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quarta-feira, 29 de abril de 2026

Uma disciplina para os grandes?


"Sporting, 1-Benfica, 2 foi um jogo grande, importantíssimo para as duas equipas, que decorreu sem grandes casos. Mais, decorreu sem declarações incendiárias dos dirigentes. Houve alguma pirotecnia, mas foi do público. Ou melhor, de algum público, para os lados das claques.
O FC Porto–Sporting, segunda mão da meia-final da Taça, foi mais um jogo que decorreu com normalidade, apesar de alguma polémica relativamente a cartões e expulsões. E pela primeira vez, ao fim do quarto clássico, sem declarações especialmente violentas. Certo, o treinador do FC Porto queixou-se mais uma vez da arbitragem, mas após vencer o Estrela da Amadora por 1-2 o clube da Invicta vai ser campeão, o seu grande objetivo.
Em suma, dois grandes jogos decorreram como devem decorrer, sem grandes incidentes antes, durante ou depois do jogo. Isto é, presumo, o que desejam os adeptos de futebol e a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) acaba de dar um passo decisivo nesse sentido ao propor a agravação das sanções disciplinares aos agentes desportivos, aos futebolistas, e aos dirigentes. Mas o pacote disciplinar ainda carece de aprovação, na FPF e depois na Liga Portugal: a FPF tutela a Taça de Portugal e a Supertaça, a Liga o campeonato nacional e a Taça da Liga.
As prioridades estão lá: agravamento médio de 150% nas infrações relativas a agressões e declarações ofensivas contra a arbitragem. Este é um ponto crítico: claramente os árbitros necessitam de mais proteção. Mas também precisam de decisões mais acertadas, certo? Também as penas para as ofensas entre dirigentes vão ser agravadas: por exemplo, Villas Boas e Varandas, que este ano só faltou agredirem-se fisicamente, terão de ter mais atenção ao que dizem. É um ponto crítico: as relações e declarações dos dirigentes podem incendiar os adeptos, criando ambientes propícios a distúrbios. Reforça-se também o combate à violência e à pirotecnia. A interdição dos recintos desportivos, a sanção de derrota ou a desclassificação em casos de coação da arbitragem aparecem. Parece disciplina a sério.
Penso, porque gosto de futebol leal no relvado e fora dele, que são boas notícias, mas atenção: estamos no país das belas leis e do faz de conta. Não é preciso ter só boas leis, é preciso aplicá-las, e isso nem sempre tem sido feito. Por isso, é necessário pesar bem as sanções que vão estar na lei. Sanções pouco graves não têm efeito, sanções demasiado fortes não são aplicadas. Por isso, sentemo-nos e aguardemos, sem grandes ilusões.
Uma nota antes do Direito ao Golo: o Estádio do Boavista vai à praça. Um clube com grande história, que foi importante, que ganhou títulos e foi mesmo campeão nacional, vai ver o seu estádio vendido em hasta pública por um mínimo de €37 M. É triste, mas o Boavista já ressuscitou uma vez, haverá segunda?
O Direito ao Golo vai para o Torreense, que se apurou para a final da Taça de Portugal 70 anos depois, e para o Marítimo, que voltou ao seu lugar na Liga Portugal. E também para António Félix da Costa, piloto de Fórmula E, que já venceu duas corridas este ano."

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