Últimas indefectivações

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Regressar às vitórias


"O Benfica enfrenta o Nacional, hoje às 18h00, no Estádio da Luz. Este é o tema principal na BNews.

1. Lutar por triunfos
José Mourinho sublinha a importância de vencer sempre: "Precisamos muito de ganhar por todas as razões e mais alguma, precisamos muito de ganhar. Temos de lutar por estes 6 jogos, 18 pontos. Lutar por títulos é o meu objetivo e o do Benfica."

2. Entrevista a não perder
Nuno Catarino, CFO do Sport Lisboa e Benfica, aborda as contas semestrais apresentadas pelo clube, a emissão do empréstimo obrigacionista e vários temas atuais e relevantes para o Benfica e para o futebol português, entre os quais a centralização dos direitos televisivos.

3. Comunicado oficial
Leia o desmentido do Clube acerca de informações falsas veiculadas pelo Correio da Manhã.

4. Últimos resultados
A equipa B empatou 2-2 com a União de Leiria; os Sub-23 venceram o Leixões, por 2-1; os Juniores foram derrotados na visita ao Santa Clara, por 3-2, e os Juvenis triunfaram em Famalicão (0-1). As equipas masculinas de basquetebol e de hóquei em patins ganharam ante SC Braga (108-77) e CH Carvalhos (8-2), respetivamente. A de voleibol perdeu, por 3-0, no reduto do Leixões e a de andebol, por 42-32, no Porto. As equipas femininas de basquetebol e de futsal venceram ante Esgueira (75-69) e Novasemente (5-0), respetivamente.

5. Outros jogos do dia
Os Iniciados recebem o Alverca às 15h00. A equipa feminina de hóquei em patins visita a Académica (19h00). Às 15h45, o Benfica recebe o Direito, em râguebi, no Estádio Universitário de Lisboa.

6. Atividades do Museu
Conheça a programação do 2.º trimestre de 2026.

7. Em destaque
Os principais conteúdos e temas que marcam a agenda do Sport Lisboa e Benfica nas diferentes plataformas do Clube.

8. Casa Benfica Figueira da Foz
Conheça esta embaixada do benfiquismo pela lente da BTV."

Backstage | #SLBenficaB vs. União de Leiria

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Que nunca falte o norte (Daniel Bragança) ao Sporting

Comercial: Kika...

Benfica FM: Relembrar...

Romário sempre a faturar


"Em agosto de 1988, o Vasco da Gama participou no Torneio Lusitânia, na Invicta, derrota, por 1-2, na final frente ao FC Porto. No centro do ataque da equipa do Rio de Janeiro estava Romário, então um jovem de 22 anos associado aos dragões que acabavam de contratar Rui Águas e ainda contavam com Fernando Gomes. Essa foi a primeira vez que ouvi falar dele e, agora, numa viagem pelo arquivo de A BOLA, recordei declarações do grande Quinito, à data a viver o começo de curto reinado ao serviço dos azuis e brancos.
«Não vamos contratar Romário, o FC Porto tem a casa arrumada e eu já tenho muito por onde escolher. Não quero mais dores de cabeça. No entanto, pelo seu valor, acho que Romário deve ficar pela Europa... No FC Porto é que não. Já falei com o presidente e disse-lhe que estou satisfeito com o plantel que tenho à disposição», assim se referiu Quinito ao hipotético interesse naquele que se tornaria uma dos mais fascinantes goleadores da história do futebol, logo nesse verão contratado pelo PSV Eindhoven (1988 a 1993), etapa inicial no velho continente antes de deslumbrar no Barcelona de sonho de Johan Cruyff (1993 a 1995).
Num futebol cada vez mais controlado, há figuras que resistem ao tempo não apenas pelo talento que ostentaram, mas também pela personalidade revelada sempre que tentaram domesticá-las. Romário é um desses casos raros — um jogador tão genial nos relvados quanto carismático fora deles.
A atualidade voltou a colocá-lo nas manchetes, não pela pontaria, somente pela vida pessoal. Aos 60 anos, o antigo internacional brasileiro, campeão mundial em 1994, foi notícia por um alegado triângulo amoroso com duas jovens universitárias — um episódio que rapidamente ganhou contornos mediáticos. Mais uma polémica que encaixa no perfil de quem vive sem filtros.
Dentro das quatro linhas era sublime. Corria o quanto bastava, não se enquadrava nos padrões modernos de intensidade, treinava quando as saídas noturnas permitiam e, na área, tinha um instinto único, pois decidia em segundos com uma frieza que desafiava a paciência dos adversários.
Algumas tiradas são tão memoráveis como os golos que assinou. «Pelé calado é um poeta», disse um dia sem receio da realeza. «Técnico bom é aquele que não atrapalha», aí está outra, tão icónica como esta: «Estou com 72 quilos, sim, e daí? O elefante é gordo, mas quando tem incêndio na floresta ninguém ganha dele na corrida.»
Não era só humor, era autoconfiança, exemplo saudável do politicamente incorreto. Romário dizia o que pensava, fazia o que queria e resolvia jogos. O baixinho era grande! E a avaliar pela imprensa cor de rosa desta semana continua a faturar…"

O estreito de Ancelotti


"No Brasil, Copa do Mundo é coisa séria: por ser talvez a única atividade em que o 5.º maior país do planeta é (quase sempre) o melhor. A política envolve-se, com presidentes a darem palpites.

Pode ser repetitivo, maçador, monótono mas é assim que as coisas são no Brasil: a lista de 26 de Carlo Ancelotti não sai dos noticiários de TV, das colunas de jornais, das rodas de botequim.
No Brasil, Copa do Mundo é coisa séria: por ser talvez a única atividade em que o quinto maior país do planeta é, de facto, (quase sempre) o melhor, como ilustra a coleção única de títulos, a política envolve-se, com presidentes no passado, no presente e no futuro a darem palpites.
A economia mexe-se, com expectativa de aumento de 20% na venda de televisões em junho e julho, por um lado, e com previsão de queda na produção industrial e no comércio porque as empresas são moralmente obrigadas a dar folga quando a seleção joga, por outro.
A sociedade emociona-se, com eleição da rua pintada de verde e amarelo mais bonita do país, com murais gigantes desenhados com os rostos dos jogadores e outros a servirem de muro das lamentações futebolísticas, cirurgias adiadas, audiências judiciais proteladas e até casamentos desmarcados.
Serve então este preâmbulo não só para dar ideia do colorido do Brasil durante uma Copa mas sobretudo para justificar que se volte nesta coluna a falar dos 26 de Ancelotti, uma lista muito mais esmiuçada e investigada do que a de Martínez, a de Scaloni, a de De la Fuente, a de Nagelsmann, a de Deschamps ou a de Tuchel, porque, mesmo sem viver colheita especial, ninguém produz tanto jogador de elite em quantidade como o país do futebol.
Segundo as fontes mais informadas junto à CBF, o italiano já tem 24 definidos. Sobram dois, o tal estreito de Ancelotti a que o título faz referência. Salvo então incidentes de última hora, na baliza estarão Alisson (Liverpool), Ederson (Fenerbahçe) e Bento (Al Nassr).
Na defesa, Éder Militão (Real Madrid), Wesley (Roma), Danilo Luiz (Flamengo), Marquinhos (PSG), Gabriel Magalhães (Arsenal), Bremer (Juventus), Léo Pereira (Flamengo), Alex Sandro (Flamengo) e Douglas Santos (Zenit).
No meio-campo, Casemiro (Manchester United), Bruno Guimarães (Newcastle), Fabinho (Al Ittihad), Andrey Santos (Chelsea) e Danilo Santos (Botafogo).
E no ataque Estêvão (Chelsea), Luiz Henrique (Zenit), Vinícius Júnior (Real Madrid), Martinelli (Arsenal), Matheus Cunha (Manchester United), João Pedro (Chelsea) e Raphinha (Barcelona).
Restam três nomes para duas vagas, que tanto podem ser de mais um jogador de meio-campo e um de ataque ou de dois de ataque, isto é o meia Paquetá, do Fla, e um de dois centro-avantes, Endrick, do Lyon, e Igor Thiago, do Brentford, ou estes dois juntos.
Falta, claro, falar de Neymar, o mais poderoso, mediático e falastrão dos jogadores brasileiros. A atualidade, porém, mostra-nos que não basta ser poderoso, mediático e falastrão para entrar no estreito."