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sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Noite à antiga na Luz


"Benfica dominador frente ao Nápoles, como não se via na Europa há mais de um ano; sinais animadores da equipa de José Mourinho, mas o contexto, convenhamos, ajudou

Há mais de um ano que o Estádio da Luz não vivia uma noite assim. Parece muito? É. Mas na Champions, excluindo pré-eliminatórias, seguia há sete partidas sem ganhar em casa: derrotas com Leverkusen e Qarabag, esta época; dupla derrota com Barcelona, desaire com o Feyenoord e empates com Mónaco e Bolonha, na anterior. O último triunfo? Um memorável 4-0 ao Atlético de Madrid a 2 de outubro de 2024, que terá criado uma ilusão que os resultados seguintes se encarregariam de desmentir.
Mourinho esperará que este triunfo na noite fria desta quarta-feira em Lisboa não seja também um fogacho que depressa se apague. Os sinais são animadores: o Benfica tem vindo a subir de produção — não venceu o dérbi de sexta-feira, é certo, mas também não esteve perto de perdê-lo... — e o treinador parece ter encontrado uma fórmula que resulta, mesmo que não sejam assim tantos os jogadores em quem confia — fez duas alterações no onze... mas os jogadores que saíram foram os dois únicos que ainda jogaram minutos significativos vindos do banco, ou seja, salvo recuperações de lesões (quanto tempo para Manu Silva ser opção a sério?) ou alguma surpresa vinda da formação, a rotação dos encarnados parece limitada a 12 jogadores de campo.
Além disso, ao contrário do que aconteceu nessa partida com o Atlético de Madrid há mais de um ano, a história do jogo não sorriu propriamente ao Benfica — apesar de terem marcado cedo, as águias já tinham desperdiçado duas ocasiões flagrantes antes de Ríos inaugurar o marcador, tão flagrantes que foram melhores que qualquer uma que o Nápoles tenha criado em todos os 90 minutos.
É preciso, porém, ter consciência do contexto, e o contexto, ontem, jogou e muito a favor do Benfica. Na véspera do encontro, Mourinho desvalorizara as ausências no adversário, mas esperar que uma equipa que tem De Bruyne, Lukaku, Anguissa ou Lobotka produza o mesmo sem eles é ingenuidade, na melhor das hipóteses. Depois, o facto de o Nápoles ter jogado no domingo, e o Benfica logo na sexta-feira, também pesou, mesmo que não tenha sido fator decisivo. Já agora, e sem tirar mérito às águias, convém assinalar que a equipa do sul de Itália é uma no Diego Armando Maradona e outra, bem pior, fora de casa — tinha perdido com o City em Manchester e com o PSV em Eindhoven (por 2-6). Mas venceu o Qarabag e o Sporting em casa, coisa que o Benfica de Lage, primeiro, e de Mourinho, depois, não conseguiu..."

Fever Pitch - Domingo Desportivo - Acende-se uma Luz!

Backstage | SL Benfica 3-0 SSC Napoli | UEFA Youth League

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Janeiro vai decidir campeonato


"Lesões de Luuk de Jong, Lukebakio e Quenda vão obrigar a encontrar substitutos. Os grandes vão abrir os cordões à bolsa e o que mais acertar ganhará pontos na corrida ao título.

Aproxima-se o fim do ano e com ele reabre o mercado de transferências. Uma oportunidade para os clubes equilibrarem os plantéis ou mesmo darem armas decisivas aos treinadores. Acredito mesmo que janeiro decida o campeonato.
Como todos sabemos, o dinheiro não abunda em Portugal, pelo que todo e qualquer investimento tem de ser bem ponderado. O mesmo será dizer que as verbas têm de ser canalizadas para os alvos certos, para jogadores que sejam mais-valias, que dispensem adaptações e que de imediato tenham rendimento.
O FC Porto está a ter um percurso praticamente imaculado e é o líder inquestionável, mas sou daqueles que não acredita que o campeonato esteja decidido, mesmo com os dragões a mostrarem-se muito fortes, como se constata pelos cinco pontos de vantagem sobre o segundo, o Sporting – que venceu em Alvalade –, e oito sobre o terceiro, o Benfica, o único que foi capaz de travar os azuis e brancos, em pleno Dragão.
Na próxima temporada o futebol português vai manter os mesmo lugares na UEFA Champions League e com o segundo classificado a ter de sujeitar-se a pré-eliminatórias, o que significa que há apenas dois poleiros para três galos. Isto num momento em que as verbas provenientes da UEFA têm um peso decisivo nos orçamentos dos clubes e o que ficar de fora só tem duas possibilidades: a venda dos melhores jogadores ou o… endividamento.
Têm a palavra André Villas-Boas, Frederico Varandas e Rui Costa. Há um ano foi o presidente do Benfica quem mais investiu e agora, digo eu, também vai ser. Dahl, Manu Silva, Bruma e Belotti foram as prendas de Bruno Lage, que pouco depois perdeu os dois portugueses, devido a lesão. O sueco e o italiano não chegaram para o Benfica alcançar o título, que fugiu para o rival Sporting, que muito o deve a Rui Silva, que acabou por ser o reforço de inverno mais decisivo da época transata. A outra contratação dos leões foi o brasileiro Biel, que se revelou um fiasco.
Já no FC Porto salvou-se no meio do caos que foi a era Martín Anselmi o brasileiro William Gomes, que só agora, sob o comando de Francesco Farioli, se mostra uma mais-valia. Já sobre o jovem argentino Tomás Pérez ainda ninguém sabe bem o que vale.
Luuk de Jong, Lukebakio e Quenda lesionaram-se com gravidade e obrigam os clubes a encontrar substitutos. Não duvido que os três grandes vão abrir os cordões à bolsa e o que mais acertar ganhará pontos na corrida ao título. É que não acredito que se repita o operado por Rui Borges em Alvalade na época transata…"

Mourinho a ser Mourinho


"No rescaldo do triunfo do Benfica sobre o Nápoles, o treinador aproveitou para os críticos no devido lugar. Sem levantar a voz, fez o que melhor sabe: usou as palavras como bisturi, não como martelo

Há poucas figuras no futebol português capazes de transformar uma simples conferência de imprensa em espetáculo como José Mourinho. No rescaldo do triunfo do Benfica sobre o Nápoles — uma vitória de afirmação mais psicológica do que classificativa — o treinador aproveitou o pós-jogo como quem regressa ao palco, não para justificar-se, mas para pôr o público e os críticos no devido lugar. Sem levantar a voz, Mourinho fez o que melhor sabe: usou as palavras como bisturi, não como martelo.
Porque se há coisa que o Special One não faz é desperdiçar um microfone. Falou do jogo, sim, mas mais do que isso, falou através do jogo. Fez do 2-0 ao campeão italiano um manifesto: contra os «experts em atacar o Benfica». Os tais que, diz ele, se têm fartado de «dar pauladas» na sua equipa, que, resiliente, continua «viva». Mourinho sabe que o desgaste não vem só dos pontapés dentro de campo — vem, sobretudo, do ruído fora dele. E é aí que ele se agiganta, no campo pantanoso da opinião pública, onde se sente em casa desde os tempos de Porto ou Chelsea.
A tirada sobre o 'golo de nota artística' foi mais do que um recado — foi um espelho. Mostrou a Mourinho de sempre: o que não perdoa o que vê como discurso enviesado contra si ou contra o clube que representa. Ao insinuar que, se o lance de Barreiro e Ríos tivesse sido pintado de verde ou azul, as manchetes seriam outras, expôs a velha ferida do futebol português: a fronteira difusa entre análise e ressentimento. Não disse nomes, porque não precisa — a arte de Mourinho está precisamente em deixar as balas com destinatário e sem remetente.
E se havia dúvidas sobre a intenção da mensagem, bastou ouvir a ironia final. «Ríos piorou comigo, está a ver-se que sim; e o Dahl também...» Uma frase curta, com a acidez certa, como só Mourinho sabe temperar. Um elogio disfarçado de sarcasmo, uma palmada nas costas dada com a mesma mão que aponta o erro. No fundo, uma maneira de dizer que, mesmo sob fogo, a equipa tem alma e sentido coletivo — e que ele, José, ainda manda no balneário e na narrativa. Oportuna ou provocadora? Talvez as duas coisas. Mourinho joga com o tempo e com o contexto; sabe que quando vence, é legitimado a falar mais alto. Mas também sabe que precisa dessas vitórias para manter vivo o mito que construiu: o de que o mundo o persegue porque ele incomoda. E se há coisa que Mourinho gosta de fazer, é incomodar. A crítica, os rivais, e até os próprios benfiquistas que ainda não perceberam que, com ele, cada palavra tem uma estratégia. Até nas vitórias, Mourinho joga o seu próprio campeonato — o do discurso. Mourinho a ser Mourinho."

BF: Mercado...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Cinco pontos sobre o triunfo do Benfica na Champions

Observador: E o Campeão é... - “Que a vitória sobre o Napoli seja o click para o Benfica”

Observador: Três Toques - Um atleta alimentado à base de... McDonald’s

Zero: Saudade - S04E14 - De Gullit a Rijkaard: um Suriname de doidos e a lutar por um Mundial

Inquieta: Vasco Botelho da Costa

BolaTV: Entrevista - Paulo Lopes...

BolaTV: Lado B - S02E19 - A Margarida Corceiro sofre 'hate' porque é bonita

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - O humorista Guilherme Fonseca e o rei Ukra

A maior vítima de Alcochete chama-se Rui Patrício


"Rui Patrício terminou sem glória uma carreira que foi muito boa mas poderia ter sido ímpar.
Maio de 2018 marcou um ponto de viragem na vida do Sporting, com a triste invasão de um grupo de adeptos ao centro de treinos de Alcochete. Do Sporting e de alguns dos seus jogadores da altura, entre os quais Rui Patrício.
Ao contrário, por exemplo, de Bruno Fernandes, que rescindiu mas voltou atrás, Patrício seguiu o seu caminho. Com uma melhor ponderação do valor simbólico de que gozava em Alvalade e outra gestão de expectativas, Patrício teria igualado ou suplantado Damas no imaginário leonino. Assim... acaba aos 37 anos (cedo para guarda-redes) e sem clube.

De chorar por mais
Golaço de Barreiro e grande exibição de Ríos em vitória muito assertiva e importante do Benfica. Assim é a vida...

No ponto
Vejam bem se não é o City de Guardiola que está de volta! Vitória em Madrid, a dois pontos do Arsenal na Premier...

Insosso
Faltou um bocadão ao Sporting em Munique. Se perder apenas por 1-3 é motivo de satisfação... muito fica dito.

Incomestível
É muito triste ver relações como a do Liverpool e Mo Salah caminharem desta forma para o abismo."

Treinador e gestor emocional


"O que se exige na alta competição aos treinadores vai muito para além da componente técnica ou tática. Estudos recentes sobre liderança desportiva têm demostrado que o treinador funciona como gestor emocional da equipa, regulando estados afetivos, criando segurança psicológica e modelando estratégias de coping que influenciam diretamente o rendimento competitivo.
O mês de dezembro, a par do último mês de campeonato, é provavelmente, em condições normais, um dos mais desafiantes para o papel do treinador. Este mês as exigências acumulam-se e intensificam-se, ora vejamos: temos o campeão de inverno, a cultura futebolística associa o topo da tabela nesta fase a seriedade competitiva, estabilidade e candidatura legítima ao título. Isto gera capital simbólico que pesa na opinião pública, na imprensa e no discurso dos adeptos, aumentando a pressão nesta fase do ano; por outro lado, é também um período de maior densidade competitiva, onde a acumulação de jogos e o desgaste físico amplificam vulnerabilidades emocionais; paralelamente, a antecipação do mercado de inverno introduz incerteza e ansiedade, exigindo do treinador capacidade para estabilizar expectativas, gerir receios e manter a identidade do grupo.
O treinador vive num cruzamento permanente entre expectativas, decisões e consequências. A fadiga física e mental altera a forma como o grupo responde, pequenos conflitos ganham volume e a tolerância ao erro reduz-se para metade. A pressão externa — comentários, resultados, rumores — infiltra-se mais depressa e ganha outra dimensão. Ler sinais de quebra motivacional, antecipar oscilações emocionais e ajustar estratégias comunicacionais tornam-se competências tão importantes quanto preparar o próximo onze.
O treinador deve reforçar a perceção de competência conjunta num momento em que a fadiga pode comprometer a crença na capacidade de manter o topo da classificação. Por outro lado, os atletas expostos as stresses toleram melhor a pressão quando sentem que o seu líder oferece apoio emocional consistente e mensagens claras.
É por isso que, nesta fase, não vence apenas quem treina melhor. Vence quem gere melhor. Dezembro não é um mês qualquer, é um claro teste silencioso à qualidade humana da liderança cujos resultados só serão visíveis a posteriori."

MAIS UMA GOLEADA NA YOUTH LEAGUE


"BENFICA 3 - 0 Nápoles

Golos bonitos, bolas nos ferros (contei pelo menos três), jogadas lindas que não acabaram em golo por muito pouco.
Mais uma goleada na Youth League, mais uma prestação de luxo dos nossos miúdos, especialmente na segunda-parte. O Nápoles livrou-se de boa, hoje, no Benfica Campus.
Com 15 pontos em seis jogos, temos garantido o apuramento direto. Voltaremos à ação em fevereiro. Até onde podem ir estes craques na competição?
Há nesta geração muita matéria prima de primeira qualidade. Vários estão a despontar para uma carreira que pode bem vir a passar no futuro pelo nosso plantel principal. Assim lhes sejam dadas as suficientes oportunidades.
Parabéns a todos os profissionais que trabalham na nossa formação, estas fornadas de jogadores não aparecem fruto do acaso ou de simples coincidências, são resultado de muito trabalho, de muita competência."

Comunicação social igual a árbitros


"CRITÉRIOS VARIAM CONFORME AS CORES

1. Como Bruno Lage, Rui Borges montou um sistema tático ultra defensivo. (haverá forma diferente de uma equipa portuguesa jogar em casa do poderoso Bayern?)
2. Como Bruno Lage, Rui Borges deu prioridade ao campeonato e fez gestão do plantel. (lembro que no fim de semana seguinte o Benfica jogou com o Porto e ganhou quatro-um) (no próximo fim de semana veremos quais dos jogadores do Sporting, que ontem não jogaram "por lesão", vão ou não a jogo no fim de semana)
3. Como Bruno Lage, Rui Borges jogou com as regras de desempate da Champions, procurando perder por poucos. (Bruno Lage acabou por fazer 13 pontos e apurou-se sem precisar de recorrer à diferença de golos, Rui Borges saiu de Munique com um saldo positivo de quatro golos)
4. Como Bruno Lage, Rui Borges perdeu naturalmente com o Bayern, e perdeu até por dois, Bruno Lage sofreu derrota tangencial.
5. A derrota de Bruno Lage foi arrasada pela generalidade dos jornalistas e comentadores ditos independentes. A derrota de Rui Borges foi branqueada a ponto tal que mais pareceu uma vitória moral: não ganharam mas foi como se tivesse sido esse o resultado.
6. Nós exigimos que os árbitros tenham critérios iguais para que exista verdade desportiva. Também não será mal que se peça aos jornalistas e comentadores ditos independentes que usem de critério igual quando analisam situações semelhantes."

Triunfo merecido


"O Benfica ganhou por 2-0 ao Nápoles e está em posição de lutar pelo apuramento para o play-off nas duas últimas jornadas da Liga dos Campeões. Este é o tema em destaque na BNews, no dia em que a Benfica FM vai para o ar.

1. Na luta
José Mourinho elogia o grupo de trabalho e salienta a perseguição do objetivo do apuramento encetada pela equipa: "Somos um perfil de equipa humilde, que leva paulada de tudo quanto é lado, mas continua tranquilamente a sua caminhada. Há 15 dias estávamos mortos na Champions, e agora estamos vivos. Ainda estamos ali com a cabeça debaixo de água, mas estamos na luta pela sobrevivência."

2. Confiança
Richard Ríos destaca a exibição e o resultado conseguidos pela equipa e lança já os desafios vindouros na prova: "Temos duas finais nos 2 próximos jogos e é encarar da mesma forma."
Leandro Barreiro dá conta da confiança sentida pelo plantel: "Foi um grande jogo que fizemos, um jogo importante e uma vitória importante. Sentíamos que ia correr bem."
Ivanovic realça o "jogo muito, muito bom". "Um dos melhores jogos da época, sim, porque jogámos coletivamente bem, lutámos muito e jogámos com caráter", destaca.

3. Fator casa garantido
Na UEFA Youth League o Benfica venceu o Nápoles por 3-0. Com esta vitória e já com o apuramento para os 16 avos de final selado, os encarnados terminaram a fase da Liga na 2.ª posição e garantiram assim que jogam em casa no embate da próxima eliminatória, disputada numa única partida.

4. Desaire frente a um grande adversário
Na Liga dos Campeões de futebol no feminino, o Benfica sofreu uma derrota na visita ao Barcelona (3-1).

5. Jogos do dia
Hoje há Liga dos Campeões de hóquei em patins na Luz, com o Benfica a receber o OC Barcelos às 20h30. Em voleibol, o Benfica disputa a 1.ª mão dos 16 avos de final da CEV Challenge Cup no reduto do Arcada Galati (16h00).

6. Convocatórias
São 14 os atletas do Benfica constantes nas mais recentes convocatórias das seleções nacionais Sub-17, Sub-16 e Sub-15.

7. Chamada internacional
Há 7 futsalistas do Benfica na convocatória da seleção portuguesa.

8. É hoje, mística para os ouvidos!
Sintonize a Benfica FM no Site Oficial ou na App a partir das 19h04, momento em que se inicia a emissão da rádio oficial do Sport Lisboa e Benfica.

9. BTV – 17 anos
A assinalar o 17.º aniversário da BTV, o diretor-geral do canal, Pedro Pinto, aborda o excelente serviço prestado aos Benfiquistas desde que a BTV está no ar e, em particular, ao longo do último ano, e antevê os principais desafios para 2026."

Zero: Fantasy - Jornada 14: Boa jornada para bónus

Rabona: It’s not just Xabi: The players have failed also

Rabona: I Predicted The ENTIRE 2026 World Cup WAY Too Early

BolaTV: Toque de Bola - S01E02 - Carlos Godinho...

Golos da Champions...

Arranque...

ERC e os tachos!!!

Probabilidades...

O que falta...

PIOR NÁPOLES DOS ÚLTIMOS 50 ANOS?


"BENFICA 2 - 0 Nápoles

Pré-jogo 1 - neste jogo, com apenas três pontos conquistados em cinco jogos da fase de liga da Champions, há, tal como em Amsterdão, três resultados possíveis: ganhar, ganhar ou ganhar. Desta vez jogamos em casa, mas o adversário é incomparavelmente superior ao Ajax.
Pré-jogo 2 - adivinha-se um confronto muito tático entre dois catedráticos na matéria, duas velhas raposas do futebol mundial: Conte e Mourinho não precisam de apresentações, a nós cabe-nos "jogar" pelo Benfica desde as bancadas da Catedral.
Pré-jogo 3 - segunda foto na fanzone com o amigo Miguel Campina, mais um craque Benfiquista vindo do Algarve para o jogo. Carrega!
ALLEZ ALLEZ ALLEZ BENFICA ALLEZ
ALLEZ ALLEZ ALLEZ BENFICA ALLEZ
ALLEZ ALLEZ ALLEZ - ALLEZ ALLEZ ALLEZ
ALLEZ BENFICA ALLEZ
00 duas alterações no onze. Ivanovic e Tomás. Olhó Neres de regresso à Catedral...
11 mas como é que o Ivanovic pode desperdiçar uma transição assim tão perfeita? Quantas mais destas vamos conseguir fabricar? Aquela assistência de calcanhar do Aursnes já foi prós compêndios.
18 nossa senhora, como é que se desperdiça uma oferta natalícia destas, Aursnes? Como??? Como???
20 RÍ-OS!!! Já posso cantar goooooooooolo, crl! É assim, aparecer rápido e desviar do redes. Vamos!!!
28 primeiro calafrio na nossa baliza, o outro, o do gajo isolado pelo Neres estava fora de jogo, neste o Dahl não pode permitir que o gajo cabeceie ali com tanta facilidade.
32 ó Ivanovic, por acaso estavas fora de jogo, mas seria o segundo falhanço de golo feito...
35 nitidamente superiores, vantagem peca por escassa.
38 Neres a mostrar que nunca devia ter saído daqui... que tró-ló-ló seguido de centro primoroso, desperdiçado, felizmente. Mais um aviso deles.
42 duas bojardas seguidas do Ríos. Pena não ter entrado uma.
45+2 melhores 45 minutos da era Mourinho. Queremos os segundos iguais aos primeiros. Mas com menos desperdício.
48 BA-RREI-RO! De calcanhar!!! Grande receção em aceleração e assistência do Ríos. Dois-zero, vamos! 1904 1904 LÁ LÁ LÁ LÁ 1904 60 por mim isto acabava já!
65 estamos a defender talvez atrás demais, sem perigo deles, mas não gosto disto.
69 este árbitro ou é de compreensão lenta ou tem um delay no apito, pkp o tempo que demora a assinalar faltas. 
71 estamos a acumular cantos contra... isto não está a pedir uma ou duas mexidas? Perdi a conta aos duelos aéreos ganhos pelo Ivanovic, tirando o golo falhado, belo jogo!
54.353 poucos (para o que é habitual e para a importância do jogo) mas bons.
79 uma boa transição com muito perigo para desanuviar a pressão deles.
82 deixa-te estar no chão, Trubin, não há pressa, nada de sermos passarinhos.
84 os nossos avançados precisam treinar o um-para-um frente aos redes, agora foi a vez do Pavlidis perder um golo cantado.
90 mais 7 de sofrimento! Quase que só se joga no nosso meio campo.
90+7 noite europeia à Benfica contra o campeão italiano e líder da Série A. Já sabemos que veio em baixo, talvez o pior dos últimos 50 anos.
Não há um dos nossos que não tenha estado bem. Muito, muito bem todos. Acho que hoje ganhámos uma equipa para o futuro!"

Ríos, o nome da enxurrada que o Benfica tinha para dar ao Nápoles


"José Mourinho surpreendeu com a titularidade de Franjo Ivanovic e Richard Ríos voltou a estar ao nível do dérbi. O treinador encarnado deu vida a soluções até há pouco tempo nada valiosas, disciplinou a equipa e, com toda a naturalidade, o Benfica venceu o Nápoles (2-0) num jogo decisivo que permite sonhar com a sobrevivência na Liga dos Campeões

Vivem-se tempos em que é uma admiração o Benfica ganhar na Liga dos Campeões legislando sobre o jogo e fazendo todos cumprir a sua lei em vez de andar à deriva do poderio de quem enfrenta. Os encarnados receberam um voucher a valer uma estadia fora do contexto e levaram emprestado um fato de gala que usaram em vez da manta com buracos mais comum ao longo da época.
Franjo Ivanovic deu razão à estratégia de José Mourinho, que não terá abdicado dos pés de veludo de Vangelis Pavlidis de ânimo leve. Enquanto o croata respeitava o vetor que apontava para a baliza dos colíderes da Serie A, o Benfica desbloqueava o nível mais impactante de Richard Ríos.
O remate de Barrenechea foi tão defeituoso que quase saiu pela linha lateral. Ríos estava lá para recolhê-lo. Ríos renasceu para o lance e correu para a área. Chegou lá as horas do cruzamento de Dahl. Na confusão que ali surgiu, Ríos teve instintos para a desviar para o golo.
Quando o tempo lhe podia reduzir a omnipresença, Ríos deu solução de passe a Ivanovic. Numa desmarcação esforçada, foi da zona de construção até à linha de fundo num instante e assistiu Leandro Barreiro para o 2-0.
Ríos, Ríos e sempre Ríos. Estamos em plena emancipação de alguém com afluentes por todo o campo.
Para abordar o crucial jogo da Liga dos Campeões, o Benfica sobrecarregou-se com médios. Mesmo Sudakov e Aursnes, vindos de fora, acabaram sempre a espezinhar o centro do campo. Franjo Ivanovic estava bem suportado para as correrias até ao infinito e mais além.
Uma das primeiras vezes que a bola não teve medo de pousar na luminosidade das chuteiras prateadas de Richard Ríos, o colombiano foi de imediato à procura do croata na frente. Afinal, o assoberbamento da zona nevrálgica deixou os centrais do Nápoles à nora. Tanto quiseram ir atrás de Leandro Barreiro que deixaram Fredrik Aursnes escapar-lhes. Sem poderio atlético para correr tanta relva, entregou de calcanhar para Ivanovic falhar isolado frente a Vanja Milinkovic-Savic.
Aquela figura pantagruélica do sérvio erguia-se que nem Adamastor na baliza do Nápoles. A monstruosidade, apesar de imensa, não lhe tapava os pés. Por isso, colocou a bola erradamente nos pés de Aursnes, mas logo corrigiu com as mãos.
O Benfica mostrava-se disciplinado ou não fosse treinado por quem é. Apenas urgia pela delicadeza a que lhe apelavam os consecutivos momentos que ia tendo para se superiorizar. Uma autêntica enxurrada. A sucessão de remates desajeitados expunha os motivos pelos quais Ivanovic habitualmente só entra quando jogo já está em andamento.
O grau superlativo absoluto sintético dos adjetivos tem o condão de pôr as palavras portuguesas a parecerem um pouco mais italianas. Quando José Mourinho se pôs a dizer que o Nápoles era “uma equipa fortíssima”, foi difícil não imaginar o treinador a unir a pontas dos dedos e a abanar o pulso.
Apesar do apreço demonstrado pelo treinador dos encarnados, até o penteado esculpido de Scott McTominay estava na cabeça de alguém a quem o Benfica conseguiu sorver poderio. Adiante, o Nápoles tinha um extremo conhecido que pouco alimentado foi. A vida é feita de escolhas difíceis. A certo ponto, ali no verão de 2024, o Benfica preferiu a figura divina de Di María ao reconfortante futebol de David Neres. Não foi assim que a Luz matou saudades da melhor versão do brasileiro que ainda tentou surpreender Trubin de fora de área.
Ficaram bilhetes por vender para o banco do Nápoles, onde Antonio Conte deixou lugares livres. Enquanto o Benfica tinha 12 opções alternativas, os italianos tinham apenas oito devido à lesões de gente como De Bruyne, Lukaku, Lobotka ou Gilmour. Um dos poucos membros do plano B era Matteo Politano, que ajudou a uma boa entrada do Nápoles na segunda parte.
Se o jogo já estava a sair bem a Franjo Ivanovic, ainda mais de feição ficou quando lhe deram espaço para os esticões. Foi assim que o Benfica se consolidou como a força dominante num jogo que talvez não entrasse nas contas para um possível apuramento. Com o jogo adormecido e a missão cumprida, José Mourinho estreou José Neto, campeão do mundo sub-17 por Portugal, e Tiago Freitas.
Perante a obrigatoriedade de ganhar, quem diria, o Benfica não acusou a pressão e encadeou seis pontos que o aproximam da entrada nas 24 primeiras posições da fase regular, aquelas que dão acesso ao play-off. Semelhante perfecionismo é preciso contra a Juventus e contra o Real Madrid. Uma exibição deste nível é difícil de repetir."

Águas cristalinas de Ríos limparam as estrelas da Champions


"Tremenda exibição do colombiano que começa a justificar o elevado investimento no seu passe. Imensos encarnados numa bitola elevada. Ivanovic aprovado na aposta de José Mourinho

O melhor em campo: Ríos (8)
Quando alguém marca um golo e assiste para outro não há grandes dúvidas de quem é o melhor em campo. Dos pés de Richard saíram Ríos de água cristalina que limparam as estrelas da Champions que para os encarnados estavam um bom bocado baças. Continua com uma mochila bem pesada às costas resultante dos muitos milhões que custou o seu passe. Mas, paulatinamente, vai justificando o investimento, isto após já ter sido o melhor em campo no dérbi. Muito intenso como já demonstrava nos tempos de Palmeiras, é ele quem define o 'timing' de pressão da equipa. E quando deriva para as faixas, a sua passada larguíssima faz imensos estragos nas defensivas contrárias, como ficou demonstrado à saciedade no lance do segundo golo, no qual quando levantou a cabeça viu logo onde teria de colocar a bola.

Trubin (5) — Em véspera de greve geral, o ucraniano agradeceu o escassíssimo pacote laboral ofensivo dos napolitanos na primeira parte, que fez com que fizesse uma espécie de greve de zelo. Ou seja, estava em campo mas não estava, pois nada foi obrigado a fazer durante esse período. Na segunda parte, viu os avançados contrários mais perto da sua zona de jurisdição, mas por estranho que possa parecer não fez qualquer defesa complicada.

Dedic (7) — Desta vez nem foi preciso o bósnio ser tão ofensivo como costuma ser para criar desequilíbrios ofensivos. Mas como a principal missão de um defesa é mesmo essa, defender, nesse capítulo não comprometeu e pela frente estava só o campeão italiano em título.

Tomás Araújo (7) — Mourinho colocou-o porque é o mais rápido dos centrais e os avançados napolitanos são velozes, mas nem foi necessário fazer uso dessa arma. Bastou o sentido posicional para esconjurar o perigo da área encarnada.

Otamendi (7) — Ninguém é humanamente eterno mas os diamantes são eternos, como a canção do filme do 007. E o capitão é um diamante. Ficou chateado consigo próprio porque não conseguiu marcar em remate acrobático. No entanto, esse falhanço não lhe retirou o brilho…

Dahl (6) — Continua a parecer muito curtinho para lateral de equipa grande, mas a verdade é que esteve no lance do primeiro golo ao solicitar Ivanovic. Mas tem de mostrar mais, até porque há um miúdo de 17 aninhos cheio de vontade de mostrar serviço, de seu nome José Neto, e que até já tem um título de campeão de mundo no currículo.

Barranechea (7) — Foi o tampão da zona de meio-campo e contribuiu, e muito, para que o cavalinho McTominay não se tivesse mostrado e, desta vez nem ficou muito preso cá atrás e quando teve oportunidade (79’) galgou metros atrás de metros para servir Pavlidis e este colocar Milinkovic-Savic em sentido.

Aursnes (6) — Começou com nota artística altíssima com um toque de calcanhar a desmarcar Ivanovic, depois perdeu um golo cantado quando rematou completamente enrolado de pé esquerdo mas, de resto, parece estar de volta aos níveis de intensidade e de rigor tático de outrora.

Leandro Barreiro (7) — A prova provada de que um operário também pode saber tocar flauta e de lá sair uma bela melodia, como aconteceu naquele toque magistral de calcanhar que redundou no segundo golo encarnado. O luxemburguês estava quase de costas para a baliza mas colocou os encarnados numa posição bem frontal para a vitória.

Sudakov (7) — Está, definitivamente, a assinar um tratado de paz com os adeptos. Depois do golo no dérbi, mais uma boa exibição, que começou com um passe a roçar o fantástico para Aursnes (11’) e muita ajuda a Dahl no processo defensivo. No papel começou a jogar encostado à esquerda, mas derivou imensas vezes para o meio, onde se sente mais à-vontade e tem mais espaço para dar asas à sua imaginação.

Ivanovic (7) — Ainda antes do início do encontro, José Mourinho explicou porque colocou o croata no onze em detrimento de Pavlidis, pois pretendia maior mobilidade na frente de ataque para abrir brechas no último reduto dos italianos. Até aqui tudo bem , assim como na forma como pressionou a primeira fase de construção do adversário. Mas fica a pecha do falhanço ao minuto 11…

Pavlidis (6) — Quem tem faro de golo apuradíssimo tem-no. Entrou com pouco mais de um quarto de hora para jogar e ainda dispôs de duas oportunidades. Não marcou, mas por pouco…

António Silva (6) — Mais um soldado para a trincheira defensiva quando foi preciso segurar o triunfo.

Tiago Freitas (—) — Fica no currículo que na estreia pela equipa principal encarnada venceu o campeão italiano. Mau? Longe disso.

José Neto (—) — Os adeptos estavam ansiosos por ver o jovem alentejano em ação e Mourinho fez-lhes a vontade, já na compensação."

Benfica à ‘Special One’ vulgarizou o campeão de Itália


"Quantas oportunidades de golo teve o Nápoles? Talvez meia; já os encarnados marcaram dois e podiam ter feito mais quatro, em momentos táticos muito diferentes do jogo: a equipa de ‘Mou’ começou em 4x4x1x1 e os italianos em 3x4x3; os portugueses acabaram em 5x4x1 e os napolitanos em 4x4x2. Em qualquer dos registos, ataque ou contra-ataque, o Benfica foi sempre melhor

Mais do que para pegar na calculadora e fazer contas a um apuramento que continua improvável (aquela derrota em casa com o Qarabag não lembra ao diabo), a vitória categórica do Benfica sobre o Nápoles deve servir para que os encarnados solidifiquem processos e adotem uma filosofia perante o jogo que lhes tem faltado, que passe por tudo aquilo que as grandes equipas devem ter. E não me refiro, sequer, aos nomes dos jogadores, à beleza técnica ou à necessidade de dar mais profundidade ao plantel.
O que fez a diferença na exibição do Benfica face a outras prestações não está à venda, porque a equipa da Luz, antes de tudo o mais, foi disciplinada taticamente, não correu riscos patetas nas saídas de bola e disputou cada bola como se a sorte do jogo dependesse desse lance. Repito, isto não está à venda em qualquer mercado, deve vir de dentro dos jogadores e, antes disso, só funciona se o treinador for capaz de lhes entrar na cabeça, fazendo-os acreditar no que lhes diz.

AS SURPRESAS DE MOURINHO
Mas vamos ao jogo e às duas surpresas que Mourinho guardara para Conte, a primeira a troca de António Silva por Tomás Araújo, mais fiável no corpo-a-corpo com o gigante Hojlund e mais certo nos passes em zona recuada que o seu companheiro; a segunda a entrada de Ivanovic para o lugar de Pavlidis, que apenas teve a ver com a estratégia que Mourinho desenhara para este encontro. O croata, mais móvel, rápido, a procurar as diagonais, foi um tormento para os napolitanos e, além disso, abriu crateras, entre linhas, que foram muito bem aproveitadas por Leandro Barreiro e Richard Ríos.
António Conte deu-se mal com o 3x4x3, que a defender passava a 5x4x1, frente a um Benfica que jogava em 4x4x1x1 e quando tinha de defender adiantava Leandro Barreiro e passava a 4x4x2, com muitos momentos de pressão alta. E depois, quando quis ir atrás do prejuízo, atirou-se para um 4x4x2 com uma dupla de gigantes na frente – Hojlund e Lucca – a que José Mourinho respondeu à italiana, mandando a jogo António Silva e assumindo em definitivo o 5x4x1, deixando de parte aquele mais envergonhado que o Benfica apresentava quando Aursnes fazia de lateral e Dedic jogava de central pela direita.

SÓ À TERCEIRA
Nos minutos iniciais da partida, o Nápoles ainda ensaiou pressão alta, mas cedo percebeu que a equipa não estava compacta, e o Benfica saía a jogar com relativa facilidade, colocando a nu os buracos do tecido napolitano, que a páginas tantas mais pareceu um queijo suíço.
Foi assim que, sem que os campeões de Itália assustassem Trubin (a coisa mais parecida com uma oportunidade que tiveram foi um cabeceamento, ao lado, de Di Lorenzo, aos 29 minutos), o Benfica precisou de desperdiçar duas oportunidades – aos 11 minutos quando um fantástico calcanhar de Aursnes isolou Ivanovic que, cara a cara com Milinkovic-Savic não conseguiu utrapassar os 2,02 metros do guarda-redes sérvio. Sete minutos depois, após uma fífia de Milinkovic-Savic, que meteu a bola nos pés de Aursnes, o norueguês não teve a melhor opção (que seria dar o golo a Ivanovic) e rematou ao lado. Só depois destes falhanços garrafais chegou o golo do Benfica, por Ríos, aos 20 minutos a desviar subtilmente a bola para o fundo das redes do campeão de Itália. E seria ainda o Benfica, por Otamendi (45+2) a estar muito perto do 2-0.

UM JOGO DIFERENTE
Para a segunda parte, Conte começou por abdicar dos três centrais, ao mesmo tempo que reforçava o meio-campo, ficando David Neres (sempre virtuoso) no apoio a Hojlund. Mas os buracos do Nápoles apenas deixaram de nascer na inferioridade numérica de McTominay e Elmas e passaram a brotar da defesa, onde a movimentação dos encarnados punha a cabeça em água a Rrahmani e Buongiorno. E foi de uma insistência de Ivanovic pela direita (49), que rasgou os centrais, chegando a bola a Ríos, que a endossou a Leandro Barreiro, fazendo este um golo de belíssimo recorte técnico.
A ganhar por 2-0 a 40 minutos do fim, a palavra de ordem de Mourinho foi «não correr riscos». Assim, além do 5x4x1 envergonhado, com o recuo de Aursnes para a lateral direita, os defesas do Benfica passaram a usar um futebol mais direto, só assistindo Barrenechea e Ríos, no meio, com risco-zero. A esta alteração, ainda se juntou uma ordem dada a Trubin, que deixou de sair curto e, nos pontapés de baliza ou nas reposições, procurava Ivanovic (e depois Pavlidis). O pragmatismo de Mourinho, num momento delicado do jogo, foi fundamental para a vitória encarnada. E mantendo o tema no pragmatismo, quando Antonio Conte mandou a jogo os dois metros de Lucca, Mou respondeu com António Silva como central da esquerda, fixando Aursnes à frente de Dedic e Barreiro na esquerda, à frente de Dahl, após a saída de Sudakov, enquanto Pavlidis, ia usando o talento que tem em jogar de costas para a baliza. E de tudo isto o que resultou? Enquanto os napolitanos apenas obrigaram Trubin a uma defesa fácil, a remate de Neres, aos 71 minutos, o Benfica, aos 79 e 84 minutos, voltou a ter duas boas oportunidades, superiorizando-se Milinkovic-Savic a Pavlidis.
Triunfo claro do melhor Benfica da época, que deve ter aprendido a lição de que, quando se mete a carne toda no assador, ficamos sempre mais perto de ganhar. Há quem chame isto de mística."

Esteves: Nápoles...

Simples: Nápoles...

Terceiro Anel: React - Mourinho - Nápoles...

Terceiro Anel: Nápoles...

Observador: A Força da Técnica e a Técnica da Força - Nápoles...

BF: Nápoles...

BI: Rescaldo - Nápoles...

Terceiro Anel: Nápoles...

5 Minutos: Nápoles...