Últimas indefectivações

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Antevisão...

Terceiro Anel: React - Mourinho - Sporting

Por nós. Pelos nossos. Pelo Benfica! ❤️

Mata Mata - Portugal Campeão do Mundo Sub-17 e um dérbi que promete incendiar a Luz

BI: Fórum - Benfica District e o Derby de Lisboa 🦅

Fever Pitch - Domingo Desportivo - Uma Nobre Provocação!

Backstage | Um dia com os campeões do mundo de Sub-17

Escolhido a dedo

Chamem a POLÍCIA, já!! Antes que seja tarde...

Cego, Surdo e Mudo

Teve a lata de falar de Calabotes?


"A RESPOSTA A JOÃO PINTO
ex-capitão do Porto no programa da noite de terça-feira no canal V+.

1. Se para atacar o Benfica com arbitragens é preciso falar do Calabote e recuar aos anos 50, nós temos queixas de árbitros a favorecer o Porto desde os anos 70 até aos dias de hoje. Se os fôssemos enumerar, a lista rebentaria com o espaço que o Facebook atribui para cada post!
2. Acontece que na época 58-59, a do célebre jogo Benfica-CUF, apitado por Inocêncio Calabote na última jornada do campeonato, quem foi campeão foi o Porto, não o Benfica. E sabem que mais? O Porto ganhou o último e decisivo jogo contra o Torreense, em Torres Vedras, por 3-0, marcando os dois últimos golos (aos 89 e 90 minutos) a jogar contra 9. E ganhou o campeonato por um golo de diferença.
3. É extraordinário como alguém que foi nos anos 80 e 90 beneficiário das maiores poucas vergonhas arbitrais da história do futebol português vem agora falar de Calabotes.
4. Para saberem de que estirpe é feito João Pinto e o seu clube do coração, procurem na net o vídeo onde ele explica como Pedroto lhe deu indicações de como marcar Chalana na primeira vez que teve de o defrontar: no primeiro lance entre os dois tinha que lhe dar uma mocada tal que o atirasse para lá da vedação que circundava o estádio, sem qualquer respeito por um colega de profissão. E contou isto com desmedido orgulho!"

Basquetebol Feminino: 74-67

BolaTV: Toque de Bola #1 - Quando João Tomás se tornou o herói do primeiro dérbi de Mourinho

BF: Segredos...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Mourinho vs Rui Borges: as palavras antes do dérbi

Observador: E o Campeão é... - Bino Maçães: Futuro? "Sou ambicioso, estarei atento"

Observador: Três Toques - Tem 15 anos, é do Peru e estreou-se nos relatos da 'bola'

Zero: Saudade - S04E13 - Benfica-Sporting em heróis, monstros, flops e números

A Vénia - S01E07 - Sporting, un derby déjà décisif ?

Razão e emoção


"Foi primeiro com razão e depois com emoção que o Benfica venceu os importantes jogos desta semana que marcou o regresso da Liga, depois de três semanas de um interregno que não tem paralelo em nenhum outro país do primeiro mundo futebolístico. A meio da semana, "agarrando-se" às hipóteses que ainda tem de atingir os objetivos na "Champions," foi com competência e cérebro que o Benfica ganhou um jogo que "tinha" de ganhar frente ao sempre incómodo Ajax e onde Barreiro, Trubin e Ríos se destacaram numa equipa que foi sobretudo isso mesmo, sabendo controlar os tempos e as necessidades do jogo, ora atacando, ora procurando fechar os caminhos para a sua baliza, mas sem nunca perder o norte do adversário. No sábado, foi com emoção, raiva até, que soube dar a volta a um jogo onde tudo o que podia correr mal estava a correr e, depois de ter desperdiçado um incontável número de oportunidades de golo, ter visto o arbitro (mais o VAR...) negar-lhe mais um penálti do tamanho da Madeira e o adversário ter marcado um golo no segundo ataque que fez à baliza, soube, com o bem audível apoio dos benfiquistas, empurrar ainda mais o adversário para a sua baliza e não mais de lá "saiu", até marcar os dois golos que faziam falta, muito por "culpa" de dois jogadores que vieram do tão criticado banco e que foram, com um golo e uma assistência, decisivos para uma vitória que muitos julgavam impossível. É juntar a "cabeça" de Amesterdão ao "coração" do Funchal durante os 90 minutos para, como todos esperamos, enfrentar este final de ano civil que será importante na época desportiva do Benfica."

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica informa que, na sequência do acendimento de tochas ocorrido no jogo frente ao Ajax, em Amesterdão, o Clube está impedido pela UEFA de proceder à venda de ingressos para o próximo jogo fora na Liga dos Campeões, diante da Juventus.
Para além disso, pende ainda sobre o Benfica uma partida de pena suspensa por um período de dois anos, pelo que qualquer novo incidente relacionado com pirotecnia – seja em jogos disputados no Estádio da Luz ou em deslocações ao estrangeiro – resultará numa nova interdição de venda de bilhetes para encontros fora de portas e numa possível interdição de acesso a determinados sectores nos jogos em casa.
O Sport Lisboa e Benfica volta, por isso, a apelar aos seus adeptos para que tenham um comportamento exemplar no apoio à equipa, protegendo o Clube de sanções adicionais e garantindo que todos continuamos a viver o Benfica com a paixão e o entusiasmo que a nossa história merece."

Voto electrónico...


"Excelente medida da direção, agora as AG’s estão à distância de um clique e com possibilite visionamento na área do sócio!
Muito mas muito bem!
Benfica do povo a chegar a todo o “povo” benfiquista em todo o mundo!"

Visão: Entrevista - Guilherme Siqueira...

Eusébios!!!

No Princípio Era a Bola - “Isto é o Benfica”, disse Mourinho. Mas com que alma vai o Benfica aparecer no dérbi com o Sporting?

Ontem já era tarde: "O 6-3 é o jogo da minha vida..."

João V. Pinto e Balakov, os melhores que vi nos dérbis


"A noite de João Vieira Pinto em Alvalade, a 14 de maio de 1994 (3-6), devia estar embalsamada e em exposição permanente no Louvre. De preferência, com as janelas reforçadas e os alarmes em pleno funcionamento.
Se há perfeição no mundo do futebol, e há, esse hat trick de JVP no dérbi eterno é a sua evidência metafísica.
No cenáculo dos monstros sagrados, o pequeno avançado de 170 metros, bicampeão mundial de sub20 e Menino de Ouro, tem para mim reserva eternizada. Ao centro da mesa.
Um génio irritantemente desvalorizado, talvez pela absurda heresia protagonizada no escaldante verão de 2000. Para os mais esquecidos, o homem que levou o Benfica ao colo nas trincheiras enlameadas do Vietname da Luz, atravessou a Segunda Circular sem olhar e assinou pelo eterno rival.
JVP às riscas verdes e brancas, horizontais? O drama, a tragédia, o horror, uma traição à catequese benfiquista, uma provocação monumental à adoração recebida oito épocas a fio (308 jogos, 88 golos) da relva ao Terceiro Anel.
Num dos piores Benficas de sempre, o dom de JVP passou a ser um estorvo, um tipo de smoking e tramelo num balneário de operários esfarrapados, de enjoativa vulgaridade. Acabou empurrado, convidado a seguir outro caminho. E ele seguiu o mais atrevido.
«Gosto de me sentir útil e neste momento já não o era, uma vez que o treinador [Heynckes] prescindiu dos meus serviços. Só hoje Vale e Azevedo [presidente] falou comigo e disse-me que o treinador não contava comigo, que só me ia pôr a jogar em jogos muito difíceis, em que não pudesse corresponder.»
O apogeu do absurdo num Benfica sem rei e ainda menos roque. JVP partiu para o Euro2000 sem clube e disponível para amar. Escolheu o Sporting e nos leões formou irrepetível dupla com o supra-goleador Mário Jardel.
Porquê João Vieira Pinto num texto de 2025? Porque o portuense foi o melhor futebolista, o executante mais imprevisível, que alguma vez vi a usurpar os dérbis de Lisboa.
Insisto: só a ferida aberta deixada na Luz, por responsabilidade alheia, pode explicar a ausência de João Vieira Pinto nas listas do crème de la crème do nosso futebol, do lote de monumentais jogadores nacionais.
Pequeno em altura, gigante no tratamento da bola e do jogo. Sabem quantos dos 23 golos pela Seleção Nacional foram feitos de cabeça? 12.
Um deles nas barbas dos calmeirões de Inglaterra, naquela reviravolta existencial em Eindhoven (2-3), afronta aos relatos de tanta pancada infligida por ordens de Sua Majestade.
Nos meus dérbis - e já ameaço chegar à centena -, há outro herói, outro prodígio: Krasimir Balakov, o búlgaro que de 1990 a 1995 redefiniu o sinónimo de sofrimento em Alvalade: perder, sim, mas com a nobreza do mais belo futebol, sem simulacros de pancadaria ou rasto de fealdade.
Inesquecível permanece «o golo que ninguém viu» a Silvino, no primeiro minuto do dérbi disputado a 17 de outubro de 1992 (2-0). Atrás da cortina de fumo, um míssil made in Valiko Tarnovo, a cidade natal de Bala.
Balakov foi o engenheiro e o arquiteto das obras-primas idealizadas por Carlos Queiroz e Bobby Robson, aparentemente condenadas ao sucesso, tal a multiplicação de craques por metro quadrado: Figo, Peixe, Juskowiak, Cherbakov, Valckx, Luisinho, Amunike…
O pé esquerdo do búlgaro partiu para Estugarda a meio da década de 90, farto da teoria do quase e da supremacia de Benfica e FC Porto. Ganhou só uma Taça de Portugal de leão ao peito. Isto sim, uma heresia.
Krasimir aliava uma rara capacidade de remate (60 golos em 168 jogos), violenta, ao paradoxo da meiguice no trato da bola, uma suavidade levada ao extremo do cuidado.
Extremoso no passe, picuinhas, exigia a certeza milimétrica e a entrega a tempo e horas. Abominava a rudeza, os maus fígados, os colegas de convicção mais animal.
Krasimir Balakov era um esteta, João Vieira Pinto um virtuoso. Os melhores intérpretes de Sporting e Benfica nos meus dérbis eternos.

PS: João Vieira Pinto vestiu em 447 jogos as camisolas de Benfica (1992 a 2000) e Sporting (2000 a 2004). Recordista. Rui Jordão é o segundo nesta tabela e surge bastante atrás, com 408 partidas oficiais. Durante 12 temporadas, assistir a um Benfica-Sporting era a certeza de uma sessão bem passada a acompanhar o bailado de JVP. A fuga às entradas violentas, a agilidade, o romance permanente com o golo."

Contas a fazer no dérbi


"No primeiro teste contra um grande, no Dragão, Mourinho apostou em sobreviver - e conseguiu. Desta vez, ou muito me engano vou vai querer 'matar'. E há muitas formas de o fazer...

Sexta-feira à noite, Estádio da Luz cheio e os eternos rivais de Lisboa frente a frente: dificilmente vai encontrar programa melhor para arrancar o fim de semana. O dérbi, de certa forma, arranca já hoje, com as conferências de imprensa de antevisão.
José Mourinho e Rui Borges têm pouco em comum, mas arrisco adivinhar que ambos farão muitos elogios ao adversário. Não só porque sim, já sabemos que são duas equipas muito fortes, mas porque dá sempre jeito insuflar o oponente na esperança de que isso o distraia ligeiramente. O treinador do Benfica tem mais experiência nisto (e em quase tudo...), mas o do Sporting já mostrou que não se importa de partir atrás para chegar à frente.
Em campo, no entanto, é o Benfica que parte em desvantagem. A consistência leonina está à vista e as dúvidas encarnadas lá se vão mantendo, mesmo com a reviravolta nos minutos finais que ajudou a unir o grupo numa fase tão... emocional. José Mourinho sempre gostou disto: o underdog a vencer o suposto favorito dá belas histórias para contar. Mas Rui Borges também tem algo a provar: o Sporting apareceu com estilo no pós-Gyokeres, mas tem contas a ajustar com os grandes (perdeu a Supertaça contra o Benfica e com o FC Porto em Alvalade).
Por sua vez, Mourinho nunca perdeu com o Sporting. É só uma estatística, vale o que vale, mas há toda uma carreira que demonstra a força deste treinador nos maiores jogos. No primeiro teste, no Dragão, Mourinho apostou em sobreviver - e conseguiu. Desta vez, ou muito me engano ou vai querer matar. E há muitas formas de o fazer, até há por aí muitos génios do futebol que perderam contra Mourinho mesmo atacando o jogo todo e tendo muita posse de bola...
O resultado é imprevisível, mas a classificação lá nos vai dizendo algumas coisas: o Sporting está em 2.º, a três pontos do FC Porto (os tais do jogo em Alvalade...) e também com três de vantagem sobre as águias. Ou seja, se ganhar, Rui Borges ganha outro alento na corrida ao 1.º e deixa Mourinho a pedir mais reforços para uma segunda volta que terá de ser muito diferente. Se der empate, tudo como dantes, mas já passou o dérbi e ambos terão de torcer muito contra o FC Porto. E, se der vitória para o Benfica, os rivais de Lisboa ficam iguais na Liga. Treze jornadas depois, com mudança de treinador na Luz, eleições, assobios, lenços brancos e muitas críticas, afinal...
É por estas e outras que o futebol tem tanta piada. E que será sempre um grande dérbi. Venha ele!"

Quem lidera quem?


"Ao contrário do mundo corporate, o desporto de alta competição tem uma distribuição de liderança, poder e recompensas que segue uma lógica quase oposta à das organizações tradicionais. Numa empresa convencional, existe um conselho de administração com maior poder, seguido de um CEO, diretores e, por fim, os restantes colaboradores.
No desporto profissional, sobretudo ao mais alto nível, o atleta e o treinador são, muitas vezes, quem realmente influencia as decisões mais críticas, por muito que isso custe admitir a alguns Presidentes ou CEOs.
Estes definem estratégias e caminhos, mas existe um princípio estrutural no desporto: o talento decide no campo. É por isso que os clubes mais organizados sabem que precisam de reunir máxima qualidade dentro e fora do terreno de jogo, seja desenvolvida internamente ou recrutada externamente.
Sabemos que o talento individual ganha jogos, mas também sabemos que esse sem o suporte coletivo raramente ganha de forma regular. Compete ao clube construir o que chamamos de talento coletivo, permitindo que o talento individual brilhe e vença de forma mais regular.
Esse talento coletivo dura mais quando existe uma estrutura de apoio forte fora de campo, com recursos adequados e não apenas financeiros. Os melhores CEOs e diretores desportivos entendem isto e diria que os mais astutos percebem que não precisam de ser a estrela, mesmo quando a estratégia nasce das suas ideias. O treinador Jorge Araújo repetia: «O mapa é uma coisa, o território é outra» e é por aqui que os clubes de hoje precisam de se adaptar ainda com mais lucidez.
Hoje encontramos clubes onde o treinador é mais do que treinador, e também o contrário, quando existe intromissão excessiva no seu papel. Em alguns contextos, de forma estratégica ou reativa, o treinador assume um peso maior e decisório próximo da definição da própria estratégia desportiva. Errado quando não é estratégico ou quando o treinador não tem capacidades para tal.
Outro exemplo: quando um clube tem um treinador como Carlo Ancelotti ou José Mourinho e um plantel como o atual do Benfica ou a seleção do Brasil, percebe-se que quase todos olham para o treinador com admiração e reconhecem-lhe legitimidade para liderar o processo. São treinadores cujos currículos superam largamente os dos atletas. E não são só os jogadores: também a organização entende que Ancelotti ou Mourinho, mesmo sendo apenas treinadores, acumulam mais experiência prática em múltiplas áreas do que vários profissionais que nelas trabalham diariamente.
Não se trata de crítica; é realidade. Trabalharam em muitos clubes de topo, viram métodos quase perfeitos e também muitos erros. Por isso identificam rapidamente quando um processo está no caminho certo ou errado, mesmo fora da sua área direta.
A hierarquia no desporto tornou-se cada vez mais anárquica. A nova geração segue mais os atletas do que os clubes e, muitas vezes, mais os treinadores do que as decisões estruturais. Mesmo quando uma direção tem total razão numa decisão, opera num contexto onde as consequências se avaliam com métricas completamente diferentes das de há dez anos. O volume de comunicação de atletas e treinadores — e a velocidade com que é replicada — amplifica impacto e risco. Reforça identidade, mas pode abalar credibilidade.
Quem vive da comunicação também se expõe a ela. Quem surge nos momentos de glória é cobrado quando não aparece nos momentos difíceis. A liderança mudou. Os melhores líderes perceberam isso. Não mudaram quem são, mas ajustaram a abordagem. Uma espécie de inteligência ecológica: compreender o contexto e mover-se nele com eficácia, mesmo sem ser o detentor do mapa.
Não existe propriamente certo ou errado na redistribuição de liderança fora da hierarquia tradicional. O erro surge quando isso acontece sem estratégia, sem intenção e sem consciência — quando resulta apenas de reação ou desespero. Compreender o ecossistema organizacional específico do desporto é essencial para quem quer movimentar-se nele. Como tudo tem impacto quase imediato, quem não domina este contexto parece estar sempre a correr atrás do prejuízo.
Conhecer a cultura que opera no desporto de alto rendimento implica deixar o ego de lado, implica colocar os interesses coletivos em primeiro lugar, implica colocar limites e regras, mas somente aquelas que permitem e nos aproximam de estar mais perto de vencer e construir uma cultura organizacional que premeie os valores comportamentais que queremos ver diariamente no clube. Já era assim, mas agora creio que é cada vez mais usual. A grande mudança é mesmo o ritmo a que estas situações acontecem: é mais frequente e o tempo para pensar na melhor resposta está a diminuir todos os dias. Exige uma abordagem e pensamento diferente de todos os que se encontram na hierarquia e no fluxo, seja ele de cima para baixo ou de baixo para cima. Até por que tudo se tornou mais volátil."

Construir o amanhã do rugby


"Terminada a janela dos Autumn Internationals, ficou definido o ranking World Rugby que servirá de base para o sorteio de grupos do próximo Mundial. Para Portugal, esta janela incluiu três jogos, embora apenas o jogo frente ao Uruguai tivesse impacto na classificação da Seleção. A derrota por 8-26 refletiu a imagem actual do rugby português: ausência de estratégia clara, plano de jogo pouco coerente, bancadas com pouco público e opções de jogadores que geraram dúvidas. Os dois jogos seguintes, diante de Hong Kong e Canadá, terminaram com boas exibições e vitórias, evidenciando que existe talento e qualidade.
Nas últimas semanas, o rugby português recebeu três boas notícias que podem levar a uma nova fase de desenvolvimento. Desenvolvimento esse que terá obrigatoriamente de ser mais estruturado, mais exigente e, sobretudo, mais profissional.

1. O Plano Nacional para o Desporto, apresentado pelo Governo é um sinal político decisivo e inclui 44 medidas para «aumentar a prática desportiva, combater desigualdades e modernizar o sistema desportivo nacional». Destaco as seis mais relevantes para o rugby português.
— €3,5M destinados ao Centro de Alto Rendimento de Rugby. Um investimento estruturante que permitirá qualificar as condições de treino e servir de casa para os jogos da Seleção Nacional, evitando ter de jogar no Campo de Honra do Estádio Nacional.
— A disponibilização de verbas para a contratação de profissionais qualificados. Permitirá à Federação Portuguesa de Rugby (FPR) dotar-se de uma equipa de gestão mais experiente e especializada. Esta profissionalização é indispensável numa modalidade que se quer mais competitiva quer interna quer internacionalmente.
— O alargamento da Unidade de Apoio ao Alto Rendimento na Escola ao ensino superior, procurando garantir que os jogadores possam prosseguir os estudos enquanto são atletas de alta competição. Esta medida é uma necessidade real e urgente do rugby português, cujas condições não permitem a dedicação exclusiva dos jogadores e a profissionalização a 100% não deve ser uma opção no curto/médio prazo. Ideal seria ainda estender, abrangendo o apoio à conciliação com atividades profissionais.
— A revisão do modelo de oferta desportiva e do modelo competitivo no Desporto Escolar. Esta decisão abre uma oportunidade estratégica para o rugby, ainda que numa primeira fase, se necessário, através de touch rugby, mais simples e acessível de implementar. Esta inclusão permitiria aumentar o recrutamento, expandindo o contacto inicial com a modalidade e promovendo a sua divulgação. Teria também efeitos positivos no financiamento da FPR, já que uma parte relevante do seu orçamento depende diretamente do número de atletas inscritos, através dos apoios IPDJ.
— Reforçar os programas de bolsas de preparação para esperanças olímpicas no ciclo de Los Angeles-2028. Com este reforço, a FPR poderá dispor de maior capacidade financeira para investir na equipa de Sevens, ficando nas suas mãos a decisão de criar uma estrutura dedicada exclusivamente à preparação olímpica, com o objetivo ambicioso e histórico de conquistar a primeira presença nos JO. A autonomização dos Sevens tem sido um tema debatido no rugby nacional e a verdade é que um plano específico, estável e focado exclusivamente nesta vertente poderá trazer benefícios significativos na performance desportiva.
— O apoio a clubes e associações que pretendam criar ou ampliar a oferta de prática desportiva feminina. Num ano em que o Campeonato do Mundo de rugby feminino superou as expectativas, torna-se evidente que a modalidade atravessa uma fase de crescimento global. Portugal não deve perder a oportunidade de dar um passo na construção de um projeto estruturado para o rugby feminino, apostando na formação, no desenvolvimento competitivo e na criação de condições que permitam às jogadoras progressão real na modalidade.
Acredito que estas medidas, em conjunto, representam a possibilidade de um salto organizativo e competitivo sustentável.

2. As novas regras de player welfare. A World Rugby apresentou recentemente as novas regras de proteção do bem-estar dos jogadores. As medidas mais relevantes são o número máximo de jogos anuais por atleta (30), a obrigatoriedade de sete semanas de descanso e novas práticas e controlos de carga física e recuperação. Estas mudanças terão impacto direto no rugby português. Não se trata apenas de adaptar calendários; trata-se de rever modelos, estruturas competitivas, processos de treino e mais importante ainda a relação entre clubes, Seleção, Federação e jogadores. O cumprimento destas normas vai obrigar o rugby português a colocar-se num patamar de exigência que nunca foi discutido.

3. A nova World Rugby Nations Cup, oferece à Seleção Nacional a possibilidade de disputar mais seis jogos de alto nível por ano, além dos cinco do Rugby Europe Championship. Esta competição permite uma maior exposição dos jogadores ao alto rendimento e um calendário competitivo alinhado com as melhores nações emergentes. Mas exige infraestruturas, preparação avançada, planeamento anual rigoroso e a organização profissionalizada que defendo.

Três sinais, um caminho
Estas notícias podem representar um ponto de viragem para o rugby português. O desafio é transformar esta oportunidade em crescimento sustentável. Para isso, será necessária visão, competência e capacidade de execução. Se a FPR conseguir alinhar os clubes, jogadores e dirigentes com as exigências do novo contexto internacional, o rugby terá condições para deixar de viver apenas de momentos inspirados e passar a construir um projeto sólido, contínuo e ambicioso e tornar-se um desporto de referência a nível nacional.
O futuro pode estar a mudar. Cabe-nos garantir que esta mudança se transforma em desenvolvimento real — dentro e fora do campo.
Uma última palavra para a excelente vitória da seleção de sub-20 no Rugby European Championship. Ainda que não seja um verdadeiro Campeonato da Europa, não podemos tirar o grande mérito nesta segunda vitoria consecutiva num torneio europeu sob alçada da Rugby Europe."

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - Henrique Silva, Ciclista e fisioterapeuta do SU Sintrense

BolaTV: Mais Vale â Tarde que Nunca - A ginástica c/ António Raimundo e nosso Personal Trainer Afonso Tuga

Rabona: How to destroy a great club: Ajax are stuck in a cycle of chaos

Rabona: 0 for 13: The REASONS why Fiorentina are WINLESS & failing...

SportTV: O jogo do silêncio

Zero: Fantasy - Jornada 13: com Dérbi e FC Porto a brilhar

BolaTV: Lado B #18 - 'O melhor TikTok é o do E. Amadora'