Últimas indefectivações

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

QUEREM ESCONDER O QUÊ?


"1. O dérbi de Madrid entre o Atlético e o Real teve uma arbitragem polémica, com decisões controversas. O que fez o Comité de Árbitros responsável pela gestão da arbitragem em Espanha? Sem receios da transparência, sem receio das consequências, a bem da verdade desportiva, admitiu os erros e explicou os erros.

2. Por cá, o Conselho de Arbitragem presidido por Luciano Gonçalves - suspeito de más práticas sob investigação da Polícia Judiciária e do Ministério Público - não explica nada a ninguém, fecha-se cada vez mais sobre si mesmo, recuou na publicação das classificações dos desempenhos dos árbitros, eliminou os programas de explicação de lances polémicos, alimenta continuadamente suspeição com nomeações absurdas, arbitragens carregadas de erros grotescos e sucessivas VARgonhices na sala de videoarbitragem da Cidade do Futebol.

3. Que medo têm Luciano Gonçalves e os seus pares de adoptar a transparência nas decisões relacionadas com as nomeações, as classificações, os castigos? Que medo têm da publicação dos áudios do VAR? Que medo têm de tornar as coisas claras e óbvias? O que escondem com tanto segredo e tanta opacidade? Não há como não perguntar: que interesses obscuros defendem?

4. As principais vítimas desta criminosa opacidade são os próprios árbitros, nomeada e especialmente aqueles que são sérios e cujos erros são, por consequência, levados também à conta da vigarice, da batota e da corrupção.

5. A arbitragem vive o seu pior momento desde a implementação do VAR. O que espera o governo para deitar a mão ao problema? Só interessa aos políticos a bizarra centralização de direitos televisivos? A credibilidade do produto que se quer vender não é importante? A verdade desportiva não conta para nada? O futebol e o seu brutal impacto social interessa aos políticos apenas para a ele se associarem quando há vitórias que o povo festeja?

6. A queda de Luciano Gonçalves é mais do que uma necessidade: é uma urgência! Em nome da credibilidade das competições, isto é, em nome da credibilidade do futebol português. Se não for antes, que a justiça acabe com ele. O mais rapidamente possível!"

BI: Fórum - O clássico do Dragão 🦅

Verdade...

Fenómeno, mas não é no Entroncamento !!!



Sortes diferentes!!!

Altis e pára o baile

Chama-se a isto: projeção...

A moral dos Mafiosos!

Memórias e coincidências!!!

Será que os elementos dos Corruptos, que acederam ao Túnel sem autoriação foram multados?!

BF: Jovens...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - O raio-x às (boas) contas do Sporting

Observador: E o Campeão é... - Como responderá a seleção a este novo modelo tático?

Observador: Três Toques - Assalto a Simon Biles e Taylor Swift num clube inglês?

Mister: Torreense Win in Europa League! | Taca de Portugal Round 2 Crossover Special!!!

Zero: Saudade - S05E02 - Dia 1 de JJ: «O Jesus viu-me e veio cumprimentar toda a gente à mesa»

Renascença: Jogo da Palavra - Pedro Ferreira. "Gyökeres apareceu referenciado no PAOK do Abel Ferreira"

SportTV: Bancada Livre - TROCAS NA CONVOCATÓRIA DA SELEÇÃO

DeLetra #54 - ⚽ O Clássico, Rui Borges e convocatória de Jorge Jesus

Zorlak: "Rescaldo do clássico Porto - Benfica"

Área Técnica #27 - Houve um assalto no Dragão!

Renascença: Bola Branca - Tertúlia - À conversa com Nuno Gomes e Beto Pimparel

Primeiro Toque - Linha Lateral - Tarantini

Rabona: Nobody Is Better Than Barcelona Right Now

SportTV: ReporTV - De volta à superfície

SportTV: A Grelha de Partida - S04E27 - KTM deu... à costa

BolaTV: Afunda - S07E05 - O regresso, as notícias e o draft de equipas

A integridade no palco central


"Integridade.
Palavra cara e rara no panorama desportivo. Se ser íntegro é agir de forma coerente com princípios éticos, regras, responsabilidades e valores, mesmo quando não existe uma obrigação legal explícita, quando falamos de integridade no desporto o primeiro pensamento de quem nos ouve talvez fuja para a batota: aquela que se pratica em campo. A verdade é que quem vê a espuma da ondulação não percebe a vastidão dos oceanos.
A Integridade no Desporto é a razão de ser da Sport Integrity Global Alliance, em português SIGA, uma organização sem fins lucrativos fundada em 2017. E integridade no desporto foi o tema central da tarde de ontem na Cidade do Futebol, onde se realizou o SIGA Football Integrity Forum, no âmbito do Portugal Football Summit.
Durante cerca de 3 horas, o futebol de que se fala em Portugal – e de Portugal para o Mundo – teve a oportunidade de saber mais sobre a missão da SIGA, e de perceber que a Integridade no Desporto assenta em quatro pilares essenciais: Boa Governança; Integridade Financeira; Integridade das Apostas Desportivas; e Desenvolvimento e Proteção de Jovens.
A Integridade subiu ao palco para conversas direcionadas a problemas reais que ameaçam o Desporto em geral e o futebol em particular.
Num momento em que a centralização dos direitos de TV é assunto central, partilharam conhecimento André Mosqueira Amaral, CEO da LIGA; Nuno Ferreira Pires, CEO da SportTV, Sam Stewart, Diretor de produto da StreamAMG e Sandra Maximiano, presidente da ANACOM. O debate centrou-se em Pirataria, Tecnologia e o Futuro das Transmissões, num painel rico, em que todas as frentes relevantes estiveram representadas ao mais alto nível.
A Boa Governança no Desporto e a importância da verificação independente da mesma reuniu à mesa das conversas Andrew Mercer, Conselheiro-Geral e Diretor de Assuntos Jurídicos da Confederação de Futebol da Ásia; Roberto Fiore, membro do Conselho da SIGA e advogado da sociedade italiana LP Avvocati, e ainda Gianni Minervini, Diretor Executivo da European Aquatics, organização líder em matéria de Boa Governança, certificada pela SIGA com classificação Bronze para a implementação dos Standards Universais em causa.
A Boa Governança e a necessidade imperiosa de escrutínio independente foram, aliás, a nota central do discurso de abertura do Forum, por Emanuel Macedo de Medeiros, CEO da SIGA, que em referência à evolução da crise na FIFA deixou claro que o desporto já tem as ferramentas necessárias para se proteger contra danos reputacionais: os Standards Universais da SIGA, que são de livre adoção, e o Sistema Independente de Rating e Verificação da SIGA (SIRVS).
Outro assunto que a SIGA colocou ontem na ordem do dia foi a Integridade nas apostas desportivas, sob o mote “proteger o desporto, proteger as pessoas”.
Iñaki Arbea Sarasa, Diretor Adjunto de Integridade de LaLIGA, viajou de Madrid para se juntar a Paul Buck, CEO e fundador da EPIC Global Solutions, membro da SIGA que se dedica à prevenção de comportamentos aditivos de apostadores, a Ricardo Domingues, presidente da APAJO, e a João Paulo Almeida, especialista na matéria e ex-Diretor Geral do Comité Olímpico de Portugal.
Hoje, naturalmente, as manchetes dos jornais serão mais uma vez sobre o jogo. Faz sentido. É a bola que nos cativa. E hoje joga a Seleção Nacional.
A SIGA – e quem trabalha na área da integridade – sabe que a integridade não vende. Mas todos sabemos que sem boa governança, sem integridade financeira, sem integridade das apostas desportivas e sem proteção de jovens, o desporto – e o futebol em particular – serão sempre uma mentira, um edifício construído a partir do telhado e que pode ruir com estrondo a qualquer momento.
Se outro mérito não tivesse – e tem – o Forum que ontem se dedicou de debater estes temas permitiu dar voz a quem sabe do assunto, criar pontes e colocar a integridade no palco central do desporto.
Vamos todos continuar a fingir que não ouvimos os alertas, os especialistas e as soluções?"

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Boa vitória...


Benfica 38 - 20 Avanca
17-7

Bom jogo, boa atitude, muito agressivos na defesa, muitas transições rápidas... O adversário era acessível, mas no passado, o jogo tinha sido mais lento e o marcador mais apertado! Juventude com muita vontade de mostrar serviço...

No Dragão


"Não quero desculpas para tudo. Mas também não quero que nos façam de parvos. O Benfica perdeu, sim. Mas não perdeu num jogo limpo de contexto. Perdeu num jogo em que a arbitragem pesou. E pesou muito.

O Benfica perdeu 1-3 com o FC Porto. Perdeu e está perdido. Não gosto de derrotas morais, não gosto de apesar de tudo, não gosto daquela conversa de quem tenta arranjar conforto onde ele não existe. O Benfica, quando perde, perde. E perder é sempre mau.
Mas também não consigo olhar para este jogo e fingir que foi normal. Não foi.
Antes do 1-0, o Benfica estava melhor. Não estava a dar baile, não estava a esmagar o FC Porto, não estava a fazer um jogo inesquecível. Mas estava melhor. Tinha mais bola, saía melhor, parecia mais equipa, parecia mais tranquilo. O Benfica tinha entrado bem. E isso tem de ser dito.
Gabri Veiga fez o 1-0 aos 31 minutos. Foi contra aquilo que o jogo estava a mostrar até aí? Um bocado. Mas o futebol é isto. Quem marca fica por cima, mesmo que até aí não tenha estado melhor.
Quatro minutos depois veio a expulsão de Lenglet. Segundo amarelo. E aí acabou o jogo que estava a ser jogado até então.
O lance de Lenglet é parvo. Não acho que seja nada de extraordinário, não acho que mereça o espetáculo todo que se fez à volta. Mas é parvo. Ele já tinha amarelo. Estava no Dragão. Estava num clássico. E qualquer jogador do Benfica tem de saber que ali não pode dar um lance destes ao árbitro. Não pode. Mesmo que seja pouco. Mesmo que o outro exagere. Mesmo que noutro campo aquilo passasse com um aviso. Ali não passa.
E não passa porque no Dragão estas coisas têm sempre outro barulho. O jogador cai, o estádio levanta-se, o banco protesta, o árbitro sente o jogo em cima. E depois decide. Quase sempre para o lado mais fácil. Lenglet deu-lhe essa hipótese. Fez mal.
Mas agora vamos ao ponto principal. Porque isto não pode ficar só em Lenglet. Antes disso, Gabri Veiga tinha pisado Bah. Um pisão. Não foi uma falta qualquer, daquelas que se perdem no meio de cinquenta lances. Foi um pisão. E aí não houve o mesmo rigor. Não houve a mesma vontade de meter ordem no jogo. Foi tratado de outra maneira. Este foi só o primeiro de muitos lances com uma dualidade de critérios olímpica. É isto que chateia.
É isto que tira uma pessoa do sério. É olhar para vários lances e perceber que o peso dado a cada um não foi igual.
O Benfica ficou com dez aos 35 minutos. Aos 35. Ainda faltava uma eternidade de jogo. E não era num jogo qualquer, era no Dragão, já a perder 0-1. Quem quiser fazer de conta que isto é uma coisa pequena, faça. Eu não faço. Jogar quase uma hora com menos um, naquele estádio, naquele ambiente, muda tudo.
Mesmo assim, o Benfica não desapareceu. Foi para o intervalo a perder e com menos um, voltou para a segunda parte e empatou. Bah fez o 1-1. E esse golo é importante para perceber o jogo. Porque uma equipa que está a ser engolida não empata assim. Uma equipa morta não volta do intervalo e faz o 1-1 no Dragão com dez jogadores.
O Benfica ainda estava no jogo. Mesmo condicionado, ainda estava.
Depois veio o 2-1. E aí, sim, o Benfica devia ter sido mais esperto depois do empate. Devia ter fechado mais, devia ter acalmado, devia ter tirado o FC Porto daquele impulso imediato. Mas isso é uma coisa. Outra, muito diferente, é fingir que o jogo estava em condições normais. Não estava.
A equipa estava com menos um desde os 35 minutos. Já tinha sido empurrada para um jogo que não era o mesmo. Tinha conseguido empatar, mas estava a jogar no limite. E quando se joga no limite, qualquer lance pesa o dobro. O FC Porto aproveitou. Fez o que tinha a fazer. Mas não me venham vender a história da vitória limpinha, tranquila, sem casos, sem nada para discutir. Não compro.
Rui Costa falou em dualidade de critérios. Fez bem. Era para falar. O Benfica não pode sair dali calado como se nada tivesse acontecido. E eu sei bem como isto funciona: se o Benfica fala, está a chorar. Se o Benfica não fala, é porque aceitou. Portanto, mais vale falar. Com imagens, com lances, com factos. Sem pedir licença.
O pisão sobre Bah tinha de ser falado. O critério tinha de ser falado. A expulsão tinha de ser enquadrada no jogo todo, não apenas naquele segundo em que Lenglet mexe o braço. Porque o futebol apita-se com critério. E o critério, neste jogo, foi diferente. Mediante a cor da camisola.
Depois há outra coisa. Estou farto dessa mania de que o Benfica tem de ser sempre superior e calar. Superior coisa nenhuma. Defender o Benfica não é falta de nível. Falta de nível é fingir que não se viu. Falta de nível é aceitar que num clássico se aplique uma bitola a uns e outra a outros. Falta de nível é deixar passar.
Claro que a equipa também tem de olhar para dentro. Lenglet não podia dar margem. Depois do 1-1, o Benfica tinha de aguentar melhor. Há coisas a corrigir. Mas isso é secundário neste jogo. O ponto principal é a forma como o jogo foi condicionado. Sem a expulsão aos 35 minutos, com o Benfica já a perder mas ainda bem dentro do jogo, não sabemos o que aconteceria. Ninguém sabe. E é precisamente esse o problema. O jogo que podia ter sido jogado deixou de existir ali.
O FC Porto ganhou 3-1. Está no resultado e ninguém o apaga. Mas os resultados não contam sempre a história toda. Este não conta. Quem olhar só para o 3-1 vai achar que foi uma vitória sem discussão. Quem viu o jogo sabe que houve mais do que isso. Houve um Benfica melhor até ao primeiro golo. Houve um pisão sobre Bah tratado de uma forma. Houve Lenglet tratado de outra. Houve uma expulsão cedo demais. Houve um Benfica com dez a empatar. E houve depois um jogo partido, já completamente diferente.
Não quero desculpas para tudo. Mas também não quero que nos façam de parvos. O Benfica perdeu, sim. Mas não perdeu num jogo limpo de contexto. Perdeu num jogo em que a arbitragem pesou. E pesou muito.
Agora é voltar a ganhar. Porque, no fim, infelizmente, a razão não dá pontos. A indignação não nos faz subir na tabela. O Benfica tem de responder em campo. Tem de ganhar os próximos jogos, tem de transformar esta revolta em futebol, tem de perceber que não pode dar borlas a ninguém. Nem a adversários, nem a árbitros, nem a dirigentes do nosso futebol.
Mas uma coisa não apaga a outra. Ganhar os próximos jogos não deve servir para esquecer o que aconteceu no Dragão. O Benfica tem de jogar mais e melhor, sim. Mas também tem de se defender mais e melhor.
No Dragão, perdemos. E perdemos mal. Mas não foi só por culpa nossa. Longe disso."

Coisas estranhas que acontecem


"Depois da vitória em Milão, onde o Benfica confirmou que tem um plantel bastante melhor do que muitos antecipavam e com uma arbitragem excelente de um senhor australiano que apita na Liga inglesa, o que é estranho, o Benfica desceu à liga do burgo para ir jogar um clássico com arbitragem do recordista mundial dos descontos (que fez jus aos seus irrepetíveis 22 minutos) e não foi capaz de ultrapassar todas as coisas estranhas que foram acontecendo depois de ter entrado no jogo a pressionar e a criar oportunidades.
Num jogo em que, estranhamente, Prestianni apareceu com sangue na cara sem que o árbitro, o seletivo assistente, o VAR ou os comentadores de arbitragem consigam ter explicação para tal, o treinador do F. C. Porto tranquilizou-nos assegurando que, e cito, "correu tudo bastante bem". Afinal, como estranhar o que se passou no Dragão quando a arbitragem é dirigida por um presidente investigado por denúncia do seu ex-número dois sobre combinações de nomeações, inconfidências a mais de 200 km/hora e, alegadamente, fins de semana pagos no Algarve perante o silêncio do presidente da Federação que o tutela.
"Sic transit gloria mundi", assim vai o Mundo, de uma Liga que, já se sabe, só com pressão antes, durante (estranho ballet daquele roupeiro que o Mundo ficou a conhecer) e após o jogo às equipas de arbitragem se consegue ter igualdade de tratamento. Marco Silva recordou assim um curso rápido da Liga portuguesa e fez muito bem no final do jogo em ter a arte e a calma de fazer a coisa mais "estranha" em Portugal nestas circunstâncias: falar do jogo e da sua equipa. Assim vai ganhar muitas coisas, mesmo que possa parecer estranho para alguns."

Backstage MD1 | Juventus 1-2 SL Benfica | UWCL

BI: Modalidades #187 - Semanada...

O Cantinho Benfiquista #238 - Walked Into The Trap

Benfica Podcast #603 - Two Weights, Two Measures

Mister Benfica: Fallout of the Classico , Duality of Ref Criteria

Por dentro do adidas Benfica Campus

Não me admirava...

Os isentos!

Tudo normal, uma Federação repleta de criminosos, convida mais um criminoso para fazer uma palestra! Normal...

Agremiação Criminosa

Verdade

Mentirosos...

Inteligências !!!

Amarelo!

 

Cultura!

Treino!

Com laçinho!!!

Agridem um jogador em campo... o Capitão criminoso aproxima-se do banco do Benfica... a maioria do banco dos Corruptos, desloca-se para o banco do Benfica... e o porco ainda atira a garrafa de água em direção ao banco do adversário!!! Será alguém castigado?!!! Claro que não...

Assim começou a época...

Castigado? Só se mantiver lesionado!!!



Nojento

O FC Porto-Benfica segundo uma senhora que joga golfe


"Após o FC Porto-Benfica houve unanimidade nos jornais e nas televisões. Controlo? Pragmatismo? Audácia? Gestão? Não vale a pena. A partir de uma experiência de visualização do clássico, só vejo uma solução: contactar com urgência a Federação Portuguesa de Golfe e solicitar um contingente de senhoras que jogam golfe para integrar os painéis dos programas de futebol. Uma por canal. Duas nos jogos grandes

Um — o jogo começa equilibrado; o Benfica joga bem. Dois — acontece qualquer coisa que altera a ordem inicial. Três — a partir daí, faltas e cartões vão todos para o mesmo lado. Quatro — mais para o fim, por uma questão de decoro, aparece um amarelo para o FC Porto. Resultado: o Benfica perde a cabeça, o FC Porto ganha o jogo e toda a gente se zanga.
Com uma ou outra variante, a fórmula já foi tantas vezes posta em prática que custa acreditar que ainda haja quem se surpreenda. 24 de Agosto de 1994? 3 de Janeiro de 1998? 8 de Fevereiro de 2009? 20 de Setembro de 2026? O Rui Costa, where art thou?
Podem dizer o que quiserem. Que o Farioli é talentoso, que há uma estratégia, brilhantismo técnico-táctico, capacidade de antecipação, arte da guerra, maquiavelismo desportivo, o que quiserem. Pode haver isso tudo. Mas há outra coisa. E essa coisa tem mais de quarenta anos e um nome que nem vale a pena pronunciar. Dir-me-iam que estava a ser tendencioso, que tinha palas nos olhos ou, pior, que era benfiquista, circunstância que comprometeria à partida qualquer pretensão de objectividade.
Foi, por isso, um extraordinário acaso que, em vez de ver o jogo entre fiéis da mesma causa, me tenha calhado ver o FC Porto-Benfica de Domingo na companhia de uma senhora que joga golfe. Sim, uma senhora que joga golfe. De entre todas as classes, categorias, ordens e corporações em que a espécie humana se foi organizando desde o princípio dos tempos, não há ninguém tão habilitado para uma análise desapaixonada de um FC Porto-Benfica como uma senhora que joga golfe e não percebe nada de futebol.
Começou logo, antes de quaisquer ocorrências:
— Mas estes jogadores do Benfica têm uns nomes. Schjelderup parece o som de um cachorro a beber água. E o outro, Aursnes, parece um espirro.
Até aqui, ciência.
O jogo avançou. O árbitro fez o que um árbitro faz nas Antas (ou no Dragão, tanto dá). A senhora que joga golfe começou a ficar intrigada. Até que recorreu à modalidade que domina:
— Isto é como fazer batota no golfe: quando ninguém está a ver dá-se uma pancadinha na bola para ficar mais perto do buraco.
Foi nesse momento que percebi estar perante uma escola de análise futebolística que, até hoje, me tinha sido vedada. Propôs mesmo uma reforma regulamentar:
— Eu acho que estes jogos assim, em que o árbitro erra tanto, deviam dar pontos negativos à equipa beneficiada.
Era radical, admito — mas só admito agora.
Quando o ponteiro bate o minuto 79, já a senhora que joga golfe está perfeitamente inteirada da particular gramática de um FC Porto-Benfica:
— Pois. Quando já não faz diferença é que sai o primeiro amarelo para o FC Porto.
Os comentadores televisivos estavam encantados. Falavam de um belíssimo jogo.
— Um belíssimo jogo?! Estes comentadores não viram o mesmo jogo que nós.
Pausa.
— Eu nem acho que o FC Porto esteja a jogar assim tão bem.
Foi então que a senhora que joga golfe desenvolveu a sua própria teoria de gestão de danos:
— Assim não dá. Com um árbitro destes, para que é que uma pessoa vai para ali jogar? Mais vale ficar parado, tipo estátua. Ninguém se magoa, ninguém se chateia, eles podem marcar cinquenta golos, mas, pelo menos, não levam mais de três pontos. Não é? — perguntou-me directamente.
Optei por não responder. Sorri por cortesia, mas confesso que a teoria me pareceu difícil de rebater. Mais à frente, na jogada em que não foi marcado um canto ao Benfica depois do lance com Palhinha, a senhora que joga golfe tornou-se quase jurisprudente:
— Eu não percebo muito de futebol, mas as câmaras mostraram que aquilo era canto. Assim não vale.
Aos 91 minutos, o último sobressalto:
— Não acredito que ele não vai dar amarelo por aquele empurrão! Oh! Deu ao do Benfica! Deu mesmo! Meu Deus! Não acredito!
Resolvido o confronto, desabafou:
— Não percebi esta briga. A única coisa que vi foi um empurrão do FC Porto.
No fim, formulou o seu juízo moral:
— Eu acho que eles deviam ter vergonha de festejar esta vitória. Sinceramente.
Entretanto vibra o telefone. Recebo uma daquelas mensagens que os meus amigos portistas têm o cuidado de me enviar nestas ocasiões.
— Mas esse é do FC Porto ou do Sporting?
— Do Porto. Cidade e clube.
— Coitado.
Protestei:
— Coitado?! Coitados mas é de nós.
A senhora que joga golfe olha para mim com espanto:
— Coitado mas é ele, por ter ganho assim. Já viste a vergonha que é?!
E assim, meus amigos, encerrou-se a questão.
No dia seguinte, abrimos o jornal, damos de caras com uma bizarra unanimidade, da qual até benfiquistas participam. Surgem formulações do tipo ‘o mérito de nunca perder o controlo’, ‘pragmatismo à prova de bala’, ‘classe e aproveitamento de oportunidades’, ‘audácia’, ou ‘gestão de vantagens’.
Controlo? Pragmatismo? Audácia? Gestão? Não vale a pena. Só vejo uma solução: contactar com urgência a Federação Portuguesa de Golfe e solicitar um contingente de senhoras que jogam golfe para integrar os painéis dos programas de futebol. Uma por canal. Duas nos jogos grandes."

BolaTV: Entrevista - Maria

BF: Personalidade...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Benfica na Champions: até onde pode ir esta equipa?

Observador: Três Toques - O adeus da Adidas à Alemanha e a bicicleta de Guiné-Bissau

Bravo - O que aconteceu nos camarotes do Porto vs Benfica | o que eu vi!

Mata Mata - A SEMANA MAIS QUENTE DA ÉPOCA! 🔥

Terceiro Anel: DRS #63 - FIASCO MUNDIAL E AZERBAIJAN GP!! 🏎️🏁

DAZN: F1 - GP Azerbaijão - Antevisão

BolaTV: Diário de um Treinador #3 - João Sousa

20.º aniversário assinalado


"Em destaque na BNews, a comemoração dos 20 anos do adidas Benfica Campus e a vitória do Benfica, em Turim, a contar para a Liga dos Campeões de futebol no feminino.

1. Continuar a preparar o futuro
Dirigindo-se aos participantes no almoço comemorativo do 20.º aniversário do adidas Benfica Campus, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, reitera a obrigatória ambição de quem serve o Clube: "Temos de querer sempre muito mais, a nossa responsabilidade é enorme."

2. 20 anos à disposição do Clube
O adidas Benfica Campus é fulcral para o sucesso benfiquista.

3. Entrevista
Por ocasião do 20.º aniversário do adidas Benfica Campus, o diretor-geral Guilherme Müller faz um balanço das duas décadas desde a inauguração da infraestrutura e explana a relevância do espaço, das condições de trabalho e das metodologias implementadas em prol do treino e da formação de atletas.

4. Informação clínica
Enzo Barrenechea foi submetido a uma artroscopia com sucesso no Hospital da Luz.

5. Triunfo na Champions
O Benfica ganhou no reduto da Juventus, por 1-2, na jornada inaugural da fase de liga da Liga dos Campeões de futebol no feminino. O próximo jogo na competição é com o Bayern Munique (30 de setembro, no Estádio da Luz).

6. Homenagem
Duas jogadoras do Benfica depositaram flores junto à Basílica de Superga em homenagem ao Grande Torino.

7. Distinção
O Sport Lisboa e Benfica foi distinguido com o Globe Mérito Desportivo (Liga BPI), na 2.ª edição dos Portugal Football Globes. Em representação do Clube, a vice-presidente Mónica Sabrosa salientou o percurso efetuado: "É uma aposta que já foi feita há muito tempo. O caminho tem vindo a ser longo, mas com sucessos. É isso que pretendemos continuar."

8. Jogo do dia
Em andebol no masculino, o Benfica recebe a Avanca, às 20h30, na Luz.

9. Chamadas internacionais
Seis futsalistas do Benfica convocadas pela Seleção Nacional.

10. Vitórias em hóquei
O Benfica ganhou por 3-7 ao Parede em jogo da 3.ª jornada da Taça Jesus Correia. Nota também para os quatro troféus conquistados pelas equipas de formação no arranque da época.

11. Treinador anunciado
José Basso é o novo treinador de avançados do râguebi benfiquista.

12. Museu Benfica – Cosme Damião
A exposição temporária "Benfica Campus – 20 Anos a formar à Benfica" está patente desde ontem no piso 2 do museu.

13. Acervo mais rico
Diogo Gonçalves, neto do antigo jogador e treinador Vítor Gonçalves, visitou o Centro de Documentação e Informação e cedeu temporariamente ao Clube 20 fotografias das décadas de 1910, 1920 e 1930, entre as quais dois registos de Cosme Damião.

14. Liderança preservada
Em paintball, o Benfica luta pelo tricampeonato nacional e lidera a prova após a 4.ª etapa.

15. Ajudar quem precisa
Uma iniciativa conjunta da secção de futsal e da Fundação Benfica em parceria com a Comunidade Vida e Paz.

16. Nota de condolências
O Sport Lisboa e Benfica manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Jorge Palma e endereça as mais sentidas condolências à sua família, aos seus amigos e a todos aqueles que com ele partilharam a vida e a música."

E ainda tentar passar a ideia que são vítimas!!!

Espera sentado...

De Martínez a Jorge Jesus


"O ponto fraco de Portugal no Mundial de 2026 vai ser o ponto forte em 2030. O novo selecionador acrescentará liderança, capacidade de decisão e coragem para fazer escolhas.

Jorge Jesus assumiu o cargo de selecionador nacional com um reconhecimento popular que só Carlos Queiroz tinha tido em 1991.
Num país onde o sucesso de quem se fez a pulso nem sempre é bem recebido, Jesus precisou de muitas vitórias e de uma carreira internacional para conquistar este estatuto.
Partilha com Cristiano Ronaldo um percurso construído através do trabalho, da ambição e de resultados numa indústria extremamente competitiva, onde o reconhecimento se conquista por mérito.
Ambos são admirados por milhões de portugueses e têm de conviver com uma franja das elites que tem dificuldade em aceitar o êxito de quem não pertence ao seu círculo.
A primeira convocatória de Jorge Jesus confirma o que se esperava: quer ganhar já, mas o horizonte estratégico é o Mundial 2030, que também se disputará em Portugal.
Sem tempo para trabalhar a equipa antes dos primeiros compromissos da Liga das Nações, Jesus optou pela continuidade, corrigindo algumas das opções mais incompreensíveis de Roberto Martínez.
O regresso de João Palhinha, cuja ausência do Mundial 2026 continua sem explicação plausível, a convocatória de dois laterais-direitos e dois esquerdos, em vez de quatro direitos e apenas um esquerdo, e a inclusão de um terceiro ponta de lança antecipam uma gestão diferente da equipa e dos minutos de Cristiano Ronaldo.
Portugal tinha tanta qualidade em campo que a Espanha, depois de eliminar a França e derrotar a Argentina na final, considerou a vitória tangencial sobre a nossa Seleção, conseguida com um golo nos últimos minutos, o seu jogo mais difícil do Mundial.
Nesta convocatória, excluindo Ronaldo, os jogadores de campo mais velhos têm 32 anos. Todos poderão estar no Mundial 2030, com mais quatro anos de experiência e dezenas de internacionalizações adicionais.
O que faltou em 2026 pode ser precisamente aquilo que Jesus acrescentará em 2030: liderança, capacidade de decisão e coragem para fazer escolhas.
Mas o futebol português não se esgota na Seleção Nacional.

Os generais do futebol português
Uma conhecida classificação militar dividia os homens em quatro grupos, segundo duas características: inteligência e iniciativa. 
Os inteligentes com iniciativa eram os generais de guerra, a quem se confiavam as decisões no campo de batalha.
Os inteligentes sem iniciativa asseguravam a burocracia e a logística, indispensáveis ao funcionamento do exército, mas afastados do comando das operações.
Os ignorantes sem iniciativa cumpriam ordens na frente de batalha.
Finalmente, os ignorantes com iniciativa eram afastados assim que identificados. A combinação da ignorância com a iniciativa tornava-os especialmente perigosos, capazes de cometer erros catastróficos.
A lição é simples: a iniciativa não é, por si só, uma virtude. Sem conhecimento, preparação e discernimento, pode transformar-se no maior dos perigos.
Mas também não se pode confiar o comando de uma batalha a um general sem iniciativa.
Mas um general inteligente, preparado e com iniciativa não conseguirá ganhar uma guerra se os restantes generais se recusarem a falar uns com os outros.
É este o principal problema que o futebol português precisa de resolver.
Sem sequer haver diálogo, é impossível fazer reformas que exigem um amplo consenso, como aconteceu em 1999, quando Portugal conquistou a organização do Euro 2004 e se iniciou um processo que permitiu construir ou recuperar dez estádios em tempo recorde.
Como seriam hoje os cinco maiores clubes portugueses se ainda jogassem nos estádios que tinham em 1999?

A arbitragem precisa de uma solução definitiva
O tempo de atenção que a arbitragem consome no futebol português, as energias que desperdiça e as urgências permanentes contaminam a FPF como sucedia com a Liga até ao momento em que se conseguiu livrar da gestão desta responsabilidade.
A apenas quatro anos do Mundial 2030, do qual Portugal é um dos organizadores, seria melhor para o futebol português a arbitragem das competições profissionais passar a ser gerida num organismo autónomo?
Esta reforma só será possível se a FPF, a Liga e a generalidade das sociedades desportivas dialogarem e o assumirem como um objetivo comum, o que pressupõe eliminar intrigas e contornar quem se dedica permanentemente a jogadas palacianas.
Há nove anos que o Conselho de Arbitragem está, de facto, nas mãos da APAF.
A representação profissional dos árbitros e o exercício da autoridade sobre a arbitragem não estão separados.
Se o atual modelo conduz sistematicamente à liderança do Conselho de Arbitragem por antigos dirigentes da APAF, importa discutir se não será preferível autonomizar a gestão da arbitragem relativamente à FPF e à Liga, através de uma estrutura independente, com responsabilidades e mecanismos de escrutínio claramente definidos.
O modelo inglês demonstra que existem alternativas de organização.
Escrevi nesta página que Luciano Gonçalves não deveria ter passado diretamente da presidência da APAF para a presidência do Conselho de Arbitragem. Mantenho essa posição.
Mas uma coisa é discordar da sua escolha, outra é defender o seu afastamento na sequência de denúncias cuja veracidade ainda não foi demonstrada.
Luciano Gonçalves afirma a sua inocência e recebeu o apoio unânime dos restantes membros do Conselho de Arbitragem.
Compete à Justiça investigar e tem ao seu dispor instrumentos legais para determinar medidas adequadas se alguma suspeita houver.
Até lá, a existência de denúncias e a pressão pública não podem constituir, por si só, fundamento suficiente para o seu afastamento.
Uma denúncia justifica uma investigação, mas a sua existência não pode transformar-se, na prática, numa condenação. Quem denuncia de boa-fé deve ser protegido.
Quem é denunciado tem direito à presunção de inocência.
O futebol português precisa de instituições capazes de decidir com independência, não de dirigentes que decidam em função da pressão do momento."

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