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quinta-feira, 2 de abril de 2026
Benfica FM: Jonas...
🔫🎙️ Jonas, que celebra hoje o seu aniversário, esteve à conversa com a Benfica FM. Parabéns, Jonas! #BenficaFM pic.twitter.com/VaEdNtHJlL
— Information Glorious - SL Benfica (@InformGlorious2) April 1, 2026
Atualidade Benfica
"São vários os temas nesta edição da BNews.
1. Contributos internacionais
Acompanhe o desempenho dos jogadores do Benfica ao serviço das seleções.
2. Com o hexa na mira
Em futebol no feminino, o Benfica tem a possibilidade de se sagrar hexacampeão nacional na próxima jornada da Liga BPI. O desafio com o Torreense é no Benfica Campus, domingo, às 16h00.
3. Jogo do dia
Em futsal, o Benfica visita a ADCR Caxinas às 18h30.
4. Título em análise
Inês Faustino, basquetebolista do Benfica, aborda a conquista da Taça de Portugal em entrevista à BTV.
5. Sorteio
As equipas masculina e feminina de hóquei em patins do Benfica já conhecem os respetivos adversários nas meias-finais da Taça de Portugal: OC Barcelos e Sanjoanense.
6. No museu
Zoe Matthews, que integra o plantel da equipa feminina de futebol do Benfica, visitou o Museu Benfica – Cosme Damião.
7. Open de Portugal de natação
Os nadadores do Benfica estiveram em destaque.
8. Excelente desempenho
Bernardo Cunha é campeão ibérico de heptatlo.
9. Apoie a Fundação Benfica
Jorge Miranda, diretor da Fundação Benfica, elenca algumas das razões que motivam o apoio à Fundação Benfica, o qual pode agora ser feito, sem custos, através da consignação de 1% do IRS."
quarta-feira, 1 de abril de 2026
No silêncio, o adeus? Otamendi já faz as malas...
"Que ninguém se engane: o vazio que o capitão e campeão do Mundo vai deixar na espinha dorsal da equipa do Benfica não se preenche apenas com um novo defesa-central...
Há silêncios que ensurdecem mais do que o rugido de 70 mil vozes na Luz. Nicolás Otamendi, o General que, há muito, trocou o azul do Norte pelo encarnado da capital para se tornar o pilar de betão de uma era, parece estar a escrever as últimas linhas do seu diário em Lisboa.
Aos 38 anos, e com o contrato a expirar em junho, o capitão do Benfica já não esconde o olhar nostálgico. As notícias que chegam de Buenos Aires não são apenas ecos de mercado; são o som de malas a fechar e de um tango que, ao que tudo vai indicando, começa a tocar a sua última estrofe em solo europeu.
O River Plate deseja-o. O Monumental de Núñez reclama o filho pródigo para um último capítulo de glória sul-americana. E na Luz, o que resta? Resta a gestão de um fim de ciclo que ameaça ser tão doloroso quanto inevitável. Otamendi foi, durante anos, a apólice de seguro de uma defesa que, sem ele, muitas vezes parecia um castelo de cartas ao vento.
Mas o tempo, esse adversário implacável que não perdoa nem a campeões do mundo, começou a cobrar a fatura. A velocidade já não acompanha a leitura de jogo e a agressividade, antes cirúrgica, roça agora, por vezes, a imprudência de quem tenta compensar com o corpo o que as pernas já não dão.
Rui Costa e a estrutura do Benfica enfrentam o dilema clássico: gratidão versus estratégia. Deixar sair o capitão a custo zero, depois de tudo o que ele deu ao clube, será um ato de cavalheirismo ou uma gritante falha de gestão financeira?
Num futebol onde cada milhão conta, ver um ativo desta dimensão sair sem deixar um euro nos cofres é um golpe duro, mas talvez seja o preço a pagar pela paz social e pelo respeito a um líder de balneário.
O que se sente hoje, é que o coração de Nico já atravessou o Atlântico. Nas suas últimas intervenções, o brilho nos olhos aparece quando se fala da Argentina, não do próximo jogo da Liga. O Benfica precisa, por isso e rapidamente, de sangue novo, de uma sucessão que não seja feita à pressa no último dia de agosto.
Se Otamendi já tem as malas no corredor, que a despedida seja feita com a dignidade que o General merece. Mas que ninguém se engane: o vazio que ele deixará não se preenche apenas com um novo defesa-central; preenche-se com o caráter que parece estar a desertar da Luz a par da sua partida.
O tango está a acabar. E o Benfica, entre a saudade e a necessidade, tem de aprender a dançar sozinho."
Penálti, fuga e campeão na secretaria
"Marrocos perdeu no terreno de jogo, mas ganhou na secretaria. Isto é legal? Antecipo a resposta: legal é, mas não é bom para ninguém.
A final do Campeonato Africano de Futebol, entre Marrocos e o Senegal, foi uma confusão, uma barracada, um filme de terror, mas dos maus. Quase no fim do tempo regulamentar, o árbitro marcou penálti a favor de Marrocos. E a maioria dos jogadores do Senegal, apoiada pelo seu treinador, abandonou o campo. Sadio Mané, a grande estrela da equipa e um grande jogador, ficou em campo e, ao fim de algum tempo, lá convenceu os colegas a voltar ao jogo. Brahim Díaz falhou o penálti que tinha sido assinalado a favor de Marrocos e, no prolongamento, o Senegal conseguiu marcar e foi campeão. Quase épico, depois do nunca visto.
Dias depois, Marrocos recorreu do resultado do jogo, alegando que, ao abandonar o campo, a seleção do Senegal tinha desistido da partida e, portanto, perdido por 0-3. O órgão disciplinar da CAF — Confederação Africana de Futebol — veio agora atribuir o título a Marrocos, concordando com os argumentos apresentados. O Senegal vai afirmando nas redes sociais que não entrega o troféu, estando este guardado por soldados!
Marrocos perdeu no terreno de jogo, mas ganhou na secretaria. Isto é legal? Antecipo a resposta: legal é, mas não é bom para ninguém.
Antes de mais, convém dizer que os adeptos senegaleses só se podem queixar dos seus jogadores. Sadio Mané excluído, os que abandonaram o campo tiveram o resultado que mereceram. São profissionais a representar o seu país; não podem desistir porque não gostam de uma decisão do árbitro. O órgão disciplinar da CAF decidiu de acordo com o artigo 82 do regulamento: «Se, por qualquer motivo, uma equipa abandona uma competição antes do seu fim (…) será considerada derrotada e eliminada da competição (…).» Mais, de acordo com o artigo 83, um atraso de mais de 15 minutos tem a mesma sanção, e o artigo 84 especifica que a equipa que abandona será considerada como tendo perdido por 0-3, caso não esteja a perder por mais.
Nada a criticar quanto ao órgão disciplinar: aplicou apenas o regulamento. As críticas maiores devem ser dirigidas ao árbitro e aos outros agentes desportivos que aceitaram o recomeço do jogo. Isso não devia ter acontecido: a equipa do Senegal abandonou o campo, perdeu.
Reconheço que é fácil escrever isto, mas difícil estar na pele do árbitro e do delegado: com a multidão ao rubro, tanto que ambas as federações foram multadas pela desordem causada pelos seus adeptos, é extremamente difícil decidir bem. Pode imaginar-se a pressão sobre o árbitro para que o jogo recomece. Mas as decisões de secretaria, embora necessárias porque as regras são para cumprir, são más para o espetáculo. Os adeptos querem sair do estádio ou desligar a televisão sabendo quem ganhou e quem perdeu. Mudar o resultado só mesmo em casos muito sérios, como este. Nisso, a FIFA tem sido consistente em manter os resultados de campo. Isso também explica a popularidade do futebol.
Agate de Sousa, no salto em comprimento, e Gerson Baldé, na mesma modalidade, conquistaram o título mundial. 91% do Direito ao Golo vai para eles. E também um bocadinho para o Sporting, o SC Braga e o FC Porto. Que grande campanha europeia estão a fazer estes clubes!"
Proença I: le football, c’est moi !
"Ao ver os vídeos que a Federação Portuguesa de Futebol e o seu presidente têm vindo a publicar por estes dias, fica-se com a nítida impressão de que a ida da seleção nacional às Américas é algo acessório, quase irrelevante; o que é verdadeiramente importante é a presença de Pedro Proença nessas geografias.
Proença é guionista, protagonista, ator principal e secundário — e, mais houvesse. Detém, literalmente, o monopólio da imagem. Aparece de frente, de costas, a andar, parado; com casaco, em mangas de camisa, a gesticular, formal ou sorridente. De vez em quando, em raros momentos, lá aparecem alguns figurantes, como jogadores ou até o selecionador nacional. Mas o que importam estes afinal?
O “Rei Sol”, Luís XIV, seria, ao dia de hoje, um tímido aprendiz ao lado de Proença. Passamos do “L’État, c’est moi” para “Le football,, c’est moi”. Esta Federação não vive nem trabalha para o futebol português, mas para o ego do seu presidente.
Em apenas um ano, Proença transformou a FPF numa estrutura fechada, centralizada, sem espírito crítico ou contraditório interno. Instalou-se um compulsivo e indecoroso culto da personalidade do seu presidente. A Cidade do Futebol assemelha-se cada vez mais a uma autocracia e Proença a uma versão de Kim Jong-un: com estética ocidental, mas com a mesma obsessão pelo controlo da imagem e da narrativa.
Em breve, quando as evidências forem impossíveis de ignorar, os presidentes dos clubes, das associações e dos sindicatos de classe terão de assumir a responsabilidade pelo que permitiram, pelo que silenciaram e, sobretudo, pelo que continuam a sustentar.
A eleição de Proença foi alicerçada em múltiplas promessas — “pratos de lentilhas” — que “compraram” os votos que o levaram para a Cidade do Futebol e que, agora, empurram a FPF para um despotismo incompetente, sustentado por egoístas conveniências.
Depois de três conferências de imprensa de Martínez em solo americano, não houve um único jornalista que questionasse o selecionador sobre o seu futuro e sobre a chegada de Jorge Jesus à seleção das quinas após o Mundial. Ou sentem receio de criar desconforto à liderança da federação, ou instalou-se na classe uma cultura de conformismo que empobrece o jornalismo. Qualquer das opções é má! Esperemos que os jornalistas queiram voltar a recuperar o seu papel!"
Concordo!
Concordo!
— Benfica by GB (@benficabygb) March 31, 2026
O VAR é a forma do Sporting conseguir ser beneficiado porque se fosse o jogo pelo jogo continuaria a ver passar
O VAR está para o Sporting como o Apito Dourado para o FCPorto pic.twitter.com/RFa67giTpr
Palavras para tolinhos!!!
Na medida que o Paulinho marcou um golo em posição de fora de jogo, o Matheus Reis pisou a cabeça do Belotti sem consequências e houve um VAR que esteve 12 minutos a cozinhar um penalty inventado nos Açores, esta afirmação não é totalmente errada. pic.twitter.com/Y9sJf248ar
— Coluna Vermelha (@CurtaVermelha) March 31, 2026
«Capitão Fantástico»
"Falar de Javier Zanetti é falar de uma raridade no futebol moderno. A sua grandeza construiu-se de forma silenciosa, jogo após jogo, sempre com a mesma entrega, como se cada minuto em campo fosse o primeiro e o último ao mesmo tempo.
Mas antes de visitarmos a sua fantástica carreira, quero trazer-vos um episódio que demonstra bem o que foi Zanetti como atleta e como capitão. Um verdadeiro exemplo. Isto porque o desporto, tal como a própria vida, dá-nos espaço e oportunidade para criar laços de amizade (muito) fortes, ao ponto de sofrermos com os problemas dos outros e de saborearmos os triunfos que não são nossos. E este é mais um caso para repetir uma velha máxima. O futebol é a coisa mais importante das menos importantes. «Quando o Adriano marcou aquele golo frente ao Real Madrid (2001), disse para mim mesmo que tínhamos encontrado o novo Ronaldo. Mas ele veio das favelas, o que me assustava, porque eu vi o quão perigoso era aquilo. Quando tu te tornas rico do nada, tudo se torna mais traiçoeiro», afirmou Javier Zanetti numa entrevista concedida a um jornal italiano.
O ex-futebolista argentino lembrou ainda a morte do pai de Adriano, um dia que mudou a vida do avançado brasileiro para sempre. «Quando ele recebeu o telefonema da morte do pai nós estávamos no quarto. Ele atirou o telefone e começou a gritar de uma maneira que ninguém consegue imaginar. Ainda hoje me arrepio ao recordar esse momento. A partir desse dia, eu e o Moratti (antigo presidente do Inter) encaramos o Adriano como se fosse um irmão mais novo. Ele continuou a jogar futebol, a fazer golos e a dedicá-los ao pai, mas depois daquela chamada nunca mais foi o mesmo. Nós não fomos capazes de tirá-lo do túnel da depressão. E essa foi a maior derrota da minha carreira», confessou Zanetti. Um senhor dentro e fora do campo.
Nascido em Buenos Aires, Javier Zanetti não teve um caminho fácil ou imediato rumo à fama. Não foi um prodígio mediático nem uma estrela precoce. Foi, antes de tudo, um trabalhador incansável. Em 1995-96, o Inter de Milão comprou o seu passe ao Banfield, numa altura onde poucos imaginavam que aquele lateral discreto se tornaria num dos maiores símbolos da história do clube italiano. Não apenas pelo talento, mas pela forma como viveu o futebol.
Durante quase duas décadas, o camisola 4 defendeu as cores dos “nerazzurri” com uma lealdade quase poética. E foi precisamente essa fidelidade que o transformou em capitão, líder e, acima de tudo, uma referência. A sua braçadeira não era um símbolo de autoridade imposta, mas de respeito conquistado. Dentro de campo, era o exemplo. Corria mais, reclamava menos, ajudava sempre os seus companheiros de equipa, jogava na posição que fosse preciso, sempre com a mesma elegância e eficácia.
Mas o auge chegou no ano de 2010. Javier Zanetti venceu a UEFA Champions League na temporada 2009-10 como capitão do Inter de Milão. Nessa final, o Inter venceu o Bayern de Munique, por 2-0, com um bis de Diego Milito. Esse título fez parte do histórico “triplete” da equipa orientada por José Mourinho, quando venceram a Serie A, a Taça de Itália e a Champions na mesma época. Mas acredito que, para Zanetti, teve um sabor ainda mais especial. Já estava há 15 anos no clube, tinha passado por muitas épocas sem grandes conquistas europeias e acabou a erguer a “orelhuda” como capitão do seu querido Inter, coroando uma carreira de enorme sacrifício.
Ainda assim, talvez o mais impressionante na sua história não sejam os troféus, nem os recordes, nem sequer a longevidade, uma vez que jogou ao mais alto nível até aos 40 anos. É, sim, a coerência. Zanetti foi sempre o mesmo. No início, no auge e no fim. Nunca precisou de ser mais do que aquilo que realmente era. E isso foi o que mais admirei neste futebolista.
861 jogos depois, em junho de 2014, o Conselho de Administração do clube decidiu retirar a camisola 4 como reconhecimento pela sua trajetória. Zanetti, carinhosamente apelidado de "El Capitán", vestiu essa camisola durante a maior parte das suas 19 épocas no clube, tornando-se num precioso símbolo de lealdade do Inter de Milão. Penso que está tudo dito."
Sono, emoção e juízo
"1. É verdade que o jogo com o Vitória SC, no sábado
passado, não foi grande coisa. Houve até quem
admitisse que aqueles 90 minutos, correspondentes ao desafio da 27.ª jornada, deram ao público
mais sono do que emoção. Quem viu o jogo não
terá grande dificuldade em concordar com isto.
Jogando na Luz, a equipa de Guimarães somou
mais posse de bola, mais remates e mais pontapés de canto, mas nada que motivasse sobressaltos nas bancadas.
2. Quanto ao Benfica, somou mais golos. Somou exatamente 3 golos, e não tendo o Vitória SC somado
nenhum golo, nem nada que se parecesse, o
resultado quedou-se num 3-0 favorável às nossas
lindas cores. Por muito sensaborão que tenha sido
o jogo com o Vitória SC, não há nada que retire o
mérito do triunfo do Benfica. A eficácia foi premiada e, desde sempre, a eficácia é um dom. Esse
dom tem-nos faltado, às vezes.
3. Tivesse o Benfica sido eficaz nos 5 jogos que
empatou em casa nesta Liga de 2025/26 e não
teria desperdiçado os 10 pontos que tanta falta nos
fazem, quando restam 7 jornadas para o fim da
longa prova. É em casa que se ganham e se perdem campeonatos. Percursos imaculados em casa
são atributos do campeão. Nesta edição do campeonato, o Benfica empatou 5 vezes em casa – uma
enormidade de esbanjamento – e empatou apenas
3 vezes fora de casa, o que é um registo aceitável.
4. Voltando ao jogo com o Vitória SC e ao sono que
terá provocado, convenhamos que é bem melhor
ter sono e ganhar 3-0 do que não ter sono e não
ganhar.
5. O Estádio da Luz, outrora conhecido nacional e
internacionalmente como o Inferno da Luz, por ser
infernal para as equipas visitantes, não pode ser
infernal para os donos da casa. Como é que se dá
a volta a esta situação? Ora, ganhando, ganhando
sempre, seja quem for o adversário, seja qual for
a competição. O Benfica tem de voltar a habituar-
-se a ganhar sempre em casa. Os adversários do
Benfica têm de se habituar a perder sempre na
Luz. E os árbitros que apitam os jogos do Benfica
têm de habituar-se a respeitar sempre o Benfica,
quer o jogo seja na Luz ou fora da Luz.
6. Esta questão do respeito é merecedora de atenção. No jogo em Arouca, a contar para o Campeonato, quis-me parecer que o árbitro de serviço – o
seu nome, francamente, pouco importa – desrespeitou, com gesticulação absurda, o capitão António Silva e, para mais, mostrou-lhe um cartão
amarelo quando Silva se dirigia ao juiz da partida
em termos exemplarmente cordatos.
7. É verdade que se deve exigir sempre aos jogadores que tenham juízo. Mas também é legítimo exigir aos árbitros exatamente a mesma coisa. Com
juízo tudo melhora."
Leonor Pinhão, in O Benfica
A um atleta desconhecido
"MANUEL OLIVEIRA DE
SOUSA É UM EXEMPLO
QUE TAMBÉM MERECE
SER RECORDADO.
A memória desportiva tem
a natural tendência de
recordar, por norma, os
nomes dos atletas que
mais se destacaram na sua área
de atuação. Contudo, passaram
pelo Sport Lisboa e Benfica inúmeros atletas “desconhecidos”
que deixaram a sua marca e que
também fazem parte da história
do Clube.
Manuel Oliveira de Sousa é
um desses atletas, tendo praticado andebol e hóquei em
campo pelos encarnados, desde
os anos de 1940 até ao virar dos
anos de 1960. O seu percurso no
Benfica teve início em 1944,
quando foi aprovado como sócio,
aos 13 anos. Em 1949/50, começou a praticar andebol de 11,
começando pelos juniores e
ascendendo até à equipa principal em 3 épocas. Apesar de não
ter conquistado títulos nesta
modalidade, as suas atuações
tiveram algum eco na imprensa
da altura, como na seguinte crítica: “Ao intervalo ganhávamos
por 2-1, golos de Oliveira, que
aproveitou uma abertura no
centro do terreno para se infiltrar e marcar vitoriosamente.”
Eclético, praticou também
hóquei em campo durante 8 épocas pelos seniores, oscilando
entre as reservas e a equipa
principal. Começou igualmente
em 1949/50, fazendo a seguir
uma pausa nesta modalidade e
retomando a sua atividade em
1953/54. Foi um recomeço auspicioso, sagrando-se campeão de
Lisboa de reservas.
Viria a interromper, mais
tarde, a sua atividade desportiva, retornando em 1957/58,
período que seria coroado com
a conquista de dois Campeonatos de Lisboa de reservas, em
1959/60 e 1960/61. Neste último, o hoquista de campo alinhou no jogo que deu o título
ao Benfica, tendo marcado um
dos golos da vitória, por 6-0,
frente ao Palmense. E foi com
esta chave de ouro que encerrou a sua carreira desportiva no
Benfica.
Manuel Oliveira de Sousa foi
um atleta entre muitos que
merecem e têm o direito de ser
relembrados. Saiba mais sobre
outros desportistas que contribuíram para o engrandecimento
do Sport Lisboa e Benfica na área
3 – Orgulho Eclético, do Museu
Benfica – Cosme Damião."
Lídia Jorge, in O Benfica
Conheceram-se no Tinder
"Dois presidentes de clubes de
futebol entram num bar. O que
se diz mais abastado começa a
contar a sua história e como ali
chegou. Está hoje bem na vida,
depois de uns amigos lhe terem
emprestado dinheiro e nunca
lho ter pago de volta. Mas tudo
legalmente, defende-se. Não
tem muito jeito com as palavras,
mas lá consegue explicar,
depois de 15 minutos de banalidades, que quem pagou foram
os contribuintes. E ri-se. Como
tem excelentes relações no
campo da Justiça, puxou uns
cordelinhos e viu-se sempre
afastado de problemas judiciais,
sejam suspensões por cartões
amarelos, agressões selváticas
em campo ou manobras financeiras duvidosas. E quando me
questionam, confessa, bato muitas vezes no peito e digo que sou
diferente.
O outro presidente, moço novo e
de boas famílias, mas com a
conta no vermelho há vários
anos, escutou-o com pouca
atenção. Estava ali porque precisava de um favorzinho. No
meu caso, começou, herdei uma
dívida monstruosa, financeira e
moral, mas faço de conta que não
se passou nada. Estou à frente de
uma empresa que tem por base
um saco azul, sem fundo, mas
tenho uns assuntos para resolver
que me andam a tirar o sono:
uma condenação por roubo de e-
-mails e espionagem corporativa,
e esses teus amigos na Justiça
dar-me-iam muito jeito. É que os
meus só resolvem questões
locais, como invasões a centros
de treino de árbitros, violência em
estádios de futebol, bullying a
jogadores e treinadores, distúrbios em estações de serviço e
férias pagas no Brasil.
Fizeram um brinde com o whisky mais barato da ementa, terminaram o pires de amendoins
e seguiram os seus caminhos.
O primeiro pediu fatura – tem lá
na empresa um funcionário que
ainda vai transformar aquela
despesa num perdão fiscal.
O segundo, mal tocou na bebida
– gosta mais de fruta e café com
leite, mas naquele bar não serviam.
Qualquer semelhança com a
realidade é pura ficção."
Ricardo Santos, in O Benfica
À volta dos números
"É lugar-comum afirmar que
uma equipa joga aquilo que a
outra deixa jogar. Isso é válido
para qualquer partida. É válido,
também, para um campeonato
inteiro.
Uma prova que se desenrola,
semana a semana, durante
meses a fio, é necessariamente
uma prova de regularidade. Mas
é igualmente uma prova de
relatividade, de correlação de
forças. Na qual, como diria Ortega y Gasset, cada equipa é ela e
as suas circunstâncias.
Deixemos de lado a matéria
relacionada com as arbitragens
(que é determinante, mas não
cabe agora aqui). Foquemo-nos
apenas em números.
À 27.ª jornada, o líder do Campeonato soma 72 pontos. O Benfica foi campeão 8 vezes neste
século, e em nenhuma dessas
temporadas obteve 72 pontos
em 27 jogos. Nos anos do
“Tetra”, na mesma altura, o Glorioso somava 70, 68, 67 e 65
pontos respectivamente. Em
2010 tinha 70, em 2019 tinha 66
e em 2023 tinha 71; em 2005
tinha… 54.
Na época passada, à 27.ª jornada, Sporting e Benfica lideravam
a prova com 65 pontos. Precisamente a nossa pontuação actual.
Outro número: na 2.ª volta deste
Campeonato, o Benfica fez mais
pontos do que qualquer outra
equipa. Desde a dobragem do
calendário, o conjunto de Mourinho totalizou 26 pontos, en -
quanto os dois rivais somaram
23 – sendo que o Sporting tem
uma partida a menos.
Sublinhe-se ainda que há 42 jornadas consecutivas que o Benfica não perde para o Campeonato. A série começou em Janeiro
de 2025, ainda com Bruno Lage.
E continua. Em toda a história do
Clube, apenas John Mortimore,
com 56 jogos entre 1976 e 1978,
conseguiu melhor.
A conclusão? Que o campeonato
do Benfica até ao momento, não
sendo brilhante, está longe de
ser uma catástrofe. Paga, isso
sim, o preço de um FC Porto
anormalmente regular, e de um
Sporting muito diferente de
outras décadas. Paga, digamos
assim, o preço das circunstâncias."
Luís Fialho, in O Benfica
Quando todos ganham!
"O desporto adaptado é muito
mais do que prática física: é um
espaço de superação, inclusão e
construção de comunidade onde
todos ganham. Ganham os
jovens participantes com uma
oportunidade de descoberta das
suas capacidades, de autoestima e desenvolvimento de competências tão importantes como
a disciplina, a resiliência e o trabalho em equipa.
Ganham as famílias, com um
caminho de esperança e partilha, e com uma alegria ao
verem os seus filhos envolvidos, ativos e felizes, reforçando laços de amizade e confiança no futuro. O desporto cria
pontes, aproxima pessoas e
reduz o isolamento, eterno
companheiro da deficiência.
Ganham os técnicos, por sua
vez, encontrando no desporto
adaptado uma dimensão profundamente humana do seu trabalho. Cada treino é um desafio
e uma aprendizagem, exigindo
sensibilidade, criatividade e
dedicação. Mas é também uma
fonte única de realização profissional e pessoal.
Ganhar é o sal da competição,
mas incluir, capacitar e inspirar
é essencial. E é aí que reside a
verdadeira grandeza do Desporto."
Jorge Miranda, in O Benfica
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