Últimas indefectivações

sábado, 26 de setembro de 2015

Goleada, na véspera da Europa...

Benfica 9 - 1 São João

Bom início de tarde, com uma goleada bem construída, com golos para todos os gostos.
A única novidade foi o regresso do Brandi... desta vez foi o Juanjo a ficar de fora...

Agora, vamos para a Eslovénia, disputar a UEFA Futsal Cup, com o Centar Sarajevo (Bósnia), Varna (Bulgária) e o Dobovec (Eslovénia). Somos favoritos, passam duas equipas, estou bastante confiante...

PS1: A nossa equipa de Voleibol, venceu hoje em Lamego, no Torneio das Vindimas, o Castêlo da Maia, por 3-1 (21-25, 25-19, 25-23, 25-9). O Castêlo bastante reforçado. Amanhã disputamos a Final com o inevitável Fonte do Bastardo, que também venceu por 3-1 o Madalena.
Recordo que para a semana, vamos disputar o primeiro troféu oficial da temporada: Supertaça, contra um também reforçado Sporting de Espinho.

PS2: Esta noite na Catalunha, a Selecção Nacional de sub-20 de Hóquei em Patins, sagrou-se Campeã do Mundo, com três Benfiquistas na equipa: Gonçalo Nunes, Gonçalo Pinto e Pedro Baptista.

Youth Cup 2015

Decorreu hoje no Caixa Futebol Campus, a 5.ª edição da Youth Cup, celebrando assim o aniversário do nosso Centro de Estádio.
sub-14: Benfica 3 - 0 Juventus (Filipe Cruz, Diogo Cardoso(2))
sub-15: Benfica 3 - 0 Barcelona (João Ferreira, Ronaldo Camará, Úmaro Embaló)
sub-16: Benfica 1 - 2 Liverpool (Pedro Álvaro)
sub-17: Benfica 1 - 0 Real Madrid (Filipe Soares)

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Margem estreita

"No Benfica não se festejam vitórias morais. Uma boa primeira parte em que se podia ter resolvido o jogo na primeira meia hora não chega para trazer algo de positivo do Dragão. O Benfica esteve a quatro minutos de despedir Lopetegui, já era assobiado e criticado pelos portistas, e acabou a perder com um dos piores FC Porto dos últimos 20 anos. Um FC Porto que vinha de Kiev com uma viagem desgastante e onde só um frango de Casillas lhe tirou a vitória. Este facto aumenta o mérito do FC Porto não o diminui. O futuro até pode mostrar que o FC Porto perdeu o campeonato no domingo, (basta acabar empatado com o Benfica e perder por dois golos na Luz), mas por agora é azul e branca a vantagem. Ninguém no Benfica fica satisfeito com derrotas e ainda bem. Só se consegue seguir em frente com possibilidades de êxito, quando se conhece e encara a realidade, por mais dura que seja.
Este início de época tem sido difícil e a margem está estreita. Ganhar ao P. Ferreira é o caminho. Ainda não ganhámos fora de casa, e na Luz houve jogos com muita dificuldade. Rui Vitória sabe bem as dificuldades que tem pela frente, mas não adianta continuar a falar dos jogos já realizados. O futuro é amanhã contra o P. Ferreira, e só ganhar é começar a fazer o futuro que se deseja.
Vai ser um Campeonato disputado e não podemos conceder mais vantagem aos dois adversários (embora me pareça que, infelizmente, apenas o FC Porto conta verdadeiramente). O Sporting quando não tem problemas, inventa-os. Quando não se movem processos a comentadores, atacam-se ex-dirigentes, quando não há ex-dirigentes disponíveis, podem ser quezílias com os melhores atletas. Não pode é faltar burburinho para os lados de Alvalade, é um lugar onde não cabe a monotonia da tranquilidade, tudo em nome do dinamismo."

Sílvio Cervan, in A Bola

Tudo em aberto

"Quando, na semana passada, referi que não seria uma desgraça perder no estádio do Dragão, fi-lo por diversas razões.
Antes de mais, por reconhecer a dificuldade histórica sentida nas deslocações ao campo do FCP. Os mais desatentos poderão pensar que as estatísticas estão inquinadas pelo que aconteceu no futebol português a partir dos anos 80 (e estão!). No entanto, convém recordar que, por exemplo, nos anos 60 em que conquistámos seis Campeonatos Nacionais, fomos Bicampeões Europeus e disputámos mais três finais da TCE em oito temporadas, lográmos apenas uma vitória e três empates nos oito jogos disputados nas Antas.
Por outro lado, quatro pontos de atraso à quinta jornada, embora longe do desejável, em nada hipoteca a nossa candidatura ao título.
E reconheci, também, apesar da mudança de rumo estratégico (menos investimento e aposta consistente na formação), que a equipa já mostrara sinais, individual e colectivamente, de ser competitiva.
Sei que os resultadistas me contrariarão, mas a forma como o clássico de desenrolou não me fez mudar de opinião. Apresentámo-nos personalizados, fomos superiores na primeira parte, defendemos bem e perdemos porque, afinal, se trata de futebol, um desporto em que, nos confrontos entre equipas equilibradas, a vitória sorri a quem é mais feliz e/ou competente nos detalhes. No caso três: a bola que não entrou nas oportunidades que dispusemos na primeira parte; um erro nosso a meio-campo a resultar numa transição rápida superiormente finalizada a poucos minuto de terminar o encontro; e a benevolência do árbitro num lance em que o lateral direito portista mereceu ser expulso por acumulação de amarelos no início da segunda parte."

João Tomaz, in O Benfica

Detalhes

" 'Ah e tal, o jogo de domingo passado foi decidido nos detalhes', terá declarado à comunicação social o filho de um antigo quebra-pernas azul e branco. Tem razão, o rapaz. Foi mesmo uma questão de detalhes. Um deles foi o detalhe de o próprio não ter sido expulso por acumulação de amarelos nos 85 minutos anteriores a ter aparecido sozinho frente a Júlio César.
Outro detalhe que fez a diferença é o facto de, naquele campo de futebol e no seu predecessor, o futebol ser confundido com full contact. Maicon, a grafia errada com sotaque brasileiro de um qualquer Michael, mostrou a longa escola de maus costumes a que já nos habituámos. Faz escola por ali: Bruno Alves, Jorge Costa, Mangala... A cobardia de tentar agredir o adversário na cabeça com o pé foi nas barbas do árbitro Artur Soares Dias. O filho de outro afamado juiz do norte estava a cinco metros de distância. E que decisão tomou? Nenhuma - mas isso é apenas um detalhe.
Querem mais detalhes? Vamos a outro. O menos digno dos elementos do grande povo uruguaio poderia também ter visto o cartão vermelho e terminado o jogo mais cedo no balneário. Não aconteceu graças à intervenção de Nico Gaitán - um grande detalhe de fair play ao alcance de poucos no mundo do futebol e de praticamente nenhum dos elementos do plantel que ficou em segundo lugar na época passada.
Só mais um detalhe: três bolas de golo defendidas por um guarda-redes espanhol na primeira parte.
Foi um Benfica Bicampeão que jogou no domingo à noite. Sem medo, com dois avançados, uma equipa de vencedores com um treinador com 'eles' no sítio. Não fomos minimamente beliscados. Vamos ser Tricampeões."

Ricardo Santos, in O Benfica

Derrotados, mas...

"Não existem vitórias morais. O Benfica perdeu o clássico, e, como tal, ninguém na família benfiquista pode estar minimamente satisfeito. Acresce que esta foi a segunda derrota em outros tantos jogos fora de casa, o que, não sendo dramático, não pode deixar de constituir matéria de reflexão.
Dito isto, é preciso dizer também que da partida de domingo ficaram algumas notas positivas.
A primeira parte foi bastante bem conseguida. Não me recordo, nos anos mais recentes, de entrada tão forte do Benfica no Estádio do Dragão. Ao intervalo, o melhor em campo era claramente o guarda-redes do FC Porto, que já evitara dois golos cantados.
A equipa encarnada apresentou-se personalizada, com os sectores muito juntos, funcionando em harmónio, tanto a defender como a atacar. Os jovens não tremiam (excelente exibição de Nélson Semedo), e, na frente, Mitroglou abria espaços e criava perigo. O FC Porto não conseguia, sequer, aproximar-se da nossa baliza.
No segundo período tudo mudou. Para sermos justos, há que dar mérito à equipa da casa, que apareceu transfigurada. Terá faltado, então, alguma inspiração aos artistas Jonas e Gaitán para que o Benfica conseguisse sacudir a pressão a que foi submetido. O tempo ia passando e, a cinco minutos do fim da partida, o resultado esperado era o empate. Aí, faltou a sorte do jogo. A sorte que havíamos tido, por exemplo, na época anterior – quando alcançámos uma vitória carregada de felicidade.
Nada está perdido. Se a nossa equipa jogar sempre como naqueles 45 minutos, certamente perderá poucos pontos no resto do campeonato. E no fim, faremos as contas."

Luís Fialho, in O Benfica

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

A graçola de Pinto da Costa

"Há uma estratégia clara do FC Porto, que usa, como instrumento dessa estratégia, o Sporting. É a história do... Cavaleiro da Triste Figura.

A sorte nos últimos minutos
Não fujo do problema: o BENFICA perdeu um jogo. Mas perdeu, onde, nas últimas seis épocas, apenas tinha ganho uma vez para o Campeonato.
Perdeu, outra vez, nos últimos minutos.
Que nos sirva de lição, para tudo o que resta da época.
Porque, como sempre disse, seria um jogo que contaria para a história do futebol, mas não vai contar para a história deste Campeonato.

Compras por atacado sem ganhar nada
Sabem o que penso sobre o grau crescente de conflitualidade no futebol português. E mesmo quando ninguém contribuiu, antes do jogo de domingo, para isso, a necessidade do Porto provocar o BENFICA, mesmo depois de ter ganho, atesta o quanto estou certo.
Nem sequer será preciso invocar Voltaire - «Quem se vinga depois da vitória, é indigno de vencer» - para os classificarmos na hierarquia do género humano (porque, sobre isso, estamos conversados).
Confirmando o que penso, já depois do jogo de domingo, Pinto da Costa afirmou que «o que falta ao Benfica, sobra ao Sporting - Jorge Jesus».
Não passa de mais uma graçola, mas confirmando tudo aquilo que tenho denunciado nos últimos tempos: há uma estratégia clara do Porto, que usa, como instrumento dessa mesma estratégia, o Sporting.
Numa versão portuguesa e (muito pouco) moderna do livro de Miguel de Cervantes: El Ingenioso Hidalgo de Don Quijote de la Mancha... ou a história do Cavaleiro da Triste Figura...
É público e notório que o Porto precisa de ganhar... pelo investimento feito nas últimas 2 épocas, em particular, e pela aposta, pessoal, do seu Presidente, num treinador que teima em pôr os cabelos em pé aos fiéis adeptos daquele emblema.
É público e notório que o Porto - e, muito em particular, o seu Presidente - terão de provar que todas as contratações feitas nestas três últimas épocas, sem nada ganhar, só serão justificadas com o Campeonato, este ano.
É, ainda, público e notório - do que se tem visto, neste início de época e ao longo de toda a temporada passada - que o Porto não convence com o seu jogo, sendo disso exemplo as opções do seu treinador, que, não raras vezes, são veemente contestadas pelos seus adeptos.
Por esses motivos - públicos e notórios - e como precisa urgentemente de ganhar, o Porto tem de apostar fortemente na estratégia em que tem vindo a insistir, desde o fim da época passada.
Só não vê quem não quer ver ou... quem anda distraído!
Por diversos meios (declarações, entrevistas, blogues, etc.), a estratégia passa, essencialmente, por ataques violentos à arbitragem, por tudo e por nada, mesmo quando são beneficiados, como aconteceu no domingo. 
Estão contra os árbitros e contra Vítor Pereira, em particular, porque sonham com as nomeações de outros tempos.
Mas, perceberam que uma estratégia deste tipo só condiciona se tiver a participação e o empenho do seu dirigente máximo.
Por isso o Presidente fala, sempre, para enquadrar as escolhas, para anunciar o que quer e o que espera quem não quiser o que ele anuncia.
Essa estratégia, imoral nos seus pressupostos, é capaz de tudo e do seu contrário: não é escrutinável porque no futebol não há memória.
Por isso se admite, sem qualquer contraditório de jornalistas e analistas que temem a violência, que Artur Soares Dias tenha passado de árbitro muito contestado, incompetente mesmo, a... árbitro adorado.
Não estranhei a ausência de críticas à sua nomeação, como não estranhei a ausência de cartões vermelhos quando Maxi e Maicon recorreram à mais pura agressão.
O que estranharia era eles terem ficado em campo, se fossem... do BENFICA!!!
Na verdade, fiquei com a certeza de que eles, como jogadores do Porto, sabiam o que podiam fazer... 
Porque sabem até onde podem ir... E podem ir muito longe, porque nenhum dos seus comportamentos - nenhum, mesmo - é sindicável (como o seria no BENFICA e, diga-se, em abono da verdade, no Sporting). 

Um aliado tipo 'pau para toda a obra'
A estratégia poderá, de facto, ter sido urdida com cuidado. Mas peca por defeito! Porque nada chegará para disfarçar a grande falha do Porto e que desde a época passada se tem tornado no maior dos seus problemas: a contratação daquele treinador.
Não querem (ou não podem) reparar directamente essa falha.
Pelo que tentam, apenas, disfarçá-la, com um investimento louco e desesperado e com constantes ataques e condicionamentos da arbitragem.
Por muito que isso custe, a quem (situando-se nos meus antípodas) vive o Porto com paixão de adepto (mesmo aqueles que perdem tempo a insultar-me, o que aqui, publicamente lhes agradeço).
Como se tem visto, neste início de época e ao longo de toda a temporada passada, o Porto não tem um treinador como... eles gostariam!
Por isso, como disse e repito, durante esta época (como no fim da de 2014/15) ao mínimo deslize ou imprevisto - é só uma questão de tempo - a culpa será de Vítor Pereira, preparando, assim, a segunda vaga de assalto; tipo wehrmacht alemã (confesso não ser piada aos 6-1 de Munique da época passada).
Mas essa estratégia precisa de um amigo em Lisboa... embora com um problema existencial entre mãos: um treinador que se acha maior do que tudo onde está - quase maior que o seu próprio ego - e um Presidente que pensa, para com os seus botões: «Com aquilo que lhe pago, até com os juniores tem que ser Campeão.»
O Sporting, ao contrário do Porto, não me parece ter qualquer estratégia.
Limita-se a seguir os acontecimentos, a cavalgar as ideias que surgem, o que, algumas das vezes, merece a simpatia e a complacência que temos para com os... românticos (em termos literários, como é evidente). 
Mas quase se confunde com o Porto, na ânsia de, juntos, evitarem a conquista do Tricampeonato pelo BENFICA!
A luta pelo campeonato - nunca é demais repeti-lo, para que esteja bem presente nas nossas mentes - não é a três, como seria suposto, mas, evidentemente, a dois.
Porque, para os outros dois, a nossa derrota serve... só depois se preocupando em cuidar de quem ganha. 
O que levará - não se admirem dentro de poucos dias a que o Sporting também culpe... Vítor Pereira (até do caso Carrillo ou dos desaires na Europa)!

A organização do Benfica
Perante tudo isto... «parece que o mundo inteiro se uniu para nos tramar», como canta Rui Veloso? Não acredito, e mesmo que assim fosse, temos de vencer esse mesmo mundo.
Não numa afirmação contra a conspiração de mais uma guerra das estrelas (cadentes e decadentes) mas com a capacidade e a organização do BENFICA.
Se assim não for, eles ganharão.
Mas - pior - voltaremos ao princípio, com mais dificuldades e menos tempo para recuperar.
Por isso, o melhor é ganhar.
Pelo BENFICA."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Entretanto na Escócia !!!

Celtic B 1 - 2 Benfica B

Começou bem a participação do Benfica, na U21 Premier League International Cup, com uma vitória em Glasgow. Apesar da competição ser de sub-21, jogámos com uma equipa composta com muitos juniores (sub-19).
No outro jogo do grupo, o Chelsea derrotou o Liverpool, por 4-2.

Entre a razão e a emoção

"Uma saída de Gaitán será, certamente, das decisões mais difíceis de tomar por Luís Filipe Vieira. A racionalidade que deve ter um gestor pede que venda se aparecerem os 35 milhões de euros, mas esse factor poderá chocar de frente com os interesses da equipa. Vender Gaitán é deixar a asa esquerda da equipa ferida, talvez sem cura até final da temporada. Sem Salvio, e com a juventude de Guedes no lado contrário, um negócio destes aconselhará sempre prudência. O génio de Gaitán tem dado pontos à equipa, na finalização, assistências ou, simplesmente, pelo que faz jogar. A menos que em Janeiro a época das águias esteja comprometida na Europa e internamente será difícil justificar a saída do camisola 10, peça fundamental numa equipa já pressionada por reforços que tardam em impor-se. De pouco servirá a aposta na formação se desportivamente a temporada for desastrosa. A menos que a SAD assuma que o ano é de uma aposta total na mudança de paradigma. E ainda não aconteceu."

Vanda Cipriano, in Record

Chuteiras 'tutti-frutti'

"Hoje escrevo sobre botas, ou melhor, chuteiras que é a aliança entre calçado e chutos na bola. Sobre a multiplicidade das suas cores e design. Amarelas, azuis, laranja, verdes, vermelhas, fluorescentes e afins, de duas ou mais cores, com formas geométricas ou psicadélicas. Há até jogadores que calçam chuteiras de cor diferente em cada pé, sejam destros ou canhotos. Arrisco dizer que chuteira preta é uma espécie em vias de extinção. Aspecto diferente á a inovação tecnológica, que é bem-vinda se contribuir para a segurança física e capacidade técnica dos jogadores.
Confesso que, às vezes, esta variedade até me permite distinguir melhor alguns jogadores, fixando não os números nas costas mas a cor das botas. No entanto, considero esta diversidade de cores (e de patrocínios com retorno) um assunto que deveria ter regras estritas. Afinal, a cor das chuteiras faz tanto parte do equipamento como a cor das meias ou a gola da camisola. Para estas não se concebe a possibilidade de jogadores da mesma equipa usarem cores diferentes.
Não deixa de ser contraditório que os organismos que supervisionam o futebol imponham que se dê um cartão amarelo a quem, na excitação de um golo marcado, tira, por segundos, a camisola, como se a festa do futebol fosse uma punição e, depois, deixem que as chuteiras sejam à vontade do freguês. Do freguês e das marcas de um mercado muito concorrencial.
No jogo com o Belenenses, creio que houve um jogador do Benfica que usou botas esverdeadas, o que é, clubisticamente, uma heresia. Para verde no Benfica já nos chegou o equipamento do Silvino, há muitos anos..."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O clássico e Maxi

"FC Porto-Benfica foi um razoável jogo, sem jogos florais antes e depois. Estiveram bem os dirigentes dos dois clubes, não poluindo o ambiente. O futebol precisa de acalmia e tal estado de espírito tem que começar por cima. Perdeu o meu clube, apesar de ter jogado melhor do que há um ano em que venceu 2-0. E, de novo, houve os últimos e fatídicos minutos, que parecem já ser uma tradição maldita para o Benfica no Dragão.
Maxi Pereira voltou a jogar mais um clássico. Desta vez, do lado oposto. Como sempre jogou com alma, intensidade e ganas que, ao longo dos anos, têm disfarçado e compensado as suas relativas insuficiências. No jogo, foi-lhe poupada uma expulsão logo no início da segunda parte, que o árbitro não teve coragem de punir naquele ambiente.
No entanto, não é tanto disso que quero aqui escrever. Tem mais a ver com o que, já há tempos, referi: a ingratidão. Maxi Pereira, como excelente profissional, fez o seu jogo. Escusava era de, no final, ter exultado, de uma maneira tão expressiva, com a vitória do seu novo clube e a derrota do seu antigo clube. Afinal sempre foram 8 anos no Benfica. Não sei mesmo se, sem esses 8 anos, o uruguaio teria tido agora a oportunidade de melhorar substancialmente a sua retribuição num novo clube ou se estaria esquecido numa qualquer equipa secundária. Por isso, não questionando o direito-dever de dar o máximo pela nova equipa e de ficar satisfeito com a vitória, não lhe ficaria mal um certo período de nojo na transição. Período que outros jogadores respeitam com galhardia, gratidão e moderação. E até com o silêncio que ele não foi capaz de assegurar."

Bagão Félix, in A Bola

Nélson Semedo no caminho certo

"(...)
A simplificação em atividades complexas e delicadas é uma arte difícil de atingir.
Nélson Semedo foi promovido por Rui Vitória da equipa B e achou bem; tornou-se titular do bicampeão nacional e achou melhor ainda; chegou ao Dragão para assumir o duelo com Brahimi, acenou com a cabeça, arregaçou as mangas, fixou-o nos olhos, tratou-o logo por tu e, contra todas as previsões, não perdeu o duelo com um dos melhores jogadores da Liga. As dúvidas começam a dissipar-se: temos jogador.
(...)"

Duas faces

"O Benfica entrou com uma identidade vincada no Dragão, na primeira parte colocou o Porto em sentido, com posse e boa circulação de bola, agressividade defensiva e a equipa subida. Desta feita, não se viu um Benfica com o autocarro estacionado à frente da área (estratégia que deu a vitória o ano passado), nem uma equipa incapaz de controlar o jogo a meio-campo.
Nos últimos anos, não me recordo de ver um Benfica tão destemido e personalizado a jogar contra o Porto fora. E a comparação não é de somenos: este é, afinal o onze titular menos forte das últimas temporadas e, convém não esquecer, a equipa entrou em campo com uma ala direita que o ano passado fazia o tirocínio na equipa B. Esta foi uma das faces do Benfica este fim de semana. Uma face bem positiva e que augura um futuro auspicioso.
Infelizmente houve outra face. A da equipa que perdeu os três jogos oficiais disputados fora da Luz (com Sporting, Arouca e Porto). Como a próxima deslocação é a Madrid, para defrontar o Atlético, o Benfica arrisca-se a fazer quatro jogos fora e a acumular quatro derrotas. Esta é a face mais negativa. Que fazer agora? Consolidar uma ideia de jogo distinta da do passado (da qual se têm visto sinais nas últimas partidas), estabilizar o onze titular e não escorregar de novo.
O Benfica pode mudar de política, apostando em jovens vindos da formação, mas tem de combinar essa aposta com a capacidade ganhadora do passado recente. Caso contrário, não há estratégia de aposta na formação que resista."

'Aposta suja'

"Na sexta-feira, o jornalista e amigo Luís Aguilar, colaborador do Record e do Sindicato, apresentou o livro 'Aposta Suja'. Um livro corajoso, que recupera o jornalismo de investigação e aborda um dos temas que colocam em perigo o futuro competitivo e a integridade desportiva: o 'match-fixing', expressão que define a prática de combinar resultados, com vista a obter prémios desportivos ou quantias provenientes de apostas a dinheiro. É um livro de leitura obrigatória para jogadores, treinadores, dirigentes e instituições desportivas e políticas.
Para se compreender a dimensão do fenómeno, recupero uma declaração do antigo investigador da FIFA, Terry Steans: "As pessoas falam do lucro que a FIFA teve com o Mundial do Brasil. Perto de 4 mil milhões de dólares. Sabem o que eles chamam a 4 mil milhões no mercado ilegal de apostas na Ásia? Quinta-feira! É a receita que fazem num só dia. Estima-se que o mercado de apostas desportivas consiga um retorno anual de 1 trilião de dólares, dando uma média de 3 biliões por dia. É desta realidade que estamos a falar. Respire fundo. Em Portugal, apesar das notícias vindas a público, continuamos a fingir que nada acontece. Todavia, há sinais claros que não devem ser menosprezados. O incumprimento salarial deixa os jogadores mais vulneráveis; a falência de clubes/SAD deixa os dirigentes mais dependentes; a entrada de investidores estrangeiros sem qualquer escrutínio abre a porta ao crime organizado; a ausência de um modelo de licenciamento das competições não profissionais ou a ineficácia do modelo das competições profissionais potencia a desigualdade; a ausência de um modelo de boa governação promove a opacidade, a irresponsabilidade e a impunidade.
O Sindicato será activo, em especial junto dos jogadores, informando, esclarecendo, alertando e criando mecanismos de segurança para a denúncia, o que fará brevemente, apresentando o seu projecto 'Anti Match-Fixing'. Até lá, deixo alguns conselhos aos jogadores:
1. Sê transparente nunca combines o resultado de um evento;
2. Sê aberto conta a alguém que te tentaram subornar;
3. Sê cuidadoso nunca partilhes informação sensível;
4. Sê inteligente conhece as regras;
5. Salvaguarda-te - nunca apostes no teu próprio desporto."

Para que serve a justiça desportiva?

"1. O Direito desportivo é como o Direito canónico. Perante a Lei civil de nada valem. É por isso que a Justiça desportiva ameaça com o fantasma da expulsão das provas a quem recorrer a um tribunal comum para contestar uma sua decisão. Vejam o que aconteceu com a compulsiva despromoção do Boavista no rescaldo do Apito dourado! Depois de vários anos, acabou por ser reintegrado, obrigando assim a Liga ao alargamento para 18 clubes quando o país não tem capacidade para sustentar mais de 10-12! Vejam o que sucedeu ao Calciopoli (um terramoto que em 2006 varreu todas as estruturas do futebol italiano e que envolveu várias instâncias desportivas e civis), agora demolido pelo Supremo Tribunal de Justiça! Afinal, os únicos responsáveis pelo escândalo foram o famigerado Luciano Moggi, já irradiado, acolitado por outros dois dirigentes da Juve, hoje vice-campeã europeia depois de um banho de humildade no escalão inferior. Um dos protagonistas deste ressurgimento bianconero é o jovem (22 anos) Morata, um canterano do Real que em Julho de 2014 o cedeu por 20 milhões com uma cláusula de resgate de 30. Florentino Pérez já avisou que vai executar a cláusula, mas a velha e sagaz senhora tudo faz para impedir a sua libertação. Como? Convencendo-o a dizer «não», mediante o aumento do salário, a prorrogação do contrato e a titularidade.
2. De igual modo, também o Sporting faz o mesmo com Carrillo. Pretende que o peruano prolongue o seu vínculo e, para isso, promete-lhe aumento salarial. O jogador, porém, que tem outras e melhores propostas, recusa. E o que faz Bruno de Carvalho? Em desespero de má causa, castiga-o, afastando-o da equipa. É isto justo e legal? Não. O jogador está a cumprir exemplar e escrupulosamente o seu compromisso, que termina em Junho próximo. E até lá quer manter a mesma atitude. Só que não o deixam e marginalizam-no. O que têm a dizer a isto os senhores juízes da Comissão de disciplina e do Conselho de Justiça? Nada, como sempre."

Manuel Martins de Sá, in A Bola

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Os duros «rapazes dos colchões»


"Benfica e Atlético de Madrid são velhos conhecidos: o primeiro jogo entre ambos data de 1919! É obra! Muitos outros, no entanto, ficaram para a história dos dois clubes. Como os dois disputados em 1965, em Caracas, na Venezuela...

Recordar encontros entre o Benfica e o Atlético de Madrid seria fácil. Demasiado fácil. Verdade, porém, que nenhum mais importante do que estes dois vindouros que contarão para a Liga dos Campeões. É assim mesmo a história do futebol: longa e plena de reencontros.
Se o meu estimadíssmo leitor não sabe, deixo-lhe aqui a informação que o primeiro jogo a opor 'águias' e 'colchoneros' data, veja bem, de 5 de Outubro de 1919. Ou seja, não tardará a cumprir 100 anos... É obra! Realizou-se em Madrid, durante uma digressão dos encarnados que venceram por 2-1. Supimpa!
A partir daí, houve muitos e saudáveis frente a frente, com vitórias de ambos os lados, sempre em jogos particulares ou fazendo parte de torneios de prestígio para os quais Benfica e Atlético foram convidados. nos próximos artigos, recordarei alguns, escolhidos a dedo.
O Club Atlético de Madrid é bem antigo, foi fundado em 1903, é ligeiramente mais velho do que o Benfica, e surgiu originalmente como Athletic Club de Madrid, com o Athletic grafado igual ao de Bilbau já que foram estudantes bascos que estiveram na sua origem. Eis porque os equipamentos e emblemas também são parecidos. E nasceu com bases populares, bem diferente do vizinho elitista Real.
As famosas camisolas às risquinhas não tardaram a valer-lhe a alcunha: pareciam-se com o forro dos colchões de palha - e daí 'colchoneros'.
Depois da Guerra Civil Espanhola, Franco, o caudilho, proibiu tiques estrangeirados no castelhano: o Athletic passou a Atlético. Com a fusão com o Aviación Nacional, de Saragoça, foi Atlético Aviación de Madrid até 1947. Caiu então a ligação à força área e a nomenclatura passou a ser a que ainda hoje em dia existe.
1947: fixemo-nos neste ano, para já. E porquê? Para assinalar que, entretanto, o Benfica e Atlético de Madrid continuaram a cruzar os seus caminhos.
Em 1924, por exemplo, os madrilenos vieram a Lisboa no mês de Março: dois jogos e duas vitórias para o Atlético (2-1 e 2-0).
Dez anos mais tarde, nova visita: no dia 1 de Abril um emocionante 4-4.
Em seguida saltamos para 1965. E para a pequena Taça do Mundo!

Caracas, Venezuela, Julho
Torneio de Caracas, também conhecido por Pequena Taça do Mundo.
Um dos mais famosos torneios internacionais do seu tempo, sobretudo por aglomerar equipas de diversos continentes. Damián Gaubeka, empresário basco que reside em Caracas, foi o ideólogo da prova que ganhou, nas suas primeiras edições, o nome do presidente venezuelano Marcos Pérez Jiménez. A Federação Venezuelana era responsável pela organização e, sob a regra de só se aceitarem clubes que tivesse ficado nos primeiros quatro lugares dos seus campeonatos, os jogos eram dirigidos por árbitros FIFA. Um luxo!
Duas fases marcaram o torneio: de 1952 a 1957 e de 1963 a 1975.
O Benfica esteve presente por duas vezes - em 1955, com o São Paulo (Brasil), Valência (Espanha) e La Salle (Venezuela), e em 1965, que nos interessa mais para o caso. E era aqui que eu queria chegar. Porque no dia 11 de Julho de 1965, Atlético de Madrid e Benfica defrontaram-se perante mais de 40 mil espectadores.
Entraram em campo com arbitragem do chileno Ifafia:
BENFICA - Costa Pereira; Augusto Silva, Germano, Raul e Cruz; Neto e Coluna; José Augusto, Eusébio, Torres e Yaúca.
ATLÉTICO DE MADRID - Madinabeytia; Rivilla, Griffa, Calleja e Ruiz Sosa; Glaria e Ufarte; Luís, Mendonça, Adelardo e Cardona.
Logo aos 4 minutos, Cardona dava vantagem aos duros rapazes dos colchões. Tudo corria mal ao Benfica. A equipa portuguesa via-se batida em velocidade e agressividade. Não se estranhou, por isso, que o jogo tombasse para o lado espanhol. Queixar-se-iam alguns dos encarnados que ainda lhes pesava nas pernas o esforço dispendido três dias antes, no Rio de Janeiro, num jogo frente ao Vasco da Gama (1-1).
Na segunda parte, o resultado dilatou-se com mais um golo de Cardona e outro do português (depois naturalizado espanhol) Jorge Mendonça.
0-3: derrota dura. Mas com direito a desforra em breve.
O torneio prosseguiu com a vitória do Atlético sobre os venezuelanos do Deportivo de Galícia, clube fundado pelos emigrantes galegos de Caracas, por 1-0.
Em seguida foi a vez de o Benfica defrontar os «galegos». Nova derrota, desta vez por 1-2, utilizando uma equipa de reserva «enxertada» com Eusébio na segunda parte. Foi ele que marcou o golo solitário.
Mistérios que só a organização da Pequena Taça do Mundo seria capaz de desvendar, o efeito desta nova derrota nas possibilidades de conquistar o taça em disputa foram nulos. Os dois jogos entre europeus e sul-americanos não entravam nas contabilidades. Valiam apenas os pontos (e não golos) obtidos entre lisboetas e madrilenos. Ou seja, para a «révanche» do dia 17 de Julho bastava ao Atlético de Madrid um empate; o Benfica necessitava de vencer fosse porque resultado fosse. Se isso sucedesse, havia lugar a um prolongamento e o desfecho desse prolongamento ditaria o triunfador como se de um mini-jogo independente se tratasse. Confuso? Pois sim. Expliquei-me no melhor português que conheço. Perdoem-me.
Dia 17, o árbitro foi o venezuelano Osório.
BENFICA - Costa Pereira; Augusto Silva, Germano, Raul (Calado) e Cruz; Neto e Coluna; José Augusto, Torres, Eusébio e Yáuca.
ATLÉTICO DE MADRID - Rodri; Rivilla, Griffa, Calleja e Ruiz Sosa; Glaria e Ufarte; Luis, Mendonça, Adelardo e Cardona.
A chuva tornara o relvado pesadíssimo. O futebol foi mais lutado do que jogado. Ao contrário do que acontecera no primeiro jogo, a defesa do Benfica anulou por completo o moçambicano que ganhara o nome espanholado de Mendonza.
No início do segunda tempo, Torres, a passe de Eusébio, fez 1-0. O Benfica dominava mas os seus remates eram infrutíferos. O publico gritava de entusiasmo e exigia golos. Debalde. No final dos 90 minutos tudo na mesma.
Seguiu-se o prolongamento. Era quase um «quem marca ganha» das peladinhas infantis. O vencedor do prolongamento, arrecadaria a taça. E que bela taça! Foi preciso esperar... e esperar...
Calado, com um remate rasteiro, de longe, fez o 1-0 em cima do outro 1-0 a cinco minutos da meia-hora suplementar.
A vitória era 'encarnada', mas sem ser às riscas como nos colchões..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Até morrer!

"O homem que sonhou, mais do que qualquer outro, o museu do Benfica.

Nasceu em Vila Franca de Xira no final do século XIX. Foi aprovado sócio do Sport Lisboa e Benfica a 17 de Março de 1930, tinha 36 anos. Quatro anos depois, no dia 8 de Janeiro de 1934, iniciou o seu percurso como colaborador do Clube, uma carreira longa que encarou com o empenho e a dedicação de poucos, até morrer. O seu nome? Álvaro Curado!
Álvaro Curado (1894-1980) esteve 46 anos ao serviço do Sport Lisboa e Benfica, onde desempenhou diversas funções, sempre em cargos superiores, mantendo muitas delas em simultâneo, durante largos anos. Mas foi como Conservador da Sala das Taças (1935-1980) da secretaria da Rua Jardim do Regedor, 'que mais se notabilizou, com uma dedicação ímpar, de autêntico sacerdócio'.
Mentor de Joaquim Macarrão e antecessor da actual Direcção do Património Cultural, deixou-nos um importante legado, como o primeiro registo do acervo do Clube: 'elaborei o primeiro inventário de troféus e taças do clube. Comecei a inventariar o que havia (...) sem ter qualquer elemento para as referenciar em relação às secções a que pertenciam e às datas em que tinham sido ganhas'. Deixou-nos também, entre outras coisas, 'uma série de livros (...) com documentos antigos' que se encontram actualmente ao cuidado do Centro de Documentação e Informação, imprescindíveis para a história do Clube e que, se não fosse a sua preocupação em preservá-los, provavelmente nunca teriam chegado até nós.
Sócio e trabalhador dedicado mereceu vários louvores por parte da Direcção 'e tantos quantos houvessem não chegariam para premiar o fervor clubista, o espírito de sacrifício e a vontade indomável que Álvaro Curado entregou ao seu único e grande amor desportivo de sempre'. Entre eles encontraram-se o título de Sócio de Mérito, a Águia de Ouro (1951) e a Medalha de Mérito Social e Desportivo (1965).
Agora, 35 anos após a sua morte, a melhor forma de o homenagearmos é fazer com o seu nome o que ele fez com o acervo do Clube: não o deixar cair no esquecimento, dando-o a conhecer às futuras gerações de benfiquistas."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

Lixívia 5

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica............. 9 (-4) = 13
Sporting...........13 (0) = 13
Corruptos....... 13 (+2) = 11

Fim da jornada, com mais uma ronda onde os resultados das partidas mais importantes, foram decididas pelos árbitros:
Enquanto no antro Corrupto, Soares Dias deixou o Mini, o Maicon e o André André em campo, no Alvalixo um puto incompetente e corrupto (consegue ser as duas coisas ao mesmo tempo!!! Não é fácil...) com um apito na boca, expulsou um jogador do Nacional com duplo amarelo, sem que este, tivesse feito uma única falta... deixando os Chorões a jogar 1 hora contra 10!!!

O Mini, ainda antes do 1.º Amarelo, já tinha dado uma chapada ao Mitro, e em 5 segundos faz uma falta sem bola sobre o Jonas, e ainda vai a tempo de derrubar o Nico junto da linha... e nada saiu do bolso do Sócio dos Corruptos com Dragon Seat e tudo (parece que é condição essencial para apitar estes jogos!!!). Já na 2.ª parte, tem uma entrada extremamente perigosa sobre o Jonas, já com um Amarelo... que seria normalmente o 2.º. Como nem sequer marcou falta, quando toda a gente viu a falta, prova a premeditação.
A entrada do Maicon, não é para Amarelo, é para Vermelho: tentativa de agressão, com o jogo parado... a fuga do cobarde agressor, é prova suficiente. Recordo que mais tarde levou um Amarelo... Inacreditável, como vários dos expert's nem sequer analisaram este lance no final da partida!!!
O André André só à 8.ª falta levou um amarelo, sendo que numa delas derruba ostensivamente o Nico, por trás... aliás a maior parte das faltas perigosas foram sobre o Nico. Curiosamente, tivemos com o mesmo árbitro, um flashback: Moutinho na Luz, no jogo do Eusébio,, também só levou Amarelo à 8.ª falta!!! A prova que a impunidade veste sempre a mesma camisola!!!
Para 'equilibrar' as queixas, os Porkos inventaram alguns supostos erros a favor do Benfica: o suposto penalty do Luisão, é do mais absurdo possível...; o 2.º cartão ao Almeida (num momento onde os Corruptos deviam estar a jogar com 9), é num lance perfeitamente normal, onde não existe cotovelada nenhuma... é tão grave, como a 'tesoura' do Rúben Neves sobre o Guedes, que não foi marcada, e deu um contra-ataque perigoso aos Corruptos...
Aliás, além do critério disciplinar, ainda tivemos o critério geográfico!!! Faltas perigosas a favor do Benfica (livres laterais por exemplo), nunca existiram...; recuperações rápidas do Benfica, em zonas de contra-ataque, foram todas cortadas pelo apito...; recuperações em falta, que ponderam dar 'contras' aos Corruptos, passaram todas...!!!
Podem ver aqui um video, com alguns dos lances.
Para efeitos da contabilidade da Tabela, não é fácil avaliar o impacto de todos estes erros, mas pelo menos é seguro afirmar que o Benfica em superioridade numérica, não perdia o jogo...

No Alvalixo tivemos um festival de pedidos de penalty!!! É inacreditável a quantidade de vezes que um Lagarto assobia a pedir penalty!!! Nenhuma, repito nenhuma razão de queixa. Nenhum dos penalty's reclamados, era penalty!!! Nenhum...
Corte de raspão na bola; remate de cabeça à queima, com o braço junto do corpo; e ainda mergulhos vergonhosos do Gelson...!!!
O duplo amarelo ao Sequeira é das coisas mais absurdas que se assistiu este ano no Tugão!!! Dois Amarelos sem fazer uma única falta!!!
Um árbitro que subiu dos regionais à 1.ª categoria, como um foguete; o substituto do Boiquerença como representante da AF Leiria. Sempre foi incompetente, mas sempre soube o que era preciso fazer para chegar à 1.ª categoria...
Tal como na outra partida, é impossível saber o que teria acontecido num jogo, com 11 contra 11, mas se assim os Lagartos ganharam a 4 minutos do fim, duvido que tivessem ganho contra 11... aliás continuam a jogar mal e porcamente!!!


Anexos:
Benfica
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
2.ª-Arouca(f), D(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (1-2), (-3 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-2), Jorge Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
4.ª-Belenenses(c), V(6-0), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Corruptos(f), D(1-0), Soares Dias, Prejudicados, (-1 ponto)

Corruptos
1.ª-Guimarães(c), V(3-0), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Marítimo(f), E(1-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
3.ª-Estoril(c), V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), V(1-3), João Capela, Nada a assinalar
5.ª-Benfica(c), V(1-0), Soares Dias, Beneficiados, (+2 pontos)

Sporting
1.ª-Tondela(f), V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
2.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
3.ª-Académica(f), V(1-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(c), V(1-0), Veríssimo, Beneficiados, Impossível contabilizar
Épocas anteriores:

domingo, 20 de setembro de 2015

1 ponto perdido...

Corruptos 1 - 0 Benfica


Não me vou estender muito: boa 1.ª parte, fomos melhores, desperdiçamos oportunidades... mesmo com um 11 'remendado' com o André Almeida, numa posição que o Judas já o tinha utilizado, neste tipo de jogos.
No 2.º tempo, entrámos mal, e recuámos... além da bola ao poste, o Júlio foi obrigado a uma defesa, e quando já todos estavam à espera do empate, acabámos por cometer um erro de marcação, e sofremos um golo bastante penalizador.
A justiça no Futebol é sempre relativa, este é daqueles jogos, onde o empate seria o mais justo, mas isso não conta para nada...

O outro destaque do jogo, foi a total impunidade disciplinar dos Corruptos, como aliás é típico: Maicon (o facto de não ter acertado no Jonas é completamente indiferente) e o Mini em condições normais tinham ido para a 'rua', sendo que o golo dos Corruptos surge após uma confusão com 2 amarelos para o Benfica, e aparentemente os jogadores desconcentraram-se. Já no 1.º tempo, o pior momento do Benfica, foi a seguir à confusão provocada pelo Mini... Os jogadores do Benfica, já têm experiência suficiente para não ficarem afectados, por estas 'xico-espertezas'!!!

Como é óbvio, vão todos cair em cima do Rui Vitória... pessoalmente, aquilo que ficou claro, são as poucas opções para o meio-campo, principalmente para a posição 8, algo bastante previsível... Mas o fogo-de-artifício vai ser grande!!! O mais irónico, é que provavelmente hoje criámos mais oportunidades de perigo, do que nos dois jogos do ano passado, onde ganhámos (0-2) e empatámos (0-0)!!!

Estamos no início da época, 4 pontos, são mais do que recuperáveis, o mais importante agora, é jogo do Paços de Ferreira, o resto é conversa...

Vitória no Seixal...

Benfica B 1 - 0 Gil Vicente


Boa 1.ª parte, baixámos de rendimento no 2.º tempo. Contra um adversário de '1.ª Liga', com um jogo muito físico, arrisco afirmar mesmo, que sem os jogadores que baixaram da 1.ª equipa, dificilmente tínhamos ganho o jogo... Nova vitória no Seixal, falta começar a ganhar os jogos fora!!!
O destaque foi mesmo esse: Lindelof, Teixeira e o Andrade - além da estreia do Bilal (tem muito que apreender) -, a jogarem na equipa B.
Pessoalmente, e não sendo convocados para a equipa A, ainda por cima com alguns dos habituais titulares da B, a jogarem a meio da semana na UEFA Youth Cup - contra um bom adversário -, faz todo o sentido, esta gestão...

Em frente...

Benfica 71 - 64 Oliveirense
23-14, 21-19, 12-17, 15-14

Nova vitória no Torneio António Pratas sobre a mesma Oliveirense, e assim qualificação para as Meias-finais, onde vamos defrontar os Corruptos (que perderam com a Ovarense!!!).
Ainda estamos na pré-época, temos muito onde melhorar... Sem ter visto o jogo, analisando somente as estatísticas, creio que vamos ter muitos problemas no jogo interior... é só uma previsão!!!

Competições globais

"Ambiciono que no final do jogo desta noite, no fim do grande clássico, seja o basco Julen Lopetegui a perder, mais uma vez, a cabeça.

1. O Estádio do Dragão recebe, ao final da tarde deste domingo, mais um Futebol Clube do Porto-Benfica. Estádio cheio, repleto de amantes do futebol. Tal como ontem, na mesma cidade do Porto, e no seu lindo Parque da Cidade milhares escutaram, com a emoção habitual, Tony Carreira. Já vibrei, assumo-o, em alguns espectáculos deste extraordinário homem da música portuguesa. Que juntam muitas e muitos. Mas também já vibrei algumas vezes, e ao vivo, nas Antas. Seja no velho Estádio seja neste novo Estádio baptizado como o do Dragão. Já fui provocado e já fui ignorado. Senti, no terreno, a força da rivalidade e, poucas vezes, pressenti a tentação do fanatismo. No meio desta semana, por razões profissionais, desloquei-me ao Porto. E como em outras ocasiões, encontrei benfiquistas ambiciosos e portistas convictos. Estacionei bem perto do Estádio e um dos taxistas que me conduziu - com competência e sem esquecer a sua fidelidade azul ao clube do seu coração - não deixou de me perguntar, com todo o respeito, se regressava hoje a uma cidade que sente, como Lisboa, uma interessante e atractiva corrente humana de turistas de todo o Mundo e, em particular, da Europa. E no final de uma reunião não deixei de sorrir quando um dos intervenientes, no meio de um sorriso bem maroto, me comunicava que ia na sexta feira para as vindimas - e como são bonitas as vindimas no Douro, e também, no Dão! - mas não deixava de regressar ao Porto para ver o «seu Porto vindimar o meu Benfica»! Respondi apenas que ficasse «bem até às sete horas de domingo»! Acredito que aquela euforia, que se pressente no ar resulta da recordação de uma frase de Sofocleto nos seus Silogismos: «Às vezes é preciso embriagar-se para não perder a cabeça.» Pela minha parte, ambiciono que, no final do jogo, seja o basco Julen Lopetegui a perder, uma vez mais, a cabeça. Mesmo olhando para sua cada vez maior armada espanhola. Mas isso significaria que o Benfica ganhava pontos outra vez no bonito e arejado Estádio do Dragão. É o meu desejo. Bem profundo. E um sinal da legítima ambição de Rui Vitória.
2. Mas este clássico é, este ano, um clássico mais global. Nas duas balizas estão dois monstros: Júlio César e Iker Casillas. Numa das alas vão reencontrar-se dois amigos que serão, durante os noventa minutos, adversários que se vão respeitar: Maxi Pereira e Gaitán. Durante o jogo pode acontecer que um dos três mexicanos do Porto - Herrera, Corona e Layún - revejam, no relvado, o seu compatriota e colega de selecção Raúl Jiménez. Maicon reencontrará os seus compatriotas brasileiros Luisão, Jardel, Jonas ou, até, Talisca. E teremos, no Dragão, com muita probabilidade, jovens portugueses - o que importa saudar - como Rúben Neves e Danilo Pereira de um lado e Nélson Semedo ou Gonçalo Guedes do outro. Sem esquecer André André e Eliseu. E a globalização atinge o continente africano com Brahimi e Aboubakar e alguns países do oriente próximo da Europa, como a Grécia ou a Sérvia: com Samaris e Mitroglou, porventura, a quererem saber, no final do encontro, os resultados das eleições legislativas antecipadas no seu país; e Fejsa preocupado, com toda a razão, com a crise dos refugiados que atinge, em cheio, a sua terra natal. Este clássico é mesmo global. Os intérpretes principais chamam a atenção de milhões de adeptos do futebol em diferentes continentes e, em pelo menos, dezasseis países. É que Benfica e Futebol Clube do Porto juntam, nos seus plantéis, jogadores oriundos de três continentes. Nestes instantes em que alguns querem restabelecer as fronteiras o jogo de hoje será, mesmo, um clássico... sem fronteiras.
3. Arrancou, em Inglaterra, o Mundial de râguebi. Com as novas tecnologias a serem utilizadas em caso de séria dúvida. É o nono Mundial. Já foram vendidos mais de 2,3 milhões de bilhetes. E no Mundial de 2007 a assistência global atingiu os 4,2 mil milhões. Mundial, o único Mundial, em que Portugal marcou presença. Importa recordar que os Mundiais de râguebi arrancaram, apenas, em 1987 com dezasseis selecções. A partir da quarta edição, no País de Gales, o número aumentou para vinte. Mas foi o Mundial de 1995 que globalizou a modalidade. O Mundial da África do Sul. O Mundial em que, graças à sagacidade de Nelson Mandela, o râguebi uniu a África do Sul. E atingiu o coração dos negros marcados pelo apartheid! O dia da final foi, como escreveu John Carlin e vimos no cinema, um dia em que houve, ao mesmo tempo, perdão, libertação e celebração. Senti-o quando visitei, há alguns anos, a ilha de Robben e a minúscula cela em que Mandela esteve preso durante dezoito anos! Percebi bem que o desporto pode ser um momento de encontro.
4. Não sei, no momento em que escrevo, se já está resolvida a situação entre Carrillo e o Sporting. O que sei é que esta situação me fez recordar, com muita saudade, um Amigo - e também ex-aluno - que partiu demasiado cedo: o Albino Mendes Baptista. Um dia, comunicou-me, com aquela simplicidade que o caracterizava, que ia publicar um artigo acerca do dever de ocupação efectiva e da sua relação com o trabalhador desportivo. Recordo que lhe disse para olhar para a douta opinião do Professor Monteiro Fernandes. E não esqueço de me ter dito - e depois escrito - que, para ele, «a ocupação efetiva não significa qualquer direito a ser titular». O meu colega José Luís Seixas elaborou, em 2004, um interessante trabalho acerca deste tema que vale a pena ler. Sabendo nós, a partir de Edmund Burke, que «não há conhecimento que não tenha valor»!"

Fernando Seara, in A Bola

Apenas e só mais uma novela

"A novela Carrillo é apenas mais uma. Algo já visto e revisto noutras épocas, com outros clubes (como também com o Sporting) a viverem novelas idênticas com atletas em fim de contrato e que resistiram à desejada renovação. Para enriquecer os cardápios estão sempre em anexo os interesses dos seus empresários/agentes e dos clubes que estão à espreita para garantir o atleta depois do termo do contrato. Claro que é diferente gerir um processo com um jogador jovem, valorizado e capaz de ser rentabilizado com grandes mais-valias um ou dois anos mais tarde e um processo de um jogador feito e à procura de um último 'contrato de vida' (que, a não ser em casos raros de fidelidade a um emblema, tende para esse contrato, em especial se a dívida já estiver sanada financeiramente do lado do empresário...). Seja como for, chegada a relação laboral ao último ano da sua vigência, são sempre processos negociais com probabilidade de conflitos e litigância, que podem (sem prejuízo das excepções) afectar a normal prestação desportiva. 
Juridicamente, sempre chamam a atenção (assim também a jurisprudência desportiva), nas formas mais ou menos 'musculadas' de reagir às resistências dos jogadores, duas realidades. Por um lado, o cumprimento (ou não) por parte do clube/empresário do 'dever de ocupação efectiva'. que pode ser encontrado na disciplina laboral desportiva: o clube deve 'proporcionar as condições necessárias à participação desportiva, bem como a participação efectiva nos treinos e noutras actividades preparatórias ou instrumentais da competição desportiva' e está proibido de 'afectar as condições de prestação do trabalho, nomeadamente, impedindo-o de o prestar inserido no normal grupo de trabalho, excepto em situações especiais por razões de natureza médica ou técnica'. Por outro lado, a proibição (indirectamente tutelada) de 'assédio psíquico' que condicione moral e psicologicamente o jogador-trabalhador.
Contudo, do outro lado da barricada, sempre impressiona em alguns cenários a violação manifesta e grosseira das mais elementares regras de conduta negocial imposta pela boa-fé exigida às partes, que se evidencia (pelo menos...) no comportamento dos jogadores, quase sempre por intermédio dos seus agentes, em claro prejuízo (a indemnizar) dos clubes empregadores. A imagem do passado, não deixará de ser neste difícil tabuleiro de equilíbrios entre causas de rescisão e de indemnização que se jogará o futuro imediato deste braço de ferro entre o Sporting e Carrillo."