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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Lixívia - 2 ---- (26/27)


Tabela Anti-Lixívia
Sporting...... 4 (-2) = 6
Corruptos.....6 (0) = 6
Benfica......... 4 (0) = 4
Braga.1 (0) = 1 (-1 jogo)

Mesmo sem influência 'provada' nos resultados, mais uma jornada, com arbitragens tortas!!!

Os Lagartos voltaram a tremer, mas desta vez, lá conseguiram ganhar! Num jogo sem grandes casos, apesar da marcação de 21 faltas ao Guimarães, contra as 11 do Sporting!
Destaque para a nomeação deste palhaço da AF Porto, que ainda na semana passada, esteve na Luz, no Benfica-Académico!!! Duas nomeações consecutivas para jogos com os 'grandes', indica que este ladrão esta época, está na rampa de lançamento das grandes andanças!!!

Em Vila do Conde, contra um adversário que na segunda jornada, já teve um jogador castigado, vitória 'tranquila', com um golo de bola parada a desbloquear e depois um segundo golo, perto do fim...
No 1.º golo, se tivesse sido com o Benfica, o golo teria sido anulado! O Paulo Rosário, faz obstrução sobre o guarda-redes, inclusive desloca-se exactamente para tapar a linha de corrida do guarda-redes do Rio Ave... As imagens não são totalmente esclarecedoras, o VAR não tinha provas para anular, mas o árbitro de campo, em condições normais teria apitado, ainda com a bola no ar!!!
Os Corruptos, arriscam-se a ser o Arsenal no Tugão nas bolas paradas, já o ano passado, fartaram-se de marcar golos com bloqueios ilegais, e já defendiam constantemente com agarrões... Tal como aconteceu neste jogo: numa bola parada a favor dos Corruptos, um vilacondense, foi agarrado por um defesa dos Corruptos, e empurrado pelo outro e mesmo assim conseguiu cabecear a bola ao lado... Penalty claro que ficou por marcar...
Pelo meio, uma agressão do Gul ao David Nascimento, esticando o braço, e atingindo o adversário. Não acertou em cheio, mas acertou pelo menos com as 'unhas' deixando o ex-Benfica a sangrar!!! Nem sequer foi assinalada falta! A VAR tinha que intervir...

Nota para um dos factores completamente controlados pelos Corruptos: dois jogos, 180 minutos, 24 faltas assinaladas, muitas outras não assinaladas, simulações a rodos, pelo menos uma tentativa de agressão, e 0, repito 0, Cartões!!! Deve ser recorde!!!

Em Rio Maior, o regresso do Pinheiro. Um dos apitadores mais incompetente da história dos Mundiais!
Enquanto o jogo esteve aberto, deixou os casapianos dar toda a porrada que desejaram!!! Vários Amarelos perdoados na 1.ª parte, e na entrada sobre o Sudakov, até podia ter sido Vermelho direto...
Na parte final, lá começou a mostrar alguns Amarelos, em agressões sem bola... e no último foi obrigado mesmo a mostrar um 2.º Amarelo, em mais uma agressão!
Ficaram ainda dois penalty's por marcar:
- Sobre o Bah é claro, drible, com mudança de direção, e o defesa, mete o braço para impedir a progressão... A ideia de que houve agarrões mútuos, ou o Bah provocou o contacto, é ridículo, só mesmo quem nunca jogou à bola, pode pensar em tal coisa...
- Sobre o Schjelderup. que também, faz uma mudança de direção, num drible, travando a marcha ligeiramente, e o defesa que vinha por trás, acaba por empurrar nas costas o Schjelderup, falta clara, e como foi dentro da área, seria penalty...

 
O jogo do Braga foi adiado, devido a um surto de gastroenterites no plantel do Braga. Não sou contra, mas durante o Covid, o Benfica foi afectado a certa altura por um surto de casos positivos no plantel, mais de 30 casos incluindo a equipa técnica, e nenhum jogo foi adiado!!!


Anexos (I):
Benfica
1.ª-Académico(c), E(2-2), D.R. Silva(Mota, P. Miranda), Nada a assinalar
2.ª-Casa Pia(f), V(0-7), Pinheiro(Rui Costa, T. Leandro), Prejudicados, (0-9), Sem influência

Sporting
1.ª-Estrela(f), E(2-2), J. Gonçalves(Martins, Cátia T.), Prejudicados, (2-3), (-2 pontos)
2.ª-Guimarães(c), V(3-2), D. R. Silva(M. Oliveira, I. Pereira), Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Alverca(c), V(2-0), Godinho(Esteves, Catarina C.), Nada a assinalar
2.ª-Rio Ave(f), V(0-2), Fonseca(Cláudia R., A. Campos), Beneficiados, (1-2), Impossível contabilizar

Braga
1.ª-Moreirense(f), E(2-2), Bessa(Vasilica, P. Eiras), Nada a assinalar
(adiado)

Anexos(II)
Penalty's (Favor/Contra):
Benfica
0/0

Sporting
0/0

Corruptos
2/0

Braga
0/0

Anexos(III):
Cartões:
A) Expulsões (Favor/Contra)
Minutos (Favor-Contra = Superioridade/Inferioridade)
Castigados (Favor - Contra):
Benfica
1/0
Minutos:
1 - 0 = +1

Castigados:
0 - 0

Sporting
0/0
Minutos:
0 - 0 = 0

Castigados:
1 - 1

Corruptos
0/0
Minutos:
0 - 0 = 0

Castigados:
0

Braga
0/0
Minutos:
0 - 0 = 0

Castigados:
0-0

B) Amarelos / Faltas assinaladas
Contra (antes dos 60m) / Faltas contra - Faltas a favor / Adversários (antes dos 60m)
Média Faltas/Amarelos - Favor/Contra
Benfica
2(2) / 26 - 24 / 6(2)
Média: 13 / 4

Sporting
6(2) / 26 - 35 / 6(3)
Média: 4,3 / 5,8

Corruptos
0(0) / 24 - 11 / 4(3)
Média: 24 / 2,75

Braga
2(1) / 21 - 16 / 4(1)
Média: 10,5 / 4

Anexos (IV):
Com influência (árbitros ou Var's):
Benfica


Sporting
J. Gonçalves - -2
Martins - -2

Corruptos


Braga


Anexos(V):
Árbitros - Total - (Casa/Fora):
Benfica
D. R. Silva - 1 (1/0)
Pinheiro - 1 (0/1)

Sporting
J. Gonçalves - 1 (0/1)
D. R. Silva - 1 (1/0)

Corruptos
Godinho - 1 (1/0)
Fonseca - 1 (0/1)

Braga
Bessa - 1 (0/1)

Anexos(VI):
VAR's - Totais - (Casa/Fora):
Benfica
Mota - 1 (1/0)
Rui Costa - 1 (0/1)

Sporting
Martins - 1 (0/1)
M. Oliveira - 1 (1/0)

Corruptos
Esteves - 1 (1/0)
Cláudia R. - 1 (0/1)

Braga
Vasilica - 1 (0/1)

Anexos(VII):
AVAR's:
Benfica
P. Miranda - 1
T. Leandro - 1

Sporting
Cátia T. - 1
I. Pereira - 1

Corruptos
Catarina C. - 1
A. Campos - 1

Braga
Eiras - 1

Anexos(VIII):
Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)
Benfica
Pinheiro - 1
Rui Costa - 1

Sporting
J. Gonçalves - 1
Martins - 1

Corruptos
Fonseca - 1
Cláudia R. - 1

Braga
Bessa - 1
Vasilica - 1


Anexos(iX):
Jornadas anteriores:

Anexos(X):
Épocas anteriores:

Vinte e Um - Como eu vi - Casa Pia...

7G

Terceiro Anel: Bola ao Centro #221 - !!DE VOLTA AS GOLEADAS!!

Falar Benfica #257 - Goleada em Rio Maior, play-off de acesso Liga Europa e o mercado: venda Dedid

Visão: S08E04 - 007 Benfica: Missão Iludir | Heart MFC, Casa Pia

Os Gloriosos Benfiquistas - S06E10 - Casa Pia...

Benfica Podcast #598 - Belly Full

MasterVi: Mercado...

Zero: Mercado - Benfica com novo central na mira

BF: Circati...

Terceiro Anel: Diário...

5 Minutos: Diário...

Zero: Tema do Dia - Benfica arrasador: temos candidato?

Observador: E o Campeão é... - A goleada do Benfica afasta mesmo os "fantasmas"?

Observador: Três Toques - Dennis Rodman vai ensinar ressaltos... a futebolistas

Goleada sob enorme apoio


"O Benfica ganhou ao Casa Pia, por 0-7, em Rio Maior, perante uma esmagadora maioria de benfiquistas nas bancadas. Este é o destaque na BNews.

1. Triunfo da união
Marco Silva elogia a exibição e salienta o papel dos adeptos: "A reação tem de ser assim: chegar e ganhar o próximo. Acredito que a grande diferença do jogo da 1.ª jornada para este esteve aí [adeptos]. Praticamente jogámos em casa e há que realçar o apoio desde o primeiro minuto, a empurrar a equipa para a frente. Ficou bem provado que fazem toda a diferença e retiraram-nos isso na 1.ª jornada."

2. Man of the Match
Autor de um hat-trick e de uma assistência para golo, Pavlidis foi considerado o Man of the Match e perspetiva o futuro: "Estamos a melhorar e queremos continuar com a melhor energia."

3. Ângulo diferente
Veja de outro ângulo os 7 golos marcados pelo Benfica ao Casa Pia.

4. Transferência
Dedic passa a representar o Newcastle United.

5. Movimentações do defeso
O voleibolista Japa renova contrato com o Benfica."

Transparência:

Imaginem?!

Tiki-Tasca #10 - "Rodrigo Mora não tem lugar no FCP"

TNT - Melhor Futebol do Mundo....

No Princípio Era a Bola - Há clareza no Benfica, falta pausa ao Sporting e o FC Porto continua a reduzir o risco ao máximo

Jogo Pelo Jogo - S04E01 - Gilmário Vemba

O Resto é Bola - Operação Europa: ADN Marco Silva encandeia águias

Renascença: Bola Branca - Tertúlia - Mora e Suárez, as novelas de verão

DAZN - F1 - O que esperar da segunda metade da temporada?

A Bola Não Mente - S01E67 - Top Bigs da NBA

Silêncio, que vai começar um jogo de futebol!


"E foi logo a abrir na primeira jornada do campeonato que o silêncio voltou a impedir que o colorido do estádio do SL Benfica voltasse a contar com o cântico dos adeptos, sedentos de ao vivo reencontrar o seu espaço de aplauso pela sua cor clubística, gritando e vibrando com o peso da sua bandeira, numa profunda relação de apoio participativo.
Parece que se voltava a repetir o que na época de 2019/20, em tempos de COVID, o mundo do espetáculo desportivo impedia a satisfação de um dos legados mais importantes na competição desportiva, que é a presença dos adeptos.
Todos sabemos que as equipas fazem do público o seu 12.º jogador e, desse eco desencadeado do empenhamento e discussão de cada lance até à última gota de suor, fazem a reconstrução substantiva do rendimento para o êxito. O futebol sem adeptos transforma-se num jogo sem alma. Contudo, em equipas habituadas a ter pouco público, ou até com adeptos de difícil controlo pelo abuso duma discussão permanente, com o uso do seu dedo em riste e vozeirão com gritos lancinantes contra os jogadores que falham, pode não parecer nada favorável. Sem público, os jogadores podem entrar mais relaxados, acusando um défice de concentração, na esperança de ver escondidos alguns erros cometidos pelo medo de perder, ou encobertos os sentimentos de coragem e ousadia de quem tudo faz para ganhar, podendo causar tábua rasa do elogio através do aplauso ou da confrontação crítica por via da represália.
Ainda recordando esse largo tempo da impossibilidade de presença dos adeptos nos estádios, verificaram-se de forma genérica, em alguns dos campeonatos, resultados em queda significativa no rendimento das equipas que jogavam em casa. Enquanto antes desta tomada de decisão de imposição de ausência dos adeptos nos estádios, as equipas que jogavam em casa obtinham 45% de vitórias, 20% de empates e 35% de derrotas, sem público o registo de observação tomou uma configuração praticamente invertida, assumindo 45% as vitórias dos visitantes, etc.
Pela ausência dos adeptos ainda se viram beneficiados as posições dos guarda-redes e dos árbitros. Os primeiros pela maior possibilidade de comunicação com a equipa e os segundos pela maior tranquilidade na gestão do julgamento dos lances, dada a inexistência da pressão externa que geralmente faz aumentar o estado de tensão a quem compete julgar o jogo. No âmbito da observação e qualificação do jogo, observou-se um maior número de passes, diminuindo-se o número de dribles, sendo a qualificação da dinâmica do jogo justificada pela lei da espectativa, diminuindo o domínio de pressão em zonas de ataque e defesa, vendo-se ainda diminuídas o número de faltas e penáltis assinalados para as equipas que jogavam em casa e, no setor da arbitragem, um aumento de mostragem de cartões a essa equipas comparativamente às equipas visitantes.
Daí, e voltando à atualidade, a presença do adepto no espetáculo ser um dos aspetos mais significativos para o desenvolvimento do jogo. O futebol vai ganhando vida pelo eco gerador de expressões de afeto, envoltos duma vibrante coreografia, acumulando vivências admiráveis cobertas de alegria e paixão.
Mas, neste caso do jogo que marcou de forma nefasta a primeira jornada do nosso campeonato, a culpa da sua origem não pode morrer solteira. Quem foi ou foram os responsáveis pela sentença da ausência de adeptos ou o tal jogo de castigo? Qual a identificação desse estado de malvadez que levou a esses inqualificáveis imbecis que atiçaram o ato em repetição constante? Os ditos adeptos, que se dizem amantes do clube, foram devidamente identificados? Qual a pena que lhes foi vaticinada? Apenas lhes foi impedido durante um curto espaço de tempo de assistir a espetáculos desportivos? O clube, que se viu fustigado por esse ato de malvadez, se é que tem de responder e arrecadar com as consequências, que medidas deverá tomar para que tal não volte a acontecer?… São tudo questões, quanto a mim, a ter em conta para respostas absolutamente categóricas em relação a essas bestas esplêndidas que de forma frequente se envolvem em situações conflituosas, explorando as suas razões através de estados de cólera e euforia, provocando situações que dão origem a uma labareda de situações com efeitos verdadeiramente escaldadas de dramatismo.
Temos de encontrar no belo jogo de futebol um ato de cultura, vida e festa. E ainda tudo fazer para que da sua prática possam sobrar notícias de generosidade e duma inatacável honestidade de processos, podendo ver-se aglutinada um nível de relação entre as pessoas, onde as noções do belo, do estético e do ético possam estabelecer acordos duma admirável existência.
Quem não pretender fazer parte deste desejo coletivo, refinado pelos valores da honestidade de comportamentos e firmeza de convicções éticas, haverá sempre um lugar alternativo para estar, ou adormecer no silêncio da sua frágil existência, ou ouvir o relato numa qualquer Esquadra de Polícia, repensando o futuro, encostados às grades da ocasião."

A anca é importante no desporto e pode ser tratada sem cirurgia?


"A resposta é simples: sim. Quando pensamos em lesões desportivas, lembramo-nos quase sempre do joelho ou do tornozelo, ficando a anca, muitas vezes, esquecida. No entanto, é uma das articulações mais solicitadas em quase todos os desportos.
Por exemplo: imagine um remate, um sprint ou um salto — a força nasce nas pernas, mas tem de passar pelo tronco. A anca é a ponte de ligação entre as duas partes, sendo ela que transmite a força entre o tronco e os membros.
A anca possibilita três coisas ao atleta: estabilidade para o corpo não oscilar, amplitude de movimento, para correr, rodar e chutar com liberdade e potência, ao transformar o esforço dos músculos em gesto eficaz. Quando a anca falha, todo o movimento fica comprometido. Frequentemente, as dores no joelho ou na coluna começam numa anca que não funciona bem.
O conflito femoroacetabular da anca ocorre quando os ossos da articulação chocam durante o movimento, podendo lesar o labrum, o anel de cartilagem que estabiliza e veda a articulação. Também temos as tendinopatias, ou seja, a inflamação e o desgaste dos tendões em redor da anca, podendo ambas estar associadas a artrose precoce — desgaste da cartilagem que protege o osso.
As consequências são conhecidas: dor, perda de força e menos mobilidade. No início, o atleta sente apenas desconforto, mas com o tempo poderá ser obrigado a reduzir o treino. Em casos mais graves, poderá mesmo ter de se afastar da prática que ama.
Aqui, entram as abordagens mais recentes — denominadas ortobiológicas — porque usam as substâncias do próprio corpo, ou semelhantes, para auxiliar na recuperação dos tecidos.
O Plasma Rico em Plaquetas (PRP ou Super PRP) obtém-se através de uma pequena quantidade de sangue colhida do próprio doente, sendo, posteriormente, tratada para concentrar as plaquetas, que, por sua vez, libertarão os fatores de crescimento que estimularão a reparação dos tecidos. Os mais eficazes são os de alta concentração e com plaquetas acima dos 5/8 biliões.
O ácido hialurónico é uma substância que já existe naturalmente na articulação e funciona como lubrificante e amortecedor. Quando injetado, pode melhorar a função articular e aliviar a dor.
As células estaminais derivadas do tecido adiposo abdominal são outra via, colhendo-se a partir da própria gordura abdominal e podem ajudar na regeneração dos tecidos.
Nenhum destes tratamentos é uma cura mágica: não substituem o exercício, nem a reabilitação, nem a cirurgia, quando necessária, mas podem ajudar a preservar a saúde da articulação e adiar o desgaste.
Estas opções podem prolongar a saúde da anca, assim como permitir a continuação da prática desportiva, mesmo em alta competição. Porém, não são para todos. A indicação deve ser sempre avaliada caso a caso, por um médico especialista, depois de um diagnóstico rigoroso.
A anca merece a mesma atenção que damos ao joelho. Cuidar dela é cuidar de toda a carreira desportiva. Proteja a sua anca!"

Indiscutível Aursnes


"1. Com as saídas de Otamendi e de António Silva, viu-se o Benfica na necessidade de refazer a sua lista de “capitães”. Foi Marco Silva quem anunciou os nomes dos 5 jogadores escolhidos para o cargo. Fredrik Aursnes, Tomás Araújo, Samuel Soares, Clement Lenglet e Leandro Barreiro serão, por esta ordem, os donos da braçadeira. Digo “por esta ordem” porque foi por esta ordem que o treinador do Benfica os nomeou perante os jornalistas na conferência de imprensa que antecedeu o jogo com o Académico de Viseu.

2. Fredrik Aursnes é o nome indiscutível para suceder a Otamendi como primeiro “capitão” da equipa principal de futebol do nosso clube. Chegou ao Benfica em 2022/23 e logo impressionou os adeptos e os técnicos pelo seu conjunto de qualidades. Que o nosso primeiro “capitão” norueguês fique connosco por muito mais tempo e que o seu consulado como líder da equipa e do balneário seja repleto de sucessos. Aursnes sabe bem o que é preciso para dar títulos ao Benfica. Que os seus companheiros o sigam nesta caminhada.

3. Tomás Araújo capitaneou o Benfica nestes primeiros jogos oficiais em que Fredrik Aursnes esteve fora da equipa e fê-lo com a naturalidade própria de um jogador formado na casa que chegou aqui por mérito e entrega. Os nomes dos outros 3 “capitães” podem ter surpreendido. Trata-se de um dos guarda-redes, o que poderá denunciar vantagem sobre os outros guarda-redes, um estrangeiro acabado de chegar – e que foi capitão na primeira parte do jogo na Escócia – e um discreto luso- -luxemburguês antivedeta que os últimos treinadores do Benfica não dispensam.

4. A Liga começou muito mal para o Benfica com um empate na Luz frente ao recém-primodivisionário Académico de Viseu. Escrevo, assim, “recém-primodivisionário”, um palavrão pomposo do nosso futebolês, para não ter de escrever mais diretamente e sem rodeios linguísticos que o Benfica empatou em casa e perdeu 2 pontos contra uma equipa acabadinha de subir da 2.ª à 1.ª Divisão.

5. É um facto que custa sempre registar, embora comece a ser um imperdoável costume este de o Benfica perder pontos com equipas que, na época anterior, disputavam o escalão inferior. Nas últimas 5 temporadas aconteceu por 6 vezes. Já chega, não?

6. O melhor momento do nosso jogo na casa do Hearts foi a reação ao golo escocês. O Benfica demorou um minuto a empatar o jogo depois de ter sofrido um golo à entrada do último quarto de hora. Coube ao belga Lukebakio atirar com a bola para o fundo da baliza do adversário, impedindo uma derrota que seria inadmissível.

7. No caminho para a Liga Europa segue-se o Aarhrus da Dinamarca. Mas antes há o jogo com o Casa Pia. Agora é tudo a sério."

Leonor Pinhão, in O Benfica

Festival da Solidariedade, um tributo às modalidades


"O DESPORTO-REI CRIOU UM DIA EM QUE O DESPORTO FOI REI.

O desporto é por natureza justo. Não promete facilidades, nem concede privilégios. Em campo, no pavilhão ou nas pistas, só triunfam os que ousam ir mais além: os que resistem, os que lutam, os que acreditam até ao fim. Qualidade, esforço, garra e ambição são os fatores que distinguem carreiras de sucesso das que ficam aquém.
Ainda assim, persiste uma desigualdade: certas modalidades vivem na sombra de outras. O futebol, em grande parte do mundo, assume-se como o expoente máximo e o principal foco mediático. Mas houve um dia em que esse equilíbrio foi desafiado.
O treinador da equipa de honra do Benfica, Otto Glória, e os futebolistas Artur, Naldo, Calado e Monteiro decidiram inverter a lógica dominante e devolver protagonismo às modalidades. Assim nasceu o Festival da Solidariedade, cuja principal missão era “galardoar os atletas que mais se distinguem nas restantes modalidades”, premiando os melhores de ambos os géneros com um troféu.
A 22 de novembro de 1955, viveu-se muito mais do que um espetáculo no Pavilhão dos Desportos. Viveu-se a essência do Benfica. Num ambiente vibrante e imprevisível, os atletas encarnados quebraram rotinas e superaram fronteiras. Os futebolistas surpreenderam tudo e todos com um sarau de ginástica. Após este número, defrontaram a equipa de andebol numa partida de basquetebol, vencendo por 16-5.
Costa Pereira, experiente na modalidade, confirmou a sua qualidade. Pegado, Mário João e Bastos emergiram como grandes revelações. E, no plano mais leve, Ângelo e Calado brilharam no humor, “os dois eternos enfant gaté”.
Seguiram-se dois jogos de andebol: primeiro, um empate a três bolas entre o atletismo e o hóquei em patins; e, depois, novo empate, desta feita a duas bolas, entre o râguebi e a luta. No futebol de salão, o basquetebol venceu o voleibol por 1-0, num encontro tão renhido que deixou no ar o desejo de uma desforra.
Foi assim, num ambiente de genuíno desportivismo, que os atletas ofereceram ao público a certeza de que incarnam “a mística que é a razão própria da legenda gloriosa do nosso Benfica: E pluribus unum”. Uma mística feita de união, orgulho e identidade.
Saiba mais sobre as modalidades benfiquistas na área 3 – Orgulho Eclético, do Museu Benfica – Cosme Damião."

António Pinto, in O Benfica

Portugal dos pequeninos


"Um dos jogadores polacos da equipa de André Villas-Boas confessou, sem vergonha na cara, que não lhe é permitido usar emojis de corações vermelhos nas suas publicações nas redes sociais. E que não deve falar de Lisboa ou, sequer, visitar a capital portuguesa. Daria para rir, se não fosse profundamente triste. A lufada de ar fresco, que os especialistas preconizavam com a chegada do novo presidente do FC Porto ao poder, é, afinal, a continuidade de uma realidade provinciana. Depois de já ser público que chuteiras e peças de roupa vermelhas estavam vedadas a jogadores e funcionários do clube para sempre ligado ao Apito Dourado, vem agora esta confirmação da pequenez de mentes de quem gere um clube de impacto nacional que, na verdade, nunca deixou de ser o veículo de uma mentalidade tacanha e ultrapassada.
Com um quarto do século XXI já vivido, é lamentável este tipo de atitudes e de pensamentos que só fomentam ódio, violência, divisão e perseguição. Haver quem pense assim não me espanta – basta ver o estado a que chegámos enquanto sociedade ocidental. O que surpreende é a facilidade com que se admite este sentimento latente de inferioridade, sem receio de cair no ridículo, mas não só caindo, como mergulhando – com todo o gosto – neste comportamento acéfalo. Pouco mais de 300 quilómetros separam Lisboa da segunda maior cidade portuguesa (ou terceira, se contarmos com Paris e os seus portugueses e lusodescendentes), mas há – pelo menos – uns quantos anos-luz a separar a clarividência dos dirigentes portistas da realidade. Estas são as batalhas que lhes dão vida. Não é de hoje, vem do tempo de Lisboa a arder, do avião da Chapecoense, do estádio de Oeiras, dos enforcados nas pontes, das bolas de golfe no relvado, das agressões a Pizzi, dos balneários empestados, dos árbitros de férias no Brasil, do café com leite ou dos negócios ilícitos da guarda pretoriana. Mas está tudo bem, quem joga com o estádio interdito somos nós."

Ricardo Santos, in O Benfica

Viver!


"No Special Adventure Camp a aventura é para todos, porque todos vivem uma experiência extraordinária, transformadora e inesquecível. É assim para os técnicos que treinam e acompanham os jovens, porque são levados a descobrir recantos da natureza humana que desconheciam e que, em boa verdade, ninguém conhece verdadeiramente. Nem sempre é fácil porque é desafiador, intenso e ocupa todos os minutos de cada dia, mas no final a ligação que se estabelece e o sentido de missão elevam-se ao máximo e recompensam com bem-estar e completude todos os esforços. É também assim para os pais e famílias, porque ver os seus filhos de mala aviada e passaporte na mão, rompendo pelo avião adentro para voar sonhos, tal como os filhos dos outros, parece irreal. Tão irreal como aqueles dias só para si, livres de obrigações e de canseiras, para gozar cada minuto na certeza de que estão felizes, bem entregues e a viver a aventura das suas vidas.
Mas é sobretudo assim para os jovens, claro, porque as limitações que têm não raro os condenam a uma vida monótona, marcada pela regularidade e por um dia a dia monótono e bem perto da porta. Veem o mundo pelos ecrãs e pelos estímulos dos terapeutas, mas ambicionam e conquistam pouco. Aqui é ao contrário, como se entrassem pelos ecrãs e partissem de avião à procura desse mundo distante e cheio de novidades que lhes enche a alma. Vão em equipa, equipados à Benfica e querem conquistá-lo, ambicionam vencer e lutam por isso no campo. Celebram a vitória e choram como ninguém a derrota. Numa palavra: vivem!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Editorial


"1. Na capa deste jornal O Benfica, o destaque vai por inteiro para a passagem ao play-off da Liga Europa, já com o foco no jogo de segunda-feira, diante do Casa Pia, em Rio Maior. Próxima Missão é o tema que abre as páginas iniciais deste jornal, dando o mote para o regresso do Campeonato. Desta vez, já com o apoio dos adeptos dentro do estádio e junto ao relvado.

2. O Presidente do Benfica explicitou-o sem meias-palavras: perante uma decisão injusta e um precedente perigoso aberto pela APCVD, em face de uma medida desproporcionada que mata a essência do futebol com um estádio vazio, o Benfica foi deixado sozinho pelas instâncias que deveriam cuidar de defender a competição – Liga e Federação Portuguesa de Futebol. Numa altura decisiva para um tema estratégico como os direitos televisivos em Portugal, é um mau princípio e augura tempos pouco auspiciosos para o que aí vem

3. Também por isso, tem sido um sucesso a petição lançada pelo Benfica na plataforma da Assembleia da República destinada a suspender o processo de centralização dos direitos televisivos em Portugal. Promover a sua revisão, com outras condições e outros pressupostos, é imperativo para defender a competitividade do futebol português no panorama internacional e, sobretudo, garantir o que tem sido prometido desde o início: que nenhum clube vai sair prejudicado. E sem “manobras” como as que procuraram fazer com o Mundial, com a abertura do capital da Liga Centralização a privados. Trata-se de um ativo exclusivo dos clubes, que dele não devem abrir mão. Quanto mais sócios, adeptos e cidadãos em geral se juntarem a esta petição, mais próximo estaremos de trilhar um caminho diferente e de maior valor para o futebol português e para todos os clubes nacionais. Todos! Tal como se lê na capa, uma coisa é certa: o Benfica vai lutar até ao fim pelos seus direitos.

4. Em destaque ainda nesta edição do jornal O Benfica, a reportagem sobre a expansão da rede Benfica Official Stores, que conta já com 13 lojas físicas e uma online. O propósito passa por levar até junto de cada adepto a paixão Benfica. Um crescimento e uma estratégia que têm sido bem-sucedidos, sobretudo quando se atenta no volume anual de camisolas. O futuro traz ainda mais ambição."

Pedro Pinto, in O Benfica

Benfica FM: Golo...

Eficácia...

SportTV: Titulares - Casa Pia...

Operação: Casa Pia

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Marco Silva - Casa Pia

Terceiro Anel: Casa Pia

Santana: Casa Pia...

Observador: A Força da Técnica e a Técnica da Força - Casa Pia

O Cantinho Benfiquista #233 - 7 Up

Vermelho no Branco - Casa Pia... e afins!

BF: Casa Pia

BI: Rescaldo - Casa Pia

Terceiro Anel: Live - Casa Pia

5 Minutos: Live - Casa Pia

VENCER E CONVENCER


"Casa Pia 0 - 7 Benfica

PRÉ-JOGO

1. Por mais absurdo que possa parecer, o Casa Pia tem sido uma autêntica 'besta negra' do Benfica nas últimas três épocas, se não reparem: 6 jogos, 2 vitórias, 3 empates, 1 derrota. Hoje é absolutamente obrigatório ganhar - não me venham com a história de que as contas se fazem em maio porque as contas de maio fazem-se a somar pontos semana a semana.

2. A equipa base do Marco Silva neste início da época para dentro do campo. Boa sorte, rapazes!

3. Antes do jogo, espetacular convívio no restaurante Cem Gramas do grande Benfiquista Paulo, ali bem à beirinha do estádio. E a maté vermelha nas bancadas? Incrível! No dia em que usarmos a arma dos adeptos não irem aos jogos fora de casa cai esta vergonha de centralização.

JOGO (apontamentos escritos em direto e publicados imediatamente após o final do jogo)

4. Allez, allez, allez, Benfica allez. Ambiente lindo nas bancadas. Prestianni com a ajuda de alguém que não sei quem foi, nem interessa, foi carambola, e já lá mora o primeiro. Melhor começo era impossível. Oĥ, SLB, SLB, SLB, força SLB.

5. Vamos matar o borrego, ai vamos, vamos: assistido pelo Pavlidis - o grego joga muito! -, o Rafa, em grande forma, mandou meter dois-zero no marcador do estádio, acontece que, acreditem, não existe marcador de tempo ou resultado! Bela entrada no jogo, sim senhor.

6. Cada vez que um jogador escorrega - e vão escorregando muito - é um tufo daqueles que se solta do relvado. Relva de caca, relva até perigosa, isto no futebol português não interessa para nada. Entretanto continuamos a criar jogadas de golo. O nosso processo ofensivo, o que está melhor neste início de época, a mostrar serviço.

7. Casa Pia não consegue criar perigo, Benfica entrou em modo de gestão. Sudakov precisa de um golo para ganhar confiança, mas crl, tem que aproveitar ao menos uma oportunidade. Prestianni é que vai pintando a manta toda na ala esquerda: a atacar, muito, o jogo é quase todo carrilado por ele, e a defender também! Ouvi falar numa proposta de muitos milhões: proibido vender!

8. Pa-vli-dis!!! Entrada na segunda parte tal e qual a primeira - e vão três. Bem, mais uma grande jogada do Prestianni já podia ter acabado no quarto. O Pavlidis já tratou do assunto: quatro-zero! É hora de rodar a equipa: poupar estes para quinta-feira e dar oportunidades a outros. Mas não, o Pavlidis tratou do hat trick que dá o cinco-zero! Este nem por oitenta camelos pode ser vendido!

9. Já perdi a conta aos golos, agora um na própria baliza para dar para todos os gostos. Crl, o Durán acabou de entrar e já faturou, aquele pé esquerdo é fogo! Isto vai acabar aos quantos? E dentro da área deles vale tudo para tirar a bola aos nossos. Alô, João Pinheiro? No meio campo marcas faltas iguais...

10. Eles já só querem tirar a bola da área, biqueirada pra frente para ver se o tempo passa, se isto acaba só nos sete. E têm a ajuda do João Pinheiro que marca tudo contra nós e quase nada, faltas até mais evidente, contra eles.

11. Equipa tem vindo a subir visivelmente de forma de jogo para jogo. Gosto de muita coisa, gosto da intensidade ofensiva que nos põe a atacar logo que recuperamos a bola, gosta da rápida reação à perda, gosto da forma como eles não andam ali ó improviso, tudo taticamente muito bem arrumado, hoje - pudera! - gostei de tudo!

12. Quinta-feira é casa cheia! Carrega, Benfica!!!"

O Benfica teve pressa a enterrar, à goleada, o seu trauma com Rio Maior


"Nas duas épocas anteriores os encarnados não tinham ganhado em Rio Maior, no dérbi (supostamente) de Lisboa, mas, desta vez, cedo começaram a desmontar o frágil Casa Pia, sem piedade: o Benfica marcou dois golos na primeira parte e cinco após o intervalo, vencendo (0-7) com uma farta goleada. Pavlidis fez um hat-trick em sete minutos, o seu quinto ao serviço do clube

Mais uma época, mais um dérbi de Lisboa que deixou de ser lisboeta. É só um jogo, já que transladado foi para a região oeste e assim continuamos, o Casa Pia com a casa em obras sem que as obras comecem, tendo uma casa postiça a 90 quilómetros do seu estádio. Equivale a uma viagem a rondar uma hora, lá teve o Benfica de se fazer à auto-estrada em vez de arrepiar caminho até Pina Manique, pela 2ª Circular, num espirro de minutos.
Ir a Rio Maior equivalia a carga pesada, Marco Silva ainda era londrino quando os encarnados não ganharam nas últimas duas visitas. O passado não calça chuteira, jogam os jogadores que têm mini-traumas, mas desta feita não pareceu: também num rápido atchim o Benfica marcou apressado, aos 3’, graças a um serpenteio de Gianluca Prestianni da esquerda para o centro, rematando a bola que fez ricochete em David Sousa, desviando para a baliza.
O Benfica cedo se calcetava na partida. O golo tricotou-o na esquerda com a sintonia entre Georgiy Sudakov, um 10 deambulante com o novo treinador, de preferência nos espaços centrais mais virados para a esquerda, e Prestianni, o endiabrado rente-à-relva que acelera, encara o adversário e reativo é a evadir-se de corpos. A equipa procurou sempre um dos dois, em qualquer bola, sem se fazer de rogada.
Esta versão do Benfica é vertical, quer a bola para a jogar adiante, de preferência em gente a espreitar a profundidade - ajuda ter os defesas centrais que tem, de bom pé -, não precisa de ir devagarinho, de passe curto em toque curto, para se refastelar no meio-campo adversário. E monta armadilhas. Num lançamento lateral do Casa Pia, à direita, Rafa fez-se lesto a roubar Rochinha, olhou para a frente, tocou em Pavlidis, recebeu a bola de volta e picou-a (14’) sobre o corpo de André Gomes, guardião formado nos encarnados.
Voltaria à caça depois, emulando o roubo num arremesso com as mãos do lado oposto. Prestianni ficou com a sobra, correu para a entrada da área e serviu Sudakov, demasiado gentil a denunciar o jeito que ia dar à bola no pontapé. Era macio o Casa Pia nesses momentos, como entupido se mostrava a progredir no campo: pelo centro, ‘Seba’ Pérez tinhas as vias tapadas para filtrar passes e os poucos que ligava sucumbiam a Henrique Araújo, errático a jogar em apoio, incapaz de dar continuidade à jogada.
Os anfitriões apenas se aproximavam da área por fora, com cruzamentos. Um deles, com um ressalto pelo meio, deixou Gabi a bater de pé canhoto a bola que tocou no poste esquerdo da baliza de Samuel Soares, homem que encara os próprios postes, levanta as mãos ao céu, fecha os olhos e se dedica à oração antes de cada parte do jogo. Eram dois os guarda-redes com escola de Seixal em campo.
De novo o Benfica se adiantou à pressa, mal a segunda parte conheceu apitos, quando Sudakov, no meio de corpos vestidos de preto, virou-se por duas vezes entre linhas e, na segunda, deixado à vontade pelos adversários, serviu Pavlidis para o grego rematar com intento, aos 47’. Foi o desatar das grilhetas do avançado rico em pólvora esta época, marcando pelo quarto jogo consecutivo.
O primeiro do goleador leve nos pés brotou de uma perda de bola do Casa Pia pouco após a recuperar, desorganizado e suave a contestar as intenções do Benfica. Um par de minutos volvidos, outra perda culminou com Vangelis e os seus pézinhos a sapatearem na área que nem bailarina a desviar-se de mobília: o segundo golo foi de cetim, dois adversários fintados antes do remate em jeito. E aos 54’, tão gritante a cratera entre defesas e médios dos anfitriões, que Tomás Araújo encontrou Rafa e o português lançou Pavlidis.
Em três passes se completou o hat-trick de sete minutos do providenciador-mor do Benfica. São já nove golos esta temporada para o grego que Marco Silva, terraplanado o Casa Pia, inofensivo o adversário, pôs a descansar no banco. Entrou Jhón Durán, bruto colombiano, dador do seu corpanzil à área onde deu uma referência à equipa para trocar passes dentro do retângulo em torno da baliza com farto à-vontade.
Seria o avançado a marcar a sétima bofetada dada a um frágil adversário (61’), quase inerte com as suas pretensões de gerir a bola, construir apoiado de trás e ter calma a avançar no campo, mas traída pelo desfasamento entre jogadores, a falta de coesão e a gritante passividade a reagir ao que o jogo oferecia. Com uma chapada na bola, Durán festejou após os encarnados reclamarem uma segunda bola, mais outra; e fê-lo depois do sexto golo, este vindo de um cruzamento de Samuel Dahl desviado na esquerda (58’) por Lawrence Ofori para a sua baliza. O Casa Pia era trucidado.
Não haveria um Benfica tão molesto na meia-hora final, mas nem por isso menos capaz de tal. Sem piedade pelo adversário, Marco Silva lançou Scheljderup e as suas mudanças de direção para a esquerda, deixou Prestianni para se aproximar do norueguês e pôs Dodi Lukebakio na direita, para frustração própria do treinador - gesticulou com desagrado quando o belga, numa jogada ao ralenti, perfilado com a última linha do Casa Pia, se deixou ficar em posição de fora-de-jogo antes de receber um passe longo de Richard Ríos. Já estava 0-7, mas o técnico não amainou na exigência.
Vimo-lo a instruir, pedir coisas, chamar este e corrigir aquele até ao fim, cirandando à frente do banco de suplentes para afinar a equipa que refrescou ao longo da segunda parte, acautelando a partida de quinta-feira, na Luz, contra o Aarhus da Noruega para o play-off da Liga Europa. Para lá chegar a equipa terá de regressar do dérbi supostamente de Lisboa pela auto-estrada rumo a Lisboa, uma ironia que já vai na quarta época de vida. Desta vez, o Benfica voltou de Rio Maior sem traumas. Ganhou um o Casa Pia, destroçado sem dó."

Águia insaciável trucidou um anémico ganso


"Dois golos ao intervalo e mais cinco entre os 47 e 61 minutos. O Casa Pia nunca teve oxigénio para tentar equilibrar o que tão desequilibrado estava e em cima da mesa chegou a estar a hipótese de o Benfica reeditar o 10-0 ao Nacional de 10 de fevereiro de 2019...

Imagine-se um elefante a pisar uma formiga. O pequenino inseto não tem hipótese de sobreviver sob a pata pesada do mamífero, pois não? Aconteceu mais ou menos isto em Rio Maior. O Benfica entrou sem piedade no jogo e sem piedade continuou na maior parte do tempo. O Casa Pia, esse, tentou sobreviver face aos ataques mortíferos que foi sofrendo, mas nunca o conseguiu, acabando esgotadíssimo, sem oxigénio e impotente para evitar que o resultado se fosse transformando de uma derrota aceitável numa goleada impressionante: 7-0.
O Benfica, porém, não teve culpa da fragilidade do Casa Pia. Defesas e médios pareciam de porcelana e o ataque, se existiu, não se viu. O primeiro ar de graça dos encarnados surgiu logo em cima dos 150 segundos de jogo. Prestianni recebeu a bola, fez uma curta simulação e rematou cruzado. A bola, a dar início à noite amarga dos gansos, embateu em David Sousa, enganando por completo o guarda-redes André Gomes.
Era um excelente ponto de partida para as águias. Desbloquear tão cedo o jogo quando, dentro de três dias, receberiam o Aarhus não era bom: era ótimo. Mas, claro, havia 87 minutos pela frente e era preciso que o Benfica não descansasse em cima da vantagem e, por outro lado, que o Casa Pia não se descontrolasse.
Mas descontrolou-se. Ou foi obrigado a descontrolar-se pelo ímpeto do Benfica. Dez minutos depois, aos 14', Rochinha perdeu a bola perante a maior impetuosidade de Rafa. Este cedeu-a a Pavlidis, que a recolocou na frente do camisola 27. Rafa correu, correu, correu e, quando se aproximou de André Gomes, picou-lhe a bola, que ainda tocou na cabeça do guarda-redes antes de entrar.
Um minuto depois do 2-0, o Benfica passou pelo seu único susto, quando Gabi Pereira, num remate meio enrolado, acertou no poste direito de Samuel Soares. Seria o início de uma potencial reviravolta?
Não, não seria. O jogo entrou, então, numa fase de rame-rame. O Benfica, pensava-se, passaria a controlar as incidências, deixando o tempo correr. Só aos 36' voltou a haver perigo junto de André Gomes: Sudakov rematou fortíssimo e o guarda-redes, esticando-se quase até aos limites, evitou o 3-0.
O intervalo chegou e acreditou-se que a segunda parte bem poderia ser mais do mesmo daquilo que se passara no pós-2-0: jogo controlado pelo Benfica, bola a rodar entre a maioria dos seus jogadores, sempre à espera que chegasse o último apito de João Pinheiro para que Marco Silva começasse, de vez, a pensar no Aarhus.
Quem acreditou nessa teoria depressa percebeu que se equivocara. A reentrada em cena do Benfica foi trucidante: aos 47', 3-0 por Pavlidis; aos 49', 4-0 por Pavlidis; aos 53', 5-0 por Pavlidis; aos 58', 6-0 por Ofori (autogolo ao tentar intercetar um cruzamento de Dahl); aos 61', 7-0 por Jhon Durán. O hat-trick do grego do Benfica, então, foi fulminante: seis minutos e 33 segundos para o atingir. Impressionante!
Era o tal elefante a pisar a formiga e a torcer a robusta pata quando sentia o corpo do inseto. Com sete golos marcados até à hora de jogo, começaram a estar em cima da mesa as recordações de 10 de fevereiro de 2019: Benfica 10-0 Nacional. Havia em campo um homem que se lembrava muito bem desse jogo de há mais de sete anos: Rafa, que apontou, nessa noite histórica na Luz, o 9-0.
O Benfica estava muito modificado relativamente ao início do jogo (Manu, Ríos, Lukebakio, Durán e Schjelderup nos lugares de Tomás Araújo, Barrenechea, Pavlidis, Sudakov e Rafa), mas continuava a excitar-se com o cheiro a medo e a ineficácia que via nos corpos e nos olhos dos adversários.
E assim continuou por mais meia dúzia de minutos: insaciável, voraz, devorador. Até que, ao sétimo golo, tendo o Benfica terminado a sua obra, descansou — como vem na Bíblia. Nem chegou a ultrapassar os 7-0 à B SAD em novembro de 2021, os 7-2 ao Farense em março de 1984 e os 7-1 ao Olhanense em maio de 1974, as últimas vezes em que, para a Liga, os encarnados tinham marcado mais de seis golos fora de casa."

Pavlidis em noite escaldante, Rafa e Prestianni 'calientes'


"Três golos e uma assistência para o avançado grego que esteve endiabrado em... 59 minutos. Avançado português foi mais 'modesto': golo e assistência. Ala/extremo argentino está num bom momento de forma

O MELHOR EM CAMPO
8 PAVLIDIS O avançado grego de 27 anos voltou a demonstrar que é um caso sério no que a golos diz respeito. Mas não só, como se viu ao minuto 14', quando assistiu Rafa para o então segundo golo dos encarnados. Sempre ativo e à procura de espaços, aos 44' encontrou-os e obrigou André Gomes a sensacional defesa, mas estava fora de jogo. Em jogo (e de que maneira) esteve na fase inicial da segunda parte: aos 47' recebeu passe de Rafa e no coração da área não perdoou, tal como aconteceu dois minutos depois, bis após fantástico trabalho individual. Aos 54' aproveitou cruzamento de Barreiro para, de pé direito, encostar para o quinto golos das águias e terceiro da conta pessoal. Com a vitória no bolso e encontro para a Liga Europa na quinta-feira, foi substituído aos 59' pelo colombiano Jhon Durán.

5 SAMUEL SOARES O guarda-redes português de 24 anos voltou a ser opção inicial (relegando Trubin para o banco) e aos 15' sofreu enorme susto ao ver a bola rematada por Gabi Pereira acertar no poste direito. E se a primeira parte foi tranquila, a segunda foi ainda mais tranquila.

5 BAH Com Dedic transferido para o Newcastle, o dinamarquês de 28 anos foi aposta no onze e por certo não imaginaria uma noite tão tranquila. Defensivamente sem problemas, procurou, nem sempre com sucesso, combinar com os companheiros.

5 TOMÁS ARAÚJOO internacional português de 24 anos e capitão dos encarnados não foi sujeito a muito trabalho, já que o Casa Pia foi quase inexistente a nível ofensivo. E com a vitória no bolso, deu, ao minuto 59, o lugar a Manu.

5 LENGLET O experiente central francês de 31 anos tem bom toque de bola e aos 13' fez sensacional passe para Prestianni. Praticamente de folga a nível defensivo, apareceu aos 59' para receber a braçadeira de capitão.

6 DAHL O back esquerdo de 23 anos deu nas vistas aos 11' com um corte providencial no interior da área. Também de folga a nível defensivo, tem uma nota superior aos restantes companheiros de setor porque esteve no sexto golo, ao cruzar da esquerda para o desvio decisivo de... Ofori, que marcou na baliza errada.

5 BARRENECHEA O médio defensivo argentino de 25 anos fechou bem os espaços na sua área de ação e beneficiou da falta de comparência do Casa Pia a nível ofensivo. Noite, pois, descansada.

6 LEANDRO BARREIRO O luxemburguês de 26 anos tentou a sorte aos 7', mas o remate, à entrada da área, saiu fraco e à figura de André Gomes. Estava dado o mote para exibição de bom nível.

7 RAFA O velocista português de 33 anos começou por ameaçar com um remate à entrada da área e aos 14' fez mesmo o segundo golo. Recuperou a bola e voltou a recebê-la de Pavlidis para, na cara de André Gomes, picá-la sobre o keeper. Nem sempre decidiu bem, mas acertou aos 47', quando descobriu Pavlidis para o 3-0. Saiu, aos 5-0, aos 59'. Quinta-feira há jogo europeu...

6 SUDAKOV O médio criativo ucraniano de 23 anos revelou... criatividade aos 20', passe sensacional para Rafa (que tentou assistir Pavlidis). Já aos 36' podia e devia ter feito (muito) melhor, remate no coração da área para defesa de André Gomes. Tem belos pormenores, mas falta-lhe consistência para voar mais alto.

7 PRESTIANNI O extremo/ala argentino de 20 anos atravessa belo momento de forma e logo ao terceiro minuto deixou marca no jogo, remate à entrada da área com David Sousa a trair André Gomes com um desvio de cabeça. Aos 12' entrou na área pela esquerda, rematou, mas o tiro saiu muito por cima. Já aos 49' o remate à entrada da área não passou nada longe do poste esquerdo da baliza de André Gomes. É um perigo quando embala, mas não embalou para exibição como as já vistas esta temporada.

6 JHON DURÁN Entrou aos 59' e não demorou muito a festejar, já que aos 61' recebeu a bola de pé esquerdo à entrada da área e disparou para o fundo da baliza de André Gomes.

5 MANU Entrou aos 59' e foi para o lugar de Tomás Araújo, ou seja, para central. E não foi sujeito a muito trabalho.

5 SCHJELDERUP Também foi lançado aos 59' (para o lugar de Rafa) e deu água pela barba à defesa (já dizimada e desmotivada, diga-se) dos anfitriões. Algumas incursões perigosas pela esquerda.

5 RICHARD RÍOS Foi aposta a partir dos 67' e ganhou um pouco mais de ritmo.

4 LUKEBAKIO Foi o último jogador a sair do banco. Fê-lo ao minuto 78, a tempo de um ou outro raide."