Últimas indefectivações

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Vermelhão: Troféu perdido...

Benfica 1 - 3 Braga


Esta era na minha opinião a melhor oportunidade que o Benfica tinha esta época, para voltar a vencer um troféu! No Campeonato a distância é grande, e na Taça de Portugal, teremos um jogo complicadíssimo na próxima Quarta, e mesmo em caso de vitória nesse caso, teremos uma Final contra o vencedor do ano passado, que como já todos percebemos está 'obrigado' a vencer um troféu esta época...!!!

O contexto futebolístico não era o melhor no pré-jogo, as lesões não ajudaram, as opções de rotação eram poucas ou quase nulas, mas com o recente jogo para a Liga com o Braga, o conhecimento do adversário era total! Eu ouvi algumas teorias peregrinas de benfiquistas, que achavam antes da partida, que era melhor descansar para o jogo da Taça no Dragay... Algo, que respondi, ser ridículo! 

Como o Mourinho afirmou, a equipa até entrou bem na partida, mas por razões inexplicáveis, deixamos de jogar após uma paragem longa, quando o Pinheiro tentou marcar penalty contra o Benfica... Voltámos a cair na ratoeira da pressão do Braga, e fomos incapazes de sair a jogar...

Tal como no jogo do Campeonato, acabou por ser um jogo de duas partes distintas, mas desta vez, o Braga foi altamente eficaz e nós ainda fomos menos eficazes!!! Mesmo na parte má da 1.ª parte, ainda rematámos, o guarda-redes adversário acabou por ter muito trabalho... enquanto o Trubin, praticamente não teve trabalho! Além dos golos sofridos, lembro-me dum remate do Horta e do Pau Vitor isolado... e um remate cruzado, na única defesa do Trubin!

Mas no 2.º tempo, fomos mais agressivos. E foi isso que faltou, agressividade nos duelos. Eu sei que não é fácil, ser agressivo, contra uma equipa do Braga, que tem vários jogadores que passam a vida a mergulharem para a piscina...e o árbitro, passa a vida a assinalar falta, mas tínhamos que ser mais agressivos, na 1.ª parte...

O Sudakov está a fazer perder a paciência de todos, a começar pelo Mourinho, mais um golo sofrido num duelo defensivo perdido, por ingenuidade pura!

Incrível normação do Pinheiro, depois do escândalo dos Açores! No lance do Nico, marcou penalty, depois o VAR retificou... sendo que na questão disciplinar, acabou por dar Amarelo, já que a finta do Zalazar foi para o lado, não foi para a frente... Eu sei que vão afirmar que deveria ser Vermelho, mas uma das condições para dar o Vermelho, é a bola caminhar para a baliza!
O penalty do Vítor Carvalho, é claríssimo. Seria penalty no início da 2.ª parte, com muito tempo para jogar, e 2.º Amarelo. O Braga ficaria com 10! Mais uma vez, num jogo do Benfica, vemos um adversário ser substituído, imediatamente a seguir, a ver perdoado um Vermelho!
Penalty marcado sobre o Palvidis, foi uma evidente pisadela.
No outro lance, com a bola a bater no braço do Central do Braga, não acho que seja penalty.
Mas onde o Pinheiro controlou o jogo, foi nas faltinhas... O Pavlidis fartou-se de ser atropelado e agarrada e nada foi marcado, aliás em todo o jogo marcou uma falta favorável ao Benfica nos últimos 30 metros, 1 única vez, além do penalty! Ao contrário, era só soprar...
O lance da absurda expulsão do Otamendi, começa com uma falta nítida sobre o Sidney (muito mais falta do que o lance, que deu a falta donde nasceu o 3.º golo do Braga), e depois uma varridela sobre o Nico, claramente para acção disciplinar e o Pinheiro a não perder a oportunidade para influenciar o jogo da Taça de Portugal da próxima Quarta-feira no Dragay.... um Lagarto anti-benfiquista doente, que tem decido Campeoantos e Taças nas últimas épocas, com total impunidade, que irá ser seguramente premiado, por mais esta decisão ridícula!

Agora, uma semana livre para preparar o tal jogo da Taça. Se o António não recuperar, será muito provavelmente o Gonçalo Oliveira a jogar ao lado do Araújo, ou então o Manu com o Aursnes no meio! Estes recentes problemas musculares, em vários jogadores, são na minha opinião só o 'princípio' dos problemas caudados pelo Mundial de Clubes / Férias curtas / Pré-época inexistente!!! Como é normal as estratégias iniciais podem-se alterar em consequência do marcador, mas suspeito que ambos os treinadores vão ter uma abordagem parecida, com o jogo do Campeonato, ambos com medo... e a jogar no erro, o problema do Benfica, é que neste momento, o nosso plano B, ofensivo, não convence!

Finalmente uma vitória...

Chelsea 2 - 6 Benfica
Coletta, Moreira, Parente, Kiko Silva, Neto, Edokpolor

Ribeiro; Kevin, Rocha, Gaspar, Parente; Cruz, Coletta, Moreira; Neto, Lima; Kiko Silva

Goleada em Londres, com grandes golos pelo meio! Destaco as bombas do Coletta, do Parente e do Neto!!!
Apesar do empates iniciais, matematicamente ainda vamos para a última jornada (em Newcastle) com hipóteses de qualificação, mas dependemos dum mau resultado do PSG em Nottingham,

Benfica: melhor ano novo


"Para começar bem o novo ano, nada melhor que uma vitória celebrada em casa própria. O jogo com o Estoril viria a ser interessante e competitivo, disputado contra um vizinho forte e personalizado. O visitante confirmou o porquê da sua posição tranquila, tendo em João Carvalho e Rafik as suas melhores unidades. Num Benfica de calendário cheio, não se esperavam, mesmo assim, grandes mudanças. O regresso de António Silva ao onze acabaria por abortar por queixas musculares do jovem central. Já a saída de Aursnes parecia corresponder à gestão física do médio norueguês, mas percebeu-se no final que seria mais do que isso. A sua entrada só aconteceu, com risco assumido por Mourinho, pelo perigo que a vantagem mínima ainda representava na altura. A única substituição óbvia daria entrada a Manu, para mais uma exibição convincente e segura da sua simplicidade.
A estreia de Sidny Cabral acabaria por ser um dos destaques, rivalizando até com a pontaria de Pavlidis. O jovem internacional cabo-verdiano só não foi uma completa surpresa porque Mourinho já o tinha confirmado de véspera. Desde logo, uma aposta em alguém chegado há tão poucos dias fazia prever algo de bom e diferente, o que se confirmou. Chegou e impressionou o seu treinador. Em pouco tempo de jogo, acabou por ter uma participação muito feliz e prometedora, tendo sido o jovem estreante a figura em foco na parte decisiva do jogo, servindo Pavlidis para o último golo.
Agora, mais do que fazer tradicional balanço do ano que passou, interessa enfrentar o que vem aí, cujo grau de dificuldade não baixou com a passagem de ano, só ficaram mais próximas as decisões. Passado que foi o filme de Braga, e não havendo já nada a fazer, o Benfica repete o confronto, agora para a Taça da Liga, a competição mais duvidosa do nosso calendário anual. A responsabilidade, já se sabe, é de conquistar o troféu, mas num mês especialmente importante e exigente, em que muito se joga, na Liga e na Taça, não esquecendo a Liga dos Campeões.

Construir ou descobrir
A maioria dos jogadores são detetados cedo e, como tal, vão sendo anunciados e promovidos antes de chegarem. Mesmo neste contexto atual ainda é possível alguém, como Sidny, estar escondido numa qualquer liga secundária e saltar, quase diretamente, para o maior estádio português. Sem dúvida uma exceção no panorama atual, em que a pesquisa dos clubes é global. Na sua essência os jogadores descobrem-se, não se fazem. A antecipação na descoberta de jovens promessas é, por isso, crucial. Claro que, a juntar ao talento, há várias capacidades que se treinam e melhoram pelo treino e repetição. Mas a grande capacidade e intuição já vêm com quem a tem. Voltando a Sidny, o seu visível talento técnico é suportado por qualidades físicas interessantes, propícias para o sucesso. No entanto, é a estrutura mental do atleta que define o ótimo funcionamento das demais caraterísticas. O estofo mental e a sua forte personalidade foi o que provou poder possuir, nesta primeira e marcante aparição.

Última hora
Um bom aquecimento para jogar é aquele que prepara o corpo para o esforço e exigência muscular e articular a que o jogo obriga, mas, mesmo assim, uma queixa sem explicação aparente pode sempre surgir. Na proximidade dos jogos é ao médico responsável que cabe informar o treinador da situação clínica dos atletas de utilização eventualmente em dúvida. Os jogadores são, claro, também parte interessada do processo, cuja opinião deve ser levada em conta. Por vezes, como neste jogo com o Estoril, a queixa de António Silva surge no aquecimento para o jogo. Nestas circunstâncias, o tempo é curto para decidir o melhor, se devemos arriscar ou substituir. Verdade é que quando o sinal é muscular e tem origem na coxa ou perna do atleta, é muitas vezes impeditivo, porque além de limitar o deslocamento, tem grandes probabilidades de estender o tempo de recuperação que seria normal.

Torcicolo
No decorrer da minha carreira, muitas e diferentes foram as lesões que vivi. Por exemplo, lembro-me de um aquecimento para jogo em Setúbal em que contraí um inesperado torcicolo numa finalização de cabeça. Foi um exemplo de dor muito desconfortável, mas que não impediu a minha utilização. Na verdade, a articulação do pescoço é muitas vezes, ainda hoje, erradamente esquecida na mobilização articular para a competição. Pela complexidade do corpo humano, fica claro que o entendimento entre a equipa técnica e o corpo clínico é obviamente importante para a saúde das equipas.

Amorim
Por um lado, pressentia-se a saída, por outro acreditava-se que o inegável talento de Amorim acabaria por prevalecer. As expectativas eram altas, mesmo num contexto clubístico de grandiosidade perdida e já distante. Com um trajeto anterior curto, mas impressionante, Amorim impôs-se também pelas suas fortes convicções agora colocadas em causa. Confesso que ainda acreditava na capacidade do antigo jogador do Benfica para impedir aquilo que parecia inevitável. Ser treinador ou jogador, entre muitas outras diferenças, tem esta, que no caso dos treinadores, permite a interrupção do vínculo pelo clube a meio época. Um destino desejado e até sonhado por Amorim, acaba agora sem glória. Pior é difícil, terá pensado na altura. Afinal foi. Na mesma Liga inglesa, Gyokeres, fortemente criticado, prossegue a sua difícil aproximação às novas exigências do mais complicado campeonato da atualidade. Conseguirá o avançado sueco inverter a tendência?"

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Vitória Sport Club diz "bye, bye" ao Sporting

Observador: Três Toques - Jogadores do Mallorca usam fato de treino igual ao de Maduro

Zero: Taça da Liga - Ndoye rubrica reviravolta do Vitória sobre o Sporting

Zero: Negócio Mistério - S05E12 - Felipe Caicedo no Sporting

Lutar pela Taça da Liga


"A inauguração do 1904 Benfica Hotel e a meia-final da Taça da Liga, hoje às 20h00, com o Braga, em Leiria, são os destaques nesta edição da BNews.

1. Inauguração do 1904 Benfica Hotel
Está inaugurado o 1904 Benfica Hotel, no edifício da antiga secretaria na Rua do Jardim do Regedor, situada na Baixa lisboeta. O Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, releva a importância deste dia para o Benfica: "Materializa uma ambição antiga do Clube: revitalizar um espaço profundamente ligado à nossa história, ao mesmo tempo que concretizamos uma parceria sólida que reforça a dimensão da Fundação Benfica no apoio a quem mais precisa."

2. Ganhar em Leiria
José Mourinho ambiciona ganhar a Taça da Liga: "Pelos adeptos e por este grupo, gostava muito de ganhar o troféu. A alegria dos adeptos e um grupo que merece muito, é aquilo que, no fundo, cativa a que haja esta ambição de o conseguir. É um grupo que trabalha muito e bem, é um grupo solidário, as pessoas que trabalham à volta da equipa, dos jogadores, têm uma dedicação muito grande."

3. Bastidores
Do Benfica Campus à chegada a Alcobaça, onde o plantel do Benfica foi recebido por Benfiquistas e pernoitou na véspera da meia-final da Taça da Liga.

4. Participação histórica
Veja a entrevista a José Pereira da Costa, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica, acerca da última Assembleia Geral Extraordinária do Clube, na qual os sócios aprovaram, por maioria, o Benfica District. Conheça em detalhe os resultados da votação.

5. Últimos resultados
O Benfica, ao eliminar o Arcada Galati, está nos oitavos de final da CEV Challenge Cup de voleibol. No dérbi com o Sporting dos juniores de futebol, o Benfica venceu por 1-0 e assegurou o 1.º lugar da Série Sul do Campeonato Nacional.

6. Agenda
Além do embate com o Braga em Leiria, hoje a equipa B encontra-se em Kingsmeadow com o Chelsea para mais uma jornada da Premier League International Cup (19h00). Amanhã há partida europeia de hóquei em patins entre Benfica e Sporting, às 20h30, no Pavilhão João Rocha. E, também amanhã, às 20h00, na Luz, a equipa feminina de voleibol do Benfica defronta o Igor Gorgonzola Novara em mais uma jornada do Grupo B da CEV Women's Champions League.

7. Regresso aos treinos
Diana Silva está de volta ao trabalho em conjunto com as colegas sem limitações após paragem prolongada devido a lesão.

8. Convocatória
São cinco os futsalistas na lista de Portugal para o Europeu de futsal.

9. Seleções jovens
Nas mais recentes convocatórias das seleções nacionais Sub-17 e Sub-16 constam 14 atletas do Benfica.

10. "As histórias do avô Eusébio"
A não perder, diariamente entre 5 a 25 de janeiro corrente, na Benfica FM.

11. Atividade do Museu
Conheça a programação do Museu Benfica – Cosme Damião para o primeiro trimestre de 2026."

E se Pablo Felipe for a peça que faltava à Seleção?


"Transferência do goleador luso-brasileiro do Gil Vicente para o West Ham pode acelerar a integração na Seleção; um bónus que faz todo o sentido

O tempo passa rápido e em menos de nada o Mundial-2026 estará aí à porta. Tal como acontece em todos os anos de Campeonatos do Mundo e da Europa, o mercado de inverno que precede as grandes competições continentais é marcado por movimentações que vão ao encontro da vontade de os jogadores terem a maior visibilidade possível antes das convocatórias – ou armazenarem a maior bagagem para se apresentarem em grande forma na prova estival.
Vejamos por exemplo o caso de João Cancelo, disposto a abdicar de metade do salário de €17 milhões que aufere no Al Hilal da Arábia Saudita para jogar novamente pelo Barcelona; ou, por outro lado, os primeiros sinais que começam a surgir sobre um hipotético desconforto de Gonçalo Ramos sobre os minutos que não tem no PSG e que gostaria (e precisaria) de ter para ganhar outra embalagem no verão.
Os grupos tendem a ser fechados (e o de Portugal é assumidamente um deles), mas há decisões que são influenciadas pela ponta final das respetivas temporadas desportivas. No caso dos avançados, é crível que haja uma atenção redobrada de Roberto Martínez ao que se vai passar nos próximos meses, porque essa é claramente uma posição com vaga em aberto - Ronaldo, Gonçalo Ramos e outro.
E por isso vale muito a pena estarmos atentos ao que fará Pablo Felipe no West Ham. O ponta de lança luso-brasileiro, filho ao antigo goleador do FC Porto, Pena, protagonizou uma transferência surpreendente, saindo do Gil Vicente para a formação cujo treinador é Nuno Espírito Santo, num negócio de €20 milhões (metade vai para o Famalicão, clube que tem mostrado ser um caso de sucesso na partilha de passes).
Já era conhecida a vontade de o jogador representar a Seleção Nacional e é público que a Federação Portuguesa de Futebol está a realizar todos os esforços para que ele possa ter o passaporte português. É curioso que a maior parte dos media ingleses apresentaram Pablo como um futebolista brasileiro, desconhecendo que se trata na verdade de um futebolista com dupla nacionalidade e desejo já assumido de preferir Portugal ao Brasil como o escudo a defender.
A medida de pressão dependerá do que fará Pablo em Inglaterra. Ter um ponta de lança a marcar golos num clube de pequena dimensão em Portugal é uma coisa, mas é totalmente diferente se mantiver o mesmo registo no melhor campeonato do mundo. Bem vistas as coisas, quando se pensava que Portugal já tinha uma seleção de topo mundial, eis que ainda pode haver um bónus.

ELEVADOR DA BOLA
A subir
Thiago Silva, central do FC Porto
Não são todos os jogadores que aos 41 anos têm uma porta aberta como a do FC Porto. É uma contratação fruto das circunstâncias (lesão de Nehuén Pérez), mas acertada por um clube que viu sair Pepe (cinco meses mais velho) no verão de 2024.

Estagnado
Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem da FPF
Decidiu o CA suspender os programas TV de análise à arbitragem. Entende-se a vontade de trazer paz social, mas contraria o princípio da transparência. Ademais, os juízes sabem que esta é uma atividade pública. É uma medida para proteger uma classe, não o futebol.

A descer
Gabriel Batista, guarda-redes do Santa Clara
Tal como os árbitros, aos guarda-redes não se perdoam os erros. A diferença é que a estes não se aponta dolo, apenas azar ou incompetência. Para a história ficará o erro incrível que deu a vitória do FC Porto nos Açores. De tão bizarro quanto inesperado."

Tem razões para estar vaidoso


"Luís Pinto perdeu quase toda a equipa titular para a estreia na elite do futebol português, mas mantém o Vitória de Guimarães num plano de estabilidade e a lutar por troféus

Apenas duas semanas depois de ter sido goleado pelo Sporting em Guimarães, para a Liga, o Vitória conseguiu dar a volta à equipa de Rui Borges, em Leiria, e garantir a primeira vaga na final da Allianz Cup.
Um apuramento plenamente justificado, com o mérito acrescido de ter sido obtido com reviravolta, sem recurso a prolongamento, perante um Sporting desgastado, mas também desconcentrado, e acima de tudo passivo, como há muito não se via na gestão de um jogo. 
Rui Borges tem argumentos fortes para justificar o desaire. Já estava privado de Diomande, Geny Catamo, Salvador Blopa, Gonçalo Inácio, Zeno Debast, Nuno Santos, Mangas, Geovany Quenda e Pedro Gonçalves, ainda teve de gerir os problemas físicos de Ioannidis e Eduardo Quaresma no encontro de ontem. Não explica tudo o que aconteceu em Leiria, mas é atenuante considerável para o treinador leonino, que tem agora de evitar que a ferida fique aberta, até porque o trabalho do departamento médico leonino não está a ficar menos sobrecarregado, o que pode obrigar Frederico Varandas a investir acima do que esperava no mercado de transferências.
Mas o foco, mais do que nos pecados do Sporting, deve estar nos méritos do Vitória. Alioune Ndoye é o novo herói de Guimarães, mas a presença na final de sábado é, acima de tudo, um prémio para a liderança de Luís Pinto. Pela audácia com que os conquistadores encararam os leões — bem patente na forma como não ficaram à espera dos penáltis —, mas sobretudo pela estabilidade que tem conseguido manter em Guimarães.
O sexto lugar na Liga pouco ou nada diz à grandeza do Vitória, mas enquanto dava os primeiros passos na Liga, aos 36 anos de idade, o técnico viu partir Filipe Relvas, Tomás Handel, Nuno Santos, Toni Borevkovic, Bruno Varela, Tiago Silva, Mikel Villanueva e João Mendes, entre outros.
Embora infeliz ao classificar como vaidosos alguns destes jogadores, que muito deram ao clube, o presidente do Vitória, António Miguel Cardoso, merece também elogios. Pela presença na final da Taça da Liga, mas também pela qualidade do recrutamento do clube, desde logo ao nível dos treinadores. Mas se há alguém com razões para estar vaidoso, independentemente do que suceder no sábado, é Luís Pinto, que perdeu quase toda a equipa titular e mesmo assim mantém a exigente massa associativa do Vitória a sonhar com títulos."

Pedro Miguel Almeida Mota


"A INCOMPETÊNCIA NÃO EXPLICA ERROS TÃO GRITANTES E GRAVES!

No Jamor não conseguiu ver, debaixo das suas barbas, os empurrões nas costas e o pisão na cabeça de Belotti. Um erro gritante e grave que não se explica apenas com incompetência.
Em Leiria assinalou um fora de jogo com o homem do Guimarães mais de um metro em jogo - não foram alguns míseros centímetros em jogo, foi mais de um metro em jogo. E se tivesse considerado o último toque na bola, esse foi de um jogador do Sporting. Um erro gritante e grave que não se explica apenas com incompetência.
Em ambos os casos o favorecido foi o mesmo clube: o Sporting.
Não vou discutir se o senhor Pedro Miguel Almeida Mota é sportinguista, como por aí tenho visto escrito. Mas alguém que comete dois erros tão gritantes e graves, é certamente incompetente - mas é mais do que isso: a incompetência não explica por si só decisões tão inadmissíveis.
Este senhor anda a estragar o futebol: no relvado com as suas decisões que matam a verdade desportiva; fora do relvado com as infindáveis discussões que pir más razões os seus erros promovem.
Este senhor tem, portanto, que ser imediatamente corrido da arbitragem.
O senhor Pedro Miguel Almeida Mota tem que ir para a jarra para não mais sair de lá!"

A Verdade do Tadeia: Estoril...

Pre-Bet Show #165 - AMORIM OUT! ⛔ E AGORA?

SportTV: Dakar #2 - Dakar ou Furar?

Quartos de final: Jogos Grandes


"Os quartos de final são o território onde o jogo deixa de ser coletivo durante noventa minutos e passa a ser decidido em momentos curtos, específicos e irreversíveis. A estrutura conta, o plano orienta, mas os dados mostram que, nesta fase, quem melhor decide sob pressão segue em frente.
A preparação para os quartos de final é um dos momentos mais desafiantes para nós, treinadores. O que fazer em termos de trabalho de campo? Reparem: temos vários jogadores com níveis de fadiga elevados e a prioridade passa a ser a recuperação. Os jogadores mais fatigados são, muitas vezes, os que estão melhor emocionalmente — e esses não podemos tirar. E, no meio de tudo isto, temos de treinar.
Aqui, a dimensão física ganha um relevo diferente. Não se trata de treinar fisicamente, mas de deixar que o estado fisiológico dos jogadores determine o conteúdo do treino. É essa dominante que condiciona o plano diário. E há uma certeza absoluta: os jogadores em melhor momento competitivo são precisamente os que exigem maior cuidado na gestão física.
Feito este enquadramento, partilho uma leitura dos jogos dos quartos-de-final.
No Mali vs Senegal, o Mali apresenta um perfil muito claro: menos posse, mas uma das melhores taxas defensivas do torneio, concedendo poucos remates enquadrados. Yves Bissouma é central neste equilíbrio, liderando em recuperações, duelos ganhos e passes verticais. Do lado do Senegal, Sadio Mané continua a ser determinante. Mesmo sem grande volume de ações, a equipa cria mais situações de finalização quando ele está em campo, sobretudo nos primeiros vinte minutos, fase crítica em jogos a eliminar.
Camarões vs Marrocos é, para mim, uma final antecipada. Os Camarões sustentam-se muito no poder do meio-campo, onde André-Frank Anguissa é a peça-chave. Lidera a equipa em duelos ganhos, metros progredidos com bola e equilíbrio nos momentos de pressão. Marrocos apresenta um perfil distinto: organização sólida e poucas ocasiões concedidas. Achraf Hakimi destaca-se não apenas pelos números ofensivos, mas pela capacidade de acelerar ou pausar o jogo conforme o contexto exige.
No Argélia vs Nigéria, os dados mostram equilíbrio, mas com nuances claras. A Argélia privilegia posse e controlo, com Riyad Mahrez a liderar em passes para finalização criada. A Nigéria é das seleções mais letais em transição ofensiva, precisando de poucos toques para chegar à baliza. Victor Osimhen é o jogador que mais faltas provoca no último terço, condicionando toda a organização defensiva adversária.
Por fim, Egito vs Costa do Marfim traz um peso histórico e emocional enorme. O Egito apresenta baixos níveis de erro não forçado, com Mohamed Salah a manter uma das melhores médias de ações decisivas por jogo. Do outro lado, a Costa do Marfim cresce nos duelos e nas chegadas à área, muito por Franck Kessié, líder em intensidade e impacto físico.
Os números confirmam aquilo que o jogo mostra: nesta fase, avançam as equipas que unem eficácia defensiva, controlo emocional e capacidade de decidir em poucos momentos."

Regulamentos nacionais


"O futebol em Portugal enfrenta desafios significativos em termos de uniformização regulamentar. Atualmente, este desporto é regido por um total de 24 regulamentos disciplinares distintos, elaborados por diferentes entidades, como a própria FPF, a LPFP e as 22 associações distritais e regionais de futebol. Embora (quase) todos os regulamentos sejam formalmente baseados no modelo da FPF, cada entidade possui a sua própria autonomia na elaboração e aplicação das regras.
A nível local, a diversidade é ainda mais evidente. As associações distritais e regionais enfrentam dificuldades adicionais devido às especificidades das suas realidades. Existem diferenças não apenas na estrutura e forma dos regulamentos, mas também nas normas aplicadas e no grau de publicidade que estas recebem.
Por outro lado, o Regime Jurídico das Federações Desportivas confere à LPFP autonomia para criar regulamentos próprios nos domínios das competições profissionais, arbitragem e disciplina. Apesar desta liberdade regulamentar, a ratificação pela Assembleia Geral da FPF é obrigatória, refletindo uma tentativa de promover alguma coerência no vasto conjunto de normas existentes. Ainda assim, persistem disparidades significativas entre os regulamentos adotados pela FPF e pela LPFP.
Face a este cenário de heterogeneidade regulamentar, torna-se imperativo implementar mecanismos que assegurem uma harmonização eficiente entre as várias instâncias. Garantir maior coerência e uniformidade nas normas resultará numa aplicação mais justa e adequada das regras, contribuindo para a credibilidade e o bom funcionamento das competições. A FPF manifesta o seu compromisso em materializar esta harmonização com a máxima celeridade possível."

Para além do treino e do treinador


"No futebol contemporâneo, a exigência da preparação vai muito além dos noventa minutos de jogo. O aumento do número de competições, a densidade dos calendários competitivos e a crescente diversidade dos plantéis — que reúnem jogadores de diferentes idades, percursos e perfis — criaram um contexto mais complexo e desafiante para quem lidera e organiza o treino. Sustentar o rendimento das equipas exige hoje conhecimento especializado, planeamento rigoroso e gestão estratégica.
É neste quadro que as equipas técnicas multidisciplinares assumem um papel central e inquestionável no futebol moderno. Ao lado do treinador principal, treinadores-adjuntos, analistas, treinadores de guarda-redes, preparadores físicos e outros especialistas contribuem de forma decisiva para a qualidade do jogo, para a evolução individual dos atletas, para a prevenção de lesões e, sobretudo, para uma gestão sustentada dos jogadores, que são verdadeiros ativos desportivos e económicos dos clubes.
Contudo, persiste ainda uma fragilidade estrutural difícil de ignorar: muitas destas profissões continuam sem regulamentação clara, sem valorização profissional adequada e sem enquadramento legal e formativo devidamente reconhecido. Falta proteção, reconhecimento institucional e uma política estruturada que acompanhe a importância efetiva destes profissionais na dinâmica das equipas desportivas.
Por isso, desafiamos as entidades governamentais, a Federação e a Liga a avançar com medidas concretas que permitam regulamentar, certificar competências e garantir futuro às inúmeras profissões que operam nestas áreas. Enquanto ANTF, entendemos que valorizar estas profissões associadas ao treinador não passa apenas por reconhecer a realidade, é uma condição essencial para credibilizar, sustentar e projetar o futuro do treino e dos treinadores de futebol em Portugal."