Últimas indefectivações

domingo, 12 de abril de 2026

Antevisão...

BI: Rescaldo - Nacional...

Kanal - Tamos Juntos...

Tudo normal!!!

108

Benfica 108 - 77 Braga
28-17, 26-15, 30-27, 24-18

Sem o Crandall e o Justice, nova vitória larga, num festival de Triplos, com 54% (17-31)!!!

1.ª lugar...


Benfica 8 - 2 Carvalhos

1.ª lugar garantido, numa época, até agora, sem derrotas! Praticamente só vitórias! Com o Pau a ganhar ritmo, a equipa parece estar a melhorar, algo que será necessário, pois apesar de todas as vitórias até agora, os títulos só a partir de agora se vão decidir!

Derrota!

Leixões 3 - 0 Benfica
25-22, 28-26, 25-23

Surpresa?! Sim, apesar da ausência do Nivaldo, nos jogos anteriores o Benfica tem ganho com alguma tranquilidade, mas hoje, bastou baixar um pouco nível, e perdemos os três Set's!

A presença na Final, não me parece estar em causa... mas jogar a Final com o Sporting, sem o Nivaldo, será suicídio! 

Derrota...

Corruptos 42 - 32 Benfica
17-19

Como deitar tudo a perder num instante?! Mais ou menos 8 minutos!!! Basicamente, até jogámos bem, durante muito tempo, principalmente no ataque, mas depois perdemos a cabeça!

Empate...

Benfica 2 - 2 Leiria
Rui Silva, Dumas


Acabamos por salvar o empate, depois da desvantagem de 0-2, com uma ponta final boa...

Várias alterações na equipa, para dar minutos a jogadores por diferentes razões, acabou por retirar alguma coesão à equipa, mas com a entrada dos mais rodados, a coisa melhorou...

Grande bomba do Rui Silva!

Juniores - 9.ª jornada - Fase Final

Santa Clara 3 - 2 Benfica
Umeh, Duarte


Derrota nos Açores, e fim das possibilidades de revalidar o título!

Estamos a jogar sem muitos dos nossos melhores Juniores, mas mesmo assim, deveríamos ter feito melhor nesta Fase Final.

A Final Four da Youth League, disputa-se no próximo fim-de-semana, não me admirava que na cabeça dos jogadores, já se tivesse a pensar na Champions jovens, mas se isso aconteceu os treinadores não fizeram o seu trabalho!

O patrão!

Nuno Félix

Entre a promessa e o abismo


"Este Benfica tem-se habituado a triturar treinadores. E fá-lo sempre da mesma forma. Promete-lhes um projeto, entrega-lhes um puzzle incompleto e, quando as peças não encaixam, questiona o homem que tenta montá-lo.

Há clubes que vivem de vitórias e há clubes que vivem de ciclos. O Benfica, nos últimos anos, parece ter-se condenado a um lugar intermédio, uma espécie de purgatório onde a esperança renasce a cada verão apenas para ser consumida lentamente até ao inverno seguinte.
A discussão sobre a continuidade de José Mourinho não é nova. Na verdade, tornou-se quase estrutural, como se o treinador fosse apenas mais um capítulo de uma narrativa que se repete com pequenas variações.
Antes dele, foi Roger Schmidt. Antes dele, foi Bruno Lage. Em ambos os casos, a pergunta nunca foi apenas sobre o treinador. Foi sempre sobre o que o rodeava, sobre a qualidade das decisões tomadas acima dele, sobre a coerência de um projeto que parece dissolver-se ao primeiro sinal de frustração ou, simplesmente, que parece nunca existir.
Desta vez, porém, há um agravante que torna o cenário mais pesado. O investimento. Mais de 130 milhões de euros gastos para construir um plantel que, paradoxalmente, parece inferior ao anterior. Não se trata apenas de perceção, mas de uma comparação direta, quase cruel na sua simplicidade. Onde havia estabilidade, há agora dúvida. Onde havia rendimento, há intermitência.
A substituição de peças-chave revela mais do que um erro pontual. Expõe uma lógica falhada. Trocar segurança por potencial pode ser um risco calculado. Trocar rendimento comprovado por incerteza recorrente é outra coisa. E o Benfica fez isso demasiadas vezes num só mercado.
O problema não é apenas quem chegou. É o que se perdeu sem reposição à altura. A sensação de que o plantel ficou mais caro e menos competitivo é o tipo de equação que raramente termina bem. No futebol moderno, gastar muito não é garantia de sucesso, mas gastar mal é quase sempre garantia de falhanço.
O mercado de inverno, que tantas vezes serve de correção, funcionou aqui como amplificador de erros. Mais investimento, menos retorno. Mais ruído, menos soluções. E no meio disso, jogadores incapazes de se afirmar, mesmo aqueles que chegaram com estatuto ou expectativa, como aconteceu com Rafa.
É neste contexto que se avalia Mourinho. E é aqui que a análise exige alguma honestidade intelectual. O treinador cometeu alguns erros, tem várias opções discutíveis, procurou e mudou a fórmula muitas vezes. Nas escolhas, nos momentos, na gestão emocional de uma época que rapidamente se tornou instável. Mas reduzir o problema a Mourinho seria conveniente e, ao mesmo tempo, profundamente errado.
Este Benfica tem-se habituado a triturar treinadores. E fá-lo sempre da mesma forma. Promete-lhes um projeto, entrega-lhes um puzzle incompleto e, quando as peças não encaixam, questiona o homem que tenta montá-lo.
Para Rui Costa o dilema é claro: resistir à tentação de recomeçar ou ceder à pressão de um ambiente que exige respostas imediatas. A história recente sugere que a mudança de treinador é o caminho mais fácil. Também sugere que é o menos eficaz.
Manter Mourinho não é apenas uma decisão desportiva. É uma declaração estratégica. Significa aceitar que o erro não está apenas no banco. Significa dar poder, mas também assumir responsabilidade.
Tudo isso obriga a um mercado diferente. Um mercado onde o Benfica terá de ser mais pragmático do que ambicioso, mais criterioso do que exuberante. Vender abaixo do que investiu, sim, é inevitável tendo em conta a desvalorização de alguns jogadores contratados por valores entre €20 M e €27 M. E aqui, de todas as contratações, salva-se Dedic como o único que realmente acrescentou qualidade à posição, sendo o menos dispendioso do mercado de verão (€12 M).
A obrigatoriedade de reinvestir melhor e a inevitabilidade (mais ainda sem o apuramento para a UEFA Champions League) de usar receitas futuras, como a verba dos direitos audiovisuais para duas épocas que ronda os €100 M. No fundo, uma fuga para a frente sem hipótese de novo capítulo caso volte a falhar.
Mas há outra dimensão, menos tangível e igualmente decisiva. A postura institucional. O futebol português tornou-se um espaço de confronto permanente, onde o silêncio é frequentemente interpretado como fraqueza. Mourinho, como sempre, não é um homem de silêncio. Quer um clube alinhado com a sua forma de estar, combativa, assertiva, quase beligerante quando necessário.
Essa não tem sido a identidade recente do Benfica. E talvez seja aqui que reside a maior divergência. Não nas ideias de jogo, não nas escolhas táticas, mas na forma como o clube se posiciona no ruído constante que o rodeia.
No fundo, Mourinho e Rui Costa precisam um do outro. O treinador precisa de provar que ainda pertence ao topo do futebol mundial, que a sua narrativa não terminou num banco distante de Istambul. O presidente precisa de provar que consegue construir algo sustentável, que não vive apenas de memórias e símbolos. E, no entanto, apesar desta necessidade, parecem olhar para o mesmo problema a partir de ângulos diferentes.
O futuro do Benfica não será decidido apenas nos resultados da próxima época. Será decidido nas decisões tomadas antes dela começar. No tipo de plantel que for construído. No grau de confiança que for estabelecido. Na capacidade de aprender com erros que já não são novos. Porque, no fim, a questão nunca foi apenas quem treina o Benfica. A questão é que Benfica quer existir, como quer estruturar-se, como quer jogar. E essa é uma pergunta à qual o clube não tem conseguido responder. E que ultrapassa muito Mourinho ou qualquer outro treinador."

Déjà Vu ou apenas coincidência?


"Do nada, Amesterdão começou a ser falado mais vezes na Invicta. Os adeptos não querem obviamente pensar em Déjà Vu, porém o novo apagão tem de fazer ligar todos os alertas

O FC Porto ainda só dominava. Não vencia, mas tomava de assalto a defesa que Vítor Pereira montara para o Dragão. Parecia apenas uma questão de tempo até à primeira explosão de alegria.
Fazendo contas ao sistema, reparei que Bakwa, extremo feito ala talvez um pouco à pressão, desalinhara com o resto da defesa, mesmo tendo Borja Sainz, colado à linha nas suas costas. E a atitude era despreocupada, como se não estivesse a ver o que se passava perto de si. À direita, Ndoye também não era muito preciso no posicionamento. Era a olho, sem regra e esquadro, mas não justificava tudo. Ao juntar-lhe aquele quadrado lento a desfazer para transformar o 3x4x3 no 5x4x1, por vezes 6x3x1, senti-me suficientemente convencido para me virar para o meu filho mais novo e dizer-lhe: «Está fácil para o FC Porto.» No relvado, assistia-se a uma mutação imperfeita, que transformava os três centrais em três defesas esticados à largura e abria dois corredores enormes até à baliza.
Vítor Pereira mudou 9 a pensar na Premier e ofereceu aos dragões a primeira parte. O 1-0 chegou com naturalidade, no entanto, o mesmo não se pode dizer do que aconteceu a partir do autogolo. O momento infeliz de Martim, não provocado, fez abanar o líder do campeonato, no qual este vivera, diante do Famalicão, uma montanha russa de emoções, sobretudo com o golo ao cair do pano que trouxe o Sporting para mais perto e diminuiu a margem de erro a praticamente zero. Repito: a equipa azul e branca sentiu um golo que o adversário nada tinha feito para merecer e bloqueou.
Depois do 1-1, desapareceu de campo até ao regresso dos balneários. Já o Forest voltou estabilizado. Vítor Pereira devolveu depois alguns titulares ao conjunto e as dificuldades aumentaram. Mesmo que William Gomes, Froholdt, Gul e outros tenham rondado a baliza do excelente Stefan Ortega, as oportunidades não foram assim tantas quanto Farioli e os jogadores deixaram transparecer no final. Não era um adversário qualquer, mas algo se passou que tirou aos azuis e brancos o momento. Algo inexplicável. Quase de certeza emocional.
Enquanto Farioli não matar o fantasma vai ter de viver com ele. A pressão aumentará a cada jornada e terá de aguentá-la até que possa festejar, ainda que veja mais brechas a surgir. Físicas, mas também do foro psicológico. O cansaço é grande. Não posso jurar, mas quase que aposto que o duplo-abanão já deixou todos em alerta em Alvalade."

Rui Costa tem condições para continuar? É a ele que lhe cabe responder!


"A tribuna presidencial da Luz é hoje o espelho do que tem sido esta direção do Benfica. Quem ajudou a construir a história do clube merece todo o respeito e reconhecimento, mas a tribuna presidencial é — devia ser — um espaço de representação, de afirmação e de construção de futuro. É ali que se estabelecem relações, que se reforça o peso do clube e que se projeta o Benfica. Novos ou melhores contratos, lobby, parcerias estratégicas, influência institucional. Continuar fechado sobre o passado é ignorar as exigências do presente e comprometer aquilo que o Benfica pode e deve ser no futuro.
Enquanto em Alvalade ou no Dragão vemos o Primeiro-Ministro, ministros, presidentes de câmara e figuras relevantes da sociedade a nível nacional e internacional, na Luz assistimos, jogo após jogo, a uma presença massiva de ex-jogadores (e quase sempre os mesmos). Sinal claro da falta de trabalho institucional, o que obriga depois a ir correr a AR.
A liderança de Rui Costa no Benfica vive hoje um momento de tensão evidente. Os sinais de desgaste acumulam-se, os erros são visíveis e a contestação cresce. Mas há uma linha que não deve ser ultrapassada: a da deslegitimação precipitada de um presidente que, há menos de meio ano, foi reforçado por duas votações expressivas dos sócios.
Num clube democrático como o Benfica, a legitimidade não é um conceito abstrato nem moldável ao sabor da frustração desportiva. Apesar da gestão errática, sem uma linha estratégica clara e consistente, um passivo consolidado que aumentou 189 milhões em cinco anos, a perda de peso nas instâncias desportivas e uma política de contratações dispendiosa e sem eficácia, a tentação de respostas musculadas cresce. Foi desta frustração que nasceu, esta semana, uma petição para a convocação de uma Assembleia Geral com carácter destrutivo.
Não creio que essa seja a solução. Seria um ato de instabilidade que pouco acrescentaria à resolução dos problemas reais. Pior: poderia fragilizar ainda mais o clube num momento em que precisa de foco, reorganização e clareza.
Há, no entanto, um cenário distinto que não pode ser ignorado: o próprio Rui Costa reconhecer que já não tem condições para continuar. Essa é uma decisão que só ao próprio compete, mas que exige lucidez e sentido de responsabilidade. Se entender que perdeu capacidade de liderança, apoio interno ou margem para inverter o ciclo desastroso em que mergulhou o clube, então deve assumi-lo com frontalidade.
Até lá, importa separar duas coisas: a crítica legítima e necessária — a deslegitimação apressada. O que precisamos mesmo saber é se Rui Costa continua a entender ter condições para continuar."

Os Primos da Luz #9

Informações falsas no Correio da Manhã


"O Sport Lisboa e Benfica esclarece que é totalmente falsa a informação hoje publicada pelo jornal Correio da Manhã, segundo a qual o treinador José Mourinho teria humilhado o jogador Dodi Lukebakio à frente do restante plantel.
Esta e outras especulações fantasiosas que têm vindo a ser veiculadas pela referida publicação fazem parte de uma vergonhosa campanha de desestabilização do Sport Lisboa e Benfica e dos seus profissionais, para além do sistemático atropelo às mais elementares regras deontológicas do Jornalismo."

Desde a derrota com o Casa Pia que esta é a mensagem que tentam passar


"Eu vou voltar a repetir, tal como antes tivemos Trapattoni, Guttmann, Heyneckes, Erickson, Ivic, Santos…que a conceituada Four Four Two elegeu como membros dos melhores 100 do mundo de todos os tempos (podem concordar ou não…isso é um problema de qualquer um com opinião), Mourinho não só é o mais cotado da lista como é o melhor treinador português de todos os tempos.
“Aí passa um período sem troféus de relevo…” - conversa fantástica para quem foi o último treinador português a conquistar um troféu internacional na EUROPA, não é em terras de Vera Cruz ou em países em que se encantam serpentes e se admiram camelos…é na Europa…no velho continente onde o desporto rei foi inventado.
Mas pronto…voltando ao Terra…desde Rui Vitória que estamos numa guerra sem fim para com os nossos treinadores, a falha é de todos, presidente incluído, LFV esteve mal ao abandonar o projeto Rui Vitória, sim trouxe vitórias mas as mesmas foram pífias no sentido que na tiveram continuidade…Bruno Lage teria um perfil único…formado no clube, identificado com o clube, benfiquista dos 7 costados…mas também não se deu continuidade porque o peso dos resultados e a pior sequência de resultados da nossa história não seriam ultrapassáveis …
Roger Schmidt outro cuja comunica social + adeptos verdadeiros ajudaram a trucidar, aquele que podia ser outro projeto a longo prazo…
Já nem falo de Jorge Jesus + Lage…dois regressos aos quais não se deu o tempo necessário…
Agora Mourinho…eu percebo o receio de todos os que falam e o atacam.
Primeiro ponto 
TEM CONTRATO ATÉ 2027.
Não há tema sobre o contrato dele, só a comunicação social e os “verdadeiros puros adeptos do Benfica fazem disso tema”;
Segundo ponto
Uma queda na liga Europa, com entrada direta, sem desgaste de pré-eliminatórias e com um plantel construído à sua medida trará ao Benfica um potencial favoritismo à conquista da competição…é isso seria uma desgraca não só para a comunicação social…mas também para os que nunca reconheceram os resultados das eleições…sejam eles mais ou menos concorridos, sejam eles com voto eletronico ou com recontagem manual até ao infinito!
E além de que a isto se junta a outra conversa para boi dormir…a das contas do Benfica e a ausência da Champions…
Pois…só mesmo quem come gelados com a testa bate nessa tecla…os nossos rivais, FALIDOS, sem €€€ e com planteis dilacerados, como os VERDADEIROS DIZEM, conseguem tudo e mais não sei o que…mas nós para os mais VERDADEIROS adeptos do Benfica, que cospem nas redes sociais que o mundo vai acabar, que o RC Contas tem de ser chumbado porque apesar de positivo isso não interessa porque não se ganha…estamos num buraco porque falhamos uma ida há Champions…
Jesus…
É nisto que se transformou o novo Benfiquismo…um benfiquismo de bloggers, vloggers, parvos e artistas de circo…um fenómeno.
MOURINHO não deve continuar, MOURINHO, se Rui Costa tivesse tomates deveria renovar até ao final do seu mandato e ponto final, com plenos poderes e mais nada.
Gostem ou não gostem é a minha opinião.
Desde Rui Vitória o mais injustiçado treinador do Benfica dos últimos anos, que levou com a palhaçada dos emails, com o desinvestimento para pagar a merda da dívida que assustava a oposição (erro crasso…com ela ninguém se chegava à frente excepto do Bruno Costa Carvalho que verdade seja dita…ao pé dos que foram aparecendo parece um senhor…)…e que foi maltratado aos olhos de todos e mais alguns…
MOURINHO É O MEU TREINADOR!
E espero que por largos e bons anos!"

Rola Bola #64 - Olise ou Yamal?

Destaques: 10 de Abril...

BF: Moreira...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - O pulmão do Sporting aguenta o "osso duro de roer" da Reboleira?

Manteigas apresenta participação disciplinar contra Villas-Boas na FPF


"Em causa declarações do presidente do FC Porto sobre o Benfica. Deve seguir-se abertura de inquérito disciplinar

João Diogo Manteigas, sócio do Benfica e candidato à presidência nas últimas eleições, apresentou hoje, na Federação Portuguesa de Futebol (FPF), uma participação disciplinar contra André Villas-Boas, presidente do FC Porto.
Em causa, sabe A BOLA, estão declarações dos líder dos dragões consideradas ofensivas e difamatórias, publicadas na revista Dragões no fim de março.
«Uma associação desportiva portuguesa, conhecida por contratar ‘padres’ para rezar ‘missas’ em eventos desportivos, pediu ao Conselho de Disciplina da FPF para penalizar o FC Porto por revelar os conteúdos de tais escandalosas práticas religiosas. O FC Porto deseja sorte à justiça para provar a veracidade dos factos, em conformidade com a gravidade dos conteúdos, pois as probabilidades de aparecer um Gonçalves qualquer para ser usado como bode expiatório são altíssimas», escreveu Villas-Boas, em referência a Paulo Gonçalves, antigo assessor jurídico do Benfica.
Os encarnados tinham anunciado, antes, em comunicado, um «pedido de esclarecimento (...) relativamente às medidas, ilações e consequências desportivas que o Conselho de Disciplina irá retirar da decisão judicial» do Tribunal Constitucional, que confirmou a condenação dos dragões ao pagamento de mais de €600 mil ao Benfica, no âmbito do processo dos emails. O Benfica assinalou que «entre abril de 2017 e fevereiro de 2018, a FC Porto SAD, através do seu então Diretor de Comunicação [Francisco J. Marques], utilizou canais oficiais do clube para divulgar, de forma reiterada e pública, conteúdos obtidos ilicitamente, formulando acusações graves de corrupção, manipulação de árbitros e adulteração da verdade desportiva por parte do Sport Lisboa e Benfica».
A FPF deverá, agora, abrir um inquérito disciplinar ao presidente do FC Porto."

Que alguien desordene esto

A saúde mental do principal ativo do futebol — os jogadores


"O futebol é, para muitos, apenas golos, assistências e títulos conquistados. Mas há um jogo silencioso que se desenrola longe das câmaras e dos holofotes — a saúde mental dos jogadores. Ansiedade, depressão, stress e crises emocionais não escolhem idade, talento ou fama. Dos jovens das academias às maiores estrelas mundiais, a pressão constante, as expectativas e os desafios da carreira podem deixar marcas profundas que, durante muito tempo, ficaram escondidas atrás de um sorriso ou de uma exibição irrepreensível.
Um dos casos mais trágicos e emblemáticos deste lado oculto do futebol é o de Jeremy Wisten, jovem talento da academia do Manchester City que, com apenas 18 anos, viu a sua carreira interrompida de forma cruel após ser dispensado. Sentindo-se isolado, sem apoio e incapaz de lidar com a frustração de não atingir o patamar que idealizava, Wisten tirou a própria vida, um alerta doloroso para as academias e para um sistema que, demasiadas vezes, abandona emocionalmente quem não chega lá.
Nem as estrelas estão imunes a estas batalhas interiores. Michael Carrick, antigo médio do Manchester United e da seleção inglesa, revelou que a derrota na final da Liga dos Campeões da UEFA de 2009 deixou marcas profundas. Um erro num momento decisivo perseguiu-o mentalmente durante quase dois anos e levou-o a questionar o seu lugar no futebol profissional. É a prova de que até os palcos mais grandiosos podem carregar um peso psicológico duradouro.
Também Rio Ferdinand tem falado abertamente sobre o impacto do abuso online e da exposição mediática no bem-estar emocional dos jogadores. Na sua geração, imperava a cultura do não demonstrar fraqueza. Hoje, a mensagem é outra — reconhecer vulnerabilidades é um ato de coragem.
O espanhol Andrés Iniesta, lenda do Barcelona e campeão do mundo pela seleção espanhola, confessou ter enfrentado episódios de depressão no auge da carreira, agravados pela morte do amigo Dani Jarque e pela pressão de manter um nível competitivo aparentemente infinito.
Já Josip Ilicic, antiga referência da Atalanta, passou por uma depressão severa durante a pandemia de Covid-19, num contexto de isolamento e incerteza. O seu afastamento prolongado mostrou que a recuperação psicológica exige tempo, apoio e compreensão.
Mais recentemente, Ronald Araújo falou sobre um período de ansiedade que evoluiu para depressão, levando-o a pedir afastamento temporário ao Barcelona para tratamento. A decisão foi um marco — cuidar da saúde mental é tão legítimo quanto recuperar de uma lesão muscular.
Do lado brasileiro, Richarlison revelou a sua luta contra a depressão após a eliminação do Brasil no Mundial de 2022. A terapia, segundo o próprio, foi decisiva para reencontrar equilíbrio. Dele Alli, por sua vez, partilhou batalhas profundas com a saúde mental, incluindo vício em comprimidos para dormir e traumas de infância, numa tentativa de alertar jovens atletas. E Adriano, antigo avançado do Inter de Milão, viu a sua carreira afetada por depressão e problemas com álcool após a morte do pai.
Estes exemplos mostram que a saúde mental no futebol não escolhe estatuto. Mas há uma questão estrutural que importa colocar — os jogadores são o principal ativo do jogo, o seu capital humano essencial. E, no entanto, estão cada vez mais esmagados pela densidade dos calendários. A sucessão de competições nacionais e internacionais, verões sem verdadeira pausa competitiva, um Mundial de 2026 já no horizonte e um Mundial de Clubes em 2025 que voltou a comprimir o calendário levantam uma dúvida legítima: estão os atletas a ser devidamente preservados, física e mentalmente? Lesões recorrentes, fadiga acumulada e desgaste emocional não são fenómenos isolados, são sintomas de um modelo que exige sempre mais, quase sem tempo para recuperar.
Ao mesmo tempo, importa refletir sobre o que acontece quando o apito final chega para sempre. Será suficiente a integração que o futebol faz da experiência dos ex-jogadores no desenvolvimento do próprio jogo? A formação pós-carreira, enquanto valorização de competências, é decisiva para que antigos futebolistas possam devolver conhecimento acumulado e, simultaneamente, encontrar uma saída estruturada para o abandono competitivo. Para além da formação académica tradicional, o trabalho desenvolvido por instituições como a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga Portugal, com múltiplas iniciativas formativas e programas de capacitação, tem sido crucial. Investir nesta transição é investir na sustentabilidade humana do próprio sistema.
Por outro lado, coloca-se uma pergunta essencial: estarão hoje os clubes verdadeiramente preparados, no domínio da saúde mental, para um acompanhamento que, em muitos casos, exige abordagens individualizadas? Ter psicólogos no organigrama é importante, mas será suficiente se a cultura interna não acompanhar? Justiça seja feita: em Portugal, a voz permanente de defesa do jogador tem sido exercida pelo Sindicato dos Jogadores, através do trabalho militante e consistente de Joaquim Evangelista e da sua equipa. Apesar da sua natureza sindical, o organismo tem sabido sentar-se à mesa e contribuir construtivamente nos mais diversos fóruns do futebol nacional e internacional. Importa que os restantes parceiros, clubes, ligas, federações, acolham cada vez mais o contributo que os jogadores podem e devem dar, também fora do campo.
O futebol não pode ser apenas golos e troféus. Precisa de cuidar das pessoas que o tornam possível. Desde jovens como Jeremy Wisten a capitães e campeões mundiais, todos são vulneráveis. Proteger os jogadores implica rever calendários, estruturar apoios psicológicos eficazes, preparar o pós-carreira e ouvir quem vive o jogo por dentro.
Prevenir, apoiar e educar não é opção mas sim uma necessidade urgente. Só assim o desporto-rei será verdadeiramente humano, seguro e sustentável, dentro e fora das quatro linhas.
E se tiveres um problema, não esperes em silêncio: fala, procura ajuda e recorre a um especialista. A tua saúde mental vale tanto quanto qualquer golo ou troféu."