Últimas indefectivações

sábado, 24 de janeiro de 2026

E que tal Vitinha no Real Madrid?


"Seria o casamento perfeito. O melhor médio da atualidade no melhor clube do Mundo. Ainda mais quando nos referimos a um Real Madrid inconsolável, inconsistente e sem um gigante no meio-campo, desde que se tornou órfão do croata Luka Modric (hoje no Milan) e, sobretudo, do alemão Toni Kroos, que pôs ponto final na carreira de futebolista.
Solução para tão grande dilema? É simples e é português: Vitinha, figura-mor do PSG e da Seleção de Portugal. Encaixava que nem uma luva num setor do campo que sobrevive a custo da qualidade (inatacável) dos seus atuais donos — Tchouameni, Arda Guler, Fede Valverde — mas que, digamos, precisa de figura transcendente e, neste momento, não há no Mundo figura mais transcendente para a posição do que Vitinha — e se alguém acha que há, faça o favor de sair da sombra e de o anunciar.
É simples, escrevíamos. Pois, simples, simples não é. Mas também não é impossível. Falamos, afinal, do emblema que no mundo mais faturou no último ano — o Real teve, de acordo com estudo da Deloitte, receitas de mais de mil milhões de euros — e que, decerto, conseguiria dispor dos 90 milhões de euros que o PSG exige pela estrela no próximo verão. Ou, até, de um valor superior, caso as exigências atuais se modificassem. Restaria saber se o médio português de 25 anos, com contrato com os parisienses até junho de 2029, estaria na disposição de arriscar esse passo na carreira.
Mas, contas feitas, há algum craque que diga «não» ao Real Madrid?"

Portugal: põe os olhos no andebol


"Lamento que a maioria dos portugueses, e das empresas, não tenha a noção da atual dimensão mundial do andebol nacional. Talvez na Dinamarca saibam mais sobre isso do quem em Portugal...

Neste espaço escrevo sobretudo sobre futebol — dentro e fora das quatro linhas. Tem sido assim, como aliás assim é na maioria do espaço mediático, mas já escrevi também sobre atletismo e algumas vezes, à boleia do desporto, também sobre temas que vão além dele ou nada com ele têm a ver. Mas há uma modalidade que não o futebol que me centrou as atenções já mais do que uma vez e que volta a merecê-la — e não é o atletismo, que me é caro por o ter praticado na juventude, com corridas de velocidade e saltos em comprimento pelo já extinto e saudoso Desportivo da Juventude Aljustrelense, em provas regionais e nos nacionais DN e Olímpico Jovem pela seleção da Associação de Beja. É do andebol a que me refiro.
Será provavelmente a modalidade coletiva de maior sucesso em Portugal além das que têm a bola no pé como base e além do hóquei em patins, que no entanto não tem nem de perto nem de longe a mesma visibilidade internacional, por pena minha que me habituei a ver os jogos do Mineiro Aljustrelense ainda no Parque Desportivo Municipal, antes de haver o Pavilhão Municipal dos Desportos Armindo Peneque — onde jogou e treinou Filipe Gaidão pelo tricolor —, muitas vezes à chuva mas que não fazia os jogos parar.
Já mais do que uma vez enalteci aqui as campanhas do Sporting na EHF Champions League, talvez nesta altura a equipa de clube nacional mais forte nas mais fortes modalidades (de pavilhão e não só). E podia também enaltecer campanhas do FC Porto na mesma principal prova europeia, ou na EHF European League que o Benfica já conquistou. Enalteço e lamento que a maioria dos portugueses não tenha a noção da atual dimensão do andebol nacional. Ao nível de clubes e da Seleção.
Vem bem a propósito depois da vitória de Portugal sobre a Dinamarca, atual campeã olímpica (duas vezes) e mundial (quatro vezes) e que tenta conquistar um Europeu pela terceira vez. A atual principal potência mundial do andebol derrotada pela Seleção Nacional que, apesar de ontem ter perdido 30-32 com a Alemanha, luta por um lugar nas meias-finais da prova continental do mais forte continente a jogar andebol. E a noção que (não) se tem desta Seleção é para mim tão incompreensível que não percebo como não há empresa que se digne a patrociná-la na medida da sua dimensão mundial. Arrisco mesmo dizer que os dinamarqueses terão mais conhecimento da real qualidade desta equipa do que a maioria dos portugueses e de meios generalistas que por muito menos dão destaque a feitos de dimensão microscópica ou a participações honrosas com direito a imenso tempo de antena em programas da manhã ou da tarde em que o andebol pouco tem aparecido apesar do que tem feito.
Talvez seja preciso Portugal ganhar o Europeu para que muitos se apercebam que existe uma equipa desta dimensão e para muitas empresas acordarem para este potencial — das equipas, das Seleções e de jovens jogadores carismáticos e que se projetam para serem (e já são) dos melhores do mundo, como é o caso dos irmãos Costa. Não lhe dar já a atenção merecida já seria injusto, porque o andebol nacional é sem dúvida exemplo a seguir por outras modalidades e por muitos setores que não do desporto. Comigo podem contar para reclamar o que merece e que lhe é devido. Mesmo antes de se conquistar um título que acredito que um dia vai acontecer..."

O manager «big man» terminou


"«Houston, we have a problem.»
A frase ficou na historia da cultura popular via o filme Apollo 13, embora não tenha sido exatamente assim que o astronauta Jack Swigert tenha comunicado… brevemente a Oitava vai descrever as cidades onde Portugal vai jogar este verão e a muito texana e gigante Houston vai ser uma delas.
Fazendo um transfer para a realidade do futebol em 2026, podemos anunciar «Managers, you have a big problem!».
Com base num editorial do FTimes, intitulado «A era do manager big man terminou», Ruben Amorim é naturalmente citado, mas os despedimentos de Maresca e Alonso logo em Janeiro reforçam a ideia de que o papel todo poderoso de Ferguson ou Wenger terminou.
Com a indústria em crescimento contínuo e as respetivas decisões empresariais a tornarem-se centrais, o head coach - leia -se o antigo manager - perdeu poder.
Southgate diz mesmo que foram as lutas de poder com os «fatos e gravatas» que provocaram a «mortandade» ocorrida neste início de ano. A matéria refere ainda que Liverpool, Brighton ou Brentford eram exemplo desta nova ordem, enquanto para Guardiola o essencial reside agora no scouting e descoberta de talentos.
Não foi notícia de primeira página, mas o cenário e o guião ja existiam em declarações de Luís Freire logo apos a saída do comando do Rio Ave. Managers, you have a big problem!"

BolaTV: Toque de Bola - S01E08 - Simões...

BolaTV: Entrevista Jorge Brás...