Últimas indefectivações

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

16.ª Supertaça

Benfica 91 - 65 Corruptos
31-18, 15-18, 22-12, 23-17

Depois da escandalosa eliminação na Taça de Portugal, exigia-se uma resposta! E que resposta!!!
Mais um amasso, esta equipa é muito superior a qualquer outro adversário interno... e mesmo com os Corruptos ainda com uma baixa importante, a diferença é grande... E nem foi preciso fazer um jogo superlativo nas percentagens...

Campeões Nacionais de Natação


O TetraCampeonato masculino e a Reconquista Feminina, fim-de-semana de excelência em Quarteira...

Vencer...

Benfica 3 - 0 Nun'Álvares
25-20, 25-16, 25-16

Nova vitória, com clareza...

Dois pontos perdidos...

Sporting 1 - 1 Benfica
Nycole


5 pontos de vantagem dão confiança, mas com 8 seria ainda mais seguro!!! Entrámos bem, marcámos (duas vezes, só contou uma!!!), e quando entrámos em modo gestão, podíamos ter matado o jogo em vários contra-ataques, mas desperdiçamos... e perto do final, em mais um penalty inventado, permitimos o empate!!!


O problema do apito, não foi só o golo mal anulado e o penalty mal assinalado, foram dezenas de decisões erradas durante todo o jogo, sempre para o mesmo lado!!!

Nota especial para a titularidade da Thaís, aos 17 anos, devido à lesão da Pauels!



Benfica FM: Gameiro na carreira errada!!!

Antevisão...

Terceiro Anel: React - Mourinho - Antevisão - Famalicão

Megafone #279 - Já se vê alguma coisa em campo, vamos a tempo?

BI: Antevisão - Famalicão

Assim deixamos de acreditar no futebol


"O que se passou no minuto 90 do jogo entre o Santa Clara e o Sporting não tem justificação. É mais um exemplo do caminho preocupante que o futebol português tem vindo a seguir.

Falta de coerência
Estamos na 14.ª jornada do campeonato e jogaram-se esta semana os oitavos de final da Taça de Portugal. Está a ser criado um ruído ensurdecedor no futebol nacional por aqueles que deveriam ter a responsabilidade de fazer diferente. Os clubes grandes apontam lanças uns aos outros. Virou moda emitir comunicados a falar sobre a arbitragem dos jogos uns dos outros, mas nenhum assume quando é beneficiado. O erro faz parte do jogo. O desafio que colocou frente a frente o Farense e o Benfica é um bom exemplo. O primeiro golo do Benfica surge de um livre ridículo e muito mal assinalado. Este lance é similar ao do canto que deu origem ao golo da vitória do Sporting frente ao Santa Clara para o campeonato. Na altura, o canto deu origem a muita contestação e a um comunicado por parte do Benfica e mesmo do FC Porto. Esta semana foi o Benfica o beneficiado. Raramente vemos os clubes assumir publicamente quando são beneficiados. Não são estes erros, na sua essência, de natureza semelhante? Um dos males do futebol português é a ausência de coerência e a utilização de forças externas para desculpabilizar ou desresponsabilizar as ações de quem dirige.

Situações inexplicáveis
Se é verdade que os erros fazem parte do jogo, também é verdade que há coisas que não se conseguem explicar e que geram dúvidas, alimentam especulações e tiram credibilidade ao futebol nacional. O que se passou na última quinta-feira no Santa Clara–Sporting, para a Taça de Portugal, é inenarrável. Ao minuto 90, um lance normal dentro da área do Santa Clara transformou-se numa análise do VAR que demorou 12 minutos! Não é percetível o motivo que levou o VAR a analisar este lance. O movimento parece natural e enquadrado na disputa normal. O tempo de análise — 12 minutos — é, por si só, difícil de compreender. Há alguma justificação para isto? Fica a dúvida sobre quais os critérios aplicados neste tipo de situações. Nunca o futebol português teve tanta gente com experiência em arbitragem em cargos de destaque. Uma das promessas da nova direção da FPF e um dos seus destaques era a forma como iria gerir a arbitragem. A realidade é que a transparência não aumentou, pelo contrário.

Quem dá a cara?
Em momentos conturbados, é fundamental que os líderes apareçam e saibam comportar-se. No futebol, aqueles que têm maior dimensão acabam por ser líderes por defeito. Estou a referir-me aos presidentes dos três grandes, da FPF e da Liga. No caso da arbitragem, a Liga não pode intervir, pelo que a responsabilidade recai sobre o Conselho de Arbitragem e, em última instância, sobre a FPF. Assim sendo, em momentos de stress, quem deve dar o exemplo? Em primeiro lugar, o Conselho de Arbitragem. Há episódios em que a reação tem de ser rápida para evitar o contágio ou a especulação. O caso dos 12 minutos é um excelente exemplo. A única reação (demorada) foi de Duarte Gomes, diretor Técnico da Arbitragem, mas sem conseguir explicar por que motivo João Pinheiro (árbitro do jogo) reverteu a decisão e por que motivo a análise do VAR demorou 12 minutos. Como o clima tem estado a deteriorar-se, o presidente da FPF também deve intervir, algo que acabou por acontecer. Contudo, a única afirmação de Pedro Proença foi: «O futebol vive hoje uma grande união.»
Esta afirmação é surpreendente e faz-nos equacionar se o presidente da FPF acompanha o futebol português. Um dos slogans de Pedro Proença é «habituem-se que viemos para vencer». É importante que a FPF tenha a ambição de ganhar títulos, mas a principal motivação do presidente deveria ser fomentar a prática do desporto para formar bons seres humanos. Pedro Proença parece focado apenas em vitórias e títulos. Esquece que o papel do futebol é formar jogadores com valores, disciplina e espírito de equipa — algo que fica prejudicado quando a liderança ignora a dimensão humana do desporto. É fundamental que os jovens percebam que não há atalhos para atingir o sucesso e que o caminho é duro, mas compensador. Por estes motivos, é determinante que o presidente da FPF tenha a capacidade de ver a realidade em que vivemos. Diagnosticar os problemas e abordá-los de frente é a melhor forma de os podermos corrigir. Dizer que o futebol vive uma grande união não reflete a realidade. Pedro Proença parece ignorar os problemas que persistem.

Quem são os prejudicados
Se analisarmos os factos, todos chegamos à mesma conclusão: os pequenos são sempre os mais penalizados. O caso do Santa Clara apenas reforça o que estou a dizer. Dentro do relvado, o Santa Clara foi muito prejudicado no jogo de quinta-feira, mas fora também foi muito prejudicado por decisões de quem lidera. Basta olharmos para o calendário e compararmos. O Sporting jogou nos dias 13, 18 e vai jogar dia 23. O FC Porto jogou nos dias 15, 18 e vai jogar no dia 22. O Benfica jogou nos dias 14, 17 e vai jogar no dia 22. O Santa Clara jogou nos dias 15, 18 e vai jogar no dia 21! Este critério é difícil de compreender. Por que motivo o Santa Clara tem menos dias de descanso que os clubes grandes? Neste caso, o Santa Clara, com muito menos condições financeiras (o que implica menos opções), tem menos dias de descanso que os clubes grandes.
Em Portugal, o futebol está apenas preocupado com os clubes grandes. Se analisarmos a Taças da Liga e a Taça de Portugal percebemos que os modelos implementados acabam, na prática, por favorecer os clubes de maior dimensão, e isto contraria o espírito que deve existir no futebol. No final, os factos apontam sempre na mesma direção: os clubes pequenos são os mais prejudicados. O caso do Santa Clara é apenas mais um exemplo. Quando a liderança falha e a justiça não é percetível, perde-se a confiança. E sem confiança, deixa-se de acreditar no futebol.

A valorizar:
Vitinha (PSG)
Conciliou mais um título coletivo com o prémio de homem do jogo na final da Taça Intercontinental-2025.

A desvalorizar:
Conselho de Arbitragem
O caso do jogo entre Santa Clara e Sporting exige explicações e gera enorme preocupação e desconfiança."

Quadro surreal no Santa Clara-Sporting


"O futebol, seja jogado nas ruas, de forma amadora, profissional ou ao mais alto nível, tem particularidades que o tornam diferente e, por isso, tão amado. Toda a gente sabe ver futebol, tem opiniões e chega a decisões absolutamente irrefutáveis.
E é precisamente por isso que quem tem responsabilidades mais sérias — quem gere, arbitra e faz do futebol modo de vida — deve acrescentar às regras e regulamentos, às matemáticas e às verdades escritas para analisar jogos e lances algo essencial: sensibilidade e bom-senso. Falo, naturalmente, dos árbitros e, em concreto, do que se passou nos Açores, no Santa Clara-Sporting da Taça de Portugal.
O penálti que favoreceu a qualificação do Sporting, bem como os 14 minutos de espera até à validação (errada) do lance após consulta do árbitro ao VAR, formam um quadro surreal. A não ser que apareçam imagens totalmente esclarecedoras que desmintam o que se vê nas repetições — em tempo real, em slow motion, em retrocesso ou mais rápido —, e não vão surgir, o que se observa é apenas um contacto naturalíssimo e decorrente do movimento do jogador do Santa Clara, Tiago Duarte, e do capitão do Sporting, Hjulmand. Repito: contacto. Não uma agressão nem uma tentativa de jogo desleal. Gostaria até que me explicassem como é possível jogar futebol, sobretudo em lances de canto ou de bola parada na área, sem contacto físico entre jogadores.
Mais: neste lance dos Açores, se algo existiu, parece-me que terá sido uma tentativa de aproveitamento do jogador do Sporting quando sentiu o contacto com o adversário. Duarte Gomes, diretor técnico nacional da arbitragem da FPF, já assumiu que se tratou de uma decisão errada. Mais que assumir o erro, importa retirar consequências e evitar outros erros desta dimensão.
A João Pinheiro e à equipa de vídeoarbitragem (VAR) faltou, além de competência para descodificar este momento, no mínimo também sensibilidade para perceber o lance e bom-senso na análise e decisão. Pelo contexto e momento do jogo, isso leva a interpretações legítimas e potencialmente mais graves. Lances como este são combustível para a desconfiança dos adeptos, que já está suficientemente inflamada.
Estranhas foram algumas declarações do treinador do Sporting na conferência de imprensa após o jogo. Simpatizo com Rui Borges e considero-o um bom treinador, competente e a fazer um bom trabalho, mas dizer que não viu o lance do penálti é difícil de acreditar, tanto tempo que houve para isso. O técnico poderia ter sido mais hábil na mensagem. E talvez o mais acertado tivesse sido simplesmente responder: ‘Não quero, não vou falar desse lance’. Não podemos ajudar a resolver o problema se nos desviarmos dele quando julgamos não ser nosso. E tornar melhor o futebol português, ou pelo menos mais honesto e claro, é uma responsabilidade de todos."

BF: Mudança?!

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - O Benfica precisa mesmo de Sidny Cabral?

A TAL COERÊNCIA DE CRITÉRIOS E MAIS NÃO PRECISO DIZER...

 

Jaime Cancella de Abreu, in Facebook

FARIOLI PÔS-SE A JEITO QUANDO SE METEU A FALAR DE CALABOTE


O futebol contado e o futebol para acéfalos


"Ouvir os protagonistas de outros tempos é revigorante. As histórias assentes nas pessoas, nas emoções e no futebol vivido com autenticidade resistem e encantam.

É um fenómeno curioso e cada vez mais frequente. Antigos atletas, treinadores e dirigentes revelam episódios das respetivas carreiras vividos num passado longínquo, quase sempre num registo descontraído. Relatos que, na altura, eram impossíveis de partilhar por serem demasiado sensíveis, demasiado polémicos, demasiado intensos. Hoje, vistos à distância, são narrados com humor, ironia e uma franqueza surpreendente. E ainda bem, congratulo-me eu, suspeito por participar num videocast aqui de A BOLA, o Toque de Bola, com os meus camaradas Fernando Urbano e Rogério Azevedo, no qual procuramos viajar no tempo...
Quando um ex-jogador conta uma discussão no balneário, os bastidores de uma transferência, uma situação invulgar numa grande competição ou uma opção controversa de um técnico, não se limita a entreter. Ajuda-nos a compreender melhor como o desporto era sentido, aproxima figuras que durante anos pareceram inacessíveis, observadas em exclusivo através das lentes da rivalidade ou dos duelos do fim de semana ou das míticas quartas-feiras europeias.
O contraste com a atualidade é brutal, como confirmo ao ouvir inúmeras (in)confidências em podcasts de nomes sonantes do futebol em Portugal e, sobretudo, no Brasil — pesquise por Vampeta no YouTube e verá que vale a pena... — com o traço comum de não desempenharem já os papéis de outrora.
Vivemos mergulhados em confusões contínuas. Todos os dias há uma nova controvérsia, uma tentativa de manipulação, um lance analisado até à exaustão, uma indignação imediata nas redes sociais. Tudo é urgente, definitivo, tratado como se fosse perdurar eternamente. Mas quase nada resiste à espuma dos dias. Dentro de poucos anos, ninguém quererá recordar a maioria dessas farsas, sustentadas só pelo burburinho momentâneo. Já as histórias assentes nas pessoas, nas emoções e no jogo vivido com autenticidade resistem e encantam. É essencial compreender o valor de relativizar, verbo que parece escapar aos protagonistas atuais, enquanto se privilegia o escândalo fácil. Cada decisão duvidosa é transformada numa tese de doutoramento, a forma de alimentar debates estéreis, como se a bola fosse alheia ao próprio jogo.
Talvez por isso ouvir vozes do passado soe tão revigorante. Não falam para conquistar audiências nem para criar narrativas para acéfalos. Falam porque já nada têm a provar e nessa liberdade reside a força das palavras. O futebol precisa desses testemunhos para reconhecer que a sua essência é uma soma de histórias que vale a pena contar. Caso contrário, corre o risco de se tornar apenas ruído passageiro, um prisioneiro de novelas descartáveis em que tudo parece relevante — até à semana seguinte, quando já ninguém se lembra."

De Dumas a Vitinha: os novos mosqueteiros de Paris


"Há feitos que se medem por troféus. Outros, mais raros, ficam gravados pela personalidade e influência de quem os conquista. A Taça Intercontinental levantada esta semana pelo Paris Saint-Germain, na final frente ao Flamengo, inscreve-se nesse segundo registo. Não é apenas o primeiro título intercontinental do clube francês; é a consagração de uma geração de portugueses que tomou o relvado e, com talento e inteligência, comandou cada momento do jogo.

Se Alexandre Dumas eternizou França com Os Três Mosqueteiros, Paris assiste agora a uma nova epopeia, escrita em português e jogada com bola nos pés. Desta vez não são Athos, Porthos e Aramis, mas quatro mosqueteiros portugueses que defendem o escudo parisiense com propósito, inteligência e lealdade absoluta à causa coletiva: Vitinha, João Neves, Nuno Mendes e Gonçalo Ramos. Um por todos, todos por um. No coração da Cidade Luz, são portugueses os homens que comandam o jogo e conduzem o PSG à conquista do mundo.
Vitinha, eleito MVP da final, foi a face mais visível de uma influência coletiva decisiva. Dono do tempo, do espaço e do critério, jogou como quem conhece o guião antes do espetáculo começar. Assumiu a liderança técnica e emocional da equipa e confirmou aquilo que o futebol europeu já reconhece: estamos perante um médio total, capaz de pensar o jogo, executá-lo e dominá-lo nos momentos de maior exigência.
Ao seu lado, João Neves representa a essência do mosqueteiro moderno: intensidade, coragem e inteligência competitiva. Agressivo sem ser imprudente, incansável na pressão e sempre disponível para jogar, é daqueles jogadores que melhoram tudo à sua volta. Não é por acaso que antigos internacionais, treinadores de topo e analistas de referência no futebol europeu o colocam já entre os médios mais influentes da nova geração mundial.
Na ala esquerda surge Nuno Mendes, o guardião do território. Potente, veloz, tecnicamente irrepreensível e tacticamente fiável, afirma-se, hoje, sem exageros, como o melhor lateral esquerdo do mundo. Não se limita a ocupar o corredor: controla-o, domina-o e decide-o, tanto a defender como a atacar. Um mosqueteiro que protege e ataca com a mesma eficácia. Que assiste e que marca com regularidade.
Na frente, Gonçalo Ramos assume um papel menos vistoso, mas igualmente essencial. O avançado que trabalha para a equipa, que pressiona, fixa defesas e cria espaço para os outros brilharem. No futebol de alto rendimento, estas virtudes não aparecem nas estatísticas, mas vencem jogos e títulos. E os grandes treinadores sabem-no.
Este triunfo tem ainda uma assinatura portuguesa fora das quatro linhas. Luís Campos, Conselheiro Desportivo do PSG, foi o estratega silencioso desta conquista. A sua visão, conhecimento do talento português e capacidade de estruturar um projeto coerente foram decisivos para a construção de uma equipa campeã intercontinental, moderna e competitiva.
Os elogios não tardaram. Lendas do futebol mundial, treinadores consagrados e figuras influentes do jogo renderam-se ao impacto dos portugueses. Fala-se da escola, da formação, da inteligência tática e da maturidade emocional. Fala-se, sobretudo, de jogadores que fazem o jogo parecer simples mesmo quando o contexto é máximo.
O que Paris celebrou não foi apenas um troféu. Celebrou uma ideia de jogo, uma cultura de rendimento e uma identidade vencedora. Os novos mosqueteiros de Paris não empunham espadas, mas carregam talento, caráter e ambição.
De Dumas a Vitinha, a história repete-se com novos protagonistas. E, desta vez, escreve-se em português. Uma conquista que carrega memória e amor porque o futebol também é feito de silêncio, de dor e de memórias que nunca desaparecem. Entre vitórias e títulos, Luís Enrique viveu o momento mais duro da sua vida em 2019: a perda da filha Xana, com apenas 9 anos, vítima de um tumor ósseo. O tempo não apaga a ausência, mas ensina a caminhar com ela. Hoje, no topo do futebol mundial ao serviço do Paris Saint-Germain, esta conquista ganha um significado que vai muito além das quatro linhas. É um título com alma, com memória e com, essencialmente, amor. Mais do que um troféu, é uma homenagem eterna. Xana estará sempre presente. Sempre no coração de Luís Enrique.
Parabéns Vitinha, Nuno Mendes, João Neves, Gonçalo Ramos e Luís Campos."

CAN 2025: onde o talento não é suficiente para ganhar


"Esta é uma prova em que se joga em três dimensões: o campo, o banco e a mente.

A Taça Africana das Nações (AFCON, ou CAN na sigla francesa) não é apenas uma competição. É um teste de maturidade coletiva, de gestão emocional e de capacidade de decisão em contexto limite. Quem olha para a AFCON apenas pelo prisma do talento individual está, regra geral, condenado a errar.
Falo com a experiência de quem viveu a competição por dentro. Fui adjunto do selecionador nacional José Peseiro na seleção da Nigéria na AFCON 2024, disputada entre janeiro e fevereiro do ano passado, e juntos atingimos a final frente à Costa do Marfim. Lembro-me perfeitamente do que vivi e senti na véspera do nosso primeiro jogo, frente à Guiné-Conacri. Tensão, foco e um silêncio carregado de responsabilidade. Vivíamos o sonho real de conquistar o título para a Nigéria.
É a partir dessa vivência que afirmo: esta é uma prova onde o contexto pesa tanto quanto a qualidade. A AFCON joga-se em três dimensões — o campo, o banco e a mente. O ritmo é intenso, a margem de erro é mínima e cada detalhe ganha um peso enorme num torneio curto.
Marrocos parte como a grande favorita à conquista do título. Logo atrás surgem Nigéria, Egito e Costa do Marfim como principais candidatas, pela profundidade dos seus elencos e maturidade competitiva. Ainda assim, é essencial dar atenção a seleções como Argélia e RD Congo, equipas capazes de desequilibrar qualquer favorito, controlar o ritmo do jogo e empurrar decisões para contextos onde o detalhe faz a diferença.
As grandes seleções apresentam jogadores da elite mundial — como Victor Osimhen, Mohamed Salah, Sadio Mané ou Achraf Hakimi. Mas a diferença raramente está apenas aı́. Está na gestão das transições, no controlo emocional e na leitura dos momentos do jogo."

Andebol Feminino: 31-20

Voleibol Feminino: 3-1

Futsal Feminino: 5-2

Hóquei em Patins Feminino: 29-0