: Sporting 2 - 0 Nacional

Liga: Alverca 1 - 2 Braga

Liga: Estrela 2 - 2 Famalicão

Liga: Corrptos 2 - 1 Moreirense

Camisa: Tim Vickery & Miguel Pereira: The Champions League Is Bigger… But Is It Better?

Futpedia #25 - QUEM MONTA A EQUIPA MAIS ALTA DA LIGA DOS CAMPEÕES? 🤔

Bola na Rede: Mercado...

Oliveira: Quem vai ser Campeão?

Tigastsg: Estoril...

'La última de Leo'


"A notícia era esperada. Isso não a tornou menos triste. Lionel Messi deixou a seleção argentina. Escreveu que já não tinha mais para dar. Uma frase estranha quando vem de alguém que passou a vida inteira a dar-nos aquilo que mais ninguém possuía. Um segundo diferente. Um metro invisível. Uma solução onde todos os outros viam apenas pernas, relva e adversários.
Na Argentina, o anúncio foi recebido como se o país tivesse perdido uma parte da sua própria voz. Messi não era apenas o capitão. Nem apenas o melhor marcador. Nem sequer o homem que conquistou o Mundial no Qatar e devolveu aos argentinos uma alegria guardada desde Maradona no México-86. Messi era uma forma de a Argentina se reconhecer.
Durante muito tempo, essa relação foi difícil. Exigiram-lhe que fosse Maradona, como se um génio pudesse repetir outro génio. Cobraram-lhe a infância em Barcelona. O sotaque. Os silêncios. As finais perdidas. Houve quem confundisse timidez com distância e quem entendesse as lágrimas como fraqueza. Messi carregou tudo. Sem discursos inflamados. Sem responder a cada ofensa. Apenas a jogar.
Perdeu finais. Saiu da seleção. Voltou. Continuou. Até ganhar. Primeiro a Copa América. Depois a Finalíssima. Finalmente o Mundial. Logo a seguir outra Copa América. E nesse instante, quando levantou a taça em Lusail, não conquistou apenas o título que lhe faltava. Fechou uma ferida argentina. A partir daí, já ninguém precisava de lhe pedir que fosse Maradona porque nesse momento Messi tinha chegado ao lugar mais difícil de todos. O lugar onde podia ser apenas Messi.
Agora vai embora. Ficam 207 jogos e 125 golos. Ficam os títulos, os recordes, as assistências, as corridas e as fotografias. Fica aquela camisola 10, demasiado pesada para quase todos e estranhamente leve quando vestida por ele. Fica a imagem de um homem pequeno a carregar um país imenso.
Mas os números nunca conseguirão contar Messi. Os números dizem quantos golos marcou. Não dizem quantas pessoas se levantaram de uma cadeira antes de a bola entrar. Dizem quantos adversários ultrapassou. Não dizem o silêncio que se fazia quando recebia a bola perto da área. Dizem quantas vezes venceu. Não dizem aquilo que sentimos quando começava a correr e o mundo parecia inclinar-se na sua direção.
Messi foi uma interrupção das leis do futebol. Vimo-lo chegar ao Barcelona quase em segredo. Um rapaz magro, pequeno, com o cabelo comprido e uma timidez que parecia maior do que ele. Recebeu de Ronaldinho o passe para o primeiro golo e começou ali a passagem de uma época para outra.
Depois, como acontece com os génios, veio tudo muito depressa. Mesmo que tenham passado mais de 20 anos. Vieram as quatro Champions, as Bolas de Ouro. Guardiola. Xavi. Iniesta. O Barcelona que tratava a bola como um idioma secreto. Vieram os duelos com Cristiano Ronaldo, dois homens a empurrarem os limites um do outro a cada jornada. E nós estávamos lá.
Esse é o privilégio que só se compreende quando começa a terminar. Vimos Messi crescer. Vimo-lo mudar de rosto, de cabelo, de posição e de velocidade. Vimo-lo passar de rapaz a homem, de promessa a melhor do mundo, de melhor do mundo a medida de todas as coisas. Vimo-lo sofrer pela Argentina até conseguir fazê-la feliz.
Enquanto isso, também nós mudámos. Há quem ainda vivesse na cada dos pais quando viu o primeiro Messi. Há quem tenha visto aqueles jogos na universidade, num quarto alugado, num café cheio ou numa casa onde já não vive. Há filhos que cresceram a ouvi-lo ser anunciado. Há amizades que começaram e acabaram entre dois golos seus. Há pessoas que já não estão e com quem partilhámos a incredulidade de o ver jogar.
É por isso que a despedida dói de uma forma tão íntima. Não é apenas Messi que deixa a seleção. É uma parte da nossa vida que se fecha com ele. Ao vê-lo partir, fazemos contas aos anos. Pensamos em quem éramos quando apareceu. Nos sonhos que tínhamos. Nas pessoas que amávamos. Na velocidade com que tudo passou enquanto ele transformava a magia numa rotina.
Messi habituou-nos ao impossível. Uma, duas vezes por semana. Durante mais de duas décadas. Víamos, celebrávamos e seguíamos com a nossa vida. Como se na semana seguinte estivesse garantido outro milagre. E estava. Mas nenhum milagre é para sempre.
Pelé despediu-se. Maradona despediu-se. Figo, Zidane, Ronaldo fenómeno e Ronaldinho Gaúcho também saíram de cena. Um dia, não muito distante, será Cristiano Ronaldo a fechar a porta da Seleção Portuguesa. O futebol sobrevive sempre. Aparecem novos jogadores, novos ídolos, novas camisolas para as crianças vestirem. O jogo continua porque não sabe fazer outra coisa. Mas nunca continua exatamente igual.
Com Messi, a sensação é ainda mais funda porque aos 39 anos continua a ser um dos melhores do mundo. Aliás, talvez ainda seja o melhor do mundo. Ainda marca, assiste e inventa. Ainda consegue ser o mais decisivo, o mais mágico, quando o corpo já devia ter começado a impor-lhe os limites. Há pouco tempo, voltou a levar a Argentina a uma final do Mundial. Voltou a mostrar que o talento pode envelhecer sem perder a autoridade.
Talvez por isso este adeus pareça prematuro, mesmo chegando tão tarde. Sabíamos que aconteceria. Apenas não queríamos assistir.
A vida segue, claro. Segue sempre. Mas faltará Leo. E quando faltar Leo, faltará também aquele instante em que todos suspendíamos a razão. Aquele momento em que a bola lhe chegava e alguma coisa dentro de nós voltava à infância. Porque Messi não jogava apenas para ganhar. Jogava para nos devolver a capacidade de acreditar numa coisa bela antes de ela acontecer.
Agora resta-nos o Inter Miami. E daqui por pouco tempo nem isso. Ficará apenas a memória. Mas a memória, como o futebol, tem sempre dificuldade em aceitar o apito final."

Leo, o génio humilde


"Messi sai de cena da seleção argentina com a tranquilidade com que nela pontificou ao longo dos anos. Assumindo que, aos 39 anos, o seu tempo cessou e o seu ciclo terminou.

Dizem as regras de uma boa carreira profissional, ou de um qualquer projeto em que nos envolvamos, que é tão importante saber entrar, como saber sair. Aplica-se a todas as situações e, na dimensão superlativa do futebol, é ainda mais significativa, considerando os múltiplos apelos, a sucessiva pressão pública e mediática, com as inerentes dificuldades e dúvidas em relação ao timing ideal.
Para lá de que, sendo cada caso um caso, distinto de todos os outros, tudo depende (e muito!) da sensibilidade, do bom senso e da personalidade dos envolvidos.
Se falarmos de um astro da dimensão de Lionel Messi, temos todos os aspetos que foquei elevados à máxima potência. Ainda para mais, tratando-se de um dos maiores da História do futebol, ombreando com Edson Arantes do Nascimento e com Diego Armando Maradona no pódio dos eleitos.
Finalista de um Mundial por três vezes (Brasil, há doze anos, Qatar, há quatro, e este ano, nas Américas), vencedor numa delas, Messi levou consigo a paixão do jogo e transportou a nação argentina aos píncaros.
Se é certo que, na avenida 9 de julho, a caminho do Obelisco, em cada festejo da seleção das pampas seja complicado perceber se a maioria prefere Maradona ou Messi, tamanha foi a dimensão celestial dos dois futebolistas, não é menos exato perceber que as mais jovens gerações ficam justamente encadeadas pelas performances e pelos resultados obtidos por Lionel. Natural a perspetiva, que isto da memória e do seu impacto nos dias de hoje tem muito que se lhe diga…
Mas há qualquer outra coisa que emana de Messi e dos mais de vinte anos de magia espalhada pelos relvados de todo o mundo, fosse com as camisolas do Barcelona, do Paris Saint-Germain ou do Inter de Miami, fosse com a azul-celeste do seu país: a humildade, esse fator tão marcante e determinante quanto difícil de gerir e demonstrar, sobretudo quando se está habituado a ter o mundo nos pés, e aos seus pés.
E é neste capítulo tão particular que o diez argentino leva a palma a toda a concorrência. O predestinado que coloca um íman na bota para que a bola não lhe fuja, e que a teleguia até ao destino, foi sempre discreto, recatado e dado.
Desde os tempos em que se lhe prediziam glórias, até ao momento em que, por múltiplas vezes na sua carreira, as atingiu, viveu e festejou, o rapaz de Rosário, nascido para a bola no Newell’s Old Boys e refinado em La Masia, mostrou uma maneira de ser pouco normal nas estrelas do jogo, muitas vezes (cada vez mais vezes) preocupadas com a imagem e os sinais exteriores de riqueza e — por vezes — alarmante e provocadora extravagância, alijando a responsabilidade crescente (muito por via da transversal e universal projeção das suas vidas em rede), que as deveria nortear.
Messi manteve-se, desde os idos do início do século XXI, atento ao seu futebol, ao talento inexcedível e inigualável, e à capacidade única de, com ele, alavancar companheiros e equipas rumo aos objetivos traçados. O eu nunca foi a estrela-guia do argentino, que jamais encontrou necessidade, vontade ou vocação para priorizar o recorde do momento, a efervescência de uma exibição ou a volatilidade de um golo, em detrimento da conquista coletiva, trazendo também para os holofotes os que com ele colaboraram em milhares de lampejos de génio.
O argentino sai de cena, na sua seleção, com a tranquilidade com que nela pontificou ao longo dos anos. Assumindo que, aos 39 anos de idade, o seu tempo cessou, o seu ciclo terminou, e que, como mandam os ditames do tempo, é hora de deixar de vestir a camisola argentina, porque outros devem também fazer o seu percurso e trabalhar para o sucesso do seu país.
É uma lição de vida dada por quem, ao longo da carreira, quebrou todas as barreiras, sobretudo num país que vivia à sombra de outro herói dos relvados. Afinal, Maradona também havia sido campeão do Mundo, também havia projetado o país para lá de todas as fronteiras, também havia preenchido o imaginário dos amantes do belo jogo durante anos a fio. 
As diferenças entre um e outro, do ponto de vista da personalidade, são abissais, mas os dois completam, de braço dado, a História do futebol num país justamente dividido, tão marcantes foram as duas carreiras.
E o abandono de Messi da sua seleção significa o princípio do fim da magia única do diez de Rosário.
O marido de Antonella, a sua companheira de sempre, vai agora passar mais tempo em casa, e mais passará quando deixar, definitivamente, o Inter de Miami, último emblema com o privilégio de lhe chamar seu.
A lei da vida é assim, e saibamos sempre reconhecer os momentos exatos para sair tão bem como entrámos. Arrastar, teimar, abusar da paciência não foram elementos presentes no raciocínio de Lionel Messi, quando chegou a hora de dizer adeus. Sai em grande, não com o título mundial que tanto desejaria repetir, mas com outros títulos e, acima de tudo, com a dignidade, sobriedade e a lucidez de um grande campeão. Um dos maiores de sempre na História do futebol.
Como diria Pedro Calderón de la Barca, «que o diga o tempo, pois, embora mudamente surdo, ele é o único que, sem dizer nada, diz tudo».
Gracias, Leo. Diez é Dios.

Cartão amarelo
Portugal é dos países em que mais se aborda a arbitragem do futebol. Seja em termos conceptuais, seja na espuma dos dias de cada jogo e de cada decisão nos relvados. Só isso já seria suficiente para que esta fosse, permanentemente, uma área abordada com pinças pelos decisores.
A posição agora tomada, de não divulgação das notas dos árbitros nas competições profissionais, agregada à anulação das presenças regulares, para explicações e pedagogia, em canais de televisão de referência para o futebol nacional (Canal 11 e Sport Tv), não me parecem passos seguros para a impermeabilização do setor. Pelo contrário, contribuirão, pelo menos a curto e médio prazo, para a manutenção de ondas de choque e climas de suspeição que entram em contraciclo com a pacificação desejada, e com a crescente posição de destaque dos principais árbitros portugueses em cotejo internacional.
Aguardo as cenas dos próximos capítulos e, para atenuar este cartão amarelo, fica um último parágrafo de cartão branco: João Pinheiro prepara-se para mais uma nomeação internacional de muito prestígio, para ele e para a arbitragem portuguesa a nível internacional, lá para o final de setembro."