Últimas indefectivações

domingo, 11 de janeiro de 2026

Vitória escassa...

Benfica 2 - 0 Rio Ave


Vitória, numa partida com domínio total, mas onde os golos tiveram dificuldade em aparecer...
Nota para o regresso da Diana Silva, após longa ausência por lesão.

118

Vasco da Gama 70 - 118 Benfica
20-26, 10-37, 13-23, 27-33

Mesmo sem o Justice e o Relvão, 'goleada' das grandes em Matosinhos! Com o Gameiro on fire!!!

Vitória em Angra

Barbarense 1 - 6 Benfica

Vitória na Taça da Liga, e respetiva qualificação para a Final 8, em mais um jogo competente, com algumas alterações, e onde a grande 'surpresa' foi mesmo o golo sofrido!

Espero que as Seleções, não atrapalhem o nosso bom momento!


Derrota...

Sporting 3 - 1 Benfica
25-23, 20-25, 25-19, 26-24

Nova derrota com o Sporting, mas na minha opinião estamos melhor. Hoje, não jogou o Nivaldo, o nosso melhor pontuador na maior parte dos jogos, e acabámos por ter algumas contrariedades no 4.º Set, que podia ter caído para qualquer lado...

Treino...

Esqueçam lá isso do campeão de inverno, alvíssaras aos já vencedores


"Há finais que encerram épocas e outras que abrem caminhos. A de hoje diz mais sobre o que SC Braga e V. Guimarães podem vir a ser do que sobre aquilo que já são

Esqueçam lá isso do Campeão de Inverno, porque nunca pegará, tenha ou não hashtag ou a final conte ou não com os grandes. É uma Taça, que, honestamente, nunca encaixou muito bem na realidade desportiva no país e ainda teve alterações a mais para que fosse levada sempre a sério. Não é um campeonato, não há campeão de inverno. Apenas isso.
Não deixem, no entanto, que o aparte desvalorize a final de hoje. SC Braga e Vitória de Guimarães são brilhantes finalistas, merecedores de toda a pompa e circunstância. Já de certa forma vencedores. Os de Luís Pinto eliminaram FC Porto e Sporting, ainda que estes possam alegar especificidades que os fragilizaram, e os de Carlos Vicens bateram sem espinhas um Benfica que tinha uma oportunidade de ouro, já sem os leões pelo caminho, para garantir um troféu que atenuasse a seca e a crise que se anunciam para os lados da Luz.
Os arsenalistas, confesso, já me desiludiram muito. Vi, em alguns jogos, uma bela ideia de jogo que nem o líder do campeonato terá ainda apresentado. Não digo que tenha ficado a esperar salto imediato para a luta pelo título, talvez apenas maior proximidade dos primeiros. Depois de Vicens se ter encontrado finalmente com as melhores decisões, falta-lhe agora dotar o grupo de consistência e regularidade. É verdade que o investimento no verão foi alto, mas ainda não chega. Talvez se sinta falta de mais uma ou outra camada de talento, sobretudo na linha defensiva e no avançado-centro, que, com um período alargado de estabilidade proporcionado por António Salvador, empurre o SC Braga para o estatuto que há muito procura.
Claro que o rival Vitória não está neste patamar ainda. No entanto, percebe-se a aposta, o rumo, até o rejuvenescimento, e espera-se que também, como histórico que é, continue a bater o pé aos mais fortes e se assuma como classe média-alta do futebol indígena, que tanto dela precisa. Também em Guimarães se pode aproveitar a Taça como meta intermédia de uma evolução contínua. Capital humano tem-no, sem dúvida, na multidão de adeptos.
Com um Minho fértil no (bom) futebol — na Liga, Gil Vicente é o 4.º, SC Braga o 5.º, V. Guimarães o 6.º, Moreirense o 7.º e o Famalicão 8.º — esta final não poderia ter oponentes mais lógicos. Mas que seja então mais que isso. Que seja o início de uma consistência que eleve as duas equipas a patamares mais altos daqueles em que geralmente lutam. Talvez lhes faça mais falta do que o próprio caneco."

Terceiro Anel: Bancada Lateral #3

Zero: Mercado - Dedic está na lista de Guardiola e Schjelderup tem novo interessado

BF: Mercado...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - À boa moda do Minho: Braga e Vitória só pensam no caneco

Os treinadores e os fantasmas


"No mercado de verão no Brasil, mais conhecido como janela de inverno na Europa, o atacante Gabigol está a caminho do Santos, Marlon Freitas trocou o Botafogo pelo Palmeiras e Arana foi contratado pelo Fluminense ao Atlético Mineiro.
Além disso, os treinadores Martín Anselmi e Luís Castro foram contratados para os bancos de Botafogo e Grêmio, respetivamente.
Porém, as grandes novidades do mercado não são essas.
São a chegada de Bruno Spindel, ex-dirigente do Flamengo, à direção do futebol do Cruzeiro para substituir Paulo Pelaipe, depois de ter sido dado como certo no Corinthians.
E a contratação de Marcelo Paz, ex-CEO do Fortaleza, pelo timão. «Agradeço ao presidente esta oportunidade, tenho a certeza de que com a força do elenco, da equipa técnica e da fiel torcida entregaremos trabalho de excelência», disse o reforço.
Do clube paulista saiu, entretanto, Fabinho Soldado, novo diretor de futebol do Internacional. Ou seja, se o futebol brasileiro é tantas vezes acusado, inclusivamente nesta coluna, de teimar em não se adequar aos bons padrões europeus, neste ponto parece estar na vanguarda, pelo menos, face à Premier League, a julgar pelos recentes despedimentos de Ruben Amorim, no Manchester United, e de Enzo Maresca, no Chelsea.
No Brasil, o cargo de diretor desportivo, diretor de futebol, diretor executivo ou gerente de futebol, conforme se queira chamar, é visto até como mais estratégico (e quase tão mediático) do que o de treinador, na definição da política do clube.
E as funções são bem definidas para que nenhum treinador sinta que «perdeu apoio nas piores 48 horas no clube», como se queixou Maresca, ou tenha de lembrar que foi contratado «para manager e não para coach», como desabafou Amorim.
No livro The Numbers Game, de 2013, os autores Chris Anderson e David Sally já prognosticavam «o fim do treinador absolutista» e, não por acaso, davam como exemplo o último ícone do modelo, Sir Alex Ferguson, a quem ninguém, nem Amorim, consegue suceder com êxito.
«Quando Sir Alex Ferguson se reformar, todos os grandes clubes terão um diretor executivo (...) dentro de dez anos eles terão um parceiro no mesmo patamar», escreveu a dupla de estatísticos.
No mesmo patamar não há problema, convém é que seja mesmo parceiro, dirão Amorim e Maresca.
Até porque, ao contrário do que se passa no Brasil, onde todos aqueles dirigentes, a meias com os treinadores, enfrentam a imprensa nas horas más, Jason Wilcox, do Manchester United, e Paul Winstanley e Laurence Stewart, do Chelsea, operam na sombra como fantasmas."

A 'revolução Motsepe'


"Multimilionário sul-africano prepara-se para alterar o quadro competitivo africano, criando a Liga das Nações Africanas, o que significa a reconversão da CAN e a extinção do CHAN.

África é, em quase tudo o que pudermos imaginar, um continente sui generis. Pelas suas gentes, tão distintas nas origens, tão diversas nos hábitos, mas também pela diversidade territorial que transforma terras africanas num permanente desafio de descoberta, de apuramento de sentidos e de desenvolvimento de competências pessoais, sociais e profissionais.
No desporto em geral, mas no futebol em particular, essa idiossincrasia única pode transformar-se em dificuldades ou oportunidades. Ao longo dos tempos, as primeiras têm ganho terreno, seja pela pouca visão de liderança partilhada, seja pelo fechamento em si próprios de alguns países, seja pelo êxodo de alguns dos seus mais destacados valores.
Porém, Patrice Motsepe trouxe ao futebol africano um olhar muito distinto, feito de visão estratégica e de aproveitamento das condições já existentes, por um lado, para potenciar a realização de competições que melhorem a imagem global do continente para o mundo, mas também de projetos de longo prazo, olhando grassroots, o setor de formação que, irónica e antagonicamente, tão frutuoso tem sido na libertação de grandes valores para o planeta futebol, como nefasto para os países que os produziram ao longo do tempo, pouco recompensados pela emanação de tanto talento.
O multimilionário sul-africano tem, justamente, essa grande vantagem: não precisa do futebol para subir a escada social, para se impor de algum modo, para mostrar poder ou para ser feliz. Aos 63 anos, e com um património líquido de quase quatro mil milhões de dólares norte-americanos, proveniente de uma aturada e profícua atividade na área da mineração, Motsepe é o exemplo acabado de um self made man que chegou a homem mais rico da África do Sul.
Gestor entusiasmado pelo desporto-rei, natural e facilmente projetado para a liderança da Confederação Africana de Futebol (CAF), o sexagenário está na sua segunda cadeira de sonho. E tem ideias, coisa às vezes rara numa paleta de dirigentes federativos africanos que, na sua maioria, utiliza o futebol como forma de promoção pessoal, como elevador social e como ferramenta e alavanca para o reforço da independência financeira. Sobram exemplos, escasseiam dirigentes do maiúscula, que coloquem à frente dos seus mandatos a verdadeira melhoria da qualidade do jogo, em todos os seus aspetos (estrutural, formativo, competitivo e financeiro).
Pois Patrice Motsepe prepara-se para revolucionar o quadro competitivo africano para seleções, com a passagem da realização da Taça das Nações Africanas (CAN) para a periodicidade quadrienal, a partir de 2028, e com a abolição de uma competição estranha, que servia para empatar dinheiro e para beneficiar alguns dos tais dirigentes: o CHAN (Campeonato Africano das Nações), dedicado a jogadores que atuavam apenas nas ligas domésticas, e realizado a cada dois anos.
Em paralelo com a reconversão da CAN e da extinção do CHAN, Motsepe cria agora a Liga das Nações Africanas, seguindo apenas em parte o modelo europeu (que já viu realizadas quatro edições, com duas de vitórias de Portugal, uma de França e outra de Espanha). Tratar-se-á de um torneio bienal à escala continental, mas suscitando as características peculiares de África, designadamente na componente logística. Um continente gigante, com o mesmo número de países da Europa e com o dobro da área, em que uma viagem aérea entre extremos norte e sul demora nove horas, tem necessariamente de se adaptar. A Liga das Nações Africanas fá-lo-á, com um quadro competitivo zonal (divisão do continente em quatro zonas geográficas), e uma fase final reunindo os mais cotados conjuntos de cada zona.
A perspetiva de criação desta Liga tem um duplo sentido: a oportunidade para a criação e estímulo de espírito de seleção, no aproveitamento de novos valores, e a perspetiva de um maior equilíbrio competitivo, permitindo jogos entre seleções de um mesmo nível que, de outra forma, apenas defrontariam adversários mais cotados, quer nas qualificações para a CAN, quer no apuramento para o Mundial.
É um modelo de desenvolvimento competitivo equilibrado, mas que deve, forçosamente, ter também em consideração as particularidades continentais. Há demasiados países africanos que não dispõem de um só estádio com condições consideradas mínimas pela CAF para a realização de jogos internacionais. E, por outro lado, as deslocações no continente, tirando da equação países charneira no desenvolvimento do transporte aéreo (África do Sul, Etiópia, Quénia, Egito, Marrocos, Senegal, Gana e, talvez agora, com o novo aeroporto internacional Dr. António Agostinho Neto, Angola), são complicadas, demoradas e de gestão logística muito difícil.
As ideias de Motsepe parecem não apenas ter pernas para andar, como mereceram aplausos da comunidade futebolística, mesmo fora do continente. São oportunidades para a reconversão competitiva de países como Angola e Moçambique, para o desenvolvimento de um modelo arquipelágico para Cabo Verde, para a melhoria infraestrutural na Guiné-Bissau e em São Tomé e Príncipe.
São, em suma, boas notícias para o futebol africano, e para os passos indispensáveis rumo, finalmente, ao seu desenvolvimento sustentado e ao respetivo (e tão necessário) reenquadramento internacional.

Cartão branco
A Taça da Liga é o que é. Uma microcompetição, injustificável, desta forma, no calendário português. Mas ainda vai tendo momentos únicos (recordo, por exemplo, os sucessos do Vitória FC e do Moreirense). A final minhota de hoje à noite pode proporcionar uma dessas páginas de interessante História para a (supostamente…) terceira competição nacional. Vitória SC e SC Braga têm todos os argumentos para proporcionar um excelente espetáculo à moda do Minho, com competitividade ao limite, imprevisibilidade, garra, empenho e muita vontade de levantar o troféu. Que seja um grande jogo e que, depois, caia o pano sobre este modelo quase inimaginável e muito pouco democrático da Taça da Liga.

Cartão vermelho 
A seleção de Angola saiu da CAN de Marrocos pela porta pequena. Sobretudo depois de o presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF) ter colocado como objetivo mínimo a repetição da façanha de há dois anos, na Costa do Marfim: a chegada aos quartos de final. Não sei o que se passou na cabeça de Alves Simões para o dizer. Nem sei a peregrina razão para mudar toda a equipa técnica da seleção (que havia apurado Angola sem derrotas para a fase final da CAN)… a dois meses da competição. Disse o dirigente, numa quase surreal conferência de imprensa, que «dirigentes e jornalistas» já não queriam o então selecionador, Pedro Gonçalves. Acho que não preciso escrever mais nada. A piada faz-se sozinha."

El fútbol, esa guerra maleducada