Últimas indefectivações

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

VALERAM OS TRÊS PONTOS


"Benfica 1 - 0 Alverca

PRÉ-JOGO
1. Bem, que onze ofensivo aquele que o Marco Silva escalonou para hoje, estão lá todos!

2. Que lindo ver no relvado tantos craques que vi e aplaudi nos bons velhos tempos desde as bancadas da velha Luz.

JOGO
3. Dez minutos tipo treino: uns só atacam, outros só defendem. Um lance de muito perigo protagonizado por Bah, remate com pé esquerdo rasteiro, difícil para o redes do Alverca. 
Lenglet ja fez uns três passes de longa distância a virar jogo com enorme precisão - a dar mostras de um dos atributos que lhe era atribuído quando foi contratado.

4. Muito domínio, mas zero de grandes oportunidades até aos vinte e cinco minutos. E são eles que à primeira descida marcam... O VAR a examinar, está a demorar, tanto tempo, se forem linhas à Porto, nunca se sabe. Golo anulado, fora de jogo! Melhor assim...

5. Não estamos inspirados na frente, que é o nosso ponto forte, e o Alverca está a fechar-se muito e bem. Querem ver que isto vai a zeros para o intervalo? Vem apoio das bancadas - e algum nervosismo também.
Schjelderup e Pavlidis ainda não entraram em campo e a primeira parte está a acabar.

6. Quase adormeci - e estou com dúvidas se foi do jogo ou do jetleg de sete horas que ainda não normalizei. Talvez das duas coisas juntas. Temos que acelerar na segunda parte. Marco vai mudar jogadores?

7. Vim com expectativas de mais uma goleada, aqui chegados já só quero os três pontos, meio a zero chega.
Voltámos com Echeverri para o lugar de Schjelderup, Prestianni para a esquerda. Parece-me bem.

8. Echeverri muito bem a mudar de direção em velocidade na área e a sofrer penálti de falta indiscutível. Vamos Pavlidis. UM-ZERO! 50 minutos, estamos na frente. Como vão eles jogar agora? Vamos ter mais espaços?

9. O Bah tem feito grandes jogos, mas hoje...
A nossa pressão também não está a funcionar como a temos visto noutros jogos.
Também estamos a falhar muitos passes, erros não forçados, como se diz no ténis.
Eles estão a ir cada vez mais à nossa área. E cada vez que lá vão o meu pacemaker desata a funcionar.

10. Quantas faltas já sofreu o Prestianni?
O tribunal a puxar pela equipa. Muito bem. É que isto está longe de estar resolvido. 54.082 na Luz. A sofrer.
Echeverri egoísta. Era só dar ao Pavlidis. Miúdo, tens o resto da época para marcares. Hoje, agora, temos é que arrumar com o jogo, OK?

11. A gerir o jogo, mas vamos criando algum perigo. E o segundo golo?
Já agora: para quando um golo de canto?
Eles vão somando cantos e nós, na bancada, ansiedade. Mais três minutos.

12. Importante ganhar jogos menos conseguidos.
Hoje valeram os três pontos.
Quinta-feira há mais na Catedral."

Jaime Cancella de Abreu, in Facebook

Com uma camisola das antigas, o Benfica serviu-se da juventude para o difícil desafio que foi o Alverca


"Frente aos ribatejanos, e usando uma camisola vintage, o Benfica arrancou uma das mais difíceis vitórias da época (1-0). A ligação Gianluca Prestianni e Claudio Echeverri foi essencial para, por uma vez, encontrar um erro na sempre organizada defesa da equipa de Sérgio Ferreira. O penálti marcado por Pavlidis volta a deixar os encarnados a cinco pontos do líder FC Porto

Com uma camisola daquelas, quase que se entra a ganhar. Tem peso, histórico, estético, as mangas compridas, os números como antigamente. Sem nomes, porque alturas houve em que, em campo, o coletivo suplantava qualquer veleidade individual, porque o indivíduo se reconhecia ao longe.
Foi com uma réplica da camisola vermelha viva da época 1980/81 que o Benfica se apresentou para o jogo com o Alverca e lá bonitos iam eles. Mas a carga da elástica não deu super-poderes à equipa de Marco Silva, que teve nos ribatejanos um dos
desafios mais complicados da época.
A vitória curta, por 1-0, com um golo de penálti, é um retrato real de um jogo em que os encarnados sofreram sempre com a organização defensiva da equipa de Sérgio Ferreira, antes de precisarem de cerrar os dentes para segurar uma frágil vantagem nos últimos minutos, num jogo partido.
Talvez aí a camisola tenha dado essa tal aura, o embalo necessário em dias em até o que tem corrido bem parece não sair. E ela caiu melhor na pele dos miúdos que nasceram já aquele jersey era um maravilhoso clássico vintage.
Gianluca Prestianni e Claudio Echeverri nasceram no mesmo mês e no mesmo país em 2006 e seria numa ligação entre ambos que o Benfica conseguiu desbloquear o jogo. A entrada do segundo, ao intervalo, para o lugar de Schjelderup, parece ter dado vida ao primeiro, que tem no lado canhoto a sua via primordial, de onde lhe saem as melhores obras. Na 1ª parte, a jogar no meio, Prestianni foi um dos que mais tentou, mas também um dos mais tapados pela rigoroso processo do Alverca - outro foi Pavlidis, desaparecido até marcar o golo da vitória.
O jogo, diga-se, até começou com um Alverca de peito feito, a tentar surpreender logo à entrada. O Benfica respondeu aos 5’ com um remate de Bah, que Matheus Mendes defendeu com classe, sujando os calções para ir buscar aquela bola rasteira com selo de golo. Mas essa seria a única oportunidade flagrante dos encarnados na 1ª parte.
Apareceram algumas boas combinações, nomeadamente pela esquerda, entre Schjelderup, Dahl e Prestianni, e o Benfica conseguia, numa fase inicial da construção, com poucos toques e as já reconhecíveis dinâmicas entre os jogadores, encontrar linhas de passe. A muralha do Alverca, bem junto à área, impedia que o fluxo atacante continuasse.
A equipa do Ribatejo ia testando as suas forças. No jogo direto, Chiquinho dava trabalho a Lenglet e Dahl, ganhando muitas bolas nos duelos com os defesas. Mas com poucas consequências, é certo. Aos 25’, o Alverca ainda festejou, num livre lateral ensaiado, com Figueiredo a aparecer sem marcação para um remate que teve oposição milagrosa de Samuel Soares. Na recarga Bojang marcou, mas estava adiantado.
Ao intervalo, Marco Silva fez entrar Claudio Echeverri e seria recompensado pelo jovem argentino, que abanou o jogo. Depois do golo, inventado por Prestianni e Echeverri, rasteirado na área por Sergi Gómez, e convertido aos 11 metros por Pavlidis (10º golo da temporada na I Liga), seria sempre dos dois miúdos os momentos de maior sobressalto para um Alverca que nunca se desconfigurou, nem nunca descaiu fisicamente.
Os últimos 25 minutos seriam assim de sobrevivência para o Benfica, com dificuldades claras em controlar as bolas longas do Alverca, com Chiquinho a ter depois a companhia de Vivaldo Semedo na frente de ataque. O ex-Wolverhampton e Mallorca seria displicente num par de remates e o marcador ficar-se-ia por um único magro golo e uma vitória sofrida do Benfica, que mantém-se assim a 5 pontos do FC Porto na tabela da I Liga."

Mesmo quando há pouco... há Pavlidis: as notas do Benfica


"Avançado só fez dois remates e, mesmo assim, deu a vitória ao Benfica. Echeverri entrou para agitar a equipa. Prestianni sente-se como peixe na água... na esquerda. Lenglet foi o patrão da defesa

Melhor em campo: Pavlidis (7)
Não foi a exibição mais cintilante, longe disso, mas não tremeu na hora da verdade. Rematou, com frieza, para o centro da baliza, na marcação do penálti que valeu a vitória. Houve poucas oportunidades, poucas situações de finalização, mas, como se viu, vai sempre havendo Pavlidis, desta vez para conquistar três pontos. Foi um jogo exigente, quase sempre a jogar de costas para a baliza. Além do penálti, só teve mais um remate, já de ângulo fechado na área, depois de a bola lhe ter sobrado de um ressalto, mas o alvo não foi atingido. Mesmo com dificuldades, conseguiu desbloquear três vezes o ataque, na função de referência para combinação, para três lances junto à área do Alverca. Ainda não tinha marcado aos ribatejanos. Das equipas da Liga, já só lhe falta o Marítimo.

Samuel Soares (6) — Tocou na bola, pela primeira vez, de cabeça, obrigado a sair da área. Aos 25' desviou para o poste esquerdo um remate de Figueiredo e não evitou que Bojang fizesse a recarga para golo. Mas o lance foi anulado por fora de jogo. Mais em ação na segunda parte, segurando remates de Figueiredo, Matheus França e Chiquinho. Agarrou centros e socou uma vez a bola num canto. Também teve de recorrer ao jogo com os pés: bom passe, sob pressão, para Dahl aos 56'.

Bah (6) — Quase marcou, após mau alívio de Isaac James, aos 5', num remate rasteiro de pé esquerdo que obrigou Matheus Mendes a reagir como um gato e desviar para canto. Pouco antes já tinha cabeceado após um canto, ameaça que repetiu aos 84'. Cortou vários ataques do Alverca e colaborou com Lukebakio no ataque.

Tomás Araújo (6) — Jogo tranquilíssimo, até porque poucas vezes foi chamado a intervir na área de ação. Não precisou de fazer dobras a Lenglet. Utilizou o recurso dos passes longos apenas duas vezes, e bem, quando serviu Echeverri e Prestianni.

Lenglet (7) — Iniciou muitos ataques, alguns com passes longos a procurar Lukebakio e Prestianni. Mas sai do jogo marcado pelo bom desempenho no combate que travou com Dawda — na antecipação, na aplicação do físico, pela relva e pelo ar, saiu-se quase sempre bem. Viu um cartão amarelo por falta sobre Chiquinho, por travar um contra-ataque ameaçador. Prevaleceu, aí, a inteligência e a experiência. Foi patrão da defesa.

Dahl (5) — Apanhou Chiquinho pela frente e teve o maior dos desafios, muitas vezes entregue a ele próprio. Aos 25', na marcação de um livre, deixou Figueiredo escapar, Bojang marcaria, mas o golo seria anulado por fora de jogo. Nunca virou a cara à luta e tentou sempre contribuir ofensivamente.

Aursnes (5) — Pareceu soltinho e foi muito prático e vertical no início do jogo. Mas os minutos foram passando e foi perdendo influência no momento ofensivo. Contra a muralha ribatejana, esteve muitas vezes perto dos defesas e, por isso, sem causar impacto. Na missão defensiva, apoiou Palhinha, mas também precisou de ajuda. Os dois contra o mundo chegou ontem, pode não chegar noutro dia.

Palhinha (6) — Com muita área para cobrir, foi acumulando recuperações de bola, até no meio-campo adversário, e cortes, ajudando a equipa a defender adiantada. Simples a entregar a bola, ainda tentou marcar, num cabeceamento por cima da barra. Também cometeu erros — aos 72' foi batido por Chiquinho à entrada da área, aos 89' teve perda de bola comprometedora.

Lukebakio (5) — Terá de fazer mais e melhor para ganhar o lugar. Não teve a capacidade para desequilibrar, não se viram os movimentos da linha para o centro. Cobrou um livre por cima da barra e rematou fraco uma vez à figura. Nota para um lance aos 23': corte sobre Chiquinho, como um central, depois de um canto do Benfica.

Prestianni (7) — Jogou a primeira parte no apoio a Pavlidis e aos 20' abria os braços por sentir que o jogo lhe estava a passar ao lado, apesar de dois bons lances individuais. Após o intervalo, na esquerda, sentiu-se melhor. Depois de arrancada pela esquerda, serviu, de trivela, Echeverri, que foi derrubado na área. Aos 81' quase marcou num remate cruzado e rasteiro de pé esquerdo. É a partir da linha que se sente como peixe na água.

Schjelderup (4) — Para lá de uma boa combinação com Dahl e Prestianni, pouco mais lhe saiu, falhou no drible e no remate.

Echeverri (7) — Explosivo e agitador, sofreu penálti, tentou várias vezes o remate, sofreu faltas (duas castigadas com amarelos a Chiquinho e Ian Luccas) e nunca se deu à marcação. Importante para acelerar o jogo no último terço e para abrir espaços, foi solução para finalizar e permitir que outros finalizassem.

Rafa (5) — Serviu de letra, na área, Echeverri, que rematou por cima da barra. Foi o melhor em 21 minutos. Não teve oportunidade de explorar a velocidade.

Manu (—) — Chamado à ação na compensação, posicionou-se ao lado de Aursnes.

Durán (—) — Perdeu a bola antes de o árbitro apitar para o final.

Kaminski (—) — Trinta e oito dias depois de se ter lesionado, voltou a jogar."

Às vezes também é preciso saber conduzir um veículo utilitário


"A máquina de golos de 2026/2027 teve uma noite diferente, diante de um Alverca mais uma vez bastante organizado e capaz de discutir espaços e tempos frente a um grande

O Benfica venceu o Alverca por 1-0, retoma vantagem segura no segundo lugar da Liga e desta vez foi obrigado, por um adversário muito organizado, a abdicar de notas artísticas e goleadas. Soube chegar à vantagem, que no final se justifica, mas também defender-se nos minutos finais, algo a que está pouco habituado. O Alverca quase não chegou a criar uma verdadeira oportunidade de golo, mas a verdade é que o Benfica também não, com exceção de dois lances ainda na primeira parte. Vamos lá a factos.
Há muito tempo que um bloco de apontamentos não ficava tão vazio até à chegada do intervalo. Aos cinco minutos, sem ter havido sequer tempo para se perceber a tendência do jogo, Alexander Bah encontrou forma de rematar à entrada da área e proporcionou a Matheus Mendes uma belíssima defesa. A tal oportunidade encarnada que referimos acima.
Se a bola tivesse entrado tudo poderia ter sido diferente, claro. Assim como teria sido se o Benfica tivesse cavalgado esse lance e tivesse posto em prática o espírito esfomeado com que tem abordado os jogos recentes. Recordemos as outras notas do bloco: aos 25 minutos o Alverca, em bola parada muito inteligente, chegou ao golo, mas o último homem a tocar na bola estava em fora de jogo. Antes a bola embateu no poste, e aí não haveria irregularidade. A tal oportunidade dos ribatejanos. Aos 42 Lukebakio conseguiu chutar à baliza, mas foi fraquinho para Matheus agarrar sem problemas.
O que nos diz isto sobre o jogo até ao intervalo? Que o Alverca se encaixou bem nas dinâmicas do Benfica. Trazia-las bem estudadas e nem precisou, até então, de encostar autocarros à área. Preencheu os espaços e anulou as principais peças encarnadas à primeira ou em dobras preciosas. Prestianni jogou pelo meio e teve os seus momentos habituais de magia, sim. Schjelderup atiçou algumas brasas pela esquerda, sim. Lukebakio ia tentando forçar, é certo. Mas tudo ia sendo anulado pelos ribatejanos, que na realidade quase nem deixaram Pavlidis tocar na bola no sítio onde é realmente letal — a área.
O Alverca já tinha causado mossas e aborrecimentos em Alvalade e no Dragão. Sai dos três terrenos mais difíceis da Liga com três derrotas, mas talvez fique na memória de qualquer um deles como o adversário mais complicado até ao momento.
Valeu ao Benfica, além de uma igualmente meritória organização que já vem de há vários jogos, uma chave argentina que veio do banco desbravar o momento do jogo, logo aos quatro minutos da segunda parte. Echeverri entrou para o lugar de Schjelderup, Prestianni foi para onde tem sido mais feliz — a esquerda — e foi de lá que serviu o compatriota para ele receber e ser carregado na área. Penálti, Pavlidis, golo.
Podia ter sido o móbil para a aceleração e o regresso do Benfica mandão, mas o Alverca não deixou. Não soçobrou, não se desorganizou e continuou a manter os donos da casa em sentido, algo que faria até final.
A dada altura, quando se entrou no último quarto do jogo, chegou a ver-se os ribatejanos dominarem o jogo, terem mais bola e afoitarem-se para perto da área de Samuel Soares. Já se disse que nada disto resultou em reais oportunidades de golo, mas as ameaças existiram e os benfiquistas sentiram. Sobretudo na bancada, razão pela qual terão ido buscar forças para, na contrariedade, acentuarem o apoio à equipa e fazerem da Luz, nos minutos finais, o tal inferno de que tanto se fala.
O Alverca não o sentiu, pelo que se foi vendo, mas certamente os próprios jogadores da casa terão acusado a responsabilidade e fizeram o que tinham a fazer, até final, para manter a vantagem. Foi um daqueles jogos em que entrar com moral em cima ou moral em baixo pode fazer a diferença... e neste caso fez para melhor, vistas as coisas pelo lado do Benfica."

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Vermelhão: Sofrido, mas justíssimo...

Benfica 1 - 0 Alverca


Depois da importante vitória em São Miguel, nova vitória importantíssima, principalmente porque não jogámos bem, e para ter ambições a títulos, todas as equipas têm que conquistar os 3 pontos, nestas circunstâncias! Com o Benfica a fazer uma época bastante positiva, mas com poucos jogos em sofrer golos, vencer jogos, por 1-0, é um excelente sinal... Contra um adversário, de bloco baixo, com 5 defesas, estratégia que o Benfica tem demonstrado mais dificuldades em ultrapassar! È preciso paciência para ultrapassar estes adversários, e muita 'cabecinha' na construção do jogo, pessoalmente, e sei que haverá muita gente que não vai concordar, mas o Enzo, com a capacidade de passe que tem, fez muita falta hoje...

A vitória na última época, já tinha sido à rasca, com um milagre do Anísio, e hoje contra um adversário que teve mais de uma semana para preparar este jogo, o Benfica, com um calendário sobrecarregado voltou a sentir muitas dificuldades em dar velocidade e intensidade ao jogo!

Logo nos primeiros segundos da partida, fiquei com sensações negativas! E a 1.ª parte confirmou, um Alverca muito compacto, com muitas jogadores atrás da linha da bola, com duas linhas muito baixas, com vários jogadores fortes fisicamente, que tiveram autorização para dar porrada até ao fim... e talvez o grande 'segredo' estratégico, a povoar com muitos jogadores as zonas dos nossos Alas: o Schjelderup chegou a estar sozinho para 4 jogadores!!!!!

O Benfica tentou variar o flanco, com passes longos, mas raramente acertou. Os nossos Alas e o Pavlidis, também não são jogadores para receber a bola em profundidade, e isso permitia o Alverca jogar de forma mais compacta! Só o Prestianni, no meio, onde tem rendido menos, conseguiu receber e virar-se para a 'frente' com a bola controlada, e isso aconteceu poucas vezes!

No final do jogo, perguntaram ao Marco, porque efectou as substituições tão tarde na 2.ª parte, ele respondeu com 'educação', não pode admitir em público, que as opções no banco, para 'fechar' jogos em que estamos com uma vantagem mínima são poucas... Mas, para quando estamos a perder ou empatados, e precisámos de dar outra imagem ofensiva, temos opções... e ao intervalo, tudo mudou...

O jogo estava mesmo a pedir o Echeverri, adivinhei a substituição antes do anúncio, não era complicado... e os primeiros minutos do 2.º tempo, desmontaram completamente a defesa do Alverca. O Echeverri tem 'cabeça' de '10', a forma como recebe e passa em zonas mais recuadas, e depois como 'ataca' a área, é completamente diferente do Prestianni... Ganhámos o penalty, marcámos, e podíamos ter marcado mais alguns... aquele passe 'não feito' do Diablito para o Pavlidis, foi criminoso... e logo a seguir o Prestianni também ficou a centímetros do golo!


Mas com os minutos a passar e o 2-0 não aparecer o jogo ficou mais nervoso. Com as substituições o Alverca conseguiu pressionar alto, junto da nossa área, e o Benfica não conseguiu sair a jogar com tranquilidade. Um dos problemas neste momento no plantel, é a falta de opções para o meio-campo, as lesões do Enzo e do Barreiro, estão a sobrecarregar o Palhinha e o Aursnes...

Agora, apesar do Samu ter feito algumas defesas em remates de longe, o Alverca não teve uma única oportunidade de golo, além da jogada do golo anulado, num Livre Lateral!!! E não estou a dizer que foram incompetentes nas saídas de bola, pois não foram... conseguiram descobrir muitas vezes, o jogador livre nas costas dos nossos Médios, e ganharam muitas segundas bolas quando tentavam jogar direto para o ponta-de-lança!!! Mas com maior ou menor dificuldade os nossos Defesas conseguiram resolver as coisas, mesmo perdendo demasiados ressaltos!!!

O Echeverri foi eleito o MVP pelo Benfica, vários órgãos de comunicação social elegeram o Prestianni, e o pessoal das estatísticas elegeu o Aursnes!!! Pessoalmente, acho que o Prestianni mesmo com metade do jogo 'fora de posição' foi o jogador que fez a diferença... sendo que a entrada do Echeverri foi fundamental. O Aursnes na 1.ª parte foi dos piores, mas na última meia hora, foi o melhor!!! Já é uma tradição, o Bacalhau quando todos os jogadores ficam cansados, ele mantém-se fresco e faz sempre o último terço das partidas em grande plano...


O Tomás também fez um bom jogo, a defender e na construção ofensiva... o Bah com o Lukebakio à frente, fica condicionado nas suas subidas... o Dahl, com a função mais complicada, a marcação ao Chiquinho, ganhou umas e perdeu outras, mas voltou a fazer uma exibição positiva! Um jogador que fez os 90 minutos, na última segunda, com o Gil Vicente!

O Palhinha voltou a fazer um jogo abaixo do normal, muitas vezes surpreendido com jogadores nas costas, e perdeu algumas bolas divididas... foi o Aursens que segurou a equipa na parte final! Schjelderup com um mau jogo, principalmente, porque não conseguiu ler as situações onde estava em clara inferioridade numérica e em vez de 'iniciar' a mudança de flanco, arriscava ir contra o 'muro'!!! O Lukebakio sem os golos do jogo anterior, mesmo assim além do Prestianni foi um único jogador na 1.ª parte que conseguiu ultrapassar adversários... mas recebeu quase sempre a bola, a 'recuar', quase nunca de frente para a baliza...


O Pavlidis marcou o penalty, mas fez um mau jogo. Nunca foi ameaça na profundidade e das poucas vezes fez de Pivot, até porque o Alverca povoou muito essa área, e a estratégia do Benfica, era outra, não deu continuidade! Dito isto, voltou a dar tudo, a pressionar e muitas vezes a recuar para ajudar o meio-campo...

Echeverri excelente entrada, mas má decisões em frente da baliza... falta alguma calma, parece muito ansioso no momento do remate, ou do passe 'final'!!! Rafa, lutou, mas... Os outros, entraram nos descontos, para perder tempo...


O penalty foi bem marcado... No golo anuado o AVAR (outro Super-Dragay fanático, João Bessa Silva!) perdeu uma eternidade à procura duma Linha qualquer que permitisse o golo, mas não encontrou... os 5 cm anunciados, são uma treta! Mais de 30 cm seguramente... Ele bem tentou!!!

Por incrível que pareça, até acho que o árbitro tentou apitar bem, no ponto de vista técnico tentou ter um critério largo, e fez isso para as duas equipas, algo que normalmente nos jogos do Benfica nunca acontece, por isso tenho que o reconhecer! Mas falhou rotundamente no critério disciplinar, o Bojang tinha que ser Expulso, o próprio Chiquinho, com tantos protestos por tudo e por nada, devia ter sido Expulso! A patada sobre o Aursnes do Gui, podia ter sido um Vermelho Direto (nem Amarelo deu!!!) e o penalty sobre o Pavlidis é claro... ou pelo menos devia ter sido claro para o VAR (Luís Ferreira, advogado de defesa dos acusados do Apito Dourado!), existe um claro 'agarrão' antes do salto do Pavlidis, no ombro/braço, que para qualquer pessoa com o mínimo conhecimento futebolístico, sabe que condiciona completamente o salto... e não existiu fora-de-jogo!

Agora, menos de 72 horas de descanso, e temos jogo da Liga Europa, na Luz, contra uma equipa acessível, mas que é Campeã do seu País, que teve mais tempo entre jogos, e que está habituada a jogos mais físicos! O Marco está obrigado a rodar e se tivesse todos os jogadores disponíveis a rotação ainda seria maior: Trubin; Banjaqui, Circati, Araújo, Karouani; Manu, Aursnes; Rafa, Sudakov, Schjelderup; Durán!

O jogo de Domingo na Amadora, é outra armadilha em perspectiva! A prioridade, neste momento é claramente o Campeonato. O objetivo de ficar nos oito primeiros na fase de grupos da Liga Europa, não depende do jogo de Quinta. Existe previsão de chuva, pouca mas chuva, para o próximo fim-de-semana, o relvado da Amadora foi mudado, mas não podemos confiar...

PS: Camisola de 81: simplesmente linda, merecia uma vitória!!!


Estilo...

Homenagem...

Linda!

Os árbitros, o trigo e o joio


"Depois de Gustavo Correia, no Minho, Cláudio Pereira, nos Açores. Se os dirigentes da arbitragem não perceberem a gravidade destas situações e não atuarem em conformidade, são cúmplices. Se os dirigentes dos clubes não se revoltarem contra estas situações, que mais cedo ou mais tarde tocam a todos, merecem-nas…

Por se tratar de uma questão que ultrapassa o meramente conjuntural, creio valer pena manter vivo na opinião pública o tema dos relatórios dos árbitros, depois do que aconteceu com Cláudio Pereira em Ponta Delgada ter adensado as preocupações decorrentes do que fez Gustavo Correia em Famalicão.
O árbitro de qualquer modalidade desportiva, enquanto juiz, tem deveres de imparcialidade e isenção e, sobretudo, não devem subsistir quaisquer dúvidas quanto à relação que mantém com a verdade. Se houver a perceção - infelizmente fundada, aliás - de que há árbitros que manipulam, a frio, num relatório escrito (não se tratando de uma má decisão tomada no calor de um jogo), a realidade, ficcionando situações das quais decorrem sanções disciplinares para terceiros; e se, esses árbitros, continuarem a exercer funções ao mais alto nível, desculpabilizados, com argumentos débeis, pelas mais altas instâncias; a consequência será a descredibilização do setor, através de inevitáveis (e injustas) generalizações, que colocam todos no mesmo saco. Para mim, estamos perante uma situação de claridade cristalina: quem mente (comprovadamente!) num relatório não pode ser árbitro, porque perde a legitimidade e fica desprovido de condições para que as suas decisões continuem a ser vistas pelas lentes da boa-fé. Quem toma decisões disciplinares de forma irresponsável (assumir que o que um jogador disse lhe foi impercetível - até podia estar a rezar uma Avé Maria - e mesmo assim, por intuição?, expulsá-lo, não pode ser desculpado, porque, de facto, o problema nunca esteve na forma como caraterizou a respetiva alegada infração, mas sim nas razões que o levaram a tomar a decisão.
Repare-se que nos casos de Gustavo Correia e Cláudio Pereira não se está a falar de interpretação de um lance, de desvalorização de um alerta do VAR, ou, até, de um erro de arbitragem. O que está em causa é muitíssimo mais preocupante porque denota a existência de um vírus que pode propagar-se e destruir uma classe. Este alerta, penoso para quem o faz, não é contra os árbitros, é em favor deles, de todos aqueles - a esmagadora maioria - que não caminham por estas estradas de realidade virtual (chamemos-lhe assim…).
É obrigação do Conselho de Disciplina da FPF não branquear, como fez com Gustavo Correia, uma situação de gravidade extrema; é obrigação do presidente do Conselho de Arbitragem da FPF não encontrar desculpas inverosímeis para o «impercetível» de Cláudio Pereira. Se a via for esta, sem que se responsabilize quem prevarica, o joio continuará misturado com o trigo, e quem perde é a seara.
A Arbitragem só ganhará credibilidade na medida em que se tornar mais transparente. Não será por acaso que em Espanha se iniciou um projeto-piloto que permite aos árbitros prestar declarações no final dos jogos. Os adeptos merecem isso e muito mais, têm direito a que a opacidade seja erradicada, o corporativismo deixe de ser um peso nos pés que puxa para o setor para o fundo, e que a meritocracia seja aplicada e explicada. Resta falar da posição dos clubes perante estes casos-limite. Não pode ser só o emblema que se sente lesado a arcar com as despesas da contestação. Por tratar-se de um estado de coisas que mais cedo ou mais tarde tocará a todos, justificar-se-ia uma posição conjunta, através da Liga. É impossível falar na integridade da competição pela qual a Liga Portugal é responsável, quando convivemos com casos destes e vemos que acabam por ser tratados como se se revestissem de normalidade absoluta. O que é uma gritante mentira. Nada disto é normal, nada disto faz parte dos princípios basilares da arbitragem.

CARTAS
ÁS
Paulo Fonseca
À imagem de Marco Silva, um regresso a Portugal que se saúda vivamente. Paulo Fonseca é, ao dia de hoje, um dos treinadores do futebol europeu de primeira linha, que procurará, no Sporting, emular Ruben Amorim, desenvolvendo um projeto que perdure no tempo. Excelente escolha.

ÁS
Rodrigo Mora
A afirmação do fantasista português em Roma é uma realidade, e os três golos que leva na Serie A, dois deles obtidos nas últimas duas jornadas, provam-no, assim como a utilização crescente no plano inicial de Gasperini. Mora tem de ganhar mais estaleca física: talento tem de sobra.

REI
Rui Borges
Enriqueceu o currículo em Alvalade, e deixa o nome associado a um dos títulos nacionais dos leões. Merecia, pela frontalidade que sempre demonstrou, ter sido tratado com mais elevação na hora da despedida. A forma como foi deixado a queimar-se em lume brando deixou a desejar.

CAPA
Mourinho, Fonseca, Conceição, Amorim
O triunfo concludente no seu primeiro ‘Derby Della Madonnina’ (quarto técnico luso a vencer este jogo histórico) deu a Ruben Amorim fôlego para encarar com ânimo renovado o que tem pela frente na Serie A, onde lhe pedem que fique numa das primeiras quatro posições. No mesmo dia, percebeu-se que o problema do Manchester United vai muito para lá do treinador (e isto tem a ver com Amorim…). O que têm grandes nomes do desporto mundial, como Tiger Woogs, Lance Armstrong, Michael Phelps, Ryan Lochte, Oscar Pistorius, Michael Vick, Wayne Rooney, Magic Johnson, OJ Simpson, Kobe Bryant, Ben Johnson ou Neymar Jr., a ver com Kylian Mbapée? Todos eles, a determinado momento, por razões de ordem diversa que impactaram na sua imagem pública, viram patrocinadores virarem-lhes as costas.

FOTOGALERIA
Kylian Mbapée / China
O que se passa entre a principal estrela do Real Madrid e a República Popular da China, volta a alertar para o facto de atletas que ao mesmo tempo são marcas globais, deverem estar atentos a diferenças culturais e sensibilidades diversas, sob pena de serem penalizados e provocarem danos colaterais (como está a suceder com La Liga). Certo? Errado? É o mundo que temos…"

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - As razões para o domingo agitado em Alvalade

Observador: E o Campeão é... - Bye bye, Rui Borges. Bem-vindo, Paulo Fonseca?

Renascença: Bola Branca - Tertúlia - Borges, Varandas e Paulo Fonseca: ideias e factos

Zero: Ataque Rápido - S09E16 - Sporting em polvorosa

Falsos Lentos - S07E07 - Batáguas rói Japonesa

Canal 11 - Soltinhos pelo Mundo - Gonçalo Ramos

Tailores - Final Cut - S06E01 - Miguel

Chuveirinho #195

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Antevisão...

Terceiro Anel: React - Antevisão - Marco Silva - Alverca

5.ª Elite Cup

Benfica 4 - 2 Sanjoanense

Primero troféu da época, com um plantel mais caseiro, que na Europa terá menos expecativas, mas internamente, temos tudo para continuar a ganhar tudo!

BI: Antevisão - Alverca

Os Gloriosos Benfiquistas - S06E24 - Gil Vicente

Benfica e Rui Costa: não há nada como ganhar...


"Sócios do Benfica muito críticos em relação à arbitragem, a Proença e à relação/reação do clube a estes assuntos. Presidente destacou «superioridade» em relação a outros neste aspeto...

Rui Costa teve ontem uma Assembleia Geral mais calma do que o habitual no Pavilhão da Luz e muito o deve ao trabalho que Marco Silva tem feito na equipa (após ter sido contratado pelo presidente, pois claro). A ganhar, a jogar bem e com jogadores que outrora causavam dúvidas a valorizar, foi mais fácil enfrentar os sócios, cuja afluência nem foi nada por aí além, pois não é altura para criticar...
Entre novidades apresentadas sobre o emblema e o Benfica District, os benfiquistas que usaram da palavra fizeram muitas críticas à arbitragem, a Pedro Proença e à relação/reação atual do Benfica a estes assuntos sempre polémicos, porque se há tema que cai sempre bem no futebol português, desde que não se vá à frente do campeonato, é este. João Diogo Manteigas, ex-candidato a presidente, entregou mesmo um requerimento para a instauração de um processo disciplinar ao sócio do clube que é nesta altura presidente da FPF. A mensagem dos opositores foi, no entanto, de união. E há poucos assuntos em que o presidente de um grande português esteja mais à vontade do que arbitragem...
Rui Costa voltou a garantir «independência» em relação a Proença e «tolerância zero» na arbitragem. Para isso, prometeu continuar a lutar nas instituições, sem ter muitas intervenções públicas sobre isto: «Não sou um papagaio falante como muitos que aí andam...» O presidente encarnado sublinhou mesmo que se considera «superior» aos adversários neste aspeto, embora saibamos que estamos possivelmente a um clássico de distância de não ser bem assim. Não estar constantemente a falar de árbitros é uma opção muito difícil no futebol português e, embora os comunicados, as newsletters e os tweets sejam grandes aliados dos responsáveis superiores, é precisamente isso que os sócios cobram mais facilmente.
Bem vistas as coisas, e Rui Costa sabe-o e até o disse em parte, mais vale isto e aprovarem as contas do que questionarem o investimento, os jogadores, o treinador e o próprio presidente. Reina a calma na Luz... e assim também é mais fácil ganhar."

Sporting: a (in)coerência das decisões


"Em maio deste ano, o Sporting renovou contrato com o seu treinador e Frederico Varandas proferiu as seguintes palavras: «Nós não tomamos decisões por marés. Não navegamos à vista ou ao sabor do que estão a dizer ou vão achar. Navegamos com base em convicções e a acreditar em processos de trabalho.»
Agora que se questiona a continuidade de Rui Borges, o que mudou?

Definir o perfil
O treinador é uma das figuras mais importantes de um clube: gere os principais ativos desportivos e tem enorme responsabilidade nos resultados. Escolhê-lo não é fácil, num futebol em que as variáveis mudam rapidamente. Ainda assim, quem define um caminho coerente está mais perto de vencer.
A escolha deve partir de critérios bem definidos: que futebol se quer apresentar? O resultado é mais importante do que a identidade de jogo? Deve ser um fim ou uma consequência do trabalho? Pretende-se um treinador de personalidade forte, que possa gerar choques, ou alguém mais flexível? Que liderança se quer no balneário? Os valores e o comportamento do treinador encaixam na imagem do clube? E que comunicação se espera dele?

Renovação com convicção?
Rui Borges chegou ao Sporting num momento conturbado. Conseguiu agarrar a equipa e conquistar a dobradinha no final dessa época. A época seguinte foi a primeira que iniciou de leão ao peito. Mudou o sistema tático e apresentou um futebol dominador, por vezes alegre e aglutinador. Teve, contudo, dificuldades na gestão da condição física dos jogadores nas fases decisivas da época. Ainda assim, manteve a equipa competitiva nas várias competições, uma exigência de quem treina um clube grande.
Em maio, o Sporting renovou contrato com o treinador. Publicamente, a administração validou o seu perfil e reforçou a confiança.

O que mudou?
Depois da final da Taça de Portugal perdida para o Torreense, a desconfiança dos adeptos em relação a Rui Borges aumentou. Para romper com o passado, a administração leonina entendeu que era o momento de iniciar um novo ciclo, com a saída de vários jogadores determinantes para o sucesso desportivo do Sporting.
As vendas de Hjulmand, Diomande e Trincão, a que se juntou a saída de Morita, representaram uma mudança profunda, com os riscos inerentes à perda de jogadores desta dimensão. Financeiramente, estas operações permitiram equilibrar as contas e criar margem para desenvolver novos projetos, procurando manter o equilíbrio financeiro e desportivo do clube. Desportivamente, permitiram atacar o mercado mais cedo e dar ao treinador a possibilidade de trabalhar com os reforços desde o primeiro dia da pré-época.
Contudo, o Sporting foi mais longe. Deixou sair Pedro Gonçalves e Bragança sem uma contrapartida que justificasse, do ponto de vista desportivo, a importância dos dois jogadores. A sensação que ficou foi a de que foram empurrados para a porta de saída, sobretudo tendo em conta os destinos que acabaram por ter. A explicação para estas saídas nunca foi suficientemente clara. Terá sido pelas lesões recorrentes? Pelos salários elevados? Eram dois jogadores que faziam a diferença em Portugal e constituíam mais-valias para o Sporting.
Com um meio-campo novo para trabalhar e os jogadores disponíveis desde o primeiro dia da pré-época, a administração acreditava ter dado a Rui Borges as condições necessárias para construir uma equipa capaz de voltar a chegar às fases decisivas das competições.
Passadas dez jornadas da Liga e três da Liga dos Campeões, e apesar do voto público de confiança, surgem rumores de que o futuro de Rui Borges poderá depender dos resultados dos próximos jogos. Se isso se confirmar, e forem verdadeiros os contactos para encontrar um novo treinador, a administração ficará numa posição difícil de justificar.
Onde ficam as convicções e os processos de trabalho que sustentaram a renovação de Rui Borges? Está a administração a colocar em causa as competências do treinador apenas cinco meses depois de renovar o contrato? Está a decidir com base nos resultados imediatos ou no perfil e no processo de trabalho que afirmou querer privilegiar?
Se o Sporting não se tivesse deixado empatar no último minuto com o Famalicão, ou se não tivesse permitido que Estrela e Arouca recuperassem de uma desvantagem de dois golos, Rui Borges seria hoje o homem certo no lugar certo? Esperava a administração que o treinador continuasse a jogar da mesma forma que na época passada, apesar de ter jogadores completamente diferentes?
É que ter Trincão não é igual a ter Zalazar…

Comunicar também é liderar
Os treinadores das equipas grandes têm, muitas vezes, quatro conferências de imprensa por semana. São uma oportunidade para acrescentar valor e devem ser preparadas como um jogo. A comunicação reforça a confiança, transmite mensagens e consolida o ADN do clube.
Saber criar um ambiente positivo é fundamental para um treinador com visibilidade. A comunicação é uma das áreas em que Rui Borges menos evoluiu. O seu discurso continua muito redondo e parece não perceber que estes momentos podem proteger e valorizar o seu trabalho. Um treinador de um clube grande pode influenciar a narrativa dos meios de comunicação.
Farioli, por exemplo, numa conferência recente em que estava a ser contestado, falou em «bomba e sangue». No dia seguinte, só se falava dessas palavras e não do futebol apresentado. A declaração ajudou a desviar o foco do futebol praticado pelos azuis e brancos, colocando a mobilização dos adeptos em torno da causa portista no centro da discussão. Farioli conseguiu, assim, influenciar a narrativa.
Neste capítulo, o Sporting e Rui Borges têm falhado. Incluo o clube porque deveria ajudar o treinador a comunicar de forma mais eficaz. Ao não perceber a importância da comunicação para si e para o Sporting, Rui Borges coloca-se numa posição de fragilidade: em vez de controlar a narrativa, é a narrativa que o controla a ele.
Mudar de treinador pode ser uma decisão legítima. O importante é perceber se resulta de uma avaliação do trabalho desenvolvido ou da pressão dos resultados imediatos. Afinal, as convicções e os processos de trabalho também se revelam na forma como se reage às dificuldades. A valorizar: Ricardo (treinador do Famalicão) Dois jogos e dois grandes resultados ao leme do Famalicão. Depois de ter sido um grande capitão por onde passou, será que estamos na presença de um grande treinador? A desvalorizar: António Salvador (presidente do SC Braga) O início de época é a consequência de o presidente do SC Braga estar mais focado em procurar resultados imediatos do que no perfil ideal para treinar a equipa bracarense."

A diferença, na definição do plano da relva, faz toda a diferença, no caso do Tomás está bem tirada, no outro permitiu validar um golo ilegal...

Isto é constante, em todos os jogos do Tugão, para as equipas mais fracas, é impossível vencer jogos, com estes critérios...

Os Gloriosos Benfiquistas - S02E20 - É para cima deles - BENFICA vs Alverca

BF: Renovações e Mercado...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - FC Porto faz 10 em 10 no campeonato. E na Champions?

Futsal Feminino: Nun'Álvares 0 - 3 Benfica

Liga: Arouca 1 - 0 Nacional

Liga: Braga 3 - 0 Famalicão

Liga: Marítimo 0 - 2 Santa Clara

Liga: Académico 2 - 1 Rio Ave

BolaTV: Toque de Bola - Histórias sobre Guarda-Redes: da aposta com Maradona à recusa em ser re

Representar é muito mais do que negociar


"Durante muito tempo, quando se falava de um agente de futebol, a imagem era quase sempre a mesma: alguém que negociava contratos, tratava de transferências e procurava o melhor acordo para o jogador. Essa função continua a ser fundamental, mas hoje é apenas uma parte de um trabalho muito mais amplo.
O futebol mudou. Tornou-se mais global, mais competitivo e mais exposto. As carreiras são cada vez menos lineares, os mercados estão ligados entre si e uma decisão pode ter impacto muito para além do relvado. Neste contexto, também o papel de quem representa um jogador tem de evoluir.
Uma transferência não começa necessariamente quando abre o mercado. Muitas vezes, começa meses antes, numa conversa sobre objetivos, numa análise ao momento da carreira ou na avaliação de um contexto que pode não ser o mais evidente. A responsabilidade, no entanto, não termina quando o contrato é assinado. Passa também por acompanhar o jogador, perceber como se integra, como se adapta e se as condições que motivaram a decisão continuam a fazer sentido.
Representar um atleta exige hoje uma visão mais estratégica. É preciso conhecer os clubes, os treinadores, os campeonatos e as dinâmicas de cada mercado, mas também compreender a pessoa que está por detrás do jogador. As suas ambições, os seus receios, a sua realidade familiar e a forma como lida com a pressão.
A experiência de ter sido jogadora ensinou-me que, por vezes, aquilo que parece uma grande oportunidade do lado de fora pode não ser a melhor escolha para quem está dentro. Um contrato mais vantajoso, um campeonato de maior visibilidade ou um clube com um nome mais reconhecido não garantem, por si só, uma evolução positiva. O contexto é determinante.
Também a relação entre atleta e agente tem de acompanhar esta transformação. A confiança não se constrói apenas nos momentos em que há uma negociação para fechar. Constrói-se na transparência, na disponibilidade e na capacidade de dizer aquilo que nem sempre é mais fácil ouvir. Um agente não deve limitar-se a apresentar oportunidades, mas ajudar o jogador a interpretá-las e a tomar decisões informadas.
Essa proximidade deve também traduzir-se na criação de condições para que cada atleta possa trabalhar e evoluir melhor. Através de parcerias com profissionais e entidades especializadas, é possível disponibilizar ferramentas e soluções que respondam às necessidades individuais de cada jogador, seja ao nível da preparação, da recuperação ou do bem-estar. Mais do que procurar respostas iguais para todos, importa perceber o que pode fazer a diferença em cada realidade e garantir que o atleta tem acesso ao apoio certo, no momento certo.
É verdade que o mercado se tornou mais rápido e que a informação circula a uma velocidade difícil de acompanhar. Mas a rapidez não pode substituir a reflexão. Nem todas as decisões têm de ser imediatas, nem todas as oportunidades devem ser aproveitadas. Em determinadas fases, saber esperar pode ser tão importante como saber avançar.
O futebol continuará a mudar. Novos mercados vão ganhar relevância, novas formas de investimento vão surgir e as exigências sobre os jogadores serão cada vez maiores. O trabalho de representação terá, por isso, de ser cada vez mais preparado, próximo e responsável.
No fundo, representar um atleta é estar presente ao longo do percurso, compreender as suas necessidades e contribuir para que tenha as condições certas para evoluir. Uma carreira não se constrói apenas através das decisões que se tomam, mas também da forma como se acompanha cada uma delas."

A Bola de Ouro de um homem comum


"Harry Kane é o novo Bola de Ouro, à boleia de 73 golos em 65 partidas em 2025/26, 61 ao serviço do Bayern e 12 pela seleção de Inglaterra. O pódio do troféu mais desejado completou-se com o francês Kylian Mbappé (Real Madrid) e o espanhol Lamine Yamal (Barcelona). Num futebol em que as estrelas planetárias parecem pertencer a outra dimensão, a consagração do ponta de lança inglês, aos 33 anos, tem um sabor especial.
Harry Kane não precisa de transformar a vida numa montra, de exibir carros de luxo, de cultivar polémicas nas redes sociais ou de fazer de cada aparição pública um acontecimento. É um homem comum, no sentido positivo da expressão. Alguém com quem nos cruzaríamos na rua ou puxaríamos conversa no café sem imaginar que estaríamos na companhia do melhor jogador do mundo.
Uma história que começa longe dos grandes palcos, no leste de Londres, em Chingford. No Ridgeway Park, entre brincadeiras com o pai e o irmão mais velho, nasceu o sonho de ser futebolista. Pelo caminho, a primeira desilusão — aos oito anos, foi dispensado pelo Arsenal, decisão justificada pelos gunners por ser... «gordinho». Um episódio que poderia ter deixado marcas, mas que acabou por ser apenas uma curva apertada numa estrada longa.
Aos 17 anos, estreou-se como sénior no Leyton Orient, seguiram-se o Tottenham e o Bayern, além da seleção dos três leões, sempre a acumular golos e recordes.
Do parque em Chingford ao London Palladium, onde recebeu a Bola de Ouro. Uma viagem extraordinária que explicou em longo discurso com elogios à família, aos clubes, aos treinadores e à comunidade que o viu nascer. É aqui que Harry Kane também se distingue com uma imagem de simplicidade a contrastar com colegas de profissão egocêntricos que vivem numa realidade paralela, rodeados de ostentação, assessores e uma necessidade permanente de protagonismo.
Harry Kane não precisa de nos convencer que é especial. Os golos encarregam-se disso e mesmo assim continua a ser um de nós, como se ainda jogasse no Ridgeway Park. Talvez seja esse, afinal, o seu maior prémio."

VAR à Sexta #23 - Especial Halloween- Era Rui Borges perto do fim?

Hora do Desporto - S03E13 - À Conversa Com... Lenine Cunha

BolaTV: Falso Plano #142 - Prémios falso plano: Parte I

domingo, 1 de novembro de 2026

Grandes golos...

Benfica 3 - 1 Chaves


Vitória na recta final, com dois grandes golos, numa partida complicada, mas onde o nosso talento apareceu no momento certo...

Uma nota para arbitragem, desta vez, apesar de alguns erros naturais, não apitou com aquela raiva anti-benfiquista do costume! O lance do penalty contra o Benfica, com outro tinha sido assinalado... No golo anulado ao Chaves, por fora-de-jogo, não compreendi os quase 5 minutos necessários!!!

1.º lugar

Tigers 1 - 7 Benfica

Sabíamos que tínhamos que ganhar por 4 golos, antes da partida começar, e rapidamente conseguimos a vantagem...

Depois do empate na 1.ª jornada, as cosas ficaram complicadas, mas conseguimos... Já agora os Ucranianos, ganharam ao El Pozo!!!

Jornada interessante...

Portimonense 72 - 86 Benfica
19-16, 19-27, 16-14, 18-29

Vitória no Algarve, depois da viagem à Suíça, sem o Broussard, em mais um jogo onde a percentagem de Triplos foi baixa...

Derrota dos Corruptos em Ovar, deixou a liderança tri-partida, ainda é cedo para previsões finais... mas será sempre importante ter a vantagem de jogar em casa na negra nos Playoff's !!!

Vitória sobre o Vitória...

Guimarães 25 - 37 Benfica
16-19

Importante regressar às vitórias fora de casa, após o desaire na Madeira...

Tranquilo...

Benfica 3 - 0 Clube K
25-16, 25-8, 25-15


Jogo muito fácil...

Eliminados...

Benfica 1 - 2 Barcelos

Jogo típico onde a equipa que assumiu o jogo, acabou por perder, contra a equipa que basicamente só defendeu e aproveitou as poucas chegadas à baliza adversária para marcar...

Detalhes... importantes, mantendo a identidade, não esquecendo a história

Só faltava o 'indignómetro' interminente

Jhon Durán: a verdade foi tomar banho


"No futebol português, até o silêncio devia levar advogado. Nunca se sabe o que pode dizer. Uma pessoa está calada e já vai a caminho do túnel. Outra abre a boca, ninguém percebe o que disse, mas o relatório percebe tudo. Sobretudo a necessidade de justificar o cartão que já saiu do bolso.
Jhon Durán foi expulso por Cláudio Pereira no final do Santa Clara-Benfica. No relatório, surgem palavras impercetíveis à equipa de arbitragem. Palavras que terão ajudado a propagar o conflito. Não se percebe o conteúdo. Percebe-se a culpa. É uma capacidade extraordinária. Como condenar um livro sem conseguir ler o texto.
Convém fazer uma pausa. Um gesto pode ser ofensivo sem legenda. Uma provocação não precisa de palavrões. Mas um relatório precisa de factos. Da descrição concreta do que aconteceu. Se o árbitro não percebeu as palavras, não pode pedir-nos que aceitemos a ofensa por intuição. O cartão vermelho não é um teste de fé.
Também nos Açores, em abril de 2025, o mesmo árbitro expulsou Conrad Harder. Entre as explicações apareceu um «yeah» provocatório. Cláudio Pereira descreveu também um salto sobre um adversário e atribuiu ao então jogador do Sporting o início do conflito. O resto das palavras não lhe foi percetível. Já havia, portanto, dificuldades de receção. A emissão dos cartões funcionava bem.
Harder cumpriu um jogo de suspensão. Meses depois, o Tribunal Arbitral do Desporto anulou o castigo por violação do direito de defesa. Não decidiu que todos os gestos eram inocentes. Decidiu que o processo não respeitara esse direito. A diferença interessa. Como interessa o calendário. Quando a decisão chegou, o jogo já estava cumprido. A justiça devolveu-lhe uma presença que já lhe tinha sido tirada.
Antes disto, houve Sérgio Conceição num jogo do FC Porto em Paços de Ferreira. E houve Nuno Almeida. Segundo contou o treinador, o árbitro explicou-lhe que o expulsara pela cara. Ficou para a história «o olhar fulminante». É preciso atribuir a versão a quem a contou. E, mais tarde, o próprio árbitro negou essa versão. Mas também não é difícil imaginar um futebol em que a expressão facial constitui matéria disciplinar. Alguns treinadores teriam de entrar de costas.
Conceição nunca foi um menino de coro. Nunca precisou de o ser para ter direito a uma expulsão bem fundamentada. É esse o problema dos antecedentes. Dão muito jeito a quem tem preguiça de examinar o presente. Já gritou antes. Deve ter gritado agora. Já insultou antes. Deve ter insultado agora. Uma reputação transforma-se numa folha de cadastro. Depois basta preencher a data.
Mário Branco também não precisa de auréola. No caso de Famalicão, os insultos não foram a parte desmentida pelo diretor geral do Benfica. A falsidade estava na aproximação física que Gustavo Correia descreveu e que as imagens de videovigilância contrariaram. O dirigente não se aproximou nem foi travado por polícias ou assistentes. Aquela cena existia no relatório. Nas imagens, não.
O árbitro manteve inicialmente a versão. Depois reconheceu um lapso de identificação. O Conselho de Disciplina não deu como provada a intenção de falsear os factos. Deu como violados os deveres de rigor, exatidão e verdade.
Consequência? Essa tal repreensão. Cabe numa palavra. Já os efeitos de um relatório falso, têm outro tamanho. E podem ser nefastos para o visado.
Nada disto limpa o ambiente em que trabalham os árbitros. O futebol português produz suspeita em quantidade industrial. Uma semana trabalha um dos grandes. Na seguinte trabalham dois. Quando é preciso, trabalham os três. Mudam os comunicados. Mantém-se a fábrica. O erro de quem apita, quando existe, serve para explicar a derrota, desvalorizar a vitória alheia e preparar a próxima jornada.
Os três grandes ocupam a conversa toda. Os programas. As capas. Os corredores onde se decide. Até a indignação precisa de FC Porto, Benfica ou Sporting para ter direito a horário nobre. O resto do futebol espera. Se um clube de menor dimensão é prejudicado, ninguém quer saber. Falta-lhe gente suficiente a gritar para que o prejuízo exista na discussão pública.
Neste ruído, o árbitro entra em campo com a sentença preparada por milhões de adeptos. Há insultos. Há ameaças. Há dirigentes que confundem liderança com licença para intimidar. Há treinadores que fazem do quarto árbitro um empregado do seu mau humor. Defender a arbitragem desta violência é uma obrigação. Não exige que se defenda toda a frase escrita por um árbitro.
Também dentro do setor falta proteção. Falta quem ajude a corrigir sem abandonar. Quem exija rigor sem transformar cada erro numa execução pública. Mas proteger um árbitro não pode significar proteger uma versão contra os factos. Isso deixa-o mais sozinho na decisão seguinte. E entrega aos incendiários o fósforo de que precisavam.
Jogadores, treinadores e dirigentes abusam. Muitas vezes. Não abusam por decreto em todas as ocasiões. Alguns árbitros parecem esquecer essa diferença quando se sentam a escrever. O apito já acabou. Há tempo. Há uma cadeira. Há a possibilidade de dizer: «Não vi bem, não ouvi. Enganei-me.»
Em vez disso, por vezes, aparece a literatura. O jogador cumpre. O treinador cumpre. O relatório fica. A verdade desaparece."