Últimas indefectivações

domingo, 15 de setembro de 2019

Mais uma vitória no bucho, no conforto do lar

"Sem Florentino e com Fejsa - e com um grande Taarabt - o Benfica de Bruno Lage venceu o Gil Vicente, por 2-0, na Luz, na 5ª jornada da Liga

Mesmo sendo adepto de um clube rival, é difícil desgostar de Bruno Lage. O treinador setubalense tem um jeito genuíno de falar e nem mesmo quando se senta para as conferências de imprensa parece particularmente ansioso com aquilo a que tem de responder. Fala um pouco de tudo, sem grandes reservas, e foi assim que, antes do Benfica-Gil Vicente, ficámos a saber por que razão é que a equipa, agora, já não faz estágios antes dos jogos na Luz:
"Temos de ir ao encontro do conforto para os nossos jogadores. Entendemos que o repouso e a recuperação é melhor assim. Não tirar os jogadores de casa seria mais fácil para eles e para nós. Preferimos que os jogadores se mantenham no conforto do lar antes de um jogo em casa. Existe uma hora de recolher, às 19h, e em vez de fazermos a concentração, o jogador está em casa. Se for caso disso, proporcionamos a refeição para o jogador e para a sua família. Todos eles, de véspera, usam a pulseira para controlo do sono e damos a oportunidade para estarem com a família, para dormirem em casa.
Todos nós já ouvimos histórias de estágios, os jogadores contam-nas. Há treinadores que deixavam os jogadores beber um copo de vinho. Às vezes trazem o mais velho ou o mais novo e bebe vinho. Depois vai uma chávena com um cafezinho. E vem um licor na chávena e não um café. De repente estamos em estágio e temos dois copos de vinho e outro de whisky no bucho."
Foi assim, entre risos, que Lage explicou a lógica por trás do descanso caseiro, assim como já tinha explicado por que razão não estava preocupado com a falta de golos de RDT e Seferovic: eles até têm estado lá para marcar, mas os adversários marcam autogolo primeiro... tal e qual como aconteceu esta noite.
Com uma entrada menos fulgurante do que é habitual em casa, o Benfica - hoje sem Florentino, por lesão, e com Fejsa - demorou a conseguir ultrapassar a boa organização defensiva do Gil de Vítor Oliveira, equipa compacta que, além disso, também procurava sair rapidamente para o contra ataque - mesmo não tendo hoje o desequilibrador Lourency, por lesão.
As coisas podiam ter sido bem mais fáceis se, aos 10 minutos, Pizzi tivesse conseguido concretizar o penálti que foi cometido precisamente sobre ele, por Nogueira. Contudo, desta vez, o médio que já leva cinco golos permitiu a defesa do guardião Denis.
Foi assim que o empate se foi arrastando, com Denis novamente a surgir a impedir o golo de Pizzi, num remate já dentro da área, perto do intervalo. Quando já tudo indicava que os primeiros 45 minutos iam terminar sem golos, Taarabt - fantástico a distribuir jogo no meio-campo - solicitou André Almeida pela direita e o capitão cruzou para a área.
A bola parecia endereçada aos pés de RDT, mas, antes, surgiu Nogueira, com um carrinho, a desviar... para dentro da própria baliza. O Benfica marcava, finalmente, mas RDT até esbracejava com a situação: mais uma vez, como já tinha dito antes Lage, o avançado até estava lá para marcar, mas a bola não lhe chegou.
Na segunda parte, foi o Gil - já com Romário Baldé em campo, por troca com Lino - a ameaçar primeiro. O búlgaro Kraev, claramente um dos destaques gilistas, entrou na área com a bola controlada e quase fazia o 1-1.
Não houve 1-1, houve 2-0. Pouco depois de enviar uma bola às malhas laterais da baliza, que até provocou alguns festejos erróneos, Pizzi finalmente acertou com as redes: Grimaldo marcou o canto com um arco bem puxado ao 2º poste e o médio português surgiu a rematar para o segundo golo - o seu sexto na Liga NOS esta época.
Com o 2-0, o ritmo do jogo baixou consideravelmente - o Gil ainda marcou, mas havia fora de jogo de Sandro Lima; e Seferovic voltou a desaproveitar uma oportunidade de golo. A fechar, Kraev apareceu novamente dentro da área, mas o remate saiu ao lado.
O Benfica foi controlando a partida e acabou por vencer tranquilamente, no conforto do lar."

Benfiquismo (MCCXCIII)

Pronto...

Vermelhão: Vitória molengona!!!

Benfica 2 - 0 Gil Vicente


O bafo quente, dos quase 30º graus do início de noite em Lisboa, pode explicar alguma coisa, mas não explica tudo! Os jogos pré-Champions às vezes também '(des)motivam' os jogadores; as jornadas pós-Selecção também costumam ser complicadas (veja-se o Man City...): o facto dos jogadores andarem por 'fora' quase 10 dias, com rotinas alteradas, juntando-se muitas vezes 48 horas antes do jogo: não ajuda... No nosso caso, ainda temos mais uma onde de lesões (mais uma...), em jogadores fundamentais!!! Tudo isto, até podemos atribuir as 'culpas' ao destino, mas a insistência na dupla R.d.T/Seferovic: é culpa nossa!!!
Até começamos com alguma dinâmica, mas após o penalty desperdiçado, a velocidade baixou... era realmente impossível manter um ritmo alto, com o calor... Sendo que também houve algum mérito da forma como o Gil 'encaixou' na nossa equipa... e o 'truque' até foi fácil de verificar: marcação individual ao Taarabt, com uma agressividade muito acima do normal, com faltas e faltinhas constantes, com a total condescendência do apitador, que só no final da primeira parte lá assinalou uma falta sobre o Adel... a muito custo!!!
A estratégia do Vítor Oliveira não resultou, porque o Taarabt mesmo com toda a pressão (faltas...),lá conseguiu descobriu linhas de passe que só ele conseguiria ver...; o Kraev desperdiçou três boas oportunidades; e após o 2-0, não foi só o Benfica que estava fisicamente 'rebentado', os jogadores do Gil, também estavam como se costuma dizer: todos rotos!!!
O Lage tem razão, as equipas para serem Campeãs, tem que conquistar os 3 pontos, mesmo quando a falta 'inspiração', mas prefiro a 'outra' forma de conquistar 3 pontos: goleada ao intervalo!!! Se calhar é uma questão de (bons) hábitos!!!
Incrível como o Taarabt é neste momento o nosso melhor jogador!!! Quem diria!!! Importante nos equilíbrios defensivos, no Tugão tem 'caparro' para todos... e demolidor no passe! É verdade que houve momentos onde exagerou no passe vertical, mas o impacto que o Adel no jogo foi tão grande, que está perdoado!!!
Talvez, o melhor jogo do Grimaldo esta temporada... O Pizzi falhou um penalty e marcou um golo, é verdade que foi um dos 'rotos' que defensivamente não ajudou a defesa, mas acabou por ser bastante importante, principalmente na 2.ª parte, quando alterou o posicionamento com bola: provavelmente por indicação do Lage, para 'contornar' a marcação individual ao Taarabt, era importante ter outro jogador, no 'meio' com capacidade de 'organizar'!
O Fejsa teve um jogo ingrato: sem ritmo, o primeiro jogo oficial da época, e foi 'usado' pelo Gil, explico: com a marcação ao Taarabt, a intenção era colocar o Fejsa a 'organizar' o jogo ofensivo do Benfica, e isso como é óbvio correu mal...!!! Defensivamente, até começou algo 'perro', mas com o tempo, rectificou, e foi possível verificar o 'velhinho' Fejsa a recuperar bolas, como só ele sabe!!! O problema é que contra o Leipzig por exemplo, a 'vantagem' física que ainda tem no Tugão, não a terá contra os Alemães!!!
A defesa cometeu alguns erros, mas quase sempre por fala de apoio, principalmente por parte do Rafa e do Pizzi! Os desequilíbrios começaram quase sempre, com jogadores a serem obrigados a 'tapar' os buracos deixados pelos nossos Alas... Duas notas: o Ferro esta época tem tido algumas 'brancas' estranhas; o Almeidinhos 'rebentou' completamente, não sei se o facto de não ter feito a pré-época normal, tem alguma influência, mas não é nada habitual ver o André sem força para recuperar!!!
Deixei para o fim a 'estória' dos avançados: não vale a pena muitas palavras, não são compatíveis em conjunto, não podemos continuar a jogar com o R.d.T e o Seferovic, nenhum deles tem características de jogar 'entre-linhas'! O Jota sem fazer nada de especial, em poucos minutos, mudou completamente a forma como o Benfica atacou... Podem disser que quando o Jota entrou o jogo estava decidido, e estava tudo 'roto', e os 'espaços' eram maiores, mas o facto, é que começamos a 'meter' a bola 'entra-linhas', com o avançado a receber a bola, a virar e a colocá-la nas Alas: fácil!!!
Não houve grandes Casos de arbitragem, mas a atitude nojenta do Gil na 1.ª parte, com 0-0 no marcador, fazendo anti-jogo constante, com o Pinheiro a colocar lenha na fogueira, foi muito difícil de entender!!!

O primeiro passo é admitir que a equipa não está bem! O Leipzig tem uma equipa muito mecanizada: fortes fisicamente, rápidos no 'contra' e muita intensidade nos jogos! Têm fragilidades na defesa, mas temos que ser melhores. Na Terça, temos que ter um Benfica muito diferente, na atitude e na disposição táctica... Ainda por cima com a tradição do Benfica contra equipas Alemãs a pairar no ar...!!!
Na minha opinião o Jota tem que jogar... Em relação ao Taarabt, ouvi muitos 'pedidos' para o Adel passar a jogar como 2.º avançado! Errado!!! O Taarabt faz a 'diferença', exactamente onde está a jogar: com 4 ou 5 colegas, à frente dele, onde ele possa escolher a melhor linha de passe... metê-lo perto dos Centrais, não o irá beneficiar!

Vitória... do 'Peter'!!!

Avanca 27 - 33 Benfica
(12-18)


Quase metade dos golos para o Djordjic, sim foram 5 dos 7m, mas mesmo assim!!!

Desculpem-me falar de coisas sérias...

"Domingos Soares de Oliveira fala da urgência da internacionalização do Benfica. A questão é se o poderá conseguir sozinho em Portugal...

Nas entrevistas: há pessoas que dizem coisas e outras que transmitem ideias. Uma entrevista para dizer coisas é uma perda de tempo. Para o jornalista e para o entrevistado. Mas há muitas assim. Ou porque o jornalista não tem nada de interessante para perguntar ou porque o entrevistado não tem nada de interessante para dizer. Uma entrevista para transmitir ideias é um exercício saudável de jornalismo, que tem efeitos didácticos e que respeita a inteligência de quem a lê ou de quem a ouve.
Dois exemplos muito recentes, ou do Sporting e outro do Benfica, de gente que não se limita a dizer coisas e que transmite ideias: Aurélio Pereira, que concedeu uma excelente entrevista a este jornal e que merece ser liga e analisada, porque acrescenta conhecimento, soma saber e prova que a união do saber com a experiência é um valor absoluto, que não se pode substituir por qualquer outro.
A outra entrevista de que vale a pena falar é a de Domingos Soares de Oliveira à agência Efe, na qual o administrador do Benfica coloca a pertinente questão na necessidade de se internacionalizar o futebol português, provavelmente, o desafio mais urgente e mais complexo dos nossos principais clubes, a curto e a médio prazo.
Há, no caso de Aurélio Pereira, uma visão de futuro com base na experiência do passado. Já não se trata de uma aposta visionária, mas de um registo científico, na medida em que nos propõe um caminho que a experiência já provou: investimento na qualidade de técnicos e de toda uma estrutura de apoio à formação do jovem jogador (formação desportiva, sim, mas, acima de tudo, formação humana) como base essencial ao crescimento do futebol profissional.
Quanto a Domingos Soares de Oliveira, a sua perspectiva é mais futurista e contém uma adversidade, a qual, aliás, não é abordada na entrevista: a necessária internacionalização do Benfica poderá depender, apenas, de um trajecto nacional de sucesso?
Este é o problema maior. Dificilmente um clube, mesmo com a dimensão do Benfica, que Domingos Soares de Oliveira considera, sem exibicionismo, demasiado grande para Portugal, pode ascender a um patamar de grande clube mundial sem ter, na base, uma competição nacional forte, equilibrada, organizada, moderna.
E esse é obstáculo maior que se coloca ao objectivo proposto pelo dirigente do Benfica. Em Portugal, mesmo ao nível dos seus principais rivais, o Sporting ainda está num patamar abaixo, onde a luta é pela sobrevivência do espaço e da dimensão; e o FC Porto, não tendo sabido tirar proveito do sucesso desportivo, nacional e internacional, que obteve no bom tempo, prolonga sem novidade ou rasgo o final de ciclo do pintismo, com a sua visão tradicionalista de um regionalismo exacerbado que, desde logo, condena a perspectiva de uma estratégia internacional, mesmo com a afirmação de traços culturais e identitários fortes, como acontece, por exemplo, com o Barcelona e a Catalunha.
Sem parceiro nacional, o Benfica, ainda assim, procura a proeza histórica de navegar os oceanos e chegar à América e à China. Algo que, provavelmente, já aconteceu com velejadores solitários, mas com resultados mais ao nível do pitoresco do que da consagração.
No entanto, percebe-se que Domingos Soares de Oliveira sabe que não há futuro numa ideia de dimensão maior de um clube de futebol - qualquer clube e em qualquer lugar - sem conquistar um lugar como parceiro privilegiado de uma nova indústria mundial que não apenas transformará o futebol, como se libertará, num futuro mais ou menos próximo, das últimas veias de romantismo que ainda une esse futebol ao coração de um conceito desportivo.
(...)"

Vítor Serpa, in A Bola

Se não foi na América - efeito VAR, parte I

"Um adepto do Schalke interpôs esta semana uma acção por fraude contra o árbitro Marco Fritz e contra o videoárbitro Bastian Danker por alegados penáltis não assinalados no 0-3 com o Bayern. Entende o adepto que as decisões de arbitragem têm agora requisitos para uma validação técnica superior, por força do VAR, e que podem ser contestadas com alicerces que, no tempo de uma mera humanidade, eram mais difíceis. Antes errava-se porque não se via, agora erra-se porque se vê mal.
O adepto irá, claro, perder a acção. Por mais que o VAR torne as decisões mais técnicas e ponderadas, ou torne os erros mais injustificados, o futebol continua submetido às leis do jogo e das competições que o organizam, aceitando os tribunais esse espaço próprio que sustenta o espírito das provas. Ponto 6 da Lei 5: «Um árbitro não pode ser responsável por qualquer prejuízo causado a pessoa física, empresa, associação ou organismo, e que seja imputado ou possa ser imputado a decisão tomada em conformidade com as Leis do Jogo ou relativa aos processos requeridos para organizar um jogo, disputá-lo ou controlá-lo». É simples, o VAR parece ter fortalecido uma consciência de que esta lei pode ser agora questionada. Não pode.
Não só no futebol: também nesta semana um advogado adepto dos New Orleans Saints desistiu do processo que movera contra a NFL a respeito de uma decisão de arbitragem que levou os LA Rams, e não os Saints, ao Superbowl. O Supremo Tribunal do Luisiana clarificou que uma decisão num jogo, se dentro das leis do jogo, fica ali, no jogo. Se não aconteceu na América ainda não pode acontecer noutro lado. Nem na Alemanha."

Miguel Cardoso Pereira, in A Bola

sábado, 14 de setembro de 2019

Benfiquismo (MCCXCII)

Lotação esgotada...!!!

Uma Semana do Melhor... com o Baptista-Bastos!

Jogo Limpo... Guerra, Coelho & Matias

Pauleta...

Indigência moral

"Para o Benfica, as vitórias são dentro de campo, fora dele apenas se pede justiça e decência. Foi feita justiça esta semana.

Alguns dos nossos adversários insistem em atribuir ao Benfica vitórias que, de facto, o meu clube não obteve. Esta semana chafurdaram no lodo, sozinhos é certo, com a decisão da Relação de Lisboa, confirmando a não pronúncia do Benfica no denominado caso e-toupeira. Pior do que assistir à indigência financeira é constatar a indigência moral de algumas latitudes
Se gostam de assumir derrotas e fazer seus problemas jurídicos alheios, não é problema do Benfica. Para nós, as vitórias são dentro de campo, fora dele apenas se pede justiça e decência. Foi feita justiça esta semana, com a ajuda de um tribunal superior.
No Benfica, ganhar é vencer amanhã o Gil Vicente. Desporto é o jogo amanhã na Luz com mais de 50 mil adeptos contra um adversário treinado por um dos mais experientes e sabedores treinadores portugueses. No Benfica, vencer foi a conquista em Tondela da Supertaça feminina na passada sexta-feira. Desporto foi o poker de Ronaldo na passada terça-feira e não as Kathryns Mayorgas desta vida.
A judicialização do combate em sociedade, seja no desporto como na política, é, mesmo sendo advogado, das características mais deploráveis dos nossos tempos. Mais do que a excelente fundamentação do acórdão da Relação de Lisboa interessa-me uma excelente preparação do jogo contra o Gil Vicente.
O Benfica inicia um ciclo tremendo, com jogos em três competições, onde falhar hipoteca objectivos. O Gil Vicente de Vítor Oliveira e os alemães do Leipzig são o início de um duro caminho. Nesta fase, Bruno Lage é o magistrado que me interessa e as lesões de Florentino e Gabriel factos que quero ver como não provados. Quero ver consignado o talento de Pizzi, a velocidade de Rafa e as quantidades de RDT. Quero absolver Seferovic dos golos falhados em Braga. Quero que cada suplente que entre transforme o lugar do titular num facto controverso para o treinador que os escolhe.
Quem vai à Luz paga um preparo inicial para ver futebol, para ver o Benfica e para desfrutar do jogo. Vamos, Benfica, alheio ao ruído e concentrado no objecto, porque Bruno Lage sabe (e nós também) que mais difícil é sempre o próximo jogo."

Sílvio Cervan, in A Bola

Antevisão...

Nulo...

Benfica 0 - 0 Académico Viseu


Jogo fraquinho, contra uma equipa muito experiente com muitos jogadores com experiência de I Liga! Além disso a diferença de 'caparro' entre a defesa/meio-campo do Académico e os nossos putos é grande!!!
Mesmo assim, o Académico apostou no 'contra' e nós tentamos 'agarrar' mas acabámos por desperdiçar as melhores oportunidades... com o Umaro em destaque!

Sendo que ainda ficou um penalty por marcar sobre o Umaro (aliás mais uma arbitragem onde caiu tudo para o lado dos nossos adversários)!!!

Nota para o 'regresso' do Kalaica (ainda sem ritmo)... o Umaro é claramente o jogador diferenciado desta equipa!

Empate...

Cova da Piedade 2 - 2 Benfica
Gouveia(2)


Tanto trabalho na remontada, para permitir o empate mesmo a fechar o jogo!!!

Não foi um jogo fácil o adversário jogou fechadinho, com muita agressividade (permitida), nós criámos pouco perigo (com um penalty desperdiçado!), e mesmo a fechar a 1.ª parte num erro (a dois) permitimos o golo do Cova!
Não sei se foi por 'castigo', mas os 'culpados' foram substituídos ao intervalo... tentámos jogar mais à frente, mas o Cova continuava a criar perigo no 'contra'! A segunda 'leva' de substituições, foi certeira... e o Tiago Gouveia deu a volta ao marcador (com alguma ajuda do guarda-redes adversário)!
O Tralhão a perder, finalmente, meteu um avançado, e ainda foi a tempo de empatar!!!

Nota para a aposta do Tiago Araújo a defesa esquerdo, desde o 1.º minuto: tem tudo para resultar, o Tiago só tem que acertar os 'tempos' de entrada defensivos!
Em relação ao Ronaldo, por incrível que pareça, acho que já está a 'mais' nesta equipa! Absurda qualidade na 'decisão' nos últimos 20 metros!!!

Benfiquista

"Quem me conhece sabe que a selecção nacional me é indiferente há uns bons anos. Não é embirração ou sequer um protesto, talvez seja ainda uma sequela de um tempo em que me revoltava a forma como o futebol português era dirigido e, em simultâneo, se tornara vulgar a quase total ausência de jogadores do Benfica nas convocatórias. E reconheço alguma arrogância da minha parte por me irritar a quantidade de desinteressados por futebol que opinam, festejam ou criticam nos períodos de maior notoriedade para a selecção. São os neoconvertidos a prazo que não fazem qualquer falta ao futebol.
De igual forma, não desejo desaires. Pura e simplesmente não sinto qualquer emoção. Quando calha, se nada mais interessante houver, sigo as partidas enquanto apaixonado pelo jogo que sou.
Nos últimos anos, o meu interesse cresceu, apesar da contínua indiferença quanto aos resultados. A maior participação de atletas do Benfica e de jogadores formados no nosso clube desperta a minha curiosidade, a qual já sentia em relação às selecções mais jovens, em que a forte e bem-sucedida aposta na formação na última década resultou, também, num acréscimo de qualidade nas equipas organizadas pela Federação. O meu interesse pela selecção assenta, exclusivamente, numa perspectiva benfiquista.
Não é invulgar que, geralmente pelos tais neoconvertidos, seja acusado de falta de patriotismo por não apoiar 'a selecção de todos nós'. Esta é bem capaz de ser a acusação mais patética que já ouvi. Até porque, se a questão passa pela nação, a minha, no desporto, é a benfiquista. E é por isso que me emocionou ver as demonstrações exacerbadas de benfiquismo em Cabo Verde no passado fim-de-semana.
O benfiquismo não tem fronteiras!"

João Tomaz, in O Benfica

O caminho certo

"Quantos de nós já pensámos, ouvimos, dissemos ou escrevemos que o SL Benfica é demasiado grande para Portugal? Tenho a certeza de que seremos muitos. E alguns de nós até já imaginaram uma Liga Europeia apenas com os melhores de cada país. Ou que o constante desrespeito pelo Glorioso até nos poderia levar a competir no campeonato espanhol - uma hipótese pouco provável mas que não deixaria de ser irónica para a liga portuguesa, essa fogueira (incêndio de enormes dimensões) de vaidades.
Pois é, o Sport Lisboa e Benfica não tem fronteiras. Nunca as teve. E isso esteve à vista em Cabo Verde na inauguração da Casa do Benfica na Cidade da Praia. Como já tinha sido bem claro nos EUA, durante a ICC da pré-temporada. Ou de cada vez que o Clube joga fora de casa nas competições europeias em qualquer modalidade. E não é de hoje, é de sempre.
O alcance do manto sagrado pelo mundo vem dos embates e das conquistas com algumas das melhores equipas da história do futebol, vem da década de 1960 e das seguintes, e vem ainda das digressões internacionais quando outros ainda nem tinham idade ou prestígio para andar de avião sozinhos. O que vimos em Cabo Verde (e eu já festejei um título por lá e sei do que falo) é o que se passa em Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe ou Timor-Leste. Nestes países, o SL Benfica joga sempre em casa, e é mais do que justo que olhemos para fora, para estes adeptos que igualam e superam em paixão a distância desde o Estádio da Luz. Esta é, e sempre foi, a nota diferenciadora do Benfica - é abrangente, aglutinador e muito superior a qualquer delimitação fronteiriça ou temporal. Seja onde for!"

Ricardo Santos, in O Benfica

O fim da ressaca

"O leitor também sentiu que esta paragem no campeonato teve a mesma duração que a hibernação de uma marmota? Cada hora parecia um mês. Os minutos andavam à velocidade dos instantes finais daquelas meias-finais da Liga Europa em Turim: que sufoco! Não conheço os efeitos da ressaca da droga, mas duvido que cause maior aflição do que esta espera agoniante para que o Benfica entre em acção. Tenho suspirado por este Benfica - Gil Vicente como se de uma final da Liga dos Campeões se tratasse.
Estou certo de que o Benfica vai enfrentar uma equipa difícil de ultrapassar. Basta lembrar que o Gil venceu categoricamente um adversário que até vai participar na Liga Europa há bem pouco tempo, o que significa que a equipa de Barcelos não se encolhe perante ninguém. Para além disso, recordo que o Gil Vicente dificultou imenso a vida ao Glorioso em quatro das últimas cinco visitas à Luz para a Liga.
Aquela reviravolta já em tempo de compensação desenhada pelos pés do Markovic e pela cabeça do Lima retirou-me 5 anos de vida, portanto espero que amanhã o Seferovic e o Raul de Tomas façam as pazes com a baliza e me devolvam esses anos perdidos.
Terça-feira é dia de voltar à Liga dos Campeões. Só quatro equipas conseguiram estar presentes na prova milionária em cada uma das últimas dez edições: Benfica, Real Madrid, Barcelona e Bayern Munique. Neste período, desse quarteto só o Benfica não se sagrou campeão da prova, portanto tudo indica que a glória chegará este ano. Ninguém consegue prever como irá decorrer a prestação do Benfica na Champions, mas uma coisa é certa: o lugar do Benfica é entre os maiores da Europa."

Pedro Soares, in O Benfica

A cor da bandeira

"José Sá, Nélson Semedo, Ferro, Rúben Dias, Mário Rui, Danilo Pereira, João Cancelo, Renato Sanches, Bernardo Silva, Gonçalo Guedes e João Félix. Eis 11 convocados por Fernando Santos para os recentes compromissos da selecção A. Eis 11 jogadores formados no Sport Lisboa e Benfica.
Quando um dia Luís Filipe Vieira disse que os jovens da nossa formação iriam constituir a espinha dorsal da selecção nacional, houve quem não acreditasse. Mas a realidade está à vista de todos.
Em breve andarão fatalmente por lá nomes como Florentino ou Gedson, como também já andou André Gomes. E não demorará muito até que Jota e Nuno Tavares, entre outros, possam igualmente vir a ser opção. Gente à qual podemos acrescentar Ederson, Oblak ou Lindelof, que representam as equipas nacionais dos seus países e cresceram na nossa casa.
Dos 19 atletas mencionados, 15 foram campeões nacionais no Benfica.
Houve, porém, quem não tivesse sido devidamente aproveitado na nossa equipa principal. O exemplo mais flagrante será o de Bernardo Silva, que, por motivos que não vêm ao caso, acabou por partir cedo demais, sem que chegasse a brilhar na Luz. No presente tal já não seria possível. Félix saiu, mas por montantes absolutamente irrecusáveis. E a robustez financeira do clube permite hoje que Rúben, Ferro, Florentino, Gedson e Jota permaneçam de águia ao peito, pelo menos até que um dia - depois da conquista de mais alguns títulos pelo Glorioso - o mercado acene com as cláusulas de rescisão, ou perto disso.
A política do Benfica está definida e é bem clara. A aposta no Seixal é o futuro, mas também já é o presente."

Luís Fialho, in O Benfica

Missão cumprida

"Inspiradas na extraordinária visita do Sport Lisboa e Benfica a Cabo Verde, as nossas jogadoras de futebol feminino escreveram mais uma página brilhante na história do Clube. Com o colinho dos benfiquistas, sobretudo os da Casa do Benfica em Tondela, Luís Andrade chegou, viu e venceu. Com um futebol dinâmico, ambicioso e sempre focadas na vitória, as nossas atletas proporcionaram um grande espectáculo. A missão era muito difícil, mas foi cumprida com entrega total até à última gota de suor. Todos vimos como as nossas heroínas deixaram tudo em campo. Cada lance foi disputado com bravura, cada ataque foi gizado com inteligência, e quando foi preciso defender, a equipa funcionou como um bloco intransponível, bloco esse superiormente comandado por uma inspirada Dani. O resultado só peca por escasso, foi tal a superioridade evidenciada pela nossa equipa. É um regalo ver jogar esta equipa do SL Benfica. Elas são um dos nossos cartões de visita de novo Benfica. A forma como encaram a alta competição devia servir de lição e muitas estrelas de pacotilha que pululam por ai. Uma nota para Dolores Silva, a jogadora do SC Braga que no final teve o fair play de reconhecer o mérito do SL Benfica e de dar os parabéns. Uma lição para o seu treinador, que revelou um mau perder que fica mal a quem foi recentemente eleito o treinador do ano na gala das Quinas de Ouro. O título deste artigo é dedicado a Fernando Tavares, o nosso vice-presidente, que no final do jogo me respondeu à mensagem de parabéns da seguinte forma - missão cumprida. São já três os títulos conquistados. Agora, vamos tratar do Campeonato."

Pedro Guerra, in O Benfica

Mentes brilhantes

"Uma das primeiras coisas que aprendi desde que me lembro de ser gente foi a não julgar ninguém pela aparência. Lições antigas e sábias que os avós passavam aos netos pro educação, mas que tinham por trás a sabedoria de que uma pessoa é muito mais do que aparenta ser, mesmo quando os sinais que fisicamente comunica aparentam indicar o contrário.
Este é um dos grandes dramas da deficiência e uma injustiça social cruel. Mas o que faz, para lhe reagir, um cérebro humano encerrado num corpo que não lhe permite dar expressão ao pensamento= Às vezes nem comunicar...
Encontra o seu caminho e engenha estratégias de evasão verdadeiramente extraordinárias que orgulham o ser humano de ser capaz destas mentes brilhantes. Não resisto a contar um episódio.
O meu amigo M... dirigente num ministério do governo romeno, é um jovem brilhante, extremamente observador (sim: observador!) e duma criatividade sem fronteiras. Simultaneamente, é um dos técnicos com maior preparação teórica e qualidade intelectual que conheci. Por ocasião de umas conferências em Bruxelas, assistimos juntos a um desenrolar de projectos em várias línguas que se sucediam por grupos de seis a que se seguiram esclarecimentos e discussões. Para meu espanto, lá estava o M... a questionar os conferencistas um por um, de forma pertinente e incisiva. Não resisti e comentei: 'Mas, se tu és cego, como é que fazes?' A resposta foi desconcertantemente simples: 'Crio um ficheiro na minha cabeça por cada conferência e vou construindo uma espécie de apresentação em slides. Depois volta lá e retomo',
Conto este exemplo vulgar, do dia a dia, para evitar comparações fáceis com académicos brilhantes, prémios Nobel e cientistas de corpo encarquilhado e fala distorcida para quem a maior parte da humanidade olharia com compaixão e alguma 'superioridade' e a quem, no entanto, deve muita da sua evolução tecnológica e científica.
Estas mentes brilhantes, turbilhões de sentimentos não raro conhecidas pelo seu mau feitio, não são imunes às paixões comuns como o futebol, sempre presente e desafiador dos sonhos. Neste caso, vivido com redobrada intensidade no fenómeno de projecção individual sobre os performers do sucesso, numa identificação com os jogadores de eleição que quase transporta para o campo, em jeito e velocidade, o que a mente quer fazer, libertando-a por momentos das correias que o corpo debilitado impõe. Quando acontece um golo, a explosão é imediata, e a alegria, intensa e genuína. Quando se entende e acompanha a estratégia e as tácticas, com pensamento matemático e observação científica, é no lugar do treinador que aterra o pensamento, pairando sobre o jogo como a águia que se ama e descortinando as opções do mister por entre alterações e resultados. Aí celebra-se a vitória duas vezes, com a alegria efusiva do 'soldado' e com a serenidade inteligente do 'general'. Quando assim é, tornar-se inevitável elevar o treinador à condição de ídolo, porque os entendem os seus comos e porquês e porque a identidade e a pertença a algo tão grandioso como este clube exacerbam sentimentos e desencadeiam acções.
Depois, é pegar na engenharia, informática neste caso, e usar as suas técnicas para fazer arte e dar expressão à criatividade, ultrapassando uma vez mais os limites do corpo, o tremor das mãos, a inconsistência do traço, o cansaço extenuante. Nova estratégica: decompor o retrato, matematicamente analógico imaginado a traço contínuo, numa nuvem densa de pequenos pontos com descontinuidades, matematicamente digital, onde o cérebro humano consegue ler o reconstituir o retrato figurativo. Era isso que faria um computador ao criar uma imagem digital do retrato do mister com uns milhões de pixeis, mas aí não haveria esforço nem arte, nem conquista. Aí não sobreviria a superação de conseguir por cima das limitações do corpo e da dor insuportável a cada duas horas de trabalho, dia após dia, até ver o sorriso do treinador do Benfica emergir por entre legos e coroar a conquista ao entregar-lhe o retrato em mãos no Caixa, ambos como vencedores!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Em português

"Enquanto na semana passada, com a ausência de jogos do Futebol sénior da nossa Equipa de elite, vivíamos dias atípicos em Portugal, obviamente devemos destacar no plano desportivo a notável conquista da Supertaça consumada pelas 'Papoilas': as nossas campeãs da Equipa principal de Futebol Feminino coroaram a sua primeira época de actividade de modo verdadeiramente histórico, ao vencerem o conjunto do Sporting Clube de Braga, no jogo definitivo entre os clubes campeões nacionais da Primeira e Segunda Divisões que voltavam a defrontar-se nesta final, depois de já termos conquistado também o Campeonato da segunda linha, bem como a Taça de Portugal, de forma igualmente concludente e implacável. Este terceiro título consecutivo ganho num primeiríssimo ano de acção, em todas as três competições disputadas - das quais, dois torneios incluíam equipas de divisões distintas - representará, tanto quanto me é dado conhecer, um registo inédito na História do Sport Lisboa e Benfica e, talvez mesmo, nunca antes alcançado, em moralidade alguma, no palmarés desportivo nacional.
Se estas três primeiras vitórias representam inequívocos significados de competência estrutural e de talento e capacidade desportiva que nos enchem de orgulho, às vésperas do inicio da segunda época de trabalho, o 'Benfica-Mulher' irá agora partilhar pela primeira vez, e por adquirido direito próprio, a competição mais relevante e as restantes, em que, finalmente, passa a defrontar regularmente os mais importantes conjuntos femininos do nosso país. Os Benfiquistas sentem-se confiantes na eficácia dos métodos e nas escolhas que a estrutura das 'Papoilas' estabeleceu para o futuro imediato das nossas equipas femininas. Tanto mais que, como estou seguro, as nossas meninas estarão avisadas de que a partir de agora as suas responsabilidades se encontraram num plano mais elevado, para o que não existe aqui qualquer outra solução relativamente à gestão das nossas mútuas expectativas: o registo de exigência dos adeptos do Benfica já se ajustou completamente ao que elas já tiveram o enorme mérito de atingir...
A impressionante hospitalidade que envolveu a relevante embaixada do Benfica presidida por Luís Filipe Viiera na viagem à capital de Cabo Verde confirma em absoluto os poderosos laços de afecto e dedicação que ligam os nossos irmãos ao Benfica e que hão de amarrar para sempre o Campeão dos Campeões ao admirável país do arquipélago. 'Não se pode descrever o que nos deram a sentir!', diz-me alguém que participou da inesquecível viagem à Cidade da Praia, para inauguração da primeira Casa do Benfica 2-0.
E eu acredito; sobretudo a avaliar pelo conjunto de reportagens dos enviados da BTV e de outros canais de televisão, em que eram evidentes e constantes os testemunhos de entusiasmo e vibração benfiquista da população praiense. Nesta mesma semana, mas noutra paisagem africana, também foi comovente uma impressiva evocação que o Papa Francisco entendeu dever fazer em língua portuguesa, no ambiente próprio, em Moçambique, do nosso saudoso Eusébio e, de modo directo, ao grupo de homens que o acolheu em Portugal, de modo a lhe permitir realizar os seus sonhos pessoais...
Esta semana, afinal, deu-nos sinais muito claros e muito bonitos e voltou a apontar-nos os caminhos que há muito são evidentes para os Benfiquistas: somos mais 'globais', e portanto mais fortes ainda, quando falamos em português. Quando falamos e ouvimos sobre os nossos. E com os nossos. Em português."

José Nuno Martins, in O Benfica