Últimas indefectivações

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Bom jogo...

Benfica B 4 - 1 Oliveirense

Foi um jogo um pouco diferente do habitual... desta vez acabou por ser um Benfica, eficaz, a vencer o jogo. No último jogo no Seixal com o Leixões, tinha sido ao contrário, um adversário na expectativa, a jogar no nosso erro, e no meio de alguma incompetência/ingenuidade perdemos. Hoje, a equipa defendeu mais, mas foi mais venenosa no ataque... Depois de estar em vantagem, foi mais fácil controlar o jogo.
Bons sinais do Teixeira, do Andrade... com o Nuno Santos a marcar dois golos de cabeça(!!!), e com o Sarkic a mostrar espírito 'matador'!!!
A equipa está a passar por uma fase de transição, com muitos jogadores novos, dá para perceber que perdemos algum talento, principalmente no meio-campo, mas ganhámos força, e altura...
Não esquecer que esta Oliveirense é das melhores equipas da II Liga, e candidatas à subida...

Varela; Semedo, Lystcov, Valente, Alfaiate; Lindelof, Dawidowicz; Teixeira, Santos (Gonçalves, 74'), Andrade (Flávio Silva, 80'); Sarkic (Carvalho, 66').


Boa vantagem ao 'intervalo'...!!!

Benfica 36 - 30 Dudelange

Foi pena os últimos minutos, porque a vantagem podia (e devia) ter sido superior aos 8 golos!!! Alguns erros 'parvos' na finalização (novamente) deixaram os adversários aproximarem-se...
Mesmo assim, a vantagem deve ser suficiente para amanhã. Os Luxemburgueses são grandes, mas são pouco móveis, temos tudo para voltar a vencer amanhã o jogo na Luz, por uma diferença grande... mas é melhor não perder a concentração...

105...

CAB Madeira 93 - 105 Benfica
26-33, 24-25, 25-22, 18-25

Vitória na Madeira... a equipa continua a vencer, mas parece-me que defensivamente temos baixado um pouco a concentração. Continuamos a falhar demasiados Lances Livres 18/26... Mesmo assim, voltámos a ultrapassar a centena...

Vitória...

Benfica 3 - 0 Madalena
25-16, 25-21, 25-16

Esperava maiores dificuldades, o resultado nunca esteve em causa, a matemática para o 2.º lugar está praticamente garantida...

Em frente...

Vasco da Gama 1 - 10 Benfica

Jogo fácil, como seria de esperar, estamos nos Oitavos-de-final da Taça de Portugal.
A eliminação dos Corruptos, acabou por ser a surpresa da jornada...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Anti-hipocrisia...!!!

"(...)
Sobre o tema que dominou a actualidade esta semana, é chegado o tempo de esclarecer alguns pontos: 
Primeiro: Em relação à tarja do nosso pavilhão: É lamentável. É injustificável.
Há um processo de investigação em curso para apurar quem foi o responsável. Não há conivência da Direcção do Benfica com gestos desta gravidade, mesmo havendo antecedentes e provocações. Nada justifica aquela tarja.
Lamento o que sucedeu.
Quis ser eu hoje a dizê-lo de viva voz, na minha primeira aparição pública depois do jogo.
Já sei que vão aparecer alguns a dizer que passaram 6 dias. Passaram mais de 3 anos depois do incêndio da Luz e ainda ninguém do Sporting repudiou ou lamentou aquele triste incidente!
Muita gente falou de forma irresponsável esta semana! Falaram do que não sabiam, e isso é sempre perigoso!
Para que fique bem claro para todos: No sábado, depois de ver a tarja e depois de perceber o que lá estava escrito, pedi ao nosso director de segurança que fosse retirada.
Foi entendimento da PSP e do nosso director de segurança que ter uma intervenção imediata para retirar a tarja poderia provocar problemas de segurança bem maiores, não apenas na zona da tarja, mas em todo o Pavilhão.
A tarja está na posse das autoridades e há um processo de investigação a decorrer. Será que podem dizer o mesmo das tarjas de Alvalade?
O Sporting não cortou relações por causa da tarja. A tarja foi um instrumento usado.
Segundo: A tarja do pavilhão da Luz entrou sem autorização e sem nosso conhecimento. Não foi preparada nos nossos Pavilhões, não foi pintada nas nossas garagens!
E as tarjas de Alvalade? Alguém pode explicar? Foram ou não pintadas na garagem do estádio? Foram ou não preparadas nas instalações do estádio de Alvalade? E as camisolas da Juve Leo não merecem condenação? Não foram essas camisolas o rastilho de tudo isto? Ou será que querem branquear uma parte da história deste fim-de-semana?
Para mim, o Sporting é um clube que merece todo o respeito. Por isso é que o Sporting, quando vai jogar ao Estádio da Luz, é tratado pelo nome. É Sporting, não é visitante. É Sporting, não temos esses complexos e não copiamos ninguém!
Quando os dirigentes do Sporting vêm à Tribuna Presidencial do nosso Estádio são bem recebidos, ninguém lhes diz que são “Personas non gratas”. São tratados com a dignidade e o respeito que merecem.
Terceiro: Nada justifica o ambiente, as tarjas e o tratamento dado à Direcção do SL Benfica no estádio de Alvalade. Mas sobre isso parece que alguns jornalistas e muitos comentadores tiveram um ataque de amnésia.
A razão não está do lado de quem grita mais! De quem fala mais, de quem escreve mais!
Não há bons de um lado e maus do outro! Há bons e maus em todo o lado!
A violência é um problema sério. É um problema de todos, mas a violência não se resolve com demagogia! 
As tarjas, as tochas na bancada e no relvado, são um problema que devia ter sido resolvido em dois sítios: Na Liga e na Polícia. Não no facebook, em comunicados, em propaganda!
Quarto:
-Não corto relações com outros clubes por mera gestão de autoridade interna!
-Não processo sócios do Benfica apenas porque discordam de mim!
-Não digo que a bandeira nacional, símbolo do País, tem verde a mais!
-Não minto em relação a uma suposta conversa telefónica que nunca houve!
-Não minto em relação a um acordo que nunca houve!
-Quando dispenso um treinador assumo!!! Não me escondo!
Há pessoas que ainda não perceberam que a mentira tem perna curta e que as palavras têm consequências. 
Quinto: Em Novembro de 2011, um grupo de arruaceiros incendiou-nos o Estádio. Não cortámos relações com ninguém, porque o Clube não pode ser gerido por impulso, tem de ser gerido com responsabilidade, não pode ser gerido com a sensibilidade e o querer de um adepto de bancada.
Desde Novembro de 2011, ninguém do Sporting lamentou ou pediu desculpas pelo acto. Não foi por isso que cortámos relações.
Não foi por isso que pus em causa o repúdio e a discordância daquele acto por parte do presidente Godinho Lopes!
É preciso ter memória, é preciso ter alguma ponderação. Algo que muita gente esta semana não teve. Alguns de forma intencional, outros de forma inconsciente.
Por mim, este assunto acaba aqui. O Sporting, enquanto instituição, merece respeito, e tem o respeito do Benfica, mas as pessoas que dirigem as instituições também devem ser responsáveis pelos seus actos e pelas suas atitudes.
Obrigado a todos e vamos concentrar-nos no que verdadeiramente importa que é o Benfica, os seus sócios e os nossos atletas!
Viva o Benfica!"

Desiludido

"Se é verdade que o empate em Alvalade, nestas circunstâncias pontuais, não seria um mau resultado, a verdade é que fiquei desiludido. Este Sporting é muito limitado, não é, senão no discurso, candidato a nada neste campeonato e vive da qualidade e talento de um excelente treinador.
Marco Silva é a grande figura deste Sporting. O único que os sportinguistas respeitam e estimam. O Benfica foi a Alvalade fazer do Sporting uma equipa grande, mostrou respeito e reverência em demasia. Fica a sensação de que se aquela defesa leonina tivesse sido pressionada o Benfica ganharia com facilidade, sem retirar o muito mérito ao treinador leonino.
Bem sei que o empate conseguido desta forma cria um aspecto anímico muito melhor para o lado encarnado, mas de facto não dá os três pontos na luta contra o único rival que temos, o FC Porto.
Ao Benfica faltaram asas (nas alas) para voar para os três pontos em Alvalade. Ola John não é Gaitán e Salvio ainda não está Salvio, em tudo o resto esteve impecável. Seria para mim uma enorme surpresa, quase uma impossibilidade, ver este Sporting a pontuar no Dragão, mas adorava ser contrariado por uma realidade diferente.
Realidade, essa indesmentível, é que Jorge Jesus qualificou o Benfica para a sua 11.ª final na passada quarta-feira. No campeonato nacional só conhece o primeiro e o segundo lugar. Jorge Jesus não ganha sempre, e não ganha tudo, mas com ele o Benfica passou sempre a lutar por ganhar tudo. Quem está sempre no topo ganha muito mais vezes e com Jorge Jesus o Benfica esteve sempre no topo.
Faltam 14 jogos, seis fora e oito em casa para o objectivo do título e quatro pontos é pouco ou é muito em função da atitude e ambição com que esses jogos forem jogados. A forma como se festejou o golo em Alvalade faz acreditar numa equipa muito crente e direccionada nesse sonho de ser bicampeão."

Sílvio Cervan, in A Bola

Dói, não dói?

"Durante as últimas semanas, assistimos a quase tudo o que o mundo do futebol tem de mau. Começamos a ver o Benfica perder em Paços de Ferreira num jogo em que poderia ter goleado. Um penálti nos momentos finais quase deu origem a festa no Marquês e na Avenida dos Aliados. Parecia que o Campeonato tinha chegado ao fim e que uma derrota no estádio da Capital da Móvel tinha dado três pontos ao Paços, sete ao segundo classificado e oito ao terceiro.
Na semana que se seguiu, não faltaram os profetas da desgraça a anunciar o fim da linha. Para além dos anti-Benfica - aquela tribo primitiva que, na vida como no desporto, fica mais feliz com a desgraça dos outros que com as suas vitórias - logo apareceram os oportunistas. São aqueles adeptos do Benfica - serão? - que sempre saem na comunicação social quando o clube perde. Os seus contactos telefónicos estão sempre à mão para encher páginas e fazer favores.
Depois veio o Boavista, a equipa que chegou à divisão principal por obra e graça dos tribunais depois de ter andado anos envolvida em falcatruas, negócios mal explicados e compadrios que só não deram condenação porque Vigo fica perto da fronteira e Gondomar já foi terra de ninguém.
Para aquecer o dérbi vieram as capas de jornais com as exigências de Jesus e as deficiências de Artur. Da outra equipa, quase não se falava a não ser para elogiar. Esqueciam-se os murais pichados e as tarjas ofensivas, péssimos exemplos de ambos os lados. Quase a terminar o jogo, veio a festa antes da hora. Durou pouco mais de cinco minutos a alegria, o normal para aqueles lados. Olé!"

Ricardo Santos, in O Benfica

Objectivo cumprido

"Veja-se o jogo do último Domingo pela perspectiva que se quiser, a verdade é que o Benfica cumpriu os seus objectivos, evitando perder pontos para o Sporting e arredando os leões (praticamente) da luta pelo título.
Talvez não tenha havido toque de magia, mas houve um pragmatismo latente que, em rigor, condicionou o jogo do Sporting, desgastando os seus jogadores, bloqueando os seus movimentos principais (principalmente de Nani) e evitando momentos perigosos. Venceu a experiência sobre uma certa imaturidade táctica e desportiva. E, claro, venceu a imaginação sobre a habituação, porque na verdade, a única oportunidade verdadeiramente perigosa (para além dos dois golos) foi do Benfica, tal como sublinhou Jorge Jesus no rescaldo do jogo.
Claro que, face a um dérbi destes, tem de ser obrigatoriamente destacada a persistência e a fé do Benfica ao longo de todo o tempo do jogo.
Mesmo estando a perder um jogo com as implicações classificativas daquele, o plantel 'encarnado' soube continuar a criar perigo, transições arriscadas e ousadas, até chegar finalmente à concretização quase ao cair do pano. É por isso que tenho que sublinhar o seguinte, o avançado desde já, como costuma dizer o meu amigo Henrique Monteiro, 'que podem chamar-me o que quiseram': onde muitos analistas e comentadores viram fraqueza e medo de arriscar, eu vi persistência e pragmatismo.
Onde alguns vaticinaram o início da queda do Benfica no Campeonato, eu concluo que uma equipa com esta capacidade de acreditar até ao fim não vai deixar fugir o 34.º Campeonato Nacional."

André Ventura, in O Benfica

Pragmatismo

"Não tivesse eu visto o dérbi com os meus próprios olhos, e a julgar pelos comentários que ouvi e li – alguns dos quais, pela voz e pela pena de distintos benfiquistas –, seria levado a pensar que o Benfica fora massacrado, que o Sporting criara dúzias de oportunidades de golo, e que o resultado justo teria sido uma goleada a favor dos nossos rivais.
A realidade é bem diferente. Assistiu-se a uma partida tacticamente amarrada, na qual as defesas se superiorizaram aos ataques. A iniciativa de jogo foi, naturalmente, da equipa que mais precisava de ganhar. O Benfica, a quem o empate não inquietava, jogou com as cautelas que o pragmatismo aconselha. Podia ter tido o azar de perder com um erro nos últimos minutos, na segunda oportunidade criada pelo Sporting. Teve a sorte de empatar nos últimos segundos, na segunda oportunidade que criou. Com tão poucos lances de perigo junto das balizas, diria que o resultado normal teria sido 0-0. Os golos apimentaram a noite, trazendo, eles sim, sensações de angústia e de euforia que iludem a racionalidade, e enviesam as análises.
Teria o Benfica alguma coisa a ganhar mostrando outra ousadia? Não sei. Na casa de um adversário altamente moralizado, não era prudente entrar em campo com a petulância dos fanfarrões. Prefiro que outros se queixem da nossa sorte, do que sermos nós a queixar-nos do azar.
As críticas mais simplistas à estratégia de Jesus – que também fizeram eco na família benfiquista – ignoram dois aspectos essenciais. O primeiro é que jogar bem, jogar bonito e jogar ao ataque não são necessariamente sinónimos. O segundo é que o Benfica não tem hoje os argumentos técnicos de que dispunha nas últimas temporadas. Sim, acredito que seremos campeões. Mas com uma banda sonora diferente da música que tocavam Aimar, Saviola e Di Maria, ou, mais tarde, Matic, Enzo e Markovic.
Agora o caminho tem de ser outro. E desde que nos leve ao Marquês (onde, aí sim, haverá espectáculo), não vai ser um trinco a mais que nos fará festejar a menos."

Luís Fialho, in O Benfica

Um empate com sabor... a empate

"Fazendo fé no que a generalidade da comunicação social tentou fazer crer ao longo da semana que antecedeu o derby disputado em Alvalade, quase me levando a conferir se o Benfica teria, de facto, sete pontos de avanço do Sporting, a nossa equipa obteve um excelente resultado. Não partilho dessa visão. Dadas as circunstâncias da partida, considero-o satisfatório.
Ao bom desempenho defensivo, os pupilos de Jorge Jesus foram incapazes de aliar o seu reconhecido poderio ofensivo, tendo em Jonas a excepção num colectivo desinspirado nesta vertente do jogo. Por outro lado, ganhar em Alvalade é, para o Benfica, relativamente normal. Em 81 confrontos a contar para o Campeonato Nacional, obtivemos 31 vitórias e 19 empates, demonstrando que, em termos históricos, nem em casa o Sporting é capaz de se nos superiorizar. Acresce que a equipa leonina não é, objectivamente, candidata ao título. Assim o ditam a classificação actual e as últimas quatro décadas do futebol português. É com o F.C. Porto, o segundo classificado, que nos teremos que bater.
Neste contexto, vimos a vantagem da nossa liderança diminuída para quatro pontos. Bem fez Jorge Jesus em desvalorizar a diferença pontual quando há ainda catorze jornadas por disputar. No entanto, o acerto desta abordagem cautelosa não deverá ser sinónimo de uma eventual insegurança relativamente às batalhas que se avizinham. Com oito partidas no conforto da Luz e seis deslocações de dificuldade média, creio que a nossa equipa renovará o título nacional, assim perdurem a solidez defensiva e a eficácia atacante que a têm caracterizado. Afinal de contas, os atributos indispensáveis às equipas que se querem campeãs."

João Tomaz, in O Benfica

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Lá se acabou com o 'blackout' porque o presidente fazia anos

"Quero crer que o presidente do Sporting tomaria igual decisão se tivesse ganho. Seria indecente aproveitar algo lamentável para criar um facto que desvie atenções de resultado 'frustrante'

«Olé! Olé! Olé! Olé! Olé! Olé! Olé!... Oh!»
Público em Alvalade, domingo, 8 de Fevereiro.
NÃO derby que não fique com um epíteto para a História. Este último, o de domingo passado, será sempre lembrado como o derby dos olés.
Para uma impressionante maioria de místicos das nossas cores foram até os benditos olés que despertaram a equipa para aqueles valentes 6 minutos à Benfica.
E assim se somou em Alvalade um ponto menos insatisfatório do que seria admissível de véspera tendo em conta as circunstâncias em que foi obtido. Nisto estaremos todos de acordo.
A três meses do fim do campeonato este derby não servia para definir o campeão mas poderia servir para contabilizar o número de candidatos efectivos. Título discutido a dois ou título discutido a três? - era esta a questão antes de o árbitro apitar para o início do jogo.
Perante o noticiário do rescaldo que nos revelou «as lágrimas dos jogadores» na cabina e nos alertou para «a dura tarefa» que Marco Silva tem pela frente, que é a de «recuperar o moral do grupo», alguns apressados podem concluir que o resultado do jogo afastou efectivamente o Sporting da luta e que o título, a partir de agora, vai ser discutido apenas a dois e pelos dois do costume.
Se acreditam que o campeonato acabou para o Sporting, já podem voltar a torcer à vontade pelo Porto todos aqueles sportinguistas que vêm gratamente no emblema do dragão o anjo vingador das suas maleitas. 

«Passo à vossa frente de cabeça erguida. Honesta e erguida.»
Artur Moraes, domingo, 8 de Fevereiro.
ESTE campeonato, no entanto, não acabou. Nem sequer para o Sporting. E muito menos para o Benfica. 
Aliás, houve logo quem acusasse os jogadores do Benfica de exagerar nos abraços e na boa disposição com que regressaram à sua cabina quando o árbitro deu por encerrada a sessão.
Se, de um lado, não há certamente motivo para chorar um campeonato que ainda não se perdeu, já havia, do outro lado, motivo e inspiração para correr a abraçar um colega de equipa que passou a semana inteira a ser achincalhado pública e sonoramente.
Em termos práticos não lhes valeu de nada. Nem as tochas que lhe atiraram da bancada o perturbaram.
O espectáculo também não valeu grande coisa. As duas equipas ocuparam tão bem os espaços que o jogo propriamente dito só começou aos oitenta minutos quando o cansaço geral passou a consentir erros individuais que sempre provocam desequilíbrios e animação.
A diferença, basicamente, esteve nos guarda-redes. Artur teve perante si cinco situações e resolveu quatro com primor enquanto Patrício teve uma única situação para brilhar e não brilhou. Resultado: 1-1. O Benfica para voltar a ser campeão tem de fazer mais. Ou de fazer diferente.
No domingo, das três equipas em campo a melhor foi, e de longe, a equipa de arbitragem. Trata-se de um acontecimento notável.

«O Jardel vai marcar de cabeça.»
Matic, quarta-feira, 4 de Fevereiro.
E marcou. Ninguém me tirará nunca a ideia de que o golo de Jardel no domingo foi de cabeça. E de martelada porque a decisão que tomou, a de fechar os olhos antes do estrondo, foi o momento mais cerebral da exibição do Benfica nos primeiros 88 minutos do derby.
No entanto, note-se bem que, ao contrário do convencionado, o Benfica não teve grande sorte em Alvalade sendo verdade que foi mais feliz do que em Paços de Ferreira onde mandou três bolas aos ferros e desperdiçou um penalty.
Sorte, sorte teria tido o Benfica no domingo se o Sporting em vez de ter marcado o seu golo em cima dos 90 minutos, permitindo pouquíssimo tempo para recuperação, o tivesse apontado logo no primeiro quarto-de-hora da primeira parte.

«E amanhã também faço anos.»
B. de Carvalho, sábado 7 de Fevereiro.

«Hoje é dia de derby e este ano até coincide com o meu aniversário.»
B. de Carvalho, domingo 8 de Fevereiro.

«Em primeiro lugar quero agradecer a todos as milhares de mensagens de aniversário que me enviaram.»
B. de Carvalho, segunda-feira 9 de Fevereiro.
NA véspera do derby foi formalmente anunciado pelo presidente o fim do blackout que vinha serenando o Sporting desde 22 de Dezembro. Bruno de Carvalho reapareceu, historiou o caso com José Eduardo e apelou aos adeptos para se manterem focados «nos temas essenciais».
Questionado sobre a oportunidade do momento escolhido para acabar com o silêncio de um mês e meio, o presidente do Sporting avançou «também» com o facto de a data do seu aniversário calhar no dia do derby. São as curiosidades do calendário.
No dia seguinte, o dia propriamente do derby, e para os mais distraídos, o presidente do Sporting voltou a relembrar o tema cadente do seu aniversário. No dia seguinte aconteceu a mesma coisa mas já em jeito de agradecimento pelos «parabéns» recebidos que só podem ter sido muitos mas que poderiam ter sido muitos, muitíssimos mais.
Está no seu pleníssimo direito. É o presidente e fazia anos. E certamente tinha conhecimento da festa de anos de Cristiano Ronaldo em noite de derby madrileno e quis associar-se com a sua efeméride num duplo mega-evento peninsular.
Fica, no entanto, a pairar no ar a sensação de que, em termos práticos, o fim do blackout não teve outro objectivo senão o de anunciar que o presidente fazia anos no dia do derby.
Tivesse o Sporting conseguido ganhar o jogo, como esteve tão perto de conseguir, e a data do aniversário do presidente ainda passava a «tema essencial» na vida do clube.

«Sempre juntos. Carrega Benfica!»
Pizzi, segunda-feira, 9 de Fevereiro.
COMEÇOU em Pizzi o golo de cabeça de Jardel. De costas para a baliza de Patrício e de frente para a baliza de Artur, a quem ainda teve tempo de piscar o olho com amizade, Pizzi pontapeou uma bola em arco para a área do Sporting, uma jogada estudada, que resultou no golo do Benfica.
A frustração dos sportinguistas é, no entanto, bem compreensível. A sua equipa só conseguiu estar a ganhar durante 6 minutos ao rival. Sendo que o rival perdeu meia-equipa da época passada e chegou a Alvalade só com meia-equipa da actual temporada. E, imagine-se, ainda queriam que jogássemos ao ataque.

«Não nos resta outra alternativa que não seja o corte de relações institucionais com o SLB.»
Comunicado do Sporting, terça-feira, 10 de Fevereiro.
SE o SLB referido no comunicado é o Benfica então o Sporting cortou relações connosco. Mas, tratando-se mesmo do Benfica, não ficaria mais a preceito em função do esquema mental da actual liderança de Alvalade terminar o comunicado anunciando «o corte de relações institucionais com o visitante»?
Na véspera do grande derby de Alvalade e do aniversário do presidente do Sporting, houve um derby mais pequeno na Luz na modalidade de futsal. No derby do futsal um punhado de sevandijas exibiu uma faixa com referência ao trágico incidente da final da Taça de Portugal de 1996.
A mim não me representam. No dia seguinte a essa tristíssima e já longínqua tarde no Jamor, um largo número de Benfiquistas enviou ao presidente do clube, Manuel Damásio, um abaixo-assinando exigindo o fim do apoio moral e institucional a indivíduos e grupos indignos de se apresentarem a coberto das nossas cores.
Esse protesto foi na altura público e não teve aceitação. O meu nome estava lá entre muitos outros. O que me autoriza, sempre que o tema renasce, a fazer vincar, sem delongas civilizacionais e apresentando provas, que a minha opinião é a mesma desde 1996. E aplica-se indiferentemente a sevandijas de todas as cores. 
Quero crer que o presidente do Sporting tomaria a mesma decisão de cortar relações «com o SLB» se o Sporting tivesse ganho o jogo no domingo. Seria uma indecência o aproveitar de um assunto lamentável como este só para se criar um facto político que desvie as atenções de um resultado menos positivo.
Todos sabemos como um corte de relações com um rival depois de um resultado menos bom com o mesmo rival é garantidamente um sucesso popular. Porque prolonga o necessário destilar e o alívio da frustração em terrenos que não são os do jogo, de quem ninguém quer mais ouvir falar, mas sim os da política onde todos tão estranhamente se sentem à vontade.

PS - O Benfica está na sua sexta final da Taça da Liga. Gonçalo Guedes foi titular e Rúben Amorim regressou. Jonas marcou o seu golinho do costume. Talisca e Pizzi marcaram de penalty. No domingo, o Vitória volta à Luz. Não se esperam tantas facilidades. Carrega Benfica!"

Leonor Pinhão, in A Bola

O 'derby' (II)

"Na era Jesus, jogando em Alvalade, o jogo de domingo terá sido o menos conseguido do Benfica. Apesar disso, os «olés» dos últimos minutos estavam a ser manifestamente exagerados, pois que o Sporting - ainda que melhor - também esteve longe de deslumbrar. O Benfica acabou por ser feliz ao obter um empate com sabor acrescido. Uma espécie de contraponto do da 3.ª jornada, na Luz. Então, o Benfica que só não ganhou por manifesto lance infeliz e o SCP pouco fez para não sair derrotado.
A ironia do futebol esteve bem presente neste derby. Samaris, um dos melhores dos encarnados, assistiu, involuntariamente, João Mário para o lance que viria a dar o golo leonino, marcado na recarga por Jefferson. Este, por sua vez, perante a ameaça de Jonas, dá o ligeiro toque fatídico para a sua equipa e que permitiu ao improvável Jardel fuzilar as redes de Rui Patrício.
Empate que permite ao Benfica aumentar a distância para o SCP (os mesmos 7 pontos, mais o provável desempate a seu favor em caso de igualdade pontual) e manter uma distância superior à barreira psicológica de 3 pontos face ao FCP. Campeonato até ao fim bem difícil, ainda que (teoricamente) as 14 jornadas restantes sejam mais acessíveis para o SLB.
Jorge Sousa esteve magnífico. Independentemente do resultado, que salutar (e quase inédito) é não explicar resultados por força do apito. Claro que, no rescaldo, há sempre uns divertidos programas onde se esgravata, quase patologicamente, tudo até se encontrar um qualquer erro. Mas isso não é futebol, é «descubra as diferenças».
P.S.: Carlos Martins não defronta o Sporting. André André não joga no Dragão. Coincidências."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Viagem marcada para Coimbra

Benfica 3 - 0 Setúbal

O Benfica fez mal não adiar este jogo. Tal como aconteceu na eliminação da Taça de Portugal, com o Braga, poucas horas após o jogo no Dragay, esta meia-final da Taça da Liga, poucas horas depois do jogo do Alvalixo, podia ter sido perigosa...
Aliás, os primeiros minutos foram um pouco 'assustadores'!!! Com um Benfica muito diferente do normal, corremos sérios riscos (Obrigado, Lisandro...)!!!
Levou algum tempo para o Benfica estabilizar o jogo defensivamente - é verdade que nesta altura não criámos muitas oportunidades... -, mas o jogo após os primeiros cinco minutos, estava controlado.
Quando por volta do minuto 40, o Guedes sofreu penalty (e expulsão do adversário), o jogo ficou praticamente fechado... Ainda por cima, poucos minutos depois, novo penalty sobre o Talisca, e 2-0 ao intervalo... a jogar com mais um!!!
O 2.º tempo, foi um exercício de futebol ofensivo (a baixa velocidade): marcámos mais um, mas podíamos ter marcado muitos mais...

Estamos novamente na Final da Taça da Liga, num jogo que ficou marcado pelo regresso do Rúben Amorim 6 meses após a lesão... Deu ainda para o Sílvio ganhar ritmo, e para o Guedes se mostrar... e para o Lisandro voltar em 'grande'!!!

Os penalty são claros, mas para um apitador como o Rui Costa, marcar os dois a favor do Benfica, só mesmo porque estamos na Taça da Liga... porque no Campeonato outro apito cantaria!!!

Mais um susto...

Paço de Arcos 4 - 5 Benfica

O jogo até começou por parecer mais fácil do que parecia... Mas começamos a controlar o jogo demasiado cedo!!! O empate no início do 2.º tempo, acabou por espivitar a nossa equipa, principalmente o Valter...!!! Rapidamente chegámos ao 1-5, e o jogo parecia 'morto', mas a menos de 5 minutos do fim, permitimos que o Paço de Arcos fosse reduzindo (golos dos nossos jovens emprestados!!!)... e só não houve empate, porque o Trabal no final, safou alguns golos certos!!!

O 'derby' (I)

"Os dias e horas que antecederam o derby foram um amontoado opinativo que, profusamente e com sapiente pretensão, nos convidou a ler o que havia de ser o jogo. No sábado e domingo, nem o zapping nos libertava de canais (todos) em infindáveis explanações ad nauseam, acompanhadas do tão habitual, como abominável lote de pseudo reportagens cheias de nada para encher o tempo em jeito de salsicha. A provável vitória do Sporting era a linha dominante nos editoriais e previsões, roçando, não raro, a falta de distanciamento que importa preservar no jornalismo profissional. Não direi que, neste cacharolete editorial, os leões tivessem sido levados ao colo (sempre são leões... pesados) para um embalo vitorioso, mas andaram lá perto. Houve até jornais de serviço para desestabilizar o Benfica que, em tempo de vésperas, escreveram sobre falsas exigências de Jorge Jesus para renovar o contrato.
Mas, finalmente, chegou o que interessava: o jogo. E aí, foi (quase) tudo ao contrário do que se vinha dizendo e comentando. Que seria um jogo escaldante. Não foi. Que o Sporting iria entrar de rompante. Não entrou. Que o Benfica iria jogar para ganhar. Não jogou. Que Jorge Jesus estava a fazer bluff com a lesão do Gaitán. Não estava. Que desta vez o técnico encarnado não iria inovar, como o fez em anteriores situações com insucesso. Inovou. Que a tenrinha defesa do Sporting iria permitir oportunidades aos experientes Lima e Jonas que juntos somam 61 anos. Não permitiu. Que Artur iria ser o elo mais fraco do Benfica? Não foi. Que o fim do blackout leonino anunciado horas antes do jogo era uma decisão de mestre. Não foi."

Bagão Félix, in A Bola

O anti-Jesus

"Numa conferência de imprensa mítica, já há uns tempos, Jorge Jesus, como sempre a dizer 'coisas certas com as palavras erradas', perguntava 'o que é isso de experiência?', para logo responder, num jeito inimitável, 'experiência é conhecimento'. Talvez essa seja a melhor forma de olhar para o dérbi deste domingo. Um Benfica com mais experiência acumulada, logo com mais conhecimento, que foi capaz de ocultar com organização colectiva a perda de qualidade das individualidades que formam a equipa hoje, por comparação aos anos interiores.
Houve, por isso, um efeito surpresa. O Benfica de Jesus, que construiu a sua identidade em tomo de um futebol de ataque, com transições rápidas, não compareceu em Alvalade. Não estiveram presentes as acelerações no limite da razoabilidade de Salvio pela direita, nem as diagonais da esquerda para o meio, nem sequer o jogo interior rendilhado, a oferecer muitas possibilidades aos avançados. Em parte também por respeito ao Sporting, que é hoje uma equipa mais forte e competente do que no passado recente, o Benfica entrou em campo em modo resultadista.
Ora aí reside uma inovação. Nas últimas épocas, e em importante medida porque tinha jogadores que assim o permitem, o Benfica nunca teve uma atitude resultadista. Agora, com um plantel sem as mesmas doses de talento, o treinador prefere contrariar a própria identidade que construiu e ser um anti-Jesus, secundarizadndo a qualidade do jogo ofensivo, em nome de um realismo avisado.
A filosofia parece clara. Se for possível acrescentar nota artística aos resultados, tanto melhor. Se não for, cá estarão os resultados. Esta atitude pragmática era possível no Jesus do passado? Parece-me que não. Mas, afinal, o que é o conhecimento se não experiência acumulada."

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Cota...

É assim que o Destino bate à porta

"Augusto Silva foi um homem amargamente marcado pela vida e pela morte. Chegou ao grande Benfica de 1962 com a pompa de ter custado, no total, mais de mil contos e teve de esperar, volta e meia a sua vez. Manteve-se no seu posto até ao dia maldito de Santiago do Chile.

Janeiro, mês de Eusébio já lá vai, deixêmo-lo por momentos em descanso, embora tenhamos de falar nele ainda nesta página, aí um pouco mais à frente.
Hoje quero recordar Augusto Silva.
Atenção! Não confundir Augusto Silva com Augusto Silva. Isto é, não confundir a velha lenda do Belenenses, um dos heróis da célebre saga de Amesterdão nos Jogos Olímpicos em 1928 (cá agrafo um papelinho para sobre a matéria noutro ocasião), e que como treinador fez do Belém campeão nacional em 1946, com Augusto Lamela da Silva, nascido em Barcelos em 1939.
É a este último que me refiro.
Chegou ao Benfica na época de 1962/63 e pela Luz ficaria até 1966/67, marcado por um triste final da carreira aos 27 anos de idade, em Santiago do Chile, no decorrer de uma das famosas digressões do Benfica, atacado por uma trombose que o incapacitou para a vida.
A tristeza, aliás, marcou-o desde miúdo. Aos dez anos muda-se de Barcelos para Guimarães para se tornar aprendiz de serralheiro. Sonha ser jogador e treina nos escalões jovens do Vitória. Duas operações precoces ao menisco, põem em risco as suas ambições, mas persevera, não se deixa abater - estreia-se na I Divisão contra o Benfica, no Estádio da Luz, em 1958: perde por 0-7. Apesar de tudo, o V. Guimarães terminaria esse campeonato no 5.º lugar.
O Benfica é um Clube em crescimento contínuo. Não tardará a dominar a Europa. No continente ou nas colónias, não perde a oportunidade de contratar os melhores. Augusto Silva, um polivalente que tanto jogava a médio como extremo e até a defesa - nesse jogo dos 0-7 coube-lhe marcar Mendes - é um dos melhores. Em 1962, numa exibição brilhante frente ao Benfica (2-2 em Guimarães) escancara-lhe as portas da Luz. Apesar do assédio do FC Porto, assina contrato recebendo como prémio 400 contos, um dinheirão para a época. O Vitória é ressarcido com 700 contos, e ainda garante jogadores 'encarnados': Manuel Pinto, Teodoro, Zeca Santos e Testas (os dois últimos por empréstimo).
Mas não há dinheiro que mitigue a tristeza de Augusto Silva: nesse ano morre-lhe a filha de apenas sete meses, vítima de poliomielite. No ano seguinte é a vez de outro filho, com a mesma idade e o mesmíssimo destino. Madrasta, a Grande Ceifeira obrigá-lo-ia a ver partir ainda mais um filho, muitos anos depois.

Uma tarde de chuva em Roterdão...
Não era fácil entrar nessa equipa do Benfica de então. Não era nada fácil!
Augusto Silva rendia mais na frente de ataque, como ponta. Mas, quem sairia para ele entrar? Simões? José Augusto? Nunca! Eram intocáveis.
Guardando dentro a sua tristeza, esperou com paciência, foi fazendo o seu trabalho na equipa de reservas, viu-se aqui e ali lançado no «team» principal. A sua melhor época foi a de 1965/66, com 17 utilizações. Na da sua estreia, somou apenas cinco jogos: marcou dois golos. O seu primeiro pelo Benfica foi ao Barreiro, frente ao Luso, no dia 23 de Setembro de 1962: vitória 7-0.
Mas quero falar de outro jogo. Também na sua época inicial de 'encarnado'. Disputado no dia 8 de Abril de 1963. Em Roterdão: meia-final da Taça dos Campeões Europeus, 1.ª mão - adversário Feyenoord.
Augusto Silva entra em campo como titular! Simões não está. Ei-lo que surge nos palcos do grande Futebol. O Benfica acabara de deixar para trás, nos quartos-de-final, o duríssimo Dukla de Praga do enorme Masopust. Agora é o campeão holandês que se intromete no caminho da sua terceira final consecutiva.
Está frio em Roterdão. Estão sobre o terreno pesado: Costa Pereira; Cavém e Cruz; Humberto, Raul e Coluna; José Augusto, Santana, Águas, Eusébio e Augusto Silva. O adversário é fisicamente poderoso. Está longe de possuir a técnica e a categoria dos portugueses, mas homens como Kraay e Klaasens, Moulijn ou Van der Gip, podem a qualquer momento criar embaraços sérios.
Fernando Riera dera ao Benfica que herdara de Guttmann um cunho mais pragmático. Não corre riscos desnecessários. Joga com o tempo e com os resultados. Em Praga, depois de uma vitória na Luz por 2-1, mantivera um gélido 0-0 a despeito do assalto checoslovaco. Agora sabe que tem a 2.ª mão na Luz para resolver a contenda, e a Luz é um Estádio aterrorizador para quem o visita.
Eusébio é marcado de forma severa. José Augusto e Santana sentem dificuldades com a chuva miúda e o relvado torturado. Augusto Silva sente-se livre. Arrisca. Será o jogador mais rematador do Benfica nesse encontro, mais ainda do que o irrepetível Eusébio. Apesar da sobriedade imposta pelo treinador chileno, solta-se para movimentos surpreendentes, para momentos excitantes que agitam de medo a defesa holandesa e mantêem o guarda-redes Graafland em sentido. É um momento bonito da sua vida e talvez tenha conseguido esquecer por momentos a tristeza que o consumia e dedicar-se à paixão absoluta do jogo.
O plano traçado por Riera dá resultado: o Benfica sai de Roterdão com 0-0. Na Luz, Simões está de regresso. Vitória por 3-1 (Eusébio, José Augusto e Santana) e final marcada para Wembley, frente ao Milan.
Mas Augusto Silva está lá, no seu posto, aguardando que o chamem para novo combate. Dirá sempre presente até ao dia maldito de Santiago do Chile quando a pena de um dos grandes escreveu: «Acordar morto para o Futebol»...
Como dizia Beethoben sobre os imponentes acordes da sua Quinta Sinfonia: «É assim que o Destino bate à porta!?"

Afonso de Melo, in O Benfica

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Lixívia XX

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica.............. 50 (+1) = 49
Corruptos........ 46 (+11) = 35
Braga............... 37 (+2) = 35
Sporting.......... 43 (+10) = 33


Uma equipa quem nos últimos 60 anos ganhou 9 Campeonatos, nos últimos 30 anos ganhou 2 campeonatos... desde da chegada do Jesus ao Benfica, só ganharam um derby (super-roubado...), mas mesmo assim, sempre que novo derby se aproxima temos que levar com as ilusões de grandeza, de uma das equipas com espírito mais derrotista na face deste planeta... Esta época, tanto no Futebol, como nas modalidades, 95% dos derbys terminam com a vitória do Benfica... então se os jogos são transmitidos na SportingTV, é vitória garantida do Benfica!!!
Mas a culpa não é do adepto acéfalo, que salta, grita e termina inevitavelmente o jogo a chorar, a culpa é dos avençados pagos, que repetidamente participam em manobras propagandistas baratas, que tentam equiparar os Lagartos ao Benfica... Alimentar a esperança, a esta gente traumatizada, é demasiado cruel, mas eles insistem...!!! Pessoalmente, acho que este tipo de venda, de gato por lebre, devia ser criminalizada!!!
.Aquele que foi identificado como o ele mais fraco do Benfica, foi o Artur... E toca a atacar o Artur, durante uma semana inteira. E logo o Artur que tem um curriculum muito bom nos jogos no Alvalixo... e que ontem voltou a estar bem... Se a profissão de jornalista desportista em Portugal, tivesse o mínimo de dignidade, hoje as redacções tinham recebido dezenas de cartas de despedimento... mas para isso, os jornaleiros tinham que ter dignidade, portanto não existe esse risco!!!

Com o golo do empate, a ser concretizado aos 93 minutos, na última jogada da partida, num jogo arbitrado por Jorge Sousa, temos todas as razões para festejar efusivamente o empate... Até porque como o Influência Arbitral recordou, nos últimos 7 anos, com o Jorge Sousa a arbitrar, o Benfica só conquistou 52% dos pontos em disputa!!! Uma marca notável...!!!
Ontem, a influência foi subtil, mas houve influência. O Benfica jogou mal, defendeu em demasia... Mas parece que as regras do Jorge Sousa, dizem que não se pode marcar faltas a favor do Benfica, a 30 metros da baliza do adversário, nem se deve mostrar amarelos aos adversários do Benfica, pois isso pode condicioná-los precocemente...!!!
O Jonas leva com uma cabeçada dentro da área, aos 15 minutos, nada é assinalado... é um choque!!! O William derruba o Jonas na meia-lua... foi uma rajada de vento que desequilibrou!!! O Jonas liberta-se do Central adversário, fica isolado dentro da área... é preferível marcar falta ofensiva, pois a jogada até tem potencial de perigo!!! O Lima é derrubado pelo Tobias quando se vai a isolar... é melhor marcar falta ao Lima, sobre o Tobias... simplesmente porque sim!!!
Foram 4 ou 5 os contra-ataques perigosos dos Lagartos em consequência de erros da equipa de arbitragem, numa delas o Lagarto até controla a bola com as duas Mãos... tudo normal!!!
Mas esta noite, os paineleiros vão falar de um 2.º amarelo ao Maxi (apesar de no Amarelo mostrado ao Maxi, o nosso guerreiro nem sequer ter feito falta), quando o Nani nas costas do Maxi 'procurou' o braço do Maxi, para se queixar de uma cotovelada!!! E os paineleiros mais ousados, ainda vão ter a coragem de 'defender' a proposta do azia Coroado, que jura existir fora-de-jogo do Maxi no golo do Benfica, quando quem toca na bola são os próprios jogadores do Sporting, e a bola até vai para 'trás'... e o Maxi não ter tido qualquer influência na jogada!!!
Quem também não deixou os créditos por mãos alheiras foram os inafáveis da PorkosTV, que basicamente tomaram a decisão de não mostrar repetições dos lances onde o Benfica foi supostamente prejudicado!!! Mais um episódio, na triste existência, de um canal de televisão, que tem como linha editorial, hostilizar o maior grupo de potenciais espectadores!!! Só mesmo em Portugal...!!!



Não vi nenhum dos outros jogos, nas crónicas o único lance importante, parece ter sido um penalty não assinalado a favor do Braga no Estoril... Os Corruptos em Moreira de Cónegos, defrontaram um adversário 'sem meia-equipa' (normal), parece que o Quaresma ainda fez das dele... mas nada de outro Mundo!!!

Anexos:
Benfica
1.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Cosme, Prejudicados, Sem influência no resultado
2.ª-Boavista(f), V(1-0), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Setúbal(f), V(0-5), Capela, Nada a assinalar
5.ª-Moreirense(c), V(3-1), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Estoril(f), V(2-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Arouca(c), V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Braga(f), D(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-3), (-3 pontos)
9.ª-Rio Ave(c), V(1-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
10.ª-Nacional(f), V(1-2), Bruno Paixão, Prejudicados, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
11.ª-Académica(f), V(0-2), Jorge Ferreira, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
12.ª-Belenenses(c), V(3-0), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
13.ª-Corruptos(f), V(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14.ª-Gil Vicente(c), V(1-0), Capela, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
15.ª-Penafiel(f), V(0-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
16.ª-Guimarães(c), V(3-0), Rui Costa, Nada a assinalar
17.ª-Marítimo(f), V(0-4), Xistra, Nada a assinalar
18.ª-Paços de Ferreira(f), D(1-0), Paixão, Nada a assinalar
19.ª-Boavista(c), V(3-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
20.ª-Sporting(f), E(1-1), Sousa, Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Académica(f), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
2.ª-Arouca(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (2-0), Sem influência resultado
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Belenenses(c), E(1-1), Cosme Machado, Nada a assinalar
5.ª-Gil Vicente(f), V(0-4), Xistra, Beneficiados, (1-4), Sem influência no resultado
6.ª-Corruptos(c), E(1-1), Benquerença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Penafiel(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Marítimo(c), V(4-2), Manuel Oliveira, Beneficiados, (4-3), Sem influência no resultado
9.ª-Guimarães(f), D(3-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
10.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
11.ª-Setúbal(c), V(3-0), Soares Dias, Beneficiados, Impossível contabilizar
12.ª-Boavista(f), V(1-3), Jorge Sousa, Nada a assinalar
13.ª-Moreirense(c), E(1-1), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
14.ª-Nacional(f), V(0-1), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
15.ª-Estoril(c), V(3-0), Soares Dias, Nada a assinalar
16.ª-Braga(f), V(0-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
17.ª-Rio Ave(c), V(4-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
18.ª-Académica(c), V(1-0), Rui Costa, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
19.ª-Arouca(f), V(1-3), Jorge Ferreira, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
20.ª-Benfica(c), E(1-1), Sousa, Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-0), Mota, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4.ª-Guimarães(f), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
5.ª-Boavista(c), E(0-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
6.ª-Sporting(f), E(1-1), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Braga(c), V(2-1), Proença, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
8.ª-Arouca(f), V(0-5), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, (1-6), Sem influência no resultado
9.ª-Nacional(c), V(2-0), Nuno Almeida, Nada a assinalar
10.ª-Estoril(f), E(2-2), Soares Dias, Beneficiados, (3-2), (+1 ponto)
11.ª-Rio Ave(c), V(5-0), Benquerença, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
12.ª-Académica(f), V(0-3), Manuel Mota, Nada a assinalar
13.ª-Benfica(c), D(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14.ª-Setúbal(f), V(4-0), Manuel Oliveira, Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
15.ª-Gil Vicente(f), V(1-5), Nuno Almeida, Nada a assinalar
16.ª-Belenenses(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
17.ª-Penafiel(f), V(1-3), Soares Dias, Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
18.ª-Marítimo(f), D(1-0), Capela, Nada a assinalar
19.ª-Paços de Ferreira(c), V(5-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Impossível contabilizar
20.ª-Moreirense(f), V(0-2), Xistra, Nada a assinalar

Braga
1.ª-Boavista(c), V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-0)?!, Impossível contabilizar
2.ª-Moreirense(f), E(0-0), Paixão, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Estoril(c), V(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (3-1), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), D(1-0), Proença, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(f) E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Rio Ave(c), V(3-0), Bruno Esteves, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Corruptos(f), D(2-1), Proença, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
8.ª-Benfica(c), V(2-1), Marco Ferreira, Beneficiados, (2-3), (+3 pontos)
9.ª-Académica(f) E(1-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
10.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Manuel Oliveira, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
11.ª-Penafiel(f), V(1-6), Hugo Miguel, Nada a assinalar
12.ª-Guimarães(c), E(0-0), Xistra, Nada a assinalar
13.ª-Belenenses(f), V(0-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
14.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
15.ª-Marítimo(f), D(2-1), Jorge Sousa, Nada assinalar
16.ª-Sporting(c), D(0-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
17.ª-Setúbal(f), V(1-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
18.ª-Boavista(f), D(0-1), Duarte Gomes, Beneficiados, Sem influência no resultado
19.ª-Moreirense(c), V(1-0), Soares Dias, Nada a assinalar
20.ª-Estoril(f), V(0-2), Manuel Oliveira, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado

Empate saboroso !!!

Sporting 1 - 1 Benfica

Não me vou alargar muito em comentários, porque estou com uma daquelas gripalhadas gigantescas... só mesmo o Benfica para me tirar de debaixo dos lençóis!!!

A alegria não foi total, mas foi o melhor que se arranjou, uma meia-alegria, com um toque sádico... O Jardel nos seus primeiros tempos no Benfica até marcava golos com alguma regularidade, ultimamente parece que se esqueceu, mas guardou o regresso aos golos, para um momento especial!!!
O jogo foi mal jogado no geral, as oportunidades foram poucas, o resultado normal seria o 0-0... Continuamos a jogar muito condicionados, hoje além dos crónicos Amorim e Fejsa... juntaram-se o Gaitán e o Júlio César. Além disso, esta época ainda não resolvemos a questão do meio-campo (após Enzo), e assim o Jesus regressou a uma solução antiga: André Almeida... o que ofensivamente limita bastante a nossa equipa.

Individualmente só me apetece destacar o Artur, que acabou por 'derrotar' a tentativa canalha de assassinar a sua carreira esta semana... Boa exibição, não fez nenhuma defesa de outro mundo, mas fez o que lhe foi pedido, com profissionalismo....
Continuamos lideres, continuamos a ser a única equipa que depende exclusivamente de nós... vamos ter inclusivamente um Corruptos-Lagartos nas próximas jornadas, e com o regresso esperado dos lesionados a tendência é para melhorar (aparentemente o Fejsa não vai precisar de nova operação...).

A concentração vai ter que estar a 150% em todas as jornadas, até porque ficou provado esta semana, que somos provavelmente a única equipa 'estrangeira' a disputar a Liga portuguesa: a forma desrespeitosa, mentirosa, canalha como foi feito as antevisões a este jogo... Até a forma aziada, como um golo numa recarga aos 88 minutos (que começa com uma assistência/corte de um jogador do Benfica), é produto de uma elevada categoria; e um golo aos 93 'caiu do céu aos trambolhões'!!!
O Coroado 'descobriu' um fora-de-jogo do Maxi, no golo do Jardel!!! Incha Porco, para a próxima é pior!!! A arbitragem até foi melhor do que estávamos habituados... mas mesmo assim, é difícil encaixar o proteccionismo que tanto o Adrien como o Willian têm, parece que são inimputáveis... Também já perdi a conta, aos minutos consecutivos sem que o Benfica beneficie de um livre perigoso em zona frontal, deve ser proibido!!!

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Um passo mais próximo do objectivo...

Maia 67 - 89 Benfica
10-31, 14-24, 19-22, 24-12

Estamos nos Oitavos-de-final da Taça de Portugal, depois de 3.º períodos demolidores... deu inclusive para praticamente 'não jogar' no 4.º!!!
Se ontem já tinha faltado o Mário Fernandes, hoje o Fábio Lima também não jogou... e recordo que o Diogo Gameiro apesar de fazer parte da lista oficial de jogo, também está tocado!!!
O próximo adversário está definido, é o regresso de um dos clássicos nacionais: Barreirense-Benfica, dia 1 de Março.

PS: Parabéns aos nossos Juniores masculinos do Atletismo, que hoje renovaram o título colectivo de Pista Coberta...

Mais uma...

Ac. Espinho 1 - 3 Benfica
21-25, 13-25, 16-25

Segunda vitória em dois dias em Espinho, desta vez com o Académica...


Derrota

Ac Viseu 2 - 0 Benfica B

Depois da mini-revolução no plantel da B, acaba por ser natural a perda de qualidade da equipa, e consequentemente os resultados vão dar nota disso. Quando se tem um onze inicial, com vários Juniores de 1.ª ano... Também será natural, com o tempo, os miúdos evoluírem, mas vamos ter que ter paciência!!!

Varela; Semedo, Lystcov, Alfaiate, Rebocho; Lindelof, Dawidowicz; Sanches (Carvalho, 21'), Santos (F. Silva, 80'), Andrade; Sarkic (Clésio, 69').