Últimas indefectivações

sábado, 16 de abril de 2016

Vitória, neste Sábado amargo...!!!

Benfica 7 - 3 Turquel

Num Sábado difícil para as modalidades, até o Hóquei começou a perder por 0-2 !!! Ao intervalo estava 3-3, mas no 2.º tempo 'ganhámos' por 4-0 !!!
O Turquel dentro das equipas de 'meio' da tabela, é uma das melhores, e pode ganhar pontos aos mais fortes, e hoje entrámos mal...
Nota para o regresso aos hat-trick's do João... com o Nicolia de fora, é obrigatório ter todos os outros no máximo, para as dificuldades que se avizinham...

PS: A meio da semana tivemos o anuncio surpresa (para mim foi surpresa... os antecedentes da CERH deixam-me sempre desconfiado) da realização da Final 4, da Liga Europeia na Luz... É uma boa notícia, mas não garante nada! Temos que recuperar o Nicolia (com uma forma decente...), e dar tudo... Mesmo com um Barça em fase transição (neste momento já parecem estar melhores...) só um grande Benfica pode aspirar ao título máximo no Hóquei em patins Europeu...

Agora, vamos para a "Europa" !!!

Gualtar 1 - 2 Benfica

Jogo muito complicado, com selecções a meio da semana, já esperava dificuldades nesta deslocação...

Depois da 'pausa' de Inverno, a equipa regressou melhor, mas depois da derrota com os Lagartos voltámos a baixar... Vamos para a Final 4, da UEFA Futsal Cup, com sinais preocupantes, talvez seja melhor assim!!! No próximo fim-de-semana, nos arredores de Madrid vai ser muito, mas mesmo muito complicado, o nível dos adversários é altíssimo, a começar pelos Russos (abrasileirados)!!!
Mas esta equipa merece a nossa confiança, no passado já conquistámos vitórias impossíveis, porque não o 2.º título Europeu?!

Agora independentemente daquilo que se passar na UEFA Futsal Cup, na segunda-feira seguinte, temos que nos concentrar no Campeonato. Recordo que no ano da vitória Europeia, não ganhámos o Campeonato... Se nas últimas semanas, com a fase regular decidida até é natural os jogadores terem a 'cabeça' na Europa, depois é preciso, voltar a focar os jogadores nas competições internas...

Vamos ter Finalíssima na Luz...

Fonte do Bastardo 3 - 0 Benfica
25-21, 25-20, 25-15

Com parciais destes não há muito a dizer... A 'sina' deste ano, tem sido os jogos desequilibrados entre as duas equipas, espero que na 'negra' se mantenha a tendência...!!!

Campeonato decidido no próximo Sábado na Luz... que os jogadores escolhidos estejam focados no essencial, e como já provámos este ano, temos tudo revalidar o título...

"Final" na próxima Quarta, na Luz...

Corruptos 27 (1) - (223 Benfica
(16-9)

Entrámos muito mal no jogo, os Corruptos com 'tudo' (uma derrota Corrupta era o fim da época!), nunca nos encontrámos no ataque... e o resultado não foi mais pesado, porque no final ainda recuperámos...

Como também era esperado, o próximo jogo na Luz, será uma autêntica final, apesar das nossas duas vitórias, não acredito numa vitória do Benfica, numa eventual 'negra' no Ladrão Caixa!!! Na próxima Quarta na Luz, o nosso futuro no Campeonato será definido...

Para que não fique dúvidas, os Corruptos continuam a ser os favoritos, não deixaram de ter o melhor plantel nas últimas semanas... continuam a ser claramente a equipa nacional com mais potencial, só um Benfica a jogar no limite, em todos os aspectos do jogo, poderá chegar à vitória...

Preocupante...

Benfica 70 - 80 Corruptos
16-24, 22-18, 21-17, 11-21

Hoje não vi o jogo, mas como já afirmei em partidas anteriores, estas derrotas consecutivas com os Corruptos, apesar de não colocarem em causa o nosso 1.º lugar na 2.ª fase, são muito preocupantes...!
Estar a ganhar por 70-66 a pouco minutos do fim, e levar com um parcial de 0-14 é muito estranho!!!

A melhor notícia do dia foi mesmo a derrota da Oliveirense!!! Explico: será importante a Ovarense ficar em 3.º, e assim 'encontrar' os Corruptos nas Meias-finais, já que aparentemente os Corruptos não 'conseguem' ganhar à Ovarense...!!! Este até poderá ter sido o último clássico da temporada...!!!

Juniores - 7.ª jornada - Fase Final

Benfica 1 - 3 Guimarães

Marcámos cedo, mas não fomos competentes na gestão do jogo, permitimos o empate num Canto... e nos últimos minutos, quando procurávamos a vitória, fomos surpreendidos no contra-ataque...

Saber dar-se ao respeito

"Concluída com aplausos a sua bonita aventura europeia, volta o Benfica à sua não menos bonita realidade que é a de lutar pela revalidação do título nacional. Não vai ser fácil. Em campo, a discussão com o Sporting tem-se revelado magnífica no empenho e pródiga em emoções. É o campeonato da incerteza e, provavelmente, só em maio haverá campeão de futebol-jogado.
No que respeita ao futebol-falado, o Sporting não só já ganhou o título de 2015/16 como garante que levará tudo de roldão nas décadas por vir. Assim mesmo o assegurou o presidente - "não queremos voltar à fase de ganhar 1 vez e esperar 14 anos" -, não se referindo, certamente, à conquista da Supertaça em Agosto. Como se não bastasse a palavra do presidente, veio esta semana um vogal da sua direcção reforçar a certeza de que "o Sporting vai dominar o campeonato português nos próximos 20 anos", contando já com este ano.
Perante isto resta ao Benfica manter o silêncio e encarar o jogo de segunda-feira frente ao Vitória de Setúbal com grande respeito pelo adversário. Tendo sido notificado, tal como o resto do país, de que os campeonatos das próximas duas décadas estão entregues ao vizinho, cabe ao Benfica fazer o possível para, pelo menos, impedir que o 1.º título dos 20 pré-arrecadados siga já este ano para Alvalade.
A este Benfica podem vir a faltar os pontos necessários para ser campeão. Mas coragem e carretear, todos reconhecem, não lhe têm faltado. E é com isso que contamos este ano. E nos próximos 19 anos também. 
Aconteça o que acontecer nas provas a que o Benfica ainda está ligado, o sereníssimo Ruí Vitória soube dar-se ao respeito do futebol português e, mais difícil ainda, conseguiu conquistar o coração dos adeptos do Benfica. Numa primeira fase teve a inacreditável ajuda de Jorge Jesus. Em meia dúzia de frases (muito) infelizes, Jesus conseguiu desbaratar o capital de estima que tinha deixado na Luz, facilitando, sem querer, a vida ao seu sucessor.
Na noite europeia de quarta feira, vendo os minutos finais do jogo na bancada abraçado por adeptos, Rui Vitória manteve-se igual a si próprio, sereníssimo, sem tirar os olhos do palco onde a sua equipa se batia com os alemães. No que pensava o treinador do Benfica naqueles instantes de comunhão com o público? Pensava já no jogo com o Vitória de Setúbal, certamente. Porque o Vitória de Setúbal é que é do nosso campeonato."

De Jorge Jesus a Pep Guardiola

"Durante os seis anos que passou no Benfica, entre 2009 e 2015, Jorge Jesus não se cansou de defender a ideia segunda a qual a melhor equipa é sempre a que está em primeiro lugar. E que o segundo classificado é melhor do que o terceiro, o terceiro melhor do que o quarto e por aí fora. Faz sentido. Já esta temporada, de leão ao peito, o treinador voltou a insistir na tese. Dizia em Janeiro: "Não acredito que as equipas que estão em segundo ou terceiro joguem melhor do que o líder. Quem está em primeiro é sempre a melhor equipa."
Quatro meses volvidos, com o Benfica na frente, Jesus destaca os méritos e as "exibições convincentes" de quem ocupa o segundo lugar e realça "a sorte" de quem está na liderança. As águias não somam apenas mais 2 pontos do que o Sporting. Têm ainda mais 14 golos (!) marcados e também, neste momento, os mesmos 20 sofridos. O Benfica, de resto, é a equipa europeia com melhor rendimento em 2016: acumula 18 vitórias em 21 jogos oficiais. Ou seja, 85,7% de triunfos. As equipas que mais se aproximam são a Juventus (80%), Ajax (78,6%), Barcelona (76,9%) e Borussia Dortmund (76,2%). Os números são óptimos e... são o que são. Haverá sempre quem diga - porque a qualidade do jogo, essa sim, dará sempre margem para discussão - que os resultados são melhores do que as exibições. É possível e, se calhar, até faz sentido. Mas depois aparece Pep Guardiola a dizer que "o Benfica é uma superequipa". E o assunto morre ali.
A Liga de Clubes permitiu que Paulo Fonseca se adiantasse ao próprio anúncio oficial da data para a meia-final da Taça CTT, entre Benfica e Sp. Braga. Ficou mal o treinador e ficou mal a própria Liga. O jogo, afinal vai ser disputado a 2 de maio e não a 21 de abril E a data do jogo foi anunciada pela Liga, como deve ser, e não por uma das partes."

Caminho faz-se caminhando

"O título desta crónica é uma frase muito batida por Rui Vitória, à qual recorreu sobretudo quando as coisas lhe corriam mal e precisava de tempo para melhorar a equipa. Mas tem sido quase um lema do Benfica desde o virar de século, quando Manuel Vilarinho, primeiro, e Luís Filipe Vieira, depois, tomaram conta do clube. Não sendo o único parâmetro de avaliação, o ranking dos encarnados na UEFA é sintomático: em 2002, o Benfica era a 91.ª equipa europeia; de 2013 para cá, tem oscilado entre o sexto e o quinto lugares. Há dez anos, qualquer clube holandês, grego ou turco seria um grande obstáculo numa eliminatória europeia; actualmente, o Benfica é favorito perante esses adversários. Uma diferença que faz toda a diferença.
A estabilidade que Vieira trouxe aos encarnados, dando um rumo ao clube, tornou-o imune à troca de jogadores e treinadores. Nada disto se fez num dia, nem num ano, nem sequer em dez anos, e houve erros durante todo o processo, mas é um facto que o tempo tem sido quase sempre bem utilizado na Luz. Voltámos ao tempo em que quem treina o Benfica arrisca-se mesmo a ser campeão."

É possível lutar em todas as frentes?

"Há, por aí, quem esteja à espera de saber quem vai conseguir o título nacional para saber se é Rui Vitória ou Jorge Jesus quem tem razão

A pergunta é simples, mas marca uma das grandes questões actuais do futebol português. Tudo porque Jorge Jesus insiste que o futebol português não tem ainda condições para ter equipas capazes de lutarem em todas as frentes e que um treinador responsável terá, assim, obrigação de seleccionar os seus objectivos principais que, no fundo, deverão corresponder aos objectivos principais dos adeptos. Mas há quem discorde. Sem entrar em confronto directo de ideias e de palavras, Rui Vitória tem, manifestamente, uma opinião diferente. Daí que o Benfica tenha apostado, esta época, em todos os jogos de todas as competições, com a melhor equipa possível.
Isso, na ideia de Jorge Jesus é um erro. Com ele, o Sporting nunca deixou de querer ganhar um jogo, mas a teoria da rotatividade foi imposta tendo como prioridade o campeonato.
Para o treinador do Sporting, trata-se, apenas, de ser pragmático. Os adeptos leoninos querem, acima de tudo, voltar a sentir a alegria de serem campeões. É esse o desejo mais forte, é aí que o treinador tem o dever de apostar as fichas todas.
Quando se coloca o problema de que uma equipa portuguesa só ganha verdadeiramente dimensão se conseguir bons palcos e boas exibições internacionais e que isso é fundamental para valorizar jogadores e favorecer a componente de negócio, Jesus não discorda, mas também não muda de ideias. Para ele, é preciso ter a coragem de escolher. No fundo, escolher os melhores para o campeonato, os outros para o resto, incluindo provas europeias. Abre uma excepção para um figurino intermédio quando se fala da Taça de Portugal.
Rui Vitória tem outra visão sobre os grandes objectivos do Benfica. Implicou enorme esforço dos seus jogadores que estiveram na Liga dos Campeões até aos quartos de final, onde jogaram com elogiadas exibições e grande espírito competitivo com o Bayern. A verdade é que o Benfica está à frente no campeonato, fez-se notar na Europa, conseguiu fazer regressar à Luz o ambiente das grandes noites europeias de outros tempos e ainda está nas meias-finais da Taça da Liga.
Pode dizer-se que no jogo da segunda mão, com o Bayern, Vitória poupou Gaitán e Mitroglou para o campeonato, o que é, no fundo, uma forma de escolher, segundo prioridades.
Não se trata do mesmo critério de Jesus. Muito diferente. O Benfica não jogou com Jonas, porque estava castigado, não jogou com Gaitán, porque estava (e está) preso por arames e correria sério risco de terminar a época se não fosse poupado e não jogou com Mitroglou, antes de tudo, porque Jiménez para este jogo e para a forma como o Benfica pretendia jogar, era a melhor solução.
E mesmo que assim não fosse - e foi - mesmo que Vitória tivesse optado por fazer descansar três jogadores fundamentais na equipa, isso não corresponderia, nunca, à prática de Jesus que, em tais situações, pode mudar mais de cinquenta por cento do onze habitual.
É curioso que muitos analistas, alguns dos quais costumam ter certezas sobre tudo, se resguardem sobre esta questão. Muitos deles esperam, no fundo, por saber quem vai ser campeão nacional para decidirem, depois, se darão razão a Jesus ou a Vitória.
Não penso que o título de campeão seja a prova de que precisamos, porque a análise deve ser mais abrangente e não se limitar, apenas, à realidade do futebol português. A verdade é que a tendência de todos os grandes clubes europeus é a de fazer uma rotatividade seletiva e não uma rotatividade global. Selectiva, em termos de jogadores mais desgastados ou mais vulneráveis, parece-me, claramente, ser essa a melhor opção."

Vítor Serpa, in A Bola

Ainda ecos europeus

"1. Grande Benfica! É certo que não conseguiu transpor a eliminatória mas tal era, a priori, quase impossível. Em contrapartida conquistou, com mérito indiscutível, o reconhecimento de quem gosta de futebol. A começar pelo próprio Bayern. Parabéns a todos os benfiquistas e, em especial: à Direção, por ter definido uma estratégia lúcida e conseguido aplicá-la com firme critério e bom senso, desde a aposta sustentada na formação até à escolha do técnico; ao treinador, por ter sabido resistir às adversidades iniciais, perante a desconfiança generalizada e a desconsideração pessoal, principalmente por parte do seu antecessor, mas também, e sobretudo, por ter ousado começar a disputa da eliminatória em Munique com a sua habitual dupla de avançados (para melhor avaliação é favor comparar com o que fez Lopetegui um ano atrás); aos jogadores, permitindo-me aqui tecer alguns considerandos individuais, a nomear: Ederson - depois de Oblak, outro jovem fantástico, capaz de resolver a baliza das águias para a próxima década (a não ser que o clube aceite trocá-lo por Casillas...): Lindeloff e Jardel - o primeiro pela inesperada consistência, o segundo por ter categoria muito superior ao estatuto que lhe é atribuído; Salvio - sendo um jogador de indiscutível classe, merece ser feliz depois de recuperar de tanto e tão longo sofrimento; Renato Sanches - por ostentar atitude competitiva de elevado calibre e, de certa forma, protagonizar um modelo de desenvolvimento desportivo.
2. Espanha tem duas equipas nas 'meias' da Champions e outras duas na Liga Europa. Logo, pode vir a haver duas finais só com equipas espanholas. Deve querer dizer alguma coisa."

Paulo Teixeira Pinto, in A Bola

Benfiquismo (LXXVI)

Sport Luanda e Benfica,
Campeões Nacionais de Basquetebol, 1966/67

Por acaso, os Benfiquistas até têm a obrigação
de reconhecer pelo menos um jogador !!!!

Jogo com Bayern irritou adversários

"Para Jorge Jesus o Benfica que jogou em Alvalade e venceu o Sporting era uma equipa pequena. Para Guardiola o Benfica que o Bayern derrotou era uma super equipa. Todas as opiniões, mesmo as mais esdrúxulas são respeitáveis, mas fica melhor na foto Guardiola que elimina uma super equipa. 
Não há vitórias morais, e o Benfica foi eliminado pela melhor equipa do mundo. Parabéns ao Bayern que mereceu vencer, e ganhou com mérito e com nível. As inúmeras declarações dos jogadores e responsáveis do Bayern, mais que orgulharem os benfiquistas... irritaram os nossos adversários. E isso é bom. Saber vencer é, muitas vezes, mais revelador que saber perder, e neste particular estiveram soberbos os bávaros no respeito e consideração pelo adversário, pelo jogo e pela prova.
A forma como festejaram o empate na Luz, foi, por si só, a maior homenagem à prestação europeia do Benfica.
Nos últimos dez anos chegamos por três vezes aos quartos de final da Liga dos Campeões (nas últimas duas caímos com o vencedor; Barcelona e Chelsea) a uma meia-final e duas finais da Liga Europa. É assim o currículo duma equipa que vem de um País com menor ranking mas teima em estar entre os gigantes e ocupa o sexto lugar de forma consistente.
Para continuar a fazer história temos que ser campeões. Rumo ao 35.
No sábado, em Coimbra, sentimos as dificuldades que sabemos existirem até ao fim. A vantagem é que agora faltam cinco jogos para o tricampeonato. Este FC Porto já mostrou que o Benfica não tem nenhuma margem de erro, temos mesmo que vencer os jogos todos, e fazer 88 pontos. Estão preparados alçapões para nos tirar da rota, e não podemos acreditar em nenhuma facilidade. Segunda-feira teremos que voltar a encher a Luz para mais uma noite de luta.
É o V. Setúbal o credor de todo o respeito, e alvo de todas as cautelas, nesta ilimitada ambição que é o sonho do tri."

Sílvio Cervan, in A Bola

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Marca Benfica

"Existem várias possibilidades de perspectivar a análise de o que seja uma MARCA.
Como é que este conceito surgiu, é difícil de descobrir no tempo, mas a verdade é que desde os tempos mais remotos, tudo o que os animais, incluindo aqui os racionais e os irracionais faziam, se guiava por Marcas.
Afinal uma Marca na sua concepção mais primária, acaba por ser um elemento identificativo de qualquer coisa.
Fazem-se marcas nos animais, para os identificarmos. Fazem-se marcas nas estradas, para se saber por onde se deve guiar. Fazem-se marcas nos terrenos, para se saber de quem é o quê? Fazem-se Marcas nas camisolas dos jogadores, para os mesmos serem identificados. Fazem-se marcas de linhas de golo, para delimitar quando é, ou não é golo. Fazem-se marcas nas camisas, para se saber onde foi produzida a camisa - exceptuando a colocação de marcas contrafeitas. Fazem-se marcas por tudo e por nada e por mais e menos aquela coisa. Afinal é um mundo de Marcas.
A questão não é então a Marca, mas apenas e somente a difusão de uma Marca.
Num mundo em que não existiam meios de comunicação, a Marca primeiro que chegasse ao seu destino, levava anos e anos. Quando a mesma se consolidava, que é o mesmo que dizer, quando a mesma infiltrava a mente das pessoas, urgia preservá-la, tratá-la bem, para não ser destruída.
Foi daí que nasceram os célebres processos de difamação. Ofensa à honra, bom nome e consideração de alguém, o que era claramente aplicável a bens, mesmo que imateriais, ou seja, que não se pudessem ver ou sentir materialmente, por mais que os Tribunais numa primeira linha recusassem essa aplicação.
É o humano na sua vertente mais primária.
Com o desenvolvimento dos meios de comunicação, essencialmente com os meios electrónicos que permitem a divulgação de algo no Planeta em segundos, a coisa veio cada vez mais a ganhar mais importância.
É que a interiorização de uma marca pelos destinatários, cria mais valor, mais valor cria mais poder, mais poder cria mais influência, mais influência cria mais receitas, numa torrente interminável de sequências e consequências, que outros apenas poderão combater através da difamação, desonra e vexame do bom nome e consideração.
(...). Todos estes efeitos, funcionam como causa do reconhecimento de uma Marca e da manutenção da sua importância e obviamente, do seu crescimento, sendo ao mesmo tempo consequência da mesma. Daí que, determinados actos tenham protecção legal e sejam enquadrados na perspectiva da concorrência desleal e eventualmente na prática de crimes contra quem os pratica.
Se visualizarmos o Código da Propriedade Industrial, podemos ler:
"Constitui concorrência desleal todo o acto de concorrência contrário às normas e usos honestos de qualquer ramo de actividade económica...".
No seu art. 1,º o CPI estatui - "A propriedade industrial desempenha a função de garantir a lealdade da concorrência, pela atribuição de direitos privativos sobre os diversos processos técnicos de produção e desenvolvimento da riqueza".
A lealdade da concorrência implica, desde logo, a adopção de práticas comerciais honestas, uma vez que a propriedade industrial deve de certa forma considerar-se expressão da propriedade intelectual, já que abrange elementos de cariz imaterial, que integram o estabelecimento comercial com as suas marcas, invenções, patentes, modelos, desenhos industriais, logótipos, etc.
Assim, devem-se preservar e não infringir, todos estes elementos de cariz imaterial e material. O mencionado artigo 317.º do CPI refere, não taxativamente, actos que constituem concorrência desleal (apenas referiremos alguns);
"a) Os actos susceptíveis de criar confusão com a empresa, o estabelecimento, os produtos ou os serviços dos concorrentes, qualquer que seja o meio empregue;
b) As falsas afirmações feitas no exercício de uma actividade económica, com o fim de desacreditar os concorrentes;
d) As falsas indicações de crédito ou reputação próprios, respeitantes ao capital ou situação financeira da empresa ou estabelecimento, à natureza ou âmbito das suas actividades e negócios e à qualidade ou quantidade da clientela;
Assim, por esta lógica, denegrir permanentemente uma Marca é uma actuação ilícita. Proclamar sócios, adeptos e simpatizantes que não se têm, é uma actuação ilícita. Indicar falsos créditos também é uma actuação ilícita".
Temos assistido a isto tudo e devemos continuar a assistir, mas é tempo de lhes colocarmos uma acção. No artigo anterior falávamos de Bruno César e na sua "passagem", para o Sporting, que não era passagem publicamente, mas que nos corredores do Senado afinal, foi.
E por aqui fica esta semana o escriba."

Pragal Colaço, in O Benfica

Cinco finais

"Muito já se falou do antijogo dos jogadores academistas, com a permissividade de um Capela incapaz de suster essa estratégia tão nefasta para o espectáculo. A Académica foi a negação do Futebol, a antítese do espírito do jogo, um nojo, futebolisticamente falando. Mereceu perder, mereceria ser goleada. Não diria nojo, mas algum asco, é o que provoca a demissão temporária da função de jornalistas que verificamos regularmente por parte dos profissionais portugueses da comunicação social.
Jorge Jesus afirmou que "não se cria uma cultura de campeão em meses, mas em vários anos", sem que alguém lhe perguntasse se esta convicção era válida em 2010. É como ouvir atoardas lançadas por Octávio ao Benfica sem que seja confrontado com os elogios recentes, estava ainda longe de imaginar que viria a trabalhar no Sporting. Ou Inácio a falar de penáltis, ele que foi campeão há muitos, muitos anos, sem penáltis assinalados contra a sua equipa, e ninguém o relembra desse fenómeno. Ou ainda Bruno de Carvalho, esse paladino da moral e dos bons costumes, mais parecendo um pirómano do Facebook que se contradiz hilariantemente noutros palcos sob a complacência de jornalistas aparentemente prontos a escamotearem uma postura tão ridícula quanto censurável.
Contra tudo isto e um calendário que já pareceu favorável, mas que o FC Porto demonstra agora, jornada após jornada, que será fácil ao Sporting conquistar três pontos no Dragão, serão cinco as finais que, não nos iludamos, teremos mesmo que vencer. O desafio é enorme, mas se há equipa apta a ultrapassá-lo, é a nossa. A sua qualidade e entrega, com o apoio inexcedível que lhe chega das bancadas, deixam-me confiante!"

João Tomaz, in O Benfica

All in

"Why Benfica fans are the secret winners of the evening

Lisbon's fans yesterday brought the Estadio de la Luz to burn and our hearts to melt. While the first half had feared the worst.
And so he went into the evening sky of Lisbon, the Giant Eagle Vitoria. The wings spread, carried by voices from 60,000 throats, who pushed the AHS and OHS from Benfica Club song in the air like there was no tomorrow more. Champions League. Quarter-finals. 0:1-residue and the great goal in mind. The impossible. To belong to the top four in Europe. The damn Guttmann curse to defeat. This dream was tangible at this moment, at 19:44 pm local time. Vitoria, the heraldic animal of Benfica was there equal two times at the stadium: the real Federtier circled through the round and was the center of a powerful choreography at the same time.

A sponsored Choreo?
And prangte but also the slogan of a sporting goods manufacturer in huge letters of the choreography. All in. Pure coincidence? Or a case of sin from the commercial hell? Speculation was prompt, yet nobody knows a reliable answer. And that is why the question hovering over all: what should we make of these fans of Benfica for now?
You should love it. Apply to hands. With the panacea of eternal rejuvenation spray over. They never stop singing. They whipped their team up to the 1:2 by Thomas Müller to the front, but what they did then in the face of secure retirement is more spectacular than any goal. 

The spark that inflamed the round
Because it took in spite of the 1:2-residue, in spite of the cool ball attachment of FC Bayern only a spark of the lawn to fully ignite the wide round. And so was the 2:2-compensation by the Brazilian Talisca and the neutral fan offered an inferno in the stands. The fans sang, danced, clapped and wallowed to the frustration of the underdogs from the soul. You kissed her slave husband, cursed the God of football and opened their hearts. Among them: Benfica coach Rui Vitória. Fresh relegated to the grandstand, tears close, entwined, Yes, almost eaten up by the fans. A moment that showed what love comes from the appendix from Benfica.

Real love
It is independent of the result. By name. Errors or brilliant moments. It is in the people who fill the ranks with their passion. The club that make into a magical creature. They even brought overpowering FC Bayern to the wavering. Well after the final whistle they were thousands still in the stadium, the Bayern players celebrated with their also respectable loud fans. But the Benfica supporters sang just keep. As this night would never end. As she never wanted to wake up from the dream. Because tomorrow is waiting for work. The boss. The whole damn shit.
We will miss Benfica. The fire from the ranks. The mighty Eagle Vitoria. And the Estádio da Luz. La Catedral and their disciples. Because what happens there is unique."

(traduzido de Alemão para Inglês no Translito.com)
(tentei a tradução para Português, mas o texto ficava sem sentido)

De olhos bem abertos

"Na jornada anterior, o Sporting jogava no Restelo. Nas vésperas da partida, o conflito entre o clube e a SAD do Belenenses agudizou-se. Foi cortada a luz e a água no estádio. Houve jogadores impossibilitados de prosseguir planos de recuperação. O treinador foi impedido de preparar o jogo. A equipa de Belém, mesmo sem Tonel, apresentou-se bastante abaixo das suas potencialidades. O Sporting venceu facilmente. No último fim-de-semana o Sporting jogava com o Marítimo. Nas vésperas da partida verificaram-se agressões entre jogadores num treino dos insulares. Alguns foram suspensos e não estiveram em Alvalade. A equipa madeirense apresentou-se desfalcada. O Sporting venceu facilmente. O próximo adversário dos "leões" é o Moreirense. Nesta última jornada, um conjunto de cartões amarelos cirúrgicos afastou vários titulares da equipa minhota. Também não jogarão os emprestados e os lesionados. Teremos um Sub-Moreirense neste sábado. O Sporting vai certamente vencer sem dificuldades.
Entretanto Slimani foi ilibado de uma agressão que todo o País viu.
É necessário que tomemos atenção a todas estas coincidências. A estrutura sportinguista tenta passar a mensagem de que o clube só não ganhou títulos nas últimas décadas devido a práticas subterrâneas dos seus rivais. E o corolário dessa teoria é achar-se legitimado a usar todos os meios, lícitos e ilícitos, éticos e não éticos, por cima e por baixo das mesas, para ganhar este campeonato - do qual depende muito do seu futuro próximo.
Já vimos isto no passado, com outros protagonistas. Não podemos voltar a cometer o erro de achar que não é connosco."

Luís Fialho, in O Benfica

Luva branca

"No final da época passada foi fácil concluir que não existe clube em Portugal mais forte no conjunto de todas as modalidades. O SL Benfica foi Campeão, nos Seniores, em Futebol, Futsal, Basquetebol, Voleibol, Hóquei em Patins e Atletismo. Só o Andebol não ergueu o principal troféu e depressa se percebeu porquê. Além da boa forma dos outros competidores, o plantel do Glorioso sofria de desmotivação e, em alguns casos, de falta de profissionalismo e nobreza. Sim, é também de António Areia, actual jogador do FC Porto de quem estou a falar. Quando esta temporada começou os adeptos tiveram a clara noção de que seriam tempos de transformação e de adaptação aos métodos do treinador Mariano Ortega e da sua equipa técnica. E ninguém lhes exigiu nada a não ser a defesa com honra da camisola. Este sábado, a equipa de Andebol vai estar numa posição privilegiada para chegar à final do Campeonato. Para isso, "só" terá que derrotar mais uma vez o FC Porto, equipa dominadora na última década. Não vai ser fácil mas quem diria, há seis meses, que tal feito seria possível? Poucas ou até nenhuma pessoa apostaria o seu dinheiro na carreira vencedora desta equipa que conquistou a Taça de Portugal frente aos vizinhos do Lumiar. Há histórias com final feliz e onde os "maus" acabam por pagar as atitudes pouco dignas que tiveram num passado recente. Não sei se o SL Benfica vai chegar à final.
Não sei se voltaremos a ser Campeões de Andebol. O que sei é que este grupo de jogadores, técnicos e dirigentes é finalmente uma equipa vencedora e com um sorriso nos lábios. E os que cá estão são imensamente melhores - como homens, principalmente - do que aqueles que fugiram."

Ricardo Santos, in O Benfica

A onda e a ressaca

"O Benfica foi eliminado da Champions ao som de aplausos. Se Vitória fintar a desilusão do grupo, a mobilização popular poderá fazer andar as pernas

O Benfica saiu da Champions deixando a Luz acesa e essa poderá ter sido uma importante vitória no jogo de ontem. Ninguém de bom senso poderá considerar o desfecho inesperado, porque surpreendente foi mesmo a réplica dada ao Bayern, uma demonstração assinalável de força e maturidade, num jogo em que até faltou muita gente importante. Para a história regista-se uma participação honrosa e uma saída de cabeça erguida, para o imediato fica a tributação dos adeptos à equipa em forma de aplauso. Se conseguir passar ao lado da ressaca - e Rui Vitória tem feito uma gestão notável do grupo -, está criada a onda que poderá ajudar a decidir a Liga.
A capacidade de mobilização popular do Benfica, a onda colorida que se espalha pelo país, factor importantíssimo nas dinâmicas de vitória, e que o Sporting está também a tentar rendibilizar - basta ouvir o modo como os treinadores desses clubes falam dos e para os adeptos (ao contrário do FC Porto, que tem vindo a deixar-se ficar para trás) -, pode ser determinante neste final de temporada. É inevitável que as pernas dos benfiquistas vão pesar mais do que as dos sportinguistas, mas há movimentos imparáveis.
O Benfica que defrontou a Académica pensava no jogo de ontem, passou a custo mas seguiu em frente. A resposta a dar agora, depois da saída da grande montra e de terminado o sonho, ditará o desfecho da I Liga."

A alma!

"Mais do que por aquilo que fez nestes quartos de final, pode o Benfics orgulhar-se da atitude que teve nesta Champions.

Nos últimos dez anos esta foi a terceira vez que o Benfica chegou aos quartos de final da Liga dos Campeões, num século em que mais do que nunca vem dominando o poder do dinheiro e portanto tem sido cada vez mais difícil ver brilhar na Champions uma equipa de um país pequeno como Portugal. Nesses dez anos, e nessas três vezes, o Benfica acabou eliminado pelo Barcelona (o Benfica de Koeman, em 2006), pelo Chelsea (o Benfica de Jorge Jesus, em 2012) e, agora, pelo Bayern de Munique (o Benfica de Rui Vitória, neste ano da graça de 2016). Foi a águia, como se vê, sempre abatida por um tubarão da Europa. E sempre abatida dando luta e nunca perdendo a identidade ou a dignidade como equipa. Foi o que voltou a acontecer neste confronto com os alemães de Pep Guardiola, provavelmente o melhor treinador do mundo na actualidade
 E aconteceu com um Benfica que no final do jogo de quarta-feira na Luz tinha na equipa jogadores como Ederson (22 anos), Lindelof (21) Renato Sanches (18) Talisca (22), Gonçalo Guedes (19) e Jovic (18) - metade de uma equipa de sub-23 - já para não falar de Nélson Semedo (22 anos), que ficou no banco. Demasiados jovens para um jogo mais consistente - veja-se como sofreu o Benfica o primeiro golo na quarta-feira... - mas jovens o suficiente para criar ainda mais química com os adeptos e para que os adeptos creiam ainda mais no futuro.
Sim, mais do que por aquilo que fez nestes quartos de final deve o Benfica orgulhar-se do que fez esta época na Liga dos Campeões, com toda a felicidade com que foi superando obstáculos (muitas vezes jogando francamente menos do que se esperaria mas com muito mais alma do que muitos poderiam prever... ) e com a determinação de uma equipa que tem vindo a revelar-se tão unida, coesa e solidária, que surpreende, pelos vistos, até os próprios benfiquistas.
Coloca-se, porém, agora a questão: terá este Benfica pedalada para enfrentar as próximas cinco finais do campeonato sem escorregar? Em rigor, ninguém o pode realmente saber.
O que se sabe é que se conseguiu chegar onde já chegou muitas vezes sem Gaitán, às vezes sem Jonas ou Mitroglou, outras sem Fejsa ou Samaris, ainda sem Júlio César ou Luisão (será que alguma vez estes dois últimos voltarão a ser titulares na águia?...), e muito tempo sem Salvio ou Lisandro López, então é de crer que a alma do Benfica esteja preparada para continuar a travar intensa e emocionante luta até final com este fantástico Sporting, que em oito ou nove meses o notável artesão do futebol que é Jorge Jesus conseguiu tornar numa equipa verdadeiramente temível e verdadeiramente candidata ao título de campeão que lhe escapa desde... 2002.

O SC Braga deixa a Liga Europa com pesada derrota. Mas o futebol, como todos bem sabemos, tem coisas tramadas. O árbitro ignorou um penalty sobre Hassan - ainda com zero-zero - e não ignorou um de Matheus, que abriu caminho à queda minhota. Um dos seus auxiliares viria entretanto a ignorar um fora de jogo no 2.º golo do Shakhtar, tornando inevitável a queda dos portugueses. Decisões mais do que suficientes para atirar a equipa de Paulo Fonseca borda fora da Liga Europa. Se juntarmos a isso a extrema infelicidade do jovem Ricardo Ferreira está explicada em parte a goleada na Ucrânia. O Shakhtar é mais forte do que o SC Braga? É! E o SC Braga devia estrategicamente ter entendido isso. Ainda assim, a verdade é que não me parece que o Shakhtar tenha justificado tão grande diferença de resultado na eliminatória É o outro lado ingrato.

Johan Cruyff morreu e o Barcelona não voltou a ganhar. Já se fala em Espanha na maldição de Cruyff, porque os espanhóis são exactamente aqueles que dizem yo no creo en las brujas, pero que las hay, las hay... e o futebol, como também se sabe é pródigo a encontrar na superstição e no misticismo a explicação para o insucesso.
A verdade é que o Atlético de Madrid mostrou neste confronto da Champions com o Barcelona ser, talvez, a única equipa capaz atualmente de sufocar, travar e impedir aquela que ainda é para a maioria a melhor equipa do futebol mundial. É a segunda vez nos últimos dois anos que o Atlético de Madrid elimina o Barcelona nos quartos de final da prova. Nenhuma outra equipa conseguiu fazê-lo.
Porque só o Atlético tem alma para isso!
A alma que Diego Simeone, o treinador, sempre transmitiu à equipa.
A alma que uma das melhores aficions do mundo sempre passou ao clube.
A alma que o espírito de Vicente Calderón - antigo presidente do clube - deixou no estádio que construiu, um dos mais invulgares e carismáticos do futebol europeu.
Não sei se o Barcelona está a perder gás por qualquer maldição de Cruyff.
Talvez seja pelo fim da ligação da equipa com Luis Enrique.
E talvez o fim dessa ligação venha a tornar-se ainda mais dramática se o Barcelona vier a perder, também, a Liga espanhola, como aliás aconteceu também há dois anos, ganha então pelo... Atlético de Madrid. Se o cenário vier a repetir-se, quem sabe se Diego Simeone, esse inigualável guerreiro à moda antiga deste futebol dos tempos modernos, não será o próximo treinador do... Barcelona?!
Com Messi, Suarez e Neymar, seria mais ou menos como juntar a fome com a vontade de comer.
Mas enquanto isso não se confirma, e apesar de considerar este Atlético de Madrid de novo fortíssimo candidato a chegar à final da Champions, a verdade é que um português volta a merecer tocar o céu. Cristiano Ronaldo pode ter o seu estilo e a sua personalidade, e pode gostar-se ou não desse estilo e dessa personalidade. Mas deve reconhecer-se que nunca foi um rapaz politicamente correto e muito o admiro por isso também - e nunca deixou de lutar como ninguém por ser o melhor de todos. E isso é igualmente admirável.
Se Ronaldo vier a vencer, como desejo, esta Champions, vão impedi-lo de ganhar mais uma Bola de Ouro? Não me façam rir!"

João Bonzinho, in A Bola

PS: O Braga ontem foi prejudicado... como tinha sido beneficiado na Pedreira; tal como tinha sido pornograficamente beneficiado no jogo com o Fener...; mesmo assim o cronista lamentou-se do penalty de ontem...!!!
Já o Benfica foi sempre prejudicado, nos dois jogos com o Bayern... tal como em 2012 com o Chelsea, tal como na Luz em 2006 com o Barça... mas estes casos já não são dignos de referência!!!

Calem-se um instante!

"Insuportável
Calem-se um instante
Chega-se a um ponto em que já não se pode. Porque é que o Sporting se sentiu na necessidade de se intrometer na troca de salamaleques entre Ronaldo e o Benfica? Por três razões. A primeira é estrutural: porque há muitos anos os leões são em primeiro lugar "sobre" o Benfica, um clube que funciona em função de outro. A segunda é conjuntural: porque ficou definido, algures naquele auspicioso outono, que, este ano, metade da época se jogaria no bate-boca. A terceira é do domínio do absurdo: porque ainda ninguém em Alvalade foi capaz de se abstrair das provocações de João Gabriel e perceber que a estratégia não está a resultar. Como sportinguista (para quê disfarçá-lo, se toda a gente sabe?), estou confortável com a primeira razão. Já nasci nesse tempo. Também cheguei a estar confortável com a segunda, pelo menos enquanto funcionou e não se ultrapassaram os limites da urbanidade. A terceira deixa-me atónito. O Benfica não citou a frase inteira de Ronaldo, nomeadamente o excerto em que este se dizia sportinguista? Não. Tal como o Sporting faria se Ronaldo se tivesse dito benfiquista. Simplesmente, não se pode passar nada que os tweeteiros leoninos não vejam através da lente do seu egocentrismo e da sua solidão. Classe? Classe era terem ouvido e calado. Enorme classe era terem aplaudido.

Picos da Europa
O endurance de CR7
Por todo o mundo se volta a falar de Ronaldo. É pena que CR7 esteja a atingir o pico agora, a dois meses do Europeu. Mas ele já provou que, às vezes, os seus picos não são picos: são planaltos."


PS: Então o João Gabriel, ao responder às alucinações/calunias, na sua conta pessoal, é o provocador?!

Portugal a andar na linha da frente

"Portugal pode acolher testes para a implementação do vídeo-árbitro, eis uma notícia interessante, que decorre de uma reunião do International Board, na passada sexta-feira, em Londres, com as federações e ligas interessadas em testar esta nova tecnologia. Segundo fonte oficial, «a FPF ficou integrada no grupo de estudo, tendo a possibilidade de vir a acolher testes».
Devagar e muito a custo, o futebol lá vai tentando acertar o passo com a modernidade, confirmado, de forma pacífica,o sucesso do recurso à tecnologia no râguebi, no futebol americano, no ténis ou no basquetebol.
Porém, o debate sobre o âmbito de aplicação do recurso ao vídeo ainda vai no adro. A discricionariedade do árbitro deve ser mantida e o auxílio, creio, deverá surgir em matérias disciplinares que tenham escapado à sua observação direta, ou nos casos mecânicos: a bola entrou ou não na baliza ou a falta foi dentro ou fora da área?
Anteontem, em Madrid, ocorreu uma situação que ilustra na perfeição o que pode (e deve) ser a intervenção do vídeo-árbitro no futebol. Já em período de compensação, Gabi, do Atlético de Madrid, jogou a bola com a mão e Nicola Rizzoli assinalou livre directo para o Barcelona fora da área de rigor. Porém, porque nem ele, nem o árbitro de baliza, nem o árbitro assistente, estavam em posição para aferir, sem sombra de dúvida, se a mão tinha sido dentro ou fora da grande área, faltou-lhes o auxílio do vídeo-árbitro para que fosse tomada a decisão certa, no caso um penalty para os blaugrana. É bom ver Portugal na linha da frente do progresso e da inovação. Com o futebol como ponta de lança..."

José Manuel Delgado, in A Bola

PS: Portugal deve der o melhor país para testar o vídeo-árbitro!!!
Se os expert's semanalmente nunca estão todos de acordo sobre os Casos polémicos (além dos lances omitidos pelas televisões), então se o vídeo-árbitro funcionar bem em Portugal, funcionará seguramente em todos os outros países...!!!
Já agora em relação ao Atlético-Barça, como seriam os outros lances polémicos: penalty a favor do Atlético...; cartões... etc...; ou o video-árbitro seria somente usado nos últimos a favor do Barça?!

Vamos falar de arbitragem?

"Nos poucos momentos em que i ruído desaparece é possível olhar para factos e ignorar argumentos. Esta semana está a ser calma em relação ao tema arbitragem/nomeações, razão pela qual puxo o assunto para este espaço com o intuito de demonstrar uma evidência que parece difícil de ser reconhecida: Vítor Pereira está a fazer nomeações a 'papel químico' para Benfica e Sporting. Os clubes poderão sempre queixar-se do trabalho de determinado árbitro num determinado jogo. Mas é difícil colocar em causa as opções de Vítor Pereira, de tão idênticas que são.
Vamos a factos: Benfica e Sporting viram 16 diferentes árbitros saírem das 30 nomeações feitas até à data. Seis internacionais para o Benfica, seis internacionais para o Sporting. Dos 30 desafios disputados na Liga (contando já com a jornada que se inicia amanhã), os leões tiveram os internacionais em 13 jogos contra 12 do Benfica. A única diferença de tratamento: Jorge Sousa fez um jogo do Sporting e nenhum do Benfica (entretanto lesionou-se); João Capela fez um jogo do Benfica e nenhum do Sporting (é natural que seja escolhido para uma das partidas que ainda faltam aos leões).
Olhemos agora o cenário através dos jogos polémicos: a arbitragem mais contestada foi a de Carlos Xistra no V. Guimarães-Benfica. Foi evidente uma série de decisões que favoreceram os encarnados. Mas o mesmo Carlos Xistra esteve em três encontros dos leões (Tondela-Sporting, Benfica-Sporting e Sporting-Rio Ave) e em nenhum foi alvo de contestação nem viu serem-lhe apontados erros decisivos. Mais: com a excepção do Sporting-Benfica (Artur Soares Dias, tido como o melhor árbitro da actualidade), não existe, até ao momento, uma situação em que o mesmo árbitro beneficie um candidato ao título e prejudique o outro. É isso que nos diz a Liga da Verdade/Record.
Por fim, vejamos o top dos árbitros escolhidos para os jogos dos rivais: Artur Soares Dias (4 SCP; 3 SLB), Carlos Xistra (3 SCP; 2 SLB), Rui Costa (3 SCP; 2 SLB), Nuno Almeida (2 SCP; 3 SLB) e Fábio Veríssimo (1 SCP, 3 SLB). No final os números ficarão ainda mais próximos. O que dizer agora de Vítor Pereira?"


PS: Aqui está um excelente exemplo da eficácia da intoxicação da opinião pública!!! A crónica é uma tentativa de provar que as nomeações de Vítor Pereira são iguais para o Benfica e o Sporting, o que por acaso até é verdade... Mas o cronista, na ânsia de justificar aquilo que ele chama 'factos', não se conteve, e lança o tema com uns pressupostos completamente errados, omitindo outros FACTOS...
Então como o cronista diz, vamos a factos:
- Guimarães-Benfica, é descrito como o jogo mais polémico. E de facto ficou 1 penalty por marcar contra o Benfica (falta de Fejsa sobre Bruno Gaspar), tendo existido mais 2 lances dentro da área do Benfica, que o árbitro ajuizou bem, não assinalando penalty... O problema, é que antes do tal penalty do Fejsa, já o Otávio (o melhor jogador do Vitória nesse jogo...), já tinha agredido dois jogadores do Benfica, primeiro o Gaitán... e depois o Jonas...!!! Mas este 'pormaior' o cronista não se recorda!!!
- O cronista, ainda refere que Carlos Xistra apitou 3 jogos do Sporting, sem polémica!!! Bem, na primeira jornada Carlos Xistra, deu a vitória ao Sporting ao minuto 95, com um penalty... na sequência de uma lançamento lateral, marcado 2 metros dentro campo...
- O mesmo Carlos Xistra, apitou o Benfica-Sporting, onde com 0-0 não marcou um penalty a favor do Benfica, por descarado agarrão do Ruiz ao Luisão... e na parte final do jogo, já com o marcador 'fechado' não marcou 2 penalty's a favor do Benfica: falta sobre o Nico claríssima... e ainda uma falta sobre o Mitro (mais duvidoso, mas para mim era penalty).
- Também gostaria de perceber qual foi a situação onde o Artur Soares beneficiou o Benfica no Sporting-Benfica?!!! Foi na expulsão perdoada ao Central do Sporting?! Na jogada imediatamente anterior à falta bem assinalada do Renato?!
- Nas omissões, destaco o Arouca-Sporting apitado por Cosme Machado...; tal como o Marítimo-Sporting apitado por Rui Costa; o Sporting-Moreirense apitado por Paulo Baptista; o Sporting-Braga arbitrado pelo herói Jorge Sousa já para não falar dos jogos da Supertaça e da Taça de Portugal); do Guimarães-Sporting apitado pelo Tiago Martins; ou do Estoril-Sporting apitado pelo Manuel Mota... todos jogos, onde o Sporting obteve PONTOS à custa dos apitos!!!!
- Já para não falar do maior escândalo deste ano: Arouca-Benfica apitado por Nuno Almeida!!!

Mas é assim que se constroem Mitos, e se escondem as roubalheiras, algumas consequência de roubos premeditados, outras da coação sistemática...

Benfiquismo (LXXV)

Swag Imortal...

Sonhos...

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Mais uma noite de Champions (E, na Luz... cumpriu-se o destino, que terá, um dia, de mudar!)

"Duas equipas de grande nível e alguns dos melhores na Luz; e um resultado negativo, mas com respostas para vários destinatários.

Noite sem sorte
Ontem, ... enorme Benfica!!! Num grande jogo de futebol, entre duas das oito melhores equipas da Europa, o Benfica deu um enorme exemplo de crença e de humildade. Mas mais que isso: da enorme alma benfiquista que existe em todos e em cada um de nós!!!
E, talvez, mesmo, mais que isso: um jogo de emoções fortes, onde voltamos a reescrever parte de uma história, apenas ligeiramente abalado com o facto de não termos seguido para as meias finais da Liga dos Campeões, perante o todo poderoso e temível Bayern de Munique.
Duas equipas de grande nível, com personalidade e grande qualidade futebolística, num palco de sonho. No relvado da Luz, alguns dos melhores jogadores da Europa. Um resultado negativo, mas com respostas para vários destinatários.
Em primeiro lugar, uma resposta para os adeptos! A fantástica massa associativa que não me canso de elogiar... Mais uma vez os adeptos, foram gigantes no apoio à equipa, embalando-a, com toda a fé, para aquele que era o desejo de todos nós... o da vitória. Adeptos esses que demonstraram que as meias poderiam ser o próximo desafio... Assim não quis o destino... cabendo a cada um de nós definir o que entendemos por... destino!
A cada um dos mais de sessenta mil espectadores da noite de ontem - e aos milhares que também lá queriam estar - só posso dar a garantia de que... vamos continuar juntos!!! Por muito que isso custe aos nossos adversários, aos que, nos outros lados... invejam a nossa grandeza. Numa união e sintonia perfeitas com dirigentes, equipa técnica e jogadores.
Resposta, também, para o próprio plantel e equipa técnica, que acreditaram, lutaram e nunca esmoreceram, fazendo dessa união um dos seus pontos fortes, uma arma permanente.
Embora não seja um fator totalmente decisivo, a união e entreajuda que se vive no clube é fundamental para que, perante tantas adversidades - lesões prolongadas e castigos disciplinares de alguns titulares da equipa - noites de gala, ou jogos de luxo, como o de ontem, possam acontecer.
Não nos sorriu o resultado, nesta edição da Liga dos Campeões, mas, um dia, estou certo, acabará por sorrir.
Acima, talvez, dessa união só um outro grande factor decisivo: o facto dos jogadores perceberem imediatamente e sentirem verdadeiramente os valores do clube, ainda que não sejam, como é evidente - para alguns - do Benfica desde pequeninos.
É essencial perceber logo o que é e o que representa jogar no Benfica e sentir o peso da camisola. E isso não depende, apesar de tudo, deles, mas da estrutura que transmite a mística benfiquista e que há muito percebeu que esse é o caminho...
Depende, ainda, dos adeptos - sempre fundamentais - que com as suas manifestações de apoio, quer no Estádio da Luz, quer nas deslocações fora, demonstram (e ensinam!) aos recém-chegados o que é ser do Benfica.
Uma resposta, por fim, para todos aqueles, sem exceção, que sempre acharam que seriamos goleados nesta eliminatória, talvez por ter sido esse o desfecho recente deles com o Bayern. Não o fomos... mas isso não nos desobriga de assumirmos, com a tristeza com que essa realidade se vive num clube com a dimensão do Benfica... a derrota!

Possibilidade de ganhar a champions... Parte II
Mas, ainda a propósito de ontem... da nossa participação deste ano na Liga dos Campeões podemos retirar uma só certeza. Não será loucura tão grande, assim, alimentar o sonho de ganhar, novamente, a Liga dos Campeões. Como tenho vindo há muito a referir. Apesar de, este ano, termos tido um plantel bem inferior ao de outros anos, num passado recente... Anos de luxo e de grande investimento em que não ganhámos, sequer, uma das duas finais em que estivemos, na Liga Europa, numa evidente demonstração das reais capacidades de comando de quem as tinha, na altura... ou da falta delas! 
Também por isso, deixem-nos sonhar!
Bem sei do cepticismo de alguns, que encaram essa visão como uma impossibilidade para o espírito humano... ou, no caso, para o espírito benfiquista.
E não me venham com histórias! Hoje, no Benfica, não se pode defender, quanto a este assunto, duas teses opostas, embora igualmente válidas. Terão, por isso, os cépticos - felizmente, cada vez em menor número - de abandonar as suas dúvidas metódicas.
Indo ao encontro da minha tese, recentemente José Mourinho afirmou que o Benfica «pode sonhar na Champions», uma vez que chegou aos quartos de final. E como tem razão... Se não acreditarmos (muito) que é possível vencer a Liga dos Campeões e se não fizermos também da ambição dessa conquista um objectivo permanente de época - ou até de vida - nunca a iremos vencer!
Até porque - como sempre digo, em relação a tudo na minha vida - 'nem sempre consigo o que quero, mas nunca consegui o que nunca quis'!
Percebido?

5 finais
Regressando ao que se vai passando por cá... O tricampeonato está cada vez... menos longe. Mas não os enganemos: irão fazer tudo, tudo mesmo, para que não sejamos nós a ganhar!
Em Coimbra, o Benfica fez um bom jogo, não obstante as compreensíveis limitações físicas - não jogamos apenas uma vez por semana - com a natural superioridade e coerência que nos vem habituando, contra uma equipa fechada, com um bloco baixo, bem posicionada e disposta, apenas, a explorar o contra-ataque. Tivessem jogado assim a época toda e a segunda liga não estaria, por certo, mesmo ali... ao virar da esquina (pese embora e enorme simpatia que tenho pela Académica... e por tudo o que ela significa). Grande vitória da persistência, da competência, da capacidade de sacrifício, da crença e da raça imposta em cada lance... Enorme atitude em Coimbra, à Benfica, à semelhança do que tem acontecido regularmente. Uma vitória, por isso, merecida, que prova que vale sempre a pena lutar e acreditar até ao fim.
Um jogo, onde uma vez mais, o estádio do clube adversário foi transformado num pequeno Estádio da Luz!
Fantástico o apoio dos nossos adeptos, que vão atrás da equipa, faça frio ou calor, chuva ou sol... e que mereceram aquela vitória arrancada a ferros. É também dessas vitórias que se fazem os campeões!!! Do jogo em Coimbra, ficam, também, as evidências do bicampeão português. 
Continuamos a ter o melhor ataque, com 78 golos... e a melhor defesa, com 20 golos sofridos!!! 
Continuamos, entre outras tantas coisas, a ser a melhor equipa em casa e... a melhor fora.
À Benfica!
Depois de mais uma vitória, já só faltam cinco finais!!!
Mais ainda faltam cinco finais... até porque não há jogos fáceis, nem equipas pequenas.
Cinco finais dos doze jogos consecutivos, até ao final do campeonato, que o Benfica teve e terá que ganhar... para ser tricampeão!
Ainda que a luta deste campeonato tenha ficado oficialmente após esta jornada, reduzida a duas equipas...
Quanto a nós, apenas temos de continuar com a mesma atitude e garra até aqui demonstradas. Rumo ao TRI!!!

A classe e experiência de uns, à... perda de tempo de 'outros'
Do jogo de Coimbra, retivemos, por fim, o regresso do capitão Luisão aos convocados, quase cinco meses depois!!!
O retorno do patrão da defesa à competição, que, não obstante a sua prolongada ausência, nunca deixou de ser um líder e uma voz de comando no balneário.
E como precisam, as equipas, de vozes experimentadas quer na alta roda do futebol, quer com história no Benfica... como a de Luisão.
Ou, noutra perspectiva, como Júlio César e do conforto que dá aos mais jovens, com toda a sua experiência e toda a sua classe. Contamos com eles, claro, como com todos os outros, para atacarmos o... 35!
Mas - à guisa de exemplo do que não queremos ver nos estádios portugueses - retenhamos o antijogo que vamos vendo em todos os jogos em que um clube grande não está a ganhar com um clube pequeno.
É um caso único no futebol europeu. E nem me digam que não referiria o mesmo se se tratasse de uma situação em que os papeis estivessem invertidos. Porque toda esta sem vergonha só acabará quando os árbitros - todos, sem excepção - tiverem a coragem de conceder, como tempo extra, os 12 ou 15 minutos de paragens que as equipas que não estão a perder... perdem. Porque, como se viu no jogo de Coimbra, todas aquelas perdas de tempo não passaram disso mesmo!
Então não é que, quem passou o jogo todo a inventar lesões em todas as zonas do corpo, nos últimos 11 minutos (os 5 que faltavam para os 90, depois do golo de Raúl, e os 6 dados de compensação), não teve qualquer recidiva dessas lesões nem outra qualquer nova que nos pudesse surpreender a todos? 
Enquanto não acabarem com isto, a vergonha do crime que compensa nunca mais acabará. Até porque... vamos ter disto até ao fim. Em cada e por cada uma das... 5 finais que nos faltam.
Vamos à próxima, BENFICA!!!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

'You'll never walk alone' à portuguesa

"Depois de ter perdido por 0-1 na primeira mão em Munique (e o Bayern há 33 anos que não é eliminado depois de arrecadar, em casa, essa vantagem) o Benfica enfrentou o jogo de volta, na Luz, penalizado pela ausência de três titulares de referência, Gaitán, o melhor jogador encarnado e a dupla atacante maravilha, formada por Jonas e Mitroglou (48 golos na Liga portuguesa). Defrontando uma equipa que se deu ao luxo de fazer entrar, ao longo da partida, Lewandowski e Gotze, a sorte do Benfica parecia semelhante à da pescada, que antes de o ser já o era. Porém, apesar de não ter conseguido aceder às meias-finais da Champions (que diabo, o Bayern é superior!), o Benfica saiu de cabeça bem erguida da prova e teve a satisfação de ter sido embalado pelo canto dos adeptos na ponta final da partida, um «Tu és o meu amor, Benfica» que soou ao mítico «You'll never walk alone», inscrito em ferro forjado nos portões de Anfield, que os adeptos do Liverpool dedicam aos reds nos bons e maus momentos.
Creio, com a mesma veemência com que assumi, depois de Munique, que o Bayern tinha goleado o Benfica por 1-0 (vantagem da equipa mais apetrechada sem ter sofrido golos), que desta feita, na Luz, o Benfica ganhou por 2-2. Os jogadores em risco (Gaitán e Mitroglou) foram salvaguardados, os que foram chamados ao palco bateram-se como gigantes e o elo entre jogadores e adeptos, fundamental para a reta final do campeonato, saiu muito reforçado.
E será que o Benfica podia ter eliminado o Bayern? Tinha algumas hipóteses, poucas. Precisava, e não teve, que a estrelinha da sorte tivesse brilhado com outra intensidade, por exemplo quando, logo aos dois minutos, o livre de Eliseu foi desviado para fora da baliza e não para dentro; ou, aos 30 minutos, quando Jiménez teve o 2-0 nos pés e o remate saiu com pouca força, fácil para Neuer. Feitas as contas, o Bayern passou com mérito. E ao Benfica descobriram-se méritos desconhecidos."

José Manuel Delgado, in A Bola

Benfica europeu

"O Benfica sai da Champions pela porta grande e de pé. O temível Bayern passa por um golo e com a proverbial ajuda dos árbitros, lá num penalty igual ao que favoreceu o mesmo Bayern contra a Roma e cá com a habitual inclinação na dúvida e uma expulsão por assinalar.
Reconheçamos que os bávaros são melhores. O que não quer dizer que o Benfica não os pudesse ter eliminado. E a tese - tão querida por certos patriotas - de que o SLB iria ser eliminado com humilhantes cabazadas não aconteceu, ainda que pela frente não estivesse nenhum clube famoso com nome de fármaco como Skenderbeu.
Estive no Estádio e participei, com emoção, num empolgamento tão saído da alma e entranhas dos adeptos e no reconhecmento pelo labor, seriedade, categoria, diante do gigante alemão.
Vi um Bayern a queimar tempo, vi os seus jogadores receosos (e se Jiménez tivesse feito o 2-0?) e observei a sua enorme descompressão no fim, conscientes de que haviam ultrapassado um sério obstáculo. Quem diria que, sem Jonas, Mitroglou, Gaitán, J. César, Luisão, e com um onze que, em épocas anteriores, teria sido, em parte, olhado, com desconfiança, como uma espécie de dispensável Benfica B (Renato, Lindelof, Ederson, Gonçalo, Jovic, etc.), o Benfica se faria respeitar, com classe, na Europa dos tubarões? Ontem, até deu para dar tempo de jogo a Salvio, Jovic, Talisca, Gonçalo... 
Muito mérito para Rui Vitória. Homem sensato, não espalhafatoso, de linha contínua e não de fogachos. Agora, 5 jogos para atacar o tri. Com jogadores psicologicamente ainda mais fortes. Há desaires que reforçam mais a confiança do que certas vitórias domésticas..."

Bagão Félix, in A Bola

As mágicas noites europeias da Luz

"Rui Vitória prometeu um Benfica a jogar nos limites e só ele saberá, em rigor, se assim aconteceu. O que se viu foi um Benfica que empatou com dignidade diante de um dos mais sérios candidatos à vitória na Liga dos Campeões.
O Estádio da Luz reencontrou-se com as mágicas noites europeias e o golo de Jiménez, ao colocar a eliminatória a zero, muito contribuiu, por alguns minutos, para agigantar a força de acreditar. Mas fez mais falta Jonas ao Benfica do que Robben ao Bayern, por exemplo. Dois excluídos das convocatórias por lesão, mais Gaitán, mais Mitroglou...
O treinador benfiquista não é pessoa de se lamentar. Prefere valorizar as presenças em vez de chorar as ausências. Ter trazido a decisão dos quartos para Lisboa foi proeza que merece ser destacada, quando, depois de a Juventus ter sofrido quatro golos na viagem a Munique, nos oitavos de final, se temia que o Benfica fosse sujeito a semelhante castigo. Mas não foi e ontem, mesmo apresentando uma equipa adaptada, voltou a exigir um adversário também ele nos limites. Marcar dois golos ao Bayern na Champions, além do Benfica, só o Arsenal e a Juventus assinaram idêntico feito. Lutar pelo prestígio perdido na UEFA é um dos objectivos traçados por Luís Filipe Vieira e os dois jogos com o colosso alemão constituem sinal inequívoco de que a águia voa no rumo certo e começou já a recuperar a sua dimensão europeia e mundial.
O futebol português marca também a sua influência na Liga Europa e hoje, na Ucrânia, em missão igualmente muito complicada, o Sporting de Braga vai tentar derrubar o impossível termo recusado pelo treinador Paulo Fonseca e não admitido pelo presidente António Salvador. «Acreditamos sempre que é possível. Se não fosse assim mais valia ficar em Braga», afirmou."

Fernando Guerra, in A Bola

Uma certeza entre tantos ses...

"No final do (grande) jogo da Luz, foi legítimo questionar se o Benfica não poderia ter continuado na Liga dos Campeões se alguns lances tivessem tido um destino diferente. A começar, claro, pelo penálti que não foi assinalado em Munique e pela oportunidade perdida por Jonas nesse jogo. A prosseguir, já no duelo de Lisboa, na soberana ocasião que Jiménez teve logo depois do 1-0 para terminar na expulsão que se impunha de Javi Martínez, momentos antes de Talisca fazer o empate, e que colocaria o Benfica em superioridade numérica no último quarto de hora de jogo.
Os ses são pródigos no futebol e com a facilidade que se colocam num duelo desta dimensão têm, naturalmente, um peso maior na análise que se pode fazer dos factos. A realidade é que o Benfica conseguiu construir - com paciência, trabalho, organização e qualidade - a oportunidade para discutir o apuramento. Essa foi a conquista do Benfica neste duplo confronto com o Bayern que, no início, estava destinado a ser um pesadelo. Não foi. Pelo contrário. Se houve quem sentisse alguma perturbação, acabou por ser o Bayern, uma vez que a sua eliminação da Liga dos Campeões seria um escândalo internacional.
Ficou, assim, a certeza de que o Benfica voltou a assumir-se como um grande da Europa. Ser grande não significa, no entanto, , ser gigante. Esses são os Bayerns e os Reais, ainda que outros, como o Barcelona, também fiquem pelo caminho. Os registos, porém, são esclarecedores: na última década, os clubes espanhóis, ingleses e alemães preencheram 36 das 40 vagas das meias-finais disputadas na Champions. As quatro participações sobrantes foram conquistadas pela Juventus, Inter, Milan e Lyon. O que o Benfica fez ontem alimentar-nos a esperança de que um dia um clube português lá voltará."

Coragem filha de convicção!

"Numa época especialmente difícil, regressou Benfica ao nível da Champions! Palavra de ordem: nunca descaracterizar a equipa, com medos. Mesmo sem Jonas, Gaitán, Mitroglou...

Quando o sorteio impôs Bayern de Munique na rota para as meias-finais, decerto muito poucos pensaram que o Benfica não seria cilindrado, tamanha a diferença de cotação nos últimos largos anos e também de atual cotação dos planteis, filha de enorme abismo entre os orçamentos. Afinal... o Benfica conseguiu o quase impensável: discutir os dois jogos taco a taco em alto nível de competitividade à tangente perdendo em Munique e empatando em Lisboa.
Não é para pequena equipa perder 2-3 eliminatória com este colosso mundial, agora ainda mais candidato a próximo campeão da Europa (Barcelona eliminado pelo Atlético de Madrid! - a quem, na fase de grupos, o Benfica venceu no Vicente Calderón, pelo mesmo resultado perdendo na Luz). 
Numa época muito especialmente difícil - saída do treinador bicampeão, péssimo arranque, lançamento de mão cheia de miúdos ditos imberbes -, regressou Benfica ao nível da Champions! Há que tirar o chapéu perante Rui Vitória e os seus jovens jogadores! Fosse perante Atlético de Madrid, o Zenit e mesmo o poderosíssimo Bayern de Pep Guardiola, palavra de ordem sempre cumprida: nunca descaracterizar a equipa com desvirtuamentos vindos de medo, absoluta fidelidade à habitual linha de jogo. E ontem sem Jonas, Gaitán, Mitroglou... Isso implica grande coragem e firme convicção! Rasgado elogio merecem.

Duríssimo trabalho vai hoje ter o SC Braga na Ucrânia. Travo amargo no 1-2 do 1.º jogo, não resultante de fraca exibição, sim de quase nula eficácia (corrente, e muito grave, défice nas equipas portuguesas, Selecção incluída). Só extraordinário rendimento - 2 ou 3 golos marcados, nenhum ou apenas 1 sofrido - concretizará sonho bracarense de entrada nas meias-finais da Liga Europa. Tão difícil!, sabendo-se que o Shakhtar possui firme experiência nestas andanças e tem ao leme conceituado treinador, Mircea Lucescu, que faz da matreirice estratégica muito forte trunfo. Outros potenciais senões do SC Braga: nos últimos 5 jogos em casa alheia, só 1 golo marcou (o penalty no derradeiro minuto na Luz); possui o 4.º poder ofensivo na nossa Liga, mas a 30 golos do Benfica... e com apenas 13 obtidos fora de casa (só Académica e União pior!); e o seu goleador nº 1 limita-se ao 11.º lugar na lista nacional: Hassan, 10 golos em 29 jornadas.
Nula esperança para hoje? Não. Esta equipa de Paulo Fonseca já fez excelente percurso europeu (bem importante para o ranking europeu que garante a Portugal, suplantando França, 3 equipas na Champions e outras 3 na Liga Europa) e a sua inspiração pode regressar, vide grande poder de aceleração existente em Rafa. O Shakhtar bem poderia esquecer-se disso...

Segue-se a primeira das 5 passadas finais no empolgante sprint para a meta do campeonato. Despique ao rubro em todas as três frentes fundamentais: título, próxima Liga Europa, fuga a despromoção. 
Título: Benfica recebe V. Setúbal, Sporting em Moreira de Cónegos. Surpresa seria um dos gigantes tropeçar nesta jornada!... Súbita fragilidade do V. Setúbal tem sido gritante: há 10 jogos que não ganha (apenas 4 pontos neles fez) e, como A BOLA ontem frisou, é a pior equipa de 2016 (em 15 jornadas só 8 pontos; 4 pontos pior que o União, penúltimo neste já largo período; no qual o Tondela, lanterna vermelha, somou mais 7 pontos que os sadinos...). Vale ao V. Setúbal, actual 13.º, 6 pontos à frente da linha de despromoção, o pecúlio da sua 1.ª volta, onde chegou a ser 5.º! As perdas de Suk, para o FC Porto, e de Rúben Semedo, para o Sporting, foram brutais...
Não muito maior grau de dificuldade para o Sporting. O Moreirense, no seu campo, tem mais derrotas (8) do que a soma de empates (4) e vitórias. (só 2). Muito melhor em casa alheia: mais 9 pontos do que na sua! E está razoavelmente tranquilo: 6 pontos e 3 adversários o separam do trágico penúltimo lugar. Acesso à Liga Europa: Igualados na 5.ª posição, Arouca-Rio Ave vai ser de gritos
Despromoção: União, recebendo nada fácil P. Ferreira (FC Porto que o diga...), conseguirá aproveitar saídas do Boavista, ao Estoril, da Académica, ao Restelo, e do Tondela, a Braga? Este campeonato está a ferver!"

Santos Neves, in A Bola

Grande noite

"Mais do que terem alcançado um empate, os comandados de Rui Vitória demonstraram ao longo dos noventa minutos a sua renúncia ao conformismo e aceitação antecipada da superioridade de um adversário que se apresentou na eliminatória com o justificado rótulo de sério candidato à vitória final.

A exuberância com que todos os elementos da estrutura do Bayern de Munique festejaram ontem à noite no estádio da Luz a passagem às meias-finais da Liga dos Campeões foi, de longe, o melhor tributo que poderia ter sido prestado ao comportamento do Benfica nesta dificílima jornada frente a uma das melhores equipas do mundo.
É verdade que o Benfica não venceu o jogo de retribuição frente ao conjunto vindo a Baviera, mas a exibição com que presenteou os seus adeptos e as garantias deixadas sobre a consolidação do seu grupo terão ficado como as notas mais importantes da noite.
Mais do que terem alcançado um empate, os comandados de Rui Vitória demonstraram ao longo dos noventa minutos a sua renúncia ao conformismo e aceitação antecipada da superioridade de um adversário que se apresentou na eliminatória com o justificado rótulo de sério candidato à vitória final na mais importante competição de clubes da Uefa.
Mesmo tendo sido obrigado a lançar mão de alguns jogadores que habitualmente não são chamados à titularidade, Rui Vitória recebeu de todos eles uma resposta inequívoca a dar-lhe a certeza de que vai poder contar com um grupo muito unido e disponível para todos os sacrifícios que o que falta cumprir da temporada ainda vai exigir.
Agora, na Champions, restam Real Madrid, Atlético de Madrid, Manchester City e Bayern de Munique. 
Um quadro de altíssima qualidade no qual, mais uma vez, se destacam os dois representantes espanhóis a que se juntam os três sobreviventes na Liga Europa, a reafirmar a força e a vitalidade do futebol que permanecem no país aqui ao nosso lado."