Últimas indefectivações

domingo, 6 de setembro de 2026

Vermelhão: Vitória sobre o futebol do agarrão !!!

Marítimo 0 - 3 Benfica


Vitória num jogo disputado em condições miseráveis, com um relvado impróprio, um árbitro corrupto e um adversário que percebeu desde do primeiro minuto que tinha impunidade para fazer tudo!!!


Não foi o jogo mais bem conseguido da temporada, mas foi consistente. O Samu, além daquela finta estúpida, não teve praticamente trabalho e mesmo no pior momento do Benfica, no início da 2.ª parte, o Marítimo só criou perigo num livre lateral, inexistente, diga-se!!!


Excelente entrada na partida, com o golo a aparecer cedo... Desta vez, não foi preciso desperdiçar 10 oportunidades para marcar um golo!!! Aliás, desta vez fomos mesmo eficazes no remate, pela primeira vez na época!


Mas a meio do 1.º tempo o jogo foi ficando enrolado, com o Benfica a dominar, mas sem conseguir criar perigo. A lesão do Bah, teve muita influência nesta quebra (falta completamente disparatada, com intenção de aleijar). Segundo jogo consecutivo com um jogador lesionado no 1.º tempo, a ter que gastar um tempo de substituição, ambas lesões com contactos 'duros' dos adversários!!! Perdemos a ameaça do Bah no flanco, e ficámos desconfiados da utilidade do Kaminski a Lateral! Esta invenção do Marco, correu mal... às vezes, os Extremos adaptam-se bem a Laterais, mas neste caso não me parece que vá acontecer!!!
 
O Marítimo, em todos os duelos, em todos os ataques do Benfica, em todos os momentos em que o Benfica criava desequilíbrios, faziam falta! Sistematicamente! Premeditadamente! Combinado com o relvado em péssimas condições, tornou-se muito complicado jogar rápido. Agarrões constantes... E imagine-se, o Benfica terminou o jogo com mais Amarelos, do que o seu adversário!!!!


A entrada na 2.ª parte, foi má. E como é óbvio foi 'acentuada' por uma falta mais assinalada ao Tomás, que esteve quase a dar o golo do empate, a equipa ficou intimidada, e após uma sucessão de bolas paradas defensivas, os jogadores ficaram fora de posição e levaram muito tempo a regressar aos seus lugares! Felizmente, o Marco não estava a dormir e mudou o 'esquema'!!!


Foi a primeira vez esta época, onde a equipa melhorou com as substituições! O Circati deu confiança na defesa e mais importante o Prestianni foi para a posição do Sudakov!!! Foram os melhores minutos do Schjelderup esta época, os dois combinaram maravilhosamente... Compreendo que o Sudakov tem sido 'competente' na pressão e na forma como baixa muitas vezes para a linha de meio-campo, fazendo muitas vezes uma linha a 3, com o Palhinha(antes o Enzo) e o Barreiro, e com o Prestianni isso será menos provável, mas ofensivamente o puto é muito melhor, mesmo com as más decisões que vai tomando... E com o Palhinha no onze, a necessidade do '10' ajudar o meio-campo, é menos importante... O Echeverri será a 1.ª opção para este lugar, caso a sua adaptação corra bem, mas o Prestianni tem jogar mais nestas funções...


O Barreiro e o Palhinha foram os melhores em campo. O Barreiro marcou e pressionou muito... e o Palhinha recuperou imensas bolas. A velocidade de recuperação de bola do Benfica, subiu muito após a entrada do Palhinha! E hoje, nem foi muito importante na construção de jogo, porque o relvado não deixou, e porque a pressão maluca do adversário não deu espaço!

Mais uma boa exibição do Lenglet. Muito bem nos passes. Melhor que o Tomás, que está numa fase má neste aspecto, uma das suas melhores qualidades! Também foi a primeira folha limpa do Samu... mesmo sem trabalho, é importante mais jogos destes para dar confiança, e para ver se a 'desconversa' da titularidade desaparecer!!!



Além da lesão do Bah, na parte final, ainda ficou a dúvida sobre a condição do Araújo, num relvado destes não era de admirar... O Aursnes acabou por não entrar, muito provavelmente, com medo duma lesão.... após o entorse no tornozelo!

Como já referi, uma arbitragem vergonhosa, mais uma... mais uma deste pulha! Inacreditável critério disciplinar. Inacreditável como o penalty sobre o Prestianni não é assinalado, inacreditável como o VAR nada marca... experimentem ir a correr e levar uma 'braçada' no peito!!! Ainda mais inacreditável,  a não expulsão do Julião!!!!

Uma última nota sobre a rábula da bancada 'oferecida' ao Benfica: a Madeira é Vermelha, os Barreiros quando o Benfica joga, é sempre maioritariamente Benfiquista. Podem dar as voltas que quiserem, podem proibir adereços, podem cobrar preços exorbitantes, que não cobram a mais ninguém, podem fazer-se de sonsos e comparar os preços praticados pelo Benfica no Seixal na última época, e os preços superiores praticados neste jogo, a Madeira é Vermelha, ponto final!

Vamos ter 4 dias de intervalo, para a deslocação a Moreira de Cónegos, um luxo!!! Não vai ser um jogo fácil, como se viu na Sexta no Antro da Corrupção, o contra-ataque do Moreirense está bem oleado! Além tenho a certeza, que o critério disciplinar vai ser parecido, com aquele que o Marítimo beneficiou neste jogo!!! Se a lesão do Bah, for impeditiva temos um problema complicado de resolver: o Banjaqui está a regressar de lesão; a adaptação do Kaminski não resultou; sobra o Circati e o Aursnes, nenhuma é ideal...

10.ª Supertaça

Benfica 3 - 1 Nun'Álvares

Primeiro troféu da temporada, numa nova época, com uma nova treinadora, e algumas mudanças no plantel, que parece vieram acrescentar!
Fomos eficazes, e a Ana Catarina foi a melhor em campo... E já agora, mais um penalty absurdo assinalado contra o Benfica, mas o karma lixou as apitadeiras e a bola foi ao poste!!!


PS: Os masculinos perderam a sua Supertaça, em mais um troféu decidido pelos apitadeiros do costume!!! Conseguiram o feito de inverter um justo 3-1 a favor do Benfica, com um 2-3 contra!!! Anularam um golo limpo ao Benfica, e validaram dois golos ilegais aos Lagartos, ambos obtidos após falta clara e óbvia!
O silêncio do Benfica após estes roubos constantes é exasperante...!!!

Vitória...

Póvoa 29 - 36 Benfica
14-17


Começo perro, mas acabamos por vencer com alguma tranquilidade, talvez com demasiados golos sofridos...

Derrota...

Benfica 0 - 2 Torrense


A equipa continua órfã do Gonçalo Moreira, parece que não sabem o que fazer com a bola... e depois, contra estas equipas matreiras do Tugão, é complicado manter a segurança defensiva!!!

Boas exibições do Arnas e do Fonseca. Regresso após lesão prolongada do Edokpolor... e o Banjaqui, também regressou de lesão!

20 Anos Benfica Campus | Episódio 4

Plantel do Benfica é melhor este ano?


"O Benfica 26/27 já vai na estrada e até ver a aventura não está a correr nada mal. Só não diremos que está a correr muito bem, porque houve aquele empate com o Académico de Viseu na Luz e notam-se alguns problemas defensivos. Mas já varremos três clubes europeus, demos 7-0 ao Casa Pia e mais uma vitória com o Estoril na Luz. Em oito jogos marcámos 30 golos, o que mostra uma produção ofensiva bem diferente da do ano passado e este número ainda impressiona mais quando nos apercebemos que outra crítica que tem sido feita ao Benfica de Marco Silva, além da tal fragilidade defensiva, é o número imenso de ocasiões que a equipa tem desperdiçado. Não as tivesse desperdiçado, e o número seria ainda superior a 30 golos.
Entretanto, o mercado está prestes a fechar, embora na verdade já esteja fechado, tendo em conta que o clube já teve de enviar a lista dos gloriosos jogadores que vão tentar vencer a Liga Europa, para a UEFA. E será interessante fazer uma análise ao plantel, após mais um ano de várias entradas e várias saídas de jogadores. Uma análise subjetiva, claro, e certamente influenciada pelo whishful thinking do cronista que deseja sempre que todos os novos reforços sejam a reencarnação de Eusébio.
Todos os anos tem sido feita neste espaço esta análise posição a posição e estou certo que no passado terei dado elogios/esperanças aos reforços Dedic, Enzo, Rios, Sudakov, Lukebakio e Ivanovic (o tal whishful thinking) e agora vemos que foi um mercado desastroso para Rui Costa. Bom, mas vamos a isto:

Baliza: aqui não houve entradas, nem saídas. Só a hierarquia aparentemente mudou. Se antes era Trubin primeiro, Samuel Soares segundo e Diogo Ferreira a fazer a ponte entre a equipa B e a A, este ano Marco Silva parece apostar em Samuel Soares. Não deixa de causar algum espanto, pelo estatuto e ordenado de Trubin, mas Samu tem a oportunidade de agarrar a titularidade do Benfica. É um guarda-redes que joga bem com os pés, é forte no jogo aéreo, talvez nestes dois parâmetros até seja melhor do que o ucraniano, mas sobram dúvidas quanto ao principal que se pede a um guarda redes, principalmente de equipa grande: parar bolas com selo de golo. E espero não estar a ser injusto, mas até agora nunca vi Samuel Soares a fazer isso. As bolas que vieram com selo de golo, entraram todas. Nesta posição estamos igual ao ano passado, só falta perceber se a aposta de Marco Silva foi a correta.

Defesa Esquerdo: o ano passado tínhamos Dahl e o flop Obrador. Depois em janeiro veio Sidny Cabral, embora nunca tenha jogado nessa posição. Dahl parece aquele tipo de jogador que se tiver muitos craques à volta, não é por ele que a casa vai abaixo. Mas, se o resto da equipa é mediana, também ele é mediano. Num Benfica ideal, Dahl não era o titular da posição, mas sim um belíssimo suplente. Nos últimos dias chegou El Karouani que se diz ser do molde Fábio Coentrão: ataca melhor do que defende. Veremos, e ainda há José Neto que se calhar sonhou em ser o nº 2 desta posição e assim desceu para nº 3. Mas acreditando que El Karouani dará mais ao Benfica do que Obrador, o que não se afigura muito difícil, parece que o Benfica está melhor nesta posição. O que não significa que esteja extremamente forte nesta posição.

Defesas Centrais: aqui houve várias mexidas. Saíram Otamendi e António Silva, entraram Lenglet e Circati (e Gabriel Indío, mais para a equipa B). Só Tomás Araújo continuou. Se ficamos melhor ou pior só o futuro o dirá. Otamendi era um verdadeiro líder da defesa e do balneário, mas a idade e a falta de velocidade já se notava muito. Não fazia sentido continuar com ele (embora aparentemente isso tenha sido uma decisão dele) e António Silva acabou por sair para o clube fazer dinheiro e porque o jogador não evoluiu tanto como se esperava e já se notavam alguns anti-corpos entre ele e a bancada da Luz. Também não quis renovar o contrato, logo a venda foi inevitável. Chegou Lenglet, um jogador muito experiente, embora pareça ter características muito semelhantes a Tomás Araújo e não tão forte como Otamendi no jogo aéreo e por aí têm passado as tais fragilidades defensivas que este Benfica parece ter. Circati talvez venha ajudar nisso e Palhinha de certeza também vai ajudar nisso. Circati ainda é um desconhecido para os benfiquistas, por isso é difícil dizer se o Benfica ficou pior ou melhor. Deixemos o wishful thinking vencer e digamos que sim, ficámos melhor.

Defesa direito: saiu Dedic, numa venda de muitos milhões, ficou Bah. Não veio reforço para esta posição, portanto parece que a estrutura acredita muito que Bah não terá mais problemas físicos, que Banjaqui pode subir na hierarquia e que, qualquer coisa, mete-se o Aursnes ali. Aqui teremos de dizer que o Benfica terá ficado um pouco pior, mas quem sabe Banjaqui consegue mostrar no futuro ser melhor do que Dedic.

Médios defensivos: continuaram Enzo, Aursnes, Manu e Leandro Barreiro, saiu apenas Richard Ríos e entrou o grande reforço da temporada, Palhinha. Aqui é onde o Benfica tem mais qualidade no plantel e com Palhinha certamente fica com um meio-campo digno de um Benfica campeão. A saída de Ríos não deixa de surpreender um pouco, pelos moldes do negócio, e porque o colombiano parecia estar a crescer no final da época passada, mas Palhinha é um grande, grande trinco. Com ele o Benfica terá uma parede no meio-campo e certamente a Luz vai delirar com os seus famosos carrinhos. Aqui parece que o Benfica está claramente mais forte do que o ano passado. The power of Palhinha, sócio do Benfica desde 2005! Para fúria dos sportinguistas...

Extremos: Schjelderup continuou e confesso a admiração, pois pensei que iria sair. Parecia-me a grande venda do verão que o Benfica gosta sempre de fazer, mas um Mundial relativamente discreto e os primeiros jogos da época no banco não terão aguçado muitos interessados. Ainda bem. Prestianni parece estar a explodir, Lukebakio continua a ser daqueles jogadores que dá a sensação que podia, mas não quer. Há ainda um Rafa já sem a velocidade de outros tempos, mas ainda assim talvez o jogador mais talentoso e com melhor toque de bola na Luz. Tiago Gouveia saiu, Bruma não conta para o totobola e entrou Kaminski por 17 milhões de euros. O polaco parece ser péssimo e uma má contratação, mas aguardemos. Quem sabe, ainda nos surpreende. Tendo em conta que Schjelderup e Prestianni terão épocas de afirmação e crescimento, também aqui o Benfica estará mais forte. Embora faça falta um grande, grande craque. Saudades de um Simão ou de um Gaitán!

Nº 10: antes havia Sudakov e depois vários jogadores que faziam um papel parecido ao do nº 10: Leandro Barreiro, Aursnes, Rafa ou, às vezes, Mourinho jogava com dois avançados. Agora chegou Echeverri, que é uma promessa que pode explodir ou não oferecer muito, o que significa que Marco Silva e os adeptos vão continuar a pedir muito de Sudakov. Um reforço caríssimo que tarda em afirmar-se. Não marca golos, não faz assistências, parece muitas vezes agarrar-se demasiado à bola, mas também é verdade que sempre que é substituído a equipa parece ressentir-se dele. Agora não há nada a fazer, tem de haver insistência nele e acreditar muito no wishful thinking de que o ucraniano vai aumentar muito de produção.

Avançados: havia Pavlidis, Ivanovic e Anísio, agora há Pavlidis, Durán e Anísio. Ivanovic foi mais uma contratação aparentemente falhada e o empréstimo foi a solução possível, depois de muitos milhões gastos nele. Pavlidis é o titular da posição, talvez o jogador mais importante do clube atualmente, e ao contrário do final da época passada, parece estar em excelente forma. Golos são com ele! Durán foi uma aposta do clube num jogador que é como Lukebakio - parece que pode, mas não quer. Bom, quem sabe até quer, pois sempre que tem entrado, tem parecido entrar com fome e já marcou dois golos. Anísio continuará a crescer e se for marcando uns golinhos na Taça da Liga e assim, será muito bom.

O Benfica 26/27 está muito melhor numa coisa, nisso não tenho dúvidas: no treinador. Afirmo sem problemas que em 2026 Marco Silva é muito mais treinador do que José Mourinho e isso nota-se na forma como o clube está a jogar. Se já temos estrutura e plantel para ser finalmente campeões, já é outra história porque continua a faltar talento e Porto e Sporting, mas principalmente Porto, já têm estruturas mais consolidadas do que nós.
Mas, wishful thinking! Carrega Benfica! Rumo ao título 26/27! Se não acreditarmos nisto após três jornadas, o que vamos fazer à Luz todos os anos?"

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - FC Porto vira no susto e o spray milagroso do relvado da Madeira

Visão: Trubin ou Samu: Quem deve ser o guarda redes do Benfica?

Terceiro Anel: Benficando #9

Depois, joga-se na mesma!!!

Somar três pontos no Funchal


"O Benfica visita o Marítimo em mais uma jornada da Liga Betclic. Este é o destaque na BNews.

1. Ganhar
Marco Silva exprime o fito de vencer mais uma partida com boa qualidade exibicional: "Queremos estar ao nosso melhor nível e dar continuidade ao que temos feito, mas novo jogo, nova história, em que temos de provar novamente a nossa qualidade."

2. Forte apoio
Calorosa receção à comitiva do Benfica na chegada ao Funchal.

3. Calendário
As datas e os horários dos jogos da 6.ª à 12.ª jornadas da Liga Betclic, assim como dos quartos de final da Taça da Liga, estão definidos.

4. Reforço integrado
Echeverri já está às ordens de Marco Silva.

5. Mercado
Joshua Wynder vai evoluir, por empréstimo, no New England Revolution. Rafael Luís passa a representar o Gençlerbirliği. 

 6. Encontro especial
Um grupo de crianças e jovens ucranianos, acompanhados pelas respetivas famílias, assistiu a um jogo no Estádio da Luz a convite de Trubin e Sudakov, numa iniciativa acompanhada pela Fundação Benfica e pela Embaixada da Ucrânia em Portugal.

7. Três Supertaças em disputa
Hoje, em Vila do Conde, há dois embates no futsal para levantar os troféus das Supertaças: às 16h30, em femininos, o Benfica mede forças com o Nun'Álvares; em masculinos, às 21h00, as águias enfrentam o Sporting. Amanhã, em Viseu (17h15), é a vez de a equipa feminina de futebol do Benfica defrontar o FC Porto.

8. Outros jogos do dia
A equipa B do Benfica é anfitriã do Torreense no Benfica Campus (15h30). Em andebol, a equipa feminina recebe o Juve Lis na Luz (15h00) e a masculina visita o Póvoa (18h30).

9. Sorteio
Eis os adversários do Benfica na Liga dos Campeões de futebol no feminino.

10. Prossegue a preparação
A equipa masculina de basquetebol do Benfica começou a pré-época há três semanas e participa, neste fim de semana, no Torneio Internacional de Viana do Castelo.

11. Movimentações do defeso
A futebolista Carolina Tristão e a hoquista Aimée Blackman prolongam os respetivos vínculos ao Benfica. E Mariana Valenzuela é reforço do basquetebol benfiquista.

12. Continuar a fazer história
A equipa feminina de hóquei em patins do Benfica voltou ao trabalho. Paulo Almeida partilha as suas primeiras impressões sobre a nova temporada.

13. 20 anos do Benfica Campus
Veja os 2.º e 3.º episódios da série dedicada ao 20.º aniversário do Benfica Campus.

14. Jornal O Benfica
A edição desta semana está disponível para download no site oficial.

15. Em destaque
Os principais conteúdos e temas que marcam a agenda do Sport Lisboa e Benfica nas diferentes plataformas do Clube.

16. Casa Benfica Ansião
Esta embaixada do benfiquismo comemorou o 31.º aniversário."

Dia normal...

Reviravoltas fabricadas...

Estava 0-1 para o Moreirense...

"Lufadas de ar fresco"

Calados são poetas !!!

Demência, seguramente...!!!

A manda dos daltónicos !!!

Verdade...

Verdade eterna !!!

Aquecimento


Liga: Sporting 2 - 0 Nacional

Liga: Alverca 1 - 2 Braga

Liga: Estrela 2 - 2 Famalicão

Liga: Corrptos 2 - 1 Moreirense

Camisa: Tim Vickery & Miguel Pereira: The Champions League Is Bigger… But Is It Better?

Futpedia #25 - QUEM MONTA A EQUIPA MAIS ALTA DA LIGA DOS CAMPEÕES? 🤔

Bola na Rede: Mercado...

Oliveira: Quem vai ser Campeão?

Tigastsg: Estoril...

'La última de Leo'


"A notícia era esperada. Isso não a tornou menos triste. Lionel Messi deixou a seleção argentina. Escreveu que já não tinha mais para dar. Uma frase estranha quando vem de alguém que passou a vida inteira a dar-nos aquilo que mais ninguém possuía. Um segundo diferente. Um metro invisível. Uma solução onde todos os outros viam apenas pernas, relva e adversários.
Na Argentina, o anúncio foi recebido como se o país tivesse perdido uma parte da sua própria voz. Messi não era apenas o capitão. Nem apenas o melhor marcador. Nem sequer o homem que conquistou o Mundial no Qatar e devolveu aos argentinos uma alegria guardada desde Maradona no México-86. Messi era uma forma de a Argentina se reconhecer.
Durante muito tempo, essa relação foi difícil. Exigiram-lhe que fosse Maradona, como se um génio pudesse repetir outro génio. Cobraram-lhe a infância em Barcelona. O sotaque. Os silêncios. As finais perdidas. Houve quem confundisse timidez com distância e quem entendesse as lágrimas como fraqueza. Messi carregou tudo. Sem discursos inflamados. Sem responder a cada ofensa. Apenas a jogar.
Perdeu finais. Saiu da seleção. Voltou. Continuou. Até ganhar. Primeiro a Copa América. Depois a Finalíssima. Finalmente o Mundial. Logo a seguir outra Copa América. E nesse instante, quando levantou a taça em Lusail, não conquistou apenas o título que lhe faltava. Fechou uma ferida argentina. A partir daí, já ninguém precisava de lhe pedir que fosse Maradona porque nesse momento Messi tinha chegado ao lugar mais difícil de todos. O lugar onde podia ser apenas Messi.
Agora vai embora. Ficam 207 jogos e 125 golos. Ficam os títulos, os recordes, as assistências, as corridas e as fotografias. Fica aquela camisola 10, demasiado pesada para quase todos e estranhamente leve quando vestida por ele. Fica a imagem de um homem pequeno a carregar um país imenso.
Mas os números nunca conseguirão contar Messi. Os números dizem quantos golos marcou. Não dizem quantas pessoas se levantaram de uma cadeira antes de a bola entrar. Dizem quantos adversários ultrapassou. Não dizem o silêncio que se fazia quando recebia a bola perto da área. Dizem quantas vezes venceu. Não dizem aquilo que sentimos quando começava a correr e o mundo parecia inclinar-se na sua direção.
Messi foi uma interrupção das leis do futebol. Vimo-lo chegar ao Barcelona quase em segredo. Um rapaz magro, pequeno, com o cabelo comprido e uma timidez que parecia maior do que ele. Recebeu de Ronaldinho o passe para o primeiro golo e começou ali a passagem de uma época para outra.
Depois, como acontece com os génios, veio tudo muito depressa. Mesmo que tenham passado mais de 20 anos. Vieram as quatro Champions, as Bolas de Ouro. Guardiola. Xavi. Iniesta. O Barcelona que tratava a bola como um idioma secreto. Vieram os duelos com Cristiano Ronaldo, dois homens a empurrarem os limites um do outro a cada jornada. E nós estávamos lá.
Esse é o privilégio que só se compreende quando começa a terminar. Vimos Messi crescer. Vimo-lo mudar de rosto, de cabelo, de posição e de velocidade. Vimo-lo passar de rapaz a homem, de promessa a melhor do mundo, de melhor do mundo a medida de todas as coisas. Vimo-lo sofrer pela Argentina até conseguir fazê-la feliz.
Enquanto isso, também nós mudámos. Há quem ainda vivesse na cada dos pais quando viu o primeiro Messi. Há quem tenha visto aqueles jogos na universidade, num quarto alugado, num café cheio ou numa casa onde já não vive. Há filhos que cresceram a ouvi-lo ser anunciado. Há amizades que começaram e acabaram entre dois golos seus. Há pessoas que já não estão e com quem partilhámos a incredulidade de o ver jogar.
É por isso que a despedida dói de uma forma tão íntima. Não é apenas Messi que deixa a seleção. É uma parte da nossa vida que se fecha com ele. Ao vê-lo partir, fazemos contas aos anos. Pensamos em quem éramos quando apareceu. Nos sonhos que tínhamos. Nas pessoas que amávamos. Na velocidade com que tudo passou enquanto ele transformava a magia numa rotina.
Messi habituou-nos ao impossível. Uma, duas vezes por semana. Durante mais de duas décadas. Víamos, celebrávamos e seguíamos com a nossa vida. Como se na semana seguinte estivesse garantido outro milagre. E estava. Mas nenhum milagre é para sempre.
Pelé despediu-se. Maradona despediu-se. Figo, Zidane, Ronaldo fenómeno e Ronaldinho Gaúcho também saíram de cena. Um dia, não muito distante, será Cristiano Ronaldo a fechar a porta da Seleção Portuguesa. O futebol sobrevive sempre. Aparecem novos jogadores, novos ídolos, novas camisolas para as crianças vestirem. O jogo continua porque não sabe fazer outra coisa. Mas nunca continua exatamente igual.
Com Messi, a sensação é ainda mais funda porque aos 39 anos continua a ser um dos melhores do mundo. Aliás, talvez ainda seja o melhor do mundo. Ainda marca, assiste e inventa. Ainda consegue ser o mais decisivo, o mais mágico, quando o corpo já devia ter começado a impor-lhe os limites. Há pouco tempo, voltou a levar a Argentina a uma final do Mundial. Voltou a mostrar que o talento pode envelhecer sem perder a autoridade.
Talvez por isso este adeus pareça prematuro, mesmo chegando tão tarde. Sabíamos que aconteceria. Apenas não queríamos assistir.
A vida segue, claro. Segue sempre. Mas faltará Leo. E quando faltar Leo, faltará também aquele instante em que todos suspendíamos a razão. Aquele momento em que a bola lhe chegava e alguma coisa dentro de nós voltava à infância. Porque Messi não jogava apenas para ganhar. Jogava para nos devolver a capacidade de acreditar numa coisa bela antes de ela acontecer.
Agora resta-nos o Inter Miami. E daqui por pouco tempo nem isso. Ficará apenas a memória. Mas a memória, como o futebol, tem sempre dificuldade em aceitar o apito final."

Leo, o génio humilde


"Messi sai de cena da seleção argentina com a tranquilidade com que nela pontificou ao longo dos anos. Assumindo que, aos 39 anos, o seu tempo cessou e o seu ciclo terminou.

Dizem as regras de uma boa carreira profissional, ou de um qualquer projeto em que nos envolvamos, que é tão importante saber entrar, como saber sair. Aplica-se a todas as situações e, na dimensão superlativa do futebol, é ainda mais significativa, considerando os múltiplos apelos, a sucessiva pressão pública e mediática, com as inerentes dificuldades e dúvidas em relação ao timing ideal.
Para lá de que, sendo cada caso um caso, distinto de todos os outros, tudo depende (e muito!) da sensibilidade, do bom senso e da personalidade dos envolvidos.
Se falarmos de um astro da dimensão de Lionel Messi, temos todos os aspetos que foquei elevados à máxima potência. Ainda para mais, tratando-se de um dos maiores da História do futebol, ombreando com Edson Arantes do Nascimento e com Diego Armando Maradona no pódio dos eleitos.
Finalista de um Mundial por três vezes (Brasil, há doze anos, Qatar, há quatro, e este ano, nas Américas), vencedor numa delas, Messi levou consigo a paixão do jogo e transportou a nação argentina aos píncaros.
Se é certo que, na avenida 9 de julho, a caminho do Obelisco, em cada festejo da seleção das pampas seja complicado perceber se a maioria prefere Maradona ou Messi, tamanha foi a dimensão celestial dos dois futebolistas, não é menos exato perceber que as mais jovens gerações ficam justamente encadeadas pelas performances e pelos resultados obtidos por Lionel. Natural a perspetiva, que isto da memória e do seu impacto nos dias de hoje tem muito que se lhe diga…
Mas há qualquer outra coisa que emana de Messi e dos mais de vinte anos de magia espalhada pelos relvados de todo o mundo, fosse com as camisolas do Barcelona, do Paris Saint-Germain ou do Inter de Miami, fosse com a azul-celeste do seu país: a humildade, esse fator tão marcante e determinante quanto difícil de gerir e demonstrar, sobretudo quando se está habituado a ter o mundo nos pés, e aos seus pés.
E é neste capítulo tão particular que o diez argentino leva a palma a toda a concorrência. O predestinado que coloca um íman na bota para que a bola não lhe fuja, e que a teleguia até ao destino, foi sempre discreto, recatado e dado.
Desde os tempos em que se lhe prediziam glórias, até ao momento em que, por múltiplas vezes na sua carreira, as atingiu, viveu e festejou, o rapaz de Rosário, nascido para a bola no Newell’s Old Boys e refinado em La Masia, mostrou uma maneira de ser pouco normal nas estrelas do jogo, muitas vezes (cada vez mais vezes) preocupadas com a imagem e os sinais exteriores de riqueza e — por vezes — alarmante e provocadora extravagância, alijando a responsabilidade crescente (muito por via da transversal e universal projeção das suas vidas em rede), que as deveria nortear.
Messi manteve-se, desde os idos do início do século XXI, atento ao seu futebol, ao talento inexcedível e inigualável, e à capacidade única de, com ele, alavancar companheiros e equipas rumo aos objetivos traçados. O eu nunca foi a estrela-guia do argentino, que jamais encontrou necessidade, vontade ou vocação para priorizar o recorde do momento, a efervescência de uma exibição ou a volatilidade de um golo, em detrimento da conquista coletiva, trazendo também para os holofotes os que com ele colaboraram em milhares de lampejos de génio.
O argentino sai de cena, na sua seleção, com a tranquilidade com que nela pontificou ao longo dos anos. Assumindo que, aos 39 anos de idade, o seu tempo cessou, o seu ciclo terminou, e que, como mandam os ditames do tempo, é hora de deixar de vestir a camisola argentina, porque outros devem também fazer o seu percurso e trabalhar para o sucesso do seu país.
É uma lição de vida dada por quem, ao longo da carreira, quebrou todas as barreiras, sobretudo num país que vivia à sombra de outro herói dos relvados. Afinal, Maradona também havia sido campeão do Mundo, também havia projetado o país para lá de todas as fronteiras, também havia preenchido o imaginário dos amantes do belo jogo durante anos a fio. 
As diferenças entre um e outro, do ponto de vista da personalidade, são abissais, mas os dois completam, de braço dado, a História do futebol num país justamente dividido, tão marcantes foram as duas carreiras.
E o abandono de Messi da sua seleção significa o princípio do fim da magia única do diez de Rosário.
O marido de Antonella, a sua companheira de sempre, vai agora passar mais tempo em casa, e mais passará quando deixar, definitivamente, o Inter de Miami, último emblema com o privilégio de lhe chamar seu.
A lei da vida é assim, e saibamos sempre reconhecer os momentos exatos para sair tão bem como entrámos. Arrastar, teimar, abusar da paciência não foram elementos presentes no raciocínio de Lionel Messi, quando chegou a hora de dizer adeus. Sai em grande, não com o título mundial que tanto desejaria repetir, mas com outros títulos e, acima de tudo, com a dignidade, sobriedade e a lucidez de um grande campeão. Um dos maiores de sempre na História do futebol.
Como diria Pedro Calderón de la Barca, «que o diga o tempo, pois, embora mudamente surdo, ele é o único que, sem dizer nada, diz tudo».
Gracias, Leo. Diez é Dios.

Cartão amarelo
Portugal é dos países em que mais se aborda a arbitragem do futebol. Seja em termos conceptuais, seja na espuma dos dias de cada jogo e de cada decisão nos relvados. Só isso já seria suficiente para que esta fosse, permanentemente, uma área abordada com pinças pelos decisores.
A posição agora tomada, de não divulgação das notas dos árbitros nas competições profissionais, agregada à anulação das presenças regulares, para explicações e pedagogia, em canais de televisão de referência para o futebol nacional (Canal 11 e Sport Tv), não me parecem passos seguros para a impermeabilização do setor. Pelo contrário, contribuirão, pelo menos a curto e médio prazo, para a manutenção de ondas de choque e climas de suspeição que entram em contraciclo com a pacificação desejada, e com a crescente posição de destaque dos principais árbitros portugueses em cotejo internacional.
Aguardo as cenas dos próximos capítulos e, para atenuar este cartão amarelo, fica um último parágrafo de cartão branco: João Pinheiro prepara-se para mais uma nomeação internacional de muito prestígio, para ele e para a arbitragem portuguesa a nível internacional, lá para o final de setembro."

Cuantó vale um futbolista?