Últimas indefectivações

sábado, 17 de setembro de 2011

Massacre




Nos dois primeiros jogos entrámos mal nas partidas, hoje começamos com um parcial de 14-2 !!! Seria difícil manter a mesma intensidade durante todo o jogo, chegámos a permitir uma redução da diferença, para 8 golos, mas voltámos a 'massacrar'!!!
Uma nota para as caras novas: O Inácio Carmo está completamente adaptado, a defender (algo que era esperado), e a atacar. Nota-se que o Grilo ainda não está sincronizado com a equipa, principalmente a atacar...
O Sp. Horta tem algumas lesões, o orçamento não é mesmo do que em épocas anteriores, mas mesmo assim mantém vários jogadores da época passada, e nas últimas épocas temos repetidamente perdido pontos para esta equipa!!!
Recordo que o Benfica não vai contar com o Pedroso e o Ferreirrinho nós próximos tempos...

Nada fácil



Benfica 6 - 2 Leões de Porto Salvo



Resultado enganador, jogo complicado, contra equipa de qualidade... passar de 3-0 para 3-2 'assustou', mas uma boa reacção colectiva, resolveu o assunto.

Ainda sem o César, mas com o Joel aparentemente totalmente disponível, com o Marcão a dar muita confiança, e com um Diece, na minha humilde opinião, transfigurado para melhor, muito mais objectivo, algo que já tinha notado na Supertaça com o Sporting... e o próximo jogo, também é com Sporting!!!

Objectivamente (penalties)

"O desplante com que os habituais comentadores fanáticos do FCP falam de penalties a favor das outras equipas já mete nojo! Esta semana, a propósito da marcação de três dos quatro penalties que ocorreram no Benfica - V. Guimarães, lemos e ouvimos coisas miseráveis e relatos de cegueira absoluta por parte dessa gente! Só os penalties a favor do FCP, e os que ficam por marcar contra o mesmo grupo desportivo, é que são boas decisões dos árbitros! Tudo quanto seja decisões - mesmo que correctas - a favor dos seus concorrentes, pois já não valem!

Quando é que esta gentalha, que ocupa horas e horas de propaganda nas televisões e nas rádios, deixam de provocar a ira das pessoas que vão vendo e ouvindo este tipo de programas?

É demais!

Esta semana Duarte Gomes lá ganhou coragem para marcar três dos quatro penalties que o V. Guimarães provocou no jogo frente ao Benfica. A falta de coragem para fazer uma boa arbitragem ficou bem vincada quando não marcou uma outra grande penalidade por mão do antigo jogador do Benfica, Alex, e por não ter mostrado vermelho ao jogador vimaranense que num dos penalties impediu a bola de chegar ao fundo da baliza.

Já na ponta final da partida, muitos livres (a maioria inexistentes) apontou contra o Benfica, enquanto faltas claras dos jogadores do Vitória passavam em claro, como que a compensar sabe-se lá o quê (se calhar a pedir desculpa por ter sido obrigado a assinalar os penalties que aconteceram efectivamente).

Não vou defender, por isso, esta arbitragem que cometeu lapsos graves. O maior dos quais o penalti claríssimo que ficou por marcar pela referida mão de Alex dentro da área.

Pensarão esses «isentos» comentadores que alguém vai defender a actuação de Duarte Gomes? Pela minha parte critico-a de forma a que não haja quaisquer dúvidas!"


João Diogo, in O Benfica

Estou receoso...

"1. Estou muito receoso quanto ao futuro da Federação Portuguesa de Futebol e da Liga de Clubes. A 'troika' FC Porto - Sp.Braga - Nacional não dorme. Diz que não tem nada a ver com escolhas mas é óbvio que está intimamente ligada à candidatura de Soares Franco, o ex-presidente do Sporting que, apesar de publicamente ridicularizado por Pinto da Costa, foi depois 'unha e carne' com este. Foi a altura em que o Sporting se transformou em 'Sporto', com justa indignação de Dias da Cunha, que tão bem havia denunciado o 'Sistema'. O actual presidente, Godinho Lopes, justiça se lhe faça, já mostrou não querer embarcar nessa candidatura, optando por outra bem mais independente, embora, infelizmente sem grandes perspectivas. Entretanto, surgiu o plano B, protagonizado por Fernando Gomes, que tem feito um bom trabalho como presidente da Liga, mas não me deixa descansado, face ao seu passado de íntima ligação a toda a escandaleira em que viveu o Futebol português nos últimos anos.

Quem liderará os árbitros? E a disciplina? Não estou nada descansado...


2. Vitória justa frente ao V. Guimarães, num jogo que ficará para a história pelos três penalties marcados a nosso favor. Que até poderiam ter sido quatro, pois houve em que ficou por assinalar. Embora, ao que parece, o último marcado o não devesse ter sido. Claro que durante algumas semanas esses três 'penalties' serão tema obrigatório e já estou a 'ouvi-los' a tentar reverter isso a seu favor, para tentarem 'apagar' as escandaleiras que os têm beneficiado época após época. Fica o registo para a 'coragem' do árbitro, que assinalou o que viu. Infelizmente, não é habitual.


3. Já se sabe que 'meia-dúzia' de assobiadores fazem barulho por vários milhares. Mas não deixam de incomodar. Seja a assobiar os próprios jogadores da equipa, seja a fazê-lo quando surge um jogador adversário que nos deveria merecer o máximo respeito, pela forma como ajudou o Clube a ser Campeão.


4. Aí estão as modalidades a dar o pontapé de saída da nova época. Bastante bem o Futsal (vitória na Supertaça, frente ao Sporting) e o Andebol (triunfo sobre o FC Porto). É importante começar bem. E fundamental terminar melhor..."


Arons de Carvalho, in O Benfica


PS: Tanto o Arons de Carvalho, como o João Paulo Guerra criticaram os assobios ao Nuno Assis, talvez tenha sido só uma simples distracção:

Eu preferia que ele tivesse sido recebido com indiferença, não o assobiei, mas depois de começar a ouvir algumas palmas, fiquei contente que se tivessem ouvido os assobios, abafando os aplausos. O Nuno Assis desde que saiu do Benfica, sempre que lhe meteram um microfone à frente, não parou de falar do Benfica!!! Repetidamente...!!!

Gostei, não gostei

"No Benfica - Guimarães da 4.ª jornada do Campeonato gostei de ver as equipas entrarem em campo à luz do sol: é outra coisa, o futebol à luz do dia. Também gostei da moldura humana nas bancadas, o que terá a ver com a hora do encontro. E gostei particularmente de ouvir no lançamento do jogo, na Benfica TV, adeptos a declararem que vinham assistir a um jogo do seu Clube, fazendo para o efeito, viagens de centenas de quilómetros.
Não gostei, quando anunciaram a constituição das equipas, da ausência de Pablo Aimar no onze inicial, até porque o esquema táctico adoptado por Jorge Jesus para aproveitar, simultaneamente, as qualidades de Aimar e de Witsel tem dado os melhores resultados. Mas isto é apenas uma opinião de simples adepto, que nem para treinador de bancada tem créditos.
Gostei de Luisão a jogar, imperial na defesa. Gostei dos laterais, sobretudo Maxi Pereira, uma força da natureza ao serviço do emblema do meu coração. Gostei de ver Cardozo marcar, não gostei de o ver atirar à barra. Aliás, não gosto do desperdício do Benfica, que concretiza uma percentagem pequena das numerosas e fantásticas oportunidades de golo que cria. Não gostei da arbitragem e desconfio da fartura de grandes penalidades, sendo que foram todas justas e até ficou mais uma por marcar. O Benfica poderá vir a amargar os três penalties contra o Guimarães, como se tivesse esgotado ali a quota de castigos máximos de que vai beneficiar esta época.
Gostei do apoio das bancadas à equipa. Não gostei da assobiadela a um ex-jogador do Benfica que ajudou o Clube a vencer um Campeonato.
Feitas as contas, gostei muito mais do que não gostei, até pelo gosto imenso a incomparável de ver o Benfica ganhar."

João Paulo Guerra, in O Benfica

Prestígio

"Um fim-de-semana com o aroma da serra da Estrela, repartido por Oliveira do Hospital e Seia, reforçou-me a certeza da inabalável dimensão do Benfica. Assistir ao jogo, frente ao Vitória de Guimarães, num espaço público, escolhido ao acaso, deu para perceber a forma entusiástica como as pessoas se entregam à causa benfiquista, esmagando, em número e convicção, aqueles (poucos) que perfilham outras cores e simpatias.

Na companhia de um amigo portista, mitigadamente portista, o espectáculo acabou por ser mais marcante. O Benfica é mesmo o maior, admitiu, sem favor, o meu comparsa de jornada. Nas horas subsequentes ao embate, tantas foram as pessoas que se me dirigiram, sempre com o Benfica como mote na abordagem, que o meu amigo do FC Porto se rendeu àquela que é uma evidência em qualquer parte do território nacional. O Sport Lisboa e Benfica vale mais, no agrado popular, que todos os outros emblemas desportivos juntos.

Na recente deslocação do ex-presidente Lula da Silva à Luz, as referências abonatórias feitas ao Benfica e a Eusébio inscrevem-se no contexto da grandeza do nosso Clube e do seu símbolo mais carismático. São, igualmente, expressão de um prestígio que se mantém sólido e resistente ao longo de décadas. São, ainda igualmente, expressão de uma forma de estar, sentir e receber sem paralelo no contexto do Desporto nacional.

À grande obra empreendida no Clube nestes últimos anos, importa apenas reforçar a obra competitiva. O Benfica tem que ganhar mais vezes, tem que ganhar mais coisas. Não que o seu encanto possa ser abalado, só que tem tudo, tudo mesmo, para ser ainda mais reforçado."


João Malheiro, in O Benfica

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Quando os lobos uivam

"Por causa de três. Pereira exige a Pereira que apareça de cinco em cinco. A verdade é que estes três são como os mosqueteiros de Alexandre Dumas: escondem um quarto. Ou seja, se Pereira exige a Pereira que apareça de cinco em cinco, não quer certamente que Pereira venha falar de D'Artagnan.

Pereira aprendeu depressa. Lê a cartilha com facilidade. Pode não ser de famílias finas como o cão d'água irlandês, mas obedece às ordens respeitosamente como se o Madaleno fosse uma espécie de Jesus acabado de regressar à companhia dos mortais. É difícil perceber qual dos dois é mais servil: se Pereira ou Pereira. Mas também pouco importa. Educados na arte da surrelfa sabem medir palavras e gestos. Talvez Pereira não apareça de cinco em cinco. Talvez não apareça sequer de seis em seis, porque à sexta haverá de certeza muito para dizer. Ou melhor: para calar! Talvez Pereira apareça jamais. Mas sabemos que ele está lá, no seu posto, atento e venerando, de cócoras. Assustado com a verdade destes três que foram quatro, Pereira assomou à janela e uivou de desespero. E quando os lobos uivam é sinal de que a alcateia de prepara para descer à aldeia trazendo consigo a desgraça. Uma desgraça de quatro patas. É preciso cuidado, muito cuidado, quando se ouve uivar os lobos. Pereira sabe que o seu tempo é curto. Pereira sabe que o Madaleno é impaciente e sem escrúpulos. Pereira sabe que Pereira tem medo. Por isso Pereira uiva. Há desespero no seu uivo, mas tem como certo que faz tremer de pavor os senhores de cócoras. Entre Pereira e Pereira, a diferença é, hoje, nenhuma. Um fala e o outro escuta e está de acordo. E fará a vontade ao poder da força. Como sempre. A fraude está para durar. E Pereira e Pereira bem que podem extinguir-se por confusão."


Afonso de Melo, in O Benfica

Muito mais que apenas um ponto

"O Benfica na passada quarta-feira ganhou muito mais que um ponto na Liga dos Campeões.

Vamos começar pelo princípio. O Man United é melhor que o Benfica, mais rico e com mais soluções, três em quatro das últimas finais da Liga dos Campeões, uma das três melhores equipas do Mundo, que em condições normais é sempre favorito contra o Benfica. Mas o Benfica mostrou uma maturidade competitiva, um equilíbrio posicional, uma atitude que contrasta com a vertigem de anos anteriores. Perde em deslumbre e ganha em eficácia. Este United tinha atropelado todos quantos lhe apareceram até ao momento, e na passada quarta-feira suou para não perder com o Benfica.

Gostei imenso deste Benfica, e sem entrar em loucuras, sei que esta equipa fará uma Liga dos Campeões interessante. Luisão esteve imperial, Aimar foi alvo de todos os elogios de quem percebe de futebol (Ferguson, por exemplo) e Cardozo joga e marca golos.

Dizer mal está cada vez mais difícil mesmo para os especialistas. Outra questão são os objectivos da época: Campeonato, Taça de Portugal e Taça da Liga, aí o objectivo é ganhar. Apenas ganhar será bom.

Por isso espero poucas alterações contra a Académica e um Benfica ainda mais forte para chegar ao Dragão na luta pelo título.

Em cinco jogos para a Liga temos três nomeações de árbitros do Porto e não berramos aqui 'D'el Rei'...

Quando jogámos contra o Trabzonspor e os eliminámos ouvi comentários jocosos sobre os turcos. Anotei os autores e o teor dos comentários, agora gostava de os ouvir a falar da vitória turca em Milão contra o Inter.

Jorge Jesus já percebeu que vai ser medido pelos resultados, porque também entendeu que o antibenfiquismo primário dos comentários é incapaz de lhe reconhecer os muitos méritos que tem. As vitórias contra turcos e holandeses foram difíceis e importantes.

Para mim fica a sensação de que o trabalho é bom e os resultados são ainda melhores."


Sílvio Cervan, in A Bola

Encruzilhada

"Filipe Soares Franco apresentou a sua candidatura à presidência da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Segundo se diz, é apoiado - ainda que por detrás das cortinas - por clubes como o FC Porto, o Sp. Braga e o Nacional. Tudo boa gente, como bem sabemos.

O golpe é fácil de perceber: acossados pela possibilidade de um entendimento entre os dois 'grandes' lisboetas, os clubes do Sistema, comandados pelo corrupto-mor, lançaram uma candidatura que visa dividir Benfica e Sporting. Apresentando um ex-presidente sportinguista, conseguiriam mais facilmente obter apoios em Alvalade, dividir Lisboa, e deixar o Benfica isolado nesta batalha. Não se pode dizer que tenha sido mal pensado. Devemos reconhecer que estamos perante gente que pensa sempre bem as suas golpadas. Resta saber o que podemos esperar do Sporting.

As hipóteses que se lhe colocam são, por um lado, intensificar o entendimento com o Benfica para o apoio a um candidato comum, que vise ajudar a limpar o Futebol português da sujidade em que vive submerso há décadas; por outro lado, ceder aos mais primários instintos anti-benfiquistas, encarreirando atrás dos clubes do 'Apito Dourado' na candidatura de um amigo de Pinto da Costa, de alguém que sempre assobiou para o lado perante escutas que evidenciavam práticas criminosas, e cuja eventual eleição (Deus nos guarde) iria, provavelmente, significar a queda da arbitragem nos braços de Lourenço Pinto e da sua trupe, e trazer mais alguns anos de falcatruas para o nosso pobre Futebol, com os títulos a voarem para os do costume.

Não sei se as últimas horas terão trazido novidades relativamente a este assunto. Qualquer solução será boa desde que impeça os acólitos do Sistema de lançar as suas afiadas garras sobre as rédeas da FPF. Se para tal for necessário fazer cedências, sacrificar nomes, ou estabelecer compromissos, pois que assim seja. O Futebol português, e a sua credibilidade, estão acima de tudo."


Luís Fialho, in O Benfica

Os caprichos do estrelato

"Tinha Ricardo Carvalho na conta de um homem discreto e sensato, para além de ser, reconhecidamente, um dos melhores defesas do futebol europeu. A sua carreira, mesmo tendo entrado na recta final por força da idade, ilustra bem o segundo aspecto da minha afirmação.

O modo abrupto e pouco solidário como abandonou a Selecção, em ruptura com o seleccionador e com os colegas, foi uma demonstração de arrogância egocêntrica e de quebra de solidariedade com o colectivo que só pode ser entendida como um lamentável capricho do estrelato.

Na origem dessa triste decisão esteve, sabe-se praticamente desde o momento inicial, o facto de não ter visto assegurada a titularidade do jogo com Chipre.

Esta situação merece uma breve reflexão e pelo menos um comentário de remate. Jogadores como Ricardo Carvalho, e outros portugueses que atingiram o merecido estrelato internacional, caem por vezes na perigosa tentação de, na fotografia da equipa só conseguirem olhar para eles próprios, não medindo as consequências dos seus actos a curto e longo prazo.

Terá sido isso o que aconteceu com o jogador do Real Madrid. Ou então, numa leitura menos linear, ele tinha vontade de sair de vez e encontrou nesta situação o pretexto ideal para o fazer. No entanto, tudo me leva a crer que não tenha sido esse o caso e que a saída intempestiva tenha sido fruto de um momento de emotividade descontrolada. Deplorável, de qualquer modo.

Exemplar foi, neste processo, o comportamento de Cristiano Ronaldo que, mesmo antes de ser conhecida a decisão de Carvalho, fez declarações que valorizavam a força do colectivo, a liberdade de escolha do seleccionador e o dever de solidariedade com a equipa. Contrariando a imagem de um jogador individualista e impulsivo, deu provas de maturidade e de capacidade de liderança dentro da equipa, mesmo posicionando-se com subtileza contra um companheiro de equipa no Real. Há quem se estrague com o estrelato e quem acabe por amadurecer com ele."


José Jorge Letria, in O Benfica

Momentos...


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Provavelmente ainda lhe doía

"Na transmissão da Sport TV há uma imagem muito curiosa de El Adoua zangado, depois de Duarte Gomes apitar para o segundo 'penalty' da 'troika' e a olhar para o braço direito...



SÁBADO, 10 DE SETEMBRO

HOJE, sábado, lá fui mais uma vez fazer aquilo que o Vítor Pereira ainda não fez este ano, isto é, ver o Benfica jogar. Não jogou por aí além, diga-se, mas ganhou com justiça a um Vitória de Guimarães renascido, que se bateu bem, e que só deixou de se meter a defender penalties quando os seus jogadores deixaram de jogar a bola com a mão, o que tem lógica.

É muito provável que Vítor Pereira tenha visto hoje, finalmente, um jogo do Benfica porque não vai poder apresentar-se na sua próxima conferência de imprensa sem se referir aos penalties da Luz. Ou então, vai despedido, até porque ainda está no período experimental.

O árbitro Duarte Gomes não foi comprado pelo Benfica, é bom que fique claro. A sua actuação faz parte de um plano bem mais sinistro. O árbitro Duarte Gomes foi comprado pelos tipos da troika em prol da alienação geral. Isto para que seja desviada para o caso dos penalties do Duarte Gomes a atenção dos comentadores e colunistas do País. E, assim sendo, ninguém vai falar da cátedra sobre as medidas a que nos sujeitam as tais pessoas da troika.

Eu própria vou falar dos penalties do Duarte Gomes, é este o triunfo da troika! Ressalvando que, na minha opinião, ficou uma grande penalidade por marcar a favor do Benfica quando o resultado estava ainda empatado a zero (uma mão, sempre as mãos...), o primeiro penalty parece-me indiscutível, o segundo também e o terceiro, francamente, visto e revisto, não parece nada que justifique o castigo.

Na segunda grande penalidade, cometida por El Adoua que desvia com o braço uma bola que ia para a baliza, melhor teria feito o jogador do Vitória de Guimarães em dar o corpo à bola com os bracinhos postos atrás das costas, como fazem os jogadores mais sábios e experientes. Mas não foi o que fez El Adoua.

Na transmissão da Sport TV há uma imagem muito curiosa de El Adoua zangado, depois de Duarte Gomes apitar para o segundo penalty da Troika e a olhar para o braço direito que, provavelmente, ainda lhe doía...





DOMINGO, 11 DE SETEMBRO

ALGUNS jogadores que, por um motivo ou por outro, não couberam biologicamente neste Benfica de 2011/2012 estiveram hoje em bom plano nos clubes adoptivos ou de substituição. Nuno Gomes marcou dois golos pelo Braga, Roberto defendeu uma grande penalidade que valeu 1 ponto ao seu Saragoça e Schaffer, com um pontapé incrível, fez o golo que deu a vitória ao União de Leiria em Aveiro.

Ontem quase que tivemos oportunidades de ver Melgarejo uns minutinhos em acção pelo Paços de Ferreira contra o Sporting mas, quando ia entrar no jogo, o árbitro expulsou um colega e Melgarejo teve de voltar para o banco. Foi pena. Sabe-se lá o que iria Melagrejo fazer com o resultado em 2-0 para a sua equipa e com onze contra onze em campo...

De qualquer modo estes sucessos dos jogadores do Benfica, ou que foram do Benfica, como é o caso de Nuno Gomes, só podem causar alegria entre os benfiquistas porque têm a virtude de nos provar a sua valia e, mais importante ainda, têm a virtude de nos provar que o actual quadro de jogadores do Benfica é suficientemente sólido e valioso para não sofrer com estas ausências.

E que bom para nós todos o Benfica não ter cedido Capdevilla a nenhum outro clube. Assim sendo, está lá na Luz à espera do seu momento e poupa-nos, pela ausência, a hipotéticas irritações.




SEGUNDA-FEIRA, 12 DE SETEMBRO

A sensacional reviravolta que a equipa do Sporting operou em Paços de Ferreira teve artes de operar uma ainda mais sensacional reviravolta no discurso dos responsáveis do clube. É esta a magia do futebol.

Se na quinta-feira da semana passada, Godinho Lopes, o presidente, garantiu consternado que «o Sporting não tem dinheiro para mandar cantar um cego», na segunda-feira desta semana, depois da epopeia de Paços de Ferreira, Luís Duque, o director do futebol, dava como oficialmente encerrada a época da crise e, virando-se para aquilo que já é passado, recordava o tempo, algo distante, em que «o Sporting era cómodo para muita gente, era um Sportinguezinho que era considerado por poucos como um grande».

E difícil seria Luís Duque não se estar a referir precisamente aquele Sportinguezinho que a um quarto de hora do fim do jogo em Paços de Ferreira perdia muito merecidamente por 2-0 com a equipa da Capital do Móvel.

Também no Sporting e no que diz respeito aos árbitros, registou-se uma outra reviravolta pois passaram todos a ser gente séria, como por milagre. Luís Duque foi hoje ouvido na Liga dos Clubes na sequência dos protestos sportinguistas que ocorreram, com grandes espectacularidade, nas primeiras jornadas do campeonato e demarcou-se frontalmente de semelhantes lamentos e acusações: «Há três equipas em campo e todas erram, não acredito que haja qualquer intenção persecutória dos árbitros em relação ao Sporting», disse.

Admire-se, portanto, o que só um golo do Van Wolfswinkel consegue fazer!

Como sabemos, o futebol português joga-se ao sábado e ao domingo e desata-se em conversa de segunda e sexta-feira. Esta segunda-feira, está visto, está a ser muito rica em faladura. Manuel Machado veio à liça dizer que Rui Vitória não é pessoa de bem nem das suas relações pessoais porque «quem cozinha estas porcarias não pode conviver comigo». Comigo, isto é, com ele, como deverão ter entendido logo à primeira.

Depreende-se do discurso de Manuel Machado, aliás bastante claro e chão, sem recurso aparente ao Dicionário de Sinónimos, que Rui Vitória já teria acertado tudo com o Vitória de Guimarães antes de Machado ter recolhido a respectiva guia de marcha.

Coisas destas devem ser o pão-nosso de cada dia no futebol português... Coisas quase tão correntes como o hábito que Manuel Machado tem de, quando está aborrecido, tornar-se extraordinariamente desagradável com os profissionais do mesmo ofício que o seu. No ano passado, por exemplo, chamou duas vezes imbecil a Jorge Jesus que de imbecil não tem nada.

Que volte, no entanto, depressa Manuel Machado a treinar na Liga para termos o espanto de o ouvir falar erudito na análise dos prélios e dos três pontos em contenda e de o ouvir falar vulgar na análise do carácter dos colegas.




TERÇA-FEIRA, 13 DE SETEMBRO

O começo a sério da Liga dos Campeões é um dia de festa para quem gosta de futebol. Temos entretenimento de alto nível garantido até Maio que é quando se joga a final. Hoje foi a primeira noite da fase de grupos e o resultado sensacional aconteceu em Camp Nou com o Barcelona a não conseguir melhor do que empatar o jogo com o AC Milan.

O Barcelona está, portanto, em crise porque já se tinha deixado empatar no último jogo da Liga espanhola. Ora uma crise de resultados a afectar a melhor equipa do mundo é coisa que não se tem todos os dias e faz-nos sentir a todos, aos mais pequeninos, capazes de bater o pé a quem quer que seja.

Por sua vez, o Chelsea entrou em ganhar com um golo de David Luiz, o que muito nos honra. O FC Porto ganhou por 2-1 ao Shakhtar Donestsk e Mircea Lucescu, o romeno que treina os ucranianos, diz que foi gamado pelo árbitro, o que também muito nos honra.




QUARTA-FEIRA, 14 DE SETEMBRO

O Benfica jogou com inteligência com o Manchester e até podia ter ganho o jogo. Foi um pena Sir Alex ter mudado de guarda-redes porque com De Gea, que anda azarado, talvez aqueles magníficos pontapés de Gaitán tivessem tido sucesso.

Foi um arranque positivo na fase de grupos porque pontuar é sempre bom e pontuar com o Manchester United pode até ser um alento precioso para o que há-de vir, dentro e fora de portas, que não é fácil de maneira nenhuma.

Ao meu lado dizem que Witsel esteve tímido no jogo. Discordo. Witsel correu mais de 12 quilómetros e, por isso mesmo, não teve tempo para outras habilidades mais vistosas para o público."



Leonor Pinhão, in A Bola

O erro no futebol (II)

"Na arbitragem há erros involuntários e deliberados. Acredito que a larga maioria deles estará no primeiro grupo. A bola que bate na mão ou não, o fora-de-jogo bem ou mal assinalado, e tantas outras situações ajuizadas num instante. Quantas vezes tenho uma opinião que é desmentida pela repetição de imagens ou que nem assim fica esclarecida! E não se pode exigir aos olhos de um humano que equivalham a 30 câmaras!

Considero que, na sua grande maioria, o erro tem mais a ver com competência ou incompetência, experiência ou falta dela, e domínio ou descontrole emocional. Já a tendência sistemática ou enviesada de erro pode sinalizar mas do que isto...

Também acho que é mais aceitável o erro de não ter visto o que aconteceu do que o erro (?) de ter visto o que jamais ocorreu. Ai a imaginação pode já não ser apenas incompetência...

Finalmente, há o erro induzido que roça a negligência grave ou mesmo o dolo. Não se erra apenas quando se faz, mas igualmente quando se deixa de fazer alguma coisa. É o caso de se assinalar bem uma infracção, mas depois não cumprir objectivamente o que está escrito nas regras. Por exemplo, no jogo Porto - Gil Vicente, houve no início um penalty que ninguém discutiu por um derrube ao atacante gilista que estava só diante do guarda-redes. Manda a norma que, numa situação destas, não há segundas interpretações. O jogador faltoso terá de ser expulso. A amostragem de um mero e misericordioso cartão amarelo é uma fraude. É puro favor ou ataque de pânico perante o auditório. Em ambos os casos, muito grave. E se tivesse sido na outra baliza?

É caso para terminar recordando a frase de Vergílio Ferreira: «O que há de pior no erro é a sua verdade...»"


Bagão Félix, in A Bola

O erro no futebol (I)

"No século XVIII, o poeta inglês Alexander Pope escreveu que «quem pensa ver algo sem falhas, pensa naquilo que nunca existiu, que não existe e que nunca existirá».

De facto, o erro é a constatação da nossa debilidade, mas pode também ser a bússola da nossa capacidade. Já a persistência no erro pode ser negligência, arrogância, soberba ou dolo.

Vem isto a propósito do erro no desporto, e em particular no futebol. Como humanos que são os seus intérpretes, todos erram no futebol. O guarda-redes, o marcador de pénalties, o jogador, o treinador, o médico, o dirigente e... claro está, aquele a quem mais custa perdoar (unilateralmente) o erro: o árbitro.

Quanto aos jogadores, o erro de hoje pode ser o aplauso de amanhã caso sejam do nosso clube e o erro do jogador adversário é sempre uma bênção que nos compraz. Quanto ao treinador, o erro confunde-se com o resultado. O erro com com vitória dissolve-se nesta. A derrota sem o erro não existe.

O certo é que há uma hierarquia consentudinária do erro, encimada pelo cometido pelo árbitro. Que, por isso, é também designado como juiz. Logo, soberano. Mas melhor seria não concentrar no árbitro todos os erros e falhas que aconteceram. E, também,, não transferir a causa do fracasso para outrem que é sempre mais cómodo do que reconhecer os erros cometidos. «Errar é humano, mais humano é ainda atribuir o erro aos outros», já dizia o dramaturgo russo Tchekhov...

É, por isso, que - paradoxalmente - o alfa e o omega do jogo se fixam, não raro, no árbitro! Disso falarei amanhã.



ET - Vi o espectacular Palermo 4, Inter, 3. Que saudades do Miccoli!"




Bagão Félix, in A Bola

Um ponto ganho?




szólj hozzá: Ben 1-0 Man

Benfica 1 - 1 Manchester United



Sim, foi um ponto ganho, duvido que o Manchester perca qualquer ponto com os outros dois adversários do nosso grupo... Sim, soube a pouco, o Benfica fez um excelente jogo, não foi deslumbrante, foi pragmático, deu a posse de bola ao adversário, mas rematou muito mais, e com mais perigo... Sim, arriscando mais um pouco podíamos ter ganho, mas também podíamos ter perdido... Sim, o Man United poupou alguns titulares (no fim-de-semana jogam com o Chelsea), mas os 5 Eslovenos, equipados de verde, foram uns excelentes reforços!!! Sim, o Jesus deste ano, é uma evolução em relação ao Jesus das épocas anteriores!!! O Benfica adaptou-se, não jogou da mesma forma como joga internamente, preocupou-se em fechar os caminhos para a nossa baliza, deu ao Javi muletas, sem precipitações atacantes, jogando pelo seguro, não dando hipóteses ao Man United de fazer os seus habituais contra-ataques quase sempre fatais...


Quando soube que seria o Skomina o 'mariscador', fiquei preocupado, alguns benfiquistas, meio a brincar meio a sério, levantaram a hipótese que a arbitragem em Marselha era uma indicação do 'caseirismo' do árbitro, e que esta noite, ele voltaria a provar o seu 'caseirismo'!!! Pois bem, afinal o problema não é o 'caseirismo'!!! Nojenta, vergonhosa, a UEFA no seu melhor (não estou a ser irónico!!!)... não houve golos mal anulados, penalty's, expulsões, até porque os jogadores ajudaram, mas as faltinhas marcadas, e as faltinhas não marcadas em determinados lugares do campo, fizeram desta actuação, deste Esloveno amante de Sapateira, um perfeito exemplo de um 'trabalhinho' Inteligente!!! Vai longe este Skomina, dentro de pouco tempo vamos ver este espécime nos mais importantes jogos Europeus, de certeza absoluta...!!! Quando ontem, os Corruptos venceram com um extremamente zeloso árbitro Alemão, o mesmo que na Luz com o Twente, teve um critério 'larguissimo', à Inglesa(!!!), esquecendo-se inclusive de um penalty, maior que os caranguejos do Alasca(!!!), ficou claro que o Benfica não tem 'gabarito' Europeu (ainda bem!!!)... Ontem o livre que deu o golo do empate aos Corruptos, não teve repetições, mas como o treinador adversário se queixou, bastava os adeptos Corruptos, protestarem falta, e ela era logo marcada, hoje na Luz, parecia que estávamos a jogar em Old Traford!!!


Em conversa antes do jogo, menti aos meus parceiros: disse que estava mais preocupado com o jogo de Domingo com a Académica, do que com o Manchester!!! Talvez seja só uma meia-mentira: hoje a principal responsabilidade era dos Ingleses, uma exibição esforçada, mesmo com um resultado negativo, seria satisfatório... Agora no Domingo, não podemos facilitar, não pode existir descompressão... as declarações do treinador e dos jogadores da Académica na última jornada são um sério aviso, para a motivação extra (com 'amarelinha' provavelmente!!!) que os Academistas vão ter, nas vésperas do jogo com os Corruptos, com o Corrupto Vasco Santos a apitar, não vai ser nada fácil...!!!





PS1: Esta noite desloquei-me à Catedral, acompanhado de um jovem sócio, que às 17.30h desta tarde (2h antes do início do jogo!!!), estava a receber alta hospitalar, após uma repentina e dolorosa enfermidade!!! Nem os efeitos de uma anestesia que 'sofreu' durante uma mini-cirugia, conseguiram impedir o jovem de assistir ao vivo, ao seu Benfica, defrontar o gigante Manchester...!!! É destes Benfiquistas que nós precisamos!!!


PS2: Uma nota: aquela equipa da IV Divisão Europeia, que o Benfica eliminou na 3ª pré-eliminatória da Champions, foi ganhar a Milão, ao Inter...!!!

...mau indicador?!!!



Águas Santas 28 - 28 Benfica



Será que vamos manter a irregularidade das últimas épocas?!!!
Não vi o jogo, podemos ter acusado algum cansaço, o Pedroso não jogou (mas o Inácio Carmo esteve muito bem), é verdade que o ano passado perdemos neste pavilhão, voltámos a entrar muito mal na partida, voltámos a recuperar, chegámos à liderança, e a 10 segundos do fim sofremos o golo do empate, nessa altura estávamos com menos 1 jogador, e acabámos com menos 2 !!!

...mais uma esperança Olímpica!!!

Sérgio Vieira, especialista na Marcha, é o mais recente reforço na nossa secção de Atletismo. Será importante nos Campeonatos colectivos, e pode ser mais um dos nossos atletas Olímpicos para Londres 2012!!!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Um grande clássico

"Mesmo depois de um período marcado por demasiadas ausências (apenas uma participação entre 1995 e 2005), e resultados de pouca expressividade (em 15 anos, só por uma vez foi ultrapassada a Fase de Grupos), o Benfica continua a deter um impressionante palmarés na principal prova internacional de clubes.

Qualquer ranking que abarque todas as edições da competição - quer sob designação de Taça dos Campeões Europeus, quer já como Liga dos Campeões -, apresenta o nosso Clube bem instalado no top-dez, tanto em termos de jogos disputados, como de vitórias conseguidas, de golos marcados, de pontos obtidos, de eliminatórias ultrapassadas, ou de finais alcançadas. Olhando para este último critério, somos, por exemplo, o quarto Clube com maior número de presenças na grande final (sete finais, marca apenas suplantada por Real Madrid com doze, Milan, com onze, e Bayern Munique com oito), sendo também o quarto que mais vezes atingiu os quartos-de-final (aqui, atrás de Real Madrid, Bayern e Manchester United). Mesmo nos últimos tempos, há que dizer que, em sete anos, esta é a quinta vez que marcamos presença na Fase de Grupos, registo que supera nomes como PSV Eindhoven, Juventus, Roma, Valência, Ajax, Celtic ou Dínamo Kiev. Esta é, pois, a 'nossa' prova, aquela que vencemos duas vezes, e que nos remete para as mais gratas recordações de todo um historial centenário.


O poderoso Manchester United

Ultrapassadas, com distinção, as eliminatórias prévias, a estreia na Fase de Grupos de 2011/2012 tem lugar já na próxima quarta-feira, no nosso Estádio. O adversário não podia ser mais motivador: o poderoso Manchester United, de Rooney, Nani, Scholes, Berbatov e Giggs, actual campeão inglês.

Nos últimos cinco anos, esta equipa conquistou quatro campeonatos, e chegou, pelo menos, às meias-finais da Champions também por quatro vezes. Foi campeã europeia em 2008, e vice-campeã em 2009 e 2011 - em ambas as ocasiões somente batida pelo super Barcelona de Pep Guardiola e Leo Messi. Creio que talvez seja, justamente atrás dos catalães, a segunda melhor equipa do Mundo da actualidade.

Diga-se que este embate entre 'Diabos' portugueses e ingleses, é já, na verdade, um clássico do Futebol internacional. Será a oitava vez que os dois grandes clubes se defrontam na prova maior, e uma delas ocorreu inclusivamente na final (designadamente no ano de 1968, em Wembley, com Eusébio e Mário Coluna de um lado, Bobby Charlton e George Best do outro). O balanço dos resultados não nos é particularmente simpático, registando seis derrotas (duas delas bastante expressivas) e uma só vitória.


A vitória de 2005

A vitória, essa vitória, não foi, contudo, uma vitória qualquer. Significou, na altura, a passagem aos oitavos-de-final, e teve como consequência a única eliminação do Manchester United em fases de grupos dos últimos anos. Nessa bela noite de Dezembro de 2005, jogavam pela nossa equipa entre outros, Anderson, Nuno Assis, Beto, Nelson, Geovani, Alcides ou João Pereira, enquanto do outro lado estavam figuras como Erwin Van der Sar, Rio Ferdinand, Paul Scholes, Ryan Giggs, Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney e Ruud Van Nistelrooy. Só a vitória interessava. Era um jogo de tudo ou nada. Num Estádio cheio de gente e de fervor clubista, rapidamente a equipa britânica se colocou na frente, em lance infeliz do nosso guarda-redes. Mas a raça benfiquista conseguiu dar a volta à situação, alcançado aquela que foi uma das mais saborosas vitórias que me lembro de ter vivido enquanto benfiquista no novo Estádio da Luz.

Se aconteceu uma vez, pode perfeitamente voltar a acontecer. Hoje temos uma equipa substancialmente mais forte que a daquela época, e o Manchester United não será muito diferente do de sempre. A correlação de forças é, pois, agora menos desequilibrada.


A vitória é possível

Uma vitória seria um passo de gigante na luta pelo apuramento, até porque não creio que as restantes equipas possam retirar pontos ao conjunto de Alex Fergunson. Mas, nesta mesma medida, há que dizer que um empate também não assentaria mal, tendo que ser considerado - face a tão poderoso opositor - como um resultado deveras positivo.

Na próxima quarta-feira, estarão em campo onze jogadores de cada lado, perante uma bola redonda. A responsabilidade dos nossos será a de dar o seu máximo, e enfrentar, sem medos nem complexos, uma equipa que lhes é teoricamente superior. Num jogo desta natureza, ninguém poderá exigir qualquer tipo de resultado. Mas também ninguém poderá excluir qualquer possibilidade, e muito menos limitar-nos na nossa faculdade de sonhar.

Seja qual for o desfecho deste jogo, ao apito final do árbitro nada estará perdido. E, pelo contrário, muita coisa pode ser ganhar, inclusive uma dinâmica de vitória que se venha a tornar imparável para o resto da temporada, e para o resto das competições. É destes jogos que nós gostamos. Venham eles!"


Luís Fialho, in O Benfica

O xito

"As movimentações dos principais dirigentes dos clubes por causa das eleições da Federação Portuguesa de Futebol, em função das mudanças estatutárias, acrescentaram uma nova faceta ao 'milieu', confirmando a apagamento e perda de poder dos líderes associativos e o pânico do xerifado em relação à transferência do controlo dos árbitros.
Transportando-nos aos saudosos tempos dos xitos e das noitadas do Conde Redondo, anteriores à invenção do telemóvel e das escutas digitais, quando os principais dirigentes associativos se assumiam como pontas-de-lança dos emblemas apenas a pretexto do fervor emblemático e de umas generosas excursões europeias em regime de pensão muito completa. Eram tempos pré-históricos, em que a hierarquia das Associações correspondia às ambições dos clubes, por delegação, e em que uma 'manutenção' ou uma subida de divisão, nem que fossem por via administrativa, valia tanto como um título para os maiores. Os dirigentes associativos eram pardos e de falinhas mansas, mas agressivos e canalhas q.b., sem contemplações perante os objectivos supremos, deixando como legado uma lógica de poder e cariz familiar.
Com o advento da Liga 'profissional' e de mediatização frenética de competição entre clubes, os associativos desceram à condição de amanuenses e deixaram de projectar qualquer figura de referência. Fazem o seu trabalho meritório, dividem umas pequenas benesses que escorrem dos sucessos das selecções, mas mal conseguem resolver o problema da falta de árbitros para o futebol amador.
Observa-se assim com naturalidade este movimento dos clubes profissionais a impor os seus interesses tão particulares a um mundo que pode ficar bloqueado e caótico, quando os futuros executivos concentrarem o seu labor na chamada alta competição. A evolução estatutária e redefinição democrática são bem-vindas, mas a preocupação do legislador quase exclusivamente com a regulação do desporto profissional pagará um preço elevado.
O avanço dos nomes do actual e do anterior presidente da Liga é constrangedor. Traduz a capitulação de um mundo que há décadas deixou de formar dirigentes fora das turmas de Direito, com as perversidades que se conhecem. As candidaturas surgem de forma meramente circunstancial, sem conteúdo nem ideias, apostando apenas no reconhecimento por proximidade - desconcertante no caso de Soares Franco.
O controlo do Conselho de Arbitragem continua a ser a preocupação central e condicionará todas as 'alianças' necessárias a um desfecho satisfatório para os clubes mais poderosos, podendo voltar a chegar, no limite, à aceitação por parte dos adversários do sistema de um dirigente comprometido com o 'Apito Dourado'.
E representa, em última análise, a extrema pobreza de recursos humanos a que o futebol, ao contrário de outras modalidades desportivas, se deixou chegar, em contraciclo com a afirmação internacional dos jogadores e treinadores. O futebol português não consegue projectar um líder respeitável, desinteressado, insuspeito - e, assim, esta cultura de guerrilha, falta de desportivismo e de tráfico de influências manter-se-á por mais algumas gerações, fazendo-o perder terreno de forma irreversível para os campeonatos internacionais mais mediatizados."

João Querido Manha, in Record

'Penalties' com hora marcada

"Nem os comentários de três especialistas no jornal que o presidente do Porto costuma passear debaixo do braço expressaram unanimidade


TODOS os dias podemos enriquecer os conhecimentos futebolísticos, confessando eu intolerável distracção por não me ter apercebido da eventual alteração na aplicação da lei 14, a que se refere à marcação de pontapés de grande penalidade. Despertado pelo chinfrim que o trabalho de Duarte Gomes suscitou, no Benfica - V. Guimarães, verifiquei que, antes de qualquer reparo sobre o acerto ou desacerto das decisões tomadas pelo árbitro internacional, de imediato emergiu uma vaga de estranho repúdio pelo atrevimento na marcação de três penalties, três, e - grave pecado - no curtíssimo espaço de dez minutos, o que, como disse, me alertou para suposta inovação que se me escapara. Em face da repentina lamuria cheguei a admitir que fora determinado pela FIFA um limite para o número de grandes penalidades a assinalar em cada jogo, independentemente da quantidade de prevaricações e que ficara também estabelecido um intervalo de tempo razoável entre elas, ou seja, espécie de penalties com hora marcada, ao sabor da conveniência dos interessados, uma no primeiro quarto de hora, por exemplo, e outro na última meia hora, mas somente duas, não mais. No resto, quanto a empurrões, rasteiras, puxões, apertões ou beliscões prevaleceria a sábia recomendação de virar a cara para o lado ou analisar as infracções com base no critério do faz de conta...

Voltando a Duarte Gomes, foi maior o barulho do vento do que o efeito da tempestade. No primeiro penalty esteve certo. O segundo foi duvidoso, em resultado de um quadro difícil em que, atendendo à velocidade de execução e desenho do lance e ao gesto brusco e instintivo do defesa vimaranense, 99 por cento dos árbitros julgariam da mesma maneira (excepção feita, provavelmente, aos sobredotados, como Benquerença). No terceiro, houve disparate, digo eu, como disparate houvera antes, ao não ter sido punido com grande penalidade o corte irregular de Alex.

É evidente que foi negativa a actuação de Duarte Gomes, unicamente por estes dois lapsos referidos e não pelo foguetório lançado com a intenção de promover a circulação de uma mensagem de alegado favorecimento a um dos intervenientes, na circunstância o Benfica, quando, em rigor, isso é uma falsidade. Registou-se até o pormenor curioso de Cardozo ter arrancado a tinta da barra da baliza na tal dúvida que apenas o recurso às modernas tecnologias permitiu escrutinar... Aliás, nem os comentários de três especialistas na matéria publicados no jornal que o presidente do Porto costuma passear debaixo do braço expressaram unanimidade, o que não deixa de ser significativo...

Estes cenários dão jeito. Convidam a prolongadas e ocas discussões, a ruidosos e empoeiradas debates, mas, esgotado o entusiasmo, tudo continua como antes até cena de próximo capitulo, como convém a quem pretende que as questões essenciais e verdadeiramente importantes se mantenham inertes por detrás destas densas nuvens, muito confusas e pouco esclarecedoras. A transparência incomoda e a verdade assusta os opositores da mudança. Entreter o povo com minudências é uma das estratégias normalmente utilizadas pelos que esgrimem com argúcia a separação entre o ser e o parecer, os que escondem de uma mão o que a outra faz. Assim tem sido ao longo dos anos...


NÃO sei se é agora que o Campeonato vai começar para o Sporting, mas continuo a pensar que o problema de Domingos, além do nó que alguém teve de ajudá-lo a desatar, chamado Hélder Postiga, fruto de uma teimosia mal calculada, se resume a tempo, ou à falta dele, para formar uma equipa mental, física e competitivamente capaz de, o mais depressa possível, se bater com FC Porto e Benfica e reunir argumentos necessários e suficientes para discutir o título em plano de igualdade. Quando isso suceder, e se a massa adepta revelar disponibilidade para mais um suplemento de tolerância, alguns dos obstáculos externos que hoje se deparam ao bom desempenho do futebol leonino diluir-se-ão com naturalidade. Havendo força, há respeito. Acredito em Godinho Lopes, se mais não faz é porque não pode, acredito em Carlos Freitas, cuja competência dispensa interrogações, e acredito em Domingos Paciência, a precisar de serenidade e protecção para se adaptar a uma complexa realidade e construir praticamente do zero uma equipa à dimensão da grandeza e da história do Sporting."


Fernando Guerra, in A Bola

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Por ti...

O ensaio para para amanhã!!!

A espantosa crise dos senhores de cócoras

"Enquanto o país mergulha na miséria, os senhores de cócoras vivem à tripa fora. Nunca a incompetência foi tão bem paga. E paga por quem? Paga também por todos aqueles que compram o seu bilhete para assistir a um espectáculo manchado na sua verdade. A fraude repete-se, ano após ano. O beneficiário não muda. Mas nem por isso a tabela de ordenados dos sicofantas aterra na secretária de D. Palhaço, o verdadeiro patrão de todos eles. José Amorim era premiado com viagens ao Brasil na companhia da família: pagas pelos campeões da trampolinice. Miguel Taborda, funcionário público, por ter contribuído grandemente para a viciação da classificação final de um dos campeonatos mais vergonhoso da história, embolsou 35.194 euros por cada um dos 10 meses nos quais exibiu toda a sua incapacidade para a função. Miguel Taborda está-se perfeitamente nas tintas para os cortes que a «troika» pretende fazer nos seus subsídios de férias e de Natal. Ainda esmifrou subsídios de refeição, subsídio de perda salarial em dia de trabalho (quando foi o caso) e 0,38 euros por cada quilómetro percorrido nas suas devastadoras deslocações pelo país triste. Miguel Taborda é, para a realidade do Portugal de hoje, um homem rico. Por ser bom no que faz? Não!!! Por viver de cócoras. O director financeiro Alves Garcia lucopletou-se, à margem do seu ordenado, com 27.570 euros (fora alcavalas); o profissional de seguros Bártolo Faustino arrecadou 26.116 euros (fora alcavalas), aos quais se somam os chorudos prémios por passear as suas insuficiências pelos relvados da Europa; o director de recursos humanos Artur Ribeiro deitou mão a 34.360 euros (fora alcavalas). A lista é dolorosa. Num país onde há gente a viver com menos de 500 euros por mês, a pouca vergonha dita leis. Estar de cócoras e ser submisso é uma profissão... Principescamente paga."

Afonso de Melo, in O Benfica

Nós mostrámos

"As arbitragens, ai as arbitragens... tão bom seria se sobre elas não tivéssemos de escrever nem mais uma linha. Atrapalham-nos o raciocínio, metem-se ao caminho e armadilham o método e a ordem das frases escolhidas. As semanas passam e o assunto mantém-se tristemente actual. Lamento, lamentamos todos. Não me agrada nada voltar a apontar imprecisões e provas de que o nosso Clube é prejudicado. Ainda que corra o risco de me tornar chato e previsível não há forma de fugir às arbitragens, lamento mas não há.

A importância da Benfica TV no esclarecimento dos benfiquistas prova-se diariamente e, no passado sábado, foi de tal forma ostensiva a vantagem da sua existência que até os nossos detractores e adversários se puderam aperceber do que de bizarro sucedeu. Porque nós mostrámos.

Eram 17.00 horas quando foi dado o pontapé de saída do encontro de Juniores A entre o Sport Lisboa e Benfica e o Sporting, a contar para a 5ª jornada. O árbitro escolhido dá pelo nome de Rui Rodrigues (RR). RR soprou fora de tom em variadíssimos momentos. Foras de jogo mal assinalados, grandes penalidades não marcadas, expulsões justificáveis mas esquecidas, tivemos de tudo nesta partida na tarde de 3 de Setembro, no Caixa Futebol Campus.

Não fora a presença das nossas câmaras e dos nossos técnicos, dos nossos jornalistas e dos nossos relatadores e a injustiça jamais poderia ter sido comprovada e arquivada para memorizar e constituir base de apelos junto de quem dirige o Futebol português. O encontro foi perdido mas as imagens não, o desporto do pontapé na bola foi secundarizado mas a verdade não. Nem pouco mais ou menos, porque a Benfica TV estava lá e projectou o que realmente se passou. A era marcada de 10 de Dezembro de 2008 em diante é a da informação constante aos sócios, adeptos e simpatizantes, a era do real tal qual se vê. Enquanto houver Benfica TV, cá estaremos para defender o símbolo, os valores, o ecletismo e o Clube."


Ricardo Palacin, in O Benfica

Para os burros

Este post é dedicado aos burros corruptos e submissos que andam desde sábado com orgasmos mentais e verbais em relação aos penaltis do Benfica. Eu sei que é tramado ver serem marcados penaltis a favor do Benfica quando estão habituados a que tal não aconteça. Se isto vos dói, ponham vaselina nisso que passa, senão aguentem que estas coisas são como o eclipse solar, só acontecem de tempos a tempos.

"futebol
(inglês foot-ball)
s. m.
1. [Desporto]  Desporto em que 22 jogadores, divididos em dois campos, se esforçam por introduzir uma bola na baliza do campo adversário, sem intervenção das mãos, durante uma partida dividida em dois meios tempos durante 45 minutos cada um."

"andebol
(inglês handball)
s. m.

[Desporto]  Desporto de equipa que se joga com uma bola redonda e apenas com as mãos."
Podem confirmar aqui: http://www.priberam.pt/
Penso que aqui estaremos todos de acordo, futebol sem mãos, andebol com mãos.

Mas como os burros são mesmo burros vamos lá ver ver com quanto guarda-redes se pode jogar:
"O jogo será disputado por duas equipas compostas por um máximo de 11 jogadores em cada uma, dos quais um será o guarda-redes. Nenhum jogo pode começar se uma das equipas dispuser de menos de sete jogadores;" Aqui: http://www.lpfp.pt/futebol/leisjogo/lei3.aspx

Portanto, só pode haver um guarda-redes.

 

"Tocar a bola com as mãos

Tocar a bola com as mãos implica um acto deliberado em que o jogador toma contacto com a bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deve ter em consideração os seguintes critérios:
  • o movimento da mão na direcção da bola (e não a bola na direcção da mão);
  • a distância entre o adversário e a bola (bola inesperada);
  • a posição da mão não pressupõe necessariamente uma infracção;
  • o facto do contacto com a bola ser feito com um objecto que tem na mão (peça de vestuário, caneleira, etc.), não deixa de constituir infracção.
  • o contacto com a bola ser feito através de um objecto lançado com as mãos (bota, caneleira, etc.) também constitui infracção." Aqui: http://www.lpfp.pt/futebol/leisjogo/lei12.aspx


Acho muito estranho mesmo, ou talvez não, que aqueles adeptos corruptos e submissos não mencionem este lance aos 26 minutos com o jogo empatado a zero e que se fosse marcada a respectiva grande penalidade o Alex viria para a rua pois teria de ver o segundo amarelo. Portanto, aos 26 minutos o Benfica poderia estar a ganhar um a zero e o Guimarães a jogar com menos um jogador durante 64 minutos.



Esta imagem é do 3.º penalti, aquele que levanta mais dúvidas. A bola efectivamente bate na cabeça do jogador mas antes disso parece que bate também no braço, o movimento do braço é claramente em direcção á bola. Penso que esta imagem poderá ser esclarecedora da justiça da marcação do penalti.


Resumindo: Como dizia o Paulo Bento: "Futebol, pé. Andebol mão". O Benfica não tem culpa se o treinador do Guimarães mandou a equipa a jogar com mais um ou dois guarda-redes, coisa ilegal como podem confirmar acima. O único clube em que um jogador, sem ser o guarda-redes, mais concretamente o Rolando, pode jogar com a mãos é aquele clube em que o presidente recebe árbitros em casa.

Espero ter elucidado os burros corruptos e submissos. Mais que isto é impossível!!!!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Lixívia Extra-Forte IV

Tabela Anti-Lixívia Extra-Forte:
Benfica.......10 ( 0)...10
Corruptos...12 (+2)...10
Braga........10 ( +3)...7
Sporting....5 ( 0)...5



---O impensável aconteceu: foram marcados 3 penalty's a favor do Benfica, o Calabote terá sido o último a ter tal coragem (veja-se o que é que lhe aconteceu!!!), e o mais 'estranho' disto tudo, é que as imagens televisivas em nenhum dos casos provam sem margens para dúvidas que o árbitro errou (a favor do Benfica), bem pelo contrário!!! Normalmente esta falta de evidências seria suficiente para enterrar qualquer polémica, mas não...!!! Os Asnos são conhecidos pelo sua teimosia, e neste caso os anti-Benfica, mesmo sem uma única prova irrefutável, não se cansam de 'gritar ladrão', obviamente à medida que o tempo vá passando, a memória das imagens vai-se perdendo, e daqui a alguns anos este jogo será recordado como a maior escandaleira de sempre, mesmo que o maior erro deste jogo (com provas irrefutáveis), tenha sido a não marcação de um penalty a favor do Benfica!!! Começamos pelos penalty's:

1. O Alex coloca a mão, deliberadamente, na trajectória da bola, penalty claro. Não houve qualquer ressalto. Seria o segundo (ou terceiro) amarelo para o Alex!!! Recordo na 1ª jornada, no Sporting-Olhanense, um lance idêntico, com a Floribela a tentar centrar, onde todos os Lagartos (e Corruptos) assumiram ter ficado um penalty por marcar, mesmo que a bola tenha ressaltado em primeiro lugar no joelho do jogador de Olhão!!!



2. Saviola atropelado, ninguém dúvida. Concordo com a não mostragem do cartão amarelo.


3. Este é o lance mais duvidoso. No Futebol Americano quando se recorre às imagens televisivas, existe uma regra simples: só se pode alterar uma decisão dos árbitros de campo, se existir uma prova irrefutável através das imagens, que um erro de apreciação foi cometido pelos árbitros. Neste caso fica a dúvida. Ninguém de consciência pode afirmar que a bola não bate no braço, assim como ninguém pode afirmar com certeza absoluta que a bola bateu no braço. Aliás existe ainda uma terceira opção, que ninguém discute: a bola pode ter batido na barriga, e no braço, e nesse caso seria sempre penalty. Na perna é que não bateu, até porque a bola depois do embate baixou e não subiu... Mesmo assim existem três reacções que merecem referência: Primeiro é óbvio que o jogador do Vitória teatraliza, tentando fazer crer ao árbitro, que a bola lhe bate na barriga. Porquê?!!!; É possível ver nas imagens que quando se afasta do árbitro, o jogador, tem uma reacção instintiva onde olha para o braço, logo para a zona onde a bola poderá ter embatido!!!; A terceira nota vai para o árbitro, que em vez do cartão vermelho, mostrou amarelo, dando a entender que ficou com algumas 'dúvidas'!!! Isto nada prova, mas são indicações... Curiosamente este penalty até foi falhado pelo Cardozo, portanto não teve influência no resultado... Outra 'ironia' foi o ângulo preferido das TV's para as repetições: aquela que parecia confirmar que a bola tinha batido na barriga foi mostrada até à exaustão, as que davam a entender que a bola tinha batido no braço 'desapareceram'!!! Concluindo, mesmo sem certezas, dou de 'barato' este lance como um erro favorável ao Benfica...





4. A discussão deste penalty terá sido aquela que mais me irritou!!! Principalmente porque muitos Benfiquistas assumiram imediatamente que terá sido um erro do árbitro. Houve alguns que até escreveram colunas em jornais, neste pressuposto. Mal vi o lance de madrugada, no TvGolo, fiquei sem dúvidas, a bola raspou no braço do N'Diaye. Não raspou só na camisola, bateu mesmo no braço, é visível o bícepe do Senegalês a sofrer o impacto... A 'mão' é deliberada porque o jogador ocupou o 'espaço' com os braços, estilo 'goleiro' de Andebol. Existiu outro lance: um remate do Maxi, que bateu no braço do Toscano, mas o Brasileiro 'encolheu-se', nesse caso foi uma 'mão' involuntária...


Mas neste jogo, houve mais decisões discutíveis além dos penalty's!!! Logo nos primeiros segundos, o Emerson sofre uma falta evidente, que não é marcada... deu num pontapé de canto contra o Benfica, que acabou num remate de cabeça relativamente perigoso do Edgar. Um dos poucos remates à baliza do Benfica!!! O Bruno César esteve envolvido em dois lances 'estranhos': primeiro falha a bola na meia-lua, numa tentativa de remate, pareceu-me tocado, mesmo que tenha sido ligeiramente, seria falta, curiosamente não consegui ver imagens desta jogada; Na linha de fundo, Alex, que já tinha amarelo e um dos centrais, 'atiram' o 'chuta-chuta' para fora do campo, nada foi marcado, nem sequer pontapé de canto, seria o segundo amarelo para o Alex... Nos últimos minutos da partida, o fiscal-de-linha do lado da bancada Meo, ganhou protagonismo!!! Não marcou dois foras-de-jogo ao ataque do Guimarães, e inventou um amarelo escandaloso para o Emerson!!! O Soudani, que entrou só para provocar, atirou-se descaradamente para o chão, provocando um livre muito perigoso...


---Os Corruptos, fizeram dois jogos esta semana, felizmente não vi nenhum!!! Parece que não houve grandes erros de arbitragem, a passividade dos adversários (e a ingenuidade táctica com o Leiria) foram suficientes...
Na Marinha foi marcado, mal, um fora-de-jogo ao Kléber, nos resumos não vi se o jogador Corrupto conseguiria o controle da bola, mas dou de 'barato' o erro!!! O Belusha não fez penalty, a bola bate-lhe por cima da 'teta'!!!
Com o Setúbal foi marcada uma falta ao João Silva sobre o Maicon que não existe, e podia dar um lance perigoso. Esta é uma jogada típica dos Corruptos, o Jorge Costa 'ganhou' muitas destas 'faltas', sempre que um central se sente 'apertado' nada melhor que um mergulho, o apitadeiro faz o resto!!! O mesmo João Silva também viu um fora-de-jogo mal marcado, noutra jogada potencialmente perigosa... Uma nota final para o primeiro golo Corrupto: Não existe falta na recuperação de bola, mas são estas 'faltas' que são marcadas a uns, e não são marcadas a outros, neste caso deu golo...


---Os Lagartos lá se safaram, 'sem saber ler nem escrever'!!! Na rádio ouvi a indignação em relação ao 1º golo do Paços. Quando finalmente vi o lance, fiquei estupefacto (a certeza que o Sporting tinha sido prejudicado, é extraordinária!!!): Não sei qual era a intenção do Rodriguez, mas é um 'atraso' no mínimo duvidoso, o principal erro (mais uma vez) pertence ao Patrício que nunca devia ter agarrado a bola... Fizeram a 'folha' ao Sérvio por muito menos (nesse lance não houve nenhum atraso, nenhuma dúvida), mas com o Patrício, ninguém aponta o dedo!!! (aliás o 2º golo do Paços na minha opinião de ex-futuro-grande-guarda-redes: é mais um frango. Cabeçada fora da área? Com a bola a entrar a um metro do poste? Colocação horrível... imaginem o Roberto a sofrer um golo destes!!!).
Luís Carlos deveria ter sido expulso, por uma entrada perigosa sobre o Rinaudo. Segundo amarelo ao Nuno Santos 'forçado': é falta, mas ele joga a bola, existe contacto, mas... (curiosa a reacção dos Corruptos, com alguma compreensão para o Pacense, já que a famosa falta do Katso sobre o Anderson: foi igual!!!).


---Também não vi o Braga - Gil Vicente, parece que a arbitragem foi pacífica...


Anexos:

Benfica
1ª-Gil Vicente(f) (2-2), João Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Feirense(c) (3-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Nacional(f) (0-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4º-Guimarães(c) (2-1), Duarte Gomes, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado

Corruptos
1º-Guimarães(f) (0-1), Olegário, Beneficiados, (0-0), +2 pontos
2ª-Gil Vicente(c) (3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Leiria(f) (1-4), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Setúbal(c) (3-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado

Sporting
1ª-Olhanense(c) (1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
2ª-Beira-Mar(f) (0-0), Fernando Martins, Nada a assinalar
3ª-Marítimo(c) (2-3), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
4ª-Paços Ferreira(f) (2-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado

Braga
1ª-Rio Ave(f) (0-0), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
2ª-Marítimo(c) (2-0), Soares Dias, Beneficiados (1-0), Sem influência
3ª-Setúbal(f) (0-1), Hugo Miguel, Beneficiados (0-0), +2 pontos
4ª-Gil Vicente(c) (3-1), Rui Costa, Nada a assinalar

Optimismo Olímpico !!!

António Vital da Silva regressa ao Atletismo do Benfica. Será um reforço seguro para os Campeonatos internos, com algumas esperanças Olímpicas, mas será difícil pois os 67,43m de recorde pessoal, estão longe dos Mínimos de 74m...

Hóquei - Champions

A alteração dos critérios de qualificação para a Liga dos Campeões de Hóquei em Patins, transformou a edição desta época na mais forte de sempre, com 5 equipas Espanholas, 4 Portuguesas e 3 Italianas (em 16 equipas), assim o regresso do Benfica à maior competição da modalidade, nunca seria 'fácil':



Benfica




Vic (Esp)


Iserlohn (Ale)



Falando claro, as 3 equipas mais fortes, vão lutar de igual para igual, pelos 2 lugares da 'frente' que dão a qualificação para a Final Eight!!! Ironicamente voltamos a encontrar o Lodi que eliminamos o ano passado na Taça Cers, com vitória apertada na Luz (7-4), e derrota em Itália (5-7)!!! O Vic é uma das tradicionais 8 melhores equipas da Liga mais competitiva da modalidade, portanto um adversário difícil. O Campeão Alemão terá poucos hipóteses de pontuar, mas perder pontos com o Iserlohn pode ser fatal...!!!


Calendário:


1.ª jornada
Benfica - Iserlohn (19/11/2011)
2.ª jornada
Vic - Benfica (17/12/2011)
3.ª jornada
Amatori Lodi - Benfica (21/01/2012)
4.ª jornada
Iserlohn - Benfica (18/02/2012)
5.ª jornada
Benfica - Vic (17/03/2012)
6.ª jornada
Benfica - Amatori Lodi (14/04/2012)

Objectivamente (fanfarrões)

"A gabarolice habitual dos fanfarrões do FCP em cada final de mercado desta vez «voou baixinho» porque foram incapazes de vender Moutinho e Álvaro Pereira e não tiveram bagagem para comprar um ponta de lança que substitua Falcao! A conversa de que eles é que quiseram ficar não cola e não vale a pena andar a contar histórias de amor e paixão porque ninguém acredita neles! A habitual conversa de «chacha» que pretende enxovalhar os rivais, desta vez ficou-se pela saída do goleador da equipa - que forçou a saída para o Atlético de Madrid - e da compra antecipada do brasileiro Danilo, pago a peso de ouro por 13 milhões mas que só vai jogar em Janeiro. Os outros: Fernando, Moutinho, Álvaro Pereira, Fucile, Souza e Guarin ficaram pendurados na «corda» à seca... De Rubem Micael ficam as dúvidas se valeria a pena envolvê-lo no «pacote Falcao», uma vez que foi despachado no Alta Velocidade Madrid/Saragoça! E muita gente pergunta se o valor atribuído a este génio de Futebol - 5 milhões - estará correcto ou se foi para fintar o «amigo» madeirense, Rui Alves com as percentagens a pagar pela Formação, etc. etc.
Agora que está de regresso o Campeonato depois das idas à selecção, e com o sossego das saídas e entradas, listas da UEFA, etc. é preciso muita concentração!
O nosso rival gosta de arranjar inimigos e fantasmas para se sentir motivado. Já ouvimos o treinador e alguns jogadores dizerem que os querem derrubar, que se vão manter na guerra e que nada nem ninguém os vai desviar dos objectivos, etc e tal. Compreendo-os. Mas será que é proibido mais alguém ganhar campeonatos e Taças em Portugal?!
O Benfica não tem de derrubar ninguém. Tem é de continuar a jogar com a virtude que tem conseguido até agora! Se o fizer, conseguirá impôr-se naturalmente sem pisar ninguém! E ganhar será muito mais fácil."

João Diogo, in O Benfica

Nevoeiro sem D. Sebastião

"Andamos há séculos à espera que do nevoeiro saia um D. Sebastião, o de Alcácer-Quibir ou qualquer outro que tenha lugar na nossa imaginação messiânica. Mas ele nunca se deu a ver e é quase certo que assim irá manter-se. Do nevoeiro o que saiu, e digno de aplauso, foi o 2-0 ao Nacional da Madeira, após uma penosa jornada que o nevoeiro não poupou os olhos dos telespectadores como eu, sempre em busca da bola no meio da espessura da bruma sebastianista.

De jornada para jornada, este Benfica vem ganhando confiança confiança e transmitindo confiança aos adeptos, que não vêem razões, mesmo no meio de uma noite de denso nevoeiro, para que o Benfica não recupere o título. Tem equipa, tem talento, tem energia e tem estratégia. O que falta talvez apurar é o equilíbrio entre o pujante futebol-espectáculo que se afirma logo desde o início com uma estratégia de manutenção do resultado quando ele já corresponde à necessidade de pontuar. É sabido que não é fácil gerir esta dualidade, sobretudo quando há jovens jogadores talentosos a tentarem confirmar e consolidar a titularidade.

Esse sangue novo, combinado com o da experiência, não falta a este Benfica que já conseguiu assinar algumas exibições de alta qualidade, confirmando a excelentes forma de jogadores essenciais. Acreditar é, no Futebol como noutras actividades humanas, mais de meio caminho andado para se ganhar. E essa crença existe, sobretudo por não estar ferida pela insegurança na retaguarda, que não cara saiu na época passada. Artur Moraes é cada vez mais o homem certo nas redes certas. E, como é sabido neste domínio nem tudo o que vem à rede é bom guarda-redes.

Do jogo com o Nacional vieram três pontos e dois golos dignos de registo, que não se perderam na bruma insular. E tão densa ela era que ouvi de um relatador-narrador televisivo esta frase antológica: 'Maxi anda sempre de Candeias nas Costas'. É que de outra forma não se conseguia mesmo ver o que se passava no relvado."


José Jorge Letria, in O Benfica

Novo Benfica?

"Há ou não há um novo Benfica? Quanto vale a versão 20011/12? Os primeiros sinais são prometedores, indiciam capacidade bastante para uma temporada auspiciosa. E aquela igualdade, em Barcelos, na ronda inaugural da Liga? É verdade que beliscou o alicerce emocional do universo benfiquista, mas terá sido um aviso sério para levar em linha de conta com avolumado sentido de responsabilidade.

Depois do empate com o Gil Vicente, a senda tem sido vitoriosa. Melhor do que isso, pelo menos a espaços, a equipa tem proporcionados momentos de futebol excitante e muito eficaz. Razões de sobra para o elevar os níveis de confiança. Razões de sobra para concitar o apoio incondicional da falange adepta.

A começar pela baliza, onde Artur pegou de estaca e confere enorme segurança, até ao reforçado ataque, este Benfica tem mais e melhores soluções do que na pretérita temporada. Admitindo que alguns jogadores estão ainda em período de adaptação, parece legítimo esperar que o colectivo vai mesmo evoluir com o tempo. E quem hoje olhar para o banco de suplentes, percebe que existem alternativas consistentes que podem ajudar a resolver qualquer embate.

Manter um lugar no alto da tabela, sobretudo não deixar que se desenhe um significativo fosso pontual para o FC Porto, garantir a passagem à ronda seguinte da Liga dos Campeões são objectivos, nos próximos meses, tão exequíveis quanto geradores de entusiasmo."


João Malheiro, in O Benfica

O camião...

"1. Há semanas circulava na internet a imagem de um novo autocarro do Benfica com três andares e estava na moda a crítica à política de aquisições do Clube, antevendo-se o pior para a equipa liderada por Jorge Jesus. Depois, o Benfica começou a jogar e a ganhar, as piadas e as críticas serenaram e, terminado o longuíssimo período de transferências (uma vergonha permitida pelas altas instâncias internacionais do Futebol), o autocarro do Benfica, pelos vistos, regressou à sua dimensão habitual: a equipa joga com 11, no banco sentam-se mais sete e nas bancadas ficam mais alguns, poucos... como sempre. E como a equipa tem vindo a jogar bem, já ninguém se lembra das críticas e dos críticos de há umas semanas. Bem pior estão aqueles que parecia terem no dirigente para o Futebol e no director desportivo as grandes vedetas do 'defeso', tantos os elogios recebidos por cada nova 'unha de leão' que aparecia. Afinal, a equipa começa a jogar, das novas 'unhas' só duas ou três se apresentam em campo e depois ainda são dois dos eleitos do treinador a serem 'despachados' à última hora. Mas isso é lá com eles...

2. O Atletismo do Benfica continua em 'grande'. Entre os melhores portugueses presentes no Mundial que terminou na Coreia estiveram vários benfiquistas, três dos quais em grande plano: Nelson Évora, a caminho do regresso aos pódios mundiais, já foi 5.º, após prolongada ausência; Marco Fortes fez história, ao tornar-se o primeiro lançador português em finais mundiais e logo com um 6.º lugar; Marisa Barros, também ela com uma época recheada de problemas, foi 9.ª na maratona; e o jovem Marcos Chuva estreou-se com bem honrosa presença na final do comprimento (10.º).

3. O jornal A Bola colocou à venda um jogo sobre a história do Sport Lisboa e Benfica. Ideia feliz, que o Benfica apadrinhou, sendo produto oficial do Clube. O problema são os numerosos erros que contém, alguns dos quais, no mínimo, vergonhosos e indelicados. Dois exemplos de perguntas: qual das Taças dos Campeões Europeus conquistou o Benfica tendo como presidente António Mundrunga? Qual o treinador português, com apelido de um herbívoro, que treinou o Benfica em 1967/68 e 1973/74 ? Como pode o Benfica licenciar um jogo destes, sem se certificar de que a sua história é, no mínimo, preservada?"


Arons de Carvalho, in O Benfica

Começo

"É apenas o começo mas já temos um plantel e uma equipa capazes de dar alegrias aos benfiquistas, que bem as merecem depois de um ano de sofrimento. Quem leia os formadores de opinião fica com a ideia que o Benfica contratou paletes de jogadores com as quais se empenhou até aos cabelos. Mas isso é o que quer fazer crer a máquina de propaganda do Sistema. O Benfica formou com um plantel renovado - que bem precisava - com soluções que não tinha na época passada, e com atletas em formação e rodagem que um dia reforçarão a equipa, um colectivo realista em termos financeiros, com grandes jogadores contratados a custo zero - como é o caso de Nolito - e a contratação mais dispendiosa, a de Witsel, plenamente justificada pela elevada qualidade e potencial que o atleta já vem demonstrando. E tudo isto coberto pelas vendas que ainda renderam lucros. Não quer isso dizer que concorde com todas as saídas, definitivas ou provisórias, e entradas. Mas a minha é só uma das milhentas opiniões que cabem num Clube imenso e plural.

Os resultados já estão à vista, nos primeiros jogos, designadamente para o acesso à Champions, mas isto é só o começo. O Benfica tem jogado melhor, de jogo para jogo, e o conhecimento e entrosamento dos jogadores faz prever que assim continue. Em algumas outras modalidades, os reforços anunciados também prometem melhoria das prestações do Benfica, prova provada de que o Clube tem uma Direcção atenta, competente e que não olha a sacrifícios, até de ordem pessoal, para que o Benfica dignifique os seus pergaminhos e constitua motivo de orgulho e alegria da grande Nação Benfiquista.

Uma nota a terminar para registar o brilho dos campeões benfiquistas a iluminar a modesta presença portuguesa no Mundial de Atletismo."


João Paulo Guerra, in O Benfica

Das certezas inabaláveis

"Terminou a época de transferências. Ao longo de dois longos meses, depositamos a esperança de que as contratações sejam reforços e não desilusões. Sofremos com a possibilidade de vermos alguns dos nossos futebolistas preferidos a mudar de ares e vamos desconfiando do discernimento de quem tem a responsabilidade de formar um plantel equilibrado e capaz.

Há uns três anos, levei uma das maiores lições de futebol de que me recordo. Habituado que estava a formar planteis em diferentes jogos de computador e em muitas conversas de café, lá parti eu, cheio de certezas alicerçadas no empirismo de quem nunca teve a responsabilidade de formar um plantel com futebolistas reais num mundo real, para uma conversa com uma das maiores glórias do futebol português e internacional, e que tinha como função concretizar a construção de um plantel para ser campeão. Em poucos minutos percebi que eu nada sabia do que era um plantel, de como se formava, dos pressupostos. Poucos minutos bastaram para perceber que a ignorância é ousada e que muitas (mas não todas) das críticas que se fazem ao trabalho dos profissionais se deve ao puro desconhecimento do que é a realidade. Nesse dia, antes daquela conversa, achava que aquele plantel estava desequilibrado e não oferecia grandes esperanças. Após a conversa, percebia a lógica e a coerência que estavam subjacentes à sua construção.

No entanto, continuava teimosamente convicto de que havia decisões muito erradas, particularmente na construção de todo o lado esquerdo da equipa. Lembro-me bem de que, nesse dia, critiquei desbragadamente a saída de Reyes, a decisão de manter Di Maria no plantel e a possibilidade de um dia vir a ter o Fábio Coentrão como defesa esquerdo…"


Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Mais jovem, mais português

"Com o mercado encerrado e com os plantéis finalmente definidos, é possível encontrar algumas curiosidades em redor das principais equipas do Futebol português.

Uma delas é o facto do Benfica ser, de entre os três "grandes", aquele que inscreveu mais jogadores portugueses no seu planteI, e também o que contabiliza mais jovens oriundos da Formação. Não era assim no passado recente, mas um olhar sobre os novos plantéis permite-nos chegar a essa conclusão.

Enquanto o Sporting inscreveu sete portugueses (a saber, Rui Patrício, Tiago, João Pereira, Carriço, Pereirinha, André Santos e André Martins), e o FC Porto apenas cinco (Kadu, Rafa, Rolando, Moutinho e Varela), o nosso clube conta com oito jogadores de nacionalidade lusa: Eduardo, Mika, Miguel Vítor, Luís Martins, Ruben Amorim, Ruben Pinto, David Simão e Nélson Oliveira.

Se atendermos, especificamente, aos atletas formados em cada clube, também o Benfica leva vantagem. Enquanto no planteI do Sporting vemos cinco atletas oriundos das suas escolas, e no FC Porto apenas um, no do Benfica temos seis jogadores da Formação. E não se conta aqui com o jovem Bruno Varela, ainda júnior, presença assídua nos treinos da equipa principal, e suplente na Choupana.

Além dos referidos, muitos outros rodam espalhados por equipas portuguesas e estrangeiras. Roderick é apenas um exemplo de alguém com quem o Benfica conta, e muito, para o seu futuro.

Quando se criticam os clubes portugueses, acusando-os de não apostar nos seus jovens, não é certamente deste Benfica que estão a falar.

Espera-se que a aposta frutifique. Está provado que não pode ser apenas a Formação a sustentar um projecto ao mais alto nivel. Com as imposições da UEFA, e com a crise económica a não dar tréguas, restam poucas dúvidas de que este tenha de ser um dos caminhos a explorar."


Luís Fialho, in O Benfica

O centro do poder regressa à FPF

"As eleições para a FPF que passou a contar com a arbitragem do futebol profissional, estão na ordem do dia. E ainda faltam 90 dias...


Dentro de três meses realizam-se eleições para a Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Durante os anos em que a Liga de Clubes foi morada da Disciplina e Arbitragem do futebol profissional (especialmente esta última porque o Conselho de Justiça, órgão de recurso da Comissão Disciplina da Liga, manteve-se na FPF) as eleições federativas tiveram um interesse que não se compara com aquele que agora se vê.

Posto isto, nos próximos 90 dias vamos assistir a uma permanente contagem de espingardas entre os delegados dos vários sócios federativos, com capacidade de voto na AG eleitoral da FPF.

Sabendo-se como são volúveis as convicções nesta área, há muito a esperar, no campo da análise, deste longo período pré-eleitoral, em que a famosa frase de Pimenta Machado, «no futebol, o que hoje é verdade amanhã é mentira», vai ser amiúde utilizada...

Mas vamos a factos: no terreno, além de António Sequeira, que não congrega apoios significativos, está já Filipe Soares Franco, que teve na apresentação da sua candidatura, entre outros, os presidentes das Associações de Lisboa, Braga e Coimbra. Uma vez que Soares Franco é um homem responsável e experiente, não é crível que tenha colocado o seu nome numa corrida deste calibre sem ter garantido apoios de peso. Logo, se não for traído, usado e deitado fora é candidato a levar em conta.

Mas há também Fernando Gomes, presidente da Liga, proposto pelos clubes da Liga Orangina e elogiado pela generalidade dos emblemas, que recebeu ontem o apoio expresso de Hermínio Loureiro, o homem que o Sporting gostava de ver na FPF e que não se coloca fora da liça, caso Gomes não avance. Um ou outro, quiçá os dois na mesma lista, são nomes incontornáveis neste momento de arranque.

Outra figura, que durante muitos meses andou nas bocas do Mundo e chegou a manifestar, ainda há pouco tempo, disponibilidade para uma candidatura, perdeu, ao longo da semana que passou, o melhor timing para apresentar armas e argumentos. Fernando Seara. Ainda falta muito tempo, é verdade, mas o presidente da Câmara de Sintra deixou-se antecipar e isso pode vir a sair-lhe caro.

E há a posição de Pinto da Costa, que deve ser analisada com cuidado, uma vez que é produto da sabedoria dos anciões: «políticos não», diz (como se isso alguma vez tivesse sido razão para ele apoiar ou deixar de apoiar...); porquê? Aliás, quem era presidente da Liga antes de Hermínio? E quantos Dragões de Ouro ou Prata não deu já a tantos políticos?

Mas, justiça lhe seja feita, PC nunca ligou muito à coerência. Melhor dizendo, a única coerência que se lhe conhece é defender o FC Porto... sem olhar a meios.

..."


José Manuel Delgado, in A Bola