Últimas indefectivações

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Benfica FM: Basket feminino...

Benfica FM: Nycole...

Benfica FM: Jonas...

Zero: 3 num Canto

BF: Alajbegovic...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Dois jogos, 25 nomes: quem se destacou na Seleção?

Observador: E o Campeão é... - EUA-Portugal. Resultado convenceu mais do que a exibição?

Observador: Três Toques - Michael Jordan em constante competição (até com a mulher)

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca #113

Atualidade Benfica


"São vários os temas nesta edição da BNews.

1. Contributos internacionais
Acompanhe o desempenho dos jogadores do Benfica ao serviço das seleções.

2. Com o hexa na mira
Em futebol no feminino, o Benfica tem a possibilidade de se sagrar hexacampeão nacional na próxima jornada da Liga BPI. O desafio com o Torreense é no Benfica Campus, domingo, às 16h00.

3. Jogo do dia
Em futsal, o Benfica visita a ADCR Caxinas às 18h30.

4. Título em análise
Inês Faustino, basquetebolista do Benfica, aborda a conquista da Taça de Portugal em entrevista à BTV.

5. Sorteio
As equipas masculina e feminina de hóquei em patins do Benfica já conhecem os respetivos adversários nas meias-finais da Taça de Portugal: OC Barcelos e Sanjoanense.

6. No museu
Zoe Matthews, que integra o plantel da equipa feminina de futebol do Benfica, visitou o Museu Benfica – Cosme Damião.

7. Open de Portugal de natação
Os nadadores do Benfica estiveram em destaque.

8. Excelente desempenho
Bernardo Cunha é campeão ibérico de heptatlo.

9. Apoie a Fundação Benfica
Jorge Miranda, diretor da Fundação Benfica, elenca algumas das razões que motivam o apoio à Fundação Benfica, o qual pode agora ser feito, sem custos, através da consignação de 1% do IRS."

Pre-Bet Show #177 - COMO É O DIA-A-DIA DE UM AGENTE DE FUTEBOL? 👨‍💼

Terceiro Anel: EUA...

SportTV: Live - EUA

Zero: 5x4 - S06E28 - Manutenção? É o salve-se quem puder

Zero: Negócio Mistério - S05E24 - Gelson Fernandes

Zero: Ponto Final #37 - Orlando Sá

Zero: Afunda - S06E36 - Soluções discutíveis para o Tanking e falar de rookies

DAZN: Paddock - E se Verstappen abandonar mesmo a Formula 1?

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Terceiro Anel: Bola ao Centro #193 -A RECTA FINAL E A PRÓXIMA ÉPOCA!!

Falar Benfica #240 - Regresso da Liga, renovações & saídas, a FM e as Modalidades

El Mítico #148 - SL Benfica: Campeón de la Copa Latina 1950

BolaTV: Fora de Jogo - 90+3 - S03E26 - Pedro Ribeiro | “Não acredito que Amorim venha já para o Benfica”

No silêncio, o adeus? Otamendi já faz as malas...


"Que ninguém se engane: o vazio que o capitão e campeão do Mundo vai deixar na espinha dorsal da equipa do Benfica não se preenche apenas com um novo defesa-central...

Há silêncios que ensurdecem mais do que o rugido de 70 mil vozes na Luz. Nicolás Otamendi, o General que, há muito, trocou o azul do Norte pelo encarnado da capital para se tornar o pilar de betão de uma era, parece estar a escrever as últimas linhas do seu diário em Lisboa.
Aos 38 anos, e com o contrato a expirar em junho, o capitão do Benfica já não esconde o olhar nostálgico. As notícias que chegam de Buenos Aires não são apenas ecos de mercado; são o som de malas a fechar e de um tango que, ao que tudo vai indicando, começa a tocar a sua última estrofe em solo europeu.
O River Plate deseja-o. O Monumental de Núñez reclama o filho pródigo para um último capítulo de glória sul-americana. E na Luz, o que resta? Resta a gestão de um fim de ciclo que ameaça ser tão doloroso quanto inevitável. Otamendi foi, durante anos, a apólice de seguro de uma defesa que, sem ele, muitas vezes parecia um castelo de cartas ao vento.
Mas o tempo, esse adversário implacável que não perdoa nem a campeões do mundo, começou a cobrar a fatura. A velocidade já não acompanha a leitura de jogo e a agressividade, antes cirúrgica, roça agora, por vezes, a imprudência de quem tenta compensar com o corpo o que as pernas já não dão.
Rui Costa e a estrutura do Benfica enfrentam o dilema clássico: gratidão versus estratégia. Deixar sair o capitão a custo zero, depois de tudo o que ele deu ao clube, será um ato de cavalheirismo ou uma gritante falha de gestão financeira?
Num futebol onde cada milhão conta, ver um ativo desta dimensão sair sem deixar um euro nos cofres é um golpe duro, mas talvez seja o preço a pagar pela paz social e pelo respeito a um líder de balneário.
O que se sente hoje, é que o coração de Nico já atravessou o Atlântico. Nas suas últimas intervenções, o brilho nos olhos aparece quando se fala da Argentina, não do próximo jogo da Liga. O Benfica precisa, por isso e rapidamente, de sangue novo, de uma sucessão que não seja feita à pressa no último dia de agosto.
Se Otamendi já tem as malas no corredor, que a despedida seja feita com a dignidade que o General merece. Mas que ninguém se engane: o vazio que ele deixará não se preenche apenas com um novo defesa-central; preenche-se com o caráter que parece estar a desertar da Luz a par da sua partida.
O tango está a acabar. E o Benfica, entre a saudade e a necessidade, tem de aprender a dançar sozinho."

Penálti, fuga e campeão na secretaria


"Marrocos perdeu no terreno de jogo, mas ganhou na secretaria. Isto é legal? Antecipo a resposta: legal é, mas não é bom para ninguém.

A final do Campeonato Africano de Futebol, entre Marrocos e o Senegal, foi uma confusão, uma barracada, um filme de terror, mas dos maus. Quase no fim do tempo regulamentar, o árbitro marcou penálti a favor de Marrocos. E a maioria dos jogadores do Senegal, apoiada pelo seu treinador, abandonou o campo. Sadio Mané, a grande estrela da equipa e um grande jogador, ficou em campo e, ao fim de algum tempo, lá convenceu os colegas a voltar ao jogo. Brahim Díaz falhou o penálti que tinha sido assinalado a favor de Marrocos e, no prolongamento, o Senegal conseguiu marcar e foi campeão. Quase épico, depois do nunca visto.
Dias depois, Marrocos recorreu do resultado do jogo, alegando que, ao abandonar o campo, a seleção do Senegal tinha desistido da partida e, portanto, perdido por 0-3. O órgão disciplinar da CAF — Confederação Africana de Futebol — veio agora atribuir o título a Marrocos, concordando com os argumentos apresentados. O Senegal vai afirmando nas redes sociais que não entrega o troféu, estando este guardado por soldados!
Marrocos perdeu no terreno de jogo, mas ganhou na secretaria. Isto é legal? Antecipo a resposta: legal é, mas não é bom para ninguém.
Antes de mais, convém dizer que os adeptos senegaleses só se podem queixar dos seus jogadores. Sadio Mané excluído, os que abandonaram o campo tiveram o resultado que mereceram. São profissionais a representar o seu país; não podem desistir porque não gostam de uma decisão do árbitro. O órgão disciplinar da CAF decidiu de acordo com o artigo 82 do regulamento: «Se, por qualquer motivo, uma equipa abandona uma competição antes do seu fim (…) será considerada derrotada e eliminada da competição (…).» Mais, de acordo com o artigo 83, um atraso de mais de 15 minutos tem a mesma sanção, e o artigo 84 especifica que a equipa que abandona será considerada como tendo perdido por 0-3, caso não esteja a perder por mais.
Nada a criticar quanto ao órgão disciplinar: aplicou apenas o regulamento. As críticas maiores devem ser dirigidas ao árbitro e aos outros agentes desportivos que aceitaram o recomeço do jogo. Isso não devia ter acontecido: a equipa do Senegal abandonou o campo, perdeu.
Reconheço que é fácil escrever isto, mas difícil estar na pele do árbitro e do delegado: com a multidão ao rubro, tanto que ambas as federações foram multadas pela desordem causada pelos seus adeptos, é extremamente difícil decidir bem. Pode imaginar-se a pressão sobre o árbitro para que o jogo recomece. Mas as decisões de secretaria, embora necessárias porque as regras são para cumprir, são más para o espetáculo. Os adeptos querem sair do estádio ou desligar a televisão sabendo quem ganhou e quem perdeu. Mudar o resultado só mesmo em casos muito sérios, como este. Nisso, a FIFA tem sido consistente em manter os resultados de campo. Isso também explica a popularidade do futebol.
Agate de Sousa, no salto em comprimento, e Gerson Baldé, na mesma modalidade, conquistaram o título mundial. 91% do Direito ao Golo vai para eles. E também um bocadinho para o Sporting, o SC Braga e o FC Porto. Que grande campanha europeia estão a fazer estes clubes!"

Proença I: le football, c’est moi !


"Ao ver os vídeos que a Federação Portuguesa de Futebol e o seu presidente têm vindo a publicar por estes dias, fica-se com a nítida impressão de que a ida da seleção nacional às Américas é algo acessório, quase irrelevante; o que é verdadeiramente importante é a presença de Pedro Proença nessas geografias.
Proença é guionista, protagonista, ator principal e secundário — e, mais houvesse. Detém, literalmente, o monopólio da imagem. Aparece de frente, de costas, a andar, parado; com casaco, em mangas de camisa, a gesticular, formal ou sorridente. De vez em quando, em raros momentos, lá aparecem alguns figurantes, como jogadores ou até o selecionador nacional. Mas o que importam estes afinal?

O “Rei Sol”, Luís XIV, seria, ao dia de hoje, um tímido aprendiz ao lado de Proença. Passamos do “L’État, c’est moi” para “Le football,, c’est moi”. Esta Federação não vive nem trabalha para o futebol português, mas para o ego do seu presidente.
Em apenas um ano, Proença transformou a FPF numa estrutura fechada, centralizada, sem espírito crítico ou contraditório interno. Instalou-se um compulsivo e indecoroso culto da personalidade do seu presidente. A Cidade do Futebol assemelha-se cada vez mais a uma autocracia e Proença a uma versão de Kim Jong-un: com estética ocidental, mas com a mesma obsessão pelo controlo da imagem e da narrativa.
Em breve, quando as evidências forem impossíveis de ignorar, os presidentes dos clubes, das associações e dos sindicatos de classe terão de assumir a responsabilidade pelo que permitiram, pelo que silenciaram e, sobretudo, pelo que continuam a sustentar.

A eleição de Proença foi alicerçada em múltiplas promessas — “pratos de lentilhas” — que “compraram” os votos que o levaram para a Cidade do Futebol e que, agora, empurram a FPF para um despotismo incompetente, sustentado por egoístas conveniências.
Depois de três conferências de imprensa de Martínez em solo americano, não houve um único jornalista que questionasse o selecionador sobre o seu futuro e sobre a chegada de Jorge Jesus à seleção das quinas após o Mundial. Ou sentem receio de criar desconforto à liderança da federação, ou instalou-se na classe uma cultura de conformismo que empobrece o jornalismo. Qualquer das opções é má! Esperemos que os jornalistas queiram voltar a recuperar o seu papel!"

Benfica FM: Basket dançarino !!!

Concordo!

Palavras para tolinhos!!!

BF: Cancelo e Schjelderup...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Quatro pontos sobre a presença do Irão no Mundial

Observador: E o Campeão é... - Que testes quer fazer Martinez frente aos EUA?

Observador: Três Toques - Mbappé. "Espelho meu, há alguém mais perfeito do que eu?"

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca #112

Throne - Você não vai acreditar no que acabou de acontecer no futebol português…

Jogo Pelo Jogo - S03E34 - Os TikToks do Quaresma

Futebol à Parte #36 - Previsões POLÉMICAS para o MUNDIAL 2026

O Resto é Bola #44 - O desafio à FC Porto, o duelo Gyökeres-Trubin e os mais e menos da Seleção ⚽️

SportTV: NBA - S04E25

3x4x3


«Capitão Fantástico»


"Falar de Javier Zanetti é falar de uma raridade no futebol moderno. A sua grandeza construiu-se de forma silenciosa, jogo após jogo, sempre com a mesma entrega, como se cada minuto em campo fosse o primeiro e o último ao mesmo tempo.
Mas antes de visitarmos a sua fantástica carreira, quero trazer-vos um episódio que demonstra bem o que foi Zanetti como atleta e como capitão. Um verdadeiro exemplo. Isto porque o desporto, tal como a própria vida, dá-nos espaço e oportunidade para criar laços de amizade (muito) fortes, ao ponto de sofrermos com os problemas dos outros e de saborearmos os triunfos que não são nossos. E este é mais um caso para repetir uma velha máxima. O futebol é a coisa mais importante das menos importantes. «Quando o Adriano marcou aquele golo frente ao Real Madrid (2001), disse para mim mesmo que tínhamos encontrado o novo Ronaldo. Mas ele veio das favelas, o que me assustava, porque eu vi o quão perigoso era aquilo. Quando tu te tornas rico do nada, tudo se torna mais traiçoeiro», afirmou Javier Zanetti numa entrevista concedida a um jornal italiano.
O ex-futebolista argentino lembrou ainda a morte do pai de Adriano, um dia que mudou a vida do avançado brasileiro para sempre. «Quando ele recebeu o telefonema da morte do pai nós estávamos no quarto. Ele atirou o telefone e começou a gritar de uma maneira que ninguém consegue imaginar. Ainda hoje me arrepio ao recordar esse momento. A partir desse dia, eu e o Moratti (antigo presidente do Inter) encaramos o Adriano como se fosse um irmão mais novo. Ele continuou a jogar futebol, a fazer golos e a dedicá-los ao pai, mas depois daquela chamada nunca mais foi o mesmo. Nós não fomos capazes de tirá-lo do túnel da depressão. E essa foi a maior derrota da minha carreira», confessou Zanetti. Um senhor dentro e fora do campo.
Nascido em Buenos Aires, Javier Zanetti não teve um caminho fácil ou imediato rumo à fama. Não foi um prodígio mediático nem uma estrela precoce. Foi, antes de tudo, um trabalhador incansável. Em 1995-96, o Inter de Milão comprou o seu passe ao Banfield, numa altura onde poucos imaginavam que aquele lateral discreto se tornaria num dos maiores símbolos da história do clube italiano. Não apenas pelo talento, mas pela forma como viveu o futebol.
Durante quase duas décadas, o camisola 4 defendeu as cores dos “nerazzurri” com uma lealdade quase poética. E foi precisamente essa fidelidade que o transformou em capitão, líder e, acima de tudo, uma referência. A sua braçadeira não era um símbolo de autoridade imposta, mas de respeito conquistado. Dentro de campo, era o exemplo. Corria mais, reclamava menos, ajudava sempre os seus companheiros de equipa, jogava na posição que fosse preciso, sempre com a mesma elegância e eficácia.
Mas o auge chegou no ano de 2010. Javier Zanetti venceu a UEFA Champions League na temporada 2009-10 como capitão do Inter de Milão. Nessa final, o Inter venceu o Bayern de Munique, por 2-0, com um bis de Diego Milito. Esse título fez parte do histórico “triplete” da equipa orientada por José Mourinho, quando venceram a Serie A, a Taça de Itália e a Champions na mesma época. Mas acredito que, para Zanetti, teve um sabor ainda mais especial. Já estava há 15 anos no clube, tinha passado por muitas épocas sem grandes conquistas europeias e acabou a erguer a “orelhuda” como capitão do seu querido Inter, coroando uma carreira de enorme sacrifício.
Ainda assim, talvez o mais impressionante na sua história não sejam os troféus, nem os recordes, nem sequer a longevidade, uma vez que jogou ao mais alto nível até aos 40 anos. É, sim, a coerência. Zanetti foi sempre o mesmo. No início, no auge e no fim. Nunca precisou de ser mais do que aquilo que realmente era. E isso foi o que mais admirei neste futebolista.
861 jogos depois, em junho de 2014, o Conselho de Administração do clube decidiu retirar a camisola 4 como reconhecimento pela sua trajetória. Zanetti, carinhosamente apelidado de "El Capitán", vestiu essa camisola durante a maior parte das suas 19 épocas no clube, tornando-se num precioso símbolo de lealdade do Inter de Milão. Penso que está tudo dito."

Sono, emoção e juízo


"1. É verdade que o jogo com o Vitória SC, no sábado passado, não foi grande coisa. Houve até quem admitisse que aqueles 90 minutos, correspondentes ao desafio da 27.ª jornada, deram ao público mais sono do que emoção. Quem viu o jogo não terá grande dificuldade em concordar com isto. Jogando na Luz, a equipa de Guimarães somou mais posse de bola, mais remates e mais pontapés de canto, mas nada que motivasse sobressaltos nas bancadas.

2. Quanto ao Benfica, somou mais golos. Somou exatamente 3 golos, e não tendo o Vitória SC somado nenhum golo, nem nada que se parecesse, o resultado quedou-se num 3-0 favorável às nossas lindas cores. Por muito sensaborão que tenha sido o jogo com o Vitória SC, não há nada que retire o mérito do triunfo do Benfica. A eficácia foi premiada e, desde sempre, a eficácia é um dom. Esse dom tem-nos faltado, às vezes.

3. Tivesse o Benfica sido eficaz nos 5 jogos que empatou em casa nesta Liga de 2025/26 e não teria desperdiçado os 10 pontos que tanta falta nos fazem, quando restam 7 jornadas para o fim da longa prova. É em casa que se ganham e se perdem campeonatos. Percursos imaculados em casa são atributos do campeão. Nesta edição do campeonato, o Benfica empatou 5 vezes em casa – uma enormidade de esbanjamento – e empatou apenas 3 vezes fora de casa, o que é um registo aceitável.

4. Voltando ao jogo com o Vitória SC e ao sono que terá provocado, convenhamos que é bem melhor ter sono e ganhar 3-0 do que não ter sono e não ganhar.

5. O Estádio da Luz, outrora conhecido nacional e internacionalmente como o Inferno da Luz, por ser infernal para as equipas visitantes, não pode ser infernal para os donos da casa. Como é que se dá a volta a esta situação? Ora, ganhando, ganhando sempre, seja quem for o adversário, seja qual for a competição. O Benfica tem de voltar a habituar- -se a ganhar sempre em casa. Os adversários do Benfica têm de se habituar a perder sempre na Luz. E os árbitros que apitam os jogos do Benfica têm de habituar-se a respeitar sempre o Benfica, quer o jogo seja na Luz ou fora da Luz.

6. Esta questão do respeito é merecedora de atenção. No jogo em Arouca, a contar para o Campeonato, quis-me parecer que o árbitro de serviço – o seu nome, francamente, pouco importa – desrespeitou, com gesticulação absurda, o capitão António Silva e, para mais, mostrou-lhe um cartão amarelo quando Silva se dirigia ao juiz da partida em termos exemplarmente cordatos.

7. É verdade que se deve exigir sempre aos jogadores que tenham juízo. Mas também é legítimo exigir aos árbitros exatamente a mesma coisa. Com juízo tudo melhora."

Leonor Pinhão, in O Benfica

A um atleta desconhecido


"MANUEL OLIVEIRA DE SOUSA É UM EXEMPLO QUE TAMBÉM MERECE SER RECORDADO.

A memória desportiva tem a natural tendência de recordar, por norma, os nomes dos atletas que mais se destacaram na sua área de atuação. Contudo, passaram pelo Sport Lisboa e Benfica inúmeros atletas “desconhecidos” que deixaram a sua marca e que também fazem parte da história do Clube.
Manuel Oliveira de Sousa é um desses atletas, tendo praticado andebol e hóquei em campo pelos encarnados, desde os anos de 1940 até ao virar dos anos de 1960. O seu percurso no Benfica teve início em 1944, quando foi aprovado como sócio, aos 13 anos. Em 1949/50, começou a praticar andebol de 11, começando pelos juniores e ascendendo até à equipa principal em 3 épocas. Apesar de não ter conquistado títulos nesta modalidade, as suas atuações tiveram algum eco na imprensa da altura, como na seguinte crítica: “Ao intervalo ganhávamos por 2-1, golos de Oliveira, que aproveitou uma abertura no centro do terreno para se infiltrar e marcar vitoriosamente.” Eclético, praticou também hóquei em campo durante 8 épocas pelos seniores, oscilando entre as reservas e a equipa principal. Começou igualmente em 1949/50, fazendo a seguir uma pausa nesta modalidade e retomando a sua atividade em 1953/54. Foi um recomeço auspicioso, sagrando-se campeão de Lisboa de reservas.
Viria a interromper, mais tarde, a sua atividade desportiva, retornando em 1957/58, período que seria coroado com a conquista de dois Campeonatos de Lisboa de reservas, em 1959/60 e 1960/61. Neste último, o hoquista de campo alinhou no jogo que deu o título ao Benfica, tendo marcado um dos golos da vitória, por 6-0, frente ao Palmense. E foi com esta chave de ouro que encerrou a sua carreira desportiva no Benfica.
Manuel Oliveira de Sousa foi um atleta entre muitos que merecem e têm o direito de ser relembrados. Saiba mais sobre outros desportistas que contribuíram para o engrandecimento do Sport Lisboa e Benfica na área 3 – Orgulho Eclético, do Museu Benfica – Cosme Damião."

Lídia Jorge, in O Benfica

Conheceram-se no Tinder


"Dois presidentes de clubes de futebol entram num bar. O que se diz mais abastado começa a contar a sua história e como ali chegou. Está hoje bem na vida, depois de uns amigos lhe terem emprestado dinheiro e nunca lho ter pago de volta. Mas tudo legalmente, defende-se. Não tem muito jeito com as palavras, mas lá consegue explicar, depois de 15 minutos de banalidades, que quem pagou foram os contribuintes. E ri-se. Como tem excelentes relações no campo da Justiça, puxou uns cordelinhos e viu-se sempre afastado de problemas judiciais, sejam suspensões por cartões amarelos, agressões selváticas em campo ou manobras financeiras duvidosas. E quando me questionam, confessa, bato muitas vezes no peito e digo que sou diferente.
O outro presidente, moço novo e de boas famílias, mas com a conta no vermelho há vários anos, escutou-o com pouca atenção. Estava ali porque precisava de um favorzinho. No meu caso, começou, herdei uma dívida monstruosa, financeira e moral, mas faço de conta que não se passou nada. Estou à frente de uma empresa que tem por base um saco azul, sem fundo, mas tenho uns assuntos para resolver que me andam a tirar o sono: uma condenação por roubo de e- -mails e espionagem corporativa, e esses teus amigos na Justiça dar-me-iam muito jeito. É que os meus só resolvem questões locais, como invasões a centros de treino de árbitros, violência em estádios de futebol, bullying a jogadores e treinadores, distúrbios em estações de serviço e férias pagas no Brasil.
Fizeram um brinde com o whisky mais barato da ementa, terminaram o pires de amendoins e seguiram os seus caminhos. O primeiro pediu fatura – tem lá na empresa um funcionário que ainda vai transformar aquela despesa num perdão fiscal. O segundo, mal tocou na bebida – gosta mais de fruta e café com leite, mas naquele bar não serviam.
Qualquer semelhança com a realidade é pura ficção."

Ricardo Santos, in O Benfica

À volta dos números


"É lugar-comum afirmar que uma equipa joga aquilo que a outra deixa jogar. Isso é válido para qualquer partida. É válido, também, para um campeonato inteiro.
Uma prova que se desenrola, semana a semana, durante meses a fio, é necessariamente uma prova de regularidade. Mas é igualmente uma prova de relatividade, de correlação de forças. Na qual, como diria Ortega y Gasset, cada equipa é ela e as suas circunstâncias.
Deixemos de lado a matéria relacionada com as arbitragens (que é determinante, mas não cabe agora aqui). Foquemo-nos apenas em números.
À 27.ª jornada, o líder do Campeonato soma 72 pontos. O Benfica foi campeão 8 vezes neste século, e em nenhuma dessas temporadas obteve 72 pontos em 27 jogos. Nos anos do “Tetra”, na mesma altura, o Glorioso somava 70, 68, 67 e 65 pontos respectivamente. Em 2010 tinha 70, em 2019 tinha 66 e em 2023 tinha 71; em 2005 tinha… 54.
Na época passada, à 27.ª jornada, Sporting e Benfica lideravam a prova com 65 pontos. Precisamente a nossa pontuação actual. Outro número: na 2.ª volta deste Campeonato, o Benfica fez mais pontos do que qualquer outra equipa. Desde a dobragem do calendário, o conjunto de Mourinho totalizou 26 pontos, en - quanto os dois rivais somaram 23 – sendo que o Sporting tem uma partida a menos.
Sublinhe-se ainda que há 42 jornadas consecutivas que o Benfica não perde para o Campeonato. A série começou em Janeiro de 2025, ainda com Bruno Lage. E continua. Em toda a história do Clube, apenas John Mortimore, com 56 jogos entre 1976 e 1978, conseguiu melhor.
A conclusão? Que o campeonato do Benfica até ao momento, não sendo brilhante, está longe de ser uma catástrofe. Paga, isso sim, o preço de um FC Porto anormalmente regular, e de um Sporting muito diferente de outras décadas. Paga, digamos assim, o preço das circunstâncias."

Luís Fialho, in O Benfica

Quando todos ganham!


"O desporto adaptado é muito mais do que prática física: é um espaço de superação, inclusão e construção de comunidade onde todos ganham. Ganham os jovens participantes com uma oportunidade de descoberta das suas capacidades, de autoestima e desenvolvimento de competências tão importantes como a disciplina, a resiliência e o trabalho em equipa.
Ganham as famílias, com um caminho de esperança e partilha, e com uma alegria ao verem os seus filhos envolvidos, ativos e felizes, reforçando laços de amizade e confiança no futuro. O desporto cria pontes, aproxima pessoas e reduz o isolamento, eterno companheiro da deficiência. Ganham os técnicos, por sua vez, encontrando no desporto adaptado uma dimensão profundamente humana do seu trabalho. Cada treino é um desafio e uma aprendizagem, exigindo sensibilidade, criatividade e dedicação. Mas é também uma fonte única de realização profissional e pessoal.
Ganhar é o sal da competição, mas incluir, capacitar e inspirar é essencial. E é aí que reside a verdadeira grandeza do Desporto."

Jorge Miranda, in O Benfica