Últimas indefectivações

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Rastreio ocular


"Em Braga, aconteceu um desafio interessante, em ambiente de jogo grande e com períodos de domínio repartido de alta intensidade. Encontro sem dúvida difícil de dirigir, dado o ritmo e a importância do duelo, mas com a arbitragem, mais uma vez, como triste protagonista e pior equipa em campo. Desta vez, nem foi questão de intensidade, nem de interpretação, só a incompetência levada ao extremo.
Aquilo a que temos assistido justifica uma reciclagem urgente dos árbitros nacionais. Verificar a saúde ocular, rever as regras e visionar a arbitragem de outros campeonatos poderia ser útil. Ao mesmo tempo, o árbitro é o máximo responsável pelo jogo e dá a cara, não devendo ser refém da inércia ou tendência de quem avalia sentado, com meios técnicos que supostamente lhes permitem decidir melhor. Até algo ser feito, VAR à parte, a nossa arbitragem continua a arrastar o seu perfil decadente de muito apito e pouco acerto.

Futebol
Voltando ao jogo vibrante e competitivo que vimos, o que de mais saudável e verdadeiro se viu foi um par de grandes golos de bola corrida. O golo de Pau Victor é espetacular, de puro talento em pouco espaço e controle absoluto no drible até à finalização. O remate de Ausrnes também é um momento especial. De fora da área e quase sem balanço, só poderia resultar em golo se fosse muito puxado a um canto. O último instante para definir o lado para onde rematar é uma das valias que diferenciam o remate do médio do Benfica e que retardam a resposta de quem defende.
Em relação ao penálti, nada a dizer. Segue o atual critério absurdo da bola no braço, em que qualquer jogador que tenha a necessidade de saltar está sujeito a cometer falta. Ou então não se salta, porque quem já saltou sabe que a elevação normal se faz com a ajuda dos braços. Mas, neste caso, não é culpa dos nossos árbitros. O mal é de quem mudou a lei, que ainda se espera um dia poder ser revertida. 
A responsabilidade de Dahl nesse lance, que curiosamente podia ter sido atenuada pelo golo limpo que marcou, é posicional e não gestual. O jovem defesa estava demasiado aberto na altura do cruzamento, abrindo espaço exagerado entre si e Otamendi. Esse espaço foi explorado pela desmarcação de Dorgeles e pelo cruzamento perfeito de Zalazar, o melhor jogador do SC Braga.
A anulação do terceiro golo do Benfica é ridícula, envergonhando, mais uma vez, a nossa atrofiada arbitragem. Consegue ultrapassar o escândalo da final da Taça, só não foi tão violento. Não é um simples erro e fica difícil não pensar em má fé.

Critério tático
A opção pela saída a jogar curto desde a própria baliza, no futebol atual vem dividindo os observadores e percebe-se porquê... A propósito desta tendência, a designação identidade própria é algo que muitos treinadores gostam de assumir ter, com indisfarçável orgulho. Falhamos e perdemos, mas temos a nossa identidade.
A vida é bela, mesmo na derrota... Personalidade ou ingenuidade? Em caso de dúvida é insistir ou aliviar? Devemos correr o perigo de sofrer golo, ou jogar longo e poder ganhar a segunda bola? Entretanto, o maior ou menor êxito desta opção tática, dependerá sempre, e muito, da qualidade dos executantes e também da expressão do pressing contrário. É desta relação que deve resultar o critério e a decisão do possuidor da bola. Na saída de bola a gestão é feita ao momento, e muitas vezes mal medida, o que origina frequentemente verdadeiros autogolos que levam a derrotas.
Critério e medição do risco é um desafio atual para quem joga e para quem treina e procura ganhar. Definir um nível máximo de risco não é possível, por não ser mensurável, tal a diversidade e dinâmica que o jogo representa. Têm a palavra os treinadores e os portadores da bola.

Irmandade
Os tempos são hoje bem diferentes daqueles que vivi no futebol profissional. A organização e o rigor são incomparáveis. O departamento clínico tem importância prioritária na saúde das equipas, na defesa dos atletas e do seu rendimento.
O conhecimento médico mais específico é algo que, naturalmente, o treinador não domina. No entanto, em relação a algumas lesões, alguns treinadores acabam por reter, pela sua experiência, algumas noções básicas do eventual estado físico de um qualquer atleta.
As lesões mais graves, quando acontecem, não deixam dúvidas, nem mesmo aos leigos, mas no restante existe uma infinidade de maleitas difíceis de avaliar por amadores. Os jogadores que passam mais tempo lesionados criam, normalmente, laços com os massagistas ou fisioterapeutas, elementos com quem passam mais tempo e em quem depositam as suas esperanças.
O acompanhamento e apoio psicológico regular desses importantes parceiros é também fundamental e algo que o atleta precisa para a sua plena recuperação. Recordo sempre as operações a que fui submetido e o apoio que recebi, passo a passo, quer no Portimonense, quer no Benfica.
Quanto às lesões mais complicadas, como as de Bah e Manu, contraídas exatamente no mesmo jogo, são exemplo de como imprevisível pode ser a respetiva recuperação. Depois de um longo processo, haver um recuo por qualquer razão é altamente frustrante para o atleta afetado. Manu já regressou, mas quanto a Bah, espera ainda por melhores dias."

Mercado, para que te quero?


"O mercado vai abrir novamente e ir às compras com fome continua a ser um erro comum, sendo que o Benfica é, dos três principais clientes, aquele que se sente mais insaciado 

Rúben Semedo, Eustáquio, Galeno, Otávio, Tomás Pérez e William Gomes. Matheus Reis, João Pereira, Paulinho, Slimani, Edwards, Tanlongo, Bellerín, Diomande, Rafael Pontelo, Koba Koindredi, Rui Silva e Biel. Lucas Veríssimo, Gonçalo Guedes, Tengstedt, Schjelderup, Carreras, Rollheiser, Prestianni, Marcos Leonardo, Belotti, Dahl, Bruma e Manu.
Estes foram os reforços de FC Porto, Sporting e Benfica, respetivamente, nas cinco janelas anteriores de inverno. Existem casos de sucesso evidente, como Galeno, Diomande ou Carreras, mas é justo dizer que, por cada contratação feliz desta lista, existe um fracasso tremendo para a troca. Basta pensar em Tomás Pérez, Rafael Pontelo ou Tengstedt.
Alguns negócios devem ser relativizados — soluções de empréstimo ou investimentos baixos —, mas as contas não devem falhar se concluir que a taxa de acerto no mercado de inverno, entre os três ricos do futebol português, não será superior a 50 por cento. Claro que as transferências não podem ser analisadas pela ditadura da folha de excel, mas os (principais) clubes portugueses caem muitas vezes no erro de ir ao supermercado com fome.
O FC Porto foi primeiro também nas compras, ao avançar para um nome de peso, Thiago Silva, que será tudo menos custo zero, mas para deixar claro que a estrutura não quer facilitar naquele que foi o grande upgrade da equipa: a solidez defensiva. Pietuszewski é nome de investimento a longo prazo, falta saber se chegará alguém para preencher o lugar de Luuk de Jong como principal alternativa a Samu, o jogador mais difícil de substituir no onze habitual.
O Sporting dá prioridade a um extremo, talvez até dois, mas nenhum rival tem tanta profundidade no plantel. Talvez a maior necessidade seja um médio, tendo em conta a situação contratual de Morita e o rendimento mediano de Kochorashvili. 
O Benfica, com Sidny Lopes Cabral já oficializado e André Luiz bem encaminhado, mostra que a aposta no mercado interno é para seguir, apesar da infelicidade com Manu e Bruma, recrutados há um ano. A estratégia faz ainda mais sentido nesta altura, mas estamos perante o cliente mais esfomeado do supermercado. A dúvida nem está propriamente na qualidade daquilo que é comprado, antes na necessidade daquilo que se leva, até porque continua a ser difícil perceber aquilo que é pretendido.
Que abra a janela novamente."

Benfica District: aprovar o conceito, discutir o futuro


"O Benfica District é a decisão patrimonial mais importante do clube desde a construção do Estádio da Luz. Representa uma visão de futuro para o Benfica, para o Estádio e para a sua relação com a cidade. Não é um plano fechado, nem acabado, e isso é positivo. O que os sócios são chamados a decidir é o conceito, a ambição e a direção estratégica. Essa decisão não pode ser encarada como um cheque em branco. Aprovar não significa abdicar de exigência. Significa permitir que a Direção continue a trabalhar, incorporando contributos, detalhando soluções e apresentando, no momento próprio, um modelo final e concreto, que deverá ser novamente submetido à apreciação e aprovação dos sócios.
Depois de analisados os detalhes, há dois pontos estruturais determinantes para o sucesso do projeto, com um objetivo claro: gerar mais receitas para reter talento e ganhar mais.
O primeiro é a utilização do Estádio da Luz. Um ativo desta dimensão não pode continuar a ser utilizado, em média, três vezes por mês. Um estádio moderno deve estar ativo cerca de 150 dias por ano. Para isso, são necessárias duas alterações: a cobertura do estádio e o rebaixamento do relvado, com um sistema eficaz de estrado de proteção. A cobertura permite viabilizar eventos no inverno. O estrado permite realizar eventos ao longo de todo o ano, garantindo sempre a qualidade do relvado. Em Lisboa, existe procura para um grande espaço desta natureza, mas apenas para um. Se o Benfica não for o primeiro a avançar, arrisca-se a oferecer essa oportunidade ao seu rival. Estamos a falar de cerca de 40 milhões de euros adicionais por ano em receitas de eventos.
O segundo ponto estrutural, talvez o mais decisivo, é a escolha do parceiro estratégico. O projeto só faz sentido se implicar investimento do parceiro e não do Benfica, garantindo que o risco financeiro e de execução não recai sobre o clube. A definição desse parceiro deve ser o primeiro grande passo, através de um processo claro, envolvendo entidades com provas dadas na gestão e promoção de estádios de futebol. Operadores internacionais como a Legends, a Anschutz Entertainment Group, a Oak View Group, a Live Nation, a CTS Eventim ou a Lagardère Sports devem ser convidados a apresentar propostas.
Com um parceiro definido para um horizonte longo, por exemplo 30 anos, e com um modelo de partilha de receitas, será possível discutir com rigor as restantes valências do projeto. Este modelo mitiga riscos de derrapagens financeiras e atrasos de execução, garantindo maior disciplina e responsabilização. Para estes parceiros, o racional é simples: investir entre 400 e 450 milhões de euros para explorar um ativo com um valor potencial entre mil e mil e cem milhões de euros.
Para além destes dois pontos estruturais, existem melhorias relevantes a considerar, como a integração da loja e do museu no interior do estádio. Hoje, quem visita o Estádio da Luz não é conduzido de forma natural à história do clube nem à sua principal área comercial. Integrar o museu e a loja no percurso da visita permite modernizar a experiência e aumentar o valor médio por visitante. A história e a identidade do Benfica são ativos únicos e devem estar no centro da experiência.
O Benfica precisa de evoluir, acompanhar os melhores exemplos europeus e valorizar um dos seus maiores ativos. Trata-se de um projeto com impacto para décadas. É natural que os sócios exijam rigor e garantias. Apoiar este caminho e contribuir para o seu aperfeiçoamento é, enquanto sócio, um dever de compromisso com um Benfica vencedor."

Entrevista Geno Crandall

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5 Minutos: Diário...

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Zero: Tema do Dia - O que mudou na I Liga em 2025?

Observador: E o Campeão é... - 2025 foi um ano positivo para o desporto?

Observador: Três Toques - Liverpool diz adeus a treinador de bolas paradas

Visões...


"A deslocação a Braga resultou num jogo difícil, frente a uma boa equipa, bem orientada, que joga bom futebol e tem bons jogadores, com Horta e Zalazar à cabeça. Durante a primeira parte, o Benfica tentou contrariar tudo isto com sentido posicional, organização defensiva e aproveitamento dos lances de bola parada. Conseguiu-o fazer durante meia hora, ganhando vantagem no marcador e enervando o adversário que, após sofrer um golo contra a corrente do jogo, dava sinais de alguma ansiedade, quando, o pecado do costume, erros evitáveis, "deram a volta" ao marcador. Na segunda parte, foi um grande Benfica aquele que se viu em Braga, encostando o adversário à sua área, impedindo qualquer oportunidade e marcando o golo da reviravolta que o VAR deixou anular, apesar de nas repetições ser visível que o jogador do Braga "fez-se a falta".
Seria interessante ouvir aqueles que agora clamam a existência de uma axila ferida, se manteriam esta opinião se o lance fosse ao contrário e resultasse num eventual penálti que, estou convicto, os mesmos diriam não ter existido. Tudo isto num jogo em que o árbitro teve um critério largo, e bem, é ainda mais incompreensível que o VAR, que não viu a agressão de Matheus Reis, continue sem ver nada que possa ser decidido a favor do Benfica. Quem também continua sem ver mesmo nada é Luciano Gonçalves que depois da imprudente, para não dizer provocatória, nomeação de António Nobre, o da rasteira com a cabeça, para o dérbi, tenha decidido fazer regressar este VAR num jogo desta importância. Como escreveu o sempre clarividente Jan Vertonghen, "os árbitros em Portugal não são bons o suficiente para um nível profissional". A FIFA e a UEFA também concordam."

Zero: Ponto Final #34 - Quim...

Mata Mata - Mourinho agita o fim de ano num campeonato cada vez mais a dois

Pre-Bet Show #164 - ESCOLHEMOS O MELHOR ONZE DE 2025 ⭐

No Princípio Era a Bola - O risco que o Benfica corre já em janeiro e os melhores de 2025 com a bola no pé

Águia: Benfica: Fora da luta pelo titulo ? Valor de Mercado de André Luiz 😯 | Mercado de inverno

SportTV: Titulares - O Benfica ainda luta pelo campeonato?

Zero: Negócio Mistério - S05E11 - Glenn Helder no Benfica

O ano de 2025


"Com o ano a chegar ao fim, impõe-se o balanço, da perspetiva do direito do desporto, do que mais marcou 2025.
No contexto nacional, ao longo de 2025, discutiu-se de forma intensa a necessidade de uma justiça desportiva mais célere e eficaz. A disciplina desportiva foi outro eixo central. Casos mediáticos reacenderam a discussão sobre a proporcionalidade das sanções e a necessidade de harmonização e uniformização dos regulamentos.
No plano regulatório, 2025 ficou ainda marcado por reflexões sobre o licenciamento de clubes e a necessidade de refletir e dedicar mais atenção aos meios de financiamento do desporto.
Por fim, temas emergentes como ESG no desporto, seguros obrigatórios e responsabilidade por acidentes desportivos demonstraram que o direito desportivo português acompanha tendências transversais do direito europeu e internacional, alargando o seu âmbito para além da competição.
No plano europeu, 2025 foi mais um ano de consolidação das consequências jurídicas da jurisprudência do TJUE no desporto. O debate em torno da Superliga Europeia e do modelo europeu do desporto continuou a influenciar reguladores, federações e tribunais, reforçando a ideia de que a autonomia desportiva não é absoluta e deve respeitar os princípios da concorrência e da livre prestação de serviços.
Ao nível das federações internacionais, a FIFA esteve particularmente ativa em 2025, com alterações ao Código Disciplinar, debates sobre transferências internacionais, proteção do bem-estar dos jogadores e relatórios dedicados à governação e sustentabilidade do futebol.
Em síntese, assistiu-se a uma maturação institucional e a um debate jurídico cada vez mais sofisticado, colocando os temas de direito do desporto na ordem do dia.
Venha 2026 repleto de sucessos desportivos!"

SportTV: Vamos à Bola - Penafiel

Atualidade benfiquista


"O reforço anunciado para o plantel às ordens de José Mourinho e o Benfica District são os destaques nesta edição da BNews.

1. Contratação
Sidny Lopes Cabral, internacional cabo-verdiano de 23 anos que alinhava pelo Estrela da Amadora, é reforço do Benfica. O novo jogador das águias revela o que sente ao chegar à Luz: "Isto é tão importante para mim. Estou muito feliz por vir para este grande clube, um dos maiores clubes da Europa. Não consigo descrever o quão feliz eu estou."

2. Benfica District explicado
10 questões fundamentais sobre o Benfica District explicadas por Nuno Catarino, vice-presidente e CFO do Sport Lisboa e Benfica.

3. Assembleia Geral Extraordinária
Saiba como participar na próxima Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica, agendada para 3 de janeiro, para apreciação da proposta denominada "Benfica District". Em entrevista à BTV, o presidente da Mesa da Assembleia Geral, José Pereira da Costa, explica os procedimentos.

4. Conselho de Administração eleito
A Benfica SAD tem novo Conselho de Administração, eleito para o quadriénio 2025-2029.

5. Vitória a fechar o ano
A equipa de Futsal do Benfica, venceu por 4-0 o Ferreira do Zêzere.

6. Janeiro exigente
A equipa feminina de futebol do Benfica prepara-se para embates em todas as frentes no próximo mês.

7. Entrevista
Geno Crandall, base do basquetebol benfiquista, conta como está a ser a sua experiência na época de estreia no Clube e aborda as expectativas da equipa nesta fase da temporada: "Ganhar tudo o que resta é um objetivo realista para nós."

8. Convocado
Arthur integra a convocatória da seleção brasileira para a Copa América de futsal."