Últimas indefectivações

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Kick-Off


Mais um sorteio, que de sorteio tem pouco, praticamente o mesmo calendário das últimas épocas, principalmente na recta final!!!
Curiosamente, apesar do Benfica ser a equipa teoricamente com mais jogos de pré-eliminatórias Europeias, vamos ter dois jogos consecutivos fora em Agosto, sendo que um deles é em Moreira de Cónegos! Enquanto rivais diretos, sem pré-eliminatórias, tem um Agosto mais tranquilo... Isto a somar, com um fim de época, onde teremos 3 das deslocações mais complicadas de toda a época de forma consecutiva: Famalicão, Braga e Alvalade!!! Se chegarmos à recta final, em igualdade pontual, ou a ter que recuperar, será quase impossível...!!!
E como 'brinde' este ano, temos uma jornada em Setembro, onde iremos ao antro dos Corruptos, numa semana, onde haverá Jornada Exclusiva da Liga Europa, sem Champions, portanto podemos ter um jogo Europeu nas vésperas, e os Corruptos, vão ter uma semana inteira para preparar o jogo!!! Coincidências!!!

1.ª Benfica-Ac. Viseu 18.ª
2.ª Casa Pia-Benfica 19.ª
3.ª Moreirense-Benfica 20.ª
4.ª Benfica-Estoril 21.ª
5.ª Marítimo-Benfica 22.ª
6.ª Benfica-Gil Vicente 23.ª
7.ª FC Porto-Benfica 24.ª
8.ª Benfica-Vitória SC 25.ª
9.ª Santa Clara-Benfica 26.ª
10.ª Benfica-Alverca 27.ª
11.ª Estrela da Amadora-Benfica 28.ª
12.ª Benfica-Famalicão 29.ª
13.ª Nacional-Benfica 30.ª
14.ª Benfica-SC Braga 31.ª
15.ª Rio Ave-Benfica 32.ª
16.ª Benfica-Sporting 33.ª
17.ª Arouca-Benfica 34.ª

PS: Liga 2

1.ª Benfica B-Leixões 18.ª
2.ª União de Leiria-Benfica B 19.ª
3.ª Benfica B-Portimonense 20.ª
4.ª Amarante-Benfica B 21.ª
5.ª Benfica B-Torreense 22.ª
6.ª Académica-Benfica B 23.ª
7.ª Benfica B-Felgueiras 24.ª
8.ª Feirense-Benfica B 25.ª
9.ª Benfica B-Chaves 26.ª
10.ª Farense-Benfica B 27.ª
11.ª Benfica B-AFS 28.ª
12.ª Penafiel-Benfica B 29.ª
13.ª Benfica B-Lourosa 30.ª
14.ª Benfica B-Vizela 31.
 5.ª Tondela-Benfica B 32.ª 
16.ª Benfica B-Sporting B 33.ª
17.ª FC Porto B-Benfica B 34.ª

Até à última gota

ISTO FOI HÁ UM ANO É HORA DE PASSAR À AÇÃO


"1.
Depois de vários escândalos que deram o bicampeonato ao Sporting - a rasteira com a cabeça do Otamendi que virou penálti que o VAR queria reverter mas o senhor Nobre manteve, a câmara de segurança em poste de iluminação a validar golo fora de jogo do clube do doutor Varandas, etecetera -, depois de vários escândalos, escrevia, tivemos na final do Jamor o maior deles desde a implementação do VAR em Portugal. Assim conquistou o Sporting a "roubadinha". Revoltado, Rui Costa desabafou, alguém gravou e o áudio vazou.

2.
A época 25/26 confirmou o pior da segunda metade de 24/25. Ao Benfica, pouco importa para esta explanação se jogou mal ou bem, se cometeu erros de gestão desportiva mais ou menos graves, que cometeu, ao Benfica foi retirada a possibilidade de lutar pelo título, mas principalmente de garantir o segundo lugar e o acesso aos milhões da Champions. Basta lembrar que logo que ascendeu ao segundo lugar entrou em ação um vigarista da arbitragem de nome Gustavo Correia que nos roubou descaradamente, a céu aberto, em Famalicão. Por seu lado, ao Sporting tudo foi dado, e o tudo incluiu um inexistente penálti de 15 minutos nos Açores que será para sempre uma nódoa no curriculum de João Pinheiro. (Felizmente, o Torreense tratou deles no Jamor e assim se fez justiça. Sem pisas na cabeça, sem Godinhos e Martins perderam até com uma equipa da segunda liga.)

3.
O tsunami provocado por Duarte Gomes veio ajudar a destapar um pouco a careca da vergonhosa gestão do presidente do Conselho de Arbitragem, Luciano Gonçalves. Desengane-se quem achar que tudo se deveu a uma bufice sobre uma nomeação para um jogo do Estrela da Amadora. Muito há para esclarecer: nomeações, avaliações e VARgonhices sem fim têm que ser agora investigadas até às últimas consequências pelo Ministério Público. Ou será que para esta gente só interessam as inconsequentes denúncias anónimas que têm como objetivo único prejudicar o Benfica e o seu bom nome?

4.
Há muito que venho reclamando ações concretas do Benfica na exigência de medidas de gestão da arbitragem que assegurem a verdade desportiva. Esta é mais uma oportunidade - de ouro! - que não pode ser desperdiçada. De nada servem desabafos de bastidor tornados públicos, murros na mesa depois de sermos roubados e o mal estar feito, promessas de tolerância zero ou inóquos comunicados produzidos por uma comunicação que é igual a zero. É hora de passar à ação pela qual milhões de adeptos anseiam e à qual se querem associar. Vamos a isso?"

Bastidores...


"Os jogos de bastidores estão ao rubro, o assalto ao poder levado a cabo pelo SCP durante a fase conturbada do ataque da Santa Aliança do Hotel Altis finalmente começa a mostrar sinais de fraqueza, tudo porque o FCP mostra as suas garras e passou ao ataque pelo domínio da arbitragem nacional.
Aqui sim o governo deveria interferir e desmontar toda esta organização criminosa que há anos decide o campeão nacional em antecipação!
Todo este órgão deveria ser desmontado e refundado com recurso a uma agência internacional, não há base de confiança possível no setor arbitral nacional."

O verdadeiro líder da APAF !!!

O Moço...

Falar Benfica - Conversas Gloriosas #57

Zero: Mercado - Pérola argentina do Benfica mais perto da Turquia

BF: Destaques...

5 Minutos: Kick-Off...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Época do SC Braga promete

Observador: E o Campeão - Portugal x Croácia: o Mundial começa a sério no mata-mata?

Observador: Três Toques - Mundial: Discussão belga, Kane herói e despedimento à grega

Observador: Minuto 90 - Desvantagem numérica pode significar vantagem no resultado

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - Mundial #16

Zero: Saudade - S04E44 - Neca - Parte II

BolaTV: Falso Plano #128 - Antevisão Le Tour de France

Terceiro Anel: DRS #56 - ROLETA RUSSA & SILVERSTONE GP!! 🏎️🏁

DAZN: F1 - Antevisão ao GP da Grã-Bretanha

Integridade no Futebol de Formação: Proteger o Futuro Dentro e Fora das Quatro Linhas


"O futebol de formação é muito mais do que uma etapa de preparação para o alto rendimento. É um espaço de educação, desenvolvimento humano e construção de valores. Milhares de crianças e jovens entram diariamente nos campos de treino com sonhos de sucesso desportivo, mas também com a expectativa de encontrarem um ambiente seguro, saudável e ético. Garantir essa realidade é uma responsabilidade coletiva que coloca a integridade no centro do desenvolvimento do futebol.
Nos últimos anos, a discussão sobre integridade no desporto deixou de estar limitada ao combate à corrupção, à manipulação de resultados ou ao doping. Hoje, o conceito é mais amplo e inclui a proteção da integridade física, mental e emocional dos jovens atletas. Esta visão holística tem sido promovida internacionalmente pela SIGA – Sport Integrity Global Alliance, uma organização independente que reúne entidades desportivas, governos, empresas e especialistas com o objetivo de fortalecer a transparência, a boa governação e a proteção dos participantes no desporto.
No contexto do futebol de formação, a integridade começa pelo reconhecimento de que cada jovem atleta é, antes de tudo, uma pessoa. A pressão para vencer, alcançar contratos profissionais ou corresponder às expectativas de treinadores, dirigentes e familiares pode gerar consequências profundas na saúde mental dos praticantes. Casos de ansiedade, esgotamento emocional, baixa autoestima e abandono precoce da prática desportiva têm sido identificados com crescente frequência em diversos países.
A integridade física é igualmente uma preocupação central. O desenvolvimento biológico dos jovens exige cuidados específicos, cargas de treino adequadas e acompanhamento médico qualificado. Quando a busca por resultados imediatos se sobrepõe ao bem-estar dos atletas, aumentam os riscos de lesões graves, sobrecarga física e impactos negativos que podem acompanhar os jovens ao longo da vida. A proteção da saúde não pode ser encarada como um obstáculo ao rendimento, pelo contrário, pois constitui um dos seus principais alicerces.
Existe ainda uma dimensão da integridade frequentemente esquecida: a equidade. Poucas pessoas são tão sensíveis à injustiça como os jovens. Quando percecionam favoritismos, discriminação, critérios pouco transparentes ou oportunidades condicionadas por interesses alheios ao mérito e ao desenvolvimento pessoal, a confiança nas instituições e nos adultos responsáveis é rapidamente afetada. No futebol de formação, garantir igualdade de oportunidades, valorizar cada atleta pelo seu empenho e potencial, independentemente da sua origem social, condição económica, género, etnia ou influência externa, é um imperativo ético. A integridade constrói-se também através da justiça, da transparência e da convicção de que todos têm o direito de sonhar e de progredir em condições de igualdade.
A SIGA tem defendido que a criação de ambientes seguros deve ser uma prioridade estratégica para todas as organizações desportivas. Isso implica políticas claras de proteção de menores, mecanismos de denúncia acessíveis, formação contínua para treinadores e dirigentes e uma cultura organizacional baseada no respeito e na responsabilidade. A tolerância zero perante abusos, assédio, discriminação ou qualquer forma de violência deve ser um compromisso efetivo e não apenas uma declaração de intenções.
Outro aspeto fundamental é a educação para os valores. O futebol de formação tem um enorme potencial para ensinar respeito, disciplina, trabalho em equipa, inclusão e cidadania. Contudo, esses valores só podem ser transmitidos de forma credível quando são vividos diariamente pelas instituições. Os jovens aprendem tanto através dos discursos como dos exemplos que observam. A integridade, nesse sentido, não é apenas uma norma, é uma prática quotidiana.
Num contexto em que o futebol movimenta recursos económicos cada vez mais significativos, torna-se essencial evitar que os interesses financeiros condicionem o desenvolvimento saudável dos atletas. A profissionalização crescente do futebol juvenil trouxe oportunidades importantes, mas também novos riscos. A proteção dos jovens deve prevalecer sempre sobre objetivos comerciais ou competitivos de curto prazo.
Investir em integridade significa investir na sustentabilidade do próprio futebol. Clubes, federações, escolas, famílias e autoridades públicas partilham a responsabilidade de construir ecossistemas desportivos que promovam não apenas melhores jogadores, mas também melhores cidadãos. O sucesso de um sistema de formação não deve ser medido apenas pelo número de atletas que chegam ao futebol profissional, mas também pela capacidade de garantir que todos os jovens saem dessa experiência mais saudáveis, mais preparados e mais confiantes.
A integridade não é um luxo nem uma tendência passageira. É uma condição indispensável para que o futebol de formação cumpra a sua verdadeira missão social. Ao colocar a proteção física e mental dos jovens no centro das suas prioridades, ao garantir ambientes justos e inclusivos e ao assegurar que todos dispõem das mesmas oportunidades para desenvolver o seu potencial, iniciativas como as promovidas pela SIGA recordam-nos que o futuro do futebol depende, acima de tudo, da forma como cuidamos das pessoas que o constroem desde a infância. Porque formar atletas é importante, mas formar seres humanos íntegros é, em última análise, a maior vitória que o desporto pode alcançar."

A nossa profissão garante um desporto limpo e livre da política


"Caros colegas,
Vivemos num tempo difícil, confuso e violento, mas precisamente por essa razão temos que reagir, encontrar soluções e explorar novas soluções para a nossa profissão, que continua a ser uma garantia para um desporto mais limpo e mais educativo para os jovens.

POLÍTICA
A política tenta sempre infiltrar-se pesadamente no mundo do desporto e por isso também no nosso do Jornalismo. Estamos a viver uma vibrante edição do Campeonato do Mundo de futebol mas a véspera foi impactada pela tempestade política à volta da presença do Irão.
Felizmente, o Irão não foi excluído mas ao mesmo tempo não teve as mesmas condições das outras equipas. Ainda assim consideramos essa presença altamente significativa.

PODER DE MUDANÇA
Gostaria de vos lembrar que há 46 anos, a política tentou destruir a independência do desporto. Lembrem-se do boicote aos Jogos Olímpicos de Moscovo de 1980 e os subsequentes Jogos de 1984 em Los Angeles. Na altura o desporto, e nós Jornalistas desportivos, erguemo-nos contra a interferência política e a nossa ação, combinada com a do mundo do desporto, salvou não só o movimento olímpico, que estava a morrer nos anos 80, mas também o futuro de gerações de atletas.

PARADOXO
Agora encontramo-nos numa situação que não é igual, mas parecida. Temos que reagir firmemente contra iniciativas que procuram poluir o mundo em que vivemos. Toda a gente fala sobre ‘criadores de conteúdo’ e Inteligência Artificial; estas são duas realidades com as quais temos que viver mas sem ser influenciados. Claro que novas tecnologias exigem atenção e temos que as usar inteligentemente, porque é assim que nos podem ajudar.

PROGRESSO
O progresso não pode ser negado, mas nós podemos domesticar novas realidades e torná-las úteis para a nossa profissão. O pessimismo não ajuda; temos que olhar para o futuro com confiança nas nossas capacidades. Não estamos obsoletos, ultrapassados pela tecnologia; de facto, temos ainda um enorme potencial, mas temos que acreditar em nós."

Um esquadrão de ronaldetes não esbarra contra um neurónio


"É tempo de Mundial: esplanadas cheias, patriotas de junho, mãos de panado. Guia-nos Cristiano. O portugalinho rende-se-lhe. É mais que Deus: ensinou Deus a amar. É mais do que a água: ensinou-a ser molhada. É mais do que o fogo: ensinou-o a ser quente. Pode tudo. Desculpa-se-lhe tudo. Professoras, engenheiros e mecânicos: todos o desejam num amor pungente.
Ei-la, a portugalite de rissol e t-shirt da seleção. A inultrapassável parolice de sermos «um», «unidos» e «resilientes». Ai de quem critique Ronaldo, aponte falhas à equipa ou evidencie o óbvio. Ai de quem não partilhe da acéfala febre em torno de um atleta expirado que se julga o Sol e a nós sua corte.
No fundo, os portugueses, tão destreinados na arte de ser livres, são incapazes de um juízo racional só porque o tema outrora lhes fornicou o coração. Não aceitam um símbolo seu em causa pois confundem-no com um ataque ao direito a ir buscar frango para ver a bola.
O óbvio não se lhes evidencia porque o coração faz sombra aos olhos; porque «Deus me livre» se deixamos de amar quem um dia nos fez feliz. Atuam em gangue — «não és português», «não o mereces», «respeita-o!» — e são sempre muito homens, muito machos, muito fortes. Além do atraso cognitivo, partilham a incapacidade de dizer um bom motivo para o senhor estampado nas toalhas de praia estar ainda em campo.
Imagine-se: ser adulto, pagar contas, criar filhos e achar que há seres perfeitos. Pior: imagine-se ser isto tudo e ter como exemplo de vida Cristiano Ronaldo: um homem que, depois de conseguir tudo a pulso, teve a ganância de se vender a um regime que esquarteja pessoas; que fez um acordo em dinheiro para silenciar uma alegada violação; que não pensa senão nos seus números; que só é capaz de dar a cara pela equipa nas vitórias.
Um ronaldete é bimbo prepotente. Rasga as vestes pelo seu pastor e evangeliza a aldeia. Não se importa com uma alegada violação ou com o ídolo ser mascote de um regime sanguinário. Gosta «imenso» do país, mas é-lhe indiferente que a sua melhor geração de futebolistas rasteje diante um narcisista catedrático. Tem a personalidade de um pombo: não o chateia que o treinador não o tire; não o aborrece o «respeitinho» que o portugalinho institucional lhe tem. Todo esse mundo ordeiro e surdino não o irrita: nem se apercebe dele — um um esquadrão de ronaldetes à desfilada não esbarra contra um neurónio.
O direito dos ronaldetes a ver a «última dança» de Ronaldo (vomitei) não é superior ao direito dos portugueses a ter uma seleção nacional livre, em que o treinador e os jogadores não se sintam coagidos a orbitar em torno de uma estrela moribunda: a sua luz já não ilumina, o seu calor não queima, a sua utilidade é nenhuma. E nós, portugueses, lá vamos indo: calados, medrosos, guardando uma esperançazinha de que se ninguém arrebitar muito cachimbo, talvez seja desta. Amorosos como nunca, submissos como sempre."

Olise, o 10 do Mundial


"Há muito que os números 10 perderam espaço no futebol profissional ao mais alto nível. O aproximar das linhas defensivas que promovem a compactação dos espaços e sectores, a crescente preocupação com as coberturas defensivas e o excessivo preenchimento do corredor central tornam praticamente impossível a livre expressão de talento normalmente associada ao verdadeiro n⁰ 10.
Perante a claustrofobia imperativa que resulta de uma organização defensiva cada vez mais coriácea, muitos treinadores optam por jogadores com outras características para a criação e a definição do seu momento ofensivo. Ou então vetam os seus nºs 10 ao ostracismo do corredor lateral, de onde procuram “fugir” sempre que podem, seja por uma questão de dinâmica coletiva, seja por uma questão de necessidade de serem felizes no seu habitat natural – o corredor central.
Felizmente há treinadores que entendem o talento que têm em mãos e que procuram enquadrá-los dentro de uma ideia de jogo que potencie e exponencie a qualidade individual em prol do coletivo.
Didier Deschamps é um desses treinadores. Podemos dizer que tem uma geração talentosa e muitas opções à sua disposição. É um facto. Mas também tem o dom de saber enquadrar Olise dentro do coletivo sem o amarrar do ponto de vista individual.
Ainda que inicialmente tenha tido outra ideia, o selecionador gaulês percebeu que poderia ter uma França ainda mais candidata ao título se reposicionasse o seu ataque. Derivou Dembélé para a direita e centralizou Olise. Com liberdade de movimentos, mas tendo como ponto de partida tático estes posicionamentos.
E imediatamente a França ganhou outro perfume no seu momento ofensivo. Passou a ser mais perigosa. Mais associativa em espaços reduzidos sob pressão. Mais imprevisível em situações de contra-ataque com igualdade numérica ou vantagem posicional. Mais incisiva. Sem perder criatividade. Sem perder objetividade.
Porque Olise joga futebol como se jogasse xadrez. Descobre, in loco, espaços que nós, em campo aberto, não sonhamos existir. Antecipa a jogada três jogadas mais à frente. Tem sempre mais do que uma opção em vista. É generoso. É o espelho da classe, a imagem da souplesse e o espelho de uma França demolidora. Impositiva. Sedenta e faminta de vitórias.
Olise é a prova de que a velocidade e a intensidade que importam são a velocidade de raciocínio e a intensidade mental. Porque antecedem a execução. Porque decidem e definem os momentos. E porque separam os génios dos demais."

Os 'Bleus' caíram na poção do druida


"Quem pára esta França? Ainda que já há meses o suspeitássemos, essa é a primeira pergunta que este Mundial nos deixa, depois do atropelamento da Suécia de Graham Potter. Assente numa exibição monumental de Michael Olise — a melhor até agora no Campeonato do Mundo das Américas — e com um frenético Mbappé a dizer 'esfola' ao mesmo tempo que o colega grita 'mata', os 'Bleus' falharam demais. Foram oportunidades atrás de oportunidades antes e depois do avançado do Real Madrid ter deixado um desta vez enfeitiçado Gyokeres sentado no relvado.
Houve grandes defesas, bolas nos ferros, alívios no último momento, uma ou outra finalização menos clínica, mas sobretudo uma tremenda manifestação de força por parte do conjunto de Deschamps diante de uma equipa organizada, a quem desde o primeiro minuto começou a faltar gente por todo o lado, tal a forma como os gauleses, talvez embriagados depois de caírem no caldeirão da reconstituída poção mágica de Panoramix, faziam voar normandos pelo ar como papel.
Portugal ou Espanha podem cruzar-se com os franceses nas meias-finais e ambos andam bastante longe de tamanho poder de destruição. E, mesmo entre os dois rivais ibéricos, a Seleção de Roberto Martínez é aquela que parece menos coletiva, mais desorganizada no momento da transição defensiva, sobretudo pelo corredor interior. Talvez seja pensar demasiado à frente, mas o selecionador continua a perder tempo quando deveria estar a montar desde o primeiro treino a melhor equipa possível. A mais coletiva, a que funcione em bloco, com todos a saber o que fazer e ajudar o próximo quando este não o consegue.
Ou, se não for antes, Olise, Dembélé, Mbappé, ou Barcola, Doué e outros vão refastelar-se com o candidato-favorito que morreu antes de nascer."

Portugal, dia 4


"A partir da meia-noite, em Toronto, há mata-mata entre Portugal e a Croácia, duas seleções que têm nos quarentões Cristiano Ronaldo e Luca Modric as principais figuras. Inesquecível, a grande equipa do Real Madrid, que tinha no meio-campo Casemiro, Modric e Kroos, e no ataque, Bale, Benzema e CR7, dominadora da Europa e ‘rival’ dos pentacampeões dos tempos de Di Stéfano e Paco Gento. Incontornável, o contributo de Cristiano Ronaldo para a conquista do Euro 2016 e de Luca Modric para a presença croata na final do Mundial de 2018, os dois pontos mais altos destas estrelas ao serviço dos seus países.
Mas o tempo passa, as folhas do calendário parecem árvores outonais, e há um preço a pagar. Diga-se que Modric se ‘defende’ melhor do que Cristiano Ronaldo, porque nunca ancorou o seu futebol na capacidade de explosão, ao contrário do português, que era imbatível nos lances de um-contra-um, e já não é. Das grandes estrelas cadentes que estão no Mundial da América do Norte, acabou por ser o fora-de-série português a ver-se obrigado a alterar mais o seu jogo: sem capacidade de perfuração pelas alas, e sem ser um ativo tóxico para os adversários nos contra-ataques, Ronaldo tem de basear o seu futebol na capacidade de finalização, e para isso precisa que a equipa trabalhe para ele e o eleja como o ‘target player’; Modric sempre foi um jogador de equipa - à imagem de Moutinho, Vitinha ou João Neves - e é mais fácil à Argentina proteger Lionel Messi, porque o primeiro trabalho defensivo (ao contrário do que devia suceder com CR7) não lhe cabe, mas sim a Julián Alvarez ou Lautaro Martinez, algo que no passado era feito por Gonzalo Higuaín.
Na capital do Ontario, logo mais, Roberto Martinez vai ser confrontado com as questões do costume, às quais deverá responder com a fórmula do costume. A equipa de Portugal não deve sofrer alterações de fundo - por exemplo nova aposta em Ruben Neves para equilibrar um meio-campo que vai defrontar jogadores muito experientes, habituados a não perdoar qualquer erro ao adversário - ou uma mexida na esquerda que desse mais garantias defensivas, ou ainda, de forma mais radical (e se não o fez, não irá fazê-lo), optar por Gonçalo Ramos, aumentando exponencialmente a capacidade pressionante da equipa. Vamos ver se mais do mesmo, que até agora soube a pouco, chega para levar de vencida a Croácia…

* Eusébio da Silva Ferreira jogou no México (CF Monterrey), Estados Unidos (Boston Minuteman, Las Vegas Quicksilver e New Jersey Americans) e Canadá (Toronto Metros-Croatia). O Mundial de 2026 joga-se onde o ‘King’ espalhou o que lhe restava de magia…"

Portugal: aí está a primeira hora da verdade


"Não sei se do ponto de vista técnico-tático-físico-psicológico é corretamente científico falar em dois Campeonatos do Mundo, mas a mensagem de Roberto Martínez passa bem

Trata-se de um título otimista, porque a existência de uma primeira aponta para, pelo menos, uma segunda vez. O que neste caso, está bom de ver, significaria que Portugal vence a Croácia e estará nos oitavos de final noutra hora da verdade.
Não sei se do ponto de vista técnico-tático-físico-psicológico é corretamente científico falar em dois Campeonatos do Mundo, mas a mensagem passa bem e Roberto Martínez não deixou dúvidas sobre o que queria dizer com ela: agora é sempre vai ou racha, mata-mata, bota fora (sem roda), cada um chama-lhe o que quer. 
O espaço para o erro diminui drasticamente e uma noite má significa voltar para casa. Não deveria existir um grande drama em torno disto, mas já sabemos como em Portugal somos dos oitos e dos oitentas. A boa notícia, hoje, é que vamos com as expectativas a 8 e portanto uma eventual desilusão será menor. A má notícia é que não é bom encarar grandes desafios sem o moral em alta. E este moral, se incluir o dos adeptos, tem a sua importância. Claro que não precisava de estar a 80, mas lá está — desconhecemos meios-termos nas emoções sobre a Seleção Nacional.
O jogo de Toronto é decisivo para o que resta do Mundial, e não só no sentido óbvio do resultado. Perder será sempre o pior cenário, mesmo que jogando bem. Isso de nada servirá a uma equipa técnica em fim de ciclo, porque já todos percebemos que vem lá novo selecionador. Ganhar sem jogar bem, porém, será insuficiente para recuperar de vez a confiança no trabalho da equipa das Quinas. Se for tem-te-não-caias vai prevalecer a opinião vigente de que não há estratégia, não há fio de jogo, não há ideias, há jogadores que não deviam jogar e outros que deviam.
Se surgir uma boa vitória será diferente. Claro que os mais entusiastas da técnico-tática continuarão — porventura com acerto e justiça — a destratar Martínez, mas a grande onda pública virará de novo e crescerá rapidamente a caminho dos 80.
Nada disto é novo no futebol, mas é francamente mais vincado na Seleção. Porque no futebol de clubes há sempre uma dama a defender perante os vizinhos que defendem outras cores. Aqui não — teoricamente é tudo da mesma cor, o que dá espaço para explanar muito mais teorias e sapiências. Portugal tem capacidade para bater a Croácia. Mas também tem possibilidade de perder. No final do dia será como sempre: ou a bola entra ou não entra. E estamos cá todos amanhã."

Seleção está partida ao meio


"Tenho dificuldade em perceber as opções de Roberto Martínez e a razão de Ronaldo jogar tão isolado. Por cá, arbitragem a arder. Obrigado, Duarte Gomes.

O verdadeiro Mundial começou agora. No aquecimento, Portugal não foi forte e parte para a corrida não muito bem posicionado. Ainda nada de muito preocupante. Afinal, a meta, espera-se, está muito distante. O pior é que os primeiros testes ficaram longe de convencer e agora escasseia o tempo para afinar a máquina.
À exceção do Uzbequistão, equipa de fórmula 2, a Seleção Nacional deixou muito a desejar, revelando que algo tem de mudar. Tanto contra o bloco baixo da RD Congo ou diante da agressividade da Colômbia, o que vi foi uma equipa partida ao meio. O que antes deste Mundial das Américas se iniciar nunca pensei ser possível. 
Coloquei Portugal no lote de favoritos a vencer o Campeonato do Mundo, a par da muito mecanizada e atual campeã da Europa Espanha, que não abdica de uma identidade muito própria, e da fortíssima França, que detém um ataque fenomenal, o sonho de qualquer treinador. Já a Seleção Nacional tem o melhor meio-campo do mundo, com o trio Vitinha, João Neves e Bruno Fernandes a prometer dominar qualquer jogo.
Já se percebeu que para mim esta fase de grupos foi uma desilusão, mas, claro, tudo pode mudar de um momento para o outro e até considero que Portugal pode encaixar bem na veterana Croácia, tal como na Espanha, nos previsíveis e desejáveis oitavos de final, tal como se viu na última Liga das Nações, que conquistámos.
As opções de Roberto Martínez é que tenho dificuldade em compreendê-las. Não discuto escolhas — entre os meus 26 convocados e os do selecionador só divergiram dois jogadores: Tomás Araújo e Samu Costa; eu teria levado António Silva e Palhinha — já que cada um tem as suas ideias e, em muitas das vezes, a diferença está mais no perfil do que na qualidade de um jogador. O que me preocupa é a forma como a Seleção Nacional joga, já que tenho muita dificuldade em entender a estratégia.
Não entro na discussão se Cristiano Ronaldo deve ou não jogar sempre, até porque parece que não restam dúvidas de que vai..., o que não percebo é a razão de o avançado não ser mais apoiado. O meio-campo, o tal que é o melhor do mundo, tem de estar mais junto do capitão, tanto nas transições ofensivas — as cavalgadas de CR7 que tudo resolviam já pertencem ao passado… —, como nas defensivas: inconcebível o desgaste que o selecionador pediu a Bruno Fernandes para pressionar por todo o corredor central perante um batalhão de colombianos. Isto para já não falar do médio mais agressivo e dinâmico, João Neves, ter começado o último jogo no banco…
Roberto Martínez bem poderia fazer regressar Bernardo Silva à titularidade, possibilitando que a equipa se apresentasse em 4x4x2, com o reforço do Real Madrid a juntar-se ao trio habitual e permitindo que João Félix jogasse na posição preferida, nas costas do ponta de lança. Uma forma também de poupar Bruno Fernandes, mesmo sacrificando-o a fechar o flanco esquerdo, e, simultaneamente, pedindo a dois dos melhores laterais do mundo, João Cancelo e Nuno Mendes, para fazerem o que mais gostam: explorar constantemente os corredores.
No Mundial tenho apreciado também a arbitragem. A qualidade dos juízes e as raras intervenções do VAR. Que foi criado para corrigir erros claros e óbvios. Apenas. Bem ao contrário do que acontece em Portugal, onde cada jogo é uma novela. Agora, começo a perceber porquê. A arbitragem continua a ser um caso de polícia.
A demissão do diretor técnico de Arbitragem, Duarte Gomes, em colisão com o presidente do Conselho de Arbitragem, Luciano Gonçalves, e devido a suspeitas de ingerência nas nomeações para jogos da Liga pode ser uma pedrada no charco. Para já, a FPF remeteu para o Ministério Público os factos relatados. Falta saber o que vai dizer Pedro Proença. Já Duarte Gomes está de parabéns. Obrigado pela coragem."

«Vamos lá cambada... Deixem-se de tretas...»


"Em Carlos Paião e Herman José o grito para disfarçar a urticária que Martínez provoca. Portugal foi ao Mundial para ensinar, não para aprender…

Já me lembrei tantas vezes de Herman José durante o Mundial. Em especial cada vez que vi Portugal jogar e ouvi o selecionador Roberto Martínez. Não pelo sentido de humor – pelo contrário, tenho andado mais perto da urticária – mas pela interpretação de um eterno tema escrito numa parceria com o saudoso Carlos Paião, lançado em 1986 pelo personagem Zé Estebes no contexto da participação da Seleção no Mundial do México e do caso Saltillo:
«Vamos lá cambada
Todos à molhada
Que isto é futebol total.
Deixem-se de tretas
Força nas canetas 
Que o maior é Portugal»
Não foi esta canção que mudou o destino de Portugal no Mundial do México – foi eliminado na fase de grupos – mas pelo menos sempre nos divertiu.
Já me lembrei tantas vezes do Padre Pio e de outros santos proclamados pela Igreja Católica sempre que ouvi Roberto Martínez falar dos jogos de Portugal. Santo a quem foi atribuído o dom da bilocação, ou seja, a capacidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo. No caso de Martínez, as imagens de televisão confirmam: esteve no banco a comandar o jogo que todos nós vimos; mas depois fala-nos de um jogo onde só ele esteve. E eu acho isso puro egoísmo, já que, infelizmente, nenhum adepto teve oportunidade de assistir a esse encontro. Que por sinal foi bem mais interessante... Santos por Santos, preferia o Fernando. Esse ao menos conseguiu o milagre Europeu.
Ironias à parte, que Roberto Martínez reflita com o ensaísta e jornalista britânico George Orwell, o autor, entre outras obras, do Triunfo dos Porcos: «Ver o que está diante dos nossos olhos exige um esforço constante.» A preguiça mental ou a dificuldade em encarar a realidade é que se alimenta da imaginação e de mundos paralelos que ninguém mais vê. Mais tarde ou mais cedo, o exercício de vermos o que está em frente aos nossos olhos poderá não alterar o desfecho, mas ao menos permite-nos seguir em frente com a cabeça erguida e a verdadeira aprendizagem feita. A realidade tem uma característica em comum com o clima: é muito teimosa e está mesmo a borrifar-se para a opinião que temos dela…
Estaremos a ser injustos? Não há injustiça em dizermos, de boa fé, o que estamos a ver. Poderá Portugal ganhar o Mundial e obrigar os críticos a pedir desculpa? Assim ganhe o Mundial, que alegria seria, mas não há desculpas a pedir. A crítica avalia o que está a ver no momento, não no futuro. Como defendia o economista britânico John Maynard Keynes, «quando os factos mudam, eu mudo de opinião». Não é incoerência, é mudança de factos que sustentam a análise e a opinião. Não é falta de patriotismo, é análise. Feliz o homem que percebe que uma crítica lhe é mais útil para o futuro do que dez elogios. Sábio o que conseguir separar as justas das injustas, as bem das mal intencionadas. Normalmente, quem tem um sentido apurado de autocrítica tem a sabedoria para detetar essas diferenças.
Onde Martínez deveras me irrita é quando pega em tudo o que não correu bem e identifica como um passo importante de aprendizagem, essencial para o futuro. Quase tenho pena que Portugal não tenha sido goleado pela Colômbia, porque a classificação seria a mesma e pelo menos teríamos aprendido mais e seríamos ainda melhores no futuro... Mas, chegando ao mata-mata, peço encarecido que esta Seleção encarne o espírito de Sérgio Conceição quando assumiu o comando do FC Porto: que venha para ensinar, não para aprender. É que por este andar vamos aprender mais uma valiosa lição com a Croácia e ainda trazemos trabalho de casa…
Também não entendo como se prepara um jogo com a Colômbia três messes antes, a mais de dois mil metros de altitude, no Azteca, frente ao México… Ou como se prepara a RD Congo num jogo com a Nigéria, deixando de fora do onze, no Mundial, precisamente os jogadores que tiveram melhor nota no ensaio. Curiosamente, o único jogo da fase de grupos que Portugal bem tentou mas não conseguiu preparar convenientemente foi com o… Uzbequistão. Graças a Deus…
Também embirro com um discurso que nos menoriza. Portugal não chegou para aprender, para ir atrás do que os outros querem fazer durante um jogo. Não chegou para acusar ansiedade. Para ter no seu guarda-redes o melhor em campo frente a seleções inferiores. Para ser olhado como deceção. Que falhe, mas então que falhe com estilo e a querer vestir o fato que é seu…
Nada mais mata a confiança do que sentirmos que nos tomam por tolinhos. Quererem convencer-nos de uma realidade que sabemos não existir. Querem a nossa ajuda? Reconheçam que estão em dificuldades, que não estão a conseguir, que bloquearam até. Eu aceito e ajudo à minha maneira, batendo palmas e gritando Portugal. Não me contem é histórias da carochinha. E só espero, de mãos juntas em oração, que jogadores de elite como os da Seleção não acreditem em quase nada do que Martínez tem dito sobre as exibições, a atitude e a aprendizagem. Porque se acreditarem no que o selecionador tem dito, estamos perdidos.
Hoje só peço que sejam os jogadores a pegar na Seleção. Que queiram vencer e assumam o controlo. Há um ano vencemos a Liga das Nações mais por vontade deles do que por mérito do selecionador. A horas do jogo com a Croácia, uma repetida vontade de gritar «deixem-se de tretas / força nas canetas / que o maior é Portugal»."

É bom que Roberto Martínez 'ouça' o aviso da Alemanha


"«Existem 500 mil maneiras de vencer um jogo de futebol, só é preciso encontrar uma»
Jurgen Klopp, treinador alemão, sobre a eliminação da seleção germânica no Mundial

A Alemanha já foi para casa, terceiro Mundial seguido em que a Mannschaft desiludiu — em 2018 e 2022 nem sequer passou da fase de grupos.
Desta vez conseguiu-o, com goleada a Curaçau, provavelmente a seleção mais fraca deste Mundial e vitória na compensação sobre a Costa do Marfim. Mas depois perdeu com o Equador e nos 16 avos de final caiu às mãos do Paraguai, nos penáltis.
Dominou? Claro que dominou. E rematou mais, e criou mais perigo. Mas não nos deixemos enganar por essas estatísticas.
Como diz Jurgen Klopp, há 500 mil maneiras de vencer um jogo, só é preciso encontrar uma. O Paraguai encontrou-a, nos penáltis. A Alemanha fez 21 remates em 120 minutos, mais 14 que os sul-americanos, mas em grandes ocasiões, e em golos, igualaram-se.
E o aviso alemão deve ser ouvido com atenção por Portugal (que fez cinco golos ao Uzbequistão, um à RD Congo logo a abrir e nenhum à Colômbia), para o jogo da próxima madrugada frente à Croácia.
Roberto Martínez parece pensar que a exibição da Seleção contra a RD Congo é um exemplo do que fazer: controlo da bola, equilíbrio, paciência, em vez da loucura desenfreada do jogo contra a Colômbia.
Percebo a ideia, mas falta o resto: criar mais ocasiões e marcar. A França não se desequilibra, mas não deixa de ter facilidade em chegar à baliza adversária, as duas coisas não são incompatíveis."

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