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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Nem tudo são mais-valias

"O mercado fechou. Finalmente. Durante dois meses voltou a cumprir-se aquele ritual do futebol em que nós, os adeptos, passamos mais tempo a discutir jogadores que ainda não chegaram do que aqueles que já estão no clube. Todos os dias aparece um nome novo, uma negociação iminente, um avião a caminho, uma fotografia num aeroporto e, claro, o inevitável «acordo praticamente fechado».
No Benfica esse ritual é vivido com esteroides. Mas, olhando agora para o princípio e para o fim do mercado, saíram jogadores importantes. Mudou a defesa, mudou o meio-campo e mudaram algumas das alternativas no ataque. Chegaram jogadores para ocupar esses lugares, mas também para dar à equipa características que não tinha.
Por isso, mais interessante do que fazer a tradicional conta entre milhões gastos e milhões recebidos é perceber se o Benfica terminou o mercado com uma equipa melhor. Porque um bom mercado não é necessariamente aquele em que se vende mais caro ou se compra mais barato. É aquele que deixa o clube mais perto de ganhar.
Comecemos por Palhinha.
É impossível olhar para este mercado sem olhar para ele. Não apenas pelo que custou, mas porque é provavelmente a contratação que mais altera a personalidade da equipa. Palhinha não chega para ser mais um médio. Chega para dar ao Benfica algo que muitas vezes lhe faltou nos últimos anos: agressividade competitiva, capacidade de recuperação, presença física, experiência e uma certa dose de desconforto para quem joga contra nós.
Aos 31 anos não é uma contratação para vender daqui a dois anos por 60 milhões. E ainda bem. Um clube de futebol não pode organizar todas as suas contratações como se estivesse a gerir uma carteira de ativos. Às vezes é preciso comprar jogadores para jogar futebol. E, sobretudo, para ganhar.
O Benfica tem de continuar a descobrir talento, a formar jogadores e a comprar jovens que possam valorizar. Isso faz parte do seu modelo e seria irresponsável abandoná-lo. O problema é quando a valorização dos jogadores passa a ser mais importante do que a valorização da equipa.
Por isso gosto da contratação de Palhinha. Não porque seja o melhor negócio financeiro deste mercado. Gosto porque parece ter sido feita a pensar primeiro na equipa e só depois na folha de Excel.
Lenglet entra um pouco na mesma lógica. Pode discutir-se a idade, o salário ou se os melhores anos da carreira já ficaram para trás. Mas traz experiência e conhecimento do jogo. Depois das mudanças no centro da defesa, o Benfica precisava também de alguém que chegasse pronto.
Circati está no outro lado da equação. É muito mais jovem, tem margem para crescer e potencial de valorização. E é este equilíbrio que me parece saudável. Nem todos têm de chegar à Luz aos 20 anos para sair aos 23.
Depois há Jhon Durán.
É uma das contratações mais intrigantes deste mercado. Tem características físicas pouco comuns e oferece uma alternativa diferente para o ataque. E isso é importante.
Durante demasiadas épocas olhámos para o banco do Benfica e encontrámos jogadores diferentes no nome, mas demasiado semelhantes naquilo que ofereciam à equipa. Não basta ter dois jogadores por posição. Há jogos em que é preciso velocidade, outros em que é preciso presença física, outros em que é preciso técnica e magia e outros ainda em que é preciso vestir o fato-macaco.
Echeverri é outra aposta interessante. É jovem, tem talento e chega com possibilidade de continuidade. O Benfica pode ser uma excelente plataforma de desenvolvimento, mas não deve transformar-se numa academia de aperfeiçoamento de jogadores para os clubes mais ricos da Europa. Se um jogador crescer na Luz, jogar, errar, aprender e valorizar, o Benfica tem de poder beneficiar disso.
Até aqui, tudo bem. 
O problema é que um mercado não se avalia apenas por quem entra. Também se avalia por quem sai.
Há vendas praticamente impossíveis de recusar. Quando aparecem propostas por valores muito altos, um clube como o Benfica tem de saber vender. Faz parte da sua realidade económica.
Mas vender bem e vender no momento certo não são necessariamente a mesma coisa.
Dedic é um bom exemplo. Financeiramente, percebe-se a operação. Desportivamente, tenho mais dúvidas. Era jovem, tinha espaço para crescer e parecia ainda longe do limite da sua valorização. Talvez tenha sido uma excelente venda. Só o tempo dirá se também foi uma boa decisão desportiva.
António Silva deixa-me uma sensação diferente. Durante algum tempo acreditámos que estávamos perante o próximo grande central formado no Seixal e um daqueles jogadores capazes de proporcionar uma transferência verdadeiramente extraordinária. Não aconteceu. Isso não significa que tenha sido uma má venda. Significa apenas que ficou bastante distante daquilo que chegámos a imaginar que António Silva poderia valer.
Depois há Richard Ríos.
Há pouco mais de um ano foi feito um investimento muito significativo num jogador que deveria assumir um papel central no meio-campo do Benfica. Uma época depois sai por empréstimo.
Pode existir uma explicação técnica perfeitamente legítima. O treinador pode entender que outros médios lhe dão mais garantias. E nenhum jogador deve permanecer no plantel apenas porque custou muito dinheiro.
Mas fica uma pergunta. Quando um investimento desta dimensão deixa de ser prioritário ao fim de uma temporada, falhou o jogador, mudou a ideia de jogo ou comprou-se sem saber exatamente para quê?
Olhando para o resultado final, parece-me que o plantel tem mais soluções e, sobretudo, jogadores com características diferentes. Há experiência, juventude, capacidade física e talento. No papel, há mais opções.
Palhinha pode tornar-se fundamental. Circati pode ser uma excelente contratação. Echeverri pode entusiasmar a Luz. Durán pode explodir. Outros vão surpreender e alguns vão desiludir.
É por isso que setembro é provavelmente o pior mês para avaliar mercados. Em setembro todos os reforços têm potencial, todas as apostas parecem inteligentes e todas as opções de compra parecem excelentes negócios.
Depois chega novembro.
E janeiro.
E, sobretudo, abril e maio.
É aí que percebemos se comprámos jogadores ou se construímos uma equipa.
Porque no final de um mercado podemos discutir milhões, cláusulas, mais-valias, opções de compra e potencial de valorização. Podemos até fazer contas e declarar vencedores e vencidos antes de a bola começar a rolar. 
Mas há uma conta que continua a ser mais importante do que todas as outras.
A dos títulos."

Marco Silva: não agradar a todos


"O treinador do Benfica assumiu a decisão sobre excluir Bruma. Já assumira outras decisões técnicas o que diz algo do perfil do treinador

A liderança no desporto mede-se nos momentos de tempestade, mas também nos de bonança. Ao assumir que a exclusão de Bruma do plantel é uma decisão técnica, portanto sua, Marco Silva demonstra o seu perfil de líder. Num ambiente frequentemente tóxico e propenso à diluição de responsabilidades, assumir a decisão traz benefícios para a autoridade pessoal do treinador assim como para a estabilidade do clube. Em relação ao próprio Marco Silva, esta frontalidade constrói credibilidade. Ao não se esconder atrás de frases feitas ou da direção, Marco Silva, ao responder como respondeu, consolida o perfil de um líder de convicções, com coragem para tomar decisões que podem ser impopulares, e dar a cara por elas. Como a de manter Lukebakio, por exemplo.
Na perspetiva da comunicação de liderança, assumir a autoria protege a sua integridade profissional. Se a escolha correr bem, reforça o seu estatuto de comandante; se falhar, fica registado que agiu por convicção e não por pressão externa. No fundo, ficou claro que não foi por ingerência da gestão que Bruma não faz parte das escolhas.
Para o Benfica, enquanto instituição, o ganho reputacional é grande também. Ao centralizar em si o foco da decisão, e ao ser percecionado como sincero nas palavras, Marco Silva atua ainda como escudo da estrutura encarnada, pois põe cada responsável no seu lugar.
Além disso, estanca-se a especulação: quando um líder afirma taxativamente «fui eu que quis assim», esvaziam-se teorias que costumam alimentar semanas de debate. A conferência do treinador ficou também marcada por Sudakov. Os jogadores respeitam a transparência, mesmo quando ela é dura. Marco Silva não abriu o jogo sobre «os sinais» que dão a titularidade a Sudakov, mas no balneário só tem de se assumir as coisas como assumiu para fora a questão Bruma. E manter o critério. O grupo ganha um sentido renovado de justiça e fica claro qual é o padrão de exigência e que as regras se aplicam a todos.
Em suma, Marco Silva demonstra que comunicar bem não é agradar a todos, mas sim assumir a responsabilidade com clareza. Ao chamar a si a decisão sobre Bruma, projeta a imagem de um líder maduro, convicto e inabalável. Exatamente o que um clube com a dimensão das águias exige. E um ensinamento, sem dúvida, dos anos de Premier League. O Benfica está melhor em campo que na época passada. E na sala de imprensa não fica atrás."

Boas decisões de Luciano Gonçalves


"Pode parecer contraditório defender menos divulgação e, simultaneamente, exigir maior transparência. Não é.
A transparência institucional não consiste em mostrar tudo. Consiste em garantir que nada relevante fica impossível de escrutinar.
O árbitro não é o protagonista do jogo e a arbitragem não deve ceder à tentação de o transformar nisso. O seu protagonismo deve, tanto quanto possível, terminar com o apito final.
Não faz sentido ser o próprio Conselho de Arbitragem, presidido por Luciano Gonçalves, a prolongar ou ressuscitar polémicas através de comunicações sobre decisões tomadas semanas ou meses antes, quando o jogo passou e a polémica desapareceu.
A arbitragem não precisa de comunicar mais. Precisa de decidir melhor e de conseguir demonstrar, quando necessário, a solidez dos processos através dos quais decide.
Pela mesma razão, é do interesse dos próprios árbitros que a crítica razoável às suas exibições não seja penalizada.
A liberdade de expressão é incontornável em 2026 e o escrutínio acompanha todos os poderes: político, judicial, económico ou desportivo. A arbitragem não pode pretender constituir uma exceção.
Uma polémica que poderia terminar no fim do jogo prolonga-se pela instauração do processo, acusação, decisão e sucessivos recursos. Meses depois, quando praticamente ninguém discutiria aquela arbitragem, é o próprio sistema que volta a colocá-la na agenda.
O adepto não precisa de conhecer semanalmente a classificação atribuída a cada árbitro. Precisa de confiar que existe um sistema de avaliação sério, tecnicamente competente e independente.
Muito mais importante para quem está no estádio ou em casa é a transparência durante o jogo.
Se o VAR existe para corrigir erros claros e óbvios, deve existir um limite temporal para a sua intervenção.
Um erro claro e óbvio não pode precisar de vários minutos, sucessivas repetições e diferentes ângulos para se revelar. Se, depois de analisadas repetidamente as imagens, a dúvida permanece, a conclusão é lógica: o erro, a existir, não era claro nem óbvio.
Nesse caso, deve prevalecer a decisão tomada no campo.
Há ainda uma alteração simples que contribuiria para mudar a perceção sobre o VAR.
Quando o jogo está parado durante longos minutos à espera de uma decisão do VAR, por que razão a realização televisiva mostra quase permanentemente o árbitro que está no relvado?
É ele quem aparece rodeado pelos jogadores, num estádio em tensão, enquanto milhares de pessoas aguardam para saber se a decisão será confirmada ou corrigida.
Mas, naquele momento, não é ele quem está a decidir.
Quem analisa as imagens e determina se deve existir intervenção está sentado diante dos monitores na Cidade do Futebol.
Então mostre-se o VAR. Não para o transformar em protagonista, mas para identificar corretamente quem está, naquele momento, a assumir a responsabilidade pela intervenção.
Se o árbitro de campo já comunica ao estádio e à televisão uma alteração decidida após intervenção do VAR, é difícil compreender por que razão quem provocou essa alteração continua sem rosto.
E esta ideia conduz a uma questão aparentemente diferente, mas que nasce do mesmo problema.
Um estádio não é território da equipa da casa. E um adepto do adversário numa bancada não é um invasor.
A Liga tem de condenar publicamente e regulamentar com urgência penalizações pesadas para as sociedades desportivas que, por decisão própria e sem determinação das forças de segurança, proíbam a exibição de símbolos da equipa adversária no seu estádio.
Esta prática foi-se instalando discretamente no futebol português. É um erro colossal.
Não protege o futebol. Ensina que a camisola do adversário é uma provocação, que existem territórios onde determinadas cores não podem entrar e que a melhor maneira de evitar o conflito é esconder quem é diferente.
Naturalmente, existem setores reservados aos adeptos visitantes e razões de segurança que podem justificar separações em determinados jogos. Mas segurança é uma coisa; transformar todo o estádio em território exclusivo do clube da casa é outra.
O adversário não é um inimigo.
Benfica, FC Porto e Sporting não teriam a dimensão que hoje possuem se apenas um deles existisse. Uma parte da grandeza de cada um foi construída pela necessidade permanente de competir com os outros dois.
Um adversário forte obriga-nos a competir, inovar e melhorar. Daí resulta uma das aparentes contradições mais interessantes do desporto: queremos derrotar o nosso maior rival, mas devemos querer que ele continue suficientemente forte para nos desafiar. 
Num tempo em que as redes digitais nos fecham cada vez mais em comunidades onde encontramos sobretudo quem pensa como nós, o estádio pode ser um dos poucos lugares onde continuamos fisicamente ao lado de quem escolheu o outro.
É precisamente por isso que é absurdo expulsar o diferente das bancadas.
No fundo, os dois problemas têm mais em comum do que parece.
Não precisamos de esconder o VAR para proteger a arbitragem, de punir a crítica razoável para defender os árbitros ou de esconder a camisola adversária para garantir a segurança.
Precisamos de instituições sólidas, regras claras e de aprender a conviver com aquilo que faz parte da própria essência da competição: o adversário, a decisão, o erro, a crítica e o conflito.
Uma indústria madura não elimina o conflito escondendo-o. Cria regras para o civilizar.
Na arbitragem, sabendo quem decide. Nas instituições, podendo escrutinar como se decidiu. Nas bancadas, aprendendo a estar ao lado de quem escolheu o outro.
É uma das funções mais importantes que o futebol pode desempenhar numa sociedade cada vez mais fechada em tribos: ensinar-nos a conviver com a diferença sem transformar o outro num inimigo."

Supertaça Feminina | A Conquista

Mata Mata - ESTAMOS DE VOLTA! Reforços, previsões e o arranque da nova época

Águia: Benfica 26/27: Há Alternativa a Bah? Prestianni e Schjelderup Têm de Ser Titulares? | Mercado

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Um dragão tímido na luta dos milhões

Observador: E o Campeão é... - Sem pistoleiro nem remates: o Porto é só Diogo Costa?

Observador: Três Toques - Supercomputador prevê Benfica campeão: dá para confiar?

Contas positivas


"Em destaque na BNews, os resultados financeiros positivos apresentados pela Benfica SAD em 2025/26 e a visita do Benfica ao Moreirense, hoje às 20h45.

1. Lucro acima dos 19 milhões de euros
A Benfica SAD apresentou resultado líquido positivo pelo 2.º ano consecutivo. Realce para o reforço dos capitais próprios, o maior crescimento do ativo em relação ao do passivo, os resultados operacionais positivos e o recuo da dívida líquida
 Em entrevista à BTV, Nuno Catarino, vice-presidente do Conselho de Administração da Sociedade e do Clube, salienta a robustez económica e financeira patente nas contas apresentadas: "Temos uma Benfica SAD sólida e preparada para o futuro."

2. Ganhar em Moreira de Cónegos
Marco Silva define o propósito de vencer: "A qualidade e a organização da equipa do Moreirense vão obrigar-nos a estar a um nível muito bom para conseguirmos aquilo que queremos e que é o nosso objetivo, que são os 3 pontos e a vitória e, se possível, com uma boa exibição." 

3. Sessão fotográfica
Os mais recentes reforços do plantel às ordens de Marco Silva já efetuaram a habitual sessão fotográfica de início de época.

4. Confiança
O antigo jogador do Benfica Chiquinho elogia a equipa e Marco Silva: "É um grande treinador. Todas as pessoas que conheço que foram treinadas por ele só têm coisas boas a dizer e dizem-me que é de alto nível. Estão a construir uma equipa com uma identidade muito clara e acho que o Benfica tem tudo para ter sucesso."

5. Outro jogo do dia
No escalão Sub-23, o Benfica recebe o Vizela, às 17h00, no Benfica Campus. 

6. Transferência
Jelani Trevisan passa a representar o Cluj.

7. Arranque da época 
Os escalões de Iniciação de futebol do Benfica começaram a nova temporada.

8. Sessão de autógrafos
As vencedoras da Supertaça de futebol conviveram com os adeptos na nova área da Benfica Official Store do Estádio. Entretanto foi realizado o sorteio da Taça da Liga.

9. Conquista em análise
Sara Ferreira conta os segredos da Supertaça de futsal no feminino ganha pelo Benfica.

10. Contributos internacionais
São várias as futebolistas do Benfica participantes no Mundial Sub-20.

11. Ajudar quem mais precisa
Uma iniciativa conjunta da secção de futsal e da Fundação Benfica com a Comunidade Vida e Paz.

12. Chamada internacional
Três voleibolistas do Benfica convocados por Portugal para o EuroVolley 2026.

13. Supertaça agendada
Em voleibol no masculino, Benfica e Sporting disputam o troféu em Viseu a 17 de outubro.

14. 20 anos do Benfica Campus
Veja os 6.º e 7.º episódios da série dedicada ao 20.º aniversário do Benfica Campus."

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Segunda Bola



SportTV: Vamos à Bola - Arouca

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

DAZN: The Premier Pub - Arsenal vence o dérbi de Londres: Chelsea podia ter feito mais?

Prata da Casa #67 - Ovos Moles, Ideia Revolucionária de Vítor, Já Perdi

Bozni: The Downfall of Boavista FC

Chuveirinho #188

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Antevisão...

Terceiro Anel: React - Antevisão - Marco Silva - Moreirense...

BI: Antevisão - Moreirense...

Os Gloriosos Benfiquistas - É para cima deles - S02E11 - Moreirense

ACF: Mário Branco...

Numerologia...

Os amantes da estatística andam esquecidos?!

É sempre assim, mas hoje foi sem disfarce...

Zero !!!

Super-Ladrão !!!

Em Castelhano...

Concordo com o Gordo !!!

Terceiro Anel: Bola ao Centro #228 - ARRANCA A ODISSEIA!! 🦅🔴

20 Anos Benfica Campus | Episódio 7

Visão: Banjaqui...

ACF: Palhinha...

BF: Patinhos Feios...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Champions: FC Porto, Sporting e outros dados

Observador: E o Campeão é... - Milhões do City vs Ambições do Dragão

Observador: Três Toques - Quem anda com uma caçadeira no seu jato privado?

Tiki-Tasca #13 - "Quem tem o pior ataque do campeonato?”

O Resto é Bola - FC Porto e Sporting aquecem para a Champions com jornada tranquila. Benfica recupera calendário

SportTV: Agora Sim - J5 - Barreiro nos Barreiros

SportTV: Titulares - Uma muralha defensiva vs a máquina de fazer golos

Jogo Pelo Jogo - S04E04 - Palhinha não é médio, é excelente

Oliveira: O RENATO SANCHES FOI REALMENTE UM FLOP?

Futebol à Parte - S02E02 - NOVO HOST, CHAMPIONS E TRANFERÊNCIAS MAIS CARAS

Rabona: Why Was The Transfer Market So Crazy? Two Reasons.

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

SportTV: Grelha de Partida - S04E25 - Magny Cours não é altamente

A Bola Não Mente - A troca por Kawhi destruiu os Clippers?

BolaTV: Afunda - S07E03 - Os maiores Busts

Fisioterapia no desporto: um compromisso global com a saúde dos atletas


"A fisioterapia no desporto vai muito além do tratamento e da recuperação de lesões. Para além de contribuir para uma reabilitação eficaz, os fisioterapeutas assumem um papel essencial na prevenção de lesões, na otimização do desempenho e na manutenção da saúde do atleta ao longo da sua carreira. O grande objetivo de muitos fisioterapeutas é integrar este contexto, acompanhando os atletas ao longo da época e contribuindo para que se mantenham saudáveis e ativos. A intervenção centra-se, sobretudo, na minimização do risco de lesão, permitindo aos atletas treinar e competir de forma segura e consistente ao longo da época.
O Dia Mundial da Fisioterapia é celebrado anualmente a 8 de setembro e destaca o papel desta profissão na promoção da saúde. Uma ideia fundamental é que uma carreira desportiva sustentável começa antes de surgirem lesões.
A prevenção assume, por isso, um papel essencial tanto na proteção da saúde do atleta a longo prazo, permitindo reduzir o risco de lesão, como na prática desportiva segura e consistente. Pode ser dividida em prevenção primária, secundária e terciária. A prevenção primária de lesões em jovens atletas centra-se na promoção da atividade física regular, na utilização de técnicas de treino adequadas e numa correta gestão de carga. A prática de diferentes modalidades desportivas, em vez da especialização precoce, favorece um desenvolvimento saudável e pode reduzir o risco de lesões por sobrecarga e de abandono desportivo.
Apesar da eficácia de vários programas de prevenção, a sua implementação e manutenção a longo prazo continuam a ser um desafio. A colaboração entre atletas, treinadores, pais e profissionais de saúde é fundamental para promover uma prática desportiva segura e minimizar o risco de lesões. Ainda assim, nenhum programa consegue eliminar totalmente esse risco, tornando essencial uma intervenção adequada quando ocorre uma lesão.
A prevenção secundária assume um papel fundamental no acompanhamento de atletas que sofreram uma lesão, apresentam risco de recidiva ou desenvolveram uma disfunção persistente. Na fisioterapia desportiva, procura-se orientar o processo de recuperação, restaurar a função, promover um regresso seguro à prática desportiva, reduzindo o risco de nova lesão e contribuindo para a longevidade da carreira. A reabilitação deve incluir um treino funcional progressivo e adequado. É igualmente importante identificar as causas da lesão ou da recidiva, considerando fatores biomecânicos, fisiológicos e contextuais.
A avaliação deve incluir aspetos como alterações do movimento, excesso de carga de treino ou competição, défices neuromusculares e estratégias de movimento inadequadas. Desta forma, é possível ajustar a intensidade do treino, melhorar o controlo neuromuscular, a estabilidade articular e a capacidade do atleta para suportar as exigências do desporto.
Cada lesão representa uma oportunidade para recuperar, mas também para preparar o atleta para os desafios futuros. O processo não termina com o regresso à competição. A prevenção terciária procura reduzir o risco de novas lesões e preservar a saúde e o desempenho do atleta a longo prazo. Para isso, é fundamental um acompanhamento contínuo e multidisciplinar, com o objetivo de prolongar a carreira desportiva de forma segura e sustentável.
A fisioterapia assume um papel fundamental, através de programas de reabilitação baseados na evidência e de uma gestão adequada e contínua da carga de treino. A educação do atleta sobre gestão de carga, monitorização dos sintomas, recuperação e manutenção da condição física é também essencial para promover a autonomia, reduzir o risco de recidiva e prolongar a carreira desportiva. A manutenção da saúde do atleta deve ser encarada de forma contínua, integrando a prevenção primária, secundária e terciária ao longo da sua carreira.
As lesões são uma realidade frequente no futebol, podendo comprometer o rendimento dos atletas e das equipas. Por isso, conhecer as lesões mais comuns, identificar os principais fatores de risco e implementar estratégias de prevenção é fundamental para reduzir a sua ocorrência e minimizar o tempo em que os jogadores estão afastados da competição.
Embora seja frequentemente associada ao desporto de alto rendimento, a fisioterapia desportiva não se destina apenas aos atletas profissionais. Atletas amadores, praticantes de exercício físico e pessoas que realizam atividade física de forma recreativa também podem beneficiar do acompanhamento e das estratégias da fisioterapia, tanto na prevenção como na recuperação de lesões.
No futebol profissional, são investidos milhões de euros em contratações e salários de atletas. No entanto, estes investimentos podem ser significativamente afetados quando não existe uma estrutura técnica e clínica adequada. Uma boa gestão da saúde dos jogadores, aliada a uma equipa médica qualificada e a uma correta monitorização das cargas de treino e competição, é essencial para manter os atletas disponíveis e prolongar as suas carreiras. Esta realidade é ainda mais relevante nos clubes com menores recursos, onde as estruturas médicas e os profissionais disponíveis podem ser mais limitados.
Há vários fisioterapeutas portugueses com um percurso muito forte no desporto de alto rendimento. A crescente procura por fisioterapeutas portugueses por parte das melhores ligas internacionais demonstra a valorização crescente destes profissionais no contexto do alto rendimento.
Clubes com estruturas altamente desenvolvidas procuram profissionais qualificados, com experiência na prevenção, reabilitação e gestão da saúde dos atletas. Esta realidade cria novas oportunidades para os fisioterapeutas portugueses, que podem encontrar no estrangeiro melhores condições salariais, profissionais e de desenvolvimento de carreira.
Consequentemente, os clubes portugueses enfrentam o desafio de valorizar e reter estes profissionais, reconhecendo a sua importância para a saúde, disponibilidade e desempenho dos atletas. A saída destes profissionais representa não só uma perda de talento, mas também a necessidade de repensar o investimento que os clubes fazem nas suas estruturas clínicas e na valorização dos seus recursos humanos."