Últimas indefectivações

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Vermelhão: Assim também se ganha jogos...

Benfica 1 - 0 Famalicão


O jogo foi de facto chato, demasiado tático, com poucas oportunidades, demasiadas faltas, mas a carreira do Mourinho está repleta de vitórias deste tipo; o actual Famalicão nem por isso, o Hugo Oliveira, tem demonstrado jogar relativamente aberto em todas as partidas, mas hoje não fez isso... Do nosso lado, tendo em conta os 6 pontos perdidos nos descontos, onde concedemos empates, em jogos deste tipo na Luz, hoje, até demonstrámos melhorias... Como afirmou o Mourinho apesar da vantagem magra, o adversário praticamente não criou perigo!

A 'novidade' estratégica do Benfica nem foi o posicionamento do Aursnes no lugar do Barreiro, para mim, foi o posicionamento do Ríos, mais recuado, jogando muitas vezes, como um 3.º Central, principalmente quando o Nico 'saltava' linhas e ia pressionar o médio-ofensivo do Famalicão! Enquanto o Enzo, pressionava mais à frente, logo atrás do Pavlidis e do Aursnes...

A falta de risco no Benfica nas transições ofensivas é um problema antigo, mas hoje, foi praticamente impossível acelerar o jogo, porque as faltas sucederam-se... Faltas duras, muitas por trás, e quase todas táticas!!! O Famalicão hoje viu o dobro das faltas assinaladas, em relação ao jogo da Taça no Dragay!!! E mesmo se 4 ou 5 das faltas assinaladas não existiram, ficaram talvez 10 por marcar, principalmente nos últimos 30 metros do Benfica, onde tudo foi permitido!!!

Mesmo com o jogo amarrado, o Benfica foi criando algum perigo, com remates à baliza, e algumas jogadas de semi-perigo na área adversária e com algumas bolas paradas bem trabalhadas... Agora, o Fama rematou com perigo duas vezes, uma ia marcando com a bola a ressaltar noutro jogador do Famalicão, e na única jogada que deu um remate enquadrado, pareceu-me existir falta sobre o Aursnes não assinalada na perda de bola do Benfica! Além destas duas jogadas, tiveram um cruzamento que o Trubin à 3.ª agarrou!!! Só isto, em praticamente 100 minutos de futebol...

O Prestianni foi eleito o MVP, porque o pessoal está faminto por jogadores criativos, que arrisquem no 1x1. Sendo que gostei da atitude do Argentino, não se agarrou em demasia à bola, criou desequilíbrios, no seu lado menos bom e defensivamente mostrou-se empenhado... Hoje, o Enzo também fez um bom jogo, tal como os Centrais... os três!!! Este 'novo' Dedic é estranho, arrisca menos, mas defensivamente está mais seguro...

O posicionamento do Sudakov na esquerda, é um problema, para o jogador e para o Dahl principalmente, pois fica sem apoio na Linha, quando o Sueco recebe a bola na fase de construção...


O momento surreal da noite acabou por ser a conferência de imprensa do Presidente do Famalicão!!! Um filho-da-puta atrasado mental, seguramente adepto fanático dos Corruptos, pois só assim se compreende, as queixas de arbitragens, num jogo onde ficou um penalty descarado por marcar a favor do Benfica, por corte com o braço aos 45', e onde a sua equipa beneficiou de uma total impunidade disciplinar com 21 faltas e 1 Amarelo, no penalty bem assinalado!!!

Incrível, como estas declarações envenenaram as perguntas aos treinadores, foi preciso os órgãos de comunicação social desportiva mais alternativos, para se falar de Futebol!


Agora, Natal, e logo no Domingo deslocação a Braga! Jogo complicado, mas em condições normais, até poderá ser um bom jogo, para este Benfica de Mourinho, contra um adversário que gosta muito de ter bola! A defesa do Braga é fraca na minha opinião... mas temos que ser rápidos, e verticais nas recuperações de bola. E vai ser preciso muita capacidade de luta, num jogo, onde vamos ter menos bola, daquilo que é habitual...

A subir...

Benfica 1 - 0 Sporting


O Sporting está bem classificado, mas nos poucos jogos que tinha visto deles, verifiquei que estão bem adaptados ao Tugão II, basicamente: porrada e simulações!!! Hoje, só vi a 1.ª parte, e apesar das duas expulsões na 2.ª parte, eles já mereciam estar em inferioridade numérica, antes do intervalo!!! Um festival...

A mudança para os 3 Centrais trouxe consistência defensiva, e com o Veloso e o Prioste no meio-campo a equipa ganhou consistência... Estamos a subir na Tabela, mas estamos longe da segurança desejada!

1.º lugar

Benfica 1 - 0 Estoril
Jair


Já com a qualificação garantida, faltava garantir o 1.º lugar... O jogo foi fraquinho, o Estoril deu muita porrada, e o golo da vitória só surgiu nos descontos...

Depois dum bom início de época, com várias goleadas, quando começou a Youth League, a equipa entrou numa fase mais inconsistente, com as muitas mudanças no 11 a não ajudarem! Agora, vamos para a 2.ª fase, onde é necessário voltar a subir o nível...

Benfica FM: Dino...

Ganhar ao Famalicão


"O jogo entre Benfica e Famalicão hoje, às 20h45, no Estádio da Luz, a Supertaça de basquetebol e os Campeonatos Nacionais de natação conquistados são os temas em destaque nesta edição da BNews.

1. Focados na vitória
Em antevisão à partida com o Famalicão, José Mourinho considera: "Temos de encarar o jogo da mesma forma que temos feito. Os bons resultados têm chegado como consequência de muito trabalho."

2. Marco assinalado
Dahl chegou aos 50 jogos de águia ao peito em competições oficiais. Entrevistado pelo colega Schjelderup, o internacional sueco expressa o que este marco significa para si: "Somar 50 jogos por este clube é um sentimento incrível."

3. Supertaça conquistada
O Benfica ganhou, por 91-65, ao FC Porto, na Supertaça de basquetebol, vencendo o troféu pela 16.ª vez. Na mensagem de felicitações, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, enaltece o "brilhante triunfo" e o "apoio imprescindível dos nossos adeptos".

4. Campeões nacionais
Na natação, o Benfica é tetracampeão nacional nos masculinos e campeão nacional nos femininos. O Presidente do clube, Rui Costa, sublinha: "O tetracampeonato nos masculinos e a reconquista do título no feminino mostram a nossa grandeza na modalidade."

5. Os estreantes na Benfica FM
Cinco jovens formados no clube e lançados na equipa A por José Mourinho estiveram em antena na Benfica FM e partilharam gostos e histórias pessoais.

6. Dérbi B
As equipas B de Benfica e Sporting defrontam-se nesta tarde, às 18h00, no Benfica Campus.

7. Outros resultados
Nos masculinos, vitórias no voleibol frente ao Nun’Álvares (3-0) e AA São Mamede (0-3). Em andebol, desaire com o Sporting (29-37). Em râguebi, triunfo no reduto do RC Santarém (0-85).
Nos femininos, empate a um golo na visita ao Sporting em futebol e vitórias em andebol (31-20, Madeira SAD), basquetebol (81-60, SC Coimbrões), futsal (5-2, Futsal Feijó), hóquei em patins (29-0, AF Arazede), voleibol (3-1, CD Fiães) e râguebi (32-0, Sporting).
No futebol de formação, os Sub-23 ganharam ao Estoril, por 1-0, os Juniores perderam, por 2-1, com o Alverca, os Juvenis foram derrotados pelo Sporting, por 4-3, e os Iniciados ganharam, por 1-0, ante o Estoril.

8. Natal no Benfica Campus
Com a participação de José Mourinho e quatro jogadores da equipa A, realizou-se o tradicional jantar de Natal do Benfica Campus. O treinador do Benfica deixou uma mensagem especial aos jovens atletas.

9. Treino em família
Veja as melhores imagens do treino aberto a colaboradores do Benfica e seus familiares.

10. Um bom Natal...
À Benfica! Na época da família, a do Benfica reuniu-se para fazer um vídeo de Natal, que contou com a participação de atletas das várias equipas do clube.

11. Benfica District – Sessão de esclarecimento
Dia 28 de dezembro, às 11h00, em Paredes – com o vice-presidente e CFO do Sport Lisboa e Benfica, Nuno Catarino, e com os vice-presidentes José Gandarez e Manuel de Brito –, e em streaming para que todos os sócios possam acompanhar."

1 Minuto


- Minuto...

Sr. árbitro, está despedido!


"Que consequências têm os erros para os homens do apito?

As ideias neoliberais há muito que convivem com os poderes do futebol. «Não serve, despede-se, venha outro!» é o sonho de muitos dirigentes. É, aliás, prática corrente despedir-se treinadores ou pôr-se jogadores como dispensáveis, ora atirados para equipas B, ora colocados a treinar-se sozinhos. E, com os árbitros, o que sucede?
A resposta, ao nível do que vai na mente de quem dirige os clubes, é simples: se o árbitro não agrada, não deveria constar nas hipóteses para apitar os nossos jogos. Simples. Era dizer-lhe, após erro irreparável que cometesse e ao melhor estilo americano: «Sr. árbitro, está despedido!»
Pois, nem isto são os Estados Unidos, nem o nosso sistema laboral permite poderes ilimitados aos donos. Mas desengane-se quem pensa que nada acontece aos senhores do apito.
Vejamos, então, a que estão sujeitos os árbitros que cometem erros de maior ou menor relevância em jogos. Erros como o que, citando só o último, aconteceu nos Açores, no duelo da Taça entre Santa Clara e Sporting, e que já foi exaustivamente dissecado e comentado, inclusive pelo diretor técnico nacional de arbitragem, o ex-árbitro Duarte Gomes, dizendo que se tratou de «decisão errada», a de assinalar penálti para os leões após 12 minutos de análise VAR, e concluindo: «Um exemplo que não queremos ver repetido.»
Ora, os níveis de castigo são vários. Desde logo, as notas dos observadores: se o árbitro cometer um erro grave (um «erro de direito» ou técnico com impacto direto no resultado que não foi corrigido pelo VAR), a nota é negativa (geralmente abaixo de 2.5). E tem consequências: estas notas acumulam para o ranking final da época; quem ficar nos últimos lugares do ranking, desce de categoria (da C1 para a C2), o que significa deixar de apitar a I Liga e perder o estatuto de profissional. O árbitro pode ainda perder o estatuto de Internacional.
Há ainda a famosa jarra. Não é anunciado publicamente um castigo, mas o árbitro desaparece das nomeações durante 2, 3 ou mais semanas: objetivo é protegê-lo da pressão mediática; mas funciona também como sanção disciplinar implícita. A isto acrescenta-se a nunca desejada perda de dinheiro. Os árbitros de elite em Portugal recebem um valor fixo mensal, mas parte significativa dos rendimentos vem dos prémios de jogo. Na jarra ou só nomeado como 4.º árbitro ou para a Liga 2, os rendimentos baixam drasticamente.
Por fim, em erros recorrentes ou má interpretação do protocolo VAR, o árbitro pode ser chamado para sessões de formação técnica adicional na Cidade do Futebol, por um período que o afastará dos relvados, portanto com perda de rendimentos. Ou seja, os erros têm consequências para os árbitros: custam dinheiro (prémios de jogo), prestígio (ranking e internacional) e, até, o emprego (descida de divisão). Resta saber se os processos funcionam..."

Visão: Sidny Cabral...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Aos 41 anos, o que pode Thiago Silva dar ao FC Porto?

Observador: E o Campeão é... - A defesa que gere o dragão e a defesa que Mourinho constrói

Observador: Três Toques - Contratação inesperada no Porto: Thiago Silva é novo reforço

Terceiro Anel: React - Os Primos da Luz #1

Sentado no sofá a ver filmes de Natal? Não, a ver jogos da CAN


"Houve tempos da minha existência em que, a cada ano par, o interminável mês de janeiro significava uma e apenas uma coisa: chegar a casa da escola, atirar a mochila e o casacão para uma qualquer cadeira, fazer o lanche, ligar a televisão e ver jogos da Taça das Nações Africanas.
A CAN era o antídoto para o futebol moderno. Não dava num canal xpto. Havia cor nas bancadas, nos equipamentos. E improviso e caos em campo, onde a codificação por vezes tão chata do futebol europeu ainda não tinha licença para entrar. A fantasia ganhava à tática, um esburacado relvado não impedia a feérica alegria de quem ainda mantinha uma certa pureza no jeito. De certa maneira, era o romantismo de que todos necessitávamos para encarar mais um ano.
Hoje, o entusiasmo do desconhecido, de descobrir este ou aquele jogador, aquele avançado que era uma estrela em África, mas um anónimo em outras latitudes, continua a existir, mas desvaneceu-se. A imensa evolução do futebol africano terminou com algum lirismo, é certo, mas não nos podemos esquecer que o desporto é uma indústria movida a vitórias e não tem de andar a fazer as vontades aos nossos sonhos mais sentimentais.
Marrocos, país anfitrião da edição 2025/26, que já arrancou, foi uma das melhores equipas do último Mundial. No Catar, o Senegal foi uma das seleções que mais encantou. Derivando da tradição, fizeram-no com treinadores locais. Alguns dos melhores futebolistas da última década são africanos, de Mohamed Salah a Sadio Mané, de Victor Osimhen a Achraf Hakimi. Há países a investir fortemente no futebol - à cabeça, Marrocos, que será um dos organizadores do Mundial 2030. A diáspora assegura formação académica de qualidade a boa parte das seleções. Ainda bem que assim é.
Mas é também por isso que esta edição da CAN será, muito provavelmente, decidida entre gigantes, ficando o tal apelo do desconhecido confinado a algumas, já poucas, seleções com menor tradição. Sudão, Ilhas Comores, Botsuana, Tanzânia, pouco mais. Não haverá lugar a grandes surpresas. Os jogos terão qualidade, técnica e tática. Talvez não haja tantas histórias curiosas, tanto nascimento de figuras míticas como em outras CANs, ainda que esta até tenha começado com um golo de pontapé de bicicleta no jogo inaugural.
Ficam, para sempre, as memórias de um tempo em que não era necessário pagar um serviço premium para ver a CAN. De quando o Egito era aquela equipa que vencia sempre a competição e depois, irremediavelmente, falhava a ida ao Mundial (saudades Hossam Hassan, El Hadary, Aboutrika); das camisolas sem mangas dos Camarões em 2002, tristemente proibidas pela FIFA para o Mundial; de Kapango, o corpulento, digamos assim, guarda-redes do Moçambique em 2010, dado a movimentos mais acrobáticos e potencialmente perigosos; de Robert Kidiaba e sua dança da galinha ou daquele jogo de abertura em 2010, em Luanda, quando Angola, a ganhar por 4-0, se deixou empatar em 20 minutos frente ao Mali. Dos comentários de Olivier Bonamici. Da vitória da Costa do Marfim em 2023, depois de ter despedido o selecionador a meio da prova. Ou do surpreendente e emocional triunfo da Zâmbia, dos irmãos Katongo, em 2012, num estádio em Libreville, no Gabão, a poucos quilómetros de onde boa parte da seleção do país havia morrido em 1993, num trágico acidente de aviação.
Este ano, a competição traz a particularidade de se jogar em dois anos: arrancou em 2025 e só vai terminar em 2026. O que significa que, no Dia de Consoada, por exemplo, haverá nada mais, nada menos do que quatro jogos para animar as festividades. Quer uma desculpa para não ir comprar aquele último presente? Há um Burquina Fasso-Guiné Equatorial às 12h30. Sem vontade de se deslocar até ao supermercado para comprar as couves que ficaram esquecidas? Siga o Argélia-Sudão às 15h. Um argumento para não conseguir ajudar a meter o bacalhau e as batatas ao lume? O Costa do Marfim-Moçambique das 17h30. Sem paciência para ouvir aquele familiar chato no jantar de Natal, que não se cansa de dizer que antigamente havia mais respeito? Fuja para ver o Camarões-Gabão, às 20h.
A Taça das Nações Africanas está aí para nos dar conforto nesta época de picos emocionais. É possível que, pelo caminho, se tenha rendido ao futebol moderno, mas ainda assim não a desaproveitemos.

O que se passou
Confirmou-se a então inusitada promessa de Luís Montenegro no verão e a Fórmula 1 vai mesmo regressar a Portimão em 2027 e 2028. Com promessas de retorno económico.
Na Taça de Portugal, Benfica, Sporting e FC Porto seguiram em frente. Uns com mais e outros com menos polémica.
Ainda por cá, uma surpresa de Natal: aos 41 anos, Thiago Silva é reforço do FC Porto.
Ousmane Dembélé juntou o prémio The Best, da FIFA, à Bola d’Ouro, coroando um grande ano com o Paris Saint-Germain.
O Benfica conquistou a Supertaça de basquetebol, ao bater o FC Porto, em Coimbra. Fernando Gomes, antigo presidente da FPF, liderou a entidade entre 2011 e 2025"

O mercado de inverno dos três maiores


"Não esperem grandes contratações no próximo mês, embora o FC Porto já tenha contratado um quarentão com 31 títulos no bolso. Mesmo com Bednarek, Kiwior e Prpic, Thiago Silva vem para somar...

A recauchutagem chega dentro de dias: mercado de janeiro. É a altura em que os clubes tentam remediar aquilo que consideram ter falhado desde setembro. É tema que os treinadores, sobretudo das principais equipas, não gostam de abordar em público. «Um ou dois jogadores-chave para limitações-chave. Não pedi jogadores a ninguém, nem ninguém me disse que ia dar jogadores», disse José Mourinho em outubro. «Não penso mesmo no mercado. Acho que o mercado de janeiro é muito enganoso. Os melhores não saem de lado nenhum», acrescentou.
ui Borges, pouco depois. «Queremos tornar a equipa mais equilibrada, mas estamos onde estamos com estes jogadores. Quem vier tem de vir com o desejo de ajudar e de meter o interesse do clube acima», garantiu Farioli. Rui Borges e Francesco Farioli, com maiores ou menores limitações, têm o plantel que ajudaram a construir em julho e agosto. José Mourinho, não. Tem o plantel arquitetado por Bruno Lage e já disse várias vezes, embora possa ser visto como contradição relativamente ao que disse antes dos jogos entre Benfica e Fenerbahçe, que existem lacunas a preencher. Para já, ainda sem Lukabakio, o Benfica precisa de dois extremos, um para a direita e outro para a esquerda. Talvez de um quarto central (se António Silva ou Tomás Araújo saírem). De um lateral-esquerdo, caso José Neto ainda precise de ganhar corpo e maturidade para jogar nos seniores com maior assiduidade. E ainda de um ponta de lança.
Francesco Farioli acaba de receber Thiago Silva: top-top-top, apesar dos 41 anos. E, sem Luuk de Jong e com Samu e Gul, deve precisar de mais um ponta de lança. Rui Borges ainda não tem Nuno Santos, Daniel Bragança e Debast; pode não ter Diomande e Catamo até 19 ou 20 de janeiro e Geovany Quenda e Pedro Gonçalves durante mais umas semanas. Um extremo, de imediato; um central seria muito bem-vindo e, caso Morita saia já em janeiro, um médio-centro.
São, porém, escassas as contratações de inverno que revolucionaram os plantéis dos três grandes. Futre chegou em fevereiro de 1993, quando o Benfica estava a quatro pontos do FC Porto e terminou, ainda assim, a dois. Grimaldo chegou em janeiro de 2016 e foi importante entre 2017 e 2023, mas não teve impacto imediato. O Sporting teve, em César Prates, André Cruz e Mbo Mpenza (2000), Matheus Reis e Paulinho (2021) e Rui Silva (2025), as únicas contratações de janeiro com impacto imediato. O FC Porto pode falar em Carlos Alberto (2004) e Galeno (2022). Nem o enorme Pepe (2019) trouxe benefícios de curto prazo ao FC Porto. Assim, meus caros, não esperem grandes coisas do mercado de janeiro. Embora o FC Porto, para já, tenha contratado um quarentão com 31 títulos no bolso. Mesmo com Bednarek, Kiwior e Prpic, Thiago Silva vem para somar. Se somará ou não, os dragões terão de aguardar."

A segunda vida de Grealish


"Qual é a primeira coisa em que pensamos quando ouvimos o nome de Jack Grealish? Imaginamos uma foto tremida, à porta de um bar, olhos semicerrados, discurso arrastado. Comportamentos que o foram afastando da equipa principal do Manchester City. Mas há algo a mudar.
Aos 30 anos, andou apenas 50 quilómetros mais para a esquerda no mapa de Inglaterra e reencontrou-se por empréstimo no Everton. Teve impacto imediato e foi eleito em agosto, pela primeira vez na carreira, o melhor jogador do mês da Premier League; vem sendo titular em quase todos os jogos.
Está na altura de sermos inundados pelos anúncios e iniciativas de Natal de empresas e clubes. O Everton sabe a gema que tem e colocou Grealish numa escola a surpreender um menino de 8 anos com uma história dura: perdeu o pai em bebé, recentemente uma avó e a mãe foi diagnosticada com cancro.
Jack levou o melhor sorriso e convidou o menino, Georgie, para ser mascote no jogo frente ao Arsenal. «Nem tens de entrar comigo, mas gostava muito», soltou-lhe perante uma sala cheia. «Somos melhores amigos, não vos disse?» Ao fazer Georgie feliz, fez também o avô, a mãe, e todos os que ficaram tocados pela ação. Não custa muito.
Contratado ao Aston Villa logo após o Euro 2020 (disputado no verão de 2021) Grealish chegou logo com rótulo: um investimento de cerca de 117 milhões de euros, recorde de transferências em Inglaterra. Uma etiqueta pesada, que custou a aguentar: 39 jogos e 6 golos, na primeira época, depois 50/5, depois 36/3, por fim 32/3, em ano de fim de linha com Guardiola, números misturados com aquelas tais fotos de garrafa na mão.
O extremo admitiu que o comportamento fora das quatro linhas não lhe trouxe benefícios. «As pessoas dizem: 'ele gosta de sair, gosta de festas', e é verdade. Quero poder divertir-me. Provavelmente não escolhi os momentos certos. No City, houve alturas em que não me ajudei, admito-o, mas também não creio que a culpa tenha sido toda essa», disse à Sky Sports.
Perdeu, entretanto, o comboio da seleção de Inglaterra, mas parece no Everton mais feliz do que nunca, confortável com o treinador David Moyes e unânime nas bancadas do estádio Hill Dickinson.
Já circula o meme ‘nunca te apaixones por um jogador emprestado’, mas talvez seja tarde de mais para os adeptos dos ‘toffees’."

Oliveira: VAR...

DAZN: Bundesliga - R15 - Golos

Fórmula 1: o negócio mais rápido do mundo


"A Fórmula 1 entrou em 2025 como um dos produtos desportivos mais valiosos e globalizados do planeta. Aquilo que durante décadas foi visto apenas como competição automóvel é agora um ecossistema comercial sofisticado, onde media, tecnologia, marcas de luxo e entretenimento se cruzam numa plataforma global com impacto económico crescente.
De acordo com o relatório Business of Formula One 2025, a competição deverá gerar 677 milhões de dólares em patrocínios. A nível das equipas, o valor é ainda mais impressionante: os títulos de naming sponsorship dos dez construtores totalizam 433,42 milhões de dólares esta época, e esta é apenas a parte superficial de um negócio cuja expansão comercial parece não conhecer limites.
A transformação acelerou depois da entrada da Liberty Media em 2017. Desde então, a Fórmula 1 tornou-se um fenómeno de cultura global. Em 2024, as equipas geraram 2,04 mil milhões de dólares em patrocínios, um crescimento que colocou a F1 ao nível da NFL e acima da maioria das grandes ligas mundiais em valor médio por contrato. Para 2025, estimativas independentes projetam que o total combinado do campeonato e equipas ultrapasse os 2,9 mil milhões de dólares em patrocínios, um recorde histórico para a modalidade.
Por detrás destes números está uma estratégia clara: transformar a Fórmula 1 numa plataforma cultural e tecnológica. O crescimento explosivo nos EUA é o melhor exemplo disso. Em 2025, o calendário inclui três Grandes Prémios em território norte-americano, consolidando uma aposta que começou com “Drive to Survive” e que levou a F1 a competir diretamente com a NBA e a NFL pelo “prime time” do entretenimento global.
O poder das marcas também revela a direção estratégica. Sectores como tecnologia, luxo, energias verdes e serviços financeiros tornaram-se protagonistas. LVMH, Lenovo, Aramco, Santander, Oracle ou AWS não procuram apenas visibilidade: procuram aliar-se a um desporto que simboliza inovação, performance e engenho humano. Isto explica por que razão os pontos de maior visibilidade – sidepods, airbox e asa traseira – atingem valores entre 5,3 e 7,5 milhões de dólares por época, ultrapassando largamente os equivalentes das ligas norte-americanas.
A vertente mediática também está em expansão. A F1 continua dominada pelo modelo de pay-TV, liderado por Sky Sports e ESPN, mas a audiência global continua a crescer graças às redes sociais, onde equipas e pilotos acumulam centenas de milhões de seguidores. Segundo os relatórios de 2025, os indicadores digitais de pilotos como Hamilton, Verstappen e Leclerc ultrapassam as métricas combinadas de várias ligas desportivas europeias, reforçando o estatuto da F1 enquanto produto de geração digital.
Mas talvez o indicador mais relevante seja outro: a F1 deixou de ser apenas desporto. Tornou-se plataforma cultural global, onde música, moda, lifestyle, gaming e tecnologia convivem com velocidade e engenharia. O paddock é hoje espaço de ativação multimédia, onde marcas apresentam coleções, celebridades fazem conferências e tecnológicas testam soluções de IA, sustentabilidade e novos formatos de broadcasting.
A Fórmula 1 continua a acelerar – mas agora acelera receitas, audiências, tecnologia e cultura. É, provavelmente, o melhor exemplo de como um desporto pode reinventar-se e transformar-se num dos negócios mais valiosos do mundo. É tudo isto que vamos ter o prazer de voltar a receber em Portugal."

Basquetebol Feminino - 81-60

Falsos Lentos - S06E16 - Batáguas apertado no cacheiro

Segundo Poste - S05E21 - "Sporting voltou a ser beneficiado nos Açores"

Tailors - Final Cut - S04E22 - Luís Norton de Matos