Últimas indefectivações

quinta-feira, 29 de março de 2012

Parabéns Rui Costa!!!

Mas como é que é possível ainda não ter visto (quase) ninguém dar-lhe os parabéns? Mas está tudo com os neurónios no jogo das osgas ou quê?

PARABÉNS RUI COSTA!!!



Desculpa não escrever nada de jeito Rui, para mostar que não me esqueci, como muitos outros, tantos Benfiquistas ou não, ou dizer-te algo mais no teu aniversário. A minha intenção até era ter sido um dos primeiros a dar-te os parabéns durante a madrugada mas não pude mesmo devido a um horário um bocado apertado. Seja como for, desejo-te muitos e enormes parabéns, feliz aniversário e que contes MUITOS mais pela frente, de preferência no nosso Benfica! Uma vez mais, PARABÉNS RUI!!! Um enorme abraço!


«Prática diária e três vezes por dia» ...na verdade é muita fruta

"Foi uma semana em que o Sporting foi conversar com um secretário de Estado e em que o FC Porto se dirigiu ao ministro da Educação. O Estado a intervir nas futebolices...

O campeonato está a chegar ao fim e o País progride no mesmo passo. Esta semana foi especialmente importante, quer para o campeonato quer para o País. Com franqueza, nem sei por onde começar. Se pelo País, se pelo campeonato.
Começo pelo país, por uma questão de respeito.
Foi uma semana ao mais alto nível. Nem sequer foi de Estado, foi de Estadão. O FC Porto foi meter conversa com o ministro da Educação.
O Sporting (o de Lisboa, não o de Braga) foi meter conversa com o secretário de Estado do Desporto e da Juventude. Ambos os emblemas apresentaram queixas ao Governo. O Sporting foi queixar-se dos árbitros porque, segundo o presidente Godinho Lopes, “em condições normais” o Sporting estaria “a lutar pelo título”. Isto das condições normais tem muito que se lhe diga porque a normalidade para uns pode ser a anormalidade para outros e cada um chama-lhe sua.
Para cúmulo, no momento em que festeja o primeiro ano sobre a data da sua eleição como presidente do Sporting, Godinho Lopes poderá sempre admitir que em condições normais ou anormais, conforme o gosto, nem teria sido eleito para o cargo.
Deixemos agora em paz o secretário de Estado do Desporto e da Juventude e passemos, sem hesitar, para o Ministério da Educação que também foi forçado a vir a jogo nesta semana.
Em comunicado oficial, o FC Porto foi queixar-se ao ministro de uma professora de um jardim-de-infância na Ericeira.
Foi a segunda queixa contra a mesma professora no espaço de poucos dias. O primeiro queixoso foi o pai de uma criança que se insurgiu contra o facto de na sala de canto coral estar em vigor uma versão do Atirei o pau ao gato com uma estrofe final à primeira vista absurda mas que se revela perigosamente politizada e errónea.
São estes os versos da discórdia: vai-te embora, pulga maldita / batata frita / Viva o Benfica!. Compreende-se toda a revolta potencialmente gerada. Trata-se de entreter crianças e de as ensinar ao mesmo tempo. E não é que nem rima? Desde quando é que Benfica rima com maldita ou frita?
O pai da criança considera-se um adepto do FC Porto «não muito ferrenho» e considera que a alteração do poema «compromete o respeito pela diferença e pela individualidade». Ora aqui está uma causa pela qual vale a pena combater.
Lamentavelmente, parece que esta situação não é da exclusiva responsabilidade da professora da Ericeira.
O caso é bem mais profundo e generalizado como revelaria, sem medo, o FC Porto no seu comunicado oficial tendo como destinatário o ministro da Educação: «Mais grave é que a adulteração da letra é prática diária e repetida três vezes ao dia, não só no jardim-de-infância da Ericeira, mas também em todas as escolas do pré-escolar e noutras de Lisboa e de Cascais», protestou o FC Porto. E com razão. «Prática diária e três vezes por dia» da Ericeira a Lisboa passando por Cascais, é muita fruta. E acaba por ofender.
Está visto, portanto, por que razão é que a semana foi importante para o País através das acções diplomáticas concertadas entre o futebol e o Estado.
Mas, como referimos no início da conversa, esta semana também foi importante para o campeonato. Não por causa de nenhuma pulga maldita. Mais por causa de uma melga. Melhor dito, por causa de uma picada de um Melgarejo.
E, com isto, temos um Sporting de Braga isolado no comando do campeonato e com um calendário mais apetecível do que o de qualquer um dos outros dois pretendentes. Esta revolução no topo da tabela não deixa de espantar e não foi inspirada por nenhuma lenga-lenga infantil, que fique bem claro. Antes pelo contrário.
Aliás, nem se sabe bem de onde é que veio esta inspiração minhota que não estava no programa, por exemplo, do presidente do FC Porto. Porque jamais o presidente do FC Porto diria desta já estamos livres, quando foi afastado pelo Benfica da final da Taça da Liga, se não tivesse a certezinha absoluta, a confiança inabalável de que o campeonato já lhe era pertença.
Isto está bonito, está.

OS energúmenos que puseram on-line todo um conjunto de informações confidenciais sobre os árbitros colocam numa situação difícil todos aqueles que, não sendo nem de perto nem de longe energúmenos, se entretém a gostar de futebol e, por isso mesmo, no exercício da sua liberdade de expressão gostam, de vez em quando, de poder criticar o desempenho de um árbitro sem se verem incluídos nas fileiras do grande banditismo.
Compreenderam? Ainda bem. Aimar foi bem expulso em Olhão. Os jogadores têm de conhecer não só as regras do jogo como os critérios dos árbitros. O critério do árbitro João Capela devia ser sobejamente conhecido pelos jogadores do Benfica. No princípio de Novembro, no jogo com o Sporting, na Luz, João Capela expulsou Óscar Cardozo por ter dado uma palmada na relva.
Aimar deveria saber que aquela perninha marota que deixou para trás jamais passaria impune. Rui Duarte, o jogador do Olhanense com quem Aimar disputou o lance, definiu em poucas palavras aquele momento do jogo:
- Fiz o meu papel, tal como o Aimar e o árbitro – disse, no final do jogo.
E disse muito bem. Os três fizeram o seu papel. Foi bem expulso o Aimar.
Pena só que o Benfica não estivesse a ganhar por 3-0 quando tudo Rui Duarte fez o seu papel, Aimar fez o seu papel e o árbitro fez o seu papel. Mas como pouco ou nada fez por isso, o nulo aceita-se com resignação.

JANKO, o austríaco que chegou ao Porto no Natal, deu uma entrevista a um jornal do seu país e confessou o seu gosto por estudar a realidade portuguesa. Para se integrar melhor na sociedade que o acolheu e para perceber filosoficamente as origens das grandes rivalidades do futebol português.
Aluno aplicado, Janko está praticamente um catedrático como se comprova por esta sua conclusão divulgada pela imprensa austríaca: «No Porto estão os trabalhadores, no centro estão os estudantes e em Lisboa estão as pessoas que gastam o dinheiro.»
Não quero pôr em causa o esforço estudantil de Janko mas o professor que o anda a ensinar, cá para mim, já deveria ter sido reformado compulsivamente há mais de 30 anos.

O Benfica e o Chelsea estão longe de ser as melhores equipas em prova na Liga dos Campeões e assim o provaram no jogo que fizeram na terça-feira. Não foi uma coisa do outro mundo. Mas foi um jogo curioso, bem disputado, muito equilibrado, como se reflectiu nas estatísticas, com 50% de posse de bola para cada uma das equipas.
Foi mais feliz o Chelsea que marcou um golo e teve em Petr Cech e em David Luiz dois bombeiros de alto coturno. Foi mais infeliz o Benfica que não marcou golo nenhum, que sofreu pelo seu lado esquerdo como é habitual e que viu o árbitro não ver uma mão de John Terry na sua área.
Apesar de ser um árbitro italiano diz-se à boca cheia que também benfiquista desde pequenino.
Na próxima semana o Benfica vai a Londres jogar o que falta nesta eliminatória e, com um bocadinho de sorte e de juízo, pode muito bem discutir o apuramento com os ingleses. E depois se verá…"

Leonor Pinhão, in A Bola

Perplexidades

"1. Jogadores portugueses que jogaram na Champions: Apoel 4 - Real Madrid 3; Benfica 0 - Chelsea 3!
2. As múmias paralíticas que a UEFA estaciona na linha de cabeceira deveriam pagar bilhete para assistir aos jogos. Numa derrota com alguma injustiça perante um idoso Chelsea (que alguns teimam em pronunciar «Chelcia», como se igualmente o mar em inglês fosse cia), um braço inglês foi escandolasamente amputado.
3. O SLB tem sempre uma ovelha tresmalhada. Há 2 anos, Peixoto que, porém, não era titular; no ano passado, Roberto; este ano, Emerson. Que veio para discreto suplente, mas que joga sempre e com insuficiência evidente. Conseguiu ser o 12º jogador londrino.
4. Em Olhão, um relvado impróprio numa Liga que pensa em alargamentos. E num país que se dá ao luxo de ter estádios caros como o do Algarve e Leiria onde não há jogos.
5. Mudanças de Inverno no Benfica: Ruben Amorim foi ano e meio(!) para um rival directo por causa de uma zanga entre empregados do clube. Com Enzo Perez fingiu-se um processo disciplinar e fez-se-lhe a vontade de o recambiar para os argentinos que o haviam aliciado desonestamente.
6. Aimar - com a ficha limpa - leva, zelosamente, 2 jogos de suspensão (braga e Sporting, obviamente). Já vi sarrafadas a sério com um só jogo de castigo. Tudo uma farsa.
7. Não vi o meu clube soltar uma palavra que fosse sobre o alargamento da Liga. O único em silêncio. Porque será?
8. O austríaco Janko do FCP revelou os seus profundos e fulminantes conhecimentos de Portugal: «Em Lisboa gasta-se o dinheiro; no Porto é que se trabalha». Lavagem ao cérebro em doses cavalares?"

Bagão Félix, in A Bola

Parábola do absurdo

"A recente tentativa de alargamento do número de clubes nos Campeonatos profissionais demonstra bem a falta de senso que grassa no Futebol Português, e em muitos dos seus agentes. Num país em crise, numa indústria que faz das tripas coração para reinventar fontes de receita cada vez mais escassas, ponderar sequer a ideia de um alargamento parece-me algo que toca as fronteiras do surrealismo. Por mim, há muito que defendo justamente o contrário: uma forte redução, porventura para apenas dez equipas, e um Campeonato a quatro voltas, com competitividade acrescida e menos bocas para alimentar.
O presidente do sindicato dos jogadores garante que mais de metade dos clubes mantêm salários em atraso. E o mais estranho é que sejam justamente esses clubes (pelo menos, é o que parece) a defender um alargamento que iria necessariamente fazer crescer essa chaga. Trata-se de uma questão aritmética, que nem uma criança terá dificuldade em perceber.
De igual modo me provoca o maior repúdio a ideia de os principais clubes serem obrigados a partilhar as suas receitas com aqueles que, sem adeptos nem audiência, as não conseguem criar. O conceito de solidariedade faz todo o sentido quando está em causa a economia de um País, as famílias, as empresas e o emprego. Em Futebol - que é um negócio de paixões e afectos, predominantemente lúdico - é totalmente absurdo falar-se de solidariedade. Quem tem adeptos, movimenta multidões e gera receitas, não pode ser penalizado por isso. E quem vive artificialmente a custa de generosas subvenções autárquicas, ou, pior ainda, do incumprimento das obrigações que assume, e espera pelas esmolas de terceiros, não tem lugar no Futebol que idealizo.
Sobram poucos? É verdade. Talvez apenas os tais dez de que falo. É essa a realidade do nosso País, da nossa economia, e da nossa geografia. Querer subvertê-la à força, e à custa da competitividade internacional dos emblemas que verdadeiramente apaixonam o povo, é um prato que não devemos estar dispostos a aceitar."

Luís Fialho, in O Benfica

YouTube Benfica

O Canal oficial do Benfica no YouTube teve a gentileza de colocar alguns resumos de antigos jogos do Glorioso online (isto devido à renovação do Facebook oficial do Benfica)... recordo que no passado recente, muitos, mas mesmo muitos dos vídeos de jogos antigos do Benfica que estavam no YouTube foram retirados após queixa da Sportinveste, espero que desta vez não sejam 'apagados'!!!