Últimas indefectivações

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Com muito suor...

Torreense 2 - 3 Benfica
Gasper, Moller(2)


Enguiço de Torres quebrado, no prolongamento, mas com toda a justiça!
Como não podia deixar de ser, depois de eliminar o Sporting em Alvalade, o sorteio ditou outro jogo fora, desta vez, no relvado que no último ano e meio, nos tem criado mais pesadelos!
Jogo quase 'igual' aos anteriores, o Benfica com bola, a atacar, a falhar e o Torrense, a aproveitar as bolas paradas com eficácia perto dos 100% !!!
Desta vez, mesmo com o relvado péssimo, conseguimos reagir...

Por incrível que pareça, o Jamor ainda está longe, porque nas Meias-finais vamos jogar com o Braga, a duas mãos! Resumindo, para chegar ao Jamor temos que derrotar, as três melhores equipas da Liga, além do Benfica!

Lances iguais, decisões diferentes

Saber perder e saber construir: lições do futebol português


"Esta época, as Taças não estão a ser decididas pelos do costume. Na Taça da Liga tivemos uma final minhota e na Taça de Portugal teremos um outsider a bater-se com FC Porto ou Sporting. Isto acontece por duas razões claras. A primeira prende-se com a competência de Vitória, SC Braga, Torreense e Fafe, que souberam vencer os seus adversários até às fases decisivas. Em segundo lugar, e no caso da Taça de Portugal, a felicidade do sorteio ter ditado uma meia-final entre Torreense e Fafe, garantindo desde já a um deles a possibilidade real de chegar ao Jamor.

A paixão vitoriana
No futebol português, os três grandes absorvem praticamente todo o tempo de antena. Dos jornais às televisões, as notícias e os debates giram quase sempre em torno de Benfica, FC Porto e Sporting. Este facto justifica-se pela dimensão social destes clubes. Ainda assim, e longe dos holofotes, existem clubes que estão a fazer muito bem o seu trabalho. O Vitória é talvez o melhor exemplo. O que torna este clube verdadeiramente especial são os seus adeptos. A grande mais-valia do Vitória é ter conseguido manter, ao longo dos anos, uma massa adepta de paixão extrema.
Ao contrário de muitos estádios, quando os três grandes jogam em Guimarães sabem que a maioria será, inequivocamente, do Vitória. Em Guimarães respira-se Vitória. Há orgulho em ser vitoriano e essa paixão passa, naturalmente, de geração em geração. Ser vitoriano é a única opção. O mais interessante é que com o passar dos anos esta paixão não se perdeu, pelo contrário. Mesmo com direções sem visão e sem um projeto desportivo definido, a realidade é simples: os adeptos nunca falharam.
O melhor exemplo foi a descida à Liga 2. Tive a oportunidade de jogar em Guimarães na Liga 2 e o estádio estava praticamente cheio. Os adeptos nunca deixaram cair o Vitória. Como tudo, esta paixão tem duas faces. Quando corre bem, o ambiente é incrível. Quando corre mal, a pressão e as manifestações tornam-se, por vezes, exageradas.

Uma grande final à altura das bancadas
A final entre SC Braga e Vitória foi um grande jogo de futebol. Os treinadores adotaram estratégias diferentes que são justificadas pela diferença da qualidade das opções que cada um dispõe. O SC Braga dominou mais um jogo em posse, como é seu ADN. O Vitória usou bem as suas armas: agressividade nos duelos, saídas rápidas pelas alas, um ponta de lança que servia de referência para a equipa subir no terreno e uma mentalidade e crença inabaláveis. Assim, houve emoção até ao fim. As bancadas estavam cheias e proporcionaram um belo espetáculo televisivo.

Ricardo Horta: o exemplo
No fim do encontro António Salvador falou e referiu uma frase que deveria ser levada à letra: «Deixem o futebol para os jogadores.» Acabou por contradizer essa frase quando, mais tarde, falou da arbitragem — como é hábito entre dirigentes portugueses.
Ricardo Horta é um grande capitão e justifica, na perfeição, a ideia de que o futebol e o tempo de antena devem ser direcionados aos jogadores. No final do jogo frente ao Vitória, com os nervos à flor da pele e depois de perder a oportunidade de levantar uma taça, Horta teve um discurso incrível, que deveria ser normal, mas que poucas vezes se vê em Portugal. Deu os parabéns ao adversário. Reconheceu-lhe valor e mérito pelo que tinha acabado de alcançar. Falou do trajeto que levou o Vitória até à final. Não teve problema em elogiar, a quente, o maior rival do SC Braga.
Por fim, no momento da entrega das medalhas, Horta juntou os colegas e, em conjunto, fizeram o corredor para homenagear os vencedores. O SC Braga perdeu. Podia ter ganho. Através do discurso do capitão, o SC Braga soube perder e nos dias de hoje isto deve ser valorizado. O que Ricardo Horta fez foi dar um exemplo aos jovens bracarenses e a todos os jovens que querem ser profissionais.

Luís Pinto: o percurso
Aos 36 anos já começa a acumular um percurso muito interessante. Foi campeão da Liga 2 e venceu a Taça da Liga. Depois de uma época de sucesso, trocou o Tondela pelo Vitória. Com uma Direção instável os primeiros tempos não foram fáceis, assim como os próximos também não deverão ser. Luís Pinto percebeu tudo isso e agarrou-se ao que controla que é o seu trabalho.
O Vitória tem um dos plantéis mais limitados dos últimos anos. Para os adeptos, o Vitória é sempre o Vitória, pelo que a pressão é igual. Se analisarmos a equipa vitoriana vemos uma evolução clara. Consistente em termos defensivos. Tem os momentos de pressão bem definidos. A saída de bola está bem trabalhada e tenta potenciar os jogadores da frente, seja os mais virtuosos tecnicamente seja os mais velozes. O que mais impressiona é a concentração constante dos jogadores, independentemente de estarem a vencer ou a perder.
A força mental que Luís Pinto conseguiu incutir a este plantel é uma das suas grandes mais-valias. No final da primeira volta, está a três pontos do quarto lugar na Liga. Venceu a Taça da Liga e na Taça de Portugal caiu aos pés do Aves SAD, num jogo em que foi claramente superior. Não tem problemas em apostar em jovens. A organização permite que os mais novos demonstrem o seu valor. Que o digam Diogo Sousa ou Gonçalo Nogueira. É, por fim, um treinador ousado, que não tem medo de arriscar nem se agarra a um jogo cómodo. Tem sido uma das mais-valias da nossa Liga e o seu trajeto merece uma atenção especial.

André Villas-Boas
Depois do excelente trabalho financeiro, o projeto desportivo começa a resultar. Ideias claras, convicções fortes e um caminho bem definido aumentam a probabilidade de sucesso.

Rui Costa
Estamos em janeiro e o Benfica perdeu a Taça da Liga, foi eliminado da Taça de Portugal, no final da 1.ª volta está a 10 pontos da liderança na Liga e enfrenta dificuldades para passar à próxima fase da Liga dos Campeões. A falta de reação do presidente encarnado é evidente. O clube parece acomodado, sem cultura de vitória, e recorre a desculpas externas para justificar erros próprios."

Rafa Silva no Benfica: um regresso que divide


"O tempo de Rafa Silva no Besiktas acabou, e o interesse do Benfica em trazê-lo de volta é real — disso já ninguém duvida. O avançado quer regressar ao futebol português, voltar à casa que conhece como poucos e reviver um ambiente onde viveu os melhores anos da carreira.
Foram sete épocas e meia a vestir de encarnado antes da saída para a Turquia, e voltar agora ao Benfica parece, à primeira vista, uma solução perfeita. Voltar para Portugal para jogar no Sporting ou no FC Porto, se estes o quisessem, traria embaraços para o jogador e igualmente para o Benfica.
Quanto à qualidade, não há muito a discutir: mesmo aos 32 anos (faz 33 em maio), Rafa continua a ser um jogador acima da média. Os números estão aí. No Besiktas, mesmo em conflito e afastado, somou cinco golos e três assistências em 16 jogos. Na última temporada de águia ao peito (2023/2024), saiu com 22 golos e 15 assistências em 52 jogos.
Um craque continua a ser um craque — mesmo longe.
Ainda assim, independentemente dos valores envolvidos, o regresso de Rafa Silva levanta questões sérias. Qual é o plano para o jogador? José Mourinho precisa de talento, e Rafa poderia oferecer algo que o plantel atual simplesmente não tem. Mas é preciso perguntar: para quê exatamente? Para impacto imediato ou para preparar o futuro? Rafa não joga há algum tempo, nem se treina em condições ideais. E o Benfica, esta época, simplesmente não tem tempo. Na verdade, nunca teve.
Se o objetivo for preparar a próxima temporada, será essencial perceber se ela será com ou sem Mourinho. Essa resposta muda muito o contexto. Além da qualidade inegável, Rafa representa uma identidade de Benfica que, em boa verdade, já não existe. O problema é que nunca foi um líder. Segundo relatos, chegou a recusar ser capitão e evitou sempre o papel de voz do balneário. Se regressar, carregará o peso da liderança que antes não quis assumir. E há feridas que ainda não sararam. Muitos benfiquistas não esquecem a saída a custo zero e o facto de não ter renovado contrato. Outros acham que o clube fez mal em não ceder às exigências salariais. Rafa, como sempre, divide opiniões.
Há feridas que ainda não sararam.
O avançado pode voltar a ser decisivo dentro de campo, mas há armadilhas claras. Ter Rafa será sempre melhor que não ter, mas, desconhecendo contexto e outros pormenores determinantes para este tipo de decisões, considero que José Mourinho e a estrutura do futebol encarnado poderiam ter agora, paradoxalmente numa época que não está a correr bem, margem de manobra para experimentar, de forma afirmativa, jovens da formação. Como o próprio treinador disse, se não forem lançados, nunca saberemos se estão prontos. Talvez fosse altura de descobrir isso. Rafa seria um luxo, sim, mas também um teste à coerência do projeto desportivo do Benfica."

O árbitro no Rio Ave-Benfica, JJ e o Hilal, e assobios no Real: o futebol sem sentido


"A 'silly season' já não vive apenas do mercado. Espalhou-se às decisões, aos discursos, às bancadas e até aos silêncios quando se devia explicar. No futebol de hoje, o racional tornou-se exceção

Já sabíamos que vivemos tempos de silly season. Assim que o mercado abre, a racionalidade consome-se. Sobretudo neste mês, quando se têm de resolver problemas que se arrastam desde o verão. Sabendo das dificuldades de quem quer comprar, os vendedores fazem-se difíceis, o preço dispara ou então atira-se um pouco ao lado, esperando que seja do mesmo quilate.
Há questões emocionais, que levam a que clubes, que todos julgavam crescidos, apostem em jogadores que os deixaram sem grande emoção ou rentabilização, reabrindo ciclos há muito encerrados. Ou teimam em pensar pequeno, apostando em reforços de patamares abaixo, quando têm das melhores academias do planeta. Não é, no entanto, o mercado a única coisa a escapar ao racional. 
A intervenção de Cláudio Pereira em Vila do Conde, depois de chamado pelo VAR para confirmar a mão na bola de Athanasiou e eventual penálti a favor do Benfica, foi bizarra. Aquele «após revisão, vê-se que o jogador número 3 não faz falta» pouco explica e tudo deixa no ar, contrariando a razão da existência destes momentos. Faltou só um «porquê?» e o «porque sim!» infantil, de volta, para criar cenário ainda mais surreal. Mais lógico foi o posicionamento de Barreiro no meio-campo, ainda que só tenha acontecido porque se esgotaram opções. Já sobretudo emocional foi a entrada forte das águias depois do adormecimento em jogos decisivos que perderam e deixaram pouco agora por ganhar.
Venham daí. Em Madrid, assobiou-se Vinícius mais do que os outros com o Levante e o brasileiro chorou antes de entrar em campo. Não poderiam certamente esperar os adeptos exibição brilhante após tais manifestações, direcionadas também para outros, como Bellingham e Tchouaméni. Ainda menos racional foi a sua distribuição em campo na primeira parte, com Mbappé a colar-se a Vini sobre a esquerda, com uma autoestrada vazia do outro lado. Quis Arbeloa defender-se, defendendo o estatuto de ambos num balneário que ajudou a arrumar com Xabi Alonso? Enfim, só o reequilíbrio na segunda metade e a irreverência de Guler salvaram o Real de mais um mau resultado. Já Florentino Pérez, a quem o Bernabéu pediu declaradamente a demissão, assistiu da tribuna como se nada fosse com ele. Lógico.
Na Arábia Saudita, Jorge Jesus queixa-se de o Al Hilal ser o clube favorito do Estado e, como tal, favorecido. E até pode... Esperem lá: qual era o anterior clube do português, mesmo?"

O Benfica Somos Nós - S05E37 - Rio Ave...

Zero: Mercado - André Luiz é negócio complicado na Luz

BF: Mercado...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Brilho de Barreiro e Aursnes vai “encostar” Ríos e Barrenechea?

Futsal Feminino: 13-0

Vitória clara


"O Benfica ganhou por 0-2 na deslocação ao reduto do Rio Ave. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Triunfo justo
Na opinião de José Mourinho, "foi uma vitória expressiva". O treinador do Benfica desenvolve a ideia: "Com gente obviamente fatigada conseguir chegar aqui e ganhar de maneira... O resultado não é expressivo, mas acho que o modo como eles jogaram e dominaram e controlaram o jogo, acho que é expressivo."

2. Man of the Match
Autor do primeiro golo benfiquista e considerado o Homem do Jogo, Leandro Barreiro destaca a abordagem à partida por parte da equipa do Benfica: "Sabíamos que tínhamos de entrar forte no jogo, e foi isso que fizemos. Tivemos logo muitas oportunidades para marcar o golo, demorou um pouco, mas, sim, essa era a ideia para a entrada no jogo."

3. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os dois golos marcados pelo Benfica ao Rio Ave.

4. Comunicado
Leia o desmentido oficial sobre o conteúdo de uma peça publicada no Maisfutebol.

5. Outros resultados
No futebol de formação, a equipa B do Benfica ganhou ao Chaves por 1-0. Os Sub-17 foram derrotados pelo Casa Pia por 1-2. Nesta manhã, os Iniciados golearam o Barreirense por 6-0. Em hóquei em patins, o Benfica ganhou por 5-1 ao OC Barcelos. Em voleibol, vitória, por 3-0, ante o SC Espinho. Em râguebi, derrota com o Belenenses por 12-24. Quanto a equipas femininas, triunfos em andebol no reduto do Colgaia (18-35), em futsal ante a UD Os Pinhelenses (13-0), hóquei em patins frente à Académica (0-11) e voleibol em Guimarães (0-3).

6. Jogos do dia
A equipa feminina de futebol visita o Torreense nos quartos de final da Taça de Portugal (16h00). A equipa feminina de voleibol recebe o Vitória SC, às 15h00, na Luz.

7. Contributos internacionais
Acompanhe o desempenho dos jogadores do Benfica no europeu de andebol.

8. Campeonato Nacional de Estrada
Etson Barros e Samuel Barata, atletas do Sport Lisboa e Benfica, foram 2.º e 3.º classificados no Campeonato Nacional de Estrada de 10 km."

Neemias Queta: mais do que um pioneiro, um espelho para o desporto português


"Durante décadas, o desporto português olhou para a NBA como quem olha para um continente distante: admirável, quase mítico, reservado quase exclusivamente a outros. Neemias Queta mudou esse enquadramento. Mas a grandeza do seu percurso não reside apenas no facto de ter sido o primeiro português a lá chegar. Está, sobretudo, na forma como chegou, como se manteve e no que hoje simboliza para o futuro do desporto nacional

Num país habituado a histórias rápidas de sucesso, muitas vezes inflacionadas pela expectativa e empobrecidas pela paciência, Neemias construiu o seu caminho no sentido oposto ao ruído. Sem fazer corta-mato. Sem protagonismos excessivos. Com trabalho silencioso, leitura do contexto e uma rara capacidade de compreender o tempo das coisas. No alto rendimento, essa maturidade é tão determinante quanto a competência técnica, a condição física ou a força/resistência mental.
A narrativa fácil seria a do sonho americano: o rapaz do Vale da Amoreira que chega à NBA e se sagra campeão pelos Boston Celtics. Mas essa leitura é curta. Muito curta. Entre o sonho e o título houve G League, contratos two-way, minutos escassos, dispensas, espera, adaptação e, acima de tudo, humildade competitiva. Neemias percebeu cedo uma das verdades mais duras do desporto de elite: nem todos chegam para ser estrelas; muitos chegam para ser solução. E é precisamente aí que se torna verdadeiramente especial.
Queta nunca foi o jogador dos highlights fáceis. Foi, e continua a ser, o jogador de impacto invisível. Bloqueia, ressalta, protege o aro, cumpre o papel. Aprende. Evolui. Ganha a confiança dos treinadores. E isso explica por que razão, num dos franchises mais exigentes da NBA, passou de aposta de profundidade a campeão… e, depois, a titular.
Porque em 2025/26, Neemias deixou definitivamente de ser o português na NBA. Tornou-se, simplesmente, um jogador NBA. Ponto final.
A titularidade assumida nos Boston Celtics, uma das organizações mais exigentes e competitivas da liga, é o reflexo de um processo longo, silencioso e altamente profissional. Mas é nos dados em jogo que essa afirmação ganha corpo, transformando-se em performance regular.
Na presente época, já não falamos de um jogador em fase experimental ou de rotação ocasional. Falamos de um atleta plenamente integrado no modelo dos Celtics, com responsabilidades defensivas claras e contributo direto para os resultados da equipa. Em minutos ainda geridos, mas consistentes, Neemias apresenta números que dizem muito mais do que aparentam:
· Performances de 19 pontos e 18 ressaltos, com oito ofensivos, em jogos de elevada exigência física; · Vários duplos-duplos sempre que o tempo em campo aumenta;
· Eficiência superior a 60% no lançamento, reflexo de critério e inteligência ofensiva;
· Impacto defensivo regular, expresso em blocos, desarmes, contenção no pick-and-roll e proteção do aro, muitas vezes invisíveis na estatística tradicional.
É precisamente neste contexto que surge um feito que transcende a estatística comum e entra diretamente na história da NBA. Neemias Queta tornou-se o primeiro jogador de sempre na liga a registar 20 ressaltos, 10 ofensivos e 10 defensivos, num único jogo em menos de 25 minutos. Um dado raríssimo, que ganha verdadeira dimensão quando comparado com a elite dos postes históricos da competição. Jogadores como Shaquille O’Neal, Dwight Howard, Tim Duncan, Hakeem Olajuwon ou Rudy Gobert precisaram de mais tempo em campo para atingir patamares semelhantes. Mesmo em contextos dominantes, raramente o impacto no ressalto se distribuiu de forma tão equilibrada entre ataque e defesa num espaço temporal tão curto.
Este registo não fala apenas de força física ou estatura. Fala de posicionamento, inteligência, leitura de trajetórias, sentido de oportunidade, resistência mental e compromisso com cada posse de bola. Não é um recorde de espetáculo, é antes um recorde de eficiência competitiva. Impacto máximo no menor tempo possível. A essência do jogador que Neemias se tornou.
Estes números não são artificiais. Não resultam de volume nem de liberdade excessiva. Resultam da confiança do treinador, do respeito do balneário e da clareza do papel. Neemias não joga para mostrar. Joga para acrescentar valor.
Numa equipa candidata ao título, onde a margem de erro é mínima, Queta construiu o seu espaço através daquilo que nunca sai de moda: defesa, compromisso, atitude, inteligência emocional e ética de trabalho. E quando um jogador com este perfil começa a somar minutos, estatuto e confiança interna, o sinal é inequívoco: não está lá por exceção; está lá por competência.
Em Boston, essa valorização tem sido pública e consistente. Joe Mazzulla, treinador principal dos Celtics, tem sublinhado repetidamente a disciplina defensiva, a leitura de jogo e a fiabilidade tática de Neemias. Num franchise de exigência onde nada é concedido por simpatia, esses sinais dizem muito.
Dentro do balneário, o reconhecimento é igualmente claro. Colegas com estatuto consolidado identificam nele aquilo que a NBA mais valoriza nos jogadores que crescem de rotação para titulares: consistência diária, impacto sem ego e total disponibilidade para o coletivo. Neemias não precisa da bola para ser útil e isso torna-o particularmente valioso na NBA.
Também os analistas da liga o descrevem como um center funcional moderno: protege o aro, executa bloqueios eficazes, finaliza com eficiência e aceita plenamente o papel coletivo. Num contexto obcecado com a rápida tomada de decisão, Neemias encontrou a sua identidade sem tentar ser aquilo que não é.
E esse reconhecimento externo é tão relevante quanto as estatísticas. É aqui que o seu impacto extravasa a NBA e toca diretamente o basquetebol português. Neemias Queta é hoje mais do que um caso de sucesso individual: é um modelo de desenvolvimento. Mostra aos jovens que o caminho não passa pelos atalhos da exposição precoce, mas pela atitude certa e pela construção paciente dos fundamentos. Mostra aos treinadores que o detalhe defensivo e o compromisso coletivo continuam a ser algo que se deve valorizar. Mostra aos dirigentes que o talento só floresce quando acompanhado por estrutura, exigência e tempo.
Na seleção nacional, o reflexo é evidente. Portugal passou a acreditar, liderar momentos e reclamar respeito. Não apenas porque tem um jogador da NBA, mas porque esse jogador lidera com rendimento e exemplo, não com estatuto.
O mais relevante no percurso de Neemias Queta não é o facto de ter sido campeão da NBA. É tê-lo sido sem nunca trair o processo que o levou até lá.
O Neemias não é apenas um pioneiro. É um espelho. E, hoje, é também uma referência e um exemplo."

A final: onde todos querem chegar


"O peso do jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares na visão de Acácio Santos, ex-adjunto de José Peseiro na seleção da Nigéria

Antes de mais, uma nota que não é consensual, mas é real: o 3.º lugar é competitivamente mais honroso do que o 4.º. Num mundo de performance, o objetivo tem de ser sempre atingir o máximo rendimento possível. Nunca disputei um jogo de 3.º lugar, mas imagino a dificuldade emocional que é, após a frustração de falhar uma final, voltar a ativar os jogadores para competir. Ainda mais numa seleção nacional, onde a motivação não é financeira. É egóica, identitária, ligada ao país, à família, ao respeito e ao desejo de ficar na história.
Respeito total pela Nigéria e pelo Egito pelo jogo realizado nessa disputa.
Mas o que é, afinal, estar numa final de uma competição de seleções?
Não é fácil lá chegar. Muito poucos o conseguem. Apenas três treinadores portugueses atingiram uma final da CAN: Carlos Queiroz, José Peseiro e Nelo Vingada. Tive o privilégio de fazer parte da última final da AFCON 2024, ao serviço da Nigéria. E isso marca-nos para sempre.
Jogámos contra a Costa do Marfim, uma seleção que protagonizou uma recuperação notável. Esteve praticamente fora nos oitavos-de-final, conseguiu o apuramento, mudou de treinador e alterou completamente o enquadramento competitivo. A responsabilidade passou claramente para os jogadores, com protagonismo forte do adjunto, e o efeito foi imediato. Resultou. Acabaram campeões.
Minutos antes de entrarmos em campo para a final, em Abidjan, o que mais me impressionou foi a moldura humana no estádio. Algo verdadeiramente esmagador. A determinada altura do jogo, sentia dores de cabeça com o barulho constante do apoio costa-marfinense. Foi uma final emotiva, intensa, bem jogada, com oportunidades de parte a parte. Como uma final deve ser.
Depois de termos vencido a África do Sul nas meias-finais, pairava no ar uma sensação clara de dever cumprido: chegámos à final. Mas isso não basta. O maior desafio passou a ser este: transformar o “chegámos” em “vamos ganhar”. Não permitir que os níveis de ativação baixassem, não aceitar a ideia inconsciente de missão cumprida.
Para além da estratégia de jogo, tivemos de gerir tudo o que rodeia uma final: media, adeptos, figuras do governo a quererem proximidade com os “heróis”, impacto das famílias, solicitações constantes. A nossa preocupação passou a ser reduzir ruído, proteger os jogadores e recentrar tudo na missão. Nada tinha sido conquistado ainda.
É exatamente essa sensação que Marrocos e Senegal irão sentir hoje. Muito ruído, enorme pressão, dificuldade em manter foco e concentração, e a consciência clara de que ainda não há nada ganho.
Comecei a caminhada na Seleção da Nigéria com um sonho simples: ser campeão da CAN. Chegámos à final. Saí melhor treinador. Melhor líder de contextos. E, acima de tudo, conheci-me melhor a mim próprio.
No futebol — e na vida — tudo é possível."

SOUBE A POUCO ESTA BELA JOGATANA!


"Rio Ave 0 - 2 BENFICA

15 minutos de luxo: futebol rápido, intenso, combinado, muitas oportunidades para um golo que soube a justiça, mas, ainda assim, a pouco.
20 penálti claro, jogador, mesmo que em queda, joga a bola intencionalmente com a mão. Surpreendentemente o VAR chama o árbitro e - um escândalo - o penálti é revertido. Porque é que só ao Benfica os VAR revertem decisões que nos são favoráveis?
Um defesa do Rio Ave fez involuntária justiça com um autogolo em forma de chapéu para o dois-zero. Mais do que justo, justíssimo! 
45 o jogo manteve a toada, talvez os melhores 45 minutos da era Mourinho, futebol ofensivo, variado, rápido, o Rio Ave encostado às cordas, redes deles em evidência, ferros a ajudarem-nos, mais um penálti, este nem precisou de ser revertido porque nem foi assinalado, árbitro e VAR a brincar aos cowboys. Gostei destes 45+5 minutos, gostei muito!
50 o descanso não fez mal, fez bem à equipa, reentrou a todo o gás, pressão alta, avalancha ofensiva, jogadas de perigo. O jogo do Benfica parece um treino em que não se pide dar mais que dois toques na bola.
65 não é humanamente possível manter o ritmo da primeira parte e do início da segunda nos 90 minutos. O Rio Ave já vai aparecendo no nosso terço defensivo. Mas o perigo maior continua a ser nosso.
69 não gosto de ver golos anulados por 7 centímetros. Mas as imagens não deixaram dúvidas do fora de jogo, as dúvidas é como foram só 7 centímetros.
90+5 boa gestão da vantagem, jogo controlado, equipa solidária e sólida, as alterações a correrem bem. Bela jogatana! Gostei muito de Aursnes no meio, de Sudakov no meio, dos alas Prestianni e Schjelderup, gostei de tudos, todos estiveram muito bem."

Um Benfica em penitência pôs os extremos meia-leca a sacrificarem-se frente ao Rio Ave


"Como que se desculpabilizando por ter sido eliminado das taças, o Benfica fez em Vila do Conde (2-0) o tipo de exibição que precisava de ter realizado mais vezes no passado para não deixar fugir a liderança do campeonato. O alvo dos encarnados no mercado de inverno, André Luiz, já vai com a equipa para Lisboa no bolso de Dahl. Prestianni e Schjelderup acicataram

Por vezes, há um estorvo mental que trava a fruição. Neste momento, o Benfica joga sem nada a perder, porque praticamente já perdeu tudo o que podia e viu-se livre desse empecilho chamado pressão.
Descontextualizada, a exibição dos encarnados em Vila do Conde foi digna de um candidato ao título. As chuteiras dos jogadores de José Mourinho cravaram-se quase sempre no meio-campo ofensivo. Só não saturaram a relva, porque ao intervalo as peças giraram.
A bola andou a ritmos diabólicos no último terço, incentivada a escorrer de pé para pé pelos extremos meia-leca, Schjelderup e Prestianni. Dedic foi o lateral infiltrador que demonstrou ser antes da lesão e Sudakov fez por se proteger das pauladas morais que o treinador constantemente lhe dá.
Mas se o Benfica tivesse sido isto nas 17 jornadas anteriores, o primeiro lugar do campeonato era seu. Mesmo noutros cenários, uma exibição semelhante teria ajudado à sobrevivência na Taça da Liga e na Taça de Portugal, competições que recentemente escaparam em definitivo à agenda do clube da Luz.
José Mourinho mostrou-se despreocupado com a proximidade do jogo com a Juventus para a Liga dos Campeões, onde o Benfica ainda pode fazer uns trocos. Talvez esta fosse uma sensação confirmada na véspera se o Special One não tivesse feito a antevisão da viagem a Vila do Conde apenas ao canal do Estado, a Benfica TV. Das soluções disponíveis, Barrenechea era o único jogador sentado no banco que podia ter dado outra força ao lote de titulares.
O meio-campo teve que se aguentar com Aursnes e Leandro Barreiro. O vértice mais adiantado, Sudakov, imaginou uma solução que pôs em prática ao picar para Prestianni. A defesa rio avista entrou em pânico e Nelson Abbey entregou a bola ao inimigo. Cezary Miszta abrandou a força do remate de Pavlidis para que os colegas pudessem aliviar.
Os extremos de roda baixa entenderam-se quando Prestianni fez um cruzamento chegar a Schjelderup e este atirou ao poste. O Benfica estava um passo mais próximo do golo que veio logo de seguida. Sudakov levantou e Leandro Barreiro, por esquecimento da quinta pior defesa do campeonato, cabeceou sem oposição.
Onde havia bola, havia Prestianni, um ansioso argentino sem retrovisores. Porém, na ala direita, não absorvia todo o protagonismo. Dedic cruzou para a área e Andreas Ntoi equivocou-se, marcando na própria baliza.
Na primeira volta, na Luz, André Luiz até foi suplente. Desta vez, esteve escarrapachado no onze inicial do Rio Ave mesmo para melindrar o Benfica com aquilo que tanto quer. O desacordo quanto à quantidade de milhões a transferir fez com que o brasileiro tenha jogado este encontro pelo Rio Ave e não pelos encarnados.
O extremo foi mais bem controlado por Dahl do que Clayton pelos centrais. O homem com ordens de Sotiris Silaidopoulos para ir mais além no posicionamento libertou-se dos defesas e, na segunda vaga, Ntoi aproveitou a para demonstrar que, afinal, consegue distinguir os alvos.
Inicialmente, Clayton pôs os defesas em trabalhos. Depois, colocou a cabine do VAR a fazer um exercício de geometria descritiva em cima da posição em que marcou. O resultado foi: anular.
O Benfica feria menos. Sudakov arriscava de meia distância, mas a equipa não retomou a capacidade ofensiva da primeira parte. Sidny Cabral entrou para ressuscitar esse espírito e penalizar um Rio Ave decidido a tentar dividir o jogo. Sem sucesso.
A I Liga parece para o Benfica um daqueles campeonatos que chega a uma fase em que há equipas a seguirem para o apuramento de campeão e outras a disputarem um torneio de encerramento. Os encarnados assemelham-se aos clubes que ficam na fronteira entre avançar para um grupo, mas acabam por ficar no conjunto de relegados. Por ser o melhor dos restantes, convence a jogar de maneira descomplexada num nível abaixo."

Benfica com muitos caçadores a disparar a tudo o que mexe


"Mourinho disse que a equipa daria caça a Sporting e FC Porto e a equipa começou a cumprir a promessa. Fez das melhores primeiras partes da época. Na segunda acabou por guardar pólvora para novas montarias

Num contexto em que os portugueses, por força de campanha para a presidência da República, já estarão cansados de promessas, talvez ainda mais os benfiquistas cujas recentes eleições no clube ainda estarão frescas na memória, o anúncio de José Mourinho, na véspera do jogo com o Rio Ave, de que a equipa iria «dar caça» a FC Porto e Sporting, após duas derrotas seguidas que custaram eliminações na Taça da Liga e na Taça de Portugal, poderia muito bem ser interpretado como mais uma promessa que o vento levaria. Especialmente em Vila do Conde, onde sopra forte. Mas, não, pelo que se viu contra o Rio Ave — uma das melhores e mais afirmativas primeiras partes desde que Mourinho voltou à Luz, enquanto a segunda já sem o mesmo espírito sanguinário mas com a confiança e segurança de quem tem as coisas controladas — será mesmo para levar a sério.
Na montaria, se nos é permitida a expressão, de Vila do Conde, o Benfica foi, então, à caça sem o peso negativo do passado recente, da pressão acrescida de não poder voltar a falhar, até da desconfiança de muitos que lhe são próximos, sim, os próprios adeptos. Viu-se, então, um batalhão de caçadores com dedo leve no gatilho, a disparar a tudo o que mexia. De tal forma que quando marcou pela primeira vez, ou seja, quando fez a primeira vítima aos 16' — cabeceamento de Barreiro após centro de Sudakov — já tinha rematado nove vezes, três das quais com muito perigo. Aos 20’ só não caiu mais uma presa porque o VAR reverteu um penálti assinalado por mão de Athanasiou na área. Cinco minutos depois o Benfica aumentou mesmo a vantagem, num autogolo de Ntoi, depois de nova ação de Dedic na área vila-condense.
O Benfica produziu, pois, um futebol atrativo, rápido, vertical, com exploração dos corredores e combinações tão simples quanto eficazes — chegou muitas vezes à baliza do Rio Ave, fartou-se de rematar. Sudakov sentiu-se como peixe na água atrás de Pavlidis, mais soltinho, Schjelderup e Prestianni ofereceram soluções por fora e por dentro e abriram caminho às correrias de Dahl e Dedic.
O Benfica chegou ao intervalo a ganhar por 2-0, mas com a sensação de que tantos disparos (15) justificariam outro resultado mais gordo. Essa vocação ofensiva, de afirmação, também só funcionou porque muitos bateram o mato — faziam o trabalho mais difícil de pressionar e recuperar depressa a bola — para outros apanhar a caça. Na primeira parte, viu-se apenas Trubin duas vezes, a primeira a agarrar um cabeceamento fraco de Clayton, a segunda a voar para a direita depois de um remate perigoso de Ntoi.
Com três remates e dois pontapés de canto nos primeiros cinco minutos da segunda parte, percebeu-se que o Benfica sentiu que não tinha acabado o trabalho. Mas, com os minutos a passar, já sem a mesma facilidade na capacidade de pressionar a saída de bola do Rio Ave e na reorganização defensiva, e também com menos utilização de munições, permitiu que algumas presas pudessem respirar. Aos 69’ Clayton marcou, mas o golo foi anulado por fora de jogo. Pode alguém ter pensado, naquela altura, que a cauda — neste caso a segunda parte — é a mais difícil de esfolar.
O Benfica continuou, porém, muito mais ofensivo que o Rio Ave, rematou mais, teve mais bola e, no fundo, controlou o jogo com maturidade de quem sabe que tem de guardar pólvora para outros dias e que a caça que levou para casa o deixava satisfeito. Não se poderá esquecer, como a época já provou, que um dia é do caçador e outro da caça."

Bola no pé de Dedic era bola sempre perigosa


"A maioria das jogadas perigosas do Benfica foram iniciadas/construídas pelo bósnio. Barreiro marcou golo importante, Sudakov esteve muito bem e não houve ninguém abaixo de um nível médio-alto

Melhor em jogo:
(7) Dedic
Bola no pé era bola em busca de perigo na área vilacondense. Deu o primeiro sinal de maior perigo aos 20’, obrigando Athanasiou, na queda, a meter mão à bola na área. O árbitro assinalou penálti, o VAR sugeriu-lhe rever o lance e Cláudio Pereira voltou atrás com a decisão. O segundo momento de grande perigo por parte do bósnio foi insólito. Voltou a entrar aos repelões pelo meio, queria abrir na esquerda para Barreiro, mas apareceu Ntoi a cortar o lance, com a bola a entrar na baliza de Miszta.

(6) Trubin A pulsação do ucraniano só acelerou ao minuto 40, quando Ntoi, de muito longe, rematou forte e a bola passou a milímetros do poste direito. Antes e depois, quase completa bradicardia. 

(6) Tomás Araújo Jogo muito sossegado em termos defensivos e relativamente ousado a atacar a baliza do Rio Ave. O melhor momento aconteceu aos 12’, na sequência de canto de Sudakov, mas o desvio de cabeça saiu-lhe fraco e sem o melhor enquadramento. Remate forte, a abrir a segunda parte, para defesa segura de Miszta e, aos 69’, deixou fugir Clayton para o remate do brasileiro que acabou no fundo da baliza de Trubin. Porém, o 9 do Rio Ave estava fora de jogo.

(6) Otamendi Não foi sujeito a momentos de muita aflição e não teve oportunidade de criar perigo junto de Miszta. Noite tranquila para o capitão encarnado.

(7) DahlImpotente na marcação, em cima ou não, ao perigoso André Luiz. Uma das melhores exibições esta época do sueco, a defender e a atacar.

(7) Leandro Barreiro Não é alto e, talvez por isso, apareceu despercebido a desviar de cabeça, para o fundo da baliza, o cruzamento largo de Sudakov. Muito bom corte sobre André Luiz, já na segunda parte, quando o brasileiro partia com muito perigo do meio-campo encarnado. Aquele que é visto por muitos como uma espécie de patinho feito foi em Vila do Conde um pequenino cisne.

(7) Aursnes A época vai a meio e o norueguês soma 35 jogos e 2988 minutos. Ou seja, entrou em todos os jogos e a média de minutos é absurda: 85. Não admira, pois, que aqui e ali o número 8 tenha quebras de rendimento. Não a teve frente ao Rio Ave. Voltou ao jogo a médio centro, desta vez ao lado de Barreiro, depois de o ter feito no Dragão, primeiro com Ríos, depois com Sudakov. Mostrou-se irrepreensível a fechar o miolo.

(7) PrestianniNo Dragão, há escassos dias, arrancara 15 minutos de bom nível. Desta vez, a pilha durou muito mais tempo. Raides sucessivos pela direita, imensos cruzamentos rasteiros para potenciais entradas de Pavlidis, Schjelderup ou Sudakov e alguns remates de perigo relativo. Ao minuto 15, o ponto alto. Passe atrasado para o remate de Schjelderup, o qual, sem marcação, arrancou o primeiro momento de grande perigo, com a bola a ser desviada por Miszta para o poste. Continuou a trabalhar muito e ainda a tentar criar perigo, até que, como se antevia, saiu aos 78’ para entrar João Rego.

(7) Sudakov Começa a confirmar-se que, de facto, uma coisa é jogar na ala, outra é fazê-lo no meio. Sabe-se que o ucraniano gosta de ter bola e que não gosta muito de não ter espaço para com ela progredir. Em Vila do Conde teve bola e espaço e, por isso, brilhou. Foi o marcador de cantos de serviço e, na sequência de um deles, levantou a bola para a cabeça de Leandro Barreiro, que a desviou para o fundo da baliza de Miszta.

(7) Schjelderup Não era titular em jogos de Liga desde a receção ao Gil Vicente, a 26 de setembro, aparecendo solto, veloz e incisivo no regresso ao onze inicial. Teve aos 15’ oportunidade de criar perigo e o remate poderia ter dado golo, não fosse a intervenção de Miszta a desviar para o poste esquerdo. Saiu aos 62’, após uma série de jogadas a …

(6) PavlidisTerminou um jogo do Dragão com falhanço incrível e agora, nos Arcos, poderia ter feito melhor logo aos 7’, quando tinha a baliza quase aberta após corte defeituoso de Nelson Abbey. O remate do grego foi na direção da baliza, mas o inglês recolocou-se e cortou a bola. Chegou atrasado ao cruzamento de Sidny Cabral, aos 72’, na jogada em que esteve mais perto do golo. Depois, como sempre, mostrou-se incansável a lutar pela bola e a ajudar a defender, quando tal era necessário. Quando um ponta de lança não marca golos, surge sempre uma pequena deceção, mas o possante grego, sem arrancar exibição brilhante, esteve bem.

(5) Sidny CabralGrande cruzamento aos 72’ para a potencial entrada de Pavlidis, que chegou atrasado

 (-) João Rego Algumas tentativas para criar perigo pelo lado direito, mas sem sucesso

 (-) Manu Canto de Sidny e desvio de cabeça de Manu, já na compensação, embora sem a melhor direção."

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Mourinho - Rio Ave...

Simples: Rio Ave...

Observador: Relatório do Jogo - Rio Ave...

A Verdade do Tadeia - Flash - Rio Ave...

Vermelho em Branco #28 - Rio Ave...

Terceiro Anel: Rio Ave...

BI: Rescaldo - Rio Ave...

5 Minutos: Rio Ave...