Últimas indefectivações

sábado, 23 de março de 2013

Melhores...


ABC 20 - 26 Benfica

Começamos muito bem (1-4), mas rapidamente perdemos a vantagem, com as exclusões e com os livres de 7 metros (os primeiros 8 golos do ABC, 5 foram de 7 metros!!!), ao intervalo 10-10... No início da 2.ª parte abrimos uma boa vantagem, e nunca mais permitimos a aproximação do ABC, até os árbitros deixarão de empurrar os de casa para 'cima', apesar de continuarem a ser permissivos com o ABC a defender: o Carneiro tem uma entrada aos 6 metros, remata, falha, mas sofre uma falta clara, com o jogador do ABC dentro da área, e o árbitro dá livre de 9 metros!!! A exclusão do Álvaro Rodrigues foi absurda!!! O 1.º 7 metros a favor do Benfica é num lance, onde existe realmente falta, mas o Costa mesmo assim marca golo... sendo assim, golo anulado, e 7 metros (o Tavares não falhou!!!)... As armas não são iguais, temos que ser muito melhores...

Susto


Os Tigres 4 - 6 Benfica

Mais uma vitória arrancada nos últimos segundos - 2 minutos para ser mais exacto!!! -, num jogo que se esperava um pouquinho mais fácil...

Juniores - 6.ª jornada - Fase Final



Corruptos 2 - 1 Benfica

Acabámos por perder o jogo nos últimos minutos, num jogo onde valeu tudo... a roubalheira foi tão grande, que até difícil fazer a 'contabilidade': pontapés de baliza transformados em cantos (o 1.º golo Corrupto nasce assim!!!); agressões (num 2.º golo Corrupto existe uma agressão a um jogador do Benfica); cortes com os braços, impunes, foram muitos; simulações Corruptas constantemente, sempre atendidas (excepto um pedido de penalty, tão escandaloso que nem este árbitro conseguiu marcar!!!); enfim uma autêntica macacada...

Corruptos..........13
Sporting.............11
Braga.................10
Benfica..............8
Setúbal...............7
Guimarães...........5
Nacional.............4
Rio Ave..............3

Capitão...

sexta-feira, 22 de março de 2013

Juiz Feijão

"O juiz Phantly Roy Bean (Feijão, à portuguesa) foi uma das figuras mais extraordinárias do velho Oeste americano. Acho que já falei aqui dele, mas não se perde nada em trazer de volta a estas páginas as peripécias de tamanho personagem. Juiz de Paz em Val Verde County, no Texas, Feijão tornou-se um administrador autoritário da justiça, entitulando-se vaidosamente como «A Lei a Oeste de Pecos».
Também temos um Feijão neste País de favas. E juiz. Dizem que Feijão da Trofa. Surgindo na televisão, grandiloquente, a avaliar uma trampolinice barata, tratou de esfregar na lama toda a magistratura. Que faz correr Feijão?
Geralmente, estes juízes de vão de escada, com uma carreira atrás de si capaz de envergonhar o menos competente dos oficiais de diligências, movem-se pela visibilidade. Dois minutos de espaço num telejornal qualquer provocam-lhes espasmos de prazer. Uns convites para assistirem a uns joguinhos de bola no camarote das Antas transforma-nos em julgadores baratos de saloon mancumunados com os pistoleiros sem escrúpulos.
É esta a sua vida-vidinha. Não têm pactos com a Justiça nem com a sua consciência. Limitam-se a ser trapos, usados, sujos, atirados para o balde dos desperdícios quando deixam de ser úteis ao Madaleno. Volta e meia entram-nos pela casa adentro, através da televisão: enquanto vomitam umas porcarias, fixamos-lhe os nomes. E convém fixá-los: nada pior do que um juiz que está do lado do criminoso.
O nosso Feijão não cabia em si de orgulho. Cumpriu a ordem. Talvez receba como prémio uma palmada no pescoço. Depois, como todos antes dele, será corrido a pontapés na boca."

Afonso de Melo, in O Benfica

Boa aspirina...


Benfica 6 - 3 Braga

Depois da semana atribulada, a vitória era ainda mais importante.. como é óbvio, não houve tempo para se observar mudanças, mas a atitude da equipa foi um excelente sinal. As perdas de bola, em zonas proibidas, continuam ser um dos principais problemas da equipa, hoje, o Bruno Coelho teve em especial evidência nesse 'campo'...
Depois dum início tremido, com os golos, o jogo pareceu sempre controlado, mas para isso muito valeu a espectacular exibição do Marcão. Em Braga para a Taça temos que jogar melhor, principalmente a defender.
A arbitragem foi o costume: uma desgraça!!! Penalty descarado sobre o César não assinalado... O primeiro cartão ao César é um absurdo... o critério dos 4 segundos nas reposições de bola uma autêntica vergonha... a 6.ª falta do Braga na 1.ª parte, só não foi marcada, porque eles não quiseram... Num jogo, onde os jogadores do Benfica sofreram várias entradas violentas, acabou por ser o César expulso!!! O que prova a 'embirração' das equipas de arbitragem com o César, creio que é a 4.ª expulsão esta época!!! 

A fronteira entre o êxito e o fracasso

"A vitória em Guimarães foi importante para quem aspira a ser campeão nacional no fim da época. Mas a euforia mediática gerada por uns míseros quatro pontos de vantagem é deslocada da realidade.
Bem o treinador e presidente que de forma sensata colocaram água na fervura. Festejos planfletários levarão a que não se ganhe nada no fim da época, uma atitude competitiva e profissional poderá fazer desta uma época ímpar. A fronteira entre o êxito e o fracasso é muito ténue e a visão mediática é sempre feita apenas em função dos resultados.
O Benfica está a fazer uma época óptima, mas o FC Porto também tem feito um dos melhores campeonatos dos últimos anos. Só a incapacidade de reconhecer os méritos do Benfica faz com que se menorize a prova dos portistas.
Em Guimarães vimos um Benfica menos exuberante e mais seguro e controlador dos destinos do jogo. Foi um Benfica com menor nota artística mas com menor exposição ao erro. Para chegar ao êxito também é importante saber fazer esta parte do percurso. 21 pontos dos quais teremos que conquistar 18. De nada interessa o campeonato dos ses... Nesse campeonato o Benfica poderá dizer que sem erros de Xistra em Coimbra e em Braga e já era campeão ou que sem a asneira de Artur na Luz contra o FC Porto e já estava resolvido.
Mas do lado portista não haverá adepto que não clame por um avançado que não falhe penaltis decisivos. Jackson já deve quatro pontos aos azuis e brancos, e quatro pontos já é um lanho grande a precisar de curativo.
No fundo Xistra prejudicou tanto o Benfica como Jackson o FC Porto. Este FC Porto lutará com o Benfica até ao fim, e qualquer clube poderá vencer. Pela tradição recente o FC Porto era favorito, pelo futebol jogado o Benfica leva vantagem.
Desejo sorte ao Sporting com as eleições de amanhã mas, pelo andar da carruagem, não antevejo nada de muito bom."

Sílvio Cervan, in A Bola

PS: O Cervan enganou-se, o Xistra só nos apitou em Coimbra, na Luz com o Braga foi o Soares Dias... a Xistralhada em Braga foi em Março de 2011 !!!

A opinião e a realidade

"Minutos antes de começar o jogo entre o Bordéus e o Benfica, na SICN, uma dupla de comentadores (Rui Santos e Ribeiro Cristóvão) entretinha-se a imaginar debilidades no plantel do Benfica. Jogar com a dupla de centrais Roderick e Jardel foi o ponto de partida para garantir profecias de desgraça que, mais do que opiniões, pareciam desejos de catástrofe. Um deles, o menos afoito na crítica, ouviu o parceiro de comentários dizer que o jogo que se seguiria confirmaria a sua agoirenta tese. Tudo isto alicerçado num chorrilho de superficialidades e lugares comuns debitados com a presunção e a ousadia da ignorância.
No final do jogo, e perante aquele aborrecimento de ver a realidade desmentir a fábula produzida na lucubração do pré-jogo, um deles, o que tem menos tempo de carreira e mais tempo de antena, apressou-se a dizer que, apesar da vitória do Benfica em Bordéus, a sua tese vingaria, sem dúvidas, no próximo jogo contra o Guimarães. E assim, entre a birrinha por ter sido desmentido pela realidade e a certeza de que a sua razão apenas fora adiada uns dias, lá se despediu o mais encarapinhado dos dois comentadores de serviço.
Para azar do dito cidadão, coube-lhe ter de comentar em directo a vitória do Benfica, por quatro golos, em Guimarães. Mais uma vez, a realidade ultrapassara o douto vaticínio da criatura. Onde menos de setenta e duas horas antes vaticinara pecados quase via agora virtudes e acabou por desdizer o que dissera como se nunca o tivesse dito. Fê-lo com a mesma convicção, o mesmo sorriso, a mesma ausência de contraditório e com o mesmo respeito pelo código deontológico que, óbvia e semanalmente, exibe.
Alheio a estas piruetas, o plantel do nosso Benfica segue em primeiro lugar no campeonato, preparando-se para enfrentar um outro plantel equilibradíssimo e recheado de Olegários, Xistras e Proenças. Atentos, à espera e à espreita, estão os do costume, os que aproveitam o tempo extra do jogo para poderem espetar a faca que vão, semanalmente, afiando, entre sorrisos e desejos mascarados de opiniões."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

À beira do zero

"Ainda há pouco tempo o treinador portista empolava as qualidades do seu 'Barça das Antas', mas anteontem aterrou em Pedras Rubras ao som de petardos e de impropérios de adeptos.

O futebol é ingrato. Ainda há pouco tempo Vítor Pereira gabava a beleza do futebol praticado pela sua equipa e cantava o prazer que dava aos seus jogadores a posse de bola e a circulação mágica que com ela faziam.
Ainda há pouco tempo o treinador portista empolava as qualidades do seu Barça das Antas, mas em cerca de três semanas viu desmoronar-se o castelo de fantasia e aterrou em Pedras Rubras ao som de petardos e de impropérios adequados à fase desconfortável vivida pela franja menos tolerante de adeptos do dragão.
Ainda há pouco tempo Vítor Pereira valorizava as suas proezas na UEFA. Recordou que na Champions residia o FC Porto e não enxergava nenhum outro inquilino português. Mas o futebol é ingrato, insisto, e num instante foi-se diluindo a excessiva euforia portista, principalmente a partir do empate em Alvalade, não pelo resultado em si, porque empatar na casa do leão, independentemente do seu estado se saúde, nunca poderá ser olhado como um desfecho negativo para qualquer visitante, mas pela impotência relevada pelo dragão para se libertar dos grilhões com que Jesualdo Ferreira o manietou. Foi desde aí que nuvens de preocupações começaram a roubar espaço à esperança que iluminava o caminho de Vítor Pereira
Em cerca de três meses viu-se afastado da Taça de Portugal, excluído da Liga dos Campeões e, sequência de dois empates na Liga, colocado quatro pontos abaixo do Benfica e, por isso, na dependência de terceiros. Ou seja, se confirmar-se a ameaça de desistência da Taça da Liga disparada pelo presidente portista, como em termos de Campeonato, a sete jornadas do fim, o quadro não é entusiasmante, o FC Porto corre o risco de ficar à beira do zero quanto a mais conquistas (além da Supertaça, claro). Não se trata de uma afirmação, como é óbvio, antes de uma dedução sugerida pela lógica da coisa, ou não?...

PARECE cada vez mais próxima a necessária mudança de ciclo no futebol português. A infalível organização portista vai apresentando sintomas de cansaço e as virtudes que muitos apregoavam, e alguns apregoam, vão fazendo menos sentido. Aliás, sem entrar na discussão dos meios para atingir os fins, creio que o domínio azul e branco sobrevive por absurda distracção do treinador/cientista, que na época transacta perdeu desajeitadamente o título para o FC Porto. Como diz o povo, à primeira todos caem (e já estou a abrir uma excecção para ele: duas quedas), à segunda só cai quem quer, e se é vontade de Jesus prolongar a sua ligação ao Benfica deve saber muito bem que a condição essencial para poder alimentar o processo negocial é ser campeão nacional. Isto sou eu a falar, note-se. Apesar de não possuir o dom de pensar pela cabeça de Luís Filipe Vieira, julgo ser esta premissa uma evidência. No entanto, como aqui escrevi há uma semana, mesmo que ela se concretize, falta conhecer qual o entendimento do presidente benfiquista acerca de matéria tão sensível.

IZMAILOV  e Liedson: que papel desempenham, afinal, no plantel do dragão? Foi imenso o alarido provocado por estas contratações no mercado de inverno, mas até hoje de efeitos discretíssimos. O primeiro estreou-se na Luz, com o Benfica, para impressionar, a 13 de Janeiro, e desde lá tem alinhado a espaços sem que se vislumbre benefícios inquestionáveis com a sua aquisição. Pelo contrário, tudo leva a crer que o FC Porto foi amigo do Sporting ao livrá-lo de um peso financeiro e de um incómodo social. Sobre Liedson, o caso é ainda mais intrigante: soma 38 minutos de utilização. Fantástico! Dois exemplos claros da (des)afinação da máquina portista, antes eficaz, agora soluçante. As presenças do presidente no treino para dar sinal de autoridade e no balneário para arrefecer o ambiente só servem para empurrar Vítor Pereira para a porta de saída. Sendo um treinador do regime, e aceitando esse rótulo desde sempre, deixou-se esvaziar."

Fernando Guerra, in A Bola

PS1: Fernando Guerra é dos poucos jornaleiros Benfiquistas com espaço para dar a sua opinião nos jornais... mas o seu trauma anti-Jesus é difícil de explicar!!!

PS2: Engraçado como o Mito da organização infalível, é sempre posto em causa quando, desportivamente, as coisas correm mal aos Corruptos... basta algumas Proençadas, e a Organização perfeita, volta a ser infalível  independentemente de tudo o resto...!!!

Das religiões...

"É a velha sina: no futebol não há nada mais fácil do que arranjar-se um bode expiatório que deixe ficar à sua sombra dezenas de falsos inocentes a assobiar para o ar. Por isso, sem espanto, nos últimos dias, me apercebi de linha (cruel) a enrodilhar-se, fugaz, na tese de que quando o FC Porto ganha, ganham todos, quando o FC Porto falha, falha o Vítor Pereira. (Se contra o Marítimo as substituições foram feitas ao deus-dará - a equipa de arranque não, era a que eu faria. E não foi ele que falhou o penalty, como já falhara com o Olhanense, nem foi ele que escorregou para o empate do Suk...)
Não, para mim, a questão da sua culpa, não é a sua culpa, é a sua circunstância, tem a ver com o futebol ser o que é: um jogo onde o treinador pode construir uma equipa ou uma ideia na cabeça - mas só alguns jogadores conseguirem levá-la, à equipa e à ideia, mais adiante. É o que sucede com Moutinho. (Ou antes, diferente, com Hulk) Com ele, toda a equipa joga a entender melhor o jogo, as suas peripécias, os seus alçapões, a equivocar-se menos com a bola, os seus ritmos, os seus caprichos. (Por isso é que sem ele em Alvalade o FC Porto perdeu o tino, sem ele em Málaga o FC Porto perdeu o carácter, sem ele no Funchal o FC Porto talvez tenha perdido o destino.)
Não querendo fazer de Vítor Pereira responsável principal pelo que suspeito que acontecerá: o Benfica ser campeão (o que seria injusto, sobretudo para o Benfica) - há, contudo, crença a que não fujo: que sem Moutinho, Vìtor Pereira teria de ser menos ortodoxo para compensar o não o ter tido quando o não teve (e não foi). E que sem Moutinho o que se viu foi que Vítor Pereira não é o que Jorge Jesus é: treinador sagaz que não se prende a um sistema como a uma obsessão e faz evangelho da ilusão (ou não) de que só se vence com a alma além da fé. E sim, eu acho: não é por ter caído na tentação do disparate que Vítor Pereira pode acabar a penar no purgatório, chegando lá, ironicamente, apenas com uma Taça da Liga em sua salvação (ou não) - é por não ter sido dessa religião de Jesus (e não ser tão subversivo como ele, o Jesus é...)"

António Simões, in A Bola

Benfica tentado a ganhar tudo

"O Benfica tem o campeonato na mão e o maior desafio de Jorge Jesus será o de evitar a euforia do «está quase». Daí que o discurso do treinador do Benfica, após o jogo de Guimarães, tenha sido inteligente, fazendo questão de lembrar que nada nem ninguém poderá garantir que esta diferença de quatro pontos para o FC Porto se mantenha até ao Dragão.
Será, no entanto, difícil controlar a ansiedade dos benfiquistas que, de repente, vêem a sua equipa como natural favorita a conquistar o título, à beira de ser finalista da Taça de Portugal e ainda com a legítima ambição de vencer uma final europeia.
Dirão os prosaicos que um grande clube se arrisca a ganhar todas as provas em que entra. Não é bem assim. Mesmo numa fase adiantada das três competições julgo que o Benfica só por milagre as poderia ganhar, a todas. A pressão psicológica aliada ao natural desgaste físico (apesar de Jesus ter vindo a gerir muito bem a época) não deixará de se fazer sentir.
Pode acontecer que ed tanto querer ganhar, ou de tanto ser obrigado a querer ganhar, o Benfica ainda possa poder o essencial das oportunidades que aparentemente se lhe oferecem? Pode! O futebol não é, porém, uma ciência exacta e admito que seja impossível, perante a espantosa perspectiva histórica, que o Benfica possa, agora, abdicar de lutar em qualquer uma das três frentes. Os pessimistas lembrarão que quem tudo quer tudo perde, mas os optimistas haverão de contrapor que quem não arrisca não petisca.

NOTA FINAL - Estranha (falta de) reacção do FC Porto no Funchal. Do meu ponto de vista, muito pior do que em Málaga. A equipa pareceu triste e insegura, demasiado longe de Jackson Martínez e com muita gente cansada. Que João Moutinho volte depressa!"

Vítor Serpa, in A Bola

As 'remontadas' espanholas

"1. Remontada é a palavra da moda em Espanha. Primeiro, foi o Real Madrid em Manchester, onde teve a ajuda do turco Çakir que decidiu (com a bênção de Collina) virar a eliminatória do avesso; depois, foi o Barcelona que, humilhado e dado por morto em Milão, resolveu equipar-se de gala e transformar o Camp Nou no Teatro della Scalla para recitar uma ópera épica, mais uma, sob a batuta de Messi, o maior maestro de todos os tempos; finalmente, o Málaga a quem o Porto estendeu a passadeira vermelha para fazer das fraquezas (bem visíveis no Dragão) forças. E assim, graças à fortuna e ao valor próprio conjugados com a inépcia alheia, os espanhóis continuam com três equipas em prova e podem cantar olé. Deve dizer-se que a eliminação do FC Porto não era esperada mas Vítor Pereira, mais uma vez condicionado pelo medo, quis improvisar. Apesar da enorme superioridade manifestada no jogo da 1.º mão que o 1-0 não traduz de todo, optou por jogar com um só atacante (Jackson) embora houvesse outro em campo a fazer número (Varela). Ao renunciar a James em benefício de Defour, transmitiu à equipa a sua apreensão e pouca convicção. Tanto mais que, moralmente, o adversário estava de rastos: vinha de quatro jogos sem vitórias e apenas um golo marcado! O próprio Helton não se coibiu do inevitável sketch de que Rizzoli gostou tanto que até lhe perdoou a fífia.

2. Rolando está à prova no Nápoles, estreou-se na Série A no passado dia 10 e só tem mais oito jogos para convencer a exigente crítica italiana. Nessa partida em Verona contra o Chievo, que o Nápoles perdeu (0-2), foi um dos dois melhores juntamente com Behrami (um Kosovar naturalizado suíço), classificados com a nota de 5,5 em 10. Antes disso, Rolando tinha sido utilizado apenas na Liga Europa, no duplo confronto com o Viktoria Plzen e, ao que rezam as crónicas, desiludiu quer como líbero quer como stopper. Por este andar, dificilmente virá a ser resgatado pelos, sete milhões acordados."

Manuel Martins de Sá, in A Bola

quinta-feira, 21 de março de 2013

Quem lhes pode levar a mal?

"Que se mantenha bem acesa a estrelinha tão maravilhosamente expressa no momento em que Artur, sentado à porta da baliza, viu ir parar-lhe às mãos uma bola que só podia ser golo.

DO debate entre os candidatos à presidência do Sporting, transmitido na noite de terça-feira na SIC, terão os sportinguistas, os principais interessados, retido aquilo que mais lhes aprouve reter. Em função das simpatias e das antipatias que nutrem pelos concorrentes, naturalmente, mas também em função da atenção prestada ao que os mesmos diziam.
Como benfiquista, também naturalmente, retive aquilo que mais me aprouve reter: o momento em que o candidato Carlos Severino explicou os fundamentos da urgência da contratação de Jorge Jesus pela sua direcção, em caso de vitória eleitoral no sábado. Ou no domingo. Ou mesmo na próxima terça-feira, pois dizem que a contagem dos votos poderá ser demorada.
«Jorge Jesus veste-se como o Cruyff, Jorge Jesus penteia-se como o Cruyff...», disse Severino. Está dito. E nem vale a pena discutir se Jesus e Cruyff se penteiam da mesma maneira o não, embora eu tenha uma ideia bem formada sobre o assunto que não vou explanar porque não é esse o assunto que interessa ao País.
Indiscutível é o facto de o treinador do Benfica, que este ano ainda não ganhou nada como o próprio não se cansa de nos fazer recordar, ter conseguido despertar paixões assolapadas e declarações entre os nossos maiores rivais. Refiro-me ao Sporting pelo já enunciado e ao FC Porto pelas palavras de António Oliveira, muito directo ao âmago da questão no momento de projectar o nome do próximo treinador dos dragões.
Coisa nunca vista, esta de um treinador ser cortejado às claras e às escuras pelo inimigo quando a temporada entra na sua fase decisiva.
O nosso País anda triste e negro como o breu, concordarão. E a ciência de Jesus, os aforismos de Jesus, os neologismos de Jesus, Jesus professor universitário, toda esta torrente justificada e potenciada pela provavelmente surpreendente liderança do Benfica no campeonato, estão a transformá-lo numa figura nacional de cariz genuíno e autêntico, como há poucas para alegrar e dar esperança à malta.
Gostavam de ter isto os nossos rivais, claro que gostavam. Quem lhes pode levar a mal?

NAS vésperas de ir a Alvalade jogar para o campeonato o treinador do FC Porto desvalorizou o grau de dificuldade da vitória somada pelo Benfica no mesmo recinto perante o mesmo adversário, recordando que o Sporting que defrontou e perdeu com o Benfica não tinha descansado as obrigatórias 72 horas entre a recepção ao rival e o seu último jogo europeu.
Se foi por isso ou por outra razão qualquer que o Sporting perdeu 1-3 em casa com o Benfica para, meia dúzia de jornadas depois, mais descansado, forçar o FC Porto a um empate nunca se saberá. Futebol é futebol e, por vezes, acontecem coisas estranhíssimas e inexplicáveis que contribuem para a glória e popularidade do jogo.
O bom senso face ao recente episódio da desqualificação-requalificação do FC Porto das meias-finais da Taça da Liga, por causa das espinhosas 72 horas regulamentares, recomendaria a Vítor Pereira que não utilizasse semelhante argumento. Mas utilizou, paciência.
Foi também por uns minutinhos que o Benfica não cumpriu as 72 horas de descanso entre o jogo de Bordéus na noite de quinta-feira para a Liga Europa e o jogo de Guimarães para o campeonato nacional. O Benfica não só não se queixou como ganhou os dois jogos com grande naturalidade e por números convincentes, o que também me agradou.
Agora faltam sete jogos para o fim do campeonato e se o Benfica quiser ir o mais longe possível na Liga Europa faltam-lhe cinco jogos, incluindo o da final. Quem corre por gosto não cansa, diz a sabedoria popular.
E que se mantenha bem acesa lá no alto a estrelinha que nos tem guiado e tão maravilhosamente expressa naquele momento do jogo na cidade-berço em que Artur Moraes, confortavelmente sentado à porta da sua baliza, viu ir parar-lhe às mãos uma bola que só podia ser golo.

VÊM aí dois jogos tramados de difíceis para a Selecção Nacional, compromissos que muito decidirão sobre a presença ou a ausência da Selecção Nacional no Mundial do Brasil. Imaginar um Mundial de futebol no Brasil sem Portugal é uma vergonhaça. Não há volta a dar-lhe.
O extraordinário momento de forma de Cristiano Ronaldo é uma esperança maior para os desafios com Israel e o Azerbeijão que obrigaram à interrupção do campeonato nacional. Fica então por saber se conseguimos ou não conseguimos ir ao Brasil no Verão de 2014.
Fica também por saber se João Moutinho recupera na Selecção da maleita que o tem impedido de jogar pelo FC Porto. Se recuperar é uma boa notícia para Paulo Bento. Se não recuperar, logo se disctutirá, em função dos resultados, se João Moutinho faz mais falta ao FC Porto ou à Selecção Nacional.
Todas estas discussões são sempre em função dos resultados, não é verdade?

TAL como aconteceu em Inglaterra nos anos de Margaret Thatcher, temo  que o hoologanismo social vigente no nosso País encontre o seu mais notório escape nos territórios sempre permissivos do futebol. Os últimos acontecimentos justificam esta preocupação. Pela primeira vez vimos presidentes de clubes de futebol pedir desculpa aos adeptos-cidadãos pelo comportamento violento, e já aparentemente incontrolável, de grupos organizados de supostos apaniguados deste ou daquele emblema.
A importância da polícia é de fazer chorar as pedras da calçada. Atiram-se blocos de cimento de cima de pontes e os autores da proeza continuam anónimos. Entre gente em estádios carregando petardos e outros aparelhos de tiro diligentemente manufacturados e não há barreira que os detecte e que os detenha.
Voam cadeiras nos estádios, voam petardos em aeroportos. A onda alastra e os sintomas de impunidade são tanto ou mais assustadores do que a própria violência social de que emana.
O presidente do Vitória de Guimarães, o último clube vítima deste neo-hooliganismo português, pedindo desculpa pelo comportamento de um grupo de supostos adeptos do Vitória Sport Clube no jogo com o Benfica, terminou o seu lamento público com um desabafo mais do que legítimo:
- Esta gente não pode gostar de futebol.
É isso mesmo, presidente. Não gostam mesmo. Estão lá apenas porque os deixam.

VEM aí um domingo sem campeonato, fenómeno que de tão raro de torna desconcertante. Para quem habita na capital e é dos nossos há, no entanto, a possibilidade redentora de um domingo sem campeonato, é verdade, mas com futebol e com Benfica.
Trata-se de um filme. Portanto, de uma ida ao cinema. A programação da 6.ª edição do Festival do Cinema Italiano traz-nos um tesouro: Benfica-Torino 4-3, um documentário realizado por Andrea Ragusa, sobre a tragédia que fez desaparecer a grande equipa do Torino a 4 de Maio de 1949.
O Torino foi a equipa convidada pelo Benfica para abrilhantar a festa de despedida do seu jogador Francisco Ferreira no Estádio do Jamor. Na viagem de regresso, e quando já se preparava para aterrar  o avião que transportava a equipa italiana embateu na colina de Superga. Uma tragédia sem sobreviventes.
Em Itália a consternação foi geral. E nas derradeiras quatro jornadas do campeonato os adversários do Torino fizeram alinhar os juniores para permitir ao emblema destroçado sagrar-se campeão de Itália. Em Portugal, a comoção não foi menor, como se compreenderá, e milhares de lisboetas dirigiram-se à embaixada de Itália para assinar o livro de condolências.
O filme Benfica-Torino 4-3 é sobre isso tudo. É exibido numa única sessão no próximo domingo, dia 24 de Março, às 15-15 horas, no cinema São Jorge."

Leonor Pinhão, in A Bola

Magia e crueza

"Um Campeonato decide-se nos detalhes, diria Mr. de La Palisse se , no séc. XVI, houvesse futebol. Na época passada, os detalhes fora para o SLB uma mistura cumulativa: o cansaço em Guimarães, a inutilização de Rodrigo por Bruno Alves em S. Petersburgo, os indisfarçáveis e fatais erros de arbitragem no jogo em Coimbra e no decisivo jogo na Luz contra o Porto.
Este ano, ainda estamos longe de saber quem vai ser campeão. Mas os pormenores podem decidir. Ironicamente, o magnífico Jackson Martínez fracassou nos piores momentos. Não desfez dois empates (Olhanense e Marítimo) ao ter desperdiçado 2 dos últimos 3 penalties que falhou em 4 hipóteses. No Benfica, Lima garantiu mais 2 pontos no último minuto contra a Académica convertendo uma grande penalidade e o mal-amado Cardozo apontou o castigo máximo na vitória por 1-0 em Aveiro.
Se Jackson Martínez os tivesse marcado e Lima e Cardozo tivessem falhado os seus, o Benfica passaria de 1.º com 4 pontos de avanço para 2.º com 4 pontos atrás do Porto.
Tudo isto faz parte da imprevisibilidade apaixonante do futebol. Os golos não valem todos o mesmo. Houve golos espectaculares do ponta-de-lança portista, que ele bem trocaria por penalties convertidos. E talvez agora se perceba melhor quão é errada essa ideia de desvalorizar um atacante que, no seu pecúlio, tem muitos penalties marcados.
Cardozo - que este ano em 8 ocasiões ainda não falhou nenhuma - continua a ser criticado no Paraguai porque falhou um penalty decisivo no Mundial contra a Espanha, que provavelmente não viria a ser campeã se não fosse aquela falha do jogador do Benfica.
É o futebol em toda a sua magia e crueza."

Bagão Félix, in A Bola

Venham mais cinco !

"Rio Ave, Sporting e Estoril, na Luz. Deslocações a Olhão e aos Barreiros. São estas as cinco próximas jornadas do Campeonato. São estas, creio, as cinco vitórias que nos separam do título.
A semana passada correu particularmente bem ao futebol encarnado: apuramento europeu em Bordéus, e dilatar da vantagem doméstica em Guimarães, num jackpot de emoções que temos de saber gerir com entusiasmo, com confiança, mas de pés bem assentes no chão.
Se na frente internacional, com Chelsea, Tottenham e Lazio ainda em prova, o sonho de uma subida aos céus permanece mais distante do que aparenta, intramuros o Benfica depende agora apenas da sua concentração competitiva para alcançar o grande objectivo da temporada. É verdade que o pássaro europeu vai esvoaçando cada vez mais perto dos nossos olhos. Só que o de raça lusitana está já na nossa mão, e não o podemos deixar fugir.
Não é impossível vencer no Dragão na penúltima jornada. Muito menos trazer de lá um empate. Porém, nós sabemos, que eles sabem, que nós sabemos, que eles sabem, que nesta altura, ao contrário do que faria supor a mais inocente das matemáticas, a diferença entre quatro e três não é apenas um. Quatro pontos - estes mesmos que levamos de vantagem - podem dispensar uma decisão dramática, num terreno hostil, onde valerá quase tudo. Para nos salvaguardarmos dessa eventualidade, dispomos agora de um caminho alternativo. Ele passa por cinco vitórias, em cinco “finais” que terão de ser encaradas como os jogos das nossas vidas.
Há um Newcastle para ultrapassar, que acredito estar ao alcance de um bom Benfica - onde jogadores menos utilizados como Aimar, Carlos Martins, Rodrigo, Luisinho, ou os dois jovens Andrés, podem muito bem caber. Mas, mais do que nunca, julgo que a prioridade absoluta terá de ser o Campeonato, que no passado Domingo nos piscou ostensivamente o olho.
Quem tudo quer, tudo perde, diz o povo com sabedoria. Queiramos pois, com muita força, este 33.º título. Se alguma coisa vier por acréscimo, tanto melhor."

Luís Fialho, in O Benfica

Sorteios da UEFA !!!

Quem faz batota nos sorteios, não fará batota para assegurar os resultados desportivos mais desejados?!!!

Tentativa de agressão ao Roderick


O que fazer com atrasados mentais com bandeiras na mão?!!! E este até estava na bancada central!!!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Normal


Castrense 0 - 29 Benfica

Resultado natural... em frente na Taça... próxima eliminatória, Oitavos-de-final, na Luz, dia 24 de Abril com a Ac. Espinho.

JJ e as toupeiras

"Os adversários do Benfica rezam, neste momento, para que Jesus deixe a Luz no fim da época. Independentemente de ser ou não ser campeão, já se percebeu que Jesus é o treinador que interessa ao Benfica. E que pode levar o Benfica, de novo, à hegemonia no futebol português.
Ganhar ou perder um título depende, às vezes, de muito pouco. O Manchester United perdeu há um ano a Liga para o Manchester City mercê de dois golos marcados nos descontos! Ora, Ferguson não passou, por isso, a ser pior treinador.
Neste momento, Jesus já deu todas as provas na Luz: conseguiu 70% de vitórias, levou sempre o Benfica aos quartos-de-final em competições europeias, ganhou quatro títulos (um campeonato e três Taças da Liga), construiu um ataque demolidor, pratica um futebol espectacular  valorizou jogadores, fez adaptações impensáveis. O que é preciso mais?
O Benfica até pode ainda vir a perder as provas onde está. Mas uma coisa é clara: o clube está no bom caminho. E não deve voltar para trás. Num momento em que Pinto da Costa parece dar sinais de quebra, o Benfica não pode conceder trunfos ao rival.
Isto é evidente para todos os que estão fora do clube, como eu. Só não o é para certos benfiquistas – que, fora e dentro da estrutura, continuam a torcer o nariz ao treinador. Os piores inimigos dos clubes são os insatisfeitos, os que querem sempre mais, os que não sabem valorizar o que têm. Esses acabam por, involuntariamente, entregar o jogo aos adversários. Funcionam como toupeiras, que minam o próprio terreno onde se movem. Luís Filipe Vieira, que se tem mostrado um homem sensato, saberá com certeza tomar a decisão certa."

Ninguém para (pára) o Benfica!

"Há mais de um ano, aqui escrevi sobre os insondáveis mistérios do tão depressa oficializado Acordo Ortográfico (AO). Volto a ele, porque umas poucas semanas atrás, o título de A BOLA sobre um jogo que o Benfica ganhou para a Liga rezava assim: «Ninguém para o Benfica...».
Confesso que fiquei assustado num primeiro instante. Ninguém para o Benfica? Deixou o meu clube de ser atractivo? Já não consegue seduzir nenhum bom jogador? Está o clube falido? Será que em vez de Benfica a referência era para um outro qualquer clube?
Nos momentos seguintes, lembrei-me do acordês e acordei do pesadelo. Afinal o que o título queria dizer era «Ninguém pára o Benfica». Como um singelo acento agudo tudo modifica! O que pôde um dito (des)acordo ortográfico suscitar no meu espírito!
Pensei até na eventualidade de ser um problema meu de natureza ótica, como se escreve no dito AO a palavra óptica. Acontece que, assim sendo, ótica (dos olhos) se escreve do mesmo modo que ótico (dos ouvidos), pelo que está lançada a confusão entre ser míope e bronco dos ouvidos.
Há quem nos media seja ainda mais acordista do que o próprio acordo. Isto é, não se limitam a segui-lo no que se pretende uniformizar na grafia, mas ultrapassam-no com excesso de zelo. Não raro, deparo agora com fato em vez de facto, como se em linguagem oral tivéssemos engolido o c entre fa e to. Assim, fato passa a representar o facto em Portugal substituído pelo terno no Brasil.
Ninguém para o Benfica de fato. Traduzindo: ninguém pára o Benfica, de facto.
Uma tristeza este acordês que, aliás, a presidente brasileira e suspendeu e Angola não assinou..."

Bagão Félix, in A Bola

Revolução no Futsal

Não concordei com a contratação do Paulo Fernandes, não me esqueci das atitudes que teve como adversário do Benfica, além disso sempre pensei que táctica e tecnicamente não era treinador para o Benfica, não é a mesma coisa, montar com sucesso um sistema contra o Benfica baseado na agressividade e no ódio anti-vermelho, ou liderar um Benfica, ofensivo, que semanalmente tem que lutar contra sistemas 'fechados' e equipas hiper-motivadas... chegado ao Benfica, acabou por vencer todas as competições internamente na época anterior, a equipa nunca deslumbrou, mas nos momentos decisivos, mesmo com muitas contrariedades, e ambientes terroristas, não falhou - expecto na Europa -, este ano, os resultados e as exibições no Campeonato, foram em alguns jogos, muito más, muito más mesmo... o facto do Sporting não ter perdido um único ponto, internamente, também não ajudou, pelo meio por motivos de doença ainda esteve afastado da equipa.
Com tudo isto, era expectável uma mudança na Luz. Só não se sabia quando. Com a classificação no Campeonato decidida - época regular -, optou-se por mudar tudo agora, ainda a tempo de se preparar o Paly-off. Além do Paulo Fernandes, saiu o Nelito e o João Pedro Fernandes...
Oficialmente foi contratado o ex-treinador do Belenenses João Pinto, passando o Alípio Matos a ser o coordenador da modalidade. Como o Alípio está castigado pela FPF, fico com dúvidas, se o João Pinto será o treinador principal, ou se será o adjunto quando o castigo terminar!!!
Não duvido do Benfiquismo do Alípio, nem duvido da sua capacidade como treinador, apesar de achar que as suas equipas, são demasiado conservadoras, mas depois dos seus comportamentos - e palavras - após a sua saída do Benfica, e ida para o Belém, na minha humilde opinião, não devia ter sido contratado novamente pelo Clube... a alguns meses atrás quando foi re-contratado para a formação e para a secção Feminina, não gostei... Agora, também não gostei da sua promoção... Sobre o João Pinto, não tenho informação suficiente para ter uma opinião...

Já houve modalidades, onde dominamos a época regular, mas depois falhámos nos Play-off's, este ano no Futsal temos hipóteses de fazer o contrário, independentemente, dos meus 'gostos' pessoais, acho que temos plantel para revalidar os títulos, é tudo uma questão de liderança e mentalização...

Trabalho de Jesus

"Nesta altura do campeonato, está mais do que visto que Jorge Jesus aprendeu com as experiências do passado, encontrando uma fórmula que lhe permitiu colocar o Benfica como a única equipa a depender dela própria para conquistar o título nacional, com enormes possibilidades de vencer a Taça de Portugal e boas condições de fazer o mesmo na Liga Europa.
A rotação de jogadores, ao contrário da época anterior, não desequilibrou a equipa e manteve elevados os índices competitivos, tendo o técnico encarnado o mérito de integrar elementos menos experientes em onzes mais batidos, possibilitando a evolução dos mesmos sem choque.
Mas, mais do que isso, Jesus tem esta temporada uma equipa mais equilibrada, com melhores soluções. No habitual esquema de 4x4x2, Maxi Pereira agradeceu o aparecimento de André Almeida, permitindo-lhe descansar do calendário apertado para surgir neste final de época (ainda) em forma; Luisinho colmatou bem as ausências de Melgarejo; Carlos Martins e André Gomes (ou Aimar) emprestaram magia quando foi preciso poupar Enzo Pérez; Gaitán, Salvio, Ola John e até Urreta dividiram jogos entre si, chegando até aqui sem sinais de cansaço; e Luisão, Garay, Cardozo e Lima puderam sair do onze sem que Jardel, Roderick e Rodrigo estragassem a fotografia.
E, no entanto, tudo parecia perdido no início da época, após as saídas de duas pedras basilares – Javi García e Witsel. Para suprir a ausência do primeiro, Jesus tinha uma pérola guardada, Matic, e para o segundo apostou em Enzo Pérez e ganhou. Para além disso, insistiu em Melgarejo como lateral-esquerdo e viu a teimosia recompensada.
Curiosamente, todo este sucesso parece fazer mais efeito nos adversários do que no seio do próprio clube. Pois, nesta altura, é bem provável haver mais portistas a não acreditar na possibilidade de voltarem a ser campeões do que benfiquistas já com a certeza de o serem."

Silêncio... não façam barulho !!!


(minuto 40)

Além destes tristes, mas habituais, acontecimentos, a outra notícia que passou ao lado das grandes parangonas foi o pedido do Málaga à UEFA para efectuar o controle Anti-Doping, no jogo na Andaluzia  supostamente por terem ficado surpreendidos com a capacidade física Corrupta no jogo da 1.ª mão!!! E pelos vistos resultou...!!!
O silêncio dos jornaleiros avençados, tanto nos jornais, como nas rádios e nas televisões, é indicador mais do que suficiente, para provar o total grau de subserviência, que estes rastejantes, sentem pela Organização!!!

PS: Sim, infelizmente, vândalos existem em todos os Clubes, mas comparar os animais Corruptos, com qualquer outro grupo de adeptos - abaixo do Mondego, porque no Minho parece existir seguidores fiéis!!! -, é misturar alhos com bugalhos .. estas ondas de violência e roubos, acontecem sempre que estes animais saem dos curros onde habitam, sempre... não são acontecimentos esporádicos.

Glorioso SLB, interpretado pelo primo (afastado) do PSY (rapper do Gangnam Style) !!!

terça-feira, 19 de março de 2013

Uma pequena mancha no mais alvo dos panos de linho...

"O último clube de Lajos Czeizler foi o Benfica. Ganhou o Campeonato e a Taça de Portugal à base de goleadas (103 golos em 26 jogos do Campeonato; 6-2 na final da Taça ao FC Porto), mas falhou na Taça dos Clubes Campeões Europeus e isso foi-lhe fatal. Com ele jogava-se sofregamente para a baliza.

MAIS uma página nesta tarefa de recordar e não deixar morrer figuras e factos da vida do Benfica. E há tantos: figuras e factos. Hoje umas, amanhã outros.
Falemos então de Lajos Czeizler, por exemplo. Alberto da Maia escrevia nas páginas deste seu Jornal, aquando da chagada à Luz, estão quase a cumprir-se cinquenta anos: «O verniz sueco, o tom bem italiano, de froma alguma conseguiram impedir que Lajos Czeizler, o novo treinador do futebol benfiquista, nos surja aos olhos como uma figura bem 'húngara', do tipo daquelas que nos habituamos a contactar - e a admirar - dentro do futebol benfiquista». Confusos? Não vale a pena. Como bom húngaro que se preze - naceu em Heves, em 5 de Outubr de 1893, no que era então o velho Império Austro-Húngaro - Lajos Czeizler era um trotamundos. Antes de chegar ao Benfica já treinara na Polónia (LSK Lodz), em Itália - daí o «tom bem italiano» - (Udinesse, Fazenza, Lázio, Milan, Padova, Sampdoria, Fiorentina, comandando a selecção italiana no Mundial de 1954), e na Suécia - o tal «verniz sueco» - (Vasteras e Norkoping).
O fascínio do Benfica pelos treinadores húngaros - talvez o tema mereça uma crónica um destes dias.
Sucederam-se vários, de Lipo Herczka a Janos Biri, de Béla Guttmann a Lajos Czeizler, Lajos Baroti e Pal Csernai.
Quase todos com sucesso. E Lajos Czeizler - «bonacheirão, optimista, mas pleno de personalidade e valor» - veio para a Luz para ter sucesso. Ficou só uma época, 1963/64, mas venceu o Campeonato e a Taça de Portugal. Na época anterior, Fernando Riera, chileno, fora Campeão mas perdera a Taça (eliminação nas meias-finais frente ao Sporting) e a Taça dos Clubes Campeões Europeus (derrota na final frente ao Milan). Ah! Nesse tempo perder uma final da Taça dos Clubes Campeões Europeus deixava marcas indeléveis. E Riera teve de partir.

Golos e golos e golos e mais golos!
NAS tertúlias, nos cafés, os adeptos do Benfica interrogavam-se: então anda o Clube a espalhar o nome pelo Mundo graças ao seu futebol de ataque e agora os seus dirigentes optam por um treinador que fez a maior parte da carreira em Itália, pátria do Futebol defensivo?
Lajos Czeizler sossegava-os: «É verdade, venho de um país onde impera o 'cattenaccio', mas não é menos verdade que sempre fui um dos seus mais fervorosos opositores. Dentro do princípio de que, para ganhar, basta marcar mais um golo que o adversário, eu sou totalmente partidário da ideia atacante, de jogar para a frente, em busca da baliza contrária...»
E como não fazê-lo??? O Benfica tinha Eusébio, e Torres, e Simões, e José Augusto, e Coluna e Yaúca...
Lajos Czeizler prometeu: Lajos Czeizler cumpriu.
O Benfica foi Campeão com seis pontos de avanço sobre o 2.º classificado, o FC Porto. Só perdeu um jogo ao longo de todo o Campeonato, em Alvalade, por 1-3. Marcou 103 golos em 26 jogos.
Era esse o futebol em busca da baliza do húngaro Czeizler: 5-2 ao Vitória de Setúbal, em casa; 4-2 ao Barreirense, no Barreiro; 7-0 ao Leixões, na Luz; 4-2 ao Vitória de Setúbal, no Bonfim; 8-1 ao Olhanense, em casa; 10-0 ao Seixal, também na Luz; 5-1 em Coimbra, à Académica; 8-0 ao Barreirense, na Luz; 5-2 ao Belenenses, na Luz; 4-1 ao Vitória de Guimarães, no Campo da Amorosa; 5-1 ao Leixões, em Matosinhos; 8-0 ao Varzim, na Luz Ufa! Golos e golos e golos e mais golos!
Na Taça de Portugal, a receita repete-se, embora com adversários mais frágeis: 6-0 e 6-1 ao Luso; 8-1 e 9-0 ao Vianense; 8-1 ao Lusitano, em Évora; 6-2 ao FC Porto, na final.
Não havia dúvida sobre quem er a equipa mais forte do Futebol português.
Só que a Taça dos Clubes Campeões Europeus pesava muito. Exige-se do Benfica que fosse longe, que chegasse à final, que ganhasse.
Pois é, outros tempos, esses, os de Lajos Czeizler.
O Benfica ultrapassa a primeira eliminatória com facilidade e mais uma goleada, frente ao Distillery, da Irlanda do Norte: 3-3 e 5-0. Depois defronta o campeão alemão, o Borússia de Dortmund. Vence na Luz por 2-1 (golos de Simões e Eusébio), mas é copiosamente derrotado na Alemanha (0-5).
Há sempre uma mancha, por pequena que seja, no mais alvo dos panos de linho.
À chegada, Czeizler, dirigindo-se aos jogadores, soltou: «Jogar futebol é simples... quando se sabe jogar futebol. E vós sabeis!»
Em campo, conheceu duas derrotas. E mesmo assim partiu. Para o seu lugar veio outro trotamundos, o romeno Elek Schwartz. E o Benfica regressou à final da Taça dos Campeões Europeus.
Lajos Czeizler morreria no dia 6 de Maio de 1969, aos 75 anos.
O Benfica foi o seu último Clube."

Afonso de Melo, in O Benfica 

Lixívia 23

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica.........61 (-6 ) = 67
Corruptos......57 (+4 ) = 53
Braga...........43 ( +2 ) = 41
Sporting.........27 (+6 ) = 21


Mais uma jornada que prova a minha teoria: para os Talibans Corruptos, quando temos arbitragens com os erros normais, consequência da incompetência dos apitadores, sem os 'roubos de igreja' que eles estão habituados, é sinal que o Benfica controla as nomeações!!!

Estava com receio do jogo de Guimarães, o Paulo Baptista nunca foi de confiança, e a equipa vinha de uma série de jogos, extremamente desgastante, o ambiente terrorista local cada vez mais equiparado a Gaza, condiciona... creio mesmo, que a noticia do empate Corrupto, foi um excelente 'doping' para a nossa equipa...
- 3 foras-de-jogo mal tirados ao Benfica na 1.ª parte. Um deles prometia muito perigo.
- Cartão vermelho perdoado ao El Adoua, no lace do penalty sobre o Lima. Se este penalty não é para vermelho, não sei o que será!!! Sem falta, seria um golo parecido ao do Salvio. Podemos divagar sobre a justiça de um duplo-castigo - penalty, expulsão -, mas as regras são claras, e o penalty até podia ter sido falhado.
- Simulações constantes do Soudani. Não me surpreendeu, o rapaz até tem potencial, mas escolheu o desporto errado: Mergulhos é a sua especialidade!!! Devia ter sido amarelado... várias vezes!!!
- O 1.º amarelo do Kanu, foi um daqueles amarelos alaranjados, depois no início da 2.ª parte deu uma chapada no Gaitán - admito que inadvertidamente... -, e depois tem uma entrada a varrer sobre o Melga, que por acaso - com muita sorte!!! -, toca de raspão na bola. O facto de tocar na bola, não impede a marcação da falta, ao contrário do que muitos defendem... mas eu admito, que se fosse árbitro, e tivesse visto a 'repetição' - sim, porque ao vivo, o toque na bola é imperceptível -, marcava a falta, mas não lhe mostrava o 2.º amarelo...
- Não existe fora-de-jogo no 3.º golo do Benfica, o Salvio está literalmente em 'linha'... este é daqueles lances, onde as indicações são de deixar jogar, mesmo se um dos pintelhos do Salvio tivessem em fora-de-jogo, deve-se beneficiar o ataque...
- Não sou hipócrita: gostei da dança do Cardozo, apesar de não recomendar ao Tacuara uma carreira nas pistas de dança, prefiro vê-lo a marcar golos!!! Aos indignados, respondo com uma citação divina: "Que la chupen y sigan chupando" !!! Recentemente ouvi num jogo da Taça de Portugal, estes mesmos adeptos do Vitória, jogando contra uma equipa das divisões secundárias (creio que era o Vizela), cantando, durante grande parte do jogo, o famoso: Glorioso fi... !!! Esta gentalha não respeita ninguém, esta gente não merece respeito de ninguém... Também fiquei espantado quando ouvi, Talibans Corruptos e submissos, que semanalmente vomitam ódio ao Benfica, que incentivam à violência em todas as suas aparições públicas, defenderem que a dança do Cardozo, era a razão pela qual os autocarros do Benfica eram apedrejados!!! A canalhice intelectual para defender tal coisa, está só ao alcance de filhos-da-puta de grande nível...!!! Agora vamos ver se a CII abre um inquérito ao Vitória. Não é a mesma coisa um petardo rebentar na bancada, ou rebentar a poucos metros do guarda-redes adversário. Ainda por cima, um Estádio, que neste momento tem um castigo de 2 jogos, suspenso, devido a um recurso...





Temos que admitir, as arbitragens esta época, apesar dos benefícios Corruptos, que a Tabela demonstra, têm sido até agora, menores, do que é normal!!! Não sei o que se passa, mas enquanto os 'internacionais' continuam longe dos jogos do Benfica, evitando assim as Xistralhadas, Proençadas, Benquerençadas, etc... os Corruptos, apesar de algumas ajudas pontuais, não têm tido os roubos de igreja do costume, pelo menos até agora!!!
Vi quase o jogo todo dos Corruptos, e o Capela surpreendeu-me. Errou para os dois lados, tentou deixar jogar, e até na mostragem dos cartões demonstrou calma, algo que habitualmente não acontecia... Os amarelos por simulação aos Corruptos, são talvez o melhor indicador, para a arbitragem imparcial do Capela: no lace do Lucho as imagens não são conclusivas, mas parece-me um mergulho, no lance do James é um mergulho descarado, mas normalmente a falta era marcada!!! O penalty marcado a favor dos Corruptos, não existiu porque a falta é fora da área. Admito que só vendo a repetição na TV é possível observar a estupidez do David Simão. Acho que o Rossi vez penalty sobre o Jackson: desnecessário é verdade, a intensidade também é duvidosa, mas acho que é falta. Mas também é daquelas faltas que só na TV é possível determinar, porque fica sempre na dúvida a intensidade, tal como a chapada do Kanu ao Gaitán em Guimarães... Houve um lance com o Atsu no início do jogo que não me pareceu penalty, e nos últimos minutos existe um esboço de protesto por parte dos jogadores Corruptos, por possível braço na bola - igual aos muitos penalty's ultimamente assinalados a seu favor!!! - mas para minha surpresa não houve repetições, e ninguém falou do assunto!!! Ainda na 1.ª parte, em alguns ataques rápidos do Marítimo o Capela deu, bem, a lei da vantagem aos Madeirenses, mas depois dos lances terminarem não mostrou amarelos aos Corruptos, e também não houve repetições para clarificar a gravidade das faltas... Conclusão: arbitragem com erros, quase todos só visíveis na TV, mas com um penalty que podia ter alterado o marcador...


Os Lagartos muito se queixaram do árbitro, dos resumos, só pude confirmar que ficou um penalty por marcar a favor do Sporting, e que o penalty marcado a favor do Sporting, existe... mas já vi muitos lances iguais não serem marcados. Aliás até já vi num Braga-Benfica, um lance igual, por falta sobre o Luisão, não ser marcado, e os analistas, nem sequer consideraram o agarrão, como digno de pertencer aos casos do jogo!!!

Desconheço totalmente o que se passou no Gil-Braga, mas sabendo que o Xistra foi o árbitro tenho a certeza que houve merda... É algo inevitável, mesmo quando ele não quer...!!!

Termino com aviso para os Benfiquistas: quando digo que nada está decidido, não o faço como uma estratégia preventiva, ou como uma tentativa de evitar que o excesso de confiança se apodere dos Benfiquistas em geral e da equipa em particular!!! Quando digo que nada está decidido no Campeonato, é mesmo porque nada está decidido. Independentemente daquilo que se passou nas primeiras 23 jornadas, tudo pode ser decidido novamente, pelos Proenças e Benquerenças do costume, nos 7 jogos que faltam...!!!


Anexos:
Benfica
1ª-Braga(c) E(2-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
2ª-Setúbal(f) V(0-5), Jorge Sousa, Nada a assinalar
3ª-Nacional(c) V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4ª-Académica(f) E(2-2), Xistra, Prejudicados, (0-3), (-2 pontos)
5ª-Paços de Ferreira(f) V(1-2), Marco Ferreira, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
6ª-Beira-Mar(c) V(2-1), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
7ª-Gil Vicente(f) V(0-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
8ª-Guimarães(c) V(3-0), João Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
9ª-Rio Ave(f) V(0-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar
10ª-Olhanense(c) V(2-0), Rui Silva, Nada a assinalar
11ª-Sporting(f) V(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Marítimo(c) V(4-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
13ª-Estoril(f) V(1-3), Duarte Pacheco, Nada a assinalar
14ª-Corruptos(c) E(2-2), João Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Moreirense(f) V(0-2), Capela, Nada a assinalar
16ª-Braga(f) V(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Setúbal(c) V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Nacional(f) E(2-2), Proença, Prejudicados, (2-4), (-2 pontos)
19ª-Académica(c) V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Paços de Ferreira(c) V(3-0), Capela, Nada a assinalar
21ª-Beira-Mar(f) V(0-1), Manuel Mota, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
22ª-Gil Vicente(c) V(5-0), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
23ª-Guimarães(f) V(4-0), Paulo Baptista, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado

Sporting
1ª-Guimarães(f) E(0-0), Capela, Nada a assinalar
2ª-Rio Ave(c) D(0-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
-Marítimo(f) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Gil Vicente(c) V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, (2-2), (+2 pontos)
5ª-Estoril(c) E(2-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-3), (+1 ponto)
6ª-Corruptos(f) D(2-0), Jorge Sousa, Prejudicados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Académica(c) E(0-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
8ª-Setúbal(f) D(2-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
9ª-Braga(c) V(1-0), Proença, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
10ª-Moreirense(f) E(2-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
11ª-Benfica(c) D(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Nacional(f) E(1-1), Soares Dias, Nada a assinalar
13ª-Paços de Ferreira(c) D(0-1), Rui Silva, Nada a assinalar
14ª-Olhanense(f) V(0-2), Hugo Pacheco, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Beira-Mar(c) V(1-0), Cosme, Nada a assinalar
16ª-Guimarães(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
17ª-Rio Ave(f), D(2-1), Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Marítimo(c) D(0-1), Duarte Gomes, Nada a assinalar
19ª-Gil Vicente(f) V(2-3), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-4), Sem influência no resultado
20ª-Estoril(f) D(3-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
21ª-Corruptos(c) E(0-0), Paulo Baptista, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
22ª-Académica(f) E(1-1), Hugo Pacheco, Nada a assinalar
23ª-Setubal(c) V(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado

Corruptos
1ª-Gil Vicente(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiado, Prejudicados, (1-1), Sem influência no resultado
2ª-Guimarães(c) V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Sem influência no resultado
3ª-Olhanense(f) V(2-3), João Ferreira, Nada a assinalar
-Beira-Mar(c) V(4-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
5ª-Rio Ave(f) E(2-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
6ª-Sporting(c) V(2-0), Jorge Sousa, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Estoril(f) V(1-2), Capela, Nada a assinalar
8ª-Marítimo(c) V(5-0), Cosme, Nada a assinalar
9ª-Académica(c) V(2-1), Hugo Pacheco, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
10ª-Braga(f), V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Moreirense(c) V(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
12ª-Setúbal(f) V(-3), Proença, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
13ª-Nacional(c) V(1-0), Rui Costa, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
14ª-Benfica(f) E(2-2), João Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Paços de Ferreira(c) V(2-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
16ª-Gil Vicente(c) V(5-0), Paulo Baptista, Beneficiados, Sem influência no resultado
17ª-Guimarães(f) V(0-4), Marco Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
18ª-Olhanense(c) E(1-1), Cosme Machado, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
19ª-Beira-Mar(f) V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
20ª-Rio Ave(c) V(2-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
21ª-Sporting(f) E(0-0), Paulo Baptista, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
22ª-Estoril(c) V(2-0), Nuno Almeida, Beneficiados, Sem influência no resultado
23ª-Marítimo(f) E(1-1), João Capela, Beneficiados, Prejudicados, (1-2), (-2 pontos)

Braga
1ª-Benfica(f) E(2-2), Soares Dias, Beneficiado, Prejudicados, (3-2), (+ 1 ponto)
2ª-Beira-Mar(c) V(3-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
3ª-Paços de Ferreira(f) D(2-0), Pedro Proença, Nada assinalar
4ª-Rio Ave(c), V(4-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
6ª-Olhanense(c), E(4-4), Jorge Tavares, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7ª-Marítimo(f), V(0-2), Benquerença, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
9ª-Sporting(f) D(1-0), Proença, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
10ª-Corrutpos(c) D(0-2), Xistra, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Académica(f) V(1-4), Soares Dias, Nada a assinalar
12ª-Estoril,(c) V(3-0), Nuno Almeida, Beneficiados, (3-1),Sem influência no resultado
13ª-Moreirense(c) V(1-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14ª-Nacional(f) D(3-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
15ª-Setúbal(c) V(4-1), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
16ª-Benfica(c) D(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Beira-Mar(f) E(3-3), Hugo Pacheco, Beneficiados, Prejudicados, (4-2), (+1 ponto)
18ª-Paços de Ferreira(c) D(2-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
19ª-Rio Ave(f) E(1-1), João Ferreira, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
20ª-Guimarães(c) V(3-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
21ª-Olhanense(f) V(0-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
22ª-Marítimo(c) V(2-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
23ª-Gil Vicente(f), V(1-3), Xistra, Nada a assinalar

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No "penalty" esteve a diferença

"FC Porto falhou, Benfica não e assim se pode decidir um Campeonato.
Claro que falta muito para o final da prova, mas o Benfica acaba de dar um passo importante com vista ao título, ao triunfar com clareza (4-0) em Guimarães, tirando partido do empate (1-1) do FC Porto no Funchal e, assim, aumentar para quatro o número de pontos de avanço. Para uma luta que vinha a caracterizar-se pelo equilíbrio pontual (e até de golos), esta repentina diferença não deixa de ser significativa, mas ainda não é decisiva. Têm a palavra as próximas rondas.
Com 72 horas e meia (e meia!) de diferença entre o berço do néctar francês e o berço do condado henriquino, o Benfica apresentou-se neste claramente disposto a alcançar o triunfo. O seu 4.1.3.2 não deixava dúvidas, Cardozo e Lima eram as apostas atacantes, bem acolitados por um miolo ofensivo (Gaitán, Perez e Salvio), com Matic mais recuado para as habituais operações de limpeza que o jogo suscitasse. 
Mas o Vitória também trazia propósitos bem definidos e não se pode dizer - antes pelo contrário - que a equipa tenha soçobrado na luta do meio-campo, onde André e Tiago Rodrigues foram oponentes de respeito. Um equilíbrio que dava pretexto às mais variadas conjecturas e que só ruiu já no declinar do 1º tempo, numa meritória abertura de Gaitán a isolar Lima. El Adoua incorreu em "penalty" que Cardozo converteu no 0-1. Estava resolvido meio problema.
A solução completa surgiu na outra página, a 2.ª parte, e bem cedo (61'), com a expulsão de Kanu e o 2º golo, por Garay, tudo de uma assentada. Assim destroçado o Vitória, teve então o Benfica meia hora para descontrair, período que lhe rendeu mais dois golos (Salvio e Rodrigo), possibilitando-lhe um triunfo robusto, perante um adversário, nessa altura (e só aí...) sem capacidade de resposta, muito embora Rui Vitória, com tanta gente no banco para eventuais mudanças de cenário, se tenha ficado por uma única substituição.
Moral da história: triunfo indiscutível mas exagerado do Benfica, por 4-0.
Já no Funchal, o FC Porto não passou no teste com o Marítimo. A equipa não está no seu melhor, algumas unidades estão abaixo do rendimento habitual e, por isso, pouco influentes, casos de James e Fernando, e outras nem sequer estão disponíveis (Moutinho), já para não falar na lesão de Atsu, ao cabo de 10' de jogo. São muitos inconvenientes juntos. Mesmo assim, o FC Porto poderia ter ganho se Jackson, ao contrário de Cardozo, não tivesse desaproveitado uma grande penalidade, numa altura crucial do jogo.
É verdade que a equipa sentiu sempre grandes dificuldades, perante a manobra dos insulares, muito bem no seu meio-campo e na exploração do contra-ataque, contando para isso com o perigoso Heldon, sobretudo ele, mas o FC Porto também não deixou de subscrever as suas oportunidades, obrigando, de resto, o guardião Salin a assumir-se como um dos grandes protagonistas da partida.
Não se pensava, por isso, que os golos de James e Suk, ambos ainda no 1.º tempo, acabassem por ser os únicos da contenda, pois aguardava-se uma categórica reacção dos azuis e brancos após o intervalo. Contudo, o tom descoordenado do FC Porto, se bem que dominador (a maior posse de bola é disso prova) e a argúcia táctica do Marítimo determinaram a divisão de pontos. Para o que contribuíram também (e não pouco) o tal "penalty" falhado e as confusões de Vítor Pereira na hora das mudanças."

segunda-feira, 18 de março de 2013

Quem vier...

Antena de “aluguer”

"Onde ficou a deontologia?
Ponto prévio a tudo quanto mais à frente vai ser exposto: o Sport Lisboa e Benfica condena, como sempre condenou, qualquer tipo de violência.
A SIC apresentou, no passado sábado, um “exclusivo” no seu principal bloco informativo. O exclusivo não resultou de qualquer trabalho jornalístico, resumiu-se apenas à transmissão de imagens que foram “entregues” a um jornalista da redacção da SIC no Porto. A SIC limitou-se a reproduzir imagens que alguém tinha interesse em que fossem difundidas.
Ao contrário do que mandam as normas deontológicas que regem a profissão, a SIC avançou com as imagens sem que de forma idónea pudesse constatar coisas tão básicas como se as imagens tinham sido previamente seleccionadas e editadas, o tempo e as circunstâncias das mesmas. Também teria ficado bem à SIC avisar os telespectadores que as imagens lhes tinham sido facultadas.
Foi pena a SIC não ter querido fazer um trabalho exaustivo sobre a violência nos campeonatos nacionais de futebol deste ano e o seu denominador comum: Braga B-Leixões, Braga B-Belenenses, Vitória de Guimarães B-Braga B, Braga–Paços de Ferreira e, ainda este fim-de-semana, o Braga B-Sporting B.
Posto isto, fica claro para o Sport Lisboa e Benfica que:
a) A SIC prestou no sábado, de forma assumida, um serviço a alguém
b) Que não quis fazer um trabalho sério sobre a violência no futebol português
c) Que o Ministério Público deve investigar as imagens difundidas pela SIC em forma de antena de “aluguer”, as suas causas, o enquadramento em que tudo aquilo se verificou, mas também o crime que está por detrás da exibição dessas mesmas imagens."


Só hoje de manhã vi as imagens dos incidentes do Braga. Já tinha ouvido alguns comentários, mas mesmo assim fiquei surpreendido com as 'certezas' do jornaleiro avençado no relato que fez dos acontecimentos!!! Entre outras frases, fiquei surpreendido com a designação que é dada, enfaticamente, aos Stewarts: «Agentes de Segurança !!!» Mas eu pensava que eram, simples, espectadores !!!
Não foi preciso o Benfica, escrever um comunicado, para eu ficar com dúvidas, sobre o tal video, que demorou 3 semanas a 'parir' !!! O mais engraçado, é que nos últimos meses, praticamente todas as semanas, têm sido notícia, os actos violentos perpetrados pela claque do Braga, e até agora não me recordo de ver imagens de video-vigilância desses acontecimentos, também não me recordo da CII da Liga, após as imagens da fuga dos adeptos do Paços, para o relvado na Pedreira ter aberto um inquérito (já que os relatórios dos delegados nada informaram!!!)... Espero que o Benfica não fique pelos Comunicados, é preciso agir... para não ter que reagir mais tarde, quando for tarde demais!!!
Lembro-me por exemplo, que na altura do jogo da Taça da Liga, ter sido noticia 'pequena', uma carga policial sobre os adeptos do Benfica, no Estádio... Também gostaria de saber, qual a justificação para os adeptos do Benfica terem sido obrigados a ficar dentro do Estádio 1 hora após o fim do jogo, numa partida onde o Estádio não estava cheio e portanto a multidão deveria ter-se dissipado mais rapidamente. Será que houve uma tentativa de fazer uma 'espera' aos adeptos do Benfica, tal como foi feito ao autocarro da equipa?!!! Já agora será que a CII da Liga abriu um inquérito ao arremesso de blocos de cimento para cima do autocarro do Benfica?!!!

Hoje, também é notícia o inquérito da UEFA. No jogo com o Bordéus na Luz, rebentou 1 petardo, repito 1 !!! Imediatamente reprovado pela maioria. Inclusive, o 'consócio' do megafone dos NN... !!! Supor que o Benfica, pode ser obrigado a jogar à porta fechada, devido a atitudes de 2 ou 3 indivíduos, com claro atraso intelectual - digo mesmo: atrasados mentais profundos!!! - enoja-me. A solução para estas atitudes, não está no castigo generalizado do Clube. Está no castigo exemplar dos indivíduos, tal como aconteceu em Leverkusen. O resultado deste inquérito vai dar uma Multa grande, e no mínimo, uma pena suspensa... Neste momento a Lazio e o Fernenbache já estão a jogar à porta fechada, qual será o próximo!!!

O facto de não concordar com o método da UEFA - nem ir na conversa do tal video da SIC... -, não desculpa as atitudes de gentalha, que alegadamente em representação do Benfica, actua como Anti's prejudicando gravemente o Clube... A obrigação da Direcção, e de todos os adeptos do Benfica, é ajudar as autoridades a identificar estas pessoas - devemos exigir mesmo, a identificação desta gente, mesmo se autoridades não se quiserem dar ao trabalho!!! -, e a impedir que estas situações se repitam... Representar o Benfica deve ser um direito, que se conquista, não é para todos...

Fado do Bairro Alto

"O Azeiteiro da Cabeça d'Unto é como o Fado do Bairro Alto: quis um dia dar nas vistas. Infelizmente para ele e para todos nós que gostamos de Futebol, quis um dia e esse querer prolongou-se pelos dias todos até hoje e, muito provavelmente, até final da sua existência e da nossa. É assim a vaidade: não costuma ter limites. Meia dúzia de pingos de chuva fazem com que postergue para as calendas gregas um jogo que deveria ter sido disputado em datas previamente definidas mas que, à revelia das regras e das leis, foi jogado quando o Futebol Clube do Sistema bem entendeu.
O Azeite abençoou a pouca vergonha. Há coisas que ele não tem e essa é uma delas. Depois, lá surgiu, ao seu jeito espalhafatoso a brandir cartões vermelhos como o Santo Condestável brandia a espada na Batalha de Aljubarrota. Mais uma vez, deu (e bem!) nas vistas. Volta e meia haverá quem lhe aconselhe recato. Que o queira em sossego, de forma até a utilizá-lo em proveito daqueles que todos sabemos nos momentos certos que todos conhecemos. Mas ele não se aguenta: sai por aí com os trovadores e mais o fado para fazer suas conquistas.
Recentemente amuou. Fez finca pé e não foi do seu agrado tocar a guitarra e o apito no palco que o chefe lhe indicou. De cócoras, como sempre, o chefe quedou-se mudo, também ele. O Azeiteiro da Cabeça d'Unto faz o que quer e que lhe apetece. E, se não compareceu ao concerto, é porque tem alguma carta na manga, decerto um ás. Quando diz que não quer um palco é porque já está a pensar noutro para a semana seguinte, nem que para isso seja preciso meter férias. Por isso preparem -se: ele não tardará em dar nas vistas outra vez! Silêncio velha Lisboa, vai cantar o Bairro Alto.

P.S.- Parece-me perfeitamente compreensível que o Canal do Porto anuncie serviços de acompanhantes. Depois a D. Manuela trata das facturas..."

Afonso de Melo, in O Benfica

A descolagem da águia

"Podia ser uma semana marcante para o campeonato e foi. O Benfica aumentou a vantagem pontual para o FC Porto, reforçando nesta jornada boa parte daquilo que já se pressentira nos jogos europeus. Os dragões não conseguem desatar os nós que eles próprios geram e os encarnados mantêm um grau de eficácia e capacidade de reacção elevados. As diferenças começaram aqui e estenderam-se à forma como encararam as partidas. Em Guimarães, o Benfica não cedeu à pressão.
Apesar de uma meia-hora inicial com dificuldades para agarrar o jogo (ter Tiago Rodrigues como "polícia" de Matic causou alguns problemas), o facto é que a equipa encarnada, depois de acertos óbvios, passou a gerir a partida da forma que lhe interessava. Chegou a ganhar ao intervalo, mas seria na segunda metade que arrancaria para uma exibição de clara superioridade em todos os aspectos.
Pode dizer-se que a expulsão de Kanu facilitou o trabalho (no mesmo minuto em que Garay assinou um golo tecnicamente irrepreensível), mas a verdade é que já muito antes o Vitória tinha esvaziado a sua capacidade de ripostar. O Benfica foi sempre um conjunto com uma atitude afirmativa, nunca caindo na armadilha da ansiedade. E venceu categoricamente.
No Funchal assistimos, por parte do FC Porto, precisamente ao oposto. Uma equipa com marcas psicológicas visíveis do afastamento da Champions, uma vez mais sem "motor" (a ausência de João Moutinho é um dos dados mais importantes nesta fase da época, pelas consequências que se detectam , aliada ao facto de ter perdido Atsu logo no início da partida, transformou este desafio frente ao Marítimo num perigo permanente.
Nem mesmo quando conseguiu vantagem o FC Porto foi suficientemente seguro de si próprio para evitar que os madeirenses empatassem quase de seguida. O que vincou ainda mais a tal insegurança que já se manifestara antes. Depois, o constatar-se que há várias pedras deste xadrez que estão muito longe do exigível (James é um bom exemplo) e outras que não respondem nos momentos cruciais, como Jackson, um repetente neste tipo de decisões. Para cúmulo (e isto é um elogio) os dragões tiveram de enfrentar um Salin de altíssimo nível, e não apenas na grande penalidade.
Mas a crueza da realidade actual também pode ser vista de outra maneira, nada abonatória para os dragões. Basta lembrar que as duas grandes penalidades falhadas por Jackson, com Olhanense e Marítimo, mandaram fora quatro pontos que, neste momento, manteriam os portistas colados ao Benfica no topo da classificação.
Quando faltam sete jornadas para fechar o campeonato, o cenário é claramente favorável aos encarnados. Não definitivo, mas favorável. Sobretudo porque não é crível que Jorge Jesus volte a cair nos mesmos equívocos da época passada com a gestão do plantel. Está a fazê-lo, desta vez, de uma forma muito mais racional, mesmo levando em linha de conta a ambição assumida na Liga Europa.
As próximas cinco jornadas podem fazer do Benfica o virtual campeão, pois se chegar ao Dragão com quatro pontos de avanço, "neutraliza" o desafio frente ao FC Porto (mesmo com uma eventual derrota seguiria para a última ronda isolado na dianteira). Está tudo nas suas próprias mãos.

PS : E os petardos continuam. Já não há qualquer desculpa para os dirigentes desportivos e as autoridades acabarem com isto nos estádios de futebol."