Últimas indefectivações

sexta-feira, 20 de março de 2026

Fever Pitch - Domingo Desportivo - Gozar o Pagode com Godinho

Mais uma vergonhosa decisão...

A justiça fez-se há dois meses; ontem, a CAF manchou o futebol!


"A decisão da Confederação Africana de Futebol de atribuir, administrativamente, o título da CAN a Marrocos, dois meses após o Senegal se ter sagrado campeão em campo, representa um dos episódios mais vergonhosos da história recente do futebol.
A final, jogada em Rabat e com Marrocos como anfitrião, ficou marcada por episódios altamente controversos — decisões arbitrais discutíveis, comportamentos antidesportivos e um ambiente que em nada dignificou a competição. Ainda assim, o Senegal venceu no relvado, numa final épica em que se fez justiça perante o nível de insanidade que tomou conta dos responsáveis da seleção marroquina.
Foi perturbador assistir ao silêncio cúmplice das estruturas superiores do futebol mundial. Gianni Infantino, que tanto gosta de falar de fair play, esteve na tribuna, mas foi incapaz de ter uma palavra de reprovação em relação a tudo o que tinha assistido, o que levanta questões sérias sobre a coerência e a credibilidade da liderança da FIFA. Quando o máximo responsável pelo futebol mundial se abstém de condenar situações que colocam em causa a integridade do jogo, acaba por normalizá-las.
Marrocos, país que se prepara para coorganizar o Mundial de 2030, devia ter sido sinalizado e advertido pela FIFA, porque um evento dessa dimensão exige não apenas capacidade logística, mas também um compromisso inequívoco com os valores do desporto. Acaba por ser tristemente recompensado.
Tal como o Mundial dos Estados Unidos se aproxima com uma estranha sensação de desalinhamento entre aquilo que o futebol sempre representou e o mundo em que vai ser jogado, os sinais que chegam de Marrocos para 2030 são profundamente perturbadores.
A decisão da CAF fragiliza o futebol. Para mim, o verdadeiro campeão da CAN continuará a ser o Senegal, pelo que fez, pelo que resistiu e pela forma como resistiu a tudo o que lhe fizeram durante aqueles 90 minutos. A justiça fez-se há dois meses; ontem, a CAF manchou o futebol! Infantino consentiu!"

Backstage | Inter de Milão 2-3 SL Benfica | UEFA Youth League

Renascença: Jogo da Palavra - Mourinho: "Estava no Barcelona e sou convidado para treinar o Braga. O meu pai diz 'tem juízo'"

BI: Megafone - Voo Picado #18 - Cosme e os benfiquistas extraordinários

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Zero: Fantasy - Jornada 27 com Benfica à cabeça; Sporting e FC Porto com gestão?

Indignação performativa


"O permanente “agarrem-me senão eu vou” — para depois ficar tudo na mesma, ou até recuar — passou a ser a marca desta direção do SL Benfica e do seu presidente. Quando um clube com a dimensão do Benfica ameaça, mas não age em conformidade, o efeito é o inverso: o clube fica preso a um ciclo estéril de indignação performativa para consumo externo.
Em maio de 2025, após a final da Taça de Portugal e depois de um erro de arbitragem grosseiro que adulterou o resultado do jogo, o Benfica assumiu uma das posições mais duras dos últimos anos. Anunciou participações disciplinares, exigiu áudios do VAR, ameaçou recorrer a instâncias internacionais e suspendeu — supostamente — a colaboração com processos estruturantes do futebol português. Parecia um momento de rutura. Parecia, mas não foi. Foi um “basta” inflamado, mas absolutamente inconsequente.
Meses depois, já em campanha eleitoral, Rui Costa voltou ao mesmo registo. Falou em evidências, exigiu respostas ao Conselho de Arbitragem e à FPF, denunciou a dualidade de critérios e reiterou a necessidade de “respeito”. O tom era o mesmo. A indignação também. Mas nada mudou. As palavras perderam-se na euforia da vitória eleitoral, enquanto, na Cidade do Futebol, prevaleceu o silêncio e a indiferença em relação às exigências vindas da Luz. O tal “projeto” que se apoiou de forma cega para não ir em “contramão”, atropelou o Benfica de forma dolosa ou negligente, tanto faz!
Apesar de tudo isto, pasme-se, no aniversário do clube - ao mesmo tempo que Rui Costa voltava a exigir respeito - Pedro Proença sentava-se na primeira fila da gala institucional mais simbólica do clube. O Benfica ofereceu palco, honra e centralidade institucional a quem — desde que chegou à FPF — o desrespeita. Não é apenas incoerente. É incompreensível. Tudo isto corrói, de forma ostensiva, a autoridade de qualquer instituição ou líder.
De Rui Costa, Proença já teve o que queria. Talvez daqui a três anos, quando a nova campanha para a FPF se aproximar, volte a dar-lhe importância. Até lá, iremos de “murro na mesa” em “murro na mesa” até ao naufrágio final."

Carta aberta ao Presidente Rui Costa


"Escrevo com o coração nas mãos. Porque a Gala que leva o nome de Cosme Damião não é apenas um serão de troféus; é um rito de memória. É a noite em que reafirmamos quem somos. E nós somos — desde a origem — um clube do povo, livre, fraterno, democrático, que sobreviveu a ventos contrários porque nunca dobrou a espinha dos seus valores. Foi assim com Cosme, fundador, jogador, capitão, treinador e dirigente, que segurou o Benfica quando o tentaram partir. Foi assim com Félix Bermudes, que deu nome, ética e voz à nossa mística. Foi assim com Manuel da Conceição Afonso, operário, anarcossindicalista e presidente, um exemplo de decência e coragem em tempos sombrios.
É por tudo isto que a Gala Cosme Damião tem de ser casa sagrada. A nossa casa. Não um palco para legitimar presenças que afrontam o que defendemos há 122 anos. Este ano, a cerimónia foi até mais reservada à comunicação social — ainda mais razão para que seja um momento identitário, não um desfile de “protocolos” vazios.
Digo-o sem rodeios: não aceito ver representantes de forças políticas extremistas — cujo discurso divide, segrega e diminui — sentados em lugar de honra na nossa noite maior. É uma ferida aberta na memória do Benfica que viu o seu primeiro hino, “Avante, Avante p’lo Benfica”, censurado pelo Estado Novo em 1942 precisamente pela palavra “Avante”, com a carga de liberdade que transportava. Um clube que teve o seu hino silenciado por um regime autoritário não pode normalizar, no seu altar, a presença de quem desfaz por dentro a gramática do respeito e da dignidade humana.
Também me custa — e muito — ver legitimadas, nesta gala, figuras do dirigismo desportivo que tantos benfiquistas têm questionado pela forma como se tem governado o nosso futebol. Não falo de clubites: falo de credibilidade do jogo e coerência com aquilo que o Benfica tem dito e escrito ao longo dos últimos anos. As críticas internas, vindas de benfiquistas com história e responsabilidade, existem - e não nasceram ontem. Não precisamos de transformar a nossa comemoração num ato protocolar que contradiz a nossa própria voz.
Presidente, isto não é diplomacia; é identidade. A nossa Gala Cosme Damião não “tem” de ter convites institucionais. Não é 10 de Junho. Não é um Conselho de Estado do desporto. É a festa da nossa família. Se fosse para convidar por “dever”, então que se convidassem, por igualdade, os presidentes de todas as federações - coisa que nenhum benfiquista de bom senso desejaria. A nossa gala existe para homenagear quem serve o Benfica e para celebrar quem o honra dentro e fora de campo - não para parentalidades de circunstância. (Aliás, ao fechá-la à imprensa, o próprio Clube sublinhou o carácter interno da cerimónia).
Quero que esta carta transporte o orgulho e a dor de quem cresceu a cantar “Ser Benfiquista” — canção erguida em 1953 para juntar milhares e ajudar a construir o Estádio da Luz — sabendo que, antes dela, houve um hino calado pela censura. O Benfica não esquece. E, porque não esquece, não pode abrir as portas do seu coração a quem, pela prática ou pelo discurso, desfigura o que somos: um clube “de todos, um”
Peço-lhe, Presidente, três compromissos simples e firmes:
1. Coerência ética na Gala: que a lista de convidados de honra reflita os nossos valores e o sentido da noite. Não precisamos de “representação institucional” para aplaudir quem nos eleva;
2. Recentrar o critério: a Gala Cosme Damião celebra-se distinguindo atletas, equipas, técnicos, sócios, projetos - e benfiquistas que honram o emblema na sociedade. Ponto;
3. Memória ativa: que, todos os anos, a gala lembre o hino censurado — não por saudade, mas por vigilância. “Avante” não é um slogan; é uma vigilância moral contra a normalização do que nos feriu Sei que liderar o Benfica é caminhar num fio de navalha entre o ruído do país e a grandeza da Luz. Mas liderar é escolher — e, no Benfica, a escolha certa é sempre a que respeita a nossa história e une os nossos. Cosme Damião, Félix Bermudes e Manuel da Conceição Afonso não nos legaram um clube de salamaleques; legaram nos um clube de princípios. É só isso que peço: que a Gala volte a ser um espelho limpo desses princípios.
Porque isto é o Benfica. E o Benfica merece, sempre, o lado certo da história.
Com respeito e franqueza benfiquista,
Um sócio que não abdica dos valores do seu Clube."

Benfica entre pensamentos, palavras, atos e omissões


"O discurso de Rui Costa com Pedro Proença na plateia pode ser interpretado como afronta simbólica ao poder que o Benfica contesta. Mas só palavras serão insuficientes para que exista mudança

A cerimónia de atribuição dos galardões Cosme Damião, no âmbito das celebrações do 122.º aniversário do Benfica, mesmo tendo passado entre os intervalos da chuva, sobretudo depois da qualificação do Sporting para os quartos de final da Liga dos Campeões, deveria justificar uma reflexão que poucos irão ou estarão interessados em fazer.
O presidente do Benfica convidou o presidente da Federação Portuguesa de Futebol à festa para lhe dizer que o maior clube português não aceita o que se está a passar no futebol português. Voltou à Taça de Portugal que, no entender dele, «tiraram» ao Benfica, protestou com o «exemplo gritante», sem especificar, que se passou em Arouca, considerou inqualificável o castigo de Mourinho «por factos que, reconhecidamente, não aconteceram», exigiu respeito e considerou imperativo «lutar com as mesmas armas dos rivais».
Mais do que palavras vãs ou profundas, consoante a interpretação ou gosto de cada um, o discurso de Rui Costa, com Pedro Proença na plateia, pode ser interpretado como uma afronta simbólica ao poder que o Benfica contesta. Isso, em si, não é pouco, nem deveria ser ignorado. Mas, na perspectiva do Benfica, que reclama mudanças, não se pode esgotar no fim da noite em que se entregam prémios.
Rui Costa não terá feito um ato de contrição sobre os erros ou pecados da presidência, embora tenha afirmado que não fugirá da responsabilidade, referindo-se à equipa de futebol, cuja época estará pouco melhor que perdida. Não sabemos, na verdade, o que assumir a responsabilidade significa, mas já será mais fácil adivinhar os pensamentos daqueles que gostam do Benfica e veem a equipa apenas a lutar pelo segundo lugar.
Num momento de dificuldade desportiva e que poderá ter consequências financeiras graves, caso a equipa não participe na próxima edição da Liga dos Campeões, num momento que poderá ser de viragem, com a construção do Benfica District, faltam mais palavras de Rui Costa, ou seja, mais explicações.
Não tenho dúvidas de que o presidente do Benfica só tem a ganhar se esclarecer dúvidas ou contestar críticas, se falar de futebol, do treinador, de jogadores, de árbitros ou presidentes, de golos ou falhanços. Não foi assim que ganhou as eleições?
O desconhecimento daquilo que está a ser feito, para contrariar ou mudar o que entende estar mal no futebol português, e a falta justificações para algumas opções que não são compreendidas são terreno fértil para fazer germinar os piores sentimentos, a contestação e até as teorias da conspiração.
Quanto menor for o espaço para omissões, por outro lado, mais bem preparada estará qualquer Direção para enfrentar os desafios. E, no entanto, as omissões a que assistimos estão longe de poderem ser interpretadas como desafio, insubmissão ou confrontação ao status quo que se pretende mudar, como sinais de tranquilidade, estabilidade, firmeza ou solidez.
O Benfica precisa, ainda, de atos. E já agora que todos, especialmente sócios e adeptos, possam compreender. Já escrevi várias vezes que somos mais aquilo que fazemos do que aquilo que dizemos. O Benfica será também mais aquilo que fizer."

Nenhuma surpresa!

Toto...

Nota de condolências


"O Sport Lisboa e Benfica manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Silvino, antigo guarda-redes do Clube e da Seleção Nacional, figura marcante de uma geração que muito honrou o emblema ao peito.
Silvino representou o Benfica ao longo de nove épocas, somando 330 jogos oficiais e contribuindo de forma decisiva para a conquista de seis troféus: quatro Campeonatos Nacionais (1986/87, 1988/89, 1990/91 e 1993/94), uma Taça de Portugal (1986/87) e uma Supertaça (1988/89). A sua dedicação, profissionalismo e qualidade entre os postes deixaram uma marca indelével na história do Clube.
Mais do que os títulos e os números, ficará para sempre a memória de um atleta que serviu o Benfica com compromisso, paixão, orgulho e espírito de equipa, elevando os valores que definem o Clube.
O Sport Lisboa e Benfica endereça à família, amigos e a todos os que com ele privaram as mais sentidas condolências."

Na final four

"O Benfica venceu o Inter e está na final four da UEFA Youth League. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Triunfo em Itália
O Benfica ganhou, por 2-3, na visita ao Inter a contar para os quartos de final da UEFA Youth League. Com esta vitória, os encarnados chegam às meias-finais da competição pela 5.ª vez, procurando repetir a conquista de 2021/22.

2. Chamadas internacionais
Otamendi e Prestianni estão convocados pela seleção da Argentina. Schjelderup é chamado pela Noruega.

3. Na final da Taça de Portugal

"Em futebol no feminino, o Benfica apurou-se para a final da Taça de Portugal ao eliminar o SC Braga. Na partida da 2.ª mão, disputada no Seixal, as águias venceram, por 4-1.

4. Apuramento
Em hóquei em patins no masculino, o Benfica ganhou, por 4-6, no rinque do AD Oeiras, qualificando-se para a final four da Taça de Portugal.

5. Convocatória
A mais recente chamada da seleção nacional Sub-23 de futsal inclui três atletas do Benfica.

6. Agenda para sábado
O Benfica recebe o Vitória SC às 18h00, no Estádio da Luz. Quanto ao futebol de formação, os Iniciados também defrontam os vimaranenses, às 11h00, no Benfica Campus. E, à mesma hora, os Sub-23 recebem o Académico de Viseu.
Relativamente às modalidades de pavilhão, na Luz o Benfica é anfitrião do Eléctrico em futsal (15h00), do SC Espinho em voleibol (16h00) e do HC Braga em hóquei em patins (19h30). Há ainda clássico no basquetebol, com o Benfica a visitar o FC Porto (15h00), e deslocação do Benfica ao reduto do ABC em andebol no feminino (17h15).

7. Agenda para domingo
A equipa B do Benfica recebe o Farense, às 18h00. Em râguebi, os encarnados jogam no reduto do CR São Miguel (15h00).
E há as seguintes partidas de equipas femininas: no futebol, visita ao Marítimo (11h00); no basquetebol, deslocação ao BC Barcelos (1500); em voleibol, arranque do play-off na Luz com o Leixões (15h00); e, em hóquei em patins, receção ao Stuart Massamá (19h00)."

Lanças...


🔙 Galardões Cosme Damião 2026. 🦅

BF: Necessidades...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Tarde de sonho, futuro sem limites para o SC Braga

Observador: E o Campeão é... - A épica remontada minhota e o "entrar com tudo" do FC Porto

Observador: Três Toques - 4-0: "O Braga caiu em cima do adversário"

SportTV: Arte - Kika...

Zero: Saudade - S04E28 - Pais e filhos na Seleção Nacional: «Atenção que vem aí um neto Conceição»

O álbum de 12 improváveis que podem ser chamados por Martínez, mas se calhar não vão ser na última convocatória antes do Mundial


"Era justo? Era. Justificava-se? Sim. Teriam espaço na seleção? Seria difícil, mas um conjunto que representa o melhor do país não é suposto que tenha em conta os melhores? Antes da derradeira lista para os dois encontros particulares que servirão de último teste para a convocatória final do Mundial 2026, juntámos uma dúzia de nomes que nunca ou pouco foram tidos em conta por Roberto Martínez neste ciclo

João Carvalho (Estoril Praia)
Ter dois dígitos ao lado do seu nome na hierarquia de assistências da Liga I deveria valer, por si só, uma consideração, por mais pequena que fosse. João Carvalho já ofereceu 10 golos, melhor do que ele ninguém e igual apenas Francisco Trincão, mas temos de salvaguardar as diferenças: o canhoto vive no núcleo do enorme volume de jogo ofensivo do Sporting, o outro é capitão do louvável Estoril Praia quando tem a bola, destemido a embalar jogadores para a frente embora desprovido de talento per capita equiparável ao do bicampeão nacional.
Deambulante por natureza, funciona como um 10 puro a vadiar entre linhas ou um médio interior descaído para a esquerda de modo a, sendo destro, receber a bola com o corpo aberto para a baliza. Vai na terceira época, a segunda consecutiva, no Estoril Praia à caça do 5º lugar no campeonato e o problema maior para esta pretensão de ele captar a atenção de Roberto Martínez, além das contrariedades óticas - estar num clube pequeno/médio atira logo o argumento de não competir no mais alto dos patamares -, é a abundância de opções na seleção para a relva que pisa.
Para passes arriscados no rasgo que esquartejem a organização do adversário há Bruno Fernandes, mestre a lançar jogadores na área, seja à distância ou no passe curto. Não havendo, uns metros atrás existem Vitinha, Bernardo Silva e João Neves, nenhum com passes no pé que indiquem aos jogadores para onde se devem desmarcar mais do que respeitem a desmarcação já feita. Com as devidas distâncias, os pés de veludo de João Carvalho são para fomentar combinações, tabelas e colocarem jogadas a mexer. Se a intenção é ter ideias frescas na cabeça e pés que as executem sem receios, contem com ele.

João Moutinho (SC Braga)
Ele já deu a volta, senão reparem.
Quando irrompeu no Sporting, tinta se dedicou a João Moutinho pela demora em fixar-se como titular da seleção nacional, estreou-se em 2005 e só em 2011, com o mesmo Paulo Bento que o estimara nos leões, assentou no onze, muitos anos contaram-se não tantos quantas internacionalizações o médio acumulou até junho de 2022, quando somente dois minutos contou na última vez que jogou por Portugal. Tinha 35 anos, era a sua 146ª aparição pela equipa nacional, vivalma contestaria a ideia de a sua luz estar a periclitar, mas hoje está com 39 e a tinta ainda não secou, nem pode secar.
Titular do SC Braga a prolongar a sua campanha vistosa na Liga Europa, o requinte nas ações de João Moutinho e a sua requintada consistência de bem jogar mantêm-se intactas, ou talvez mais apuradas, porque a ferrugem no corpo costuma ser um bálsamo para limar a mente e do médio, como ainda recentemente demonstrou no jogo contra o Sporting, oferece um farol de decisões acertadas às jogadas dos minhotos. Não está para grandes correrias, antes para acerta na ação simples que na maioria dos casos é a mais correta.
Moutinho nunca foi chamado por Roberto Martínez, nem uma menção recebeu nas intervenções públicas do selecionador, parece assentar ao quase quarentão a veste de passegeiro que perdeu o comboio. Também teria as suas medidas um papel secundário na seleção, de sombra a Vitinha na função de 6 fazedor de jogo, mais contrutor, para as eventualidades. E seria uma voz experiente e calejada, com sete fases finais vividas. Já sabemos o carinho nutrido pelo treinador em selar a seleção com cadeado de clube, mas este exercício é um de improbabilidades.

Luís Esteves (Gil Vicente)
Meias a meia-haste na canela, manga curta pese o frio, luvas guarnecer as mãos, há todo um cenário de jogador em Luís Esteves enquanto existe como o cérebro de chuteiras postas no cerne do jogo do Gil Vicente que muito tempo andou no 4º lugar do campeonato. Com pinta de número 10, recuou uns metros no campo, atua mais como um 8 por força da lógica: alguém tão extremamente apto para privar com a bola tem de andar sempre perto dela.
Os três golos e as sete assistências não lhe escrevem justiça, o futebol Luís Esteves suplanta uma visão baseada em números e assentaria na seleção também pela lógica, além da teoria: sendo uma seleção para abusar da bola, que a terá bastante mais contra a maioria dos adversários que defrontar, as suas receções orientadas em espaços curtos e aptidão para descobrir gente através do passe, com ambos os pés, seriam valiosas.
Teve formação no Sporting mas de lá saiu ainda nos júniores, trilhando um percurso em equipas de outra dimensão até assentar na I Liga ‘apenas’ aos 25 anos. A sua chamada agora em março, mesmo sem a consequência de chegar ao Mundial, seria outra raríssima demonstração tal qual foi Jota, há uns tempos, de que o sucesso no futebol longe está de assentar em apenas uma via possível.

Ricardo Horta (SC Braga)
Sortudo o metrónomo do Sporting de Braga, ainda se pode gabar de há quase dois anos ter sido o único a quem Roberto Martínez fez questão de telefonar para explicar a sua ausência dos convocados para o Campeonato da Europa, exceção aberta pelo selecionador por o jogador ser “um exemplo”, e mais do que isso, um “sonho taticamente e tecnicamente”, só que a exceção cedo virou a tabuleta pendurada na porta e fechou-se.
Desde novembro de 2023 que Ricardo Horta não joga pela seleção. Desde o dia em que Portugal soube ele é um aparente adorado pelo selecionador que o híbrido atacante, não importa de que zona parta, que espaço ocupe, que função tenha no papel, só tem melhorado. Vai embalado para fixar, em números, a melhor época da sua carreira com 10 assistência e 19 golos, a cinco dos 24 de 2019/20. Entretanto fez-se recordista, é o melhor marcador da história do SC Braga.
Aproveitando a sua relação quinética com Rodrigo Zalazar no clube, mais uma telepatia nutrida pelo capitão minhoto com outro talentoso futebolista dos que vão passando pela equipa, Horta tem afinado uma qualidade especial no seu jogo: a finalização na área ou à sua beira, com remates de primeira. Poucos ou nenhum jogador haverá em Portugal com semelhante nível a golpear uma bola corrida para a baliza.
Está feito um sublime especialista, e não era isso que Martínez pretendia? “Há outros jogadores que são especialistas nas coisas que precisamos nos jogos”, disse o selecionador, em 2024, para justificar a não chamada de Ricardo Horta. Na quarta-feira lá esteve em Braga, viu-o a marcar dois golos de primeira ao Ferencváros, quiçá pensando que será difícil ignorá-lo nas contas para a segunda fase final seguida de uma grande competição.

Rodrigo Mora (FC Porto)
Um pouco mais sortudo, sem ironias embora de lógica inversa, foi o puto-maravilha do FC Porto, que presenciou no último verão a conquista da Liga das Nações sem nela participar em campo, mas pode dizer “eu estive lá”, em Munique, pese a época coletiva desastrosa, a única ponta por onde se pôde pegar na equipa portista esteve em Rodrigo Mora, um pequeno gedelhudo cujo talento se pôs à solta para salvar os dragões em vários jogos e merecer a estreia em convocatórias da seleção principal.
Nesta temporada de molde e estrutura com Francesco Farioli, o esquema base do FC Porto ficou sem a posição natural do adolescente, nascido para ser um 10 ou segundo avançado com soltura para pisar as zonas que pretenda perto da baliza, agora obrigado a ser um médio interior esquerdo para ter minutos. Mora tem-nos tido (mais de 1400), oscila na titularidade, já se esfola a correr em tarefas defensivas, um miúdo a fazer o que tem de fazer em vez do que gostaria de fazer para se manter relevante.
Não o tem sido tanto como era na época passada, anda mais longe da baliza a tocar a bola na lua do meio-campo, de costas para o é gravítico no seu futebol. O atual FC Porto não tem funções que o favorecem naturalmente, a seleção de Martínez pouco as desenha também.

Mateus Fernandes (West Ham)
Pela terceira época seguida está a jogar numa equipa que, em março, corre sérios riscos de descida. Pela terceira época seguida é um dos destaques do campeonato em que se insere.
Decisivo na permanência do Estoril Praia no principal campeonato português em 2023/24, incapaz de evitar o descida do Southampton da Premier League em 2024/25, agora é o West Ham a fonte das arrelias do algarvio. Não obstante, a segunda época do médio na liga mais endinheirada da Europa tem sido ainda melhor, com mais chegada à área, presença física e uma enorme maturidade para quem tem 21 anos.
Há muita concorrência no meio-campo de Martinez, mas poderia dar um registo mais de box to box à seleção nacional.

Gonçalo Guedes (Real Sociedad)
Talvez o comeback do ano a nível de jogadores no radar da seleção. Desde que saira do Valencia para o Wolverhampton, em 2022, não mais apresentara o nível que, no Mestalla, o tornou um dos mais entusiasmantes valores de La Liga, com pouco felizes períodos em Inglaterra, no Benfica e no Villarreal.
No entanto, a atual passagem pela Real Sociedad está a fazer o canterano do Benfica renascer. Na sequência de um arranque suave no País Basco, leva já nove golos, todos apontados desde novembro, e oito assistências. Está com queda para os grandes embates, tendo já marcado no dérbi contra o Athletic - na primeira e na segunda volta -, e perante Atlético e Barcelona.
Soma um golo e três assistências na Taça do Rei, onde o clube de San Sebastián está na final. Soma 32 internacionalizações A, a última delas em junho de 2022, com Fernando Santos, pelo que nunca foi utilizado por Roberto Martínez. Com Francisco Conceição, Rafael Leão, Pedro Neto e Francisco Trincão praticamente fixos nas ideia de Bob, não será fácil para o herói da final da Liga das Nações 2019 marcar presença no segundo Mundial da carreira, após ter feito todos os jogos de Portugal no Rússia 2018.

Tomás Araújo (Benfica)
Estreou-se com Martínez em novembro de 2024, num desafio na Croácia quando o apuramento para a final four da Liga das Nações já estava garantido, no mesmo dia em que Fábio Silva e Tiago Djaló também debutaram. Muito utilizado a lateral direito no Benfica da época passada, quando os problemas físicos o levaram a ser um crónico substituído, só completando os 90 minutos em dois dos últimos 12 jogos que disputou em 2024/25, falharia a fase decisiva da Liga das Nações por “decisão médica“, conforme dito por Martínez na altura.
A presente temporada começou com interrogações físicas para o minhoto. Prova disso é que a sua estreia em 2025/26 deu-se pela equipa B, numa fase em que recuperava a melhor forma. Com apenas duas partidas completas até à segunda metade de outubro, perdeu espaço na seleção, que não mais voltou a representar deste aquela primeira vez há um ano e meio.
Não obstante, os últimos meses do Benfica foram, em certa medida, uma luta que se pode transpor para a seleção nacional. António Silva, de maior histórico por Portugal (18 internacionalizações, presente nos passados Europeu e Mundial), tornou-se habitualmente preterido em face de Araújo, de quem José Mourinho já destacou a finura técnica e a velocidade. Silva está longe de apresentar registos nulos na época, contando 29 titularidades, mas Araújo, que no total até foi opção inicial menos uma vez que o compatriota, chega a esta fase em melhor momento. No eixo da defesa, Rúben Dias, Gonçalo Inácio e Renato Veiga parecem ter presença garantida.

Paulinho (Toluca)
Roberto Martinez já manifestou a intenção de chamar um terceiro homem para o centro do ataque, para além dos óbvios Cristiano Ronaldo e Gonçalo Ramos. Ora, se formos a números, ninguém justifica mais essa convocatória do que o canhoto nascido em Barcelos.
Após sair do Sporting na sequência da sua melhor temporada em Alvalade, com 21 golos, o atacante do Toluca tem brilhado no México. Já marcou 54 vezes e assistiu 12 companheiros em 79 encontros desde o verão de 2024, registos fundamentais para ser bicampeão e triunfar na Campeones Cup da CONCACAF, torneio que une equipas do México e da MLS.
Com capacidade associativa, forte no jogo aéreo e até um hábito de pisar relvados do lado de lá do Atlântico, tem razões para sonhar.

Youssef Chermiti (Glasgow Rangers)
Há bem pouco tempo, pensar em Chermiti e Mundial seria assumir que o jogador aceitaria representar a Tunísia, país de nascimento do pai, e assim estar com a equipa norte-africana na competição. Só que, recentemente, o filho de Noureddine Chermiti, treinador de basquetebol que emigrou para a ilha de Santa Maria, nos Açores, no início do século, obteve o direito a entrar no radar de Bob.
Yousseff revelou alergia ao golo durante muito tempo. Três golos em 22 encontros pelo Sporting, zero em 24 pelo Everton, zero nos primeiros oito pelo Rangers. Mas eis que, subitamente, o ponta-de-lança vestiu uma capa de super-héroi nos principais embates na Escócia. Marcou quatro golos em dois embates contra o Hearts, líder do campeonato, hat-trick incluído, e bisou em dois dérbis perante o Celtic, com direito a um brutal golo de bicicleta. Só nestes palcos festejou mais do que em toda a restante carreira.
No total, Chermiti apresenta nove golos em 33 partidas, números que não são de fazer perder a cabeça. Sem o requinte técnico de Fábio Silva e Paulinho, pode ser uma opção a considerar caso se pretenda que o terceiro eleito para o centro do ataque tenha um perfil mais físico, capaz de causar o caos na defesa aderversária em contextos concretos, nomeadamente em forcings finais.

Fábio Silva (Borussia Dortmund)
Outrora uma grande promessa do FC Porto, a carreira do avançado tem sido uma jornada saltitante, pulando de país em país, de campeonato em campeonato. Aos 23 anos, já jogou em Portugal, Inglaterra, Bélgica, Países Baixos, Escócia e Alemanha, onde está agora, no Borussia Dortmund.
A nível sénior, Fábio Silva não se tem conseguido destacar pelos golos. As 10 vezes que marcou pelo Las Palmas, na época passada, catapultaram-no para a Bundesliga, mas no Dortmund ainda só foi titular em oito ocasiões, com dois golos.
Se a baliza adversária se tem afastado de Fábio Silva, outras virtudes se têm aprimorado. O requinte técnico, a ligação com os companheiros e até um certo altruísmo nas movimentações e opções tomadas são fatores a favor de um futebolista que, neste momento, é mais um atacante gregário do que um goleador. A seu favor tem o histórico nas seleções e o conhecimento de grandes palcos, mas perde em méritos recentes face à concorrência.

Raphaël Guerreiro (Bayern Munique)
O lado esquerdo da defesa da seleção teve, durante largos anos, sotaque francês. Guerreiro deu nas vistas na seleção sub-21, à qual assomou como um luso-descendente que mal arranhava o português, e consolidou-se como titular na antecâmara do Euro 2016, onde teve papel de destaque. Titular no Europeu da glória, manteve o estatuto no Mundial 2018, no Euro 2020 e no Mundial 2022.
A ascensão de Nuno Mendes, conjugada com problemas físicos que sempre o limitaram, roubaram espaço ao canhoto, que apresenta 65 internacionalizações A. Justamente para cuidar do seu corpo, e proteger-se de lesões, Guerreiro pediu a Martínez para não o convocar na segunda metade de 2024. A pausa teve efeitos, já que em 2024/25 somou 38 encontros pelo Bayern, com escasso registo de lesões.
Tendo já manifestado disponibilidade para regressar, Raphaël não mais foi chamado. A última vez que vestiu a camisola nacional foi em novembro de 2023, perante a Islândia. No arrasador Bayern de Vincent Kompany, só foi titular nove vezes na temporada, num total de 22 jogos, dividindo os minutos entre a defesa e o meio-campo. Se Bob pretender polivalência, criatividade, qualidade nas bolas paradas e uma alternativa canhota a Nuno Mendes, pode pensar no regresso do baixinho que foi indiscutível como poucos durante largos anos."

O Presidente da República e o mérito desportivo


"Tem-se vindo a reclamar, e bem, uma definição de critérios uniformes para a atribuição das Ordens Honoríficas no Desporto. Estou de acordo: sem prejuízo de haver sempre uma avaliação subjetiva, será útil, na ótica quer do Presidente da República, quer dos potenciais agraciados, encontrar critérios objetivos a adotar

Premiar o mérito dos atletas que representam internacionalmente Portugal e conquistam grandes resultados é um gesto de justiça e de gratidão. E como os feitos dos atletas são construídos com o apoio de outros agentes desportivos, também é fulcral premiar estes. Pelo que fazem pela Pátria, por fazerem entoar o nosso Hino e içar a nossa bandeira. E porque o Desporto deve ser exaltado, no que de superação e valores comporta.
É nesse contexto que o Governo, por portaria, concede prémios monetários, em particular para quem atinja o pódio em Jogos Olímpicos, Jogos Paralímpicos, Jogos Europeus, Jogos Surdolímpicos, Universíadas, Campeonatos do Mundo e Campeonatos da Europa. Para além destes casos que são objetivos, o Governo, no quadro de diploma legal específico, atribui, desde 1951, condecorações pelo reconhecimento de serviços relevantes prestados em favor do desporto nacional: temos a medalha de bons serviços desportivos; a medalha de mérito desportivo; a medalha de honra ao mérito desportivo; o Colar de honra ao mérito desportivo.
A par destes prémios esboçados e pensados para individualidades, coletividades e instituições, nacionais ou estrangeiras, o mérito constitui fundamento, por exemplo, para a regulamentação de ‘bolsas de mérito desportivo’, de ‘sócios de mérito’ e mesmo a antecipação de resultados de mérito já foi invocada para, no quadro da Lei da Nacionalidade, se conceder a naturalização a quem seja chamado a “prestar serviços relevantes ao Estado Português ou à comunidade nacional”. Preside à lógica do legislador a assunção de que há um interesse público subjacente: aliás, a própria Lei de Bases da Atividade Física e do Desporto prevê que “[a] participação nas seleções ou em outras representações nacionais é classificada como missão de interesse público e, como tal, objeto de apoio e de garantia especial por parte do Estado.”
Os sucessivos Presidentes da República têm, igualmente, agraciado figuras de relevo do desporto nacional, em reconhecimento do seu mérito. Têm-no feito no quadro da competência constitucionalmente atribuída ao Chefe de Estado de, nos termos da lei, conferir condecorações e exercer a função de grão-mestre das ordens honoríficas Portuguesas. Entre muitos outros, nomes como Carlos Lopes, Cristiano Ronaldo, Eusébio, Fernando Pimenta, José Manuel Constantino, Rosa Mota ou Vicente Moura já foram agraciados pelos sucessivos Presidentes, tal como diversos agentes desportivos de percurso notável ligados a federações/seleções nacionais de diferentes modalidades desportivas.
A este propósito, ao longo do tempo, e mais recentemente, sobretudo aquando das recentes eleições Presidenciais, pela voz da Confederação do Desporto de Portugal, e do respetivo Presidente Daniel Monteiro em especial, tem-se vindo a reclamar, e bem, uma definição de critérios uniformes para a atribuição das Ordens Honoríficas ao setor desportivo. Estou de acordo: penso que, sem prejuízo de haver sempre, necessariamente, uma avaliação subjetiva, será útil, na ótica quer do Presidente da República, quer dos potenciais agraciados, encontrar critérios objetivos a adotar.
Da minha parte, deixo aqui, num singelo contributo, uma ideia para a reflexão que se possa vir a fazer: proponho que a clarificação devida se opere no quadro de uma revisão da ‘Lei das Ordens Honoríficas Portuguesas’, uma vez que esta lei é omissa quanto ao ‘mérito desportivo’, diferentemente, por exemplo, das referências expressas que faz ao “mérito civil”, “mérito literário”, “mérito científico”, “mérito artístico” ou “mérito empresarial” (nas classes de “mérito agrícola”, “mérito comercial” e “mérito industrial”). A já referida paralela legislação referente às condecorações governamentais pode e deve ser um ponto de partida, num exercício de complementaridade e proporcionalidade entre dois órgãos de soberania."

O regresso do Campeonato Nacional de Clubes de Surf


"Após 15 anos, o regresso do Campeonato Nacional de Clubes de Surf representa, acima de tudo, um sinal claro de que o surf português continua a investir naquilo que sempre foi a sua verdadeira força: os clubes.
Em qualquer modalidade desportiva, os clubes são o primeiro ponto de contacto com o desporto organizado. É nos clubes que surgem os primeiros treinos, as primeiras competições e os primeiros percursos de formação. É também aí que se desenvolvem atletas, treinadores e dirigentes, e comunidades desportivas que sustentam o crescimento da modalidade.
No surf português, esse papel tem sido particularmente evidente. Ao longo das últimas décadas, os clubes espalhados pelos mais de 1500 quilómetros de costa nacional criaram as condições para que milhares de jovens tivessem acesso ao mar e à prática do surf, contribuindo para a expansão da modalidade e para a afirmação de Portugal como um dos países de referência no panorama internacional.
O Campeonato Nacional de Clubes é, por isso, uma competição que tem um significado especial. Ao contrário das provas individuais, coloca em destaque o espírito coletivo, a identidade de cada clube e o trabalho desenvolvido ao longo de todo o ano na formação de atletas. O regresso desta competição é também uma forma de reconhecer o papel determinante que os clubes continuam a desempenhar no crescimento do surf em Portugal.
Importa também sublinhar que este campeonato representa ainda um primeiro passo. Não integra, para já, todas as disciplinas do surfing que estão sob a alçada da Federação Portuguesa de Surf, mas constitui um sinal claro de reforço da ligação entre a federação, as autarquias e os clubes. O objetivo da federação passa precisamente por, em parceria com estas entidades, criar melhores condições para o desenvolvimento da modalidade, mobilizando recursos financeiros e materiais que permitam fortalecer os projetos de formação. Só com esse trabalho conjunto será possível garantir que a formação de novos atletas seja uma realidade de norte a sul, e nas ilhas. 
Mas olhar para o futuro do surf português implica ir além da competição. Implica pensar na forma como conseguimos alargar o acesso ao mar às novas gerações. É nesse que surge o programa Heróis do Mar, uma iniciativa que a atual direção da Federação Portuguesa de Surf está a implementar, com o objetivo de aproximar clubes, escolas e autarquias, criando pontes entre a comunidade educativa e o universo dos desportos de ondas.
O nosso objetivo é permitir que cada vez mais crianças tenham a oportunidade de contactar com o mar e com o surf, independentemente da sua origem ou contexto social. Portugal possui uma relação histórica com o oceano, mas essa ligação precisa de continuar a ser cultivada e transmitida às gerações mais jovens.
Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da modalidade exige também uma aposta clara no alto rendimento. O surf português tem demonstrado, nos últimos anos, uma capacidade crescente de competir ao mais alto nível internacional. Essa evolução resulta de um trabalho consistente que começa precisamente na base. Nos clubes, nos programas de formação e nos circuitos competitivos nacionais.
A Federação Portuguesa de Surf tem procurado reforçar essa estrutura. Criámos mais condições para que os atletas possam evoluir ao longo de um percurso desportivo coerente, desde os primeiros escalões até às competições internacionais.
O regresso do Campeonato Nacional de Clubes simboliza um reforço da estrutura que sustenta o surf nacional. Uma modalidade construída a partir dos clubes, desenvolvida através da formação e da competição, e projetada para o futuro com uma visão integrada que inclui o alto rendimento e o primeiro contacto com o mar desde cedo."

5 Minutos: Live - Youth League - Inter

quinta-feira, 19 de março de 2026

A caminho da Suíça...

Inter 2 - 3 Benfica
Coletta, Freitas, Kiko Silva


Mais uma Final Four da UEFA Youth League - a 5.ª -, conquistada em Milão, numa partida onde o Benfica foi superior, mas não conseguimos gerir bem as vantagens, e acabámos o jogo a sofrer desnecessariamente...

Não sei se esta é a nossa melhor Geração na Youth League, mas será seguramente a mais 'profunda'. O Vinha tem muitas opções, e neste recta final, com as recuperações do Freitas e do Dudu, ganhámos mais dois jogadores. Hoje, ainda faltou o Gonçalo Moreira, que tem sido o nosso melhor jogador!

Vamos jogar com o Brugge, que tem várias vitórias contra clubes com boas formações, mas que perdeu recentemente com o Sporting, por duas vezes!!!



A caminho do Jamor...

Benfica 4 - 1 Braga


Começamos a perder, com um golo Olímpico (a Schmidt tem este irritante hábito de marcar sempre contra o Benfica), mas acabámos por golear, com alguma tranquilidade, mesmo com muito desperdício pelo meio!
Estamos no Jamor, onde vamos defrontar a versão feminina dos Corruptos, que apesar de ainda estarem na II Divisão, conseguiram chegar à Final da Taça!

Em frente na Taça...

Oeiras 4 - 6 Benfica

0-1 ao intervalo, mas no 2.º tempo, como tem sido habitual, cavávamos uma boa vantagem, para na recta final permitir a aproximação do adversário! Poucas são as equipas que conseguem aguentar o ritmo intenso que o Benfica impõe...
Mesmo assim, com uma equipa dum escalão inferior, sofrer 4 golos, só pode ser justificado, por alguma desconcentração!
Vamos esperar pelo Sorteio da Final Four para perceber o caminho para a Final, mas desconfio que não vamos jogar com o Póvoa!

BI: Modalidades #176 - Semanada...

Zero: Canto - O melhor «21» e a contradição na defesa institucional do Benfica

122 anos gloriosos assinalados


"O destaque nesta edição da BNews é a cerimónia de entrega dos Galardões Cosme Damião.

1. Galardões Cosme Damião
Pode ver ou rever, no Site Oficial, o evento de comemoração do 122.º aniversário do Sport Lisboa e Benfica. Na intervenção inicial, o Presidente do Clube, Rui Costa, abordou o momento futebolístico: "Não podemos esquecer a forma como nos tiraram uma Taça de Portugal, nem ao que temos assistido ao longo deste Campeonato. Exigimos rigor. Exigimos respeito pelo Benfica. Exigimos competir em igualdade de circunstâncias com os nossos adversários."

2. Chamadas internacionais
Trubin, Bah, Sudakov e Pavlidis integram as mais recentes convocatórias das seleções nacionais dos seus países.

3. Lutar pela final four
Inter e Benfica jogam em Itália a contar para os quartos de final da UEFA Youth League (15h00).

4. Fórum de jogadores
José Neto e Miguel Figueiredo partilham a sua experiência com elementos mais novos da formação do Benfica.

5. Outros jogos do dia
Às 18h00, no Benfica Campus, o Benfica recebe o Braga na 2.ª mão da meia-final da Taça de Portugal de futebol no feminino. Às 21h00, as águias visitam a AD Oeiras em hóquei em patins no masculino.

6. Troféu em análise
Lúcio Rocha aborda a recém-conquista da Taça da Liga pelo Benfica.

7. Convocatórias
Arthur e Higor estão convocados pela seleção brasileira de futsal. São seis os andebolistas do Benfica chamados por várias seleções. E há sete atletas do Benfica entre os eleitos por Portugal para competirem no Mundial de Pista Curta de atletismo.

8. Em observação
Foram nove os jogadores do Benfica participantes no torneio inter-seleções de Sub-15 de futebol.

9. Regresso à competição
O Campeonato Nacional de râguebi é retomado no próximo fim de semana, com o Benfica a defrontar o CR São Miguel no domingo. Nota para Guilherme Vasconcelos, que se sagrou campeão europeu por Portugal no passado dia 15.

10. Nomeação
O Museu Benfica – Cosme Damião está nomeado para melhor museu para crianças nos Pumpkin Awards."

Nenhuma mentira...

BF: Regula !!!

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Êxtase em Alvalade: a mais bela noite do Sporting?

Observador: E o Campeão é... - “Sangue nos olhos” e mais 3 segredos da vitória do Sporting

Observador: Três Toques - Noite épica. Chapa cinco dá reviravolta ao Sporting

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca #105

SportTV: Europa #4 - Para a história!

Zero: Hóquei - S04E12 - A festa do Valongo na WSE Trophy

Prata da Casa #42 - No Necessaire Deste Senhor, Treinadores Clichés, Achas Que Eu Te Mentia?

Quem decide o futuro do futebol português?


"O verdadeiro desafio não é apenas vencer no presente. É criar as condições para que o futebol português continue forte, competitivo e respeitado nas próximas décadas.

O futebol português vive de emoções intensas. Todas as semanas discutem-se resultados, decisões de arbitragem, momentos de forma das equipas e escolhas dos treinadores. Faz parte da natureza do jogo e da paixão que o envolve. No entanto, no meio desse debate constante, raramente paramos para refletir sobre uma questão mais profunda: quem decide verdadeiramente o futuro do futebol português?
O desenvolvimento de uma modalidade não depende apenas do que acontece dentro das quatro linhas. Depende sobretudo das decisões estratégicas que são tomadas fora do campo e que moldam o presente e o futuro do jogo. No caso do futebol português, essas decisões resultam de uma complexa rede de instituições, organizações e agentes que, de formas diferentes, influenciam o rumo da modalidade.
A Federação Portuguesa de Futebol assume naturalmente um papel central neste ecossistema. Cabe-lhe definir as grandes linhas de desenvolvimento do futebol nacional, desde as seleções até às políticas de formação, passando pela arbitragem e pelo crescimento global da modalidade em Portugal. A sua capacidade estratégica tem sido determinante para consolidar o prestígio internacional que o futebol português conquistou nas últimas décadas.
Ao mesmo tempo, a Liga Portugal desempenha uma função fundamental na organização das competições profissionais e na valorização económica do futebol de clubes. É no contexto competitivo da Liga que se constrói grande parte da visibilidade, do valor comercial e da projeção internacional do futebol português.
Mas o sistema não se esgota nestas duas instituições. Os clubes continuam a ser o verdadeiro coração do futebol. São eles que formam jogadores, que mobilizam adeptos, que investem em infraestruturas e que mantêm viva a ligação entre o jogo e as comunidades. O papel dos clubes na definição do futuro do futebol português é, por isso, incontornável.
A este quadro juntam-se ainda as organizações internacionais, como a UEFA e a FIFA, cujas decisões influenciam diretamente a estrutura das competições, os calendários internacionais, as regras do jogo e até os modelos económicos que sustentam o futebol global. Perante esta multiplicidade de intervenientes, torna-se evidente que o futuro do futebol português não depende de uma única entidade. Depende antes da capacidade de todos estes atores trabalharem com uma visão estratégica comum.
Portugal demonstrou, ao longo dos últimos anos, que tem conhecimento, talento e capacidade para competir ao mais alto nível. As conquistas das seleções nacionais, o reconhecimento internacional dos nossos jogadores e treinadores e a reputação da nossa formação são provas claras disso mesmo. Contudo, o futebol moderno exige cada vez mais planeamento, coordenação e visão de longo prazo.
Num contexto internacional cada vez mais competitivo, onde novas ligas emergem com forte capacidade de investimento e inovação, o futebol português precisa de continuar a pensar o jogo de forma estratégica. Isso implica reforçar a cooperação entre instituições, clubes e diferentes agentes do futebol, garantindo que as decisões estruturais são tomadas com uma visão clara sobre o futuro que queremos construir. Pensar o futebol não é apenas analisar o jogo em si. É compreender o seu ecossistema, refletir sobre os modelos de governação, promover o desenvolvimento sustentável da modalidade e garantir que o futebol português continua a afirmar-se no panorama internacional.
Porque, no final, o verdadeiro desafio não é apenas vencer no presente. É criar as condições para que o futebol português continue forte, competitivo e respeitado nas próximas décadas. Fora das quatro linhas devemos estar juntos a defender o futebol. Dentro delas, que fale apenas o jogo.

Reforçar o 6.º lugar no 'ranking' UEFA
A vitória do FC Porto em Estugarda, na 1.ª mão dos oitavos de final da Liga Europa trouxe uma ótima notícia para o futebol português. O 6.º lugar no ranking UEFA ficou selado esta época, o que quer dizer que em 2027/2028, Portugal terá seis clubes nas provas europeias e três na UEFA Champions League — os dois primeiros na fase de liga e o terceiro classificado na 3.ª pré-eliminatória. Ainda assim, o ideal será procurar reforçar este 6.º lugar no ranking UEFA através das participações dos clubes portugueses que ainda estão a disputar competições europeias.
Tudo porque, na próxima época, a UEFA deixará de ter em consideração a época 2021/2022 — só considera as últimas cinco épocas, contando com a que está em curso —, precisamente a pior da… Bélgica. É que o futuro 7.º classificado e maior ameaça a Portugal em 2026/2027 tem feito bons resultados na UEFA Europa League e UEFA Conference League nas últimas temporadas. E conta ainda com a vantagem de a pior época dos últimos cinco anos dos clubes belgas na UEFA (2021/2022) deixar de entrar nas contas da UEFA em 2026/2027.
Importa, por isso, que os clubes portugueses que ainda têm aspirações europeias esta época possam chegar o mais longe possível para que Portugal some o maior número de pontos. De forma a podermos arrancar 2026/2027 bem posicionados para mantermos o 6.º lugar no ranking UEFA. Desde 2022/2023 que Portugal não tinha direito a participar na Champions com três equipas, mas o melhor ano dos últimos cinco em termos de competições europeias reabriu essa porta. Que não queremos fechar tão cedo."

O chapéu de Poborský


"Hoje, escrevo-vos sobre a minha primeira memória de vida. Muitas vezes tenho fragmentos soltos, quase como fotografias antigas, um pouco desfocadas nas margens, mas estranhamente nítidas no centro. A minha primeira memória de vida mais nítida remonta ao Verão de 1996. Um pouco incompleta, mas intensa.
Eu nasci em maio de 1992, num sábado à tarde, mas foi a um domingo no ano de 1996 que este momento aconteceu.
Estava na cozinha da minha avó. Lembro-me do espaço como se fosse um refúgio. O sol a entrar pela janela, o cheiro familiar, muita gente junta e aquele ambiente seguro onde tudo parecia tranquilo. Mas há algo de diferente nesse dia. A televisão estava ligada para os quartos de final do Campeonato da Europa. Portugal contra a Chéquia, na altura ainda era a República Checa, e ao intervalo permanecia o nulo no resultado.
Eu ainda não sabia muito bem o que estava em jogo. Só me lembro de colecionar os cromos do Europeu, com a caderneta normal e a caderneta dos repetidos, e de saber o nome de todos os jogadores só pela ponta dos cabelos.
E eis que surge um momento que, mesmo sem o compreender muito bem, nunca mais me abandonou. A bola sobe no ar, num gesto improvável, quase mágico. Vejo a bola a descrever um arco perfeito por cima do guarda-redes Vítor Baía. Mais tarde vou saber que foi Karel Poborský que fez um chapéu histórico, eliminando Portugal do Campeonato da Europa de 1996.
E, ao mesmo tempo, acontece outra coisa.
Estou ali, na cozinha, perto das coisas da minha avó, dos seus tecidos, das suas linhas, dos seus pequenos instrumentos de costura. E sem perceber bem como, pico-me numa agulha. É estranho como estas duas coisas ficam ligadas para sempre.
A cozinha da minha avó tornou-se, para mim, o lugar onde tudo começou na memória. Não apenas um espaço, mas um ponto de encontro. Ali, sem saber, comecei a guardar memórias. Comecei a existir dentro daquilo que acontecia à minha volta.
O jogo acabou, como todos os jogos acabam. Mais tarde aprendi quem ganhou, o que aquele golo significou, o porquê de ter ficado na história. A agulha foi guardada, como sempre, no seu lugar. Mas eu fiquei com aquele instante.
E quando volto a ele, não estou apenas a lembrar-me de um jogo de futebol. Estou a lembrar-me do meu primeiro registo intenso de vida."

SportTV: Vamos à Bola - Paços de Ferreira

Zero: Negócio Mistério - S05E22 - Rentería no FC Porto

DAZN: Paddock - Antonelli à altura de Russell na luta pelo título?