Últimas indefectivações

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Vermelhão: Sete que só valem três!!!


Casa Pia 0 - 7 Benfica


Terceira goleada da época, desta vez no Tugão, o que não deixa de ser importante para desmontar a narrativa que já estava a ser montada, de que o Benfica só ganhava contra as 'fáceis' equipas Europeias, na cabeça de alguns, muito inferiores às nossas equipas da metade de baixo do Tugão!!!!

Somámos só 3 pontos, mas pareceu que estávamos a vingar os pontos perdidos nos últimos confrontos!!! Além da vontade de mostrar trabalho ao treinador, notei alguma revolta nos jogadores na forma como nos últimos 2 jogos, desperdiçamos muitos golos, e neste jogo, apesar da goleada, a 1.ª parte, voltou a ser um show de desperdício!!! Tudo isto, em mais um péssimo relvado...

O Marco voltou a apostar no onze mais rodado na pré-época, praticamente com todos os mundialistas no banco, e apesar do talento e potencial individual dos jogadores que não estavam no onze, neste momento, esta configuração pareceu-me de facto, a equipa mais forte do Benfica, neste momento! Com o jogo de Quinta com o Aarhus, esperava alguma rotação, mas provavelmente a rotação vai mesmo acontecer na Liga Europa e não no Tugão!

Entrada a matar com um golo, com desvio, e aos 15 minutos, 0-2! O jogo só não 'morreu' neste momento, porque o Benfica ainda não transmite confiança defensiva, na gestão de resultados (e os nossos vizinhos, também têm perdido vantagens grandes...), e por isso todos pedíamos mais golos... Mas isso só aconteceu, no arranque da 2.ª parte, e logo de enfiada.... no hat-trick mais rápido do Tugão, de sempre!!!!!!!


O Casa Pia, começou a jogar recuado, mas com uma Linha de 4 na defesa, e acabou por dar muito espaço. Um treinador novo, que não seguiu a 'norma' de 'dois autocarros' contra o Benfica, acabou por 'facilitar', mas hoje com as dinâmicas ofensivas que o Benfica está a construir, dificilmente alguma estratégia defensiva do Casa Pia, iria resultar!!!

O Prestianni voltou a estar muito activo, sem o hat-trick do Pavlidis, seria o MVP para a maioria, mas apesar de todos os desequilíbrios que criou, e do golo que marcou, decidiu quase sempre mal, agarrando-se demasiado à bola...  


Pavlidis continua com a veia goleadora e isso é meio caminho andado para o Benfica vencer... além disso, está melhor quando funciona como Pivot e a equipa está mecanizada para isso...

A dupla Barreiro e Enzo, neste momento para o Tugão, está muito bem... Falta o Aursnes e o Ríos, mas esta dupla dá garantias e mesmo na eventualidade de contratar mais um médio defensivo, o Enzo tem que ficar no plantel! Às vezes, quando o pessoal faz as contas de cabeça na construção do plantel só pensa no 11 titular, mas o Benfica precisa de dois 11 titulares!!!


Nota positiva para o Samu, que hoje no 1.º tempo, mostrou muita segurança nos cruzamentos, um dos aspectos onde é superior ao Trubin... tal como o controlo da profundidade e no jogo com os pés!

Vai parecer que estou a embirrar, mas o Sudakov continua a ser o elo mais fraco desta organização ofensiva!

Acho que a gestão durante a partida, do Marco, a pensar no jogo Europeu de Quinta, foi curta, as duas últimas substituições podiam ter sido mais cedo... o risco de algum jogador se lesionar, e ficarmos a jogar com 10, com o 0-7 não seria problema!


O cúmulo da noite, não foi a goleada! Foi, novamente, o apitador Pinheiro!!! Dois penalty's e vários Cartões perdoados, aos casapianos, ainda na 1.ª parte! Quando expulsão o Central do Casa Pia, já deviam ter ido para a Rua pelos menos outros dois!!! A não marcação de faltas a favor do Benfica, nos últimos 30 metros, já é uma imagem de marca... A não marcação da falta sobre o Sudakov, que em muitos jogos seria um Vermelho direto, com ele próximo, com visão perfeita sobre o lance, é a prova provada, que o homem é mal intencionado!


Agora dois jogos Europeus, se seguida, com algum tempo para preparar a 2.ª mão, mas na Luz, vamos ter muito pouco tempo! Não acredito em muitas alterações, uma ou duas! O Aarhus parece-me extremamente acessível, é uma equipa muito jovem, com alguns lesionados, mas têm uma daqueles avançados, que não será fácil marcar, tal como aquele Baldé do St. Gallen, que nos marcou um golo e ainda acertou nos ferros algumas vezes!!! Importante, em todos os sentidos, garantir um resultado confortável na Luz...



Mentirosos!

Mentiroso!

MasterVi: Mercado...

Zero: Mercado - Melhor marcador do Championship na mira do Sporting

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Cristiano Ronaldo: o fim está anunciado

Observador: E o Campeão é... - Rodrigo Mora sofre de "síndrome João Félix"?

Observador: Três Toques - O futebol do povo regressou com nova "salgalhada"

Sirvam o Benfica. Não se sirvam dele


"“Respeitem, sempre, o dinheiro do Clube. É dinheiro de gente simples e humilde. É dinheiro do esforço de gente pobre que dá, porque gosta muito do Benfica. Sirvam-no. Não se sirvam dele!”
Joaquim Ferreira Bogalho - 20º Presidente do Sport Lisboa e Benfica, o do Estádio da Luz.
Leio tantas vezes esta citação que é curioso me faltarem detalhes sobre ela. Por exemplo, os que o tempo poderá ter apagado: não é clara a data nem contexto em que foi proferida, embora possamos alvitrar: talvez já após a epopeia que levou à inauguração do Estádio da Luz, em algum discurso solene.
Não sou historiador, mas parece-me plausível. Certamente por nos remeter ao legado de Ferreira Bogalho e como se edificou uma catedral assente no esforço e devoção de um clube que conhecia e respeitava muito bem os seus valores fundadores. Não sou de intervir fora do grupo da bola. Por norma, não considero que o assunto do dia de cada dia mereça a minha posta de pescada. Não porque a considero mais exclusiva ou menos válida. Seja por pequenez, pequenez de espírito ou até falta de espírito, não é defeito, é feitio, o que não me diminui o direito à indignação! Então, desta vez, é de rajada. Considerem talvez um desabafo ou mesmo um pedido de ajuda.
Incomodou-me profundamente ler na manhã de 11/08/2026 que “os sócios com Red Pass podem aceder à App do Benfica e solicitarem, se assim o desejarem, o devido reembolso em carteira virtual”:
- Não se identifica motivo para não solicitar o reembolso. Afinal, todos vimos na TV que não estava lá ninguém e, atendendo às filas de espera para novos RP dos últimos anos, (no mínimo) muita gente pagou para assistir àquele jogo; - Conhecemos a realidade do país e o Benfica, pela sua dimensão e dispersão, naturalmente acaba a ser uma amostragem dessa realidade personificada na população e, neste caso, no universo de sócios, mais concretamente os detentores de RP. Facilmente entendemos que um RP é (no mínimo) um esforço financeiro que não está ao acesso de todos e representa certamente e para muitos um sacrifício: sai mesmo muito caro ir à bola, é um luxo;
- Não posso deixar de singularizar a forma como o “reembolso” pode ser solicitado: via app. Bem depois, por meio de um asterisco, esclarecem que esta solicitação pode afinal ser via Linha de Apoio do Benfica ou na loja no estádio. Esta adenda já chegou com menos pujança aos meios de comunicação e à espuma dos dias. É de esperar que, por menor literacia digital, (no mínimo) muitos sócios com mais idade tenham (no mínimo) dificuldades em aceder a este “reembolso”. Invocando novamente a premissa de Benfica enquanto amostragem da realidade nacional, estamos perante um número significativo de vulneráveis a esta situação. Não vejo que o argumento enfraqueça com um asterisco que não coube em nenhuma SMS (no mínimo), daquelas como as da Glassdrive, Norauto, Europcar, loja Damatta, Repsol, Sana, Suits inc. (Olha! E assim do nada, lembrei-me daquilo do sacrifício de ir à bola!) ou apelos à votação virtual para apreciação do District.
- O “reembolso” ser efetuado via wallet virtual também merece o meu comentário: o dinheiro veio da minha wallet, aquela tenho no meu bolso, que suporta as minhas outras despesas, e cai na wallet virtual. Subentendem mais uma vez que a wallet virtual passou a ser a tal wallet que temos no bolso. O dinheiro jamais sairá do mesmo sítio, é um circuito, portanto. Não me resta então derivar para o tema do “fraseamento”. Assim sendo, “reembolso” é um termo discutível, quando muito é um crédito. Este “erro de engano”, perante tudo o em cima exposto, não me parece um pormenor insignificante, no limite (ou mesmo no mínimo) é ironia;
- O cálculo dos 4,7% e 3,6% simplesmente aparece enquanto O resultado final. Indicam que é suportado por uma média e uma previsão para o primeiro jogo do campeonato. O valor é então este porque “foi o que deu aqui na conta que a gente fez”, e terminam as explicações dando lugar a opacidade (no mínimo);
- Por fim, 3 dias para solicitar o “reembolso” se assim o entendermos é (no mínimo) muito curto. 3 dias a contar “já amanhã às 10h”. Transmite a ideia de tentativa bem- sucedida para a redução da exposição do clube a um risco, que se trata na verdade de um reembolso devido.
Por ignorância não me prenuncio sobre a legalidade. Provavelmente nada disto é juridicamente má-fé, mas toda esta fricção não tem como não ser entendida como intencional. Boa-fé não será, muito menos à Benfica.
Não compreendo qual o peso de uma mais-valia para que todo o modelo de “reembolso” esteja desenhado para reduzir o seu valor em prol da otimização da operacionalidade financeira. Sugere que a filosofia e espírito do modelo não prioriza ressarcir os seus sócios. Até porque não se pode considerar isto uma “perda” exclusiva do clube.
O nosso grandioso passado mostra-nos marcas de superação de dificuldades a todos os níveis com a ajuda da boa vontade e até mecenato ou voluntariado dos sócios e adeptos, à Benfica. Foi isto que nos ergueu para o maior de Belém, de Lisboa, de Portugal e do mundo, de campo em campo para uma catedral, um palmarés e uma Mística.
Este episodio dá boleia à validação do chavão: “este clube trata os seus sócios como clientes. Se os sócios tratassem o clube como empresa, dificilmente seriam clientes satisfeitos”. Tenho esperança que muitos concordem e se identifiquem com isto. Que o episodio sirva para uma reflexão mais sustentada que isto. Estamos a perder todos mínimos exigíveis.
“Cada adepto gasta 22 euros por jogo. Queremos chegar aos 40 euros em cinco anos”
Nuno Catarino em 2025 - 3º diretor financeiro do 34º Presidente do Sport Lisboa e Benfica, o do District.
VIVA O BENFICA!
Um Benfiquista dos 100%"

Vencer em Rio Maior


"O Benfica joga hoje, às 20h15, em Rio Maior, frente ao Casa Pia. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Sempre focados em ganhar
Marco Silva sublinha a mentalidade competitiva exigida ao grupo de trabalho: "Todos os jogos terão de ser de atenção obrigatória e vistos, como eu tenho vindo a falar, quase como finais, porque pontos perdidos nunca é bom para nós. Não os podemos encarar de outra forma."

2. Receção carinhosa
A comitiva benfiquista foi bem recebida à chegada a Alcobaça.

3. Últimos resultados
A equipa B venceu, por 1-2, no reduto do União de Leiria. Os Sub-23 terminaram a participação na Otten Innovation Cup em 5.º lugar. Os Juniores empataram sem golos no reduto do Oriental. Os Juvenis ganharam, por 1-2, em Alverca.

4. Campeã africana
A jogadora do Benfica, Michaely Bihina, ao serviço dos Camarões, sagrou-se campeã de África de futebol e foi considerada a Melhor Guarda-Redes da edição 2026 da Taça das Nações Africanas Feminina. Na mensagem de felicitações, Rui Costa, presidente do Sport Lisboa e Benfica, salienta que "é a segunda vez que uma futebolista do Clube conquista a Taça das Nações Africanas."

5. Movimentações do defeso
No basquetebol masculino, Aleksander Dziewa e Jhonathan Andrade continuam de águia ao peito, e Luke Barrett é reforço.

6. Media Day
O plantel masculino do futsal benfiquista cumpriu a ação de pré-época. Lúcio Rocha, à BTV, refere a abordagem coletiva: "Trabalhamos para continuar a ganhar e melhorar dia após dia. Treinamos no limite, mas é isso que nos faz ser melhores."

7. Pré-época
A equipa masculina de futsal do Benfica venceu, por 6-1, o Leões Porto Salvo num jogo-treino. No andebol, a equipa masculina ganhou, por 36-32, ante o Proin Triana, e a equipa feminina participou no VIII Torneo de Balonmano Femenino Elite, em Villacelama.

8. Campeonato da Europa de atletismo
Confira o desempenho de 14 atletas do Benfica participantes no certame. Fatoumata Diallo alcançou o bronze nos 400 metros barreiras.

9. Campeonato da Europa de natação
Diogo Ribeiro estabeleceu o novo recorde nacional nos 50 metros livres.

10. Arranque da pré-época
A equipa de Iniciados Sub-14 do Sport Lisboa e Benfica deu o pontapé de saída para a temporada 2026/27."

O 'lukaquartista' de Ruben Amorim


"Modric é bússola, barómetro, altímetro, termómetro, anemómetro e até higrómetro. Sorte tem Ruben Amorim de o ter no Milan, mesmo aos 41 anos

A idade é um número, dizem. Pepe tinha 41 anos quando decidiu terminar a carreira. Cristiano Ronaldo tinha 41 quando decidiu que ainda não era hora. Manuel Neuer completará 41 dentro de seis meses e apenas abdicou da Mannschaft. Luka Modric está a 23 dias de chegar aos 41 e continua a ser tudo no Milan (agora) de Ruben Amorim: bússola, barómetro, altímetro, termómetro, anemómetro e até higrómetro.
É preciso perceber onde estão o norte e o sul? A resposta é dada por Luka. Temos de avaliar como está a pressão antes do derby della Madonnina? Luka. Indicações para jogar em cima dos Pirenéus ou ao nível do mar? Luka. Perceber como se deve jogar a 40 graus ou a zero graus? Luka. Vamos jogar em Vila do Conde e temos de lidar com muito vento? Luka. Está imensa humidade e é necessário aprender a lidar com ela? Luka.
Luka é tudo. É passado, é presente e, até ver, é futuro. Quem o vê a jogar no Milan com o número 14 nas costas (que já foi de Cruyff, Thierry Henry e Xabi Alonso) não vê um quarentão, a não ser que olhe para as rugas que aparecem no rosto magro. Vê um médio que consegue usar microscópio e telescópio com a mesma facilidade.
Luka começou como trequartista (Dínamo Zagreb, Zrinjski Mostar ou Inter Zapresic). O homem que anda, sobretudo, pelo último terço do campo. Era um trequartista que trabalhava, corria e suava e que, ao mesmo tempo, controlava o ritmo do jogo com elevadíssima precisão no passe longo e curto e também com triveladas ao nível das de Ricardo Quaresma.
Com os anos — sejamos livres na conotação —, recuou um pouco no terreno e tornou-se uma espécie de duequartista (Tottenham e já um pouco no Real Madrid), o homem que anda muito perto do círculo central, sem recear avançar ou recuar para qualquer das áreas. Aliava trabalho e passes milimétricos a inteligência tática, leitura de jogo e interceções e recuperações de bola. Agora, no Milan, já não é um trequartista nem um duequartista. Se quisermos continuar na anarquia linguística, é uma espécie de tuttoquartista. O homem que anda por onde quiser. Joga a 6, a 8, a 10, a 7 e, se preciso for, pode jogar entre os dois centrais, utilizando microscópio e telescópio.
Há uns anos largos, em julho de 2011, tive a felicidade (juntamente com o então meu camarada Miguel Cardoso Pereira) de entrevistar um dos génios do futebol mais lúcidos e inteligentes com quem tive o prazer de me cruzar: Pablo César Aimar Giordano. Às tantas, perguntamos-lhe: Como cataloga Messi: dez, nove, 11, 7 ou um pouco de tudo? A resposta: «Bem, ele organiza e finaliza. Faço-vos uma pergunta: Maradona era um dez?». Sim, era, respondemos. Argumentação de Aimar: «… mas não só. Organizava e finalizava, fazia tudo.» E Messi?, perguntámos. Resposta desconcertante: «Messi? Sinceramente, nem sei o que é Messi. Só há uma coisa que sei: Messi joga de Messi.»
É assim, plagiando Aimar, que vejo Modric: «Sinceramente, nem sei o que é Modric. Só há uma coisa que sei: Modric joga de Modric.» Obrigado pela ajuda, Pablo. Modric não é trequartista, duequartista ou tuttoquartista. Luka joga de lukaquartista. Sorte a de Amorim."

Pista aberta para o novo Bernardo


"Treinador do FC Porto não levanta obstáculos à saída de Mora, mas Villas-Boas sabe que precisa encher os cofres ao mesmo tempo que esvazia a ilusão dos adeptos relativamente ao jovem dragão

Não será Francesco Farioli a confiscar o passaporte a Rodrigo Mora, seguramente. O treinador do FC Porto chegou a sugerir aeroportos fechados e estradas cortadas para impedir a saída de Diogo Costa — com humor à mistura, claro está —, mas no caso do jovem avançado até é capaz de vestir a farda de motorista para o levar ao Sá Carneiro.
Não quer dizer que o italiano despreze o futebol de Mora, mas nunca olhou para Rodrigo como um encaixe óbvio no desenho tático idealizado e estabilizado: foi visto sempre como demasiado ofensivo para jogar no lugar de Gabri Veiga, ao meio, e demasiado interior para roubar o lugar a Borja Sainz ou Oskar Pietuszewski na esquerda.
Esta perspetiva, tão discutível quanto legítima, saiu reforçada pela conquista do título. Por mais que tenha ficado a sensação que Mora podia ter sido mais protagonista do que foi, Farioli acabou a época com poderes reforçados. Junto dos adeptos e do presidente André Villas-Boas, um antigo treinador com conhecimento para avaliar as opções do treinador, mas noção suficiente para não questionar as mesmas, pelo menos diretamente.
Não restam dúvidas de qual a saída ideal para todas as partes envolvidas, mas é preciso atingir um patamar financeiro que abafe o lamento dos adeptos. Ironicamente, o destino mais provável para Mora é Itália. A Roma, de Gasperini, avançou de forma convicta, nas últimas horas surgiu a possibilidade de um desvio na rota. O Milan não deixa ninguém indiferente, como atesta o ano sabático de Ruben Amorim, e o técnico português poderia apresentar-se como solução interessante, não só pelo conhecimento que tem do potencial do jogador, como também pelo eventual encaixe no inegociável 3x4x2x1 que pede dois jogadores por dentro, no apoio ao ponta de lança.
Ainda que o valor da transferência venha a ser muito superior aos 15 milhões de euros que o Mónaco pagou por Bernardo Silva, como se prevê, haverá muito adepto do FC Porto a partilhar o sentimento que ainda atormenta tantos benfiquistas, mais de uma década depois da saída do esquerdino que se tornou um dos melhores jogadores do mundo.
Nenhum produto da formação portista entusiasmou tanto quanto Rodrigo Mora, pelo menos nos últimos anos, e essa expectativa é difícil de esvaziar, mas Villas-Boas sabe bem que encher os cofres ao mesmo tempo ajuda sempre a compensar."

Os jovens ainda gostam de futebol?


"Há uma pergunta que começa a inquietar quem trabalha na indústria do desporto: os adeptos estão a abandonar o futebol? A resposta é não. Mas estão a abandonar a forma tradicional de o consumir.
Durante décadas, a relação entre adepto e futebol era simples. Comprava-se um jornal, via-se um resumo televisivo ou acompanhava-se um jogo completo ao fim de semana. Hoje, essa lógica desapareceu. O futebol continua a ocupar uma parte importante da vida das pessoas. O problema é que já não ocupa o mesmo formato, nem o mesmo tempo, nem o mesmo espaço.
As novas gerações não cresceram a esperar pelo resumo de domingo à noite. Cresceram num mundo de consumo instantâneo, personalizado e fragmentado. Para muitos jovens, um vídeo de 30 segundos no TikTok compete diretamente com um jogo de 90 minutos. Não porque gostem menos de futebol, mas porque aprenderam a consumir tudo de forma diferente.
A Premier League percebeu esta mudança antes de quase toda a gente. Hoje é transmitida em 189 países e chega a uma audiência potencial de 4,7 mil milhões de pessoas. Mais importante ainda, a competição já não se limita à televisão tradicional. O seu ecossistema distribui conteúdos em streaming, plataformas digitais, redes sociais, aplicações móveis e formatos curtos adaptados aos novos hábitos de consumo.
Esta transformação não é exclusiva do futebol. Está a acontecer em toda a indústria do entretenimento. Netflix, YouTube, TikTok, Twitch, Spotify e videojogos disputam diariamente o mesmo recurso: atenção. E a atenção tornou-se o ativo mais valioso do desporto.
Durante muito tempo acreditou-se que o principal concorrente de um jogo de futebol era outro jogo de futebol. Hoje sabemos que não é verdade. O verdadeiro concorrente de um clássico pode ser uma série da Netflix, um influenciador digital, um podcast ou simplesmente um scroll infinito nas redes sociais.
É precisamente por isso que os clubes começaram a produzir mais conteúdos do que nunca. Em muitos casos, uma equipa publica dezenas de peças digitais por dia. Bastidores, entrevistas, golos, reações, curiosidades, memes, podcasts, documentários e transmissões exclusivas fazem hoje parte integrante do produto.
O futebol deixou de vender apenas jogos. Passou a vender atenção permanente.
Os números ajudam a perceber esta realidade. O sucesso global da Premier League, da NBA, da Fórmula 1 ou mesmo do fenómeno crescente do desporto feminino está diretamente ligado à sua capacidade para estar presente muito para além do momento competitivo. A Fórmula 1 continua a crescer porque transformou pilotos em celebridades globais e corridas em acontecimentos culturais. O desporto feminino continua a ganhar espaço porque compreendeu a importância do storytelling e da distribuição digital.
O adepto moderno não desapareceu. Está apenas espalhado por dezenas de plataformas.
O problema é que muitos dirigentes continuam a medir o sucesso apenas pelos espectadores presentes no estádio ou pelos minutos vistos em televisão. Essa visão já é insuficiente. Um jovem que vê apenas os golos, segue os jogadores no Instagram, comenta vídeos no TikTok e acompanha podcasts sobre futebol continua a ser consumidor de futebol. Apenas o faz de forma diferente.
Esta mudança cria desafios importantes. Como manter a relevância dos jogos completos? Como transformar conteúdos curtos em fidelização de longo prazo? Como monetizar consumidores que passam mais tempo em plataformas digitais do que diante da televisão?
Os próximos anos serão decisivos para responder a estas perguntas. Os vencedores não serão necessariamente os clubes com mais títulos. Serão os que melhor compreenderem as novas formas de consumo. Porque a grande ilusão do futebol moderno é pensar que perdeu adeptos.
Na realidade, os adeptos continuam cá. O que mudou foi a forma como nos encontram. E a maior ameaça para o futebol não é que os jovens deixem de gostar de desporto. É que o futebol continue a procurá-los no sítio errado."

Transforma - Passa a Bola #225 - "A INCOMPETÊNCIA VARIADA ESTÁ DE VOLTA"

Zero: Ataque Rápido - S09E03 - Um leão em brasas, um dragão em gelo

ESPN: Futebol no Mundo #622

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Segundo Poste - S06E02 - "Rodrigo Mora está a dividir Farioli e Villas-Boas”

Chuveirinho #185

Tailors - Final Out - Patrícia Morais

Antena 3 - Triplo Duplo - Joana Soeiro

BolaTV: Entrevista Carlos André Gomes...