Últimas indefectivações

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Treino...

BI: Modalidades - Semanada #175

Firme e hirta !!!

Mourinho, põe os olhos neste menino!


"É tempo de o lançar Gonçalo Moreira ao mar dos tubarões; esta pérola, acredito, já sabe nadar sozinha

Há jogadores que parecem carregar o destino na ponta da bota, e Gonçalo Moreira, jogador que brilha na formação do Benfica, é, sem margem para equívocos, um desses eleitos. O que vemos na pérola do Seixal não é o mero virtuosismo estéril do drible de circunstância; é uma inteligência geográfica que raramente se encontra em tão precoces primaveras. Gonçalo não corre apenas; ele desenha trajetórias, antecipa janelas de passe e trata a bola com o respeito de um mestre-escola num recreio de génios.
Taticamente, o jovem possui uma maturidade que desafia a certidão de nascimento. Sabe quando acelerar o metrónomo e quando oferecer a pausa necessária ao jogo — aquela paciência de alfaiate que é música para os ouvidos de quem percebe a essência do futebol. Não é apenas um criativo; é um estratega que lê o campo como se tivesse um mapa térmico impresso na retina.
É aqui que a figura de José Mourinho se torna incontornável. O Special One, mestre na arte de moldar carácter e detetar a têmpera dos campeões, saberá que tem em mãos um diamante que já não cabe no veludo da formação.
A urgência da sua chamada à equipa principal não é um capricho mediático, mas uma necessidade de sobrevivência criativa. Mourinho nunca foi de oferecer minutos por caridade académica, mas Gonçalo reclama-os por imposição técnica. No futebol de hoje, feito de aço e rotação, quem pensa o jogo em frações de segundo é rei. E Gonçalo Moreira, com a sua seda no toque e fogo no olhar, está pronto para reclamar a coroa. É tempo de o lançar ao mar dos tubarões, porque esta pérola, acredito, já sabe nadar sozinha."

Zero: Afunda - Trade Deadline: razões e explicações

BF: Sudakov...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Apuramento suado, antes do Clássico

Observador: E o Campeão é... - Estará o Sporting a depender demasiado de individualidades?

Observador: Três Toques - Cristiano Ronaldo sopra mais umas velas rumo à reforma

Renascença: Jogo da Palavra - Fernando Santos...

Guardiola contra Pep e vice-versa


"O guardiolismo espalhou-se, mas o City já não parece acreditar totalmente na ideia que o tornou hegemónico. Pela primeira vez, Pep Guardiola enfrenta o seu próprio legado

Pep Guardiola ensinou-nos que o futebol é um sistema fechado, no qual cada passe tem o seu sentido, cada movimento não só uma causa, como também uma finalidade, e o golo é a consequência lógica de uma equação complexa. Talvez mesmo de uma ordem superior. Durante quase duas décadas, não foi apenas vencedor: foi hegemónico.
Hoje, embora nada nos garanta que, de um momento para o outro, não se possa voltar a agigantar e acumular títulos, o Manchester City tem demonstrado, nos últimos anos, ser uma equipa que já não acredita plenamente na ideia que o tornou quase imbatível no plano interno e grande favorito na Liga dos Campeões. Será este o princípio do fim do guardiolismo? Não, nada disso. À semelhança do que sucedeu com Cruijff, o legado de Guardiola não se esgotará no seu próprio percurso: prolonga-se nos discípulos que o replicam e o adaptam. E, de forma talvez mais irónica, alguns já aparecem em rivais de peso — do Arsenal ao PSG, do Bayern à restante elite europeia —, que passaram a falar a sua linguagem.
Guardiola, porém, poderá estar a ser engolido pelo monstro que ele próprio criou.
A sua quebra não é estatística nem imediata. É conceptual. E talvez tenha começado no momento em que o próprio treinador aceitou que o seu futebol, tal como o concebera no início, podia já não estar a ser suficiente.
A contratação de Erling Haaland é o primeiro grande sinal dessa inflexão. Não pela qualidade do avançado norueguês, um verdadeiro puro-sangue — que é indiscutível —, mas pelo que simbolizou: a admissão de que o processo precisava de um atalho. Neste caso, um caminho mais direto para a baliza. O ponta de lança era a solução para o golo rápido ou simplificado, que dispensava camadas sucessivas de passes. 15, segundo a doutrina de Pep: precisos, criteriosos, racionais, até que as suas equipas estivessem por fim preparadas para atacar com o menor risco possível de serem batidas no contrapé.
Depois de pagar com muitos golos o facto de, ainda assim, ser um corpo estranho no processo do catalão — por mais paradoxal que tal possa parecer —, Guardiola ganhou a Liga dos Campeões que tanto perseguira fora de Barcelona com o nórdico, contratado apenas no verão anterior, no onze. No entanto, conquistou-a com a exceção enquadrada o melhor que conseguiu. Tudo mudaria depois.
As dificuldades aumentaram assim que a exceção começou a moldar o sistema. O City tornou-se uma equipa em permanente ajuste identitário. O técnico passou a procurar soluções em várias direções ao mesmo tempo: mais verticalidade com o 9, mais desequilíbrio individual com extremos de drible, menor dependência do passe como linguagem dominante. Doku, Savinho e Cherki aparecem como sinais de um futebol mais instintivo, mais reativo, menos cerebral. O resultado não foi evolução, bem pelo contrário. Pelo menos, foi dispersão.
O City atual joga muitas vezes como se tivesse várias ideias, mas nenhuma ordem clara. O passe deixou de ser a língua-mãe e passou a ser apenas uma entre outras possibilidades. Sempre houve dribladores nas equipas de Pep, mas, mesmo com Messi, o maior de todos, o drible nunca substituiu o passe: existia para libertá-lo. Hoje, demasiadas ações parecem desligadas do todo, como se cada ataque fosse uma decisão isolada.
No processo, a equipa foi perdendo referências. Bernardo Silva é, talvez, o último grande tradutor — para os companheiros e não só — do guardiolismo: aquele que ainda entende o jogo como sequência, como frase completa e não como palavras soltas. Conceitos que apenas existem num dicionário e já pouco fazem sentido no dia a dia. Mais do que um jogador decisivo, é um guardião cultural. Se sair, o Manchester City poderá ir ao mercado outra vez e ficará certamente mais talentoso em aparência, todavia, bem mais pobre em gramática coletiva. E isso não há à venda.
Rodri representa o outro pilar essencial. Não é coincidência que a instabilidade do City coincida com a sua condição física longe do ideal. O futebol de Guardiola nasce sempre no controlo do tempo e esse começa no médio defensivo. Sem um corpo que imponha ritmo, todo o edifício perde coerência.
Importa repetir: o guardiolismo não morreu. Nem o próprio Guardiola. Não lhe façam o enterro futebolístico. O génio continua lá, mesmo depois de ter dado tanto ao jogo. Não acredito que esteja vazio, apenas talvez a visão esteja turva com o desgaste. Com o cansaço. Porque, como escreveu em título Pedro Paixão, Viver Todos os Dias Cansa. Ainda mais a este nível. Com esta pressão. E também com a expetativa, que ao seu redor é sempre enorme.
Morreu, sim, a sensação de inevitabilidade. O futebol aprendeu a defender-se do seu maior experimentalista. As equipas já sabem onde pressionar, quando baixar, quando ferir. A Premier League, sobretudo, vive hoje num estado permanente de contra-argumentação tática.
Talvez por isso a figura de Mikel Arteta surja como sucessor natural. Não por copiar Guardiola, mas por ter entendido os seus dilemas. No Arsenal, a procura de um avançado como Gyökeres não redefine o modelo, é, pelo menos por enquanto, apenas uma variável. O sueco não mudou o sistema. Gabriel Jesus, Merino, Havertz ou Gyokeres são caminhos possíveis para um processo que permanece reconhecível. A identidade não se fragmenta.
Guardiola, paradoxalmente, parece hoje menos confortável com a flexibilidade do que aqueles que aprenderam com ele. Como se estivesse a treinar contra o próprio legado, tentando provar que o modelo ainda evolui — e, nesse esforço, sacrificando a clareza original.
Talvez esta quebra não seja o fim de um ciclo vencedor, mas o desgaste de uma ideia que viveu demasiado tempo sob o peso de ter de roçar a perfeição. Guardiola continua a ser um génio. Mas, pela primeira vez, parece menos convicto de que o caminho que abriu é, também, aquele que quer continuar a percorrer. Chama-se a isso ser humano. Ainda que um humano genial."

Andamos aqui a gozar com os miúdos portugueses


"Dizer aos jovens portugueses que não servem para a Liga e contratar jovens estrangeiros com a mesma idade e experiência é, objetivamente, gozar com o futebolista nacional

Uma das maravilhas do futebol (e do desporto em geral) é a universalidade, o contacto entre povos e culturas, a facilidade com que regras simples transformam a comunicação numa tarefa fácil e como atletas de todo o Mundo podem competir em qualquer parte sem barreiras linguísticas, culturais, étnicas ou até económicas (bom, neste ponto nem sempre, mas no futebol até sim).
Acredito muito na interculturalidade. Considero-me insuspeito a propósito de racismo, chauvinismo e nacionalismo. E por isso não tenho receio de afirmar que as conclusões do estudo ontem apresentado pelo Sindicato de Jogadores, com o apoio do jornal Record, são absolutamente escandalosas: apenas 29 por cento dos jogadores utilizados na I Liga são portugueses. Não se trata, aqui, de achar que deveriam ser a maioria ou que «aqui mandamos nós» e muito menos que «isto não é o Brasil, a França ou o Bangladesh». Não — trata-se de constatar uma enorme falta de respeito da indústria para com aquilo que ela própria, no seu trabalho de base, consegue produzir: bons jogadores.
É um contrassenso ser-se campeão mundial e europeu de sub-17, conquistar títulos e presenças em finais uns atrás dos outros ao longo de décadas, e depois apresentar um rácio destes na principal competição portuguesa.
Isto é faltar ao respeito ao jovem jogador português — bem como ao formado localmente — e convidá-lo a emigrar, como um certo governante entretanto tornado sebastiânico fez aos enfermeiros há uns pares de anos.
Não, não é nas áreas com empregos mais duros, que os portugueses recusam recorrentemente, que devemos queixar-nos de um alegado excesso de estrangeiros, que ainda por cima vêm viabilizar a Segurança Social e aumentar a taxa de natalidade. É num trabalho como o de futebolista profissional, sonho de criança de tantas e tantos portugueses, que devemos perguntar-nos o sentido que faz ocupar tantas vagas cujo valor nominal do futebolista português chega e sobra para preencher, como aliás se prova quando emigram e brilham por outras paragens (o que também é ótimo que aconteça, não confundamos exageros com situações equilibradas).
A indústria — e quem nela embolsa mais dinheiro — anda a gozar com os jovens futebolistas portugueses. Dizer-lhes que não servem para a Liga e contratar miúdos estrangeiros da mesma idade e experiência não tem outra qualificação possível."

Rádio Comercial: O meu clube é o maior #4

Visão: Pai e Filho...

Rabona: The Ronaldo & Saudi football drama was absolutely inevitable

Rabona: Is a 2026 World Cup boycott realistic?

BolaTV: Toque de Bola - S01E10 - Carlos Diniz, o primeiro selecionador de Ronaldo

BolaTV: Reportagem - «Não há remédio que nos possa curar de uma catástrofe como esta»

BolaTV: Entrevista - Areia, Salvador e Capdeville

Afinal, o tamanho conta


"Começam hoje os Jogos Olímpicos de inverno com as injeções penianas em discussão acesa, sobre o doping ainda que o ácido hialurónico não seja substância proibida. Segue a conversa sobre as alternativas ao doping, das quais o 'boosting' é a mais chocante

Começam hoje os Jogos Olímpicos de inverno com a participação de três portugueses o que perfaz 17 no total. Sem tradição nos desportos de gelo, onde salvo as trágicas alterações climáticas, não é frequente, não admira que olhemos com curiosidade para algumas estranhas modalidades e com surpresa para alguns dos relatos que vão chegando de Itália, onde se realiza o evento.
Esta semana voltou à baila a polémica levantada quanto ao tamanho do pénis dos atletas e a Agência Mundial Antidoping não teve outro remédio se não prometer que iria investigar as denúncias se existissem provas. Em causa estão as já famosas injeções penianas de ácido hialurónico que prometem aumentar a circunferência do pénis em um ou dois centímetros, o que, juram os especialistas, faz toda a diferença na performance dos atletas, pois tal aumentaria a área de superfície dos fatos, o que, segundo a FIS, a Federação Internacional de esqui e snowboard, poderia aumentar o tempo de voo dos atletas.
Não é a primeira vez que alguns atletas tentam contornar as regras, como aconteceu com os medalhados olímpicos noruegueses Marius Lindvik e Johann Andre Forfang suspensos por três meses após adulteração de fatos com fios reforçados.
Antes de cada temporada, os atletas são submetidos a medições com scanners corporais, apenas de roupa interior elástica e justa e os fatos de competição têm uma tolerância de 2 a 4 centímetros.
Mesmo com todo este rigor, há sempre quem tente contornar as regras e o 'doping' seja ele de que forma for estará sempre um passo à frente.
Não esquecerei nunca, quando, nums Jogos Paralímpicos, ouvi falar pela primeira vez de boosting, que é como quem diz autoflagelação. Proibido, obviamente. Ainda assim, há muitos relatos em surdina que vários atletas paraplégicos a ela recorrem, uma vez que não causam dor, pois afetam apenas zonas com ausência de sensibilidade.
Esta lista de 'doping' é arrepiante: obstruir a saída da sonda urinária para causar distensão excessiva da bexiga, dar marteladas nos dedos dos pés até os partir, atar objetos pesados aos testículos e puxar violentamente e outros, são alguns dos exemplos discretos, secretos e omitidos. Para surtir o efeito desejado, um aumento de 10 a 15% de no desempenho físico, estas técnicas são realizadas uma duas horas antes da competição.
Perante isto, confesso, que o caso das injeções em Milão, não me impressiona. Afinal, o tamanho conta, certo, mas só dura 18 meses."

O Estado de Prontidão!


"Chamaram-lhe tempestade. Natural. Violenta. Excecional.
Mas o que verdadeiramente ficou exposto não foi apenas a força do vento ou o volume da chuva — foi a fragilidade de um sistema político que continua a confundir prevenção com retórica e prontidão com improviso.
A crise que se seguiu à tempestade Kristin revelou falhas demasiado grandes para serem tratadas como meros lapsos operacionais. Houve demora na reação, hesitação na declaração do estado de calamidade, ministros desalinhados, justificações contraditórias e uma comunicação pública que oscilou entre o embaraço e o absurdo. Num momento em que o país precisava de clareza e liderança, recebeu explicações circulares e frases que rapidamente entraram para o anedotário nacional. Desde responsáveis técnicos a garantirem que “não se justifica” recorrer a mecanismos europeus porque “ainda não esgotámos a capacidade”, até membros do Governo a repetirem, quase como um mantra tranquilizador, que “estamos num processo de aprendizagem coletiva” expressão que, dita uma vez poderia soar a humildade, mas repetida perante o caos acabou por transmitir resignação. E, como se não bastasse o ruído, ecoou ainda a infeliz observação do ministro Castro Almeida sobre os ordenados de janeiro, uma referência desligada da realidade de muitas das vítimas que nem chegaram a ver esse salário, porque as empresas simplesmente pararam e o rendimento desapareceu com a tempestade.
Começando pela evidente impreparação de quem tinha a tutela direta da área, até à insensibilidade política de quem deveria representar o topo da responsabilidade governativa, o discurso foi tantas vezes desligado da realidade que se tornou impossível não questionar a noção de empatia institucional. Quando, perante vidas perdidas, se ouvem formulações frias e burocráticas como “aqueles que não evitaram a trágica consequência de perderem a vida”, não é apenas um erro de comunicação, é um sintoma de distância humana. É a linguagem técnica a sobrepor-se à linguagem humana num momento em que o país precisava exatamente do contrário.
E depois houve o episódio que ficará como nota de rodapé, mas também como símbolo do tempo político em que vivemos: o vídeo institucional de um ministro, cuidadosamente editado, música solene, enquadramentos estudados, divulgado em plena crise para demonstrar ação e liderança, retirado horas depois, mas já eternizado nas redes como um “tesourinho deprimente”. Não pelo conteúdo em si, mas pelo contraste. Enquanto milhares aguardavam eletricidade e comunicações, a máquina comunicacional parecia mais preocupada com perceção do que com resolução. A política transformada em produção audiovisual num momento que exigia botas no terreno e menos filtros digitais.
Portugal orgulha-se de ser campeão das políticas de prevenção. Tem planos, relatórios, estratégias e conferências. Tem uma proteção civil que, no papel, é robusta e preparada. Mas entre o planeamento e a execução abre-se frequentemente um abismo. Planeia-se muito, executa-se pouco e comunica-se pior. O resultado é um paradoxo recorrente: somos exímios a desenrascar, mas incapazes de estruturar; rápidos a reagir mediaticamente, mas lentos a resolver concretamente. O mesmo se reflete noutras áreas onde o longo prazo deveria ser bússola e não rodapé. O tão anunciado Plano de Desenvolvimento Desportivo, por exemplo, terá agora de lidar com menos uma infraestrutura crítica — uma das já raríssimas pistas cobertas de Pombal — lembrando que visão estratégica não é apenas publicar documentos, é proteger e reforçar os alicerces físicos que permitem a prática desportiva.
A tempestade foi, sem dúvida, severa. Mas a severidade meteorológica não pode servir de escudo permanente para a insuficiência administrativa. No século XXI, esperar mais de duas semanas para repor serviços básicos não é apenas um atraso técnico é uma falha de organização, de coordenação e, sobretudo, de prioridade política. Quando a exceção se torna padrão, já não é exceção: é método. O problema não é a natureza ser imprevisível.
O problema é o Estado continuar a sê-lo também.
Constrói-se muitas vezes de forma desordenada, licencia-se sem visão e fiscaliza-se com laxismo. Depois, quando chega a destruição, descobre-se que a verdadeira prontidão não era para a proteção era para a desgraça. A máquina ativa-se, os discursos sucedem-se, as visitas oficiais multiplicam-se e os relatórios prometem reformas futuras. Entretanto, os cidadãos ficam à espera do básico: eletricidade, água, comunicações, respostas.
O “Estado de Prontidão” tornou-se, ironicamente, um estado de reação tardia um Estado de APAGÂO!.
Não falta talento técnico no país, nem dedicação nos operacionais no terreno. Falta coerência estratégica no topo. Falta cultura de execução. Falta humildade política para admitir erros antes que eles se tornem crónicos — e para perceber que um país não pode viver eternamente em processo de aprendizagem coletiva sempre que a realidade bate à porta.
Porque uma tempestade pode ser inevitável.
Mas o caos que se lhe segue raramente é."

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Empate na Corunha...

Liceo 4 - 4 Benfica

Começamos a marcar, mas rapidamente os Galegos fizeram a remontada, nos primeiros 7m 3 golos!!! A partir daí andámos sempre a correr atrás do prejuízo, com o guarda-redes adversário a defender praticamente tudo! Foi na finalização o nosso principal problema... Quando sofremos o 4-3 a poucos minutos do fim, pensei que seria a primeira derrota da época, mas ainda conseguimos empatar...
Continuamos na liderança, agora com 6 pontos de vantagem, com 4 jogos pela frente.

Backstage | SL Benfica 3-2 SK Slavia Praha | UEFA Youth League

Hóquei em Patins Feminino: 0-15

Zero: Canto - Da perceção "grandiosa" no estrangeiro à frustração interna

Terceiro Anel: Café #24 - Tiago Godinho...

Quando Iúri Leitão acelera, o país também vai


"Sexto título continental do vianense e o primeiro ouro de sempre de Portugal em Europeus numa disciplina olímpica da pista. E, como quase sempre, num daqueles momentos grandes no velódromo que nos habituou

Quando Iúri Leitão acelera, não é apenas a corrida que reage, é todo um país que percebe que está a assistir a algo maior. O vianense voltou a fazer história para o ciclismo e o desporto português. Na Turquia, nos Campeonatos da Europa de pista, sagrou-se campeão de omnium.
Sexto título continental da carreira e o primeiro ouro de sempre de Portugal em Europeus numa disciplina olímpica. E num daqueles momentos grandes no velódromo a que já nos habituou. Aos 27 anos, Iúri já não pede licença: é gigante da pista.
Quatro vezes campeão europeu de scratch (2020, 2022, 2024 e 2025), campeão da Europa de corrida por pontos em 2025, corredor da Caja Rural no ciclismo de estrada, equipa ProTeam, Iúri juntou agora o ouro europeu de omnium à prata olímpica conquistada em Paris-2024, ao título mundial de 2023 e àquela que é, inevitavelmente, a joia da coroa: o ouro olímpico de madison, ao lado de Rui Oliveira, também nos Jogos de Paris. Um currículo que já não cabe numa simples enumeração.
Este primeiro título europeu no omnium é a 10.ª medalha pessoal em Campeonatos da Europa. Pelo caminho, já somou duas pratas e dois bronzes, um no omnium, em 2020, como se o destino tivesse ficado ali em suspenso, à espera do momento certo para se cumprir.
Iúri tem o que não pode faltar aos melhores pistards (termo para ciclista de pista). Frio, metódico, inteligente. Observa, calcula, lê a corrida e os adversários como quem resolve um problema complexo. Ataca apenas quando sabe que é para ganhar. E quando acelera, quase nunca há resposta. Rápido, poderoso, decidido. Um matador. Curiosamente, tudo isto contrasta com o homem fora da bicicleta: simpático, acessível, sempre sorridente, de conversa fácil.
Mais do que uma medalha, este título foi uma afirmação. De talento, de trabalho e de um atleta que continua a empurrar o ciclismo português para territórios inexpugnados. E fá-lo com toda a naturalidade, como se fosse apenas mais uma volta lançada rumo à história."

Tratar o sucesso por 'tu' em vez de por 'Vossa Excelência' - o desafio português


"Terá sido neste dia 5 de fevereiro, mas de 1676, que o cientista Isaac Newton, uma das mentes mais brilhantes e marcantes da humanidade, escreveu em carta dirigida ao também cientista Robert Hooke: «Se vi mais longe foi por estar aos ombros de gigantes». De facto, penso logo em três: Galileu Galilei, Johannes Kepler e René Descartes, de onde muito bebeu para chegar às três Leis do Movimento. Ou à Lei da Gravitação Universal. O sucesso, de facto, não é uma corrida solitária. É mais uma prova de estafetas.
Foi a 5 de fevereiro, mas de 1985, que nasceu Cristiano Ronaldo. Ser o melhor da história depende de cada um e tem muito de subjetivo, por isso digo apenas que é o maior jogador da história. Pelos números e pelo impacto mediático único no planeta em todas as áreas. Também ele, passe a imagem, um criador das leis do movimento e gravitação universal por tudo quanto faz em campo.
Ser grande é, também, ver mais longe nos ombros de gigantes. Terá sido nos ombros de Eusébio, Coluna, José Águas ou Simões que o Benfica venceu o Real Madrid por 4-2. Ou nos ombros dessa referência mítica e simbólica que para sempre se chamará terceiro anel.
O que o Benfica fez com o Real Madrid – e o Sporting já tinha feito com o PSG – foi notável. Não foi uma vitória caída do céu. Não foi sorte. Não foi um dia mau do Real Madrid. Foi o Benfica a ser Benfica. José Mourinho a ser Mourinho como há muito não o via, recuperando o esplendor da magia dos vencedores. Virá de novo o Real Madrid. E depois? Metem medo? Como já defendi neste espaço, caem mais sonhos por falta de fé do que por fanfarronice.
O que o Sporting já fez na Liga dos Campeões é absolutamente notável. Basta olhar para os sete companheiros de viagem rumo aos oitavos de final. Mais do que tomar-lhe o gosto, que o Sporting se sinta em casa sentado à mesa com gigantes. Que entenda que este é o seu espaço de conforto. Que se habitue a tratar o sucesso por tu e não por Vossa Excelência. Para que se troque o verbo ter por ser. Ter sucesso por ser sucesso.
O que o FC Porto e SC Braga podem fazer na Liga Europa deixa-me esperançado e entusiasmado. Repetirem a presença na final, como em 2011, seria muito bom. Pensar em algo diferente do que lutar pela Liga Europa, em especial para o FC Porto, é não respeitar o talento, o trabalho, a convicção e a dimensão do clube.
Vencer a Champions e a Liga Europa? E porque não? Não interessa se o sonho é realista ou não; se as probabilidades são altas ou baixas; se há tubarões na mesmo praia. Interessa é que ninguém é grande sem se ver a si mesmo como grande; ninguém atinge a meta sem se imaginar a cortá-la de braços no ar; ninguém dá mil passos sem dar o primeiro; ninguém chega por escadas ao 10.º andar se sentir vertigens só por subir ao 1.º. Ninguém vê mais longe sem se apoiar nos ombros de gigantes.
E se nós somos aquilo que dizemos e nos projetamos na forma como o dizemos, então que sejamos arrojados. Haverá pensamento mais deprimente do que ir trabalhar apenas para picar o ponto? Querer muito vencer não é vaidade. Não é garganta. Vencer não é meta, é um diálogo constante entre o que a mente manda e o corpo faz."

O Sporting anda a viver sobre o arame


"«A sorte dá trabalho», diz Rui Borges. Mas depois de quatro jogos seguidos vencidos aos 90', ou depois disso, pode ser altura de tentar perceber porque é que essa sorte tem sido necessária

Rui Borges tem razão. «A sorte dá trabalho», disse o treinador do Sporting, ontem, na conferência de imprensa de lançamento do jogo com o Aves SAD, dos quartos de final da Taça de Portugal. E é verdade. A sorte dá muito trabalho, e não se deve tirar o mérito à capacidade do leão de vencer jogos com golos na compensação. Mas não deixa de ser sorte.
«Acabamos por ser felizes em marcar, mas a felicidade é tanta no início como no último minuto», disse também o treinador... e aí já não consigo concordar. Na verdade, este Sporting anda a viver sobre o arame — tem mostrado um equilíbrio tremendo para não cair, mas está muito menos seguro do que se tivesse os dois pés assentes na terra.
Nos últimos quatro jogos, o leão fez o golo da vitória aos 90' (Luis Suárez, 2-1 ao PSG na Liga dos Campeões), aos 90+6' (Luis Suárez, 2-1 em Arouca, na Liga), aos 90+4' (Alisson Santos, 3-2 em Bilbau, contra o Athletic, para a Champions) e aos 90+6' (Luis Suárez, 2-1 ao Nacional, na Liga). Nos três jogos em que venceu por 2-1, deixou-se empatar depois de estar a vencer por 1-0; em Bilbau, começou a perder, conseguiu empatar mas voltou a ceder, antes de fazer a reviravolta na segunda parte.
Que a equipa de Rui Borges tenha conseguido chegar aos triunfos aos 90' ou depois disso é um ótimo sinal — dá conta da resiliência, da convicção, da força psicológica da equipa. Mas o que o treinador tem de questionar é: porque é que isso tem sido necessário?; porque é que o Sporting, nos últimos quatro jogos, chegou aos 89' sem estar a vencer?
E se contra PSG e Athletic Bilbao, atendendo à força dos adversários, não é difícil compreendê-lo (embora a qualidade, ou falta dela, da exibição na primeira parte no País Basco não deixe de ser preocupante), já em Arouca ou diante do Nacional a produção ofensiva do leão terá ficado bem aquém das expectativas, considerando as diferenças na classificação da Liga.
Basta, aliás, olhar para a estatística de golos esperados: o Sporting fez dois golos em cada uma das partidas, quando diante do Arouca, em função dos remates que teve, a expectativa seria de 1,65, e contra o Nacional de 1,99. Ou seja, não se pode falar em exibições dominadoras ou de grande desperdício.
Por isso, sim, tem havido mérito mas também sorte na forma como o Sporting tem conseguido ganhar ao cair do pano. Mas mais que isso: esse mérito, e essa sorte, não devem servir para esconder o que está menos bem."

BF: Moreira & lesionados...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - 41 anos de Cristiano Ronaldo: o presente e o futuro

Observador: E o Campeão é... - Sporting não pode olhar para o AVS como o FC Porto olhou para o Casa Pia

Observador: Três Toques - O patinador que queria ser Minion e a riqueza da mãe Mbappé

Zero: Ataque Rápido - S07E27 - FC Porto, Sporting e (ainda) Benfica - com Carlos Daniel

BolaTV: O lado direito do Mister #1 - Entre o silêncio, a mensagem e o momento certo

Em frente na Youth League


"Nesta edição da BNews, o destaque recai nas várias partidas disputadas ontem pelo Benfica, nomeadamente a relativa aos 16 avos de final da UEFA Youth League.

1. Nos oitavos de final
O Benfica ganhou por 3-2 ao Slavia de Praga e está apurado para os oitavos de final da UEFA Youth League.

2. Em vantagem
Em futebol no feminino, o Benfica venceu, por 0-1, em Braga, na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal.

3. Outros resultados
A equipa feminina de voleibol do Benfica foi derrotada, por 3-0, na visita ao Igor Gorgonzola Novara. A equipa feminina de hóquei em patins goleou o Parede por 0-15. Em andebol no masculino, a partida entre Avanca e Benfica, dos 16 avos de final da Taça de Portugal, foi suspensa aos 5 minutos devido às más condições do piso.

4. Jogo do dia
Em hóquei em patins, o Benfica visita o HC Liceo em jogo da 6.ª jornada da fase de grupos da WSE Champions League.

5. Convocatória
A mais recente convocatória da Seleção Nacional Sub-19 integra três atletas do Benfica.

6. Sorteio
Benfica e Torreense defrontam-se nas meias-finais da Taça da Liga de futebol no feminino.

7. Europeu de futsal
Acompanhe a prestação dos atletas do Benfica na competição.

8. Fazer a diferença
Veja as melhores imagens das XI Jornadas de Investigação em Oncologia, nas quais a Fundação Benfica participou."

Trubin...

Benfica FM: Paulo Almeida...

🍿Paga Sr. Marinakis 🍿

Que tal assumir pausas técnicas no futebol?


"Volta e meia surgem umas ideias peregrinas no futebol. Como aquela de sair a jogar de trás, que tantos engulhos tem trazido a equipas menos preparadas. Ou outras mais prosaicas, como rasgar os pés das meias e, mais recentemente, fazer buracos na parte de trás das meias. Quando eu era puto usávamos «meias de enchimento», se possível por fora, para dar estilo.
Agora vemos guarda-redes a caírem para os treinadores poderem dar instruções. Talvez seja hora de instituir as pausas técnicas no futebol, como já existem as de refrigeração em caso de calor excessivo. Brincar com a saúde e a integridade física é feio. E pode , um dia, dar mau resultado.

De chorar por mais
Pé ante pé, o SC Braga tornou-se na equipa que, provavelmente, melhor futebol joga em Portugal.

No ponto
Sem autocarros, o Casa Pia travou o até há dias imbatível FC Porto. E não venham com a desculpa do relvado...

Insosso
É engraçado ver a sucessão de episódios no futebol da Arábia Saudita. Nem em Hollywood... ou Bollywood.

Incomestível
Foi mal o International Board ao não implementar a proposta de Arsène Wenger para a lei do fora de jogo."

Leiria a reerguer-se após o Estád(i)o de sítio


"A cidade do Lis abanou. Muito. Mas não caiu. Sofreu um (duro) revés. O Castelo, o Rio Lis, o mítico Dr. Magalhães Pessoa continuarão a orgulhar um povo que lutará sempre pelos seus

Declaração de interesses: sou leiriense. Nascido e criado. De alma e coração. Como acontece com, presumo, qualquer cidadão, o apego à (nossa) terra vem do berço. Ouso, por isso, sentir que Leiria é um pouco minha. Mas o eu, o singular, pouco ou nada importa para o caso. O que deve, de facto, ter destaque é o nós, o plural. Nós, os leirienses. Um povo tão rijo quanto solidário. Tão trabalhador quanto fiel. Na saúde e na doença. Porque Leiria é como um casamento: para a vida.
Serve o preâmbulo para escrever o que me vai na alma sobre uma cidade, um concelho e um distrito absolutamente devastados e que nos últimos dias (não) tem sobrevivido. A tempestade Kristin (quase) tudo levou. A minha primeira palavra é para as famílias das vítimas mortais desta catástrofe. Perder um ente querido, seja em que circunstância for, é sempre aterrador. Ter de lidar com essa dor infindável na sequência de algo que não se controla faz aumentar ainda mais o sentimento de impotência. Paz à alma de quem partiu. Ainda que os nossos, costuma dizer-se, nunca partam. Ficam para sempre nos nossos corações e nas nossas memórias.
O estád(i)o de sítio em que Leiria se encontra é indescritível. Não há palavras — por muito que nós, profissionais da Comunicação Social, possamos tentar fazer uso das nossas competências — suficientemente ilustrativas para relatar o que aconteceu naquelas fatídicas primeiras horas do passado dia 28 de janeiro de 2026. Naquela madrugada, em que a Mãe Natureza colocou Leiria à prova, a cidade respondeu de forma heróica. Metaforicamente falando, a (nossa) linda Leiria abanou, caiu, mas desde logo deu resposta veemente: somos da raça que não se vergará. Contra todos os ventos e marés, cá estaremos para muitos mais séculos de história. O nosso belo território, o nosso maravilhoso e imponente Castelo, e o nosso querido Rio Lis serão eternamente defendidos pelas suas gentes — obrigado, muito obrigado, à infindável onda de solidariedade que (nos) tem chegado: Leiria não mais vos esquecerá. Vamos reerguer-nos. Que ninguém duvide!
Do magistral Estádio Dr. Magalhães Pessoa à mais humilde habitação, passando pelo tecido empresarial, todos temos sofrido. A destruição é absurda. Como se diz em bom português, foi quase tudo pelos ares. Mas enquanto houver um leiriense vivo... haverá sempre Leiria. E mesmo os nativos que estão noutras latitudes do País e/ou do globo, são, estou certo, amantes eternos da nossa linda Leiria. Que é paixão infindável.
A palavra de conforto à qual tento agarrar-me, estendo-a, humildemente, a cada um dos meus conterrâneos. E como não poderia deixar de ser, expresso a minha inteira solidariedade a todas as entidades desportivas do distrito que viram grande parte dos seus espaços (que a tantos servem) devastados pela tempestade. Vão todos voltar ainda mais fortes. Acreditem. Somos Leiria!
Palavra final para todos os autarcas, com especial ênfase para Gonçalo Lopes, presidente da Câmara Municipal de Leiria. Muito mais do que um edil: um Senhor (assim mesmo, em maiúsculas). Uma semana já lá vai e o responsável máximo pelo Município tem sido absolutamente inexcedível. E se é um «boneco» (entendedores... entenderão), então somos todos... «bonecos»."

Quando o medo entra em campo o talento sai do jogo


"O talento perde-se muitas vezes não por falta de capacidade, mas por excesso de medo. Hoje não quis falar dos temas mais quentes do desporto nacional. Apeteceu-me trazer-vos um verdadeiro tema da psicologia aplicada ao desporto (e não só): o clima de segurança psicológica e a sua importância para o sucesso.
Um contexto de segurança psicológica corresponde a um ambiente relacional e organizacional no qual os indivíduos percecionam que podem expressar ideias, dúvidas, erros, preocupações e emoções sem receio de punição, humilhação, exclusão ou consequências negativas para o seu estatuto. Aplicado ao desporto, trata-se do ambiente em que atletas podem errar, arriscar, decidir sob pressão, recuperar de falhas e cooperar eficazmente, sabendo que o tema pode ser discutido e analisado como parte integrante da melhoria, mas não existirão consequências negativas.
Quando a pressão sobe, o sistema nervoso não distingue uma final olímpica ou um dérbi de um perigo real. Se o contexto emocional for vivido como punitivo, o organismo entra em modo de defesa. A atenção estreita, a tomada de decisão torna-se rígida e o corpo reage mais devagar. A mente passa a jogar para não falhar e não para vencer. É aqui que muitas carreiras se perdem e muitos títulos escapam.
Quantas épocas já vimos ruir não por falta de qualidade, mas por balneários tensos, lideranças que criticam publicamente, ambientes onde o erro é castigado e o silêncio se torna estratégia de sobrevivência? A ciência do comportamento humano demonstra que o rendimento ótimo emerge em contextos de elevada exigência combinada com segurança psicológica e não em ambiente punitivo. Esta segurança é saber que o erro não destrói valor pessoal, que a comunicação é bem-vinda, que o risco faz parte do crescimento e que falhar não equivale a ser descartado.
No desporto, inclusive no alto rendimento, a maior parte das quebras sob pressão não acontece por incapacidade física ou tática. Acontece quando o cérebro está mais focado em proteger-se do que em vencer. Talvez a verdadeira vantagem competitiva já não esteja no treino mais duro, mas no clima emocional onde esse treino acontece.
Este texto foca deliberadamente uma dimensão coletiva da psicologia do desporto, que tantas vezes é ignorada em favor do talento individual, mas não foi uma escolha ao acaso, pois é uma dimensão crítica quando nos aproximamos das fases mais decisivas dos campeonatos. Talvez seja o momento de todas as equipas se perguntarem, com honestidade: posso arriscar, posso errar? Sinto-me verdadeira e suficientemente seguro?"

ESPN: Futebol no Mundo #536

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Zero: Saudade - S04E22 - «E se?», um multiverso de golos e goleadores: de Eusébio e Gomes até Gyokeres

Zero: Fantasy - Jornada 21: gerir clássico; apostar nos ataques

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