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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Basquetebol Feminino: 84-63

FC Porto-Sporting: um clássico que pode mudar a Liga


"No último fim de semana, a Liga ganhou um novo ânimo. A derrota do FC Porto frente ao Casa Pia, na véspera da receção ao Sporting, reduziu a margem confortável de que os azuis e brancos dispunham.

As contas do clássico
O clássico desta segunda-feira ganha, assim, renovada importância. Uma vitória do Sporting deixa os verdes e brancos a apenas um ponto da liderança. Uma vitória do FC Porto devolve as contas ao patamar em que estávamos há duas jornadas. Um empate permite ao FC Porto manter uma vantagem confortável de quatro pontos, mas obriga o Sporting a voltar a olhar para trás, caso o Benfica vença este domingo o Alverca. O mais interessante é que, numa única jornada, tudo mudou. O que parecia ser uma vantagem muito confortável — sete pontos — pode transformar-se numa margem mínima de apenas um ponto. Se o Benfica tivesse vencido em Tondela e se o Sporting vencer no Dragão, poderíamos ter os três primeiros classificados separados por apenas quatro pontos. Esta é a magia do futebol: tudo muda rapidamente e o controlo emocional pode fazer a diferença no resultado final.

FC Porto — a pressão da liderança
A derrota frente ao Casa Pia trouxe alguns fantasmas do passado. No caso de Farioli, todos sabemos de que forma, no último ano, perdeu o título nos Países Baixos. Em apenas quatro jornadas, perdeu uma vantagem pontual bastante confortável. Por muito que os adeptos do FC Porto — ou o próprio Farioli — não queiram pensar nisso, a realidade é que esse facto está presente no pensamento de todos, fazendo aumentar os níveis de ansiedade. Existe outro motivo para que a derrota da última segunda-feira tenha gerado desconfiança. Nos últimos jogos, o FC Porto tem vencido sem convencer. Aliás, as conferências de imprensa de Farioli no pós-jogo vão ao encontro desta leitura. O treinador portista tem falado muito de união, de família portista, e pouco das incidências do jogo. Farioli percebe tão bem como nós que o FC Porto tem demonstrado dificuldades em criar situações de finalização. Defensivamente, apesar de ser a equipa menos batida, o FC Porto tem permitido que os adversários criem várias situações de finalização.
Em conjunto, o passado do treinador, a última época do FC Porto e a forma como a equipa tem vindo a jogar fazem com que a ansiedade seja elevada e que os adeptos, apesar de motivados, não saibam que FC Porto vão encontrar no relvado no clássico do Dragão. Por outro lado, se olharmos para o copo meio cheio, encontramos também um dado positivo que joga a favor de Farioli e do FC Porto: nas últimas duas épocas, em grandes jogos nos Países Baixos e em Portugal, o treinador portista soma seis vitórias e um empate (em casa, frente ao Benfica, para o campeonato). Os dados estatísticos valem o que valem. Podem trazer conforto ou, pelo contrário, criar ansiedade e desconfiança.
Uma coisa é certa: o FC Porto vai jogar em casa, com o apoio do seu público. Tem quatro pontos de avanço e uma grande oportunidade para carimbar uma vantagem pontual mais confortável e, até, potencialmente determinante. Tudo se vai resolver dentro do relvado. E aí surgem as seguintes perguntas: Que FC Porto vamos ter? O FC Porto agressivo, vibrante e dinâmico do início da época? Ou o FC Porto previsível, desconfiado, com menor qualidade de jogo, que se agarra à união e à atitude?

Sporting — a oportunidade
Destaco seis fatores que explicam porque é que o Sporting chega motivado ao Dragão. O primeiro é a capacidade que a equipa leonina tem demonstrado em acreditar até ao último minuto. Nos últimos cinco jogos, o Sporting resolveu partidas nos minutos finais. Este facto reforça a crença e a confiança dos jogadores.
O segundo fator é Luís Suárez. Está numa forma incrível. Joga e faz jogar. Marca golos decisivos. É o primeiro defensor quando a equipa precisa. É agressivo e decisivo dentro da área. Ter um jogador com estas caraterísticas, motivado para um jogo desta importância, é claramente positivo.
O terceiro fator que aumenta a confiança da equipa foi o facto de ter vencido recentemente jogos de elevado grau de dificuldade: PSG e Athletic Bilbao.
O quarto fator é a capacidade que a equipa demonstra na criação de situações de finalização. Esta forma de jogar está tão enraizada que dá aos jogadores maior confiança nos momentos de decisão.
O quinto fator é o facto de o Sporting chegar ao Dragão com a recuperação de jogadores importantes e com a possibilidade de apresentar aquele que tem sido o seu melhor onze.
O sexto fator está diretamente relacionado com o adversário. A derrota do FC Porto frente ao Casa Pia abriu uma oportunidade clara para o Sporting. Uma vitória no Dragão não só reforça a confiança da nação sportinguista, como pode ter um efeito devastador na equipa do FC Porto.
Ainda assim, as grandes questões em torno do Sporting são claras: será que a equipa de Rui Borges vai conseguir manter o nível exibicional e o ritmo durante os 90 minutos, algo que não conseguiu na Luz frente ao Benfica? Será desta que, nesta temporada, Rui Borges ganha um jogo grande em Portugal?

A valorizar: Paulo Fonseca
Está a fazer (mais) um trabalho incrível no Lyon. Consegue conciliar resultados, bom futebol e valorização de jogadores.

A desvalorizar: Santa Clara
Depois de duas grandes épocas, uma fase negativa foi o suficiente para apagar todo o trajeto de Vasco Matos no Santa Clara. A irracionalidade das decisões e a incapacidade de gerir os momentos de stress dizem muito sobre os dirigentes dos nossos clubes."

Manchester United: duvidem sempre do chicote


"Michael Carrick simplificou, ganhou e fez o Manchester United subir. Rúben Amorim saiu e ficou com o rótulo fácil do fracasso — típico de um clube que confunde alívio com cura

Michael Carrick passou a ser a última bolacha do pacote no que diz respeito a treinadores pós-Ferguson. Em quatro jogos soma outras tantas vitórias, o que catapulta o Manchester United até um lugar de Liga dos Campeões, algo que ameaçou apenas com Rúben Amorim ao leme. Ao mesmo tempo, ao português fica colado um pesado rótulo de fracasso, dado que, com a mesma massa crítica, não conseguiu entregar, pelo menos, uma ideia de evolução semelhante. Além das perspetivas arruinadas a um jovem adepto dado a promessas estranhas de um bom corte de cabelo. Pior, assim que se aproximavam dos quatro primeiros, os red devils fraquejavam, falhando a ultrapassagem. Algo que parece um pouco incapacidade do técnico em passar a mensagem. O que não faz sentido.
O rótulo, mesmo com esta resposta após a sua saída, é exagerado. O processo de reabilitação de um gigante envolve muitas decisões difíceis, alguma casmurrice e, sobretudo, ser capaz de dizer muitas vezes «não» para obter um «sim» coletivo aos seus interlocutores. Não funcionou, porém não estou tão certo que, com mais tempo, não fossem dados ainda mais passos firmes no sentido da recuperação total da equipa e do próprio clube, em termos de cultura de vitória. No relvado e também nos vários departamentos. Mas só se a falha geológica não tivesse sido aberta pelo diretor para o futebol Jason Wilcox, quando se meteu onde não nunca foi chamado.
O que Carrick fez foi descomplicar. Porque era visto como a causa de todos os problemas, o 3x4x3 foi para a gaveta. O que aliviou os jogadores, mentalmente e taticamente. O que era de Amorim passou a estar obsoleto, como outras medidas que o ex-técnico do Sporting colocara em ação. As portas reabriram-se para Rashford, tal como estariam reabertas para Garnacho, se ainda fosse possível o regresso do internacional argentino. Até talvez para Ronaldo. O United passou a sentir-se bem com os pressupostos que existiam quando o clube estava mal e, paradoxalmente, os resultados apareceram. Os jogadores sentiram-se livres. Uma vitória levou a outra. Carrick aponta a ficar em definitivo e a nova época trará mais ambição, sobretudo se a atual acabar em bom plano. Sobretudo se os rivais continuarem a vacilar como até aqui.
O antiinflamatório tira apenas a dor, não vai à raiz dos problemas. O curto prazo pode estar garantido, mas há muita pedra ainda por partir no caminho. É por isso que o chicote falha tantas vezes."

Portugal no topo: o futsal que se construiu para ganhar


"Independentemente do resultado desta noite, uma certeza permanece inabalável: o futsal português está no topo do futsal mundial. Portugal pode, ao início da noite, tornar-se tricampeão europeu — um feito absolutamente notável para o desporto nacional. Mas mesmo que o desfecho não seja o desejado, nada apaga uma realidade já consolidada: Portugal chegou onde está porque construiu para lá chegar. E continuará no topo porque não depende de um jogo, de um resultado ou de uma geração.

Na quarta-feira, os bicampeões europeus, sob o comando de Jorge Braz, voltaram a confirmar esse estatuto ao garantirem nova presença numa final europeia, com um triunfo claro por 4-1 frente à França, nas meias-finais. Do outro lado estará, uma vez mais, a velha conhecida Espanha, rival histórico e referência incontornável da modalidade, no derradeiro passo rumo ao tricampeonato.
Portugal defende os títulos conquistados nas duas últimas edições do Campeonato da Europa: em 2018, também na Eslovénia, venceu a Espanha por 3-2 após prolongamento; em 2022, já nos Países Baixos, superou a Rússia por 4-2. Entre esses dois momentos surgiu o maior feito de sempre: o título mundial de 2021, na Lituânia, que colocou definitivamente Portugal no centro do mapa do futsal global.
Convém, contudo, recordar o caminho. A primeira final europeia chegou em 2010, na Hungria, sob a orientação de Orlando Duarte, terminando com derrota frente à Espanha. Onze anos depois, na Lituânia, Portugal consolidou a sua hegemonia recente ao bater a Argentina por 2-1 e conquistar o Campeonato do Mundo. Seguiu-se, em 2022, a vitória na Finalíssima - torneio a eliminar com a participação de dois representantes da CONMEBOL (Argentina e Paraguai) e dois da UEFA (Portugal e Espanha). Em Buenos Aires, a Finalíssima foi decidida novamente frente à Espanha, nas grandes penalidades.
O sucesso da seleção principal teve reflexo direto nas camadas jovens. A seleção nacional de sub-19 é bicampeã europeia, após os títulos de 2023 e 2025, confirmando a profundidade e a continuidade do talento português. Num torneio com apenas quatro edições, Portugal falhou a final apenas uma vez, em 2019.
Também no feminino, apesar de ainda faltar o troféu maior, Portugal tem marcado presença nas decisões: finais europeias em 2019 e 2022 e uma histórica final do Campeonato do Mundo em 2025, nas Filipinas, onde caiu perante o Brasil. O ouro olímpico nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2018 continua a ser, para já, o grande marco, mas o crescimento é evidente e sustentado.
Ao nível de clubes, o quadro reforça a ideia de potência. Benfica e Sporting somam títulos e finais na Liga dos Campeões: os encarnados venceram em 2009/10; os leões conquistaram o troféu em 2018/19 e 2020/21. Presenças regulares nas decisões, frente a colossos europeus, confirmam que o futsal português é competitivo em todos os contextos.
Tudo isto conduz a uma conclusão essencial: Portugal não chegou aqui por sorte.
A Seleção Nacional é o produto final de um processo iniciado em 2010, liderado por dois mentores decisivos do futsal português: Pedro Dias e Jorge Braz. Foram os pensadores e arquitetos de uma visão estruturada que transformou o futsal nacional num modelo de excelência.
Para Joel Rocha, treinador do SC Braga, trata-se de «um processo assente em pilares claros desde 2010». E acrescentou-me:
«O primeiro foi a qualificação dos treinadores. Investir no conhecimento, na formação e na competência técnica foi o ponto de partida para elevar a qualidade do treino, do jogo e, consequentemente, do jogador.
O segundo pilar foi a qualificação dos recursos humanos dos clubes. Não apenas treinadores, mas dirigentes, diretores, delegados e todos aqueles que, durante anos, trabalharam de forma voluntária e por paixão à modalidade. Esse capital humano passou a ser valorizado, formado e profissionalizado.
O terceiro pilar foi a criação e reforço das seleções jovens. Ao aumentar o número de seleções nacionais, aumentou-se a base de treino, de prática e de recrutamento. E, como acontece no desporto, da quantidade emergiu mais qualidade.
O quarto pilar foi de natureza regulamentar. A Federação impôs limites claros ao número de jogadores não formados localmente nas competições nacionais, obrigando os clubes, independentemente do orçamento, a apostar no jogador português.»
Tudo isto resultou numa geração de atletas cada vez melhor preparados técnica, tática e mentalmente. E tudo começou, uma vez mais, na formação dos treinadores, com a implementação, em 2010, do Plano Estratégico de Desenvolvimento Profissional.
Passados 16 anos, os resultados falam por si: Portugal disputa em 2026 a sua quarta final do Campeonato da Europa, a terceira consecutiva. É bicampeão europeu, campeão do mundo e vencedor de uma Finalíssima.
Joel Rocha acrescenta ainda um quinto pilar essencial: a certificação. Destacou-me: «Nos últimos anos, a Federação passou a exigir, de forma regulamentar, a certificação dos clubes, obrigando-os a organização, rigor documental e, sobretudo, a treinadores qualificados. Criou-se assim um ciclo virtuoso: quem quer competir ao mais alto nível tem de se qualificar.»
Planeamento, visão, organização, qualificação e certificação. Cinco pilares que explicam o rendimento de excelência do futsal português.
Para o treinador do SC Braga, há ainda um fator diferenciador que não pode ser ignorado: «O carácter, a personalidade e os valores das pessoas envolvidas. Desde os mentores às equipas técnicas, passando por dirigentes e treinadores, existe uma identidade humana forte, assente no 'ser' e não apenas no 'parecer'. Isso sente-se nos momentos decisivos, nas vitórias e nas derrotas, e no brilho de quem vive intensamente o jogo.»
O reconhecimento do futsal português não se limita às fronteiras nacionais. Higuita, lenda do futsal mundial, capitão da seleção do Cazaquistão e cinco vezes eleito o melhor guarda-redes do mundo, não deixa margem para dúvidas. Em conversa que mantivemos, traça um retrato claro do crescimento sustentado de Portugal:
«Portugal evoluiu muito, isso é evidente. Trata-se de uma evolução constante, profundamente ligada ao trabalho desenvolvido por Jorge Braz, que conseguiu implementar uma identidade muito sólida na Seleção Nacional. Hoje, quem enfrenta Portugal sabe que vai encontrar uma equipa experiente, extremamente competitiva, sempre muito bem preparada fisicamente, intensa, agressiva nos duelos e, acima de tudo, confiante. Essa identidade vem sendo construída há cerca de 15 anos e reflete-se nos resultados. Nada disso acontece por acaso. As duas últimas gerações foram particularmente fortes e o mais interessante é ver como os jogadores mais jovens se integram naturalmente nessa matriz. A nova geração não quebra a identidade, pelo contrário, reforça-a.»
Higuita sublinha ainda aquilo que mais marca quem enfrenta Portugal: a intensidade. Destacou-me: «Quando nos preparávamos para defrontar Portugal, sabíamos que o jogo teria de ser fisicamente muito exigente. Portugal joga um futsal de grande qualidade, mas assente numa marcação fortíssima, com pressão constante na primeira linha, muito contacto e transições rápidas. Há muita qualidade individual e coletiva. Não existe um segundo de descanso. Qualquer deslize é fatal.»
Mesmo perante ausências de peso, a identidade mantém-se. O atual guarda-redes do FC Semey defende que: «Na final não estarão João Matos, o grande capitão, nem Zicky, que durante muito tempo foi uma referência absoluta. Preparar um jogo contra Portugal passava muitas vezes por tentar anulá-lo. Ainda assim, mesmo sem ele, Portugal continua a demonstrar que a intensidade é a sua maior arma.»
Para o jogo desta noite, o guardião cazaque é claro na análise - Portugal parte em vantagem: «Para mim, Portugal pode tornar-se tricampeão europeu. É hoje a seleção mais intensa do futsal mundial. Joga a um ritmo altíssimo do primeiro ao último minuto e vence muitas vezes pelo desgaste físico e mental que impõe aos adversários. Pressiona, encurta espaços, coloca o pé na bola, corre em conjunto e defende com agressividade. A rotação é elevada, joga com dez ou onze atletas sempre num ritmo muito alto.»
E acrescenta: «Nesta fase final do Europeu, vejo Portugal num patamar muito acima dos adversários. Não por desrespeito, mas pelo volume de jogo, pelas oportunidades criadas e pela forma como controla as partidas. Mesmo nos jogos mais equilibrados, a superioridade é visível. Frente à França, por exemplo, houve momentos em que o adversário poderia ter complicado o jogo, mas estou convicto de que, mesmo em desvantagem de 2-0, Portugal manteria a mesma identidade: intensidade máxima, pressão constante e criação contínua de ocasiões de golo. Acabaria por marcar, como tem feito, pelo acumular de ações ofensivas, pelo desgaste imposto e pela sua superioridade individual/coletiva.»
Este Europeu confirma, assim, que Portugal se encontra num nível superior - física, técnica e taticamente - em relação à maioria das seleções. A Espanha continua a ser uma escola fortíssima, com tradição e características muito próprias, mas Portugal pratica um futsal mais dinâmico, com maior rotação e envolvimento coletivo, onde todos os jogadores participam nas duas fases do jogo e chegam com qualidade às zonas de finalização. Um estilo que, na opinião de Higuita, concede aos portugueses um pequeno, mas real, favoritismo.
Curiosamente, neste Campeonato da Europa, quase se pode dizer que Portugal também joga em casa fora das quatro linhas. Os quatro pavilhões da competição apresentam um elemento comum: o piso. O característico piso azul é produzido em Portugal pela Inov4sports, empresa responsável pela montagem dos quatro pavimentos oficiais do torneio.
A história da Inov4sports começou há cerca de uma década, quando foi desafiada pela Liga Nacional de Futsal espanhola a desenvolver um pavimento modular inovador: fácil de transportar, montável em cerca de cinco horas por apenas cinco pessoas e totalmente acondicionado num único camião. O projeto, desenvolvido em parceria com a LNFS, despertou rapidamente o interesse da Federação Portuguesa de Futebol, abrindo caminho à presença em competições internacionais, Liga dos Campeões, Europeus e, mais recentemente, no primeiro Mundial Feminino de Futsal organizado pela FIFA.
Trata-se de um piso pensado exclusivamente para o futsal, rompendo com os padrões tradicionais dos pavimentos desportivos. Ao contrário de outras modalidades de pavilhão, no futsal não se procura o ressalto da bola - pretende-se precisamente o contrário: que a bola permaneça rente ao solo. Além do ressalto, o amortecimento do piso e a falta de dureza do mesmo que poupa os jogadores em termos físicos. Detalhes que traduzem bem a especialização do produto.
Arena Riga, na Letónia; Zalgiris Arena, na Lituânia; Arena Stožice, em Ljubljana; e o Pavilhão Tivoli. Quatro palcos, quatro pisos. Todos made in Portugal, num Campeonato da Europa onde o futsal português também se afirma fora das quatro linhas.
Por tudo isto, a conclusão é simples: desfrutemos. O que o futsal português alcançou não é fruto do acaso. É a consequência natural de um processo de excelência sustentado ao longo de anos. Não ganhou por sorte. Construiu para ganhar. Aconteça o que acontecer esta noite, estamos, com orgulho, no topo do futsal mundial. Parabéns aos que nos trouxeram até aqui.
Parabéns aos que nos mantêm aqui. Aos jogadores, às equipas técnicas, à Federação, aos clubes, às associações e a todos os que, diariamente, trabalham em prol do futsal nacional.
Jogamos bem, é verdade. Mas, acima de tudo, jogamos juntos. Não estamos apenas a viver um grande momento. Estamos a ocupar um lugar.
E esse lugar é o topo. 
Boa sorte, Portugal."

Terceiro Anel: Bancada Lateral #7 - EMPATE EM TONDELA, CRÍTICAS A MOURINHO, HATERS E DESCRÉDITO!! 🏟️

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