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terça-feira, 3 de março de 2026

Vermelhão: Ressaca Europeia, resolvida com um Galo norueguês !!!

Gil Vicente 1 - 2 Benfica


Quase 50% dos pontos perdidos pelo Benfica esta época, foram em jogos pós-Champions! Este ainda tinha mais dois factores perigosos: a Eliminação Europeia e a qualidade do Gil Vicente! Normalmente, após eliminações Europeias, as equipas tem uma fase de transição para refocar nos outros objetivos, além das questões físicas... e até o ritmo de 1 jogo por semana, em vez dos dois, às vezes cria alterações de rotinas negativas, numa fase inicial! O Gil tem feito um bom campeonato, e nos jogos com os 'grandes' tem sido uma das equipas que melhor futebol pratica...

A este cenário, temos que somar as ausências por lesão (Sudakov e Bruma...), e os jogadores que apesar de estarem na ficha de jogo, não estão a 100%: Aursnes e Lukebakio! No caso do Sudakov, apesar da chegada do Rafa, na minha opinião o Ucraniano tem feito muita falta nos últimos jogos, inclusive nas partidas com o Real...

O Benfica acabou por dominar grande parte do jogo, a excepção foram mesmos os primeiros minutos da 2.ª parte! Foi um jogo com cautelas, o Benfica não quis fazer um jogo de muito esforço físico, havia claramente uma estratégia de gestão do esforço, mas quase nunca permitimos chegadas com perigo do adversário! Optámos cedo, pelas bolas longas, algo raro noutras partidas. O Gil é muito forte na pressão na zona central, para isso sobe as linhas, e para evitar perdas de bola perigosas, tentámos recorrentemente colocar a bola nas costas da linha defensiva do Gil. Mesmo com um Pavlidis, que não é um avançado habituado a este tipo de jogo, conseguimos criar algum perigo... e mais importante, não demos bolas 'grátis' ao adversário!

Se nos primeiros 25 minutos, não criámos muito perigo, nos minutos que antecederam o 1.º golo, criámos excelentes oportunidades... havia 'cheiro' de golo! Chegou de Canto, mas já chegou tardio... Foi o António, que marcou, mas o Pavlidis sem tocar na bola, foi fundamental, merecia nem que fosse, um 'meio' golo!!!

Como já referi, a equipa entrou desconcentrada no 2.º tempo, a substituição do Aursnes não ajudou, e numa sucessão de bolas paradas, com vários jogadores a errarem, incluindo o Trubin, permitimos o empate! O Trubin redimiu-se pouco depois com uma excelente defesa em mais um Canto... e a partir daí, só deu Benfica, até ao grande golo do Schjelderup! Justíssimo que tenha sido o mini-bacalhau a marcar... A aproveitar, o pé esquerdo! O futuro sucesso do Schjelderup vai depender muito da capacidade que ele vai ter de melhorar o pé esquerdo, com o estilo de finta interior que ele tem, pode tornar-se numa espécie de Chalana Norueguês!!!!

Com as substituições e com a vantagem mínima do Benfica, o jogo ficou perigoso. O Joelson criou alguns problemas ao Dedic, a entrada do Bah ajudou a chegar o flanco. Mas apesar de tudo, quem criou mais perigo na parte final, até foi o Benfica, com saídas rápidas, que deveriam ter mais bem aproveitadas!


Sem grandes exibições individuais, eu daria o título de MVP ao Schjelderup novamente, porque marcou o golo decisivo, ainda fez uma assistência, e criou bastante perigo, apesar de não ter sido o jogo onde ele foi mais consistente, ultimamente! O Pavlidis também fez um bom jogo... Tal como toda a linha defensiva! Notou-se mais cansaço no meio-campo, o Aursnes condicionado e o Barreiro, jogaram com as pilhas em baixo...


O Prestianni notou-se alguma falta de alegria, o que se compreende, mas o Mourinho quis lhe dar confiança! Acabámos o jogo com a dupla Enzo/Ríos a dupla que jogou mais tempo na 1.ª metade do Campeonato, e voltámos a ter alguns deslumbres dos problemas do Ríos em 'não perder' a bola em zonas perigosas! O Rafa tentou o golo Olímpico que acabou por ser uma semi-assistência, mas continua a demonstrar pouco entrosamento com os colegas... e hoje, até teve espaço! Mas por acaso defensivamente, parece 'ligado' à equipa!


A arbitragem deste 'porco' voltou a ser tendenciosa! No lance que o Mourinho se queixou de penalty (lance que deu o Canto, do 1.º golo), apareceu no final da partida, no Juízo Final da SportTV um ângulo que não foi mostrado na transmissão em direto, que mostra que o corte foi feito com o peito! Agora, no critério disciplinar foi uma vergonha total! Perdoou vários Amarelos ao Gil, num suposto critério largo, mas ao Otamendi foi logo à primeira! Estes gajos não perdem uma oportunidade para empurrar o Benfica para trás! Por exemplo, no golo do Gil Vicente, fiquei com dúvidas se o Canto inicial foi bem marcado, e depois permitiu que o lançamento lateral fosse marcado mais de 5 metros à frente, do local onde a bola saíu... e já nos descontos, voltou a permitir que o Gil tivesse marcado uma falta rapidamente, longe do local onde a falta foi assinalada! Resumidamente: tentou, mas não conseguiu!!!


Agora, uma folga e 4 dias para preparar o Clássico! Os Corruptos estão a jogar mal e porcamente, mas têm um estilo de jogo, que se adapta a este tipo de jogos, onde vão apostar tudo nas transições rápidas, e na agressividade (muito provavelmente com um Verdíssimo da vida, a permitir tudo!).


Do lado do Benfica, aquilo que me preocupa são as questões físicas, principalmente o Aursnes. O Mourinho já percebeu que o meio-campo do Benfica, com ou sem o Aursnes, é o dia e a noite! E por isso, tem arriscado jogar com ele, mesmo condicionado, mas numa partida muito física, como se espera, não sei qual será a melhor opção...!!!


Uma questão importante


"RENOVAR COM MOURINHO?

1. Todos os projetos desportivos têm a ganhar com a estabilidade. Não vale a pena ir buscar exemplos, eles abundam, mas vale lembrar que o Benfica tem pago um preço elevado por ter uma grande rotação de treinadores e jogadores, por não estabilizar o seu grupo de trabalho.

2. Mourinho tem qualidade comprovada como treinador, tem experiência para dar e vender, tem liderança, tem comunicação, tem, portanto, muito para dar ao Benfica.

3. Mourinho é Benfiquista - tinha já 50 votos nas últimas eleições -, gosta de trabalhar no clube, tem firme vontade de projetar o clube para outros patamares.

4. Mourinho entrega-se totalmente à tarefa, dorme no Seixal, conhece de perto o trabalho da formação, fala com todos, abre os treinos aos treinadores das camadas mais jovens, interliga com Veríssimo para a gestão dos jogadores que andam entre a equipa principal e a B.

5. Eu apoiaria Rui Costa se tomasse a decisão de renovar com Mourinho até ao final do mandato, até ao final da época 2028-29. O Benfica precisa de um treinador de projeto e parece-me que Mourinho reúne todas as condições para ser o nosso treinador de projeto.

6. Rui Costa foi muito criticado por ter renovado com Roger Schmidt sem que este tivesse conquistado alguma coisa pelo Benfica - a verdade é que veio a ser campeão, pelo que o argumento caiu pela base. Acresce que o seu posterior despedimento, que não interessa agora discutir, não trouxe mudanças significativas nos resultados da nossa equipa de futebol.

7. Mourinho é um treinador que não receia a guerra, é um treinador de combate, o Benfica tem que mudar de postura perante tudo aquilo a que assistimos no futebol português - o último exemplo é o vergonhoso penálti assinalado aos 88 minutos no Dragão que salvou o Porto da perda de pontos no confronto caseiro com o Arouca. Porém, só vale a pena ter um treinador guerreiro se todo o clube for capaz de o acompanhar - a não ser assim nem vale a pena equacionar a renovação."

A moral (de vidro) de Infantino


"Dirigente acha que basta expulsar todos os jogadores que tapam a boca quando falam para irradicar um grave problema estrutural de toda a sociedade. É só a FIFA e o mundo à parte em que vive

Gianni Infantino surge agora a censurar e a pedir a expulsão de jogadores por taparem a boca quando falam em campo, acreditando que se trata sempre de insultos — no rescaldo do caso Prestianni-Vinícius — e fá-lo investido numa súbita autoridade moral sobre transparência e exemplo. O problema é que o edifício de onde discursa, a mesma FIFA que sempre compactuou com regimes ditatoriais e seus crimes, é alto demais. Inimputável devido a um volume de negócios tremendo e ainda impenetrável naquele ecossistema de regras próprias. É impossível ver, a olho nu, os extensos telhados de vidro que o cobrem.
Desde que assumiu a presidência, em 2016, a governação de Infantino tem sido acompanhada por rasto persistente de polémicas. A mais evidente está nos Mundiais organizados em países sem respeito pelos direitos humanos. O torneio de 2022 no Qatar ficou marcado pelas denúncias sobre as condições de trabalhadores migrantes. Seguiu-se a confirmação da Arábia Saudita como anfitriã de 2034, decisão amplamente criticada por organizações internacionais devido à repressão política, restrições à liberdade de expressão e discriminação de mulheres e comunidade LGBT+. A de 2018 na Rússia, embora decidida antes da sua eleição, faz parte do legado que defende.
A nível interno, foi investigado pela própria comissão de ética nos primeiros meses de mandato. Mais tarde vieram a público encontros não declarados com o procurador-geral suíço, que levantaram dúvidas sobre transparência. Houve ainda demissões no comité de governança e críticas de centralização de poder, enquanto a prometida nova FIFA se assemelhava cada vez mais à antiga.
Entretanto, multiplicaram-se decisões controversas: a expansão do Mundial de Clubes, contestada pelos sindicatos; a crescente proximidade a líderes políticos; a perceção de que a neutralidade institucional nem sempre é prioridade; o prémio da paz para Trump...
Nada disto constitui, por si só, crime provado. Mas forma um padrão. Um que fragiliza qualquer tentativa de posar como guardião da pureza do jogo. Quando o responsável repreende atletas por proferirem palavras suspeitas em campo, talvez se devesse lembrar de que lidera uma organização cuja credibilidade foi testada — e continua a ser — muito para lá de um gesto feito entre as quatro linhas. Que ninguém está a tentar apagar.
É legítimo exigir transparência. Mas nunca esqueçamos que começa no topo."

BI: Antevisão - Gil Vicente...

BolaTV: Pedro, Pedro, Pedro #6 - Quando passas da Champions para o campeonato não podes baixar o nível

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Novas regras na arbitragem: o que vai mudar?

Observador: E o Campeão é... - Benfica joga cartada decisiva na época, em Barcelos

Observador: Três Toques - Conflito Irão. Clubes foram afetados?

SportTV: Primeira Mão - 🔥 Sporting e Porto Vencem… e Vem Aí Novo Clássico!

Da simbiose entre clube e treinador


"Começo com um desabafo fora do tópico: quando será que os comentadores de futebol em direto abandonam a expressão “troca por troca”? Percebe-se a ideia, de que não se mexe no sistema, no desenho tático, mas ninguém troca por trocar, que diabo. Ou melhor, se algum treinador o faz está na profissão errada, mais valia, se a questão é de fezada, ou de ver se resulta A só porque B não deu (ou está cansado), dedicar-se ao tarot. Mexer numa unidade é sempre alterar uma dinâmica da própria equipa e, por consequência, impactar no jogo. Neste tempo em que as substituições se multiplicaram, há mais vezes duas e três trocas em simultâneo. Querem acreditar – eu sei que sim, porque veem jogos como eu – que até nesses momentos, de quase revolução num onze, há quem continue a ver “troca por troca”?
Hugo Oliveira não é um treinador mediático, ou ainda não é, e a maioria nem se lembrará à primeira do nome do homem que leva o Famalicão no sexto lugar da Liga, prolongando uma estabilidade de comando técnico como há algum tempo não se via por lá. O clube foi mais uma vez astuto a identificar competência e o técnico tem sabido entender o rumo da sociedade, e não há sucesso sem isso. É fácil – e até justo, por ser verdade - associar os bons resultados do Famalicão a uma gestão competente que permite plantéis de qualidade. Bem menos justo é relacionar o rendimento – e a regularidade - da equipa apenas a essa valia individual, até porque está reduzida, sobretudo no ataque, por via da lesão grave de Aranda e, mais tarde, da saída de Zabiri. Sou suspeito porque o conheço bem e há muito lhe sigo as pisadas, mas não tenho dúvidas de que o antigo adjunto de Marco Silva (era mais que um treinador de guarda-redes) acabará por ter bem mais atenção, e reconhecimento, do que tem tido.
Já repararam em Diogo Sousa, o miúdo esquerdino do meio campo do Vitória que acaba de completar 20 anos? As saídas de Handel ou Tiago Silva podem ter reduzido -acredito que reduziram mesmo - as ambições da equipa, mas abriram caminho à afirmação de miúdos de grande potencial. Gonçalo Nogueira, dois anos mais velho, também tem igualmente muito para dar, mas Diogo parece-me talento para voos ainda mais altos, pela qualidade com bola, a facilidade com que decide bem sob pressão e o modo como se insere no ataque na intenção de finalizar. Será provavelmente o próximo bom negócio do clube e a prova de uma aposta acertada da atual gestão vitoriana quanto ao modelo para recuperar o emblema da crise financeira grave e crónica. Até porque há, na mesma linha de aposta, outros nomes que prometem claramente, como Saviolo, Mukendi, Camara ou Strata. Mas é também mais uma evidência de que, para que estas opções (arriscadas) resultem, é obrigatória uma coerência entre as metas do clube e o perfil do treinador. Se outros elogios não merecesse, e merece, Luís Pinto justificava esse, o da coragem de apostar em jovens, quando tantos se desculpariam com a “falta de maturidade” dos seus homens. E a audácia não se fica por aí, que é ver este Vitória, em cada jogo, a enfrentar de olhos nos olhos mesmo os adversários mais poderosos. Um treinador corajoso conquista-me sempre mais que um timorato.
Por falar em simbiose clube-treinador, o zénite desse potencial concretiza-se no fenómeno Bodo/Glimt. Nos confins da Noruega, em pleno Ártico e numa cidade de 55 mil habitantes (os mesmos de Sesimbra, Caldas da Rainha ou Amarante), nasceu a mais recente história de encantar do futebol mundial. Estava na segunda liga norueguesa em 2017. Do ano seguinte para cá, com o mesmo treinador no comando - Kjetil Knutsen – e sem nenhum investidor milionário a despejar dinheiro no Pólo Norte, ganhou quatro campeonatos locais em seis possíveis e acaba de chegar aos oitavos de final da Liga dos Campeões, vencendo o Inter de Milão por duas vezes e não apenas no sintético de Bodo.
O segredo do sucesso está em três pilares, simples de assimilar, exequíveis em qualquer latitude, mas que dificilmente vemos concretizados de modo convicto e duradouro: identidade, processo e pertença. Ou seja, o clube tem um projeto que parte de um perfil de jogo e de jogadores. O treinador confia num processo de treino e jogo e dá-lhe sequência, resistindo ao apelos de saída que duram desde os primeiros sinais de sucesso. Os jogadores são identificados pelo que podem acrescentar e claramente vinculando a essa ideia, que é tática mas também de clube. Dois exemplos: na equipa que entrou em Milão, para voltar a surpreender a Europa só havia dois estrangeiros no onze; e entre os nove noruegueses voltou a brilhar acima dos demais Jens Petter Hauge, o talento que não explodiu nas passagens prematuras por Milan ou Eintracht Frankfurt, mas que exibe um repertório espetacular já há uns anos de amarelo vestido.
Estes noruegueses sensacionais são o próximo obstáculo europeu do Sporting. Rui Borges está avisado. Desde a goleada à Roma de Mourinho em 2021 que os mais atentos ao futebol europeu sabem que algo diferente acontece na zona boreal. Na época passada, o Bodo ganhou ao FC Porto e depois ao SC Braga, e só terminou na meia final da Liga Europa. Na Champions em curso já bateu, além do Inter, o Manchester City e o Atlético de Madrid. Como os recursos não são comparáveis, só a competência pode explicar. Dando de novo razão a Cruijff, que nunca viu um saco de dinheiro ganhar no futebol."

Somar três pontos


"O Benfica entra em campo, hoje às 20h15, em Barcelos para defrontar o Gil Vicente. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Real vs. virtual
José Mourinho salienta a qualidade da equipa do Gil Vicente e lamenta a influência de vários erros de arbitragem na pontuação de cada candidato ao título: "Já sabemos que vai ser um jogo difícil pelo adversário. Esperemos que seja só difícil pelo adversário, mas é seguramente um jogo difícil. Na classificação virtual, há uma diferença fundamental. A real é a real, mas tenho também de me agarrar à virtual, e a virtual é uma motivação para nós, porque sabemos perfeitamente aquilo que tem acontecido."

2. Bastidores
A chegada da comitiva benfiquista ao Norte do país.

3. Parabéns, Benfica!
O plantel do futebol profissional cantou os parabéns ao Sport Lisboa e Benfica.

4. Resultados da formação
A equipa B empatou 1-1 no reduto do Penafiel. Os Sub-23 sofreram um desaire na deslocação a Famalicão (4-0). Os Juniores ganharam, por 0-2, no campo do Gil Vicente. Os Juvenis venceram por 3-0 ante o Sporting. Os Iniciados triunfaram, por 3-1, frente ao SC Braga.

5. Outros resultados
Nos masculinos, o Benfica ganhou em andebol (ABC, 30-35), futsal (Fundão, 6-4), hóquei em patins (Riba d'Ave, 4-5) e voleibol (Castêlo da Maia, 1-3) e foi derrotado em polo aquático (CA Pacense, 10-15).
Nos femininos, vitórias benfiquistas: em basquetebol (União Sportiva, 68-77), futsal (Leões Porto Salvo, 4-2), hóquei em patins (CP Manlleu, 0-5), polo aquático (Cascais WP, 29-7) e voleibol (Braga, 2-3). Em râguebi, derrota com o Sport CP/CRAV (34-12).

6. Reportagem especial
O trajeto de Paulo Almeida no Benfica, treinador da equipa feminina de hóquei em patins e antigo hoquista do Clube.

7. Contributos internacionais
Thaís Lima estreou-se pela seleção brasileira de futebol. E Ana Clara Oliveira venceu o Sul-Americano Sub-20.

8. Open day futsal
Cerca de 100 jovens, dos 6 aos 13 anos, participaram no evento realizado no Pavilhão Fidelidade.

9. Iniciativas do Museu
A BTV acompanhou o passeio guiado pela cidade de Lisboa por alguns dos locais emblemáticos da história do Benfica. E veja ainda as melhores imagens de mais uma edição do Benfica Quiz Night."

Cante Alentejano | 122 Anos do Sport Lisboa e Benfica

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Transforma - Passa a Bola #215 - “COM A VOLTA DO APITO A(VAR)IADO, PODEM ENTREGAR AS FAIXAS“

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Enquanto cada um puxa para o seu lado, o desporto português encolhe


"Portugal é um país pequeno a tentar sustentar um sistema desportivo grande e esse choque de escala está a ficar cada vez mais evidente. Temos talento, história, clubes com marca internacional e modalidades com resultados relevantes, mas continuamos a operar como um arquipélago de interesses e não como uma indústria coordenada.
Num mundo onde a atenção é a moeda e a escala decide quem sobrevive, a fragmentação não é um detalhe administrativo: é o principal travão ao crescimento do desporto em Portugal. Os números mostram que há base. Portugal tem cerca de 800 mil praticantes federados, e este facto devia ser o gatilho para um salto comercial e mediático, mas não tem sido.
Pelo contrário: enquanto os atletas aumentam, o número de clubes diminui e o sistema continua a competir por recursos escassos, como pavilhões, tempo de televisão, orçamento de patrocinadores e atenção dos adeptos. É o retrato típico de um mercado com procura, mas sem modelo. A consequência é simples: desperdiçamos valor porque cada clube/associação/federação tenta “salvar-se” sozinha. O Governo assiste a tudo isto de forma passiva e insiste em usar modelos e financiamento do passado.
No futebol, a escala ainda disfarça o problema. A Liga Portugal regista mais de 3,7 milhões de espetadores por época, mas sabemos também que a grande maioria desses espectadores se concentraram nos jogos em casa dos três grandes. Isto é força, mas também é risco: significa que o ecossistema depende de um triângulo e que o resto da pirâmide vive num permanente “modo sobrevivência”. Quando a sustentabilidade de uma liga é condicionada por três marcas, o sistema inteiro fica mais frágil a crises desportivas, mudanças de performance e alterações no consumo.
Fora do futebol, a fragmentação é ainda mais penalizadora. Temos modalidades com massa crítica relevante como o voleibol com cerca de 60 mil federados, o andebol com 48 mil e o basquetebol com 30 mil, mas a capacidade de transformar essa base em produto é limitada por falta de coordenação.
As próprias federações admitem o óbvio: faltam infraestruturas, faltam condições e há “rutura de espaços de pavilhão”, com instalações degradadas e uma oferta incapaz de acompanhar a procura. Quando voleibol, andebol, basquetebol ou a patinagem enfrentam o mesmo problema e continuam a atacá-lo separadamente, o país perde duas vezes: perde eficiência na operação e perde poder na negociação com marcas, media e Estado.
O mesmo acontece na comercialização. O mercado português está cheio de pequenos patrocínios, muitos deles construídos como “apoios” e não como investimentos, porque as propriedades são vendidas isoladamente, sem escala, sem continuidade e sem capacidade de entregar dados consolidados.
Mas há sinais de que a escala funciona quando existe: o Placard mantém naming relevante no andebol e no hóquei em patins e a Solverde.pt reforçou a aposta no voleibol feminino. O que falta é transformar estes bons exemplos em lógica de indústria: pacotes integrados, calendários coordenados, inventário digital partilhado e métricas de retorno uniformizadas.
Uma marca não quer apenas aparecer; quer saber quanto gerou, a quem chegou, que comportamento mudou e que vendas influenciou. Sem dados, sem consistência de produto, a maioria das modalidades continua a vender pouco, não porque valha pouco, mas porque se apresenta de forma pequena.
Os produtos desportivos precisam de ser modificados para competir pela atenção num mercado saturado. Em Portugal, além de modificarmos produtos, temos de modificar a arquitetura do sistema. Precisamos de mais cooperação entre federações, mais projetos comuns com autarquias e mais plataformas partilhadas de bilhética, conteúdos e dados.
O desporto português não tem dimensão para funcionar como 40 negócios independentes a disputar a mesma carteira de patrocinadores e os mesmos minutos de emissão. A pergunta certa não é “quem ganha hoje”, é “quem cria escala amanhã”. Porque a fragmentação é confortável para quem gere o presente, mas é fatal para quem quer ter futuro."

Filhos ao colo, medalhas ao peito


"Jogos Olímpicos de Inverno colocaram as mães em primeiro plano e dedicação no regresso foi recompensada com medalha.

Em paralelo com as batotas do curling, a história de traição norueguesa confessada em direto, o atleta ucraniano impedido de competir por causa do capacete, um fugitivo eslovaco detido por ir ver o hóquei no gelo, os Jogos Olímpicos de Inverno colocaram as mães no centro das atenções. Terá sido coincidência os Jogos terem sido em Itália, onde o papel da mamã (dizer 'mama' com sotaque italiano aqui) faz parte do estereótipo internacional do país?
Em Milão-Cortina houve um número recorde de medalhadas olímpicas a competir como mães pela primeira vez, o que até contribuiu para excelente televisão - veja-se o caso da patinadora italiana de velocidade Francesca Lollobrigida, que conquistou um ouro nos 3000m no dia que fazia 35 anos e celebrou com o filho de dois anos ao colo, que acabou por ser o centro das atenções. Viria a ganhar outra medalha nos 5000.
No bobsleigh, a americana Elana Meyers Taylor, 41 anos, disputou os seus quintos Jogos Olímpicos, levou os dois filhos pequenos e voltou a casa com a primeira medalha de ouro. A colega de equipa, Kaillie Humphries, 40 anos, regressou à competição como mãe, afirmando que «se sente mais forte e mais confiante», e levou dois bronzes.
Kendall Coyne Schofield, 33 anos, jogadora de hóquei no gelo e medalha de ouro pelos EUA, competiu este ano como mãe pela primeira vez. «Não queria que o meu filho fosse a razão para deixar de jogar hóquei. Queria que fosse a razão para continuar a jogar», resumiu ao site dos Jogos.
As quatro são mais uma vez exemplo que não é preciso escolher entre ter filhos e alcançar o sucesso, e que ser mãe não significa o fim da carreira de elite. Pode ser, aliás, um excelente motivador.
De resto, há ainda uma história melhor: Sarah Schleper, 47 anos, que competiu em esqui alpino pelo México, levou mais longe o levar o filho aos Jogos e esteve inscrita a par do filho de 18 anos, Lasse Gaxiola, também em competição no esqui alpino. Pela primeira vez, uma dupla de mãe e filho participou junta nuns Jogos Olímpicos.
Em paralelo, não posso deixar de fora outra história de coragem destes Jogos, que apareceu e se desvaneceu logo no primeiro fim de semana: Lindsey Vonn, de 41 anos, que saíra da reforma para voltar a dar tudo, fez uma rotura de ligamentos num joelho a uma semana da prova. Qualquer atleta estaria normalmente a caminho de casa no dia seguinte, mas ela não.
Surpreendeu tudo e todos e anunciou que ia competir. No entanto, em prova, durou apenas 13 segundos e uma queda provocou-lhe uma fratura bastante complexa na perna direita. Agora o seu desafio não é voltar a competir, é voltar a andar. Mas ninguém lhe tira o ter estado lá, o dar tudo mesmo colocando em causa a integridade física. Ela e as mães mostraram uma dedicação que se espera seja cada vez mais normalizada. E agora vou acabar os meus 10 mil passos diários."

Fazer do Desporto Universitário uma prioridade nas instituições de ensino superior


"Hoje, a FADU Portugal assinala 36 anos de existência. Um momento de responsabilidade. Se durante décadas trabalhámos para que o desporto universitário fosse reconhecido, chegou o tempo de transformar esse reconhecimento em ação estratégica.
O desporto tem de deixar de ocupar um espaço periférico nas prioridades institucionais e passar a integrar, de forma estruturada e assumida, o núcleo central das políticas das instituições de ensino superior.
Hoje, mais de 10.000 estudantes-atletas competem anualmente nas nossas provas, representando as suas instituições com ambição, identidade e sentido de pertença. Este número é a demonstração inequívoca de que o desporto universitário é uma dimensão essencial da vida académica portuguesa e um ativo estratégico para o país.
2026 é, aliás, um ano particularmente simbólico. Celebramos os 30 anos da primeira organização, pela FADU, de um Campeonato do Mundo Universitário em Portugal, marco que abriu portas à internacionalização do nosso modelo organizativo. Três décadas depois e com mais de 50 eventos mundiais e europeus realizados, Portugal recebe novamente dois Campeonatos do Mundo Universitários, consolidando a sua posição como parceiro estratégico da FISU e da EUSA, e como território de confiança para grandes eventos académicos e desportivos internacionais.
Simultaneamente, será o ano da maior participação internacional portuguesa de sempre. Este dado, mais do que estatístico, é político. Traduz o investimento do país na representação dos seus estudantes, reforça a diplomacia desportiva académica e afirma internacionalmente o nosso ensino superior através do desporto.
Mas o valor do desporto universitário mede-se, sobretudo, pelas pessoas.
Ao longo das últimas décadas, o sistema desportivo universitário foi etapa marcante no percurso de alguns dos maiores nomes do desporto nacional. Atletas como Naide Gomes, Patrícia Mamona, Fernando Pimenta, Nélson Évora ou Patrícia Sampaio passaram pelo desporto universitário, conquistaram medalhas e levaram o nome do nosso país além-fronteiras. Em diferentes momentos das suas carreiras, encontraram neste setor uma plataforma de continuidade, equilíbrio e afirmação.
Este legado demonstra algo fundamental, o desporto universitário não é um espaço paralelo ao alto rendimento, integra o seu percurso de excelência e reforça o setor desportivo nacional.
Num contexto europeu em que a dual career assume crescente centralidade, Portugal tem vindo a estruturar um modelo mais consistente de conciliação entre estudos e carreira desportiva. Hoje, as instituições reconhecem o estudante-atleta como ativo estratégico e reconhecem que formar campeões académicos e desportivos é responsabilidade partilhada.
A valorização institucional do estatuto do estudante-atleta, a criação de regulamentos internos de apoio, a flexibilidade pedagógica e o reconhecimento formal das competências adquiridas através do desporto são sinais claros de maturidade do sistema.
É neste enquadramento que surge a campanha FADU 'Mais do que estudante, atleta'. Não como um slogan, mas como uma afirmação política. O estudante-atleta é um jovem que desenvolve competências de liderança, gestão de tempo, resiliência, disciplina e cooperação, competências críticas para a empregabilidade e o desenvolvimento do país.
O desporto universitário ocupa hoje um espaço efetivo na agenda das instituições de ensino superior. Integra estratégias de internacionalização, contribui para as políticas de promoção da saúde e do bem-estar estudantil, reforça a atratividade institucional e desenvolve competências transversais, determinantes para o futuro profissional. Não é uma dimensão acessória da vida académica, mas sim um ativo estratégico.
A nossa ambição é clara e estruturada. Alargar a base de participação, envolvendo mais clubes e estudantes-atletas. Reforçar a diversidade competitiva, com mais modalidades e modelos mais exigentes. Consolidar a presença internacional de Portugal. Aprofundar o reconhecimento político e institucional do setor. Garantir maior investimento, maior articulação estratégica e plena integração nas políticas públicas.
Aos 36 anos, o desporto universitário português já não precisa de legitimação, precisa de decisão estratégica. As instituições de ensino superior devem integrar o desporto nos seus planos estratégicos, investir em infraestruturas e serviços qualificados, consolidar políticas de apoio à carreira dual e reconhecer formalmente o estudante-atleta como ativo institucional. Precisamos que o país compreenda que cada estudante que compete desenvolve competências essenciais à liderança, à inovação e ao desenvolvimento nacional.
'Do reconhecimento à ação' não pode ser apenas um lema. Tem de ser uma escolha política.
O desporto universitário não é um complemento da experiência académica. É uma dimensão estruturante da formação superior e um investimento na qualidade do ensino superior e na competitividade do país.
O futuro das nossas instituições de ensino superior e do país também se joga aqui."

segunda-feira, 2 de março de 2026

Antevisão...

Terceiro Anel: React - Mourinho - Antevisão - Gil Vicente

Vitória apertada!

Riba d'Ave 4 - 5 Benfica

Entrámos a ganhar, mas rapidamente os da casa, passaram para a frente, e só no 4-5 final, é que voltámos a estar em vantagem!!!
Jogo complicado, como era esperado, e com mais uma daquelas arbitragens, onde valeu tudo!

Com a derrota dos Lagartos, em Barcelos, aumentámos para 8 pontos, a vantagem... mas ainda falta muito campeonato, com algumas deslocações complicadas1

Empate

Penafiel 1 - 1 Benfica
Figueiredo


Jogo atado, com um Penafiel a arriscar pouco, e com muitas faltas cínicas, com o Benfica a marcar de Canto, muito bem ensaiado... e depois sofremos um golo, com dois erros do Banjaqui (mas se tivesse sido o Benfica a marcar, provavelmente teria sido anulado!!!).

Juvenis - 5.ª jornada - Fase Final

Benfica 3 - 0 Sporting


Superiores, numa partida onde fomos adultos, gerindo bem a vantagem, sem grandes sustos!
Destaco o facto dos Juvenis de 1.ª ano, estarem a destaque neste escalão...

Iniciados - 5.ª jornada - Fase Final

Benfica 3 - 1 Braga


Sofremos o golo no arranque da partida, mas havia muito tempo para a remontada, que acabou por acontecer naturalmente...!!!

BI: Fórum - 122º aniversário e a saga Vinícius Vs Prestianni 🦅

O Benfica Somos Nós - É para cima deles #11 - Gil Vicente

Fura Redes: GOLOS IMPOSSÍVEIS de EUSÉBIO que seriam VIRAIS em 2026 (hoje ninguém repete!)

Março: um mês que pode mudar tudo


"FC Porto e Sporting continuam em três frentes e março será determinante nas aspirações de ambos. SC Braga e Benfica vivem realidades distintas. Estamos, claramente, na fase das decisões. Mercado de valores é o espaço de opinião de Diogo Luís, antigo jogador de futebol, economista e comentador

Os treinadores dizem, muitas vezes, que o próximo jogo é sempre o mais importante. A mensagem é simples: manter o foco no imediato e afastar distrações futuras. Entramos agora numa das fases da época em que todos os jogos têm um caráter decisivo. FC Porto e Sporting continuam em três frentes — campeonato, Taça de Portugal e competições europeias — e março será determinante nas aspirações de ambos. SC Braga e Benfica vivem realidades distintas. O SC Braga concentra as suas forças na Europa League, enquanto o Benfica tenta alcançar o segundo lugar para depois poder tentar atacar a liderança da Liga. Estamos, claramente, na fase das decisões.

FC Porto: resistir sob pressão
O FC Porto tem-se mantido na liderança apesar de exibições menos consistentes. Já ultrapassou momentos de pressão ao longo da época, mas março volta a testar a estabilidade da equipa de Farioli. A sequência é exigente: jogos de três em três dias, duas deslocações a Lisboa em cinco dias — Sporting para a Taça e Benfica para o campeonato — eliminatória europeia decisiva frente ao Estugarda e ainda uma difícil visita a Braga. Tudo concentrado num curto espaço de tempo.
A gestão física e emocional será determinante. Nos momentos recentes de maior exigência, a equipa destacou-se mais pela união e espírito de grupo do que pela qualidade exibicional. O coração e a atitude estão sempre presentes, mas, como se viu frente ao Arouca, o FC Porto revela dificuldades na criação e controlo do jogo com bola. Produz pouco no último terço e permite demasiadas aproximações à sua baliza. Frente a adversários mais experientes e eficazes, essas fragilidades poderão ser determinantes. Se terminar o mês na frente do campeonato e com as restantes competições em aberto, terá dado um passo decisivo rumo aos seus objetivos.

Sporting: a oportunidade estratégica
O Sporting entra em março sabendo que não depende apenas de si para ser campeão. Essa é a principal diferença face ao FC Porto. O calendário do líder inclui deslocações a casa de Benfica e SC Braga, precisamente os jogos em que poderá perder pontos. Se o FC Porto vacilar, o Sporting tem de estar preparado para aproveitar. Se não vacilar, a margem poderá tornar-se quase inultrapassável e o sonho do tricampeonato perder força.
Rui Borges terá de gerir uma sequência exigente, mantendo a equipa competitiva de três em três dias. Na UEFA Champions League, o sorteio abriu perspetivas mais favoráveis ao colocar no caminho o Bodo/Glimt, evitando o todo-poderoso Real Madrid — um fator que aumenta legitimamente a ambição europeia. No campeonato, a deslocação a Braga coincide com a ida do FC Porto à Luz, numa jornada que pode redefinir a classificação.
Ainda assim, o momento-chave pode estar na Taça. O jogo em Alvalade frente ao FC Porto é mais do que uma meia-final: é uma oportunidade estratégica. Um bom resultado aproxima o Sporting do Jamor, mas, acima de tudo, pode fragilizar emocionalmente o adversário cinco dias antes da visita à Luz. O Sporting pode, nesse jogo, jogar dois em um: ganhar vantagem na Taça de Portugal e semear dúvidas no líder antes de um duelo decisivo para o campeonato.

SC Braga e Benfica: o papel decisivo
O SC Braga, apesar de estar afastado da luta pelo título, ganha especial relevância neste período. Em quinze dias recebe o primeiro e o segundo classificados da Liga, pelo meio de uma eliminatória da Europa League frente ao Ferencvaros, que permite ao clube minhoto ter naturais aspirações a passar para a próxima eliminatória.
Num calendário tão denso, é legítimo que priorize as competições europeias e faça gestão no campeonato — mas o seu papel pode ser decisivo nas contas finais.
Já o Benfica entra em março sob pressão máxima. Uma vitória frente ao FC Porto relança a luta pelo título e baralha a classificação; um resultado negativo pode afastá-lo definitivamente do primeiro lugar e complicar o segundo. A vantagem encarnada está na frescura competitiva, jogando apenas uma vez por semana. Ainda assim, para que o duelo com o líder tenha verdadeiro peso, é determinante vencer antes o difícil teste frente ao Gil Vicente. Março pode não decidir tudo, mas pode deixar muita coisa decidida.

A valorizar: Luis Suárez
Quem se lembra de Gyokeres? Suárez está a fazer uma época incrível. Faz golos, participa no processo ofensivo e é o primeiro defesa da equipa.

A desvalorizar: Prestianni
As atitudes do jogador nas redes sociais não passam despercebidas. Está a viver um momento de grande pressão e, como tal, deveria resguardar-se o máximo possível e não agitar ainda mais as águas."

O último ou o primeiro fôlego do Benfica?


"Rui Costa disse sábado, no discurso presidencial de comemoração dos 122 anos do Benfica, que a equipa de futebol irá lutar «até ao último fôlego» pelo título desta época. Continuando a ser matematicamente possível, o presidente dos encarnados nunca poderia dizer algo que tivesse como significado atirar a toalha ao chão, mas todos os benfiquistas estarão conscientes de que se trata de um objetivo muito difícil de concretizar, com o FC Porto a liderar o campeonato com 10 pontos de distância (mais um jogo). A suceder, seria algo de incrível.
Porém, mais de acordo com o que está realmente nas mãos da equipa comandada por José Mourinho, o que o Benfica terá de conseguir é fazer bem o trabalho dele, ganhar todos os jogos até final do campeonato e mostrar capacidade principalmente nos duelos com os principais rivais — em casa com o FC Porto, depois do jogo de amanhã em Barcelos; em Alvalade, na jornada 30; e em casa frente ao SC Braga, na jornada 33. Será fundamental fazer prova de força para corresponder ao apoio que entretanto conseguiu recuperar, para mostrar aos adeptos que se o Benfica não conseguiu melhor esta temporada não foi por falta de determinação.
Se José Mourinho continuar a ser o treinador na próxima temporada — Rui Costa já disse a um canal espanhol que «vai continuar», mas falta um esclarecimento institucional — será a prova dos nove para este projeto. Em 2025/2026, resta pouco pelo que lutar. O campeonato parece amarrado e a Liga dos Campeões esfumou-se num play-off com o Real Madrid inesperadamente dramático, mas que também mostrou um Benfica com personalidade.
A polémica relacionada com o alegado insulto racista do extremo Prestianni ao avançado merengue Vinícius Júnior não deixou o clube e os seus jogadores desfrutar do palco da Liga dos Campeões e do mediatismo que ele oferece. No jogo de Madrid, o Benfica teve de se apresentar de cara fechada, sem Mourinho nas conferências ou no banco (fora expulso no jogo de Lisboa). Encanto teve apenas a exibição em campo, em que os encarnados, apesar da derrota por 1-2, se bateram de igual para igual com o Real Madrid e fizeram os espanhóis suster mais vezes a respiração do que certamente desejariam ou esperariam.
Há sinais positivos: a equipa parece mais unida, o público voltou a acreditar e José Mourinho está a reconstruir a confiança que o clube precisa para entrar na próxima temporada com ambição renovada.
Mas, como bem sabemos, vitórias morais não ficam na história e desta campanha o que o Benfica deve retirar é convicção para o futuro a médio prazo. E deve ser essa mesma convicção a nortear-lhe a luta até final do campeonato. Sabendo, com franqueza, que o último fôlego dificilmente chegará para o 39. No entanto, há sinais positivos: a equipa parece mais unida, o público voltou a acreditar e José Mourinho está a reconstruir a confiança que o clube precisa para entrar na próxima temporada com ambição renovada. Há algumas épocas que o clube não consegue entrar desportivamente com serenidade e segurança, com consequências que se conhecem."

Concordo totalmente

BF: Egeli...

Águia: Diário...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Villas-Boas volta aos velhos hábitos e Mourinho toca na ferida?

Terceiro Anel: 122 ANOS DE GLÓRIA: Desabafo de um Benfiquista em dia de Aniversário!!

O Relatório e Contas do SL Benfica SAD do 1º semestre da época 2025/26

O grande Paulo Futre


"Futre fez 60 anos e permanece relevante bastante depois do derradeiro aplauso dentro de campo. Reinventou-se com inteligência, sentido de humor e, sobretudo, autenticidade. 'Hat trick' é o espaço de opinião semanal do jornalista

Paulo Cunha Paulo Jorge dos Santos Futre comemorou o 60.º aniversário no sábado, 28 de fevereiro. Um número redondo que convida a puxar pela memória para recordar o trajeto de um dos melhores jogadores portugueses de sempre, capaz de se sentar à mesa dos maiores da geração dele à escala planetária.
Velocidade estonteante, drible em progressão, cabelos ao vento, um estilo quase insolente enquanto deixava adversários perdidos e de rins em mau estado, alguns dispostos a fazer-lhe pagar as diabruras com entradas a matar que na atualidade seriam crime com castigo. Quantas temporadas teria jogado mais se tivesse beneficiado da proteção dada hoje pelos árbitros aos grandes talentos?
Da estreia oficial pelo Sporting, a 27 de agosto de 1983, pela mão de Jozef Venglos, até pendurar as chuteiras com a camisola dos japoneses do Yokohama Flugels, a 26 de setembro de 1998, escreveram-se páginas que resistem à erosão do tempo. Assim de repente, porque o esquerdino do Montijo é um daqueles génios inesquecíveis, lembro-me de uma série de episódios marcantes sem recorrer ao amigo Google…
Após a saída do clube leonino, aos 17 anos, já internacional na principal Seleção Nacional, rumou ao FC Porto, sagrando-se bicampeão nacional e vencedor da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Nesse duelo do Prater com o Bayern por pouco não marcou um golo sublime, jogada de craque e finalização de jogador dos distritais, conforme reconheceria. A Bola de Ouro que lhe devia pertencer, em 1987, acabou nas mãos de Rudd Gullit, a mostrar que o segundo lugar é mesmo o primeiro dos últimos.
À boleia de um Porsche amarelo ajudou Jesús Gil y Gil a sentar-se na cadeira de sonho do Atlético de Madrid, relação de amor e ódio que assinalou uma era no futebol espanhol. Ainda hoje vibro com a conquista da Taça do Rei pelos colchoneros em pleno Santiago Bernabéu diante do Real Madrid, em 1992, numa das mais memoráveis exibições do nosso Paulinho, autor do segundo golo no 2-1 final — e aquele túnel a Chendo na linha de fundo…?
Com a RTP a dar uma mãozinha, regressou a Portugal para representar o Benfica, pretendido também pelo Sporting presidido por Sousa Cintra. No imaginário de quem viveu os anos 90, impossível não evocar com um sorriso aquela aparição no relvado da Luz, antes de um Benfica-FC Porto para a Taça de Portugal, à medida que gritava, ao lado do presidente encarnado, Jorge de Brito, «é ganhar c…, é ganhar c…».
Que bela viagem na cruel máquina do tempo que teima sempre em transportar-nos de volta para o presente.
Paulo Futre consegue permanecer relevante bastante depois do derradeiro aplauso dentro de campo. Reinventou-se com inteligência, sentido de humor e, sobretudo, autenticidade, apesar de nunca terem chegado os prometidos charters de chineses. Se a comunicação no mundo do futebol é demasiadas vezes calculista e previsível, ele preservou a espontaneidade. Ri-se dele próprio, aceita os excessos do passado e encara o desporto-rei com paixão contagiante. É uma figura transversal, admirada por adeptos de diferentes clubes, algo raro num país no qual as rivalidades se sobrepõem ao reconhecimento do mérito individual.
Aos 60 anos, Paulo Futre continua a provar que os verdadeiros artistas jamais saem de cena — apenas mudam de palco."

Infraestruturas: uma oportunidade estratégica para o futebol português


"Não se trata apenas de colocar uma cobertura numa bancada. O que se impõe é um verdadeiro plano nacional de infraestruturas, em que o futebol profissional, com o apoio da Liga e da FPF, tem necessariamente de ser exemplo. 'Tribuna livre' é um espaço de opinião em A BOLA aberto ao exterior, este da responsabilidade de André Baptista, gestor desportivo e ex-presidente da SAD do Torreense

Imagine que, numa sexta-feira à noite de janeiro, sob chuva intensa e vento frio, tem de explicar aos seus filhos por que razão vale a pena ir ao jogo. As bancadas são descobertas, chove e a água acumula-se entre as filas, o vento e o frio atravessam o estádio... e o bar tem filas longas e uma oferta pouco apelativa — para um jogo que começa às 20h00, já numa hora pouco compatível com a rotina familiar. A experiência nada tem de confortável. A paixão até pode ajudar a vencer o conforto caseiro num dia ou outro, mas isso é uma exceção. Que não é de todo suficiente para garantir o envolvimento das gerações vindouras na rotina do estádio.
O futebol português discute competitividade, centralização de direitos televisivos e modelos de distribuição de receitas, entre outros pilares cruciais. No entanto, há um fator estrutural que influencia todas condições de valorização do produto e que continua a merecer atenção insuficiente: as infraestruturas.
Estádios, relvados e centros de treino não são apenas ativos físicos, mas sim elementos determinantes para a experiência do adepto, para a qualidade do jogo e para a valorização do principal capital do futebol português: os jogadores. A experiência do estádio é hoje um fator decisivo. Se os clubes não evoluírem neste plano, o risco não é apenas a ausência momentânea de público, mas uma quebra estrutural na renovação geracional dos adeptos. Num contexto em que os chamados três grandes têm sempre uma base consolidada, os clubes de dimensão média e regional são os mais expostos a perder identidade, público e relevância local.
Casos como FC Famalicão, Casa Pia, Estoril Praia ou Estrela da Amadora ilustram bem esta realidade. O Famalicão consolidou-se como um projeto moderno, exportador de talento e financeiramente estruturado, mas o crescimento desportivo foi mais rápido do que a evolução do Estádio Municipal 22 de Junho, evidenciando como a infraestrutura pode tornar-se um fator limitativo mesmo quando existe competência de gestão. O Casa Pia protagonizou uma subida histórica e estabilizou-se na Liga, mas viu-se impedido de competir no seu estádio, diluindo a ligação à comunidade e dificultando a consolidação de uma base de adeptos.
O Estoril Praia tem sido consistente na valorização de jovens talentos e na profissionalização da sua estrutura, porém o Estádio António Coimbra da Mota reflete as dificuldades de adaptação a um futebol cada vez mais exigente em termos de experiência e produto televisivo. Já o regresso do Estrela da Amadora ao principal escalão devolveu um símbolo da periferia lisboeta ao mapa do futebol nacional, mas o Estádio José Gomes, apesar do seu valor histórico, evidencia a necessidade de modernização para acompanhar a ambição competitiva do clube.
Em muitos destes casos, estamos perante estádios municipais onde a margem de intervenção estrutural é reduzida. A ambição existe, a competência de gestão também mas a infraestrutura não acompanha o ritmo da exigência competitiva e da experiência que o futebol moderno requer. Esta discrepância cria um bloqueio estrutural: projetos desportivos organizados e sustentáveis ficam limitados por condições físicas que não refletem a evolução do próprio jogo.
Melhores estádios significam mais do que cadeiras novas ou um design moderno. Significam mais público, maior regularidade de assistência, mais famílias, mais jovens e melhor ambiente. Um estádio confortável e funcional puxa pela equipa da casa, cria pressão positiva, valoriza o espetáculo e melhora a imagem do futebol português, tanto para quem está presente como para quem acompanha pela televisão. Mesmo num cenário de maior centralização de receitas, um bom relvado e uma infraestrutura que proporcione uma experiência qualificada valorizam o produto global que é o futebol português.
A qualidade dos relvados tem igualmente impacto direto e imediato. O piso influencia o jogo, a componente técnica, a integridade física dos jogadores e a própria identidade do futebol praticado. Num país reconhecido pela sua capacidade técnica e pela formação, jogar sistematicamente em más condições limita o desenvolvimento individual e coletivo e empobrece o espetáculo. Proteger e modernizar os relvados é proteger o ativo mais valioso do futebol nacional.
A questão dos centros de treino é outro pilar essencial deste ecossistema. Clubes com estruturas próprias conseguem planear melhor, proteger os relvados principais e oferecer condições adequadas à equipa sénior e aos escalões jovens. Portugal é, por natureza, um país exportador de talento. Valorizar o capital humano passa inevitavelmente por criar melhores condições de desenvolvimento, mas também por atrair novos talentos para as camadas jovens, algo que se exponencia quando as infraestruturas são uma mais-valia competitiva.
É aqui que a relação entre sociedades desportivas e autarquias se torna decisiva. Os clubes são, muitas vezes, os maiores embaixadores das suas regiões. Um projeto estruturado, competitivo e com boas condições atrai público local e visitantes, dinamiza a economia, aumenta a visibilidade do território e reforça a identidade regional. Investir em infraestruturas desportivas não é apenas apoiar um clube; é potenciar um ativo estratégico da própria comunidade.
No fundo, está tudo interligado. Melhores infraestruturas atraem público; o público dinamiza o jogo; o jogo valoriza os jogadores; os jogadores valorizam os clubes; e os clubes fortalecem o futebol português. Investir em estádios, relvados e centros de treino não é um luxo nem uma crítica ao passado. É uma oportunidade estratégica para proteger a identidade regional, elevar a qualidade do produto e garantir um futuro mais sustentável ao futebol português.
Se queremos afirmar o futebol português como um produto competitivo, valorizado dentro e fora de portas, capaz de formar talento e de atrair novas gerações aos estádios, podemos continuar a discutir modelos de receita e centralização sem colocar a experiência do adepto e a qualidade das infraestruturas no centro da estratégia? E não, não se trata apenas de colocar uma cobertura numa bancada. O que se impõe é um verdadeiro plano nacional de infraestruturas, em que o futebol profissional, com o apoio da Liga e da FPF, tem necessariamente de ser exemplo — no desígnio comum, na capacidade coletiva de financiamento e concurso a fundos e linhas de apoio, na capacidade política junto de autarcas e governantes, e, por fim, numa exemplar capacidade de execução."