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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

O basquetebol americano chegou de cruzador


"Em 1929, O BENFICA DISPUTOU UMA PARTIDA COM MARINHEIROS AMERICANOS, NO CAMPO DAS AMOREIRAS.

Ao longo dos seus 23 anos de atividade (1922-1945), o cruzador de guerra USS Raleigh esteve envolvido em momentos decisivos da história mundial. Fez assistência à primeira circum-navegação aérea americana, em 1924, juntou-se a um esquadrão de resgate de civis americanos e estrangeiros na Guerra Civil Espanhola, em 1936, e, após o seu destacamento para o Pacífico, nos anos 1940, acabou bombardeado no fatídico ataque a Pearl Harbor, pelas forças japonesas, conseguindo retaliar sem sofrer baixas.
Em abril de 1929, o Raleigh atracava em Lisboa. Os seus marinheiros, exímios basquetebolistas, não tardaram a receber convites para demonstrarem o seu valor em campo, cabendo ao Benfica a primeira receção.
Com duas épocas de prática na modalidade, o Benfica tinha campo próprio no complexo do Campo das Amoreiras. A equipa, composta por António Bravo, Avelino Filipe, Adelino Almeida, Júlio Pereira e, como capitão, Manuel Achemann, vinha numa sequência de quatro jogos sem derrotas desde fevereiro, no Campeonato de Lisboa, quando recebeu os americanos no dia 25 de abril de 1929.
No dia anterior, o Presidente da República Portuguesa recebia a tripulação no Palácio de Belém. Mas, às 18:00 daquela quinta-feira, nas Amoreiras, o cerimonial resultou num entusiasmo demonstrado pela numerosa assistência que, registava-se, não era inferior à que estivera presente na final do Campeonato de Lisboa de 1927/28. Os encarnados encetaram o primeiro ataque, logo intercetado. Nos primeiros minutos, o jogo manteve-se a meio-campo.
Os primeiros pontos foram americanos, depois de Winner ter driblado Bravo. Acusando algum nervosismo, os benfiquistas perderam a bola com alguma frequência e falharam alguns lançamentos livres determinantes. Mas, à medida que o jogo avançava, o Benfica foi encontrando o seu espaço, equilibrando-se e empatando.
Ação provocou reação. Os americanos avançaram com um ataque preciso e ficaram à frente por 7-4 ao intervalo. A pausa refrescou os ânimos e o Benfica mudou de tática, baixando o seu jogo, dificultando a agressividade do obstinado ataque dos marinheiros. Com entusiasmo e algum virtuosismo na base, os benfiquistas empataram a 13.
Os americanos, que tinham quebrado, tiveram de fazer grande esforço para vencer a partida por 2 pontos. O equilíbrio foi visível, notando-se pontualmente algumas ocasiões de superioridade do basquetebol português, que se estreava frente aos pais da modalidade. Os 15-17 não foram desmotivantes, antes entusiasmantes, valendo aplausos de satisfação por parte do público. No dia seguinte, os marinheiros voltaram a alinhar frente a uma seleção lisboeta, que contava com o benfiquista António Bravo.
Conheça mais sobre os primeiros tempos do basquetebol no Clube na área 3 – Orgulho Eclético, no Museu Benfica – Cosme Damião."

Pedro S. Amorim, in O Benfica

Incompetência premiada


"O Sr. Gustavo é uma personagem fictícia. Serve de exemplo para vos falar de como um incompetente na sua área profissional tem o condão de escapar entre os pingos da chuva e ser premiado por isso. E não é uma chuva qualquer, é uma tempestade tropical com alertas de emergência, ventos ciclónicos e níveis de precipitação muito acima do normal.
Este Sr. Gustavo poderia ser um qualquer colega de trabalho, daqueles que repetem asneiras umas a seguir às outras e continua a receber prémios chorudos e oportunidades de voltar a errar e a colocar em causa a imagem da empresa para a qual trabalha.
Imaginemos uma situação – que só pode ser uma triste coincidência com a realidade – em que alguém falsifica relatórios com o intuito de prejudicar terceiros, mente descaradamente e é protegido pela sua entidade patronal mesmo quando erra de forma repetida no exercício da sua atividade profissional. Neste exemplo hipotético, vamos partir do princípio de que o Sr. Gustavo é árbitro de futebol e, em vez de ser castigado pelos seus superiores, é beneficiado com mais nomeações para jogos do principal campeonato do seu país. Em vez de ser suspenso por duas a dez temporadas, como estaria previsto nos regulamentos, o Sr. Gustavo recebe a prenda de arbitrar sete jogos em oito possíveis e safa-se com uma re - preensão por parte de um comité disciplinar que há muito não cumpre o seu papel. Para piorar a situação, nos jogos para os quais é nomeado, esta personagem fictícia consegue, em metade deles, ser criticada por decisões incoerentes, lesivas e absurdas, levando a que várias entidades desportivas apresentem queixas contra a sua pessoa
E o que é que lhe acontece? Nada. E assim vai este mundo de fantasia do futebol português, onde a verdade desportiva parece andar de mão dada com a incompetência criminosa de quem sabe que tudo pode fazer em nome do objetivo final: favorecer a mediocridade."

Ricardo Santos, in O Benfica

De volta


"Depois de uma pausa, a meu ver injustificada, voltará neste fim-de-semana o futebol português, o verdadeiro futebol português – aquele que apaixona multidões. O nosso clube só entra em campo na segunda- -feira, nos Açores, diante do Santa Clara. Sábado e domingo jogam FC Porto e Sporting.
Em condições normais, podíamos dizer que esses jogos não nos interessariam. E, na verdade, não me interessa muito o que fazem os dois clubes que disputam com o Benfica o título nacional. Se forem melhores dentro do campo, pois que ganhem.
O que me interessa é o que farão os árbitros e os vídeo- -árbitros, pois infelizmente têm sido eles a determinar o desfecho de jogos, de classificações e até de títulos. Enquanto este CA continuar em funções, temo que não haja qualquer mudança de paradigma: uns continuarão a ser beneficiados, outros continuarão a ser prejudicados. Aliás, com um pingo de decência, Luciano Gonçalves já se teria demitido, face à colecção de escândalos e suspeitas que incidem sobre ele.
Que bom seria que a liga portuguesa tivesse arbitragens como a do Bétis-FC Porto. Aí foi anulado um golo aos portistas, foi- -lhes assinalado um penálti nos últimos minutos que definiu o resultado final e foram mostrados cartões sempre que houve justificação. Mas todos nós sabemos que isso seria impensável de Badajoz para cá, e só essa convicção já é preocupante. Convivemos com isto durante décadas. Depois as coisas amenizaram, mas desde que esta equipa federativa tomou posse, no início de 2025, parecemos viver uma nova temporada do “Conta-me como foi”.
Sinceramente, acredito mais numa grande temporada europeia do Glorioso do que na sua capacidade para vencer no país – tendo de jogar sistematicamente contra 12, 13 ou mais, enquanto outros gozam de uma protecção sem limites nem vergonha."

Luís Fialho, in O Benfica

Carrega Benfica!


"Há iniciativas que, apesar de recentes, parecem já fazer parte da história da nossa casa. É o caso do Torneio de Colaboradores do Sport Lisboa e Benfica, organizado conjuntamente pela Fundação Benfica e pelo Departamento de Recursos Humanos. Com apenas alguns anos de existência, vai-se afirmando como uma tradição e proporciona momentos de convívio, de camaradagem e de saudável competição entre aqueles que, todos os dias, trabalham ao serviço do nosso Clube.
É claro que o futebol é uma paixão de todos os que aqui trabalham, mas isso não significa que todos o pratiquemos com igual talento – sendo o autor destas linhas, infelizmente, um exemplo bastante convincente disso. Mas também é verdade que, mesmo entre os que não são atletas do Benfica, há muitos e bons jogadores, alguns com capacidades surpreendentes que o quotidiano profissional não deixa adivinhar. Quanto aos colegas ligados ao futebol e às modalidades, esses entram em campo com uma dupla competência e, por maioria de razão, uma dupla responsabilidade: corresponder às expectativas!
Ficaria bem dizer que o importante é participar. E é, naturalmente. Mas há uma verdade que nenhum benfiquista consegue esconder: quando se coloca uma águia ao peito, a feijões que seja, o importante é mesmo ganhar! Com respeito pelo adversário, com desportivismo e fair play, certamente. Mas ganhar!
É também esta saudável ambição, aliada à amizade e ao espírito de pertença, que faz deste torneio uma iniciativa tão especial. Porque o Benfica também se constrói nestes encontros, nestes momentos de partilha e nesta vontade coletiva de sermos cada vez melhores. Glória aos vencedores, honra aos vencidos e um agradecimento a todos os que organizam e participam nesta festa benfiquista. Carrega!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Editorial


"1. Na primeira página, a foto que assinala a terceira vitória consecutiva do Benfica na Liga Europa, em Chipre, e sela o 1.º lugar na classificação. Superioridade é a palavra que melhor define uma segunda parte que consagrou mais um passo importante nesta competição, agora que as atenções estão já viradas para os Açores e para o jogo com o Santa Clara, no regresso à Liga. Na contracapa, a memória de 23 anos da Luz. Emoções e memórias de um trajeto feito de títulos, paixão e inevitáveis desilusões que, sempre, mas sempre, temperam o melhor das vitórias no futebol.

2. Pelo terceiro ano consecutivo, o adidas Benfica Campus recebeu a designação de melhor academia do mundo por parte do CIES. Motivo de orgulho para todos os benfiquistas e o reconhecimento de um trabalho de excelência que continua a ser feito, ano após ano, não apenas na formação de atletas e na exportação de talento, mas também na capacidade de formar homens com os valores que o desporto e a competição emprestam. Os números impressionam e são ponto de partida para uma viagem à melhor fábrica de talentos do mundo. Parabéns, Benfica, agora que se cumprem duas décadas de uma aposta visionária e absolutamente frutuosa.

3. O Protagonista está de regresso às plataformas de comunicação do Benfica, num conteúdo-entrevista que está na BTV, App, Site e redes de forma integral, para ser visto quando nos aprouver, e que tem o arranque aqui nas páginas de O Benfica. Léo Gugiel eleva a ambição depois do bicampeonato conquistado no futsal e aponta a uma conquista europeia que, não sendo uma estreia, há mais de uma década que escapa ao Benfica. Uma entrevista de raça e querer de um guarda-redes diferenciado e que fala sem filtros, para ler aqui.

4. A reportagem para ler neste jornal O Benfica: a inauguração da renovada Filial de Montreal juntou duas centenas de benfiquistas na cidade canadiana, de forte tradição e diáspora portuguesas. É mais um marco na expansão da proximidade e dos valores da portugalidade e do benfiquismo, num evento que contou com a presença do vice- -presidente do Benfica Domingos Almeida Lima e do antigo futebolista Pedro Mantorras. O evento tem merecido destaque nas diferentes plataformas de comunicação do Benfica, da BTV às redes sociais, e tem aqui um espaço de exclusividade nestas páginas."

Pedro Pinto, in O Benfica

🔴 𝗤𝘂𝗲 𝗺𝗼𝘀𝘁𝗿𝗲𝗺 𝘁𝘂𝗱𝗼, 𝗱𝗲𝗽𝗼𝗶𝘀 𝘃𝗮𝗺𝗼𝘀 𝘃𝗲𝗿!

Nomeações...


"O conselho de arbitragem da Federação Portuguesa Futebol gosta de brincar às nomeações para os jogos do @slbenfica …
Árbitro com apenas 2 jogos de 1 liga esta época (este foi o segundo) para a partida entre dois clubes nos 4 primeiros classificados ...
7 jogos ao todo esta época: 1 liga (2), 2 liga (1), taça de Portugal (1), Qualificação Euro Sub-21 (2) e Qualificação Liga Conferência (1).
Ainda não lhe ensinaram os critérios ou, simplesmente, não os quer perceber …"


❤️ Muito Benfica na despedida dos Açores!

Simples: Santa Clara

3 Toques: Santa Clara

Oliveira: Santa Clara

Bola na Trave: Santa Clara

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Marco Silva - Santa Clara

Terceiro Anel: Diário...

BF: Santa Clara

Observador: Relatório do Jogo - Santa Clara

Observador: Relatório do Jogo - Santa Clara

Santana: Santa Clara

BI: Rescaldo - Santa Clara

Visão: S08E13 - Benfica vs Santa Clara | Rescaldo

Terceiro Anel: Live - Santa Clara

5 Minutos: Live - Santa Clara

REMONTADA LINDAAAA!


"Santa Clara 1 - 2 Benfica

PRÉ-JOGO
1. Um adversário que está a fazer um excelente campeonato, treinado pelo incompreendido Petit, vai ser um grande teste ao nosso atual momento de forma.

2. Não choveu tanto como alguma comunicação social - adoram pintar quadros quando se trata do Benfica - chegou a fazer crer, mas é um dos relvados piores da liga, que pouco liga a estas coisas fundamentais para que o produto futebol tenha valor.

JOGO
3. Muito vento. Jogo repartido. Marco Silva amarelado ao primeiro protesto, Samu a dizer presente na primeira verdadeira oportunidade do jogo.

4. Se se adivinhava um jogo muito difícil, está a ser ainda pior: eles pressionam bem, não dão espaços, são rápidos sobre a bola e com a bola. Não sei se é jogo para o Sudakov, não, não é jogo para o Sudakov. O Rafa já desperdiçou duas receções na profundidade e ainda não fez nada que se visse, não deu uma para a caixa, não atravessa um bom momento. O Prestianni muitíssimo bem marcado - passava-o já para o meio, para ter espaço. O maior perigo até tem sido protagonizadalo por eles. Não ganhamos segundas bolas. E o que corre o Brenner!

5. ZERO-UM. Já se sabia que ao mínimo pretexto o apitador seria rigoroso e trataria de assinalar penálti. Na confusão da área típica dos cantos a bola resvala no braço do Lenglet - alguém que me diga como se salta sem abrir os braços. Isso é para matraquilhos... que não saltam.

6. Os piores 45 minutos da época. Marco tem que dar a volta a isto, mexer já na equipa, meio-campo em grandes dificuldades e ataque praticamente inexistente, sem conseguir jogar. Insisto, e raramente me armo em treinador de bancada: Prestianni para o meio, Sudakov para fora, Schjelderup para o jogo.

7. Muito bem, Lukebakio e Schjelderup para a segunda parte. Rafa e Sudakov ficaram no balneário, era inevitável. A ver se isto melhora.

8. O rigor do apitador fez vista grossa a este pisão no Bah. Num jogo com características tão físicas e com tantos duelos, valha-nos o Palhinha. Não se arranja quem marque bem livres diretos, com perigo, com golo? Estamos melhores no ataque - difícil era estarmos tão mal como na primeira parte.

9. Dahl tirou-lhes o segundo golo num corte para canto em bola que se passava era só empurrar para a baliza. Chegámos aos 60 minutos, isto está muito complicado. Nas bolas divididas, eles ou as ganham ou fazem imediatamente falta.

10. UM-UM! PA-VLI-DIIIIIIIIS!!! O Prestianni solto é outra coisa. E o grego é ponta de lança de categoria: a forma como se desembaraça do defesa e se faz à bola é de craque de área mesmo. Vamoooos! Este lance agora sobre o Bah na área, o defesa deles atinge-o na cara, com outros era penálti limpinho. A verdade desportiva desta liga é uma farsa completa. A quem querem vender isto?

11. UM-DOIS! PRES-TI-A-NI!!! Tudo dele, sozinho contra a defesa, toma lá rasteirinha ao segundo poste. Vales ouro! Por mim isto acabava já! Para este miúdo é que já não há palavras, adjetivos, que cheguem. Assistência e golo. Sim, és grande, muito grande!

12. É preciso meter gelo neste jogo frenético. Neste batatal não é fácil. Mas estamos com o jogo mais controlado. Grande exibição do Dahl. Esta falta sobre o Schjelderup não é para vermelho, não ia isolado numa clara oportunidade de golo? Então? Que dualidade de critérios é esta?

13. A-CA-BOU! GA-NHÁ-MOS!!! Foi à Benfica esta remontada num campo dificílimo, perante adversário de muito valor. Bem, muito bem o Marco Silva a mexer na equipa, a soltar o Prestianni, foi ele, mais uma vez, a peça decisiva.

14. O Durán foi expulso? Porquê? O que fez? Protestou? A dualidade de critérios das arbitragens é a maior vergonha desta liga da treta."

Nos Açores, uma rajada de vento chamada Prestianni voltou a fazer estragos


"O Benfica teve uma das primeiras partes mais difíceis da temporada e começou a perder frente ao Santa Clara, antes de Marco Silva mudar o jogo para o 2º tempo. Apareceria aí também o inevitável Prestianni que, com mais um golo e uma assistência, continua a fazer deste campeonato seu. Seria decisivo para a vitória por 2-1 e para que o Benfica continue a ter o FC Porto à vista

Às vezes é uma questão de superstição, outras é mesmo metodologia. Ai desculpem, meteorologia. A moeda vai ao ar, escolhe-se bola e quem joga para que lado e tudo isso tem a sua ciência. Quando o jogo é nos Açores, convém lamber o dedo, apontá-lo ao ar e ver para que lado o vento corre. O Santa Clara, vivendo no meio do oceano, sabe bem da importância deste momento.
Escolheu portanto o Santa Clara jogar a 1ª parte a favor do vento e pareceu por momentos de facto empurrado por alguma entidade invisível, os mesmos momentos em que deu ares que o Benfica não sairia com os 3 pontos de São Miguel. As mudanças de Marco Silva ao intervalo, lançando Schjelderup e Lukebakio, fariam os ventos correr literal e figurativamente para o lado dos encarnados, que assim mantêm o FC Porto à vista. Para o Santa Clara, que, em vantagem, chegou a ser virtualmente vice-líder do campeonato, veio a primeira derrota na I Liga, à conta de outra rajada de vento chamada Prestianni, que continua a fazer seu este campeonato.
Mas até surgir este fenómeno futebolístico e não meteorológico nascido em Cuidadela, ali como quem desce pelo Atlântico para a grande Buenos Aires, o Benfica terá tido um dos 45 minutos mais complicados da época, incapaz de travar os ataques rápidos do Santa Clara, a pressão bem ajustada da equipa de Petit, simples mas terrivelmente eficaz nos seus processos, venenosa na transição.
Atrás, Emanuel Moreira secava Pavlidis, pivô da mobilidade do ataque encarnado, que foi inexistente na 1ª parte. Logo aos 11 minutos, uma aceleração e cruzamento de Vinícius deixaram Fernando bem colocado para bater Samuel Soares, mas faltou força ao remate. Uma má abordagem de Tomás Araújo deixaria, à meia hora de jogo, Brenner sozinho em direção à baliza, valendo o corte de Bah no momento certo. Do canto, brotaria o primeiro golo do jogo, para a equipa da casa, que ia fazendo por merecê-lo.
O braço malandro de Dahl foi a bola e dos 11 metros Fernando disparou um remate que Samuel Soares quase travava com as pernas. A vantagem justificava-se e o intervalo estava perto. Marco Silva sabia que não havia tempo a perder: tirou os catatónicos Rafa e Sudakov e Schjelderup e Lukebakio seriam importantes para criar as primeiras dúvidas à defesa do Santa Clara, impassível até então.
Mesmo sem a ajuda do vento, as rajadas de ataque do Santa Clara não se detiveram, mas já sem a mesma energia do primeiro tempo. O Benfica subia de rendimento, mas faltava criar verdadeiro perigo. A primeira grande oportunidade dos encarnados seria um quase autogolo de Emanuel Moreira, extraordinário na 1ª parte, com culpas na recuperação encarnada depois do intervalo.
No seu registo de jogar simples e de forma eficaz, o Santa Clara voltaria a assustar o Benfica com Tiago Ribeiro a aparecer pela esquerda lançado nas costas da defesa encarnada. O cruzamento apanhou o pé de Dahl, Vinícius ficou de mãos na cabeça, tal era a certeza que aquela bola lhe viria parar aos pés.
Têm sido poucos os momentos pouco inspirados do Benfica esta época e nos Açores eles demoraram a aparecer. Mas a qualidade individual à disposição de Marco Silva é tal que os jogos nunca se podem dar por perdidos. Até porque essa qualidade individual está virada para o serviço ao coletivo neste Benfica. Pouco depois do Santa Clara falhar o mais que certo 2-0, apareceu Prestianni. Com uma finta de corpo, enganou Pedro Ferreira na lateral e cruzou para a área, onde Pavlidis, sempre inteligente, ganhou as costas a Emanuel Moreira para fazer o empate.
Nem cinco minutos depois, uma atrapalhação entre dois defesas da casa abriu uma auto-estrada para o argentino, que se transformaria em passadeira vermelha quando Emanuel Moreira não quis arriscar a expulsão. Em duas raras oportunidades flagrantes, o Benfica virava o jogo.
Não houve nunca uma capitulação da equipa da casa, com mais bola no final do jogo, mas sem a frescura mental da 1ª parte, em que as transições foram um problema constante para a defesa do Benfica. O pesado do terreno começou por prejudicar os encarnados e no final já não ajudou ninguém.
Foram precisas nove jornadas para fazer cair o Santa Clara de Petit e para tal foi preciso ao Benfica apelar à magia dos seus homens. Prestianni juntou mais um golo e uma assistência a uma temporada que já vai para lá de uma simples ventania: é um furacão poderoso e persistente, que destroi defesas mas constroi vitórias atrás de vitórias."

Consegue adivinhar quem foi o melhor em campo?


"Prestianni, com uma assistência e um golo, decidiu duelo intenso com o Santa Clara na 9.ª jornada do campeonato

Melhor em Campo: PRESTIANNI (8)
Depois de uma primeira parte em que não conseguiu livrar-se da marcação impiedosa de Lucas Soares, e sem encontrar espaço para desenhar os movimentos interiores que o diferenciam, na segunda parte passou a jogar ao centro, no lugar de Sudakov, e voltou a brilhar. Ainda aos 12’, colocou Rafa na cara do golo, com um passe por cima da defesa açoriana, mas foi depois do intervalo que o argentino ganhou dimensão. Aos 53’ ameaçou com um remate, que saiu ao lado da baliza, e aos 62’ disparou pelo flanco esquerdo e assistiu com classe Pavlidis no lance do primeiro golo da equipa. Depois, aos 68’, beneficiou da felicidade de um ressalto de bola, mas teve muito mérito na forma como correu para a área do adversário e finalizou o segundo golo. Prestianni não fez um jogo tão inebriante como outros anteriores, mas jogou novamente num nível muito elevado e, com assistência e um golo, fechou o resultado e a conquista dos três pontos.

(6) SAMUEL SOARES - Exibição muito competente, sem especial brilho mas também sem erros, a transmitir segurança e confiança à equipa. Defesa serena a remate perigoso de Fernando (15’), outra a dois tempos num tiro de Lucas Soares e uma terceira, mais apertada, num livre direto de Tiago Ribeiro. Resolveu bem com os pés um atraso de Bah que ficou curto (71’).

(6) BAH - Teve de trabalhar muito para travar a velocidade e qualidade de Brenner e de Vinícius Lopes, na segunda parte. Viu cartão amarelo logo aos 8 minutos, mas lidou bem com essa condição e aos 29’ fez um corte determinante, sobre Brenner, quando o avançado dos açorianos tinha tudo para acertar na baliza. Bah teve pouca vertigem atacante, mas competência defensiva.

(5) TOMÁS ARAÚJO - Exibição de altos e baixos, sem conseguir colocar em campo a qualidade de passe que o distingue e desligado em alguns lances, como aquele em que abordou mal uma bola bombeada para a entrada da área e deixou Brenner aparecer sozinho nas suas costas: valeu Bah. Aos 35’ foi novamente ludibriado por Brenner, mas recuperou a tempo de fazer um bom corte. Melhorou na segunda parte, como toda a equipa.

(6) LENGLET - Melhor que o companheiro de setor, percebendo cedo a necessidade de encostar no adversário para não o deixar ter bola. Pressionou e empurrou a equipa e na área, até mesmo na pequena-área, resolveu vários problemas.

(7) DAHL - Grande jogo do lateral sueco, que lidou bem com a qualidade de Vinícius Lopes e somou dezenas de recuperações, mostrando-se, também, no momento da saída de bola do Benfica. É verdade que abriu o braço no penálti que deu o golo ao adversário, mas evitou outro aos 58’, cortando passe de Tiago Ribeiro que iria deixar Vinícius na cara do golo, teve outro corte enorme aos 80’, que iria permitir a Torrão isolar-se, e ainda lançou Schjelderup, aos 90+3’, para lance muito prometedor, mas que Venâncio anulou com falta sobre o norueguês.

(5) AURSNES - Primeira parte em que revelou falta de sintonia e demorou a perceber que Bah precisava de ajuda defensiva para fechar o flanco. Ainda assim, sempre importante na circulação e posse da bola. Subiu após o intervalo (embora ainda sem a influência e abrangência no campo que consegue) e Aursnes, quando a equipa está bem, faz com que ela cresça ainda mais. Finalizou a exibição com grande remate, aos 86’.

(5) JOÃO PALHINHA - Também realizou uma primeira parte fraca, permeável no espaço, complicativo e a somar alguns passes errados e em zonas vermelhas, como a perda aos 23’ que deixou Fernando livre para correr e criar perigo para a baliza de Samuel Soares. Na segunda parte revelou outra competência, empurrou a equipa para a frente e rematou várias vezes, mas sem êxito, quase sempre contras as pernas dos defesas.

(4) RAFA - Não entrou mal no jogo, teve um bom passe de calcanhar que permitiu a Bah rematar com perigo (7’) e procurou assumir o jogo em zonas interiores e aparecer para finalizar. Porém, foi revelando incapacidade para se livrar das marcações e afundou-se em 45 minutos de luta (saiu ao intervalo) mas sem inspiração e talento para fazer a diferença.

(4) SUDAKOV - Também se lançou determinado na vontade de pegar na bola nos primeiros minutos, a tentar mandar no meio-campo, e conseguiu desenhou alguns bons lances, como quando assumiu o jogo pelo centro e lançou Bah pela direita (43’), mas foi perdendo lances, passes e faltou-lhe competência na reação à perda de bola.

(7) PAVLIDIS - Batalhou muito desde o primeiro minuto. Foi ponta de lança e foi médio, recuando para segurar a bola de costas para a baliza do Santa Clara e lançar os companheiros. Logo aos 5’ fez um grande passe a desmarcar Sudakov, mas o ucraniano não teve velocidade para o aproveitar bem. Teve um prémio merecido no golo que marcou aos 62’, à matador: movimentação muito inteligente, iludindo os centrais para conseguir aparecer solto para receber passe de Prestianni e empurrar para a baliza.

(6) SCHJELDERUP - Entrou para extremo-esquerdo e com energia, somando arranques, boas combinações (especialmente com Prestianni), cruzamentos e remates, que foram bloqueados pelos defesas açorianos. Aos 90+3’ lançou-se em direção à baliza e teria tudo para tentar o golo, mas Vasconcelos travou-lhe a ideia com uma falta.

(5) LUKEBAKIO - Lances interessantes e de qualidade, pela direita, que colocaram o adversário em sentido e fizeram crescer a equipa. Aos 56’ cruzou e quase provocou um autogolo, aos 63’ lançou bem Bah num lance prometedor e aos 90+2’ rematou, mas fraco.

(5) CIRCATI - Ajudou a colocar ponto final no tudo por tudo do Santa Clara pelo empate.

(5) JOHN DURÁN - Deu presença na área à equipa, lutou e aos 90+5’ rematou com perigo. Saiu de campo em discussão com adversários e viu cartão vermelho.

(-) MANU - Boa entrada, a bloquear várias saídas de bola do adversário. Marcou um livre direto, mas não conseguiu que a bola passasse da barreira."

Não há vento pela frente que pare este Prestianni


"Benfica suou muito para vencer um Santa Clara que ao intervalo era segundo classificado; Marco Silva mudou peças ao intervalo e Prestianni mudou o resto

Terminou com alta tensão, jogadores a despejarem adrenalina e um Benfica de punho cerrado pela importância de uma vitória que o recoloca a cinco pontos do líder. Não dá para enganar, este foi um triunfo muito difícil, com as águias a terem de mostrar o quanto querem estar neste campeonato, num jogo que tem denominador comum com outros: Gianluca Prestianni.
O jovem argentino do Benfica voltou a virar tudo do avesso, neste caso resultado e exibição depois de Marco Silva ter ido ao banco buscar armas para resolver uma das partidas que a equipa da Luz teve de enfrentar no que vai de temporada.
O duelo jogava-se nesta pergunta. Como podia o Santa Clara, melhor defesa da Liga, parar o melhor ataque? A resposta esteve na estratégia de Petit. Os açorianos condicionaram a ligação encarnada que municia esse ataque, ganhando quase tudo a meio-campo e não deixando Rafa e, sobretudo, Prestianni desequilibrar como devem fazer. Sem Gonçalo Paciência, lesionado, Petit «caçou» com Fernando, Vinícius e Brenner Lucas, protagonistas de um primeiro tempo em que o Santa Clara deixou o Benfica em sobressalto.
O argentino da camisola 25 foi tentando pelos visitantes, mas teve quase sempre mais do que um adversário em cima no primeiro tempo. Sem caminhos para Pavlidis, o Benfica enfrentava ventos fortes de frente - literalmente e não só - e era o Santa Clara quem, ao intervalo, vencia de forma justa por 1-0, num penálti apontado por Fernando. Bem organizados, aguerridos nos duelos, os açorianos explicavam a quem ainda não tinha percebido porque é que ao descanso eram uma equipa sem derrotas no campeonato e, com a vantagem de 1-0, segundos na tabela classificativa.
No segundo tempo mudou tudo porque Marco Silva mudou duas peças: Rafa e Sudakov por Schjelderup e Lukebakio.
O vento passou a soprar a favor, o Benfica foi empurrando o Santa Clara lentamente para a área e quando Schjelderup soltou o talento de Prestianni pela linha, o argentino partiu rumo à área contrária, em mais um lance que deixou um adversário pregado no relvado enquanto ele tinha uma velocidade furiosa rumo à área. O lance acabaria no empate de Pavlidis.
O goleador da Liga aproveitou o passe do pequeno argentino, um futebolista capaz de transformar um jogo, mesmo quando o jogo se lhe parece complicado. Seria ele a dar o triunfo ao Benfica, poucos minutos depois.
Com o «amigo» norueguês na esquerda, Prestianni apareceu mais vezes pelo meio, sempre em combinações com os colegas. Mas foi sozinho que arrancou para a baliza dos insulares e apontou o 2-1 final. Um golo de um rapaz que tem a habilidade de deixar tudo de cabeça à roda, mas que se tornou a alegria de um povo. Neste caso, o do Benfica, que já lhe chama «Messiani» numa comparação exagerada, mas que à dimensão, pelo e como resolve neste Benfica 2026/27, faz sentido no peso da relevância na equipa e, claro, no calor das emoções de adepto. As águias não foram apenas o argentino, diga-se. Porque Dahl foi fundamental na defesa, mesmo com o «azar» do penálti, Aursnes foi elevando jogo com o tempo, Pavlidis foi prolífico quando lhe pediram. O Benfica não é campeão de nada, mas sempre que também tiver esta alma, estará mais perto de o conseguir ser."

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Vermelhão: Obrigatório vencer estes jogos, para manter a esperança...

Santa Clara 1 - 2 Benfica


Armadilha montada: o Benfica com pouco tempo para preparar esta partida, com duas viagens de avião pelo meio, relvado mau, vento forte contra na 1.ª parte, um treinador adversário 'esperto' que sabe montar esquemas para travar adversários mais fortes, adversário que aparentemente 'surpreendeu' o Benfica ou pelo menos os jogadores do Benfica na forma como jogaram e mais uma arbitragem encomendada... 

Somando isto tudo, um Benfica com uma entrada desinspirada, provavelmente a pior da temporada, com o Marco Silva, que tantas coisas boas tem feito, mas que continua a dar o estatuto de titular, a dois jogadores que não a 'merecem' neste momento: Rafa e Sudakov! O que deixa o Benfica a jogar em 'inferioridade' desde do primeiro minuto!

Mesmo assim, contra a equipa surpresa da Liga, que preparou este jogo como a Final da Champions, sendo inclusive eliminados da Taça pelo Mafra a semana passada, e apesar da nossa má prestação, o Samu na 1.ª parte, não foi obrigado a trabalho complicado! Houve alguns ataques potenciais perigosos, mas os remates à nossa baliza foram 'tranquilos'... e só num estúpido penalty, sofremos o golo! O outro remate mais perigoso, foi um livre frontal, após uma mais uma falta mal assinalada!!!

O problema é que não conseguimos construir praticamente nenhum ataque de jeito. A nossa posse de bola foi inconsequente. O Santa Clara fez marcação individual a vários dos nossos jogadores, com muita agressividade e o nosso jogo, com muitas perdas de bola pelo meio, ficou bloqueado!

Ao intervalo, com as entradas do Lukebakio e o Schjelderup, as coisas mudaram... mas a atitude também foi outra, fomos mais agressivos na recuperação, mas a grande diferença, foi o posicionamento do Prestianni, que jogando no meio, tornou a marcação individual que estava a sofrer mais complicada de ser efectuada! O Marco já  o tinha colocado à direita, ainda no 1.º tempo, mas no meio, se o Médio adversário fosse sempre atrás dele, iria abrir um buraco no 'meio' e se fosse atrás dele, no flanco o Prestianni teria sempre vantagem na velocidade... como aconteceu no 1.º golo!!!

Agora, os dois Alas entraram bem, começaram a ganhar duelos, e pelo menos não perdiam a bola imediatamente, algo que com o cansaço natural do adversário, virou o jogo para o nosso lado! Mesmo assim, ainda permitimos um contra-ataque muito perigoso, com um mal posicionamento do Lenglet que foi retificado por um grande corte do Dahl... que fez o tal estúpido penalty, mas no 2.º tempo, defensivamente fez um grande jogo!!!


Remontada de rajada, com o Prestianni a ser decisivo, mais uma vez, com toda a justiça. Mas desta vez, não houve condições para continuar a carregar no acelerador, à procura de mais golos! Tivemos oportunidades, várias foram travadas em faltas sem punição adequada, mas desta vez, tivemos que 'recuar' e fechar o bloco, e reforçar o nosso jogo aéreo defensivo, pois o Santa Clara mostrou perigo nas bolas paradas... qualquer falta no meio-campo do Benfica, dava bola para a área!!!

Sendo que hoje faltaram soluções no banco, o Barreiro e o Enzo, teriam sido bastante úteis!!!

Nenhuma discussão sobre o MVP, o Prestianni continua a colecionar troféus!!! Se na 1.ª parte, ninguém jogou bem, no 2.º tempo, os Laterais atinaram com as marcações... o Palhinha também melhorou muito, o Aursnes como costuma ser habitual, com os minutos a passar, vai sempre subindo de produção... e o Pavlidis continua a marcar golos importantes!!!

Arbitragem horrível, que acabou em completo descontrolo!!! A raiva nos olhos naqueles minutos após o final da partida, procurando insistentemente por razões para expulsar jogadores do Benfica, foi óbvia! O Benfica acaba com 13 faltas (várias que não existiram), 6 Amarelos e 3 Vermelhos, num jogo onde nenhum jogador do Benfica agrediu um adversário!!! O facto do Santa Clara equipar de vermelho, não ajudou em nada, a 'confusão' na cabeça do Ladrão!!!

A expulsão do Durán, que não fez nada, só pode explicada por anti-Benfiquismo primário, misturado com racismo. O homem é provocado, agarrado pela camisola, não tem qualquer reação, e acaba expulso!!! Vai ser bonito ler outro árbitro, mentir num relatório...!!!

No penalty do Dahl, a decisão acaba por ser correta, tendo em conta os actuais critérios. O Dahl não tem qualquer intenção, tentou jogar de cabeça, falhou, e a bola bate-lhe no braço, que ao contrário dos expert's está na posição natural de quem está a saltar... ninguém salta, com os braços, encostados ao corpo!!! Houve alturas onde só seria falta, se os braços, estivessem acima da linha dos ombros, mas hoje parece que já se esqueceram disso...

Penalty por marcar sobre o Bah, que leva uma ombrada no focinho, existe outro lance muito duvidoso sobre o Schjelderup que é agarrado dentro da área, e depois derrubado, ficando a dúvida se foi dentro da aérea, sem nenhuma repetição esclarecedora!!!! Disciplinarmente, permitiu muita coisa ao Santa Clara, só nos primeiros minutos da 2.ª parte, perdoou 3 Amarelos aos nossos adversários, sendo um deles, um 2.º Amarelo que deixaria o Santa Clara com dez durante mais de 35 minutos!!!

Mas a jogada que vão falar, é a rasteira sobre o Schjelderup, 'parecida' à expulsão do Central do Gil Vicente, no jogo contra os Corruptos. A posição do Andreas é muito mais perigosa: está mais perto da área, está claramente a caminhar em direção à baliza, tem a bola completamente controlada... e o único defesa que o pode travar, está a 'marcar' o outro jogador do Benfica, e muito provavelmente nem sequer iria tentar fazer a diagonal para interceptar o Schjelderup, pois se o fizesse o mini-Bacalhau só tinha que passar a bola para o meio, tal como o Lukebakio fez no Chipre no golo do Lukebakio! Pessoalmente, acho que a decisão do Amarelo 'aceitar-se', mas na jornada onde aconteceu outro escândalo que favoreceu os Corruptos, numa jogada parecida, é só falta de vergonha na cara!!!


Quinta-feira, Taça da Liga, na Luz, com o Gil Vicente que nos deu tanto trabalho para a Liga, também na Luz!!! A diferença grande é que o Gil jogou na Sexta, e vai ter 7 dias para preparar este jogo, e o Benfica 72 horas, com mais uma viagem de avião pelo meio, e com o Marco a ser obrigado a mudar praticamente todos os jogadores!!! Só as lesões podem evitar uma mudança dos 11 jogadores!!! As lesões do Enzo e do Barreiro, neste momento, com este calendário, são extremamente incovonientes!

Acredito num onze mais ou menos assim: Trubin; Banjaqui, Circati, Índio, Karouani; Manu, Aursnes; Lukebakio, Echeverri, Schjeledrup; Anísio (porque o Durán não vai ser despenalizado)!!!

NAS MÃOS DA PJ E DO MP


"1. Não estou a afirmar nada, não estou a querer sequer insinuar alguma coisa, estou apenas a registar aqui para vocês uma coincidência.

2. Desde que Luciano Gonçalves ascendeu ao lugar de presidente do Conselho de Arbitragem, os monumentais e decisivos erros dos senhores do apito que favoreceram o Sporting foram vários. Relembro, apenas a título de exemplo, três dos mais escandalosos:
-> um golo, validado com câmara de fora de jogo pendurada num poste de iluminação, valeu ao Sporting o empate para a liga 24-25 nas Aves. (Não foi o único erro a favor do Sporting nesse jogo.)
-> um pisão na cabeça, que decidiu a Taça de Portugal 24-25, ignorado por um árbitro português com as insígnias FIFA, por um juiz de linha a um metro do escândalo e por um VAR, que dizem ser o melhor do país, a ignorar o protocolo. (Essa final teve mais erros que favoreceram o Sporting.)
-> uma falta inexistente em cima do final do jogo transformada em penálti ao fim de 15 - leu bem, 15 - minuciosos minutos de VAR, escândalo que manteve o Sporting na Taça 25-26. (Fez-se justiça: perdeu-a para o Torreense, da segunda liga, na final do Jamor.)

3. Fruto das denúncias de Duarte Gomes, Luciano Gonçalves passou a estar desde o verão (defeso no futebol) debaixo de investigação da justiça (Polícia Judiciária e, julgo que também, Ministério Público).

4. Desde o início da época, o Sporting, em apenas 9 jornadas, perdeu 9 pontos na liga, todos em jogos com equipas ditas 'pequenas': 5 pontos em casa (Arouca e Académico de Viseu) e 4 pontos fora (Estrela da Amadora e Famalicão).

5. Vamos esperar que as investigações da PJ e do MP não deixem de ir até ao fundo da gestão de Luciano Gonçalves à frente do Conselho de Arbitragem. Isso é fundamental para que a justiça faça o trabalho que lhe compete - neste caso a bem da verdade desportiva sem a qual as competições são uma autêntica palhaçada."

Crónica de um away a Chipre


"Estas deslocações ao estrangeiro começam sempre da mesma forma. Sai o sorteio e a excitação começa logo. 'A que jogo prefiro ir? Liga Europa tem destinos bem exóticos! Chipre? República Checa? Países Baixos?'.
Após a análise financeira e disponibilidade de férias, opto por Chipre. E como habitual, a aventura seria uma montanha-russa: cinco dias com passagens por Malta, Chipre e Itália! Para quem sonha com estas viagens, é importante saber que é preciso alguma capacidade e folga financeira, mas também não é uma loucura - quatro voos ficaram por 150 euros. Airbnb's, hostels e camaratas terão sido outros 150 euros. O que sobra é comida (muitas vezes fast food) e cerveja, muita cerveja...
O dia do arranque ficou combinado para terça-feira e o Benfica jogou na quinta. O primeiro voo é para Malta, um pequeno país que não impressiona a vista. Tudo parece inacabado, com poucos recursos e sem planeamento urbanístico. Uma pequena ilha em que a única parte que pareceu mais agradável foi a zona de Valetta.
Mas diga-se que estamos lá mais para beber e nos divertir do que para turistar. Entre hambúrgueres (apesar de nos terem dito que o prato tradicional é o coelho) e Cisk (a cerveja local), a noite acaba às tantas de forma inusitada: num bar de ingleses, que fecham o estabelecimento connosco lá dentro, passam-nos um microfone e o que se segue é uma noite de karaoke. Ora eles colocam Oasis, ora nós cantamos o Ser Benfiquista. E não confirmo nem desminto que a noite terminou com um mergulho no mar de Malta...
Quarta-feira é o dia do arranque para Chipre: voo até Pafos e, após alguma indecisão sobre o que fazer, decidimos ficar nessa cidade para 'ver as ruínas que dizem ser bonitas'. Claro que acabámos por não ver ruínas nenhumas e a tarde foi passada numa esplanada com mais amigos benfiquistas que iam chegando e banhos na praia mesmo em frente.
Só ao final da tarde nos deslocámos (no carro que tínhamos alugado) para Limassol, uma nova cidade. Noite num bar a ver os jogos da Champions e no dia seguinte já seguimos para Nicósia, a cidade do jogo. A tarde foi passada num restaurante a comer a saborosa carne local e a beber Keo, a cerveja mais popular do Chipre. A determinada altura sugerimos à dona do restaurante se podia pedir ao cantor que está a dar animação no restaurante para parar um pouco e cantarmos nós o 'Ser Benfiquista'.
A dona, de forma hesitante, lá aceitou e o que se seguiu foi vários cipriotas curiosos a olhar para a nossa mesa e para a música que alegremente cantávamos. Mas estava na hora de ir para o estádio!
Um estádio pequeno, com apenas 20 e pouco mil lugares, e também nós somos um contingente pequeno. Talvez apenas uns 200 benfiquistas no nosso setor, mas isso não nos impediu de cantar o jogo todo. Um duelo que foi fácil, apesar de uma primeira parte mais fraquinha. Nos momentos em que os cipriotas se entusiasmaram, o ambiente no estádio foi fantástico. Mas também tiveram vários momentos de silêncio, a fazer lembrar o Estádio da Luz...
O cansaço já era grande (principalmente o meu, com muitas dificuldades num joelho) e o pós-jogo foi na cama, a dormir - processo muito em falta nos dias anteriores.
Sexta-feira, visita-se a área turca de Nicósia, faz-se tarde de praia numa terra cujo nome já nem recordo e a noite termina connosco a ir ver um jogo da segunda divisão do Chipre! É tudo o que se pode imaginar: estádio só com uma bancada a cair aos bocados, pouca gente e jogadores sem grande qualidade.
Daria vontade de rir, se não pensarmos que a maioria dos jogos do Tugão não são muito diferentes disto. A noite teve um grande susto, contudo! Um dos nossos perde a carteira e, quando já tinha assumido a derrota e ligava para os bancos a cancelar os cartões, recebe uma chamada de um número estranho. Atende e era a polícia cipriota. Alguém tinha ido lá entregar-lhes a carteira! Com dinheiro a menos, mas ainda assim um pequeno milagre no Chipre! Será que em Portugal devolviam a carteira numa esquadra?
Avançamos para sábado e já foi dia de dormir até tarde, almoçar num centro comercial em Pafos e apanhar um avião para Roma ao final da tarde. Apenas estaríamos umas horas na cidade italiana e com um plano difícil de concretizar: em pouco mais de uma hora, sair do aeroporto, deixar as mochilas no hostel e conseguir estar no Olímpico de Roma para ver o Lazio - Parma!
O voo chegou mais cedo que o previsto e, quando pensamos que estava tudo a correr bem, olhamos à nossa volta e percebemos que algo de muito estranho se passava: polícia por todo o lado, trânsito fechado e pessoas com semblante carregado. Também em Roma as manifestações políticas acontecem.
Ainda assim, a muito custo, lá conseguimos apanhar um uber para o estádio, mas quando já nos sentíamos o Pavlidis, o falhanço foi à boca da baliza! Como não tínhamos a certeza se chegávamos ao estádio, não compramos os bilhetes online e, quando chegámos, já o jogo tinha começado e não havia maneira de comprar bilhetes, nem online, nem presencial. Nem fazendo mais que um choradinho aos stewards na entrada, nem falando com os trabalhadores nas roulottes sobre bilhetes a mais, nada feito.
Ficamos mesmo barrados à porta de um estádio quase vazio, tendo em conta o protesto de meses dos adeptos da equipa romana. Foi a pequena desilusão da viagem, que teve que ser curada com mais cerveja e uma pizza, ora pois. Em Roma, sê romano..
Quatro horas para dormir numa camarata e táxi para o aeroporto às 3h da manhã. Chegada a Lisboa às 9h. Às 16h entrei no trabalho. Na nona deslocação ao estrangeiro para ver o Benfica, foi apenas a terceira vitória.
Mas estas viagens não são só pelo Benfica ou pelas vitórias. São pela aventura, pela amizade, pela experiência, pela cultura, pela diversão. Porque eu e o meu grupo de amigos que fomos a Nicósia nunca nos iremos lembrar de todas as noites que passámos em casa no sofá a ver TV, mas certamente não esqueceremos aquela vez que fomos a locais tão exóticos como Malta e Chipre ver o Benfica.
Várias vezes nos próximos anos falaremos divertidos da noite de karaoke, da carteira perdida, do jogo da segunda divisão do Chipre onde estava lá o irmão do Pavlidis e o Vítor Venâncio (o avançado da equipa, que por ser brasileiro resolvemos apoiar) ou das fotos divertidas à entrada do Olímpico de Roma!"

Marco Silva, sim senhor


"Desde que sucedeu a José Mourinho, em junho de 2026, o tom de Marco Silva tem sido exigente e direto, raramente agressivo: é firme nas críticas — chama “erros que não podem ser normais” aos falhanços da equipa e avisa que o Benfica “não pode deixar o jogo cair na pasmaceira” — mas distribui a exigência de forma equilibrada e, portanto, inteligente.

Analisando as declarações desde que entrou no Benfica (com a ajuda da IA), conclui-se que para ele treinar o Benfica é “o maior desafio” da carreira, fala em “honra, orgulho e responsabilidade” e pede paciência para construir uma “identidade dominadora”. Quando a equipa perde, puxa a responsabilidade para dentro, coisa rara em Portugal, uma saudável extravagância. Por exemplo, a seguir à derrota no Dragão foi muito claro: “Nós é que perdemos o jogo”. E logo a seguir concentrou-se na falta de “equilíbrio emocional” dos seus jogadores.
Marco Silva consegue até ser autocrítico e admite que é “um bocado mais chato do que deveria ser” no banco, embora tente controlar-se e ser “o primeiro a penitenciar-se” quando não consegue. E sabem que mais? O treinador do Benfica desvaloriza o próprio papel nos êxitos, dizendo sobre a chamada de Palhinha à seleção que “o mérito é do jogador”. O lado conciliador aparece na defesa pública da equipa, mas sem exageros piedosos — veja-se o escudo que fez a Trubin a propósito das notícias de venda, que classificou de “injustas e duras”. Percebia-se que estava a ser genuíno, não era fita e em momento algum foi colérico.
Quanto à arbitragem, não é um assunto recorrente, mas também não o evita por completo: desde a apresentação que avisa que não é fã de falar de arbitragem todas as semanas e, regra geral, remete o assunto para o clube (“se o clube tiver de dizer alguma coisa, o clube deve dizer”). A exceção foi o jogo com o FC Porto, após a expulsão de Lenglet, onde deixou a frase mais dura do seu mandato: “Venho de uma cultura diferente. Aqui, infelizmente, consegue-se condicionar árbitros antes dos jogos, depois dos jogos, durante a semana”. Uma observação dolorosa e verdadeira.
Resumindo: reclama pontualmente e sem vitimismo declarado, com ironia quando provocado (respondeu assim às palavras de Farioli), mas prefere canalizar a frustração para a exigência interna — pedindo mais intensidade e maturidade à equipa — do que para uma guerra aberta com os árbitros.
Marco Silva é um homem sério e um treinador competente, não um histérico em incesto com o próprio ego. É um tipo que não se disfarça como tantos outros com a baba bovina da humildade a pender-lhe dos lábios quando precisa — quer a nossa atenção e quer resultados, mas não vende a alma ao diabo, não manipula e não vicia a conversa com mentiras para salvar a pele.
O Benfica — que não é o meu clube — encontrou o seu Rúben Amorim e esta foi a melhor notícia do futebol nesta época em Portugal. Puxa todos para cima num campeonato ainda muito rasteiro. Marco Silva é um decisor que assume os próprios erros e respeita o espaço público, um contributo estimulante que alimenta o sentido de exigência de todos, serena um ambiente cada vez mais medíocre e, tudo isto somado, aumenta as possibilidades de êxito do Benfica. E agora vou ali penitenciar-me."

Elina e Heorhii, sombra e luz


"Como a guerra na Ucrânia afeta os atletas e a empatia necessária para os entender

A tenista Elina Svitolina, de 32 anos, não aguentou mais. Entrou, há semanas, com o processo de divórcio para se separar do marido, o também tenista Gael Monfils. O casal era, até então, um sucesso de união internacional desportiva e interracial. Um sucesso que encobria um sofrimento pessoal: Elena é ucraniana e, sobretudo desde 2022, lida com tudo que uma pessoa normal lida, como profissão, casamento, filhos, com saber que o seu país natal está em guerra. Em comunicado, falou no peso insuportável que a guerra na Ucrânia teve em si como pessoa e como abalou a dinâmica conjugal. «Ninguém viu as noites sem dormir, as dúvidas e a sensação de que me estava a perder a mim própria aos poucos. Com o tempo, percebi que tenho de reencontrar o meu próprio caminho.»
Em maio, o jogador do Benfica Heorhii Sudakov fez soar alarmes com a admissão, rara num futebolista, de um certo cansaço emocional. Com 20 e poucos anos, numa idade em que a esmagadora maioria das pessoas mora em casa dos pais, tem dois filhos pequenos e está num país estranho. Pessoas que ganham muito dinheiro têm meio caminho andado para a felicidade, mas para o jogador de apenas 24 anos, ver a casa destruída em Kiev, meses antes, foi algo difícil de processar.
A 24 de fevereiro de 2022, acordámos com a notícia: a Rússia invadiu a Ucrânia e a Europa tinha mais uma guerra. A fuga em massa de mulheres e crianças do país em poucos dias, e a facilidade com que a Rússia parecia avançar, levou muita gente a elevar o stock de atum, renovar passaportes, olhar para um quarto suplente em casa e pensar que ali caberia uma família refugiada. Chorei quando um menino de 7 anos sussurrou à repórter no New York Times, um mês depois do início da invasão, na estação de comboios de Lviv, que tinha um segredo: na viagem de carro até lá, arrancara dois dentes de leite a abanar com a mão.
O assunto abria telejornais, era chocante ver plataformas de estações cheias de pessoas, filas de carros na fronteira com a Polónia. Ver aqui um carro com matrícula ucraniana suscitava um sorriso, «pelo menos estes fugiram». Mas o tema começou, para mim e muitos outros, a ser corriqueiro. A Ucrânia não se rendeu e a guerra continua. Recebemos alertas no telemóvel sobre drones que atacam aqui e ali, a par das notificações do preço dos combustíveis ou dos resultados desportivos. É só mais um tema.
Mas para Elina e Heorhii, o peso desta guerra não passou a ser apenas uma notificação no telemóvel. Ambos têm, seguramente, lembretes diários do que é aquela luta - do que é ter medo de lá voltar, ainda que milhares de pessoas continuem as suas vidas debaixo de uma ameaça que já tem mais de 4 anos.
No caso dela, o tempo sublinhou problemas, mas como diz Monfils, que se viu forçado a defendê-la, o casamento acabou, mas não a família.
No caso dele, as nuvens parecem começar a levantar e o cansaço a desaparecer. Na Luz a pressão é menos e há dias arriscou falar nas flash-interview em português, sorriso no rosto. Um pouco de empatia e paciência não fazem mal a ninguém e no Benfica parecem ter percebido isso. Espero que Elina volte a encontrar o seu sorriso."

O futebol que dorme na forma


"A orquestra do Titanic continua a tocar, os passageiros dançam como se não houvesse nenhum icebergue ao virar da onda, e o desastre aproxima-se. Assim vai o futebol português, onde o ‘penacho’ de estar na I Divisão fala mais alto, e permite uma competição formatada no surrealismo, sem adesão à nossa realidade…

Queiramos ou não, por mais maquilhagem que apliquem ao problema, a verdade é que no futebol português nada mudou: Há três clubes que arrecadam mais de 90 por cento do mercado, um outro que tem infraestruturas e capacidade para se afastar dos restantes (embora a época não esteja a ser boa) e os demais vivem na dificuldade, um ou outro consegue, pontualmente, um fogacho, a maior parte das vezes ditado por malabarismos táticos, e no final da temporada haverá cerca de 40 pontos a separar o campeão do quinto classificado.
A falência da classe média do nosso futebol acentuou-se a partir de 1995 e da Lei Bosman, que deu aos grandes meios, através de uma subsequente aposta na formação e na venda dos principais ativos, de atuarem em mercados proibitivos para os demais. Apesar do Torreense, que soma três pontos na Liga Europa, já ter feito mais do que se esperava, a temporada dos clubes portugueses nas competições da UEFA, que começou prometedora, ameaça desmoronar-se com reflexos no ranking de Portugal, e a culpa, para quem quiser observar a situação friamente, reside no facto da nossa I Liga ter jogos, ou nivelados por baixo, ou desequilibrados, mesmo que, graças a ‘autocarros’ e outros expedientes, os resultados por vezes não reflitam essa realidade. E como seria possível ser diferente se as receitas televisivas variam de um para quinze (e continuo cético quanto ao sucesso do processo de venda centralizada dos direitos televisivos - meu caro Reinaldo Teixeira, tudo o que desejo é estar enganado…), para não falar da incipiência das infraestruturas da maior parte dos clubes e das assistências diminutas, quando retirados os três grandes da equação.
Enquanto os clubes preferirem o ‘penacho’ de competir na I Divisão, em detrimento da aceitação da nossa realidade social, económica e desportiva, nada se alterará, andaremos a empurrar com a barriga, adbicando do salto quântico que seria dado através de uma reformulação dos quadros competitivos do futebol profissional. Isto é uma espécie de pescadinha de rabo na boca: é impossível mudar seja o que for porque os clubes que não estão interessados na mudança têm mais votos que os outros, e bloqueiam tudo o que possa colocar em causa o seu estatuto de primodivisionários.
Mas quem pode alterar este deprimente estado das coisas? O Governo não é, não tem nada que se imiscuir nos quadros competitivos de cada Federação; a FPF também não, porque o futebol profissional é coutada da Liga de Clubes; e a Direção da Liga, que se encontra sujeita à vontade maioritária dos clubes, também, por mais que deseje a implementação de um quadro competitivo diferente, está de pés e mãos atados.
Quem tem, então o poder? Os clubes, que - um pouco como nas eleições para a presidência da FIFA - valem todos o mesmo em termos de votos, dois para a I Liga e um para a II. Será possível uma solução reformista? Não acredito nessa possibilidade. Se os clubes grandes, que de facto representam mais de 90 por cento do negócio, não deixarem as rivalidades bacocas de lado e não se chegarem à frente, continuaremos como estamos, a dizer que somos melhores do que realmente somos, a olhar para o umbigo e a ficar cada vez mais longe de quem não anda a dormir na forma.

CARTAS
ÁS
Dódi Lukébakio
O internacional belga, a quem os recentes jogos pelos ‘diables rouges’ devolveram confiança e retiraram ansiedade, assinou em Nicósia um momento de pura classe, ao correr 50 metros com a bola e só a soltar para entregá-la em bandeja de prata a Prestianni, que não falhou. A equipa antes do indivíduo.

ÁS
Patrick Morais de Carvalho
A reeleição de Patrick Morais de Carvalho como presidente do Belenenses traduz o apoio dos sócios ao caminho das pedras que o clube quis trilhar, e a confiança na capacidade do líder reeleito em levar os azuis do Restelo ao lugar no futebol nacional que é historicamente seu.

ÁS
Nuno Lopes
O mundo está, de facto, a ficar esquisito: a França é campeã do Mundo de hóquei em patins, batendo Portugal e a Argentina. Mérito dos gauleses, treinados pelo alentejano Nuno Lopes, onde evolui o clã Di Benedetto, Roberto, Carlo e Bruno, jogadores de Benfica, FC Porto e Oliveirense.

CAPA
O Príncipe de Rosário coroado nas Astúrias
Lionel Messi, que jogou com a Argentina três das últimas quatro finais do Campeonato Mundo, recebeu das mãos da sucessora ao trono de Espanha, Leonor, o prémio Princesa das Astúrias de 2026, na categoria de Desporto: um diploma, uma escultura de Joan Miró, um emblema e 50 mil euros. Em paz com a ‘albiceleste’, de que já se despediu, mantendo velocidade de cruzeiro em Miami, Messi está a viver uma pré-reforma feliz.

FOTOLEGENDA
INFANTINO
Escrevi-o durante a tormenta que se abateu sobre Gianni Infantino, por altura da abortada venda dos direitos sobre o Campeonato do Mundo, e o tempo parece dar-me razão: cada vez mais se perspetiva a reeleição do atual presidente da FIFA, com o conforto que os votos que lhe vão caindo no regaço lhe dão. Embora muitas das mais importantes Federações Nacionais, nomeadamente na Europa, estejam contra esta evolução na continuidade, a verdade é que, por um lado, Infantino vai recolhendo apoios para chegar aos 106 votos que precisa para ser reeleito; por outro, e as candidaturas devem ser apresentadas até 18 de novembro, não há rival à vista. Aliás, na história da FIFA apenas um presidente /candidato não foi reeleito: Stanley Rous, em 1974."

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - As explicações para o desaire do Sporting

Observador: E o Campeão é... - Rui Borges e o Sporting já encomendaram mais lenços brancos?

Ganhar nos Açores


"O Benfica joga hoje em casa do Santa Clara a contar para a Liga Betclic (18h45 de Portugal Continental). Este é o destaque na BNews.

1. Somar três pontos
Marco Silva sublinha o momento benfiquista e a qualidade do adversário: "A equipa está bem, confiante, depois de mais uma boa vitória na Liga Europa. Após a paragem, três jogos, três boas vitórias. O Santa Clara vai exigir um Benfica no máximo das suas possibilidades para podermos obter os três pontos, que é o nosso objetivo."

2. Sorteio da Taça de Portugal
O Benfica visita o Torreense nos 16 avos de final da prova-rainha do futebol português.

3. Bastidores
Do Estádio da Luz ao convívio com adeptos fervorosos em Ponta Delgada.

4. Estádio da Luz – 23 anos
A carta de Pizzi ao Estádio da Luz pelos 23 anos de história, emoção e evolução.

5. Assembleia Geral
Os sócios do Sport Lisboa e Benfica podem, através do Site Oficial, colocar questões de forma antecipada para a Assembleia Geral do Clube agendada para o próximo sábado, 31 de outubro.

6. Triunfo claro no dérbi
Em futebol no feminino, o Benfica ganhou ao Sporting, por 4-1, perante 9286 adeptos na Luz.

7. Últimos resultados (masculino)
Em andebol, derrota com o Marítimo por 28-27. Em basquetebol, vitória em Queluz por 72-89. Em voleibol, triunfo, por 3-0, ante a São Mamede. Em râguebi, frente à Académica, 37-28 a favor das águias. Em hóquei em patins, vitória por 2-5 na apresentação do SC Tomar.

8. Últimos resultados (feminino)
Em futsal, sucesso caseiro com a Novasemente (5-0). Em voleibol, vitória por 3-0 ante o SC Braga. Em râguebi, triunfo por 17-8 frente ao Sporting.

9. Últimos resultados (formação)
A equipa B empatou sem golos na deslocação ao Feirense. Os Sub-23 perderam por 4-3 em Braga. Os Juniores empataram 0-0 no Casa Pia. Os Juvenis triunfaram por 0-3 no reduto do Sporting. Os Iniciados ganharam por 2-1 à Académica de Santarém.

10. Campeões do mundo
Aimée Blackman, por Espanha no feminino, e Roberto Di Benedetto, por França no masculino, falam das conquistas dos mundiais de hóquei em patins dos respetivos países em entrevista à BTV.

11. Chamadas internacionais
Arthur e Cléber Souza estão convocados pela seleção brasileira de futsal. 

12. Mundial de maratonas de canoagem
Fernando Pimenta alcança o bronze em K1 short race.

13. Dia especial no adidas Benfica Campus
101 jovens dos Centros de Formação e Treino do Benfica passaram o dia no adidas Benfica Campus.

14. O sonho da Miriam
Uma iniciativa do Futebol Feminino e da Fundação Benfica.

15. Benfica Faz Bem
Veja a nova série da BTV dedicada aos projetos da Fundação Benfica, com o Benfica Faz Bem em destaque no primeiro episódio.

16. Casa Benfica Resende
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 25.º aniversário."