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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Falar Benfica: 2026/27 - Quem fica e quem sai?

LiveMode: Mundial #4

Juvenis - 15.ª jornada - Fase Final

Benfica 2 - 2 Corruptos


Sofremos um golo no arranque, fizemos a remontada, para logo a seguir permitir o empate, isto tudo na 1.ª parte!

Pela primeira vez nesta Fase Final, jogámos com todos os nossos melhores jogadores, o ferro no final impediu a vitória, e os Corruptos acabaram por se sagrar Campeões!

Futebol à Parte #44 - Festa da TAÇA e DESPEDIDA

O Benfica não pode esperar mais


"A decisão sobre o próximo treinador do Benfica está por dias — talvez horas —, mas a indefinição arrastou-se demasiado. Para os benfiquistas, este atraso expõe fragilidades numa fase decisiva do planeamento para 2026/27.
Percebe-se a complexidade do contexto, sobretudo com nomes como José Mourinho e clubes como o Real Madrid envolvidos. Ainda assim, o Benfica não podia permitir que a incerteza chegasse a este ponto. Seja Mourinho ou outro treinador, o essencial é decidir — e decidir bem — com um projeto claro que já deverá estar em marcha. O cenário agrava-se quando os principais rivais avançam no mercado de transferências, reforçando plantéis, enquanto o Benfica continua sem liderança técnica definida.
Haverá fatores internos desconhecidos, mas, nesta fase, o esclarecimento prometido por Rui Costa sobre a época passada perde relevância. O foco tem de estar totalmente na próxima temporada. É precisamente aí que os benfiquistas exigem trabalho concreto. Quem assumir o comando da equipa deve encontrar um projeto sólido, sem interferências externas — as mesmas que terão contribuído para as saídas, talvez precipitadas, de Bruno Lage e Roger Schmidt. Com responsabilidade dos treinadores, sim, mas não só.
Paradoxalmente, este momento de instabilidade pode ser uma oportunidade. Uma oportunidade para reavaliar o plantel, dar segundas oportunidades a quem merece e apostar em jogadores com ambição e fome de títulos. Pode também ser o timing ideal para integrar jovens da formação preparados para competir ao mais alto nível.
Talvez seja necessário ajustar expectativas e privilegiar a construção de uma equipa consistente, em vez de uma equipa de nomes. Há qualidade no plantel do Benfica, mas também lacunas evidentes. Ainda assim, o maior risco seria iniciar 2026/27 sob o mesmo clima de dúvida. Mais do que talento individual, o Benfica precisa de recuperar identidade, mentalidade e consistência competitiva. Resta saber se o clube — e os benfiquistas — saberão transformar a incerteza numa oportunidade.

Obrigado, Florentino Pérez e Bernardo Silva
Termino com dois agradecimentos, ainda que tardios: a Florentino Pérez e a Bernardo Silva. Obrigado ao presidente do Real Madrid por quase nunca falar em público, como se conclui pela imagem sexista que deixou na recente conferência que fez para se vitimizar e anunciar eleições antecipadas. E obrigado ao internacional português, estrela mundial, pela lição que deixou numa entrevista recente — «Não, não volto ao Benfica este verão»; «Sim, fui contactado para saberem da disponibilidade»; «Sim, fui eu que recusei voltar agora». Mas alguém fica mal nesta fotografia? Não me parece. Tudo claro e sem pontas soltas. Na comunicação muitas vezes é como no futebol: bom e difícil é jogar simples."

Benfica: o guião de uma época sem controlo


"O ano do Benfica foi desastroso. Têm existido tantos episódios que, por vezes, parece que estamos perante uma verdadeira telenovela.

Episódio 1: Supertaça e Champions
A época começou com a conquista da Supertaça e a qualificação para a fase de liga da Liga dos Campeões. Pelo caminho ficou, entre outras equipas, o Fenerbahçe, de José Mourinho. Apesar do sucesso inicial, um empate frente ao Santa Clara (marcado por uma escorregadela de Otamendi) e uma derrota com o Qarabag serviram de argumento para Rui Costa e a sua administração despedirem Bruno Lage. A ideia que ficou foi a de que estes dois resultados foram o pretexto para trazer um trunfo que garantisse votos nas eleições.

Episódio 2: A chegada do salvador
José Mourinho chegou ao Benfica como o homem que devolveria o clube à glória. Foi também o treinador que, enquanto adversário, dizia que o plantel encarnado era riquíssimo. Rapidamente mudou de opinião. O discurso passou de uma equipa recheada de soluções para um grupo limitado e mal construído.
Na apresentação, Mourinho deixou uma frase que incendiou os adeptos: «Alguém pode dizer não ao Benfica?» Naquele momento parecia impossível. Mourinho, muito mais do que um líder de balneário, transmitia a ideia de ser uma figura capaz de devolver exigência, identidade e até estabilidade emocional ao clube.

Episódio 3: A primeira conquista
A primeira e única conquista de Mourinho não aconteceu dentro das quatro linhas, mas fora delas. A sua chegada teve impacto direto na reeleição de Rui Costa e criou a esperança de que finalmente existiria alguém capaz de reorganizar um clube perdido em várias frentes.
No relvado, esperava-se uma equipa vencedora. Na comunicação, aguardava-se uma estrutura mais preparada para lidar com pressão e crises. No planeamento do futebol, exigia-se mais credibilidade e capacidade de decisão. Mourinho passou rapidamente a ser visto como uma solução global. Uma contratação quatro em um, que acabava por concentrar demasiadas expectativas numa única pessoa.

Episódio 4: O exemplo do Dragão
O Benfica foi ao Dragão para não perder. O próprio Mourinho assumiu isso no final do jogo. O problema é que o Benfica raramente entra em campo, em Portugal, apenas para sobreviver. O objetivo era evitar ficar a sete pontos da liderança. Acabou o campeonato a oito, com a agravante de o FC Porto já ter tirado o pé do acelerador nas últimas jornadas. Ficou uma imagem de um Benfica receoso, curto emocionalmente e demasiado preocupado em limitar danos.

Episódio 5: A Taça da Liga e o mercado
Sem grande evolução exibicional e com resultados europeus inconsistentes, a Taça da Liga parecia a grande oportunidade para Mourinho conquistar o primeiro título no clube. Depois da eliminação do Sporting, o SC Braga surgia como o principal obstáculo. Mais uma vez, o Benfica falhou num momento decisivo.
Seguiu-se o mercado de inverno. Depois de tantas críticas ao plantel, esperava-se uma intervenção forte e criteriosa. A realidade foi diferente. Chegaram Sidny e Rafa, um jogador de 33 anos, parado desde novembro e com um dos salários mais elevados do plantel. A ideia de um projeto sustentado deu lugar à sensação de gestão ao sabor do vento.

Episódio 6: A Noite épica e o caso Vinícius
O grande momento da temporada aconteceu frente ao Real Madrid na Champions. Uma exibição memorável, que terminou de forma épica, com um golo de Trubin a garantir a passagem à fase seguinte da Champions, quando poucos acreditavam.
Mourinho voltou ao centro das atenções mundiais e saiu claramente reforçado. Poucas semanas depois surgiu o caso entre Vinícius e Prestianni.
O Benfica teve aí uma oportunidade para mostrar maturidade comunicacional. Voltou a falhar. Em vez de controlar a narrativa, entrou numa discussão pública sobre versões e interpretações, deixando o nome do clube correr o mundo pelas piores razões.

Episódio 7: A Liga Virtual
Sem conseguir acompanhar os rivais na classificação real, o Benfica apostou grande parte da sua comunicação na crítica às arbitragens. Durante algum tempo, muitos adeptos aceitaram essa narrativa. O problema é que chega sempre um momento em a realidade ultrapassa a ficção. Normalmente, quando um clube passa demasiado tempo a discutir fatores externos é porque deixou de conseguir controlar os internos.

Episódio 8: Quem manda no Benfica?
O último episódio talvez seja o mais revelador de todos. Em março, Mourinho colocou-se à disposição para renovar contrato. Rui Costa respondeu lembrando que ainda existia mais um ano de ligação entre as partes. O tema parecia fechado. Entretanto surgiu o interesse do Real Madrid e o discurso mudou. Mourinho passou a adiar qualquer decisão, afirmando estar totalmente concentrado na luta pelo segundo lugar.
Já a três dias do final da temporada, revelou ter recebido uma proposta de renovação — mais tarde descrita pelo próprio como «uma muito boa proposta» — e anunciou que iria analisar no fim da Liga. Mourinho passou a dispor de todos os elementos decisivos: uma proposta formal, uma janela curta de decisão e a possibilidade de condicionar o futuro imediato do clube.
Num grande clube, isto dificilmente acontece. Os grandes clubes não vivem suspensos de uma decisão individual, por mais influente que seja o protagonista. Definem o seu rumo, antecipam o planeamento e controlam o calendário. Aqui, pelo contrário, o planeamento da próxima época ficou inevitavelmente dependente de uma resposta pessoal.
Num verão ainda condicionado por um Mundial e por um mercado que pode arrancar tarde, essa indefinição ganha mais peso. Talvez seja aqui que a temporada volta ao ponto de partida: um Benfica que começou a época a reagir aos acontecimentos e termina a aguardar, novamente, por uma decisão que não controla. Por fim, para fechar a novela, fica apenas uma última pergunta: será que Mourinho vai dizer não ao Benfica?

A VALORIZAR: BRUNO FERNANDES
Eleito unanimemente o melhor jogador da Liga Inglesa. Uma época fantástica de um jogador excecional. Este feito é ainda maior por o ter sido conseguido num Manchester United em reconstrução. É atualmente o líder indiscutível da nossa Seleção em todas as dimensões: qualidade, personalidade, liderança e exemplo."

O sucesso da época do Sporting depende de um jogo. O do Torreense também


"Sem títulos, o tempo encarrega-se de apagar as memórias das grandes equipas

Pode o sucesso de uma época depender de um jogo? Pode. Talvez seja injusto, mas pode. 
Tome-se o caso do Sporting, que hoje defronta o Torreense na final da Taça de Portugal. Rui Borges, na conferência de imprensa de lançamento, defendeu que os leões fizeram «uma grande época», mesmo antes de saber o desfecho do jogo do Jamor.
Tem razão. O Sporting chegou pela segunda vez na sua história aos quartos de final da UEFA Champions League, e num formato bem mais complicado do que na primeira presença (em 1982/83, quando bastou eliminar Dínamo Zagreb e CSKA Sófia, com apenas uma vitória em quatro jogos, para o conseguir), tendo até terminado a difícil fase de liga nos oito primeiros; acabou a Liga no 2.º lugar (o que vale o apuramento para a Champions), com 82 pontos, os mesmos que lhe permitiram, no ano anterior, sagrar-se campeão; e está de novo na final da Taça. Contas feitas, sim, foi uma bela temporada, talvez não «grande», como diz Rui Borges, mas muito decente.
Só que há outro ângulo com que se pode olhar para a época. No campeonato, o leão tinha a hipótese de chegar ao tri e não o conseguiu; perdeu a Supertaça para o Benfica; foi eliminado na Allianz Cup pelo Vitória de Guimarães; e em sete jogos contra os grandes (quatro contra o FC Porto, três contra o Benfica), só venceu um, o que lhe abriu caminho, na primeira mão das meias-finais da Taça, para o Jamor.
Se, depois disto tudo, perdesse a final da Taça contra o Torreense, um clube da Liga 2, poderíamos realmente falar de uma «grande época»?
Afinal, o que fica no futebol? Acima de tudo, os troféus.
O Benfica 2012/2013 foi uma das melhores equipas deste século em Portugal. Em 56 jogos oficiais, incluindo 15 europeus, só perdeu seis. Hoje, 13 anos depois, alguns adeptos ainda recordam a qualidade daquela equipa, com Luisão, Garay, Matic, Enzo Pérez, Gaitán, Cardozo, Rodrigo… Mas poucos ou nenhuns benfiquistas lembram essa equipa com carinho. Mesmo com seis derrotas apenas, o Benfica não venceu qualquer título. Perdeu o campeonato na penúltima jornada, ao ser derrotado pelo golo de Kelvin no Dragão; perdeu a Liga Europa dias depois, frente ao Chelsea; e ainda viria a perder na final da Taça de Portugal, contra o Vitória de Guimarães. E sem títulos, o tempo se encarregará de apagar a memória de uma grande equipa – nem o Brasil de 1982 será eterno, ao contrário da Itália campeã mundial.
Por isso, para poder olhar para 2025/2026 com respeito, o Sporting precisa mesmo de vencer hoje o Torreense.
Que está numa situação parecida… não tanto em relação à final de hoje, mas em relação à de quinta-feira, com o Casa Pia, na segunda mão do play-off pela última vaga na Liga.
A temporada do Torreense também foi excecional. O apuramento para a final da Taça de Portugal foi histórico e, mesmo que a tarde não corra bem no Jamor, a equipa de Torres Vedras já tem o jogo das expectativas quase ganho – ninguém estranhará que perca contra o vice-campeão nacional, e estar na decisão, atendendo à dimensão do clube, à raridade do feito, ainda para mais estando a jogar a Liga 2, ficará para sempre.
Mas depois deste 2025/2026, terminar sem Taça e sem subida seria tremenda frustração. Também para o 3.º classificado da Liga 2, o sucesso da época depende de um jogo – ou de dois, vá, porque se o Torreense vencer a Taça, todos perdoarão se não subir."

Zero: Mercado - Rafael Leão interessa ao United e o seu substituto pode ser Toni Martínez

BF: Calendário...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Torreense traz o Carnaval e tem um sonho. E o Sporting?

Canal 11 - Soltinhos - Cancelo

Irão: Ali Daei, o engenheiro do golo que cabeceava com a força com que outros chutavam


"Pelo Irão, o possante avançado iraniano marcava golos em barda - foi o primeiro a chegar aos 100 por uma seleção nacional. Mas a passagem pela Europa ficou marcada pelas dificuldades de adaptação, ainda que se tenha tornado uma figura de culto, muito graças ao seu bigode. Nos últimos anos, a oposição à repressão das autoridades iranianas valeu-lhe falta de oportunidades e até uma detenção.

O ano é 2004 e Ali Daei não vai de modas: marca quatro golos à modesta seleção do Laos no encontro de qualificação para o Mundial de 2006. Um póquer, por direito próprio, já é um feito, um dos expoentes máximos do futebol, mas com aqueles quatro golos o avançado iraniano, um dos últimos resistentes do futebol mundial à retirada do frondoso bigode da cara, tornar-se-ia o primeiro jogador da história a chegar aos 100 golos com a camisola de uma seleção.
Cristiano Ronaldo ultrapassaria Ali Daei em setembro de 2020 e não demoraria muito mais a destronar o iraniano do lugar de topo dos maiores artilheiros das seleções nacionais. Ali Daei “ficou-se” pelos 109 golos, Ronaldo já vai nos 143, e ainda a contar. Daei, em 2024, disse numa entrevista aos meios da FIFA que não ficou com ressentimentos, bem antes pelo contrário. “Bater recordes faz parte do futebol e eu fico feliz que tenha sido um jogador como o Ronaldo a fazê-lo. É um jogador excecional, que trabalha muito”, sublinhou o atacante hoje com 57 anos, e que entretanto também já viu Lionel Messi bater a sua centenária marca.
Marcar pela seleção nacional era como respirar para Ali Daei, o primeiro futebolista asiático a jogar na Liga dos Campeões. Em 1997, depois de aleijar as redes do campeonato iraniano com golos em barda no Bank Tejerat e no Persepolis, o Arminia Bielefeld, que lutava para não descer na Bundesliga, resolveu apostar naquele alto e possante avançado. E no seu fiel companheiro: o bigode.
Na Alemanha, Daei marcou pouco, fosse no Bielefeld, no Bayern Munique ou no Hertha Berlim, mas tornou-se figura de culto, com um estilo de gala a jogar de cabeça. Jürgen Röber, seu treinador na equipa da capital, chegou mesmo a dizer que Daei cabeceava com a mesma força com que outros chutavam.
Os dias de Ali Daei na Alemanha não traziam a felicidade, em golos, que vivia quando jogava pela Team Melli, a seleção iraniana - em cinco temporadas no país, marcou apenas 12 em todas as competições, enquanto não parava de faturar pelo Irão. Fora dos relvados, e apesar de apreciado pelos adeptos, tão-pouco se adaptava. No Bayern raramente falava com os colegas, fosse pela barreira linguística como cultural - os costumes ligados à cerveja, tão conhecidos na Baviera, estavam-lhe vedados por causa das suas crenças.
Já no Hertha, disse ao “Tagesspiegel” que continuava a viver “como se estivesse no Irão”, que sentia saudades da família, dos pais e dos irmãos. Depois de uma passagem pelo campeonato dos Emirados Árabes Unidos, regressou definitivamente ao seu país em 2003. Não para exercer o seu curso de Engenharia de Materiais, tirado antes de se dedicar ao futebol, mas para continuar a marcar golos. E mesmo que não tenha sido um avançado profícuo na Alemanha, frisou, já como treinador, que daqueles tempos tinha retirado do país que lhe deu uma oportunidade de jogar na Europa a “disciplina, precisão e os métodos”.

Problemas com o governo
Ali Daei abandonou os relvados em 2007 para logo começar a treinar, além de ter feito um bom pé-de-meia ao criar uma marca de artigos desportivos. No Irão era um rei, um mito, o homem que fez o passe para Mehdi Mahdavikia marcar o golo que derrotou os Estados Unidos no Mundial 1998, na primeira vitória de sempre da Team Melli em Campeonatos do Mundo, histórica e simbólica. Mas os problemas com as autoridades do seu país começaram cedo.
Em março de 2008, o goleador tornou-se selecionador nacional do Irão. E mesmo sendo a figura maior do futebol da nação persa, Daei mostrou-se “surpreendido” com a decisão. Nem um ano depois de ser nomeado, uma derrota por 2-1 frente à Arábia Saudita ditou-lhe o destino: Mahmoud Ahmadinejad, então presidente do país, estava no estádio e não gostou do resultado. Daei foi imediatamente demitido.
Em 2019 denunciou que um dos dirigentes do clube que treinava, o Saipa, era um proeminente membro da Guarda Revolucionária do Irão, acusado de vários assassínios de dissidentes políticos. A partir desse momento deixou de ter convites para treinar no seu país.
Ali Daei foi também um de vários jogadores iranianos que, em 2022, se insurgiram contra o governo no caso de Mahsa Amini, a jovem de 22 anos que morreu sob custódia policial depois de ser detida, acusada de usar o lenço de forma inadequada. O antigo avançado e a família passaram a receber ameaças constantes. “Eu fui ensinado na humanidade, na honra, no patriotismo e na liberdade. O que é que esperam conseguir com estas ameaças?”, questionou na sua página de Instagram.
O iraniano chegou a ser brevemente detido, depois de visitar a cidade natal de Mahsa Amini, e viu o seu passaporte ser confiscado. A sua mulher e filha foram retiradas de um voo com destino ao Dubai, sem uma explicação convincente. No final desse ano, Daei recusou-se a viajar para o Mundial do Catar, onde acompanharia a seleção, ordenando que os governantes do país resolvessem “os problemas do povo iraniano”, em vez de continuarem uma onda de “repressão, violência e detenções”.
As relações com o poder não mudaram daí para cá. Aliás, em março deste ano a autarquia de Teerão anunciou que a Avenida Ali Daei vai mudar de nome. A justificação? O facto do maior futebolista da história do país, marcador de 109 golos, presente em dois Mundiais, não se ter insurgido a favor das autoridades iranianas nos últimos meses, marcados pelos ataques norte-americanos e israelitas."