"José Mourinho já afirmou,
mais de uma vez, que queria
ficar no Benfica. Rui Costa já
disse que a questão nem se
coloca, pois o técnico tem mais
um ano de contrato. Porém,
quase diariamente, a comunicação social insiste no tema,
como se ainda houvesse alguma coisa a esclarecer.
É certo que a época futebolística, pese embora a conquista
da Supertaça, pese embora a
digna prestação europeia, não
foi aquilo que gostaríamos.
Quando o Benfica não é campeão nacional, nenhum adepto
fica satisfeito.
Esta época teve, todavia, especificidades que a tornaram
mais difícil. Não servindo de
desculpa para erros próprios –
que também existiram –, não
ter havido férias nem pré-temporada, a necessidade de estar
fisicamente a top nas eliminatórias da Champions, a inevitável saída de jogadores importantes como Carreras e Di
María, a demora na adaptação
das novas aquisições, paralelamente ao Campeonato quase
perfeito do FC Porto e a algumas arbitragens penalizadoras, criaram um caldo que cedo
nos afastou da luta pelo título.
Acresce que Mourinho chegou
em setembro, e não teve intervenção na construção de um
plantel formado para o modelo
de jogo do anterior treinador.
Ainda assim não perdeu qualquer partida – e nas últimas
15 jornadas tem mais pontos
que os rivais.
José Mourinho nunca se distinguiu pelo futebol bonito. As suas
melhores equipas eram tanques de guerra competitivos.
Máquinas de ganhar.
É isso que espero do técnico
benfiquista. Para isso é preciso
dar-lhe o tempo e o espaço de
que necessita. Não tenho dúvidas que, se tal acontecer, mais
tarde ou mais cedo o Special
One recolocará o Benfica na
rota dos títulos.
Tivemos demasiados treinadores nos últimos anos. Não
podemos começar novamente
do zero. Nem vejo hipóteses de
contratar alguém melhor. Também por isso, este é um não
assunto."
Luís Fialho, in O Benfica

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