Últimas indefectivações

sábado, 19 de janeiro de 2019

Vitória apertada sobre o Vitoria !!!

Benfica 83 - 81 Guimarães
23-26, 20-9, 26-21, 14-25

Terá sido, um dos piores jogos da época. Não estivemos defensivamente concentrados, principalmente nos ressaltos... e ofensivamente, o Lima falhou muito, o Micah também, e o Suarez esteve muito discreto! Nota alta para o regresso do Barroso aos 'grandes' jogos!!! Logo no jogo ontem ultrapassou a marca dos 2000 pontos no Glorioso!!!
Amanhã temos novo jogo, desta vez com a Sampaense, nos Oitavos-de-final da Taça de Portugal.

Vitória tranquila...

Benfica 3 - 0 São Mamede
25-19, 25-13, 25-18

Théo(13), Winters(10), Honoré(7), Violas(4), Lopes(3), Wolfhi(3), Zelão(2), Rapha(1), Flip(1), Martins(1), Pinheiro(1); Casas

Obrigação cumprida...

Amiguinhos, o 'hacker do Benfica' é a vossa prima

"Só um tipo 100% confiante se atreveria a expor num blogue - chamado Mercado Benfica... - documentos judiciais dos maiores casos políticos e dos nomes maiores do país sem esperar consequências fatais. Burro, sim. O hacker foi burro

As tropas do Benfica celebram a detenção do mais recente Pinto a atingir a celebridade por razões obscuras. As tropas do Sporting e do Porto, depois dos primeiros momentos de estupefacção - e a estupefacção é paralisante – aplicam-se agora numa contra-campanha de índole hortícola. Querem ‘chuva na eira e sol no nabal’, ou seja, combatem por uma excepcionalidade que lhes conceda a ilibação moral através do estatuto de vítimas do hacker-via Football Leaks -, mas não resistem a celebrar os sucessos e a ética republicana do mesmíssimo hacker quando a vítima via blogue Mercado de Benfica & associados – é, precisamente, o grande Sport Lisboa e Benfica, o inimigo jurado da Liga Cyberduna.
Em defesa do hacker-bom, o sínodo do Altis não tardará a provar que não passou de um acto de caridade aquele desfalque bancário de centenas de milhares de euros que foi atribuído ao hacker-mau pela Polícia internacional. E também será provado pela Liga Cyberduna, nem que seja à força de desmaios, que há momentos na vida das pessoas e das instituições em que ‘extorsão’ significa ‘altruísmo’ dê lá para onde der.
Três anos e três meses depois de Bruno de Carvalho, à época presidente do Sporting, ter anunciado a prisão iminente dos responsáveis pela divulgação do contrato de Jorge Jesus, entre outros documentos internos do Sporting -“vão todos presos, rapidamente!”-, foi finalmente preso o autor confesso desses mesmos crimes. O “rapidamente”, neste caso, ficou a dever muito à rapidez. Porém, há casos em que o “rapidamente” se faz cumprir num virote.
Dez dias, por exemplo, foi o tempo que demorou até ser preso o rapaz de Budapeste depois do ataque informático conduzido ao escritório de advogados PLMJ que lhe permitiu a exposição pública, no blogue Mercado de Benfica, de uma quanta papelada dos processos judiciais respeitantes à EDP, à Operação Marquês e à holding estatal Parvalorem e ainda a outras acções respeitantes a Ricardo Salgado, Henrique Granadeiro, Manuel Pinho e António Mexia. Dez dias. 10! Uma dezena de dias. Com esta rapidez -certamente uma coincidência! - é que não contava o imprevidente hacker Pinto! 
Enfim, bom ou mau, conforme as conveniências, o hacker Pinto tão cedo não se livra da fama de não passar de um hacker-burro. Excesso de confiança é a explicação fornecida pelos especialistas forenses. Só um tipo 100% confiante se atreveria a expor num blogue chamado Mercado de Benfica… – documentos judiciais dos maiores casos políticos e dos nomes maiores do país sem esperar consequências fatais. Burro, sim.
Um dos seus clientes até arrepelou os cabelos quando deu conta de que o rapaz se estava a meter com quem não devia.
– Este tipo é um exibicionista! Lamentou-se, mas já não foi a tempo.
Será que o chamado ‘hacker do Benfica’ é mesmo do Benfica? Não, amiguinhos, ‘o hacker do Benfica’ é a vossa prima."

Seferovic muda o jogo

"Pizzi perde o melhor do jogo dele quando joga no corredor

Jogo interior
1. Só depois de conseguir libertar-se da pressão, nos últimos 15 minutos, após a entrada de Seferovic, o Benfica conseguiu marcar o golo da  vitória sobre o V. Guimarães. Durante grande parte do jogo, os minhotos conseguiram ter bola, controlar o meio-campo e impor superioridade. Os vimaranenses condicionaram ao máximo a primeira fase de construção do Benfica, beneficiaram da superioridade numérica no meio-campo e tiveram posse de bola. O Benfica, por sua vez, sentiu muitas dificuldades, especialmente porque Pizzi perde o melhor do jogo dele quando joga na ala. Sem jogo interior, os encarnados procuraram, sem grande sucesso, os corredores. Não tiveram profundidade. Nem Castillo foi capaz de oferecê-la. O chileno não foi a presença ofensiva de que o Benfica precisava.

O que mudou
2. Os minutos foram passando com V. Guimarães a ganhar superioridade - nunca baixou o bloco e foi capaz de provocar intranquilidade no Benfica. Só faltou à equipa de Luís Castro mais poder ofensivo, no centro do ataque e nos corredores, e criar oportunidades de golo para ferir o adversário. O jogo mudou quando Bruno Lage faz as substituições, retirando Pizzi (o melhor Pizzi não joga nos corredores o que joga por dentro) e lançando Rafa, aos 62 minutos, e, sobretudo, quando substituiu Castillo por Seferovic (71'). O avançado suíço marcou logo do Benfica mais dinâmica ofensiva e profundidade. Isso mexeu logo com o adversário, que teve de passar a lidar com mais chegadas do Benfica à área. Benfica passou a respirar melhor e libertou-se de colete de forças. Seria, aliás, Seferovic a fazer o golo da vitória, após assistência de André Almeida. Foi fundamental no pouco tempo em que esteve em campo.

O que falta
3. Benfica, viu-se ontem, precisa de consolidar o 4x4x2. O sistema, cuja dinâmica teve altos e baixos, ainda não é muito forte. E não será fácil, tendo em conta a série de jogos consecutivos. Por outro lado, neste contexto, Lage tem de gerir o esforço físico dos jogadores, o que dificulta a consolidação de processos. Já o V. Guimarães tem princípios bem definidos, mostrou que joga olhos nos olhos com qualquer adversário. Tem identidade bem vincada que tenta impor em todos os jogos."

Domingos Paciência, in A Bola

Cadomblé do Vata

"1. Uma semana a discutir o Rui Pinto e afinal o verdadeiro "hacker do Benfica" é o Bruno Lage... foi ele que roubou os emails que revelam a existência de um sistema organizado para o SLB ganhar jogos.
2. Com Lage são 4 jogos e 4 vitórias... é uma estatística gira, mas óh Bruno, como é que estamos de ordenado?
3. Este Benfica está realmente diferente... tem mais controlo da bola, concede menos oportunidades e até o Jardel já cabeceia adversários sem escalavrar a testa.
4. O registo de vitórias do novo técnico do SLB e a sua ideia de jogo, dão a sensação de que isto tem pernas para andar... mas depois vemos que estivemos 70 minutos a suspirar por um Seferovic para nos salvar e refreamos os ânimos.
5. Na mesma semana Ganhamos Ganhamos à equipa do André André, que muito convenientemente ficou com Azia Azia."

Cronologias !!!

"Ora então o hacker do FCP (e não do Benfica, como gostam, maliciosa e pouco inocentemente, de lhe chamar) foi preso. E parece que até virá para Portugal, para ser inquirido, acusado, talvez julgado. Ouve-se por aí um certo mau-estar na PJ do Porto (e não só), pois consta-se que deixaram de poder controlar este caso - o que não é mau, dado que não se deve poder confiar na justiça de uma cidade que tem procuradores condenados por beneficiar o clube com o nome da mesma. Foi preso onde? Na Hungria, mais concretamente em Budapeste, cidade onde um ex-presidente do Sporting e um ex-director de comunicação do mesmo clube foram vistos dias antes do famoso encontro no Hotel Altis, este contando também com o actual director de comunicação do FCP, o insolvente FJM.
E o que aconteceu dias depois desse encontro? Num programa do suposto canal do FCP, mas que, afinal, é pago por todos os contribuintes, começam a sair supostos e-mails privados do SLB. Eu não acredito em bruxas, mas...
Continuando. Ora a ERC resolve ler esses e-mails, de uma forma diferente do insolvente, ou seja, de início a fim, sem comer palavras, frases e/ou parágrafos, e o que conclui? Que “o confronto entre as versões das mensagens em questão torna patente a leitura criteriosamente truncada e a interpretação descontextualizada que das mesmas foi feita por parte de FJM e acriticamente aceite, reiterada e desenvolvida pelos restantes intervenientes no programa”. E acrescenta que “são deliberadamente omitidos segmentos de frases e frases inteiras cujo teor admitiria - como admite - uma interpretação diferente e mesmo diametralmente oposta à artificiosamente criada por FJM”. Ou seja, o insolvente foi apanhado a ler aquilo que lhe apeteceu, como lhe apeteceu e não o que, de facto, lá estava. Não é de admirar, afinal pertence a um clube onde a leitura das regras é sempre feita de acordo com os seus interesses. Não passa do FCP a ser... FCP.
Entretanto, os vouchers são arquivados pelo TAS, pela FIFA e pela UEFA. E o E-Toupeira dá em E-Nada. Tanto tempo, tanto dinheiro gasto e... nada. Quer dizer, nada até agora, em que apenas o Benfica foi “réu”, pelo menos em praça pública, já que em tribunal zero. É que nem lá chega, de tão frágil a acusação.
Acusação, já agora, feita pelo Valter, esse procurador tão pouco sujeito a desconfianças e tão pouco ligado à defesa dos interesses de um clube em particular (ironia). Já agora, importa referir que até tentaram ligar a Juíza que humilhou o MP, e o Valter, ao SLB, confundindo-a propositadamente com a mulher de um director do clube. Ao que chega o desespero.
O Mala Ciao é, então, acoplado aos caso dos vouchers e dos e-mails, passando para o DIAP de Lisboa, causando grande azia e preocupação na “justiça” do Norte. É que lá, ao contrário de Porto e Guimarães, o FCP não manda. Lá não são feitos cambalachos jurídicos de forma a não aceitar escutas ou a não condenar seguranças ilegais e criminosos. Lá há regras, parece. Ou seja, lá o FCP não manda.
E então o Rui Pinto é capturado. Teve mais olhos do que barriga. Ou então deixou-se comer. Como o Sporting deixou, mais ou menos. Foi usado e agora... lixo. O costume, o modus operandi já sobejamente conhecido e apanágio do FCP. É capturado e agora o pânico começa a instalar-se. Por exemplo, FJM, tão amante de redes sociais, está caladinho como um rato (que é). Talvez agora se possa perceber (confirmar) quem comprou os e-mails (uma pausa para referir que, ao que se diz, a PJ já anda em cima do FCP por suspeitar que foram eles). Quem lucrou com eles. Quem ganhou campeonatos à custa deles.
E talvez se descubra que o Benfica não foi o único roubado no mundo do futebol. Talvez se entenda quem tem os rabos presos para permitir que o FCP (e umas migalhas para o SCP) tenha o beneplácito e o empurrão das arbitragens. Talvez se perceba o #VARaberto. Talvez se perceba o #portoaocolo do VAR. Talvez se perceba e desmascare a #ligabluevelvet. E talvez se condene sem piedade os corruptos, que outra forma não conhecem de ganhar que não a da manipulação das regras, das pessoas e da verdade (também desportiva)."

Rogério Jóia responde...

"Já se discute muito a arbitragem e a disciplina. Embora os resultados da discussão não sejam satisfatórios. Em tempo de muita concentração de jogos, falta discutir e perceber melhor os contornos da luta anti-doping. Fica um registo quanto ao trabalho da autoridade de controlo. É o habitual. Mais atenção a este assunto, por favor. Sintomática é a resposta do Presidente da Autoridade às pressões do clube do costume:
"Meu caro Dr. Nélson Puga. Espero que este e-mail o encontre bem. Li com toda a atenção as suas palavras e tenho a dizer-lhe que, quando o actual presidente da ADOP já não for presidente da ADOP e voltarem os tempos antigos, da verdade do combate ao doping, onde apenas se realizavam amostras à urina e a dois atletas sorteados de todos os que estavam a treinar, tudo voltará a estar em harmonia".
Sem medo."

100%

Uma Semana do Melhor... com o grande Bakero!!!

Benfiquismo (MLXIX)

"Antiguidades"!!!

Vermelhão: Sofrido mas merecido...

Guimarães 0 - 1 Benfica


O mesmo resultado da Taça, mas um jogo diferente! Com a sobrecarga de jogos, com o castigo do Rúben e a lesão do Fejsa, o Lage foi obrigado a fazer 'rotação'!!! Algo que o universo Benfiquista reclamava à bastante tempo... Só que com jogos decisivos (em todas as competições), duas vezes por semana, não é fácil jogadores sem ritmo competitivo, entrarem em forma no onze...
A 1.ª parte foi nossa, não foi espectacular, mas dominámos, criámos algumas oportunidades e o Guimarães, só nos últimos minutos chegou com algum perigo à baliza do Odysseas.
O 2.º tempo foi diferente, até tivemos mais bola inicialmente, mas perdemos objectividade... e o Guimarães percebeu que podia 'pressionar' mais alto...
Fundamental a entrada do Rafa, que nos deu a possibilidade de 'respirar' um pouco, começamos a jogar mais directo... e acabou também por condicionar o jogo do adversário.
Com mais 'bola' no pé, nos últimos minutos, em terrenos mais avançados, com os jogadores das duas equupas mais cansados, o espaço apareceu, e construímos uma excelente jogada ofensiva, que deu o golo fácil ao Seferovic... com mais uma assistência do Almeidinhos!!!
Perceber que neste momento, praticamente sem treinos, e sem descanso em condições, é impossível fazer revoluções radicais...Hoje, vencemos, porque demonstrámos uma consistência defensiva, que não tínhamos! Mesmo com vários jogadores fundamentais no processo defensivo de fora, a equipa foi solidária e nota-se que já temos um posicionamento 'melhor'! O facto de nos dois jogos em Guimarães, e no jogo em São Miguel, os nossos guarda-redes terem feito muito poucas defesas complicadas, é um excelente indicador...!!!

Tudo isto, num ambiente adverso, contra uma equipa muito bem orientada, que ganhou 'vitaminas' ao intervalo!!! E com mais uma arbitragem horrível do Tiaguinho, que condicionou o jogo todo, com um critério técnico e disciplinar do mais anti-Benfica possível... e ainda com 2 foras-de-jogo mal tirados ao Cervi!!! Os 6 minutos de compensação no final (deu 5, mas jogou-se 6), provam a intenção...!!!
Hoje de manhã quando soube da nomeação (Tiago Martins /Vasco Santos) percebi que o Fontelas está preocupado: os Corruptos querem alterar a 'narrativa' interna dentro do Benfica, após a troca de treinador, e agora com a prisão do hacker, existem sinais positivos, e num pré-Benfica-Corruptos seria importante criar 'divisão' no Benfica!!! O Tiaguinho não foi tão ostensivo como noutras ocasiões, mas tentou... 
Não houve grandes destaques individuais: o Gabriel é fundamental no golo, com um grande passe... e voltou a ser um dos melhores. Como hoje tivemos menos domínio territorial o Félix viu-se menos... O Conti cometeu um erro, mas voltou a ser marcado pela actuação 'intimidatória' do apitador! Mas a grande notícia da noite foi mesmo o regresso do Rafa, aparentemente em boa forma... Poderá ser importante, já na próxima Terça...!!!
Acabou por ser um jogo ingrato para o Castillo, depois de tanto tempo sem jogar...
Agora, descansar e recuperar... e nova viagem para o Minho!!! Apesar da propaganda Dragarta, como já provámos este ano, não somos inferiores aos Corruptos... E nem será preciso um Benfica a 100% para ganhar!!! As melhorias defensivas dão-me esperança...
Até ao final de Fevereiro, vamos continuar a jogar duas vezes por semana, com muitas viagens pelo meio... É fundamental, saltarem jogadores do banco, em forma. A dar tudo... Agora o Rafa, mas também o Jonas será muito bem-vindo... Tal como o Gedson e o Krovi devem ganhar mais minutos!!!

Justiça, tarda, mas não falha

"De Budapeste vêm boas notícias para a justiça portuguesa e más para o crime organizado

Bruno Lage era a opção óbvia. O Benfica fez uma escolha de competência e tranquilidade. Duas qualidades muito necessárias para quem quer triunfar. Não ganhámos nada, mas queremos e podemos ganhar muito coisa. Sabemos que no desporto em geral e no futebol com mais nitidez a ditadura dos resultados ajuda a escrever a história. Porque a sorte dá muito trabalho e porque a competência ajuda a ter sorte, esperemos um futuro de conquistas.
A vitória nos Açores frente ao Santa Clara foi tranquila, sem grandes sobressaltos e o Benfica mostrou períodos de bom futebol. Na terça-feira, em Guimarães, vencemos um dos mais determinantes jogos da época. Pelo valor do adversário, pelo factor psicológico, pelo momento da época e pelo carácter da prova a eliminar. Estamos nas meias-finais da Taça de Portugal, vencendo um adversário complicado, excelentemente treinado por um dos melhores treinadores portugueses. A primeira parte foi de grande qualidade, quer do Benfica quer do Vitória. Estamos a um degrau de acabar a época no Jamor como é nosso objectivo.
Bruno Lage ainda procura que as suas ideias sejam consolidadas pelos jogadores, mas tempo é um bem escasso e tem que o factor a jogar e a vencer. Hoje, a dificuldade aumenta, Luís Castro tem mais soluções com os regressos de castigados e lesionados, e o Benfica tem menos opções motivado pelos castigos e lesões. Nesta fase das várias competições seria importante contar com Rafa e Jonas. E Fejsa é crucial neste Benfica. Mas, recorrendo à semântica imortal de Jorge Jesus, joga o Manel.
Na próxima semana terça prossegue o agradável calvário competitivo, com as meias-finais da Taça da Liga, prova de que também queremos vencer. Não porque nos faltem exemplares da Taça, mas porque temos sempre lugar para mais um. Aliás, no passado fim de semana, somámos mais um triunfo, com a conquista da Taça da Liga de futsal, no Algarve. Mais uma vitória, mais um troféu numa modalidade que este ano somou a segunda conquista depois da Supertaça.
De Budapeste, vêm boas notícias para a justiça portuguesa e más para o crime organizado. O lesado não é o Benfica, é o país, é Portugal e os portugueses. O crime só aproveita aos criminosos, é óptimo saber quem são e quem os patrocina. Vamos esperar e confiar na sabedoria popular que nos ensina que a justiça tarda, mas não falta."

Sílvio Cervan, in A Bola

Budapeste...

"Ao longo da história, as sociedades procuraram criar, para os seus cidadãos, vários mecanismos de confiança, que tinham a ver, sobretudo, com a segurança, com o respeito pela propriedade privada e com o direito à privacidade. E não foi por acaso que sempre se puniu severamente, nas várias ordens jurídicas, todos e quaisquer actos de violação de correspondência, um dos pilares da estabilidade da vida em comum. Com a chegada de novas formas electrónicas de comunicação, a lei adaptou-se, mas manteve a matriz original, que zela pelo direito de cada um a não ver a sua vida devassada e a cair na praça pública. Imagine-se que um momento para o outro toda a gente tinha acesso a todos os emails de todas as pessoas. Não é difícil concluir que estariam abertas, de par em par, as portas do caos...
O que aconteceu, com os emails do Benfica, na fase criminosa do roubo e na fase criminosa da sua divulgação, constituiu uma ameaça tremenda à sociedade, que só não foi devidamente valorizada por cegueira clubística e snobismo elitista. Muitos, de clubes diferentes, acharam piada; outros, entenderam que eram coisas de futebóis, a que não devia dar-se relevância.
Foi preciso que uma das maiores sociedades de advogados de Portugal fosse vítima do mesmo hacker que pirateou o Benfica para que um pânico transversal se instalasse. E bastou isso para que finalmente fosse dado ao problema em causa a importância transcendente que ele justificava.
Com a detenção, em Budapeste, do alegado hacker responsável pelos crimes informáticos atrás referidos, abre-se caminho para que o autor material, os cúmplices, os mandantes e os usufrutuários do crime sejam devidamente punidos. Tenho, por norma, confiança na Justiça. Tarda, por vezes,mas raramente falha..."

José Manuel Delgado, in A Bola

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

O 'feeling'!

"Bruno Lage já deixa algumas boas primeiras impressões. Ele sabe como ir vencendo é sempre decisivo; mas sabe mais

Nem precisaria o presidente do Benfica de vir publicamente confirmar Bruno Lage como treinador do Benfica até final da época para termos percebido, desde que Rui Vitória saiu, que era mais ou menos isso que inevitavelmente iria acontecer. Lage não seria apenas a escolha óbvia como, na circunstância, seria também a escolha mais sensata, tendo em conta a improbabilidade de qualquer treinador de topo - como o Benfica parece desejar para o futuro - aceitar o desafio de pegar no Benfica assim sem mais nem menos, em Janeiro, a meio de uma caminho tão difícil e sinuoso, quando o cenário no campeonato parece tão mais favorável ao grande rival FC Porto.
Para ir à procura de um treinador disposto a correr todos os riscos, na perspectiva de ter muito mais a ganhar do que a perder - e esse não é o caso de um treinador de topo, como bem sabemos - então seria sempre preferível deitar mão de um treinador da casa, que pelo menos não perde tempo a conhecer a clube nem a identificar o contexto em que vai trabalhar.
Não me custa nada a admitir, por isso, que o presidente do Benfica fale verdade quando diz que Lage foi sempre a primeira opção, como já tinha sido sensivelmente um mês antes, quando Vitória esteve quase com os dois pés de fora da Luz e acabou por ficar em qualquer proveito para ele próprio, para a equipa e para o Benfica.
Sabe tão bem como eu o presidente das águias que nesta altura, depois de tudo o que a equipa do Benfica foi perdendo pelo caminho, seria quase tão difícil conseguir que um treinador com estatuto aceitasse o desafio como encontrar uma agulha no palheiro.
Lage é, pois, repito, a escolha mais natural e a mais sensata.
Claro que, como sempre acontece com os treinadores, também ele será refém dos resultados que a equipa vier a obter. Mas terá sempre muito mais margem de manobra no que diz respeito à tolerância. Nenhum benfiquista exigirá a Bruno Lage o que exigiria a qualquer outro treinador que fosse contratado fora, com outra dimensão, outro custo e, também por isso outra, e muito maior, responsabilidade.
A responsabilidade de Bruno Lage não é a de ganhar tudo e mais alguma coisa. A responsabilidade de Lage é unir o que se desuniu, motivar o que se desmotivou, e evitar que a equipa do Benfica seja, daqui para a frente, pior do que foi, esta época, até aqui.
É exactamente por não ter estatuto nem experiência que Bruno Lage é um treinador com muito mais a ganhar do que a perder.
Se, mais coisa, menos coisa, o Benfica não passar da cepa torta, o pior que pode suceder a Lage é ter de voltar atrás, ao lugar de treinador da segunda linha, onde o seu lugar parece altamente respeitado e valorizado, mesmo sabendo que isso o fará naturalmente atrasar-se na ambição de ser treinador na principal competição do futebol português.

Se, pelo contrário, endireitar a equipa, a fizer jogar melhor futebol e continuar algumas coisas, superando, por exemplo, pelo menos alguns dos tremendos desafios que aí vêm, sobretudo de Fevereiro até aos primeiros dias de Março - altura em que o Benfica joga no Dragão para a Liga e fecha, talvez o mais difícil ciclo da águia de que há memória nos tempos mais recentes -, então pode Bruno Large ficar certo de ter encontrado o seu lugar entre o lote de treinadores que contam na equação dos clubes da Primeira Liga.
Terá sempre, portanto, muito mais a ganhar do que a perder, porque ninguém pode perder o que à partida não tem.
E, à partida, Bruno Lage não tem dimensão, nem experiência, nem estatuto, nem obviamente, e por isso mesmo, a responsabilidade.
E muito a ganhar se a coisa lhe correr bem!
Pode mostrar a competência que certamente tem, mas também vive a oportunidade de mostrar se tem ou não a personalidade, o espírito, o discurso, a exigência, algum carisma por muito pouco que ainda seja, e algum sentido de liderança por muito fraco que possa ainda revelar-se.
Duas pequenas vantagens que me parece ter, o modo como se mostra confortável na posição e o modo como fala sem complexos de futebol, do jogo e de jogadores.
É realmente o melhor que tem a fazer porque é o treinador do Benfica, pelo menos, até final da época e ponto final.
Outras primeiras impressões: mostrou convicção ao mudar o sistema de jogo e firmeza na decisão de incluir de imediato no onze o jovem João Félix.
E diz estar focado no que realmente interessa: no treino e nos jogadores para tornar melhor a equipa e tornar melhor o jogo da equipa.
Em Guimarães, esta semana,  por exemplo, pareceu-me ter lido muito bem o que o jogo pediu no momento mais difícil do Benfica.
E o discurso, sendo simples, tem conteúdo. E tem uma forma engraçada de dizer algumas coisas. E é directo. E mostra poder dizer muito com pouco.
Parece, pois, ser capaz de vir a honrar uma certa tradição de qualidade das gentes de Setúbal no mundo do futebol em geral, e, de algum modo, no Benfica em particular.
É um feeling!
(...)"

João Bonzinho, in A Bola

Futebol português. Três Grandes + 1

"O futebol nacional não é competitivo? Quatro clubes disputam as fases finais de duas competições a eliminar e ocupam os quatro primeiros lugares da Liga no arranque da 2ª volta. Três clubes dividem entre si os títulos nacionais da Liga e há um clube, Braga, que tem vindo a reclamar um lugar entre os “grandes”. No que toca à principal competição a realidade não é tão diferente nas cinco principais ligas europeias – Espanha, França, Itália, Alemanha e Inglaterra.

O futebol, jogo jogado, joga-se nas 4 linhas. No rectângulo são 11 contra 11 e no final ganha um clube, contrariando a gíria que estatui ao som do apito final a Alemanha sai vencedora. 
Transportando a bola para a realidade portuguesa, entramos hoje, 18 de Janeiro, na 2ª volta da Liga NOS. Esta semana ficaram igualmente conhecidas as equipas que vão disputar as meias-finais da Taça de Portugal e no final deste mês será conhecido o “campeão de inverno” com a disputa da final four da Taça da Liga, em Braga.
Olhando para estas três competições – campeonato nacional, Taça de Portugal e Taça da Liga – surgem quatro equipas: Porto, Benfica, Braga e Sporting.
São estes os emblemas que disputam as fases finais das competições a eliminar e são estes os quatro clubes que lideram, pela ordem atrás descrita, a principal competição do futebol português quando se inicia a 18ª jornada.
Ou seja, os “Três Grandes” + 1, o Braga, que reclama dentro e fora de campo um lugar neste pódio, dominam as três competições nacionais de futebol.
Olhando para as Taças e o campeonato, sem certezas de quem irá erguer cada um dos troféus, sem antecipar se haverá um clube que ganhe o “triplete” ou faça a “dobradinha”, uma certeza surge: haverá pelo menos um clube que “ficará a ver navios” em maio. Os outros (ou outro) engordarão o palmarés e a sala de troféus.

Uma Liga na linha da Europa
No que toca à Liga NOS, o Porto lidera com 43 pontos. O quinto classificado, o Vitória de Guimarães, na companhia de Belenenses e Moreirense, tem 28 pontos. Uma diferença de 15 pontos, que baixa para 10 se comparado com o segundo classificado, o Benfica (38); nove, em relação ao Braça e sete pontos comparativamente com o Sporting.
Recorrendo à história e à estatística, o título nacional deverá calhar a um dos emblemas com os Dragões em vantagem face à concorrência. De notar que só por duas vezes desde 1934-1935 (data que a Federação Portuguesa de Futebol assume como o início do campeonato nacional), outros dois clubes - Belenenses (1945-1946) e Boavista (2000-2001) – se intrometeram na luta dos “três Grandes” que somam 36 (Benfica), 28 (Porto) e 18 (Sporting) títulos nacionais.
E é em virtude desses números, que há muito se fala da tradicional falta de competitividade do futebol português. Uma prova dividida entre Porto, Benfica e Sporting, embora o clube leonino se resuma a cinco campeonatos nós últimos 50 anos.
Se olharmos para as cinco principais ligas europeias, para, de certa forma, desmistificar essa falta de competitividade “cá do burgo”, vemos que o cenário de domínio de um clube ou a luta a dois tem sido acentuada nos anos recentes. Vejamos:
Espanha.
Na La Liga, nos últimos cinco anos, o Atlético de Madrid conseguiu a proeza de se intrometer e vencer (2013-2014) na luta a dois entre Barcelona (três título) e Real de Madrid (um troféu de campeão). Até lá, a antiga equipa de Ronaldo (sagrou-se campeã nacional 33 vezes) e actual formação (25 títulos nacionais) liderada por Messi dominavam a seu bel-prazer os relvados espanhóis. Os colchoneros ostentam 10 estrelas de campeão, sendo que nove foram conquistados no século passado.
Itália.
A Juventus, heptacampeã italiana, relegou o domínio de Milão, em especial do Inter, campeão entre 2005-2006 e 2009-2010, para segundo plano Na Serie A, a equipa das três estrelas de ouro (e de Ronaldo) tem no seu palmarés 34 títulos, sendo que os dois emblemas da capital da moda, Milan e Inter, somam 18 cada.
Alemanha.
O Bayern Munique é hexacampeão. O emblema Bávaro sagrou-se campeão nacional por 28 vezes, sendo que 27 foram na era da Bundesliga (1963). Nos últimos anos, somente o B. Dortmund levanta o disco de campeão, sendo que ainda assim a equipa do Renânia do Norte só por três vezes (2001-02, 2010-11 e 2011-12) foi campeão neste século. De destacar que o Nuremberga com nove títulos nacionais, o clube foi até ao ano de 1987, o ano em que foi ultrapassado pelo Bayern Munique, o clube com mais títulos nacionais acumulados. Oito desses títulos foram ganhos antes da criação da Bundesliga.
França.
Num campeonato que conheceu desde o início do século, nove campeões (Nantes, Lyon, seis vezes, Bordéus, Marselha, Lille, Montpellier, Mónaco e Paris Saint-Germain) o clube parisiense venceu cinco das últimas seis edições da Ligue 1.
Olhando para o panorama futebolístico gaulês verifica-se que é um campeonato marcado por um clube que reina numa era. Do Saint-Étienne, Marselha e Lyon, com Nantes e Bordéus a somarem campeonatos de tempos em tempos. O PSG tem inscrito o nome numa nova hegemonia.
Inglaterra.
Se olharmos para a data da instituição da FA Premier League em 20 de Fevereiro de 1992, o panorama é de domínio dos seis clubes, com destaque para os big 4: o Manchester United surge na liderança com treze títulos, o Chelsea, com cinco, o Arsenal, com três, tantos quanto o Manchester City que é também o único clube a conquistar a Premier League de forma invicta. Blackburn Rovers e Leicester City, outsiders, conquistaram um título cada.
A história tem que ser honrada e por isso desde 1888, 24 clubes foram coroados campeões de futebol inglês. O Man United continua a ser rei e senhor, 20 vezes campeão nacional, seguido de Liverpool, 18 e Arsenal, 13.

Ou seja, a frio, tem sido os mesmos quase sempre a saírem vitoriosos. E porque estamos a falar do futebol cada vez mais moderno, deixo para o final uma sugestão de uma série que pode acompanhar no Netflix: “Sunderland 'Til I Die” — que retrata a relação de uma cidade, dos seus habitantes e adeptos, com um clube de futebol. Clube esse que soma seis títulos de campeão inglês, todos eles ganhos antes de 1936, sendo três no século XIX e outros tantos no século XX."

Dimensão Europeia

"A afirmação do Sport Lisboa e Benfica como um caso de sucesso no futebol europeu actual é cada vez mais uma realidade indiscutível. O último estudo da UEFA, relativo à temporada 2016/17, prova o crescimento consolidado do Benfica, que surge no Top 20 de diversos rankings com significado muito relevante.
O trabalho apresentado pela UEFA enquadra o Benfica em 7 tabelas, algumas delas praticamente inacessíveis a clubes fora do tradicional Big Five (Inglaterra, Alemanha, Espanha, Itália e França), o que explica, só por si, a importância do que acaba de ser anunciado. No Top das assistências no seu próprio estádio, por exemplo, o Benfica é o 17º melhor clube europeu, tendo acumulado 957 mil espectadores em 2017/18 (único indicador relativo a esta temporada).
Mas há outras conclusões importantes no estudo, que resultam da presença do Benfica em rankings tão importantes como o dos clubes com maiores rendimentos, resultados líquidos, investimentos em activos ou valorização do plantel. No Top 20 dos clubes europeus com maiores resultados líquidos, o Benfica surge na 6ª posição, com 45 milhões de euros, mas ainda mais relevante, porque estrutural, é a 7ª posição obtida em investimentos e activos fixos como infra-estruturas.
O estudo confirma ainda a descida consolidada da dívida, sendo importante referir que não aparece contabilizada a redução em 100 milhões feita já esta temporada – e que, naturalmente, terá o seu impacto em análises futuras.
Dificilmente o balanço poderia ser melhor. Estão aqui os motivos que nos levam a acreditar que o caminho escolhido é o caminho certo. E as razões porque o projecto e a gestão do Benfica são referenciados."

2019 – Odisseia no Desporto

"Ainda no rescaldo de um ano que terminou com o tradicional cabaz de Natal em vários sectores de actividade, no qual o Desporto também ganhou duas importantes batalhas em matéria fiscal, ainda assim não se pode deixar de recordar que os espectáculos desportivos foram arredados do epicentro dos benefícios fiscais que vieram congratular a luta da cultura na nossa sociedade.
O desporto, como em tudo, tem vários lados e integra uma panóplia incontável de perspectivas, cuja importância é essencial para se mesurar a verdadeira essência da sua realidade. O desporto tem o poder de mudar o mundo, de ser um verdadeiro salva-vidas, mas também consegue ser condutor de violência, dentro e fora dos recintos desportivos. Integra todos os agentes desportivos, desde o atleta, fisioterapeuta, massagista, psicólogo e treinador a qualquer outro técnico de acompanhamento desportivo, anónimos de excelência inigualável, mas também aqueles, que não o sendo, são objecto de mediatismo inusitado. Inclui modalidades individuais e colectivas, cria memórias e património inolvidável, cuja cultura importa fomentar e cultivar, integra um número cada vez maior de missões cobertas com as cores da bandeira nacional, que servem de veículo para milhares de marcas e mercados se alimentarem do espírito e sentimento que aquelas envolvem; abarca ambos os géneros, todas as orientações sexuais, crenças, identidades, raças, etnias, ou sentidos políticos, dos mais novos aos mais velhos, contando sempre com aqueles que alcançam repetidamente os seus mais profundos e complexos objectivos desportivos e com aqueles que, apesar do esforço, ficam aquém das marcas, metas, tempos, pontos ou golos necessários para atingi-los; e, naturalmente, inclui não só o desporto limpo mas também aquilo que não é sequer desporto.
Por toda a riqueza que o desporto oferece, seja ao público em geral, como a todos os entes que circundam o meio com maior proximidade, e que dele beneficiam directamente, o desporto deve ser convenientemente valorizado e tomado em consideração por quem decide em Portugal. O desporto não deve continuar a ser considerado como “cultura de terceira”, mas sim como cultura, sem distinção, inserida no leque de beneficiários das medidas incentivadoras promovidas pelo Estado. Não deve ser assim considerado, sobretudo, pelo facto de revelar níveis de desenvolvimento tão baixos que colocam o sistema desportivo nacional na cauda da Europa. E, por fim, não deve continuar a ser confundido com uma ou outra modalidade, refém de um sinónimo limitador que em Portugal perdurou e perdura no tempo, em resultado de largos anos de promoção de uma monocultura desportiva.
Pese embora não se esqueça o destaque dado, por algumas capas de jornais, aos feitos obtidos no seio de outras modalidades chamadas menos convencionais, continua a existir um caminho a conquistar na prossecução do equilíbrio mediático entre modalidades desportivas. Está na hora de dar relevância e valor aos atletas nacionais, única e exclusivamente pelos méritos alcançados e pela superação das dificuldades ultrapassadas na obtenção dos seus resultados, e independentemente das modalidades que praticam, sendo imperioso conter a multiplicação de exemplos de casos esquecidos, de mérito desportivo incontornável ignorado, minorados por outros, não raras vezes de valor desportivo residual, que são alvo e foco de atenção mediática, tantas vezes com difícil justificação.
Na era cada vez mais globalizada, o país continua a precisar de alargar horizontes e mostrar novos mundos ao mundo, precisa de promover todo o seu desporto de uma forma transversal, sem discriminação, precisa de mais medalhados olímpicos, mais canoístas campeões da Europa e do Mundo, mais atletas de marcha campeãs da Europa e do Mundo, mais atletas de triplo salto e judocas campeões da Europa, mais tenistas em grande plano no ranking ATP, mais velejadores com recorde de presenças nos Jogos Olímpicos a vestir as cores de Portugal, entre tantos outros e outras nas mais distintas modalidades, que, não só merecem a visibilidade proporcional aos seus feitos, como garantirão mais e melhor desporto português, assegurando, nos factores críticos do sistema desportivo nacional, um desenvolvimento mais rápido, que nos permitirá ir mais alto, para que, no futuro, e em todas as áreas, Portugal possa ser o mais forte."

Hungarian Dance No. 5


""Hungarian dance n.º 5"… peça de um célebre compositor alemão do romantismo novecentista que, por qualquer motivo, estendeu a sua atenção à cultura popular húngara.
Ficou na história musical. "Benfica leaks", célebre empreitada informática que um hacker português realizou para o bem da humanidade, já neste século. Por qualquer motivo, sabe-se lá se não serão "saias" ou "calças", também foi parar a Budapeste. Já o querem eternizar. Ora experimentem ouvir a peça partilhada enquanto pensam sobre o enredo que desenrolam para vosso deleite. Eu já estou extasiado! E é de ficar… Aos 23 anos descobre que ganhar a vida atrás de um ecrã com a intrusão em contas bancárias alheias, para obter dinheiro alheio, é algo genial. Não tão genial foi a forma de se safar dessa. Devolver a "pasta" para escapar à alçada criminal, qualquer um faria. É o artigo 24.º do Código Penal, diz com eloquência o seu ex-advogado, agora também comentador desportivo, nos intervalos do seu fervoroso e declarado portismo. Ahahahahah!
Uns anos mais tarde, o hacker evolui no conceito e dedica-se à extorsão. Pura e dura. Ataca onde há dinheiro à farta e segredos comerciais e pessoais. E depois negoceia para trocar confidencialidade por trabalho remunerado. Terá sido novamente safo pelo genialidade interpretativa e ouvido do seu ex-advogado, que identificou numa área de serviço de autoestrada um porto seguro para ouvir uma proposta. Em Espanha a melodia terá sido mais fina... A jactância com que isto flui só poderia encontrar na planura noticiosa doméstica o leito ideal para se espalhar. E é nessa terra fértil que chega a eternidade: o hacker português, afinal, não quis lixar o Benfica em conluio com os criminosos do costume. Nada disso. Ele quis foi neutralizar a criminalidade organizada em torno do futebol. Ele é um whistleblower! Um denunciante. Piratas somos nós! E o Benfica é que está por trás de todos os males do futebol português, não se esqueçam.
Desculpem ter-vos feito perder tanto tempo. Vamos à parte séria. Muito provavelmente, a detenção estaria a ser preparada há algum tempo. Uma defesa com William Bourdon e Francisco Teixeira da Mota não se prepara em poucas horas úteis. Um é especialista na defesa de processos de criminalidade económica internacional. Reputado e caro. Ideal para o patrocínio de processos de criminalidade transnacional. O português é um valoroso advogado, respeitado pelo seu trabalho continuado na defesa e promoção da liberdade de informação. Advogado de "O público", conhecerá o périplo de toda a cadência de recursos nas instâncias nacionais, até ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, onde se encontrará com Bourdon.
Este é o esquema para defesa da tese nuclear de quem utilizou os emails roubados ao Benfica, para obter segredos comerciais e informações para ataques pessoais. Limitaram-se a informar para bem do interesse social, e da verdade desportiva, com recurso a "fontes". Este não é o argumento do hacker, note-se, apesar de ser o "sumo" do comunicado dos seus novos advogados. Este pouco se importa com o direito e liberdade de informar. O seu negócio é mais reuniões, como diria o ex-advogado. É a fama, o reconhecimento internacional e o proveito inerente.
Mas a imagem destas primeiras horas é outra. Um rapaz de origens humildes que tem um talento e que está apavorado pelo benfiquismo vingativo que tudo domina nesta terra de corruptos. A esta hora devem estar a escrever algo do género para as autoridades húngaras. De anti-benfiquismo percebem de sobra. Se não for o seu mandatário, alguém por ele. Mas a humildade não lhe cerceou o engenho para viver numa capital europeia e receber, aí, compatriotas famosos, como Bruno de Carvalho e Nuno Saraiva. Nas horas vagas desloca-se à Alemanha para se tornar interlocutor do Der Spiegel, representante de um consórcio internacional de meios de comunicação. Geram milhões de euros em vendas com subprodutos do futebol. E lá aparece o Grupo Impresa, com uns artigos "football leaks", de quando em quando. Quando se cansa do Benfica. Pois bem, estou-me borrifando para o hacker, para o Francisco Marques e seus figurantes, para Bruno de Carvalho e não sei ao certo se Nuno Saraiva não estará a viver na Hungria, por troca, no apartamento do hacker. São uns lacaios de provisória utilidade.
O que me interessa mesmo, é ir ao ponto desportivo. A estratégia de comunicação subjacente a toda esta associação de figuras visou soltar as amarras dos poderes corruptos que condicionam a arbitragem e a disciplina. Para que o antigamente volte, sofisticado e reforçado. A cada notícia com conteúdos criminosos, que visam o Benfica, são mais uns parágrafos de vergonhosos acórdãos e autos que são escritos. Com impunidade garantida. A cada programa televisivo de difamação e injúria doentias, são mais uns apitos viciados que controlam um resultado, a gosto. E depois? Depois não há espaço mediático e judiciário para tanta porcaria. O entupimento dos canais é a bomba atómica destes pobres de espírito, inimigos do desporto. A cada época sob este ambiente, mais longe fica a baliza adversária para o Benfica, mais longe ficam os nossos objectivos desportivos e mais perto ficam das buscas ao Estádio da Luz. Mais violência gratuita e inconsciente se enfrenta nos estádios, mais sofrem os adeptos por ser do Benfica. Autênticos heróis. Eles sim, não o hacker. Nas ruas, nas escolas, nos empregos. Somos perseguidos por uma associação de interesses de ódio e de crime organizado. O hacker não é mais que um suspeito. Mas os beneficiários da sua actividade são criminosos factuais que não conhecem limites. Corrompem o futebol. Corrompem a Justiça. Corrompem a sociedade e a coesão nacional. E duvido que algum dia lhes ponham as mãos em cima. Mas não desistimos. Ah, já me esquecia. Não fui eu que escrevi. Apareceu escrito e nem tive de pagar."

Super-Herói...!!!

"O rapaz é um herói e na opinião de um universo azul esverdeado, devia ser condecorado, tal como devia ter sido todo o departamento de escutas telefónicas da PJ que trouxe ao mundo o esquema do Apito Dourado, através de escutas que foram consideradas ilegais, em minha opinião. Ao que consta, até uma euro deputada defende agora justiça popular criminosa para o combate ao crime. Não se sabe se o diz por defender tal sistema policial ou se apenas quer garantir que o bom Rui Pinto nunca se vai interessar pela sua correspondência electrónica.
Ao contrário do que foi altamente veiculado ontem, à data que escrevo isto ainda os reputadíssimos e bem pagos advogados do piratola pro bono não assumiram a sua participação no roubo dos emails do SLB. Em defesa da não extradição, apenas referem que o apaixonado amante de futebol revelou práticas criminosas... no Football Leaks, por onde não passaram os emails do FCPorto (na mesma medida em que o hacker é o do Benfica). Convirá alguém perguntar à douta Ana Gomes, qual o crime constante no contrato de compra do Ola John, esse sim, aí publicado. Mais, saberá justificar a Sr. Dona Eurodeputada, o nível de criminalidade dos documentos que o Super Rui abarbatou do escritório de advogados PLMJ? 
Enquanto parte interessada no processo, o FCPorto limita-se a colocar o seu "Director de Comunicação" como ponta de lança e a sair de fininho em direcção aos balneários, limitando-se a garantir que nada pagou ao gracioso Batman cibernético. Mais a sul, os outros intervenientes da reunião do Altis limitam-se a pedir justificações pelo conteúdo dos emails revelados no Porto Canal, que um relatório da ERC escondido no fundo de sites de informação desportiva e de conteúdo nunca emitido em canais de desporto ou notícias, afirma claramente que foram truncados e manipulados. Em relação ao pagamento do material, os de Alvalade não sentem necessidade de o negar. Ou esperam ansiosamente que o seu silêncio apague a vergonha de terem sido embarrilados pelo aliado?"

O lugar do outro

"Roubo de informação, com notícias falsas à mistura e devassa de privacidade: isto não só acontece, como parece não merecer grande censura por parte da população

Comecemos com uma afirmação que se situa no campo da banalidade: as coisas mudaram, e mudam rapidamente. A tal ponto que coisas há tempos impensáveis são hoje banais ou quase. Pensemos nas chamadas “fake news” (abrangendo todo o tipo de falsidades, montagens, deturpações). Ou no roubo de informação, com destaque para aquela que ocorre no mundo digital, e muitas vezes com a sua subsequente adulteração. Pensemos ainda na devassa da vida privada ou no esbatimento das fronteiras desta, chegando amiúde à intimidade. Ou nas violações – reiteradas e em “cascata”, isto é, com vários degraus de divulgação – de segredos, tão importantes quanto o segredo médico, o de justiça ou o da advocacia. E pensemos, para finalizar os exemplos, e para adensar o terror, na combinação possível de todas ou de várias destas coisas. Por exemplo, roubo de informação, com adulterações ou notícias falsas à mistura e devassa de privacidade e total desrespeito por este ou aquele tipo de segredo.
Ora, isto, não só acontece com frequência, como parece não merecer grande censura por parte da população, sendo certo que há mesmo consumo indiferente, ou até consumo com aplauso – seja em homenagem ao voyeurismo ou a sentimentos ainda menos nobres, seja em homenagem a uma enganosa e, sobretudo, perigosa ideia de transparência. E julgo que essa ausência de censura merece preocupação, pelo menos equivalente à preocupação que merece a proliferação dos fenómenos referidos. Equivalente ou mesmo superior, pois essa ausência de censura é campo aberto para que aqueles fenómenos proliferem e minem tudo quanto minam (e é muito).
E o que deve perguntar-se é quais são as razões dessa ausência de censura, ou mesmo do aplauso. São várias, e complexas, e não cabe tal análise numa mera crónica. Mas há uma causa – que é velha como o tempo, embora a “modernidade” (pelas suas características) lhe dê fertilidade – que me parece óbvia, e uma das mais importantes, sendo certo que, se ela não fosse uma característica tão humana, grande parte disto não acontecia ou, pelo menos, mereceria vivo repúdio por parte da generalidade das pessoas (o que tende a não acontecer). E é ela a incapacidade de cada um se colocar no lugar do outro, do outro vítima de notícias falsas, do outro a quem roubam e publicam informação, do outro que se vê devassado, do outro que é objeto de adulteração, construção ou manipulação, et cetera. Se não houver essa capacidade de colocação no lugar do outro, então isto, não só nunca parará, como crescerá, até sabemos lá onde. E essa colocação no lugar do outro é necessariamente de identificação a dois níveis: identificação com o sofrimento e a violação de que o outro é alvo, mas também uma bem mais elementar e egoísta consciência de que aquilo também poderá acontecer a quem em certo momento não censura, ou consome ou até mesmo aplaude. Aliás, só essa consciência já poderia ser um travão bem forte. É que estes infernos não acontecem só aos outros (sejam eles quem forem), ao contrário do que distraída ou superficialmente se possa pensar."

Benfiquismo (MLXVIII)

Algures em Portugal...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Factos que falam por si

"1 – O Sport Lisboa e Benfica foi vítima de roubo de toda a sua correspondência electrónica privada. Poucos dias depois da célebre reunião do Altis, entre os Directores de Comunicação do FC Porto e do Sporting Clube de Portugal, o fruto desse roubo viria a ser exibido no Porto Canal pelo Director de Comunicação do FC Porto. Nessa mesma altura, amigos de infância e universidade do hacker ontem detido passaram a ser figuras em destaque no Porto Canal, onde os emails do Sport Lisboa e Benfica eram semanalmente exibidos de forma truncada e manipulada.
2 – Posteriormente, essa difusão era, de forma organizada e criminosa, ampliada pelo blogue “Mercado de Benfica” e por blogues afectos a uma conhecida empresa de comunicação contratada pela anterior direcção do Sporting Clube de Portugal. A partir do momento em que, por decisão do Tribunal da Relação do Porto, o Porto Canal foi proibido de fazer essa divulgação, passaram a ser esses blogues a difundir em primeira mão os emails obtidos ilicitamente.
3 – O Tribunal da Relação do Porto deliberou pela proibição imediata da divulgação criminosa dos emails por parte do Porto Canal. A ERC (Entidade Reguladora da Comunicação Social) condenou o Porto Canal e o Director de Comunicação do FC Porto, dando como provado a deturpação e manipulação da informação constante dos emails. E no âmbito da justiça criminal, o mesmo Director de Comunicação do FC Porto foi constituído arguido pelos crimes de divulgação de correspondência privada e ofensa a pessoa colectiva, e toda a administração do FC Porto, com o seu presidente à cabeça, foram também constituídos arguidos pelo crime de ofensa a pessoa colectiva. Existindo neste momento mais de uma dezena de processos judiciais interpostos pelo Sport Lisboa e Benfica.
4 – Demonstrando estarmos perante uma rede criminosa altamente organizada e profissional, ao longo destes meses assistimos a um trabalho minucioso de divulgação de emails. Mais recentemente, outras entidades e instituições, entre elas prestadores de serviços jurídicos ao Sport Lisboa e Benfica, foram também vítimas de violação e divulgação da sua correspondência privada, eliminando em definitivo a tese de que o roubo dos emails poderia ter origem interna no nosso clube.
5 – Ontem, tomámos conhecimento, no âmbito da operação Cyberduna, da detenção do alegado responsável pelo roubo da correspondência electrónica privada do Sport Lisboa e Benfica, estando em causa, de acordo com a Procuradoria-Geral da República e com a Polícia Judiciária, factos susceptíveis de integrarem crimes de extorsão qualificada na forma tentada, acesso ilegítimo, ofensa a pessoa colectiva e violação de segredo.
6 – Na sequência da conferência de imprensa da Polícia Judiciária, também ficou claro que estava em causa a falsificação de documentos, realçando-se que, da nossa parte, alertámos desde o início para os riscos de ser assumido como fonte credível (e com divulgação feita de forma criminosa e como verdade absoluta) emails truncados, falsificados e totalmente descontextualizados.
7 – Cibercrime altamente sofisticado, implicando tanto tempo e recursos, nunca seria feito de forma graciosa. Foi dado mais um passo no sentido da descoberta da verdade e será importante perceber as motivações e quem esteve por detrás disso.
8 – O Sport Lisboa e Benfica já manifestou que acompanhará de forma intensa e atenta todo este processo reiterando total disponibilidade para colaborar no que lhe for solicitado na descoberta da verdade. O tempo é da justiça!"

Benfiquismo (MLXVII)

Camarate

Lanças... Tuguices !!!

Tempo de Justiça e Verdade: Cyberduna



"O Sport Lisboa e Benfica – Futebol SAD tomou conhecimento da detenção, no âmbito da Operação Cyberduna, de um cidadão nacional de 30 anos que, alegadamente, será o responsável pelo roubo da correspondência electrónica do Benfica.
De acordo com a informação tornada pública pela Procuradoria-Geral da República e pela Polícia Judiciária, estão em causa factos susceptíveis de integrarem crimes de extorsão qualificada na forma tentada, acesso ilegítimo, ofensa a pessoa colectiva e violação de segredo. Este é o tempo da Justiça e da Investigação.
O Sport Lisboa e Benfica respeita e seguirá atentamente o desenvolvimento do processo. Reitera que dará todo o seu contributo – na medida em que este lhe for solicitado – para que se descubra a verdade.
O Sport Lisboa e Benfica – Futebol SAD estará, como sempre esteve, à disposição das autoridades e espera que este seja um passo importante para que se chegue à verdade e às motivações que possam ter estado por trás de um crime que tantos danos causou e continua a causar ao Sport Lisboa e Benfica."

A caminho...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Vitória na Roménia...

Zalau 1 - 3 Benfica
25-23, 15-25, 19-25, 22-25

Obrigação cumprida... Após o sorteio desta competição, ficámos a saber que éramos favoritos até este momento! A partir de agora, tudo o que vier à rede é peixe!!! Vamos defrontar os Russos do Belogorie, que são claramente favoritos, mas...

A derrota no 1.º Set, acabou por fazer bem à equipa, pois nos dois seguintes, não demos a mínima hipótese aos Romenos... E no 4.º Set, mesmo com a rotação, e com a qualificação já garantida, vencemos!

Vitória tranquila...

Benfica 33 - 17 Boa-Hora
(18-7)

Jogo com pouca história, que deu para o João da Silva ir ganhando ritmo e confiança... e para o Nyokas confirmar a subida de rendimento.

Goleada... enganadora!

Benfica 4 - 0 Ac. Viseu


Estreia do Renato Paiva ao comando da equipa, com uma goleada... mas não foi tão fácil, como o marcador dá a entender!

A primeira parte não foi grande 'coisa', marcámos um golo, mas tivemos sempre muita dificuldade em controlar o jogo... Melhorámos o posicionamento na 2.ª parte, mas mesmo assim, fomos acumulando golos, a jogar em contra-ataque...

Uma das situações que mais me irrita, são as perdas de bola, em zonas proibidas, por distracções parvas! Hoje, o Ferro e o Florentino por exemplo, tiveram desconcentrações deste tipo... Fazem parte do crescimento dos jogadores?! Certo... mas...
E em relação ao Florentino, no que concerne à capacidade de recuperação de bola, mesmo ao nível dos contactos físicos, na minha opinião, já está preparado para o equipa principal!!!

Na flash-interview no final da partida, o Renato explicou tudo, mas mesmo tudo... A equipa tem princípios de jogo bem treinados, mas não anda em piloto-automático!!!

Uma nota para os 6 lesionados (a maior parte com lesões graves!) que afectam jogadores desta equipa! É muita gente...!!!

Descafeinado

"1. Os casos de violência sucedem-se no futebol português, mas está longe de ser um problema local. É, sim, civilizacional: «Vou matar-te!», disse um menino de 8 anos para uma jovem arbitra em Espanha. Ela acabou a carreira, mas o que fazemos com ele?
2. «Vieste aqui encomendado pelo Benfica!», disse Beto (team manager do Sporting) ao árbitro, em Tondela. Tenho tanta dificuldade em comentar este caso como o do ciclista de 90 anos apanhado com doping. Porque se há coisas estupidamente lógicas, também as há logicamente estúpidas.
3. O Sporting - FC Porto foi um clássico descafeinado que até parecia mais importante para os dragões. Já se fala que Marcel Keizer pode ser o realizador da sequela do filme de 1989. Querida, encolhi os miúdos.
4. Só um clube pode ter Messi, mas todos o procuram, como se pudesse haver mais espalhados por aí. O Benfica não pode ter Mourinho, pelo menos agora, mas deve continuar a procurá-lo. Talvez ele esteja em Bruno Lage e nos seus feelings, talvez não, mas a aposta faz sentido e (escrevo antes do encontro de ontem) tem sido. lufada de ar fresco na proposta de jogo e no discurso. Mas atenção: o que herda, o que lhe pedem, é tão difícil como ter um livro numa discoteca.
5. Sugestões à FPF: depois de ouvidos os treinadores (e bem), porque não os capitães de equipa?
6. Jorge Jesus e Rui Vitória outra vez juntos, agora na Arábia Saudita, a lutar pelo título, é cósmico e cómico.
7. Muito se fala em tempo útil de jogo. Há uns anos, vi um treinador da formação (no caso do Benfica) a mandar um jogador ficar no chão quando este se levantava após sofrer um falta, nos últimos minutos. A discussão pode travar-se na primeira divisão, mas o problema começa muito antes.
8. No dia em que me sentar à frente da televisão para ver o Índia - Barém ou o Quirguistão - Filipinas, da Taça da Ásia, liguem sff ao meu médico."

Gonçalo Guimarães, in A Bola

Duelo de equilíbrios

"Destaque para a ascensão e abrangência do jogo de João Félix, no passe, movimento e finalização

Estratégias
1. Jogo de Taça, apuramento para as meias-finais em causa e poucas alterações nas duas equipas. O Vitória em 4x3x3, com o triângulo do meio-campo aberto, Joseph e Matheus com a preocupação no fecho posicional de Fejsa e Gabriel e o Benfica no sistema de 4x4x2, com dois falsos alas, já que Pizzi e Zivkovic posicionaram-se constantemente por dentro. Estratégias idênticas em organização defensiva, não pressionando as primeiras fases de construção e com zonas/jogadores de pressão bem definidas. Do lado do Vitória fecho de jogo interior e forte pressão em Pizzi; do lado do Benfica fecho em corredor lateral, orientando quase sempre a pressão em Pedro Henrique. Na primeira parte o Benfica com mais bola, assente num jogo de apoios bem definidos em jogo interior, salientando o quadrado no meio-campo, efectuado pelo duplo pivô defensivo e os alas muito por dentro. Na segunda parte realço a capacidade do Vitória na reacção a capacidade do Vitória na reacção à perda e o ataque constante na verticalidade, procurando sair muitas vezes por fora, explorando a subida simultânea de André Almeida e de Grimaldo.

O golo
2. Em termos ofensivos, um Benfica assente num padrão posicional, com passe curto, demonstrando uma grande capacidade em jogo interior e em constantes apoios frontais (jogar de frente). João Félix é o avançado que procura mais vezes o jogo interior e exterior, com Seferovic mais em apoio frontal e no ataque a zonas de finalização. Neste ponto situa-se o momento do golo do Benfica com o movimento de João Félix nas costas do segundo central do Vitória, no espaço entre o lateral e o central (passe fantástico de Rúben Dias).

Transições
3. Em termos de transição ofensiva, destaco a clara intenção do Vitória em acelerar o jogo através do passo vertical, com canais exteriores bem definidos, através da relação lateral/ala. No momento da perda, o Benfica preocupava-se em reorganizar em termos posicionais, abdicando da primeira reacção de pressão, tentando rapidamente o equilíbrio estrutural.

Destaque
4. Uma palavra para os adeptos do Vitória, simplesmente extraordinários, pois num momento de desequilíbrio no resultado, incentivaram e deram uma energia extra de fora para dentro, capitalizada na forma como foi a reacção do Vitória na segunda parte. Termino, destacando a ascensão e a abrangência do jogo de João Félix, no passe, no movimento e acima de tudo na finalização."

Ricardo Soares, in A Bola

Jogo a jogo

"O campeonato português tem hoje um conjunto de treinadores bem preparados, actualizados e prontos a responder às mais altas exigências do futebol moderno. Há conhecimento e qualificações ao nível do melhor que existe na Europa.
Bruno Lage é o mais recente exemplo da qualidade que temos na Liga NOS. Ontem, num vibrante Vitória de Guimarães-Benfica (quartos-de-final da Taça de Portugal), o espectáculo foi prolongado para além dos 90 minutos pelas exemplares conferências de imprensa dos dois treinadores: respeito pelo adversário, vontade de explicar o jogo e enorme fair-play. Deveria ser sempre assim. Grande lição de desportivismo de Bruno Lage e Luís Castro.
O Benfica venceu mas tem já na próxima 6.ª feira novo duelo frente a esta mesma equipa, agora para o campeonato. É, como se sabe, um adversário de enorme qualidade. Trata-se de mais um teste de grande dificuldade, mas que acreditamos poder voltar a superar.
A temporada chegou a meio e o Benfica já vai com 34 jogos oficiais realizados. E continuando em todas as competições, está já garantido um mínimo de mais 22 jogos: 17 para o campeonato, 2 para a Taça de Portugal, 2 para a Liga Europa e 1 para a Taça da Liga. Ou seja, o Benfica 2018/19 fará, pelo menos, 56 jogos.
A possibilidade de atingir as finais da Taça de Portugal e da Taça da Liga – e ainda a perspectiva de chegar o mais longe possível na Liga Europa – permite projectar um novo máximo nacional, talvez acima dos 60 jogos numa época.
O melhor mesmo é seguirmos todos o conselho de Bruno Lage: “Isto é jogo a jogo.” E no final fazem-se as contas."