Últimas indefectivações

domingo, 23 de janeiro de 2022

Qualificados...

Benfica 97 - 91 Oliveirense
26-19, 14-21, 31-23, 26-28


Vitória, e qualificação para a Final da Taça Hugo dos Santos, numa partida que terminou com alguma desnecessária emoção!

Existe uma diferença enorme, entre ter o Broussard a 1.º base, ou o Barbosa!

Amanhã, na Final, novamente com os Lagartos, vamos ver como a equipa vai reagir, principalmente nos momentos decisivos, se o jogo chegar ao final apertado!

Goleada...

Gulpilhares 3 - 12 Benfica

Vitória, nos 16 anos de final, da Taça de Portugal, contra um histórico, que neste momento encontra-se nas divisões secundárias!

Jéssica...

Objectivo cumprindo


"Conforme realçou Nélson Veríssimo, "há que valorizar a vitória, que era muito importante e o objetivo principal para este jogo em Arouca".
Numa noite em que, na opinião do nosso treinador, "não estivemos ao nível que podemos estar, individual e coletivamente", o mais importante – a conquista dos três pontos – foi garantido.
Veríssimo reconheceu que o nível exibicional apresentado está relacionado com o facto de se estar a "introduzir algumas alterações com o comboio em andamento e isso tem reflexos no processo ofensivo e defensivo", o que motiva "alguns riscos, calculados".
E acrescentou ainda que a equipa "tem potencial de crescimento" e há "qualidade individual e coletiva para que isso possa acontecer".
Apesar da exibição, há que frisar, no entanto, a inteira justiça no resultado. O Benfica foi melhor e mereceu a vitória, por 0-2.
Agora há que olhar para a Taça da Liga, com as meias-finais, frente ao Boavista, a serem disputadas já na próxima terça-feira. Veríssimo fez questão de manifestar a mentalidade no seio do grupo de trabalho relativamente à abordagem a esta competição: "A Taça da Liga é sempre um objetivo para este clube. Temos a ambição de vencer."
Entretanto, o plantel da equipa feminina de futebol foi reforçado com a internacional portuguesa Jéssica Silva. A nova jogadora do Benfica revelou que "este momento é muito especial" pelo benfiquismo que lhe corre nas veias e por considerar que "o Benfica é um dos maiores clubes do mundo, o maior de Portugal" e que o Clube tem "um projeto ambicioso, uma estrutura supercompetente e um projeto sustentado".
Por último, relembramos que os Sócios do Sport Lisboa e Benfica têm entrada gratuita para todos os jogos das modalidades que se realizem nos Pavilhões. Para aceder aos mesmos é apenas necessário que os Sócios recolham o seu convite via site oficial ou numa Benfica Official Store. Venham apoiar as nossas equipas!"

Os 4 jogadores mais subvalorizados das águias | SL Benfica


"Irá algum destes quatro nomes a tempo de se afirmar na Luz?

A instabilidade que se tem vivido no último ano e meio na realidade benfiquista tem impossibilitado a valorização, enquanto ativos, da generalidade do plantel, no qual muitos jogadores com provas dadas do seu inerente talento têm abandonado o destaque mediático de outrora para se submeterem a período de menor fulgor.
Se não têm faltado as contratações sonantes, o desiquilíbrio na constituição dos grupos de trabalho, com excedente de jogadores em determinadas posições em detrimento de outras, ou de características completamente desajustadas às ideias dos técnicos – De Tomás ou Everton Cebolinha como gritantes exemplos – ajudam a explicar os fracassos desportivos que se têm vivido nos últimos tempos.
Decidimos eleger quatro jogadores que em certa altura demonstraram talento suficiente para escreverem história de relevo com a camisola do SL Benfica e que por uma razão ou outra demoram em afirmar-se como peças essenciais da equipa – quem diz essenciais diz de uma outra utilidade, diferente da atual, sem o impacto que se previa na maioria dos casos, o que vai causando impaciência na já consternada massa adepta.

1. Roman Yaremchuk
O outro joker do leque de avançados que tarda em cumprir-se o ponta de lança de elite que demonstrou ser na Bélgica e ao serviço da Ucrânia no último Europeu. Pela sua seleção, Roman exibe-se habitualmente a um nível que não se traduz, inexplicavelmente, para o contexto de Liga Portuguesa.
Basta recorrer novamente a números para comprovar esta dualidade competitiva, num exemplo em tudo semelhante ao de Gonçalo Ramos: diferenças no compromisso defensivo? 1,6 tackles e 1,4 faltas em média nos cinco jogos de 2021-22, na Qualificação para o Mundial.
Em Lisboa conta 0,5 e 0,4 nos mesmos parâmetros, o que pode indicar uma menor participação nesse aspecto, seja por vontade do jogador seja por ordens técnicas.
A nível ofensivo, Yaremchuk regista pelo seu país 23 tentativas de passe por jogo, acertando 19 deles, uma percentagem de sucesso de 83% e representativa das suas competências nas tarefas de apoio, de costas para a baliza, qual pivot – pelo SL Benfica o número baixa até aos 11,2 passes por jogo, com 8 certos em média.
Remata também mais em contexto internacional (2,2 vs 1,9) e marca, naturalmente, mais vezes (dois golos nos cinco jogos, contra sete em… 26 de águia ao peito). Ainda assim, as seis finalizações certeiras para a Liga, em 12 jogos de 19 possíveis, mostram que o registo pode melhorar se a afirmação for plena a nível de minutos, o que ajudará à consistência competitiva (tem 670’ contabilizados nestas circunstâncias, uma média de 55 por jogo).
Muito por desbravar ainda pelo ucraniano, ficando a faltar apenas a estabilidade desportiva e institucional que lhe permita adaptar-se da melhor forma à nova realidade.

2. Gonçalo Ramos
Ok, conseguir 22 remates mas apenas 12 deles serem à baliza não é o melhor dos registos. E sim, finalizar com sucesso apenas duas vezes em 1029 minutos pode não inferir, a frio, grandes potencialidades como ponta de lança – mas por aqui podem enveredar os argumentos e linha de raciocínio daqueles que ainda conseguem reconhecer a Gonçalo Ramos o talento e potencial para um dia ser o matador de serviço do SL Benfica.
É que a recente aposta em Gonçalo para vagabundo responsável pelas ligações entre intermediária e última linha, como servente de Seferovic ou Darwin, não implica grande proximidade com a baliza, muito menos quando inserido em performances coletivas bisonhas.
Mais, o seu registo ao serviços da seleção sub21, onde joga a maioria dos desafios como um dos últimos homens (em cunha com Fábio Silva), suportado por um losango de criativos muito acima da média e tendo a baliza como prioridade, ajuda a perceber o que tem falhado: nesse contexto Gonçalo leva oito golos em cinco jogos e é o melhor marcador da Qualificação para o Europeu da categoria.
Os concorrentes diretos, para se ter uma noção exata do feito, são Zirkzee, coqueluche do Bayern emprestado ao Anderlecht de Kompany, que leva sete no mesmo número de jogos; Elanga, titular nos últimas duas partidas do United, que leva seis em sete jogos pelas esperanças suecas; e Loïs Openda, prodígio do Brugge que está emprestado ao Vitesse (leva 11 golos na Eredivisie 2021-22) e que conta os mesmos 6 com menos um jogo.
A rever pelos responsáveis encarnados.

3. Valentino Lázaro
Cinco vezes campeão austríaco pelo Salzburgo, passagens por Berlim (Hertha), Monchengladbach, Newcastle e Milão.
A este currículo digno de análise contam-se 32 internacionalizações pelo seu país – e muitos se devem perguntar como é que um jogador de 25 anos com toda esta escola sente dificuldades em se impor no terceiro classificado português, numa época onde até janeiro foram utilizados sete laterais-direitos diferentes.
Participou em 16 jogos, num total de 559 minutos – que dá uma média de 34 por jogo ou aproximadamente… seis completos. Culpa própria ou de quem o gere?

4. Ferro
Com o aparente dissipar da excelência competitiva imprimida por Bruno Lage veio o ocaso de Francisco Ferreira, um dos seus bebés por ele apresentado à plateia da Luz e um dos quais que, às custas do seu talento, possibilitou a épica reconquista do campeonato.
A partir de 2020, apagou-se a chama: fosse pelos métodos mais rígidos – ou já de outros tempos – que Jorge Jesus fazia questão de impor ou pela insatisfação do técnico com a veia seixalense dos seus pupilos – dos bebés de 2018-19 ou 19-20 só Nuno Tavares se manteve com minutos.
Ferro ficou em Lisboa mas sem quaisquer oportunidades de mostrar as valências que o fizeram, em certos momentos, equiparar-se e complementar perfeitamente Rúben Dias. Atento a essas valências estava o Valência, mas a aventura também não correu bem: três participações, duas titularidades – e duas derrotas, com Real Madrid e Sevilha.
Voltaria à Luz para se manter na obscuridade, como quinta opção. Veríssimo, Otamendi e Vertonghen deixam dúvidas a poucos, mas Ferro, por tudo o que mostrou em condições ideais, mereceria outro tipo de reconhecimento.
Ao lado de outro talentoso como é Morato viu André Almeida ocupar-lhe a posição na última fase de Jorge Jesus, numa claríssima e escarrapachada mensagem de rejeição. Precisa de mudar de ares, afirmar-se noutro contexto e voltar, com a mesma confiança com que se impôs naquele início de 2019, quando saía a jogar de pantufas onde outros aliviam em esforço."

Até estou 'aparfalhado'


"Já não bastava a arbitragem miserável no Benfica-Moreirense, ainda somos, de acordo com a comunicação social, alvos de uma queixa da APAF ao Conselho de Disciplina da Federação devido às críticas feitas ao desempenho dos árbitros.
Coitaditos. Uma equipa de arbitragem com evidente influência no resultado, sendo que o VAR é reincidente no prejuízo ao Benfica na presente temporada, não pode ser criticada por quem, legitimamente se sente lesado.
E as críticas até foram dirigidas com bons modos, saliente-se. Ninguém foi apelidado de ladrão, corrupto ou incompetente, como muitos benfiquistas, por certo, e no fervor da frustração nem se pode levar a mal, gostariam que tivesse sido feito.
Na página de entrada no site da APAF pode ler-se que 'o Respeito (sic) é algo necessário e insubstituível. Respeitar é aceitar. É ver o outro como igual e viver em harmonia'. E um pouco abaixo: 'O Respeito (sic) que dás recebes de volta'. Respeito, que é muito bonito, sempre com maiúscula, atenção.
E eu pergunto: o árbitro Rui Costa respeitou o Benfica, os profissionais do Benfica e os benfiquistas quando passou um jogo inteiro e permitir que o guarda-redes adversário perdesse tempo a repor a bola em jogo? Foi respeito que teve quando só à 10.ª ou 15.ª oportunidade mostrou o amarelo devido (a caminho dos 96 minutos? Foi respeito o que o levou a interromper uma jogada por uma suposta falta, que não veio a descortinar-se nas repetições, no segundo anterior a o Benfica marcar um golo? O VAR Bruno Esteves respeitou o Benfica ao não indicar o fora de jogo clamoroso no golo do Moreirense? E respeitara no Estoril ao não indicar a falta evidente sobre Gonçalo Ramos no golo dos estorilistas?
Afinal, para a APAF, o respeito é assim tão 'necessário e insubstituível'? É 'aceitar', 'viver em harmonia'? Que respeito, com ou sem maiúscula, merecem de volta estes árbitros da parte do Benfica?

P.S.: Há benfiquistas defensores de não se falar de arbitragens quando a equipa joga mal. Discordo. Os campeonatos fazem-se de pontos, não de exibições. O Benfica está a fazer um mau campeonato, mas deve, por isso, ser lesado pela arbitragem como foi com o FC Porto, Estoril e Moreirense?"

João Tomaz, in O Benfica

Os 100 dias de Rui Costa


"Pouco mais de três meses passaram desde a vitória da lista encabeçada por Rui Costa na corrida à presidência do Sport Lisboa e Benfica. Foi em 10 de Outubro de 2021. Fez nesta semana 100 dias.
Talvez os mais distraídos já se tenham esquecido, mas o Maestro venceu as eleições mais concorridas de sempre da história de um clube em Portugal, com mais de 40 mil votantes. E não foi uma vitória pequenina: 84,48% contra 12,24% de Francisco Benitez, o único candidato com coragem para ir a votos e apresentar as suas propostas. Feitas as contas, quase 34 mil sócios do SLB escolheram Rui Costa, e pouco mais de 5000 votaram na Lista B.
Volto o recordar, porque pelo meio meteu-se o período de Festas, e algumas pessoas podem ter abusado de queijo: pouco mais de três meses, 100 dias, se passaram. Rui Costa poderia ter tomado outras decisões nestes 100 dias? Sim. Ou as mesmas, mas mais cedo? Também, mas essa é a minha opinião enquanto adepto e vale apenas isso. E uma opinião não é um facto. Querem factos? Vamos a eles. Nestes pouco mais de três meses, tivemos de tudo: rescaldo do vazio diretivo resultante do processo contra Luís Filipe Vieira, desaires desportivos da principal equipa de futebol, saída de Jorge Jesus, constantes violações do segredo de justiça no que se refere ao universo Benfica, guerrilha persistente nos media e nas redes sociais e ainda a covid-19 e as claríssimas ofertas do VAR e de alguns árbitros portugueses aos rivais do Norte e do Campo Grande.
Na hora de arrasar o SLB, a conjuntura pouco parece importar a quem aponta o dedo. Quem está de fora parece sempre saber fazer mais e melhor do que quem está lá dentro, seja direcção, treinador, jogadores, preparadores físicos, médicos ou staff. O problema do Sport Lisboa e Benfica continua a ser a sua dimensão e o pouco tempo que é dado a quem chega."

Ricardo Santos, in O Benfica

Voto útil seria no Benfica


"Aproximam-se as eleições legislativas, e ainda não sei em quem votar. Seja de direita, centro ou esquerda, ainda não houve partido que lançasse para a mesa o tema que mais urge tratar para recuperar a economia portuguesa: ver o Benfica a vencer.
De que forma podemos medir o impacto de um empate na Luz com o Moreirense no nosso PIB? Quantas reservas no restaurante terão sido desmarcadas à última da hora no sábado à noite? Quantos trabalhadores terão apresentado uma produtividade muito próxima de zero na segunda-feira? Ninguém é capaz de medir. Então, porque se continua a falar em IRC? Em IRS? Pouco me importa o choque fiscal - eu gostaria era de evitar um choque emocional a cada fim de semana. Alimentei até à última hora a esperança de ver o Otamendi candidatar-se a primeiro-ministro, mas compreendo que depois talvez faltassem elementos para completar a restante lista de deputados.
Falta alguma coisa a este Benfica, e eu não sei bem o que é, apesar de saber que é um pouco de tudo. No balneário, no relvado e nas bancadas. Parece que precisamos todos de tirar um doutoramento para voltar a ser Benfica, quando para sermos isso bastava nascer. Da minha parte, procuro cumprir naquilo que me compete e onde sei que posso ser uma mais-valia: festejar golos. Sou um celebrador em prática esta minha virtude preciso do que os marquem em maior quantidade. Haverá outros adeptos com maior capacidade para insultar o árbitro, repreender os jogadores ou reclamar com a Direcção. Eu limito-me a fazer aquilo em que sou bom. Não o podendo fazer como gostaria, talvez não tenha alternativa a não ser votar num partido de esquerda: tenho ter de recorrer à eutanásia."

Pedro Soares, in O Benfica

Bancadolândia


"Nos braços da Serra, nós, miúdos da aldeia, investíamos tempo, habilidade e imaginação na construção de fisgas. Na puerilidade rural daqueles anos, acreditávamos que tudo valia para provocar. Era um engano! Todavia, hoje, as recordações daquele tempo ainda me assaltam quando, por exemplo, assisto a conferências de Imprensa, nas antevisões ou nos pós-jogos, em que os veios do ardil (numa espécie de concurso 'A minha pergunta é mais desconchavada do que a tua') se sobrepõem à curiosidade que os factos tangíveis deviam alumiar.
Verdade seja escrita, a ausência de uma certa estirpe de questões nos momentos mais recentes de projeção e de análise dos jogos da equipa de futebol profissional do Benfica mostrou-nos (e provou-nos) que, afinal, ainda é possível falar de bola, do porquê do que se faz e do que não faz técnica, tática e estrategicamente, individual e coletivamente. Este saudável 'regresso ao passado', discutindo-se e debatendo-se nexos no contexto futebolístico, assentou bem, por efémero que possa ser. Uma nota positiva, portanto.
Noutro quadrante, enquanto espectador, interessado no fenómeno, adepto e também entusiasta dos frutos da Formação, sinto-me no dever, muito para lá de uma obrigação moral ou reparadora, de aproveitar este espaço de ponderação para ressaltar um facto que fortalece as constatações do potencial e da qualidade que revestem a equipa B do Benfica, mais líder da Liga 2 após a jornada de abertura da 2.ª volta da competição.
Sobre o mais fresco triunfo da juventude prometedora, obliterando na visita ao candidato à subida de divisão que mora na Madeira, vale destacar que o mesmo aconteceu frente a um conjunto do Nacional constituído na sua esmagadora maioria por atletas que na época passada competiam no principal escalão do desporto-rei nacional.
Na manhã do passado domingo pudemos acompanhar um duelo entre a experiência e o talento este, respondendo pelo nome de Benfica B, estruturado e assente na utilização, no desafio em apreço, de 14 jovens jogadores, quatro com 21 anos, cinco com 20, quatro com 19 e um com 17. Arriscando repetir-me, avanço para o remate: o futuro, ou uma importante fatia, mora ali, já é inquilino no Clube."

João Sanches, in O Benfica

A negação do futebol


"Sim, é verdade que o Benfica jogou pouco e mal, complicando demasiadas vezes aquilo que parecia simples, colocando-se a jeito de um dissabor que acabou por não evitar.
Dito isto, importa reflectir também sobre o futebol português, designadamente em dois planos distintos: o desempenho do VAR e o excesso de equipas na Liga - questão a que não me cansarei de aludir.
Neste campeonato já vimos decisões absolutamente inconcebíveis de quem dispõe de todos os meios para não errar. Os árbitros em campo poderão e deverão beneficiar de alguma tolerância face à necessidade de apitar no momento. Mas quem está longe do estádio, sem qualquer pressão, sentado diante de um ecrã com repetições de todos os ângulos, tem o dever de ser, pelo menos razoável.
Se nos lembrarmos, assim de repente, do Estoril-Benfica e do Estoril-FC Porto, vemos situações iguais analisadas de forma totalmente distinta. E agora neste Benfica-Moreirense, vemos um offside claro, com óbvia interferência no desenrolar do lance, que em campo até poderia ter passado despercebido, mas que o VAR tinha obrigação de assinalar. Porque não o fez? Só ele saberá.
Noutro plano, importa perceber o que trazem equipas como o Moreirense ao campeonato português. Desde os primeiros minutos não fez outra coisa que não perder tempo, simular faltas e lesões, arrastando o espectáculo para níveis verdadeiramente indigentes. Como esta, há mais umas seis ou sete equipas de futebol miserável, que fazem do antijogo a única estratégia para conquista de pontos aqui e ali. Se nem adeptos têm, o que são e afinal para que servem?"

Luís Fialho, in O Benfica

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"7
Depois de um início titubeante, a nossa equipa de hóquei em patins já registou 7 triunfos consecutivos no Campeonato;

20
Darwin tem 20 golos de águia ao peito no Campeonato. Fê-lo em 44 jogos. No entanto, há que realçar que, na presente temporada, soma 14 golos em 15 partidas. Em todos as competições oficiais leva 33 desde que chegou ao Benfica, 19 em 2021/22. Nesse Estádio da Luz, incluindo particulares, já é o 15.º com mais golos (16);

50
Weigl chegou aos 50 jogos no Estádio da Luz (incluindo particulares), é o 47.º a consegui-lo;

95:30
Tempo de jogo quando o árbitro Rui Costa admoestou o guarda-redes do Moreirense com cartão amarelo por perder tempo em pontapés de baliza. Pareceu gozo que só perto do apito final o tenha feito, dado o recorrente comportamento do adversário, sempre sob a complacência do líder da equipa de arbitragem, a qual validou um golo irregular do Moreirense e cortou uma jogada limpa no instante anterior ao de Gonçalo Ramos marcar. A nossa equipa não esteve bem, mas com uma boa arbitragem teria vencido a partida. E acresce a coincidência de o VAR, Bruno Esteves, já no Estoril não ter visto a irregularidade no golo estorilista frente ao Benfica. São 4 pontos perdidos devido, também, à incompetência deste indivíduo;

230
Grimaldo passou a integrar o top 50 de futebolistas com mais 'jogos oficiais' pela equipa de honra do Benfica, acompanhando agora Hélder e Simão na 50.ª posição deste ranking;

527
De acordo com o CIES Football Observatory, o Benfica teve, desde o início de 2018/19, um penálti favorável a cada 527 minutos no Campeonato, o que o coloca na 178.ª posição dos minutos por penálti entre os clubes de 31 campeonatos nacionais da Europa. O FC Porto é o 6.º, o Sporting, o 8.º"

João Tomaz, in O Benfica

sábado, 22 de janeiro de 2022

A quem interessa a devassa do Benfica?


"Temos assistido, ao longo das últimas semanas, à intromissão intolerável na esfera privada de diversas pessoas com responsabilidades no Sport Lisboa e Benfica.
A revelação, selectiva e a conta-gotas, de escutas de conversas privadas cujo conteúdo não tem qualquer relevância criminal trata-se, em última instância, de um ataque ao Benfica.
Ainda não há muito tempo o Clube foi vítima de um roubo de e-mails, sofrendo consequências irreparáveis em função da inqualificável divulgação ao público, para mais de forma truncada e deturpada, de conteúdos estritamente internos e que afetaram a sua reputação.
Desta feita estamos perante uma situação em que um instrumento de investigação das autoridades competentes - as escutas - é colocado, numa clara violação do segredo de justiça, à disposição de quem não tem pejo em escancarar a privacidade de outrem.
Qual a relevância criminal do conteúdo das conversas privadas vindas a público?
A quem interessa esta devassa do universo Benfica?
A quem beneficia a fragilização, a erosão e a destruição do Sport Lisboa e Benfica?
Haverá alguma organização (ou individuo) capaz de passar incólume perante a exposição pública de conversas privadas, incluindo desabafos de ocasião, frustrações do momento ou pensamentos em voz alta?
Onde estão os limites?
O Estado de Direito exime-se de responsabilidades? Não há mesmo nenhuma autoridade disponível para colocar um travão nesta violação grave de direitos fundamentais?"

Pedro Pinto, in O Benfica

De volta ao topo


"Numa altura em que o voleibol benfiquista atravessava um mau momento, foi no seio familiar que voltou à elite nacional

A beleza do desporto encontra-se na incerteza do resultado. Por mais forte que seja uma equipa, não se pode afirmar com total certeza que sairá vencedora. Há vários fatores que a podem levar ao sucesso ou ao seu contrário. O talento dos seus jogadores poderá ser insuficiente, pois, tal como se diz, 'individualidades ganham jogos, mas é como equipa que se conquistam títulos'.
Em 1987, o voleibol do Benfica vivia tempos conturbados, longe da glória dos títulos. Fazia quatro anos que não ganhava nenhum troféu, e, para agudizar a situação, a equipa encontrava-se a disputar o segundo escalão nacional. Havia pouco Benfica nesse Benfica!
Por forma a tentar ultrapassar essa situação, os dirigentes benfiquistas apostaram na contratação de Luís Sardinha, recrutando-o do ISEF, no início da temporada 1987/88. O treinador aceitou o desafio, apesar de ingressar num clube que estava na divisão inferior à do seu anterior. Para aumentar a qualidade da equipa, trouxe do ISEF alguns jogadores, entre os quais João e António Silva. Os dois irmãos, para além de melhorarem o conjunto em termos qualitativos, tinham ligação ao passado e presente dos encarnados. Filhos de António Augusto, que vestiu de águia ao peito entre 1957 e 1964, tinham, ainda dois irmãos no plantel: José e Miguel.
A partir do núcleo familiar Silva, Luís Sardinha conseguiu criar uma equipa unida, superando os objectivos definidos no início da temporada. Os benfiquistas realizaram uma temporada quase perfeita, falhando apenas a conquista da Taça de Portugal. O Clube teve uma prestação excecional, conseguindo o apuramento para a Taça das Taças, o que mereceu rasgados elogios por parte da imprensa. 'O Benfica realizou, de facto, um feito extraordinário, pois acaba de subir à divisão de honra e simultaneamente atinge, a Europa (inédito no desporto português)'.
A base desta equipa conseguiria, no final da década de 1980, vencer a Taça de Portugal e, no começo da seguinte, conquistar o Campeonato Nacional, restabelecendo o Benfica ao patamar de excelência a que pertence.
Saiba mais sobre este brilhante conjunto na área 3 - Orgulho Eclético, do Museu Benfica - Cosme Damião."

António Pinto, in O Benfica

Precisamos de falar


"O Nuno Picado e o Sérgio Engrácia decidiram perguntar-se se vale a pena, numa conversa com tanto de inesperada como de inevitável. E estragaram-me mais uma noite de sono. Decidi ouvi-los logo, atentamente, e viraram do avesso a discussão interior que mantenho, durante grande parte do dia, todos os dias: vale a pena? Sou um bom Benfiquista? As minhas acções, por insignificantes que sejam, fazem bem ou mal ao Benfica? Quando é que é tempo de falar? Quando é que devo esperar e ver o que acontece? Vale mesmo a pena?
Nunca encontrei respostas certas. Não existem. Mas sei, hoje, o suficiente para fazer mea culpa e assumir, perante mim próprio, que nem sempre fui o melhor Benfiquista que poderia ser a cada momento, nem sempre me contive, nem sempre pensei antes de falar. Mas, é isso mesmo o amor. Este amor eterno e incondicional. Pelo que voltarei a pecar, certamente.
Lembram-se de quando os convidados do BenficaFM tinham de abrir a dizer que é que significava para eles o Benfica? Já há muito não me perguntava isso. É o primo que se afastou mas continua a gostar de nós? É o pai de olhar distante que anda a lutar contra os seus próprios fantasmas? Somos nós quem se afastou? Serei eu? É o tio que nos levou a sítios onde nunca iríamos, às cavalitas do seu carisma e espírito de aventura? É esse tio que agora namora e deixou de querer saber de nós? Serei, afinal, eu?
Todos gostamos de ver as nossas opiniões validadas, mas dá ainda mais sossego sentir as nossas emoções partilhadas. Tenho-me sentido atormentado por uma certa frieza que me é estranha, nova. No último mês fui a todos os jogos da equipa de futebol e dei um saltinho ao pavilhão. Cada jogo, pela distância, exige planeamento: a compra dos bilhetes, quando é fora; as alterações de agenda no trabalho; as viagens sempre contra o tempo; a coordenação cá em casa por maximizar a eficiência e conciliar horas; aquele formigueiro durante toda a semana; a esperança ingénua na vitória mesmo quando partimos de trás. E, chegado ao meu lugar, só quero vir embora. “Por que é que eu vim?”. E assim volto sempre, assim fui duas vezes rua acima em procissão até ao Dragão, certo de que a pica que aquele sítio me dá iria reverter essa sensação. “Que é que eu estou aqui a fazer?”, outra vez. Pensei que era um problema meu, comentei, até, com alguns consócios o que estava a sentir e se seria de estar a crescer, como pessoa, de alguma forma, de ter mudado sem me aperceber. Assumi que era só eu. Que só a mim causavam estranheza a vibração, o tom, o ambiente, a falta de empatia e reciprocidade na bancada e da bancada. É assustador saber que não é só de mim. Porque eu sou insignificante. Dois, pelo menos, já são demasiados.
Nunca votei em Luís Filipe Vieira. E não o digo senão para contextualizar. Apesar de ter sido sempre crítico da postura, estilo de liderança e falta de transparência do anterior presidente, com ou sem oposição formal, nunca isso me impediu de sentir cada lance, cada jogo. Não era apoiante de LFV no Marquês em 2010, como não o era também num sem número de momentos de êxtase desde então. Até bem recentemente, mesmo. Portanto, não é a política associativa e a disputa democrática e seus resultados que me afastam ou esmorecem no apoio às equipas e no fervor do jogo.
Escrevo para organizar as ideias num exercício de terapia autónoma; partilho-o pela solidariedade com os que se sentem sozinhos nesta maneira, afinal comum, de sentir.
Não tenho, na verdade, diagnóstico algum a apresentar ou uma solução milagrosa a saltar da manga. Não mais do que a certeza de que precisamos de falar. Precisamos muito de falar. E não tenho parado de falar comigo desde que ouvi o Nuno e o Sérgio.
Comecei a escrever em jeito de Rescaldo, mas se me descuidar sei que vai sair um Brinco. Salvaguardando a diferença de que já não estou sequer certo acerca de onde parti, em que ponto mudei ou mudámos, muito menos de para onde vou. Sozinho ou acompanhado.
O resultado mais evidente desta reflexão passa, sobretudo, pela certeza de que não é um problema só meu. Antes fosse. O que representa, hoje, o Benfica na vida de cada um de nós? Na minha, será sempre o espaço consagrado de comunhão inocente e pueril, o porto de abrigo feito em águas revoltas, os amigos, as cervejas, os cânticos da bancada em loop na cabeça, todo o dia, todos os dias. O amor incondicional e apaixonado. Mas para amar não basta o amor, é precisa reciprocidade, de algum modo. E, arrisco dizer, é isso que tem faltado. É esse o factor x desta equação. E já nem ganhar, quando se ganha, ajuda a curar a ferida. Já nem o golo, a vitória e a remontada apaziguam a revolta, o desespero e a frustração. É a isto que chamam, se bem entendo, uma relação tóxica.
Sei que a partir de hoje, na vida, nas redes, nos grupos de Whatsapp, serei mais cuidadoso. Tentarei salvaguardar mais o amor pelo clube em detrimento da vontade de gritar bem alto contra quem o está a roubar de nós. De mim. Já não falta tudo.
E quem o está a roubar de nós não é tão fácil de identificar como pode parecer. Assumo que quando o meu partido governa mal me custa muito mais do que quando são outros; que me apoquenta muito mais uma má acção de um companheiro do que um crime de um desconhecido; que me deixam doente os pecados e omissões dos “nossos”, de tal forma que já nem ligo a erros de arbitragem, orquestrações mediáticas e bocas dos rivais. Mas deveria. Deveríamos todos. Porque é quando os gigantes tropeçam que as hienas se alimentam. E o Benfica continua a ser um gigante. O que me leva a perguntar-me: não seria preferível almejar ser o melhor do que ser, só, o maior? Ganhará mais o Benfica estimulando a participação associativa activa dos seus sócios ou a venda de kits de passividade e descontos? Será um mal só do Benfica ou é transversal à sociedade? É da sociedade, claro. Mas será que o nosso desencanto se prende com a tal ideia vã e inocente de que no Benfica seria diferente? Terá o nosso subconsciente visto no Benfica um falso bastião de uma sociedade que já não existe? Será que isto é efectivamente isto?
Queria poder pôr o Benfica em pausa durante umas semanas, meses ou anos. Parar, assim, decididamente. Mas mal posso esperar pelo próximo jogo."

Foda-se, só podem entrar Andrades no Estádio amanhã? É uma gala do Calor da Noite e não disseram nada? 🤣🤣🤣🤣🤣🤣

 

Arquivo da Fruta, in Facebook

Futebol baço


"Exibição pobre do Benfica em Arouca, que ainda assim valeu um tímido regresso às vitórias (2-0). Marcaram Darwin e Gonçalo Ramos, com a equipa da casa a falhar uma grande penalidade ainda na 1.ª parte que poderia ter dado ao jogo uma história diferente

Mal o apito final soa em Arouca, a câmara aproxima-se de Vertonghen e o belga está de mãos na ilharga, olhar vazio, virado para o horizonte, respiração rápida sem ser ofegante. Nem parecia que o Benfica tinha voltado às vitórias, que o resultado até havia sido de 2-0, conjunto de números e travessões que, quem olha sem ter dado um olhinho ao jogo, vê como um “cumpriu”.
Taxativamente, o Benfica cumpriu em Arouca. Venceu e na pior das hipóteses ficará à mesma distância de FC Porto e Sporting no final da jornada. Artisticamente falando, esta noite de sexta-feira não poderia ter sido mais soporífera. A equipa de Nélson Veríssimo é, por estes dias, um conjunto descaracterizado, de cabeça baixa, que talvez tenha muito a agradecer ao brasileiro Basso, rapaz com sobrenome de ciclista italiano, que cometeu uma grande penalidade tonta na sua área e depois ainda mais tontamente falhou o empate num castigo máximo do outro lado, não fosse o karma ainda não o ter avisado que há dias em que mais vale de facto um homem não sair de casa.
Isto ainda na 1.ª parte, da qual não há muito mais para contar. Perigo nas áreas? Nulo. Futebol bem jogado? Mais nulo ainda, com o Benfica sem criatividade para dar a volta a uma equipa com inúmeras fragilidades, tentando as soluções do costume (cruzamentos, arrancadas de Darwin) e com velocidade e destreza pouco coincidentes com a qualidade individual do plantel encarnado. Se a figura do jogo era João Basso, o futebol de ambas as equipas também o era: baço, triste, vazio.
A entrada de Everton após o intervalo para substituir um desaparecido em combate Yaremchuk talvez procurasse dar mais rasgo ao jogo do Benfica, mas o brasileiro tão-pouco sobressaiu. Aos 55’, uma boa abertura de João Mário para Rafa quase dava golo, mas Victor Braga defendeu com uma estirada tão vistosa quanto eficaz. Daí para a frente, o Benfica praticamente desapareceu e os assobios que começaram a chegar das bancadas eram a prova sonora e impaciente disso mesmo.
Houve então mais bola para o Arouca, que tentou pressionar mais não só a saída de Vlachodimos como o próprio carrossel de trocas carregadinho de inconsequência que o Benfica ia experimentando a meio-campo, sem nunca descortinar espaços para algo mais. Foi precisamente numa perdida a meio-campo que Bukia ficou perto do empate, bailando em frente a Vertonghen antes de desferir um remate cruzado que passou perto do poste da baliza do Benfica. Aos 80’, foi a vez de Antony aparecer em boa posição na lateral, com Vlachodimos bem a fechar o ângulo.
E seria já nos descontos que surgiria o 2-0 para o Benfica, um golo enganador se olharmos para a produção pífia que se viu em campo e à tremedeira dos encarnados nos últimos 20 minutos, frente a uma equipa que mal se preparou devido a um surto de covid-19. Ainda assim, que fique pelo menos a bela execução do livre lateral por parte de Grimaldo e o toque subtil, cheio de classe e intenção, de Gonçalo Ramos – haja um momento de beleza rara num jogo que mais não fez do que nos ferir os olhos.
Vertonghen, que anda há anos e anos nisto, saberá muito bem o que é um jogo pobre de futebol. Talvez daí toda aquela desolação na cara de um homem no final do encontro, com o ar gélido da Serra da Freita a esgueirar-se-lhe pelos ossos, a lembrar-lhe que há vitórias e vitórias e esta valeu três pontos mas nada mais além disso."

Seja bem vindo seu 4x3x3


"Depois de um primeiro tempo menos conseguido em termos de criação ofensiva – O Benfica saiu a vencer para o intervalo beneficiando de um erro do jogador do Arouca que ao cometer penalty sobre Darwin num lance aparentemente controlado, e da defesa de Odysseas num novo pontapé de grande penalidade, desta feita a penalizar o Benfica – subiu ao relvado um novo Benfica no segundo período.
Weigl assumiu-se como único médio defensivo, e como interior à direita posicionou-se Paulo Bernardo, enquanto João Mário ocupou o “half space” à esquerda.

Com João Mário e Paulo Bernardo entre linhas – Nas costas dos médios do Arouca – ao redor de Darwin Nuñez, e Everton e Rafa Silva bem abertos, Grimaldo juntou-se em espaço interior na zona de criação – Entre Linhas. Vertonghen, o melhor central encarnado (pós lesão de Lucas) a alimentar a zona entrelinhas, pela qualidade e tensão do seu passe, passou a ter Grimaldo em apoio frontal, Everton fora e João Mário dentro, formando um losango de opções para entrar em zonas altas.


Depois de uma entrada que prometeu mais do que o que cumpriu e até mais do que o “cinzento” primeiro tempo, o Arouca sedento de pontos tomou conta do jogo e o Benfica não foi eficiente, nem eficaz. Desapareceu por completo do jogo e nem os contra ataques conseguiu ligar.
Mas, poderá o 4x3x3 estar para ficar? Quais as vantagens e desvantagens?
- Os três médios aumentam as ligações interiores;
- Possibilidades de triangulações nos corredores laterais – Associação Lateral – Interior – Extremo; Mais um homem a fechar o espaço de entrada da bola na zona de frente para a defesa – Maior segurança em Organização Defensiva;
- No plantel encarnado jogar com apenas um avançado, significa ter Seferovic – Ramos – Yaremchuk praticamente sem minutos, enquanto as opções para o meio campo são bem diminutas – Taarabt é a única opção ao presumível trio titular – Bernardo, Weigl, João Mário;
- Rafa volta a afastar-se do espaço onde mais decide – Por dentro – e as opções também não abundam – Diogo Gonçalves passa a ser uma opção forte para a posição de extremo – Ele que na dimensão Benfica tem muito mais condições para ser lateral."

BnR: Arouca...

FC Arouca 0-2 SL Benfica: O caminho ficou menos «Basso»


"A Crónica: Basso Ajudou a Desembraçar Prestação Encarnada

O SL Benfica deslocou-se até Arouca e venceu por 0-2, num jogo onde as águias permanecem com dificuldades em controlar o jogo, porém, com a mudança estrutural para 4-3-3, a equipa parece encontrar o caminho certo para regressar aos bons resultados.
Relativamente ao jogo, foi um início de partida (muito) morno em Arouca, a fazer jus ao frio que se sentia nas bancadas, não obstante com ambas as equipas a demonstrarem cedo para o que vinham. Por um lado, o SL Benfica procurou assumir as rédeas e desbloquear o jogo através das movimentações entrelinhas de Rafa e dos rasgos potentes de Darwin na profundidade.
Do outro lado, a equipa da casa teve uma abordagem muito meticulosa. Uma linha de cinco – na maioria da primeira parte – a defender e a controlar os movimentos dos avançados encarnados, e depois um meio campo preenchido e recheado de qualidade no momento com bola – David Simão e Leandro Silva exímios nesse momento.
Duas equipas a urgir de pontos e a ressalvar duas estratégias opostas. E não havendo grande espetáculo e grandes oportunidades em jogo corrido, foi mesmo na bola parada onde surgiu as principais oportunidade da primeira parte. Duas grandes penalidades: uma convertida, outra falhada…Pormaiores que fazem a diferença…Darwin converteu, João Basso vacilou, e o SL Benfica seguiu para os balneários em vantagem por 0-1.
A segunda metade do jogo trouxe um SL Benfica mais cauteloso, porém muito pouco enérgico. Do outro lado, os homens da casa rejuvenesceram, e ofereceram constantes alarmes à defensiva encarnada. Incrível a prestação do FC Arouca que conseguiu encostar ‘n’ vezes o SL Benfica às cordas, sendo que, caso Vlachodimos não tivesse inspirado as coisas podiam ter sido muito diferentes…
Com isto, todavia a superioridade arouquense, a eficácia do SL Benfica veio à tona, e Ramos fez o segundo e último golo da partida após assistência sublime de Grimaldo. Com este resultado, o FC Arouca permanece com 14 pontos na tabela, enquanto o SL Benfica soma 44.

A Figura
Odysseas Vlachodimos Prestação absolutamente fantástica do grego. Defendeu a grande penalidade de João Basso e segurou o jogo quando foi mais preciso.

O Fora de Jogo
João Basso É ingrato, mas falhar uma grande penalidade num jogo desta dimensão é quase a «morte coletiva» e Basso, apesar de toda a confiança, vacilou num dos momentos mais importantes da partida.

Análise Tática – FC Arouca
A equipa comandada por Armando Evangelista alinhou em 4-3-3, do ponto de vista estrutural, não obstante a equipa arouquense apresentasse abordagens divergentes consoante o momento com/sem bola. Sem bola a linha de 4 transformava-se numa linha de 5, e no momento com bola essa linha de 4 permanecia intacta, com a tentativa de ter sempre um extremo em largura e outro mais vagabundo (Arsénio).
Do ponto de vista do jogo posicional ofensivo, a turma do Arouca procurou explorar a linha adiantada dos encarnados, com vista a encontrar espaços na zona entre o central e o lateral.

11 Inicial e Pontuações
Victor Braga (6)
Thales (6)
Abdoulaye Ba (6)
João Basso (4)
Mateus Quaresma (6)
Eboué (6)
Leandro Silva (6)
David Simão (6)
André Bukia (5)
Arsénio (6)
Adílio Santos (5)
Subs Utilizados
Antony Alves (6)
Pedro Moreira (6)
Pité (5)
Eugeni (6)

Análise Tática – SL Benfica
A turma orientada por Nélson Veríssimo realizou duas alterações em relação ao último jogo perante o Moreirense: saiu Gilberto e Seferovic, entraram Lázaro e Roman Yaremchuk. Do ponto de vista estratégico, Veríssimo não efetuou grande mudanças, faça excepção o posicionamento de Paulo Bernardo. O jovem acabou por atuar de forma permanente na zona central do terreno, até no momento defensivo, ao passo que Rafa (e mais tarde Diogo Gonçalves) tiveram a missão de proteger a largura e o lado direito do terreno.

11 Inicial e Pontuações
Odysseas Vlachodimos (9)
Lázaro (6)
Otamendi (7)
Vertoghen (6)
Grimaldo (6)
Julian Weigl (5)
João Mário (6)
Paulo Bernardo (7)
Rafa (5)
Roman Yaremchuk (5)
Darwin (7)
Subs Utilizados
Diogo Gonçalves (5)
Taraabt (5)
Gonçalo Ramos (7)
Everton (5)

BnR na Conferência de Imprensa
FC Arouca
BnR: Boa noite mister, gostaria de lhe perguntar sobre a forma como a equipa se comportou no momento com bola. Sentiu que a equipa cumpriu de forma rigorosa o que foi proposto, e se este jogo, principalmente a segunda parte, oferece sinais positivos para o que aí vem.
Armando Evangelista: Sim, porque quem está atento e segue o FC Arouca sabe que o FC Arouca tem feito mais jogos destes mais vezes, e o FC Arouca quando se capacita e quando se sente confiante, e valoriza a bola: consegue criar, criar incómodo ao adversário. O FC Arouca, nesse período que se está a referir, não deixou de ser o FC Arouca, foi o FC Arouca que tem sido algumas das vezes no campeonato e é o FC Arouca que eu quero. Um FC Arouca que valoriza a posse de bola, que tenha a capacidade de compreender onde estão os espaços, capacidade de aceleração, gente em zonas de finalização.

SL Benfica
BnR: Boa noite mister, a equipa hoje acaba por se apresentar num 4-3-3 mais fixo, Paulo Bernardo acaba o jogo com uma das taxas de acerto no passe mais elevadas, João Mário também registou imensas ações defensivas. Com isto pergunto-lhe, sai com a sensação que é no 4-3-3 que é o caminho do SL Benfica?
Nélson Veríssimo: Na segunda parte alteramos, porque sentimos que a equipa não estava a ter o controlo desejado no jogo, sabíamos dos jogadores que tínhamos dentro de campo e a possibilidade de fazermos essas alterações. Não queria estar a fechar num sistema, eu acho que esta equipa tem soluções, os jogadores têm características e capacidade para nos dar soluções naquilo que são os diferentes posicionamentos. Temos jogado num 4-4-2, esta segunda parte jogamos num 4-3-3, agora é avaliar, refletir…e obviamente daqui para a frente, tendo em conta a estratégia a adotar para os jogos seguintes, analisar e decidir qual é que é a melhor de colocar a equipa a jogar, partindo do princípio que temos de ter sempre a equipa equilibrada."

Bem vinda, Jéssica Silva! | SL Benfica


"Irá a portuguesa brilhar na Luz?

Contratação sonante da mais projetada futebolista nacional que dotará o plantel encarnado de valiosa contribuição nas conquistas esperadas em 2022. Jéssica Silva, 27 anos, que rescindiu com o Sporting Kansas City, joga preferencialmente pelas extremas atacantes.
Em Portugal, de onde saiu em 2016, vestiu as cores do Clube de Albergaria e Sporting de Braga: do Minho rumou ao Sul de Espanha, para representar o Levante, onde cumpriu duas excelentes épocas e desenvolveu capacidades ao ponto de chamar a atenção do tetracampeão europeu à altura, o Lyon.
Um dos colossos do futebol feminino (eram campeãs da D1, equivalente à Ligue 1, ininterruptamente desde… 2006-07, série que só terminou com o título do PSG em 2020-21), e foi em França que conquistou a Liga dos Campeões – apesar de não ter participado na final por lesão – tornando-se assim a primeira jogador portuguesa a levantar o troféu.
Tem 81 internacionalizações pela seleção nacional. Além dos méritos desportivos, Jéssica Silva destaca-se pela disponibilidade em abraçar e dar a cara a causas sociais importantes – é, por exemplo, embaixadora do projeto TACBIS – Tackling Colour Blindness In Sport, uma ação promovida pela Rede do Futebol Europeu para o Desenvolvimento (EFDN), da qual também faz parte a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) que confronta os problemas impostos pelo daltonismo no desporto.
A apresentação da atleta, inicialmente marcada para as 16h desta quinta-feira (dia 20), foi adiada para o dia seguinte, hoje, após quatro horas de atraso – às 20h saíam notícias que justificavam o insólito, que ocorreu «devido a atrasos nos exames médicos e questões burocráticas», motivos veiculados pela maioria dos órgãos de comunicação social."

'O livro dos cinco anéis' - A arte da guerra


"O livro dos cinco anéis», escrito em 1643, é o livro mais conhecido do samurai Miyamoto Musashi (1584-1645). De um modo geral, simboliza os procedimentos de luta e de domínio sobre um ou mais adversário(s), mas, extrapolações feitas, pode ser aplicado em outros domínios da vida. Daí o seu sucesso e atualidade. Com alguma crueldade na sintaxe, o texto foi escrito de forma bastante simples. Revelou a sua arte marcial neste livro. Para o fazer, subiu ao monte Iwato, em Hiho, província de Kyushu, e pôs-se a escrever.
Os samurais, casta guerreira, eram assistentes da classe nobre. Do verbo japonês “saburau”, significa “servir como ajudante”. Nesta época, era da sua competência a defesa das vastas propriedades dos senhores. Em termos históricos, Miyamoto viveu no período inicial do terceiro Governo de Campanha, conhecido por Bakufu (paragoverno militar dos xoguns). O primeiro Governo de Campanha foi estabelecido perto do final do século XII. É conhecida por Era Kamakura. O segundo Governo de Campanha suplantou o primeiro em 1338. É conhecida por Era Muromachi. Só em 1868, com a Restauração Meiji, é que houve a preocupação de se unir o país.
A obra de Miyamoto é relativa à arte da guerra. Este duelista autodidata procura nela censurar a exibição sem sentido e a comercialização das artes marciais. Foca a sua atenção nos aspetos psicológicos e na parte física dos ataques letais, procurando a vitória na batalha. Como não existem muitos documentos da época, a vida de Miyamoto é fruto de lendas. Sabe-se que matou pela primeira vez com a idade de 13 anos (o adversário chamava-se Arima Kihei) e a última aos 29 anos. Terá depois abdicado de usar a espada verdadeira. Ainda assim, não se reformou da arte da guerra e continuou a infligir ferimentos nos seus adversários. Musashi aprimorou a sua arte de combate e criou a sua escola, chamando-lhe de “Escola Individual dos Dois Céus” (ou das duas Espadas).
Sem mestre algum, treinou de dia e de noite. Viajou de província em província e conheceu vários praticantes de artes marciais. Para este incansável guerreiro, “as artes marciais são a forma de vida do guerreiro”. Exorta a todos os comandantes e soldados a praticar. “Mesmo que não revelem destreza nesse campo, os guerreiros devem aprimorar individualmente as suas próprias artes marciais tanto quanto lhes for possível, atendendo às circunstâncias de cada um (Musashi, 2021, p. 27). O essencial era superar tudo e todos. Musashi é muito crítico relativamente ao ensino das artes marciais. Considera que elas foram transformadas em produtos comerciais, havendo pouco de substancial. Na sua perspetiva, era importante a utilização de duas espadas: tachi e katana (espada grande e espada).
Independentemente de saberem usá-las, era comum para os guerreiros trazê-las nos dois flancos. Não havia uma situação apropriada para cada uma. Tudo dependia do campo de batalha e do ritmo. “De acordo com a ciência militar, a forma de ganhar uma batalha passa por conhecer os ritmos dos adversários específicos e também por nos servirmos de ritmos de que os adversários não estão à espera, produzindo ritmos informes a partir de ritmos de sabedoria” (Musashi, 2021, p. 43). O domínio da sua ciência militar não se faz ao acaso. É preciso ter em atenção vários aspetos: identificar o que é correto e verdadeiro, praticar e familiarizar-se com as artes, conhecer os princípios dos ofícios, compreender o malefício e o benefício das coisas, ver as situações com precisão, tomar consciência do que não é óbvio, ser cuidadoso, não fazer coisas inúteis, ver o que é imediato num contexto mais vasto. Se os guerreiros aplicarem os princípios elencados, não conhecerão a derrota, independentemente do número de adversários. Esta aprendizagem aplica-se em qualquer campo de atividade. É preciso, na sua opinião, saber como evitar a derrota perante os outros, ajudarmo-nos a nós próprios e fazer valer a nossa honra.
O domínio do manejamento da espada não é fácil. Os movimentos dos pés, o olhar, a postura, os tipos de guarda, as aplicações das técnicas convencionais, os ritmos de batalha, os ataques e defesas, conhecer os movimentos e técnicas dos adversários, etc., devem ser tidos em conta. Isto requer anos de prática, milhares de horas de treino. O aperfeiçoamento é a razão de ser. É a Via."