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quarta-feira, 29 de abril de 2026

Dia das Trabalhadoras


"Chamam-lhes Inspiradoras, mas é de trabalho que também se deveria falar. Só assim se explica o percurso da equipa feminina de futebol do SL Benfica. As futuras hexacampeãs (pode ser já neste sábado, em Braga, a partir das 18:30) nunca deixaram de mostrar trabalho, mesmo depois de uma mudança da equipa técnica que poderia ter sido problemática. Claro que a inspiração também esteve, e está, presente – e de que maneira –, mas esta aura de hegemonia no futebol português tem de ser associada também ao trabalho, dentro e fora de campo, de uma imensa equipa multidisciplinar. Para que nada lhes falte, dia após dia, e para que as jogadoras possam traduzir em vitórias todo o trabalho que tem sido feito por e com elas.
É por isso que o dia 1 de maio deve ser de agradecimento. É neste Dia Internacional do Trabalhador que vamos ter dérbi na Catedral da Luz. Poderá ser o jogo de consagração de uma equipa que se habituou a ganhar. E nós, com ela, também ganhámos esse bom hábito que faz parte da história do Glorioso. O Estádio do Sport Lisboa e Benfica recebe um SL Benfica-Sporting CP, que se quer de festa e de reconhecimento por um percurso invejável na divisão principal feminina de futebol. Será a partir das 19:00 e parece-me que estamos todos convidados. Mais do que isso – convocados. É tempo de as apoiar, incentivar e festejar pelo que têm feito pelo desporto no feminino em Portugal. Estas mulheres são as faces mais visíveis de um trabalho impressionante de mediatização, suporte e reconhecimento. Eu vou lá estar. E vocês?"

Ricardo Santos, in O Benfica

Um não assunto


"José Mourinho já afirmou, mais de uma vez, que queria ficar no Benfica. Rui Costa já disse que a questão nem se coloca, pois o técnico tem mais um ano de contrato. Porém, quase diariamente, a comunicação social insiste no tema, como se ainda houvesse alguma coisa a esclarecer.
É certo que a época futebolística, pese embora a conquista da Supertaça, pese embora a digna prestação europeia, não foi aquilo que gostaríamos. Quando o Benfica não é campeão nacional, nenhum adepto fica satisfeito.
Esta época teve, todavia, especificidades que a tornaram mais difícil. Não servindo de desculpa para erros próprios – que também existiram –, não ter havido férias nem pré-temporada, a necessidade de estar fisicamente a top nas eliminatórias da Champions, a inevitável saída de jogadores importantes como Carreras e Di María, a demora na adaptação das novas aquisições, paralelamente ao Campeonato quase perfeito do FC Porto e a algumas arbitragens penalizadoras, criaram um caldo que cedo nos afastou da luta pelo título. Acresce que Mourinho chegou em setembro, e não teve intervenção na construção de um plantel formado para o modelo de jogo do anterior treinador. Ainda assim não perdeu qualquer partida – e nas últimas 15 jornadas tem mais pontos que os rivais.
José Mourinho nunca se distinguiu pelo futebol bonito. As suas melhores equipas eram tanques de guerra competitivos. Máquinas de ganhar.
É isso que espero do técnico benfiquista. Para isso é preciso dar-lhe o tempo e o espaço de que necessita. Não tenho dúvidas que, se tal acontecer, mais tarde ou mais cedo o Special One recolocará o Benfica na rota dos títulos.
Tivemos demasiados treinadores nos últimos anos. Não podemos começar novamente do zero. Nem vejo hipóteses de contratar alguém melhor. Também por isso, este é um não assunto."

Luís Fialho, in O Benfica

AWABOT


"Mais uma vez, o Benfica revela a sua dimensão mais humana no futebol e a matriz inovadora em que que se funda, recorrendo à mais moderna tecnologia, através de um robô muito especial, o Awabot, que maravilhou um grupo de beneficiários da AFID com a oportunidade única de conhecer de perto a equipa de juniores do SL Benfica na meiafinal da UEFA Youth League.
O encontro foi muito mais do que simbólico. Por um lado, para estes jovens, muitos deles enfrentando desafios diários fora do campo, a proximidade com jogadores que representam o topo da nossa formação trouxe inspiração, alegria e, acima de tudo, esperança. Ver de perto quem enverga o Manto Sagrado e perceber que o sonho está ao alcance de quem acredita é uma mensagem poderosa que o Benfica continua a transmitir com orgulho. Por outro lado, para os jogadores, foi uma oportunidade de ouro para sentirem a mística benfiquista no seu lado mais profundo, de interconexão humana e solidária, intensa e emotiva, à mistura com a adrenalina do jogo. Tudo isto é reflexo de um trabalho estruturado, consistente e fiel à identidade do clube, construindo, resultado após resultado, o futuro do Benfica e do que melhor existe no futebol europeu.
Assim, fiel a si próprio e centrado nas pessoas e nos valores humanistas, o Benfica continua a construir inclusão, inspiração e talento, no campo e na vida, porque o verdadeiro triunfo vai muito além do marcador!"

Jorge Miranda, in O Benfica