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quarta-feira, 27 de maio de 2026

A Taça é nossa


"Não, esta crónica não é sobre a Taça de Portugal masculina da época passada – que era nossa, devia ser nossa, mas alguém exterior ao campo de jogo en - tendeu encaminhar para outros destinatários. Também não é sobre a Taça de Portugal masculina desta temporada, a cuja final chega uma equipa que não devia sequer ter passado dos oitavos, mas a quem, 12 minutos de observação vesga, e uma subsequente decisão estapafúrdia, ofereceram a eliminatória nos Açores. Não é, ainda, sobre a Taça de Portugal masculina de há dois anos, em cuja meia-final foi anulado um golo limpo a Di María, o qual acabou por nos impedir de disputar a final. E cabe aqui um parêntesis para sublinhar o quanto estas evocações nos elucidam sobre a subversão do palmarés futebolístico deste país.
Não. Esta crónica é sobre a nossa brilhante equipa feminina, e a Taça conquistada no Jamor, perante mais de 22 mil pessoas, naquele que foi o primeiro clássico Benfica-FC Porto da história do futebol feminino. Dois golos de Caroline Møller arrumaram a questão ainda na primeira parte. Houve algumas oportunidades desperdiçadas, mas o resultado não se alterou. A Taça é nossa! A dobradinha é nossa!
O futuro vai dar-nos, um dia, a real medida e o alcance destas conquistas. Agora, estiveram presentes 22 mil pessoas. Não tenho dúvidas de que, em breve, estas equipas esgotarão um estádio. Essa é uma tendência inelutável, que valorizará os triunfos de quem a entendeu antes de todos os outros. Desde que a nossa equipa feminina foi criada, com a pandemia pelo meio, somamos já 17 troféus. E é para continuar.
Do último fim-de-semana, não podemos deixar de realçar também a vitória do râguebi, que, 25 anos depois, voltou a sagrar-se campeão nacional. E, não sendo propriamente novidade, mais um campeonato de polo aquático feminino – o 7.º consecutivo!"

Luís Fialho, in O Benfica

Crescer


"É isso que faz o projeto Para ti Se não faltares!: vai ao encontro dos jovens, desperta a sua atenção, incentiva a sua ambição e esforço, e ajuda cada um deles a crescer dentro do seu ideal de vida. Este projeto acontece na escola porque, na verdade, a escola, com todos os defeitos que muitos teimam em apontar-lhe, continua a ser a grande instituição que alimenta as sociedades com cidadãos que as compreendem, que as fazem funcionar e que lhes dão sentido na sua pertença e identidade.
A escola oferece uma porta aberta para o conhecimento, mas também se posiciona cada vez mais como um complemento da família, como um motor de desenvolvimento económico e um elevador social. É disto que falamos quando pronunciamos, de uma só vez, a palavra escola. Não é coisa pouca, é, na verdade, muito, e os países, as sociedades, em particular a portuguesa, devem à escola muito do que são na atualidade, bem como a preservação da sua memória e projeção no futuro.
Infelizmente, a escola é massificada, porque tem de atingir as massas, e não consegue chegar da mesma maneira a todos, por mais que tente, e tenta muito. Por isso, é preciso aumentar a atratividade da escola, garantir que toca todos da mesma maneira e ajudar esta instituição fantástica a fazer o que faz melhor: desenvolver o potencial de cada um de nós. Mas também é preciso atuar do lado dos jovens para que entendam a importância desta instituição e entendam o inestimável valor que ela tem para cada um destes jovens extraordinários. Ora, é isso mesmo que faz a Fundação Benfica com o projeto Para ti Se não faltares!: pega na bola, junta-lhe o Benfica na sua totalidade, do futebol à mística, vai ao encontro dos jovens e permanece na sua escola, fala com as famílias, incentiva e premeia, ajuda-os a levantar quando tropeçam, e a voar sempre mais alto. É o Benfica a ser Benfica e a dar a Portugal de volta um pouco do tanto que Portugal lhe dá!"