Últimas indefectivações

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Qualificação, com vitória fora de casa...

Corruptos 2 - 3 Benfica

Excelente 1.ª parte, com um 1-3 a saber a pouco, mas o 2-3, no início do 2.º tempo, acabou por condicionar o resto do jogo, onde o Benfica arriscou pouco, e tornou o jogo mais engonhado... e perigoso!

Estamos nos Quartos-de-final da Taça de Portugal, com uma vitória no antro da Corrupção, na modalidade onde até pouco tempo, era impossível vencer neste pavilhão!

Quarta-feira, vamos 'repetir' o jogo, desta vez para o Campeonato!!!

1.ª lugar...

Benfica 2 - 2 Fraga

Empate que sabe a vitória, com a qualificação e o 1.º lugar no grupo garantidos! Um grupo complicadíssimo, com 3 equipas espanholas!!!

111

Benfica 111 - 79 Guimarães
32-19, 31-25, 25-16, 23-20

Vitória larga, com uma rotação diferente, sem o Crandall, com os Triplos afinados!

Mais uma vitória...

Madalena 0 - 3 Benfica
21-25, 15-25, 24-26


Vitória fácil, sem o Casas...
Amanhã (hoje), temos novo jogo, na Luz, para a Taça, com o Clube K...

Regresso às vitórias...

Benfica 40 - 30 Marítimo
21-17

O resultado é enganador, o marcador esteve quase sempre apertado...

Eliminação na Taça da Liga...

Torrense 0 (7) - (6) 0 Benfica

Mais uma eliminação numa Taça, aos pés do Torrense, uma equipa que defende, e dá porrada.... Hoje, jogámos muito tempo em superioridade numérica, mas nem assim conseguimos marcar...

Dia dos Namorados | Dois exemplos de amor e de companheirismo

Um amor Made in Benfica | Beatriz Paiva e Diogo Prioste

Dia dos Namorados | Betinho Gomes e Sofia Ramalho

Rodrigo, o 'pequeno' Herói

Pa-Pa-Pa-Pa...

Os Primos na Luz #5 - Guarda-redes

Verdades são para ser ditas!

E ainda faltam mais dois...!!!

Inadmissível... mas continua tudo na mesma!

Jogos Futebolísticos de Inverno


"«Houve um jogador do Santa Clara que me viu a falar com o Schjelderup sobre as botas e os pitons para entender porque é que não se aguentava de pé. E ele disse-me: 'mister, isto aqui, botas de borracha ou alumínio, piton pequeno ou grande, não há solução. Vai acabar sempre por cair'.»
José Mourinho, treinador do Benfica, após a vitória de ontem nos Açores

Bem sei que dizem que o futebol é um desporto de inverno, e é verdade que faz férias no verão, mas por algum motivo não está no programa de Milão-Cortina 2026. Se bem que o que se viu ontem nos Açores, no jogo entre Santa Clara e Benfica, podia pertencer a uns quaisquer Jogos Futebolísticos de Inverno de inspiração olímpica.
O pior relvado da Liga — não sou eu que o digo, é a própria Liga, que faz uma classificação dos relvados, e o do São Miguel tinha, antes do jogo de ontem, média de 6,04 pontos (em 10) em 11 jogos do campeonato — parecia uma pista de gelo, e uma mudança de direção obrigava a uma espécie de bailado, tantos os pequenos passos e ajustes que os jogadores tinham de dar.
E ninguém me tira da cabeça que o frango de Trubin, noutro relvado, não teria acontecido — o guarda-redes falhou, nenhuma dúvida, e a abordagem ao lance foi descuidada, deveria ter protegido o caminho da bola com o corpo; mas é visível que calculou a trajetória da bola esperando que subisse da forma habitual depois de bater no relvado... e tal como acontecia com as botas do próprio ucraniano, como brincou Mourinho no final, a bola afundou e saltou menos do que se esperaria.
Agora tentem vender este jogo no estrangeiro e vejam o que recebem de direitos TV..."

BF: Evolução?!

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Trubin dá borlas num relvado que continua a valer muitas queixas

Triunfo nos Açores


"O Benfica ganhou por 1-2 na deslocação ao Santa Clara, numa partida em que ficaram por assinalar dois penáltis a favor das águias. Este é o assunto em destaque na BNews.

1. Objetivo cumprido 
José Mourinho enaltece a obtenção da vitória e deixa críticas à arbitragem: "Na 1.ª parte, conseguimos o que queríamos, que era marcar e tentar resolver o jogo. O 0-2, se calhar, era curto, alguma coisinha mais podia-se ter conseguido. Camisolas de cor diferente, seguramente que havia penálti. O do Barreiro é gigante e o do Prestianni, se não é gigante, é, pelo menos, grandalhão, mas para o Benfica é duro. Não sei muito bem como justificar... Há coisas que continuam a não se entender."

2. Man of the Match
Autor de um golo e considerado o homem do jogo, Pavlidis salienta a vitória obtida num campo difícil: "Queríamos ter vencido por uma diferença maior, mas às vezes o campo não nos permite jogar melhor. Demos o nosso melhor e estamos contentes por regressar a casa com os 3 pontos."

3. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os dois golos marcados pelo Benfica ao Santa Clara.

4. Dois penáltis por marcar
Veja as duas grandes penalidades por assinalar a favor do Benfica no encontro com o Santa Clara.

5. Em busca da final
Benfica e Torreense defrontam-se no Estádio Nacional, às 14h30, em jogo das meias-finais da Taça da Liga de futebol no feminino.

6. B no Seixal
A equipa B do Benfica recebe o Felgueiras no Benfica Campus às 18h00.

7. Dia preenchido na Luz
Às 15h00, partida de andebol no masculino entre Benfica e Marítimo. Às 17h00, embate de basquetebol no masculino entre Benfica e Vitória SC. Às 19h15 é a vez da equipa feminina de futsal de receber o Águias de Santa Marta. E, às 21h00, em hóquei em patins no feminino, o Benfica defronta o CP Esneca Fraga.

8. Outros jogos do dia
Há clássico de hóquei em patins às 19h00, com o Benfica a visitar o FC Porto nos oitavos de final da Taça de Portugal. Em voleibol o Benfica atua no pavilhão do CA Madalena (15h00). As equipas femininas de andebol e basquetebol têm deslocações aos redutos de CJ Almeida Garrett (18h00) e GDESSA (20h30), respetivamente.

9. Casa Benfica Bairrada
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 23.º aniversário."

Central: 2019: O Ano da Reconquista do Benfica!

Portugal a olhar para o Japão?…


"Estive pela primeira vez no Japão há 41 anos. Era, também, a primeira visita a um país do extremo oriente. Da história, da luta pelo domínio marítimo, da resiliência perante as catástrofes naturais, temos todos, certamente, uma ideia mais ou menos clara. E também temos a perceção de uma organização ao limite, pensada estrategicamente para elevar a pessoa em detrimento da economia. O primado humano reflete-se no dia a dia, nas condições garantidas aos cidadãos, na dialéticas estabelecida entre pessoa e empresa. O Japão será sempre um case study, até porque a tal prioridade dada ao cidadão se reflete na gestão e na otimização e recursos que, invariavelmente, desembocam na competitividade empresarial e na formatação de uma das mais vivas e fortalecidas economias do planeta.
O Japão, esse país mítico, que organizou exemplarmente (em conjunto com a vizinha Coreia do Sul), a fase final do Mundial 2002. Foi a primeira do século XXI, a primeira da responsabilidade de dois países, e com uma amplitude verdadeiramente global. Um país cuja liga de futebol se tem mantido fiel a determinados princípios de ética, de saudável disputa enquadrada em regras rígidas de distâncias entre jogos, capacitação de agentes desportivos, motivação do público, cativação de novos alvos empresariais, e organização sem mácula.
Não é necessário chegar às velhas e inquebrantáveis ligações históricas e comerciais entre Portugal e o Japão para se compreender uma certa similitude na componente do futebol de alto rendimento. No cotejo asiático, os nipónicos têm sempre andado de braço dado com o sucesso, com recorrentes presenças em fases finais de Mundiais de futebol, tornando-se, quer do ponto de vista da qualidade individual dos jogadores, quer globalmente enquanto estrutura, como faróis continentais, sempre na dianteira de inovação, imaginação e projeção.
Portugal tem garantido, ao longo dos últimos largos anos, uma perspetiva larga em termos de seleção principal, com cometimentos que colocam a equipas das quinas no pelotão dianteiro, quer se fale da Europa, quer se estenda a avaliação ao globo. Mas, no que à liga profissional diz respeito, falta qualquer coisa. Falta a dinâmica da compreensão dos limites, a avaliação das reais possibilidades, a ação e a coragem para mudar o que deve (e o que tem de…) ser mudado.
Entre o deve e o haver, entre a análise e a decisão, há — todos sabemos disso — múltiplos entraves e interesses. E é tão importante, com clareza, reconhecê-lo quanto ultrapassá-lo para um bem comum, o verdadeiro sucesso do futebol português além-fronteiras.
Escrevo hoje sobre Portugal e o Japão porque a liga nipónica foi capaz de um turnover. Alterou o sistema competitivo. Dividiu o campeonato em duas séries de orientação geográfica, maximizando rivalidades regionais, aumentando a competição entre equipas rivais, melhorando as receitas, diminuindo as despesas, respeitando equilíbrios desportivos e financeiros.
Esse é, de facto, o método ideal, a consequência lógica da importância de um negócio que movimenta milhões em euros e muitos milhares em pessoas. E os japoneses foram ainda mais longe: estabeleceram que o empate não vale, penalizando quem para ele, tantas vezes, joga, provoca e dinamiza.
Os jogos que seguirem com igualdades ao cabo dos noventa minutos, são decididos por pontapés da marca de grande penalidade. Mas com penalizações evidentes: nesse caso, quem ganha obtém apenas dois pontos, quem perde consegue somar um ponto.
Assim se introduz um mecanismo simples e absolutamente lógico de decisão de cada jogo, com impacto e imprevisibilidade na elencagem das classificações.
Há muitos anos que os norte-americanos tinham descoberto que o empate, na metodologia e na lógica do desporto de alto rendimento, não deveria existir.
Premeia, tantas vezes, o jogo prático, o método facilitista, a vontade de não perder que se superioriza à de querer ganhar. Olhando para a alta competição, há que assumir que existem apenas dois resultados possíveis em cada confronto: vitória ou derrota, ainda que uma e outra possam ser balizadas pelos métodos e pela capacidade (ou falta dela) de atingir o objetivo final.
Portugal pode e deve seguir o exemplo japonês. Nunca à letra, claro. A divisão competitiva em fases geográficas talvez não se justifique, num pequeno país cujas maiores distâncias continentais a percorrer nunca serão superiores a 600 quilómetros. Mas a dinâmica de uma liga profissional a duas fases, considerando a diminuição para 16 dos clubes intervenientes e potenciando, em cada jogo, o critério vitória/derrota, seriam apreciáveis para os adeptos, e permitiriam construir um edifício competitivo mais coerente e compaginado com a dimensão e os objetivos de uma liga periférica e que, honestamente, jamais fará cócegas às cinco mais mediatizadas e representativas do futebol europeu.
Para que Portugal siga as pisadas japonesas é preciso, apenas, a conjugação de dois fatores: vontade e coragem.
Vontade de dar palco aos verdadeiros protagonistas do jogo, e coragem para assumir que, nas limitações territoriais e financeiras, pode ser gerada uma gigante oportunidade de evolução, competição e sucesso.

Cartão branco
Conheci Jorge Braz na Colômbia, há quase dez anos. Revi a seleção portuguesa de futsal no Uzbequistão, em 2024. Pelo meio houve conquistas europeias e mundiais, e houve, também, alguns dissabores, que fazem parte de quem muito almeja e imenso arrisca. A presença da Seleção portuguesa no Europeu da Letónia, da Lituânia e da Eslovénia voltou a significar sucesso. Se é verdade que o segundo lugar sabe a pouco às quinas de pavilhão, não é menos verdade que só se é vice-campeão se se jogar a final, se se for competente, dedicado e determinado, se se for rigoroso, planeado, organizado e motivado. Há um nome que cruza tudo e todos, no futsal em Portugal. Não é à toa que Jorge Braz é o melhor. Da sua rua, do seu país, do nosso mundo.

Cartão amarelo
Não é de hoje, nem de ontem, e nem acabará amanhã. A rivalidade não deixa, e o espírito latino muito contribui para isso. Mas é tempo de acabarem todos os comportamentos anti-desportivos, seja nos dérbis, seja nos clássicos, seja no jogo do Distrital em que o respeito deve ser idêntico e as irregularidades igualmente escrutinadas. O que sucedeu no FC Porto-Sporting não pode acontecer. Não é digno para ninguém, e faz-me lembrar algumas curiosas histórias que, um dia, contarei em livro. A ética é um valor inestimável, transversal e inegociável. Jovens dirigentes têm de fazer a diferença. Se não a conseguirem fazer nestes pormaiores, não conseguirão fazer mais nada."

O Barcelona de Laporta: do adeus de Messi e Xavi ao renascimento com Flick


"Joan Laporta encerrou esta semana a sua segunda passagem pela presidência do Barcelona, mas fá-lo com a ambição clara de regressar ao cargo. O dirigente catalão é candidato à reeleição nas eleições marcadas para 15 de março, procurando renovar a confiança dos sócios após um mandato longo, turbulento e profundamente marcante, vivido entre a urgência financeira, decisões estruturais polémicas e a tentativa constante de devolver o clube à elite europeia.

Na passada terça-feira, 24 horas após apresentar a sua demissão formal, exigida pelos estatutos para se poder recandidatar, Laporta deslocou-se à Cidade Desportiva Joan Gamper para se despedir de Hansi Flick e do plantel. Um gesto simbólico, carregado de significado político e desportivo. A esperança do presidente cessante é regressar dentro de um mês, já legitimado pelas urnas, depois de um segundo mandato que durou 1.790 dias - quatro anos, dez meses e 18 jornadas - marcados pela penúria financeira, pelas célebres alavancas e pelo nascimento de um novo projeto, com Flick no banco e Lamine Yamal como principal bandeira.
As eleições deverão coincidir com um jogo da LaLiga frente ao Sevilha, numa tentativa de facilitar a participação dos sócios — um pouco à semelhança como aconteceu no Benfica com Rui Costa. Laporta tinha vencido as últimas eleições a 10 de março de 2021 e tomou posse no dia 17. Regressou ao poder após uma década de tentativas falhadas, encontrando um clube em situação-limite, financeiramente devastado e ainda sob o impacto da pandemia. A herança deixada por Josep Maria Bartomeu, entretanto investigado pela sua gestão, foi pesada e condicionou profundamente todas as decisões iniciais.
O grande desafio foi claro desde o primeiro dia: recuperar financeiramente o clube, avançar com as obras do Camp Nou, reposicionar o Barcelona no xadrez político do futebol europeu, incluindo o dossiê da Superliga, e regenerar um projeto desportivo em queda livre. Pelo caminho, caiu o maior símbolo do barcelonismo moderno. Laporta tentou renovar com Lionel Messi até ao limite das suas forças, mas as contas não permitiram. A imagem do presidente a abraçar um manequim com a camisola 10 ficou como retrato definitivo de um adeus inevitável.
No plano diretivo, Mateu Alemany foi o primeiro homem forte do futebol, com Rafa Yuste, hoje presidente interino, a assumir um papel central na gestão. Ferran Reverter chegou como CEO, mas sairia ao fim de um ano, em desacordo com o patrocínio da Spotify, apesar de ter sido decisivo no financiamento de 500 milhões de euros com a Goldman Sachs. As turbulências foram constantes, sobretudo nos dois primeiros anos, incluindo a saída de Jordi Llauradó, responsável pelo Espai Barça, envolto em polémica pela escolha da construtora das obras do novo Camp Nou.
A remodelação do estádio, iniciada em junho de 2023, obrigou o Barcelona a jogar em Montjuïc durante duas temporadas e tornou-se também um dos pilares das chamadas alavancas: venda de ativos como o Barça Studios e exploração antecipada das tribunas do futuro Spotify Camp Nou. Para a LaLiga, essas receitas permitiram a inscrição de jogadores. Para a UEFA, não. O organismo europeu sancionou o clube em 60 milhões de euros por violação do Fair Play Financeiro, não reconhecendo esses rendimentos como ordinários.
Em janeiro de 2024, o Conselho Superior de Desporto teve mesmo de intervir para viabilizar a inscrição de Dani Olmo e Pau Víctor, depois de a LaLiga ter recusado a sua regularização. Episódios que ilustram bem o permanente clima de exceção vivido pelo clube.
Outro terramoto surgiu com a explosão do caso Negreira, investigação aos pagamentos de mais de sete milhões de euros a José María Enríquez Negreira, ex-vice-presidente da arbitragem espanhola. Embora Laporta tenha escapado à investigação direta por prescrição dos alegados crimes, o impacto institucional foi profundo e deteriorou seriamente a relação com o Real Madrid. Florentino Pérez liderou uma ofensiva pública que atingiu o auge em dezembro, enquanto Laporta acabaria por se aproximar de Javier Tebas, antigo adversário, apesar das divergências anteriores.
No plano desportivo, Laporta chegou com Ronald Koeman no banco, mas o neerlandês seria despedido em outubro de 2021. Seguiu-se Xavi Hernández, que conquistou uma LaLiga e uma Supertaça, mas não resistiu ao peso das circunstâncias. Sem Messi e com o fim de ciclo de Jordi Alba, Sergio Busquets e Gerard Piqué, o clube atravessou um deserto competitivo, com duas épocas fora da fase de grupos da Liga dos Campeões e a humilhação europeia frente ao Eintracht Frankfurt.
Apesar disso, chegaram nomes como Robert Lewandowski, Jules Koundé e Raphinha. Em cinco épocas e dez mercados de transferências, Laporta investiu 349,4 milhões de euros e arrecadou 364,56 milhões, fechando o ciclo com um saldo positivo de 15,16 milhões. Entre os pontos negativos, destaca-se a gestão de Vítor Roque. Entre os positivos, a afirmação de jovens como Fermín López, Álex Baldé e Marc Casadó.
Agora, com Flick no banco e Yamal como símbolo de um novo ciclo, Joan Laporta apresenta-se novamente a votos. Depois de quase cinco anos de tempestade, o presidente cessante acredita que o Barcelona está, finalmente, pronto para um novo começo e quer ser ele a liderá-lo. Os sócios do Barça irão decidir…"

Uma lança no Brasil


"O marroquino Zakaria Labyad, médio de 32 anos contratado pelo Corinthians, é o último africano a confirmar uma tendência: no futebol, o Brasil descobriu a África; ou, por outras palavras, a África enfiou uma lança no Brasil.
Além do ex-Sporting, a Série A do Brasileirão conta ainda com o angolano Bastos, do Botafogo, o congolês Bolasie (também um ex-leão), da Chapecoense, o argelino Brahimi, do Santos, e o guineense João Pedro, do Remo.
É uma percentagem tímida, se levarmos em consideração que só em 2026 já chegaram 151 estrangeiros, mas um início, até porque nas camadas jovens a captação de africanos é expressiva.
«Até 2023, o mercado africano não fazia parte do nosso processo regular de captação mas fomos a um torneio de formação e ficamos bastante satisfeitos com o que vimos», diz Ricardo Sobrinho, gestor de mercado do Internacional, que tem os ganeses Arhin e Marfo já a treinar no plantel profissional, a A BOLA.
Mas há dificuldades: «No caso dos sul-americanos, a equipa de scouting consegue acompanhar o jogador por um período mais longo, com maior volume de vídeos, relatórios e observações, já no mercado africano, a avaliação concentra-se num torneio curto, o que exige decisões rápidas.»
Na Série B, o senegalês Iba Ly, 22 anos, joga no Juventude por empréstimo do São Paulo. «Tem muita força, disciplina tática e qualidade com a bola, atributos muito marcantes em atletas de origem africana e em constante valorização no cenário internacional», nota Lucas Andrino, dirigente do Juventude.
Para as captações, os clubes são ajudados por plataformas de análises de desempenho, como a E-Scout, que reúne cerca de 20 mil atletas, a CUJU, aplicação que utiliza inteligência artificial para avaliar 150 mil jogadores ao redor do planeta e conta com rankings ativos em países como Angola, com mais de 500 jogadores registados, ou a Squadra Sports, que foca na captação de atletas da Guiné-Bissau, como Arthur Monteiro, que fez parte do plantel do Paysandu, em 2025.
«O Arthur é um exemplo claro de como um trabalho bem feito na formação pode gerar impacto desportivo e projeção internacional», diz Dado Cavalcanti, gestor técnico da Squadra Sports.
Para Rômulo Vieira da Silva, diretor de Estratégia da Agência End To End que atua na interseção entre desporto, cultura e marcas, «a língua é uma ponte notável de integração, que amplia em cerca de um terço o nosso campo natural de diálogo e posiciona o Brasil em contato direto com públicos distribuídos por quase todos os continentes».
Entretanto, os primeiros africanos a atuar no Brasil, só depois chegaram a Portugal: o ponta de lança nigeriano Ricky, pelo América, do Rio, em 1984, e o guarda-redes camaronês William, por Cruzeiro e Bahia, de 1994 a 1998."

Gosto da 'sexy' Jutta Leerdam


"Neerlandesa de 27anos conquistou o ouro nos Jogos Olímpicos 2026 nos 1000 metros de patinagem de velocidade, bateu o recorde a foi celebrar em lágrimas com o namorado, o pugilista Jake Paul. Pelo meio, ainda arranjou tempo para partilhar as emoções com os milhares de seguidores que tem nas redes sociais

A polémica não é nova, mas ganha sempre novas protagonistas. Desta vez chama-se Jutta Leerdam, a nova campeã olímpica, obviamente uma das melhores patinadoras de velocidade do mundo. Qual é, então, o problema? É bonita, tem milhões de seguidores nas redes sociais e assume, sem pedir licença, o estatuto de influencer. Para alguns, isso basta para lançar a suspeita: será possível conciliar alto rendimento com exposição mediática?
Há quem diga que não. Que o desporto de elite exige clausura, foco absoluto, sacrifício total. Que o corpo, no alto rendimento, deve ser apenas ferramenta de performance e não objeto de consumo visual. Que o tempo dedicado a sessões fotográficas, parcerias comerciais ou conteúdos para redes sociais é tempo roubado ao treino, à recuperação, à concentração. No fundo, que a excelência desportiva é incompatível com a construção de uma imagem pública fora da pista.
Este argumento, apresentado muitas vezes em defesa da pureza do desporto, parece sólido à primeira vista. O alto rendimento, de facto, não perdoa distrações. Milésimos de segundo fazem a diferença entre o ouro e o anonimato. A margem de erro é mínima e a pressão constante. Exigir compromisso total não é, em si, um absurdo.
A questão, porém, levanta-se quando essa exigência não é aplicada de forma igual.
Porque Jutta Leerdam não é menos atleta por ser influencer, conforme provou nos Jogos Olímpicos de inverno esta semana. Os seus títulos e consistência competitiva existem independentemente do número de seguidores. É uma atleta que ganha. Que responde em pista. Que sustenta a sua imagem com resultados, e não o contrário.
Quantos atletas masculinos, mediaticamente apelativos, viram a sua dedicação questionada? Quantos desportistas usam a imagem, a publicidade e o carisma como extensão natural da carreira — sem que isso seja lido como distração ou falta de seriedade? No caso das mulheres, a equação muda. A visibilidade estética transforma-se rapidamente em suspeita moral ou profissional.
Há também outro dado que o discurso conservador gosta de ignorar: o desporto já não vive apenas do cronómetro. Vive de audiências, narrativas, patrocínios e alcance global. Atletas como Leerdam trazem algo que muitas federações passam anos a tentar construir: atenção. Interesse. Público novo. Jovens que talvez nunca tenham visto uma prova de patinagem de velocidade, mas que chegam lá através de uma história, de um rosto, de uma presença digital.
Reduzir isso a futilidade é miopia estratégica.
Claro que existe um risco real — o de a imagem engolir a performance. Da lógica do algoritmo passar à frente da lógica do treino. Mas existe em qualquer carreira exposta e não pode ser presumido antecipadamente e, muito menos, usado como arma seletiva. Avalia-se no gelo, na pista, na competição. E aí Jutta Leerdam continua a responder.
Talvez o incómodo maior não seja a alegada incompatibilidade entre beleza e alto rendimento, mas o facto de uma atleta controlar a própria narrativa. De não depender apenas de federações, marcas ou media tradicionais para existir. De transformar o corpo — historicamente explorado pelo desporto — num ativo gerido por ela própria.
Queremos atletas que rendam apenas quando competem ou também quando comunicam? Queremos mulheres no desporto ou mulheres discretas no desporto?
Eu não gosto de bolachas de água e sal e gosto de Jutta Leerdam cujo talento também se mede na capacidade de existir fora da pista sem pedir desculpa por isso."

Formação, uma aposta estratégica no Karate Nacional com qualidade mundial


"A Federação Nacional de Karate – Portugal (FNK-P) tem desenvolvido várias ações de formação de treinadores porque acredita que o conhecimento é um dos pilares fundamentais da atuação da Federação além de que é determinante para a qualidade, a segurança e o desenvolvimento sustentado do Karate nacional. As iniciativas de formação inicial de treinadores organizados pela FNK-P tem por objetivo assegurar a renovação e o reforço do corpo técnico, o que permite garantir a entrada de mais e novos treinadores no karate que desta forma adquirem conhecimentos sólidos a nível técnico, pedagógico e ético. Acreditamos que a formação é um processo contribui para um ensino mais responsável, coerente e alinhado com os valores e princípios do Karate.
Mas as ações de formação permitem ainda a atualização de conhecimentos sobretudo nos treinadores em plenas funções. Bem sabemos que falamos de uma modalidade que está em constante evolução, novas regras e novas metodologias de treino, logo importa apostar numa aprendizagem contínua que promova a melhoria do desempenho, da eficiência e da capacidade de intervenção dos treinadores em todas as vertentes do karate.
A Federação Nacional de Karate — Portugal (FNK-P) acredita que a formação contínua de treinadores permite um crescimento sustentado dos clubes e na elevação global do nível técnico do Karate em Portugal. Esta aposta estratégica tem produzido resultados concretos que se traduzem em atletas mais bem preparados e desempenhos relevantes, com resultados visíveis e contabilizados a nível europeu e mundial avaliar pelo número de vezes que os nossos atletas sobem ao pódio ou mesmo no ranking mundial.
Uma formação que também teve de se adaptar com a introdução do Karate Adaptado no seio da FNK-P, uma vez que exige o desenvolvimento de formação específica dirigida aos treinadores e a todos os agentes envolvidos nesta área. Trabalhamos e ajustamos a formação como forma de garantir uma prática competente e ajustada às diferentes necessidades dos praticantes, promovendo um Karate verdadeiramente inclusivo. Esta formação de Karate adaptada tem um benefício direto e claro pois assegura a integração das pessoas com deficiência tanto na vertente competitiva (Para- Karate), sob a égide da FNK-P, como na prática regular desenvolvida nos clubes e associações, reforçando a igualdade de oportunidades, a qualidade da intervenção técnica e o relevante papel social da modalidade. Na vertente para-Karate verificamos resultados de excelência alcançados quer a nível europeu e mundial pelos nossos Para-karatecas que representaram Portugal através desta Federação.
Há ainda a acrescentar que a formação inclui também os Técnicos de Arbitragem, uma área na qual a FNK-P tem mantido, ao longo da última década, um investimento contínuo e estratégico. Uma aposta que é para continuar uma vez que esta formação se revelou muito profícua ao permitir dotar a arbitragem nacional de elevados níveis de competência, acompanhando a evolução verificada ao nível dos treinadores e dos atletas. Tal como previsto, o resultado confirma que neste momento Portugal dispõe de uma arbitragem mais qualificada, rigorosa e credível, com árbitros reconhecidos a nível europeu e mundial, contribuindo decisivamente para a qualidade das competições nacionais e para o desenvolvimento sustentado do Karate competitivo em Portugal.
Assim, a Federação Nacional de Karate — Portugal (FNK-P) vai continuar a apostar na formação de todos os que assumem um papel importante na promoção de uma modalidade de qualidade, pois só com conhecimento adequado e atualizado é possível imprimir qualidade ao karate que tem dado muitas conquistas a Portugal. Temos atualmente atletas portugueses de qualidade mundial e acreditamos que este é o caminho para fazer mais e melhor."

El Fútbol, ese psicópata feliz

Primeiro luminoso e depois cinzento, o Benfica saiu feliz dos Açores


"Com uma primeira parte de domínio e uma segunda gestão, as águias venceram (2-1) o Santa Clara e colocam pressão em Benfica e Sporting. Pavlidis destacou-se

É preciso dar o mérito a quem se adapta à evolução das circunstâncias. Com sol: golos, ataque, trocas de passe, desequilíbrio, sorrisos. De noite: cautela, gestão, deixar andar, vantagem mínima, vamos lá para casa que isto está feito.
De tarde houve golos, dinamismo. De noite, à medida que o relvado se degradava e as camisolas ficavam manchadas de lama, vestiu-se outro traje.
No fim de tudo, o Benfica derrotou o Santa Clara por 2-1. O desígnio de José Mourinho para a segunda volta era "dar caça" aos rivais e, bem, a coisa não tem corrido mal. À condição, as águias estão em igualdade pontual com o Sporting e a quatro pontos do FC Porto.
A tarde açoriana recebeu o jogo com o sol a brilhar, cenário raro nas últimas semanas do nosso futebol. As nuvens, claro, viam-se ao fundo, mas o panorama verdejante era iluminado, conferindo à partida um amigável toque inicial. Tudo se foi alterando, o sol pôs-se, o campo ficou lamacento, o bucolismo foi trocado pela burocracia. E o Benfica adaptou-se coerentemente.
Em São Miguel mora um clube que vive distante das glórias da época passada, quando foi a sensação da I Liga. Não é novo para o Santa Clara andar numa montanha-russa que vai da qualificação europeia à ameaça — e até concretização — de descida, mas os últimos tempos foram particularmente conturbardos. Vasco Matos saiu, a SAD ameaça deixar o arquipélago pela perda de patrocínio do Governo Regional.
Com dois pontos somados nas últimas nove jornadas, o Santa Clara vai vendo o que era uma posição relativamente cómoda transformar-se numa vertiginosa descida pela tabela. A homenagem a algumas das modalidades dos Jogos Olímpicos de inverno augura pouco de bom e Petit, que somou a segunda derrota em dois jogos, deve encher-se de preocupação para a dúzia de rondas que faltam.
Rafa voltou a ser titular no Benfica, reforçando que José Mourinho quer puxar pelo melhor do velocista. É curioso que o Benfica, que há semanas era a equipa dos médios que recuperavam e perdiam bola, juntando Enzo, Ríos, Aursnes, Sudakov e Barreiro no mesmo onze, seja agora um conjunto de criativos, de gente para desequilibrar no último terço, unindo Rafa, Prestianni e Schjelderup.
A cola que liga tudo é Pavlidis. O grego, que nem vinha estando muito inspirado na finalização, é arco e flecha, finalizador e construtor. Em 20 minutos, vimo-lo nos dois papéis.
Primeiro Vangelis correspondeu da melhor forma a um cruzamento de Tomás Araújo, que foi o titular na direita da defesa. O central de origem, que passou parte do encontro com queixas físicas, voltou a provar que está longe de ser um central que não tenha recursos a atacar.
O 1-0 veio aos 16', o 2-0 passados 20 minutos. Pavlidis gosta de se refugiar na esquerda, ziguezagueando, fintando, pedindo a outros que ocupem a área. Galgou pela esquerda e serviu Prestianni, com o golo a acabar por ser de Paulo Victor na própria baliza. Sem encantar, os visitantes chegavam ao descanso com conforto.
Se o desafio poderia parecer uma história quase fechada, Trubin encarregou-se de a abrir. Gonçalo Paciência está de volta ao futebol português depois de uma viagem ao estilo de Willy Fog, jogando na Alemanha, Espanha, Japão e Brasil. Aos 47', o cabeceamento do atacante chegou morto à baliza encarnada, mas Trubin reanimou-o. Desde janeiro de 2018 que Paciência não marcava em Portugal. Desde então representou sete clubes em cinco países diferentes.
A redução da vantagem levou o Benfica para um terreno diferente. Já não havia a luz da primeira parte, as combinações fluidas, o golo fácil. Entrou-se numa área mais de gestão, de proteger a baliza, como se condizente com o cair da noite e afetado pela progressiva degradação de um dos piores relvados da I Liga.
Os últimos 30 minutos foram de um tipo pouco agradável de futebol. O Santa Clara não conseguia chegar à frente, efetuando o seu último remate enquadrado aos 54'. O Benfica não queria muito lá ir, não tendo qualquer finalização à baliza no segundo tempo.
O apito final foi-se aproximando como um carro sem travão de mão, mas estacionado numa rua pouco inclinada. Foi descendo, sem nada que o parasse, mas sem vertigem. O desfecho caiu inevitável sem resquícios de mudança. Segue-se o Real Madrid para o Benfica."

O MAIS IMPORTANTE FOI CONSEGUIDO VALEU PELA BOA PRIMEIRA PARTE


"Santa Clara 1 - 2 BENFICA

> passamos de um árbitro que fez vista grossa a três penáltis claros na Luz contra o Alverca para um que vive obcecado por marcar penáltis contra o Benfica: na época passada foram três em três jogos, todos o VAR quis reverter, num ele levou a dele avante e justificou-se com a rasteira do Otamendi com a cabeça. E com isso colocou o Sporting na frente com dois pontos de avanço três jornadas do fim da prova.
> lembrar que em 25-26 o Sporting ganhou nos Açores com um golo que nasceu de um canto escandalosamente inventado, que se manteve na Taça fruto de um inacreditável penálti de 15 minutos de VAR, que o Porto ganhou com uma oferta do tamanho do mundo do redes do Santa Clara - toma lá, Samu, é só empurrar lá para dentro -, que o Santa Clara é agora orientado pelo Petit, que transmite muita raça às suas equipas e que o relvado está classificado como o pior da liga - ao menos não chove!
LA LA LA
LA LA LA LA
FORÇA BENFICA
VENCE POR NÓS!

00 vamos carregar com Barrenechea no lugar do lesionado Aursnes - e como sinto a falta deste craque sempre que não joga - e Tomás Araújo a defesa-direito com Banjaqui no banco
04 Rafa derrubado pelo redes depois de cabeceamento defeituoso, o contacto não é daqueles em cheio, até admito que passe ao lado do VAR, que não seja nada, mas se fosse com o Hjulmand 
12 os nossos passam a vida a escorregar, difícil perceber porquê dada a forma como as equipas se previnem hoje em dia para todo o tipo de situações
16 um-zero: PA-VLI-DIIIIIIS! De cabeça a calar os muitos comentadores "independentes" que garantem que atravessa mau momento. O grego que vá agradecer ao Tomás o primor da assistência: uma prenda com laçarote e tudo! Estamos na frente
20 Benfiquistas a garantir a maior assistência da época, seja dia ou noite, faça chuva ou sol, dia de semana ou fim de semana, ninguém se compara
24 ui, ui, ui que o Rafa ia regressando aos golos com o Manto Sagrado vestido, malandro do redes foi lá com a pontinha dos dedos, o remate cruzado ia certinho lá para dentro
26 estamos a perder muitos duelos no meio campo, não estamos com o controlo do jogo. E o relvado vai mostrando por que é considerado o pior da liga
31 Barreiro no chão, o Nobre diz que não é nada, o defesa levanta logo as mãozinhas a dar ideia de que fez qualquer coisa à margem das leis para parar o Barreiro na área, o Manuel Oliveira - habituámo-nos a vê-lo frequentar camarote no Dragão - também entende que não se passou nada. Lance a rever com calma mais tarde
37 dois-zero: PRES-TI-A-NIIIIIII! Que grande jogada do grego - atravessa mau momento ah ah ah - a ir à linha assistir e o miúdo a antecipar-se ao defesa e a desviar na pequena área. Gostei do homem da Sporttv a querer que fosse autogolo, nossa senhora!, é do Prestianni, homem! E é do Prestianni à maneira do Mourinho, que quer jogadores gulosos pelo golo e o Prestianni foi guloso, apareceu no poste contrário a finalizar
[os comentários são escritos em direto e, a bem da verdade, foi efetivamente autogolo, pelo que, não apagando o que escrevi, porque nunca o faço, reconheço através desta observação o erro]
45+2 primeira parte competente, segura, vantagem mais do que justa
47 dois-um: caramba, ó Trubin, tanto fazes o melhor como o pior, acabaste de dar um perú daqueles carregado de penas por todos os lados, que bola tão inofensiva, como é possível? Fizeste-os do nada reentrar no jogo, Anatoly, já me lixaste o sossego, ia assistir à segunda parte de cadeirinha...
54 muita porrada leva o Rafa - e cartões, nada?
56 Schjelderup no chão, o gajo joga a bola ao mesmo tempo que dá a cacetada no nosso, enfim, já sabemos que não é nada
62 e agora esta falta sobre o Pavlidis na área? O defesa toca na bola? OK...
65 épá, convém pegarmos no jogo, isto assim dividido pode dar golo para eles de um momento para o outro, mesmo sem estarem a criar perigo pode do nada sair um golo. E como é que o apitador pára esta jogada de ataque para marcar uma falta a nosso favor?
67 joga neles um tal de Gabriel que faz faltas perigosas, reparem que escrevi faltas no plural, mas o cartão não sai do bolso do Nobre. Há quanto tempo não criamos uma oportunidade de golo?
76 belo jogo está a fazer o António, muito seguro, atento, a varrer a sua zona sem facilitar, a ganhar duelos, muito bem, espero que seja titular contra o Real na terça-feira
85 tanto tempo para marcar um livre direto perigoso, um livre direto perigoso para não dar em nada, não gosto nada disto só com um golo de vantagem, o meu coração não tranquiliza e eu só tenho um coração
89 vai entrar o Manu - então e o Anísio?
90 mais 5 minutos, faltam mais 5 minutos. Não conseguimos fazer posse de bola continuada no meio campo deles? É para um amigo...
90+3 é assim mesmo Manu, parar a transição logo à nascença, que se lixe a falta, aí não tem qualquer perigo, perigo era o gajo levar a bola na direção do nosso meio campo
90+5 A-CA-BOU! Os três pontos já cá moram, vitória justa, cabeça agora no importantíssimo jogo de terça-feira, bom regresso a Lisboa, vamos ver os outros descansadinhos e a torcer pelos adversários"

Jaime Cancella de Abreu, in Facebook

Em relvado feio a estética da vitória pouco importa


"Águias saem dos Açores com três pontos depois de uma primeira parte em crescendo e um segundo tempo firme. Estão a quatro pontos do FC Porto e lado a lado com o Sporting

O Benfica continua a olhar para cima e, pelo menos até saber o resultado do Sporting, olha agora para o lado também. As águias foram aos Açores somar três pontos e igualar os leões com o desempenho possível numa vitória que não merece contestação. O Santa Clara chegou ao jogo como o relvado, em mau estado, e, sendo uma das equipas em pior forma no campeonato, viu o Benfica marcar quando quase nada tinham feito os lisboetas para chegar ao golo. A entrada satisfatória dos açorianos acabou ali, no cabeceamento de Pavlidis, pois a partir de então o jogo das águias foi em crescendo eaté ao intervalo.
O Benfica pressionou bem na frente e obrigou o Santa Clara a usar a bola longa para sair dessa pressão. Com o jogo controlado por aí, José Mourinho viu Rafa Silva desperdiçar duas boas oportunidades, ainda que, no geral, o estado do terreno e a ausência de Aursnes retirou algum dinamismo ao futebol dos lisboetas. Barrenechea saltou para a titularidade, mas o dinamismo que a dupla Aursnes-Barreiro estava a ter não se viu com o argentino e luxemburguês em campo. Já a outra alteração ao onze tinha resultado, Tomás Araújo foi um lateral que teve impacto ofensivo, com o 1-0 a ser maior exemplo disso.
Quando o descanso chegou, com 2-0 no marcador após uma das melhores jogadas do encontro, com Pavlidis como protagonista no passe, o Benfica era dono da partida e a probabilidade de chegar aos três pontos era altíssima: pelo resultado, obviamente, pelo que se via o Benfica fazer e por aquilo que o Santa Clara não conseguira executar perante a boa organização da equipa de Mourinho. Fruto dos últimos resultados, os açorianos saíram cabisbaixos e só mesmo algo de estranho poderia vir a inverter o rumo das coisas.
O golo de Gonçalo Paciência foi esse momento insólito, pela infelicidade de Trubin, e reabriu a dúvida quanto ao desfecho do encontro. O Benfica tinha crescido com o tempo na primeira parte, mas o mesmo não sucedeu na segunda. As águias deixaram de chegar à baliza contrária, com o relvado a tornar-se cada vez mais feio e com as capacidades técnicas dos jogadores a terem de sobressair em cada receção e passe. Não foi fácil jogar, para alguns nem fácil foi manter-se em pé, mas pelo menos o Benfica manteve-se firme.
Mourinho trocou Schjelderup por Sidny Cabral e depois Rafa por Sudakov. Não ganhou muito com isso em termos ofensivos, mas também não perdeu equilíbrio e essa foi a nota dominante. O Santa Clara tinha ainda mais dificuldades que as águias em chegar à área adversária. Para além disso, quando, por exemplo, Mourinho viu o lateral-esquerdo dos açorianos a cruzar, sozinho no flanco, para a área de Trubin, percebeu que era preciso retirar [um já desgastado ]Prestianni e fechar esse caminho também.
O Benfica não pôde descansar até ao apito final, mas só se viu aflito pelos números do marcador e nunca por aquilo que uma e outra equipa produziam.
As águias partem detrás no que resta do campeonato, e estão proibidas de falhar, mas com 2-1 em Ponta Delgada metem pressão nos rivais. Até domingo, altura em que FC Porto e Sporting jogam, olham para quatro pontos de distância para os dragões e nenhum para o vizinho lisboeta.
Mourinho e o Benfica estão na luta e quando não dá para ganhar bonito, há que vencer feio. A estética da vitória pouco importa com um relvado destes. Talvez seja por aqui também que o Santa Clara não vence em casa desde 6 de dezembro..."

Com salada grega assim nem o frango causa indigestão


"Pavlidis brilhou na primeira parte e impediu que o erro de Trubin na segunda tivesse consequências maiores

Melhor em campo: Pavlidis (7)
Um golo, uma assistência, uma primeira parte de luxo do grego, um dos que conseguiram adaptar-se melhor ao relvado pesado, onde mudar de direção requeria um pequeno bailado para não se escorregar — o que torna a brilhante jogada que deu origem ao segundo golo ainda mais impressionante. Pavlidis conseguiu deixar Pedro Ferreira para trás, ganhar a linha e cruzar no momento certo para Prestianni (mesmo que tenha sido Paulo Victor a metê-la lá dentro...). Antes, já tinha inaugurado o marcador na pequena área, finalizando no sítio certo cruzamento perfeito de Tomás Araújo, e depois (43') esteve perto do segundo golo, mas o centro de Schjelderup foi menos perfeito. Depois, na segunda parte, desapareceu, mas o principal trabalho estava feito: a salada grega evitou que o frango de Trubin causasse indigestão.

Trubin (3) — Primeira parte tranquila, sem remates à sua baliza, mas revelando atenção em centro venenoso de Klismahn aos 11' e, logo a seguir, a sair da baliza para evitar que a bola chegasse a Vinícius. Na segunda parte... borrou a pintura. No primeiro remate do Santa Clara à baliza — de Gonçalo Paciência, de cabeça, após canto —, Trubin abordou mal o lance, contou que a bola saltasse mais do que saltou, foi para agarrá-la... e ela passou-lhe por entre as pernas. Aos 54' não facilitou, encaixando remate de longe de Lucas Soares, mas aquele tremendo frango podia ter custado bem caro, e sobretudo deixou o Benfica no arame toda a segunda parte, quando de outra forma até podia ter pensado num descanso ativo.

Tomás Araújo (7) — Voltou à lateral direita, onde tanto jogou com Bruno Lage mas onde ainda não tinha sido utilizado por José Mourinho. E em boa hora o fez. Entrou atrevido, envolvendo-se bem no ataque, com combinações com Prestianni, e arrancou o cruzamento perfeito para Pavlidis inaugurar o marcador. Depois, mesmo com queixas no joelho direito, ainda lançou Rafa para uma das melhores oportunidades da primeira parte. Seguro a defender.

António Silva (5) — Foi quem mais caiu em cima de Gonçalo Paciência e ganhou e perdeu lances, mas contestou-os o suficiente para reduzir a influência do ponta de lança do Santa Clara — até no lance do golo: saltou com Paciência, impediu que o cabeceamento saísse com força, mas não contava que Trubin falhasse uma recolha que parecia fácil.

Otamendi (6) — Mais solto que o parceiro do lado, mas também teve alguns choques com Gonçalo Paciência, levando quase sempre a melhor. Limpou muitos lances e várias vezes surgiu no caminho da bola, travando remates do Santa Clara antes que eles chegassem à baliza.

Dahl (6) — O Benfica procurou mais a direita a atacar e por isso o sueco não se viu muito no ataque, mas quando apareceu fê-lo com critério e qualidade. A defender, não deu hipóteses.

Leandro Barreiro (6) — Algo trapalhão — deixou escapar duas boas situações na área, na reta final do encontro, uma por mau domínio de bola, outra com remate disparatado —, mas emprestou tremenda dinâmica à equipa, conseguindo ganhar metros no ataque e fazer todas as compensações necessárias a defender.

Enzo Barrenechea (5) — De regresso ao onze, pouco ou nada mostrou para fazer esquecer Aursnes. Sim, esteve seguro a defender, sem grandes erros — mas Klismahn, no seu raio de ação, foi o açoriano mais perigoso. Sim, esteve certinho a atacar — mas cada passe a mais de 15 metros era uma aventura.

Prestianni (7) — Foi o principal desequilibrador do início do jogo, muito ativo pelo corredor direito, e acabou por estar na jogada que abriu o marcador — tentou primeiro centro antes da bola chegar a Tomás Araújo. Esteve também no segundo — foi Paulo Victor quem marcou na própria baliza, mas foi a diagonal do argentino, da direita para o meio, para tentar finalizar a jogada de Pavlidis, que arrastou o lateral do Santa Clara para a zona perigosa.

Rafa (6) — Não foi decisivo (bom remate aos 25', mas Gabriel Batista defendeu), mas foi muito importante, sobretudo na segunda parte, pela forma como conseguiu receber rodeado de adversários e ganhar faltas ou soltar-se para desequilibrar. E não foi decisivo, na verdade, porque Schjelderup e Leandro Barreiro, aos 52' e 53', desperdiçaram na área passes cantados do 27.

Schjelderup (5) — Se Pavlidis foi quem melhor se adaptou ao relvado, o norueguês foi quem mais dificuldades sentiu, escorregando várias vezes. Pouco influente, mas trabalhou muito na defesa.

Sidny Lopes Cabral (6) — Entrou aos 68' e dois minutos depois já tinha arrancado um belo centro para Tomás Araújo, que Romão impediu que chegasse ao destino, e um remate ameaçador ao primeiro poste. Jogou de olhos na baliza e esteve perto do 3-1 na compensação.

Sudakov (5) — Lançado aos 79' para o lugar de Rafa, teve boa ocasião de livre direto mas escorregou e acertou na barreira. Acabou na direita do meio-campo, para ajudar a segurar Romão.

Manu Silva (—) — Entrou para a compensação, para ajudar a segurar a vantagem. Não teve tempo para muito, mas contribuiu com falta inteligente sobre Djé Tavares para parar contra-ataque."

Vinte e Um - Como eu vi - Santa Clara...

Oliveira: Santa Clara...

Simples: Santa Clara...

Observador: A Força da Técnica e a Técnica da Força - Santa Clara...

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Mourinho - Santa Clara

Terceiro Anel: Santa Clara...

BI: Rescaldo - Santa Clara...

BF: Santa Clara...

5 Minutos: Santa Clara...

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Vermelhão: Merecíamos um marcador mais descansado...

Santa Clara 1 - 2 Benfica


3 pontos conquistados em São Miguel, com uma boa primeira parte, e um 2.º tempo perigoso, sem que o adversário cria-se perigo relevante, mas com uma vantagem mínima perigosa, concedida escusadamente num golo mal sofrido pelo Trubin!

A nota principal desta sexta-feira 13, foi mesmo o anúncio da lesão do Aursnes, aquele que para mim, estava a ser o consistentemente o melhor jogador do Benfica, desde que começou a jogar na sua posição original! Sendo ainda mais importante, a partir do momento, em que que o Rafa substituiu o Sudakov! O Aursnes, passou a ser o nosso ´8´ e o nosso ´10', além de dividir a posição de '6' com o Barreiro, um verdadeiro 3 em 1 !!!

O Enzo acabou por fazer um bom jogo, os melhores minutos do Enzo, desde da lesão no ombro, mas não tem a capacidade de pensar o jogo como o Aurnses, principalmente no passe vertical, na capacidade de aparecer em zonas avançadas, nem que seja em desmarcações para arrastar os adversários, e na pressão alta.

A surpresa foi o regresso do Araújo à Lateral Direita! Não sei se o Mourinho quis testar algum esquema para o Real Madrid, ou se ficou com medo de apostar no Banjaqui, contra um adversário manhoso, com um jogadores perigosos e rápidos, que caem nas Laterais! O Sidny creio que ficou provado contra o Alverca, que não dá muita confiança como Lateral neste tipo de jogos...

O Santa Clara está a sofrer com o vírus Europeu!!! Várias equipas que se conseguiram qualificar para a Europa (normalmente ficam pelas pré-qualificações), e não estão habituadas a essas andanças, acabam por ter épocas sofríveis, e às vezes, acabam mesmo por descer de divisão! Trocaram recentemente de treinador, e estão de facto numa fase com menos fulgor, mas continuam a ter jogadores com talento... Mas, hoje, o Benfica deu poucas abébias! Tirando o golo, e o respectivo frango do Trubin, conseguiram alguns remates de longe, quase todos interceptados, e pouco mais...

Bem o Benfica, na reacção à perda de bola... e com um Rafa mais entrosado com os colegas, apesar de continuar a achar que o Sudakov neste momento, daria mais à equipa, mas se o Rafa não jogar, nunca ganhará essas rotinas! Mas ao contrário de outros jogos recentes, até fomos eficazes, e num jogo onde até criámos menos oportunidades do que em Tondela, acabámos por marcar mais golos!!!

O Pavlidis, com o golo e a assistência, foi facilmente o MVP, mas também não foi complicado ser eleito o melhor em campo, numa partida, que também ficou marcada, pelo relvado complicado, apesar de estar seco, não ajudando nada os jogadores mais habilidosos. Notas de destaque para o Prestianni e o Araújo... apesar do argentino, mais uma vez, ter 'falhado' um golo cantado, se não tivesse sido o 'azar' do defesa do Santa Clara, teria sido menos um golo!!!

O Trubin, na Ucrânia, jogou de certeza em campos em piores condições, aquele monte de lama na pequena área, é uma armadilha conhecida pelos guarda-redes... Neste tipo de bolas, pede-se uma deslocação lateral, no momento em que se vai agarrar a bola, tem que ter o corpo por 'trás' da bola, em caso de acontecer um ressalto inesperado...

Com a vantagem mínima, e com o Benfica a dar prioridade à defesa, o jogou ficou um pouco mais nervoso, mesmo sem grandes sustos, mas impediu o Mourinho de fazer outra gestão na substituições... Por exemplo, com uma vantagem maior, o Lukebakio teria tido minutos, se certeza!


O jogo ficou marcado, mais uma vez, pela arbitragem absolutamente horrorosa, do Cabeçudo das Caldas, António Nobre! Permitiu praticamente tudo ao Santa Clara, nos últimos 30 metros, não marcou nada a favor do Benfica, perdi a conta às faltas, em zonas perigosas, perto da área dos Açorianos, que ficaram por marcar! E depois, os penalty's, mais uma vez, os penalty's!!! Já percebi que os Expert's só vão admitir que ficou por marcar o penalty sobre o Prestianni! Difícil justificar descalçar o Prestianni sem o seu consentimento!!! Mas houve mais 3! Sim, mais 3 !!!


- Barreiro: sim, o Barreiro ao sentir o contacto, deixa-se cair, mas o defesa coloca os dois braços, no Barreiro, um no peito e o outro no ombro! A intensidade é irrevelante!
- Pavlidis: sim, quando o defesa estica a perna, não existe contacto inicialmente, mas quando o Pavlidis, dá a passada em frente, existe um contacto de joelho, com joelho!!!
- Otamendi: agarrão evidente, sem bola, numa bola parada, que passou em claro à realização... e aos Expert's e até ao próprio Benfica, que não colocou este lance no 'resumo' dos penalty's que ficaram por marcar!


Nos últimos 3 jogos, ficaram 10 penalty's por marcar (4 Tondela, 3 Alverca e 3 Santa Clara), é um número absurdo, que só se explica pela impunidade! Os nossos adversários sabem que é bastante improvável sofrerem um penalty contra o Benfica, sendo assim, actuam de forma descuidada, sem qualquer 'travão' na forma como defendem! O Benfica esta época, estatisticamente, até tem um número aceitável de penalty's a favor, mas quando começaram a fazer algum barulho nas televisões, houve claramente uma 'ordem' para deixarem de marcar penalty's a favor do Benfica... Neste momento, nem com uma fratura exposta no perónio, será penalty a favor do Benfica!


Terça-feira de Carnaval, o reencontro com o Real Madrid na Luz. O jogo será seguramente diferente, nem que seja pela atitude dos Castelhanos, que vão estar picados, na forma como perderam na Luz, em Janeiro! O Lukebakio já está disponível, o Ríos também poderá estar no banco, o Dedic deverá regressar (vamos ver...), e o Aursnes também poderá jogar em sacrifício! Resumindo estamos longe das melhores condições! Os jogadores que têm estrado lesionados à mais tempo, não têm ritmo de jogo, o o Dedic e o Aurnses arriscam-se a jogar sem estarem a 100%, e se jogar contra o Real Madrid nunca é fácil, jogar com debilidades é ainda mais complicado!


Se por um lado é bom os jogadores e os adeptos acreditarem que podem ganhar! A ambição é positiva. É também importante, não pensar que podemos dividir o jogo com o Real Madrid, só poderemos ambicionar verdadeiramente a uma qualificação histórica, jogando nos limites, com inteligência, solidariedade e muita garra! No campo e nas bancadas!