"É um enorme orgulho que sinto quando olho para trás e vejo que a semente que lancei na época 2014/2015 para aplicar o Cartão Branco em Portugal deu tantos frutos. Foi um desafio que não abracei sozinho. Com pessoas ligadas à arbitragem, dirigentes, federações e, em particular, com o João Capela, conseguimos, pela persistência e por acreditarmos que esta ideia seria um recurso pedagógico fantástico, valorizar e dar visibilidade ao fair play.
É também de salientar a importância da comunicação social neste desígnio, em particular o Record, que, ao longo destes anos, tem dado a conhecer gestos de fair play através do Cartão Branco. Aliás, foi o Record que publicou a notícia com fotografia do primeiro Cartão Branco mostrado em Portugal, num jogo de juvenis, em Almada.
Ao longo destes 11 anos, desenvolvemos a aplicação do Cartão Branco em diversas modalidades desportivas, criámos regulamentos e afirmámos este recurso junto dos árbitros. Curiosamente, ao início, estes eram os mais resistentes à sua utilização; foi preciso alguma persistência para demonstrar a importância deste cartão na função pedagógica do árbitro junto dos atletas mais jovens.
É um percurso digno, com uma marca no desporto português de afirmação dos valores do fair play. Eis os números destes 11 anos: são 96 entidades aderentes, em 34 modalidades distintas, e 8 433 amostragens do Cartão Branco.
Viva o Cartão Branco!"