Últimas indefectivações

domingo, 1 de março de 2026

Vitória a pensar no próximo jogo!

Benfica 6 - 4 Fundão

Começamos bem, com um 2-0, mas permitimos o 2-3. Ainda fomos a tempo de dar nova reviravolta...
Num jogo, onde fizemos algumas poupanças a pensar na 2.ª mão da Champions!

Vitória com um soluço!

Castêlo da Maia 0 - 3 Benfica
15-25, 21-25, 25-18, 15-25


Difícil explicar o 3.º Set... 

VItória, numa jornada trocada!!!

ABC 30 - 35 Benfica
16-16

Melhores na 2.ª parte... começamos a dormir, com o ABC sempre em vantagem na 1.ª parte...

Nova vitória...

Manlleu 0 - 5 Benfica

Vitória em Espanha, confirmando a nossa superioridade.
Excelente fase de grupos, vamos ver se conseguimos transportar estas exibições para a Fase Final...

Juniores - 5.ª jornada - Fase Final

Gil Vicente 0 - 2 Benfica
Quintas, Isaac


A margem de erro deixou de existir, estávamos obrigados a vencer, contra o último classificado... Boa partida, com muitos golos desperdiçados!

Péssimo...

Famalicão 4 - 0 Benfica


Derrota pesada, contra um dos favoritos ao título, numa semana onde ficou provado que o Benfica dá prioridade aos Sub19, devido à necessidade de qualificar a equipa para a Youth League...

1904

Parabéns...

🎂 Parabéns, Sport Lisboa e Benfica!

🦅 122 anos de Glória!

Benfica, o amor da minha vida!

122 de História...

SLB...

Cante Benfica!

Parabéns de Ourique !!!

De Lisboa para o Mundo !!!

Aniversário: Rui Costa...

122.º Aniversário | Entrega dos Anéis de Platina e Emblemas de Dedicação

BI: Megagone #15 - A visita ao Bernabéu e a saga Vinícius Vs Prestianni

Os Primos da Luz #6 - Hotel

Águia: Diário...

BF: Schjelderup e Enzo...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - O penálti polémico que salvou o FC Porto e a "máquina Trincão"

Rola Bola #58 - Baila Vini (RM vs SLB) FCP e SCP Jornada 24

Entrevista Paulo Almeida

Novas Regras...

Tudo decidido!


"Cada vez mais claro e evidente que a liga está à muito decidida e entregue, se os favorecimentos no início aos azuis eram ténues e repartidos com os sapos…agora que entramos na fase decisiva o sistema não irá deixá-los cair, nem a um nem a outro assegurando que ambos transitam para a Champios League e entregando o título de campeão ao FC Porto…o vencedor da taça de Portugal ficou decidido naquela trágico comédia de 14 minutos nos Açores com favorecimento descarado ao Sporting CP.
Mas a culpa principal, para mim nem é deles, eles apenas colhem os frutos daquilo que semearam aquando dos emails.
Aí a responsabilidade não foi deles, foi nossa e de todos os “bnfiquistos” que tomaram o partido pelo crime organizado, associando-se ao mesmo sem escrúpulos apenas e só porque eram movidos por ódios bacocos e por sede de poder e vingança, foram eles que tiveram o papel decisivo na tomada de assalto pelas osgas de todos os centros de decisão no desporto nacional, foram eles que aproveitaram a influência de Antero Henriques para gerar campeões nacionais, o mesmo que fará agora dos Andrades campeões nacionais!
Todos os que regurgitaram palavras a defender a Santa Aliança ao longo destes anos deveriam ser expulsos tacitamente de sócios do Benfica, todos os que contribuíram ativamente para o clima de perseguição e suspeição sobre o Benfica e a sua direção, todos que misturaram alhos com bugalhos deveriam ser banidos de sequer mencionar o nome do Sport Lisboa e Benfica!
Tenho dito e estou-me bem a marimbar para quem não gostar ou se sentir atingido por aquilo que acabo de escrever!
Não passam de cúmplices do sistema verde e azul, espero que um dia coloquem a mão na consciência e peçam desculpa a tudo e todos!"

Cara de pau !!!

Já se viu que isto não vai lá com comunicados

Cidadão exemplar...

João Pinheiro a fazer amigos...


"«A decisão do árbitro Pinheiro naquela situação foi realmente frustrante. Um árbitro com apenas dez jogos na Champions não deveria ter sido nomeado para um jogo tão importante.»
Damien Comolli, administrador-delegado da Juventus, sobre a arbitragem do português no jogo contra o Galatasaray

Que a arbitragem portuguesa está debaixo de fogo não é novidade para ninguém — todas as semanas dois treinadores e quatro dirigentes surgem em público a criticar decisões, nalguns casos com razão, noutros nem por isso, mas não importa ter razão, importa é fazer barulho.
Que esse fogo sobre a arbitragem portuguesa se estenda ao resto da Europa é novidade desta semana, e a culpa é de João Pinheiro. Em Turim, no Juventus-Galatasaray da UEFA Champions League, o português expulsou Lloyd Kelly, central da vecchia signora, provocando a fúria do clube e dos adeptos.
Na verdade, a decisão inicial de Pinheiro foi mostrar o cartão amarelo — seria o segundo, o resultado era sempre a expulsão. O VAR, o polaco Tomasz Kwiatkowski, olhou para o lance e considerou que justificaria o vermelho. O juiz luso viu as imagens e concordou, mesmo que pareça um pouco forçado.
Com menos um jogador (como já tinha acontecido na primeira mão), a Juventus ainda conseguiu levar o jogo para prolongamento mas já não chegou ao apuramento. E há semana e meia, no jogo com o Inter, também fora vítima de uma expulsão controversa.
A decisão de Pinheiro não foi a pior, só que foi a última; e nas últimas semanas a Juventus foi eliminada da Champions, da Taça de Itália e na Serie A não ganha há três jogos... Lá como cá, importa é fazer barulho, tenha-se ou não razão."

Muito mais do que a bola ao cesto


"Em 1984, o Atlético de Queluz, na altura com um projeto importante no basquetebol português, fez história ao conseguir o apuramento para uma competição europeia. Os jogos no pavilhão junto aos Bombeiros Voluntários tinham casa cheia garantida, e a capacidade de recrutamento do conjunto do concelho de Sintra projetava o emblema além-fronteiras.
A competência do Queluz estendia-se à equipa técnica, que integrava um jovem promissor, diligente e talentoso. Chamava-se (e chama-se…) Carlos Barroca.
A viagem a Pardubice (na antiga Checoslováquia) marcava um momento importante do clube e ainda mais significativo no caminho a seguir pelos seus responsáveis.
Sublinho este episódio para, desde logo, deixar claros dois aspetos: que conheço Barroca desde essa altura, e que o tempo não mudou, afinal confirmou e reforçou a ideia que dele tenho enquanto profissional desde sempre ligado à sua modalidade do coração.
E esta prosa tem a ver com o treinador, com o gestor e com o agora candidato a presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB). Já lá vão os tempos de outros guerreiros, com menos exposição e muito menos meios, e chega a altura de encarar de modo organizado, estratégico e profissional a gestão de um jogo no qual, independentemente de não terem ainda surgido os resultados de grande notoriedade planetária que outras modalidades entretanto evidenciaram, sempre foi uma paixão de muitos portugueses, quer pelas rivalidades internas entre emblemas tradicionais e outros, quer pela magia única da difusão transversal e global da NBA, como incontornável ícone da modalidade, em termos planetários.
E aqui aduzem-se outras perspetivas, no que a Carlos Barroca diz respeito. O treinador e comentador televisivo (que, nesse particular, muito contribuiu para a massificação da modalidade e para a sua ligação umbilical ao telespetador), passou a gestor, com a chancela norte-americana, e com a responsabilidade pela promoção e formação no continente asiático. Paragens distantes e desafiantes, que permitiram ao agora candidato à posição federativa mais importante uma noção verdadeiramente global do jogo. No modo como é dinâmico na sua relação com os adeptos, como se pode projetar em territórios de caraterísticas peculiares, da relação com os atletas, com os patrocinadores, com os difusores e com os adeptos, na capacidade de entender que, para um pensamento global, devemos sempre priorizar e elencar uma ação local.
Esse foi o segredo do sucesso de Carlos Barroca no Extremo Oriente, e essa é a sua indispensável mais-valia na candidatura que agora apresenta à liderança da FPB. Sempre o tenho dito. Tenho, de resto, procurado seguir esse caminho na minha carreira profissional: trabalhar e viver no estrangeiro, absorver novos estímulos de história e cultura, aprender e apreender o que geografias diferentes nos podem ensinar e motivar, distanciarmo-nos de uma postura tantas vezes apoucada e de uma quadratura existencial do português (que, curiosamente e herdeiro de uma história de desbravamento de terras e mares, agora fica contido e satisfeito com o retangulozinho), é o que de nós faz, efetivamente, cidadãos globais.
O Carlos seguiu esse caminho. E é com ele, e com toda a bagagem que ele significa, ao longo de muitos anos, que quer ajudar a redimensionar o basquetebol português.
Numa visão que, ao que sei da candidatura (e nunca sobre ela falei com nenhum dos seus integrantes, sublinhe-se!), integrada e participada. Que envolva e agregue, que motive e desenvolva.
Hoje, a única alternativa para quem pretender assumir responsabilidades numa importante estrutura (desportiva ou de qualquer outra área) envolve um total e permanente compromisso com o rigor gestionário, através da designação de atores devidamente identificados e qualificados, mas também a visão holística de quem se apresenta para construir, para juntar ideias e potenciar talento e talentos.
O talento de uma organização que se exige com peso institucional mas, igualmente, com perspetiva formativa, que assenta numa lógica de estrutura muito mais horizontal do que vertical, e que trabalha tendo em consideração de que o talento não cai do céu, e apenas com trabalho, respeito por todos e consideração pelas diferenças é possível construir um edifício coeso.
Porque um líder nunca pode pensar apenas no seu tempo. Tem de ter visão periférica e faróis de nevoeiro. Tem, portanto, de olhar a 360 graus, e de perceber a dimensão extra-mandato do seu trabalho. Isto é, tem de projetar a médio e longo prazo, seguro do processo que assume e capaz de o implementar, mesmo que os resultados não sejam imediatos ou publicamente visíveis. A mensurabilidade, neste caso, tem a ver com a profundidade e com a qualidade.
E é justamente neste enquadramento que o regresso de Carlos Barroca a Portugal para abraçar a candidatura à presidência da Federação Portuguesa de Basquetebol assume particular significado, dimensão e amplitude. Está na hora do salto qualitativo e organizativo do jogo da bola ao cesto que é, na sua génese, muito mais do que isso. É paixão e formação. É cumplicidade e interatividade.
Mais do que um duplo ou um triplo, Barroca aporta uma dimensão transversal. Só isso é, já, uma grande vitória.

Cartão branco
Escrevo esta página em Beirute. Uma cidade tão histórica quanto dilacerada, tão genuína quanto amordaçada na geopolítica regional do Médio Oriente. Isso é notório quando passamos pela zona velha, ou quando bordejamos o Mediterrâneo pela ampla linha de praia, quando olhamos edifícios inacabados ou bloqueados pelas bombas, ou quando nos deleitamos com o caráter monumental dos edifícios religiosos. Este é o 101.º país que visito, e sempre tenho definido que, independentemente da geografia, são as pessoas que mais me marcam. São elas que fazem os países. E o libanês sorri. É de uma disponibilidade absoluta, até desarmante, perante alguém claramente forasteiro, não apenas pela língua, mas pela fisionomia. Os sorrisos, a necessidade de mostrar as virtudes da sua cidade e do seu país, de desabafar o que a paz significa para a sua vida de todos os dias, o coração gigante para receber os poucos visitantes, nesta altura de profundas incertezas, é o que de imediato desarma quem chega à Paris do Médio Oriente. Este pequeno país, entalado entre a Síria e Israel, irá a eleições em junho, e, ao que me dizem, manterá a sua postura democrática e firme de não abdicar da sua bandeira e da sua identidade. Para mim, que ando pelo mundo há mais de 40 anos, basta que me sorriam, e que nesse sorriso transportem toda a esperança num planeta mais justo."

E uma Superliga sul-americana?


"Em teoria, a Taça dos Libertadores da América já começou, com a mini-maratona de pré-eliminatórias, mas, na prática, o início é a 18 de março, data do sorteio da maratona da fase de grupos, grupos esses cujos resultados determinarão os acasalamentos dos oitavos até à final, em Montevideu, a 28 de novembro.
Já se fazem, entretanto, as primeiras previsões de favoritismo na imprensa e nas casas de apostas. O Flamengo, atual campeão e com uma constelação de estrelas no plantel, lidera os prognósticos. Seguido do Palmeiras, vice em 2025 e também com um punhado de astros para Abel Ferreira gerir. Em terceiro, segundo os especialistas e a bolsa, o Cruzeiro, agora com Gerson. Em quarto, o Fluminense, campeão em 2023, e em quinto o Corinthians, de Memphis e outros.
Nada de anormal, certo? Tudo anormal, na verdade, porque são todos brasileiros. Imagine-se que na Liga dos Campeões, os pundit e as bets só apontavam clubes ingleses como candidatos? Ou espanhóis, italianos, alemães, franceses?
De facto, só depois daquele quinteto se fala no Boca Juniors e empatado com o sexto brasileiro, o Botafogo, campeão em 2024. O Estudiantes também é referido mas caiu na bolsa por ter perdido o treinador Eduardo Domínguez para… o Atlético Mineiro, outro brasileiro que nem sequer está na Libertadores. A LDU Quito e o Independiente del Valle, do Equador, pequeno país em rápido crescimento futebolístico, espécie de Noruega dos trópicos, portanto, têm hipóteses residuais, segundo as previsões.
O ano de 2026 deve marcar, então, a ultrapassagem do Brasil à Argentina em número de troféus conquistados — hoje está 25 a 25. Os clubes brasileiros, muito mais ricos do que a concorrência, ganharam as últimas sete edições. Logo, a Libertadores tornou-se uma espécie de Brasileirão anabolizado. Ou, tendo em conta que o paulista Palmeiras ganhou duas dessas sete e as últimas quatro foram levantadas pelos cariocas Flamengo, duas, Fluminense, uma, e Botafogo, outra, o torneio parece, afinal, uma versão continental da final da Taça Rio-São Paulo.
Se a história da Rio-São Paulo, cujo auge foram os anos 50 e 60 do século passado, com réplicas no atual, é a de uma competição agregadora — clubes de outros estados passaram a integrá-la e, dessa forma, nasceu o Brasileirão —, a Libertadores corre o risco de se tornar desagregadora — um quintal chique de brasileiros milionários e convidados.
Não seria de estranhar, por isso, que alguém, com cifrões no lugar de pupilas, à Florentino Pérez, se lembrasse um dia destes de criar uma exclusiva Superliga sul-americana: com, por exemplo, uma dúzia de brasileiros, mais Boca Juniors e River Plate, que está este ano fora da Libertadores, e um ou dois convidados por mérito desportivo ou mérito financeiro, num hino à lendária desigualdade do continente."

Cuando el avión empieza a moverse

sábado, 28 de fevereiro de 2026

122

Fever Pitch - Domingo Desportivo - A Alma do Benfica nas Bancadas do Bernabéu

BI: Rescaldo - Real Madrid...

Vhils...

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica informa que suspendeu cinco sócios e cancelou os respetivos Red Pass após a instauração de processos disciplinares cujos trâmites poderão conduzir à aplicação da sanção máxima prevista nos Estatutos: a expulsão.
A abertura destes processos disciplinares resulta do inquérito interno desencadeado na sequência do jogo entre o Benfica e o Real Madrid, realizado no passado dia 17 de fevereiro, e da adoção de comportamentos inadequados na bancada, de natureza racista, incompatíveis com os valores e princípios que regem o Clube.
O Sport Lisboa e Benfica reafirma que não tolera qualquer forma de discriminação ou racismo e continuará a agir com firmeza sempre que estejam em causa comportamentos que atentem contra os valores do Clube, do desporto e da sociedade."

O povo foi a Madrid cantar


"Honestamente, às vezes parece que o Benfica das últimas décadas está amaldiçoado. E não é pelo Guttmann, naquilo de chegar a imensas finais europeias e depois perdê-las (embora isso também faça parte). É na incapacidade de ser feliz durante muito tempo. Quando aparece um Toni e um seis a três, vamos buscar o Artur Jorge. Quando aparece um Mourinho, vamos buscar de novo o Toni. Quando aparece um Mário Jardel, vamos buscar o irmão. Quando chegamos a finais europeias, perdemos nos penaltys ou no último minuto (lá está...). Quando fazemos um Tetra, desinvestimos num Penta. Quando temos um momento mágico à escala global com o Trubin, temos outro momento trágico à escala global com o Prestianni. Quase que se diria que é azar, mas não, é outra coisa...
Depois de 60 anos sem se encontrarem, Benfica e Real Madrid jogaram três vezes num curto espaço de tempo e o planeta inteiro não esquecerá tão cedo estes encontros. Primeiro pelo incrível golo do Trubin e depois pelo que aconteceu entre Prestianni e Vinícius.
Irei primeiro ao menos importante e depois ao mais importante. O menos importante: Vinícius é mal educado e é um provocador. Tal como era aquele Otávio que jogou no Porto. Sinceramente, são jogadores que não fazem falta nenhuma ao futebol, por mais talento que tenham. Mas isto é pouco importante e é futebol. Um jogador com um feitio especial, digamos assim, marcou um golaço, vinha picado por ter levado 4 golos no mesmo estádio uma semana antes, festejou a dançar e a rir-se na bandeirola de canto para a massa associativa contrária e esta não mais perdoou. Atirou objetos, assobiou, chamou nomes e por aí afora. Não é bonito, mas é futebol.
Outra coisa, bem mais importante, é a acusação de Vinícius que Prestianni lhe dirigiu um insulto racista. Como as imagens não esclarecem, é a versão de um contra a versão do outro. Se Prestianni não o fez, penso que o argentino devia reunir-se com advogados e processar judicialmente Vinícius. O que o brasileiro terá então feito é de uma gravidade tremenda, imensamente lesiva para a reputação do argentino. Algo que pode destruir a vida e a carreira de um jovem jogador de 20 anos. Se Prestianni o fez, é grave e Vinicius fez bem em ir avisar o árbitro. E o Benfica deve procurar vender Prestianni o mais rápido possível, porque alguém que joga no clube de Eusébio e Coluna, que enverga o Manto Sagrado, ser racista (e sejamos francos, só os racistas usam termos racistas mesmo quando estão profundamente irritados. Não os desculpemos pela emoção do momento) é não entender o clube que o emprega e não é o tipo de pessoas que queremos idolatrar. Haverá quem possa argumentar que existe reabilitação numa pessoa racista e o Benfica pode conseguir isso, mas eu honestamente vendia o jogador na 1ª oportunidade.
E isto leva ao rescaldo do jogo. À reação da direção do Benfica. À maneira como o clube imediatamente defendeu Prestianni. Envergonha-me. Envergonha-me a perspetiva do meu clube estar potencialmente a defender um jogador que usou um termo racista. Até porque sejamos honestos...mantendo a presunção de inocência, mas if it sounds like a duck, if it quacks like a duck... Se eu tivesse de apostar se Prestianni disse ou não disse, sei onde apostava o dinheiro. Levantar a camisola para tapar a boca e aquela reação espontânea de Vinícius? Já Mbappé ter dito que ouviu o argentino a dizer 5 vezes a palavra tenho algumas dúvidas, vendo as imagens do momento, mas pronto. Preferia que o clube tivesse dito abertamente que é contra todo e qualquer sinal de racismo e que está disponível para todas as averiguações, internas e externas. Até poderia dizer que Prestianni até ao momento sempre foi impecável e que o jogador garante que nada disse de grave. Mas imediatamente abraçar o jogador com um "estamos juntos"? Eu não quero estar junto com um jogador que eventualmente disse um termo tão grave.
Também no rescaldo do jogo apareceram imagens de alguns sócios e adeptos do Benfica isolados a terem gestos racistas. Até mesmo em Madrid se viu isso. O que espera o clube para tentar identificar essas pessoas e expulsá-las de alguma vez voltarem a entrar na Luz? Também a comunicação do Benfica devia ter dito isso. O Sport Lisboa e Benfica não tem de defender um jogador ou um adepto sob qualquer circunstância. O Sport Lisboa e Benfica tem que defender os seus valores sob qualquer circunstância!
Da 2ª mão fica a eliminação ironicamente aos pés de Vinícius, a sensação que o Benfica podia ter feito mais e uma das maiores e melhores deslocações da massa associativa do Glorioso ao estrangeiro. Já se aproximam a dezena de jogos que vi do clube lá fora e foi o melhor apoio de sempre. Como se tivéssemos algo cá dentro a dizer, não é? Como se sentíssemos que o clube não foi bem representado na última semana e vamos nós, povo anónimo e apaixonado, mostrar à Europa o que verdadeiramente é este clube eterno e lendário.
Durante todo o intervalo repetimos o "momento Dortmund" com aquele "Benfica, o amor da minha vida" que arrepiou quem lá esteve, fosse dos nossos ou não. Aquilo saiu da alma, saiu do coração e foi incrível. Gostava inclusivé que fizéssemos disto um hábito e em todos os jogos no estrangeiro cantássemos isto ao intervalo. Começaria a ser uma tradição muito nossa e admirada por esses estádios fora. Nestes dias li um tweet de alguém dentro do estádio que disse (traduzindo): "Neste momento no Santiago Bernabéu, o pequeno grupo de adeptos do Benfica tem estado a cantar e a esmagar os adeptos do Real Madrid em toda a 1ª parte. É intervalo e pensávamos que eles iam descansar, mas eles não páram durante um segundo. Só podem estar sob algum efeito de bebidas energéticas!" O efeito não era de bebidas energéticas (embora a cerveja ajude, claro. No final do jogo dizia-me o empregado de um bar perto do Bernabéu que tínhamos esgotado a cerveja e que ninguém bebia como nós, nem os de Liverpool, nem os de Manchester).
O efeito era o do amor. Era de amarmos profundamente este clube e nos ter doído na alma a acusação que somos racistas ou que compactuamos com racismo. Doeu na alma sentirmos que o clube não nos defendeu e não soube defender a honra e a reputação do clube. De uma forma mais pequena, mas claro que também doeu na alma a forma como Vinícius gozou connosco. Mas tudo vale a pena, quando a alma não é pequena. E o Benfica é muito, muito grande. Nas suas gentes, nos seus valores, no seu historial e como diz a música que cantamos "Passam os anos, mudam os jogadores, mudam os presidentes, mas nós estaremos cá".
Chamuscado, mas o clube segue. Seguirá eternamente enquanto o povo anónimo e apaixonado continuar a acreditar e a segurar nos braços um clube lendário e mítico. Esperemos que esta ligação nunca se perca. Mas para que isso nunca aconteça, enfiemos isto na nossa cabeça:
Os adeptos do Sport Lisboa e Benfica não têm de defender um jogador ou um presidente sob qualquer circunstância. Os adeptos do Sport Lisboa e Benfica têm de defender os valores do Glorioso sob qualquer circunstância. O Benfica tem de ser sempre o nosso orgulho."

Mais um Roubo...

FC Porto is the Real Madrid of Portugal

Sem cabeça!!!

Linhas...

Frame!

A Força...


"Mais de 5 mil benfiquistas no Santiago Bernabéu. Durante 90 minutos, silenciaram um estádio inteiro. Do primeiro ao último segundo. A ganhar, a empatar ou a perder. Uma paixão imune ao marcador.
Não fui a Madrid porque estou em Harvard, mas vi o jogo no campus, rodeado por pessoas de 43 nacionalidades, entre elas espanhóis e adeptos do Real Madrid. Todos impressionados com a força daquele apoio.
Os adeptos são, e sempre serão, a maior força do Benfica."

Mourinho...


"Que a “Abola” estava pelas ruas da amargura já se sabia…portanto é apenas um continuar de miséria editorial que por ali vai.
O Mourinho é o melhor treinador português de TODOS OS TEMPOS, duvido que daqui a 100 anos haja outro sequer perto daquilo que ele conquistou na carreira e daquilo que ainda tem para conquistar.
Já li e ouvi todo o tipo de barbaridades, colocar Amorim, Peixoto, Vasco Botelho, Marco Silva, De Zerbi entre outros num plano para render Mourinho no Benfica demonstra que o problema é mesmo Mourinho e a forma como ele está a moldar o grupo e a incutir a mentalidade competitiva que nos tem faltado nos últimos anos.
O nosso trajeto este ano tem sido decepcionante, no entanto, só mesmo quem está toldado pela intoxicação diária é que não observa a evolução da equipa nos últimos 2/3 meses.
Mourinho é o projeto, e podem pintar tudo das cores que quiserem mas os projetos são sempre os treinadores e mais nada.
A sua capacidade de liderança é que catapulta os clubes para os sucessos desportivos, claro que necessitam de uma equipa com capacidade e frieza a analisar o seu trabalho por trás, mas é sempre o treinador que transforma o clube para um patamar superior…se tal não fosse ninguém investia em técnicos…contratavam experts do X, Facebook e demais redes sociais…mas não, vão à procura de TREINADORES.
E Mourinho é o melhor que o dinheiro pode comprar para Benfica, quer agora quer nos próximos 10 anos!
Deixem o homem trabalhar, evoluir o grupo, dispensar e contratar quem tem de dispensar e contratar e na próxima época conversaremos!
Ponderar outra opção aí sim seria um tiro nos pés."

Boicote!

Benfica: eliminados pela eficácia, firmes nos princípios


"Há eliminações que se explicam com facilidade estatística. Outras exigem mais contexto. A do Benfica frente ao Real Madrid pertence à segunda categoria. No fim, o que conta é a eficácia. O Real Madrid foi mais eficaz. Concretizou melhor as oportunidades que criou. E, no futebol de alta competição, sobretudo em eliminatórias europeias, essa diferença é quase sempre decisiva.
O Benfica perdeu. Convém começar por aqui, sem rodeios nem subterfúgios. No Benfica não há vitórias morais. Não podem existir. O resultado é o que fica. A história regista quem passa, não quem se bate bem. Ainda assim, seria intelectualmente desonesto não reconhecer que o Benfica se bateu bem. Competiu. Discutiu a eliminatória. Não foi inferior em organização, nem em intensidade, nem sequer em vários momentos de domínio territorial.
Desta eliminatória há muito a analisar no plano estritamente futebolístico. A qualidade individual de alguns jogadores do Real Madrid fez a diferença em momentos-chave. A arbitragem do primeiro jogo deixou marcas evidentes no desenrolar da eliminatória. Houve decisões difíceis de compreender a este nível. Tudo isto faz parte do jogo. Deve ser discutido, analisado, escrutinado. É matéria de futebol.
O que não faz parte do futebol não deve ser tratado como se fizesse.
O racismo não é um detalhe lateral. Não é um episódio menor. Não é um excesso de fervor competitivo. É intolerável. Sempre. Em qualquer contexto. E é preciso dizê-lo sem ambiguidades.
O que aconteceu no Estádio da Luz com Vinícius Júnior é inaceitável. Houve atos e insultos racistas vindos de pessoas nas bancadas. Foram visíveis. Foram audíveis. Não há espaço para relativizações. Não há provocação que legitime um insulto racista. Não há atitude menos correta que justifique a desumanização de alguém pela cor da pele. Ponto final.
Esteve bem o Benfica ao anunciar a abertura de um inquérito interno para identificar os responsáveis e, caso se confirmem como sócios, avançar com processos disciplinares que podem culminar na expulsão. A credibilidade dos valores não se mede em comunicados inflamados, mede-se em decisões concretas.
Diferente é a situação que envolve Gianluca Prestianni. Vinícius Júnior acusou-o de lhe ter dirigido um insulto racista. Prestianni nega. Entre uma acusação feita em campo, num ambiente de enorme tensão competitiva, e a ausência de provas públicas inequívocas, há um espaço que deve ser preenchido por investigação, não por julgamento sumário.
Não consigo aceitar discursos que tentam minimizar atos racistas com base em alegadas provocações. Mas também não consigo aceitar a condenação automática de alguém apenas porque foi acusado. A presunção de inocência não é um formalismo jurídico. É um princípio civilizacional.
O presidente do Benfica veio dizer que acredita que o jogador não proferiu qualquer insulto racista, acrescentando que, se acreditasse no contrário, ou se tal se vier a provar, o jogador já não seria jogador do Benfica ou deixará de o ser. É uma posição clara: tolerância zero ao racismo.
As duas situações são distintas. Ambas graves, mas diferentes. Numa há evidência objetiva de insultos racistas vindos das bancadas. Noutra há uma acusação que precisa de ser apurada com rigor. Defender uma investigação séria não é desvalorizar a palavra de ninguém. É garantir que a luta contra o racismo é conduzida com firmeza, mas também com responsabilidade.
A luta contra o racismo não se faz com folclore, nem com comunicados apressados de organizações que tantas vezes reagem mais depressa do que investigam. Faz-se com medidas, com sanções quando há prova, com pedagogia e com coerência. O racismo é intolerável. Mas a condenação sem prova clara também corrói os fundamentos que se pretendem defender.
Fechado este capítulo, regressamos ao futebol.
A eliminatória foi decidida por detalhes. Pela qualidade individual de quem resolve em dois ou três lances. Pela eficácia. E também por uma arbitragem no primeiro jogo que condicionou momentos relevantes. Não vale a pena fingir que isso não existiu. Existiu.
Mas esta eliminatória mostrou uma evolução evidente da equipa do Benfica. A recuperação de jogadores lesionados trouxe estabilidade e soluções. As contratações de inverno acrescentaram profundidade. A subida de rendimento de alguns elementos consolidou uma ideia de jogo mais consistente. Hoje, o Benfica não depende exclusivamente do seu onze inicial. Tem banco. Tem alternativas de qualidade semelhante. Tem margem de gestão.
Isso não significa que esteja tudo feito. Significa que o caminho que está a ser seguido está correto. Não há necessidade de revoluções permanentes, nem de alterações estruturais precipitadas num futuro próximo. A tentação de começar de novo a cada época é grande. Mas raramente produz estabilidade.
O Benfica caiu perante o Real Madrid porque, do outro lado, estava uma equipa com jogadores capazes de decidir em segundos aquilo que outros constroem durante minutos. Isso não diminui o que foi feito. Mas também não o transforma em algo que não foi.
Perder faz parte do futebol. O que não pode fazer parte é a perda de identidade. E nisso, nesta eliminatória, o Benfica não falhou. Competiu. Respondeu. Não se encolheu.
Agora é manter o rumo. Sem euforias quando se ganha. Sem dramatismos estruturais quando se perde. Com a mesma exigência de sempre. No Benfica não há vitórias morais. Mas também não há derrotas que apaguem o caminho quando ele está a ser bem trilhado."

Mourinho e uma metamorfose ainda incompleta


"Durante anos, José Mourinho combateu tudo e todos. Agora, a luta parece ser interior. Entre arrojo renovado e influência recuperada, há ainda limitações por superar E se José Mourinho for a solução para José Mourinho?

E se o que estamos a ver é o técnico a contrariar finalmente a sua pior versão, a escrever ele mesmo a antítese para a tese que o tem deixado obcecado, por concluir, desde Madrid? Esse anti-guardiolismo que sempre lhe fez mal. Depois de talvez ter sempre precisado de um inimigo, funcionado melhor em confronto, pode ter-se reencontrado no conflito interno.
É Mou tão especial que só mesmo ele nos deixaria a argumentar com o nosso próprio intelecto. Advogado no hemisfério esquerdo a apontar para o do direito, ambos de preto e farta cabeleira branca, amarelada com o tempo, enquanto a datilógrafa escreve cada pró e cada contra que, no fim, possam validar uma opinião definitiva, o que quer que isso seja. Quase uma sentença.
Mourinho tem tantas dimensões que parece quase impossível não cair no mesmo erro dos que o idolatram. Porque pode ser o bom ou o mau, ambos ao mesmo tempo ou nenhum deles. Deixa-nos sempre na dúvida, mesmo que tenhamos a certeza. É tão genial, como às vezes parece vazio. Tão arrasador como às vezes se deixa arrasar. Mas nos últimos tempos, algo mudou.
Não são só dois ou três jogos na UEFA Champions League ou uma maior solidez na Liga, ainda que esteja por derrotar o primeiro grande rival. É, parece-me, a evolução. Talvez tenha sido rota de fuga diante de tantos lesionados, mas, mesmo assim, entre outras opções, mais conservadoras, escolheu a inesperada, a mais ofensiva, aquela em que o resto do mundo talvez mais acreditasse e tem-na mantido mesmo agora, quando poderia inverter novamente o sentido.
É isso, porém, não apenas isso. Havia algo que me parecia inevitavelmente perdido. A capacidade de elevar o estado mental dos seus jogadores a ponto de acreditarem ser de classe mundial, como fez no passado com tantos nomes. Talvez tenha exagerado com Otamendi e Tomás Araújo ainda precise de resolver os duelos à primeira para poder ser considerado como tal, mas o que se viu no Bernabéu foi uma equipa psicologicamente preparada. Ainda que tenha perdido. Que não se tenha conseguido transcender em toda a plenitude. A mensagem esteve sempre lá, como esteve no 4-2 na Luz e até na derrota da primeira mão do play-off. O técnico terá reencontrado a ligação direta para a cabeça dos seus jogadores.
Depois, estrategicamente, voltou a provar que ainda tem a leitura de um Kasparov se o relvado fosse um tabuleiro de xadrez. Richard Ríos nos meios-espaços interiores, baralhou os merengues a ponto de Arbeloa ter de reagir com a troca posicional de Carreras por Camavinga. O colombiano abriu o caminho para o primeiro golo e para o que poderia ter sido a remontada à portuguesa.
Será isso suficiente para Rui Costa deixar sair um «Mourinho continua na própria época»? Não sabemos quando o presidente tomou a decisão, até pode ter sido ali, naquele momento, quando questionado pelo jornalista espanhol. E, sobretudo, o racional. Como se costuma navegar à vista na Luz, calculo que não haja projeto. Mourinho é o Ho’dor que na Guerra dos Tronos bloqueia a porta aos inimigos até que o que lhe mandam fazer (Hold the Door) se torna o seu nome. E não espantará ninguém se for mesmo todo o projeto.
No entanto, sem um rumo e o apoio de uma liderança, que prima pela constante ausência, estará mais perto de ganhar do que este ano, mesmo se subtrairmos o tempo que levou a consolidar o modelo encarnado?
E mesmo com a recuperação desse tempo, será este Mourinho dos dois extremos e outros tantos avançados detentor da chave do sucesso para uma maratona como a Liga? Onde o metro quadrado se vende mais caro do que em Madrid. Onde o ataque posicional é fundamental para ultrapassar blocos baixos e nem sempre há espaço para as acelerações de Rafa e companhia. Onde dominar através da posse é, muitas vezes, fundamental para se ter sucesso.
Tatuou os últimos sucessos no ombro direito. Foram provas a eliminar – UEFA Europa League e UEFA Conference League — e, mesmo com maior pujança no último terço, o modelo que está a implementar até inclinou ainda mais recentemente para a transição ofensiva com a introdução de Rafa em vez de Sudakov. Falta, portanto, uma ou duas camadas a esta equipa.
É verdade que os adeptos podem levantar a ideia de que tanto o FC Porto de Francesco Farioli como o Sporting de Rui Borges não são igualmente grandes especialistas quando lhes tapam os caminhos para a baliza, mas têm resolvido melhor os problemas que lhes aparecem pela frente — basta olhar para a classificação — e é o Benfica quem tem de encurtar distâncias. E isso só se faz com outro tipo de jogadores no onze, seja na defesa, onde tudo começa quando se constrói a partir daí, ou no coração do meio-campo e até na alimentação do ataque e na forma como os mais adiantados se associam com os restantes.
O mercado de janeiro mostrou a todos que Mourinho quer aceleração (e também outro tipo de finalizadores e de extremos, mais verticais) em vez de pensamento e criatividade. Só que não basta correr mais rápido do que os adversários ou ter mais altura na área, com cruzamentos a saírem de ambos os flancos, para se vencer sempre.
É aqui que a antítese ainda continua a falhar. Mourinho já joga com um maior número de armas para ferir os rivais, porém, exceto quando ele próximo adiciona complexidade através da estratégia, e isso acontece sobretudo para aproveitar os erros do oponente, tudo parece demasiado linear e facilmente desconstruído no ataque, assim que falta o seu maior combustível, o espaço.
Vamos acreditar que ainda não deixou o estado de crisálida. Que ainda não completou a metamorfose. Que da luta entre tese e antítese ainda sairá a mais bela das sínteses, uma que reúna finalmente a equipa com a cultura do clube, ainda que não muito vencedora nos anos mais recentes. E se encontre em campo a organização defensiva, a voracidade na transição e a criatividade no ataque associativo. Se não o conseguir, temo que volte a falhar por insuficiente."

Benfica passa a vida de 'jogo do ano' em 'jogo do ano'


"A jornada 25 tem clássicos no menu, mas o que será deles sem o que se passar nesta que começa hoje? Se calhar não é à toa que falam no famoso «jogo a jogo». Benfica sabe-o melhor que ninguém

Em agosto de 2025 já o Benfica andava a disputar jogos do ano, com o acesso à fase de liga da UEFA Champions League a constituir fator decisivo para o que se seguiria da época, inclusivamente no que respeita à maior ou menor aposta no reforço do plantel.
Uma soma relevante de resultados menos positivos nos meses seguintes colocou no caminho dos encarnados outros jogos do ano: a receção ao Sporting, as visitas ao Dragão para a Liga e para a Taça. Curiosamente, poucos diriam que José Mourinho conseguiria transformar os dois últimos desafios da primeira fase da Champions noutros jogos do ano. E seguiu em frente.
Eliminado entretanto da Taça de Portugal e da Allianz Cup — e agora da Champions, mas com sinais encorajadores — o Benfica tem-se segurado no campeonato (é bom lembrar que ainda não perdeu) e de repente parte para o último terço com excelentes possibilidades de conseguir o objetivo mínimo do segundo lugar. Depende de si próprio e, como referido, os últimos indicadores têm vindo a tornar-se cada vez mais positivos.
A questão do título, não sendo de todo impossível, é bastante mais improvável, porque isso significaria não só um resto de temporada exemplar como a queda simultânea dos dois rivais que seguem na frente. Mas a verdade é que os encarnados estão mais perto do segundo lugar do que o Sporting do título (algo que neste momento nem depende apenas do comportamento dos leões).
Dito isto, tenderá a opinião pública a olhar para a jornada 25 como tira-teimas, revelação do futuro ou aumento da incerteza, porque o Benfica recebe o FC Porto e o Sporting vai a Braga.
No entanto o Benfica, mais que os rivais, sabe que o jogo do ano pode estar sempre à espreita na próxima esquina.
Se FC Porto e Sporting vencerem hoje os respetivos compromissos em casa frente a Arouca e Estoril (o que obviamente também não é líquido), a visita encarnada a Barcelos, onde mora uma das melhores equipas nacionais, torna-se jogo do ano para se manter na luta pretendida.
Se um deles ou ambos tropeçarem torna-se jogo do ano porque permite, depois da boa exibição de Madrid, uma aproximação ou duas aproximações que há meses classificaríamos de improváveis.
É por isso que esta jornada 24 se afigura a mais decisiva de todas… até à seguinte. Há um lugar-comum dos treinadores e dos jogadores que falam no «jogo a jogo». Mas também não há lugares comuns sem algum fundo de lógica. Todos o sabem, o Benfica desta época sabe-o ainda melhor."

BF: Mercado de Verão...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Cinco pontos sobre a entrevista do CFO do FC Porto

Observador: E o Campeão é... - Podemos falar em bom sorteio europeu para os portugueses?

Observador: Três Toques - Leiria ao vento: milhões voaram dos estádios

SportTV: Primeira Mão - 🔥 Caminho Definido na Europa! Os Novos Adversários Portugueses

Aquecimento...


Lanças...


- Lanças...

Agenda preenchida


"A atualidade benfiquista na BNews.

1. Calendário
O jogo entre Benfica e FC Porto da 25.ª jornada da Liga Betclic está agendado para o próximo 8 de março, às 18h00, no Estádio da Luz.

2. Comunicado oficial
O Sport Lisboa e Benfica "desmente de forma categórica que o jogador Prestianni tenha comunicado ao plantel ou à estrutura do Clube ter proferido um insulto racista ao jogador Vinicius Jr, do Real Madrid".

3. Bastidores de uma goleada
Veja imagens exclusivas dos bastidores do Benfica-AZ Alkmaar (6-2) dos oitavos de final da UEFA Youth League.

4. Vitória em dérbi
O Benfica ganhou por 4-3 ao Sporting na 7.ª jornada da WSE Champions League de hóquei em patins e assegurou a presença na final eight da competição.

5. Agenda para o fim de semana
Sábado: No futebol de formação, os Sub-23 jogam em Famalicão às 15h00 e os Juniores atuam no reduto do Gil Vicente às 11h00; na Luz há jogo de futsal entre Benfica e Fundão (19h00); em andebol, receção ao ABC (15h00) e, em voleibol, deslocação ao Castêlo da Maia (19h00); a equipa feminina de hóquei em patins visita o CP Manlleu (16h00).
Domingo: A Equipa B visita o Penafiel (18h00); os Juvenis recebem o Sporting às 11h30 e os Iniciados são anfitriões do Braga (11h00); nos masculinos (hóquei em patins), o Benfica desloca-se ao Riba d'Ave (18h30); as equipas femininas de basquetebol, futsal e voleibol jogam respetivamente, no pavilhão do União Sportiva (15h15), na Luz com o Leões Porto Salvo (20h00) e em Braga (15h00).

6. Convocatória
As basquetebolistas do Benfica Joana Soeiro e Maria João Bettencourt estão convocadas pela Seleção Nacional.

7. Protagonista
A andebolista Duda é a entrevistada da semana.

8. Reconhecimento noticia destaque
No âmbito de uma prática habitual no Benfica Campus, estão entregues os diplomas de mérito escolar e social relativos ao 1.º semestre de 2025/26.

9. Campo de férias Judo
Estão abertas as inscrições.

10. História agora
Veja a rubrica habitual das manhãs de quinta-feira da BTV."

Oliveira: Live - Real Madrid...

Rabona: Collapses and comebacks: who's in, who's out? | UCL This Week

BolaTV: Toque de Bola - S01E13 - Daúto Faquirá

Gondomar: da despromoção no Apito Dourado à reintegração na II Liga


"O regresso do Gondomar SC à II Liga não é uma promoção desportiva: é a consequência jurídica da anulação de uma despromoção decidida há quase duas décadas.
Em 2009, no âmbito do processo disciplinar conhecido como «Apito Dourado», o Gondomar SC foi despromovido quando disputava a então Liga de Honra - a atual II Liga. A decisão teve impacto imediato na sua posição competitiva e marcou profundamente o percurso do clube.
Anos depois, essa decisão foi objeto de apreciação pelos órgãos de justiça desportiva e pelos tribunais judiciais. Com a sua anulação, impôs-se uma questão inevitável: como executar hoje uma decisão que reconhece que a despromoção foi indevida?
O Regulamento das Competições da Liga Portugal prevê expressamente este cenário. Quando uma decisão judicial determina a integração de um clube numa competição profissional, essa integração ocorre na segunda época desportiva seguinte ao trânsito em julgado da decisão.
No caso do Gondomar SC, isso significa que o clube será reintegrado na II Liga na época desportiva 2026/2027 - precisamente a competição que disputava à data da despromoção.
O mecanismo adotado não passa por alterar classificações passadas nem por retirar retroativamente a vaga a outro clube. A solução regulamentar é diferente: cria-se uma vaga adicional na competição, que será preenchida pelo clube reintegrado.
Naturalmente, esse alargamento excecional exige ajustamentos. No final da época em que ocorre essa integração, descem três clubes à competição não profissional, permitindo que o sistema regresse ao número habitual de participantes na época seguinte. O equilíbrio é preservado através do ajustamento das descidas, e não pela eliminação de direitos entretanto consolidados por terceiros.
Importa ainda esclarecer que a reintegração não é automática. O clube continua obrigado a apresentar candidatura e a cumprir todos os requisitos financeiros, infraestruturais e regulamentares exigidos aos demais participantes nas competições profissionais. A decisão judicial reconhece o direito à integração; a participação exige conformidade regulamentar.
Este caso demonstra que o tempo da justiça raramente coincide com o tempo do futebol, que a estabilidade das competições não pode servir de escudo para manter decisões juridicamente inválidas, mas que a execução da justiça também não pode ignorar a realidade organizativa do futebol profissional.
O regresso do Gondomar SC à II Liga é, acima de tudo, a execução tardia de uma decisão que altera a história competitiva do clube."