Últimas indefectivações

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Juntos


"Sem público nas bancadas do Estádio da Luz, mas com este a poder fazer-se ouvir desde a Fan Zone, o Benfica recebe o Académico de Viseu, às 20h30, na jornada inaugural da Liga Betclic. A petição pela suspensão e revisão do Modelo de Comercialização Centralizada dos Direitos Audiovisuais é também um dos destaques da BNews.

1. Apoiar na Luz
Os Benfiquistas estão convidados a receber a equipa antes do jogo e a fazer-se ouvir no interior do Estádio da Luz no desafio com o Académico de Viseu. A Pepsi Fan Zone será alargada.
Tomás Araújo deixa um apelo aos adeptos: "Mesmo separados, vamos estar juntos e mostrar a força do Benfica."

2. Focados em vencer
Marco Silva lamenta a ausência forçada de público na partida: "Não é um jogo normal. Se achamos que é assim que vamos resolver problemas, estamos completamente enganados." O treinador do Benfica refere a abordagem da equipa: "O nosso papel é concentrarmo-nos em nós, naquilo que podemos fazer e devemos fazer, e sermos competentes a cada jogo que iremos jogar."

3. Pelo futuro do futebol português
Em comunicado oficial, o Sport Lisboa e Benfica anuncia a submissão, à Assembleia da República, de uma petição pela suspensão e revisão do Modelo de Comercialização Centralizada dos Direitos Audiovisuais. O Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, é o primeiro subscritor.

4. Arranca a época competitiva da B
Nélson Veríssimo aborda, em entrevista à BTV, a pré-época da equipa B do Benfica e a estreia com o Leixões na Liga 2 2026/27.

5. Renovação
Nuno Félix estende a ligação ao Benfica até 2030.

6. Pré-época da formação
Os Juvenis B e os Iniciados tiveram ambos dois jogos-treino.

7. Movimentações do defeso
Guilherme Menezes, voleibolista internacional por Portugal, passa a jogar de águia ao peito. O plantel da equipa feminina de voleibol do Benfica continua a contar com Tatiana Rizzo, Mayara Barcelos e Marta Aleixo e é reforçado por Martina Bednarek.

8. Casas Benfica
Mais uma jornada de apoio das embaixadas do benfiquismo na partida com o Hearts.

9. Em destaque
Os principais conteúdos e temas que marcam a agenda do Sport Lisboa e Benfica nas diferentes plataformas do Clube."

FPF: Mais vale parecer do que ser


"As competições nacionais estão de volta. Após um ano com muita pressão e alguma polémica, todos esperávamos que o período de pausa trouxesse um novo ambiente ao futebol português. Puro engano. Os acontecimentos das últimas semanas mostram que pouco ou nada mudou.

Falta de ética
A divulgação de áudios privados de Pedro Proença é algo que todos devemos condenar. O futebol, pela sua dimensão mediática, deve dar o exemplo em situações como esta. A sociedade deve perceber que este tipo de práticas não pode ser normalizado nem aceite. Alegadamente, estavam naquela reunião cinco pessoas: Pedro Proença e o seu assessor, Filipe Pais, Rui Costa, Fernando Seara e Nuno Costa. Uma dessas pessoas foi responsável pela gravação e divulgação daqueles áudios. As grandes instituições devem ser geridas por pessoas que representem os seus valores.
A grande questão que está em cima da mesa é simples: Pedro Proença ou Rui Costa sabem quem gravou aqueles áudios? Se o sabem, têm o dever de o dizer publicamente para que o responsável possa responder pelos seus atos. Se não o sabem, devem ser proativos e fazer tudo o que estiver ao seu alcance para esclarecer o sucedido.
No caso de Pedro Proença, Filipe Pais já não é funcionário da FPF e pouco poderá fazer, além de colaborar no esclarecimento dos factos.
No caso de Rui Costa, a responsabilidade é diferente. Não pode gerir um clube convivendo com a suspeita de que um dos seus funcionários possa estar associado a este tipo de práticas. Como Fernando Seara já não exerce funções no Benfica, entendo que Rui Costa deveria suspender preventivamente Nuno Costa até que toda a situação fosse esclarecida. Não como um juízo de culpa, mas como uma forma de proteger a credibilidade da instituição e garantir que nenhuma suspeita continua a pairar sobre o clube.

Futebol unido?
Apesar de condenar a divulgação dos áudios, não posso fugir ao seu conteúdo. Ao ouvi-los, parece que estamos perante uma conversa de café e não numa reunião de alguém que pretendia assumir a presidência da FPF.
A forma como o então candidato falou de Fontelas Gomes é demonstrativa de como Pedro Proença escolhe as pessoas para os cargos da FPF. As próprias palavras de Proença deixam a sensação de que a competência não foi o principal critério. Faço esta ressalva para deixar claro que não estou a avaliar a competência de Fontelas Gomes, mas sim as palavras de Pedro Proença.
Ter um presidente da FPF que olha para as pessoas pelo lugar onde nasceram e pela escolaridade que têm diz muito da forma como o futebol está a ser gerido. É preocupante ouvir este tipo de discurso precisamente no futebol, um espaço que tantas vezes se apresenta como um lugar onde a origem ou a condição social não deveriam fazer diferença.
O segundo tema impactante dos áudios foi a forma como, alegadamente, Pedro Proença falou com Fernando Seara e Rui Costa. Passou de uma aparente proteção concedida ao Benfica para um tom claramente ameaçador. Se aquelas palavras correspondem ao que foi dito, é difícil compreender que Rui Costa não tenha reagido de imediato. Se não o fez, então é legítimo questionar a forma como defende a instituição que preside.
Por outro lado, se tudo isto corresponde ao que aparenta, estamos perante um conteúdo muito grave em todos os aspetos.
Uma coisa é certa: quando Pedro Proença se candidatou anunciou que o futebol estava unido. Depois de ouvirmos estes áudios, percebemos que não só não está unido como continua a ser movido pelo medo, pelos interesses e pela falta de respeito entre os seus intervenientes.

Uma questão de credibilidade
Os períodos que antecedem uma nova época são importantes porque marcam o ritmo para o regresso da competição. O mínimo que se exige de quem organiza as competições é rigor, organização e credibilidade. Infelizmente, este ano aconteceu precisamente o contrário.
A demissão de Duarte Gomes abriu uma crise de confiança que Pedro Proença preferiu não enfrentar. Ao não agir, procurou afastar-se da polémica, mas não afastou o problema. O seu papel era precisamente o contrário: esclarecer os factos e retirar qualquer dúvida sobre a credibilidade da arbitragem. Não o fez porque pensa mais em si do que na função que desempenha.
O ego e a ambição acabam, demasiadas vezes, por sobrepor-se à missão do cargo. No meio de tanta turbulência e de tantos fogos para apagar, houve ainda mais um episódio revelador. A Supertaça é um jogo preparado com antecedência e, por isso, é fundamental que estejam reunidas todas as condições para a prática do futebol. A FPF, que organiza apenas alguns jogos por ano, não pode falhar num aspeto tão básico. A realidade, porém, foi outra. O relvado do Estádio Cidade de Coimbra apresentava-se em péssimas condições.
Custa ouvir, no final do encontro, o presidente da FPF afirmar que foram criadas todas as condições para que existisse um grande espetáculo. Pedro Proença parece viver numa realidade paralela e, pior do que isso, procura convencer-nos de que essa é a realidade.
Só assim se explica que, horas antes do jogo, tenham tentado pintar o relvado de verde, como se fosse possível esconder o estado em que realmente se encontrava. Pedro Proença apresentou-se com a promessa: «Vamos fazer o que ainda não foi feito.» A forma como foi gerida a questão do relvado mostra que, afinal, conseguiu cumprir essa promessa. Talvez fique uma sugestão para o próximo slogan eleitoral: «Mais vale parecer do que ser.»

A VALORIZAR: VOZINHA
No Chile, o estádio encheu para receber o guarda-redes internacional por Cabo Verde. O Mundial mudou a vida de Vozinha que aos 40 anos está a viver o seu melhor período.

A VALORIZAR: MARCO SILVA
A evolução na equipa é clara e notória. O ambiente começa a mudar na luz, sobretudo pela forma como Marco Silva quer por a sua equipa a jogar. No campeonato vai ter outras adversidades, mas os primeiros sinais são positivos."

Um leão coxo só pode mesmo tropeçar


"O mau sinal e os avisos do empate do Sporting a abrir a Liga, na Amadora. Mas se há momento em que desperdiçar vantagem de dois golos não justifica entrar em pânico, é este...
Na época passada, só no fim da primeira volta o Sporting perdeu pontos contra uma equipa que não era candidata ao título, ao empatar com o Gil Vicente em Barcelos, já em janeiro (jornada 17); antes disso, perdera com FC Porto e empatara com SC Braga e Benfica.
Depois, na segunda volta, só em abril voltou a perder pontos contra um pequeno — jornada 31, contra o Aves SAD (logo a seguir empatou contra o Tondela, encontro da ronda 26 que estava em atraso); para trás tinham ficado empates com FC Porto e SC Braga e derrota com o Benfica.
Ou seja, o leão de Rui Borges falhou o tri, sobretudo, porque não foi capaz de vencer contra qualquer um dos outros quatro primeiros — 4 pontos em 18 possíveis é paupérrimo para quem quer chegar ao fim em primeiro. Mas a eficácia contra as equipas teoricamente mais fracas (78 pontos em 84), melhor até que a do FC Porto (76 em 84), permitiu garantir o segundo lugar.
Nesse sentido, arrancar a Liga 2026/2027 com um empate na Amadora, contra o Estrela, é péssimo sinal no início da caminhada para recuperar o título. Mais ainda depois de ter estado a ganhar por 2-0, permitindo o 2-2 na reta final (e Rui Silva, que tão mal ficara na fotografia do segundo golo tricolor, ainda acabou por salvar o pontito e evitar a derrota).
Desperdiçar uma vantagem de dois golos é sempre imperdoável, mas se há ocasião em que se pode olhar para isso e não entrar em pânico é esta. Afinal, estamos a falar de um Sporting ainda coxo, entre ausências — Maxi Araújo castigado, Debast, Ibrahima Ba, Nuno Santos e João Simões lesionados, Luis Suárez ainda sem 90 minutos nas pernas e a ter de começar no banco, Pedro Gonçalves e Daniel Bragança na porta de saída e por isso fora das opções —, entradas por acontecer e tantos novos jogadores que ainda estão a perceber o que é jogar no Sporting.
E um leão coxo é normal que tropece, sobretudo quando Rui Borges começa a ir ao banco para tentar dar frescura à equipa, mas acaba a destruir o jogo coletivo que, mesmo assim, ia subsistindo.
Acho, em todo o caso, que este empate e a forma como o Sporting não soube segurar a vantagem de dois golos devem ficar como aviso. Ou como vários avisos: se Luís Guilherme ainda está verde, que dizer de Jesse Derry?; Altimira e Silas Andersen ao mesmo tempo no meio-campo parece ser meio caminho andado para não ter bola; e depois, se Quaresma e Rui Silva não oferecerem golos como na Reboleira, talvez tudo corra bem..."