Últimas indefectivações

sábado, 2 de março de 2013

Vencer...


Avanca 20 - 31 Benfica

Final vitorioso da 1.ª fase, vamos começar a fase final, com 32 pontos, em igualdade com os Corruptos, portanto está tudo em aberto, mas não temos qualquer margem de manobra, porque nenhuma outra equipa tem capacidade para tirar pontos aos Corruptos... não podemos falhar, e vamos ter que ser muito superiores nos jogos arbitrados pelos manos 'metralha' Martins e pela dupla 'maravilha' Caçador/Nicolau !!!

PS: Força Alamo!!!

Show Cosme !!!


Benfica B 1 - 1 Portimonense

No meio da palhaçada que é o Futebol em Portugal, os nossos Bês lá conseguiram sacar 1 ponto !!! A equipa continua a não atingir os níveis exibicionista do início de época, mas têm lutado... hoje, em inferioridade numérica toda a 2.ª parte, nunca desistiram e perto do fim conseguimos o empate...
O árbitro foi o frutado do Cosme Machado, que ainda na 1.ª parte foi obrigado a expulsar um jogador Algarvio com duplo amarelo, aos 28m Quando eu digo obrigado, foi mesmo obrigado, ele não queria, mas pensou um bocadinho, e chegou à conclusão, que a 'não expulsão' era tão escandalosa, mas tão escandalosa - a Mão na Bola foi mesmo descarada!!! -, que mesmo não querendo, tinha mesmo que o expulsar!!! Mas existe sempre solução para estes problemas, e ainda antes do intervalo conseguiu expulsar 2 jogadores do Benfica: Carole e Ascues !!! A expulsão do Francês é mesmo cómica não fosse tão trágica, um absurdo tão grande que até é difícil de qualificar... Temos mesmo que ser uns heróis....

sexta-feira, 1 de março de 2013

Glorioso Harlen Shake - Basket

Diário de Gotemburgo !!!

O Marco Fortes voltou a estar perto da medalha, desta vez ficou em 5.º na final do Peso, no Europeu de Atletismo em Pista Coberta de Gotemburgo. Tal como na qualificação, voltou a bater o melhor marca do ano, 20.02m, dando indicações de clara subida de forma... talvez sem a lesão que o condicionou nos últimos tempos, tivesse chegado a este Campeonato, em melhor forma... e tendo em conta as marcas dos adversários (20.62m para o vencedor), o 'normal' do Marco, até podia ter dado o Ouro!!!

O Rasul Dabo fez uma excelente marca de manhã, nas qualificações, batendo o seu próprio recorde nacional nos 60m barreiras, com 7,68s. Sendo inclusive o 6.º melhor tempo de todas as qualificações, o que deu alguma esperança para as Meias-finais... mas à tarde o Rasul não conseguiu repetir a 'graçinha', pareceu-me que partiu mal, e não conseguiu recuperar, fazendo um tempo pior, quando quase todos os seus adversários melhoraram... Mesmo assim, bater o recorde nacional absoluto, é uma excelente noticia.

A Eva Vital, não conseguiu passar das qualificações, por milésimos!!! A última atleta a ser repescada para as Meias-finais fez o mesmo tempo da Eva, mas no desempate aos milésimos, a nossa atleta 'perdeu'...!!! Apesar deste 'azar' bateu o seu recorde pessoal, batendo o recorde nacional de sub-23, com 8,20s, nos 60m barreiras...

Na velocidade pura, 60m, duas sortes diferentes: o Ricardo Monteiro, acabou por ser a 'estrela', surpresa, da tarde, conseguindo a qualificação para as Meias-finais, com 6,74s. O Ricardo que só conseguiu os mínimos na última semana, já ganhou a 'medalha' dele... creio que é o primeiro Campeonato Continental que o Ricardo participa individualmente, porque já participou em algumas competições nas estafetas, e talvez a experiência anterior o tenha ajudado... Isto porque o mais inexperiente, a este nível, Diogo Antunes, com uma época muito boa, consistente, com melhores marcas do que o Ricardo, acabou por não conseguiu a qualificação para as Meias-finais, com uns inesperados 6,81s, quando se tivesse feito uma corrida 'normal', tinha, facilmente, se qualificado...

No geral, um bom dia para os Benfiquistas, com uma nota especial, para a quantidade de atletas a competir em provas de velocidade...!!! Algo completamente 'estranho', em relação ao historial português...

Uma derrota frustrante

"Só num clube sem cultura de vitória se pode relativizar a derrota numa meia-final de uma competição. Por isso, para mim, a derrota de Braga foi frustrante. Queria ganhar, estávamos a um jogo mais de ganhar um título. Este sentimento é um tributo às últimas quatro conquistas desta prova. O Benfica não teve uma primeira parte conseguida, mas na segunda com as alterações realizadas por Jorge Jesus a equipa foi melhorando. Não me vou queixar de uma arbitragem que prejudicou o Benfica, porque se houvesse (e houve) um penalty a nossa favor haveria 60% de hipóteses de o falharmos.
As opções para esta época são agora mais limitadas, tentar vencer o que falta é obrigatório. Domingo, em Aveiro, e quinta-feira, na Luz, com o Bordéus, não há espaço para a gestão da ambição. Veremos se é possível conseguir fazer desta a época de títulos que sonhamos desde início.
No jogo internacional a falta de Matic é seguramente um problema. O Bordéus, que tem dificuldade em assumir e controlar o jogo, é do tipo de equipas que o Benfica não gosta, fechada, joga no erro do adversário, explora qualquer desequilíbrio que possa encontrar. Vamos ter pela frente uma equipa matreira. No entanto podemos e devemos ambicionar estar nos quartos de final de uma prova europeia.
Hoje, no futebol, a capacidade de colocar velocidade é decisiva, sempre que o Benfica o consegue fazer é demolidor. Em Aveiro tem que ser assim desde início para ficar a coberto de surpresas. Em Aveiro temos mesmo que procurar a vitória porque esta não nos cairá do céu. Nesta parte da época as surpresas são fatais. Benfica e FC Porto têm jogos teoricamente acessíveis mas «cautela e caldos de galinha não fazem mal a ninguém».
Non habemus Taça da Liga mas ainda poderemos exclamar habemus Campeonato e habemus Taça de Portugal."

Sílvio Cervan, in A Bola

Cento e nove anos depois

"Vencemos ontem a passagem do 109.º aniversário do Sport Lisboa e Benfica sobre um simples sonho de vinte e quatro idealistas a quem cumpriu o desígnio de criar este prodígio colectivo de unidade e glórias, porventura então nem sequer imaginadas.

De facto, quem poderia, nessa ocasião tão singular da fundação, ter suposto até onde iria levar a determinação, a dedicação, a persistência e a sabedoria dos nossos antepassados? Por que rumos, em que circunstâncias tão diversas, haveriam os seus vindouros de continuar a traçar, de um modo tão constante, as linhas da vitória, do sucesso, da glória, que determinaram a dimensão universal do Sport Lisboa e Benfica? Quantas vezes não terá sido necessário prescindir de teimosias próprias, individualistas, para adoptar estratégias comuns, talvez menos óbvias e mais difíceis de encontrar, de modo a construir este admirável Edifício? Em quantas ocasiões não se tornou indispensável superar dificuldades e obstáculos, reformular modelos menos eficazes, ou até, transcender os limites físicos e intelectuais das nossas capacidades próprias, para vencer mais um jogo, conquistar outro recorde, ganhar mais um troféu?

A impressionante grandeza do Benfica de hoje não pode deixar-nos esquecer, nem a fulgurante claridade do percurso que foi sendo construído, nem os escolhos que foi preciso ir ultrapassando, ao longo dessa admirável aventura colectivamente vivida por cada vez mais atletas e dirigentes, ano após ano, década a seguir a década, durante mais de um século.

Cento e nove anos depois, todos - cada um de nós, na sua própria medida - acrescentamos mais ao Benfica, porque desde sempre no seio do Glorioso se conservou e foi desenvolvendo a mesma cultura, com base matriz diferenciadora da partilha, que nenhum outro clube, ou alguma outra instituição em Portugal, têm a felicidade de vivenciar. Por isso, ao contrário de outras entidades que ainda hoje se encolhem na escassez das suas memórias e registos negros, no Benfica nos orgulhamos tanto da nossa História esplêndida, nem sequer feita apenas de conquistas absolutas, mas permanentemente garantida pela força das ideias comuns dos Sócios que sustentaram e reforçam a identidade do Grande Clube.

E em 2013, como sempre tem acontecido entre nós, continuaremos a marcar para o Futuro, não somente muitas mais vitórias desportivas do Presidente e decisões estratégias na esfera da Comunicação absolutamente inovadoras e marcantes, que irão reforçar ainda mais a mágica ligação dos Sócios e adeptos com o universo do Glorioso, mas também uma nova e muito importante celebração do nosso Passado admirável, com a próxima inauguração do Museu Cosme Damião que as direcções de Luís Filipe Vieira estabeleceram como um desígnio essencial, finalmente prestes a ser cumprido."

José Nuno Martins, in O Benfica

Números históricos

"Seria preciso recuarmos até 1984 para vermos um Benfica ainda mais forte nas primeiras vinte jornadas de um Campeonato Nacional de Futebol. Então, com Eriksson ao leme, e ainda com Bento, Humberto, Chalana e Nené na equipa, os encarnados chegaram a esta altura da prova sem qualquer derrota, mas apenas com dois empates consentidos (contra os quatro de 2012/13). Esse é, de resto, o único Campeonato do pós-Eusébio em que os números do Benfica se sobrepõem aos do actual. Diga-se, porém, que em 1983/84 já caíramos da Taça de Portugal, e agora estamos a um pequeno passo de chegar ao Jamor. Ou seja, olhando estritamente para os resultados, em cerca de quarenta anos é difícil encontrar paralelismo com a notável temporada que a nossa equipa está a realizar – sendo que, na frente externa, só uma estranha carambola de resultados nos impediu de prosseguir na Champions, e que, na Liga Europa, o primeiro e difícil obstáculo está já ultrapassado.
É certo que a competitividade deste Campeonato se resume aos dois principais emblemas, e que nem sempre assim foi. Havia Sporting, houve também, a seu tempo, Boavista, e do meio da tabela para baixo, a força da maioria das equipas era genericamente superior à que manifestam nos austeros tempos que vivemos.
Nada disto, nem o facto de (ainda) não estarmos em primeiro lugar, retira mérito ao trabalho destes jogadores, e, sobretudo, deste treinador. Recordemo-nos daquilo que se disse em Agosto, quando, por muitos milhões, Javi Garcia e Witsel partiram para outras paragens. Confesso que eu próprio duvidei, na altura, que tão rapidamente os esquecêssemos. Hoje vemos Matic (um dos melhores jogadores a actuar na nossa Liga), vemos Enzo Perez, e percebemos que mantemos uma “Senhora Equipa”, à qual Lima e Olá John também vieram acrescentar qualidade.
Ainda não ganhámos nada. Nem temos garantias de que o possamos fazer. Há muitas barreiras a transpor (equipas de futebol, e não só). Mas o caminho é este, e está a ser percorrido com eficácia e brilhantismo."

Luís Fialho, in O Benfica

Assim vai a glória do mundo

"O mundo do dirigismo do futebol português é certamente o universo em que a opinião publicada tem menos influência. Tolera-se a palavra legislada, atura-se, com impaciência indisfarçada, quem tem a incómoda voz publicada e despreza-se, com altivez, a opinião pública.
Se, por exemplo, são apanhados dirigentes em conluios de concubinas e árbitros? Não há problema. Mão amiga resgatará da ignomínia os dirigentes apanhados em flagrante, conduzi-los-á em ambiente festivo e de charanga até à casa da democracia e, em plenos ‘passos perdidos’, achar-se-á a ocasião de proclamar o pária como homem honrado e prezado. Se, ainda assim, alguém desconfiar da pantomima, repete-se o corso e arranja-se uma condecoração, uma comenda ou outra qualquer barra de sabão e água benta.
A receita é infalível e serve para várias maleitas para além da supracitada. Serve para atirar para o esquecimento o dirigente que manda depositar dinheiro na conta do fiscal de linha. Serve para que famílias “dinásticas” se sirvam de um clube, atirem o clube para a ignomínia, fujam do clube e regressem em ombros a esse mesmo clube. Serve para que se assista ao triste espectáculo de ver dirigentes desportivos e políticos atirarem de mão em mão, como se de uma péla de brincar se tratasse, as responsabilidades pela ausência de policiamento em jogos de futebol que se transformam em demonstrações de violência gratuita pelas bancadas. Servirá brevemente para que alguém assobie para o ar perante a iminente ausência de qualquer controlo antidoping nos jogos dos campeonatos profissionais de futebol.
Perante isto, a opinião pública estranha, a opinião publicada protesta, a lei não é para ali chamada e o público que continue a pagar, semanalmente, o bilhete para assistir à farsa."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Milagres a mais e a Taça por um canudo

"A Taça da Liga provavelmente precisa de um outro vencedor que não seja o Benfica ou o Vitória de Setúbal para passar a ser uma prova importante para os demais

SEJA pelas circunstâncias, seja por esperteza, este ano os mind games estão refinados. Em comparação com temporadas anteriores registou-se um evoluir do conceito e da sua prática para patamares mais elevados, ainda que escorregadios.
Este ano tudo gira à volta de Jorge Jesus e de Vítor Pereira. É uma dupla em dose dupla no que diz respeito aos mind games.
Há a primeira questão do bate-papo entre os dois. E até neste capítulo há diferenças a registat. Estão ambos mais cordatos quando trocam recados através dos meios normais de comunicação, repararam?
Já ouvimos Jorge Jesus e Vítor Pereira elogiar o alto nível da competitividade nesta Liga que é a mesma coisa do que se elogiarem a eles próprios, o que é normal, mas elogiando também o rival, coisa que não é normal na nossa praça e que até pode ser mal interpretada pelas facções mais extremistas nos dois valorosos campos.
Com o Benfica e FC Porto a lutar pelo título num taco-a-taco bonito de se ver e com as duas equipas ainda envolvidas nas suas respectivas competições europeias - também é bonito de se ver -, os mind games da actualidade têm vindo a versar o velho axioma «não há rabo para duas cadeiras», proclamado por Bella Gutmann há mais de meio século quando foi acusado de ter perdido um campeonato para conseguir ganhar a sua segunda Taça dos Campeões Europeus para o Benfica.
O axioma de Gutmann tinha sido desmentido pelo próprio Gutmann no ano anterior em que ganhou para o Benfica o campeonato e a primeira Taça dos Campeões. Mas, compreende-se e aceita-se o desabafo em 1962. Tinha ganho ao Real Madrid a final da prova mais importante da Europa e ainda havia benfiquistas a chateá-lo por ter perdido o campeonato para o Sporting.
«Não há rabo para duas cadeiras», respondeu-lhes e foi assim que a frase entrou para a História.
Há coisas de poucas semanas foi Jorge Jesus quem relançou o axioma de Gutmann, expressando-o pelas suas próprias palavras de uma outra forma: «Quem sair mais cedo da Europa tem mais hipóteses de ganhar o campeonato», disse o treinador do Benfica. Fez bem em dizê-lo mesmo que nada garanta que venha a ser aplicável.
O FC Porto, por exemplo, já soube o que era perder um campeonato para o Benfica e ganhar uma Taça dos Campeões, em 1987, e somar as duas coisas com grande à vontade, como aconteceu em 2004. Quanto à Liga Europa, em que o Benfica está actualmente envolvido, o FC Porto já ganhou por duas vezes o troféu em anos - 2003 e 2011 - em que foi campeão em Portugal.
A discussão é, portanto, estéril. Tratando-se de futebol, nada é certo. E é tão possível ganhar-se tudo, como aconteceu ao FC Porto no ano de Villas Boas, como é possível perder-se tudo ou quase tudo, como aconteceu ao mesmo FC Porto em 1984, ano em que perdeu o campeonato para o Benfica e em que perdeu a final da Taça dos Vencedores das Taças para a Juventus e ano em que acabou por só ganhar a Taça de Portugal, vencendo o Rio Ave no Estádio de Oeiras.
Tendo em consideração todos estes factos passados, que vantagem pode recolher Jorge Jesus em vir à liça com este tema?
Lançando a questão, Jorge Jesus obrigou Vítor Pereira a expor-se, eis a vantagem. O treinador do FC Porto respondeu educadamente ao treinador do Benfica afirmando o seu desacordo frontal com a ideia de que para ganhar em território nacional é preciso perder no estrangeiro.
São estes os novos mind games. Se o FC Porto de Vítor Pereira ganhar o campeoanto e não ganhar a Liga dos Campeões - ou vice-versa -, Jesus acertou em cheio. Se perder as duas coisas, Jesus acertou duas vezes em cheio. Se o FC Porto for campeão nacional e europeu, aí o caso muda de figura...
A segunda questão que tem ligado os dois treinadores é idêntico, trata-se da respectiva continuidade nos seus postos de trabalho em 2013/2014. Falamos de contratos, pois claro. A imprensa não tem deixado passar em claro que, no final desta temporada, Vítor Pereira pode sair do FC Porto e Jorge Jesus pode sair do Benfica. Nenhum dos treinadores tem mostrado grande vontade em espraiar-se sobre renovações contratuais, tema que por vezes lhes é colocado por jornalistas atrevidos.
De um modo geral, a ideia da eventual saída de Jesus incomoda mais os adeptos do Benfica do que a ideia da eventual saída de Vítor Pereira incomoda os adeptos do FC Porto. Também a idea da saída de Jesus do Benfica directinho para o Dragão, incomoda muito mais os adeptos do Benfica do que os do FC Porto. E incomodará também, necessariamente, Vítor Pereira.
Isto anda esquisito. Este ano os mind games estão para durar.

O AC Milan prestou um grande contributo à Liga dos Campeões ao vencer o Barcelona por 2-0 no jogo da primeira-mão dos oitavos-de-final da competição em curso. É que 2-0 não é bem a mesma coisa do que 1-0.
Agora vê-se obrigado o Barcelona a golear os italianos para seguir em frente. Está garantida a emoção para o jogo de volta, em Barcelona. A não perder.
Poderá haver quem discuta se um resultado de 3-0 é, em boa verdade, uma goleada. Cá para mim é. Sobretudo se as equipas em campo são de primeiríssima classe, como é o caso. Foi de goleada que anteontem o Real Madrid foi a Nou Camp varrer o Barcelona da Copa do Rei, ou não foi?
Há, no entanto, opiniões diferentes sobre o assunto em função da localização geográfica e da valia dos rivais.
Quando há coisa de semanas o Benfica venceu o Vitória de Setúbal na Luz precisamente por esse resultado, 3-0, logo houve quem acusasse o Benfica de ter falhado a goleada descortinando na alegada magreza do resultado indícios claríssimos de uma crise de fôlego na equipa de Jorge Jesus.
Avolumaram-se os sintomas da tal crise anunciada depois de o Benfica só ter vencido pela diferença mínima - e logo por duas vezes, incrível! - e Bayer de Leverkusen: na Alemanha por 1-0 e na Luz por 2-1.
O Benfica carregadinho de tosse lá fez o que tinha a fazer, seguiu em frente na Liga Europa mas voltou a não escapar ao azedume de alguma crítica que viu nesses miseráveis sucessos prova suficiente para redeclarar o estado de crise na Luz.
No domingo passado, o Benfica voltou a ganhar por 3-0, desta feita ao Paços de Ferreira, o actual terceiro classificado da nossa Liga. E a questão que logo nasceu aqui não foi a eventual goleada ou a falta dela.
Bem analisado do ponto de vista científico, o resultado só veio acentuar a crise em que o Benfica se encontra porque, juram os cientistas, o Paços de Ferreira ofereceu-se e ofereceu o jogo e a vitória aos rapazes de Jorge Jesus o que faz com que o resultado de 3-0 não tenha mérito algum.
Voltemos à Europa, por favor, rapidamente.
Que o Barcelona é capaz de tudo sabemos. Já vimos muitas vezes Messi & Companhia despachar adversários poderosos por margens largas. É cedo, portanto, para dar finito o Barcelona nesta Liga dos Campeões. Venha de lá esse jogo da segunda-mão para vermos se o Milan e a sua vantagem - magra ou gorda se verá - sobrevivem em Nou Camp e se os fantasmas de Mourinho & Ronaldo ainda assombram a Catalunha.
Até lá, e também não falta muito, contentemo-nos com a belíssima piada de Mario Balotelli, contratado pelo Milan no mercado de Inverno mas impossibilitado de vestir a camisola rossonera nos jogos com o Barcelona porque já jogou na corrente edição da Liga dos Campeões ao serviço do Manchester City. Balotelli é um tipo especial, na verdade.
«Eu não joguei porque as leis da UEFA me impedem mas, sinceramente, não percebo por que razão o Messi também não jogou», disse o asougado internacional italiano no fim do jogo de Milão referindo-se à fraca prestação do melhor jogador do mundo.
Agora é Messi que está em crise. Bendito futebol mais as suas novidades.

FUTEBOL é futebol mas, com o devido respeito, não se imagina o Sporting, no estado debilitado em que se encontra a sua equipa de futebol, a conseguir pontuar no frente-a-frente com o campeão nacional no sábado.
Da equipa do Sporting que, no princípio de Dezembro, perdeu com o Benfica em Alvalade por 3-1 saíram cinco jogadores: Insúa, Elias, Xandão, Pranjic e Izmailov. Este último regressará agora à sua antiga casa com uma nova entidade, Izmaylov, e com uma saúde milagrosamente restabelecida. E já é pedir milagres a mais para sábado em Alvalade.

«PERDEMOS a competição menos importante», disse Xavi Hermandéz depois do Barcelona ter siso eliminado pelo Real Madrid da Copa do Rei. Felizmente que Jorge Jesus não disse nada parecido ontem à noite depois de o Benfica ter sido afastado pelo Sporting de Braga no desempate por grandes penalidades. Ficava-lhe mal e ficava-nos mal.
A Taça da Liga provavelmente precisa de um outro vencedor que não seja o Benfica ou o Vitoria de Setúbal - campeão da primeira edição - para passar a ser uma prova importante para os demais. Resta saber como vai o Benfica reagir ao seu primeiro desaire irremediável da época. Agora é que se vai ver..."

Leonor Pinhão, in A Bola

PS: Quando se analisa as declarações do Jesus, sobre o excesso de competições, irrita-me alguma leviandade como as comparações são feitas:
No passado, mesmo com os modelos antigos das Competições Europeias, praticamente todos os treinadores se queixavam do excesso de jogos, mas nas últimas épocas os modelos mudaram, principalmente na Liga Europa. Os jogos à Quinta-feira, com 8 dias, entre os dois jogos, alteraram, para muito pior, este cenário... As queixas do Gutmann, justificadas ou não, não se podem comprar ao momento actual, porque o Gutmann nunca teve que fazer em 35 dias, 11 jogos, com duas viagens ao estrangeiro pelo meio, com intervalos de 69 horas entre jogos - Bayer; Paços!!! -, como está a acontecer neste momento ao Benfica - entre 10/2 na Choupana até 17/3 em Guimarães!!! -, além disso, quando se compara as dificuldades internas do Benfica, com os Corruptos, está-se novamente a comparar o incomparável, porque o Benfica não tem o departamento de aconselhamento matrimonial...!!!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Mais uma final para o Marco...


Começou hoje o Europeu de Pista Coberta em Gotemburgo, com o nosso Marco Fortes, a conseguir a qualificação para a Final do Peso, com a sua melhor marca do ano: 19,78m !!! Marca obtida no último ensaio, com algum drama, mantendo o suspense até ao final da prova... Com o 6.º lugar, o Marco conseguiu ficar nos 8 finalistas... As marcas foram quase todas baixas, o Marco tem estado lesionado, a sua participação esteve em dúvida, mas com estas marcas, a competição está completamente em aberto, podendo qualquer um dos atletas, obter uma medalha... Amanhã logo se vê!!!

Coluna

Justa homenagem ao nosso Eterno Capitão...


Premier League

O Presidente prometeu de manhã, uma surpresa para a tarde, e cumpriu... Ainda não foi, o anuncio que eu espero, mas é mais um passo no caminho certo...
Com a Premier League Inglesa, na Benfica TV, acrescentamos quantidade e qualidade nos conteúdos extra-Benfica, na Benfica TV. Com o Brasileirão (e Paulista), com a MLS, com o Campeonato Grego, e com alguns jogos de Selecções, ficamos com uma quantidade apreciável de jogos Internacionais, creio mesmo que aos fim-de-semana vamos ter problemas de programação, com vários jogos a sobrepor-se!!! Sendo até possível, uma Benfica TV 2 !!!
O ideal, na minha opinião, era a PT assumir-se como concorrente à Sport TV. Recordo que a propriedade da Benfica TV está dividida: 51% para a PT e 49% para o Benfica. Portanto a PT, está por trás desta estratégia de compra dos direitos de várias Ligas estrangeiras pela Benfica TV, algo que numa possível futura divisão da Sport TV, entre a Zon e a Meo (PT), não faz muito sentido - só se esta compra, for simplesmente, um trunfo negocial para a PT!!!
Com a Sport TV a perder clientes - com a crise social -, este é mais um 'prego' no caixão, não é decisivo, mas ajuda... O cenário da Benfica TV passar a ser paga, também ganha força... Pessoalmente preferia uma separação, entre a Benfica TV com conteúdos exclusivos do Benfica, em sinal aberto, e um segundo canal - uma Benfica TV 2, ou um Meo Desporto!!! -, pago, com conteúdos extra-Benfica, e com os jogos em directo do Benfica...
Para o Benfica, o ideal seria vender, em pacote, por um período de 5 anos - mais ano, menos ano!!! -, por um valor alto - 150 milhões!!! -, a acontecer este cenário, o empréstimo obrigacionista anunciado de 80 milhões, estaria pago à partida!!! Creio mesmo que com um contrato televisivo 'normal', este empréstimo seria desnecessário... Neste momento com este empréstimo ganhámos tempo, para encontrar no mercado - actualmente em baixo -, um parceiro, com um preço justo, mas não resolve o problema da divida...
Dito isto, se a estratégia da PT e do Benfica, é tirar o tapete ao Oliveirinha, só falta mais duas 'compras': a Liga Espanhola e a Champions!!! O resto vinha por arrasto...

adenda: Fui informado que afinal a Benfica TV é propriedade da Benfica SAD (49%) e do Clube SL Benfica (50%)... Mas o cenário nacional não muda: 'guerra' Meo/Zon com o Desporto (Sport TV) no meio... e com o Benfica a ser o principal activo nacional.

Relvas

"Hoje o pontapé-de-saída vai directamente para relvas. Sim, no plural. Porque o que por aí se vê, não é um caso, nem dois, mas muitos. Passou a ser uma lastimável regra o estado das coisas a que se chegou. Uma quase epidemia.
Em Portugal, já nem falo apenas dos clubes modestos onde, de há muito, a qualidade dos relvados deixa muito a desejar. Refiro-me aos dos mais importantes clubes, onde se joga em condições que se desfavorecem o espectáculo, menorizam os artistas e facilitam as lesões.
Mas, lá por fora, passa-se o mesmo. Na tão rica Liga dos Campeões há rectângulos indignos de uma divisão secundária doméstica. Por exemplo, ver o Milan-Barcelona foi quase deprimente na ervado de San Siro. Aliás não há relva em Itália que mereça aprovação. Já nem falo dos estádios do leste europeu assolados pela neve e frio que, não raro, constituem um perigo para os atletas (veja-se o caso do Zenit-Benfica há um ano). Mesmo os clubes mais ricos como o Real Madrid oferecem condições de relva que são insulto perante os biliões que se gastam em passes e ordenados dos jogadores e técnicos. No meio desta regressão, ainda é a invernosa e, por regra, pluviosa Inglaterra que, não obstante, melhor procura remediar o mal.
Curiosa a sempre contraditória UEFA: tantos cuidados com minharias, tanta preocupação com o fair-play desportivo e financeiro, tanta discursata pró-espectáculo e nada desassossegada com a falta de fair-play relvático. Que permite vergonhas como a de deixar que um jogo decisivo para o Europeu mudasse de um campo razoável em Sarajevo para um batatal em Zenica, como foi o que aconteceu em 2011 no Bósnia-Portugal!"

Bagão Félix, in A Bola

Covardes voltam a atacar...


...para quando um castiginho ao SC Braga?!!! Nem sou muito exigente, a interdição seria uma surpresa - este jogo por exemplo, se calhar não devia ter sido jogado em Braga...!!! -, mas nem sequer uma multazinha...!!! Os adeptos do Paços são agredidos, fogem para o relvado e são castigados!!! Os adeptos do Leixões, são recebidos à pedrada, respondem, e são presos!!! Em Guimarães - a escumalha é da mesma estirpe!!! -, entram a partir cadeiras, com petardos, atiram tochas para cima dos adeptos da casa, e o Estádio de Guimarães é castigado!!! Ontem, os adeptos do Benfica na Pedreira levaram com cadeiras em cima, e em resposta, ainda tiveram que aguentar uma carga policial em cima!!! No final do jogo, mesmo vencendo a partida, os covardes, imitando os vizinhos criminosos Corruptos, resolvem fazer pontaria ao autocarro do Benfica...!!! Tudo isto nas últimas 3 semanas, tudo isto impunemente...
Numa república das bananas, como aquela onde vivemos, tudo isto é normal... para quando uma resposta séria, das autoridades civis e desportivas?!!! Quando alguém morrer?!!!



PS: Se algum Benfiquista pensar que a resposta, é fazer o mesmo, quando os Corruptos ou as suas filiais visitarem Lisboa... vão para o caralho!!! Vocês não são Benfiquistas. Não sabem o que é ser Benfiquista.

Jorge de Brito

Sport Lisboa e Benfica, desde 1904







"Com 109 anos de idade, que hoje se celebram, o Sport Lisboa e Benfica mantém-se um Clube jovem, com uma vitalidade invulgar, pioneiro nos desafios que enfrenta e vanguardista nos projectos que abraça. 
Gostaria de poder ter assinalado esta data abrindo aos sócios o Museu Cosme Damião, mas entre fazer bem ou fazer depressa, prefiro fazer bem e privar durante mais alguns meses os nossos sócios e adeptos de uma estrutura ímpar em Portugal e das melhores a nível mundial. Esse foi o meu compromisso, esse será um dos legados desta Direcção.
Comemorar um aniversário significa celebrar, o que é próprio de momentos como aquele que hoje assinalamos, mas ao mesmo tempo deve representar um espaço de reflexão, de análise. Um tempo em que, mais do que fazer balanços, devemos continuar a inovar, porque só desta forma podemos continuar a garantir e a aspirar ser o maior e melhor clube português.
Estou certo que dentro de bem pouco tempo vamos voltar a surpreender, quem sabe se ainda esta tarde não vamos poder oferecer a todos os benfiquistas uma boa notícia que vai marcar para sempre os 109 anos do Clube como um marco na nossa história. Mais uma vez vamos fazer diferente, vamos fazer melhor. E mais uma vez, se o conseguirem, outros tentarão seguir o nosso exemplo e o nosso caminho.
Sempre o defendi, devemos celebrar a nossa história, porque ela é a nossa identidade, porque o nosso presente reflecte o nosso passado, mas não se enganem, temos de olhar a nossa história não apenas como algo que se herda, mas como algo que se conquista diariamente, que se renova, que se enriquece. Todos devemos estar conscientes das enormes dificuldades que vamos ter de vencer, mas todos devem estar igualmente conscientes da enorme vontade que todos temos em vencê-las. Não podemos descansar à sombra da nossa história, porque ela só por si não nos garante o futuro.
A mística do Benfica construiu-se de muitas histórias, de muitos nomes, da vontade e do inconformismo de muitos outros, do sacrifício e do esforço de milhares de rostos que, com o seu exemplo, escreveram a memória destes 109 anos. Temos um compromisso com o futuro, sabendo, no entanto, que é no presente que ele se constrói, que ele depende da exigência, do rigor, da inovação que conseguirmos garantir agora! 
Os 109 anos que hoje se comemoram devem-se à persistência, ao trabalho e a uma cultura de exigência que sempre nortearam a grande maioria dos que tiveram responsabilidades na Direcção do Sport Lisboa e Benfica.
O Benfica foi feito de ousadia, de sonho, mas também de muita coragem. Talvez por isso tenha conseguido resistir a tudo.
Quero terminar esta mensagem com uma palavra aos sócios: Neste Clube o lugar mais importante é deles. Os sócios são a alma e a razão de ser do Sport Lisboa e Benfica! O maior património do Benfica são as pessoas, sem elas não teríamos chegado até aqui nem poderíamos aspirar a continuar daqui para a frente. Todos juntos vamos conseguir ganhar o nosso futuro!"

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Em frente...


Viseu 2001 0 - 5 Benfica

Qualificação pacifica para os Quartos-de-final da Taça de Portugal.

Eliminados nos penalty's


Braga 0 (3) - (2) 0 Benfica

A lotaria dos penalty's não nos foi favorável... num jogo onde se exigia, essencialmente, rotação do plantel. Espero que aqueles, que no passado recente, fizeram uma 'espera' hostil à equipa, depois de esta ter vencido uma Taça da Liga, não tenham ficado melindrados, com a desvalorização que o treinador, e aparentemente os jogadores, deram a este jogo!!!
Dos titulares indiscutíveis só jogaram 4 (Artur, Luisão, Melga e Cardozo)... e 3 semi-titulares (Jardel, Almeida e Gaitán)... pessoalmente, ainda tinha jogado com o Luisinho na esquerda!!! E provavelmente ainda tinha chamado alguns jogadores da equipa B !!!
É verdade, que não jogámos bem, é verdade que o Artur foi o nosso melhor jogador, acabando por 'salvar' a equipa em algumas ocasiões, mas também tivemos as nossas oportunidades, incluindo uma bola à barra... além da habitual visão enviesada dos apitadores: fora-de-jogo, perigoso, mal assinalado ao Urreta, e dois penalty's sobre o Nico !!! Se no primeiro ainda é aceitável, no limite, a interpretação que os dois se agarram - apesar de só o defesa beneficiar de tal interpretação!!! -, no 2.º, a falta do Salino é óbvia, e daria vermelho directo. O Marco Ferreira depois da boa exibição no Sporting-Benfica, não pode exagerar... senão ainda é considerado um Benfiquista fanático!!! Da dualidade disciplinar e técnica no resto do jogo, nem vale a pena falar... o facto do Benfica passar jogos inteiros, sem um único livre frontal, e praticamente sem livres laterais, em oposição completa, aos livres marcados contra, já é tão normal, que já nem são 'caso'!!!
Já antes do jogo desta noite, aquilo que interessava, é o jogo no Domingo em Aveiro - o Benfica entra em todos os jogos para ganhar, mas neste momento as nossas ambições têm que estar centradas em alvos mais elevados, mesmo que depois o sucesso possa não ser o desejado... a próxima sequência de 5 jogos é fundamental, no Campeonato e na Euroliga, e o 'descanso' de hoje, pode ter sido essencial -, jogo com o Beira-Mar, que não será tão fácil, como alguns podem pensar... Com Garay, Maxi, Matic, Enzo, Salvio, Ola, e Lima de regresso, a vitória ficará mais perto...!!!

PS1: Todos os penalty's marcados pelo Benfica (os que foram falhados...), deviam ter sido repetidos, porque o Quim, em todos eles, andou quase 2 metros para a frente da linha, antes da bola ser batida...!!!

PS2: Talvez agora, com o Benfica fora da Taça da Liga, o Conselho de Justiça da FPF, já possa fazer cumprir os regulamentos, e mandar os Corruptos para fora da competição!!! É que assim, o Benfica já não será Pentacampeão... algo que deixaria marcas psicológicas profundas da psique Corrupta!!!

O último terço

"Esta velha discussão da mão na bola ou da bola na mão começa a ser patológica.
O Campeonato - sei que é Liga, mas nunca simpatizei com o nome - vai ser decidido por detalhes. Benfica e Porto surgem no último terço do dito, apostados no último terço do meio-campo dos oponentes. Verdadeiros irmãos siameses numa luta binomial disputadíssima. Com estilos bem diferentes, mas até agora igualmente eficazes. Olhamos para Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e é mais ou menos fácil designar o vencedor dos respectivos campeonatos, tal a diferença de pontuação. Aqui o suspense do vencedor é o que alimenta um torneio que vê, por exemplo à 20.º jornada, um outro grande, o Sporting, a uma distância inimaginável de 30 pontos e apenas a poucos da 'linha de água'!
Neste contexto, qualquer falha poderia ter consequências macroscópicas. As dos técnicos, dos jogadores e dos árbitros. Todo o cuidado é pouco para preservar a essência da verdade, se é que esta existe no meio da emoção e dos interesses, por vezes obscuros, do desporto.
A propósito, bom seria que essa coisa dos penalties por causa da anatomia braçal ou manual tivesse um critério uno e não permitisse julgar ao sabor do subjectivismo, por vezes amiguista, de quem decide. Esta velha discussão da mão na bola ou bola na mão, da intencionalidade ou intensidade, do à queima-roupa ou não, começa a ser obsessiva ou mesmo patológica, consoante o olhar mais ou menos enviesado de cada qual. Bom seria que houvesse a aproximação a um critério o mais objectivo possível para marcar ou para não marcar penalty. Prefiro um critério estúpido mas objectivo do que um critério sofisticadamente inteligente mas vulnerável à interpretação casuística ou batoteira."

Bagão Félix, in A Bola

Benfica e Jesus

"No Benfica discute-se hoje muito a continuidade (ou não) de Jorge Jesus. E há um núcleo a defender que o clube só deve renovar com o treinador se o Benfica for campeão. Terá razão?
Vejamos. Quando Jesus chegou, o Benfica estava em apuros. Tinha ficado em 4.º lugar no campeonato (atrás do Porto, do Sporting e do Guimarães), há muito que não fazia um brilharete internacional, os jogadores desvalorizavam-se, os adeptos começavam a descrer.
Ora, passado pouco tempo, Jesus pôs a equipa a jogar um futebol de ataque, com muitos golos, começou a ganhar jogos nas competições nacionais e internacionais, valorizou o plantel, chamou gente aos estádios e recuperou a ‘’mística’’ encarnada. Em três anos, ganhou um campeonato, foi duas vezes segundo, venceu três Taças da Liga, chegou aos quartos-de-final da Champions e às meias-finais da Liga Europa, recuperou muito terreno em relação ao FC Porto.
Isto são os factos. E como será o futuro? Se Jesus sair, a probabilidade de o Benfica arranjar um treinador melhor é mínima, e a de arranjar um pior é grande. Ou seja, fica em sério risco de regressar ao passado. 
Quanto a Jesus, terá facilmente mercado. Depois do que fez no Benfica, qualquer clube sabe que a sua contratação pode trazer milhões aos seus cofres, quanto mais não seja na valorização do plantel.
Assim, atrevo-me a dizer que o Benfica precisa mais de Jesus do que Jesus precisa do Benfica. É que o Benfica tem muito a perder com a sua saída – e Jesus tem pouco a perder se sair do Benfica, pois num clube nacional ou estrangeiro ganhará mais ou menos o mesmo."

Benquerençada

"Imagine-se que o resultado estava 0-0 e não aparecia nem Salvio, nem outro companheiro para 'remarcar' o golo. Que consequência? Óbvia, menos dois pontos...

lá vão oito anos, mas, de repente, o que se passou no Estádio da Luz, a 17 de Outubro de 2004, volta à colação e, outra vez, devido a erro grosseiro de arbitragem.
Na temporada 2004/2005, decorria a 6.ª jornada com honras de clássico: Benfica-FC Porto. Resultado final, 0-1, com golo de McCarthy, ao minuto nove. O problema é que, mais adiante, Petit rematou de longe e Vftor Baía voou para o interior da sua baliza na infrutífera tentativa de evitar o golo do empate que não contou pela simples razão de Olegário Benquerença, o árbitro do jogo, ao captar o lance de ângulo extraordinário, ter tido o engenho de não ver o que foi uma evidência para quem se sente capaz de assistir a um jogo de futebol sem perda de lucidez. A manchete de A BOLA do dia seguinte expressou a realidade da situação - «Foi golo!» -, mas, à falta de imagens televisivas esclarecedoras, a dúvida foi habilidosamente adornada até se transformar em coisa irrelevante e ser despejada na lixeira das incomodidades.
Mesmo com esse prejuízo pontual, um Benfica preso por arames, comandado pela fina sabedoria de Trapattoni, foi campeão nacional, o primeiro no ministério Luis Filipe Vieira, e o assunto acabou por diluir-se no tempo. Anteontem, porém, outra benquerençada aterrou na Luz, a demonstrar que o vírus continua por aí. Creio não ter a asneirada do árbitro Capela colhido o reparo devido. A marcha do marcador que, na altura, assinalava urna vantagem de dois golos para o Benfica, jamais pode ser esgrimida como atenuante. O que a Sport TV mostrou, o que A BOLA escreveu e o que eu vi só admite uma conclusão: o terceiro golo 'pertence' a Lima! Porque ele rematou para a baliza adversária e o defesa pacense Ricardo jogou a bola, inequivocamente, além da linha de baliza. Devia ter sido o terceiro do Benfica, mas não foi. Salvio, de supetão, recargou e confirmou o golo, a bem da verdade... Tudo esclarecido? Errado, o lance é uma descarada mentira que não pode ser engolida pelo esquecimento. Imagine-se que o resultado estava em zero-zero e não aparecia nem Salvio, nem outro companheiro para 'remarcar' o golo. Que consequência? Óbvia, a perda de dois pontos como se verificou há quase oito anos...

NA primeira reacção sobre os incidentes de Guimarães, o presidente da Liga de Clubes, Mário Figueiredo, disse o seguinte: «É lamentável que alguns políticos só se sirvam do futebol para passearem pelas zonas VIP (...) mais preocupados em defender o monopólio - o abuso da posição dominante - e em aproveitar-se do futebol do que em servir, com sentido de Estado e responsabilidade, o sector que mais promove Portugal»; «está na altura de encontrar novos actores para a tutela desportiva»; «há uma aliança para destruir a Liga e que tem como ponta de lança os próprios responsáveis pela tutela do desporto em Portugal»; «abertura à concorrência do mercado dos direitos de transmissão televisiva». E acerca da pancadaria em Guimarães? Nada lhe ocorreu de mais interessante do que despejar o ónus sobre as costas do Governo? Quer dizer que  comportamento dos clubes neste caso particular tem sido exemplar? Posição estranha, quando o próprio presidente vimaranense decide, primeiro, não requisitar força policial e promete, agora, dar caça aos responsáveis até ao limite das suas capacidades, «sejam eles quem forem»...

A jornada vinte, que abre a porta de entrada ao último terço do campeonato, reuniu dois jogos de reconhecida importância: o FC Porto (1.º) - Rio Ave (5.º) e o Benfica (2.º) - Paços de Ferreira (3.º). Justificado entusiasmo em redor de especial tivesse acontecido. Ganharam os mais fortes, face a digno desempenho dos mais fracos. Aqueles tiveram de aplicar-se a estes, embora derrotados, saíram de cabeça levantada, conscientes do dever cumprido com distinção. Ao destacar o atrevimento de vila-condenses e pacenses mais deprimente se me afigura a Briosa na visita que fez à Luz na outra semana. É uma opinião reiterada, apesar dos insultos e ameaças que as chamadas redes sociais da cidade dos doutores e engenheiros queiram vomitar...

PS. O Benfica joga amanhã a meia-final da Taça da Liga e o FC Porto espera por uma decisão do Conselho da Justiça. Será que vai haver final, esta época?..."

Fernando Guerra, in A Bola

Mais fácil do que se previa

"Benfica vence (3-0) e reduz desvantagem nos golos.
É sempre olhado com grande desconfiança o jogo para o Campeonato que se segue a uma noite europeia. O desgaste a que esta por norma obriga aconselha um teste moderado, daqueles de não "fazer faísca", de forma a não trazer muito à superfície o cansaço acumulado. Ora, não era bem essa a situação no caso presente, já que o adversário dava pelo nome de Paços de Ferreira, que, como grande revelação da época e detentor do 3º lugar da tabela, não prometia as facilidades desejadas.
Face ao exposto, entendeu o Benfica resolver cedo o assunto e não estar à espera que quaisquer acasos o fizessem por ele. Entrando num 4.1.3.2, um luxo a que se podia abalançar, dado o regresso de Matic para as tarefas de contenção, a equipa pressionou forte de início e logo daí retirou dividendos, chegando ao golo (Enzo, 7'), após jogada envolvente do seu ataque.
As pretensões do Paços em prolongar o 0-0 e, com isso, pressionar o opositor desvaneceram-se por completo, já que, da admissível contenção com que de início terá encarado o jogo, a atitude passou a ter que ser mais participativa no ataque, sem que o visitante revelasse, contudo, maiores argumentos para a levar a cabo.
Grande responsável por tal facto foi a própria dinâmica do miolo da casa, com Salvio e Ola John nas alas e Matic e Enzo nos vértices a meio terreno, este último no apoio à dupla atacante Lima-Cardozo. Um quarteto que chegou, assim, para estancar os propósitos ofensivos dos pacenses, onde a acção inconformada de André Leão, bem acolitado por Vítor e Luis Carlos, se revelou insuficiente.
O golo da tranquilidade só surgiria no 2º tempo, mas Jesus viu-se obrigado a refrescar a equipa ao intervalo, com a troca de Enzo por C.Martins e não teve de esperar muito para confirmar a razão de ser de tal alteração. Logo no recomeço, Cardozo, que já espreitara o golo (teve uma bola no poste, ainda na 1ª parte), fez o 2-0 e, a partir daí, o Benfica pôde descansar e começar a pensar já na Taça da Liga, próxima etapa desta corrida alucinante.
Cardozo e Ola John foram os outros dois poupados (entraram Gaitán e Aimar), numa altura em que a palavra de ordem era gerir o resultado e a condição física de cada activo. Mesmo assim, já em fase de descompressão, o Benfica ainda chegaria ao 3-0 (Salvio, 84') e, de novo, em lance com a participação de vários jogadores, desde o arranque de Maxi ao toque final de Salvio, já depois da bola ter sido colocada lá dentro por Lima, após passe de Aimar. Tudo isto com a defesa do Paços a ver em que paravam as modas.
Em resumo, vitória indiscutível do Benfica, que soube resolver o problama sem recorrer a horas extraordinárias, como sucedeu frente à Académica. Mas do Paços, com tão bons executantes, também se esperaria muito mais, sobretudo no ataque, cuja modéstia permitiu uma noite tranquila a todo sector defensivo encarnado."

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Lixívia 20

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica.........52 (-6 ) = 58
Corruptos......52 (+6 ) = 46
Braga...........34 ( +2 ) = 32
Sporting.........22 (+6 ) = 16


Jornada exemplar da imundice do Futebol Português: Penalty descarado contra os Corruptos, e a maior parte da (des)comunicação social desportiva esconde, ignora, não fala sobre o assunto!!! Imagine-se que só vi o pasquim do Rascord e a SIC - através do Paulo Garcia -, a referirem-se ao atropelamento do Otamendi ao Ukra!!! Se por parte do treinador do Rio Ave - ex-porta-voz Corrupto!!! - não esperava qualquer reacção - isto num jogo onde foram marcados 2 penalty's contra a sua equipa!!! -, depois dos dislates do Censor Serpa sobre as injustiças da justiça desportiva, ainda pensei que n'A Bola pudesse mudar alguma coisa... erro meu!!! Quando supostamente o Benfica é beneficiado por uma qualquer decisão dos árbitros, é um massacre de resumos, hora a hora nas TV's, nos debates, nos jornais, um autêntico circo... os Corruptos beneficiam de 2 penalty's, e vêm um penalty descarado contra, ser-lhes perdoado. E nada de passa!!! Aliás, continuam sem ter uma única grande penalidade contra!!!
Se o primeiro penalty é óbvio, o 2.º penalty a favor dos Corruptos, entra naquela categoria, onde eu acho que não é penalty, porque não houve intenção de jogar a bola com a mão, mas no Campeonato Português este tipo de penalty's são quase sempre marcados. A única excepção é quando as grandes penalidades são contra os Corruptos: este ano, para o Campeonato já foram dois!!!
A novela da camisola do Soares Dias é só mais um exemplo do sentimento de impunidade total que os canalhas sentem...


Na Luz, como afirmei na crónica do jogo, assistimos a mais uma má arbitragem, essencialmente incompetente. Mas com uma tendência gritante para prejudicar o Benfica. A dualidade de critérios nos contactos físicos é absurda... mas felizmente não houve grandes casos, alguns foras-de-jogo mal marcados para as duas equipas, cartões amarelos perdoados aos de Paços, e nada mais...

No Estoril, os Lagartinhos voltaram a perder... a semana passada os putos eram uns heróis  esta semana, já não prestam para nada!!! Os penalty's foram bem marcados, mas o Patrício podia ter sido expulso - recordo-me da expulsão do Júlio César, na Luz, contra o Setúbal, numa jogada parecida!!! -, o critério disciplinar acabou por ser o principal problema do árbitro: Patricio e Rojo deviam ter sido expulsos, Steven Vitória e Mano também...

Em Braga, entre as equipas A's dos vizinhos, foi tudo 'pacifico'!!!


Anexos:
Benfica
1ª-Braga(c) E(2-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
2ª-Setúbal(f) V(0-5), Jorge Sousa, Nada a assinalar
3ª-Nacional(c) V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4ª-Académica(f) E(2-2), Xistra, Prejudicados, (0-3), (-2 pontos)
5ª-Paços de Ferreira(f) V(1-2), Marco Ferreira, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
6ª-Beira-Mar(c) V(2-1), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
7ª-Gil Vicente(f) V(0-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
8ª-Guimarães(c) V(3-0), João Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
9ª-Rio Ave(f) V(0-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar
10ª-Olhanense(c) V(2-0), Rui Silva, Nada a assinalar
11ª-Sporting(f) V(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Marítimo(c) V(4-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
13ª-Estoril(f) V(1-3), Duarte Pacheco, Nada a assinalar
14ª-Corruptos(c) E(2-2), João Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Moreirense(f) V(0-2), Capela, Nada a assinalar
16ª-Braga(f) V(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Setúbal(c) V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Nacional(f) E(2-2), Proença, Prejudicados, (2-4), (-2 pontos)
19ª-Académica(c) V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Paços de Ferreira(c) V(3-0), Capela, Nada a assinalar

Sporting
1ª-Guimarães(f) E(0-0), Capela, Nada a assinalar
2ª-Rio Ave(c) D(0-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
-Marítimo(f) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Gil Vicente(c) V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, (2-2), (+2 pontos)
5ª-Estoril(c) E(2-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-3), (+1 ponto)
6ª-Corruptos(f) D(2-0), Jorge Sousa, Prejudicados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Académica(c) E(0-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
8ª-Setúbal(f) D(2-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
9ª-Braga(c) V(1-0), Proença, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
10ª-Moreirense(f) E(2-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
11ª-Benfica(c) D(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Nacional(f) E(1-1), Soares Dias, Nada a assinalar
13ª-Paços de Ferreira(c) D(0-1), Rui Silva, Nada a assinalar
14ª-Olhanense(f) V(0-2), Hugo Pacheco, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Beira-Mar(c) V(1-0), Cosme, Nada a assinalar
16ª-Guimarães(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
17ª-Rio Ave(f), D(2-1), Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Marítimo(c) D(0-1), Duarte Gomes, Nada a assinalar
19ª-Gil Vicente(f) V(2-3), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-4), Sem influência no resultado
20ª-Estoril(f) D(3-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado

Corruptos
1ª-Gil Vicente(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiado, Prejudicado, (1-1), Sem influência no resultado
2ª-Guimarães(c) V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicado, Sem influência no resultado
3ª-Olhanense(f) V(2-3), João Ferreira, Nada a assinalar
-Beira-Mar(c) V(4-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
5ª-Rio Ave(f) E(2-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
6ª-Sporting(c) V(2-0), Jorge Sousa, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Estoril(f) V(1-2), Capela, Nada a assinalar
8ª-Marítimo(c) V(5-0), Cosme, Nada a assinalar
9ª-Académica(c) V(2-1), Hugo Pacheco, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
10ª-Braga(f), V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Moreirense(c) V(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
12ª-Setúbal(f) V(-3), Proença, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
13ª-Nacional(c) V(1-0), Rui Costa, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
14ª-Benfica(f) E(2-2), João Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Paços de Ferreira(c) V(2-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
16ª-Gil Vicente(c) V(5-0), Paulo Baptista, Beneficiados, Sem influência no resultado
17ª-Guimarães(f) V(0-4), Marco Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
18ª-Olhanense(c) E(1-1), Cosme Machado, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
19ª-Beira-Mar(f) V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
20ª-Rio Ave(c) V(2-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)

Braga
1ª-Benfica(f) E(2-2), Soares Dias, Beneficiado, Prejudicado, (3-2), (+ 1 ponto)
2ª-Beira-Mar(c) V(3-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
3ª-Paços de Ferreira(f) D(2-0), Pedro Proença, Nada assinalar
4ª-Rio Ave(c), V(4-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
6ª-Olhanense(c), E(4-4), Jorge Tavares, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7ª-Marítimo(f), V(0-2), Benquerença, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
9ª-Sporting(f) D(1-0), Proença, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
10ª-Corrutpos(c) D(0-2), Xistra, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Académica(f) V(1-4), Soares Dias, Nada a assinalar
12ª-Estoril,(c) V(3-0), Nuno Almeida, Beneficiados, (3-1),Sem influência no resultado
13ª-Moreirense(c) V(1-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14ª-Nacional(f) D(3-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
15ª-Setúbal(c) V(4-1), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
16ª-Benfica(c) D(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Beira-Mar(f) E(3-3), Hugo Pacheco, Beneficiados, Prejudicados, (4-2), (+1 ponto)
18ª-Paços de Ferreira(c) D(2-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
19ª-Rio Ave(f) E(1-1), João Ferreira, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
20ª-Guimarães(c) V(3-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar

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FC Porto e Benfica são gémeos siameses?

"FC Porto e Benfica parecem este ano gémeos siameses, inseparáveis e praticamente idênticos em tudo. "Apenas uns ligeiros pormenores os diferenciam. O registo de ambos é quase igual, nas várias competições. No total, o FC Porto já fez 34 jogos esta época, para todas as competições em que participou. Venceu 26 jogos, empatou 6 e apenas perdeu 2 jogos (em Paris e em Braga). Este registo dá uma percentagem de vitórias de 85 por cento, o que é muito bom.
Já o meu Benfica fez mais jogos, ao todo 36, obteve 27 vitórias, cedeu 7 empates e também teve duas únicas derrotas (em casa, com o Barcelona, e em Moscovo). Assim, tem uma percentagem de vitórias de 84,7 por cento, praticamente idêntica à do FC Porto.
Ambos estão a fazer uma temporada muito forte, e não há forma de se gerarem distâncias relevantes entre os dois. Ontem, por exemplo, muita gente temia o Paços de Ferreira, que está a fazer um extraordinário campeonato, mas a verdade é que o Benfica não deu qualquer hipótese, e venceu facilmente por 3-0. 
Benfica e FC Porto estão claramente noutra galáxia futebolística de todos os outros clubes nacionais, e mesmo Braga e Sporting têm muitas dificuldades para conseguir bater o pé aos dois grandes. Embora o FC Porto vá a Alvalade na próxima jornada, ninguém acredita que não vai ganhar aos leões.
É evidente que ainda faltam 10 jornadas, e há muitos jogos difíceis pela frente, mas se as duas equipas mantiverem este registo, a coisa vai ferver até ao fim! Quem separa este gémeos siameses? Será que temos mesmo de esperar pelo jogo no Dragão? Isto é o que se passa dentro do campo. Já fora do campo há claras diferenças. Enquanto Pinto da Costa dá moral e confiança a Vítor Pereira, para as bandas da Luz começam os disparates, e lá veio um vice-presidente do clube. o senhor Varandas Fernandes, fazer ultimatos a Jorge Jesus, dizendo que o contrato dele só será renovado se ele ganhar títulos!
O Benfica continua cheio de gente que não percebe que esse tipo de ameaças só desestabilizam, e podem desconcentrar o treinador e os jogadores, num momento em que todos precisam de estar focados no presente, e não no futuro. Jesus é o melhor treinador do Benfica das últimas três décadas, o melhor desde Eriksson, e só pessoas que não percebem nada de futebol acham que ele se deve ir embora! O senhor vice-presidente devia era estar calado!"

Nunca houve um 'Caso Calabote'. Houve, isso sim, um 'Caso Guiomar'!

"No campo das Covas, em Torres Vedras, o FC Porto marcou os três golos que precisava para ser campeão: o primeiro e o segundo contra dez, o terceiro contra nove, no último minuto. Estávamos no dia 22 de Março de 1959.

Dia 22 de Março de 1959 – última jornada do Campeonato Nacional. Teimam alguns, de escassa honestidade intelectual, em falar de um fantasioso "Caso Calabote". Aceitemos o repto porque a mentira espalhou-se como um cancro, aproveitada por aqueles que têm tanta porcaria a esconder sob o diáfano véu da sua fantasia. Nunca houve um "Caso Calabote"; houve, isso sim, um "Caso Guiomar"! As mentiras destroçam-se com factos. E os mentirosos viajam com elas para as sarjetas sujas da cidade.
Facto – O Benfica comandou largamente o Campeonato de 1958/59.
Facto – Ao entrar para última jornada o FC Porto gozava de vantagem perante o Benfica apenas na diferença entre golos marcados e sofridos: FC Porto (78-22); Benfica (71-19).
Facto – Supondo-se que o FC Porto ganharia o seu último jogo (em Torres Vedras, frente ao Torreense) por 1-0 o Benfica ficaria obrigado a ganhar em casa à CUF pelo menos por seis golos de diferença.
Factos – Tanto CUF como Torreense estavam nos últimos lugares da tabela – o Torreense concluiria mesmo o Campeonato na última posição, descendo de Divisão; a CUF ficaria no 4.º lugar a contar do fim. 
Facto – Tanto FC Porto como Benfica eram claros favoritos nos seus jogos.
Factos – O árbitro do Benfica-CUF foi Inocêncio Calabote; o do Torreense-FC Porto foi Francisco Guiomar.
Facto – A equipa do Benfica entrou em campo com cerca de cinco minutos de atraso em relação ao FC Porto em Torres Vedras.
Facto – Aos 14 minutos de jogo já o Benfica vencia, por 1-0, golo de Águas, de grande penalidade, considerada absolutamente indiscutível por Alfredo Farinha, o cronista de "A Bola".
Facto – Mais golos se seguiram: aos 26 minutos, de novo Águas de penálti a fazer o 2-0 – "penalidade algo forçada" segundo a opinião do mesmo Alfredo Farinha. O 3-0 surgiu aos 35 minutos, por Mendes, a passe de Águas.
Facto – Aos 14 minutos de jogo no Campo das Covas, António Manuel e Noé saltam a uma bola e o jogador do Torreense é obrigado a sair do relvado. A equipa de Torres Vedras joga largos minutos reduzida a dez elementos.
Facto – Aos 24 minutos, na sequência de um canto de Hernâni Perdigão faz o 1-0 para o FC Porto.
Facto – Dois minutos mais tarde António Manuel regressa de cabeça ligada. Assistira ao golo do FC Porto fora do campo, queixando-se com dores.
Facto – Alfredo Farinha considerou de lastimar as atitudes de exacerbada hostilidade dos jogadores da CUF.
Factos – Quando chega o intervalo, num campo e noutro, o nervosismo mantém-se. O FC Porto continua em vantagem e, enquanto no Estádio da Luz os cufistas tudo faziam para queimar tempo, segundo Alfredo Farinha; no Campo das Covas, Aurélio Márcio, outros dos "monstros" de "A Bola" criticava a falta de qualidade da exibição portista.

Calabote???? Reparem antes em Guiomar...
Facto – Três minutos após o intervalo, Chino, com um remate de longe, marca um golo de classe e põe o Benfica a ganhar, por 4-0.
Facto – Aos 56 minutos, Quaresma, com uma cabeçada vigorosa, faz o golo da CUF e torna tudo mais complicado para o Benfica.
Facto – Aos 58 minutos, Cavém entra na área e é rasteirado. Penálti claro, segundo o cronista, que Águas converteu.
Facto – Escutam-se pelos transistores notícias de um estádio e de outro.
Facto – Aos 64 minutos, em Torres Vedras, Francisco Guiomar expulsou Manuel Carlos por carga sobre Carlos Duarte. Com António Manuel em esforço, o Torreense quebra no seu entusiasmo.
Facto – Na Luz o Benfica corre desesperadamente à procura de mais golos. Os jogadores da CUF continuam a exagerar nas quedas e nas perdas de tempo. Aos 65 minutos, Águas, num remate estupendo, faz o 6-1. O impossível parecia à beira de acontecer.
Facto – Apesar de jogar contra 10, o FC Porto não assume a sua nítida superioridade. O Torreense defende-se de forma galharda e mantém a sua baliza a salvo. Os adeptos portistas começam a sentir que podem perder o título que já consideravam ganho.
Facto – Aos 83 minutos, Mendes faz o 7-1 na conversão de um livre directo. O Benfica está na frente, mas ainda há muito para jogar.
Facto – O tempo escoa-se com rapidez. O Benfica cumpriu o seu trabalho, está na frente do Campeonato, o FC Porto luta contra o destino. O Torreense, com menos um jogador em campo, fraqueja.
Facto – A dois minutos do fim do jogo em Torres Vedras, um livre apontado por Hernâni dá o golo a Noé. Saldanha procura atrasar o recomeço do encontro: Francisco Guiomar dá-lhe ordem de expulsão.
Facto – Na Luz, Inocêncio Calabote dá mais quatro minutos de descontos. Para quem está no estádio pecam por pouco. Alfredo Farinha escreve: "No que se refere ao prolongamento de quatro minutos cremos ter deixado ao longo da crónica justificação bastante para o critério do senhor Inocêncio Calabote".
Facto – O FC Porto joga o que falta contra um adversário desfeito (com apenas nove em campo e António Manuel diminuído. Só lhe falta um golo. Já não é assim tão difícil.
Facto – No último minuto da partida, Carlos Duarte tira um centro e Teixeira cabeceia por entre os defesas do Torreense. O título está ganho, ainda que tivesse sido necessário devastar o já condenado Torreense. 
Facto – Os jogadores do FC Porto esperam pelo fim do jogo da Luz para comemorarem. Onze para onze, não tinham conseguido fazer um golo: foi preciso contar com a saída temporária de António Manuel, primeiro, e depois com as expulsões definitivas de Manuel Carlos e Saldanha para marcar o segundo e o terceiro.
Facto – Toda a gente conhece o nome de Calabote... Ninguém parece querer recordar o nome de Francisco Guiomar.
Conclusão – Alguns cronistas ligados ao FC Porto sabem pouco ou nada da história do Futebol português. Por isso insistem alegremente nas mentiras repetidas."

Afonso de Melo, in O Benfica

PS: Trabalho 'quase' completo do Afonso de Melo, faltou o contexto pré-jogo (com o Benfica a ser obrigado a jogar em Belém na Quinta-feira anterior, num jogo 'repetido'!!!), e o contexto pós-jogo (com o inquérito ao Calabote no jogo de Juniores Belenenses-Sporting!!!)... Sobre as incidências dos jogos, também merecia referência, o penalty que ficou por marcar a favor do Benfica nos últimos minutos, já com o jogo de Torres Vedras terminado. Penalty tão claro, que até o treinador da CUF o reconheceu no final da partida...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Benfiquismo...

Um futebol à beira de prescrever...

"A receita do sucesso? Segurança nos estádios; horários decentes; bilhetes acessíveis; justiça compreensível; arbitragem credível...

FUTEBOL sem adeptos nos estádios é para onde, cada vez mais, caminhamos. Por mais que os responsáveis garantam pugnar pelo contrário, a verdade é que continuam por ser tomadas medidas que, na prática, revitalizem a vontade de ver o espectáculo ao vivo. E que medidas são essas? Basicamente, passam pela segurança - e aqui incluem-se agressões físicas e verbais -, pelo preço dos ingressos; e pela adopção de horários compatíveis com a generalidade dos cidadãos. Como nada disto é feito, e como, para cúmulo, a situação da insegurança continua a agravar-se (os Bês de Guimarães e Braga, pois claro, mas também muitos outros exemplos tristes que não só afastam as famílias dos estádios como afugentam muitos dos habituais espectadores), como os jogos são disputados à hora que mais convém às televisões, e como o dinheiro cada vez pesa menos nos bolsos dos portugueses, aquilo a que assistimos é um caminhar inoxorável para o abismo. Para cúmulo, as decisões da Justiça Desportiva estão a contribuir para o descrédito da indústria do futebol e um dia destes prescreve a paciência dos adeptos e os dirigentes acabam a falar apenas uns com os outros, alheios a uma realidade que exige condições de várias ordem - da credibilidade da justiça à verdade da arbitragem, à transformação dos estádios em espaços amigáveis - para que o futebol ao vivo não se fine. Como é que alguém pode mostrar-se minimamente surpreendido com a diminuição drástica de espectadores se os responsáveis falam, falam, falam, mas não fazem nada de concreto? Quem tem um rumo? Ponham os olhos nos jogos da Selecção Nacional, que conseguem juntar, deitando mão a modelos imaginativos, milhares de portugueses. Assim, pelo caminho que está a ser trilhado, o desastre é inevitável.
Quem percebe as prescrições no caso do Boavista (que ainda fará correr muita tinta, acreditem), sem que se refira o mérito da causa? Quem compreende a discrepância de interpretação entre órgãos da Liga e da FPF no caso do FC Porto na Taça da Liga? Quem aceita que se convidem os adeptos para ir aos estádios e depois não sejam garantidas condições de segurança? Falei da Selecção como bom exemplo. Querem mais? Ponham os olhos na Bundesliga, transponham os conceitos para cá e num ápice verificarão uma melhoraria nítida no estado da nação do futebol.
Nestes tempos de crise, quando ainda estão na retina as imagens de Guimarães e de Braga (com o Paços o delegado da Liga não viu nada!!!), não vale a pena apontar o dedo a este àquele, especificamente. Antes fosse possível resolver os problemas dessa forma...
Infelizmente, só uma alargada conjugação de boas vontades poderá conduzir o nosso futebol a um futuro sustentado.
Infelizmente, porque não acredito que tal seja possível...

(...)

DUAS semanas depois, onde para a Polícia?
«O computador portátil de Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, também foi furtado no assalto à sede do organismo?»
A Bola, 14 de Fevereiro de 2013

RECAPITULEMOS: há mais de DUAS semanas a sede da FPF foi assaltada, pensava-se que só tinham sido roubados dois computadores, de oitavo andar, mas o portátil do presidente dos árbitros, no sexto andar, também desapareceu. O ladrão, de cara destapada, foi caçado pela videovigilância. Deixou um rasto de sangue e impressões digitais. E nada?

(...)"

José Manuel Delgado, in A Bola