Últimas indefectivações

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Goleada...

Benfica 15 - 3 Riba d'Ave


A grande nota de destaque, foi mesmo o facto do Benfica ter estado a perder por 0-1 !!!
Vitória normal, nas véspera da visita a Barcelos, um dos jogos mais complicados até ao final da época... A derrota desta noite do Barcelos em Oliveira de Azeméis. não quer dizer nada, para o desfecho do jogo de Domingo!

Vitória, numa má 2.ª parte...

Benfica 26 - 24 Fafe
(17-12)

Depois da extraordinária vitória no fim-de-semana, uma 2.ª parte muito fraca... mas deu para vencer!!! Esta gestão entre a Europa e os jogos do Campeonato são sempre complicadas, em todas as modalidades...

Jornada de nortada

"Continua o paupérrimo fadário do líder à condição. «Estamos na posição que queremos», disse Espírito Santo, depois do Tondela (será o 2.º lugar?). «Benfica sob pressão», clamam os jornais, como uma novidade para o clube que, jogando antes ou depois, tem a (boa) pressão de vencer. Diz outro, depois do jogo em Braga: «Benfica volta a ser líder» (mas tinha deixado de o ser?).
O Benfica superou, com dificuldade, o SC Braga, graças a um notável golo helénico. A insensatez da nomeação de Tiago Martins só é comparável à imprudência de autorização para que dois árbitros considerados mais apetrechados fossem arbitrar uns joguinhos secundários para as Arábias. Felizmente, as coisas correram bem ao árbitro, que deve agradecer a Mitrolgou ter passado para a badana do jogo um penalty não assinalado sobre Salvio.
O FC Porto estará grato a Luís Ferreira, que viu um penalty que ninguém vislumbrou e expulsou um jogador do Arouca que tinha acabado de receber uma chapada de um artista.
Soares é um jogador de qualidade e bastante fogoso. Mas, lá que é artista é. Usa e abusa dos braços, como ninguém, finge com mestria e aproveita a indigência arbitral. Vai longe, o rapaz.
O juiz que o premiou foi o mesmo dos golos ilegais no Benfica-Boavista. Por exemplo, não viu uma grosseiríssima falta que precedeu o 1.º golo dos axadrezados. Enfim, duas vistas diferentes: uma (boa) vista para os ilusionismos de Soares e uma vista (alegre) para uma clamorosa falta na Luz. Uma coerência hiperbólica e nada enviesada! Também vai longe, este jovem!"

Bagão Félix, in A Bola

A miúda do bar

"A propósito da metáfora da miúda do bar, de Sampaoli, recuperada por Jorge Simão, podemos imaginar um outro bar que tinha sempre o mesmo número de clientes, 18, mas uma só miúda.
Todos a miravam e desejavam, mas ela não podia ser de ninguém, tinha de ignorar as cantigas do bandido, os piropos, os olhares sedutores ou as abordagens mais ousadas e assertivas. Quando ela retribuía o flirt com um sorriso, eles sentiam-se nas nuvens e elogiavam-na, quando ela lhes fazia má cara, eles não escondiam a ira e acusavam-na de gostar mais dois outros. Entre os três clientes VIP do bar, Benfica, FC Porto e Sporting, a rivalidade em relação à miúda ganhava ainda maiores proporções. Várias vezes se exaltavam e discutiam. A dada altura, Sporting e FC Porto andavam particularmente, irritados, achavam que a miúda só tinha olhos para o Benfica, que não lhes ligava, que os tratava mal, que fazia amor com o Benfica na casa de banho. Houve um dia até que o Sporting perdeu a cabeça e perseguiu a miúda pelo bar, tentando tirar satisfações, sensivelmente na mesma altura em que estiveram no local uns amigos do FC Porto para intimidar a miúda e dizer-lhe para ter atenção ao que andava a fazer. Coincidência ou não, a relação da miúda com o Benfica ficou condicionada desde então, não mais conseguiu olhá-lo nos olhos, ficou fria e até bruta às vezes. Como se a forma certa de reagir fosse tratar mal o Benfica, ao invés de simplesmente dos rivais (a existirem razões de queixa). No início, o Benfica nada disse, para não estragar o ambiente no bar, mas às tantas sentiu-se de tal forma incomodado que deu um murro na mesa. O Sporting encostado ao balcão, não se conforma com a atitude daquela miúda que, no seu entender, ano após ano, lhe destrói os sonhos e aspirações de conquista. O FC Porto agora diz que já está tudo bem, e se for apanhado a fazer amor com a miúda na casa de banho, é até capaz de jurar que nada de mais aconteceu.
Quase me esquecia de mencionar o nome da miúda: arbitragem."

Gonçalo Guimarães, in A Bola

A sandes e o pão

"O mundo riu-se quando viu o guarda-redes suplente do Sutton, Wayne Shaw, 140 quilos e 47 anos bem vividos, a comer uma sandes no banco durante o jogo da sua equipa frente ao Arsenal, para a Taça de Inglaterra. Os ingleses gostam de apostar e fazem-no em todo o mais alguma coisa e até alguém se tinha lembrado de colocar um item com esta possibilidade num site da especialidade. A suspeita levantou-se e Wayne Shaw, segundo um comunicado do Sutton, «renunciou ao seu lugar no clube». Forma britânica e pomposa de dizer que se despediu; foi-se embora.
Afinal, a gula do enorme - em tamanho - keeper pode não ter sido assim tão inocente? Pelo meio, ficou a frase genial do seu antigo companheiro nas camadas jovens do Southampton, Alan Shearer: «Eu segui o meu sonho até à Premier League; ele seguiu a carrinha de hambúrgueres». Inocente ou não, o episódio globalizou-se e Wayne até pode ter ganho alguns trocos com a brincadeira.
Trocos ou pouco mais do que isso é o que ganham a maioria dos jogadores das divisões secundárias em Portugal. Muitos, imensos, correm atrás do sonho e dos milhões ganhos por uma minoria. O sonho alimenta a alma, mas com poucos mais de €600 por mês e, muitas vezes, com salários em atraso, os pensamentos que lhes bailam na cabeça, por mais belos que sejam, não chegam para confortar minimamente o estômago.
Desta realidade até ao aliciamento por parte de quem quer ganhar dinheiro fácil o caminho para a padaria será sempre mais curto do que até ao sonho, depende da consciência de cada um. Com famílias para sustentar e com a conta bancária a zero ou perto disso, não será fácil resistir à tentação. Às instituições que regem e gerem o futebol nacional urge tomar medidas; às autoridades estarem alerta. Sob pena de que, como diz Sérgio Godinho, estar tudo à espera do comboio na paragem do autocarro."

Hugo Forte, in A Bola

Flow: ingrediente secreto de um desempenho de excelência?

"Ederson Moraes e Rui Patrício (ainda esta semana), Telma Monteiro, Roger Federer, Nelson Évora e tantos outros atletas tem oferecido aos adeptos do desporto em geral, de uma forma mais ou menos consistente, a possibilidade de apreciar a expressão máxima da eficiência do corpo humano, manifesta através da exibição de performances de excelência.
Desempenhos de excelência evidenciam uma sintonia perfeita entre a mente e o corpo onde, de facto, se observa um movimento imperturbavelmente fluido e muito próximo da perfeição.
Contudo, desempenhos extraordinários não são apenas uma "dádiva" que acontece no desporto - na realidade, em qualquer área de performance, na minha e na sua vida, todos nós acabamos por vivenciar momentos quase "mágicos" onde tudo parece bater certo, às vezes, sem esforço evidente. 
Em 1990, Csikszentmihalyi, estudando um dos percursores da "felicidade", introduziu o conceito de estado de Flow como "um estado em que as pessoas estão tão envolvidas em uma actividade que nada mais parece importar e onde a experiência é tão agradável que as pessoas continuarão a fazê-lo, mesmo a um grande custo, pelo simples motivo de fazê-lo ".
Desde então, o contexto desportivo tem-se interessado na expressão do Flow no desempenho desportivo, sendo comunmente descrito com "um estado no qual um atleta realiza o melhor de sua capacidade (...) um lugar mágico onde o desempenho é excepcional e consistente, automático e fluido, onde um atleta é capaz de ignorar todas as pressões e deixar seu corpo entregar o desempenho que foi aprendido tão bem tornando a competição divertida e excitante. "(Murphy, 1996).
Estas experiências, de profunda imersão numa actividade onde se retira um imenso prazer no exercício dos skills específicos, resultam muitas vezes em estados alterados de consciência, na medida em que os atletas chegam a ter distorções de tempo, espaço e, inclusivamente, da percepção de fadiga física. 
Por esta razão, muito frequentemente, também desconhecem como é que este estado emocional se activa, revelando-se muitas vezes, quase involuntário e inconsciente - o que traduz, na prática, que o atleta não sabe genuinamente como o activar. Csikszentmihalyi caracterizou este estado emocional com as seguintes características:
* completa concentração na tarefa
* objectivos claros e feedback imediato
* distorção temporal (percepção de tempo acelerada ou lentificada)
* extraordinariamente compensador por si só
* sem perceção de esforço e com grande facilidade
* nível de desafio e de competências perfeitamente equiparado
* consciência e ação num só movimento, sem percepção de "ruído" externo (ex. publico) ou interno (ex: ansiedade)
* sensação plena de controlo sobre tudo o que está a acontecer.
E é aqui que se inicia o desafio para qualquer atleta...
Como aprender treinar tudo isto?
Qualquer uma destas alíneas compreende o exercício de uma série de competências psico-emocionais que os atletas (poderíamos estar a falar de treinadores, bailarinos, gestores, médicos... porque se trata de performance, independente do contexto em que ocorre) irão aprender, ora mais rápido ora mais lento, maioritariamente por tentativa e erro, à medida que os seus níveis de auto-consciência e auto-regulação se vão tornando mais eficientes.
Por esta razão, e quando de alto nível se trata, a vertente psico-emocional torna-se determinante para que o atleta consiga obter performances consistentemente (entenda-se, dentro de cada competição e entre competições) de nível superior, favorecendo o aumento da frequência de desempenhos extraordinários (em estado de Flow).
Por esta razão, e muito frequentemente, uma das principais características que estes atletas evidenciam, desde cedo (e não apenas quando estão já num patamar mais elevado), é uma enorme curiosidade pela optimização de todos os processos que potenciam a exibição de performances consistentemente elevadas, socorrendo-se, para o efeito, de áreas tão distintas como a Fisiologia, a Nutrição e a Psicologia...
Até porque, como se bem sabe, para termos todos os recursos cognitivos e emocionais "intactos", que garantirão o exercício de skills tão distintos como a capacidade de tomada de decisão ou de gestão de stress e ansiedade, é preciso haver um equilíbrio cirúrgico com a nossa energia fisiológica.
Sendo que, em última análise, e como tem sido frequentemente relatado por atletas de alta competição, a Excelência resulta de um movimento fluído e uníssono entre corpo e mente, onde, muitas vezes, esta última acaba por resgatar um corpo que nem sequer está no seu "estado óptimo", na direcção de uma Performance Extraordinária."

Algo se passa com Bernardo Silva

"Há muita gente a falar dele e a elogiar o que o português tem feito nos últimos tempos. Bernardo Silva só tem ouvido coisas boas de Guardiola, Leonardo Jardim, Moutinho, Valdo, Raymond Domenech e de quem joga com ele, no AS Monaco. Já não estamos no tempo em que os amigos iam ao Seixal com um cartaz a dizer “Mete o Bernardo” por ele passar muito tempo no banco

É a capa da France Football, em que aparece esta terça-feira. É uma entrevista em estilo reportagem, num dos principais canais de desporto francês, que fala com ele, vai atrás dele e pergunta a pessoas importantes sobre ele. É Pep Guardiola, o génio que está careca de pensar tantas horas sobre futebol, a usar a palavra “fantástico” para o elogiar. Algo se está a passar, porque, na mesma semana, todos se centram na mesma pessoa. Num mesmo rapaz.
É mais ou menos como as tais canções que, em semanas, são ouvidas por tudo quanto é gente, têm um som de vício fácil, vão à boleia do passa-palavra e, de repente, passam a estar na moda. Quando ouvimos falar nela, também queremos ouvi-la para descobrirmos o que justifica tanto alarido.
E se há tanta coisa a dizer-se sobre Bernardo Silva, é preciso saber do que se trata.
Sabíamos, de antemão, que o português está na terceira época em França, a jogar no clube de um sítio, o Mónaco, que liga mais ao dinheiro, à classe e aos caros prazeres da vida, do que ao futebol. Decorámos o início da história dele, um miúdo que apesar do talento, da reputação de ser promissor e do amor ao clube em que cresceu, saiu do Benfica, onde nunca jogava e, nos treinos, era posto a lateral esquerdo pelo treinador que só destorceu o nariz a médios pequenos e franzinos quando eles se chamavam Aimar ou Gaitán.
Fomos vendo como ele foi posto à direita do ataque de uma equipa em que se tornou bem mais titular do que suplente. Em duas épocas, esteve em mais de 40 partidas, marcou 17 golos, inventou passes para dezenas de outros e fez-se importante.
Até que, esta temporada, começámos a descortiná-lo como talvez o melhor na equipa que, só agora, está a recuperar de uma ressaca – depois de se ter embriagado na ideia de tentar ser a melhor com os milhões de um investidor estrangeiro, que entretanto sumiu e deixou o Monaco a viver acima das suas possibilidades.
Agora, eles são os líderes do campeonato francês, são quem mais golos marca na Europa (108, em 41 jogos) e são elogiados por todos os lados. A maior quota-parte das coisas boas que têm sido ditas está com Bernardo Silva. E não foi apenas a France Football, a Téléfoot ou Pep Guardiola. Há outras pessoas que têm ajudado a montar o pedestal onde o português parece estar a ser elevado.
Tipos como João Moutinho, que joga com ele e imagina-o a “aproximar-se” do nível de “Messi, Eusébio, Cristiano Ronaldo, Maradona e Pelé”. Ou Raymond Domenech, antigo seleccionador francês que, há menos de um mês, escreveu isto:
“Toda a gente o vê, Bernardo Silva tem o génio. Não se envolve em escândalos sexuais, não tem nenhum corte de cabelo extravagante, não faz declarações intempestivas, não tem problemas com o fisco. Tem apenas o seu talento, que usa para deleite do AS Monaco.”
No fundo, passa-se que o pequenote, que teve de sair do clube cujo lema tem tatuado no braço, está na moda em França. O que se percebe, pois Bernardo Silva joga muito na equipa que joga ainda mais, e tem aparecido nos jogos que mais interessam e nos quais mais gente está interessada – marcou ao Marselha e ao PSG, na liga francesa, e ao Villarreal, ao Tottenham e ao CSKA, na Liga dos Campeões.
É tão decisivo que, aos 22 anos, quem joga todos os dias com ele, no Monaco, o descreve como “um pequeno fenómeno que é capaz de eliminar dois ou três jogadores numa jogada” (Djibril Sidibé), ou alguém que “não está no mesmo planeta que nós” (Thomas Lemar). E o português que só é campeão europeu de sentimento, como nós, e não de título e medalha ao peito por culpa de uma lesão que o tirou dos convocados, é alguém humilde, que se dá bem com toda a gente e uma excelente pessoa.
Miguel Herlein lembra-se dele assim, dos tempos em que galgaram os degraus da formação no Benfica e antes de um ir para Penne, nas divisões inferiores de Itália, e o outro para o meio de elogios e comparações com antigos craques.
“Respeitava tudo e todos, sempre foi um exemplo nesse aspecto. No campo era o que se vê hoje: um jogador com uma técnica fora do normal, que desfruta sempre que entra em campo. Dava gosto vê-lo jogar e agora ainda dá mais. Está mais maduro, muito confortável com a bola nos pés. Já são muitos jogos nas pernas ao mais alto nível, mas continua a ser quem era, um jogador de equipa, que ajuda sempre com golos e assistências”, descreve-o, com base na experiência que teve com Bernardo.
Foi mais na adolescência tardia, conta, que ele começou a ser como é agora. Bola no pé esquerdo, evadir adversários, ludibriá-los com o engodo do corpo e de simulações, inventar um princípio, um meio e, às vezes, um fim para as jogadas.
“Nos treinos, gostava de fazer cuecas, até que alguém lhe desse um carrinho sem maldade. Principalmente a partir dos juniores, já víamos o Bernardo, nos jogos, a ter a qualidade que podia fintar três ou quatro, mas que depois podia dar em golo ou assistência”, garante Miguel, que, na altura, era próximo de Bernardo, o miúdo de colégio, que “tinha cabeça, sempre estudou, entrou na universidade e continuou a jogar” e a apanhar “todos os dias o barco de Lisboa para o Seixal”
Miguel sabe como Bernardo nem sempre foi como é hoje, um pequeno genial que ninguém discute na equipa em que está. Ele exalta-o por nunca se ter deixado de dedicar, ao máximo, aos estudos e ao futebol, mesmo quando os livros lhe pareciam dar mais retorno que as chuteiras.
“Quando jogámos juntos, o Bernardo era um ano mais novo e não estava a jogar. Os amigos dele levaram um cartaz ao Seixal a dizer: ‘Mete o Bernardo’, ou algo do género. Não me recordo bem. No ano a seguir, o Bernardo é capitão e número 10, com o mesmo treinador. Alguma coisa esse cartaz deve ter valido, por isso tem que agradecer aos amigos dele”, lembra.
E se calhar é isso que se passa com Bernardo Silva.
É alguém que insistiu, não deixou de ser dedicado, disse até já ao sítio que gosta e onde, um dia, quer retornar, para se esforçar em ser o que cada vez mais parece ser - mais um craque português de quem muito boa gente está a falar, e elogiar."

Benfiquismo (CCCLXXXVI)

Pedalando...

105x68... liderança

Vontade de vencer...!!!

PSV 1 (4) - (51  Benfica

Depois do 'azar' num sorteio, com três eliminatórias fora...; agora, para compensar, temos tido a 'sorte' dos penalty's...!!!
Pessoalmente, sempre defendi que as decisões dos penalty's raramente se decidem por 'sorte' ou 'azar', é acima tudo uma questão de treino, e de mentalidade vencedora... e nesta equipa, vontade de vencer não falta!!!
Destaque óbvio para o Fábio Duarte, que defendeu o penalty que daria a vitória ao PSV e logo a seguir defendeu o penalty do nosso contentamento!!!

Antevi problemas no meio-campo, com a ausência do Florentino, e realmente tivemos alguns problemas... mas mesmo quando o PSV dominou mais, criámos sempre perigo... e se o critério disciplinar tivesse sido 'normal' o jogo até teria sido mais 'fácil'!!!

Amanhã saberemos os nossos adversários dos Quartos: CSKA-Rosenborg... mais uma vez, fora!!! Depois de duas eliminatórias decidas nos penalty's, fora, tudo é possível...


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Traçando no firmamento orbitas arbitrárias...

"Nenhuma filósofo seria capaz de explicar Fernando Chalana. Só os poetas! E poetas enormes, diria até que radicais. «Cada degrau que sobe na torre da sua perfeição é às custas da luta que trava com um duende...»

Quem viu jogar Fernando Chalana devia guardar essas memórias como um quadro valioso que se pendura na memória de toda uma existência. Eu vi-o jogar. Muitas e muitas vezes. Ainda éramos ambos meninos, ou pouco mais, afinal temos praticamente a mesma idade, ele trocava os olhos aos adversários, trocava os olhos aos a nós que, nas bancadas da velha Luz, nos juntávamos aos milhares, e corria livre sem que ninguém lhe pudesse tocar, como um fantasma, ou melhor, como uma sombra que se desprendesse do corpo assim à maneira de Peter Pan, o rapazinho que não queria crescer. Sempre gostei de saber poemas de cor - dificilmente há melhor exercício para a memória - e Chalana era como um poema de Torga que começa assim:
«Joga a bola, menino
Dá pontapés certeiros na empanturrada imagem deste mundo».
Fernando Chalana dava pontapés num mundo empanturrado de vaidades - ele que é o jogador menos vaidoso que alguma vez conheci, embora tivesse todas as razões para exibir uma certa vaidade - e fintava a verdade. Digo que fintava a verdade porque era, também, o rei da fantasia. Isto é, fazia fintas impossíveis, assim como quem vai e depois já não vai, a bola colada aos pés como se fosse por um elástico, de repente dava a sensação de que fugia ao seu controlo e, logo em seguida, regressava obediente e submissa, como um cachorrinho vadio, diria Nelson Rodrigues.
Nelson Rodrigues: o mestre da crónica. Ele seria capaz de escrever prosas formidáveis sobre esse talento sem fim que se chamou Fernando Albino de Sousa Chalana, nascido no dia 10 de Fevereiro de 1959, no Barreiro. Ele escrevendo prosas formidáveis, e eu envergonhado por não saber escrever assim, tão cheio de imagens ajustadas e de preciosidades literárias. Por isso, para falar de Chalana invoquei o Torga:
«Traça no firmamento órbitas arbitrárias
onde os astros fingidos percam a majestade».
Sim, havia em Chalana a majestade simples dos astros verdadeiros e não fingidos. E, depois, o seu firmamento estava no drible, perfeito, desconcertante, quase maldoso. Eu digo quase maldoso e insisto: onde parecia haver maldade era só divertimento puro de um menino que joga a bola até se perder na eternidade.

Corre, Chalana, corre...
Quem viu jogar Fernando Chalana, guarde-o também na parece branca da saudade. Aquela forma de encantar a bola, hipnotizando-a, fazendo-a correr por aqui e por ali, às vezes conduzida pelo seu pé direito, por outras vezes agarrada ao seu pé esquerdo como os garotos que se penduravam na boleia do eléctrico da Gomes Freire. Em seguida, subitamente, o passe, o centro, o remate. Raramente violento, que ele amava tanto a bola que não seria capaz de tratá-la dessa forma. Quase sempre certeiro, porque era um matemático do futebol, um geómetra do jogo, um assombroso movimentador de tudo o que, em seu redor, ansiava por movimento. Toda a gente obedecia às suas órbitas arbitrárias: companheiros, adversários, público... Os olhos fixavam-se na sua dança enlouquecida por espíritos, pelos seus bailados de duende de Lorca, esse poder misterioso que todos sentem e nenhum filósofo se explica. Nenhum filósofo seria capaz de explicar Fernando Chalana. Só os poetas! E poetas enormes, diria até que radicais. «Cada degrau que sobe na torre da sua perfeição é às custas da luta que trava com um duende, não com um anjo, como se diz, nem com a sua musa». Era Lorca, que o escrevia. Quando Chalana joga, mesmo que apenas nas lembranças, deixem falar os poetas. Joga a bola, menino! E ele jogava...
Perseguido por opositores fantasmagóricos, incorpóreos - atravessava-os a todos, por dentro e por fora,a bola sempre companheira, enlevada, encantada com a ternura dos seus pés esquerdos e dos seus pés direitos - Chalana tinha dois pés exactamente iguais, não vale a pena tentar distingui-los. E ia, ia sempre! As pessoas levantavam-se dos seus lugares fascinadas pelo ilusionismo da sua passada leve, um tudo-nada acima da Terra que é o que sucede aos imortais. Vejo-o ainda, vejo-o sempre. Ele não se repete.
«Brinca na eterna idade
Que eu já tive e perdi
Quando, por imprudência, saltei o risco branco da inocência
E cresci»."

Afonso de Melo, in O Benfica

Criativo e ambicioso

"Otto Glória, o 'rapagão moreno' de 'bigode algo cinéfilo' que reformulou o futebol português e ainda fez uma 'perninha' no basquetebol

Na manhã do dia 24 de Junho de 1954, 'tinha o sol despontado há pouco no horizonte', aterrou no Aeroporto de Lisboa 'um poderoso avião da «Panair»'. Dele sairia, momentos depois, 'um rapagão moreno, bigode algo cinéfilo e um sorriso simpático nos lábios'. Era Otto Glória.
Natural do Rio de Janeiro, Otto Martins Glória (1917-1986) cedo começou a praticar futebol e basquetebol até que, com apenas 24 anos, decidiu abandonar a carreira de atleta e optar pela de treinador. Como técnico alcançou renome internacional e, aos 37 anos, atravessou o Atlântico para 'concertar' o futebol benfiquista, que se encontrava estagnado há alguns anos, e acabou por influenciar a reformulação em todo o futebol português.
Criativo e ambicioso, trouxe para Portugal algumas ideias até então desconhecidas. Começou por criar o Lar do Jogador, que permitia 'uma cautelosa fiscalização dos hábitos de vida' dos atletas, e redigir um regulamento disciplinar, que previa multas para quem o infringisse. Nesse regularmente, 'entre outras coisas, ficava assente que, a partir daquela altura, os jogadores ficavam proibidos de frequentar boîtes'. Otto Glória foi ainda fundamental na implementação do profissionalismo, que permitia 'um regime de treinos mais apertado' e consequentemente, resultados mais positivos.
Depois de cinco épocas ao comando dos 'encarnados' (1954/55 - 1958/59), treinou o Belenenses, o FC Porto, o Sporting e a Selecção Nacional na fase final do Campeonato do Mundo de 1966, regressando à Luz anos mais tarde (1967/68 - 1969/70).
No entanto, no Benfica, a influência positiva do brasileiro não se ficou pelo futebol. Na época 1955/56, foi convidado a orientar, durante alguns meses, a equipa de basquetebol para trabalhar a finta e outros 'pormenores de técnica individual'. Foi enquanto treinador de basquetebol que Roland Oliveira o fotografou no dia 27 de Março de 1956. No Pavilhão dos Desportos, antes do jogo frente ao Clube Nacional de Natação para o Campeonato Nacional, Otto Glória dava indicações ao 'cinco' encarnado, composto por (da esquerda para a direita) João Pires, Bento Lopes, Vítor Pinto, Sande Freire e Bernardo Leite.
Pode ver estas e outras fotografias na exposição Roland Oliveira, em exibição na Rua do Jardim do Regedor, em Lisboa."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

Com Rafa a questão não é o ponto de partida, é o fim

"Escolhido novamente para fazer de Jonas, e logo para um regresso sentimental a Braga, Rafa Silva voltou a ficar aquém das expectativas que o próprio alimenta sempre que entra em campo.
Os adeptos benfiquistas saltam da cadeira a cada arrancada, os rostos adversários fecham-se na necessidade de o travar o quanto antes. A fruta é muita mas o sumo tem sido pouco, se tivermos o potencial numa mão e o chapéu ao Tondela na outra.
O papel de segundo avançado parece “amarrar” Rafa, ainda que os jogos com Dortmund e Sp. Braga antecipassem mais espaço para as transições. Se no encontro europeu o Benfica nunca conseguiu contornar a pressão alemã, e por isso Rafa nunca entrou no jogo, no regresso ao Minho foi por fora que o vimos sobressair.
Só que na maior parte dos jogos o Benfica precisa de um segundo avançado que desequilibre em pouco espaço e que marque em poucos remates, e não tanto assim de um jogador que explore a profundidade e apareça nas alas. Jonas é Jonas, Rafa é Rafa. Entrar em comparações é injusto, olhar para as diferenças é natural.
As memórias do Sp. Braga de Paulo Fonseca também remetem Rafa para a ala. A sair da esquerda para o meio, mais virado para o jogo, mais virado para a baliza. Mas já aí olhar para a posição de Rafa era olhar para o acessório e não para o essencial.
Então como agora, a questão em torno de Rafa não é o ponto de partida. É o fim. A finalização, mas acima de tudo a definição. A execução, mas acima de tudo a decisão. Aos 23 anos vai muito a tempo de conseguir domar esta ansiosa relação entre mente e pernas. Quando/se o fizer, arrancará para outro patamar."

Mitroglou: o homem que pouco ri, pouco fala, pouco corre - e que marca muito

"Pode ter um visual de quem parece não ter amigos. Ou, como diz Paulo Machado, que jogou com ele no Olympiakos, de quem parece “que o foram buscar à rua”. Mas Kostas Mitroglou, o grego que decidiu as últimas duas vitórias do Benfica, é alguém relaxado, brincalhão e com uma personalidade “de partir a rir”

caminhava, mal sabia falar e, do nada, aterrou num país esquisito.
Os pais resolveram emigrar. O rebento sem noção de coisa alguma foi com eles, seguiu-os de arrasto. É por isso que hoje, perguntada sobre entrevistas de um certo futebolista, a internet responde-nos com mais exemplos de um grego a falar alemão do que de um grego a falar a língua da terra dele. Mitroglou tinha dois anos quando chegou à Renânia do Norte-Vestfália, nome da província que guarda a maior fatia de população na Alemanha.
É uma terra fria, por vezes gélida, onde o trato das pessoas pode ser como a temperatura que se encontra na rua. Era tudo diferente e distante de Kavala, a pequena cidade colada à praia que nem a cem mil habitantes dá abrigo, onde ele nasceu. É talvez por ter levado com este contraste em criança que Kostas Mitroglou é como o vemos a ser hoje – homem de poucos sorrisos, com cara fechada, não muito reactivo com emoções, algo taciturno e que nos faz sentir sortudos por o apanharmos a sorrir. 
No último ano e meio, vimos os dentes do grego 45 vezes, não mais do que isso. É o número de golos que leva marcados no Benfica, o último rematado no domingo, em Braga, que o fez abrir os lábios e mostrar-se feliz durante aqueles segundos de euforia, felicidade e descontrolo que ninguém sabe bem descrever, quando se tem a culpa de uma bola de futebol entrar na baliza.
Quando isso acaba, Mitroglou volta, sempre, a ser ele próprio.
Alguém com um os braços negros, forrados a tatuagens, com uma barba pontiaguda no queixo, um cabelo preso à brilhantina. O visual inusitado de quem parece um feiticeiro indeciso entre a escuridão das trevas ou a luz do lado bom da força.
É um look que Mitroglou nutre há muito. Paulo Machado diz que o grego faz por mantê-lo desde que começou a aparecer-lhe algo na cara. “Com esse visual todo, às vezes até lhe dizia que ele tinha de mudar um bocadinho. É assim desde que a barba lhe cresceu. Começou a ganhar barba e não mudou, nunca mais a cortou”, conta o português, que hoje está em Zagreb, a jogar no Dínamo, mas que partilhou época e meia com o avançado helénico, no Olympiakos.
A aparência de Mitroglou, de início, não o espantou, porque Paulo Machado é quem é e, na altura, “era sempre o palhaço da equipa”. Portanto, vendo um grego algo calado e reservado, cedo se começou a meter com ele. “Mitrogooolo, Mitrogooolo”, chamava-lhe, logo ao início. “Às vezes, na brincadeira, até lhe costumava dizer: ‘Pareces um talibã, ouve lá. Parece que te foram buscar ali à rua’. Ele não parece grego, nem nada. A família dele é grega, é turca, é tudo junto”, brinca o internacional português, antes de passar à outra parte pela qual o avançado dá nas vistas.
Os golos – que são muitos.
Ele começou a marcá-los na Alemanha, num clube pequeno chamado DSV Duinsburg, onde o Borussia Mönchengladbach foi caçar o jeito, os remates e as poucas palavras do grego. Os 14 golos em 33 partidas pelas reservas da equipa de nome comprido fizeram o Olympiakos pagar para devolver Mitroglou à Grécia. Mas ele, ainda miúdo, foi algo lento a provar que os euros pagos tinham razão.
A três temporadas e meia de um registo razoável de golos seguiram-se dois empréstimos seguidos, ao Panionios e ao Atromitos. O número de remates que interessam aumentou, mas a reputação que rebocava, difícil de mudar quando se cola a uma ideia, resumia que Mitroglou era um avançado que corria pouco sem bola, arisco a defender e com um feitio especial.
Em 2008, por exemplo, irritou Ernesto Valverde, treinador do Olympiakos, ao falhar um penálti no play-off de acesso à Liga dos Campeões quando não era suposto ser ele a batê-lo, segundo a hierarquia. “Não é aquele jogador que corre atrás. Quando eu ia à pressão, ele não ia. Mas quando era para jogar à bola, eu sabia que ele não a perdia”, resume Paulo Machado.
O português apanhou-o em 2012/13 e até janeiro da época seguinte, altura em que Mitroglou liderou sempre a corrida dos goleadores na Grécia e até se tornou no primeiro grego a marcar um hat-trick na Champions, ao Anderlecht:
- Eu sempre disse: não o queiram para correr e ir à pressão. Mas, quando tem a bola no pé, ele não a perde muitas vezes. No Olympiakos, se ele não corria muito nos jogos, imagine nos treinos. O problema era esse. Mas o que pedem aos pontas de lança? É para fazerem golos. E ele está lá para isso. A gente dizia-lhe que não precisava de correr, porque corríamos por ele. Tinha era que fazer golos.
Mitroglou fazia-os, cada vez mais e a um ritmo que começou a interessar a quem tem dinheiro. O grego preferiu tentar a sorte na Premier League, num Fulham a tremer contra a descida de divisão, em vez de permanecer num Olympiakos com presença nos dezasseis avos de final da Liga dos Campeões. Arriscou, não rendeu, foi despromovido e foi emprestado à casa onde o Benfica o foi buscar – para se voltar a fartar de marcar.
Os 45 golos em 76 jogos são o motivo de sorriso no homem que é raro vermos a sorrir. Mas é a reacção que ele provoca nos adeptos, sobretudo nos jogos em que, sem os golos do grego, o Benfica teria perdido ou empatado.
Aconteceu quatro vezes na época passada (V. Setúbal, Estoril, Sporting e Académica) e outras quatro na actual (Boavista, Borussia Dortmund e em dois encontros com o Braga). Mitroglou pode não ser dono dos pés mais assíduos em jogos europeus ou contra os grandes – tem seis golos repartidos pelo Sporting, FC Porto, Astana e Dortmund–, mas usa-os com fartura contra outros adversários, que contam o mesmo.
Vai com cinco bis e dois hat-tricks em Portugal, que têm feito com que Paulo Machado mantenha o hábito de pegar no telemóvel, teclar muito do mesmo e enviar mensagens ao amigo – “Mitrogooolo, Mitrogooolo”.
É como escrever que o grego tem sorrido muito e desfeito a cara séria que sempre o acompanha Escondido dos estádios cheios de gente e das câmaras de televisão, contudo, o grego é tudo menos carrancudo. “Ele é assim, não se ri muito cá para fora. Lá dentro é totalmente diferente. Ele é aquela pessoa que, olhando de fora, te faz dizer: ‘Este gajo não deve ter amigos’. Por causa da cara fechada que tem. Mas ele não é assim. Não é uma pessoa que goste de falar muito, mas gosta de brincadeiras”, garante-nos o português, que ainda se lembra dos primeiros tempos, em que Mitroglou, de bom grado, se entendia com ele com gestos e inglês enferrujado.
Do pouco que vê do Benfica, porque Paulo Machado é do FC Porto e não é dono de qualquer problema em dizê-lo - "Vejo o Benfica para ver se empata ou perde e o meu Porto passa à frente" -, o português reconhece que Mitroglou prospera mais se tiver “a qualidade de passe, os movimentos, o último passe e o facto de não perder muito a bola” de um certo alguém.
É Jonas.
Jonas faz bem a Mitroglou e até vemos o grego a sorrir mais vezes quando o brasileiro está em campo com ele. Com ele, “já se sabe que é outra coisa”, como os 10 golos que Mitroglou marcou desde que o seu melhor amigo deixou de estar lesionado, dois a mais por comparação com o período em que o brasileiro não jogou (em suma, de 27 de Agosto a 17 de Dezembro).
Pode ter sido um tempo que o grego, aborrecido e com saudades, preencheu a ouvir R'n'B, hip hop ou house. A deleitar-se os melhores momentos de Le Bron James na NBA. Ou a rever Al Pacino a fazer de mauzão com carisma em "Scarface". São os estilos de música, o desportista e o filme que Mitroglou mais aprecia.
Haja coisas que o façam sorrir além do futebol."

Lixívia 22

Tabela Anti-Lixívia
Benfica.......... 54 (-8) = 62
Corruptos..... 53 (+12) = 41
Sporting........ 44 (+8) = 36

Faltam adjectivos para descrever o que se está a passar no Tugão!!! Apito Dourado 2.0 parece-me demasiado subtil... Tudo isto é muito mais grave!!!
A mudança de 'critérios' após a 'visita de cortesia' dos Super-Dragays ao Centro de Treinos dos Árbitros na Maia, é demasiado evidente... o problema, é que essa 'visita' não foi a única!!!
Os rumores, falam de comportamentos ainda mais graves: 'visitas' a negócios comerciais de familiares próximos dos árbitros; 'visitas' às escolas dos filhos dos árbitros... e outras tropelias...
Algo muito parecido com o que estão a fazer com a jornalista do CMTV, Tânia Laranjo, e com a sua filha...!!!
Um dos jornais afirmou esta semana, que o Benfica tem 'provas' da Coacção que está a ser feita... Acredito que depois do que se passou na Maia, tenha sido aberta uma investigação, e como estamos em Portugal, estas 'coisas' levam o seu tempo... Mas muito sinceramente, não tenho a mínima confiança na Polícia e muito menos nos Tribunais portugueses!!! Mesmo que existam algumas provas, suspeito que as consequências sejam nulas...
E se a Justiça civil não é de confiança, então a Justiça desportiva é autêntica nulidade...

O que passou dentro dos relvados esta semana, foi demasiado grave... O escândalo só não é maior, porque os avençados estão mesmo todos no 'bolso' da Máfia: cobardes, corruptos, incompetentes... Podem escolher...!!!
Luís Ferreira depois do Benfica-Boavista, depois do Feirense-Corruptos... etc... chegou ao Dragay e conseguiu superar a vergonha de Jorge Sousa no Corruptos-Rio Ave!!!
Marca um penalty a favor dos Corruptos, num lance onde a falta é feita pelo avançado Corrupto; e logo a seguir o mesmo avançado, agride o defesa do Tondela, e a vitima da agressão é expulsa!!!!!

Isto num jogo, onde 11 contra 11, estava a ser dominado pelo Tondela...
Tudo isto depois de mais uma expulsão perdoado ao Central Corrupto Filipe (e penalty a favor do Tondela)... um autêntico animal, que tem espalhado agressões em todos os jogos, com total impunidade!!!

Um jogo que devia ter chegado ao intervalo, com 0-1 para o Tondela e com os Corruptos a jogar com 9 (expulsão de Filipe e Soares), acabou com 1-0 para os Corruptos a jogar contra 10 !!!
Já com o jogo decidido, Soares voltou a agredir um adversário:


A Lagartada ainda a lamber as feridas, venceu, num jogo onde o adversário foi superior (mas desta vez, ninguém se importou...)!!!
O mais curioso é que o golo do Sporting, tem origem numa falta ostensiva do Bas Dost, sobre o Central Marcelo: obstrução clara, descarada... tão fácil de marcar!!!
Ironicamente, Coates no final da partida, tem um corte perigoso na área do Sporting... onde depois de chutar na bola, atinge o avançado do Rio Ave, jogada parecida com a expulsão do Ederson na jornada anterior... mas curiosamente os defensores da 'justa' expulsão do Ederson, não viram nada!!!!


Depois de escrever o relatório que castigou Rui Vitória em 3 jogos, Tiago Martins foi nomeado, para o jogo do 'regresso' do nosso treinador ao banco!!!! Depois de alguma polémica durante a semana, até se chegou a levantar a hipótese do árbitro se sentir 'impelido' a 'corrigir' os erros do Benfica-Moreirense...!!! Pois, aquilo que se viu foi exactamente o contrário... Algo que não me surpreendeu, bem pelo contrário...!!!


 
Foram dois penalty's descarados (o penalty sobre o Salvio é das 'coisas' mais fáceis de marcar...), foi um golo mal anulado (decisão difícil), mas não foram só estas decisões: Lei da Vantagem descartada, em lances de 'golo' no ataque do Benfica; foram faltas violentas recorrentes de vários jogadores do Braga, sem qualquer cartão...; e até as simulações mal feitas pelos nossos adversários deram falta contra o Benfica...
Isto quando qualquer falta mais 'grave' do Benfica, deu sempre cartão para os nossos jogadores!
Conclusão disto tudo: 'excelente' arbitragem!!!!
Como 'indicador' relevo o facto da bola ter batido nos braços de defesas do Braga por 3 vezes dentro da própria área!!! Pessoalmente, acho que nenhuma das situações são passíveis de penalty... mas tenho a certeza que com outros clubes, teríamos 'escândalo'!!!!

Uma nota ainda para as agressões aos adeptos do Benfica: mais uma vez, os avençados do costume, misturam tudo, falando em confronto entre adeptos, quando os agressores foram claramente os vândalos de Braga... que ultimamente se tornaram em imitadores rascas dos 'vizinhos' do lado!!!

A Lixívia é cada vez mais forte, o anti-Benfiquismo primário está espalhado por todos os pasquins e televisões... e as máquinas de propaganda Corrupta e Lagarta não largam o Benfica!!!!!!
Só um Benfica 'gigante' será Tetra-Campeão...


Anexos:

Benfica
1.ª-Tondela(f), V(0-2), Pinheiro, Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), E(1-1), Oliveira, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Nacional(f), V(1-3), Soares Dias, Nada a assinalar
4.ª-Arouca(f), V(1-2), Veríssimo, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
5.ª-Braga(c), V(3-1), Sousa, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Chaves(f), V(0-2), Martins, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
7.ª-Feirense(c), V(4-0), Luís Ferreira, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
8.ª-Belenenses(f), V(0-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
9.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Esteves, Nada a assinalar
10.ª-Corruptos(f), E(1-1), Soares Dias, Prejudicados, Impossível contabilizar
11.ª-Moreirense(c), V(3-0), Godinho, Prejudicados, Sem influência no resultado
12.ª-Marítimo(f), D(2-1), Vasco Santos, Prejudicados, (1-4), (-3 pontos)
13.ª-Sporting(c), V(2-1), Sousa, Prejudicados, Sem influência no resultado
14.ª-Estoril(f), V(0-1), Paixão, Prejudicados, (0-4), Sem influência no resultado
15.ª-Rio Ave(c), V(2-0), Rui Costa, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
16.ª-Guimarães(f), V(0-2), Almeida, Nada a assinalar
17.ª-Boavista(c), E(3-3), Luís Ferreira, Prejudicados, (3-0), (-2 pontos)
18.ª-Tondela(c), V(4-0), Esteves, Nada a assinalar
19.ª-Setúbal(f), D(1-0), Pinheiro, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
20.ª-Nacional(c), V(3-0), Godinho, Prejudicados, Sem influência no resultado
21.ª-Arouca(c), V(3-0), Mota, Prejudicados, Sem influência no resultado
22.ª-Braga(f), V(0-1), Tiago Martins, Prejudicados, (0-4), Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Nuno Pereira, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Corruptos(c), V(2-1), Martins, Beneficiados, (0-1), (+3 pontos)
4.ª-Moreirense(c), V(3-0), Almeida, Beneficiados, (2-0), Impossível contabilizar
5.ª-Rio Ave(f), D(3-1), Pinheiro, Nada a assinalar
6.ª-Estoril(c), V(4-2), Capela, Beneficiados, (4-3), Sem influência no resultado
7.ª-Guimarães(f), E(3-3), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Tondela(c), E(1-1), Rui Costa, Beneficiados, (0-1), (+1 ponto)
9.ª-Nacional(f), E(0-0), Vasco Santos, Prejudicados, (0-1), (-2 pontos)
10.ª-Arouca(c), V(3-0), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar
11.ª-Boavista(f), V(0-1), Veríssimo, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
12.ª-Setúbal(c), V(2-0), Rui Costa, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
13.ª-Benfica(f), D(2-1), Sousa, Beneficiados, Sem influência no resultado
14.ª-Braga(c), D(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Sem influência no resultado
15.ª-Belenenses(f), D(0-1), Tiago Martins, Nada a assinalar
16.ª-Feirense(c), V(2-1), Esteves, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
17.ª-Chaves(f), E(2-2), Almeida, Nada a assinalar
18.ª-Marítimo(f), E(2-2), Pinheiro, Prejudicados, (2-3), (-2 pontos)
19.ª-Paços de Ferreira(c), V(4-2), Veríssimo, Beneficiados, (3-2), Impossível contabilizar
20.ª-Corruptos(f), D(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
21.ª-Moreirense(f), V(2-3), Oliveira, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
22.ª-Rio Ave(c), V(1-0), Esteves, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)

Corruptos
1.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Estoril(c), V(1-0), Luís Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(f), D(2-1), Martins, Prejudicados, (0-1), (-3 pontos)
4.ª-Guimarães(c), V(3-0), Sousa, Nada a assinalar
5.ª-Tondela(f), E(0-0), Hugo Miguel, Beneficiados, (1-0), (+ 1 ponto)
6.ª-Boavista(c), V(3-1), Almeida, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Nacional(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Sem influência no resultado
8.ª-Arouca(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
9.ª-Setúbal(f), E(0-0), Pinheiro, Nada a assinalar
10.ª-Benfica(c), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, Impossível de contabilizar
11.ª-Belenenses(f), E(0-0), Oliveira, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
12.ª-Braga(c), V(1-0), Xistra, Beneficiados, Sem influência no resultado
13.ª-Feirense(f), V(0-4), Luís Ferreira, Beneficiados, Impossível contabilizar
14.ª-Chaves(c), V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
15.ª-Marítimo(c), V(2-1), Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
16.ª-Paços de Ferreira(f), E(0-0), Soares Dias, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
17.ª-Moreirense(c), V(3-0), Veríssimo, Beneficiados, Sem influência no resultado
18.ª-Rio Ave(c), V(4-2), Sousa, Beneficiados, (0-2), (+3 pontos)
19.ª-Estoril(f), V(1-2), Oliveira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
20.ª-Sporting(c), V(2-1), Hugo Miguel, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
21.ª-Guimarães(f), V(0-2), Xistra, Beneficiados, (1-2), Impossível contabilizar
22.ª-Tondela(c), V(4-0), Luís Ferreira, Beneficiados, (0-1), (+ 3 pontos)

Jornadas anteriores:
1.ª jornada
2.ª jornada
3.ª jornada
4.ª jornada
5.ª jornada
6.ª jornada
7.ª jornada
8.ª jornada
9.ª jornada
10.ª jornada
11.ª jornada
12.ª jornada
13.ª jornada
14.ª jornada
15.ª jornada
16.ª jornada
17.ª jornada
18.ª jornada
19.ª jornada
20.ª jornada
21.ª jornada

Épocas anteriores:
2015-2016

Mitro resolve e fecha ciclo

"Águias ultrapassam fase difícil com distinção após três jogos muito complicados.

Formação das equipas
1. O SC Braga apresentou-se no seu sistema habitual, 4x4x2, apostando num meio campo composto por uma dupla - Battaglia e Rafael Assis - que se conhece bem (ambos ex-Chaves) e que tem características que se complementam. As alas ficaram entregues a Pedro Santos e Alan, procurando dar maior experiência e definição no processo ofensivo. Já o Benfica apresentou o seu sistema habitual, num onze em que se destaca a entrada de Júlio César e Rafa, em função do castigo de Ederson e da lesão de Jonas e, a chamada de Zivkovic para o lugar de Carrillo. A entrada de Rafa (no lugar de Jonas), altera o processo ofensivo do Benfica, tornando-se mais vertiginoso, mais imprevisível e menos definido.

Equilíbrio de forças
2. A primeira parte foi caracterizada por um grande equilíbrio. As equipas encaixaram-se e sobressaiu a intensa luta e os duelos a meio campo. O SC Braga deu a iniciativa de jogo, tentando pressionar e reduzir os espaços à organização ofensiva adversária, com o objectivo de não permitir espaço ao Benfica para pensar o jogo ofensivo e recuperar a bola em zonas que permitissem explorar ataques rápidos. Em termos de lances de finalização, ambas as equipas efectuaram alguns remates, com destaque para dois lances, um para cada equipa: Mitroglou a finalizar por cima na pequena área após uma boa jogada de entendimento entre Nélson Semedo e Rafa; o SC Braga teve a melhor ocasião, na sequência de um livre lateral, com Battaglia a cabecear ao poste.

Grego desbloqueia
3. A segunda parte foi similar à primeira, com muito equilíbrio. A pressão do Benfica foi aumentando em função necessidade da vitória para retomar a liderança do campeonato. A meio da segunda parte os treinadores começaram a refrescar ou a alterar a forma ofensiva como as equipas estavam em campo. A entrada de Jiménez foi importante para o Benfica, uma vez que foi um jogador que deu maior presença na frente de ataque. O jogo decidiu-se aos 80 minutos, num lance em que os papéis se inverteram: Pizzi recuperou a bola e Rafael Assis, permitindo ao Benfica lançar um ataque rápido, a bola chegou a Mitroglou, que depois de perder algum tempo, conseguiu ludibriar dois defesas e fazer o remate que permitiu ao Benfica somar três pontos. Até ao fim o Benfica controlou o jogo, não permitindo ao SC Braga nenhuma ocasião de golo. O Benfica conseguiu vencer um adversário difícil, num jogo muito disputado e com um grande ambiente nas bancadas, fechando um ciclo de três jogos (Arouca, Dortmund e SC Braga) complicado, mas com distinção, mantendo o primeiro lugar e aspirações intactas quanto à passagem à próxima fase da Champions."

Diogo Luís, in A Bola