quarta-feira, 2 de abril de 2025
Muito frustrante...
GOG 34 - 31 Benfica
15-15
Depois duma 1.ª mão, onde a vantagem de 2 golos foi muito curta, uma 2.ª mão, onde tivemos quase sempre à frente do marcador, praticamente sempre qualificados, perder a vantagem nos últimos minutos, é muito, mas mesmo muito frustrante! Impossível não pensar que com o Palasics, estaríamos no Play-off... e hoje ainda faltou o Belone e o Capdeville lesionou-se durante o jogo!
509 259 740
🦅 O Benfica continua a apostar na formação.
— SL Benfica (@SLBenfica) April 1, 2025
Coloca 509 259 740 no quadro 11 do IRS e apoia, sem custos, a Fundação Benfica.
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Os que ficaram
"Os jogadores que não foram convocados para as respetivas seleções e ficaram no Seixal a treinar nestas duas semanas foram decisivos na vitória em Barcelos e mostraram, uma vez mais, a qualidade do plantel do Benfica, tão criticado ainda há bem pouco tempo. Amdouni, Bruma e Beloti “sentaram” Di Maria, Pavlidis e Akturkoglu e não se deu pela falta, a não ser quando entraram para descanso dos “novos” titulares e, no caso do regressado Di María, ainda a tempo de marcar o penálti com a classe habitual. Agora que entramos no ciclo final e decisivo, o Benfica manterá o ritmo de jogos de três em três dias que, recorde-se e ao contrário dos rivais, tem desde o início da época por em abril ainda estar envolvido em todas as competições nacionais, ter sido o último a sair da Champions e até pelo habitual nevoeiro da Choupana. Fê-lo, fez bem Lage em o lembrar, a jogar sempre sob pressão, também por culpa própria, e a procurar recuperar distâncias para o principal rival. Sob pressão de adeptos e da Comunicação Social, semana após semana, jogo após jogo, com percalços, erros não forçados, este plantel, e esta equipa técnica é justo reconhecê-lo, conquistou o direito a entrar neste ciclo final a poder ganhar tudo o que há para ganhar em Portugal. Pode, sublinhe-se, pois nada está ganho e é bom que a humildade se mantenha, assim como o foco demonstrado em Barcelos, pois o que aí vem não será nada fácil, com Farense e Porto já e num espaço de quatro dias, mas esta equipa merece que se acredite! Vamos a isso, com todos, os que ficaram e os que foram!"
Da comunicação pré-eleitoral
"Passou vagamente despercebida a entrevista de Nuno Catarino, vice-presidente do Conselho de Administração da SAD do SL Benfica, talvez porque o momento da época é mais dado a anseios de curto prazo e bolas que entram na baliza do que a explicações acerca de como chegámos aqui e para onde vamos agora. A entrevista deu-se em moldes que fizeram lembrar as comunicações periódicas de Domingos Soares de Oliveira, antigo co-CEO da SAD, mas o contexto atual não deve ser ignorado. A poucos meses de uma eleição fundamental para a vida do Benfica, a entrevista de Nuno Catarino teve contornos indisfarçáveis de pré-campanha eleitoral. Depois de a ver e rever, encontro algumas pontas soltas, destacando três temas que me parecem os mais importantes a reter.
Metas de Receita: ambição ou irrealismo?
É o número mais ambicioso desta entrevista. Segundo Nuno Catarino, o Benfica propõe-se atingir os 500 milhões de euros em receitas em cinco anos, juntando a esse aumento muito substancial de receitas uma redução da dívida de forma sustentável e uma diminuição da dependência da venda de jogadores. Ninguém se dirá contra esta meta, mas, atendendo à receita média dos últimos anos, a rondar os 250 milhões anuais, ao objetivo definido na entrevista e à confiança com que foi afirmado, seria oportuno que o modo de lá chegarmos fosse descrito com algum detalhe. Considerando as fontes de receitas conhecidas e o que se sabe do que vai sendo feito e dito nessas áreas, a única bala de prata que poderia fazer disparar as receitas passaria por aprofundar o modelo vendedor, agravando ainda mais as angústias de milhões de pessoas que, munidas do mais elementar bom senso, entendem que o Benfica existe para vencer e não para vender.
O administrador da SAD do Benfica fala numa redução da dependência desse modelo, pelo que o aumento das receitas terá de vir de outras áreas — receitas comerciais, merchandising, bilhética e patrocínios —, nas quais a evolução positiva dos últimos anos está, ainda assim, muito longe de tornar este objetivo realista. É mencionado pela enésima vez o naming do estádio, uma hipótese que ressurge pelo menos uma vez por ano, mas que aparentemente continua longe de se concretizar, sendo o motivo incerto. Se o Benfica fosse uma marca com a dimensão internacional que está ao seu alcance, há muito que o naming do estádio teria sido definido e transformado numa importante fonte de receita.
Em matéria de bilhética e receitas de matchday, pouco ou nada foi partilhado. Sabe-se do plano em curso para aumentar o estádio, mas também esse esbarra nos limites do que é possível extrair do ponto de vista da receita. Sem uma aceleração da inovação, será difícil conseguir um aumento de receita convergente com a meta traçada. Quanto ao merchandising, o pouco que se sabe indica um deserto de ideias quanto a uma visão integrada de marketing que catapulte o clube para os níveis onde outros gigantes europeus estão. Serão necessários mais caminhos que tragam para o presente uma marca carregada de história, capaz de apelar aos mais diversos públicos, potenciar geografias e mercados inexplorados e aprofundar as lógicas de fidelização dos adeptos, dentro e fora do estádio. Talvez muito esteja a ser feito nesta matéria, mas o que se viu até aqui não é suficiente e traduz importantes oportunidades perdidas.
Bem sei que a entrevista foi anunciada como contendo «um plano ambicioso» para atingir os tais 500 milhões, o grande soundbite resultante deste momento de comunicação, mas nada nas respostas dadas torna claro como iremos lá chegar, donde é possível inferir que as expectativas serão manifestamente exageradas, pelo contexto pré-eleitoral, ou inconclusivas, porque, de facto, não existe um plano concreto. Daqui até à desilusão vai um pequeno passo.
Direitos televisivos: as novidades e as más notícias
A entrevista de Nuno Catarino foi também uma oportunidade para pré-anunciar aos benfiquistas um segredo relativamente mal guardado: um aumento das receitas televisivas na próxima renovação de contrato com a NOS para as próximas duas épocas, até vigorar a tão afamada centralização dos direitos. Será um aumento relevante para as próximas duas épocas (no contexto do atual volume de receitas), mas a essas novidades devemos juntar as mais que prováveis más notícias.
O modelo de centralização previsto a partir de 2028, aliado ao declínio na valorização de produtos de qualidade superior ao nosso — vide direitos da Ligue 1 ou da Serie A —, torna a ideia de manter ou aumentar estas receitas, face aos níveis registados ao longo da última década, uma autêntica miragem. Se o cenário for como se prevê, facilmente poderemos excluir mais uma dimensão que, teoricamente, permitiria à SAD potenciar as fontes de receita existentes para se aproximar dos tais 500 milhões.
Sobre o que o modelo de centralização português representa, os protagonistas parecem esperar que algum milagre aconteça até ao dia em que for necessário discutir a qualidade da nossa Liga com eventuais interessados. Acontece que os interessados já disseram ao que vêm, e é difícil censurá-los. Vale a pena relembrar a entrevista de Jorge Pavão de Sousa, diretor-geral da DAZN Portugal, em que este explica o irrealismo da autoavaliação feita pela Liga, situada acima dos 300 milhões de euros. Talvez a tão almejada equidade chegue finalmente ao futebol português e sacrifique a competitividade do clube que mais fez nos últimos anos para valorizar o país fora de portas, um clube que representa estatisticamente a maioria dos adeptos de futebol em Portugal, um clube que, espantosamente, pouco ou nada tem a dizer sobre esta matéria, parecendo esperar por um milagre ou pela inevitabilidade que mais tarde se lamentará.
Cortes de custos e a história que não é contada
Nuno Catarino anunciou uma redução de 7% nos custos com pessoal e de 10% na rubrica de F Ascendentes FSE (fornecimentos e serviços externos). Por um lado, questiono o que norteou essa redução de custos com pessoal, para lá da mera ótica financeira. São referidas pessoas mais jovens para realizar o mesmo trabalho dos seniores que lá estavam, mas em nada isso garante objetivamente uma melhoria do output qualitativo da operação empresarial. A sensação que tenho, observando o Benfica a partir do meu lugar, é de que é necessário muito mais do que uma simples redução de custos para garantir os saltos de que o clube precisa nas mais diversas áreas que poderão aproximar-nos do salto quantitativo nas receitas e transformar a natureza vendedora que subjugou o Benfica ao longo da última década.
Em relação à rubrica de FSE, a entrevista é reveladora de algum desconforto com o tema, deixando por esclarecer, afinal, porque é que o Benfica tem gastos médios com FSE muitíssimo superiores aos de adversários internos e que comparam mal com clubes europeus situados no mesmo patamar financeiro, próximo dos 100 milhões em valor médio. À falta de melhores e mais transparentes esclarecimentos sobre o que está contido nesta rubrica (já desisti de acreditar nessa possibilidade), será importante perceber como irão estes gastos evoluir a partir daqui e se a redução de 10% sinaliza uma tendência para manter. O que sabemos, e isso é possível já extrair da gestão que trouxe o Benfica até aqui, é que o mandato atual se notabiliza por um desfasamento trágico entre a capacidade financeira do clube e o seu desempenho desportivo. Neste fosso que separa os euros arrecadados dos troféus conquistados está a realidade com que nos deparamos dia após dia: o reforço ou a erosão da identidade do Sport Lisboa e Benfica. O saldo não é positivo — e o anúncio de futuros risonhos não emenda o caminho errático que foi feito até aqui."
Está o caldo (outra vez) entornado
"Quando nada o fazia prever (e sem nada a ganhar e com tanto que se pode perder), abre-se uma ferida profunda no coração do futebol português
Mudam-se os tempos, mudam-se, até, as vontades, mas, no fim, nada muda. Os casos e casinhos, as polémicas mais, ou menos, ocas ou as guerras sem quartel foram, são e, pelos vistos, continuarão a ser parte integrante do futebol português; estão no seu sangue e não há remédio à vista para uma cura que torne as gestões mais transparentes ou que limpe o ar poluído que nem as gerações mais recentes de dirigentes parecem capazes de tornar mais respirável — mesmo que tudo indicasse que assim seria, que, livres de velhos hábitos que tão mal fizeram ao desporto deste País, algo se alteraria.
A guerra aberta na recente sucessão de poder na Federação Portuguesa de Futebol (FPF) é só mais um episódio (grave!) nos muitos que, nas últimas décadas, têm marcado o futebol em Portugal. Fernando Gomes, ex-líder e atual presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), desmentiu junto das mais de 50 federações de futebol europeias o seu sucessor, Pedro Proença, atual dirigente máximo da FPF que comunicara a todas as mesmas mais de 50 federações que, à vista da eleição desta quinta-feira para o Comité Executivo, tinha o apoio do seu antecessor..
Um desmentido, o de Fernando Gomes, pouco compreensível, perante documento da FPF de finais de janeiro, no qual o organismo referia que «após um período de reflexão, priorizando os interesses superiores do futebol português (...), Fernando Gomes informou a direção da FPF e o Presidente da UEFA que indicará como candidato em nome de Portugal, o atual presidente da Liga e vice-presidente da FPF, Pedro Proença». Uma indicação que surgiu ainda antes das eleições para a presidência da FPF — o que deixava a entender que Gomes apoiava mesmo Proença.
A parte pouco compreensível do desmentido tornado público pelo atual presidente do COP passa, primeiro, pelo volte face da sua posição em tão curto espaço de tempo, e, segundo, pelo muito que Portugal pode ter a perder e pelo nada que Fernando Gomes tem a ganhar.
A guerra subiu de tom esta segunda-feira quando da reunião de emergência da cúpula de Pedro Proença saiu comunicado a pedir audiência urgente com o Governo.
Está o caldo entornado, está o verniz estalado. Do mesmo modo que estalou nas relações institucionais entre FC Porto e Benfica, sobretudo desde a morte de Pinto da Costa e a ausência de condolências oficiais por parte dos grandes de Lisboa. Resultado: os dois jovens presidentes, que prometiam um novo ar, optam pela bafienta guerrinha de lugares nas tribunas, tendo em vista o clássico de domingo..."
O verniz estalou
"O assunto está na agenda do dia e tem sido dissecado exaustivamente pela generalidade da imprensa, o que torna inevitável o comentário neste artigo de opinião: o anterior presidente da Federação Portuguesa de Futebol, agora no Comité Olímpico de Portugal, entendeu desmentir publicamente Pedro Proença quando este agradeceu para o exterior o seu apoio para a indicação ao Comité Executivo da UEFA.
Sugiro que recuemos umas semanas, até à data em que a FPF presidida pelo Dr. Fernando Gomes emitiu o seguinte comunicado: «As Federações europeias de futebol têm até 3 de fevereiro próximo para indicar os seus candidatos ao Comité Executivo da UEFA. Na FPF essa decisão cabe ao seu presidente. Após um período de reflexão, priorizando os interesses superiores do futebol português e na sequência de conversas com ambos os candidatos às eleições da FPF, Fernando Gomes informou esta sexta-feira a direção da FPF e o presidente da UEFA que indicará como candidato em nome de Portugal, o atual presidente da Liga e vice-presidente da FPF, Pedro Proença(...).»
É verdade que o português pode ser uma língua traiçoeira, mas parece ou não legítimo concluir desta declaração que a indicação de Proença configurou «apoio institucional» claro e explícito do então presidente e da própria Federação? Parece ou não legítimo concluir que Proença foi a aposta da instituição para o referido ato eleitoral, uma escolha ponderada «após período de reflexão, priorizando os interesses superiores do futebol português»? E, mais importante ainda, mesmo que a opinião institucional de quem exerceu esse direito não coincidisse com a sua vontade pessoal — nada a obstar quanto a isso —, o envio de uma carta às federações votantes, a negar veemente esse apoio, foi ou não foi escusado? Foi ou não foi uma espécie de contrassenso? Foi ou não foi evitável, tendo em conta a importância que a eleição tem para a indústria? E, sinceramente, porque é que houve essa necessidade, essa vontade de desmentir convictamente, se não havia rigorosamente nada a ganhar, apenas tudo a perder?
Ninguém está acima da crítica e não é a endeusar pessoas pelo silêncio (foram demasiados anos disso, mas não deste lado) que se obtêm respostas a perguntas que, em dados momentos, devem ser colocadas. E devem ser colocadas de forma clara, séria e construtiva a quem exerça funções relevantes e tome opções questionáveis. Outro bom exemplo do que deveria ser esclarecimento público é aquele que devia ser prestado pelo Sr. Diretor Nacional da Polícia Judiciária em relação ao precedente que abriu quando ilibou publicamente pessoas que, naquele exato momento e por questões amplamente conhecidas, nunca o poderiam ser. Não ali, não assim.
Nota importante: tenho o Dr. Fernando Gomes como uma pessoa impoluta, séria e acima de qualquer suspeita.
Mas o que está em causa são duas coisas completamente distintas: no caso daquele, uma opção muito infeliz que pode originar consequências danosas para o futebol em Portugal; no segundo caso, uma precipitação seguramente bem intencionada de alguém que devia ter lucidez e clareza para não a cometer. O ex-ministro Miguel Macedo faleceu com a honra beliscada, depois de totalmente ilibado, sem nunca ter tido o privilégio de ver o seu nome absolvido de forma tão perentória e afirmativa. Como ele, tantos e tantos outros. Isto faz sentido para alguém?
O país é bom e, na verdade, a maioria das pessoas também o são, mas há demasiados grãos de areia na engrenagem de quem aparentemente tem dificuldade em seguir em frente. A imagem de fragilidade que isso releva é confrangedora e não havia necessidade disso.
O erro de um mecânico pode estragar um carro mas apenas isso. O do piloto pode matar centenas de passageiros. Há cargos e cargos, há erros e erros. É tudo uma questão de responsabilidade."
Acabaram-se as distrações
"1. No sábado passado estiveram uns milhares nas bancadas da Luz para assistir ao jogo de futebol, feminino Benfica-Sporting dos quartos de final da Taça de Portugal. Não foi só para assistir ao dérbi que tanta gente se deslocou ao palco principal. Foi também para vibrar, sofrer, apoiar e, no fim, para festejar uma grande vitória conquista já perto do fim do jogo depois de uma empolgante reviravolta. O futebol feminino cresce, cresce e cresce no Benfica.
2. Neste dérbi, o Benfica esteve por duas vezes a perder. O Sporting abriu o marcador, o Benfica empatou, o Sporting voltou a adiantar-se, e o Benfica empatou, o Sporting voltou a adiantar-se, e o Benfica voltou a empatar. E era assim que estava o jogo aos 83 minutos quando Lúcia Alves 'inventou' um pontapé na bola de fora da área que resultou no golo - no golão, será mais justo dizer - que deu ao Benfica a vitória. 'Era o meu sonho de criança poder marcar no Estádio da Luz e viver este dia', confessou Lúcia Alves. Sonho realizado, Lúcia.
3. Encerrada a pausa FIFA/UEFA nos campeonatos por essa Europa, e o futebol interno está de volta. Regressaram os nossos jogadores que tiveram de assumir os respetivos compromissos com as sua seleções. E entre esse significativo contingente internacional que abandonou temporariamente o Seixal é de realçar que os nossos dois turcos e o nosso grego regressaram contentes à Luz porque a Turquia e a Grécia subiram à Liga A da Liga das Nações.
4. Parabéns a todos os jogadores internacionais do Benfica que viram a sorte sorrir às suas cores nacionais, e vamos lá agora tratar dos nossos importantíssimos assuntos internos: Liga e Taça de Portugal.
5. Antes de irmos ao que interessa, Gonçalo Ramos, feito no Benfica e hoje jogador do PSG merece umas palavras de simpatia. Gonçalo Ramos teve uns minutinhos de Portugal-Dinamarca e aproveitou para marcar mais um golo ao serviço da seleção. Ramos soma 9 golos em 15 internacionalizações, que lhe permitiram 621 minutos em campo, o que dá um golo a cada 73 minutos. Desde aquele grande 'azar' que teve no último Mundial quando fez um hat-trick à Suíça, o nosso Gonçalo Ramos não tem tido vida fácil na seleção...
6. Daqui em diante, até ao fim da temporada oficial interna, não haverá mais paragens para seleções nem outras distrações do calendário. Vamos, portanto, ao que interessa: sexta-feira, 28 de Março, Gil Vicente-Benfica; quarta-feira, 2 de Abril, Benfica-Farense; Domingo, 6 de Abril, FC Porto-Benfica. Tornaram nota?
7. Foquemo-nos nestes próximos três desafios com a certeza de que, se os ultrapassarmos com sucesso, o nosso objetivo ficará mais próximo. Acabaram-se as distrações."
Leonor Pinhão, in O Benfica
O sonho incompleto
"Joaquim Cardoso não chegou a cumprir o seu maior desejo, mas a sua dedicação fez com que fosse relembrado inúmeras vezes
Os adeptos olham para os atletas com uma admiração imensurável. As suas capacidades físicas são algo de extraordinário: a altura que saltam, a velocidade a que correm e os habilidades que fazem com a bola, tornando fácil o que parecia impossível. Os seus feitos ficam gravados na memória coletiva, elevando-os à categoria de eternos.
Joaquim Rosa Pina Cardoso jogava de águia ao peito desde os seus 16 anos, sendo considerado 'um dos seus mais briosos e categorizados praticantes'. Onze anos depois, mantinha presente o sonho de atuar pela equipa de honra dos encarnados. Para tal, o hoquista treinava com afinco.
Em 31 de Janeiro de 1969, no que aparentava ser um dia comum, Joaquim disputou um lance com o mesmo vigor com que havia feito desde o primeiro dia em que calçou os patins. Num lance banal, 'chocou com um dos seus colegas, as cabeças embateram, mas ambos se recompuseram de pronto'. Nenhum dos jogadores precisou de assistência, continuando os trabalhos sem qualquer tipo de limitação. Após a sessão, a equipa foi almoçar, o Cardoso 'conversou animadamente com os companheiros'.
De madrugada, começou a sentir fortes dores de cabeça, sendo o médico dos benfiquistas chamado de emergência. Seguiu para o Hospital de S. José e foi operado poucas horas depois. Porém, 'apesar de todos os esforços que lhe foram prodigalizados', o jogador não resistiu. A notícia do seu falecimento causou enorme consternação. Nem mesmo os adeptos que viviam a milhares de quilómetros ficaram indiferentes!
No final de Fevereiro, a equipa de honra do Benfica viajou para Moçambique para disputar o Torneio de Verão. Sensibilizados, 'a taça para o 4.º classificado foi uma homenagem da Tursport (organizadora da prova) ao jovem jogador do Sport Lisboa e Benfica'. A taça foi entregue à Académica de Lourenço Marques por um dirigente dos encarnados, José Fortunato Rocha.
Nos anos seguintes, repetiram-se os homenagens a um jogador 'respeitado por todos os companheiros, e que serviu de exemplo até para adversários'. Em 6 de Novembro de 1970, os benfiquistas organizaram um jogo frente ao FC Porto em sua memória. No Torneio de Abertura de 1972, a Federação de Patinagem de Portugal instituiu a Taça Joaquim Cardoso para o vencedor da competição, a qual foi conquistada pelo Benfica.
Saiba mais sobre a história do hóquei em patins no Clube na área 3 - Orgulho Eclético, do Museu Benfica - Cosme Damião."
António Pinto, in O Benfica
A idade é um posto
"Há coisas muito importantes no futebol. Uma delas é o respeito. Já sei que esta não será uma opinião muito popular entre benfiquistas e outros adeptos, mas, por mim, CR7 jogaria sempre na seleção enquanto a sua carreira profissional durasse. Com mais de 20 anos de internacionalizações, uma carreira brilhante, Bolas de Ouro, recordes, Ligas dos Campeões conquistadas e tudo o mais que já deu ao futebol, CR7 tem lugar cativo. Tenho as minhas críticas a Roberto Martínez e Fernando Santos, mas a convocatória de Cristiano à seleção não é uma delas.
Tenho uma visão romântica e pouco calculista de que os melhores têm sempre lugar à mesa, mesmo quando possam já não estar no auge das suas capacidades físicas. Há jogadores que, pelo seu peso no balneário e força mental, fazem os entendidos vão dizer que há novos valores a fazer a diferença, mas volto ao início: o respeito pelas pessoas não é negociável, seja no futebol ou no resto da vida. Ao longo de mais de 40 anos a assistir a futebol e aos jogos da seleção, já vi muita falta de respeito por jogadores com carreiras brilhantes. A partir de uma certa idade, o circo mediático gosta de decretar o fim de algumas carreiras, dizem que estão acabados, sem lugar na equipa, porque há outros mais novos na porta de entrada. Sim, é possível que tenham imensa qualidade e tudo o mais experientes. É que a entrada dos novos valores não tem de significar necessariamente a troca por troca. é da convivência entre todos que conseguiremos os melhores resultados. Não gosto que se descartem pessoas que se entregam de forma total por causa de um número no Cartão de Cidadão. Estou a ficar velho. Deve ser isso. Vejam lá, não me descartem já."
Ricardo Santos, in O Benfica
Hora de decisões
"Nas presentes circunstâncias, e tal como está a tabela classificativa, até terminar o Campeonato, todos os jogos são finais. Porém, como diria George Orwell, alguns deles são ainda mais finais do que outros. Esta dupla jornada (Gil Vicente em Barcelos e Farense na Luz), entalada entre a pausa para as seleções - com todas as eventuais e imprevisíveis consequências na forma física dos atletas - e uma visita ao Estádio do Dragão, não permite qualquer descuido.
Sabemos que o calendário do nosso rival directo (neste caso, o Sporting) é bastante mais suave, sendo de supor que possa vencer todas as partidas até chegar à Luz, na penúltima jornada. Nós, pelo contrário, além desse dérbi, temos ainda de viajar ao Porto, a Guimarães e a Braga - jogos que, naturalmente, podemos vencer, mas face aos quais é desejável dispor de alguma margem de erro e do conforto.
Desde modo, somar 6 pontos com gilistas e algarvios parece absolutamente determinante para poder enfrentar as últimas 7 rondas com optimismo.
Já não temos Champions, a Taça da Liga está (e bem) no nosso museu, e o Jamor encontra-se à distância de uma eliminatória a duas mãos com o Tirsense, do Campeonato de Portugal (confronto que, com o devido respeito, permitirá rodas a equipa e fazer descansar alguns dos elementos fisicamente mais sobrecarregados). Até dia 18 de Maio, todas as atenções e todas as energias de jogadores, treinadores, dirigentes e adeptos do Benfica devem, pois, estar concentradas na conquista do título de campeão nacional, objetivo supremo de cada temporada. E o ponto de partida será ganhar já hoje em Barcelos, e depois ao Farense, para entrar no clássico do Dragão com a confiança e a serenidade necessárias para, também aí, poder mostrar estofo de campeão e dar mais um passo rumo ao tão desejado 39."
Luís Fialho, in O Benfica
Obrigado, Santa Casa
"Ser Fundação é ser Benfica, de outra maneira, mas o Benfica de sempre, com os mesmos valores e ambição. A Fundação é a mão solidária do Benfica e dos benfiquistas que se estende a Portugal e do mundo, disponível e fraterna sem olhar a quem e sem outros motivos que não o humanismo que nos move desde tempos pioneiros. Faz mais de um século, e o Benfica esteve sempre lá para todos, primeiro em monarquia, depois em república, em ditadura e em democracia, na guerra e na paz, num país imperial e num país europeu com os meus irmãos de língua e história.
Em todo este tempo fomos um pilar estável no desporto e na solidariedade. Em todo este tempo, também, uma presença permanente, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, velhinha de quinhentos anos, a combater a exclusão e a pobreza.
Hoje, e desde que a Fundação é Fundação, somos parceiros inseparáveis nesta luta pela justiça social e, juntos, melhoramos a vida dos portugueses e dos lisboetas. Move-nos a 'cana e a pesca', usando uma célebre metáfora cristã, daí uma forte aposta conjunta na educação de crianças e jovens, combatendo o abandono e o insucesso escolar. Sabemos que este é um dos melhores investimentos que podemos fazer para semear hoje bem-estar coletivo no futuro.
Obrigado, Santa Casa, pelo trabalho e pelos desafios conjuntos. O galardão que em boa hora o Benfica decidiu atribuir é uma homenagem singela e sentida desta caminhada conjunta."
Jorge Miranda, in O Benfica
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