Últimas indefectivações

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Antevisão...

Terceiro Anel: Antevisão - Marco Silva...

Treino...

Missão: St. Gallen...

BI: Antevisão - St. Gallen...

Trafulhice em castelhano!!!

Um dos melhores...

Campeões de pré-época


"A partir de quinta-feira há uma premissa que muda para o Benfica, mas ninguém deve estar num estado eufórico ou depressivo entre Luz, Alvalade ou Dragão

Há uma crónica ideia de que o Benfica é crónico campeão de pré-época. Uma ideia assinada pelos adeptos rivais, derivado dos valores que, por norma, os encarnados colocam em cima da mesa no mercado, pelas primeiras páginas dos jornais e horas de comentário que uns merecem e outros nem tanto.
Uma ideia alimentada até por partes das estruturas desses mesmos rivais, por comparação, mas aos quais às vezes dá jeito também passar por «debaixo do radar». Veja-se a venda de Francisco Trincão que tanta atenção mereceu dos adeptos leoninos pelo valor da mesma.
Há uma certa verdade, porém, nessa ideia. Para seu bem e para seu mal, o Benfica tem uma mediatização maior que FC Porto e Sporting. É uma questão de números, simplesmente, sustentada em dados de consumo.
Essa ideia, porém, ficou à porta nesta pré-temporada. Porque o Benfica jogou pouco, em quantidade de jogos e qualidade na maioria dos 180 minutos em que o vimos em campo, porque apresentou poucos reforços até agora e porque o Sporting e o FC Porto estão no seu oposto, quer no mercado quer em campo.
Pode dizer-se que é questão de planeamento - já aqui elogiei o do leão, por exemplo -, e que por aí haverá espaço a uma crítica justa à gestão do Benfica. Mas tal como lembram adeptos leoninos e portistas a cada ilusão encarnada, não há campeões na pré-época.
Os 7-0 do Sporting com quatro reforços a marcarem são um ótimo ponto de partida, mas o mercado não se analisa na pré-época, nem nenhuma equipa dá garantias em julho de que terá sucesso em maio do ano seguinte. O Sporting, por exemplo, corre até um risco de uma remodelação de plantel quase sem precedentes. Assumido, sim, mas ainda assim um risco. Tal como é um risco contratar um jogador que nos últimos anos foi mais notícia pelos autogolos fora de campo do que golos dentro dele. Jhon Durán tem o passado que tem, pode ser um risco caro, mas também tem um potencial enorme. Na realidade, há maior risco onde? Em contratar um ponta de lança problemático ou mudar o coração, tronco e membros de uma equipa?
Não há campeões de pré-época, nem derrotados à partida. Não deve haver euforia no Sporting, nem depressão no Benfica. A partir desta quinta-feira, uma premissa muda nos encarnados. E aí, sim, começarão a valer as análises. Até lá, silly season…para o bem e para o mal de todos em geral e nenhum em particular."

Kanal: 45 minutos...

Oliveira: Jhon Durán...

Oliveira: António Silva...

Zero: Mercado - Ibrahima Ba mais perto do Sporting

BF: Onze...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Mercado a ferver e o Braga a abrir o livro na Europa

Zero: Tema do Dia - As dúvidas no Benfica antes da estreia oficial

Observador: Três Toques - Polémica na FIFA: Cubarsí e Laporte fora do onze do Mundial

Ganhar


"Em destaque nesta edição da BNews, o Benfica Institute for Sport Excellence e a manifestação de confiança do Presidente do Clube em relação à nova época.

1. Ambição
À margem da apresentação do Benfica Institute for Sport Excellence, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, abordou a nova temporada: "As expectativas são altíssimas. O plantel que temos à disposição oferece-nos essa garantia."

2. Benfica Institute for Sport Excellence
Está inaugurada mais uma iniciativa inovadora do Sport Lisboa e Benfica.

3. Durán integrado e dois regressos
O mais recente reforço do Benfica já treina no relvado. E os mundialistas Dedic e Tomás Araújo já estão à disposição de Marco Silva.

4. Renovação
O Benfica e a futebolista Chandra Davidson estendem a ligação até 2028.

5. Primeiro treino com bola
Juvenis preparam a temporada no relvado.

6. Movimentações do defeso
Estão apresentados mais dois reforços para o andebol masculino do Benfica.

7. Calendários
As equipas masculina e feminina de voleibol do Benfica já sabem o percurso na sua principal prova nacional.

8. Chamada internacional
Miguel Mendes vai representar Portugal no Europeu Sub-18 de andebol.

9. Revalidar o título
O Benfica quer voltar a ser campeão nacional de natação no próximo fim de semana."

Terceiro Anel: DRS #58 - SUPER ANTONELLI & HUNGRIA GP!! 🏎️🏁

DAZN: Paddock Clube - Antonelli já tem mão no título?

SportTV: Grelha da Partida - S04E22 - MotoGP versus Superbike?

A Bola Não Mente - S01E59 - Top Melhores Contratos da NBA

Prata da Casa #60 - The Enfarte is Right, Hábitos (Estranhos) na Peladinha, É Vodka ou Água?

Que novela mafiosa !!!

Keegan...

“O Mundial das Chuteiras Cor-de-Rosa” — Ficha de leitura


"Resumo da obra: o Mundial de Futebol de 2026 conta a história de várias selecções que viajaram até à América do Norte com o objectivo declarado de ganhar uma taça e o objectivo real de sobreviver às expectativas nacionais, às decisões da FIFA, à interferência política, aos preços dos bilhetes e ao guarda-roupa dos dirigentes.

Identificação
Autor: FIFA, com a colaboração dos Estados Unidos da América, do Canadá e do México, bem como das quarenta e oito federações nacionais representadas no torneio.
Título da obra: Mundial de Futebol de 2026, também conhecido, para efeitos desta ficha, como O Mundial das Chuteiras Cor-de-Rosa.
Dados de publicação: Estados Unidos da América, Canadá e México, Junho e Julho de 2026. Edição da FIFA. Distribuição televisiva mundial. Preço variável, podendo um lugar na final atingir o preço de uma Yamaha TMAX 500 de 2009 no mercado de usados.
Género: Drama desportivo, comédia de costumes, espectáculo musical, campanha comercial e alegoria política.
Tema: Vinte e dois homens correm atrás de uma bola enquanto dirigentes, patrocinadores, chefes de Estado, comentadores e departamentos de marketing prosseguem objectivos distintos.
Palavras-chave: Cabo Verde; Vozinha; chuteiras cor-de-rosa; bota preta; cristiano-ronaldismo; sebastianismo; Donald Trump; Gianni Infantino; Inglaterra; estádio-malga; Madonna; seis mil euros; Espanha; monarquia.

Resumo da obra
O Mundial de Futebol de 2026 conta a história de várias selecções que viajaram até à América do Norte com o objectivo declarado de ganhar uma taça e o objectivo real de sobreviver às expectativas nacionais, às decisões da FIFA, à interferência política, aos preços dos bilhetes e ao guarda-roupa dos dirigentes.
Ao longo da obra, Cabo Verde demonstra que um país pequeno pode tornar-se, durante alguns instantes, o centro do mundo; Portugal confirma que continua a aguardar a salvação por um homem providencial; a Inglaterra joga o melhor futebol quando já não pode ser campeã; Gianni Infantino comparece de fato e ténis brancos; e Donald Trump descobre no futebol mais uma tarifa alfandegária à espera de utilização.
No final, ganha a Espanha. Mas, como sucede nas grandes obras, a vitória oficial não esgota o significado da narrativa.

Comentário crítico
O Mundial de Futebol de 2026 é uma obra irregular. Tem momentos de verdadeira grandeza, sobretudo quando os jogadores conseguem escapar ao dispositivo comercial e político construído à sua volta. Cabo Verde é a sua personagem moral; a Inglaterra, a personagem trágica; Donald Trump, a personagem inevitável; Gianni Infantino, a personagem que se julga autor.
Estilisticamente, a obra oscila entre a epopeia, o anúncio de televisão, a cimeira internacional e a cerimónia de lançamento de uma nova marca de batidos de proteína. A excessiva duração e a profusão de interesses secundários prejudicam a unidade narrativa. Ainda assim, sempre que a bola começa a rolar, a obra ameaça tornar-se boa.
O seu principal defeito é confundir escala com grandeza. O seu principal mérito é mostrar que o futebol continua, em certos momentos, a resistir àquilo que fizeram dele.
A escolha do estádio da final merece igualmente registo. A opção por um recinto aberto constitui uma excepção relevante à tendência contemporânea para a construção de espaços fechados. A configuração do recinto em forma de malga reforça a adequação formal entre princípio e fundamento. O modelo adoptado preserva ainda a relação tradicional entre o futebol e o exterior, permitindo a interferência dos elementos atmosféricos e, em circunstâncias favoráveis, de Deus. Confirma-se, assim, que o futebol beneficia de uma abóbada celeste em detrimento de um tecto retráctil.

Relações e contexto
A obra deve ser relacionada, em primeiro lugar, com o sebastianismo português. Cristiano Ronaldo desempenha o papel do homem providencial que não vem do nevoeiro porque nunca chegou a desaparecer.
Relaciona-se também com o ocaso da bota preta e com a transformação do futebol numa exposição permanente da individualidade: das tatuagens aos festejos coreografados. O fenómeno culmina no paradoxo das chuteiras cor-de-rosa: centenas de indivíduos ansiosos por serem únicos acabam calçados da mesma maneira.
No plano da recepção, o impacto da participação de Cabo Verde pode medir-se pela rápida conversão de «Vozinha» de nome próprio em cognome futebolístico. O fenómeno encontra confirmação doméstica em Sebastião Barbosa de Matos, filho do autor desta ficha e guarda-redes nas tardes de futebol do Clube Naval do Funchal, que passou a ser designado por «Vozinha». A promoção onomástica constitui, neste caso, um indicador seguro de consagração.
Importa ainda notar que a animação do intervalo da final deve ser entendida no quadro mais amplo das diferenças culturais entre a Europa e os Estados Unidos da América. A sobriedade europeia reagiu com previsível desconforto à exuberância do Novo Mundo. A crítica parece, contudo, excessiva. A entrada de Madonna, conduzida por Ronaldo e Ronaldinho — respectivamente identificáveis pelos dentes e pela pausa —, restituiu ao espectáculo uma dimensão de fantasia que o próprio torneio raramente conseguiu produzir.
No plano político, o Mundial confirma que o futebol deixou de ser apenas apropriado pelo poder, tendo passado a ser uma das suas formas de expressão. Trump trata-o como instrumento; Infantino põe-lho à disposição em sinal de deferência.
Finalmente, a vitória espanhola permite estabelecer uma relação com a permanência da monarquia no mundo contemporâneo. Num torneio dominado por falsos reis — dos golos, da pop, das assistências e dos frangos —, foi reconfortante encontrar em campo o chefe de Estado espanhol.

Conclusão
Cabo Verde ganhou a glória. A Inglaterra ganhou o futebol. A FIFA ganhou dinheiro. Trump ganhou mais uma ocasião para ser Trump. Infantino ganhou a oportunidade de usar um fato com ténis brancos diante do mundo inteiro.
A Espanha ganhou a taça.
Valeu pelo rei.
A próxima edição encontra-se prevista para 2030."

Do maior Mundial ao Portugal de Jorge Jesus


"O maior Campeonato do Mundo de sempre terminou com a Espanha justamente coroada campeã e com uma primeira conclusão que não deve ser contaminada, nem pelo conservadorismo daqueles que resistem a qualquer mudança, nem pelo deslumbramento institucional de quem confunde o crescimento da competição com o progresso.
O alargamento a 48 seleções não destruiu o Mundial, não diminuiu a importância do título e não transformou a prova numa sucessão interminável de jogos sem interesse. Pelo contrário, trouxe mais países, mais geografias, mais multiculturalismo e uma representação mais próxima da dimensão verdadeiramente universal e democrática do futebol.
É também aqui que o alargamento encontra a sua melhor justificação: permitir que o Campeonato do Mundo pertença um pouco mais ao mundo, que outros povos deixem de assistir à festa pela televisão e passem a fazer parte integrante dela, que uma criança na Praia, em Willemstad ou em Tasquente possa ver a sua bandeira erguida no mesmo palco onde jogam os países que, durante décadas, monopolizaram o acesso às grandes competições. O mérito do novo formato não se deve resumir aos milhões de receita, está nessa democratização da esperança e do sonho.
Importa, porém, reconhecer que, numa fase de grupos em que 32 das 48 seleções seguiam em frente, houve encontros em que o risco de eliminação demorou demasiado tempo a tornar-se verdadeiramente presente. Houve jogos com notório desequilíbrio competitivo, deslocações longas e exigentes, jogos realizados sob temperaturas difíceis e pausas de hidratação que, em demasiadas ocasiões, serviram mais a finalidade comercial dos patrocinadores do que propriamente a preservar a integridade física dos jogadores, além de terem quebrado muitas vezes o ritmo do jogo e o ascendente de quem melhor jogava.
Ainda assim, este Mundial confirmou que é possível alargar sem desvirtuar, mas também mostrou que não há crescimento sem as inerentes consequências menos positivas. Compete agora à FIFA resistir à tentação de transformar o sucesso desta edição numa licença permanente para acrescentar equipas, jogos, fases e produtos comerciais. O futebol precisa de crescer, mas precisa igualmente de saber onde deve parar.
Portugal encerrou a sua participação no Campeonato do Mundo nos oitavos de final, com duas vitórias, dois empates e uma derrota, oito golos marcados e três sofridos. Os números são aparentemente equilibrados, mas escondem uma realidade menos confortável: cinco dos oito golos foram marcados no mesmo encontro, diante da frágil equipa do Uzbequistão, significando que Portugal marcou apenas três vezes nos restantes quatro jogos.
Ter sido eliminada pela margem mínima diante daquela que viria a ser campeã do mundo não constitui, no final da competição, uma vergonha ou uma demonstração de inferioridade estrutural. Mas chegar apenas aos oitavos de final, com a qualidade individual disponível e depois de a própria Federação ter assumido publicamente a candidatura à vitória final, representa um resultado aquém das expetativas criadas.
O fim do ciclo tornou-se, assim, compreensível e inevitável não porque tudo tivesse sido mal feito, mas por se ter consolidado a sensação de que Portugal tinha chegado ao limite daquilo que podia evoluir dentro de um modelo preconizado por Roberto Martínez, sem ter uma matriz de jogo trabalhada e consistente.
É neste contexto que surge a opção por Jorge Jesus, uma escolha reivindicada por muitos, entre os quais me incluo e que assumo sem reservas. Não somente por ser um treinador português, ou pelo currículo recheado de conquistas, fruto de uma carreira construída de baixo para cima, mas também porque representa exatamente aquilo que faltou demasiadas vezes à nossa Seleção: uma ideia de jogo própria, assumida e reconhecível, num futebol empolgante e atrativo que caracteriza as equipas por si orientadas.
Jorge Jesus não é um treinador que se limita a escolher os melhores jogadores e a esperar que o talento organize espontaneamente a equipa. É um verdadeiro líder de balneário e, sobretudo, um treinador de campo: da repetição, do posicionamento, da correção permanente, do trabalho minucioso e de uma atenção quase obsessiva com o detalhe. Pode apreciar-se mais ou menos a sua personalidade, a forma exuberante como comunica, ou a segurança quase absoluta com que defende as suas convicções, mas ninguém pode acusá-lo de chegar a uma equipa sem saber aquilo que pretende fazer dela.
Na apresentação, deixou duas mensagens essenciais. A primeira, expressa na divisa viemos para vencer, transportando para a realidade da Seleção Nacional a ambição que sempre o definiu. A segunda é, talvez até, mais importante: Portugal terá de jogar muito mais para poder ganhar e chegar à discussão das finais e dos títulos. Jorge Jesus afirmou que a equipa terá de «jogar o dobro», deixando claro que a sua ideia não será uma continuação disfarçada do modelo anterior.
É desta frontalidade e desse estilo genuíno que particularmente gosto, colocando sobre si mesmo a responsabilidade de acrescentar valor ao jogo da equipa, exponenciando os jogadores individual e coletivamente com o seu processo de treino.
Jorge Jesus é um treinador criador e de ideias novas, estando identificadas um conjunto delas atualmente praticadas e copiadas por outros treinadores. Podemos contar com uma identidade de jogo bem vincada, uma equipa mais vertical, mais intensa, muito bem trabalhada defensivamente, particularmente com as linhas compactas, os quatro defesas subidos, com um controlo da profundidade quase perfeito e a colocação dos adversários em situação de fora de jogo, menos tolerante com uma posse inofensiva, com maior entrada na área adversária e ainda uma organização ofensiva gizada não apenas para marcar golos, mas também para estar mais bem posicionada no momento da perda da bola.
Portugal não precisa que Jorge Jesus descubra novos jogadores, dispondo de um naipe alargado de jogadores talentosos, numa geração com a titularidade nos melhores clubes e campeonatos do mundo. É preciso, sim, dar sentido coletivo às individualidades, dotar a equipa de uma organização e uma identidade partilhada por todos, passando a ser uma seleção reconhecida por uma clara definição da ideia do seu jogo.
Jorge Jesus, aos 71 anos, confessou estar mais tolerante do que no passado. Talvez esteja precisamente aí a chave do seu sucesso: conservar a obsessão tática, a exigência no treino e a ousadia das suas ideias, juntando-lhes a serenidade necessária para gerir jogadores de estatuto mundial, com personalidades fortes e egos inevitáveis, num balneário onde a liderança não pode ser exercida da mesma forma com todos, ainda que as regras devam valer por igual.

PS: Cristiano Ronaldo tem o direito exclusivo de escolher o quando e como abandonará a nossa Seleção, num diálogo leal com o novo selecionador. Merece o máximo respeito, sendo como escrevi no passado o símbolo maior do nosso futebol e a bandeira em pessoa do nosso país pelo mundo fora.
O Portugal-País de Gales, no próximo dia 24 de setembro, no Estádio José Alvalade, seria o palco perfeito para se despedir, no estádio do clube que o lançou para o futebol e perante os portugueses que tanto o admiram e acarinham. E é precisamente por a Seleção ter tanto a perder com a sua saída que o adeus deve estar à altura de tudo aquilo que Portugal ganhou com Cristiano Ronaldo."

O campeão foi a Espanha. O vencedor foi uma ideia de jogo


"Durante semanas analisámos sistemas, debatemos escolhas, discutimos convocatórias, avaliámos desempenhos individuais e tentámos antecipar quem teria qualidade suficiente para conquistar o Campeonato do Mundo. No final, foi a Espanha quem levantou o troféu. Mas reduzir esta conquista ao resultado de um mês de competição seria uma enorme simplificação. A Espanha não ganhou apenas um Mundial. A Espanha confirmou uma ideia.
O futebol tem tendência para explicar o sucesso através do momento. O treinador que encontrou a fórmula certa, a geração de jogadores mais talentosa, a decisão tática que fez a diferença ou até o detalhe que decidiu uma final. Tudo isso influencia. Tudo isso conta. Mas nenhuma dessas razões explica, por si só, aquilo que vimos ao longo da competição.
A verdadeira diferença estava muito antes do apito inicial.
Estava na forma como aqueles jogadores cresceram, aprenderam e foram preparados para interpretar o jogo. Estava numa identidade construída durante anos e que resistiu a mudanças de treinadores, de gerações e até de resultados. Uma identidade suficientemente forte para sobreviver ao tempo.
É precisamente aqui que, na minha opinião, reside a maior lição deste Mundial.
A Espanha não joga sempre da mesma forma porque tem sempre os mesmos jogadores. Joga da mesma forma porque todos os jogadores compreendem a mesma ideia de futebol.
Existe uma enorme diferença entre repetir comportamentos e compreender comportamentos. Repetir pode ser fruto do treino. Compreender resulta da aprendizagem. Quando um jogador percebe verdadeiramente a lógica do jogo, deixa de executar movimentos decorados e passa a tomar decisões consistentes, mesmo perante contextos diferentes.
Foi exatamente isso que se observou durante todo o torneio.
Independentemente do adversário, da pressão competitiva ou do momento do jogo, a seleção espanhola procurou sempre assumir a iniciativa. Adaptou nuances, naturalmente. Nenhuma equipa pode ignorar completamente as características do adversário. Mas nunca abdicou daquilo que define a sua identidade.
Essa coerência não nasce durante um estágio de três semanas.
Também não aparece apenas porque existe talento.
É construída durante muitos anos, através de uma linguagem comum que acompanha os jogadores desde os escalões de formação até à seleção principal. Cada treino reforça princípios. Cada convocatória confirma comportamentos. Cada geração transmite à seguinte uma forma de interpretar o jogo que acaba por se tornar cultura.
É por isso que, quando observamos a Espanha, dificilmente sentimos que onze jogadores estão simplesmente a cumprir instruções. O que vemos é um coletivo onde cada decisão parece encaixar naturalmente na seguinte.
Há uma frase que resume, melhor do que qualquer análise tática, aquilo que distingue as equipas que conseguem construir uma identidade duradoura.
Todos os jogadores sabem o que têm de fazer, quando o têm de fazer e, sobretudo, porque o têm de fazer.
É este último ponto que faz toda a diferença.
O porquê transforma comportamentos em convicções.
Quando um jogador compreende apenas o que deve fazer, depende constantemente da orientação exterior. Quando compreende por que razão o faz, passa a reconhecer sozinho os momentos certos para agir. O jogo deixa de ser uma sequência de ordens e passa a ser uma sucessão de decisões inteligentes.
É precisamente aí que nasce a verdadeira autonomia coletiva.
As melhores equipas do mundo não são aquelas que têm onze jogadores permanentemente dependentes do banco. São aquelas em que os jogadores conseguem interpretar o jogo em conjunto, porque partilham a mesma visão, os mesmos princípios e a mesma linguagem futebolística.
É isso que permite manter estabilidade quando o contexto muda, quando surgem dificuldades ou quando o plano inicial deixa de funcionar.
Mais do que executar, sabem interpretar. Mais do que obedecer, sabem decidir. Mais do que reagir, conseguem antecipar.
Foi exatamente isso que a Espanha demonstrou ao longo deste Campeonato do Mundo. Nunca tivemos a sensação de que a equipa dependia exclusivamente da inspiração de um jogador ou da capacidade do treinador para corrigir constantemente o que acontecia dentro de campo. A resposta surgia quase sempre dos próprios jogadores, porque todos partilhavam a mesma interpretação do jogo.
Esse é, talvez, o maior objetivo de qualquer processo de formação. Não criar jogadores que executam mecanicamente aquilo que lhes é pedido, mas formar jogadores capazes de compreender o jogo, resolver problemas e tomar boas decisões sob pressão.
É por isso que a identidade não pode ser um conceito reservado só à seleção principal. Tem de nascer muito antes. Nas academias, nos centros de treino, nas equipas de formação e na forma como cada clube pensa o desenvolvimento dos jogadores. Quando existe cultura sólida, as mudanças de treinadores, de gerações ou até de sistemas deixam de representar ruturas profundas. A identidade permanece.
Naturalmente, cada país tem a sua história, a sua cultura e as suas características. Não se trata de copiar o modelo espanhol nem de procurar reproduzir exatamente a sua forma de jogar. O verdadeiro desafio passa por construir uma identidade própria, coerente e sustentável, que seja reconhecida por todos aqueles que fazem parte do futebol nacional.
Portugal possui talento, competência técnica, excelentes treinadores e uma formação reconhecida internacionalmente. Tem todas as condições para continuar a competir ao mais alto nível. Mas este Mundial recorda-nos que o talento, por si só, raramente chega para criar uma cultura vencedora. O que verdadeiramente diferencia as melhores equipas é a capacidade de manter uma ideia ao longo do tempo, resistindo às mudanças, às derrotas e até às inevitáveis críticas.
No futebol moderno fala-se muitas vezes de modelos de jogo. Talvez devêssemos falar mais de modelos de desenvolvimento. Porque os títulos conquistam-se em poucas semanas, mas constroem-se ao longo de muitos anos.
Mais do que procurar repetir aquilo que a Espanha faz, importa compreender porque o faz tão bem. O verdadeiro desafio não passa por copiar um modelo, mas por construir uma identidade própria, consistente e transversal a todo o futebol português. Porque as ideias podem evoluir, os sistemas podem mudar e os protagonistas também. Aquilo que nunca deve desaparecer é a clareza de uma cultura que orienta, une e dá sentido ao jogo, com consistência.
A Espanha conquistou justamente o Campeonato do Mundo porque foi a melhor equipa da competição. Mas aquilo que verdadeiramente venceu foi algo muito mais difícil de construir e muito mais difícil de manter: uma cultura futebolística, uma identidade coletiva e uma ideia de jogo partilhada por todos.
No fim, o campeão foi a Espanha.
Mas o verdadeiro vencedor foi uma ideia de jogo."

O Mundial mais eletrodigital de sempre


"Portugal não venceu o Mundial. Tínhamos jogadores para aspirar a mais e a eliminação precoce soube a pouco face às expectativas legítimas de um país que raramente reuniu tanto talento numa só geração.
Mas, se a nossa Seleção Nacional não foi campeã, houve quem saísse deste torneio com uma vitória indiscutível: a indústria eletrodigital.
O Mundial de 2026, disputado nos Estados Unidos, no Canadá e no México, foi o mais monitorizado, o mais conectado e o mais tecnológico de sempre. Foi, numa palavra, o Mundial mais eletrodigital da história.
Comecemos pelo mais visível: a arbitragem. A bola oficial transporta no seu interior um sensor que mede o movimento quinhentas vezes por segundo e transmite os dados, em tempo real, para a sala do videoárbitro.
É ele que fixa o instante exato em que a bola é tocada, decisivo nos foras de jogo, nas mãos na bola e nos golos duvidosos. À volta do relvado, câmaras de alta resolução seguem até 29 pontos do corpo de cada jogador; antes do torneio, os 1.248 atletas das 48 seleções foram digitalizados para criar avatares tridimensionais que permitem traçar a linha de fora de jogo com precisão de centímetros.
Os foras de jogo claros passaram a chegar diretamente aos árbitros assistentes, por áudio, em segundos. E, pela primeira vez, os árbitros usaram câmaras corporais em todos os 104 jogos.
Mas a dimensão eletrodigital deste Mundial não se esgotou no apito; estendeu-se ao negócio. As novas pausas de hidratação, três minutos obrigatórios em cada parte, em todos os jogos, incluindo nos estádios cobertos e climatizados, criaram mais de duzentas interrupções previsíveis ao longo do torneio: mais de dez horas de tempo televisivo adicional, vendido a peso de ouro.
Um anúncio de trinta segundos nestas pausas chegou a custar mais de meio milhão de euros, cerca de dez vezes o valor habitual. A justificação oficial é a saúde dos jogadores, e o calor norte-americano é real. Mas jogadores, treinadores e adeptos perceberam depressa que o tempo do futebol passou também a ser um ativo comercial.
E depois há os painéis publicitários, talvez o exemplo mais revelador de como a tecnologia transformou o que parecia imutável. Os painéis LED que rodeiam o relvado já não mostram a mesma publicidade a toda a gente. Através de sobreposição virtual e de sistemas sincronizados com as câmaras de transmissão, um mesmo jogo pode gerar entre quatro e oito emissões publicitárias distintas: o espectador alemão vê marcas alemãs, o asiático vê marcas asiáticas, o americano vê as suas.
O mesmo painel físico é vendido várias vezes, para vários mercados, em simultâneo. A publicidade que julgamos partilhar com o resto do planeta é, cada vez mais, uma imagem construída para o nosso ecrã.
Nada disto acontece por magia. Por trás de cada uma destas inovações está a indústria eletrodigital: os sensores e os semicondutores, as câmaras e os sistemas óticos, os painéis LED e os ecrãs gigantes, as redes de comunicações que transportam os dados, os centros de dados que os processam, a inteligência artificial que os transforma em decisões em frações de segundo.
Um estádio do Mundial de 2026 é, na prática, uma infraestrutura eletrodigital com um relvado no meio.
Há nisto uma lição que ultrapassa o futebol. A indústria eletrodigital passa despercebida à maioria; e, no entanto, esteve no centro do maior espetáculo do mundo, a decidir golos, a proteger atletas, a multiplicar o valor de cada segundo de emissão para uma audiência acumulada de milhares de milhões de espectadores.
Está nos estádios como está nos hospitais, nas redes de energia, nas fábricas e nas nossas casas: presente em tudo, visível em quase nada.
O futebol continuará a decidir-se com pés, cabeça e coração. Mas tudo o resto, do apito ao ecrã, decide-se cada vez mais com eletrões. Portugal não venceu este Mundial; a indústria eletrodigital venceu. E essa, felizmente, também joga cá."

Um orgulho da formação


"1. Independentemente do que venha a acontecer, são tristes as notícias recentes sobre uma possível saída de António Silva. Tivesse este jogador, que aos 19 anos era o orgulho da formação do Clube, sido vendido por uma fortuna depois de se ter sagrado campeão em 2022/23, e não se falaria em falhanços. Teria sido, simplesmente, “o mercado a funcionar”.

2. E os adeptos, naturalmente, teriam feito o seu papel lamentando a venda precoce de um dos mais promissores jovens saídos das escolas do clube. No dia em que os adeptos festejarem essas entradas volumosas de capital é porque deixaram de ser adeptos e passaram a ser contabilistas.

3. O que se passou, então, nestes 3 últimos anos para que seja considerada “normal” uma possível saída de António Silva por um valor modesto face às expetativas criadas pelo arranque extraordinário do jogador? O facto de o Benfica não conquistar o título nacional há 3 temporadas terá ajudado à queda da reputação do defesa-central tal como ajudou à queda da reputação de muitos jogadores neste período. É a vida. Ai dos vencidos…

4. E quem é que terá falhado mais em toda esta história? Foi Silva que falhou ao Benfica, perdendo qualidades? Foi o Benfica que falhou a Silva quando o jogador mais precisava da asa protetora da grande águia? Foram os adeptos que falharam em alguma coisa? Foram os treinadores?

5. Há uma questão inultrapassável: houve uma campanha contra António Silva que começou na Seleção Nacional e que se estendeu ao Benfica em pouco tempo. É verdade, como disse o jogador numa entrevista, que nada lhe foi perdoado enquanto jogador da Seleção. É também verdade que foi miserável a maneira como foi afastado deste último Mundial, com a “plantação” de notícias desfavoráveis ao carácter do jogador nas vésperas da saída da convocatória da FPF, de modo que não causasse surpresa a sua exclusão.

6. Fizeram o mesmo com o Rafa aqui há uns anos. Lembram-se? Saíram notícias maldosas sobre o carácter do jogador em vésperas de uma convocatória para a Seleção, mas o Rafa acabou logo com a campanha anunciando que não estava mais disponível para a Seleção.

7. Voltemos a Silva. Aparentemente, todas as notícias das últimas semanas sobre a iminência da renovação do seu contrato esfumaram-se perante a derrota num jogo de preparação com o Flamengo. Terá sido isto? E terá sido esta a solução preferida por todos os envolvidos? Lê-se agora que o Benfica conta com o jogador para os jogos com o St. Gallen e que depois se verá… Felicidades, António Silva, aqui ou noutro lugar."

Leonor Pinhão, in O Benfica

1381 minutos à Bento


"O GUARDA-REDES ATINGIU UM IMPRESSIONANTE RECORDE DE IMPEDIR A ENTRADA DE GOLOS EM JOGOS NACIONAIS.

Durante 1381 minutos, Manuel Bento manteve a baliza do Benfica inviolável! Foi um total de 17 jogos nacionais consecutivos, repartidos entre 13 a contar para o Campeonato Nacional, 2 para a Taça de Portugal e 2 para a Supertaça.
O percurso começou na Covilhã, a 29 de setembro de 1985. Na 5.ª jornada do Campeonato Nacional de 1985/86, o Benfica venceu o clube local por 2-1, com o golo do adversário a ser marcado a 66 minutos do fim do apito final. Havia começado a contagem.
Nas 5 jornadas seguintes da competição, o Benfica venceu todos os encontros sem sofrer golos, frente a Portimonense (V 2-0), Salgueiros (V 5-0), Penafiel (V 2-0), Aves (V 4-0) e Chaves (V 1-0), com Bento a somar mais 450 minutos à sua marca.
Perante o Alverca, para a Taça de Portugal, Bento foi substituído ao intervalo, por Neno. Nos 45 minutos que esteve em campo, “teve oportunidade de, em duas ou três intervenções, patentear o seu valor”. O Benfica venceu o desafio por 2 golos sem resposta.
A Supertaça de 1985 foi disputada a duas mãos frente ao FC Porto, a 20 de novembro e 4 de dezembro, com Bento a ser uma peça-chave durante os 180 minutos que ditaram a conquista deste troféu, com os jogos a terminarem, respetivamente, com uma vitória por 1-0 e um empate a 0-0.
Na retoma do Campeonato Nacional, entre 24 de novembro de 1985 e 4 de janeiro de 1986, a equipa benfiquista enfrentou mais 6 adversários sem sofrer tentos, com quatro vitórias por 1-0 e dois empates sem golos. Pelo meio, a 14 de dezembro, o Benfica venceu o Olivais com uma goleada por 5-0, para a Taça de Portugal. Foram 630 minutos com Bento, titular indiscutível, a defender a baliza encarnada.
A senda da “inviolabilidade das redes de Bento” terminou no Funchal, a 12 de janeiro de 1986. O Benfica venceu o Marítimo por 1-2, na 17.ª jornada do Campeonato Nacional. Com o adversário a desferir um indefensável remate aos 10 minutos, Bento fixou a marca de 1381 minutos sem permitir a entrada de golos na baliza encarnada. Foi um autêntico recorde na carreira desportiva de um dos melhores guarda-redes de sempre do futebol nacional.
Saiba mais sobre Manuel Bento na área 23 – Inesquecíveis, do Museu Benfica – Cosme Damião."

Lídia Jorge, in O Benfica

Amor à camisola


"A segunda década do século XXI vai a meio e continuamos a insistir num conceito ultrapassado – o amor à camisola. Para os adeptos, faz todo o sentido. E ainda bem, senão já teríamos assistido ao fim de uma série de equipas e de paixões clubísticas. Para os atletas profissionais, em especial no futebol, isso já ficou para trás e muito dificilmente o conceito voltará a ser o que era.
Jogadores que ficam toda a carreira numa equipa, que abraçam o projeto e são símbolos do clube, há poucos, muito poucos, cada vez menos. É a ditadura dos cifrões, o apelo de outras paragens, a possibilidade de estarem noutros campeonatos e de melhorar as suas vidas profissionais e as de quem os rodeia.
Nós, os adeptos, podemos sempre dizer que não o faríamos, que não sairíamos do Glorioso por nenhum dinheiro do mundo, mas será que é mesmo assim? Provavelmente não, toda a gente tem um preço. E isso é compreensível. O que não é aceitável é a facilidade com que se fazem juras de amor, se dão pancadas no peito e se beija o emblema para depois, à mínima proposta de um qualquer interessado do meio da tabela de outro campeonato, se dizer adeus e até um dia destes – um regresso que provavelmente nunca acontecerá ou que irá ocorrer no ocaso da carreira.
Os tempos mudaram, não julgo ninguém nem as decisões tomadas. Só não façam promessas que não vão cumprir."

Ricardo Santos, in O Benfica

Um western


"Do primeiro jogo de preparação do Benfica à vista dos adeptos, fica uma lição para o futuro: talvez não seja conveniente agendar partidas “amigáveis” contra equipas sul- -americanas.
Por um lado, o calendário competitivo é distinto, e a condição física dos atletas reflete essa diferença, criando uma certa ilusão quanto ao rendimento de uns e de outros. Embora, como é óbvio, para o corpo técnico isso seja pouco relevante (na medida em que é devidamente ponderado), pode sê-lo para os adeptos e para a crítica, causando desde logo algum ruído desnecessário. E uma derrota é sempre uma derrota.
Por outro lado, a agressividade, para não dizer violência, com que se joga habitualmente na América do Sul é algo que bem podemos dispensar, sobretudo numa fase tão precoce da preparação. E como, em princípio, essa realidade não se reproduz no futebol europeu, não vejo grande utilidade em fazer passar os nossos jogadores por uma carnificina como a que se viu no Algarve. O jovem Umeh (que deixara muito boa impressão nos poucos minutos que esteve em campo) ficará de fora por alguns meses. E só com muita sorte não houve mais vítimas.
Já na época passada tivemos uma experiência semelhante diante do Boca Juniors, no Mundial de Clubes. Só que então estávamos perante uma competição oficial. Confesso que não esperava, numa partida de preparação, um ano depois, voltar a lembrar-me desse jogo. Mas entre este Flamengo e aquele Boca vi muita coisa em comum. Até na agitação dos bancos.
Num jogo a sério, e com uma arbitragem a sério, os brasileiros cedo ficariam em inferioridade numérica. Pelos vistos, eles levaram o jogo a sério, mas a arbitragem não. E o efeito foi penoso.
Espera-se que hoje, com o Villarreal, se veja mais futebol e menos pancadaria. Os westerns são bons no ecrã, não nos relvados."

Ser convocado!


"Não há maior prestígio do que ser convocado para uma seleção! É assim que se sentem os jovens que alcançam esta distinção e que, pela sua performance desportiva e académica, merecem destaque e acesso a uma experiência verdadeiramente única e inesquecível. Nada menos que a seleção de futsal do projeto Para ti Se não faltares!, por onde já passaram muitos e bons jogadores e jogadoras e onde brilhou, no seu tempo de menina, uma estrela galática do futsal feminino: a Janice!
Esta seleção proporciona um estágio imersivo no futsal do Benfica e uma experiência vivida com todas as condições disponíveis no futsal do Clube para que estes jovens possam evoluir, mas, também, usufruir de condições de trabalho e de treino ao mais alto nível. E sabemos bem que o Benfica tem para todas as modalidades as melhores condições técnicas, infraestruturas e logísticas. Mas a convocatória para seleção é o culminar de um processo, não é um prémio fortuito ou um fruto do acaso: cada um destes jovens trabalhou e muito ao longo do ano letivo para conseguir este objetivo. No plano escolar, não descurou os seus resultados nem as suas obrigações e teve uma prestação boa. No plano desportivo, apurou-se tecnicamente, melhorou os seus conhecimentos da modalidade, os seus níveis de aptidão física e de competitividade. Afinal, trata-se mesmo de uma seleção, ou seja, de uma equipa premium a partir de centenas de outros jovens participantes no projeto. Mas, acima de tudo isso, conta a honra imensa de vestir o manto sagrado por direito próprio, ainda que por um tempo limitado. E isso é grande e inesquecível, fica para a vida!"

Jorge Miranda, in O Benfica