Perante isto, Proença nada diz, Luciano Gonçalves não se demite, ninguém investiga os árbitros e ex-árbitros mencionados.
— Fever Pitch (@Fever_PitchFC) September 29, 2026
Faz parte da valorização da Centralização de direitos de tv?
Não dá para recuarmos a Godinho e Tiago Martins na final do Jamor?
Queremos todos acreditar que o… pic.twitter.com/J0ovQywUsi
Últimas indefectivações
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Não se passa nada...
Coincidências...
O presidente do Oeiras Futsal queixou-se de um alegado padrão das equipas de formação do Benfica, a propósito dos incidentes num jogo de sub-13. Para entender as declarações de Pedro Boiça, talvez seja relevante dizer que se trata, também, do treinador de sub 13 do Sporting.
— Polvo das Antas - Em Defesa do SL Benfica (@moluscodasantas) September 29, 2026
FC27 - Benfica... feminino!
🎮 As nossas jogadoras dão as boas-vindas ao jogo mais popular do mundo.
— SL Benfica (@SLBenfica) September 29, 2026
Joga agora #FC27.@easportsfc pic.twitter.com/xYSmopmANk
Peço desculpa João, mas isto é melhor comédia nacional... nem os Gatos conseguiriam imaginar um cenário mais surreal !!!
ah ah ah https://t.co/tOEDvW0TSe
— Fever Pitch (@Fever_PitchFC) September 29, 2026
— Fever Pitch (@Fever_PitchFC) September 29, 2026
— Fever Pitch (@Fever_PitchFC) September 29, 2026
— Fever Pitch (@Fever_PitchFC) September 29, 2026
— Fever Pitch (@Fever_PitchFC) September 29, 2026
Péssima estreia...
Benfica 24 - 31 Torrelavega
14-17
Entrada horrível na Europa, com um mau jogo, com uma péssima entrada (2-9), acabámos por colocar o jogo com 3/4 golos de diferença a maior parte da partida, mas chegados à recta final, voltámos a ter uma branca, numa altura onde a falta de rotação voltou a ser um problema! Se para a maioria das equipas do Tugão, conseguimos cavar as diferenças na intensidade e velocidade nas transições, contra equipas mais fortes, as debilidades do plantel são evidentes...
A geração dos nossos filhos
"Chamaram criminosa à geração dos nossos filhos e ninguém os defendeu. Podemos estar entre os melhores do mundo sem pedir licença nem nos sentirmos menores por sermos portugueses. Nós é que não cumprimos a nossa parte.
Num recente congresso sobre o futebol português, um dos oradores afirmou que estamos a formar uma «geração de criminosos», que considera normal roubar no digital.
Todos temos frases infelizes e o objetivo deste texto não é promover o linchamento digital de quem a proferiu. Mas a crítica que diariamente se faz à geração dos nossos filhos tem de ser desmascarada e combatida.
A pirataria é ilegal. Prejudica o futebol, o cinema, a música, os livros e a imprensa — se ninguém pagar pela informação, um dia deixará de existir quem possa produzi-la.
Se o problema atingiu a dimensão que nos dizem, por que razão não o resolvemos?
Os operadores de telecomunicações ocupam uma posição central no acesso à Internet e recebem as mensalidades dos clientes, incluindo daqueles que utilizam os seus serviços para consumir conteúdos ilegalmente.
Se a pirataria é praticada através do acesso à Internet, não fará sentido discutir uma contribuição sobre esse acesso destinada a compensar os meios e os produtores de conteúdos afetados, ajudando a garantir a sua sobrevivência e a dos seus trabalhadores?
Dissemos aos nossos filhos para estudar. Estudaram. Para aprender línguas, tirar licenciaturas e mestrados, fazer Erasmus e prepararem-se para competir num mundo global. Fizeram-no.
E estão tão bem preparados que competem no mercado de trabalho global com os melhores do mundo, sem o complexo de inferioridade de serem portugueses, como a camisola 7 da Seleção Nacional já lhes tinha ensinado com Figo e Ronaldo.
Duas gerações que ajudaram a normalizar uma ideia que hoje parece evidente, mas nem sempre foi: podemos estar entre os melhores do mundo sem pedir licença nem nos sentirmos menores por sermos portugueses.
Nós é que não cumprimos a nossa parte.
Quando comparamos as condições que encontrámos com aquelas que lhes estamos a deixar, teremos autoridade para dar lições?
Portugal sempre foi um país de emigrantes. Durante décadas emigraram sobretudo aqueles a quem a pobreza não permitira estudar.
Hoje partem também médicos, engenheiros, investigadores, gestores e outros jovens altamente qualificados em cuja formação o país investiu durante vinte anos.
A nossa geração conseguiu, com exceções e dificuldades, ter uma sequência relativamente normal para a vida: trabalhar, sair de casa dos pais, constituir família, comprar casa e ter filhos.
Para demasiados dos nossos filhos, essa sequência deixou de ser possível. Podem ter um mestrado, trabalhar a tempo inteiro e não conseguir arrendar uma casa. Depois criticamo-los porque viajam, uma das poucas formas de realização que ainda conseguem pagar.
Passar um fim de semana em Londres é possível. Arrendar um T1 em Lisboa, não.
Não é falta de ambição. É a diferença entre um objetivo concretizável e outro praticamente inalcançável.
Há uma expressão para aquilo que estamos a fazer: egoísmo intergeracional.
A nossa geração utiliza a sua posição económica, política e demográfica para preservar as vantagens de que beneficiou, deixando a conta à seguinte.
Beneficia de um Estado social que os nossos filhos ajudam hoje a financiar e continua a ocupar grande parte dos lugares onde são tomadas as decisões que determinarão quanto eles pagam, quanto recebem e com que idade poderão reformar-se.
Transformamos as vantagens circunstanciais da nossa geração em virtudes pessoais e as dificuldades estruturais da geração seguinte em defeitos de caráter.
Nós comprámos casa porque éramos responsáveis; eles não compram porque preferem viajar. Nós trabalhávamos; eles querem qualidade de vida. Nós constituímos família; eles adiam os filhos. Nós poupávamos; eles gastam.
É uma narrativa confortável, falsa e profundamente injusta.
Edmund Burke escreveu em Reflections on the Revolution in France, publicada em 1790, que a sociedade é uma parceria entre os vivos, os que morreram e aqueles que ainda estão por nascer.
Esquecemo-nos da última parte da parceria.
Hoje, os nossos filhos trabalham, pagam impostos e descontam para financiar o Estado social e as pensões das gerações anteriores, sem saberem em que condições se reformarão numa sociedade muito mais envelhecida.
E ainda nos surpreendemos porque saem tarde de casa, têm filhos mais tarde, emigram ou gastam algumas centenas de euros numa viagem.
Não são uma geração de criminosos, preguiçosos ou irresponsáveis.
Precisam que sejamos justos, até porque a nossa geração não realizou nenhuma das grandes ruturas históricas que transformaram Portugal.
Não fomos nós que combatemos na Guerra Colonial. Não fomos nós que lhe pusemos fim e conquistámos a democracia. Quando chegámos à idade adulta, outros tinham feito a parte mais difícil: Portugal vivia em paz e em liberdade.
Também não fomos nós que negociámos a adesão à Comunidade Económica Europeia. Recebemos um país integrado na Europa e beneficiámos dos fundos que ajudaram a construir infraestruturas, escolas, hospitais, redes de água e saneamento, modernizar empresas e qualificar portugueses.
Estudar, trabalhar, viajar ou criar uma empresa olhando para a Europa passou a fazer parte do nosso horizonte natural.
A geração anterior entregou-nos um país incomparavelmente diferente daquele que tinha recebido: sem guerra, democrático, europeu e muito mais desenvolvido.
Nós recebemos essa herança.
Vamos entregar aos nossos filhos um país melhor do que aquele que recebemos dos nossos pais?
Um país onde trabalhar lhes permita sair de casa, estudar continue a compensar, constituir família seja um objetivo realista e emigrar seja uma escolha, não a melhor forma de transformar qualificações em qualidade de vida.
Uma geração não deve ser avaliada apenas pelo que conquistou para si, mas pelo que deixa à seguinte.
Antes de julgarmos a geração dos nossos filhos, está na altura de a nossa geração prestar contas à deles."
Gravidez não é cartão vermelho
"Uma futebolista anuncia ao clube que está grávida, como aconteceu agora no Benfica. Pode continuar a jogar? Pode, se a sua saúde e os médicos o permitirem. Pode o clube afastá-la só porque vai ser mãe? Não. Tem proteção especial? Também não. Mas precisa, não concorda, caro leitor?
A Lei n.º 54/2017 regula o contrato de trabalho desportivo e manda aplicar, subsidiariamente, as regras gerais do trabalho compatíveis com o desporto. A atleta tem direito a consultas pré-natais e à proteção da sua saúde. Se a atividade oferecer riscos, o clube deve adaptar as condições, atribuir-lhe tarefas compatíveis ou dispensá-la de trabalhar.
Depois do parto, há licença parental inicial de 120 ou 150 dias, que pode ser partilhada com o pai, e dispensa para amamentação. A FIFA exige, para as futebolistas, pelo menos 14 semanas de licença de maternidade e apoio médico e físico no regresso. E se o clube quiser despedi-la enquanto está grávida? Em Portugal, é preciso solicitar um parecer prévio à Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego. Sim, tenha consciência: a gravidez não é justa causa.
O Regulamento da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) garante alguns direitos às jogadoras grávidas: o artigo 41.º prevê o direito a «continuar a prestar serviços ao clube», eventualmente em funções «alternativas»; a possibilidade de «determinar livremente a data da licença de maternidade» e o direito a «regressar à atividade desportiva».
Como se vê, há uma tentativa de melhorar o regime legal. Mas parece evidente que as jogadoras precisam de mais apoio e melhores soluções legais. O trabalho desportivo tem especificidades muito grandes: ter um filho não pode ser um ato de coragem. Tem de ser um ato normal. O Sindicato dos Jogadores entregou, em fevereiro de 2023, uma proposta à FPF.
Há três anos que a bola está, pois, dentro da área da FPF.
Há ainda outra questão: o contrato de trabalho desportivo tem prazo. Se este acabar, caduca, sem renovação automática, mesmo durante a maternidade. Isso não dá ao clube licença para usar a gravidez como critério para não renovar. Mas será difícil provar discriminação, caso exista. Difícil para as profissionais, não é?
Ter um filho não pode significar perder a carreira. A jogadora tem direito a voltar ao campo; o clube tem o dever de a tratar como profissional, antes e depois de ser mãe. E Portugal precisa de mais crianças.
O Direito ao Golo vai para Vasco Vilaça, ganhou ontem, em Pontevedra, o Campeonato do Mundo de triatlo, e ainda para Jorge Jesus e a Seleção Nacional. Dois jogos, duas vitórias. Impossível começar melhor."
Coisas habituais
"1. Não há campeões em setembro. Ninguém é campeão e ninguém deixa de ser campeão nesta altura
do ano. Não sirvam estas considerações básicas de
consolo, porque não é essa a intenção. O Benfica
terá de fazer o seu campeonato com o olhar posto
nos 3 pontos, jornada a jornada, apenas isso.
2. O treinador do FC Porto ganhou na oratória. Atirou
com o conceito das “coisas estranhas” e viu-se, no
decorrer do jogo, como árbitros e video árbitros
tudo fizeram para que nada de estranho acontecesse. Fez bem Marco Silva ao recusar-se a entrar
neste lamaçal.
3. Nesse sentido, pode dizer-se que o clássico foi um
repertório de clássicos. Houve momentos em que o
decorrer do jogo até forneceu a sensação de estarmos numa festa temática dos anos 90.
4. Na primeira parte, por exemplo, os donos da casa
fizeram 9 faltas e receberam 1 cartão amarelo.
Os visitantes fizeram 6 faltas e receberam 3 cartões amarelos e um cartão vermelho. Há jogos,
nomeadamente entre os emblemas mais importantes, que ficam para a História ligados a um episódio, a uma conjuntura, a uma jogada, a um jogador, a uma frase… Falaremos sempre do
FC Porto-Benfica “do César Brito” ou do Sporting-
-Benfica “do João Vieira Pinto” ou do Benfica-
-FC Porto “do golo do Saviola”.
5. Este último clássico bem pode ficar para a História
como o jogo da “dualidade de critérios”, que foi a
expressão mais usada por todo o país mal o árbitro deu por terminados os seus trabalhos. Crianças de tenra idade recém-iniciadas no gosto pela
bola, anciões que veem futebol há décadas e décadas, gente de todas as profissões e condições que
se interessa pelo fenómeno desportivo independentemente das suas afeições clubistas, analistas
profissionais, analistas amadores e o próprio presidente do Benfica, não houve quem não utilizasse
o chavão da “dualidade de critérios” para resumir
os acontecimentos da noite de domingo.
6. No fim do FC Porto-Benfica “da dualidade de critérios”, o treinador do Benfica apresentou-se na sala
de imprensa e recusou-se a dar troco ao treinador
do FC Porto. “Venho de uma cultura diferente”,
disse. Deve ser, de facto, um retrocesso civilizacional, depois de quase uma década a trabalhar
em Inglaterra, voltar a Portugal e constatar que
nada mudou.
7. Vem aí mais uma pausa no Campeonato por força
das seleções. O Benfica dá 17 jogadores às suas
respetivas equipas nacionais. Três deles –
Samuel, Araújo e Palhinha – foram chamados por
Jesus, o que faz do Benfica o clube português que
mais contribui para a seleção nacional. Isto é que
já não era habitual."
Leonor Pinhão, in O Benfica
A despedida do Bom Gigante
"JOSÉ TORRES REALIZOU
O SEU ÚLTIMO JOGO
PELO BENFICA EM JULHO
DE 1971, DEPOIS
DE 12 ÉPOCAS NA LUZ.
A 21 de julho de 1971, jogou-se a final da Taça
Ribeiro dos Reis. Empurrada para a equipa
de reservas, a importância da
prova já não fazia jus ao nome
que ostentava. O Benfica disputou a final da prova, com a sua
equipa de reservas, frente ao
Sporting de Braga, no Estádio
do Restelo, “muito bem emoldurado de público”.
José Torres era o capitão
da equipa e, como alguns dos
seus companheiros, realizava
o seu último jogo com a
camisola do Benfica. Neste
dia, “Torres não quis abandonar o Benfica sem deixar
saudades entre os benfiquistas. Atrás, à frente, bolas na
trave, um golo, enfim… Torres”. Marcou o primeiro dos
3 golos encarnados, de
cabeça, aos 10 minutos da
segunda parte, e foi com orgulho
e emoção que, no final do
encontro, levantou mais um troféu para o clube que representou
durante 12 épocas.
Aos 33 anos, José Torres deixava o Benfica para representar
o Vitória Futebol Clube. Mas a
despedida do Bom Gigante não
podia ficar assim! Então, José
Torres foi homenageado no
Estádio da Luz, a 31 de julho de
1971, antes do jogo amigável
frente ao Arsenal. O elogio ao
jogador foi lido por Osvaldo
Branco, vice-presidente da Direção, e, de seguida, Torres alinhou no seu lugar habitual e
jogou, durante dois minutos, “no
ataque que tantas vezes conduziu e fez brilhar”. Seguiu-se a despedida
para sempre, “sublinhada com os quentes, sinceros e demorados aplausos dos
que sempre o acarinharam e incitaram”.
O amor de José Torres ao Benfica foi descrito da melhor forma
por Osvaldo Branco,
quando, no elogio ao
jogador, referiu a resposta de Torres ao ser
questionado sobre a
sua dispensa do Benfica: “Se eu no decurso de
12 épocas ajudei a resolver tantos problemas
futebolísticos ao Benfica, pois se o Benfica de
mim precisa para a resolução de mais um, pode
contar com a minha colaboração.”
José Torres conquistou 9 Campeonatos Nacionais, 4 Taças de Portugal e 3 Taças de Honra,
marcou 284 golos em
347 jogos pela equipa
principal e, em 1962/63,
conquistou a Bola de
Prata, por ter sido o
melhor marcador do Campeonato Nacional, com 26 golos.
Saiba mais sobre o Bom
Gigante na área 23 – Inesquecíveis, do Museu Benfica – Cosme
Damião."
Marisa Manana, in O Benfica
Campo inclinado
"Prestianni foi pontapeado, esbofeteado, ficou a sangrar e acabou por ser ele a ver o cartão
amarelo. Lenglet tocou com a
ponta dos dedos na orelha de
um adversário e foi expulso.
Estas situações retratam bem o
“Clássico” do Estádio do Dragão,
onde, uma vez mais, a arbitragem impeliu o Benfica para a
derrota – fazendo lembrar tantas outras ocasiões do passado,
designadamente nos tempos do
“Apito Dourado” e do antigo
Estádio das Antas.
Não foram esses os únicos
momentos em que a dualidade
de critérios se fez sentir. Tal
aconteceu em quase toda a partida. O FC Porto parece ter recuperado velhos métodos de jogo
subterrâneo, carregado de provocações, simulações e agressões, e tudo isso foi sendo permitido por Miguel Nogueira.
Pelo contrário, ao Benfica o juiz
aplicou um critério bastante
restritivo. Ora, num jogo destes,
se uma equipa pode ser agressiva (ou mesmo violenta) na disputa dos lances, e a outra não
pode sequer respirar, mesmo
sem penáltis nem golos anulados, a influência da arbitragem
no resultado é clara. É este o
paradigma da chamada arbitragem “habilidosa”.
Numa jornada extremamente
importante, em que o Benfica
podia assumir a liderança, ou,
pelo contrário, ficar a 5 pontos
de distância do primeiro lugar,
foi para esta última situação que
nos empurraram. Infelizmente,
nem as suspeitas de corrupção
que mancham o Conselho de
Arbitragem dos pés à cabeça
têm alterado uma tendência que
se vem acentuando ao longo
dos últimos anos. Perdemos
uma Taça de Portugal como perdemos, vimos 9 grandes penalidades por assinalar a nosso
favor na época passada e este
Campeonato parece ir no
mesmo caminho. Assim, de
facto, é difícil.
O Benfica tem tentado jogar
futebol. Acontece que a liga portuguesa não se ganha a jogar
futebol. Se havia dúvidas, este
“Clássico” dissipou-as."
Luís Fialho, in O Benfica
Ao serviço de todos!
"Cumpre-se o Desporto e eleva ao
máximo expoente a sua função
social quando consegue chegar a
todos e não apenas aos mais
jovens, aos mais talentosos ou aos
que têm melhores condições para
o praticar. Quando é capaz de chegar, também, a quem encontra na
idade, na deficiência, na condição
económica ou no seu percurso de
vida obstáculos à participação. É
neste princípio basilar e simples
que assenta muito do trabalho
desenvolvido pela Fundação Benfica, com o desporto adaptado a
demonstrar diariamente que a
deficiência não deve significar
afastamento da prática desportiva, sendo, pelo contrário, o desporto um poderoso instrumento
de autonomia, participação e reconhecimento social.
Também o envelhecimento ativo
ocupa um espaço cada vez mais
importante nos projetos de desporto inclusivo da Fundação, com
enfoque na saúde e na cidadania,
numa sociedade envelhecida
como a nossa em que é imperativo criar oportunidades para que
as pessoas continuem fisicamente ativas, socialmente envolvidas
e integradas nas suas comunidades. Mas o papel do desporto
inclusivo não se esgota aqui. Com
refugiados e pessoas em situação de particular vulnerabilidade, assume ainda outra dimensão quando, através duma simples bola, uma equipa e regras
partilhadas, podem criar-se de
forma ágil e segura relacionamentos, confiança, sentimento de
pertença e comunidade.
Esta capacidade de incluir, que
torna o desporto verdadeiramente transformador, amplifica-se quando um clube com a
dimensão do Benfica usa o seu
poder de mobilização e comunicação ao serviço das pessoas:
de todas as pessoas!"
Jorge Miranda, in O Benfica
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