Últimas indefectivações

sexta-feira, 13 de março de 2026

Lanças...


Nota de condolências


"O Sport Lisboa e Benfica manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Mário Zambujal, escritor, jornalista e associado do Clube desde 1959, com o número de sócio 1902.
Figura marcante do jornalismo e da literatura portuguesa, Mário Zambujal destacou-se ao longo de várias décadas pela qualidade da sua escrita e pelo olhar atento sobre a sociedade portuguesa.
Benfiquista assumido, manteve sempre uma ligação de afeto ao Clube, fazendo parte da grande família benfiquista que, ao longo de gerações, ajudou a construir a identidade e a dimensão do Sport Lisboa e Benfica.
O Sport Lisboa e Benfica endereça à família e amigos as mais sentidas condolências neste momento de pesar."

História Agora


Coração a mais e a menos


"O Benfica perdeu uma boa oportunidade para aproximar-se do primeiro lugar e assim lutar pelo título até ao fim. Esta afirmação, que face a alguns momentos do jogo pode parecer atrevida, parte do pressuposto que um Benfica mais frio, racional e inteligente teria arrefecido o jogo, procurado mais a posse de bola e o domínio territorial que lhe permitiria não só atacar como impedir que o F. C. Porto fizesse o que tanto gosta e sabe fazer bem - transições atrás de transições, num jogo de correrias e duelos, para gente que o Benfica não tem e os que tem estavam lesionados como Aursnes. Durante a primeira parte, a sofreguidão e paixão com que o Benfica se entregou quase que o "matava de amor". Com dois ou três toques apenas, o adversário "rasgava" o meio-campo e o Benfica, criando oportunidades, é certo, dava ideia que nunca marcaria tantos quantos os que se arriscava a sofrer. Na segunda parte, soube ser mais inteligente, atacar sem desguarnecer o meio-campo, continuou a acreditar, com o coração da primeira, mas com a cabeça que o banco lhe deu e o enorme Schjelderup passou a ter então a companhia não só dos irrequietos, mas sempre vertiginosos Rafa e Prestianni, como beneficiou da cabeça de Lukebakio, Ivanovic e, no final, Barreiro, que acrescentaram qualidade e calma a uma equipa que mereceu o que o jogo lhe deu, dois belos golos, e que talvez pudesse fazer um pouco mais se o empate chegasse mais cedo, o quarto árbitro não decidisse interromper o jogo com a "visão" de Mourinho a arremessar bolas para o banco do F. C. Porto (?!?) e a equipa tivesse as "pernas" que o coração lhe exigia. Foi assim, com coração a mais e depois a menos, que um bom clássico terminou, com a sensação que o Benfica podia ter feito mais, mas também que podia ter sido pior..."

Autonomia, o que diferencia os melhores


"A autonomia nos atletas é considerada um dos fatores que diferencia os melhores entre os melhores. Mais do que executar instruções, os atletas com níveis mais elevados de autonomia procuram compreender as diferentes vertentes do treino e da competição, tomar decisões e assumir responsabilidade pelo seu processo de evolução.
Neste contexto, o papel do treinador não é apenas ensinar ou transmitir informação, mas criar um ambiente que estimule a autonomia e o envolvimento ativo do atleta. Isto cria alguns desafios. Existem treinadores que procuram desenvolver essa autonomia e encontram atletas que não querem assumir esse nível de responsabilidade. Entre várias razões, porque autonomia implica responsabilidade na decisão. O inverso também acontece: contextos muito controladores acabam por limitar o desenvolvimento da autonomia, mesmo em atletas com potencial para a desenvolver.
Vários estudos demonstram que os melhores atletas apresentam índices mais elevados de motivação intrínseca. Estes atletas não treinam apenas por recompensas externas, como resultados ou reconhecimento, mas porque encontram significado e satisfação no próprio processo de treino e competição. A motivação intrínseca está associada a maior persistência, melhor capacidade de adaptação e maior qualidade no processo de aprendizagem.
Esta abordagem encontra forte sustentação na Teoria da Autodeterminação e as três necessidades psicológicas básicas: autonomia, competência e relacionamento. Quando estas necessidades são satisfeitas, as pessoas tendem a desenvolver níveis mais elevados de motivação intrínseca, envolvem-se na atividade pelo prazer, interesse e desafio que ela proporciona.
Não se trata de uma equação em que 1+1 é sempre igual a 2. No entanto, existem denominadores comuns que podem ser criados. Trago este tema porque parece cada vez mais evidente que vemos pessoas, no treino e na competição, a realizar tarefas apenas porque sim. Este fenómeno não se limita ao desporto, está presente em toda a sociedade e acaba por refletir-se também no sucesso desportivo que tantas vezes se discute nas grandes competições.
As organizações e os treinadores têm um papel determinante na criação deste contexto motivacional. Muito controlo, centrados apenas em instruções e resultados imediatos, tendem a reduzir a perceção de autonomia dos atletas. Pelo contrário, contextos que incentivam a participação ativa, a reflexão e a tomada de decisão favorecem o desenvolvimento de uma motivação mais autónoma. E este processo não acontece apenas num campo, numa pista ou num pavilhão, extravasa e muito esses espaços.
Isto traduz-se de diversas formas. Questionar e estimular o pensamento tático, envolver as pessoas na definição de alguns objetivos, permitir escolhas em determinados momentos e encarar o erro como parte natural do processo de aprendizagem.
Promover autonomia é uma estratégia. Ambientes que satisfazem as necessidades de autonomia, competência e relação, aumentam a probabilidade de desenvolver atletas e recursos humanos com maior motivação intrínseca e mais preparados para enfrentar as exigências do alto rendimento."

Rabona: Valverde HUMILIATES Man City as EPL struggles | UCL THIS WEEK

O Cantinho Benfiquista #225 - Missed Opoortunities

O Resto é Bola #42 - O resultado injusto na Luz, Cláudio Pereira e Rui Borges na mira de Zorlak e a Europa ⚽️

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca #102 - Sporting Desilude, Sporting Entristece, Sporting Magoa

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BolaTV: Toque de Bola - S01E15 - Neguinho Da Beija-Flor

Zero: Saudade - S04E27 - Suplentes perfeitos, armas secretas: de César Brito a Eder, imortais

Throne: The uncensored beauty of the distritais

SportTV: Reportv: A Lenda de Edimburgo

DAZN: F1 - Antevisão ao GP da China

SportTV: Grelha de Partida - S04E3 - De adaptar a ganhar? 🏁

Desporto, Guerra e Direito


"Quando tudo serenar, que se aproveite para levar a cabo uma reflexão profunda sobre uma questão importante: urge refletir sobre o sentido e alcance da “neutralidade política” inscrita em documentos como a Carta Olímpica ou os Estatutos da FIFA. Importa definir objetiva e definitivamente, com coerência e uniformidade, se as organizações desportivas devem, ou não - e em caso afirmativo, quando e como -, associar Desporto, Guerra e Direito

O eclodir da Guerra na Ucrânia marcou o início de uma era em que o Direito tem, reativamente, assumido bastante protagonismo.
Logo em fevereiro de 2022 a Guerra esteve na génese da decisão da UEFA de fazer cessar a vigência do acordo de patrocínio que havia celebrado com a Gazprom. Para o efeito, buscou no Direito, em concreto na Carta Olímpica, um fundamento para, com reflexo numa empresa, condenar a invasão militar Russa. Assim, a confederação continental do futebol invocou estar a trabalhar pelo desenvolvimento e promoção do futebol, “de acordo com os valores Europeus tais como a Paz e o respeito pelos direitos humanos, no espírito da Carta Olímpica”. A missão de promover a Paz consta, aliás, de entre os fins Estatutários da UEFA, argumento jurídico coadjuvante. E a decisão da UEFA teve depois amparo do Tribunal Arbitral do Desporto, de Lausanne (CAS/TAS).
Por sua vez, a FIFA, em março de 2022, sentiu necessidade de adaptar o seu … Direito: decidiu implementar um conjunto de novas regras no Anexo 7 ao Regulamento sobre o Estatuto e Transferência de Jogadores, como resposta à “situação excecional derivada da Guerra da Ucrânia”, consagrando, por exemplo, o direito de jogadores e treinadores estrangeiros suspenderem unilateralmente os contratos que os vinculavam a clubes filiados na Federação Russa de Futebol, e também o alargamento do prazo de registo noutras federações para os jogadores que saíssem da Ucrânia e da Rússia.
Também o Comité Olímpico Internacional (COI) tem feito intervir bastante o Direito em reação à Guerra. Em outubro de 2023, suspendeu o Comité Olímpico Russo alegando infração à Carta Olímpica em razão de aquele ter violado a integridade territorial da Ucrânia ao decidir unilateralmente ter como seus membros organizações desportivas tuteladas pelo Comité Olímpico da Ucrânia. Mais se fundou numa violação da Trégua Olímpica, um Tratado que teve origem nos Jogos Olímpicos da Antiguidade e que COI e ONU têm reavivado, a par do ideal de Paz inscrito na Carta Olímpica, para retirar a Ordem Olímpica a Governantes Russos.
Também com essas bases jurídicas, o COI aprovou a restrição da participação de atletas russos e bielorussos nos Jogos Olímpicos à condição de neutros, medida implementada quer nos Jogos de Verão, em Paris, quer, mais recentemente, nos Jogos de Inverno, em Milão-Cortina. Diferentemente, o Comité Paralímpico Internacional (CPI), também em Milão-Cortina, abriu a porta à participação dos atletas em representação da Rússia, com a bandeira e hinos respetivos – aqui o Direito, no caso uma deliberação da Assembleia-Geral do CPI, voltou a ser chamado.
E não nos esqueçamos também de uma outra decisão do COI, ainda no contexto dos últimos Jogos de Inverno, e de novo fundado no Direito – a famosa Regra 50 da Carta Olímpica -, para excluir da competição um atleta ucraniano que fazia depender a sua participação do uso de um capacete com fotos alusivas a vítimas da Guerra. Também esta decisão do COI teve amparo do CAS/TAS.
Colocam-se agora, num curto prazo, novas tensões jurídicas emergentes de cenários bélicos. Por um lado, foi notícia há dias que desta feita é o Comité Olímpico Iraniano a invocar em simultâneo a Carta Olímpica – que propugna a paz, a dignidade humana e a proteção dos atletas - e a Trégua Olímpica – pelo facto de a ação militar dos Estados Unidos ter ocorrido na pendência desse ‘armistício’ - para instar o COI a sancionar (os Comités Olímpicos) de Estados Unidos da América e Israel. Por outro lado, depois de se ter ponderado a intervenção do Direito para se recusar a emissão de vistos e/ou a FIFA não admitir a participação da seleção nacional de futebol do Irão no Mundial dos Estados Unidos, avalia-se agora como o Direito reagirá ao ‘boicote’ anunciado pelo próprio Irão.
Que os conflitos terminem urgentemente e que os eventos desportivos não sofram mais efeitos colaterais da Guerra são os meus votos. Mas há ainda um outro anseio que tenho: que quando tudo serenar se aproveite para levar a cabo uma reflexão profunda sobre uma questão importante: urge refletir sobre o sentido e alcance da “neutralidade política” inscrita em documentos como a Carta Olímpica ou os Estatutos da FIFA. Importa definir objetiva e definitivamente, com coerência e uniformidade, se as organizações desportivas devem, ou não, e em caso afirmativo quando e como, associar Desporto, Guerra e Direito."

A pergunta que me inquieta


"Há muitos anos tive a sorte de fazer a cobertura dos Jogos Paralímpicos, não de inverno como estes que estão agora a realizar-se e onde Portugal tem pela primeira vez um representante, o snowboarder Diogo Carmona, mas a edição de verão, com muitos portugueses que regressaram a casa com muitas medalhas.
Foi o serviço, ao longo da minha carreira, que mais me marcou. Provavelmente porque nunca tinha tido um contacto direto com pessoas com deficiência e estava longe de conhecer a realidade que encontrei. Tinha, como muitos, uma ideia feita e totalmente errada.
O primeiro dia na piscina foi um murro no estômago e, ainda hoje, não consigo responder a uma pergunta que continua a incomodar-me: estamos perante uma celebração do desporto ou perante um palco onde se amplificam histórias de vida para sublinhar a diferença?
Entre medalhas, recordes e lágrimas, os Jogos Paralímpicos tornou-se um dos mais poderosos instrumentos de visibilidade para atletas com deficiência. Mas essa visibilidade deixa-me sempre a pensar se ao contar estas histórias, estamos a normalizar a presença destes atletas no desporto de alto rendimento ou, involuntariamente, a transformá-los em exceções extraordinárias?
Claro que é impossível negar o impacto positivo dos Jogos. Durante duas semanas, atletas que raramente ocupam o centro da agenda mediática tornam-se protagonistas. Modalidades pouco conhecidas ganham transmissão televisiva, estádios cheios e uma audiência global. Mais importante ainda, o evento contribui para desafiar a visão tradicional da deficiência como sinónimo de incapacidade. Nos Jogos Paralímpicos, o que vemos são atletas de elite, preparados ao mais alto nível, capazes de performances que exigem talento, disciplina e anos de treino.
Ao mesmo tempo, a força das narrativa do evento reside muitas vezes nas histórias pessoais. Acidentes, doenças ou percursos de exclusão social estão quase sempre presentes e esses relatos aproximam o público dos atletas, criam empatia e mostram pessoas que não desistem perante adversidades tantas vezes trágicas e até injustas. E é esta zona cinzenta que nos devia inquietar.
O fenómeno que alguns identificam como porn inspiration devia fazer-nos corar. Estas histórias emocionam o público sem deficiência. São heróis, super-heróis! Se eles conseguem ultrapassar as adversidades, nós, de forma egoísta, celebramos essa conquista, tomamo-la como inspiração, como motivação. Reduzimos o seu desempenho desportivo a quase nada. Quando um atleta olímpico vence, fala-se de tática, preparação física ou talento.
Quando um atleta paralímpico triunfa, a história leva-nos irremediável e inevitavelmente para a biografia e o drama pessoal. O risco é claro: ao tentar celebrar estas conquistas, podemos estar a reforçar a ideia de que a deficiência continua a ser algo extraordinário que precisa de ser superado.
Inquieta-me que não consigamos ainda ultrapassar este (pre)conceito e perceber que podemos, nós jornalistas, contribuir para ampliar e amplificar esta oportunidade de falar apenas de atletas com recordes, ambições e resultados. Sem que a vida de sobreponha ao mérito, apenas, desportivo e ao talento."

Texas: o manual de sobrevivência


"Big, muito grande! Ao estilo do Texas! Banda Sonora, ZZ Top, heróis locais e mundiais! Mas, para estar «em forma» no Texas, primeiro há que sorver doses XXXXL de Tex Mex - um «treino» para carnívoros!
E não se assustem com a quantidade ou, pelo menos, preparem-se para o trabalho de deitar abaixo um steak local. Muito por escolher, mas a Oitava recomenda o restaurante Mi Rancho, em Shenandoah, a norte da Houston City Limits, mas perto o suficiente para a ideia texana de distância.
E o Changuito local (tortilha fajita e pico de gallo) vai empurrar a nossa equipa. Aviso: as distâncias são enormes, alugar uma viatura é uma opção obrigatória e conduzir sempre em modo defensivo!
A Highway Patrol do Texas não é para meninos. Planificar tudo e não improvisar (à maneira lusa). Com os treinos gastronómicos terminados, hora de rumar ao NRG Stadium! E no próximo especial, a sugestão de alojamento: Galveston, onde não falta praia e diversão!"

quinta-feira, 12 de março de 2026

Em frente...

Rio Ave 3 - 7 Benfica

Goleada, em jogo que ficou apertado entre o fim da 1.ª parte, e o início da segunda, com um 0-2 a favor do Benfica, transformado num 2-2! Mas com calma e categoria, voltámos à vantagem (grande golo do Diego...)!!!

Era muito importante voltar às vitórias depois da eliminação da Champions! Mas quando todos esperávamos um novo Derby nas Meias-finais da Taça da Liga, os Leões de Porto Salvo acabaram por eliminar os Leões de Alvalade!!! O Porto Salvo é esta época, muito provavelmente a 3.ª melhor equipa do Campeonato, os confrontos que tivemos com eles foram sempre apertados, não será fácil, mas somos favoritos... um troféu neste momento, seria importante, nem que seja do ponto de vista motivacional...

Iniciados - 3.ª jornada - Fase Final

Benfica 11 - 0 Estoril


Jogo em atraso da 3.ª jornada, com goleada história...

DAZN: F1 - Paddock #1

Golos: Champions...

Schjelderup...

ADN...


"Procura-se: departamento de comunicação. De preferência vivo, embora haja fortes indícios de que tenha morrido há muito tempo.
Em Dezembro de 2009, o SL Benfica ganhou – e ganhou bem - ao FC Porto na Luz. De regresso aos balneários viveram-se momentos de tensão e dois jogadores do Porto agrediram outros dois assistentes desportivos. Um desses jogadores, Hulk, foi suspendo por quatro meses, em função do relatório dos delegados da Liga, do 4º arbitro e das imagens de CCTV.
O FC Porto insurgiu-se, rasgaram-se vestes, levantaram-se vozes indignadas, deram-se entrevistas explicando ao país que tudo aquilo era uma injustiça monumental. O próprio Hulk alegou que apenas tentou parar uma confusão.
Pois bem, 17 anos depois, o jogo entre o Atlético Mineiro e o Cruzeiro acabou num ambiente mais quente do que um churrasco mineiro em agosto, empurrões, gritos, jogadores exaltados, socos, e, como se pode ver na fotografia, Hulk, tenta mais uma vez, evitar a confusão.
Há 17 anos Hulk foi bem castigado. Pena é que o Benfica não tenha um canal história para nos recordar a justiça do castigo e a consistência e fidelidade de Hulk ao seu estilo de jogo! Aliás, bastaria ter um departamento de comunicação competente! Alias, bastaria o SL Benfica ter um departamento de comunicação!"

Um início que marca


"Na grande maioria dos jogos, o início acaba por definir quem consegue vencê-los. Se a um começo hesitante do Benfica se junta um golo do adversário, duplicam as dificuldades da equipa e reforça-se a confiança de quem marca à primeira tentativa. Esta era uma oportunidade considerada única do Benfica reentrar na discussão do título, que seria travada, desde logo, por um começo pouco inspirado.
A possibilidade de conseguir a aproximação, já se sabia, passava pela vitória neste confronto direto. Quando se defronta o líder do campeonato e existe a obrigatoriedade de ganhar, já é uma perspetiva naturalmente incómoda. Se, como no caso, se sofre um golo logo no início, o abalo emocional acontece, quer dentro de campo, quer na bancada, com o típico arrefecimento do calor dos adeptos, arma sempre importante nos grandes confrontos. Marcar primeiro era naturalmente o objetivo, tendo em conta a realidade pontual, mas também pela dificuldade evidente que tem sido marcar golos a esta equipa do FC Porto.
O golo inicial, bem construído, resultaria do espaço criado pela descida de Gul, mas principalmente fruto do entendimento entre Varela e o veloz Froholdt. Com Otamendi atraído pelo deslocamento de apoio de Gul, o espaço foi criado e a ação de Trubin seria insuficiente para evitar um autêntico choque, que abalava todo um estádio. A superioridade dos dois médios do FC Porto frente aos seus homónimos do Benfica ficaria bem à vista neste lance decisivo. Se revirmos a imagem, Gabri Veiga estava também com espaço aberto, caso o passe tem saído na sua direção. Em todo o caso, uma jogada simples, mas eficaz, que marcaria o jogo e também a superioridade dos médios do FC Porto, face aos seus opositores diretos.
A primeira parte do Benfica não melhorou no tempo, não que a equipa não tenha tentado, mas pela precipitação e desinspiração geral somada à crítica desvantagem no marcador. Pior ainda ficou com o segundo golo adversário, numa distração defensiva difícil de entender, embora com a finalização do jovem ala do FC Porto a explicar o porquê da sua escolha para tão importante duelo. No Benfica, veio de Schjelderup o grito de revolta que assumiu e transfigurou a equipa na segunda parte. No FC Porto, o destaque maior para Varela pelo equilíbrio atrás e pela assistência para o golo logo a abrir o jogo.
O empate final acaba por ser insuficiente e um mal menor para o Benfica, que premeia o esforço, mas só atenua a natural desilusão. O facto de o jogo ter acabado com uma imagem suspeita na área do FC Porto, sem ser verificada pelo árbitro da partida, não apaga a desinspirada primeira parte do Benfica que cedo pareceu comprometer a necessária vitória. Entretanto, a vida não para e se por um lado os jogos continuam por dever histórico a ter que se ganhar, por outro, há pelo menos um importante segundo lugar pelo qual lutar.

Subir ou ficar
Sair ou ficar é muitas vezes um dilema do comportamento defensivo na zona central. Acompanhar o apoio frontal do atacante, não o deixando virar ou manter a posição na defesa à zona, é a questão. Se a desmarcação do adversário acontece nas alas, é menos arriscado o arrastamento do lateral e o seu desposicionamento. Ao contrário, na zona central, onde está a baliza e se sofrem os golos, acompanhar o avançado sem uma cobertura adequada na retaguarda pode criar um espaço nas costas que o adversário aproveite. O primeiro golo do último clássico ilustra bem este dilema posicional.

Entrar com tudo
Em contextos de grande dificuldade e urgência, é importante que os jogadores escolhidos para substituir os seus colegas entrem em campo bem preparados. É necessária uma boa ativação, responsabilidade de um dos técnicos assistentes, que permita a quem entra, poder ajudar imediatamente. As entradas de Lukebakio e Ivanovic, mesmo com pouco tempo para jogar, revelaram-se significativas, ambos participando diretamente nos dois golos obtidos pela equipa. Mérito dos próprios, mas também de quem dirigiu o respetivo aquecimento.

Pilar
Passado que foi o clássico e as exaustivas e múltiplas análises, nunca saberemos se com Aursnes em campo, as coisas teriam sido diferentes. A verdade é que a sobriedade e o equilíbrio do médio norueguês não tem, nem teve, paralelo nos seus colegas disponíveis para o setor intermediário. Jogar com dois médios obriga a uma coordenação quase perfeita entre eles, porque em certos confrontos as falhas não são disfarçáveis. A importância de certos jogadores de perfil mais coletivo e maduro só é verdadeiramente sentida na sua ausência. As lesões de Aursnes e Barreiro, a dupla preferida por Mourinho, fazem parte da vida dos atletas, mas vieram na pior altura.

Benfeitor
Vaidade e muito dinheiro foram características, que no passado, validavam o acesso de empresários à presidência de vários clubes do nosso futebol. O conhecimento específico e a cultura desportiva eram termos que dificilmente entravam no dicionário dos candidatos. O tempo passou, a sociedade evoluiu e assistimos agora a novos e diferentes fenómenos. Temos percebido investidores que prometem muito, mas que desistem a curto prazo dos seus bem-intencionados projetos.
Deixar os clubes em pior situação do que antes, é já um desfecho vulgar. Em relação a Marinakis, ilustre presidente do Rio Ave, não se contenta com um só brinquedo, sendo igualmente proprietário do Olympiakos da Grécia, sua terra natal, e do Nottingham Forest da famosa liga inglesa, clubes incomparavelmente mais poderosos. A aposta no emblema de Vila do Conde, bem mais modesto que os parceiros, faz recear o que se segue quando o senhor se cansar. Como definir a motivação deste tipo de presidente? Benfeitor não será com certeza."

O futebol não é para sonsos


"«Para mim, Portugal é central e muito grande.»
António Lobo Antunes

A resposta é predominantemente negativa quando os portugueses são questionados acerca da avaliação que fazem do nosso futebol. A explicação não resulta exclusivamente do nosso histórico pessimismo, maledicência e de valorizarmos mais o que é mau, mas de na avaliação serem ignorados os verdadeiros dois maiores objetivos do futebol português em detrimento de dois impossíveis de serem atingidos.
Quais são os dois objetivos mais importantes do futebol português?
O mais importante é as Seleções Nacionais e as principais equipas conseguirem ser competitivas nas mais importantes provas mundiais.
A Seleção A ambiciona vencer o Mundial e a de sub-17 é campeã mundial em título. Nos rankings da UEFA, Portugal é agora o 6.º país no ranking (em 1999, era 11.º). Na Europa, onde se joga o melhor futebol do mundo, Portugal tem o Benfica em 14.º lugar, o Sporting em 18.º, o FC Porto em 21.º, o SC Braga é o 44.º e o Vitória de Guimarães o 103.º. Temos três equipas no top-25 da Europa, quatro no top-50 e, marginalmente, cinco nas melhores 100.
O segundo mais importante é o de termos alguns dos melhores jogadores e treinadores do mundo. Analisando os jogadores que não são convocados para a Seleção A e imaginar o debate controverso que seria o de considerar Rui Borges ser um dos 10 melhores treinadores portugueses (que é), também é inquestionável que cumprimos.
Como pode então ser percecionada negativamente uma indústria em que competimos e ganhamos aos melhores do mundo? Em que as nossas seleções nacionais, a partir do século XXI, disputam Mundiais e Europeus? Em que os melhores jogadores são dos melhores do mundo? Em que os melhores treinadores são dos melhores do mundo? Em que, se fosse um desporto individual por ranking, o jogador e o treinador portugueses no 100.º lugar no ranking nacional fosse muito bom, segundo o benchmark mundial? Em que temos cinco equipas nas 100 melhores da Europa?
A perceção será negativa por se explorarem os trabalhadores?
Nesta indústria, a esmagadora maioria das receitas são direcionadas ao pagamento dos trabalhadores — até foi necessário de fixar uma percentagem máxima do valor das receitas que pode ser afetada a gastos com pessoal.
Na Primeira Liga, o valor mínimo para os jogadores é de três vezes mais o salário mínimo nacional e o dos treinadores principais de oito vezes.
O salário médio, perto de 25 mil euros ano em Portugal, é de 390 mil euros na Primeira Liga, segundo um estudo citado pelo Sindicato dos Jogadores, em 26 de março de 2025.
Os clubes não podem dispensar um jogador com contrato a prazo sem que lhe seja paga toda a remuneração prevista no prazo do contrato.
Se houver incumprimento salarial, a equipa é penalizada e pode ser impedida de competir.
Se o futebol português cumpre os dois maiores objetivos e respeita, como nenhuma outra indústria, os seus trabalhadores, a avaliação tem de ser um Excelente.~

«Coisas impossíveis, é melhor esquecê-las do que desejá-las.»
Luís Vaz de Camões

Os objetivos que, no entanto, parecem servir diariamente para avaliar o futebol português são outros dois — estão errados e são impossíveis de atingir. 
São eles (1) a Primeira Liga ser competitiva e todos os seus jogos serem atrativos e emocionantes e (2) não haver polémica entre os seus principais dirigentes.
Como pode a Primeira Liga ser competitiva se a diferença entre as receitas do Benfica e do Vitória de Guimarães (nove vezes) é o dobro da diferença entre o Benfica e o Real Madrid? E que a diferença entre as equipas Primeira Liga com menor receita é de 45 vezes menos que a do Benfica, dez vezes maior que a diferença entre o Benfica e o Real Madrid?
Só uma redistribuição de receitas entre as equipas da Primeira Liga inspirada no modelo da União Soviética resultaria numa verdadeira competitividade na Primeira Liga.
Além de se saber, pelo menos desde 1989, que não é modelo que se ambicione, também seria impossível, porque a estimativa de 95% dos portugueses serem adeptos dos três maiores peca por defeito — não há 500 mil portugueses adeptos de futebol cuja equipa preferida não seja uma das três maiores.
Fazer colapsar economicamente os três maiores, igualando a sua receita às das equipas com quem competem na Primeira Liga, colocaria em causa os dois verdadeiros maiores objetivos do futebol português, porque reduziriam drasticamente o investimento na formação de jogadores. E os adeptos portugueses não são anglo-saxónicos, não gostam de competitividade, a sua equipa ganhar todas as semanas por 6-0 não os aborreceria.
O segundo objetivo fixado pela bolha mediática seria o de não haver polémica entre os principais dirigentes dos clubes. Sendo latinos, é impossível, como em Espanha (Real Madrid e Barcelona atacam-se ferozmente), em França ou em Itália — muito menos na Argentina e no Brasil.
O ecossistema do futebol português não é para sonsos nem mansos, é uma selva em que só sobrevive quem é muito competitivo. Também não é de águas mornas que os adeptos gostam — qualquer que seja o escalão competitivo, os jogos que os adeptos preferem são os dérbis, muitas centenas assistem no estádio a jogos entre aldeias vizinhas.
Este objetivo é enunciado hipocritamente com o propósito de gerar mais discussão e ter maiores audiências, mas as sociedades desportivas estimulam esta irrealista ambição — fixando multas pesadas para quem, no final dos jogos e obrigados a falar por imperativos comerciais, se excede a falar da arbitragem ou dos adversários.
Aquilo que estaria esquecido uns minutos depois prolonga-se no tempo com mais quatro momentos noticiosos — no dia seguinte pela abertura de um processo disciplinar, uns dias depois pelo castigo aplicado, pelo recurso para o TAD por parte das SAD com dinheiro e pela notícia da absolvição final. As SAD que não têm recursos para pagar o acesso ao TAD pagam a multa.
O que não tem qualquer importância e estaria esquecido passados alguns minutos é notícia várias vezes na semana seguinte — fará algum sentido?
Em 2026, num país que integra a União Europeia, alguém pode ser sancionado por se expressar sem incitar à violência? Alguém está acima da crítica e do escrutínio?
A liberdade de expressão vai continuar a ser sancionada no futebol português?"

Francisco Moura deixou o ódio ganhar


"O lateral portista apagou a conta no Instagram... Pode o ódio continuar a vencer? Há muito que o futebol já não é apenas jogado no relvado.

Há muito que saltou para os ecrãs, para os bolsos, para a palma da mão. E com ele, saltou também o que de pior a natureza humana pode oferecer. E, na ressaca do clássico de domingo na Luz, que terminou com um 2-2 agridoce para o FC Porto, o lateral dos dragões, Francisco Moura, decidiu dar um murro na mesa… virtual e cancelou a sua conta de Instagram. Porquê? Ódio. Simplesmente ódio. Mensagens abjetas, insultos, ameaças. O pacote completo da cobardia digital que se tornou, tristemente, rotina e que encontrou no jovem portista (que entrou em campo frente ao Benfica ao minuto 58, quando o FC Porto vencia por 2-0...) um bode expiatório na sequência de uma derrota (na Taça com o Sporting) e de um empate (com as águias) dos azuis e brancos de Farioli.
E aqui assalta-me uma dúvida: terá Francisco Moura cometido um erro ao apagar a conta? E então? Na verdade é perfeitamente compreensível que um atleta, apesar dos milhões e do hábito da exposição mediática, se sinta esmagado por um tsunami de toxicidade. É humano querer fugir da dor, do ataque gratuito, da agressão mascarada de opinião de adepto. É instintivo proteger-se. Mas a questão que me ocorre é: ao desligar o Instagram, Moura resolveu o problema? Ou deu um palco ainda maior aos anónimos do teclado, que agora festejam mais uma vitória sobre quem, arriscando tudo em campo, eventualmente falhou?
Dar bola ao ódio, em qualquer contexto, é um erro. E, neste caso, a bola foi servida de bandeja. Não estou a advogar que se aguente tudo, que se seja um saco de pancada digital. Longe disso! Mas apagar a conta é, de certa forma, uma capitulação. É admitir que os bandidos venceram, que a estratégia de matar o mensageiro deu frutos. O ódio nas redes sociais não desaparece porque o alvo se retirou. Ele muda de alvo, ganha força, normaliza-se. É um cancro que continua a alastrar, seja no balneário do FC Porto, do Benfica ou de qualquer outro clube.
O problema não é a ferramenta, é a mão que a usa. E o pior é que estas mãos são invisíveis, cobardes e protegidas pelo manto da impunidade. É por isso expectável que as plataformas atuem de forma mais eficaz, que os clubes defendam os atletas com unhas e dentes, não apenas com comunicados mornos e que a justiça chegue a quem profere ameaças e insultos criminosos. . Mas esperar sentado de nada adianta. E a saída individual, por mais que se perceba, raramente é a solução estrutural.
A pressão sobre os atletas hoje é abismal. Um erro em campo, uma má decisão, um passe falhado, e o tribunal popular das redes sociais atua com uma ferocidade que faz corar de vergonha qualquer adepto com um pingo de bom senso. As consequências são reais, tocam na saúde mental, na autoestima, na performance.
Francisco Moura é apenas mais um nome numa lista infindável de jogadores que sofrem ou já sofreram com este flagelo. A questão é: até quando vamos assistir, impotentes, a esta autoflagelação?
Talvez o erro não tenha sido de Francisco Moura ao apagar a conta, mas nosso, coletivo, ao permitir que o ambiente chegasse a este ponto. O futebol é paixão, é emoção, é rivalidade. Mas nunca, em tempo algum, pode ser ódio. Nunca pode ser a desculpa para a barbárie.
Moura, talvez tenhas cometido um erro ao sair. Mas o maior erro é de todos nós, que ainda não conseguimos estancar a sangria digital que envenena o desporto. E então, caros amantes do futebol, vamos fazer o quê? Continuar a assistir? Ou finalmente, dar um murro na mesa e exigir um basta? A bola está no nosso campo. Ou melhor, no nosso ecrã."

O Benfica é uma memória, uma identidade, uma família


"António Lobo Antunes, grande adepto do nosso Glorioso, falecido no dia 5 de março, e talvez o maior escritor da literatura portuguesa contemporânea juntamente com José Saramago, disse um dia: «Desde que me tornei homem, chorei a morte de três pessoas que amava muito. Todas as outras lágrimas, chorei-as pelo Benfica, e quase todas as minhas alegrias devo-as ao meu clube.» Quando escreveu estas palavras, falava do Benfica. Mas, na realidade, falava de todos nós. Porque para alguns, um clube de futebol é apenas um divertimento. Para nós, o Benfica é uma memória, uma identidade, uma família. É um fio vermelho que atravessa as nossas vidas e liga gerações. Emoções.
O meu pai contou-me muitas vezes. Durante os anos sombrios da ditadura em Portugal, quando tantas coisas pareciam sufocadas e controladas, o Benfica era uma lufada de ar fresco. Uma alegria rara. Um momento em que o povo podia respirar, sonhar e sentir orgulho. Nesses anos, as vitórias do Benfica não eram apenas desportivas: eram emocionais, quase vitais.
O Benfica não era apenas uma equipa.
O Benfica era uma luz que pertencia ao povo.
Os anos passam, as gerações mudam, mas o Manto Sagrado permanece. Vermelho. Imenso. Sempre pertencente ao povo, à Nação Benfiquista.
Há alguns dias, fizemos a viagem até Barcelos para ver o Benfica contra o Gil Vicente, um jogo importante antes do clássico. Quando se vive no estrangeiro, ver o nosso Benfica no Norte tem sempre um sabor especial. Costumo dizer que o Benfica são emoções, e um away com o meu pai, já perto dos 82 anos, e também com os meus três filhos, é diferente.
Três gerações de Benfiquistas na estrada.
Três gerações unidas pela mesma camisola, pela mesma paixão, pelo mesmo símbolo. E PLURIBUS UNUM.
Em Barcelos, os ultras estavam lá, como sempre. Cachecóis erguidos, cânticos que ecoam, fumo vermelho que sobe na noite. Aquela atmosfera especial que as deslocações sabem criar: aquela em que todos os Benfiquistas se tornam imediatamente irmãos. Porque fora de casa, o Benfica nunca joga sozinho.
O meu pai estava lá, no meio deles. E os jovens à volta dele cuidaram dele naturalmente, como se fosse o próprio pai deles. Porque o Benfica também é isso: uma família imensa onde ninguém está sozinho. A certa altura, olhou para mim e disse-me uma frase que me atingiu diretamente no coração:
«Talvez seja o último jogo em que vejo o Benfica num estádio.»
E naquele momento, tudo ganhou outra dimensão.
Porque aquele momento estávamos a vivê-lo juntos. Um pai. Um filho. E três netos.
O Benfica ofereceu-nos algo que só um clube pode oferecer: um momento suspenso entre gerações. Um momento em que um pai, um filho e os netos vivem juntos a mesma emoção, o mesmo cântico, o mesmo orgulho.
Uma memória que ficará para sempre.
O Benfica não são apenas títulos, jogos ou jogadores.
O Benfica são estes momentos de vida. Estas lágrimas, estas alegrias, estas memórias que atravessam o tempo.
Depois veio o jogo. A tensão. Os cânticos que nunca param. Os corações a bater ao ritmo do estádio. E finalmente a vitória por 2-1 para o nosso BENFICA.
Mas, no fundo, naquela noite, o mais importante foi aquele momento. O momento em que o meu pai via o Benfica rodeado pelo seu filho e pelos seus netos. O momento em que os ultras cantavam à volta dele. O momento em que três gerações viviam a mesma paixão, vibravam pelo seu clube.
Ontem veio o clássico no Estádio da Luz contra o nosso rival FC Porto. Desta vez fiz a viagem sozinho. Nem sempre é fácil vir todos desde França. E a noite acabou por ser o oposto do que tínhamos vivido em Barcelos. Desilusão na receção ao autocarro da equipa, com os ultras longe, bloqueados pelas autoridades. Desilusão com uma primeira parte catastrófica. Desilusão com a arbitragem. Desilusão com o resultado. Desilusão com o ambiente, onde sentimos que perdemos um pouco daquele inferno que existia no antigo Estádio da Luz. Desilusão por sentir que não fizemos o suficiente para honrar todos os Benfiquistas espalhados pelo mundo.
Ontem faltava algo. Já não é a primeira vez nestes jogos grandes. Já tinha acontecido o mesmo no ano passado, no dérbi em casa.
E talvez por isso a comparação com Barcelos tenha sido inevitável.
Em Barcelos senti algo que, ontem na Luz, pareceu faltar.
Senti uma chama constante. Adeptos sempre a cantar, sempre a empurrar a equipa, sempre a transmitir energia durante 90 minutos. Uma chama imensa que vinha das bancadas e chegava ao relvado.
Ontem, na Luz, faltou um pouco disso.
Faltava algo que António Lobo Antunes conhecia bem e que queria transmitir a todos nós.
Faltava esse Inferno da Luz durante 90 minutos.
Faltava a alma do Benfica.
Porque Benfica somos nós. E somos nós que devemos transmitir essa chama imensa dentro e fora do campo.
O Benfica não são apenas troféus ou vitórias.
O Benfica são estas memórias.
Lágrimas.
Gritos.
Viagens.
Recordações.
O Benfica é grande pelo seu povo. E o Benfica deve pertencer ao povo. Benfica de TODOS.
Nós, espalhados de Sul a Norte, passando pelo Centro de Portugal e também pelo mundo inteiro, em todos os continentes.
Temos de salvaguardar essa chama imensa todas as semanas, todos os dias, no universo benfiquista.
Porque a paixão e a alma são isto.
Pais que transmitem aos filhos.
Filhos que transmitem aos seus filhos.
E um dia, talvez os meus filhos contem essa noite em Barcelos. Falarão do avô deles, no meio dos ultras, a cantar pelo Benfica com quase 82 anos. E nesse dia compreenderão o que significa ser benfiquista.
Porque o Benfica não é apenas um clube. É um sentimento indescritível de pertencer a algo maior do que nós. É uma história que se transmite de geração em geração. E que nunca acaba.
Uma memória.
Uma família.
Uma vida inteira.
Temos e vamos salvaguardar essa chama imensa.
Obrigado, pai, por sermos benfiquistas.
Estarei sempre contigo, com o teu Benfica, o meu Benfica, o nosso BENFICA."

O 4.º árbitro é mentiroso.

Os exemplos!

Os indignados desapareceram?!!!

3x4x3


Segunda Bola...


Votação aberta


"Nesta edição da BNews, o destaque recai no início do período de votação para atribuição dos Galardões Cosme Damião.

1. Galardões Cosme Damião
Já pode votar nos 32 candidatos distribuídos por 8 categorias.

2. Chamada internacional
Dedic está convocado pela Bósnia e Herzegovina.

3. Últimos resultados
A equipa B do Benfica ganhou ao Feirense por 3-0. Os Sub-23 foram derrotados pelo Torreense por 1-2. E, em andebol, o Benfica sofreu um desaire ante o IFK Kristianstad, sendo eliminado da EHF European League (22-30).

4. Jogos do dia
Às 18h00, Benfica e Rio Ave defrontam-se em futsal no Multiusos de Gondomar a contar para os quartos de final da Taça da Liga. Às 20h00, os Sub-15 de futebol do Benfica recebem o Estoril.

5. Convocatória
A mais recente chamada da Seleção Nacional feminina de futsal integra 6 atletas do Benfica.

6. Bom desempenho
O Benfica arrecadou 75 medalhas nos Campeonatos Juvenis e Absolutos de Lisboa de natação, incluindo 36 de ouro, das quais 16 relativas ao escalão sénior.

7. Distinções
O Sport Lisboa e Benfica e vários dos seus atletas foram distinguidos pela Federação Portuguesa de Pesca Desportiva."

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