Últimas indefectivações

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Vermelhão: Existem provas: o Rafa sorriu !!!

Benfica 3 - 0 AFS


Vitória mais do que esperada (só não esperava a nova camisola!), com muita rotação, contra um adversário inofensivo, numa partida que deu para dar minutos, a jogadores com pouco ritmo, que estão a regressar de lesões prolongadas... e ainda deu para estrear o adolescente Alentejano Zé Neto, que foi só um dos melhores em campo!!!

Mas além do sorriso do Rafa, no grande golo que marcou, o golo do dia só pode ser o 1.º: praticamente 1 ano depois da lesão, o regresso do Bah, é uma excelente notícia! Um jogador com características muito diferentes em relação ao Dedic, e que pode ser muito útil nesta 2.ª parte da época!

Apesar da fragilidades do AFS, estava com algum receio da ausência do Aurnses, pois tem sido o Fred a dar alguma 'cabeça' ao nosso jogo, mas hoje, nem deu para sentir falta, mesmo com o Ríos longe do seu melhor... O Ríos, após este regresso após lesão, está a fazer 1 ano de época, a gestão do colombiano daqui, até ao fim da época, deverá ser feita com cuidado....

Mas o MVP, foi mesmo o Schjelderup, que com confiança, e com espaço, esteve muito inspirado. E mesmo com algumas indefinições pelo meio, foi de facto o nosso melhor jogador em campo!

Creio que a ideia dos demasiados minutos do Pavlidis, era 'oferecer-lhe' um golo, para dar-lhe confiança, mas teria sido preferível dar-lhe descanso!


Não é novidade que o Sidny não é um poço de talento, mas hoje, principalmente na 1.ª parte, tudo lhe correu mal! Parece-me que na Esquerda se sente mais à vontade, mas... Com uma potencial ausência do Prestianni em Madrid, o Sidny até poderia ser uma opção, mas a jogar assim...!!!


Mais uma arbitragem horrível, mas um delfim da AF Porto!!! Inacreditável a agressão ao Schjelderup logo no início do jogo, inacreditável o penalty não assinalado, inacreditável o critério disciplinar: como é que é possível o AFS terminar o jogo sem Amarelos, após uma quantidade absurda de faltas táticas, com agarrões constantes?!!!


Agora, mais uns dias a aturar as pitas histéricas do Real Madrid, e as suas congêneres Brasileiras, do Gang Vini!!! Mais uns dias a falar do Prestianni e afins!!! Com a derrota de hoje do Madrid, fica provado que eles estão muito longe de serem imbatíveis! É verdade que a defesa do Real na Quarta será diferente! Mas, num jogo com as 'sortes' para o nosso lado... e com uma arbitragem 'aceitável', temos hipóteses! Agora, não podemos é marcar um golo em cada 10 oportunidades!!!


Estou muito dividido na questão da utilização do Prestianni! Uma adaptação do Ríos à direita poderia ser uma solução...!!!



Injusto...

Torrense 1 - 0 Benfica


O Torrense foi melhor na 1.ª parte, principalmente nos últimos minutos, mas o Benfica dominou toda a 2.ª parte, mas quando se falha vários golos fáceis, fica
complicado pontuar!

Juniores - 4.ª jornada - Fase Final

Benfica 4 - 4 Corruptos
Umeh(2), Afonso, Pastel


Jogo absurdo, com 2-0 aos 11 minutos, ninguém pensaria que aos 59 minutos, já estávamos a perder 2-4, com vários golos absurdos sofridos... Foi preciso esperar pelos 98 minutos, para salvar a partida, com um empate, com mais um golo do inevitável Pastel, num Canto muito criativo!!!

Com a equipa principal 'longe' da Champions, é extremamente importante revalidar o tótulo de Juniores, para ingressar na Youth League, mas as coisas não estão fáceis... mesmo com alguns reforços, dos Sub23 !!!

Manter a invencibilidade...

Benfica 3 - 1 Sanjoanense

Mais uma vitória, que só não foi maior, porque dos 3 penalty0s que beneficiámos, só marcámos um, na recarga!!!

Quase capote !!!

Arsenal 23 - 43 Benfica
10-26

Parece que a Europa fez bem a esta equipa...
Realce para o regresso do Olsen, meses depois!

Rapidamente...

Benfica 3 - 0 Santo Tirso
25-14, 25-15, 25-17

Com muita rotação, vitória fácil...

Da rua para o relvado | Dahl

Terceiro Anel: Diário...

Águia: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Benfica consegue eliminar a nuvem negra que paira sobre a Luz?

Valdo dixit...

Concorrência desleal

João Gabriel sobre Luisão...


"A primeira reação foi insensata e precipitada, o extenso comunicado 24 horas depois foi uma torpe tentativa de justificar o injustificável.
Dizer que “o Benfica é a sua segunda pele” implica agir com memória, equilíbrio e sentido de justiça. Quando se crucifica com ligeireza um colega de profissão, sem prova irrefutável, a imprudência e a leviandade tornam-se inevitavelmente parte do debate.
Em 2012, num jogo particular, Luisão agrediu um árbitro. Foi na Alemanha, frente ao Fortuna Düsseldorf. A estrutura profissional do Benfica mobilizou-se e, lutando contra a evidência das imagens, conseguiu que o castigo aplicado fosse simbólico face à gravidade do sucedido. Eu vivi na primeira pessoa esse episódio e o tudo o que se seguiu.
Catorze anos depois, a milhares de quilómetros de distância, o mesmo Luisão decide “condenar” um colega de profissão que, por acaso, veste a pele que Luisão assume agora como segunda.
A imprudência, a leviandade e a parcialidade da acusação revelam imaturidade e um défice de equilíbrio. Luisão não aprendeu nada com o que já viveu, e isso diz mais sobre ele do que sobre o que diz ou pensa.
Luisão tem, e terá, lugar na história do Benfica, mas nunca teve um comportamento exemplar enquanto atleta. Luís Filipe Vieira foi sempre atendendo às exigências do então capitão, que a cada ano fazia do contrato assinado letra morta. Vieira foi sempre aumentando salários e renovando-lhe os contratos, mesmo quando já não era primeira opção. Foi também o então presidente do SL Benfica que o integrou na estrutura do clube quando a carreira em campo acabou.
Após a detenção de Vieira, em 2021, Luisão foi talvez o único jogador que, nas dificuldades, ignorou Vieira. A falta de gratidão também define o carácter das pessoas."

Testemunho...

Ganhar ao AFS


"O Benfica defronta o AFS no Estádio da Luz, com início da partida agendado para as 18h00. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Foco na vitória
José Mourinho realça a importância de conquistar os três pontos: "Para as nossas ambições, para os nossos sonhos, é fundamental ganhar. Temos de nos focar e tentar jogar ao mais alto nível. Se queremos continuar a olhar para cima e não para baixo, temos de ganhar este jogo."

2. Na primeira pessoa
Samuel Soares, Pavlidis, Sudakov e Dahl recordam o começo no futebol de rua e revelam a sua camisola preferida.

3. Comunicado oficial
O Sport Lisboa e Benfica repudia de forma inequívoca os atos de violência registados antes do jogo de futsal entre Sporting CP e SL Benfica.

4. Últimos resultados
Registou-se um empate a dois golos no dérbi de futsal entre Benfica e Sporting realizado no Pavilhão João Rocha. No basquetebol, a equipa masculina ganhou por 110-75 à Ovarense a contar para a Taça Hugo dos Santos e a equipa feminina apurou-se para a final four da Taça de Portugal ao vencer, por 38-93, o CLIP Teams.
Nesta manhã, a equipa B visitou o Torreense e perdeu por 1-0. A equipa feminina de andebol defrontou o CDE Gil Eanes nos oitavos de final da Taça de Portugal e triunfou por 34-23.

5. Jogos do dia
Às 15h00, no Benfica Campus, há clássico dos Juniores entre Benfica e FC Porto.
Em voleibol, embate com o GC Santo Tirso na Luz (14h30). Em hóquei em patins, a equipa feminina visita o Escola Livre (16h00) e a masculina recebe a Sanjoanense (17h00). Em andebol, visita ao Arsenal Clube da Devesa (20h00).

6. Seleções
São seis as futebolistas do Benfica convocadas pela seleção portuguesa, entre as quais se inclui a novidade Pauleta. E a Seleção Nacional feminina de andebol conta com cinco atletas do Benfica.
No futebol de formação, 14 jogadores do Benfica estiveram em ação pelas seleções nacionais Sub-17 e Sub-16.

7. Bons desempenhos
Salomé Afonso é a nova recordista europeia dos 2000 metros em pista coberta. Isaac Nader estabeleceu o novo recorde nacional dos 1500 metros em pista curta.
No judo, Ricardo Mimoso é o campeão nacional júnior na categoria de +100 kg. O judoca e a coordenadora da modalidade, Telma Monteiro, estiveram na BTV.

8. Protagonista
Etson Barros, campeão Europeu de estafeta mista de cross e recordista nacional dos 3000 metros com obstáculos, é o entrevistado da semana.

9. Atividade do Museu
Conheça o programa do Museu Benfica – Cosme Damião no âmbito do 122.º aniversário do Sport Lisboa e Benfica. Nota ainda para os 15 troféus acrescentados à primeira área da exposição e ao acervo mais rico com a doação de Maria José Maya, antiga voleibolista do Benfica que integrou a equipa conhecida por "Marias".

10. História agora
Veja a rubrica habitual das manhãs de quinta-feira na BTV.

11. Em destaque
Os principais conteúdos e temas que marcam a agenda do Sport Lisboa e Benfica nas diferentes plataformas do Clube.

12. Casa Benfica Matosinhos
Conheça esta embaixada do benfiquismo através da lente da BTV."

O Preto, o Branco e o Pedro


"Vinícius e Prestianni merecem respeito. Não merecem que uma situação marque as suas carreiras. Merecem ser acompanhados e, se necessário, repreendidos.

Cheguei à África do Sul, pela primeira vez, no dia 2 de junho de 2010, a seis dias do início da fase final do Mundial. No aeroporto, uma placa com o meu nome e com a indicação do voo de proveniência.
Do alto dos seus quase dois metros, um sorriso aberto e um abraço sincero, que fizeram do Phillemon, até hoje, o meu melhor amigo. Pai de quatro filhos, casado há quase trinta anos, e a viver em Diepsloot, uma das townships mais povoadas dos arredores de Joanesburgo.
O Phillemon é preto. Um luzidio preto de dentes invejavelmente brancos. Fala um inglês quase tribal, mas também fala as outras dez línguas oficiais sul-africanas. Nasceu num bairro pobre, lutou pela independência financeira e conduz como ninguém. As suas mãos protegem-me, sempre que estou em paisagens sul-africanas. É um ás do pedal e da inteligência emocional.
Do outro lado ao Atlântico Sul, o Vinícius nasceu pobre e teve uma sorte na vida: pôde tentar a vida pelo lado do talento e da magia dos pés. Pensa com eles. Afinal, eles garantem-lhe um lugar privilegiado entre os eleitos. Deu nas vistas no centro de treinos com o nome de um dos maiores da História, e ele próprio percebeu que pode escrever história. Pelo corpo franzino transformado em malabarista, pela intuição e pelo olhar, pelo modo como faz da bola a sua amante, e como a conduz ao paraíso.
O Vinícius não é meu amigo, não tem de mim a ligação quase umbilical que o Phillemon conhece. Mas expandiu a sua áurea. Mostrou o futebol que lhe faz gente e a garra que o molda.
Preto, o tom e a pele do esforço, da magia… e do momento.
Aqui paramos para o olhar e para o pensar: ao vermos Vinícius vemos um pouco de cada um de nós, do nosso esforço para sermos melhores e da honra por vestirmos roupas que nos distinguem. A camisola do Real Madrid e a sua hermana da seleção do Brasil serão, decerto, motivos suficientes para nos ultrapassarmos e, às vezes, esquecermos a linguagem de gravata, mandarmos alguns à merda e ultrapassarmos, no momento, o que seria essencial: desequilibramo-nos, pronto.
Há uma linha vermelha: não devemos mentir, ainda que o afã da nossa defesa e a perceção de tal perseguição nos possa levar a uma língua leve.
Conheço Buenos Aires. A Avenida 9 de Julho só tem rival nos Campos Elísios e Gardel marca em cada ouvido o ritmo de cada memória. A cidade do tango, do ritmo, da música que tantos (até os Gotham Project, uma das minhas bandas de eleição…) definem a nossa vida e o nosso percurso.
O rapaz que, com 16 anos, três meses e 23 dias se estreou na Copa Libertadores, com a camisola do Vélez Sarsfield, dá lastro ao sonho de virar o Atlântico e despontar em Lisboa. Gianluca Prestianni Gross nasceu na Ciudadela e sempre quis ter a bola nos pés. Astro jovem, sente que a Europa é o seu palco, e está nela a dar os primeiros passos.
É dotado para a coisa, baixinho (da minha altura, aliás…), com um centro de mobilidade que lhe permite ser artista, assim a vocação o acompanhe e o ajude. Branco (de tal modo que parece saxónico), vive o jogo como poucos e empolga-se quando encontra Vinícius, três semanas depois de o palco ter sido seu, e meio minuto depois de o companheiro brasileiro lhe ter tirado o palco.
E fala o que lhe vem à boca, dirá o que não deve, procura depois o hermano, que um, argentino, e o outro, brasileiro, são uma espécie de irmãos só desafindos quando a bola rola e a rede quer abanar.
Juntam-se, na relva do estádio de um clube cujas lendas sempre escreveram história a preto e branco, Vinícius e Prestianni, num momento único de um jogo especial, em que o dinheiro e o prestígio marcam hora e definem o futuro próximo de dois velhos conhecidos e amigos. Benfica e Real Madrid sempre o foram, enquadrando a respetiva rivalidade num registo fabuloso dos dois emblemas, ao longo de tantas décadas de competição internacional.
É o futebol a falar alto. O futebol de uma herança geracional, mas de uma compreensão geopolítica transversal. O futebol que luta pelo equilíbrio, pela justiça e pela condição humana. Vinícius e Gianluca são isso mesmo: jovens, humanos, determinados, voluntariosos, defensores das suas equipas mas, acima de tudo, amantes do seu jogo. Sem o qual talvez não tivessem tido momentos únicos, talvez nunca tivessem conseguido equilíbrio e futuro nas suas vidas. 
Cresceram, os dois, em bairros periféricos do Rio de Janeiro e de Buenos Aires, com as dificuldades de sociedades ambivalentes, pouco propícias à despistagem e valorização do talento precoce. Um e outro fizeram do futebol a porta de saída de tentações e de entrada num mundo que os valorizasse, que lhes permitisse competir e ganhar peso. Tantas vezes mais como Homens do que como desportistas, tantas vezes mais pela dignidade de serem alguém que se revisse em si próprio, no seu talento e nas suas capacidades, do que sujeitados aos ditames de uma sociedade injusta, inquinada e etiquetável. 
Vini e Prestianni merecem respeito. O preto do Real Madrid e o branco do Benfica, como tantos pretos e brancos de uma e de outra equipas, de todas as equipas e de todos os continentes. Não merecem que uma situação marque as suas carreiras.  Merecem ser acompanhados e, se necessário, repreendidos. E merecem apertar a mão sempre que se encontrarem num relvado. Afinal, o palco dos seus sonhos, que o Mundo inteiro parece apostado em, tantas vezes, desequilibrar.
Entretanto, o Pedro Neves de Sousa foi alvo de cobardes. A espera e as ameaças ao jornalista da CMTV são próprias de criminosos, gente sem chão, sem bases e sem educação. O jornalismo tem de se impor perante este tipo de ameaças e de grunhos, que, para não chegarem a casa e deixarem que as frustrações caiam sobre as famílias, acham interessante desatar aos berros a quem apenas cumpre a sua missão.
No caso, e não é pouco, o Pedro é um sénior, filho de um monstro (José Neves de Sousa) e irmão de um exemplo profissional (Margarida Neves de Sousa). É sério, trabalhador e dedicado. Devia bastar. Mas, para os fanáticos da bola, foi apenas mais um saco de boxe. Tenham juízo. E, se for preciso, atrás das grades."

Dos insultos


"«O que digo é que acontece em tantos estádios sempre com o mesmo, alguma coisa não está bem.»
José Mourinho, treinador do Benfica, sobre Vinícius e o incidente com Prestianni

Vinícius Júnior é um provocador. Mourinho não o disse com essas letras todas, mas era a isso que se referia quando, a seguir ao jogo do Benfica com o Real Madrid, falou do festejo do brasileiro. O problema é que o disse depois do avançado acusar um jogador das águias de o ter chamado de «macaco». Nenhuma provocação autoriza insultos racistas — ou homofóbicos, já agora, que é o que Prestianni alega que disse a
Vinícius, como se fosse menos grave... — e o timing de Mourinho soa a desculpabilização, por muita verdade que esteja nas palavras do treinador.
Nem vou ao que aconteceu na Luz — não quero cometer o mesmo erro de Mourinho —, nem a Vini, sequer, mas é verdade que há jogadores particularmente irritantes, que estão a pedir (e na verdade é o que pretendem, para armarem confusão) para serem insultados.
Em casos como esse, sugiro que olhem para as palavras de Massimiliano Allegri, treinador do Milan, depois de empatar com o Como. «És um idiota! Uma criança que se tornou treinador ontem!», disse para Cesc Fàbregas, treinador do rival, que segurou Saelemaekers para impedir que recuperasse defensivamente.
Ou, se quisermos ser mais criativos, aqui fica o que George Best disse um dia sobre David Beckham: «Não joga com o pé esquerdo, não consegue cabecear, não desarma e não marca muitos golos. Tirando isso, não é mau.»
Chamar macaco a alguém não é só racismo, é preguiça."

'Caso Prestianni': a verdade inconveniente que ninguém quer ouvir


"A presunção de inocência está em 'guerra' com os 'tribunais' das redes sociais. Ou como o futebol é cada vez mais o espelho da sociedade

Há verdades que não admitem matizes nem notas de rodapé: o insulto é algo inadmissível. Ponto final. Seja no relvado, na bancada, na rua ou no éter das redes sociais, a violência verbal é uma chaga que urge estancar. E, quando falamos de racismo, a gravidade sobe de tom, atinge o nível do nojo, do crime. Mas nunca devemos esquecer que todo e qualquer vilipêndio é uma derrota para o desporto e para a sociedade civilizada.
Para analisarmos com a devida responsabilidade o que se passou no caso Vinícius/Prestianni, precisamos de baixar o volume da indignação cega e olhar para os factos com a lucidez que o momento exige.
Primeiro, falemos da presunção de inocência. Vivemos tempos de condenação sumária, onde o tribunal das redes sociais dita sentenças antes de lidos os autos. Ver um jogador tapar a boca enquanto fala tornou-se um gesto banal no futebol moderno — é o beabá de qualquer profissional que queira manter a privacidade do balneário em pleno campo. Transformar esse gesto numa prova automática de culpa é um salto lógico perigoso. Quando a narrativa substitui a investigação, a justiça morre. E no desporto, como na vida, não se pode condenar sem provas inequívocas.
Depois, há a questão da responsabilidade emocional. É aqui que o debate se torna mais espinhoso. Ver Vinícius celebrar com o samba no pé é um hino à alegria, à cultura brasileira, à identidade de um povo que faz da bola um instrumento de felicidade. Isso é, e deve ser, intocável.
Mas o futebol não é um vácuo. Um profissional da craveira de Vinícius tem de possuir uma inteligência emocional que vá além do drible. Num contexto inflamado, perante uma bancada que já fervia com insultos e objetos arremessados, o gesto na direção desta é gasolina no fogo. Não se trata, obviamente, de culpar a vítima (Vini é, aliás, um exemplo de coragem na luta contra o racismo), mas de exigir ao protagonista a estatura necessária para não escalar o conflito. O jogador de elite não compete apenas; tem o dever moral de não ser o agente provocador de situações que já são, por si só, limites.
Aquilo a que se tem assistido nos últimos dias ultrapassou a dimensão de um Vinícius contra Prestianni, ou de um duelo de emblemas históricos. É, infelizmente, o reflexo de uma sociedade cada vez mais polarizada, mais reativa, pronta com tochas e fogueiras a apontar o dedo, ora a um, ora a outro.
Se queremos, de facto, erradicar o racismo e a violência do futebol (e da sociedade), temos de atacá-los em todas as frentes, do insulto normalizado à provocação, do julgamento sem provas ao sensacionalismo mediático que se alimenta da clivagem. A meta não é escolher um bando. O objetivo tem de ser defender o jogo (e a civilização). Porque se continuarmos a preferir as trincheiras aos valores, o futebol continuará a ser apenas o espelho de uma sociedade decomposta. E isso... é o maior autogolo de todos."

Caso Prestianni-Vinícius: não é sobre futebol, é sobre dignidade humana


"A ironia é evidente: quando um jogador dança, questiona-se a sua atitude. Quando alguém responde com racismo, questiona-se o contexto — ou a prova.

Sou sócio do Sport Lisboa e Benfica e vivo o clube intensamente. Começo por aqui para que não haja equívocos: jamais atacarei aquela que, para mim, é a maior e mais representativa instituição desportiva do país.
O Benfica não é um episódio. Não é um dirigente. Não é um jogador. É história. É cultura. É identidade. É um símbolo que atravessa gerações. E é precisamente por isso que o que aconteceu no jogo com o Real Madrid exige mais — não menos — exigência.
O episódio entre Vinícius Júnior e Gianluca Prestianni é, em si mesmo, profundamente perturbador. E torna-se ainda mais grave quando analisado à luz do ambiente que o rodeou, das reações que gerou e da complacência com que parte dele foi acolhido.
Assistimos a ruídos e gestos de macaco vindos de diferentes zonas do estádio. Assistimos a uma narrativa que transformou uma celebração numa suposta provocação imperdoável. E assistimos, no momento da substituição, a aplausos dirigidos ao jogador envolvido no ainda “alegado” gesto racista — como se ali estivesse alguém a defender a honra da casa.
Não estava. Provocação não legitima racismo. Celebração não legitima desumanização. Dançar nunca pode ser argumento para imitar um animal.
É aqui que entra a dimensão institucional. O Sport Lisboa e Benfica não pode permitir que o seu nome seja associado a qualquer forma de tolerância perante comportamentos racistas. Não por pressão mediática. Não por conveniência circunstancial. Mas porque a grandeza de uma instituição mede-se precisamente nos momentos difíceis.
Defender o clube não é fechar os olhos. Defender o clube é exigir que esteja à altura dos seus valores.
Também não me passou despercebida a postura de José Mourinho, questionando por que razão “é sempre com o mesmo jogador” e sugerindo que Vinícius Júnior deveria repensar a forma como celebra.
A ironia é evidente: quando um jogador dança, questiona-se a sua atitude. Quando alguém responde com racismo, questiona-se o contexto — ou a prova.
Há aqui um paternalismo subtil, quase condescendente — como se o problema estivesse na exuberância de quem celebra e não na intolerância de quem não suporta essa celebração. A pergunta não é “porque é sempre com ele?”.
A pergunta é: porque continua a acontecer com ele? Talvez porque talento negro, confiante e bem-sucedido ainda incomoda. Talvez porque a ousadia de festejar sem pedir licença ainda irrita quem acha que há comportamentos aceitáveis consoante a cor da pele.
O Benfica não é um problema isolado. O racismo é um problema social que atravessa fronteiras, estádios e gerações. Negá-lo é ingenuidade. Relativizá-lo é cumplicidade. Endossá-lo é crime.
Ter sócios exigentes não enfraquece o clube. Fortalece-o. Eu continuarei a ser sócio. Continuarei a amar o Benfica. Mas amar uma instituição não é idolatrá-la cegamente. É querer que represente o melhor de nós — sobretudo quando o contexto é desconfortável.
O futebol é paixão. Mas a dignidade humana está acima de qualquer rivalidade. E é precisamente por acreditar na grandeza do Benfica que exijo que, enquanto instituição de renome mundial, dê o exemplo inequívoco na luta contra o racismo e qualquer forma de discriminação.
Porque a grandeza não se proclama — prova-se. E prova-se quando os valores são defendidos com firmeza, mesmo quando é mais fácil olhar para o lado."

Geração 2030


"Que critérios deve Carlo Ancelotti adotar na escolha da lista final de 26 para o Mundial-2026? Mais foco na experiência ou na juventude? Ou num misto?

No Mundial-2010, o Brasil clamava por Neymar, 18 anos, entre os 23 convocados. Mas o selecionador Dunga optou por Nilmar, 25.
Nem sempre a torcida tem razão mas neste caso Neymar deveria mesmo ter sido chamado, não apenas por ser mais jovem, mais empolgante e, na época, mais misterioso para os rivais do que Nilmar mas também porque nas Copas os treinadores canarinhos, além de um compromisso com o presente — ganhar — e com o passado — honrar os cinco títulos conquistados —, ainda têm responsabilidades com o futuro — preparar as próximas estrelas para o palco dos palcos.
Não por acaso, nos últimos dois Mundiais conquistados, os treinadores Carlos Alberto Parreira e Luiz Felipe Scolari sentiram-no: no tetra, em 1994, estava lá, mesmo sem entrar em campo, Ronaldo, 17 anos, chamado de Ronaldinho porque havia outro Ronaldo, o central Ronaldão; no penta, em 2002, foi a esse Ronaldo, já chamado de Fenómeno e com dois Mundiais disputados no currículo, que coube a tarefa de abençoar Kaká, 20 anos, melhor jogador do planeta cinco anos depois.
No tri, em 1970, Mário Zagallo deu a alternativa a jogadores como Paulo César Caju, Marco Antônio ou o guarda-redes Leão, todos com 20 anos — este último não jogou um minuto sequer mas seria titular em 1974 e 1978 e ainda faria parte do grupo de 1986.
No bi, em 1962, Coutinho foi chamado com 18 anos sob os epítetos de «génio da pequena área» e de «maior parceiro de Pelé». Pelé que, como se sabe, se estreou aos 17 no primeiro Mundial conquistado pelo Brasil, em 1958.
Ou seja, no equilíbrio das convocatórias faz sentido ter the next big thing entre os eleitos mesmo que no futuro o atleta em causa não venha a ser tão big thing assim.
Vem esta longa introdução histórica a propósito do futuro próximo: que critérios deve Carlo Ancelotti adotar na escolha da lista final de 26 para o Mundial-2026?
Por mais que o Brasil esteja furos abaixo da vizinha e rival Argentina e de outras candidatas, todos concordarão que, até por motivos de pura aritmética demográfica, ninguém tem tanta quantidade de qualidade como os canarinhos.
Logo, há que estabelecer critérios: mais foco na experiência ou na juventude? Ou num misto? Como Carletto recuperou, e bem, Casemiro, Danilo e outros veteranos em nome do equilíbrio, deve preparar a próxima estrela para o palco dos palcos, abençoar um eventual melhor jogador do planeta de daqui a cinco anos, chamar the next big thing.
O problema é adivinhar quem ela é. Ou quem são… Estêvão, 18 anos, já está lançadíssimo, Endrick, 19, voltou a ganhar fôlego, Rayan, 19, começa a brilhar na Premier League e ainda há Breno Bidon, 20, na boca de toda a gente.
Porém, muitos no Brasil chamam-lhes Geração 2030, ou seja, um grupo de jogadores elegíveis só no próximo Mundial para dar preferência, neste, à experiência de consagrados como Neymar. Mas não: Neymar merecia a Copa de 2010, não a de 2026."

Rabona: The chaotic collapse of Marseille’s season

BolaTV: Armindo Araújo...

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Antevisão...

Vitória na Taça Hugo dos Santos...

Benfica 110 - 75 Ovarense
31-21, 22-13, 23-29, 34-12

Com quase 50% nos Triplos somos imbatíveis...
Sem o Makram, sem problemas! O Gameiro continua a marcar muitos pontos!!!

Cuidado com o Braga, que também tem 3 vitórias em 3 jogos, e pode retirar-nos do 1.º lugar no grupo, e obrigar o Benfica mais uma eliminatória, isto depois de nos terem eliminado da Taça de Portugal....

Terceiro Anel: React - Mourinho - Antevisão - AFS

BI: Antevisão - AFS

O Benfica Somos Nós - È para cima deles #9 - AFS

Da rua para o relvado | Sudakov

Vinícius Júnior tem mesmo um problema


"O racismo é um monstro e continua vivo entre nós. Mas não queimemos etapas, seja para erradicá-lo ou confirmar a sua existência. Depois, há mais coisas que não batem certo

Deixem-me já simplificar. Há poucas coisas mais deploráveis e reprováveis do que o racismo e o fenómeno que não é bem um fenómeno, tão recalcado que ficou na consciência coletiva europeia pós-colonial e não só, deve ser mitigado por nós, pelos nossos filhos e pelas gerações seguintes até que desapareça por completo. Ou se torne apenas memória longínqua. Castigando, aplicando a lei, mas, mais importante, reforçando a educação familiar e escolar, a nossa própria cultura, já que não é a pena que nos impede de quebrar as regras e sim a forma como nos sentimos com os nossos atos e com a nossa consciência. Porque, amigos, o monstro continua aqui, vivo, entre nós.
Se houve, de facto, racismo no Estádio da Luz, não posso dizer que me surpreenda. Vivemos num país em que mais de um terço dos votantes queria um presidente racista e xenófobo, em que o discurso anti-imigração e a responsabilização dos imigrantes pelos males da sociedade está e estará sempre presente. O racismo anda pela rua, convive connosco nos empregos, entra nos cafés e restaurantes, ultrapassa-nos na estrada. Grita ao nosso lado nos estádios. Algum adepto por esse país fora já atirou certamente palavras feias à diferença de quem lhe roubava o sabor do resultado ou da vitória do seu clube. Uns mais a sério, outros mais a brincar, sim — porém, não se deve brincar com coisas sérias.
Não me surpreende também que um argentino, mais massacrado do que nós, ao quadrado ou ao cubo, pelas injustiças sociais, pelas dificuldades do dia a dia e por um passado, ainda que não vivido, tremendo de tortura e ditadura, o faça. Não que isso o desculpe, se o fez.
Deve fazer-nos pensar. O racismo também se insinua nas Pampas. Das canchas aos potreros, a Argentina convive com camadas de memória e sombra: desaparecidos da ditadura, injustiças veladas em praças, cânticos contra jogadores estrangeiros ou negros feitos por uma população europeizada devido à imigração massiva e com uma herança africana reduzida e silenciada. Recordações que atravessam bancadas e ruas, antigos campos de trabalho forçado no centro das cidades, fazendo de cada confronto um território inflamável.
Ainda mais explosivos o são diante do arqui-inimigo. Cada gesto se amplifica. Cada provocação ganha eco. É do outro lado da rivalidade que encontra o mulato malandro, o artífice do drible e do engano — de que até Vinícius será herdeiro direto —, que se tornou estereótipo e catapultou os canarinhos para as páginas mais ricas da história do jogo. É neste contexto que entra Prestianni, com o seu próprio temperamento, face a face com Vinícius, um provocador por natureza, a mover-se com a ginga e a teatralidade habituais. Claro que a competição em personalidades fortes cria um terreno fértil para tensões que explodem em segundos.
Não sei o que disse Prestianni. Sei o que Vinícius disse que ouviu. Os dois, e também outros, tiveram mais momentos em que taparam a boca enquanto falavam. Porque se antes era ponto de honra que o que acontecia no campo ficava no campo, como me fartei de ouvir dizer desde os primeiros tempos de jornalista, hoje há dezenas de câmaras e de microfones que não deixam que tal aconteça. Não me chateia que tapem a boca e falem apenas uns para os outros. Faz parte do código. Protegerem-se significa que pode não ser bonito, mas não necessariamente que seja criminoso e racista.
No entanto, aprendi, ao longo da vida, que o direito do respeito da individualidade, neste caso a raça, não substitui outros, como a presunção à inocência. Nem as redes sociais podem tomar o lugar dos tribunais. Avaliou-se a camisola por cima da boca. Viu-se medo na cara do jovem avançado quando Vinícius começou a correr para o árbitro. Mbappé ouviu cinco vezes a palavra maldita e disse quatro «tu és um puto racista» a Prestianni. Os benfiquistas lembraram que Eusébio é a sua figura maior. A leitura labial trouxe insultos para a boca do brasileiro. Repetiram-se imagens de Otamendi a mostrar-lhe a tatuagem de campeão do mundo e dele a tapar a boca para dizer o que achou que tinha dizer. E Camavinga ficou de braços estendidos sem perceber porque estava o colega a correr para o árbitro, numa cena a lembrar muitas que vi em criança, no recreio, com o queixinhas das calças de bombazine junto à contínua a apontar e a acusar «aquele menino chamou-me nomes».
Haverá inquérito, talvez testemunhos, amigos que defenderão amigos, colegas, o próprio clube, no entanto, vi e ouvi inúmeras teorias ao longo das últimas horas e continuo na mesma: no meio de um estádio ruidoso, com mais de 65 mil almas, apenas Prestianni sabe o que disse e Vinícius Júnior o que ouviu.
As condenações ao fenómeno, também o sei, são espoletadas por muitas coisas e, entre estas, pelo politicamente correto. Condenemos o racismo, não podemos é já condenar a pessoa. Sem esquecer que vivemos num mundo estranho, num ecossistema de hipocrisia, em que se organizaram Campeonatos do Mundo e outras competições da FIFA onde são públicos os constantes ataques a direitos humanos— aliás, desde a Rússia que não se vê outra coisa — e até se cria um prémio da paz para entregar a um governante que há muito tem os estrangeiros como alvo, acredita em muros e até prende e julga presidentes, ainda que ditadores, para lhes ficar com o petróleo.
No meio disto tudo, concordo em parte com Mourinho. Quando se marca um golo assim é tocar no céu, é para sair em ombros, abrir os braços e ser banhado pelo bafo dos deuses. Não é para provocar, gritar «Toma, toma!» e ver amarelo. Não estou a crucificar a vítima. Primeiro, nem sei se a há. Depois, é o comportamento desta que me faz pôr tudo em causa. Deixem lá a minissaia e a causa-consequência. Não é nada disso. Se esquecerem por uns segundos tudo o que se passou depois daquele pontapé e de muitos outros belos momentos num passado recente, conseguirão ver que Vinícius tem um problema. E que o primeiro passo para o resolver é o próprio reconhecê-lo. Se Prestianni foi racista, lamento, mas terá muitos mais."

A 'newsletter' do FC Porto, a resposta do Sporting e a noite de horrores do Benfica


"E além de tudo isso, depois, lembrando rábula do Gato Fedorento, 'Um gajo de Alfama' a comentar...

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Passada uma semana sobre o clássico FC Porto-Sporting e os dragões conseguiram recuperá-lo com o mérito de fazer com que as críticas de que foram alvo voltassem a marcar a agenda. Foi assim no dia dum muito aguardado Benfica-Real Madrid que depois, pelas piores razões (e já lá vamos mais à frente), acabou por ofuscar o que até à hora Champions agitou as águas na terça-feira. O chamado efeito bumerangue que teve o texto publicado na newsletter Dragões Diário em que dispararam para todos os lados, contra Sporting, Frederico Varandas, Rui Borges, Federação e seus Conselhos e ainda o Benfica.
Conseguiram os dragões fazer com que a rábula dos apanha-bolas e das toalhas roubadas a Rui Silva (para não falar do ar condicionado e das provocações permitidas/promovidas a jogadores) voltasse à voz mediática num dia em que se jogava play-off na Luz e conseguiram ainda legitimar as declarações que Varandas já tinha programado de véspera — embora com infeliz alusão a África, é certo que no contexto do que se passou na final da CAN mas infeliz. Ou seja, se alguém pudesse vir a criticar a forma e timing da intervenção do presidente do Sporting, os azuis e brancos deram-lhe um pretexto para falar nos termos em que falou e na altura em que o fez. Na mouche!
«Não fosse a intervenção do FC Porto, o Conselho de Disciplina preparava-se para fazer vista grossa ao lance em questão. Em abono da verdade, as imagens parecem desaparecer misteriosamente, inclusive as das revolucionárias bodycams dos árbitros — o ex-líbris da transparência, segundo o Presidente do Conselho de Arbitragem», escreveram os azuis e brancos sobre lance de alegada agressão de Hjulmand a Tiago Galletto, do Aves SAD.
Já no intervalo dos jogos no Dragão aparecem misteriosamente imagens no balneário dos árbitros da mesma forma misteriosa como desaparece o comando do aparelho. E vistas as coisas, entre apanha-bolas bem treinados e ladrões de toalhas, este caso que se passou no FC Porto-SC Braga no balneário de Fábio Veríssimo reveste-se duma gravidade tal que deveria fazer corar de vergonha quem segurou a pena duma newsletter que fala em… imagens.
Na mesma missiva em que o FC Porto aponta ao Conselho de Disciplina, nada de novo nem surpreendente, consegue colocar em causa decisões dos tribunais civis e recupera a santa aliança da Segunda Circular referindo-se ao «silêncio cúmplice» dos encarnados. Uma tática antiga, de estar de bem com um dos rivais de Lisboa e de mal com o outro, nunca com os dois ao mesmo tempo, como que a pedir ajuda àquele que considera estar pior para lutar com o que lhe faz mais frente...
«Jorge Nuno Pinto da Costa deixou-nos muitas lições e muitos alertas para os desafios que se avizinham. Dentro e fora do campo», apontam também os dragões. Villas-Boas surgiu como alguém que vinha para romper com o que de pior o antigo presidente dos azuis e brancos tinha implementado mas parece querer reclamar essa herança e dela fazer uso. Uma lufada de ar… bafiento.

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Vamos lá então à Luz, à noite dos horrores de terça-feira — do racismo às confusões no túnel e à intimidação a jornalistas até à desastrosa reação comunicacional do Benfica. O pior de tudo, claro, o racismo, presumo que o houve de Prestianni para Vinícius mas se sim ou não a investigação o dirá, onde o houve sem dúvida foi em todo o lado à volta do caso, o que não me surpreende numa sociedade (a portuguesa, sim, como arriscaria dizer todas em todo o mundo) intrinsecamente racista e que nos últimos anos perdeu a vergonha de o ser, com o crescimento da extrema-direita e com o algoritmo a ajudar...
Houve até um comentador que achou adequado fazer jus à rábula Um gajo de Alfama, do Gato Fedorento, e resolveu contar algo que tinha ouvido por aí, talvez numa tasca (mas reles, que as há muito boas). E passo a citar: «Hoje em dia não se pode chamar preto a um preto, cigano a um cigano mas pode chamar-se mulher a um homem.» Dizia o professor Manuel Sérgio que «quem só sabe de futebol, não percebe nada de Futebol». Neste caso, não percebe nada de nada."

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica repudia de forma inequívoca os atos de violência registados ontem, antes do jogo de futsal entre Sporting CP e SL Benfica.
Os comportamentos verificados não representam nem dignificam os valores históricos e fundacionais do Clube, sendo frontalmente contrários ao espírito do desporto e àquilo que deve ser a vivência saudável da rivalidade.
O Sport Lisboa e Benfica está a colaborar ativamente com as autoridades competentes, com o objetivo de identificar responsabilidades e contribuir para a prevenção e erradicação de condutas desta natureza, que prejudicam gravemente o desporto português.
Perante os vários jogos que se avizinham entre os dois clubes, o Sport Lisboa e Benfica apela à responsabilidade de todos os intervenientes e adeptos, reforçando a importância de um ambiente de respeito, elevação e salutar competitividade, incompatível com qualquer forma de violência."

Aquecimento...


Lanças...


História Agora


BF: Plano inicial ?!

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Dérbi aquece regresso do futsal

Observador: E o Campeão é... - As preocupações de Mourinho perante a turbulência na Luz

Observador: Três Toques - Figo x Ronaldo. Afinal, quem jogou com quem?

BolaTV: O Lado do Mister #3 - A polémica entre Prestianni e Vinícius Júnior

BolaTV: Toque de Bola - S01E12 - Filipe Cândido

Zero: Fantasy - S03E23 - A jornada 23 e as funcionalidades ZZ

SportTV: Primeira Mão - 😲 Quando o Vitória apoiou o Braga? A história incrível de 1963/64

BolaTV: Lado B - S02E27 - O Gyokeres tem namorada!!

Renascença: Jogo da Palavra - Diogo Luís...

BolaTV: Afunda - S06E30 - Regressar do break com candidatos e jogadores-chave

Terceiro Anel: DRS #39 - FIM DOS TESTES E ASAS MISTERIOSAS!! 🏎️🏁

Possessivo: BENFICA VS REAL MADRID! PRESTIANI e VINI JR!

Muito bem, todos os benfiquistas, que nas bancadas não se sabem comportar, não podem continuar a 'representar' o Benfica!

A Lei Prestianni !!!

Numa Era onde todos se acham habilitados a opinar e condenar sumariamente tudo e todos, é agradável ouvir este tipo de respostas!

Concordo com tudo... realço a parte, onde o Pep reflete que a discriminação acontece quando alguém pensa que é superior !!!

Linchamento?! Sim...

Curriculum...

A ignorância elevada a sacanice!!!

Conduto...


 

No meio do Circo, ninguém falou desta diferença de critério, que valeu um golo!


 

Empate com sabor a vitória!

Sporting 2 - 2 Benfica

Já na 2.ª parte, comentava para mim mesmo: "já fizemos melhores jogos esta época, mas este 2-0 é totalmente mentiroso, sofremos dois golos com alguma 'azar', e no final, as análises resultadistas, vão 'condenar' o Benfica..."!!!
Mas o Pany não quis injustiças nas análises, e com dois golos, muito bem construídos, sem ressaltos, fomos a tempo de empatar a partida, e assim garantir uma vantagem de 6 pontos, que são de facto 7 pontos no campeonato, basicamente ficamos com duas derrotas de margem, para garantir a vantagem no Play-off!

O Sporting entrou melhor, mas a partir do 1-0, o Benfica foi melhor... mas notou-se alguma quebra na equipa, em relação ao período pré-Europeu!

Além do campeonato, este empate que na forma como aconteceu até pareceu uma vitória, deu uma boa 'onda' para a eliminatória da Champions, na próxima semana. Uma derrota hoje, daria alguma vantagem emocional para os Lagartos.

Uma última nota, para a forma como os Pivot's do Benfica continuam a ser marcados. Basicamente é permitido tudo, mas mesmo tudo! Os anos passam e nada muda!!!

Da rua para o relvado | Pavlidis