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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Eliminados...

Altekma 3 (1) - (0) 2 Benfica
19-25, 25-19, 25-20, 22-25, 15-11, (15-13)

Foi por pouco, contra uma equipa dum campeonato mais competitivo, mas que estava ao nosso alcance, acabámos eliminados no Gold Set, depois dum excelente jogo... mas os Turcos acabaram por ser mais fortes, com a grande diferença a ser executada no Bloco!!!

Hoje, pouco mais podíamos fazer, mas na Luz, oferecemos 1 Set, que hoje fez muita falta... o regresso do Nivaldo, também ajudou!

Benfica: épico mesmo


"Era o regresso de Turim, onde o Benfica mesmo perdendo se bateu e discutiu o jogo como lhe competia, com a personalidade que é exigida a um grande clube. Sem conseguir os ambicionados pontos, o caminho era voltar a casa para cumprir a obrigação de vencer na receção ao vizinho Estrela da Amadora. Entre duas montanhas europeias difíceis de escalar, nada como um jogo mais acessível para lavar a alma da equipa e dos adeptos. Vitória clara, consolidada na segunda parte, com momentos felizes e um ambiente propício.
De volta ao campeonato, José Mourinho surpreendeu, e depois percebeu-se, porque já seria a hora de estrear o lateral de apenas 17 anos, Banjaqui. Por um lado, poder integrar mais um jovem de qualidade é sempre positivo e, ao mesmo tempo, permitir a Dedic algum descanso era conveniente. O lateral bósnio vem sendo um dos maiores dinamizadores da equipa quando se trata de atacar, sendo por isso uma arma fundamental para mais logo confrontar Carreras. Ao mesmo tempo, e não menos importante, o confronto com Vinícius Júnior espera-se duro, ou não fosse o internacional brasileiro um dos mais velozes alas do planeta.
Um duplo duelo que se espera interessante e que vai exigir de Dedic uma noite de grande concentração e desgaste. Muita responsabilidade, portanto, ofensiva e defensiva, para o lateral bósnio que, quem sabe, pode vir a significar a diferença neste histórico reencontro.
Noutro âmbito e em época de exageros vários, também linguísticos, vulgariza-se o termo épico, por nada de extraordinário, palavra que deveria estar reservada para momentos distintos e realmente especiais. Isto tudo para dizer que mais épico e perfeito não poderia ser o contexto do golo que fechou a vitória frente ao Estrela. À qualidade da primeira titularidade de Banjaqui, já só faltava mesmo uma assistência, e ela viria nesse inspirado momento. O que dizer do primeiro toque na bola de Anísio na sua inesquecível estreia, de verdadeiro cabeceador, a cruzamento do seu parceiro de carreira? Será que temos finalmente no Benfica um homem de verdadeira dimensão aérea? Promessa boa, mas sem pressa...
Na Luz viveu-se, então, um jogo diferente que trouxe lembranças boas de outros tempos, não pelo especial brilhantismo exibicional, mas pelos vários momentos especiais que proporcionou, um dos quais o regresso de Pavlidis à felicidade. Agora é a vez da Liga dos Campeões cuja qualificação é quase uma miragem, mas é ainda possível, dependendo desde logo deste confronto histórico, de boa memória, para honrar e tentar vencer.

Pela metade
A arbitragem está longe de ser o meu assunto preferido e evito sempre discussões estéreis, que são uma perda de tempo, quase sempre desvirtuadas pela tendência clubística de cada um. Mais uma vez, ninguém nega a grande dificuldade que arbitrar representa, mas também é impossível ignorar o fraco e ultrapassado critério da nossa arbitragem. Não é melhor quem apita mais. Eu sei que é uma ideia básica, mas por vezes quando se é mau de mais, é ao básico que se deve voltar. É uma regra da qual, quer equipas, quer jogadores, também por vezes se devem lembrar.
Quem lidera o jogo é o árbitro e tem a responsabilidade primeira de respeitar o público seja ele qual for, e não é parando o jogo consecutivamente que tal se consegue. Não é só uma opinião, porque são os factos e os números que o confirmam. O número de faltas e cartões ditam o tempo de jogo útil pela metade. A quem ainda tem dúvidas é comparar com outros campeonatos.
O último jogo na Luz é só um exemplo, como muitos outros, em que só se joga uma parte. Não tem a ver com um jogo específico nem com as respetivas equipas, mas com perfil triste e ultrapassado que importa inverter. Se a formação de árbitros é má como parece ser, que cada um dos árbitros tenha personalidade para individualmente fazer a diferença. 

Alegria de mais
A emoção e a alegria de um golo decisivo obtido no final de um jogo toldam, por vezes, o discernimento do autor da proeza. É difícil de entender que alguém tire a camisola estando já amarelado, mas não é uma situação única e tendo jogadores mais experientes como intérpretes.
Desta vez aconteceu recentemente a João Fonseca, valoroso central da equipa B do Benfica, marcador do golo da vitória frente ao Chaves, já em tempo de desconto. Ter sido o segundo golo da sua carreira é uma relativa atenuante. Será admissível pela euforia de um goleador novato, mas só uma vez. Agora é fazer mais golos para compensar.

Sonhos
Vivemos tempos de crítica fácil, muita dela emitida por quem inveja o sucesso alheio e por quem gostaria de ter feito carreira, mas pouco sabe do que fala. Muito criticar e pouco valorizar é uma tendência bem lusitana e mais do que nunca atual.
A grande popularidade do futebol também resulta de ter sido jogado um pouco por todos na rua ou na escola, nem que seja a guarda-redes e em balizas de duas pedras. Que saudades dessa infância... O muito tempo que entretanto passou deixa na maioria dos antigos miúdos, agora graúdos ou velhotes, a ideia construída pelos sonhos de criança, que eram melhores com a bola do que na realidade foram. As memórias e os desejos retratam os diferentes caminhos da vida."

O Real Madrid não é o Qarabag


"Se o Sporting acabará sempre a noite europeia com motivos de satisfação, o Benfica jogará pelo milagre ou por uma saída mais airosa, sabendo José Mourinho do peso da imagem final

Com quatro equipas eliminadas e duas já apuradas diretamente para os oitavos de final, são 30 as formações que vão jogar a derradeira ronda da fase de liga da Champions com a máquina calculadora na mão.
Sporting e Benfica não fogem à regra, mas as contas são bem diferentes entre os representantes portugueses na maior competição europeia de clubes. Os leões, bicampeões nacionais, têm encarado a prova continental com uma garra superior, e é natural que assim seja, por mais forte que seja o desejo de voltar a saborear o tricampeonato a nível interno. O leão continua faminto, mas é normal que olhe menos para o prato que tem degustado, confrontado com a oportunidade de experimentar um cardápio de luxo.
A matemática do Benfica é bem mais exigente, quase digna de um Prémio Nobel, tal a complexidade da conjugação de resultados para chegar a um único resultado possível. Ganhar para ter a audácia de sonhar com a presença no play-off. É essa a única equação com que a equipa de José Mourinho pode entrar em campo, perante o rei da Liga dos Campeões, treinado pelo setubalense entre 2010 e 2013.
No duelo entre estes dois gigantes do futebol europeu (e mundial), só Mourinho conseguiria desviar tanto a atenção dos emblemas, entre palmarés, recordações da passagem por Madrid e a relação com Arbeloa, já descontando os rumores que apontaram, a dada altura, para um eventual regresso ao Santiago Bernabéu. Como nem o próprio quer viver do passado, Mourinho avisou que é preciso «matar ou morrer de pé». A matemática diz-nos que o mais provável é que o Benfica fique pelo caminho, mas jogar pelo milagre é também jogar por uma saída menos envergonhada da prova, se esse for o desfecho da noite. A história do Benfica pode dispensar vitórias morais e prémios de consolação, mas uma coisa é sair da Liga dos Campeões com seis pontos, outra é somar nove pontos e fechar com um triunfo frente à sua antiga equipa, um adversário da dimensão máxima.
O Real Madrid não é o Qarabag, mas por mais que Mourinho faça questão de recuperar a chocante derrota na ronda inaugural da prova — que ditou a saída do conterrâneo Bruno Lage —, sabe perfeitamente que a imagem final terá muito peso.
A noite é para «matar ou morrer de pé». E, já agora, para ver o que acontece ao Qarabag."

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