Últimas indefectivações

domingo, 16 de agosto de 2026

Mais 3 pontos...

Leiria 1 - 2 Benfica


Segunda vitória, em dois jogos, novamente contra um dos candidatos à subida! E mais uma vez, entrámos melhor, a 1.ª parte foi boa, mas no 2.º tempo acabámos por ter alguma sorte!!!

Marcámos por duas vezes de penalty, e ainda ficou outro por assinalar escandalosamente!!! Aliás, a arbitragem foi péssima, o Leiria conseguiu acabar o jogo sem um único Amarelo, após várias agressões e entradas a matar!!! Incrível como o VAR, que ficou calado no penalty que ficou por assinalar a favor do Benfica, teve o descaramento de chamar o árbitro para verificar o 2.º penalty assinalado!!!

Para mim, o Moreira deveria ser opção na equipa principal, neste momento, dá mais do que o Sudakov! Mais um bom jogo do Diogo na baliza, dentro dos postes é de facto muito bom, mas tem que melhorar o controlo da profundidade, o jogo com os pés, e a saída aos cruzamentos!

Destaque ainda para a estreia do Quintas a titular... mais um bom jogo do Bernardes enquanto teve pernas! O Duarte com muito trabalho, mas depois dum mau início, percebeu o que tinha que fazer... O Anísio acabou por fazer um mau jogo, muito trapalhão!!!

Última nota para o inarrável par da SportTV! Com certeza fanáticos adeptos desde dos seus nascimentos da União de Leiria, só assim se explica as dezenas de orgasmos precoces sempre que a bola se aproximava da baliza do Benfica!!! O anti-Benfiquismo primário contina bem vivo!

José Mourinho nunca foi personagem


"O principal erro está naquilo que muitos entendem por sinceridade. Durante mais de duas décadas muitos perguntaram quem era Mourinho por detrás de Mourinho. Quem existia para lá do Special One, que correu pela linha lateral em Old Trafford, que arrebatou troféus e competições, que transformou conferências de imprensa em combates e temporadas inteiras em batalhas com todos aqueles que atravessassem o seu caminho. A pergunta sempre partiu de uma certeza: aquilo não podia ser tudo. Tinha de existir outro Mourinho. E existe.
O documentário da Netflix, que estreou esta semana, deixa-o aparecer algumas vezes. Está lá quando fala do pai e a voz muda. Está nos silêncios, em certas memórias, na consciência das ausências. Está até na dura e extraordinária admissão de que a família provavelmente se diverte mais quando ele não está.
Mourinho sabe. Sabe o que ganhou e o que perdeu. Sabe o que futebol lhe exigiu. Sabe que uma vida construída em torno de uma profissão deixa inevitavelmente outras vidas à espera. A diferença é que Mourinho não parece considerar que nos deva mais do essa admissão. E talvez seja esse o problema. Não para ele. Mas para quem vê.
Vivemos numa época que transformou a exposição numa prova de autenticidade. Já não basta sentir. É preciso mostrar que sentimos. Não basta sofrer. É necessário explicar o sofrimento. Não basta ter fragilidades. Espera-se que as identifiquemos, que falemos sobre elas, que as partilhemos e, de preferência, que exista uma câmara por perto quando o fazemos.
Criámos uma estranha equivalência entre vulnerabilidade e verdade. Quem se expõe é autêntico. Quem se protege está a representar. Mourinho recusa essa lógica. Não porque seja incapaz de sentir, mas porque acredita numa ideia que se tornou quase antiquada: há coisas que são só nossas. E não temos obrigação de partilhá-las.
Muitas das críticas feitas ao documentário, pelos viciados no consumo da vida alheia, foi que não conheceram o verdadeiro Mourinho. Esperavam a lágrima longa, a confissão, o arrependimento. Queriam o momento em que o Special One desapareceria finalmente e ficaria apenas José, desarmado diante da câmara. Mas por que razão teria de fazê-lo?
Mourinho mostra algumas partes. Depois fecha a porta. Isso não significa que não exista nada atrás dela. Significa apenas que a porta é dele. Alguém que percebeu muito cedo que um treinador moderno não gere apenas futebolistas. Gere ambientes, narrativas, atenção, medo e confiança. Uma conferência de imprensa pode ser tão útil como um treino. Uma frase pode retirar pressão dos seus e colocá-la no outro lado.
E, por isso, e com esse objetivo em mente, construiu uma armadura. Mas uma armadura não prova que não exista um homem lá dentro. Prova precisamente o contrário. As armaduras existem porque os homens podem ser feridos.
Mourinho parece ter aprendido cedo que demonstrar fraqueza não era o seu caminho. Há quem possa discordar. Quem possa pensar que a ideia pertence a outro tempo, a outra educação, a outra conceção de liderança. Mas também podemos conceder-lhe uma coisa bastante simples. É uma escolha legítima. Tão legítima como a escolha de quem decide contar tudo.
O problema é que a nossa cultura deixou de olhar para estas duas opções da mesma maneira. A exposição passou a ser coragem. A reserva tornou-se suspeita. Queremos entrar nas casas, nos casamentos, nos quartos, nas depressões, nas inseguranças. Queremos saber o que alguém sentiu quando perdeu, quando foi despedido, quando o pai morreu. E chamamos profundidade ao acesso.
Num mundo de tanto voyeurismo, é refrescante haver alguém tão mediático que nos nega uma parte ele. Diz-nos: «Até aqui, bem-vindos. O resto não vos pertence.» Num percurso profissional filmado e catalogado desde o início, é bom que a personagem principal desta história conserve alguma coisa para si.
O futebol, porém, Mourinho entrega-nos. Sem qualquer barreira. Mostra a sua relação obsessiva com o jogo, o treino, a preparação, a atenção a todos os detalhes. E, claro, a vitória. O futebol não ocupa um espaço equilibrado na sua vida. Provavelmente nunca ocupou. E aqui que surge outro desconforto para muitos dos que assistem.
Admiramos pessoas extraordinárias, mas preferimos imaginar que chegaram ao extraordinário vivendo vidas perfeitamente ordinárias. Queremos o resultado sem olhar demasiado para o preço. Não é preciso glorificar esse preço. Muito menos recomendar que alguém o pague. Mourinho fez escolhas. Algumas terão magoado pessoas, como também ele foi magoado no processo. Outras terão custado momentos que não regressam. Ele é o primeiro, sem máscaras, com toda a sinceridade, a mostrar essa consciência. Mas consciência não tem de significar arrependimento. Também aqui muitos querem uma confissão que nunca chega. Porque gostariam que Mourinho olhasse para as taças e concluísse que nenhuma valeu o preço de tantas guerras. Seria uma situação agradável para quem vê e julga à distância. Mas não seria verdade. A verdade é o que Mourinho oferece a cada momento do documentário dividido em três partes. É a vida que escolheu.
Isso não significa que não exista ternura. Existe. Aparece quando fala do pai. Aparece nas relações com alguns jogadores. Aparece naquele vínculo quase inexplicável que tantos homens que trabalharam com ele continuam a sentir décadas depois. Materazzi não chorou no Bernabéu abraçado a uma personagem. Drogba não fala de uma personagem. Os jogadores do Inter não atravessaram uma época inteira emocionalmente agarrados a uma invenção publicitária. Mas a humanidade de Mourinho nunca foi incompatível com a brutalidade da sua ambição. Faz parte dela. É possível amar profundamente e trabalhar obsessivamente.
É possível sentir culpa e voltar a fazer exatamente a mesma escolha. É possível saber que a família é mais leve na nossa ausência e, ainda assim, ter a família no topo de tudo. Não é uma lição de vida. E a ideia não é essa. Não há filosofia barata ou a ideia de que o meu caminho é o único. Nada disso. É apenas uma vida.
O problema, uma vez mais, não está na forma como Mourinho partilha, mas no complexo de quem assiste. Há qualquer coisa de estranho na forma como observamos pessoas extraordinariamente bem-sucedidas. Admiramos o resultado e depois ficamos incomodados quando descobrimos o processo. Queremos a Champions, mas não queremos as noites ser dormir. Queremos Michael Jordan sem a crueldade competitiva, Cristiano Ronaldo sem a disciplina quase patológica, Guardiola sem a loucura dos arranhões na cabeça. Queremos génio em horário de expediente. E quando o mesmo não aparece, dizemos que não é real, que é personagem. Porque é mais cómodo do que admitir uma verdade e um caminho completamente diferentes do nosso.
Numa sociedade que transformou a intimidade em conteúdo e a vulnerabilidade em espetáculo, existe dignidade em alguém continuar a acreditar que nem todas as lágrimas precisam de audiência. Mourinho não nos deve a sua fragilidade. Não porque tenha medo de que descubramos quem ele é. Mas porque entende, e bem, que ninguém tem esse direito."

Curiosidades sobre o árbitro Gustavo Correia (AF Porto):

Diferença...



"Há uma diferença que merece ser assinalada na forma como o Sport Lisboa e Benfica mobiliza os seus sócios quando entende que uma matéria é importante.
Em outubro e novembro de 2025, quando estavam em causa as eleições para os órgãos sociais do quadriénio 2025-2029, a Direção mobilizou o Clube como poucas vezes se viu: SMS, apelos à participação, comunicações sucessivas, presença constante do tema na comunicação do Benfica e até a tentativa de estabelecer um recorde mundial de participação. Votaram 86.297 sócios na primeira volta e 93.891 na segunda. A participação foi apresentada como um momento histórico da vida associativa.
E compreendia-se. Estava em causa escolher quem dirigiria o Benfica.
Meses depois, o Benfica lançou uma petição à Assembleia da República pela suspensão e revisão do modelo de comercialização centralizada dos direitos audiovisuais. Uma matéria de enorme relevância para o futebol português e com consequências particularmente importantes para o Benfica.
A petição pode ser assinada por qualquer cidadão, sócio ou não, benfiquista ou não. Bastam 7.501 assinaturas para que seja apreciada em Plenário da Assembleia da República. Atingirá certamente esse número. Mas 7.501 é apenas a fasquia legal. 50 mil, 90 mil ou 100 mil assinaturas dariam à iniciativa outro peso político, tornando muito mais difícil aos deputados e grupos parlamentares ignorar o tema.
Para escolher quem dirigiria o Benfica, a Direção mobilizou quase 94 mil sócios. Para defender o Benfica numa matéria que o próprio Clube considerou suficientemente importante para levar ao Parlamento, a iniciativa parece ter ficado entregue ao seu curso natural.
A questão nunca será a capacidade de mobilização dos benfiquistas, mas a prioridade que a Direção dá à sua mobilização.
No fundo, fica uma questão simples: o que é mais importante — mobilizar para escolher quem dirige o Benfica ou mobilizar para defender o Benfica?
Da minha parte, fica o meu contributo com o link onde pode ser assinada a petição:"

Contas coloridas...

Néscio...

Zero: Mercado - Benfica vai encaixar milhões com Dedic

BF: Saídas...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é.... - Um Sporting de duas faces. E Suárez deve ir para a equipa B?

Liga: Rio Ave 0 - 2 Benfica

Liga: Académico 0 - 1 Santa Clara

Liga: Alverca 2 - 2 Estrela

Liga: Sporting 3 - 2 Guimarães

Investimento em Portugal. Quem beneficia?


"O futebol português está de volta à rotina competitiva. Os objetivos traçados ao nível da governação são claros: integridade das competições, sustentabilidade financeira e capacidade competitiva dos clubes, com maior aposta no desenvolvimento do jovem jogador português. Recordo que os jovens formados localmente têm, além de uma janela de inscrições e transferências mais alargada, um regime de cedências temporárias mais flexível. As circunstâncias justificam a aposta no talento que formamos no nosso país.
Um dos temas que marca este arranque de época é a confirmação da entrada em força do capital estrangeiro nos clubes nacionais, em condições bastante vantajosas para quem investe, comparativamente com outros mercados, uma realidade que impacta cerca de dois terços das sociedades desportivas participantes nas competições profissionais. Os números nas competições não profissionais também crescem de forma galopante, mesmo em clubes distritais com finalidades claramente recreativas, tornando-se plataformas de negócio marcadas pela opacidade, os conflitos de interesses e a exploração de atletas. Tem sido possível observar comentários de vários especialistas a estes números, acompanhados de propostas de melhoria do sistema. Ironicamente muitos deles têm sido os procuradores da entrada de investidores com projetos duvidosos, estratégias que arruínam clubes e o envolvimento de pessoas que não deviam ter lugar no futebol. Culpam sempre o sistema, mas continuam a lucrar à custa dele. Em boa hora este tema foi trazido pelo Sindicato dos Jogadores para a última Cimeira de Presidentes da Federação Portuguesa de Futebol.
O país desportivo precisa de investimento racional e regulado, capacitando órgãos especializados e independentes que sejam responsáveis pelo licenciamento e auditoria. Não se podem restringir a escrutinar o cumprimento das obrigações fundamentais, com uma regularidade definida em benefício do infrator. Devem exigir garantias financeiras prestadas por quem entra no futebol português, alinhada com uma estratégia de capacitação dos nossos clubes de base ao nível das suas infraestruturas e oferta à comunidade. No final desta cadeia de procedimentos, é preciso ter a capacidade para aplicar sanções efetivamente dissuasoras para os incumpridores. Este é provavelmente o tema mais importante para garantir a nossa sustentabilidade futura. Temos de debater com sentido de responsabilidade, evitando danos para centenas de agentes desportivos e a queda de clubes históricos que, num sistema eficiente, nunca seriam condenados ao desaparecimento."

Morte na Volta: mais uma sexta-feira no asfalto


"O ministro da Administração Interna anunciou medidas, mas as leis chegam sempre tarde para quem fica pelo caminho

A minha manhã de sexta-feira começou com o sobressalto banal de quem vive nas estradas portuguesas. À saída de casa, quando me deslocava para o meu carro, dei de caras com um motociclista a circular descontraidamente, numa moto de alta cilindrada, em sentido proibido.
Pouco depois, numa viagem de mais de 300 quilómetros, confirmei que esse pequeno sobressalto era apenas a introdução de uma norma não escrita. Ao longo de todo o percurso, a ignorância intencional das regras (quando é que aprendemos a conduzir à direita nas autoestradas?) e o desrespeito pela prioridade dos outros repetiram-se quase a cada quilómetro. Sobre velocidade não há ninguém inocente em Portugal.
Na passada quarta-feira, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, utilizou uma expressão dura, para descrever o panorama rodoviário nacional: vivemos uma «guerra civil» nas estradas. Ao anunciar que o novo Código da Estrada pode criminalizar a condução acima dos 180 km/h e reforçar substancialmente a fiscalização nas zonas urbanas, o Governo reconhece o que é evidente para todos. Porque todos conhecemos quem tenha morrido num acidente. O problema é que as leis chegam sempre tarde para quem fica pelo caminho.
Finlay Tarling tinha apenas 19 anos. Corria com as cores da sua equipa na Volta a Portugal em bicicleta, alimentando o sonho de uma carreira no ciclismo profissional. O seu futuro foi ceifado numa fração de segundo porque, alegadamente, um condutor decidiu ignorar as indicações das autoridades. Um jovem atleta, protegido apenas pelo seu capacete e pela sinalização de uma competição oficial, acabou vítima do absoluto desprezo que muitos condutores nutrem pelas ordens mais elementares de segurança.
A tragédia de Finlay Tarling não pode ser isolada sob o carimbo do «azar» ou de um «incidente lamentável». Porque é reflexo da mesma mentalidade que vejo à porta de minha casa, na autoestrada ou nas vias nacionais. E que você também vê. É a cultura do «passo eu primeiro» - a sério que nos chateamos por dois metros e meio de alcatrão? - , do «o sinal é para os outros».
Portugal tem mesmo um problema grave, estrutural e sangrento nas suas estradas. O diagnóstico do ministro está correto, mas a mudança exige mais do que radares e coimas: exige uma profunda alteração de mentalidade. Enquanto continuar a imperar o egoísmo ao volante, o país continuará a somar lutos. Para a família do jovem ciclista galês, este dia ficará marcado para sempre pela dor irreparável; para a Volta, como um dos episódios mais trágicos da sua História; para Portugal, infelizmente, como mais uma sexta-feira."

A tragédia, o civismo e a RTP


"Neste início de temporada futebolística, tinha pensado escrever sobre o investimento dos mais representativos emblemas, sobre os desafios que se colocam à competitividade da Liga portuguesa, sobre o esforço crescente para a dignificação da arbitragem.
Tinha pensado discorrer sobre as principais transferências, os grandes beneficiados do defeso ou as surpresas nas transações internacionais.
Deixei de pensar nisso há duas horas, justamente quando, embora em férias no meu refúgio da ilha do Faial, acompanhava a etapa da Volta a Portugal.
Morreu um ciclista na estrada, a mesma estrada que tantos anos palmilhei, na cobertura da prova rainha. Para quem anda no ciclismo, ainda que não contacte com o pelotão há mais de vinte anos, o vício impregna-se e não sai do corpo e da alma.
Pelo meio cobri algumas edições do Tour de France, do Giro d’Italia e da Vuelta a España.
E aumentei, a cada quilómetro narrado, a cada chegada exultada, a admiração profunda pelos heróis da estrada, pela magia da modalidade, pela estratégia que ultrapassa, em muito, o desempenho individual, pelo sacrifício de lutar por outro ou pelo todo, pelo empenho e pelo prazer de se fazer o que se gosta, independentemente do país, do dinheiro ou do prestígio.
Porque o corredor (o rider, como muito bem lhe chamam os ingleses), é um animal do asfalto, sempre pronto a lutar pelos seus objetivos, sempre direto na abordagem, com a máquina que apenas se move pela força motriz da energia humana.
O profissional das bicicletas merece-me, desde sempre (desde 1988, quando pela primeira vez cobri, para a Antena 1, a Volta a Portugal em Bicicleta), uma admiração apenas igualável ao profundo respeito que por ele tenho.
Finlay Tarling, 19 anos, tinha todos os sonhos do planeta alicerçados numa família de quem tinha diretamente herdado o gosto e o talento em bruto para a modalidade.
Inserido numa equipa de academia, num conjunto de jovens promissores que ali encontram o seu espaço próprio de desenvolvimento, sem a exigência imediata de resultados, antes com a certeza de um acompanhamento de qualidade profissional para subirem, degrau a degrau, a longa escadaria do sucesso num desporto de e para campeões.
Numa etapa duríssima como a ligação de Melgaço a Fafe, na curva e contra-curva de um Minho aliciante para as corridas de bicicletas, o miúdo sonhador de 19 anos encontrou o fim da linha.
Depois se apurarão os detalhes, mas parece certo que, sendo colhido por um veículo a circular em contra-mão, antes da passagem do carro vassoura e, por conseguinte, do fecho formal da caravana da Volta a Portugal, houve um motorista que, percebendo que o grosso da coluna já havia passado, foi a avançando, ao arrepio das instruções das forças de segurança móveis e estáticas.
Há muito tempo que isto sucede. Não apenas nas estradas portuguesas, mas nas italianas, espanholas, francesas ou em quaisquer outras por onde circulem caravanas de provas profissionais de ciclismo. É uma questão de paciência, ou de falta dela. De civismo, ou de falta dele. De respeito, ou de falta dele.
A morte de um jovem de 19 anos ensombra, definitivamente, a Volta a Portugal em Bicicleta mas, mais do que isso, volta a levantar todas estas questões, transportando para patamares talvez dificilmente conclusivos a equação da segurança nas provas internacionais em percurso aberto.
O momento é de consternação na caravana, e a sua equipa (a NSN Development Team) já não estará hoje na estrada, em óbvia decisão de homenagem ao seu jovem promissor.
Se foi correta a decisão da organização, neutralizando os quilómetros finais até Fafe e cancelando a etapa e respetivas celebrações, é importante que A Portuguesa continue na estrada, no fim de semana final. Essa será a principal homenagem a Finlay Tarling, prestada em competição e com indecisão até ao final, por todos os companheiros de pelotão.
Nem se trata, neste caso, da velha máxima segundo a qual the show must go on, mas apenas do reconhecimento de que, para homenagear uma esperança do ciclismo internacional, só concluindo a prova e lutando até ao final, segundo a segundo, pelo alinhamento e pelos melhores lugares.
Sou dos que entendem, ao cabo de 41 anos de jornalismo profissional, que a gestão das situações de crise é um dos primeiros elementos de avaliação, por ser dos mais marcantes, decisivos e difíceis. Na emissão de ontem, a equipa da RTP deu um exemplo de extraordinária dignidade, sem perder o sentido do momento, da notícia, da reação e do comentário.
João Pedro Mendonça, Marco Chagas, Alexandre Santos e Ana Barros souberam sempre o que fazer e como fazer. E fazer bem, no respeito absoluto pela situação inusitada, percebendo o alcance, o significado e o impacto de cada palavra, de cada ideia, de cada intervenção ou entrevista. E fazendo-o em televisão, com a seriedade mas, também, com o distanciamento que sempre deverá caraterizar o repórter.
A RTP conseguiu juntar a componente informativa factual a um conjunto de reações e de informações adicionais no tempo certo, não antecipando por respeito, mas não adiando sem necessidade.
E garantiu equilíbrio e sobriedade. Num momento como o do falecimento do jovem ciclista, pergunto-me quantas estações de televisão e quantos profissionais de comunicação o conseguiriam, garantindo o fluxo e a narrativa, sem nunca comprometer o perfil e a descrição.
Talvez nenhuma e nenhuns, o que só sublinha a indesmentível qualidade e sobriedade do serviço público de televisão.

João Palhinha
Bem sei que o jogador pretenderá o melhor para o seu futuro profissional, agora que o Bayern Munique oficializou a sua dispensa dos planos de Vincent Kompany.
Mas a novela em torno de João Palhinha torna-se dificilmente suportável, sobretudo pelo alongar de informações difusas, e, seguramente, de fontes muito mal informadas.
A gestão da comunicação em torno do jogador não está a ser bem acautelada, com as inerentes fugas, contradições e muitas opiniões.
Palhinha, um dos excelentes e muito experientes jogadores da sua geração, merece tranquilidade para o próximo passo da sua carreira. Admissivelmente, um passo decisivo para que o centrocampista se mantenha (ou não…) no centro das atenções do futebol internacional…"

Operação: Hearts...

Vinte e Um - Como eu vi - Hearts...

WonderKid: Our U25 Stars XI Ready to EXPLODE in 2026/27 🚀

sábado, 15 de agosto de 2026

Zero: Canto - Semana de (mais) empates e nomes que não convencem na Luz

Falar Benfica - Conversas Gloriosas #62 - Empates na 1 ª jornada da Liga e na Escócia, jogo contra o Casa Pia

No play-off da Liga Europa


"O Benfica empatou 1-1 no reduto do Hearts e assegurou a qualificação para a derradeira eliminatória de acesso à Liga Europa. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Passagem merecida
Cumprido o objetivo de continuidade nas eliminatórias de apuramento para a fase de liga da Liga Europa, Marco Silva aponta baterias para o próximo desafio: "É uma eliminatória passada, com um grande jogo no Estádio da Luz, com um jogo suficiente aqui. Foco total no Casa Pia, agora é o mais importante para nós."

2. Missão cumprida
Lukebakio, autor do golo do Benfica, sublinha o apuramento para o play-off de acesso à fase de liga da Liga Europa: "O nosso objetivo era vencer, mas a missão está cumprida, por isso agora estamos a olhar para o próximo jogo contra o Casa Pia. O mais importante é que nos qualificámos."

3. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, o golo marcado pelo Benfica ao Hearts.

4. Bilhetes à venda
Os ingressos para o embate, no próximo dia 20 no Estádio da Luz, entre Benfica e Aarhus, da 1.ª mão do play-off de acesso à fase de liga da Liga Europa 2026/27, já estão à venda.

5. B em ação
A equipa B do Benfica visita a União de Leiria no sábado, às 14h00.

6. Pré-época da formação
Os Sub-23 participam na Otten Innovation Cup, nos Países Baixos. Os Sub-15 têm dois jogos-treino agendados para sábado.

7. Preparar a temporada
A equipa feminina de futsal do Benfica trabalha com empenho e ambição.

8. Media Day
A equipa feminina de andebol do Benfica viveu o Media Day da temporada 2026/27.

9. Movimentações do defeso
A futsalista Andreza Queiroz reforça o Benfica.

10. Campeonato da Europa de atletismo
Acompanhe o desempenho dos 14 atletas do Benfica participantes no certame. Fatoumata Diallo alcançou o bronze nos 400 metros barreiras.

11. Jornal O Benfica
A edição desta semana está disponível para download no site oficial.

12. Casa Benfica Ilha Terceira
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 32.º aniversário."

Os treinos do Benfica andam mesmo intensos


"Faltou à águia sentido de urgência para parecer que aquilo na Escócia era um jogo, mas nem Marco Silva ajudou com onze e substituições ditadas pela gestão, mais do que pela vontade de ganhar

Há muito que os jornalistas deixaram de poder assistir aos treinos das equipas de futebol — eu ainda tive oportunidade de ver muitos, no campo 3 da Luz, na Reboleira, no Restelo, em Alverca, no Bonfim, em Campo Maior... —, por isso foi um privilégio, ontem, estar no sofá a ver a equipa de Marco Silva a trabalhar.
Sim, a desculpa é que se tratava de um suposto jogo oficial, a segunda mão da terceira pré-eliminatória da Europa League. Mas isso foi apenas o que obrigou o Benfica a abrir o treino, e não apenas aqueles 15 minutos que a UEFA obriga e que são apenas o aquecimento antes de começar, já à porta fechada, o que realmente interessa. 
Ontem, não. Ontem, a águia foi mesmo obrigada a ter o treino todo aberto, e logo um treino de conjunto, com uns convidados escoceses esforçados. Só faltou Marco Silva entrar campo dentro para corrigir posicionamentos para a sensação ser completa.
Porque por muito que se queira, por muito que um treinador tente puxar pelos seus jogadores, é quase impossível que a segunda mão duma pré-eliminatória de agosto, depois de 6-1 na primeira, saiba a ou tenha a intensidade de um jogo. Falta o sentido de urgência, falta o receio de perder pontos, ou de ficar pelo caminho.
E nem Marco Silva ajudou a passar esse sentido de urgência, quando as substituições que fez foram ditadas pelo plano de minutos traçado antes (45' a cada central; Barrenechea e Sudakov, os outros titulares de campo na Escócia que já tinham começado o jogo com o Académico de Viseu, substituídos pouco depois de uma hora), e não pelo que o jogo ditava. Até as últimas trocas foram ditadas pela gestão, mais do que pela vontade de vencer o encontro, como confirmou o próprio treinador das águias, caso contrário Durán não teria jogado 90'.
Com tudo isto, acho que se pode dizer que foi bem bom. Para treino, teve uma intensidade invulgar. Melhor a dos primeiros 45 minutos do que a dos segundos, claro, porque muitos dos titulares de ontem ainda não tinham estado num treino de conjunto tão forte esta época.
E para Marco Silva sobrará a esperança de que, com melhorias físicas, a equipa possa pressionar nos jogos melhor do que fez no treino de ontem; e que, em jogo, a concentração seja maior, para evitar tantas falhas na concretização, ou distrações como as de José Neto (ultrapassado no um para um) ou Richard Ríos (que deixou o autor do golo do Hearts sozinho para ir marcar quem já estava a ser marcado por Manu) no lance do 1-0."

Benfica: a revolução de um homem só


"Marco Silva tenta transformar o Benfica sem massa crítica para uma ideia de equipa grande. É precisamente quando o mercado é ainda mais decisivo que a resposta falha copiosamente

Escrevi aqui várias vezes que quanto mais o Benfica insistisse em treinadores com modelo assente em transição ofensiva mais longe estaria do sucesso e de ter um plantel capaz de dar resposta quando viesse alguém com ideias mais próximas do que deve ser uma equipa grande a jogar na Liga portuguesa.
Depois de Roger Schmidt, tanto com Bruno Lage como com José Mourinho, os encarnados não só se afastaram do seu ADN e cultura, por via das ideias de ambos os técnicos, como também a maior parte dos atletas contratados — €200M investidos em duas épocas — empurraram uma equipa que deveria ser dominadora para uma outra a vestir outra pele, a de uma que não consegue dominar e controlar. Perante a distância entre as classes alta e média, já para não falar de outras, essa é a morte do artista. Falhar ultrapassar defesas baixas pode resultar em títulos perdidos. Depois do quase com Lage, Mourinho não perdeu um jogo no campeonato e, mesmo assim, só conseguiu um terceiro lugar. O que mostra o quão errada pode estar uma abordagem que não seja global. Ou seja, estará sempre mais perto de vencer quem tiver mais soluções em transição ou ataque rápido e também na sua organização posicional com bola, impactante não só a atacar como a defender. E é preciso não esquecer a importância da coesão a defender, e de se ser sólido e disruptivo, consoante a baliza que se defende ou ataca, nas bolas paradas.
Não acredito que Marco Silva tenha trazido consigo de Londres essa ideia de futebol hiper-associativo, de elevadas percentagens de posse e de um ataque mais envolvente do que vertical e progressivo. No entanto, reconheço que a química que os jogadores da frente apresentam — a mobilidade, criatividade e as dinâmicas que se observam — apresenta-se superior ao que trouxeram à luz do dia os antecessores. Os mesmos que mostraram dificuldades, com planos ou sem planos específicos divulgados publicamente, em perceber que talentos puros como Schjelderup e Prestianni tinham ultrapassado o ponto de fricção e já era visível para quase toda a gente que estavam prontos. Claro que a definição no momento de finalizar tem deixado a desejar, mas nota-se evolução.
Uma boa evolução num tecido coletivo sem caras novas à exceção de Kaminski, o que contrasta com a instabilidade que resulta da falta de massa crítica no setor defensivo, há muito anunciada e há muito por resolver. A mesma falta de plano que explica o salto entre treinadores a olhar para o nome (ou para o passado) e pouco para as ideias também esclarece a quantidade de potenciais reforços que se perseguem para a posição de central, para logo depois se riscar porque são demasiado caros ou há demasiada gente atrás. O mercado do Benfica é o exemplo perfeito daquilo que não se deve fazer. E essa conclusão ficará mesmo que os encarnados ainda encontrem um grande negócio, o melhor do verão. Irá sempre parecer um acidente.
Tomás Araújo e Lenglet complementam-se na velocidade e são mais jogadores do que defesas. Sabem o que fazer com a bola. Isso é um upgrade em relação ao passado. No entanto, não gostam do choque, do duelo físico e, dos dois, apenas o francês disputa a bola pelo ar, sem esconder algum desconforto. O mesmo se passa com Enzo e será apenas um pouco melhor com Aursnes. Tal como com os vários laterais à disposição, entre os quais Bah é o mais disponível para o momento. Em cima, Marco Silva acrescentou mais um factor de instabilidade: mudou de guarda-redes. E a defesa está a sofrer demais. Precisa de tempo. Mas também precisa de um ou dois jogadores diferentes — um central e um médio defensivo mais agressivo, que dificilmente já será Palhinha —, ficando a dúvida, que terá de ser Samuel a dissipar, se não necessita também de um número 1. O próprio técnico não escondeu algum nervosismo em Edinburgo perante uma pergunta normal do jornalista sobre o tema.
Marco Silva está no meio de uma revolução e sem homens de confiança ao seu lado. Vai ter de encontrar quem o siga cegamente para o que aí vem. Terá de descobrir passe vertical onde só se movimenta a bola para o lado ou se bate longo. De incutir agressividade a quem só quer fazer contenção. De obrigar a saltar quem deixa a bola bater. E de disciplinar quem já teve episódios de explosão. Isto num clube que se movimenta como se continuasse anos 90, mesmo com os títulos conquistados depois disso. Se o conseguir será o seu melhor trabalho, todavia também o mais difícil. De longe.
O mercado é o reflexo de como se vive no Benfica. Se há dúvidas com Lenglet, estas aumentam com Kaminski. Está longe de ser, para já, um reforço. O que não quer dizer que seja um flop. Ainda. O polaco, percebe-se, é um jogador para receber a bola no espaço, não para encontrá-lo para si próprio, através do drible. Poderá ser útil em estágios mais avançados da Liga Europa, mas de costas para a baliza contrária e sob pressão tem sido desastroso. Aí, seja ansiedade ou falta de treino, mostra debilidades pouco naturais para um jogador já internacional. Foram sim 17 milhões de euros gastos com um perfil para uma mão-cheia de jogos, num setor em que havia soluções e, sobretudo, tempo. Quando já faltava um central e um 6, e agora talvez se pense num guarda-redes e, acrescento eu, num cenário ideal, num 8 diferente.
Os sinais dizem-nos que a pressão vai tornar-se mais duradoura, o terceiro homem vai aparecer e o moral vai provavelmente crescer, podendo empurrar a equipa para a tal velocidade de cruzeiro, de triunfo atrás de triunfo. O calendário, esse, apertará ainda mais e, para ser bem-sucedido, o técnico tem a plena consciência de que, neste microclima, não poderá perder os rivais de vista. Entretanto, já ganhou tempo suficiente para que finalmente chegue ajuda! Ainda que já devesse ter percebido que talvez tenha de esperar que quem assina os cheques se ajude a si próprio. Ainda que isso passe por se perceber as próprias limitações, o que nem com os constantes pedidos de desculpas tem acontecido. Uma delas é não perceber que quando se bate a tantas portas não se trata de esperar para escolher bem. É apenas não saber o que escolher."

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Ação ou propaganda? Infelizmente propaganda


"Há mais de cinco anos que se sabe que a centralização dos direitos televisivos vai avançar. A lei é de 2021, o calendário é conhecido e a época de 2028/29 nunca esteve escondida de ninguém. Esta direção teve cinco anos para estudar, negociar, propor, influenciar e, sobretudo, liderar.
O Benfica não o fez, e agora, só agora, descobre a Assembleia da República na tentativa de suspender um processo que durante cinco anos ignorou.
É por tudo isto que esta petição é, acima de tudo, uma peça de propaganda.
O Benfica tem razão em vários dos problemas que identifica; o que não pode é transformar quatro anos de ausência de liderança numa súbita demonstração de combate.
A petição dificilmente alterará uma realidade que o próprio Benfica deixou consolidar enquanto assistia ao processo de fora. Por isso, o problema desta petição não está naquilo que pede. Está no momento em que aparece.
Pedro Proença contaminou, desde o início, o debate sobre a centralização a uma discussão sobre distribuição de dinheiro, quando a questão central deveria sempre ter sido a reforma dos quadros competitivos.
É legítimo que o Benfica esteja preocupado. O que não é legítimo é fingir que descobriu o problema em 2026."

Throne: Portuguese Football is RUINED

MasterVi: Mercado...

SportTV: Mercados - Novo avançado na catalunha?

Zero: Mercado - Live

Zero: Mercado - Sonho Palhinha está vivo no Benfica

BF: Sudakov...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Será já este o Benfica de Marco Silva?

Observador: E o Campeão é.... - Avança Suárez num Sporting à procura de redenção?

Observador: Três Toques - Clube anuncia continuidade de jogador que promete emagrecer

A Verdade do Tadeia - 2027#2 - Porque estamos a alienar o talento?

DeLetra #48 - ⚽ Benfica e Sporting escorregam. Segunda jornada e desilusões!

Zero: Hóquei em Patins - «Gostava que toda a gente vivesse a sensação de ser campeão da Europa»

A Bola Não Mente - S01E66 - Top Wings da NBA

Possessivo - React - Entrevista Jorge Jesus - Parte II

A recomposição acionista do Benfica não exige sair da bolsa


"A discussão sobre o futuro acionista do Benfica tem sido marcada por uma premissa errada: a ideia de que o clube teria de abandonar a bolsa para recomprar ações e, posteriormente, recolocá-las em parceiros estratégicos. Esta narrativa, repetida com insistência, não resiste ao mínimo escrutínio jurídico, económico ou institucional. E, no entanto, tem ganho alguma tração pública como se fosse uma inevitabilidade técnica. Não é. E é importante desmontá-la.
O enquadramento legal português e europeu é claro. As sociedades cotadas podem recomprar ações próprias, dentro dos limites definidos, e podem igualmente aliená-las posteriormente a investidores que sirvam a estratégia de longo prazo. Trata-se de um instrumento comum de gestão societária, utilizado por empresas que pretendem estabilizar a estrutura acionista, reduzir dispersão ou reforçar o controlo de determinados blocos. Nada disto exige a saída do mercado regulamentado. A bolsa não é um obstáculo. Pelo contrário, é um enquadramento.
O que verdadeiramente está em causa é a qualidade da base acionista. A permanência em mercado regulado garante transparência, disciplina e escrutínio público. O Benfica beneficia dessa exposição: reforça credibilidade, reduz opacidade e obriga a práticas de governance que protegem o interesse dos acionistas e dos sócios. A ideia de que sair da bolsa seria um passo natural para “resolver” a estrutura acionista é, além de tecnicamente infundada, institucionalmente regressiva.
A solução está noutro plano: política acionista. O Benfica pode, e deve, definir um programa de recompra de ações, devidamente enquadrado, que permita reduzir a volatilidade acionista e recompor o capital em torno de parceiros estratégicos, sem perder o controlo societário. Parceiros que não sejam meros investidores ocasionais, mas entidades com visão, alinhamento institucional e capacidade de acrescentar valor ao projeto desportivo e organizacional. Formação, tecnologia, internacionalização, futebol feminino, infraestruturas. Há áreas onde a presença de investidores qualificados pode ser decisiva.
A recolocação das ações recompradas permitiria reforçar o controlo associativo sem abdicar da supervisão pública. Criaria estabilidade, blindaria a gestão contra ciclos de especulação e permitiria ao Benfica construir uma estrutura acionista coerente com a sua identidade. Tudo isto mantendo a transparência, mantendo o escrutínio e mantendo a confiança dos mercados.
Importa acrescentar um ponto frequentemente ignorado. A permanência na bolsa não impede que, entretanto, um parceiro estratégico alinhado com a identidade do clube adquira uma participação relevante. Pelo contrário, o mercado regulado permite que esse investidor entre de forma transparente, supervisionada e com obrigações de reporte que protegem o interesse dos sócios. A recomposição acionista pode, portanto, avançar em paralelo, por via da recompra e por via da entrada de investidores qualificados. Sair da bolsa não é condição para nenhum destes movimentos.
Há ainda um elemento económico decisivo. A Benfica SAD está desvalorizada face aos múltiplos atualmente praticados no futebol europeu. Num mercado onde clubes são avaliados com prémios significativos sobre receitas operacionais, ativos de formação ou presença internacional, a cotação atual do Benfica representa uma oportunidade rara. Para o clube, significa que um programa de recompra seria financeiramente eficiente. Para investidores estratégicos, significa que a entrada no capital pode ser feita a um preço inferior ao valor económico real da organização. Para ambos, significa que a permanência na bolsa não é um entrave, mas sim uma janela de oportunidade.
Sair da bolsa, pelo contrário, teria custos significativos: perda de visibilidade, redução de transparência, aumento do custo de capital e uma perceção de retração institucional num momento em que o futebol exige exatamente o oposto, ou seja, abertura, profissionalismo e accountability. A bolsa não é um problema a eliminar, é um ativo a saber utilizar.
O debate, portanto, deve recentrar-se no essencial. Como recompor o capital, como escolher parceiros certos e como garantir que a estrutura acionista serve o projeto desportivo e institucional. A narrativa da saída da bolsa é uma distração. O que falta não é coragem para abandonar o mercado. O que verdadeiramente falta é estratégia para o utilizar."

LiveMode: Fomos a Edimburgo no AVIÃO DO BENFICA!

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Marco Silva - Hearts

Observador: A Força da Técnica e a Técnica da Força - Hearts...

Terceiro Anel: Hearts...

BF: Hearts...

BI: Rescaldo - Hearts...

Terceiro Anel: Live - Hearts...

5 Minutos: Live - Hearts...

POIS ENTÃO O AAHRUS QUE SE CUIDE


"Hearts 1 - 1 Benfica

PRÉ-JOGO
1. Os jogos fora, quando não os posso ver no estádio, procuro vê-los em família, numa casa do Benfica perto de mim. Há muito que devia uma visita à Casa do Benfica de Vila Real de Santo António, a promessa foi sendo adiada, hoje deu-se a oportunidade, fiquei impressionado com as instalações.

2. Eliminatória resolvida, oportunidade para Marco Silva dar minutos aos jogadores que se integraram mais tarde - só Tomás Araújo tem sido titular, todos sabemos porquê, hoje teremos oportunidade de ver um onze quase todo novo. É bom espicaçar a concorrência interna, toca a mostrar serviço para ganhar a titularidade. Aursnes ainda de fora, que volte só quando estiver a cem por cento.

3. Gostei muito, uma vez mais, da conferência de imprensa de Marco Silva na antevisão ao jogo. Tem sido de um enorme realismo perante os maus resultados (foram dois em quatro jogos), não vê filmes cor-de-rosa nem arranja desculpas esfarrapadas, aponta para um nível de exigência que desejo ver replicado por todo o grupo de trabalho, por toda a estrutura e pelos mais altos dirigentes do clube também. É hora e já vai tarde!

O JOGO (Apontamentos escritos em direto e publicados imediatamente após o final do jogo.)
4. 15 minutos todos nossos e já o Durán (duas vezes ao jeito do seu pé esquerdo) e o Ríos (apareceu bem ao segundo poste num centro) falharam a possibilidade de colocar o Benfica em vantagem. Acho que é fácil, até para um treinador de bancada como eu, constatar a nossa superiorodade.

5. Sudakov continua a merecer oportunidades - Marco Silva apostado em mostrar que foi um bom investimento de Rui Costa -, mas continua a não as aproveitar. E preparem-se que esta vai ser, já deu para ver, a época dos ferros: depois de três contra o Ac Viseu, já somámos mais um hoje, na barra, ela não quer entrar.

6. Desculpem lá mas tenho que tirar o chapéu aos adeptos escoceses: levaram seis-um na Luz, encheram hoje o estádio como se fosse a primeira mão e a vibração nas bancadas foi própria de quem está a disputar uma eliminatória. Uma lição!

7. Gosto muito da forma como o José Neto trata a bola - está ali muita qualidade. Será que não lhe falta alguma agressividade? Vai bem a tempo de adquirir.

8. O Samu foi chamado a duas intervenções apertadas, as primeiras no jogo, prenúncio do golo que não tardou. Grita-se fora de jogo aqui em Vila Real de Santo António. O VAR confirmou. Ainda bem: não me apetece nada sair daqui com uma derrota.

9. O jogo está durinho. Eles parece que estão a disputar uma final. E é assim mesmo! Gosto disto. Já não gosto é da dificuldade que mostramos na defesa de bolas aéreas defensivas - assim vai ser difícil enterrar o fantasma Otamendi, o rei das bolas aéreas.

10. O Prestianni entrou e já mexeu com o jogo. Está a entrar muito bem na época, muito bem mesmo. Proibido vender! E não é que eles nos marcaram um golo? Crl,.como foi possível? Espera lá que o Lukebakio já empatou isto, golos gémeos um do outro. Ainda bem, perder com este Hearts...

11. Épá, não saímos daqui com uma vitória? A eliminatória está mais do que garantida - aliás, já estava antes do jogo começar -, estamos só a cumprir calendário, não está nada em jogo, mas uma vitória na Europa é sempre uma vitória na Europa. Quanto mais não seja para reforçar as estatísticas...

12. Para a semana há mais Liga Europa: recebemos quinta-feira o Aahrus (de boa memória) na Catedral. Lá estarei! Entretanto, segunda-feira é em Rio Maior. Lá estarei também, claro."

O Benfica foi à Escócia em modo lúdico ver um eclipse total do Hearts

"Esteve mais perto de perder do que de ganhar, mas o Benfica acabou mesmo por sair do Tynecastle Park com um empate (1-1) que não comprometeu a vantagem de cinco golos trazida da primeira mão. Marco Silva alheou-se das preocupações concretas do jogo e focou-se na rodagem que pretendia dar a jogadores que precisava
m dela. No play-off, a última fase do casting para chegar à Liga Europa, os encarnados vão defrontar os dinamarqueses do Aarhus

Por curiosidade, fui ver as sugestões do motor de busca. Uma delével pesquisa indicou-me imediatamente roteiros para ficar a conhecer Edimburgo em poucos dias. Também o Benfica não devia desperdiçar estas dicas disponíveis aos molhos na internet.
É verdade que a época começou e que para os encarnados, envolvidos neste casting para a Liga Europa, o número de jogos oficiais até já vai avançado, mas ainda é agosto, cheira a férias e a equipa de Marco Silva tinha cinco golos de vantagem.
Para o Benfica, a ida à Escócia foi isso mesmo: um passeio. A hipótese de lazer foi proporcionada por uma goleada na primeira mão (6-1) que praticamente acabou com a eliminatória. O percurso pelos lugares icónicos da cidade contou com uma paragem no Tynecastle Park, uma infraestrutura do século XIX que reserva aos jogadores um estreito túnel em que praticamente têm que estar ombro com ombro com os adversários.
Não foram 90 minutos aprazíveis, mas o Benfica precisava de um teste como este para alargar o lote de utilizáveis. Sem minutos, muitos dos jogadores que nesta ocasião os ganharam demorariam a atingir os níveis requeridos. O empate (1-1), após uma vitória tão gorda na primeira mão, reflete os laivos de pré-época que se sentiram.
A leviandade do encontro certamente terá encorajado Marco Silva a tomar decisões. Com um onze que geralmente tem terminado os jogos, o treinador incentivou o progresso físico dos jogadores que não acompanharam a preparação desde o início.
Clément Lenglet, que até nem é desses exemplos, sente-se sempre tentado a alfinetar um passe vertical, desejo que se torna ainda mais ardente quando adiante tem um avançado-panzer. Usufruindo da primeira titularidade, Jhon Durán foi espalhafatoso na exibição da capacidade de choque, importunando quem ousasse ter a bola junto dele.
Apesar de dotado com a fineza de quem come com as mãos, a fricção do avançado colombiano foi o argumento para que o Benfica conseguisse ir mais além. A crença num lance em que mais ninguém depositou esperanças, indo ao chão para o ganhar, terminou com o cabeceamento à barra de Amar Dedić.
Entendia-se que, com a intensidade de outra fase da temporada, os caminhos ofensivos seriam outros. Dodi Lukebakio arrancou um cruzamento prometedor para Sudakov e Andreas Schjelderup também conseguiu criar individualmente situações de remate. No entanto, a frequência com que os extremos intervieram ainda não foi a ideal.
A diferença da primeira mão para a segunda esteve no Benfica e não num impressionante salto qualitativo do Hearts. Acontece que, desta vez, a trajetória dos escoceses para o ataque não foi ínvia. A menor proatividade encarnada assim ditou. Cláudio Braga, o português que é ídolo dos vice-campeões locais, esteve mais associado à restante equipa. Mesmo que os adeptos aplaudissem com vigor uma mera troca de poucos passes, o Hearts carecia de alguma imaginação.
Os atos de gestão de Marco Silva passaram por, ao intervalo, substituir Lenglet por Tomás Araújo sem justificação aparente. O técnico alheou-se de pensar nas consequências, tamanho era o conforto na eliminatória. Porém, o setor recuado demonstrou fragilidades gritantes no início da segunda parte.
Manu Silva ficou agrafado a esse sofrimento. A inoperância do central perante o dinâmico Sabri Guendouz quase custou ao Benfica a pureza da baliza. Mais fragilizado ficou o ex-Vitória SC quando, após um excelente trabalho de costas de Cláudio Braga, Josh McPake o vituperou. No segundo caso, Calvin Miller até acabou por marcar, mas o lance foi anulado por fora de jogo.
O Benfica recuperou parte da fórmula que mais tem rendido neste arranque de temporada. Gianluca Prestianni, indubitavelmente, faz parte dessa versão. Havia Tómas Magnússon de travar a tentativa de melhoria, marcando de fora da área em mais um momento de apatia defensiva.
A reação foi quase imediata. O jovem José Neto não foi propriamente ousado ao longo do encontro, mas mostrou o quanto as subidas poderiam ter feito a diferença. Schjelderup encontrou o lateral-esquerdo no espaço central e este assistiu Lukebakio para o empate.
A longuíssima caminhada dos encarnados até à fase principal da Liga Europa atinge agora um novo patamar. No play-off, o Benfica vai defrontar os dinamarqueses do Aarhus. Enquanto continua na rota da segunda competição da UEFA, Marco Silva ainda tem muitas lições para dar."

Grande revolução e pequeno susto no caminho do 'play-off'


"Marco Silva mudou sete titulares e, embora com alguns jogadores ainda à procura de meter óleo na engrenagem, acabou por ser uma exibição típica para quem ganhara a primeira mão por 6-1

Seis-um é uma diferença tão grande que permite a quem está por cima mudar alguma coisa e por cima continuar. Assim aconteceu com o Benfica. Marco Silva fez sete trocas (Bah por Dedic, Tomás Araújo por Manu, Dahl por José Neto, Leandro Barreiro por Richard Ríos, Rafa Silva por Lukebakio, Prestianni por Schjelderup e Pavlidis por Durán). Restaram, do onze inicial que arrancou na Liga, Samuel Soares, Lenglet, Barrenechea e Sudakov. E, com um susto pelo meio, o play-off está aí. Tal como se esperava desde o final do jogo da Luz.
Tirando os primeiros cinco minutos, nos quais o Hearts quis marcar e tentar reduzir a abismal desvantagem trazida da primeira mão, o Benfica mandou no jogo. Mais bola, mais agressividade e mais velocidade, com Jhon Durán a ser o jogador em maior evidência. Desde logo, porque mostrava grande disponibilidade para receber a bola e, de costas para a baliza e longe da área dos escoceses, combinar com os alas, Lukebakio e Schjelderup. Depois, porque foi o pé esquerdo do colombiano quem mais problemas colocou à defesa do Hearts, embora todos os remates, fortes e espontâneos de pé esquerdo, tenham saído muito ao lado.
A maior falha dos encarnados apareceu aos 24 minutos quando Sudakov, após cruzamento rasteiro de Dedic, falhou a emenda já na pequena área. Já na parte final do primeiro tempo, surgiu a mais perigosa oportunidade do Benfica, com Dedic, no meio da grande área, a desviar de cabeça à barra, após defesa apertada de Reus num remate de Durán. Por fim, em cima do intervalo, Schjelderup ultrapassou dois adversários e rematou rente ao poste.
A segunda parte começou com uma surpresa: Lenglet por Tomás Araújo. Manu manteve-se no lado direito do centro da defesa e Tomás Araújo entrou para a esquerda. Porém, não como consequência direta desta troca, o Hearts subiu de rendimento e começou a criar sucessivos momentos de perigo, sobretudo através de Guendouz. E aos 55’, os escoceses chegaram ao golo, num cruzamento rasteiro de McPake para Miller encostar de forma perfeita, numa jogada em que, globalmente, a defesa encarnada esteve muito mal. Felizmente, havia fora de jogo de McPake no momento em que recebeu a bola.
O lance pareceu acordar, ligeiramente, o Benfica, mas tal só aconteceu, de facto, quando Marco Silva voltou a mudar, pouco depois da hora de jogo: Barrenechea por Barreiro e Sudakov por Prestianni. E foi este último que, naquele estilo exuberante de ir para cima de tudo e de todos, começou a encostar o Hearts para junto da sua grande área.
O jogo aproximava-se do final quando, aleluia!, os golos apareceram. Primeiro, o do Hearts, aos 77’. A bola apareceu soltinha à frente de Magnusson e este, quase sem ninguém a fazer-lhe sombra, rematou fortíssimo, sem hipótese para Samuel Soares. Segundos depois, num lance quase gémeo, o Benfica empatou. José Neto colocou a bola soltinha na frente de Lukebakio e, igualmente sem ninguém à frente, o belga rematou de pé esquerdo e igualou.
Em cima dos dez minutos finais, Marco Silva mexeu pela última vez: Lukebakio por Kaminski e Schjelderup por Rafa Silva. Barreiro quase marcou de fora da área e, pouco depois, o neerlandês Sander van der Eijk apitou pela última vez. Venha de lá o play-off e os dinamarqueses do Aarhus, já na próxima quinta-feira, no Estádio da Luz."

Sudakov deu-lhes açúcar, mas a bolacha era... belga


"Criativo ucraniano pegou na batuta e realizou primeira parte de belíssimo nível. José Neto foi crescendo com o jogo e ainda fez o passe para o golo decisivo. Prestianni deu corda, Lukebakio não se fez rogado

SAMUEL SOARES (6) — Nada podia fazer no golo de Sabah Kerjota ((77'), uma vez que o remate do avançado albanês levava lume e foi extremamente bem colocado, entrando junto ao poste esquerdo, mas o guarda-redes das águias disse presente quando foi instado a intervir perante as tentativas de Sabri Guendouz (12 e 52').

O melhor em campo: Dodi Lukebakio (7)
Foi seu o primeiro remate do jogo, logo aos 4 minutos, mas o tiro, apesar de forte, saiu por cima da barra. Na retina ficou também um bom cruzamento que levava as medidas certas para que Sudakov pudesse faturar, mas o camisola 10 cabeceou à figura. O internacional belga teve também alguns momentos intermitentes, já que nem todas as ações individuais que protagonizou chegaram a bom porto, mas também é justo dizer-se que não atirou a toalha ao chão e foi sempre voltando à carga para oferecer soluções pelo flanco direito do ataque. Acabou por ter o momento de inspiração já na etapa complementar, quando, depois de receber de José Neto, rematou de primeira, de pé esquerdo, à entrada da área, para selar o golo do empate do Benfica em solo escocês.

DEDIC (6) — Com o Newcastle à perna, o internacional bósnio somou a primeira titularidade da temporada e lá foi tentando as suas habituais incursões pelo flanco direito. Tirou, primeiro, um cruzamento que Sudakov não conseguiu desviar (23') por muito pouco, e cheirou, ele mesmo, o golo, mas a barra negou-lhe o cabeceamento vitorioso (36'). Voltou a tentar na segunda parte (71'), mas o remate foi desviado para canto.

MANU (5) — Algumas hesitações perante os avançados contrários. Foi ultrapassado por Josh Mcpake, aos 54 minutos, num lance que acabou com a bola dentro da baliza dos encarnados, mas cujo lance acabaria por ser invalidado após intervenção do VAR.

LENGLET (5) — O francês tentou fazer uso da sua qualidade de passe para dar início à primeira fase de construção, mas nem sempre as coisas lhe saíram na perfeição. Não regressou para a segunda parte, talvez por gestão física.

JOSÉ NETO (6) — Acabou a primeira parte em dificuldades físicas, com queixas no ombro esquerdo, mas acabou por continuar em jogo e para ter interferência direta no golo do empate das águias, ao fazer o passe para o remate certeiro de Lukebakio. O jovem internacional português, que se estreou a titular nas competições europeias, promete luta a Dahl...

RICHARD RÍOS (5) — Ainda longe da melhor forma, o colombiano não teve as chegadas à área que costuma apresentar. Belo remate, aos 15 minutos, que foi apenas travado pela intervenção de nível do dono da baliza dos britânicos. Voltou a tentar (41') minutos, mas a bola foi desviada para canto.

ENZO BARRENECHEA (5) — Algumas dificuldades para estancar as investidas dos jogadores do Hearts.

SUDAKOV (6) — Começa reforçar a sua influência no jogo ofensivo. Sem ter feito uma exibição de excelência, conseguiu, num par de vezes, desbloquear a bem montada teia da defensiva escocesa. Falhou o golo por milímetros (23') e, pouco depois, conseguiu mesmo visar a baliza, de cabeça, mas Beau Reus segurou (30').

SCHJELDERUP (6) — Primeira parte de bom nível do extremo dinamarquês. Envolveu-se na grande maioria dos lances perigosos, não só a criar, como também a tentar finalizar. Beau Reus foi seu inimigo (42') e, logo a seguir, o remate em arco tirou tinta ao poste esquerdo da baliza contrária.

JHON DURÁN (5) — Quis muito marcar, percebeu-se, tentou, é um facto, mas a tarde/noite não era do colombiano. Quando atirou à malha lateral, logo aos 9 minutos, ficou no ar a ideia de que poderia sair da Escócia com razões para festejar, algo que não aconteceu.

TOMÁS ARAÚJO (5) — Jogou toda a segunda parte, no lugar de Lenglet, e esteve sereno no eixo.

LEANDRO BARREIRO (5) — Deu mais músculo à intermediária, mas, acima de tudo, também permitiu alargar o raio de ação na fase de pressão. Ficou muito perto do golo da reviravolta (90+1'), mas viu Beau Reus negar-lhe a ação.

PRESTIANNI (6) — Poucas dúvidas restam de que é o jogador do Benfica em melhor forma neste início da época. Entrou a todo o gás e empurrou a equipa para o último terço ofensivo. Assistência primorosa para Dedic (71').

RAFA (5) — Ainda teve tempo para algumas investidas no ataque, especialmente no corredor central.

KAMINSKI (5) — Entrou com algum atrevimento e deu rotação ao flanco direito das águias."