Últimas indefectivações

sábado, 2 de novembro de 2019

A lição do professor Adriano Moreira

"Hoje se saberá se Lage irá apostar na sua nova fórmula de sucesso ou se irá manter a ideia de que uma longa época exige uma equipa em rotação

O Comité Olímpico de Portugal organizou, com a Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, um ciclo de conferências sob o tema Migrações, desporto e religiões. Para  abertura foi escolhido o professor Adriano Moreira. Aos 97 anos de idade, deu-nos, a todos os que assistíamos no auditório do COP, uma lição inesquecível de análise política, de memória histórica e, sobretudo, de lucidez de pensamento. E eu dei comigo a pensar - tenho idade para pensar com alguma tranquilidade nessas cosias - sobre a verdadeira definição de velhice. Ouvindo o professor Adriano Moreira, que durante mais de meia hora, de pé, discursando de improviso, abrindo, em cada frase que se seguia, um pensamento rigoroso, uma qualidade de comunicação irrepreensível, uma destreza no uso da palavra, que deveria fazer corar de vergonha muitos jovens tribunos, percebi que a velhice, não é, afinal, uma questão de idade, mas de indolência intelectual, de pobreza de ideias, de incapacidade para fazer subir o pensamento acima da vulgaridade vigente.

Falando de vulgaridade vigente, não consigo evitar que me venha à memória a expressão brejeira e menor de Sérgio Conceição, depois do jogo com o Marítimo. Se me perguntarem se fiquei chocado com o plebeísmo, não, não fiquei. De facto, não se trata de uma questão de moralidade, mas de uma questão profissional. Diz-se por aí, e bem, que Sérgio Conceição deveria ter pensado que não se estava a representar a si próprio, mas ao FC Porto e que, por isso, deveria ter tido respeito pela instituição que orgulhosamente serve. Também se disse, e bem, que Sérgio Conceição já é uma referência para muitos jovens treinadores que trabalham ou sonham trabalhar na área da formação. Mas será mais do que isso. Todo o discurso foi desrespeitoso para o adversário que fez pela vida e lutou com as armas que podia usar, e, não menos grave, o discurso nem sequer coincidiu com a realidade. A equipa do FC Porto perdeu dois pontos, percebe-se que o seu treinador não tivesse ficado satisfeito, mas não pode, em circunstância alguma, perder tão grosseiramente o controlo emocional quem, por dever e obrigação profissional, tem de saber que a comunicação, mesmo em situações de pressão, é como o jogo, não pode ser afectada pelo estrondo do desabar das emoções.

Lage pode ter encontrado uma nova fórmula que dará fôlego a um Benfica que tem tido dificuldade em respirar nos seus jogos demasiado sofridos. Porque ressuscitou Samaris e ganhou consistência no meio campo; e porque inventou uma nova dupla de ataque, com Chiquinho e Vinícius, que trouxe maior compatibilidade ofensiva e boas lembranças de dupla João Félix - Seferovic. No entanto, a pergunta, que os benfiquistas farão atá ao quase início do jogo de hoje, será «Terá ficado Lage de tal forma convencido, que vai, mesmo, usar essa fórmula de provável sucesso, ou manterá a teimosia de inventar novas fórmulas, para manter a sistemática rotação dos jogadores de que dispõe?» É uma pergunta legítima e a sua resposta irá trazer,em definitivo, qual a ideia do jovem treinador do Benfica para enfrentar toda uma época, cheia de jogos, de competições, de lesões, de desgaste emocional. Lage poderá não ser sensível à ideia de que uma equipa vencedora deverá ter um onze base consolidado e fazer a defesa, teórica e prática, de contar com quinze ou dezasseis jogadores como nucleares, gerindo-os de acordo com as circunstâncias.

Dentro da Área
O caso estranho do SC Braga
Não será fácil de compreender, mesmo reconhecendo, no futebol, amplos exemplos na área do surpreendente e do inesperado, o que se passa com a equipa de Sá Pinto. Forte na Europa, onde as outras equipas portuguesas têm sido fracas e fraco em Portugal, onde as análises até apontam para uma perigosa diminuição na qualidade média dos jogos. A situação é tão preocupante para o SC Braga, que basta olhar para a tabela classificativa: décimo lugar, apenas com três vitórias em nove jogos e já a treze pontos da liderança.
(...)"

Vítor Serpa, in A Bola

Mohamed Salah

"Não será fácil a Mohamed Salah aturar o Mundo. Em Abril deste ano o avançado do Liverpool integrou a lista das 100 pessoas mais influentes do planeta para a revista Time, que o enquadrou num quadro de veneração extensível a adeptos do Liverpool, e egípcios e, em plano ainda mais amplo, a muçulmanos, esclarecendo que Salah era «uma pessoa ainda melhor do que um jogador», aplaudiu a publicação. A comprová-lo pode lembrar-se a doação de 3 milhões de euros feita, em Agosto, ao Instituto Nacional para o Cancro, no Cairo, no país dele, dias depois de ataque terrorista que matou 20 pessoas e feriu 47 à porta daquele hospital. Não obstante, Salah chegou a escutar uma canção de torcedores rivais do Chelsea que dizia «Salah is a bomber (homem-bomba)», uma imbecil e dolorosa conotação, deplorada e punida pelo próprio Chelsea.
Agora, por ter posado para a edição do Médio Oriente da revista GQ ao lado da modelo Alessandra Ambrósio, Salah foi vítima de injúrias online por parte quem julgou a participação na sessão fotográfica, na qual aparece abraçado pela referida mulher, um indecente comportamento à luz de acepções religiosas extremadas, Salah nem respondeu.
Não será fácil a Salah aturar o Mundo, repete-se, não deve ser fácil viver entre adorações repentinas e ódios fáceis. Salah está bem, parece-me, o Mundo é que está de gatilho fácil, como todos sabemos. Resta-nos a arte, ainda, para repousar os pensamentos e a este respeito recomendo a pintura Fottball Terrotist, de Banksy - o tal génio ou vândalo que tem estado exposto na Cordoaria Nacional; dê lá um salto, se puder, porque termina amanhã: e um homem de balaciava e metralhadora a dar um pontapé de bicicleta numa bola. Só isso. É a arte que nos oferece,de cada vez, a exacta medida de absurdo que nos faz falta. O resto é sempre absurdo de mais."

Miguel Cardoso Pereira, in A Bola

Vlog: Bello, com o Portimonense...

As Águias #47 - Tondela & Portimonense

Rabona TV - Maldições!!!

Benfiquismo (MCCCXLI)

Balcão...!!!

Uma Semana do Melhor... com o Japa!!!

Depressão ou euforia

"Quando Lage muda meia equipa e perde é o pior treinador do mundo, quando muda meia equipa e ganha é o génio da lâmpada

Quando Bruno Lage muda meia equipa e perde um jogo é o pior treinador do mundo, quando muda meia meia equipa e ganha um jogo é o génio da lâmpada. Não há paciência para tantos comentadores dos jogos realizados. Contra a corrente, lembro que o Benfica fez um bom jogo contra o RB Leipzig e perdeu. Não fez o melhor jogo do mundo contra o Portimonense e goleou.
Bruno Lage conhece melhor do que ninguém os seus jogadores e sabe quem (e quando) está em melhores condições para jogar em função daquilo que pretende do jogo.
Mau momento para o Antibenfica que já vendia jornais com novos líderes e se viu confrontado com um clube chamado Benfica que tem a melhor defesa, o melhor ataque e ocupa a liderança do campeonato. Ainda assim não há qualquer razão para euforias ou para deslumbramentos até porque o jogo contra o Rio Ave de amanhã é muito difícil e leva data de pesadelo. Foi a 2 de Novembro de 2018 que na Luz contra o Moreirense (1-3) pensámos ter deixado fugir um título que Bruno Lage e os seus jogadores mais tarde resgataram no Olimpo. A data é dura, o momento é sério, o jogo é difícil e mais importante que o de terça-feira em França.
O Benfica tem que se habituar a viver fora da depressão ou euforia em que o espaço mediático sempre o coloca. Os títulos que procuramos não são os dois jornais, são os troféus que somam conquistas. No Benfica nunca há meio termo, porque a moderação e responsabilidade não vendem.
Carlos Vinícius, que até quarta-feira tinha sido o esbanjar de 17 milhões de euros num acto de péssima gestão para os especialistas de lugares-comuns e banalidades, é agora a última Coca-Cola no deserto. Não é uma coisa nem outra. No Benfica a notícia não são os onze que jogam são os onze que não jogam. No Benfica a notícia não são os avançados que marcam golos, são os avançados que não jogam, enquanto os colegas marcam golos.
A melhor notícia da semana foi o regresso de Chiquinho. Entrou bem em Tondela e fez uma boa exibição contra o Portimonense. Chiquinho é uma dessas esperanças que não enganam, vai estar ali um dos melhores jogadores desta Liga.
Ontem à noite, no jantar de aniversário do Estádio da Luz, bonita homenagem a um grande benfiquista, sem o qual não havia estádio, meu colega numa Direcção do Benfica de tempos difíceis, Mário Dias. Mário Dias é um nome do passado, do presente e do futuro do Benfica."

Sílvio Cervan, in A Bola

Lixívia 9


Tabela Anti-Lixívia
Benfica..... 24 (0) = 24
Corruptos. 22 (+4) = 18
Sporting.. 17 (+4) = 13

Mais um ponto 'oferecido' pelos apitadeiros aos Corruptos, com o Cão a ganir mais umas cagadelas, em jeito de ingratidão... Quando toda a gente sabe, que os latidos, são somente uma manobra de diversão, para não se falar do golo que lhe deu 1 ponto!!!

Até admito que o contacto do Pepe com o guarda-redes do Marítimo é 'duvidoso', está na fronteira do que é permitido... mas a Mão do Soares, antes da bola lhe tocar no focinho, parece-me clara!!!
O facto do Fiscal não ter tido dúvidas se a bola entrou ou não na baliza, também é engraçado!!!
Mas parece que a estratégia está bem definida. Em 5 jogos Fora do Dragay, Jorge Sousa e Nuno Almeida, já têm 7 nomeações, como árbitros, ou como VAR's!!! Sendo que o único jogo fora de portas, onde estes dois não estiveram, os nomeados foram: Rui Costa e Vasco Santos!!! Inacreditável...!!!

Mas ainda houve outro lance, potencialmente mais decisivo: a não expulsão do Uribe, quando pisou de propósito um adversário, sem bola, com o Sousa a ver tudo, bem à frente dos cornos...!!!

Em Paços, a não marcação da Mão da Bola do Mathieu (fora da área), é inacreditável... O VAR não podia intervir, mas o árbitro tinha a obrigação de assinalar... e depois logo se via!!!
Mais uma vez, o Acuña escapou à expulsão! No momento onde leva um Amarelo, protesta e encosta a cabeça à cabeça do árbitro, e este nada!!! Inacreditável...
A CMTV avança que o Xistra (VAR) foi castigado por ter validado o golo do Paços!!! Seria altamente irónico o Xistra ser castigado por ter tomado uma boa decisão, quando só esta época, já fez 'merda' repetidamente como árbitro ou como VAR (sempre em prol dos Lagartos e dos Corruptos)... A mensagem parece ser: se tiveres uma oportunidade de 'roubar' a favor dos Lagartos ou dos Corruptos, e não o fazes... então vais para a 'jarra'!!!

Na Luz, não houve Casos, mas o critério torto do Mota, foi constante... Totalmente condicionado, com o seu suposto Benfiquismo!!!


Anexos (I):
Benfica
1.ª-Paços de Ferreira(c), V(5-0), M. Oliveira (L. Ferreira), Prejudicados, (6-0), Sem influência
2.ª-B SAD(f), V(0-2), Veríssimo (Xistra), Prejudicados, (0-4), Sem influência
3.ª-Corruptos(c), D(0-2), Sousa (Almeida), Prejudicados, Impossível contabilizar
4.ª-Braga(f), V(0-4), Almeida (Rui Costa), Prejudicados, Beneficiados, (1-4), Sem influência
5.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Pinheiro (L. Ferreira), Nada a assinalar
6.ª-Moreirense(f), V(1-2), Soares Dias (Mota), Nada a assinalar
7.ª-Setúbal(c), V(1-0), Martins (Esteves), (2-0), Prejudicados, Sem influência
8.ª-Tondela(f), V(0-1), Miguel (Nobre), Nada a assinalar
9.ª-Portimonense(c), V(4-0), Mota (V. Ferreira), Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Marítimo(f), E(1-1), Martins (Hugo), Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
2.ª-Braga(c), V(2-1), Godinho (Nobre), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Portimonense(f), V(1-3), Xistra (V. Santos), Beneficiados, (2-3), Impossível contabilizar
4.ª-Rio Ave(c), D(2-3), Pinheiro (Narciso), Beneficiados, Prejudicados, (3-5), Sem influência
5.ª-Boavista(f), E(1-1), Sousa (V. Ferreira), Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
6.ª-Famalicão(c), D(1-2), Hugo (Nobre), Nada assinalar
7.ª-Aves(f), V(0-1), Xistra (Nobre), Nada a assinalar
8.ª-Guimarães(c), V(3-1), Soares Dias (Narciso), Nada a assinalar
9.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-2), Rui Costa (Xistra), Beneficiados, Impossível contabilizar

Corruptos
1.ª-Gil Vicente(f), D(2-1), Almeida (Xistra), Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), V(4-0), Mota (V. Santos), Nada a assinalar
3.ª-Benfica(f), V(0-2), Sousa (Almeida), Beneficiados, Impossível contabilizar
4.ª-Guimarães(c), V(3-0), Xistra (Nobre), Beneficiados, Prejudicados, (4-2), Impossível contabilizar
5.ª-Portimonense(f), V(2-3), Rui Costa (V. Santos), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
6.ª-Santa Clara(c), V(2-0), Godinho (Rui Oliveira), Beneficiados, (2-1), Impossível contabilizar
7.ª-Rio Ave(f), V(0-1), Almeida (Sousa), Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Famalicão(c), V(3-0), Veríssimo (L. Ferreira), Nada a assinalar
9.ª-Marítimo(f), E(1-1), Sousa (Almeida), Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)

Anexos (II):
Árbitros:
Benfica
M. Oliveira - 1
Veríssimo - 1
Sousa - 1
Almeida - 1
Pinheiro - 1
Soares Dias - 1
Martins - 1
Miguel - 1
Mota - 1

Sporting
Xistra - 2
Martins - 1
Godinho - 1
Pinheiro - 1
Sousa - 1
Hugo - 1
Soares Dias - 1
Rui Costa - 1

Corruptos
Almeida - 2
Sousa - 2
Mota - 1
Xistra - 1
Rui Costa - 1
Godinho - 1
Verissimo - 1

VAR's:
Benfica
L. Ferreira - 2
Xistra - 1
Almeida - 1
Rui Costa - 1
Mota - 1
Esteves - 1
Nobre - 1
V. Ferreira - 1

Sporting
Nobre - 3
Narciso - 2
Hugo - 1
V. Santos - 1
V. Ferreira - 1
Xistra - 1

Corruptos
V. Santos - 2
Almeida - 2
Xistra - 1
V. Santos - 1
Nobre - 1
Rui Oliveira - 1
Sousa - 1
L. Ferreira - 1

Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)
Benfica
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Almeida - 1 + 0 = 1
Soares Dias - 1 + 0 = 1
Miguel - 1 + 0 = 1
Xistra - 0 + 1 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1
Mota - 0 + 1 = 1
Nobre - 0 + 1 = 1

Sporting
Xistra - 2 + 1 = 3
Sousa - 1 + 0 = 1
Martins - 1 + 0 = 1
Soares Dias - 1 + 0 = 1
Hugo - 0 + 1 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1
V. Ferreira - 0 + 1 = 1
Nobre - 0 + 1 = 1

Corruptos
Almeida - 2 + 2 = 4
Sousa - 2 + 1 = 3
Rui Costa - 1 + 0 = 1
Xistra - 0 + 1 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1

Totais (árbitros + VAR's):
Benfica
Almeida - 1 + 1 = 2
Mota - 1 + 1 = 2
L. Ferreira - 0 + 2 = 2
M. Oliveira - 1 + 0 = 1
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Sousa - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
Soares Dias - 1 + 0 = 1
Martins - 1 + 0 = 1
Miguel - 1 + 0 = 1
Xistra - 0 + 1 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1
Nobre - 0 + 1 = 1
V. Ferreira - 0 + 1 = 1

Sporting
Xistra - 2 + 1 = 3
Nobre - 0 + 3 = 3
Hugo - 1 + 1 = 2
Narciso - 0 + 2 = 2
Martins - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
Sousa - 1 + 0 = 1
Soares Dias - 1 + 0 = 1
Rui Costa - 1 + 0 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1
V. Ferreira - 0 + 1 = 1

Corruptos
Almeida - 2 + 2 = 4
Sousa - 2 + 1 = 3
Xistra - 1 + 1 = 2
V. Santos - 0 + 2 = 2
Mota - 1 + 0 = 1
Rui Costa - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Nobre - 0 + 1 = 1
Rui Oliveira - 0 + 1 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1

Jornadas Anteriores:
Jornada 1
Jornada 2
Jornada 3
Jornada 4
Jornada 5
Jornada 6
Jornada 7
Jornada 8

Épocas anteriores:
2018-2019

Excelente vitória...

Esmoriz  1 - 3 Benfica
26-24, 25-27, 12-25, 19-25

Jogo nada fácil, o Esmoriz reforçou-se bem, estamos numa série de 4 jogos em 7 dias... e fomos obrigados a jogar com 'tudo', contra uma equipa com uma defesa 'baixa' bastante competente!
Extremamente importante, a forma como 'virámos' no segundo Set um 24-21, para um 25-27! Salvou-se pelo menos 1 ponto!!!

Critérios no Tugão!!!


"Num dos lances, nada é assinalado, noutro, falta e lance interrompido.
São as diferenças de sempre e para os mesmos de sempre.
Falta? Lance com a mão? A bola entrou?"

PortoaoColo, in Facebook

Cadomblé do Vata (frontalidades!!!)

"O futebol português não é bem o Mundo de incertezas que uma actividade desportiva deveria ser, mas dentro da lista de ocorrências mais ou menos previsíveis há três que são ponto assente no calendário da principal competição nacional: a primeira jornada é em Agosto; a última jornada é em Maio; quando o FC Porto perde pontos contra equipas pequenas Sérgio Conceição coloca em causa o profissionalismo e fair play de quem lhe foi ao bolso dos pontos, o departamento de comunicação portista compila em vídeo todas as faltas existentes e imaginárias cometidas pelo pérfido rival e O Jogo destaca quatro ou cinco estagiários para fazerem a contabilização dos minutos úteis jogados, apresentando sempre resultados chocantes, com percentagens baixíssimas de utilidade dos habituais 100 minutos característicos de partidas em que os azuis e brancos chegam ao fim do tempo regulamentar com a corda no pescoço.
Como em todas as situações patetas, esta também tem o seu nível de ironia alto: convém notar que o rapazola que constantemente coloca em causa o desportivismo alheio, enquanto atleta do Standard Liége, esteve 4 meses suspenso por cuspir num adversário, insultar um árbitro e atirar-lhe a camisola. O título de Campeão Mundial do Fair Play que ele insiste em colar com cuspo ao peito, mesmo depois de ter defendido publicamente o antijogo ao volante de um navio bem menos potente do que a nau portista, foi erguido nas mesmas fundações dos 22 campeonatos do outro lado da estrada.
Diga-se aliás, que a problemática do profissionalismo rival só é cavalo de batalha em momentos muito específicos: revela-se em jornadas de evaporação pontual contra Paços de Ferreira, Tondela ou Marítimo, mas nunca é colocada em causa quando um Vagner boavisteiro, um Sulley tondelense ou um Lionn (oh ironia, doce ironia) famalicense vestem as roupas de Martim Moniz e lhe deixam um avançado com o esférico bem redondinho, a correr isolado para franquear com facilidade, as bem abertas portas da baliza. Não havendo solução para a questão mental, a bem da saúde cardíaca do Sérgio, apenas desejo que não tenha que defrontar equipas com 5 e 6 defesas em 3 jornadas seguidas."

Recuperação de Chiquinho: uma necessidade criativa

"Pode parecer demasiado impensável mas Francisco Machado, mais conhecido como Chiquinho, pode mesmo ser a solução para os maiores problemas que a equipa de Bruno Lage tem sentido. A urgência da sua recuperação e integração fica bem perceptível no seu impacto imediato no futebol da equipa.
Nos últimos meses já muito falei e escrevi sobre o momento que vive o futebol jogado do Sport Lisboa e Benfica. Há uma clara carência de um jogador mais criativo e imaginativo nas costas do avançado. Há uma clara carência de um jogador capaz de dar linhas de passe no centro do terreno. Há uma clara carência de mais um jogador que coloque a bola a rolar no relvado. E olhando para o plantel do SL Benfica e para aquilo que os jogadores têm demonstrado, o único com características e qualidade para resolver essa carência é o recém-resgatado, e até agora suplente, Chiquinho.
Após uma rápida recuperação de uma lesão que se anunciava mais prolongada, foi convocado para o jogo em Tondela e, perante um futebol colectivo sem qualquer inspiração, foi lançado no decorrer da segunda parte. Nele estiveram os lances de maior interesse da equipa, fosse no momento da construção fosse no momento da finalização. Três dias depois foi lançado como titular na recepção ao Portimonense. Mais uma vez, numa total desinspiração colectiva da equipa, foi dos pés de Chiquinho – e também de Grimaldo – que nasceram os melhores e mais decisivos lances da equipa.
O regresso de Chiquinho às convocatórias e a sua integração como titular da equipa é crucial neste momento do Sport Lisboa e Benfica. Contudo, apesar da urgência, esta não deve ser feita à pressa. O jogador veio agora de uma lesão, o relvado da Luz está uma vergonha e a chuva vai afectando os relvados por todo o país.
O que temos visto no futebol da equipa de Bruno Lage é uma ausência de jogo entre os avançados e o meio-campo. O não aproveitamento desse espaço resulta tanto em bolas longas dos defesas a procurar a profundidade dos alas e avançados como na muita lateralização do jogo à procura de cruzamentos: bolas pelo ar, as bolas mais fáceis de defender.
Se olharmos para a época passada encontraremos um Jonas e, principalmente, um João Félix a fomentarem um jogo mais pelo centro. A sua presença em campo triplicava as linhas de passe, aproximava todos os jogadores de ataque, permitia manter a bola junto ao relvado com muito mais qualidade, fomentava a progressão em tabelinhas e permitia encontrar espaços não evidentes. Criatividade, imaginação, técnica, apoios, passes, posse de bola, assistências e golos. Um só jogador pode dar tudo isto a uma equipa.
Chiquinho não é Jonas. Chiquinho não é Félix. Chiquinho é Chiquinho e é enquanto Chiquinho que poderá catapultar o futebol encarnado. Ocupa aquele espaço e ocupa-o com qualidade. Sabe jogar de gostas para a baliza e é rápido a dominar a bola e a virar-se. Tem criatividade para desiquilibrar as defesas com uma desmarcação, uma finta, um passe ou até uma simples arrancada. É um jogador inteligente e sabe tratar a bola. Saberá criar as linhas de passe, decidir o momento de soltar a bola e o que fazer assim que a solta. Tem aproximação à área e tem golo. Com Chiquinho, tanto Florentino como Gabriel terão menos dificuldades com a bola no pé. Com Chiquinho, Rúben Dias não terá de recorrer tanto ao balão. Com Chiquinho, Grimaldo tem um apoio para as suas ingressões no ataque. Com Chiquinho, as arrancadas de Rafa não terão de ser movimentos individuais. Com Chiquinho, Pizzi poderá voltar a explanar todo o seu futebol. Com Chiquinho, seja qual for o avançado, estará muito melhor servido e muito menos marcado.
Em dois anos veio da Académica ao Moreirense e a indispensável no Sport Lisboa e Benfica. Parece impensável, mas é mesmo isso que se pode esperar dele: o que os outros não conseguem pensar."

A festa no Marquês em 2010



"Imagens da festa do título nº 32 em 2009/2010, após o Benfica derrotar o Rio Ave na última jornada e sagrar-se campeão. Era ainda os primórdios da tradição do clube ir ao Marquês de Pombal e uma celebração muito diferente da dos dias de hoje. Não havia barreiras, nem polícia, nem fogo-de-artifício, nem DJ's, nem telas, nem música. Bastava o povo e os jogadores. Eram eles que faziam a festa improvisada, ao invés de irem participar numa festa organizada."

A fórmula para matar o antijogo

"O antijogo é um flagelo do futebol que urge erradicar. Porém, a questão está em saber qual será a fórmula mais eficaz e duradoura para evitar que as equipas com menos meios procurem limitar a desvantagem com que partem, através do uso de autocarros estacionados em frente à baliza, perdas de tempo sucessivas, jogo faltoso sistemático e relvados propositadamente em más condições para prejudicar quem joga com a bola à flor da relva.
Mas, será legítimo pedir a um treinador, que defronta um adversário com um orçamento quinze vezes superior ao da sua equipa, que encare o jogo olhos nos olhos? Não é preciso ser um grande estratega militar para saber que há guerras que, pela disparidade das forças em presença, só podem ser ganhas em acções de guerrilha e isso, mutatis mutandis, é o que acontece em muitos jogos da nossa Liga. Portanto, parece inconsequente diabolizar quem está a tentar fazer muito com pouco. A solução, a única solução, aliás, passa por encontrar meios para uma melhor distribuição da riqueza, limitando o fosso que está cavado entre os ricos e os pobres. E, aqui chegados, regressa à baila a questão da centralização dos direitos televisivos, matéria que coloca do mesmo lado da barricada FPF e Liga, e que é absolutamente fulcral para a subida qualitativa do nosso campeonato.
E, a propósito, devemos indexar à escassa intensidade da competitividade interna o facto das melhores equipas portuguesas estarem a sentir grandes dificuldades perante adversários de gama média e baixa no contexto da UEFA. Uma situação que tenderá a agudizar-se..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Adiar as soluções

"Em qualquer campeonato, seja profissional ou amador, a exigência e o rigor devem sempre estar presentes. Não é pela competição ser de formação ou de elite, que esses parâmetros se alteram. Contudo, é necessário não confundir competição com classificação, ou exigência e rigor com prepotência. Infelizmente, é o que acontece com muitas situações.
Começando pelas crianças, torna-se fundamental perceber o que é importante nestes escalões. Com certeza que não é organizar provas formais, ser campeão e erguer a taça que nos deve motivar. Precisamente o contrário, encontros informais, muito jogo e prémios para todos. A especialização chega mais tarde, na adolescência, e posteriormente, como adultos, atinge-se o topo.
Este caminho, com etapas de desenvolvimento claras, permite igualmente que todos os participantes possam viver estas fases, e dessa forma aprender o que realmente é importante no jogo. Um processo educativo. A atitude repressiva, de quem manda mas não comanda, só esconde os problemas. Não os resolve.
Quando se pune um agente desportivo, seja jogador, treinador, árbitro ou dirigente, com a descida de divisão, isso significa que algo de grave se passou. Pena mais grave só o afastamento definitivo. Os treinadores são demitidos, em muitos casos, porque se torna mais fácil o seu despedimento do que afastar jogadores ou dirigentes. Os jogadores são punidos com multas e, por vezes, com o afastamento da equipa quando não respeitam as regras. Os árbitros deixam de arbitrar quando os erros são graves. Os dirigentes, que até há bem pouco tempo não tinham despedimentos passaram a viver com essa possibilidade.
Qualquer destas penalizações deixam marcas em quem é punido, mas também consequências para quem integra a equipa, e até para a própria equipa. Quando se passa o problema de um lado para o outro, nada se resolve, adia-se a solução. O problema volta e, por vezes, muitas vezes, torna-se bem mais grave."

José Couceiro, in A Bola

Seixal na MLS !!!

Futebol Feliz

"No complexo mundo do futebol são mais que muitos os interesses que movem os seus intervenientes, que vão do sucesso desportivo aos proveitos financeiros passando por outros ganhos mais ou menos quantificáveis.
Isto quando se fala de jogadores, de treinadores, de administrações de sociedades anónimas desportivas ou de outros intervenientes que fazem do futebol profissão.
Não é, contudo, o caso dos adeptos.
Porque esses apenas buscam no futebol algo tão simples como o simples facto de serem felizes. 
Felizes com os sucessos e triunfos das suas equipas, felizes com o destaque individual dos seus atletas e treinadores favoritos, felizes quando no “confronto” com os seus amigos, familiares, colegas e conhecidos poderem dizer que o seu clube é melhor que o deles.
É da natureza humana e ninguém pode levar a mal. E há que reconhecer que o futebol, que agita e provoca paixões como mais nenhum desporto e poucas mais situações da vida de cada um, proporciona, a quem dele gosta, momentos de intensa felicidade.
Quando o nosso clube ganha títulos e taças, quando o nosso ídolo ganha troféus individuais de relevo, quando os nossos adeptos enchem bancadas e fazem do seu apoio à equipa um espectáculo dentro do espectáculo que os torna motivo de admiração e reconhecimento um pouco por todo o lado.
É essa a grande magia do futebol.
O fazer as pessoas felizes ao sabor dos caprichos de uma bola, do talento dos jogadores, da liderança dos treinadores.
Obviamente que, quando um ganha outro tem de perder, a felicidade de uns é a tristeza de outros, mas o futebol tem tantas reviravoltas, tanta magia, tão grande sortilégio que quando atinge a sua expressão mais pura, as vitórias e derrotas vão-se alternando e todos têm o seu motivo de felicidade, embora uns mais do que outros.
Mas para lá da simpatia e do fervor clubístico, que todos temos, há um espaço que tem de ficar reservado para a admiração do próprio futebol e para nos maravilharmos com o quão sublime ele por vezes consegue ser.
Não falo das espantosas jogadas de Pelé ou Eusébio, da magia de Maradona , Messi ou Ronaldinho, da eficácia extraordinária de Cristiano Ronaldo, Romário ou Van Basten, da dimensão de Cruyff e Beckenbauer, do potencial sem paralelo de Ronaldo, das defesas mágicas de Yashin, Buffon ou Preud’homme, já que tudo isso representa o melhor que o futebol tem em termos de paixão e de espectáculo.
Não.
Falo do futebol no seu estado mais puro, das equipas que fazem do golo a prioridade absoluta do seu jogo, daqueles desafios que ficam para a história pela espectacularidade das exibições, pela alternância nos resultados, pelos golos que selam o resultado final.
Todos aqueles que gostam do futebol dessa forma, que o sabem ver para lá das simpatias clubísticas e que o reconhecem como um espectáculo incomparável tiveram esta semana um momento sublime que devia ser de visualização obrigatória para todos aqueles que querem aprender a gostar de futebol. 
Refiro-me, como está bom de ver, a esse espantoso jogo entre Liverpool e Arsenal a contar para a Taça da Liga Inglesa, que teve em Anfield Road um palco bem adequado e que terminou com um empate a cinco golos no tempo regulamentar, tendo os actuais campeões europeus vencido no desempate por grande penalidades por 5x4.
Dez golos em noventa minutos de jogo é simplesmente fabuloso.
E para quem teve a oportunidade de ver o jogo, de assistir à intensidade com que o mesmo se desenrolou, às constantes alternâncias no marcador, aos golos espectaculares que se verificaram, apenas se pode sentir maravilhado com aquilo que o futebol às vezes nos proporciona e que de vez em quando desperdiçamos devido a clubites exacerbadas que cada vez devem ter menos lugar. 
Confesso que vitoriano que sou me sinto feliz, enquanto apreciador de futebol, ao ver um jogo daqueles entre duas equipas de que não sou adepto embora não negue uma velha e pequena simpatia pelo Liverpool.
E, ao contrário daquela frase, tão feita quanto oca, de chamar a um jogo com vários golos um “jogo de loucos” como fazem alguns que preferem repetir frases sem sentido ao invés de pensarem em produzir comentários inteligentes sobre este jogo entre Liverpool e Arsenal, apenas se pode e deve chamar...Futebol! Porque foi isso que ele foi!
E agradecer a Liverpool e Arsenal esse momento extraordinário que nos proporcionaram.

P.S: Se aos dez golos do jogo jogado acrescentarmos os nove das grandes penalidades ainda mais razão termos para nos sentirmos felizes. Porque as grandes penalidades não são golos certos, mas sim e “apenas” claras oportunidades de golo, nem são “lotaria” (como os adeptos das frases feitas tanto gostam de dizer), mas sim exercício de competência.
E, por isso, também elas foram parte integrante desse grande espectáculo."

Felizes aqueles que entram no Reino de Jesus

"Oi galera! Estamos aqui pra celebrar a pessoa mais bacana e impôrtante de todo o universo: o Pastor Jesus, Deus da tática e Salvador do futebol brasileiro. Legau, né?
Tamo pronto? Tamo junto? Então vamo nessa!
Pra quem não sabe, Jesus não nasceu em Belém, mas na verdade foi bem perto, na Amadora. Em 1954 nasceu uma estrela, um neném lindo com um cabelo divino, que deveria ter ganho o Cabelo Bêbê Pantene 1957.
De seus 3 tios, Gaspar, Baltasar e Belchior, vindos a pé de Loures, recebeu uma bola de futebol e uma braçadeira de Mister, e logo aí se tornou o melhor professôr do universo. Não teve nem discussão, Mourinho e Guardiola não disseram nem uma palavra. Foi limpinho, limpinho.
Ao longo dos anos ele transformou o futebol português e venceu vários títulos, inclusive o Cabelo Bêbê Pantene 2017, decisão que depois foi [mal] anulada pelo VAR. A inveja é uma coisa feia pra caramba.
Em 2018, após décadas com o melhor cabelo da Liga e espalhando magia nos treinamentos, o Pastor Jesus foi espalhar seu evangelho lá pra longe, qual Jorgenço das Arábias. Seu impacto nos desertos arábicos foi tal, que em campo seus jôgadores comiam não só a grama, mas também a areia. Impressiônante seu nível de exigência.
Até que, em 2019, o Pastor Jesus recebeu o maior convite de sua vida: ser jurado no Cabelo Bêbê Pantene desse ano. Ele recusou, mas logo logo surgiu o convite do Flamengo, time que estava taticamente deplorável e capilarmente mau pra xuxu.
Então, o Pastor Jesus subiu no Corcovado, e no silêncio de uma oração sob a estátua feita à sua imagem, elaborou seus 10 Mandamentos de vitória:
1 – Amarás o Pastor Jesus acima de todas as coisas.
2 – Não endeusarás outros pastores que não o Pastor Jesus.
3 – Não invocarás em vão o nome do Pastor Jesus.
4 – Honrarás o pai e a mãe do Pastor Jesus.
5 – Santificarás o dia de jogo, e, só após o apito final, descansarás.
6 – Não matarás jogadas de ataque do Flamengo.
7 – Não cometerás o adultério de gostar de outro time que não o Flamengo.
8 – Não furtarás a bola aos jôgadores do Flamengo.
9 – Não levantarás falsos escanteios pra zaga do Flamengo.
10 - Não cobiçarás os jôgadores do Flamengo.
O Pastor Jesus ordenou, os fiéis obedeceram.
Hoje, ele é o Messias do futebol brasileiro, seus críticos lhe pedem perdão (ajoelhou, vai ter que rezar), e o Flamengo é o melhor time da história do futebol, com a melhor táctica da história do futebol e os cabelos mais maravilhosos da história do futebol.
A tudo isto, o Pastor Jesus simplesmente nos diz:
Ide em paz no Maracanã, que Eu estou convosco."

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

As voltas que o râguebi deu até esta final

"Inglaterra e África do Sul jogam a final do Mundial de râguebi no sábado (9h, Sport TV1) e não há pessoa mais ligada a tudo o que está em causa do que Eddie Jones, o seleccionador inglês

O facto de treino assenta-lhe largo. Sobra tecido nas pernas, nos braços e nos ombros, ele boia lá dentro. Tem, ao pescoço, uma fita de identificação, como se obrigatório fosse explicar, a toda a hora, quem é e o que está ali a fazer. Parece um mero ajudante, irrelevante membro da equipa técnica em que os restantes treinadores vestem, todos, a camisa, a gravata e o protocolar casaco verde e amarelo dos springboks.
Eddie Jones nunca se adorna com o fato, típico da selecção da África do Sul, durante o Mundial de 2007. Nem quando o ganham. Fala-se em politiques dentro da federação de râguebi, em supostas cláusulas no contrato, justifica-se com a vontade do próprio australiano em não se ornamentar com a vestimenta que honra quem é escolhido para trabalhar na selecção — mas “se ele queria, ou não, não é a questão, ele merecia-o”. 
Fourie du Preez era o médio de formação dessa África do Sul, vice-capitão da equipa vitoriosa, na final, contra a Inglaterra, em que não fizeram questão em ter mais posse que os adversários, nem foram quem teve mais corridas e metros percorridos com bola em mão. Baseavam-se no rochedo que era a sua defesa, na intensidade posta no contacto e nos pontapés territoriais apontados para dentro de campo.
Se a descrição soa a familiar e se se pode aplicar a um dos finalistas deste Mundial, a decidir no sábado (9h, Sport TV1), é muito por culpa do então incógnito na indumentária, mas mestre nos bastidores, Eddie Jones. A três meses do arranque do torneio de 2007, o australiano foi contratado como conselheiro técnico da África do Sul. “Se não fosse ele, não teríamos ganhado o Campeonato do Mundo”, disse Du Preez, ao “Telegraph”.
É quem, olhando bem para o cenário, deveria ser o alvo de todas as perguntas caso a ideia fosse dissertar sobre as voltas que a vida (e o râguebi) dá.
Porque, há 12 anos, Eddie Jones, que em 2003 treinava a Austrália e perdeu na final do Mundial, foi substituir Rassie Erasmus, hoje seleccionador da África do Sul, que defrontará a estrondosa Inglaterra de Jones, imediatamente caída no caldeirão do favoritismo assim que, na meia-final, vergou a Nova Zelândia a um controlo continuado que os neozelandeses costumam impor às outras equipas.
Eddie Jones, tudo ele, o metódico que acorda às 5h, submete jogadores a sessões intensas, mas curtas, para estarem nos limites aeróbicos do corpo; quem já os obrigava a treinar com bolas ensaboadas, anos antes de toda a gente o fazer nos estágios pré-Mundial, para acautelar a humidade do Japão.
O treinador que priva, ao detalhe, com cada inglês desde 2015 sobre um objectivo: conquistar o Mundial, que apenas venceram em 2003. Pela frente terá a selecção mais equiparável à Inglaterra na potência no jogo físico, injectada no marrar de avançados contra a linha da vantagem e na agressividade defensiva a avançar contra o portador da bola.
A África do Sul não entusiasma com variações nas jogadas à mão, é previsível no que pretende fazer com as fases de ataque em campo aberto e limita, muitas vezes, Handré Pollard, talvez o abertura mais constante do torneio, a abrir a bola para a linha de corrida mais próxima e a pontapear, aqui e ali e muito, para afastar a pressão.
Ele e Faf de Klerk, o formação loiro até aos ombros, prendem o jogo do springboks nos pontapés, ultrapassaram Gales dessa forma e assim tentarão suster o habitual entrar-com-tudo dos ingleses. Serão liderados por Siya Kolisi, o primeiro capitão negro da África do Sul, cujo simbolismo explodirá caso ponha as mãos no troféu e dê o terceiro (1995 e 2007) título ao país onde a oval ainda é mais tocada por brancos.
Nos últimos 12 meses, só sofreram quatro ensaios nos primeiros 20 minutos de um jogo. O jogo ao pé é insistente, o estilo pode ser aborrecido, mas são os sul-africanos, vestidos com o seu fato, que têm a oportunidade de barrar a Inglaterra de Eddie Jones."

O tamanho de um sonho

"Qual é a força de um sonho?
Recentemente descobri que o meu sonho estava datado.
Este sonho tem, pelo menos, vinte e seis anos.
No mês passado, ao percorrer cassetes antigas, descobri uma entrevista minha na televisão. Ali, com os meus doze anos, comunicava um sonho a todo o país: ir aos Jogos Olímpicos.
Transmitia este sonho aos portugueses. A todos aqueles pelos quais carrego a Bandeira nas provas da minha modalidade: a Vela, na classe 49er.
A verdade é que este sonho se concretizou, não só uma, mas duas vezes, e irá agora concretizar-se uma terceira, com Tóquio 2020 a aproximar-se.
Mas qual será a força de um sonho, um sonho que sobrevive à infância, adolescência e idade adulta de um Ser Humano? Qual será a força deste sonho que trago em mim desde que me lembro?
Tanta que supera qualquer hesitação, e a dúvida de que o momento de ganhar A medalha pode nunca chegar.
Tanta que permite suportar a distância da família, amigos e de “casa”, durante as longas ausências. 
Tanta que permite ultrapassar a impotência de não bastar a experiência, o trabalho, a vontade, ou a garra que nos caracteriza.
É que existe uma complexa estrutura que nos faz ser mais ou menos competitivos: o barco tem de ser trabalhado a nível de sistemas, peso, afinações e formato de velas, eficiência hidro e aerodinâmica. 
Por mais glamorosa que pareça a ideia de longos passeios de barco à vela, não é o que fazemos. Precisamos de capacidade física e psicológica a níveis extremos. Na nossa classe, 49er, no caso do José, proa, o físico é levado ao limite. Tudo isto para assegurar que eu, timoneiro, consigo levar a cabo as decisões estratégicas e tácticas.
Assim, o meu psicológico é testado também ao máximo. As decisões são muitas vezes tomadas na hora, no calor do momento.
Por isto, a força deste sonho é também tanta quanto a que temos quando somado um ao outro. 
Também financeiramente lutamos circunscritos à dimensão do nosso país. A maioria das vezes inferior à dos nossos adversários. Toda a estrutura técnica de material, viagens, competições, treinador, entre outros, é muito dispendiosa na nossa modalidade.
Numa altura em que parece que lutamos contra tudo e contra todos, esta força não esmorece. Ainda que solitária. E em colisão com todas as probabilidades.
Por esta altura, eventualmente o leitor já terá resposta, para a pergunta que lancei anteriormente.
Qual é a força de um sonho?
A minha resposta é muito clara: é uma força que não tem dimensão, de tão grande que é."

O corpo e as práticas desportivas

"O corpo é o “operador” de toda a prática social. Neste sentido, é legítimo analisar o lugar do corpo na sociologia do desporto. Nas suas condições habituais, o corpo é transparente. É o “excesso” que o faz surgir à consciência: dor, fatiga, doença, prazer, gestação, etc. Esta “transparência” não é “natural”. Ela é cultural. Marcel Mauss explicitou esta noção de cultura corporal a partir das “técnicas do corpo”, em 1934. Elas são muito mais do que utensílios. Elas fazem sentido para os indivíduos e para os grupos. É possível distinguir, grosso modo, quatro níveis de “socialidades corporais”:
1) As técnicas do corpo, enquanto gestos codificados, tendo em vista a eficácia prática ou simbólica; 
2) Os gestos internacionais, que relevam de uma educação informal (o vestir, o não olhar fixamente uma pessoa, etc.);
3) As sociabilidades infra-corporais: a dor, por exemplo, faz parte da história de um indivíduo e, portanto, da sua singularidade. Na sociedade ocidental, existe uma tendência para que se sofra cada vez menos, salvo em certas situações, como é o caso do desporto. Impõe-se a noção de dor a um problema técnico a resolver com um medicamento.
4) A expressão dos sentimentos (teatro, cinema…), que corresponde a lógicas sociais e culturais variáveis.
No fundo, o corpo “fala”. Nas práticas desportivas competitivas, o corpo deverá “responder” e funcionar (concepção mecânica do corpo). As dores e as emoções surgem como perturbadoras. São a evacuar e a ignorar. O campo desportivo tornou-se o espaço por excelência da “construção” do corpo, da (re)produção dos estereótipos de beleza e da imagem corporal. O corpo é um objecto desejável de consumo. A crescente centralidade do corpo nas sociedades ocidentais tem vindo a incitar a procura de práticas desportivas com vista à manutenção da forma física. Os indivíduos exercitam-se por si mesmos, para se divertirem, para se suplantarem a si próprios, inclusive na “mortificação” física do “eu”. O princípio de “performance” democratiza-se, personaliza-se e psicologiza-se, regido pela gestão utilitarista do “capital-corpo” (que autores designam por “capital corporal” ou “capital físico”), pela optimização da forma e da saúde, pela emoção do extremo, etc. A angústia provocada pelo envelhecimento e pela morte leva a um zelar constante pelo bom funcionamento do “corpo-sujeito”, levando a uma lógica de mercantilização corporal. É preciso “pensar o corpo”, na medida em que ele é o principal meio de apresentação ao mundo. Se é certo de que enquanto seres humanos somos corpóreos – isto é, todos possuímos um corpo, não é menos verdade de que o corpo não é algo que nos limitemos a ter, nem algo puramente físico que existe separado da sociedade. Os nossos corpos são profundamente afectados pelas nossas experiências sociais, pelas normas e pelos valores dos grupos a que pertencemos. É um factor de distinção."

Quem 'matou' a mudança? Suspeito 20 - Resistir à eficácia

"“Os nossos treinadores têm cada vez mais conhecimento, mas as nossas equipas não jogam muito melhor. Porquê?” – perguntava o Presidente do F.C. os Galácticos, o sr. Mark Angie, ao Coordenador da Academia, o sr. Anthony Smith, enquanto o Detective Colombo observava a conversa informal, no bar do Clube. No final da bancada lateral, do complexo de treino da Academia, erguia-se um bar, com as cores do Clube, um ecrã panorâmico, onde se podia assistir à Galácticos TV, e muita gente, normalmente familiares, a acompanhar os treinos de filhos, netos ou ídolos.
Na mesa, estavam 3 chávenas de café, e enquanto o Presidente Angie olhava para os campos de treino, lembrava-se da última conversa, com o Detective Colombo, acerca de uma das três resistências à eficácia – resistir ao conhecimento (ver AQUI) - estava muito curioso, por descobrir quais seriam as outras duas resistências à eficácia, que podiam estar a comprometer a mudança, no Clube, quando, repentinamente foi interrompido pela pergunta do proactivo Coordenador Smith – “Detective Colombo, o Presidente Angie já me colocou ao corrente da vossa última conversa e estou muito curioso por saber o que pensa sobre este paradoxo, o dos treinadores terem cada vez mais conhecimento, fruto dos muitos cursos e formações, mas as equipas e jogadores não serem mais eficazes. Por que razão é que isto pode estar a acontecer?”
O Detective Colombo fez uma pequena pausa, para organizar as suas ideias, enquanto os olhares de ambos, do Presidente Angie e do Coordenador Smith, dirigiram-se para ele. A atenção era tal que parecia que mais ninguém estava no campo ou no bar. Parecia que toda a gente tinha desaparecido, nada desviava o foco da conversa e depois perguntou – “viram o telejornal de ontem?” – e enquanto observava ambos a acenarem afirmativamente, continuou – “repararam na reportagem onde o reitor da Universidade fazia uma comunicação?” – e ao voltar a ver o aceno de sim, prosseguiu – “qual era a mensagem, da sua intervenção?”.
O Coordenador Smith recorda-se perfeitamente da peça e respondeu imediatamente – “a necessidade de ir para lá do conhecimento, da Academia se concentrar em desenvolver Competências e não só Conhecimentos” – e, prontamente, o Presidente Angie perguntou – “qual é a diferença, Detective Colombo?”
“Presentemente, assistimos a uma mudança de paradigma, do paradigma do conhecimento para o paradigma da competência, como tentou destacar o reitor da universidade. Acreditava-se que quem sabia podia fazer e, por isso, começaram a proliferar formações e cursos, para melhorar o conhecimento, mas e infelizmente, nem sempre o ter mais conhecimento se tem traduzido em maior eficácia de intervenção” – comentava o Detective Colombo, quando foi interrompido pelo Presidente Angie, que disse – “concordo Detective e é isso que tem acontecido com os nossos treinadores” – e ao olhar para o Coordenador Smith, que parecia recordar os tempos em que começou a ser treinador e quase não havia cursos, clinics e formações, o Detective Colombo clarificou – “não se trata de substituir o conhecimento por competências, até porque as competências se edificam sobre o conhecimento”.
“Percebo” – começou por dizer o Coordenador Smith e continuou – “está a dizer que o conhecimento está para as competências como um rés-do-chão está para um 1º andar, certo?” e, conjuntamente com o Presidente Angie, olhou para o Detective Colombo, que acenou afirmativamente e esboçou um sorriso de agrado pela compreensão. O Presidente Angie colocou a chávena de café sobre o pires e construiu – “então, para os treinadores, para as pessoas em geral, serem bem-sucedidas, elas necessitam quer de conhecimentos, quer de competências, mas, repito, qual é a diferença?”
“O conhecimento é “o quê” e a competência é “o como”, por exemplo, para os atletas e as equipas jogarem intensamente, entre muitas outras coisas, necessitamos de saber o que é a resistência aeróbica e anaeróbica, o que é o limiar anaeróbico, qual é o efeito do ácido láctico, (…), mas para jogar intensamente, também necessitamos de saber o como desenvolver a resistência anaeróbica láctica. Ou seja, o que concretamente faríamos se pudéssemos fazer isso, para jogar, neste caso, intensamente” – respondeu o Coordenador Smith.
“Estou um pouco confuso” – começou por dizer o Presidente Angie e, enquanto pensava no que o Coordenador Smith tinha dito, para tentar perceber, perguntou – “recordam-se daquele bolo da Avó?” – e enquanto o Coordenador Smith pensava no Bolo de Chocolate, da sua Avó e o Detective Colombo no Bolo de Cenoura, da sua Avó, continuou – “a minha Avó fazia um Bolo de Manteiga maravilhoso e delicioso” – e perguntou – “será que a minha Avó conseguia fazer o soberbo Bolo de Manteiga, que desaparecia num abrir e fechar de olhos, sem alguns ingredientes, como a farinha, a manteiga, o açúcar, o leite, os ovos ou o fermento?” – enquanto o Coordenador Smith e o Detective Colombo acenavam que não, continuou – “e será que o Bolo de Manteiga, da minha Avó, seria delicioso sem a receita que já tinha aprendido com a sua Mãe?” – o olhar do Coordenador e do Detective pareciam dizer que não e o Presidente prosseguiu – “do mesmo modo que são necessários ingredientes, para fazer um bolo delicioso, também são necessários conhecimentos para sermos eficazes, mas os ingredientes por si, não fazem um bolo, quanto mais delicioso. É necessária uma receita, um conjunto de instruções, procedimentos, como as gramas de cada um deles ou a ordem como se misturam, (o 1º passo, o 2º passo, …), e essas receitas estão para os bolos deliciosos, como as estratégias estão para as organizações eficazes”. O olhar do Detective Colombo e do Coordenador Smith cruzaram-se, depois dirigiram-se para o Presidente Angie e em uníssono, ambos disseram – “nem mais, excelente imagem Presidente” – com todos a sorrirem.
O Coordenador Smith respirou fundo e disse - “quando estamos na esfera da competência, vamos para lá do conhecimento, trata-se da estratégia que permite colocar o conhecimento em prática e transformá-lo em desempenhos superiores, em bolos deliciosos, memoráveis e de chorar por mais”
“Sem dúvida" – começou por dizer o Detective Colombo, quando o Presidente Angie o interrompeu – “recordo ter lido, num livro, que as pessoas, para serem bem-sucedidas, necessitam de conhecimentos e estratégias, e agora, apercebo-me que essas estratégias é o que permite transformar o conhecimento em competência. Então, podemos melhor a formação de treinadores, e não só, também de professores, gestores, médicos, (…), se os cursos e formações forem para lá dos conhecimentos e se, com eles, se edificarem estratégias concretas, que permitam transformar o conhecimento em competência. Mas como chegamos a essas estratégias?”
“Passando-as de geração em geração, como as receitas dos bolos, nas diversas famílias” – começou por responder o Detective Colombo e continuou – “mas isso exige que os treinadores mais novos conheçam as “receitas” ou estratégias dos treinadores “de cabelos brancos”, que muitas vezes não são aproveitados por Clubes, pelas diferentes organizações ou pela sociedade em geral” – e depois de uma pequena pausa, prosseguiu – “conhecem a expressão, ver para crer!”. O Presidente Angie e o Coordenador Smith ficaram confusos e pensavam – “onde quer chegar o Detective?”.
“Reparem na ironia, a porta da competência é a estratégia, mas a estratégia, o como fazer as coisas acontecer, só é revelado a quem acredita, antes de ver. Ao não acreditarmos que o conhecimento se pode transformar em acção construtiva, antes de o vermos, não conseguimos aceder ao como, às estratégias e consequentemente ao não obtermos desempenhos superiores, não os vemos, e isso reforça a crença que não é possível. Caímos numa ratoeira” – por esta altura, ambos estavam concentrados no que o Detective Colombo iria dizer a seguir, que continuou - “por outro lado, a quem tem conhecimento e acredita, mesmo antes de ver, que é possível transformar o conhecimento em acções concretas, que resultem em desempenhos superiores, é revelado o como, a estratégia, as rotinas nucleares, os rituais essenciais”.
“Detective Colombo” – começou por dizer o Coordenador Smith – “a minha experiência como treinador e coordenador confirma plenamente o que acabou de partilhar e atrevo-me a acrescentar mais uma coisa, quem conhece e acredita descobre o como conseguir, a estratégia, e ao fazê-lo não só se sente competente, como também confiante e ao sentir-se competente e confiante aumenta a probabilidade de ser eficaz”.
Depois de um breve silêncio, que parecia celebrar a concordância de todos, o Presidente Angie concluiu dizendo – “parece que descobrimos mais um dos culpados de estar a “matar” a mudança no Clube, a resistência à competência, por falta de crença e de estratégias, apoiadas em conhecimentos” – e enquanto pensava nas múltiplas aplicações, nas equipas, nos clubes, nas associações e nas federações, no caso do desporto, mas também nas empresas publicas e privadas, na sociedade em geral, e nas vantagens de todos puderem aproveitar o salto quântico do paradigma da competência, perguntou ao Detective – “Detective, qual é a terceira resistência à eficácia?”
A conversa acabou por ser interrompida, por um conjunto de adeptos, que se aproximaram da mesa e começaram a pedir autógrafos ao Presidente Angie e ao Coordenador Smith. Estava na hora do Detective sair de cena. Dirigiu-se à caixa, para pagar, o que não o deixaram fazer, e ao olhar para trás, viu um “mar de gente”, em volta de duas das grandes figuras do Clube."

Mãozinha marota!!! Outra vez...!!!

Antevisão...

Time Added On #10 - Actualidades...

Benfiquismo (MCCCXL)

Celebração...

Aquecimento... Gonçalves, Bernardo & Matias

Vitória no Faial...

Sp. Horta 25 - 29 Benfica
(12-15)

Vitória, num jogo que terminou depois da meia-noite (hora do continente), num jogo que não foi brilhante, mas onde acabámos por somar os três pontos...

É diferente! Benfica salta para a liderança isolada com Chiquinho e um losango


"Na página de patronos do Lateral Esquerdo havia referido que o crescimento do Benfica teria de passar por Chiquinho, enquanto mencionava o facto de em Tondela Seferovic ter perdido mais vezes a bola do que os passes que acertou.
É diferente! Com Chiquinho, é diferente! Salve a pouca réplica defensiva que o Portimonense ofereceu – Jogar com linha de cinco atrás, e mesmo assim nenhum dos elementos saltar para não deixar enquadrar quem recebe de frente para a defesa, é e foi um suicídio, e com isso permitiu mais tempo e espaço para que os quatro mais adiantados do Benfica pudessem definir.
Na dinâmica colectiva, saliente-se uma alteração – Na fase de Construção, ao contrário do 2+2 (Centrais + Médios Centro), que habitualmente em caso de necessidade se transforma em 3+1 com o baixar de Gabriel para a esquerda do Central Esquerdo, o Benfica apareceu com um losango na sua saída para o ataque. Gedson posicionou-se sempre como interior direito e Gabriel como interior esquerdo, enquanto Chiquinho nas costas de Vinícius deambulou pela frente de ataque em zonas de criação.
Não tendo sido uma exibição deslumbrante, a alteração proporcionou mais caminhos para a chegada ao último terço.
E no último terço é muito diferente ter Chiquinho do que não ter. É o jogador do Benfica com maior qualidade para jogar em qualquer um dos espaços da zona de criação, isto é, entre defesas e médios adversários. A qualidade da sua recepção, a ausência de erros técnicos, a interpretação que faz do jogo, sempre a decidir e executar a um nível elevado, tornam-o o jogar com mais potencial para render de todo o plantel – Nos espaços adiantados, diga-se.
Chiquinho, ao contrário de Pizzi, prova que é possível jogar-se na frente e ter indicies elevados de acerto – E não é porque arrisca menos! É porque tecnicamente, na velocidade com que executa e decide é de um nível superior aos colegas.
Também a saída de Seferovic da equipa foi uma boa surpresa que poderá ter contribuído para a maior fluidez do ataque encarnado. O suíço para lá de inapto a finalizar, ainda é menos capaz de oferecer qualidade na hora de procurar os colegas."

Rafa Silva: o TGV da Luz fica no estaleiro até 2020

"Adquirido pelo SL Benfica ao Sporting Clube de Braga, em 2016, por 16,4 milhões de euros – uma transferência recorde entre clubes portugueses -, Rafael Alexandre Fernandes Ferreira Silva – conhecido no mundo do futebol como Rafa – não teve um início de carreira fácil no clube da Luz. No entanto, três anos passaram e a sua preponderância nas “águias” aumentou abruptamente. 
Actualmente, Rafa é um jogador fulcral na manobra ofensiva dos encarnados, pelo que a sua paragem devido a lesão – sofreu uma desinserção do tendão médio adutor à esquerda, frente ao Olympique Lyonnais, em jogo a contar para a terceira jornada da fase de grupos da Champions League – irá ser uma grande dor de cabeça para Bruno Lage, que só deverá poder voltar a contar com o médio em Fevereiro de 2020.
A evolução de Rafa é algo digno de registo: passou de um extremo puro, que procurava sempre o jogo exterior e que fazia da sua capacidade de drible o principal cartão de visita, para um médio ala que, para além de ser extremamente veloz, sabe jogar em espaços interiores, onde o metro quadrado é mais caro,cujos movimentos de ruptura “diagonais” entre o central e o lateral adversários o tornam numa ameaça constante às redes dos seus oponentes.
Para além de toda a qualidade que apresenta no plano ofensivo, o médio português também é um jogador comprometido com as tarefas defensivas, ajudando o seu parceiro de flanco, Alejandro Grimaldo, a “trancar” o lado esquerdo encarnado.
Cabe então a Bruno Lage encontrar a melhor solução para colmatar a ausência do craque ribatejano. As alternativas directas – e mais lógicas – são Caio Lucas, Franco Cervi ou Jota, que são alas de raiz. No entanto, nenhum deles tem a capacidade de desequilíbrio e de jogo interior que Rafa apresenta. 
Outra alternativa poderá ser a adaptação de um médio criativo à ala, como Taarabt ou Chiquinho. Nesse caso, os encarnados perderiam velocidade e poder de explosão, mas ganhariam mais presença no meio-campo.
No meio de tantas dúvidas, há uma certeza: o Benfica não tem, neste momento, uma alternativa que ofereça a qualidade que o português proporciona, pelo que Bruno Lage terá de adaptar as dinâmicas da equipa de modo a atenuar a ausência de Rafa."