Últimas indefectivações

sábado, 15 de agosto de 2026

Zero: Canto - Semana de (mais) empates e nomes que não convencem na Luz

Falar Benfica - Conversas Gloriosas #62 - Empates na 1 ª jornada da Liga e na Escócia, jogo contra o Casa Pia

No play-off da Liga Europa


"O Benfica empatou 1-1 no reduto do Hearts e assegurou a qualificação para a derradeira eliminatória de acesso à Liga Europa. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Passagem merecida
Cumprido o objetivo de continuidade nas eliminatórias de apuramento para a fase de liga da Liga Europa, Marco Silva aponta baterias para o próximo desafio: "É uma eliminatória passada, com um grande jogo no Estádio da Luz, com um jogo suficiente aqui. Foco total no Casa Pia, agora é o mais importante para nós."

2. Missão cumprida
Lukebakio, autor do golo do Benfica, sublinha o apuramento para o play-off de acesso à fase de liga da Liga Europa: "O nosso objetivo era vencer, mas a missão está cumprida, por isso agora estamos a olhar para o próximo jogo contra o Casa Pia. O mais importante é que nos qualificámos."

3. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, o golo marcado pelo Benfica ao Hearts.

4. Bilhetes à venda
Os ingressos para o embate, no próximo dia 20 no Estádio da Luz, entre Benfica e Aarhus, da 1.ª mão do play-off de acesso à fase de liga da Liga Europa 2026/27, já estão à venda.

5. B em ação
A equipa B do Benfica visita a União de Leiria no sábado, às 14h00.

6. Pré-época da formação
Os Sub-23 participam na Otten Innovation Cup, nos Países Baixos. Os Sub-15 têm dois jogos-treino agendados para sábado.

7. Preparar a temporada
A equipa feminina de futsal do Benfica trabalha com empenho e ambição.

8. Media Day
A equipa feminina de andebol do Benfica viveu o Media Day da temporada 2026/27.

9. Movimentações do defeso
A futsalista Andreza Queiroz reforça o Benfica.

10. Campeonato da Europa de atletismo
Acompanhe o desempenho dos 14 atletas do Benfica participantes no certame. Fatoumata Diallo alcançou o bronze nos 400 metros barreiras.

11. Jornal O Benfica
A edição desta semana está disponível para download no site oficial.

12. Casa Benfica Ilha Terceira
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 32.º aniversário."

Os treinos do Benfica andam mesmo intensos


"Faltou à águia sentido de urgência para parecer que aquilo na Escócia era um jogo, mas nem Marco Silva ajudou com onze e substituições ditadas pela gestão, mais do que pela vontade de ganhar

Há muito que os jornalistas deixaram de poder assistir aos treinos das equipas de futebol — eu ainda tive oportunidade de ver muitos, no campo 3 da Luz, na Reboleira, no Restelo, em Alverca, no Bonfim, em Campo Maior... —, por isso foi um privilégio, ontem, estar no sofá a ver a equipa de Marco Silva a trabalhar.
Sim, a desculpa é que se tratava de um suposto jogo oficial, a segunda mão da terceira pré-eliminatória da Europa League. Mas isso foi apenas o que obrigou o Benfica a abrir o treino, e não apenas aqueles 15 minutos que a UEFA obriga e que são apenas o aquecimento antes de começar, já à porta fechada, o que realmente interessa. 
Ontem, não. Ontem, a águia foi mesmo obrigada a ter o treino todo aberto, e logo um treino de conjunto, com uns convidados escoceses esforçados. Só faltou Marco Silva entrar campo dentro para corrigir posicionamentos para a sensação ser completa.
Porque por muito que se queira, por muito que um treinador tente puxar pelos seus jogadores, é quase impossível que a segunda mão duma pré-eliminatória de agosto, depois de 6-1 na primeira, saiba a ou tenha a intensidade de um jogo. Falta o sentido de urgência, falta o receio de perder pontos, ou de ficar pelo caminho.
E nem Marco Silva ajudou a passar esse sentido de urgência, quando as substituições que fez foram ditadas pelo plano de minutos traçado antes (45' a cada central; Barrenechea e Sudakov, os outros titulares de campo na Escócia que já tinham começado o jogo com o Académico de Viseu, substituídos pouco depois de uma hora), e não pelo que o jogo ditava. Até as últimas trocas foram ditadas pela gestão, mais do que pela vontade de vencer o encontro, como confirmou o próprio treinador das águias, caso contrário Durán não teria jogado 90'.
Com tudo isto, acho que se pode dizer que foi bem bom. Para treino, teve uma intensidade invulgar. Melhor a dos primeiros 45 minutos do que a dos segundos, claro, porque muitos dos titulares de ontem ainda não tinham estado num treino de conjunto tão forte esta época.
E para Marco Silva sobrará a esperança de que, com melhorias físicas, a equipa possa pressionar nos jogos melhor do que fez no treino de ontem; e que, em jogo, a concentração seja maior, para evitar tantas falhas na concretização, ou distrações como as de José Neto (ultrapassado no um para um) ou Richard Ríos (que deixou o autor do golo do Hearts sozinho para ir marcar quem já estava a ser marcado por Manu) no lance do 1-0."

Benfica: a revolução de um homem só


"Marco Silva tenta transformar o Benfica sem massa crítica para uma ideia de equipa grande. É precisamente quando o mercado é ainda mais decisivo que a resposta falha copiosamente

Escrevi aqui várias vezes que quanto mais o Benfica insistisse em treinadores com modelo assente em transição ofensiva mais longe estaria do sucesso e de ter um plantel capaz de dar resposta quando viesse alguém com ideias mais próximas do que deve ser uma equipa grande a jogar na Liga portuguesa.
Depois de Roger Schmidt, tanto com Bruno Lage como com José Mourinho, os encarnados não só se afastaram do seu ADN e cultura, por via das ideias de ambos os técnicos, como também a maior parte dos atletas contratados — €200M investidos em duas épocas — empurraram uma equipa que deveria ser dominadora para uma outra a vestir outra pele, a de uma que não consegue dominar e controlar. Perante a distância entre as classes alta e média, já para não falar de outras, essa é a morte do artista. Falhar ultrapassar defesas baixas pode resultar em títulos perdidos. Depois do quase com Lage, Mourinho não perdeu um jogo no campeonato e, mesmo assim, só conseguiu um terceiro lugar. O que mostra o quão errada pode estar uma abordagem que não seja global. Ou seja, estará sempre mais perto de vencer quem tiver mais soluções em transição ou ataque rápido e também na sua organização posicional com bola, impactante não só a atacar como a defender. E é preciso não esquecer a importância da coesão a defender, e de se ser sólido e disruptivo, consoante a baliza que se defende ou ataca, nas bolas paradas.
Não acredito que Marco Silva tenha trazido consigo de Londres essa ideia de futebol hiper-associativo, de elevadas percentagens de posse e de um ataque mais envolvente do que vertical e progressivo. No entanto, reconheço que a química que os jogadores da frente apresentam — a mobilidade, criatividade e as dinâmicas que se observam — apresenta-se superior ao que trouxeram à luz do dia os antecessores. Os mesmos que mostraram dificuldades, com planos ou sem planos específicos divulgados publicamente, em perceber que talentos puros como Schjelderup e Prestianni tinham ultrapassado o ponto de fricção e já era visível para quase toda a gente que estavam prontos. Claro que a definição no momento de finalizar tem deixado a desejar, mas nota-se evolução.
Uma boa evolução num tecido coletivo sem caras novas à exceção de Kaminski, o que contrasta com a instabilidade que resulta da falta de massa crítica no setor defensivo, há muito anunciada e há muito por resolver. A mesma falta de plano que explica o salto entre treinadores a olhar para o nome (ou para o passado) e pouco para as ideias também esclarece a quantidade de potenciais reforços que se perseguem para a posição de central, para logo depois se riscar porque são demasiado caros ou há demasiada gente atrás. O mercado do Benfica é o exemplo perfeito daquilo que não se deve fazer. E essa conclusão ficará mesmo que os encarnados ainda encontrem um grande negócio, o melhor do verão. Irá sempre parecer um acidente.
Tomás Araújo e Lenglet complementam-se na velocidade e são mais jogadores do que defesas. Sabem o que fazer com a bola. Isso é um upgrade em relação ao passado. No entanto, não gostam do choque, do duelo físico e, dos dois, apenas o francês disputa a bola pelo ar, sem esconder algum desconforto. O mesmo se passa com Enzo e será apenas um pouco melhor com Aursnes. Tal como com os vários laterais à disposição, entre os quais Bah é o mais disponível para o momento. Em cima, Marco Silva acrescentou mais um factor de instabilidade: mudou de guarda-redes. E a defesa está a sofrer demais. Precisa de tempo. Mas também precisa de um ou dois jogadores diferentes — um central e um médio defensivo mais agressivo, que dificilmente já será Palhinha —, ficando a dúvida, que terá de ser Samuel a dissipar, se não necessita também de um número 1. O próprio técnico não escondeu algum nervosismo em Edinburgo perante uma pergunta normal do jornalista sobre o tema.
Marco Silva está no meio de uma revolução e sem homens de confiança ao seu lado. Vai ter de encontrar quem o siga cegamente para o que aí vem. Terá de descobrir passe vertical onde só se movimenta a bola para o lado ou se bate longo. De incutir agressividade a quem só quer fazer contenção. De obrigar a saltar quem deixa a bola bater. E de disciplinar quem já teve episódios de explosão. Isto num clube que se movimenta como se continuasse anos 90, mesmo com os títulos conquistados depois disso. Se o conseguir será o seu melhor trabalho, todavia também o mais difícil. De longe.
O mercado é o reflexo de como se vive no Benfica. Se há dúvidas com Lenglet, estas aumentam com Kaminski. Está longe de ser, para já, um reforço. O que não quer dizer que seja um flop. Ainda. O polaco, percebe-se, é um jogador para receber a bola no espaço, não para encontrá-lo para si próprio, através do drible. Poderá ser útil em estágios mais avançados da Liga Europa, mas de costas para a baliza contrária e sob pressão tem sido desastroso. Aí, seja ansiedade ou falta de treino, mostra debilidades pouco naturais para um jogador já internacional. Foram sim 17 milhões de euros gastos com um perfil para uma mão-cheia de jogos, num setor em que havia soluções e, sobretudo, tempo. Quando já faltava um central e um 6, e agora talvez se pense num guarda-redes e, acrescento eu, num cenário ideal, num 8 diferente.
Os sinais dizem-nos que a pressão vai tornar-se mais duradoura, o terceiro homem vai aparecer e o moral vai provavelmente crescer, podendo empurrar a equipa para a tal velocidade de cruzeiro, de triunfo atrás de triunfo. O calendário, esse, apertará ainda mais e, para ser bem-sucedido, o técnico tem a plena consciência de que, neste microclima, não poderá perder os rivais de vista. Entretanto, já ganhou tempo suficiente para que finalmente chegue ajuda! Ainda que já devesse ter percebido que talvez tenha de esperar que quem assina os cheques se ajude a si próprio. Ainda que isso passe por se perceber as próprias limitações, o que nem com os constantes pedidos de desculpas tem acontecido. Uma delas é não perceber que quando se bate a tantas portas não se trata de esperar para escolher bem. É apenas não saber o que escolher."

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Comunicação...

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Ação ou propaganda? Infelizmente propaganda


"Há mais de cinco anos que se sabe que a centralização dos direitos televisivos vai avançar. A lei é de 2021, o calendário é conhecido e a época de 2028/29 nunca esteve escondida de ninguém. Esta direção teve cinco anos para estudar, negociar, propor, influenciar e, sobretudo, liderar.
O Benfica não o fez, e agora, só agora, descobre a Assembleia da República na tentativa de suspender um processo que durante cinco anos ignorou.
É por tudo isto que esta petição é, acima de tudo, uma peça de propaganda.
O Benfica tem razão em vários dos problemas que identifica; o que não pode é transformar quatro anos de ausência de liderança numa súbita demonstração de combate.
A petição dificilmente alterará uma realidade que o próprio Benfica deixou consolidar enquanto assistia ao processo de fora. Por isso, o problema desta petição não está naquilo que pede. Está no momento em que aparece.
Pedro Proença contaminou, desde o início, o debate sobre a centralização a uma discussão sobre distribuição de dinheiro, quando a questão central deveria sempre ter sido a reforma dos quadros competitivos.
É legítimo que o Benfica esteja preocupado. O que não é legítimo é fingir que descobriu o problema em 2026."

Throne: Portuguese Football is RUINED

MasterVi: Mercado...

SportTV: Mercados - Novo avançado na catalunha?

Zero: Mercado - Live

Zero: Mercado - Sonho Palhinha está vivo no Benfica

BF: Sudakov...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Será já este o Benfica de Marco Silva?

Observador: E o Campeão é.... - Avança Suárez num Sporting à procura de redenção?

Observador: Três Toques - Clube anuncia continuidade de jogador que promete emagrecer

A Verdade do Tadeia - 2027#2 - Porque estamos a alienar o talento?

DeLetra #48 - ⚽ Benfica e Sporting escorregam. Segunda jornada e desilusões!

Zero: Hóquei em Patins - «Gostava que toda a gente vivesse a sensação de ser campeão da Europa»

A Bola Não Mente - S01E66 - Top Wings da NBA

Possessivo - React - Entrevista Jorge Jesus - Parte II

A recomposição acionista do Benfica não exige sair da bolsa


"A discussão sobre o futuro acionista do Benfica tem sido marcada por uma premissa errada: a ideia de que o clube teria de abandonar a bolsa para recomprar ações e, posteriormente, recolocá-las em parceiros estratégicos. Esta narrativa, repetida com insistência, não resiste ao mínimo escrutínio jurídico, económico ou institucional. E, no entanto, tem ganho alguma tração pública como se fosse uma inevitabilidade técnica. Não é. E é importante desmontá-la.
O enquadramento legal português e europeu é claro. As sociedades cotadas podem recomprar ações próprias, dentro dos limites definidos, e podem igualmente aliená-las posteriormente a investidores que sirvam a estratégia de longo prazo. Trata-se de um instrumento comum de gestão societária, utilizado por empresas que pretendem estabilizar a estrutura acionista, reduzir dispersão ou reforçar o controlo de determinados blocos. Nada disto exige a saída do mercado regulamentado. A bolsa não é um obstáculo. Pelo contrário, é um enquadramento.
O que verdadeiramente está em causa é a qualidade da base acionista. A permanência em mercado regulado garante transparência, disciplina e escrutínio público. O Benfica beneficia dessa exposição: reforça credibilidade, reduz opacidade e obriga a práticas de governance que protegem o interesse dos acionistas e dos sócios. A ideia de que sair da bolsa seria um passo natural para “resolver” a estrutura acionista é, além de tecnicamente infundada, institucionalmente regressiva.
A solução está noutro plano: política acionista. O Benfica pode, e deve, definir um programa de recompra de ações, devidamente enquadrado, que permita reduzir a volatilidade acionista e recompor o capital em torno de parceiros estratégicos, sem perder o controlo societário. Parceiros que não sejam meros investidores ocasionais, mas entidades com visão, alinhamento institucional e capacidade de acrescentar valor ao projeto desportivo e organizacional. Formação, tecnologia, internacionalização, futebol feminino, infraestruturas. Há áreas onde a presença de investidores qualificados pode ser decisiva.
A recolocação das ações recompradas permitiria reforçar o controlo associativo sem abdicar da supervisão pública. Criaria estabilidade, blindaria a gestão contra ciclos de especulação e permitiria ao Benfica construir uma estrutura acionista coerente com a sua identidade. Tudo isto mantendo a transparência, mantendo o escrutínio e mantendo a confiança dos mercados.
Importa acrescentar um ponto frequentemente ignorado. A permanência na bolsa não impede que, entretanto, um parceiro estratégico alinhado com a identidade do clube adquira uma participação relevante. Pelo contrário, o mercado regulado permite que esse investidor entre de forma transparente, supervisionada e com obrigações de reporte que protegem o interesse dos sócios. A recomposição acionista pode, portanto, avançar em paralelo, por via da recompra e por via da entrada de investidores qualificados. Sair da bolsa não é condição para nenhum destes movimentos.
Há ainda um elemento económico decisivo. A Benfica SAD está desvalorizada face aos múltiplos atualmente praticados no futebol europeu. Num mercado onde clubes são avaliados com prémios significativos sobre receitas operacionais, ativos de formação ou presença internacional, a cotação atual do Benfica representa uma oportunidade rara. Para o clube, significa que um programa de recompra seria financeiramente eficiente. Para investidores estratégicos, significa que a entrada no capital pode ser feita a um preço inferior ao valor económico real da organização. Para ambos, significa que a permanência na bolsa não é um entrave, mas sim uma janela de oportunidade.
Sair da bolsa, pelo contrário, teria custos significativos: perda de visibilidade, redução de transparência, aumento do custo de capital e uma perceção de retração institucional num momento em que o futebol exige exatamente o oposto, ou seja, abertura, profissionalismo e accountability. A bolsa não é um problema a eliminar, é um ativo a saber utilizar.
O debate, portanto, deve recentrar-se no essencial. Como recompor o capital, como escolher parceiros certos e como garantir que a estrutura acionista serve o projeto desportivo e institucional. A narrativa da saída da bolsa é uma distração. O que falta não é coragem para abandonar o mercado. O que verdadeiramente falta é estratégia para o utilizar."

LiveMode: Fomos a Edimburgo no AVIÃO DO BENFICA!

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Marco Silva - Hearts

Observador: A Força da Técnica e a Técnica da Força - Hearts...

Terceiro Anel: Hearts...

BF: Hearts...

BI: Rescaldo - Hearts...

Terceiro Anel: Live - Hearts...

5 Minutos: Live - Hearts...

POIS ENTÃO O AAHRUS QUE SE CUIDE


"Hearts 1 - 1 Benfica

PRÉ-JOGO
1. Os jogos fora, quando não os posso ver no estádio, procuro vê-los em família, numa casa do Benfica perto de mim. Há muito que devia uma visita à Casa do Benfica de Vila Real de Santo António, a promessa foi sendo adiada, hoje deu-se a oportunidade, fiquei impressionado com as instalações.

2. Eliminatória resolvida, oportunidade para Marco Silva dar minutos aos jogadores que se integraram mais tarde - só Tomás Araújo tem sido titular, todos sabemos porquê, hoje teremos oportunidade de ver um onze quase todo novo. É bom espicaçar a concorrência interna, toca a mostrar serviço para ganhar a titularidade. Aursnes ainda de fora, que volte só quando estiver a cem por cento.

3. Gostei muito, uma vez mais, da conferência de imprensa de Marco Silva na antevisão ao jogo. Tem sido de um enorme realismo perante os maus resultados (foram dois em quatro jogos), não vê filmes cor-de-rosa nem arranja desculpas esfarrapadas, aponta para um nível de exigência que desejo ver replicado por todo o grupo de trabalho, por toda a estrutura e pelos mais altos dirigentes do clube também. É hora e já vai tarde!

O JOGO (Apontamentos escritos em direto e publicados imediatamente após o final do jogo.)
4. 15 minutos todos nossos e já o Durán (duas vezes ao jeito do seu pé esquerdo) e o Ríos (apareceu bem ao segundo poste num centro) falharam a possibilidade de colocar o Benfica em vantagem. Acho que é fácil, até para um treinador de bancada como eu, constatar a nossa superiorodade.

5. Sudakov continua a merecer oportunidades - Marco Silva apostado em mostrar que foi um bom investimento de Rui Costa -, mas continua a não as aproveitar. E preparem-se que esta vai ser, já deu para ver, a época dos ferros: depois de três contra o Ac Viseu, já somámos mais um hoje, na barra, ela não quer entrar.

6. Desculpem lá mas tenho que tirar o chapéu aos adeptos escoceses: levaram seis-um na Luz, encheram hoje o estádio como se fosse a primeira mão e a vibração nas bancadas foi própria de quem está a disputar uma eliminatória. Uma lição!

7. Gosto muito da forma como o José Neto trata a bola - está ali muita qualidade. Será que não lhe falta alguma agressividade? Vai bem a tempo de adquirir.

8. O Samu foi chamado a duas intervenções apertadas, as primeiras no jogo, prenúncio do golo que não tardou. Grita-se fora de jogo aqui em Vila Real de Santo António. O VAR confirmou. Ainda bem: não me apetece nada sair daqui com uma derrota.

9. O jogo está durinho. Eles parece que estão a disputar uma final. E é assim mesmo! Gosto disto. Já não gosto é da dificuldade que mostramos na defesa de bolas aéreas defensivas - assim vai ser difícil enterrar o fantasma Otamendi, o rei das bolas aéreas.

10. O Prestianni entrou e já mexeu com o jogo. Está a entrar muito bem na época, muito bem mesmo. Proibido vender! E não é que eles nos marcaram um golo? Crl,.como foi possível? Espera lá que o Lukebakio já empatou isto, golos gémeos um do outro. Ainda bem, perder com este Hearts...

11. Épá, não saímos daqui com uma vitória? A eliminatória está mais do que garantida - aliás, já estava antes do jogo começar -, estamos só a cumprir calendário, não está nada em jogo, mas uma vitória na Europa é sempre uma vitória na Europa. Quanto mais não seja para reforçar as estatísticas...

12. Para a semana há mais Liga Europa: recebemos quinta-feira o Aahrus (de boa memória) na Catedral. Lá estarei! Entretanto, segunda-feira é em Rio Maior. Lá estarei também, claro."

O Benfica foi à Escócia em modo lúdico ver um eclipse total do Hearts

"Esteve mais perto de perder do que de ganhar, mas o Benfica acabou mesmo por sair do Tynecastle Park com um empate (1-1) que não comprometeu a vantagem de cinco golos trazida da primeira mão. Marco Silva alheou-se das preocupações concretas do jogo e focou-se na rodagem que pretendia dar a jogadores que precisava
m dela. No play-off, a última fase do casting para chegar à Liga Europa, os encarnados vão defrontar os dinamarqueses do Aarhus

Por curiosidade, fui ver as sugestões do motor de busca. Uma delével pesquisa indicou-me imediatamente roteiros para ficar a conhecer Edimburgo em poucos dias. Também o Benfica não devia desperdiçar estas dicas disponíveis aos molhos na internet.
É verdade que a época começou e que para os encarnados, envolvidos neste casting para a Liga Europa, o número de jogos oficiais até já vai avançado, mas ainda é agosto, cheira a férias e a equipa de Marco Silva tinha cinco golos de vantagem.
Para o Benfica, a ida à Escócia foi isso mesmo: um passeio. A hipótese de lazer foi proporcionada por uma goleada na primeira mão (6-1) que praticamente acabou com a eliminatória. O percurso pelos lugares icónicos da cidade contou com uma paragem no Tynecastle Park, uma infraestrutura do século XIX que reserva aos jogadores um estreito túnel em que praticamente têm que estar ombro com ombro com os adversários.
Não foram 90 minutos aprazíveis, mas o Benfica precisava de um teste como este para alargar o lote de utilizáveis. Sem minutos, muitos dos jogadores que nesta ocasião os ganharam demorariam a atingir os níveis requeridos. O empate (1-1), após uma vitória tão gorda na primeira mão, reflete os laivos de pré-época que se sentiram.
A leviandade do encontro certamente terá encorajado Marco Silva a tomar decisões. Com um onze que geralmente tem terminado os jogos, o treinador incentivou o progresso físico dos jogadores que não acompanharam a preparação desde o início.
Clément Lenglet, que até nem é desses exemplos, sente-se sempre tentado a alfinetar um passe vertical, desejo que se torna ainda mais ardente quando adiante tem um avançado-panzer. Usufruindo da primeira titularidade, Jhon Durán foi espalhafatoso na exibição da capacidade de choque, importunando quem ousasse ter a bola junto dele.
Apesar de dotado com a fineza de quem come com as mãos, a fricção do avançado colombiano foi o argumento para que o Benfica conseguisse ir mais além. A crença num lance em que mais ninguém depositou esperanças, indo ao chão para o ganhar, terminou com o cabeceamento à barra de Amar Dedić.
Entendia-se que, com a intensidade de outra fase da temporada, os caminhos ofensivos seriam outros. Dodi Lukebakio arrancou um cruzamento prometedor para Sudakov e Andreas Schjelderup também conseguiu criar individualmente situações de remate. No entanto, a frequência com que os extremos intervieram ainda não foi a ideal.
A diferença da primeira mão para a segunda esteve no Benfica e não num impressionante salto qualitativo do Hearts. Acontece que, desta vez, a trajetória dos escoceses para o ataque não foi ínvia. A menor proatividade encarnada assim ditou. Cláudio Braga, o português que é ídolo dos vice-campeões locais, esteve mais associado à restante equipa. Mesmo que os adeptos aplaudissem com vigor uma mera troca de poucos passes, o Hearts carecia de alguma imaginação.
Os atos de gestão de Marco Silva passaram por, ao intervalo, substituir Lenglet por Tomás Araújo sem justificação aparente. O técnico alheou-se de pensar nas consequências, tamanho era o conforto na eliminatória. Porém, o setor recuado demonstrou fragilidades gritantes no início da segunda parte.
Manu Silva ficou agrafado a esse sofrimento. A inoperância do central perante o dinâmico Sabri Guendouz quase custou ao Benfica a pureza da baliza. Mais fragilizado ficou o ex-Vitória SC quando, após um excelente trabalho de costas de Cláudio Braga, Josh McPake o vituperou. No segundo caso, Calvin Miller até acabou por marcar, mas o lance foi anulado por fora de jogo.
O Benfica recuperou parte da fórmula que mais tem rendido neste arranque de temporada. Gianluca Prestianni, indubitavelmente, faz parte dessa versão. Havia Tómas Magnússon de travar a tentativa de melhoria, marcando de fora da área em mais um momento de apatia defensiva.
A reação foi quase imediata. O jovem José Neto não foi propriamente ousado ao longo do encontro, mas mostrou o quanto as subidas poderiam ter feito a diferença. Schjelderup encontrou o lateral-esquerdo no espaço central e este assistiu Lukebakio para o empate.
A longuíssima caminhada dos encarnados até à fase principal da Liga Europa atinge agora um novo patamar. No play-off, o Benfica vai defrontar os dinamarqueses do Aarhus. Enquanto continua na rota da segunda competição da UEFA, Marco Silva ainda tem muitas lições para dar."

Grande revolução e pequeno susto no caminho do 'play-off'


"Marco Silva mudou sete titulares e, embora com alguns jogadores ainda à procura de meter óleo na engrenagem, acabou por ser uma exibição típica para quem ganhara a primeira mão por 6-1

Seis-um é uma diferença tão grande que permite a quem está por cima mudar alguma coisa e por cima continuar. Assim aconteceu com o Benfica. Marco Silva fez sete trocas (Bah por Dedic, Tomás Araújo por Manu, Dahl por José Neto, Leandro Barreiro por Richard Ríos, Rafa Silva por Lukebakio, Prestianni por Schjelderup e Pavlidis por Durán). Restaram, do onze inicial que arrancou na Liga, Samuel Soares, Lenglet, Barrenechea e Sudakov. E, com um susto pelo meio, o play-off está aí. Tal como se esperava desde o final do jogo da Luz.
Tirando os primeiros cinco minutos, nos quais o Hearts quis marcar e tentar reduzir a abismal desvantagem trazida da primeira mão, o Benfica mandou no jogo. Mais bola, mais agressividade e mais velocidade, com Jhon Durán a ser o jogador em maior evidência. Desde logo, porque mostrava grande disponibilidade para receber a bola e, de costas para a baliza e longe da área dos escoceses, combinar com os alas, Lukebakio e Schjelderup. Depois, porque foi o pé esquerdo do colombiano quem mais problemas colocou à defesa do Hearts, embora todos os remates, fortes e espontâneos de pé esquerdo, tenham saído muito ao lado.
A maior falha dos encarnados apareceu aos 24 minutos quando Sudakov, após cruzamento rasteiro de Dedic, falhou a emenda já na pequena área. Já na parte final do primeiro tempo, surgiu a mais perigosa oportunidade do Benfica, com Dedic, no meio da grande área, a desviar de cabeça à barra, após defesa apertada de Reus num remate de Durán. Por fim, em cima do intervalo, Schjelderup ultrapassou dois adversários e rematou rente ao poste.
A segunda parte começou com uma surpresa: Lenglet por Tomás Araújo. Manu manteve-se no lado direito do centro da defesa e Tomás Araújo entrou para a esquerda. Porém, não como consequência direta desta troca, o Hearts subiu de rendimento e começou a criar sucessivos momentos de perigo, sobretudo através de Guendouz. E aos 55’, os escoceses chegaram ao golo, num cruzamento rasteiro de McPake para Miller encostar de forma perfeita, numa jogada em que, globalmente, a defesa encarnada esteve muito mal. Felizmente, havia fora de jogo de McPake no momento em que recebeu a bola.
O lance pareceu acordar, ligeiramente, o Benfica, mas tal só aconteceu, de facto, quando Marco Silva voltou a mudar, pouco depois da hora de jogo: Barrenechea por Barreiro e Sudakov por Prestianni. E foi este último que, naquele estilo exuberante de ir para cima de tudo e de todos, começou a encostar o Hearts para junto da sua grande área.
O jogo aproximava-se do final quando, aleluia!, os golos apareceram. Primeiro, o do Hearts, aos 77’. A bola apareceu soltinha à frente de Magnusson e este, quase sem ninguém a fazer-lhe sombra, rematou fortíssimo, sem hipótese para Samuel Soares. Segundos depois, num lance quase gémeo, o Benfica empatou. José Neto colocou a bola soltinha na frente de Lukebakio e, igualmente sem ninguém à frente, o belga rematou de pé esquerdo e igualou.
Em cima dos dez minutos finais, Marco Silva mexeu pela última vez: Lukebakio por Kaminski e Schjelderup por Rafa Silva. Barreiro quase marcou de fora da área e, pouco depois, o neerlandês Sander van der Eijk apitou pela última vez. Venha de lá o play-off e os dinamarqueses do Aarhus, já na próxima quinta-feira, no Estádio da Luz."

Sudakov deu-lhes açúcar, mas a bolacha era... belga


"Criativo ucraniano pegou na batuta e realizou primeira parte de belíssimo nível. José Neto foi crescendo com o jogo e ainda fez o passe para o golo decisivo. Prestianni deu corda, Lukebakio não se fez rogado

SAMUEL SOARES (6) — Nada podia fazer no golo de Sabah Kerjota ((77'), uma vez que o remate do avançado albanês levava lume e foi extremamente bem colocado, entrando junto ao poste esquerdo, mas o guarda-redes das águias disse presente quando foi instado a intervir perante as tentativas de Sabri Guendouz (12 e 52').

O melhor em campo: Dodi Lukebakio (7)
Foi seu o primeiro remate do jogo, logo aos 4 minutos, mas o tiro, apesar de forte, saiu por cima da barra. Na retina ficou também um bom cruzamento que levava as medidas certas para que Sudakov pudesse faturar, mas o camisola 10 cabeceou à figura. O internacional belga teve também alguns momentos intermitentes, já que nem todas as ações individuais que protagonizou chegaram a bom porto, mas também é justo dizer-se que não atirou a toalha ao chão e foi sempre voltando à carga para oferecer soluções pelo flanco direito do ataque. Acabou por ter o momento de inspiração já na etapa complementar, quando, depois de receber de José Neto, rematou de primeira, de pé esquerdo, à entrada da área, para selar o golo do empate do Benfica em solo escocês.

DEDIC (6) — Com o Newcastle à perna, o internacional bósnio somou a primeira titularidade da temporada e lá foi tentando as suas habituais incursões pelo flanco direito. Tirou, primeiro, um cruzamento que Sudakov não conseguiu desviar (23') por muito pouco, e cheirou, ele mesmo, o golo, mas a barra negou-lhe o cabeceamento vitorioso (36'). Voltou a tentar na segunda parte (71'), mas o remate foi desviado para canto.

MANU (5) — Algumas hesitações perante os avançados contrários. Foi ultrapassado por Josh Mcpake, aos 54 minutos, num lance que acabou com a bola dentro da baliza dos encarnados, mas cujo lance acabaria por ser invalidado após intervenção do VAR.

LENGLET (5) — O francês tentou fazer uso da sua qualidade de passe para dar início à primeira fase de construção, mas nem sempre as coisas lhe saíram na perfeição. Não regressou para a segunda parte, talvez por gestão física.

JOSÉ NETO (6) — Acabou a primeira parte em dificuldades físicas, com queixas no ombro esquerdo, mas acabou por continuar em jogo e para ter interferência direta no golo do empate das águias, ao fazer o passe para o remate certeiro de Lukebakio. O jovem internacional português, que se estreou a titular nas competições europeias, promete luta a Dahl...

RICHARD RÍOS (5) — Ainda longe da melhor forma, o colombiano não teve as chegadas à área que costuma apresentar. Belo remate, aos 15 minutos, que foi apenas travado pela intervenção de nível do dono da baliza dos britânicos. Voltou a tentar (41') minutos, mas a bola foi desviada para canto.

ENZO BARRENECHEA (5) — Algumas dificuldades para estancar as investidas dos jogadores do Hearts.

SUDAKOV (6) — Começa reforçar a sua influência no jogo ofensivo. Sem ter feito uma exibição de excelência, conseguiu, num par de vezes, desbloquear a bem montada teia da defensiva escocesa. Falhou o golo por milímetros (23') e, pouco depois, conseguiu mesmo visar a baliza, de cabeça, mas Beau Reus segurou (30').

SCHJELDERUP (6) — Primeira parte de bom nível do extremo dinamarquês. Envolveu-se na grande maioria dos lances perigosos, não só a criar, como também a tentar finalizar. Beau Reus foi seu inimigo (42') e, logo a seguir, o remate em arco tirou tinta ao poste esquerdo da baliza contrária.

JHON DURÁN (5) — Quis muito marcar, percebeu-se, tentou, é um facto, mas a tarde/noite não era do colombiano. Quando atirou à malha lateral, logo aos 9 minutos, ficou no ar a ideia de que poderia sair da Escócia com razões para festejar, algo que não aconteceu.

TOMÁS ARAÚJO (5) — Jogou toda a segunda parte, no lugar de Lenglet, e esteve sereno no eixo.

LEANDRO BARREIRO (5) — Deu mais músculo à intermediária, mas, acima de tudo, também permitiu alargar o raio de ação na fase de pressão. Ficou muito perto do golo da reviravolta (90+1'), mas viu Beau Reus negar-lhe a ação.

PRESTIANNI (6) — Poucas dúvidas restam de que é o jogador do Benfica em melhor forma neste início da época. Entrou a todo o gás e empurrou a equipa para o último terço ofensivo. Assistência primorosa para Dedic (71').

RAFA (5) — Ainda teve tempo para algumas investidas no ataque, especialmente no corredor central.

KAMINSKI (5) — Entrou com algum atrevimento e deu rotação ao flanco direito das águias."