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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Paz


"É do senso comum que a paz seja a ausência de guerra. Por isso, o primeiro passo para que se alcance paz, seja onde for, é sempre o calar das armas, mas paz é verdadeiramente tudo o resto que garante a cada pessoa uma vida digna, plena e confiante. Infelizmente não vivemos hoje tempos de paz e isso afeta todo o planeta, mesmo nas paragens mais afastadas dos conflitos armados. Precisamos de esperança e de pôr em valor as coisas boas da vida, sendo uma das melhores o desporto, com o futebol, sem dúvida, em grande destaque.
Também sabemos que o papel do futebol em tempos de guerra é mais importante do que pode parecer à primeira vista: a história está cheia de episódios em que o jogo e os jogadores desempenham um papel preponderante para aliviar, ainda que temporariamente, a pressão entre beligerantes e para trazer um pouco de normalidade à vida das populações. Isto é assim, em toda a parte, com os adultos, mas, por maioria de razão, é ainda mais importante quando falamos de crianças e jovens na flor da vida. Crescer no meio de um conflito eleva as inseguranças próprias da infância e da adolescência a patamares inimagináveis e traz o medo e a incerteza do futuro a uma idade em que não é normal temer pela própria vida ou fazer luto dos entes queridos, só com mágoa e revolta, sem entender o porquê de tanta violência.
É tudo isto que interrompe a infância em toda a parte onde a guerra se sobrepõe à paz. O futebol pode ajudar, e ajuda, porque é construtivo, positivo e apaziguador, devolvendo aos dias comuns um pouco da normalidade que sempre tiveram e hão de voltar a ter."

Jorge Miranda, in O Benfica

Editorial


"1. Na capa deste jornal O Benfica destaque para a vitória em Moreira de Cónegos, em mais uma exibição muito sólida, palavra cujo plural faz capa. Uma goleada que se segue à afirmação conseguida com distinção na Madeira, num ciclo que, como o treinador Marco Silva já sublinhou, é uma semana de 9 pontos. Domingo, numa Luz que já esgotou com dias de antecedência, nesta crescente comunhão entre adeptos e equipa, vamos juntos trabalhar para mais uma vitória.

2. São números que explicitam a solidez da trajetória das contas da Benfica SAD e da estratégia seguida por esta administração. Pelo segundo ano consecutivo, resultado positivo, agora de 19,1 milhões de euros. Dívida líquida a descer, receitas de Matchday mais altas de sempre e os capitais próprios no segundo valor mais elevado da história da SAD, apenas superados pelo ano em que João Félix foi vendido por 126 milhões de euros! Outro dado relevante: nos últimos 4 anos, apenas num exercício a Benfica SAD não apresentou lucro, ao mesmo tempo que ostenta um plantel com um potencial desportivo e comercial como há muito não se via.

3. A entrevista de Nuno Catarino em destaque nesta edição, concedida à BTV, volta a colocar o dedo na ferida dos direitos televisivos: este projeto de centralização tem fraquezas profundas, é anacrónico e ameaça o futuro do futebol português, perigando a sua competitividade. Para além das frases que ressaltamos na primeira página, uma outra merece sublinhado: partimos para uma época exigente com uma base sólida. Assim será por via da redução de receitas da Liga Europa em comparação com a Liga dos Campeões, mas há estofo e pecúlio acumulado para isso, até porque a ambição desportiva é, realista e justificadamente, ainda mais alta do que em anos anteriores.

4. Nesta edição do jornal O Benfica damos palco à conquista das Supertaças no fim de semana, com reportagens no futsal feminino e também com as nossas Inspiradoras. Em Viseu, conquistaram o seu 19.º título, num percurso que tem sido de notável sucesso e que muito tem feito pela afirmação do futebol feminino em Portugal. Nestas páginas, olhamos ainda com particular atenção para o arranque do Campeonato dos nossos bicampeões do futsal, que mereciam ter trazido de Vila do Conde mais um troféu para o Museu Cosme Damião."

Pedro Pinto, in O Benfica