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quinta-feira, 9 de julho de 2026
Está na hora do Estádio da Luz ter… luz!
"COMO UM JOGO
MUDOU PARA SEMPRE
A ANTIGA CATEDRAL.
A vinda do FC Barcelona
a Lisboa, em 1957, foi
o incentivo necessário
para se avançar com a
construção das torres de iluminação no antigo Estádio da
Luz. Nesse ano, foi agendado
um jogo amigável entre o
clube espanhol e o Benfica,
em retribuição da visita que
os encarnados haviam feito
17 anos antes. Por uma questão de calendário, foi marcado para uma quinta-feira, dia
5 de setembro.
O Clube foi informado de
que o FC Barcelona iria ter
apenas a possibilidade de
realizar um jogo noturno, de
modo a garantir o descanso
dos seus jogadores após a
longa viagem. Ao definir-se
um horário ao final do dia,
também havia a vantagem
de se aumentar o número de
espectadores, visto que a sua
maioria era “constituída por
empregados que saem pelas 19
horas”. O revés é que o Estádio
da Luz não tinha ainda condições para realizar desafios à
noite e, nessa altura do ano, os
dias já começavam “a escurecer
mais cedo, não permitindo fixar
hora muito tardia”.
O jogo realizou-se então no
Estádio do Restelo, visto o seu
campo ter iluminação. A equipa
benfiquista triunfou por uns sensacionais 4-0, com golos de
Águas, que bisou, Coluna e
Cavém. Todavia, esta situação do
local de jogo gerou controvérsia
entre os benfiquistas.
As vantagens que existiriam se a Catedral
fosse iluminada eram
amplamente conhecidas, mas este “facto
tomou maior acuidade”
neste momento, “e a
ideia que já animava
tinha de tornar-se uma
realidade”. Foi assim
que, passados poucos
dias após este jogo, o presidente da Direção, Maurício Vieira de Brito,
anunciou: “Vamos eletrificar o Estádio!”
A promessa seria rapidamente cumprida, com
as obras de construção
das monumentais torres
de iluminação a terem início em 19 de janeiro de
1958 e a serem inauguradas cerca de cinco meses
depois, a 9 de junho, tornando-se num marco icónico do antigo Estádio da
Luz. Desde então, o Benfica passou a poder realizar,
no seu próprio estádio,
desafios e festivais noturnos.
Saiba mais sobre as várias
fases de construção do antigo
Estádio da Luz na área 17 – Chão
Sagrado, do Museu Benfica –
Cosme Damião."
Lídia Jorge, in O Benfica
O “drama” das modalidades
"Ser o único clube no mundo a
ter 5 equipas masculinas e 5
equipas femininas na primeira
divisão das principais modalidades de pavilhão (andebol,
basquetebol, futsal, hóquei em
patins e voleibol) parece nunca
ser suficiente. Estar na fase
decisiva da competição com 8
das 10 equipas é pouco. Ser
campeão com 6 das 10 não
chega. Tridecacampeãs no
hóquei (sim, são 13 títulos
seguidos), pentacampeãs no
andebol e tricampeãs no basquetebol parece, para alguns,
coisa pouca e fácil de alcançar,
tal como bicampeões no futsal
e a recuperação dos títulos
pelos homens no hóquei e
pelas mulheres no futsal. Já
para não falar da conquista
histórica do râguebi (no masculino) ou do polo aquático (no
feminino). E todas as brilhantes prestações dos nossos
atletas na canoagem, no atletismo ou no triatlo.
Pois, eu também gostaria
muito de conseguir o pleno
todos os anos, mas esta coisa
de ter de se competir com
adversários não dá jeito
nenhum. É que, algumas vezes,
eles são melhores em campo.
Ou nós não somos suficientemente competentes durante
toda a época. É o desporto.
Claro que estamos no direito
de exigir sempre mais, mas
temos também o dever de
reconhecer o papel fundamental do SL Benfica no panorama
das modalidades em Portugal.
Sem o Glorioso, continuariam a
ser meras notas de rodapé nos
jornais nacionais. Até nas nossas invulgares derrotas (estou
a lembrar-me da equipa feminina de futsal na época passada), o caso se tornou notícia.
É muito fácil medir o sucesso
pelos troféus conquistados.
Com o fim da temporada a chegar, fazem-se contas. É assim
todos os anos, mas ao contrário da matemática e da sua
exatidão, o total parece nunca
agradar nem bater certo. É a
cultura da exigência, dizem-
-me. É a falta de cultura desportiva, respondo."
Ricardo Santos, in O Benfica
Campeões!
"A época das modalidades do
Benfica terminou da melhor
forma possível: erguendo um
saboroso troféu, num pavilhão
da Luz repleto de entusiasmo,
após uma disputa frenética e
empolgante com o Sporting.
Depois de 5 anos sem vencer o
Campeonato, a chegada do treinador Cassiano Klein trouxe à
nossa equipa de futsal um notável acréscimo de competitividade. E se, no ano passado, o título
nacional chegou, confesso, com
alguma surpresa, nesta temporada, o primeiro lugar na fase
regular, e os triunfos na Taça da
Liga e na Taça de Portugal, já
colocavam o Benfica, pelo
menos, em igual patamar de
favoritismo face ao seu rival.
Os benfiquistas que encheram
o pavilhão acabaram por ser
determinantes para estabelecer
a diferença nos jogos em casa.
E assim pudemos festejar o
bicampeonato.
Nos 11 dérbis disputados ao
longo da temporada, obtivemos
6 vitórias, cedemos 1 empate e
sofremos 4 derrotas. Marcámos, pois, uma posição de superioridade, que garantiu um inédito triplete. Só na frente externa não fomos felizes, com aqueles 5 minutos iniciais do jogo da
2.ª mão dos quartos-de-final a
revelarem-se fatais, e a ditarem um destino que, também
nesse plano, poderia ter sido
bem diferente.
Destaque igualmente para o
hóquei em patins feminino, que
garantiu o seu 13.º Campeonato
consecutivo, sublinhando aquela que é a maior hegemonia nas
modalidades de pavilhão do
nosso país. O percurso foi imaculado com 32 vitórias em
32 jogos. A equipa de Paulo
Almeida junta, assim, o título
nacional à Taça de Portugal, à
Elite Cup, à Supertaça e ao Torneio de Abertura. E já lá vão
50 troféus desde que a secção
foi criada no ano de 2012.
Do fim-de-semana passado
ficaram ainda a conquista dos
sub-17 em hóquei em patins,
bem como o título de iniciados
femininos em voleibol.
Venha a nova época."
Luís Fialho, in O Benfica
A força de ajudar!
"A solidariedade ganha verdadeiro significado quando chega a
quem mais precisa, de forma
desinteressada e verdadeiramente pertinente para cada
situação. É isso que está a acontecer com a ação promovida pela
Fundação Benfica, em parceria
com a GNR, junto de idosos isolados e em situação de vulnerabilidade afetados pelo comboio de
tempestades iniciado pela de -
pressão Kristin.
Em várias zonas do país, aparecendo nas notícias ou não, muitas habitações ficaram danificadas e perderam equipamentos
indispensáveis ao dia a dia. Para
quem vive sozinho, com poucos
recursos e idade avançada, a
reposição de um frigorífico, de
uma máquina de lavar, de um
colchão ou de outros bens essenciais representa muito mais do
que a substituição de bens meramente materiais: significa recuperar autonomia, dignidade, se -
gurança e qualidade de vida.
É esse o nosso foco e foi o que
levámos ao terreno, fazendo
chegar ajuda concreta onde ela
era mais urgente e seletivamente necessária. Uma intervenção
discreta, mas profundamente
transformadora, que devolveu
dignidade a pessoas que enfrentam uma das fases mais difíceis
das suas vidas
Esta é uma expressão clara do
compromisso que a Fundação
Benfica mantém com a comunidade, em parceria com a GNR.
Juntos, voltámos a provar que a
responsabilidade social se concretiza através de ações capazes
de melhorar a vida das pessoas e
que Portugal é um país onde os
mais fracos não são esquecidos e
os mais velhos não se abandonam à sua sorte. Estamos cá uns
para os outros e é essa capacidade de mobilizar, unir e agir que dá
ainda mais força ao lema que inspira o Benfica: E Pluribus Unum."
Jorge Miranda, in O Benfica
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