Últimas indefectivações

sábado, 23 de dezembro de 2017

Pai Fejsa

Este Natal quero o Snowden, o My Documents de BdC, o Spotify de Francisco Marques e sessões com Susana Torres (...)

"Natal. Tempo de união, de atenção redobrada ao próximo, um momento especial em que devemos celebrar… ****-se, a sério que também fomos corridos da Taça da Liga? Não me chegava ter de comprar os presentes todos nas próximas 36 horas, ainda tenho que sofrer com o pior desempenho desportivo dos últimos 15 anos no futebol profissional.
Como se tudo isto não bastasse, de cada vez que quero saber mais sobre a actualidade do clube ou ler algumas das análises ao momento da equipa, sou obrigado a fazer uma gincana visual para me desviar das notícias sobre emails. É o equivalente digital de atravessar uma rua cheia de poias, termo popular que o meu editor autorizou, mas que o autocorrect insiste em corrigir para pois, como se me dissesse: ó amigo, você pôs-se a jeito.
Enfim.
Por enquanto ainda não corrige automaticamente a palavra emails para “corrupção activa”. Assinalo com agrado esta nossa réstia de dignidade neste novo e admirável mundo das tecnologias.
Mas então, o que quero eu no sapatinho este Natal? Quero um Edward Snowden.
Mesmo não tendo constituído uma equipa para tal, o Benfica participa hoje numa nova modalidade. Depois da derrota humilhante no Fifa 2017 frente à maior potência desportiva nacional, o Benfica participa hoje na Liga Norton Antivirus 2017/18, e não me parece que um director de informática seja suficiente. Isso seria um pouco como acreditar que iríamos chegar ao penta por causa de Rui Vitória e não apesar dele. Nem um vídeo do Guilherme Cabral nos convenceria disso. O Benfica precisa, isso sim, de um hacker.
Não faço ideia se Jorge Mendes é amigo de Vladimir Putin, mas é muito provável que tenham o mesmo gestor de conta no Panamá. Comecemos por aí e não tarda estaremos a acertar o salário e o prémio de assinatura do Snowden. É fundamental que não olhemos a meios e acima de tudo que não cometamos os erros do passado. O dinheiro gasto no salário do Taraabt teria permitido a contratação de toda a equipa da PC Clinic.
Mas o Benfica não precisa apenas de um hacker. Este Natal o Benfica precisa de uma nova ideia de jogo. Esqueçam o acesso ao mail e as buscas desenfreadas por provas de tráfico de influências ou corrupção activa. Pensemos diferente. Se conseguirmos entrar no computador de Bruno de Carvalho, não devemos perder tempo com o Outlook. Vamos direitinhos à diretoria My Documents, onde encontraremos uma pastinha chamada “Pessoal”, dentro da qual, acredito eu, estará uma outra pastinha chamada “Pensamentos”. Aí estarão os poemas escritos por Bruno de Carvalho após um empate numa noite fria em Arouca ou em Tondela.
Os poemas serão muitos e bons, algures entre o haiku e a falta de talento. Imaginem uma Adília Lopes se fosse sócio da Juventide Leonina e apenas tivesse lido os Lusíadas no secundário e alguns versos de manjerico:

Posta arouquense
Quem conta um conto
Acrescenta um ponto
Bardamerda, lá empatámos
Novamente.

Depois de embaraçarmos Bruno de Carvalho, devemos ir atrás dos restantes. Aposto um dedo mindinho em como Nuno Saraiva anda há dez anos a escrever um romance histórico sobre um amor impossível no Reino Visigótico ou tem uma pasta encriptada onde guarda os seus gifs favoritos do Insónias. A seguir, vamos atrás de Francisco Marques e descubramos a sua lista de compras, não de árbitros mas do supermercado. Imaginem descobrirmos que Francisco Marques só compra na secção de biológicos e gosta de tofu fumado!
Ou abrir o Spotify do senhor e encontrarmos uma playlist privada com canções de Demi Lovato, Hardwell e Paulo Gonzo. Ou - isto já é um pouco cruel - percebermos pela agenda que Francisco Marques tem uma aula de zumba todas as 3ªs às 9 da manhã. Vegan, groupie de Demi Lovato e praticante de Zumba.
Mais valia ser apanhado a entregar uma mala cheia de dinheiro a Soares Dias. É toda uma imagem de durão que cairia por terra. Mas há mais. O histórico do Internet Explorer 7 utilizado por Pinto da Costa deve ser um mimo: links da Timeout Porto com os dez melhores restaurantes para um jantar romântico, 30 tentativas de recuperação da password e pesquisas como “aumentar o tamanho de letra do browser” ou “o que é o tinder”. Enfim, acho que perceberam a ideia.
Não seria nenhuma vitória europeia no hóquei em patins ou um pentacampeonato, mas acho que seria uma forma desempoeirada de aceitarmos aquilo em que o futebol português se tornou.
Se nada disto for possível, caro Pai Natal, peço-te umas sessões individuais da Susana Torres com alguns dos nossos jogadores e o óbvio ululante: eu gostava de encontrar alguns pés no dito sapatinho, obtidos não por mutilação de corpos humanos mas por uma qualquer engenharia financeira que assegurasse ao Benfica dois ou três novos reforços para a defesa e para o ataque, uma espécie de Grupo de Operações Especiais que pegasse de estaca em Janeiro e neutralizasse as ameaças na Liga, a tempo de celebrarmos o pentacampeonato.
Se também nada disto for possível, acordem-me quando o Natal e esta época desportiva chegarem ao fim."

Pai Pizzi

Uma Semana do Melhor... Ipanema !!!

Jogo Limpo... Natalício!!!

Compulsão, mais Danilo e mais dérbi

"Aquilo, sim, 'aquilo', a que se convencionou chamar 'comunicação', nomeadamente nos grandes portentos do nosso futebol, parece estar entregue a gente tarada. A tara, singular, manifesta-se numa compulsão para a calúnia clínica. Poderia dar-lhes para a calúnia cirúrgica, sempre pensada, ainda que lastimável, e tem um objectivo preciso. Mas não, dá-lhes para a calúnia clínica que leva de roldão ânimos, reputações e princípios não só de árbitros mas também dos próprios jogadores de futebol de cuja profissão dependem estes assalariados da comunicação para poderem ter, também eles, uma profissão.
Tomemos o exemplo esclarecedor de Francisco José Marques, o antigo jornalista que hoje exerce funções na comunicação do FC Porto, e de Nuno Saraiva, o antigo jornalista que hoje exerce funções na comunicação do Sporting, ambos metódicos difamadores da honrada profissão dos jogadores da bola de que se alimentam. Se para Saraiva, como estarão recordados, os jogadores do Braga que foram empatar a Alvalade se apresentaram em campo com uma energia muitíssimo suspeita, para Francisco José a explicação da goleada que o Benfica aplicou em Tondela reside não no facto de a equipa do Benfica se ter, por uma vez, enganado mas no facto de os jogadores do Tondela se terem apresentado com uma energia também muitíssimo suspeita e apelidada de "hospitaleira". Tarados, enfim, mas não tanto.
Um dia, presume-se, se pretenderem ou mesmo necessitarem de voltar a exercer a profissão de jornalista num qualquer reputado órgão de comunicação que os acolha, estes dois terão certamente o cuidado de se apresentar nos seus regressos à isenção exibindo aos novos patrões os respectivos boletins médicos que atestarão clinicamente que estão 100% curados da tara que os vem afligindo nos presentes transes.
A meio da semana, a expulsão de Danilo no jogo com o Rio Ave desencadeou mais um episódio no homem da comunicação do FC Porto. Danilo foi muito bem expulso como o próprio jogador reconheceu em termos públicos. "Peço desculpa pela minha atitude irresponsável e desnecessária no lance do segundo cartão amarelo. São atitudes que não se podem repetir!", escreveu o internacional português na sua conta de uma qualquer rede social enquanto, ao mesmo tempo, Francisco José Marques publicava uma fotografia de um Ferrari vermelho – não o de Alan Ruiz, obviamente – atirando-se directamente ao malandro do árbitro que, vindo do "extremo Sul" do país, expulsou Danilo como mandam as regras. É o que temos.
Na primeira quarta-feira de 2018 vamos todos ficar a saber se o problema deste lamentável Benfica é apenas um peculiar "quiproquó" com as quartas-feiras ou se, como parece mais razoável do ponto de vista científico, será mesmo um problema de uma outra dimensão. É também para estas coisas que servem os dérbis."

Benfiquismo (DCXCVI)

Chegadas...!!!

FCP e SCP com suspeitas de enorme gravidade

"Ministério Público abre inquérito a pressões e ameaças sobre os árbitros. Tendo hoje tomado conhecimento através da notícia do Jornal “SOL” da abertura de um inquérito por parte do Ministério Público sobre as eventuais ameaças, contactos directos e pressões do FCP e SCP a árbitros e outros agentes desportivos, que se revestem de enorme gravidade, o Sport Lisboa e Benfica está seguro de que haverá uma rigorosa e exigente investigação e apuramento dos factos por parte das entidades competentes tanto no âmbito criminal como desportivo.
Na realidade, desde a invasão do centro de treinos da Maia, de forma mais ou menos explícita, as ameaças e coações têm sido do conhecimento publico, com destaque para a forma sistemática como dirigentes do FCP têm colocado em causa a honorabilidade das equipas de arbitragem, como também pelas ameaças públicas de diversos membros dos grupos organizados de adeptos do FCP que através do uso das suas redes sociais visam árbitros e suas famílias.
Não deixa de ser também preocupante verificarmos que, pelos indícios descritos, também o SCP, através de vários dos seus responsáveis, tenha estendido a sua pretensa aliança à prática das mesmas formas de coação e pressão que culminou na contratação de um ex-árbitro e observador para a sua estrutura com funções difíceis de enquadrar e entender.
Recorde-se que oportunamente, o Presidente da FPF ouvido em audição na Assembleia da República denunciou e deixou provas de algumas dessas ameaças, intimidações e pressões sobre as equipas de arbitragem e seus familiares, factos também publicamente assumidos pelo Presidente da APAF. E uma simples questão impõe-se, mas afinal quem as faz?
Quem tem procurado condicionar dessa forma a actuação das equipas de arbitragem e deturpar a verdade desportiva?
FCP e SCP, depois da prática de diversos crimes de divulgação e promoção de correspondência privada, têm agora acrescidas suspeitas de outro tipo de condutas que personificam um regresso a um passado de triste memória, numa reincidência intolerável que exige das entidades competentes uma minuciosa e eficaz investigação."

João Correia



O Dr. João Correia não tem experiência televisiva, quando ouvi a frase sobre os possíveis indícios trafico de influências, antecipei logo que ia ser retirada do contexto!
O que é dito, é claro: um ou outro e-mail, lido isoladamente, fora do contexto, podia ser interpretado como tráfico de influências...
Por exemplo o e-mail do Vieira para o Paulo Gonçalves, sobre a nota do árbitro Rui Costa, sem o enquadramento dos regulamentos que existiam na altura, é um deles....

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Só lá vamos com muita coragem

"Um período de negação far-me-á bem na minha qualidade de adepto insatisfeito. Esperemos por melhores dias mas há pouca margem.

Os 5-1 em Tondela tinham embalado o Benfica para um melhor Natal, não fosse o desaire da Taça da Liga.
Em Tondela jogámos muito bem, em casa, contra o Portimonense, jogámos muito mal (na segunda parte). Percebi, e concordo, com um onze inicial para atacar uma prova que era um objectivo. Depois do primeiro minuto da segunda parte, não percebi mais nada e, quando faço um esforço para perceber, prefiro desistir a aceitar as minhas conclusões. Não percebi nem a atitude da equipa, nem as substituições feitas na passada quarta-feira. Gostei muito da atitude, da qualidade, da entrega e até do compromisso colectivo mostrado no passado domingo. Não parecia a mesma equipa que disputou os dois jogos.
Agora, um período de negação far-me-á bem na minha qualidade de adepto insatisfeito. Também tenho direito. Para se ganhar títulos temos que jogar consistentemente bem, não chega fazê-lo ocasionalmente de forma razoável. Esperamos por melhores dias, mas há pouca margem e só lá vamos com muita coragem.
O Benfica sagrou-se campeão do mundo de hóquei em patins e destaca-se como o clube português com maior palmarés nacional e internacional. Só foi possível porque P. Rainha e A. Santos não foram os árbitros da final da Taça Intercontinental, houve honestidade e a final não foi apitada por escroques desonestos.
O esgoto a céu aberto em que a federação de hóquei e o conselho de arbitragem têm transformado a competição vai acabar mal. A arbitragem do Oliveirense - Benfica ajudou o País a perceber a gigantesca fraude onde alguns crápulas desonestos vão medrando. Diga-se que a Oliveirense é também uma vitima daquilo que se passa, o seu investimento no modalidade também merecia outra consideração. Erros haverá sempre, erros sistemáticos, direccionados, combinados ou negociados não poderão haver nunca. No jogo do pau é preciso uma vassoura, senão a modalidade, que já não está bem, acaba de vez. O próprio Benfica deve pensar a sua presença em competições sem um mínimo de verdade.
Um excelente e Santo Natal para todos os leitores de A Bola."

Sílvio Cervan, in A Bola

Pai Varela !!!

Pai Salvio !!!

Benfiquismo (DCXCV)

35

Aquecimento... Natal!

Alvorada... do Zé Nuno

Invasores

"1. Custos do turismo é por causa do grande fluxo de visitantes nos primeiros dias de 2018 que o derby entre Benfica e Sporting (dia 3) foi agendado, por recomendação das forças de segurança, para as 21.30 horas, porque assim conseguirão mobilizar todos os seus meios para a Luz. Os clubes têm de aceitar os argumentos e não estrebuchar muito, mesmo que todos possamos duvidar da solidez das razões que levam a empurrar o jogo entre os dois emblemas com mais adeptos em Portugal para uma quarta-feira, meia hora antes da 10 da noite. Nem quero pensar no que seria se a capital do país e a sua área metropolitana tivesse, no mesmo fim de semana, a festa do título de um grande clube e, por exemplo, a visita de uma figura mundial como o papa, por exemplo. Não faltará muito para que copiemos os nossos vizinhos espanhóis, que marcam um Barcelona - Real Madrid para as 22 horas.

2. Soubemos esta semana que é mais grave atirar tochas para o relvado (Sporting multado em €12.050) do que agredir um futebolista em pleno local de trabalho (FC Porto multado em €2869), como aconteceu no clássico, quando Pizzi foi abalroado por um individuo em fúria da bancada. E confirmámos que a semântica é tirana: basta que nos relatórios se diga que se tratou de uma invasão e não de uma agressão para que o artigo que previa sanção de um a dois jogos à porta fechada (181.º) deixe de fazer sentido e que o quadro jurídico se limite a uma simpática pena pecuniária. Nada de novo, portanto: se um tipo que um dia decidiu atirar-se a um árbitro assistente no Estádio da Luz não causou mais que €2500 ao Benfica, não seria agora que assistiríamos à queda do Carmo e da Trindade de um clube ser severamente punido porque um adepto agrediu um futebolista, ao melhor estilo do Distrital no qual prolifera o pessoal de chapéu de chuva armado para a confusão. A arte de prevaricar é esta: saber onde está o risco. Desde que não haja socos e pontapés está tudo bem."

Fernando Urbano, in A Bola

PS: A desonestidade intelectual deveria ter limites, mas raramente tem... o colunista, sabe, porque não é ignorante, que os regulamentos após o incidente do Estádio da Luz, foram alterados, portanto a comparação que faz é absurda...
No incidente da Luz, o Benfica foi condenado à pena máxima, no quadro do regulamento que existia na altura, além de ter sido julgado e condenado nos Tribunais Civis; no antro da Corrupção os Corruptos foram 'condenados' abaixo da pena mínima, porque mudaram a qualificação do acto, e nos Tribunais Civis nada vai acontecer...!!!

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

A reconversão moral do FC Porto

"Há uma palavra na língua portuguesa que define, em rigor, o discurso estratégico do FC Porto em suporte da interminável batalha pelo poder no futebol português: Desfaçatez.
Ouvir Pinto da Costa e os seus mais fiéis discípulos justificarem a guerra dos e-mails como um serviço de utilidade pública na «luta pela verdade desportiva» é uma assombrosa revelação da súbita reconversão moral de quem foi o protagonista central nos tempos do Apito Dourado.
O FC Porto tem, apesar de tudo, o legítimo direito de suspeitar e até de acusar o Benfica de uma prática desportiva arredada de ética e de valores. Os tribunais decidirão se a forma encontrada pelos responsáveis do FC Porto é legalmente aceitável ou se é condenável, mas seja o que for que os tribunais venham a decidir, a verdade é que, tal como sucedeu com o Apito Dourado, todos já tirámos conclusões e julgámos de acordo com os nossos padrões de educação e de carácter.
É verdade que pelo que publicamente se conhece, o Benfica e os seus responsáveis, se não estão directamente implicados, estão, no mínimo, demasiado comprometidos com gente marginal que agiu em nome de obscuros interesses do seu clube. Aguarda-se que o sistema judicial investigue e seja capaz de julgar com justiça.
Infelizmente, os tempos e as formalidades da justiça portuguesa não são elogiáveis. Até à decisão oficial continuarão a chover em-mails como forma de pressão estratégica de uma guerra que não tem por objecto a verdade desportiva. O que importa é remover obstáculos e garantir todas as condições para ganhar. Não é ilegítimo. Faz parte da cultura dos tempos."

Vítor Serpa, in a Bola

PS: Desafio o senhor director d'A Bola, em nome da verticalidade, e do carácter, em tornar público os e-mails privados dos seus funcionários, especialmente dos ligados aos Corruptos: Rogério Azevedo, Miguel Pereira Cardoso, Paulo Montes, António Casanova e afins... Divulguem as suas conversas privadas... E então, poderemos discutir, quais são os caminhos obscuros e a gente marginal que os rodeiam...!!! Somente, para poder comparar com os e-mails do Benfica!!!!
O facto do senhor director d'A Bola achar que o acesso e a divulgação de correspondência privada de forma manipulada, não é ilegítimo, deixa-me seriamente preocupado...!!!

Pai Paulinho !!!

Pai Douglas !!!

Pai Jonas !!!

Mais três!!!

Benfica B 1 - 0 Braga B


Regresso às vitórias no Seixal, somando os sempre importantes 3 pontos...

Carta ao Pai Natal sobre o futebol português

"Querido Pai Natal,
Tenho vários pedidos para te fazer em relação ao futebol português, alguns em jeito de desabafo.
1– Peço-te para olhares atentamente pelo futebol português que por este andar não sei onde vai parar. O futebol português tornou-se numa tragicomédia.
2– O futebol português não pode continuar a viver num mundo à parte da sociedade portuguesa. Tem que respeitar o Estado de Direito com direitos, mas também com obrigações.
3– Os presidentes dos clubes principalmente dos três grandes, Benfica, Sporting e Porto, têm que perceber que para além deles, há outros presidentes de clubes de futebol.
4- Os directores desportivos têm que deixar de ser correias de transmissão do que os presidentes pensam, mas não dizem. Um director desportivo e de comunicação tem mais tempo de antena do que alguém que tenha uma boa ideia para resolver problemas em Portugal. Está mal!
5- Os comentadores de futebol na televisão em vez de serem apaziguadores e serenos aumentam a escalada verbal e polemizam coisas sem nexo e sem assunto. O seu discurso de ódio e de escárnio e maldizer é contraproducente.
6- Por isso esses programas de televisão, cada vez, têm menos audiência e há muita gente que detesta o tipo de linguagem, atitudes e comportamentos. Eu sou, um deles, já deixei há algum tempo de ver painéis de comentadores desportivos. Não consigo conceber que um jogo tenha 90 minutos e os comentários sejam de horas!
7- O futebol português enferma de uma doença que é a "clubite". Não se aceita que o outro clube possa ser melhor e vencer. É o nosso clube o resto é bosta.
8- Os árbitros que têm grande responsabilidade na condução do jogo deveriam ter condições de treino e salários como os jogadores de futebol. Afinal são tão ou mais intervenientes do que os jogadores.
9- Exigem-se aos árbitros, por vezes, coisas que são humanamente impossíveis.
10- Para ainda complicar mais a posição do árbitro, as culpas vão para o VAR.
11– Gostava que um jogo de futebol em Portugal tivesse menos paragens de jogo e fosse mais agradável de seguir.
12- Gostava que os clubes portugueses apostassem nos jovens e que na equipa principal fosse obrigatório ter um mínimo de jogadores jovens até aos 23 anos.
13- Pai Natal peço-te para que os clubes respeitem mais o Presidente da Federação, o Presidente da Liga e o Secretário de Estado do Desporto. Acho que ninguém liga ao que dizem. Nesse caso não estão ali a fazer nada parecem um verbo-de-encher.
14- Pai Natal peço-te que no futebol português haja menos incitamento ao ódio, à discórdia e à violência.
15- É necessário tomar medidas para pôr cobro a esta espiral verbal com consequências para a imagem do desporto, do futebol e de Portugal. Sendo um péssimo exemplo, para todos, a começar pelos jovens.
16- As claques são um antro de problemas para os clubes e para a sociedade. Acaba com as claques de futebol.
17- O futuro do futebol passa por menos comunicados, e-mails e suspeição, por mais futebol com bela jogadas dos jogadores. Isto é, o futuro passa por futebol jogado, e não, por futebol falado.
18- O futuro do futebol passa pelos dirigentes estarem calados e fazerem o que lhes compete que é dirigir, os jogadores falarem dentro do campo, com golos e boas exibições.
19- Pai Natal gostava que fosse mais barato ir ver um jogo de futebol, que se pudesse levar a família sem medo de confusões e agressões. O futebol como está só afasta as pessoas de irem assistir aos estádios.
20- Pai Natal seria importante todos os clubes da 1.ª divisão receberem valores semelhantes em publicidade e direitos televisivos. Só assim o campeonato seria mais equilibrado e competitivo.
21- Por fim, Pai Natal peço-te que ajudes Portugal a fazer uma boa campanha no Mundial de Futebol 2018."

As dinastias das vitórias no futebol

"Usando a expressão de Rui Vitória, a dinastia não é uma coisa fácil e por isso é que não é para todos. 

Uma das características do ser humano é o seu desejo pelo sucesso, especialmente em contextos muito competitivos, como são as equipas de futebol. O sucesso no alto rendimento traduz-se em vencer, se possível, o maior número de vezes. O que leva uma equipa a vencer e atingir o sucesso é algo que motiva todos os agentes desportivos ligados ao fenómeno, especialmente se essas vitórias puderem ser regulares e até quem sabe atingir algo melhor que o sucesso pontual, que são as dinastias de vitórias.
Os treinadores costumam dizer que chegar ao topo é muito complicado, mas manter-nos lá é ainda mas difícil. Não só porque não existem receitas concretas para o sucesso, como todos os campeonatos têm contextos distintos e quem vence permite sempre que a concorrência possa adaptar as suas estratégias de modo mais célere e com menos experiências.
A ciência denomina de equipas de elevado desempenho as que vencem constantemente campeonatos, dado que diferenciam das que ‘apenas’ vencem, pela questão temporal. Esta época desportiva são poucos os campeões que vão renovando a liderança dos seus países. Das ligas principais, e por agora, somente o Bayern repete a liderança e possivelmente o título.
De modo muito objectivo, assistimos a dois fenómenos esta época: o (re)aparecimento de novas equipas com mais recursos e melhores estratégias; e algumas vitórias da época passada não foram de equipas de dinastia, mas de uma espécie de corredores por fora. Por outro lado, a dinastia provoca uma bipolaridade de análise interna: vencer é a melhor motivação que existe para continuar a vencer; mas mesmo vencendo é necessário internamente que a estrutura organizacional se sinta sempre ameaçada. Um pouco como faz o tenista Nadal: tem a convicção de que pode vencer qualquer adversário, mas também a desconfiança que pode ser vencido por qualquer um, de modo a manter sempre os níveis de alerta.
O orgulho de pertença e o desejo constante de melhoria são duas das características que aparecem ligadas à dinastia. Um misto entre manter um núcleo de jogadores com qualidade que sintam a camisola, mas equilibrados com um misto de jogadores que querem sentir a vitória pela primeira vez. Um misto de jogadores que compreendam a cultura do clube e outros que naturalmente desejam ter títulos dê por onde der. Este equilíbrio, associado a um contexto competitivo exigente, acresce da necessidade de ter de ‘correr’ o dobro, dado que não é suficiente fazer as coisas bem, têm de se diferenciar sempre e de modo superior.
Quase a entrar nos descontos do artigo, o que se pede a Rui Vitória no Benfica é que faça a mesma omelete com diferentes ovos. Em que claramente, sem querer distribuir percentagens de responsabilidades nas vitórias e nas derrotas, nem tudo depende pela mesma margem da estrutura, da liderança e do treinador. A discussão sobre se os ovos são apenas diferentes ou piores, é outro tópico. O contexto de hoje é mais exigente, porque vencer 3 campeonatos é mais complexo do que 2 e consecutivamente.
A concorrência tem o papel facilitado de perceber com quem faz teoricamente melhor. Nem sempre ficam no plantel os jogadores que eram os que se pretendiam entre o ideal e o possível, entre os que sentem a camisola e querem continuar a vencer ou aqueles para quem o vencer deixa de cativar tanto como na primeira vez. Usando a expressão de Rui Vitória, a dinastia não é uma coisa fácil e por isso é que não é para todos ao nível dos vários campeonatos europeus.
Por último, o abismo entre a soberba, desleixo, rigor e ambição é como a vida dos treinadores. Se não nos colocamos sempre em alerta, também as equipas passam de bestas a bestiais e vice-versa. A dinastia é atraente para a história, para os filmes, mas pouco atraente para a economia. E o enviesamento entre o que se deseja e o que o contexto natural das coisas deveria ter é pouco usual na nossa sociedade. Por isso, quem quer vencer mais vezes do que os outros sabe que tem de trabalhar mais e melhor do que aquele que está próximo."

As Regras dos Jogos... Coacção, Mateus...

Benfiquismo (DCXCIV)

Alinhados...

Vermelhão: Parvoíce!

Benfica 2 - 2 Portimonense


Vi o jogo aos 'soluções', portanto não me vou alargar, até porque a vontade é pouca!!!

A Taça da Liga nunca iria 'salvar' a época, mas no Benfica todos os jogos e todas as competições são para ganhar!!! Voltar a desperdiçar uma vantagem - desta vez dois golos -, é extremamente frustrante...! Nós fizemos alguma rotação (pouca) - o Portimonense rodou mais do que nós -, com as mini-férias que se seguem, não percebi as substituições!!! Debilitar o meio-campo quando estávamos a perder a lutar pela 'bola'?!!! Lesões?! Estavam programadas antes do jogo?! Repito não percebi...
Uma nota sobre os golos sofridos: com Luisão em campo, praticamente não sofremos golos desta forma! O capitão está lento, mas no jogo aéreo defensivo, é um autêntico 'bombeiro'!!!

Estamos praticamente eliminados da Taça da Liga. Só um empate no Setúbal - Braga (sexta-feira) dará ao Benfica uma hipótese real... Totalmente evitável, logo num momento onda a equipa estava numa fase positiva reforçando a confiança interna e com os adeptos!!!

Nojo...

Oliveirense 4 - 4 Benfica

O asco continua... A arbitragem foi toda vergonhosa, o não cartão azul pela falta sobre o Nicolia na 1.ª parte é um bom exemplo... mas os últimos minutos foram o cumulo da roubalheira!!! A Oliveirense ficou 9 minutos com 9 faltas e acabou o jogo com 9 faltas!!! Enquanto isso o Pedrão ia defendendo bolas paradas... sendo que a grande maioria das faltas assinaladas contra o Benfica não existiram, com os mergulhos do Souto em destaque: mais uma vez!!!
O Benfica terminou este jogo, sem beneficiar de uma única bola parada... Elucidativo!!!

No meio disto tudo, no jogo jogado o Benfica foi quase sempre melhor (só nos primeiros minutos, não tivemos bem)... com muitas oportunidades desperdiçadas!

Eu sou um daqueles que defende um Benfica a jogar no Campeonato Espanhol à muito tempo (sabendo que isso é praticamente impossível), mesmo sabendo que em Espanha, íamos ter algumas arbitragens parecidas, mas tenho a certeza que nunca chegariam ao nível do Tugão!!! Como é que é possível este Rainha, continuar a apitar... como é que é possível os Pintos continuarem a apitar... o Peixoto e afins!!!
A vontade que dá é exigir o encerramento da secção...

PS: Como é que é possível os marretas supostamente imparciais que estão a comentar o jogo na TVI24, chegarem à conclusão, que foi tudo normal...!!!

Vitória com algumas desconcentrações!

Benfica 36 - 33 Avanca
(18-12)

Jogo estranho, onde chegámos a ter vantagens grandes, mas depois permitimos sequências de muitos golos ao adversário: duas vezes, ambas no 2.º tempo! Sendo que a última coincidiu com o final do jogo!!! Sofrer 33 golos em casa do Avanca, não é bom sinal...!!!

Hóquei e estórias da história

"O SCP e o FCP juntariam mais quatro títulos e o SLB mais três, pormenor que o presidente do Sporting finge não conhecer.

Título mundial em hóquei
todas as razões para não começar esta minha crónica semanal pelo futebol. Não porque não haja motivos de sobra para sobre ele discorrer, mas porque quero aqui principal por salientar a conquista pelo Sport Lisboa e Benfica da Taça Intercontinental de hóquei em patins.
Tivesse sido um amuo de Cristiano Ronaldo ou uma entrada no facebook dos habituais artífices do jogo não jogado e, certamente, mais se realçariam tais nucleares factos (ou uma versão que nem o AO autoriza e engolindo o c que se pronuncia, fatos como li em A Bola há dias, eu que foi através dela que comecei, criança, a respeitar a língua portuguesa).
O Benfica conquistou o título mundial de clubes derrotando uma forte equipa argentina e o detentor da Liga Europa, o Réus, na sua própria cidade. Felizmente, desta vez nem tive de ouvir a gritaria enviesada do relato da TVI24, porque a RTP2 transmitiu o encontro, narrado e comentado com sabedoria e critério.
A final foi muito bem disputada e o Benfica mereceu inteiramente vencer o jogo. Os jogadores foram inexcedíveis, desde do capitão Valter Neves ao mágico Nicolía, desde o decisivo Adroher aos seguros guarda-redes Pedro Henriques e G. Trabal, desde o influente João Rodrigues aos irmãos Rafael (com o Diogo corajoso, depois de um choque tremendo no jogo anterior), desde o jovem Vieirinha ao sempre útil Miguel Rocha. Uma equipa superiormente conduzida pelo técnico Pedro Nunes.
Não é que sirva de compensação, mas este título soube-me muito bem, depois da subtracção escandalosa do título nacional em Junho passado. Um troféu que o Benfica conquista em dose dupla nas últimas épocas e que, em Portugal, só o Óquei de Barcelos havia conquistado também uma vez.

Taça e campeonato
A jornada do Campeonato não trouxe nada de novo. O Sporting venceu bem o Portimonense e o Porto ultrapassou, com mais dificuldade, o Marítimo, jogando ambos uma parte significativa das partidas com mais um jogador, o que já começa a ser um hábito. Quanto ao Benfica, eram muitas as análises e conjecturas da partida em Tondela. Desta vez, a equipa encarnada jogou ao tom dela. Uma vitória tranquila com Pizzi finalmente a estrear-se a marcar dois golos e Jonas que, não fosse Portugal estar agora com um ranking inferior que não permite aplicar a bitola de dobrar os golos, estaria agora a comandar a luta pela Bota de Ouro dos melhores artilheiros da Europa, à frente de Messi e Ronaldo e outros consagrados atacantes.
O momento era psicologicamente delicado para a equipa e para o treinador, após a eliminação da Taça de Portugal em Vila do Conde. Neste jogo a conhecida 'lei de Murphy' foi implacável para o Benfica. Tudo o que tinha de correr mal, correu pior. Na primeira parte, a equipa fez, na minha opinião, o melhor jogo da época. Domínio total e resultado escasso. Depois o vendaval de infelicidades, embora não queira tirar o mérito ao maduro e estável Rio Ave. Escorregadelas, penálti falhado pela primeira vez em jogos oficiais por Jonas, lesão de Luisão, etc.
Já em Tondela, o Senhor Murphy resolveu ir passar o Natal a casa e o fantasma de um resultado negativo depressa se esvaneceu.
Agora já não há Taças para o Benfica. Nos quartos-de-final há equipas dos 3 escalões, o que é interessante e exprime uma das facetas digamos democráticas destas competição. Da principal Liga, restam Porto, Sporting, Rio Ave, Moreirense e D. das Aves. Gostava que o Rio Ave, que eliminou o Braga e o Benfica, chegasse à final. O Sporting estará certamente nas meias-finais, com as bolinhas do sorteio a nunca escolherem como adversário equipas da 1.ª divisão. O Porto venceu o Vitória de Guimarães, com o treinador vitoriano a deixar de fora meia-equipa e os melhores atacantes, não sei se menorizando esta competição (!), se optando por privilegiar o decisivo jogo com o Moreirense para a Liga (onde perdeu) e se - no caso de Raphinha - terá antecipado uma hipotética e falada transferência para o Porto...

Revisionismo histórico

Ora aí está. Uma Comissão Independente (o que quer dizer, neste caso, independente?) para analisar e propor uma solução para um não caso. Refiro-me à entrega ao Sporting Clube de Portugal de mais 4 títulos de Campeonato Nacional num tempo em que não havia campeonato nacional. Brilhante ideia revisionista!
Só num ponto a direcção do SCP pode reivindicar essa revisão. Refiro-me à coincidência parcial de nomes das competições, que não à sua estrutura e modo de conquistar o título. Ou seja, uma mera questão de onomástica futebolística, mas não de essência competitiva.

Nos anos 20 e 30 do século passado, as poucas equipas que existiam jogavam em regime de eliminação e o vencedor era chamado 'campeão de Portugal'. Uma competição semelhante à agora Taça de Portugal que coexiste com o Campeonato Nacional (ou Liga).
Por isso, sabendo-se que este torneio foi extinto em 1937/38 e logo substituído pela Taça de Portugal no ano seguinte, é defensável equiparar estes títulos aos da actual Taça, mas nunca aos campeonatos em que todos jogam contra todos a duas voltas.
Se este revisionismo, por absurdo, tivesse vencimento, importa referir que muito pouco mudaria entre os três grandes. O SCP e o FCP juntariam mais quatro títulos e o SLB mais três, pormenor que o presidente do Sporting finge não conhecer. Curioso porque sendo assim, o Benfica estaria este ano em busca do seu 40.º título em vez do seu 37.º ceptro.
Mas este revisionismo daria enormes alegrias ao Belenenses que passaria a ter quatro títulos máximos. E, certamente, faria parar Olhão e Funchal com o Olhanense e o Marítimo a serem campeões nacionais, ainda que com retroacção de quase 100 anos. Por fim, o Carcavelinhos levantaria o enferrujado troféu, apesar de não se saber quem o receberia e para onde iria, pois, o clube foi extinto em 1942! Curioso é que esta vitória do Carcavelinhos ocorreu em 1927/28, e teve como opositor na final o reclamante Sporting, então derrotado por 3-1.
Uma festarola para estes clubes, mas também para a direcção do SCP que assim desjejuava de 15 anos sem vencer o Campeonato, ainda que, no tempo, por via invertida.
Por fim, é estranho que clubes como o Belenenses e o Marítimo aproveitando a boleia da criação da referida Comissão junto da FPF se venham agora juntar ao Sporting nesta revisão secular. Então e antes não se tinham lembrado disto?
Só mesmo por cá esta anedota de discussão de contagem heterogénea de títulos de há quase 100 anos!

Contraluz
- Moda: Falar com a mão a tapar a boca
Um mistério que, virulentamente, se espalhou por todos os campos e por todos os intervenientes. Mesmo que estejam a falar de bacalhau com broa ou da marca de potentes carros, lá andam treinadores, técnicos e jogadores a falar de modo a que não se vejam os movimentos labiais. Segredos de Estado? Orações de fé? Espionagem industrial? Catálogo de impropérios? Só sei que, às vezes, seria bem melhor nem abrirem a boca e terem um kit de mãos livres...
- Vaidade: Fábio Veríssimo
Pode ser que venha a ser um excelente árbitro, que ainda não é. Mas para isso talvez lhe ficasse bem não ser tão exuberante vaidoso e convencido em campo, como se, naqueles 90 minutos, tivesse um poder quase teocrático. Como em tudo na vida, uma das competências fundamentais é não deixar que a aparência esconda a essência.
- Coincidência: Os actuais campeões não lideram agora
Se exceptuarmos o Bayern de Munique, o Shakhtar Donestsk e o Olympiakos, temos na Inglaterra, o Chelsea a 14 pontos da liderança, o Feyenoord a 14, o Anderlecht a 13, o Real Madrid a 11 pontos (menos um jogo), o Mónaco a 9, o Spartak Moscovo a 8, o Besiktas a 3, o Benfica a 3, o Basileia a 2 e a Juventus a 1. Ao todo, 78 pontos de atraso! Uma verdadeira razia!"

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

'Jingle Bells'

"1. Já comprei todas as prendas de Natal. Ao Benfica vou oferecer a última versão do 'Outlook Express'; ao FC Porto um livro sobre mil e uma maneiras de cozinhar polvo, com receitas recentes mas também outras mais antigas que não devem ser esquecidas; ao Sporting um 'kit Facebook' autografado por Mark Zukerberg, com t-shirts, canetas, porta-chaves e pins; à FPF um megafone para ver se alguém ouve Fernando Gomes; à Liga de Clubes bilhetes para o museu Madame Tussauds, para verem as figuras de cera que têm sido; à APAF uma pasta em pele com os formulários para o pré-aviso de greve (com talão de troca).
2. Se Floyd Mayweather adoptou um tigre e um panda gigante, o Sporting também pode adoptar quatro títulos nacionais. Parece-me é que o caminho para lá chegar pode ser mais complexo do que tem sido o percurso da equipa na Taça de Portugal esta época. Primeiro porque o Sporting não tem razão, segundo porque estas coisas não funcionam à lei da birra. Era o que faltava. Mas claro, à boa maneira portuguesa, os outros clubes interessados logo se aproveitaram e na última semana apareceram campeões nacionais como se fossem cogumelos.
3. Ou muito me engano ou Vítor Pereira vai suceder a André Villas Boas no Rali Dakar 2019.
4. Estou ansioso por ver o novo filme da saga 'Star Wars', 'Os Últimos Jedi'. Adoro ficção cientifica. Já me contaram que a dada altura o Gil Vicente aparece na I Divisão de Portugal.
5. Aquela foto publicada por Alan Ruiz, no seu Ferrari vermelho, terá tido em Bruno de Carvalho o mesmo impacto que um bife da vazia num vegetariano.
6. Keaton Parks já é o melhor norte-americano da história do Benfica. Só pelo simples facto de ainda não ter tentado marcar um golo de pontapé de bicicleta do meio-campo, como Freddy Adu.
7. Comparar Renato Gaúcho com Cristiano Ronaldo é como comparar a disciplina de educação moral e religiosa do ensino básico com o curso de teologia. O peixe morreu pela boca."

Gonçalo Guimarães, in A Bola

Rajada de G15 para novas ideias

"O movimento de clubes G15 continua a fazer o seu caminho, apresenta já um conjunto de oito propostas de praticabilidade imediata e pretende que a Liga se reúna em AG até ao final do ano para debater o futuro do futebol profissional em Portugal. Estamos a assistir a um novo paradigma na relação entre clubes, no nosso país. Até agora, por via de uma maior preparação, de um contacto constante com novas realidades e de uma capacidade financeira que permitiu cavalgar a inovação, Benfica, FC Porto e Sporting assumiram-se como locomotivas do desenvolvimento do desporto nacional. Hoje, a modernidade encontra-se no conjunto de propostas dos G15, cuja natureza urbana aponta a via do progresso neste tipo de negócio.
Tempos houve em que, perante guerras de Alecrim e Manjerona entre os grandes, os restantes clubes alinharam-se com cada um deles, combatendo na mesma trincheira. Hoje, quiça pela dimensão do dislate, os clubes que integram o G15 optaram por uma via alternativa, fugindo ao jugo das superpotências. Oxalá mantenham os propósitos e não lhes falte a coragem, porque estão a fazer um favor inestimável ao futebol profissional e a uma indústria que não pode querer evoluir mantendo práticas do tempo das cavernas.
Por isso, as, as oito propostas do G15 são bem-vindas - do pacto de conduto ao novo quadro punitivo para dirigentes, do regime de cedências ao fim dos sorteios condicionados, sem esquecer a uniformização no VAR - e a estas poderia ainda acrescentar-se a centralização dos direitos televisivos, aproximando proventos e aumentando a qualidade da competição."

José Manuel Delgado, in A Bola

Lanças... o cumulo da falta de vergonha!!!

Na Luz volta a acreditar-se

"Para Sérgio Conceição a questão básica centra-se menos nas tácticas e mais nas dinâmicas, por isso o FC Porto é o que joga melhor.

Marcar cinco golos num jogo de campeonato, ainda por cima justificados por reluzente exibição, como há muito não se via a águia produzir, constitui feito digno de nota, seja qual for a envergadura do oponente.
Em concreto, o Benfica entusiasmou em Tondela, pelo facto de, depois de ter sido eliminado da Taça de Portugal pelo Rio Ave, não se esperar que fosse capaz de desempenho de tanta competência, igualmente eficaz e convicente.
Eficaz, porque expressou em mão-cheia de golos inequívoca supremacia que nenhum deslize do árbitro, apenas detectado por telescópio escrutínio, consegue embaciar.
Convincente, pelo que perspectiva e na medida em que não poderia ter surgido em melhor altura, contribuindo para que a família encarnada viva a quadra natalícia mais animada.

Se o derby que vai assinalar a entrada no Novo Ano era encarado por ela como jogo a ser riscado do calendário, de repente - eis o inigualável fascínio do futebol - transformou-se em irreprimível desejo. Se já o era para os sportinguistas, passou a sê-lo também para os benfiquistas, os quais atribuem à goleada de Tondela uma leitura que extravasa largamente os registos dos cinco golos.
Vários sinais puderam ser captados. Foi como se os jogadores tivessem dado um salto e transposto essa barreira invisível que os inibia, sabe-se lá por que motivo!... Finalmente, pularam para o lado de lá e libertaram-se das grilhetas que talvez não os deixassem espraiar as qualidades que os conduziram ao tetra... a caminho do penta. Qualquer coisa que não se explica, mas que acontece, mais vezes do que se julga...
Valorizar pretensa exibição à campeão, quase perfeita, terá sido o único ponto em que Rui Vitória exagerou. Não adulterou a verdade, sim, mas manda a prudência sublinhar que foi alcançada diante de adversário de patamar inferior.
Aliás, dos cinco golos apontados ao Tondela, se fosse autorizada a transferência, a nação benfiquista dispensava de bom grado dois ou três para escapar à vergonha de ter o prestígio do emblema tão maltratado na Liga dos Campeões, em que ficou a zero em tudo, nas vitórias, nos empates e nos pontos.

A águia adquire outras rotinas em função de novo desenho táctico, mais equilibrado e que conforta os jogadores, aproximando-os e fazendo-os sentir com reforçada intensidade os princípios do jogo: velocidade, criatividade, capacidade de execução quando se tem bola e reacção firme e agressiva quando se a perde, predisposição para estar permanentemente em jogo e bloquear o jogo do opositor.
Foi o que o Benfica fez. Tal como todos gostam de ter bola, de correr com ela, igualmente têm de ser todos a correr atrás dela para recuperá-la. Julgo que já tinha dado para perceber a sua simpatia, sobretudo na zona de meio-campo, em que os adversários circulavam à vontade sem que alguém assumisse a coragem de meter o pé, de ir à luta, de impor o físico ou de se sacrificar pelo grupo, como fazia Renato Sanches.
Na atitude observou-se a mais profunda das mudanças, com vantagens irrecusáveis, de aí ter sempre considerado uma falácia a desculpa para não se mexer naquilo que precisava de ser alterado: a inadaptação de Jonas ou a sua dificuldade em render sem apoio na frente quando se sabe que os bons nunca são embaraço.

Como muito acertadamente defende Sérgio Conceição, a questão básica centra-se menos nas tácticas e mais nas dinâmicas, por isso o FC Porto é o que pratica o futebol mais apelativo. Espelha estabilidade e compromisso em que os seus jogadores não só se sentem obrigados a trabalhar para a causa comum como o fazem com total e sincera disponibilidade.
É minha opinião e creio que ficou demonstrado nos dois clássicos já realizados, em Alvalade, com o Sporting, e no Dragão, com o Benfica, apesar de ambos terem acabado empatados.

Rui Vitória tem um discurso invariavelmente tépido, mas, desta vez, foi o autor de uma frase que deve reter-se. Afirmou ele: «Contem mesmo connosco!» Tal como as pessoas simples, libertou o que lhe ia na alma e agradou a quem o ouviu: mais vale acreditar nas conquistas futuras do que continuar a chorar as derrotas passadas.
É a vida e na Luz volta e acreditar-se, quando no mesmo dia, em contraposição, o treinador do rival Sporting, na sequência de um triunfo muito agradável, além de deselegantes alfinetadas com destinatário, espantou ao reclamar mais duas ou três contratações no mercado de Janeiro, mesmo dispondo de vasto plantel e que para mim é o mais valioso na relação quantidade/qualidade.
Jorge Jesus foi, aliás, suficientemente claro na advertência pública ao seu presidente: se não houver prendas no sapatinho, há objectivos que têm de ficar para trás. O que permite deduzir que nem ele esperava que, na viragem de ano, a sua equipa estivesse a competir em todas a frentes."

Fernando Guerra, in A Bola

Havia necessidade?

"A verdade? A verdade é que foi tudo precipitado, mal preparado e mal anunciado.

cerca de 20 dias, os árbitros fizeram saber que avançariam com pedido de dispensa caso o ambiente se mantivesse crispado e as suas solicitações não fossem cumpridas na integra. Os jogos a que se referiam decorreram normalmente, sem falhas nem ausências. Foram boas notícias para o futebol e excelentes notícias para a arbitragem, que desta forma reconheceu (tacticamente) que foram preenchidas todos os pressupostos das suas pretensões. Por uma questão de coerência, era inevitável regressar a este assunto. O grande problema subjacente a isto chama-se compromisso com a palavra. A arbitragem sabe que nunca deve pôr-se jeito. E neste processo, os árbitros puseram-se a jeito, porque não agiram com serenidade, com ponderação e de forma estratégica. Foram impulsivos, reactivos e emotivos. E a este nível, isso é quase sempre fatal.
Para quem não se recorda, tudo começou há umas semanas, quando os juízes anunciaram que iriam parar por estarem fartos do clima que se vivia no futebol profissional. Fizeram aí o compromisso número um. Percebeu-se que o limite tinha sido atingido, mas não se percebeu bem a forma como as coisas iriam processar-se: uma paragem aqui, outra paragem ali, com jogos pelo meio. Apesar de bem intencionados, a acção foi extemporânea. E a prova é que tudo ruiu pouco depois, perante compromissos de boa-fé assumidos pelo presidente da Liga. Na altura, os árbitros recuaram, mas logo avisaram que se as coisas se mantivessem daquele modo, a greve seria inevitável. Esse foi o seu compromisso número dois.
O estado das coisas não se manteve. Por ironia do destino, foi precisamente nessas semanas que os decibéis atingiram registos históricos. O ruído, as acusações e as atitudes agravaram-se. Reféns, de novo, das suas palavras, os árbitros não renovaram a tolerância. E quando anunciaram a paragem (através de pedido formal de dispensa), toda a gente compreendeu. Até os mais cépticos perceberam que a paragem seria, naquela fase, a melhor mensagem que passariam ao futebol.
Os árbitros tinham ali oportunidade de ouro para tomar uma posição que, excepcionalmente, teria o reconhecimento de parte importante do mundo do futebol. O certo é que, depois de uma reunião que mantiveram em Fátima com o seu Conselho de Arbitragem, voltaram a recuar. Dessa opção, resultou novo adiamento (os tais 20 dias) da medida. Esse foi o compromisso número três.
Como se percebeu, passaram os tais vinte dias e não aconteceu nada. Nem uma explicação à não tomada de posição, nem uma justificação. Apenas o pedido para serem ouvidos pela Liga quanto ao caso dos e-mails. Porquê? Eles saberão. Ou não.
Como já referi, não me choca que entendem que o futebol português mudou e que esteja agora a respirar saúde e desportivismo, mas não concordo. É verdade que houve mais contenção, tal como é verdade que houve agressões a árbitros, twits a comentar arbitragens de jogos (e dos jogos dos outros), partilha de vídeos de árbitros agredidos e até e-mails anónimos enviados aos juízes, naquilo que parece ter sido um claro (e desesperado) incentivo à greve. Vá se lá saber.
A verdade? A verdade é que foi tudo precipitado, mal preparado, mal anunciado. Foi tudo feito com uma mão à frente a outra atrás. Que a rábula sirva de lição. Porque esses tiros nos pés também acertam em cheio nos pés também acertam em cheio nos pés de todos aqueles que, durante anos a fio, deram centenas e centenas de horas e quilómetros a lutar pela mesma causa."

Duarte Gomes, in A Bola

Pode bater, mas sem força

"A justiça deve ser cega e quem aplica as leis e regulamentos também. Quem não deve ser cego são os responsáveis pela elaboração desses regulamentos. No caso do futebol profissional português, são os próprios clubes, que os elaboram e votam nas Assembleias-Gerais da Liga. E, depois, acontecem coisas que espantam.
Um adepto entra em campo e agride um jogador e a pena para seu clube é uma multa de 2.869 euros. Tudo porque essa agressão não levou à interrupção ou ao atraso no reinício do jogo (e o mesmo podia dizer-se de um adepto que dá um 'calduço' a um assistente). No fundo, é um convite a que mais adeptos façam o mesmo - só têm de esperar que o jogo esteja parado e não bater com muita força, de forma a não causar lesão "de especial gravidade".
É mais um daqueles casos em que foi preciso ocorrer uma situação prática para se perceber como são bizarros alguns artigos dos regulamentos disciplinares que mandam no futebol em Portugal. Noutros países, vemos os próprios clubes a darem o primeiro passo no sentido de afastarem adeptos com comportamentos antidesportivos; aqui, há silêncio ou timidez na hora de condenar estes comportamentos. E, pior que isso, há regulamentos que permitem que se repitam.
O adepto que empurrou Pizzi está a braços com um processo-crime, numa prova de que a Justiça comum considerou grave aquilo que fez. Para a Liga, é a mesma coisa que um clube não utilizar na Taça CTT pelo menos dois jogadores formados localmente. A penalização é a igual."


PS: Aquilo que o colunista não diz é que o actual Regulamento Disciplinar é muito mais punitivo, exactamente após o tal adepto do calduço... e já agora, o autor do calduço, foi acusado, julgado, condenado e cumprir a pena...!!!

O Jardim da Celeste... e o futebol

"Nas memórias de infâncias, recordam-se crianças a cantar “Eu fui ao Jardim da Celeste…" que integrava parte das Músicas da Carochinha…
Entretanto o mundo avança, as brincadeiras modificam-se, evoluem e novas actividades e valores conquistam mais adeptos.
Casos como “Raríssimas”, desorganização de um Estado que teima em manter-se centralista, míope, anquilosado, sistematicamente com tragédias evitáveis ou mais controláveis, perpetuação de impunidades e de privilégios para lóbis, onde o poder lhes cai no regaço, por milagre de rosas ou de espinhos, são alguns aspectos dos dias de hoje.
Critica-se quem denuncia abusos para desviar atenções e manter a alienação e a fome de notícias, cada qual a mais escabrosa, a mais terrível e ofensiva à moral dita pública, onde os fundamentos nunca estão presentes.
O futebol é um exemplo paradigmático da nossa sociedade, onde as lágrimas e emoções são televisivas e a violência é em directo, escondendo realidades que deveriam provocar alterações e uma constante movimentação contra a corrupção e a indiferença.
Miséria há muita.
Ignorância serve-se a frio e a todos os momentos.
Injustiças são o pão de cada dia.
Organização, competência, verdade… Provavelmente só nas Músicas da Carochinha…
Ajustando progressos, temos um mundo virtual sem rugas nem fome, e um mundo real com miséria física e mental.
Uma novilíngua é constantemente aperfeiçoada para justificar, com resiliência, a vontade dos membros que dirigem a espiral kafkiana e que estão sempre prontos para esconder, mistificar, com estatísticas perfeitas, coloridas (mesmo que se perca o fio à meada). Contraditório, nunca!
São várias as faces desta portugalidade.
Algumas horrendas e perfeitamente anacrónicas, só mantidas à custa de privações tão fortes que tentam esconder o impossível real e dramático sempre com inúmeras e “criativas” decisões.
Défices, dívida pública, cativações, colocações de portugueses ilustres nos cargos máximos desta pequena galáxia terrena (ao serviço de DD- Donos Desconhecidos), permitem o jogo infantil do “faz de conta”… só as consequências é que se tornam um pouco mais complexas.
Sim, há serviços a que nem todos têm direito a um acesso com qualidade… Há sempre uns poucos que gastam tanto e não sobra nada…
A capacidade de planear está dependente ou da intenção de se apropriar de algo ou, como deveria ser, da intenção em servir o melhor possível a comunidade a que pertencemos.
Para não me alongar em imagens sem Photoshop do país que temos, novamente com o exemplo do futebol, vou tentar clarificar melhor a capacidade de previsão dos nossos decisores, eleitos!?
O Gil Vicente Futebol Clube, há mais de uma dezena de anos sofreu uma sanção desportiva, por uma questão de aludida incorrecção, na inscrição de um atleta.
A sanção foi a despromoção de divisão.
Já tivemos inúmeros casos destes ou parecidos (alguns mantendo juristas em lugares de destaque mesmo quando a justiça, passados anos, tenha desqualificado como ilegalidades, acções que deveriam no mínimo impor exclusão de funções, indemnizações elevadas e responsabilização adequada).
Infelizmente, são várias as situações e não temos a convicção de que tenham parado…
Voltando ao Gil Vicente (que penso terá ganho a questão também em instâncias internacionais), foi-lhe atribuído o direito a ingressar na principal Liga do Futebol Profissional Nacional.
Ainda recentemente se passou algo idêntico com o Boavista FC, finalmente repondo a justiça mas com um prejuízo avultadíssimo e irrecuperável, inclusive ao bom nome da instituição.
Como não jurista decidi analisar esta situação em termos de capacidade de gestão e de planeamento das instituições que têm a função de proceder à reintegração do clube na Liga I.
Como o clube só poderá ser reintegrado em 2019-2020 (a nós leigos custa-nos entender estes prazos para se cumprir a justiça e logo em instituições que, muitas vezes, tentam ser mais papistas do que o Papa dando ideia de um afã de justicialismo exemplar, logo uma contradição concetual), ficamos a saber por notícia de jornal que um parecer do TAD alude a que “por força de decisão judicial”(questão de prazos após a sentença) o clube só deverá ser integrado nessa Liga na “época desportiva seguinte à que se encontra em curso aquando do trânsito em julgado da sentença judicial”…(in JN/15.12.2017, pág. 26). Assim cumpre-se também o Regulamento das Competições da LPFP.
Regulamento que pode ser alterado nos locais e momentos certos.
Mas o que verdadeiramente me espanta, é que as instituições que tutelam o futebol possam colocar a questão nestes termos:
- O clube entra em 2019-2020 e, na próxima época, seja no CNS, se descer de divisão este ano, ou se subir este ano à Liga I, porém os seus jogos nessa época de transição (2018-2019) não contam para efeitos de classificação!
Muito difícil de compreender como conciliar verdade e ética desportiva com tal sugestão… A não ser numa eventual estratégia de confronto e de luta pelo poder entre instituições, o que seria ainda mais ridículo.
A dificuldade de planear muitas vezes faz com que aparentes decisões excelentes resultem em desastres de consequências imprevisíveis.
Não bastam boas vontades.
É urgente reflectir que qualquer alteração num projecto, num plano, num regulamento, só pode ser equacionada num exaustivo quadro de implicações decorrentes dessa medida, pois pode colocar em causa a coerência estrutural.
Como não tem sido seguido esse cuidado e, periodicamente, sucedem-se casos, coloco as seguintes questões:
- Se os jogos do Gil Vicente não contarem para efeitos classificativos não poderão surgir suspeições graves de viciação de resultados, de diversas influências nos jogos para com adversários, desmotivação competitiva generalizada, má imagem da competição, inclusive castigos e ou lesões, ou até uma oportunidade unicamente fantástica para promoção e venda de jogadores para diversos mercados?
- Será que se vai criar grande margem de suspeitas sobre violação dos princípios basilares das competições?
Não acredito que vá acontecer, tanto mais que, na minha opinião, seria uma cabal evidência do total aprisionamento do futebol-jogo pelos interesses exclusivos do negócio.
Ouvi dizer que a nível de selecções já foi tentado esse sistema, contudo é totalmente diferente: nos casos em que os países organizadores estão dispensados de competir para apuramento, esses jogos são contabilizados como “particulares” e, por isso mesmo, idênticos aos que todos os países fazem para se preparem melhor para a fase final, sem efeitos nem riscos de subversão de competição.
Do futebol para o Serviço Nacional de Saúde, ou para a Educação, Segurança Social, ou outras áreas, o planeamento será sempre determinante, mas é preciso muita competência, muita investigação, muita sabedoria…
Canções da Carochinha não bastam para o Jardim da Celeste ficar saudável e harmonioso."

Alvorada... Peter War e a cura para o Alzheimer !!!

Benfiquismo (DCXCIII)

Tosco...!!!

105x68... actualidades

Benfica requereu à FPF relatórios dos incidentes no Dragão

"Invasão de campo e agressão de um adepto do FC Porto a Pizzi foram apenas punidas com multa pelo Conselho de Disciplina. Arremesso de objectos para dentro de campo no clássico também não foi sancionado.

O Benfica requereu à Federação Portuguesa de Futebol os relatórios da Polícia e dos delegados ao jogo FC Porto-Benfica da 13.ª jornada da Liga NOS do qual resultou apenas uma multa no valor de 2860 euros aos azuis e brancos (e não interdição do Estádio do Dragão) por invasão de campo de um adepto portista e consequente agressão ao jogador encarnado Pizzi.
O Sport Lisboa e Benfica requereu, igualmente, conhecimento do estado em que se encontra o processo disciplinar aberto a Luís Gonçalves, director-geral do FC Porto.
Ainda em relação ao que se passou no clássico, o Benfica não deixa de mostrar estranheza e perplexidade pelo facto de o arremesso de objectos para dentro de campo não ter sido sancionado quando foi visível, também pelas imagens da Sport TV, o lançamento de bolas de golfe na direcção do guarda-redes Bruno Varela e hastes de bandeiras para cima do banco de suplentes onde se encontravam jogadores e membros do staff técnico benfiquista.
Convém recordar que o arremesso de bolas de golfe é passível de processo disciplinar por colocar em causa a integridade física dos jogadores."

Alvorada... do João Paulo

Krovinovic benzeu o 4x3x3

"Mais do que deslindar se a goleada imposta ao desenxabido Tondela serviu mesmo para o Benfica exorcizar, de forma duradoura, as suas abentesmas, o jogo na Beira Alta certificou duas evidências: a equipa benfiquista está mais aglutinada, dinâmica e competente desde que mudou de sistema táctico, mas esse upgrade só se tornou verdadeiramente lucrativo quando Krovinovic entrou na equipa para ocupar um dos vértices mais subidos do triângulo no meio campo. Por falta de inscrição, o jovem (22 anos) croata não esteve disponível para a Champions (já estava recuperado da operação à hérnia inguinal, mas Rui Vitória optou por inscrever Svilar, por, naquela altura, não estar suficientemente esclarecida a gravidade da enésima lesão de Júlio César), o que levou a que as primeiras experiências com o novo figurino integrassem jogadores tão distintos como Felipe Augusto, Samaris e até João Carvalho como interiores, que só serviram para atestar que não existe uma maneira certa de fazer uma coisa errada. E o refinamento da aposta só verdadeiramente se iniciou quando Krovinovic se estabilizou como médio interior no importante triunfo em Guimarães, no início de Novembro. Daí para cá, na liga interna, o Benfica goleou o V. Setúbal (6-0), empatou a zero no Dragão, bateu o Estoril (3-1) e pulverizou o Tondela (5-1), o que não deixa de ser um saldo muito estimável. A verdade é que, quando a bola está nos pés do croata, o adepto pode desviar o olhar para a frente, para os que fazem as diagonais, tentando adivinhar a carambola. Krovinovic é dos que gostam e sabem cozinhar o jogo. É um amotinador nato e, com ele, o Benfica recuperou o toque, as combinações e a partitura, até porque ele faz parte do restrito grupo dos que conseguem transladar grande parte do jogo para a zona do campo onde actuam. Salvaguardando as devidas diferenças, descobre-se nele um poucochinho de Modric, o que não deixa de ser pertinente num médio que o Rio Ave vendeu por 3,5 milhões de euros. E os ganhos da sua presença não podem ser vistos apenas em função do que ele produz, porque praticamente todos os seus colegas de equipa beneficiam do seu futebol associativo. Foi também à custa disso, por exemplo, que Pizzi surgiu revigorado de Tondela e acabou como melhor em campo. Mas outros, como Jonas, Salvio e Cervi, também saem beneficiados – e Zivkovic e mesmo Rafa só não o estão a ser porque o seu imenso talento continua a ser desperdiçado de forma difícil de compreender. Vale a pena ainda acrescentar que Fejsa parece mais imperturbável e operativo desde que se assumiu como único pivot de cobertura, sendo mais um dos beneficiados com a mudança de sistema.
Hoje é impossível não dar agora razão a Rui Vitória quando ele diz que o Benfica, em Tondela, mostrou estar a melhorar os seus processos e aplicou quase tudo o que o 4x3x3 exige. Eu até diria mais: se tivesse jogado sempre assim, ninguém teria arriscado dizer (e eu fui um deles) que lhe faltava processo, qualidade de jogo e era demasiado dependente do individual. Claro que ainda está por esclarecer se a melhoria aconteceu apenas por o 4x3x3 permitir, logo à partida, uma ocupação mais racional do campo, ou se, por outro, a equipa beneficia de o técnico benfiquista ser mais hábil e experimentado a trabalhar este sistema do que o 4x4x2 clássico herdado. Mas aquele que perde é quem normalmente encontra novos caminhos e, hoje, o Benfica tem muito dos méritos reclamados pelo seu treinador: dinâmica, automatismos, capacidade de variar o centro de jogo e de encurtar os espaços, reacção à perda e presença na área (que ajudou aos elevados níveis de eficácia).
Mas Rui Vitória, empanturrado pela goleada em Tondela, não se conteve e chegou a falar em perfeição e exibição de gala. É legítima a sua vontade de criar uma onda positiva, mas tanta exaltação resultou hiperbólica se atendermos às fragilidades gritantes do Tondela de Pepa. Levando em conta a imensa qualidade do Rio Ave, até acabou por ser mais marcante o que o Benfica foi capaz de fazer em Vila do Conde nos primeiros 45 minutos. Acabou eliminado da Taça de Portugal, é certo, mas na primeira parte conseguiu reduzir o garboso adversário como ninguém o havia feito até agora. Mas esse jogo, tendo sido ingrato e desafortunado para o Benfica, também serviu para confirmar que Miguel Cardoso nunca abdica da sua ideia de jogo (e era muito tentador, naqueles instantes finais, lançar mais um central e/ou baixar as linhas quando o Benfica atacava a profundidade com um farto exército ofensivo). Ao invés, o Benfica pode queixar-se de o Rio Ave ter dado a volta à desvantagem sem ter feito o suficiente para o justificar, mas também terá de fazer mea-culpa por não ter acreditado e respeitado o seu novo ideário até ao fim. Rui Vitória não resistiu a fazer regressar o seu 4x4x2 cada vez mais cristalizado e a lesão de Luisão só serviu para acentuar um cataclismo que soou a castigo divino. Mais do que isso, deixou a dúvida se o técnico acredita mesmo no novo caminho ou se só o mudou por ter perdido azimute…

Cinco estrelas -- Madrid reinventa-se
O Real tem esta rara qualidade de se reinventar: mantém-se campeão do mundo e não perde uma final internacional desde 2000. Em 23 meses, Zidane ganhou 8 títulos (em 10 possíveis). E Modric consagrou-se e é o melhor centrocampista do planeta. Só falta pagar (mais) a Ronaldo.

Quatro estrelas -- Kaká, o craque rico
Kaká fugia ao estereótipo de craque pobre e leigo, mas marcou uma época, principalmente quando (2007) se tornou o melhor do planeta e venceu a Champions por um Milan que tinha Maldini, Pirlo, Seedorf e Ancelotti. Despediu-se dos relvados aos 35 anos.

Três estrelas -- G15 já rende
O cada vez mais G15 (V. Guimarães e Moreirense aderiram) já terá valido a pena se conseguir cumprir a promessa de conter a apenas um o número de jogadores que FC Porto, Sporting e Benfica podem ceder a cada primodivisionário, num máximo de seis.

Duas estrelas -- O chicote de Gattuso
Depois da contundente derrota ante o Verona, o Milan cancelou o tradicional jantar de Natal e vai manter-se em regime de concentração por tempo indeterminado, indícios de que o inenarrável Genaro Gattuso acredita poder resolver a crise com o chicote.
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