Últimas indefectivações

segunda-feira, 23 de março de 2026

Ouro e Prata


No último dia dos Mundiais de Atletismo em Pista Coberta, na Polónia, duas medalhas vermelhas!!!
Pela matina, Ouro no salto em comprimento, pela Agate Sousa, com 6,97m, a melhor marca Mundial do ano!
No final da tarde a expectativa era grande, mas o Campeão do Mundo ao Ar Livre, dos 1500m, Isaac Nader, não conseguiu repetir o triunfo, mas mesmo assim, ficou no 2.º lugar, trazendo uma medalha de Prata...

Regresso às vitórias...

Benfica 1 - 0 Farense
Moreira


Vitória complicada, principalmente nos minutos finais, com vários sustos, que acabaram por correr bem!!!

Esta 'exigência' de encaixar o Henrique Araújo e o Anísio no 11, está a 'atrapalhar' o nosso jogo ofensivo! O Anísio precisa de jogar, para ganhar ritmo e evoluir, o Henrique aparentemente exista a esperança que consiga convencer algum Clube a ficar com ele no final da época! Mas hoje, o Edokpolor deveria ter jogado! O Gonçalo, mais um golo, e mais um jogo onde voltou a convencer... o salto para a equipa principal está cada vez mais perto...

Mais perto do grande objetivo...

Marítimo 1 - 3 Benfica
Chandra, Nycole, Moller


Começamos a perder, mas a remontada sempre pareceu inevitável!

E num dia que começou a sofrer um golo, acabou com mais 3 pontos, e com o Sporting a perder, o que ainda vai antecipar o também praticamente inevitável título máximo, ainda mais!!!

Benfica: sem Aursnes a banda não toca


"Resultado largo na Luz poderia indiciar melhorias, mas Benfica continua curto e ainda à procura de uma identidade. O problema é que faltam sete jogos para terminar a época...

Finalmente com semanas limpas para trabalhar, depois do adeus às Taças e também à Liga dos Campeões, e apenas um jogo a cada sete dias, esperava-se que o Benfica pudesse, finalmente, ser convincente e mostrar uma versão que ainda não se viu esta época, e tão longa que ela já vai. O 3-0 de ontem frente a um Vitória de Guimarães em crise desde que ganhou a Taça da Liga podia ter sido revelador de uma equipa mandona, mas, depois de ter sido encostado às cordas pelo Arouca, na passada jornada, voltou a aparecer uma águia tímida e que não fez por justificar vitória tão confortável.
É certo que o Benfica disso não teve culpa e aproveitar os erros alheios também exige mérito e até permitiu que Ríos desse um ar de sua graça, mas, ao ver os três golos oferecidos, foi fácil perceber o porquê de os vimaranenses estarem mergulhados numa espiral tão negativa de resultados desde há dois meses.
A estatística, já se sabe, não ganha jogos, mas expõe muitos defeitos e virtudes e o facto de o Vitória ter tido mais bola ou remates indicia a postura pouco enérgica e autoritária contra adversários inferiores que o Benfica tem revelado. Depois do empate no clássico com o FC Porto, Mourinho abriu a ferida de um plantel desequilibrado e expô-la para o país (e Rui Costa) ver, dizendo que, não tendo Aursnes ao dispor, a música é outra. E é mesmo. Porque, depois de Florentino e Kokçu terem carregado a cruz de uma época de insucesso e sido trocados por Barrenechea — agora até já adaptado a central e a relegar Gonçalo Oliveira para a bancada (é a tal aposta na formação...) — e Ríos, que custaram mais de 40 milhões de euros, continua a ser o norueguês o cimento que tudo cola e que faz a equipa funcionar. Para a frente, para trás, e para os lados.
Por isso, a Mourinho convirá encontrar outra fórmula, porque alcançar o FC Porto no primeiro lugar parece uma missão praticamente impossível, mas o segundo lugar, de Champions, é muito diferente do terceiro, da muito menos prestigiante e rica Liga Europa, e esse está perfeitamente ao alcance.
Hoje há domingo gordo, na ressaca dos brilharetes europeus. No Minho, o espetáculo está prometido entre o atrativo SC Braga de Carlos Vicens e o FC Porto, que voltou a ter a frescura do início de época na sua fase mais decisiva. Antes disso, o Sporting, motivado pelo impressionante amasso dado ao Bodo/Glimt, terá jogo trabalhoso em Alverca, que, pontuando, irá para a pausa das seleções com a manutenção bem encaminhada."

Europa: da desilusão à euforia


"Esta semana foi perfeita para o futebol português na Europa com o pleno de vitórias. O Sporting com uma noite épica, o SC Braga com personalidade e qualidade, e o FC Porto com maturidade competitiva para saber sofrer. Quando olhamos para as diferentes competições, há um dado que começa a ganhar força: a probabilidade de Portugal voltar a colocar uma equipa numa final europeia já não é um cenário distante, mas sim uma possibilidade real.

Do erro à reação perfeita
O jogo na Noruega expôs tudo o que o Sporting não pode ser. A equipa nunca se encontrou — nem estratégica nem emocionalmente — e a imagem foi a de um conjunto sem intensidade.
Em Lisboa, o cenário foi totalmente diferente. Desde o primeiro minuto percebeu-se uma equipa mais ligada, equilibrada e, acima de tudo, consciente do que o jogo pedia. Os regressos de Pote e Maxi foram determinantes. Pote trouxe critério e inteligência ao jogo interior: fecha por dentro, equilibra o meio-campo e aparece entre linhas. Maxi deu profundidade e imprevisibilidade, mas sobretudo intensidade competitiva, joga no limite e contagia a equipa e o estádio.
Também o regresso de Morita teve impacto direto. Ao contrário de João Simões, mais atraído pela bola, Morita garante equilíbrio, algo fundamental frente a estes adversários.
O Sporting foi, acima de tudo, uma equipa ligada ao jogo. Reagiu melhor à perda, teve critério com bola e nunca entrou em desespero. Houve ainda fatores que ajudaram a este rendimento: o regresso à relva natural e a ausência de jogo no fim de semana. A equipa apresentou-se mais fresca, mais intensa e mais disponível, algo que se sentiu ao longo de todo o encontro.
E depois há Rui Borges. Se na primeira mão falhou, na segunda respondeu como se exige a um treinador deste nível: corrigiu, ajustou e preparou melhor a equipa. Na conferência de imprensa no final do jogo demonstrou que sentiu a forma como algumas críticas lhe foram dirigidas. Acho que não o devia ter feito, uma vez que a resposta já estava dada em campo.
Vivemos num mundo que adora o imediato e o explora até ao limite. Há quem prefira ver a árvore e quem prefira ver a floresta. Eu enquadro-me no segundo grupo. Rui Borges pode ter falhado em Bodo, mas desde que chegou o seu trabalho é evidente. Conseguiu alterar a forma de jogar da equipa, depois de anos ligados a um sistema rígido.
Hoje, o Sporting joga um futebol atrativo, que leva os adeptos ao estádio com expectativa. Não se queixa das adversidades — enfrenta-as, dá oportunidades e demonstra confiança nos jogadores. A tudo isto juntou algo decisivo: títulos. Venceu o campeonato e a Taça e, esta semana, levou o Sporting aos quartos de final da Liga dos Campeões pela primeira vez desde 1983.
Pode não ser perfeito a comunicar, mas dentro do relvado o seu trabalho merece destaque. Há depois um impacto menos visível, mas igualmente relevante: a valorização do plantel. A evolução coletiva, aliada aos resultados europeus, tem reflexo direto no valor dos jogadores e nas receitas do clube. Nesse plano, a estrutura financeira liderada por Francisco Salgado Zenha terá certamente motivos para olhar para este momento com particular satisfação.

O SC Braga mostra ambição europeia
Depois de uma primeira mão sem expressão, o SC Braga respondeu como as equipas com ambição europeia sabem fazer.
Entrou forte, pressionante e com uma ideia clara de jogo. Aos 15 minutos a eliminatória estava empatada; aos 35 estava resolvida. A equipa jogou à imagem do treinador: intensidade, ambição e a coragem de assumir o jogo, independentemente do contexto. Não se deixou condicionar e fez aquilo que melhor sabe. O SC Braga conseguiu impor um ritmo alto e constante, algo decisivo neste tipo de eliminatórias. Há jogadores que aparecem e há jogadores que decidem. Zalazar e Ricardo Horta continuam a estar nesse segundo grupo. Têm qualidade técnica, personalidade e não se escondem nos momentos decisivos.
Sem grandes objetivos internos neste momento, o SC Braga pode concentrar-se totalmente na Liga Europa. E é precisamente aí que pode acontecer algo de especial. Olhando para o médio prazo, o clube minhoto está perante uma oportunidade clara.
Com estabilidade financeira e uma base competitiva sólida, tem condições para preparar o próximo passo. E esse passo tem hoje um enquadramento muito concreto: na época 2027/28, Portugal voltará a ter duas equipas com entrada direta na Liga dos Campeões e uma terceira a disputar o play-off.
Ficar entre os três primeiros deixa, por isso, de ser apenas um objetivo desportivo e passa a ser uma decisão estratégica com impacto direto no crescimento do clube. A diferença entre se afirmar definitivamente entre os grandes do futebol português ou continuar a ser o melhor dos restantes pode estar já na próxima temporada. O embate frente ao FC Porto será mais do que um grande jogo, será um teste à ambição do SC Braga. Não apenas para esta época, mas como indicador daquilo que o clube quer ser no futuro.
Porque crescer na Europa é importante, mas afirmar-se de forma consistente nestes jogos é o que separa quem participa de quem quer, verdadeiramente, competir a outro nível.

A valorizar:
Diogo Costa
Tem sido fundamental na época do FC Porto. Frente ao Estugarda demonstrou mais uma vez porque é considerado um dos melhores guarda-redes do Mundo.

A valorizar:
Froholdt
Com 20 anos já é um jogador incrível. Forte fisicamente e com qualidade técnica. O golo frente ao Estugarda é fantástico. É um grande ativo desportivo e financeiro do FC Porto."

Backstage | #FutsalBenfica - Conquista da 5.ª Taça da Liga 2026

BI: Megafone - Temporada 2024/15

Vermelho no Branco #35 - Continua a luta pelo campeonato

BF: Enzo...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Ríos ganha estatuto, leões e dragões sem espaço para tropeções

Vitória justa


"O triunfo benfiquista, por 3-0, ante o Vitória SC e a medalha de ouro ganha por Agate Sousa são os temas em destaque nesta edição da BNews.

1. Triunfo indiscutível
José Mourinho considera o resultado adequado ao que se passou em campo: "O segundo golo acaba com o jogo. Depois, na parte final, já com gente fresca, com pernas frescas nos jogadores da frente, voltámos a pressionar mais alto, apesar de estarmos a ganhar já por 3-0, e foi quando o jogo podia ter ido para números que seriam tremendamente injustos para o Vitória."

2. Merecido
Autor de duas assistências para golo e considerado o homem do jogo, Richard Ríos releva o coletivo: "Foi uma vitória muito importante. Temos vindo a trabalhar bastante. Feliz pelas duas assistências, mas fico mais feliz pela vitória. Merecíamos os 3 pontos."

3. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os três golos marcados pelo Benfica ao Vitória SC.

4. Até sempre, Silvino
O adeus a uma glória do Benfica.

5. Campeã do mundo
Agate Sousa é campeã do mundo de salto em comprimento em pista curta. Acompanhe, no Site Oficial, o desempenho dos atletas do Benfica.

6. Outros resultados
O Benfica registou vitórias pelas suas equipas masculinas de futsal (5-0 ao Eléctrico), de hóquei em patins (3-2 ao HC Braga), de voleibol (3-0 ao Leixões), e pela equipa feminina de andebol (19-28 ao ABC). E desaires em basquetebol no masculino (88-72) e nos Sub-23 e Sub-15 de futebol, respetivamente com Académico de Viseu (0-1) e Vitória SC (2-3). Esta manhã, a equipa feminina de futebol visitou o Marítimo e venceu por 1-3.

7. Jogos do dia
No masculino, a Equipa B do Benfica recebe o Farense às 18h00 e, em râguebi, os encarnados jogam no reduto do CR São Miguel (15h00). No feminino, há as seguintes partidas: no basquetebol, deslocação ao BC Barcelos (15h00); em voleibol, arranque do play-off na Luz com o Leixões (15h00); e, em hóquei em patins, receção à Stuart Massamá (19h00).

8. Casa Benfica Quarteira
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 16.º aniversário."

Inédito e incrível: Paulinho não vai à Seleção por ser... bom, competente e fiável


"Entre ausências de peso e surpresas de última hora, o selecionador de Portugal, Roberto Martínez, desenha o mapa para o Mundial 2026... com algumas curvas perigosas Roberto Martínez é um homem de convicções, ou pelo menos de explicações que parecem saídas de um manual de diplomacia aplicada. A lista para o México e Estados Unidos é o último ensaio antes do espetáculo final das escolhas para o Mundial e o selecionador decidiu baralhar as cartas de forma a deixar meio país a coçar a cabeça.
O comboio da Seleção, esse transporte mítico onde os lugares são mais caros que um T1 no Chiado, já partiu. E há quem tenha ficado a vê-lo passar, enquanto outros entraram pela janela.
Comecemos pelo estaleiro de luxo. Ronaldo, Rúben Dias e Semedo ficam de fora por questões físicas — nada de novo, a idade e o calendário não perdoam. Mais curiosa é a ausência de Bernardo Silva, uma «decisão técnica baseada na informação clínica». É aquela linguagem de hospital que serve para dizer que o City mandou e a FPF obedeceu. Já Palhinha é o mistério da noite: sem justificação, como se se tivesse evaporado da Cidade do Futebol. E Raphael Guerreiro? Bom, esse foi riscado com a caneta vermelha da desonra. Quem vira as costas à Liga das Nações não entra no quartel de Martínez.
Nas entradas surpresa, Martínez sacou da cartola nomes que cheiram a futuro, mas que também serão... experiências de laboratório. Rodrigo Mora, o pequeno génio, é a lufada de ar fresco, mas estará lesionado e falhará os duelos das Américas; Mateus Fernandes, Samu Costa e Tomás Araújo são as apostas de quem quer mostrar que está atento, mas no fundo sabe que dificilmente prepararão a mala para o Mundial.
Mas o momento mais circense desta convocatória é a gestão de Paulinho. A explicação de Martínez é de uma ginástica mental digna de ouro olímpico: Paulinho é tão parecido com Ronaldo e Ramos que... não precisa de ir. Ou seja, o avançado do Toluca é vítima da própria competência. É a primeira vez que ser bom e fiável é o passaporte direto... para o sofá. Ao mesmo tempo, Martínez assina a certidão de óbito às esperanças de André Silva ou Fábio Silva e, de caminho, avisa o país: para o Mundial, só levamos dois matadores. Se um se constipa, rezamos a Fátima.
Martínez é otimista por natureza, mas esta lista é perigoso equilibrismo. Entre os que não podem, os que não querem e os que «não valem a pena», o selecionador vai para as Américas testar o que resta. Esperemos que o comboio não descarrile antes do Mundial. É que, no futebol como na vida, a justiça é relativa, mas o golo é absoluto. E sem pontas de lança, o brilho das surpresas pode rapidamente transformar-se em saudade dos injustiçados."

A estátua de Bruno Fernandes em Old Trafford


"Se ainda não está a ser pensada, devia. Há jogadores que entram na história de um clube pelos títulos, outros pelos números, e depois existem aqueles raros que o fazem pela forma como carregam o peso de um emblema inteiro às costas. Bruno Fernandes pertence claramente a essa última categoria.
À volta de Old Trafford, a casa histórica do Manchester United, erguem-se várias estátuas que contam capítulos da grande narrativa do clube. Não são apenas peças de bronze espalhadas pelo exterior do estádio. São memórias solidificadas. São testemunhos da grandeza que ali se construiu. Ali está Sir Matt Busby, o homem que reconstruiu o Manchester United depois da tragédia de Munique e conduziu o clube ao primeiro título europeu de um clube inglês, em 1968. Mais adiante encontra-se a famosa United Trinity, eternizando George Best, Denis Law e Bobby Charlton, três génios que marcaram uma geração inteira. E, claro, a imponente figura de Sir Alex Ferguson, o treinador que transformou o Manchester United numa potência global durante mais de duas décadas.
Cada estátua conta uma história. Cada uma representa um momento em que alguém elevou o clube acima do comum. É por isso que, olhando para o passado recente e para a atualidade, a pergunta que me surgiu com naturalidade: porque não o Bruno Fernandes? Claro que sou suspeito: admiro o Bruno enquanto jogador, mas, acima de tudo, enquanto ser humano. É feito da matéria daqueles que não desistem. E isso, no desporto e na vida, vale muito mais do que qualquer talento isolado. O Bruno é o retrato do atleta que teve de sofrer, abdicar, insistir e, sobretudo, persistir para conquistar o que é seu. E isto não é uma metáfora, é uma constatação. No futebol, o talento pode abrir a porta. Mas é o comportamento que permite entrar… e ficar. O 8 do Man United é exemplo e referência. Um sinal claro, e necessário, para os mais novos e não só, num mundo que precisa, cada vez mais, de inspirações positivas. Construiu-se passo a passo. Caiu, levantou-se, ajustou-se. Acreditou onde outros duvidaram. Trabalhou onde outros descansaram. Abdicou para se manter focado. Insistiu. Lutou e alcançou… apesar de ainda haver muito para conquistar. Percorreu todo este caminho com algo que considero absolutamente essencial no desporto e na vida: atitude. E se há um jogador que tem personificado o Manchester United nos últimos anos, esse jogador é o capitão do clube inglês. Bruno não é apenas um médio talentoso. É o maestro da equipa. O homem que organiza, cria, decide e assume. É o jogador que aparece quando a equipa precisa de alguém que lidere. Desde que chegou a Old Trafford, tornou-se a bússola ofensiva da equipa, e esta temporada voltou a ser um dos rostos da produção do United: o site oficial do clube destacou recentemente que já ultrapassou as 200 participações em golos pelos red devil’s. É, de certa forma, o verdadeiro influencer de Old Trafford: o homem que dita o ritmo, que arrasta os colegas, que inspira, que não se esconde, que transforma momentos difíceis em oportunidades.
Num Manchester United que tem vivido anos de instabilidade, mudanças de treinadores, reconstruções sucessivas e uma pressão constante para regressar ao topo, Bruno Fernandes foi muitas vezes o único fio condutor entre o passado glorioso e o futuro que o clube procura reencontrar. Foi sempre o ponto de referência e de resistência. Sempre presente, sempre disponível, sempre inconformado. Inconformismo é, para mim, uma das palavras que define o seu trajeto nos Red Devil’s. E atenção, fê-lo numa das fases mais turbulentas da história recente do clube.
Os números ajudam a contar essa história. Com 106 golos e 100 assistências em 320 jogos pelos Red Devil’s, Bruno Fernandes gravou o seu nome nas estatísticas do Manchester United de forma impressionante. Frente ao Aston Villa, alcançou as assistências 99 e 100 pelo clube, ultrapassando um recorde que pertencia a David Beckham. Com 16 assistências numa única época da Premier League, tornou-se o jogador do Manchester United com mais passes para golo numa temporada da competição, superando o antigo internacional inglês (15) e deixando outro português, Nani, na terceira posição da lista (14). No início de março, frente ao Crystal Palace, também já tinha ultrapassado Beckham no número de jogos da Premier League em que marcou e assistiu (18), ficando apenas atrás de duas lendas absolutas do clube: Wayne Rooney e Ryan Giggs.
Mas Bruno Fernandes é muito mais do que números. É também intensidade. Quem o vê jogar percebe rapidamente que Bruno vive cada minuto com uma energia quase contagiante. Reclama, incentiva, gesticula, organiza. Há quem critique esse lado emocional. Mas, na verdade, é precisamente esse fogo competitivo que define os grandes capitães. Bruno Fernandes joga sempre como se o jogo estivesse empatado aos 90 minutos. E essa mentalidade é algo que Old Trafford sempre respeitou profundamente.
Ao longo da história do Manchester United, os grandes líderes foram sempre jogadores incapazes de aceitar a mediocridade. Roy Keane tinha essa chama. Bryan Robson também. Wayne Rooney mostrou-a muitas vezes. Cristiano Ronaldo sempre. Hoje, essa responsabilidade pertence ao médio português. O respeito pelo capitão do Man United ultrapassa rivalidades. Jack Grealish, jogador do Manchester City, escreveu nas redes sociais após mais uma exibição decisiva:
− Bruno é um jogador absolutamente inacreditável.
Jürgen Klopp foi ainda mais longe:
− Para mim, Bruno Fernandes é o jogador da época da Premier League. As pessoas falam de números, mas a influência dele no Manchester United é diferente. Quando um jogador consegue carregar uma equipa assim todas as semanas, isso é classe mundial.
Também Arsène Wenger não poupou elogios:
− As pessoas esquecem-se de que Bruno não foi uma contratação mediática. Foi simplesmente um grande negócio. Ele carregou a equipa, enfrentou os grandes clubes e fez a grandeza parecer normal. Este rapaz pensa o futebol.
E há um momento que talvez diga ainda mais sobre os valores que fazem parte do ADN do Bruno Fernandes… No último verão, recebeu uma proposta milionária da Arábia Saudita. O Al-Hilal estava disposto a pagar mais de 100 milhões de euros ao clube e oferecer ao médio português um contrato que triplicava o que recebe em Inglaterra. Muitos teriam aceitado sem hesitar. Bruno Fernandes não. Depois de conversar com a família e refletir sobre a sua situação e os seus objetivos desportivos, decidiu ficar. Não ficou por comodismo. Ficou num clube em crise, num contexto de enorme pressão, depois de uma época muito abaixo da dimensão histórica do emblema - 15.º lugar na Premier League e derrota na final da Liga Europa - quando sair seria, para muitos, a decisão mais fácil e até mais confortável. Uma coisa é permanecer num gigante estável, vencedor e protegido pelas vitórias. Outra, bem diferente, é não virar costas a uma instituição que atravessa um período difícil. Bruno Fernandes escolheu ficar quando o Manchester United mais precisava de referências competitivas, de exigência interna e de alguém que elevasse o nível.
Num futebol cada vez mais dominado pelo poder financeiro, esta decisão teve um valor simbólico enorme. Foi uma escolha de identidade, de compromisso e de liderança. E isso, num clube de futebol ou em qualquer área organizacional, conta muito. Os adeptos do Manchester United sempre valorizaram jogadores que não se escondem nos momentos difíceis. Jogadores que assumem responsabilidade. Jogadores que entendem que vestir aquela camisola significa representar algo maior. Bruno Fernandes tem feito exatamente isso. O capitão que nunca desaparece, mesmo quando os resultados não acompanham.
Bruno Fernandes não resolve todos os problemas do Manchester United, nem podia resolver. Nenhum jogador, por melhor que seja, resolve sozinho. Mas há jogadores que, em tempos difíceis, definem um padrão. Bruno tem sido esse padrão.
Talvez ainda seja cedo para falar de estátuas. Mas se um dia, ao caminhar em direção a Old Trafford, os adeptos encontrarem uma nova figura de bronze junto às de Busby, da Trinity ou de Ferguson, não será apenas uma homenagem a um grande jogador. Será o reconhecimento de algo maior. Será a celebração de um capitão que escolheu ficar quando era mais fácil partir. E que, jogo após jogo, continua a liderar o Manchester United como só os verdadeiros líderes sabem fazer."

A geopolítica do apito


"Esta semana para olhar para as esolhas dos árbitros para o Campeonato do Mundo... João Pinheiro, pela lógica, deverá estar presente, mas a lógica nem sempre obedece a critérios... lógicos

É importante não ter memória curta: o último árbitro central português numa fase final de Mundial de futebol foi Pedro Proença, no Brasil, em 2014. Nas duas últimas competições máximas da FIFA para seleções nacionais, Portugal apenas “colocou” Artur Soares Dias como árbitro assistente de vídeo na Rússia, há oito anos.
No Qatar, em 2022, nenhum colegiado português foi escolhido, num universo de apenas onze juízes de campo representantes da Europa, para um total de 64 jogos da competição. Este é o passado recente, e importa levar em consideração múltiplos aspetos que norteiam as decisões da Comissão de Arbitragem da FIFA, presidida pelo italiano Pier Luigi Collina, ele próprio árbitro de uma final de Mundial, em 2002, no Japão, entre Brasil e Alemanha.
A designação dos juizes de campo (também dos assistente e, mais recentemente, dos “Video Asistant Referees”), assente numa cuidada observação das características físicas, técnicas e psicológicas dos árbitros internacionais das seis confederações que sustentam a federação internacional. O que, evidentemente, não se resume a seis meses ou um ano, mas ao todo de um “ciclo” entre mundiais que, tal como o ciclo olímpico, integra quatro anos de atuações e evolução. Nesse particular, a FIFA entrega a cada confederação continental a responsabilidade de detalhados relatórios, para lá da própria observação e avaliação efetuada pelo organismo com sede em Zurique.
Há, em permanência, uma triagem qualitativa, procurando que os oficiais sejam verdadeiramente dignos da “Team One”, a feliz designação encontrada pela FIFA para caracterizar as equipas de arbitragem, concedendo-lhes a devida importância e, sobretudo, enviando deste modo uma clara mensagem a todo o “planeta Futebol” a propósito da necessidade de respeito por atletas de alto rendimento que, para lá das invejáveis condições físicas e do domínio técnico inquestionável, devem ser capazes de tomar decisões sob pressão em frações de segundo, ao ritmo de quatro a cinco (no mínimo…) por minuto, aliando a esse processo a exemplar colocação no retângulo de jogo e a capacidade de acompanhamento de proximidade de todos os lances passíveis de avaliação. Portanto, e para que não restem dúvidas: estamos perante atletas cujos parâmetros “competitivos” se assemelham a qualquer jogador de futebol de elite.
As decisões finais em relação ao lote final de árbitros (normalmente com as habituais duplas de árbitros assistentes que os acompanham durante a temporada) e de árbitros assistentes de vídeo, estão prestes a ser tomadas. Há uma ideia já muito aproximada do grupo final, mas alguns ajustes são ainda possíveis, e competirá a Colllina e ao seu “braço direito”, o suíço Massimo Busacca (também antigo juiz de primeiro plano), ajustar o grupo a um Mundial ainda mais desafiante, quer do ponto de vista logístico (pela dimensão continental e “coast to coast” dos territórios canadiano, estado-unidense e mexicano), quer no âmbito da condição física e psicológica (temperaturas tendencialmente altas, elevado desgaste e pressão redobrada), quer, também, na projeção de um número inédito de jogos (104, ao longo de quase seis semanas de competição).Há parâmetros indiscutíveis e inegociáveis: o “momentum” e as características psíquicas de cada juiz de campo, mas também a sua experiência em jogos de alto risco e de elevada exposição mediática.
Porém, há outras “nuances” (tão ou mais significativas, no momento das decisões finais…), que integram as cotas continentais e a satisfação das “exigências” diplomáticas de cada confederação continental. Neste particular, Artur Soares Dias esteve, por exemplo, à porta do Mundial 2022, sendo “traído” pela nomeação de dois juízes ingleses e outros tantos franceses (entre os quais a senhora Stéphanie Frappart), o que, de imediato, truncou uma maior diversidade nacional dos árbitros europeus.Para o Mundial 2026, há 16 árbitros do “velho continente” numa derradeira “short list”. Estarão reunidos entre o final de março e o início de abril na cidade-natal de Collina, a italiana Viareggio, em dois grupos (o primeiro de sete juizes, o segundo de nove).
João Pinheiro está entre eles. Afinal, o árbitro minhoto foi quarto árbitro da última final da Liga dos Campeões e apitou a Supertaça Europeia, passado recente suficiente que lhe deveria garantir, “a priori”, lugar nos eleitos para o Mundial. Mas nada é líquido, até que as nomeações sejam consumadas e a lista final divulgada. De novo os dois juizes ingleses (Anthony Taylor e Michael Oliver), e dois franceses (Clément Turpin e François Letexier), “ameaçam” desequilibrar as balanças nacionais, no âmbito do “numerus clausus” da UEFA.
Tenho, de Collina, uma ideia de justiça, ao mesmo tempo que me parece seguro que a Itália (país de árbitros de qualidade, desde Sergio Gonella a Nicola Rizzoli), terá em Maurizio Mariani o seu representante “diplomatico”. Mariani foi promovido à “Elite” da UEFA em janeiro de 2025, em simultâneo com Pinheiro, e dirigiu, o ano passado, a final do Mundial de sub-20, no Chile (prova onde o árbitro português também esteve presente). É o elevado número de jogos do “Mundial das Américas” que me faz pensar que João Pinheiro terá, legitimamente, lugar no contingente europeu. Ele terá, em breve, a responsabilidade de arbitrar uma das meias-finais dos “play-offs” da UEFA para o Mundial, e dirigiu sete encontros noutras tantas consecutivas jornadas da Champions League.
Jogam-se, agora, os últimos cartuchos, sobretudo diplomáticos. O peso relativo dos países e absoluto dos árbitros envolvidos terá a palavra final, para um Mundial em que o árbitro da final não deverá ser europeu, respeitando a “alternância continental”. Um sul-americano estará na calha. Mas lançou, a uma distância razoável da competição, dois nomes: o norte-americano Ismail Elfath ou, sobretudo, o “eterno” iraniano (também de nacionalidade australiana) Alireza Faghani. Será, sempre, a geopolítica do apito a ter a última palavra."

Silvino: a última entrevista que deste para A BOLA


"Há dois anos respirava felicidade: tinha-se convertido ao islamismo por amor à nova companheira Com Silvino sucedeu-me o mesmo que com Alfredo Di Stéfano: através de mim ambos concederam, para o nosso jornal, a última entrevista antes de nos deixarem, casualidades feitas honra que preferiria mil vezes nunca ter tido. Di Stefano já tinha a sua idade, mas 67 anos não é idade para morrer, mas sim para desfrutar a vida como o fazia Silvino antes da chegada da maldita doença.
Quando há dois anos o entrevistei, Silvino respirava felicidade, tinha encontrado o amor e, por amor à sua jovem companheira, tinha-se convertido ao islamismo e procurava aprender os preceitos da sua nova religião para poder responder aos braços abertos como foi recebido na sua nova família. «Sinto-me um pouco como Muhammad Ali, haverá quem não compreenda, mas estou imensamente feliz pela decisão que tomei», disse ele que também reconhecia a satisfação que lhe dava jogar à bola com o neto mais velho.
Embora nessa altura estivesse sem trabalho, negava-se a dar por terminada a sua carreira de preparador de guarda-redes, notei-lhe uma certa mágoa por já não fazer parte da equipa de Mourinho, mas da sua boca não ouvi uma única palavra em contra do que tinha sido seu chefe, bem ao contrário, não escondia o seu agradecimento pela oportunidade que lhe tinha dado de poder trabalhar com ele, no fundo alguma esperança tinha de que voltassem a encontrar-se, a amizade entre ambos continuava intacta e quando recentemente esteve em Madrid com o Benfica, Mourinho teve o bonito gesto de ir ao hospital dar um último abraço ao seu velho amigo.
Eu não tive oportunidade de o fazer, íamos falando pelo telefone, mantendo viva uma amizade nascida nos seus tempos no Real Madrid até chegar a péssima noticia do seu adeus. Deixa-nos um senhor do futebol e uma grande pessoa a quem o Destino castigou cedo de mais e sem o merecer. Até sempre, amigo Silvino."

Tempo, marcador e um breve comentário


"Silvino Louro morreu. Antes dele, partiram tantos outros que, tal como o antigo guarda-redes, povoam o nosso imaginário de juventude, quando o futebol chegava, sobretudo, ao domingo nas memoráveis tardes desportivas radiofónicas.
«Tempo, marcador e um breve comentário», ouvia-se no lançamento em estúdio dos repórteres espalhados por estádios de norte a sul do país, às vezes interrompidos pelo cantar do golo dos camaradas noutro campo onde o marcador se agitava — e só no final do grito saído do fundo da alma se percebia a equipa que acabava de faturar.
Quem nunca esteve à beira de um ataque cardíaco enquanto escutava um relato em que cada jogada parecia de perigo iminente? Uma epopeia narrada por vozes que ainda hoje identificaríamos sem dificuldade. Os inesquecíveis dias da rádio, pois claro!
Silvino Louro não é apenas o nome de um jogador com trajeto profissional fantástico, campeão nacional ao serviço de Benfica e FC Porto, além de internacional português. É também, para quem acompanhou a carreira dele, um lembrete de que o tempo passa por nós a uma velocidade imparável.
Vimo-los começar, olhar sempre desconfiado, promessas tímidas que pediam licença para entrar no clube dos imortais; vimo-los afirmarem-se, atingirem o auge, como se o céu fosse o limite; vimo-los saírem de cena, discretamente, como quem fecha uma porta sem fazer barulho.
Silvino Louro permanecerá na memória de quem o viu jogar e nós somos feitos dessas recordações. Talvez seja isso que realmente importa. Não os títulos, não as estatísticas, nem sequer os grandes momentos individuais no esplendor da relva. É a sensação de pertença a um tempo em que acreditávamos, com a convicção dos verdes anos, que eles — e nós — eram eternos e estariam garantidamente na próxima coleção de cromos.
Cada futebolista marcante que conviveu connosco via rádio de pilhas ou caixinha que mudou o mundo, naquela época em que um jogo transmitido na televisão era notícia, quando parte leva consigo um pouco do que já fomos.
Eu (ou)vi jogar o Silvino. O Silvino, o Bento, o Neno, o Damas, o Zé Beto, o Lima Pereira, o José António, o Frederico, o Chalana, o Jordão, o Gomes, o Manuel Fernandes... Quem disse que o futebol não é um pedaço da nossa vida?"

Kanal: Casa do Benfica de Luanda

O jogador contratado por IA


"Pedro Carreço, 18 anos, defesa-central brasileiro, foi titular em oito dos últimos nove jogos dos sub-19 do Académico de Viseu. Até aqui nada de especial.
Eis a novidade: o jogador, que começou na formação do Figueirense, de Florianópolis, contou com uma plataforma de inteligência artificial, a CUJU, para o sucesso no início de carreira.
De acordo com Daniel Nassif, empresário do jogador, os dados técnicos gerados pela tecnologia foram fundamentais para apresentar o perfil de Carreço ao mercado europeu e chamar a atenção do Académico de Viseu.
«O CUJU teve um papel importante na transferência do Pedro Carreço para o Viseu. Nós utilizamos a plataforma como ferramenta de avaliação e acompanhamento dos atletas, e no caso dele os dados de desempenho ajudaram a reforçar o potencial que apresentamos ao clube. O Pedro também teve destaque no projeto A Jornada, onde chegou às finais e mostrou um nível muito alto. Ele chegou ao Viseu logo após completar 18 anos, adaptou-se bem ao futebol português e já vem conquistando espaço e minutos em campo», afirma Daniel Nassif, empresário de Pedro Carreço, a A BOLA.
A Jornada, o projeto no qual Carreço se destacou, foi uma competição promovida pela plataforma no ano passado em diversas cidades de Santa Catarina, estado do qual Florianópolis é a capital. Nela, é criado um padrão objetivo para pontuar jogadores de acordo com o desempenho em exercícios de fundamento técnicos e de atuação dentro de campo, permitindo a comparação entre atletas de todas as partes do Brasil.
Ainda no Figueirense, o defensor destro de 1,85 metros, realizou testes técnicos padronizados por meio da plataforma, que avaliam controlo de bola, passe, coordenação e tomada de decisão. As métricas permitiram então o confronto direto com os dados de atletas da mesma faixa etária em diferentes países. E Carreço, por exemplo, destacou-se, sobretudo, no exercício pular, ao conseguir alcançar 2,92 metros. No Brasil inteiro, ele está em oitavo lugar nesta categoria.
A CUJU, aplicação que utiliza exclusivamente inteligência artificial para avaliar 150 mil jogadores ao redor do planeta, independentemente de género, origem ou história, conta com rankings ativos em dezenas de países e somava, segundo dados de junho do ano passado, 80 mil adolescentes que baixaram a aplicação só no Brasil.
Com apoio de técnicos certificados pela UEFA e cientistas desportivos, a aplicação diz que não vem para substituir o olhar humano mas para complementá-lo com dados precisos e comparáveis. O nome dela deriva de um antepassado chinês do futebol que se jogava na dinastia Han (202 AC a 200 DC)."

Golos

GRACIAS (A) RÍOS!


"BENFICA 3 - 0 Guimarães

Pré-jogo 1.
Defrontar o pior Guimarães das últimas épocas não é sinónimo de facilidades, esqueçam isso. Afinal, que equipa, por pior que seja a fase que atravesse, não se agiganta na Catedral, não dá o que tem e o que não tem quando defronta o Benfica?

Pré-jogo 2.
Ganhar ou ganhar para nos mantermos, pelo menos, e repito, pelo menos, na luta pelo segundo lugar. O segundo lugar não é hoje o primeiro dos últimos, é lugar que dá acesso à mais importante e lucrativa competição de clubes do mundo.

Pré-jogo 3.
Veremos que luto fez Luís Godinho.

LA LA LA
LA LA LA LA
FORÇA BENFICA,
VENCE POR NÓS!

00 Mourinho no banco e Barrenechea no centro da defesa graças ao apitador José Bessa, que mostrou um miserável amarelo ao António em Arouca. Sudakov e Prestianni de regresso à titularidade. 00 extraordinária homenagem a Silvino Louro. Merecida.
12 aí está o Ríos dos 27 milhões, agradeceu o Prestianni que não perdoou assistência tão açucarada depois da incrível cavalgada do colombiano. Um-zero!!! E como eu gosto de ver o miúdo a jogar e a marcar como se não tivesse passado pelo que passou.
25 nada mais a registar para além do nosso controlo do jogo, tanto com bola como sem ela.
31 um susto para Trubin, o Nelson Oliveira ia-nos pregando uma partida. De há largos minutos para cá têm sido eles os donos da bola.
39 Schjelderup a fazer das suas dando sequência a grande abertura do Pavlidis, pena o remate ser tão enquadrado com o redes. Vamos lá sacudir o marasmo, malta!
45 o Pavlidis dá muito à equipa mesmo quando não marca golos e até quando o apitador - como hoje - faz vista grossa às faltas que fazem para o travar.
46 voltam os mesmos. Precisamos de agitar o jogo e fechar os três pontos com mais golos.
51 duplo aviso deles na mesma jogada. É preciso lembrar que só está um-zero?
55 outra vez Ríos a fabricar mais de meio golo, toma lá Pavlidis, é só metê-la nas redes, o grego não se fez rogado, ainda bem: dois-zero!
57 e o Trubin já teve que se aplicar outra vez. Está lá para isso. Siga.
70 jogo morno, ritmo baixo, pouca área, menos baliza.
74 três-zero!!! Insistência do Bah, Pavlidis rematou e pareceu-me autogolo, a bola do Pavlidis não sei se ia para a baliza.
Mais de 60 mil na Catedral!
80 muito bem o Enzo a central. Será que passa por ali o futuro dele?
90+3 ponto final no jogo. Não foi exibição de fechar o comércio, mas foi vez da eficácia que noutras ocasiões nos tem faltado e penalizado. Mais três pontos."

Richard Ríos, a receita contra a sonolência no Benfica-Vitória


"Um jogo marcado por períodos de apatia deu em triunfo expressivo das águias (3-0). Perante uma equipa de Guimarães (novamente) em mutação, o colombiano, com duas assistências na sequência de roubos de bola, destacou-se e o Benfica, à condição, é segundo, a quatro pontos do FC Porto

Richard Ríos é colombiano, logo é cafetero, por ser do quarto maior produtor de café do mundo. Para a narrativa da receção do Benfica ao Vitória SC, o médio foi mesmo a bica que se toma ao acordar, uma injeção contra o sono, aquele toque que impede que os olhos se fechem.
Está na essência de Ríos o choque, o duelo, o contacto. Não lhe são tão familiares a visão periférica, o aguardar para executar, a gestão dos ritmos. Mas, num encontro que ia resvalando para a displicência, um despertador era mesmo o antídoto necessário.
Pareceu, em certos momentos, um embate entre o Benfica, conformado em ir deixando os minutos correrem, e o Vitória, em nova transformação, em mais um processo de transição, anos zero acima de anos acima, ou melhor, metades de anos em cima de metades de anos, um clube a viver de trimestre em trimestre, como um aluno que não sabe se sobreviverá aos próximos exames. Nisto, Richard emprestou o físico e, diga-se, o jogo consequente que por vezes lhe falta.
Um roubo de bola perante Samu, 1-0. Outro face a Beni Mukendi, 2-0. A noite desastrosa do angolano ainda terminaria com auto-golo. Um triunfo plácido, acelerado quando o café chegou às veias.
A tarde de sol, convidativa, acolhedora, começou com emoção na Luz. As equipas juntaram-se no círculo central, as bancadas fizeram silêncio e prestou-se homenagem a Silvino Louro, que jogou em ambas as equipas. Da face de José Mourinho, na linha lateral, escorreram as gotas de água que se deitam ao solo como tributo aos que partiram e nos são queridos. O treinador do Benfica perdeu, nas suas próprias palavras, um “mano”. 
A partida teve, durante largos minutos, aroma a pré-época. Lenta, suave, como se importasse pouco. O Vitória empenhou-se particularmente em ter um arranque de desafio inofensivo, passivo, quase como se de um treino de mera organização defensiva se tratasse.
Sem forçar muito, o Benfica começou bem melhor. O 1-0 chegaria aos 15', numa jogada em que Richard Ríos foi muito Richard Ríos, com o que isso tem de bom e não, até que não foi Richard Ríos, com tudo o que isso tem de bom.
Por partes. O colombiano, imponente fisicamente, aproveitou a desconcentração de Samu, fiel ao espírito da pré-época, para roubar a bola ao canhoto do Vitória. Posteriormente, galgou metros, como Ríos faz, e tomou uma má decisão, impulsiva, como Ríos faz. Conduziu a bola na diagonal, o que o ia afastar da baliza e fazer perder o apoio dos colegas, indo para um beco sem saída. E eis que Ríos não foi Ríos: parou, pausou, olhou, serviu Prestianni, um raio de clarividência, 1-0.
O clube de Guimarães chegou à capital pouco depois de mais um profundo episódio de vitorianiedade. Luís Pinto, o herói da Taça da Liga, o treinador da moda em janeiro, foi despedido em janeiro. Entrou Gil Lameiras, 32 anos: quando nasceu, já Mourinho era adjunto de Bobby Robson.
Os visitantes saíram da apatia perto do descanso. Aos 31', Strata cruzou da direita e encontrou Nelson Oliveira, sem marcar na Luz desde 6 de março de 2012, num Benfica 2-0 Zenit. A outrora grande promessa atirou muito perto do poste direito de Trubin. Do outro lado, as águias, que acabaram o primeiro tempo quase no tal modo futebol de verão, pouco agressivo, só incomodaram através de Schjelderup, com um remate que Charles travou.
O recomeço trouxe o Benfica, que teve José Mourinho após umaprovidência cautelar ser aceite pelo tribunal, com aroma de futebol de verão, permitindo que Miguel Nogueira e Nelson Oliveira espreitassem o empate. Ora, se parte do jogo sabe a futebol a passo, quem vive no relvado em permanentes manobras de exuberância física, mostrando músculos e vigor, tem boas chances de se destacar.
O contraste voltou a ser deixado por Richard Ríos. Quando as águias viviam expectantes, ele foi pressionar, incomodando Beni Mukendi. A bola pareceu evaporar-se diante do médio angolano, voltando a surgir no pés do colombiano. Tal como no 1-0, houve qualidade a decidir, tocando em Pavlidis para o grego dobrar a vantagem dos lisboetas.
Na sequência do 2-0, Ríos voltou a ganhar metros com bola. Chegado à entrada da área, foi como se o instinto colidisse com a razão: o primeiro ter-lhe-á pedido para rematar, o segundo avisou-o que os disparos de fora da área têm, esta época, invariavelmente terminado em nada. O choque levou-o a bloquear, perdendo-se o lance.
Com o aproximar do final do jogo, quando a tarde virou noite, os de Guimarães aceitaram a derrota, a terceira seguida para quem, nas últimas cinco rondas, só tem um ponto. Há dois meses, o Vitória tinha o treinador da moda, acabava de ganhar um título, apresentava um conjunto de futebolistas jovens e promissores, vários da casa. Agora está, novamente, no vazio de liderança, na incerteza, na enésima transição.
O 3-0 chegaria num desvio infeliz de Mukendi. O Benfica, à condição, é segundo, com mais três pontos que o Sporting, que tem dois jogos menos, e menos quatro que o FC Porto, que tem uma ronda menos."

Morder muito e morder bem dá saúde e faz ganhar


"Benfica aproveitou muito bem duas perdas de bola do Vitória (ou antes: duas recuperações de Richard Ríos) para chegar ao 2-0. Ligeiros sobressaltos a seguir,mas o autogolo de Beni Mukendi acabou com as dúvidas sobre a justiça da vitória

Há perdas de bola e perdas de bola. Algumas são inócuas e outras são verdadeiramente decisivas. Aconteceram duas na Luz e ambas foram decisivas. Richard Ríos estava atento em ambas e soube explorar da melhor forma a displicência de Samu (primeiro) e Beni (depois). O colombiano roubou duas bolas e, nada egoísta, cedeu-as: Prestianni fez o 1-0, Pavlidis marcou o 2-0. Ingenuidade vitoriana, claro, mas, sobretudo, boa agressividade por parte do número 20 do Benfica. E, para fechar a bem sofrível exibição dos vimaranenses, autogolo de Beni Mukendi.
O jogo, de resto, excluindo as jogadas dos três golos, teve poucos momentos de acelerar corações. A primeira parte, então, foi bem pachorrenta. O Benfica entrou a controlar, mas sempre longe da baliza de Charles, com o Vitória bem expectante, tentando perceber como contornar o jogo atacante adversário. Nada de deixar água na boca a quem assistia ao jogo.
Até que surgiu o momento que desbloqueou o jogo. Samu ia receber a bola, a meio-campo, de costas para a sua baliza. O lance parecia controlado por parte do médio do Vitória, mas, de repente, surgiu Ríos, como um furacão, a chegar primeiro à bola. Depois, progrediu 30 metros, entrou pelo lado esquerdo, sentou Miguel Nogueira e ofereceu, suavemente, a bola a Prestianni, que fez o menos complicado: golo.
A vantagem pareceu fazer mal ao Benfica. Ou, se quisermos ser justos, talvez tenha preferido descansar um pouco sem bola, cedendo-a, aqui e ali, ao Vitória. O controlo vimaranense era, porém, tudo menos fértil: absolutamente estéril. Muita troca de bola entre centrais, médios e extremos, mas sem perigo. Primeiro, porque médios e defesas encarnados se mostraram imperiais na defesa da zona frontal a Trubin e, depois, porque o Vitória, liderado por Samu, nunca mostrou o mínimo de talento para criar perigo. Muita pólvora seca, embora sem deixar que o Benfica tivesse bola.
Até final do primeiro tempo, tudo continuou muito pachorrento e sonolento. Sem nada que pudesse levantar o público das bancadas. Era justa a magra vantagem que o Benfica levou para o intervalo, mas talvez as mais de 60 mil pessoas nas bancadas merecessem um espetáculo bem melhor.
O segundo tempo foi bem melhor. Mais velocidade, mais risco e um pouco mais de vertigem, embora sempre algo longe de ser vertiginoso. Logo a abrir, o Vitória esteve verdadeiramente perto do golo. Primeiro por Miguel Nogueira, obrigando Trubin a uma defesa apertada com os pés; na sequência, Nelson Oliveira a rematar, em arco, com a bola a sair perto do poste esquerdo da baliza do ucraniano.
O Benfica parecia destinado a ter de fazer algo de diferente para impedir que o empate pudesse chegar. Mas o 2-0 chegou, ironicamente, da mesma forma do 1-0. Mais uma bola roubada por Richard Ríos, agora com Beni Mukendi a mostrar-se demasiado passivo, ligeiro compasso de espera e bola servida numa bandeja para Pavlidis regressar, por fim, aos golos.
A seguir, tal como após o golo de Prestianni, o Vitória voltou a desinibir-se e a tentar andar mais perto da área de Trubin. Porém, com dois golos de desvantagem, a tarefa dos vimaranenses era quase ciclópica. E foi. À entrada do último quarto de hora, tudo fechado com o 3-0: entrada de Bah pela direita, cruzamento rasteiro, ligeiro toque de Pavlidis e, inesperadamente, autogolo de Beni Mukendi.
Rafa (77’) e Lukebakio (90+2’) ainda falhariam o 4-0, mas o jogo terminou mesmo após o autogolo do infeliz Mukendi."

Ríos foi chefe e serviu golos


"Colombiano generoso a defender e a atacar, recuperou duas bolas e transformou-as em assistências

O melhor em campo: Richard Ríos (7)
Ter Leandro Barreiro sempre ao lado ou nas costas fez-lhe bem, permitindo-lhe pisar terrenos mais adiantados e fazer algo que poucos sabem fazer mesmo bem na equipa: pressionar, desarmar e entregar. Concentradíssimo, aos 15 minutos tirou a bola a Samu, sem pedir licença, disparou para a área, livrou-se do último defensor, deixando a bola morta a Prestianni, mesmo prontinha para o remate fatal, 1-0. Aos 22' tentou a sorte, mas errou por muito, aos 55' aproveitou mais uma asneira do V. Guimarães e mais uma boa fase de pressão: Beni hesitou e perdeu a bola para o colombiano, que rapidamente serviu Pavlidis, nada egoísta no momento de tomar a melhor decisão. Cozinhou e ajudou a matar a fome do grego. A generosidade não foi exclusiva de situações ofensivas, também ajudou a defender. Não foi 'chef', foi mesmo chefe, liderando a equipa e servindo golos.

Trubin (7) — Primeira parte descansada, segunda parte de trabalho importante. Boa defesa aos 52', detendo com as pernas bola disparada por Miguel Nogueira e que sofreu ligeiro desvio em Barrenechea, e aos 55' nova parada relevante, neutralizando tentativa de Samu. Fez pouco, mas fez bem.

Bah (6) — Cauteloso, começou por pouco arriscar e mal foi visto em terrenos próximos da área vimaranense na primeira meia hora. Uma boa recuperação aos 34', seguida de passe de qualidade para Sudakov, que desaproveitou, já perto da área vimaranense, foi primeiro momento alto no encontro. Aos 49' procurou o golo, mas a bola saiu muito por cima da trave, seria dele, todavia, a jogada de insistência que deu origem ao 3-0 e que terminou com autogolo de Beni.

Tomás Araújo (6) — Exibição relativamente tranquila, sendo o mais experiente dos centrais e, note-se, o único central de raiz. Talvez por isso não fosse visto a desequilibrar do ponto de vista ofensivo.

Barrenechea (6) — Cumpriu a missão no papel de central adaptado, com um ou outro erro ao nível da marcação ou do passe. Sem brilho, mas sem razões para lamentar a forma como se exibiu.

Dahl (6) — Talvez tivesse ordens para ajudar o companheiro de equipa argentino, que estava adaptado a central, e não subiu e atacou como gosta. Seguro a defender, concentrado, fiável.

Barreiro (6) — Sem brilho, sem golo, sem risco, mas jogando como um verdadeiro número 6, capaz de preencher espaços defensivos e ofensivos. Libertou Ríos e ajudou a prender adversários.

Prestianni (7) — Desbloqueou o resultado para os encarnados logo aos 15 minutos, quando as coisas estavam mornas, com remate na passada, simples, rasteiro, sem rodeios, eficaz como deveria ser. 1-0. Trabalhou muito, até mesmo defensivamente, mas reapareceu em destaque na segunda parte, servindo bem Rafa, deixando o colega de frente para a baliza e em posição de marcar. Foi promovido à titularidade e não defraudou.

Sudakov (5) — Com a bola no pé, sabe o que faz, mas nunca esteve em posição de marcar ou assistir. Fez um remate frontal que foi intercetado, fez-se também notar por uma perda de bola comprometedora aos 53', possibilitando ataque do V. Guimarães.

Schjelderup (6) — Moralizado, é dos primeiros a chegar-se à frente para tentar desequilibrar. Serviu em habilidade Pavlidis aos 13', com uma primeira fuga à defesa vimaranense, aos 39' escapou novamente à marcação e disparou para golo, mas na direção de Charles, que afastou a bola. Segunda parte foi menos enérgica.

Pavlidis (7) — Primeira ocasião aos 13', falhada, mas era difícil: disparou de primeira bola de Schjelderup, mas vinha pelo ar, difícil, e errou o alvo. Sobressaiu no passe, com grande lançamento para Schjelderup aos 39 minutos, aos 42' fez mais uma abertura de qualidade para o norueguês. A travessia do deserto, seis partidas seguidas sem conhecer o sabor do golo, terminou aos 55', finalizando com competência, em zona frontal, 2-0. Depois, um desvio falhado para a baliza traiu Beni, que fez autogolo: 3-0.

Sidny (4) — Entrou aos 77' e não fez a diferença no flanco esquerdo.

Rafa (5) — Entrou aos 77' e segundos depois poderia ter marcado, mas Charles defendeu.

Ivanovic (5) — Entrou aos 82' e com qualidade. Bela jogada aos 90+2', tabela e passe, com Lukebakio, que o internacional belga desperdiçou incrivelmente.

Lukebakio (4) — Entrou aos 82' e poderia/deveria ter marcado. Mau gesto técnico aos 90+2', errando por muito a baliza, mesmo sozinho e com o melhor pé, o esquerdo.

ManuEntrou aos 85', contra a antiga equipa. Discreto."

Terceiro Anel: Mourinho - Guimarães

Simples: Guimarães

Observador: Relatório do Jogo - Guimarães

Terceiro Anel: Guimarães

BF: Guimarães

BI: Rescaldo - Guimarães

5 Minutos: Live - Guimarães

domingo, 22 de março de 2026

Vermelhão: 3 golos, 3 pontos !!!

Benfica 3 - 0 Guimarães


Um daqueles jogos, onde o resultado foi melhor do que a exibição, com o Benfica a ser eficaz, compensando a falta de eficácia em várias partidas anteriores, agora infelizmente esta vitória só soma 3 pontos! Os outros já não são recuperáveis!

Algumas surpresas no 11: o Enzo a Central, com o Gonçalo Oliveira a ser utilizado na Quarta, em Itália, na Youth League a ser o álibi para a adaptação! E com o regresso do Prestianni e do Sudakov à titularidade! Se no caso do Sudakov era um 'pedido' de muitos, e até seria expectável, na questão do Prestianni creio que o Mourinho estava com algum receio da nossa solidez no processo defensivo...

Entrámos bem no jogo, e acabámos por marcar... mas a restante da 1.ª parte, não foi boa! Demasiada gestão, com o Vitória a ter muita bola... Mesmo sem muito trabalho para o Trubin, o Guimarães esteve perto do empate por duas vezes, a 2.ª já no 2.º tempo! Como tem sido habitual, a 2.ª parte foi melhor... e com o 2.º golo, o jogo ficou praticamente decidido, pois mesmo com as substituições, o Benfica pareceu sólido defensivamente, e nos minutos finais, até podíamos ter goleado... o que seria muito injusto!

O Enzo estreou-se a Central, com nota positiva. Mesmo sem ser muito testado, não errou. O Bah está claramente a ganhar ritmo... O Pavlidis finalmente regressou aos golos... coincidência ou não, com o Sudakov a titular!!! Desta vez, o Prestianni esteve melhor do que o Schjelderup! E com o golo, excelente para recuperar a alegria no rosto, depois de toda a novela!!!

Mas o MVP foi claramente o Ríos, com duas assistências, após duas recuperações de bola...  A forma como tem celebrado os golos com pouco entusiasmo, deixa entender que ficou 'chateado' com as palavras do Mourinho com os Corrutpos! Não sei se é verdade, é especulação, mas... Agora, o Ríos neste momento vai em 14 meses sem férias! Após a lesão de Janeiro, regressou algo preso de movimentos, nos últimos jogos, nota-se claramente uma subida da forma física... Mas também me parece mais concentrado com a bola nos pés, e principalmente a jogar de forma mais simples em zonas 'perigosas', onde é proibido perder bolas!


O Sudakov não regressou bem, voltou a falhar muitos passes, e não conseguiu congelar a bola, nos momentos em que era preciso. Mas o seu regresso permitiu os dois primeiros golos: o Ríos só 'arriscou' a pressão alta, porque o Sudakov estava a fazer marcação atrás dele. Com o Rafa em campo, o Ríos não podia subir tanto...!!! E como já referi: o Pavlidis marcou!


Posso estar enganado, mas os jogadores internacionais, que tem esperanças de ir ao Mundial, mas não tem a convocatória garantida, e os jogadores que em condições normais, vão ao Mundial, mas têm esperanças em serem titulares pelas suas respectivas Seleções, vão levar ao 'colo' nesta recta final de Campeonato! O Ríos por exemplo, pode perder a titularidade na Colômbia, o Prestianni não o lugar assegurado, tal como o Schjelderup... O Bah depois de tanto tempo de fora, não tem o lugar assegurado! E no final desta paragem, vamos ver o que acontece com os Ucranianos: no caso do Sudakov ainda não estou convencido com a condição física do '10', recordo que na última paragem para as Seleções, o seleccionador Ucraniano referiu que o Sudakov tinha uma lesão grave, que aparentemente o Benfica desmentiu!!!

Sem grandes Casos. não posso deixar de realçar a forma com o Samu não levou Amarelo neste jogo!


3 meses sem paragens para as Seleções! Se no início de época, são demais, agora já tinha algumas 'saudades'! Até porque pode permitir à equipa respirar fundo, e focar-se nos objetivos que faltam: o 2.º lugar! Como já referi após a eliminação da Champions, esta transição para 1 jogo por semana, às vezes é complicada. Além das recuperações físicas de algumas lesões, deixam de existir oportunidades de rotação no 11, e até os treinos podem alterar as rotinas... e no caso do Benfica, recordo, novamente, que o Mundial de Clubes nos retirou tempo de férias, e duma pré-época normal!!!


Como não podia deixar de ser, a próxima jornada, ainda não tem data oficial! O jogo será em Rio Maior com o Casa Pia, provavelmente à Segunda... para fugir ao Domingo de Páscoa!